UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE LÍNGUA ESPANHOLA: EVOLUÇÃO, PROBLEMÁTICAS E APERFEIÇOAMENTO Por: Alessandra Medeiros David Orientador Prof. Celso Rio de Janeiro 2005 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE LÍNGUA ESPANHOLA: EVOLUÇÃO, PROBLEMÁTICA E APERFEIÇOAMENTO Apresentação de monografia à Universidade Candido Mendes como condição prévia para a conclusão do Curso de Pós-Graduação “Lato Sensu” em Docência do Ensino Superior. Por: Alessandra Medeiros David 3 AGRADECIMENTOS A meus amigos, ao corpo docente do Projeto “A vez do mestre” e principalmente a minha ex e eterna professora Helena Dias pela contribuição e total apoio para a confecção deste trabalho acadêmico. 4 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho ao meu noivo, que tanto colaborou para o aperfeiçoamento deste trabalho. E também aos meus pais Graça Maria e José Carlos que foram e são meus mestre na escola da vida. 5 RESUMO Este trabalho tem como objetivo formular uma base orientadora de informações, valorizando o idioma espanhol, capaz de fazer caminhar passo a passo qualquer pessoa interessada na língua, com os conhecimentos necessário como: sua evolução, a problemática do portuñol, passando pelas dificuldades encontradas no início da caminhada até o aperfeiçoamento de um simples aprendiz para a formação de um docente. 6 METODOLOGIA A metodologia utilizada para a elaboração deste trabalho foi a teórica fundamentada utilizando-se de livros, artigos de revistas, publicações eletrônicas e minha própria vivência sobre o assunto facilitando e simplificando desde a inicialização até o aperfeiçoamento no idioma espanhol. 7 8 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO I A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS 09 CAPÍTULO II A LÍNGUA ESPANHOLA 17 CAPÍTULO III A FORMAÇÃO DE DOCENTES 39 CONCLUSÃO 45 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 46 ÍNDICE 47 ANEXOS 50 FOLHA DE AVALIAÇÃO 51 9 INTRODUÇÃO O idioma espanhol encontra-se em destaque, nos dias de hoje, estando em 3o lugar das línguas mais faladas no mundo e com essa ascensão e a necessidade da aquisição de uma língua estrangeira que surgiu a proposta deste trabalho. Sabendo-se das semelhanças encontradas nas língua português e espanhol foi feito um estudo enfatizando a problemática do “portuñol” e o da falta de professores capacitados com relação aos possíveis negócios do mercado em ascensão da América do Sul. Através destes fatos surgirá o interesse e a necessidade no aperfeiçoamento do idioma espanhol que se iniciará com a origem e a evolução da língua contendo a colaboração de cada invasão para a formação e expansão desta para outros territórios. E seguirá com a inicialização do aprendiz de espanhol e suas prováveis dificuldades até sua formação por completo na faculdade de letras em um docente. 10 CAPÍTULO I A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS Iniciaremos este trabalho alertando para a importância da aquisição de uma língua estrangeira, nos dias de hoje, o aprendizado de uma segunda língua é imprescindível para o crescimento cultural e profissional de qualquer pessoa, independente da língua aprendida. Todos temos o direito e até mesmo o dever de nos aperfeiçoarmos em algum idioma, seja por necessidade ou mesmo por afinidade, curiosidade e interesse na língua. Ao adquirirmos uma língua estrangeira, com certeza, só teremos benefícios. E nos dias de hoje esse conhecimento encontra-se super-valorizado, principalmente no âmbito profissional. Uma língua estrangeira torna-se decisiva, muitas vezes, na hora da contratação ou mesmo na disputa por uma promoção em uma determinada empresa. O domínio de um idioma tornou-se como que um degrau para o avanço de uma carreira no mundo atual onde ocorre a crescente globalização da economia. Falaremos agora sobre o continente em que vivemos, a América, principalmente na parte sul, teremos como meios de comunicação mais importantes para o comércio global o português e o espanhol que se encontra em grande ascensão. Sendo o espanhol o idioma falado por todos os países que fazem fronteira com o Brasil, com exceção apenas da Guiana, Suriname e Guiana Francesa, e contando também com o acordo comercial de âmbito continental, o Mercosul, que teve início em 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção, firmado pelos presidentes dos Estados integrantes - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Acordo ao qual estabelece normas e programas para atingir o desenvolvimento tecnológico e científico de seus países, elegendo como meta a justiça social. Observamos a importância adquirida ao idioma espanhol que além de ser falado por 3 (três) desses países 11 é encontrado em 3o (terceiro) lugar das línguas mais faladas no mundo perdendo apenas para o mandarim e o inglês. Com essa informação concluímos que qualquer indivíduo ou companhia que queira ter acesso ao maior mercado da América do Sul terá que aprender a esse idioma tão importante mundialmente. A aceitação da utilização da língua nativa é obtida na compra de produtos, mas se quisermos vender nossos produtos teremos que oferecê-lo no idioma do comprador, ou seja, o espanhol. Essas afirmações são como um alerta aos profissionais que pretendem ascender no mercado internacional. E principalmente como incentivo a qualquer brasileiro que ainda não tenha encontrado um motivo para o aprendizado do espanhol. Além do crescimento profissional adquirimos também um enriquecimento intelectual, acadêmico e pessoal. Pois ao aprendermos uma língua estrangeira com ela teremos a possibilidade de associar toda sua bagagem cultural, como sua literatura, filosofia, folclore, música, filme, etc. Como professora de espanhol, o defenderei citando agora os 3 (três), que considero, principais “mandamentos” para convencer a alguém a aprender o espanhol: 1o › Sua grande importância como língua mundial na atualidade, sendo uma das línguas estrangeiras mais populares como 2a (segunda) língua. 2o › É a língua oficial de 21 (vinte e um) países, sendo a maioria deles nossos “vizinhos”. E 3 (três) deles participantes do grande mercado em ascensão da América do Sul juntamente com o Brasil. 3o › E pelo turismo. Sendo mais proveitoso conhecer um determinado país de língua espanhola, sabendo comunicar-se em sua língua. 12 Poderia enumerar vários motivos para um brasileiro aprender espanhol. Mas obviamente é necessário vontade própria e determinação para o aprendizado de qualquer língua que seja. Seguiremos agora mais especificamente para o idioma espanhol. 