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18 Maio de 2010
Editorial
Museus e Harmonia Social foi o tema proposto pelo ICOM para reflexão, neste ano, no Dia
Internacional dos Museus, temática que será
igualmente objecto de discussão mais alargada
na 22ª Assembleia Geral deste Organismo que
ocorre em Novembro, na cidade de Xangai.
Como é que os Museus podem contribuir
para a Harmonia Social ?
Os museus não são espaços imaginários, isolados, imunes aos conflitos e às contradições
próprias de uma sociedade em mudança, dinâmica e contraditória. Eles são também reflexos
desse constante movimento e de alteração de
paradigmas.
Os museus são, naturalmente, instituições
com relevantes funções sociais que possuem os
instrumentos e mecanismos que lhes permitem
participar na formação e educação das pessoas,
pugnando por uma maior consciência cultural e
cívica das comunidades.
Talvez uma resposta possível à pergunta atrás
referida possa estar na vontade de querermos um
museu mais comprometido com o desenvolvimento, com a cidadania e com a inclusão cultural. É esta a nossa perspectiva de futuro que
apela a uma participação e envolvimento efectivo de todos, não só daqueles que trabalham nas
instituições, dos nossos públicos e utilizadores
habituais, mas sobretudo de alguns sectores da
população ainda esquecidos e negligenciados, ou
de pessoas diferenciadas, portadoras de deficiência, normalmente, afastadas dos equipamentos
culturais, por inúmeras barreiras, quer sejam de
natureza física, mental ou cultural.
Neste sentido, podemos afirmar que os
museus, nomeadamente, os museus públicos,
porque detentores de uma herança patrimonial
que é de todos, podem e devem contribuir para
uma maior integração social e valorização individual, baseada no diálogo intercultural, na tolerância, na descoberta de novas realidades e na
sua própria criatividade. Há ainda um longo
caminho a percorrer!
Contribuir para um serviço público de qualidade é por isso um objectivo legítimo e natural.
Foi esse o caminho que definimos como estratatégico para o Museu Quinta das Cruzes, onde as
recentes obras de benficiação que abrangeram
todos os espaços edificados da Quinta, a conservação e valorização das suas colecções e a renovação da exposição permanente, conferem uma
imagem mais apelativa desta Instituição. Neste
âmbito, quero referir a enorme satisfação e a
importância de vermos concretizado a criação de
acessos adequadas aos grupos portadores de
deficiência motora ou com mobilidade reduzida,
possibilitando-lhes a visita integral dos jardins e
à quase totalidade da exposição permanente.
Chegar a estes e a outros públicos locais, marcados pela diferença e pela necessidade de um
atendimento de maior proximidade, é, talvez,
uma forma de contribuir para uma maior harmonização social.
Teresa Pais
Directora do Museu
Índice
Editorial
1
Obras de Beneficiação do Museu
2
A Exposição
Renovada
4
Peça em destaque
6
Biblioteca
7
Serviço Educativo
8
Boletim Infantil
9
Património Local
Wilhelm G. Ritter
10
“Obras de Referência dos Museus da
Madeira
11
A Noite dos Museus
12
Pontos de interesse especiais:
• Obras de Beneficiação
• A Exposição Renovada
• Peça em destaque
Obras de Beneficiação do Museu
guardando todos os aspectos técnicos e procedimentos relativos à conservação e segurança das colecções.
A intervenção, que teve início a 10 de Julho,
abrangeu trabalhos de manutenção, de restauro e de
requalificação de toda a área ajardinada e edificada
da Quinta, incluindo o edifício principal do Museu, a
Capela, a portaria / loja, anexos e serviços técnico –
administrativos.
Intervenção na fachada do edifício principal
A edificação da Quinta das Cruzes remonta aos
primeiros capitães donatários do Funchal, João Gonçalves Zarco e seu filho João Gonçalves da Câmara,
nos finais do século XV, inícios do século XVI. Este
espaço foi durante o século XVII sofrendo alterações
e transformou-se, ao longo dos séculos XVIII e XIX,
numa Quinta Madeirense, constituída por Casa de
Moradia, Capela, “Casinhas de Prazer” e Parque
Ajardinado.
A Quinta foi adquirida pelo Estado em 1946 e foi
classificada como Imóvel de Interesse Público, em
1947. O Museu abriu as suas portas oficialmente a 28
de Maio de 1953.
A importância patrimonial e museológica do
Museu Quinta das Cruzes reside essencialmente na
ideia de Quinta, enquanto conjunto arquitectónico e
na articulação natural dos seus espaços verdes e edificados como unidade de referência, no contexto da
cidade do Funchal e da sua história.
