6 a 10
de abril de 2015
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS...
Um time de respeito...
também de quem atua “do outro lado do balcão”,
em agências e assessorias.
Depois de um mês e meio de indicações, em duas
fases, e a participação de 335 profissionais na primeira fase e 416 nessa segunda etapa, Jornalistas&Cia
Imprensa Automotiva em parceria com a Maxpress
divulga agora quem são os +Admirados Jornalistas
da Imprensa Automotiva. Nas páginas a seguir você
poderá conferir os Top 5, Top 10 e Top 20 desse importante levantamento, além das informações sobre
como funcionou a pesquisa.
Dois dos mais respeitados colunistas do segmento;
um repórter que já dirigiu quase de tudo nesta vida;
um respeitado editor que, não fosse uma guinada
de 180 graus de sua publicação, ainda estaria comandando um dos mais respeitáveis cadernos automotivos do Brasil; e uma repórter que olha como
poucos para os automóveis pelo viés econômico...
São esses os profissionais que encabeçam uma
lista das mais qualificadas, na qual, cada um à sua
maneira, entrou por ter conquistado a admiração
não apenas de colegas de outras redações, mas
TOP
5
1
o 8.186
pontos
Fernando Calmon
(Alta Roda / Top Carros)
1ª fase: 111 votos (1º lugar) / 2ª fase: 8.075 pontos
Tido por muitos como grande favorito ao posto
de +Admirado Jornalista da Imprensa Automotiva, Fernando Calmon confirmou a expectativa e
terminou a eleição quase 3 mil pontos à frente
do segundo colocado. Em 2014, inclusive, ele já
havia integrado a lista dos +Admirados Jornalistas
Brasileiros, na 61ª posição, em eleição promovida
por Jornalistas&Cia.
Nascido no Ceará, Calmon começou a construir
sua carreira no Rio de Janeiro, antes mesmo de
se formar em Engenharia Mecânica pela UFRJ,
em 1971. Ainda em 1967 integrou a equipe do
2
o 5.257
pontos
Paulo Campo Grande
(Quatro Rodas)
1ª fase: 67 votos (2º lugar) / 2ª fase: 5.190 pontos
Quando lançou em 2014 o livro O homem que
dirigiu tudo, Paulo Campo Grande não estava
exagerando. Editor de testes da revista Quatro
Rodas, não é nenhum absurdo dizer que ele tem
o emprego dos sonhos da maioria dos apaixonados por automóveis. Mas o reconhecimento e as
oportunidades não vieram por acaso. Dono de
um texto ao mesmo tempo simples e abrangente,
Paulo é daqueles profissionais capazes de atingir
3
o 5.140
pontos
Cleide Silva
(Estadão)
1ª fase: 35 votos (6º lugar) / 2ª fase: 5.105 pontos
Nascida no berço da indústria automobilística
brasileira, o ABC Paulista, Cleide Silva formou-se em Jornalismo pela Universidade Metodista
de São Paulo. Começou a carreira no Diário do
Grande ABC, atuando diretamente no intenso
noticiário sindical do setor automobilístico da
região. Muito mais focada nos aspectos políticos e econômicos do setor, Cleide chegou a
programa Grand Prix, na extinta TV Tupi, e já no
ano seguinte começou a escrever para o Jornal do
Commercio. Chegou às revistas em 1970, em O
Cruzeiro, e desde então atuou por algumas das
mais importantes publicações do Brasil, como Diário de São Paulo, Diário da Noite, Jornal dos Sports,
Gazeta Mercantil, Autoesporte (que dirigiu por 12
anos), 4x4 & PickUp, Motorshow, Carga, Manchete, Automotive World, Carro, rádio Difusora,
tevês Manchete, SBT, Record, OM e Bandeirantes.
Com a explosão da internet no final da década
de 1990, criou a coluna Alta Roda, hoje publicada em mais de 100 veículos em todo Brasil,
entre jornais, sites e revistas. Em 2014, partiu para
mais uma importante etapa em sua carreira, ao
comandar o surgimento de uma nova publicação
para o segmento, a revista Top Carros.
diversos públicos em suas reportagens, desde o
leitor que pouco (ou nada) entende de carros,
até o mais experiente, ávido por informações
técnicas e de desempenho.
Começou a carreira em 1990, como repórter
do Estadão e já no ano seguinte migrou para o
tradicional Jornal do Carro, na época publicado pelo Jornal da Tarde. Por lá permaneceu até
1994, quando mudou-se para os Estados Unidos,
de onde passou a colaborar como freelancer para
diversas publicações brasileiras. De volta ao País
em 1998, assumiu a coordenação de Imprensa
da Daimler Chrysler, onde ficou até dezembro
de 2000, para então ingressar na Quatro Rodas.
confidenciar a este mesmo J&Cia Auto que nos
primeiros anos de profissão, como não tinha
carteira de habilitação, inventava desculpas
cada vez que era convidada para dirigir um
novo modelo.
Em janeiro de 1993 assumiu a editoria de Economia do Diário do Povo, em Campinas, e em
1997 foi contratada como repórter de Economia
& Negócios do Estadão, com foco na indústria
automobilística, onde também assina um blog
sobre o setor. Sua atuação de destaque no jornal
paulista igualmente lhe rendeu a 46ª posição na
eleição dos +Admirados Jornalistas Brasileiros.
