UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA Ivan Augusto Tocantins da Silva Maurício Otávio Pereira Gama PROPOSTA DE UM PLANO DE MANUTENÇÃO CENTRADA EM CONFIABILIDADE PARA MÁQUINAS CARREGADEIRAS EM UMA EMPRESA DE TRANSPORTE RODOFLUVIAL E LOGÍSTICA EM BELÉM – PA BELÉM – PA 2013 UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA Ivan Augusto Tocantins da Silva Maurício Otávio Pereira Gama PROPOSTA DE UM PLANO DE MANUTENÇÃO CENTRADA EM CONFIABILIDADE PARA MÁQUINAS CARREGADEIRAS EM UMA EMPRESA DE TRANSPORTE RODOFLUVIAL E LOGÍSTICA EM BELÉM – PA Trabalho de Conclusão de Curso em Graduação apresentado à Universidade da Amazônia como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia de Produção Orientador: Prof. M.sc. Isaías de Oliveira Barbosa Júnior. BELÉM – PA 2013 Ivan Augusto Tocantins da Silva Maurício Otávio Pereira Gama PROPOSTA DE UM PLANO DE MANUTENÇÃO CENTRADA EM CONFIABILIDADE PARA MÁQUINAS CARREGADEIRAS EM UMA EMPRESA DE TRANSPORTE RODOFLUVIAL E LOGÍSTICA EM BELÉM – PA Trabalho de Conclusão de Curso em Graduação apresentado à Universidade da Amazônia como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia de Produção. Banca Examinadora ________________________________________________ Prof. M.sc. Isaías de Oliveira Barbosa Júnior UNAMA – Universidade da Amazônia ________________________________________________ Prof. Murilo Ribeiro Cardoso UNAMA – Universidade da Amazônia ________________________________________________ Prof.ª. M.sc. Najmat Celene Nasser Medeiros Branco UNAMA – Universidade da Amazônia Apresentado em: 11/12/2013 Conceito: Aprovado BELÉM – PA 2013 DEDICATÓRIA Aos nossos familiares, em especial aos nossos pais, pelo apoio e incentivo nos momentos difíceis. Ao nosso orientador Isaías Barbosa, pelo seu suporte acadêmico. À nós e nossa amizade que foi fundamental para a realização deste sonho. AGRADECIMENTOS A Deus por estar sempre ao meu lado e me guiando no caminho certo. A minha mãe Maria José Tocantins e ao meu pai Ivanildo Reis pelos valores que me repassaram e por não medirem esforços para que eu chegasse nesse momento tão importante em minha vida. Aos demais familiares, pelo apoio, pelo carinho, pelos conselhos, em especial ao meu irmão Yuri Tocantins por me aturar mesmo nos momentos de stress. A minha namorada Cyntia Ramos que me deu forças para continuar mesmo nos mementos de grande dificuldade. Aos meus amigos que sempre estiveram ao meu lado em todos os momentos. Aos colegas de turma pela troca de experiência, em especial a Tatyane Pinheiro e Suzanne Quaresma por me mostrar o verdadeiro valor da amizade. Aos professores pelos ensinamentos repassados, em especial ao Orientador Prof. M.sc. Isaías Barbosa pela paciência, disponibilidade e estímulo. Ivan Augusto Tocantins da Silva Agradeço primeiramente a Deus por sua presença constante em minha vida, por sua infinita misericórdia e amor incondicional que sempre me fortaleceu e me faz em todas as coisas mais que vencedor. Aos meus Familiares, em especial meus Pais, que acreditaram em mim e por isso doaram tudo de si para manter o meu curso, por sempre estarem presentes me apoiando e me ensinando os maiores valores que o Homem pode ter: Humildade, honestidade e Nobreza. Por serem meus maiores exemplos de vida e superação. À minha futura esposa, Amanda Gomes, pela sua compreensão e incentivo nos momentos que exigiram mais dedicação ao trabalho. À todos os amigos responsáveis, direta ou indiretamente, pela minha vida, pela minha educação, pela minha formação, pelo meu equilíbrio, pela minha alegria, pelo meu amor, pelo meu conhecimento e por esta conquista. A todos os professores que colaboraram para minha formação em especial ao Prof. M.sc. Isaías Barbosa, por sua orientação, incentivo e paciência. Maurício Otávio Pereira Gama RESUMO A manutenção ocupa uma importante função corporativa estratégica. Os custos de suas intervenções tornaram-se um fator determinante nos ganhos da empresa, pois implica nos índices de produtividade. Neste contexto, observa-se que a Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC) tem apresentado bons resultados, visto que é uma metodologia que permite determinar racionalmente o que deve ser feito para assegurar que um equipamento continue a cumprir suas funções em seu contexto operacional. Esta pesquisa propôs um plano de Manutenção Centrado em Confiabilidade para máquinas carregadeiras em uma empresa de transporte rodofluvial e logística em Belém – PA. A metodologia para elaboração do plano de manutenção contempla além da Manutenção Centrada em Confiabilidade, as ferramentas da qualidade como o PDCA e 5W1H. O propósito do plano de manutenção é obter melhor gerenciamento das tarefas, diminuição de gastos e paradas não programadas, além do aumento da confiabilidade e disponibilidade das máquinas carregadeiras. Palavras-Chave: Gestão de Manutenção, Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), Máquinas Carregadeiras. ABSTRACT Maintaining occupies an important strategic business role. The costs of their interventions have become a determining factor in the company's earnings, since it implies the productivity indices. In this context, it is noted that the Reliability Centered Maintenance (RCM) has shown good results, as it is a methodology that allows rationally determine what should be done to ensure that equipment continues to fulfill its functions in its operating context. This research to proposed a plan for Reliability Centered Maintenance loaders machines in a firm road and river transport logistics in Belém - PA. The methodology for preparing the maintenance plan includes, in addition to Reliability Centered Maintenance, Quality tools such as PDCA and 5W1H. The purpose of the maintenance plan is to get better management tasks, reduce expenses and unscheduled downtime, besides increasing the reliability and availability of machines loaders. Keywords: Maintenance Management, Reliability Centered Maintenance (RCM), Loaders Machinery. LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Métodos de Manutenção 28 Figura 2 – Visão das abordagens de manutenção 36 Figura 3 – Etapas do FMEA 42 Figura 4 – Diagrama de decisão MCC 49 Figura 5 – PDCA – Método de Controle de processo 51 Figura 6 – Esquema do método 5W1H 52 Figura 7 – Programa de Qualidade “5S” 54 Figura 8 – Diagrama da Árvore 56 Figura 9 – Organograma da equipe de manutenção 59 Figura 10 – Fluxo de serviço de manutenção 59 Figura 11 – Acúmulo de lixo em local impróprio 61 Figura 12 – Bancada sem organização e falta de uso de equipamento de proteção individual 61 Figura 13 – Setor de manutenção elétrica em completa desconformidade com a ferramenta da qualidade 5S 62 Figura 14 – Local de descarte impróprio 62 Figura 15 – Quadro de energia 63 Figura 16 – Balcão do almoxarifado 64 Figura 17 – Almoxarifado semiaberto 64 Figura 18 – Equipamentos de segurança 65 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Escala de Valores para Frequência, Gravidade, Detectabilidade e Índice de Risco (NPR) 42 LISTA DE QUADROS Quadro 1 – Comparativo Plano de Manutenção 18 Quadro 2 – Evolução da Manutenção 26 Quadro 3 – Planilha de Informação MCC 46 Quadro 4 – Planilha de Decisão MCC 47 Quadro 5 – Relatório de Funcionamento Diário do Equipamento 66 Quadro 6 – Planilha FMEA parcial para o sistema de motor 69 Quadro 7 – Questionário de Decisão MCC parcial em sistema do Motor 71 Quadro 8 – Plano de Ação 5W1H parcial para sistema do Motor 75 Quadro 9 – Planilha de informação FMEA - Motor 80 Quadro 10 – Planilha de informação FMEA - Hidráulico 82 Quadro 11 – Planilha de informação FMEA - Freio 84 Quadro 12 – Planilha de informação FMEA - Elétrico 87 Quadro 13 – Planilha de informação FMEA - Transmissão 90 Quadro 14 – Planilha de informação FMEA - Direção 93 Quadro 15 – Planilha de Decisão MCC - Motor 96 Quadro 16 – Planilha de Decisão MCC - Hidráulico 98 Quadro 17 – Planilha de Decisão MCC - Freio 101 Quadro 18 – Planilha de Decisão MCC - Elétrico 104 Quadro 19 – Planilha de Decisão MCC - Transmissão 108 Quadro 20 – Planilha de Decisão MCC - Direção 112 Quadro 21 – Plano de Ação 5W1H - Motor 115 Quadro 22 – Plano de Ação 5W1H - Hidráulico 118 Quadro 23 – Plano de Ação 5W1H - Freio 121 Quadro 24 – Plano de Ação 5W1H - Elétrico 124 Quadro 25 – Plano de Ação 5W1H - Transmissão 128 Quadro 26 – Plano de Ação 5W1H - Direção 132 SUMÁRIO 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS................................................................................. 15 1.1 OBJETIVOS ........................................................................................................ 16 1.1.1 Objetivo Geral ................................................................................................. 16 1.1.2 Objetivos Específicos .................................................................................... 16 1.2 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA ......................................................................... 17 1.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............................................................ 18 1.3.1 Coleta de Dados ............................................................................................. 19 1.3.2 Execução do Projeto ...................................................................................... 19 1.3.2.1 Identificação dos sistemas e Subsistemas funcionais ................................... 20 1.3.2.2 Identificação das Funções e Falhas Funcionais dos Sistemas e Subsistemas .................................................................................................................................. 20 1.3.2.3 Aplicação da Failure Modes and Effect Analysis (FMEA) ............................. 20 1.3.2.4 Aplicação do Questionário de Decisão MCC................................................. 21 1.3.2.5 Utilização do 5W1H ....................................................................................... 21 2 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 22 2.1 DEFINIÇÃO DE MANUTENÇÃO ........................................................................ 22 2.2 EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO ........................................................................ 23 2.2.1 Primeira Geração (Período da 2ª Guerra Mundial – 1940) .......................... 24 2.2.2 Segunda Geração (1940 – 1970).................................................................... 25 2.2.3 Terceira Geração (A partir dos anos 70) ...................................................... 25 2.3 MÉTODOS DE MANUTENÇÃO .......................................................................... 27 2.3.1 Manutenção Não Planejada ........................................................................... 27 2.3.2 Manutenção Planejada ................................................................................... 27 2.3.2.1 Manutenção Corretiva ................................................................................... 28 2.3.2.2 Manutenção Preventiva ................................................................................. 29 2.3.2.3 Manutenção por Melhoria .............................................................................. 30 2.3.3 Manutenção Centralizada .............................................................................. 31 2.3.4 Manutenção Descentralizada ........................................................................ 32 2.3.5 Manutenção Mista .......................................................................................... 33 2.4 MANUTENÇÃO CENTRADA EM CONFIABILIDADE ......................................... 33 2.4.1 Histórico .......................................................................................................... 34 2.4.2 Conceito, Funções e Objetivos ..................................................................... 35 2.4.2.1 Sistema Funcional ......................................................................................... 37 2.4.2.2 Subsistema Funcional ................................................................................... 37 2.4.2.3 Função .......................................................................................................... 38 2.4.2.4 Falhas ........................................................................................................... 38 2.4.2.5 Modo de Falha .............................................................................................. 39 2.4.2.6 Efeitos de Falha ............................................................................................ 39 2.5 ANÁLISE DE MODO E FEITOS DA FALHA – FMEA ......................................... 40 2.6 SISTEMÁTICA DA APLICAÇÃO DO MCC.......................................................... 43 2.6.1 Preparação do Estudo ...................................................................................43 2.6.2 Seleção dos Sistemas e Subsistemas Funcionais ......................................43 2.6.3 Seleção dos Itens Críticos .............................................................................44 2.6.4 Análise das Funções e Falhas Funcionais................................................... 45 2.6.5 Análise de Modos e Efeitos de Falhas ......................................................... 45 2.6.6 Seleção das Tarefas de Manutenção Preventiva Adequadas ao Sistema . 46 2.6.7 Elaboração do Plano de Manutenção ........................................................... 50 2.7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE ...................................................................... 50 2.7.1 Ciclo PDCA ..................................................................................................... 50 2.7.2 Método 5W1H.................................................................................................. 51 2.7.3 Programa “5S”................................................................................................ 53 3 ESTUDO DE CASO ............................................................................................... 55 3.1 A EMPRESA ....................................................................................................... 55 3.2 ESTRUTURA DO SISTEMA ............................................................................... 55 3.3 ANÁLISE DO SETOR DE MANUTENÇÃO ......................................................... 56 3.4 EQUIPE DA MANUTENÇÃO .............................................................................. 57 3.5 ORGANOGRAMA DA MANUTENÇÃO ............................................................... 58 3.6 DIAGNÓSTICO DO SETOR DE MANUTENÇÃO ............................................... 60 3.7 APLICAÇÃO DO PDCA ...................................................................................... 65 3.7.1 "Plan" .............................................................................................................. 65 3.7.1.1 Coleta de Dados ............................................................................................ 66 3.7.1.2 Tratamento de Dados .................................................................................... 66 3.7.1.3 Identificação dos Sistemas e Subsistemas Funcionais ................................. 67 3.7.1.4 Identificação das funções e Falhas funcionais .............................................. 67 3.7.1.5 Aplicação do FMEA ....................................................................................... 68 3.7.1.6 APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE DECISÃO MCC ............................... 70 3.7.2 "Do" ................................................................................................................. 72 3.7.2.1 Treinamento da Equipe ................................................................................. 72 3.7.2.2 Verificação e Controle do Processo .............................................................. 72 3.7.3 “Check” ........................................................................................................... 73 3.7.3.1 Reuniões de Verificação ............................................................................... 73 3.7.4 “Action”........................................................................................................... 73 3.8 UTILIZAÇÃO DO 5W1H ...................................................................................... 74 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................76 4.1 PROPOSTAS DE ESTUDOS FUTUROS .............................................................76 REFERÊNCIAS ..........................................................................................................77 APÊNDICE A ..............................................................................................................80 APÊNDICE B .............................................................................................................96 APÊNDICE C ...........................................................................................................115 15 1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS No cenário de uma economia globalizada e altamente competitiva, as empresas encontram grandes desafios, onde as mudanças se sucedem em alta velocidade e a manutenção, como uma das atividades fundamentais do processo produtivo, precisa ser um agente proativo. (KARDEC; NASCIF, 1999). Com base nisso, a manutenção passa a ter uma importância vital no funcionamento de uma empresa e cabe a ela zelar pela conservação da mesma, especialmente de máquinas e equipamentos, devendo antecipar-se aos problemas através de um contínuo serviço de observação dos bens a serem mantidos. Em um momento de grande competitividade, a qualidade e disponibilidade de produtos e serviços se torna, de forma geral, um requisito de mercado para o sucesso de determinada organização. Modelos de gestão de manutenção objetivam garantir e aumentar a disponibilidade do sistema, além disso, podem ser associados com ferramentas que possibilitam a melhoria contínua aliada à redução de custos e aumento da confiabilidade. Apesar de tudo, ainda existem empresas que possuem pouco ou nenhum controle sobre os serviços, inexistência de procedimentos padrões, ausência de planos de manutenção e ambiente de manutenção desfavorável para realizar a atividade. Segundo a Associação Brasileira de Manutenção – ABRAMAN (2011), nos últimos 16 anos, as empresas brasileiras aumentaram o número de funcionários próprios em manutenção em 6,16%, a mão de obra qualificada passou de 17,15% para 40,79% do total dos funcionários. Esses dados demonstram o reconhecimento da importância da manutenção que as empresas brasileiras adquiriram ao passar do tempo. Vale ressaltar que a manutenção representa um custo significativo, chegando a quase 4% do faturamento bruto do PIB nacional, de acordo com a ABRAMAN (2011). Apesar dos dados positivos a gestão de manutenção ainda tem muito a crescer, precisando ser mais explorada dentro das empresas dos diversos segmentos, entre eles o de logística e transporte de cargas, o qual é foco deste trabalho. Entende-se que se deve ter um programa de manutenção para as máquinas que prestam serviços de carga e descarga, com o objetivo de atender e 16 exercer sua função na hora em que forem solicitadas, sem ter o risco de uma operação parar devido à falha do maquinário. Logo, um plano de manutenção é fundamental para um bom desempenho das máquinas em seu trabalho, a fim de garantir a sua disponibilidade. O desenvolvimento desse trabalho procura responder os seguintes problemas: Quais as etapas para elaboração de um plano de manutenção em máquinas carregadeiras baseando-se na Manutenção Centrada em Confiabilidade, seus benefícios e de que maneira indicadores de manutenção podem auxiliar na tomada de decisão? 1. 1 OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo Geral Este projeto tem por objetivo propor um plano de manutenção para máquinas carregadeiras responsáveis pela movimentação de materiais de uma empresa de transporte rodofluvial e logística de carga, situada no Distrito Industrial de Icoaraci – PA e identificar seus potenciais benefícios, funcionando como ferramenta auxiliadora no processo de tomada de decisão. 1.1.2 Objetivos Específicos Identificar quais os tipos de manutenção são adotados e como são executados; Levantar dados históricos relacionados à manutenção; Verificar se os recursos relacionados à manutenção são adequados e estão disponíveis; Elaborar um plano de Manutenção Centrado em Confiabilidade com base nos resultados das análises obtidas; 17 Propor implementação de plano em manutenção. 1.2 JUSTIFICATIVA DA PESQUISA A Manutenção Centrada em Confiabilidade - MCC é um método que analisa se e quando a manutenção é tecnicamente factível e efetiva. Permite elevar a eficiência da manutenção, preservando as funções do sistema, através da utilização de técnicas de Análise de Modos e Efeitos de Falhas – FMEA, gerando um plano integrado de manutenção que eleve a qualidade e a produtividade das empresas. (XENOS, 2004). A fim de assegurar a qualidade de serviço na empresa em estudo, é fundamental garantir que qualquer ativo físico das máquinas carregadeiras continue a desempenhar a função que lhe foi concebida e assegurar sua confiabilidade e disponibilidade. A aplicação da MCC certifica o aumento da confiabilidade e disponibilidade dos itens físicos, assim como aumenta a produtividade e a segurança operacional e ambiental. Garante o aumento da produtividade das máquinas e, consequentemente, o aumento de disponibilidade das mesmas; aumento da vida útil dos componentes das máquinas, devido a eliminação das falhas catastróficas; aumento dos lucros operacionais, uma vez que os custos gerais de manutenção impactam diretamente os custos indiretos de produção. Bem como a redução das paradas imprevistas de produção, por prever a falha e planejar reparação da mesma em paradas planejadas; redução do tempo de parada das máquinas para manutenção, devido ao planejamento e atuação direcionada à falha em questão; redução do estoque de peças sobressalentes, pois a previsão da falha permite a aquisição das peças conforme necessário, ao invés de comprá-las para reposição do estoque; redução dos custos da manutenção, já que há redução de horas extras, redução de peças e materiais de reparos. O Quadro1 trata de forma simples e objetiva os resultados esperados da implementação de um plano de manutenção, realizando um comparativo dos benefícios que um plano de manutenção pode proporcionar a uma empresa. 