Jornal de
negócios
ourinhos
e região
Ano XXI | # 258 | setembro de 2015 | www.sebraesp.com.br | 0800-570-0800 | radio.sebraesp.com.br facebook.com/sebraesp youtube.com/sebraesaopaulo Capacitação que
amplia sucesso
Herdeira de famosa loja de modas feminina e masculina em Ourinhos
investe na aquisição de conhecimento antes de assumir a empresa, e integra
projeto setorial do Sebrae-SP para expandir público no entorno | página 24
twitter.com/sebraesp | Tiragem regional: 5.337
Nicho de oportunidades
mesmo em época de crise
Setor de brindes cresce 7% ao
ano e é terreno fértil para MPEs,
como a Fantastic, de Rubens
Lorenzetti, da Capital
páginas 6 e 7
O futuro do varejo
Organize melhor o tempo
aplique a tendência mundial:
gerenciar as prioridades
experiência de compra
garante menos estresse
páginas 14 e 15
página 11
Determinação que funciona e maximiza os resultados
Com inovação, Conrado Bortotti aumenta faturamento de loja de
decoração em Fartura e prepara mudança para imóvel com mais espaço
página 23
Amplie o campo de ação
Todos saem ganhando
estratégias para atrair
Ação estimula opção do
clientes e conseguir crescer
consumidor por mercado local
páginas 20 e 21
página 10
OU
TUBRO
.
Para melhorar desempenho, Priscila Verri Pedrão se graduou como estilista, cursou MBA em Varejo de Moda e fez Empretec no Sebrae-SP
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VALORIZE O
PEQUENO NEGÓCIO.
ESSE NEGÓCIO
TAMBÉM É SEU.
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http://sebr.ae/sp/compredopequeno
2 | jornal de negócios | ourinhos e região
Produção Flores Melhoria genética
cloud tags
Pesquisa Tendências Oportunidades
Brindes Lucratividade Competitivo Experiência de compra Capacitação Atendimento Pós-vendas Organização Tempo Prospectar Clientes
Notas de
ourinhos
e região
X
Sebrae-sp oferece palestras gratuitas
sobre empreendedor individual
O Escritório Regional (ER) do Sebrae-SP em Ourinhos realiza nos dias
2, 9, 16, 23 e 30 de setembro a série de palestras Como se tornar um
Microempreendedor Individual. Além de tratar dos aspectos legais,
os eventos têm como objetivo criar condições para que o líder da
empresa possa decidir sobre a formalização que, entre outros benefícios, garante o registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
(CNPJ). Esse cadastro facilita a abertura de conta bancária, o pedido
de empréstimos e a emissão de notas fiscais. Mais informações e inscrições: (14) 3326-4413.
Alavanque seu negócio usando a ferramenta Canvas
Entre os dias 1º e 3 de setembro, o Escritório Regional (ER) do Sebrae-SP
em Ourinhos realiza a oficina Transforme a sua ideia em modelo de
negócios. Com foco em donos de micro e pequenas empresas, a capacitação tem como meta orientar sobre fatores essenciais para alcançar
sucesso. O curso usa o modelo Canvas, ferramenta de gerenciamento
estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de empresas
novas ou existentes com base em proposta de valor, segmentos de
clientes, canais, relacionamento, fontes de receitas, recursos e atividades principais, parcerias-chave e estrutura de custos. As atividades acontecem no Escritório Regional (ER) do Sebrae-SP em Ourinhos.
O investimento é de R$ 190 e pode ser parcelado em duas vezes. Inscrições e outras informações: (14) 3326-4413.
Santa Cruz do Rio Pardo e Piraju recebem workshop
sobre vitrinismo
O Escritório Regional (ER) do Sebrae-SP em Ourinhos realiza nos dias
15 e 22 de setembro o workshop Vitrinismo – comércio de vestuário
e calçados. Os encontros acontecem nos Postos de Atendimento ao
Empreendedor (PAEs) de Santa Cruz do Rio Pardo e Piraju, das 9h
às 18h. O investimento é de R$ 90. O objetivo é possibilitar que os
empresários locais tenham acesso às soluções tecnológicas e possam
incrementar seus negócios. O ambiente de inovação não pode ser
descuidado do dia a dia da companhia, seja ela de qualquer porte.
O PAE de Santa Cruz do Rio Pardo fica na Praça Leônidas Camarinha
e o telefone é (14) 3332-5909. Já o de Piraju está localizado na Rua 13 de
Maio, e o telefone é: (14) 3351-3579.
Aprenda os segredos de um gerenciamento eficiente
de pessoas e equipes
O ER do Sebrae-SP em Ourinhos oferece uma ótima oportunidade para
interessados em aprender a gerir um negócio, mantendo a satisfação
dos funcionários. O curso Na Medida – gestão de pessoas e equipes
será realizado entre os dias 14 e 16 de setembro, e 21 e 23 de setembro,
na sede do ER do Sebrae-SP. A capacitação, com carga horária de 24
horas, ocorrerá das 18h às 22h, com investimento de R$ 280. Um dos
propósitos do curso é mostrar que desenvolver e aplicar processos administrativos estruturados contribui para as melhorias da satisfação
e da retenção de pessoas. Dessa forma, o curso propicia decisões mais
justas e consolida as bases para o crescimento da corporação.
SERVIÇO
Escritório Regional do Sebrae-SP em Ourinhos
Rua do Expedicionário, 651 – Centro
(14) 3326-4413 / 0800-570-0800
edição 258 | setembro de 2015 | 3
Receita torna mais fácil pedido de CNPJ
Convênio assinado entre a Receita Federal e o Instituto de Registro de Títulos e Documentos
e de Pessoas Jurídicas do Brasil deve simplificar a solicitação do Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica (CNPJ). Além de conseguir o número de modo mais simples, a iniciativa
pretende agilizar a alteração e a baixa do documento, em processo concomitante com o
registro da ação pelo cartório. A parceria permitirá que o deferimento dos pedidos seja feito
pelos cartórios de registro de pessoas jurídicas, que podem aderir ao novo formato.
Inspiração
de cabeceira
DOBRE SEUS LUCROS
(Ed. Agir)
Pela análise de mais de 100
empresas, Bob Fifer demonstra
que é possível reduzir
desperdícios, cortar custos
e aumentar produtividade e
preços dos produtos sem
aborrecer ou perder o cliente.
CULTURA ORGANIZACIONAL
E GESTÃO ESTRATÉGICA
(Ed. Atlas)
Para Francisco Conejero Perez
e Marcos Cobra, a cultura
organizacional talvez seja
o espelho da alma de uma
instituição, tese baseada em
exemplos das companhias
aéreas brasileiras.
MOTIVAÇÃO 3.0 (Ed. Campus)
Para os tempos atuais, Daniel
Pink defende, com base em
estudos e experimentos,
novos elementos para a
motivação. Nessa abordagem,
três características são
fundamentais: autonomia,
excelência e propósito.
expediente
Publicação mensal do Sebrae‑SP
Tiragem total
500 mil exemplares
CONSELHO DELIBERATIVO
Presidente: Paulo Skaf
ACSP, ANPEI, Banco do Brasil, Faesp,
FecomercioSP, Fiesp, Fundação ParqTec,
IPT, Desenvolve SP, SEBRAE, Secretaria
de Desenvolvimento Econômico,
Ciência e Tecnologia, Sindibancos-SP,
Superintendência Estadual da Caixa
Econômica Federal.
DIRETORIA EXECUTIVA
Diretor-superintendente: Bruno Caetano
Diretor técnico: Ivan Hussni
Diretor de adm. e finanças: Pedro Jehá
ELOGIE. SUGIRA. CRITIQUE. RECLAME.
Queremos ouvi-lo: 0800 570 0800
[email protected]
www.sebraesp.com.br > clique em
OUVIDORIA.
Cruzada pela
competitividade
Paulo skaf,
Presidente do Sebrae‑SP
No primeiro semestre de 2015, o total da
arrecadação de impostos dos pequenos negócios brasileiros foi de R$ 34,2 bilhões, um aumento real de 6,73% sobre o mesmo período
do ano passado, de acordo com a Secretaria
da Micro e Pequena Empresa. Enquanto isso,
o desempenho total da arrecadação federal
apresentou retração de 2,87%. Na geração
de postos de trabalho, de janeiro a junho deste ano, as micro e pequenas empresas foram
responsáveis por criar 116,5 mil novos empregos, enquanto as médias e grandes encerraram mais de 476 mil vagas. Os dados são do
SEBRAE e da FGV.
Diante do atual cenário, e com as perspectivas que se desenham, será difícil repetir tal performance. Entretanto, os dados reforçam o que
defendo há tempos: sem as amarras excessivas
da burocracia e da tributação, e com acessos a
tecnologia e financiamento, o setor produtivo
responde à altura e dá a sua contribuição para o
verdadeiro desenvolvimento sustentável.
Por isso, continuo perseverante na cruzada
pela ampliação dos incentivos aos pequenos
JORNAL DE NEGÓCIOS
Unidade Inteligência de Mercado
Gerente: Eduardo Pugnali
Editora responsável: Marcelle
Carvalho – MTB 00885
Editores-assistentes: Roberto
Capisano Filho e Daniel Lopes
Apoio comercial: Unidade Comercial
Giulliano Antonelli (gerente)
Projeto gráfico e produção
Impressão: Plural Indústria Gráfica
SEBRAE-SP
Rua Vergueiro, 1.117, Paraíso,
CEP: 01504-001
Escritórios Regionais
Sebrae‑SP
Alto Tietê 11 4722-8244
Araçatuba 18 3622-4426
Araraquara 16 3332-3590
Baixada Santista 13 3289-5818
Barretos 17 3323-2899
Bauru 14 3234-1499
Botucatu 14 3815-9020
empreendimentos, com a aprovação e sanção
dos novos limites do Simples Nacional e a regulamentação da terceirização.
Paralelo a isso, no Sebrae-SP tenho reforçado as ações focadas em inovação e educação, a fim de apoiar o aprimoramento dos
processos de gestão e produção. Um exemplo de que esse é o melhor caminho é o do interior de São Paulo, exposto na vitrine mundial da Expo Milão até outubro. Com o nosso
apoio, que se traduziu em um “intensivão” de
inovação, criatividade e empreendedorismo,
109 pequenos produtores de mel do Vale do
Paraíba passaram a vender o quilo do produto a R$ 32. Antes, conseguiam comercializá-lo
por, no máximo, R$ 5.
Nesta edição, você vai encontrar outros
casos de empreendimentos que saltaram
vários degraus na escala da competitividade
graças à inserção de novos conhecimentos e
tecnologias. O Brasil é muito maior do que a
crise, basta focar e atuar sistemicamente na
direção correta.
Boa leitura!
Campinas 19 3243-0277
Capital Centro 11 3253-2121
Capital Leste I 11 2225-2177
Capital Leste II 11 2074-6601
Capital Norte 11 2976-2988
Capital Oeste 11 3832-5210
Capital Sul 11 5522-0500
Franca 16 3723-4188
Grande ABC 11 4990-1911
Guaratinguetá 12 3132-6777
Guarulhos 11 2440-1009
Jundiaí 11 4587-3540
Marília 14 3422-5111
Osasco 11 3682-7100
Ourinhos 14 3326-4413
Piracicaba 19 3434-0600
Pres. Prudente 18 3222-6891
Ribeirão Preto 16 3621-4050
São Carlos 16 3372-9503
S. J. da Boa Vista 19 3622-3166
S. J. do Rio Preto 17 3222-2777
S. J. dos Campos 12 3922-2977
Sorocaba 15 3224-4342
Sudoeste Paulista 15 3522-4444
Vale do Ribeira 13 3821-7111
Votuporanga 17 3421-8366
4 | jornal de negócios
Pessimismo dos industriais volta a crescer
O Índice de Confiança do Empresário Industrial, divulgado pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI) teve queda e alcançou 37,2 pontos em julho. É o menor valor desde 1999,
início da série histórica. Houve recuo de 1,7 ponto sobre junho. Quando a comparação é feita
em relação ao mesmo mês de 2014, a queda totaliza 9,2 pontos. O referencial varia de zero
a 100 pontos. Quanto mais abaixo de 50, maior a falta de confiança. No recorte por
tamanho, foram 36,1 pontos nas pequenas; 36 nas médias; e 38,3 nas grandes.