Edição 300 - página 2
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS...
TOP
5
4
o 4.912
pontos
Bob Sharp
(AutoEntusiastas)
1ª fase: 52 votos (4º lugar) / 2ª fase: 4.860 pontos
A atuação de Bob Sharp na área automobilística
começou não pela ponta de uma caneta, mas
sim pelo gosto por corridas de carros. Criado
no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, próximo
ao tradicional circuito do chamado Trampolim
do Diabo, Bob começou a correr em 1962, nas
Seis Horas da Barra da Tijuca, e, a partir do ano
seguinte, em provas realizadas em São Paulo.
5
o 4.583
pontos
Jason Vogel
(O Globo)
1ª fase: 58 votos (3º lugar) / 2ª fase: 4.525 pontos
Entre 2001 e o começo deste ano, Jason Vogel
editou com maestria um dos principais cadernos
automotivos do Brasil, o Carro Etc., de O Globo.
Porém uma mudança radical nos planos da publicação alterou a trajetória do espaço, que hoje traz
apenas anúncios, classificados e algum conteúdo
Foi contemporâneo de Emerson Fittipaldi e
Nelson Piquet, e parceiro, entre outros, de José
Carlos Pace. Seu trabalho em publicações do
segmento começou em 1973, quando passou a
escrever para a revista Autoesporte, coassinando
matérias com Mauro Forjaz. Desde então seus
textos foram publicados em O Globo, Manchete,
Quatro Rodas, Oficina Mecânica e neste J&Cia
Auto, onde até agosto de 2012 manteve a coluna
Linha do Tempo. Passou ainda pelas assessorias
de General Motors do Brasil, Embraer e Stuttgart Sportcar. Desde 2008 é editor do blog
AutoEntusiastas.
editorial terceirizado. Experiente e competente
repórter, eleito recentemente um dos 100 +Admirados Jornalistas do Brasil, Jason foi transferido para a
editoria de Economia, onde segue escrevendo, entre outros assuntos, sobre o mercado que tanto ama.
Formado em Jornalismo pela Faculdades Hélio
Alonso, do Rio de Janeiro, construiu praticamente
toda sua carreira em O Globo, aonde chegou
em 1994 já para atuar na seção de automóveis.
Desde 2008 também é colaborador do blog
AutoEntusiastas.
Edição 300 - página 3
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS...
Confira a seguir os +Admirados Jornalistas da
Imprensa Automotiva do 6º ao 10º colocados
6
o 4.455
pontos
Boris Feldman
(Hoje em Dia)
1ª fase: 50 votos (5º lugar) / 2ª fase: 4.405 pontos
Até o final de 2014, o mineiro Boris Feldman
era um dos jornalistas mais longevos em uma
mesma redação (e editoria) no Brasil. Por 34
anos foi editor do caderno Veículos do Estado de
7
o 3.520 pontos
Alzira Rodrigues
(Autodata)
1ª fase: 15 votos (18º lugar) / 2ª fase: 3.505 pontos
Editora-chefe da revista AutoData, Alzira Rodrigues, como Cleide Silva, também começou
a carreira atuando na cobertura sindical do ABC
Paulista, em publicações locais como Gazeta de
São Bernardo e Diário do Grande ABC. Entre os
8
o (3.492
pontos)
Joel Leite
(Autoinforme)
1ª fase: 32 votos (7º lugar) / 2ª fase: 3.460 pontos
Dono de uma das vozes mais conhecidas da
imprensa automotiva, Joel Leite fez de quase
tudo nessa vida até chegar ao jornalismo. Foi
balconista, notista, vendedor, contínuo, corretor
de imóveis e bancário, além de ter estudado tea-
9
o 3.022
pontos
Tarcísio Dias
(Mecânica Online)
1ª fase: 7 votos (43º lugar) / 2ª fase: 3.015 pontos
Único representante entre os 10 +Admirados
a atuar fora da região Sudeste, o pernambucano
10
o 2.721
pontos
Tião Oliveira
(Jornal do Carro/Estadão)
1ª fase: 21 votos (12º lugar) / 2ª fase: 2.700 pontos
Com exceção a passagens pelas assessorias de
Citroën, Peugeot e Royal Caribbean, Tião Oliveira
construiu toda a sua carreira em publicações do
TOP
10
Minas, mas sua atuação no mercado automotivo
vem desde 1966, quando editou o caderno do
setor na sucursal mineira do jornal Última Hora.