18 Quadro 1 – Comparativo Plano de Manutenção. Fonte: Autores (2013). Um exemplo prático dos benefícios representados no Quadro1é de Xenos (2004), onde um fabricante brasileiro de autopeças após adotar um plano de manutenção obteve como resultado a redução do consumo de 20.800 litros de óleo hidráulico, oriundo das perdas de vazamento das quase 400 máquinas. Desta forma, houve a diminuição de 28.000 para 7.200 litros de óleo hidráulico, em um período de um ano. Outro dado importante é da ABRAMAN (2011), que afirma que o valor de estoque pelo custo total da manutenção diminuiu 3,97% e a disponibilidade operacional passou de 85,82% para 91,30% nas empresas brasileiras, no período de 1997 a 2011. 1.3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Segundo Silva (2001), a pesquisa científica é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, que tem por base procedimentos racionais e sistemáticos. Em termos de classificação e em relação a sua natureza, a pesquisa pode ser considerada como aplicada, pois objetiva gerar conhecimento para aplicação prática e é dirigida a problemas específicos. Do ponto de vista da abordagem do problema, a pesquisa é qualitativa, pois será realizada indutivamente pelos pesquisadores. Em relação ao objetivo, ela é exploratória. Quanto aos procedimentos técnicos, trata-se de um estudo de caso, pois objetiva-se esclarecer uma ou mais decisões, avaliando o motivo pelo qual foram tomadas, como foram implementadas e com quais resultados. (SILVA; MENEZES, 2005). 19 1.3.1 Coleta de Dados Smith (1993) afirma que a coleta de informação pode ser obtida através dos seguintes documentos: (i) Diagrama de instrumentação; (ii) Manuais e memoriais de venda dos equipamentos; (iii) Arquivos históricos de manutenção do equipamento; (iv) Manuais de operação do sistema; (v) Especificações e dados descritivos do projeto do sistema. Neste estudo, os dados foram coletados inicialmente através dos manuais das máquinas carregadeiras, pois os equipamentos haviam sido adquiridos recentemente, portanto, não havia um histórico de manutenção relevante para esta pesquisa. Para examinar o problema de manutenção na empresa em estudo, realizaram-se reuniões com as chefias e operários de produção e manutenção, onde buscou-se conhecer a opinião dessas pessoas a respeito da manutenção nas máquinas carregadeiras na referida empresa. 1.3.2 Execução do Projeto A metodologia empregada na realização deste trabalho consiste, inicialmente, de uma revisão bibliográfica sobre o tema Gestão em Manutenção e, logo após, são abordados os aspectos específicos associados ao processo da Manutenção Centrada em Confiabilidade, em que é apresentada a sistemática para a elaboração de um plano de manutenção baseado em confiabilidade em máquinas carregadeiras numa empresa do setor de transporte rodofluvial e logística. O trabalho de determinação do plano de MCC na empresa foi desenvolvido nas seguintes fases: (i) Identificação dos Sistemas e Subsistemas funcionais; (ii) Identificação das funções e falhas funcionais dos sistemas e subsistemas; (iii) Aplicação da Failure Modes and Effect Analysis (FMEA); (iv) Aplicação do Questionário de Decisão MCC; (v) Utilização do 5W1H. 20 As razões de se tomar este caminho basearam-se na apresentação de resultados advindos da pesquisa, levando em consideração a possibilidade de obtenção de resultados positivos. Nos tópicos a seguir serão descritas detalhadamente a metodologia que foi utilizada para elaborar um plano de Manutenção Centrado em Confiabilidade para as máquinas carregadeiras. 1.3.2.1 Identificação dos sistemas e Subsistemas funcionais Os sistemas e subsistemas funcionais foram identificados através do manual de operações das máquinas carregadeiras. 1.3.2.2 Identificação das Funções e Falhas Funcionais dos Sistemas e Subsistemas Após a identificação dos sistemas e subsistemas funcionais, foi possível a determinação, através das reuniões da equipe de elaboração do MCC e dos manuais dás máquinas, das funções funcionais, falhas funcionais, modos de falha e seus efeitos. 1.3.2.3 Aplicação da Failure Modes and Effect Analysis (FMEA) Determinadas as funções e falhas funcionais, o próximo passo foi a Análise dos Modos e Efeitos de Falha. Foi utilizada a planilha FMEA, onde as informações são agrupadas de forma lógica de acordo com as funções funcionais e falhas funcionais, para identificar os possíveis modos de falha e seus efeitos. Para estas etapas as reuniões foram realizadas semanalmente, a partir do mês de agosto, e tinham como pauta a determinação de cada passo necessário para a elaboração do plano baseado na MCC. Maiores informações do plano estão contempladas no estudo de caso. 21 1.3.2.4 Aplicação do Questionário de Decisão MCC A aplicação do questionário de Decisão MCC foi realizada em duas etapas, por se tratar de um questionário que exige muita atenção e tempo. Inicialmente foram abordadas apenas as primeiras colunas do questionário, referente a natureza do modo de falha. A segunda etapa contemplou a escolha das tarefas de manutenção adequadas a cada modo de falha, a sua periodicidade e a definição de quem irá executar a tarefa determinada, sendo este o último passo para a determinação do plano. A próxima fase consiste no modo em que este plano de MCC é exposto a equipe. 1.3.2.5 Utilização do 5W1H A planilha 5W1H foi criada a partir do plano de manutenção abordado no questionário de Decisão MCC e das informações que compõe o FMEA. Na planilha contemplaram-se as informações: O que? Por quê? Onde? Quem? Quando? E Como? de modo a facilitar a consulta das informações contidas no questionário de Decisão MCC e do FMEA. 22 2 REFERENCIAL TEÓRICO Neste capítulo serão abordados os principais conceitos relacionados a esta pesquisa. 2.1 DEFINIÇÃO DE MANUTENÇÃO O termo manutenção deriva da palavra em latim manus tenere, que significa manter o que se tem. Segundo Monchy apud Viana (2002), manutenção refere-se a um vocábulo militar, que nas unidades de combate significava conservar os homens e seus materiais em um nível constante de operação. A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, através da Norma Brasileira Regulamentadora - NBR 5462 (1994), define a manutenção como: “a combinação de ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar uma função requerida”. Manutenção é o conjunto de ações para detectar, prevenir, ou corrigir falhas e defeitos, falhas funcionais e potenciais, com o objetivo de manter as condições operacionais e segurança dos itens, sistemas ou ativos. As ações cuja finalidade é modificar um item para que ele desempenhe a função pretendida pelo usuário ou proprietário, mas não alcançada, são ações de Engenharia, mas podem ser consideradas como ações de manutenção, normalmente apontadas pela de Engenharia de Manutenção e detalhada pelos diversos ramos da Engenharia (civil, mecânica, elétrica, eletrônica, etc.). (BRANCO FILHO, 2006, p. 75) De um modo geral, o principal propósito da manutenção é garantir o funcionamento do sistema de modo que continue a exercer a função requerida, preservando os seus componentes. Ao salientar a importância e os benefícios que a manutenção proporciona aos processos de produção, Pinto e Xavier (2001), destacam o objetivo da manutenção como o de: “garantir a disponibilidade da função dos equipamentos e instalações de modo a atender a um processo de produção ou de serviço, com confiabilidade, segurança, preservação do meio ambiente e custos adequados”. 23 Logo, a função manutenção em uma empresa representa um alto potencial de aumento de produtividade, sendo aliada da função produção. De acordo com Contador (2004), as atividades da manutenção são realizadas com o objetivo de assegurar um estado satisfatório, previamente especificado, de equipamentos e instalações. Normalmente a manutenção é associada diretamente a conservação de máquinas, embora administrativamente deva ser considerada de modo bem mais abrangente. 2.2 EVOLUÇÃO DA MANUTENÇÃO A manutenção inserida no ambiente produtivo surge efetivamente, como função do organismo das empresas no século XVI, com o surgimento dos primeiros teares mecânicos, onde os operários eram responsáveis por manter e executar pequenos reparos nos equipamentos, atividades realizadas sem planejamento e organização (VIANA, 2002). Com o aparecimento das máquinas a vapor, no desenvolvimento da Revolução Industrial, operadores devidamente treinados eram os responsáveis pela condução e tratamento das máquinas, incluindo lubrificação e troca de partes e peças, porém sem a existência de equipes específicas de manutenção (BRANCO FILHO, 2008). As equipes de manutenção passaram a existir no início do século XX, com a realização da Primeira Guerra Mundial, no qual as empresas necessitavam garantir volumes mínimos de produção e observaram que precisavam criar equipes que pudessem realizar reparos nas máquinas no menor tempo possível (ZAIONS, 2003). Após a guerra, acompanhando a evolução da indústria, a manutenção passou a existir em quase todas as empresas, em atividades desenvolvidas após a quebra das peças ou paradas das máquinas em falha. O enfoque da manutenção era totalmente corretivo. Por volta dos anos 50 houve uma grande mudança nas indústrias com o aumento da mecanização, esse período abrange a Segunda Guerra Mundial, onde eram necessários mais cuidados com as máquinas, pois elas se tornaram mais complexas e numerosas. A partir de então, começa a aflorar a ideia de prevenção de 24 falhas com a prática de executar revisões gerais nos equipamentos em intervalos fixos. Devido à mecanização da indústria, houve um crescimento dos custos de manutenção em relação aos demais custos operacionais. Consequentemente, levou a necessidade de maior controle e planejamento da manutenção. A disponibilidade, vida útil e menores custos se tornaram critérios valiosos e muito importantes, e desde então, os computadores passaram a ser usados no controle e planejamento da manutenção. A Manutenção Centrada em Confiabilidade surge com a evolução da 3ª geração da manutenção (Moubray, 2000), com a proposta de uma ferramenta que possibilite aos usuários, a seleção de técnicas mais apropriadas a atender as expectativas dos donos, a tratar cada tipo de processo de falha e buscar o melhor custo-benefício. Segundo Pinto e Xavier (2001), a partir da década de 30, a evolução da manutenção pode ser dividida em três gerações: 1ª Geração: abrange o período antes da Segunda Guerra Mundial; 2ª Geração: a partir da Segunda Guerra Mundial até os anos 60; 3ª Geração: a partir da década de 70 até os dias atuais. 2.2.1 Primeira Geração (Período da 2ª Guerra Mundial – 1940) Até o final da década de 40, a manutenção não era tida como uma parte fundamental nas organizações. Tal fato se dava ao modelo de indústria vigente; que era pouco mecanizada com equipamentos de configurações simples e superdimensionados para a produção. As técnicas de manutenção eram precárias e simples, consistiam nas limpezas, lubrificação e na inspeção visual, e as competências técnicas exigidas também eram mínimas, sendo o caráter da manutenção estritamente corretivo. Segundo Kardec e Nascif (1999), devido à estrutura econômica da época, a questão da produtividade não era prioridade, portanto não era necessária uma 25 manutenção sistematizada, apenas serviços de limpeza, lubrificação e reparo após a quebra, ou seja, a manutenção era, fundamentalmente, corretiva não planejada. 2.2.2 Segunda Geração (1940 – 1970) Com a ocorrência do declínio significativo da oferta de mão de obra no período pós-guerra, além da pressão por aumento de todos os tipos de bens de consumo, culminou-se numa maior mecanização da indústria e na dependência maior dos ativos físicos e a manutenção começou a ganhar status, na medida em que uma produção intensa e com qualidade era esperada. Por volta da década de 50, passa-se a acreditar que priorizando o bom funcionamento dos ativos era possível que falhas fossem evitadas; resultando no conceito que hoje conhecemos como Manutenção Preventiva, e a prática desse conceito resultou na necessidade da implantação de sistemas de Planejamento e Controle da Manutenção. É também nesta época (anos 60 e 70) que o departamento de Defesa dos E.U.A., juntamente com a indústria aérea militar, desenvolveu as primeiras análises de políticas da manutenção chamadas “Reliability Centered Maintenance” (RCM) ou Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC) largamente utilizada nos dias atuais (NASA, 2000). 2.2.3 Terceira Geração (A partir dos anos 70) Os processos industriais ganharam novos desafios de produtividade e de qualidade com a tendência a globalização da economia. O grande investimento nos ativos fixos, juntamente com um aumento acentuado no custo de capital, iniciam um processo de novas e grandiosas expectativas em relação à manutenção. Tais expectativas encontram-se nas funções e resultados da manutenção, nas novas interpretações dos processos de falhas de equipamentos e nas novas técnicas de análise e implementação da manutenção, sendo que dentre estas expectativas, a maior delas resume-se na criação de alternativas que possam maximizar a vida útil dos ativos físicos. 26 Além disso, Kardec e Nascif (1999) afirmam que o crescimento da automação e da mecanização nesta geração, passou a indicar que a confiabilidade e disponibilidade se tornaram postos-chave em setores tão distintos quanto saúde, processamento de dados, telecomunicações e gerenciamento de edificações. Mediante as transformações ocorridas, aliadas as novas exigências do mercado é possível analisar que em apenas trinta anos a manutenção passou de um estado quase desconhecido para o início das prioridades das organizações. O Quadro 2 resume a evolução da manutenção citada anteriormente. Quadro 2 – Evolução da Manutenção. ANOS 30 à 40 GERAÇÃO 1ª EXPECTATIVAS VISÃO DE FALHA Taxa de falha constante aumentada no fim da Reparar quando quebrar. vida útil (quanto mais velho, mais provável de falhar). TÉCNICAS DE MANUTENÇÃO Corretiva. Revisão geral programada; Maior disponibilidade; 40 à 70 2ª Maior tempo de vida; Mortalidade infantil; Curva da banheira. Custos mais baixos. Computadores grandes e lentos. Monitoramento de condição; Maior tempo de vida; Maior efetividade de custo; Projetos para confiabilidade e manutenabilidade; Maior disponibilidade; Maior confiabilidade; 70aos dias atuais 3ª Seis padrões de falha; Maior segurança; Melhor qualidade de produto; Preocupação com o meio ambiente. Fonte: Pinto e Xavier (2001, p.8). Sistema para planejamento de controle dos trabalhos; Relação entre idade e falha quase sempre falsa. Análise de risco; Computadores rápidos e pequenos; Análise de modos e falhas e efeitos; Sistemas especialistas; Equipes multidisciplinares. 27 2.3 MÉTODOS DE MANUTENÇÃO Embora exista na literatura um grande número de variações na terminologia sobre métodos de manutenção e suas classificações, os métodos de manutenção podem ser compreendidos como a maneira pela qual é realizada a intervenção nos equipamentos, nos sistemas ou nas instalações. Para Zaions (2003) a classificação mais apropriada para a MCC – é a de Patton (1995) onde existe a manutenção planejada e a não planejada. Quanto as formas de atuação da manutenção, pode ser centralizada, descentralizada ou mista (MUASSUAB, 2002). 2.3.1 Manutenção Não Planejada A manutenção não planejada consiste na correção da falha após a sua ocorrência aleatoriamente, acarretando altos custos, uma vez que há grande perda produtiva em cada ocorrência e dano maior do equipamento. É a “manutenção que não é feita de acordo com um programa preestabelecido, mas depois da recepção de uma informação relacionada ao estado de um item” (ABNT, 1994, p.7). 2.3.2 Manutenção Planejada Pode ser entendida como aquela cujo conjunto de ações leva a uma diminuição ou eliminação da perda de produção, pois busca reduzir consideravelmente o custo e tempo de reparo em cada ocorrência havendo para isso um acompanhamento preditivo e detectivo. Para Patton (1995) a manutenção planejada pode ser dividida em: Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva Manutenção por Melhorias 28 Ressalta-se que na Manutenção Preventiva ocorre uma subdivisão em Manutenção de Rotina; Manutenção Periódica e Manutenção Preditiva. Conforme retrata a Figura 1. Figura 1 – Métodos de Manutenção. MANUTENÇÃO PLANEJADA Manutenção Corretiva Manutenção Preventiva Manutenção por Melhorias Manutenção de Rotina Manutenção Periódica Manutenção Preditiva Fonte: Zaions, 2003, p.32. 2.3.2.1 Manutenção Corretiva Segundo a ABNT (1994), a manutenção corretiva é definida como: “Manutenção efetuada após a ocorrência de uma falha, destinada a colocar um item em condições de executar uma função requerida”. As manutenções corretivas são intervenções depois que a falha já ocorreu e têm, portanto caráter emergencial. As manutenções corretivas não são programadas, são executadas sempre que ocorrem paradas inesperadas de máquina por falha e ocupam, portanto um período de tempo que originalmente estava programado para que a máquina estivesse em produção. (CONTADOR, 2004, p.405). Esse tipo de método de manutenção é o mais conhecido no ambiente das empresas e a forma mais comum de realizar reparos de um equipamento com problemas. Sua principal característica é que o conserto se inicia após a ocorrência da falha, também, caracteriza-se pela falta de planejamento e levantamento dos custos necessários. Segundo Pinto e Xavier (2001), a manutenção corretiva implica altos custos, pois as quebras inesperadas podem acarretar perdas de produção, perda da 29 qualidade do produto e elevados custos indiretos de manutenção, assim como, pode ocasionar graves consequências para os equipamentos. Ao considerar apenas os custos de manutenção, a manutenção corretiva é mais barata do que previr as falhas dos equipamentos. No entanto, deve-se considerar que sua prática gera: grandes perdas em consequência de paradas no processo produtivo, riscos à segurança dos funcionários e ao meio ambiente (XENOS, 2004). Pereira (2009) sugere que a manutenção corretiva pode ser aplicada nos seguintes casos: Em ativos de baixo custo operacional; Em ativos que possuem backup (mais de um equipamento que executa a mesma operação); Em ativos que possuem operação mais rápida que as posteriores; Em ativos não considerados gargalos; Em ativos de fácil manutenção; Em ativos cujos mantenedores são bem treinados para o pronto reparo. 2.3.2.2 Manutenção Preventiva Segundo a ABNT (1994), manutenção preventiva é definida como: “Manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento do item”. Este é um método de manutenção planejada com a finalidade de reduzir a probabilidade da ocorrência de uma falha, através do estabelecimento prévio das ações, proporcionando o controle sobre o funcionamento dos equipamentos, como também, o gerenciamento das atividades de manutenção e dos recursos utilizados e o dimensionamento de materiais e sobressalentes. 30 A manutenção preventiva “clássica” consiste na substituição de peças em períodos regulares. Tem o caráter preventivo de interferir em máquinas e equipamentos antes que ocorra uma falha esperada (CONTADOR, 2004). A utilização da manutenção preventiva proporciona as empresas um conhecimento prévio das ações a serem executadas diante de uma falha, permitindo uma boa condição de gerenciamento das atividades e o planejamento de consumo de materiais e peças sobressalentes, necessários para a realização da reposição de peças nas máquinas, assim como, a retirada das máquinas do processo produtivo de forma programada, sem prejudicar a realização das atividades do processo produtivo (PINTO e XAVIER, 2001). Se comparada a manutenção corretiva, a realização das atividades preventivas torna-se mais cara, pois, as tarefas realizadas são compostas por inspeções, reformas e trocas de peças antes de atingirem seus limites de uso. Porém, ocorre a o aumento da disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos reduzindo a frequência de interrupções inesperadas na produção (XENOS, 2004). 