A extensão da Quinta, a sua antiguidade, a localização numa parte histórica da cidade, envolvida por
um Parque ajardinado, a sua frequência por um
número significativo de visitantes, exigem cuidados
especiais de preservação e requerem, por um lado,
acções de manutenção e conservação regulares e, por
outro, intervenções mais profundas e complexas,
tendo em conta o desgaste das estruturas bem como
dos materiais aplicados ao longo dos tempos.
Foi neste contexto que se inseriram as recentes
Obras de Beneficiação do Museu, viabilizadas com o
apoio financeiro de fundos comunitários, cofinanciados no âmbito do POPRAM III/FEDER –
Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.
A promoção da obra foi da responsabilidade da
Secretaria Regional de Educação e Cultura/Direcção
Regional dos Assuntos Culturais, e a fiscalização
ficou a cargo da Direcção de Serviços do Património
Cultural (DRAC).
O Museu encerrou as suas portas ao público a 30
de Junho de 2008, dando início aos trabalhos de desmontagem de todas as salas de exposição permanente e de reservas, bem como ao acondicionamento e
isolamento de todo o espólio museológico, salvaPágina 2
Intervenção no interior do edifício principal
No âmbito da obra foram realizados diversos trabalhos de manutenção das estruturas edificadas, que
abrangeram a desinfestação de todos os espaços; a
revisão e consolidação de todas as coberturas; o
reforço estrutural dos pavimentos em madeira do 1.º
piso; a pintura e caiação geral dos espaços edificados; a remodelação e ampliação das instalações sanitárias; etc. Também a recepção aos visitantes foi
melhorada com a renovação da Portaria/Loja do
Museu.
De entre as diversas intervenções, assumem particular destaque a criação de acessos a pessoas com
mobilidade reduzida e deficientes motores aos dois
pisos visitáveis do edifício principal, e a toda a área
ajardinada, e também a remodelação da iluminação
das salas do andar nobre do Museu.
Rampa de acesso ao andar nobre do Museu
Museu Quinta das Cruzes
A Noite dos M useus (17.05.2 008)
Obras de Beneficiação do Museu
Recuperação dos fontenários
No exterior, as obras incidiram sobre a recuperação dos rebocos, muros e calçadas, a introdução de
sistemas de rega automática na área ajardinada, e a
recuperação de todos os fontanários, com a introdução de bombas de recuperação de águas, o que permitiu que todos os fontenários estejam a funcionar,
trazendo de volta à Quinta uma das suas mais interessantes particularidades há muito perdida.
Complementarmente, procedeu-se à iluminação
integral dos jardins, com destaque para o Parque
Arqueológico e para as principais espécies naturais,
nomeadamente, árvores de grande porte o que em
muito veio valorizar o Património Natural da Quinta.
Pormenor dos trabalhos de reforço estrutural
dos pavimentos do 1.º piso
Após a conclusão dos trabalhos, procedeu-se à
remodelação, montagem e apresentação da exposição permanente, com um novo discurso expositivo e
museográfico, apoiado por uma nova sinalética e a
introdução de novas peças.
Entrada do Museu (Sala 1)
O Museu Quinta das Cruzes reabriu as suas portas
ao público no dia 14 de Julho de 2009 e apresenta-se
agora com uma imagem renovada e mais qualificada,
permitindo uma fruição mais adequada e abrangente
deste espaço.
Iluminação exterior da fachada principal
O programa de Beneficiação incluiu dois projectos de especialidade, da autoria dos engenheiros
Vitor Vajão, respeitante à iluminação no interior das
salas de exposição permanente do 1º piso e iluminação exterior do edifício principal e dos jardins, e
João Appleton, no que concerne ao reforço estrutural
dos pavimentos de madeira.
Museu Quinta das Cruzes
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A Exposição Renovada
Após este período de encerramento, o Museu
Quinta das Cruzes abriu pronto a ser redescoberto
pelos visitantes, que podem agora encontrar uma
exposição permanente, com novos núcleos e novas
peças.
No actual percurso expositivo, começamos por
destacar, na sala 2, a Exposição temporária de desenhos e aguarelas da Madeira, do século XIX, pertencentes ao Álbum “Sketches by Emily Geneviève
Smith”. A autora destes desenhos, a britânica Emily
Smith registou em apontamentos a sua vida durante o
período de permanência na Ilha, entre 1841 e 1843: a
casa onde a família residiu no Funchal (Quinta da
Nora), os acontecimentos vividos (Naufrágio do brigue Dart, 1842), as expedições realizadas na Ilha
(passeios a Santana, S. Jorge). Desenhadora e aguarelista dotada, Emily capta nos seus desenhos a Madeira vista através de um olhar estrangeiro, profundamente influenciado pela época vitoriana, com dramáticas ravinas e habitantes pitorescos, que ilustram o
sentimento romântico que percorreu a Europa de
Oitocentos.