Com os programas Auto Papo e Vrum, passou por
diversas emissoras, como as tevês Bandeirantes,
Alterosa e SBT e a Rádio Alvorada. Em novembro
de 2014 anunciou sua saída do jornal dos Diários
Associados e migrou para o também mineiro
Hoje em Dia.
anos 1980 e 1990, foi repórter para a área automotiva de Estadão e O Globo, e após um período na
assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura
de São Paulo retornou para o setor, atuando pelo
Jornal da Tarde. Passou ainda pelo Diário do Comércio, onde foi repórter do Dcarro até julho de
2009, quando se transferiu para a AutoData. Em
2008 também colaborou para este J&Cia Auto, com
a coluna Bravos Desbravadores, que contava a
história de personalidades do universo automotivo.
tro e música. Passou por Última Hora, A Gazeta
Esportiva, Diário de S.Paulo, Agência Folhas,
Folha da Tarde, TV Tupi, Estadão, Jornal da Tarde
(onde integrou por 12 anos o time do Jornal do
Carro). Em 1992 fundou a AutoInforme, primeira
agência de notícias do Brasil especializada no
setor de veículos, que, entre outros, produz o
Boletim AutoInforme para as rádios Bandeirantes,
BandNews FM e Sul América Trânsito.
Tarcísio Dias uniu seu conhecimento adquirido
nos cursos de Engenharia Mecânica e Radialismo
para criar em janeiro de 2000 o site Mecânica
Online. Além de informações sobre serviços,
manutenção, tecnologias, engenharia, lançamentos e avaliações, a página oferece uma série de
treinamentos online sobre mecânica.
Grupo Estado. Começou na casa em 1984, pelo
InformEstado, onde por dez anos coordenou as
pesquisas de preços de usados que eram publicadas nos cadernos Jornal do Carro (Jornal da Tarde)
e Autos (Estadão). Na Agência Estado foi repórter
de veículos, sob o comando de Jorge Meditsch,
e desde 2004 integra o time do Jornal do Carro,
onde a partir de 2008 assumiu o posto de editor.
Edição 300 - página 4
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS... +ADMIRADOS...
+ADMIRADOS... +ADMIRADOS...+ADMIRADOS...
TOP
20
12º (2.388
11º (2.512
Chico Lelis
1ª fase: 7 votos (43º lugar)
2ª fase: 2.505 pontos
pontos)
Luiz Guerrero
(Car and Driver)
1ª fase: 18 votos (15º lugar)
2ª fase: 2.370 pontos
15º (2.328
pontos)
Eduardo Sodré
(Folha de S.Paulo)
1ª fase: 28 votos (8º lugar)
2ª fase: 2.300 pontos
18º (2.223
pontos)
pontos)
Hairton
Ponciano Voz
(Jornal do Carro/Estadão)
1ª fase: 13 votos (21º lugar)
2ª fase: 2.210 pontos
13º (2.386
pontos)
14º (2.383
Pedro Kutney
(Automotive Bussines)
1ª fase: 26 votos (10º lugar)
2ª fase: 2.360 pontos
16º (2.285
pontos)
(Carpress)
1ª fase: 20 votos (14º lugar)
2ª fase: 2.265 pontos
19º (2.057
Marli Olmos
(Valor Econômico)
1ª fase: 8 votos (30º lugar)
2ª fase: 2.375 pontos
17º (2.278
Luís Perez
pontos)
Emílio Camanzi
(Vrum)
1ª fase: 12 votos (24º lugar)
2ª fase: 2.045 pontos
pontos)
pontos)
Eduardo Laguna
(Valor Econômico)
1ª fase: 28 votos (8º lugar)
2ª fase: 2.250 pontos
20º (1.971
pontos)
Marcus Vinícius
Gasques
(Autoesporte)
1ª fase: 21 votos (12º lugar)
2ª fase: 1.950 pontos
Como funcionou a eleição?
Criado a partir do sucesso da pesquisa dos
+Admirados Jornalistas Brasileiros, promovida
pela primeira vez em 2014 por Jornalistas&Cia, a
eleição dos +Admirados da Imprensa Automotiva
restringiu-se a esse segmento, mas em contrapartida ampliou a avaliação para o trabalho desenvolvido "do outro lado do balcão", nas assessorias
e agências que atendem a empresas e entidades
do setor automotivo.
Divididos em dois grupos, de acordo com a área
de atuação, quase dois mil profissionais puderam
escolher os mais admirados de sua preferência
em três diferentes categorias: Jornalistas, Profissionais de Comunicação/Assessoria de Imprensa e
Equipes de Atendimento/Assessoria de Imprensa.
O grupo formado por jornalistas que atuam em
publicações especializadas do segmento automotivo, ou que prioritariamente abordam o tema em
publicações gerais, pôde na primeira fase indicar
livremente: cinco jornalistas de redação (exceto a
si próprios); cinco profissionais de Comunicação/
Assessoria de Imprensa de qualquer empresa ou
entidade da área ou agência que atenda a contas
nesse segmento; e três equipes de atendimento/
assessoria de imprensa. Já o grupo formado por
profissionais de Comunicação/Assessoria de
Imprensa pôde escolher apenas os cinco mais
admirados na categoria Jornalistas. “Definimos
esse critério porque, apesar de trabalhar em
redações diferentes, jornalistas podem acompanhar todo o trabalho desenvolvido por outros
colegas de profissão, o que já não ocorre no meio
www.portaldosjornalistas.com.br
corporativo, uma vez que a confidencialidade
geralmente é um grande diferencial competitivo
para as marcas”, explica o editor deste J&Cia Auto
Fernando Soares.
