A FORMAÇÃO DE CONCEITOS CIENTÍFICOS ATRAVÉS DE CONCEPÇÕES ALTERNATIVAS NO ENSINO DE QUÍMICA Maria do Livramento GALVÃO DA SILVA1 Ana FRAZÃO TEIXEIRA2 Maria Auxiliadora DE SOUZA RUIZ3 RESUMO Neste artigo discutiremos a formação dos conceitos de Química, sugerindo como estratégia pedagógica uma concepção alternativa para o ensino dos conceitos apresentados na Tabela Periódica de Química, conceitos considerados por parte dos alunos do Ensino Médio como desnecessários e irrelevantes. A concepção alternativa proposta neste trabalho estrutura-se por duas vertentes: 1ª) pela necessidade do retorno às origens do conceito – numa perspectiva histórico/epistemológica; 2ª) e pela relevância do conceito na vida humana e nas situações vivenciadas no cotidiano. A noção de formação do conceito aqui apresentada ancora-se nas idéias de Bachelard (1996) e Mortimer (2000; 2002) numa dinâmica de discussão e reflexão do processo ensino-aprendizagem dos conceitos de Química. Palavras-chave: formação de conceitos de Química; concepção alternativa de ensino; conceitos da tabela periódica. .*.*.*.*.*.*. RESUME Dans cet article nous cherchons discuter la formation des concepts de Chimiques, en ayant comme stratégies pédagogiques la conception alternative pour l’enseignement des concepts présentés dans le tableau périodique de Chimiques. Ces concepts sont considérés par les élèves du lycée comme insignifiants. La conception alternative proposée dans ce travail est structurés par deux axes : 1) par le besoin de retour aux origines du concept – dans une perspective historique épistémologique ; 2) par la relevance basée dans le concept ici présenté, encré dans les idées de Bachelard (1996) et Mortimer (2000; 2002), dans une dynamique de discussion et réflexions du processus enseignement-apprentissage des concepts de Chimique. Mots-clés: formation des concepts Chimique ; l’enseignement ; concepts de tableau périodique. conception alternative .*.*.*.*.*.*. 1 2 Mestranda do Programa de Pós-graduação do Mestrado em Ensino de Ciências na Amazônia, UEA. Professoras do Programa de Pós-graduação do Mestrado em Ensino de Ciências na Amazônia, UEA. de 2 INTRODUÇÃO Estudos apresentados por Vygotsky (1998) e Mortimer (2000; 2002), sobre a formação de conceitos, incidem na compreensão que os conceitos se constituem a partir de um sistema de relações existentes entre o conhecimento do mundo, das interações sociais e das transformações produzidas pelo homem numa constante construção de aprendizagens que difere da capacidade de memorização conceitual. Tais preocupações que incidem na prática pedagógica relacionada ao ensino de Química, permanecem apoiadas em paradigmas pré-científicos de séculos anteriores. Essas práticas, criticadas por Bachelard (1996), apresentam-se como noção de obstáculo epistemológico ao conhecimento científico. Nesse sentido, destaca-se de maneira inteligente, a necessidade da reflexão filosófica sobre questões relevantes apresentadas no ensino de Química. E, como ponto de partida, consideramos alguns aspectos referentes à formação dos conceitos apresentados pelos elementos que compõem a Tabela Periódica de Química. A relevância dada a esse conceito de Química, justapõe-se necessariamente pela constatação do alto índice de insatisfação apresentada por alunos do Ensino Médio que manifestam em suas argüições, a incompreensão de tais conceitos estudados. Eles ignoram sua relevância e a importância em suas vidas, contribuindo assim, de forma negativa para compreensão e formação de conceitos científicos existentes na Tabela Periódica. Diante de tais situações expostas, considera-se o questionamento de alguns problemas que permeiam no ensino de Química e que merecem ser discutidos entre os professores e pedagogos para redimensionar as propostas pedagógicas e, assim, colaborar com a formação de alguns conceitos científicos. Dentre eles, destacamos: o que são conceitos espontâneos e conceitos científicos? Como os conceitos de Química são propostos aos alunos? Que concepções alternativas são elaboradas pelos educadores para estimular a aprendizagem de seus alunos de Química? Essas questões servem de eixo para nortear o processo reflexivo em torno do ensino de Química, ancoradas pela idéia de Bachelard (1996) no que propõe a formação do espírito cientifico através de perguntas, estruturando, assim, o problema cientifico. 