No interior o boletim aiminhoinformação agora com novo formato A AIMinho deseja-lhe boas festas e um ano repleto de sucessos Reformulação dos planos de pagamento em prestações ao fisco Sistema de Incentivos Fiscais em I&D vai ser aprovado aiminhojornal 114 | Dezembro 2010 preço de capa 1€ (oferta para empresas associadas e entidades) PÁG. 1 TOMADA DE posição: A Crise Económica dois anos depois O impacto profundo nas empresas e na Região iniciativas Estratégia consolidada é necessária apesar das semelhanças ao mercado nacional INICIATIVA da rede EEN da AIMinho teve o apoio da Direcção de Finanças de Braga Desempenho ambiental é um factor diferenciador para a competitividade das empresas Galiza é um bom mercado para inciar o processo de exportação “Pacote IVA” veio simplificar e modernizar procedimentos AIMinho debate o Regime Legal da Responsabilidade Ambiental PÁG. 4 PÁG. 4 PÁG. 5 TOMADA DE posição: A Crise Económica dois anos depois 1º plano O impacto profundo nas empresas e na Região | aiminhojornal AIMinho toma posição relativamente à crise económica dos últimos dois anos depois 2 Em 2008, há dois anos, ,a AIMinho liderou, a nível nacional, um movimento empresarial que pretendeu chamar a atenção do Governo e de todos os agentes económicos para uma grave crise que se avizinhava. Mais de cinquenta empresários, representando vários sectores de actividade de uma Região que vale cerca de 17 por cento das exportações e 11 por cento da população nacional, reuniram com carácter de urgência, em 10 de Dezembro de 2008, para alertar o Governo sobre as graves consequências previsíveis daquela que veio a ser a pior crise económica desde o 25 de Abril e contribuir activamente para o combate a este fenómeno que se veio a confirmar como um flagelo económico nacional. Dessa reunião, participada ao mais alto nível pelos empresários da Região Minho, foi produzido um documento de sugestões de medidas urgentes a tomar pelo Governo. Esse documento foi enviado ainda no mês de Dezembro de 2008 ao Senhor Primeiro Ministro, Eng. José Sócrates, ao Senhor Ministro da Economia, Dr. Manuel Pinho, aos líderes parlamentares dos partidos representados na Assembleia da República e aos Governadores Civis dos distritos de Braga e Viana do Castelo. Dois anos depois, tudo o que previra aconteceu. Portugal está mais pobre. Com mais desemprego. Com uma dívida pública muito “perigosa” que nos coloca à beira de uma intervenção do FMI, com um crescimento inimaginável do número de falências de empresas e com uma crise política que continua latente. Na Região Minho, esta crise tem sido um flagelo. Em 2009, só na Região Minho (distritos de Braga e Viana do Castelo), cerca de 370 empresas entraram em processo de insolvência, o que corresponde a uma média de 1,7 empresas por dia. Em 2010, esse número tornou-se ainda mais expressivo: até Agosto fecharam 641 empresas, cerca de 2,7 empresas por dia. O que justifica umas das mais elevadas taxas de desemprego do País, mais de 12%, e os graves problemas sociais que todos os dias a Comunicação Social tem reportado. Tudo o que a AIMinho e os Empresários disseram há dois anos mantêm-se. Todos sabemos que esta crise não escolhe sectores nem regiões nem países. Continuamos a desconhecer um plano de geral de combate à crise, que tenha uma abrangência nacional e uma aplicação multisectorial. Um plano onde, por exemplo, estivessem reflectidas algumas medidas que, inteiramente justas, poderiam facilitar a actividade regular das empresas e contribuir para a retoma económica nacional. Como por exemplo a criação de um sistema de encontro de contas entre as empresas e o Estado devedor, nomeadamente quanto ao pagamento de impostos por parte das empresas; o pagamento do IVA ao Estado aquando da emissão do recibo e não, como actualmente acontece, após a emissão da factura, o que provoca a asfixia da tesouraria das empresas que “assim têm que pagar para vender”. De referir que foi discutido em sede de OE 2009 uma proposta de aditamento à Lei que regulamenta o IVA, a qual foi liminarmente inviabilizada pelo partido do Governo. O aumento do preço da energia é outra das dificuldades acrescidas para as empresas, bem como o aumento dos preços do combustível. Continua-se a verificar uma grande prontidão em actualizar preços quando o petróleo sobe, e uma grande lentidão quando o petróleo desce… Estas foram apenas algumas das ideias enviadas em Dezembro pela AIMinho ao Primeiro Ministro, dando conta de problemas graves reportados directamente pelos empresários do Minho e adiantando algumas soluções para aumentar a confiança dos empresários, estimular o investimento e fundamentar a necessidade do Governo normalizar o cumprimento por parte do Estado. São medidas que continuam, infelizmente, actuais. E são medidas que, não resolvendo tudo, concerteza poderiam atenuar grande parte dos problemas que as empresas enfrentam actualmente. Dois anos depois, a AIMinho e os Empresários mantêm, num quadro de elevada incerteza e preocupação, a total disponibilidade para as soluções que o País tanto precisa. Apesar de tudo, temos motivos para continuar a acreditar. 1.º PLANO Projecto apoia criação do próprio emprego por mulheres desempregadas Quatro novas empresas criadas no âmbito do Empreende+ no Feminino Mónica Domingues, Eugénia Afonso, Susana Rocha e Rosa Rodrigues são as primeiras empreeendedoras a criar as suas empresas no âmbito do projecto. Empreendedoras”, estando em curso acções de tutoria/consultoria com vista à elaboração de um plano de negócios e atribuição de prémio de arranque das empresas. Conheça as novas empresas e empreendedoras. Mónica Domingues A primeira empresa a nascer deste projecto foi a da empreendedora Mónica Domingues. A ideia do seu negócio baseia-se na combinação de dois conceitos: a arte floral e os serviços de massagens. O comércio de flores, arranjos florais, lembranças e decoração de espaços constituirá a actividade principal da empresa. Já a prestação do serviço de massagens relaxantes, constitui um complemento da actividade principal. O projecto de negócio da Mónica distingue-se, assim, pela originalidade do conceito que associa dois mundos distintos num só. Eugénia Afonso A segunda empresa criada foi a da empreendedora Eugénia Afonso e dedica-se