Na segunda fase, mantendo os mesmos critérios,
cada eleitor pôde votar novamente nas mesmas categorias, porém desta vez de forma dirigida, apenas
nos nomes e equipes que atingiram pelo menos
cinco votos na primeira fase e que, com isso, se
classificaram para a etapa seguinte. Em cada fase,
os eleitores puderam votar apenas uma vez
Pontuação – Para a somatória dos resultados finais,
foram considerados os números de votos da primeira
fase mais os pontos totais conquistados na segunda.
Nesta etapa, foi atribuída uma pontuação de acordo
com a posição de preferência de cada eleitor (1º
colocado: 100 pontos, 2º: 80 pontos, 3º: 65 pontos,
4º: 55 pontos e 5º: 50 pontos). Dessa maneira, Fernando Calmon teve seus 8.075 pontos da segunda
fase somados aos 111 votos da primeira, para então
atingir o índice de 8.186 pontos. Para não influenciar
nos resultados da segunda fase, os votos da primeira
não foram divulgados, mas interessados em saber
sua pontuação poderão solicitá-la pelo fernan
[email protected] ou premio@max
press.com.br.
Próximos resultados – Os demais resultados dos
+Admirados da Imprensa Automotiva, nas categorias Profissionais de Comunicação/Assessoria de
Imprensa e Equipes de Atendimento/Assessoria
de Imprensa, serão divulgados, respectivamente,
nas edições 301 (10/4) e 302 (17/4).
Perfis biográficos dos jornalistas
brasileiros e o noticiário com o
vaivém profissional
Edição 300 - página 5
PELAS REDAÇÕES ... PELAS REDAÇÕES ... PELAS
REDAÇÕES ... PELAS REDAÇÕES ... PELAS
Caderno Máquina, do Agora São Paulo, diminui
periodicidade e Rodrigo Ribeiro deixa a casa
A notícia de cortes no Agora São Paulo atingiu
em cheio na última semana o caderno Máquina. Segundo informou a empresa, por causa da
necessidade de reduzir custos, que aumentaram
em razão da alta do dólar e dos gastos com a importação de papel, o caderno deixou de circular
às 5as.feiras. Mas, a partir desta semana, a edição
de sábado, que já contava com a tabela de preços
do Datafolha, foi ampliada, passando a contar
com as reportagens e seções que faziam parte
das edições de quinta, enquanto outras notícias
relacionadas ao setor automobilístico passaram a
ser publicadas na editoria Grana.
Com a decisão, deixou a casa o repórter Rodrigo
Ribeiro, que por lá estava desde agosto de 2014.
Antes do Agora, Rodrigo integrou o time de Carros
do R7 e passou pelas redações de Car and Driver,
Auto & Técnica, Webmotors e iCarros. “Fico na
torcida para que o Agora mantenha todo o apoio
que sempre deu à editoria, pois o Ricardo Ribeiro
e o Fernando Pedroso [N. da R.: respectivamente
editor e repórter do caderno] são capazes de
coisas fantásticas, e o Máquina, mesmo com
uma equipe tão pequena, tem muito fôlego para
fazer frente à concorrência com um material de
qualidade”, destacou Rodrigo. “Estou feliz porque
minha despedida foi ‘em grande estilo’, com uma
avaliação do novo Audi RS5, publicada na última
edição de 5ª.feira (2/4) e um comparativo de capa
na edição de sábado (4/4)”. Enquanto não define
seu futuro profissional, ele atende pelos 11-995304-697 e [email protected].
Homero Gottardello deixa o Jornal da Cidade
Homero Gottardello (homerogottardello@globo.
com) deixou recentemente o Jornal da Cidade, de
Belo Horizonte, onde respondia pelos cadernos
Veículos e Gastronomia, e agora vai se dedicar ao
desenvolvimento de um projeto próprio na área de
mídias digitais: “Agora, deixo a mídia imprensa –
ou o jornalismo industrial – para enveredar pelo
mundo virtual. Não abandono a cobertura do setor
automotivo, em que sempre me destaquei – modéstia à parte – pela independência. Mesmo com
um jornalismo especializado cada vez mais subserviente, acho que ainda há espaço para minhas
análises e ponderações”, explica.
Em quase 20 anos de carreira, Homero passou por O tempo, como repórter dos cadernos
Carro&Cia e Planeta Digital, e Hoje em Dia,
como editor dos cadernos Veículos, Tecnologia
(Info.com) e Gastronomia. No Jornal da Cidade,
foi substituído por Amanda Medeiros e Nathália
Vilaça.
Bufalos TV viaja à Inglaterra para contar
história do último Mitsubishi Evo
Com a produção de um filme sobre John Easton,
preparador que criou a versão de despedida do
Mitsubishi Lancer Evolution no Brasil, a Bufalos
TV estreou em grande estilo no mercado de minidocumentários. A equipe da produtora viajou
até Daventry, na Inglaterra, e entrevistou o engenheiro britânico que dedicou anos de sua vida à
preparação do modelo para os mais importantes
campeonatos de rally do mundo. “Tínhamos nas
mãos uma grande história e um grande carro, e
por trás a Mitsubishi, que entrou como parceira no
projeto”, destaca o diretor da Bufalos TV Guilber
Hidaka. “Com uma boa combinação de fotografia,
texto e edição, nosso primeiro minidocumentário
reforça mais uma vez que, apesar de sermos uma
produtora pequena, estamos fazendo trabalhos
que se equiparam às maiores do mercado brasileiro e também internacional”.
