DIRECTOR João Peixoto de Sousa Nº 1253 / 13 Junho de 2008 / Semanal / Portugal Continental 2,20€ www.vidaeconomica.pt trabalho Trabalhadores e empresas devem reforçar capacidade de adaptação “Queremos que as empresas, a economia e os trabalhadores reforcem a sua capacidade de adaptação a uma realidade que é cada vez mais exigente e que está a mudar muito rapidamente”, afirma Vieira da Silva. Recusando falar de “recuo” e de “cedências”, o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social disse valorizar a negociação com os parceiros e recusou que a proposta do Governo facilite os despedimentos. Indemnizações a acidentados forçam aumento dos prémios As empresas vão ter de subir o preço das apólices para suportar o aumento em 9% dos custos com a indemnização de lesados em sinistros automóvel. Mas a concorrência agressiva do mercado não deixa. As indemnizações que as seguradoras terão de pagar às vítimas de acidentes rodoviários deverão aumentar 9%, com a entrada em vigor do novo modelo de indemnização. O cálculo foi anunciado no XII Encontro de Resseguros. Embora seja este o aumento médio esperado pelo sector, a Caixa Seguros, operador com maior quota de mercado no ramo automóvel, tem uma previsão de aumento de 15% no custo médio das indemnizações. De acordo com Maria João Sales Luís, directora coordenadora de sinistros automóvel da Caixa Seguros, o custo médio de indemnização por morte subiu 300%, em menos de 10 anos, e prepara-se para disparar nos tempos mais próximos. Com o custo médio das indemnizações a vítimas de sinistros automóvel a aumentar, as seguradoras vêem-se a braços com um aumento significativo das despesas. Mas, face à concorrência cada vez mais agressiva, é impensável para a maioria das seguradoras aumentar o prémio de seguro. Pág. 5 Pág. 6 Serafim Fernandes, administrador delegado da BNP Paribas Factor, considera SUPLEMENTO FRANCHISING E EMPREENDEDORISMO Franchising de consultoria financeira entre o crescimento e a saturação Factoring de exportação é uma prioridade de mercado A crise de liquidez no mercado financeiro internacional é uma janela de oportunidade para o factoring. Esta é a opinião de Serafim Fernandes, administrador delegado do BPN Paribas Factor. A necessidade que as instituições financeiras têm de saber cada vez melhor que empresas financiam e para quê leva Serafim Fernandes a acreditar numa forte expansão do factoring. Com um crecimento de dois dígitos no primeiro semestre de 2008, depois de em 2007 não ter ultrapassado os 4%, o factoring apresenta um forte potencial de crescimento, sobretudo nas áreas de “confirming” e internacional. Quebrada a rotina dos anos 70 e 80, marcada por uma SUPLEMENTO TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO Microsoft lidera aquisições e fusões BANCA A nossa análise “Caixa Net@6M” é a melhor solução com euribor a subir Pág. 41 QREN AFECTA 4,6 milhões à valorização do território Pág. 29 01253 9 720972 000037 AIP defende reforço da garantia mútua para as PME Petróleo arrasta subida das taxas de juro Pág. 39 Pág. 5 forte apetência dos bancos pelo desconto das remessas de exportação, as empresas exportadoras estão hoje mais abertas à noção de risco e à evidência de ser mais vantajoso no negócio internacional tratar com um só interlocutor que, simultaneamente, faça o “full service”. O BNP Paribas Factor tem em Portugal uma quota global de 7,3% no mercado de factoring, tendo atingido os 17,5% no factoring internacional. Pág. 40 Factoring de exportação cresce 29% no primeiro trimestre de 2008 Trabalho Temporário — Observatório arranca em Outubro Pag. 8 2 ACTUALIDADE sexta-feira, 13 Junho de 2008 Abertura NESTA EDIÇÃO CAUSAS DO DIA-A-DIA O DIA DA “RAÇA” ANTÓNIO VILAR Há-de ser com raça, com vontade inabalável, que ultrapassaremos a nossa dimensão de país semiperiférico ADVOGADO antoniovilar@antoniovilarpt É um facto histórico que foi o ideário prosseguido pelo salazarismo, inspirado, de resto, em correntes de pensamento que, na época, estavam muito em voga – Gustave Le Bon, leitura assídua de Salazar, escreveu, a propósito, que “a raça é a pedra angular sobre a qual repousa o equilíbrio das nações. Ela representa o que há de mais estável na vida dum povo” — que deu vida à ideia de raça como algo de antropológica e politicamente relevante no segundo quartel do século passado. Dessa ideia decorreram políticas que passaram quer pelo revivalismo e endeusamento da História de Portugal, quer pela defesa do Império Colonial português. Não me consta, porém, que, entre nós, alguma vez tenha sido promovido o ódio racial como doutrina de Estado. Ora no passado 10 de Junho, “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, o Presidente da República fez uma referência pública ao “dia da raça”: “Hoje eu tenho de sublinhar, acima de tudo, a raça. O dia da raça, o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, a qual suscitou, na sociedade do espectáculo em que vivemos, acesa indignação de certos detentores da verdade universal, zeladores incansáveis dos conceitos e das palavras do seu “politicamente correcto”. Pois, por mim, estou muito tranquilo e até saúdo tal expressão no contexto actual, republicano e democrático, entendida “raça” no sentido da vontade constante e firme e da determinação de tornar Portugal, pelo esforço dos portugueses – vivendo cá dentro ou na diáspora – um país melhor, mais justo e decente. Para tal é preciso raça e por falta de raça é que caímos em depressões sucessivas.É claro que não convém esquecer, mesmo que seja para as criticar, as teses de Samuel Huntigton sobre o choque das culturas ou a guerra das culturas, que poderão expressar bem mais do que uma profecia, e, por isso, não se podem tolerar quaisquer derrapagens ideológicas. Nada, porém, leva a crer, mesmo longinquamente, que o Presidente português quisesse tomar, então, um posição sequer sobre a temática do multiculturalismo. Há-de ser, pois, com raça, com vontade inabalável, que ultrapassaremos a nossa dimensão de país semiperiférico, entre o emergente e o desenvolvido, tal como tem sido com raça que alguns portugueses são hoje, já, dos melhores do mundo em múltiplos aspectos… ainda que, muitas vezes, ao serviço de outras majestades, noutros mundos. Viajando, há dias, pela Europa, pude sentir a portugalidade afirmada, a propósito do Euro 2008, de milhares de portugueses espalhados pelo Luxemburgo, pela Suíça e pela Alemanha. E não trouxe dúvidas de que, se nos conseguíssemos unir noutros desígnios como estamos unidos naquela expectativa futebolística, tudo seria diferente e melhor. Como povo, não se configura no horizonte uma qualquer possibilidade de afirmarmos um qualquer imperialismo cultural contra a diversidade humana, a democracia, o multiculturalismo e a cidadania e, por isso, não colhemos a inveja de outros povos. Mas, sendo o que somos, com um pouco mais de sonho, um pouco mais de sacrifício, um pouco mais de raça, talvez tenhamos ainda muito de bom a trazer ao nosso tempo global. O desafio passa por acreditar que podemos! BREVE HORÁRIO DE TRABALHO PODE IR ATÉ ÀS 65 HORAS SEMANAIS Os ministros do Trabalho da União Europeia aprovaram um acordo que prevê a possibilidade de ser ultrapassado o actual limite do horário de trabalho semanal, podendo chegar às 65 horas, em casos excepcionais. Portugal não fez parte da maioria qualificada que aprovou o projecto de lei. O número de horas poderá aumentar, desde que os trabalhadores aceitem ou em caso de acordo colectivo. O ministro português, Vieira da Silva, considera que não haverá alterações na organização do tempo de trabalho no nosso país e que a legislação nacional não sofrerá alterações. EDITOR E PROPRIETÁRIO Vida Económica Editorial, SA DIRECTOR João Peixoto de Sousa COORDENADORES EDIÇÃO João Luís de Sousa e Albano Melo REDACÇÃO Virgílio Ferreira (Chefe de Redacção), Adérito Bandeira, Alexandra Costa, Ana Santos Gomes, Aquiles Pinto, Fátima Ferrão, Guilherme Osswald, Martim Porto, Rute Barreira, Sandra Ribeiro e Susana Marvão; E-mail [email protected]; PAGINAÇÃO Célia César, Flávia Leitão, José Barbosa e Mário Almeida; PUBLICIDADE PORTO Rua Gonçalo Cristóvão, 111, 6º Esq 4049-037 Porto - Tel 223 399 400 • Fax 222 058 098 • E-mail: [email protected]; PUBLICIDADE LISBOA Campo Pequeno, 50 - 4º Esq 1000-081 Lisboa • Tel 217 815 410 • Fax 217 815 415 E-mail [email protected]; ASSINATURAS Tel 223 399 456 E-mail [email protected]; IMPRESSÃO Naveprinter, SA - Porto DISTRIBUIÇÃO VASP, SA - Cacém E-mail [email protected] • Tel 214 337 000 - Fax 214 326 009 EMPRESA CERTIFICADA MEMBRO DA EUROPEAN BUSINESS PRESS TIRAGEM CONTROLADA PELA: TIRAGEM DESTA EDIÇÃO: 20.700 4000 Município (Porto) TAXA PAGA Registo na D G C S nº 109 477 • Depósito Legal nº 33 445/89 • ISSN 0871-4320 • Registo do ICS nº 109 477 Pág. 11 INTERNACIONAL Pág. 15 Pág. 32 MERCADO GLOBAL DE SOLUÇÕES ECOLÓGICAS ESTÁ EM CONSTRUÇÃO O aquecimento global é um desafio, mas não é menos verdade que abre novas oportunidades de negócios. Há já a circular fluxos de capital na área ambiental, ainda não está é decidido qual a energia preferida para os investidores. Certo é que os investidores estão bastante atentos. PME INTERMODALIDADE RODOVIÁRIA E MARÍTIMA REDUZ CUSTOS DE TRANSPORTES A Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) apresentou o seu plano estratégico. Consiste num conjunto de acções para aumentar a competitividade, por via da consolidação e da promoção da marca “Porto de Leixões”. Os custos operacionais também serão consideravelmente reduzidos. TURISMO TURISMO DE VINHOS REFORÇA NOTORIEDADE DAS MARCAS E REGIÕES Uma grande oportunidade comercial. Esta é a grande valia do enoturismo, que está a obter uma forte visibilidade nas marcas e nos produtos a nível internacional. A conclusão foi retirada do “Wine & Tourism Marketing”, evento de grande fôlego que teve lugar nas Caves Calém e na Quinta do Crasto. HUMOR ECONÓMICO EMPRESAS CITADAS Sonae Distribuição .............. 04 Grupo Accor ....................... 33 Semapa ............................ .04 Sociedade da Água Inditex ............................... 11 de Monchique ................... .36 Victoria Seguros................. .14 Grupo Jerónimo Martins ..... .36 Vinhos Messias .................. .14 Martifer ............................. 43 APDL................................. 15 BES ................................. .43 Saeco ............................... .19 C. Santos VP ..................... .46 Portugal Telecom ................ 22 Renault ............................. 47 Grupo Vila Sol ................... .22 General Motors .................. .47 Disney .............................. .27 Seat .................................. 47 BREVE APROVADA PRIMEIRA FASE DA PLATAFORMA LOGÍSTICA DE LEIXÕES A Administração dos Portos de Douro e Leixões (APDL) aprovou o lançamento do concurso para a primeira fase da obra da plataforma logística portuária. A obra implica um investimento de cerca de quatro milhões de euros. MGM ................................ .27 Fox................................... .27 SUPLEMENTO FRANCHISING BPI .................................. .27 E EMPREENDEDORISMO EDP Renováveis ................ .27 Vivafit .................................. II Vodafone........................... .30 Fiducial .............................. IV Teleperformance ................. 30 Tormo & Associados ............ .VI Optimus............................. 30 Veigas Imobiliária ............... VII SAS.................................. .30 Onebiz .............................. .VII Trata-se da execução do acesso rodoviário a um dos dois pólos que constituem a plataforma logística e que vai ser construído a partir da Via Interna de Ligação ao Porto de Leixões (VILPL). A construção do acesso tem início em Outubro, altura em que a APDL apresenta todo o projecto da plataforma logística, bem como o respectivo modelo de negócio e exploração. 4 Actualidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 60 mil 271 mil 5% milhões de euros milhões de euros Aumento de passageiros na Portela até Maio Valor de aquisição do ETSA por parte da Semapa Investimento das petrolíferas até meados do século tendências ECONÓMETRO Nuno Jordão O responsável da Sonae Distribuição acaba por ser o primeiro a dar o “pontapé” de saída, pelo que é de esperar que os outros grupos sigam esta estratégia. Os produtos de marca branca estão a dar cartas nos centros comerciais da Sonae. Sem colocar em causa a qualidade dos seus produtos, os consumidores, em época de recessão, agradecem. Naturalmente, sem esquecer os produtos para aqueles que têm a carteira mais recheada. Teixeira dos Santos O ministro das Finanças, que até não se tem saído mal na governação Sócrates, começa a dar sinais negativos. Primeiro, recusou-se a comentar as últimas previsões económicas, nada abonatórias, para o país por parte de entidades nacionais. Parece que há algo a esconder dos portugueses, quando o seu papel é exactamente o contrário, esclarecer, com objectividade, o que se está a passar. Depois, apesar da defesa constante da DGCI, afinal as coisas não são o que parecem. A Sonae tem ganho a quase totalidade dos processos que tem com o fisco. Só que o grupo tem meios, o contribuinte comum é que não. Défice orçamental vai continuar a descer 0 -0.4 -0.2 -1 -1.5 -2 -2.2 -2.6 -3 -4 -3.9 -5 -6 -6.1 -7 2005 Fonte 2006 2007 2008 2009 2010 2011 PEC Défice da balança comercial com países terceiros agrava-se (importações em milhões de euros) 1500 1400 Alberto Costa O ministro da Justiça acabará por ter uma passagem quase inóma pelo Governo. É verdade que houve algumas reformas, mas a realidade é apenas uma. A justiça continua pelas ruas da amargura e desgraçado daquele que cair nas suas malhas. A morosidade é a mesma e a confiança dos cidadãos no sistema judicial continua em baixa. Quanto a tudo o resto, Alberto Costa limita-se a não entrar em conflito com as classes profissionais, o que quer dizer deixar tudo como está. 1300 1200 1100 1000 900 Jan./07 Fev./07 Mar./07 Abr./07 Mai./07 Jun./07 Jul./07 Ago./07 Set./07 Out./07 Nov./07 Dez./07 Jan./08 Fev./08 Mar./08 Abr./08 Fonte INE Conferência Em parceria com a Câmara dos Solicitadores Junho REFORMA DA ACÇÃO EXECUTIVA A DIVULGAÇÃO E O DEBATE OBRIGATÓRIOS ORADORES • Mestre João Tiago da Silveira - Secretário de Estado da Justiça • António Gomes da Cunha - Presidente da Câmara dos Solicitadores • Virgílio da Costa ta Ribeiro - Juíízos de Execução do Porto • Sérgio rgio Rebel Rebelo - Juízos íízos de Execução do Porto • Membro a designar do Ministério Público DESTINATÁRIOS Debate alargado a todos os Solicitadores, Advogados, Magistrados e Juristas Local: Hotel Ipanema Park - Rua de Serralves 124, 4150-702 Porto Dia/Hora: 21 Junho - 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h00 Pedidos de informação e pré-inscrição para: Grupo Editorial Vida Económica (Drª Cláudia Figueiredo) Telf. 223 399 468 - Fax: 222 058 098 • endereço electrónico: [email protected] www.vidaeconomica.pt/livraria Preços: - 110 euros - Solicitadores, Advogados, Magistrados, Juristas - 60 euros - Solicitadores Estagiários e Advogados Estagiários APOIO: Organização Actualidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 5 Indemnizações a acidentados na estrada vão subir 9% O novo modelo de indemnização de lesados em sinistros automóvel, previsto na portaria que entrou em vigor há duas semanas, deverá aumentar em 9% o custo médio de indemnização para as seguradoras. Mas a concorrência agressiva do mercado de seguro automóvel não deixa as companhias pensar em subir os preços das apólices. Até quando? A s indemnizações que as seguradoras terão de pagar às vítimas de acidentes rodoviários deverão aumentar 9% com a entrada em vigor do novo modelo de indemnização previsto no Decreto-Lei 291/2007 e agora regulamentado pela Portaria 377/2008, publicada a 26 de Maio. O cálculo foi anunciado no XII Encontro de Resseguros, promovido na semana passada pela Associação Portuguesa de Seguradores. Maria João Sales Luís, directora coordenadora de sinistros automóvel da Caixa Seguros, confirmou aos participantes no congresso que este é o aumento médio esperado pelo sector, embora a Caixa Seguros, operador com maior quota de mercado no ramo automóvel, tenha uma previsão de aumento de 15% no custo médio das indemnizações. De acordo com Maria João Sales Luís, o custo médio de indemnização por morte subiu 300% em menos de 10 anos e prepara-se para disparar nos tempos mais próximos. É a Portaria 377/2008, publicada há poucas semanas, que vem fixar os critérios e valores orientadores para a formulação da chamada proposta razoável que as seguradoras são obrigadas a apresentar aos lesados por acidente automóvel, no âmbito do Decreto-Lei 291/2007. Em caso de morte, o pagamento de despesas e salários e a indemnização a título de direito à vida não sofrem alterações, mas a indemnização devida por danos morais é agora majorada, enquanto o cálculo de danos patrimoniais passa a diferenciar o peso do rendimento do sinistrado no orçamento familiar. Em caso de invalidez, é introduzido o conceito de dano biológico, correspondente a um valor de indemnização pelo direito à integridade física do sinistrado, que é calculado de acordo com a Tabela Indicativa para Avaliação do Dano Corporal em Direito Civil, publicada no final do ano passado, ponderando a gravidade das sequelas e idade do lesado. Além do dano biológico, o sinistrado inválido deverá ser indemnizado por danos morais com- plementares, onde se incluem os danos estéticos, a dor sofrida e a incapacidade com repercussão laboral, entre outros. As seguradoras são igualmente obrigadas a suportar as despesas incorridas e comprovadas, além de eventual assistência vitalícia futura. Novidade nos novos modelos de indemnização das vítimas de acidentes rodoviários é o facto de os danos patrimoniais passarem a ser calculados com base nos rendimentos provados fiscalmente. Preços não sobem Com o custo médio das indemnizações a vítimas de sinistros automóvel a aumentar, as seguradoras vêem-se a braços com um aumento significativo das despesas, acreditando que começará de imediato a ser prática corrente nos tribunais o aumento gradual do valor das indemnizações sentenciadas. Ainda assim, será difícil que as seguradoras consigam reflectir esse aumento de custos nos preço do prémio do seguro automóvel, que tem continuado a baixar, de forma geral, no mercado português. Para este fenómeno contribui em grande escala o aparecimento de novos operadores de venda directa de seguros, que baseiam o seu modelo de negócio em estruturas de custo reduzido e comercializam apólices a preços baixos, naquilo a que o mercado já chama de “seguradoras low-cost”. Com a concorrência cada vez mais agressiva, é impensável para a maioria das seguradoras aumentar o prémio de seguro e o que se tem verificado é mesmo o inverso, ou seja, o prémio médio do seguro automóvel baixa generalizadamente no mercado. Além do aparecimento de novos operadores, não é indiferente a este fenómeno a entrada em vigor da Lei das Cobranças, que dispensa o consumidor de avisar antecipadamente a sua seguradora da intenção de anular a apólice. Basta que não pague a sua renovação que a apólice é imediatamente anulada. Daí que grande parte dos consumidores reaja ao aparecimento do aviso ANA SANTOS GOMES [email protected] de pagamento da renovação do seguro com uma consulta ao tarifário do mercado e mude para a seguradora que estiver com o preço mais barato nessa altura. É também por isso que a generalidade das seguradoras procura ter o preço mais apetecível, sabendo que esse é, para muitos portugueses, o principal factor de decisão na hora de subscrever o seguro automóvel, sobretudo para quem procura uma apólice com o seguro mínimo obrigatório de responsabilidade civil. E mesmo quando os capitais mínimos deste seguro aumentaram, por força da 5ª directiva do seguro automóvel, que entrou em vigor em Outubro, os prémios não sofreram aumentos na generalidade das companhias. Em 2007, o resultado deste fenómeno foi bem visível. O ramo automóvel registou uma quebra de 2,9% e a taxa de volatilidade das carteiras rondou em muitas companhias os 30%. Com o poder de compra dos portugueses em baixa e a massa segurável sem grande crescimento, a disputa pelos segurados da concorrência acentua-se. Os capitais mínimos já subiram e voltam a subir no próximo ano. Os custos com indemnizações tendem a aumentar. Resta saber até quando as seguradoras conseguirão fazer face a estes aumentos sem aumentar preços. Confederação do Comércio AIP defende reforço da garantia mútua Associação Industrial Porcontesta estudo sobre tuguesa-Confederação (AIP-CE) deliberalização dos horários fende oEmpresarial reforço e a dinamização A É mais um episódio na “velha” polémica da liberalização dos horários dos estabelecimentos comerciais ao domingo. A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) apresentou um estudo que concluiu que as receitas adicionais e o número de empregos iam crescer significativamente, caso o comércio abrisse portas aos domingos à tarde. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) diz que o estudo se baseia em falsos pressupostos e projecções especulativas. Pensando a procura comercial “em função do rendimento das famílias, dos seus níveis de poupança e da sua capacidade de endividamento, não é admissível prever, para a próxima década, um crescimento destes indicadores que permita acomodar os aumentos nas vendas apresentados”, alerta, em comunicado, a estrutura patronal. A CCP não duvida que os efeitos mais graves do alargamento de horários seriam sobre o pequeno comércio, “cuja quota de mercado, em especial no segmento alimentar, tem descido de forma drástica e que, em muitos casos, não dispõe de meios para poder abrir as suas lojas ao domingo”. As projecções calculam as vendas “com base nos resultados do período de Natal em que o efeito sazonal não é um exercício credível”. Em relação aos oito mil postos de trabalho a criar até 2017, a CCP também não acredita nas conclusões da APED: “O alargamento dos horários por mais algumas horas, ao domingo, não irá traduzir-se em novas contratações de pessoal, mas apenas numa nova gestão dos recursos humanos.” da garantia mútua, como uma das principais medidas para melhorar o financiamento das pequenas e médias empresas (PME) num quadro que se apresenta de crise a nível nacional e internacional. Esta e outras medidas fazem surgem integradas na Carta Magna da Competitividade de 2003. Nesse sentido, a AIP-CE propõe cinco medidas para o financiamento das PME: - Desenvolver esforços junto da banca no sentido da promoção de acções conjuntas para a melhoria das condições de acesso das PME ao financiamento bancário, bem como actuar no sentido da mobilização do sistema financeiro para a garantia de objectivos quantificados a nível global de financiamento para PME. Objectivo: garantir que o crédito a empresas atinja 50% do crédito total, sendo que o crédito a empresas de pequena dimensão deve atingir, em 2009, 15% do total do crédito a empresas e o crédito abaixo dos seis milhões de euros deve atingir os 65% da totalidade do crédito a empresas, no mesmo ano. - O Estado e as Autarquias, para além dos objectivos que se pretendem atingir com o Programa “Pagar a Tempo e Horas”, deveriam assegurar a confirmação Rocha de Matos, presidente da AIP. imediata das suas facturas, permitindo que fossem descontadas sem custos de capital para os bancos e com a correspondente baixa de spreads. Objectivo: criar as condições necessárias para que os credores do Estado possam realizar os seus créditos através de mecanismos normais de mercado, como seja, por exemplo, através do factoring. - Proporcionar uma maior participação das PME no mercado de compras públicas, nomeadamente através de medidas de discriminação positiva deste tipo de empresas. Objectivo: atingir um volume de compras públicas a PME nunca inferior a 25% do total das compras públicas, até 2009. - Melhorar e dinamizar a utilização do capital de risco, nas suas várias vertentes. Objectivo: aumentar a capacidade de investimento de muitas PME e compensar “falhas de mercado” notórias em áreas como a “reestruturação e redimensionamento” de PME; investimento em activos imateriais; start-ups, transmissão de empresas… Reforçar e dinamizar a actividade de “garantia mútua”, com o objectivo de ultrapassar a vulnerabilidade de muitas PME relativamente à prestação de garantias colaterais. Palmira Simões redacçã[email protected] 6 Actualidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 Vieira da Silva participou num debate no Porto e ouviu muitas críticas dos católicos Ministro do Trabalho incentiva a uma “maior adaptabilidade de todos” TERESA SILVEIRA [email protected] “N ão é função da Igreja Católica fazer justiça social; esse é o papel da política”. A frase é do bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e foi proferida a semana passada, durante um debate sobre “O Novo Código do Trabalho e a Situação Sócio-Económica do Porto”, promovida pela Comissão Diocesana Justiça e Paz e que teve como convidado principal o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, António Vieira da Silva. E não se revelou fácil a tarefa de Vieira da Silva neste encontro, não vão os leitores imaginar o contrário, pois teve de ouvir não só algumas frases incómodas de D. Manuel Clemente – falou do “importante papel dos sindicatos”, da “ineficiência dos sistemas de segurança social” e da necessidade de olhar para as pessoas como “o parâmetro da dignidade do trabalho” —, como também foi forçado a escutar intervenções inflamadas de vários católicos, como a de uma ex-dirigente sindical do sector têxtil, a de um “militante do Partido Socialista desde 1974” e “advogado de alguns sindicatos da UGT” e a de um estudante universitário e dirigente estudantil. Abordado pelos jornalistas à margem do encontro, Vieira da Silva desvalorizou os números da recente manifestação da CGTP e frisou a necessidade da apresentação de propostas construtivas pelos parceiros sociais. “É bom que as propostas vindas dos diferentes quadrantes sejam apresentadas e debatidas e que não sejam apenas propostas de negação das propostas dos outros, nomeadamente das propostas do Governo”. É que “não é o facto de elas serem apresentadas num quadro de mo- “Queremos que as empresas, a economia e os trabalhadores reforcem a sua capacidade de adaptação a uma realidade que é cada vez mais exigente e que está a mudar muito rapidamente”, disse o ministro Vieira da Silva. bilização [sindical] que as transforma em algo de diferente”, disse o ministro aos jornalistas. Ministro recusa ter apresentado apenas princípios Questionado pela “Vida Económica” sobre a crítica do ex-autor do Código do Trabalho, Pedro Romano Martinez, que questionou, na edição passada da VE, o facto de o Governo apenas apresentar princípios aos parceiros sociais e de um Bruxelas considera que tributação automóvel favorece produção nacional A Comissão Europeia (CE) incitou Portugal a alterar a tributação automóvel. Na base da decisão está o facto de, segundo Bruxelas, haver “diferença de tratamento entre operadores registados e operadores reconhecidos que conduz a uma discriminação em relação aos veículos produzidos nos outros Estados‑membros”. Se a legislação nacional não for alterada de modo a dar cumprimento ao parecer fundamentado, a CE pode decidir instaurar uma acção no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias. O Código do Imposto Sobre Veículos (ISV) português refere que um operador registado (sujeito passivo que se dedica habitualmente à produção, admissão ou importação de veículos tributáveis) pode deter um veículo em suspensão de imposto durante um período máximo de três anos, ao passo que um operador reconhecido (sujeito passivo que, não reunindo as condições para se constituir como operador registado, se dedica habitualmente ao comércio de veículos tributáveis) pode detê-lo nesse regime por um período de seis meses. ACAP refere que esta é uma “não questão” A Associação Automóvel de Portugal (ACAP), que representa a fábrica nacionais, acusa da CE de estar a levantar um problema sem expressão. Em declarações à “Vida Económica”, o secretário-geral da entidade afirmou que “a Comissão deveria era preocupar-se com questões mais importantes, como por exemplo a dupla tributação de IVA sobre o ISV, essa sim uma questão vital”. Hélder Pedro não tem dúvidas de que “esta é uma não questão”, até porque não há veículos a saírem matriculados sem estarem pagos. “Além disso, dos automóveis produzidos em Portugal, apenas cerca de 4% se destinam ao mercado nacional, o que é um volume perfeitamente residual”, acrescenta o dirigente da ACAP. Aquiles Pinto [email protected] eventual consenso nos princípios poder não significar consenso quanto à letra da lei, o ministro discordou. “O Governo não apresentou apenas princípios; apresentou linhas de orientação com propostas muito concretas”, disse. “Quando nós propomos que a duração dos contratos a termo se reduza de um máximo de 6 anos para 3 anos, não estamos a falar de princípios, estamos a falar de propostas; quando propomos que haja uma diferente taxa contributiva quando se tem um contrato com termo e um contrato sem termo para as entidades empregadoras não estamos a falar de princípios, estamos a falar de propostas”, exemplificou. “Nós queremos que as empresas, a economia e os trabalhadores reforcem a sua capacidade de adaptação a uma realidade que é cada vez mais exigente e que está a mudar muito rapidamente”, disse o ministro, salientando a vontade de “reforçar o papel da contratação colectiva e da negociação entre as partes na vida das relações laborais”. Recusando falar de “recuo” e de “cedências”, Vieira da Silva disse valorizar a negociação com os parceiros, que é sempre “uma tentativa de aproximação de posições”. E também recusou que a proposta do Governo facilite os despedimentos. “Não há na proposta do Governo nenhuma facilitação dos despedimentos nem nenhuma via aberta para os despedimentos”, afirmou peremptório. Questionado ainda pela “Vida Económica” sobre uma maior facilitação dos despedimentos por inadaptação e o facto de vários juristas defenderem que a proposta do Governo pode pôr em causa o princípio constitucional da segurança no emprego, o ministro voltou a negar. “Há juristas que defendem todas as posições. É por isso que este é um debate interessante”. Certo é que “o despedimento por inadaptação já está previsto na nossa legislação desde 1991”. Agora, o que o Governo pretende é “incentivar a capacidade de adaptação de todos”. “Precisamos de mudar no sentido de uma maior capacidade de adaptabilidade de todos” e de “caminhar no sentido de uma maior resposta às mudanças do mundo”. Marcelo Rebelo de Sousa é orador convidado da ACEGE A Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas (ACEGE) realiza, no próximo dia 18 de Junho, às 13 horas, um almoço-debate subordinado ao tema genérico “RSE: A responsabilidade do Estado no potenciar de uma cultura de responsabilidade”, que terá como orador convidado Marcelo Rebelo de Sousa, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, jurista, “opinion maker” e dirigente político. Este almoço-debate integra-se num ciclo promovido pela ACEGE que visa contribuir, de forma consistente, para a análise da vital importância da responsabilidade social das empresas na construção de uma sociedade mais justa e solidária. O encontro tem lugar na Rua dos Douradores, 57, em Lisboa COLUNA DO LEITOR Um Vale do Ave na grande distribuição “Senhor jornalista Virgilio Ferreira, chefe de redacção da “Vida Económica” Tendo lido alguns artigos seus, resolvi escrever este mail para lhe solicitar que fizesse um artigo devidamente investigado sobre a grande distribuição que, penso eu, a curto prazo, iremos ter um grande Vale do Ave de dimensão nacional na grande distribuição com desemprego e até mesmo fecho de algumas UCDR Unidades Comerciais de Dimensão Relevante. Bastará solicitar à DGE, antiga DGCC, quantos projectos autorizados foram cancelados, quantos pedidos de ampliação com autorizações pagas foram abandonadas – e é um licenciamento nada barato, tem uma validade de dois anos para apresentação de projecto e respectivo licenciamento camarário de execução e mais um ano de prorrogação. No passado mês de Abril um hipermercado recentemente instalado no concelho de Torre Vedras consta que terá despedido 100 funcionários. Quantos supermercados e hipermercados irão encerrar até ao final do ano de 2008 e durante o ano de 2009 das diferentes insígnias? Compras de insígnias como as do Carrefour, Plus e Marrachino, mais não são do que balões de oxigénio e pura engenharia financeira das insígnias compradoras. PS - Já agora, aproveito para lhe colocar outra questão: por que será que hoje, 05.06.2008, e após duas ou três descidas do barril do petróleo sem a correspondente diminuição do preço litro nos postos nomeadamente da Galp, à semelhança do que vinha acontecendo quando o barril subia, o litro nesses postos tambem subia, nenhuma imprensa escrita deste país falou no assunto? Será que se trata de um silêncio pago? Veja todos os jornais diários de hoje, incluindo os desportivos, encontrará neles uma página inteira de publicidade da Galp ao cartão Fast Galp com cinco cêntimos de desconto. Quanto pagou a Galp por este silêncio? Peço-lhe desculpa por ocupar o seu tempo, e gostaria de ver este tema tratado no seu jornal.” Aníbal José Lopes Rodrigues Nota de Redacção: Agradecemos a sugestão do nosso leitor. Iremos procurar abordar o assunto numa das próximas edições. actualidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 7 Sustentabilidade do SNS em debate Seguro de saúde tem 1,6 milhões de subscritores O controlo da despesa e a optimização dos modelos de gestão estiveram na ordem do dia, no III Seminário Nacional Financiamento Hospitalar, onde se debateu a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Promovido pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), o encontro apresentou o mote de mais e melhor saúde para todos como pano de fundo do debate. P ara explicar o modelo de gestão público nacional, Adalberto Campos Fernandes, do Hospital de Santa Maria, utilizou a expressão “vida de rico com carteira de pobre”. O gestor considerou ainda que a “concorrência na saúde é e será sempre imperfeita”, mas que há que ter em conta os condicionamentos de cada um dos sistemas e há que saber “conciliar as expectativas dos cidadãos e dos profissionais”. No caso do modelo de gestão público, há que “redefinir o modelo assistencial, redesenhar o modelo orgânico, alterar o modelo de gestão, integrar o relacionamento com os Cuidados de Saúde Primários e Cuidados Continuados Integrados, incorporar o ensino e a investigação e rever os mecanismos de financiamento”. E “como não há grandes diferenças nos desafios que se colocam às administrações públicas e privadas”, de acordo com Isabel Vaz, administradora do Grupo Espírito Santo Saúde, os desafios acabam por ser igualmente semelhantes e prendem-se com o investimento na qualidade e na inovação tecnológica. A administradora falou ainda sobre o aumento do número de pessoas com seguro de saúde no nosso país, “que atingem já cerca de 1,6 milhões”, que ac- tuam como dupla cobertura e não como complemento do SNS. Contratualização em saúde Abordando o tema da contratualização, Eurico de Castro Alves, da Entidade Reguladora da Saúde, afirmou que é “inevitável que esta seja alargada a todos os sectores”, em que um “sistema de informação fiável e credível é essencial a todo o processo”. Já Pedro Lopes, recentemente nomeado presidente da APAH, explicou que o processo da contratualização pode ter vantagens e desvantagens e que nos Hospitais Universitários de Coimbra, entidade que administra, foi realizado um contratoprograma interno, assinado por todos os directores da unidade hospitalar. Em seu entender, este “é um documento que assume, por escrito, a assunção de responsabilidades” e em que deve haver uma definição clara de objectivos, meios adequados de controlo de gestão, auditoria interna e sistemas de informação. Por seu turno, Bruno Henriques, da Federação Nacional dos Prestadores de Cuidados de Saúde, recordou a legislação que contempla o acesso de todos os cidadãos a cuidados de saúde que deve nortear toda Montemor acolhe aldeamento turístico de cinco estrelas M ontemor-o-Novo foi o local escolhido pela Sousa Cunhal Turismo e pelo grupo Lágrimas para criarem um aldeamento de cinco estrelas, que terá o vinho como âncora. Sob o nome L’And Vineyards, o projecto, constituído por 145 moradias, deverá estar concluído em 2010. O empreendimento, dedicado exclusivamente ao turismo residencial, tem cerca de 66 hectares e está organizado em sete núcleos. As unidades dividem-se entre serviced villas (T3 a T6), com valores que vão dos 350 aos 759 mil euros, e “serviced townhouses” (T2), cujos preços variam entre os 135 e os 259 mil euros. O investimento ronda os 44 milhões de euros e a comercialização do mesmo já está a ser feita. A divulgação do empreendimento ocorrerá no mercado nacional, mas também no internacional, com principal incidência nos nórdico, inglês, irlandês e espanhol. O início da construção das infra-estruturas deverá iniciar-se ainda este ano, e das unidades em 2009. Como aliciante e factor diferenciador, o projecto L’And Vineyards assenta num conceito em que cada proprietário é também produtor de vinho, azeite, ... Experimentar o que é a vinicultura. Este é o primeiro projecto de marca desenvolvido pela Sousa Cunhal Turismo, holding do grupo alentejano, em parceria com o grupo Lágrimas. Este detém 10% do capital do projecto e ficará responsável pela gestão do empreendimento. O projecto foi desenvolvido por cinco arquitectos de renome internacional, três portugueses e dois estrangeiros: Promontório Arquitectos, de Lisboa; Sergison Bates Architects, de Londres; João Luís Carrilho da Graça Arquitectos, de Lisboa, Architekturbüro Peter Märkli, de Zurique; José Paulo dos Santos Arquitecto, do Porto. O paisagismo do empreendimento tem a assinatura da PROAP – João Ferreira Nunes, de Lisboa. Alexandra Costa [email protected] Um sistema de informação fiável e credível é essencial a todo o processo de contratualização dos serviços de saúde. e qualquer decisão no campo das políticas da Saúde. Flexibilidade Pedro Pita Barros, perito em Economia da Saúde, explicou os diferentes modelos de gestão, desde a sua eficiência, acessibilidade e “clinical governance”. O professor da Faculdade de Economia da Universidade de Lisboa sublinhou que “não haverá receitas gerais ‘one size fits all’”, contudo, “dentro da flexibilidade desejável para cada hospital se ajustar da melhor forma à população que serve, existem princípios gerais”. Assim, o especialista explicou as alterações no que toca à introdução de medicamentos “ditos inovadores”, em que a avaliação económica favorável surge como barreira adicional e sublinhou que os médicos do SNS, ao optarem por determinada terapia, têm de ter em consideração quer os benefícios para o doente quer o custo do medicamento. Daí que tenha falado sobre um modelo que assenta na partilha de risco, em que o pagamento por parte do SNS só tem lugar em caso de sucesso do tratamento. Desta forma, é aplicada a terapia em todos os casos em que o tratamento faça sentido, mesmo naqueles em que a taxa de sucesso previsível é irrisória. Pita Barros classifica este cenário como uma “win-win situation”, em que ambas as partes podem obter vantagens. Porém, frisou que “a ideia de partilha de risco é boa instantaneamente, mas, a longo prazo, com revisões de preços, poderá não ser favorável, porque o SNS estará a gastar mais com os doentes que poderiam ser tratados recorrendo a outra alternativa”. Ana Albernaz [email protected] PUB 8 actualidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 Observatório do Trabalho Temporário arranca em Outubro O lançamento do futuro Observatório do Trabalho Temporário foi um dos resultados mais interessantes do recente encontro que reuniu responsáveis do sector e onde também foi lançado o Manuel do Provedor do Trabalho Temporário. Marcelino Pena Costa, presidente da APESPE, Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego, afirmou ao “Vida Económica” que “a nova lei (do trabalho temporário) em vez de vir a simplificar alguns procedimentos, complicou-os”. Este gestor participou na semana passada na sessão de apresentação do “Manual do Provedor do Trabalho Temporário”, o qual aconteceu no ISEG e contou com a presença de Vitalino Canas, Provedor do Trabalhador Temporário, e de Luciana Campos, da empresa Protocolo. O encontro foi muito útil, na óptica do presidente da APESPE, nomeadamente com o lançamento da ideia de criação de um Observatório do Trabalho Temporário, por parte de Vitalino Canas e que Têxtil receia ser outra vez moeda de troca Evento compensa do ponto de vista da notoriedade Feira do Livro do Porto não tem interesse comercial Está cumprida mais uma edição da Feira do Livro do Porto. O evento atingiu o objectivo das 300 mil visitas, mas continua a não ser compensadora para as editoras do ponto de vista financeiro. A Marcelino Pena Costa, presidente da APESPE contou, de imediato, com o apoio do professor António Mendonça, presidente do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão). Este docente assegurou que a escola irá dar todo o apoio necessário. Marcelino Pena Costa afirmou à VE ser expectável arrancar com o Observatório do Trabalho Temporário em Outubro, uma iniciativa que contará com o apoio técnico do Observatório do Emprego. O trabalho temporário representará cerca de 1,4% dos 5 milhões de trabalhadores activos nacionais, embora o número de trabalhadores em situação de precariedade se situe entre os 12% e os 14% da população activa, considerando os contratos a termo, em part-time, os recibos verdes que pagam segurança social e os prestadores de serviços independentes que pagam igualmente contribuições para a segurança social. O encontro serviu para lançar o “Manual do Provedor”. Sobre a nova lei do trabalho temporário as críticas foram muitas e o presidente da APESPE fala no aumento da carga burocrática e administrativa, sem qualquer acréscimo prático ao nível da protecção dos trabalhadores. A Associação diz ter feito ao Executivo propostas “inovadoras” e lamentou que o actual ordenamento laboral não seja uma lei “para a frente”. VN feira da Invicta é, sobretudo, uma montra rectifica: “A homenagem foi à cidade do Porto - foi para as editoras. “A feira não compensa do nessa condição que aceitei - eu fui apenas o autor ponto de vista económico, nem sei se alguma em destaque.” A oportunidade serviu para alertar vez compensou. O investimento é muito grande e o para alguns problemas que o Porto enfrenta: “Ainda retorno financeiro não compensa. A grande vanta- há muita carência de actividade cultural na cidade. gem é a notoriedade da presença”, revela Darlindo A iniciativa privada é significativa, mas a autarquia Resende, elemento da organização. está alheada da cultura. Além disso, a cidade está O certame não contou, este ano, com a presen- cada vez mais degradada e abandonada; é urgente ça directa do grupo Leya, detentor de 13 editoras, construir uma grande área metropolitana.” entre as quais a Edições ASA, a Texto Editores, a Os portugueses estão na cauda da Europa, em terCaminho e a Dom Quixote. O stand “Inovação à mos de hábitos de leitura. Apesar do Plano Nacional Leitura” representou estas editode Leitura em curso, Germano Silva ras na feira deste ano. “A polémica não acredita que a realidade esteja passou uma má imagem da Feira e muito diferente: “É verdade que se Os portugueses trouxe alguma desmotivação à orgaeditam muitos livros, mas duvido que nização, as coisas podiam ter corrido se criem, de facto, hábitos de leitura”. ainda estão na melhor”, admite Darlindo Resende. O triunfo do suporte electrónico, face cauda da Europa, “Apesar de as Feiras de Lisboa e do aos livros tradicionais, não assusta Porto terem organizações diferenGermano Silva, que acredita que “os em termos de tes, há decisões que dizem respeito livros e jornais, tal como são actualàs duas, como, por exemplo, a pumente, não vão morrer”. O evento hábitos de leitura blicidade que só pôde arrancar após serviu ainda para a apresentação do o desfecho da polémica” [lembra-se novo livro do autor, “Porto - sítios que a Associação Portuguesa de Edicom história”, contou com uma extores e Livreiros (APEL) acusou a autarquia lisboeta posição do Museu Nacional de Imprensa intitulada de favorecer o maior grupo editorial português, ce- “As Manchetes do Regicídio” e uma homenagem ao dendo-lhe pavilhões diferenciados na Feira?]. alfarrabista portuense Nuno Canavez, da Livraria A homenagem habitual a uma personalidade re- Académica. Mariana Pinto caiu este ano sobre Germano Silva. O jornalista Feira 2009: saída do Pavilhão Rosa Mota aplaudida N ão é a primeira vez que se anuncia, mas desta parece ser definitivo. Em 2009, a Feira do Livro do Porto deve deixar o Pavilhão Rosa Mota e regressar ao ar livre. O local ainda não é certo, mas as obras previstas para o pavilhão, onde a Feira se realizou nos últimos 14 anos, devem obrigar mesmo à mudança. A Câmara Municipal do Porto já disse que vai negociar com a APEL o melhor sítio para a realização da Feira do próximo ano e que a Avenida dos Aliados, onde a mesma se realizou durante muitos anos, seria uma boa escolha. Darlindo Resende refere que, apesar de a Feira num recinto fechado trazer “mais condições”, também “cria a ideia de que é um local mais fechado, onde se paga. Estando na rua, conseguimos chegar a mais gente”, continua. Germano Silva deixa a sugestão: “A Avenida das Tílias, no Palácio de Cristal, seria uma óptima opção. Sem dúvida que a realização ao ar livre é mais atractiva.” O Pavilhão Rosa Mota recebeu, este ano, 94 stands (menos 17 do que em 2007) e teve 60 editoras inscritas (menos cinco), com a Cidade Invicta como tema central. A 78ª edição conseguiu uma “afluência do público idêntica à do ano passado e cumpriu o objectivo das 300 mil visitas”, concluiu Darlindo Resende. Grupo editorial Vida Económica volta à Feira do Livro O Grupo Editorial Vida Económica foi uma das 60 editoras presentes na 78ª edição da Feira do Livro. No stand do grupo estiveram as mais recentes edições, como o “Código dos Contratos Públicos”, a “Tributação do Património” (2ª edição) e o “Direito Tributário 2008 (6ª edição). As edições do sector imobiliário também estiveram em destaque, com os títulos mais recentes, como o “Guia do Direito Imobiliário - Direito de Propriedade e Tendências de Gestão Imobiliárias 2008”. A indústria têxtil e vestuário está preocupada com as pressões exercidas por parte de alguns países, no âmbito da Organização Mundial de Comércio, no sentido da liberalização do comércio, sem que que se verifique uma política efectiva de reciprocidade. A Federação da Indústria Têxtil e do Vestuário de Portugal (FITVEP) já enviou uma missiva ao Governo nacional para pressionar a Comissão Europeia, tendo em conta o genuíno acesso aos mercados. A situação agravou-se recentemente, quando o Canadá apresentou um novo modelo, com vista à obtenção de acordo no dossier “acesso a mercados de produtos não-agrícolas. Depois de analisado o documento, a federação conclui que a implementação das propostas representa uma parcialidade inaceitável no que respeita à consagração da Agenda de Doha para o Desenvolvimento. Por outro lado, “a União Europeia pouco fez para cumprir o mandato que lhe foi concedido em Dezembro de 2003, que consistia na redução dos direitos aduaneiros para o nível comum mais baixo, com excepção dos países menos desenvolvidos, e na eliminação das barrreiras não tarifárias”. Considera aquela estutura associativa que a proposta apresenta um conjunto de coeficientes e flexibilidades que permitirá aos países terceiros manterem fechados os seus mercados internos aos produtos de outras origens, nomeadamente europeias. Face a este cenário, “faz-se da indústria têxtil e vestuário a habitual moeda de troca, numa atitude injustificada e que coloca em causa o legítimo interesse nacional”. Universidade Aberta divulga ensino à distância Educação à distância e e-learning são dois conceitos em voga no ensino em Portugal. É nesse contexto que a Universidade Aberta (UAb) organiza uma conferência de uma das maiores redes mundiais de educação à distância e e-learning, a EDEN - European Distance and E-Learning Network. O evento reúne, no Centro Cultural de Lisboa, mais de meio milhar de participantes. Os trabalhos decorrem até amanhã, sábado. Entre os presentes estarão professores e investigadores conceituados internacionalmente, representantes da Comissão Europeia, de organizações internacionais e não governamentais, directores de empresas e dirigentes de universidade de ensino à distância. O programa inclui sessões plenárias e paralelas, com a apresentação de comunicações e sessões de trabalho. Depois da conferência da EDEN, a UAb vai participar, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa (UCP) e o Instituto Nacional de Administração (INA), na organização de um fórum sobre a qualidade e a inovação no sistema de educação. A intenção é desenvolver as competências dos formandos, tendo em conta as novas necessidades educativas e do mercado de trabalho. Opinião sexta-feira, 13 Junho de 2008 Em pantanas A expressão é popular. Mas parece vilhas próprias que o Governo nos fez saser a que mais se ajusta ao estado ber, a nós, incultos e ignorantes cidadãos do país. Que está em pantanas. que só discordávamos porque estávamos Ninguém se entende. Cada qual procura a soldo dos “inimigos” do Governo, que puxar a brasa à sua sardinha. Só que as sar- muitos de nós começaram a olhar para o dinhas são muitas e as brasas são poucas. Primeiro-Ministro como se fosse um deus O que quer dizer que, para alguém ter a em pessoa. Não porque o víssemos como sua brasa, outro há-de ficar sem ela. E, o todo-poderoso. Mas porque ele se afirmaque é pior, estamos a assistir à progressiva va todo-poderoso. E porque, a partir de redução das brasas, já de si insuficientes, determinado momento, começou a alarque temos para todas as sardinhas. Bem à dear a arrogância de quem efectivamenmaneira portuguesa, procuramos encon- te assim se julga. Muito raramente o seu trar culpados para este estado de coisas. Governo inflectiu as suas ideias, apesar da Em primeira mão, aparece inevitavelmen- oposição que muitas delas, especialmente te o Governo. Mas será que é assim tão as mais caras, suscitavam. simples? Será que o Governo é verdadeiPois bem. Quando alguém, face a nós, ramente responsável pelo estado de sítio a se autoproclama, implicitamente que seja, que o país chegou? como um deus, obviamente dele esperamos Muito da crise que vivemos tem raízes o milagre necessário. É como se lhe apreinternacionais. Têm sido apontadas basi- sentássemos a factura da divindade. Ai é? Ai camente três. Os preços do petróleo, a cri- és assim bom? Então resolve lá o problema! se financeira com raízes E os resultados, já de si nos Estados Unidos e esperáveis maus, toros preços dos cereais. nam-se dramaticamenIsto é, tudo razões de te péssimos se, como Muitos de nós natureza internacional, temos vindo a assistir, começaram face às quais o noso deus assume um ar so Governo pouco ou compungido e nos diz, a olhar para o nada pode fazer. Parece agora humilde, que fez que estou a desculpar o tudo o que podia. E se Primeiro-Ministro Governo, eu, que tantas de mandante intransicomo se fosse vezes me tenho insurgigente passa a submisso do nesta coluna contra cedente. Anote-se, desum deus em pessoa a sua acção. Mas não é de já, que a cedência ao desculpa. É explicação. sector das pescas, tendo Porque a culpa do Gopor causa próxima a verno, com particular incidência no Pri- subida dos preços dos combustíveis (ainda meiro-Ministro, reside, a meu ver, noutro por cima, uma subida de preços que uma domínio. Com efeito, desde a campanha Autoridade para a Concorrência designada eleitoral que nos haveria de oferecer José pelo Governo afirmou natural e justa) vai Sócrates, ouvimo-lo a ele, primeiro, e a provocar uma catadupa de reivindicações, muitos dos seus Ministros e Secretários de objectivamente absurdas, algumas vezes Estado, depois, a vangloriarem-se do que irresponsáveis, mas que surgem avassalaiam fazer ou do que tinham feito. Mui- doras face à tibieza mostrada pelo Governo tas vezes sem razão. Muitas vezes numa num primeiro caso. Anote-se, desde já que descarada propaganda vendida aos Por- o Governo entrou numa espiral de asneiras tugueses como se fosse banha da cobra. que não se sabe muito bem aonde irá parar. “Pela primeira vez, um Governo consegue Anote-se, desde já, que a pressão pode vir a fazer…”. Quantas vezes ouvimos nós esta ser tão grande que tenhamos que assistir a frase? Sem conta. Tantas foram as mara- eleições antecipadas. AZUIL BARROS Especialista no Crescimento de Negócios Partner & Director Geral da Quantum Portugal www.QuantumCrescimentoNegocios.com D irigi-me a um estabelecimento de cozinhas, há pouco tempo atrás. Estava a pensar remodelar a minha cozinha e estava disposto a gastar uma boa quantia, contudo ninguém pareceu interessar-se por mim. Precisava de uma cozinha completa: móvel de cozinha, lava-loiça, chaminé, mesa, cadeiras, etc. Na primeira loja que entrei, perto dos nossos escritórios, onde inclusive já fiz compras há alguns anos atrás, havia duas vendedoras e ambas estavam ocupadas: uma estava ao telefone e outra estava a arrumar umas coisas. Comecei a percorrer o estabelecimento, para baixo e para cima, entrava em cada mostruário de cozinhas e observava, tocava, abria as portas dos armários para tentar avaliar a qualidade e imaginar esses modelos na cozinha da minha casa. Reparei que ao fim de uns bons 15 minutos, enquanto percorria a loja, ninguém me fez nenhuma abordagem, nenhum 9 A. magalhães pinto Economista [email protected] As coisas passar-se-iam de modo dife- que quando assumiram o Poder. A única rente se, ao chegarmos a esta imprevisível grande vitória de que o Governo se pode crise, o Governo estivesse na alta estima verdadeiramente orgulhar é o saneamendos cidadãos. O que teria acontecido se, to das Finanças Públicas. Mas, mesmo aí, em lugar da atitude arrogante que o Pri- mediante uma estratégia que não resiste meiro-Ministro adoptou durante quase a uma análise mais profunda. Se acontetodo o resto do mandato, nos tivesse tra- ce termos, em nossa casa, um desequilítado como gente e não tivesse a sua in- brio das finanças, todos sabemos o que tervenção pública sido, em muitos casos temos que fazer: cortar nas despesas. Isto contraditória. Não é possível aceitar um porque não temos o poder de aumendiscurso (e uma polítitar os rendimentos ca) de cinto apertado num abrir e fechar em conjunto com a de olhos. O que fez o Nem mesmo intenção de construir Governo? Como tem obras faraónicas – casos naquilo que é a o poder de aumentar do aeroporto de Lisboa os seus rendimentos sua maior bandeira e do TGV - em mui– aumentando os imtos casos totalmente postos – privilegiou – o saneamento incompreensíveis. Não este ângulo de aproxido Orçamento – o é possível aceitar a remação ao controlo do dução drástica na assisdéfice público. Com Governo vai deixar tência dos cidadãos na duas consequências doença e anunciar que pesadíssimas. Por a casa arrumada se vão gastar muitos um lado, o equilíbrio milhões na ligação do das Finanças PúbliTGV ao Porto. Os cidadãos não compre- cas é transitório. É conjuntural e não endem isso. E perdem o respeito a quem, estrutural. Basta a mais pequena crise de tal modo, incorre em contradições fla- para voltarmos ao mesmo e às mesmas grantes. Como não é possível aceitar que necessidades. Depois, agindo assim, saa prossecução de uma política louvável cando recursos financeiros que estavam – a recuperação de impostos não pagos presentes na actividade económica pro– seja realizada espezinhando os direitos dutiva directa, dinamizando-a, para os de defesa dos contribuintes. Como não é introduzir na actividade directamente possível aceitar que a vitória nas eleições não produtiva, o Governo enfraqueceu tenha sido obtida mediante argumentos a actividade económica. Ganham, neste que logo foram esquecidos mal a vitória ponto, maior valia os muitos avisos que foi assegurada. uma personalidade sabedora e de mente Isto é, o Governo chega à crise precisa- arrojada, Miguel Cadilhe, diversas vezes mente no ponto mais baixo da sua popu- fez ao longo destes últimos três anos. Isto laridade. Não apenas resultante dos fenó- é, nem mesmo naquilo que é a sua maior menos sociais já referidos, mas também bandeira – o saneamento do Orçamento no plano mais degradado da situação – o Governo vai deixar a casa arrumada. económica. Desemprego em crescendo. Atirou apenas com o lixo para debaixo Produto Interno a aproximar-se da estag- do tapete. nação. Exportações em queda. ImportaEu gostava de ser optimista. Mas não ções a aumentar. Investimento estrangei- consigo ver nenhuma razão para o ser. Varo quase desaparecido. Inflação crescente. mos esperar. Mas é melhor, pelo sim pelo Tal como aconteceu com Guterres, os so- não, estarmos preparados para tempos cialistas vão provavelmente abandonar o mais difíceis. A casa está em pantanas e vai Governo com o país em situação pior do dar um trabalho dos diabos arrumá-la. Não confunda baixa pressão na venda com falta de habilidade! vendedor me dirigiu sequer uma palavra. voltei a dar uma volta no seu interior, obPensei que talvez não tivessem “percebi- servei alguns modelos de cozinhas, mas do” que estava ali, por isso, passei inten- ninguém parecia interessar-se por mim, cionalmente em frente às duas vendedo- novamente. Os dois vendedores deste esras. Uma já estava a falar com um cliente tabelecimento estavam muito empenhae a outra continuava a dos na conversa que falar ao telefone; mas mantinham um com nenhuma estabeleceu o outro e, por conseComo vendedor, contacto visual comiguinte, nenhum deles go, apesar de eu ter decidiu abordar-me. a sua função olhado directamente Quando ia a sair, um mais importante para ambas. dos vendedores veio Fui a outro estabelerapidamente até mim é descobrir que cimento na expectativa e perguntou-me: “Preintenção está de encontrar alguém cisa de alguma ajuda?” amigável e prestável, Respondi-lhe que não, subjacente no seu alguém que se interesagradeci-lhe e saí! sasse em mim. Entrei Ainda decidi ir a oupotencial cliente com a convicção de tro estabelecimento. O que se alguém me pervendedor abordou-me guntasse se queria comprar alguma coisa e perguntou-me “Deseja alguma informaque gostasse que responderia, de imedia- ção?”