2 - A Língua Espanhola. Língua, segundo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira: “é o conjunto de palavras e expressões, faladas ou escritas, usadas por um povo, por uma nação e o conjunto de suas regras da gramática.” Ou seja, a língua é um sistema de comunicação humana ao qual o homem comunica-se como um instinto, absolutamente necessário. Este sistema evolui inconsciente e coletivamente com o passar do tempo. Fornecendo-nos assim novos vocábulos e o desaparecimento de outros além do fascinante estudo de suas origens. Iniciaremos explicando porque o idioma Espanhol também é chamado de Castelhano. Estes termos hoje são sinônimos, pois designam a língua nacional da Espanha. Veremos mais adiante toda a história da construção desta língua, mas já posso adiantar que o termo Castelhano provém da região de Castilha, criado na época da Reconquista recebendo somente no século XVI o nome de espanhol, aplicando-se à língua cultural da Espanha. Além do Espanhol ou Castelhano na Espanha ainda encontramos outras línguas como o Galego, o Vascuense, o Catalão, entre outros dialetos. Vejamos abaixo uma breve comparação do idioma oficial o Espanhol (Castelhano) e estas línguas: Quadro comparativo Castelhano X Galego CASTELLANO Lagos, cascadas, torrentes, vegas Floridas, valles, montañas, cielos Azules y serenos como los de Italia, Horizontes nublados y melancólicos, Aunque siempre hermosos como los ya alabados De Suiza; riberas apacibles y serenitas, GALLEGO Lagos, cascadas, torrentes, veigas Froridas, valles, montañas, ceos Azues e serenos con´ os d´Italia Horizontes nubrados e malencónicos, Anque sempre hermosos con´ os ian alabdos da Suiza; ribeiras apacibres e sereniñas, 13 Cabos tempestuosos que atierran y admiran por su Gigantesca y sorda cólera... Mares inmesos... ¿qué diré más? No hay pluma que puda enumerar tanto encanto Reunido. La tierra cubierta en todas las estaciones de hierbecitas y de flores; los montes Llenos de pinos, de robles y salgueros;.... cabos tempestuosos qu´ aterran e adimiran póla sua xigantesca e xorda cólera..., mares inmensos... ¿qué direi máis? Non hay pruma que poida enumerar tanto Encanto Reunido. A terra cuberta en toda – las Estacions de herbiñas e de frores; os montes Cheyos de pinos, de robres e salgueiros;... (Rosalía de Castro) Quadro Comparativo Castelhano X Vasco CASTELLANO Buen día, señor. Buen día, señores. ¿Qué tal? Bien, ¿y tú? ¿Cómo está usted? ¿Qué hora es? Son las ocho. Hasta la vista. Hasta luego. Hasta mañana. Quadro comparativo Castelhano X Catalão CASTELLANO Buenos días, Sr. Gómez. ¿Cómo está usted? Muy bien, gracias. ¿Y usted? Perfectamente. Permita que le presente a mi mujer. Celebro conocer a usted, señora. Mi padre, mi madre y mis hijos. Encantando de conocerles. Siéntese usted, por favor. Muchas gracias. Veo que se há acordado usted de nosotros. Ya le dije que vendría a saludarles. Se lo agradecemos infinitamente. ¡Qué niña tan hermosa! Es mi hija Rosita. VASCUENCE Egun on, jauna. Egun on, jaunaK Zer modu? Ongí, ta zu? (pron.: ongui) Nola zaude? Zer ordu da? Zortiziak dira. Ikusi arte. Gero arte. (pron.: guero) Buiar arte CATALÁN Bon dia, senyor Gòmez. Com está? Molt bé, gràcies. I vostè? Pefectament. Permti´m que li presenti la meva muller Celebro conèixer-la, senyora. El meu pare, la meva mare i els meus fills. Encantat de conèixer-los Segui, faci´m el favor. Moltes gràcies. Veig que s`há recordat de nosaltres. Já li vaig dir que els vindria a saludar. Li ho agraim infinitament. Quina nena tan bufona! És la meva filla Roseta. (Llibre del Turista – de Enrique Kucera) 14 Estes quadros foram retirados do “Manual de Espanhol”, Idel Becker, 79o edición. As diferenças são visíveis, sendo impraticável a uma pessoa falante do castelhano ler ou até mesmo entender as outras línguas existentes no território espanhol. O espanhol hoje encontra-se em terceiro lugar, como já dissemos anteriormente, com um total de aproximadamente cento e quarenta milhões de pessoas que o tem como língua materna. Veremos agora a questão dos brasileiros não quererem aprofundar-se no idioma possuindo a “desculpa” de que falam “portuñol”. 3 - O “Portuñol” ou “Espanguês” É inegável a importância da língua espanhola no Brasil de hoje, até mesmo no mundo, incorporado ao Mercosul. No entanto o velho “portuñol” (mistura das línguas portuguesa e espanhola) ainda é utilizado por algumas pessoas, diremos que, menos atentas. Este nome “portuñol” designa-se a duas situações lingüísticas distintas: primeiro como uma certa preguiça dos brasileiros para aprender ao idioma espanhol e segundo como interlíngua que ocorre no decorrer da aprendizagem do idioma e significa que o falante ainda não tem uma boa pronúncia e vocabulário suficientes. Falaremos primeiramente da problemática dos brasileiros para a aprendizagem do idioma. 15 Dentre as línguas românicas o português e o espanhol são as que mantém maior afinidade. E com isso obtemos vantagens e desvantagens no ensino de espanhol para brasileiros. Dizemos desvantagens pelo seguinte fato: as línguas são próximas e com isso os brasileiros acabam criando uma ilusão que aprender espanhol é muito fácil. Concordemos que as semelhanças são muitas em todos os níveis: morfológico, sintático, semântico e até mesmo fonético-fonológico, mas o grande problema é que os brasileiros ao conseguirem comunicar-se com base nestas proximidades passam a não querer progredir na língua, conformando-se com o meio que possuem. Afinal agradando-nos ou não o “portuñol” é o mais perto que os brasileiros chegam do idioma dos países que o cercam. E a grande preocupação é que acreditam que ao colocarem “ción” ao em vez de “ção”, darem uma certa enrolada na língua, como se ela fosse presa, já consideram-se falantes de espanhol e mostram superioridade quando se afirma que falam um “portuñol”, achando-se espertos. Confessemos que a um certo tempo atrás havia uma certa tolerância com relação ao “portuñol”, porém hoje, para progredirmos é indispensável a fluência no idioma e abandonarmos a idéia de que o espanhol é simples e fácil de se entender, pois ao primeiro contato com empresários latino-americanos perceberemos que o velho e bom “portuñol” não é suficiente e que pode até mesmo nos pregar grandes peças e acabar com excelentes negócios. O brasileiro precisa parar de brincar de “portuñol”, ter mais cuidado, um pouco mais de humildade, interessar-se na língua, estudar as regras gramaticais com professores especializados, ler bons livros, ter conhecimento da literatura e possuir um bom dicionário para que realmente possa fazer negócios com os países vizinhos, aproveitando com intensidade esse grande mercado consumidor de milhões de pessoas à nossa volta. 16 A segunda situação lingüística do “portuñol” é corriqueira de todos os estudantes da língua espanhola ou qualquer outra língua que seja. Identificaremos como língua intermediária, pois com o parentesco entre, principalmente, as línguas português e espanhol, devido a suas origens latinas, leva mesmo a essa situação. A língua materna do aluno tem papel primordial na aprendizagem e aquisição da 2a (segunda) língua ou língua meta. Normalmente é utilizado pelos professores hispanohablantes totalmente ou parcialmente para facilitar ao ensino, utilizando-se de uma metodologia de comparação para melhor fixação do conteúdo, pois já que o aluno tem conhecimento da sua língua materna ele utilizará dela para perceber as diferenças existentes entre ela e a língua aprendida. Com relação a proximidade interlingüística entre o português e o espanhol poderemos dizer que essa metodologia é ao mesmo tempo que fácil e ágil no processo de aprendizagem como que também perigosa e escorregadia, pelo fato de que os aprendizes possam acertar muitas vezes ao arriscar, mas ao mesmo tempo cometeram mais erros com isso. Para que o aluno tenha melhor desenvoltura na língua meta, ele por si terá que superar os erros provenientes das interferências existentes entre as duas línguas. Terá que se conscientizar que as proximidades podem levá-lo ao erro e que é isso que ele terá que estudar com mais determinação e é claro com auxilio dos professores e dos materiais didáticos. Um