Para fazer o filme, a equipe passou
alguns dias com o criador do modelo,
acompanhando sua rotina de trabalho
e captando elementos que traduzissem
sua importância na trajetória Evo, assim
como a importância deste em na vida
de Easton. “Encontramos mais uma boa
história de amor entre homem e máquina, como o próprio John diz no filme,
comparando a relação a um casamento”,
explica a editora de conteúdo Carina Mazarotto.
“É possível contar uma mesma história de diversas
formas, e o bacana é que aqui na Bufalos temos
muita liberdade para criar, discutir ideias, fazer
um trabalho em equipe para construir um filme
atraente para diversos públicos”.
O resultado da produção está disponível nos
canais da Bufalos e da Mitsubishi no youtube.
Autopolis completa quatro anos e
projeta criação de canal de vídeo
Parceiro de conteúdo do R7 Carros, o site Autopolis completou em 31/3 seu quarto ano de vida
e se prepara para investir nos próximos meses
em novas opções de conteúdo editorial, com
reportagens especiais e até a criação de um canal
com vídeos próprio. Criada em 2011 por Marcelo
de Queiroz, a página conta com uma estrutura
robusta para um veículo web segmentado. Alem
de Marcelo na direção e edição, o site conta com
o editor de Conteúdo Rodrigo Lara, o diretor de
Arte Renato Aspromonte e o repórter João Brigato. “A criação do Autopolis foi a realização de um
antigo desejo de ter um site automotivo, mas que,
por motivos pessoais e profissionais, consegui realizar apenas em 2011”, destaca Marcelo. “Como
trabalhava com desenvolvimento de sites desde
1999, decidi reservar um tempo para desenvolver
o meu próprio, com notícias relacionadas ao universo automotivo. Com sorte, fui chamado para
um evento da MINI poucos meses após lançar
o Autopolis e, nesse evento, tive a oportunidade
de conhecer o jornalista, e hoje grande amigo,
Marcos Garcia, que me deu dicas valiosas e me
colocou em contato com outros profissionais que
me ajudaram muito”.
Desde a criação da página, passaram por lá profissionais como Gustavo Henrique Ruffo, Renato
Pereira, Fernando Passos e Guilherme Fontana,
que ajudaram diretamente a atingir números
respeitáveis, como mais de 3.800 reportagens
publicadas no período e cerca de 80 avaliações
de veículos.
Edição 300 - página 6
PELO MERCADO... PELO MERCADO... PELO
MERCADO... PELO MERCADO... PELO MERCADO...
Sergio Bessa assume área de
Relações Públicas da Honda
A Honda anunciou nesta semana a promoção
de Sergio Bessa ao posto de diretor de Relações
Públicas da marca para a América do Sul. Ele
assume as atividades de RP para motocicletas,
automóveis, produtos de força e assuntos corporativos na região, respondendo ao diretor
executivo de Relações Institucionais Paulo
Takeuchi. “O intuito da mudança é fortalecer o
alinhamento entre os segmentos de atuação da
empresa e suas unidades de negócios, além dos
valores da marca Honda em toda a América do
Sul”, afirma Takeuchi.
No grupo há 14 anos, Sergio esteve à frente da
Gerência Geral da Honda Serviços Financeiros
por dez anos e da Diretoria Comercial da Honda
Automóveis nos últimos quatro. Em sua equipe,
contará com Sérgio Bruno Pagnanelli e Alfredo
Guedes para as atividades relacionadas a Motocicletas e Produtos de Força, Marcel Dellabarba
para Produtos 4R e Evelyn Lima para Assuntos
Corporativos. O time conta ainda com Fábio
Bonatto e Viviane Costa na área de Automóveis,
Eduardo Venzol em Motocicletas, e Maria Fernanda Cunha e Andrea Castelli no Corporativo.
Automotive Business abre etapa
final de votação para Prêmio REI
Está aberta a fase de votação popular para o
Prêmio Rei 2015, iniciativa promovida pelo portal e revista Automotive Businnes. Nesta etapa,
assinantes da newsletter e da revista poderão escolher os vencedores em 13 categorias: Empresa
do ano; Profissional de montadora; Profissional
de autopeças; Veículo leve; Comercial pesado;
Marketing e Propaganda; Manufatura e Logísti-
ca; Engenharia, Inovação e tecnologia; Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental;
Autopeças; Powertrain; Insumos; e Tecnologia
da informação e software. Os eleitores poderão
votar até 1º/6 pelo site da publicação, onde também está disponível a lista com os finalistas, ou
durante os eventos da publicação nesse período.
