UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA COMISSÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA Metodologia para estimativa da energia associada ao resíduo sólido industrial: proposta e aplicação para a Região Metropolitana de Campinas Autora: Tereza Rosana Orrico Batista Orientadora: Profa Dra Eglé Novaes Teixeira Co-orientador: Prof. Dr. Ennio Peres da Silva 03/04 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA COMISSÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA PLANEJAMENTO DE SISTEMAS ENERGÉTICOS Metodologia para estimativa da energia associada ao resíduo sólido industrial: proposta e aplicação para a Região Metropolitana de Campinas Autora: Tereza Rosana Orrico Batista Orientadora: Profa Dra Eglé Novaes Teixeira Co-orientador: Prof. Dr. Ennio Peres da Silva Curso: Planejamento de Sistemas Energéticos Dissertação de mestrado acadêmico apresentada à comissão de Pós Graduação da Faculdade de Engenharia Mecânica, como um dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Planejamento de Sistemas Energéticos. Campinas, 2004 Brasil UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA COMISSÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA PLANEJAMENTO DE SISTEMAS ENERGÉTICOS DISSERTAÇÃO DE MESTRADO ACADÊMICO Metodologia para estimativa da energia associada ao resíduo sólido industrial: proposta e aplicação para a Região Metropolitana de Campinas Autor: Tereza Rosana Orrico Batista Orientador: Profa Dra Eglé Novaes Teixeira Co-orientador: Prof. Dr. Ennio Peres da Silva Profa Dra Eglé Novaes Teixeira, Presidente FEC/UNICAMP Profa Dra Sônia Regina da Cal Seixas Barbosa NEPAM/UNICAMP Prof. Dr. Waldir Antônio Bizzo FEM/UNICAMP Campinas, 30 de março de 2004 Dedicatória Dedico este trabalho à minha querida família e ao meu marido. Agradecimentos Este trabalho não poderia ser concluído sem a ajuda de diversas pessoas às quais sou muito agradecida: À minha família pelo apoio e estímulo. Ao Antero pela companhia constante e estímulo. À minha orientadora, Profa Eglé, por me receber na UNICAMP, pela valiosa orientação e compreensão nos momentos difíceis. Ao meu co-orientador, Prof. Ennio, pelo acolhimento no NIPE, pela valiosa orientação e estímulo e pela contribuição na minha formação no Planejamento Energético. Ao Prof. Arnaldo César Walter, meu primeiro contato na FEM, pela sua costumeira atenção aos alunos, dedicação ao Programa de Pós-Graduação e receptividade ao meu projeto de pesquisa. À CETESB, em especial, às Agências Regionais Piracicaba I e II, representadas por seus Gerentes, o Sr. Fernando Carbonari e a Sra Márcia Novaes Ferreira, por disponibilizar os dados do Inventário de Resíduos Sólidos Industriais na Região Metropolitana de Campinas. Ao imprescindível auxílio do Gerente da Agência Campinas II da CETESB, Sr. Lúcio Flávio Lima, pela viabilização dos contatos com a CETESB. À CAPES pelo auxílio financeiro que viabilizou a realização deste trabalho. Ao Prof. Osvaldo Sevá Filho, pelo estímulo e convívio que é um aprendizado constante. À Profa e amiga Sônia R. da S. Cal Barbosa, meu muito obrigada. Ao Prof. Moacyr por sua atenção e estímulo. Aos ilustres professores da Banca pela participação nesta importante etapa da minha formação. À todos os funcionários da FEM, do NIPE e do Laboratório de Hidrogênio, especialmente, ao Rodrigues (querido colega), Neusa, Sônia, Ana Paula, Rafael, Prof. Mário Cencig, Dilcio Rocha, Márcia Rogério, Janile, Elaine, Lílian, Maria, Cristiane Bergamini, Cristiano, João e demais colegas do LH2. Ao amigo Cláudio Carvalho pelo apoio constante, pela orientação e pela companhia inestimável. Aos queridos amigos de todas as horas, Márcia Rogério e Bajay, um agradecimento especial. Ao Marlúcio Borges pela amizade sincera e pela abertura de um espaço de reflexão de questões ambientais e energéticas junto ao CIESP-Campinas. Aos amigos e colegas de curso, especialmente, os que tive oportunidade de conviver mais, agradeço pelo apoio, estímulo e pelos momentos de lazer : Telma, Bastelli, Paula Duarte, Adriana, Dilcio Rocha, Álvaro Martins, Milton, Mariel, Cristiane Bergamini, Carlinha, Fabiana Viana, Fabiana Varella, Ana Januzzi, Dean, Álvaro Furtado, Hermínia, Luís Brossard, Luciana Kalinowski, e Marcos Cunha. Em especial, à colega Cleci Streb pela amizade e incentivo, fundamentais, para a conclusão da minha dissertação e pelo apoio necessário ao cumprimento das formalidades junto à Secretaria de Pós-Graduação da FEM. À Dra Célia Nunes Silva pela amizade, atenção e apoio constantes. Ao Junior, Lilah e Ana Rita pelo carinho e atenção. Finalmente, gostaria de agradecer à pessoas que, indiretamente, contribuíram para realização deste trabalho, por terem sido responsáveis pela consolidação do meu senso crítico e minha formação como engenheira sanitarista: meus queridos professores do Departamento de Hidráulica e Saneamento da UFBa, o grupo de trabalho do Projeto Itajaí – Blumenau-SC, aos técnicos das Prefeituras de Blumenau e Jequié, do CRA - Ba, da Limpurb-Salvador, da CONDER, entre outros. Resumo BATISTA, Tereza Rosana Orrico. Metodologia para estimativa da energia associada ao resíduo sólido industrial: proposta e aplicação para a Região Metropolitana de Campinas. 2004. Dissertação (Mestrado em Planejamento de Sistemas Energéticos)-Faculdade de Engenharia Mecânica, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004. Neste trabalho teve-se como objetivo propor uma metodologia para avaliação da energia associada ao resíduo sólido industrial (RSI) e sua aplicação à Região Metropolitana de Campinas (RMC). A metodologia foi baseada numa revisão bibliográfica, sobre aspectos ambientais e energéticos relacionados ao resíduo sólido industrial. No roteiro metodológico propõe-se caracterizar a área de estudo; a produção e gestão do RSI; a classificação energética e o estudo quali-quantitativo da energia associada ao RSI; e, avaliação da aplicabilidade dos mecanismos de aproveitamento energético propostos para a região. A aplicação da metodologia à RMC mostrou-se válida e resultou numa apresentação sintética da realidade sócio-ambiental, do setor industrial e da destinação de resíduo, bem como indicou as potencialidades quanto ao aproveitamento energético de RSI, na região. Com os resultados obtidos constata-se a importância da questão da produção e destinação de RSI, na RMC, e o significado, em termos de potência elétrica, para os valores da energia associada ao resíduo com fator de conversão energética conhecido, presente na amostra estudada. Palavras-chave: resíduo sólido, resíduo sólido industrial, inventário de resíduo, aproveitamento energético. Abstract BATISTA, Tereza Rosana Orrico. Methodology for the estimation of the energy associated to the industrial solid wastes: proposal and application for the Metropolitan Region of Campinas. 2004. Dissertation – UNICAMP, Campinas, 2004. The aim of this work is to propose a methodology to evaluate the energy associated to the industrial solid wastes and its application in the Metropolitan Region of Campinas. The methodology was based on a bibliographical revision about environmental and energetic aspects related to the industrial solid wastes. The methodological route proposes: the characterization of the research area and the production/management of the industrial solid wastes; the energetic classification and the qualitative/quantitative research of the energy associated to the industrial solid wastes; and, the valuation of the applicability of the mechanisms of energetic utilization proposed to the region. The application of the methodology in the Metropolitan Region of Campinas proved to be valid and it resulted in a synthetical presentation of the social and environmental reality of the industrial sector and the destination of the wastes, as well as it indicated the potentialities related to the energetic utilization of the industrial solid wastes in the region. The obtained results show the importance of the matter of the production and the destination of the industrial solid wastes in the Metropolitan Region of Campinas, and the meaning, in terms of electric potency, of the values of the energy associated to the wastes with a known factor of energetic conversion shown in the researched sample. Key-words: solid wastes, industrial solid wastes, wastes inventory, energetic utilization. Sumário Lista de figuras .................................................................................................................................v Lista de tabelas .............................................................................................................................. vii Lista de nomenclatura .....................................................................................................................xi 1 Introdução......................................................................................................................................1 1.1 Objetivo geral.............................................................................................................................2 1.2 Objetivos específicos..................................................................................................................2 2 Revisão bibliográfica.....................................................................................................................3 2.1 Questão ambiental global e suas relações com o modelo de desenvolvimento capitalista....................................................................................................................................3 2.2 Problemas ambientais associados ao descarte de resíduo nas metrópoles .................................9 2.3 Gestão de resíduo sólido industrial ..........................................................................................14 2.3.1 Conceitos de resíduo e resíduo sólido industrial...................................................................17 2.3.2 Estratégias para gestão de resíduo sólido industrial.............................................................22 2.4 Inventário de resíduo sólido industrial .....................................................................................26 2.5 Uso da energia na indústria e as perdas associadas ao descarte de resíduo. ............................32 2.6 Mecanismos de recuperação energética de resíduo..................................................................34 2.7 Conclusões.......................................... .....................................................................................36 3 Metodologia ................................................................................................................................37 3.1 Proposição de metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial ......................................................................................................37 3.1.1 Definição da área e período de tempo a ser considerado para estudo...................................41 3.1.2 Caracterização físico-ambiental e sócio-econômica da área em estudo ...............................41 3.1.3 Caracterização do setor industrial .........................................................................................42 i 3.1.4 Inventário de resíduo - caracterização da gestão e gerenciamento de resíduo sólido industrial................................................................................................................................43 3.1.5 Classificação do resíduo sólido industrial de acordo com o potencial de aproveitamento energético ....................................................................................................46 3.1.6 Quantificação do resíduo passível de aproveitamento energético, considerando o atual gerenciamento...........................................................................................................47 3.1.7 Estudo do potencial de aproveitamento energético do resíduo e definição do mecanismo de conversão energética ....................................................................................48 3.1.8 Avaliação quantitativa da energia associada ao resíduo em função de sua destinação ........51 3.1.9 Avaliação da quantidade total de energia associada a resíduo sólido industrial para a região estudada................................................................................................................................52 3.1.10 Aplicabilidade dos mecanismos de aproveitamento energético .........................................53 4 Verificação da metodologia proposta – estudo de caso na RMC................................................55 4.1 Caracterização da RMC ...........................................................................................................58 4.1.1 Definição espacial da área de estudo.....................................................................................58 4.1.2 Características sócio-econômicas e institucionais.................................................................60 4.1.2.1 Institucionalização da RMC ...............................................................................................63 4.1.2.2 Demografia.........................................................................................................................63 4.1.2.3 Economia............................................................................................................................65 4.1.3 Características físico-ambientais...........................................................................................67 4.1.3.1 Urbanização na RMC .........................................................................................................68 4.1.3.2 Geração e destinação de resíduo urbano na RMC..............................................................70 4.1.3.3 Resíduo sólido industrial na RMC .....................................................................................72 4.2 Perfil do setor industrial na RMC ............................................................................................72 4.2.1 Características gerais.............................................................................................................73 4.2.2 Cadastro industrial da fiesp: distribuição dos estabelecimentos segundo o porte, localização e ramo de atividade na RMC.............................................................................76 4.3 Inventário do resíduo sólido industrial na RMC ......................................................................79 4.3.1 Indústrias inventariadas.........................................................................................................80 4.3.2 Produção de resíduo sólido industrial na RMC.....................................................................82 4.3.3 Destinação de resíduo sólido industrial na RMC ..................................................................89 ii 4.4 Energia associada ao resíduo sólido industrial na RMC ..........................................................94 4.4.1 Classificação do resíduo sólido industrial segundo o potencial de aproveitamento energético ..............................................................................................................................94 4.4.2 Estudo qualitativo do potencial de aproveitamento energético do resíduo sólido industrial ...............................................................................................................................95 4.4.3 Estudo quantitativo do potencial de aproveitamento energético do resíduo sólido industrial................................................................................................................................98 5. Conclusões e recomendações ...................................................................................................103 5.1 Quanto à metodologia proposta para avaliação da energia associada ao resíduo sólido industrial.......................................................................................................................................103 5.2 Quanto à aplicação da metodologia para a Região Metropolitana de Campinas ...................106 5.2.1 Caracterização da Região Metropolitana de Campinas.......................................................107 5.2.2 Caracterização do setor industrial da RMC.........................................................................107 5.2.3 Inventário de resíduo sólido industrial da RMC .................................................................108 5.2.4 Energia associada ao resíduo sólido industrial da RMC .....................................................109 Referências ...................................................................................................................................111 Anexos..........................................................................................................................................123 Anexo A – Mapa da RMC na UGRHI–05 ...................................................................................124 Anexo B – Distribuição das indústrias, por município, na RMC.................................................125 Anexo C– Manual para preenchimento do MCE (memorial de caracterização de Empreendimento) .......................................................................................................130 Anexo D – Inventário de resíduo sólido industrial das Regionais Piracicaba I e II.....................135 Anexo E – Relação das indústrias inventariadas, por município, e ramo de atividade nas Regionais Piracicaba I e II ........................................................................................150 Anexo F – Descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC ...................167 Anexo G – Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo, nos municípios da RMC .......................................................................................................................170 Anexo H – Estudo energético quali-quantitativo do resíduo sólido industrial na RMC..............191 iii Lista de figuras 2.1 Hierarquia de gestão e gerenciamento de resíduo....................................................................16 2.2 Hierarquia de gerenciamento ambiental de resíduo .................................................................23 2.3 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por classe, no Estado de Pernambuco .........................................................................................................................27 2.4 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por classe, no Estado do Paraná...........31 3.1 Rotas energéticas para resíduo sólido industrial ......................................................................38 3.2 Fluxograma proposto para metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial ......................................................................................................40 4.1 Fluxograma da aplicação da metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial da RMC .......................................................................57 4.2 Localização da RMC no Estado de São Paulo .........................................................................59 4.3 Divisão político-administrativa da RMC ................................................................................59 4.4 Situação da RMC quanto à qualidade dos aterros de resíduo sólido urbano (% da qualidade por município) ...............................................................................................71 4.5 Situação da RMC quanto ao índice de esgoto tratado (% dos municípios) .............................71 4.6 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial na RMC, segundo a periculosidade ......83 B.1 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Campinas........125 B.2 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em S. A. de Posse......................................................................................................................125 B.3 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Itatiba .............125 B.4 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Holambra........125 B.5 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Pedreira ..........126 iv B.6 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Santa Bárbara D´Oeste................................................................................................................................126 B.7 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Artur Nogueira ....................................................................................................................126 B.8 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Nova Odessa........................................................................................................................126 B.9 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Indaiatuba.......127 B.10 - Distribuição dos Estabelecimentos Industriais por ramo de atividade em Cosmópolis....127 B.11 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Hortolândia...127 B.12 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Paulínia.........127 B.13 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Sumaré .........128 B.14 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Monte Mor ...128 B.15 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Jaguariúna ....128 B.16 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Americana ....128 B.17 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Vinhedo........129 B.18 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Valinhos .......129 B.19 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Amparo.........129 G.1 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Americana.............170 G.2 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Artur Nogueira......170 G.3 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Campinas ..............171 G.4 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Cosmópolis ..........171 G.5 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Engo Coelho ..........172 G.6 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Holambra ..............172 G.7 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Hortolândia ...........173 G.8 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Indaiatuba .............173 G.9 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Itatiba ....................174 G.10 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Jaguariuna...........174 G.11 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Monte Mor..........175 G.12 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Nova Odessa .......175 G.13 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Paulínia ...............176 G.14 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Pedreira...............176 v G.15 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Sta Bárbara D’Oeste...............................................................................................................................177 G.16 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Sto Antônio de Posse ...............................................................................................................................177 G.17 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Sumaré ................178 G.18 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Valinhos..............178 G.19 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Vinhedo ..............179 vi Lista de Tabelas 2.1 Listagens de resíduo perigoso e de padrões de concentração de poluentes .............................19 2.2 Características do resíduo sólido e sua importância no planejamento do sistema de manejo integrado de resíduo ................................................................................................................21 2.3 Geração total de resíduo sólido industrial, por classe, no Estado de Pernambuco, em t/ano e m3/ano ....................................................................................................................27 2.4 Geração de resíduo sólido industrial, por classe e tipologia, no Estado de Pernambuco, em t/ano ....................................................................................................................................28 2.5 Distribuição da geração total dos tipos de resíduo sólido industrial, por tipologia, para o Estado de Pernambuco (t/ano)..................................................................................................28 2.6 Inventário de resíduo sólido industrial gerado, por regional, do Estado de São Paulo (t/ano) ......................................................................................................................32 2.7 Fatores de conversão energética para resíduo ..........................................................................34 3.1 Inventário de resíduo sólido industrial .....................................................................................46 3.2 Classificação energética de resíduo sólido industrial...............................................................47 3.3 Fatores de conversão energética para resíduo ..........................................................................49 3.4 Avaliação quantitativa da energia associada ao resíduo sólido industrial ...............................52 4.1 População e taxa anual de crescimento da RMC por município..............................................64 4.2 Sub-bacias da UGRHI 05 por município da RMC...................................................................68 4.3 Situação do resíduo sólido e esgoto sanitário na RMC............................................................70 4.4 Participação na produção industrial dos diversos ramos na industria de transformação da RMC (%) ..................................................................................................................................73 4.5 Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo, no Estado de São Paulo e na RMC .................................................................................................................................74 vii 4.6 Total de estabelecimentos industriais, por município, em 2001 ..............................................74 4.7 Especializações produtivas, por município, na RMC ..............................................................75 4.8 Algumas das principais empresas industriais da RMC ............................................................76 4.9 Distribuição dos estabelecimentos industriais do Estado de São Paulo por regiões administrativas e porte .............................................................................................................77 4.10 Distribuição dos estabelecimentos industriais, segundo o porte, na RMC ............................77 4.11 Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, na RMC...................78 4.12 Distribuição dos estabelecimentos industriais, por município, na RMC ...............................79 4.13 Distribuição das indústrias inventariadas, por município, na RMC.......................................80 4.14 Distribuição dos ramos industriais inventariados por município e na RMC.........................81 4.15 Participação percentual por município na geração total e por classe de RSI........................82 4.16 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo, na RMC ...............................83 4.17 Distribuição do resíduo sólido industrial classe I na RMC....................................................86 4.18 Distribuição do resíduo sólido industrial classe II e III na RMC...........................................86 4.19 Quadro dos ramos industriais e geração de resíduo sólido industrial na RMC......................87 4.20 Destinação de resíduo sólido industrial na RMC ...................................................................89 4.21 Distribuição dos tipos de destino, por município, da RMC – Parte I ....................................92 4.22 Distribuição dos tipos de destino, por município, da RMC – Parte II ...................................93 4.23 Classificação energética do resíduo sólido destinado ao estudo quantitativo ........................94 4.24 Estudo qualitativo da energia associada a resíduo sólido industrial na RMC........................96 4.25 Energia associada a resíduo sólido industrial, na RMC, por forma de energia.....................99 4.26 Energia associada a resíduo sólido industrial, por município, na RMC ..............................100 4.27 Energia associada a resíduo sólido industrial e a resíduo sólido domiciliar na RMC .........102 C.1 Dicionário de códigos de resíduo ..........................................................................................130 C.2 Dicionário de códigos de resíduo não-perigoso ....................................................................131 C.3 Dicionário de códigos para sistemas de armazenamento, recuperação, tratamento e disposição final de resíduo sólido........................................................................................132 D.1 Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I .........................................135 D.2 Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II.........................................143 E.1 Relação das indústrias inventariadas no Município de Americana .......................................150 E.2 Relação das indústrias inventariadas no Município de Arthur Nogueira ..............................153 viii E.3 Relação das indústrias inventariadas no Município de Campinas.........................................153 E.4 Relação das indústrias inventariadas no Município de Cosmópolis......................................154 E.5 Relação das indústrias inventariadas no Município de Engenheiro Coelho..........................156 E.6 Relação das indústrias inventariadas no Município de Holambra .........................................156 E.7 Relação das indústrias inventariadas no Município de Hortolândia......................................156 E.8 Relação das indústrias inventariadas no Município de Indaiatuba ........................................158 E.9 Relação das indústrias inventariadas no Município de Itatiba...............................................158 E.10 Relação das indústrias inventariadas no Município de Jaguariúna......................................158 E.11 Relação das indústrias inventariadas no Município de Monte Mor.....................................159 E.12 Relação das indústrias inventariadas no Município de Nova Odessa..................................161 E.13 Relação das indústrias inventariadas no Município de Paulínia..........................................162 E.14 Relação das indústrias inventariadas no Município de Pedreira..........................................163 E.15 Relação das indústrias inventariadas no Município de Santa Bárbara D’Oeste ..................164 E.16 Relação das indústrias inventariadas no Município de Santo Antônio de Posse.................165 E.17 Relação das indústrias inventariadas no Município de Sumaré...........................................166 E.18 Relação das indústrias inventariadas no Município de Valinhos ........................................166 E.19 Relação das indústrias inventariadas no Município de Vinhedo .........................................166 F.1 Descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC................................167 G.1 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Americana .......................................180 G.2 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Arthur Nogueira ..............................181 G.3 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Campinas.........................................181 G.4 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Cosmópolis......................................182 G.5 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Engenheiro Coelho..........................182 G.6 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Holambra.........................................183 G.7 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Hortolândia......................................183 G.8 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Indaiatuba........................................184 G.9 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Itatiba...............................................184 G.10 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Jaguariúna .....................................185 G.11 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Monte Mor ....................................185 G.12 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Nova Odessa..................................186 G.13 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Paulínia..........................................186 ix G.14 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Pedreira .........................................187 G.15 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Santa Bárbara D'Oeste...................187 G.16 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Santo Antônio de Posse.................188 G.17 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Sumaré...........................................188 G.18 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Valinhos ........................................189 G.19 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Vinhedo .........................................190 H.1 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Americana..........................191 H.2 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Arthur Nogueira.................195 H.3 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Campinas ...........................196 H.4 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Cosmópolis ........................200 H.5 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Engenheiro Coelho ............202 H.6 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Holambra ...........................203 H.7 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Hortolândia ........................204 H.8 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Indaiatuba ..........................207 H.9 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Itatiba .................................210 H.10 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Jaguariúna ........................212 H.11 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Monte Mor .......................213 H.12 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Nova Odessa ....................214 H.13 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Paulínia ............................216 H.14 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Pedreira ............................220 H.15 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Santa Bárbara D'Oeste .....221 H.16 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Santo Antônio da Posse ...222 H.17 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Sumaré .............................223 H.18 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Valinhos...........................227 H.19 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Vinhedo............................229 x Nomenclatura Abreviaturas, siglas e símbolos ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas ACV – Análise de Ciclo de Vida Admin - Administrativa Br - Bromo C/N – Relação carbono nitrogênio CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental Cl - Cloro CO2 – Dióxido de Carbono CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente EMPLASA F - Flúor FAB. - Fabricação FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo H - Hidrogênio IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis IBGE – Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas MMA – Ministério do Meio Ambiente MME – Ministério das Minas e Energia N - Nitrogênio xi NOx – Óxido de Nitrogênio O - Oxigênio P - Fósforo P2 – Prevenção à poluição pH – Potencial de hidrogênio iônico RAC – Região Administrativa de Campinas REPROC. – Reprocessamento RES. - Resíduo RMC – Região Metropolitana de Campinas RSI – Resíduo sólido industrial S - Enxofre SEAD – Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados SOx – Óxido de Enxofre UGRHI – Unidade de Gerenciamento xii CAPÍTULO 1 Introdução Uma característica marcante da vida humana, no mundo moderno, é a convivência com a complexidade dos resíduos. Há uma grande quantidade e diversidade de substâncias e materiais sendo lançados no ambiente devido às atividades do homem. As metrópoles destacam-se como grandes consumidores de energia e fontes geradoras de resíduo sólido, uma vez que abrigam as maiores densidades populacionais e de atividades urbano-industriais. Observa-se que o lançamento indiscriminado de resíduo sólido no ambiente implica em problemas ambientais e desperdício de energia. Quanto à gestão e gerenciamento de resíduo sólido industrial (RSI), no Brasil, observa-se os seguintes aspectos: existência de poucos estudos sistemáticos sobre o tema (SCHNEIDER, BETTIN e PARISE JUNIOR, 2000); a quantidade e qualidade do resíduo gerado assume importância considerável no processo de degradação do ambiente; em algumas regiões não há oferta de unidades de tratamento e destinação final compatíveis com o grau de industrialização, ocasionando o lançamento inadequado de resíduo no ambiente (SCHNEIDER, BETTIN e PARISE JUNIOR, 2000); figuram, entre os principais geradores de resíduo industrial, o Estado de São Paulo, através da Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba (SIGNUS, 2003). 