Exposição temporária de desenhos e aguarelas
da Madeira do século XIX (Sala 2)
Ao entrar na sala seguinte (Sala 3), o visitante
pode observar a última aquisição do Museu, a pintura
a óleo The Honourable East India Company’s ship
Dunira passing Funchal Bay on the Island of Madeira, da autoria do pintor inglês Thomas Buttersworth,
datado de 1830.
Esta peça foi adquirida ainda no final de 2008, no
Leilão da CHRISTIE’S, e os custos de aquisição
foram assumidos pela Secretaria Regional do Plano e
Finanças / Direcção Regional do Património. O autor,
Thomas Buttersworth, nasceu na Ilha de Wight em
1768, e destacou-se como pintor na representação de
temas marítimos, sobretudo no desenho habilidoso e
exímio de navios, outras embarcações e batalhas
navais, justificado em parte pela sua experiência e
carreira naval desenvolvida entre 1795 e 1800, junto
da Costa Atlântica. A pintura representa uma visão
fantasista e romântica da Baía do Funchal e da Costa
Sul da Ilha da Madeira (perspectiva desde o Cabo
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The Honourable East India Company’s ship Dunira
passing Funchal Bay on the Island of Madeira
Thomas Buttersworth, 1830
(Sala 3)
(perspectiva desde o Cabo Girão até a Ponta do Garajau), tendo em primeiro plano o navio Dunira, pertencente à Companhia Inglesa das Índias Orientais. Esta
representação assume um carácter de destaque no
estudo da iconografia da cidade do Funchal, ao ressaltar a importância que a Madeira teve nas rotas
marítimas, comerciais e de navegação do império
colonial inglês ao longo de todo o século XIX.
Igualmente no 1.º piso, expõe-se pela 1.ª vez ao
público o núcleo de Glíptica do Museu Quinta das
Cruzes. A palavra Glíptica deriva do verbo grego
gliptw, que significava a arte de gravar pedras duras
por incisão (entalhes) e que, mais tarde, designaria
também o trabalho de desbaste em camadas, de modo
a fazer sobressair as figuras talhadas em relevo
(camafeus).
A colecção, agora reunida, foi doada por César
Filipe Gomes, em 1962 e foi alvo de estudo e classificação pela Professora Doutora Raquel Casal Garcia
(Catedrática da Universidade de Santiago de Compostela), em colaboração com a investigadora Dr.ª
Graça Cravinho.
Colecção de Glíptica (Sala 7)
Museu Quinta das Cruzes
Exposição Renovada
Este núcleo, raro no contexto português pela sua
natureza, engloba 112 peças, das quais estão expostas
64, entre entalhes e camafeus, com exemplares romanos que vão desde o século III a.C. ao século IV d.C.,
bem como ainda peças modernas do século XVI ao
XIX, agrupadas em dois grandes grupos, ordenados
cronologicamente: um primeiro grupo, as antigas,
composto por 42 peças, entre as quais há apenas um
camafeu em pasta vítrea e 41 entalhes, em pedras
semi-preciosas (destacando-se os de cornalina) e em
pasta vítrea; um segundo grupo, as modernas, onde se
inverte esta proporção já que 43 são camafeus, 25 são
entalhes e 9 são peças singulares.
Também em exposição pela primeira vez, na Sala
16 dedicada aos Meios de Transportes, destaca-se
uma cadeirinha de fabrico francês, datada da 2.ª
metade do século XVIII, revestida a veludo.
Esta peça foi doada ao Museu, em 2001, pelo Dr.
Martim Diniz e sua Mulher, Senhora D.ª Ana Maria
Abreu Diniz. Entre os anos de 2005-2007, a cadeirinha sofreu um complexo e moroso tratamento de
restauro, no então designado Instituto Português de
Conservação e Restauro (em Lisboa), que envolveu
os departamentos de Têxteis, Mobiliário e Metais.
A cadeirinha, na Europa, surge em França, tendo
passado a Itália e pouco depois a Inglaterra, cerca de
1630. O seu uso generalizou-se nas capitais europeias
a partir do século XVII, mais disseminadas ao longo
do século XVIII, e juntamente com os coches, os
carrinhos de passeio, as seges e ainda as carroças de
transporte de mercadorias, invadiram as ruas e praças
das principais cidades.
A deslocação, sobretudo de personagens ilustres,
assumiu ao longo dos séculos um carácter de relevância social, através do estatuto conferido pelo meio de
transporte utilizado.
