Evento SMH em 13 de julho de 2011, auditório do IAB RJ.
“Infraestrutura: Iluminação Pública”
Apresentação:
Júlio Morandi – RIOLUZ
Roberto da Maia Silva – RIOLUZ
Suelene de Assis Aguiar - SECONSERVA
Ana Luna – SMH
José Canosa Miguez – IAB RJ
Moderador:
José Canosa Miguez – IAB RJ
Apresentação de Júlio Morandi - RioLuz
A primeira parte da apresentação da Rioluz ficou a cargo do engenheiro Júlio Morandi,
que focou a atuação da empresa, suas responsabilidades e atividades principais. A segunda
parte ficou a cargo do engenheiro Roberto da Maia Silva que se deteve nas exigências para
elaboração de projetos de iluminação pública segundo as normas brasileiras, código de
posturas e normas municipais específicas.
A Companhia Municipal de Energia e Iluminação – Rio Luz é uma empresa vinculada a
Secretaria de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura do Município e é responsável pela
gestão de toda iluminação pública da cidade.
As luminárias fixadas nos postes, os projetores nos túneis e a iluminação decorativa
são todos considerados como pontos de iluminação. O Rio de Janeiro tem 0,067 pontos/hab e,
se comparado aos índices da Europa, este índice está ligeiramente abaixo. A Suécia, por
exemplo, tem 0,28 pontos/hab e Portugal 0,10 pontos/hab. Uma observação interessante é
que a iluminação pública na Europa é menos intensa. No Rio de janeiro o consumo mensal é
de 36.519 mWh com um custo médio mensal de R$ 8,5 milhões. Para cobrir esse custo é
destinada uma parte significativa dos recursos da RioLuz. Em abril de 2010 a taxa de
1
iluminação pública foi criada por lei e, a partir de então, a cobrança é feita através das contas
de energia.
DADOS GERAIS DO SISTEMA
DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA
TIPO
% do Total
INCANDESCENTE
0,36
MISTA
1,39
MV M
6,78
VAPOR DE MERCURIO
24,04
VAPOR DE SÓDIO
66,95
OUTROS
0,48
TOTAL
417.407
As lâmpadas de vapor de mercúrio representam com 24,04% um índice ainda elevado
uma vez que é potencialmente poluidora e pouco eficiente. As lâmpadas a vapor de mercúrio
têm vida útil baixa e seu descarte nos lixões é danoso ao meio ambiente por causa do metal
que é utilizado na sua fabricação. No Brasil foi criado o programa federal Reluz e que tem
como objetivo reduzir esse tipo de iluminação nas cidades, incentivando sua substituição pelas
de vapor de sódio.
As lâmpadas de vapor de sódio representam 66,95% do parque de iluminação pública
carioca. Alguns arquitetos e parte da população demonstram não gostar desse tipo de
iluminação, pois, embora tenha vida útil maior que a de vapor de mercúrio, esta lâmpada na
tem boa reprodução de cores. Na Europa já há iniciativas para substituição de lâmpadas de
vapor de sódio por lâmpadas LED. Outros tipos de iluminação representam apenas 0,48%.
2
Os elementos integrantes do sistema
Os serviços de IP exigem alto grau de
especialização:
São cerca de 1.100 itens diferentes, tais com
lâmpadas de 70, 100, 150, 250, 400, 600, 1.000 e
2000 Watt, além de reatores, ignitores,
conectores, cabos diversos, transformadores e
postes de 4,5 a 45,0 metros de altura.
A rede de IP própria é de cerca de 30.000 postes,
e a redes restante está instalada nos postes da
fornecedora de energia (Light).
O palestrante apontou que os profissionais da RioLuz possuem alto grau de
especialização, diferenciando-se dos profissionais de iluminação predial ou residencial,
destacando o aspecto segurança do trabalho, em que as normas são mais exigentes.
Sobre os postes de grande altura, revela que apenas o Rio de Janeiro e Brasília
possuem postes de 45 metros de altura com seis pétalas de luminárias, como os do parque do
Flamengo, porém o custo da substituição de uma eventual lâmpada queimada é tão grande
que normalmente aproveita-se a infraestrutura para trocar todas as lâmpadas, diminuindo o
custo final .
Os 30.000 postes próprios da RioLuz estão distribuídos em importantes vias e viadutos
da cidade, tais como a Av. Brasil e Av. Perimetral; os demais pontos de luz estão instalados em
braços nos postes da empresa fornecedora de energia, no caso, a Light.
No início do ano de 2010 foi desenvolvido um planejamento estratégico, elaborado
com a participação de todos os funcionários e técnicos da empresa, e que estabeleceu seu
principal objetivo: “Fazer do Rio de Janeiro uma cidade tão maravilhosa durante a noite,
quanto ela é durante o dia”.