à confecção e venda de sobremesas, essencialmente a restaurantes e outros estabelecimentos do sector da restauração. A aposta irá para o fabrico e elaboração de sobremesas originais, diferentes das normalmente existentes nos cafés e pastelarias. Este negócio não pretende substituir de uma forma radical o fornecedor de pastelaria variada, mas sim proporcionar alternativas de consumo, apostando no fabrico de produtos complementares. Susana Rocha Já a empreendedora Susana Rocha optou por apostar num negócio de comercialização de acessórios de moda, nomeadamente artigos de bijutaria e acessórios e marroquinaria. A empresa conta com uma loja aberta ao público na Rua de S. Vicente, em Braga. A ideia foi colocar à disposição do cliente objectos de bijutaria e acessórios de moda diferentes e exclusivos, desenhados e criados pela empresária, bem como gamas distintas de produtos directamente relacionados com a estação do ano em causa. Rosa Rodrigues A última das empresas criadas, até ao momento, dedica-se à prestação de serviços de formação na área da informática e higiene e segurança no trabalho, assim como à assistência técnica informática, fundamentalmente na reparação e na manutenção rápida de computadores, privilegiando uma resposta rápida, eficiente, eficaz e profissional, garantindo a rapidez de serviço e a resposta adequada a cada cliente. A actuação será vasta e irá abarcar áreas temáticas ligadas à informática, nomeadamente, ao hardware, software, segurança e dados. | aiminhojornal Já são quatro as empresas criadas no âmbito do Projecto Empreende+ no Feminino, desenvolvido pela AIMinho com o intuito de apoiar a integração no mercado de trabalho, através da criação do próprio emprego, de 15 mulheres desempregadas e com habilitações académicas mínimas ao nível do 9º ano. As participantes receberam formação em “Empreendedorismo e Gestão para 3 Estratégia consolidada é necessária apesar das semelhanças ao mercado nacional Iniciativas Galiza é um bom mercado para inciar o processo de exportação Galiza é mercado prioritário para a expansão nacional A exportação é um processo incontornável na situação económica actual, mas que deve ser feito de forma cautelosa e muito bem pensada e preparada. Quem avançou a ideia foi o director-geral da AIMinho, Nuno Martins, no seminário sobre o mercado da Galiza realizado em parceria com a AICEP. A Galiza é, na opinião de Nuno Martins, um mercado prioritário na expansão nacional, mas esta abordagem não deve ser feita de ânimo leve, apesar do elevado grau de semelhanças com o mercado português. A cooperação transfronteiriça é uma realidade mas está demasiado apoiada nos fundos públicos, afirmou o director-geral da AIMinho. Esta situação não é a ideal, pois estes fundos deveriam ajudar a consolidar esta cooperação, e não mantêla. Os eventos “Mais Exportadores para” foram pensados especi- ficamente para apoiar as empresas a dar o primeiro passo de forma eficaz no processo da internacionalização, realçou Eurico Brilhante Dias, administrador da AICEP. A Loja da Exportação pode também ser um parceiro importante neste processo realçou. “As dificuldades actuais do mercado espanhol não determinam o fim das oportunidades, simplesmente é preciso estudar ainda melhor o mercado”, afirmou Pedro Miguel Almeida, da Loja da Exportação de Braga. Segundo Pedro Ayres, coordenador AICEP em Espanha, “a Galiza é um mercado bom para começar a exportar”. O mercado é, segundo o orador, muito competitivo e precisa de uma estratégia agressiva e persistente. O contacto directo com os clientes é muito importante e a aproximação do produto ao mercado é muito valorizada. INICIATIVA da rede EEN da AIMinho teve o apoio da Direcção de Finanças de Braga | aiminhojornal “Pacote IVA” veio simplificar e modernizar procedimentos 4 O “Pacote IVA” veio, no essencial, alterar as regras de localização das prestações de serviços, estabelecer novas obrigações declarativas e, ainda, criar um novo regime de reembolso do IVA a entidades não estabelecidas no país em que o imposto foi suportado. A conclusão foi apresentada, recentemente, na AIMinho, numa iniciativa realizada em parceria com a rede Enterprise Europe Network (EEN) e que contou com o apoio da Direcção de Finanças de Braga. A nova sistematização do artigo 6.º do Código do IVA, que entrou em vigor a 1 de Janeiro 2010, tornou-se “muito mais simples. Dos 23 números que o artigo continha, passou a ter apenas 12.” Por outro lado, “quanto à localização das prestações de serviços, passaram a ser duas as regras gerais que se diferenciam em função da natureza do adquirente, ou seja, sujeitos passivos ou não sujeitos passivos”, explicou Rui Bastos, da Direcção de Finanças de Braga. Por outro lado, as regras anteriormente vigentes sobre o reembolso do IVA a sujeitos passivos não estabelecidos no território do país “colocavam problemas consideráveis tanto às autoridades administrativas dos Estados-membros como às empresas devendo, por isso, ser alteradas”, explicou Rui Bastos. “Ao mesmo tempo, o procedimento deveria ser simplificado e modernizado, permitindo-se o recursos às modernas tecnologias”, concluiu. Por sua vez, José Soares Roriz, da Direcção de Finanças de Braga, falou sobre as alterações nas aquisições efectuadas pelo Estado, outras pessoas colectivas de direito público ou sujeitos passivos isentos. Assim, a tributação deve ser feita na origem “se não ultrapassar os 10 mil euros, passando para o destino quando este valor for ultrapassado”. No entanto, “há também a possibilidade de liquidação no destino independentemente do valor, por opção”. Contudo, esta regra não se aplica “a meios de transporte novos e a bens sujeitos a IEC, já que, nestes casos, o IVA é sempre devido no destino.”, explica José Soares Roriz. Na sessão esteve também Nuno Martins, director-geral da AIMinho, que se mostrou satisfeito com a enorme adesão à iniciativa realizada no âmbito da rede EEN. “Apesar de ser um tema já muito debatido, ainda existem dúvidas entre os empresários”, explicou. AIMinho esclarece empresários sobre “Pacote IVA” INICIATIVAS Desempenho ambiental é um factor diferenciador para a competitividade das empresas AIMinho debate o Regime Legal da Responsabilidade Ambiental Iniciativa decorreu no âmbito do Programa