1 No caso do Estado de São Paulo, há 255 áreas contaminadas por RSI cadastradas pela CETESB (CETESB, 2003b), entre estas, 40 situam-se na Região Metropolitana de Campinas. Diante deste quadro de inadequação, quanto à gestão e gerenciamento do RSI, e do potencial energético contido neste tipo de resíduo, concebeu-se o presente trabalho. 1.1 Objetivo geral O objetivo geral é propor uma metodologia para a avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial. 1.2 Objetivos específicos Os objetivos específicos são: a) buscar e propor fontes e tipos de dados que possibilitem a caracterização da região/cidade em estudo quanto a aspectos sócio-econômicos e ambientais; b) buscar fontes, tipos de dados e procedimentos para apresentação do perfil do setor industrial e da produção e destinação de resíduo sólido industrial na região/cidade em estudo; c) buscar formas para caracterização e classificação do resíduo sólido industrial, na área em estudo, de acordo com seu potencial de aproveitamento energético; d) buscar formas para avaliação quantitativa da energia associada ao resíduo sólido industrial na área em estudo; e) aplicar a metodologia proposta para a estimativa de energia passível de recuperação, considerando as características do resíduo descartado na RMC; e, f) determinar os potenciais benefícios energéticos e ambientais envolvidos na recuperação energética de resíduo sólido industrial da RMC, na metodologia proposta. 2 Capítulo 2 Revisão Bibliográfica Foi realizada uma revisão bibliográfica que aborda a questão do consumo de energia e produção de resíduo na sociedade moderna, buscando os seguintes aspectos: a questão ambiental global e o modelo de desenvolvimento capitalista, problemas ambientais associados ao descarte de resíduo nas metrópoles, alternativas para gestão e gerenciamento de resíduo sólido industrial, informações do inventário de resíduo sólido industrial em alguns estados brasileiros, uso da energia na indústria e mecanismos de recuperação energética de resíduo. 2.1 Questão ambiental global e suas relações com o modelo de desenvolvimento capitalista O desenvolvimento promovido através do avanço tecnológico e da industrialização implicou na deterioração ambiental e no crescimento da pobreza em alguns países, principalmente, nos países subdesenvolvidos. O desafio do desenvolvimento, no século passado, esteve diretamente associado à revisão da própria concepção de desenvolvimento, atrelada à idéia de progresso representada por crescimento econômico e industrialização, às custas do uso intensivo de energia, da exaustão dos recursos naturais e poluição ambiental (ALTVATER, 1995). De modo geral, verifica-se, em todo o planeta, a intensificação dos riscos associados ao processo de industrialização, representados pelo crescimento da fome, da violência, da degradação ambiental, escassez de recursos naturais, crise econômica, etc. Todas estas questões afetam, negativamente, a qualidade de vida humana, desde condições objetivas como emprego, 3 habitação e saneamento, a condições subjetivas, relacionadas a aspectos culturais, afetivos, crenças e valores, etc (BARBOSA, 1999). A intensificação e ampliação, a nível planetário, das atividades do capitalismo industrial, através da globalização da economia e do comércio, resultaram em agravamento dos problemas ambientais decorrentes da disseminação internacional da poluição e dos riscos, facilitada pelo caráter transnacional da produção e do comércio (BARBOSA, 1999 e SANTOS, 2002). A contradição entre desenvolvimento e ambiente tornou-se, ainda, mais clara nas últimas décadas e o surgimento do movimento ambientalista e de estudos científicos e conferências destinados a discutir e buscar soluções para a crescente degradação ambiental no planeta evidenciaram o tamanho do problema, que passou a ser tema constante em discussões governamentais e não governamentais em todo o mundo ( BRÜSEKE, 1996). O desenvolvimento tecnológico possibilita novos padrões de consumo e comportamento que têm implicado em impacto ambiental crescente. Por outro lado, grande parcela da população mundial, ainda, não tem suas necessidades básicas atendidas. A elevação do padrão mundial de consumo, para os níveis praticados, atualmente, no mundo desenvolvido, revela-se improvável devido à capacidade limitada de suporte dos recursos do planeta (ALTVATER, 1995). Assim: “a síntese possível para este final de século pode ser caracterizada pelo esgotamento de um estilo de desenvolvimento que se mostrou ecologicamente predatório no uso de recursos naturais; socialmente perverso, na geração de pobreza e de desigualdade; politicamente injusto, na concentração de poder; culturalmente alienado, em relação à natureza; e, eticamente censurável, no respeito aos direitos humanos e aos das demais espécies ” (GUIMARÃES, 1999, p.1). Os impactos do consumo da sociedade são grandes responsáveis pela deterioração ambiental, seja no processo de extração de matéria prima, seja no processo produtivo propriamente dito ou, mesmo, no consumo e descarte dos produtos (SMA,1997). 4 No início da civilização, a energia utilizada era, basicamente, a energia solar obtida através da fotossíntese e o resíduo produzido neste período era, sobretudo, composto por excrementos e biomassa morta. O material utilizado nas diversas atividades era substancialmente de origem natural e o ambiente não tinha maiores dificuldades em reabsorvê-lo. As transformações industriais, ocorridas no século XIX, deram início à produção de grandes quantidades de energia e de bens de consumo, alterando o equilíbrio dos ciclos naturais de decomposição e reciclagem da matéria orgânica devido à maior quantidade de resíduo gerado e, especialmente, à qualidade deste, com o surgimento do resíduo sintético e o orgânico de difícil decomposição (GANDOLLA e DUGNANI, 1990; TRONCONI et al, 1991). O sistema tecnológico atual, movido à custa de grandes aportes energéticos, apresenta limites à sua manutenção: o primeiro, vincula-se ao uso predominante de energia obtida de recursos não renováveis, os combustíveis fósseis, responsáveis pela liberação de CO2 na atmosfera e gases de enxofre, nitrogênio, entre outros poluentes. O segundo, refere-se à produção de resíduo, resultante da produção industrial, em níveis superiores à capacidade de suporte dos ecossistemas, com o conseqüente comprometimento da vida no planeta (TRONCONI et al, 1991). A deterioração ambiental decorrente das atividades industriais, da geração e uso da energia, e a disposição inadequada de resíduo urbano (líquido e sólido) afetam não só à saúde, como de um modo geral, à qualidade de vida da população. São manifestações locais de um fenômeno global representado pelo avanço da industrialização e dos problemas sócio-ambientais em escala planetária (FERREIRA, 1998). Os problemas ambientais relacionados ao uso da energia obtida dos combustíveis fósseis envolvem impactos ambientais regionais e globais ocasionados pela emissão de gases precursores do fenômeno da acidificação (NOx e SOx, principalmente) e de gases responsáveis pelo efeito estufa (GOLDEMDERG, 2002; CETESB, 2002c). De acordo com Goldemberg (2002), as emissões antropogênicas de gases do efeito estufa, em sua maior parte, provenientes da produção e uso de energia, estão alterando a atmosfera de tal modo a, possivelmente, ocorrer uma influência visível no clima global. 5 Existe, atualmente, no mundo, dois bilhões de pessoas sem acesso aos serviços de energia e, no final do século 21, haverá mais quatro bilhões de habitantes no planeta (NAKICENOVIC, 2002). De acordo com Silva e Bermann (2002), a relação histórica entre o consumo de energia e o desenvolvimento das sociedades mostra que quanto mais acentuado é este processo, maior a quantidade de energia consumida. Apesar das iniciativas de eficiência energética, a validade desta relação projeta um futuro sombrio para a humanidade, uma vez que estas iniciativas, ainda, não são suficientes para reduzir o consumo mundial de energia e o processo de desenvolvimento é contínuo, conseqüentemente, se a oferta de energia for proporcionada por sistemas altamente poluidores, como os atuais padrões de produção e consumo de energia, baseados em combustíveis fósseis, haverá um inevitável aumento dos problemas ambientais no planeta. Respostas às contradições do atual modelo de desenvolvimento capitalista industrial apontam para opções que contemplem três aspectos: eficiência econômica, sustentabilidade ambiental e justiça social, baseando-se numa profunda consciência das causas da crise da sociedade moderna e suas formas de manifestação (BRÜSEKE, 1996). Reis e Silveira (2000) enfatizam que, há algumas décadas, vêm ocorrendo drásticas mudanças nos paradigmas que orientam a organização da sociedade humana, decorrente da conscientização, quanto aos impactos irreversíveis que o desequilíbrio ambiental pode provocar sobre sistemas naturais e humanos. Uma sociedade sustentável implica em grandes mudanças sociais, econômicas e culturais em relação à atual, que se traduzem em: melhor distribuição de renda, disseminação da educação e informação, maior participação social, novos processos de produção, adequação dos padrões de consumo globais à capacidade de suporte do planeta, entre outros. Diversos caminhos têm sido buscados para alcançá-la, o que é bom que aconteça, mesmo que nem todos se mostrem eficazes, pois a política da sustentabilidade é a política genérica da mudança social e política, não a de uma ou outra teoria (O´riordan apud MARINHO, 2001). Neste sentido, destaca-se a importância de políticas públicas na promoção de um tipo de desenvolvimento que inclua o cidadão, as instituições públicas e privadas e os demais atores 6 como agentes ativos no processo de busca da sustentabilidade ambiental (SEN, 2000; GUIMARÃES, 1999). “Antes de reduzir a questão ambiental a argumentos técnicos para a tomada de decisões racionais, deve-se forjar alianças entre os distintos grupos sociais capazes de impulsionar as transformações necessárias (GUIMARÃES, 1999, p.3)”. Já na Agenda 21 (2002), documento resultante da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Rio-92, são propostas, aos diversos países do mundo, medidas para garantia do desenvolvimento sustentável no século XXI, visando à melhoria da qualidade de vida para as atuais e futuras gerações. Tratam-se de transformações de caráter científico, tecnológico, cultural e de valores, estimulando à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo. É destacado, ainda, nos capítulos 19, 20, 21 e 22, a necessidade do manejo ambientalmente saudável de substâncias químicas tóxicas, resíduo perigoso, resíduo sólido e resíduo radioativo, respectivamente. Nestes capítulos, é proposto, como meta, a redução ao mínimo do uso e produção deste material, através de programas de prevenção da poluição, uso de tecnologias limpas, entre outras medidas. No caso do resíduo sólido, é recomendada a seguinte hierarquia de objetivos: redução ao mínimo da geração de resíduo; aumento ao máximo da reutilização e reciclagem ambientalmente saudáveis; promoção do depósito e tratamento ambientalmente saudáveis de resíduo; e, ampliação do alcance dos serviços que se ocupam de resíduo. Quanto à energia, destaca-se, como a mais importante conquista da Rio-92, a Convenção sobre Alterações Climáticas, que vigora desde 1994, como principal instrumento para a redução dos gases do efeito estufa. O encaminhamento deste processo resultou na proposição do Protocolo de Kyoto, em 1997, que estabeleceu metas e criou instrumentos para mitigação de emissões de gases do efeito estufa. O Protocolo, no entanto, só entrará em vigor quando obtiver as assinaturas dos países, que juntos, sejam responsáveis pela emissão de 55% dos gases de efeito estufa. Durante a 6a Conferência das Partes – COP, realizada em julho de 2001, em Bonn, na Alemanha, o Protocolo completou 178 assinaturas, que ainda não são suficientes para que passe a vigorar como lei (CETESB, 2004). 7 Nakicenovic (2002) observa que o crescimento em pesquisa e desenvolvimento para novas tecnologias energéticas são pré-requisitos para o alcance de cenários sustentáveis nos sistemas energéticos no século 21. Em geral, mudanças políticas e comportamentais significativas serão necessárias nas próximas décadas para alcançar caminhos mais sustentáveis para o desenvolvimento. Segundo Silva e Bermann (2002), para minimização dos impactos negativos dos padrões de produção e consumo de energia sobre o ambiente, três estratégias de ação estão sendo implementadas no mundo inteiro: inibição, mitigação e reestruturação. As estratégias de inibição buscam restringir o consumo das fontes energéticas mais poluidoras. Como exemplo, mencionam-se as multas e os impostos verdes, as legislações ambientais e os cortes de subsídios da energia. As estratégias de mitigação objetivam minimizar ou evitar os impactos ambientais provocados pela produção e consumo de energia. As estratégias de reestruturação visam a modificar as estruturas dos sistemas energético e produtivo, bem como os hábitos da sociedade, através, por exemplo, da substituição de fontes energéticas, da produção de materiais menos intensivos no uso de energia, da utilização de tecnologias mais eficientes e da reestruturação do sistema de transporte. Estes autores concluem, ressaltando, que o êxito das políticas de redução dos impactos ambientais decorrentes dos padrões energéticos, em muitos casos, significa a adoção da complementaridade das estratégias mencionadas. No que se refere às políticas ambientais, Andrade, Marinho e Kiperstok (2001) observaram que a década de 90 foi marcada pela Rio-92 e pela conscientização da responsabilidade de todos os agentes da sociedade no trato da questão ambiental, que era considerada, até então, uma externalidade negativa dos processos produtivos. Este entendimento traduziu-se numa nova percepção dos setores produtivos da relação entre “empresa e ambiente”, expressa através da internalização de externalidades negativas; otimização do uso dos recursos naturais; marketing de produtos e processos mais limpos; surgimento de programas voluntários de gestão ambiental, entre outros. Ainda, segundo os autores, diante deste novo contexto, o início do novo milênio caracteriza-se por um cenário marcado pelo desafio da construção de um enfoque, ainda, mais inovador para o trato dos impactos ambientais dos processos produtivos, com a criação de oportunidades para o fortalecimento dos conceitos de prevenção da poluição e produção limpa. 8 Esta pode ser obtida através da sua incorporação nas políticas públicas e nos instrumentos de regulamentação ambiental, uma vez que a adoção de estratégias preventivas visando à proteção do ambiente e à saúde da população, pautadas na abordagem de “antecipar e prevenir”, tem sido reconhecida como um passo à frente em relação à adoção de medidas de “fim de tubo” e, portanto, mais próximas aos caminhos da sustentabilidade. 2.2 Problemas ambientais associados ao descarte de resíduo nas metrópoles O processo de urbanização no Brasil foi, comparativamente, muito mais rápido que o observado nos países europeus e nos EUA, tendo se consolidado em mais ou menos meio século, dependendo do conceito adotado para “urbano”. Ao esvaziamento relativo do campo, assistiu-se, de 1940 a 2000, a um transbordamento periférico de inúmeras cidades brasileiras, que absorveram o fluxo de migrantes vindos do campo (MORETTI e JANNUZZI, 2002). Segundo Ribeiro (1995), no século XX, ocorreu, no Brasil, uma urbanização caótica, que levou o país a possuir algumas das maiores cidades do mundo, como São Paulo e Rio de Janeiro, com o dobro da população de algumas das maiores cidades do primeiro mundo, mas dez vezes menos dotadas de serviços urbanos e de oportunidades de trabalho. Para Candaval e Gomide (2002), a formação dos espaços metropolitanos não é um processo novo mas, nas últimas décadas, os analistas e planejadores urbanos têm identificado mudanças substanciais nas funções e na morfologia das grandes metrópoles, em decorrência do avanço nas tecnologias de comunicação, do processo de globalização da economia e dos novos paradigmas de organização do trabalho e dos processos produtivos. De acordo com Scott et al. apud Bueno, Machado e Silva Filho (2002), existem no mundo, atualmente, cerca de 20 metrópoles com mais de 10 milhões de habitantes e 300 cidades-região com mais de um milhão de habitantes, ancorando grandes estruturas de produção, distribuição e consumo. Segundo Bueno, Machado e Silva Filho (2002), nessas regiões, a paisagem é veloz e vorazmente transformada, ecossistemas naturais e áreas rurais dão lugar a ambientes profundamente alterados pelo uso humano, apresentando diversificadas estruturas: casas, 9 indústrias, galpões, loteamentos entremeados de áreas rurais ou periurbanas e depósitos de lixo e “bota-foras” produzidos pela concentração da atividade industrial e urbana. Estes autores concluem, destacando, que as metrópoles modernas são capazes de construir a fragmentação do tecido urbano, a heterogeneidade sociocultural, a intensificação da dicotomia opulência e pobreza e a degradação ambiental. Para Grostein e Jacobi (2003), no contexto urbano brasileiro, os problemas ambientais têmse avolumado a passos agigantados e sua lenta resolução tem-se tornado de conhecimento público pela virulência dos impactos: aumento desmesurado da geração de resíduo sólido e, conseqüente, dificuldade em administrar áreas para o seu despejo; enchentes cada vez mais freqüentes; prejuízos causados pela poluição à saúde da população, entre outros. Ampliar o debate público sobre a sustentabilidade urbana é uma forma de criar condições para a reflexão sobre mudanças que se fazem necessárias em relação a estilos de vida, redução do desperdício, conscientização sobre a escassez de recursos naturais, fortalecimento de uma visão co-responsável (na qual prevaleça a noção de interesse coletivo), formulação de políticas públicas em torno da valorização da participação dos cidadãos e reconhecimento das demandas e ações de resistência em face da degradação sócio-ambiental. Segundo Urbini, Conti e Gavasci (1999), a questão do resíduo se insere no complexo quadro dos fatores de degradação ambiental, relacionados entre si, que geram a poluição hídrica, problemas com o trânsito, ruídos, poluição atmosférica, entre outros, que caracterizam a precária qualidade de vida nas cidades contemporâneas. Para estes autores, o problema do resíduo resulta do modelo de desenvolvimento das modernas aglomerações urbanas, especialmente, as grandes cidades, crescidas sem planejamento territorial, e do uso dos recursos naturais, acarretando impactos ao ambiente e à saúde da população. Sobre a poluição urbana, Branco (1989) observa que os resíduos da cidade são dispostos em vazadouros, soterrados em aterros ou lançados ao solo e aos rios na forma de esgoto e à atmosfera, na forma de gases, fumaças e material particulado. O resíduo sólido, ou lixo, representa um aspecto dos rejeitos de uma comunidade, que gera, também, resíduos líquido e gasoso. 10 A produção de resíduo urbano resulta das diversas atividades desenvolvidas pelo homem nas cidades e depende, basicamente, de dois fatores: crescimento demográfico e intensidade da industrialização (LIMA, 1995). O aumento populacional leva a um incremento na produção e consumo de alimentos e produtos acabados, gerando, assim, maior quantidade de resíduo. O resíduo sólido, quando lançados no solo, em áreas habitadas (terrenos baldios, cursos d'água, encosta, etc.) ou longe das aglomerações urbanas, nos chamados lixões, provocam a poluição do solo, das águas e do ar, através do chorume e da emanação de gases. Além disso, ameaça a saúde humana através do contato direto ou devido à proliferação de vetores transmissores de doenças. Provocam a poluição visual e olfativa (mau odor) e, a depender das condições geomorfológicas, pode ocorrer deslizamento de solo, desmoronamento da massa de resíduo, entre outros impactos negativos, como riscos para aeronaves, etc.(LIMA,1995; EPAL, 2000). Deve-se destacar a atração que os depósitos a céu aberto exercem sobre os catadores. Estes sobrevivem comercializando o resíduo reciclável coletado nos lixões e trabalham sem as mínimas condições de higiene, constituindo um lamentável quadro de degradação social. De acordo com O SANEAMENTO... (2002), os números revelados pela Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada em 2000, pelo IBGE, evidenciam a precariedade que, ainda, predomina, em grande parte, nas municipalidades brasileiras. No que concerne à destinação do resíduo coletado, 71,5% dos distritos, que dispõem de coleta, despejam o resíduo sólido em vazadouros a céu aberto. São coletados, no Brasil, diariamente, 228 mil toneladas de resíduo sólido. Deste total, apenas, 36,1% vai para aterros sanitários, 37% vai para aterros controlados (ou seja, aterros que atendem a parte dos requisitos técnicos para disposição dos resíduos), 22,5% é disposto em vazadouros e o restante vai para unidades de tratamento como triagem, compostagem e incineração. Quanto ao resíduo industrial, O SANEAMENTO... (2002) destaca que a situação é bastante precária, uma vez que, 88,4% dos municípios pesquisados não controlam este resíduo. Acrescenta que, do resíduo industrial coletado pela municipalidade, a maior parte é disposta juntamente com o resíduo doméstico. 11 Segundo Schneider, Bettin e Parise Junior (2000), a alta concentração industrial em algumas regiões do país e a carência de instalações e locais adequados para o tratamento e destinação do resíduo gerado têm se configurado num problema ambiental nos grandes centros. Destaca-se que, do ponto de vista legal, tanto no Brasil, como no exterior, o responsável pelo gerenciamento deste resíduo é o produtor, que tem a responsabilidade de adotar práticas de manejo que impeçam a poluição do ambiente (FIUZA e BATISTA, 2000). Schneider, Bettin e Parise Junior ( 2000 ) afirmam que, no caso brasileiro, há uma carência de estudos sistemáticos sobre o tema. Acrescentam que os inventários de resíduo industrial realizados no Brasil iniciaram em 1988 e não foram divulgados em âmbito nacional, não sendo possível estimar a quantidade e as fontes geradoras. Schneider, Bettin e Parise Junior ( 2000 ) ressaltam que a diversidade e o porte do parque industrial brasileiro permitem afirmar que, em termos ambientais, a quantidade e a qualidade do resíduo gerado assume importância considerável no processo de degradação do ambiente. Quanto ao resíduo industrial perigoso, Carlos (2002) enfatiza que a prática tradicional de se enterrar o resíduo em um canto do terreno da própria empresa, sem o controle necessário, vem disseminando, no território, autênticas bombas de efeito retardado, uma vez que, a contaminação resultante do lançamento indiscriminado de resíduo, às vezes, só se faz sentir após muitos anos, levando ao total comprometimento da área, em um quadro irreversível. De acordo com Signus (2003), citando dados da ABETRE – Associação Brasileira de Empresas de Tratamento, Recuperação e Disposição de Resíduos Especiais, os principais centros geradores de resíduo industrial são: no Estado de São Paulo, Região metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba; no Rio de Janeiro, Região Metropolitana e Vale do Paraíba carioca; na Bahia, a geração está concentrada no Pólo Industrial de Camaçari; em Minas Gerais, na região Metropolitana e no sul do Estado; no Paraná, por exemplo, a região Metropolitana de Curitiba responde pela maior parte da geração de resíduo; e, no Rio Grande do Sul, a Região Metropolitana de Porto Alegre concentra a maior geração de resíduo. 12 No Estado de São Paulo, unidade da federação com maior concentração industrial, o quadro ambiental da última década reflete o modelo de desenvolvimento adotado na região e as deficiências das políticas públicas na área ambiental. Verifica-se o uso intensivo dos recursos naturais, a concentração urbana e a degradação ambiental. As atividades urbano-industriais no Estado têm gerado escassez de água, acúmulo de resíduo sólido no ambiente, poluição do ar, esgoto descartado “in natura”, entre outros (HOGAN et al, 2000). Quanto à atividade industrial, Hogan et al (2000) avaliam que o parque industrial do Estado, em decorrência da velocidade com que foi implantado e da utilização que faz de processos tecnológicos com grande capacidade de transformação, além de explorar irracionalmente os recursos naturais, consome altas quantidades de matérias-primas e energia, produzindo enormes volumes de rejeitos, sem levar em conta sua disposição adequada. Destaca-se, como exemplo mais gritante da necessidade da adequada gestão de resíduo sólido industrial no Estado de São Paulo, o caso da contaminação do solo por este resíduo. Segundo MMA (2003a), citando CETESB/GTZ, em diagnóstico preliminar efetuado em 1995/1996 para a Região Metropolitana de São Paulo, observou-se cerca de 116 lixões de resíduo doméstico e industrial, sem qualquer controle, e 2.300 áreas potencialmente contaminadas em função de atividades industriais na RMSP. No Estado de São Paulo, são gerados, anualmente, 535 mil toneladas de resíduo Classe I, perigoso, e 25 milhões de toneladas de resíduo Classe II, de acordo com levantamento realizado em 1996 (UNILIVRE, 2003 e VENTURA e BRANDÃO, 2002). Revista Saneamento Ambiental apud Unilivre (2003) observa que a principal atividade industrial geradora de resíduo perigoso é a química, que gera 177 mil t/ano, correspondendo a, aproximadamente, 33% do total de resíduo Classe I gerado no Estado. De acordo com INTER apud MMA (2003a), comentando dados do ano de 1995/1996 para a Região Metropolitana de São Paulo, do total de 2,5 milhões de toneladas de resíduo industrial gerado por ano, 188 mil toneladas são consideradas tóxicas (classe I), das quais 44% são depositadas de forma inadequada e o restante é estocado ou recebe algum tratamento. O tratamento mais comum é a incineração. Cerca de 20 mil toneladas são queimadas, anualmente, 13 em uma das 13 instalações existentes. A maior parte do resíduo industrial, no entanto, é resíduo classe II. Destes, 56% é tratado ou estocado. A outra parte é depositada em aterros e lixões, sendo que 866 mil toneladas por ano (84%) são depositadas em locais inadequados. A principal forma de destinação de resíduo sólido industrial continua sendo o depósito em lixões municipais(14%) e lixões particulares (20%). O resíduo, ainda, é estocado em lagoas (12%), vendido a terceiros (17%) ou processado ou reciclado externamente (17%). De acordo com CETESB (2003 b), até maio de 2002, havia, no Estado de São Paulo, 255 áreas contaminadas cadastradas pela CETESB, incluindo situações que foram amplamente divulgadas na imprensa, inclusive na Região Metropolitana de Campinas, como os diques de cal da Solvay Indupa do Brasil S/A; o Conjunto Habitacional Barão de Mauá, construído sobre antigo lixão clandestino; o Centro Industrial da Shell em Paulínia; o Aterro Mantovani, em Santo Antônio de Posse; e, as bases de distribuição de combustível da Esso Brasileira de Petróleo Ltda e da Shell Brasil S/A, em São Paulo, para indicar apenas os casos de maior destaque. 2.3 Gestão de resíduo sólido industrial O termo gestão ambiental é bastante abrangente, podendo designar ações ambientais em determinados espaços geográficos ou nas organizações. Observa-se, na literatura, os termos gestão ambiental pública e gestão ambiental empresarial (AMBIENTEBRASIL, 2003 e ANDRADE, MARINHO e KIPERSTOK, 2001). Para Bruns (2003), a gestão ambiental visa a ordenar as atividades humanas para que estas originem o menor impacto possível sobre o meio. Esta organização vai desde a escolha das melhores técnicas até o cumprimento da legislação e a alocação correta de recursos humanos e financeiros. Zuquette apud Brollo e Silva (2001) refere-se à gestão ambiental como a administração integrada de uma região ou ambiente, com critérios de equilíbrio, promovendo o desenvolvimento e bem estar harmonioso dos seres humanos, através da melhoria da qualidade 14 de vida e manutenção da disponibilidade dos recursos naturais, sem esgotar e/ou deteriorar os recursos renováveis e sem destruir os não-renováveis. A norma internacional para gestão ambiental nas organizações, ISO 14.001, conceitua sistema de gestão ambiental como a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental, que vem a ser a declaração da organização, expondo suas intenções e princípios em relação ao seu desempenho ambiental global, que provê uma estrutura para ação e definição de seus objetivos e metas ambientais (ABNT, 1996). Segundo Lima (1998), a gestão de resíduo sólido constitui um conjunto de atividades de caráter político estratégico, econômico, organizacional, técnico e administrativo, com o objetivo de propiciar a adoção de ações sistêmicas, integradas e articuladas dos diferentes agentes sociais, de modo a encaminhar soluções para os problemas de geração, tratamento e disposição final do resíduo. De acordo com Teixeira (2000), após a Rio-92, oficializou-se a política de busca de minimização do resíduo sólido e, conseqüentemente, a utilização do conceito de gerenciamento integrado. Assim, o manejo sustentável de resíduo pressupõe a busca da minimização, seguida pela organização da coleta, transporte, tratamento e/ou destino final do que, de fato, não possa ser reutilizado ou reciclado. De acordo com Brollo e Silva (2001), atualmente, são diretrizes prioritárias de políticas de resíduos: evitar ou, nos casos em que não for possível, diminuir a produção de resíduos; reutilizar ou, quando não for possível, reciclar resíduos; utilizar a energia contida nos resíduos; tornar inertes os resíduos antes da disposição final. Santos e Schalch (2002), apresentam a hierarquia de gestão e gerenciamento de resíduo na FIG. 2.1. 