Do Brasil para o mundo
Carlos Miranda, CEO do BR Opportunities, conta como a Flores Online atraiu a atenção do fundo de private equity (grupo que investe
em empresas consolidadas e aprimora os resultados para posterior venda) e se associou ao americano 1-800-Flowers.com
Como foi o início?
Na época da fundação do Flores Online, Marcelo Casarini trabalhava na
Microsoft e se encantou com o início
do e-commerce. Começou a empresa
junto com a mãe, Fátima, já uma reconhecida florista, e o irmão Eduardo
– que se tornaria presidente da empresa. Como eram pequenos, conseguiram aprender todos os processos no
mesmo ritmo dos operadores logísticos que foram entendendo as particularidades do segmento.
O que chamou a atenção do BR
Opportunities na operação?
A especificidade do negócio. É algo em
que tanto o produto como a data – e,
às vezes, a hora da entrega – são perecíveis. Assim, a operação logística não
é simples, o que cria uma enorme barreira a novos empreendedores. Além
disso, é um negócio que consegue fazer entregas no mesmo dia da compra,
para mais de 600 cidades no Brasil.
Juntando isso tudo à vocação natural do empreendimento, de ser uma
“entregadora de emoções”, deu-nos
animação, porque são atributos que
permitem aumentar muito o escopo
de nossas ofertas e clientes.
Foto: Fernando Nunes
fundada há 17 anos, a flores
online é uma das pioneiras do segmento no brasil. superou os obstáculos logísticos iniciais, cresceu
junto com o varejo eletrônico no
país e consolidou-se com um cardápio variado: desde 2006 vende
kits de presentes, inclusive corporativos, compostos por itens que
vão de chocolates e bebidas até
perfumes e bichos de pelúcia. em
2012, ganhou novo impulso ao se
unir ao 1-800-flowers.com, um dos
maiores grupos do mesmo segmento nos estados unidos, e ao fundo
brasileiro de private equity br opportunities, fundado por carlos
miranda. ao jornal de negócios,
ele conta os motivos que o levaram a adquirir o empreendimento, que tem previsão de crescimento de 25% para 2015.
Qual é situação da empresa hoje?
São 106 funcionários e mais de 600
parceiros em todo o País, o que permite que a loja realize entregas no
mesmo dia em centenas de cidades
brasileiras. No ano passado, o Flores
Online faturou R$ 40 milhões e estima crescer 25% em 2015. Além de realizar vendas diretas para pessoa física,
também aposta no mercado corporativo. Para isso, há as áreas Vendas Corporativas e AdSales, que, juntas, deverão representar 40% do faturamento
neste ano.
Quais são os desafios?
O maior é capturar o novo cliente, já
nascido no ambiente da internet e
consumidor totalmente inserido no
universo do mobile. Ele não fica muito
tempo parado em frente ao computador, movimenta-se pela cidade, é conectado e precisa de respostas rápidas.
Acredito que não seja uma tarefa fácil
conquistar o jovem de 18 anos que, daqui cinco ou seis anos, já consumirá,
usando o próprio dinheiro.
Quais outros negócios estão
na mira do BR?
Somos focados em consumo. Acreditamos que o "boom" demográfico
irá alavancar o consumo, independentemente das crises econômicas
que ainda iremos passar. Prova disso é que, mesmo nessa época, nossos
negócios crescem, em média, acima
de 55% ao ano. Hoje temos, além da
Flores Online, Mãe Terra [empresa de produtos orgânicos e naturais]
e a Maremonti [rede de tratorias e
pizzarias em sociedade com o empreendedor Arri Coser, ex-Fogo de Chão e
atual NB Steak].
edição 258 | setembro de 2015 | 5
Confiança dos empreendedores é a mais baixa
No terceiro trimestre deste ano, a confiança de homens e mulheres empreendedores
é a menor da série histórica, segundo levantamento feito pelo Insper em parceria com
o Santander. O Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil
(IC-PMN) marcou 57,4 pontos, superando o recorde anterior – de 58,8 pontos, obtido no
segundo trimestre de 2009. A queda foi liderada pelo setor industrial, seguido pelo comércio.
Serviços foi o menos pessimista, entre os 1,28 mil pequenos e médios consultados.
NO
VI
DA
DES
Qualidade é
estratégica nas MPEs
Bruno Caetano,
diretor-superintendente do Sebrae‑SP
@bcaetano
[email protected]
www.facebook.com/bcaetano1
Quando o recuo do consumo parece longe de terminar, é hora das micro e pequenas empresas (MPEs) reagirem, seduzindo o consumidor de
tal forma que o convença a comprar.
Nesta edição do Jornal de Negócios,
mostramos que a qualidade é uma das
melhores estratégias para incrementar os resultados em tempos de cliente
temeroso em relação ao amanhã. Reportagem mostra que, no segmento
de flores e plantas ornamentais – cuja
previsão de crescimento chega a 8%
neste ano –, o apelo da beleza natural é encorpado por melhoramentos
genéticos realizados em laboratórios.
São inovações acessíveis para os produtores de pequeno porte e que valem
o investimento, porque chegam a alcançar preço 20% superior na comparação com as espécies tradicionais.
Como o varejo é diretamente impactado pelo mau desempenho da
economia, enfocamos a bola da vez
do segmento: a experiência de com-
pra, conceito de relacionamento com
os clientes que vem ganhando força.
A proposta é criar um diferencial que
atinja emocionalmente o consumidor e
deixe uma lembrança positiva, de qualidade, sobre todo o processo na relação entre lojista e cliente, da compra
ao pós-venda.
Outro destaque é a prospecção de
clientes que pode ser efetivada de várias
maneiras, desde usar a internet como
campo de busca e estimular a indicação até o compartilhamento de informações com empresas não concorrentes.
Tão importante quanto encontrar novos
compradores, é fidelizar os atuais. E, novamente, sem qualidade, não há como.
Para incentivar a demanda, nós nos
engajamos no Movimento Compre do
Pequeno, que enfatiza as vantagens
que todos têm ao comprar nas MPEs.
Vamos falar mais sobre o tema em outubro, quando comemoramos o Mês
do Empreendedor.
Boa leitura.
twitter abre espaço para
anúncios das pequenas empresas
A plataforma, com um bom número de anunciantes entre grandes
empresas e multinacionais, está ampliando seu leque. Com o
Twitter Ads, os pequenos empresários poderão se juntar a milhares
de usuários em todo o mundo, aumentando o alcance de suas
propagandas e as ofertas de produtos. Bem simples de usar, oferece
uma extensa alternativa de segmentação para que o empresário
anuncie e meça resultados de forma prática e objetiva.
microempreendedor individual
poderá recorrer aos procons
Os Microempreendedores Individuais (MEIs) poderão apelar aos
Procons – órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor
– para resolver conflitos sobre consumo de produtos e serviços.
Antes restritos às pessoas físicas, o atendimento é fruto de um
acordo de cooperação técnica entre o SEBRAE e a Secretaria Nacional
do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça. A medida vai
beneficiar os 5 milhões de MEIs do Brasil que, diante de conflitos
de consumo, ainda dispõem da plataforma: www.consumidor.gov.br
cobertura para exportações
tem demanda crescente
Micro, pequenas e médias empresas conseguiram um total de
US$ 606 mil em coberturas nas operações de exportação até meados
de junho. Foram vendidos itens como pallets de madeira, tecidos
e granitos para empresas de vários países, entre os quais: Estados
Unidos, México e República Dominicana. Os dados são do Ministério da
Fazenda. Pela demanda crescente, em breve, a iniciativa contemplará
o financiamento à produção. Para ter acesso ao Seguro de Crédito
à Exportação, o produtor precisa se cadastrar no site da Agência
Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S/A (ABGF).
6 | jornal de negócios
Busca por crédito registra terceiro recuo consecutivo
A demanda das empresas por crédito acusou queda de 0,5%, segundo dados da Serasa
Experian, na comparação entre junho e maio. O resultado marca a terceira queda mensal
seguida do indicador e reafirma as previsões de declínio da atividade econômica durante
o segundo semestre deste ano. Para economistas da entidade, a elevação contínua da taxa
Selic e os baixos níveis de confiança empresarial são fatores decisivos para entender a
retração do indicador que fotografa a demanda por crédito corporativo nos últimos meses.
Pequenas dominam 90%
do mercado de brindes
Conhecidos pelo poder de influenciar, esses itens podem ser importantes aliados das empresas
que buscam atrair clientes e novos mercados. Setor cresce em média 7% ao ano
A
desses itens. Mesmo em período de
crise, as que atuam com presentes
promocionais crescem e há mercados
a serem explorados.
Não por acaso. Pesquisa feita em
2014 pela Agência 96 mostrou que
Foto: Rubens Chiri
área de brindes se expande 7% ao
ano no País e figura como um terreno fértil em oportunidades para as
Micro e Pequenas Empresas (MPEs),
que representam 90% das fabricantes, distribuidoras e revendedoras
Rubens Bitelli Lorenzetti, sócio da Fantastic Brindes: expectativa é faturar R$ 250 mil por mês neste ano
76% dos entrevistados declararam
que as chances de efetuarem uma
nova compra aumentam após ganharem mimos relevantes da marca e ter
boa experiência com o produto adquirido. O dado comprova que, além de
deixar o cliente satisfeito e agradecido, o brinde deve ser tratado como estratégia para atrair novos consumidores e fidelizar os antigos. É, portanto,
um reforço de marketing importante.
Para atender essa demanda é preciso ajustar-se ao que o mercado pede.
“Hoje, os empresários estão preocupados em propiciar uma experiência ao
consumidor compatível com os conceitos que desejam divulgar. Assim, as
lembrancinhas que oferecem algum
tipo de interatividade ou que reforçam
os pontos positivos da marca são muito
apreciadas”, afirma Auli De Vito, presidente da Forma Promocional, a idealizadora e organizadora da feira Brazil
Promotion, uma das maiores do País.
A inovação é sempre uma forma
de chamar a atenção do consumidor
e criar empatia. Entretanto, segundo
De Vito, deve estar alinhada ao branding (gestão de marcas) e, sempre que
possível, agregar valor. Outro aspecto
a ser ressaltado é a atmosfera em que
o presente é inserido, que pode contribuir para uma experiência inovadora,
mesmo com produtos convencionais.
Embora considerados supérfluos
por alguns, e os primeiros a serem
cortados em políticas de contenção de
gastos, De Vito afirma que essa não é
uma boa estratégia durante as crises.