dos grandes problemas na aprendizagem do espanhol é a procedência dos professores. Pois o crescimento do interesse pela língua espanhola foi tanto que a falta de professores especializados fez com que cursos e até mesmo escolas contratassem pessoas que possuíam outra profissão mas que eram hispanohablantes da América do Sul e até mesmo da Espanha. Desta forma o problema estaria parcialmente solucionado, mas a grande questão era que a estes professores, nativos da língua espanhola, não era perceptível as dificuldades existentes aos alunos. Pois diferente de uma pessoa que 17 aprendeu espanhol e sabe as dificuldades que teve é a pessoa que já utiliza-se desta língua desde que nasceu. Ainda possuímos um número, diremos que, insuficiente de professores bilingües (ou seja, que tenha como língua materna o português e como 2a língua o espanhol), por outro lado também é significativo o número de pessoas que estão aperfeiçoando sua competência comunicativa. E com o crescimento destes profissionais isso só trará benefícios aos alunos pois se o professor tem conhecimento na língua portuguesa e na espanhola isso facilitará a correção dos erros mais comuns e ensinará as falsas semelhanças entre as línguas fazendo que os alunos observem as autênticas diferenças e especificidades do espanhol. Para iniciar-se na aprendizagem do espanhol é necessário que conheçamos a história do surgimento desta língua, como veremos a seguir. 18 CAPÍTULO II A LÍNGUA ESPANHOLA 1 – A evolução da língua Veremos toda a evolução não somente da língua como também do país Espanha. Iniciaremos na época em que existia o latim. Idioma dos romanos que transforma-se em instrumento literário. Passando a apresentar dois aspectos o clássico e o vulgar. É preciso analisar com cuidado as expressões clássico e vulgar: O Clássico deve ser entendido como língua literária e língua escrita em situação formal, e o Vulgar refere-se a língua falada em situações informais, no sentido de popular que deriva de “vulgo” (que significa povo), o latim vulgar diz respeito à língua viva. E assim o Espanhol é descendente desse idioma que foi falado na cidade de Roma e na província do Lácio na Itália, no século I a.C. estendendo-se a toda Itália e à parte ocidental da Europa, desde a atual Romênia até Portugal. O espanhol faz parte da família indoeuropéia, uma ampla família lingüística que engloba a maior parte das línguas européias antigas e atuais, sendo cerca de 450 línguas faladas atualmente por três bilhões de pessoas, cujo o nome corresponde a região geográfica que se estende da Índia até a Europa. As línguas indo-européias dividem-se em dois grandes grupos: o Oriental e o Ocidental. O grupo ocidental, o que mais nos interessa, divide-se nas seguintes ramas: Celta, Germânica, Itálica, Baltoeslava, Helênica, Albanesa, Armênia. Cada uma subdividese em outras formando as línguas. Encontraremos o espanhol na rama itálica latina que divide-se em: Francês, Provençal, Italiano, Sardo, Espanhol, Catalão, Galego, Português, Romeno e Romance. 19 1.1 – A Península Ibérica Para dar início a origem da língua espanhola voltarei a alguns séculos antes mesmo de Cristo, em uma Espanha pré-romana. Nestes tempos, viviam na península povos como os vascos, íberos, tartesios, fenícios, cartagineses, gregos, ligures, celtas entre outros. Com isso encontraremos na Península Ibérica uma pluralidade lingüística gigantesca. Quadro da Pluralidade Língüística Figura retirada do “Curso de Orientación Universitária” de Carlos del Saz-Orozco. Legenda dos povos existentes na península: (VVV) - Vascos (+++) - Cartagineses (- - -) - Íberos (HHH) - Gregos (XXX) – Tartésios (? ? ?) - Ligures (FFF) – Fenícios (CCC) – Celtas 1.2 - A Invasão Romana na Península No século III a.C. , no ano de 218, durante a segunda guerra Púnica (guerra que teve como objeto a Espanha e como palco a Itália. Cujo general Amílcar 20 Barca, de Cartago, conquistou a Espanha de olho nas suas riquezas naturais), desembarcava em Ampurias, no nordeste peninsular, as tropas romanas com o intuito de impedir novos ataques Cartagineses através dos Pirineos e dos Alpes, similares ao que realizou Aníbal em sua famosa marcha contra Roma. Com isso, inicia-se assim, a ocupação militar do território com uma luta contra os Cartagineses que acabam vencidos e os Romanos conquistam no ano de 106 a.C. sua capital peninsular, Cádiz, enquanto os lusitanos e os celtiberos prosseguem a luta contra o invasor romano. O processo de colonização e assentamento foi lento, avançando em direção ao oeste e noroeste durante os séculos seguintes. Só se conseguirá pacificação completa da península através do imperador Octavio Augusto nos anos de 29 a 19 a.C. com a conquista da costa Cantábrica (atuais Galícia, Asturias, Santander e parte do País Vasco). Com a vitória dos romanos eles traziam ao território uma religião, uma língua, um costume, uma organização administrativa (civil e militar), um sistema agrícola totalmente diferentes do existente nos povos conquistados. Os romanos não chegaram a impor sua língua (o latim vulgar- língua essencialmente falada) aos povos, mas começaram um processo de bilingüísmo, que durou por várias gerações. Os povos não abandonaram repentinamente suas línguas peninsulares, mas acabaram aprendendo também a língua trazida pelos conquistadores, o processo foi mais rápido em algumas zonas como o leste e o sul, e mais lento no centro, oeste e norte, não chegando a completar-se no País Vasco, havendo então um desaparecimento das línguas anteriores, menos a da zona vasca. Conseguindo a unificação jurídica faltava a espiritual, sendo assim, o Cristianismo veio trazer como boa nova, o ensino da existência da vida interior, desdenhava as grandezas terrenas, consolava a alma do homem livre e do escravo e abraçava a toda humanidade redimida. Sendo assim, acabou colaborando com o processo de latinização das províncias. A conquista da civilização romana é longa durando por até oito séculos. A partir do século III começam a aparecer sintomas de decomposição do Império. 21 1.3 – A Invasão Bárbara Chegando ao século V d.C. , no ano de 409, os povos Bárbaros (formados por gordos, ostrogordos, visigordos, germânicos, vândalos, etc.), já mantinha problemas com o Império Romano desde os últimos anos do século IV e, depois de saquear Roma no ano de 410, estabeleceu um reino semi-autônomono no sudeste de Galia. Se apoderam da península, pelo norte, com as mais sérias derrotas contra exército romano. Súditos ainda, do estado romano, expandiram seus domínios até dominar grande parte da península, convertendo-se em um reino independente na queda da administração romana no ocidente. Encontravam-se parcialmente romanizados antes de entrar na península e é muito provável que mantivessem uma situação de bilingüísmo entre o latim e o germânico oriental. O latim por tanto continuou sendo a língua da cultura e da administração durante o período bárbaro (ou visigótico). Os bárbaros não impuseram sua língua e sim acrescentaram vocábulos ao latim vulgar, sendo sua influência sobre o latim hispânico pequena. Permaneceram na península por apenas três séculos. 