15 Prevenir a geração de resíduos na fonte Reduzir a geração de resíduos na fonte Reciclar no processo Reciclar e reutilizar em outros processos Tratar os resíduos para minimizar os impactos Dispor os resíduos de maneira responsável e segura FIGURA 2.1 Hierarquia de gestão e gerenciamento de resíduo Fonte: Santos e Schalch (2002) Observando-se a evolução da gestão de resíduo nas últimas décadas, pode-se verificar a alteração de um quadro de total omissão, passando por medidas de controle da poluição (técnicas de “fim de tubo”), até um quadro de busca da prevenção e minimização do resíduo (MARINHO, 2001; SANTOS e SCHALCH, 2002 e BROLLO e SILVA, 2001). Neste período, ocorreu o surgimento da abordagem da auto-regulação expressa através de sistemas de certificação de produtos (selo-verde); de sistemas de certificação de processos (ISO 14001); e, do atendimento a certos padrões de desempenho ambiental baseados na prevenção e minimização de resíduo (ecoeficiência). Este último, refere-se a um conjunto de estratégias de gestão, denominadas Prevenção à Poluição, Produção mais Limpa, Produção Limpa, Tecnologias Limpas, Minimização de Resíduo, Ecodesign, entre outras, que surgiram como formas de ação preventiva para redução das causas fundamentais dos problemas ambientais, em lugar dos métodos tradicionais de controle da poluição(ANDRADE, MARINHO e KIPERSTOK, 2001; SANTOS e SCHALCH, 2002; FURTADO, SILVA e MARGARIDO, 1999; SANCHES, 1997 e PEREIRA FILHO e KAUSS,1997). Para Andrade, Marinho e Kiperstok (2001), a gestão ambiental pública no Brasil, no que se refere aos processos produtivos, prioriza a abordagem Comando e Controle, correspondendo, na legislação, à exigência de medidas corretivas da poluição, através de instrumentos tais como: Licenciamento Ambiental de Atividades, Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e Ações de Fiscalização. Observa-se que esta abordagem tem contribuído para o predomínio do uso de tecnologias tradicionais de “fim de tubo” para gestão ambiental nas organizações industriais. 16 2.3.1 Conceitos de resíduo e resíduo sólido industrial De acordo com a ABNT (1987), “resíduos sólidos” são todos os resíduos nos estados sólidos e semi-sólidos que resultam de atividades da comunidade e de origem: industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Consideram-se, também, resíduos sólidos os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água e de esgotos, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos, cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam, para isso, soluções técnicas e economicamente inviáveis face à melhor tecnologia disponível. De acordo com IPT/CEMPRE (2000), são várias as formas possíveis para se classificar o resíduo: • por sua natureza física: seco e molhado; • por sua composição química: matéria orgânica e matéria inorgânica; • pelos riscos potenciais ao ambiente: perigosos, não-inertes e inertes; e, • segundo a sua origem: domiciliar, comercial, de varrição e feiras livres, serviços de saúde e hospitalares; portos, aeroportos e terminais ferro e rodoviários, industriais, agrícolas e entulhos. Povinelli e Gomes (1991) apresentam a seguinte classificação em função da origem do resíduo: • Residencial: também chamado lixo domiciliar ou doméstico, constituído de restos de alimentação, invólucros diversos, varreduras, folhagens, ciscos e outros materiais descartados pela população diariamente; • Comercial: é proveniente de diversos estabelecimentos comerciais, como escritórios, lojas, hotéis, restaurantes, supermercados, quitandas e outros. É formado, principalmente, por papéis, papelão, plásticos, caixas, restos de lavagem, etc; • Industrial: proveniente de diferentes áreas do setor industrial e, portanto, de constituição muito variada; 17 • Serviços de Saúde: é constituído por resíduo proveniente das mais diferentes áreas dos estabelecimentos hospitalares: refeitório e cozinha, área de patogênicos, administração, limpeza e outros. Fazem parte, também, os resíduos provenientes de farmácias, clínicas, centros e postos de saúde; • Especial: constituído por resíduo e material produzido esporadicamente como: folhagens de limpeza de jardins, restos de poda, animais mortos e entulhos; • Feiras, Varrição e Outros: provenientes de varrição regular de ruas, conservação da limpeza de núcleos comerciais, limpeza de feiras, constituindo-se, principalmente, de papéis, cigarros, invólucros, restos de capinação, areia, ciscos e folhas; e, • Perigosos: resíduo que requer cuidado especial quanto a coleta, acondicionamento, transporte e destinação final, pois apresenta substancial periculosidade, real ou potencial, à saúde humana ou aos organismos vivos e se caracteriza pela letalidade e/ou persistência e/ou efeitos cumulativos adversos. O resíduo sólido pode, ainda, ser classificado em função do seu local de produção (Oliveira apud SANTOS, 1995). Aquele gerado em aglomerados humanos é denominado resíduo urbano. Já o resíduo formado fora das cidades, ou melhor, no campo, é classificado como resíduo rural. Segundo Bowerman apud Povinelli e Gomes (1991), o resíduo sólido é classificado de acordo com seus diferentes graus de biodegradabilidade em: • Facilmente degradáveis: restos de frutas e verduras, restos de vegetais; • Moderadamente degradáveis: papel, papelão e outros produtos celulósicos; • Dificilmente degradáveis: trapo, couro, borracha e madeira; e, • Não degradáveis: vidro, metal, plástico, pedras e terra. Segundo CETESB (1993), a ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas editou um conjunto de normas para padronização, a nível nacional, da classificação do resíduo. A classificação proposta na NBR 10.004 : 87 (ABNT, 1987), baseia-se, fundamentalmente, nas características do resíduo, em listagens dos reconhecidamente perigosos e em outras listagens de padrões de concentração de poluentes, apresentadas na TAB.2.1 18 TABELA 2.1 Listagens de resíduo perigoso e de padrões de concentração de poluentes apresentados na NBR 10.004: 87 Listagem 01 Listagem 02 Listagem 03 Listagem 04 Listagem 05 Listagem 06 Listagem 07 Listagem 08 Listagem 09 Listagem 10 Resíduos perigosos de fontes não específicas; Resíduos perigosos de fontes específicas; Constituintes perigosos - base para a relação dos resíduos e produtos das listagens 1 e 2; Substâncias que conferem periculosidade aos resíduos; Substâncias agudamente tóxicas; Substâncias tóxicas; Concentração - Limite máximo no extrato obtido no teste de lixiviação; Padrões para o teste de solubilização; Concentração máxima de poluentes na massa bruta de resíduos utilizados pelo Ministério do Meio Ambiente da França para Classificação de Resíduos; Concentração mínima de solventes para caracterizar o resíduo como perigoso. Fonte: ABNT (1987) De acordo com ABNT (1987), o resíduo sólido é agrupado em três classes: Resíduo classe I - perigoso; Resíduo classe II - não inerte; e, Resíduo classe III – inerte; Resíduo classe I caracteriza-se por apresentar riscos à saúde pública e/ou ao ambiente, quando manuseados ou dispostos de forma inadequada ou possuir, pelo menos, uma das seguintes propriedades: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Resíduo classe II ou resíduo não inerte é aquele que não se enquadra na Classe I – perigoso e nem na Classe III – inerte. Este resíduo pode ter propriedades como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. Resíduo classe III ou resíduo inerte é o resíduo sólido que, submetido ao teste de solubilização, não apresenta nenhum de seus constituintes solubilizados a níveis superiores aos apresentados na listagem 8, constante da NBR 10004 (ABNT, 1987). Na resolução no 313/2002 (MMA, 2003b) que dispõe sobre o inventário nacional de resíduo sólido industrial é apresentada uma listagem para identificação de resíduo sólido não perigoso, contendo 48 tipos de resíduos. Consta na listagem desde resíduo de restaurante, embalagens metálicas, plásticas até fluidos dielétricos, óleos usados, entre outros. Na ABNT (1984), NBR 8419 : 84, resíduo sólido industrial perigoso é conceituado como sendo todos os resíduos sólidos, semi-sólidos e os líquidos não passíveis de tratamento convencional, resultantes da atividade industrial e do tratamento de seus efluentes, que, por suas características, apresentam periculosidade efetiva ou potencial à saúde humana ou ao ambiente, requerendo cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, 19 tratamento e disposição. Conceitua, ainda, resíduo sólido industrial comum como os resíduos sólidos e semi-sólidos industriais que admitem destinação similar à do resíduo sólido urbano. CETESB (1993) define como resíduo sólido industrial aquele, em estado sólido e semisólido, que resulta da atividade industrial, incluindo-se os lodos provenientes das instalações de tratamento de águas residuárias, aqueles gerados em equipamentos de controle poluição, bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água, ou exijam, para isso, soluções técnicas e economicamente inviáveis face à melhor tecnologia disponível. De acordo com IPT/CEMPRE (2000), o resíduo industrial tem origem nas atividades de diversos ramos da indústria: metalúrgica, química, petroquímica, papeleira, alimentícia, entre outras e possui composição bastante variada, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmica, entre outros. Nesta categoria, inclui-se a grande maioria do resíduo considerado tóxico. Segundo MMA (2003), as indústrias, tradicionalmente, responsáveis pela maior produção de resíduo perigoso são as metalúrgicas, químicas, de equipamentos eletro-eletrônicos, as fundições e a indústria de couro e borracha. A caracterização do resíduo compreende a determinação de características quantitativas e qualitativas do mesmo e pode envolver as seguintes análises: umidade, material fixo, pH, nitrogênio, fósforo, potássio, hidrogênio, enxofre, poder calorífico superior, matéria orgânica, sólidos voláteis, relação C/N, cloro, peso específico e composição gravimétrica, entre outras. As determinações a serem realizadas dependem dos objetivos do estudo e, para o caso de justificar a implantação de sistemas sofisticados de destinação final como usinas termoelétricas para resíduo sólido, aterros sanitários com geração de gás, incineradores, usinas de compostagem, entre outras, recomenda-se as análises acima mencionadas (CETESB, 1982; CETESB, 1997; LIMA, 1995; IPT/CEMPRE, 2000; IBAM, 2001 ). 20 Na TAB. 2.2 são apresentadas os principais parâmetros característicos de resíduo e sua influência sobre o planejamento de um sistema de gerenciamento de resíduo sólido ou sobre o projeto de determinadas unidades que compõem tal sistema. TABELA 2.2 - Características do resíduo sólido e sua importância no planejamento do sistema de manejo integrado de resíduo CARACTERÍSTICAS Peso específico aparente Teor de umidade Compressividade Poder calorífico Composição química Relação C/N Características biológicas pH DESCRIÇÃO é o peso do resíduo solto em função do volume ocupado livremente, sem qualquer compactação, expresso em kg/m3 . indica quantidade de água presente no resíduo, medida em percentual do seu peso. IMPORTÂNCIA fundamental para o correto dimensionamento de equipamentos e instalações para coleta, transporte, tratamento e destino final. indica a capacidade potencial de um material liberar determinada quantidade de calor quando submetido à queima. consiste na determinação de teores, tais como: cinzas, matéria orgânica, carbono, nitrogênio, potássio, cálcio, fósforo, resíduo mineral total, resíduo mineral solúvel e gorduras. indica o grau de decomposição da matéria orgânica do resíduo nos processos de tratamento/disposição final. são aquelas que determinam a população microbiana e a dos agentes patogênicos presentes no resíduo. indica o teor de acidez ou alcalinidade do resíduo. influencia o dimensionamento das instalações de todos os processos de tratamento térmico (incineração, pirólise e outros). ajuda a indicar a forma mais adequada de tratamento para o resíduo coletado. tem influência direta na velocidade de decomposição da matéria orgânica no processo de compostagem. Influencia diretamente o poder calorífico e o peso específico aparente do resíduo, concorrendo de forma indireta para o correto dimensionamento de incineradores e usinas de compostagem. Influencia diretamente o cálculo da produção de chorume e o correto dimensionamento do sistema de coleta deste em aterro sanitário. grau de compactação ou a redução do muito importante para o dimensionamento de unidades volume que uma massa de resíduo pode compactadoras tais como: veículos coletores, estações sofrer quando compactada. de transferência e caçambas estacionárias. fundamental para estabelecer a qualidade do composto produzido. fundamentais na fabricação de inibidores de odor e de aceleradores e retardadores da decomposição da matéria orgânica presente no resíduo. indica o grau de corrosividade do resíduo coletado, servindo para estabelecer o tipo de proteção contra a corrosão a ser usado em veículos, equipamentos, contêineres e caçambas metálicas. Fonte: IBAM (2001), IPT/CEMPRE (2000) Segundo a NBR 8419/84 (ABNT, 1984), a caracterização do resíduo a ser disposto no aterro de resíduo industrial perigoso deverá ser realizada através de caracterização qualitativa e quantitativa. A caracterização quantitativa consiste na indicação da quantidade diária e/ou mensal e da freqüência de produção de resíduo e de seus constituintes. Na caracterização qualitativa devem ser indicados a origem do resíduo (etapa do processo industrial), o nome químico dos 21 constituintes do resíduo ou substâncias que lhe deram origem, o estado físico e a densidade do resíduo. De acordo com CETESB (1993) e IPT/CEMPRE (2000), para verificar a possibilidade de incineração de um resíduo industrial, são necessárias as seguintes informações quanto à sua caracterização: • sobre o processo industrial: matérias-primas empregadas e produtos fabricados; fluxograma do processamento industrial, indicando os pontos de geração de resíduo; e, • sobre o resíduo: quantidade; estado físico; poder calorífico; viscosidade (para líquidos); densidade, viscosidade e percentagem de sólidos (para lamas); densidade (para gases); corrosividade; toxicidade; odor; reatividade; composição química (particularmente teores de constituintes orgânicos tóxicos constantes da listagem nº 4 da NBR – 10.004:87; composição elementar (C, H, O, P, Cl, F, I, Br, N, S, metais e cinzas). 2.3.2 Estratégias para gestão de resíduo sólido industrial Shen (1995) afirma que a poluição existe devido à capacidade limitada de absorção pelo ambiente e que algumas substâncias perigosas são denominadas poluentes perigosos devido às suas características e ao fato de o ambiente não possuir capacidade para assimilá-los. Observa, ainda, que outras substâncias reconhecidas como degradáveis, ou não perigosas, possuem um limite crítico, acima do qual não podem mais ser assimiladas, e que, tanto os poluentes do primeiro tipo quanto os do segundo tipo causaram poluição ambiental em inúmeras regiões no mundo. De acordo com o mesmo autor, nos últimos trinta anos, reconheceu-se a seriedade dos problemas ambientais e que, mesmo buscando controlar a poluição, apenas se iniciou a compreensão de sua complexidade. A estratégia de gestão ambiental, no passado, baseou-se no controle da poluição industrial, através de técnicas de coleta, tratamento e destinação final de resíduo. Estas técnicas melhoraram a qualidade ambiental até certo ponto, mas, em geral, não conseguem eliminar as substâncias poluidoras, apenas transferem os poluentes de um meio para o outro. Os processos de tratamento de resíduo produziram uma grande quantidade de lodo e de rejeito que necessitam de tratamento para não se constituírem em poluição secundária. Shen (1995) acrescenta que a situação descrita torna evidente que a solução mais eficiente e eficaz para 22 os problemas de poluição necessita de um outro tipo de abordagem e que, assim, nasceu o conceito de prevenção da poluição. De acordo com CETESB (2001), diversos termos, tais como: Produção mais Limpa, Prevenção à Poluição, Tecnologias Limpas, Redução na Fonte e Minimização de Resíduo são normalmente utilizados, em todo o mundo, para definir a estratégia de redução ou eliminação de resíduo na fonte geradora. Muitas vezes, estes termos são considerados sinônimos e, às vezes, complementares, requerendo uma análise aprofundada das ações e das propostas inseridas dentro de cada contexto. Qualquer ação promotora de redução ou eliminação de poluentes na fonte geradora deve sempre ser priorizada dentro da hierarquia de gerenciamento ambiental, de acordo com a FIG. 2.2. • • REDUÇÃO NA FONTE (P2) • • • • MINIMIZAÇÃO DE RESÍDUOS eliminação/redução do uso de matériasprimas ou materiais tóxicos melhoria nos procedimentos operacionais e na aquisição e estoque de materiais uso eficiente dos insumos (água, energia, matérias-primas, etc.) reuso/reciclagem dentro do processo adoção de tecnologias limpas melhoria no planejamento dos produtos, entre outros. ALTA RECICLAGEM/REUSO FORA DO PROCESSO VANTAGEM AMBIENTAL RELATIVA TRATAMENTO MEDIDAS DE CONTROLE DISPOSIÇÃO FINAL RECUPERAÇÃO DE ÁREAS CONTAMINADAS BAIXA FIGURA 2.2 - Hierarquia de gerenciamento ambiental de resíduo Fonte: CETESB (2001) As atividades apresentadas na etapa - Minimização de Resíduos, FIG. 2.2, contribuem para a redução do consumo de matérias primas, água e energia. As atividades apresentadas na etapa - Medidas de Controle, FIG. 2.2, referem-se aos diversos tipos de tratamento a que o resíduo pode ser submetido, tais como secagem e 23 desidratação de lodo, estabilização e solidificação, landfarming, incineração, entre outros, e, ainda, a disposição final em aterro. Segundo USP (2001a), a prevenção da geração de resíduo representa a atitude ou a operação industrial baseada em medidas que evitam a geração de resíduo (não-produto), no sistema global de produção, através de medidas como: mudanças técnicas nas matérias-primas, processos, produtos e/ou embalagens; e, reaproveitamento e reciclagem de material e de resíduo, de maneira atóxica e energia-eficiente. Ainda de acordo com USP (2001a), as práticas adotadas por parte das indústrias deverão estar baseadas em: • melhoria da eficiência do processo, através da diminuição dos custos com água e energia, dos custos de matérias primas, de redução das pressões extrativas sobre as fontes naturais renováveis e dos custos para tratamento de efluentes; • redução do consumo (e, conseqüente, custo) de matérias-primas, através do uso de material simples e renovável, de menor consumo de material e energia, com reaproveitamento de material reciclado; • redução de resíduo gerado, ao invés do tratamento e contenção para conformidade aos limites das regulamentações ambientais locais; • redução do potencial de poluição de determinado processo ou produto; • melhoria das condições de trabalho nas fábricas, em conformidade com as exigências legais e medidas pró-ativas (antecipadas), envolvendo aspectos de segurança e saúde no trabalho e prevenção de riscos em cada unidade, operação ou no do processo produtivo, como um todo; e, • redução dos custos de tratamento de resíduo, através de modificações no processo e no fechamento de ciclos (loopings) nas operações industriais. Quanto às barreiras para implantação de um programa de minimização na fonte, destaca-se: necessidade de capital; especificações técnicas dos insumos e equipamentos; regulamentação 24 legal; qualidade do produto e aceitação do consumidor; preocupação com a produção imediata, pois, alterações no processo demandam tempo; disponibilidade de tempo e de técnicos especializados; e, resistência a mudanças por parte dos empresários e funcionários da empresa (GOMES, 2001). USP (2001b) comenta as relações da Produção Limpa com a questão da energia, destacando como importantes princípios da Produção Limpa: a prevenção da geração de resíduo na fonte e a redução do consumo de água e energia. Do ponto de vista ambiental, são questões fundamentais: priorizar a geração de energia limpa e contar com a participação da indústria na economia de energia. Observa, ainda, a quase paralisação de investimentos para expansão do setor energético e da ausência de política clara para o setor, por parte do governo e, acrescenta, que no modelo de gestão industrial baseado na Produção Limpa, preocupa-se com o quadro atual de aumento do consumo de energia e o aumento na geração de resíduo industrial e urbano, buscando-se a reversão desta tendência nas frentes de ação: diversificação das fontes de energia, aumento da eficiência na produção de energia, redução, recuperação e reutilização de resíduo. CETESB (1993) destaca as seguintes dificuldades referentes ao reuso/reciclagem de resíduo no setor industrial: qualidade do material e padrão requeridos para processamento, receio de anunciar resíduo (em bolsas de resíduos), falta de informação e de práticas ambientais, custos com transporte, disponibilidade de tecnologia e custos de processamento. Furtado (2001) destaca, entre as estratégias de gestão ambiental, como importantes recursos de engenharia e administração industrial, os instrumentos interdependentes: Design para o Ambiente e avaliação do Ciclo de Vida (ACV). O Design para o Ambiente, também denominado Ecodesign e Design para Eco-eficiência, é definido como a abordagem sistêmica do desempenho do projeto, com respeito aos objetivos ambientais, e da saúde e segurança, durante todo o ciclo-de-vida de produto e processo (Fiksel apud FURTADO, 2001). A Avaliação do Ciclo-de-Vida é definida, segundo a SETAC (Society of Environmental 25 Toxicology and Chemistry), como um processo para: (i) avaliar as cargas (burdens) associadas a um produto, processo ou atividade, através da identificação e quantificação de energia e material usado e resíduo liberado; (ii) avaliar o impacto da energia e material liberados no ambiente; e, (iii) identificar e avaliar as oportunidades que afetam o melhoramento ambiental durante todo o ciclo-de-vida do produto, processo ou atividade, envolvendo a extração e processamento de matérias primas brutas, manufatura, transporte, distribuição, uso, re-uso, manutenção, reciclagem e destinação final (FURTADO, 2001). Ugaya (2001), revisando alguns autores, apresenta alguns objetivos específicos de uma ACV, tais como: determinação ou comparação do consumo de energia, avaliação comparativa do uso exergético e a comparação dos impactos ambientais. 2.4 Inventário de resíduo sólido industrial Considerando iniciativas de gestão ambiental pública na área de resíduo sólido industrial, destaca-se as resoluções nº 06/88 (MMA, 2004) e nº 313 / 2002 (MMA, 2003b), propostas, visando à realização de Inventários Estaduais e, a partir daí, formulação do inventário nacional e definição de uma política de redução da produção e destinação inadequada de resíduo (MMA, 2003a). Segundo Silva, Cunha e Santos (2000), uma das ferramentas básicas recomendadas para avaliação do cenário de resíduo sólido industrial é a realização prévia do Inventário, instrumento pelo qual, através de levantamentos de dados cadastrais e de pesquisa de campo das fontes geradoras, sistematiza-se o controle das informações a cerca da geração, acondicionamento, transporte, armazenamento e destino final. Essas avaliações poderão ser empregadas em trabalhos de planejamento das ações de controle da poluição industrial e demais atividades do planejamento público. Apresenta-se, a seguir, os resultados dos inventários realizados nos Estados de Pernambuco e Paraná, realizados durante os anos de 1999 e 2002, respectivamente, onde são apresentados os 26 resultados obtidos de geração, segundo a classe e a atividade industrial e tipo de resíduo por atividade industrial. Para o Estado de Pernambuco, foi realizado um Inventário dos Resíduos Sólidos Industriais caracterizando o problema do resíduo sólido dentro de cada ramo industrial e considerando uma amostragem que contemplou os grandes e médios geradores do Estado (CPRH, 2003). Os ramos de atividade pesquisados foram: metalúrgico, químico, alimentícia, papel e papelão, têxtil, produtos alimentares e sulcroalcooleiro. Os principais resultados deste inventário estão apresentados nas tabelas 2.3 e 2.4 e FIG. 2.3. TABELA 2.3 - Geração total de resíduo sólido industrial, por classe, no Estado de Pernambuco em t/ano e m3/ano Classe Quantidade (t/ano) % 0,9 Quantidade (m3/ano) 166.304,43 I 12.621,68 6,85 II III Total 1.325.790,61 4.070,79 1.342.483,08 98,8 0,3 100,0 2.261.617,55 0 2.427.922,0 93,15 0 100 % Fonte: CPRH (2003) Classe III 0,3% Classe I 0,8% Classe II 98,9% FIGURA 2.3 - Distribuição da geração de RSI, por classe, no Estado de Pernambuco Fonte: CPRH (2003) 27 TABELA 2.4 - Geração de resíduo sólido industrial, por classe e tipologia, no Estado de Pernambuco, em t/ano CLASSE I TIPOLOGIA Indústria de Produtos Alimentícios Quantidade (t/ano) 1.279,3 % 10,1 444,1 0,8 10.163,2 727,4 6,9 12.621,7 18.942,1 3,5 0,0 80,5 5,8 0,1 100,0 1,4 30.612,3 28.333,9 8.133,8 1.236.440,2 3.328,3 1.325.790,6 3.979,0 2,3 2,1 0,6 93,3 0,2 100,0 97,7 16,8 78,0 4.070,8 0,4 1,9 100,0 Indústria Metalúrgica Indústria Papel e Papelão Indústria Química Indústria Sucroalcooleira Indústria Têxtil TOTAL II Indústria de Produtos Alimentícios Indústria Metalúrgica Indústria Papel e Papelão Indústria Química Indústria Sucroalcooleira Indústria Têxtil TOTAL III Indústria de Produtos Alimentícios Indústria Metalúrgica Indústria Química TOTAL Fonte: CPRH (2003) De acordo com CPRH (2003), há uma predominância da geração de resíduo classe II sobre o total gerado, em t/ano e m³/ano, mesmo excluindo-se a contribuição do setor sucroalcooleiro, nesse caso, correspondendo aos resíduos de bagaço de cana, torta de filtro e vinhoto. Sem a participação do setor sucroalcooleiro, o resíduo classe II tem como maiores contribuintes os setores metalúrgico, papel /papelão e produtos alimentícios. O maior gerador de resíduo perigoso, classe I, é a indústria química, seguida da indústria metalúrgica, com destaque dos resíduos: solventes contaminados e óleos usados, respectivamente. A geração de resíduo inerte, classe III, tem uma maior procedência da indústria de produtos alimentícios, correspondendo, em sua maioria, por resíduo de embalagens de vidro. Apresenta-se, na TAB. 2.5, os principais resíduos e atividades geradoras inventariadas no estado de Pernambuco. TABELA 2.5 Distribuição da geração total dos tipos de resíduo sólido industrial, por tipologia, para o Estado de Pernambuco (t/ano) TIPOLOGIA Indústria de produtos alimentares TIPO DE RESÍDUO Embalagens metálicas (latas de pigmentos, corantes e auxiliares) Lodos perigosos de ETE Óleos usados QUANTIDADE (t/ano) 395,00 75,00 1.200,00 % 1,632 0,310 4,959 continua... 28 TABELA 2.5 Distribuição da geração total dos tipos de resíduo sólido industrial, por tipologia, para o Estado de Pernambuco (t/ano) TIPOLOGIA Indústria de produtos alimentares Indústria de produtos alimentares continuação. TIPO DE RESÍDUO QUANTIDADE (t/ano) 4,32 73,36 645,93 124,78 578,53 3.976,02 16.328,60 756,14 39.72 Resíduo de ambulatório Resíduo de madeira Resíduo de papel e papelão Resíduo de restaurante Resíduo de varrição não perigoso Resíduo de vidro Resíduo orgânico de processos (vinhoto, sebos, gorduras, etc.) Resíduo plástico (filmes e pequenas embalagens) Sucata de metal ferroso TOTAL Indústria metalúrgica Bombonas plásticas Borras de retífica Embalagens metálicas (latas de pigmentos, corantes e auxiliares) Escórias de fundição Lodos perigosos de ETE Óleos usados Outros resíduos perigosos de processo (resíduo corrosivo, resinas) Resíduo de ambulatório Resíduo de madeira Resíduo de papel e papelão Resíduo de refratário e material não cerâmico Resíduo de restaurante Resíduo de varrição não perigoso Resíduo de vidro Resíduo de plástico (filmes e pequenas embalagens) Resíduo sólido composto por metais não tóxicos (jateamento de areia) Resíduo sólido de ETE com substância não tóxica Resíduo de têxtil de manutenção contaminado (buchas, panos) Sais de tratamento térmico Solventes contaminados Sucata de metal ferroso Sucata de metal não ferroso Tambores metálicos Indústria papel e papelão Cinzas de caldeiras Embalagens metálicas (latas de pigmentos, corantes e auxiliares) Resíduo de ambulatório Resíduo de madeira Resíduo de papel e papelão Resíduo de restaurante Resíduo de varrição não perigoso Resíduo pastoso com calcário (dregs-grits, gesso contaminado) Resíduo plástico (filmes e pequenas embalagens) Resíduo têxtil de manutenção contaminado (buchas, panos) Sucata de metal ferroso Sucata de metal não ferroso Indústria química Bombonas plásticas Borras oleosas da petroquímica Embalagens metálicas (latas de pigmentos, corantes e auxiliares) Escórias de fundição Lodos de ETE de produção de tintas Óleos usados Outros resíduos perigosos de processo (resíduo corrosivos, resinas) Pesticidas e inseticidas Resíduo oriundo de laboratórios industriais TOTAL TOTAL 24.197,40 3.60 5,00 1,30 1.368,30 30,60 300,00 7,00 2,08 607,20 546,30 563,10 271,62 271,60 16,80 238,60 4.327,20 4.652,43 23,24 1,10 75,10 17.706,80 45,28 9,00 31.073,25 16.500,00 125,36 0,36 18,00 714,72 6,70 2,76 10.800,00 152,20 0,48 7,60 6,60 28.334,78 10,00 26,00 58,23 0,36 64,30 16,50 1,68 1,44 3,00 % 0,018 0,303 2,669 0,516 2,391 16,432 67,481 3,125 0,164 100,000 0,012 0,016 0,004 4,403 0,098 0,965 0,023 0,007 1,954 1,758 1,812 0,874 0,874 0,054 0,768 13,926 14,972 0,075 0,004 0,242 56,984 0,146 0,029 100,000 0,442 0,001 0,064 2,522 0,024 0,010 38,116 0,537 0,002 0,027 0,023 100,000 0,054 0,141 0,317 0,002 0,350 0,090 0,009 0,008 0,016 Continua... 29 TABELA 2.5 Distribuição da geração total dos tipos de resíduo sólido industrial, por tipologia, para o Estado de Pernambuco (t/ano) TIPOLOGIA continuação. TIPO DE RESÍDUO Resíduo de ambulatório Resíduo de borracha Resíduo de catalisadores Resíduo de madeira Resíduo de material têxtil Resíduo de minerais não metálicos Resíduo de papel e papelão Resíduo de restaurante Resíduo de tintas, pigmentos e corantes Resíduo de varrição não perigoso Resíduo de vidro Resíduo orgânico de processos (vinhoto, sebos, gorduras, etc). Resíduo perigoso de varrição Resíduo plástico (filmes e pequenas embalagens) Resíduo sólido de ETE com substâncias não tóxicas Resíduo têxtil de manutenção contaminados (buchas, panos) Solventes contaminados Sucata de metal ferroso Sucata de metal não ferroso Tambores metálicos Torta de filtro TOTAL Indústria sucro-alcooleira Bagaço de cana Cinzas de caldeiras Embalagens vazias de defensivos agrícolas Óleos usados Resíduo de restaurante Resíduo de varrição não perigoso Resíduo orgânico de processos (vinhoto, sebos, gorduras, etc). Sucata de metal ferroso Torta de filtro Indústria têxtil Resíduo de ambulatório Resíduo de borracha Resíduo de madeira Resíduo de material têxtil Resíduo de papel e papelão Resíduo de restaurante Resíduo de varrição não perigoso Resíduo orgânicos de processos Resíduo plástico (filmes e pequenas embalagens) Resíduo têxtil de manutenção contaminados (buchas, panos) Sucata de metal ferroso Sucata de metal não ferroso Torta de filtro TOTAL TOTAL QUANTIDADE (t/ano) 4,24 292,80 18,00 494,00 0,12 720,00 1.612,78 166,52 10,00 458,90 77,97 10,87 12,00 765,20 33,60 0,04 10.006,00 605,03 1.393,00 192,00 1.320,36 18.374,94 568.021,08 21.714,70 5,04 722,31 1,00 1.171,00 377.125,00 589,00 267.818,40 1.237.167,53 4,33 27,84 12,00 924,00 413,00 253,24 59,25 1.272,08 78,20 2,52 215,26 10,58 62,88 3.355,18 % 0,023 1,593 0,098 2,688 0,001 3,918 8,777 0,906 0,054 2,497 0,424 0,059 0,065 4,164 0,183 0,000 54,455 3,293 7,581 1,045 7,186 100,000 45,913 1,755 0,000 0,058 0,000 0,095 30,483 0,048 21,648 100,000 0,130 0,835 0,360 27,705 12,383 7.593 1,777 38,141 2,345 0,076 6,454 0,317 1,885 100,000 Fonte: CPRH (2003) De acordo com SEMA-PR (2003), para o total das 570 indústrias inventariadas no Estado do Paraná, o total de resíduo sólido gerado no período de referência do inventário (ciclo de 12 meses) foi de 15.740.936,14 toneladas. A distribuição entre resíduos sólidos perigoso e não perigoso está apresentada na FIG. 2.4. 30 Perigoso 4% Não Perigoso 96% FIGURA 2.4 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por classe, no Estado do Paraná Fonte: SEMA-PR (2003) Segundo o mesmo autor, destacam-se, em volume de resíduo, as seguintes atividades: • fabricação de produtos alimentícios e bebidas – 36,2%; • fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis; • nucleares e produção de álcool – 17,4%; • extração de minerais não metálicos – 15, 8%; e, • fabricação de produtos de madeira – 6,8%. Quanto aos resíduos apontados no inventário, foram utilizados 103 resíduos da listagem base da resolução n.º 313/2002, (MMA, 2003b) o que equivale a 50% da listagem. Dos resíduos incluídos com classificação I (i), que corresponde ao resíduo perigoso de fontes não específicas, todos os 23 foram utilizados. O percentual dos resíduos gerados tidos como recicláveis como: papel, papelão, plásticos e sucatas de metais giram em torno de 15% do total da listagem base, correspondendo a cerca de 6% do total inventariado no período de referência (SEMA-PR, 2003). Para o Estado de São Paulo, os dados divulgados são do inventário de resíduo de 1995/1996, organizados, segundo a quantidade por classe e por região, apresentados na TAB. 2.6. 