Cidade Anápolis, de 04 a 10 de setembro de 2015 15 Educação Projetos sociais e nutricionais em colégio do Bairro Calixtolândia O ‘Estadual Professor Salvados Santos’, como é conhecido, promove ações, por meio de palestras e atividades no contra turno, que contribuem para melhorar o desempenho dos estudantes Felipe Homsi S er um suporte para que os seus alunos pratiquem atividades que os mantenha longe do perigo das ruas e das drogas. E, ainda, tenham uma vida saudável e nutritiva. Estes são alguns dos objetivos dos projetos desempenhados no Colégio Estadual “Professor Salvador Santos”, no Bairro Calixtolândia. Um deles, conforme apresentou o diretor José Cassimiro Dias Neto, é o Alimentação Saudável. São promovidas palestras para que os estudantes aprendam a se alimentar melhor. Durante os encontros, nutricionistas e profissionais da área esportiva falam sobre os perigos de uma nutrição com alimentos gordurosos e que não fornecem nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. “O nosso foco, aqui, é a alimentação saudável com os alunos. Nós recebemos muitos alunos com deficiência de vitaminas, por causa dos recursos financeiros que as famílias têm, que são poucos. Às vezes, a escola tem esse papel primordial de auxiliar essa falta de alimentação, e, principalmente, o conhecimento”, pontua o diretor. A Educação Alimentar é um dos propósitos desta iniciativa: “Há alunos que não eram acostumados a comer vegetais. Mas, a partir do conhecimento da importância disso, até como disciplina (escolar), eles viram a necessidade de estarem se alimentando melhor”. O Projeto Alimentação Saudável mantém uma parceria com o Mercado do Produtor, em que pequenos comerciantes doam alimentos que são revertidos a pessoas carentes do Calixtolândia; e a famílias de alunos do Colégio. Igrejas, estudantes, comunidade e a direção se envolvem nesta ação social. O Colégio existe desde 1998. Atualmente, oferece Ensino Fundamental do 6º ao 9º anos, nos turnos matutino e vespertino; e Educação de Jovens e Adultos para o Ensino Médio. O prédio onde funciona a Alunos do Colégio Professor Salvador Santos, no Bairro Calixtolândia participam ativamente de vários projetos extra-classe e estão gostando da novidade O consumo de alimentos saudáveis, como sucos naturais é estimulado na escola instituição, na Igreja Anglicana Episcopal do Brasil, é alugado pelo Governo Estadual desde 2011. Já existe, conforme apresentou José Cassimiro, um terreno doado pela Prefeitura para a construção de um novo espaço. Ele acrescenta que os recursos para a obra estão aprovados, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A maioria das famílias desses alunos é carente. Uma das ações que contribui para diminuir a vulnerabilidade social dos estudantes é o Programa Mais Educação, do Governo Federal, realizado no contraturno escolar. “Esse é um programa que vem auxiliar o aluno, tirá-lo da rua. Por quê? Porque ele ficava muito tempo ocioso. Ele é uma educação integral”, explica José Cassimiro. O diretor acrescenta que são fornecidos, pelo Governo Federal, recurso para lanches dos alunos; e materiais esportivos utilizados nas atividades do contraturno. Conforme elucida, abordando o caso de quem estuda de manhã, “eles vão para casa, almoçam nos seus lares, têm o contato da família. Terminam seu almoço, vêm para a unidade escolar, começam a fazer as aulas de reforço, tem o lanche e depois têm as aulas de atividade física”. Grande parte dos alimentos consumidos provém de doações do Mercado do Produtor “A opção deles é vir para a escola”, declara. José Cassimiro destaca o empenho dos monitores, também pagos com verba federal, no desenvolvimento esportivo dos alunos. Este programa gera frutos importantes, como títulos em competições esportivas locais conquistadas pelos estudantes - No Caratê, o Colégio já foi segundo lugar nos Jogos da Primavera. Ressalte-se, ainda, a melhoria do desempenho acadêmico por meio de projetos e ações promovidas no Colégio: “As notas deles (alunos) melhoraram demais, justamente por quê? Porque eles têm a opção de lazer, eles têm atividade físi- ca. Escola é um lugar de entretenimento, de compartilhar ideias, de compartilhar respeito. E, principalmente, de sociabilização saudável, notadamente quando eles têm esse trabalho de ajudar ao próximo, de ajudar a si mesmo, ao seu corpo”. Além das iniciativas citadas, são oferecidas atividades culturais e bazares de roupas envolvendo alunos. O programa Mais Educação foi responsável, conforme apresentou, pelo aumento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Colégio (IDEB). Outras iniciativas O Colégio Estadual “Professor Salvador Santos” mantém uma parceria com a ONG Makanudos, do Estado de São Paulo, ‘organização sem fins lucrativos, formada por jovens líderes comprometidos com a transformação social. Atua em parceria com escolas públicas..., realizando projetos que contribuem para conscientização, prevenção, valorização do jovem na sociedade’. Representantes da ONG promovem palestras sobre educação sexual e o perigo do uso de drogas. O relacionamento com os pais e responsáveis também é focado nos encontros. As atividades são realizadas uma vez por mês; e envolvem alunos do 8º e do 9º anos. Drama Criança paraense com enfermidade rara luta pela vida Menino já passou por 24 cirurgias e tem apenas oito anos Ana Cláudia Oliveira G uilherme Rodrigues, de apenas oito anos, já enfrentou, e sobreviveu, a 24 cirurgias. Ele foi diagnosticado com hidrocefalia e síndrome de Prader Willi, o que o leva, dentre outras coisas, a ter compulsão por comida. Com isso, ele pesa, hoje, 80 quilos. O garoto não fala nem anda. A família é do Pará, mas veio para Anápolis em busca de tratamento para a criança. Ele, que já viveu durante três anos em uma Unidade de Terapia Intensiva, vive, hoje, à custa de muita medicação e cuidados constantes. O pai, Adevan Rodrigues, que parou de trabalhar para cuidar do filho, gasta cerca de três mil reais por mês com medicamentos, alimentação e fraldas. E, ganha, apenas, um benefício de um salário mínimo do Governo. São as doações que ajudam a dar uma qualidade de vida melhor para Guilherme. A síndrome poderia ser tratada fora do País, mas os pais não têm dinheiro para levar a criança. O garoto precisa, também, de oxigênio para ajudar na respiração, já que sofre de apneia do sono. Hoje, Guilherme fica a maior parte do tempo na cama e só sai quando o pai o coloca no colo. O pai lamenta não ter condições financeiras para comprar coisas simples, que ajudariam o menino. “Eu queria comprar um guincho, para poder carregá-lo e, que custa aproximadamente R$ 5mil e uma bala de oxigênio grande porque ele tem muita apneia”, diz. Guilherme Rodrigues, aos oito anos, luta contra doença rara. O pai tem esperança de cura