A RioLuz é uma empresa pública de característica de sociedade anônima e sua
estrutura organizacional está apresentada no slide abaixo. Atualmente nela trabalham cerca
de 700 funcionários, 39 engenheiros e 3 arquitetos.
3
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Além da gestão de todo o parque de iluminação pública da cidade outras atribuições da RioLuz
podem ser citadas:
 A iluminação do carnaval carioca, da passarela do samba (Sambódromo) e dos acessos
ao Terreirão do Samba;
 Suporte técnico a centenas de bailes populares e desfiles de blocos e escolas de
samba;
 Apoio a eventos festivos, turísticos, esportivos, religiosos e culturais da cidade como o
Réveillon, festas juninas/julinas, shows artísticos, campeonatos de diversos esportes;
 Licenciar e fiscalizar as empresas instaladoras e conservadoras de elevadores, escadas
rolantes, planos inclinados, teleféricos e sistemas de ar condicionado central e
exaustão mecânica;
 Projetar e administrar planos inclinados como o da Igreja da Penha e do PavãoPavãozinho;
 Administrar e fiscalizar as escadas rolantes, elevadores e climatizadores de projetos
Rio Cidade Bangu e as escadas rolantes do Rio Cidade Campo Grande;
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 Recuperar os materiais e equipamentos utilizados na iluminação: postes, luminárias,
células fotoelétricas, bases e outros materiais;
Júlio Morandi apresentou a organização das Gerências Regionais:
SERVIÇOS REGIONALIZADOS
1ª GR
6ª GR
3ª GR
2ª GR
1ª GR
7ª GR
5ª GR
ÁREA DE ATUAÇÃO
4ª GR
ÁREA (Km²)
N.º PONTOS
8,45
4.541
6,11
5.727
VIIª RA – BENFICA,
MANGUEIRA, SÃO CRISTÓVÃO
7,46
7.187
ALTO DA BOA VISTA, TIJUCA
42,59
12.151
IXª RA – MARACANÃ, ANDARAÍ,
GRAJAÚ, VILA ISABEL
13,03
11.061
42,23
12.541
1,47
121,34
867,9
54.075
Iª RA – SAÚDE, GAMBOA,
SANTO CRISTO, CAJU.
IIIª RA – CATUMBI, ESTÁCIO,
CIDADE NOVA, RIO COMPRIDO
1ª.GR VIIIª RA – PÇA. DA BANDEIRA,
XXª RA – ILHA DO
GOVERNADOR
XXIª RA – PAQUETÁ
TOTAL
5
ÁREA DE ATUAÇÃO
2ª GR
ÁREA (Km²)
Nº PONTOS
Xª RA – RAMOS, BONSUCESSO,
MANGUINHOS, OLARIA
16,73
12.474
XIª RA – PENHA CIRCULAR, BRÁS DE PINA,
PENHA
14,45
9.910
12,93
9.574
29,02
18.756
XXXª RA – COMPLEXO DA MARÉ
0,35
1,54
1,27
1.187
313
2.749
XXXIª RA – PARADA DE LUCAS, JARDIM
AMÉRICA, CORDOVIL, VIGÁRIO GERAL
11,34
7.772
87,63
62.735
XIIª RA – INHAÚMA, ENGENHO DA
RAINHA, MARIA DA GRAÇA,
HIGIENÓPOLIS, JACARÉ, DEL CASTILHO,
TOMÁS COELHO
XIIIª RA – MEIER, SÃO FRANCISCO XAVIER,
ENGENHO DE DENTRO, ÁGFUA SANTA,
RIACHUELO, PILARES, ENGENHO NOVO,
SAMPAIO, ABOLIÇÃO, LINS, ROCHA
XXVIIIª RA – JACAREZINHO
XXIXª RA – COMPLEXO DO ALEMÃO
TOTAL
O palestrante revelou que a 2ª Gerência Regional é responsável pela área que
compreende Ramos, Bonsucesso, Complexo da Maré e outras. As comunidades localizadas
nessas áreas são numerosas, e algumas estão localizadas em áreas onde ocorrerá o Projeto
Morar Carioca. As equipes da RioLuz atuam na manutenção destas áreas e em média a cada 15
dias fazem a verificação no sistema de iluminação, principalmente substituindo lâmpadas
queimadas. Caso haja maiores necessidades, faz-se a troca de luminárias.
Em algumas comunidades é fácil a entrada da equipe, porém a grande dificuldade é
garantir a segurança dos técnicos em campo. Em áreas não pacificadas são grandes as
dificuldades de realização da manutenção devido à violência e também a acessibilidade. No
Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, já pacificados, foi concluída recentemente a
manutenção dos pontos de iluminação. Foram realizados substituições e implementações no
total de 10 mil pontos de iluminação num trabalho que durou 6 meses.
6
ÁREA DE ATUAÇÃO
3ª.