Sustentar “O desempenho ambiental é um factor diferenciador para a competitividade num mercado tão agressivo como é o mundial”, afirmou Nuno Martins, director-geral da AIMinho, no seminário sobre as “Empresas e o Regime Legal da Responsabilidade Ambiental”, promovido pela Associação. Nuno Martins acrescentou ainda que “é preciso estimular as empresas a certificarem-se ambientalmente”. A iniciativa decorreu no âmbito do Programa Sustentar – Eficiência Energética, Ambiente e Responsabilidade Social nas Empresas, com o objectivo informar e sensibilizar os empresários para o princípio “poluidor – pagador” e para a legislação em vigor, que inclui a obrigatoriedade de Garantias Financeiras de Responsabilidade Ambiental para as empresas industriais. Para Mafalda Gomes, consultora na área ambiental, “qualquer operador que exerça actividades de risco ambiental deve, obrigatoriamente, constituir uma garantia financeira que lhe permita assumir a responsabilidade ambiental inerente às actividades que desenvolve”. Os operadores podem assim constituir uma ou mais garantias financeiras, próprias e autónomas, que vão desde a subscrição de apólices de seguro, obtenção de garantias bancárias, participação em fundos ambientais e constituição de fundos próprios. Para determinar o montante da garantia financeira é necessário efectuar a caracterização da actividade, incluindo todas as operações que envolvam riscos para o ambiente e identificar os cenários de risco previsíveis que podem causar danos ambientais. Além disso, importa ainda definir as medidas de prevenção e de reparação desses mesmos danos ambientais. A subscrição de um seguro foi uma das garantias financeiras referidas por Nídia Brito, da Chartis, que esclareceu os empresários sobre os diferentes tipos de responsabilidade - Princípio do poluidor pagador - responsabilização financeira do operador que tenha causado danos, Responsabilidade civil objectiva, Responsabilidade civil subjectiva, Responsabilidade civil e administrativa e, por fim, Responsabilidade solidária. Nídia Brito alertou ainda para as diferentes limitações que cada uma das responsabilidades apresenta. Para poderem ultrapassar as dificuldades que se colocam ao nível da Responsabilidade Ambiental é fundamental que os empresários se socorram de alguém que os ajude a identificar e a quantificar os riscos das suas actividades, tal como tenham um conhecimento profundo do regime legal nesta área. Na ocasião, foi ainda apresentada a Ferramenta de Diagnóstico para a Certificação Ambiental, uma plataforma informática que tem como objectivo sensibilizar as empresas para a certificação ambiental. A partir da ferramenta é possível conhecer um conjunto de boas práticas ambientais, fazer o levantamento interno de práticas já existentes, de acordo com os requisitos legais aplicáveis, contribuir para o aumento da produtividade e competitividade do negócio e diminuir os riscos de coimas. Alterações climáticas e legislação comunitária aumentam importância da temática Sector da construção tem de prestar mais atenção à eficiência energética blemas e riscos de saúde associados aos sistemas de refrigeração e semelhantes. A oradora realçou ainda que Portugal tem a vantagem extra de ter condições climatéricas muito favoráveis, e portanto poder ser ainda mais fácil potenciar a eficiência energética da construção. Paulo Sarabanda, da ADENE, realçou que esta aposta torna-se ainda mais importante à luz do compromisso comunitário para 2020, conhecido como 20-20-20. Este compromisso estabelece como metas a diminuição das emissões de gases causadores do efeito de estufa em 20% relativamente aos níveis de 1990, a subida do recurso a energias renováveis para 20% do total e o aumento da eficiência energética em 20%. “As práticas e os materiais sustentáveis ainda não estão bem implementados no sector da construção e, tendo em conta que o ambiente vai ser um dos principais desafios que se vai pôr às empresas nos próximos tempos, a diferenciação nesta área pode abrir portas importantes às empresas”, realçou Nuno Martins, director-geral da AIMinho. A ideia foi avançada no seminário «Inovação na Construção – Técnicas e Materiais de Construção Sustentável», desenvolvido no âmbito da Enterprise Europe Network, em parceria com a iniciativa Construção Sustentável. Se um edifício for construído de forma energeticamente eficiente, quase não será posteriormente necessário o recurso a aquecimento e refrigeração, avança Lívia Tirone, da iniciativa Construção Sustentável. Isto permitirá não só uma redução dos encargos com a energia, como também uma diminuição dos pro- A entrada em vigor actual e próxima de várias legislações comunitárias nesta área é também, segundo o orador, algo a que as empresas da área devem prestar especial atenção. | aiminhojornal “Inovação na Construção” foi o tema do seminário 5 INICIATIVAS Empresa aposta na internacionalização em países do Magreb Diviminho prevê atingir 66 milhões de euros de facturação em 2010 Com sede em Prado, a Diviminho conta, actualmente, com 350 colaboradores directos e 750 indirectos, além de ter parcerias com mais de 300 empresas nacionais e algumas multinacionais. Os recursos humanos são um capital fundamental para a empresa, que aposta claramente na formação e na especialização dos colaboradores. Com um vastíssimo portfólio, a Diviminho actua em diferentes sectores como é o caso da cultura, transportes, saúde, educação, comércio, desporto, lazer, religião, empresarial e habitação. Hospital Privado da Boa Nova, Hospital da Arrábida, Casa da Música, Metro do Porto, Estádio do Dragão, Tróia Resort, Hotel Casino de Chaves, Faculdade de Direito da Universidade do Porto, Dolce Vita Funchal e Igreja da Santíssima Trindade são apenas alguns dos projectos de referência da empresa. O Grupo Diviminho prevê, em 2010, atingir um volume de negócios na ordem dos 66 milhões de euros. Fundada 1997, a empresa tem registado, ao longo dos anos, um crescimento sustentado e a internacionalização é uma das principais estratégias. Espanha, França, Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde são países onde já marca presença, além de uma forte proliferação por todo o território nacional. A Tunísia é o próximo passo da Diviminho, onde, recentemente, abriu