1.4 – A Invasão Árabe Já no século VIII d.C., no ano de 711, começa a invasão árabe na península, pela facilidade e proximidade das terras, durando apenas sete anos para que conquistassem o território. Devendo fixar que os árabes já mantinham em seu poder, pelos ideais de Maomé, a Arábia, Síria, Pérsia, Egito, todo o norte da África e Sicília. Haviam, no território dominado pelos árabes, povos que foram chamados de mozárabes que mantinham sua fé cristã e seu patrimônio lingüístico. Expressavam-se em árabe nas ruas, mas mantinham o latim vulgar na vida doméstica. Fazendo com que a língua evoluísse lentamente convertendo-se em dialetos mozárabes aos quais conservamos nos primeiros textos literários chamados “jarchas” (pequenas estrofes mozárabes que concluem canções líricas chamadas “muwassaha” escritas em árabe ou hebreu). 22 Os árabes possuíam uma vasta cultura, passando assim para o espanhol mais de quatro mil de suas palavras, sendo considerado a língua que mais marcas deixou depois do latim. O domínio árabe se estendeu em três quartos do território hispânico, com exceção de reduzidas regiões do norte, noroeste (refúgio dos cristãos) e núcleos que mais tarde começariam a reconquista. Estas zonas resistiram de uma maneira especial as influências do período romano e bárbaro, encontrando-se um distanciamento da língua utilizada por eles com a da até então “norma” romance hispânico do século VIII. As línguas ficariam divididas na península da seguinte maneira: no território árabe dialetos mozárabes, nos territórios norte os dialetos galego, leonês, castelhano, navarro-aragonês e catalão, no território de ocupação muçulmana o árabe e o vascuense falados nas montanhas do norte. 1.5 – A Reconquista Quadro dos territórios na época da Reconquista Figura retirada do “Curso de Orientación Universitária” de Carlos del Saz-Orozco. Entre os século VIII e IX os cristão começavam a estender seus territórios surgindo os primeiros núcleos de unidade, Leão, Castilha, Navarra, Aragão e Catalão. 23 Teremos como documentos do romance primitivo as Glosas, que são anotações feitas por monges com tradução de textos latinos. As conseqüências lingüísticas da Reconquista foram muito importantes. As modalidades do romance hispânico de fala que eram até então marginalizadas, por conseqüência da lingüística e da geografia, se estenderam. Entre essas variedades do romance hispânico, uma das mais irregulares, o castelhano, vai se converter mais tarde em língua territorial. Pessoas de outras procedências lingüísticas acabaram adotando traços castelhanos, devido a seu estabelecimento nos territórios reconquistados. A criação do reino de Castilha, em 1035, avivou a consciência da identidade individual da fala castelhana. A meados do século XIII Castilha já se havia estendido de tal forma que já dominava metade do território peninsular. A medida que ia avançando o castelhano acabava debatendo-se com algumas modalidades do mozárabe (variedade do romance hispânico) que por conseqüência causava efeitos a língua. Entre meados do século XIII e finais do XV a Espanha islâmica ficou reduzida apenas às zonas montanhosas do sudoeste de Andaluzia. Quando em 1492 do Reis Católicos, Isabel e Fernando, conquistaram estas terras. As razões desta expansão e da imitação dos traços lingüísticos do castelhano foram o prestígio político de Castilha, resultante de seu papel predominante na Reconquista. A “castelhanização” dos reinos vizinhos não foi rápida. Sendo até hoje incompleta nas áreas rurais de Astúrias, ocidente de Leão, norte de Huesca e naturalmente nos domínios lingüísticos do Catalão, do Galego e do Vasco. 24 1.6 – A padronização da língua A atuação de Afonso X o sábio, rei de Castilha e Leão durante os anos de 1252 a 1284 é importantíssima para a história da língua e da cultura. Ao herdar o trono Afonso necessitava de uma língua escrita que servisse de veículo para as ordens, jurídica, literária, histórica de seu governo. Pois até a chegada de Afonso X encontramos escritos que possuem dialetalismos próprios de cada região. Como por exemplo o “Auto dos Reis Magos”, do século XII, que revela características de Toledo. O “Poema de mio Cid” que mostra um certo número de feitos lingüísticos que permitem situar sua modalidade no nordeste de Castilha. Entre outros texto. E em 1276 consegue o rei e seus colaboradores uma língua que rejeita o gosto estrangeiro e atende a todos chamado de Castelhano Drecho, ou seja, castelhano perfeito e oficializado. O novo padrão literário baseou-se na maneira de falar das classes altas de Toledo. Essa nova língua tinha vantagem por ser neutral para os crentes das três religiões encontradas, o cristão, o muçulmano e o hebreu. O uso do castelhano nos textos científicos, legais e administrativos faziam com que esta língua se desenvolvesse mais e mais. E assim o castelhano alcança o nível de língua nacional ao completar-se a unidade política e unificar-se a língua literária. 1.7 - A 1a Gramática tradicional A gramática de Antônio de Nebrija, do ano de 1492, foi a primeira tentativa séria de um estudo completo sobre o castelhano. Nebrija era um excelente humanista, gramático e escritor latino. Tratou de fixar normas que regulassem a língua para sua consistência. Era necessário estabelecer normas gramaticais constantes e com caráter preceptivo, de modo que a gramática ditasse leis sobre o uso da língua. 1.8 – O desenvolvimento da língua fora da península 25 Durante os séculos XV e XVI, soldados, colonos, sacerdotes, funcionários, entre outros levaram o espanhol a diferentes lugares fora da península. As áreas principais foram: Canárias, América, Filipinas, Mediterrâneo e os Balcas. Em Canárias a conquista se realizou, no século XV, no reino dos Reis Católicos. Tornando-se as Canárias em ponte para a chegada na América. Já na conquista da América, no ano de 1492, encontraremos grande semelhança com a própria conquista da Espanha pelos Romanos. Pois dentro da enorme quantidade de línguas indígenas existentes no território americano, como o caribe, o náhuatl, o quêchua, o aimára e o próprio guaraní, a língua espanhola se transformou em vínculo de união para essa grande quantidade de povos existentes. As rotas de descoberta de Colombo foram avançando aos poucos fazendo com que suas conquistas fossem fazendo comunicação entre a Espanha e o “Novo Mundo”. A cidade do México e Lima foram transformadas em principais centros administrativos e culturais. É claro que como haviam muitas línguas existentes no território americano, estas línguas influenciaram no espanhol trazido pelos conquistadores e assim encontraremos algumas poucas diferenças no espanhol da Espanha e no Espanhol da Hispano-américa. No mesmo ano da ocupação da América, em 1492, houve na Espanha a expulsão dos judeus pelos Reis Católicos. Fazendo com que a língua espanhola alcançasse nova projeção cultural e geográfica. A fala judeu-espanhola manteve-se nas circunstancias mais diferentes e nos mais diversos territórios como nos Balcas, por parte do Oriente e o norte da África. Tendendo a desaparecer com a última guerra mundial. O arquipélago das Filipinas pertenceu também a Espanha desde 1571 até 1898. Sendo que passou a poder dos Estados Unidos da América até sua independência em 1946. Várias foram as causas pelas quais a língua dos colonizadores não alcançou mais que a minoria da população nativa. O espanhol nas ilhas Filipinas cedeu terreno ao inglês e 26 outras línguas nativas, possuindo o número atual de falantes somente de 300.000 (trezentos mil) e o meio milhão. Esta foi a história do idioma espanhol, as invasões de terras, as colaborações de cada invasão para a língua e a expansão desta a outros territórios. Veremos a seguir as principais dificuldades encontradas pelos estudantes do idioma espanhol. 