A divulgação dos vencedores e entrega dos troféus
Automec 2015 começa nesta 3ª.feira (7/4)
Apoio
Esta edição de
J&Cia Auto contou
com o apoio das
as
seguintes empres
assinantes:
Começa nesta 3ª.feira (7/4) e vai até sábado (11),
no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São
Paulo (av. Olavo Fontoura, 1.209) a 12ª edição
da Automec – Feira Internacional de Autopeças,
Equipamentos e Serviços. Mantendo a tradição de
uma agenda cheia nos dias de coletivas, 18 mar-
cas confirmaram apresentações para a imprensa
nos dois primeiros dias do evento. Na pauta,
novidades e lançamentos, além das expectativas
para o setor e geração de novos negócios.
Confira a seguir a agenda para os dias de coletivas:
7/4 (3ª.feira)
8/4 (4ª.feira)
10h – Magnet Marelli (Estande H298)
10h40 – Federal – Mogul (Sala de Coletiva)
11h30 – Borgwarner (Sala de Coletiva)
13h – KS (Sala de Coletiva)
13h30 – Reflex e Allen do Brasil (Sala de Coletiva)
14h – Gates (Sala de Coletiva)
14h40 – Sabó (Sala de Coletiva)
15h20 – MTE-Thomson (Sala de Coletiva)
16h – Canal da Peça (Sala de Coletiva)
16h40 – GMA (Sala de Coletiva)
10h40 – Grupo Randon (Sala de Coletiva)
11h – Delphi (Estande G298)
12h – Ocap Group (Sala de Coletiva)
14h – Keko Acessórios (Sala de Coletiva)
14h40 – Dayco/Nytron (Sala de Coletiva)
15h – Schaeffler (Estande H600)
15h20 – Tecfil (Sala de Coletiva)
16h – Tecdoc (Sala de Coletiva)
O atendimento da Automec é da Fair Play, a cargo de Antonio Junior ([email protected] ou 11-966-676-003) e Samantha
Oliveira (samantha.oliveira@ ou 953-923-484),
com coordenação dos trabalhos da equipe de
Comunicação da Reed ExhibitionsAlcantara Machado, sob gerência de Antonio Alves (11-30605019 ou [email protected]).
* Audi do Brasil
* CAOA
an Significa
lm
de
*E
* Fiat Automóveis
al Motors TOME NOTA.... TOME NOTA.... TOME NOTA... TOME NOTA...
* Gener
TOME
NOTA....
* Hill and Knowlton
Anfavea – n A entidade proMadureira, 1.355, 3° piso).
será no Renaissance (al. Santos,
* Grupo Máquina
move nesta 3ª.feira (7/4), a parInformações pelo imprensa@an
2.233), a partir das 10h30. In* Honda
tir das 11h, sua coletiva mensal
favea.com.br ou 11-2193-7800.
formações e credenciamento na
para apresentar o desempenho
Abraciclo – n Na 5ª.feira (9/4),
Sd&Press (11-3876-4070), com
* Imagem Corporativa
r Novelli
da
indústria
automobilística
em
será
a
vez
da
divulgação
dos
Bruna Dal Moro (bruna.dalmo
te
or
P
ss
re
P
n
I
*
março
e
no
primeiro
trimestre.
números
da
indústria
[email protected]) ou Mariana
gia
té
* Ketchum Estra
No
Hotel
Mercure
(rua
Sena
clística.
A
coletiva
da
Abraciclo
Larsson (mariana.larsson@).
n
so
* Kreab&Gavin Ander
a
* MAN Latin Americ
z
en
-B
* Mercedes
Jornalistas&Cia – Imprensa Automotiva é um informativo semanal produzido pela Jornalistas Editora • Tel. 11-3861-5280 • Diretor:
Eduardo Ribeiro ([email protected]) • Editor-Executivo: Wilson Baroncelli ([email protected]) • Editor:
* Mitsubishi Motors
Fernando Soares ([email protected]) • Colunista: Luís Perez ([email protected]) • Diagramação e Programa*Nissan
ção visual: Paulo Sant’Ana ([email protected]) • Publicidade: Silvio Ribeiro, 11-3861-5283 ([email protected])
*SD&Press
Edição 300 - página 7
S
Aos admirados, um mundo novo
Destaque da semana
Saiu a lista! Não, não a do Rodrigo Janot (dessa ninguém se lembra mais), mas a da grande
final dos jornalistas +Admirados da Imprensa
Automotiva. Como colunista deste informativo,
soube de alguns resultados com antecedência,
até para escrever este artigo.
Estava em reunião na Top Carros justamente
com Fernando Calmon no momento em que
soube que ele era o primeiro colocado, ao que,
sem revelar a informação que acabara de receber, comecei a botar pilha: “Calmon, a lógica é
você ser o escolhido. Foi o mais admirado na
eleição geral, entre os automotivos”. Ele: “Não
quer dizer que eu vá ser eleito”, respondeu, sem
admitir que sua eleição seriam favas contadas.
O “top ten” não trouxe lá tantas surpresas.
Premiou com a vice-colocação um editor que
coloca a mão na massa com destreza na maior
revista do país, que é Paulo Campo Grande, o
PCG, da Quatro Rodas, seguido por Cleide Silva,
competência comprovada na cobertura do setor
no Estadão.