. E, eu respondi-lhe: “Não. Estou só to, que sim. a dar uma vista de olhos”. Então o vendeEntrei no segundo estabelecimento, dor afastou-se e ao fim de cinco minutos, quando me viu a observar uma cozinha em particular, abordou-me novamente e disse-me “Essa cozinha é das mais caras… contudo, posso fazer-lhe um desconto”. Eu respondi-lhe que apenas gostaria de saber o preço. Fiquei espantado pela forma inábil como o vendedor, sem ter havido qualquer manifestação de discordância, começou logo a desvalorizar o seu produto, oferecendome um desconto. Em suma, o que me parece é que se confunde “pressionar pouco a venda” com falta de habilidade! Quando alguém entra numa loja, normalmente, é de forma intencional. Como vendedor, a sua função mais importante é descobrir que intenção está subjacente no seu potencial cliente e criar uma atmosfera onde ele se sinta bem, compre os seus produtos ou serviços e volte para comprar novamente. Comece já e faça com que o ano de 2008 seja o MELHOR de sempre para Si. 10 opinião sexta-feira, 13 Junho de 2008 Última da hora! ... Última da hora! S empre muito bem informada, a nhecidas excepções, vai tudo para a rua “Vida Económica” sabe que o País – o que, naturalmente, não seja médico. está à beira de uma crise instituEsta onda parece que começou com cional sem precedentes, com demissões um episódio sem significado relacionaespontâneas e provocadas em todos os do com um polícia. De facto, indepenmais diversos sectores da actividade polí- dentemente de poderem ter ou não um tica, económica e social. canudo, um polícia é um polícia – o tal Aliás, este surto de demissões parece que, na falta do magala, também catraque começa no próprio Governo. Assim, piscava as sopeiras do meu tempo. Ora, os muitos doutorados membros do Go- na verdade e por definição, um polícia verno reuniram-se secretamente e decidi- deve mandar pouco e, muito menos, em ram demitir-se em bloco – não admitem altíssimos cartolas da nossa praça, sob serem liderados por um mero licenciado, risco e pena de poderem puxar do chanainda por cima nas condições públicas falho e não da lei e ordem. Os outros é conhecidas. que podem e devem E o processo já conmandar em polícias O Estado, pura taminou a Mota & – para eles, já basta a Companhia – todos os função de prenderem e simplesmente, engenheiros da conheos malfeitores. acobarda-se, faz cida construtora estão Já viram o que é a a preparar a sua saída estupidez de ter polícerimónia, retrai-se porque não aceitam ser cias a mandar em poliderados pelo Dr. Jorlícias? Não se vê isso no exercício do poder ge Coelho, licenciado em parte e actividade indeclinável que lhe é em não-sei-o-quê. nenhumas! E sabem Quem também está porquê? Porque os inerente em posição muito dipolícias estão habifícil é o nosso querido tuados, como a troMarquitos, o senhor pa, a receber ordens, Oliveira e os administradores da RTP cumprir com missões, preservar as hie– os jornalistas, em pé de guerra, consi- rarquias e fazê-lo sempre em prejuízo das deram que ou eles requerem a cédula res- mordomias e honras. Ora, para chefiar pectiva ou não são admitidos na função – na perspectiva dos defensores da teoria de liderança e gestão. – é preciso “entorno”, prestígio, cagança, A Ministra da Saúde, entretanto, está título, falar de alto, enfim espírito corpoaflitíssima e não sabe o que há-de fazer rativo que nos leve a defender, nem que à vida dela se os médicos desatarem a se- seja “a outrance”, os amigalhaços dos coguir os exemplos recentemente vividos legas de função. E como os polícias são, nas outras actividades. Com algumas co- por natureza, uns brutos, não podem ser M. J. Carvalho Economista (OE 1613) [email protected] chefes destes tipos requintados. Percebi- uma arrogância insuportável, se julgam no direito de definir, eles próprios, como do? No dia em que o Conselho Máximo ele deve gerir as suas próprias responsados Conselhos Superiores Nacionais, ago- bilidades. Isto é intolerável e a verdade é ra, neste preciso momento, inventado por que, do Presidente da República ao Premim, puser na cadeia, sem apelo, remis- sidente da Junta de Freguesia, ninguém são ou caução, todos os corporativistas parece incomodado com isto. O que imbecis publicamente assumidos deste também é lamentável. No fundo, o exerPaís, estaremos, deficício democrático da nitivamente, no bom diferença de opinião caminho. Já viram o que é é, hoje, uma “blague”, De facto, Salazar por não executável a deve estar a rebolar-se a estupidez de ter todos os níveis e por a rir, a toda a hora. Ele toda a gente – ele está que inventou o Estado polícias a mandar cada vez mais restrito Corporativo, que criou em polícias? Não se ao contraditório dos uma câmara especialiinteresses divergentes zada para albergar os vê isso em parte e das corporações que corporativistas, nunca, em tempo algum, lhes actividade nenhumas! se encontram no momento por ele envolconcedeu ou lhes aceividas. tou tal poder como o A impunidade com de hoje, efectivo, real, que se contesta, reclama, exige ou propõe palpável, asfixiante. Se um dia ainda for a tempo de dar um causas ou soluções deriva, tão-somente, do conselho à minha filha e ela o entender e pelo facto de sabermos, à partida, que “anaceitar, teria de lhe dizer uma única coisa: dam todos ao mesmo” e, por isso, não nos “- Se não quiseres ir daqui para fora, ins- incomodarmos nem valorizarmos demasiado creve-te e envolve-te rapidamente numa os episódios. De facto, os corporativistas conqualquer corporação política, económica tam sempre, à partida, com o nosso desinteou profissional “. resse, o nosso alheamento, o nosso encolher Isto não tem nada que ver com globa- de ombros para fazer passar as suas mensalização, desregulamentação, mercados ou gens de exigência de controlo e poder. sistemas. Este poder exacerbado dos diferentes O Estado, pura e simplesmente, aco- corporativismos em Portugal está a mibarda-se, faz cerimónia, retrai-se no nar o poder, a decisão, as hierarquias e exercício do poder indeclinável que lhe as estruturas – cada vez mais, o medo ao é inerente perante estes polvos que vi- corporativista substitui o respeito pelo vem à sua custa e, ainda por cima, com direito e o Estado. Amor primeiro D esde que comecei a redigir crónicas semanais de economia realizaram-se dois Campeonatos da Europa de Futebol e outros tantos Campeonatos Mundiais, razão pela qual já bastas vezes pude discorrer sobre as interconexões entre o desempenho das selecções nestas competições e o impacto na actividade económica nos seus países de origem. No caso do Euro-2004, até com outra abrangência por via de Portugal se ter assumido como País organizador do Campeonato. Em todas essas ocasiões, fi-lo com uma base verdadeiramente científica e invocando estudos internacionais das mais reputadas consultoras, em que se analisava o valor económico das “marcas” nacionais, as expectativas de impacto no produto interno por via da expansão directa do consumo e/ou do aumento da confiança dos consumidores e investidores e dos níveis de motivação e produtividade dos trabalhadores, até ao impacto nos movimentos internacionais de capitais ou do efeito catalisador que o desempenho de certas selecções poderia ter sobre a economia global. Em qualquer dessas circunstâncias, jamais procurei socorrer-me do espírito diletante daqueles que achavam que esses meses deviam ser dedicados a essa causa maior – o Europeu/ Campeonato do Mundo – e que os resultados da nossa Selecção deviam servir de paliativo e/ou de analgésico para as agruras do dia-a-dia e para a incerteza que possa pairar no futuro dos Portugueses. Não me revejo, porém, naqueles que se lamentam do excesso de informação sobre todos os factores que envolvem a competição, considerando equívocos os critérios editoriais e excessiva a relevância dada a cada aspecto acessório dos atletas e do ambiente que rodeia estes eventos. Ora, tratando-se estas competições (também) de um claro produto comercial, e sabendo-se que qualquer meio de comunicação social se submete aos interesses económicos que derivam do nível de adesão das suas audiências, alguém poderia esperar uma atitude diversa daquela que hoje é novamente seguida por todas as televisões, rádios ou jornais? Feitas estas ressalvas, permitam-me, porém, que confesse que, sendo esta, talvez, a circunstância em que parto para uma competição desta natureza com um menor apetite por toda essa catadupa informativa – em linha com as minhas baixas expectativas sobre o desempenho positivo (friso expectativas, não desejos) Ricardo Rio [email protected] http://econominho.blogspot.com Os resultados da nossa Selecção deviam servir de paliativo e/ou de analgésico para as agruras do dia-a-dia e para a incerteza que possa pairar no futuro dos portugueses. – é talvez esta a circunstância em que acho que a Selecção pode ter um papel socialmente fundamental neste estio que tarda em chegar aos lares nacionais. É sabido, como muitos escrevem e dizem, que não vão ser os golos do Cristiano, os sprints do Bosingwa ou os passes milimétricos do Moutinho que vão fazer crescer as notas nas nossas carteiras, reduzir os preços dos bens essenciais, combater o desemprego ou estimular o investimento e a nossa competitividade externa. Não sei, sequer, se, em linha com os tais estudos que referi, a nossa economia poderá registar algum crescimento com as trivelas do Quaresma, os cortes seguros do Ricardo Carvalho ou os passos de magia do velho-Deco que todos gostávamos de reencontrar. Podem acusar-me de estar a fazer a apologia pública do velho lema do “pão e circo” que já sustentou a afirmação de muitos regimes de má memória, mas, se por mais não for, que as vitórias da Selecção tragam o ínfimo raio de luz e alegria por que anseiam tantas e tantas famílias de Norte a Sul do País. Em bom rigor, também não será por não se falar da Selecção ou por esta se “portar pior” do ponto de vista desportivo que deixaremos de ter criminalidade nas ruas, que teremos mais segurança sobre a capacidade do Estado para nos facultar o acesso à Saúde, Justiça, Educação ou Ensino Superior de qualidade, que nos sentiremos menos coagidos no exercício da nossa cidadania, que procederemos a uma melhor avaliação dos inócuos esforços de revitalização económica e consolidação das contas públicas pela via da despesa ou que teremos outra percepção sobre a total ausência de políticas verdadeiramente sociais, orientadas para aqueles que mais necessitam. E, se perceberem o impacto, breve mas importante, que este fenómeno pode ter para os lares do Continente e Ilhas, compreenderão ainda mais o que isto pode representar para a giesta lusitana espalhada pelos quatro cantos do mundo e, muito especialmente, para aqueles que vão receber a Selecção no seu País de acolhimento. A recepção do passado Domingo em Neuchatel não me surpreendeu. Vi-a já, tantas e tantas vezes, nos olhos turvos de muitos Portugueses de Toronto, de Nova Iorque, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Paris, de Sidney e de tantos outros pontos do globo. Dos que partiram há muito. Dos que ainda agora chegaram. Dos que queriam ficar. Dos que queriam voltar. Dos que venceram. Dos que esperavam mais. Dos que sofrem. Dos que triunfaram. De todos aqueles que, por mais estereótipos que se criem, vivem e sentem e sabem que não há amor como o primeiro. sexta-feira, 13 Junho de 2008 breves Mundo necessita de uma revolução energética O mundo terá que gastar cerca de 1,1% do rendimento económico global anual, nos próximos 40 anos, para reduzir para metade as emissões de CO2, em 2050, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). O que significa que é precisa uma revolução energética. Cerca de 60% do investimento – sobretudo de novas tecnologias – terá que ser realizado nos países emergentes. O desacordo sobre quem vai pagar a factura tem feito com que alguns dos países em rápido desenvolvimento não assinem o protocolo de redução das emissões de carbono. Certo é que, se as coisas continuarem assim, em meados do século as temperaturas globais terão aumentado cerca de dois graus. Entre os países do G8, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e o Canadá já assumiram o compromisso de reduzirem as emissões para metade. De fora estão os Estados Unidos e a Rússia. A agência avisou que atingir tal objectivo implicará a construção de 32 novas centrais nucleares e 17 500 turbinas eólicas por ano. Não será nada fácil alcançar valores tão ambiciosos, mas não menos necessários. Europa beneficia com abertura do comércio mundial Cada vez se juntam mais vozes a exigirem que a Europa chegue a um acordo antes do final do ano no que respeita à política agrícola comum (PAC). Afinal, a União Europeia parece ter mais a ganhar do que a perder com as negociações no âmbito da Organização Mundial de Comércio. Os empresários acham que a liberalização das exportações agrícolas e industriais, bem como a maior abertura do mercado dos serviços permitirá às empre- sas europeias reduzirem em 3% os custos de exportação. O que é muito se se tiver em conta a desvalorização do dólar. É verdade que a Comissão deu alguns passos para desarticular a PAC, mas, na realidade, foram muito tímidos. De notar que a abertura e a liberalização também possibilitariam o aliviar das pressões inflacionistas, uma das maiores preocupações neste momento. Muitas empresas acham que a liberalização já nem sequer é uma opção, mas uma necessidade efectiva. Efeitos da crise chegam às contas da Inditex Os efeitos da crise sobre o consumo chegam às contas da Inditex, detentora da marca Zara. Os analistas estão de acordo que o aumento das vendas, no primeiro trimestre, será o mais baixo em cinco anos. Mesmo assim, deverá ser superior a 10%, em termos de vendas, o que faz com que o grupo espanhol fique em melhor posição do que os concorrentes mais directos para fazer face ao ciclo recessivo. Os lucros da Inditex deverão registar um crescimento de oito pontos, sendo que alguns dos principais rivais já anunciaram descidas nas vendas, em especial devido às alterações do clima. A Inditex tem a seu favor um bom arranque em Fevereiro e Março. No entanto, a sua exposição ao mercado espanhol, onde o consumo está a baixar mais rapidamente, vai acabar por se reflectir nas respectivas contas. A empresa deverá ser forçada a rever a sua estratégia, ainda que tenha diversificado bastante os seus mercados. Por outro lado, também terá que rever os preços praticados, ainda que não sejam esperadas saldos generalizados. Investimento estrangeiro cria mais emprego nos serviços O investimento estrangeiro na Europa Ocidental criou mais empregos no sector dos serviços do que na inústria. tal aconteceu pela primeira vez no ano passado, uma evidência de que a região está a evoluir no sentido de uma economia com base no conhecimento. Cerca de 60% dos empregos criados estiveram relacionados, pelo menos em parte, com a actividade industrial. Isto significa que esta transição também acarreta riscos e desafios poten- ciais. Pode mesmo ser uma ameaça ao dinamismo da região. Não apenas porque os serviços tendem a criar menos postos de trabalho como os serviços existem para alguma coisa e essa coisa é a indústria. Muitos trabalhadores da indústria estão a ser desviados para a investigação, a consultoria de tecnologias da informação e serviços administrativos. Importa agora garantir que a indústria não se torne num deserto na Europa Ocidental. G8 apela à cooperação global no petróleo Os ministros da energia dos países mais desenvolvidos estão muito preocupados com o aumento continuado dos preços do petróleo. Querem que os produtores reforçem a produção e garantam maior transparência nos dados sobre os fornecimentos. O G8 considera que os preços elevados não têm precedentes e são contra os interesses dos consumidores e dos próprios países produtores. A OPEP é motivo de fortes críticas por parte da organização, cujos países produtores de petróleo garan- tiram mais investimentos para aumentarem a respectiva produção. De notar que estas nações, excluindo a Alemanha, estão a desenvolver uma campanha no sentido de se realizarem novos investimentos nucleares. Tudo isto a par de um maior enfoque na eficiência dos consumidores, quanto às questões energéticas. Já a China e a Índia não devem ser demonizados, o seu processo é normal, o mesmo sudeceu com outros países em desenvolvimento. O G8 continua a apelar à cooperação em termos globais. internacional 11 Mercado global de soluções ecológicas está em construção As questões ambientais representam um conscientes desta situação e sabem que ir dos principais desafios a nível global, mas contra o ambiente poderá representar cusnão é menos verdade que o aquecimento tos muito elevados. mundial também significa novas oportuDe salientar que, neste cenário, alguns nidades de negócios. De facto, começa a sectores ficarão mais expostos, quer tendo ser construído um mercado global de solu- em conta a sua actividade, quer as circunsções para fazer face às alterações climáticas. tâncias. As empresas que gozam da sua Os empresários estão mais conscientes dos imagem de marca terão que ter cuidados problemas que se colocam, o mesmo suce- acrescidos, de forma a aplicarem políticas dendo com a população, em geral. ambientais. Por sua vez, as empresas pesaNo próximo acordo entre os Estados das ou com base na extracção de minerais Unidos e a União Europeia poderão ver-se obrigadas a deverá registar-se uma recrescerem menos. Aquelas Portugal e dução efectiva das respecque se dedicam à venda de tivas emissões de dióxido alimentos e produtos floespanha estão de carbono. Por sua vez, restais serão afectada, caso posicionados a China e a Índia também se mantenha a escassez deverão abrandar as suas crescente a determinados para se tornarem emissões de CO2, o que recursos naturais. referências significa que a tendência Os problemas para o é para o desenvolvimento mundo empresarial não nas renergias de um mercado global de se ficam por aqui. Alguns renováveis soluções ecológicas, para sectores, como é o caso da redução das emissões, o indústria automóvel, têm seu armazenamento, a eficiência energética perante si novos desafios. É o que se pasa das renováveis. com as regulamentações, que fazem com É verdade que se está perante um mer- que o impacto ambiental seja incorporado cado emergente e que os fluxos de capitais nos produtos, face à sua utilização por parestão a ir para várias direcções. Ainda não te dos consumidoes. Além disso, as PME é sabido qual a energia que será preferida. também poderão ver-se confrontadas com Certo é que existem várias oportunidades e novas preocupações. É possível que os seus caberá agora aos agentes de mercado sabe- clientes exijam um respeito crescente ao nírem tirar benefício das mesmas. Importan- vel ambiental. Os investimentos não serão te é que os empresários estão cada vez mais poucos. Espaço dedicado às Pequenas e Médias Empresas de Portugal 13 de Junho de 2008 | Suplemento Nº138 BARÓMETRO PME* Todas as semanas, exprima a sua opinião no Portal das PME Resultados da semana de 03 de Junho de 2008: O PIB Nacional vai melhorar, piorar, ou estabilizar? Melhorar: 08% Piorar: 79% Estabilizar: 12% Tema em auscultação até 16 de Junho de 2008: O Governo deve ceder às reivindicações dos camionistas? Participe. Dê o seu contributo em: www.pmeportugal.pt *Através deste barómetro pretende-se auscultar e conhecer a opinião e hábitos dos utilizadores on-line do Portal das PME, relativamente a temas da actualidade económica. 14 pme sexta-feira, 13 Junho de 2008 Victoria Seguros promove “Dia da Segurança” Em Portugal, os atropelamentos e os acidentes com crianças em bicicleta causam cerca de cinco vítimas por dia. Só este ano já foram atropeladas mais de 26 crianças e quatro sofreram acidentes com bicicletas na estrada. A falta de civismo, de cuidado e atenção na condução são três problemas graves que afectam o nosso quotidiano. Os acidentes são cada vez mais uma presença constante que pinta de negro o cenário que percorre as estradas nacionais. Tendo estes aspectos em mente, a Victoria Seguros está a promover, entre 6 e 30 de Junho, o “Dia da Segurança”, iniciativa que pretende sensibilizar pais, professores e crianças para a problemática da segurança infantil. Durante esse período, cada delegação da Victoria Seguros vai receber, durante um dia, um técnico da Associação para a Promoção de Segurança Infantil (APSI), que responderá a questões sobre segurança das crianças, ao mesmo tempo que explica como se podem modificar comportamentos para evitar acidentes com crianças. “Esta acção é dirigida não só às crian- Vinhos Messias conquistam Grande Medalha de Ouro ças, mas especificamente às pessoas responsáveis pela sua segurança – pais, avós e professores. No total, são esperados cerca de 20 mil visitantes durante a campanha”, explicou a Victoria Seguros ao Vida Económica. Assim, o “Dia da Segurança” vai percorrer Portugal de norte a sul, passando por cidades como Aveiro, a 9 de Junho; Viseu, a 13 de Junho; Santarém, a 18 de Junho; Beja, a 23 de Junho e Guarda a 26 de Junho, entre outras. Como oferta às crianças que participarem no certame, a Victoria vai oferecer um colete reflector. A iniciativa resulta da parceria “A Vitória das Crianças”, estabelecida entre a Victoria Seguros e a APSI, que entenderam ser importante “reunir esforços e estabelecer um acordo para promover a segurança da população infantil e juvenil”, revelou a mesma fonte. Ainda no âmbito da parceria estão também inseridas outras acções, entre as quais, a realização de dois “workshops” temáticos, até ao final do ano, para clientes e parceiros da Victoria Seguros. A Confraria dos Enófilos da Bairrada levou a cabo mais uma edição do Concurso “Os Melhores Vinhos da Bairrada”. Foi a 28ª edição, destinada a avaliar os vinhos na produção da colheita de 2007. A cerimónia da entrega de prémios realizou-se recentemente, no Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia. VIRGÍLIO FERREIRA [email protected] Sónia de Almeida [email protected] PUB VINHOS BRANCOS Adegas Cooperativas: Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Cantanhede Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro Empresas com vinificação própria: Medalha de Ouro: - Quinta do Encontro, S.A. Medalha de Prata: - Quinta da Aveleda, S.A. Medalha de Prata: - Caves do Solar de S. Domingos, S.A. Medalha de Prata: - Caves Primavera, S.A. Vitivinicultores – Engarrafadores: Medalha de Ouro: - Quinta dos Abibes, Lda. Medalha de Ouro: - Quinta da Mata Fidalga, Lda. Medalha de Prata: - Graça Miranda, Casa de Saima Medalha de Prata: - Soc. Agrícola Colinas de São Lourenço, Lda. Medalha de Prata: - Artwine, Lda. VINHOS ROSADOS Empresas com vinificação própria: Medalha de Prata: - Aliança – Vinhos de Portugal, S.A. Medalha de Prata: - Sogrape Vinhos, S.A. Vitivinicultores – Engarrafadores: Medalha de Prata: - Soc. Agrícola Colinas de São Lourenço, Lda. VINHOS TINTOS Adegas Cooperativas: Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Vilarinho do Bairro Medalha de Prata: - Adega Cooperativa de Cantanhede Empresas com vinificação própria: Medalha de Ouro: - Soc. Agríc. E Comercial dos Vinhos Messias, S.A. Medalha de Ouro: - Caves Primavera, S.A. Medalha de Prata: - Caves S. João Medalha de Prata: - Aliança – Vinhos de Portugal, S.A. Medalha de Prata: - Caves do Solar de São Domingos, S.A. Vitivinicultores – Engarrafadores: Medalha de Ouro: - Casa Sarmento Medalha de Prata: - Quinta da Mata Fidalga, Lda. Medalha de Prata: - Quinta dos Abibes. Lda. Medalha de Prata: -António Gilberto M. Costa GRANDE MEDALHA DE OURO: Vinho Tinto Syrah, da Soc. Agríc. Comercial Vinhos Messias, S.A. pme sexta-feira, 13 Junho de 2008 TransporLog 2008 debateu projectos para o Norte Intermodalidade rodoviária e marítima reduz custos de transportes Depois das duas primeiras edições em Lisboa, a TransporLog aportou, pela primeira vez, em Leixões. Tendo como palco o auditório Infante D. Henrique da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), este terceiro ciclo de conferências foi dedicado ao tema “Transportes e Logística na região GalaicoDuriense: realidades e perspectivas”. Tendo por assumida missão de “fazer do Porto de Leixões uma referência para as cadeias logísticas da fachada atlântica da Península Ibérica”, a APDL, representada por Amadeu Rocha, apresentou o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto de Leixões. Este plano agrupa um conjunto de acções que têm como propósito aumentar a competitividade do porto através da consolidação e promoção da marca “Porto de Leixões”, da disponibilização de uma oferta de serviços de qualidade e ajustada às necessidades do mercado e do reforço das condições materiais, imateriais e de acessibilidade externa de apoio à sua actividade. Marca “Porto de Leixões” visa aumentar a competitividade. A tarde iniciou-se com o painel intitulado “Operação Logística: Constrangimentos e Oportunidades no Transporte de Mercadorias”, sessão que contou com a participação de Luís Rubido, da empresa Plisan, proprietária da Plataforma Logística de Salvaterra / As Neves, um investimento de 186 milhões de euros que futuramente disponibilizará, já em 2010 e mesmo junto à fronteira nacional, cerca de 420 hectares de área de armazenagem. Neste painel, foi ainda apresentado o mais recente projecto da Acciona, uma aposta na resolução dos cada vez maiores constrangimentos existentes à circulação rodoviária de veículos pesados, sobretudo ao nível social, meio-ambiental e económico, que aposta na intermodalidade entre transportes rodoviários e marítimos de curta distância. Deste modo, mantendo sensivelmente o mesmo tempo de percurso entre a Galiza e Paris, este sistema permite uma economia de custos ao nível dos combustíveis, libertando os veículos e os seus condutores para percursos de curta distância entre os portos e as origens e destinos finais. Finalmente, no “Desenvolvimento e Competitividade Nacional: Desafios para o Norte”, tema do painel de encerramento, Paulo Gomes, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), apontou para um “padrão de mobilidade pouco evoluído”, uma política municipal e intermunicipal de transportes urbanos insuficiente e, sobretudo, pela inexistência de estratégia regional em matéria de transportes. Fernanda Silva Teixeira 15 Export Home conhece mais uma edição Promover o mobiliário continua a ser o objectivo Divulgar e promover a indústria portuguesa de mobiliário, iluminação, estofos e artigos para casa. É com este objectivo que se vai realizar, no próximo ano, de 3 a 7 de Março, mais uma edição, a 21ª, da Export Home. “O momento é de unir esforços, tendo em conta as linhas prioritárias do sector: o impulso das exportações, o apoio no reforço da promoção internacional do mobiliário e a organização de actividades de massa crítica para os profissionais que expõem e visitam a feira”, podemos ler em comunicado. E como? Aqui, os promotores da Export Home, a Exponor, claro está, falam da presença da organização nos “principais certames internacionais”, do reforço do programa ‘hosted buyers’ – este visa acolher, de forma especial, os compradores estrangeiros – e ainda da criação de um espaço dedicado ao canal ‘contract’. Este visa criar pontes entre os expositores e os clientes institucionais e corporativos. Falando um pouco do historial desta feira, damos conta que, no ano passado, a Export Home foi visitada por, aproximadamente, 30 mil pessoas, mais de duas mil estrangeiras, estas últimas originárias de 20 países, com a Espanha à cabeça e a uma grande distância de outros Estados. Afinal, este país sozinho foi responsável por 1729 visitas. PUB 16 PME sexta-feira, 13 Junho de 2008 Responsável do projecto IFRA (GECAD) do ISEP fala do projecto apresentado ao Presidente da República Avaliar o risco de falência das empresas é importante para os bancos “O que fizemos foi desenvolver um modelo inovador para treinar redes neuronais que faz com que elas errem muito menos. Conseguimos taxas de acerto para previsão de falência da ordem dos 90%”, refere Armando Vieira. Vida Económica – Como é que o vosso trabalho surge inserido no 4º Roteiro para a Ciência do Presidente da República? O Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) desenvolveu, pela mão do investigador Armando Vieira, um novo método, inovador em Portugal, que visa desenvolver ferramentas de análise de risco financeiro através de técnicas de “machine learning” (aprendizagem automática). O projecto, que também envolve o ISEG e as universidades do Minho e de Coimbra, foi apresentado ao Presidente da República durante o 4º Roteiro para a Ciência e deverá ser explorado pelo Banco de Portugal. Em entrevista à “Vida Económica”, o professor universitário diz acreditar numa boa aceitação por parte da banca portuguesa. “Esperamos que [a visita do Presidente da República] nos abra algumas portas no futuro”. AV – Os algoritmos de ‘ranking’, usados pelos bancos para aferir o risco de crédito, são essencialmente lineares. Consistem em multiplicar um conjunto de coeficientes por meia dúzia de rácios. O número que aparece no final será, supostamente, uma medida do risco de incumprimento ou falência dessa empresa. Esta abordagem, embora simples, é grosseira, porque é incapaz de explorar relações mais delicadas entre as várias variáveis e, por isso, tem resultados fracos. No nosso universo de empresas, eles falham a detecção da falência de uma em cada quatro empresas. Mas as redes neuronais “tradicionais” também não fazem muito melhor. Daí poucos os bancos que as usam. Armando Vieira – O senhor Presidente contactou o presidente do Instituto Politécnico do Porto que, por sua vez, foi procurar unidades desta escola com destaque na investigação, em particular na investigação aplicada. O GECAD (Grupo de Engenharia e Ciência do Conhecimento e Apoio à Decisão) foi, então, contactado. O Politécnico do Porto destaca-se nesta área, pois é dos poucos que possui bons grupos de investigação. O presidente do GECAD, professor Carlos Ramos, decidiu, então, convidar o meu grupo para apresentar o projecto em que trabalho, uma vez que esta é também uma área de interesse do VE – E em que é que o vosso método se diferencia Presidente da República. O projecto visa desenvolver ferramentas de análise de do já utilizado pelos bancos? AV – O que fizemos foi desenvolver um modelo inovarisco financeiro usando técnicas de “machine learning” dor para treinar redes neuronais que faz (aprendizagem automática). O trabalho com que elas errem muito menos. Coniniciou-se há cerca de 4 anos e foi finanA quantificação seguimos taxas de acerto para previsão ciado recentemente pela Fundação para de falência da ordem dos 90%, ou seja, a Ciência e Tecnologia, que o classificou que damos a cada o modelo erra apenas uma em cada 10. como excelente. empresa é essencial É injusto dizer que fomos pioneiros na aplicação das redes neuronais ou MáquiVE – E como é que surgiu o projecto para o decisor nas de Vector Suporte (SVM) à previsão IFRA, dentro do GECAD? de falências. Mas muitos desses trabalhos AV – Há 10 anos atrás trabalhei no financeiro avaliar usam bases de dados muito menores que Instituto Tecnológico e Nuclear, em Sao risco de crédito a a nossa e apresentam melhorias menos cavém, num projecto de caracterização significativas. de filmes finos usando técnicas de diagempresas. nóstico que envolviam redes neuronais. VE – Projectos portugueses? Durante esse projecto, desenvolvi um méAV – Ao que sei, não há nenhum trabalho de fundo de todo para classificar espectros complexos de RBS (Rutherford Back Scattering). Como obtive bons resultados, de- portugueses sobre este tema. cidi testá-lo noutro tipo de problemas difíceis. Um colega VE – Então a banca nacional está a trabalhar com os espanhol, da Universidade de Granada, forneceu-me uns dados sobre falência de empresas. Foi simples curiosidade métodos lineares? AV – Como já disse, a literatura existente não apresenta científica, pois achei o problema interessante. Quantificar o estado financeiro de uma empresa é um problema difícil, grandes vantagens das redes neuronais. Os resultados são pois envolve muitas variáveis e informação incompleta ou apenas marginalmente melhores. Mas os resultados que reportamos num artigo publicado na “European Accounincorrecta. ting Review”, “Improving Bankruptcy Prediction with Hidden Layer Leaning Vector Quantization”, mostram o VE – Os resultados foram interessantes? AV – Sim, muito. Procurei, em Portugal, quem traba- contrário. Contudo, as redes neuronais têm uma grande lhasse nesta área. O professor João Carvalho das Neves, do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), ficou “Não faz sentido ter ensino interessado com os resultados, mas disse-me que a base de dados que estava a usar era de qualidade duvidosa. Como O projecto IFRA do GECAD não envolve apenas o ISEP dava aulas no HEC, em Paris, daí a uns meses ligou-me do Instituto Politécnico do Porto, mas também a Univera dizer que tinha um CD para mim. Eram dados muito sidade de Coimbra e a professora Bernardete Ribeiro, a mais completos do mercado francês. Antes estava a usar Universidade do Minho e o professor Gaspar Cunha e o dados de centenas de empresas, ele trouxe-me milhares. professor João Carvalho das Neves, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), realça Armando Vieira, que Esses dados consistem em registos de cerca de 30 rácios critica severamente a escassa aposta dos institutos polifinanceiros que as empresas divulgam no final do ano para técnicos na investigação científica. fins contabilísticos e estatísticos, desde o número de em“Nesta escola e nas outras ainda não se faz muita difepregados, a liquidez, a dívida, o fundo de maneio, etc. Mal rença entre quem investiga e quem não investiga. Consipude esperar por analisar aqueles milhares de números que, deram que a pessoa está lá para dar aulas e a investigação inicialmente, para mim pouco significado tinham. Mas era é um algo lateral”, alerta o professor, sublinhando que o desafio, daquilo que parecia um problema simples, que “não faz sentido ter ensino superior sem investigação”. É me fascinava e que era criar um algoritmo que separasse as que “não pode ensinar a construir uma casa quem não as empresas falidas das não falidas. Poderá ser traçada uma faz”. “Temos investigadores de qualidade e que deviam falinha que separe com antecedência uma empresa em risco zer a investigação aqui, e o GECAD é um bom exemplo de de falência de outra normal? VE – E a que conclusões é que chegou? investigação dentro do politécnico, mas deviam ser mais e mais acarinhados”, pois “não é possível imaginarmos uma desvantagem: não são facilmente compreensíveis. É uma espécie de caixa negra e os bancos têm horror a caixas negras. Contudo, com alguma relutância, alguns já o estão a fazer. Sem querer estar com falsas modéstias, acho que o nosso trabalho poderá ser um ponto de viragem. VE – A possibilidade de prever quando uma empresa pode falir é importante para os bancos. AV – Claro. Os bancos usam essencialmente “ratings” para determinar a qualidade de um empréstimo, fornecidos por agências especializadas e calibrados para cada mercado. O ‘spread’ aplicado depende essencialmente do risco associado ao empréstimo, que, por sua vez, é função da categoria atribuída por esses “ratings”. Porque, para os bancos, é vital saber a realidade financeira da empresa e, acima de tudo, quantificá-la. Nós não fazemos “ratings”, mas a quantificação que damos a cada empresa pode ser um ingrediente essencial para o decisor financeiro avaliar o risco de crédito a empresas. Temos já disponível um site, em versão beta [www.gecad. isep.ipp.pt/aires], onde as empresas podem testar os nossos modelos com os seus dados. VE – Sei que tem já contactos com o Banco de Portugal. Estão interessados no vosso trabalho? AV – O projecto tem um objectivo puramente científico. Embora seja aliciante criar um produto comercializável, mas não é simples. Sim, temos alguns contactos no Banco de Portugal. Mas em Portugal há uma desconfiança muito grande entre instituições e empresas em relação ao que se faz no mundo académico. Não há o hábito de fazer investigação partilhada. Em Dezembro passado, o Banco de Portugal deu-nos a garantia de ter acesso aos dados. Estamos à espera. Gostaríamos de aplicar o nosso método à realidade portuguesa. Contamos que no final do ano tenhamos os primeiros resultados. VE – A visita do senhor Presidente da República ao ISEP não ajudou? AV – Para já, deu maior visibilidade. Esperamos que no futuro abra algumas portas. TERESA SILVEIRA [email protected] superior sem investigação” escola superior sem uma dinâmica de investigação forte associada aos departamentos”. E as empresas deveriam financiar esses projectos, como nos Estados Unidos, onde “a Microsoft e outras têm linhas de apoio à investigação”. Em Portugal “o problema é estrutural e reincidente” e “a ciência ainda é vista como um ‘fait-divers’”. Em entrevista à “Vida Económica”, Armando Vieira cita o exemplo chinês para lembrar como Portugal deveria privilegiar a ciência. “Hoje a China não é só um país de manufactura, é um país de ciência”. A China, diz o professor do ISEP, “ou já ultrapassou ou está em vias de ultrapassar o Japão em termos de orçamento em I&D, porque eles têm consciência de que a ciência é a alavanca do desenvolvimento do país”. É que só a ciência “permite criar sinergias de inovação para desenvolver novos produtos”. “A ciência não é para curiosos queimarem neurónios. É a alavanca do progresso”. TERESA SILVEIRA [email protected] PME sexta-feira, 13 Junho de 2008 Fisco aperta cerco à não entrega de retenção na fonte e IVA de clientes Bilhetes para WTCC já a venda Os bilhetes para a etapa portuguesa do Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC na sigla em inglês), que este ano se vai disputar no Estoril no fim-de-semana de 12 e 13 de Julho, já foram colocados à venda pela organização, a cargo da Talento. São várias as propostas, desde os bilhetes VIP à venda na Talento e Unibanco, aos de “paddock” (para acompanhar o trabalho de “box”) que estão disponíveis na Unibanco ou através da Ticketline. Além disso, como já foi anunciado, os bilhetes de bancada são gratuitos (máximo de seis por pessoa), estando os respectivos “vouchers” em distribuição no Autódromo do Estoril (lojas 11 e 13 da ACDME), no Auto Museu da Maia (Porto), e entre 1 e 13 de Julho, na exposição do evento no CascaiShopping. A administração fiscal continua a apertar o cerco aos incumpridores. Está em funcionamento um novo sistema informático que sistematiza a instauração de inquérito criminal, em caso da não entrega reiterada ao Estado de importâncias retidas na fonte e de IVA recebido de clientes. Consiste num “interface” electrónico entre o Sistema de Contra-ordenações (SCO) e o Sistema de Inquéritos Criminais Fiscais (SINQUER). O sistema assinala as situações de prática reiterada das referidas infracções e cada serviço avalia a eventualidade de instauração de inquérito criminal. Segue-se a comunicação ao Ministério Público e a prática dos actos de inquérito por parte da DGCI. Antes da entrada em produção do sistema, cerca de 50 devedores foram notificados, numa última oportunidade para entregarem ao fisco as importâncias devidas. Estas ascendem a perto de 1,3 mil milhões de euros. Comportamento de pagamento das empresas degrada-se Há uma degradação efectiva no comportamento de pagamento das empresas. Os incumprimentos aumentaram cerca de 45% nos quatro primeiros meses do ano, face ao exercício anterior. Para a Coface, trata-se de um claro sinal do início de uma crise de crédito. A crise financeira transmitiu-se à economia actual através de dois canais, o da redução da procura americana, que afecta principalmente a América do Norte e os países e sectores virados para os Estados Unidos, e o de um acesso mais difícil ao crédito bancário. “Acrescentam-se a estes factores a subida dos preços das matérias-primas e da energia, a valorização das divisas fora da zona dólar e uma forte concorrência. Fitness representa facturação de 330 milhões de euros anuais Realizou-se, no passado dia 4 de Junho, em Lisboa, o Primeiro Encontro Nacional de empresários e gestores do sector de Health & Fitness. Este evento, promovido pela Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP), pretendeu discutir o futuro de uma indústria que, a nível europeu, factura 21 mil milhões de euros anuais, face aos 12 mil milhões de euros registados no mercado futebolístico. De acordo com dados avançados pela IHRSA (International Health, Racquet and Sportsclub Association), a indústria europeia de fitness, em franco crescimento, é constituída por cerca de 36.900 clubes, que empregam mais de 370.000 colaboradores, servindo um universo de 40.000.000 de praticantes, cerca de 7,9% da população. 17 “A Universidade pode e deve mostrar que é cada vez mais um parceiro do mundo empresarial”, disse Miguel Trigo à “Vida Económica”. Encontro de Educação Corporativa Brasil/Europa reúne dirigentes dos dois países A Universidade Fernando Pessoa (UFP), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior do Brasil, a Associação Brasileira de Educação Corporativa e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, realizou esta semana, no Porto, o 1º Encontro de Educação Corporativa Brasil/Europa. A iniciativa, pioneira em Portugal, reuniu representantes de empresas da América Latina, de diversos organismos públicos e instituições de ensino superior do Brasil e empresários e gestores portugueses para debater estratégias para a internacionalização, a formação e o desenvolvimento de competências, a cooperação empresarial e os recursos humanos. Empresas como a Petrobrás, a Vale do Rio Doce, a Datasul, a Embraer, a ISVOR/FIAT, a TAM Linhas Aéreas ou a ACCOR Latin-America, marcaram presença no evento através de representantes ao mais alto nível, revelou a Universidade Fernando Pessoa. Portugueses estiveram representados, através dos seus dirigentes, a EFACEC, a FERPINTA, o Grupo Salvador Caetano, a AICEP e a Lexus Portugal. Em declarações à “Vida Económica”, Miguel Tri- go, fundador e director do Gabinete de Projectos Estratégicos e Qualidade Organizacional da UFP afirma peremptório: “Nós acreditamos na educação corporativa. As universidades corporativas nasceram nos Estados Unidos, a General Electrics foi a primeira, nos anos 50 do século XX, a ter este conceito, que nasceu porque a empresa achou que devia apostar na formação dos seus recursos humanos”. Estima-se, aliás, que naquele país existam “mais de duas mil”. Mas foi no Brasil, onde a educação corporativa tem “mais de 20 anos”, que surgiu esta parceria com a UFP. “O Brasil é um parceiro de excelência de qualquer organização portuguesa e esta relação potenciou que nós também fôssemos aprender com os melhores casos”, porque estes projectos são “uma mais-valia para as empresas”. A UFP está, aliás, “apostada em fazer parcerias com as associações empresariais para o ajudar a criar este tipo de iniciativas, porque a universidade pode e deve mostrar que é cada vez mais um parceiro do mundo empresarial”. TERESA SILVEIRA [email protected] UFP organiza universidade XL C iente do “fenómeno da globalização e da concorrência acérrima” entre instituições de ensino superior um pouco por todo o mundo, a Universidade Fernando Pessoa (UFP) decidiu tentar minimizar o fenómeno. E, através do Gabinete de Projectos Estratégicos e Qualidade Organizacional, criado há cerca de três anos por Miguel Trigo, desenvolveu várias iniciativas, entre elas a universidade XL, no sentido de “tentar chamar até à universidade os alunos do ensino secundário, para que nos possam conhecer”. Tudo, claro, com o assumido objectivo de poder contar com a escolha desses alunos na hora de ingresso no ensino superior. Em declarações à “Vida Económica”, o responsável do gabinete faz notar que “o número de alunos que chega às universidades está a decrescer em Portugal”, fruto do “menor número de nascimentos”, mas, também, do reflexo do fenómeno do “aban- dono escolar e da desmotivação em relação à escola” por parte dos alunos do ensino secundário que tem vindo a verificar-se. Daí partiu a ideia da universidade XL, cuja primeira edição decorreu pela primeira vez em 2007, durante uma semana do mês de Julho, “aproveitando aquele período em que os alunos têm mais tempo para vir até cá”. “Durante a XL os alunos escolhem as áreas com as quais pretendem tomar um contacto mais próximo e tentamos mostrar-lhes o que é ser, por exemplo, médico dentista, enfermeiro, o que é que poderá ser um curso de relações internacionais se eles optarem por ele”. No fundo, diz Miguel Trigo, “damos aos alunos a possibilidade de ter um contacto directo com uma profissão”. TERESA SILVEIRA [email protected] Vigo recebe duas centenas de expositores do sector da construção Vigo será, entre 26 e 29 de Junho, uma referência para o sector da construção. A SICO, Feira de Construção da Galiza, vai reunir mais de 400 empresas e 200 expositores de oito países, as quais representam mais de mil empresas espanholas e internacionais. Toda a fileira do sector da construção e do imobiliário está presente neste grande evento. Durante os quatro dias do certame estão previstos mais de cinco mil visitantes profissionais e 25 pessoas. A presença internacional vai sair reforçada. Entretanto, as jornadas técnicas vão abordar sobretudo temas relacionados com a subcontratação, o trabalho transfronteiriço e as novas regras em matéria urbanística. A feira tem lugar no recinto empresarial IFEVI, em Vigo. Mds cria área de responsabilidade civil e linhas financeiras Ana Cristina Borges é a nova contratação da mds, corretora de seguros do universo Sonae, para criação da área de responsabilidade civil e linhas financeiras. Também desempenhará funções ligadas às áreas do resseguro e “compliance”. A profissional transita do grupo Caixa Seguros, onde era responsável pelo gabinete de “compliance”. É licenciada em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. O objectivo é desenvolver centros de competências técnicas para optimizar os serviços e a consultoria prestada ao cliente. 18 pme sexta-feira, 13 Junho de 2008 Carlos Fortunato, responsável da MSF SGPS, moderadamente optimista Diversificação e internacionalização impulsionam resultados da MSF O maior peso nos resultados da MSF ainda resultam do sector da construção. No entanto, a empresa tem diversificado a sua actividade e reforçado o processo de internacionalização. Carlos Fortunato, presidente da comissão executiva da MSF, SGPS, em declarações à “Vida Económica”, revelou-se moderadamente optimista quanto à evolução na fileira da construção. Por via de uma gestão cuidadosa, o volume de ne- gócios tem crescido a uma taxa média anual na ordem dos 20%, nos últimos cinco anos. No entanto, o exercício transacto foi surpreendente quanto aos lucros, os quais cresceram de oito para 20 milhões de euros. A realidade é que a MSF detém uma carteira de encomendas que totaliza mais de 900 milhões de euros, sendo que foram dados passos importantes na promoção imobiliária, através de sinergias com as outras actividades do grupo. Ambiente “revoluciona” sector imobiliário Carlos Fortunato é um defensor da concentração no sector da construção. “A aposta assenta, essencialmente, em duas vertentes. Por um lado, há a necessidade de diversificar a actividade. Os segmentos das concessões rodoviárias e do turismo assumem especial importância, no âmbito desta estratégia. A outra vertente tem a ver com a internacionalização. Estamos presentes em sete mercados e o objectivo, neste momento, é a consolidação da actividade internacional. Só depois é que estaremos em System Alliance Europe com facturação de quase dez mil milhões A rede de empresas transportadoras System Alliance Europe (SAE) aumentou em 6% o número total de consignações de todos os membros, tendo passado de 10,2 para 10,8 milhões. Um registo que correspondeu a cerca de 10,6 milhões de toneladas transportadas. O volume de negócios total aumentou de 8,6 para 9,5 mil milhões de euros. A rede de transportes e logística está a revelar um forte dinamismo, até porque é integrada por alguns dos maiores agentes europeus do sector. De acordo com os seus promotores, “o sistema oferece serviço local, flexibilidade, inovação e capacidade de adaptação, criando soluções pan-europeias para os clientes”. Ao integrar novos membros e estender os seus ramos em países como Dinamarca, Alemanha, Reino Unido, tem permitido à System Alliance consolidar a sua rede. Actualmente, conta com 46 parceiros, em 22 países, com um total de 154 ramificações. Através do sistema, há também ganhos ao nível dos custos, já que se juntam sinergias por parte dos diversos operadores de mercado. Securitas continua trajectória de crescimento A Securitas – Serviços e Tecnologia de Segurança facturou, no ano passado, 104,2 milhões de euros, o que se traduziu num acréscimo de 5%, face ao exercício anterior. A empresa espera crescer entre 6% e 7% no presente ano. “O crescimento alcançado foi orgânico, através da conquista de novos clientes. A Securitas detém uma quota de 23% num mercado avaliado em cerca de 450 milhões de euros. A estratégia de segmentação foi determinante para os bons resultados. O grupo está organizado por segmentos de actividade e conta com profissionais e soluções específicas para cada área de negócio”, segundo Jorge Couto, administradordelegado da empresa. Relativamente ao ano em curso, estão previstos investimentos em soluções combinadas de segurança e novas ferramentas tecnológicas de apoio à actividade dos vigilantes. “A empresa está atenta ao mercado e futuras aquisições são uma possibilidade. Existem também oportunidades de negócio no curto prazo, como a vigilância em estabelecimentos prisionais e escolas ou serviços de protecção à floresta.” condições de avançar para outros mercados”, adiantou Carlos Fortunato. O empresário, entretanto, não coloca de parte a possibilidade de uma eventual fusão. “Sou apologista da concentração no sector da construção. Desde que existam condições para criar valor, estamos disponíveis para um fusão ou aquisição, sendo que a segunda hipótese é a preferida. Importante é que se verifiquem parcerias estáveis.” O mercado imobiliário nacional vai passar, muito em breve, por grandes alterações, em resultado da aplicação de directivas comunitárias. Estas vão revolucionar a forma de construir e os preços das habitações, foram as principais conclusões retiradas durante uma sessão de trabalho, organizada pela Escola Superior de Actividades Imobiliárias (ESAI) e a Associação de Industriais de Construção de Edifícios (AICE), sobre imobiliário e sustentabilidade. A partir do próximo ano, tudo o que for construído em Portugal terá que contemplar aspectos como o baixo consumo energético dos edifícios, a escolha de materiais reutilizáveis em novas construções, a qualidade do ar, a orientação solar, entre outras exigências de carácter ambiental. Naturalmente, os novos requisitos de sustentabilidade no imobiliário colocam desafios de formação e adaptação de muitos milhares de quadros do sector a uma nova forma de projectar, construir e promover. As associações e as esco- las têm responsabilidades acrescidas nesta área. A ESAI está a lançar um novo curso em eco-construção e urbanismo sustentável, enquanto a AICE está a desenvolver esforços no sentido de esclarecer as cerca de seis dezenas de construtoras que representa, tendo em conta a melhor forma de integrar nas respectivas actividades a vertente sustentável. Nova marca chega ao mercado vinícola Vinho Quinta do Cume quer marcar a diferença O consumo de vinhos de qualidade não corre riscos. É neste cenário que o Douro deu uma nova marca ao mercado vitivinícola. A Quinta do Cume é um projecto com características diferentes das habituais, como explicou à “Vida Económica” o seu criador, Jorge Tenreiro, cirurgião de profissão, mas apaixonado pela terra duriense. O objectivo primordial foi a produção de vinhos de qualidade, numa área de apenas três hectares, e construção de uma adega própria, sendo que permite utilizar as técnicas mais recentes. Naturalmente, a marca Quinta do Cume teve a escolha de um enólogo francês, que escolheu o Douro para desenvolver a sua actividade profissional. “Foi desenvolvido um vinho novo, que pretende ser diferente (o branco), e o rosé, este cada vez mais procurado, de acordo com os hábitos alimentares dos consumidores”, explicou o agora empresário do sector dos vinhos. Numa primeira fase, a produção será limitada. Para este ano, cerca de duas mil garrafas de branco e apenas 1800 de rosé. “A Quinta do Cume também vai integrar o tinto no seu portefólio, mas ainda se encontra em estágio.” As perspectivas são bastante optimistas, tendo em conta que o vinho foi colocado nalguns restaurantes de referência da cidade do Porto e a adesão até acabou por surpreender, pela positiva, Jorge Tenreiro. A realidade é evidente: trata-se de um mercado que está em constante procura da inovação, sem descurar a qualidade. O vinho branco é monocasto, produzido a partir da casta nobre malvasia fina. Já o rosé é um vinho proveniente das castas tinta barroga e touriga franca. PUB /2!