GR
XIVª RA – VILA KOSMOS, IRAJÁ , VICENTE DE
CARVALHO, VILA DA PENHA, COLÉGIO,
VISTA ALEGRE
XVª RA – CAMPINHO, ENGENHEIRO LEAL,
BENTO RIBEIRO, MARECHAL HERMES, VAS
LOBO, TURIAÇÚ, HONÓRIO GURGEL, ROCHA
MIRANDA, OSWALDO CRUZ
XXIIª RA – GUADALUPE, ANCHIETA,
RICARDO DE ALBUQUERQUE, PARQUE
ANCHIETA
XXVª RA – COELHO NETO, COSTA BARROS,
ACARI, PAVUNA, BARROS FILHO
XXXIIIª RA – CAMPO DOS AFONSOS,
DEODORO, REALENGO, JARDIM SULACAP,
MAGALHÃES BASTOS, VILA MILITAR
TOTAL
ÁREA (Km²)
N.º PONTOS
15,58
12.000
17,35
10.346
14,11
15.25
17,35
10.346
67,37
13.979
133,85
73.377
4ª GR
ÁREA DE ATUAÇÃO
IIª RA – CENTRO.
IVª RA – FLAMENGO, GLÓRIA, LARANJEIRAS, CATETE,
BOTAFOGO, COSME VELHO, URCA, HUMAITÁ.
Vª RA – LEME E COPACABANA.
VIª RA – SÃO CONRADO, LEBLON, JARDIM BOTÂNICO,
LAGOA, GÁVEA, VIDIGAL, IPANEMA, ARPOADOR.
XXIIIª RA – SANTA TEREZA
XXVIIª RA – ROCINHA
TOTAL
ÁREA
(Km²)
N.º PONTOS
6,40
8.416
15,58
5,47
12.578
5.112
21,59
5,7
1,44
56,18
10.173
1.401
1.600
39.280
Nesta 4ª GR se encontra o público formador de opinião - jornalistas, políticos,
empresários entre outros, razão pela qual esta gerência exige vistorias sistemáticas no
sistema.
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5ª GR
ÁREA DE ATUAÇÃO
XVIª RA – JACAREPAGUA,
CAMPINHO
XXIVª RA – BARRA DA
TIJUCA, RECREIO DOS
BANDEIRANTES, VARGEM
GRANDE, VARGEM
PEQUENA
XXXIVª RA – CIDADE DE
DEUS
TOTAL
ÁREA (Km²)
N.º PONTOS
100,05
20.106
175,67
28.393
27,8
11.891
303,52
60.390
A 5ª GR é área extremamente ampla e com grandes dificuldades em termos de
manutenção da iluminação pública, pois são poucos os pontos de iluminação e grande é a
distância entre eles dificultando a logística para atender a área. O tempo para realizar a
manutenção é maior devido às distâncias entre os pontos.
6ª GR
ÁREA DE ATUAÇÃO
XVIIª RA – BANGU, PADRE MIGUEL,
SENADOR CAMARÁ
XVIIIª RA – COSMOS, INHOAÍBA,
CAMPO GRANDE, SENADOR
AUGUSTO VASCONCELOS,
SANTÍSSIMO
TOTAL
ÁREA (Km²)
N.º PONTOS
55,0
35.750
171,67
46.200
226,67
81.950
8
7ª GR
ÁREA DE ATUAÇÃO
ÁREA (Km²)
N.º PONTOS
XIXª RA – SANTA CRUZ, SEPETIBA,
PACIÊNCIA
XXVIª RA – GUARATIBA, BARRA DE
GUARATIBA, PEDRA GUARATIBA
163,73
25.749
151,73
9.944
TOTAL
315,46
35.693
A 6ª GR é considerada uma área extensa e com um grande número de pontos de
iluminação. No entanto, a 7ª GR é muito maior com uma pequena concentração populacional
e com um número reduzido de pontos de luz e, o que dificulta a manutenção.
Através do telefone 1746, implementado recentemente pela Prefeitura, verificou-se
que o maior número de reclamações de lâmpadas apagadas à noite ou acesas durante o dia se
origina nessa região. Há dificuldades de manutenção nesta Gerência, mas esta situação está
em vias de ser normalizada.
Júlio Morandi finalizou sua palestra demonstrando algumas obras realizadas
recentemente, como a nova iluminação do monumento do Cristo Redentor no Corcovado
utilizando lâmpadas LED e também da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro.
Apresentação de Roberto da Maia Silva – RIOLUZ
9
O engenheiro Roberto da Maia atua na elaboração e fiscalização de projetos de
iluminação pública (IP) de terceiros e também da própria RioLuz, e procurou orientar os
escritórios para os projetos dessa natureza.
