6 a 10 de abril de 2015 +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS... Um time de respeito... também de quem atua “do outro lado do balcão”, em agências e assessorias. Depois de um mês e meio de indicações, em duas fases, e a participação de 335 profissionais na primeira fase e 416 nessa segunda etapa, Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva em parceria com a Maxpress divulga agora quem são os +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva. Nas páginas a seguir você poderá conferir os Top 5, Top 10 e Top 20 desse importante levantamento, além das informações sobre como funcionou a pesquisa. Dois dos mais respeitados colunistas do segmento; um repórter que já dirigiu quase de tudo nesta vida; um respeitado editor que, não fosse uma guinada de 180 graus de sua publicação, ainda estaria comandando um dos mais respeitáveis cadernos automotivos do Brasil; e uma repórter que olha como poucos para os automóveis pelo viés econômico... São esses os profissionais que encabeçam uma lista das mais qualificadas, na qual, cada um à sua maneira, entrou por ter conquistado a admiração não apenas de colegas de outras redações, mas TOP 5 1 o 8.186 pontos Fernando Calmon (Alta Roda / Top Carros) 1ª fase: 111 votos (1º lugar) / 2ª fase: 8.075 pontos Tido por muitos como grande favorito ao posto de +Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva, Fernando Calmon confirmou a expectativa e terminou a eleição quase 3 mil pontos à frente do segundo colocado. Em 2014, inclusive, ele já havia integrado a lista dos +Admirados Jornalistas Brasileiros, na 61ª posição, em eleição promovida por Jornalistas&Cia. Nascido no Ceará, Calmon começou a construir sua carreira no Rio de Janeiro, antes mesmo de se formar em Engenharia Mecânica pela UFRJ, em 1971. Ainda em 1967 integrou a equipe do 2 o 5.257 pontos Paulo Campo Grande (Quatro Rodas) 1ª fase: 67 votos (2º lugar) / 2ª fase: 5.190 pontos Quando lançou em 2014 o livro O homem que dirigiu tudo, Paulo Campo Grande não estava exagerando. Editor de testes da revista Quatro Rodas, não é nenhum absurdo dizer que ele tem o emprego dos sonhos da maioria dos apaixonados por automóveis. Mas o reconhecimento e as oportunidades não vieram por acaso. Dono de um texto ao mesmo tempo simples e abrangente, Paulo é daqueles profissionais capazes de atingir 3 o 5.140 pontos Cleide Silva (Estadão) 1ª fase: 35 votos (6º lugar) / 2ª fase: 5.105 pontos Nascida no berço da indústria automobilística brasileira, o ABC Paulista, Cleide Silva formou-se em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Começou a carreira no Diário do Grande ABC, atuando diretamente no intenso noticiário sindical do setor automobilístico da região. Muito mais focada nos aspectos políticos e econômicos do setor, Cleide chegou a programa Grand Prix, na extinta TV Tupi, e já no ano seguinte começou a escrever para o Jornal do Commercio. Chegou às revistas em 1970, em O Cruzeiro, e desde então atuou por algumas das mais importantes publicações do Brasil, como Diário de São Paulo, Diário da Noite, Jornal dos Sports, Gazeta Mercantil, Autoesporte (que dirigiu por 12 anos), 4x4 & PickUp, Motorshow, Carga, Manchete, Automotive World, Carro, rádio Difusora, tevês Manchete, SBT, Record, OM e Bandeirantes. Com a explosão da internet no final da década de 1990, criou a coluna Alta Roda, hoje publicada em mais de 100 veículos em todo Brasil, entre jornais, sites e revistas. Em 2014, partiu para mais uma importante etapa em sua carreira, ao comandar o surgimento de uma nova publicação para o segmento, a revista Top Carros. diversos públicos em suas reportagens, desde o leitor que pouco (ou nada) entende de carros, até o mais experiente, ávido por informações técnicas e de desempenho. Começou a carreira em 1990, como repórter do Estadão e já no ano seguinte migrou para o tradicional Jornal do Carro, na época publicado pelo Jornal da Tarde. Por lá permaneceu até 1994, quando mudou-se para os Estados Unidos, de onde passou a colaborar como freelancer para diversas publicações brasileiras. De volta ao País em 1998, assumiu a coordenação de Imprensa da Daimler Chrysler, onde ficou até dezembro de 2000, para então ingressar na Quatro Rodas. confidenciar a este mesmo J&Cia Auto que nos primeiros anos de profissão, como não tinha carteira de habilitação, inventava desculpas cada vez que era convidada para dirigir um novo modelo. Em janeiro de 1993 assumiu a editoria de Economia do Diário do Povo, em Campinas, e