3 Vygotsky (1998) apresenta em suas pesquisas, que o ser humano passa por dois processos de formação dos conceitos. O primeiro processo ocorre na fase infantil, quando a criança em suas experiências cotidianas desenvolve habilidades fora da escola, em convivência familiar e com outras pessoas. A esse processo, o autor classifica como formação de conceitos espontâneos e/ou cotidianos, considerados importantes no processo cognitivo da criança. O segundo processo apresentado por Vygotsky (1998), diz respeito à formação dos conceitos científicos, ocorrido na escola, sendo sistematizado por experiências de cunho científico, com maior grau de complexidade. Se esses conceitos não forem trabalhados de maneira significativa, não haverá formação de conceitos científicos. Assim, o aluno permanecerá com idéias do senso comum, idéias espontâneas sem avançar em seus esquemas mentais que favorecerão o desenvolvimento de outras habilidades. A construção dos conceitos espontâneos contribui para que o indivíduo desenvolva os Tabela Periódica, apresentando-se como sugestão, concepções alternativas referentes à complexidade da formação dos conceitos científicos. As duas vertentes de ensino, ancoram-se pela abordagem relacionada à historia da ciência – retorno às origens do conceito – e ao conhecimento por parte do aluno, da relevância e da importância desses conceitos em sua vida cotidiana. 1. A QUÍMICA A PARTIR DA ELABORAÇÃO DO CONCEITO DA MATÉRIA Wynn (2002) afirma que uma das cinco maiores idéias da Ciência foi a Lei Periódica, da Química. Lei que classifica os elementos químicos representados por qualquer tipo de matéria. A matéria é constituída por unidades básicas compostas por átomos. Nos átomos há o núcleo que contém nêutrons, sem cargas, e os prótons, carregados positivamente, e os elétrons, carregados negativamente que habitam numa parte fora do núcleo. A Química é uma das responsáveis em estudar a estrutura e as propriedades dos átomos, a sua combinação e como se dá essa combinação. Durante décadas, os químicos empenharam-se consideravelmente para descobrir as propriedades desses elementos e como eles se comportam em condições variadas, fazendo experimentos sobre variadas temperaturas para verificação reagente entre si e, para elaboração de hipóteses sobre a natureza desses elementos. 4 Essas verificações se davam através de observações e experimentações dos diferentes elementos da matéria, durante muito tempo para que se chegasse a uma compreensão da combinação de diferentes substâncias da natureza humana da matéria – na perspectiva até mesmo de que qualquer substância fosse simplesmente uma combinação de elementos universais. Nessas circunstâncias, foi previsto naquela época, que o ouro poderia ser produzido a partir da mistura nas proporções corretas, de elementos universais. Sobre esse aspecto, “o espírito científico proíbe que tenhamos uma opinião sobre questões que não compreendemos, [...] que não sabemos formular com clareza” (BACHELARD, 1996, p. 18). O autor apresenta sua crítica em relação à apresentação por previsões mal estruturadas que permaneceram durante séculos. São idéias formuladas por pensamentos ingênuos a que ele os denominou como pensamento précientífico, espírito que não foi movido pelo questionamento, mas formulado por observações empíricas tornando-se então, um obstáculo epistemológico na construção da Ciência. Mesmo diante de tantos fracassos em suas experiências, tentando misturar substâncias a outras para transformação de um elemento em outro, tais experiências contribuíram para o avanço da Ciência, ajudando a desenvolver novas técnicas científicas e novos materiais. Muitas dessas experimentações, realizadas pelos alquimistas, serviram para fortalecer hipóteses mais contundentes para o surgimento da Química. 