“Os brindes são conhecidos pelo poder
de influenciar o cliente no ponto de
vendas. Em momentos adversos, uma
campanha promocional bem planejada com presentes pode ser responsável por ganhos de mercado interessantes”, afirma. “Além disso, se existir
uma política estruturada de distribuição, de modo que o freguês seja im-
edição 258 | setembro de 2015 | 7
Classe C aperta o cinto, estoca e pede desconto
Levantamento da consultoria Nielsen mostra que as famílias brasileiras, especialmente as
da classe C, passaram a adotar diversas táticas para poupar recursos diante da crise: frequentam
menos o supermercado, levam lista de compras mais curta (cortando itens considerados não
essenciais, como cremes para pele, iogurtes e sucos) e, se há promoções, estocam. No consumo
nacional, o gasto dessas famílias encolheu de 48% em 2014 para 46% em 2015. Quatro a cada cinco
clientes pedem descontos, maior porcentual em relação a México, Chile, Argentina e Uruguai.
pactado com alguma frequência, há
uma tendência de que ele se torne leal
à marca”, completa.
Estratégia eficaz
Com a proximidade do fim do ano, as
empresas de lembrancinhas se preparam para dar conta das encomendas
corporativas e comemorativas. Segundo a consultora do Sebrae‑SP, Cássia de Freitas, a dica para as pequenas
empresas se darem bem nesse mercado é apostar no diferencial.
“Sempre que a MPE quiser entrar em
algum mercado, deve atuar na falha
das grandes organizações, ou seja, nas
brechas que estas não conseguem atingir. No setor de lembranças não é diferente”, destaca. Significa que, enquanto as maiores corporações trabalham
na quantidade, em linha de produção,
a menor deve focar na flexibilidade de
prazo e na personalização dos produtos
oferecidos. Ideias inovadoras também
podem ser um diferencial. “Mas isso só
se a empresa tiver esse perfil, não deve
ser algo imposto”, diz Cássia.
Para fazer sucesso nessa área, o empreendedor Rubens Bitelli Lorenzetti,
sócio da Fantastic Brindes, afirma que
é preciso investir em uma estratégia
agressiva de divulgação e relacionamento com clientes, mesmo em tempos de crise. Foi o que ele fez. Duplicou
os investimentos em marketing da
empresa no período da Copa do Mundo
de 2014, quando muitas companhias
estavam receosas sobre o sucesso do
evento e o legado que deixaria ao País.
“Em períodos difíceis, investir em
divulgação da marca é a melhor aposta para manter o negócio vivo. Sempre
haverá empresas interessadas em comprar lembrancinhas, se eu me mostrar,
elas me acharão”, afirma Lorenzetti. A
estratégia de divulgação da Fantastic
envolve participação em feiras e eventos, anúncios em catálogos impressos e
virtuais, além de banners em sites do
segmento, que segundo o sócio, rendem mais de 200 mil acessos por mês.
Hoje, com seis anos de mercado, a
Fantastic Brindes revende produtos
importados e também fabrica lembrancinhas personalizadas. Segundo Lorenzetti, a meta não é finalizar
o ano repetindo o sucesso de 2014,
quando o faturamento mensal ficou
na casa dos R$ 600 mil. “O período da
Copa foi atípico para a empresa, vendemos muito mais do que costumamos”, conta ele. Então, a expectativa
do empresário para 2015, mesmo com
as encomendas para as Olimpíadas do
ano que vem no Rio de Janeiro, é continuar crescendo, porém, faturando
algo em torno de R$ 250 mil. “É um
patamar de ganhos muito bom, pelo
cenário de crise”, diz Lorenzetti.
O poder dos
presentes promocionais
LEMBRANÇA
88% dos entrevistados confirmaram: “Sim, ter a lembrancinha
por perto me faz recordar a marca que me presenteou”.
EXPERIMENTAÇÃO
57% dos entrevistados trocariam de marca na hora da
compra se o concorrente oferecesse um brinde atrativo.
Entre os adultos (homens e mulheres entre 35 e 40 anos),
esse porcentual sobe para 61%.
FREQUÊNCIA
56% dos consumidores compram frequentemente o produto
para garantir a coleção, se o mimo for colecionável e atrativo.
Desafios do setor
Entre os desafios do mercado, Lorenzetti afirma sofrer com a falta de mão
de obra especializada e disponível. “A
maior parte do nosso trabalho passa pelo manuseio dos produtos para
embalar, personalizar e entregar aos
clientes. Operamos com muitos terceirizados e sofremos para encontrar
profissionais de qualidade”, afirma.
Para incentivar os colaboradores que
prestam bons serviços, a empresa
orienta as parceiras a remunerar melhor os trabalhadores que se destacam, para mantê-los no emprego.
Já o presidente da Forma Promocional aponta a ausência de normas para
criar processos adequados nas empresas de brindes como um dos desafios
do setor. “Outro aspecto está ligado ao
treinamento dos contatos comerciais
desses fornecedores, que poderiam
ter mais conhecimentos nas áreas de
marketing e promocional”, afirma De
Vito. Apesar dos desafios, a feira Brazil
Promotion acompanha o crescimento
do setor ano a ano. “Tivemos 240 estandes e mais de 12 mil visitantes únicos na última edição. A expectativa é
de manutenção, em 2015, da performance do ano passado ou um pequeno
crescimento da ordem de 5%”, aponta.
RECOMPENSA
76% afirmam ainda que, depois de ganhar um presente
relevante de uma marca moderna e ter boa experiência com
o produto, uma nova compra é bastante provável.
PREFERÊNCiA
Fonte: Agência 96
45% tornam-se fiéis a uma marca que oferece brindes relevantes.
8 | jornal de negócios
Rendimento de empregados nas MPEs tem queda
Os salários pagos pelas micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas estão
encolhendo, segundo a pesquisa Indicadores do Sebrae-SP. De janeiro e maio
de 2015, o segmento teve expansão de 1,2% no contingente de pessoal ocupado,
diante do mesmo período de 2014. Nos mesmos meses, a folha de pagamentos
recuou 1,4% (descontada a inflação), em relação ao ano anterior. Para o segundo
semestre de 2015, 60% dos donos de MPEs aguardam estabilidade no faturamento.
Nota fiscal deve
informar carga tributária
Medida está em vigor desde janeiro e atinge também micro e pequenas
empresas, que precisam se adaptar
é
obrigação dos estabelecimentos
comerciais, desde janeiro, discriminar na nota fiscal os impostos pagos por produtos e serviços. A determinação do governo federal, por meio da
Lei do Imposto na Nota (nº 12.741/12)
tem por objetivo deixar claro para o
consumidor a carga tributária que incide sobre a compra.
A norma vale para empresas de todos os portes. A exceção fica apenas
com o Microempreendedor Individual
(MEI), que tem a opção de não disponibilizar a informação no ato da compra.
Para os demais negócios, algumas
orientações devem ser respeitadas.
Na nota fiscal, o comerciante deve
informar, em termos porcentuais ou
em valores, o tributo que incide sobre
aquela venda para o consumidor final.
Caso um produto custe R$ 100 e a carga
tributária seja de R$ 25, por exemplo,
a nota deve citar, então, que o imposto
sobre aquele produto é de R$ 25 ou 25%.
Já quando se trata da comercialização
de mais de um produto ou serviço,
informa-se o total de carga tributária
incidente naquele conjunto de mercadorias – e não separadamente.
A empresa que não cumprir com a
determinação poderá sofrer penalidades previstas no Código de Defesa do
Consumidor, que vão de multa a interdição do estabelecimento.
O QUE ENTRA
No cálculo de tributos a ser informado
na nota fiscal, entram diversos impostos, como IPI, PIS, Pasep, Cofins, ICMS,
ISS e, para alguns casos, IOF e Cide.
Para os empreendedores optantes do
Simples Nacional, esse cálculo pode
ser mais básico. Isso porque essas empresas podem informar apenas a alíquota do regime tributário do próprio
negócio. Um comércio que fatura até
R$ 180 mil em um ano tem alíquota
de 4%, segundo a tabela do Simples.
Assim, esse deverá ser o porcentual informado ao consumidor na nota fiscal.
Caso exista alguma incidência anterior, como IPI e substituição tributária,
é preciso também somá-la ao cálculo.
“A micro e pequena empresa recolhe o imposto sobre o faturamento e
não sobre cada produto. Então, o que
vale, na verdade, não é o que o empresário vendeu, mas o faturamento total
que está recolhendo”, explica o consultor do Sebrae‑SP João Carlos Natal.
Algumas soluções podem ajudar a
cumprir a norma. O empresário tem
a opção de solicitar a atualização do
software de emissão da nota, incluindo, assim, o imposto incidente. Outra
alternativa é afixar no estabelecimento
comercial um painel visível a todos os
consumidores com a carga tributária
estimada para cada mercadoria paga.
Apesar de essa última medida ser
simples, o proprietário do Mercado
Saga, em São Paulo, Oswaldo Kiyoshi,
preferiu atualizar o software da nota
fiscal. “Como não paguei nada a mais
pela adaptação, achei melhor essa
saída porque o consumidor pode analisar as informações com calma na nota.
Na placa, pode ser que ele não veja.”
Em seu mercado, Kiyoshi está
implantando a atualização nos três
caixas. A obrigatoriedade de discriminar o imposto não foi sua única
motivação. “Muitos consumidores
pediam a Nota Fiscal Paulista, mas
não tínhamos um sistema para isso.
Fazíamos a notinha à mão e enviávamos para o contador. Agora, fica
mais fácil e rápido, e o cliente tem
mais confiança.”
Esse pedido faz parte do Programa
Nota Fiscal Paulista, do governo estadual, pelo qual, informando o número do
CPF, o consumidor recebe de volta parte
do ICMS recolhido. Para disponibilizar
essa opção sem recorrer à nota fiscal
manual, Kiyoshi atualizou o software
utilizado nos caixas, adaptando-o para
o programa e para a legislação do imposto discriminado.
Segundo Natal, o empreendedor
também ganha com a norma. “Essa informação é importante dentro da gestão do negócio. Ao ter clareza sobre esse
dado, o empresário pode avaliar o peso
da alíquota dentro da formação do preço
de venda do produto ou serviço. Assim,
essa parte não fica apenas sob a responsabilidade do contador”, assinala.
AJUDA NOS
CÁLCULOS
A Calculadora Sebrae é mais
uma alternativa para auxiliar
o empresário no cumprimento
da legislação federal sobre
discriminação do imposto na
nota fiscal. Com essa ferramenta,
é possível obter dados para
informar o valor estimado da
carga tributária sobre produtos
e serviços comercializados. Ela
soma a alíquota que incide sobre
a faixa de receita do Simples
Nacional (conforme a atividade
exercida pelo empresário) e o
valor médio pago de substituição
tributária (com base em estudos
do SEBRAE e de instituições
de pesquisa especializadas).
Está disponível no site do
Sebrae‑SP, com instruções
de uso. Basta fazer o download
da calculadora, abrir o arquivo no
Microsoft Excel e habilitar a planilha
para editar. Depois, é só selecionar
a unidade federativa, a atividade,
o regime de tributação e a faixa
de receita. Em seguida, clique em
“Calcular Tributo” e em “Gerar o
jornal de
negócios
O vídeo mostra como funciona
a Calculadora Sebrae:
http://sebr.ae/sp/calculadora
Cartaz” e você terá um painel com as
informações necessárias para afixar
no estabelecimento comercial. Para
saber mais, entre no link:
http://sebr.ae/sp/imposto-nf
edição 258 | setembro de 2015 | 9
Comércio tem o pior primeiro semestre em 2015 desde 2002
Com expansão de 2,6% entre janeiro e junho deste ano, o varejo nacional fecha o período
com o pior resultado desde 2002, segundo dados da Serasa Experian. O setor de veículos
puxou o recuo, com retração de 12,5%, seguido por material de construção, cuja queda
foi de 7,1%. “É resultado da conjuntura econômica que começou a se deteriorar no ano
passado, com os aumentos da inflação, da taxa de juros e, agora, mais recentemente,
do desemprego”, diz o economista da entidade, Luiz Rabi.