31 TABELA 2.6 Inventário de resíduo sólido industrial gerado, por regional, do Estado de São Paulo (t/ano) Regional do Estado de São Paulo Bacia Alto Paranapanema Bacia Paraíba do Sul – Litoral Norte Bacia da Baixada Santista Bacia do Alto Tietê Bacia do Baixo Tietê Bacia do Rio Grande Bacia do Rio Paraná Bacia do Rio Piracicaba Total Geração Classe 1 4.714.641,8 554.106,7 10.202.537,3 1.863.999,4 561.570,2 6.775.172,4 169.188,6 1.778.462,1 26. 619.678,5 47.420,2 99.063,7 50.948,0 176.670,7 25.401,8 46.189,3 33.931,4 55.990,0 535.615,1 Classe 2 4.205.907,5 355.537,7 9.731.748,7 1.668.597,4 536.148,4 6.690.417,7 134.744,2 1.715.066,1 25.038.167,7 Classe3 461.314,1 99.505,3 419.840,6 18.731,3 20,0 38.565,4 513,0 7.406 1.045.895,7 Fonte: Ventura e Brandão (2002) 2.5 Uso da energia na indústria e as perdas associadas ao descarte de resíduo A indústria é responsável por uma substancial parcela do consumo global de energia. Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo industrial é da ordem de 30% do consumo total do país (Peneda e Frazão, Graedel e Allenby apud MARINHO, 2001). No caso do Brasil, de acordo com MME (2004), o consumo industrial de energia, em 2002, esteve em torno de 37% do consumo total no país. A busca do uso eficiente de energia ou conservação de energia tornou-se significativa nas duas últimas décadas, quando ocorreram alterações relevantes nos critérios de planejamento do setor energético. A ênfase dada à expansão de oferta de energia é substituída pela busca do uso mais eficiente, refletindo, em termos gerais, a escassez de recursos financeiros e a inclusão crescente das externalidades ambientais no processo de planejamento (TOLMASQUIM et al, 1998). De acordo com Tolmasquim et al (1998), eficiência energética equivale a gastar menos energia para se obter um mesmo resultado final ou gastar a mesma energia para obter maior rendimento e um melhor resultado final, gerando alguns benefícios tais como: redução do peso da energia sobre os custos totais de produção, mitigação dos impactos ambientais decorrentes do processo produtivo, redução ou adiamento de investimentos para a expansão da oferta de energia, entre outros. 32 A redução do consumo de energia na indústria pode apresentar resultados significativos, através do desenvolvimento de sistemas de conservação e aproveitamento energético, como os sistemas integrados de calor e potência, utilização de equipamentos mais eficientes, inclusive lâmpadas e aparelhos de ar condicionado, aquecimento ou ventilação, geração de energia a partir de resíduo, quando possível, e melhor manutenção do sistema, orientada para a eficiência energética (Peneda e Frazão, Graedel e Allenby apud MARINHO, 2001). A adoção de técnicas de manejo de resíduo sólido industrial que privilegiem a minimização, com o reuso e/ou reciclagem interna ou externa do resíduo, apresenta benefícios energéticos e ambientais. Do ponto de vista energético, observa-se redução no consumo. Quanto aos ambientais, observa-se a diminuição da carga poluidora lançada no ambiente, aumento da vida útil das unidades de tratamento e destinação final e a redução dos impactos ambientais decorrentes da produção e uso de energia. A possibilidade de reinserção de resíduo sólido industrial no processo produtivo, através do reuso/reciclagem, interna ou externa, constitui-se numa forma indireta de aproveitamento energético, evitando o consumo de energia. Desta forma, viabiliza-se produção com menor quantidade de energia, em comparação à normalmente consumida. A produção de energia, a partir de resíduo, constitui-se uma forma direta de aproveitamento energético (Oliveira, 2000). De acordo com Magagni apud Santos (1995), em qualquer processo de reciclagem é fundamental que o balanço energético seja positivo, portanto, a energia consumida pela reciclagem deverá ser inferior à quantidade de energia reciclada. São apresentados na TAB.2.7 os fatores de conversão energética estimados para alguns materiais. Apresenta-se para a conversão térmica (incineração) o poder calorífico dos materiais. No caso da conversão biológica, obteve-se a produção de energia a partir do biogás proveniente da digestão anaeróbia de esgoto e resíduo sólido doméstico, multiplicando o rendimento para o biogás de esgoto, 70 m3/t, e de resíduo sólido doméstico, 110 m3/t, pelo poder calorífico superior 33 médio do biogás, em torno de 24.000 kJ/m3 (MME, 1982). Para a reciclagem, calculou-se a energia elétrica evitada, subtraindo-se os valores de energia elétrica necessária no processamento primário dos valores de energia elétrica consumida na reciclagem, obtendo-se o balanço da energia evitada (STREB, 2001; PIUNTI, 2001; SANTOS, 1995). TABELA 2.7 Fatores de conversão energética para resíduo Material Papel Vidro Plástico Alumínio Metal ferroso Esgoto Resíduo Sólido Doméstico Madeira Trapos de pano Filme polietileno Aparas de espuma Tecido nylon Processo de conversão energética Reciclagem Incineração Reciclagem Reciclagem Reciclagem Reciclagem Aterro energético Aterro energético Incineração Incineração Incineração Incineração Incineração Incineração Fator de conversão energética (MWh/ton) (GJ/ton) *3,5 0a, b *12,60 a, b *4,89 d *17,60 d *0,6 0a, b *2,16 a, b *5,30a, b *19,08 a, b a *14,25 *51,30 a c *6,05 *21,78 c 0,47e 1,69 e e 0,73 2,63 e d 5,48 19,73 d 5,56d 20,02 d d 4,94 17,78 d d 12,38 44,57 d 7,94d 28,58 d d 8,53 30,71 d Fontes: (a) STREB (2001); (b)PIUNTI (2001); (c)SANTOS (1995); (d)PERRY e CHILTON ( 1980 ); (e) MME (1982) Obs: O símbolo * indica a recuperação de energia elétrica, nos demais casos a recuperação refere-se a energia térmica. 2.6 Mecanismos de recuperação energética de resíduo De acordo com Teixeira (2000), a recuperação energética a partir de resíduo sólido pode ser obtida, principalmente, através de: incineração, pirólise, aterro sanitário, digestores anaeróbios, reciclagem, compostagem e vermicompostagem. Oliveira (2000) comenta algumas das principais rotas para aproveitamento energético direto de resíduos e cita a queima de biogás gerado em aterros sanitários, a incineração e a gaseificação. Incineração Segundo TEIXEIRA (2000), a incineração é um dos processos térmicos existentes para tratamento de resíduo. É a queima de material em alta temperatura (geralmente acima de 900ºC, recomendável a 1200ºC). É um processo de redução de peso e volume do resíduo, através de 34 combustão controlada. Um sistema de incineração deve conter, sempre, um sistema de recuperação de energia, como por exemplo, paredes d’água. A recuperação energética em um sistema de incineração ocorre através da geração de energia elétrica, vapor ou água quente. Aterro Sanitário De acordo com Teixeira (2000), aterro sanitário é uma forma de disposição do resíduo sólido urbano mas é, também, uma forma de tratamento da matéria orgânica presente no resíduo sólido, uma vez que as degrada completamente. A recuperação energética é conseguida quando, após a drenagem dos gases, houver o seu aproveitamento. Segundo Gandolla, Fischer e Acaia (1997), as emissões gasosas de um aterro de resíduo sólido urbano são constituídas pelo biogás, que é composto, principalmente, por metano e gás carbônico, como também, em concentrações traço, por compostos responsáveis pelo mau odor, tradicionalmente, associado à presença de um aterro operado inadequadamente. Ainda segundo os mesmos autores, o problema ambiental, a nível global, das emissões do biogás está se tornando cada vez mais preocupante. As medidas mais recentes mostram que a concentração de metano na atmosfera cresceu fortemente nos últimos anos e a isso se atribui uma participação importante no efeito estufa e nas mudanças climáticas relacionadas. O efeito estufa do metano é 25 a 30 vezes mais elevado que o do gás carbônico (2 a 5 vezes, se levar em conta o tempo de permanência mais longo do CO2). Segundo Christensen e Kjeldsen (1995), os aterros contribuem significativamente nas emissões globais de metano provenientes das atividades humanas. Das emissões antrópicas, estima-se que o metano contribua com 18% do total. As emissões globais de metano, a partir de aterros, são estimadas em 22 a 46 Tg/ano, o equivalente a 6 a 13% das emissões globais de metano. A estimativa é baseada em dados de aterros com coleta de gás. Em aterros onde não há coleta de gás, este migra através da cobertura e das camadas de solo adjacentes ao aterro. De acordo com Gandolla, Fischer e Acaia (1997), as medidas de minimização dos efeitos negativos da presença do biogás tendem, simplesmente, a acelerar o processo de sua produção no 35 aterro e a captar e tratar o biogás de modo eficaz. Limitar seu impacto só poderá ser realizado através da captação, drenagem e combustão eficazes do gás. Segundo TEIXEIRA (2000), são várias as possibilidades de aproveitamento do biogás tais como: gás encanado para fogão; mover gerador para produzir eletricidade; combustível veicular, após a purificação do metano; entre outros usos menos comuns. 2.7 Conclusões O estilo de desenvolvimento da sociedade moderna, baseado na industrialização, resultou no uso intensivo de energia, exaustão de recursos naturais, produção de resíduo e degradação ambiental. As metrópoles atuais abrigam grandes densidades populacionais e de atividades urbanoindustriais, destacando-se como consumidoras de energia e geradoras de resíduo. Quanto ao resíduo sólido industrial, no Brasil, observa-se que há poucos estudos sistemáticos sobre o tema e que a quantidade e qualidade do resíduo gerado assume importância considerável no processo de degradação do ambiente. A RMC, situada no Estado de São Paulo, destaca-se entre os principais geradores de resíduo do país. A busca de maior sustentabilidade ambiental implica em transformações de caráter científico, tecnológico, cultural e de valores. A questão do resíduo sólido, neste contexto, é entendida como resultante de um sistema produtivo, onde atua a lógica do aumento da produção e do consumo. Alternativa tecnológica, como o aproveitamento energético direto (produção de energia) e indireto (conservação de energia) de resíduo sólido, apresenta vantagens energéticas e ambientais, reduzindo o consumo de recursos energéticos não renováveis e de recursos naturais e, constitue-se numa contribuição para a busca de maior sustentabilidade ambiental na sociedade. 36 Capítulo 3 Metodologia Na metodologia empregada neste trabalho, partiu-se de uma revisão bibliográfica acerca de aspectos ambientais e energéticos que envolvem o descarte do resíduo sólido industrial, principalmente nas grandes metrópoles, onde, em geral, acumulam-se indústrias e problemas ambientais graves. A partir destas constatações, do referencial teórico relativo à gestão e aproveitamento energético do resíduo e do marco legal, representado pela Resolução nº 313 de 29/10/2002 (MMA, 2003b), que estabelece regras para a elaboração do Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais, desenvolveu-se uma proposta de metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial. Para verificação desta metodologia, escolheu-se o parque industrial da Região Metropolitana de Campinas. Foram discutidas as dificuldades encontradas na aplicação da metodologia e definidas estratégias para superá-las. A partir dos resultados obtidos, na região, discutiu-se medidas que possibilitem um menor descarte da energia associada ao resíduo e, finalmente, recomendou-se estudos posteriores para detalhamento e ampliação da pesquisa, bem como, aprimoramentos na metodologia proposta. 3.1 Proposição de metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial A metodologia proposta neste estudo consistiu na definição de um roteiro para as atividades necessárias à estimativa do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial. A 37 metodologia foi concebida de modo a permitir sua aplicação a uma unidade ou a um grupo de indústrias, localizadas numa determinada área (cidade, estado, região, etc.). A partir da revisão bibliográfica sobre energia associada ao resíduo e aos mecanismos de aproveitamento energético, identificou-se as possíveis rotas para aproveitamento energético direto e indireto de resíduo sólido industrial, sistematizadas na FIG. 3.1. PROCESSO PRODUTIVO ENERGIA TÉRMICA E ELÉTRICA EVITADA REDUÇÃO NA FONTE (P2) RESÍDUO APROVEITAMENTO INDIRETO APROVEITAMENTO DIRETO PROCESSOS TERMICOS COMPOSTAGEM ANAERÓBIA ATERRO SANITÁRIO DIGESTOR ANAERÓBIO ENERGIA PRODUZIDA CALOR RECICLAGEM REÚSO ENERGIA TÉRMICA E ELÉTRICA EVITADA ENERGIA ELÉTRICA FIGURA 3.1 Rotas energéticas para resíduo sólido industrial Considerou-se, ainda, aspectos relacionados à gestão e gerenciamento de resíduo, tais como: caracterização da produção (quantidade e qualidade), classificação para fins de aproveitamento energético, estratégias e hierarquia para gestão e gerenciamento de resíduo. 38 Verificando-se as principais rotas de aproveitamento energético e os aspectos relacionados à gestão e gerenciamento de resíduo, definiu-se uma seqüência de procedimentos para a determinação do potencial energético teórico associado ao resíduo sólido industrial. Como mostrado na FIG. 3.1, levou-se em conta as possibilidades de aproveitamento indireto, através da não geração, redução, reúso, reciclagem interna e reciclagem externa de resíduo, como também, as possibilidades de aproveitamento direto, através da utilização do poder calorífico (processos térmicos) ou através da utilização do poder calorífico do biogás, resultante dos processos de digestão anaeróbia (processos biológicos ). Ao observar outros condicionantes, como aspectos econômicos, ambientais, culturais, legais, entre outros, definiu-se, ainda, as atividades para avaliação do potencial efetivo de aproveitamento energético do resíduo sólido industrial. O esquema geral da metodologia proposta para uma dada área (cidade, região, estado, etc.) está apresentado na FIG. 3.2. Atividade 1 Definir, espacialmente, a área selecionada e, temporalmente, o período a ser considerado 2 Levantar dados referentes às características físico-ambientais e sócio-econômicas da área 3 Levantar dados sobre o segmento industrial na área: localização, porte, ramo de atividade 4 Fazer inventário de resíduo sólido industrial, na amostra selecionada, a partir de dados primários e/ou secundários 4 39 Atividade 4 Classificar o resíduo sólido industrial, segundo o potencial de aproveitamento energético 5 Quantificar o resíduo sólido já aproveitado e o passível de aproveitamento energético, considerando a destinação atual 6 Estudar o potencial energético dos resíduos e identificar ou definir o tipo de aproveitamento existente ou a ser aplicado 7 8 Determinar a quantidade de energia associada ao resíduo destinado ao tratamento térmico 9 10 Determinar a quantidade de energia associada ao resíduo destinado à reciclagem Determinar a quantidade de energia associada ao resíduo destinado à bioestabilização Avaliar a quantidade total de energia associada ao resíduo sólido industrial da região considerada (energia aproveitada e potencial teórico) Avaliar a aplicabilidade dos mecanismos de aproveitamento energético, considerando aspectos econômicos, legais e sócio-ambientais (potencial efetivo) FIGURA 3.2 – Fluxograma proposto para a metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial As atividades propostas (de 1 a 10, na FIG. 3.2) estão descritas nos itens 3.1.1 a 3.1.10. 40 3.1.1 Definição da área e período de tempo a ser considerado para estudo Esta atividade consiste na definição da área a ser estudada, que poderá ser uma indústria ou um grupo de indústrias de uma cidade, estado ou região. Deve-se apresentar as características espaciais da área como coordenadas geográficas, perímetro, área, distâncias de centros urbanos, etc. Os dados para caracterização da área são obtidos através de levantamento bibliográfico, realizado em instituições de governo (IBGE, Município, Secretarias de Estado e outras) ou, ainda, em universidades. Deve-se, ainda, definir o período de tempo necessário para a realização da pesquisa. A definição do tempo levará em consideração critérios relacionados à dinâmica de produção do resíduo, de tal modo, a permitir o conhecimento das variações qualitativas e quantitativas da sua produção. Em geral, os inventários de resíduo sólido industrial abrangem o período de um ano. 3.1.2 Caracterização físico-ambiental e sócio-econômica da área em estudo A caracterização físico-ambiental compreende a descrição de aspectos do ambiente natural e antrópico (modificado pelo homem), tais como: clima, vegetação, geomorfologia, rede hídrica, uso e ocupação do solo, poluição, saneamento, áreas verdes e protegidas e infra-estrutura de energia. Já a caracterização sócio-econômica compreende aspectos tais como: demografia, atividade econômica, documentos legais, saúde e educação. Estas informações são necessárias à compreensão das condições ambientais e sócioeconômicas da área em estudo e serão utilizadas, principalmente, nas atividades de avaliação do potencial efetivo de energia associada ao resíduo, quando serão consideradas as diversas condicionantes que interferem na tomada de decisão, quanto ao tipo de aproveitamento energético aplicável à realidade estudada. 41 Nesta etapa, apresenta-se mapa de localização da área de estudo, divisão políticoadministrativa, hidrografia, estrutura viária, entre outros temas. Para obtenção das informações, procede-se à coleta de dados secundários em bibliotecas e sites de instituições governamentais e, ainda, pode-se complementá-los ou atualizá-los com levantamentos de campo, entrevistas ou aplicações de questionários a órgãos públicos. 3.1.3 Caracterização do setor industrial O objetivo é obter o perfil do setor industrial na região estudada, possibilitando uma melhor compreensão do significado do universo das indústrias selecionadas para o inventário. Esta atividade compreende a identificação e classificação das indústrias da área de estudo, de acordo com o porte, localização e ramo de atividade. São indicadores: distribuição dos setores industriais na região, distribuição dos estabelecimentos industriais, segundo o porte, número de indústrias, e a distribuição dos ramos industriais por município. Pode-se, ainda, pesquisar, para um mesmo ramo, o número de indústrias por porte, facilitando futuras pesquisas que busquem associar tipo de resíduo produzido por ramo e porte do estabelecimento industrial. As informações necessárias a esta etapa do trabalho podem ser obtidas em cadastros industriais de instituições governamentais ou instituições privadas, ligadas ao setor industrial. Tais cadastros, normalmente, possuem informações referentes à localização, porte e ramo de atividade. Para complementação, ou atualização, dos dados, deve-se recorrer a levantamentos de campo ou aplicação de questionários às indústrias. Ao estudar as indústrias, por porte, pode-se adotar a classificação da instituição responsável pelo cadastro industrial na região. Em geral, o porte é definido de acordo com o número de funcionários do estabelecimento industrial. 42 Quanto aos ramos industriais, deve-se observar a classificação do CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas - que corresponde à classificação oficialmente adotada pelo IBGE, órgão responsável pela gestão e manutenção da CNAE (IBGE, 2003). Nesta classificação são contempladas 564 classes de atividades econômicas, compreendidas em 17 ramos de atividade. Entre estes ramos, incluem-se duas seções: de indústrias extrativas e de indústrias de transformação. Deve-se indicar, em mapa, a localização aproximada das áreas industriais na região estudada. A base cartográfica pode ser obtida em instituições, governamentais ou não, que atuem na área de estudo. 3.1.4 Inventário de resíduo - caracterização da gestão e gerenciamento de resíduo sólido industrial Esta atividade compreende a seleção da amostra de indústrias a serem inventariadas e a pesquisa quanto à gestão e gerenciamento do resíduo sólido industrial, desde a produção até a destinação final. Pode ser pesquisado um grupo representativo ou o total de indústrias existentes na área de estudo, a depender da quantidade total de estabelecimentos, das condições financeiras e prazo para realização da pesquisa. A definição do número e tipo de indústrias a serem estudadas deve seguir critérios estatísticos. É importante o conhecimento prévio do setor industrial da região para definição de uma amostra estatisticamente significativa. O inventário compreende a caracterização da gestão e gerenciamento do resíduo. Nesta atividade, deve-se buscar informações relativas ao processo industrial, identificando matériasprimas, insumos, os pontos de geração de resíduo, a quantidade e a qualidade do resíduo gerado e as estratégias de gestão e técnicas de armazenamento, tratamento e destinação final utilizadas pela empresa. Esta atividade é condicionante para as próximas etapas do estudo, quando será feita a classificação do resíduo do ponto de vista energético e a verificação da compatibilidade da destinação atual com a extração/recuperação energética. 43 Para realização do inventário nos estabelecimentos industriais, pode-se utilizar os procedimentos adotados pela Resolução 313:02 (MMA, 2003b) que dispõe sobre o Inventário Nacional de Resíduos Sólidos Industriais. Esta resolução estabelece a obtenção dos seguintes dados (MMA, 2003b): • informações gerais da indústria: razão social, endereço, número de funcionários, etc; • informações sobre o processo industrial: fluxograma do processo, matérias-primas e insumos, produção anual, pontos de geração de resíduo; • informações sobre o resíduo sólido: identificação do resíduo (através de listagens adotadas na Norma), quantidade de resíduo produzida, tipo de armazenamento e destino, dentro e fora da unidade industrial; e, • informações sobre passivos ambientais: resíduo gerado em anos anteriores e que se encontram armazenados dentro ou fora da unidade industrial. De acordo com MMA, (2003b), deve-se utilizar a norma NBR-10.004:87 (ABNT, 1987), onde os resíduos sólidos são classificados quanto à periculosidade: perigoso, inerte e não-inerte. Esta norma apresenta listagens com códigos para auxiliar na identificação dos resíduos considerados perigosos e a Resolução 313:02 (MMA, 2003b) acrescentou uma nova listagem, contendo código e descrição para resíduos sólidos inerte e não-inerte, comumente encontrado nas atividades industriais. Quanto à descrição das técnicas de destino, a Resolução nº 313:02 (MMA, 2003b), também, apresenta relação de códigos e descrição das possíveis formas de armazenamento e destinação de resíduo. A utilização destes códigos facilita a tabulação dos dados referentes ao gerenciamento atual e ao passivo ambiental. Caso seja identificada alguma irregularidade, do transporte do resíduo até o tratamento/destinação final, deve-se fazer esta observação em tabela destinada à sistematização dos dados do inventário. Apresenta-se, ao final deste capítulo, sugestões para a organização das informações do inventário de resíduo industrial. 44 Na Resolução nº 313:02 (MMA, 2003b) não é previsto a identificação de algumas estratégias de gestão, que evitam a produção de resíduo, como prevenção à poluição (P2), produção mais limpa, projeto para o ambiente (eco-design), entre outras. No caso do presente estudo, conhecer o resíduo que deixa de ser gerado, através de alguma estratégia de gestão, é interessante para avaliar o benefício energético deste tipo de redução na fonte. Quando um determinado resíduo não é gerado, significa que matéria prima e insumos foram aproveitados naquele processo, de modo a não gerar o resíduo em questão e a energia que seria gasta no tratamento e destinação final desse resíduo é evitada. Cabe, então, quantificar esta energia, nos casos em que se identifique possível a redução de resíduo na fonte. A realização do inventário utilizando a Resolução nº 313:02 (MMA, 2003b) permite, na maioria das vezes, conhecer as características básicas de geração de resíduo: quantidade, estado físico, composição química estimada, natureza orgânica ou inorgânica do resíduo e sua periculosidade ou não. Nesta fase do trabalho, pode-se fazer uma primeira estimativa da composição do resíduo, considerando as matérias-primas e insumos existentes na operação, bem como as características intrínsecas do processo. Há situações em que a codificação utilizada na Resolução não é suficiente para identificar o resíduo e, conseqüentemente, suas características energéticas. Tem-se, por exemplo, o resíduo A005 – sucata de metais não-ferrosos. Esta descrição é muito genérica, pois o resíduo pode conter sucata de alumínio ou de cobre que diferem muito quanto ao valor energético associado. Ressalta-se que, em certos casos, será necessária uma descrição mais detalhada do resíduo inventariado, com a expansão dos códigos existentes, de acordo com as necessidades do estudo energético. No caso da permanência de dúvidas quanto à identificação do resíduo, pode ser imprescindível a realização de análises e laboratoriais, buscando verificar informações, tais como: composição química, densidade, umidade, pH, entre outras. Não se recomenda, a priori, a execução de análises e laboratoriais na etapa de caracterização e determinação de dados energéticos relativos ao resíduo. Estas devem ser 45 realizadas após os procedimentos indicados no item 3.1.6, quando será feita a verificação do resíduo cuja destinação atual permita, de fato, a inserção de tratamento energético. As informações do inventário podem ser obtidas através de ações em campo, sempre que possível. Pode-se utilizar a aplicação de questionários junto às empresas ou, ainda, utilizar inventários já existentes ou, em último caso, recorrer a levantamento bibliográfico para estimar quantidade e qualidade do resíduo gerado em função do tipo de processo e porte do estabelecimento industrial. A TAB. 3.1 é um exemplo de como o inventário pode ser feito. TABELA 3.1 Inventário de resíduo sólido industrial Código Descrição do resíduo Quantidade ( t/ano ) Composição física aproximada Código do armazenamento Descrição do armazenamento Código da destinação Descrição da destinação Obs. 3.1.5 Classificação do resíduo sólido industrial de acordo com o potencial de aproveitamento energético Esta atividade consiste na identificação das características energéticas de cada resíduo e seu agrupamento em categorias, de acordo, com o tipo de tratamento energético passível de ser aplicado: biodegradação, reciclagem e/ou incineração. Pode-se, ainda, classificá-lo em não aproveitável do ponto de vista energético. Se for o caso, é possível classificar o resíduo em sub-categorias, segundo a disponibilidade de informações energéticas. Tem-se, por exemplo, para a categoria reciclagem, algumas subcategorias, tais como: metal ferroso, metal não ferroso (alumínio, cobre, etc.), vidro, etc. Para a incineração, pode-se fazer o agrupamento em três categorias: alto, médio ou baixo poder calorífico. Para biodegradação, têm-se, também, quatro categorias: resíduo facilmente, moderadamente ou dificilmente biodegradável e não biodegradável. 46 O ponto de partida para as atividades desta etapa da pesquisa é uma adequada identificação do resíduo, com a definição da composição em peso (gravimétrica) dos seus constituintes, facilitando o reconhecimento de suas características energéticas. O reconhecimento das possíveis rotas energéticas para aproveitamento do resíduo pode ser feito por meio de busca bibliográfica. Caso haja dúvidas, quanto às propriedades energéticas de algum resíduo, estas podem ser esclarecidas com o uso do procedimento descrito no item 3.1.7, quando se investiga as propriedades para resíduo disponível à recuperação e/ou extração energética. Apresenta-se, na TAB. 3.2, sugestão de planilha para organização dos dados relativos à classificação energética do resíduo. TABELA 3.2 Classificação energética de resíduo sólido industrial Código Descrição do resíduo Composição física aproximada ( %) X1 X X2 Classificação energética Observações Xn 3.1.6 Quantificação do resíduo passível de aproveitamento energético, considerando o atual gerenciamento Nesta etapa do trabalho, a destinação do resíduo deverá ser avaliada em relação à sua compatibilidade com algum tipo de aproveitamento energético. Em muitos casos, a técnica de destinação se constitui num mecanismo de recuperação ou extração energética e, em outros casos, o tipo de destino dado ao resíduo inviabiliza seu aproveitamento energético, como é o caso do resíduo destinado ao tratamento através de landfarming. Deve-se cruzar as informações dos itens 3.1.4 (dados sobre gerenciamento) e 3.1.5 (propriedades energéticas), identificando as seguintes possibilidades para o resíduo passível de aproveitamento energético: aquele que possui destino que inviabiliza o aproveitamento, aquele 47 que o tipo de destino permite a aplicação de técnicas de aproveitamento e aquele que já está sendo aproveitado. Deste modo, é possível conhecer a quantidade de resíduo potencialmente aproveitável e a que já está sendo aproveitada. Deve-se considerar, nos cálculos, também, o resíduo que constitui passivo ambiental e encontra-se armazenado. 3.1.7 Estudo do potencial de aproveitamento energético do resíduo e definição do mecanismo de conversão energética Uma vez identificado o resíduo disponível à utilização energética, deve-se realizar o estudo das características e fatores de conversão energética que ampliarão as informações obtidas na etapa do inventário, contribuindo para a definição do tipo de mecanismo de aproveitamento a ser aplicado. Ainda serão discutidos, neste item, os critérios para seleção da alternativa de estudo energético. A caracterização compreende o estudo de parâmetros físicos e químicos do resíduo relacionados ao seu tratamento e propriedades energéticas, tais como: composição gravimétrica, densidade, umidade, estado físico, pH, composição elementar (C, H, O, N, P, Cl, S, metal pesado, cinzas, etc.), poder calorífico, reciclabilidade, grau de biodegradabilidade, entre outros. Cabe, ainda, a pesquisa quanto aos fatores de conversão energética resultantes da utilização de processos biológicos, térmicos e de reciclagem. Para efeito desta pesquisa, será utilizado o termo “fator de conversão” para a relação entre a energia extraída, ou evitada, por unidade de massa, ou peso, de resíduo submetido a aproveitamento energético. A caracterização do resíduo requer a realização de análises em laboratório. A obtenção dos fatores de conversão, também, deverá ser feita laboratorialmente e, caso não haja recursos financeiros e/ou tempo disponíveis, poderão ser obtidos através de pesquisa bibliográfica. Dados como, por exemplo, o Poder Calorífico de um determinado resíduo (ou uma associação de vários 48 resíduos) poderão ser obtidos de outros estudos que realizaram análises diretas, utilizando-se para isso as semelhanças entre as características dos resíduos, das atividades industriais, matérias primas empregadas e outros fatores pertinentes. Há limitações quanto à disponibilidade de informações sobre os fatores de conversão de boa parte do resíduo sólido industrial. Apresenta-se, na TAB. 3.3, a relação de fatores de conversão energética encontrados na literatura específica. TABELA 3.3 Fatores de conversão energética para resíduo Material Papel Vidro Plástico Alumínio Metais ferrosos Esgoto Resíduo Sólido Doméstico Madeira Trapos de pano Filme polietileno Aparas de espuma Tecido nylon Processo de conversão energética Reciclagem Incineração Reciclagem Reciclagem Reciclagem Reciclagem Aterro energético Aterro energético Incineração Incineração Incineração Incineração Incineração Incineração Recuperação Energética (MWh/ton) (GJ/ton) *3,5 0a, b *12,60 a, b *4,89 d *17,60 d *0,6 0a, b *2,16 a, b a, b *5,30 *19,08 a, b a, b *14,25 *51,30 a, b *6,05c *21,78 c e 0,47 1,69 e 0,73e 2,63 e d 5,48 19,73 d d 5,56 20,02 d 4,94d 17,78 d d 12,38 44,57 d d 7,94 28,58 d 8,53d 30,71 d Fontes: (a) STREB (2001); (b)PIUNTI (2001); (c)SANTOS (1995); (d)PERRY & CHILTON ( 1980 ); (e) MME (1982) Obs: O símbolo * é indica a recuperação de energia elétrica, nos demais casos a recuperação refere-se a energia térmica. Quanto à reciclagem, observa-se a necessidade de pesquisar informações referentes à energia evitada na reciclagem de diversos materiais como borracha, tecido, tintas, solventes, óleos, alguns metais, etc. No ambiente industrial, a ACV constitui-se numa importante fonte de informação ambiental e energética, não só quanto à extração e fabricação, mas também, quanto à reciclagem e destinação de diversos materiais. A análise de resíduo permite conhecer, além dos fatores de conversão energética, uma série de características que, a depender de como se apresentam, podem facilitar ou inviabilizar o estudo energético. Ao caracterizar um resíduo, verifica-se as possíveis rotas energéticas e testa-se as possíveis barreiras, ou condicionantes, para a operação de um dado mecanismo de aproveitamento energético, de modo a se evitar riscos técnicos e ambientais. 