em 1997 foi contratada como repórter de Economia & Negócios do Estadão, com foco na indústria automobilística, onde também assina um blog sobre o setor. Sua atuação de destaque no jornal paulista igualmente lhe rendeu a 46ª posição na eleição dos +Admirados Jornalistas Brasileiros. Edição 300 - página 2 +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS... TOP 5 4 o 4.912 pontos Bob Sharp (AutoEntusiastas) 1ª fase: 52 votos (4º lugar) / 2ª fase: 4.860 pontos A atuação de Bob Sharp na área automobilística começou não pela ponta de uma caneta, mas sim pelo gosto por corridas de carros. Criado no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, próximo ao tradicional circuito do chamado Trampolim do Diabo, Bob começou a correr em 1962, nas Seis Horas da Barra da Tijuca, e, a partir do ano seguinte, em provas realizadas em São Paulo. 5 o 4.583 pontos Jason Vogel (O Globo) 1ª fase: 58 votos (3º lugar) / 2ª fase: 4.525 pontos Entre 2001 e o começo deste ano, Jason Vogel editou com maestria um dos principais cadernos automotivos do Brasil, o Carro Etc., de O Globo. Porém uma mudança radical nos planos da publicação alterou a trajetória do espaço, que hoje traz apenas anúncios, classificados e algum conteúdo Foi contemporâneo de Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet, e parceiro, entre outros, de José Carlos Pace. Seu trabalho em publicações do segmento começou em 1973, quando passou a escrever para a revista Autoesporte, coassinando matérias com Mauro Forjaz. Desde então seus textos foram publicados em O Globo, Manchete, Quatro Rodas, Oficina Mecânica e neste J&Cia Auto, onde até agosto de 2012 manteve a coluna Linha do Tempo. Passou ainda pelas assessorias de General Motors do Brasil, Embraer e Stuttgart Sportcar. Desde 2008 é editor do blog AutoEntusiastas. editorial terceirizado. Experiente e competente repórter, eleito recentemente um dos 100 +Admirados Jornalistas do Brasil, Jason foi transferido para a editoria de Economia, onde segue escrevendo, entre outros assuntos, sobre o mercado que tanto ama. Formado em Jornalismo pela Faculdades Hélio Alonso, do Rio de Janeiro, construiu praticamente toda sua carreira em O Globo, aonde chegou em 1994 já para atuar na seção de automóveis. Desde 2008 também é colaborador do blog AutoEntusiastas. Edição 300 - página 3 +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS... Confira a seguir os +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva do 6º ao 10º colocados 6 o 4.455 pontos Boris Feldman (Hoje em Dia) 1ª fase: 50 votos (5º lugar) / 2ª fase: 4.405 pontos Até o final de 2014, o mineiro Boris Feldman era um dos jornalistas mais longevos em uma mesma redação (e editoria) no Brasil. Por 34 anos foi editor do caderno Veículos do Estado de 7 o 3.520 pontos Alzira Rodrigues (Autodata) 1ª fase: 15 votos (18º lugar) / 2ª fase: 3.505 pontos Editora-chefe da revista AutoData, Alzira Rodrigues, como Cleide Silva, também começou a carreira atuando na cobertura sindical do ABC Paulista, em publicações locais como Gazeta de São Bernardo e Diário do Grande ABC. Entre os 8 o (3.492 pontos) Joel Leite (Autoinforme) 1ª fase: 32 votos (7º lugar) / 2ª fase: 3.460 pontos Dono de uma das vozes mais conhecidas da imprensa automotiva, Joel Leite fez de quase tudo nessa vida até chegar ao jornalismo. Foi balconista, notista, vendedor, contínuo, corretor de imóveis e bancário, além de ter estudado tea- 9 o 3.022 pontos Tarcísio Dias (Mecânica Online) 1ª fase: 7 votos (43º lugar) / 2ª fase: 3.015 pontos Único representante entre os 10 +Admirados a atuar fora da região Sudeste, o pernambucano 10 o 2.721 pontos Tião Oliveira (Jornal do Carro/Estadão) 1ª fase: 21 votos (12º lugar) / 2ª fase: 2.700 pontos Com exceção a passagens pelas assessorias de Citroën, Peugeot e Royal Caribbean, Tião Oliveira construiu toda a sua carreira em publicações do TOP 10 Minas, mas sua atuação no mercado automotivo vem desde 1966, quando editou o caderno do setor na sucursal mineira do jornal Última Hora. Com os programas Auto Papo e Vrum, passou por diversas emissoras, como as tevês Bandeirantes, Alterosa e SBT e a Rádio Alvorada. Em novembro de 2014 anunciou sua saída do jornal dos Diários Associados e migrou para o também mineiro Hoje em Dia. anos 1980 e 1990, foi repórter para a área automotiva de Estadão e O Globo, e após um período na assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura de São Paulo retornou para o setor, atuando pelo Jornal da Tarde. Passou ainda pelo