uma sucursal e que servirá de ponte para toda a região do Magreb. Líbia, Marrocos e Argélia são assim mercados de eleição para a empresa portuguesa. A principal actividade da empresa começou pela prestação de serviços na área da construção civil, através da aplicação de tectos falsos e divisórias. Posteriormente, alargou a actuação a outras áreas, nomeadamente pavimentos, tratamentos acústicos, isolamentos e correcções. Empresa assume posição privilegiada no mercado de soluções integradas de electrónica Migcomp vai contratar novos colaboradores até ao final do ano rior, como é o caso da Argélia. Brasil e França são alguns dos países onde as soluções da Migcomp estão prestes a chegar. Com um grande investimento em maquinaria, a Migcomp é uma empresa estável e conta com uma boa carteira de clientes, nacionais e internacionais. Com várias linhas de produção, automáticas e manuais, a empresa tem uma capacidade instalada é de 68.000 componentes por hora. | aiminhojornal Fabrico e montagem de placas de circuitos electrónicos, bem como de componentes eléctricos é a principal actividade da empresa do concelho de Vila Verde. Além da montagem dos componentes, o produto pode ser entregue ao cliente num processo chave-na-mão, que vai desde a composição total dos componentes até à fase de testes e avaliação. Todos os processos de desenvolvimento, produção, montagem e embalagem são assim sujeitos a uma inspecção rigorosa. 6 Com apenas dois anos de existência, a Migcomp assume já uma posição privilegiada no mercado de soluções integradas de electrónica. Actualmente com cinco colaboradores, as perspectivas da Migcomp são de crescimento, esperando, até ao final do ano, contratar um novo colaborador na área da programação. Neste momento, está já em processo de certificação da qualidade. Enquanto empresa de base tecnológica, a Migcomp disponibiliza serviços de sub-contratação de montagem de circuitos electrónicos, utilizando tecnologia de ponta aplicada aos produtos. A empresa continua a ganhar projectos e a conquistar quota de mercado, expandindo também o seu trabalho para o exte- Objectivo é bater o record de peso no Guiness Book of Records com a maior aletria de sempre A acção pretendeu estabelecer um novo recorde mundial confeccionando a maior aletria de sempre e, deste modo, entrar para o Guinness Book of Records. Para tal, a Balanças Marques construiu uma balança inteligente, que garantiu o rigor da pesagem na travessa que serviu para o evento. Uma equipa de oito engenheiros esteve dedicada vários dias ao projecto que foi coordenado pelo Director Geral do Grupo, Francisco Marques. O objectivo foi construir uma balança inteligente e inovadora, que permitiu que o peso da aletria, lançada para a travessa à medida que foi sendo confeccionada, seja projectado num vídeo wall e do conhecimento tanto do público como da entidade que auditou o evento. No interior da empresa, a missão foi baptizada como “2010 Natal MAIOR” e provocou uma onda de empenho e solidariedade entre todos os colaboradores, que deitaram mãos à obra para contribuir com a Liga Portuguesa de Luta contra o Cancro. Construir balança inteligente e inovadora foi o objectivo A empresa Balanças Marques, do Grupo José Pimenta Marques, é parceira na acção “Alegria com Aletria”, que se realizou na Praça da Trindade, no Porto, no dia 10 de Dezembro. Os fundos angariados reverteram a favor do IPO. Com 40 anos de actividade, a Balanças Marques dedica-se ao fabrico de equipamentos de pesagem destinados às áreas da indústria e do comércio. Utilizando as mais diversas tecnologias, o departamento de Investigação e Desenvolvimento é uma das principais apostas da empresa, partir do qual nascem as mais diversas soluções de pesagem com software de última geração. Empresa dedica-se ao desenvolvimento de soluções tecnológicos para a área da educação Famasete integra Rede PME Inovação COTEC A Famasete, empresa na área das tecnologias com sede em Famalicão, passou a integrar a Rede PME Inovação COTEC, assumindo assim o estatuto de PME Inovadora. A distinção foi divulgada no 4.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC, que contou com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e que se realizou no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Exportar as soluções que desenvolve para vários países de língua portuguesa é uma das estratégias da Famasete. Em 2009, a tecnológica registou um volume de negócios de um milhão de euros. A Rede PME Inovação COTEC foi criada para o desenvolvimento de competências das Pequenas e Médias Empresas (PME), com o objectivo de promover o reconhecimento público de um grupo de PME que, pela atitude e actividade inovadoras, constituem exemplos de criação de valor para o país. De acordo com José Barbosa, CEO da Famasete, “ é com enorme satisfação que alcançamos este reconhecimento, pois reflecte o compromisso assumido pela Famasete no desenvolvimento de soluções inovadoras que respondem às necessidades do mercado. O nosso sucesso deve-se a uma equipa de profissionais altamente qualificados e motivados, envolvidos em acrescentar qualidade e inovação aos produtos e serviços que a empresa disponibiliza”. Há 15 anos no mercado, a Famasete dedica-se ao desenvolvimento de produtos tecnológicos e soluções inovadoras para a área da educação, entre os quais se destacam os sistemas e quadros interactivos, sendo também especializada em multitouch e tecnologias integradas. José Barbosa, CEO da Famasete | aiminhojornal Associados Balanças Marques apoiam iniciativa de solidariedade para o IPO 7 8 | aiminhojornal ASSOCIADOS Safelab é uma spin off do Grupo Consulges criada em Abril de 2009 Plataforma online vai simplificar implementação de sistemas integrados de gestão nas empresas processo de implementação daqueles sistemas de gestão. “Há tanta burocracia nesta actividade que queremos combatê-la. A ideia é introduzir o sistema «Simplex» também neste processo”, explicou Renato Ferrão, sócio-gerente da Safelab. Com esta ferramenta, as empresas poderão aceder a toda a informação sobre o processo online, através de um registo, e não haverá necessidade de utilizar papéis. “Não vai ser necessário estar à espera de receber o relatório em suporte papel”, referiu. Além