2. LEI PERIÓDICA E A FORMAÇÃO DE CONCEITOS DA QUÍMICA Segundo Wynn (2002); Peruzzo (2003) e Vanin (2005), Dimitri Mendeleiev foi um grande colaborador na elaboração da Tabela Periódica, que posicionava e classificava os elementos químicos e suas massas atômicas, apresentando-os em filas horizontais, ou em períodos de massas atômicas crescentes. Os elementos da coluna vertical representam grupos de elementos cujas propriedades químicas eram similares. “Segundo a hipótese de Mendeleiev, as propriedades químicas dos elementos se repetem de um modo periódico, ou, mais especificamente, [...] são funções periódicas de suas massas atômicas”. (WYNN, 2002, p. 55). 5 As hipóteses de Mendeleiev asseguraram na época, a divergência do “apego rígido” à hipótese de que as propriedades químicas dos elementos são funções periódicas de suas massas atômicas, considerando que, nessa época, desconhecia-se o “número atômico” na Tabela Periódica, que, mais tarde, em sua elaboração moderna foi formulada da seguinte forma: as propriedades químicas dos elementos são funções periódicas de seus números atômicos, apresentando então, uma versão corrigida, com um novo formato e indicação dos números atômicos acima de cada símbolo. Nessa nova elaboração da Tabela, foram apresentadas, também, alterações no posicionamento de alguns elementos químicos, chegando a ser, no total, cerca de 112 elementos, aumentando consideravelmente seu número, desde a época da Grécia Antiga. Essa abordagem epistemológica está sendo proposta em virtude da necessidade de apresentação da evolução conceitual e historicidade desses conceitos da Química, pois, percebe-se no ensino de Química que esses conceitos estabelecidos na Tabela Periódica ainda encontram-se em sua complexidade como um “obstáculo epistemológico” para sua compreensão. Sendo considerado no contexto escolar, como um conceito muito difícil de assimilação, compreensão e utilização por parte dos alunos da Educação Básica. Nesse sentido, apela-se para que o professor de Química redimensione sua prática pedagógica estabelecendo “a respeito de cada noção, uma escala de conceitos, mostrando como um conceito deu origem a outro, como está relacionado a outro” (BACHELARD, 1996, p. 22). Essa explicativa ancora-se pela idéia da superação desse obstáculo de assimilação dos conceitos da Química manifestados pelos estudantes do Ensino Médio. Essa juventude necessita de aulas mais significativas, mais contextualizadas com suas necessidades contemporâneas, co-relacionadas às informações das tecnologias avançadas, com perspectiva da compreensão global dos fenômenos que lhes são apresentados. Observa-se que nas aulas de Química, os experimentos, em grande maioria, apresentamse essencialmente por experiências perigosas, aquelas que “estouram” e marcam a vida dos estudantes, sem causar-lhes aprendizagem, apenas causando-lhes belos sustos. Em oposição a essas experimentações no ensino de Química, Bachelard adverte, “interroguei muitas pessoas sobre suas recordações escolares. Pelo menos a metade 6 lembrava-se da explosão em aula de Química” (BACHELARD, 1996, p. 49). Para o autor, essa lembrança que o adolescente manifesta, explicita a intenção que o mesmo tem de assustar, de destruir e de prejudicar os outros. Isto é como se fosse um sentimento de dominação ilustrado pelo fascínio de experiências perigosas. Porém, para que de fato os conceitos sejam compreendidos, torna-se necessário despertar o interesse pela experimentação para distinguir os aspectos orgânicos do fenômeno, favorecendo o “espírito cientifico” do estudante. 