Relógio de bolso
Fab. Breguet, França
Início do século XX
Ouro cravejado de diamantes
Ao nível das incorporações, o espólio do Museu
foi também enriquecido por doações. Na Sala das
Jóias (Sala 11) encontra-se em exposição um relógio
de bolso, em ouro cravejado de diamantes, pertença
do Imperador Carlos D’Áustria (1887-1922). O relógio, que apresenta monograma coroado, foi executado
numa das mais famosas casas relojoeiras da Europa, a
casa Breguet, fundada em Paris, em 1775 por Abraham-Louis Breguet (1747 –1823). Esta firma teve, ao
longo dos séculos, destacados clientes como Maria
Antonieta e o seu marido Luís XVI, Napoleão Bonaparte, o Czar Alexandre I da Rússia, Jorge III de
Inglaterra, a rainha Vitória, George Washington, entre
muitos outros.
Esta singular peça de Joalharia, datada do início
do século XX, foi oferecida pela família imperial ao
Dr. Nuno Alberto Queriol de Vasconcellos Porto, um
dos médicos assistentes de Carlos D’Áustria, em
reconhecimento pelos serviços clínicos prestados.
Herdado pela sua filha primogénita, Maria de Lourdes
Machado Lemos de Vasconcellos Porto, foi após a
sua morte, doado à Região Autónoma da Madeira a 6
de Março de 2009, pelo seu marido Dr. Diogo Castelbranco de Paiva Brandão e família, acto formalizado
na cerimónia de reabertura do Museu.
Museu Quinta das Cruzes
Cadeirinha
França, 2.ª metade do século XVIII
Madeira revestida a veludo com aplicações de pregaria
Nas restantes áreas expositivas do Museu, houve
também alterações, com a reformulação de alguns
núcleos, como o núcleo Oriental, o núcleo de Pintura
Europeia e o de Retratos do século XIX. Um novo
discurso museográfico, apoiado por uma nova sinalética permitem ao visitante percorrer as 17 salas de
exposição organizadas num percurso que ilustra
aspectos da história da Ilha da Madeira e das Artes
Decorativas ao longo de cinco séculos.
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Peça em destaque
Virgem com o Menino e São José
Autor desconhecido, d’après Rafael
Itália, século XVII (?)
Óleo sobre tela colada sobre madeira
Doação César Gomes, 1962
MQC 1384
“Esta ‘Virgem com o Menino e São José’ vem a ser
um dos muitos exemplares pintados ‘d’après’ Rafael, da
conhecida Madonna del Loreto, também designada por
‘Madonna del Velo’, em virtude do véu que a Senhora
está a segurar. (…)
Aquando da inauguração das novas salas do Museu
Quinta das Cruzes, em 1976, foram muito divulgadas
pela imprensa local as hipóteses de este exemplar pertencente ao Museu Quinta das Cruzes ser não só original de
Rafael, mas também ser proveniente da capela do Loreto,
no Arco da Calheta, onde teria integrado o primitivo
retábulo. A primeira suposição, como adiante veremos,
não é defensável; a segunda suposição não obteve, até
hoje, apoio documental e pode ter sido originada apenas
pela coincidência de nome.
Dada a existência de numerosas cópias antigas de
boa qualidade desta composição, houve realmente dificuldade em apurar qual dos exemplares seria autógrafo
de Rafael. Actualmente é considerado original o exemplar que está em França, no Musée Condé do Castelo de
Chantilly, na sequência da descoberta de provas documentais e de elaboração de exames periciais que culminaram com o restauro, terminado em 1979, e que mostraram, inclusivamente, ‘pentimenti’ na posição do pé
direito do Menino e o acrescento da figura de São José.
O quadro original, assim como o retrato de Júlio II, também deste pintor (hoje na National Gallery), pertenceu à
colecção Borghese, particularmente rica em obras de
Rafael. O próprio Giorgio Vasari elogia estas duas peças
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e afirma que estavam na Igreja de Santa Maria del Popolo e eram mostradas em dias de festas solenes. Com as
vicissitudes da chegada do exército napoleónico à Itália,
que ocasionou vendas precipitadas, deu-se a dispersão
desta e de muitas outras colecções.
O original data provavelmente de 1510-12, no início
do período romano de Rafael, e enquadra-se na produção de pinturas devocionais de pequeno formato que ele
vai pintando em paralelo com os grandes frescos da
‘Stanza della Segnatura’, encomenda do Papa Júlio II. O
Museu Conde possui também um desenho preparatório
deste quadro, representando o Menino, feito a ponta
metálica sobre papel preparado rosa. No mesmo material existe ainda, no Musée des Beaux-Arts de Lille, um
estudo da Virgem e o Menino.