disso, “haverá uma interacção muito forte com os clientes e também com as entidades que vão gerir o processo”, salientou ainda Renato Ferrão. Na ferramenta estarão integrados sistemas de ERP e CRM. Combater a burocracia, dar um carácter ecológico ao processo de implementação dos sistemas de gestão e proporcionar um espaço aberto entre empresas e entidades gestoras são os principais objectivos da plataforma da spin off do Grupo Consulges. Anabela Pereira, Gerente e Renato Ferrão, sócio-gerente da Safelab A Safelab, empresa especializada em consultoria técnica, está a desenvolver uma plataforma online que vai permitir a implementação mais simplificada e rápida de sistemas integrados de gestão (qualidade, ambiente, segurança e saúde no trabalho) nas empresas. A nova ferramenta está já em fase final de desenvolvimento, com o apoio do QREN. Inovadora no sector, esta plataforma permitirá desburocratizar e simplificar o Para além deste novo projecto, a Safelab quer apostar também na elaboração de planos de negócio e estudos de investimento, uma área que o sócio-gerente da empresa considera estar em constante crescimento. Por outro lado, pretendem ser um “parceiro-chave” na coordenação de segurança em obras no estrangeiro, e em mercados emergentes como Médio Oriente, África e Leste, com destaque para a Rússia. Os ensaios de acústica e vibrações, acreditados pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), e a consultoria em segurança e higiene no trabalho e em licenciamento industrial são as grandes áreas de actuação da vimaranense Safelab que surgiu em 2009. Entre 15 de Dezembro 2010 e 31 de Janeiro de 2011, parte das vendas na área de alojamento web serão uma “prenda” para a instituição de apoio às crianças Sétima oferece 30 por cento das vendas à Ajuda de Berço A Sétima vai levar a cabo, através da sua marca Euestouaqui.pt, durante os próximos dois meses, uma campanha de solidariedade inédita no mercado do alojamento Web. Entre 15 de Dezembro de 2010 e 31 de Janeiro de 2011, a campanha denominada Euestousocial vai angariar fundos para a associação Ajuda de Berço. Como é do conhecimento público, a instituição atravessa actualmente graves dificuldades económicas, deixando em risco várias dezenas de crianças que poderão ficar sem lar e entregues ao seu destino, situação que seria mais um rude golpe na sua ainda curta mas difícil vida. Assim, a Sétima e a Ajuda de Berço acordaram uma parceria que prevê que 30 por cento das vendas de alojamento Web, em ambientes Windows e Linux, seja oferecida para apoio às crianças que estão ao cuidado daquela instituição de solidariedade social. No final da campanha, para além da entrega do respectivo valor angariado, será disponibilizada à Ajuda de Berço uma listagem das entidades e pessoas que, através da iniciativa, contribuíram para aquela causa nobre. | aiminhojornal Para o efeito, no site www.euestouaqui.pt passou a estar visível a todos os visitantes um contador actualizado dos valores acumulados durante a campanha, que decorre de 15 de Dezembro de 2010 a 31 de Janeiro de 2011. 9 Seminário: “Inovação na Construção” | aiminhojornal Seminário: “O IVA nas Transacções Comunitárias e com Países Terceiros” 10 Seminário: “Mais Exportadores para a Galiza” Visita deputado CDS-PP | aiminhojornal Visita da Coligação “Juntos por Braga” 11 ASSOCIADOS Aquisição teve investimento de 700 mil euros Argacol adquire totalidade dos activos da empresa extinta Anar A Argacol – Tintas e Vernizes, S.A. adquiriu, em Leilão Público, no passado dia 22 de Novembro, a totalidade dos activos da Massa Insolvente da Anar – Fábrica de Tintas, Vernizes e Colas, S.A.. As instalações desta empresa com uma área total de 7.500 m2, bem como todo o equipamento, passam assim a fazer parte do activo da Argacol, num negócio cifrado em 700 mil euros. Com este passo, a Argacol reforça a sua posição no mercado nacional e cria bases ainda mais fortes para prosseguir a sua estratégia de internacionalização, que passa já por Angola, Cabo Verde, Espanha, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. André Vieira de Castro, presidente do Conselho de Administração, afirma que este “é um importante passo para a empresa, um investimento que irá permitir responder de forma eficaz à estratégia de crescimento delineada para os próximos anos, mesmo sabendo de todas as dificuldades conjunturais que esmagam o nosso sector”. “É tempo de agir!”, realça. O espírito dinâmico de toda a equipa Argacol leva já a mensagem a todo o país. Com instalações em Leiria e Famalicão, a empresa oferece soluções para todas as fases da construção, bem como à indústria do mobiliário, da cerâmica e da metalomecânica. André Vieira de Castro, presidente da administração Argacol Fundada em 1980, a Argacol encerrará este ano com um crescimento de 20 por cento, atingindo um volume de negócios que ultrapassará os quatro milhões de euros. A empresa pretende continuar o seu desenvolvimento sustentado e aumentar a quota de mercado na área da produção de tintas, vernizes, colas e produtos similares. Empresa bracarense aposta na área das energias renováveis e da sustentabilidade Grupo Bernardo da Costa inaugura primeira ecogaleria do país A empresa Bernardo da Costa & Filhos, S.A., em parceria com a Intelectus D´Ouro, inaugurou, recentemente, a primeira ecogaleria do país, no âmbito do projecto Sinergias Alternativas. A empresa de Braga aposta assim em novas áreas de actividade, como é o caso das energias renováveis e da sustentabilidade. Alertar para as consequências do aquecimento global e consciencializar o público para a urgência da preservação do ambiente são assim os principais objectivos do projecto que nasce agora na região. mércio a retalho de material eléctrico, electrodomésticos, iluminação e aparelhos de força motriz. A empresa alarga agora a sua actividade a novos sectores, apostando na sustentabilidade e nas energias renováveis. O grupo está expandido por todo o território nacional e além fronteiras. Na inauguração do espaço estiveram presentes diversas personalidades, nomeadamente António Marques, presidente da Associação Industrial do Minho, a Directora do Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa, em Braga, e representantes do Museu da Olaria de Barcelos, entre outros convidados. | aiminhojornal Irreverente e inovador, o novo espaço alia arte e sustentabilidade ambiental. Arte multimédia e soluções energéticas renováveis que sustentam o funcionamento da obra de arte aparecem na ecogaleria. Num só local, e em simultâneo, é possível encontrar uma exposição de videoarte e conhecer os produtos inovadores e amigos do ambiente que a Bernardo da Costa disponibiliza no mercado e que permitem minimizar os custos inerentes ao funcionamento desta manifestação artística. 