-%.4/3 '2¬4)3 6ISITENOSEM 777")/$/52/#/- 229 404 025 %MPRESA#ERTIlCADAE!COMPANHADAPOR )4%,n)NSTITUTO4£CNICO%SPANHOLDE,IMPEZAS Porto • Lisboa NEGÓCIOS E EMPRESAS sexta-feira, 13 Junho de 2008 19 Nuno Almeida, responsável de Marketing da Saeco, afirma “População portuguesa está mais caseira e exigente no consumo de café” “Temos conseguido alcançar todas as metas a que sempre nos propusemos”, garante Nuno Almeida, responsável de marketing da Saeco Portugal, que completou, no passado mês de Abril, 12 anos de existência. De origem italiana, a marca é, actualmente, líder de mercado nas máquinas automáticas de café expresso para uso doméstico, não temendo a crescente competitividade gerada pela entrada de novos “players” no mercado português. Até porque - confessa - “a concorrência é sempre salutar”. Vida Económica – Doze anos decorridos desde a vinda da Saeco para Portugal, como descreve o crescimento protagonizado pela filial portuguesa da empresa? Todas as metas foram alcançadas? Nuno Almeida – A filial portuguesa da Saeco foi fundada numa altura em que apenas um número reduzido de portugueses possuía máquinas automáticas de café. Desde então, o mercado onde opera sofreu bastantes alterações positivas e gostamos de pensar que a Saeco foi um importante contributo para tal evolução. Os objectivos da empresa, esses, sempre foram, e continuam a ser, a satisfação dos clientes. Assim sendo, creio que, com a gama de produtos que temos e com a fiabilidade que as máquinas Saeco garantem, temos conseguido alcançar todas as metas a que sempre nos propusemos e continuamos a propor. distintas: Vending, Horeca, OCS e Doméstica. Qual destas áreas de negócio se revela a mais forte? NA – O canal Vending e a área de uso doméstico têm sido, claramente, o “core business” da Saeco, contribuindo em igual dose para o sucesso e a notoriedade que a Saeco atingiu no mercado português. VE – As máquinas automáticas de café expresso de uso doméstico da Saeco detêm, neste momento, a liderança de mercado português, apresentando uma quota de mercado de 50%. Como consegue a Saeco manter este posicionamento? NA – Obviamente que a entrada de novos “players” aumentou a competitividade neste segmento, contudo, a concorrência é sempre salutar, uma vez que obriga a uma constante melhoria de processos – algo que a Saeco desde sempre preconizou. Maioritariamente devido a essa constante melhoria de processos, que implica um enormíssimo trabalho por parte de todos os colaboradores e que resulta na fidelização dos clientes, a Saeco consegue manter esta quota de Mercado no segmento de máquinas automáticas. “Concorrência obriga a uma constante melhoria de processos” - afirma Nuno Almeida. VE – Qual é a estratégia competitiva da Saeco para 2008? NA – A estratégia competitiva para este ano passa por continuar na vanguarda do design e inovação das máquinas de café, mantendo toda a tecnologia inerente a uma máquina Saeco. Só assim conseguiremos manter a Saeco como um dos principais actores deste mercado. VE – O que sugere tal crescimento sobre os hábitos culturais e de consumo? NA – O consumo de café há muito que está enraizado nos portugueses, quer seja pelo gosto, pelo vício da cafeína, ou pelo acto social em si. Ele surge associado à conversa, à confraternização, ao convívio… Talvez esteja a ocorrer, no entanto, uma mudança, que se prende com o facto da população portuguesa estar mais caseira e exigente, preferindo degustar um café no conforto do lar, em detrimento de se deslocar a uma cafetaria, onde sem sempre existe a variedade de cafés a que se tem, nos últimos tempos, habituado. PUB VE – Actualmente, a Saeco é a única marca da categoria a actuar em quatro áreas de negócio SAECO APOSTA EM I&D Cerca de 6% do total facturado pela Saeco Internacional é investido em Investigação & Desenvolvimento (I&D). Este critério será, segundo Nuno Almeida, fundamental para a liderança internacional em inovação da Saeco, que já conta com mais de 50 patentes. “Efectivamente. A Saeco, desde a sua fundação, tem-se caracterizado por estar sempre à frente do seu tempo, sendo a aposta no departamento de I&D algo que sucede desde o início e que pretendemos manter. Nesse âmbito, tem cerca de 100 engenheiros no respectivo departamento”, afirma. A Saeco Internacional não só mantém parcerias com a BMW Group Design – que desenhou a nova gama de máquinas de uso doméstico –, como também as mantém com a Brita, líder mundial de filtros de água. Estamos perante uma empresa adepta da partilha e da colaboração. “A Saeco tem como preocupação encontrar sempre os melhores parceiros para as diferentes fases do desenvolvimento das máquinas e, evidentemente, isso revela-se um elemento diferenciador. A parceria com a BMW Group Design visou, claramente, a criação de uma linha de máquina com um design completamente diferente do que existe, habitualmente, no mercado. Já a parceria com a Brita foi mais um passo para que os cafés de uma máquina Saeco sejam os melhores do mercado”, conclui. eGovernment & eHealtH 24 e 25 de Junho de 2008 Centro Cultural de Belém, lisboa Keynote SpeaKerS Carlos Zorrinho, Coordenador nacional da estratégia de lisboa e do plano tecnológico Carlos azevedo, Director de marketing na Unidade de negócios Corporate, optimus Jan Duffy, emea research manager for “Government Insights” & “Health Industry Insights”, IDC Companies patroCInaDoreS PARTICIPAÇÃo eSPeCIAL PLATINUM KeyNoTe GoLD+ PLATINUM GoLD MeDIA PARTNeR SILVeR InSCreva-Se JÁ! Para informações favor entrar em contacto com IDC Portugal Av. António Serpa, 36 6º 1050-027 Lisboa Tel.: 21 796 5487 Fax.: 21 796 5476 [email protected] www.idc.com/portugal 20 negócios e empresas sexta-feira, 13 Junho de 2008 Revelação feita durante a apresentação dos novos vinhos do produtor duriense Quinta do Portal quer crescer 15% em cinco anos A Quinta do Portal tem em curso uma estratégia de crescimento médio de 15% a cinco anos o que, segundo Castro Ribeiro, director financeiro da empresa, deverá ser conseguido através da “conquista de novos mercados externos” e, a nível interno, na aposta crescente no sector da grande distribuição. Em 2007, as exportações representaram 47% da facturação, perspectivando-se “um crescimento sólido” em 2008. O volume de negócios desta empresa duriense foi de 3,65 milhões de euros, devendo atingir os 4,4 milhões este ano. A sua actuação nos mercados externos passa pela diversificação de mercados, tendo em conta os segmentos em que pretende penetrar. “O vinho do Porto está concentrado em mercados tradicionais mas tem um grande potencial de abertura de novos mercados para os vinhos DOC Douro”, resume Castro Ribeiro. Leste da Europa, Ásia, países nórdicos, Brasil, Canadá e EUA afiguram-se como países onde esta estratégia pode ser aprofundada. Porém, nota aquele responsável, “o Douro começa a ter uma projecção internacional própria com os seus DOC que não deveremos ignorar”. No mercado interno, a grande aposta passa pelo crescimento da presença na grande distribuição. “Actualmente é onde se joga tudo neste sector”, revela, pois, ao nível das “garrafeiras especializadas, restauração e canal Horeca já não temos muito por onde crescer”. As superfícies comerciais de grande dimensão, mais do que “preço de venda”, exigem sobretudo “grande nível de profissionalismo”, nomeadamente no que toca “ao cumprimento dos prazos de entrega, da dilatação dos prazos de pagamento ou da disponibilidade para estarmos presentes em feiras do vinho”, esclarece Castro Ribeiro. Actualmente, as vendas da Quinta do Portal distribuem-se pelo vinho do Porto (55%) na sua maioria de “gamas mais baixas e com grande potencial de crescimento nas categorias superiores”. Os vinhos DOC Douro representam 35% das vendas e o moscatel do Douro cerca de 10%. Novos vinhos para mercados mais exigentes Estas foram revelações feitas no decurso da apresentação dos novos vinhos da Quinta do Portal, que teve lugar nas suas instalações em Sabrosa. Enquanto não fica concluído o projecto da nova adega, gizado por Siza Vieira, foram dados a provar os seus novos vinhos, entre os quais um inédito e inovador Colheita Tardia, do qual foram produzidas apenas 1500 garrafas. Para além deste, foram dados a conhecer o Quinta do Portal Branco 2007, elaborado com base nas castas Gouveio (40%), Viosinho (35%), Moscatel (15%) e Malvasia Fina (10%). O enólogo Paulo Coutinho explicou que foram produzidas 60 mil garrafas deste vinho que, à semelhança de todos os restantes inscritos na prova, pode ser incluído em dietas vegetarianas. O Portal Rosé 2007, foi elaborado com recurso a maceração a frio, resulta das castas Touriga Nacional (50%), Tinta Roriz (30%), Tinta Barroca (10%) e Touriga Franca (10%). O tinto Quinta do Portal Colheita 2006 foi obtido a partir das castas Tinta Roriz (65%), Touriga Nacional (20%) e Touriga Franca (15%). Finalmente, do Quinta do Portal Tinto Reserva 2005 ressalta a elegância e os aromas florais oriundos da Touriga Nacional, que compõe o lote em 70%, sem deixar de lado as notas de fruto e os taninos, presentes mas sem serem agressivos, da Tinta Roriz (20%), com presença de 10% de Touriga Franca. Marc Barros [email protected] PUB Padouro comprada por investidor da construção vê pastelaria fechada pela asae A Padouro, empresa portuense de panificação que emprega mais de 130 trabalhadores, foi comprada esta semana por um investidor ligado à construção civil, Manuel José Madureira Mateus, administrador da empresa Mateus & Cerqueira, Sociedade de Construções, soube a “Vida Económica” de fonte ligada ao processo. A única proposta de compra, apresentada em carta fechada, ofereceu 1 602 500 euros pela Padouro no seu todo, um valor abaixo da base de licitação — 1,752 milhões de euros - fixada pelo Tribunal do Comércio de Gaia. Ainda assim, a comissão de credores da empresa, constituída pela Segurança Social, Fazenda Nacional, o Millennium BCP e dois trabalhadores, decidiuse pela venda ao referido investidor, com a condição de este assegurar todos os postos de trabalho. Depois de várias assembleias de credores, na última das quais foram rejeitadas duas propostas apresentadas pela administração da empresa, o Tribunal do Comércio de Gaia delegou no administrador Adélio Ramalho a gestão da empresa, assim como poderes para vender a Padouro pela melhor proposta. Coincidentemente, na data limite para apresentação de propostas para a viabilização da Padouro (quarta-feira desta semana), uma brigada de fiscalização da Agência para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) visitou um dos estabelecimentos de fabrico da empresa, na Praça 9 de Abril, no Porto, decidindo encerrar o estabelecimento e proibir a continuação do fabrico de pastelaria. TERESA SILVEIRA [email protected] Mercure selecciona nova carta de vinhos A cadeia de hotéis Mercure, do grupo Accor, levou a cabo a nona edição da “Selecção de Grandes Vinhos Mercure”. Através de provas de vinhos cegas, cerca de 30 provadores, entre enólogos, escanções, distribuidores e responsáveis de cada unidade hoteleira, escolheram 16 vinhos portugueses de um lote inicial de 148 vinhos submetidos a concurso. Foram vinhos de todas as regiões vitivinícolas nacionais que estiveram em concurso, os quais serão integrados na carta dos restaurantes desta cadeia através de um conceito inovador. Sem perderem a sua identidade regional, os vinhos são distribuídos segundo as categorias “Frescos e Gourmet”, tratando-se de “vinhos com carácter, que transmitem uma ligeira sensação de frescura”, “Equilibrados e Elegantes”, cuja “harmonia é o culminar de um interessante conjunto de aromas e sabores que garantem o prazer dos que apreciam paladares delicados”, “Leves e Frutados” e “Encorpados e Distintos”. Recorde-se que esta é a segunda edição do concurso de acordo com este novo conceito. Em 2007 foram submetidos a prova 317 vinhos. A carta de “Grandes Vinhos Mercure” possibilita, segundo João Araújo, director da marca, uma mais-valia nos seus restaurantes, pois, “através do aconselhamento dos escanções que cada unidade tem disponíveis, podem ser feitas as melhores ligações gastronómicas”, sendo o vinho a “estrela” da refeição. O grande objectivo deste concurso é “oferecer aos produtores com menor visibilidade mas que produzem grandes vinhos” um canal de distribuição para vinhos “a preços razoáveis”. Concordando que a restauração “exagera nas margens praticadas”, os restaurantes Mercure escolhem os seus vinhos “em função de deter- minados parâmetros de preços” que possam ser considerados razoáveis para os consumidores e que não excedem os 16,5 ou 17 euros, preços “estes para os vinhos de gama alta”, aponta João Araújo. Para além disso, como já se verificou em anos anteriores, “a presença destes produtores na cadeia Mercure pode ser uma forma de colocar os seus vinhos nas unidades” desta marca em outros países, referiu. A Mercure tem em Portugal cinco unidades (Porto, Gaia, Lisboa, Figueira da Foz e Aveiro). João Araújo estima que as próximas unidades deverão ser criadas em regime da franchising. Marc Barros [email protected] negócios e empresas sexta-feira, 13 Junho de 2008 21 Cotec distingue PME exportadoras de inovação Há já empresas a derrubar algumas barreiras em termos de inovação. Que o diga Rui Guimarães, director-geral da Associação Empresarial para a Inovação (Cotec), que, em entrevista à VE, dá o exemplo de duas PME portuguesas que deram o salto da inovação e não estão nada arrependidas. Afinal, os seus produtos, aliás, reconhecidos em mais um encontro da Cotec, com a atribuição de menções honrosas, já se encontram um pouco por todo o mundo. Vida Económica – Mais um encontro da Cotec dedicado à inovação. Apesar dos esforços que foram realizados, ainda temos muito para avançar? Rui Guimarães – Claro que sim. Mas, falando do encontro, devo dizer-lhe que a nossa intenção foi a de realizar um evento capaz de estimular as empresas nacionais, em particular, aquelas que estão mais próximas da Cotec – estou a falar das associadas e da rede das PME inovadoras da Cotec –, no sentido da inovação. E tanto assim é que o tema escolhido para o encontro foi o do reforço da inovação empresarial. É, contudo, nossa convicção, e, foi esse um pouco o objecto do primeiro painel da manhã, que isto não poderá ser feito de forma eficaz e eficiente se não for devidamente pensado e organizado. Assim sendo, coloca-se, desde logo, uma questão: o que é a inovação? De uma forma sumária, podemos dizer que é a conversão de conhecimento em valor seja ele económico ou social. Mas não ficamos por aqui. Há outras questões a ter em consideração e, aqui, falo, por exemplo, da forma como é conduzida a inovação empresarial. VE – A inovação tem de partir, sobretudo, dos novos projectos, das novas empresas, outra das ideias focadas neste encontro. Está de acordo? RG – Pode partir, mas não tem necessariamente de partir. Conforme referi no encontro, há diferentes tipos de inovação, os quais se aplicam, por sua vez, aos diferentes estádios de evolução das empresas. É evidente que, para começar, é preciso inovação disruptiva, depois inovação de produto, de linha de produtos. Mas, como já disse, há outros tipos de inovação, sobretudo quando as empresas atingem um determinado estádio de maturidade. E de que é que estamos a falar? Bom, estamos a falar da inovação ao ní- “O capital de risco é algo que a banca comercial não faz nem tem de fazer e não é, normalmente, realizado em lado nenhum”, lembra Rui Guimarães, director-geral da Cotec. vel do marketing, dos processos. Depois, há uma outra forma de introduzir inovação numa dada empresa e que passa, algo que foi citado pelo Prof. António Borges, pela aquisição de outras mais pequenas. Mas, como já referi atrás, há outras questões que não podemos descurar. Desde logo, o modo como a inovação é feita, os mode- “Aquilo que mais falta não é o dinheiro, mas sim outras questões mais relacionadas com a preparação, as competências, as atitudes” los que regem a sua implementação. E, aqui, devo acrescentar que este tipo de processos não obedecem, normalmente, a uma estrutura linear. Ou seja, não se parte, habitualmente, da investigação para o desenvolvimento e deste para a comercialização. Pelo contrário, em primeiro lugar, começa-se pelo mercado, prestando-se atenção ao mercado, aos clientes, aos concorrentes. A partir daqui, das ideias que conseguimos obter, então, partimos para o desenvolvimento de novos produtos, processos, novas formas organizacionais. E se, porventura, nos faltar o conhecimento, teremos, claro está, que dar o passo seguinte, ou seja, recorrer àquele que se encontra disponível. Em último caso e se, por acaso, este também não existir, aí, sim, é que se gera novo conhecimento. O que acabo de afirmar não invalida, contudo, que se possa fazer o caminho inverso, este também é possível. Mas o trabalho ainda não está concluído. Há ainda outras questões que têm de ser colocadas em cima da mesa: agora que a inovação está a ser implementada, é preciso discutir a intensidade e a qualidade da mesma. Razão pela qual, existe, aliás, o sistema de “innovation scoring”. Sem isto não será fácil progredir. Se, por último, as empresas chegarem à conclusão que poderão fazer mais e melhor inovação, passa-se a uma outra fase, a fase da gestão, da certificação da mesma. Algo que nos levou, aliás, a aproximarmonos das questões da certificação da gestão da Investigação, Desenvolvimento e Inovação (ID&I). VE – Um outro assunto muito discutido neste encontro foi o do financiamento, tendo sido dito que a banca tradicional não está adaptada a este figurino. Como comenta? RG – O capital de risco é algo que a banca comercial não faz nem tem de fazer e não é, normalmente, realizado em lado nenhum. Aqui, na Cotec, o procuramos é valorizar as ideias oriundas das universidades ou de outras instituições do sistema científico e tecnológico e, de seguida, convertê-las em valor. Como? Através da criação de “start-ups” que sejam de base tecnológica e se dirigem aos mercados globais. A nossa experiência diz-nos, aliás, que aquilo que mais falta não é o dinheiro, mas sim outras questões mais relacionadas com a preparação, as competências, as atitudes. E, aqui, estou a falar dos promotores originais das ideias, dos co-financiadores, dos co-gestores do projecto. Aquilo que acabei de referir acaba por ser de âmbito mais restritivo do que o próprio dinheiro. E, por isso, é que nós, Cotec, estamos a intervir nesse domínio. VE – Neste encontro da Cotec, por aquilo que verifiquei, não estiveram presentes empresas de menor dimensão? RG – Em relação a esse assunto, devo dizer que, no nosso encontro, pudemos contar com a presença de duas empresas de menor dimensão. Estas foram, inclusive, distinguidas com duas menções honrosas no âmbito daquele que foi o Prémio Produto Inovação Cotec-Unicer. Uma delas, um “spin-off ” da Universidade de Coimbra, é, aliás, líder e, em termos europeus, na área da telemetria do Gás de Petróleo Líquido (GPL). E tanto assim éque esta empresa se encontra já no momento a estender esse conceito a outras formas de energia. A outra empresa distinguida por nós dá pelo nome de WeDo Consulting e o seu produto “Gestão da Garantia da Receita”. Uma inovação que surgiu, porque o sistema de facturação, o sistema de recolha de mutação do qren cria dificuldades iniciais Relativamente aos programas de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (I&DT), do QREN, há empresas interessadas nestes programas ligados à inovação. “Há empresas que já se estão, de facto, a candidatarse. Devo, contudo, lembrar que ainda não chegámos ao fim, ainda vão surgir outras oportunidades. Há, no entanto, que ter em conta algo de muito importante: a mutação de que o QREN foi alvo em relação a programas anteriores. Não nos podemos esquecer, como referiu o Prof. António Borges no nosso encontro, que o QREN não surgiu para financiar infra-estruturas, mas, sim, novas formas de conhecimento, de difusão e de aplicação desse mesmo conhecimento. Uma mutação que leva, naturalmente, a que existam algumas dificuldades, a que não saia tudo bem à primeira. É isso que tem acontecido, sendo que está a ser realizado um esforço para obviar estas questões. Por último, gostaria de acrescentar que a Cotec acompanha o QREN, interferindo no bom sentido, ou seja, no sentido de aconselhar a introdução deste ou daquele instrumento, deste ou daquele mecanismo”, afirma Rui Guimarães. dinheiro são complexos, surgindo, assim, a necessidade de criar algo capaz de resolver estas questões. O resultado? Estamos perante um sistema que já se encontra um pouco por todo o mundo. Uma, relembro, é líder a nível europeu, a outra já está em todo o mundo. E quando digo todo o mundo, falo de Singapura, da América do Sul, do Brasil, da Europa. SANDRA RIBEIRO [email protected] AIMinho quer melhorar a gestão ambiental dos parques empresariais Olhar para os parques empresariais como um todo e não, apenas, como um depósito de empresas. Uma ideia que levou a AIMinho a apresentar, recentemente, em Braga, um manual que visa melhorar a gestão ambiental dos parques ambientes. É essencial gerar uma “consciência de eficiência colectiva”, referiu a respeito deste assunto Nuno Martins, director-geral da AIMinho. O que se pode fazer para melhorar a qualidade, inclusive, ambiental dos nossos parques empresariais? Para a Associação Industrial do Minho (AIMinho), a resposta surge com a criação do Manual de Boas Práticas de Gestão Ambiental em Parques Empresariais. Um documento que foi apresentado, há pouco tempo, em Braga, e, como diz a AIMinho, em comunicado, se apresenta como “um instrumento catalisador para o desenvolvimento económico e ambiental dos parques empresariais e população envolvente, potenciando a competitividade do tecido empresarial e a melhoria da qualidade de vida”. E a AIMinho continua a sua explicação ao referir que, neste manual, é possível “encontrar as melhores práticas ao nível do planeamento e execução de novos parques empresariais, de gestão do parque e de desactivação global do mesmo”. Os públicos-alvo deste manual, esses, já estão identificados. Afinal, a associação minhota fala de um documento que deverá ser um “contributo para que o Estado e a sociedade civil se envolvam nas questões ambientais” relacionadas, claro está, com a implantação deste tipo de infra-estruturas. “Temos que deixar de olhar para os parques empresariais como um depósito de empresas”, destaca Nuno Martins, director-geral da AIMinho. No entender deste responsável, a lógica do condomínio empresarial ainda não constitui uma realidade para a maioria dos parques e isto, acrescenta, prejudica, de forma grave, o seu desempenho em inúmeras áreas, nomeadamente, a ambiental. Para Nuno Martins, ainda “há poucas empresas a procurarem soluções energéticas colectivas”. Algo que, segundo o director-geral da AIMinho, acontece, porque estas não têm consciência dos ganhos que daí podem advir. É essencial, disse ainda, gerar nos parques uma “consciência de eficiência colectiva” e, isto porque não se trata, somente, de uma questão de responsabilidade social, mas também de competitividade e desempenho. 22 negócios e empresas Santarém recebe de novo Feira Nacional de Agricultura U ma vez mais, o sector agrícola vai ter a oportunidade de mostrar o que vale. É que, ao longo deste fim-desemana – um acontecimento que teve o seu início no dia 7 deste mês –, realiza-se, em Santarém, no Centro Nacional de Exposições, um dos mais importantes eventos nacionais ligados ao sector: nada mais nada menos do que a 45ª Feira Nacional de Agricultura/ 55ª Feira do Ribatejo. A edição deste ano, intitulada “Alimentação Saudável”, conta com uma série de eventos, para além da exposição propriamente dita, donde destacamos o primeiro Salão Nacional de Alimentação, o 2º Salão Nacional de Azeite e ainda a Feira Nacional do Vinho. Tudo isto não surge por acaso e visa, como dizem os seus promo- tores, dar a conhecer os produtos da terra, as tradições nacionais, mas também estimular o crescimento do sector em Portugal. “Palco privilegiado para o debate das questões emergentes e decorrentes dos desafios que o sector enfrenta, a Feira Nacional de Agricultura representa uma oportunidade para as empresas partilharem com os seus actuais e potenciais clientes os produtos e serviços inovadores de que dispõem”, podemos ler no referido comunicado. Mas não ficamos por aqui. É que os agricultores que participarem nesta feira vão ter ainda a oportunidade de assistir a encontros, congressos e seminários, estes dedicados a temas como a crise alimentar mundial e os impactos na agricultura e na economia portuguesa, mundo rural – um mundo de oportunidades ou ainda as rotas do vinho. A isto soma-se algo curioso: um recinto com vários campos de cultivo de cariz pedagógico, tais como cardo, colsa, girassol ou trigo e ainda, numa vertente mais tradicional, o “mercado de produtos tradicionais”. E, porque estamos no Ribatejo, esta feira não estaria completa sem a presença dos campinos com os seus desfiles, as provas e largadas de touros. A que se juntam ainda, num ambiente de festa e lazer, as exibições de folclore, música popular, bem como as tasquinhas e restaurantes com o melhor do país em termos de sabores e paladares. sexta-feira, 13 Junho de 2008 Renovado hotel Caminhos de Santiago abre ao público O hotel Caminhos de Santiago reabriu ao público, depois de um arrojado projecto de restauro da antiga Pousada de Santiago do Cacém, com um novo edifício de arquitectura contemporânea. Situado em Santiago de Cacém, no coração do litoral alentejano, o Hotel Caminhos de Santiago reabriu ao público. Situado no cimo de um monte, numa área densamente arborizada, cuja cobertura vegetal foi preservada e reforçada, os pormenores decorativos no seu interior acentuam a cultura e o artesanato local, através de uma fusão com o mobiliário e a iluminação de design moderno e actual. As cerâmicas, as mantas alentejanas e os objectos de cortiça são alguns dos apontamentos presentes nas várias áreas do hotel. O edifício original, de grande rigor arquitectónico, está agora classificado como imóvel de interesse público. Construída no início dos anos quarenta, é a segunda mais antiga pousada de Portugal. O projecto arquitectónico é de Francisco Aires Mateus, enquanto a conhecida dupla de arquitectas Cristina Santos Silva e Ana Menezes Cardoso foi responsável pela concepção do projecto de arquitectura de interiores e decoração. Com 33 quartos e duas suites, o hotel oferece, ainda, ao viajante a possibilidade de provar um magnífico menu e carta de vinhos com os sabores da gastronomia tradicional alentejana, da autoria do chefe Vítor Sobral, no restaurante “O Peregrino”. O hotel oferece ainda um conjunto de actividades no exterior, como passeio de jipe, desportos náuticos, campo de tiro, passeios de balão, mergulho, caça, tiro ao arco e besta, passeios a cavalo, passeios de bicicleta, passeios temáticos e “paintball”, entre outros. Vila Sol Spa & Golf com superfície comercial O resort Vila Sol Vilamoura Spa de oferta de serviços deste pólo comer& Golf Resort contará, a partir cial. A construção do Vila Sol Shopping de 6 de Julho, com uma nova constituiu uma aposta do grupo, com o superfície comercial, num investimento objectivo de aumentar a oferta turística de 10 milhões de euros. para o empreendimento, Trata-se do Vila Sol Shoatravés do reforço inerenpping, que conta com 30 te à maior diversidade de Investimento lojas distribuídas por uma serviços de que irá disde 10 milhões área bruta de construção por. Em complemento à de seis mil metros quadraoferta de restauração do visa aumentar dos em dois pisos, um dos empreendimento, estão quais subterrâneo, destiprevistos três espaços que capacidade nado a estacionamento, e apresentam características turística do outro térreo, no qual ficadiferentes: um restaurante rão instalados o comércio italiano, um restaurante projecto e os serviços. de cozinha tradicional Projectado pelo arquiportuguesa e um restautecto Regino Cruz, este pólo comercial rante de cozinha de fusão. permite a fusão dos espaços, conferindo Por sua vez, o Vila Sol Vilamoura Spa uma mais-valia de adaptação para os lo- & Golf Resort engloba uma propriedade jistas. O grupo Vila Sol, que promoveu e de 150 hectares e conta com um hotel de assume a gestão directa do Vila Sol Sho- cinco estrelas, sob a gestão da marca Repping, colocou as unidades comerciais naissance – Marriot. no mercado de arrendamento, garanMarc Barros [email protected] tindo, desta forma, o controlo do “mix” Breves Eurocer-Bulding tem novo presidente Francisco Barroca foi eleito presidente da Eurocer-Bulding, associação europeia que agrupa os organismos de certificação europeus na área da construção, de que era, aliás, vice-presidente. Composta por 19 membros oriundos de 11 países, a associação tem como objectivos estabelecer acordos de reconhecimento mútuo entre os seus membros e contribuir para a melhoria da qualidade da indústria da construção na Europa. Francisco Barroca é o director-geral da CERTIF – Associação para a Certificação de Produtos, organismo líder de certificação de pro- dutos e serviços. É, igualmente, vice-presidente da Associação Portuguesa para Francisco Barroca. a Qualidade e administrador do Centro Protocolar de Formação para a Qualidade. Foi vice-Presidente do Instituto Português da Qualidade e presidente da APCER. Internacionalização do Sapo em Cabo Verde A internacionalização do Sapo, o portal da Portugal Telecom, arrancou em Cabo Verde. Segundo a empresa, este lançamento visa “potenciar a visibilidade” deste país no mundo e, ao mesmo tempo, “permitir que todos os cabo-verdianos partilhem informação, comunicação e conhecimento”. A PT detém em Cabo Verde 40% da CV Telecom, que por sua vez controla a CV Móvel e a CV Multimé- dia, as quais exploram o negócio móvel, banca larga e “pay tv”, respectivamente. Zeinal Bava, presidente da Comissão Executiva da Portugal Telecom (PT), afirmou que o próximo passo de internacionalização do portal Sapo será Angola. O rosto da campanha de publicidade paralela de divulgação da nova oferta é a tenista luso-americana Michelle Brito. Fernanda Silva Teixeira ISGB lança pós-graduação de marketing de comunicação nos bancos “Marketing e Banking Social Media”: é a nova pósgraduação desenvolvida pelo Instituto Superior de Gestão Bancária (ISGB), que procura implementar formas de trabalho mais adaptadas ao actual contexto. A crescente utilização da web torna os clien- tes de qualquer instituição mais conhecedores e, consequentemente, mais exigentes. É neste contexto que se torna essencial aplicar as novas tecnologias ao marketing e comunicação dos bancos. A pós-graduação tem início marcado para 14 de Outubro. PUB Rua do Bolhão 221 [email protected] www.hoteldomhenrique.pt aR E l S éT AmU R mA Na T rE T 22 340 1616 empresas familiares sexta-feira, 13 Junho de 2008 23 O crescimento da família vs. o crescimento da empresa Jesus e Francisco Negreira del Rio. Professores da Escuela de Negocios Caixanova “Tenho 35 anos, há dez que trabalho na empresa familiar e tenho pela frente os meus 15 melhores anos a nível profissional. Acontece que não me deixam tomar iniciativas para além da gestão base do que já fazemos, e sinto que ou multiplicamos a empresa ou no futuro teremos muitos problemas. Pensando que o meu pai tem um quinto da empresa, e um dia eu terei uma terça parte… ou crescemos ou haverá tensões relacionadas com os dividendos, o ritmo de vida a que estamos habituados enquanto família,…” Esta conversa decorria com um membro de terceira geração de uma conhecida empresa. O nosso amigo manifestava um problema que afecta muitas empresas deste tipo: um desfasamento entre o crescimento da empresa e o crescimento da família. Neste caso em concreto, os motivos pelos quais não o deixavam tomar decisões que significassem outra “velocidade de cruzeiro” à empresa não eram senão a boa saúde e muita vontade de trabalhar por parte da segunda geração. Com idades compreendidas entre os sessenta e setenta anos, mas com um estado físico e mental invejável e habituados a passar muitas horas diariamente na empresa, o pai e um dos tios do nosso protagonista eram – ainda que não intencionalmente – um ponto de estrangulamento no crescimento da empresa. Gerem e lideram, mas já não assumem riscos. As pessoas com idade evoluem; para cada coisa há um momento vital, e é evidente como ao entrar na fase final de amadurecimento diminui a vontade de “complicar” a vida abordando novos projectos de investimento que impliquem assumir riscos. Não vêem ou não querem ver que esses riscos serão assumidos noutra altura e que é necessário continuar a apostar neles caso pretendamos garantir o futuro da empresa. A preocupação passa mais por deixar uma empresa forte e financeiramente sã, mas a sua saúde pode fazer com que esta situação se estenda demasiado no tempo (claro que ficamos felizes, tal como o nosso amigo, pela excelente saúde do seu pai e do seu tio). Hoje em dia, a terceira idade começa cada vez mais tarde, estamos sem dúvida perante uma das autênticas revoluções sociais do mundo actual: o aumento da esperança de vida em condições físicas que aos olhos dos nossos antepassados pareceriam ficçãocientífica. Todavia, isto pode originar diversos problemas entre a direcção estratégica de uma empresa e aquela pela qual deveria apostar. Devemos analisar o nosso caso em concreto e ver em que medida o crescimento da família e o crescimento da empresa podem ser duas variáveis cuja evolução nos pode criar problemas no futuro. Devemos aproveitar a energia da geração seguinte apoiando-nos na sabedoria actual, e devemos abrir o debate estratégico sobre o rumo e a velocidade mais adequadas à empresa familiar. Isto vai originar um choque intergeracional, todavia o único que não nos deve paralisar; as diferenças são naturais e o melhor é trabalhar juntos na construção do futuro. O Protocolo Familiar reúne os princípios e os mecanismos para abordar estas questões com mais garantias. Como evolui a sua empresa?, e a sua família? Vale a pena reflectir sobre isto. “Outplacement potencia a responsabilidade social das empresas” “Uma equipa motivada trabalha muito mais do que uma desmotivada” - afirma Pierre Ferbus. Vida Económica - Quantas empresas utilizam o “outplacement”? Pierre Ferbus - Em Portugal acreditamos que são já 400 empresas as que utilizam o “outplacement”, o que corresponde a cerca de 1500 pessoas (“entreoutplacement” colectivo e individual). A Transitar (em Portugal desde 2001) é parceira da Lee Hecht Harrison em Portugal, e a procura dos serviços é cada vez maior. VE - Como prevê que seja a evolução do mercado português? PF - A tendência em Portugal é crescer como no resto da Europa. Hoje em dia, assistimos a compras e fusões de empresas quase diariamente e isso torna o “outplacement” cada vez mais solicitado. O “outplacement” potencia a responsabilização social das empresas e isso faz com que estas procurem, cada vez mais, este serviço. Na Bélgica, por exemplo, é obrigatório por lei que as empresas, em caso de despedimento por uma razão que não seja a competência do trabalhador, paguem um serviço de “outplacement”. Uma empresa que fornece serviços de “outplacement” consegue, desde logo, uma boa publicidade, uma boa imagem perante o exterior, mas ainda é preciso divulgar mais o conceito. O “outplacement” está a entrar na O “outplacement” é uma ferramenta de gestão que facilita o reposicionamento dos quadros das empresas. O “equilíbrio no trabalho” e a “responsabilidade social” das empresas são as principais vantagens inerentes a este mecanismo, afirma Pierre Ferbus, “key account manager” da Realizar. cultura de performance das empresas, está a tornar-se uma verdadeira ferramenta de gestão. Antigamente as pessoas mudavam de emprego uma ou duas vezes na vida, enquanto hoje em dia os estudos mostram que as pessoas mudam de emprego entre 8 e 18 vezes. Daqui a 20 anos, ninguém sabe quais são os trabalhos que terão sido criados. Assinar um contrato é já “uma crónica de uma morte anunciada”, é assumir que aquela pessoa vai sair da empresa - ou por reforma, ou por reorganização da empresa, ou por promoção do trabalhador. Se mudamos de emprego tantas vezes, é importante saber em que momento o nosso contrato vai ter um termo. VE - Qual é a receptividade das empresas portuguesas a este programa? PF - Nós temos boa receptividade de algumas empresas e muito má de outras. Existem empresas que acham que estão em crescimento e que, por isso, não precisam deste tipo de serviços. Na minha opinião, isto é completamente errado, porque o mercado é, actualmente, muito incerto. O “outplacement” faz da pessoa despedida um ajudante para o crescimento, para a imagem da empresa. VE - Consegue traçar um perfil das empresas que procuram este tipo de Especialistas na Consultoria a Empresas Familiares e elaboração de Protocolos Familiares serviços? PF - Vai desde as pequenas empresas familiares até às multinacionais, ou grandes empresas nacionais. Mas pode ser simplesmente uma empesa que quer ter uma maior responsabilidade social. Hoje em dia, o “jogo da economia” impossibilita a previsão do futuro. Basta observarmos casos de empresas que achamos que estão muito bem, e no outro dia vemos que estão a ser vendidas. Quem conhece a realidade sabe que despedir uma pessoa pode ser muito complicado, por isso é sempre preferivel tentar chegar a um acordo. VE - A vossa estratégia adapta-se ao perfil de cada empresa ou é independente disso? PF - A primeira coisa é fazer um contrato de confidencialidade e pensar uma metodologia. Esta é adaptada, apesar de obedecer a passos predefinidos. É orientado pelo candidato, não pela empresa, porque queremos corresponder às necessidades, desejos e desafios do candidato. Um erro que as empresas de “outplacement” cometem muito é não ter consultores com o perfil adequado às pessoas que representam. Consultório da empresa familiar Cedi já parte da propriedade da empresa aos meus três filhos. Fiquei com 30% e o restante reparti entre eles. Dois trabalham na empresa, e o terceiro já o fez, mas actualmente arrancou com um negócio seu. Antes, os salários eram baixos e eu todos os anos complementava os seus rendimentos com a distribuição de dividendos da empresa. Desde que são proprietários, e assumiram totalmente a liderança da gestão, são eles que tomam as decisões da empresa. Uma das coisas que fizeram foi aumentar significativamente os salários. No global, os rendimentos não são muito superiores ao que eram anteriormente, mas agora recebem-nos sob a forma de salário. Todavia, isto afecta os resultados da empresa (não deixamos de ser uma pequena empresa familiar): Não queria ter de intervir nas decisões da empresa, mas julgo que devo fazê-lo. O que me aconselham? Infelizmente, cedeu simultaneamente a gestão da empresa e a sua propriedade (pelo que referiu apenas possuir 30% do capital). Isto impede-o, salvo se agir de forma concertada com algum dos seus filhos, de ter poder para impor o seu critério nas decisões da gestão da empresa. Creio que os seus filhos agiram de forma egoísta se as suas decisões afectaram o retorno que o seu progenitor obtém da empresa sem contar com a sua prévia autorização ou, mais ainda, sem a sua indicação expressa e de “motu próprio” neste sentido. Infelizmente, esta situação não é invulgar, muitas vezes as pessoas comportam-se de uma forma que aos olhos dos afectados pode parecer pouco previsível, e que eu não me atreveria a classificar de outra forma. Frequentemente, quando se antecipa a transmissão da propriedade de forma a facilitar a transição da gestão, o que se verifica é uma actitude na qual os sucessores “descontam” antecipadamente os seus méritos e direitos do novo estatuto e fazem-no em prejuízo dos seus progenitores, que são afastados tanto dos seus interesses emocionais com dos negócios ou mesmo, em alguns casos, em termos económicos. Neste sentido, recomendo que a sucessão seja feita de forma estruturada, primeiro a transmissão da gestão e depois da propriedade, e este último passo deve sempre ser dado de forma a garantir a posição económica do fundador (e do seu cônjuge). Mariana Pinto [email protected] www.efconsulting.es Santiago Compostela – Valencia – Porto [email protected] Envie-nos as suas questões para [email protected] 24 Kaizen sexta-feira, 13 Junho de 2008 Melhoria contínua inicia nova escalada Kaizen avança para o Departamente de Apoio ao Cliente da Vida Económica Segundo a filosofia de Masaaki Imai, fundador do Kaizen Institute, guru mundial da melhoria contínua, “os problemas são uma montanha de oportunidades”. Quer isto dizer que os problemas na Redacção da Vida Económica acabaram? Não, apenas que se simplificaram as soluções. De facto, o processo implementado a partir de Março de 2007 – e que consistiu em aplicar a metodologia Total Service Management – modificou radicalmente, para melhor, a gestão do trabalho. O envolvimento de toda a equipa da redacção permite encontrar, a toda a hora, as melhores soluções no sentido de eliminar o desperdício e, através da normalização e simplificação de tarefas, os erros e omissões, melhorando a eficiência global do serviço. O Planeamento da Agenda da Redacção, a Definição do Plano Individual de Trabalho, a Requisição de Trabalhos Fotográficos, a Gestão Visual dos Modelos de Página, o Processamento Gráfico da Página e a Gestão de Stocks de Material Administrativo são hoje “ferramentas” imprescindíveis de trabalho. Quer isto dizer que as soluções encontradas foram boas e úteis. O processo avançou, no passado dia 11 de Abril, para secção de Apoio ao Cliente. O espírito é o mesmo: partir de conceitos simples e aplicáveis em qualquer sector de actividade, pensar a toda a hora na forma de fazer, e não porque não pode ser feito. Em vez de dar desculpas, há que questionar os métodos actuais. À semelhança do que aconteceu na Redacção, as primeiras actividades foram centradas na organização básica do posto e trabalho (Nível 1). Conseguida a melhoria da da área de trabalho, avançase para o Nível 2 - Melhoria de Tarefas. Libertação de espaço administrativo via triagem de pastas de arquivo, mobiliário e equipamento Melhoria da organização básica do posto de trabalho VIRGÍLIO FERREIRA Chefe de Redacção Melhoria contínua Kaizen, Total Service Management O interesse pela implementação de sistemas de melhoria contínua (verdadeiro significado de Kaizen) tem crescido ao longo do tempo pelo mundo fora e na sequência dos resultados obtidos em diversas organizações, nomeadamente na Toyota Motor Corporation. De facto, cada vez mais, e no sentido de se aumentar o lucro das organizações, é imperativo reduzir aos custos operacionais. O Kaizen apoia as empresas neste processo de redução de custos actuando na eliminação de desperdício e estando orientado para a criação de valor. O Kaizen teve a sua origem na Toyota, sendo portanto associado tradicionalmente à indústria automóvel. Na realidade, actualmente, a sua aplicação é muito mais vasta. O Kaizen aplica-se em todas as actividades onde existem operações, sejam elas logísticas, de transformação ou administrativas. A metodologia orientada para os serviços designa-se por Total Service Management e tem como objectivo final obter melhor qualidade, ao mais baixo custo e no menor tempo possível. Paralelamente, e de preocupação permanente, está enraizada a motivação e flexibilização dos colaboradores. Em termos mais práticos visa-se: - Tempos de resposta mais curtos e resposta rápida aos clientes; - Mais valor acrescentado e produtividade pessoal; - Maior rotação de stocks e melhor serviço ao cliente; - Menos stress (menos procuras, mais eficácia, mais sossego). Esta metodologia está estruturada em patamares evolutivos a caminho da Excelência: Best In Class, sistema livre de desperdício. A primeira etapa deste processo consiste na reorganização física da área de trabalho, sendo aplicada a técnica dos 5 S. Como ponto de partida procede-se à segregação de objectos/itens inúteis. Finalizada a triagem, iniciam-se as actividades de organização dos itens necessários no lugar correcto para que seja criado um ambiente óptimo e eficaz e tendo em atenção a máxima “Um lugar para cada coisa, Cada coisa no seu lugar”. Após terem sido desencadeadas as acções necessárias para que todos os materiais, máquinas e ambiente estejam limpos e disponíveis definem-se as normas no sentido de assegurar que a organização definida vai ser mantida no futuro... Por último, e decisivo para a manutenção das melhorias, é necessário divulgar/sensibilizar para que o cumprimento das normas seja uma máxima de vida! Minimização do movimento de pessoas através da disponibilização dos materiais/equipamentos próximo do local de uso Testemunhos Carla Costa Departamento Publicações Periódicas Virgínia Sousa Responsável Compras e Stocks Sónia Moço Centro de Atendimento Todos devem ser ouvidos Não ficar preso a paradigmas É preciso acreditar na mudança Confesso que sou uma pessoa com muitos paradigmas, mas que também os quero vencer. Apesar de já ter algumas noções e ideias do que seria o Kaizen, custou-me imenso aceitar a minha mudança de sítio, levando a que não me sentisse bem quer a nível pessoal, quer profissional. Passados que foram estes maus momentos, com a normalidade a regressar à sala, entendo que todos deverão ser ouvidos nas suas opiniões. Espero que num futuro muito próximo tudo melhore ainda mais, contando com a minha contribuição. Não será por minha causa que o processo Kaizen não funcionará no meu departamento. Apesar da mudança de lugares ter sido o mais difícil, há aspectos positivos a realçar, como a organização da sala, que ficou com mais espaço devido à eliminação de material não utilizado. O arquivo ficou identificado e de fácil manuseamento, o grupo ficou mais funcional, pois ficamos mais perto do material de que necessitamos para trabalhar, logo evitamos desperdícios. O pensamento Kaizen é não ficar mos presos a paradigmas, velhos conceitos e hábitos, logo terá que ser uma evolução contínua. No entanto, estamos preparados para as fases seguintes deste processo de melhoria. A “Vida Economica” é uma empresa razoavelmente bem sucedida, apesar de sentirmos que muito há ainda a melhorar. Em parceria com o Kaizen, temos conseguido com a implementação de soluções simples e económicas melhorar significativamente o nosso espaço de trabalho. O maior desafio foi interiorizar o paradigma da mudança e acreditar nisso. Estamos ainda no início e é justo realçar que as nossas expectativas são grandes. Acredito, no entanto, que os nossos objectivos, reais, serão a seu tempo atingidos e ultrapassados. 