A empresa que se habilitar ao projeto de iluminação pública deverá ser especializada
na área de Engenharia Elétrica com comprovada atuação na prestação de serviços técnicos na
elaboração de projetos, tanto na reformulação quanto implantação em ruas, vias, praças,
alamedas, conjuntos habitacionais, obras de arte, túneis, monumentos, fachadas e outros.
Os escritórios que propuserem estes projetos deverão reunir-se com a equipe da
RioLuz para analisar as propostas e apresentar as habilitações para tal. A RioLuz tem seus
próprios procedimentos e há normas que deverão ser seguidas em primeira instância, tais
como:
- NBR 5101(Iluminação Pública);
- NBR 5410 (Instalações elétricas de baixa tensão);
- NBR 8837(Iluminação esportiva);
- NBR 5181(Túneis);
- NR-10 – M.T.E (Segurança do trabalho);
- Resolução 456/00 ANEEL/M.M.E (Alimentação elétrica e distribuição)
- SCO – Sistema de Custos para Obras e Serviços de Engenharia (art.1° do decreto
n°15.307 de 29/11/96 e decreto n°15.550 de 28/02/97;
- Portaria “N” Rioluz n° 0180 de 09/03/07;
- Portaria “N” Rioluz n° 0211 de 25/03/09.
O engenheiro apontou as Etapas de um Projeto que deverão ser seguidas; são elas:
–
Programa de necessidades;
–
Estudo preliminar;
–
Projeto básico;
–
Projeto executivo;
–
“As Built”.
Programa de necessidades
O Programa de necessidades é o conjunto de características e condições necessárias
ao desenvolvimento do projeto de iluminação que pretende ter a aprovação da RioLuz.
Estudo preliminar
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A partir do programa de necessidades se fará um estudo para se definir os materiais que
serão utilizados, assim como o tipo de instalações; todas as indicações mais adequadas
deverão ser levantadas neste estudo preliminar. A partir desta fase, será possível fazer uma
estimativa de custo.
O Estudo Preliminar visa a análise e escolha das soluções que melhor correspondam ao
Programa de Necessidades, focando a solução luminotécnica e estética do projeto,
documentos gráficos e também apresentando uma estimativa de custos
Projeto Básico
É o conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a elaboração do
projeto, baseado no Estudo Preliminar e que apresente o detalhamento necessário para a
perfeita definição e quantificação dos materiais a serem utilizados, bem como forneça
informações suficientes para que a obra possa ser licitada com base no SCO.
Projeto Executivo
É o conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a realização da
obra, contendo de forma clara, precisa e completa todas as indicações e detalhes construtivos
(escolha de matérias e orçamento, por exemplo). O projeto neste ponto já foi aprovado e
recebeu um número de ordem.
“As Built”
Como o projeto vai sofrer alterações ao longo do processo de implementação, se faz
necessário o “As Built”; como o orçamento será modificado e para que todas as modificações
sejam documentadas é necessário que o projeto seja refeito.
Segundo o engenheiro deverá haver uma interação da iluminação com o projeto
urbanístico, com o paisagismo, mobiliário urbano, entre outros. Aponta a seguir algumas
considerações a serem levadas em consideração:
Fatores a considerar no projeto de iluminação pública
a) Aspecto Urbanístico
Os projetos de Iluminação Pública devem ser elaborados em estrita consonância com
os de urbanização, paisagismo, mobiliário urbano e sinalização semafórica.
b) Alimentação Elétrica:
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O projeto de Iluminação Pública deve considerar os aspectos referentes à alimentação
e distribuição de energia elétrica necessária - Resolução 456 ANEEL - observando as
características da urbanização do logradouro.
c) Luminotécnica
A Iluminação Pública deve considerar todos os aspectos dos cálculos luminotécnicos,
tipos e características dos equipamentos, impactos sobre o meio ambiente e sobre o homem,
devendo enfatizar a eficientização de energia na adequada especificação das luminárias,
lâmpadas e demais equipamentos. É preciso considerar a dinâmica e as necessidades do local,
a intensidade do trânsito, se a área é de lazer ou de pedestres, não esquecendo a questão
econômica, um dos fatores importantes do projeto.
d) Iluminância e uniformidade
Critério exigido pelo manual da RioLuz e em conformidade com a urbanização. Não se
deve nem exagerar e nem deixar estes parâmetros aquém das necessidades reais da
população e do bairro. O projetista deve estar em contato com as concessionárias para que
tudo seja feito em consonância e com afinamento também com o paisagismo, sinalização, etc.
Cada modelo de luminária tem um desempenho luminotécnico diferente, e é
necessário produzir gráficos que demonstrem essas características, conforme as normas e
procedimentos da RioLuz.
Materiais empregados no projeto:
Todo material mencionado no projeto de Iluminação Pública deve ser padronizado e
homologado conforme a Portaria RioLuz “N” 211 de 25/3/09.