Agenda de Feiras
Setembro
Rodeio de Limeira
Quando: 4 a 12 de setembro
Onde: Espaço Rodeio de Limeira | LIM 369, Km 1, Caixa Postal 462
Informações: (19) 3702-6105
www.festadopeaolimeira.com.br
11ª Beauty Fair – 2015
Quando: 5 a 8 de setembro
Onde: Expo Center Norte | R. José Bernardo Pinto, 333
São Paulo-SP
Informações: www.beautyfair.com.br
Exposição Municipal Agropecuária Comercial
e Industrial de Avaré (Emapa)
Quando: 8 a 14 de setembro
Onde: Parque de Exposições Fernando Cruz Pimentel
R. Doutor Fernando Cruz Pimentel | Avaré-SP
Informações: (14) 3733-1549
XLIV Congresso Brasileiro
de Engenharia Agrícola
(Conbea 2015)
Quando: 13 a 17 de setembro
Onde: Hotel Fazenda Fonte da Colina Verde
R. Veríssimo Prado, 1.500 | São Pedro-SP
Informações: (16) 3203-3341
www.sbea.org.br/sbea
53ª Feira internacional
e equipamentos, produtos, serviços,
alimentos e bebidas para hotelaria
(Equipotel – 2015)
Quando: 14 a 17 de setembro
Onde: Anhembi | Av. Olavo Fontoura, 1.209 | São Paulo-SP
Informações: www.equipotel.com.br
Alimentaria Brasil 2015
(feira internacional de alimentos e bebidas)
Quando: 15 a 18 de setembro
Onde: Anhembi Parque | Av. Olavo Fontoura, 1.209
São Paulo-SP
Informações: (11) 3060-5000
www.facebook.com/AlimentariaBrasil
30ª Feira Internacional de Logística
(Movimat – 2015)
Quando: 15 a 17 de setembro
Onde: Expo Center Norte | R. José Bernardo Pinto, 333
São Paulo-SP
Informações: www.expomovimat.com.br
8ª Mobile Payment – As melhores práticas
em Mobile Payment, Commerce e Banking
Quando: 16 a 17 de setembro
Onde: Hotel Transamérica | Av. das Nações Unidas, 18.591
São Paulo-SP
Informações: www.mobilepayment.corpbusiness.com.br
16ª IHRSA / Fitness Brasil – 2015
Quando: 17 a 19 de setembro
Onde: Transamérica Expo Center | Av. Doutor Mário Vilas
Boas Rodrigues, 387 | São Paulo-SP
Informações: www.fitnessbrasil.com.br
2º Congresso Estadual da Mulher Empresária
Quando: 18 de setembro
Onde: Palácio de Convenções Anhembi | Av. Olavo
Fontoura, 1.209 São Paulo-SP
Informações: (11) 99824-7989
De 14 a 18 de setembro
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Comércio Varejista e aqueça
as vendas da sua loja!
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Semana do Comércio Varejista:
quem quer crescer, vai!
10 | jornal de negócios
Inadimplência com cheques é a maior em seis anos
A devolução de cheques por insuficiência de fundos foi a maior registrada em maio nos
últimos seis anos. As informações são do Indicador Serasa Experian de Cheques sem
Fundos. Em abril, o índice chegou a 2,26%. No mesmo período de 2014, o porcentual era
de 2,17%. O registro também foi o terceiro maior desde o início da série histórica, em 1991.
Apenas maio de 2006 (2,37%) e maio de 2009 (2,52%) foram piores. Para os economistas
da Serasa Experian, inflação, juros e desemprego em alta seriam as causas do aumento.
O
.
C
NO NEGÓ
. 5
CO
P
E
T
Q
EN
UE
MOVIM
O
mobilização da sociedade
A valorização da mão de obra local é só
um dos aspectos estimulados pela opção de compra no menor empresário.
Essa atitude também auxilia a comunidade, já que o dinheiro circula mais
nos bairros, dinamizando-os – não só
nos grandes centros comerciais.
I
E
lecimento não passe em branco na
data”, explica.
Para mostrar a devida relevância
desses negócios, o Movimento Compre do Pequeno Negócio reforça aspectos como a proximidade dos estabelecimentos com casa, trabalho e lazer
dos consumidores. A oportunidade de
emprego também é um ponto ressaltado pela campanha, lembrando que
milhões de trabalhadores tiveram a
primeira chance em um empreendimento de menor porte.
ENTRE NESSA CORRENTE
PELAS REDES SOCIAIS
O
D
UTUBRO
buindo melhor a renda pelo território
nacional. Juntas, as MPEs respondem
por 27% de toda a riqueza produzida
em território brasileiro, o Produto Interno Bruto (PIB).
A campanha terá como marco a
data 5 de outubro, quando é celebrado o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. Até lá, a ideia é espalhar
e promover esse comportamento por
todo o País. Para levar essa mensagem ao público, o Sebrae‑SP preparou
diversas ações, como treinamento
de empresários, distribuição de material informativo e adesivos, como
explica o gerente de Inteligência de
Mercado, Eduardo Pugnali. “Faremos uma série de capacitações para
o empresário pensar estratégias que
possam ser feitas visando ao movimento, como promoções e mudanças
de vitrines, de modo que o estabe-
MPRE DO
O Movimento Compre do Pequeno Negócio também
está nas redes sociais. Para divulgar e compartilhar
registros, os consumidores e donos de micro e
pequenos empreendimentos podem postar selfies
e depoimentos acompanhados das hashtags
da campanha: #eucomprodopequenonegocio;
#compredequemvoceconhece;
#compredequemestapertodevoce; #compredopequeno.
OU
TUBRO
.
NO NEGÓ
. 5
C
I
O
alorizar os pequenos empreendimentos e, com isso, contribuir para
os desenvolvimentos local e nacional:
esse é o objetivo do Movimento Compre do Pequeno Negócio. Apoiada pelo
Sebrae‑SP, a inciativa desenvolve diversas ações com o objetivo de conscientizar
as micro e pequenas empresas (MPEs) e
os consumidores sobre a importância de
priorizar e incentivar a compra em estabelecimentos menores e de bairro.
Melhoria da qualidade de vida na
região, geração de novas oportunidades na vizinhança, aquecimento do
mercado de trabalho, desenvolvimento
da comunidade e estímulo à inovação
são alguns dos benefícios que a compra
em pequenos negócios pode gerar.
O movimento vê nesses pequenos
empreendimentos o futuro do País.
Isso porque essas empresas geram 52%
dos empregos formais no Brasil, distri-
E
UE
Q
O
CO
P
E
T
V
EN
Campanha apoiada pelo Sebrae‑SP estimula consumidor a comprar
das MPEs, desenvolvendo as economias local e nacional
D
MOVIM
Movimento nacional
valoriza o pequeno
MPRE DO
A campanha deve contar com a
participação efetiva dos empreendedores, que exercem papel importante
na hora de transmitir essa mensagem para os clientes, indica Pugnali.
“O Movimento não está direcionado
apenas a micro e pequenas empresas,
também visa dar o devido valor para
o consumidor. Queremos falar com
o cliente do nosso cliente. A ideia é
que essa seja uma mobilização da sociedade para que, cada vez mais, os
consumidores valorizem os pequenos negócios que estão no entorno,
reconhecendo que eles, de fato, são o
motor da economia.”
Mais informações sobre o Movimento Compre do Pequeno Negócio podem ser obtidas no site
w w w.compredopequeno.com .br,
bem como nos Escritórios Regionais
do Sebrae‑SP.
edição 258 | setembro de 2015 | 11
Crise aumenta procura por consertos em veículos
Dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo
(FecomercioSP) apontam que, nos últimos meses, os ajustes na economia têm provocado aumento
nos gastos com consertos de veículos. Segundo a Pesquisa Mensal do Comércio Varejista (PCCV),
as lojas de autopeças tiveram alta de 2,5% em abril diante do mesmo período de 2014. Na cidade
de São Paulo – maior mercado consumidor do Estado –, a expansão nas vendas desses itens
foi de quase 25%. Já as vendas de veículos, no mesmo intervalo de tempo, caíram 5%.
Faça render o seu tempo
Saber administrar bem a agenda ajuda o empreendedor a reduzir problemas, concluir tarefas pendentes e manter o negócio saudável
Use pastas organizadoras – Saber
onde estão exatamente os papéis de
que precisa ajuda a economizar minutos preciosos. Uma boa dica é adotar
pastas sanfonadas, de preferência com
30 arquivos de plástico. A intenção é
destinar cada espaço para um dia do
mês, colocando ali tarefas que não po-
Definindo prioridades
Diminua o número de reuniões – Segundo Barros, é comum entre os empresários a realização de reuniões improdutivas, que não resolvem muita
coisa. Se for mesmo necessária, programe o encontro com uma pauta bem
definida e previsão de início e fim.
“Além disso, gerencie o tempo no encontro, estabelecendo, ainda, metas e
objetivos posteriores”, comenta.
SINAIS DE ALERTA
Algumas pistas podem sinalizar se o
empresário tem alguma dificuldade
para gerenciar o tempo de forma adequada. “O primeiro indício é quando ele trabalha arduamente todos os
dias, a empresa não dá resultados e
o empresário não consegue enxergar
quais são os problemas. Pode ser sinal
de que ele não esteja fazendo a gestão
do negócio, justamente por não conseguir organizar o tempo”, assinala o
consultor do Sebrae‑SP.
Barros compara o problema à pressão alta. “Assim como ela, a má gestão do tempo é uma complicação que
você não percebe que tem. Só constata
quando há uma crise”, observa ele.
A boa administração do tempo traz
resultados valiosos, segundo o consultor, como redução do estresse na
empresa, resolução de problemas e tomada de decisões mais efetivas. Além
disso, resolvido esse gargalo, o empresário cria condições para ter um olhar
mais inovador para os seus negócios.
O consultor reforça, ainda, que o
empreendedor não pode deixar de
lado a participação na atividade-fim
do negócio. “A empresa começa a crescer e, se ele perde o contato com a sua
base, é mais fácil de o negócio ruir.”
Uma dica simples para definir as prioridades do dia é seguir a matriz
de urgência, conforme a ilustração. Nesse quadro, o empresário pode
dividir e elencar quais atividades são prioridades ou não.
•N
o quadrante de tarefas urgentes e importantes, devem ser
colocados aqueles problemas inadiáveis, imprevistos de risco
e projetos com prazo apertado.
• J á no eixo de ações não urgentes, mas importantes,
o empreendedor pode inserir estratégias, planejamentos,
treinamentos e ações preventivas.
•N
o quadro de atividades não importantes, mas urgentes,
entram interrupções, telefonemas, reuniões e tarefas que podem
ser delegadas a outras pessoas.
•E
, por fim, no quadrante de ações não importantes e não urgentes
estão, por exemplo, conversas triviais, tarefas agradáveis e quaisquer
atividades que resultem em perda de tempo.
urgentes
importante
Telefonemas – No começo do dia, liste
todas as ligações que precisará fazer ao
longo do período, levando em conta as
prioridades (as mais importantes em
primeiro lugar) e os horários. Encaixe
as ligações recebidas fora da programação entre as já anotadas. O essencial
é não perder o controle do planejado no
início do dia para não encadear uma
série de imprevistos e interrupções.
dem atrasar e contas a pagar. Assim, o
empresário utiliza a pasta como uma
agenda, abrindo-a diariamente para
checar as responsabilidades do dia.