2 – As principais dificuldades encontradas por brasileiros no espanhol Tratarei de alguns aspectos somente, os que considero principais no ensino de espanhol. Falarei primeiramente do nível léxico. Acredita-se que mais de 85% do vocabulário português possui cognatos no Espanhol. Como vimos anteriormente isso possui duas vertentes: uma maior facilidade e rapidez na aprendizagem do espanhol para falantes do português e também muitas armadilhas. As falsas semelhanças podem provocar desde pequenas interferências na comunicação como até mesmo uma mudança total no significado do que se diz para o que se queria dizer. As principais dificuldades léxicas encontradas são: os heterotônicos, os heterogenéricos e principalmente os heterosemânticos. Os Heterotônicos, são vocábulos que costumam compartilhar nas duas línguas a forma gráfica, fônica e o significado. A diferença é existente na tonicidade , já que apresentam diferenças no acento tônico. Para exemplificar darei uma lista comparativa da tonicidade das palavras no português e no espanhol. Lista de Tonicidade PORTUGUÊS Academia ESPANHOL Academia 27 Álcool Alergia Alguém Anestesia Aristocrata Asfixia Atmosfera Atrofia Bigamia Burocracia Burocrata Canibal Cardíaco Cateter Cérebro Crisântemo Democracia Elétron Elogio Epidemia Estereótipo Fisioterapia Fobia Futebol Hemorragia Herói Hidrogênio Ímã Imbecil Ímpar Leucemia Limite Magia Medíocre Microfone Míssil Nitrogênio Nível Nostalgia Oceano Ortopedia Oxigênio Alcohol Alergia Alguien Anestesia Aristócrata Asfixia Atmósfera Atrofia Bigamia Burocracia Burócrata Caníbal Cardiaco Catéter Cerebro Crisantemo Democracia Electrón Elogio Epidemia Estereotipo Fisioterapia Fobia Fútbol Hemorragia Héroe Hidrógeno Imán Imbécil Impar Leucemia Límite Magia Mediocre Micrófono Misil Nitrógeno Nivel Nostalgia Océano Ortopedia Oxígeno 28 Polícia Psicopata Regime Rubrica Sintoma Taquicardia Telefone Terapia Têxtil Traquéia Policía (p)sicópata Régimen Rúbrica Síntoma Taquicardia Teléfono Terapia Textil tráquea Pode-se observar assim que a mudança da posição da sílaba tônica influi também nas regras de acentuação das línguas. Não que os heterotônicos influenciem na comunicação é possível compreender qualquer uma dessas palavras mesmo que com uma certa diferença na tonicidade mas se o que se busca é o aperfeiçoamento da língua é necessário dedicar-se um pouco mais nos estudo deles. Vejamos agora os Heterogenéricos, que são também iguais com relação a forma gráfica e ao significado, mas mudam de gênero na comparação entre uma língua e outra. Ou seja, uma palavra que no português seja feminina no espanhol será masculina e viceversa. Vejamos abaixo: Lista da diferença de Gêneros PORTUGUÊS A Abordagem A Análise A Aprendizagem A Árvore A Aterrissagem A Bagagem A Cor A Coragem O Costume A Dor A Embalagem O Ênfase A Estante ESPANHOL El Abordaje El Analisis El Aprendizaje El Árbol El Aterrizaje El Bagaje El Color El Coraje La Costume El Dolor El Embalaje La Énfasis El Estante 29 A Garagem O Hambúrguer A Homenagem A Hospedagem O Legume O Leite A Maquiagem A Massagem O Mel O Nariz A Origem A Paisagem A Pétala A Ponte A Porcentagem O Riso O Sal O Samba O Sangue O Sinal O Silicone O Sorriso AViagem A Yoga El Garaje La Hemburguesa El Homenaje El Hospedaje La Legumbre La Leche El Maquillaje El Masaje La Miel La Nariz El Origen El Paisaje El Pétalo El Puente El Porcentaje La Risa La Sal La Samba La Sangre La Señal La Silicona La Sonrisa El Viaje El Yoga Desta forma os heterogenéricos, igualmente como os heterotônicos, não interferiram na comunicação, mas ao querer avançar serão necessários para que se chegue ao aperfeiçoamento. Por último, nas dificuldades do nível léxico, teremos os famosos heterosemânticos ou mais conhecidos como “falsos amigos ou cognatos”. Esse, sem sombra de dúvidas, é o que mais faz brasileiros falantes do “portuñol” convencerem-se a estudar o espanhol. Pois se nós brasileiros nos debatermos com a seguinte frase: “El maestro, que es un hombre pelado, no tiene ropa y necesita un saco nuevo para ir a la fiesta.” Com certeza acharemos de uma baita indelicadeza a maneira que se tratou o mestre, correto? E na verdade a tradução desta frase não passaria de: “O mestre, que é um homem careca, não tem roupa e necessita de um paletó novo para ir à festa.” 30 Os falsos amigos, são vocábulos idênticos ou semelhantes tanto na sua forma gráfica ou fônica, que possuem significados completamente ou parcialmente diferentes na comparação das línguas (português e espanhol). Vejamos agora alguns desses falsos amigos: Lista de Falsos Cognatos POTUGUÊS ESPANHOL Sobrenome Apellido Agrião Berro Sacola Bolsa Bolsa Bolso Saltar Brincar Carruagem Carroza Janta Cena Criação Crianza Responder Contestar Pescoço Cuello Diferente Distinto Vassoura Escoba Pratileira Estante Saboroso Exquisito Magro Flaco Galo Gallo Camarão Gamba Gordura Grasa Violão Guitarra Comprido Largo Conseguir Lograr Escritório Oficina Urso Oso Pó Polvo Preconceito Prejuicio Momento Rato Vermelho Rojo Loiro Rubio Molho Salsa Lugar Sitio Oficina Taller PORTUGUÊS Apelido Berro Bolsa Bolso Brincar Carroça Cena Criança Contestar Coelho Distinto Escova Estante Esquisito Fraco Galho Gambá Graça Guitarra Largo Lograr Oficina Osso Polvo Prejuízo Rato Roxo Ruivo Salsa Sítio Talher ESPANHOL Apodo Grito Bolso Bolsillo Jugar Carreta Escena Niño Contrariar Conejo Distinguido Cepillo Estantería Extraño Débil Rama Zarigüeya Gracia Guitarra eléctrica Ancho Engañar Taller Hueso Pulpo Perjúicio Ratón Violeta Pelirrojo Perejil Finca Cubierto 31 Pano de mesa Xícara Atirar Copo Canhoto Filhote Tapete Taza Tirar Vaso Zurdo Cachorro Tapete Taça Tirar Vaso Surdo Cachorro Alfombra Copa Quitar Jarrón Sordo perro Como podemos observar estes sim fazem grandes modificações em um diálogo. E é a maneira mais chamativa para o ensino da língua espanhola, pois os alunos ao se debaterem com essas palavras ou frases além de ficarem curiosos, comprovam que realmente não é possível continuar com o velho “portuñol”. Vejamos agora principais diferenças no nível morfossintático. No nível morfossintático veremos algumas das principais dificuldades dos brasileiros com relação à algumas categorias gramaticais. 1o O Artigo: o grande problema, para os alunos brasileiros, é quando deparam-se com o artigo neutro “LO”, que não existe no português. Além de que sua tradução será como o artigo definido “O” e com isso os aprendizes da língua espanhola nunca sentem-se seguros para saber como utilizá-lo. Apenas esclarecendo este artigo neutro é invariável e se utiliza para substantivar adjetivos, advérbios e orações com o pronome relativo “QUE”. Transfere ao adjetivo um caráter abstrato que em português eqüivaleria a “AQUILO QUE”. Ex. em Espanhol: “Encontré lo que quería.” Ex. em Português: “Encontrei aquilo que queria.” Um erro comum, também de iniciantes da língua espanhola, é com relação aos artigos definidos que costumamos pôr na frente de nomes próprios, coisa que é inadmissível no espanhol. 