19 February 2015 Minuta de Comunicado à Imprensa New Zealand Superannuation Fund pretende agir judicialmente relativamente ao empréstimo da Oak Finance Auckland, New Zealand: O New Zealand Superannuation Fund (“O Fundo”) confirmou hoje ser um de um conjunto de investidores que irão agir judicialmente contra o Banco de Portugal em relação à transferência das obrigações emergentes do empréstimo da Oak Finance do Novo Banco para o Banco Espírito Santo. O Fundo, que tem uma exposição de 150 milhões de dólares norte-americanos (USD) ao empréstimo da Oak Finance, procura invalidar uma decisão do Banco de Portugal de Dezembro de 2014 no sentido de transferir, de volta para o Banco Espírito Santo e com efeitos retroactivos, o empréstimo da Oak Finance, após o mesmo ter sido transferido, juntamente com outras obrigações seniores, para o "banco bom" conhecido como Novo Banco. O CEO do Fundo, Adrian Orr, referiu que a decisão do Banco de Portugal - decisão essa que foi baseada num entendimento segundo o qual o banco de investimento Goldman Sachs, que estruturou o empréstimo na qualidade de arranger, seria, simultaneamente accionista do Banco Espírito Santo e a entidade que concedeu o empréstimo - está errada. “Tal como a Goldman Sachs disse, tanto publicamente como ao Banco de Portugal, a Oak Finance era uma entidade independente da Goldman Sachs International. É nosso entendimento que em momento algum a Goldman Sachs deteve qualquer participação superior a dois por cento do capital social do Banco Espírito Santo.” “Juridicamente, a participação accionista do arranger do empréstimo não deveria constituir fundamento de qualificação do empréstimo da Oak Finance como um empréstimo entre partes relacionadas.” Orr referiu que a decisão do Banco de Portugal foi muito desapontante, dadas as as garantias previamente prestadas por escrito pelo Banco de Portugal de que dívida sénior tal como o empréstimo da Oak Finance havia sido transferido do Banco Espírito Santo para o Novo Banco. O Novo Banco também confirmou por escrito que o empréstimo da Oak Finance teria sido transferido como um elemento do seu passivo. “Notamos ainda que o Novo Banco continua a beneficiar do dinheiro que emprestámos.” “Também deve constituir motivo de grande preocupação para qualquer investidor o facto de o Banco de Portugal não ter tratado todos os subscritores de obrigações seniores de forma paritária. Em nosso entendimento, os subscritores de obrigações seniores estruturadas e subscritas por intermédio de pelo menos uma outra instituição financeira mantiveram-se com o Novo Banco quando, contrariamente ao sucedido na situação do empréstimo da Oak Document 1441663 Version 1 Finance, as obrigações foram subscritas por uma parte relacionada de um accionista com uma participação substancial no capital do Banco Espírito Santo.” “Ao efectuar este empréstimo, o Fundo garantiu liquidez ao Sistema Bancário português. O Fundo estava protegido contra o risco de incumprimento do Banco Espírito Santo através da compra de cobertura de risco. Esta é uma actividade de investimento global, muito standard, protegida, que mantém a liquidez no mercado financeiro mundial. No entanto, a decisão do Banco de Portugal de tratar o empréstimo da Oak Finance de modo diferente daquele que foi dado a todas as outras obrigações seniores, parece ter tido o efeito de negar tal protecção.” Orr mencionou que o New Zealand Superannuation Fund teria, de forma bem-sucedida, realizado uma provisão de liquidez, entre outras actividades de investimento, durante um longo período de tempo. "Para instituições como o Fundo, esta é uma actividade de investimento standard, de baixo risco." “A decisão com efeitos retroactivos do Banco de Portugal coloca em risco as nossas actividades de provisionamento de liquidez relativamente a Portugal e, potencialmente, a outras jurisdições, dada a aparente desconfiança quanto às políticas de provisionamento de dívida e de protecção de crédito.” “É preocupante para os investidores em bancos portugueses que as obrigações seniores possam ser tratadas de forma igual a equity e a dívida subordinada, somente devido à participação accionista do arranger - não como entidade financiadora - no Banco.” Orr observou que o problema irá, provavelmente, levar bastante tempo a ser resolvido. “Nós não demos início a estes procedimentos legais de ânimo leve; tomámos a decisão de o fazer após analisar exaustivamente todas as outras opções.” “Se por um lado, o incumprimento de obrigações não é caso raro no mundo da banca de investimento, as circunstâncias deste caso são, certamente, pouco usuais. Em primeiro lugar, fomos tratados de modo desigual e ilegal. Em segundo lugar, a nossa protecção contra incumprimento parece ter sido inadvertidamente tornada ineficaz devido à decisão retroactiva. Temos uma posição jurídica muito forte e um elevado nível de confiança no sucesso deste caso.” Orr disse que o investimento da Oak Finance integrou uma estratégia de crédito que foi utilizada com sucesso pelo Fundo durante alguns anos. Apesar de o investimento da Oak Finance ser considerável em termos de dólares, representa uma pequena parte do total de 27 mil milhões de dólares neozelandeses (NZD) do New Zealand Superannuation Fund, que foi constituído pelo Governo Neo-Zelandês para parcialmente financiar compromissos com benefícios de aposentação. “O Fundo é diversificado e continua a apresentar uma performance positiva,” acrescentou Orr. O New Zealand Superannuation Fund apresentou um retorno no investimento de 9,98% p.a. desde a sua constituição em 2003, comparando a um benchmark de Carteira de Referência Document 1441663 Version 1 passivo de 8,84% anualmente. Apresentou um retorno de 16,71% nos últimos 12 meses (à data de 31 de Janeiro de 2015, antes de impostos na Nova Zelândia). Estes valores incluem um write-down conservativo deste empréstimo. FIM Editores: notamos que comentários adicionais serão limitados devido a restrições relacionadas com procedimentos legais. Contacto: Catherine Etheredge, Head of Communications, NZ Super Fund, [email protected], 64 274 777 501 Glen Cameron, European media contact, +44 7500 058 202, [email protected] Document 1441663 Version 1