2.3.2.3 Manutenção por Melhoria A Manutenção por Melhoria, do inglês “improvement maintenance”, consiste de ações para reduzir ou eliminar totalmente a necessidade de manutenção (PATTON, 1995). Outros autores, como, por exemplo, Pinto e Nascif (1999), conceituam esse tipo de manutenção como Engenharia de Manutenção, por outro lado, Contador (2004) denomina este tipo de manutenção por Manutenção Produtiva Total. A engenharia de manutenção é o conjunto de atividades que permite que a confiabilidade seja aumentada e a disponibilidade seja garantida, através do abandono da prática da manutenção corretiva, passando a atuar na investigação das causas básicas das ocorrências das falhas dos equipamentos (PINTO e XAVIER, 2001). O desenvolvimento da engenharia de manutenção possibilita a modificação de situações permanentes de mau desempenho dos equipamentos e propostas de 31 melhorias, através da análise dos dados que são fornecidos com o desenvolvimento do estudo aprofundado da realidade do setor de manutenção e das características dos equipamentos presentes no sistema produtivo. A Manutenção Produtiva Total, segundo Contador (2004, p. 405) é uma filosofia que integra os funcionários da empresa destacadamente as equipes de manutenção e produção, na execução dos serviços de manutenção. O operador também executa serviços de manutenção da máquina, particularmente aqueles que não exigem conhecimento tecnológico altamente especializado. De acordo com Ribeiro (2004), além de uma prática, a engenharia de manutenção torna-se uma cultura, que se caracteriza pela utilização de dados para análise, estudo e melhorias nos padrões de operações e manutenção de equipamentos, por meio de técnicas modernas. Sendo que a implantação da melhor política de manutenção deve ser a combinação dos vários métodos de acordo com a natureza e importância do equipamento para a produção, considerando fatores como: custo, produtividade, meio ambiente e segurança. Para Lima (2000), a Manutenção por Melhorias é aplicável nos seguintes casos: Quando a vida útil do equipamento é curta, com alta frequência de falhas e alto custo de manutenção; Quando o tempo de reparo é elevado e há a possibilidade de propagação da falha; Quando a dispersão do tempo médio entre falhas é grande, acarretando dificuldades de avaliação e inspeção. 2.3.3 Manutenção Centralizada A manutenção, assim como outras áreas operacionais precisa definir como será sua estrutura hierárquica dentro da empresa e, em particular, as suas opções se restringem a uma gestão centralizada ou descentralizada (XENOS, 1998). 32 Para isso, devem-se levar em consideração as condições operacionais e administrativas existentes e avaliar qual das duas, ou se não as duas formas (obtendo assim uma gestão mista), é capaz de proporcionar um melhor gerenciamento. Na manutenção centralizada todas as operações são planejadas e dirigidas apenas por um departamento, cujo gerente, tem a mesma importância do gerente de produção. As oficinas são também centralizadas e as equipes de manutenção atendem a todos os setores ou unidades de operação. Esta forma de gerenciamento pode reduzir os custos, graças ao melhor aproveitamento dos serviços centralizados, no qual se evita a duplicação dos serviços por setores ou unidades de operação, e se uniformizam as rotinas, eliminando assim o tempo de ócio dos mantenedores. Contudo é necessário que o entrosamento entre a manutenção e a produção seja bem alinhado, pois ao fazer a escolha por este processo as duas partes devem ter consciência de que as decisões de intervenção aos equipamentos dependem do planejamento elaborado pela manutenção. 2.3.4 Manutenção Descentralizada A manutenção descentralizada, também denominada como “manutenção por áreas”, pode ser utilizada quando a empresa está dividida em muitas áreas ou setores, cujos serviços apresentam naturezas muito diversas. Logo, para atender estas características de descentralizar a manutenção é feita a especialização de equipes mantenedoras, que passam a realizar os serviços com fundamentos técnicos bem desenvolvidos acerca da área em que atuam. A manutenção descentralizada possui as seguintes características: A localização física da manutenção faz-se junto a cada unidade, assim como o estoque de peças de reposição; A manutenção de área recorre à ajuda do próprio pessoal da produção em caso de necessidade; 33 O superintendente de cada área é responsável pelas decisões relativas à manutenção, inclusive a determinação da prioridade de execução; O trabalho a ser executado nas próprias oficinas de manutenção da unidade possui limitações, portanto, determinados trabalhos terão que ser enviados a oficinas fora da área. 2.3.5 Manutenção Mista Para o caso de uma empresa estar dividida em diversas áreas ou setores, ainda pode optar pelo gerenciamento misto, já que as duas formas de gestão não são excludentes e podem ser utilizadas em conjunto. Para que o gerenciamento por manutenção mista seja possível, é necessário que a empresa faça um levantamento de todas as atividades de manutenção realizadas e as classifique como manutenções gerais ou específicas por área, as quais necessitam de conhecimento técnico bem desenvolvido. A partir deste levantamento, podem-se determinar quais serão os serviços que podem ficar na responsabilidade da manutenção centralizada (manutenções gerais) e os serviços a serem desenvolvidos pela manutenção descentralizada (manutenções específicas). De modo geral, pode-se dizer que o número de pessoas necessárias para desenvolver a manutenção por áreas é maior do que para a manutenção centralizada, o que pode, porém, ser justificado em virtude das características aqui expostas. 2.4 MANUTENÇÃO CENTRADA EM CONFIABILIDADE Neste tópico será abordado a história da MCC, seus conceitos, objetivos e os itens que envolvem sua sistemática. 34 2.4.1 Histórico A Manutenção Centrada em Confiabilidade – MCC surgiu nos anos 50 com o objetivo de estimar a confiabilidade de componentes, sistemas mecânicos e elétricos, a fim de reduzirem os altos índices de acidentes da época por causa de falha do equipamento. Nos anos 50 a indústria de aviação americana buscava por melhorias na sua manutenção preventiva, devido os índices de acidentes. Netherton (2001, apud MENDES; MENDES, 2012, p. 31) comenta que, naquela época, a aviação comercial ao redor do mundo sofria mais de 60 acidentes por milhão de decolagem, sendo dois terços desses acidentes causados por falha de equipamento. O que representa aproximadamente dois acidentes por dia. Nesta época foi criado um relatório com o propósito de aperfeiçoamento nas companhias aéreas. De acordo com a National Aeronautics and Space Administration – NASA (2000), a partir da análise deste relatório foram desenvolvidos os conceitos associados a MCC. O relatório tinha como nome: Manutenção Centrada em Confiabilidade. A partir da década de 70, as empresas começaram a utilizar o MCC para determinar as melhores políticas de gerenciamento dos seus itens físicos. Netherton (2001, apud PRÁ, 2010, p. 19), afirma que nos anos 70, inúmeras indústrias adotaram a utilização da MCC para determinar políticas internas mais eficientes para gerenciar as funções dos itens físicos, bem como para gerenciar as consequências de suas falhas. A Manutenção Centrada em Confiabilidade disseminou-se no setor industrial a partir dos anos 90, quando os custos da manutenção tornaram-se elevados em comparação com os custos operacionais, então a atividade de manutenção passou a ser analisada com planejamento e controle, numa tentativa de se obter um aumento da vida útil dos itens físicos. Diante disto, a MCC passou a ser aplicada para garantir a confiabilidade dos itens físicos e também como uma metodologia trivial no planejamento da manutenção preventiva. 35 2.4.2 Conceito, Funções e Objetivos A MCC é um método para o planejamento da manutenção industrial que visa racionalizar e sistematizar a definição de tarefas de manutenção, bem como, garantir a confiabilidade e a segurança operacional ao menor custo. Em termos pouco técnicos a “Confiabilidade” pode ser conceituada como a probabilidade que um equipamento irá desenvolver de forma satisfatória a sua função. De uma forma mais simplificada, pode-se afirmar que a MCC envolve: uma consideração sistemática das funções do sistema, a maneira como essas funções falham e um critério de priorização explícito baseado em fatores econômicos, operacionais e de segurança para a identificação das tarefas de manutenção aplicáveis tecnicamente e custos-eficientes no combate a essas falhas. Pinto e Xavier (2001) observam que manutenção centrada em confiabilidade é uma ferramenta que através de uma sistemática conhecida permite a aplicação dos variados tipos de manutenção citados neste trabalho, de acordo com as características de modo de falha, como mostra o quadro na Figura 2. 36 Figura 2 – Visão das abordagens de manutenção. Fonte: Endrenyi, et al. (2001, p. 639). De acordo com Wireman (1998), a MCC tem como principal objetivo a redução do custo de manutenção, desconsiderando as tarefas de manutenção que não sejam estritamente necessárias, voltando o foco nas funções mais importantes dos sistemas. Logo, a MCC não apenas intervém para retornar ao funcionamento, mas destaca-se de outros métodos, pois o foco é a preservação da função principal do sistema e seus equipamentos, de forma a minimizar o máximo possível à indisponibilidade por intervenção técnica e/ou falha dos diversos equipamentos que compõe o sistema. É importante atentar que preservação da função não significa o mesmo que preservar a operação de um item. Segundo Moubray (2000) os resultados esperados com a implementação da MCC são: Maior segurança humana e proteção ambiental; 37 Melhoria do desempenho operacional em termos de quantidade, qualidade do produto e serviço ao cliente; Maior efetividade do custo da manutenção; aumento da vida útil dos itens físicos mais dispendiosos; Criação de um banco de dados completo sobre a manutenção; Maior motivação do pessoal envolvido com a manutenção; Melhoria do trabalho em equipe. Para o desenvolvimento da MCC, faz-se necessário o entendimento dos conceitos de sistema funcional, subsistema funcional, função, falhas, modos de falha e efeitos de falha. Estes elementos são de extrema importância, pois compõem a metodologia MCC. 2.4.2.1 Sistema Funcional Sistema é um conjunto de elementos inter-relacionados com um objetivo comum. É uma entidade que tem a capacidade de manter certo grau de organização em face de mudanças internas ou externas, composto de um conjunto de elementos, em interação a fim de atingir um objetivo específico. Logo, o sistema é constituído por todos os equipamentos e direcionamentos necessários para atingir uma função. 2.4.2.2 Subsistema Funcional Segundo Siqueira (2005), os subsistemas são divisões de um sistema, sendo estes mais especializados, focados em uma ou mais funções internas do sistema principal. 38 2.4.2.3 Função Inicialmente “Função” pode ser definida como qualquer propósito pretendido para um processo ou produto. Para Moubray (2000), a definição de uma função deve consistir de um verbo, um objeto e o padrão de desempenho desejado. As funções estão divididas em funções principais e funções secundárias, iniciando sempre o processo de MCC pelas funções principais. A função principal de um item físico está associada, principalmente, à razão pela qual o ativo foi adquirido. Por outro lado, na maioria das vezes, os itens físicos realizam outras funções além das funções principais, sendo chamadas de secundárias. 2.4.2.4 Falhas Segundo a NBR-5462 (ABNT, 1994) a falha é definida como o: “Término da capacidade de um item desempenhar a função requerida”. Esse término pode manifestar-se através da diminuição total ou parcial da capacidade, durante um período de tempo, quando o item deverá ser reparado ou substituído. Falha pode ser conceituada como a incapacidade do item físico de fazer o que o usuário quer que ele faça. Tal conceito é vago, pois não define de forma clara entre o estado de falha, ou seja, falha funcional e os eventos, que são os modos de falhas que geram o estado de falha. No entanto, Moubray (2000) esclarece que é preferível definir falhas em termos de perda da função específica, ao invés do item como um todo. Outro tipo de falha é a potencial, esta também indica o ponto onde o item físico começa a apresentar a perda do desempenho da função. Para Xenos (1998), a definição de falha potencial considera o fato do número de falhas que não acontecem de forma repentina, mas se ocorrem durante o tempo. 39 2.4.2.5 Modo de Falha Segundo Zaions (2003) os modos de falha são: “eventos que levam, associados a eles, uma diminuição parcial ou total da função do produto e de suas metas de desempenho”. O modo de falha é “qualquer evento que pode ocasionar uma falha funcional”. Em geral, um modo de falha está associado às prováveis causas de uma falha funcional, enquanto os efeitos de falha são a descrição de todas as informações necessárias para uma possível avaliação das consequências da falha. Um modo de falha é definido como qualquer evento que possa levar um ativo (sistema ou processo) a falhar. O modo de falha está associado às prováveis causas de cada falha funcional. Quando em um sistema ou processo cada modo de falha é identificado, tornase possível reconhecer suas consequências e o planejamento das ações para corrigir ou prevenir as falhas, assegurando-os que continuem executando suas funções previstas. 2.4.2.6 Efeitos de Falha Para Moubray (2000), os efeitos de falhas descrevem o que acontece quando um modo de falha ocorre. Cada vez que uma falha ocorrer, a empresa que usa o item é afetada de alguma forma. Algumas falhas afetam a produção, a qualidade do produto ou o serviço de atendimento ao usuário. Outras afetam a segurança ou o meio ambiente. Algumas aumentam os custos operacionais, como o aumento no consumo de energia elétrica. Todavia, é importante salientar que efeito de falha não possui o mesmo significado que consequência de falha. O efeito da falha é relacionado ao que acontece quando o modo de falha ocorre, enquanto, a consequência se refere a responder a questão “Quais são as consequências quando os modos de falha 40 ocorrem?”. Como exemplo de resposta para esta questão, tem-se: Prejudicam a qualidade do serviço ou produto, a segurança e o aumento do consumo de energia. 2.5 ANÁLISE DE MODO E FEITOS DA FALHA – FMEA O FMEA (Failure Mode and Effects Analysis) é um método direcionado para quantificação dos efeitos das possíveis falhas, permitindo à empresa estabelecer prioridades para tomada de decisão. A utilização FMEA, aplicado ao sistema de gestão em manutenção para análise dos riscos, constitui em um método simples para priorizar os aspectos e impactos. Para Pinto e Xavier (2001) o FMEA é uma abordagem que ajuda a identificar e priorizar falhas potenciais em equipamentos, sistemas ou processos. É um sistema lógico que hierarquiza as falhas potenciais e fornece as recomendações para as ações preventivas. De acordo com Viana (2002) a implantação do FMEA possui os seguintes objetivos: identificar a ocorrência dos possíveis modos de falhas; conhecer os componentes do sistema ou subsistema, que serão afetados por esses modos de falha; identificar os efeitos das falhas ao sistema ou subsistema e desenvolver ações para evitar a ocorrência da falha. Zaions (2003) complementa que a aplicação do FMEA permite: a padronização dos procedimentos de manutenção, já que todas as informações são documentadas; criação de um registro de histórico das falhas, que podem ser utilizadas posteriormente em revisões do processo ou do produto; como também, selecionar e priorizar projetos de melhoria. Segundo Kardec e Nascif (1999), o FMEA procede à análise partindo da causa para chegar ao efeito. Então, se pode analisar o conjunto. Para isso é importante a identificação sistemática dos seguintes itens listados abaixo: Função – Objetivo, com o nível desejado de desempenho; Falha funcional – Perda da função ou desvio funcional; Modo de falha – O que pode falhar; Causa da falha – Por que ocorre a falha; 41 Efeito da falha – Impacto resultante da função principal; Criticidade – Severidade do efeito; Frequência – probabilidade de ocorrência da falha; Gravidade da Falha – Indica como a falha afeta o usuário ou cliente; Detectabilidade – Indica o grau de facilidade de detecção da falha; Índice de Risco ou Número de Prioridade de Risco (NPR) – É o resultado do produto da Frequência pela Gravidade e pela Detectabilidade. Esse índice permite a prioridade de risco da falha e, a partir disso, decidir a melhor forma de intervenção nos equipamentos. NPR = ocorrência X severidade X detecção. Leal, Pinho e Almeida (2006), explicam que há três índices utilizados na ferramenta FMEA para a definição das prioridades das falhas, que são: índice de ocorrência, índice de severidade e índice de detecção. A ocorrência define a frequência da falha, enquanto a severidade corresponde a classificação da falha potencial associada ao efeito mais grave para um dado modo de falha, à gravidade do efeito da falha. A detecção é a habilidade para detectar a falha antes que ela atinja o cliente. (LEAL; PINHO; ALMEIDA, 2006) Para efetuar a análise de causas prioritárias de potenciais falhas em processos, a FMEA utiliza o levantamento da função do processo, dos requisitos do mesmo, do modo de falha potencial, do efeito potencial da falha e controles atuais do processo (preventivos e detectivos). Com base nos itens levantados, é efetuada a priorização quantitativa das falhas. Os parâmetros estimados para severidade, ocorrência e detecção estão demonstrados na Tabela 1a seguir. 42 Tabela 1 – Escala de Valores para Frequência, Gravidade, Detectabilidade e Índice de Risco (NPR). COMPONENTE DO NPR Frequência da Ocorrência (F) Gravidade da Falha (G) Detectabilidade (D) Índice de Risco (NPR) CLASSIFICAÇÃO Improvável Muito Pequena Pequena Média Alta Apenas perceptível Pouca Importância Moderadamente grave Grave Extremamente Grave Alta Moderadamente grave Pequena Muito Pequena Improvável Baixo Médio Alto Muito Alto PESO 1 2a3 4a6 7a8 9 a 10 1 2a3 4a6 7a8 9 a 10 1 2a5 6a8 9 10 1 a 50 50 a 100 100 a 200 200 a 1000 Fonte: Pinto e Xavier (2001). As etapas do processo para análise de um sistema ou subsistema utilizando a ferramenta FMEA resume-se nas atividades listadas abaixo. Figura 3 – Etapas do FMEA. Identificação dos modos de falha Identificação das potenciais causas da falha Identificação dos potenciais efeitos da falha Avaliação da frequência de ocorrência dos modos de falha Avaliação da detecção dos modos de falha Priorização dos potenciais modos de falha Fonte: Lafraia (2001). Identificação da causa raiz da falha 43 Existem diversas fontes para a documentação das informações da ferramenta FMEA, cada um com suas metodologias próprias, não havendo o melhor e nem o pior, pois todos os métodos incluem a descrição do modo e efeito de falha. A forma de apresentação da ferramenta FMEA pode ser no formato de formulários físicos ou digitais. Nestes formulários reúnem-se todas as informações relevantes da ferramenta para facilitar o seu desenvolvimento, análise e interpretação (AGQ, 2006). 2.6 SISTEMÁTICA DA APLICAÇÃO DO MCC A Manutenção Centrada em Confiabilidade é usada para determinar os requisitos de manutenção de um ativo físico dentro de um contexto operacional, este processo pode ser sintetizado em sete questões sobre o equipamento ou sistema, de acordo com a norma SAE JA 1011. 1 – Quais são as funções e padrões de desempenho do item no seu contexto operacional atual? 2 – De que forma ele pode falhar em cumprir suas funções? 3 – O que pode causar cada falha operacional? 4 – O que acontece quando ocorre cada falha? 5 – Qual a importância de cada falha? 6 – O que pode ser feito para prevenir cada falha? 7 – O que deve ser feito se não for encontrada uma tarefa preventiva? As questões acima se referem aos passos a serem seguidos para a utilização da sistemática da MCC sobre um componente, equipamento ou sistema em um contexto operacional. O primeiro passo é identificar as funções dos itens críticos e seu padrão de desempenho desejado, levando em consideração suas funções primárias e secundárias. O segundo passo é relacionar as falhas funcionais de cada item ou equipamento, a partir de então identificar todos os possíveis modos de falha e seus respectivos efeitos provocados avaliando e listando suas consequências. 44 A avaliação das consequências dos efeitos de falha provocados por cada modo de falha trata-se de um ponto chave da MCC. Deve-se conhecer como o modo de falha afeta a organização. São quatro grupos de consequências: (1) Falhas ocultas, não evidentes para o pessoal da operação; (2) Consequências para segurança e meio ambientes; (3) Consequências Operacionais, afetam a qualidade, rendimento, prazos, etc.; (4) Sem consequências operacionais, envolve somente o custo de reparo (SMITH, 1993). O último passo é a avaliação sobre a estratégia de manutenção a ser adotada para cada modo de falha, com o objetivo de eliminá-lo ou reduzir suas consequências. É a etapa que trata o que deve ser feito, compondo então o plano de manutenção. A Figura 4 apresenta um diagrama das etapas que compõe uma avaliação das estratégias de manutenção adotadas no processo da MCC. 2.6.1 Preparação do Estudo Segundo Moubray (2000) deve-se definir o grupo de pessoas que trabalhará no processo de implementação da MCC antes de iniciar qualquer análise, pelo menos três colaboradores da área de manutenção devem compor esse grupo: um da área de operação, um da área de manutenção, além de um especialista em MCC. De acordo com a literatura técnica o grupo de MCC deve definir e esclarecer os objetivos e o escopo da análise, assim como definir as áreas que farão parte dessa análise. As necessidades e os critérios aceitáveis relacionados à proteção e a segurança têm que ser visíveis como condições limitantes. 2.6.2 Seleção do Sistema e Subsistemas Funcionais Moubray (2000) afirma que esta etapa se refere à escolha do que será analisado e em que nível: planta industrial, sistema, itens físicos ou componentes. A escolha de ativos ou sistemas é fundamental no processo de planejamento. A principal atividade desta etapa será a de identificar e definir os sistemas funcionais e os subsistemas da máquina carregadeira, para isso será necessário a identificação dos principais sistemas relacionados à sua importância produtiva. 