12 Mariana Bacelar foi a primeira a marcar presença na iniciativa. De três em três meses, a exposição muda, mudando quer o autor das obras de arte multimédia quer os equipamentos que compõem a simulação. Fundada em 1957, a Bernardo da Costa & Filhos S.A dedicava-se inicialmente à instalação eléctrica de apoio à construção civil, bem como ao co- Primeira ecogaleria do país ASSOCIADOS Em época de crise empresa bracarense investe 30 mil euros com nova área de negócio Agrifer ganha representação dos empilhadores da Mitsubishi A Agrifer passou a representar a conhecida marca de equipamentos de movimentação de cargas, Mitsubishi, através de uma parceria com a empresa Euroleva. Apesar da crise, a empresa bracarense investiu 30 mil euros na nova área de negócio, que inclui viaturas de assistência, formação, stocks de peças e aparelhos de diagnóstico. bons numa dada região, queremos prestar uma boa assistência técnica e conseguir responder rapidamente”. Por fim, Bento Ferreira, sócio-fundador da Agrifer, realçou que o objectivo da empresa é “construir supremacia na crise, sem esquecer a ética empresarial”. Combater o pessimismo e contrariar sentimentos de crise foi assim o mote para a realização de um evento público de apresentação da parceria, bem como dos novos empilhadores Grendía, da Mitsubishi, junto de clientes e de vários empresários da região. Com mais de 40 anos de existência, a Agrifer continua sólida e a defender os postos de trabalho. Actualmente, com 20 colaboradores, a empresa bracarense espera aumentar a sua força de trabalho em 10 por cento, contratando assim novos colaboradores. Sobre o novo projecto, Francisco Ferreira, sócio-gerente da Agrifer, explica que “era uma marca que já há muito tempo ansiávamos ter entre as marcas que comercializamos. Queremos ser líderes de mercado nesta área. A Agrifer é uma marca forte na região e, associada a um importador com muito know-how e a uma marca mundial, a parceria tem tudo para dar certo”. A elevada qualidade e fiabilidade dos equipamentos, bem como a forte assistência técnica e especialização da empresa são importantes mais-valias. A nova área pode vir assim a representar cerca de 50 por cento do volume de negócios da PME Líder. Sócio-fundador da Agrifer recebe presidente da AIMinho | aiminhojornal A Agrifer actua no Minho e em Trás-os-Montes (Montalegre, Boticas e Chaves) e, segundo Francisco Ferreira, “nunca tivemos pretensão em expandir a empresa em termos de área geográfica porque o que pretendemos é ser muito 13 14 | aiminhojornal Empresa de Eventos e Design A empresa realiza também eventos empresariais, entre os quais feiras, congressos, workshops, seminários, jantares e lançamentos de produto. “Aqui podemos englobar o team building e o street marketing porque são duas modalidades que se tocam bastante”, refere Ana Sales. No que diz respeito ao Team Building, a Voyager 11 está já em comunicação com pousadas da juventude e com as caves do vinho do porto, no sentido de celebrar acordos para proporcionar pacotes especiais de degustação e estadia. A empresa organiza ainda eventos sociais como casamentos, baptizados, aniversários, despedidas de solteiro e festas de divórcio. Ana Sales, sócia-gerente da Voyager 11 Criada em Agosto de 2010, a Voyager 11 dedica-se ao design e à organização de eventos e pretende apostar em áreas como Street Marketing e Team Building. A empresa, sediada na Avenida da Liberdade, foi apoiada pela Oficina da Inovação e tem já vários projectos planeados para o próximo ano. A produção de eventos culturais é uma das áreas onde a Voyager 11 quer actuar. Nesse sentido, realizou recentemente uma parceria com a Agência Nova, no Porto, “para a criação de trabalhos na área da cultura, espectáculo e indústrias criativas”, explicou Ana Sales, sócia-gerente da empresa. Além disso, a partir de Março terão também o serviço de make-up artística e de caracterização para cinema, teatro e televisão, outra das mais valias da Voyager 11. Em Fevereiro, a empresa vai realizar uma Bubble Party no Hairtz Cabeleireiros, um espaço cultural alternativo em Aveiro. O mesmo conceito será extendido para o Estação da Luz. Outro dos grandes eventos que irão organizar é o Natal Meeting 2011, uma feira multisectorial onde se poderão encontrar produtos de natal e propostas de passagem de ano. A iniciativa já está desenhada e decorrerá em finais de Novembro. A Voyager 11 tem, para já, dois colaboradores, incluindo um criativo, que permite à empresa ter “o poder de fazer coisas diferentes, novas, com profissionais também um pouco mais arrojados. Queremos dinamizar as coisas porque jantares e desfiles toda a gente faz e há pequenas nuances que fazem a diferença”, defendeu a sócia-gerente. Quanto ao apoio prestado pela Oficina da Inovação, Ana Sales mostrou-se satisfeita. “O trabalho da Oficina da Inovação é muito profissional. Eles dão-nos as directivas e percebem se temos ou não perfil para avançar e acabam por ser nossos parceiros”, concluiu. Empresa da área Engenharia Naval Hurran marca a diferença com acompanhamento físico integrado Ao contrário do que acontece habitualmente no sector da engenharia naval, com as empresas a dedicarem-se exclusivamente à montagem de equipamentos, a Hurran aposta também na disponibilização de um conjunto de serviços que abarcam o aconselhamento técnico e a integração do sistema. Através da relação de cooperação estabelecida, a empresa marca a diferença face à concorrência. Prestadora de serviços técnicos especializados junto dos estaleiros de construção e reparação naval, a Hurran tem como objectivo prioritário integrar e aplicar sistemas no âmbito das engenharias mecânica e hidráulica, eléctrica e electrónica, sendo que a sua área de actividade inclui também o apoio à