Depois vêm outras figuras carimbadas, como
Bob Sharp (um “papa” ao lado de Calmon),
Jason Vogel e Boris Feldman (se eu chamá-lo
de papa, vai me enforcar com uma de suas
gravatas-borboleta). Depois vem a Alzira Rodrigues, seguida pelo Joel Leite, outros ícones da
cobertura automotiva.
Eis que então aparece a primeira surpresa da lista: Tarcísio Dias. Outro dia meu editor, Fernando
Soares, perguntou se dizer que alguém é surpresa
não chega a ser ofensivo. Não acho. Surpresa
não significa que a pessoa é incompetente e não
deveria estar na lista. Significa que seu trabalho
de excelência é reconhecido apesar de não estar
em uma mídia do eixo Rio-São Paulo.
Tarcísio rala. E trabalha em um veículo com
sede em Recife (PE). Confesso: não entendo
como ele consegue ser tão produtivo no que
faz. Sim, eu também o admiro. Completa o “top
ten” o editor do Jornal do Carro, do Estadão,
Tião Oliveira.
Veterano no setor, Chico Lelis é o 11º, seguido
pelo primeiro executivo de revista a aparecer na
lista, Luiz Guerrero, da Car and Driver – o outro
é Marcus Vinicius Gasques, da Autoesporte, que
ficou em 20º. Pedro Kutney, da Automotive Business, um de meus votos nas duas fases, ficou em
13º, com Marli Olmos, competentíssima repórter
especial do Valor, mas a quem conheço desde
os tempos de Agência Estado, em 14º.
Embora um pouco mais novo do que eu, o
mestre sempre franco e bem-humorado (além
de talentosíssimo) Eduardo Sodré, da Folha de
S.Paulo, aparece em 15º. Muito, mas muito me
honra estar em seu encalço, na 16ª posição (mais
para o final deste artigo comento essa minha
colocação).
Quando soube que Eduardo Laguna, do Valor,
havia ficado em 17º, confesso: não sabia quem
era. Eu o adicionei no meu facebook. Fui atrás
de informações. Profissional competentíssimo,
observador e absolutamente low profile (daí não
conhecê-lo, o que espero ocorrer em breve).
Recém-contratado no Jornal do Carro, Hairton
Ponciano Voz, aparece em 18º. Nada mais justo.
Tenho uma ponta de inveja dele. E essa coisa de
“inveja branca” é balela. Inveja é inveja, meu
caro. Inveja sim, por ele ter voltado a ser repórter
de um veículo importante (quem me dera ganhar
só para escrever...) depois de décadas de janela –
embora eu já tenha perguntado em que farmácia
ele compra o formol com que se mantém jovem.
A lista se completa com Emilio Camanzi em 19º
e o já citado Marcus Gasques em 20º.
Agora, vamos a algumas considerações. Se tiver
de apontar três surpresas na lista, apontaria o
Tarcísio (pelo que já disse), o Laguna (pela discrição) e a mim mesmo. E não me venha dizer
que quero confete. Estar entre os 20 entre os
nossos pares é uma tremenda honra. Por uma
questão matemática. Na primeira fase votaram
335 jornalistas, indicando 295, sendo que 81
foram classificados. O “segundo turno” mobilizou ainda mais profissionais: 416 votantes, para
chegar a essa lista de “top twenty”.
Sinceramente, eu não esperava estar nem na
primeira, quanto mais na segunda lista. Saí em
busca de mim mesmo (e de respostas). Fui conversar com uma amiga que não é diretamente
envolvida com essa área, mas que me conhece
há 20 anos (eu nem lembrava que era tanto
tempo...). O objetivo era fazer uma espécie de
DR para entender uma coisa: como uma pessoa
com opiniões contundentes e aparente (juro que
é aparente...) incontinência verbal e até por isso
odiado por muitos vira 16º entre 295 profissionais.
Tomei a licença de, sem identificá-la, transcrever parte de sua resposta: “Luís, você é considerado um dos maiores chatos desse setor. Eu
não fiz pesquisa com 300 jornalistas, eu apenas
tenho ouvidos. Eu já ouvi muito, ao longo de
20 anos, a seu respeito. Nem tudo abonador,
é verdade, mas quase sempre sobre o seu jeito – às vezes tagarela, às vezes um tiquinho
inconveniente, às vezes boca dura. Um chato.
Mas nunca, NUNCA eu ouvi alguém dizer que
seu trabalho era ruim, meia-boca, tendencioso”.
Prossegue: “Aí que, eu acho, é isso o que muita
gente vê, como eu, o que acontece: você pode
até ser ‘um chato’ (o que eu não acho), mas seu
trabalho é mesmo ótimo e, além disso, você é um
cara que vive esse mercado. Escreve com vontade,
posta coisas todo dia, luta pra se manter relevante.
É ágil, extremamente envolvido. Podem lhe achar
um chato, mas não podem negar que é brilhante”.
Não, não transcrevo essa parte da nossa conversa para jogar confete sobre minha própria cabeça. Adoro a iniciativa da realização da eleição,
mas ela não me envaidece. Mais me envaidece
uma bela reportagem, a publicação de um furo.
Isso sim quero mostrar para todo mundo.