45 2.6.3 Seleção dos Itens Críticos A seleção dos itens críticos físicos é importante para não se perder tempo e dinheiro na análise de itens que não trarão um retorno significativo. Smith (1993) comenta que se deve ter cuidado para não destacar prematuramente itens não críticos, sem ter identificado com perfeição a correlação entre as funções e as falhas funcionais. Nesta etapa, se identifica os itens físicos que são potencialmente críticos relacionados às falhas funcionais identificadas na fase anterior. 2.6.4 Análise das Funções e Falhas Funcionais Segundo Smith (1993) os objetivos dessa etapa são: definição das fronteiras do sistema; identificação das interfaces de entrada e saída do sistema; identificação e descrição das funções do sistema; identificação das formas de como o sistema pode falhar. Esta etapa tem o propósito de identificar as funções do sistema e as fronteiras entre os sistemas e os componentes. Serão definidos padrões de desempenho que terão um limite mínimo esperado, que obviamente será menor que a capacidade máxima do equipamento e o seu limite máximo. Esse limite máximo definirá a falha funcional. A análise das funções e falhas funcionais, segundo Smith (1993), tem os seguintes objetivos: Identificação e descrição das funções do sistema; Descrição dos padrões de desempenho; Definição de como o sistema pode falhar. 2.6.5 Análise de Modos e Efeitos de Falhas O objetivo desta etapa é identificar os modos de falha dominantes dos itens críticos de manutenção. Os modos de falhas devem ser listados conforme cada falha 46 funcional, incluindo todos os modos possíveis de acontecer em uma situação real, de acordo com a experiência da equipe. Nesta etapa, se utiliza a ferramenta FMEA, onde as informações são inseridas em uma planilha própria, com o propósito de caracterizar os modos de falha relacionados aos itens físicos, às causas da falha, a seus efeitos e suas consequências. Esta planilha é de suma importância, pois dela são retiradas todas as informações necessárias para elaboração do Plano de Manutenção Centrado em Confiabilidade. O Apêndice A aborda a sua aplicação aos sistemas da máquina carregadeira, enquanto o Quadro 3 apresenta a planilha citada. Quadro 3 – Planilha de Informação MCC. Planta: Revisão: MCC Sistema: Subsistema: Data: Planilha de Informação Função 1 Falha Funcional 1.1 Modo de Falha Efeito da Falha 1.1.1 Fonte: Moubray (2000, p. 89). 2.6.6 Seleção das Tarefas de Manutenção Preventiva Adequadas ao Sistema A função desta fase é determinar de que forma será realizada a atividade para evitar ou eliminar as falhas. O processo de seleção das tarefas integra todas as decisões tomadas em relação a cada modo de falha apresentado no formulário FMEA (Quadro3), para esta seleção a MCC prevê a utilização da planilha de diagrama de decisão (Quadro 4). Para o preenchimento da planilha de decisão, deve-se utilizar o Diagrama de Decisão (Figura 4), respondendo 'SIM' ou 'NÃO', conforme o caso. 47 Quadro 4 – Planilha de Decisão MCC Planta Conjunto Revisão Sistema: Motor Sub Conjunto Data MCC Planilha de decisão Referência da Informação F FF FM Avaliação da Consequência H S E O H1 H2 H3 S1 S2 S3 O1 O2 O3 N1 N2 N3 Ação Corretiva H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 Fonte: Moubray (2000 p 202). Na planilha de decisão MCC as três primeiras colunas referem-se às Funções, Falhas Funcionais e Modo de Falha, enumerados na Planilha de Informação FMEA. Na sequência, as colunas referentes à Avaliação da Consequência é composta pelas letras H, S, E e O. A letra H é referente a falha ser ou não oculta, sendo as letras S, E e O referente à segurança, falhas ambientais e capacidade operacional, sendo que só haverá duas possibilidades de resposta: “Y” para resposta “sim” ou “N” para “não”. Seguindo o fluxo, de acordo com as respostas para cada Modo de Falha, será possível determinar de que forma será realizada a atividade para evitar ou eliminar falhas desta natureza, estas colunas vão de N1 até S4 e referem-se a estratégia da atividade de manutenção. A coluna N1 é assinalada com “Y” quando existe uma tarefa sob condição programada viável para reduzir ou eliminar a falha. A coluna N2 refere-se quando há uma tarefa de reparo viável para eliminar ou reduzir a falha e a coluna N3 quando existe uma tarefa de descarte programada viável para eliminar ou reduzir as falhas. As colunas H4, H5 e S4 referem-se a medidas corretivas. H4 é escolhida quando não há nenhuma tarefa proativa viável, a H5 quando há falha em cadeia e risco a segurança e a coluna S4 é assinalada com “Y” quando nenhuma das colunas anteriores referente à estratégia de manutenção é viável. Para falhas ocultas, uma tarefa proativa é viável, se ela realmente diminui o risco da falha múltipla, caso não exista uma tarefa proativa que possa cumprir este propósito, deve-se buscar a falha. Se a ação de busca da falha não for encontrada, então se opta por uma manutenção corretiva (não programada). Para as falhas com consequências para segurança, só vale a pena se for justificada economicamente em relação a tempo da tarefa versus custos da 48 consequência operacional mais o custo para reparar o equipamento. Caso a tarefa proativa não seja economicamente justificável, opta-se por uma manutenção não programada. As tarefas proativas para as falhas com consequências operacionais, só são viáveis se o custo total para realizá-la em um período de tempo é menor que o custo da consequência operacional mais o custo para reparar o equipamento no mesmo período. Caso a tarefa não obedeça a esse critério não é justificada economicamente, portanto a decisão a ser tomada é a de manutenção corretiva. De um modo geral, as tarefas têm que ser justificadas economicamente. Quando não for, o mais sensato é optar por uma tarefa não programada (corretiva). Moubray (1992) observa que esta abordagem da MCC para as estratégias de manutenção escolhidas, leva uma redução nos trabalhos de rotinas e também eliminação de tarefas não produtivas, consequentemente, proporcionando uma manutenção mais efetiva. Os diagramas de decisão permitem que as estratégias ou tarefas de manutenção sejam selecionadas para cada modo de falha identificado na planilha de informação da MCC. São utilizados para especificar as tarefas de manutenção aplicáveis e efetivas. Consiste em uma série de perguntas, as respostas guiam as especificações de uma tarefa ou uma nova pergunta, buscando identificar quando o modo de falha é: Ocultos para o operador; Com potencial de impacto sobre a segurança humana; Que tem impacto sobre o meio ambiente; Que tem impacto operacional. O Apêndice B aborda o Questionário de Decisão aplicado aos sistemas da máquina carregadeira, identificando as tarefas proativas de acordo com cada Modo de Falha, com o propósito de se obter uma manutenção mais eficaz. 49 Figura 4 – Diagrama de decisão MCC. Fonte: Moubray (2000, p. 200) 50 2.6.7 Elaboração do Plano de Manutenção Uma das últimas etapas para a finalização da MCC é elaborar o plano de manutenção. Para a sua elaboração, as tarefas de manutenção definidas para cada modo de falha serão associados a cada item físico, contemplando a frequência de realização das tarefas. 2.7 FERRAMENTAS DA QUALIDADE 2.7.1 Ciclo PDCA O método de melhorias PDCA reúne os conceitos básicos da administração, sendo apresentado em uma estrutura simples e clara – através de um ciclo – fácil de ser compreendida e gerenciada por qualquer organização, podendo a mesmo ser utilizada para a busca da melhoria para atingir os resultados (fins) necessários à sua sobrevivência através do Gerenciamento da Rotina do Dia-a-Dia e da Melhoria Contínua dos Processos. Campos (2005) define o Método de Melhorias ou Ciclo PDCA como método de gerenciamento de processos ou de sistemas. É o caminho para se atingirem as metas atribuídas aos produtos dos sistemas empresariais. O ciclo é composto por quatro etapas: Planejamento (PLAN), Execução (DO), Verificação (CHECK) e Atuação (ACTION), conforme a Figura 5. 51 Figura 5: PDCA – Método de Controle de processos. Fonte: Aguiar (2012) Etapas do PDCA: P = Plan (planejamento): Nesta etapa, deve-se estabelecer metas e/ou identificar os elementos causadores do problema que impedem o alcance das metas esperadas. É preciso analisar os fatores que influenciam este problema, bem como identificar as suas possíveis causas. D = Do (execução): Faz-se necessário realizar todas as atividades que foram previstas e planejadas dentro do plano de ação. C = Check (verificação): Após planejar e pôr em prática precisa-se monitorar e avaliar constantemente os resultados obtidos com a execução das atividades. A = Act(ação): Reflexão (análise da diferença entre as metas e os resultados alcançados, determinação das causas deste desvio e recomendações de medidas corretivas ou contramedidas). 2.7.2 Método 5W1H Analisadas as ações pertinentes as suas respectivas causas, deve-se então elaborar os planos de ação. Para a elaboração do plano de ação, deve-se seguir uma metodologia. A mais indicada, segundo Campos (2004), é a metodologia conhecida como 5W1H. A 52 mesma consiste em elaborar o plano de ação baseado em seis perguntas que irão definir a estrutura do plano. Essas perguntas, compostas no idioma inglês, se apresentam, segundo definição de Rossato (1996), da seguinte maneira: • WHAT (O QUE) – define o que será executado, contendo a explicação da ação a ser tomada (utilizam-se geralmente verbos no infinitivo, de maneira sucinta, a fim de demandar uma ação); • WHEN (QUANDO) – define quando será executada a ação (prazo de início e termino da ação); • WHO (QUEM) – define o responsável pela ação (nesse caso, aconselha-se que haja apenas um responsável por ação, a fim de manter a credibilidade da execução da ação); • WHERE (ONDE) – define onde será executada a ação (pode ser um local físico especificado, como um setor da organização); •WHY (POR QUE) – define a justificativa para a ação em questão (esse campo apresenta a finalidade imediata da ação a ser tomada); • HOW (COMO) – define o detalhamento de como será executada a ação (este campo é um complemento para o primeiro campo – WHAT – detalhando a ação estipulada neste último). Figura 6 – Esquema do método 5W1H. Fonte: Rossato (1996). 53 2.7.3 Programa “5S” As empresas que buscam excelência devem estabelecer um planejamento que possua uma base consistente e que proporcione a todos os seus integrantes o conhecimento necessário para o desempenho adequado de suas funções prestando, desta forma, serviços com elevada qualidade. O Programa “5S” (Figura 7) é visto como uma ferramenta que oferece esse embasamento por ser um programa integrado, onde seus sensos agem interligados, proporcionando resultados surpreendentes em todos os aspectos da vida das pessoas e do ambiente organizacional. Seu objetivo maior é a valorização do ser humano pelos benefícios que agregam ao ambiente organizacional como um todo. Esse programa pode ser conhecido com outros nomes, porém 5S é o mais utilizado e vem das iniciais das cinco técnicas que o compõe (XENOS, 2004): Seiri - organização, utilização, liberação da área; Seiton - ordem, arrumação; Seiso - limpeza; Seiketsu- padronização, asseio, saúde; Shitsuke - disciplina, autodisciplina. O “5S” pode ser implantado como um plano estratégico que, ao longo do tempo, passa a ser incorporado na rotina, contribuindo para a conquista da qualidade total e tendo como vantagem o fato de provocar mudanças comportamentais em todos os níveis hierárquicos. 54 Figura 7 – Programa de Qualidade “5S”. Fonte: Xenos (2004). 55 3 ESTUDO DE CASO O estudo de caso foi aplicado diretamente na empresa descrita no próximo tópico, que não possui nenhum sistema de planejamento padrão da manutenção e limita a sua ação em ações corretivas. De modo, geral as prevenções de falhas são desorganizadas e baseadas no conhecimento empírico da equipe de manutenção. 3.1 A EMPRESA O estudo foi realizado em uma empresa de transporte rodofluvial e logística de cargas, com sede localizada no Distrito Industrial de Icoaraci no Estado do Pará. Atuante no mercado a mais de 20 anos, a referida empresa conta com uma frota de aproximadamente 500 carretas dos tipos: carreta baú, prancha, syder, cegonha, gazeira, carga seca, transporte de contêineres e bigbags, máquinas pesadas e máquinas carregadeiras. Sua frota fluvial possui empurradores e balsas com capacidade de até 4 mil toneladas, além de ter como diferencial o serviço de transporte de cargas especiais e operações de transbordo de navios. No processo de transbordo de cargas as máquinas carregadeiras são essenciais nessa atividade, pois são elas que realizam a movimentação de materiais das carretas dos clientes para a carreta da empresa. 3.2 ESTRUTURA DO SISTEMA A ideia apresentada neste trabalho para a elaboração de um plano de manutenção centrada em confiabilidade é apresentada através da Figura 8. Nela são desmembradas as atividades realizadas, abordando todas as etapas seguidas para a elaboração do plano. 56 Figura 8 – Diagrama da Árvore. Identificar os tipos de manutenção e seus recursos Aplicação do PDCA PLAN Proposta de Plano de Manutenção Centrado em Confiabilidade Coleta de dados Tratamento de Dados Identificação dos Sistemas e Subsistemas Funcionais Identificação das funções e falhas funcionais FMEA MCC Utilização do 5w1h Fonte: Autores (2013). 3.3 ANÁLISE DO SETOR DE MANUTENÇÃO A empresa possui em seu pátio um galpão para a realização das atividades de manutenção em suas máquinas carregadeiras. Nesse, estão dispostos vários tipos de serviços de manutenção: pintura e funilaria, borracharia, serviços 57 mecânicos, serviços elétricos e um setor de almoxarifado. Trata-se de manutenção centralizada, pois todo serviço de manutenção é dirigido por um único departamento, o seu gerente tem a mesma importância do gerente de produção, além disso, a equipe de manutenção atende a todas as unidades de operação em uma única oficina. Antigamente a empresa possuía apenas uma máquina carregadeira para fazer a movimentação das cargas, o que já era considerado insuficiente. Com a má conservação da mesma, surgiam a todo momento paradas inesperadas por falhas em componentes, ocasionado, na maioria das vezes, pela ausência de um planejamento sistematizado da manutenção. Com isso, foram adquiridas duas novas máquinas carregadeiras, mas nenhuma atitude foi tomada em relação ao planejamento de sua manutenção. Segundo os operadores, as paradas ocasionavam frequentes atrasos e aumento de serviços extraordinários. 3.4 EQUIPE DA MANUTENÇÃO A manutenção ocorre no espaço físico da própria empresa, porém a mão de obra é terceirizada, exceto o gerente de manutenção que coordena e supervisiona toda a manutenção realizada. A equipe é formada por: - 03 Chapistas – Analisa o equipamento a ser reparado, realiza o desmonte e providencia materiais, ferramentas e condições necessárias para o serviço; prepara as peças para os serviços de lanternagem e pintura e confecciona peças simples para pequenos reparos. - 01 Soldador – Executa serviços de solda. - 01 Borracheiro – Realiza manutenção de equipamentos, montagem e desmontagem de pneu e alinhamento; controla a vida útil e utilização do pneu; conserta pneus a frio e a quente, repara câmara de ar e balanceia conjunto de roda e pneu. 58 - 02 Mecânicos – Executam os serviços de manutenção mecânica, montando e desmontando máquinas e equipamentos, reparando ou substituindo partes e peças, visando o seu perfeito funcionamento e prolongamento de sua vida útil. - 01 Ajudante de mecânico – Auxilia os mecânicos nos serviços de limpeza e montagem de peças; e trabalha sob o comando do mecânico. - 02 Eletricistas – Os eletricistas planejam serviços de manutenção e instalação eletroeletrônica e realizam manutenções preventiva e corretiva; instalam sistemas e componentes eletroeletrônicos e realizam medições e testes. - 01 Carpinteiro – Efetua trabalhos de carpintaria, cortando, armando, instalando e reparando peças de madeira, utilizando ferramentas manuais e mecânicas. - 02 Lanterneiros – Preparam a lataria do veículo e as peças para os serviços de lanternagem e pintura. - 02 Pintores – realizam a preparação da superfície, acerto de cores, pintura e polimento da superfície. 4.5 – ORGANOGRAMA DA MANUTENÇÃO O gerente de manutenção é o responsável por toda equipe de manutenção, além de ser o responsável por contratar mão de obra terceirizada, quando há necessidade. Pode-se observar na Figura 9 sua autonomia sobre a equipe de manutenção. 59 Figura 9 – Organograma da equipe de manutenção. Fonte: Autores (2013). A atuação da equipe de manutenção obedece ao seguinte fluxo de serviço conforme a Figura 10 a seguir: Figura10 – Fluxo de serviço de manutenção. Fonte: Autores (2013). 60 Apesar de existir um protocolo para solicitação de serviço e ordens de manutenção, o relato é feito verbalmente na maior parte do processo, exceto para solicitação de peças ao almoxarife, o que dificulta o controle dos tipos de manutenção, o registro de falhas do equipamento e a obtenção de dados históricos. Os atrasos nos serviços de manutenção são ocasionados principalmente pela pouca quantidade de funcionários em relação à alta demanda de serviço e pela falta de peças sobressalentes no almoxarifado. 3.6 – DIAGNÓSTICO DO SETOR DE MANUTENÇÃO A manutenção na empresa em estudo em sua maior parte é corretiva, se trata de uma manutenção não planejada. Assim, trabalha-se para corrigir as falhas quando aparecem fazendo a intervenção na máquina carregadeira ou equipamento somente quando necessário. Somente em alguns equipamentos específicos, como as máquinas carregadeiras, algumas poucas atividades de manutenção são realizadas de maneira preventiva, como troca de óleos e filtros. Quando o operador da máquina identifica anormalidades no funcionamento, comunica o gerente de manutenção e este aciona a equipe de manutenção para sanar o problema. Isso gera uma série de prejuízos já que uma máquina carregadeira parada representa atrasos na movimentação de materiais e, consequentemente, danos maior ao equipamento devido o funcionamento até a quebra. Apesar de a empresa adotar a ferramenta de qualidade 5S, esta não é abordada de forma integral pela organização, pois em alguns setores pode-se facilmente perceber a falta do senso de organização, utilização, limpeza, segurança e saúde. Além disso, algumas atividades são realizadas de forma desordenadas sem o uso de procedimentos padrões ou técnicas específicas, identificando-se o uso de equipamentos inadequados, material excessivo na bancada de trabalho sem utilização e bancada de trabalho improvisada. A Figura11retrata a deficiência na implantação da ferramenta de qualidade “5S”, onde nota-se um ambiente desorganizado com materiais e equipamentos espalhados em cima de uma mesa improvisada. Esta imagem foi capturada 61 enquanto filtros de ar novos seriam colocados na carregadeira. Observa-se o acúmulo de lixo espalhado pelo ambiente, garrafas plásticas cortadas servindo de funil e de depósito de resto de óleo. Figura 11 – Acúmulo de lixo em local impróprio. Fonte: Autores (2013). Ainda em relação à falha no que diz respeito a utilização do programa de qualidade “5S”, observa-se a falta do senso de organização, limpeza e padronização quanto as ferramentas e equipamentos utilizados, como mostra a Figura 12. Figura 12 – Bancada sem organização e falta de uso de equipamento de proteção individual. Fonte: Autores (2013). 62 No setor de manutenção elétrica ilustrado na Figura 13 abaixo encontra-se desorganização, vestimentas do colaborador espalhadas entre as ferramentas e materiais desordenados e sem identificação sobre as prateleiras, além de equipamento de proteção individual sendo guardado em local impróprio, falta de espaço para a realização da tarefa e dificuldade de ventilação por ser um ambiente extremamente apertado. Figura 13 – Setor de manutenção elétrica em completa desconformidade com a ferramenta da qualidade 5S. Fonte: Autores (2013). O descarte de materiais é feito no final do galpão onde se realiza a manutenção das máquinas pesadas. Na Figura 14, nota-se que os filtros inutilizados são jogados ali mesmo, assim como madeiras, chapas metálicas e peças, não possuindo um fim apropriado. Figura 14 – Local de descarte impróprio. Fonte: Autores (2013). 63 O desleixo dos funcionários quanto aos equipamentos de proteção individual são notórios. A Figura 15 mostra que além de um equipamento de proteção individual estar colocado em um local indevido, há um quadro de energia com as fiações expostas empatando a utilização de duas tomadas. Figura 15 – Quadro de energia. Fonte: Autores (2013). O setor de manutenção possui um almoxarifado onde estão todos os componentes e equipamentos necessários para a realização da manutenção. Podese perceber através da Figura 16que o colaborador vai até o almoxarifado, faz o pedido do material que necessita, em seguida, a pessoa responsável busca o que está sendo solicitado. Tudo o que sai é conferido naquele momento e registrado em uma ficha de solicitação com a assinatura do colaborador. A ficha de solicitação é anexada a ordem de serviço do equipamento para que seja feito o controle de custo e histórico de manutenção. Esta ação de registrar o fluxo de materiais do almoxarifado relacionando-a a ordem de serviço do equipamento foi implantada logo após o início deste estudo. 64 Figura 16 – Balcão do almoxarifado. Fonte: Autores (2013). Como o setor de almoxarifado mostrado acima é um container adaptado, seu espaço é pequeno para alguns itens maiores que ocupam maior espaço. Estes são guardados em outro container semiaberto ao lado, devidamente sinalizado para a proteção de todos, conforme a Figura 17: Figura 17 – Almoxarifado semiaberto. Fonte: Autores (2013). Os equipamentos de segurança e primeiros socorros também são adotados pela empresa. Na Figura 18, nota-se a presença de maca e extintor de incêndio, 65 elementos essenciais e que são exigidos por normas para estes tipos de ambientes de trabalho. Figura 18 – Equipamentos de segurança. Fonte: Autores (2013). 