49 Por exemplo, para os processos biológicos, pode-se citar a presença de substâncias tóxicas no resíduo, como fator que inviabiliza o processo. Para a incineração poder-se-ia citar o teor de cloro, de metais pesados, entre outras, como limitantes no processo, devido às questões ambientais. Para a reciclagem, o que inviabiliza a recuperação energética é a inexistência de tecnologia de reciclagem comercialmente viável ou que apresente um saldo energético negativo. No presente estudo, o cálculo da energia associada ao resíduo leva à necessidade de escolha de um único tipo de mecanismo energético para cada resíduo, mesmo que este possua mais de uma possibilidade de aproveitamento. Assim, deve-se partir para o estabelecimento de critérios para seleção do tipo de mecanismo a ser aplicado. Faz-se exceção aos casos em que o resíduo já esteja sendo aproveitado energeticamente. Nesta hipótese deve-se considerar o atual tratamento energético e avaliar sua aplicabilidade no procedimento descrito no item 3.1.10. Do ponto de vista estritamente energético, o roteiro de trabalho sugerido é pesquisar os fatores de conversão energética referentes a um determinado resíduo em função das três possibilidades de extração ou recuperação (combustão, digestão anaeróbia e reúso ou reciclagem), adotando o tipo de conversão que se apresente mais vantajoso, ou seja, que resulte numa maior quantidade de energia produzida ou evitada. Quanto à gestão de resíduo, a prática universalmente adotada é priorizar a aplicação de técnicas de minimização na seguinte ordem: redução na geração, reuso e reciclagem. Em seguida vêm tratamento e destinação final. Esta hierarquia obedece ao critério de privilegiar as técnicas de menor impacto ambiental possível. Destaca-se que, para avaliação da viabilidade de aproveitamento energético de resíduo, numa dada região, cabe a consideração de diversos aspectos, tais como: aspectos técnicos, econômicos, ambientais, sociais, legais, etc. Nesta etapa do estudo, o objetivo é subsidiar uma estimativa da energia passível de recuperação a partir de resíduo (potencial teórico), ficando os estudos da viabilidade deste 50 aproveitamento para a etapa subseqüente que levará em conta os diversos aspectos, acima, mencionados. Para efeito desta estimativa, propõe-se, como critério, a adoção da hierarquia de gestão de resíduo, de modo a priorizar a rota energética que coincida com um mecanismo de minimização de resíduo. Assim, priorizar-se-á a adoção do reuso e reciclagem em lugar de aproveitamentos térmicos. 3.1.8 Avaliação quantitativa da energia associada ao resíduo em função de sua destinação A atividade desta etapa da pesquisa consiste na realização dos cálculos para estimativa da energia associada ao resíduo. Para resíduo passível de aproveitamento (cujo gerenciamento atual permita o aproveitamento) deve-se considerar a quantidade produzida, avaliada na etapa do inventário (item 3.1.4), e aplicar os fatores de conversão energética relativos ao tipo de tratamento definido, utilizando-se os critérios estabelecidos na atividade anterior (item 3.1.7). Para resíduo que já possua algum tipo de aproveitamento energético deve-se proceder à contabilização da energia, conforme descrito. Deve-se determinar, separadamente, a energia aproveitada e a energia potencialmente aproveitável. A energia aproveitada é aquela obtida de mecanismos já existentes, na região; a energia potencial é aquela que poderá ser obtida através de mecanismos aplicáveis. A organização dos dados e a implementação dos cálculos podem ser realizadas através de planilha eletrônica. Está apresentada, na TAB. 3.4, sugestão de planilha para avaliação quantitativa da energia associada ao resíduo sólido industrial. 51 TABELA 3.4 Avaliação quantitativa da energia associada ao resíduo sólido industrial Descrição Código do resíduo Composição física aproximada X Descrição da destinação Quantidade ( t/ano ) Mecanismo de conversão energética selecionado ou existente Fator de conversão X1 F1 X2 F2 Xn Fn Energia aproveitada Energia aproveitável 3.1.9 Avaliação da quantidade total de energia associada a resíduo sólido industrial para a região estudada A quantidade total de energia, para a amostra de indústrias estudadas, será determinada através da somatória dos valores parciais obtidos por tipo de mecanismo energético, tanto para energia aproveitada, como para a energia potencial. No caso da amostra coincidir com todo o universo a ser pesquisado, não será necessária a projeção dos dados. Caso contrário, deve-se efetuar a ampliação dos dados para as demais indústrias da região em estudo. A ampliação, nesta etapa, é realizada para verificar o interesse em se detalhar a pesquisa, através dos estudos de viabilidade do aproveitamento energético do resíduo. A projeção da energia será obtida relacionando indústrias, geração e destinação de resíduo e energia recuperada. É possível estabelecer uma relação aproximada entre porte, tipo de processo industrial e produção de resíduo, através das informações do inventário. Assim, pode-se projetar, para indústrias de tipologia e porte semelhantes, a estimativa da geração de resíduo. Considerando-se que ocorra uma destinação semelhante à da amostra inventariada, é possível projetar a quantidade aproximada de energia, relacionando produção e destinação à energia associada ao resíduo. Observa-se que adotar a mesma destinação para a projeção da energia significa aceitar a 52 tendência média de gerenciamento de resíduo praticado na região e considerar o mesmo potencial relativo de resíduo disponível ao aproveitamento. Ressalta-se que os valores obtidos na projeção representam uma aproximação da ordem de grandeza dos valores de energia associada a resíduo, na área considerada. 3.1.10 Aplicabilidade dos mecanismos de aproveitamento energético (potencial efetivo) Neste procedimento deve ser avaliada a aplicabilidade dos processos adotados para estimativa do potencial energético do resíduo. A viabilidade de aplicação dos diversos tipos de mecanismos deverá ser estudada sob os aspectos técnico, econômico, ambiental, jurídico, sócio-cultural, etc. A definição da melhor opção de aproveitamento energético deverá ser avaliada através dos instrumentos usuais de planejamento de sistemas energéticos e de gestão de resíduo, tais como: estudos de alternativas tecnológicas e locacionais, estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA), estudos de viabilidade econômica, além de outras atividades que garantam a ampla discussão com os diversos atores envolvidos. A realização destes estudos deve resultar em um plano que oriente o aproveitamento energético a partir de resíduo sólido industrial, na área estudada, e pode se constituir em instrumento de política pública. Tal plano apresenta um diagnóstico da situação do resíduo sólido e da energia, na região, e indica as alternativas técnicas que apresentem maior eficiência com menor custo sócio-ambiental possível. 53 PÁGINA EM BRANCO 54 Capítulo 4 Verificação da metodologia proposta – estudo de caso na RMC Neste capítulo é feito a verificação da metodologia proposta para estimativa do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial apresentada no capítulo 3. Para testar a metodologia foi considerado o parque industrial localizado na Região Metropolitana de Campinas (RMC), Estado de São Paulo e observada a seqüência de procedimentos sugeridos, considerandose as limitações referentes à disponibilidade de dados, recursos financeiros, materiais, e de tempo para aplicação da metodologia. Devido a uma série de fatores operacionais e financeiros, não foi possível a realização de pesquisa de campo, bem como análises e ensaios laboratoriais. A caracterização da região, sob os aspectos locacional, sócio-econômico e físico-ambiental, foi realizada através de pesquisa bibliográfica. O setor industrial foi caracterizado utilizando-se dados secundários, obtidos em bibliotecas e sites de instituições governamentais e privadas, bem como utilizou-se o manuseio de programa de banco de dados FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP, 2002a). Neste banco de dados são apresentados dados por município e região administrativa; portanto, foram pesquisados os 19 municípios da RMC para se chegar ao conjunto da região. As informações referentes à geração e manejo de resíduo sólido industrial, na RMC, foram obtidas a partir de relatórios de inventário de resíduo sólido industrial fornecidos pelas Agências 55 Regionais Piracicaba I e Piracicaba II da CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB, 2003c; CETESB, 2003d). A organização dos dados em tabelas e gráficos, com o objetivo de apresentar a situação da geração e destinação de resíduo sólido e os cálculos do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial, da região, foram realizados seguindo a seqüência de procedimentos definidos na proposta metodológica apresentada no capítulo 3 e adaptados à realidade do presente estudo, conforme apresentado na FIG. 4.1. Atividade 1 Caracterizar espacialmente a RMC e definir o período de tempo da pesquisa 2 Levantar dados referentes às características físico-ambientais e sócio-econômicas da RMC 3 Levantar dados sobre o segmento industrial na RMC: localização, porte, ramo de atividade 4 Pesquisar dados secundários sobre inventário de resíduo sólido industrial na RMC: geração e destinação de resíduo 5 6 Classificar energeticamente o resíduo considerado para estudo quantitativo Identificar todo o resíduo sólido aproveitado ou passível de aproveitamento energético, considerando a destinação atual 6 56 6 Atividade Identificação do tipo de aproveitamento energético existente ou a ser aplicado ao resíduo considerado para estudo quantitativo Identificação do tipo de aproveitamento energético existente ou a ser aplicado aos resíduos destinados ao estudo qualitativo 7a Projeção qualitativa do aproveitamento energético identificado aos demais municípios da amostra pesquisada 8a Quantificação da energia aplicando fatores de conversão de acordo com o tipo de resíduo e mecanismo de aproveitamento energético considerado Elaboração de quadro resumo qualitativo do aproveitamento energético para a amostra pesquisada 9a 7b 8b Totalização da quantidade de energia associada ao resíduo sólido industrial da amostra pesquisada (Energia aproveitada e potencial teórico) 9b FIGURA 4.1 – Fluxograma da aplicação da metodologia para avaliação do potencial energético associado ao resíduo sólido industrial da RMC Para efeito de verificação foram feitas as seguintes considerações na aplicação do roteiro metodológico proposto: • verificou-se o tipo de energia aproveitada (análise qualitativa) para a totalidade do resíduo presente na amostra, de modo a obter-se um panorama da situação do tratamento energético de resíduo na RMC; • considerou-se, para avaliação quantitativa da energia, o resíduo sólido industrial não perigoso, com fatores de conversão energética amplamente conhecidos. Para a reciclagem, utilizou-se fatores de conversão para papel, plásticos, metais-ferrosos, etc. No caso da conversão através do biogás, utilizou-se os fatores para resíduo sólido doméstico e esgoto. No caso da incineração, utilizou-se os dados de poder calorífico da madeira, papel, entre outros; 57 • tratou-se, de forma especial, o resíduo não considerado na análise quantitativa, mas que possui, em alguns municípios, aproveitamento energético em andamento. Projetou-se qualitativamente as possibilidades de aproveitamento energético desse resíduo para os demais municípios da RMC; e, • o procedimento, apresentado no item 3.1.10 não foi efetuado, pois seria necessária a realização de estudos econômicos, ambientais, entre outros, que demandariam equipes multidisciplinares, recursos financeiros e tempo incompatíveis com a natureza desta pesquisa. 4.1 Caracterização da RMC Apresenta-se, neste item, uma breve caracterização da RMC, correspondendo aos procedimentos 1 e 2 do fluxograma da FIG. 4.1. 4.1.1 Definição espacial da área de estudo A Região Metropolitana de Campinas está localizada na porção noroeste do Estado de São Paulo, entre 22º 30’ e 23º 15’ de latitude sul e 46º 30’ e 47º 00’ de longitude oeste, com um perímetro de, aproximadamente, 443 km e ocupa uma área de 3.673 km², o equivalente a 1,5% da superfície estadual. Dos 19 municípios que compõem a RMC, Campinas possui a maior parcela do território metropolitano, quase 900 km², ou cerca de 1/4 da área total. Nova Odessa e Holambra, ambos com 62 km² de extensão, constituem os menores municípios em termos de área (EMPLASA, 2002). Apresenta-se nas figuras 4.2 e 4.3 os mapas de localização no Estado de São Paulo e da divisão político- administrativa da RMC. Pode-se observar, no anexo B, o mapa da região situando a RMC nas bacias dos rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí. 58 FIGURA 4.2 Localização da RMC no Estado de São Paulo Fonte: EMPLASA(2003a) FIGURA 4.3 Divisão político-administrativa da RMC (idem) Fonte: EMPLASA (2003a) 59 4.1.2 Características sócio-econômicas e institucionais Fonseca, Davanzo e Negreiros (2002) situam a criação da RMC como um extraordinário avanço institucional da política urbana e, também, um grande desafio ao planejamento e implantação de políticas públicas. A Região Metropolitana de Campinas, criada pela Lei Complementar n° 870, de 19/06/2000, é composta por 19 municípios: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo e possuia uma população de 2,3 milhões de habitantes em 2000. Gonçalves e Semeghini (2002) consideram a formação da metrópole Campineira como uma manifestação, a nível nacional, da organização espacial do capitalismo contemporâneo. Para os autores, esta nova configuração do desenvolvimento urbano, expressa em Campinas, é dirigida tanto por interesses do capital imobiliário quanto pela mudança tecnológica que transforma mercados e formas de produção, originando profunda reestruturação nas relações entre campo e cidade, entre cidades, entre estados e regiões no espaço nacional e entre as nações. Pires e Santos (2002) consideram que o papel de metrópole de Campinas foi reforçado na década de 90, quando esta reuniu as características populacionais, econômicas, espaciais e de relações complexas entre os municípios que a compõem. Destacam, ainda, as dificuldades e mazelas das grandes aglomerações humanas presentes em Campinas, como: o provimento de infra-estrutura física e social a toda população, a expansão desordenada em detrimento da qualidade ambiental e, especialmente, o comprometimento dos recursos hídricos e o crescimento da violência urbana. Estes autores, citando Rochefort, ressaltam que uma metrópole se caracteriza por concentrar a gestão do capital e por abrigar segmentos específicos do setor terciário voltados para a alta gestão de empresas e serviços de atendimento ao capital. Na visão de Fonseca, Davanzo e Negreiros (2002), o que caracteriza Campinas como metrópole não é apenas sua dimensão populacional, econômica ou as características clássicas de 60 conurbação e dependência funcional, mas, sobretudo, a intensa articulação econômica, social e cultural existente entre seus distintos sub-espaços. Para estes autores, a metrópole Campineira estrutura-se como um ambiente urbano singular, marcado pelo dinamismo e modernidade da base econômica, mas ao mesmo tempo, herdeiro das inúmeras carências sociais que caracterizam as cidades brasileiras. A Região Metropolitana de Campinas apresenta um dinamismo econômico destacado no Estado e no País. Segundo Bueno, Machado e Silva Filho (2002), os seguintes fatores fizeram a RMC adquirir importância nacional: as características históricas de desenvolvimento, a intensificação de seu processo de crescimento econômico, a dinamização de setores de indústria de ponta, o incremento da mão de obra qualificada, a ampliação do setor terciário e sua localização estratégica na rede urbana estadual. Segundo Fernandes, Brandão e Cano (2002), a RMC é bastante articulada com a maior metrópole nacional, a Região Metropolitana de São Paulo, RMSP, e exerce intensa centralidade e influência sobre outros importantes centros regionais, não só de São Paulo, como de outros estados limítrofes. Consideram, ainda, que a densidade das conexões e as interdependências das atividades setoriais da economia metropolitana são a marca característica da sua estrutura produtiva, comprovando seu nível de modernização e complexidade. Por outro lado, apesar da riqueza econômica, a região apresenta graves questões sociais e ambientais. Segundo Gonçalves e Semeghini (2002), há três ordens de problemas que ameaçam a qualidade de vida da população: o desemprego, a deterioração ambiental e o estrangulamento na provisão de infra-estrutura, especialmente, em habitação e transporte. Fernandes, Brandão e Cano (2002) observam que a RMC não difere das demais regiões metropolitanas brasileiras, no que se refere às desigualdades na repartição da renda, uma vez que o padrão de produção de riqueza não foi acompanhado pela distribuição na sociedade, necessária para assegurar maior consistência ao modelo de desenvolvimento ocorrido na região. 61 Sevá Filho et all (1997), analisando o processo de agravamento dos riscos técnicos, coletivos e ambientais na região de Campinas, fazem a seguinte observação: “O que estamos vivendo na região de Campinas, SP, são os efeitos intrínsecos desta reprodução econômica e social: - que prima pelo rápido adensamento de pessoas, indústrias e infra-estruturas em alguns trechos da região , - e que se concretiza pela intensa mobilidade geográfica das pessoas, das mercadorias e dos resíduos entre municípios da mesma região, de regiões vizinhas em SP e no Sul de Minas, e de outras regiões do país.” Observa-se que a RMC reflete, em nível regional, a realidade global analisada por Altvater (1995), Barbosa (1999), Guimarães (1999), entre outros, que destacam o estilo de desenvolvimento do século XX, caracterizado pelas atividades do capitalismo industrial e pela intensificação dos riscos representados pelo crescimento da pobreza, violência, degradação ambiental, escassez de recursos naturais, etc. Cano e Brandão (2002) afirmam que a escala e complexidade dos problemas metropolitanos conduzem à necessidade de uma abordagem integrada e compartilhada (co-responsabilidade), uma vez que não estão circunscritos num único município ou passíveis de inserções pontuais ou descontínuas. Ventura e Brandão (2002) destacam que a dinâmica espacial e de crescimento da região engendra situações de complexo tratamento e que, apesar dos 19 municípios integrantes da RMC se inter-relacionarem política, econômica, social e ambientalmente, as estratégias estabelecidas em conjunto são mínimas. Os autores propõem uma estratégia de ação integrada com o estabelecimento de parcerias, contratos, convênios ou consórcios intermunicipais, para um melhor enfrentamento das dificuldades de reordenamento e desenvolvimento urbano-regional. 62 4.1.2.1 Institucionalização da RMC Segundo Davanzo e Negreiros (2002), a institucionalidade da Região Metropolitana de Campinas é regulada pela Lei Complementar nº 870, de 19 de junho de 2000, que define as normas relativas à sua criação e organização. De acordo com essa lei, a RMC é integrada por um conjunto de 19 municípios, sua criação está inserida no âmbito da política de planejamento e organização espacial do Estado de São Paulo e tem o objetivo de integrar a organização, o planejamento e a execução das chamadas funções públicas de interesse comum. Segundo os mesmos autores, a estrutura de gestão da RMC é integrada por um Conselho de Desenvolvimento Metropolitano, órgão central de gestão; um Conselho Consultivo, onde está prevista a participação da sociedade civil; Câmaras Temáticas e Câmaras Temáticas Especiais, voltadas ao acompanhamento do exercício das funções públicas de interesse comum e projetos específicos, respectivamente. Está prevista, ainda, pela LC 870/2000, a criação de uma Autarquia com atribuições para a elaboração de planos, programas e projetos, bem como a consolidação e divulgação de informações estatísticas relacionadas ao planejamento metropolitano. Além da autarquia, está prevista a criação do Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, que deverá integrar o orçamento anual do Estado (Davanzo e Negreiros, 2002). Do ponto de vista político-administrativo, destaca-se, na região, o processo de desmembramento ocorrido na década de 90, com a emancipação de três municípios, Engenheiro Coelho, Hortolândia e Holambra. O município mais antigo é Campinas, com, aproximadamente, 200 anos de emancipação (EMPLASA, 2002). 4.1.2.2 Demografia Fernandes, Brandão e Cano (2002), analisando a importância da participação relativa da RMC e de Campinas na população brasileira e estadual, destacam que a RMC concentra 6,3% da população estadual e 1,4% da brasileira, enquanto Campinas concentra 2,6% da população do 63 Estado e 0,6% da população brasileira. Campinas está entre os 20 maiores municípios do país. Estes autores observam, ainda, que, no período 1970-2000, a população da área atual da Região Metropolitana de Campinas passou de 680.826 para 2.333.230 hab. As taxas anuais de crescimento da RMC, neste período, mantiveram-se sempre maiores que as da RMSP, refletindo o acelerado crescimento econômico e urbanização ocorridos no período. Na TAB. 4.1 são apresentados os dados populacionais para os municípios da RMC. TABELA 4.1 - População e taxa anual de crescimento da RMC por município Município Campinas Sumaré Americana Sta. Bárbara d´Oeste Hortolândia Indaiatuba Valinhos Itatiba Paulínia Vinhedo Cosmópolis Nova Odessa Monte-Mor Pedreira Artur de Nogueira Jaguariúna Sto. Antonio de Posse Engenheiro Coelho Holambra Total da RMC Total do Estado População total – 2000 968.172 196.055 182.084 169.735 151.669 146.829 82.773 80.884 51.242 47.104 44.324 42.066 37.111 35.242 33.089 29.450 18.145 10.025 7.231 2.333.230 36.969.476 Distribuição relativa da população (%) 41,45 8,40 7,80 7,27 6,50 6,29 3,54 3,46 2,19 2,02 1,90 1,80 1,59 1,51 1,42 1,26 0,78 0,43 0,31 100 6,32 Taxa de crescimento anual (%) 1991/2000 1,49 -1,61 1,89 1,74 __ 4,25 2,23 3,06 3,78 3,82 2,12 2,37 4,23 2,6 1,85 1,84 2,66 __ __ 2,51 1,76 1981/1991 2,24 7,55 2,13 5,99 __ 5,46 3,02 3,63 5,32 4,08 4,24 4,1 5,61 2,47 5,28 4,62 2,54 __ __ 3,51 2,13 1970/1980 5,86 16,01 6,29 9,47 __ 6,3 4,75 3,91 6,84 5,78 6,74 10,14 5,82 3,57 4,59 3,89 3,38 __ __ 6,49 3,49 Fonte: Elaborado com base em Fernandes, Brandão e Cano (2002) Observa-se, na TAB. 4.1, que a população da RMC está desigualmente distribuida. Seis, dos dezenove, municípios abrigam 78% da população da região (PIRES e SANTOS, 2002). As maiores taxas de crescimento anual são encontradas nos municípios do entorno do municípiosede. A participação da RMC no total da população do Estado subiu de 3,8%, em 1970, para 6,3%, em 2000 (FERNANDES, BRANDÃO e CANO, 2002). Em relação ao padrão demográfico da RMC, Fernandes, Brandão e Cano (2002) confirmam a afirmação anterior, ressaltando que a RMC apresenta, desde o início da década de 80, 64 comportamento demográfico semelhante ao das metrópoles nacionais já consolidadas, com o decréscimo da participação da população do município sede no total regional e o crescimento dos municípios do entorno, com taxas de crescimento mais elevadas que as do município sede. A densidade média da RMC é de 634 hab/km². A densidade demográfica para os municípios situados ao longo das vias Anhanguera e Bandeirantes são as maiores registradas na região no ano 2000, destacando-se o município de Hortolândia com 2.433 hab/km², seguido de Americana, Sumaré e Campinas, com 1.262, 1.192 e 1.090 hab/km², respectivamente. A mais baixa densidade encontrada na região é de 90 hab/km², no município de Engenheiro Coelho (EMPLASA, 2002). A taxa de urbanização para a RMC é alta, chegando a 97,1% em 2000 (FERNANDES, BRANDÃO e CANO, 2002). 4.1.2.3 Economia A economia da região é marcada pela diversidade da estrutura produtiva, apresentando um parque industrial moderno, caracterizado por atividades tecnologicamente avançadas, estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e dinâmica e um terciário de expressiva especialização (EMPLASA, 2003a). Destaca-se o desempenho recente do setor terciário, que tornou nítida a emergência da metrópole, com a consolidação de aparatos setoriais de serviços voltados ao mercado estadual e mesmo nacional (FERNANDES, BRANDÃO e CANO, 2002 e GONÇALVES e SEMEGHINI, 2002). De acordo com Fernandes, Brandão e Cano (2002), a RMC possui a mais expressiva concentração industrial do interior do Estado de São Paulo e tem ampliado sua participação na última década, quando o Valor Agregado (VA) da indústria de transformação da região cresceu de 8,1% do total do Estado, em 1980, para 10,4%, em 1998. Um outro indicador da importância do setor industrial da região refere-se à participação da RMC na produção industrial da Região Administrativa de Campinas (RAC). A RAC está em segundo lugar em termos da produção 65 industrial do país (inferior apenas à São Paulo) e a RMC contribui com mais de 50% do VA na indústria da Região Administrativa. A agricultura destaca-se pelo emprego de modernas técnicas de manejo, pela variedade de culturas e, também, pela integração ao setor industrial, formando complexos agro-industriais, como por exemplo, a cana-de-açúcar, laranja e café (EMPLASA, 2002 e FERNANDES, BRANDÃO e CANO, 2002). As atividades de comércio e serviços têm sido bastante estimuladas pela grande concentração industrial e agro-industrial da região, que demanda atividades de apoio à produção através de redes de comercialização atacadista e varejista, armazenamento, transportes, serviços financeiros e de comunicações, entre outros (EMPLASA, 2002). A respeito da importância relativa dos setores econômicos, observa-se que o setor terciário apresentou um crescimento mais significativo que os demais setores. Para o município de Campinas, os recursos gerados pela indústria correspondem a 41,25% do montante proveniente das atividades desenvolvidas pelo município (EMPLASA, 2002). Em termos de perspectivas de manutenção dos investimentos privados, a EMPLASA (2002) considera que o dinamismo da região persistirá devido às características de atratividade existentes. O ritmo de crescimento deverá ocorrer em níveis inferiores ao observado anteriormente, devido às crises incidentes no último semestre de 2001, relacionadas ao programa de contenção de energia elétrica. De acordo com Fernandes, Brandão e Cano (2002), a Região apresenta um Produto Interno Bruto (PIB) de 25 bilhões de dólares. Sua renda per capita é bastante significativa, se comparada à do Estado de São Paulo e Brasil: 7.500 dólares contra 4.900 dólares e 3.000 dólares, respectivamente. A RMC ocupa posição peculiar na rede urbana brasileira, uma vez que, apesar de ser classificada como metrópole regional, a RMC apresenta maior dinamismo que muitas das metrópoles classificadas como metrópole nacional. 66 4.1.3 Características físico-ambientais A geomorfologia da Região Metropolitana de Campinas caracteriza-se pela presença do Compartimento Geomorfológico denominado Depressão Periférica Paulista na quase totalidade do seu território. Suas formas de relevo são colinosas, compostas por colinas amplas e médias, predominando os interflúvios de topos aplainados, com perfis convexos de relevo dissecados. As altitudes variam de 680 a 690 metros (EMPLASA, 2002). O clima está sob o domínio do Sistema Atmosférico Tropical Atlântico e do Tropical Continental, recebendo constantes influências das massas Polares Atlântica e dos Ventos Alísios de Sudeste. Apresenta períodos chuvosos no verão e invernos mais secos, com índices pluviométricos médios acima de 260 milímetros em janeiro e, em agosto, apresentando registros em torno de 38 milímetros, que conferem características de Clima Tropical à região (EMPLASA, 2002). O município de Campinas apresenta temperatura média entre 18 e 22°C, nos meses de maio a setembro, e entre 22 e 24°C, nos meses de outubro a abril. A precipitação média anual é de 1.470 mm, sendo que cerca de 80% ocorre no período de outubro a março (CETESB, 2003a). Os ventos predominantes são do quadrante Este a Sul. Assim, como na RMSP, durante o período seco a umidade relativa chega a atingir valores de 15%, principalmente no mês de setembro, acarretando um grande desconforto à população (CETESB, 2003a). Ao observar o mapa 1, no anexo, A, verifica-se que a rede hidrográfica da região pertence às bacias dos rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí. A RMC está situada na porção central da Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí - UGRHI 05 e encontra-se, quase inteiramente, inserida na UGRHI 05, ocupando cerca de 25% do território desta unidade. Apenas o município de Engenheiro Coelho possui parte do seu território na UGRHI 09 – Mogi Guaçu (CBHPCJ, 2000a). Na TAB. 4.2, observa-se as sub-bacias onde os municípios da RMC estão inseridos. 67 TABELA 4.2 - Sub-bacias da UGRHI 05 por município da RMC Município Artur Nogueira Campinas Cosmópolis Engenheiro Coelho Holambra Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte Mor Nova Odessa Paulínia Pedreira Santa Bárbara d'Oeste Santo Antônio de Posse Sumaré Valinhos Vinhedo Sub-bacia Baixo Jaguari Rio Atibaia, Rio Capivari Baixo Jaguari UGRHI 09 – Mogi Guaçu Baixo Jaguari Alto Piracicaba Rio Capivari, rio Jundiaí Rio Atibaia Alto Jaguari, Rio Atibaia Rio Capivari Alto Piracicaba, Rio Atibaia Rio Atibaia, Rio Camanducaia, Alto Jaguari Alto Piracicaba Baixo Jaguari, rio Camanducaia Alto Piracicaba Rio atibaia, Rio Capivari Rio Capivari Fonte: Baseado em CBHPCJ (2000b) 4.1.3.1 Urbanização na RMC Ventura e Brandão (2002), enfocando a dinâmica econômica e demográfica da RMC e seus impactos sócio-ambientais, alertam para o agravamento do conjunto de complexas e graves questões sócio-econômicas relativas à RMC. Os autores destacam o acelerado crescimento demográfico urbano, acompanhado de perfis regressivos da renda pessoal, que condicionou enormes demandas sociais que não foram atendidas pelo Estado. Os autores denominam de “arrebentação urbana” ao rápido e complexo processo de urbanização ocorrido na região, com a passagem de uma urbanização “suportável” para uma urbanização “caótica”. Para Bueno, Machado e Silva Filho (2002), a consolidação de vetores de desenvolvimento e complementaridade urbana resultaram na saturação da infra-estrutura rodoviária, em déficits habitacionais, em exclusão territorial, em conflitos e disputas pelo uso da água, no comprometimento da paisagem e dos atributos naturais remanescentes, em violência e criminalidade, em uma escala que extrapola, atualmente, a própria Região Metropolitana de Campinas. 68 De acordo com Yahn e Giacomini (2002), a RMC convive com conflitos entre os diversos usos simultâneos que se faz dos recursos hídricos das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A região está classificada como de escassez hídrica e os conflitos tanto referentes à quantidade como à qualidade das águas, são agravados pelo tipo de clima da região, ausência de reservatórios de regularização, transferência de parte da vazão para a bacia do Alto-Tietê, ausência de tratamento de esgoto nas principais cidades e poluição oriunda de despejos industriais clandestinos, entre outros. Segundo Bueno, Machado e Silva Filho (2002), a RMC é composta por um conjunto de municípios com diferentes graus de urbanização e industrialização, com índices de risco ambiental, de qualidade de vida e de saturação de infra-estrutura básica bastante heterogêneos. Pires e Santos (2002) consideram o padrão de urbanização da RMC seletivo e excludente, engendrando e/ou expandindo a verticalização em diferentes municípios, favorecendo o surgimento de condomínios fechados, horizontais, para a classe média e, ao mesmo tempo, aumentando o contingente de população pobre, habitando bairros periféricos sem infra-estrutura urbana e favelas, em quase todas as cidades, independendo de seu porte. Verifica-se, no território metropolitano, uma mistura de características rurais e urbanas, apresentando tanto problemas sociais, espelhados na violência urbana, furto da produção nas áreas agrícolas, aumento do tráfego e acidentes de trânsito, quanto de problemas ambientais decorrentes do aumento de fontes dispersas da poluição do ar e de produção de resíduo sólido (BUENO, MACHADO E SILVA FILHO, 2002). Verifica-se que a metrópole campineira apresenta os problemas característicos das metrópoles modernas, descritos por Bueno, Machado e Silva Filho (2002), Grostein e Jacobi (2003) e Urbini, Conti e Gavasci (1999), que destacam a capacidade destas regiões urbanas de transformar os ecossistemas naturais, intensificar a dicotomia riqueza e pobreza e provocar degradação ambiental, entendendo o problema do resíduo como resultante do modelo de desenvolvimento da sociedade contemporânea. 69 4.1.3.2 Geração e destinação de resíduo urbano na RMC De acordo com os dados apresentados na TAB. 4.3, verifica-se, para a Região Metropolitana de Campinas, uma produção de 1.275 t/dia de resíduo ou 465.375 t/ano, representando uma produção per capita média de 0,56 kg/hab/dia. No que se refere à destinação do resíduo sólido urbano, observa-se que 47% dos municípios possuem condições consideradas adequadas de disposição dos resíduos pela CETESB (CETESB, 2002b), conforme pode ser visto na FIG. 4.4. TABELA 4.3 - Situação do resíduo sólido e esgoto sanitário na RMC Município Americana Artur Nogueira Campinas Cosmópolis Engenheiro Coelho Holambra Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte Mor Nova Odessa Paulínia Pedreira Santa Bárbara d'Oeste Santo Antônio de Posse Sumaré Valinhos Vinhedo Total População Urbana (2000) 181.650 30.437 951.824 42.511 7.004 3.958 151.669 144.528 65.602 25.669 33.980 41.106 50.677 34.155 167.574 14.637 193.266 78.319 46.063 2.264.665 Situação Resíduo Sólido Res. Sólido (t/dia) 90,8 12,2 666,3 17,0 2,8 1,6 75,8 72,3 26,2 10,3 13,6 16,4 20,3 13,7 83,8 5,9 96,6 31,3 18,4 1.275,3 IQR (2000)* (4,7) (3,6) 6,5 (2,8) 8,3 9,3 (5,1) 8,7 8,5 9,4 7,1 9,3 8,9 6,4 7,1 (1,9) (5,1) 8,3 8,7 - *IQR – Índice de Qualidade de Aterros de Resíduos Fonte: CETESB (2002a) e CETESB(2002b) 70 Situação Esg. Sanitário Tratamento (%) 72 0 7 0 0 5 0 10 0 0 0 0 0 0 4 1 0 0 70 - 32% 47% adequado controlado inadequado 21% FIGURA 4.4 - Situação da RMC quanto à qualidade dos aterros de resíduo sólido urbano (% da qualidade por município) Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2002b) Quanto ao esgoto sanitário, apresenta-se, também, na TAB. 4.3, o índice de tratamento por município e a carga poluidora remanescente lançada nos corpos d’água. Pode-se observar que, dos 19 municípios, apenas, 7 possuem parte do esgoto tratada. Do volume total de esgoto coletado, apenas, 9,6% é tratado. No entanto, o Plano de Gestão para a UGRHI 05 prevê aumento nos índices de tratamento de esgoto. Na FIG. 4.4 está apresentado o percentual de municípios da RMC, de acordo com o índice de vazão de esgoto tratada. sem tratamento até 10% tratado 11% acima de 70% tratado 26% 63% FIGURA 4.5 - Situação da RMC quanto ao índice de esgoto tratado (% dos municípios) Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2002a) 71 A RMC apresenta um desempenho bem abaixo da média brasileira quanto ao percentual de volume de esgoto tratado em relação ao coletado: são 9,6% contra 35%, respectivamente (O SANEAMENTO..., 2002). Destaca-se que 63% dos municípios da RMC não contam com sistemas de tratamento de esgoto. Quanto à destinação de resíduo sólido, a situação é mais favorável, uma vez que 68% dos municípios dispõem de aterro em situação controlada ou adequada. 