3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA E RELEVÂNCIA DO CONTEÚDO NO COTIDIANO: CONCEPÇÕES ALTERNATIVAS PARA A FORMAÇÃO DOS CONCEITOS NO ENSINO DE QUÍMICA Diante de relevantes expectativas em torno do ensino de Química, consideram-se como alternativas viáveis para a formação de conceitos, duas vertentes que propõem considerável discussão: a primeira alternativa refere-se pela necessidade de “retorno às coisas primeiras” buscando em sua “essência” (HUSSERL, 2001), sua origem e evolução histórica para racionalização do conhecimento, na perspectiva de que a “Ciência constrói seus objetos, que nunca os encontra prontos [...] um conceito torna-se científico na proporção em que se torna técnico, em que está acompanhado de uma técnica de realização” (BACHELARD, 1996, p. 77). A segunda alternativa diz respeito ao esclarecimento da relevância do conteúdo a ser estudado na vida do estudante. O aluno precisa compreender como esses conteúdos estão relacionados à sua vida, ao seu cotidiano, para então, despertar seu interesse pelo conceito a ser formado. Desta forma, a Tabela Periódica dos elementos químicos contempla a necessidade de busca de novas estratégias de ensino, já que, é apresentada por grande maioria dos estudantes como conteúdo incompreensível e desnecessário de ser estudado. Essa manifestação dá-se pelo fato dos alunos desconhecerem sua origem, sua evolução e utilidade em suas vidas. No entanto, “é preciso então reavivar a crítica e pôr o conhecimento em contato com as condições que lhe deram origem, voltar continuamente a esse “estado nascente” que é o estado de vigor psíquico, ao momento em que a resposta saiu do problema” (BACHELARD, 1996, p. 51). 7 Esse problema se manifesta para os alunos da Educação Básica, desde o momento em que a Tabela Periódica lhes é apresentada como alternativa “memorística”, sem intencionalidade na assimilação dos elementos que a compõem. Diante dessa manifestação, cria-se uma perspectiva em torno do ensino de Química. Sugere-se como primeira concepção alternativa para a formação dos conceitos explícitos na Tabela Periódica, que os alunos pesquisem sobre sua origem, sua evolução histórica e até mesmo, busquem descobrir outros elementos até então, não existentes para ampliação da tabela existente. Pois, parte-se do pressuposto que, além do aluno aprender e compreender cada elemento químico, suas massas atômicas e propriedades, ele deve também, compreender seu processo histórico, sua origem epistemológica, para que possa se interessar pela Ciência como processo que se constrói gradativamente com o empenho do homem e com o avanço da tecnologia, para que possa perceber que a Tabela Periódica, assim como outros conceitos científicos, não surgiram do nada ou da invenção extraordinária de apenas um homem, em um determinado espaço-tempo histórico, mas que, esses conceitos estabelecidos na Tabela Periódica ainda estão em construção, que essa tabela pode ser ampliada e/ou modificada por experimentos bem sucedidos da época atual, experimentos que podem ser realizados por eles próprios enquanto alunos que se interessam pela Ciência. A segunda concepção alternativa que se propõe à formação dos conceitos da Tabela Periódica apresentados ao ensino de Química, diz respeito ao esclarecimento de que vários elementos químicos estão presentes no nosso corpo. Esses elementos existentes no corpo humano são provenientes dos alimentos ingeridos e fazem parte da composição de substâncias que o organismo humano produz. Alguns desses elementos apresentam-se em maior quantidade que outros, porém todos eles têm sua total importância para o bom desempenho do organismo. Em destaque, os elementos que se apresentam em maior quantidade no corpo humano são: hidrogênio, carbono, nitrogênio e oxigênio (PERUZZO, 2003). Eles são responsáveis pela formação de substâncias que compõem os açúcares, as proteínas, as gorduras etc., além da formação de água na massa do ser humano. Outros elementos: sódio, potássio, cálcio, iodo etc., aparecem no corpo humano em quantidades menores, 8 porém são indispensáveis ao bom funcionamento do corpo humano, pois, sua inexistência contribui para o desenvolvimento de doenças. Quem poderia ter qualidade de vida sem os componentes do ferro, do magnésio ou do flúor? Eis, portanto, uma alternativa que deveria ser aplicada ao ensino para a compreensão desses conceitos estabelecidos na Tabela Periódica. Os alunos precisam saber, discutir e refletir sobre tais conceitos que estão aprendendo para