(…)
O quadro do Museu Quinta das Cruzes tinha o fundo
bastante obscurecido, mas um restauro recente [Atelier
Isopo] causou surpresa ao revelar a presença de um anjo
lançando flores sobre o Menino. Esta figura segue de
perto um dos anjos de outro quadro de Rafael e seus
colaboradoers, ‘Sagrada Família com Santa Isabel, São
João e dois anjos’, pertencente à colecção de Francisco
I. Existe ainda no Louvre um desenho de Bouchardon,
‘Sagrada Família e anjos’, feito a partir de um quadro
de Avanzino Nucci, da igreja de Santo Agostinho, Roma,
que apresenta idêntica fusão entre dois quadros de
Rafael, ainda que tenha muito mais espaço em volta das
figuras. Nele os dois anjos lançam flores e há ainda a
presença de querubins.”
(CLARA, Isabel Santa “Virgem com o Menino e São José”. In
Obras de Referência dos Museus da Madeira. 500 Anos de
História de um Arquipélago. [cat. de exposição] Lisboa: IMC/
DRAC. 2009. p. 130-133).
Museu Quinta das Cruzes
Biblioteca
No ano de 2009, a Biblioteca/Centro de Documentação do Museu Quinta das Cruzes recebeu a doação de 53
espécies bibliográficas gentilmente oferecidas pelo Exmo. Senhor Dr. Henrique Pontes Leça. Estas publicações, que
incluem livros e revistas, obras de referência, edições raras e esgotadas no mercado, vieram contribuir significativamente para a valorização do acervo existente, nas áreas de História de Arte e Artes Decorativas.
Da referida doação destaca-se a colecção completa da revista Oceanos, editada pela Comissão Nacional para as
Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, entre os anos de 1989 e 2002; o Archivo de Marinha e Ultramar: Inventário Madeira e Porto Santo 1613-1819, contendo as sínteses dos documentos existentes no referido
arquivo; e dois livros relativos ao pintor George Chinnery, do qual o Museu possui uma pintura, entre outros.
Complementam o lote de incorporações bibliográficas no ano de 2009 outros títulos que deram entrada por intercâmbio, oferta e por via de permutas.
A Biblioteca/Centro de Documentação do Museu Quinta das Cruzes disponibiliza os seus recursos de informação especializados nas áreas de Artes Decorativas, História de Arte e História a diversos utilizadores, com acesso à consulta local
dos documentos e reprodução dos mesmos. Horário de funcionamento: Segunda a Sexta das 10h00 às 12h30 e das 14h00
às 17h30.
ALMEIDA, Eduardo de Castro.
Bibliotheca Nacional de Lisboa: Archivo de Marinha e Ultramar: Inventário Madeira
e Porto Santo 1613-1819.
Coimbra: Imprensa da Universidade. 1907.
TAKATOSHI, Misugi.
Chinese Porcelain Collections in the Near East.
3 vol. Hong Kong: Hong Kong University Press. 1981.
George Chinnery: 1774-1852: Macau uma viagem sentimental.
Org. Fundação das Descobertas/Centro Cultural de Belém/Fundação Oriente.
Lisboa. F.D./C.C.B. 1995.
NUNES, Pedro.
Tratado da Sphera com a Theorica do Sol e da Lua e ho Primeiro Livro da Geographia de Cláudio Ptolomeo.
Münich: J. B. Obernetter. 1915.
Museu Quinta das Cruzes
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Serviço Educativo
A relação das escolas com os museus é determinante na abertura dos horizontes culturais dos alunos e
dos seus utilizadores. Os museus são espaços públicos
de lazer e entretenimento, que comunicam com os
visitantes através de propostas pedagógicas que resultam na transmissão de conhecimentos, possibilitando
ao público escolar e à comunidade educativa uma
maior compreensão da História local e do Património
Cultural, com base em três grandes eixos: As Artes
Decorativas, As Colecções e os Coleccionadores; A
História da Quinta e das famílias que nela viveram; e
o Ambiente, património natural do parque ajardinado
É neste âmbito que o Serviço Educativo do Museu
Quinta das Cruzes tenta contribuir de forma positiva
para a Educação e para o processo de ensino/
aprendizagem, quer dos visitantes mais novos, quer
dos mais velhos, criando motivação para o enriquecimento do cidadão, sobretudo na área da Educação
Patrimonial.
Foi adoptando estas directrizes, que se realizaram
diversas acções que contaram com a participação de
diversos agentes, e foram muitas as escolas que usufruíram dos espaços renovados para fazerem actividades de fim de ano escolar.
De entre as acções desenvolvidas destacamos a
Gincana Cultural, que decorreu sob o lema “Museus e
Turismo”, reflexão proposta pelo ICOM para o Dia
Internacional dos Museus de 2009. A actividade dirigida aos alunos do 1º ciclo, desenvolveu-se sobre a
temática dos países e profissões relacionadas com o
Turismo.
Externato Princesa D. Amélia
Campos de férias—APEL
Gincana Cultural
Foram também organizadas outras “Actividades de
Verão na Quinta das Cruzes”, com a organização de
diversos jogos, e onde a interacção e o trabalho em
equipa, bem como a aquisição de conhecimentos relacionados com a história local, foram o principal objectivo e que permitiu, simultaneamente, aos grupos contactarem com os testemunhos e as memórias que
fazem parte do espólio deste Museu.