25 sexta-feira, 13 Junho de 2008 Obras públicas alavancam desenvolvimento imobiliário de Lisboa Imobiliário Autarquia vai colocar dois lotes com potencial de construção de 110 mil m² Alcântara, Baixa, Campolide e Parque Mayer são das zonas mais afectadas CML quer dinamizar investimento na reabilitação urbana A Câmara Municipal de Lisboa quer dinamizar o investimento na reabilitação urbana. Durante um almoço de trabalho promovido pela Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), na passada semana, do qual foi convidado de honra, o presidente da autarquia, António Costa, afirmou que “a CML deve deixar de ser um entrave ao investimento imobiliário na cidade”, explicando algumas das medidas já tomadas com vista à agilização do licenciamento de processos paralisados há anos, em zonas como Alcântara, baixa, Campolide, Parque Mayer e na zona oriental. Segundo o edil, “importa agora relançar o investimento imobiliário na cidade”, tendo anunciado que a autarquia vai colocar no mercado um vasto conjunto patrimonial, que inclui dois lotes com um potencial de construção de 110.000 m² (um de 70.000 m² e outro de 40.000 m²) para a construção de edifícios de escritórios para instalação de empresas. Vão também ser comercializados seis palácios, actualmente em posse da Câmara, com vista à sua reabilitação e posterior transformação em hotéis de charme. An- tónio Costa informou também que em breve o Estado irá também alienar três edifícios antigos, nos quais pretende que venham a ser instaladas unidades hoteleiras de luxo (5 e 6 estrelas). A reabilitação de prédios devolutos e a sua transformação em residências universitárias é outra das metas da autarquia neste âmbito. “Vive-se um momento de rara importância para o sector imobiliário” Segundo António Costa, actu- almente, vive-se um “momento de rara importância para o sector imobiliário, potenciado pela decisão do Governo de avançar com obras fundamentais para a expansão internacional de Lisboa, como o Aeroporto, a expansão do porto de Lisboa e o TGV”. Na sua perspectiva, “o novo quadro legislativo tornará mais atractivos os investimentos na reabilitação urbana”. E, acerca da intervenção da autarquia, António Costa sublinhou que “a CML deve deixar de ser um entrave ao investimento imobiliário na ci- dade”, enumerando algumas das medidas com vista à agilização dos processos pendentes em algumas das zonas mais críticas da cidade. Por seu turno, o vereador do Urbanismo fez uma síntese do levantamento feito aos edifícios degradados e apresentou a estratégia de intervenção. Manuel Salgado disse que “para resolvermos um quadro que apresenta mais de seis mil edifícios em mau estado, temos de licenciar mais rápido, definir áreas críticas de reabilitação, aprovar realojamentos temporários, resolver a questão do estacionamento e requerer um empréstimo de 70 milhões de euros para recuperar o parque escolar, os espaços públicos e a habitação”. Na sua intervenção, o presidente da APPII, Henrique Polignac de Barros, destacou a necessidade de se “construir uma plataforma de comunicação entre os promo- tores e investidores imobiliários que operam na cidade de Lisboa e os serviços da CML”. Revelou também o interesse dos associados da APPII na reabilitação dos edifícios degradados do centro de Lisboa, desde que se torne “uma área de investimento verdadeiramente atractiva”, propondo “a constituição de fundos de investimento imobiliário exclusivos e específicos para operações de reabilitação urbana”. Lisbon Prime index Abril regista absorção de 15 mil m2 de escritórios O Lisbon Prime Index registou no mês de Abril 15 mil m2 colocados em todo o mercado de escritórios de Lisboa. Com este valor mensal a absorção acumulada de 2008 totaliza 50 mil m2, um valor que prova que este mercado continua muito activo não demonstrando assim sinais de abrandamento face ao ano transacto. Em termos de número de negócios fechados, este período supera mesmo o volume que tinha sido atingido nos quatro primeiros meses do ano anterior, já que este ano foram fechados 118 negócios contra os 96 celebrados em 2007. O corredor Miraflores – Porto Salvo colocou cerca de me- tade da área mensal, salienta-se a instalação de cinco novos inquilinos no Parque Suécia e a colocação de um edifício completo apenas a um inquilino. Este negócio consiste no arrendamento do My Office, um edifício novo situado no Pateo da Colina recentemente colocado no mercado. Dentro de Lisboa, o destaque vai para o eixo ribeirinho da Av. 24 de Julho, Restauradores e Almirante Reis, com seis negócios a totalizar mais de 5 mil m2. Este nível atingido apenas durante um mês representa um movimento importante, especialmente, ao considerar a baixa oferta de metros disponível nesta zona para arrendamento. Proibida a reprodução do LISBON PRIME INDEX Tel.: (+351) 218 912 416 www.chamartinimobiliaria.com Residencial · Escritórios · SHOPPING 26 imobiliário sexta-feira, 13 Junho de 2008 Mercado residencial português regista nova aceleração O Índice Confidencial Imobiliário (ICI) divulgou recentemente os resultados do mês de Abril, revelando que a habita- ção em Portugal Continental registou uma taxa de valorização média anual – que traduz a variação média dos últimos 12 meses face aos 12 meses anteriores – de 1,8%, a mais elevada desde Janeiro de 2007. O grau de subida deste indicador tem vindo a aumentar progressivamente, revelando uma acelera- ção no ritmo de valorização. Em Abril e Março, a taxa de valorização média anual subiu 0,2 pp, cerca do dobro relativamente ao verificado nos meses anteriores. Em Abril, o ICI atingiu ainda uma taxa de variação homóloga de 3,9%, a mais elevada dos últimos dois anos, o que poderá ser encarado como um sinal que permitirá antecipar a continuação do aumento do ritmo de valorização médio dos próximos meses. Os últimos resultados vêm, assim, confirmar a tendência de que o mercado residencial português aparenta alguma resistência à pressão gerada pela instabilidade dos últimos meses nos mercados financeiros internacionais. Segundo o ICI, o ritmo de valorização da habitação tem vindo a aumentar desde Junho de 2007, depois de o mercado ter passado por uma fase de arrefecimento. Nesse mês, a taxa de valorização média anual foi de 1,0%, reflectindo uma oscilação entre meses de subida e meses de correcção em baixa. Segunda fase de comercialização do Convento dos Inglesinhos já arrancou A Chamartín Imobiliária acaba de lançar no mercado a segunda fase de comercialização do Convento dos Inglesinhos, um dos seus projectos habitacionais em Portugal mais emblemáticos. O projecto resulta da reconversão de um edifício histórico localizado no Bairro Alto, em Lisboa, e está inserido na marca “Para quem ama Lisboa”, lança- da pela promotora para os seus projectos de reabilitação urbana. Esta segunda fase de vendas é constituída por nove apartamentos de tipologias T1 a T4, com áreas entre os 125 m² e os 222 m², distribuídos por 3 pisos, e uma moradia do século XVII, tipologia T3 Dúplex, com 190 m², que se encontra numa fase final de reabilitação, mantendo a sua traça original. A conclusão da obra está prevista para 2008, dando-se início à entrega dos apartamentos ainda durante o segundo semestre do corrente ano. Recorde-se que na primeira fase de comercialização foram vendidos 18 apartamentos, com tipologias entre o T0 a T6 e áreas compreendidas entre os 85 m² e os 380 m², inseridos no edifício principal do Convento. Habitação no Grande Porto atinge taxa de oferta de 10,3% A taxa de oferta habitacional na Área Metropolitana do Porto (AMP) ascendeu a 10,3% em 2007, de acordo com as estatísticas “Imométrica/LardoceLar. com”. Segundo estes dados, o stock final de oferta residencial na AMP ascendeu a 62.100 alojamentos, um volume que, quando comparado com o parque habitacional da região (605 mil alojamentos, de acordo com os mais recentes dados do INE), traduz uma taxa de oferta de 10,3%. O concelho de Vila Nova de Gaia é aquele que apresenta o maior volume de alojamentos em oferta na base dados, concentrando cerca de 24,4% do total do stock em oferta na AMP. Em conjunto, este concelho e o do Porto concentram cerca de metade da oferta residencial na AMP, com mais de 30.000 alojamentos em venda. Ainda assim, a Imométrica conclui que “os dois concelhos têm vindo a perder representatividade no total da oferta metropolitana, com uma queda conjunta de 3,1 pontos percentuais em termos do seu peso no stock final de habitação em venda, entre 2006 e 2007”. Alta de Lisboa procura investidores para hotéis e centro comercial A Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) revelou a sua intenção de instalar um centro comercial e duas unidades hoteleiras no projecto urbanístico que promove na cidade de Lisboa. Segundo informações reveladas pelo presidente da SGAL, Amílcar Martins, actualmente, decorrem as negociações com três grupos, para apurar, até ao final deste ano, quem irá promover o centro comercial com 60.000 m² que ali será desenvolvido. Paralelamente, a SGAL já foi contactada por cinco empresas interessadas na construção e exploração dos dois hotéis previstos, que terão cerca de 150 e 250 quartos, respectivamente. “O nosso objectivo é que durante este ano sejam fechadas as parcerias”, afirmou Amílcar Martins, por ocasião da apresentação da nova estratégia da Alta de Lisboa para o triénio de 2008 a 2010. Apesar de ainda não haver nada concreto, Amílcar Martins sublinha que “temos as áreas definidas e as condições criadas para, caso se mostre necessário, lançar de imediato investimentos para construir escritórios, hotéis e um centro comercial. Julgamos que este conjunto de definições, dificilmente existirá em qualquer outra zona da cidade”. De acordo com o responsável, cerca de 70 a 80% das infra-estruturas já estão concluídas ou em fase de construção. Legal & Imobiliário Novo Regime do Arrrendamento Urbano Carta para actualização de rendas habitacionais “Sou proprietário de uma vivenda arrendada em 1986 e como a renda era baixa e os inquilinos são ricos pedi a avaliação fiscal e a fixação do nível de conservação da casa, para poder actualizar a renda. Já me foi comunicado o novo valor do imóvel e o nível de conservação que foi classificado como bom. Como devo comunicar a actualização da renda?” De acordo com o disposto no Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU), no que concerne aos arrendamentos habitacionais mais antigos, ou seja, aqueles cujos contratos tenham sido celebrados antes de em 1990 ter entrado em vigor o Regime do Arrendamento Urbano que foi vulgarmente designado por RAU, a actualização de renda poderá ser feita até ao limite máximo do valor anual correspondente a 4% do valor do locado. O valor do locado é o produto do valor da avaliação realizada pelas finanças, que agora foi comunicada ao leitor, multiplicado pelo coeficiente de conservação indicado pela Comissão Arbitral Municipal no mesmo documento onde consta o estado de conservação que o leitor menciona. Depois de obtido o valor do locado, como a actualização da renda depende da iniciativa do senhorio, o leitor, deverá enviar ao inquilino uma carta registada com aviso de recepção que, salvo indicação em contrário, deverá ser enviada para o locado. Caso se trate de casa de morada de família, como provavelmente é o caso, a comunicação deverá ser dirigida a cada um dos cônjuges. Em tal carta, onde o senhorio deverá enviar cópia do resultado da avaliação do locado nos termos do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis e da determinação do nível de conservação, deverá ser comunicado, ao arren- MARIA DOS ANJOS GUERRA Advogada [email protected] “A actualização da renda depende da iniciativa do senhorio. A nova renda só é devida no terceiro mês a seguir á comunicação” datário, o montante da renda futura, o qual não poderá exceder, como renda anual, 4% do valor do locado. Com a referida comunicação mais deverá indicar, o leitor enquanto senhorio, o valor da renda devida após a primeira actualização, calculada nos termos correspondentes a um faseamento, conforme as circunstâncias, ao longo de dois, cinco ou dez anos conforme as circunstâncias, atendendo, designadamente ao rendimento do agregado familiar, à idade ou deficiência do arrendatário. A comunicação deverá ainda, invocar o valor em euros do RABC (rendimento anual bruto corrigido) que, no ano da comunicação, determina a aplicação dos diversos escalões. O senhorio deverá, ainda, informar o inquilino que, no prazo de 40 dias, poderá responder invocando que o RABC do agregado familiar é inferior a cinco RMNA (retribuições mínimas nacionais anuais), que tem idade igual ou superior a 65 anos ou deficiência com grau comprovado de incapacidade superior a 60%, o que determinará o faseamento da actualização ao longo de 10 anos, mais indicando, desde logo, que a falta de resposta do arrendatário valerá como declaração de inexistência de tais circunstâncias. Se for o caso dos inquilinos do leitor, a comunicação deverá, ainda, juntando documento comprovativo de tal facto, invocar que o agregado familiar do arrendatário dispõe de RABC superior a 15 RMNA, o que determinará a actualização da renda em dois anos. De referir que a nova renda só é devida no terceiro mês a seguir à comunicação do senhorio. & 27 sexta-feira, 13 Junho de 2008 Ócio Negócios O Fisco está a convocar os contribuintes que pagam pensões de alimentos Desconfia que declarem pagamentos não suportados por decisão judicial Pensão de alimentos Os contribuintes que pagam pensões de alimentos a ex-mulheres estão sob suspeita do Fisco. Compreende-se. A tentação para simular divórcios ou empolar os valores pagos era grandes, num país em que o Estado considera que só os filhos de pais separados é que gastam dinheiro em alimentação, vestuário e lazer. Em boa verdade, os casais não separados estão há muito a subsidiar em sede de IRS os que optaram pelo divórcio. Só este ano, por exemplo, é que o Fisco se lembrou de impor um tecto máximo para os valores das pensões de alimentos. Nos anos anteriores, um contribuinte poderia declarar um qualquer valor da pensão por cada filho ou para a ex-esposa. A lógica da pensão de alimentos é péssima para o Fisco, mas quem a impôs foi o próprio Fisco. Quem paga deduz o valor na receita tributável, quem recebe não paga pelo rendimento. (Outro efeito perverso, por exemplo, é na atribuição do Abono de Família). Neste quadro, não admira que alguns casais mais afoitos possam ter sido tentados a simular acordos. O dinheiro saía por um lado e entrava por outro, sem o leão do Fisco o abocanhar. Agora, as Finanças desconfiam que pode haver marosca. Querem ver a sentença judicial e os valores negociados em frente ao Juiz, no caso dos contribuintes que aliviavam o IRS com a rubrica Pensão de Alimentos. Abate Fitas no Barreiro Parece que em Portugal há dois milhões de automóveis fantasmas. Estão matriculados, recenseados pelo Fisco e pela ex-Direcção geral de Viação, mas já não existem. Acabaram na sucata, na altura em que nada era exigido ao dono de um carro abatido. O filho espatifou a viatura? Um reboque levava para um sucateiro e ponto final. Como não circulava, não se pagava o selo do carro e dava-se baixa do seguro. Mas, oficialmente, continuava a existir. O dono deveria ter dado baixa do carro, mas a generalidade não o fazia. É útil e virtuoso proceder à limpeza dos ficheiros. Mas o problema só se colocou porque a filosofia do imposto de circulação mudou. Basta um carro estar registado, circule ou não, para se ter de pagar o imposto. Ora, este procedimento fiscal promete ser uma dor de cabeça para os portugueses que surgem nos ficheiros do Fisco com carros inexistentes em seu nome. É que, no país do Simplex, para dar conta que o carro foi para sucata não é nada simples. O Estado parte sempre do princípio que o cidadão é mentiroso e está ali para aldrabar.. Não há documento da sucata (alguém terá?), não tem documentos do carro? Bem, terá de aguentar uma penosa tramitação de impressos e declarações. Por exemplo, terá uma segunda via dos documentos no guichet onde os deve entregar para abater o carro. É verdade que há o negócio dos documentos falsos, mas os procedimentos estabelecidos são kafkianos. Um advogado aconselhou um cliente a indicar num dos impressos que o carro ardeu e os documentos também. É que preciso fazer prova do extravio dos documentos. Enfim, os portugueses nasceram para sofrer e… mentir. O projecto da Cidade do Cinema, falado para área devoluta da Quimiparque, no Barreiro, é uma “never ending story”. Acertada a localização, identificados os investidores, o filme corre lento e sem fim à vista, à la Manuel de Oliveira, apesar de beneficiar do envolvimento de gestores experientes como Eduardo Martins, ex-administrador da PT. Ainda nem sequer é um PIN-Projecto de Interesse Nacional, mas sempre se falou do interesse de “majors” americanas como a Disney, MGM ou Fox em se tornarem parceiras do projecto. A operação Cidade do Cinema incluiria, é claro, uma componente imobiliária. A promotora seria a CDMI Productions, com sede em Los Angeles e ligado ao empresário luso-americano Carlos de Mattos. Os números da operação são grandiosos. Uma área de 30 hectares, 140 milhões de euros e criação de quatro mil postos de trabalho. Inicialmente, as obras de arranque do projecto, que passa pela criação de 17 estúdios (um deles subaquático), chegaram a estar previstas para o início de 2007. O QUE SE DIZ Machismo Estava escrito que Ana Maria Fernandes, uma gestora que pulou da Universidade do Porto e do BPI para o estrelato nacional, se tornasse na primeira mulher a surgir como presidente executiva de uma empresa do PSI-20 da bolsa portuguesa. No caso, da EDP Renováveis. Mas eis que uma intervenção “machista” da CMVM de Carlos Tavares retirou-lhe o título. Forçada a esclarecer o assunto, a EDP explicou que, afinal, António Mexia é que, é o presidente da Comissão Executiva. Ana Maria fora sempre apresentada no “road show” como CEO da empresa, mas afinal, a tradução de tal significa líder da equipa de gestão. Enfim, detalhes de uma empresa registada em Espanha. Mas a designação dos cargos não altera nem a chefia na EDP Renováveis nem o salário de Ana Maria – 384 mil euros por ano, segundo o prospecto. A ironia desta “despromoção” é que a carreira de Ana Fernandes tem estado indexada a Mexia. Quando está em alta, ela ganha visibilidade, verificando-se a mesma correlação quando a estrela de Mexia empalidece. E, pergunta de algibeira, será que alguma vez uma mulher se poderá tornar “chairman”? Plato O Fisco anda desconfiado das receitas do impostos sobre a cerveja. A receita, na ordem dos cem milhões de euros anuais, caiu, aparentemente, mais do que o consumo de cerveja. O ponto é que o imposto depende do teor alcoólico, sendo que este é medido através do chamado extracto primitivo, que os especialistas chamam plato. O Plato traduz a quantidade de ingredientes utilizados na preparação da cerveja. Através de uma tabela, a intervalos definidos de graus plato corresponde uma taxa de imposto proporcional ao teor alcoólico. Tal como na gasolina, em Espanha, este imposto especial é quase metade do pago em Portugal. O que pode acontecer é que, redu- zindo o tal extracto primitivo, os fabricantes baixem ligeiramente o imposto que, em geral, se situa nos 18 cêntimos por litro. É esta questão que o fisco estará a investigar. Patinha Na noite das eleições do PSD, um grupo de amigos pregou uma partida ao candidato Patinha Antão. Um deles, falando correctamente espanhol, fez-se passar por uma radialista espanhol, interessado em conhecer as opiniões e comentários do professsor. Patinha caiu que nem um pato. Esteve ali a falar uns minutinhos mas afinal tudo se resumia a uma brincadeira de amigos. Sempre foi uma forma de ter uns minutos de antena, dado que em Portugal as rádios e televisões ignoraram o candidato. 28 ócio e negócios sexta-feira, 13 Junho de 2008 Lançamento do livro “Gestão e Liderança na Saúde”, de Mário Jorge de Carvalho “Refundar a gestão da saúde em Portugal passa por uma mudança de mentalidades” A saúde em Portugal enfrenta vários problemas, desde logo um “centralismo asfixiante”, em que as decisões são “padronizadas” e “ditadas de cima para baixo”, acusou o economista Mário Jorge Carvalho, durante a apresentação do seu livro “Gestão e Liderança na Saúde”, editado pela “Vida Económica”, cujo lançamento decorreu a semana passada no Instituto de Oncolo- gia do Porto. O autor sintetizou várias notícias sobre o sector da saúde e a gestão hospitalar publicadas nas últimas semanas. Confessou-se, aliás, um “coleccionador de recortes de jornais”. E no citar de cada uma perpassava o tom irónico, reiteradamente crítico, sobre o seu teor. “A sensação que se tira da gestão da saúde em Portugal é que as agendas [dos gestores] são cada vez mais curtas, com a necessidade que têm de mostrar serviço”, disse Mário Jorge Carvalho, alertando que, apesar da escassez de tempo e da pressão dos objectivos, “continuamos a precisar de fazer as coisas bem e a ter de ser eficazes”. Ainda que isso seja “o mais difícil”, o que a dá “mais trabalho e demora mais tempo”. Ciente de que “o problema estruturan- Mário Jorge de Carvalho, economista, autor do livro “Gestão e Liderança na Saúde”. João Luís de Sousa, director-adjunto da “Vida Económica”, e João Machado Lopes, director clínico do Instituto Português de Oncologia do Porto (à esquerda na foto) marcaram presença no lançamento do livro. te é a avaliação da excelência”, o também colunista da “Vida Económica” concluiu: para “refundar a gestão da saúde em Portugal é preciso uma mudança de mentalidades”. O livro, disse João Luís de Sousa, director-adjunto da “Vida Económica”, durante a apresen- tação, é “bastante oportuno”. É que, “se o objectivo da saúde não é o lucro, os recursos devem ser bem geridos e aproveitados”. E a obra ajuda na prossecução desse objectivo. TERESA SILVEIRA [email protected] Livro “O Movimento da Qualidade em Portugal” Visão única sobre a Teoria e Prática da Qualidade “ O exemplo tem de vir de cima. Aos líderes políticos compete serem os motores de consciência, tanto para as empresas como para as pessoas. Apostar na qualidade é apostar na credibilidade, estando assim mais próximo dos munícipes” afirmou Manuel Pinto Teixeira, chefe do Gabinete da Presidência da Câmara Municipal do Porto, durante a apresentação do livro “O Movimento da Qualidade em Portugal”, da autoria de Rui Fazenda Branco, editado pela “Vida Económica”. A sessão de apresentação, que decorreu no passado dia 4 de Junho, na Adega Alemã, nas instalações da Unicer, contou ainda com a presença, a convite do autor, de algumas das personalidade e instituições que contribuíram com o seu exemplo prático e o partilham nesta edição. Presente esteve também António Almeida Júnior, consultor na área da qualidade há mais de meio século, que viu com agrado o facto de ser, “finalmente, relatado em livro o ponto fulcral da qualidade. É um problema de gestão de topo da empresa. O grande desafio da gestão é a certificação”, advogou. Já o autor, Fazenda Branco, referiu que o livro tem contributos reais de consultores de topo, entidades, instituições e outros, que nos ajudam a “ter uma visão única”. Em suma “é um puzzle, com várias peças, que num conjunto formam um fim comum”, frisou. Ana Barbosa, Pinto Teixeira, Fazenda Branco, João Luís Sousa e Almeida Júnior. Convívio dos presentes. Adega Alemã - Unicer. António Almeida Júnior e o autor Rui Fazenda Branco. Esta apresentação contou ainda com a presença de Ana Barbosa, representante da Unicer, e Miguel Peixoto de Sousa e João Luís Peixoto de Sousa, directores do Grupo Editorial Vida Económica. Fernanda Silva Teixeira Qren sexta-feira, 13 Junho de 2008 POVT gere 4,6 mil milhões de fundos comunitários O Programa Operacional Temático Valorização do dos modelos que caracterizaram os anteriores QuaTerritório (POVT), que foi recentemente apresen- dros Comunitários de Apoio, prosseguindo um contentado pelo Governo, faz parte do Quadro de Re- junto selectivo e coerente de prioridades, concenferência Estratégico Nacional (QREN) 2007-2013, trado em grandes desígnios estratégicos nacionais, o qual visa superar um conjunto de constrangimen- alicerçados nos Planos de Desenvolvimento definitos estruturais que condicionam o desenvolvimento dos para o período 2007-2013, sendo de salientar o Programa Nacional de Acção para o Crescimento e económico e social do nosso país. Com um apoio comunitário global de 21,5 mil o Emprego (PNACE), a Estratégia Nacional para o milhões de euros, as novas oportunidades de finan- Desenvolvimento Sustentável (ENDS) e o Programa ciamento que se abrem, com os Programas Operacio- Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT). nais do QREN, propiciam uma dinâCabe ao POVT assegurar a gestão de mica de investimento muito relevante Investimento 4,6 mil milhões de euros de fundos cono nosso país nos próximos anos. Tendo em conta isto, Mário Lino, total na ordem munitários, mobilizando um volume global de Investimento Elegível de 6,6 Ministro das Obras Públicas, Transdos 18 mil mil milhões de euros, que potenciará portes e Comunicações, e Francisco um Investimento Total na ordem dos Nunes Correia, ministro do Ambienmilhões de 18 mil milhões de euros, a realizar até te, do Ordenamento do Território e do euros ao final de 2015. Desenvolvimento Regional, apelam “a O POVT terá a responsabilidade de todos os que têm a responsabilidade na gerir a parcela do co-financiamento cogestão, na monitorização e na execução dos projectos abrangidos pelas áreas de intervenção munitário previsto para alguns dos mais importandos Programas Operacionais do QREN para que se tes projectos à escala nacional e até comunitária que mobilizem em torno dos seus objectivos, com gran- irão ser realizados nos próximos anos no nosso país de dinâmica e empenho, para que ‘agarrem’ as opor- e que já foram referidos. “Em nome da eficiência tunidades que estes fundos comunitários nos dão, dos recursos e da maximização dos resultados, o país promovendo bons projectos, tendo em vista o de- exige e o Governo pretende os melhores projectos para a realização dos objectivos estratégicos que se senvolvimento do nosso país e da União Europeia”. Saliente-se que a aposta central do QREN diverge encontram previstos”, conclui Mário Lino. POVT financia primeiros contratos O Governo procedeu recentemente à assinatura dos primeiros contratos de financiamento no âmbito do POVT. Estes contratos, no domínio da prevenção, gestão e monitorização de riscos naturais e tecnológicos, atingem cerca de 20 milhões de euros, prevendo-se que, até ao final do corrente mês de Junho, sejam assinados novos contratos de financiamento, no valor de cerca de 100 milhões de euros, desta vez no domínio da construção e requalificação de escolas do ensino secundário. Inov Mundus apoia inserção de jovens licenciados Atendendo aos resultados positivos obtidos com a implementação dos Programas Inov Jovem e Inov Contacto, nomeadamente no que concerne à realização de estágios e criação de emprego, foi criado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 63/2008, de 7 de Abril, o Programa Inov - Jovens Quadros para a Inova- ção, a Internacionalização e para as Artes, alargando o âmbito de intervenção dos dois programas iniciais e criando duas novas medidas: o Inov-Art e o Inov Vasco da Gama, destinados respectivamente à realização de estágios internacionais no domínio das artes e cultura e à qualificação de jovens empresários. “Revela-se apropriado alargar a política global de apoio aos jovens resultante da Resolução do Con- selho de Ministros n.º 63/2008, de 7 de Abril, com a criação de uma medida específica para a área da cooperação para o desenvolvimento: o Inov Mundus” - defende o Governo na Resolução do Conselho de Ministros n.º 93/2008. Conforme também se pode ler, o Inov Mundus dirige-se à qua- lificação profissional e inserção de jovens licenciados em entidades e organizações nacionais e internacionais que desenvolvam a sua actividade na área da cooperação para o desenvolvimento. “Tendo em vista critérios de racionalização e simplificação destes instrumentos de política e a necessidade de uma execução e acompanhamento interministerial, entende-se adequado que o Inov Mundus seja desenvolvido em estreita articulação com as restantes medidas”. Assim, esta nova fase do Inov Jovem e do Inov Contacto prevê um “reforço substancial dos beneficiários abrangidos”, bem como a criação do Inov-ART, como medida específica no domínio das artes e cultura, do Inov Vasco Gama, como medida específica para apoiar a qualificação internacional de jovens empresários e quadros de empresas nacionais, e do Inov Mundus, como medida específica no domínio da cooperação para o desenvolvimento, nos termos dos números seguintes. O Inov Mundus, destinado à qualificação e inserção profissional de jovens licenciados junto de entidades e organizações nacionais e internacionais, públicas e privadas, vocacionadas para o desenvolvimento de acções na área do desenvolvimento, visa abranger 250 jovens, nos próximos três anos. As presentes medidas são financiadas por verbas dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, do Trabalho e da Solidariedade Social, da Economia e da Inovação e da Cultura, com o apoio, nomeadamente, do Programa Operacional Potencial Humano. 29 Consultório de Fundos Comunitários PROGRAMA FINICIA Possuímos há um ano uma empresa comercial que vende, para o mercado interno, produtos tradicionais portugueses (azeite, vinho, queijo, alheiras, frutos secos, etc.). Pretendemos efectuar a internacionalização, começando numa 1ª fase com a exportação para Angola, Moçambique e Brasil e a seguir pretendemos abrir delegações nesses países. Falaram-nos no programa Finicia. De que programa se trata? RESPOSTA 1. Noção O Programa FINICIA facilita o acesso ao financiamento à criação de empresas e às empresas de menor dimensão, que tradicionalmente apresentam maiores dificuldades na sua ligação ao mercado financeiro. O acesso a estes instrumentos está disponível em regime contínuo, não havendo, portanto, fases de candidatura. Os beneficiários são empreendedores e PME em fase de arranque. No âmbito deste Programa, aplica-se a classificação de PME segundo a Recomendação da Comissão Europeia nº 2003/361/CE, de 6 Maio de 2003, relativa à definição de micro, pequenas e médias empresas. Os sectores de actividade abrangidos são a indústria, comércio, turismo, serviços, construção e energia. 2.Tipologia de projectos O Programa FINICIA encontra-se estruturado em três eixos de intervenção: Eixo I – Projectos de forte conteúdo de inovação Destinado à criação de empresas ou a PME existentes que apresentem projectos com uma elevada componente inovadora e potencial de crescimento. O programa permite o acesso a capital de risco, ou combinado de capital de risco e de crédito suportado em garantia mútua, para investimentos com necessidades de financiamento até 2,5 milhões de euros. Eixo II – Negócios emergentes de pequena escala Financiamento para a criação de empresas ou para PME criadas há menos de 3 anos. Neste eixo são disponibilizados produtos de capital de risco, de crédito suportado em garantia mútua, ou combinado destas duas soluções de financiamento. Existem instrumentos diferenciados para projectos com necessidades de financiamento até 250 mil euros. Eixo III – Iniciativas empresariais de interesse regional Destinado a PME existentes ou em fase de criação, com actividade ou projecto empresarial de relevância local em municípios aderentes aos Fundos FINICIA. Esta intervenção visa proporcionar mecanismos de financiamento que respondam às necessidades de investimento de empresas de dimensão reduzida (micro e pequenas empresas) e com actividade essencialmente local. Os financiamentos a efectuar pela instituição de crédito aderente, utilizando o fundo municipal, têm um valor de referência limite de 45 000J. As soluções disponíveis são específicas de cada município. 3. Instrumentos de financiamento No âmbito do Programa FINICIA, as empresas poderão ter acesso aos seguintes instrumentos de financiamento: - Capital de Risco; - Micro Capital de Risco; - Combinação de instrumentos de financiamento; - Linha de Crédito Early Stage; - Microcrédito; - Fundos Municipais. 4. Finicia Jovem O FINICIA JOVEM resulta de um protocolo assinado entre o IAPMEI e o IPJ e facilita o acesso ao financiamento de novas empresas (não é um incentivo ou subsídio), utilizando os apoios disponibilizados no âmbito do programa FINICIA. Destina-se a promotores com idade inferior a 35 anos e foca-se, para além do financiamento de projectos, na disponibilização de informação, aconselhamento e formação. À semelhança do programa FINICIA, estrutura-se em três eixos: ICIJOVEM – Eixos de Intervenção: - Eixo1 - Serviço especializado de informação aos jovens; - Eixo2 - Apoio especializado a iniciativas empresariais; - Eixo3 - Apoio a projectos educativos e iniciativas da sociedade civil. Colaboração: www.sibec.pt [email protected] Tel.: 228348500 Concurso para parcerias de regeneração urbana em aberto Encontram-se em aberto os segundos concursos no domínio de intervenção Política de Cidades - Parcerias para a Regeneração Urbana, integrados no Eixo Prioritário II – Desenvolvimento das Cidades e dos Sistemas Urbanos do Programa Operacional Regional do Centro (POR) e do Alentejo. Relativamente ao POR Centro, o correspondente aviso de abertura de concurso, que decorre até 31 de Outubro de 2008, contempla operações no domínio da regeneração urbana relativa a pequenos centros com potencial estruturante do território regional, listando os centros urbanos elegíveis a concurso. As operações objecto de candidatura devem respeitar o instrumento de política Parcerias para a Regeneração Urbana, integrado na Política de Cidades Polis XXI, e concretizar a prossecução dos objectivos específicos do instrumento de política Parcerias para a Regeneração Urbana. Quanto ao POR Alentejo, Programa Operacional Regional do Alentejo, o prazo para apresentação de candidaturas decorre até ao dia 19 de Setembro de 2008. 30 telecomunicações sexta-feira, 13 Junho de 2008 Vodafone associa-se ao Europeu de Futebol Operador móvel facilita as comunicações de roaming e disponibiliza serviço de informações sobre o evento TMN introduz novidades nos tarifários dirigidos aos mais jovens SANDRA RIBEIRO [email protected] Numa altura em que o futebol é ‘rei é senhor’, geral, poderão ficar a par dos resultados de todos os é natural que todos queiram associar-se, de algum jogos da primeira fase do evento, bem como dos modo, à festa. Ora, é o que se passa com os opera- resultados dos quartos de final, meias-finais e final. dores móveis, com a Vodafone. E como? Como seria de esperar, aos resultados juntam-se as De diversas formas, desde logo, através do seu classificações. Estamos a falar de coisas como a poserviço de roaming. A oferta é simples: entre 6 e sição das equipas no grupo, os pontos, os jogos, os 30 de Junho, os clientes Vodafone vão poder falar, golos marcados e golos sofridos. a partir da Suíça ou da Áustria, como se estivessem E para que não perca nada do que se passa, para a falar, a partir daqui, de Portugal. além dos Pirinéus, a Vodafone, através deste portal, A adesão ao Vodafone Travel, disponibiliza ainda o calendário dos assim se designa este serviço, vai jogos. Algo que inclui o dia e hora ainda dar aos seus aderentes a oporde um determinado jogo, o nome da Chamadas a tunidade de “realizar chamadas ao cidade, bem como estádio em que o preço do tarifário nacional de clienmesmo tem lugar. E porque nem partir da Suíça te”. Há, no entanto, um pormesempre é possível seguir tudo o que nor a ter em atenção: a este custo se passa com o Europeu, a Vodafoou da Áustria associa-se uma taxa de 80 cêntimos ne a tudo isto junta um serviço de a preço de por chamada. Já por cada chamada alertas. Como o leitor já adivinhou, recebida, o cliente pagará, apenas, aqui, estamos a falar dos golos em Portugal 80 cêntimos por cada 10 minutos directo – uma mensagem escrita vai, de duração da mesma. Mas não fipor exemplo, dar às pessoas a oporcamos por aqui. É que, para além tunidade de saber quando é que a de facilitar as comunicações àqueles que precisam nossa selecção marcou golo –, do resumo dos jogos de falar com os seus, a Vodafone disponibiliza ou das notícias mais relevantes ligadas a este evento. também um serviço de informações sobre o que Se, no primeiro caso e para os jogos de Portugal, de mais importante se vai passando nos relvados os clientes Vodafone vão ter direito a uma mensada Áustria e da Suíça. Este pode ser consultado no gem multimédia com o resumo do encontro, já no portal “Vodafone live”, num micro-“site” denomi- segundo caso, estes utilizadores vão ser informados nado, claro está, de “Europeu de Futebol”. Aqui os a respeito das últimas novidades da selecção, bem fãs da selecção nacional e do futebol, de uma forma como da restante actualidade desportiva. Teleperformance investe na Covilhã com criação de um novo “contact center” O segmento mais jovem da população volta a ser alvo de uma atenção particular. Desta feita, por parte da TMN que acaba de relançar dois tarifários: o Vip’s SMS e +Perto SMS. As vantagens? Aqui, a TMN destaca os preços mais baixos, o aumento do número de elementos do grupo vip’s e ainda a possibilidade – algo que se aplica aos dois planos de preços – de enviar, em vez de 250, 1500 SMS grátis por dia. No primeiro caso, ou seja, em relação ao Vip’s SMS, estamos a falar na possibilidade de enviar mensagens escritas para outras redes por, apenas, 5,9 cêntimos. Mas não só. A isto junta-se o facto de o grupo vip passar a incluir 15 elementos em vez dos actuais 10. Em relação ao outro tarifário citado, o +Perto SMS, voltamos a falar de custos mais baixos: em de 12 cêntimos, as comunicações por via esta via passam a custar 10,9 cêntimos. Samsung reforça patrocínio à selecção nacional de futebol Quem também tem uma ‘paixão’ pelo futebol é a Samsung. Afinal, este fabricante é patrocinador, pela segunda vez, da selecção nacional de futebol. “Dando continuidade à estratégia de patrocínios desportivos da empresa, em Portugal, que incluem também o apoio ao comité olímpico português, o patrocínio à selecção nacional demonstra o compromisso da Samsung em apoiar a dedicação, esforço e glória dos atletas que representam Portugal no campeonato europeu a decor- rer na Suíça”, podemos ler em comunicado. Estamos a falar de algo que se vai prolongar até 2010, e que permitirá, segundo a Samsung, “elevar o reconhecimento e empatia da marca junto de consumidores, parceiros e público em geral”. O fabricante de origem sul-coreana explica ainda que este apoio faz parte de uma “filosofia praticada em todos os países em que a marca está presente, sendo por isso uma importante directriz na estratégia de marketing e comunicação da empresa”. Os “contact centers”, em Portugal, começam a ser uma realidade cada vez mais presente. E dizemos isto porque vai arrancar, no próximo mês de Outubro, na Covilhã, um “contact center” da Teleperformance. Esta uma empresa que se dedica a este sector, bem como ao outsourcing na área do CRM. Estamos a falar de um investimento inicial de 1,8 milhões de euros, que surge para prestar serviços de atendimento telefónico aos clientes da Vodafone, bem como de outras empresas. “Dotada das mais modernas tecnologias de comunicação, as instalações do CONT C, onde será implementado o contact center, colocam a Covilhã na vanguarda deste tipo de infra-estruturas”, podemos ler em comunicado de imprensa. Um optimismo que se estende aos recursos humanos da região. Uma região com recursos humanos qualificados Afinal, João Cardoso, director-geral e presidente da Teleperformance Portugal, diz que a Covilhã e regiões circundantes “têm abundância de recursos humanos qualificados, orientados para os resultados, com uma forte cultura de empresa e orientação para o cliente”. Lembramos que este projecto vai ser responsável pela criação de 300 postos de trabalho. Isto numa primeira fase, já que se prevê que este número possa chegar, até 2010, aos 500. Falta-nos descrever um pouco melhor o grupo Teleperformance. Actualmente, este dispõe de cerca de 75 mil estações de trabalho informatizadas, com mais de 83 mil colaboradores. Estes trabalham, em 281 “contact centers” de 45 países, uma presença que leva esta empresa a gerir programas em mais de 66 línguas e dialectos. Em Portugal, a empresa conta com mais de 10 anos de actividade e possui 800 posições de operação activas. Os clientes, esses, estendem-se aos sectores das telecomunicações, publicações, utilities e administração pública. Optimus lança tarifários com taxação ao segundo Depois da Vodafone, chegou a vez de a Optimus apresentar a sua oferta relacionada com os tarifários de taxação ao segundo. Estes, como explicam em comunicado, já estão activos e aplicam-se às chamadas após um período inicial de 10 ou 30 segundo conforme os casos. Uma iniciativa da Optimus que surge na sequência de uma determinação da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), e, como destacam, visa contribuir para o enriquecimento da oferta da Optimus. A proposta é a seguinte: oferecer ao cliente a possibilidade de seleccionar o tarifário que lhe parece mais adequado ao seu perfil de comunicações. Empresas de telecomunicações envolvem clientes nos processos de inovação Como ser competitivo no sector das telecomunicações? A resposta não será fácil, com um estudo recente – este da autoria da SAS e da Economist Intelligence Unit – a dar conta que isto se faz através da denominada “inovação aberta”. Ou seja, daquela inovação que inclui fornecedores, parceiros, meio académico e, mais importante do que tudo isto, clientes. Segundo este mesmo estudo, “74% dos executivos mudaram de forma significativa os processos de inovação nos últimos cinco a dez anos e 78% afirmam que os clientes têm cada vez mais impacto neste processo”. E tanto assim é que, no que diz respeito às fontes de inovação, os clientes merecem, de novo, destaque, com 63% das respostas. Logo a seguir, surge a colaboração de terceiros como importante no desenvolvimento de novos produtos e serviços, bem como na identificação de uma nova tecnologia ou processo de inovação para posterior aquisição e licenciamento. Ainda sobre a importância dos clientes em todos estes processos de inovação, temos as palavras de James Watson, editor do relatório do Economist Intelligence Unit, que diz que a “colaboração de mais parceiros externos, especialmente, clientes, no processo de I&D, é cada vez mais considerado como um meio de responder a esta realidade”. E é caso para dizer que toda a ajuda é precisa. Afinal, 80% dos inquiridos deste estudo consideram que a complexidade, custo e ritmo da investigação e desenvolvimento vai aumentar, nos próximos dois anos. Algo que também não causa surpresa é ficarmos a saber que os ciclos dos produtos vão continuar a diminuir, fruto da crescente pressão para a inovação. Pelo menos, é a opinião de 50% das pessoas questionadas. Lançamento de novos produtos vai acelerar Não admira, pois, que, oito em cada 10 executivos considerem que “a complexidade e o ritmo de investigação e desenvolvimento nas suas próprias empresas aumente de forma moderada ou significativa até 2010”. De acordo com este estudo, um em cada três decisores pretende, mesmo, lançar, nos próximos dois anos, entre sete e vinte novos produtos. E fica o conselho de quem percebe do assunto, Ian Manocha, director do SAS do Reino Unido: “Este estudo revela que, de forma a serem inovadoras, e, como tal, competitivas, as empresas de telecomunicações têm de conhecer muito bem todos os aspectos do seu negócio”. A visão acerca do cliente, acrescenta, “é, particularmente, essencial e estas organizações necessitam de compreender os seus clientes para prever que produtos vão ter sucesso e que produtos vão falhar”. COMÉRCIO EXTERNO sexta-feira, 13 Junho de 2008 31 OPORTUNIDADE DE VENDA DE EMPRESAS NORTE sul Grande porto Empresa de Transportes Nacionais e Internacionais de Mercadorias sediada no Norte de País. Especialização na área dos perecíveis. Clientes fidelizados. Vol. Vendas 2006: J 5.700.000. Ref. PT 003 HB 031 0506 Hotel 4 Estrelas – Charme e Requinte no Norte de Portugal. Unidade com 58 quartos e suites, piscina, dois restaurantes, campo de ténis, auditório, entre outras facilidades. Hotel de charme e requinte. Preço pedido: J 10.000.000. Ref. PT 0004 MC 025 0505 Parafarmácia – Norte Litoral Empresa localizada em Braga, financeiramente saudável, com vasta carteira de clientes. Com bom potencial de crescimento e diversificação. Preço pedido: J 550.000. Ref. PT 004 MC 034 03 06 Empresa têxtil localizada na região Norte do país, especializada na confecção de artigos em malha. Facturação aproximada de J 2.500.000. Grande capacidade em desenvolver colecções e excelente reputação no mercado. Actividade fortemente orientada para o mercado externo. Private Label e Marca Própria. Preço pedido: J 1.300.000. Ref. PT 004 MC 017 03 04 Quinta com 170 ha na Região Demarcada do Douro Superior. Letra B e marcas próprias. Produto de excelente qualidade. Venda total ou parcial. Preço sob Pedido. Ref. PT 0005 AES 0003 0108 Empresa de Injecção de plásticos, líder de mercado. Ref. PT 0011 RMI 0005 05 07 Empresa de Construção Civil e Obras Públicas – Grande Porto. Alvará Classe 5. Experiência comprovada no mercado quer em Obras Públicas, quer em Obras Privadas desde os anos 70. Preço pedido: J 250.000. Ref. PT 004 MC 015 02 04 Empresa Vinícola Região Demarcada Vinhos Verdes: Várias marcas de vinho conceituadas e premiadas; Exportação para diversos países; Boa carteira de clientes no mercado interno e externo; Elevado Know-how; Imagem de marca e qualidade. Valor sob Pedido. Ref. PT 005 PR 004 05 03 Restaurante com ambiente acolhedor e sofisticado. Elevada rentabi- centro lidade. Potencial de crescimento. Vendas: 900.000J. Equipamento na ordem dos J 800.000. Ref. PT 005 PR 013 0606 Fabricação e Comercialização de Produtos de Colchoaria. Potencial de crescimento. Possui parceiros internacionais. Várias lojas. Isolada no mercado no que se refere ao seu produto de maior valor. Vendas: J 2.250.000. Ref. PT 005 PR 015 09 06 Loja Gourmet muito bem localizada no Grande Porto; Vendas: J 160.000; Venda de vinhos, produtos Gourmet e serviços complementares. Stock: J 120.800; Carteira de clientes fiel. Preço pedido: J 150.000. Ref. PT 0005 AES 0016 0608 Comercialização e fretagem de iates. Representante oficial de um fabricante europeu de veleiros. Presente em Portugal, Caraíbas e Brasil. Ref. PT 003 GK 023 07 04 Rede de 8 lojas imobiliárias estrategicamente localizadas no Algarve. Actua para o segmento médio-alto, essencialmente para não-residentes. Empresa em expansão e com forte reputação. Vol. Vendas: J 1.000.000 - J 1.500.000. Venda total ou parcial. Ref. PT 0004 MCA 0048 1007 LISBOA E VALE DO TEJO Transformação de Mármores, Granitos e Calcários (Nacionais e Estrangeiros). Especialmente vocacionada para o fornecimento de materiais para a indústria da construção civil. Ref. PT 003 HBE 0045 0107 Empresa de Construção Civil Alvará Classe 5 – Aveiro. Agrega diversas sociedades ligadas à construção civil e urbanismo, desenvolvendo a sua actividade maioritariamente nos concelhos de Aveiro, Ílhavo, Oliveira do Bairro, Anadia, Águeda e Figueira da Foz, mas também no Brasil e em Cabo Verde. Ref. PT 005 PR 003 0303 Industria de Moldes para plásticos. Preço pedido: J 820.000. Ref. PT 0014 VFE 0020 1207 Comércio de equipamento industrial para hotelaria e restauração. Preço pedido: J 10.000.000. Ref. PT 0014 VFE 0019 1107 Loja em centro de Cidade. Serviços de comércio a retalho de vestuário. Ref. PT 0014 VFE 0004 04 07 Restaurante no Centro de Cidade. Preço pedido: J 500.000. Ref. PT 0014 VFE 0022 0108 Restaurante com espaço potencial para projecto hoteleiro em Parque Natural situado em região de grande potencial turístico. Ref. PT 014 VFE 0001 0307 Industria de Ferragens. Fabricação de fechaduras, Dobradiças e Outras Ferragens. Preço sob pedido. Ref. PT 0016 FMV 0003 0108 Fundição manual de metais – peças destinadas a aplicações em louças e outros, ferragens para a construção civil. Fundição manual de metais não ferrosos. Ferragens para a construção civil. Preço sob Pedido. Ref. PT 0016 FMV 0004 0208 Centro de Imagiologia / Radiologia. Localização privilegiada em Lisboa. Convenções com várias entidades públicas e privadas. Experiência e reputação no mercado. Facturação superior a J 2.000.000. Ref. PT 004 MC 042 0107 Indústria de Transformação de Acrílicos. Muito rentável. Volume de vendas J 670.000. Ref. PT 0009 JCL 0005 0907 Grossista de vinhos e bebidas alcoólicas, com marca própria, vocacionada para a importação e distribuição de grandes marcas nacionais e estrangeiras, com contrato com as principais grandes superfícies (Distribuição moderna). Ref. PT 0009 JCL 0030 1207 Restaurante em Zona Privilegiada de Cascais. Ref. PT 0009 JCL 0034 0608 Empresa de Reparação de Computadores com lojas situadas em locais de fácil acessibilidade e conveniência. Ref. PT 0009 JCL 0035 0608 Internacional Importação, Distribuição e Comércio de Pedra (Ornamental). Empresa sedeada em Londres. Altamente rentável e com óptimas perspectivas, com base no desenvolvimento do mercado imobiliário londrino. Preço pedido: J 8.500.000. Ref. PT 004 JP 032 02 06 serviços e produtos para empresas PUB Importadores, Exportadores, Agentes de Fabrica. Chapas e Bobines Laminadas a quente e a frio, Chapa Naval, Chapa Industrial, Aços dedicados á produção de torres eólicas, Aços revestidos, barras e chapas de aço inoxidável. R. Amália de Luazes, nº 23 - 1º Sala 3 • 4200-052 Porto - Portugal Tlf: 225 573 000 • Fx: 225 573 001 [email protected] www.metalimport.net Manuel SebaStião & RaMoS, lda Comercialização de Máquinas e Equipamentos para a Indústria de Padaria, Pastelaria e Hotelaria CERTIF IC A Rua Henrique Galvão, 61/65 4445-125 ALFENA Tel. 229683297 • Fax. 229689694 Email: [email protected] • www.panihotel.com SA RE AD EM P assistência 24horas/dia - 365 dias/ano GARCIA & BARREIROS, LDA ARMAZENISTA DE PRODUTOS ALIMENTARES IMPORT – EXPORT QUEIJOS – CARNES FUMADAS – FRUTAS SECAS CONSERVAS – ETC. Representantes exclusivos: Chinaceros, Todoaceros, Tecno Aranda e Corus Laminacion y Derivados. Expediene Geral, Escritório e Armazém: R. José Duarte Lexim, Lote 8 ODIVELAS (Zona Industrial) Representamos a Acciaierie di Valbruna para os aços do sector de cutelaria. Telfs. 219373397 / 219373597 Fax. 219370168 [email protected] 32 sexta-feira, 13 Junho de 2008 Internet é o principal canal de escolha de destinos turísticos Turismo Ibis implementa programa para alargar competências e promover mobilidade dos colaboradores Turismo de vinhos reforça notoriedade das marcas e regiões Uma grande oportunidade comercial. Esta é a grande valia do enoturismo, que obtém uma forte visibilidade nas marcas e produtos a nível internacional. Esta foi a grande conclusão do «Wine & Tourism Marketing», evento de grande fôlego que teve lugar nas Caves Calém e na Quinta do Crasto. O enoturismo é uma realidade que “por vezes a indústria possibilidade que o enoturismo tem de “criar uma relação parece não ter ainda assimilado”, referiu Tony Spawton, pessoal entre o turista e os vinhos de determinada região e, director do Wine Marketing Group – Ehrenberg Bass. O sobretudo, das suas marcas”, dada a “experiência pessoal de turismo relacionado com vinhos é, na sua perspectiva, uma contacto directo com os produtores, as adegas e as vinhas”, mistura de “três forças comerciais”: “um modelo de negó- rematou. cio alternativo para pequenos produtores”, o resultado da “inclusão dos vinhos no crescente mercado gastronómico Enoturismo deve segmentar mensagem e cultural” e um mecanismo de “reversão de exportações”, Para que o enoturismo em Portugal em que, ao invés de exportar vinhos, atrai possa sedimentar-se enquanto elementuristas que, através de uma relação emoto produtor de riqueza, os operadores cional e comercial já estabelecida pela ‘inEnoturismo deve devem ter em conta que o segmento ternet’ e ‘e-commerce’, compram os provive “numa concorrência global, com dutos na origem. criar massa crítica um ambiente de negócios em constanNão obstante, aquele académico referiu te mudança”. Assim, tal como no sector que o enoturismo padece de um problede relevância, da produção vinícola, em que Portugal ma de atractividade depois de um conjunenvolvendo vários surge como 11º produtor mundial em to limitado de visitas a vários produtores quantidade, também no enoturismo o de uma região. Ou seja, o enoturismo é operadores país pode ser um ‘player’ de relevo, mas mais “uma actividade complementar do apenas se cumprir um conjunto de deque propriamente um segmento do tusafios lançados por Ricardo Swinkle Gorismo em si”. Por esse motivo, advoga a criação de “massa crítica de relevância”, envolvendo vários mes, da ViniPortugal. Aquele responsável referiu que, entre estes, contam-se operadores turísticos, capaz de proporcionar “actividades complementares aos visitantes”, relacionadas com a pró- os “canais de escolha de destinos por parte dos turistas”, pria região, dando como exemplo, no caso português, a dos quais se destacam a ‘internet’, com 48%, as recomendações de amigos (20%), pacotes especiais (10%) e, finalriqueza natural, a história e cultura do vale do Douro. Mas a oportunidade comercial surge, sobretudo, pela mente, as agências de viagens (9%). Por outro lado, torna-se necessário que “os produtores apostem numa nova cultura empresarial: se um produtor tem as portas da sua adega abertas ao público, então está no negócio do enoturismo. Se os produtores são concorrentes no sector dos vinhos, devem ser parceiros no turismo”. Este tipo de turismo, assegurou, ”é uma indústria de serviços que oferece experiências associados ao vinho”. Nesse sentido, o ‘benchmarking’ é essencial. O responsável da ViniPortugal recordou que, em 2000, nos EUA, 63% do consumo era feminino. “O enoturismo tem aqui uma forte oportunidade, na ligação que os vinhos oferecem com experiências únicas, ‘lifestyle’ e luxo”, sendo que “a mensagem deve ser direccionada de forma diferente” consoante o mercado que se pretende atingir – “ousada e arrojada para os homens, sugestões de sensações e momentos de partilha para as mulheres”. Marc Barros [email protected] Barómetro do IPDT confirma que Galiza é o grande concorrente da região Nortenhos preferem Algarve Ainda segundo o IPDT, o Algarve é o destino de férias preferido dos portugueses, entre os quais os nortenhos. No estudo «Intenções de Férias dos Portugueses Residentes no Porto e Norte de Portugal para o Próximo Verão», Algarve (34,7%), Norte (18,8%) e Centro (9,7%) do país são os locais escolhidos. Já Espanha foi escolhida por 10,3% dos inquiridos, sendo o destino no exterior mais procurado pelos nortenhos. O Brasil surge em segundo lugar, com 2,4% das escolhas. Os habitantes do Norte pensam despender em média 1350 euros no período de férias, entre nove e 10 dias fora de casa em hotéis de quatro a três estrelas, sendo que, para a esmagadora maioria dos inquiridos, o mês de Agosto será o escolhido para o gozo de férias. Enoturismo e gastronomia são âncoras do Porto e Norte A gastronomia e os vinhos constituem as mais-valias turísticas do Porto e Norte de Portugal, enquanto o vinho do Porto é o produto ou conceito que mais se destaca no destino, revela a 22ª edição do Barómetro Academia Aberta do Turismo (BAAT), promovido pelo IPDT. Numa lista de 12 opções do inquérito, o item «gastronomia e vinhos» destacou-se, com 40,3% dos inquiridos a optarem por este produto, seguindo-se o turismo de negócios, com 29%, e os “City/ Short Breaks” com 21,6%. O barómetro deu assim relevo ao património gastronómico e enológico do destino enquanto grandes âncoras de atracção turística. Associado à primeira escolha do painel do barómetro está o facto de o vinho do Porto ser a primeira palavra, ou conceito, a surgir quando se pensa no Porto e Norte de Portugal. Para 30,6% dos inquiridos, é o produto mais importante da re- gião, ao passo que o rio Douro surgiu na segunda posição. Por outro lado, uma grande maioria dos inquiridos afirmou que a qualidade é a característica distintiva do Porto e Norte que deveria ser comunicada por cada um de sete produtos turísticos, nomeadamente turismo de negócios, turismo de saúde e bem-estar e golfe, seguindo-se a diversidade da oferta. A Galiza surge, para este painel, como o grande concorrente do destino Porto e Norte, em seis dos sete itens sugeridos. A cidade de Barcelona recolheu a maioria das preferências quando o tema foi ‘city/short breaks’, tendo-se aproximado no turismo de negócios. O Algarve surge em destaque quando o tema é golfe e Bilbao ganha realce no “touring” cultural e paisagístico. Marc Barros [email protected] turismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 33 Hotéis Ibis apostam na mobilidade de colaboradores Programa assegura continuidade dos serviços prestados pelos colaboradores e promove progressão na carreira A cadeia internacional de hotéis Ibis, do grupo Accor, tem vindo a desenvolver, desde 2003, o Programa Actores, que visa alargar as competências dos seus colaboradores, no sentido de promover a sua mobilidade e alargar o leque de disponibilidade interna. Segundo Nicolau Pinheiro da Veiga, director delegado da Ibis Norte, este programa tem como grande vantagem “garantir a continuidade dos serviços”, pois assegura que um funcionário esteja qualificado para o desempenho de diferentes funções. Ao mesmo tempo, promove “a mobilidade nacional e internacional dos colaboradores do grupo” ao padronizar o seu desempenho, o que, por outro lado, proporciona ferramentas de “progressão na carreira”. Refira-se que o programa Actores é de adesão voluntária, sendo a formação ministrada com recurso a material didáctico de suporte informático em regime de autoformação. Desta forma, “cada etapa cumprida” confere um acréscimo de 10% do vencimento, o que tem motivado uma “crescente adesão”, afirma Nicolau Pinheiro da Veiga. “Low cost” promovem crescimento de estadias O hotel Ibis de Vila Nova de mais favoráveis que os praticados no balcão”, ou ainda as animações de restaurante no Verão, ligadas ao Euro 2008, Jogos Olímpicos ou as vindimas. Accor lança programa de descontos para empresas Gaia tem conseguido um “crescimento sustentado desde 2006”, fenómeno que o director Norte do grupo Ibis atribui ao aumento “quase mensal” do número de rotas das companhias de baixo custo para o aeroporto do Porto, o que potenciou o desenvolvimento do sector turístico não só no Porto mas também no Norte, como revelam as taxas de crescimento dos hotéis da marca. Com 19 unidades a nível nacional, representando 1700 quartos, Nicolau Pinheiro da Veiga destacou ainda a primeira abertura por franchising da unidade de Braga, com 110 quartos. Um outro factor que poderá explicar o crescimento registado envolve “uma nova forma de chegar ao cliente, através das sensações e experiências” vivenciadas e menos através “dos aspectos físicos” do hotel. Desta forma, pequenas melhorias introduzidas a nível nacional deverão, espera este responsável, aprofundar essa relação: desde logo, o lançamento de uma nova linha de uniformes, desenhada pelo estilista Nuno Baltazar, o programa «3 Noites Ibis», pelo qual os clientes “podem reservar pela Internet com 30 dias de antecedência a preços Homelidays cresce 600% em Portugal Página francesa de arrendamento de casas para férias ganha popularidades junto dos portugueses Marcar as suas férias em casa de um desconhecido parece uma solução um pouco radical, mas é o que o sítio Homelidays.com oferece aos seus clientes, tendo registado, desde a sua entrada em Portugal, em 2005, um crescimento que ronda os 600%, segundo dados disponibilizados pela empresa de origem francesa. A “operação no mercado nacional passou de 355 anúncios em 2005 para os actuais 1700 contados até ao mês de Maio de 2008, fazendo antever que este ano irão ser ultrapassados os 2000, representando um crescimento no volume de negócios a rondar os 600%”, afirma a empresa. Os portugueses que têm confiado nesta solução de arrendamento “suportam a sua escolha na percepção de que é a mais vantajosa, sem intermediários nem comissões de arrendamento, a que se alia uma capacidade de actuação global que amplifica de um modo até agora inexistente a informação veiculada dos seus anúncios”. A Homelidays.com tem a sua actividade direccionada em dois sentidos: “Para quem pretende arrendar casas, mas também para quem procura casas para alugar nas suas férias”, juntando no mesmo plano “as necessidades de cada um dos dois tipos de utilizadores da sua plataforma”. O mercado nacional é já o quarto mais importante em termos de alojamentos disponibilizados pelos arrendatários, destacando-se nos três primeiros lugares a França (20 mil), a Itália (8500), e a Espanha (6500). Portugal é também o quarto destino mais procurado pelos utilizadores registados do portal. O facto de existirem dezenas de milhar de casas para alugar nas zonas de maior potencial turístico fazem do país “um mercado muito interessante”, onde a Ho- melidays.com acredita “existir ainda uma grande potencial de crescimento”. Por outro lado, os alugueres de casas realizados Portal serve quem pretende arrendar casas e quem procura casas para alugar nas suas férias pelos “25 mil clientes nacionais já inscritos no portal aumentaram cinco vezes desde o ano de 2005”, o que confirma a adesão a esta solução de alojamento numa época em que cada vez mais a internet é usada para a programação das férias de quem viaja. A “variedade de tipologias de casas disponibilizadas no portal, desde vivendas para grupos numerosos até apartamentos ajustados para um casal”, concorrem para este sucesso. Actualmente encontram-se disponíveis 40 mil casas e 3000 quartos para hóspedes em 95 países espalhados pelos cinco continentes, que são procuradas por 1,4 milhões de utilizadores registados, correspondendo estes sensivelmente a 40% das 3,6 milhões de visitas totais do portal todos os meses. Numa outra linha, a Accor, detentora das marcas Ibis, Novotel e Mercure, entre outras, lançou o programa “Away on Business”, que oferece descontos do sector hoteleiro acessíveis exclusivamente ‘online’, com condições especiais para quem viaja em negócios. O “Away on Business”, programa pioneiro no sector hoteleiro global, possibilita descontos de 5% sobre a melhor tarifa disponível do hotel, sem restrições. As empresas aderentes poderão beneficiar de uma tarifa preferencial nos hotéis das marcas Sofitel, Pullman, Mercure, Novotel e All Seasons, representando mais de 1300 unidades em todo o mundo. A subscrição é gratuita e unicamente acessível na página ‘www. accorawayonbusiness.com’. Esta oferta destina-se a empresas que efectuam um mínimo de 50 noites por ano, sendo a solução ideal para tornar mais económicas as deslocações profissionais. Marc Barros [email protected] Três novos Ibis até 2010 A Ibis deverá criar, até 2010, três estabelecimentos em Lisboa, com mais de 200 quartos, e um na baixa do Porto, com cerca de 100 quartos, referiu Nicolau Veiga, que adiantou ainda a existência de projectos em desenvolvimento para a criação, em Lisboa e em Gaia, de duas unidades do Etap Hotel. Esta marca, que segue a mesma linha do Ibis, não oferece restaurante, não tem pequeno-almoço e os quartos apresentam uma estrutura mais simples. 