3.7 APLICAÇÃO DO PDCA Sugere-se utilizar o ciclo PDCA, como ferramenta de qualidade auxiliadora na gestão de manutenção, a fim de garantir a organização e agilidade da gestão. Dos quatro passos do ciclo PDCA, somente o passo “P” (Planejamento) será abordado neste estudo, porém os outros passos “D” (Executar), “C” (Checar) e “A” (Avaliar), serão determinados e colocados em práticas somente se a organização optar pela implementação do plano de manutenção. 3.7.1 "Plan" Para o planejamento do Plano de Manutenção foram seguidas etapas: 66 3.7.1.1 Coleta de Dados Inicialmente buscou-se realizar o levantamento de dados da empresa através de reuniões mensais com as chefias e operários de produção e manutenção no período março a maio de 2013. Também foi realizado um acompanhamento das máquinas carregadeiras através de relatórios de funcionamento diários. O relatório de funcionamento diário tinha como objetivo levantar informações sobre o funcionamento das máquinas, como: horas trabalhadas, tempo de falha e de reparo, mostrado no Quadro 5. Quadro 5 – Relatório de Funcionamento Diário do Equipamento. ACOMPANHAMENTO DIÁRIO DE FUNCIONALIDADE DA MÁQUINA CARREGADEIRA Nª______ DATA OPERADOR HORIMETRO INICIAL HORIMETRO FINAL FALHA CAUSADA FALHA TEMPO DE REPARO Autor: Autores (2013). Após a verificação dos Relatórios de Funcionamento Diário das máquinas carregadeiras ficou provado que as máquinas apresentavam alta disponibilidade, e pouquíssimas falhas por se tratar de equipamentos novos. A partir de então, optouse como principal fonte de dados os manuais de operação das máquinas carregadeiras, pois não haviam históricos relevantes de falhas, e as reuniões passaram a ser semanais. 3.7.1.2 Tratamento de Dados Depois de feita a coleta de dados, foi preciso organizar as informações e agrupá-las levando em consideração a sua natureza. Assim foi possível levantar as etapas para a elaboração do plano de manutenção. 67 3.7.1.3 Identificação dos Sistemas e Subsistemas Funcionais Seguindo a recomendação feita por Smith (1993), inicialmente a máquina carregadeira foi dividida em sete sistemas funcionais permitindo a estruturação e facilitando o entendimento daquilo que será analisado. A determinação dos sistemas funcionais foi realizada através dos manuais das próprias máquinas carregadeiras, são eles: Sistema de Motor; Sistema Hidráulico; Sistema de Elétrico; Sistema de Trem de Força; Sistema de Freio; Sistema de Transmissão; Sistema de Direção Após a identificação dos sistemas, descartou-se o Trem de Força, pois o mesmo possui um planejamento de revisão anual realizado por equipe de manutenção terceirizada, autorizada do fabricante. De acordo com o manual a ação preventiva realizada pela empresa resume-se na troca de óleo dos diferenciais e lubrificação. Logo, a manutenção do sistema Trem de Força é dada como satisfatória. 3.7.1.4 Identificação das funções e Falhas funcionais Além das consultas nos manuais de operação do equipamento, as funções e falhas funcionais foram identificadas através de reuniões semanais com a equipe de manutenção. As informações obtidas foram agrupadas de acordo com cada sistema, e inseridas na planilha FMEA, que será abordada no próximo item. 68 3.7.1.5 Aplicação do FMEA Para a aplicação da ferramenta foram realizadas entrevistas com os operadores e equipe de manutenção. As perguntas foram baseadas nos campos de preenchimento da FMEA. Suas respostas anotadas e comparadas ao manual de operação das máquinas, e logo depois passadas para a planilha FMEA. A seguir estão as questões que foram feitas aos operadores: (i) Qual a função dos itens? (ii) Em caso de falha do item, qual o efeito observado sobre o sistema? (iii) Quais as falhas operacionais que ocorrem para o sistema e quais as suas possíveis falhas? O Quadro 6 a seguir é uma demonstração parcial da Planilha FMEA aplicada ao sistema do motor como exemplo. Esta mesma metodologia foi aplicada aos demais sistemas. Os quadros 9, 10, 11, 12, 13, 14 e 15 abordam as Planilhas de Informações FMEA na sua totalidade para os sistemas de Motor, Hidráulico, Elétrico, Freio, Transmissão e Direção, as quais correspondem ao Apêndice A. 69 Quadro 6 - Planilha FMEA parcial para sistema de motor. Planta: Máquina Carregadeira MCC Planilha FMEA Sistema: Motor Função Subsistema: Falha Funcional Revisão: Data: 23/09/2013 Modo de Falha Efeito da Falha Nível de óleo do sistema de transmissão é Risco de danificação do sistema; muito baixa Parada operacional. 1.1 Carregadeira não se movimenta Risco de danificação do sistema; 1.1.2 A pressão do óleo de transmissão é muito baixa Parada operacional. 1.1.3 Problemas de conversor de torque Parada operacional. 1.1.1 O freio não está ajustado corretamente, as Risco de segurança; Queda de 1.2.1 pinças de freio ou freio de estacionamento não rendimento; Risco de danificação de estão liberadas completamente. peças. 1.2 Força motriz não é o suficiente 1.2.2 1 Movimentação 1.2.3 1.3.1 1.3 A pressão do óleo para o 1.3.2 deslocamento é muito baixa 1.3.3 Fonte: Autores (2013). Risco de danificação do sistema; A temperatura do óleo no conversor é estar Queda do sistema; Diminuição da muito elevada qualidade; Parada operacional. Os discos de fricção da embreagem podem não Queda de rendimento; Parada entrar em contato justamente operacional. Risco de danificação do sistema; Problemas da válvula de segurança principal Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional. Risco de danificação do sistema; Sério vazamento do selo embreagem Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional. Risco de danificação do sistema; Vazamento dos dutos Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional. 70 3.7.1.6 APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO DE DECISÃO MCC Esta etapa refere-se a escolha da estratégia das atividades de manutenção, identificando a tarefa proativa cabível ou tarefa corretiva para cada modo de falha, segundo sua natureza. Nesta etapa foram levantados os seguintes aspectos utilizando o Questionário de Decisão MCC: (i) Classificação da consequência da falha: Oculta (H), Segurança (S), Ambiental (E), Operacional (O) e Outra. (ii) Tarefa indicada (Preditiva, Preventiva, Reativa ou Redesenho) (iii) Detalhe da Tarefa (como deve ser feita) (iv) Responsável pela tarefa (Por quem deve ser feita) (v) Intervalo entre as tarefas O questionário apresentado no Quadro 4 é composto inicialmente pelas letras H, S, E e O. A letra H refere-se se a falha é oculta ou não, e as demais letras refere-se na sua sequência à: Segurança; Falhas ambientais e Capacidade Operacional. A partir da identificação da natureza do modo de falha é possível determinar de que modo será realizada a atividade para evitar ou eliminar a falha desta natureza. As atividades a serem executadas e suas periodicidades foram determinadas de acordo com o manual e com o auxílio da equipe de manutenção, segundo seus conhecimentos empíricos, através das reuniões de projeto. O Quadro 7 a seguir refere-se a aplicação do Questionário de Decisão no sistema do Motor da máquina carregadeira, este sistema foi tido como exemplo para aplicação da metodologia deste trabalho, seguindo a mesma lógica para os demais sistemas. Todos os Questionários de Decisão MCC aplicados aos sistemas encontram-se no Apêndice B, através dos Quadros 15, 16, 17, 18, 19 20. 71 Quadro 7 – Questionário de Decisão MCC parcial em sistema de motor. MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Sistema: Motor Sub Conjunto H1 H2 H3 Ação S1 S2 S3 da Informação da Consequência Corretiva O1 O2 O3 F FF FM H S E O N1 N2 N3 H4 H5 S4 Revisão: Planilha de Decisão Referência Avaliação Data Tarefa Proposta 1 1.1 1.1.1 Y N N Y Y Tarefa sob condição programada (verificar nível do óleo) 1 1.1 1.1.2 Y N N Y Y Tarefa sob condição programada (verificar pressão) 1 1.1 1.1.3 Y Y N Y y Tarefa sob condição programada (inspecionar o conversor de torque) 1 1.2 1.2.1 Y Y N Y 1 1.2 1.2.2 Y N N Y 1 1.2 1.2.3 Y Y N Y Fonte: Autores (2013). Y Y Y Tarefa de reparo programada (verificar e reajustar sistema de freio) Tarefa sob condição programada (Inspeção visual do indicador de temperatura) Tarefa de reparo programada (desmontar para verificar, limpar ou substituir os discos de fricção danificados). Frequência Pode ser Inicial feita por: Diária/ Antes da partida Diária/ Após partida Semanal/ 50h Semanal/ 50h Motorista Motorista Motorista Motorista Diária/10h Motorista Semestral/ Mecânico 1200h 72 Identificaram-se os sistemas e subsistemas funcionais, suas funções e falhas funcionais, modos de falhas e efeitos de falhas e em seguida, as formas de intervenções a serem adotadas, então determinou-se a periodicidade das tarefas. Desta forma, este passo atinge o item "P" do ciclo PDCA, ficando clara a necessidade das determinações dos seguintes passos do ciclo. 3.7.2 "Do" O passo “D” contempla a implementação dos processos citados acima do item "P" (Planejamento) do ciclo PDCA. Sua descrição é a seguinte: 3.7.2.1 Treinamento da Equipe Nesta etapa relativa ao treinamento, a empresa deverá efetuar a divulgação do plano a todos os funcionários envolvidos. Para tanto, torna-se necessário verificar quais ações necessitam da cooperação ativa de todos os membros, enfatizando-as a fim de que possam ser executadas da melhor maneira possível. 3.7.2.2 Verificação e Controle do Processo Para que a equipe possa manter um controle mais eficiente das ações descritas no plano de ação, deve-se atentar aos itens de Verificação e Controle do processo. Esses itens de verificação atuam sobre as causas (incidem sobre o processo), enquanto os componentes desse processo são: Equipamentos: tendo como itens de verificação o tempo de parada por mês, número de paradas, tempo médio entre falhas, etc.; Condições ambientais: tendo como itens de verificação a temperatura, nível de poeira, umidade, etc.; Aferição dos equipamentos de medida; 73 Cumprimento dos procedimentos operacionais padrão. 3.7.3 “Check” O terceiro módulo do ciclo PDCA é definido como a fase de verificação das ações executadas na etapa anterior (DO). Essa fase irá se basear nos resultados das ações procedentes da fase de planejamento, e devido a esse fato, todas as ações deverão ser monitoradas e formalizadas adequadamente na fase EXECUTAR, para que a verificação dos resultados na fase em questão possa ser realizada da maneira mais eficaz possível. 3.7.3.1 Reuniões de Verificação As reuniões de verificação servem para identificar possíveis problemas como dificuldades na operação e/ou intervenção técnica das equipes envolvidas nos sistemas. Aqui é feita a avaliação dos resultados obtidos em relação ao alcance da meta. Os encontros devem ocorrer mensalmente, a primeira ocorrendo 15 dias após início dos processos de manutenção deste estudo, e os tópicos comentados deverão ser passados a Gerência pelos Analistas, à título de conhecimento e controle das decisões. 3.7.4 “Action” Após a identificação das falhas, o próximo passo a ser seguido é o passo “A”, que resume-se em retificar os erros observados na fase anterior, ou seja, agir conforme a verificação anterior. O PDCA trata-se de um ciclo, portanto não terá fim, deve ser seguido de forma contínua objetivando sempre a otimização dos recursos e processos. Nessa etapa serão identificadas as necessidades de ajustes, ou não, nas atividades, equipes e periodicidades através das reuniões de verificação. 74 3.8 UTILIZAÇÃO DO 5W1H Foi aplicada a ferramenta 5W1H para auxiliar na elaboração de proposta do Plano de Manutenção Centrada em Confiabilidade, de forma a facilitar a consulta de informações pela gerência e pela equipe de manutenção. Esta contempla as seguintes informações: O que? - Refere-se a falha; Por que? - Refere-se ao motivo da falha; Onde? - Refere-se onde é executada a ação para se prevenir a falha; Quem? - Refere-se a pessoa indicada para executar a ação; Quando? - Refere-se a periodicidade da ação; Como? - Refere-se como será evitada a falha, a ação proposta no Questionário de decisão; Logo, o plano de ação 5W1H colhe informações contidas nas Planilhas de Informações FMEA e as relaciona com as informações nos questionários de Decisão MCC aplicados, criando uma nova planilha mais usual e de fácil entendimento, como é demonstrado no Quadro 8. Para facilitar a consulta à ferramenta, esta deve ser amplamente difundida entre as equipes. Por isso, uma versão ampliada deverá ser fixada nas áreas das equipes, evitando qualquer inconsistência de informações. As planilhas de ação 5W1H de cada sistema encontram-se no Apêndice C. 75 Quadro 8 - Plano de Ação 5W1H parcial para sistema do Motor. PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) SISTEMA: MOTOR Porque (Why?) Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 1 Carregadeira não se movimenta Nível de óleo do sistema de transmissão é muito baixa Oficina Motorista 2 Carregadeira não se movimenta A pressão do óleo de transmissão é muito baixa Oficina Motorista Após partida 3 Carregadeira não se movimenta Problemas de conversor de torque Oficina Motorista 50h inspecionar o conversor de torque 4 Força motriz não é o suficiente Oficina Motorista 50h verificar e reajustar sistema de freio 5 Força motriz não é o suficiente Oficina Motorista 10h Inspeção visual do indicador de temperatura 6 Força motriz não é o suficiente Os discos de fricção da embreagem podem não entrar em contato justamente Oficina Mecânico 1200h Desmontar para verificar, limpar ou substituir os disco de fricção danificadas 7 A pressão do óleo para o deslocamento é muito baixa Problemas da válvula de segurança principal Oficina Mecânico 600h Trocar de óleo do motor especificado pelo fabricante Fonte: Autores (2013). O freio não está ajustado corretamente, as pinças de freio ou freio de estacionamento não estão liberadas completamente. A temperatura do óleo no conversor é estar muito elevado Antes da verificar nível do óleo partida verificar pressão Estatus 76 4 – CONSIDERAÇÕES FINAIS A proposta de um plano de Manutenção Centrada em Confiabilidade para uma empresa de transporte rodofluvial e logística de cargas que apresenta deficiências no setor de manutenção, apresentado como TCC, baseia-se na padronização das atividades de manutenção, controle de forma simples das rotinas de manutenção, fluxo de informações organizado, delegação de responsabilidade, treinamento da equipe, valorização dos colaboradores. Utilizou-se de alguns conceitos de técnicas de gestão como Diagrama de Árvore, Ciclo PDCA, Ferramenta 5W1H e Manutenção Centrada em Confiabilidade, onde objetivou-se obter um modelo de plano de manutenção que facilite a implementação na empresa em estudo e que possa contribuir para a melhoria global do negócio; reduzir os custos operacionais e de estoques de peças sobressalentes, ampliando o lucro operacional; reduzir paradas imprevistas por causa de falhas e tempo de reparo; e aumentar a confiabilidade, disponibilidade, segurança e vida útil dos componentes, com propósito de garantir qualidade e eficiência de carregamento e descarregamento de cargas na empresa estudada. 4.1 PROPOSTAS DE ESTUDOS FUTUROS O plano de manutenção proposto nesse Trabalho de Conclusão de Curso proporciona novos estudos voltados para o gerenciamento da manutenção. Vale ressaltar que a proposição de plano de manutenção é apenas o primeiro passo para se buscar a excelência nas organizações, havendo a necessidade de implantação do mesmo na empresa em estudo ou em outras que se adequem ao perfil do plano. Sugere-se a aplicação desse modelo, a avaliação dos resultados e as adaptações necessárias como proposta de trabalho futuro, bem como a utilização de outras ferramentas encontradas na literatura sobre gerenciamento da manutenção. 77 REFERÊNCIAS AGUIAR, Silvio. Integração das Ferramentas da Qualidade ao PDCA e ao Programa Seis Sigma. Nova Lima: INDG Tecnologia e Serviços Ltda., 2012. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 5462: Confiabilidade e mantenabilidade. 1994. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MANUTENÇÃO http://www.abraman.org.br/. Acesso em: 02 abr. 2013. – ABRAMAN. Disponível em: ASSOCIAÇÃO GAÚCHA PARA A QUALIDADE - AGQ. Curso FMEA: Análise de modo e Efeitos de Falha em Potencial. 3. ed. Novo Hamburgo, 2006, 48p. BRANCO FILHO, Gil. 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SILVA, Edna Lúcia da. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3ª edição, Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC, 2001. SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 4.ed. rev. atual. – Florianópolis: UFSC, 2005. SIQUEIRA, I. P. Manutenção Centrada na Confiabilidade: Manual de Implementação. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005. SMITH, Anthony M. Reliability Centered Maintenance. Boston: McGraw-Hil, Inc. 1993. SOCIETY OF AUTOMOTIVE ENGINEERS - SAE. JA1011: evaluation criteria for reliabilitycentered maintenance (RCM) processes. USA: SAE, 1999. TRIPODI, T., FELLIN, P. E MEYER, H. Análise da pesquisa social. Petrópolis, RJ, Alves, 1975. VIANA, Herbert Ricardo Garcia. PCM: planejamento e controle da manutenção. Rio de Janeiro: Quality, 2002 WIREMAN, Tery. Developing Performance Indicators for Managing Maintenance. New York: Industrial Press, Inc., 1998. XENOS, Harilaus G. 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(Continua) MCC Planta: Máquina Carregadeira Sistema: Motor Subsistema: Planilha FMEA Função Falha Funcional Revisão: Data: 23/09/2013 Modo de Falha Efeito da Falha 1.1.1 Nível de óleo do sistema de transmissão é muito baixa Risco de danificação do sistema; Parada operacional 1.1 Carregadeira não se movimenta 1.1.2 A pressão do óleo de transmissão é muito baixa Risco de danificação do sistema; Parada operacional 1.1.3 Problemas de conversor de torque Parada operacional O freio não está ajustado corretamente, as pinças de freio ou freio de estacionamento não estão liberadas completamente A temperatura do óleo no conversor é está muito 1.2.2 elevado 1.2.1 1.2 Força motriz não é o suficiente 1.2.3 1 Movimentação A pressão do óleo para 1.3 o deslocamento é muito baixa 1.4 Alta pressão do óleo Risco de segurança; Queda de redimento; Risco de danificação de peças Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional Os discos de fricção da embreagem podem não entrar Queda de rendimento; Parada operacional em contato justamente 1.3.1 Problemas da válvula de segurança principal Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional 1.3.2 Sério vazamento do selo embreagem Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional 1.3.3 Vazamento dos dutos Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional 1.3.4 Falha da bomba de óleo Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional 1.3.5 Filtro de óleo Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional 1.4.1 Suspiro do cárter entupido Risco de danificação do sistema; Queda do sistema; Diminuição da qualidade; Parada operacional 81 Quadro 9 – Planilha de informação FMEA – Motor. (Conclusão) MCC Planilha FMEA Planta: Máquina Carregadeira Sistema: Motor Subsistema: Função Falha Funcional 2.1 Baixo torque 2 Revisão: Data: 23/09/2013 Modo de Falha 2.1.1 Falha da injeççao (combustão) Queda de rendimento; Risco meio mmbiente 2.1.2 Obstrução da admissão do ar Queda de rendimento; Risco meio ambiente 2.1.3 Peças internas do motor desgastadas Queda de rendimento; Risco meio ambiente 2.1.4 Folga nas válvulas do motor Queda de rendimento; Risco meio ambiente; Risco de danificação do sistema 2.1.5 Falha na turbina Queda de rendimento Torque Fonte: Autores (2013). Efeito da Falha 82 Quadro 10 – Planilha de informação FMEA – Hidráulico. (Continua) MCC Planilha FMEA Função Manter pressão 1 do óleo no sistema 2 Manter fluxo do óleo no sistema Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Hidráulico Data: 23/09/2013 Subsistema: Falha Funcional 1.1 2.1 Pressão Insuficiente Fluxo Insuficiente Modo de Falha 1.1.1 Pressão Baixa na válvula de alívio Queda Do rendimento; Diminuição qualidade 1.1.2 Bloqueio na válvula de alívio Queda do rendimento; Parada Operacional 1.1.3 Danos na mola de ajuste Queda Do rendimento; Diminuição qualidade; Parada Operacional 1.1.4 Falha da bomba hidráulica Queda rendimento; Risco de danificação do Sistema: Risco de Segurança; Parada Operacional 1.1.5 Perda de pressão do óleo nas tubulações do sistema Queda do rendimento; Parada Operacional 2.1.1 Sobrecarga de trabalho Queda de Rendimento: Danificação da Máquina 2.1.2 Pressão baixa na válvula de alívio Queda de Rendimento; Parada Operacional 2.1.3 Problema na válvula de alívio Queda de Rendimento; Parada Operacional 2.1.4 Queda de Rendimento: Danificação da Máquina; Parada Operacional Temperatura do óleo muito alta 2.1.5 Usando óleo errado Elevação e 3 inclinação Efeito da Falha 3.1.1 Folga da base do tubo do cilindro Elevação 3.1 e Inclinação Insuficiente 3.1.2 Vazamento interno no cilindro Queda de Rendimento: Danificação da Máquina; Parada Operacional Diminuição da qualidade Queda Do rendimento; Diminuição qualidade 83 Quadro 10 – Planilha de informação FMEA – Hidráulico. (Conclusão) MCC Planilha FMEA Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Hidráulico Data: 23/09/2013 Função Falha Funcional 3.2 3 Velocidade lenta Elevação e inclinação 3.3 4 Sustentação Subsistema: 4.1 Fonte: Autores (2013). Sem justa posição do garfo Modo de Falha Efeito da Falha 3.2.1 Bloqueio nos tubos de sucção e filtro do óleo Queda rendimento; Risco de danificação do Sistema: Risco de Segurança; Parada Operacional 3.2.2 Vazamento interno pela engrenagem da bomba Queda Do rendimento; Diminuição qualidade; Parada Operacional 3.2.3 Vazamento interno de dutos ou cilindro Queda de rendimento; Diminuição da qualidade; Danificação de outros componentes. 