4.1.3.3 Resíduo sólido industrial na RMC Segundo Bueno, Machado e Silva Filho (2002), a região de Campinas tem recebido, desde a década de 60, atividades poluidoras de grande impacto. Estes autores observam que, das 255 áreas contaminadas no Estado, 40 situam-se na RMC, destacando que a maioria das atividades poluidoras é industrial. De acordo com Ventura e Brandão (2002), as prefeituras da RMC não dispõem de maiores informações sobre o resíduo industrial, cuja responsabilidade de fiscalização é da CETESB, que, por sua vez, não conta com um banco de dados ou inventário geral atualizado sobre o destino do resíduo sólido gerado pelas indústrias da região.O Inventário de Resíduos Sólidos Industriais, nos municípios da RMC, foi realizado pela CETESB e concluído em 1997. Desde então, não houve nenhuma outra pesquisa deste tipo na região. 4.2 Perfil do setor industrial na RMC Apresenta-se, neste item, a caracterização do setor industrial da RMC, correspondendo à atividade 3 do fluxograma da FIG. 4.1. 72 4.2.1 Características gerais A estrutura industrial da RMC é integrada e diversificada. A região reúne a quase totalidade dos tipos de setores industriais presentes no Estado, apresentando empresas de alta tecnologia, articuladas em complexas cadeias de produção, como é o caso das montadoras de veículos, o setor de telecomunicações, metalurgia, mecânica, informática e micro eletrônica (EMPLASA, 2002). Observa-se, nos dados apresentados na TAB. 4.4, a evolução da participação dos diversos ramos na estrutura do setor industrial da RMC. Os setores industriais que mais cresceram, em termos de participação na produção industrial entre 1980 e 1998, foram os de material elétrico, de comunicações e o farmacêutico. Continuaram em níveis significativos, os ramos químico e têxtil. A indústria de bebidas cresceu, principalmente, em Jaguariúna e o setor de material elétrico e de comunicações expandiu-se, principalmente, em Campinas, Jaguariúna e Indaiatuba (FERNANDES, BRANDÃO e CANO, 2002). TABELA 4.4 Participação na produção industrial dos diversos ramos na indústria de transformação da RMC (%) Nome do setor Total Material de transporte Metalúrgica Material elétrico e de comunicações Produtos químicos Produtos alimentícios Produtos têxteis Produtos farmacêuticos, médicos e perfumaria Produtos minerais não metálicos Papel e papelão Produtos mecânicos Vestuário, calçado e artefatos de tecidos Material plástico Produtos de borracha Bebidas, líquidos alcoólicos e vinagre Mobiliário Editorial e gráfica Diversos (I e III) Diversos (II) Artigos e artefatos de madeira Produtos do reino vegetal in natura Produtos de animais in natura –frigoríficos Fumos e produtos derivados Pedra e outros materiais de construção Couro, pele e produtos similares Outras indústrias 1980 100,0 14,0 3,9 5,6 18,3 4,4 14,0 6,3 2,7 5,5 5,8 1,5 0,8 3,9 0,3 1,1 0,3 0,2 13,0 0,2 0,0 1,2 _ 0,1 0,3 0,0 Fonte: Fernandes, Brandão e Cano, 2002 73 1985 100,0 13,6 3,8 4,5 15,8 2,6 14,9 7,5 3,0 6,1 4,6 1,8 0,7 5,4 0,3 0,8 0,2 0,9 17,1 0,2 0,1 0,6 _ 0,0 0,3 0,0 1990 100,0 12,8 4,4 3,5 22,3 3,5 14,4 5,4 2,4 5,5 4,0 1,8 1,7 3,6 0,6 0,5 0,2 0,5 16,2 0,4 0,1 0,5 _ 0,1 0,2 0,0 1995 100,0 14,0 5,6 8,5 27,2 4,5 9,9 5,6 2,1 3,2 4,4 1,7 1,7 3,6 2,9 0,4 0,7 0,7 2,1 0,3 0 0,7 _ 0,0 0,0 0,0 1998 100,0 13,2 5,2 13,8 13,4 4,4 9,1 9,9 1,9 5,7 5,4 1,2 1,5 4,8 3,2 0,2 1,0 1,6 1,6 0,4 0,1 0,7 _ 0,1 0,0 0,0 Dados da Emplasa (2003b) mostram a distribuição e a participação percentual do total de estabelecimentos por ramo industrial presentes no Estado de São Paulo e na RMC(TAB. 4.5). Observa-se a predominância dos setores metalúrgico e têxtil. TABELA 4.5 Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo, no Estado de São Paulo e na RMC Ramo Indústria de Transformação Alimentos e Bebidas Metalúrgica Confecção de Vestuários e Acessórios Edição, Impressão e Reprodução de Gravação Móveis e Indústrias Diversas Minerais Não-Metálicos Química Madeira Veículos e Equipamentos de Transporte(1) Borracha e Plástico Elétrico, Eletrônico, Equip.de Comunicações e Instrumentação(2) Têxtil Couro, Calçados e Artigos de Viagem Pastas, Papel e Produtos de Papel Refino de Petróleo, Combustíveis Nucleares e Coque Fumo Indústria da Construção Outras Atividades Industriais(3) Total RMC 5.692 482 1.307 654 348 391 515 290 165 152 298 268 688 30 96 7 1.526 110 7.328 % 77,8 6,6 17,8 8,9 4,7 5,3 7,0 3,9 2,2 2,0 4,1 3,6 Estado 73.957 7.492 15.705 10.634 5.547 6.429 5.100 3.423 2.081 1.967 4.504 3.509 % 75,4 7,6 16,0 10,8 5,7 6,6 5,2 3,5 2,1 2,0 4,6 9,4 0,4 1,3 0,9 20,8 1,5 100,0 3.297 2.873 1.269 106 21 21.766 2.415 98.138 3,4 2,9 1,3 0,1 0,0 22,2 2,5 100,0 3,6 (1) Fabricação e montagem de veículos automotores, reboques e carrocerias. (2) Aparelhos e materiais elétricos, eletrônicos, de comunicações, instrumentação para usos médico-hospitalares, odontológicos, instrumentos de medida, teste e controle. (3) Inclui extração de minerais e serviços industriais de utilidade pública. Fonte: baseado em EMPLASA (2003b) Já os dados da SEADE (2003) mostram o total de estabelecimentos industriais existentes por município, na RMC, TAB. 4.6. Observa-se que, independentemente, do porte, Campinas e Americana concentram quase 50% do total de estabelecimentos industriais. TABELA 4.6 Total de estabelecimentos industriais, por município, em 2001 Município Campinas Americana Indaiatuba Santa Bárbara d´Oeste Valinhos Itatiba Sumaré Pedreira nº de estabelecimentos 2.653 1.096 618 605 405 394 359 307 % 34,2 14,1 8,0 7,8 5,2 5,1 4,6 4,0 continua... 74 TABELA 4.6 Total de estabelecimentos industriais, por município, em 2001 conclusão. Município Vinhedo Nova Odessa Hortolândia Paulínia Jaguariúna Cosmópolis Athur Nogueira Monte Mor Santo Antonio de Posse Holambra Engenheiro Coelho Total nº de estabelecimentos 228 217 196 193 116 104 90 85 50 26 14 7.756 % 2,9 2,8 2,5 2,5 1,5 1,3 1,2 1,1 0,6 0,3 0,2 100,0 Fonte: Elaborado com base em SEADE (2003) Segundo Fernandes, Brandão e Cano (2002), há um amplo leque de especializações produtivas nos municípios da RMC. Estes autores listam a distribuição de alguns gêneros industriais organizados na TAB. 4.7. TABELA 4.7 Especializações produtivas, por município, na RMC Ramo Alimentar Têxtil Minerais não metálicos Metalurgia Produtos mecânicos Material de transporte Papel e papelão Química Plásticos Produtos médicos, farmacêuticos e perfumaria Material elétrico e de comunicações Fonte: Baseado em Fernandes, Brandão e Cano (2002) Municípios Campinas, Santa Bárbara e Valinhos Americana, Santa Bárbara e Nova Odessa Pedreira Campinas, Indaiatuba, Santa Bárbara e Sumaré Campinas, Hortolândia, Indaiatuba e Santa Bárbara Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Nova Odessa, Sumaré e Valinhos Valinhos Paulínia e Sumaré Sumaré Campinas e Valinhos Pedreira, Hortolândia, Jaguariúna e Campinas Ainda, segundo estes autores, apresenta-se na TAB. 4.8 o nome das principais empresas por município. 75 TABELA 4.8 Algumas das principais empresas industriais da RMC Município Americana Artur de Nogueira Campinas Cosmópolis Engenheiro coelho Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte-Mor Nova Odessa Paulínia Pedreira Santa Bárbara d´Oeste Sumaré Valinhos Vinhedo Nome Goodyear, Alpargatas, Fibra Dunlop, Polyenka, Ficap, Toyobo, Degussa, Huls, Shlumbeger, Cerdec, Cerâmicos, Corttex, Dahruj, Novafio, Barblocher, Tabacow, Tecelagem Jacyra, Tecelagem Jolitex, KSB Bombas hidráulicas Tecelagens Teka e Oriente, Expambox Acer, Alcatel, Hewlett Packard, Nortel, Qualcomm, Benteler automative, Robert Bosch, GE/Dako, Ashland Resinas, Kirkwood, Benchmark Electronics, Texas Instrumentos, Clark, Gevisa, Valeo, Pirelli, GT, Merk Sharp edohme farmacêutica, Siemens, Singer, Prodome, Sigma Pharma DKW, Eli-Lilly,Usina Éster, Pananco/Spal (Coca Cola) TRW Automotive, Citrus Kiki IBM, Group technologies, BS-Continental Dow Corning, Magneti Marelli, Bemaf, Cerâmicas Sumaré, Celestica, Cozinhas Oli Gonvarri, GKN Sinter Metals, Indústria Paulista, Nature´s Plus, Polimec, Saftline, Tornomatic, Trafo, E.M.S, Pró-tipo, Tech Town / inpar, Horizon Cablevision e Sanmina Toyota, Ogura Cluth, Plateck Palitos Gina, Cozinhas Fênix, Valeo, Têxtil duomo, Elizabeth Scavone Johnson, Pena Branca, Antártica, Metalcabo Metal Container, BYK, Delphi, Packard, Compaq, Motorola e IBR Tetra Park, Magal Nova Plast, KS Pistões, Ober S.A, Tecelagem Hudtelfa, Titex Rhodia, Replan, Shell, ICI, Dupont, Cargill Du Pont do Brasil ltda, Hercules Asga, Microeletrônica, Pena Branca Avicultura Arneg Refrigeração, Yakult, Purina, Nutriara alimentos Isoladores Santana, Valclub Industrias Romi, W Sita, Têxtil Canatiba JTS Equipamentos Hidráulicos, Mazak Sulamericana, Sabará Produtos de Limpeza e Saneamento, Meplastic Brinquedos, Cermatex Tecidos, Bionata Produtos Alimentícios, Helifab Bombas Helicoidais Covolan Indústria Têxtil, Suzigan Indústria Têxtil, Tecelagem Wiezel S/A, Tecelagem Campo Belo, Cotonifício Beltramo, Koller do Brasil, A.J.Cozinhas Industriais e Refrigerantes Esportivo 3M do Brasil, Honda, Schneider, Teka, Buckman, Assef Maluf e Filhos, Plastificio Selmi, Villares Metais S.A, Sherwin Willians Termotécnica, Consulplast Unilever, Pastifícios Vesúvio e Dê Eaton –ex-Clark, Rigesa, Cartonifício Valinhos, Westvaco, Vitória Gessy Lever, Globo Cochrane Gráfica, Carborundum, Quest Insternational, Avery Dennison, Sylvania, Crown Embalagens, Baluff Controles Eletrônicos e Thorton Impec Fonte: Fernandes, Brandão e Cano (2002) 4.2.2 Cadastro industrial da Fiesp: distribuição dos estabelecimentos segundo o porte, localização e ramo de atividade na RMC A FIESP (2002b) possui cadastro composto por 15.200 empresas no Estado de São Paulo, organizado por ramo de atividade, porte e localização. Apresenta-se na TAB. 4.9 a distribuição dos estabelecimentos industriais no Estado de São Paulo, por regiões administrativas e porte. A FIESP considera como critério para definição do porte o número de funcionários do estabelecimento industrial. Assim, a micro empresa possui entre 1 a 9 funcionários; a pequena empresa, entre 10 e 99 funcionários; a média empresa, entre 100 e 400 funcionários; e, a grande empresa, mais que 500 funcionários. 76 TABELA 4.9 Distribuição dos estabelecimentos industriais do Estado de São Paulo por regiões administrativas e porte Regiões Administrativas Região Metropolitana de São Paulo Região Admin de Registro Região Admin de Santos Região Admin de São José dos Campos Região Admin de Sorocaba Região Admin de Campinas Região Admin de Ribeirão Preto Região Admin de Bauru Região Admin de São José do Rio Preto Região Admin de Araçatuba Região Admin de Presidente Prudente Região Admin de Marília Região Admin Central Região Admin de Barretos Região Admin de Franca Total dos Setores Micro Empresa 827 1 18 39 90 211 39 70 30 11 43 41 34 5 14 1.471 Pequena Empresa 6.418 18 75 317 714 2.306 269 332 357 185 113 219 286 37 238 11.882 Média Empresa 1.660 1 24 93 239 620 76 61 83 53 25 51 59 12 62 3.120 Grande Empresa 249 0 4 35 38 122 17 20 10 14 7 13 17 8 13 567 Total Geral 9.154 20 121 484 1.081 3.259 401 483 480 263 188 324 396 62 327 17.040 Fonte: FIESP (2002b) Apresenta-se, nas tabelas 4.10 a 4.12, os resultados obtidos, para RMC, em pesquisa no cadastro FIESP (2002a), considerando a distribuição dos estabelecimentos industriais por porte, por município e ramo de atividade. TABELA 4.10 Distribuição dos estabelecimentos industriais, segundo o porte, na RMC Porte Grande Médio Pequeno Micro Total Número de Estabelecimentos 57 236 814 90 1197 % 5 20 68 8 100 Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Observa-se que o total de estabelecimentos cadastrados junto à FIESP corresponde a, aproximadamente, 15% do total de estabelecimentos existentes na RMC, considerando-se os dados apresentados na TAB. 4.6. Verifica-se, ainda, a predominância de estabelecimentos de porte pequeno e micro na amostra cadastrada pela FIESP. 77 TABELA 4.11 Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, na RMC Quantidade Ramo Alimentícia Artefatos de Plástico Papel, Celulose e Artefatos de Papel Metalurgia Básica Equipamentos Médicos Bebida Equipamentos de Informática Produtos de Petróleo e Álcool Fabricação de Material Eletrônico Fabricação de Máquinas e Equipamentos Fabricação de Materiais Elétricos Fabricação de Veículos Têxtil Produtos Químicos Fabricação de Produtos Minerais não Metálicos Borracha Vestuário Fabricação de Produtos de Metal Móveis Calçados Indústrias diversas Produtos de Madeira Equipamentos de Transporte Fabricação de Produtos de Couro Reciclagem Máquinas de Escritório Coque Total 81 72 34 33 28 8 6 2 21 121 23 47 168 126 77 19 75 136 39 6 31 15 5 2 3 18 1 1.197 % 6,8 6,0 2,8 2,7 2,3 0,7 0,5 0,2 1,7 10,1 1,9 3,9 14,0 10,5 6,4 1,6 6,2 11,3 3,2 0,5 2,6 1,2 0,4 0,2 0,2 1,5 0,1 100,0 Fonte: FIESP (2002a) Quanto aos ramos de atividade, o cadastro FIESP apresenta uma predominância nos ramos têxtil, químico, fabricação de produtos de metal, máquinas e equipamentos, entre outros. Apesar do uso de denominações diferenciadas para descrição do ramo de atividade industrial, verifica-se um comportamento semelhante entre a distribuição dos ramos de atividade no cadastro FIESP e os dados para a RMC, apresentados na TAB. 4.5. Consta na TAB. 4.12 a distribuição dos estabelecimentos industriais por município. Observa-se a coincidência com os dados apresentados, na TAB. 4.6, referentes à RMC. 78 TABELA 4.12 Distribuição dos estabelecimentos industriais, por município, na RMC Município Campinas Amparo Valinhos Vinhedos Americana Jaguariúna Monte-Mor Sumaré Paulínia Hortolândia Cosmópolis Indaiatuba Nova Odessa Artur Nogueira Santa Pedreira Holambra Itatiba Santo Antonio De Posse Total Quantidade 293 1 70 50 150 16 15 52 31 38 16 165 55 16 117 43 4 62 3 1197 % 24 0 6 4 12 1 1 4 3 3 1 14 5 1 10 4 0 5 0 100 Fonte: FIESP (2002a) Estão apresentadas nas figuras B-1 a B-19 a distribuição dos tipos de indústria por município na RMC. 4.3 Inventário do resíduo sólido industrial na RMC Encontra-se, neste item, a apresentação e análise das informações do inventário de resíduo sólido industrial realizado, na RMC, pela CETESB, e concluído em 1997. O inventário foi realizado em atendimento à Resolução nº 06 / 88 (MMA, 2004) e utilizou os critérios para seleção de amostra e de tipo e destinação de resíduo, apresentados nesta resolução, e em documento interno da CETESB denominado Manual do MCE (anexo C). Lima (1998), analisando dados deste inventário, informa alguns condicionantes para sua realização: a seleção da amostra de indústrias correspondeu às determinações da Resolução nº 06 / 88 (MMA, 2004) quanto ao ramo industrial, porte e tipo de resíduo gerado, bem como, utilizouse as indústrias mais importantes quanto à geração e destino de resíduo. Os dados da CETESB (CETESB, 2003c e CETESB, 2003d), referentes ao inventário, estão apresentados nos anexos D e E. 79 Nos sub-itens 4.3.1, 4.3.2 e 4.3.3, trata-se da sistematização dos dados quanto às indústrias inventariadas, à geração de resíduo e à sua destinação, na RMC, respectivamente. O conteúdo apresentado, neste item, corresponde à atividade 4 da FIG. 4.1. 4.3.1 Indústrias inventariadas Apresenta-se, na TAB. 4.13, a abrangência da amostra de indústrias inventariadas na RMC. São 229 indústrias, distribuídas nos 19 municípios da região. A distribuição dos ramos de atividade industrial, por município, e na RMC está apresentada na TAB. 4.14. Observa-se que os ramos industriais predominantes no inventário de resíduo, correspondem a ramos destacados, no item 4.2, por Fernandes, Brandão e Cano (2002), em termos de participação na produção industrial. TABELA 4.13 Distribuição das indústrias inventariadas, por município, na RMC Município Campinas Americana Paulínia Sumaré Indaiatuba Nova Odessa Itatiba Vinhedo Sta. Bárbara D'Oeste Valinhos Hortolândia Cosmópolis Monte Mor Pedreira Jaguariúna Sto. Antônio de Posse Arthur Nogueira Engenheiro Coelho Holambra Total Número de indústrias 50 30 19 18 17 16 15 13 11 11 10 6 3 3 2 2 1 1 1 229 % 21,8 13,1 8,3 7,9 7,4 7,0 6,6 5,7 4,8 4,8 4,4 2,6 1,3 1,3 0,9 0,9 0,4 0,4 0,4 100,0 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 80 2 2 1 1 2 1 2 1 2 1 2 1 1 1 14 10 1 1 1 1 1 Sta. Bárbara D'Oeste Sto. Antônio da Posse Sumaré Pedreira Paulínia Nova Odessa Monte Mor Jaguariúna 3 8 1 1 5 2 1 2 1 1 2 1 1 1 1 1 1 2 4 2 2 Vinhedo 2 1 Itatiba 3 2 6 2 1 1 1 3 1 1 3 2 2 1 1 4 2 1 1 1 1 1 1 1 2 1 1 2 Diversos Mobiliário Couro, peles e produtos similares Plástico Vestuário, calçados e artefatos de tecidos Usinas de produção de concreto e de concreto asfáltico, etc. Serviços de transporte de carga Cooperativa de beneficiamento, industrialização e comercialização Total 1 Valinhos 3 1 Indaiatuba 2 Engenheiro Coelho Holambra 14 1 7 6 2 5 4 1 Hortolândia 6 18 1 Cosmópolis Química Têxtil Metalúrgica Produtos alimentares Mecânica Elétrico, eletrônico e comunicações Equipamentos para veículos automotores Transformação de minerais não metálicos Produtos de Borracha Produtos Farmacêuticos e veterinários Papel e papelão Perfumaria, sabões e velas Bebidas Arthur Nogueira Campinas Município/ Ramo industrial Americana TABELA 4.14 Distribuição dos ramos industriais inventariados por municípios e na RMC 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 30 1 50 1 6 1 Fonte:Elaborado com base em Cetesb(2003c) e Cetesb (2003d) 81 1 1 10 17 15 2 3 16 19 3 11 2 18 11 13 RMC % 55 48 22 21 12 12 12 9 6 6 5 5 4 24,02 20,96 9,61 9,17 5,24 5,24 5,24 3,93 2,62 2,62 2,18 2,18 1,75 4 1 1 1 1 1,75 0,44 0,44 0,44 0,44 1 2 0,44 0,87 1 229 0,44 100,00 4.3.2 Produção de resíduo sólido industrial na RMC Apresenta-se, na TAB. 4.15, a participação percentual, por município, na geração total de resíduo sólido industrial na RMC e a participação percentual, por município, na geração de resíduos sólidos industriais perigoso e não perigoso, de acordo com o levantamento realizado pela CETESB (2003c) e CETESB (2003d). Observa-se que os maiores geradores de resíduo sólido, na amostra pesquisada, correspondem aos municípios de Americana, Campinas, Jaguariúna, Paulínia e Valinhos. TABELA 4.15 Participação percentual, por município, na geração total e por classe de RSI Município Total por Município Americana Arthur Nogueira Campinas Cosmópolis Engenheiro Coelho Holambra Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte Mor Nova Odessa Paulínia Pedreira Sta. Bárbara D'Oeste Sto. Antônio da Posse Sumaré Valinhos Vinhedo TOTAL Resíduo Perigoso Resíduo não Perigoso 69.636,7 3.363,1 56.847,9 14.454,1 4.858,8 28,5 3.067,9 6.764,2 6.011,2 72.222,8 180,0 4.912,3 65.293,5 9.900,0 10.023,9 70,0 31.184,1 48.613,5 3.621,0 411.053,5 43.813,3 367.240,2 % do Total de Total Classe I Resíduos 16,9 0,8 13,8 3,5 1,2 0,0 0,7 1,6 1,5 17,6 0,0 1,2 15,9 2,4 2,4 0,0 7,6 11,8 0,9 100,0 604,9 3,8 1.887,7 7.619,6 26,8 41,5 619,0 1.083,1 4,0 855,4 29.035,4 6,0 15,5 70,0 1.782,6 102,6 55,4 43.813,3 % Total Classe II e III % 1,4 0,0 4,3 17,4 0,1 0,0 0,1 1,4 2,5 0,0 0,0 2,0 66,3 0,0 0,0 0,2 4,1 0,2 0,1 100,0 69.031,8 3.359,3 54.960,2 6.834,5 4.832,0 28,5 3.026,4 6.145,2 4.928,1 72.218,8 180,0 4.056,9 36.258,1 9.894,0 10.008,4 29.401,5 48.510,9 3.565,6 367.240,2 18,8 0,9 15,0 1,9 1,3 0,0 0,8 1,7 1,3 19,7 0,0 1,1 9,9 2,7 2,7 0,0 8,0 13,2 1,0 100,0 Fonte: elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Quanto à geração de resíduo perigoso, verifica-se que o município de Paulínia concentra mais da metade (66,3%) do total de resíduo perigoso gerado na região, seguido dos municípios de Cosmópolis, Campinas e Sumaré. Destaca-se que estes quatro municípios produzem 92,0% do resíduo perigoso inventariado. 82 Quanto à geração de resíduo não perigoso, observa-se que os maiores geradores são os municípios de Jaguariúna, Americana, Campinas e Valinhos. Apesar do município de Jaguariúna não se destacar, quanto ao número de estabelecimentos industriais, aparece como maior produtor de resíduos classe II e III que municípios mais industrializados como Campinas e Americana, provavelmente, isto se deve à escolha do ramo de atividade, porte e produção de resíduo das indústrias selecionadas para o inventário. Verifica-se, na FIG. 4.6, que, em termos relativos, a quantidade de resíduo perigoso, na região, é pequena, refletindo um comportamento semelhante a outros estudos desta natureza. Sua importância pode ser avaliada em termos de conseqüências ambientais e de saúde pública decorrentes do manejo inadequado. 10,7% Resíduos Perigosos Resíduos não Perigosos 89,3% FIG. 4.6 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial na RMC, segundo a periculosidade Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) A distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo na RMC, está apresentada na TAB. 4.16. Consta, do anexo F, a relação com descrição completa dos tipos de resíduos inventariados, na região. TABELA 4.16 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo, na RMC Código A099 A004 A019 A021 A022 Descrição do resíduo* Quantidade (t/ano) 105.520,2 51.687,2 50.561,8 37.029,6 19.535,0 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Sucata de metais ferrosos Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Res. Pastosos contendo substâncias não tóxicas % 25,7 12,6 12,3 9,0 4,8 continua... 83 TABELA 4.16 Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo, na RMC conclusão. Código Descrição do resíduo* Quantidade (t/ano) 18.793,2 17.447,9 15.126,0 10.618,0 9.072,3 8.894,2 7.330,4 6.538,2 6.004,2 5.342,4 4.848,1 4.472,9 4.471,0 4.456,0 4.100,1 3.614,0 3.141,6 2.868,6 2.745,4 2.377,1 1.229,1 938,3 429,7 324,6 313,1 254,2 250,0 228,8 132,9 91,8 90,1 50,2 36,3 28,6 20,0 7,1 7,0 6,0 4,1 3,7 3,6 3,0 2,5 2,4 0,5 0,5 411053,5 D099 Outros Resíduos Perigosos A010 Resíduos de materiais têxteis A013 Escória de fundição de ferro e aço A116 Resíduos contendo dieldrin A006 Res. de papel e papelão D001 Res. Perigoso inflamável A016 Areia de fundição A003 Res. de varrição de fábrica A002 Resíduos gerados fora do processo industrial K022 Res. de fundo de destilação com alcatrões A005 Sucata de metais não ferrosos A009 Res. de madeira A416 Resíduo não especificado A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A007 Res. de plásticos polimerizados K051 lodos de separadores de óleo de refino de petróleo D002 Res. Perigoso corrosivo A008 Res. de borracha A001 Lixo de restaurante A011 Resíduos de minerais não metálicos F006 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição F030 Óleo usado A018 Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos F005 Solventes não halogenados tipo 3 F003 Solventes não halogenados tipo 1 K078 Res. de limpeza com solvente F004 Solventes não halogenados tipo 2 F017 Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial F001 Solventes halogenados gastos tipo 1 K208 Borra neutra do re-refino de óleos usados F011 Soluções de cianeto exauridas K086 Lodos e lavagens com solventes e outros K207 Borra ácida do re-refino de óleos usados F002 Solventes halogenados gastos tipo 2 K061 Lodo ou poeira da produção de aço primário D004 Res. Perigoso Patogênico K062 Banho de decapagem exaurido F012 Lodo de tratamento de efluente de banhos de têmpera F008 Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial F100 Fluídos dielétricos F010 Lodo de banho de têmpera K003 Lodo do trat. de efluente do pigmento laranja F019 Lodo de trat. de efluentes do revestimento do alumínio K083 Fundo de destilação da produção de anilina F018 Lodo de trat. de efluentes da pintura industrial A012 Escória de fundição de alumínio Total Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) *Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F % 4,6 4,2 3,7 2,6 2,2 2,2 1,8 1,6 1,5 1,3 1,2 1,1 1,1 1,1 1,0 0,9 0,8 0,7 0,7 0,6 0,3 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,0 Entre os tipos de resíduo identificados, na TAB. 4.16, destacam-se os resíduos A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3), A004 - Sucata de metais ferrosos e A019 - Lodo com material biológico não tóxico, correspondendo a 25,7%, 12,6% e 12,3% do total gerado, 84 respectivamente. A grande quantidade dos resíduos A 004 e A 019, provavelmente, está relacionada à predominância da indústria de transformação de metal, têxtil e de alimentos e bebidas na amostra pesquisada. Observa-se, ainda, uma quantidade significativa de resíduo não especificado, como o resíduo A099, representando 25,7% do resíduo gerado, na amostra pesquisada, e o resíduo D 099, correspondendo a 4,6%, dos resíduos amostrados. Este fato remete à necessidade de ampliação dos códigos para identificação de resíduo neste tipo de pesquisa, o que aumentará a precisão dos estudos energéticos. A Resolução nº 313 / 2002 (MMA, 2003b) representa um avanço neste sentido, pois incluiu, na sua listagem, novos códigos. Do total de resíduo sólido pesquisado, verifica-se que 17% corresponde a resíduos, tradicionalmente, considerados como recicláveis: plástico, papel e papelão, metais ferrosos e não ferrosos. Quanto ao resíduo orgânico biodegradável, classe II, a amostra estudada apresenta 12,3% do resíduo A019 - Lodo com material biológico não tóxico, 0,7% do resíduo A001 - lixo de restaurante e outros resíduos de baixo potencial de biodegradabilidade, como madeira, têxteis, entre outros. Destaca-se, ainda, dois tipos de resíduos não perigosos (classe II ou III) de composição indeterminada, como A021 - lodo contendo substâncias não tóxicas e A 022 resíduos pastosos contendo substâncias não tóxicas, que não se pode afirmar serem de natureza orgânica. Apresenta-se, na TAB. 4.17, a distribuição do resíduo sólido industrial classe I na RMC, observando-se a predominância do resíduo D 099 (Outros Resíduos Perigosos), de composição desconhecida, que corresponde a 43% dos resíduo classe I produzido na região. Quanto ao resíduo não perigoso evidenciam-se os resíduos A099, A044 e A019 que representam, respectivamente, 42,9%, 20,3% e 12,2% do total gerado nos setores industriais inventariados, conforme TAB. 4.18 85 TABELA 4.17 Distribuição do resíduo sólido industrial classe I na RMC Código Quantidade t/ano % D099 D001 K022 K051 D002 F006 F030 F005 F003 K078 F004 F017 F001 K208 F011 K086 K207 F002 K061 D004 K062 F012 F008 F100 F010 K003 F019 K083 F018 18.793,2 8.894,2 5.342,4 3.614,0 3.141,6 1.229,1 938,3 324,6 313,1 254,2 250,0 228,8 132,9 91,8 90,1 50,2 36,3 28,6 20,0 7,1 7,0 6,0 4,1 3,7 3,6 3,0 2,5 2,4 0,5 43813,30 42,9 20,3 12,2 8,2 7,2 2,8 2,1 0,7 0,7 0,6 0,6 0,5 0,3 0,2 0,2 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,000 Descrição resíduo* Outros Resíduos Perigosos Res. Perigoso inflamável Res. de fundo de destilação com alcatrões lodos de separadores de óleo de refino de petróleo Res. Perigoso corrosivo Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Óleo usado Solventes não halogenados tipo 3 Solventes não halogenados tipo 1 Res. de limpeza com solvente Solventes não halogenados tipo 2 Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Solventes halogenados gastos tipo 1 Borra neutra do re-refino de óleos usados Soluções de cianeto exauridas Lodos e lavagens com solventes e outros Borra ácida do re-refino de óleos usados Solventes halogenados gastos tipo 2 Lodo ou poeira da produção de aço primário Res. Perigoso Patogênico Banho de decapagem exaurido Lodo de tratamento de efluente de banhos de têmpera Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial Fluídos dielétricos Lodo de banho de têmpera Lodo do trat. de efluente do pigmento laranja Lodo de trat. de efluentes do revestimento do alumínio Fundo de destilação da produção de anilina Lodo de trat. de efluentes da pintura industrial Total Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F. TABELA 4.18 Distribuição do resíduo sólido industrial classe II e III na RMC Códi Descrição resíduo Quantidade (t/ano) % A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A004 Sucata de metais ferrosos A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A022 Res. Pastosos contendo substâncias não tóxicas A010 Resíduos de materiais têxteis A013 Escória de fundição de ferro e aço A116 Resíduos contendo dieldrin A006 Res. de papel e papelão A016 Areia de fundição A003 Res. de varrição de fábrica A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A005 Sucata de metais não ferrosos A009 Res. de madeira A416 Resíduo não especificado A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A007 Res. de plásticos polimerizados A008 Res. de borracha A001 Lixo de restaurante A011 Resíduos de minerais não metálicos A018 Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos A012 Escória de fundição de alumínio Total Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F . 105.520,2 51.687,2 50.561,8 37.029,6 19.535,0 17.447,9 15.126,0 10.618,0 9.072,3 7.330,4 6.538,2 6.004,2 4.848,1 4.472,9 4.471,0 4.456,0 4.100,1 2.868,6 2.745,4 2.377,1 429,7 0,5 367240,20 28,7 14,1 13,8 10,1 5,3 4,8 4,1 2,9 2,5 2,0 1,8 1,6 1,3 1,2 1,2 1,2 1,1 0,8 0,7 0,6 0,1 0,0 100,000 go 86 Na TAB. 4.19, observa-se os ramos de atividade inventariados, com a correspondente geração de resíduo sólido industrial na RMC. Não foi possível apresentar a produção de resíduo, por ramo de atividade, uma vez que não estão disponíveis as informações do inventário de resíduo, por estabelecimento pesquisado. TABELA 4.19 Ramos industriais e geração de resíduo sólido industrial na RMC Ramo Industrial na RMC -Química -Têxtil -Metalúrgica -Produtos alimentares -Mecânica -Elétrico, eletrônico e comunicações -Peças para veículos automotores -Transformação de minerais não metálicos -Borracha -Produtos Farmacêuticos e veterinários -Papel e papelão -Perfumaria, sabões e velas -Bebidas -Diversos -Mobiliário -Couro, peles e produtos similares -Plástico -Vestuário, calçados e artefatos de tecidos -Usinas de produção de concreto e de concreto asfaltico, etc. -Serviços de transporte de carga -Cooperativa de beneficiamento, industrialização e comercialização Principal resíduo classe I I e III * -Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) -Outros Resíduos Perigosos -Sucata de metais ferrosos -Res. Perigoso inflamável -Lodo com material biológico não tóxico -Res. de fundo de destilação com alcatrões -Lodo contendo substâncias não tóxicas -lodos de separadores de óleo de refino de -Res. Pastoso contendo substâncias não petróleo tóxicas -Res. Perigoso corrosivo -Resíduo de material têxtil -Lodo de trat. de efluentes resultantes da -Escória de fundição de ferro e aço eletrodeposição -Resíduo contendo dieldrin -Lodo de trat. de efluentes da pintura -Res. de papel e papelão industrial -Areia de fundição -Solventes não halogenados tipo 3 -Res. de varrição de fábrica -Solventes não halogenados tipo 1 -Resíduo gerado fora do processo -res. De limpeza com solvente industrial -Solventes não halogenados tipo 2 -Sucata de metais não ferrosos -Res. de madeira -Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial -Resíduo não especificado -Solventes halogenados gastos tipo 1 -Resíduo de refratários e material -Borra neutra do re-refino de óleos usados cerâmico -Soluções de cianeto exauridas -Res. de plásticos polimerizados -Lodos e lavagens com solventes e outros -Res. de borracha -Borra ácida do re-refino de óleos usados -Lixo de restaurante -Solventes halogenados gastos tipo 2 -Resíduo de minerais não metálicos -Lodo ou poeira da produção de aço -Res. Sólido composto de metais não primário tóxicos -Res. Perigoso Patogênico -Escória de fundição de alumínio -Banho de decapagem exaurido -Lodo de tratamento de efluente de banhos de têmpera -Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial -Lodo de banho de têmpera -Lodo de trat. de efluentes do revestimento -do alumínio -Lodo do trat. de efluente do pigmento laranja -Fluídos dielétricos -Fundo de destilação da produção de anilina -Óleo usado Principal resíduo classe I * Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F. Verifica-se, na TAB. 4.19, a grande diversidade e complexidade de material e substâncias que são descartadas pelas indústrias da RMC. Esta situação reflete, a nível regional, a realidade 87 global discutida por Gandolla e Dugnani (1990) e Tronconi et al, (1991), que discutem as transformações industriais ocorridas a partir do século XIX e a grande produção de energia e resíduo decorrentes do desenvolvimento da atividade industrial. Encontra-se, no anexo G, nas figuras G 1 a G 19, a distribuição da geração de resíduo sólido industrial por tipo, em cada um dos municípios da RMC. Consta, ainda, a relação detalhada da produção de resíduo sólido industrial, por município, na região, conforme tabelas G 1 a G 19. Ao analisar a distribuição dos tipos de resíduo e as atividades industriais inventariadas, por município, destacam-se os seguintes aspectos: • Americana, Arthur Nogueira e Itatiba são municípios em que predominam a atividade e o resíduo têxtil, na amostra pesquisada. No entanto, municípios como Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa, que, também, possuem grande parte de indústrias inventariadas, neste ramo, apresentam predominância de resíduo gerado por outras atividades; • Campinas, Hortolândia, Indaiatuba, Sumaré e Vinhedo destacam-se por apresentar uma partição do total de resíduo sólido gerado proporcional à grande diversidade de ramos industriais amostrados; • Paulínia destaca-se pela predominância de resíduo perigoso que resulta da presença de indústrias químicas e petroquímicas inventariadas neste município. Cosmópolis, também, se destaca por apresentar 51% de resíduo perigoso do total inventariado no município. Já Santo Antônio de Posse registra, como perigoso, 100% do resíduo inventariado, o que indica problemas com a coleta dos dados, uma vez que existe a presença de indústrias do setor alimentar neste município; • há municípios que apresentam um percentual muito alto de resíduos de composição indeterminada, como o A 099 e o D 099, indicando possível falha na coleta dos dados . Encontram-se, nesta situação, os municípios de Cosmópolis e Jaguariúna; e, • há, ainda, municípios com resultados de inventário incoerentes, como é o caso de Monte Mor e Santo Antônio de Posse. Estes dois municípios registram apenas a geração de dois tipos de resíduos, indicando incoerência nos resultados da pesquisa, 88 uma vez que existe a presença de indústrias dos setores químico, metalúrgico e alimentar. 