34 sexta-feira, 13 Junho de 2008 CTOC pretende realizar conferências nos principais distritos sobre o novo Sistema Nacional de Contabilidade Fiscalidade Portugal não transpõe directivas sobre fusões de sociedades e branqueamento de capitais A Comissão Europeia decidiu balhadores aplicam-se a fusões dar continuidade aos processos transfronteiriças, quando, pelo de infracção contra Portugal, menos, uma das sociedades obtendo em conta a não trans- jecto da fusão já aplica um reposição para o direito interno gime deste tipo. De notar que das directivas relativas às fusões este sistema evita a liquidação transfronteiriças e à luta contra da sociedade adquirida. o branqueamento de capitais. Também não foi transposta Caso não seja dada resposta em a terceira directiva relativa à dois meses, os assuntos seguem não só luta contra o branquepara o Tribunal de Justiça das amento de capitais. Aplicável Comunidades Europeias. ao sector financeiro, abrange A directiva relativa às fusões também advogados, notários, transfronteiricontabilistas, ças destina-se agentes imobiDirectiva a facilitar as liário, casinos, fusões transfundos fiduciáintroduz medidas fronteiriças das rios e prestadode salvaguarda sociedades de res de serviços re s p o ns a b i l ia sociedades. para situações dade limitada. O seu âmbito Trata-se de uma também respeide risco directiva que ta os fornecedomais elevado preenche uma res de bens, caso grande lacuos pagamentos na do direito das sociedades e efectuados excedam os 15 mil constitui uma medida impor- euros. As pessoas e instituitante no contexto da política ções a que se aplica a directiva definida pela Comissão sobre o devem identificar e verificar a direito das sociedades e o gover- identidade do seu cliente e beno das mesmas na União Euro- neficiário efectivo, comunicar peia. Cobre todas as sociedades suspeitas de branqueamento de de responsabilidade limitada, capitais e adoptar medidas de à excepção dos organismos de apoio. Além disso, a directiva investimento colectivo em va- introduz requisitos suplemenlores mobiliários. Nos termos tares e medidas de salvaguarda da directiva adoptada, os re- para situações de risco mais gimes de participação dos tra- elevado. Governo prorroga discussão do Sistema Nacional de Contabilidade A Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC) requereu ao Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais (SEAF) a ampliação do prazo de discussão pública do Sistema Nacional de Contabilidade (SNC) de 14 deste mês para 31 de Julho. O Governo deu razão à câmara e optou por prorrogar o prazo até à data indicada. Por um lado, refere a CTOC, trata-se de alterar, profunda e radicalmente, um conjunto de conceitos e valores tradicionais da cultura contabilística nacional. Por outro, o prazo era curto para a elaboração de propostas que sejam alternativa ou enriqueçam a proposta apresentada. Ora, adianta a missiva, “a câmara, como entidade reguladora e representativa dos profissionais de contabilidade é parte interessada numa discussão o mais aprofundada possível sobre a matéria”. Aliás, a instituição criou um grupo de trabalho específico para analisar a referida proposta e propor eventuais alterações. Ora, acham os seus responsáveis que o Governo tinha que atender à necessidade de uma intervenção por parte das mais diversas instituições e entidades, com destaque para o universo académico da contabilidade e as associações empresariais. A CTOC pretende realizar conferências nos principais distritos, o que vai agora acontecer durante as próximas semanas. Comissão Europeia decidiu dar continuidade aos processos de infracção contra Portugal PRÁTICA FISCAL IVA – Prazo p/ dedução Um contribuinte destinatário alega que não recebeu uma factura do seu fornecedor decorridos dois anos após o serviço prestado. Pergunta: Pode ser emitida uma 2ª via da factura original? Neste caso e como já decorreram dois anos após a emissão da mesma, pode deduzir o Iva respectivo? Resposta do Assessor Fiscal Pode ser emitida uma 2.ª via da factura. O direito à dedução só poderá ser exercido até ao decurso de quatro anos após o nascimento do direito à dedução (número 2 do artigo 91.º do CIVA). IVA – Gasóleo Solicito esclarecimentos sobre o direito à dedução do IVA suportado no gasóleo de uma empresa transportadora com o seguinte objecto social “Transportes rodoviários de mercadorias por conta de outrém nacional e internacional; prestação de serviços de pronto socorro; manutenção de veículos e mudanças de mobiliário e outros conteúdos habitacionais”. O artigo 21/1/b refere que o IVA do gasóleo das viaturas ligeiras inferiores a 3500kg apenas é dedutível em 50%, no entanto esta não será uma regra muito justa para estas empresas, uma vez que o gasóleo é a base da actividade, ou seja, é praticamente a única matéria-prima utilizada para a realização dos serviços prestados – estes são custos essenciais à realização dos proveitos da empresa, uma vez que sem estes custos não existe actividade. Será que esta actividade se poderá enquadrar no art.º 21/1/b/ii (veículos licenciados para transportes públicos, exceptuando-se os rent-a-car) e deduzir a totalidade do IVA suportado no gasóleo? Resposta do Assessor Fiscal Se o veículo de transporte de mercadorias tem peso inferior a 3 500 kg, apenas tem direito à dedução do IVA compreendido nas despesas do gasóleo, na proporção de 50 % (alínea b) do n.º 1 do artigo 21.º do CIVA), já que não se compreende em nenhuma das situações previstas nos itens I a V da alínea b) do n.º 1 do artigo 21, designadamente no item II, por não estar licenciado para transportes públicos. Informação elaborada pela APOTEC Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade [email protected] AGENDA FISCAL JUNHO Até ao dia 10 • IVA - Imposto sobre o valor acrescentado - Periodicidade Mensal – Envio obrigatório via Internet da declaração periódica relativa às operações realizadas no mês de Abril. O pagamento pode ser efectuado através das caixas automáticas Multibanco, nas Tesourarias de Finanças informatizadas e nos balcões dos CTT. O pagamento pode ainda ser efectuado via Internet. Conjuntamente com a declaração periódica deve ser enviado o Anexo Recapitulativo, referente às transmissões intracomunitárias isentas, efectuadas no mês de Abrilo • IRS - Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares Os notários, conservadores, secretários judiciais e secretários técnicos de justiça devem entregar à Direcção-Geral dos Impostos a relação dos actos praticados no mês anterior, susceptíveis de produzir rendimentos sujeitos a IRS (artº 123º do CIRS). Até ao dia 20 • IRC - Imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas - Entrega das importâncias retidas no mês de Maio sobre os rendimentos sujeitos a retenção na fonte de IRC (artº 75º do CIRC). • IRS - Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares - Entrega, pelas entidades obrigadas a efectuar retenção, do imposto deduzido em Maio pela aplicação das taxas liberatórias previstas no artº 71º do CIRS (artº 98º, nº 3, do CIRS). - Entrega, pelas entidades que disponham ou devam dispor de contabilidade organizada, das importâncias deduzidas em Maio sobre rendimentos de capitais e prediais e rendimentos de propriedade intelectual ou industrial e prestações de serviços (Categoria B), (artsº 98º, nº 3, e 101 do CIRS). - Entrega do imposto deduzido em Maio sobre os rendimentos do trabalho dependente e de pensões, com excepção das de alimentos (artsº 98º, nº 3, e 99º do CIRS). • Imposto de Selo − Entrega, por meio de guia, nas tesourarias da Fazenda Pública, do imposto cobrado em Maio, pelas entidades a quem incumbe essa obrigação. Até ao dia 30 • IRS - Imposto sobre o rendimento das pessoas singulares - Entrega da declaração Modelo 13 via Internet pelas instituições de crédito e Sociedades financeiras que intervenham nas operações com valores mobiliários, warrants autónomos e instrumentos financeiros derivados. - Entrega da declaração Modelo 15 via Internet pelas instituições depositárias de contas poupança-habitação. - Entrega da declaração Modelo 19 via Internet pelas Entidades patronais que atribuam benefícios a favor dos trabalhadores, em resultado de planos de opções ou outros de efeito equivalente (subscrição, atribuição, etc.). Imposto Único de Circulação Liquidação, por transmissão electrónica de dados, e pagamento do Imposto Único de Circulação - IUC, relativo aos veículos cujo aniversário da matrícula ocorra no presente mês (substitui os anteriores Imposto Municipal sobre Veículos e os Impostos de Circulação e Camionagem). As pessoas singulares poderão solicitar a liquidação em qualquer Serviço de Finanças. • IRS – IRC – IVA - Entrega via Internet, pelos sujeitos passivos de IRS, IRC, da Informção Empresarial Simplificada (IES) e IVA, com os correspondentes anexos. Branqueamento de capitais Comissão Europeia lança aviso A Comissão Europeia preveniu 15 Estados-membros sobre a possibilidade de instauração de acção no Tribunal de Justiça das Comunidades pela não transposição da terceira directiva relativa ao branqueamento de capitais. Portugal é um dos países que ainda não transpôs na sua totalidade a referida directiva e que está desta forma obrigado a fazê-lo, uma vez que se não informar a Comissão Europeia até ao próximo mês de Agosto poderá ser alvo de processo por infracção. A terceira directiva relativa à luta contra o branqueamento de capitais foi adoptada em 2005 e engloba os sectores financeiros, os advogados, os revisores de contas, os técnicos de contas, os notários, os prestadores de serviços a sociedades, bem como todos os fornecedores de bens que efecuem pagamentos em numerário de valor superior a 15.000 euros. fiscalidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 35 Contas & Impostos Obrigatoriedade do documento de transporte não está condicionada à efectiva transmissão dos bens À medida que sejam efectuadas vendas, deve ser processado, em duplicado, documento no qual é feita referência ao documento global. Um comerciante de joalharia não dispõe de estabelecimento estável, transportando toda a sua mercadoria, diariamente, na sua viatura de trabalho. Efectua um inventário com frequência, mas tal não acontece de forma diária, pelo que se levanta a dúvida: que tipo de documento deverá acompanhá-lo e que deverá apresentar se for interceptado pelas autoridades? Tem que fazer diariamente uma guia de transporte (é quase impossível dada a quantidade de bens que transporta)? Pode fazer acompanhar-se de uma listagem, mesmo que não seja rigorosa ou poderá ser dis- pensado de tal formalidade? O Regime de Bens em Circulação (DL n.º 147/2003, de 11 de Julho, estabelece as normas sobre os documentos de transporte que devem acompanhar os bens em circulação. Nos termos do artigo 1.º do citado regime, “Todos os bens em circulação, em território nacional, seja qual for a sua natureza ou espécie, que sejam objecto de operações realizadas por sujeitos passivos de imposto sobre o valor acrescentado deverão ser acompanhados de documentos de transporte”, entendendo-se como tal a factura, guia de remessa, nota de venda a dinheiro, nota de devolução, guia de transporte ou documentos equivalentes. Os documentos de transporte devem ser processados de harmonia e com os elementos elencados nos artigos 4.º, 5.º, 6.º e 8.º do citado diploma. A obrigatoriedade do processamento do documento de transporte não está condicionada à efectiva transmissão dos bens, bastando apenas que esses bens se encontrem fora dos locais de produção, fabrico, transformação, exposição, … etc., … por motivo de transmissão onerosa, incluindo a troca, de transmissão gratuita, de devolução, de afectação a uso próprio, de entrega à experiência ou para fins de demonstração, ou de incorporação em prestações de serviços, de remessa à consignação ou de simples transferência (alínea a) n.º 2 do artigo 2.º). Abono pré-natal No final de 2007 foi implementado o abono pré-natal, que consiste na atribuição de um montante mensal à mulher grávida que atinja a 13ª semana de gestação. O montante varia consoante o escalão de rendimentos do agregado familiar. Esta prestação social é devida a partir do mês em que se atinge a 13ª semana de gestação, sendo concedido até ao mês do nascimento, inclusive. O abono pré-natal pode ser pedido durante o período de gravidez ou no prazo de seis meses contados a partir do mês seguinte ao nascimento. Para solicitar esta prestação, o(a) requerente deve dirigir-se aos serviços da Segurança Social da sua área de residência ou à Caixa de Actividade e de Empresa de que é beneficiário. Após o nascimento de um filho, a mãe tem direito a requerer 120 dias ou 150 dias seguidos de licença de maternidade, que serão pagos pela Segurança Social, respectivamente, a 100% ou a 80% face ao ordenado de referência. Estes períodos são acrescidos de 30 dias, por cada gémeo, além do primeiro, em caso de nascimentos múltiplos, que são cada vez mais frequentes, dado que muitos casais re- correm às diversas técnicas de fertilização – uns porque optam por ter filhos mais tarde e a condição humana não é a mesma que quando se tem 20 anos e outros por dificuldades várias. Para requerer o subsídio de maternidade, a mãe terá que se deslocar aos serviços de atendimento dos Centros Distritais da Segurança Social, no prazo de seis meses a contar da data em que tiver início o impedimento para o trabalho, para entregar o formulário próprio. Este documento deve ser obtido previamente, já que comporta partes cujo preenchimento cabe, por exemplo, à entidade patronal. A nova política de incentivos visa também aproximar a relação pai/filho, pois também é atribuído ao progenitor um período de licença de paternidade de cinco dias úteis, seguidos ou intercalados, pagos a 100%. Além desses, o pai pode ainda requerer 15 dias de licença parental que, se for desfrutada imediatamente a seguir à licença de maternidade ou paternidade, tem associado um subsídio (Subsídio por Licença Parental) no montante de 100% da remuneração de referência (corresponde à média de todas as remunerações registadas nos primeiros seis meses dos últimos oito meses anteriores à data do início da maternidade, paternidade ou adopção, considerando os valores dos subsídios de férias, de natal e outros de natureza análoga). De salientar que o direito às prestações mencionadas depende do preenchimento do prazo de garantia, ou seja, para beneficiar destes subsídios, a mãe ou o pai em questão têm de ter seis meses, seguidos ou intercalados, de descontos para a Segurança Social à data do nascimento do descendente. O abono de família é outro incentivo à natalidade atribuído mensalmente, com vista a compensar as famílias face aos encargos relativos ao sustento e à educação das crianças e jovens. É atribuído até aos 16 anos de idade, mas pode ser concedido igualmente dos 16 aos 24 anos se os jovens em questão estudarem. Pode ser requerida a majoração do abono de família que é atribuído a crianças compreendidas entre os 12 e os 36 meses: em duplicado, a partir do nascimento ou integração no respectivo agregado familiar, de uma segunda criança ou em triplicado, a partir do nascimento ou integração, no respectivo agregado familiar de uma terceira criança e seguintes. O montante varia consoante o escalão de rendimentos. (Informação elaborada pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas) Célia França Resende Incentivos à natalidade O Estado Português tem vindo a implementar diversos incentivos à natalidade, com vista a que a população aumente, pois existe uma previsão de que nos próximos 25 anos o número de idosos ultrapasse o dobro do número de jovens, com consequências claras na vida económica, se a situação não for invertida. O conjunto de medidas que foram adoptadas pelo Estado passa pela atribuição de abonos pré-natal, da extensão do tempo relativamente à licença de maternidade, subsídios de maternidade e paternidade, abono de família, protecção da maternidade e considerar que o nascimento de uma criança permite que no cálculo do IRS do ano de nascimento se efectue uma dedução à colecta no valor de 40%. O grande incentivo à natalidade é a diminuição do trabalho precário, porque, na sociedade portuguesa de hoje em dia, a maioria dos pais em idade reprodutiva é licenciado e quer um nível de vida melhor para os seus filhos, daí que cada vez mais tarde se opte pela maternidade dado que primeiro se busca a estabilidade económica, que, tem-se verificado, acontece muito mais tarde do que há 30 anos. Assim, no caso em apreço, porque os destinatários dos bens não são ainda conhecidos, poderá o sujeito passivo emitir documento conforme o n.º 6 do artigo 4.º do Regime de Bens em Circulação. À medida em que sejam efectuadas vendas, deve ser processado, em duplicado, documento (p. ex., talão de venda, venda a dinheiro, etc.) no qual é feita referência ao documento global, utilizando o duplicado para justificar a saída dos bens, de modo que os bens em circulação sejam os elencados no documento global, menos os referidos nos documentos processados relativamente a essas vendas (alínea a) do n.º 6 do artigo 4.º). Jurista da CTOC A discriminação da mulher no trabalho Existe uma política de protecção à maternidade, que comporta alguns direitos relativamente ao trabalho, tanto para a mãe como para o pai, que nem sempre são respeitados pela entidade patronal e verifica-se com alguma regularidade que nos dias de hoje ainda existe discriminação no trabalho em relação à mulher grávida que muitas vezes é despedida por esse facto ou sofre outras discriminações como a não renovação do contrato de trabalho ou mesmo não é aumentada a sua remuneração assim que a entidade patronal toma conhecimento da gravidez. Situações a que o Estado tem que estar muito atento se pretende incentivar a natalidade porque todos os futuros pais pensam duas vezes em ter filhos se a sua situação for precária ou esteja na iminência de ficar sem emprego. Uma das medidas de protecção à maternidade é que toda a mulher grávida tem direito a efectuar gratuitamente as consultas e os exames necessários à correcta preparação e vigilância da gravidez, assim como durante os 60 dias após o parto. O internamento hospitalar é gratuito durante toda a gravidez, parto e nos 60 dias após o parto. Na preparação e no decurso da gravidez, e em função desta, são igualmente assegurados ao outro progenitor os exames considerados indispensáveis pelo médico assistente da mulher. As trabalhadoras grávidas têm direito a dispensa de trabalho para se deslocarem a consultas de vigilância da gravidez, pelo tempo e número de vezes necessários e justificados. Durante a gravidez e até 3 meses depois do parto a mulher tem direito a não executar tarefas que sejam desaconselhadas, tais como: tarefas violentas, manipulação de produtos perigosos ou tóxicos, exposição a condições ambientais que prejudiquem a sua saúde. Implicações no cálculo do IRS Nas situações de risco para a trabalhadora ou para o nascituro, impedidas do exercício de funções, independentemente do motivo que determine esse impedimento, caso não lhe seja garantido o exercício de funções e/ou local compatíveis com o seu estado, a trabalhadora goza do direito de licença, anterior ao parto, pelo período necessário a prevenir o risco, fixado por prescrição médica, sem prejuízo da licença por maternidade prevista. A mãe que amamenta o filho tem direito a ser dispensada em cada dia de trabalho por dois períodos distintos de duração máxima de uma hora, durante todo o tempo que durar a amamentação. Este direito não implica a perda de salário ou de qualquer outra regalia. No caso de não haver lugar a amamentação, a mãe ou o pai trabalhador têm direito, por decisão conjunta, à dispensa referida no número anterior para aleitação até o filho perfazer um ano. Durante o período em que amamenta, a trabalhadora tem direito a não executar tarefas que a exponham à absorção de substâncias perigosas que sejam eliminadas pelo leite materno. Sobre qualquer situação que não esteja conforme a lei deve ser pedido parecer à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Em termos de impostos, o nascimento de uma criança permite que no cálculo do IRS do ano do nascimento se efectue uma dedução à colecta no valor de 40% do Salário Mínimo Nacional. Se a criança em questão tiver um grau de invalidez permanente superior a 60%, a dedução é elevada em 50%. Para que esta dedução possa começar a ser reflectida no mês do nascimento, os pais trabalhadores por conta de outrem têm de comunicar esse facto à sua entidade patronal, de modo a que seja aplicada a taxa que consta das tabelas de retenção relativas ao número de dependentes em causa no cálculo do IRS mensal. No ano do nascimento também se podem incluir na declaração anual do IRS as despesas de saúde que eventualmente tenham ocorrido desde o dia do nascimento e último dia do ano. O valor considerado pela Administração Fiscal no cálculo do IRS desse ano será de 30% das despesas que se encontrem isentas de IVA, ou sujeitas à taxa de 5%, ou de um limite determinado anualmente para as despesas de saúde sujeitas à taxa normal de IVA, desde que justificadas por receita médica. Em suma, estes são alguns dos incentivos actuais à natalidade, mas ainda falta muito por fazer, pois a realidade de hoje é muito agressiva a que os jovens casais tenham filhos, e a maioria dos apoios que são dados só duram praticamente no primeiro ano. Posteriormente, verifica-se um desinvestimento que leva muitos pais a não terem filhos sem a estabilidade financeira que permita ter um nível de vida razoável. Cabe assim ao Estado criar medidas que fomentem a natalidade, criando estabilidade económica aos jovens casais e fiscalizando junto das entidades patronais da aplicação efectiva da lei que protege à maternidade. 36 marcas, marketing e publicidade sexta-feira, 13 Junho de 2008 Porque o “glamour” é eterno Primeira água portuguesa para o segmento das águas “premium” vem do Algarve É um facto indesmentível que as Monchique para entrar no mercado águas “premium” estão a conquis- das águas “premium”. Para singrar tar consumidores e a ditar tendên- numa área tão exigente, a empresa cias. Num mercado onde o consu- apostou no desenvolvimento de mo de água engarrafada é cada vez uma garrafa com um design origimaior – só nos Estados Unidos, nal, exclusivo – inerente ao conceito este mercado movimenta 11 mil do segmento – e no baixo preço. milhões de dólares todos os anos Da concepção da ideia aos pri–, as empresas das meiros ensaios de águas começaram a engarrafamento, o apostar na segmentaprojecto da Monchi“A Chic ção da oferta e prinque levou um ano a é a “low cipalmente do target. desenvolver. O reAs águas de luxo, que sultado final, a água cost” das contam com um deChic, surge em dois águas sign distintivo, distipos de garrafas de tribuição selectiva e litro, em PET: cristal premium” com o imediatismo e azul. “A nossa ideia que deriva do facto passava por apenas das figuras públicas as elegerem comercializar uma das versões, pocomo o produto “in”, ainda que rém, depois de as testarmos com de forma lenta, já começam a en- público, chegámos à conclusão que trar no mercado português. A ma- seria possível mantermos as duas, terialização desta realidade está no pois ambas tiveram uma boa aceilançamento da água Chic. Acerca tação”, confessa António Pinheiro. do produto, António Pinheiro, O design do logótipo é assinado director da Fundação Oriente, por Pedro Novo, um designer pordetentora da Águas Monchique, tuguês a viver em solo britânico e o afirma, em entrevista à “Vida Eco- projecto gráfico e o design da garnómica”, “a Chic é a “low cost” rafa ficou a cargo da também pordas águas premium”. tuguesa Upstairs – Design Studio. Vocacionada em especial para “Quisemos ter uma equipa, na sua o canal Horeca, a Chic é a nova totalidade, portuguesa a desenvolaposta da Sociedade da Água de ver o nosso produto, pois sempre Diversificar a oferta das águas Monchique acreditámos que os designers portugueses têm valor. E o resultado está à vista”, adiantou Luís Miranda, director-geral da Sociedade da Água de Monchique. Embora esteja especialmente vocacionada para o canal Horeca, a empresa não descarta, no entanto, a possibilidade de ter o produto à venda numa grande superfície comercial, em lojas “gourmet”, desde que “esses estabelecimentos compreendam o valor acrescido da água”. Para os responsáveis, o lançamento da Chic constitui o início de uma trajectória de diversificação da sua gama de produtos e que irá estender-se a três anos. Depois da Chic, a empresa pretende apostar em novas soluções direccionadas para um público mais jovem, para o universo feminino e para um público que “pretende tirar mais benefícios do consumo de água”, adianta Luís Miranda. Para esta última, a empresa espera tirar partido das parcerias que conta na Ásia para melhor conhecer e depois associar os benefícios que se encontram nos chás daquela região à água Monchique. Para já, a Monchique pretende tirar partido do facto de a Chic se diferenciar da concorrência na medida que esta foi concebida não pelo benefício que aporta ao consumidor, mas pelo prazer que estes têm no momento do consumo. “A nossa ideia parte da constatação de que o consumidor, consoante a ocasião, privilegiará a imagem do produto mais adequada. Para além dos benefícios intrínsecos ao consumo da água mineral e natural, os tiago rocha [email protected] consumidores procuram um estilo de vida ou uma imagem com que se identifiquem e transmitam aos outros algo mais de si. Neste sentido, a Chic é um primeiro passo nessa estratégia”, garante António Pinheiro. Os responsáveis não adiantaram o valor do investimento envolvido no desenvolvimento deste novo produto, porém, asseguram que o projecto contou com um orçamento módico. “O investimento no projecto Chic contou com menos de 10 por cento daquele feito pela Luso no lançamento da Formas [a Luso investiu seis milhões de euros, a preços de tabela, só na campanha de promoção]”, assegurou António Pinheiro. O preço de venda da água Chic ainda não está definido, mas será fixado entre 1,20 e 1,30 euros. Em termos de estratégia, a grande aposta da Sociedade Águas Monchique é o mercado fora de portas, ao exportar 35 a 40% do total da sua produção, nomeadamente para o mercado asiático. “Esperamos que este valor venha a representar mais de 50% em breve”, concluiu Luís Miranda. futuro da publicidade está na internet 126*194 Que a Internet está a revolucionar o mundo em que vivemos já o sabemos, mas não está só a mudar os nossos hábitos de leitura ou entretenimento, como também o modo de vermos o mundo e ele a nós. Especialistas da área de Marketing e Gestão estiveram reunidos em Lisboa, no âmbito do fórum Verge, num seminário subjugado ao tema “Marketing e Negócios na Era Digital”, com o objectivo de discutir as grandes tendências da Internet e explicar a influência das novas ferramentas de trabalho no marketing e nos negócios. Michael Kleindl, figura de renome do sector de Internet advertising e presidente da European Interactive Advertising Association e da Wunderloop, adiantou algumas tendências que já são uma realidade nos dias de hoje e que, na sua opinião, estão a revolucionar o modelo publicitário actual. Para Kleindl, em 2010, a internet concentrará 50% do marketshare de toda a publicidade face à TV e outros media, como a rádio. Para tal, vão contribuir dois factos: as pessoas passarem cada vez mais tempo a navegar na Internet, relegando a televisão para segundo plano, e os publicitários começarem a apostar mais em publicidade direccionada ao indivíduo e não às massas, como tem acontecido até agora. O carácter multiplataforma e uniforme da tecnologia, que possibilita o acesso à Internet em vários dispositivos – do computador ao telemóvel –, é outro dos trunfos que, na opinião de Kleindl, vai estabelecer a internet como o meio difusor de eleição. Em defesa do meio ambiente A pensar no Dia Mundial do Ambiente, celebrado na semana passada, inúmeras empresas levaram a cabo iniciativas “environment friendly”. O Continente associou-se à Quercus e lançou o programa Rolhinhas, que consiste na disponibilização de um receptáculo para rolhas de cortiça usadas. Com esta iniciativa as entidades envolvidas pretendem atingir uma taxa de 30% de reciclagem de rolhas de cortiça no prazo de quatro anos. Já o Pingo Doce, numa acção conjunta com o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional,apelou à redução do consumo de sacos de plástico. Na acção estiveram presentes o ministro Francisco Nunes Correia, o secretário de estado do Ambiente, Humberto Rosa, o director-geral da Agência Portuguesa do Ambiente, António Gonçalves Henriques, e o CEO do grupo Jerónimo Martins, Luís Palha da Silva. 37 sexta-feira, 13 Junho de 2008 martifer: -11% desde o início do ano mota engil: 1% desde o início do ano Mercados Bes celebra parcerias com municípios para apoio a pequenas empresas Responsável da Eurizon Capital acredita que a transparência vai aumentar na indústria de fundos “A crise do ‘subprime’ tornou-se numa lição” Só as empresas sólidas e transparentes poderão vencer nesta indústria de fundos, que ganhou obrigatoriamente uma nova abordagem dos operadores na sequência da crise dos mercados financeiros, alega Ugo Sansone. O responsável pelo desenvolvimento de negócios internacionais da Eurizon Capital, que em Portugal está a operar através do Banco Best, acredita que o pior da crise já passou, mas que o seu impacto ainda continuará a sentir-se por mais algum tempo. Em Portugal procuram essencialmente investidores que prefiram aplicações seguras em empresas sólidas e transparentes. Vida Económica – Que lugar ocupa Portugal na vossa estratégia de internacionalização? VE – A que se deve este foco na América Latina? Esta é uma boa altura para investir nesse mercado? Que sectores estão mais representados neste fundo? Ugo Sansone – Portugal é um dos países onde nós queremos desenvolver a nossa distribuição inUS – A América Latina é apeternacional. Nós já trabalhamos com o Banco Best há um ano e nas um dos componentes da nosmeio e agora queremos estreitar a sa oferta em Portugal. Tem tido nossa relação de parceria para ob- uma boa aceitação em outros ter mais rentabilidade neste mer- mercados onde também o colocácado. Encaramos o mos, como aconmercado português teceu, por exemplo, na Eslovénia. como um mercado “A regulação E acreditamos que de grandes oportutem funcionado é uma boa altura nidades para nós, para investir nele, até porque querecom força tendo em conta mos explorar bem a sua performanos mercados latinos suficiente e Portugal e Espace no início deste na Europa” nha são cruciais ano. Temos aqui nessa estratégia. Na envolvidas empreEspanha entrámos sas de sectores de mais recentemente. Em Portugal actividade ligados essencialmente escolhemos o Banco Best porque às matérias-primas. queremos juntar-nos aos líderes e VE – Qual é o perfil do inveso Best tem uma grande quota de mercado na distribuição de acti- tidor que procuram? US – Nós queremos encontrar vos internacionais em Portugal. Este fundo latino-americano é pessoas que queiram sentir-se seuma parte de um fundo luxem- guras com os investimentos que burguês, o Eurizon Easy Fund, fazem. Recentemente, começámos que em Portugal é distribuído a sentir problemas com a crise do pelo Banco Best. Este fundo lu- “subprime”, grandes nomes da inxemburgês é composto por 45 dústria de fundos foram afectados sub-fundos, um dos quais é este com a crise dos mercados finanlatino-americano. ceiros, por isso a mensagem que tuguês com o Direito Comunitário”, promovida pela Miranda Correia Amendoeira & Associados. Com efeito, o Decreto-Lei n.º 29/2008 estabelece deveres de comunicação, informação e esclarecimento à administração tributária para prevenir e combater o planeamento fiscal abusivo, alegando o legislador a permanente criação de esquemas de planeamento fiscal sofisticados, psi20 10,500 10,250 10,000 5-06 queremos transmitir para os portugueses é a de que estão a lidar com um gestor de activos seguro, integralmente detido por um grupo bancário europeu sólido, que é actualmente o quarto em capitalização bolsista e primeiro na Itália, que é o Intesa Sanpaolo. Também quero dizer aos nossos clientes que neste fundo nunca encontrarão uma performance extraordinariamente alta, mas também nunca encontrarão uma performance extraordinariamente baixa. Reflectirá o mercado em que investe. Por isso se chama “Easy Fund”. Há total transparência. VE – Quais são as vossas expectativas para a evolução deste fundo? US – Estamos muito optimistas e por isso também estamos optimistas em relação à distribuição deste fundo ao nível internacional. Em Itália somos líderes há dez anos e queremos desenvolver a nossa experiência internacional com a mesma força. VE – Considera que a indústria de fundos tem sido muito abalado com a crise dos mercados financeiros? US – Sim, foi. Grandes nomes sofreram e as pessoas foram apanhadas desprevenidas com esta crise. Ao nível europeu, a regulação tem funcionado com força suficiente e acredito que a partir de agora todos terão de ser mais transparentes na composição dos seus fundos. Todos desconfiávamos de alguns fundos que davam ganhos extraordinários sem que se percebesse a razão e agora essas suspeitas foram alargadas a todos os investidores. A Eurizon Capital nunca acreditou nessas sobrevalorizações. E esses produtos não serão certamente investimentos seguros. Nós defendemos investimentos seguros. VE – Esta crise trouxe uma boa oportunidade de mercado para os operadores mais transparentes? US – Sem dúvida. Nós nunca prometemos aos clientes supervalorizações. Esta crise do “subprime” tornou-se numa lição. Mudou a abordagem do mercado. VE – E a crise já faz parte do passado? US – A crise já fez o maior estrago. Mas sou céptico que já tenhamos chegado ao fundo do poço. É óbvio que o maior impacto da crise já passou, mas ainda existirão mais impactos futuros. ANA SANTOS GOMES [email protected] com práticas que podem ser consideradas agressivas ou abusivas. Em causa estão esquemas fiscais sobre IRS, IRC, IVA, IMI, IMT e Imposto de Selo. Além de considerar escassa a aplicação prática desta medida, no sentido em que os consultores fiscais tenderão a comunicar à Direcção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI) as práticas legítimas, Paulo Brilhante dos San- 6-06 9-06 10-06 11-06 PSI 20 (Fecho) (11/06) 10088,33 Var. Semana -2,91% Var. 2008 -22,51% Dow Jones (Fecho) (11/06)12162,83 Var. Semana -2,47% Var. 2008 -5,67% Nasdaq (Fecho) (11/06) 1946,88 Var. Semana -3,69% Var. 2008 -6,62% Ibex (Fecho) (11/06) 12584,3 Var. Semana -5,67% Var. 2008 -17,11% Dax (Fecho) (11/06) 6650,26 Var. Semana -4,52% Var. 2008 -17,57% CAC 40 (Fecho) (11/06) 4660,91 Var. Semana -5,17% Var. 2008 -17,17% cAmbial “Queremos encontrar pessoas que queiram sentir-se seguras com os investimentos que fazem”, anunciou Ugo Sansone eurodólar 1.6000 1.5700 1.5400 5-06 6-06 Eurodólar 9-06 10-06 11-06 1,555 (Fecho) (11/06) Var. Semana Var. 2008 -0,22% 5,63% Euro Libra (Fecho) (11/06) Var. Semana Var. 2008 Euro Iene 0,7920 -0,50% 8,00% (Fecho) (11/06) 166,25 Var. Semana Var. 2008 -0,68% 0,80% monetário euribor 6m 5.20 5.05 4.90 5-06 6-06 9-06 10-06 11-06 Euribor 6m (Fecho) (11/06) 5,1200 Var. Abs. Semana 0,1860% Var. Abs. 2008 0,4110% Euribor 3m (Fecho) (11/06) 4,9590 Var. Abs. Semana 0,0950% Var. Abs. 2008 0,2690% Euribor 1Y (Fecho) (11/06) Var. Abs. Semana Var. Abs. 2008 5,4170 0,3100% 0,6630% mercadorias petróleo “Lei do Planeamento Fiscal terá aplicação prática escassa” Advogados, auditores e todos os consultores fiscais passaram a estar obrigados a comunicar à Administração Fiscal eventuais estruturas de planeamento fiscal que estejam a oferecer aos seus clientes, mas a aplicação prática da medida será escassa, adiantou o advogado Paulo Brilhante dos Santos à “Vida Económica”, à margem da conferência “Conformidade do Sistema Fiscal Por- Índices 140.00 tos alega que “esta medida surge em Portugal para colmatar as deficiências da DGCI na verificação deste tipo de situações”. O fiscalista Saldanha Sanches foi o convidado da sociedade de advogados para esta conferência, mas sobre a lei do planeamento fiscal apenas considerou que “provavelmente foi longe de mais, mas no que vai longe de mais não tem aplicação prática”. 130.00 120.00 5-06 6-06 9-06 Petróleo 10-06 11-06 (Brent) (11/06) Var. Semana Var.2008 134,49 Ouro 879,30 (Fecho) (11/06) Var. Semana Var. 2008 Prata (Fecho) (11/06) Var. Semana Var. 2008 10,82% 42,57% -2,45% 5,53% 16,84 -1,64% 14,01% 38 mercados sexta-feira, 13 Junho de 2008 Especulação Ricardo Arroja Na ponta final Os mercados accionistas acordaram esta semana com mais uma notícia desagradável: a Lehman Brothers, um dos maiores bancos de investimento norte-americanos, reportou uma perda de 5 mil milhões de dólares face ao período homólogo. Nos últimos doze meses, o banco vendeu activos avaliados em 130 mil milhões de dólares – valor equivalente a três quartos do PIB português – e reduziu a sua exposição a créditos hipotecários em 20%, mas nem isso chegou. Às amortizações segue-se agora um aumento de capital de cerca de 6 mil milhões de dólares, cujos principais subscritores deverão ser fundos soberanos na Ásia e no Médio Oriente. Contudo, se a operação falhar, existe o risco de uma nova falência no sistema bancário norte-americano – a exemplo do que já sucedeu este ano com a Bear Stearns. Ao mesmo tempo que a situação do sistema financeiro se deteriora, alguns importantes responsáveis da Reserva Federal norte-americana começam a produzir afirmações no sentido de que é necessário combater a inflação. Ben Bernanke – o presidente –, Richard Fischer e Timothy Geithner deram, os três, indicações de que a inflação se situa acima do que seria desejável. A tendência de alta no preço das maté- [email protected] Pedro Arroja Gestão de Patrimónios S.A rias-primas permanece, e a excessiva emissão monetária do FED – recorrente nos últimos anos – também não ajuda. Contudo, dada a preocupação da Reserva Federal com o crescimento económico interno, conjugada com a sua relativa indiferença face ao nível geral do dólar, não antecipo no curto prazo qualquer subida do nível das taxas de juro nos Estados Unidos. Na Europa, apesar das posições mais assertivas de Jean Claude Trichet, também não acredito na subida da taxa de juro para já. A conjuntura macroeconómica é má. A conjuntura financeira também. Porém, no que aos mercados diz respeito, a deterioração já se arrasta desde o início do ano. Em geral, considera-se que os mercados financeiros antecipam os ciclos económicos em seis meses. Por outras palavras, a realidade agora reflectida pelas variações negativas dos principais índices bolsistas só se fará sentir no dia-a-dia das pessoas lá para o final do ano. No momento em que escrevo este artigo, os principais índices de acções mundiais – o S&P500, o Eurostoxx e o Nikkei – apresentam uma desvalorização média de cerca de 10%, desde o início do ano. E no caso do nosso PSI20, a perda acumulada em 2008 já ultrapassou NOVIDADE )6! NA #ONSTRU¥ÎO#IVIL ENO )MOBILIÉRIO MOBILIÉRIO Inclui: - Aspectos genéricos do IVA - Localização das operações - O IVA no Comércio Internacional e RITI - Novo regime do IVA na Construção Civil e no Imobiliário (Decreto-Lei 21/2007, de 29 de Janeiro) - Esquemas-síntese por assuntos - Casos práticos - Actualizado com Orçamento de Estado/2008 Autor: Duarte Travanca Formato: 17 x 23.5 cm Págs.: 272 P.V.P.: A 22 Nesta obra procede-se à análise dos aspectos fundamentais do Imposto sobre o Valor Acrescentado, com especial incidência para as novas regras do IVA nos sectores da construção civil e do imobiliário, introduzidas pelas alterações decorrentes do DecretoLei nº 21/2007, de 29 de Janeiro. Procede-se ainda à análise sistematizada do IVA no comércio internacional, da localização das operações, bem como dos principais aspectos caracterizadores do imposto, e cuja aplicabilidade abrange todos os sectores da actividade económica desde a produção, a indústria, os serviços até ao comércio. Pedidos para: Vida Económica - R. Gonçalo Cristóvão, 111, 6º esq. • 4049-037 PORTO Tel. 223 399 400 • Fax 222 058 098 • E-mail encomendas: [email protected] Nome Morada C. Postal Nº Contribuinte E-mail SIM. Solicito o envio de Imobiliário”. exemplar(es) do livro “IVA na Construção Civil e no Para o efeito envio cheque/vale nº Debitem A Seg. válido até , no meu cartão emitido em nome de / . , s/ o , no valor de A com o nº Solicito o envio à cobrança. (Acrescem A 4 para despesas de envio e cobrança). ASSINATURA , Cód. e a barreira dos 20%. Posto isto, não estou ainda preparado para afirmar que os mínimos já foram atingidos. Mas acredito que a parte mais substancial da correcção já teve lugar. E que estaremos, por isso, na ponta final da correcção no mercado accionista. De resto, qualquer paralelismo entre a Lehman Brothers e a Bear Stearns é um equívoco. De acordo com dados citados pela Bloomberg, a Lehman possui duas vezes mais liquidez do que aquela que a Bear Stearns possuía na altura em que foi socorrida pela Reserva Federal. A Lehman possui capitais próprios três vezes superiores face aos que a Bear Stearns exibia. E, em termos de alavancagem financeira, ou seja, ao nível dos rácios de capital, a Lehman estará agora – após a venda de activos, a amortização de créditos e o aumento de capital – ao nível da Goldman Sachs, a mais reputada casa em Wall Street. Com isto não pretendo sugerir que os investidores comprem acções da Lehman Brothers. Nem pensar – existem no mercado outros segmentos menos arriscados. Pretendo, apenas, evidenciar a fronteira entre o razoável e o improvável. Por outro lado, apesar do receio que possa existir associado a uma eventual subida das taxas de juro, nenhum banco central se arriscará fazê-lo no auge de uma crise económica e financeira. Mesmo que as taxas de juro subissem, seriam acompanhadas, na sombra, por forte emissão monetária – o que na prática constituiria um conjunto de medidas de soma nula. Nos últimos anos, a política monetária dos bancos centrais – em particular a do FED – tem sido caracterizada por um profundo cinismo e não será agora que as coisas vão mudar. Portanto, a possibilidade de adopção generalizada de políticas monetárias, efectivamente, mais restritivas, sobretudo nos Estados Unidos, é um bluff. Só depois da melhoria da conjuntura económica e financeira. E, mesmo assim, duvido. net.investidor www.poupardinheiro.info Os sites de ajuda ao utilizador para gerir as suas finanças vão começando a pulular na Internet com cada vez mais qualidade. Há duas semanas atrás falou-se aqui do site “Mais Gasolina”, orientado para ajuda o con- sumidor na escolher os postos onde a gasolina/gasóleo é vendida a preços mais baratos. Desta feita, merece destaque o site mais abrangente “Poupar Dinheiro”, que não se fica por um único tópico. O “Poupar Dinheiro” pergunta-nos se “Será que o dinheiro para a reforma é suficiente?”, auxiliando na elaboração no planeamento da reforma correcto. Mas avança para outras acções menos prováveis, mas que igualmente se focalizam no tópico de poupança dinheiro. Por exemplo, “como fazer artesanato”. O “Poupar Dinheiro” informa-o se, quer aprender como fazer artesanato, dizendo-lhe que o YouTube será o seu grande amigo, através de vídeos onde conseguirá descobrir e aprender várias peças que pode fazer em casa. Deste modo, através do “Poupar Dinheiro” tanto pode ficar a saber como fazer iogurte em casa, como aprender a investir em Bolsa, passando pela demonstração de várias formas de como viajar barato. Este capítulo merece mesmo uma secção autónoma, onde surgem várias dicas de como viajar de forma mais barata, através de hipóteses de reservar antecipadamente, esperar pelas promoções de última hora, voar em “low-cost” e voar em horários económicos. Outra secção independente do site é igualmente convidativa, denomina-se “Promoções”. Aqui pode encontrar as melhores promoções que são feitas e publicitadas na Internet, com o site a encontrar as empresas que criam promoções especiais para lançarem produtos e serviços “online”. Finalmente, destaque para as dicas sobre a forma de obter “software” grátis, que nos garantem é tão bom ou melhor que muito software comercial, ainda que normalmente seja mais limitado no número de funções que permite realizar, mas quando é criado a partir do esforço de uma comunidade de arquitectos de software, os resultados costumam ser incríveis. Garantem que se trata de “software” sem nenhum “adware”, “spyware”, mas apenas bom “freeware”. mercados sexta-feira, 13 Junho de 2008 39 Petróleo arrasta inflação e subida das taxas de juro Nos mercados financeiros destaca-se a continuada subida do preço do petróleo, que na semana passada voltou a cotar acima dos 135 dólares o barril em Nova Iorque. Esta tendência tem sido despoletada fundamentalmente por comportamentos especulativos e, caso não seja invertida, pode reforçar o dilema dos principais bancos centrais que enfrentam economias em arrefecimento e tendem a monitorar atentamente as expectativas de inflação que se têm deteriorado neste contexto. O preço do barril de petróleo tem batido sucessivos recordes nos mercados internacionais, com países produtores a defenderem a existência de um equilíbrio entre a oferta e a procura, pelo que a subida dos preços do petróleo deve à especulação existente no mercado e à depreciação do dólar. De facto, o preço do petróleo tem acompanhado o movimento de depreciação da moeda norteamericana, na medida em que os principais produtores, não querendo ver diminuir o valor arrecadado, estão a alimentar a subida exponencial do seu preço. Acrescem a tudo isto muitos outros factores. A produção mundial de petróleo atingiu o seu ponto alto em 2006, muito antes do que se esperava, podendo iniciar-se uma quebra de produção PRIVATIZAÇÕES E OPV futura se não forem tomadas medidas urgentes. Por outro lado, no actual momento de produção e refinação máxima, têm acontecido um conjunto de factores adversos de ordem climatérica em várias áreas sensíveis, como o Golfo do México e Mar do Norte. Também as questões geopolíticas, primeiro em relação ao Irão, e mais recentemente as tensões entre a Turquia e o Curdistão, criaram receios de diminuição da oferta. Do lado da procura, o consumo mantém-se forte e assiste-se à reposição de reservas por parte de vários países, sobretudo os Estados Unidos, para fazerem face ao Inverno que se aproxima. Concluindo, a oferta mantém-se apertada face ao aumento constante da procura. Assim, depois dos valores máximos alcançados, pode desenharse um movimento de correcção. É essa a indicação dada pela ac- (valores em euros) Privatizações Data da Privatização Capital Disperso Preço da OPV Corrigido (J) Preço Actual (J) Variação face OPV Portugal Telecom 1ª fase 6/1/95 14.21% 2.79 7.58 171.12% Portugal Telecom 2ª fase 6/11/96 6.66% 3.61 7.58 109.72% Portugal Telecom 3ª fase 10/9/97 26.00% 7.45 7.58 1.65% Portugal Telecom 4ª fase 7/12/99 3.84% 7.50 7.58 1.00% Portugal Telecom 5ª fase 12/4/00 20.00% 9.40 7.58 -19.41% Cimpor - 1ª Fase 7/4/94 20.00% 1.51 5.32 252.76% Cimpor - 2ª Fase 10/15/96 45.00% 1.98 5.32 168.94% Cimpor - 3ª Fase 5/18/98 25.00% 4.05 5.32 31.15% EDP - 1ª Fase 6/16/97 29.90% 2.16 3.72 71.99% EDP - 2ª Fase 6/29/98 17.45% 4.29 3.72 -13.40% EDP - 4ª Fase 7/3/00 25.00% 3.10 3.72 19.84% Brisa - 1ª Fase 11/24/97 35.00% 2.42 8.98 271.23% Brisa - 2ª Fase 11/9/98 31.00% 4.17 8.98 115.61% Brisa - 3ª Fase 5/24/99 20.00% 4.35 8.98 106.44% Brisa - 4ª Fase 7/16/01 4.00% 4.95 8.98 81.41% Galp Energia 10/23/06 23.00% 5.81 16.06 176.42% Portucel 3ª Fase 11/13/06 25.72% 2.15 2.19 1.86% Privatizações Data da OPV Capital Disperso Preço da OPV Corrigido (J) Preço Actual (J) Variação face OPV Lisgráfica 6/2/98 26.18% 20.95 0.13 -99.38% Finibanco 6/22/98 21.13% 2.40 3.73 55.42% SAG 7/13/98 25.00% 2.59 2.41 -7.09% Orey Antunes 7/29/98 2.31 2.75 19.18% ParaRede 6/28/99 31.50% 1.63 0.17 -89.58% ZON Multimedia 11/16/99 23.55% 13.50 6.24 -53.78% SonaeCom 6/2/00 20.99% 10.00 2.17 -78.30% Impresa 6/6/00 30.00% 10.25 1.53 -85.07% Novabase 4/7/00 33.00% 8.50 4.67 -45.06% Ibersol 9/21/97 49.90% 2.00 7.75 287.50% REN 9/7/07 2.75 3.19 16.00% Grupo Media Capital 3/31/04 4.35 5.77 32.64% SL Benfica 5/22/07 5.00 2.15 -57.00% Martifer 6/26/07 33,33% 8.00 7.28 -9.00% EDP Renováveis 6/4/08 25.00% 8.00 7.65 -4.38% Nota: * Preços corrigidos pelos “stock-splits” e aumentos de capital entretanto realizados ** As cotações das acções da Brisa foram ajustadas, no âmbito do aumento de capital por incorporação de reservas efectuado pela empresa. Evolução do preço do petróleo em dólares , euros e ouro Fonte: Bloomberg tual situação de exaustão, mostrada pelos vários instrumentos de análise técnica seguidos. No entanto, é forte a possibilidade de voltarem a registar-se novos níveis máximos, aumentando os riscos inflacionistas. Quanto a este último aspecto, a UEM está mais protegida com o euro forte. Todavia, as revisões em baixa do crescimento mundial, dos Estados Unidos e da Europa em particular, fazem prever uma procura mais contida. Por outro lado, os actuais preços levarão, com maior ou menor rapidez, a uma utilização mais eficiente dos produtos petrolíferos. Alemanha resiste Os principais indicadores económicos divulgados ontem desapontaram o mercado, principalmente nos Estados Unidos em que o índice de confiança do consumidor do “Conference Board” caiu para 57,2 em Maio, face a 62,8 em Abril. Destaca-se neste contexto as suas componentes ligadas às expectativas de inflação que atingiram um máximo de 7,7% e para a componente de expectativas que caiu para 45,7. Por outro lado, o índice S&P Case Shiller de 20 cidades reflectiu um sector em grandes dificuldades, tendo os preços das casas, segundo esta medida, caído 14,4% em Março em termos homólogos. Numa altura em que a continuação da escalada do preço do petróleo fez aumentar consideravelmente as expectativas de inflação nas principais economias, a publicação dos dados preliminares para a evolução dos preços na Alemanha veio, em certa medida, confirmar estes receios. De facto, a estimativa da evolução do índice harmonizado de preços no consumidor na principal economia da zona euro, que tinha mantido em Abril um nível significativamente abaixo da média europeia, aponta, em termos homólogos, para uma subida de 3%, significativamente acima dos 2.6% verificados em Abril. Ainda assim, na Alemanha, a evolução do PIB no primeiro trimestre, que cresceu em termos mensais 1,5%, ficou a dever-se ao crescimento da procura interna, que contribuiu com 1.8 pp, enquanto, na componente externa, as importações tiveram um comportamento mais dinâmico do que as exportações, originando uma contribuição negativa, de 0.2 pp para o PIB. Por trás deste rápido crescimento da procura interna esteve, principalmente, o investimento, contribuindo com 0,7%, assim como a evolução positiva dos stocks, o que pode pôr em questão a sustentabilidade desta evolução. Em França, o índice de confiança dos consumidores de Maio apresentou uma aceleração da tendência de queda dos últimos meses, situando-se em -41 pontos, face a -38 no mês de Abril. Este facto vem pôr em causa a manutenção da taxa de crescimento conseguida no primeiro trimestre nos próximos meses. Na zona Euro como um todo, os indicadores de sentimento económico relativos a Maiomantiveram-se ao nível de Abril, reflectindo um aumento do sentimento no sector dos serviços, da construção e nos retalhistas, mas uma queda no sentimento dos consumidores. Em Portugal, o indicador de clima económico publicado pelo INE caiu para 0,9 no mês passado, face a 1 no mês anterior, enquanto a confiança do consumidor atingiu os -43,4, também em Maio. Martim Porto PUB 40 mercados sexta-feira, 13 Junho de 2008 Serafim Fernandes, administrador delegado da BNP Paribas Factor, considera Factoring de exportação é uma prioridade do mercado “O mercado global do factoring em Portugal tem todas as condições para se expandir”, afirma Serafim Fernandes, administrador-delegado da BNP Paribas Factor. A aposta estratégica centra-se no factoring de exportação, aliás em consonância com as perspectivas de crescimento deste segmento especifico de negócio. Este responsável que acredita no cada vez mais importante papel do crédito especializado no apoio às empresas. E admite também que a actual crise financeira internacional possa constituir uma janela de oportunidade para o desenvolvimento da actividade. Vida Económica - Qual a evolução recente da actividade de factoring em Portugal? Serafim Fernandes - O factoring é um produto financeiro eminentemente europeu, já que cerca de 70% do negócio mundial se faz ticulares desta desaceleração? SF - Antes de mais, devo referir que pode ter sido uma situação pontual já que os números do 1º trimestre de 2008 apontam para ritmos de crescimento de novo da VE – E quais as causas par- VE - E em termos da tipologia dos serviços prestados, quais as situações mais frequentes no mercado? SF – Tanto na actividade doméstica como na internacional o factoring está associado a três componentes base: compra de créditos para gestão de cobranças, seguro de crédito e financiamento propriamente dito. A grande maioria das empresas recorrem ao factoring motivadas pelos vectores da gestão das cobranças e do financiamento. O outro vector componente – o seguro de crédito – tem sido assumido por muitas seguradoras que operam especializadamente