3.3.1 Folga entre pino da haste e o balancim Diminuição da qualidade 3.3.2 Folga entre pino da haste e a caçamba Diminuição da qualidade 3.3.3 Folga entre pino e a lança e a caçamba. Diminuição da qualidade 3.3.4 Folga entre pino e a lança e o balancim Diminuição da qualidade 3.3.5 Folga entre o pino e o cilindro da caçamba e o balancim. Diminuição da qualidade 3.3.6 Folga entre o pino e o cilindro da lança e a lança. Diminuição da qualidade 3.3.7 Folga entre o pino e a lança e o chassi. Diminuição da qualidade 4.1.1 Válvulas bloqueadas Queda Do rendimento; Diminuição da qualidade 4.1.2 Vazamento interno no cilindro de inclinação Queda Do rendimento; Diminuição da qualidade Braço sem sustenção 84 Quadro 11 – Planilha de informação FMEA – Freio. (Continua) 85 Planta: Máquina Carregadeira MCC Planilha FMEA Função Sistema: Freio Revisão: Subsistema: Falha Funcional 1 Freiar Vazamento de óleo na bomba de óleo do freio Queda rendimento; Risco de Segurança; Parada Operacional 1.1.2 Ar nas linhas hidráulicas do freio Queda rendimento; Risco de segurança Queda rendimento; Risco de segurança Desgaste nas vedações do reforçador de freio. Queda rendimento; Risco de segurança 1.1.5 Vazamento de óleo do cubo da roda que freia as placas Queda rendimento; Risco de segurança 1.1.6 Desgaste na placa de freio chegou ao limite Queda rendimento; Risco de segurança 1.2.1 Freio de estacionamento 1.3 travando insuficientemente Baixa pressão de ar do freio 1.1.4 1.1.7 Após frenagem não 1.2 pode ser posta em marcha Efeito da Falha 1.1.1 1.1.3 1.1 Freio insuficiente Data: 23/09/2013 Modo de Falha Poeira no cilindro causando manchas na sua superfície interna ou desgaste no anel de couro, o Queda rendimento; Risco de segurança que provoca vazamento de ar Pedal de freio a ar está mal ajustado Parada operacional 1.2.2 Válvula de ar do freio não retorna à posição original e o manômetro não indica a mudança Parada operacional 1.2.3 O pistão da válvula de freio a ar fica preso e não pode retornar liberar o freio Parada operacional 1.2.4 Sistema da válvula de freio preso Parada operacional 1.3.1 A folga entre o tambor e as placas de freio é muito Risco de segurança grande Quadro 11 – Planilha de informação FMEA – Freio. (Continuação) 86 Planta: Máquina Carregadeira MCC Planilha FMEA Sistema: Freio Função Revisão: Subsistema: Falha Funcional Data: 23/09/2013 Efeito da Falha Modo de Falha Freio de estacionamento 1.3 travando 1.3.2 Há óleo nas placas de freio Risco de segurança 1.4.1 Não há fluido de freio no reservatório Risco de danificação do sistema; Risco de segurança 1.4.2 Desgaste da válvula hidráulica e no anel de vedação Risco de segurança; Parada operacional. 1.4.3 Pistão emperrado Risco de segurança; Parada operacional. 2.1.1 Posição errada da haste da válvula de freio Parada operacional 2.1.2 A haste está bloqueado Parada operacional 2.1.3 Mola de retorno está danificado ou inválido. Parada operacional 2.2.1 Válvula de freio defeituosa Risco de segurança 2.2.2 Reforçador de freio defeituoso Risco de segurança 2.2.3 Pistão da bomba não retorna Risco de segurança 3.1.1 vazamento nos dutos de ar Queda de rendimento; Risco de segurança 3.1.2 Há operação anormal do compressor de ar Queda de rendimento; Risco de segurança insuficientemente 1 Freiar 1.4 Não freia 2.1 É impossível soltar o freio 2 Soltar freio 2.2 3 Pressão do sistema Freio não solta normalmente Aumento lento da 3.1 pressão na leitura do barômetro Quadro 11 – Planilha de informação FMEA – Freio. (Conclusão) 87 MCC Planilha FMEA Planta: Máquina Carregadeira Sistema: Freio Função 3 3 Pressão do sistema Pressão do sistema Revisão: Subsistema: Falha Funcional Aumento lento da 3.1 pressão na leitura do barômetro Pressão no reservatório de ar cai rapidamente 3.2 depois de estacionamento Data: 23/09/2013 Modo de Falha Efeito da Falha 3.1.3 Problemas na válvula de freio a ar Queda de rendimento; Risco de segurança 3.2.1 Válvula de entrada de ar de freio está entupido pela sujeira Queda de rendimento; Risco de segurança 3.2.2 Acessórios para tubos soltos ou quebrados Queda de rendimento; Risco de segurança 3.2.3 Selo ruim em válvula de retenção do grupo de válvulas Queda de rendimento; Risco de segurança Fonte: Autores (2013) Quadro 12 – Planilha de informação FMEA – Elétrico. 88 (Continua) MCC Planilha FMEA Função Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Elétrico Data: 23/09/2013 Subsistema: Falha Funcional 1.1.1 Tensão insuficiente ou bateria danificada 1.1.2 Iniciar motor 1 (Partida) Falha ou difícil início de 1.1 motor Efeito da Falha Modo de Falha O interruptor de ignição ou a parte do relé é danificado Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional Queda de qualidade; Parada operacional 1.1.3 O óleo de lubrificação é muito grosso Queda de qualidade; Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema 1.1.4 Contato solto ou ruptura do circuito Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 1.1.5 A escova de carbono está desgastada ou mal conectado ao motor de partida Parada operacional 1.1.6 O interruptor eletromagnético do motor de partida está danificado Parada operacional 1.1.7 Defeito mecânico no motor de partida Parada operacional 1.1.8 O fusível está queimado Parada operacional 1.1.9 Terminais do motor de partida soltos Parada operacional 1.1.10 Bateria danificada ou carga insuficiente. 1.1.11 Fios e cabos com mau contato ou com circuito aberto 1.1.12 Interruptor da bateria danificado Queda de qualidade; Parada operacional Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional Parada operacional 89 Quadro 12 – Planilha de informação FMEA – Elétrico. (Continuação) MCC Planilha FMEA Função 2 Indicação dos parâmetros 3 Gerar energia Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Elétrico Data: 23/09/2013 Falha Funcional 2.1 Indicação anormal A corrente de trabalho 3.1 estar muito alta ou muito baixa 3.2 Não gera energia Subsistema: Efeito da Falha Modo de Falha 2.1.1 Conexões soltas ou desconexão Risco de segurança 2.1.2 Os sensores são danificados Risco de segurança 2.1.3 Os indicadores ou medidores estão quebrados Risco de segurança 3.1.1 Conexões de fios soltos do alternador Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.2 A tensão da correia é muito baixo Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.3 O regulador ou alternador está danificado Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.4 A ligação do pólo positivo do alternador está solta Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.5 Tensão da correia do alternador não é suficiente Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.6 O regulador eletrônico é danificado Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.7 A bateria não presta Queda de rendimento; Queda de qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.1.8 Curto circuito entre as unidades de bateria Risco de segurança; Parada operacional 3.1.9 Terminais do alternador soltos Queda de rendimento; Queda de Qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada Operacional. 3.1.11 Defeito interno no alternador Queda de rendimento; Queda de Qualidade; Risco de danificação do sistema; Parada Operacional. 90 Quadro 12 – Planilha de informação FMEA – Elétrico. (Conclusão) MCC Planilha FMEA Planta: Máquina Carregadeira Sistema: Elétrico 4 Desligar motor Subsistema: Falha Funcional Função 4.1 Motor diesel não desliga Data: 23/09/2013 Modo de Falha Efeito da Falha 4.1.1 Mau contato dos cabos ou circuito aberto Queda de rendimento; Risco de segurança 4.1.2 Relé do estrangulador danificado Queda de rendimento; Risco de segurança 4.1.3 Fonte: Autores (2013). Revisão: Dispositivo eletromagnético do estrangulador danificado Queda de rendimento; Risco de segurança 91 Quadro 13 – Planilha de informação FMEA – Transmissão. (Continua) MCC Planilha FMEA Função Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Transmissão Subsistema: Data: 23/09/2013 Falha Funcional 1.1 Força motriz insuficiente 1 Queda de rendimento; Parada operacional 1.1.2 Disco do conversor patinando Queda de rendimento; Parada operacional 1.1.3 Baixa pressão de óleo da saída do conversor de torque Queda de rendimento; Risco de danificação no sistema; Parada operacional 1.2.1 Baixo nível de óleo no reservatório Risco de danificação do sistema; Parada operacional (desgaste acelerado dos itens) Força motriz 1.2 Não anda a pós a partida 2 Pressão 1.2.2 Bomba de mudanças danificada Pressão alta no sistema Queda de rendimento; Risco de danifiação do sistema; Parada operacional 1.2.3 Válvula de controle e alavanca não retorna Parada operacional 2.1.1 Baixo nível de óleo da caixa de mudanças Queda de rendimento; Risco danificação no sistema (desgaste acelarado dos itens) 2.1.2 Vazamento de óleo na tubulação principal Queda de rendimento; Risco meio ambiente Filtro de óleo da caixa de 2.1.3 mudanças entupido Pressão 2.1 baixa em todas as marchas Defeito na bomba de mudança de 2.1.4 marchas 2.2 Efeito da Falha Modo de Falha Impulsor do conversor de torque 1.1.1 danificado Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema Queda de rendimento. Risco de danificação do sistema; Parada operacional 2.1.5 Ajuste incorreto da válvula de aceleração Queda de rendimento; Risco de segurança 2.1.6 Defeito na mola da válvula de aceleração Queda de rendimento; Risco de segurança; Parada operacional 2.1.2 Respiradores de transmissão e conversor de torque Queda de rendimento; Risco de segurança; Parada entupidos operacional 92 Quadro 13 – Planilha de informação FMEA – Transmissão. (Continuação) MCC Planilha FMEA Função Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Transmissão Subsistema: Data: 23/09/2013 Falha Funcional 3.1 Cada uma das marchas não podem ser engatadas 3.3 Manter 4 temperatura do sistema Marcha não pode ser engatada após frear Aquecimento anormal na 4.1 caixa Parada operacional 3.1.2 Alavanca de mudança de marcha com defeito Parada operacional 3.1.3 Linha principal de óleo da válvula de controle entupida Risco de danificação do sistema; Parada operacional 3.2.1 Linha de óleo daquela marcha está entupida Queda de rendimento; Risco de danificação de itens físicos; Parada operacional 3.2.2 Placa de fricção daquela marcha está presa Quda de rendimento; Parada operacional 3.3.1 Haste da válvula do freio não retorna Parada operacional 3.3.2 Localização incorreta da haste da válvula geral de freio Parada operacional 3.3.3 Mola de retorno da válvula geral de freio com defeito Parada operacional 3.3.4 Haste do pistão da válvula geral de freio presa Parada operacional 3.2Certas marchas não engatam 3 Engrenar marcha Efeito da Falha Modo de Falha Pressão de mudança está muito 3.1.1 baixa 4.1.1 Óleo inadequado da caixa Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema 4.1.2 Placa do disco de fricção desliza Queda de rendimento 4.1.3 Muito tempo de trabalho operando com sobre-carga Risco de danificação do sistema 4.1.4 A placa da embreagem não separa Queda de rendimento; Risco de danificação do item 93 Quadro 13 – Planilha de informação FMEA – Transmissão. (Conclusão) MCC Planilha FMEA Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Transmissão Subsistema: Data: 23/09/2013 Função Falha Funcional Efeito da Falha Modo de Falha 4.2.1 Nível do óleo da caixa de mudanças muito alto ou baixo 4.2.2 Embreagem patinando Risco de danificação do sistema Queda de rendimento; Parada operacional 4.2.3 Muito tempo de trabalho operando com sobre-carga Risco de danificação do sistema Manter 4 temperatura do sistema 4.2 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Fonte: Autores (2013). 4.2.4 Sistema de arrefecimento defeituoso Risco de danificação do sistema; Parada operacional 4.2.5 Peças internas de conexão danificadas Parada operacional 4.2.6 Óleo deteriorado Risco de danificação do sistema; Queda de rendimento 4.2.7 Baixa pressão de retorno de óleo Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 94 Quadro 14 – Planilha de informação FMEA – Direção. (Continua) MCC Planilha FMEA Função Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Direção Data: 23/09/2013 Subsistema: Falha Funcional Modo de Falha Volante 1.1 de direção não retorna à posição 1.1.1 Mola interna do mecanismo de direção quebrada 1.2 1.3 1 Girar Excentricidade óbvia do volante ou falha ao girálo Direção leve quando é girado lentamente e pesado quando é girado rapidamente Pino de acionamento do mecanismo de direção 1.2.1 danificado ou deformado 1.3.1 Fornecimento de óleo da bomba é insuficiente Há ar no sistema devido o nível do óleo estar muito 1.3.2 baixa, o óleo de retorno vai trazer uma grande quantidade de ar no sistema Risco de segurança; Parada operacional Queda de rendimento Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema de direção hidráulica Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema de direção hidráulica 1.3.3 A pressão da válvula de controle de prioridade estar Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema muito baixo. A força da mola diminui de direção hidráulica 1.3.4 Núcleo da válvula de prioridade estar preso em um determinado lugar O tanque de óleo 1.4.1 Ar na tubulação de óleo algumas vezes não se move ao mover o volante A direção está pesada Esfera de aço da válvula unidirecional do mecanismo 1.5 quando girando de forma 1.5.1 de direção está danificada lenta ou rápida e direção A pressão da válvula de sobre fluxo está baixa 1.6.1 quando está com a pressão de trabalho ou está presa A direção estar leve ou danificada e o vedador está danificado quando a carga é A vedação à prova de fugas da válvula de 1.6 pequena e pesado derramamento não funcionar corretamente, há alguns 1.6.2 quando é adicionado defeitos na superfície de contato do núcleo da carga válvula ou assento de válvula A pressão da válvula de amortecimento é muito 1.6.3 baixo 1.4 Efeito da Falha Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema de direção hidráulica; Parada operacional Queda de rendimento Queda de rendimento; Parada operacional Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema; Parada operacional Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema; Parada operacional Queda de rendimento; Parada operacional 95 Quadro 14 – Planilha de informação FMEA – Direção. (Continuação) MCC Planilha FMEA Função Revisão: Sistema: Direção Data: 23/09/2013 Subsistema: Falha Funcional 1.6 1.7 1.8 1 Planta: Máquina Carregadeira A direção estar leve quando a carga é pequena e pesado quando é adicionado carga Direção lenta em ambas as direções A direção está rápida para um lado e lenta para o outro Girar 1.9 A direção de move sozinha 1.6.4 Bomba de óleo está danificado Queda de Rendimento; Risco de danificação do sistema; Parada operacional 1.7.1 Vazamento de óleo na válvula de aceleração Queda de rendimento; Risco ao meio ambiente 1.7.2 Fluxo da bomba de direção é insuficiente Queda de rendimento; Risco de danificação do sistema; Parada operacional O número de juntas de ajuste para os dois lados da válvula amplificadora de fluxo está errado Queda de rendimento 1.9.1 A haste da válvula amplificadora de fluxo não retorna para a posição intermediária Risco de segurança; Parada operacional 1.9.2 Os parafusos de fixação da válvula amplificadora de fluxo estão muito apertados Risco de segurança 1.9.3 O ajuste da haste e da carcaça da válvula amplificadora de fluxo está incorreto Risco de segurança 1.8 1.10.1 O ajuste da válvula reguladora de fluxo está errado A direção age muito rapidamente quando a 1.10 máquina está em alta velocidade Efeito da Falha Modo de Falha A haste da válvula reguladora de fluxo não está trabalhando corretamente Os orifícios calibrados das duas extremidade da 1.10.3 válvula amplificadora de fluxo estão bloqueados ou suas posições estão erradas 1.10.2 Risco de segurança Risco de segurança Risco de segurança 96 Quadro 14 – Planilha de informação FMEA – Direção. (Conclusão) MCC Planilha FMEA Planta: Máquina Carregadeira Revisão: Sistema: Direção Data: 23/09/2013 Função Subsistema: Falha Funcional A direção age muito rapidamente quando a 1.10 máquina está em alta velocidade 1 Girar 1.11 Não gira Modo de Falha Corpo de válvula, núcleo de válvula, manga válvula 1.10.4 de sistema de governo ou o rotor e o estator estão seriamente danificados 1.10.5 Risco de segurança; Danificação do sistema Risco de segurança; Danificação do sistema 1.11.1 Mola de direção está quebrado Parada operacional 1.11.2 Pino ou eixo acoplado foi danificado Parada operacional 1.11.3 Fonte: Autores (2013). Pressão de válvula de derramamento ou válvula de amortecimento de resposta é muito baixa Efeito da Falha Bomba de óleo está completamente danificado ou chave retangular está quebrado Parada operacional 97 APENDICE B - PLANILHA DE DECISÃO MCC Quadro 15 – Planilha de Decisão MCC – Motor. (Continua) Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Motor Sub Conjunto Data MCC Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: Antes da partida Motorista Após partida Motorista S4 1 1.1 1.1.1 Y N N Y Y Tarefa sob condição programada (verificar nível do óleo) 1 1.1 1.1.2 Y N N Y Y Tarefa sob condição programada (verificar pressão) 1 1.1 1.1.3 Y Y N Y y Tarefa sob condição programada (inspecionar o conversor de torque) 50h Motorista 1 1.2 1.2.1 Y Y N Y Tarefa de reparo programada (verificar e reajustar sistema de freio) 50h Motorista 1 1.2 1.2.2 Y N N Y Tarefa sob condição programada (inspeção visual do indicador de temperatura) 10h Motorista 1 1.2 1.2.3 Y Y N Y Tarefa de reparo programada (desmontar para verificar, limpar ou substituir os disco de fricção danificadas) 1200h Mecânico 1 1.3 1.3.1 Y N N Y Tarefa de descarte (troca de óleo do motor especificado pelo fabricante) 600h Mecânico 1 1.3 1.3.2 N N Y N Y Tarefa sob condição programada (inspeção visual do selo do conversor de torque) 1200h Mecânico 1 1.3 1.3.3 N N Y N Y Tarefa sob condição programada (conferir aperto das conexão das tubulações) 200h Mecânico Y Y Y Y 98 Quadro 15 – Planilha de Decisão MCC – Motor. (Conclusão) Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Motor Sub Conjunto Data MCC Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O H4 H5 Frequência Inicial Pode ser feita por: Tarefa sob condição programada (limpar os filtros do óleo do motor) 200h Mecânico Tarefa de descarte programada (substituir o filtro ou elemento de filtro) 600h Mecânico Tarefa Proposta S4 1 1.3 1.3.4 Y N Y Y 1 1.3 1.3.5 Y N N N 1 1.4 1.4.1 Y N N N Y Tarefa sob condição programada (limpar suspiro do cárter) 200h Mecânico 2 2.1 2.1.1 Y N Y N Y Tarefa sob condição programada (regular bico injetor) 1200h Mecânico 2 2.1 2.1.2 Y N N N Y Tarefa sob condição programada (limpeza do elemento do filtro) 100h Mecânico Fonte: Autores (2013). Y Y 99 Quadro 16 – Planilha de Decisão MCC – Hidráulico. (Continua) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Hidráulico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 da Informação da Consequência S1 S2 S3 F FF FM H S E O O1 O2 O3 N1 N2 N3 1 1.1 1.1.1 Y N N Y Y 1 1.1 1.1.2 Y N N Y 1 1.1 1.1.3 Y N N Y 1 1.1 1.1.4 Y Y N Y Y 1 1.1 1.1.5 N N Y Y 2 2.1 2.1.1 N N N Y 2 2.1 2.1.2 Y N N Y 2 2.1 2.1.3 Y N N Y 2 2.1 2.1.4 Y N N Y Ação Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: Tarefa sob condição programada (verificar pressão da válvula de alívio) Após Partida Operador Tarefa de reparo programada (limpar válvula de alívio) 200h Mecânico Ação corretiva (substituir mola quando falhar) .......... Mecânico Tarefa sob condição programada (verificar bomba hidráulica) 10h Mecânico Y Tarefa sob condição programada (verificar nível do óleo do sistema e completar se for preciso) 10h Operador Y Tarefa sob condição programada (verificar se estar trabalhando dentro da carga nominal) Durante o trabalho Operador Tarefa de reparo programada (ajustar pressão da válvula de alívio) 200h Mecânico Ação corretiva (verificar e reparar válvula de alívio quando falhar) .......... Mecânico Durante o trabalho Operador Corretiva H4 Y Y Y Y Y H5 S4 Tarefa sob condição programa (verificar temperatura do motor) 100 Quadro 16 – Planilha de Decisão MCC – Hidráulico. (Continuação) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Hidráulico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação da Informação da Consequência F FF FM H S E O 2 2.1 2.1.5 Y N N Y 3 3.1 3.1.1 Y N N Y 3 3.1 3.1.2 Y N N Y 3 3.2 3.2.1 Y N N Y 3 3.2 3.2.2 Y N N Y 3 3.2 3.2.3 Y N N Y 3 3.3 3.3.1 N N N Y 3 3.3 3.3.2 N N N 3 3.3 3.3.3 N N N H1 H2 H3 S1 S2 S3 O1 O2 O3 N1 N2 N3 Ação Frequência Inicial Pode ser feita por: 1200h Mecânico 50h Operador 10h Operador 200h Mecânico ........... Mecânico Tarefa sob condição programada (verificar se há vazametos nos tubos) 10h Operador/ Mecânico Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre a haste e o balancim) 50h Mecânico Y Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre a haste e a caçamba) 50h Mecânico Y Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre lança e a caçamba) 50h Mecânico Corretiva H4 S4 Tarefa de descarte programado (trocar o óleo hidráulico de acordo com especificações do fabricante) Y Tarefa de reparo programada (lubrificar haste dos cilindros hidráulicos de elevação e inclinação) Tarefa sob condção programa (verificar anel de vedeção dos cilindros hidráulicos de elevação e inclinação e substituir quando necessário) Y Y Tarefa de reparo programada (limpar filtros de óleo do sistema) Y Y Y H5 Tarefa Proposta Ação corretiva (trocar engrenagem quando falhar) 101 Quadro 16 – Planilha de Decisão MCC – Hidráulico. (Conclusão) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Hidráulico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão 3 3.3 3.3.4 N N N Y Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre a lança e o balancim) 50h Mecânico 3 3.3 3.3.5 N N N Y Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre o cilindro da caçamba e o balancim) 50h Mecânico 3 3.3 3.3.6 N N N Y Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre o cilindro da lança e a lança) 50h Mecânico 3 3.3 3.3.7 N N N Y Y Tarefa de reparo programada (lubrificar entre lança e o chassi) 50h Mecânico 4 4.1 4.1.1 N N N Y Y Tareda de reparo programada (desmontar, verificar e limpar válvula distribuidora) 2400h Mecânico 4 4.1 4.1.2 Y N N Y Y Tarefa de reparo programada (desmontar e vefificar cilindros hidráulico) 2400h Mecânico Fonte: Autores (2013). 