Todo material ganha um número, desenho e especificação na RioLuz, e será
homologado para ser comercializado. Apenas depois dessas etapas o projetista poderá usá-los
na obra. É necessária esta homologação para garantir qualidade de iluminação, segurança e
possibilidade de estoque em almoxarifados.
Não adianta especificar material que não esteja homologado; caso seja necessário ou o
escritório queira indicar um novo material poderá abrir um processo para homologação.
Apresentação de projetos
12
Aprovação preliminar
O projeto é levado para RioLuz por intermédio do órgão que está contratando o
projeto, com a finalidade de obter uma aprovação preliminar; nesta oportunidade um técnico
da RioLuz irá até o local para analisar o pedido.
O projeto deve ser apresentado no seguinte formato:
. Desenho em AutoCad (02 cópias em sulfite);
. Memorial descritivo do projeto apresentado;
. Relação de materiais a instalar e a retirar (tudo baseado no SCO), juntamente com o
estudo luminotécnico que serviu de base para a escolha dos equipamentos;
.Os projetos antes da aprovação na Rioluz, deverão passar por consulta prévia, em
especial, na Cet-Rio, Fundação Parques e Jardins e Light (empresas que também estão
envolvidas no conjunto elétrico e paisagístico)
Aprovação final
Etapas:
-
Aprovação preliminar aceita;
-
Entrega do original em papel vegetal acompanhado de 05 cópias heliográficas (já
assinadas na DTP) + 02 CD’s contendo cópias do arquivo digital em AutoCad 2000,
2002 ou 2004;
-
Entrega do orçamento completo com base no SCO;
-
O original deverá ser assinado pelo autor do projeto, com indicação do CREA,
endereço e nome da firma, se for o caso;
-
Apresentar comprovante de anuidade do CREA e ART;
-
Estar cadastrado comercialmente na SMA (Secretaria Municipal de Administração), no
caso de firma.
A RioLuz está buscando e desenvolvendo o procedimento para aceitar projetos que se
utilizem de lâmpadas LED que já representa o futuro no campo da iluminação. Por enquanto
há apenas a lista de matérias que já se encontra no caderno de escopo, mas a RioLuz está
procurando se modernizar.
13
José Canosa Miguez - IAB
O arquiteto José Canosa Miguez apresentou um panorama acerca da poluição
luminosa, e fez algumas observações acerca da boa iluminação pública.
Destacou que desde os primórdios o homem possui muito interesse nos estudos
relacionados ao céu; mitos e crenças foram criados a partir destas percepções. Egípcios,
astecas, maias, entre outros desenvolveram muito conhecimento a partir das observações do
céu. Embora a atual tecnologia permita a navegação por satélite é importante conhecer a
navegação a partir do posicionamento dos astros.
Nos dias de hoje a poluição luminosa começa a comprometer toda a percepção e
conhecimento do céu noturno.
A Poluição Luminosa
A poluição luminosa é mais uma forma de degradação do meio ambiente, afeta nosso entorno
de maneira significativa e empobrece nossa qualidade de vida.
Provém da emissão inadequada de luz em
a) intensidades,
b) direções
c) e faixas espectrais
absolutamente desnecessárias para o tipo de atividades que se desenrolam nas áreas
iluminadas.
As fontes da poluição luminosa são as luminárias inadequadas utilizadas em: vias públicas,
parques, praças e jardins, instalações recreativas e esportivas, anúncios luminosos e vitrines,
iluminação de segurança, iluminação exterior de habitações particulares.
14
15
16
Consequências da poluição luminosa
Para a astronomia
Faz diminuir o contraste necessário para as observações astronômicas e impede a visão dos
astros com brilho inferior ao do fundo, acarretando problemas para a investigação astrofísica.
Observatórios já construídos estão prejudicados pelo aumento da poluição luminosa em áreas
próximas.
Há dificuldade em encontrar áreas livres da luminosidade que emana das grandes cidades.
Com isso a investigação astronômica realizada da superfície da Terra pode se tornar
praticamente impossível.
Única opção: as custosas observações espaciais realizadas de fora da atmosfera terrestre.
Prejuízo para o desenvolvimento dos países que não podem custear estes caros programas de
pesquisas.
Para a economia
Alto custo da fatura energética pública e privada.
Entidades internacionais especializadas estimam que
1/3 da energia utilizada em iluminação é lançada para o espaço.
No Brasil 17% da energia elétrica gerada é consumida em iluminação.
Logo quase 6% da energia elétrica produzida em nosso país é desperdiçada.