32 Ex. errado da construção no Espanhol: “El Brasil es muy bonito.” (O Brasil é muito bonito) Este “EL” não é permitido ficando a frase correta da seguinte maneira: “Brasil es muy bonito.” Outro erro comum é pôr o artigo diante de pronomes possessivos coisa habitual no português como por exemplo: “A minha casa é branca”. Mas também inadmissível no espanhol que será correto: “Mi casa es blanca” e nada mais. No espanhol encontramos obrigatoriedade no caso do artigo diante das horas. Sendo correto dizer da seguinte maneira: “Son las diez horas” e não como no português diríamos “São dez horas”. As Regras de Eufonia são um outro problema encontrado pelos falantes de português. Pois no espanhol evitaremos a cacofonia, encontro ou repetição de sons do final de um vocábulo e início de outro que desagrada ao ouvido, da seguinte maneira, se a palavra começa com “A” ou “HÁ” tônicas deve-se trocar o artigo feminino “LA/UNA” pelo masculino “EL/UN” da seguinte maneira: Ex.: “El agua está helada” (A água está gelada) ao contrário de “La agua está helada”. Encontraremos no estudo do espanhol as chamadas contrações que são somente duas o “AL” e o “DEL” que significam a união das preposições “A” e “DE” com o artigo definido “EL” enquanto que no português teremos várias. E ao traduzirmos erroneamente uma frase ao pé da letra cometeremos erros ao aplicarmos mais contrações ou mesmo combinações que sejam necessárias. Como por exemplo nos dias da semana e estações do ano que no português é comum a utilização de artigos e preposições. 33 Ex. no português: “No domingo saimos” E no espanhol só podemos colocar ou um artigo ou uma preposição e jamais a união deles. Ex.: “El domingo salímos” ou “En domingo saliremos” Compreendo que as variações entre as línguas são muitas e de início parece até mesmo “assustadoras”, mas ao dedicarmo-nos ao estudo da língua vamos adquirindo prática e os erros diminuíram consequentemente. Passaremos para os gêneros e números dos nomes. Nessa categoria as dificuldades serão encontradas nas novas regras que aprenderemos no espanhol. Com relação ao gênero encontraremos dificuldades no feminino dos substantivos heterogenéricos que vimos anteriormente. E em algumas profissões que no português variam e no espanhol não como por exemplo: Ex. no português: “Maria é médica ou juíza?” Ex.: no espanhol: “ ¿Maria es médico o juez? Agora vejamos as variações do plural das palavras. Primeiramente com as palavras terminadas com “N” no espanhol, por extinto confundimos com as palavras que terminam com “M” no português e que na hora de por no plural apenas acrescentamos o “S” e no espanhol devemos acrescentar “ES” . Ex. no espanhol: corazón = corazones (coração = corações) 34 Outra dificuldade é com relação a letra “Y” que não existe no nosso alfabeto português e que é muito comum no espanhol. Equivocadamente também só acrescentamos “S” ao invés de “ES” que será o correto. Ex.: rey = reyes (rei = reis) Após estes deparamo-nos com as palavras terminadas em “L” que no português substituiríamos por “IS” e no espanhol teremos que acrescentar novamente “ES”. Ex.: fatal = fatales (fatal = fatais) E por último nas palavras que terminam com “Z” e que no espanhol teremos que substituí-lo por “CES”. Ex.: pez = peces (peixe = peixes) Passaremos agora para uma terceira dificuldade encontrada agora nos adjetivos. Com relação a essa classe gramatical destacaremos o chamado “apócope” que é a diminuição da última letra ou sílaba, dependendo da palavra, que se apocopará se estiver diante de um substantivo masculino ou advérbios, ou seja ao invés de: “Era um bueno hombre” (Era um bom homem) o correto será: “Era un buen hombre”. Um pouco complicado de se aprender por não termos apocopes no português. Destacaremos também os graus de comparação, pois no espanhol só teremos as seguintes formas: “tan/tanto ... que”, “menos/más ... que” enquanto que no português também teremos além destas as seguintes formas: “tão/tanto ... quanto”, “mais/menos do que”, que não deveram ser aplicadas no espanhol. Ou mesmo com relação as palavras “maior e menor” do português que no espanhol vão eqüivaler a idade da pessoa pois se ela é “mayor” será mais velha e se for “menor” é mais nova diferentemente do português. 35 Como quarta dificuldade partiremos para os pronomes. Começando pelos pessoais. Ao compararmo-nos os pronomes pessoais das duas línguas (português e espanhol) nos depararemos com as variações de gênero nos pronomes de primeira e segunda pessoas do plural da língua espanhola que é novidade para nós brasileiros. Pois o que eqüivaleria ao nosso “nós” e “vós”, no espanhol encontraremos o “nosotros (as)” e o “vosotros (as)”. Passaremos para outro pronome o de tratamento. Nós brasileiros fazemos grande confusão ao aplicarmos a forma de tratamento, do espanhol, “usted”., pois o traduzimos erroneamente para o nosso “você” que diferentemente do “usted” é uma maneira informal de tratarmos as pessoas. Para não cometermos esse tipo de erro devemos obter conhecimento que a maneira informal e correta, do espanhol, equivalente ao nosso “você” será o “tú” e o tão falado “usted” deverá ter relação com a maneira formal com uma melhor tradução para “o senhor” ou “a senhora”. Sabendo essas diferenças não cometeremos mais erros. Vejamos um terceiro pronome, que também nos trará certa dificuldade, que é o pronome complemento. A primeira diferença que encontraremos é na posição dos verbos com seus complementos que no espanhol só encontraremos duas possibilidades de colocação, as posições proclítica e a enclítica, já no português encontraremos uma terceira possibilidade que será a mesoclítica. A segunda diferença será a retirada do hífen, pois se os verbos estiverem no infinitivo, no gerúndio e no imperativo afirmativo o complemento se agregará como uma última sílaba, influindo também nas regras de acentuação espanholas. 36 Ex. do espanhol: dígame = “decir” (dizer) no imperativo afirmativo + complemento “me” A terceira diferença será a concorrência dos pronomes de objeto direto e indireto. Pois no espanhol haverá a regra de aplicação: primeiro o indireto e depois o direto, ainda ocorrendo a modificação do complemento indireto “le, les” (lhe, lhes) para “se” caso coincida com “lo, los, la, las” (o, os, a, as). Ex. no espanhol: ¿Me dejas um bolígrafo? = Sí, te lo dejo. Ex. no português: Você me empresta uma caneta? = Sim, lhe empresto / Sim, a empresto. Conheceremos a quinta diferença, a das preposições. As dificuldades apareceram no uso das preposições “a”, “de” e “en”. Começaremos pela preposição “a” que no espanhol acompanhará ao objeto direto de pessoas ou animais como por exemplo: “Vi al hombre que salió del coche” (Vi ao homem que saiu do carro). Que nada mais é além da soma entre a preposição “a” e o artigo “el” (o). Seguirá também ao objeto direto diante dos possessivos e dos demonstrativos com função de determinação. Coisa desnecessária no português. Ex.: “Invitaré a su madre.” (Convidarei (a) sua mãe) Esta preposição, ao contrário do português, sempre estará também presente na perífrase do infinitivo com o verbo “ir”. Fazendo com que os falantes do português cometam erros como a omissão da preposição. O correto seria: “Vi al niño” (Vi ao 37 menino) e os brasileiros costumam dizer: “Vi el niño” (Vi o menino) por influência da língua materna. Seguiremos agora para a preposição “de”. Aqui a questão é que no português o correto é aplicá-la junto com o verbo gostar e no espanhol não. Ex. no espanhol: Me gusta chocolate. Ex. no português: Gosto de