no nosso mercado. Aliás, deve ser salientado que grande parte do factoring praticado é “sem recurso”, prova evidente da cobertura do risco pelas seguradoras . ordem dos dois dígitos. Contudo, há razões objectivas para a estagnação em 2007, nomeadamente: quebra da actividade da construção e obras publicas e alguma recuperação de atrasos no pagamento a fornecedores por parte do sector da saúde, o que levou alguns deles a abandonarem – prematuramente, a meu ver – a utilização do factoring. VE – No âmbito da BNP Factor, quais os segmentos alvo da clientela? Há alguma especialização? SF – Devo salientar que somos a mais antiga sociedade de factoring no âmbito do grupo BNP Paribas, que completou em 2007 vinte anos a operar no mercado português e quadruplicou os seus fundos próprios. Naturalmente, crescemos com o desenvolvimento global do mercado português. Daí não nos termos direccionado para qualquer especialização, ou seja: estamos em todos os sectores económicos (em obediência ao critério de dispersão do risco) e servimos empresas de várias dimensões desde as multinacionais até às PME da indústria e dos serviços. É compreensível que para estas exijamos um mínimo critico de facturação, mas elas representam mais de 75% do numero dos nossos clientes. VE – E como se tem posicionado a BNP Paribas Factor? SF – O crescimento da nossa empresa tem também sido muito forte. A nossa quota global de mercado é de 7,3%, sendo de 9% na actividade doméstica e de 15% no factoring internacional. Não estamos – mas com o actual estatuto de instituição financeira de crédito vamos estar – na actividade do confirming. Acrescento que em termos do conjunto do sector em Portugal a actividade doméstica representa VE – Como perspectiva a evolução da actividade de factoring em geral, e em particular do factoring internacional? SF – O que mais me faz antecipar a expansão do sector é que acredito firmemente na crescente importância do papel do crédito especializado no apoio financeiro às empresas. As instituições financeiras têm que saber cada vez melhor que empresas vão financiar e para quê, no âmbito do respectivo ciclo de exploração. E os operadores de factoring – um “À excepção de 2007, o sector tem apresentado crescimentos na ordem dos dois dígitos”, afirma Serafim Marques. neste espaço geográfico. Em Portugal, o factoring dá os seus primeiros passos consistentes na sequência da entrada em actividade da nossa empresa BNP Factor em 1987 e, alguns meses depois, da empresa de factoring do BCP. Estas duas empresas foram a base do crescimento desta actividade em Portugal na década de noventa, por força das soluções inovadoras e eficientes que trouxeram. Quanto à relevância do sector, é de salientar que Portugal está no 2º lugar em termos de penetração no PIB, a seguir ao Reino Unido mas à frente da Itália. Tem pois o sector apresentado fortes ritmos de crescimento na ordem dos dois dígitos, série esta interrompida por uma notória desaceleração em 2007, ano em que o crescimento foi de apenas 3,9%. mais de 70% do negócio, o confirming cerca de 20% e o factoring internacional apenas 7,5%. produto especializado, relembre-se – têm condições para dar estas respostas. Dentro das áreas do factoring com potencial de crescimento destaco o confirming (trata-de dum produto ibérico que em Espanha representa 50% da actividade versus os 20% em Portugal) e sobretudo o factoring internacional, pela óbvia razão de a economia ser cada vez mais aberta e integrada. VE – Mas a economia portuguesa já está aberta há muitos anos e a actividade do factoring internacional não acompanhou o grau de abertura? SF - Neste negócio há que assumir que também as empresas têm rotinas difíceis de quebrar. E tal prende-se com o facto de nos anos 70 e 80 os bancos sentirem uma forte apetência pelo desconto das remessas de exportação, porque geravam lucros cambiais e significativas comissões de cobrança e porque não contavam para os limites de crédito então fixados administrativamente. E assim a Banca criou rotinas com as empresas exportadoras suas clientes. Mas, entretanto, há que também ter em conta que os próprios bancos não podiam deixar de se acautelar face a situações em que os seus clientes exportadores concentravam as vendas numa pequena fracção de clientes, obrigando as empresas a dispersar as remessas de exportação por vários bancos. Ora, hoje em dia, as empresas estão muito mais abertas à noção de risco e à evidência de ser mais vantajoso no negócio internacional tratar com um só interlocutor que simultaneamente faça o “full service”. E assim o papel das sociedades de factoring no apoio às crescentes relações comerciais externas tem condições para ser incrementado. VE – Quais as perspectivas da BNP Paribas Factor neste domínio? SF - A nossa quota de mercado no factoring internacional atingiu, no 1º trimestre de 2008, o valor de 17,5%. Em termos da qualidade de serviço, fomos considerada pela FCI – Factors Chain International como a sétima melhor a nível mundial. O nosso objectivo é claramente o de vir a liderar neste domínio o mercado nacional. E vamos naturalmente aproveitar o próprio processo de internacionalização crescente das empresas portuguesas, já que o mercado doméstico está algo “preguiçoso”. Como indicador relevante posso adiantar que o factoring de exportação cresceu 29% no 1º trimestre de 2008, acima da média do sector. VE – Quais as efectivas características diferenciadoras e mais-valias da actividade da BNP Factor? SF - Sinteticamente, direi: agilidade na decisão; transparência na ligação aos clientes, em particular no pricing; e assunpção clara do princípio de que fazemos soluções articuladas de factoring “por medida” e não vendemos apenas factoring. Acresce que integramos um grande grupo internacional que institucionalizou uma “network” para as suas empresas de factoring, o que se traduz em vantagens de cooperação, de aprendizagem, em suma, de competitividade. A.M. Crise internacional é janela de oportunidade para o factoring VE – É da opinião que a actual crise financeira internacional constitui uma oportunidade para o negócio do factoring? SF - Creio que sim. As oportunidades surgem na sequência da crise de liquidez do sistema, que tem obrigado os bancos a serem mais restritivos na concessão do crédito e também na necessidade que os bancos têm de cada vez melhor saberem quem financiam e o que estão a financiar. Com efeito, se tal parece verificar-se no segmento dos particulares se na área das A quota global de mercado do BNP Parisbas Factor empresas, a meu ver, é de 7,3%, sendo de 15% na actiuvidade internareleva a necessida- cional. de de se aprofundar duma forma integrada a avaliação da natureza e risco do ciclo de exploração corrente, ou seja, das necessidades de fundo de maneio. Destas constatações decorre a possibilidade de as empresas olharem para o factoring como uma opção de serviço completo, procurando operadores que lhes dêem garantias de estabilidade e apoio. Ora o facto de a BNP Factor estar integrada num grupo internacional dimensionado e com efectiva capacidade de funding é um trunfo que temos que valorizar. mercados sexta-feira, 13 Junho de 2008 41 A nossa análise Subida actual da Euribor 6M destaca “Caixa Net@6M” das “Soluções Caixa Aforro” liquidez é um elemento de flexibilidade a não descurar, na medida em que as mobilizações não são penalizadas se ocorrerem em data de pagamento de juros. Associada à imagem do seleccionador nacional de futebol a CGD está a promover as suas soluções de aforro, onde pretende captar e reforçar as poupanças dos seus clientes através de três novos produtos: “Caixa Aforro”, “Caixa Prémio” e “Caixa Net@6M”. Todos eles são depósitos indexados à Euribor a seis meses. Mas enquanto que os dois primeiros têm uma maturidade de cinco anos, o último dura seis meses, onde se pode aproveitar a subida do indexante acima dos 5%. Aproveitar a Euribor 6M acima dos 5% Prémio em aniversário do depósito O “Caixa Aforro” consiste num depósito a prazo a cinco anos, para maiores de 26 anos, com remuneração indexada à Euribor a seis meses (6M), com possibilidade de capitalização ou crédito em depósito à ordem, que remunera da seguinte forma: no primeiro ano a 80% da Euribor 6M, 85% no segundo ano, 90% no terceiro, 95% no quarto ano e 105% da Euribor 6M no quinto e último ano. Note-se ainda que existirá uma segunda série deste depósito “Caixa Aforro”, mas disponível apenas para titulares de crédito à habitação na CGD, que têm um prémio de permanência adicional de 5% da Euribor 6M. Martim Porto [email protected] Outra enorme vantagem do “Caixa Aforro” é a liquidez dos depósitos, que podem ser mobilizados antecipadamente, sem penalização, se ocorrer nas datas de pagamento de juros. O “Caixa Prémio”, por sua vez, é um depósito a prazo a cinco anos com remuneração indexada à Euribor a um mês (1M), com juros pagos mensalmente na conta de depósito à ordem. A sua remuneração entre o primeiro e o quarto ano resulta de 80% do indexante Euribor 1M e 90% desse mesmo indexante no quinto e último ano. Mas existe um bónus muito interessante: no mês de aniversário da constituição do depósito, para todos os anos, a remuneração do depósito será de 200% da Euribor 1M. Também no depósito “Caixa Prémio” a O “Caixa Net@6M” é o mais reduzido em termos de prazo das soluções de aforro promovidas pela CGD, na medida em que se trata de um depósito a prazo a 181 dias, mas exclusivo para aderentes ao serviço “Caixadirecta on-line” e com crédito habitação na CGD ou um cartão de crédito/ cartão de débito diferido da Caixa. O montante a investir no “Caixa Net@6M” deverá estar entre os 500 euros e os cinco mil euros, estando a remuneração associada a 90% da Euribor 6M e os juros serão pagos na conta de depósito à ordem. Se, comparativamente com os restantes depósitos, não fica a ganhar em termos de forma de cálculo dos juros, se se atender à actual conjuntura de subida das taxas de mercado (com a Euribor a 6M a passar a fasquia dos 5%), então o “Caixa Net@6M” surge como a melhor proposta de momento de entre as “Soluções de Aforro” apresentadas pela Caixa. No entanto, neste caso, a mobilização parcial ou total antecipada implica a penalização total dos juros, para quem tenha necessidade de “levantar” o depósito antes de finalizar o seu termo. conselho conselho Se, comparativamente com os restantes depósitos, não fica a ganhar em termos de forma de cálculo dos juros, se se atender à actual conjuntura de subida das taxas de mercado (com a Euribor a 6M a passar a fasquia dos 5%), então o “Caixa Net@6M” surge como a melhor proposta de momento de entre as “Soluções de Aforro” apresentadas pela Caixa. Uma enorme vantagem dos depósitos com prazo mais alargado das “Soluções Caixa Aforro” é a liquidez desses depósitos, que podem ser mobilizados antecipadamente, sem penalização, se ocorrer nas datas de pagamento de juros. O “Caixa Net@6M”, por sua vez, penaliza com perda dos juros a mobilização parcial ou total dos fundos depositados. Europ Assistance em programa internacional de seguros de viagem O grupo Europ Assistance, o Clube Med e a corretora Marsh juntaram-se para criar o primeiro programa internacional de seguros de viagem. O acordo já foi assinado entre as três entidades e prevê que a Europ Assistance passe a assegurar aos clientes do Club Med, em 21 países, um conjunto de soluções de seguros, que será adaptado às características de cada país. Entre as coberturas disponíveis para os clientes do Club Med estão o reembolso do valor da viagem em caso de cancelamento do voo ou da estadia por motivos relacionados com as condições atmosféricas. Está igualmente prevista uma cobertura de equipamento de desporto e lazer. A Europ Assistance e o Club Med já eram parceiros para os mercados da Bélgica, França, Itália e Reino Unido. Agora reforçam sua relação empresarial com um produto considerado inovador no mercado turístico internacional. Nova tábua de mortalidade para rendas em 2009 A Associação Portuguesa de Segurado- também extrapolações a partir de dados pores (APS) deu início ao projecto de pulacionais de outros países para o mesmo elaboração de uma nova tábua de período”, explicou Philippe Maeder no Esmortalidade para rendas e Pedro Seixas Vale, toril. “Concluímos que a geração jovem é presidente da associação, já confirmou à cada vez mais reduzida e a mortalidade tem diminuído em todas as fai“Vida Económica” que é sua xas etárias, mas sobretudo intenção ter a tábua concluída em 2009. Depois de ter Philippe Maeder tem reduzido na faixa etária mais jovem”, anunciou consultado várias empresas explica o o actuário da Swiss Re. no mercado nacional, a APS Philippe Maeder explideparou-se com a incapaciprojecto que a cou também que “a prodade de ver a tábua produposta da Swiss Re para a zida com operadores portuSwiss Re está a APS baseia-se num modegueses e conta agora com o desenvolver para lo simplificado, com recurapoio da Swiss Re, que está so a poucos parâmetros, e a elaborar o projecto para a a APS que poderá ser melhorado APS como sua consultora. à medida que as estatísticas Philippe Maeder, actuário da Swiss Re, esteve em Portugal na semana anuais forem ficando disponíveis”. O actupassada para apresentar os detalhes do pro- ário alertou, no entanto, a APS para o facto jecto no XII Encontro de Resseguros, que de ser desejável a validação da tábua com um decorreu no Estoril. “No início deparámo- portefólio de estatísticas anuais. Tendo em nos com algumas dificuldades. A qualidade conta a dimensão do país, Philippe Maeder dos dados estatísticos existentes em Portugal considerou que o ideal seria um portefólio sobre fundos de pensões não era muito cre- de estatísticas referentes a 50.000 pessoas. dível, por isso recorremos aos dados populaANA SANTOS GOMES anagomes@vida económica.pt cionais dos anos entre 1980 e 2005. Fizemos Seguros convertem-se em árvores A Seguro Directo vai plantar uma árvore por cada nova apólice de seguro automóvel subscrita. É na Tapada Militar de Mafra que deverá nascer a “Floresta Seguro Directo”, à medida que aumentarem as vendas daquele a que a Seguro Directo chamou “o primeiro seguro verde automóvel em Portugal”. Além de plantar uma árvore por cada seguro vendido, a Seguro Directo disponibiliza aos seus clientes toda a documentação referente ao seguro na página da companhia na internet, evitando o envio de documentação em papel. O novo seguro verde vai estar disponível a partir de 16 de Junho e de acordo com a Seguro Directo cada árvore plantada irá possibilitar a absorção de 10 Kgs de dióxido de carbono por ano durante 30 anos. A iniciativa insere-se no projecto social do Rock in Rio - Lisboa 2008, do qual a Seguro Directo foi patrocinadora oficial, e que este ano esteve subordinado ao tema do ambiente e das alterações climáticas. A “Floresta Seguro Directo” integra o portofólio de áreas florestais Carbono Zero e ocupará uma área contígua à da “Floresta Rock in Rio”, também na Tapada Militar de Mafra, onde serão instaladas espécies folhosas autóctones, com predominância do carvalho cerquinho. mercados 42 sexta-feira, 13 Junho de 2008 Mercado Monetário Interbancário Bancos decidem atacar a inflação Como já se esperava, o BCE deixou as taxas de juro inalteradas nos 4,0%. O que não se contava é que Trichet desse fortes indicações que em Julho poderá subir 0,25%, deFilipe garcia vido à actual [email protected] são da inflação. O mercado optou por não esperar até Julho e reagiu de imediato. As Euribor a 3 e 6 meses subiram respec- tivamente para 4,95% e 5,12%, mas mais impressionante foi a subida da referência a 1 ano, que se situa nesta altura acima dos 5,40%! Olhando para as taxas forward, verifica-se que nesta altura os operadores estão não só a dar como certa a subida de Julho, como mais outra até ao final do ano, havendo inclusivamente incorporada em 25% a hipótese de uma terceira subida. Dado que a grande parte destas expectativas têm como base a inflação, os dados revelados no início desta semana são tudo menos reconfortantes. Em Espanha a inflação de Maio subiu de 4,2% para 4,6%, em França de 3,4% para 3,7% e na Alemanha de 2,4% para 3,0%. Yield curve euro e dólar 5.50 euribor - 3 m, 6 m e 1 ano EUR 5.00 4.50 4.00 3.50 Talvez preocupado com a reacção do mercado monetário, Juergen Stark veio hoje a público reiterar a ideia de Trichet sobre a necessidade de um aumento ligeiro, mas afirmou não se tratar de um ciclo de uma série de subidas. O Ministro das Finanças espanhol está bastante preocupado com a evolução da situação, dado que a economia, que já está em clara queda, pode piorar ainda mais, estrangulada pelo aumento dos juros. Com o desemprego a passar de 8% para 10%, a subida das Euribor irá colocar as famílias e o sector financeiro ainda em maiores dificuldades. Nos próximos tempos será importante USD 3.00 2.50 1W Taxas MMI T/N 1 W 2 W 1 M 2 M 3 M 6 M 9 M 1 Y 1M 2M 3M 6M 9M 1Y 1Y 2Y 5Y 10 Y condições dos bancos centraisData 3,95 4,06 4,13 4,35 4,66 4,88 5,08 5,10 5,29 BCE Euro Refinancing Rate 4,00% 13/06/07 Euro Marginal Lending 5,00% 13/06/07 Euro Deposit FacilityEuro3,00%13/06/07 EUA FED Funds R.UnidoGB Prime Rate Suíça Target Libor 3M Japão Repo BoJ 2,00% 5,00% 2,75% 0,50% 30/04/08 10/04/08 13/09/07 21/02/07 30 Y Análise produzida a 11 de Junho de 2008 Yield 10 anos euro benchmark 5.450 4.6 5.350 4.5 5.250 4.4 5.150 4.3 5.050 4.2 4.950 4.1 4.850 4.0 4.750 3.9 4.650 3.8 4.550 3.7 3.6 4.450 2.00 acompanhar a evolução dos dados económicos na UE. Uma queda acima do esperado poderá temperar a actuação do BCE. Também nos EUA o discurso mudou, tendo Bernanke afirmado que irá dar mais atenção à inflação, levando a que o mercado considere uma subida de 0,75% até final do ano. As obrigações caíram para os valores mais baixos do milénio e os “spreads” de crédito voltaram a alargar. Continuamos a pensar que, para quem não está coberto, fará sentido a compra de um “cap”. Tendo em conta a subida da semana passada, os 5,75% parecemnos ser o nível razoável a defender. 07-Mar 06-Apr Euro fra’s Forward Rate Agreements Tipo* Bid Ask 1X4 5,014 5,034 3X6 5,143 5,163 1X7 5,150 5,180 3X9 5,278 5,298 6X12 5,340 5,360 12x24 5,227 5,247 *1x4 - Período termina a 4 meses, com início a 1M 06-May Euro irs Interest Swaps vs Euribor 6M Prazo Bid 2Y 5,320 3Y 5,219 5Y 5,320 8Y 4,935 10Y 4,945 20Y 5,011 30Y 4,930 Nov 05-Jun Ask 5,350 5,259 5,061 4,965 4,975 5,051 4,960 Dec Jan Feb Mar Apr Evolução euribor (em basis points) 11.Jun.08 03.Jun.08 1M 4.471% 3M 4.955% 1Y 5.417% leilões bce Last Tender Minium Bid Marginal Rate 4.465% 4.863% 5.099% 10.Jun.08 4,00% 4,03% May Jun 13.Mai.08 0.006 0.092 0.318 4.383% 4.852% 4.951% 0.088 0.103 0.466 Mercado Cambial Euro/Dólar confirma correcção EUR/USD Nos últimos dias o Euro/Dólar tem registado enorme volatilidade. No final da semana passada arrancou de 1,5370 para 1,5770 em apenas dois dias (5ª e 6ª-feira), mas, da mesma forma que subiu também recuou novamente para valores abaixo de 1,55 dólares. Associamos esta volatilidade a um cenário mais amplo de uma tentativa de estabilização do dólar no mercado cambial. Na verdade, o câmbio transacciona entre 1,5270 e 1,6010 desde o início de Março (3 meses já!) e sem se notar nenhuma tendência clara. Deste modo pode falar-se numa trajectória lateral para o dólar no médio prazo, que permanece válida. EUR/dólar FIXING 11.Junho.08 EUR/JPY O Eur/Jpy está agora a transaccionar em zona de máximos do ano. É também uma área de resistência relevante no médio prazo. A zona entre 165 e 167,70 ienes tem oferecido muita resistência ao “cross”, tendo recuado por várias vezes desde esses níveis. Estamos por isso num ponto importante para a evolução de médio prazo. O mas provável é que o Eur/ Jpy volte a ser vendido abaixo de 168 ienes e volte para níveis mais baixos. Esse cenário seria “confirmado” na quebra em baixa de 165 ienes. Resistências a 167,10 e 167,70 ienes. EUR/GBP Tal como no Eur/Usd, o Eur/ Gbp parece estar num processo de estabilização. Desde finais de Março que o “cross” se encontra entre 0,7740 e 0,8100, estando agora Variação Semanal (%) Variação Variação no mês (%) desde 1 Jan. (%) EUR/USD 1.5515 0.32% 0.05% 5.39% EUR/JPY 166.37 2.81% 1.61% 0.87% EUR/GBP 0.7915 0.16% 0.69% 7.92% EUR/CHF 1.6117 0.50% -0.98% -2.60% EUR/NOK 7.9900 0.18% 1.04% 0.40% EUR/SEK 9.3571 0.13% 0.31% -0.89% EUR/DKK 7.4591 0.01% 0.00% 0.01% EUR/PLN 3.3740 -0.07% -0.03% -6.11% EUR/AUD 1.6376 1.71% 1.01% -2.27% EUR/NZD 2.0518 3.94% 3.56% 7.85% EUR/CAD 1.5777 1.07% 2.57% 9.19% EUR/ZAR 12.3864 2.87% 4.78% 23.50% EUR/BRL 2.5435 0.65% 0.17% -2.03% sem tendência definida. O cenário de um Eur/Gbp a andar “de lado” poderá manter-se durante mais algum tempo. Devem ser observados os suportes e resistências relevantes para detectar alguma alteração do panorama técnico. Suportes a 0,7820 e 0,7770 libras. Resistências a 0,8020 e 0.81 libras por euro. análise técnica - psi-20 - xetra dax psi-20 PSI-20 - O PSI continua a deslizar, dia após dia, de uma forma particularmente ordeira, abaixo de uma linha de tendência descendente. Há já algumas semanas que defendemos que o índice poderá encontrar suporte entre os 10 000 e os 10 300 pontos. Ora parece ser isso mesmo que está a suceder nesta fase. Mais do que números “redondos”, estes dois pontos forneceram suporte ao PSI 20 no passado, pelo que devem ser tidos em conta (consultar o gráfico). Ao mesmo tempo há uma linha de tendência ascendente de médio/longo prazo que passa por níveis um pouco acima de 10 000 pontos. Não é, contudo, certo que a zona de suporte permaneça válida por muito mais tempo, já que a pressão vendedora parece intensa. XETRA DAX - O panorama técnico no DAX continua a deteriorar-se, embora o índice alemão pareça mais suportado do que o PSI20. O índice já caiu até aos 6700 pontos, onde encontrou algum suporte. A área entre 6650 e 6700 pontos é, por agora, a zona de suporte a considerar. Apesar de uma quebra pontual, o índice ainda parece estar a evoluir dentro de um canal descendente. Os 6850 pontos são a primeira resistência de curto prazo, sendo necessário um arranque para valores acima de 7060 pontos (o que não é esperado nesta altura) para neutralizar a tendência de queda do DAX. DAX 30 mercados sexta-feira, 13 Junho de 2008 De acordo com a Personal Value consultório financeiro Martifer em queda após resultados trimestrais As acções da Martifer fecharam em forte queda (superior a 5%) no dia em que a empresa anunciou uma queda nos lucros do primeiro trimestre que decepcionou a generalidade dos analistas. Os resultados líquidos da Martifer atingiram os 1,4 milhões de euros, um valor muito abaixo das Qual a razão para os analistas considerarem tão decepcionantes os resultados trimestrais da Martifer? Da leitura feita de vários “researchs” conclui-se que os analistas estão conscientes da elevada taxa de crescimento registada pelos lucros trimestrais da Martifer e da sazonalidade de alguns dos seus negócios, o que torna difícil de prever os resultados trimestrais contudo, são unânimes a considerar que estavam à espera de um crescimento superior, dados os objectivos da empresa para o fim do ano. Deste modo, estes números trimestrais puseram o mercado confuso, nomeadamente quanto à forma como se irão encaixar nas previsões da empresa para 2008, apresentadas há dois meses. Como corolário deste facto, os analistas não ficariam surpresos se a Martifer apresentasse novas previsões nos tempos mais próximos. Como se fixaram, então, os resultados trimestrais da Martifer? Nos primeiros três meses do ano, a Martifer registou um lucro de 1,4 milhões de euros, o que compara com os 4,5 milhões previstos pelo banco de investimento. Os resultados líquidos atribuíveis ao Grupo foram de 500 mil euros, enquanto as receitas aumentaram 72%, face ao trimestre homólogo, para 159 milhões de euros e o EBITDA (cash-flow operacional) subiu 147%, para 12,6 milhões de euros. Na análise por segmento, as construções metálicas tiveram um desempenho considerado pobre, apesar de as margens serem melhores que o esperado; os sistemas de energia também ficaram abaixo das previsões, no entanto, esta unidade deve ganhar algum “momentum” quando a nova capacidade instalada começar a produzir; finalmente, o sector de agricultura e bio- 43 estimativas que apontavam quase para o dobro. As casas de investimento continuam claramente a acreditar no projecto da empresa, no entanto, manifestam algumas preocupações, nomeadamente no que se refere a alguns negócios, como é o caso dos biocombustíveis. Acção Martifer continua abaixo do preço do IPO 9 8.8 8.6 8.4 8.2 8 7.8 7.6 7.4 7.2 10/3/2008 combustíveis apresentou resultados muito fracos, apesar de as margens operacionais terem ficado acima das expectativas dos bancos de investimento. As consequências já começaram a fazer-se sentir sobre o título da Martifer? O primeiro passou desde logo com a forte queda das acções em Bolsa, estando-se agora a seguir uma série de revisões do preço-alvo do título para os próximos tempos. Por exemplo, o Caixa BI reduziu o preçoalvo para as acções da Martifer em 8,5%, para 9,60 euros, ainda que tenha mantido a recomendação de “comprar” para os títulos. A casa de investimento do grupo CGD justifica a descida da avaliação com o negócio dos biocombustíveis que enfrenta a subida dos preços dos bens alimentares. Ou seja, o negócio dos biocombustíveis é altamente dependente de subsídios para assegurar a rentabilidade, pelo que aque- Martifer está presente em 18 países e nos cinco continentes 11/6/2008 la casa de investimento chama à atenção para o facto de os produtores terem que lidar com a falta de decisões legislativas mais favoráveis, enquanto lutam com os preços dos bens alimentares em alta. A UBS, que iniciou recentemente a cobertura da Martifer, começou por atribuir um preço-alvo de 9,50 euros à companhia liderada por Carlos Martins. O BPI, por sua vez, reviu em baixa o preço-alvo e a recomendação para as acções da Martifer, com um novo “target” de 10,35 euros, o que representa um corte superior a 9%. A recomendação foi reduzida para “acumular”. Os analistas estão a desistir da acção Martifer? Não se diria tanto, estarão antes a refrear as suas expectativas face às “promessas” que se formaram desde que há cerca de um ano atrás a Martifer entrou em Bolsa. Ou seja, as casas de investimento continuam claramente a acreditar no projecto da empresa que tem uma história escrita em crescimento, com a ambição a ser a cor dominante. No entanto, manifestam algumas preocupações, nomeadamente no que se refere a alguns negócios, como é o caso dos biocombustíveis. O BPI esclarece mesmo na sua revisão em baixa que há potencial para as acções subirem, dado que a avaliação da casa de investimento é quase de zero, actualmente, para a divisão de biocombustíveis e devido à taxa de execução baixa de 33% assumida nos projectos eólicos de dois giga watts. Deste modo, assumindo uma taxa de execução de 100%, “o nosso preço-alvo subiria 4,1 euros por acção”, concluem os analistas do BPI. Finalmente, nota para o facto de a UBS apontar quatro catalisadores para o título, de curtoprazo: entre eles, o “Investor Day” de 20 de Junho próximo, a melhoria da visibilidade dos resultados, além dos progressos na construção da unidade de produção de estruturas metálicas na Índia, e também a possibilidade de a Martifer vir a ganhar contratos em Portugal. Martim Porto Trichet está a esmagar o mercado accionista europeu O BCE só deverá baixar as taxas directoras no último trimestre do ano e “a política de Trichet está a esmagar o mercado accionista nacional, o qual já regista perdas de 20% desde Janeiro, face a igual período do ano passado”, defende a Personal Value, sociedade gestora de patrimónios. Acontece que a Europa acaba por estar numa situação bem pior que os Estados Unidos. Aquela sociedade acha que o alvo de Trichet é o poder político europeu. “O presidente do BCE tem receio dos efeitos da inflação sobre as negociações salariais, numa Europa onde os salários ainda são negociados com base numa indexação à taxa de inflação e não com base em ganhos de produtividade”. Num ano de fortíssima crise, os EUA são capazes de crescer a uma taxa quase idêntica ao crescimento esperado para a zona euro. E tudo indica que, no ano que vem, os Estados Unidos voltem a superar a economia europeia. Para a Personal Value, não é normal que os norte-americanos rapidamente tornem a posicionar-se na liderança, em termos de economia internacional. O BCE tem focalizado a sua actuação na “estabilidade dos preços”. Face a este cenário, a estratégia da gestora tem passado por apostar mais no mercado norte-americano, em detrimento do europeu, tal como nos mercados japonês e emergentes, os quais apresentam bons potenciais de valorização. BES celebra mais quatro parcerias com municípios O Banco Espírito Santo assinou mais quatro protocolos, no âmbito do Eixo III do programa Finicia. Desta vez, as parcerias são com as câmaras municipais dos concelhos de Alcácer do Sal, Serpa, Vidigueira e Vizela. Intervêm também o IAPMEI, as agências de desenvolvimento regional e as sociedades de garantia mútua. Actualmente, o banco já conta com 52 protocolos deste tipo a nível nacional, o que representa cerca de 78% de quota, refere a instituição em comunicado. O Eixo III do programa Finicia foi lançado pelo IAPMEI e surgiu para apoiar o financiamento das micro e pequenas empresas, através da dinamização da oferta de instrumentos de inovação financeira. Inclui as inciativas empresariais de interesse regional. São financiamentos que podem ir até aos 45 mil euros, em que o banco financia 80% e, deste valor, cerca de 75% são cobertos por uma garantia mútua. 44 mercados sexta-feira, 13 Junho de 2008 Juros, petróleo e guerra assusta investidores A forte probabilidade de a taxa de juro de referência subir em Julho e, novamente, no último trimestre do ano, a par dos picos no preço do petróleo, e ainda as confusões geopolíticas (declarações de Israel sobre eventual ataque ao Irão) e, não menos importante, a espiral inflacionista na zona euro provocada pelos custos energéticos e alimentares fazem desistir o mais resistente dos investidores. As declarações de Trichet, o presidente do BCE, foram de aviso e de sinalização para um maior aperto da política monetária, sacrificando o poder de compra dos europeus e o crescimento económico. Trichet faz as declarações logo após Sarkozy, o presidente francês, ter sugerido uma medida que muitos analistas consideram populista: harmonizar (entenda-se baixar) o IVA nos combustíveis. A resposta do presidente do BCE foi exactamente no sentido de con- trariar o incentivo ao consumo e, logo, à potencial espiral inflacionista que daí pudesse derivar. Mas também Zapatero veio sugerir a Jean-Claude Trichet que medisse as palavras, numa clara alusão à reacção em alta do euro e, consequentemente, do preço do crude. No mercado de capitais, as reacções não poderiam ser piores, com a generalidade das bolsas em perda, tanto mais que o sector financeiro voltou a estar na ribalta. Receios de novos “write-offs” devido a novos incumprimentos hipotecários e de empresas voltam a “abanar” o sistema financeiro. A banca volta a ter problemas de liquidez e as taxas Euribor acima dos três meses, que servem de indexante para o crédito hipotecário, mas também para o crédito interbancário, ou seja, entre as instituições financeiras, está acima dos 5%, e muito acima da taxa de referência do BCE. Este TÍTULOS EURONEXT LISBOA Título Última Cotação ALTRI SGPS 3.90 B. COM. PORT. 1.62 B.ESP. SANTO 10.72 BANIF-SGPS 2.03 B. POP. ESP. 9.37 BANCO BPI 3.19 BRISA 8.98 COFINA,SGPS 1.55 CORT. AMORIM 1.56 CIMPOR,SGPS 5.32 EDP 3.72 MOTA ENGIL 5.05 FINIBANCO 3.73 GALP ENERGIA 16.06 IMPRESA,SGPS 1.53 J. MARTINS 4.66 MARTIFER 7.28 NOVABASE 4.67 PARAREDE 0.17 P. TELECOM 7.58 PORTUCEL 2.19 REDES E. NAC. 3.19 S. COSTA 1.54 SEMAPA 8.65 SONAECOM 2.17 SONAE,SGPS 0.90 SONAE IND. 3.31 SAG GEST 2.41 TEIX. DUARTE 1.31 Z. MULTIMEDIA 6.24 Variação Semanal Máximo 52 Sem -8.13% 7.34 2.54% 3.87 -5.09% 17.98 -8.15% 5.13 -5.92% 14.40 4.08% 6.69 -3.34% 10.46 -1.90% 1.91 1.30% 2.18 -4.92% 7.72 -4.74% 5.00 -9.50% 8.35 -6.05% 5.05 -0.37% 19.50 -2.55% 3.23 -4.51% 5.73 -5.82% 12.00 2.64% 5.10 0.00% 0.24 -2.26% 9.67 -1.35% 3.18 3.91% 4.08 -7.23% 2.89 -1.93% 13.70 -1.81% 5.00 -13.11% 1.96 -11.02% 11.04 -1.23% 3.10 -17.09% 4.17 -6.45% 11.83 Última Cotação 9.26 30.51 25.98 17.39 18.02 70.47 53.48 61.14 10.24 173.18 22.15 Variação Semanal -7.12% -5.63% -2.22% -3.34% -6.29% -5.45% -4.69% -7.99% -4.30% 0.35% -7.98% é o sinal de que ninguém acredita que o banco central mantenha, juros nos 4%. Perante tudo isto, como se comportam os títulos da bolsa portuguesa? A EDP Renováveis teve uma prestação decepcionante no arranque, embora a casa-mãe, a EDP – Energias de Portugal, tenha beneficiado do comentário do banco JP Morgan. Este considerou que a eléctrica nacional foi a “estrela” na época de apresentação de resultados entre as congéneres europeias. E acredita que a companhia de António Mexia continuará a apresentar uma boa performance na restante parte do ano. Para sustentar esta visão “overwight”, os analistas salientam a aposta na geração não convencional, o negócio de distribuição e os preços de geração da Península Ibérica. A Galp Energia, por seu lado, continua a ser o título preferido da ESN, a rede de banco de investimento europeu e onde a Caixa BI faz parte. Esta entidade mantém a recomendação de compra e fixou o preço-alvo nos 21,50 euros, acreditando ainda que a empresa beneficiará de “notícias excelentes” nos próximos meses, com os resultados de perfuração em dois poços de exploração de elevado potencial. A Jerónimo Martins e a Martifer são as eleitas do BPI, destacando-se a primeira pelo potencial de crescimento na Polónia com a integração da rede Plus. A JM é avaliada por um preço-alvo de 6,50 euros, mais 34% que a cotação actual, enquanto a Martifer mantém um potencial de valorização de 27% face ao objectivo de 9,30 euros. Aqueles analistas afirmam que a companhia pode ser vista como uma pura “growth”. A ESR, no entanto, baixou o “target” para os 10 euros devido às alterações nas condições de mercado e com os preços elevados das matérias-primas. PAINEL BANCO POPULAR TÍTULOS MERCADOS EUROPEUS Título B.POPULAR INDITEX REPSOL YPF TELEFONICA FRA. TELECOM LVMH BAYER AG O.N. DEUTSCHE BK DT. TELEKOM VOLKSWAGEN ING GROEP VÍTOR NORINHA [email protected] Mínimo 52 Sem 3.45 1.51 10.62 2.02 6.72 2.88 8.87 1.20 1.28 4.75 3.54 3.53 2.74 9.10 1.29 3.71 5.40 2.01 0.10 6.90 1.63 2.75 1.20 7.31 2.07 0.89 3.31 1.73 1.10 6.17 EPS Est Act 0.22 0.16 1.21 0.30 1.11 0.43 0.33 0.10 0.17 0.46 0.26 0.25 -- 0.63 0.14 0.22 0.29 0.26 -- 0.66 0.20 0.21 0.17 1.10 0.04 0.08 0.37 0.15 0.32 0.27 EPS Est Fut 0.34 0.18 1.34 0.33 1.17 0.50 0.36 0.11 0.19 0.50 0.28 0.16 -- 0.68 0.18 0.28 0.36 0.29 -- 0.72 0.17 0.20 0.20 1.17 0.08 0.10 0.17 0.20 0.36 0.34 PER Est Act 18.14 10.03 8.87 6.88 8.42 7.40 27.55 15.82 9.18 11.46 14.13 20.61 -- 25.66 10.85 21.48 24.85 17.96 -- 11.57 11.23 15.56 9.06 7.88 49.32 11.62 9.07 16.07 4.09 22.94 PER Est Fut 11.47 9.18 7.99 6.15 8.03 6.38 24.88 14.35 8.21 10.61 13.08 31.56 -- 23.72 8.36 16.64 20.22 16.27 -- 10.58 12.73 16.03 7.70 7.43 27.13 9.13 19.47 12.36 3.69 18.19 Div. Yield Ind 1.28% 4.74% 4.48% 5.92% 5.29% 5.63% 3.45% 0.00% 3.87% 4.33% 3.36% 2.18% 2.28% 1.05% 0.00% 2.06% 0.00% 0.00% 0.00% 7.59% 1.60% 0.00% 0.00% 2.95% 0.00% 3.35% 0.00% 6.84% 1.37% 3.21% Div. Yield Est 1.54% 4.43% 5.05% 6.16% 5.79% 5.79% 3.43% 2.42% 3.87% 4.37% 3.52% 2.31% -- 2.11% 0.39% 2.23% 0.00% 0.00% -- 7.59% 4.54% 4.29% -- 2.89% 0.56% 4.07% 3.75% 4.15% 2.62% 3.59% Data Act 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 Hora Act 16:35:00 16:35:11 16:35:01 16:35:01 14:07:40 16:35:01 16:35:00 16:35:01 14:38:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:01 16:35:01 16:35:00 16:35:00 16:35:01 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:00 16:35:17 16:35:01 16:35:01 16:35:01 16:35:01 16:35:00 16:35:01 16:35:01 16:35:00 PAINEL BANCO POPULAR Máximo 52 Sem 14.46 53.90 30.59 23.48 27.33 89.36 66.45 114.91 15.87 199.70 33.90 Mínimo 52 Sem 8.51 29.89 18.27 16.04 17.68 61.95 45.60 60.82 9.92 106.36 18.77 EPS Est Act 1.11 2.23 2.56 1.61 2.01 4.62 3.96 6.57 0.76 12.19 3.35 EPS Est Fut 1.17 2.56 2.55 1.86 2.13 5.18 4.40 9.61 0.85 13.75 3.60 PER Est Act 8.32 13.66 10.13 10.78 8.96 15.25 13.50 9.30 13.47 14.21 6.61 PER Est Fut Div. Yield Ind 7.94 5.31% 11.94 3.44% 10.18 3.85% 9.36 4.31% 8.45 7.21% 13.60 2.27% 12.15 2.52% 6.36 7.34% 12.02 7.60% 12.59 1.04% 6.16 6.68% Div. Yield Est 5.81% 3.84% 4.16% 5.75% 7.67% 2.51% 2.68% 7.07% 7.76% 1.19% 7.00% Data Act 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 11-06-2008 Hora Act 16:38:35 16:38:35 16:38:35 16:38:36 16:35:21 16:35:13 16:35:15 16:35:21 16:35:02 16:35:18 16:35:00 Este relatório foi elaborado pelo Centro de Corretagem do Banco Popular, telf 210071800, email: [email protected], com base em informação disponível ao público e considerada fidedigna, no entanto, a sua exactidão não é totalmente garantida. Este relatório é apenas para informação, não constituindo qualquer proposta de compra ou venda em qualquer dos títulos mencionados. PUB A nossa selecção Nos negócios como na alta competição é necessário estar bem preparado. Novidades Editoriais Vida Económica. A nossa selecção Um bom grupo Uma boa selecção Vida Económica - R. Gonçalo Cristóvão, 111, 6º esq. • 4049-037 PORTO | Tel. 223 399 400 | Fax 222 058 098 | E-mail: [email protected] Mais informações em www.vidaeconomica.pt/livraria 46 Automóvel Porto de Abrigo C. Santos VP faz balanço positivo da presença na Invicta sexta-feira, 13 Junho de 2008 Automóvel Competitividade Renault Laguna recebe motor 1.5 dCi Facturação na Invicta deverá crescer de 6,5 para 8,5 milhões de euros C. Santos VP prevê crescer 30% no Porto “Temos tido um crescimento sustentado, estamos com uma taxa interessante de retenção dos clientes e a recomendação dos clientes aos nossos serviços também é muito boa”, defende José Cunha. Vida Económica- Marcam presença no Porto desde Março de 2006. Que balanço fazem? José Cunha- Fazemos um balanço positivo. Temos tido um crescimento sustentado, estamos com uma taxa interessante de retenção dos clientes e a recomendação dos clientes aos nossos serviços também é muito boa. Portanto, de uma forma geral, estamos satisfeitos. Em termos de resultados, ainda estamos aquém do que esperávamos, contudo, em termos de actividade oficinal e reconhecimento, estamos bem. Recentemente, tivemos uma prenda muito boa, que foi o reconhecimento pela Mercedes-Benz Portugal como o melhor serviço após-venda da rede em 2007. Para quem se instalou na região há dois anos, melhor prenda não poderia ter do que conseguir o melhor prémio da rede tão cedo. Aliás, de três prémios importantes em matéria oficinal, a C. Santos VP Douro conseguiu dois: o que já referi e o de melhor oficina da rede. Ora, isto demonstra o empenho que colocamos no nosso trabalho e a força com que estamos a entrar no mercado do Porto. De resto, dinamismo não está a acontecer apenas no Porto, mas também em Lisboa. De facto, a empresa tem apostado fortemente na desenvolvimento humano e técnico, além de que estamos a monitorizar sistematicamente os índices de satisfação. Aliás, a prova disso é que dos 23 prémios que a Mercedes-Benz Portugal atribuiu, sete foram entregues à C. Santos VP. Isto é o reconhecimento do trabalho que a empresa tem feito e vai continuar a fazer. VE- De então para cá, fizeram novos investimentos no Porto, com o espaço de Rio Tinto e o Delfim Ferreira Táxis. JC- Não tivemos muita transferência de clientes – e a que houve foi porque os táxis que tínhamos na Douro [rua D. Pedro V] passaram para esta unidade [a entrevista teve lugar na Delfim Ferreira Táxis]. Em paralelo, há o facto importante de haver outros operadores no Porto. Mesmo assim, no cômputo geral, aumentámos a nossa actividade. Em suma, continuamos a crescer e a desenvolver a nossa actividade que é, claro, o que pretendemos. VE- No que se refere ao volume de negócios, qual tem sido o desenvolvimento? JC- Em 2006, o nosso primeiro ano de actividade, que não foi completo porque arrancámos em Março, atingimos cerca de dois milhões de euros. No ano passado, atingimos 6,5 milhões de euros e para 2008 prevemos conseguir um volume de vendas na ordem dos 8,5 milhões. Recordo que as unidades da C. Santos VP no Porto só têm após-venda e viaturas usadas. VE- O comércio de automóveis usados tende a ganhar importância? JC- Tende e este ano estamos a olhar “melhor” para o negócio de automóveis usados. A nossa preocupação no ar- O reparador autorizado da Mercedes C. Santos VP prevê facturar este ano, no Grande Porto, onde conta com três instalações, 8,5 milhões de euros, mais 30,7% do que os 6,5 milhões registados em 2007. Recorde-se que este volume de negócios se refere apenas ao após-venda e à venda de automóveis usados e não ao comércio de novos, já que a empresa não é concessionária da Mercedes na Invicta, apenas em Lisboa. “A nossa preocupação actual passa por consolidar a actividade de apósvenda e o negócio de usados. Os veículos novos, claro que gostaríamos de ter e não descuidaremos essa parte, mas não são uma das nossas preocupações no curto prazo”, defende, em entrevista à “Vida Económica”, o administrador da C. Santos VP Douro, José Cunha. ranque da nossa actividade aqui no Porto foi focar-nos no após-venda, área em que quisemos desenvolver-nos e consolidar-nos numa primeira fase, e estarmos atentos a novas oportunidades, foi o que fizemos com a abertura das duas unidades novas. Este ano, estamos a olhar para os usados e queremos consolidar também esta actividade. Estávamos no negócio com interesse, mas não a 100%. Isto é, tínhamos o stand com viaturas expostas, mas não existia a dinâmica pretendida. Este ano, já arrancámos com uma estrutura profissional também nos usados, de forma a conseguirmos uma dinâmica muito grande também nesta área. Veículo e Peças e não outra empresa e, aos poucos, estamos a conquistar o nosso espaço e a conseguir fidelizar os nossos clientes. A prova disso é o reconhecimento pelo prémio que obtivemos da Mercedes-Benz Portugal, até porque um dos factores para a escolha de melhor oficina é, justamente, o índice de satisfação dos clientes. VE- O cliente Mercedes já liga C. Santos VP à marca? JC- Não é a nossa preocupação. A nossa preocupação actual passa por consolidar a nossa actividade de após-venda, e temos duas unidades que arrancaram este ano, e o negócio de usados. Os veículos novos, claro que gostaríamos de ter e não descuidaremos essa parte, mas não são uma das nossas preocupações no curto prazo. JC- A C. Santos sempre foi, em todo o país, associada à Mercedes, devido ao facto de esse ter sido o importador da marca. Aqui no Porto, ainda vai existindo alguma confusão no nome C. Santos, porque há três empresas com essa designação [a Sociedade Comercial C. Santos e a ex-C. Santos Algarve, agora Star Sul, do grupo Hipogest, além da C. Santos VP]. Contudo, convém sublinhar que nós temos vindo, claramente, a ganhar o nosso espaço. VE- A meta da C. Santos VP passa por vir a ter uma imagem semelhante no Grande Porto à que tem na Grande Lisboa? JC- Não é um objectivo prioritário. Com o que estamos, isso sim, preocupados é que os clientes nos identifiquem e prefiram as nossas unidades pelo serviço que prestamos, independentemente da designação que temos. Claro que queremos que o cliente nos identifique bem, isso é lógico, mas não é nossa prioridade essa distinção. Agora, naturalmente, o cliente vai-se apercebendo que somos a C. Santos VE- As actuais normas comunitárias são flexíveis no que se refere às áreas geográficas dos retalhistas, mas ainda existe a figura do reparador autorizado e do concessionário. Virem, também, a ser concessionário da Mercedes no Porto está nos vossos objectivos? VE- Sobre o mercado automóvel duma forma geral, este ano está a registar um ligeiro crescimento. O que pode vir a acontecer até ao fim de 2008, tendo em conta as alterações de conjuntura recentes e previstas, como por a descida do IVA em Julho? JC- Penso que não vai haver grandes alterações. O IVA não vai significar mudanças, poderá, quanto muito, representar, em Junho, algum adiamento das decisões de compra. Portanto, não deverá haver grandes alterações no mercado face ao ano passado. Não vai ser um excelente ano, de forma alguma, mas acredito que as vendas vão fechar 2008 com um nível semelhante ao de anos anteriores. Aquiles Pinto [email protected] Exclusividade a táxis é projecto único na Europa As novas instalações da C. Santos VP no Porto têm posicionamentos diferentes. Direccionada, unicamente, para táxis e viaturas de aluguer e turismo, a oficina de Delfim Ferreira, é a continuação do empenho no sector dos industriais de táxi. Seguindo o conceito da instalação de Lisboa (Estrela), este espaço possui horários de abertura alargados e insere-se no plano de actuação da empresa em apostar num projecto único na Europa, exclusivo para viaturas táxi e de letra A e T da Mercedes. Em Rio Tinto, as instalações estão, como as da C. Santos VP Douro (Porto), direccionadas para automóveis de passageiros e veículos comerciais. Em paralelo, o espaço do Porto, que fica na rua D. Pedro V, recebeu dois dos três prémios mais relevantes da rede de oficinas autorizadas Mercedes-Benz. Foi considerada a melhor oficina autorizada, em 2007, nas categorias de após-venda e de serviço, vendo, segundo a empresa, “reconhecido o seu compromisso face ao cliente”, dois anos passados da abertura de portas, em Março de 2006. “Há dois anos chegámos ao mercado do Porto, apostando num serviço diferenciador e orientado pelo rigor, qualidade e transparência. No mesmo mês em que vemos confirmada a nossa dedicação, inauguramos, oficialmente, mais duas instalações na cidade”, referiu, então, José Cunha. “Em Rio Tinto e em Delfim Ferreira, com um investimento de mais de um milhão de euros, cada um dos nossos clientes aperceber-se-á que as nossas equipas esforçam-se por atingir níveis de excelência máxima de serviço, sem esquecer que a integridade e a ética profissional são valores absolutos a sustentar”, acrescentou o administrador da empresa. Com um volume de facturação, em 2007, de cerca de 70 milhões de euros e 240 colaboradores, a C. Santos VP é concessionária das gamas de viaturas ligeiras de passageiros e comerciais ligeiros, peças e serviços de manutenção e reparação da marca alemã. As nove instalações da empresa situam-se em Lisboa (Alfragide, Campo Pequeno, Rato, Oriente, António José de Almeida e Estrela) e no Porto (Douro, Rio Tinto e Delfim Ferreira). automóvel sexta-feira, 13 Junho de 2008 Renault Laguna ganha competitividade com motor 1.5 diesel A Renault colocou no mercado português o Laguna com motor 1.5 dCi com 110. Devido à fiscalidade nacional, este motor vai, tudo o indica, ter um forte impacto nas vendas do modelo, que está no nosso mercado desde Outubro passado. De facto, com este propulsor, o Laguna é mais barato cerca de 5000 euros do que a mesma versão de equipamento com motor diesel acima, o 2.0 dCi com 150 cv. Mas já vamos aos preços. No capítulo da performance, o Renault Laguna com motor diesel com 1500 cc, que tem acoplada uma caixa manual de seis velocidades, atinge os 100 km/h em 12,1 segundos, com uma velocidade máxima de 192 km/ h. No que se refere ao consumo misto anunciado pela marca, este é de 4,9 litros aos 100 km e as emissões de CO2 são de 130 g/km. Aliás, este valor permite ao modelo receber o “carimbo” ambiental da marca francesa. Aliás, designa-se de Renault Laguna eco2 110 cv. A assinatura Renault eco2, testemunho da política de preservação ambiental seguida pelo construtor, assinala os veículos que respondem simultaneamente a imperativos ecológicos e económicos, ou seja: produção em fábrica com certificação ISO 14001, emissões de CO2 inferiores a 140 g/km (ou funcionamento a bioetanol E85 ou biodiesel B30), e utilização na sua composição de pelo menos 5% de materiais plásticos reciclados. A versão diesel de 110 cv do Novo Laguna preenche todas as condições da Renault eco2. Foi concebida para respeitar as quotas de 85% de reciclagem e de 95% de valorização previstas para 2015, com mais de 35 kg de materiais plásticos reciclados e mais de 15 kg de materiais renováveis. Preços desde 29 900 euros Agora o mais importante: os preços. Estes começam nos 29 900 euros do Confort, passam pelos 31 400 euros do nível Dynamique S e culminam nos 32 200 euros do mais equipado Luxe. De notar que a carrinha custa mais 1400 euros e que a garantia oferecida pela Renault é de três anos ou 150 000 km. Em matéria de equipamento, o nível mais básico oferece de série elementos como seis airbags, controlo de estabilidade, chave por cartão, computador de bordo, rádio com CD, ar condicionado automático de duas zonas, regulador da velocidade cruzeiro e jantes de liga leve. A estes itens, o nível Dynamique S junta outros, com destaque para o travão de estacionamento automático ou as jantes especiais de maiores dimensões. Já o mais equipado Luxe – o patamar mais exclusivista Initiale não está disponível com o bloco 1.5 – junta ainda outros “mimos”. Destaque para os sensores traseiros de estacionamento, os retrovisores exteriores rebatíveis electricamente, os estofos parcialmente forrados a couro ou o sistema de controlo da pressão dos pneus. Aquiles Pinto [email protected] 47 GM pondera vender Hummer A General Motors (GM) admite a venda ou o encerramento da Hummer, dado que estes modelos de todo-o-terreno apresentam consumos elevados, numa altura em que mesmo os consumidores norte-americanos começam a procurar automóveis mais poupados. A eventual alienação da Hummer surge como uma das medidas anunciadas pelo construtor para reduzir custos e a precaver a saúde financeira do grupo no futuro. A decisão mais visível que já foi tomada é o encerramento de quatro fábricas de camiões nos Estados Unidos, devido à redução na procura destes veículos, fruto do aumento dos preços dos combustíveis. O presidente-executivo da GM, Rick Wagoner, reconhece que “a economia e condições de mercado nos Estados Unidos tornaram-se, significativamente, mais difíceis”. Seat Ibiza chega de camião à MCoutinho O grupo MCoutinho está a assinalar o lançamento do novo Seat Ibiza com um “roadshow” de um camião, que vai passar pelas localizações em que este tem concessão da marca catalã: Amarante, Gondomar, Paredes e Porto. “Reforçado recentemente pela obtenção do prémio de excelência da rede de concessionários, o Seat Go, pelo terceiro ano consecutivo, o grupo MCoutinho prossegue, também através da implementação de ambiciosas acções de marketing, a política de forte investimento e dinamização da marca”, segundo o grupo sediado em Marco de Canaveses. Com cerca de 17 metros de comprimento, o camião vai estar em digressão, animada com a oferta de bilhetes para o WTCC (Campeonato do Mundo de Carros de Turismo) e o Red Bul Air Race, por mais de três meses, prometendo, de acordo com a MCoutinho, “visitar as principais zonas de afluência de público e demonstrando os argumentos do novo Seat Ibiza”. PUB Nº 1253 / 13 Junho 2008 Semanal J 2,20 Portugal Continental Produção na construção torna a entrar em terreno negativo A produção no sector da construção tornou a entrar em terreno negativo. Em Abril, a quebra foi de 0,4%, face a igual mês do ano passado, enquanto o emprego também desceu em quase um ponto percentual. Já as remunerações registaram um crescimento de 7,7%, no período em análise. Ainda assim, a evolução da produção foi superior em 2,3% ao registado durante o trimestre terminado em Março. O desempenho da actividade foi influenciado negativamente pela construção de edifícios, sendo que as obras de engenharia tiveram um contributo positivo, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. A contrução de edifícios apresentou uma variação negativa de 2,8 pontos percentuais. O aumento nas remunerações ficou a dever-se, sobretudo, à concentração do pagamento de prémios. Têxtil faz acordo na área ambiental O Ministério do Ambiente, a Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) e a Associação Nacional das Indústrias de Têxteis-Lar (ANIT-Lar) assinaram um acordo sobre o tarifário a aplicar aos industriais, no âmbito do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e Saneamento do Vale do Ave. As empresas ligadas ao sistema há mais tempo passam a beneficiar de uma redução de tarifa. Houve atrasos na construção das infra-estruturas, tendo sido criadas situações de distorção de concorrência, dados os custos que algumas unidades fabris suportaram com o tratamento de efluentes. A despoluição do Vale do Ave está a ser realizada em regime de concessão à empresa Tratave. Inspecções de trabalho garantem coimas de 4,9 milhões EDP e Sonatrach juntas na América Latina A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) aumentou consideravelmente o número de multas aplicadas nos três primeiros meses do ano. O mesmo sucedeu relativamente às suspensões de actividade e às advertências escritas, tendo em conta o não cumprimento das leis laborais. Foram aplicadas coimas no valor de cerca de 4,9 milhões de euros, correspondentes a perto de 3900 infracções. O valor das multas subiu 28%, face a igual período do ano passado. A EDP e a argelina Sonatrach assinaram um acordo de princípios no sentido de alargarem a sua parceria estratégica à América Latina. As duas empresas estão interessadas nos negócios locais da produção eléctrica e do gás natural. A empresa argelina posiciona-se como uma das maiores do mundo enquanto produtora de gás natural. A EDP e a Sonatrach têm interesses conjuntos sobretudo na Península Ibérica, sendo que a sua parceria é de carácter não exclusivo. PUB Ainda não se inscreveu no evento do ano? 25 e 26 Junho Garanta já a sua presença www.cong-madeiramobiliarioeafins.org confirmados Eng.º José Sócrates Primeiro-Ministro Dr. Manuel Pinho Min. Economia e Inovação Dr. Vítor Ramalho Deputado Assembleia República Dr. Pedro Katendi Director-Geral da Agro-Indústria do Ministério da Indústria de Angola Eng.