Diário do Comércio, onde foi repórter do Dcarro até julho de 2009, quando se transferiu para a AutoData. Em 2008 também colaborou para este J&Cia Auto, com a coluna Bravos Desbravadores, que contava a história de personalidades do universo automotivo. tro e música. Passou por Última Hora, A Gazeta Esportiva, Diário de S.Paulo, Agência Folhas, Folha da Tarde, TV Tupi, Estadão, Jornal da Tarde (onde integrou por 12 anos o time do Jornal do Carro). Em 1992 fundou a AutoInforme, primeira agência de notícias do Brasil especializada no setor de veículos, que, entre outros, produz o Boletim AutoInforme para as rádios Bandeirantes, BandNews FM e Sul América Trânsito. Tarcísio Dias uniu seu conhecimento adquirido nos cursos de Engenharia Mecânica e Radialismo para criar em janeiro de 2000 o site Mecânica Online. Além de informações sobre serviços, manutenção, tecnologias, engenharia, lançamentos e avaliações, a página oferece uma série de treinamentos online sobre mecânica. Grupo Estado. Começou na casa em 1984, pelo InformEstado, onde por dez anos coordenou as pesquisas de preços de usados que eram publicadas nos cadernos Jornal do Carro (Jornal da Tarde) e Autos (Estadão). Na Agência Estado foi repórter de veículos, sob o comando de Jorge Meditsch, e desde 2004 integra o time do Jornal do Carro, onde a partir de 2008 assumiu o posto de editor. Edição 300 - página 4 +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS... TOP 20 12º (2.388 11º (2.512 Chico Lelis 1ª fase: 7 votos (43º lugar) 2ª fase: 2.505 pontos pontos) Luiz Guerrero (Car and Driver) 1ª fase: 18 votos (15º lugar) 2ª fase: 2.370 pontos 15º (2.328 pontos) Eduardo Sodré (Folha de S.Paulo) 1ª fase: 28 votos (8º lugar) 2ª fase: 2.300 pontos 18º (2.223 pontos) pontos) Hairton Ponciano Voz (Jornal do Carro/Estadão) 1ª fase: 13 votos (21º lugar) 2ª fase: 2.210 pontos 13º (2.386 pontos) 14º (2.383 Pedro Kutney (Automotive Bussines) 1ª fase: 26 votos (10º lugar) 2ª fase: 2.360 pontos 16º (2.285 pontos) (Carpress) 1ª fase: 20 votos (14º lugar) 2ª fase: 2.265 pontos 19º (2.057 Marli Olmos (Valor Econômico) 1ª fase: 8 votos (30º lugar) 2ª fase: 2.375 pontos 17º (2.278 Luís Perez pontos) Emílio Camanzi (Vrum) 1ª fase: 12 votos (24º lugar) 2ª fase: 2.045 pontos pontos) pontos) Eduardo Laguna (Valor Econômico) 1ª fase: 28 votos (8º lugar) 2ª fase: 2.250 pontos 20º (1.971 pontos) Marcus Vinícius Gasques (Autoesporte) 1ª fase: 21 votos (12º lugar) 2ª fase: 1.950 pontos Como funcionou a eleição? Criado a partir do sucesso da pesquisa dos +Admirados Jornalistas Brasileiros, promovida pela primeira vez em 2014 por Jornalistas&Cia, a eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva restringiu-se a esse segmento, mas em contrapartida ampliou a avaliação para o trabalho desenvolvido "do outro lado do balcão", nas assessorias e agências que atendem a empresas e entidades do setor automotivo. Divididos em dois grupos, de acordo com a área de atuação, quase dois mil profissionais puderam escolher os mais admirados de sua preferência em três diferentes categorias: Jornalistas, Profissionais de Comunicação/Assessoria de Imprensa e Equipes de Atendimento/Assessoria de Imprensa. O grupo formado por jornalistas que atuam em publicações especializadas do segmento automotivo, ou que prioritariamente abordam o tema em publicações gerais, pôde na primeira fase indicar livremente: cinco jornalistas de redação (exceto a si próprios); cinco profissionais de Comunicação/ Assessoria de Imprensa de qualquer empresa ou entidade da área ou agência que atenda a contas nesse segmento; e três equipes de atendimento/ assessoria de imprensa. Já o grupo formado por profissionais de Comunicação/Assessoria de Imprensa pôde escolher apenas os cinco mais admirados na categoria Jornalistas. “Definimos esse critério porque, apesar de trabalhar em redações diferentes, jornalistas podem acompanhar todo o trabalho desenvolvido por outros colegas de profissão, o que já não ocorre no meio www.portaldosjornalistas.com.br corporativo, uma vez que a confidencialidade geralmente é um grande diferencial competitivo para as marcas”, explica o editor deste J&Cia Auto Fernando Soares. Na segunda fase, mantendo os mesmos critérios, cada eleitor pôde votar novamente nas mesmas categorias, porém desta vez de forma dirigida, apenas nos nomes e equipes que atingiram pelo menos cinco votos na primeira fase e que, com isso, se classificaram para a etapa seguinte. Em cada fase, os eleitores puderam votar apenas uma vez