chocolate. Finalizaremos com a preposição “en”. O erro nesta preposição é o fato de que no português para nos referirmos a um meio de transporte utilizamos a preposição “de” e no espanhol o correto será a preposição “en”. Ex. no espanhol: Siempre viajo en avión. Ex. no português: Sempre viajo de avião. Finalizando as preposições passaremos para a sexta dificuldade a dos Possessivos que trará dificuldades no uso das formas apocopadas que não existem no português como vimos anteriormente. No português utilizaremos a construção com os possessivos da seguinte maneira: “Me doem meus pés e minha cabeça”, onde no espanhol a construção preferida será: “Me duelen los pies y la cabeza.” Como sétima dificuldade encontraremos os Demonstrativos. Neles só teremos “problemas” com relação ao plural, pois no singular são muito próximos do português. Ex.: “este, ese, aquel” (este, esse, aquele) 38 E no plural ficaram um pouco diferentes das formas que estamos habituados. Ex.: “estos, esos, aquellos” (estes, esses, aqueles) Continuando as diferenças das línguas, passaremos agora para a oitava que será os Verbos. Para falantes do português será longo o processo de aprendizagem dos verbos em espanhóis. Primeiramente pelo fato das irregularidades existentes em todos os tempos e modos diferentes do português. Logo passaremos para o problema das duas formas do pretérito perfeito existentes no espanhol como “simple y compuesto” que eqüivaleram sempre ao único pretérito perfeito existente no português. Ex. no espanhol: Aceptó al nuevo trabajo. / Ha aceptado al nuevo trabajo. Ex. no português: Aceitou ao novo trabalho. Até encontramos o composto no português mas terá valor totalmente diferente do espanhol. Pois enquanto o espanhol indicará algo recente mas já concluído o do português indicará repetição de um fato que ocorre até o presente. Vejamos outras diferenças dos verbos: Diferença no uso das formas não pessoais que flexionam no infinitivo do português e no espanhol será invariável. Nos verbos pronominais e reflexivos que existiram em maior quantidade no espanhol. 39 Com relação ao futuro do subjuntivo utilizado no português e em desuso no espanhol. Dentre outras diferenças. Podemos afirmar que essa parte gramatical será a que o aprendiz deverá dedicar-se mais até que obtenha o domínio das regras e poderá identificar melhor as diferenças. Para finalizarmos as diferenças no nível morfossintático veremos por último a utilização de alguns advérbios. De início o advérbio “luego” (logo) que no português significará “imediatamente” e no espanhol significará “depois”. Outro erro comum é a utilização da tradução ao pé da letra de “también no” ao invés do correto “tampoco”. E a expressão “pues no” (pois não) que conhecemos com o significado afirmativo e no espanhol terá significado negativo, fazendo-se perigoso para nós brasileiros. Finalizamos as diferenças básicas encontradas no nível morfossintático e iniciaremos o nível gráfico e ortográfico, que terá poucas diferenças. Primeiro o fato das vogais “e” e “o” terem sempre o som fechado no espanhol como se levassem o acento circunflexo (^). Segundo com relação ao til (~) que somente será utilizado na letra “ñ” e jamais no “ão”. Terceiro com relação aos dígrafos do português “ss, lh, nh” que não existiram no espanhol e também o fato do dígrafo “rr” que não será separado no espanhol na divisão silábica. Ex.: pe-rro (cachorro) 40 Quarto e último o aparecimento de 6 (seis) novas letras no alfabeto espanhol: “ch, k, ll, ñ, w, y”. Vejamos agora o último nível o fonético-fonológico que diferenciará um falante nativo de um estrangeiro. Pois é nesse nível que demonstramos nossos “sotaques” e referências do nível ao qual estamos na aprendizagem do idioma espanhol como segunda língua. Vimos aqui algumas das principais dificuldades que um falante da língua portuguesa obterá na aprendizagem do idioma espanhol, é claro que não poderemos encarar com regra para todo aprendiz do espanhol as dificuldades apresentadas aqui. Pois cada um apresentará suas dificuldades e facilidades, a intenção aqui era apresentar as mais eventuais. Seguiremos agora para o capítulo ao qual veremos como se dá a formação dos atuais professores desta língua. CAPÍTULO III A FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE ESPANHOL 41 Seguiremos agora o passo a passo de um futuro professor de espanhol. Iniciaremos mostrando na legislação brasileira a obrigatoriedade da língua estrangeira nos currículos escolares. Encontraremos na LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação, número 9.394 do dia 20 de dezembro de 1996, artigos que demonstram a obrigatoriedade do ensino de uma língua estrangeira. O primeiro será atribuído à Educação Básica, direcionada ao ensino fundamental, onde faz-se a citação sobre os currículos escolares no artigo 26, que terá no §5 a seguinte citação: “Na parte diversificada do currículo será incluído, obrigatoriamente, a partir da quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja a escolha ficará a cargo da comunidade escolar, dentro das possibilidades da instituição.” Já no segundo artigo será encontrado na parte da LDB referente ao ensino médio que ao falar sobre o seu currículo no artigo 36 obterá na II citação o seguinte: “Será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição.” Comprovada a obrigatoriedade de uma língua estrangeira, que normalmente ainda é o inglês, mais uma vez falaremos sobre o crescimento do idioma espanhol, a procura dos discentes sobre esse “novo” idioma. Já podemos dizer que é “raro” o colégio que não possui a disciplina da língua espanhola. Com essa procura voltamos a falar sobre a necessidade de profissionais capacitados para o ensino do idioma. Já vimos anteriormente sobre a problemática dos 42 “professores” que lecionam o espanhol, sem serem formados no idioma. Neste capítulo seguiremos falando sobre como deve proceder uma pessoa que esteja interessada na aquisição de um diploma do ensino de espanhol. Primeiramente o que aconselhamos é antes de entrar numa faculdade, deve-se fazer um cursinho, pela seguinte razão: O espanhol ensinado nas faculdades é, vamos dizer que, um pouco corrido, pois o conteúdo gramatical é muito grande para que professores tenham tempo de ensinar os vocabulários necessários, coisa que nos cursinhos de língua é o que mais enfatizam. Após um conhecimento básico dos vocabulários deve-se saber que ainda não há uma faculdade só de língua espanhola. Para se formar em professor de espanhol, hoje, é necessário o ingresso em uma faculdade de LETRAS que divide-se em Licenciatura de Português, de espanhol (ou qualquer outro idioma) e suas literaturas. Vejamos a seguir somente as disciplinas que cabem ao enfoque deste trabalho que serão necessárias para a formação do espanhol. Para tornar-se um docente teremos algumas matérias como: Língua Espanhola que será dividida em Morfologia, Sintaxe, Filologia, Fonética e Fonologia. E Literatura que se dividira em Literaturas Espanhola e Hispano-Americana. Seguiremos agora com uma a uma das disciplinas e o que se estuda em cada uma delas. Iniciaremos com a Língua Espanhola. O estudante do espanhol e futuro professor inicia sua graduação estudando um espanhol básico, ou seja, o aluno evoluíra aos poucos na arte de falar e de escrever, no estudo da estrutura e da formação de palavras e nas disposições das palavras na frase e das frases no discurso. 