Não
importante
C
om um time enxuto, micro e pequenas empresas colocam um desafio a mais nas mãos de seus proprietários: sem ter a quem delegar, muitas
vezes, eles precisam se desdobrar para
dar conta das tarefas. Nesse cenário,
administrar bem o tempo para conseguir cumprir a agenda parece uma
missão impossível.
A boa notícia é que existem meios
para garantir agilidade. “O empreendedor costuma dizer que não tem tempo para fazer tudo. Na verdade, o que
falta é senso de organização”, afirma
o consultor do Sebrae‑SP, Ruy Barros.
De acordo com ele, o passo inicial
é ter a atitude de querer organizar o
dia a dia do negócio. “Uma estratégia
é usar listas e colocar no papel o que
tem a fazer. No decorrer do dia, conforme apareçam novas atividades, o
empreendedor deve acrescentá-las na
relação e estabelecer quais merecem
primeiro a sua atenção. Assim, ele determina prioridades e usa o tempo da
melhor maneira para resolver tudo o
que precisa”, explica. Veja mais algumas dicas práticas:
não
urgentes
crises
metas e
planejamentos
interrupções
distrações
Fonte: Sebrae‑SP, SB Coaching, Tech Center
12 | jornal de negócios
Mais brasileiros querem ter o próprio negócio...
Pelo menos 38,5 milhões de brasileiros sonham em abrir a própria empresa. O dado faz
parte do levantamento do Instituto Data Popular, que mapeou a intenção em 28% dos entrevistados.
Em 2013, 23% expressou a mesma intenção. Entre os interessados, 78% estão se preparando,
seja pesquisando a área almejada (38%), seja economizando (28%), seja estudando (12%).
“Os brasileiros enxergam no empreendedorismo uma iniciativa para garantir mais renda
e um bom futuro para a família”, diz o presidente do Data Popular, Renato Meirelles.
Flores de laboratórios,
uma tendência
Pequenos agricultores podem recorrer a material genético
melhorado para produzir novidades cada vez mais belas e resistentes
D
e encanto fácil, as flores têm um
poder de atração natural, fazendo
girar, no Brasil, um mercado de R$ 5,7
bilhões no ano passado, segundo o
Instituto Brasileiro de Floricultura
(Ibraflor). Enquanto a economia nacional registra queda na maioria das
atividades, o setor espera elevação de
8% no faturamento este ano.
Em São Paulo, a expectativa de bons
negócios é grande. O Estado é o maior
produtor do País, com cerca de 30% do
segmento, tornando a região mais do
que um polo de plantio, uma vitrine
estratégica. Neste mês, a chegada da
primavera impulsiona ainda mais esse
mostruário das tendências. Os que operam no segmento contam com as feiras
e exposições para conhecerem as novas
plantas que ganharam melhorias de cores, tamanhos, formas e durabilidade.
A inovação consiste, basicamente,
em chegar a um novo tipo de planta
com a manipulação do material genético e reprodução em laboratório. Para
quem compra mudas melhoradas,
cultivo, ajuste e colheita de resultados
levam, aproximadamente, um ano e
meio de trabalho.
Alma do negócio
O Grupo Swart, grande produtor e referência nacional no cultivo de rosas
de corte e kalanchoes, não abre mão
da estratégia, comenta o diretor Victor
Villa Nova. “A inovação é a alma do
negócio nessa área. A vantagem para o
produtor é levar para o consumidor a
novidade e não ter tanta concorrência
no início, podendo agregar mais valor
aos itens comercializados”, conta. A estratégia tem impacto positivo no bolso
de quem a cultiva. Segundo Villa Nova,
as flores que têm melhorias genéticas
chegam a ser comercializadas com valor 20% superior às convencionais.
A estratégia também pode fazer
parte da realidade dos pequenos. É o
caso do orquidário familiar Colibri Or-
que compram, geralmente, em eventos
específicos, que oferecem tipos raros ou
especiais. Por isso, trabalhar com melhoramento das flores se tornou vital
para a companhia de Lúcia. “Lidamos
com espécies que não são facilmente encontradas em floriculturas e que, além
disso, são mais simples de cultivar.”
O trabalho feito no Colibri Orquídeas tem o objetivo bem definido. “Não
adianta ter uma planta espetacular,
mas de difícil cultivo. Nós não tentamos sofisticar a flor, mas domesticá-la". Segundo Lúcia, a evolução feita
em uma espécie une as melhores
São Paulo é o maior produtor do País,
com cerca de 30% do segmento
quídeas, localizado em São Lourenço
da Serra (SP). A propriedade nasceu em
1998, já de olho em oferecer aos clientes mais do que plantas convencionais, como explica uma das proprietárias, Lúcia Morimoto. “Fomos ao Japão
estudar a parte de melhoramento, de
reprodução de orquídeas em laboratório e, ao retornarmos, aprimoramos os
conhecimentos. E, então, vislumbramos o segmento de exposições", conta.
Segundo a empresária, 70% dos clientes do orquidário são colecionadores
qualidades de orquídeas diferentes.
“A vantagem é que o modelo que adotamos cabe em nossa propriedade,
já que para fazer uma produção em
grande escala precisaríamos de uma
área bem maior. Conseguimos sobreviver porque oferecemos uma grande
variedade, mas em pouca quantidade
e conseguimos, assim, trazer mais valor para o nosso trabalho", conta Lúcia.
A tentativa de inovar é importante
aliada de pequenos, explica o consultor do Sebrae‑SP Fábio Brass. “Buscar
novidades como variedades, plantas
em evidência na mídia ou mesmo
explorar espécies ornamentais ainda
‘inéditas’ podem incentivar o consumo e destacar o item”, recomenda.
Eventos importantes
O processo de produzir exemplares melhorados pode ser feito internamente,
com estrutura adequada para a intervenção genética, ou comprando de terceiros, como indica o sócio-proprietário
da Hórtica Consultoria e Inteligência
de Mercado, Hélio Junqueira. “O material básico, geralmente, é desenvolvido e comercializado por empresas e
breeders [melhoristas] internacionais,
principalmente da Holanda, Japão e Estados Unidos. Para o acesso a materiais
genéticos novos e de primeira linha, o
agricultor deve entrar em contato com
fornecedores estrangeiros, solicitando
catálogos e informações técnicas e comerciais”, orienta.
Os eventos e exposições do setor
são um bom caminho para contatar
essas companhias. A pequena e charmosa Holambra, no interior paulista,
é reconhecida como ponto de encontro dos empresários e consumidores
de plantas ornamentais. A cidade,
além de grande produtora, é palco
de três importantes eventos, obrigatórios nas agendas dos empresários
edição 258 | setembro de 2015 | 13
... e Região Norte tem maioria dos candidatos a empreendedores
A pesquisa do Data Popular mostra que a Região Norte detém a maior concentração dos que têm
vontade de empreender (55%). Em seguida, vêm as regiões Nordeste (33%), Sul (26%), Centro-Oeste
(24%) e Sudeste (24%). Homens predominam entre os candidatos a empresário, com 53%. A classe
média lidera (50%), seguida pela alta (28%) e pela baixa (22%). Jovens de 18 e 35 anos são o maior
grupo (54%). Depois, os de 36 e 45 anos (19%), e maiores de 46 anos (27%). Na formação escolar,
ensino fundamental é a maioria (50%). Depois, médio completo (37%), e superior (13%).
interessados em investir em descobertas, sugere Junqueira. Em julho, a
Hortitec apresenta itens comerciais e
abre espaço para negociações de testes em campo para validar lançamentos, assim como levar propostas de
material genético. No mês seguinte, o
Enflor apresenta novidades para lojistas, decoradores, designers e artistas.
Em setembro, é a vez de mostrar para
o grande público consumidor as tendências de mercado, na Expoflora.
O Grupo Swart, por exemplo, participa desse último evento levando, neste
ano, os kalanchoes de corte, com pequenas flores, de caule longo e resistentes
ao etileno, o hormônio que envelhece as
plantas – fruto do processo de melhoria
investido pela empresa. De acordo com
Villa Nova, o valor aplicado na novidade retorna, geralmente, em seis meses
após o lançamento e comercialização.
Para tomar a decisão de aplicar em
melhorias, o consultor do Sebrae‑SP
Fábio Brass recomenda: “Existe a
pressão do mercado querendo ver o
setor inovar e atrair o consumidor.
Somente pela beleza notória das plantas, a reação não é relevante, é preciso
fazer mais para se manter e crescer.
Para se diferenciar, é necessário saber
que qualquer mudança pode impactar tanto nas despesas para produção,
quanto nas rotinas da lavoura. É indispensável planejar, analisar e colocar tudo na ponta do lápis”, sugere.
Passo a passo
para investir em
novidades
Para produzir flores e plantas
ornamentais que passaram
por melhorias, pode-se recorrer
a diversos materiais genéticos,
como sementes, mudas e bulbos.
O empresário interessado em
Foto: Rubens Chiri
comprar de terceiros a novidade
precisa seguir, basicamente,
o caminho abaixo, segundo
o consultor Hélio Juqueira:
1. Conheça o mercado
O produtor deve contatar
consumidores potenciais, varejistas
e atacadistas para saber quais
são as variedades e tendências
em alta. Feiras e exposições são
bons canais de contato.
2. Analise a viabilidade
O interessado em novidades
precisa fazer um estudo de aptidão
climática e ecológica da região.
É preciso checar se a propriedade
tem condições de fazer a adaptação
do cultivo. É preciso visualizar
se vale a pena, assim como as
escalas e períodos de cultivo.
3. Faça um plano de negócios
A logística deve estar apta, bem
como os preços a serem cobrados,
formulando, de preferência, um
planejamento para todo o processo.
4. Negocie
Na hora de fechar o acordo
comercial com a empresa que
fornecerá o material genético,
estude como será feito o pagamento
de royalties da variedade inovadora
e negocie previamente para
não ter problemas no futuro.
Lúcia Morimoto, da Colibri Orquídeas: "Trabalhamos com espécies que não são comumente encontradas nas casas especializadas"
14 | jornal de negócios
Crédito para os pequenos deve alcançar R$ 1,5 bilhão até dezembro...
As previsões de microcrédito do Banco do Brasil (BB) somam R$ 1,5 bilhão ao longo
deste ano. Focados nos empreendedores informais (pessoas físicas), individuais e micro e
pequenas empresas, os financiamentos se destinam ao capital de giro e investimentos como
aquisição de mercadorias. Em 2014, foram liberados R$ 2,1 bilhões, com predominância
de transações – 66% – no segundo semestre. Até junho de 2015 foram contratados R$ 570
milhões. A expectativa do BB é que, até dezembro, seja liberado R$ 1 bilhão.
“Experiência de compra”,
adote esse diferencial
Conceito explora o estímulo sensorial e formas de relacionamento
com clientes para fortalecer a marca e aumentar as vendas
A
enriquecer a vida de seu cliente. “Para
isso, não basta vender algo. É preciso
estimular os sentidos e as formas de
relacionamento com o consumidor,
deixando que ele decida pela compra
por valores relacionados aos sentimentos, e não pela simples razão”, explica.
O assunto é tão importante que ganhou espaço nas últimas edições da
National Retail Federation (NRF), evento que acontece anualmente em Nova
York (EUA) e é referência mundial para
as tendências do setor varejista.
Adotar esse conceito significa criar
um diferencial para a empresa diante
dos consumidores com maior poder de
decisão. Hoje, eles são acirradamente
disputados, até mesmo pelas lojas on-
Foto:Rubens Chiri
bola da vez no varejo atende pela
expressão “experiência de compra”. Ela exprime um conceito de relacionamento com os clientes que vem
ganhando força. A proposta é criar
um diferencial que atinja emocionalmente o consumidor e deixe uma lembrança positiva em todo o processo na
relação entre lojista e cliente, desde o
ato da aquisição até o pós-venda. Adequar essa nova ideia à pratica é um
dos desafios atuais dos varejistas.