Pontuação – Para a somatória dos resultados finais, foram considerados os números de votos da primeira fase mais os pontos totais conquistados na segunda. Nesta etapa, foi atribuída uma pontuação de acordo com a posição de preferência de cada eleitor (1º colocado: 100 pontos, 2º: 80 pontos, 3º: 65 pontos, 4º: 55 pontos e 5º: 50 pontos). Dessa maneira, Fernando Calmon teve seus 8.075 pontos da segunda fase somados aos 111 votos da primeira, para então atingir o índice de 8.186 pontos. Para não influenciar nos resultados da segunda fase, os votos da primeira não foram divulgados, mas interessados em saber sua pontuação poderão solicitá-la pelo fernan [email protected] ou premio@max press.com.br. Próximos resultados – Os demais resultados dos +Admirados da Imprensa Automotiva, nas categorias Profissionais de Comunicação/Assessoria de Imprensa e Equipes de Atendimento/Assessoria de Imprensa, serão divulgados, respectivamente, nas edições 301 (10/4) e 302 (17/4). Perfis biográficos dos jornalistas brasileiros e o noticiário com o vaivém profissional Edição 300 - página 5 PELAS REDAÇÕES ... PELAS REDAÇÕES ... PELAS REDAÇÕES ... PELAS REDAÇÕES ... PELAS Caderno Máquina, do Agora São Paulo, diminui periodicidade e Rodrigo Ribeiro deixa a casa A notícia de cortes no Agora São Paulo atingiu em cheio na última semana o caderno Máquina. Segundo informou a empresa, por causa da necessidade de reduzir custos, que aumentaram em razão da alta do dólar e dos gastos com a importação de papel, o caderno deixou de circular às 5as.feiras. Mas, a partir desta semana, a edição de sábado, que já contava com a tabela de preços do Datafolha, foi ampliada, passando a contar com as reportagens e seções que faziam parte das edições de quinta, enquanto outras notícias relacionadas ao setor automobilístico passaram a ser publicadas na editoria Grana. Com a decisão, deixou a casa o repórter Rodrigo Ribeiro, que por lá estava desde agosto de 2014. Antes do Agora, Rodrigo integrou o time de Carros do R7 e passou pelas redações de Car and Driver, Auto & Técnica, Webmotors e iCarros. “Fico na torcida para que o Agora mantenha todo o apoio que sempre deu à editoria, pois o Ricardo Ribeiro e o Fernando Pedroso [N. da R.: respectivamente editor e repórter do caderno] são capazes de coisas fantásticas, e o Máquina, mesmo com uma equipe tão pequena, tem muito fôlego para fazer frente à concorrência com um material de qualidade”, destacou Rodrigo. “Estou feliz porque minha despedida foi ‘em grande estilo’, com uma avaliação do novo Audi RS5, publicada na última edição de 5ª.feira (2/4) e um comparativo de capa na edição de sábado (4/4)”. Enquanto não define seu futuro profissional, ele atende pelos 11-995304-697 e [email protected]. Homero Gottardello deixa o Jornal da Cidade Homero Gottardello (homerogottardello@globo. com) deixou recentemente o Jornal da Cidade, de Belo Horizonte, onde respondia pelos cadernos Veículos e Gastronomia, e agora vai se dedicar ao desenvolvimento de um projeto próprio na área de mídias digitais: “Agora, deixo a mídia imprensa – ou o jornalismo industrial – para enveredar pelo mundo virtual. Não abandono a cobertura do setor automotivo, em que sempre me destaquei – modéstia à parte – pela independência. Mesmo com um jornalismo especializado cada vez mais subserviente, acho que ainda há espaço para minhas análises e ponderações”, explica. Em quase 20 anos de carreira, Homero passou por O tempo, como repórter dos cadernos Carro&Cia e Planeta Digital, e Hoje em Dia, como editor dos cadernos Veículos, Tecnologia (Info.com) e Gastronomia. No Jornal da Cidade, foi substituído por Amanda Medeiros e Nathália Vilaça. Bufalos TV viaja à Inglaterra para contar história do último Mitsubishi Evo Com a produção de um filme sobre John Easton, preparador que criou a versão de despedida do Mitsubishi Lancer Evolution no Brasil, a Bufalos TV estreou em grande estilo no mercado de minidocumentários. A equipe da produtora viajou até Daventry, na Inglaterra, e entrevistou o engenheiro britânico que dedicou anos de sua vida à preparação do modelo para os mais importantes campeonatos de rally do mundo. “Tínhamos nas mãos uma grande história e um grande carro, e por trás a Mitsubishi, que entrou como parceira no projeto”, destaca o diretor da Bufalos TV Guilber Hidaka. “Com uma boa combinação de fotografia, texto e edição, nosso primeiro minidocumentário reforça mais uma vez que, apesar de sermos uma produtora pequena, estamos fazendo trabalhos que se