Para o meio ambiente
a) Alto consumo de energia com emissão de resíduos
O uso de recursos naturais para a geração de energia provoca a emissão de elementos
contaminadores da atmosfera (CO2, SO2, resíduos nucleares, etc.)
b) Geração de resíduos altamente tóxicos e de difícil reciclagem
Os vapores de mercúrio e de outros metais pesados no interior de lâmpadas de descarga fluorescentes,
vapor de mercúrio,
vapor de sódio,
17
vapor metálico,
mistas
- são liberados quando estas lâmpadas são inutilizadas sem maiores cuidados.
Lâmpadas de descarga
Vantagem: geram 6 vezes mais luz que as incandescentes, com o mesmo consumo energético.
Principal desvantagem: os elementos tóxicos usados, principalmente o mercúrio.
Não se obtém informações detalhadas sobre todas estas substâncias e os potenciais riscos que
representam no estado em que se encontram nas lâmpadas, mas pelo menos metade delas são
metais pesados, o que só por si é já um indicador da sua periculosidade.
Desde 1980 os principais fabricantes já não utilizam cádmio nas lâmpadas de descarga;
também já há novas lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão que não utilizam mercúrio ou
bário.
c) Alteração nos habitats naturais e nos ciclos vitais da fauna e flora
A luz artificial provoca modificações do ecossistema noturno e nas cadeias de nutrição,
alterando os hábitos dos animais:
animais diurnos ficam privados de condições adequadas para o sono e animais noturnos ficam
sem condições de alimentação
Consequência: alguns animais migram para as periferias ou para locais que permitam o livre
ciclo da natureza.
A luz atrai as aves durante a noite por razões ainda desconhecidas. Desorientados, milhões de
pássaros morrem por ano em choques contra edifícios nas cidades.
Exemplo: Iluminação “amiga das aves” desenvolvida pela Philips para as plataformas na costa
holandesa. As aves migratórias perturbam-se mais com a parte vermelha do espectro luminoso
e menos com o azul ou o verde.
Também a emissão de luz na faixa ultravioleta (invisível para o olho humano) altera de forma
significativa os ciclos vitais de animais, insetos e plantas sensíveis a esta faixa do espectro
luminoso
18
O comportamento dos animais é regulado nas 24 horas do dia principalmente pelo ciclo claroescuro (ou noite-dia). Esse ritmo circadiano envolve uma grande variação na produção de
proteínas pelos genes ao longo do dia, em vários pontos do organismo: os genes são ligados ou
desligados de acordo com a luz do ambiente.
Para a segurança pública
1) Ofuscamento dos motoristas
A iluminação inadequada ou excessiva pode provocar acidentes de tráfego. A passagem de
zonas pouco iluminadas para outras com excesso de luz pode provocar a perda momentânea
do controle do veículo
2) Perda de qualidade da luz
A capacidade de reprodução das cores (IRC) das lâmpadas é fundamental para a percepção dos
pedestres, dos objetos, dos movimentos e manobras de outros veículos e do ambiente
circundante.
3) Ofuscamento dos pedestres
A iluminação excessiva e inadequada provoca cortinas de luz que reduzem a nossa capacidade
de percepção do entorno.
4) Dificuldades para o tráfego aéreo e marítimo
O tráfego naval e aéreo depende da adequada sinalização noturna para a realização de
diferentes manobras.
A iluminação excessiva coloca em risco estas operações.
Consequências Sociais
1) Modificação ou a perda da paisagem noturna natural.
A visão do céu representa uma paisagem de riqueza natural. Sua perda afeta a todos na
medida em que contamina o meio ambiente. Que é de todos.
2) A luz invasora
É a intromissão luminosa em nossas casas decorrente de luminárias inadequadas e artefatos
publicitários.
19
A iluminação pública não deve invadir a área de terceiros.
Iluminar demais não é sinônimo de iluminar bem.
O bom sistema de iluminação é aquele onde não se vê a fonte luminosa, mas apenas o objeto
iluminado.
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As boas luminárias
Alguns fatores devem ser levados em consideração ao escolher as luminárias. O facho de luz
não ultrapassa a horizontal, concentrando a luz no chão até a base do próximo poste. Dessa
forma, preserva-se o céu e economiza-se energia, sem prejudicar a qualidade da iluminação.
Luminárias cut off
21
22
Correção: mudança do formato das luminárias de forma que a luz seja direcionada
especificamente para o local que se deseja iluminar, evitando que a luz escape para o alto.
Objetivos:
- preservar o céu,
- economizar energia e
- aumentar a segurança
ALGUNS MITOS SOBRE ILUMINAÇÃO
1. “Quanto mais luz, melhor!”
Só para os fabricantes de lâmpadas. A luz deve ser dimensionada para cada uso
específico. Sem desperdícios.
2. “A poluição luminosa só afeta os astrônomos!”
Afeta a todos na medida em que contamina o meio ambiente. Que é de todos.
3. “Saia da cidade para ver as estrelas!”
Se não nos incomodamos com a perda da visão das estrelas também não nos importa
a visão das flores, das florestas, dos animais. Poderíamos acabar com os parques e jardins.