Para começo de conversa, é preciso entender e sentir o conceito desse
novo termo. Segundo o consultor do
Sebrae‑SP Jean Fábio de Oliveira, experiência de compra é uma forma de
a empresa demonstrar como ela pode
Marcelo Dória, da Depósito da Lingerie, encomendou uma fragrância personalizada para o ambiente da loja
line, e expostos a um volume de informações, tornando-os mais seletivos. O
lojista que dá atenção a isso se destaca dos concorrentes e, assim, atrai os
clientes interessados em quem atenda
melhor às suas expectativas emotivas
e experiências com os produtos ou serviços disponibilizados.
Teoria na prática
Foi o que notou o proprietário do Depósito de Lingerie, Marcelo Dória.
Após implantar o novo conceito em
suas lojas, ele sentiu o efeito nas vendas. As dez unidades do Depósito da
Lingerie avançaram em fidelização de
clientes, taxa de conversão (a pessoa
que entra na loja e compra) e tíquete
médio. Para ele, isso é a consequência
do aumento do nível de satisfação do
público-alvo. Focado na inovação, ele
afirma: “Queremos evoluir de forma
qualitativa”.
As mudanças começaram a partir
de 2014, após sua participação na NRF
e as visitas técnicas que fez em lojas de
Nova York com um grupo do Sebrae‑SP.
O empresário notou que os estabelecimentos de lá tinham o conceito de
experiência de compra bem desenvolvido. Ao voltar, ele fez algumas adaptações para seguir o mesmo caminho.
Além de praticar preços competitivos
e suas lojas estarem localizadas em
pontos de fácil acesso, deu maior atenção ao ambiente do ponto comercial e
treinamento dos vendedores.
Entre as novidades adotadas, o empresário colocou nas dez unidades,
todas localizadas na zona leste de São
Paulo, um painel descritivo com a história do bairro, uma forma de reforçar
o vínculo afetivo entre a loja e a consumidora daquela região.
Ao entrar no estabelecimento, ela
encontra café fresquinho e ambiente
agradável, e é recebida por um cumprimento atencioso da vendedora: “Olá,
bom dia/boa tarde/boa noite, seja bem-vinda ao Depósito da Lingerie, meu
nome é..., qualquer coisa, é só me chamar”. É papel da atendente também
estimular a cliente a tocar nas peças, a
fim de incentivar o tato. Para caprichar
no atendimento, o time da Depósito
da Lingerie passa por treinamento frequente, numa sala batizada por Dória
de “Universidade da Lingerie”.
Depois de uma pesquisa com clientes e vendedoras, o empresário descobriu a fragrância que mais agradava
e encomendou a um químico a tal
essência. Agora, manda fazer os produtos de limpeza com esse aroma,
para que o ambiente tenha um cheiro
característico. O objetivo das estratégias adotadas por ele é estimular os
cinco sentidos: tato, olfato, visão, audição e paladar. “Quem não vende um
conjunto de atributos com qualidade
tende a ter sérias dificuldades de se
adaptar no varejo”, comenta.
jornal de
negócios
No vídeo, confira dicas da Loja
Conceito Sebrae-SP do Brás para
aprimorar seu comércio:
http://sebr.ae/sp/experiencia
edição 258 | setembro de 2015 | 15
...com orientações de gestão do Banco do Brasil
No Programa Crescer de Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), o Banco do Brasil (BB)
oferece um diferencial para os negócios de pequeno porte: orientação na administração feita
por agentes de crédito. Segundo o diretor-geral da Unidade de Negócios Sociais e
Desenvolvimento Sustentável do BB, Asclepius Ramatiz Lopes Soares, o serviço se torna
relevante para aqueles que aproveitam a crise para empreender. A linha é dirigida aos
microempreendedores e microempresas com faturamento de até R$ 120 mil por ano.
Ambiente do estabelecimento
Um novo
jeito de
vender o
seu peixe
ÿ Criar uma identidade visual, sobretudo com cores que
se comuniquem com o tipo de cliente atendido.
ÿ Estabelecer uma atmosfera de conforto para o cliente, com
iluminação, sonorização e aromas próprios da loja.
ÿ Determinar formas de entretenimento ao cliente, mantendo-os
mais tempo dentro da loja.
Dicas para oferecer
uma experiência de
compras "nota 10"
Atendimento
ÿ Adotar uma abordagem exclusiva e personalizada, focada no tipo
de cliente que deseja atingir.
ÿ Os profissionais de vendas deverão entender de gente – conhecer
seus gostos, preferências, tendências e comportamentos.
ÿ Customizar os serviços, pois serão o grande diferencial para as
lojas físicas.
Qualidade de produto e serviço
ÿ Vivemos a era da democracia do luxo, ou seja, os consumidores
têm poder de compra e querem produtos e serviços que não
conseguiam obter antes. Mas, diante da concorrência com
preços semelhantes, a qualidade é o valor que faz a diferença na
experiência de compra.
ÿ Os consumidores de hoje têm vontades e desejos exclusivos, e
não massificados como antes. Isso entra em sua percepção de
qualidade. Para eles, entregar esse valor é obrigação do lojista.
Pós-venda
ÿ O pós-venda deve ser sempre o melhor canal de relacionamento
com o cliente. Lembre-se de que o varejo se trata de uma
experiência cíclica.
ÿ Criar estratégias para manter o consumidor conectado à loja.
ÿ Utilizar meios de comunicação para enviar atualizações de
produtos/serviços e antecipar as vendas por esses meios.
ÿ Tratar toda e qualquer reclamação o mais rapidamente possível.
ÿ Divulgar os elogios recebidos a todos os clientes que procurarem
por referências de seu atendimento.
Fonte: Jean Fábio de Oliveira, consultor do Sebrae‑SP
16 | jornal de negócios
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o sebrae-sp não se responsabiliza pelas informações disponibilizadas neste espaço
publicitário. o anunciante assume responsabilidade total por sua publicidade.
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edição 258 | setembro de 2015 | 17
Para tornar a comunicação mais acessível ao cliente com deficiência
auditiva, o SEBRAE-SP disponibiliza o serviço de intérprete de Libras
em seus eventos presenciais. A solicitação do serviço deverá ser
comunicada no ato da inscrição e com antecedência de 5 (cinco) dias
úteis à data de realização do evento. O cliente, ou seu representante,
poderá se inscrever pessoalmente nos Escritórios Regionais,
pelo portal do SEBRAE-SP ou pelo 0800 570 0800.
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do Sebrae-SP
18 | jornal de negócios
Na hora de escolher o curso de coaching, é bom se prevenir
Segundo a Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (Febracis), entre as
principais precauções estão checar a qualidade da instituição de ensino e atentar à
qualidade dos cursos e a adaptação à sua necessidade. Os exercícios práticos precisam
ser monitorados por um mentor experiente e capacitado que trabalhe na área. Vale conferir
se o instituto certificador internacional existe de fato, pedindo o nome do presidente/diretor
e o telefone de contato. Segundo a Febracis, 99% das entidades são apenas de fachada.
Coaching para as pequenas
Embora ainda cara, a consultoria pessoal pode ajudar donos de MPEs a melhorar performance do negócio
A
mplamente usado por grandes
corporações para desenvolver
habilidades de seus executivos, o coaching (treinamento, em português)
começa a despertar o interesse dos
donos de micro e pequenas empresas
(MPEs), segundo Paulo Vieira, presidente da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (Febracis).
A missão desse treinador é ajudar a
equilibrar qualidades técnicas com
inteligência emocional, algo funda-
mental para conduzir de maneira
eficiente um negócio, independentemente de seu porte. “A procura pelo
atendimento triplicou nos últimos
dois anos”, afirma Vieira, que acrescenta que o custo do serviço ainda é
elevado (de R$ 180 a R$ 6 mil por hora).
Segundo a coach Cristina Gomes,
sócia da Asas Desenvolvimento Humano, o consultor pessoal precisa ter
conhecimentos em comportamento
humano, mudança e negócios. “Apoia-
do por um mentor, o empreendedor
entende que não basta ter uma boa
ideia. Antes de colocar seu produto na
rua, é preciso se estruturar técnica e
intelectualmente”, afirma Cristina.
Antes de contratar a assessoria, a
consultora de negócios do Sebrae-SP,
Esmeralda Queiroz, recomenda checar
a certificação do prestador do serviço.
Ela compara o coaching a uma terapia.
Isso porque o atendimento é individual e o aconselhamento é voltado aos
desenvolvimentos pessoal e profissional, e não para a gestão do negócio.
“O que mais se aproxima disso no
Sebrae-SP é o Empretec, programa que
destaca o comportamento empreendedor”, afirma. Ministrado em seis dias,
com 60 horas de capacitação, esse seminário baseia-se em metodologia da
Organização das Nações Unidas (ONU)
e promove o melhor desempenho empresarial, dando maior segurança para
tomar decisões, entre outros aspectos.
Essa, é para você
e a sua empresa!
De 05 a 10 de outubro, na
Semana do Empreendedor, confira
as dicas e soluções que o Sebrae-SP
e parceiros prepararam para alavancar
os pequenos negócios.
São diversas ações como atendimentos nos
escritórios do Sebrae-SP, caravanas Sebrae
Móvel ou tendas em locais públicos, além de
palestras, oficinas e orientações para você,
que quer abrir ou melhorar sua empresa.
Participe. O evento dura uma semana.
Os resultados são para o ano todo.
Para participar, procure um dos locais de
atendimento do Sebrae-SP, ligue 0800 570 0800
ou veja a programação e detalhes em:
http://sebr.ae/sp/semana-emp
edição 258 | setembro de 2015 | 19
Apenas agricultura tem desempenho positivo na geração de emprego
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)
divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas a agricultura teve
desempenho positivo, com geração de 44.650 postos de trabalho formais. O resultado
se refere ao mês de junho e se deve a razões sazonais. O setor com mais baixas
foi a indústria, com o fechamento de 64.228 empregos, seguida por serviços
(menos 39.130 postos) e comércio (25.585). A construção civil fechou 24.131 vagas.
empretech
Na frequência
do cliente
Tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) pode auxiliar
no controle de estoque e diminuir as filas nos caixas
Ainda pouco presente no varejo do País, o sistema
de RFID (Radio Frequency Identification) permite
constatar todas as informações do produto
instantaneamente, por meio de uma etiqueta
inteligente. “É possível fazer o controle de estoque
da loja em tempo real, pois a tecnologia identifica
cada produto mesmo que ele troque de lugar
dentro do estabelecimento”, diz o consultor
do Sebrae‑SP Paulo Marcelo Tavares Ribeiro.
O sistema é composto por emissor (a etiqueta,
que envia o sinal), receptor (antena) e captador
(software que identifica as informações).
O preço de implantação varia com o tamanho
da loja e de acordo com número de produtos.
Estima-se que para um estabelecimento de
90 metros quadrados, o custo de instalação
fique em torno de R$ 40 mil. O “grosso” do
investimento fica por conta desse serviço e
da compra do software, que gerenciará os
processos. As etiquetas (R$ 0,10 a unidade) e
antenas que captam o sinal são de baixo custo.
No varejo, o sistema pode ser usado para controlar
estoque, com a identificação dos produtos pelas
etiquetas; enviar mensagens de promoções
para os clientes que estão nos arredores da loja;
acompanhar a vida útil de um produto e oferecer
sua troca quando a validade expirar; e reforçar a
segurança do estabelecimento, uma vez que as
antenas identificam quando um produto sai do
local sem passar pelo caixa. “Outra aplicação no
varejo pode diminuir as grandes filas na hora de
pagar nas lojas e supermercados. Com a tecnologia,
o cliente poderia atravessar o caixa com todos os
produtos, sem tirá‑los do carrinho ou das sacolas, e
eles seriam registrados automaticamente, evitando
a leitura manual do código de barras de cada item”,
afirma Ribeiro.