elaboração e desenvolvimento de projectos de desenvolvimento. Criada em Julho de 2010, a empresa é composta por um corpo técnico de cinco pessoas, sendo que a parte de produção varia em função das necessidades ditadas pelo volume de trabalho. Fernando Monteiro, project manager da Hurran A opção pela incubação na Oficina de Inovação prendeu-se com as condições proporcionadas, como a disponibilização de estruturas físicas, bem como a potenciação de oportunidades de negócio, facilitadoras do aproveitamento de sinergias a nível nacional e internacional. A equipa da Hurran acredita que o futuro aportará mudanças técnicas e comportamentais significativas, para as quais a empresa julga estar preparada. “Os homens que integram a Hurran divertem-se com o trabalho, cultivam a saudável discórdia e acreditam que as dificuldades podem e devem ser um incentivo”, afirma Fernando Monteiro, project manager da empresa. | aiminhojornal Empreendedorismo Street Marketing e Team Building são as apostas da empresa para 2011 15 INICIATIVAS Pacote definirá via a seguir para os Balcãs Ocidentais, Turquia e Islândia Comissão Europeia adopta Pacote «Alargamento» 2010 normalização das relações com Chipre antes de o país poder avançar de forma mais vigorosa nas negociações de adesão. Islândia: candidato - apresentou o pedido de adesão em 2009 e foram abertas negociações de adesão em Julho de 2010. O processo de avaliação está prestes a começar. Como a Islândia é já membro do EEE e do espaço Schengen, grande parte da sua legislação está já alinhada pela da UE. Antiga República Jugoslávia da Macedónia: candidato – apresentou o pedido de adesão em 2004. O país continua a cumprir de forma suficiente os critérios políticos e a Comissão renovou a sua recomendação de 2009 no sentido da abertura das negociações de adesão. Como é necessária uma decisão por unanimidade dos Estados-Membros para o início das negociações, é essencial uma solução negociada e mutuamente aceite para a questão da designação do país. A Comissão Europeia adoptou o Pacote «Alargamento» de 2010 que apresenta a avaliação anual da Comissão do programa de alargamento da União Europeia. Além disso, indica a situação actual dos preparativos, os futuros desafios e a via a seguir para os Balcãs Ocidentais, a Turquia e a Islândia. A Comissão propõe o estatuto de país candidato para o Montenegro e recomenda a abertura de negociações de adesão com o Montenegro e a Albânia, logo que estes países tiverem cumprido uma série de prioridades essenciais estabelecidas nos pareceres. A Comissão confirma que a Croácia entra na fase final dos preparativos de adesão. Pacote de cada país Croácia: candidato – apresentou o pedido de adesão em 2003. Foram provisoriamente encerrados 25 de 35 capítulos. As negociações de adesão chegaram à fase final e devem ser concluídas logo que a Croácia tenha cumprido os critérios de referência de encerramento pendentes, nomeadamente no domínio do sistema judiciário e dos direitos fundamentais. Turquia: candidato – apresentou o pedido de adesão em 1987. Estão abertos 13 capítulos e 1 foi provisoriamente encerrado. É necessário o pleno cumprimento das obrigações no âmbito da União Aduaneira e a realização de progressos no sentido da Montenegro: potencialmente candidato – apresentou o pedido de adesão em 2008. No seu parecer, a Comissão recomenda o estatuto de candidato e a abertura de negociações de adesão, se forem registados progressos numa série de domínios essenciais, tal como estabelecido no parecer. Albânia: potencialmente candidato – apresentou o pedido de adesão em 2009. No seu parecer, a Comissão recomenda a abertura de negociações de adesão, se forem registados progressos numa série de domínios essenciais, tal como estabelecido no parecer. Sérvia: potencialmente candidato – apresentou o pedido de adesão em 2009. Em 25 de Outubro de 2010, o Conselho Assuntos Gerais enviou o pedido de adesão da Sérvia à Comissão, que começará a elaborar o seu parecer. Bósnia e Herzegovina: potencialmente candidato - Não apresentou qualquer pedido de adesão à UE. A falta de uma visão partilhada por parte dos líderes políticos sobre a orientação do país continuou a bloquear reformas essenciais e novos progressos na direcção da UE. Kosovo: (De acordo com a Resolução 1244/99 do Conselho de Segurança das Nações Unidas) potencialmente candidato Não apresentou qualquer pedido de adesão à UE. A UE apoia os esforços do Kosovo no sentido de este cumprir a sua perspectiva europeia e lançou em Janeiro o diálogo do Processo de Estabilização e de Associação A Comissão avançará com a participação do Kosovo em programas relevantes da União. Sexto inquérito europeu sobre inovação | aiminhojornal Mais de metade das empresas da União Europeia inovam 16 Entre 2006 e 2008, 52% das empresas da indústria e serviços da União Europeia (UE) efectuaram actividades de inovação, conclui o Sexto Inquérito Europeu sobre Inovação. De entre os Estados-Membros da UE, as maiores percentagens de empresas com actividades inovadoras, durante este período, foram registadas na Alemanha (80% das empresas), Luxemburgo (65%), Bélgica e Portugal (58% cada um), bem como na Irlanda (57%). As percentagens mais baixas foram observadas na Letónia (24%), Polónia (28%), Hungria (29%), Lituânia (30%) e Bulgária (31%). OPINIÃO Da RSE à RSI A Responsabilidade Social Empresarial (RSE) tem sido um dos temas cada vez mais debatidos na nossa área profissional (contabilidade e auditoria/revisão de contas). A RSE, também designada Responsabilidade Social Corporativa (RSC), e traduzida da expressão anglo-saxónica “Corporate Social Responsibility” (CSR), surgiu nos EUA, na década de 50 do século passado, associada ao tema da ética dos negócios, sublinhando-se que a responsabilidade da empresa perante a sociedade abrange quatro níveis1: •Responsabilidades económicas: a criação de bens e serviços que a sociedade deseja, em condições de rendibilidade dos capitais investidos; •Responsabilidades legais: o cumprimento das leis em vigor; Joaquim Fernando da Cunha Guimarães Revisor Oficial de Contas e Docente do Ensino Superior •Responsabilidades éticas: as expectativas da sociedade que se traduzem em normas sociais; [email protected] A nível da União Europeia (UE), o ponto alto