4. “É tarde demais. Já existe muita poluição!”
Mas também há muita tecnologia para resolver o problema. E quanto mais tarde, pior.
5. “A iluminação reduz a criminalidade”
Ninguém sabe.
Pareceres do Departamento de Justiça norte-americano:
1977 - ‘Não há nenhuma evidência estatística significativa, especialmente se se considera o
deslocamento da atividade criminosa.’
1997 – ‘Em resumo, a influência da iluminação sobre a criminalidade ainda é desconhecida.’
2002 – No Reino Unido uma meta-análise da relação iluminação-criminalidade concluiu que
não houve nenhuma evidência convincente de que o aumento nos níveis de iluminação reduza
a criminalidade. Em diversos casos até aumentou.
2002 – Pesquisa da California Energy Comission a sensação de segurança é menor quando se
utilizam luminárias tipo non-cutoff, com alto nível de ofuscamento.
23
Ana Luna – SMH
A engenheira Ana Luna iniciou sua apresentação discorrendo sobre o papel da Secretaria
Municipal de Habitação (SMH) do Rio de Janeiro que é responsável pela coordenação dos
projetos habitacionais próprios e daqueles que envolvam outras secretarias municipais, o
governo estadual e também as concessionárias.
Em seguida discorreu acerca do Programa Morar Carioca, que está dividido em duas fases.
A fase 1 corresponde às obras que estão hoje em andamento, e que possuem verbas de
diversas fontes, como por exemplo, do Ministério das Cidades e da Prefeitura do Rio.
A fase 2 ocorre nesse momento, com o início da contratação dos escritórios, apresentação e
entrega do escopo de trabalho a estes escritórios. Este material foi produzido em conjunto
com as secretarias municipais e as possíveis modificações serão realizadas em parceria com as
secretarias e também com a contribuição dos escritórios. Por isso, é importante a atenção às
diversas transformações contextuais como a modificação das especificações das obras e dos
materiais (por exemplo: tipos de luminárias).
É importante destacar que as execuções dos projetos necessitam da coordenação de todas as
disciplinas, sempre com as diretrizes formuladas pelo urbanismo.
Um exemplo dado por Ana Luna para ilustrar o trabalho realizado foi a Favela de Tijuaçu – Alto
da Boa Vista (Projeto desenvolvido dentro da Secretaria de Habitação).
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SECRETARIA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO
COORDENADORIA DE OBRAS
Tijuaçu/ Mata Machado
Localização: Est. do Tijuaçu/ Est. de Furnas
Alto da Boa Vista
R.A. VIII
AP 2
População: 1.012/ 2.664 hab.
Nº domicílios: 308/ 666
SECRETARIA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO
COORDENADORIA DE OBRAS
Tijuaçu Urbanização
A engenheira comentou que na primeira fase do diagnóstico algumas ações serão
realizadas, tais como visitar as concessionárias para consultar cadastros, realizar ementas,
realizar pesquisas e outras atividades, pontuar o que ocorre na favela e o que ocorre no bairro
onde a favela está.
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Em relação aos distritos, consultas terão que ser feitas, pois haverá favelas que estarão
na divisa entre distritos e, consequentemente, na divisa entre diversas instituições do serviço
público. Ana Luna considera esta fase relevante para a realização do segundo passo: o plano
de intervenção.
Segundo ela, o plano de intervenção é o mais importante e deverá ser elaborado sobre
a topografia para ser aprovado. As possíveis preocupações deverão estar dentro do plano de
intervenção para o melhor desenvolvimento do projeto básico. Além disso, a construção do
detalhamento da execução e o orçamento estimativo irão viabilizar ou não a obra que será
executada.
Cada empresa ou secretaria responsável pela manutenção dos serviços públicos será
convidada a acompanhar a obra no sistema chamado de co-fiscalização, como por exemplo, no
caso de abastecimento de água em que a instituição responsável será a CEDAE. Por esta razão
todas as diretrizes e parâmetros deverão ser tratados com a CEDAE.
Sobre a questão do esgotamento sanitário, na região da AP5 a manutenção é realizada
pela RioÁguas. Já na AP1, AP2, AP3 e AP4 a operação e manutenção está em fase de
negociação para a escolha da instituição responsável; por enquanto quem está a frente é a
Secretaria de Habitação.
Em relação à drenagem pluvial a responsável pela operação e manutenção é a
SECONSERVA assim como pela conservação de pisos.
Outro ponto relevante é sobre a escolha dos materiais que serão utilizados na obra
que deverá ser criteriosa. Um exemplo dado foi o dos paralelepípedos, que são interessantes
para a SMH por causa da infiltração, porém há problemas durante as obras devido à
escolha/seleção das peças que, ao serem inapropriadas, geram descarte muito grande.