4.3.3 Destinação de resíduo sólido industrial na RMC Apresenta-se, na TAB. 4.20, a distribuição dos tipos de destinação de resíduo sólido industrial, na RMC, para o total gerado e para os resíduos perigoso e não perigoso. TABELA 4.20 – Destinação de resíduo sólido industrial na RMC DESTINAÇÃO ESTOCAGEM A granel Caçambas Em tambores Em tanques Lagoas Outros Sistemas TOTAL Res. Perigoso (t/ano) % Res. Não Perigoso (t/ano) % Total % 155,8 210,0 3339,7 169,0 700,0 38,2 4612,7 0,4 0,5 7,6 0,4 1,6 0,1 10,5 2608,1 0,0 2436,0 10,0 7200,0 1131,2 13385,3 0,7 0,0 0,7 0,0 2,0 0,3 3,6 2763,9 210,0 5775,7 179,0 7900,0 1169,4 17998,0 0,7 0,1 1,4 0,0 1,9 0,3 4,4 TRATAMENTO Incinerador 17208,3 39,3 711,7 0,2 17920,0 4,4 Caldeira Compostagem Fertirrigação /Landfarmin Fornos Industriais Incinerador de Camara Intermediários Queima a céu aberto Reproc. ou reciclagem Tratamento biológico Outros Tratamentos TOTAL 6824,0 0,0 3530,0 739,8 150,1 274,2 0,5 7687,0 1859,0 183,6 38456,5 15,6 0,0 8,1 1,7 0,3 0,6 0,0 17,5 4,2 0,4 87,8 745,6 21,3 27149,0 1544,0 36,0 40521,2 13,7 65505,9 9797,0 3203,0 149248,4 0,2 0,0 7,4 0,4 0,0 11,0 0,0 17,8 2,7 0,9 40,6 7569,6 21,3 30679,0 2283,8 186,1 40795,4 14,2 73192,9 11656,0 3386,6 187704,9 1,8 0,0 7,5 0,6 0,0 9,9 0,0 17,8 2,8 0,8 45,7 0,8 0,0 712,0 4,8 1,5 25,0 744,1 0,0 0,0 1,6 0,0 0,0 0,01 1,7 33622,5 46999,2 35904,4 5267,0 3581,7 79231,7 204606,5 9,2 12,8 9,8 1,4 1,0 21,6 55,7 33623,3 46999,2 36616,4 5271,8 3583,2 79256,7 205350,6 8,2 11,4 8,9 1,3 0,9 19,3 50,0 43813,3 100,0 367240,2 100,0 411053,5 100,0 DISPOSIÇÃO FINAL Aterro Municipal Alimentação de Animais Aterro Industrial Lixão Municipal Lixão Particular Outros TOTAL TOTAL GERAL Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) A maior parte do resíduo sólido inventariado (87%) vai para algum tipo de tratamento ou destinação final adequado, exceto, cerca de 20% que tem destinação inadequada, como lixão 89 municipal ou particular, queima a céu aberto e outros. Ressalta-se, no entanto, que há resíduo perigoso estocado. Destaca-se um percentual de cerca de 28% do total de resíduo que é destinado à reciclagem ou reprocessamento. Do resíduo perigoso, aproximadamente, 18% vai para reciclagem ou reprocessamento. Observa-se que estes valores podem ser ampliados, uma vez que verificou-se, na amostra pesquisada, resíduos recicláveis que estão com outro tipo de destinação. Comparando-se a realidade das atividades de reciclagem, no âmbito da gestão municipal e industrial, verifica-se que estes índices de reciclagem, no setor industrial, são bastante superiores aos índices oficiais encontrados, por Streb (2001) e Piunti (2001), para o resíduo sólido doméstico, em alguns municípios da RMC. Com relação ao tratamento térmico, 6,1% do total de resíduo amostrado e 56,9% do resíduo perigoso é submetido a tratamento térmico. A incineração é o processo predominante e a queima em fornos industriais, o menos utilizado. São incinerados 4,4% do total de resíduo e 39,6% do resíduo perigoso. Não constam informações, no inventário, quanto à recuperação energética relacionada à incineração. Nas tabelas 4.21 e 4.22, encontram-se a distribuição, por município, dos tipos de destinação de resíduo sólido industrial. De um modo geral, pode-se fazer as seguintes observações, quanto à destinação do resíduo inventariado nos municípios da RMC: - Paulínia possui a maior quantidade de resíduo estocado, em valor absoluto. Santo Antônio de Posse apresenta o maior valor relativo de resíduo estocado. Chama atenção o fato destes municípios se destacarem por possuir um percentual alto de resíduo perigoso. No caso de Santo Antônio de Posse, todo o resíduo inventariado é perigoso; 90 - quanto ao tratamento térmico, Paulínia e Cosmópolis lideram a utilização da incineração para o tratamento da grande quantidade de resíduo perigoso gerada nestes municípios; - Americana e Campinas apresentam os maiores índices de reciclagem e reprocessamento. Campinas recicla, aproximadamente, 80% do resíduo inventariado; - há municípios que se destacam por apresentar quase 100% de seu resíduo disposto na forma de destinação classificada como “outros”, o que pode, inclusive, indicar algum tipo de disposição inadequada, não especificada. Enquadram-se nesta situação os municípios de Pedreira e Santa Bárbara d’Oeste. Também, apresentam boa parte de seu resíduo destinado à categoria “outros”, os municípios de Sumaré e Valinhos; e, - deve-se destacar, ainda, os municípios de Americana, Indaiatuba, Paulínia e Sumaré, que apresentam resíduo destinado a lixões. Quanto à situação da destinação de resíduo sólido industrial, na Região Metropolitana de Campinas, observa-se que a região, apesar de grande geradora de resíduo industrial, constitui-se numa exportadora de resíduo para disposição em aterros e incineradores em outras regiões do Estado, ou mesmo, em outros estados, como é o caso da disposição em fornos industriais de Minas Gerais e Rio de Janeiro (SEVÁ FILHO, 1997; BIZZO, 2003). Quanto a unidades de tratamento e disposição final de resíduo sólido industrial, segundo Bizzo (2003), a RMC possui um aterro de resíduo classe 2 e um incinerador de resíduo perigoso, em Cosmópolis, com capacidade para 12.000 t/ano. Esta deficiência quanto a instalações de destinação de resíduo sólido industrial está refletida na realidade pesquisada, uma vez que encontra-se resíduo destinado, inadequadamente, numa amostra de indústrias de médio e grande porte que, normalmente, possuem licenciamento ambiental. 91 ESTOCAGEM A granel Caçambas Em tambores Tanques Lagoas Outros Sistemas TOTAL 6,4 0,0 134,9 0,0 0,0 4,2 145,5 0,0 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 112,4 0,0 282,0 0,0 0,0 46,5 440,9 0,2 0,0 0,5 0,0 0,0 0,1 0,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 600,0 600,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 4,2 4,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 50,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 2,5 0,0 11,1 29,9 0,0 94,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,9 0,0 25,9 26,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,5 0,6 0,0 2,5 0,0 0,0 0,0 0,0 7,0 0,0 0,0 0,0 0,0 9,5 TRATAMENTO Incinerador Caldeira Compostagem Fertirrigação/"Landfarmin Fornos Industriais Incinerador de Camara Intermediários Queima a ceu aberto Reproc.ou reciclagem Tratamento biológico Outros Tratamentos TOTAL 0,2 0,9 0,0 864,0 60,0 10,7 6178,0 0,0 16343,2 0,0 40,0 23497,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,2 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 8,9 0,0 0,0 0,0 23,5 1063,1 0,0 0,0 0,1 0,0 33,7 1063,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 31,6 0,0 0,0 31,6 98,5 13,0 21,3 0,0 1378,1 0,0 20100,2 1,0 25082,8 127,0 77,6 46899,5 0,2 0,0 0,0 0,0 2,4 0,0 35,4 0,0 44,1 0,2 0,1 82,5 7328,6 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 363,5 0,0 1605,7 4320,0 0,0 13617,8 DISPOSIÇÃO FINAL Aterro Municipal Alimentação de Animais Aterro Industrial Lixão Municipal Lixão Particular Outros TOTAL 991,7 56,0 35274,0 0,0 1632,5 8040,0 45994,2 1,4 0,0 0,1 0,0 50,7 0,0 0,0 2300,0 2,3 0,0 11,5 0,0 66,0 2300,0 0,0 0,0 0,0 68,4 0,0 0,0 68,4 6621,0 1108,0 712,0 0,0 110,5 956,0 9507,5 11,6 1,9 1,3 0,0 0,2 1,7 16,7 1,2 3,6 130,0 89,5 0,0 12,0 236,3 0,0 4832,0 0,0 0,0 0,9 0,0 0,6 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 1,6 4832,0 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003 d) 92 99,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 19,0 99,4 19,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 600,8 0,0 0,0 1,0 601,8 0,0 0,0 19,6 0,0 0,0 0,0 19,6 0,4 210,0 425,9 0,0 0,0 0,0 636,3 0,0 3,1 6,3 0,0 0,0 0,0 9,4 % Jaguariúna % Itatiba % Indaiatuba % Hortolândia % Holambra % Engenheiro Coelho % Cosmópolis % Campinas % Arthur Nogueira DESTINAÇÃO Americana TABELA 4.21 Distribuição dos tipos de destino, por município, da RMC % 0,0 0,0 801,7 0,0 0,0 0,0 801,7 0,0 0,0 13,3 0,0 0,0 0,0 13,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 8,8 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 24,6 946,6 0,0 0,0 0,0 97,3 0,0 0,0 0,0 776,0 33,3 1819,9 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 100,7 0,0 0,0 30,9 1471,9 0,0 0,0 3,2 3121,7 0,0 0,0 25,3 0,0 59,3 4694,3 0,0 33,5 0,0 28,2 0,0 0,0 0,0 0,0 1,5 60,0 0,0 0,0 21,8 548,1 0,0 0,0 46,2 3798,2 0,0 0,0 0,0 0,0 69,4 4468,0 0,6 0,5 0,0 0,0 1,0 0,0 9,1 0,0 63,2 0,0 0,0 74,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 26261,0 36,4 0,0 0,0 0,0 0,0 933,0 1,3 0,0 0,0 1062,3 1,5 0,0 0,0 0,0 0,0 28256,3 39,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 66,7 66,7 0,7 0,0 1,3 13,8 0,0 0,0 2,2 1298,2 0,0 120,0 16,8 1,6 21,1 1433,6 0,0 0,2 0,0 19,2 1,8 0,0 21,2 0,0 0,0 0,0 5,7 0,1 6,5 12,3 0,0 0,0 43916,0 60,8 0,0 0,0 50,5 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 43966,5 60,9 20,8 41,0 0,0 69,0 0,3 515,1 646,2 0,0 0,0 0,0 345,6 5,0 390,9 741,5 ESTOCAGEM A granel Caçambas Em tambores Tanques Lagoas Outros Sistemas TOTAL 0,0 0,0 0,0 580,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 27,8 240,4 0,0 1,0 0,0 869,3 0,0 0,0 0,0 2267,0 27,8 3957,7 0,0 11,8 0,0 0,0 0,0 0,0 4,9 0,0 17,7 0,0 46,1 80,6 0,0 72,2 0,0 0,0 0,0 0,0 72,2 4,2 921,2 1,4 0,0 0,0 2,3 232,5 0,4 2,0 0,0 1,4 430,0 0,7 0,0 0,0 0,0 25,5 0,0 1,0 0,0 0,0 1498,4 2,3 0,0 0,0 11,1 10073,4 15,4 9851,0 99,5 19,1 13181,0 20,2 9854,0 99,5 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 127,7 0,0 0,0 0,0 0,0 127,7 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1,3 0,0 0,0 0,0 0,0 1,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 210,0 0,7 4,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 180,0 0,6 95,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 5390, 17,3 1409,9 2,9 12,2 0,0 0,0 0,0 1177, 3,8 10416,6 21,4 0,0 0,0 300,0 0,6 0,0 0,0 0,1 0,0 6970, 22,4 12225,6 25,1 27,4 0,3 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 9799,0 97,8 9826,4 98,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 101,1 0,3 18347,4 37,7 1551,2 42,8 732,7 2,3 136,0 0,3 512,6 14,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 1092, 3,5 0,0 0,0 0,0 0,0 216,5 0,7 0,0 0,0 0,0 0,0 21170 67,9 17880,0 36,8 4,0 0,1 23313 74,8 36363,4 74,8 2067,8 57,1 TOTAL GERAL 180,0 100,0 4912,3 100,0 65293,5 100,0 9900,0 100,0 10023,9 100,0 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003 d) 70,0 93 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 3,6 0,0 0,0 0,0 3,6 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 RMC Vinhedo 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 0,0 0,0 0,0 0,0 0,4 208,3 115,0 70,4 0,0 0,0 544,3 938,0 0,0 0,0 24,5 0,0 0,0 0,0 24,5 % 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 40,0 0,0 0,0 0,0 0,0 40,0 15,7 10,6 0,0 5,4 0,6 0,3 3,3 0,0 12,4 10,2 0,3 58,9 0,0 0,0 2,6 0,3 0,0 0,0 2,9 % 56,6 0,0 0,0 13,4 0,0 0,0 70,0 10245,2 6945,0 0,0 3554,0 398,0 175,4 2179,9 0,0 8065,1 6669,0 200,0 38431,6 80,9 0,0 0,0 0,0 0,0 809,3 19,1 90,0 0,0 0,0 0,0 1,1 100,0 900,4 % Valinhos Sumaré Sto. Antônio da Posse Sta. Bárbara D'Oeste Pedreira 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,3 % 0,0 0,0 0,7 0,0 0,0 0,0 0,7 0,0 130,0 0,0 0,0 0,0 0,0 130,0 0,0 0,0 0,6 0,0 0,0 16,0 16,6 % 0,0 0,0 69,8 0,0 0,0 0,0 69,8 DISPOSIÇÃO FINAL Aterro Municipal Alimentação de Animais Aterro Industrial Lixão Municipal Lixão Particular Outros TOTAL 2588,1 4,0 0,0 0,0 2616,6 4,0 75,6 0,1 7900,0 12,1 500,6 0,8 13680,9 21,0 % 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 50,0 0,0 0,0 0,0 0,0 50,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 % 0,0 0,0 6,0 0,0 0,0 0,0 6,0 TRATAMENTO Incinerador Caldeira Compostagem Fertirrigação/"Landfarmin Fornos Industriais Incinerador de Camara Intermediários Queima a ceu aberto Reproc.ou reciclagem Tratamento biológico Outros Tratamentos TOTAL 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 % Paulínia % Nova Odessa DESTINAÇÃO Monte Mor TABELA 4.22 Distribuição dos tipos de destino, por município, da RMC 2763,9 210,0 5775,7 179,0 7900,0 1169,4 17998,0 0,0 0,0 17920,0 0,0 0,0 7569,6 0,0 0,0 21,3 0,0 0,0 30679,0 12,0 0,3 2283,8 0,0 0,0 186,1 808,8 22,3 40795,4 0,0 0,0 14,2 488,8 13,5 73192,9 240,0 6,6 11656,0 0,0 0,0 3386,6 1549,6 42,8 187704, 33623,3 46999,2 36616,4 5271,8 3583,2 79256,7 205350, 100,0 31184 100,0 48613,5 100,0 3621,0 100,0 411053, Quanto à produção de resíduo sólido industrial, na RMC, destaca-se a expressiva quantidade de resíduo verificada no inventário, o que caracteriza a região como grande geradora de resíduo sólido de origem industrial. Observa-se que a quantidade total de resíduo inventariado quase iguala-se à quantidade de resíduo sólido produzida pela população da RMC (CETESB, 2002b). 4.4 Energia associada ao resíduo sólido industrial na RMC O estudo da energia associada ao resíduo sólido industrial, na RMC, corresponde aos procedimentos 5 a 9 da FIG. 4.1. Neste estudo, foi realizada a classificação do resíduo sólido industrial, segundo seu potencial de aproveitamento energético, de acordo com o item 4.4.1, e a análise qualitativa e quantitativa, conforme apresentado, nos itens 4.4.2 e 4.4.3, respectivamente. 4.4.1 Classificação do resíduo sólido industrial segundo o potencial de aproveitamento energético A classificação energética do resíduo sólido destinado ao estudo quantitativo está apresentada na TAB. 4.23. Conforme mencionado no item 4.1, para efeito de aplicação da metodologia proposta à RMC, tomou-se para estudo quantitativo o resíduo sólido industrial não perigoso, com fatores de conversão energética, amplamente, conhecidos. TABELA 4.23 Classificação energética do resíduo sólido destinado ao estudo quantitativo Código Descrição do resíduo A001 Lixo de restaurante A002 Resíduos gerados fora do processo industrial Sucata de metais ferrosos A004 A005 Sucata de metais não ferrosos Composição aproximada (percentual) 70% mat. Orgânica, 20% recicláveis, 10% rejeitos 50% recicláveis (res. escritório) e 50% rejeitso 50% recicláveis e 50% rejeitos 50% recicláveis(cobre, alumínio, etc) e 50% rejeitos Classificação energética (percentual) 20% Reciclagem,70% energia do Biogás ou 100 % incineração 50% Reciclagem ou 100% incineração 50% Reciclagem 50% Reciclagem continua... 94 TABELA 4.23 Classificação energética do resíduo sólido destinado ao estudo quantitativo conclusão. A006 Res. de papel e papelão A007 A009 Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira A010 Resíduos de materiais têxteis A019 Lodo com material biológico não tóxico 50% recicláveis e 50% rejeitos 50% recicláveis e 50% rejeitos 50% recicláveis e 50% rejeitos 50% recicláveis e 50% rejeitso 70% matéria Orgânica e 30% rejeitos 50% Reciclagem e 100% incineração 50% Reciclagem 50% Reciclagem e 100% incineração 50% Reciclagem e 100% incineração 70% Energia do biogás e 100% incineração Fonte: Elaborada com dados da Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Para elaboração da TAB. 4.23, estimou-se a composição aproximada de cada resíduo. A partir da composição, verificou-se as possibilidades de tratamento energético. 4.4.2 Estudo qualitativo do potencial de aproveitamento energético do resíduo sólido industrial Este item corresponde às atividades 7-a e 8-a, apresentadas na FIG. 4.1. Verificou-se o tipo de energia aproveitada para a totalidade do resíduo presente na amostra, de modo a obter-se um panorama da situação existente quanto ao tratamento energético de resíduo na RMC, conforme mencionado no item 4.1. Para o estudo energético qualitativo, trabalhou-se, também, com o resíduo não considerado na análise quantitativa e que possui, em alguns municípios, aproveitamento energético em andamento. Identificou-se o aproveitamento energético existente e projetou-se, qualitativamente, as possibilidades de recuperação energética, de cada resíduo, para os demais municípios da RMC, conforme apresentado, nas tabelas H.1 a H.19, no Anexo H. Na TAB. 4.24 está apresentado um resumo, para a RMC, das possibilidades de energia aproveitada e aproveitável para cada tipo de resíduo. Identificou-se dois tipos de energia aproveitada, na região: a energia evitada com a reciclagem e a energia térmica, decorrente da aplicação de processos como queima em fornos e caldeiras. 95 Quanto à energia passível de aproveitamento, determinou-se três tipos: - a energia potencial do biogás, decorrente da utilização do poder calorífico do biogás; - a energia potencialmente evitável, resultante de possível utilização de resíduo em processos de reciclagem ou reprocessamento; e, - a energia térmica da incineração, proveniente da possível aplicação de mecanismos de recuperação energética nas unidades de tratamento existentes. Observa-se que, no inventário de resíduo, não constam informações quanto à existência de aproveitamento térmico nos processos de incineração, desta forma considerou-se como um tipo de energia a ser aproveitada. TABELA 4.24 Estudo qualitativo da energia associada a resíduo sólido industrial na RMC Tipo de resíduo Descrição do resíduo A001 Lixo de restaurante A002 Resíduo gerado fora do processo industrial A003 Resíduo de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos A006 Res. de papel e papelão A007 Res. de plásticos polimerizados A008 Res. de borracha A009 Res. de madeira A010 Resíduo de material têxtil A011 Resíduo de mineral não metálico Descrição da forma de energia Potencial do biogás Aproveitada evitada Potencial evitável Aproveitada - térmica Aproveitada evitada indeterminada Aproveitada evitada Potencial da incineração Aproveitada - térmica Potencial evitável Aproveitada evitada Potencial evitável Aproveitada evitada Potencial evitável Potencial da incineração Aproveitada evitada Potencial evitável Potencial da incineração Aproveitada evitada Aproveitada - térmica Aproveitada evitada Potencial evitável Potencial evitável Aproveitada - térmica Aproveitada evitada Potencial evitável Aproveitada - térmica Aproveitada evitada Potencial evitável Aproveitada evitada Continua... 96 TABELA 4.24 Estudo qualitativo da energia associada a resíduo sólido industrial na RMC continuação. Tipo de resíduo Descrição do resíduo Descrição da forma de energia A012 Escória de fundição de alumínio Aproveitada evitada A013 Escória de fundição de ferro e aço Potencial evitável Aproveitada evitada A014 Areia de fundição A017 Resíduo de refratário e material cerâmico A018 Res. Sólido composto de metais não tóxico A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A022 Res. Pastosos contendo substâncias não tóxicas Não disponível para aproveit. A099 Outro resíduo não perigoso (classe 2 e 3) indeterminada Potencial da incineração Aproveitada - térmica Aproveitada evitada Não disponível para aproveit. A116 Resíduo contendo dieldrin Não obtida A416 Res. não especificado Indeterminada D001 Resíduo Perigoso inflamável D002 Res. Perigoso corrosivo D004 Res. Perigoso Patogênico D099 Não obtida Potencial evitável Aproveitada evitada Não obtida Potencial do biogás Potencial da incineração Não disponível para aproveit. Aproveitada - térmica Potencial da incineração Não obtida Aproveitada evitada Não obtida Potencial da incineração Aproveitada - térmica Aproveitada evitada Não obtida Aproveitada evitada Potencial da incineração indeterminada Potencial da incineração Aproveitada - térmica Aproveitada evitada Indeterminada Outro Resíduo perigoso Não disponível para aproveit. F001 Solventes halogenados gastos tipo 1 F002 Solventes halogenados gastos tipo 2 F003 Solventes não halogenados tipo 1 Potencial evitável Aproveitada evitada Aproveitada evitada Aproveitada evitada Aproveitada - térmica Continua... 97 TABELA 4.24 Estudo qualitativo da energia associada a resíduo sólido industrial na RMC conclusão. Tipo de resíduo F004 Solventes não halogenados tipo 2 F005 Solventes não halogenados tipo 3 F006 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição F008 Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial F010 Lodo de banho de têmpera F011 Soluções de cianeto exauridas Não obtida Aproveitada - térmica F012 Lodo de tratamento de efluente de banhos de têmpera Não obtida F017 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial Potencial evitável Aproveitada - térmica Aproveitada evitada F018 Lodo de trat. de efluentes da pintura industrial Aproveitada evitada F019 Lodo de trat. de efluentes do revestimento do alumínio Não obtida F030 Óleo usado Evitável Potencial da incineração Aproveitada evitada F100 Fluídos dielétricos Não obtida K003 Lodo do trat. de efluente do pigmento laranja Não obtida K022 Res. de fundo de destilação com alcatrões K051 Lodos de separadores de óleo de refino de petróleo Não obtida Aproveitada - térmica Não obtida Não disponível para aproveit. K061 Lodo ou poeira produção de aço primário Não obtida K062 Banho de decapagem exaurido Não obtida K078 res. De limpeza com solvente Aproveitada evitada K083 Fundo de destilação da produção de anilina Não obtida k086 Lodos e lavagens com solventes e outros K207 Borra ácida do re-refino de óleos usados aproveitada evitada Não obtida K208 Borra neutra do re-refino de óleos usados Não obtida Descrição do resíduo Descrição da forma de energia Potencial da incineração Potencial da incineração Aproveitada evitada Não obtida Aproveitada – térmica Aproveitada – térmica Não obtida Não obtida Fonte: elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 4.4.3 Estudo Quantitativo do potencial de aproveitamento energético do resíduo sólido industrial Este item refere-se às atividades 7-b, 8-b e 9, da TAB. 4.1. 98 Apresenta-se, na TAB. 4.25, o resultado do estudo quantitativo para a RMC, com os valores da energia associada ao resíduo sólido industrial, por forma de energia. No anexo H, encontram-se as TABs. H.1 a H.19, onde é apresentado o estudo energético completo, por município (quali-quantitativo). TABELA 4.25 Energia associada a resíduo sólido industrial, na RMC, por forma de energia Energia aproveitada Forma de energia Energia potencial (MWh/mês) ( GJ/mês ) (MWh/mês) ( GJ/mês ) Aproveitada evitada 30.543,64 109.957,1 - - Aproveitada – térmica 606,61 2.183,8 - - Potencial evitável - - 2.818,9 10.148,2 Potencial do biogás - - 1.224,7 4.408,9 Potencial da incineração - - 8,6 30,8 TOTAL 31.150,25 112.140,9 4.052,2 14.587,9 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) 3 Cetesb (2003d) Considerou-se, para fins de aplicação da metodologia proposta, tanto para o resíduo reciclável quanto para o biodegradável, que estes, possivelmente, apresentam uma parcela de material, de fato, reciclável e biodegradável. A partir desta consideração, adotou-se um valor percentual para cálculo da quantidade de resíduo efetivamente aproveitável. Desta forma, assume-se que a energia a ser aproveitada do biogás ou da reciclagem é parcial e, possivelmente, aproveitável. O valor percentual adotado para a reciclagem é 50% e para a biodigestão 70%. Observar TABs. H.1 a H.19. Para incineração, também, fez-se o mesmo tipo de consideração já mencionada. Neste caso, adotou-se um percentual de 90% para materiais passíveis de combustão, considerando que o resíduo incinerado não tem natureza homogênea. Estes valores percentuais adotados para o estudo quantitativo poderiam ser maiores, em função de uma avaliação mais criteriosa da composição do resíduo do Inventário, caso a caso. 99 Na TAB. 4.26, apresenta-se um resumo da quantidade de energia associada a resíduo sólido industrial inventariado, por município, na RMC. TABELA 4.26 Energia associada a resíduo sólido industrial na RMC Município Energia associada a resíduo sólido industrial inventariado no município Energia aproveitada Energia potencial (MWh/mês) ( GJ/mês ) (MWh/mês) ( GJ/mês ) Americana Arthur Nogueira Campinas Cosmópolis Engenheiro Coelho Holambra Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte Mor Nova Odessa Paulínia Pedreira Sta. Bárbara D'Oeste Sto. Antônio de Posse Sumaré Valinhos Vinhedo 2.534,8 122,4 16.268,1 224,5 3,1 442,9 2.061,6 607,0 117,1 14,6 163,7 1.234,6 19,3 33,8 2.051,6 4.964,0 286,9 9.337,7 440,6 58.565,2 808,3 11,2 1.594,5 7.421,8 2.185,2 421,6 52,5 589,2 4.444,6 69,6 121,7 7.385,9 17.870,5 1.032,8 1.062,7 63,1 521,6 16,1 19,0 54,5 61,1 5,2 420,2 116,5 0,1 4,6 1.541,3 91,1 75,2 3.825,7 227,2 1.877,8 57,9 68,4 196,2 220,0 18,7 1.512,7 419,4 0,4 16,6 5.548,7 328,0 270,7 TOTAL 31.150,2 112.140,9 4.052,2 14.587,9 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Verifica-se um valor total de energia aproveitada de 31.150 MWh/mês para a RMC, que corresponde a uma potência média de 43 MW médios. Este valor é maior do que a potência média de uma PCH – pequena central hidrelétrica. Cabe observar que o valor encontrado de potência média significa economia, na geração de energia, verificada na amostra inventariada. Certamente, este valor será bem maior se for considerado todo o parque industrial da região. Quanto à energia potencial, obteve-se um valor de 4.052 MWh/mês ou 6 MW médios. Mesmo assumindo um valor percentual de 100% para a quantidade de resíduo aproveitável, do ponto de vista energético, o resultado final não ultrapassa 12,0 MW médios, valor bem abaixo do encontrado para a energia aproveitada na RMC. 100 Estes resultados indicam que a maioria do resíduo reciclável, na amostra, já está sendo aproveitado. Percebe-se, ainda, quanto ao resíduo biodegradável, que apesar de haver grande quantidade deste resíduo, na amostra, há alguns fatores que contribuem para um pequeno valor de energia potencial devido ao biogás, na RMC, como, por exemplo: a utilização deste resíduo em processos de tratamento que não permitem o aproveitamento energético; o baixo fator de conversão energética para o biogás; e, dificuldades em quantificar a energia evitada com o uso de resíduo biodegradável em processos de compostagem, alimentação de animais, fertirrigação, entre outros. Observa-se, ainda, que o valor de 6 MW médios obtido para energia potencial, na amostra pesquisada, representa, aproximadamente, o potencial de aproveitamento energético para o aterro Delta A, em Campinas, verificado por Cunha (2003), que encontrou valores entre 3 a 6 MW médios. Avaliando os resultados de potência média encontrados para energia aproveitada e energia potencial, em termos de consumo energético médio residencial, verifica-se que a energia aproveitada equivale, aproximadamente, ao consumo anual de cerca de 600.000 habitantes e que a energia potencial equivale ao consumo de 80.000 habitantes. Para efeito de interpretação do significado dos resultados obtidos para energia associada a resíduo sólido industrial, na RMC, por município, agrupou-se, na TAB. 4.26, os valores de energia associada a resíduo industrial, na amostra pesquisada pela Cetesb (CETESB, 2003c e CETESB, 2003d), e os valores de energia evitada associada ao resíduo sólido domiciliar produzido nos municípios da RMC, determinados por Streb (2001) e Piunti (2001). 101 TABELA 4.27 Energia associada a resíduo sólido industrial e a resíduo sólido domiciliar na RMC Município População (hab.) Energia associada a resíduo sólido industrial inventariado no município a Energia aproveitada Americana Arthur Nogueira Campinas* Cosmópolis Engenheiro Coelho Holambra Hortolândia Indaiatuba Itatiba Jaguariúna Monte Mor Nova Odessa Paulínia Pedreira Sta. Bárbara D'Oeste Sto. Antônio de Posse Sumaré Valinhos Vinhedo TOTAL 182.084 33.089 968.172 44.324 10.025 7.231 151.669 146.829 80.884 29.450 37.111 42.066 51.242 35.242 169.735 18.145 196.055 82.773 47.104 Energia potencial Energia evitada associada ao total de resíduo sólido domiciliar no município b Energia aproveitada evitada Energia potencial evitável (MWh/mês) ( GJ/mês ) (MWh/mês) ( GJ/mês ) (MWh/mês) ( GJ/mês ) (MWh/mês) ( GJ/mês ) 2.534,8 122,4 16.268,1 224,5 3,1 442,9 2.061,6 607,0 117,1 14,6 163,7 1.234,6 19,3 33,8 2.051,6 4.964,0 286,9 9.337,7 440,6 58.565,2 808,3 11,2 1.594,5 7.421,8 2.185,2 421,6 52,5 589,2 4.444,6 69,6 121,7 7.385,9 17.870,5 1.032,8 1.062,7 63,1 521,6 16,1 19,0 54,5 61,1 5,2 420,2 116,5 0,1 4,6 1.541,3 91,1 75,2 3.825,7 227,2 1.877,8 57,9 68,4 196,2 220,0 18,7 1.512,7 419,4 0,4 16,6 5.548,7 328,0 270,7 55,0 144,0 1.998,0* 144,0 144,0 144,0 55,0 55,0 253,0 144,0 144,0 144,0 144,0 144,0 55,0 144,0 55,0 174,0 5,0 198,0 518,4 7.192,8 518,4 518,4 518,4 198,0 198,0 910,8 518,4 518,4 518,4 518,4 518,4 198,0 518,4 198,0 626,4 18,0 4.019,0 2.157,0 30.738,0* 2.157,0 2.157,0 2.157,0 4.019,0 4.019,0 2.742,0 2.157,0 2.157,0 2.157,0 2.157,0 2.157,0 4.019,0 2.157,0 4.019,0 2.398,0 1.330,0 14.468,4 7.765,2 110.656,8 7.765,2 7.765,2 7.765,2 14.468,4 14.468,4 9.871,2 7.765,2 7.765,2 7.765,2 7.765,2 7.765,2 14.468,4 7.765,2 14.468,4 8.632,8 4.788,0 31.159,2 112.140,9 4.052,2 14.587,9 4.145,0 14.922,0 78.873,0 283.942,8 Fonte: (a) Dados da tabela 4.26; (b) cálculos baseado em Piunti(2001); Streb (2001) * Utilizou-se valor médio para Campinas entre Streb(2001) e Piunti (2001). Obs: As metodologias para cálculo da energia associada a resíduo sólido domiciliar constam das publicações de Piunti(2001); Streb (2001) referenciadas neste trabalho 102 PÁGINA EM BRANCO 103 Capítulo 5 Conclusões e Recomendações Verificou-se, através deste trabalho, a viabilidade de propor e aplicar metodologia para estimativa da energia associada ao resíduo sólido industrial. Neste caso, a aplicação foi feita para a Região Metropolitana de Campinas e, após algumas simplificações, obteve-se uma caracterização sócio-econômica e ambiental da região, bem como uma avaliação qualiquantitativa da energia associada ao resíduo sólido industrial inventariado na RMC. As conclusões e recomendações decorrentes da realização deste estudo estão apresentadas, resumidamente, nos itens 5.1 (metodologia proposta) e 5.2 (aplicação da metodologia para a RMC). 5.1 Quanto à metodologia proposta para avaliação da energia associada ao resíduo sólido industrial Observou-se que a metodologia proposta insere-se na realidade da sociedade moderna em que o sistema produtivo acarreta consumo intensivo de energia, geração de resíduo e danos ambientais. Neste contexto, cabe a proposição de ações que busquem maior sustentabilidade ambiental para o desenvolvimento. O estudo das possibilidades de aproveitamento energético de resíduo numa dada região, através da metodologia proposta, é uma contribuição, a nível local, para mitigação de problemas globais representados pelos danos ambientais resultantes da geração de resíduo e do uso e produção de energia a partir de combustíveis fósseis. 103 A elaboração desta metodologia possibilitou a pesquisa e indicação de dados e fontes e os procedimentos necessários à avaliação da energia associada ao resíduo sólido industrial, considerando aspectos sócio-ambientais e energéticos relacionados à produção, gestão e gerenciamento deste tipo de resíduo numa determinada área. Com relação aos procedimentos de caracterização físico-ambiental e sócio-econômica da área e do setor industrial, destaca-se, enquanto fonte de informação para dados secundários, as bibliotecas e “sites” de universidades e instituições governamentais e, especialmente, os bancos de dados públicos e privados referentes à atividade industrial, como o do IBGE (classificação nacional de atividades econômicas – CNAE) e os cadastros industriais de secretarias governamentais ou associações ligadas ao setor industrial, que apresentam informações detalhadas por ramo, localização e porte dos estabelecimentos. Para o procedimento relativo ao inventário de resíduo, destaca-se a indicação da resolução CONAMA 313:02 (MMA, 2003b), como marco legal e roteiro de trabalho para realização desta atividade. Neste caso, esta resolução representa uma referência teórica e legal para o levantamento e tabulação dos dados de campo do inventário. No entanto, ressalta-se que, para os objetivos do estudo energético, em determinadas situações, é necessária uma descrição mais detalhada para o resíduo inventariado do que a que consta na resolução. Recomenda-se, para próximos trabalhos, a revisão da codificação de resíduo existente e sua ampliação, considerando os condicionantes do estudo energético. Concluiu-se, ainda, que, apesar do MMA ter a intenção de incentivar a redução da produção de resíduo industrial, não foi incluído, na resolução nº 313:02 (MMA, 2003b), nenhuma pesquisa quanto a este tipo de iniciativa nos estabelecimentos industriais inventariados. Incluiuse, no procedimento de inventário de resíduo, a indicação de coletar informações relativas às iniciativas de redução de resíduo na fonte geradora, visando à avaliação da energia evitada através destas atividades. 