º Mira Amaral Concelho de Administração do BIC Prof. Dr. Daniel Bessa Prof. Dr. Borges Gouveia Rua Álvares Cabral, 281 4050-041 Porto Telf. 22 33 94 200 www.cong-madeiramobiliarioeafins.org organização Definidos mecanismos de estabilidade financeira O Ministério das Finanças e as entidades nacionais de supervisão financeira assinaram um memorando de entendimento (MoU) sobre mecanismos de estabilidade financeira com os parceiros da União Europeia. É assumido o compromisso de aprofundar a cooperação, não apenas em situações de normal funcionamento do sistema financeiro mas também na gestão e resolução de eventuais crises financeiras, Consiste em adoptar mecanismos que facilitem soluções oriundas do sector privado, que permitam minimizar os custos económicos e sociais de uma crise, tal como promover a disciplina nos mercados e limitar o risco moral. “Os procedimentos e mecanismos de cooperação definidos neste memorando aplicar-se-ão a todos os grupos financeiros e estruturas de mercado com relevância sistémica no que respeita a actividades transfronteiriças, tendo em conta a sua importância para a estabilidade financeira e a possibilidade de os seus problemas terem consequências económicas mais amplas”, refere o Ministério das Finanças em comunicado. NOTA DE FECHO As ilusões, os parasitas e voz do povo, voz de Deus? Portugal desde Abril de 74 perdeu (em termos de PIB per capita) cerca de 5% face à Espanha, 16% face à Grécia (!) e 60% face à Irlanda (!!). Mas desde 1985 que Portugal está no espaço económico mais rico do mundo (em termos absolutos e 2º em termos “per capita”) e recebe + 2% em termos líquidos do seu PIB de Bruxelas. Como explicar aquilo face a isto? Como explicar o desastre económico português (sem referir que desde 2000 que Portugal empobreceu face à média europeia 2% e que um crescimento Jorge A. abaixo de 2% é na verdade uma Vasconcellos e Sá recessão, já que provavelmente se Mestre Drucker School deve à transferência da economia PhD Columbia University subterrânea para a formal). Qual Professor Catedrático a culpa? De início (74-80) disseram aos portugueses que a culpa era do capitalismo. Nacionalizou-se e a economia foi de mal a pior. Entre 1980 e 1985, a culpa era da instabilidade governativa e dos sacrifícios necessários devido à intervenção do FMI. A partir de 1985, a solução estaria na Europa e nos fundos comunitários. Seguiu-se a solução euro: após a convergência nominal (inflação, deficit e dívida pública) a economia recuperaria. Veio o euro e a economia passou de mal a pior. Para uns, o euro de solução passou a problema (agora já não se pode desvalorizar a moeda, etc.) Para outros, o problema está no “ajustamento” que a entrada do euro exigiu após o endividamento generalizado (famílias, empresas) incentivado pela baixa das taxas de juro. Para outros ainda, a causa é o deficit público, leia-se a culpa é do Sr. engº Guterres (políticas pós-cíclicas) e o crescente peso do Estado na economia (que vem desde de Abril de 74). Já vamos em quantas explicações/soluções? Conte leitor: 1, 2, 3…, um total de sete. E após sete, como está a economia portuguesa? Em 2009, segundo Bruxelas, com um rendimento per capita inferior à Eslováquia, Estónia, República Checa, Eslovénia, Chipre e Malta. Em breve Portugal será ultrapassado pela Lituânia, Letónia e Hungria. Cada vez mais longe da média europeia. E a empobrecer em termos relativos. Com um desemprego acima da média europeia. Com 2% da população activa a emigrar anualmente. Voz do povo, voz de Deus? Bem, o ditado é: à primeira todos caem; à segunda só cai quem quer. Nos EUA há um provérbio semelhante: enganas-me uma vez?; vergonha para ti; enganas-me duas vezes?; vergonha para mim. O que é que isto significa? Que os portugueses têm sido sistematicamente enganados. Por quem? Por aqueles 1) que escondem a realidade e 2) procuram manter as ilusões. Porquê? Porque beneficiam da presente situação. Porque vivem dela, à custa dos outros. Isto é, são parasitas. Encontramo-los um pouco por todo o lado. Alguns funcionários públicos não cumprem o horário (e portanto necessitam de um choque de horário). Algumas empresas do Estado acumulam prejuízos (porque estão mal geridas por comissários políticos). Alguns professores universitários não fazem nada de útil (e vivem à custa do orçamento). Alguns empresários vivem de mão estendida aoEstado (e são verdadeiros pedintes). Alguns empregados não querem trabalhar (e como já dizia o filósofo marxista, Marcuse, “é tão explorador um mau patrão como um empregado preguiçoso”). Proliferam transversalmente à sociedade os traficantes de influências que vivem de negociatas, corrupção e clientelismo. Moral da história? Os portugueses só viverão como europeus quando não houver cá mais parasitas que na Europa. Como é que se acaba com os parasitas? Acabando com os encostos: não se pode despedir; estou cá pelo partido; o orçamento paga-me; e os amigos no Estado subsidiam-me. Com que é que se acaba com os encostos? Tomem nota: 1) reduzindo o Estado; 2) privatizando as empresas; 3) liberalizando os mercados; e 4) pondo na prisão os corruptos. Não? Então está bem. Continuarão as ilusões. Em Abril de 74 (contrariamente a alguns ex-Presidentes da República que confessam que não saíram de casa) eu estava no Largo do Carmo. Nunca mais me esqueço de um cidadão pendurado numa árvore (para que conste, na diagonal da porta principal sobre o lado direito) que só repetia “Acabaram-se os tachos, acabaram-se os tachos”. Gostaria de o encontrar agora. tecnologias de informação ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA VIDA ECONÓMICA Nº 1253, DE 13 JUNHO DE 2008, E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE II tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 Envolvimento da empresa na implementação de um ERP é vital Quais os erros mais comuns na implementação de um ERP? Como garantir que o processo de implementação de um ERP corra bem? As empresas estão preparadas para acolher um sistema de gestão empresarial? As respostas que obtivemos do mercado foram diversificadas. Mas todas têm um ponto em comum. Os “players” acreditam que todas as tipologias de empresas, desde que com uma dimensão mínima, estão habilitadas a acolher um sistema de gestão empresarial. E, aqui, as PME aparecem, definitivamente, como uma excelente oportunidade de negócio. O s erros mais comuns na implementação de um ERP estão, para a Primavera BSS, relacionados com um mau dimensionamento do projecto de implementação, com a inexistência ou falta de eficácia na aplicação de uma metodologia de implementação ou ainda com a tendência de partir para um volume elevado de desenvolvimento específico sem sustentação. Para isso, Idalina Sousa, directora de marketing desta empresa bracarense “impõe” como um dos critérios fundamentais ter uma percepção clara de como funciona a estrutura e a realidade da empresa cliente. Por outro lado, admite, há a necessidade de assentar a implementação numa metodologia comprovada. “Foi neste sentido que a equipa da PRIMAVERA Consulting concebeu a Metodologia de Implementação Primavera (MIP), uma metodologia de gestão de implementação exclusiva que visa fornecer as melhores práticas para a configuração de processos de negócio e aspectos técnicos, assim como os mecanismos a adoptar para os testes e formação a realizar”. Administração tem de estar envolvida O não envolvimento da empresa ao mais alto nível da sua organização, ou seja, da própria administração, é considerado por Pedro Dias, director-geral da divisão de grandes empresas da Sage Portugal, como um dos graves erros a evitar cometer. Mas não só: um incorrecto desenho do sistema de informações que se pretende suportar através do ERP e a negligência na validação dos protótipos do modelo de gestão informatizado podem comprometer, da mesma forma, todo o processo de implementação. Para garantir que tudo corra bem, o responsável aconselha o envolvimento da gestão de topo em todas as fases do projecto, desde o processo de decisão sobre quais as empresas a consultar até à conclusão do projecto. Falou ainda em garantir que se implementa de acordo com as boas práticas e metodologias impostas pelo mercado e em enquadrar diferentes níveis de formação aos diferentes tipos de interlocutor. Ou seja, a formação para o utilizador final ser diferente do que a facultada aos decisores. Escolha do software é fundamental A escolha de mau software ou software que não tenha apoio suficiente é uma dos erros mais comuns quando se entra num projecto deste tipo. Eduarda Azevedo, directora de marketing da PHC, aponta que um sistema de ERP necessita sempre de formação conveniente e de consultadoria à medida da empresa, pois trata-se de um projecto que requer ainda algum investi- mento e em que é necessário prevenir certas situações. “As empresas por vezes também fazem uma má avaliação das suas necessidades, o que leva a implementações maiores e mais demoradas do que deveriam, o que encarece o projecto” . Daí que para garantir o sucesso nesta implementação aconselha à “obrigatoriedade” de um bom software, com provas dadas no mercado. “É necessário estudar muito bem tanto as empresas que vão fazer a implementação como a fornecedora do software. É necessário ver casos em estudo desse software e tentar-se identificar com esses casos, o que torna mais fácil ter uma ideia de como o software será benéfico para a empresa”. Também a PHC admite que as empresas estão cada vez mais bem preparadas para acolher soluções como um ERP. “Os gestores estão mais informados sobre as potencialidades das aplicações de gestão e existe cada vez mais concorrência ao nível de fornecedores de aplicações, pelo que os fabricantes têm de estar em constante evolução do produto”. A responsável é da opinião que as empresas dão cada vez mais importância a este tipo de soluções, sobretudo devido ao controlo que estas lhes oferecem face aos trabalhadores e à própria empresa, bem como a agilidade que oferece face à concorrência. “Embora a economia nacional não tivesse passado os melhores anos recentemente, o mercado tem evoluído a nível das grandes empresas. Mesmo assim, ainda existe espaço para o mercado crescer mais”. Há que gerir expectativas João Minhota, developer para ERP e CRM da GFI Solutions, avança com a sempre pertinente questão do timing nas implementações. “Os ERP são considerados ‘commodities’, requerendo-se implementações rápidas e com a utilização de processos já estipulados no ERP. Todavia, por norma, a realidade da empresa e a melhor ou pior gestão das expectativas e interesses das partes envolvidas é a causa mais frequente para existirem problemas na implementação. Adicionalmente, quando os aspectos indicados na questão abaixo são descurados, os problemas começam a surgir, especialmente quando se verifica pouco envolvimento por parte de utilizadores chave”, explicou o responsável à “Vida Económica”. Para uma verdadeira integração deve ser dada especial atenção à comunicação e gestão da mudança, com especial foco, segundo a GFI em alguns aspectos, nomeadamente no envolvimento do utilizador; no apoio da direcção; numa definição clara de necessidades; num planeamento adequado; mantendo expectativas realistas; definindo marcos intermédios que permitam alinhar os objectivos com a organização; conside- rando uma equipa competente; existindo comprometimento; tendo uma visão e objectivos claros; e considerando uma equipa dedicada. Recursos humanos ditam sucesso da implementação É verdade que a implementação de um ERP poderá ter alguns erros em todo o processo ou até em fases posteriores. “Normalmente, é nesta fase posterior que surgem algumas dificuldades, nomeadamente a nível de recursos humanos”, avança Adelaide Leitão, marketing Manager Portugal, Spain & Italy da IBS. E explicou: “ Poderão aparecer receios em alguns departamentos da empresa, visto que muita intervenção humana desaparece e obrigatoriamente tem que existir por parte da direcção uma informação muito esclarecedora a todos os trabalhadores”. A responsável afiança ainda que existe também o caso de algumas empresas não conseguirem mudar os seus métodos caseiros e tradicionais de trabalho, “pois implementar este software numa empresa significa geralmente mudar metodologias de trabalho já instituídas há muito tempo”. Comprar uma solução e não um software O erro mais comum para Rui Beirão, director-geral da Logiciel, tem a ver com o facto de as empresas muitas vezes comprarem software em vez de soluções para o seu negócio. Isto porque com alguma frequência as empresas tentam poupar na parcela da consultoria. “A consultoria pode representar financeiramente uma fatia importante de um projecto, mas é um factor de grande importância, uma vez que daí pode depender a boa utilização do software e assim o sucesso da solução”. Ao nível das diversas áreas do ERP, os erros comuns, diz este responsável, têm a ver com a codificação e respectiva falta de visão que vai no futuro dificultar a obtenção da informação. O sucesso da implementação depende grandemente da empresa que vai fazer a implementação, do conhecimento que tem da organização do seu cliente, mas também do próprio cliente, que deve conhecer e saber transmitir quais os seus processos e operações de gestão, diz Rui Beirão. “É muito importante as empresas ouvir emas queixas dos gestores, mas muitas vezes as próprias organizações não estão abertas a actualização, resistindo a mudança dos processos e das operações”. As empresas estão preparadas, mas… Quais os erros mais comuns na implementação de um ERP? Para Carlos Seguro de Carvalho, director-geral da Mind Source, são vários. Começa pelo estudo de viabilidade pouco aprofundado, pela análise de requisitos pouco aprofundada, pela análise de impacto pouco objectiva, pela disponibilidade dos utilizadores finais e, para finalizar, pelo excesso de customizações. Curiosamente, este responsável, e apesar de acreditar que a maioria das empresas, reconhecendo a importância e as vantagens de um sistema de gestão empresarial, tendem a assumir-se como preparadas não deixa de alertar para a necessidade de na implementação de um ERP se terem sempre em conta os impactos pré e durante o período do projecto. “Existem muitas empresas que crêem que a implementação de um ERP é um mero processo de instalação de software, sem quaisquer outras implicações na organização”. Nesse contexto, explica, muitas são as empresas que não têm maturidade para encarar a implementação de um sistema ERP como um projecto, nem capacidade de lidar com a conturbação que um processo desta natureza gera numa organização. “Há que rever processos, modernizá-los e adaptá-los para garantir o sucesso. É nesta matéria que as empresas, principalmente as de menores dimensões e de recursos mais parcos, podem não estar preparadas”. Trabalhar em parceria é vital O Grupo Generix está alinhado com as anteriores opiniões. Relativamente aos erros mais comuns na implementação de um ERP, este grupo advoga um mau levantamento dos processos e das necessidades da organização; a inexistência, má clarificação ou não cumprimento de um “Documento de Definição de Âmbito do Projecto”, isto é, após a fase de levantamento de processos, o documento (memória descritiva) que específica, pormenorizadamente e por áreas de negócio, os fluxos a implementar e o respectivo cronograma de implementação; e uma má gestão das expectativas e não existir um efectivo empenhamento, por parte da alta direcção da empresa, e das equipas dos utilizadores chave. Para garantir que o processo de implementação de um ERP corra bem, dizem os responsáveis, é fundamental que exista um total empenho por parte da administração/ alta direcção da empresa ou organização e que a equipa dos utilizadores chave, nomeados pelas diferentes áreas de negócio (Financeira, Comercial, Logística, Produção, etc.), para além de empenhados, estejam preparados e disponíveis para trabalharem no projecto, conjuntamente e em parceria, com a equipa de consultores de gestão funcionais da empresa seleccionada para implementar o ERP. SUSANA MARVÃO [email protected] tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 III Cinco passos para implementar um ERP com sucesso Quais os cinco primeiros passos que devemos considerar quando falamos em implementar um ERP? Resolvemos pedir a ajuda a alguns “players” que actuam no mercado português para nos elucidarem quais as peças que nunca nos devemos esquecer neste por vezes tão complexo “puzzle”. E de uma coisa parece estarem em acordo. É fundamental que a empresa no seu todo e muito particularmente a direcção e os utilizadores chave, estejam empenhados neste objectivo. 4 Analisar bem as necessidades da empresa. 4 Estudar bem o mercado e escolher o melhor fornecedor. 4 Definir um “timing” para o projecto estar concluído, de forma a não encarecer muito a implementação. 4 Ter boas acções de formação, de modo a tirar total partido do ERP e preparar bem as equipas que vão ter contacto director com a aplicação. 4 Fazer uma entrada de produção atempada e preparada. 4 Definir as suas necessidades de negócio. 4 Atribuir prioridades nas áreas e processos a implementar. 4 Dimensionar o âmbito, “budget” e “timing”. 4 Procurar o envolvimento da organização definindo objectivos mensuráveis. 4 Escolha de um comité de gestão do projecto. 4 Desenho do sistema de informações. 4 Implementação de uma prototipagem. 4 Formação aos “utilizadores-chave”. 4 Apoio ao arranque. 4 Procurar e seleccionar um ERP robusto, testado e com provas dadas e, sobretudo, que seja adequado ao seu sector de negócio. 4 Estabelecer uma parceria de negócio e entregar a implementação do ERP a uma empresa de consultoria experiente, profissional e, muito importante, que conheça bem a problemática do seu sector de actividade e possa “falar a mesma linguagem”. 4 Antes da implementação do ERP, a organização deve assegurar, consensualmente e com o patrocínio da alta direcção, um clima favorável à mudança. 4 A empresa no seu todo e, particularmente, a direcção e os utilizadores chave, devem estar claramente empenhada neste objectivo de implementar um ERP e estarem preparados para trabalharem, participando activamente, no projecto. 4 Serem, à partida, definidos objectivos muito claros, com a atribuição de responsabilidades concretas aos diferentes intervenientes no projecto e com o estabelecimento de prazos de realização realistas. Por fim, tudo isto deve ser passado a escrito e cumprido escrupulosamente. 4 Reconhecimento de quais os departamentos e processos onde se pretende que a solução deverá produzir melhorias significativas. 4 Garantir a manutenção e actualização da solução instalada. 4 Garantir o compromisso e disponibilidade de todos os intervenientes. 4 Clarificar os objectivos que pretende atingir e alinhar face à missão da empresa. 4 Atribuir claras responsabilidades antes, durante e depois do projecto de implementação. 4 Alocar os recursos necessários criando alternativas de suporte à continuidade do negócio. Poderá até desafiar algumas pessoas para assumirem funções de colegas em regime rotativo, por exemplo. 4 Escolher um parceiro de confiança. 4 Definir objectivos e âmbitos geríveis de acordo com os recursos alocados. Poderá mesmo estabelecer um “road map” de implementação caso não seja possível implementar tudo o que está no âmbito ao mesmo tempo. 4 Os principais passos que uma empresa deve ter em conta num processo de implementação de ERP é, conjuntamente com a empresa que vai instalar a solução, identificar e avaliar o valor potencial a obter com a mesma. 4 Na IBS temos uma metodologia que combina um conjunto de actividades com ferramentas específicas, permitindo avaliar, validar e demonstrar os potenciais resultados de todo o processo. Este método permite compreender e sumarizar as necessidades e objectivos de negócio do cliente, e posteriormente desenvolver soluções específicas que respondam aos mesmos. 4 Selecção do fornecedor do ERP. Devese ter em conta que nem sempre a solução com maior impacto comercial no mercado é a melhor solução para a actividade da empresa. Existe uma oferta bastante diversificada em função das actividades. 4 Selecção do implementador do ERP. É muito importante conhecer alguns casos de sucesso com a intervenção do implementador. 4 Conhecer bem os actuais processos da organização. A empresa deve investir algum tempo a conhecer-se antes de avançar para a implementação. 4 Elaboração de um cronograma realista, subdividindo o projecto em partes, com clara identificação dos objectivos, deliverables, intervenientes, cronograma, recursos envolvidos, custos e riscos associados. Para a componente do risco deverão ainda ser elaborados planos de contingência. 4 Completo e exaustivo estudo de viabilidade do projecto. 4 Definição detalhada do âmbito do projecto. 4 Avaliar os requisitos, necessidades e objectivos a atingir. Susana Marvão [email protected] IV tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 Banca online continua a destacar-se no grau de satisfação dos clientes Os portugueses andam mais satisfeitos com o comércio online. E continuam a privilegiar serviços de homebanking onde cada vez depositam mais confiança. No “Estudo sobre o Comércio Electrónico em Portugal”, realizado pela Associação do Comércio Electrónico em Portugal em parceria com a Netsonda, revela ainda que meio de pagamento mais utilizado é o cartão de crédito. Os portugueses estão a com- cio Electrónico, as principais prar cada vez mais através da conclusões deste estudo refeinternet. No “Estudo sobre o rem que 83,5% dos inquiridos Comércio Electrónico em Por- já realizaram compras através tugal”, realizado pela Associa- da Internet, o que representa ção do Comércio Electrónico um crescimento de 5,5% face em Portugal em parceria com a aos mesmos dados recolhidos Netsonda, ficou registado que no ano anterior. A maioria dos 98% dos inindagados requiridos acede velou preferir diariamente 98% dos inquiridos comprar em à Internet e sites nacioacede diariamente 83,5% já efecnais. tuarem comBem revelaà Internet, sendo pras online dor da imporessa percentagem preferindo sitância crescentes nacionais te da Internet de 97% O inquérinos hábitos de to que serviu consumo dos em 2007 de base a este portugueses é estudo revela o facto menque 98% dos cionado neste inquiridos acede diariamente à estudo que refere que 79% dos Internet, sendo essa percenta- inquiridos baseia a sua decisão gem de 97% em 2007. Entre os de compra na Internet. Tamserviços mais utilizados desta- bém a frequência das compras cam-se o e-mail, a consulta de online regista um índice posisites, os motores de busca e o tivo com 70% dos inquiridos a envio de mensagens instantâ- realizarem-nas em períodos inneas. feriores a um mês. No que se refere ao ComérRelativamente aos meios de pagamento, os participantes neste estudo revelam uma preferência pelo cartão de crédito (35,2%), seguindo-se o pagamento à cobrança (18,7) e o Sistema de Pagamento Online (MBNet; Paypal; BidPay) com 18,4% das respostas. No entanto, apesar destes valores, 38,6% dos inquiridos continua a mostrar receios em utilizar o cartão de crédito para pagamentos na Internet. Este estudo revela que 73% dos inquiridos têm gastos mensais em compras pela Internet no valor de 50 euros e que entre os produtos/serviços mais com- prados online figuram os bilhetes para espectáculos, desportos e outros com 44,5% (36,1% em 2007); CD/música com 34,9% das respostas, e a área da electrónica e dos telemóveis com 34,6%. Os participantes neste estudo, quando inquiridos sobre as vantagens das compras pela Internet, referiram em 67,7% dos casos o facto de não terem que sair de casa/ir às lojas (em 2007 esta resposta era mencionada por 63,9% dos inquiridos). Segue-se com 61,1% (54,1% em 2007) a capacidade de poder comprar a qualquer momento e Os balcões e novos canais de contacto A s entidades financeiras têm à disposição dos seus Clientes diversos canais de contacto novos como a banca móvel e banca online, e canais tradicionais como os balcões. Quando o sector bancário apostou no investimento em canais alternativos a existência dos balcões foi questionada, levando muitas entidades a acreditar que esta forma de contacto com o Cliente ia tornar-se institucional e que os novos canais seriam a solução para uma interacção com o Cliente mais eficaz. Para percebermos esta questão temos inicialmente que reflectir acerca da relação entre eficiência e investimento: é preciso primeiro instalar-se uma plataforma para, ao fim de algum tempo, retirar algum partido dela. Como conclusão, verificamos que o investimento permaneceu, o que aumentou foi a eficiência. Esta realidade acontece sempre neste tipo de ciclos, porque é aumentando o número de interacções entre o utilizador e a entidade financeira, sendo que a instituição recolhe essa informação e disponibiliza-a outra vez ao Cliente. Isto só é possível com a implementação da pagamento também contribuíram basarquitectura SOA que permite, de for- tante para esta situação, que permite ma rápida e eficaz, a troca de informação hoje gerar milhões de transacções. Comtanto no interior da organização, como parando os anos 80 e 90 com o presente, no exterior entre esta e outras entidades. verificamos um número de transacções Nesta perspectiva, a infra-estrutura con- diárias absolutamente fenomenal, tanto tribui para normalizar através dos novos cae simplificar o acesso nais como pelos cae processamento de nais tradicionais. Os meios electrónicos informação. Desta forma, os No entanto, o aubancos passaram de e os meios mento actual de inlocais transacionais de pagamento também para locais de negóvestimento nos balcões reflecte outra cio. Esta realidade contribuíram bastante realidade: apesar de leva a crer que o núos utilizadores terem mero de balcões não para esta situação, ao seu dispor a banca tenda a diminuir, que permite hoje gerar móvel e a banca onmas que estes espaços line não prescindem milhões de transacções. continuem a transforda relação humana mar-se cada vez mais, decorrente dos balno sentido de serem cões. Se somarmos as áreas agradáveis onde transacções realizadas na Internet com a os Clientes podem encontrar diversos dos balcões, verificamos a existência de produtos e serviços diferenciados, à seum elevado retorno para o investimento melhança do que acontece com os postos realizado. de Correio. Desta forma, os balcões pasOs meios electrónicos e os meios de sam a ser locais de negócio e atendimen- com 60,5% (56,9% em 2007) a possibilidade comparar preços. No que se refere ao grau de satisfação com os sites, este é elevado, uma vez que 98% dos inquiridos se revelou satisfeito ou muito satisfeito. O Homebanking surge como o serviço mais procurado pelos portugueses a nível das compras online, uma vez que 70% dos inquiridos afirmam recorrer aos serviços dos bancários pela internet. Refira-se ainda que 18,4% dos inquiridos utilizam o comércio electrónico para realizar compras de bens/serviços no âmbito da sua actividade profissional. Samuel Pereira, director INFODESA Portugal to personalizado, que os Clientes visitam não só para efectuar transacções bancárias como para aceder a outro tipo de serviços, tudo num só local funcional. Hoje em dia, instalar um requer um elevado investimento de retaguarda e um maior estudo sobre os Clientes e os produtos a vender. A banca acumulou já know-how e capacidade de fazer e vender os seus serviços, tornando-os “commodities”, sendo capaz de vender produtos cada vez mais diversificados. A banca realizou um excelente trabalho no sentido de afastar as pessoas dos balcões para canais muito mais eficientes e baratos, estando agora a adoptar o processo contrário para aproximar os Clientes dos balcões de negócio. O balcão apresenta-se assim actualmente como um canal de vendas pró-activo e não reactivo. Isso deve-se ao conhecimento dos seus Clientes, produtos e da sua própria realidade. Na verdade, a banca fundada em conhecimento tem cada vez mais informação sobre os seus Clientes, as suas necessidades e a concorrência. tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 V O que mais esperar das fusões e aquisições do mercado de Tecnologias de Informação 2007 bateu recorde no volume de fusões e aquisições em TI A IT Web, um portal internacional de negócios e tecnologia, fez as contas e publicou um trabalho sobre o que esperar das fusões e aquisições do mercado de Tecnologias de Informação. A proposta da Microsoft para de mil milhões. No ano anterior, compra do Yahoo! pelo valor ini- foram investidos 455 mil micial de cerca de 44,6 bilhões de lhões em 4015 negociações – em dólares levantou a eterna ques- 73 dos casos, o montante supetão sobre as consequências das rou 1 bilião. “O grande impulgrandes fusões e aquisições para sionador dos acordos no último os clientes corporativos. E o cer- ano foi a consolidação”, afirma to é que o ano de 2008 ainda relatório do The 451 Group. vai a meio e já contabiliza uma Para o portal, dois factores extensa de lista negócios. A IT influenciaram este movimenWeb, um portal internacional to: o fluxo de dinheiro livre que de negócios e tecnologia, fez as empresas maduras têm e a decontas e publicou um trabalho manda dos clientes de lidar com sobre o que esperar das fusões e menos fornecedores. Além disto, aquisições do mercado de Tec- nos contratos globais, a emprenologias de Informação. sa que contrata quer o mesmo Mas vamos a números. A nível de serviço em todo lugar. compra da BEA pela Oracle por Em 2008, mesmo que as previ8,4 mil milhões de dólares; três sões mais pessimistas sobre a crise aquisições da IBM (XIV, Apt- da economia se tornem realidasoft e NIT) de, o cenário sem valores aponta para Já a Microsoft deverá mais consolidivulgados; e mil milhões dações, prinprocurar empresas de dólares que cipalmente a Sun pagou no mercado com tecnologias pela MySQL, de softwarelevantes ou isto só para re, que tem citar algumas, sido o mais produtos pontuais garante a poractivo neste tal. Entender processo nos e evitar grandes as movimenúltimos anos. aquisições tações do De acordo mercado é o com a Forresprimeiro passo ter Research, para o CIO saber trabalhar para quatro gigantes – IBM, Microamenizar os efeitos da consoli- soft, Oracle e SAP – respondem dação. Apesar de não ser exacta- por 35% das vendas de softwamente uma novidade, o número re para empresas e governos e o volume dos acordos fechados em todo o mundo. Em 2008, a nos últimos quatro anos são sur- participação deve chegar a 39%. preendentes. Um levantamento Coincidência (ou não), elas são realizado em 2007 pelo The 451 as empresas com o maior históriGroup, e agora apresentado no co de aquisições nos últimos três IT Web, revela que as empresas anos – acompanhadas de perto de tecnologia gastaram 476 bi- por Cisco e HP, do sector de harlhões de dólares em 3559 opera- dware que têm caminhado cada ções de fusões e aquisições, sen- vez mais rápido para a venda de do 80 delas com valores acima software e serviços. O movimento é cíclico, diz a IT Web: quanto maior a área de actuação, mais mercados. Mais mercados, maiores receitas e, consequentemente, accionistas satisfeitos, com potencial para injectar mais dinheiro na companhia. Para que o ciclo não seja interrompido, novos mercados precisam ser explorados. Até porque, com o grande número de empresas que procuram o mercado de capitais e uma integração cada vez maior entre regiões, é muito fácil procurar novos portos para a aplicação de recursos. Foi o caso da SAP, que entrou no mercado de BI com a compra da Business Objects (BO). No balanço do último trimestre, a empresa projectou um crescimento entre 12% e 14% para sua área de software e serviços. Somando-se as vendas da companhia incorporada, menos as despesas de 180 milhões de euros (cerca de 266 milhões de dólares) com o processo de aquisição, as receitas devem crescer entre 24% e 27%. O portal cita Andrew Bartels e R “Ray” Wang, da Forrester, que assumem que a era das grandes aquisições (SAPBO, Oracle-BEA), com valores acima de cinco mil milhões de dólares de empresas com mais de mil milhões de facturação acabou por três motivos: com a perspectiva de crescimento do mercado mundial de software de 10%, em 2007, e 12% em 2008 – superior ao resto da economia –, o crescimento por aquisições não é tão necessário como no período de 2002 a 2005; a crise do mercado de “subprime” elevou o custo do crédito; e o número de alvos potenciais Maiores compradores nos últimos 5 anos Comprador Total de 2007 Total de 2006 Total de 2005 IBM 11 17 16 Microsoft 15 19 13 Oracie 11 13 13 Yahoo 7 8 10 EMC 10 12 4 Hewlet-Packard 11 8 8 Cisco Systems 13 10 13 Nuance Communications 7 2 - Googie 11 6 15 Fonte: 451 M&A KnowiedgeBase para este tipo de transacção caiu para cerca de 18 companhias. Especialistas citados pelo portal não excluem a possibilidade de compra de uma grande empresa de software por uma empresa de hardware como Cisco, HP ou Sun, o que representaria a entrada de um novo concorrente no mercado e não um movimento de consolidação. Na avaliação da Forrester, a IBM deve mover-se no caminho de pacotes de software, uma vez que Oracle e SAP estão a entrar no seu mercado de middleware. A consultoria cita a compra da Cognos como um forte indicador desta tendência. A Oracle, diz ainda a IT Web, deve focar-se em tecnologias integradas que suportem as necessidades de mercados verticais, tanto com pacotes, quanto com aplicativos personalizados. A empresa deve fazer aquisições de médio porte nos sectores de utilidades, serviços públicos e financeiros, além de telecom. Enquanto isso, a SAP deve continuar com o seu programa de parceria com desenvolvedores para aumentar as capacidades do Netweaver, mas também deve fazer pequenas aquisições neste sentido. Os potenciais alvos estão na área de interfaces com usuários (UI), business process management (BPM), master data management (MDM) entre outros. Já a Microsoft deverá, na avaliação da Forrester, procurar empresas com tecnologias relevantes ou produtos pontuais e evitar grandes aquisições, principalmente por conta de problemas regulatórios (o estudo foi feito antes da proposta pelo Yahoo!). Provedores de soluções de middleware, gerenciamento de informações pessoais (PIM) e especializadas em Web 2.0 são alvos potenciais Empresa na área da segurança Aladdin abre delegação em Portugal A Aladdin Knowledge Systems, uma empresa especializada em autenticação, gestão de direitos digitais de software e protecção de conteúdos, anunciou a abertura de uma nova delegação em Portugal, como parte da Aladdin Europe. Localizada perto de Lisboa em Miraflores, a delegação portuguesa (a Aladdin Europe Lda.) tem como objectivo manter e fortalecer o mercado HASP, produto de gestão de direitos digitais de software em Portugal, através da aquisição do seu distribuidor e parceiro de longa data, Futurmática. Devido à sua parceria de mais de dezoito anos com a Futurmática, a Aladdin manteve todos os bens do seu antigo distribuidor e está completamente operacional. A aquisição expande a presença da Aladdin pela Europa e permite à em- presa fornecer mais recursos e suporte aos seus clientes Aladdin HASP em Portugal, para além de aumentar a presença dos seus produtos Aladdin eToken e Aladdin eSafe, através dos seus parceiros de canal. “O compromisso da Aladdin em criar uma presença em Portugal confirma a importância do mercado português na comunidade europeia”, disse em comunicado Ludger Wilmer, gerente da Aladdin Europe. “Através da nossa nova delegação, podemos atribuir novos recursos, formação e pessoal adicional de uma entidade maior, a Aladdin europeia, para melhor servir os nossos clientes em Portugal. Estamos orgulhosos em adicionar Portugal como membro da crescente família Aladdin na Europa.” VI tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 O presente e o futuro do WiMAX no mercado português Raymond Forado director executivo da Alvarion para Espanha e Portugal De acordo com estudos recentes, a banda larga continua em forte crescimento e os países mais desenvolvidos da UE são já líderes a nível mundial no que diz respeito à penetração da banda larga. No entanto, estamos ainda longe de uma taxa de penetração adequada à procura e às necessidades dos dias de hoje. Este crescimento tem sido sem dúvida liderado por tecnologias como a WiMAX, que permitem aos operadores e às corporações privadas e municipais efectuar implantes sem fios rápidos e eficazes, com preços competitivos e escasso impacto no meio ambiente, para dotar de infra-estruturas de rede para múltiplas aplicações como a O ano 2008 será marcado pela evolução nos serviços pessoais de banda larga transmissão de voz, dados, vídeo, telemetria e telecontrolo, reduzindo desta forma a lacuna digital em ambientes locais e regionais. 2008 será sem dúvida um ano em que se verificará um aumento exponencial nos implantes de soluções com serviços WiMAX, soluções que permitem implantar redes seguras, com qualidade de serviço e alta disponibilidade para voz, vídeo e dados no mercado português. Além disso, com a introdução de soluções com mobilidade, iniciadas em 2007, os utilizadores poderão contar agora com redes que proporcionam conteúdos em qualquer momento, em qualquer lugar, para Internet, email, vídeos, jogos e com um grande leque de possibilidades que a tecnologia WiMAX põe ao alcance do utilizador. 2007 foi um ano de consolidação na implantação de serviços WiMAX de banda larga no âmbito corporativo e municipal em todos os mercados europeus onde estamos presentes. O ano 2008 será marcado pela evolução nos serviços pessoais de banda larga, que vão permitir-nos melhorar a produtividade, rendimento e qualidade de vida. Estudo Global CEO 2008 da IBM revela Executivos procuram acompanhar ritmos de mudança O Estudo Global CEO 2008 da IBM revelou um aumento significativo no número de organizações que prevêem “alterações substanciais” nas suas empresas para o futuro. Dos administradores inquiridos, 83% afirmou acreditar que estas mudanças se processariam ao longo dos próximos três anos. Esta percentagem representa um aumento de 28% em relação a 2006, altura em que foi revelada a anterior edição deste estudo. Os mesmos executivos reconhecem, no entanto, que a sua capacidade de gerir com sucesso estas alterações se manteve praticamente constante, registando-se apenas quatro pontos de melhoria relativamente ao inquérito de 2006. A relação entre os dois factores – as mudanças esperadas no futuro em oposição à capacidade demonstrada no passado de os gerir com sucesso –, é referida no estudo como “fosso de mudança.” Este índice é três vezes superior ao registado em 2006, indicando que a capacidade para gerir a mudança tem crescido menos do que a expectativa de futuras alterações. Por outro lado, os directores executivos referem-se ao novo perfil dos clientes (mais exigentes, mais informados e mais interessados), à globalização e à tecnologia como as principais tendências que os levarão a fazer alterações no futuro. De acordo com os gestores, estas tendências terão um impacto positivo nas suas empresas e representam uma oportunidade para criar diferenciação competitiva, o que aumentará os seus investimentos. “A empresa do futuro é aquela que aceita a mudança como um estado permanente numa organização. Os executivos que demonstram a capacidade de gerir grandes alterações sabem que podem obter vantagem competitiva chegando a novas classes de clientes e ousando novas concepções de negócio em torno dos princípios da integração global”, afirmou Rui Rosado Gonçalves, consultor de Gestão da IBM Global Business Services. “O executivo dos novos tempos tem de compreender que a chave do sucesso reside, em grande parte, no entendimento do novo perfil do consumidor, mais interessado e interessante, enquanto uma oportunidade de diferenciação”, acrescentou. Empresas líderes são mais hábeis a gerir a mudança O relatório expõe as diferenças entre as empresas líderes de mercado – aquelas na amostra que tiveram um maior crescimento das suas receitas e das margens de lucro nos últimos 3 anos – e as restantes. A principal conclusão é que, a nível global, 66% das principais empresas tiveram êxito a gerir a mudança, enquanto que essa percentagem cai para 54% nas restantes organizações. Um novo consumidor, mais exigente e informado, representa uma oportunidade e não uma ameaça O estudo conclui que os executivos consideram o novo perfil do consumidor do século XXI – mais exigente, participativo e informado – como uma possibilidade de se diferenciarem dos seus concorrentes, e não como uma ameaça: 76% dos inquiridos considerou que a existência deste novo tipo de consumidor terá um impacto positivo nos seus negócios. Para se adaptarem e até mesmo se anteciparem às exigências dos consumidores, os dirigentes prevêem aumentar os seus investimentos em 22% durante os próximos três anos. As empresas portuguesas acompanham esta tendência. Empresas estão a adaptar-se de forma a tirarem melhor partido da globalização As empresas participantes no estudo vêem a globalização como um fenómeno imparável. 60% das organizações inquiridas está a empreender uma estratégia global, e a maioria das suas prioridades são orientadas para criar as competências necessárias a uma concorrência globalizada. Além disso, o relatório classifica as empresas participantes como “muito globalizadas”, “glo- balizadas”, “intermédias” ou “locais”, em função do grau de globalização e da sua orientação estratégica. As empresas líderes no inquérito são as que apostam mais decisivamente na globalização, sendo que 71% das empresas líderes classificaram-se como “muito globalizadas” ou “globalizadas”. Perante a dificuldade de diferenciação por produtos e serviços, as organizações prevêem inovar nos seus modelos de negócio. O estudo revela que 98% dos CEO planeiam alterar os seus modelos de negócio, sendo que para dois terços essas mudanças serão “significativas”. Destes, 39% actuarão sobre o seu modelo organizacional, modificando a configuração da empresa e estabelecendo que actividades serão realizadas internamente e quais se realizarão em colaboração com terceiros. Cresce a importância da Responsabilidade Social Corporativa Os directores executivos e líderes empresariais entrevistados acreditam que é cada vez mais importante para os consumidores que as empresas tenham políticas de Responsabilidade Social. O inquérito revela que a tendência se repercute de forma positiva nas organizações, que vêem em tais práticas uma oportunidade de adquirir vantagem competitiva. Nesse sentido, os executivos inquiridos planeiam incrementar os seus investimentos em 25% para se adaptarem a esta tendência. Este estudo foi feito com base em 1130 entrevistas pessoais a líderes de empresas e de entidades governamentais de 40 países e de 32 sectores de negócio, incluindo oito executivos portugueses. Depois de Índia e Filipinas, portugueses alargam presença directa na região da Ásia-Pacífico Altitude Software abre escritório em Singapura e investe no mercado do Sudeste Asiático A Altitude Software, empresa nacional de soluções independentes para centros de contacto, abriu em Singapura um novo escritório para a região Ásia-Pacífico. Este investimento vem reforçar a aposta da empresa na região e é um passo decisivo para a sua estratégia de crescimento nos mercados emergentes dos centros de contacto, com destaque para a China e o Sudeste Asiático. A Altitude Software, que neste momento tem uma forte presença internacional através de 18 escritórios e de clientes em 60 países, tem já escritórios regionais em Nova Deli, Índia, e Manila, Filipinas. “Com o novo escritório de Singapura, a Altitude vai continuar a expan- dir rapidamente a base de clientes, fortalecendo a rede de parcerias a nível regional e fornecendo serviços de valor acrescentado, com especial ênfase nos outsourcers de centros de contacto dos mercados emergentes da região”, revelam em comunicado cedido à imprensa. “Com o escritório de Singapura vamos endereçar de forma mais eficiente as oportunidades de negócio oferecidas por países como a China, Indonésia, Tailândia, Malásia e Vietname, que são cada vez mais destinatários preferenciais de investimentos em outsourcing de centros de contacto”, afirmou Gastão Taveira, CEO da Altitude Software. “Consideramos que estes mercados vão desempenhar um pa- pel preponderante no futuro do outsourcing de centros de contacto e estamos a antecipar, com o investimento no Sudeste Asiático, a construção de uma base sólida de prestação de serviços que responda de forma excelente às suas necessidades”. O novo escritório vai impulsionar o desenvolvimento de novas parcerias e acrescentou já parceiros chave à rede Altitude, como a Teledata e a FDS, bem como clientes líderes nas suas áreas de negócio como é o caso da Kingsford Business Services, um prestador de serviços de última geração a operar em Hong-Kong e China, para o sector serviços e banca. tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 Sage 2008 para PME privilegia inovação e eficiência Capgemini e Oracle implementam solução de CRM na Unicre Sage renovou todo o seu portefólio de produtos da divisão de pequenas e médias empresas. Jorge Santos Carneiro, CEO da Sage em Portugal, explica que “a Sage pauta a sua actuação, também no mercado português, pela adequação das suas soluções às necessidades das pequenas e médias empresas nacionais, pelo que todos os anos procedemos a uma actualização da nossa oferta, de modo a permitirmos aos nossos clientes estarem melhor preparados para operarem num mercado cada vez mais competitivo”. “As soluções Sage 2008 apresentam pela primeira vez uma identidade Sage comum em todos os produtos. Queremos que os nossos utilizadores, para além das vanta- A A gens inerentes a cada marca reconheçam o universo Sage por características próprias de usabilidade e ergonomia. Reforçamos os mecanismos disponibilizados no que se refere ao controlo de qualidade dos processos e da informação, e, mais uma vez, apostámos numa adequação das nossas soluções às regras fiscais mais recentes, sem descurar a inovação que caracteriza os nossos produtos”, acrescenta o mesmo responsável. Todos os produtos foram alvo de melhoramentos significativos em áreas consideradas vitais pela SAGE e seus utilizadores, e entre as quais se destacam com particular ênfase: os serviços web, a auditoria, integração informática, agilidade, a instalação simplificada e a comunicação. Information Builders disponibiliza gestor de métricas de desempenho A Information Builders anunciou a disponibilidade do WebFOCUS Performance Metrics Manager (PMM), que assegura um acesso fácil, flexível e económico à gestão de desempenho. Para muitas organizações, principalmente para pequenas e médias empresas (PME) ou empresas que começam a compreender os seus pontos de controlo, o maior desafio em relação à gestão de desempenho relaciona-se com a definição, controlo e organização das suas métricas. Para estas empresas, a abordagem ascendente do PMM não só permite uma via rápida para os resultados, como representa uma abordagem fácil de gerir para se criar uma cultura de desempenho. A solução PMM da Information Builders disponibiliza um sistema dashboard de métricas integrado, análise, colaboração e alertas, reunidos num pacote muito rápido de iniciar e de baixo custo. “Com este pacote, o negócio pode começar a recolher e consolidar métricas em qualquer parte da empresa e publicá-las, através de dashboards, ao fim de semanas. Esta solução traz um kit de arranque dirigido para os mercados verticais e horizontais, incluindo a cadeia de distribuição, saúde, banca, recursos humanos, TI e call center”. McAfee desenvolve tecnologia de ponta para aplicações críticas A McAfee anunciou o alargamento da sua oferta de produtos VirusScan Enterprisepara protecção de aplicações ‘mission-critical’ das empresas. “Temos assistido a uma evolução na propagação de vírus de ‘mass-mailing’ desde ataques mais direccionados e ameaças destinadas às vulnerabilidades dos sistemas operativos até a ataques dirigidos a aplicações”, referiu em comunicado Rees Johnson, vice-presidente de Product Management da McAfee. “A McAfee está a criar novas tecnologias que ajudam a garantir que as aplicações ‘mission-critical’ das empresas estão protegidas, quer estejam em ambientes virtuais, baseados em soluções SAP, quer estejam em sistemas de armazenamento. Constatámos um aumento nos ataques dirigidos a sistemas que contêm informação valiosa e vamos continuar a trabalhar arduamente para garantirmos que oferecemos protecção para estas áreas”. A virtualização está a ganhar terreno nos ambientes empresariais enquanto as soluções de segurança para ambientes virtuais continuam a não dar resposta ao mercado. A McAfee apresentou uma solução de segurança desenvolvida para ambientes virtuais. Vários estudos indicam que por cada imagem online existem cinco imagens offline. O McAfee VirusScan Enterprise para imagens virtuais offline foi desenvol- vido para garantir a segurança das imagens offline que se tornaram vulneráveis e perderam adequação ao longo do tempo em que estiveram inactivas. Este novo produto faz uma actualização automática e, periodicamente, estabelece uma nova ligação às imagens virtuais para que estas não representem qualquer risco para o ambiente virtual quando forem activadas. “A consolidação de data centers que permitem a virtualização oferece enormes poupanças mas requer uma análise cuidada das soluções de segurança existentes, à medida que os servidores vão sendo virtualizados”, referiu no mesmo comunicado Peter Christy, analista do Internet Research Group. A McAfee vai oferecer uma solução de segurança empresarial para utilização com soluções SAP. Muitas funções ‘mission-critical’ dentro da organização, tais como os Recursos Humanos, dependem das aplicações SAP para reunir e armazenar informação externa. “Por exemplo, os currículos de candidatos são muitas vezes submetidos e introduzidos através do site directamente para a base de dados SAP. Estes currículos podem ser maliciosos e comprometer o ambiente assim como dados sensíveis. O McAfee VirusScan Enterprise para utilização com SAP NetWeaver ajuda a garantir a continuidade do negócio ao prevenir uploads maliciosos às aplicações SAP”. Capgemini Portugal e a Oracle Portugal vão implementar a solução CRM Oracle Siebel na Unicre, empresa portuguesa especializada na gestão e emissão de cartões de crédito. Este projecto tem como objectivo dotar a Unicre de uma infra-estrutura de CRM que lhe permita potenciar a sua gestão comercial e a interacção com os clientes. Uma das principais vantagens que esta implementação vai trazer para a Unicre prende-se com a automatização do seu processo de gestão de campanhas, uma vez que a empresa passa a dispor de ferramentas e de procedimentos mais adequados ao planeamento, à concepção, à segmentação e à operacionalização de campanhas através de vários canais. A Unicre passa também a possuir uma importante ferramenta dinamizadora da sua força de vendas, uma vez que a solução de CRM Oracle Siebel disponibiliza ferramentas e procedimentos que potenciam uma VII maior agilidade e assertividade das forças comerciais. Por outro lado, a empresa espera optimizar os processos de interacção com os clientes, uma vez que a solução de CRM de que irá dispor permite o registo das várias interacções efectuadas com os clientes, independentemente do canal utilizado para o efeito. A nova componente de CRM será completamente integrada na arquitectura de sistemas de informação da empresa, o que permitirá à Unicre tirar o máximo partido das potencialidades mencionadas. João Almeida, vice-presidente de optimization consulting da Capgemini Portugal, afirmou que “o projecto Unicre vem reforçar a presença da Capgemini em projectos de grande complexidade, em áreas cada vez mais críticas, em mercados onde a intensidade concorrencial é crescente e onde a eficácia comercial, a redução do time-to-market de lançamento de novos produtos, é necessária”. PUB VIII tecnologias de informação sexta-feira, 13 Junho de 2008 Para além de 400 novos postos de trabalho qualificados e 306 milhões de euros adicionais para a economia nacional Redução de 10% da pirataria gerava 34 milhões de euros em impostos A Business Software Alliance (BSA), representada em Portugal pela Associação Portuguesa de Software (ASSOFT), garante que em Portugal a contribuição do sector das TI para a economia nacional pode ter um efeito multiplicador e ser ainda maior, caso se consiga uma redução de 10% da actual taxa de pirataria de software de computadores pessoais nos próximos quatro anos. Feitas as contas, assumem que resultaria em 400 novos postos de trabalho qualificados, 306 milhões de euros de crescimento da economia nacional e 34 milhões de euros adicionais em impostos. A redução em 10% da pirataria de software em Portugal nos próximos quatro anos poderá criar um sector de Tecnologias de Informação mais forte, gerar 400 novos postos de trabalho qualificados e contribuir com 306 milhões de euros adicionais para a economia nacional, para além de 34 milhões de euros adicionais em impostos, indicou um estudo lançado no primeiro trimestre deste ano da Business Software Alliance (BSA), representada em Portugal pela Associação Portuguesa de Software (ASSOFT). O estudo, conduzido pela International Data Corporation (IDC), mostra que o sector de TI é já um dos principais motores da criação de empregos, impostos e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2007, Portugal investiu mais de 2,4 mil milhões de euros em sistemas de informação – incluindo computadores, equipamentos de rede, software e serviços - o que representa aproximadamente 1,8% do PIB. Este volume é suportado por mais de 8 mil empresas do sector de IT com cerca de 18 mil colaboradores, que contribuíram com 1,2 mil milhões de Euros em impostos cobrados. No entanto, a associação explica que a contribuição do sector para a economia nacional pode ter um efeito multiplicador e ser ainda maior, caso se consiga uma redução de 10% da actual taxa de pirataria de software de computadores pessoais nos próximos quatro anos, resultando em 400 novos postos de trabalho qualificados, 306 milhões de euros de crescimento da economia nacional e 34 milhões de euros adicionais em impostos. Uma redução da pirataria noutras categorias de software pode muito bem duplicar estes efeitos, garantem os especialistas. “Quando o país toma medidas para reduzir a pirataria, todos são beneficiados”, declarou Manuel Cerqueira, presidente da Assoft em Portugal. “Com mais e melhores oportunidades de emprego, um ambiente de negócios seguro e contribuições económicas importantes, a diminuição do índice de pirataria traz benefícios para as empresas nacionais, economia local, governo, para todo o país”, completou o executivo. A pesquisa indica que por cada euro investido em software original outros 1,25 euros são direccionados para serviços como a instalação, formação e manutenção do mesmo. A maior parte desta receita é realizada por empresas locais de software, serviços e canal de revenda, o que significa que os benefícios económicos da redução da pirataria permanecem no país. O estudo BSA-IDC de pirataria de software apresentado em Maio de 2007 estimava que 43% do software de PC instalado em computadores pessoais de marca institucional não estava licenciado. A Assoft e a BSA investem parte significativa do seu esforço a esclarecer as PME sobre os riscos e consequências legais sobre o uso de software não licenciado. Segundo as palavras de John Gantz, Chief Research Officer da IDC, durante a apresentação mundial deste mesmo estudo, “A redução da pirataria informática é importante para os responsáveis das PME com o fim de reduzir os riscos legais e de negócio pela utilização de software ilegal. “Mas o software é único na sua capacidade de criar valor por todos os outros sectores. Por esta razão, os decisores políticos têm fortes fundamentos para tomar medidas no sentido de reduzir a pirataria de software e colher os benefícios económicos de sectores de software e IT mais fortes. É claro que a redução de software ilegal tem resultados reais que ajudam pessoas reais com desafios reais”. Assim, a BSA encoraja os governos que queiram tirar partido dos benefícios económicos pela redução da pirataria de software a seguir vários passos. Nomeadamente, a actualizar a legislação nacional para implementar as recomendações da World Intellectual Property Organization (WIPO). Depois, desenvolver fortes mecanismos de fiscalização para as leis de antipirataria existentes, tal como exigido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A terceira medida seria dedicar recursos públicos significativos para o combate ao problema, incluindo as unidades nacionais competentes para protecção de Propriedade Intelectual e Direitos de Autor, a cooperação transfronteiriça, sendo essencial mais formação para os agentes locais. Outra acção seria melhorar a educação e consciencialização pública. E, por último, dar o exemplo, exigindo que o sector público utilize somente software legítimo, devidamente licenciado. “Blues” pelo retorno do investimento 1931. O homem da Paramount Records pergunta “Cash or percentage?”