A coleta de lixo é de responsabilidade da COMLURB, e cada comunidade será estudada
para que o serviço seja feito da melhor forma.
Em relação à iluminação pública, a responsável é a RIOLUZ, no âmbito da
SECONSERVA.
Quanto aos planos inclinados e teleféricos, recomendou atenção para a
sustentabilidade e a operacionalidade do serviço.
Sobre contenção de encostas, sua operacionalidade e manutenção é incumbência da
GEORIO.
Em relação às áreas esportivas e de lazer a operação e manutenção será realizada em
parceria com a COMLURB, Parques e Jardins e SECONSERVA. Uma observação: quando a
quadra é coberta a iluminação não será pública, mas sim da quadra. Em caso de quadras
cobertas caberá uma discussão com a SMH. Segundo Ana Luna o material que será utilizado
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para construção das quadras merece importância também, pois é melhor usar material de
maior qualidade e durabilidade e que apesar de custo inicial mais alto exigirá menos
manutenção.
Um ponto citado pela engenheira é quanto a conservação de quadras esportivas e
praças de recreação terem ou não cobertura. Quando coberta a iluminação deixa de ser
pública para ser da quadra; além disso, se a comunidade não for pacificada e estiver coberta,
poderá ser foco de bailes proibidões do tráfico.
A preocupação da SMH é que, realizando-se as obras, para quem será feita a entrega
da chave, quem ficará responsável pelo lugar, inclusive pelo pagamento da luz, água e esgoto?
Outro ponto é o tipo de uso do material a ser utilizado em quadras esportivas; a pintura das
quadras, por exemplo, não é uma boa solução, pois não dura muito.
Assim como a escolha por teleférico e plano inclinado, a palestrante chama atenção
para os escritórios que devem estudar a real necessidade de cada localidade, pois o custo é
alto, inclusive para manutenção, e como será a composição do valor das passagens, por
exemplo.
A GeoRio é responsável pelas contenções e manutenções das encostas; no caso do
mobiliário urbano e sinalização as responsáveis serão SECONSERVA e CET-Rio. A palestrante
chama atenção para as orientações da CET-Rio referentes a sinalização com placas, sinalização
semafórica, etc. Devem ser observadas todas as orientações da CET-Rio para que esta possa se
responsabilizar pela conservação e manutenção da sinalização.
Nas edificações o responsável será o próprio morador. No caso dos prédios serão
instituídos condomínios com os moradores que se responsabilizarão pela manutenção e
conservação.
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SECRETARIA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO
COORDENADORIA DE OBRAS
Tijuaçu Urbanização
Havendo interações ambientais o marco limítrofe, sua operação e manutenção serão
realizados pela SMAC. A padronização será discutida juntamente com o SMH.
Algumas observações adicionais foram feitas pela engenheira: as estruturas de
madeira são difíceis de serem compradas, o concreto ainda é a melhor opção; o guarda corpo
é uma excelente opção de segurança para os pedestres, porém suas diversas variações
dificultam a manutenção dessas estruturas pelo SMH; deve-se atentar para estruturas de
maior durabilidade.
Suelene de Assis Aguiar - SECONSERVA
A engenheira Suelene de Assis comentou que anos atrás a SECONSERVA não era consultada
em nenhum projeto urbanístico, o que dificultava a conservação pela carência de orientações
acerca das escolhas dos materiais.
Lembrou ser necessário haver um estoque de materiais para que se possa garantir a
conservação posterior. O uso de materiais de difícil aquisição e acesso é uma das questões que
os escritórios devem atentar; a conservação é fundamental para que o trabalho não seja em
vão.
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Uma constante apontada pela representante da SECONSERVA é a destruição do calçamento
feita pelos moradores para fazer by pass de esgotamento diretamente na rede; para evitar o
mau cheiro, roedores e insetos os moradores costumam concretar ralos.
O uso do piso de concreto também é indicado pela vantagem de manutenção, tendo maior
durabilidade.
Outro ponto levantado pela engenheira é que a realidade local deve ser considerada: muitos
moradores possuem carros e há casos que a quadra esportiva acaba se tornando um
estacionamento. Segundo Suelene é necessário haver uma compreensão das especificidades
locais. Qualquer área livre em comunidades acaba sendo ocupada, e é necessário saber dos
moradores quais são as áreas de lazer utilizadas e como fazer para melhorá-las.
Para o guarda-corpo e corrimão a melhor opção é o concreto e o tubo galvanizado; também se
devem evitar valas e espaços que poderão ser transformados em lixeiras, como os vãos livres
embaixo de escadarias, por exemplo.
As grelhas finas de bateria de ralo são fáceis de serem carregadas e acabam sendo roubadas
para servirem de churrasqueiras; além disso, estão fora do padrão.
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Infraestrutura: Iluminação Pública