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Externato Júlio Dinis
Museu Quinta das Cruzes
Serviço Educativo
A criação de acessos a pessoas com mobilidade
reduzida e deficientes motores, inserida no plano de
Obras de Beneficiação do Museu, veio permitir a
mobilização a este espaço de novos públicos, até agora impossibilitados de nos visitar, o que veio enriquecer o leque de actividades propostas pelo Museu.
Centro de Actividades Ocupacionais, Quinta do Leme
(DREER)
Utentes do Hospital João de Almada
Para além das actividades realizadas, o Serviço
Educativo oferece outras possibilidades, adaptadas aos
diversos públicos, desde Ateliers/Oficinas que visam a
experimentação nas áreas das expressões plástica,
musical e motora; mas também actividades vocacionadas para públicos específicos.
Estas acções desenvolvem-se ao longo do ano, em
diversas vindas ao Museu, e a sua planificação depende das tarefas a realizar, do objectivo pretendido e do
nível etário dos participantes.
O Serviço Educativo do Museu Quinta das Cruzes
encontra-se disponível para continuar a desenvolver
actividades em parceria com outras entidades, cujas
potencialidades constituem um valioso instrumento de
abertura ao Meio e à Comunidade.
Boletim Infantil N.º 3
No novo Boletim Infantil do Museu Quinta das
Cruzes abordamos a temática da história do Museu e
das suas colecções.
Neste Boletim pretende-se que a criança aprenda a
importância do património existente nos diversos
espaços da Quinta das Cruzes, não só através da leitura dos textos, mas também pela realização de diversos
jogos lúdico/educativos que a levarão numa viagem
através das salas e das histórias dos objectos expostos.
Com o lançamento do Boletim n.º 3, centramo-nos
na tomada de consciência, por parte das gerações mais
novas, da importância do Património como complemento fundamental na sua Educação.
A abertura para o conhecimento da história das
peças, das personagens associadas aos mesmos, da sua
utilidade e do seu funcionamento, é um fundamento
basilar para a preservação futura do nosso Património.
Museu Quinta das Cruzes
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Património Local - Wilhelm Georg Ritter (1850-1926)
Baía do Funchal vista de Leste
W. Ritter, século XIX
Pintura a óleo sobre tela
MQC 1498
O paisagista romântico e litógrafo Wilhelm Georg
Ritter (nascido em Marburg an der Lahn a 18 de Fevereiro de 1850 e falecido em Dresden-Johannstadt
[Cert. óbito W. G. Ritter] a 16 de Junho de 1926)
viveu na Madeira, de 23 de Outubro de 1878 a cerca
de 2 de Julho de 1880 (A. R. M.), por razões de saúde
(Hardenberg 1905-1906), pretendendo originalmente
até emigrar.
Seguiu provavelmente o conselho do seu amigo,
conterrâneo e também pintor Fritz Klingelhöfer
(Marburg an der Lahn, 4-5-1832 – Marburg, 9-111903) (Bantzer 1939) que tinha passado pela ilha, em
1877, proveniente de África.
Wilhelm Ritter chegou ao Funchal a bordo do
vapor português «Luso», proveniente de Lisboa, e
instalou-se no Hotel Reid, à Rua do Carmo, na freguesia da Sé. Conforme algumas biografias, esteve na Ilha
já em 1877-1878 e, segundo outras, só em 1880-1882.
O Museu da Quinta das Cruzes possui um quadro
seu que mostra a baía do Funchal vista de leste e traz a
assinatura de «W. Ritter». Foi pintado a óleo, mede
46,5 x 35 cm, incluindo uma moldura dourada com
vidro (e 37 x 25,5 cm sem ela). Adquirido pela Junta
Geral do Distrito Autónomo do Funchal, em 1964,
encontra-se em bom estado de conservação.
Em 1999 ou 2000, o Arquivo Regional da Madeira
adquiriu a um antiquário uma grande folha com sete
gravuras, colorida à mão e emoldurada, com vistas do
Funchal conforme esboços de W. Ritter. Tratava-se da
página 624 do caderno n.º 26 de um ano não apurado
da revista alemã Das Buch für Alle.
Em tradução portuguesa, os desenhos têm os títulos O Funchal, visto do lado oriental; O Funchal,
visto desde o mar; Forte de São João; Habitantes do
Funchal; Recifes na costa Norte; Casebre de habitantes mais pobres da ilha e Transporte de pessoas na
rede.
Há ou havia, no entanto, outras telas pintadas por
este artista provavelmente com motivos madeirenses.