equiparam às maiores do mercado brasileiro e também internacional”. Para fazer o filme, a equipe passou alguns dias com o criador do modelo, acompanhando sua rotina de trabalho e captando elementos que traduzissem sua importância na trajetória Evo, assim como a importância deste em na vida de Easton. “Encontramos mais uma boa história de amor entre homem e máquina, como o próprio John diz no filme, comparando a relação a um casamento”, explica a editora de conteúdo Carina Mazarotto. “É possível contar uma mesma história de diversas formas, e o bacana é que aqui na Bufalos temos muita liberdade para criar, discutir ideias, fazer um trabalho em equipe para construir um filme atraente para diversos públicos”. O resultado da produção está disponível nos canais da Bufalos e da Mitsubishi no youtube. Autopolis completa quatro anos e projeta criação de canal de vídeo Parceiro de conteúdo do R7 Carros, o site Autopolis completou em 31/3 seu quarto ano de vida e se prepara para investir nos próximos meses em novas opções de conteúdo editorial, com reportagens especiais e até a criação de um canal com vídeos próprio. Criada em 2011 por Marcelo de Queiroz, a página conta com uma estrutura robusta para um veículo web segmentado. Alem de Marcelo na direção e edição, o site conta com o editor de Conteúdo Rodrigo Lara, o diretor de Arte Renato Aspromonte e o repórter João Brigato. “A criação do Autopolis foi a realização de um antigo desejo de ter um site automotivo, mas que, por motivos pessoais e profissionais, consegui realizar apenas em 2011”, destaca Marcelo. “Como trabalhava com desenvolvimento de sites desde 1999, decidi reservar um tempo para desenvolver o meu próprio, com notícias relacionadas ao universo automotivo. Com sorte, fui chamado para um evento da MINI poucos meses após lançar o Autopolis e, nesse evento, tive a oportunidade de conhecer o jornalista, e hoje grande amigo, Marcos Garcia, que me deu dicas valiosas e me colocou em contato com outros profissionais que me ajudaram muito”. Desde a criação da página, passaram por lá profissionais como Gustavo Henrique Ruffo, Renato Pereira, Fernando Passos e Guilherme Fontana, que ajudaram diretamente a atingir números respeitáveis, como mais de 3.800 reportagens publicadas no período e cerca de 80 avaliações de veículos. Edição 300 - página 6 PELO MERCADO... PELO MERCADO... PELO MERCADO... PELO MERCADO... PELO MERCADO... Sergio Bessa assume área de Relações Públicas da Honda A Honda anunciou nesta semana a promoção de Sergio Bessa ao posto de diretor de Relações Públicas da marca para a América do Sul. Ele assume as atividades de RP para motocicletas, automóveis, produtos de força e assuntos corporativos na região, respondendo ao diretor executivo de Relações Institucionais Paulo Takeuchi. “O intuito da mudança é fortalecer o alinhamento entre os segmentos de atuação da empresa e suas unidades de negócios, além dos valores da marca Honda em toda a América do Sul”, afirma Takeuchi. No grupo há 14 anos, Sergio esteve à frente da Gerência Geral da Honda Serviços Financeiros por dez anos e da Diretoria Comercial da Honda Automóveis nos últimos quatro. Em sua equipe, contará com Sérgio Bruno Pagnanelli e Alfredo Guedes para as atividades relacionadas a Motocicletas e Produtos de Força, Marcel Dellabarba para Produtos 4R e Evelyn Lima para Assuntos Corporativos. O time conta ainda com Fábio Bonatto e Viviane Costa na área de Automóveis, Eduardo Venzol em Motocicletas, e Maria Fernanda Cunha e Andrea Castelli no Corporativo. Automotive Business abre etapa final de votação para Prêmio REI Está aberta a fase de votação popular para o Prêmio Rei 2015, iniciativa promovida pelo portal e revista Automotive Businnes. Nesta etapa, assinantes da newsletter e da revista poderão escolher os vencedores em 13 categorias: Empresa do ano; Profissional de montadora; Profissional de autopeças; Veículo leve; Comercial pesado; Marketing e Propaganda; Manufatura e Logísti- ca; Engenharia, Inovação e tecnologia; Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental; Autopeças; Powertrain; Insumos; e Tecnologia da informação e software. Os eleitores poderão votar até 1º/6 pelo site da publicação, onde também está disponível a lista com os finalistas, ou durante os eventos da publicação nesse período. A divulgação dos vencedores e entrega dos troféus Automec 2015 começa nesta 3ª.feira (7/4) Apoio Esta edição de J&Cia Auto contou com o apoio das as seguintes empres assinantes: Começa nesta 