da evolução da RSE deu-se com a aprovação pela Comissão Europeia, em Julho de 2001, do Livro Verde intitulado “Promover um Quadro Europeu para a Responsabilidade Social das Empresas”2. •Responsabilidades discricionárias: que resultam da escolha individual dos gestores ou proprietários da empresa (a filantropia). A principal motivação para escrever estas breves linhas resultou do facto de termos assistido a uma iniciativa promovida pela Associação Industrial do Minho, no âmbito do programa “Sustentar”, no passado dia 22 de Setembro, o qual incluiu visitas às instalações de duas empresas da região de Braga consideradas case study na RSE. Na apresentação da política de RSE de uma dessas empresas, do ramo de desenvolvimento de software de informática, efectuada por um dos seus administradores, registamos positivamente a preocupação na implementação de um modelo de RSE na sua empresa, não só à nível interno como externo (v.g. voluntariado). No debate dessa apresentação, efectuámos uma intervenção justificando a nossa presença como Revisor Oficial de Contas (ROC) dessa empresa e sublinhámos o facto de alguns dos presentes poderem estranhar a circunstância da nossa presença neste evento, pois, na verdade, não se tratava de “falar de contas” e muito menos de auditoria/revisão de contas. Referimos, finalmente, que a RSE pode ser analisada como o resultado do somatório da Responsabilidade Social Individual (RSI) de cada colaborador da empresa, sendo que o todo (RSE) vale mais que cada uma das partes (RSI) e a sua soma. E já que abordamos a RSI, é nosso hábito referir em intervenções públicas (v.g. docência, congressos) que cada cidadão de per se tem uma RSI na sociedade. Uma sociedade será tanto melhor quanto maior e mais profunda for a RSI de cada um dos cidadãos. É óbvio, pois, que a RSI tem diversas acepções. Da nossa parte, e no que concerne à RSI de âmbito profissional, temos consciência que, modéstia à parte, temos desempenhado o nosso papel na sociedade, não só nas profissões de ROC, TOC e docente do ensino superior, mas sobretudo, e, em particular, em actividades de carácter associativo, como são os casos de dirigente em quatro associações de profissionais (Ordem dos ROC, Ordem dos TOC, Associação dos Docentes de Contabilidade do Ensino Superior e Associação Portuguesa de Técnicos de Contabilidade)3. Ainda a nível filantrópico, relevamos igualmente o facto de sermos o único proprietário e responsável pelos Portais INFOCONTAB e INFOCONTAB-HISTÓRIA, disponíveis em www.infocontab. com.pt e www.infocontab.com.pt/historia, respectivamente, nos quais divulgamos diversas informações sobre contabilidade, fiscalidade e auditoria/revisão de contas, constituindo, desta forma, um importante instrumento informático de apoio à investigação e a uma melhor prática profissional naquelas três áreas. Uma outra faceta da RSI que desenvolvemos refere-se à elaboração de artigos para publicação em revistas nacionais de contabilidade, fiscalidade e auditoria/revisão de contas. Na verdade, quando elaboramos um artigo técnico nessas áreas, pensamos sempre na sua eventual utilidade para a resolução de situações concretas do ponto de vista teórico-prático dos referidos profissionais da contabilidade. Por última, uma reflexão final para sublinhar que a actual conjuntura de crise económica, financeira e social não é propícia para que as empresas desenvolvam políticas de RSE que impliquem gastos acrescidos. Porém, existem muitas formas dos seus colaboradores exercerem a sua RSI sem gastos para a empresa, pelo que, numa altura de crise, mais se justifica o apelo à solidariedade. Na oportunidade, referimos duas situações concretas que serviram de justificação à nossa participação. A primeira relativa a realização de um Congresso de Contabilistas realizado em Lisboa, no ano de 2004, em que a RSE foi, precisamente, um dos temas que suscitou a apresentação de maior número de comunicações. A segunda situação prende-se com o facto de a própria Ordem dos ROC ter promovido, durante alguns anos (o último ocorreu em 2006), um prémio para o melhor relatório ambiental e de sustentabilidade. Ainda nessa intervenção, destacámos o facto da implementação de uma política de RSE poder ser considerada um “produto de marketing” e não apenas um “produto filantrópico”. Num contexto empresarial julgamos que, não raras vezes, estas duas orientações estão intimamente ligadas. NICOLAU SANTOS, Maria João e outros: Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Empresarial, Ed. Celta, Oeiras, prefácio de Fernando Ribeiro Mendes, p. X. 1 2 NICOLAU SANTOS, Maria João e outros: prefácio de Fernando Ribeiro Mendes, ob. cit., p. XI. 3 O nosso envolvimento associativo profissional de contabilidade e auditoria/revisão de contas, foi precedido de funções de dirigente da Associação Académica da Universidade do Minho (durante quatro anos) e da Associação dos Antigos Estudantes da Universidade do Minho (durante oito anos, da qual somos o associado n.º 1 e um dos quatro fundadores). Esta actividade identificámo-la como o “Bichinho do Associativismo”, sendo inclusive, o título da Nota de Apresentação do nosso livro “A Profissão, as Associações e as Revistas de Contabilidade em Portugal”, ed. Vida Económica, Porto, Setembro de 2009, com 735 páginas. O texto está disponível para download no menu “Actividades Pessoais/Artigos (download)/Por Título/N.º 271” do Portal INFOCONTAB. FICHA TÉCNICA Director: Nuno Martins | Coordenação Editorial: Filipe Fadigas do Vale | Redacção e Produção: LK Comunicação, Avª Dr. Francisco Pires Gonçalves, 45, 4711-954 Braga | Propriedade: AIMinho - Associação Empresarial, Av. Dr. Francisco Pires Gonçalves, 45, 4711-954 Braga | Impressão: LK Comunicação | Tiragem: 2500 exemplares | NIF: 500947945 | Registo ICS: 120 280 | Periodicidade: Mensal. | aiminhojornal Referimos, ainda, que a RSE e a análise dos respectivos relatórios (“Relatórios de Sustentabilidade”), elaborados pelo órgão de gestão, constituem, cada vez mais, preocupação dos Contabilistas (TOC) e dos ROC, pois já lá vai o tempo em que estes profissionais apenas se preocupavam unicamente com as contas. 19 Visita do Cônsul do Chile Seminário “7º Programa Quadro Investigação em benefício das PME” Seminario “ Os Números do QREN”