43 O estudo da gramática e das partes morfossintáticas são indispensáveis ao aprendiz que mais tarde ensinará a seus futuros alunos e que irá aos poucos durante toda sua graduação aperfeiçoando e aprofundando seus conhecimentos até que se forme. Segue abaixo uma síntese da gramática espanhola: Ementa da Gramática Espanhola I - EL ALFABETO ESPAÑOL 1. EL ALFABETO GRÁFICO 2. EL ALFABETO FONÉTICO II - LOS ARTÍCULOS 1. LOS ARTÍCULOS DETERMINADOS 2. LOS ARTÍCULOS INDETERMINADOS 3. LAS CONTRACCIONES III – EL SUSTANTIVO 1. GÉNERO 2. NÚMERO DEL SUSTANTIVO IV – EL ADJETIVO 1. GRADO DEL ADJETIVO 2. POSICIÓN DEL ADJETIVO V – LOS NUMERALES 1. NUMERALES CARDINALES 2. NUMERALES ORDINALES 3. NUMERALES FRACCIONARIOS 4. NUMERALES MULTIPLICATIVOS 5. NUMERALES COLECTIVOS 6. ASÍ LEEMOS LOS NÚMEROS DE TELÉFONOS, FECHAS, HORAS VI – LOS PRONOMBRES PERSONALES VII – LOS DEMOSTRATIVOS VIII – LOS POSESIVOS IX – LOS INDEFINIDOS X – LOS PRONOMBRES RELATIVOS XI – LOS PRONOMBRES INTERROGATIVOS XII – LOS ADVERBIOS XIII – LAS PREPOSICIONES XIV – LAS CONJUNCIONES 1. CUADRO DE LAS CONJUNCIONES COORDINANTES 2. CUADRO DE LAS CONJUNCIONES SUBORDINANTES XV – LAS INTERJECCIONES XVI – EL VERBO 44 1. LAS CONJUGACIONES 2. LOS MODOS Y LOS TIEMPOS 3. VERBOS REGULARES 4. VERBOS IRREGULARES 5. USO DE LOS MODOS Y TIEMPO XVI – ORTOGRAFÍA 1. EL ACENTO GRÁFICO 2. SIGNOS DE PUNTUACIÓN 3. DIVISIÓN SILÁBICA XVII – LEXICOLOGÍA 1. LOS HETEROSEMÁTICOS 2. LOS BILÉXICOS 3. LOS MODISMOS 4. LOS REFRANES Sumário retirado da “Síntesis gramatical de la lengua española”. Ao decorrer dos períodos o aluno de letras ira aperfeiçoar sua pronúncia a partir do estudo dos sons da fala, especialmente no que diz respeito à sua produção, transmissão e recepção e o estudo dos sistemas sonoros das línguas que será toda uma abordagem dos movimentos físicos feitos pelas pessoas para a aquisição dos sons facilitando assim sua compreensão e produção dos sons da “nova” língua. O nível fonético-fonológico será dividido para o aprendiz da seguinte maneira: Ementa Fonética-fonológica I – LA FONETICA Y FONOLOGIA II – SONIDO Y FONEMA III - OPOSICIÓN FONOLOGICA IV- DOBLE ARTICULACIÓN V – CLASIFICACIÓN DE LOS FONEMAS ESPAÑOLES VI - LUGAR DE ARTICULACIÓN VII – LA OPOSICIÓN Y LA NEUTRALIZACIÓN DENTRO DELSISTEMA VIII – AGRUPACIÓN DE FONEMAS IX – POSICIÓN DEL ACENTO EN LAS PALABRAS ESPAÑOLAS X – PALABRAS CON SILABAS TÓNICAS XI – LA ENTONACIÓN XII – GRUPO FONICO Y PAUSA XIII – ENTONACION EN LAS FRASES DEL ESPAÑOL 45 Sumário baseado no “Curso de Orientación Universitária” de Carlos del Saz – Orozco. E por último na parte da língua o aluno aprenderá sobre a língua em toda sua amplitude, através dos documentos escritos que servem para documentá-la, essa disciplina é chamada de Filologia que é exatamente o que vimos no capítulo anterior deste trabalho que relata toda a história da língua espanhola, seu surgimento através do latim, os idiomas e dialetos que a modificaram e aonde ela é encontrada, hoje, como língua oficial. A segunda parte da graduação de letras é voltada para a literatura que no caso do espanhol como já citamos anteriormente dividi-se em Espanhola e Hipano-Americana. Afinal para se tornar um “verdadeiro” professor de espanhol não basta conhecer a língua, deve-se aprender também sobre sua cultura e literatura. Vejamos agora a Literatura Espanhola que é, normalmente, vista no início da faculdade que abordará: Ementa Literatura Espanhola IDADE MÉDIA - Continuação da história - Introdução a Literatura - Obra (El Cantar de Mío Cid) RENASCIMENTO - História do Renascimento - Literatura - Obra (La Celestina) BARROCO - Literatura Picaresca - Obra (Lazarillo de Tormes) ROMANTICISMO - até a geração de 1927 (Modernismo) - Continuação da história da literatura - Obra (Don Juan Tenorio) REALISMO E - La Costa Blanca 46 NATURALISMO - Maese Perez – el organista MODERNISMO - Introdução - Geração de 1898 - Geração de 1914 - Geração de 1927 – todos os Poetas Após toda essa literatura o estudante, já quase professor, conhecerá a literatura Hispano-Americana que terá como seguimento: Ementa Literatura Hispano-Americana LITERATURA DE CONQUISTA - Leitura dos Diários de Colombo - Cartas - Crônicas LITERATURA DE COLÔNIA - Cartas - Crônicas LITERATURA DE INDEPENDENCIA - História da Independência NOVELAS REGIONALISATAS - Indianismo - Indigenismo – El zorro de arriba y el zorro de abajo - Literatura Gautchesca - Literatura da Revolução Mexicana - Novela da Terra – Doña Bárbara LITERATURA FANTÁSTICA - Los Funerales de Mamá Grande Com todo esse material sobre a língua e a literatura o estudante estará preparado para lecionar, porém sempre tendo a consciência de que é necessário sempre se atualizar e que somente a experiência o fará um bom profissional. 47 CONCLUSÃO É fato que o idioma espanhol encontra-se valorizadíssimo no mundo e principalmente na América do Sul e é por isso que tornou-se inadmissível a permanência do “portuñol”. É preciso aperfeiçoar-se para que se possa ascender profissionalmente. Além desta questão de mercado existem outras razões para o aprendizado do espanhol como: a globalização e a importância adquirida a esta idioma mundialmente. O aprofundamento na língua tornou-se indispensável para o nosso sucesso. Por isso, devemos ser mais responsáveis, pensar no futuro e nos dedicarmos cada vez mais para nosso benefício próprio. 48 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA OROZCO, Saz. Curso de Orientación Universitaria. PENNY, Ralph. Gramática Histórica del Español. Ariel Lingüística, 1993. LAPESA, Rafael. Historia de la lengua. Escelicer. NETA, Nair Floresta Andrade. Cuaderno Cervantes. No 29, Año VI, p. 46-55, 2000. Manual de Espanhol. Idel Becker, 79a edición. FREIRE, M. Teodora Rodríguez Monzú. Síntesis gramatical de la lengua española. Enterprise idiomas, 5a edición, 1999. ROMANOS, Henrique; CARVALHO, Jacira Paes de. Expansión: español en Brasil. São Paulo: FTD, 2002. Congresso Nacional. Lei nº 9.394 de 1996, Lei Darcy Ribeiro. Brasília-DF: 1996 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI. 3a edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. 49 HISPANISTA- Revista electrónica de los Hispanistas de Brasil - Fundada en abril de 2000. Vol I - no 2 - julio-agosto-septiembre - 2000 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS 2 – A Língua Espanhola Atual 9 11 3 – O “Portuñol ou Espanguês” 13 CAPÍTULO II A LÍNGUA ESPANHOLA 17 1 – A evolução da língua 17 1.1 – A Península Ibérica 18 1.2 – A Invasão Romana na Península – A Invasão Bárbara 18 19 1.4 1.3 – A 50 Invasão Árabe 20 1.5 – A Reconquista 21 1.6 padronização da língua 22 1.7 Gramática tradicional 23 1.8 desenvolvimento da língua fora da Península – – A 1a A – O 23 2 – As dificuldades do brasileiro para a aprendizagem do espanhol 24 CAPÍTULO III A FORMAÇÃO DE DOCENTES 39 CONCLUSÃO 45 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 46 ÍNDICE 47 ANEXOS 49 51 ANEXOS 52 FOLHA DE AVALIAÇÃO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PROJETO A VEZ DO MESTRE Pós-Graduação “ Lato Sensu” Título da Monografia: LÍNGUA ESPANHOLA: EVOLUÇÃO, PROBLEMÁTICAS E APERFEIÇOAMENTO Data da entrega: _______________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________ Avaliado por: ______________________________________ Grau: ___________ 53 Rio de Janeiro, _____ de _______________ 2005.