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Ele próprio encarregou um inglês residente no Funchal a vender uma dúzia dos seus quadros e, já de
volta à sua terra natal, executava, às vezes, pequenas
aguarelas da Ilha (Ritter 1881).
Wilhelm Ritter era o mais novo dos quatro filhos
do professor e vice-reitor do liceu de Marburg, Dr.
phil. Friedrich Karl Reinhard Ritter (26-10-1807 – 304-1882), e de Marie Amalie Susette Christiane
Friderike Ritter nascida Hille (20-10-1812 – 5-5-1871)
(Stahr 1960).
Em 1866, após a frequência do liceu de Marburg,
entrou, como aprendiz de livreiro, na firma de Noa
Gottfried Elwert, estabelecida igualmente na sua terra
natal, correspondendo dessa maneira ao desejo dos
pais que queriam que o filho se dedicasse ao comércio
de livros (Bantzer 1939).
Nos tempos livres, enfronhou-se, porém, nas obras
do pintor, desenhador e ilustrador alemão Adrian Ludwig Richter (Dresden, 28-9-1803 – Dresden, 19-61884) que retratava paisagens alemãs e italianas num
estilo romântico.
Outro pintor e desenhador germânico romântico,
que o influenciava profundamente, como escreveu à
firma, era Moritz Ludwig de Schwind (Viena, 21-11804 – Munique, 8-2-1871), ilustrador de contos de
fadas e autor dos frescos do castelo «Wartburg», localizado perto de Eisenach, na Alemanha.
Entre a Primavera de 1868 e 1873, cursou, então,
Pintura na Real Academia das Belas-Artes de Munique. Em 1870, deixou-a temporariamente para trabalhar, em parte sob a orientação do paisagista Gustav
Horst.
Na altura, empreendeu também viagens de estudos
à Alta-Baviera e à Suíça francesa. A partir de 1872,
foi aluno de estúdio do pintor de história e género,
litógrafo e desenhador barão Arthur Georg de Ramberg (Viena, 4-9-1819 – Munique, 5-2-1875), professor da Academia de Munique, desde 1866.
Desde 1874, estudou e trabalhou em Berlim. Em
1880-1882 ou 1883-1884, viveu em Veimar e, a partir
de 1883 ou 1884, em Dresden, onde, neste ano, se
casou com a pintora de porcelana Anna Schilling
enviuvada von Reineck e provavelmente nascida Piltz
(18-3-1838 – 18-3-1920 [Drefke 2001]), com quem
não tinha filhos. Durante muitos anos, o casal manteve
uma escola de pintura.
A partir de 1892, Wilhelm Ritter era membro da
colónia de pintores de Willingshausen (em Hessen), a
associação de artistas mais antiga da Europa (desde
1824), desenhando sobretudo trajes tradicionais e paisagens da região Schwalm e pintando, em 1910, na
aldeia Wiera (na Schwalm).
Posteriormente, pertencia à colónia de artistas de
Goppeln, situada perto de Dresden. Desde 1910, habitou em Moritzburg. O rei Friedrich August III da
Saxónia (Dresden, 25-5-1865 – Sibyllenort, 18-21932) agraciou-o, em Dresden, com o título de professor.
Museu Quinta das Cruzes
Património Local - Wilhelm Georg Ritter (1850-1926)
Os trabalhos de Wilhelm Ritter distinguem-se por
uma representação tecnicamente sobremaneira cuidadosa, conscienciosa e realista e as suas composições –
na maior parte das vezes casas antigas românticas com
a vida provinciana, assim como paisagens - são muito
harmoniosas e equilibradas.
Eberhard Axel Wilhelm
Bibliografia:
A.R.M. = Arquivo Regional da Madeira: Passaportes: caixa
n.º 29, processo n.º 94, ano de 1880, passaporte n.º 276, destino: Europa (Ritter).
Bantzer, Carl (1939): «Wilhelm Georg Ritter», in: Schnack,
Ingeborg (ed.): Lebensbilder aus Kurhessen und Waldeck
1830-1930, Marburg a. L.: N. G. Elwert, G. Braun, 1.º vol.,
p. 221-227.
Drefke (funcionário/a da administração do cemitério luterano
de Dresden-Leubnitz-Neuostra) (2001): Informações sobre
Wilhelm Georg Ritter e a família em carta de Dresden de 17
de Julho de 2001.
Cert. óbito W. G. Ritter = Certidão de óbito de Wilhelm
Georg Ritter, passada pela Conservatória do Registo Civil de
Dresden a 24 de Dezembro de 1926.
Hardenberg 1905-1906 = Hardenberg, Kuno: «Wilhelm
Georg Ritter», in: Koch, Alexander (ed.): Deutsche Kunst
und Dekoration: Illustrierte Monats-Hefte für moderne
Malerei, Plastik, Architektur, Wohnungs-Kunst u. Künstler,
Frauen-Arbeiten, 17.º vol., Darmstadt: Alexander Koch,
1905-1906 (Outubro de 1905 a Março de 1906), p. 313-316.