3ª.feira (7/4) e vai até sábado (11), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (av. Olavo Fontoura, 1.209) a 12ª edição da Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços. Mantendo a tradição de uma agenda cheia nos dias de coletivas, 18 mar- cas confirmaram apresentações para a imprensa nos dois primeiros dias do evento. Na pauta, novidades e lançamentos, além das expectativas para o setor e geração de novos negócios. Confira a seguir a agenda para os dias de coletivas: 7/4 (3ª.feira) 8/4 (4ª.feira) 10h – Magnet Marelli (Estande H298) 10h40 – Federal – Mogul (Sala de Coletiva) 11h30 – Borgwarner (Sala de Coletiva) 13h – KS (Sala de Coletiva) 13h30 – Reflex e Allen do Brasil (Sala de Coletiva) 14h – Gates (Sala de Coletiva) 14h40 – Sabó (Sala de Coletiva) 15h20 – MTE-Thomson (Sala de Coletiva) 16h – Canal da Peça (Sala de Coletiva) 16h40 – GMA (Sala de Coletiva) 10h40 – Grupo Randon (Sala de Coletiva) 11h – Delphi (Estande G298) 12h – Ocap Group (Sala de Coletiva) 14h – Keko Acessórios (Sala de Coletiva) 14h40 – Dayco/Nytron (Sala de Coletiva) 15h – Schaeffler (Estande H600) 15h20 – Tecfil (Sala de Coletiva) 16h – Tecdoc (Sala de Coletiva) O atendimento da Automec é da Fair Play, a cargo de Antonio Junior ([email protected] ou 11-966-676-003) e Samantha Oliveira (samantha.oliveira@ ou 953-923-484), com coordenação dos trabalhos da equipe de Comunicação da Reed ExhibitionsAlcantara Machado, sob gerência de Antonio Alves (11-30605019 ou [email protected]). * Audi do Brasil * CAOA an Significa lm de *E * Fiat Automóveis al Motors TOME NOTA.... TOME NOTA.... TOME NOTA... TOME NOTA... * Gener TOME NOTA.... * Hill and Knowlton Anfavea – n A entidade proMadureira, 1.355, 3° piso). será no Renaissance (al. Santos, * Grupo Máquina move nesta 3ª.feira (7/4), a parInformações pelo imprensa@an 2.233), a partir das 10h30. In* Honda tir das 11h, sua coletiva mensal favea.com.br ou 11-2193-7800. formações e credenciamento na para apresentar o desempenho Abraciclo – n Na 5ª.feira (9/4), Sd&Press (11-3876-4070), com * Imagem Corporativa r Novelli da indústria automobilística em será a vez da divulgação dos Bruna Dal Moro (bruna.dalmo te or P ss re P n I * março e no primeiro trimestre. números da indústria [email protected]) ou Mariana gia té * Ketchum Estra No Hotel Mercure (rua Sena clística. A coletiva da Abraciclo Larsson (mariana.larsson@). n so * Kreab&Gavin Ander a * MAN Latin Americ z en -B * Mercedes Jornalistas&Cia – Imprensa Automotiva é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora • Tel. 11-3861-5280 • Diretor: Eduardo Ribeiro ([email protected]) • Editor-Executivo: Wilson Baroncelli ([email protected]) • Editor: * Mitsubishi Motors Fernando Soares ([email protected]) • Colunista: Luís Perez ([email protected]) • Diagramação e Programa*Nissan ção visual: Paulo Sant’Ana ([email protected]) • Publicidade: Silvio Ribeiro, 11-3861-5283 ([email protected]) *SD&Press Edição 300 - página 7 S Aos admirados, um mundo novo Destaque da semana Saiu a lista! Não, não a do Rodrigo Janot (dessa ninguém se lembra mais), mas a da grande final dos jornalistas +Admirados da Imprensa Automotiva. Como colunista deste informativo, soube de alguns resultados com antecedência, até para escrever este artigo. Estava em reunião na Top Carros justamente com Fernando Calmon no momento em que soube que ele era o primeiro colocado, ao que, sem revelar a informação que acabara de receber, comecei a botar pilha: “Calmon, a lógica é você ser o escolhido. Foi o mais admirado na eleição geral, entre os automotivos”. Ele: “Não quer dizer que eu vá ser eleito”, respondeu, sem admitir que sua eleição seriam favas contadas. O “top ten” não trouxe lá tantas surpresas. Premiou com a vice-colocação um editor que coloca a mão na massa com destreza na maior revista do país, que é Paulo Campo Grande, o PCG, da Quatro Rodas, seguido por Cleide Silva, competência comprovada na cobertura do setor no Estadão. Depois vêm outras figuras carimbadas, como Bob Sharp (um “papa” ao lado de Calmon), Jason Vogel e Boris Feldman (se eu chamá-lo de papa, vai me enforcar com uma de suas gravatas-borboleta). Depois vem a Alzira Rodrigues, seguida pelo Joel Leite, outros ícones da cobertura automotiva. Eis que então aparece a primeira surpresa da lista: Tarcísio Dias. Outro dia meu editor, Fernando Soares, perguntou se dizer que alguém é surpresa não chega a ser ofensivo. Não acho. Surpresa não significa que a pessoa é incompetente e não deveria estar na