. Skip James fica baralhado. Tinha feito duas sessões de gravação de “Blues”. Expele uma baforada enquanto pensa se mete já o dinheiro ao bolso ou se acredita no futuro da sua música. No fim, Skip James saiu do estúdio com 40 dólares no bolso, e por ter escolhido “cash”, não chegou a ver um cêntimo de percentagens da venda dos discos daquelas duas sessões que entraram para a história dos “blues”. A grande depressão afundou a Paramount e as poucas edições originais dos discos de Skip James são hoje raridades de colecção. O velho Skip James lá morreu pobre, mas a cantar. No fim, as dúvidas daquela noite na Paramount não o assolaram e calculo que ele não deve ter ficado triste por não saber como projectar resultados futuros e calcular o seu valor actual líquido. E estas dúvidas têm assolado muitos que investem em sistemas de informação. Eu, que enquanto consultor estou do lado dos que recebem parte do dinheiro desses investimentos, não tenho uma visão im- (tecnologias de informação) tornou-se parcial, mas posso partilhar ideias sobre muito mais selectivo. as iniciativas em sistemas de informação E agora, que futuro? A resposta está que vi resultarem melhor. sempre do lado do negócio. As TI devem Desde meados de 90 que a vasta maio- satisfazer o que o negócio pede, a um cusria das 250 maiores empresas portuguesas to razoável. Dito assim, até parece simtrocou os seus sistemas ples. de informação, sobreÉ verdade que as tentudo os ERP. Troca por dências apontam para Desde meados de 90 troca, deitaram fora que a próxima grande sistemas caros porque que a vasta maioria das vaga nos ERP repreeram feitos à medida, sente a abertura da 250 maiores empresas porque corriam em empresa a duas frenplataformas proprietátes: aos seus clientes, portuguesas trocou rias, ou ainda porque, fornecedores, e parceino dia-a-dia do negóros de negócio por um os seus sistemas de cio, os sistemas não lado, e aos processos informação, sobretudo e sistemas da empresa ligavam a “bota com a perdigota”. O “busique ficaram excluídos os ERP. ness case” era fácil de na primeira vaga de estabelecer. implementação. Entretanto, veio o Mas como investir “e-business” e muitos não quiseram ficar bem? Primeiro, a organização e os prode fora. Malfadada escolha, pois os que cessos de negócio devem ser pensados e ficaram de fora acabaram por rir melhor, preparados, e só depois vem a tecnologia. o “e-business” passou de moda e, depois Colocar a tecnologia como “driver” puro destas agruras, o investimento em TI conduziu a expectativas falhadas, elefantes Pedro Janeiro Sénior Manager Novabase tecnológicos caros de alimentar, e divórcio entre o negócio da empresa e os seus sistemas. Trocar tecnologia por tecnologia, só é interessante se reduzir custos e problemas. Então como inovar na tecnologia? Dentro de uma empresa, cabe às TI partilhar as novidades com o negócio – nem sempre o potencial da tecnologia é explorado porque o negócio desconhece a inovação embebida nas novas tecnologias. Depois de o Google ter redefinido a porta de entrada na Internet e de a Wikipedia ter redefinido o conceito de partilha de informação, como traduzirão as empresas tudo isto em vantagens competitivas? E com isto serão os ERP do futuro mais wiki? Mais “googlizados”? Mais Web 2.0? Com inteligência e alguma criatividade, serão apenas aquilo que o negócio precisar que sejam. E, no fim do dia, tal como acontece com quaisquer outros investimentos, espera-se que os projectos de TI corram bem, ainda que alguns possam correr mal. Faz parte do risco da inovação, assumido pela maioria das empresas que estão no “top 250”. ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA VIDA ECONÓMICA Nº 1253, DE 13 junhO DE 2008, E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE Franchising de consultoria financeira entre o crescimento e a saturação Vivafit quer criar rede ibérica com 250 unidades até 2010 Empresas portuguesas participam no Easy Investment Forum Colégio Atlântico inicia processo de franchising em Portugal Tormo & Asociados leva marcas nacionais para Espanha Euro-região pode ser ponto de partida para a América Latina Galiza afirma-se como plataforma de internacionalização A Galiza poderá ser uma importante plataforma de internacionalização das empresas portuguesas. Apesar de não ser ainda “o primeiro destino quando o empresário português pensa internacionalizar”, a Galiza ganha relevo no âmbito do conceito de euro-região, podendo ser considerada parte do mercado interno. Num ‘workshop’ promovido pelo BIC-Minho - Oficina da Inovação, deram-se a conhecer os vários fundos de investimentos disponíveis em Portugal e na Galiza para os processos de internacionalização. Pelo que não será “por falta de dinheiro que os empresários não podem iniciar os seus processos de internacionalização”. A Galiza apresenta-se fundamental não só pela proximidade, mas pelo facto de abranger uma população de seis milhões. Por outro lado, aquela região espanhola poderá ainda afirmar-se como um ponto de partida para outros destinos, como América Latina. Accive Insurance cresce 60% em Portugal A rede Accive Insurance, especializada em soluções de seguros, chegou a Castelo de Paiva pela mão dos novos parceiros Humberto e Nuno Beleza. A rede reforça a sua presença em todo o país, pretendendo incrementar a competitividade da sua oferta no mercado da mediação de seguros. Nos dois primeiros meses de 2008, de acordo com os resultados apresentados durante a convenção anual da empresa, que decorreu em Fevereiro, a Accive contabilizou um volume de negócios de mais de 400 mil euros. O volume de negócios da Accive em 2007 atingiu os 2,9 milhões de euros em Portugal, um aumento de 60% em relação ao ano anterior. A loja de mediação de seguros de Castelo de Paiva abriu portas no início do mês de Maio e “demonstra já uma grande dinâmica e um enorme sucesso na abordagem ao mercado local”. Colaborações: II franchising e empreendEDorismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 Vivafit abre 30 novos centros em Portugal A Vivafit, empresa que intro- paços na ordem dos 150/200m2, duziu no mercado nacional, em e estão dimensionados para uma 2003, o conceito de treino de média de 500 sócias por centro. 30 minutos dedicado ao público Envolvem um investimento de feminino, pretende criar 30 no- cerca de 125 mil euros com uma vos centros em Portugal até final expectativa de retorno num perído ano. A marca virou o ano de odo de 12 a 24 meses. 2007 com 68 centros em funcio“A implantação da marca em namento e mais de 25 mil sócias. Portugal está em velocidade de Com a abertura cruzeiro, com da primeira uniuma média de dade em Madrid, 30 novas aberem Janeiro deste turas por ano. A rede Vivafit ano, a Vivafit iniA nossa aposta gerou em 2007 ciou o processo é na manutende internacioção deste ritmo, um volume de nalização. Até em Portugal, até 2010, a marca 2010, e na exnegócios de 11 quer ter mais de pansão da marmilhões de euros 250 centros actica em Espanha vos no mercado onde queremos ibérico. ter 85 centros Desta forma, activos até 2010, a Vivafit quer ter em funciona- sublinha Pedro Ruiz, responsável mento, no país, um total de 98 da marca. centros de treino, tendo para tal projectado a abertura, ao longo Rede ibérica com 250 de 2008, de 30 novas unidades unidades em regime de franchising, num Até 2010, a meta dos detentoinvestimento total de quatro mires da marca é ter uma rede ibérilhões de euros. A expansão da rede em regime ca com mais de 250 unidades. A de franchising deste conceito de internacionalização do projecto treino de 30 minutos para mulhe- iniciou-se este ano, com a aberres foi iniciada em finais de 2004. tura do primeiro centro Vivafit Actualmente, a marca possui já 78 em Madrid. A marca vai investir unidades em funcionamento. Os cerca de um milhão de euros na centros Vivafit funcionam em es- expansão da rede no país vizinho, onde tem já assinado um segundo contrato para abertura na capital espanhola. A meta para 2008, no mercado espanhol, é de cinco aberturas e 10 contratos de franchising assinados. Outros mercados internacionais como o Brasil, o México, os EUA, a Turquia, Grécia, Marrocos e Arábia Saudita estão a ser considerados para expansão nos próximos dois anos. “Estamos à procura de ‘master franchisers’ para estes mercados que estejam dispostos a trabalhar connosco na construção da Vivafit enquanto marca global”, referiu. A Vivafit assenta num conceito de treino rápido de 30 minutos “mais completo”, exclusivamente para mulheres. A “flexibilidade de horários e a liberdade de utilização, a proximidade geográfica aos locais de residência ou trabalho e a sua eficácia na perda de peso (objectivo de mais de 80% das mulheres que procuram os centros Vivafit) são aspectos de diferenciação do conceito”, afirmam os responsáveis da marca. Em 2007, a rede gerou um volume de negócios de 11 milhões de euros (mais 62,5% que no ano anterior). Este ano a marca prevê um crescimento na ordem dos 63%, colocando a fasquia nos 18 milhões de euros de volume de negócios. PUB consultório ELEMENTOS ESSENCIAIS DO SISTEMA DE FRANCHISING Alguns pormenores da documentação, planos operacionais e financiamento variam de sector para sector, mas os seguintes passos são universais para todos os Franchisadores. 1. Planeamento prévio Reúna todo o conhecimento que adquiriu até agora com a construção do sucesso do seu negócio. Ordene-o de uma forma lógica, de forma sequencial. Lembre-se que irá formar potenciais Franchisados numa área que eles podem ter pouco conhecimento, ou nenhum. 2. Loja piloto José Vieira Lopes Managing Director da Team Vision Os Franchisados irão esperar que demonstre que tem gerido uma operação piloto de sucesso, que prove o que diz sobre o negócio. Investigue como pode dar ao seu negócio uma marca ou patente não apenas no seu país mas também naqueles para onde pretende expandir. 3. Loja piloto em funcionamento É essencial que continue a par das mudanças de mercado e reconheça que mudanças deve efectuar e quando. Desta forma, deve continuar a gerir uma ou mais lojas próprias. 4. Plano Operacional Irá precisar dum plano operacional que cubra com detalhe as acções necessárias para gerir um negócio Franchisado: vendas, serviço ao cliente, formação, pesquisa de local, formação inicial e contínua. Também deverá nomear a pessoa responsável por cada área. 5. Plano Financeiro Desenvolva um plano financeiro “conservador” que preveja cash-flows, lucros e custos, e ainda fontes extras de financiamento que possa disponibilizar. Prepare um plano semelhante para ajudar os Franchisados. 6. Perfil dos Franchisados Decida se os seus Franchisados devem ser particulares ou empresas. Defina o perfil que procura, tal como experiência de negócio, habilitações e capacidade financeira. franchising e empreendEDorismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 Franchising de consultoria financeira entre o crescimento e a saturação Crescimento sustentado ou saturação de mercado? O sector da consultoria financeira, que opera maioritariamente em Portugal através da expansão em franchising, atravessa uma fase de forte crescimento que poderá em breve atingir a saturação. A “Vida Económica” dá voz à opinião de duas empresas do sector. Face ao actual número de 25 empresas de consultoria financeira a actuarem em Portugal, não será difícil prever uma saturação do mercado da área, sustenta Carlos Teixeira Pinto, responsável máximo da Centre Finance em Portugal. “Quanto tal acontecer, o mercado apenas conseguirá absorver as empresas que actuarão de uma forma estruturada e coordenada. A Centre Finance tem tentado focar-se nesse ponto e marcar pelo serviço diferenciado”. Por sua vez, a AXT Capital considera que “o actual momento que vivem as consultoras financeiras de crédito é de pleno crescimento, a avaliar pela Feira do Franchising que decorreu recentemente em Lisboa, onde este sector se destaca claramente dos outros pelo numero de presenças dos seus ‘Masters’”. Segundo Jorge Pires, ‘Master Franchise’ da AXT Capital, “ao contrário do que aconteceu nos países da Europa Central, este sector apenas tomou expressão há cerca de um a dois anos”. A principal razão deste atraso deve-se ao facto de “a banca portuguesa encontrar-se concentrada nos grupos portugueses, fechando este circuito de comércio de crédito, quer a nível vertical quer a nível horizontal,” adverte aquele responsável. Porém, continua, “a concorrência foi aumentando e a entrada de bancos estrangeiros foi decisiva para o nascimento deste sector”. Por outro lado, a AXT Capital considera que “o crescente endividamento dos portugueses, associado à incapacidade de solver os seus compromissos, fez com que estes bancos explorassem este sector. Como não tinham redes de balcões pelo país, a disponibilização dos produtos através de empresas de consultoria financeira foi a melhor solução”. Desta forma, “o sector começa a nascer e está neste momento, como é óbvio, em crescimento exponencial”. Por outro lado, “empresas espanholas decidiram entrar no mercado, criando também alguma dinâmica de crescimento, concorrência e até notoriedade. Em Espanha, o mercado não é tão desenvolvido como nos outros países, mas está agora a entrar numa fase de consolidação”. Franchising pode denunciar falta de confiança Por sua vez, Carlos Teixeira Pinto, da Centre Finance, empresa espanhola que avançou recentemente para Portugal, refere que “o facto de fazermos este negócio confere-nos um nível de conhecimento do mercado que uma rede de venda de franchising nunca poderá ter. A sua actividade reduz-se a criar uma imagem, protocolos com bancos e vender o negócio a terceiros”. Na sua perspectiva, este factor denuncia “falta de confiança”. E questiona: “Se é tão interessante, porque é que não o fazem? Porque se limitam a vendê-lo a terceiros? E se nunca fizeram consultoria financeira, donde vem o ‘know how’?” A maior parte das empresas respondem a esta questão “dizendo que têm experiência bancária. Porém, é um erro grave achar que só porque tra- Actividade própria e formação constituem factor de diferenciação Numa conjuntura de saturação, as empresas de consultoria financeira que sobreviverão “terão o seu factor diferenciador baseado em dois pilares, a actividade própria e rede de franchising”, diz Teixeira Pinto. A actividade própria “confere um conhecimento profundo do mercado e uma capacidade de resposta muito mais rápida às exigências do mesmo. Da actividade própria resulta a existência de um centro de análise que consiste num veículo de credibilidade junto dos parceiros de negócio. Este centro de análise efectua uma pré-análise e triagem dos processos”. A formação é o segundo factor diferenciador. “Na Centre Finance, o período de formação vai até aos seis meses, repartidos entre teórica e prática, o que contribui para que os seus franchisados tenham uma formação e acompanhamento constantes especialmente durante o arranque do negócio”. balhámos num banco, temos conhecimentos para trabalhar de forma transversal com todos eles”, adverte Carlos Teixeira Pinto. A constitui- III ção, no caso da Centre Finance, de um centro de análise permite, segundo Teixeira Pinto, “o acompanhamento constante ao franchisado, o reconhecimento por parte da banca que a Centre Finance apenas envia processos viáveis para os bancos e a certeza que o cliente final usufrui sempre do mesmo serviço no atendimento e nunca é prejudicado pela eventual inexperiência do franchisado”. Este responsável aponta o facto de, num conceito de franchising “com território exclusivo atribuído a cada agência, quando um franchisado que já pagou direito de entrada desiste do negócio, esse território exclusivo fica vago para que o master possa voltar a vender. Por isso, para uma empresa que vive unicamente da venda de franchising, este factor não é necessariamente negativo”. Aquele responsável acredita que “estamos no ramo mais lucrativo em serviços de todo o mercado. Mas não é um ramo do qual se viva sentado no escritório à espera que os clientes entrem pela porta”. Marc Barros [email protected] PUB IV franchising e empreendEDorismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 Empresas portuguesas procuram investidores europeus Cerca de 20 empresas nacionais dos sectores das tecnologias de informação e comunicação, “media”, tecnologia médica e tecnologias energéticas sustentáveis terão oportunidade de apresentar os seus projectos a cerca de 200 investidores europeus. O Easy Investment Forum, que terá lugar em Londres, é uma montra para projectos que se enquadram nas fases “seed” e “start-up”. Um grupo alargado de empresas nacionais participarão no Easy Investment Forum de Londres, que terá lugar nos dias 26 e 27 de Junho. Trata-se de um conjunto de projectos seleccionados pela Gesventure, enquanto parceiro português do Easy Project, que se enquadram nas fases “seed” e “start-up” e que estejam interessados em angariar capital em outros países europeus. O evento configura uma valiosa oportunidade para que os 20 projectos de investimento seleccionados das áreas de tecnologias O CAIE presta o apoio tradicional na criação da empresa, mas tenta captar potenciais investidores de informação e comunicação, “media”, tecnologia médica e tecnologias energéticas sustentáveis possam apresentar as suas mais-valias a uma plateia de cerca de 200 potenciais investidores especializados nas fases iniciais de investimento, bem como na captação de instrumentos de avaliação e de apresentação úteis para empresas que procuram capital. A selecção abrange um conjunto alargado de critérios, que envolvem o elevado potencial de valorização dos projectos, o Fiducial inaugura novo escritório na grande Lisboa A Fiducial inaugurou um novo escritório na área da Grande Lisboa, desta feita em Mafra. O escritório abre portas pela mão de Hugo Moreira Luís e Filipa Novais. De acordo com os novos partners franchisados, “os gestores, preocupados com a evolução dos seus negócios, deparam-se com necessidades de informação de gestão para a tomada de decisões. A Fiducial, organização com know-how internacional e com experiência de mercado a nível nacional, apresenta-se como uma consultora de gestão”. E deixam, assim, uma mensagem ao mercado empresarial de Mafra: “Existindo oportunidades de negócio, devem os gestores focar-se na evolução do seu negócio, pois os mercados são cada vez mais competitivos. Assim, apelamos aos empresários e gestores que procurem profissionais especializados no apoio ao seu negócio, de forma a poderem pôr em prática uma gestão mais rigorosa, identificando novas oportunidades ou problemas na sua actividade, numa melhoria contínua dos seus resultados”. E, de acordo com esta percepção da realidade que os circunda e com o posicionamento que tomaram, pretendem, acrescentam, contribuir para o sucesso dos seus clientes “prestando um serviço de apoio à gestão, acompanhando de perto os clientes, ajudando-os no aumento dos seus lucros, eficiência e organização, para nos tornarmos numa organização de referência na prestação de serviços de consultoria de gestão”. seu enfoque internacional, o interesse dos empresários e empreendedores em angariar capital junto de “business angels” ou fundos de capital de risco especializados em “seed capital”. Para além disso, é condição essencial que cada projecto possua já um investidor interessado, o que demonstra o nível de confiança que a ideia de cada empreendedor acarreta. O evento. que terá lugar em Londres, será semelhante ao que decorreu no Estoril, nos passados dias 11 e 12 de Outubro, e que trouxe ao nosso país investidores europeus. Para além de Portugal, que recebeu em Outubro passado 150 investidores e empreendedores de toda a Europa, o Easy Investment Forum passou também já por Paris, Helsínquia, Milão e Barcelona. Ao longo de todo o programa foram já apresentadas 76 empresas, tendo quatro destes projectos angariado investidores internacionais (5 milhões de euros) e nove investidores nacionais (10,5 milhões de euros). O Easy Project é um projecto da iniciativa Pro-INNO que visa incentivar os investimentos transnacionais nas fases iniciais de financiamento de negócios inovadores, procurando assim harmonizar a oferta e a procura de capital no espaço europeu. Empreendedores europeus participam no Pitch Por sua vez, Portugal recebeu, em Cascais, cerca de 25 empreendedores europeus com ideias de negócio já definidas terão a oportunidade de trabalhar a apresentação do seu negócio tendo em vista a angariação de financiamento, dinamizar redes de contacto eficazmente, aprender sobre novos mercados e novas culturas e desenvolver a capacidade de negociação. O The Pitch! 2008 é uma iniciativa inédita no país. Tratou-se de um evento organizado pela GesEntrepreneur, DNA Cascais e Câmara Municipal de Cascais, em parceria com a Stockholm School of Entrepreneurship, a Helsinki School of Creative Entrepreneurship, a Simfonec e a Cass Business School. Cascais recebeu empreendedores do Reino Portugal: marca de franchising? A Marc Barros [email protected] Unido, Finlândia, Portugal e Suécia, tendo recebido formação por parte de especialistas da Simfonec e da City University of London que lidam diariamente com empreendedores que se encontram à procura de capital. Os participantes tiveram ainda oportunidade de conhecer “ business angels” portugueses. Foram seleccionados para a final europeia do The Pitch! 2008 os projectos Cook in Box (disponibilização de todos os ingredientes para uma determinada receita num único pack), Artesanato Urbano (revista de artesanato urbano com plataforma digital), Doggy Gourmet (refeições para cães) e Cacifos para praia (cacifos para guardar bens de surfistas e banhistas). Pedro Santos Administrador Grupo Onebiz [email protected] marca PORTUGAL é um elemenRecentemente, por ocasião da feira de to fundamental no sucesso das em- franchising de Lisboa, foi atribuído um presas franchisadoras nacionais. Há prémio para as melhores empresas em quinze anos atrás, a marca Portugal não aju- Franchising em vários sectores, sendo um dava a vender, pois não éramos vistos como dos prémios o de melhor projecção interum país de modernidade, inovação, moda nacional. Foi com uma mistura de grande e tecnologia. Embora muito trabalho exista satisfação e também de alguma desilusão ainda pela frente, hoje a realidade mudou que acompanhei este evento. A satisfação e e a marca Portugal é já reconhecimento resultou vista como sinónimo de do facto de a NBB, emAs empresas modernidade e de futuro. presa do grupo Onebiz Aqui os nossos “Ronaldos dedicada à intermediação franchisadoras e Mourinhos”, são muito na compra e venda de bem-vindos pois alimenempresas, ter vencido este devem considerar tam a nossa auto-estima, prémio. No entanto, das o mercado ibérico mas também ajudam os 50 empresas franchisadoempresários portugueses ras em Portugal candidatas como mercado a terem maior visibilidade a prémios de franchising, externa. Já que estamos apenas 4 se candidataram interno natural em ambiente futebolísa este prémio de projectico, faço votos para que ção internacional. Isto a nossa selecção seja bem sucedida, pois significa a pouca expressão que as empresas uma melhor marca Portugal implica maior portuguesas franchisadoras têm a nível innotoriedade e mais apetência pelos nossos ternacional ou a ausência de uma estratégia produtos e serviços. Portugal tem empresas focada na internacionalização. e empresários de elevadíssimo potencial, e Gostaria de referir o papel fundamental a nossa equipa, dirigida por um selecciona- que o AICEP desempenha no apoio às emdor líder, é um bom exemplo de empresa presas que queiram internacionalizar-se. com uma ambição legítima para vencer. Por vezes, ouvimos os empresários a refe- rir que não têm apoio na internacionalização. Esta não é, no entanto a realidade, pois existem vários programas de apoio à internacionalização, podendo ainda as empresas portuguesas recorrer às delegações e embaixadas no AICEP, nos vários países, para obter um apoio local. As empresas franchisadoras devem ainda considerar o mercado ibérico como o seu mercado interno natural. Ao sermos um pequeno país, apenas conseguimos visibilidade, notoriedade e experiência se a marca de franchising se tornar rapidamente internacional. Para este efeito, após a rede ter um mínimo de dimensão nacional, deverá de seguida expandir em Espanha enquanto mercado natural. Para este efeito, a estratégia poderá passar por abrir uma central de franchising em Espanha ou por celebrar acordos de franchising directos, dependendo da tipologia do negócio em franchising. Espanha, apesar de estar num período de crise ou pré-recessão, incorpora um grande potencial pela dimensão e maturidade do mercado. Atitude ganhadora, ambição, muita persistência e visão internacional devem ser alguns dos ingredientes que os nossos empresários devem ter nesse desafio. franchising e empreendEDorismo Feira do Trabalho e das Oportunidades na Azambuja A Azambuja recebeu a primeira edição da Feira do Trabalho e das Oportunidades. Promovido pela autarquia local, em conjunto com a Associação de Comércio, Indústria e Serviços do Município de Azambuja (ACISMA), o certame visa promover o contacto entre as empresas locais e os candidatos a emprego, fomentando, também, o conhecimento sobre a oferta existente a nível da formação profissional no âmbito regional mais alargado. A feira funcionou como meio privilegiado de acesso a informação sobre alternativas escolares, formativas e profissionais, proporcionando novas janelas de oportunidade aos jovens e aos adultos. O primeiro dia do certame foi dedicado às escolas e aos centros de formação e profissões, com a realização de dois pai- néis, o primeiro dos quais contou com a participação da Escola Digital, a Escola Profissional Almirante Reis, a Escola Profissional Gustave Eiffel, a Câmara do Comércio e Indústria de Lisboa, a Escola Profissional Bento Jesus Caraça e a Escola Profissional Profitecla. Contará, também, com a participação de finalistas dos cursos de Mecatrónica,Turismo e Organização de Eventos. O segundo painel recebeu a Escola Profissional de Artes, Tecnologia e Desporto, a Escola Comércio de Lisboa, o Instituto Politécnico de Santarém, a Escola Técnica Profissional do Ribatejo e a Escola Profissional do Vale do Tejo. Estiveram ainda presentes os finalistas dos cursos de Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho e de Vitrinista. Pedrógão Grande promove Feira do Emprendedor Júnior O município de Pedrógão Grande recebeu a Feira do Empreendedor Júnior, integrado no projecto de Empreendedorismo nas Escolas promovido pelo município. Promovido pelos alunos e professores das escolas do 1º Ciclo que participaram durante este ano lectivo no programa «Max, Empreende Contigo!» da Max Portugal, este evento reforçou e reconheceu o potencial empreendedor das crianças participan- tes e também o contributo dos seus professores que se envolveram e empenharam de forma muito empreendedora. As 80 crianças e cinco professores das Escolas Básicas (EB1) de Vila Facaia e EB1 da Graça EB1 de Pedrógão Grande envolveram-se de forma entusiástica nas actividades, com um resultado surpreendente para quem visitou esta Feira do Empreendedor Júnior em Pedrógão Grande. Internacionalização das empresas passa pela Galiza Actualmente considerada como um nalização”, concluiu aquele responsável. mercado interno, mercê do conceito Com efeito, para além dos sistemas de de euro-região, a “Galiza ainda não é incentivos proporcionados pelo QREN o primeiro destino quando o empresá- e que foram apresentados por Rita Carrio português pensa internacionalizar”. valho, da Oficina da Inovação, também «Olhar a Galiza como uma porta para a INOVCapital, através da administraa internacionalização» foi o desafio lan- dora Maria Clara Braga da Costa, apreçado por Leonardo Silva, presidente sentou um conjunto de fundos de capital do BIC-Minho - Oficina da Inovação, de risco destinados a apoiar a internanum ‘workshop’ recentemente promo- cionalização dos empresários do Norte vido em Braga, que serviu para apre- de Portugal na Galiza. Estes fundos de sentar os vários fundos investimento destinamde investimentos dispose aos projectos empreníveis em Portugal e na sariais em fase de desenGaliza para os processos Galiza é um ponto volvimento e expansão, de internacionalização. de partida para à criação de empresas de A aposta na Galiza aprebase tecnológica e à criasenta-se, como constatou outros destinos, ção de pequenas empreLeonardo Silva, “o passo sas que preencham negómais imediato para a in- como América cios emergentes. ternacionalização, não só Latina O director da Área de pela proximidade, mas Promoção e Inovação pelo facto de abranger do IGAPE, Casto Varela uma população de seis Gesto, deu a conhecer o milhões e de apresentar oportunidades mercado galego, em termos sócio-ecode investimento muito interessantes”. nómicos, laborais e de infra-estruturas. Na sessão, que reuniu sete dezenas Investir na Galiza foi, de resto, o mote de empresários, foram apresentados os da intervenção daquele responsável que fundos e programas disponíveis, quer apresentou os quatro programas de nacionais quer da Galiza, para dinami- apoio que se encontram sob a alçada zar as relações económicas entre as duas do organismo galego: ajuda à formação, regiões, sinal de que “ não é por falta de apoio à contratação de recursos humadinheiro que os empresários não podem nos, capital de risco e apoio ao invesiniciar os seus processos de internacio- timento. sexta-feira, 13 Junho de 2008 V Taxa de insucesso de empresas apoiadas pelos BIC é de 9% As taxas de insucesso de empresas apoiadas pelos centros de incubação (BIC) é de apenas 9%, uma percentagem “bastante inferior” à taxa europeia congénere entre empresas que não são apoiadas por BIC, que é superior a 50%. Esta foi uma das principais conclusões retiradas do encontro que reuniu cerca de duas dezenas de empreendedores apoiados e incubados pelo BIC-Minho - Oficina da Inovação SA. Estes reuniramse em Braga, num encontro empresarial, onde tiveram a oportunidade de apresentar produtos, analisar sinergias e detectar potenciais parcerias de complementaridade. Segundo Victor Sá Carneiro, director-geral do BIC-Minho, “este encontro inscreve-se na nossa estratégia de promover anualmente um encontro entre os novos empreendedores e as empresas já existentes permitindo-lhes a realização de contactos bilaterais e a divulgação das suas actividades”. O evento tem-se mostrado, de resto, “uma boa fonte de desenvolvimento e cooperação entre as empresas, permitindo-lhes assim criar abordagens conjuntas e estrutu- radas ao mercado, o que, individualmente, não seria possível, e contribuindo para o desenvolvimento do tecido económico daquela região, vital para o desenvolvimento do país”, sublinhou aquele responsável. ProProcess (triagem no sector automóvel), SELM (sistemas de microelectrónica), Edit Value (consultoria), Cerqueira & Quintas (arquitectura e construção) e Níveis de Confiança (Higiene e Segurança no Trabalho) foram apenas algumas das empresas que marcaram presença naquele encontro anual do BIC-Minho, no qual os empreendedores partilharam experiências, estratégias, problemáticas de mercado e perspectivas para o futuro com as restantes empresas incubadas ou criadas pela Oficina da Inovação. PUB VI franchising e empreendEDorismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 Cristina Leandro, da Tormo & Asociados, considera Dimensão do mercado nacional obriga à internacionalização das marcas A consultora de franchising Tormo & Asociados pretende incentivar a internacionalização das marcas nacionais. Segundo Cristina Leandro, directora executiva em Portugal, trata-se de um sector com grande protagonismo e maturidade. No entanto, dada a reduzida dimensão do mercado nacional, é imperativo que as marcas portuguesas pensem em conquistar novos mercados, começando pelo espanhol. Sendo que o sector dos serviços se encontra num estádio mais desenvolvido, esta responsável alerta para a necessidade de adaptar as marcas e conceitos aos hábitos de consumo, legislação e demais aspectos estratégicos de cada mercado. Vida Económica- Quais os objectivos da Tormo & Asociados na sua entrada no mercado português? Cristina Leandro - O mercado português nos últimos tempos deu um salto quantitativo e qualitativo, tendo surgido novas marcas e novas unidades. É um sector que, apesar das “poucas horas de voo” que tem, cada vez mais conquista espaço e protagonismo, onde se movimentam mais de 500 marcas. A tudo isto deve-se a aposta da Tormo & Asociados, acrescido da experiência e ‘know-how’ que tem neste sector. A Tormo & Asociados conta com uma estrutura ibérica que vai certamente trazer uma nova visão às empresas de franchising portuguesas. Funcionará de forma integrada a todos os níveis. As empresas portuguesas que pretendam expandir-separa Espanha, como para todos os países onde a Tormo está presente, passam a contar com todo o apoio a partir de Portugal o mesmo acontecendo em sentido contrário. Estamos aqui a falar de serviços de consultoria, desenvolvimento, expansão, internacionalização, investimentos, sistemas de informação, e-business, marketing e comunicação. Consideramos que desta forma será mais fácil às nossas marcas chegar além fronteiras. VE - Considera que as marcas nacionais de franchising possuem potencial para penetrarem no mercado espanhol? CL - Sim, sem dúvida. Temos hoje um conjunto de marcas de nível internacional, com capacidade de entrarem no mercado espanhol, assim como em muitos outros mercados. Espanha é um país que, quer pela sua dimensão quer pela sua proximidade geográfica, acaba por ser na maioria dos casos, o primeiro porto além-fronteiras para as nossas marcas. Portugal competitivo em serviços VE - Quais os sectores que considera mais adequados para Espanha ou, numa outra perspectiva, o que é que o mercado espanhol necessita? CL - O mercado espanhol representa mais de 40 milhões de habitantes, existindo oportunidades em todos os sectores. Não podemos, no entanto, esquecer que é um mercado muito competitivo, pelo que exige uma abordagem bem preparada, por forma a garantir o sucesso na entrada de cada uma das marcas. Sendo que, hoje, Portugal apresenta uma forte competitividade no sector dos serviços. VE – Quais os sectores em que a Tormo & Asociados opera preferencialmente? CL – Já desenvolvemos mais de 800 projectos empresariais em 60 diferentes sectores – alimentação, beleza, calçado e malas, ensino, fotografia, imobiliárias, informática, VE - Pelo que conhecem do mercado nacional de mobiliário, restauração, serviços automatizados, serviços financeiros ou transportes são alguns dos sectores de activi- franchising, quais consideram ser os seus pontos fordade em que opera esta consultora. Temos uma organização tes e pontos mais fracos? CL - O mercado nacional de franchising tem crescido internacional, através de presença directa ou parcerias, estruturada para o desenvolvimento de empresas no exterior, ao longo dos últimos anos, em tempos de crise. Desta forma, adquiriu um conjunto de anticorpos oferecendo uma plataforma de serviços que lhe conferem hoje uma grande maisdirigida quer a novos franchisadores, quer valia, principalmente quando se fala da aos que já operam no mercado. Portugal crise mundial que neste momento afecPara os novos franchisadores, contamta muitos outros países. A dimensão do se o desenvolvimento de projectos em apresenta hoje nosso mercado é uma das principais disistema de franchising, análises de viabiuma forte ficuldades para muitos projectos, tornanlidade, expansão de redes, investimentos do-se limitado para muitas das estratégias e formação de venda de franquia. Para os competitividade inerentes ao franchising, como sejam o franchisadores já em operação, contam-se dimensionamento das centrais de coma organização de redes de franquia, a auno sector dos pras e sinergias de marketing. Daí que ditoria estratégia e comercial, revisão do serviços a internacionalização, mais do que uma plano estratégico de expansão, expansão estratégia, seja uma necessidade. de redes, internacionalização, comités de direcção, actualização da documentação VE - Quais as expectativas para as empresas portude franquia e consultoria continuada. A Tormo & Asociados desenvolve ainda serviços relacionados com consul- guesas no Franchise Forum? CL - A Tormo & Asociados organizou, pela terceira vez toria de crescimento, nomeadamente análise de fórmulas alternativas de crescimento, criação e modificação do mo- consecutiva, um evento onde reúne profissionais do secdelo de negócio a desenvolver, planeamento estratégico de tor com o objectivo de aproximar todos os que fazem ou pretendem no futuro fazer da franquia o seu negócio. As crescimento e plano de expansão. expectativas são inúmeras, uma vez que, por um lado, preAdaptação é essencial tende antecipar necessidades do sector e debater tendências, por outro, permite um intercâmbio de experiências e VE - Têm já experiência no desenvolvimento de ex- ainda abre portas a todos aqueles que pretendem integrar pansões internacionais de franchising? As marcas e o mundo do franchising. Este fórum conta sempre com “master franchisers” portugueses terão que se adaptar um número muito forte de empresas, onde se destacam a novas realidades se quiserem entrar noutros países? as seguintes presenças portuguesas: Loja do Condomínio, De que forma? VivaFit e Intertrust. CL - Esta adaptação é inquestionável. Efectivamente, Marc Barros as empresas não poderão simplesmente “traduzir” o seu [email protected] Da gestão de redes para a direcção executiva Aos 35 anos, Cristina Leandro assume a direcção executiva da consultoria de franchising Tormo & Asociados no nosso país. Licenciada em Gestão de Empresas pela Universidade Moderna de Lisboa, Cristina Leandro presta consultoria de formatação, lançamento e comercialização de projectos desde 2002. Na Franquiger é também, desde esse mesmo ano, responsável de desenvolvimento e gestão de redes do projecto Loja do Condomínio, no âmbito do negócio, ou, pura e simplesmente, adoptar uma postura “autista”. A adaptação a cada um dos mercados em que pretendem actuar é uma realidade incontornável que se apresenta como um desafio, havendo que ter em atenção os hábitos de consumo, a legislação de cada mercado e demais aspectos estratégicos que se possam colocar a cada conceito. Tudo isto requer uma preparação prévia e cautelosa com vista ao sucesso da operação. qual tem também ministrado formação. Antes de abraçar o projecto Loja do Condomínio, desempenhou funções de apoio, acompanhamento, gestão de lojas e formação de equipas na Promod, durante quatro anos. Cristina Leandro torna-se directora executiva da Tormo & Asociados em Maio de 2008, assegurando o lançamento nacional de uma estrutura ibérica com 150 colaboradores. Desta forma, dá-se a expansão para Portugal da empre- sa criada em 1991. A Tormo & Asociados participou na criação de uma rede europeia de consultoras especializadas - IFP e IFPN —, em 1999, com presença nos paí ses do Mediterrâneo e América Latina. Em 2002, criou o Tormo Capital, fundo de capital de risco. Contando com 124 colaboradores, que ascenderão aos 150 com a entrada no mercado nacional, a Tormo & asociados registou em 2007 um volume de negócios de 8,6 milhões de euros. franchising e empreendEDorismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 Veigas Imobiliária realiza IV Convenção A Veigas Imobiliária reuniu a sua rede de franchisados, os responsáveis da marca e parceiros de negócio para a IV Convenção. Subordinada ao tema “Equipas Superstar”, a IV Convenção da Veigas Imobiliária 2008 juntou cerca de 200 pessoas que representam a rede a nível nacional. No decurso da convenção, que decorreu no Hotel Golf Mar, em Torres Vedras, foram atribuídos prémios às melhores agências e aos melhores consultores de acordo com o desempenho demonstrado em 2007. Os critérios utilizados para seleccionar os melhores nestas categorias foram o volume de negócios efectuado ao longo do ano transacto. O evento terminou com a “Gala dos Óscares Veigas”, que consistiu na entrega de prémios relativos à produção imobiliária de 2007 atribuído aos melhores comerciais e respectivas equipas. Nas duas categorias, foram distinguidas a agência de Vialonga (Agência do Ano), bem como a consultora Helena Romão, da agência de Vialonga (Consultora do Ano). Os vencedores receberam um troféu que celebra o seu desempenho. A primeira agência deste ranking, realizou 280 transacções e obteve um volume de negócio de 28 milhões de euros. Esta agência é composta por uma equipa de cinco colaboradores. As melhores agências de 2007 foram Vialonga, Póvoa de Santa Iria, Odivelas-2, Carcavelos e Oeiras. Segundo Paulo Veigas, director-geral da Veigas Imobiliária, a convenção “demonstra a união da nossa rede, consequência do crescimento e desenvolvimento sustentado ao longo destes quatro anos”. Estes momentos permitem igualmente o que designou ”a partilha dos valores Veigas Imobiliária”. A atribuição de prémios aos melhores desempenhos comerciais anuais “é um factor de motivação”. Nova loja em Gaia A Veigas Imobiliária abriu a sua 65ª loja no país, desta feita em Vila Nova de Gaia. Com um investimento global de 75 mil euros, a nova loja desta rede de franchising espera vir a recuperar este valor no seu primeiro ano de actividade, contando para tal Concurso PoliEmpreende promove empreendedorismo nos politécnicos A quinta edição Concurso Poliempreende – Projectos de Vocação Empresarial – lançada pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco, tem como principais objectivos mudar as atitudes dos actores académicos no seio dos Institutos Politécnicos, estimulando a criação de empresas de base tecnológica e fixar regionalmente quadros qualificados. O concurso PoliEmpreende é uma iniciativa de ideias e de planos de negócio, cuja edição foi alargada, pela primeira vez, a todos os Institutos Politécnicos, numa acção que envolve 16 institutos, 75 escolas, 453 cursos, 91335 alunos e 7240 docentes. Uma das empresas que se associou ao evento foi a agência Web Elemento Digital, através do apoio ao “Concurso Regional de Setúbal – Concurso de Ideias e Planos de Negócio”. Organizado pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), com o apoio do Gabinete OTIC (Oficina de Transferência de Tecnologia e Conhecimento) – IPS, esta iniciativa destina-se a estudantes de graduação ou pós-graduação das escolas do IPS com inscrição actualizada ou diplomados de qualquer grau há menos de três anos e a docentes ou outros indivíduos. Ricardo Pereira, ‘business manager’ da Elemento Digital, referiu que “o empreendedorismo pode e deve ser potenciado como um dos principais vectores do desenvolvimento e inovação de Portugal, para além do papel que o Instituto Politécnico de Setúbal desempenha como principal fornecedor de recursos humanos da própria Elemento Digital. A importância deste evento é destacada por Ricardo Pereira, pois “tendo em conta que os currículos dos cursos não contem- plam conteúdos relativos a empreendedorismo, são necessárias iniciativas como o PoliEmpreende para veicular, estimular e eventualmente disciplinar os valores associados ao empreendedorismo.” com uma facturação global estimada pela agência de, aproximadamente, 830 mil euros. Esta nova loja junta-se, assim, à rede de lojas já existentes na região do Norte de Portugal. De salientar que até ao final de 2008, a Veigas Imobiliária pretende abrir cerca de duas dezenas de novas lojas, totalizando 86 agências em todo o país. A marca representa actualmente a terceira maior rede de mediação imobiliária e a maior rede nacional, em dimensão. A Veigas Imobiliária conta com uma rede de 70 agências a operar no mercado ibérico. Para 2008, a marca tem como objectivo atingir as 86 agências em Portugal e 10 em Espanha. VII Onebiz investe no mercado espanhol A Onebiz iniciou a sua expansão para Espanha com a abertura de um escritório central em Madrid. Esta decisão, que representa um investimento de cerca de um milhão de euros, marca a entrada directa num mercado “com grande potencial de expansão onde o grupo prevê atingir um volume de negócios na ordem dos 20 milhões de euros em cinco anos”, refere em comunicado. A entrada no mercado espanhol vai ao encontro da intenção já anunciada pela administração da Onebiz em reforçar a sua presença internacional. Assim, desde o passado dia 21 de Maio, que a Onebiz Hispania aparece pela primeira vez no mercado através da sua participação na Feira de Madrid onde apresentou os conceitos e marcas de franchising do grupo. Para Pedro Santos, administrador da Onebiz, “o investimento no mercado espanhol é algo natural, tendo em conta a continuação do crescimento das marcas detidas pela Onebiz. A Onebiz terá dois ‘partners’ accionistas em Espanha, José Moreno e Francisco Bautista, gestores de topo e que iniciaram a sua relação com o grupo há um ano enquanto master-franchise da marca NBB. Em função dos excelentes resultados obtidos, existiu o mútuo interesse em se tornarem accionistas e gestores do grupo em Madrid” concluiu Pedro Santos. O objectivo passa por abrir 250 franchisados naquele país nos próximos cinco anos, tendo como proveitos a venda de franquias e ‘royalities’ das redes. Em 2007, este grupo português manteve a tendência de crescimento, tendo facturado cerca de 12 milhões de euros, um aumento de 54% face aos 6,5 milhões de euros em 2006. PUB VIII franchising e empreendEDorismo sexta-feira, 13 Junho de 2008 Colégio Atlântico inicia processo de franchising em Portugal O Colégio Atlântico decidiu avançar para a expansão em regime de franchising depois do sucesso verificado na criação da unidade do Seixal, em mais uma demonstração da variedade de sectores de actividade em que este sistema pode desempenhar um papel de relevo. Para tanto, o Colégio Atlântico conta com o apoio de uma consultora especializada, tendo como principal objectivo a abertura de várias unidades espalhadas por todo o país. Desta forma, o Colégio Atlântico encontra-se à procura de parceiros de negócio para fazerem parte da sua rede e “contribuir para a criação de uma nova marca”, que os seus promotores desejam de “referência e prestígio no sector de ensino”, como referem em comunicado. Esta oportunidade de negócio “é Oportunidade de negócio dirigida a pessoas com gosto pela área de ensino dirigida a pessoas com gosto pela área de ensino e que desejem fazer parte de uma rede com elevado potencial de crescimento”. O franchisado pode optar por diferentes modelos, consoante a área disponível e a localização do colégio. Ao fazerem parte da rede, os franchisados têm acesso a “um sistema de ensino testado e desenvolvido para o sistema de franchising”, uma imagem “cuidada e estudada para o públicoalvo”, uma “elevada rentabilidade” esperada do negócio, “apoio na abertura da unidade”, “acções de marketing e publicidade centralizadas”, apoio técnico “na contratação de funcionários” e “formação e assistência periódicas”. São propósitos de cada unidade do Colégio Atlântico que todos os alunos possam “encontrar um ensino de qualidade, capaz de potenciar o seu desenvolvimento humano e social”. O leque de serviços disponíveis irá depender da dimensão da unidade, podendo abranger creche e jardim de infância, 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico, serviço de transporte, biblioteca, refeitório, gabinete de psicologia, terapia da fala, explicações individuais, salas de estudo e actividades de ocupação extracurricular, entre outros. Sector do mobiliário desperta empreendedorismo no Porto O Porto é o distrito do pais com mais empresários em nome individual na área do mobiliário, com cerca de 1800 registos. Segundo o estudo «O Observador Cetelem», apesar de a tendência geral ser a de condução própria do negócio, a distância que sepa- ra o Porto dos restantes distritos do país é bastante notória. Lisboa é o segundo distrito com mais empresários em nome individual, registando apenas cerca de 1200 unidades. No que respeita à relação entre empresários em nome indivi- dual e sociedades, Viseu e Braga são os distritos que revelam uma maior discrepância entre ambos os registos. Em Braga, a diferença entre empresas em nome individual (818) e as sociedades (288) ascende quase ao triplo. Por sua vez, em Viseu, o número de em- presas em nome individual (325) é quase o quádruplo dos registos efectuados por sociedades (92). O Observador Cetelem analisa os mercados para melhor os compreender e poder antecipar as expectativas dos consumidores europeus. Apresenta ainda as intenções de consumo e de poupança de diversos países, bem como os hábitos de compra. Para a elaboração do Observador Cetelem 2008 foram entrevistadas mais de 12 500 pessoas, em 13 países europeus, em colaboração com a consultora BIPE. consultório legal Internacionalizar a marca para Espanha Pretendemos internacionalizar o nosso conceito de negócio para Espanha através do sistema de franchising. Com que aspectos legais devemos preocupar-nos? Em Espanha o exercício de qualquer actividade comercial em regime de franchising está regulamentado pelo Real Decreto 2.485/1998, de 13 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Real Decreto 419/2006, de 7 de Abril, diploma este que por sua vez regulamenta o artigo 62º da Lei 7/1996, de 15 de Janeiro (comércio a retalho) e o Registo de Franchisadores. Estes dispositivos legais apenas regulam as informações pré-contratuais do contrato de franchising e instituem e regulamentam o Registo de Franchisadores. Importa realçar que por força do disposto no actual artigo 2º, nº 1, do Real Decreto 2.485/1998, de 13 de Novembro, em Espanha, são pressupostos legais cumulativos para o exercício de uma actividade comercial em regime de franchising, que o franchisador transmita ao franchisado um saber-fazer próprio, substancial e identificável, bem como lhe preste de forma contínua assistência comercial e/ou técnica durante a vigência do contrato. Do quadro normativo espanhol com relevância para o franchising, importa reter, entre outros, a Lei 16/1989 de 17 de Julho (Defesa da Concorrência); o Real Decreto 378/2003, de 28 de Março (isenções por categorias e registo de Defesa da Concorrência); Lei 11/2001, de 15 de Junho (regulamenta a actividade comercial nas ilhas Baleares); Ordem de 6 de Julho de 1999 (da Consejaria de Industria, Co- mercio e Turismo realizado ou em que que cria o Registo proporção e os dados de Franchisadores de de inscrição no RegisCastilla y León); Deto Comercial, quando creto 287/1999, de 26 aplicável. de Outubro (Registo b) Identificação do de Franchisadores da documento que ateste Catalunha); Decrepoder ser utilizado em to 203/2000, de 26 Espanha, e estar em de Setembro (registo vigor, o título de prode Franchisadores da priedade ou licença de Extremadura); Lei utilização da marca e 16/1999, de 29 de signos distintivos da Abril (Comercio Inteentidade franchisarior da Comunidade dora e dos eventuais de Madrid); Decreto recursos contra aqueCavaleiro Machado 335/1999 (Registos les, se os houver, com Advogado V V A Advogados comerciais da Comuindicação, em todo o Assessor Jurídico da APF nidade de Madrid); caso, da duração da [email protected] Ordem de 14 de Oulicença. tubro de 1999 (Inscric) Descrição geral ção de franchisadores do sector de actividade no registo geral de comerciantes da Comu- objecto do negócio de franchising, que abarnidade Valenciana). cará os dados mais importantes daquele. Deste quadro normativo salientamos a d) Experiência da empresa franchisadoobrigação para o franchisador, previamen- ra, que incluirá, entre outros dados, a data te ao início da sua actividade em Espanha, de criação da empresa, as principais etapas ainda que a partir de Portugal, de proceder da sua evolução e desenvolvimento da rede à sua inscrição no Registo de Franchisado- de franchising. res (central ou da respectiva comunidade e) Conteúdo e características do franautónoma), bem como à elaboração de um chising e da sua exploração, que compreenderá uma explicação geral do sistema do documento de informação onde constem: a) O respectivo nome ou razão social, negócio objecto do franchising, as caracdomicílio e dados de inscrição no Registo terísticas do “Saber-fazer” e da assistência de Franchisadores, assim como, quando se comercial ou técnica permanente que o trate de uma sociedade comercial, qual o franchisador dará aos seus franchisados, ascapital social resultante do último balanço, sim como uma estimativa dos investimencom indicação que se encontra totalmente tos e despesas necessários para o arranque do negócio tipo. No caso de o franchisador entregar ao potencial franchisado individual previsões de vendas ou resultados de exploração do negócio, estas deverão estar baseadas em experiências ou estudos que estejam suficientemente fundamentados. f)Estrutura e extensão da rede em Espanha, que incluirá a forma de organização da rede de franchising e o número de estabelecimentos existentes em Espanha, distinguindo os explorados directamente pelo franchisador dos que operem sob o regime de cedência de franchising, com indicação do número de habitantes onde se encontrem situados e o número de franchisados tenham deixado de pertencer à rede em Espanha nos últimos dois anos, com indicação se a cessão se produziu por força do termo do contrato ou se por outras causas de extinção. g)Elementos essenciais do Contrato de Franchising, que acolherá os direitos e obrigações das respectivas partes, duração do contrato, condições de resolução e, quando aplicável, de renovação do mesmo, contrapartidas económicas, clausulas de exclusividade, e limitações à livre disponibilidade do franchisado sobre o negocio objecto de franchising. Este documento deverá, imperativamente, ser entregue ao franchisado com uma antecedência mínima de 20 dias em relação à celebração de qualquer contrato ou ao pagamento de qualquer quantia por parte do franchisado. Ainda quanto ao Registo de Franchisadores, é bom não esquecer a obrigação de actualizar anualmente os respectivos dados durante o mês de Janeiro.