fazer a relação à sua vida cotidiana, aos problemas do dia-a-dia. Se eles compreenderem que o ferro é responsável pelo transporte de oxigênio no sangue, que o magnésio desempenha um papel importantíssimo ao funcionamento dos músculos e, que o flúor reduz a formação de cáries e mantém o esmalte de seus dentes, certamente perceberão melhor e mais significativamente, seus números atômicos e a função de cada elemento que compõe a Tabela Periódica. Sua aprendizagem não se manterá restrita apenas à “memorização” de seus símbolos e ao lugar que ocupa na Tabela. Desta forma, essa concepção alternativa assegura ao ensino de Química, a formação de conceitos em todas as dimensões da aprendizagem, conforme sugere Mortimer (2000) quando se refere à construção do conhecimento através do uso adequado do conteúdo, de sua contextualização e de seus propósitos de quem os usa para o processo de construção de seu “perfil conceitual”. Pois, o perfil conceitual de cada indivíduo constitui-se a partir de esquemas mentais que permitam relacionar suas idéias aos conceitos científicos (BACHELARD, 1996). CONSIDERAÇÕES FINAIS As discussões e reflexões até aqui propostas nos fornecem elementos de busca de significado para o ensino de Química, apoiado na formação de conceitos científicos a partir de “modelos alternativos” que desenvolvam no aluno seu processo de “enculturação” a partir de seus processos cognitivos (CARVALHO et al, 2004). A concepção alternativa proposta neste trabalho não se apresenta como uma alternativa única, eficiente ou inédita, mas consideravelmente importante na formação de conceitos do ensino de Química. Como educadores, acreditamos que, para que haja aprendizagem, se faz necessária a reflexão da própria ação de ensinar, e, refletir a própria ação implica mudança de prática pedagógica, mudança conceitual e atitudinal por parte do educador. 9 Nesse sentido, o ensino de Química clama por novos significados, novos contextos, nova compreensão do mundo e do ser para o processo de formação de conceitos científicos. Concordamos com Carvalho et al (2004) quando diz que “essas mudanças não são fáceis não é só uma mudada de consciência pontual, mas é preciso romper com um tratamento ateórico e colocar a Didática das Ciências como uma (re) construção de conhecimentos específicos sobre o processo de ensino e aprendizagem” (CARVALHO, et al, 2004, p. 10). Sendo assim, nossas considerações se direcionam para a necessidade de criação de situações relevantes no processo de ensino-aprendizagem que desenvolvam nos alunos a capacidade de observar e explicar os fenômenos científicos a partir de problemas cotidianos, desenvolvendo suas habilidades e competências durante o processo de formação dos conceitos científicos, especialmente dos conceitos pertinentes ao ensino de Química. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro, Contraponto, 1996. BRASILIA. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Orientações curriculares para o ensino médio: ciências da natureza, matemática e suas tecnologias: volume 2, 2006. CARVALHO, A. M. P. (Org). Ensino de ciências: unindo a pesquisa e a prática. São Paulo: Pioneira Thomsom Learning, 2004. HUSSERL, Edmund. Meditações cartesianas: introdução à fenomenologia. São Paulo: Madras, 2001. MORTIMER, E. Fleuri. Construtivismo, mudança conceitual e ensino de ciências: para onde vamos? Faculdade de Educação da UFMG, Belo Horizonte, MG, 2002. MORTIMER, E. Fleuri. Linguagem e formação de conceitos no ensino de ciências. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. NARDI, R.; BASTOS, F.; DINIZ, R. E. da Silva. Pesquisas em ensino de ciências: contribuições para a formação de professores. São Paulo: Editora Escrituras, 2004. PERUZZO, Francisco Miragaia. Química na abordagem do cotidiano. São Paulo: Moderna, 2003. 10 VANIN, José Atílio. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o futuro. São Paulo: Moderna, 2005. VYGOTSKY, L. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1998. WYNN, Charles M. As cinco maiores idéias da ciência. São Paulo: Ediouro, 2002.