lista. Significa que seu trabalho de excelência é reconhecido apesar de não estar em uma mídia do eixo Rio-São Paulo. Tarcísio rala. E trabalha em um veículo com sede em Recife (PE). Confesso: não entendo como ele consegue ser tão produtivo no que faz. Sim, eu também o admiro. Completa o “top ten” o editor do Jornal do Carro, do Estadão, Tião Oliveira. Veterano no setor, Chico Lelis é o 11º, seguido pelo primeiro executivo de revista a aparecer na lista, Luiz Guerrero, da Car and Driver – o outro é Marcus Vinicius Gasques, da Autoesporte, que ficou em 20º. Pedro Kutney, da Automotive Business, um de meus votos nas duas fases, ficou em 13º, com Marli Olmos, competentíssima repórter especial do Valor, mas a quem conheço desde os tempos de Agência Estado, em 14º. Embora um pouco mais novo do que eu, o mestre sempre franco e bem-humorado (além de talentosíssimo) Eduardo Sodré, da Folha de S.Paulo, aparece em 15º. Muito, mas muito me honra estar em seu encalço, na 16ª posição (mais para o final deste artigo comento essa minha colocação). Quando soube que Eduardo Laguna, do Valor, havia ficado em 17º, confesso: não sabia quem era. Eu o adicionei no meu facebook. Fui atrás de informações. Profissional competentíssimo, observador e absolutamente low profile (daí não conhecê-lo, o que espero ocorrer em breve). Recém-contratado no Jornal do Carro, Hairton Ponciano Voz, aparece em 18º. Nada mais justo. Tenho uma ponta de inveja dele. E essa coisa de “inveja branca” é balela. Inveja é inveja, meu caro. Inveja sim, por ele ter voltado a ser repórter de um veículo importante (quem me dera ganhar só para escrever...) depois de décadas de janela – embora eu já tenha perguntado em que farmácia ele compra o formol com que se mantém jovem. A lista se completa com Emilio Camanzi em 19º e o já citado Marcus Gasques em 20º. Agora, vamos a algumas considerações. Se tiver de apontar três surpresas na lista, apontaria o Tarcísio (pelo que já disse), o Laguna (pela discrição) e a mim mesmo. E não me venha dizer que quero confete. Estar entre os 20 entre os nossos pares é uma tremenda honra. Por uma questão matemática. Na primeira fase votaram 335 jornalistas, indicando 295, sendo que 81 foram classificados. O “segundo turno” mobilizou ainda mais profissionais: 416 votantes, para chegar a essa lista de “top twenty”. Sinceramente, eu não esperava estar nem na primeira, quanto mais na segunda lista. Saí em busca de mim mesmo (e de respostas). Fui conversar com uma amiga que não é diretamente envolvida com essa área, mas que me conhece há 20 anos (eu nem lembrava que era tanto tempo...). O objetivo era fazer uma espécie de DR para entender uma coisa: como uma pessoa com opiniões contundentes e aparente (juro que é aparente...) incontinência verbal e até por isso odiado por muitos vira 16º entre 295 profissionais. Tomei a licença de, sem identificá-la, transcrever parte de sua resposta: “Luís, você é considerado um dos maiores chatos desse setor. Eu não fiz pesquisa com 300 jornalistas, eu apenas tenho ouvidos. Eu já ouvi muito, ao longo de 20 anos, a seu respeito. Nem tudo abonador, é verdade, mas quase sempre sobre o seu jeito – às vezes tagarela, às vezes um tiquinho inconveniente, às vezes boca dura. Um chato. Mas nunca, NUNCA eu ouvi alguém dizer que seu trabalho era ruim, meia-boca, tendencioso”. Prossegue: “Aí que, eu acho, é isso o que muita gente vê, como eu, o que acontece: você pode até ser ‘um chato’ (o que eu não acho), mas seu trabalho é mesmo ótimo e, além disso, você é um cara que vive esse mercado. Escreve com vontade, posta coisas todo dia, luta pra se manter relevante. É ágil, extremamente envolvido. Podem lhe achar um chato, mas não podem negar que é brilhante”. Não, não transcrevo essa parte da nossa conversa para jogar confete sobre minha própria cabeça. Adoro a iniciativa da realização da eleição, mas ela não me envaidece. Mais me envaidece uma bela reportagem, a publicação de um furo. Isso sim quero mostrar para todo mundo. Mas acredito que o resultado da eleição mostra um caminho. A amigos próximos, brinco “somos os Calmons e Bobs do futuro”. Temos de entender o caminho por eles (e outros também) aberto, procurar outras trilhas e assim seguir, com tudo o que não a indústria automobilística, mas a da mobilidade, vai oferecer nas próximas décadas e gerações. Senti falta, na lista final, de mais jornalistas que vivem o digital. Mas seu trabalho (e eles próprios) naturalmente os fará ser cada vez mais admirados. Coisa de