Mas acredito que o resultado da eleição mostra
um caminho. A amigos próximos, brinco “somos
os Calmons e Bobs do futuro”. Temos de entender o caminho por eles (e outros também) aberto,
procurar outras trilhas e assim seguir, com tudo
o que não a indústria automobilística, mas a da
mobilidade, vai oferecer nas próximas décadas
e gerações. Senti falta, na lista final, de mais
jornalistas que vivem o digital. Mas seu trabalho
(e eles próprios) naturalmente os fará ser cada
vez mais admirados.
Coisa de quem não veio ao mundo a passeio
e sim a trabalho...
Luís Perez, jornalista com formação em história e marketing, é editor dos sites Carpress
(carpress.uol.com.br) e Mazarine (www.mazarine.com.br) e colaborador de diversos veículos.
Por Luís Perez
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Edição 300 - página 8
DOS LEITORES... DOS LEITORES... DOS LEITORES...
A difícil evolução do banco do carro
Por Percy Faro (*)
Conta a história que a boleia do cocheiro – uma
tábua como assento e outra como encosto – foi
o primeiro assento do veículo. Durante séculos
ele pouco se modificou. Os primeiros automóveis
com propulsores tinham assentos similares, apenas com revestimento de tecidos resistentes. Em
1890 um relativo conforto foi introduzido, com
o surgimento do banco estofado. Os assentos em
forma de taça chegaram dez anos mais tarde, na
virada do século, com os carros de corrida que
alcançavam a “impressionante” velocidade de
150 km/h. Esse modelo de banco foi adaptado gradativamente para os automóveis convencionais.
Os aspectos básicos dos bancos mantidos até
hoje foram definidos nos anos 1930. De lá para
cá, a engenharia automotiva preocupou-se muito
mais com projetos visando ao seu aprimoramento.
Ao longo deste tempo os motoristas perceberam,
por meio do banco, a funcionalidade dos demais
itens ergonômicos de seus veículos, conscientizando-se de que estar bem posicionado para
dirigir significa ter ao alcance das mãos e dos pés
todos os instrumentos e comandos.
Nesse contexto inclui-se a importância das regulagens dos bancos (altura do assento, inclinação
do encosto e movimentos longitudinais), como
alternativa número 1 para oferecer o melhor posicionamento possível a motoristas de diferentes
estaturas. Entretanto, um ponto é inquestionável:
dirigir praticamente “deitado” (comum entre os
jovens, em nome da esportividade) ou com a
coluna literalmente “reta” (posição típica dos
motoristas mais conservadores) são duas práticas
inseguras e fora de propósito.
O correto é ajustar o encosto ligeiramente inclinado para trás e o assento na distância adequada. O parâmetro para isso é simples: os joelhos
devem permanecer levemente dobrados mesmo
quando os pedais são acionados, regra que vale
também para os cotovelos, tendo o volante como
referência. Essas posições facilitam as operações
com os pés e os braços, evitando o estresse e as
dores na coluna cervical.
Agregar diferentes regulagens no banco do
automóvel foi durante muito tempo um trabalho
difícil para os engenheiros. Fazer o quê com
aqueles verdadeiros “sofás” que eram os bancos
inteiriços dos veículos dos anos 1930 e 1940?
Esse panorama não mudou em diversos modelos
até as décadas de 1960 e 1970 – quem não se
lembra do Aero Willys e do Simca Chambord,
por exemplo, cujos bancos dianteiros formavam
um só conjunto e acomodavam até três pessoas?
Mas alguns poucos carros deram o pontapé
inicial numa nova fase tecnológica. Um deles, o
Cadillac, já apresentava no início dos anos 1950
um sofisticado sistema de regulagem elétrica que
permitia movimentar o banco à frente, para trás,
levantar e abaixar o assento, por meio de um
simples toque no comando localizado na lateral
da porta do motorista.
A evolução do banco levou a estruturas reforçadas, apoios de cabeça e estofamentos que
visam a minimizar os efeitos de uma colisão aos
ocupantes do veículo. Paralelamente, para a saúde
do usuário um assento mais firme é melhor do
que um extremamente macio. Já para o conforto
o segredo está na cobertura do estofamento, que
deve permitir a circulação ideal de ar para dissipar
o calor e a umidade gerados pelo corpo humano.
Como se sabe que uma das causas de acidentes é a tensão ao dirigir, o banco não pode ser o
agente desse efeito. Daí o permanente e difícil
trabalho dos fabricantes no sentido de evitar os
fatores externos que atuam sobre um veículo em
movimento, os quais provocam minitraumas no
corpo do motorista. Tais minitraumas têm origem
nas vibrações transmitidas pelos desníveis do
piso e a eles somam-se ainda, além da tensão
muscular de quem está ao volante, as forças
centrífugas longitudinais (freadas e acelerações)
e laterais (curvas), que agem diretamente na parte
do corpo acima da bacia, até o ombro e a cabeça, ocasionando esforço de torção nas pequenas
articulações vertebrais, que podem resultar em
lesões mais graves.
(*) Percy Faro ([email protected]) é titular da coluna Autos&Fatos, publicada em diversos sites e jornais impressos
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