102 Quadro 17 – Planilha de Decisão MCC – Freio. (Continua) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Freio Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 1 1.1 1.1.1 Y N Y Y Y Tarefa sob condição programada (verificar selo da bomba) 50h Mecânico/ Operador 1 1.1 1.1.2 Y N Y N Y Tarefa sob condição programada (verificar ar nas linhas hidráulicas do freio) 50h Mecânico/ Operador 1 1.1 1.1.3 Y N Y N Y Tarefa sob condição prog. (inspecionar o estado de vedação do compressor de ar) 50h Mecânico 1 1.1 1.1.4 Y N Y N .......... Mecânico 1 1.1 1.1.5 Y N Y N Tarefa sob condição programada (inspencionar as vedações do cubo da roda) 50h Mecânico/ Operador 1 1.1 1.1.6 Y N Y N Y Tarefa de descarte programada (substituir a placa de freio) 600h Mecânico 1 1.1 1.1.7 Y N Y N Y Tarefa de descarte programada (substituir anel de vedação do cubo do cilindro) 600h Mecânico 1 1.2 1.2.1 Y N N N Y Tarefa sob condição programa (verificar funcionamento do pedal de freio) Após a Pardida Operador 1 1.2 1.2.2 Y N N Y Y Tarefa sob condição programa (verificar funcionamento do pedal de freio) Após a Pardida Operador Y Y Ação corretiva (substituir as vedações quando falhar) 103 Quadro 17 – Planilha de Decisão MCC – Freio. (Continuação) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Freio Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 1 1.2 1.2.3 Y N N Y Y Tarefa de reparo sob condição programada (limpar, verificar e reparar o pistão) 600h Mecânico 1 1.2 1.2.4 Y N Y Y Y Tarefa de reparo sob condição prog. (desmonte e verifique o sistema de válvula de freio) 600h Mecânico 1 1.3 1.3.1 Y N Y N Y Tarefa de reparo programada (verificar e ajustar freio de estacionamento) 200h Operador 1 1.3 1.3.2 Y N Y N Y Tarefa de reparo programada (limpar os discos do travão) 600h Mecânico 1 1.4 1.4.1 Y N Y Y Y Tarefa de descarte programada (troca do fluído de freio) 1200h Mecânico 1 1.4 1.4.2 Y N Y Y Y 600h Mecânico 1 1.4 1.4.3 Y N Y Y 600h Mecânico 2 2.1 2.1.1 Y N Y Y Y Tarefa sob condição programada (verificar válvula de freio) 600h Mecânico/ Operador 2 2.1 2.1.2 Y N Y Y Y Tarefa sob condição programada do modo de falha 2.1.1 deste sistema 600h Mecânico Y Tarefa de descarte programada (substituir a válvula e o anel de vedação) vedação Tarefa de reparo sob condição programada (limpar pistão do freio internamente) 104 Quadro 17 – Planilha de Decisão MCC – Freio. (Conclusão) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Freio Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 2 2.1 2.1.3 Y N Y Y Y Tarefa sob condição programada (verificar mola de retorno) 600h Mecânico 2 2.2 2.2.1 Y N Y Y Y Tarefa sob condição prog. verificar válvula de freio) 600h Mecânico 2 2.2 2.2.2 Y N Y N Tarefa de reparo programada (verificar e limpar refoçador de freio) 1200h Mecânico 2 2.2 2.2.3 Y N Y N Ação corretiva (substituir bomba de freio) .......... Mecânico 3 3.1 3.1.1 Y N Y Y Tarefa sob codição programada (verificar se há vazamento nas linhas de ar) Após a Pardida Mecânico 3 3.1 3.1.2 Y N Y Y Tarefa sob codição programada (verifique o funcionamento do compressor de ar) Após a Pardida Operador 3 3.1 3.1.3 Y N Y Y Y Tarefa de reparo programada (verificar e limpar sistema de freio) 600h Mecânico 3 3.2 3.2.1 Y N Y Y Y Tareda de reparo programada (lmpar filtro de ar ) 100h Mecânico 3 3.2 3.2.2 Y N Y Y Nenhuma tarefa programada (substitua se necessário) .......... Mecânico Fonte: Autores (2013). Y Y Y 105 Quadro 18 – Planilha de Decisão MCC – Elétrico. (Continua) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Elétrico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 S1 da Informação da Consequência O1 F FF FM H S E O N1 H2 S2 O2 N2 H3 Ação S3 Corretiva O3 N3 H4 H5 S4 Y Frequência Inicial Pode ser feita por: Tarefa sob condição programada (verificar tensão da correia do alternador) 200h Mecânico Ação corretiva (substituir) .......... Eletrecista Mesma tarefa de descarte do Modo de falha 1.3.1 do sistema de motor 600h Mecânico Antes da partida Operador Tarefa de descarte programada (substituir escovas do motor de partida) 2400h Eletrecista Tarefa Proposta 1 1.1 1.1.1 Y N N Y 1 1.1 1.1.2 Y N N Y 1 1.1 1.1.3 Y N N Y 1 1.1 1.1.4 Y N N Y 1 1.1 1.1.5 Y N N Y 1 1.1 1.1.6 Y N N Y Y Ação corretiva (substituir o interruptor eletromagnético) .......... Eletrecista 1 1.1 1.1.7 Y N N Y Y Ação corretiva (reparar ou substituir o motor de partida) .......... Eletrecista 1 1.1 1.1.8 Y N N Y Y Ação corretiva (substituir fusível) .......... Eletrecista 1 1.1 1.1.9 Y N N Y Tarefa sob condições programada (verificar terminais) 1200h Mecânico Y Y Tarefa sob condição programada (verificar as conecxões da bateria) Y Y Y 106 Quadro 18 – Planilha de Decisão MCC – Elétrico. (Continuação) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Elétrico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O Y H4 H5 Frequência Inicial Pode ser feita por: Tarefa sob condição programada (verifique o nível do eletrólito da bateria ) 200h Operador Tarefa de raparo programada (revisar circuito elétrico do equipamento) 1200h Eletrecista Tarefa Proposta S4 1 1.1 1.1.10 Y N N Y 1 1.1 1.1.11 Y N N Y 1 1.1 1.1.12 Y N N Y Y Mesma tarefa do modo de falha 1.1.4 Antes da partida Operador 2 2.1 2.1.1 Y N N Y Y Mesma tarefa do modo de falha 1.1.11 1200h Eletrecista 2 2.1 2.1.2 Y N N Y Y Tarefa sob condições prog. (inspecionar todos sensores) 1200h Eletrecista 2 2.1 2.1.3 Y N N Y Y Tarefa sob condição prog. (conferir todos os tipos de medidores e contadores) 1200h Eletrecista 3 3.1 3.1.1 Y N N Y Y Mesma tarefa sob condição programada do modo de falha 1.1.4 deste sistema Antes da partida Operador 3 3.1 3.1.2 Y N N Y Y Mesma tarefa sob condição programada do modo de falha 1.1.1 deste sistema 200h Mecânico 3 3.1 3.1.3 Y N N Y Tarefa de reparo programada (revisar alternador) 2400h Eletrecista Y Y 107 Quadro 18 – Planilha de Decisão MCC – Elétrico. (Continuação) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Elétrico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F FF FM H S E O H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 3 3.1 3.1.4 Y N N Y Y Mesma tarefa sob condição programada do modo de falha 1.1.4 deste sistema Antes da partida Operador 3 3.1 3.1.5 Y N N Y Y Mesma tarefa sob condição programada do modo de falha 1.1.1 deste sistema 200h Mecânico 3 3.1 3.1.6 Y N N Y Ação corretiva (substituir regulador eletrônico) .......... Mecânico 3 3.1 3.1.7 Y N N Y Mesma tarefa sob condição prog. do modo de falha 1.1.10 deste sistema 200h Operador 3 3.1 3.1.8 Y N N Y Y Mesma tarefa sob condição prog. do modo de falha 1.1.11 deste sistema 1200h Eletrecista 3 3.1 3.1.9 Y N N Y Y Tarefa sob codição programada (verificar terminais do alternador) 600h Mecânico 3 3.2 3.2.1 Y N N Y Y Mesma tarefa de reparo prograda do modo de falha 3.1.3 deste sistema 2400h Eletrecista 4 4.1 4.1.1 Y N N Y Mesma tarefa sob condição prog. do modo de falha 1.1.11 deste sistema 1200h Eletrecista 4 4.1 4.1.2 Y N N Y Ação corretiva (substituir relé) .......... Eletrecista Y Y Y Y 108 Quadro 18 – Planilha de Decisão MCC – Elétrico. (Conclusão) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Elétrico Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 F 4 FF 4.1 FM 4.1.3 H Y S N Fonte: Autores (2013). E N O Y H4 Y H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: .......... Eletrecista S4 Ação Corretiva (substitua o dispositivo) 109 Quadro 19 – Planilha de Decisão MCC – Transmissão. (Continua) Planta: Máquina Carregadeira MCC Sistema: Transmissão Planilha de Decisão Conjunto Sub Conjunto Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva F FF FM H S E O 1 1.1 1.1.1 Y N N Y 1 1.1 1.1.2 Y N N Y Y 1 1.1 1.1.3 Y N N Y 1 1.2 1.2.1 Y N N Y 1 1.2 1.2.2 Y N N Y 1 1.2 1.2.3 Y N N Y Y Tarefa sob condição Programada (inspecionar se as alavancas de controle estão flexíveis e na posição neutra) 2 2.1 2.1.1 Y N N N Y Tarefa sob condição programada (inspecionar nível de óleo de transmissão) 2 2.2 2.1.2 Y N Y N Y Tarefa sob condição programada (inspecionar a tubulação principal quanto a vazamentos e reparar, se necessário) 2 2.3 2.1.3 Y N N N Revisão Data Frequência Inicial Pode ser feita por: .......... Mecânico Tarefa sob condição programada (inspecionar vedação do óleo da transmissão) 50h Mecânico Y Tarefa sob condição programada (inspecionar se há vazamento na tubulação de óleo) Após funcionamento Mecânico Y Tarefa sob condição programada (inspecionar nível do óleo da transmissão e completar quando necessário) 50h Mecânico Tarefa de descarte programada (substituição do óleo da caixa) 600h Mecânico Antes da partida Operador 50h Mecânico Após funcionamento motorista/mec ânico 50h Mecânico N1 N2 N3 H4 H5 Tarefa Proposta S4 Ação corretiva (substituir impulsor) Y Y Tarefa de descarte programada (trocar filtros de óleo do cárter) 110 Quadro 19 – Planilha de Decisão MCC – Transmissão. (Continuação) Planta: Máquina Carregadeira MCC Sistema: Transmissão Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva F FF FM H S E O 2 2.4 2.1.4 Y N N Y 2 2.5 2.1.5 Y N N N 2 2.6 2.1.6 Y N N N 2 2.2 2.2.1 Y N N Y 3 3.1 3.1.1 N 3 3.1 3.1.2 N N N Y 3 3.1 3.1.3 N N N Y Y 3 3.2 3.2.1 N N N Y 3 3.2 3.2.2 N N N Y N1 Conjunto Sub Conjunto Revisão Data Frequência Inicial Pode ser feita por: Acão corretiva (substituir bomba de transmissão) .......... Mecânico Tarefa de reparo programada (reajustar de acordo com o especificado) 200h Mecânico Ação corretiva (substituir a mola da válvula de aceleração) .......... Mecânico Tarefa de reparo programada (limpar respiradores de transmissão e conversor de torque) 1200h mecânico Antes da partida Operador Tarefa de reparo programada (limpar o cárter do conversor) 600h Mecânico Y Tarefa de reparo programada (limpar linhas de óleo de cada marcha) 600h Mecânico Y Mesma tarefa de reparo prog. do modo de falha 1.2.4 do sistema de freio 600hs Mecânico N2 N3 H4 Y Y Y Y H5 Tarefa Proposta S4 Mesma tarefa sob condição prog. do modo de falha 1.2.3 deste sistema Y 111 Quadro 19 – Planilha de Decisão MCC – Transmissão. (Continuação) Planta: Máquina Carregadeira MCC Sistema: Transmissão Planilha de Decisão Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva F FF FM H S E O 3 3.3 3.3.1 N N N Y 3 3.3 3.3.2 N N N Y 3 3.3 3.3.3 N N N 3 3.3 3.3.4 N N 4 4.1 4.1.1 Y 4 4.1 4.1.2 4 4.1 4 4 Conjunto Sub Conjunto Revisão Data Frequência Inicial Pode ser feita por: Mesma tarefa de reparo prog. do modo de falha 1.2.4 do sistema de freio 600h Mecânico Y Mesma tarefa sob condição prog. do modo de falha 2.1.1 do sistema de freio 600h Mecânico Y Y Mesma tarefa do modo de falha 3.1.1 do sistema de freio 600h Mecânico N Y Y Mesma tarefa do modo de falha 3.1.1 do sistema de freio 600h Mecânico N N Y Y Mesta tarefa de descarte do modo de falha 1.2.2 deste sistema 600h Mecânico Y N N Y Y Nenhuma tarefa programada (inspecionar vedação do pistão da embreagem) .......... Mecânico 4.1.3 Y N N Y Durante o trabalho Operador 4.1 4.1.4 Y N N Y .......... Mecânico 4.2 4.2.1 Y N N Y 50h Mecânico N1 N2 N3 Y H4 H5 Tarefa Proposta S4 Mesma tarefa do modo de falha 2.1.1 do sistema hidráulico Y Y Nenhuma tarefa prog. (inspecionar a parte controlada da embreagem, deve ser facilmente descolado) Tarefa sob condição prog. (inspecionar nível do óleo de transmissão e completar de acordo com o especificado pelo fabricante quando necessário) 112 Quadro 19 – Planilha de Decisão MCC – Transmissão. (Conclusão) Planta: Máquina Carregadeira MCC Sistema: Transmissão Planilha de Decisão Conjunto Sub Conjunto Referência Avaliação H1 H2 H3 Ação da Informação da Consequência S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva F FF FM H S E O N1 4 4.2 4.2.2 Y N N Y Y Tarefa sob condição prog. (verificar pressão do óleo da caixa de transmissão) 4 4.2 4.2.3 Y N N Y Y Tarefa sob condição programada (verificar água do radiador) 4 4.2 4.2.4 Y N N Y Y Tarefa sob Condição prog. (inspecionar conversor de torque e certificar se não estar muito quente) 4 4.2 4.2.5 Y N N Y 4 4.2 4.2.6 Y N N Y Fonte: Autores (2013). N2 N3 Y Y H4 H5 Revisão Data Frequência Inicial Pode ser feita por: Após partida Operador Antes da partida Operador Após funcionamento Operador Tarefa sob de reparo prog. (revisão geral da transmissão e conversor de torque) 2400h Mecânico Tareda de descarte prog. (substituir óleo de transmissão de acorodo com o especificado pelo fabricante) 600h Mecânico Tarefa Proposta S4 113 Quadro 20 – Planilha de Decisão MCC – Direção. (Continua) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Direção Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência da Informação F FF FM Avaliação da Consequência H S E O H1 H2 H3 Ação S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 1 1.1 1.1.1 Y Y N Y Y Ação corretiva (substituir mola) .......... Mecânico 1 1.2 1.2.1 Y N N Y Y Ação corretiva (substituir o pino de acionamento) .......... Mecânico 1 1.3 1.3.1 Y N N Y 10h Mecânico 1 1.3 1.3.2 Y N N Y Nenhuma tarefa prog (virar o volante para a posição limite para fazer a válvula de derramamento aberta, de modo a esgotar ar) .......... Operador 1 1.3 1.3.3 Y N N Y Tarefa sob condição programada (verificar se a mola está danificada) 1200h Mecânico 1 1.3 1.3.4 Y N N Y Tarefa de reparo programada (remover o núcleo do corpo de válvula da válvula e limpar) 1200h Mecânico 1 1.4 1.4.1 Y N N Y Y Tarefa sob condiçao prog. (verificar se o tubo de sucção de óleo está solto ou com entrada falsa de ar) 10h Mecânico 1 1.5 1.5.1 Y N N Y Y Tarefa de reparo programada (limpar a esfera de aço) 1200h Mecânico 1 1.6 1.6.1 Y N N Y Ação corretiva (ajustar a pressão da válvula de sobre fluxo ou limpar, e substitua a mola ou o vedador , se necessário) .......... Mecânico Tarefa sob condição programada (verificar a bomba de óleo) Y Y Y Y Y 114 Quadro 20 – Planilha de Decisão MCC – Direção. (Continuação) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Direção Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência da Informação F FF FM Avaliação da Consequência H S E O H1 H2 H3 Ação S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 1 1.6 1.6.2 Y N N Y Y Ação corretiva (reparar) .......... Mecânico 1 1.6 1.6.3 Y N N Y Y Ação corretiva (substituir mola da válvula) .......... Mecânico 1 1.6 1.6.4 Y N N Y Y Ação corretiva (reparar ou substituir) .......... Mecânico 1 1.7 1.7.1 Y N N Y 50h Mecânico 1 1.7 1.7.2 Y N N Y Ação corretiva (reparar ou substituir bomba) .......... Mecânico 1 1.8 1.8.1 Y N N Y Y Tarefa de reparo prog. (ajuste o número de juntas da haste da válvula de acordo com as regulamentações) 1200h Mecânico 1 1.9 1.9.1 Y N N Y Y Tarefa de reparo programada (verificar e reparar a haste da válvula e a mola de retorno) 1200h Mecânico 1 1.9 1.9.2 Y N N Y Y Tarefa de reparo prog. (ajustar aperto dos parafusos) 1200h Mecânico 1 1.9 1.9.3 Y N N Y Y Mesma tarefa de reparo programada do modo de Falha 1.9.1 deste sistema 1200h Mecânico Tarefa sob condição programada (verificar se há vazamento na válvula de aceleração) Y Y 115 Quadro 20 – Planilha de Decisão MCC – Direção. (Conclusão) MCC Planta: Máquina Carregadeira Conjunto Revisão Sistema: Direção Sub Conjunto Data Planilha de Decisão Referência da Informação F FF FM Avaliação da Consequência H S E O H1 H2 H3 Ação S1 O1 S2 O2 S3 O3 Corretiva N1 N2 N3 H4 H5 Tarefa Proposta Frequência Inicial Pode ser feita por: S4 1 1.10 1.10.1 Y N N Y Y Mesma tarefa de reparo programada do modo de falha 1.8.1 deste sistema 1200h Mecânico 1 1.10 1.10.2 Y N N Y Y Mesma tarefa de reparo programada do modo de falha 1.9.1 deste sistema 1200h Mecânico 1 1.10 1.10.3 Y N N Y Y Tareda de reparo programada (limpar os orifícios da válvula) 1200h Mecânico 14 1.10 1.10.4 Y N N Y Y Tarefa sob condição programada (vericar se há peças desgastadas do sistema de governo) 1200h Mecânico 15 1.10 1.10.5 Y N N Y Y Mesma tarefa sob condição programada do modo de falha 1.10.4 deste sistema 1200h Mecânico 16 1.11 1.11.1 Y N N Y Ação corretiva (substituir mola) .......... Mecânico 17 1.11 1.11.2 Y N N Y Tareda de reparo prog. (lumbricar pino do eixo com graxa segundo especificação do fabricante) 50h Mecânico 18 1.11 1.11.3 Y N N Y Tarefa sob condição programada (verificar bomba de direção) 10h Operador Fonte: Autores (2013). Y Y Y 116 APENDICE C - PLANO DE AÇÃO 5W1H Quadro 21 – Plano de Ação 5W1H – Motor. (Continua) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº Porque (Why?) Onde? (Where?) Quem? (Who?) Carregadeira não se Nível de óleo do sistema de transmissão é muito baixa Oficina Motorista Carregadeira não se A pressão do óleo de transmissão é muito baixa Oficina Motorista Após partida Problemas de conversor de torque Oficina Motorista 50h inspecionar o conversor de torque Oficina Motorista 50h verificar e reajustar sistema de freio Oficina Motorista 10h Inspeção visual do indicador de temperatura Os discos de fricção da embreagem podem não entrar em contato justamente Oficina Mecânico 1200h Desmontar para verificar, limpar ou substituir os disco de fricção danificadas Problemas da válvula de segurança principal Oficina Mecânico 600h Trocar de óleo do motor especificado pelo fabricante Sério vazamento do selo embreagem Oficina Mecânico 1200h Inspeção visual do selo do conversor de torque O quê? (What?) 1 movimenta 2 movimenta Carregadeira não se 3 movimenta Força motriz não é o 4 suficiente Força motriz não é o 5 suficiente 6 Força motriz não é o suficiente A pressão do óleo para o 7 deslocamento é muito 8 SISTEMA: MOTOR baixa A pressão do óleo para o deslocamento é muito baixa O freio não está ajustado corretamente, as pinças de freio ou freio de estacionamento não estão liberadas completamente. A temperatura do óleo no conversor é estar muito elevado Quando? (When?) Como? (How?) Antes da verificar nível do óleo partida verificar pressão Estatus 117 Quadro 21 – Plano de Ação 5W1H – Motor. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) SISTEMA: MOTOR Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) Vazamento dos dutos Oficina Mecânico 200h Conferir aperto das conexão das tubulações Falha da bomba de óleo Oficina Mecânico 200h Limpar os filtros do óleo do motor Oficina Mecânico 600h Substituir o filtro ou elemento de filtro Porque (Why?) A pressão do óleo para o 9 deslocamento é muito baixa A pressão do óleo para o 10 deslocamento é muito baixa A pressão do óleo para o 11 deslocamento é muito baixa Filtro de óleo 12 Alta pressão do óleo Suspiro do cárter intupido Oficina Mecânico 200h Limpar suspiro do cárter 13 Baixo torque Falha da Injeççao (combustão) Oficina Mecânico 1200h Regular bico injetor 14 Baixo torque Obstrução da admissão do ar Oficina Mecânico 100h Limpeza do elemento do filtro 15 Baixo torque Peças internas do motor desgastadas Oficina Terceiriza do 2400h Revisar o motor de acordo com o manual de motor a diesel 16 Baixo torque Folga nas válvulas do motor 600h Ajustar válvulas do motor Oficina Mecânico autorizada Estatus 118 Quadro 21 – Plano de Ação 5W1H – Motor. (Conclusão) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) 17 Baixo torque Baixo nivel de óleo 18 lubrificante Fonte: Autores (2013). SISTEMA: MOTOR Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Falha na turbina Oficina Mecânico 2400h Verificar turbina Falha no governador do motor Oficina Mecânico 2400h Limpar/Inspecionar a tela de alimentação do óleo Porque (Why?) Como? (How?) Estatus 119 Quadro 22 – Plano de Ação 5W1H – Hidráulico. (Continua) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: HIDRÁULICO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) Verificar pressão da válvula de alívio 1 Pressão Insuficiente Pressão Baixa na Válvula de Alívio Oficina Operador Após Partida 2 Pressão Insuficiente Bloqueio na Válvula de Alívio Oficina Mecânico 200h 3 Pressão Insuficiente Danos na mola de ajuste Oficina Mecânico .......... 4 Pressão Insuficiente Falha da bomba Hidráulica Oficina Mecânico 10h Verificar bomba hidráulica 5 Pressão Insuficiente Perda de Pressão do óleo nas tubulações do sistema Oficina Operador 10h Verificar nível do óleo do sistema e completar se for preciso 6 Fluxo Insuficiente Sobrecarga de trabalho Oficina Operador 7 Fluxo Insuficiente Pressão Baixa na Válvula de Alívio Oficina Mecânico 200h Ajustar pressão da válvula de alívio 8 Fluxo Insuficiente Problema na válvula de alívio Oficina Mecânico .......... Verificar e reparar válvula de alívio quando falhar Limpar válvula de alívio Substituir Mola quando falhar Durante o Verificar se estar trabalhando dentro trabalho da carga nominal Estatus 120 Quadro 22 – Plano de Ação 5W1H – Hidráulico. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº 9 O quê? (What?) Fluxo Insuficiente 10 Fluxo Insuficiente 11 Elevação e Inclinação Insuficiente SISTEMA: HIDRÁULICO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Oficina Operador Durante o Verificar Temperatura do Motor trabalho Usando óleo errado Oficina Mecânico 1200h Folga da Base do tubo do Cilindro Oficina Operador 50h Lubrificar haste dos cilindros hidráulicos de elevação e inclinação Verificar anel de vedeção dos cilindros hidráulicos de elevação e inclinação e substituir quando necessário Porque (Why?) Temperatura do óleo muito alta Como? (How?) Trocar o óleo hidráulico de acordo com especificações do fabricante Elevação e Inclinação 12 Insuficiente Vazamento interno no cilindro Oficina Operador 10h 13 Velocidade Lenta Bloqueio nos tubos de sucção e filtro do óleo Oficina Mecânico 200h Limpar filtros de óleo do sistema 14 Velocidade Lenta Vazamento interno pela engrenagem da bomba Oficina Mecânico ........... Trocar engrenagem quando falhar 15 Velocidade Lenta Vazamento interno de dutos ou cilindro Oficina Operador/ Mecânico 10h Verificar se há vazametos nos tubos Folga entre Pino da haste e o balancim. Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre a haste e o balancim 16 Sem justa posição do garfo Estatus 121 Quadro 22 – Plano de Ação 5W1H – Hidráulico. (Conclusão) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) SISTEMA: HIDRÁULICO Porque (Why?) Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 17 Sem justa posição do garfo Folga entre Pino da haste e a caçamba Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre a haste e a caçamba 18 Sem justa posição do garfo Folga entre Pino e a lança e a caçamba. Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre lança e a caçamba 19 Sem justa posição do garfo Folga entre Pino e a lança e o balancim Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre a lança e o balancim 20 Sem justa posição do garfo Folga entre o Pino e o cilindro da caçamba e o balancim. Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre o cilindro da caçamba e o balancim 21 Sem justa posição do garfo Folga entre o Pino e o cilindro da lança e a lança. Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre o Cilindro da lança e a lança 22 Sem justa posição do garfo Folga entre o Pinoe a lança e o chassi. Oficina Mecânico 50h Lubrificar entre lança e o chassi 23 Braço sem sustenção Válvulas Bloqueadas Oficina Mecânico 2400h Desmontar, verificar e limpar válvula distribuidora 24 Braço sem sustenção Vazamento interno no cilindro de inclinação Oficina Mecânico 2400h Desmontar e vefificar cilindros hidráulico Fonte: Autores (2013). Estatus 122 Quadro 23 – Plano de Ação 5W1H – Freio. (Continua) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) SISTEMA: FREIO Porque (Why?) Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 9 Após frenagem não pode ser posta em marcha Válvula ar do freio não retorna à posição original e o manómetro não indica a mudança Oficina Operador 10 Após frenagem não pode ser posta em marcha O pistão da válvula de freio a ar fica preso e não pode retornar liberar o freio Oficina Mecânico 600h Limpar, verificar e reparar o pistão 11 Após frenagem não pode ser posta em marcha Sistema da válvula de freio preso Oficina Mecânico 600h Desmonte e verifique o sistema de válvula de freio 12 Freio de estacionamento A folga entre o tambor e as placas de travando insuficientemente freio é muito grande Oficina Operador 200h Verificar e ajustar freio de estacionamento 13 Freio de estacionamento Há óleo nas placas de freio travando insuficientemente Oficina Mecânico 600h Limpar os discos do travão Após a Verificar funcionamento do pedal de Pardida freio 14 Não freia Não há fluido de freio no reservatório Oficina Mecânico 1200h Troca do fluído de freio 15 Não freia Desgaste da válvula hidráulica e no anel de vedação Oficina Mecânico 600h Substituir a válvula e o anel de vedação 16 Não freia Pistão emperrado Oficina Mecânico 600h Limpar pistão do freio internamente Estatus 123 Quadro 23 – Plano de Ação 5W1H – Freio. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) 17 É impossível soltar o freio Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Oficina Mecânico/ Operador 600h Verificar válvula de freio Oficina Mecânico 600h Mesma ação do nº 17 Mola de retorno está danificado ou inválido. Oficina Mecânico 600h Verificar mola de retorno Porque (Why?) Posição errada da haste da válvula de freio 18 É impossível soltar o freio A haste está bloqueada 19 É impossível soltar o freio SISTEMA: FREIO Como? (How?) 20 Freio não solta normalmente Válvula de freio defeituosa Oficina Mecânico 600h Verificar válvula de freio 21 Freio não solta normalmente Reforçador de freio defeituoso Oficina Mecânico 1200h Verificar e limpar refoçador de freio 22 Freio não solta normalmente Pistão da bomba não retorna Oficina Mecânico .......... Substituir Bomda de Freio 23 Aumento lento da pressão Vazamento nos dutos de ar na leitura do barômetro Oficina Mecânico Após a Verificar se há vazamento nas linhas Pardida de ar 24 Aumento lento da pressão Operação anormal do compressor de ar na leitura do barômetro Oficina Operador Após a Verifique o funcionamento do Pardida compressor de ar Estatus 124 Quadro 23 – Plano de Ação 5W1H – Freio. (Conclusão) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº 25 O quê? (What?) Porque (Why?) Aumento lento da pressão Problemas na válvula de freio a ar na leitura do barômetro Pressão no reservatório de 26 ar cai rapidamente depois Válvula de entrada de ar de freio está entupido pela sujeira de estacionamento Pressão no reservatório de Acessórios dos tubos soltos ou 27 ar cai rapidamente depois quebrados de estacionamento Fonte: Autores (2013). SISTEMA: FREIO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Oficina Mecânico 600h Verificar e limpar sistema de freio Oficina Mecânico 100h Limpar filtro de ar Oficina Mecânico .......... Como? (How?) Substituir acessórios danificados Estatus 125 Quadro 24 – Plano de Ação 5W1H – Elétrico. (Continua) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) SISTEMA: ELÉTRICO Porque (Why?) Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 1 Falha ou difícil início de motor Tensão insuficiente ou bateria danificada Oficina Mecânico Mensal/ 200h Verificar tensão da correia do alternador 2 Falha ou difícil início de motor O interruptor de ignição ou a parte do relé estar danificado Oficina Eletrecista .......... Substituir item danificado 3 Falha ou difícil início de motor O óleo de lubrificação é muito grosso Oficina Mecânico Trimestral Mesma ação do item 7 do sistema / 600h de motor 4 Falha ou difícil início de motor Contato solto ou ruptura do circuito. Oficina Operador Díario/ Antes da Verificar as conecxões da bateria partida 5 Falha ou difícil início de motor Escova de Carbono está desgastada ou mal conectado do motor de partida Oficina Eletrecista Anual/ 2400h Substituir escovas do motor de partida 6 Falha ou difícil início de motor O interruptor eletromagnético do motor de partida estar danificado Oficina Eletrecista .......... Substituir o interruptor eletromagnético 7 Falha ou difícil início de motor Defeito mecânico no motor de partida Oficina Eletrecista .......... Reparar ou substitua o motor de partida 8 Falha ou difícil início de motor O fusível está queimado. Oficina Eletrecista .......... Substituir fusível Estatus 126 Quadro 24 – Plano de Ação 5W1H – Elétrico. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº 9 O quê? (What?) Falha ou difícil início de motor Falha ou difícil início de 10 motor Falha ou difícil início de 11 motor SISTEMA: ELÉTRICO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Terminais do motor de partida solto Oficina Mecânico Bateria danificada ou carga insuficiente. Oficina Operador Fios e cabos com mau contato ou com circuito aberto Oficina Eletrecista Semestral Revisar circuito elétrico do / 1200h equipamento Porque (Why?) Quando? (When?) Como? (How?) Semestral Verificar terminais / 1200h Mensal/ 200h Verifique o nível do eletrólito da bateria Falha ou difícil início de 12 motor Interruptor da bateria danificado. Oficina Operador Díario/ Antes da Mesma ação do item nº4 partida 13 Indicação anormal Conexões soltas ou desconexão Oficina Eletrecista Semestral Mesma ação do item nº11 / 1200h 14 Indicação anormal Os sensores estão danificados Oficina Eletrecista Semestral Inspecionar todos sensores / 1200h 15 Indicação anormal Os indicadores ou medidores estão quebrados Oficina Eletrecista Semestral Conferir todos os tipos de medidores / 1200h e contadores Conexões de fios soltos do alternador Oficina Operador A corrente de trabalho 16 estar muito alta ou muito baixa Díario/ Antes da Mesma ação do item nº4 partida Estatus 127 Quadro 24 – Plano de Ação 5W1H – Elétrico. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) SISTEMA: ELÉTRICO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) A tensão da correia é muito baixo Oficina Mecânico Mensal/ 200h O regulador ou alternador está danificado Oficina Eletrecista Anual/ 2400h A ligação do pólo positivo do alternador estar solta Oficina Operador Díario/ Antes da Mesma ação do item nº4 partida Tensão da correia do Alternador não é suficiente Oficina Mecânico Mensal/2 Mesma ação do item nº1 00h o regulador eletrônico é danificado. Oficina Mecânico A bateria não presta Oficina Operador Mensal/2 Mesma ação do item nº10 00h Curto circuito entre as unidades de bateria Oficina Eletrecista Semestral Mesma ação do item nº11 / 1200h Terminais do alternador soltos Oficina Mecânico Trimestral Verificar terminais do alternador / 600h Porque (Why?) A corrente de trabalho 17 estar muito alta ou muito 18 19 20 21 22 23 24 baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa A corrente de trabalho estar muito alta ou muito baixa .......... Como? (How?) Mesma ação do item nº1 Revisar alternador Substituir regulador eletrônico Estatus 128 Quadro 24 – Plano de Ação 5W1H – Elétrico. (Conclusão) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: ELÉTRICO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Anual/ 2400h Como? (How?) 25 Não gera energia Defeito interno no alternador Oficina Eletrecista 26 Motor Diesel não desliga Mau contato dos cabos ou circuito aberto Oficina Eletrecista 27 Motor Diesel não desliga Relé do estrangulador danificado. Oficina Eletrecista .......... Substituir relé 28 Motor Diesel não desliga Dispositivo eletromagnético do estrangulador danificado Oficina Eletrecista .......... Substituir o dispositivo Fonte: Autores (2013). Mesma ação do item nº18 Semestral Mesma ação do item nº11 / 1200h Estatus 129 Quadro 25 – Plano de Ação 5W1H – Transmissão. (Continua) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: TRANSMISSÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 1 Força motriz insuficiente Impulsor do conversor de torque danificado Oficina Mecânico .......... 2 Força motriz insuficiente Disco do conversor patinando Oficina Mecânico 50h 3 Força motriz insuficiente Baixa pressão de óleo da saída do conversor de torque Oficina 4 Não anda a pós a partida Baixo nível de óleo no reservatório Oficina 5 Não anda a pós a partida Bomba de mudanças danificada Oficina Mecânico 6 Não anda a pós a partida Válvula de controle e alavanca não retorna Oficina Operador 7 Pressão baixa em todas as marchas Baixo nível de óleo da caixa de mudanças Oficina Mecânico 8 Pressão baixa em todas as marchas Vazamento de óleo na tubulação principal Oficina Após Inspecionar a tubulação principal motorista/ funcionam quanto a vazamentos e reparar, se mecânico ento necessário Substituir impulsor Inspecionar vedação do óleo da transmissão Após Inspecionar se há vazamento na Mecânico funcionam tubulação de óleo ento Inspecionar nível do óleo da Mecânico 50h transmissão e completar quando necessário 600h Substituição do óleo da caixa Inspecionar se as alavancas de Antes da controle estão flexíveis e na posição partida neutra 50h Inspecionar nível de óleo de transmissão Estatus 130 Quadro 25 – Plano de Ação 5W1H – Transmissão. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: TRANSMISSÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 9 Pressão baixa em todas as marchas Filtro de óleo da caixa de mudanças entupido Oficina Mecânico 50h 10 Pressão baixa em todas as marchas Defeito na bomba de mudança de marchas Oficina Mecânico .......... 11 Pressão baixa em todas as marchas Ajuste incorreto da válvula de aceleração Oficina Mecânico 200h 12 Pressão baixa em todas as marchas Defeito na mola da válvula de aceleração Oficina Mecânico .......... Substituir a mola da válvula de aceleração 13 Pressão alta no sistema Respiradores de transmissão e conversor de torque entupidos Oficina mecânico 1200h Limpar respiradores de transmissão e conversor de torque 14 Cada uma das marchas Pressão de mudança está muito não podem ser engatadas baixa Oficina 15 Cada uma das marchas Alavanca de mudança de marcha não podem ser engatadas com defeito Oficina Operador 16 Cada uma das marchas Linha principal de óleo da válvula de não podem ser engatadas controle entupida Oficina Mecânico Ttrocar filtros de óleo do cárter Substituir bomba de transmissão Reajustar de acordo com o especificado Antes da Mesma ação do item nº6 partida 600h Limpar o cárter do conversor Estatus 131 Quadro 25 – Plano de Ação 5W1H – Transmissão. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: TRANSMISSÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 17 Certas marchas não engatam Linha de óleo daquela marcha está entupida Oficina Mecânico 600h Limpar linhas de óleo de cada marcha) 18 Certas marchas não engatam Placa de fricção daquela marcha está presa Oficina Mecânico 600hs Mesma ação do item nº7 19 Marcha não pode ser engatada após frear Haste da válvula do freio não retorna Oficina Mecânico 600h Mesma ação do item nº11 do sistema de freio 20 Marcha não pode ser engatada após frear Localização incorreta da haste da válvula geral de freio Oficina Mecânico 600h Mesma ação do item nº17 do sistema de freio 21 Marcha não pode ser engatada após frear Mola de retorno da válvula geral de freio com defeito Oficina Mecânico 600h Mesma ação do item nº23 do sistema de freio 22 Marcha não pode ser engatada após frear Haste do pistão da válvula geral de freio presa Oficina Mecânico 600h Mesma ação do item nº23 do sistema de freio 23 Aquecimento anormal na caixa Óleo inadequado da caixa Oficina Mecânico 600h Mesma ação do item nº5 24 Aquecimento anormal na caixa Placa do disco de fricção desliza Oficina Mecânico .......... Inspecionar vedação do pistão da embreagem Estatus 132 Quadro 25 – Plano de Ação 5W1H – Transmissão. (Conclusão) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: TRANSMISSÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Durante o Mesma ação do item nº6 do sistema trabalho hidráulico Como? (How?) 25 Aquecimento anormal na caixa Muito tempo de trabalho operando com sobre-carga Oficina Operador 26 Aquecimento anormal na caixa A placa da embreagem não separa Oficina Mecânico 27 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Nível do óleo da caixa de mudanças muito alto ou baixo Oficina Mecânico 50h 28 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Embreagem patinando Oficina Operador Após partida 29 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Muito tempo de trabalho operando com sobre-carga Oficina Operador 30 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Sistema de arrefecimento defeituoso Oficina Após Inspecionar conversor de torque e Operador funcionam certificar se não estar muito quente ento 31 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Peças internas de conexão danificadas Oficina Mecânico 2400h Revisão geral da transmissão e conversor de torque 32 Alta temperatura do óleo do conversor de torque. Óleo deteriorado Oficina Mecânico 600h Substituir óleo de transmissão de acorodo com o especificado pelo fabricante Fonte: Autores (2013). .......... Inspecionar a parte controlada da embreagem, deve ser facilmente descolado Inspecionar nível do óleo de transmissão e completar de acordo com o especificado pelo fabricante quando necessário Verificar pressão do óleo da caixa de transmissão Antes da Verificar água do radiador partida Estatus 133 Quadro 26 – Plano de Ação 5W1H – Direção. (Continua) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: DIREÇÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 1 Volante de direção não retorna à posição Mola interna do mecanismo de direção quebrada Oficina Mecânico .......... Substituir mola 2 Excentricidade óbvia do volante ou falha ao girá-lo Pino de acionamento do mecanismo de direção danificado ou deformado Oficina Mecânico .......... Substituir o pino de acionamento Fornecimento de óleo da bomba é insuficiente Oficina Mecânico 10h 3 4 5 6 7 8 Direção leve quando é girado lentamente e pesado quando é girado rapidamente Direção leve quando é girado lentamente e pesado quando é girado rapidamente Direção leve quando é girado lentamente e pesado quando é girado rapidamente Direção leve quando é girado lentamente e pesado quando é girado rapidamente O tanque de óleo algumas Há ar no sistema devido o nível do óleo estar muito baixa, o óleo de retorno vai trazer uma grande quantidade de ar no sistema A pressão da válvula de controle de prioridade estar muito baixo. A força da mola diminui Núcleo da válvula de prioridade estar preso em um determinado lugar vezes não se move ao Ar na tubulação de óleo mover o volante da direção A direção está pesada Esfera de aço da válvula unidirecional do quando girando de forma mecanismo de direção está danificada lenta ou rápida e direção sem pressão Verificar a bomba de óleo Virar o volante para a posição limite para fazer a válvula de derramamento aberta, de modo a esgotar ar Oficina Operador .......... Oficina Mecânico 1200h Verificar se a mola está danificada Oficina Mecânico 1200h Remover o núcleo do corpo de válvula da válvula e limpar Oficina Mecânico 10h Oficina Mecânico 1200h Verificar se o tubo de sucção de óleo está solto ou com entrada falsa de ar Limpar a esfera de aço Estatus 134 Quadro 26 – Plano de Ação 5W1H – Direção. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº SISTEMA: DIREÇÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Oficina Mecânico .......... Ajustar a pressão da válvula de sobre fluxo ou limpar, e substitua a mola ou o vedador , se necessário Oficina Mecânico .......... Reparar Oficina Mecânico .......... Substituir mola da válvula Bomba de óleo está danificado Oficina Mecânico .......... Reparar ou substituir Vazamento de óleo na válvula de aceleração Oficina Mecânico 50h Fluxo da bomba de direção é insuficiente Oficina Mecânico .......... Reparar ou substituir bomba Mecânico 1200h Ajuste o número de juntas da haste da válvula de acordo com as regulamentações Mecânico 1200h Verificar e reparar a haste da válvula e a mola de retorno O quê? (What?) Porque (Why?) A direção estar leve quando a carga é pequena e pesado quando é adicionado carga A direção estar leve quando a carga é pequena e pesado quando é adicionado carga A direção estar leve quando a carga é pequena e pesado quando é adicionado carga A direção estar leve quando a carga é pequena e pesado quando é adicionado carga Direção lenta em ambas as direções A pressão da válvula de sobre fluxo está baixa quando está com a pressão de trabalho ou está presa ou danificada e o vedador está danificado A vedação à prova de fugas da válvula de derramamento não funcionar corretamente, há alguns defeitos na superfície de contato do núcleo da A pressão da válvula de amortecimento é muito baixo 14 Direção lenta em ambas as direções 15 A direção está rápida para O número de juntas de ajuste para os um lado e lenta para o dois lados da válvula amplificadora de outro fluxo está errado Oficina 16 A direção se move sozinha Oficina 9 10 11 12 13 A haste da válvula amplificadora de fluxo não retorna para a posição intermediária Como? (How?) Verificar se há vazamento na válvula de aceleração Estatus 135 Quadro 26 – Plano de Ação 5W1H – Direção. (Continuação) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) 17 A direção se move sozinha 18 A direção se move sozinha 19 20 21 22 23 24 A direção age muito rapidamente quando a máquina está em alta velocidade A direção age muito rapidamente quando a máquina está em alta velocidade A direção age muito rapidamente quando a máquina está em alta velocidade A direção age muito rapidamente quando a máquina está em alta velocidade A direção age muito rapidamente quando a máquina está em alta velocidade Não gira SISTEMA: DIREÇÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Oficina Mecânico 1200h Ajustar aperto dos parafusos Oficina Mecânico 1200h Mesma ação do item nº16 O ajuste da válvula reguladora de fluxo está errado Oficina Mecânico 1200h Mesma ação do item nº15 A haste da válvula reguladora de fluxo não está trabalhando corretamente Oficina Mecânico 1200h Mesma ação do item nº16 Oficina Mecânico 1200h Limpar os orifícios da válvula Oficina Mecânico 1200h Vericar se há peças desgastadas do sistema de governo Oficina Mecânico 1200h Mesma ação do item nº22 Oficina Mecânico .......... Substituir mola Porque (Why?) Os parafusos de fixação da válvula amplificadora de fluxo estão muito apertados O ajuste da haste e da carcaça da válvula amplificadora de fluxo está incorreto Os orifícios calibrados das duas extremidade da válvula amplificadora de fluxo estão bloqueados ou suas posições estão erradas Corpo de válvula, núcleo de válvula, manga válvula de sistema de governo ou o rotor e o estator estão seriamente danificados Pressão de válvula de derramamento ou válvula de amortecimento de resposta é muito baixa Mola de direção está quebrado Como? (How?) Estatus 136 Quadro 26 – Plano de Ação 5W1H – Direção. (Conclusão) PLANO DE AÇÃO 5W1H Ação Nº O quê? (What?) Porque (Why?) SISTEMA: DIREÇÃO Onde? (Where?) Quem? (Who?) Quando? (When?) Como? (How?) 25 Não gira Pino ou eixo acoplado foi danificado Oficina Mecânico 50h Lumbricar pino do eixo com graxa segundo especificação do fabricante 26 Não gira Bomba de óleo está completamente danificado ou chave retangular está quebrado Oficina Operador 10h Verificar bomba de direção Fonte: Autores (2013). Estatus