quem não veio ao mundo a passeio e sim a trabalho... Luís Perez, jornalista com formação em história e marketing, é editor dos sites Carpress (carpress.uol.com.br) e Mazarine (www.mazarine.com.br) e colaborador de diversos veículos. Por Luís Perez Alguns s comentário a, t s i sobre a l avas que traz f contadas, surpresas e aponta tendências Edição 300 - página 8 DOS LEITORES... DOS LEITORES... DOS LEITORES... A difícil evolução do banco do carro Por Percy Faro (*) Conta a história que a boleia do cocheiro – uma tábua como assento e outra como encosto – foi o primeiro assento do veículo. Durante séculos ele pouco se modificou. Os primeiros automóveis com propulsores tinham assentos similares, apenas com revestimento de tecidos resistentes. Em 1890 um relativo conforto foi introduzido, com o surgimento do banco estofado. Os assentos em forma de taça chegaram dez anos mais tarde, na virada do século, com os carros de corrida que alcançavam a “impressionante” velocidade de 150 km/h. Esse modelo de banco foi adaptado gradativamente para os automóveis convencionais. Os aspectos básicos dos bancos mantidos até hoje foram definidos nos anos 1930. De lá para cá, a engenharia automotiva preocupou-se muito mais com projetos visando ao seu aprimoramento. Ao longo deste tempo os motoristas perceberam, por meio do banco, a funcionalidade dos demais itens ergonômicos de seus veículos, conscientizando-se de que estar bem posicionado para dirigir significa ter ao alcance das mãos e dos pés todos os instrumentos e comandos. Nesse contexto inclui-se a importância das regulagens dos bancos (altura do assento, inclinação do encosto e movimentos longitudinais), como alternativa número 1 para oferecer o melhor posicionamento possível a motoristas de diferentes estaturas. Entretanto, um ponto é inquestionável: dirigir praticamente “deitado” (comum entre os jovens, em nome da esportividade) ou com a coluna literalmente “reta” (posição típica dos motoristas mais conservadores) são duas práticas inseguras e fora de propósito. O correto é ajustar o encosto ligeiramente inclinado para trás e o assento na distância adequada. O parâmetro para isso é simples: os joelhos devem permanecer levemente dobrados mesmo quando os pedais são acionados, regra que vale também para os cotovelos, tendo o volante como referência. Essas posições facilitam as operações com os pés e os braços, evitando o estresse e as dores na coluna cervical. Agregar diferentes regulagens no banco do automóvel foi durante muito tempo um trabalho difícil para os engenheiros. Fazer o quê com aqueles verdadeiros “sofás” que eram os bancos inteiriços dos veículos dos anos 1930 e 1940? Esse panorama não mudou em diversos modelos até as décadas de 1960 e 1970 – quem não se lembra do Aero Willys e do Simca Chambord, por exemplo, cujos bancos dianteiros formavam um só conjunto e acomodavam até três pessoas? Mas alguns poucos carros deram o pontapé inicial numa nova fase tecnológica. Um deles, o Cadillac, já apresentava no início dos anos 1950 um sofisticado sistema de regulagem elétrica que permitia movimentar o banco à frente, para trás, levantar e abaixar o assento, por meio de um simples toque no comando localizado na lateral da porta do motorista. A evolução do banco levou a estruturas reforçadas, apoios de cabeça e estofamentos que visam a minimizar os efeitos de uma colisão aos ocupantes do veículo. Paralelamente, para a saúde do usuário um assento mais firme é melhor do que um extremamente macio. Já para o conforto o segredo está na cobertura do estofamento, que deve permitir a circulação ideal de ar para dissipar o calor e a umidade gerados pelo corpo humano. Como se sabe que uma das causas de acidentes é a tensão ao dirigir, o banco não pode ser o agente desse efeito. Daí o permanente e difícil trabalho dos fabricantes no sentido de evitar os fatores externos que atuam sobre um veículo em movimento, os quais provocam minitraumas no corpo do motorista. Tais minitraumas têm origem nas vibrações transmitidas pelos desníveis do piso e a eles somam-se ainda, além da tensão muscular de quem está ao volante, as forças centrífugas longitudinais (freadas e acelerações) e laterais (curvas), que agem diretamente na parte do corpo acima da bacia, até o ombro e a cabeça, ocasionando esforço de torção nas pequenas articulações vertebrais, que podem resultar em lesões mais graves. (*) Percy Faro ([email protected]) é titular da coluna Autos&Fatos, publicada em diversos sites e jornais impressos