Ritter, Wilhelm Georg (1881): Carta ao pintor e amigo Carl
Bantzer redigida em Marburg a 21 de Fevereiro de 1881.
Stahr, Kurt (1960): «Marburger
Obras de Referência dos Museus da Madeira
Terminou no início de Abril a
exposição “Obras de Referência
dos Museus da Madeira. 500 Anos
de História de Um Arquipélago”,
que esteve patente na Galeria de
Pintura de D. Luís I, Palácio
Nacional da Ajuda, em Lisboa.
Esta mostra, que resultou da parceria entre a Secretaria Regional de Educação e Cultura/Direcção de
Serviços de Museus da Direcção Regional dos Assuntos Culturais e o Instituto Português de Museus/
Ministério da Cultura, agrupou cerca de 300 peças
provenientes de diversos museus da Madeira, entre os
quais o Museu Quinta das Cruzes que esteve representado com cerca de 60 peças.
mobiliário, cerâmica, fotografia, entre outras, exemplificando os contactos com alguns dos mais importantes centros artísticos europeus, reflectindo a
importância estratégica do arquipélago no contexto
da expansão portuguesa, e depois europeia, ligada
aos seus ciclos do Açúcar, Vinho e Turismo, como
elementos fundadores do seu desenvolvimento.
No Arquipélago da Madeira experimentou-se pela
primeira vez Portugal no Atlântico...”
(Press release da Exposição)
“De 21 de Novembro de 2009 a 06 de Abril de
2010, Lisboa recebe na Galeria de Pintura do Rei D.
Luís I, no Palácio Nacional da Ajuda, uma exposição
de obras de arte de referência dos Museus da Madeira, como reflexos dos principais ciclos da sua história, entre o século XV e os inícios do século XX.
A exposição reúne um conjunto de peças sintomáticas das colecções de escultura, pintura, ourivesaria,
Vista da exposição
Museu Quinta das Cruzes
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Museu Quinta das Cruzes
Agenda
15.05.2010 A Noite dos Museus:
Boletim anual - Nº 6
- 19h00/24h00. Abertura do Museu ao público
com entradas gratuitas e visitas guiadas às colecções às 19h00, 20h00 e 22h30.
Projecto e coordenação: Ana Kol Rodrigues e Teresa Pais.
- 21h30/22h30. Realização de concerto pelo grupo musical “Dolcemente” do Gabinete Coordenador de Educação Artística - GCEA.
- Os jardins serão animados com a abertura da
Cafetaria / Restaurante do Museu Quinta das
Cruzes e breves momentos musicais com o
Orquestrofone.
Textos: Ana Kol Rodrigues e Teresa Pais.
Colaboração (textos): Eberhard Axel Wilhelm.
Fotografias: © Museu Quinta das Cruzes; © Pedro Clode
Edição: Museu Quinta das Cruzes, Funchal.
2010
- A partir das 20h00, e ao longo da noite, irão ser
sorteados de hora a hora, diversos prémios pelos
visitantes.
18.05.2010 Dia Internacional dos Museus:
- 10h00/17h30. Abertura do Museu ao publico
com entradas gratuitas e visitas guiadas às Colecções às 11h00 e 16h00.
- 10h30. Lançamento do Boletim do Museu Quinta das Cruzes, n.º 6 e do Boletim Infantil, n.º 3.
Museu Quinta das Cruzes
Calçada do Pico, Nº 1
9000-206 FUNCHAL
Telefone: 291 740 670
Fax: 291 741 384
www.museuquintadascruzes.com
e-mail: [email protected]
Horário de funcionamento:
3ª a Domingo- 10h/12.30 14h/17.30h
2ª e feriados - encerrado ao público
A Noite dos Museus
O Museu Quinta das Cruzes comemora no dia 15
de Maio [Sábado], a Noite dos Museus. Como complemento ao Dia Internacional dos Museus (celebrado
a 18 de Maio), a Noite pretende criar um incentivo
através de actividades extraordinárias, centradas na
abertura nocturna dos Museus. Deste modo, pretendese incentivar a visita aos espaços museológicos, e
encorajar novos visitantes, especialmente os mais
novos, a entrar nos Museus, participando assim na
construção de uma consciência cultural europeia.
A Noite dos Museus é um projecto de âmbito
europeu que decorre sob o patrocínio do Conselho da
Europa, coordenado pelos Museus de França/Ministério da Cultura e da Comunicação de França.
P a r a ma i s i n f or ma ç õ e s c o n s u l t a r
www.nuitdesmusees.culture.fr.
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Boletim n.º 6