Há outras aplicações comuns da solução, mas que
passam despercebidas. Essa tecnologia é utilizada
para liberar cancelas de pedágios, supermercados e
outros estacionamentos pagos, cujos valores serão
cobrados em forma de fatura.
Maiores
benefícios
para os usuários são:
ÿ Identificar e rastrear ativos e pessoas
ÿ Verificar e melhorar a eficiência de processos
ÿ Aprimorar o controle de inventário
ÿ Melhorar a gestão de produtos perecíveis
ÿ Reduzir perdas
ÿ Combater roubos e falsificações
ÿ Obter maior confiabilidade na gestão de dados
ÿ Contar com informações acuradas para tomada
de decisões
ÿ Atender aos requerimentos de varejistas
e distribuidores
ÿ Controlar pós-venda e garantia
ÿ Viabilizar a sincronização da cadeia
de suprimentos
ÿ Ampliar a visibilidade dos produtos
ÿ Diminuir os riscos operacionais
ÿ Aumentar a satisfação e a fidelidade do cliente
números do setor
R$ 40 mil
é o valor aproximado para
instalação da tecnologia em 90 m²
R$ 0,10
Cada “etiqueta inteligente”
custa, em média, dez centavos
12 aplicações
Existe pelo menos uma dúzia
de usos da RFID
Fonte: Fit Instituto de Tecnologia
20 | jornal de negócios
Burocracia desestimula negócios e incentiva a corrupção
Reduzir a burocracia deveria ser uma prioridade do governo. Essa é uma das conclusões
da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira – Burocracia, da Confederação Nacional
da Indústria (CNI), realizada em parceria com o Ibope, que ouviu 2.002 pessoas em 142
municípios brasileiros. No levantamento, 72% dos entrevistados disseram que combater
a burocracia deveria ser uma ação urgente. Para 74%, o excesso de burocracia desestimula
os negócios, incentiva a corrupção e a informalidade, além de onerar o Tesouro.
A arte de
prospectar clientes
Buscar novos consumidores demanda planejamento e foco, mas
com parcerias e criatividade é possível obter bons resultados
er empreendedor vai além de administrar o negócio e entregar
um bom produto ou serviço. Conquistar nova clientela é vital para que a empresa gire e nunca pare de crescer. Para
fazer esse trabalho, é necessário não só
focar em aumentar a freguesia, mas
também criar ações para fidelizá-la.
A atividade de prospecção exige
tempo e planejamento, como explica
o consultor do Sebrae‑SP Paulo Marcelo Ribeiro. “Antes de buscar clien-
capital paulista. A proprietária Adriana Dalboni apostou na clientela do comércio vizinho para atrair novos pacientes. A dentista organizou sorteios
e distribuiu brindes, além de entregar
panfletos divulgando a clínica. “Um
paciente que chega ao consultório
como resultado dessas estratégias já
paga o investimento”, conta Adriana.
A primeira grande ação do consultório para atrair novos clientes também nasceu de uma parceria. Com a
Foto: Fernando Nunes
S
“Todas as crianças que fazem tratamento
na clínica recebem um certificado
personalizado”, diz Adriana
tes, é preciso definir de maneira clara qual o público-alvo da empresa. A
recomendação é fazer uma reflexão
estratégica com os colaboradores para
definir quem será atingido”, sugere.
Para começar, uma estratégia indicada por Ribeiro é retomar o contato com
a lista de clientes que já passaram pelo
estabelecimento e não retornaram. O
passo seguinte é olhar para o mercado
e perceber onde estão as oportunidades. Segundo o consultor, o empresário
tem diversas opções para prospectar
clientes, como participar de feiras de
negócios, contratar base de dados ou fechar parcerias com empresas de outro
setor, mas com mesmo público. “Se ele
tem uma empresa que trabalha com
roupas de esporte, pode fazer uma parceria com uma academia para vender o
produto ali”, aponta.
A estratégia tem dado certo para o
consultório Dalboni Odontologia, na
divulgação em lojas de brinquedos,
Adriana propôs, em outubro do ano
passado, um mês inteiro dedicado às
crianças: em todos os sábados, o consultório realizou atividades lúdicas
para informar sobre a importância
da higiene bucal, desmistificando o
medo dos pequenos de ir ao dentista, e
atraindo, de quebra, novos pacientes.
“Fiz um evento com a fada do dente. Eu dava uma aulinha sobre higiene
bucal para as crianças e inventei uma
história em que ela aparecia para ajudar as crianças a perderem o medo do
consultório. As crianças ajudavam a
atender a personagem. A repercussão foi ótima. Com isso, aumentou
em 30% a minha carteira de clientes”,
conta Adriana.
A clínica não se restringe a buscar
mais pacientes. A fidelização faz parte
da rotina. “Sempre mando cartinha de
aniversário e lembrancinhas no fim
Com ações como o painel com fotos de pacientes, Adriana Dalboni mantém taxa de fidelização de 80%
do ano. Além disso, os clientes recebem a cada seis meses um e-mail ou
telefone para retornar e fazer a parte
preventiva”, afirma Adriana. Com as
crianças, o cuidado é ainda maior. “Todas as crianças que fazem tratamento
na clínica recebem um certificado
personalizado, parabenizando-as pelo
bom hábito”, diz Adriana. No dia da
consulta, ela tira a foto do pequeno
paciente na cadeira odontológica e co-
loca no certificado, que é enviado depois pelos Correios.
“E quem quiser pode ter uma foto
comigo ou sozinha para ser colocada
na galeria, que fica na recepção. No
início, fiz só dos pequenos, até ser sur­
preendida com o pedido dos adolescentes para ter imagens deles também”,
conta. O sucesso, segundo ela é garantido: com essas ações de fidelização, o
consultório mantém 80% da clientela.
edição 258 | setembro de 2015 | 21
O Sebrae Responde é um serviço destinado
a atender empreendedores e empresários de micro
e pequenas empresas. Tem como objetivo esclarecer
dúvidas e orientar sobre a abertura de novos
empreendimentos, bem como tratar de questões
relacionadas à gestão de empresas já constituídas.
Dicas para
ampliar o público-alvo
ÿ Faça uma relação de clientes potenciais,
buscando possibilidades, também, em
associações, sindicatos e conselhos regionais.
Além disso, é possível comprar listas qualificadas,
de preferência em filiadas à Associação Brasileira
das Empresas de Marketing Direto (Abemd)
ÿ Compartilhe a lista de consumidores com
empresas não concorrentes, mas que tenham
o mesmo público-alvo
ÿ Estimule a indicação. Ofereça mimos ou
descontos para clientes que indicarem novos
consumidores para a empresa
ÿ Use a internet como canal de prospecção, com
ferramentas como e-mail marketing, sites, blogs
e mídias sociais para atrair novos pacientes
ÿ Agende visitas pessoais com a clientela potencial
a fim de estreitar laços, marcando previamente
para evitar desperdício de tempo e recursos
ÿ Adote o ciclo de prospecção. O empreendedor
pode, em primeiro lugar, adquirir uma boa lista
de potenciais consumidores, seguida
por estímulo via mala direta e ligação de
telemarketing para agendar uma visita pessoal
Fonte: As 40 perguntas mais comuns dos empresários – SEBRAE
Opção
de negócio
Cassia de Freitas, consultora do Sebrae‑SP
Focar em um nicho
de mercado pode ser um diferencial
para a empresa?
Todo empresário de micro ou pequeno negócio certamente já esteve preocupado com as investidas da concorrência em sua direção. A situação fica
mais complicada quando o competidor é de grande porte com uma marca
reconhecida, com mais dinheiro e poder de negociação que as MPEs. Como
permanecer no mercado em uma situação como essa?
Uma das opções viáveis é adotar
uma estratégia de foco: especializar-se
em um grupo de clientes com necessidades e demandas específicas. São
os chamados “nichos de mercado”. Alguns exemplos: oficinas que adaptam
carros para pessoas com deficiência,
redes de venda de alimentos kosher
e agências de turismo especializadas
em viagens místicas.
Para empresas de grande porte,
não é interessante repensar toda a es-
trutura do negócio para atender a grupos reduzidos de clientes. Mas, para
uma MPE, essa fatia de consumidores
pode ser mais do que suficiente para
garantir um negócio lucrativo. Contudo, é fundamental conhecer muito
bem o perfil do público-alvo e suas peculiaridades, o tamanho desse mercado, o montante do investimento e a infraestrutura para atendê-lo. Pesquisar
muito e fazer um bom planejamento
são ingredientes para o sucesso.
Com a estratégia adequada, é possível obter um faturamento maior do
que o conseguido quando se busca
o mercado de forma geral, porque a
empresa passa a ser referência no
nicho onde atua, a marca torna-se
reconhecida e os clientes são mais
fiéis. E tem a melhor parte: eles estão
dispostos a pagar um valor acima da
média por um produto ou serviço que
precisam muito, mas têm uma dificuldade enorme para encontrar por ser
específico ou raro.
22 | jornal de negócios
Tendência da inadimplência na indústria é subir
Das empresas que possuem financiamento a longo prazo, 85,6% estão em dia. Os dados são
da pesquisa produzida pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da
Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Segundo
o levantamento, o sinal amarelo é que 18,5% das pequenas companhias estimam que não
vão conseguir se manter no azul até dezembro. “Pode ser que em 15 dias o panorama mude”,
alerta o diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp.
Agenda Tributária
SETEMBRO
MICROEMPREENDEDOR
INDIVIDUAL (MEI)
21/9
Sistema de recolhimento
em valores fixos mensais –
Último dia para o pagamento
do DAS referente ao mês de julho
de 2015
Inovação e
gestão de crise
Fábio Túlio Felippe, diretor-presidente da Jiva Gestão Empresarial
Essencial para o crescimento de
qualquer empresa, a inovação vira palavra de ordem em tempos de crise.
Para aproveitar ao máximo seu poder
como aliada, seguem cinco dicas:
Interaja e se misture: aqui, vale
realmente o ditado “a união faz a força”.
É fundamental que as pequenas empresas se aglutinem para construir benefícios mútuos, seja para a criação de um
grupo de compras com o objetivo de barganhar melhores preços e condições,
seja para o licenciamento de marcas.
Oxigene-se: para que o gestor tome
decisões assertivas, é necessário que
ele saiba construir um bom panorama. Por isso, o momento pede que o
empresário abra a mente para novos
conceitos e conhecimentos e busque
aprimoramento por meio de palestras,
treinamentos ou leituras.
Melhore os processos e faça mais:
para fazer mais com menos, é necessário racionalizar processos. Essas movimentações, em geral, podem demandar investimento em treinamento e
melhorias que possibilitem a mudança,
o que requer visão ampla do negócio.
Aperfeiçoe a gestão e tenha controle do negócio: para evoluir e ter as
rédeas da empresa nas mãos, é preciso contar com indicadores que norteiem a tomada de decisões e as definições estratégicas do negócio, como
margem de contribuição ou a lucratividade por linha de produto, região ou
vendedor. Assim, é possível promover
as mudanças que o cenário econômico
demanda em tempo hábil.
Inove: quais atitudes você tomou
diante das mudanças do cenário econômico ou do modo de seus concorrentes agirem no mercado? Aí está a chave
para inovar. Contudo, sem organização
e conhecimento de gestão, qualquer
ação inovadora estará sujeita a tentativa e erro. Por isso, é preciso ter a inteligência do negócio em mãos e, assim,
direcionar as mudanças. Lembre-se de
que a inovação não chega a você numa
solicitação pronta, é necessário estar
junto do cliente e atento ao mercado.
SIMPLES NACIONAL (ME/EPP)
15/9
Pagamento da diferença
de carga tributária – Diferencial
de alíquota de ICMS devido
pelas empresas optantes pelo
Simples referente às aquisições
de produtos de outros Estados
realizadas no mês de julho de 2015
21/9
Recolhimento do DAS –
Tributos devidos e apurados
na forma do Simples Nacional
a ser pago no dia 20 do mês
subsequente em que houver
sido auferida a receita bruta
(LC 123, de 2006, art. 21)
30/9
IR – Ganho de capital das
empresas optantes pelo Simples
Nacional. Imposto de Renda
incidente sobre os ganhos
de capital (lucros) obtidos
na alienação de ativos no mês
de julho de 2015
18/9
INSS (Simples Nacional –
Anexo IV)
LUCRO PRESUMIDO
30/10 (último dia do
mês seguinte à apuração
do trimestre)
Imposto de Renda da Pessoa
Jurídica (IRPJ) – Recolhimento
trimestral. Mês de recolhimento:
outubro
30/10
(Último dia do mês seguinte à
apuração do trimestre)
Contribuição Social sobre
o Lucro Líquido (CSLL) –
Recolhimento trimestral. Mês de
recolhimento: outubro
18/9
Contribuição Previdenciária
(INSS) devida pelas empresas
em geral calculada sobre o
total da folha de pagamento,
bem como dos valores retidos.
Recolhimento referente à
competência de julho de 2015
25/9
Pis/Pasep Faturamento –
Contribuição com base no
faturamento do mês de julho
de 2015
Cofins Faturamento –
Contribuição com base no
faturamento do mês de julho
de 2015
Demais obrigações
previdenciárias, trabalhistas
e retenções na fonte
5/9
Salários – Último dia para
o pagamento do salário do mês
de julho/15
4/9
Fundo de Garantia por
Tempo de Serviço (FGTS).
Recolhimento relativo à
competência de julho de 2015
Cadastro geral de empregados
e desempregados (Caged).
Encaminhar ao Ministério do
Trabalho a relação de admissões,
transferências
e demissões de empregados
ocorridas no mês de julho
de 2015
15/9
INSS – Contribuintes individuais,
facultativos e empregadores
domésticos
15/9
INSS – Produtor rural
(pessoas física e jurídica)
e retenção de 11% na fonte
(cessão de mão de obra)
10/9
Entrega ao sindicato da Guia
de Recolhimento da Previdência
Social (GPS). Entrega,
contrarrecibo, da cópia da GPS,
referente ao recolhimento
do mês de junho de 2015,
ao sindicato representativo da
categoria profissional
18/9
Imposto Retido na Fonte (IRF).
Descontado dos pagamentos
do trabalho assalariado, sem
vínculo empregatício e a outras
pessoas jurídicas
Quinzenalmente
PIS/Cofins/CSLL – Fonte
Contribuições PIS/Cofins/CSLL
retidas na fonte
ourinhos e região | edição 258 | setembro de 2015 | 23
Compras no débito são mais vantajosas, segundo ACE Ourinhos
De acordo com o vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de
Ourinhos e diretor titular regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp), Robson Martuchi, na atual conjuntura econômica, a compra com cartões, na
modalidade débito é mais vantajosa para o cliente na comparação com a opção de crédito.
A razão é que a taxa das operadoras dos cartões e o prazo de recebimento são menores
para o lojista. “Dessa forma, a empresa pode oferecer um preço melhor”.
Planejamento
viabiliza crescimento
Loja de decoração de Fartura consegue aumentar faturamento mesmo durante a crise, com táticas
inovadoras e organização cuidadosa que inclui mudança para ponto maior
Por que decidiu assumir
a Arte Bella?
Por acreditar no potencial e no histórico da loja.
Como se preparou para empreender?
Busquei informações com diversos
empreendedores da região e principalmente com o Escritório Regional
do Sebrae-SP em Ourinhos.
Quais são os desafios do segmento?
Em conversas com alguns empresários de sucesso, percebi (e, hoje, com-
provei) que os desafios de empreender
em cidades menores são muitos, principalmente no nosso caso, pois trabalhamos com itens de desejo e não de
necessidade. Cidades com menos de
20 mil habitantes são muitas vezes
consideradas impróprias para certos
ramos de atividade.
Como avalia a participação
no Empretec?
O Empretec veio a calhar quando eu
mais precisava. Estava muito confuso sobre decisões na empresa. ConFoto: Fernando Agrela
aceitar o desafio de ter o próprio
negócio: foi com essa meta que
Conrado Bortotti assumiu a administração da arte bella, empresa especializada em decorações e
molduras na cidade de fartura há
mais de 15 anos. nascido em piraju,
o tecnólogo em processamento
de dados com pós-graduação em
banco de dados assumiu a administração do empreendimento há
um ano e meio por acreditar no
potencial do negócio. no entanto,
foi só após participar do empretec, em outubro do ano passado,
que ele encontrou a determinação necessária para efetivar os
planos de crescimento.
versei com alguns empreendedores
e fui aconselhado a participar do seminário. Após uma semana de curso,
além de amizades e contatos importantes, saí muito determinado e motivado a dar sequência nos projetos
do meu empreendimento.
Após o curso, houve aumento
no faturamento?
Um acontecimento que ficou marcado como a primeira decisão que tomei
após o seminário foi a Liquida Bella.
Nosso estoque estava alto e precisávamos fazer as mercadorias girarem.
Espalhamos bolinhas coloridas em
diversos produtos da loja, cada uma
com o seu porcentual de desconto.
O sucesso foi tão grande que optamos
por padronizar essa forma de desconto e o faturamento aumentou cerca de
20%, desde o início da liquidação.
Quais são seus planos para o futuro?
São muitos para os próximos cinco
anos. Ainda em 2015 mudaremos para
um novo ponto comercial, próximo
do atual, que já está em construção.
O local é adaptado para a realização
de um grande sonho, que é agregar
um café bistrô dentro da loja, buscando o diferencial e a referência que a
cidade de Fartura e região merecem.
eu recomendo
“Para quem vai começar, acho
importante procurar informações
com pessoas que já estejam no
ramo e sejam bem-sucedidas.
Mais importante ainda é procurar
a ajuda de quem está preparado
para auxiliar. Considero que,
hoje, o Sebrae-SP é o maior
parceiro dos empreendedores,
principalmente das micro e
pequenas empresas. Também
faz toda a diferença acreditar no
próprio negócio e tomar decisões
com base em informações que
condizem com a realidade.”
Conrado Bortotti, da Arte Bella
palavra do
especialista
“Acreditar no sonho e em
seu potencial. Esse é um dos
ingredientes para alcançar
o sucesso, além de buscar se
reciclar. Foi isso que Conrado
Bortotti fez para colocar o
negócio nos trilhos. Nesse
sentido, o Empretec pode ser
considerado um divisor de águas
na loja. Ele combina o dom
empreendedor com a humildade
de aprender com quem sabe
e está no caminho para alcançar
o sucesso.”
Wilson Nishimura, gerente
do Escritório Regional
do Sebrae-SP em Ourinhos
24 | jornal de negócios | ourinhos e região
ACE alerta comerciantes sobre a substituição do emissor fiscal
A Associação Comercial e Empresarial de Ourinhos faz um alerta aos empresários sobre a
troca do Emissor de Cupom Fiscal (ECF). Os comerciantes deverão aposentar o equipamento
e substituí-lo pelo Sistema Autenticador e Transmissor de Cupons Fiscais Eletrônicos (Sat)
ou pela Nota Fiscal do Consumidor eletrônica (NFC-e). Empresas com faturamento anual
acima de R$ 120 mil devem usar o Sat. Quem fatura abaixo desse teto pode emitir nota em
papel em 2015. A partir de 2016, o uso do Sat também será regra para receitas até R$ 100 mil.
Conhecimento e
parceria para crescer
Herdeira investe em capacitação para reformular processos e conseguir transformar varejo
de modas feminina e masculina em referência em Ourinhos
A
Foto: Fernando Agrela
empresária Priscila Verri Pedrão
está há um ano e meio à frente da
Tapri, loja de sua família especializada em modas feminina e masculina
que funciona há 18 anos em Ourinhos. Com formação acadêmica sólida, ela assumiu o negócio e, além de
aprimorar ainda mais sua capacitação corporativa no Sebrae-SP, passou
Priscila Verri Pedrão participa do Projeto Setor Segmento
de Moda e Vestuário, com iniciativa do Sebrae-SP
a integrar o Projeto Setor Segmento de
Moda e Vestuário, do Escritório Regional em Ourinhos, com o objetivo de
tornar a marca referência nos municípios da região.
“A paixão pela moda é uma herança
de família. Sempre estivemos envolvidos de alguma maneira nessa área.
Minha avó era portuguesa e fazia lindos trabalhos de bordados no estilo da
Ilha da Madeira. Minha mãe aprendeu
a costurar com ela, dedicou-se à costura por anos. Então, quando nasci, já
estava dentro da atmosfera da moda,
até minha mãe decidir abrir o próprio
negócio”, diz.
Com o passar do tempo, Priscila foi se
envolvendo cada vez mais no dia a dia
da empresa, atuando nas áreas de vendas e administração. Foi quando decidiu
se preparar para assumir a liderança.
Graduou-se em Estilismo de Moda, fez
MBA em Varejo de Moda e trabalhou em
organizações do segmento, observando
de perto processos, acertos e erros.
Além de participar do Projeto Setor
Segmento de Moda e Vestuário – iniciativa setorial com ações voltadas
para gestão empresarial, mercado, associativismo e tecnologia –, Priscila
fez o Empretec. “Comparo o Empretec
Loja tem
18 anos
de atuação
a uma faculdade, só que superintensiva. Conhecimento objetivo e eficaz.
Certamente é uma das melhores ações
que já fiz para minha vida profissional.
Aprendi muito sobre qual era o meu
perfil empreendedor e procuro me avaliar diariamente para corrigir o que for
necessário e ser mais assertiva em minha atuação”, afirmou a empresária.
Desde outubro de 2014, Priscila
aplica os conhecimentos obtidos por
meio do Empretec na empresa. Também existem planos a longo prazo.
“Para os próximos cinco anos, planejo abrir outras lojas, talvez em
segmentos de moda diferentes dos
atuais. Mas ainda são desejos, preciso amadurecer todas essas ideias e
transformá-las em realidade. Assim
como aprendi no Empretec”, afirmou
Priscila, que desde outubro de 2014
reestrutura a empresa, melhorando
os processos para que a Tapri se torne
uma referência de moda na cidade de
Ourinhos e região até 2017.
para saber mais
“O diferencial no caso da Priscila
é que, mesmo com o sucesso
do negócio da família, ela
busca novos conhecimentos
para incorporá-los ao
empreendimento. Está atenta aos
cursos e capacitações realizadas
pelo Sebrae-SP, como o Empretec
e o Projeto Setor Segmento
de Moda e Vestuário. Após o
seminário, a empresária começou
a reestruturar a loja e a expandir
a área de atuação, atendendo
consumidores das cidades
da região. Essa busca pela
melhoria contínua e por
se reciclar é que faz o sucesso
de um empreendedor.”
Wilson Nishimura,
gerente do Escritório Regional
do Sebrae-SP em Ourinhos
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Ourinhos - Sebrae-SP