104 Recomenda-se, para trabalhos futuros, o detalhamento dos procedimentos necessários ao levantamento das informações referentes às estratégias de gestão ambiental nas organizações industriais, com o intuito de avaliar os benefícios energéticos associados a essas ações. Quanto aos procedimentos relativos ao estudo energético do resíduo, concluiu-se: - para o estudo energético, há uma etapa qualitativa, onde ocorre a identificação do tipo de aproveitamento energético, existente ou a ser aplicado para cada resíduo inventariado, e uma etapa quantitativa, onde se determina a quantidade de resíduo passível de aproveitamento e seu fator de conversão energética medido em unidade de energia por unidade de peso ou massa. A quantificação da energia só ocorrerá quando o fator de conversão energética for determinado; - a avaliação quali-quantitativa da energia associada ao resíduo resulta na determinação de energia em aproveitamento, em função da destinação atual, e de energia potencial, a ser aproveitada, a depender das características do resíduo, da sua destinação e da hierarquia adotada para seu gerenciamento. Deste modo, a avaliação energética, tanto qualitativa, como quantitativa, apresentará resultado de aproveitamento efetivo e outro de aproveitamento potencial; e, - as informações necessárias ao estudo qualitativo estão relacionadas à identificação do resíduo, da sua composição gravimétrica e destinação atual, conhecimento das rotas de aproveitamento energético, identificação do tipo de aproveitamento energético atual ou a ser aplicado e detalhamento da caracterização qualitativa do resíduo. Para o estudo quantitativo, é necessário, além das informações provenientes do estudo qualitativo, a quantidade produzida de resíduo e seu fator de conversão energética. A aplicação do roteiro metodológico proposto, para uma dada região, apresentará, como se esperava, os seguintes resultados: - caracterização sócio-ambiental da região em estudo; - caracterização da produção e das estratégias de gestão e gerenciamento aplicadas ao resíduo sólido industrial; 105 - geração de informações que possibilitarão a construção de indicadores relacionando tipo de processo e porte do estabelecimento industrial com a quantidade e qualidade de resíduo produzido; e, - avaliação da energia associada ao resíduo sólido industrial. 5.2 Quanto à aplicação da metodologia para a Região Metropolitana de Campinas Observou-se, na região de Campinas, as características básicas atribuídas às atuais metrópoles, como a presença dos riscos associados ao processo de industrialização no mundo: violência, degradação ambiental, exclusão social, escassez de recursos naturais, etc. Verificou-se a necessidade de estudo e desenvolvimento de ações que resultem em maior sustentabilidade ambiental para o processo de desenvolvimento da região. Neste sentido, a aplicação da metodologia proposta contribuiu para o conhecimento das potencialidades energéticas do resíduo sólido industrial da RMC e para identificação de soluções integradas referentes aos setores energético e ambiental, através da conservação de energia, uso de fontes renováveis e gestão de resíduo. Concluiu-se que a aplicação da metodologia proposta à RMC mostrou-se válida e resultou numa apresentação sintética da realidade sócio-ambiental, do setor industrial e da destinação de resíduo, bem como possibilitou a avaliação das potencialidades de aproveitamento energético de resíduo sólido industrial na região. Este exercício demonstrou a adequação da metodologia para avaliação energética de resíduo, nas suas diversas etapas, recomendando-se sua aplicação a outras cidades e/ou regiões. Apresenta-se, nos itens 5.2.1 a 5.2.4, as conclusões e recomendações referentes à aplicação da metodologia para a RMC. 106 5.2.1 Caracterização da Região Metropolitana de Campinas Constatou-se que a RMC, apesar de apresentar riqueza econômica, possui sérios problemas sócio-ambientais e que a articulação intermunicipal, visando à solução de problemas comuns, ainda, é incipiente. Quanto à questão ambiental, confirmou-se a importância do tema, referente ao resíduo sólido industrial, uma vez que a região apresenta elevada produção deste tipo de resíduo e possui áreas contaminadas, cadastradas pela CETESB. Observa-se, ainda, a inexistência de unidades de tratamento e destinação final de resíduo sólido industrial, na região, compatíveis com o porte das atividades geradoras, reforçando a importância do conhecimento de informações quanto à quantidade, qualidade e destinação do resíduo gerado para subsidiar o planejamento de atividades de controle ambiental, na região. Finalmente, pode-se afirmar que a RMC não foge à regra da realidade ambiental das metrópoles brasileiras que convivem, diariamente, com a enorme quantidade e complexidade de resíduo resultante das atividades humanas. Recomenda-se, para próximos trabalhos, sobre a região, atualizar e ampliar os estudos sócio-ambientais e propor estratégias, para incentivo da articulação intermunicipal e interinstitucional, voltadas ao estabelecimento de políticas públicas. 5.2.2 Caracterização do setor industrial da RMC Constatou-se que o setor industrial da RMC caracteriza-se pela diversificação e pela presença de empresas de alta tecnologia. A pesquisa efetuada, no cadastro FIESP, apresentou resultados semelhantes às informações obtidas para o total do setor industrial da região, no que se refere à distribuição das indústrias por 107 município, por ramo industrial e distribuição dos tipos de indústria por município, confirmando a representatividade da amostras de indústrias constantes do cadastro FIESP. Recomenda-se, para próximos trabalhos, a ampliação das pesquisas sobre o setor industrial nos cadastros públicos, enfatizando o tema da produção industrial e geração de resíduo. Isto auxiliará na adequada seleção de amostra para futuros inventários de resíduo. 5.2.3 Inventário de resíduo sólido industrial da RMC Quanto à quantidade de resíduo produzido, concluiu-se que o total de resíduo sólido industrial inventariado, em tonelada por ano, quase se iguala à quantidade produzida de resíduo sólido urbano pela população da RMC, o que demonstra a importância da questão da produção e destinação de resíduo sólido industrial na região. Está presente uma quantidade significativa de resíduo não especificado, na amostra pesquisada. Este fato pode indicar problemas com a qualidade da coleta de dados ou, ainda, a necessidade de ampliação dos códigos utilizados para identificação do resíduo. Com o objetivo de aumentar a precisão dos estudos para aproveitamento energético de resíduo, recomenda-se a revisão e ampliação da listagem de código de resíduo. Observou-se a ocorrência de falhas, na coleta de dados, verificadas em alguns municípios. Por exemplo, há o caso de dois municípios, Monte Mor e Santo Antônio de Posse, em que se constatou a produção de, apenas, dois tipos de resíduos, enquanto havia a presença de três ramos industriais. Este fato, concluiu-se, não invalida a realização do inventário como um todo, devido à pequena representatividade deste resíduo no total da amostra, contudo, indica a necessidade de aprimoramento nas atividades de levantamento e interpretação das informações, nos próximos inventários. Quanto à destinação de resíduo sólido industrial, conclui-se que há um amplo leque de tipos de armazenamento e destinação de resíduo, no universo pesquisado. Chama atenção encontrar-se, na amostra, 20% do total de resíduo com destinação inadequada e 4,4% armazenados, constituindo-se em passivo ambiental, uma vez que a amostra é composta de indústrias de médio 108 e grande porte que, geralmente, possuem licenciamento ambiental. Observou-se, ainda, que há cerca de 10% de resíduo perigoso constituindo-se em passivo ambiental (armazenado) ou com destinação inadequada. Esta situação aponta para as deficiências, na região, quanto a unidades de tratamento e destinação final de resíduo sólido industrial. Esta deficiência está registrada em algumas publicações que caracterizam a RMC como exportadora de resíduos para tratamento e disposição em regiões vizinhas. Portanto, cabe destacar que, apesar de não se dispor deste tipo de informação para o inventário, muito provavelmente, parte do resíduo inventariado disposto adequadamente é encaminhado para fora da região, o que representa acréscimo no custo e no risco ambiental, relacionados ao transporte até os locais de tratamento e destinação final. Pode-se concluir, ainda, que há indicações de boa disposição para ações de reciclagem no meio industrial da região e, portanto, de energia a ser evitada, uma vez que há um índice de reciclagem considerável e maior do que o existente no meio urbano, além de ter sido verificado resíduo reciclável com outros tipos de destinação, na amostra pesquisada. Pode-se associar os maiores índices de reciclagem, na área industrial, à maior facilidade de gerenciamento das fontes geradoras de resíduo nesta área quando comparada com a área domiciliar urbana. 5.2.4 Energia associada ao resíduo sólido industrial da RMC Há benefícios evidentes com o aproveitamento energético do resíduo inventariado na RMC. Verificou-se o significado e importância dos resultados do estudo energético quantitativo, que abrangeu o resíduo com fator de conversão energética conhecido, uma vez que o valor encontrado para a potência média associada tanto à energia aproveitada quanto à energia potencial, na amostra, corresponde à potência de uma PCH. Em termos de consumo energético 109 residencial, verifica-se que a energia aproveitada equivale, aproximadamente, ao consumo anual de cerca de 600.000 habitantes e que a energia potencial equivale ao consumo de 80.000 habitantes. O aproveitamento energético, conclui-se, pode vir a ser um incentivo à implantação de estruturas de tratamento e destinação final numa região carente destas unidades, o que resultará em benefício ambiental. Além disto, genericamente, observa-se que o aproveitamento energético, através da reciclagem, significa diminuição da produção de energia, a partir de recursos naturais; diminuição da carga poluidora lançada no ambiente; aumento da vida útil das unidades de tratamento e disposição final existentes ou projetadas; redução dos impactos decorrentes da produção e uso de energia; e, economia de matéria prima na produção industrial. Recomenda-se a realização de novos estudos para atualização e ampliação de dados, de modo a obter-se projeção do aproveitamento energético de resíduo para toda a RMC, contribuindo para concepção e desenvolvimento de políticas e planos para o setor ambiental e de energia. 110 Referências bibliográficas ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10.004: Resíduos Sólidos: Classificação. NBR - 10.004. Rio de Janeiro, 1987. ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8.418: Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos. 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Campinas: Unicamp, 2002. p. 195-223. 121 PÁGINA EM BRANCO 122 ANEXOS 123 ANEXO A 124 ANEXO B - Distribuição dos ramos industriais, por município, na RMC Apresenta-se, nas FIGs. B.1 a B.19 a distribuição dos ramos industriais por município, na RMC. Alimentícias 10% Fab. de Máquinas e Equipamentos 11% Outros 34% Instrumentos Médicos 33% Alimentícias 34% Produtos Químicos 13% Instrumentos Médicos 6% Fab. de Produtos Minerais NãoMetálicos 5% Fab. de Produtos de Metal 14% Artefatos de Plástico 7% Fab. de Produtos de Metal 33% FIGURA B.1 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.2 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Campinas industriais, por ramo de atividade, em S. A. de Posse Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fab. de Alimentícias Máquinas e 6% Equipamentos 10% Outros 42% Indústrias Diversas 25% Alimentícias 25% Produtos Químicos 15% Têxteis 27% Fab. de Máquinas e Equipamentos 50% FIGURA B.3 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.4 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Itatiba industriais, por ramo de atividade, em Holambra Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) 125 Fab. de Produtos de Metal 9% Outros 21% Artefatos de Plástico 5% Papel, Celulose e Artefatos de Papel 5% Têxteis 12% Outros 30% Fab. de Máquinas e Equipamentos 15% Indústrias Diversas 7% Vestuário 18% Têxteis 27% Fab. de Produtos de Metal 9% Fab. de Produtos Minerais NãoMetálicos 42% FIGURA B.5 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.6 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Pedreira industriais, por ramo de atividade, em Santa Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Bárbara D´Oeste Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Outros 9% Alimentícias 13% Outros 31% Produtos Químicos 13% Fab. de Máquinas e Equipamentos 5% Fab. de Veículos 5% Produtos Químicos 5% Metalurgia Básica 5% Móveis 5% Artefatos de Plástico 13% Têxteis 45% Fab. de Produtos de Metal 21% Vestuário 30% FIGURA B.7 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.8 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Artur industriais, por ramo de atividade, em Nova Nogueira Odessa Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) 126 Fab. de Máquinas e Equipamentos 13% Outros 25% Fab. de Veículos 10% Fab. de Produtos Minerais NãoMetálicos 5% Fab. de Prudutos de Metal 21% Vestuário 9% Produtos Químicos 50% Outros 50% Produtos Químicos 10% Metalurgia Básica 7% FIGURA B.9 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.10 - industriais, por ramo de atividade, em Indaiatuba Estabelecimentos Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) atividade em Cosmópolis Distribuição Industriais por dos ramo de Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fab. de Máquinas e Equipamentos 13% Fab. de Veículos 8% Outros 36% Alimentícias 19% Outros 35% Produtos Químicos 8% Artefatos de Plástico 8% Fab. de Produtos Minerais NãoMetálicos 8% Equipamentos de Informática 8% Fab. de Produtos de Metal 11% Produtos Químicos 46% FIGURA B.11 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.12 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Hortolândia industriais, por ramo de atividade, em Paulínia Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) 127 Outros 13% Alimentícias 8% Fab. de Máquinas e Equipamentos 13% Têxteis 17% Fab. de Produtos de Metal 10% Fab. de Máquinas e Equipamentos 13% Outros 28% Produtos Químicos 20% Fab. de Veículos 6% Fab. de Produtos Minerais NãoMetálicos 13% Produtos Químicos 18% Artefatos de Plástico 15% Fab. de Produtos de Metal 13% Artefatos de Plástico 13% FIGURA B.13 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.14 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Sumaré industriais, por ramo de atividade, em Monte Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Mor Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fab. de Máquinas e Equipamentos 19% Outros 30% Outros 13% Indúst rias Diversas 3% Fab. de Materiais Elétricos 13% Fab. de Produtos Minerais NãoMetálicos 19% Fab. de Aliment ícia M áquinas e Equipamentos Produtos 4% Quí micos 7% 3% Art ef at os de Plást ico 7% Vestuário 13% Produtos Químicos 6% Artefatos de Plástico 13% Têxt eis 44% Fab. de Produt os de M etal 6% FIGURA B.15 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.16 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Jaguariúna industriais, por ramo de atividade, em Americana Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) 128 Alimentícia 8% Outros 26% Fab. de Máquinas e Equipamentos 6% Outros 24% Alimentícia 16% Fab. de Máquinas e Equipamentos 7% Borracha 6% Papel, Celulose e Artefatos de Papel 6% Têxteis 6% Produtos Químicos 10% Fab. de Veículos 7% Papel, Celulose e Artefatos de Papel 11% Fab. de Veículos 32% Fabricação de Produtos de Metal 13% Artefatos de Plástico 9% Produtos Químicos 13% FIGURA B.17 - Distribuição dos estabelecimentos FIGURA B.18 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Vinhedo industriais, por ramo de atividade, em Valinhos Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) Alimentícias 100% FIGURA B.19 - Distribuição dos estabelecimentos industriais, por ramo de atividade, em Amparo Fonte: Elaborado com base em FIESP (2002a) 129 ANEXO C - Manual para preenchimento do MCE (Memorial de Caracterização de Empreendimento) Consta da TAB. C.1 o dicionário de códigos de resíduo apresentado no manual do MCE, de acordo com CETESB (1999). Segundo CETESB (1999), o preenchimento do código do resíduo deve ser feito conforme norma NBR 10.004 - Resíduos Sólidos -Classificação e Resolução CONAMA n° 06 de 15/06/88. TABELA C.1 - Dicionário de códigos de resíduo Norma NBR 10.004 códigos FO01 a F030 (listagem 1 -resíduos reconhecidamente perigosos - Classe 1, de fontes não-específicas). código F100 -Bifenilas Policloradas (PCBs); embalagens contaminadas com PCBs inclusive transformadores e capacitores; Resíduos de derramamento e solos contaminados com PCBs. códigos K001 a K209 (listagem 2) -resíduos reconhecidamente perigosos de fontes específicas. códigos P001 a P123 (listagem 5) - resíduos perigosos por conterem substâncias agudamente tóxicas (restos de embalagens contaminadas com substâncias da listagem 5; resíduos de derramamento ou solos contaminados, e produtos fora de especificação ou produtos de comercialização proibida de qualquer substância constante na listagem 5). códigos U001 a U246 (listagem 6) - resíduos perigosos por conterem substâncias tóxicas (resíduos de derramamento ou solos contaminados; produtos fora de especificação ou produtos de comercialização proibida de qualquer substância constante na listagem 6). códigos D001 - resíduos perigosos por apresentarem inflamabilidade. códigos D002 - resíduos perigosos por apresentarem corrosividade. códigos D003 - resíduos perigosos por apresentarem reatividade. códigos D004 - resíduos perigosos por apresentarem patogenicidade. códigos D005 a D029 (listagem 7) - resíduos perigosos caracterizados pelo teste de lixiviação. códigos D099 – outros resíduos perigosos. códigos A100 - resíduos Classe 3 - inertes, ou seja, quaisquer resíduos que, quando amostrados de forma representativa, segundo norma NBR 10.007 - Amostragem de resíduos, e submetidos a um teste de solubilização, segundo norma NBR 10.006 – Solubilização de resíduos, não apresentarem nenhum dos constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, conforme listagem 8 (Padrões para o teste de solubilização), excetuando-se os padrões de aspecto, cor, turbidez e sabor). Como exemplos destes materiais, pode-se citar rochas, tijolos, vidros e certos plásticos e borrachas que não são decompostos prontamente. Vide Tabela C 2 abaixo. códigos A101 a A138 (listagem 8) - resíduos Classe 2 – não inertes, contendo constituintes solubilizados em concentrações superiores aos padrões do teste de solubilização, conforme listagem 8. Vide Tabela C 2 abaixo. códigos G001 a G016 (listagem 9) - resíduos contendo constituintes em sua massa bruta, que apresentam concentrações de poluentes superiores aos limites máximos indicados na listagem 9. códigos C001 a C009 (listagem 10) - resíduos contendo componentes voláteis, nos quais não se aplicam testes de lixiviação e/ou de solubilização, apresentando concentrações superiores aos indicados na listagem 10. Resolução CONAMA n° 06 de 15/06/88: Códigos A001 a A024 - resíduos não-perigosos detalhados no Tabela C 2 – códigos de resíduos não-perigosos Classe 2 ou 3. Código A099 -outros resíduos Classe 2 ou 3. Fonte: Cetesb (1999) 130 Apresenta-se, na TAB. C.2, o dicionário de códigos de resíduo não-perigoso, segundo CETESB (1999). TABELA C.2 - Dicionário de códigos de resíduo não-perigoso Código A 001 A 002 A 003 A 004 A 005 A 006 A 007 A 008 A 009 A 010 A 011 A 012 A 013 A 014 A 015 A 016 A 017 A 018 A 019 A 021 A 022 A 023 A 024 A 100 A 101 A 102 A 103 A 104 A 105 A 106 A 107 A 108 A 109 A 110 A 111 A 112 A 113 A 114 A 115 A 116 A 117 A 118 A 119 Códigos de Resíduos não Perigosos Classe 2 e 3 Resíduo Lixo de restaurante Res. gerados fora do processamento industrial Res. de varrição de fábricas Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de borracha Res. de madeira Res. de matérias têxteis Res. de minerais não metálicos Escória de fundição de alumínio Escória de fundição de ferro e aço Escória de fundição de latão Escoria de fundição de zinco Areia de fundição Res. de refratários e materiais cerâmicos Res. sólidos compostos de metais não tóxicos Res. Sólidos de STAR contendo material Res. sólidos de STAR contendo substâncias não tóxica Res. pastosos de STAR contendo substâncias não tóxicas I Res. pastosos contendo calcário Bagaço de cana Res.inerte (classe III) conforme teores encontrados no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo arsênio em conc. maior ou igual a 0,05 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo bário em conc. maior ou igual a 1,0 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo cádmio em conc. maior ou igual a 0,005 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo chumbo em conc. maior ou igual a 0,05 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo cianeto em conc. maior ou igual a 0,1 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo cromo total em conc. maior ou igual a 0,05 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo fenol em conc. maior ou igual a 0,001 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo fluoreto em conc. maior ou igual a 1,5 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo mercúrio em conc. maior ou igual a 0,001 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo nitrato em conc. maior ou igual a 10.0 mgN/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo prata em conc. maior ou igual a 0,05 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo selênio em conc. maior ou igual a 0,01 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo aldrin em conc. maior ou igual a 3.0E-05 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo clordano (todos os isômeros) em conc. maior ou igual a 3.0E-04 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res contendo DDT (todos os isômeros) em conc. maior ou igual a 1.0E-3 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo dieldrin em conc. maior ou igual a 3,0E-05 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização' Res. contendo endrin em conc. maior ou igual a 2.0E-04 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo epóxi-heptacloro em conc. maior ou igual a 1,0E-04 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo heptacloro em conc. maior ou igual a 1.0E-04 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização continua... 131 TABELA C.2 - Dicionário de códigos de resíduo não-perigoso conclusão. Códigos de Resíduos não Perigosos Classe 2 e 3 Resíduo Código A 120 A 121 A 122 A 123 A 124 A 125 A 126 A 127 A 128 A 129 A 130 A 131 A 132 A 133 A 134 A 135 A 136 A 137 A 138 A 099 Res. contendo hexaclorobenzeno em conc. maior ou igual a 1.0E-05 mg/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo lindano em conc. maior ou igual a 3,0E-03 no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo metoxicloro em conc. maior ou igual a 0,03 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo pentaclorofenol em conc. maior ou igual a 0,01 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo toxafeno em conc. maior ou igual a 5,0E-03 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo 2,4-D em conc. maior ou igual a 0,1 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo 2,4,5- T em conc maior ou igual a 2.0E-03 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo 2,4,5- TP em conc maior ou igual a 0,03 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo organofosforados e carbamatos em conc maior ou igual a 0,1 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res contendo alumínio em conc. maior ou igual a 0,2 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res contendo cloreto em conc maior ou igual a 250,.0 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res contendo cobre em conc. maior ou igual a 1,0 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo dureza em conc. maior ou igual a 500,0 mgCaCO3/I no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo ferro em conc. maior ou igual a 0,3 mg/1 no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo manganês em conc. maior ou igual a 0,1 mg/1 no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo sódio em conc. maior ou igual a 200,0 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo surfactantes (tensoativos) em conc. maior ou igual a 0,2 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo sulfato em conc. maior ou igual a 400,0 mgSO4/l no extrato obtido no teste de solubilização Res. contendo zinco em conc. maior ou igual a 5,0 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização Outros resíduos (especificar) Fonte: Cetesb (1999) Encontra-se, na TAB. C.3, o dicionário de códigos para sistemas de armazenamento, recuperação, tratamento e disposição final de resíduo sólido, de acordo com CETESB (1999). TABELA C.3 - Dicionário de códigos para sistemas de armazenamento, recuperação, tratamento e disposição final de resíduo sólido Códigos para Sistema de armazenamento, tratamento, reutilização/reciclagem e destino final de resíduos Código não gerado gerado atualmente atualmente Z01 Z02 Z03 Z04 Z05 Z06 Z07 Z08 Z11 Z12 Z13 Z21 S01 S02 S03 S04 S05 S06 S07 S08 S11 S12 S13 S21 Sistema Armazenamento tambor em piso impermeável, área coberta a granel em piso impermeável. área coberta caçambas em piso impermeável, área coberta tanque em piso impermeável. E bacia de contenção bombona em piso impermeável, área coberta baia em piso impermeável, área coberta saco em piso impermeável, área coberta lagoa com impermeabilização tambor em piso impermeável, área descoberta tambor em solo, área coberta tambor em solo, área descoberta a granel em piso impermeável, área descoberta continua... 132 TABELA C.3 - Dicionário de códigos para sistemas de armazenamento, recuperação tratamento e disposição final de resíduo sólido Continuação.. Códigos para Sistema de armazenamento, tratamento, reutilização/reciclagem e destino final de resíduos Código não gerado gerado atualmente atualmente Z22 Z23 Z31 Z32 Z33 Z41 Z42 Z51 Z52 Z53 Z61 Z62 Z63 Z71 Z72 Z73 Z81 Z99 S22 S23 S31 S32 S33 S41 S42 S51 S52 S53 S61 S62 S63 S71 S72 S73 S81 S99 Código T01 T02 T03 T04 T05 T06 T07 T08 T09 T10 T11 T12 T13 T14 T99 Código B01 B02 B03 B04 B05 B06 B07 B08 Código R01 R02 R03 R04 Sistema Armazenamento a granel em solo, área coberta a granel em solo, área descoberta caçamba em piso impermeável, área descoberta caçamba em solo, área coberta caçamba em solo, área .descoberta tanque em piso impermeável sem bacia de contenção tanque em solo, sem bacia de contenção bombona em piso impermeável, área descoberta bombona em solo, área coberta bombona em solo, área descoberta Baia em piso impermeável, área descoberta Baia em solo, área coberta Baia em solo, área descoberta Saco em piso impermeável, área descoberta Saco em solo, área coberta Saco em solo, área descoberta lagoa sem impermeabilização outros sistemas Tratamento Incinerador Queima a céu aberto Detonação Oxidação de Cianetos Encapsulamento fixação química ou solidificação Oxidação química Precipitação Detoxificação Neutralização Adsorção Tratamento biológico Compostagem Secagem Landfarming Outros tratamento (especificar) Disposição final Infiltração no solo Aterro Municipal Aterro Industrial Próprio Aterro Industrial Terceiros Lixão Municipal Lixão Particular Lançamento em rede de esgoto Outras (especificar) Reutilização/Reciclagem Utilização em forno industrial Utilização em caldeira Utilização em formulação de micronutrientes Utilização "in natura" como adubo (lixo domiciliar) continua... 133 TABELA C.3 - Dicionário de códigos para sistemas de armazenamento, recuperação, tratamento e disposição final de resíduo sólido conclusão. Código R05 R06 R09 R19 R29 R39 R49 R59 R69 R79 R99 Códigos para Sistema de armazenamento, tratamento, reutilização/reciclagem e destino final de resíduos Sistema Fertirrigação (aplicação com projeto aprovado) Alimentação de animais Reutilização como combustível Reutilização como matéria-prima Recuperação de solventes Recuperação de óleos lubrificantes Recuperação de metais Sucateiros intermediários Reciclagem na própria indústria Reciclagem fora da indústria Outras formas de recuperação ou reutilização (especificar) Fonte Cetesb (1999) 134 ANEXO D Inventário de resíduo sólido industrial das Regionais Piracicaba I e II Apresenta-se nas TABs. D.1 e D.2 os dados relativos ao Inventário de resíduo sólido industrial das Regionais Piracicaba I e II, de acordo com CETESB (2003c) e CETESB (2003d). TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I Tipo de resíduo Município Destino A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA JAGUARIUNA JAGUARIUNA MONTE MOR PAULINIA PAULINIA PEDREIRA VALINHOS VALINHOS VINHEDO VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS HOLAMBRA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA JAGUARIUNA JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA PAULINIA B02 B07 B05 B07 B05 B05 B07 B07 B02 B07 B07 B02 B07 B02 B07 B02 T05 T99 T04 B05 T99 B05 T04 T14 B05 T99 B02 B04 B05 ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS LIXÃO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL QUEIMA A CEU ABERTO INTERMEDIÁRIOS CALDEIRA LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO MUNICIPAL A002 A002 A002 A002 A003 PEDREIRA VALINHOS VALINHOS VINHEDO CAMPINAS B05 B02 T99 B02 B02 LIXÃO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL Quantidade t/ano 318,9 459,0 25,0 13,8 50,0 21,0 18,0 130,0 37,6 232,5 2,0 52,8 136,0 99,0 3,6 3.201,2 0,5 57,0 2,5 159,1 25,0 237,0 2,0 5,0 29,5 160,0 20,0 48,0 25,5 1,0 121,4 140,7 402,6 2.950,5 continua... 135 TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A006 A006 A006 A006 Município Destino CAMPINAS INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PEDREIRA VALINHOS VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA PAULINIA PAULINIA PEDREIRA VALINHOS VALINHOS VINHEDO VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA B07 B05 B05 T04 T14 B07 B02 B06 S01 T02 T03 B30 B02 B02 S01 T14 T99 B05 T14 T99 T14 T99 T14 T99 T99 T14 T99 T14 T99 T14 T99 T14 T99 T14 B06 T99 T14 B02 B02 T14 T99 T14 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR EM TAMBORES INCINERADOR DE CAMARA FORNOS INDUSTRIAIS OUTROS ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO PARTICULAR INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM Quantidade t/ano 530,0 225,5 20,6 25,0 30,0 758,0 12,0 400,0 2,5 14,0 12,0 1,0 855,1 291,2 12,0 13.005,8 13.406,9 110,0 2.883,0 498,2 64,0 47,9 484,0 1.512,5 36,0 8.655,2 470,0 78,0 18,1 504,1 392,6 25,3 49,3 355,4 6,0 1,2 18,0 1,2 0,1 1.331,3 283,3 18,0 continua... 136 TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A008 A008 A008 A008 A009 Município Destino INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA JAGUARIUNA MONTE MOR PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PEDREIRA VALINHOS VALINHOS VINHEDO VINHEDO VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS HOLAMBRA INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA JAGUARIUNA JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VALINHOS VALINHOS VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS PAULINIA CAMPINAS T99 T14 T99 T99 T99 B02 B03 S01 T02 T14 T99 T99 B02 T99 B02 T14 T99 B02 B04 T14 T99 T99 B05 S01 T99 T14 T99 T14 T99 B02 S02 T01 T14 T99 B02 T14 T99 B02 T04 T14 T99 S01 T03 INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES INCINERADOR DE CAMARA REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL A GRANEL INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES FORNOS INDUSTRIAIS 137 Quantidade t/ano 807,3 15,6 253,4 84,0 50,0 4,2 180,0 0,1 20,0 130,0 105,8 4,0 15,0 700,0 45,4 27,0 790,7 21,9 148,0 681,8 1.216,5 7,0 4,2 4,5 45,9 76,5 31,8 15,0 89,0 1,0 3,0 1,2 84,6 271,8 48,3 47,8 71,8 21,2 1,0 200,0 1.159,0 0,6 1.200,0 continua... TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo A009 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A011 A011 A011 A011 A011 A011 A012 A013 A013 A013 A016 A017 A017 A017 A017 A017 A017 A017 A018 A018 A018 A018 Município Destino CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VALINHOS VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA PAULINIA VALINHOS CAMPINAS CAMPINAS JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA VINHEDO INDAIATUBA CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA CAMPINAS INDAIATUBA ITATIBA PAULINIA PAULINIA VINHEDO VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA VINHEDO T14 T99 T03 T99 T04 T14 B02 T03 T14 S01 T04 T14 T99 B05 T99 B05 T04 T14 T99 S01 B02 S02 T14 T14 T14 T99 T14 T99 T99 B05 B06 B05 B02 B05 T14 B06 S01 B02 T14 S01 T16 B05 B02 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS FORNOS INDUSTRIAIS INTERMEDIÁRIOS CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES ATERRO MUNICIPAL A GRANEL REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR LIXÃO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO PARTICULAR EM TAMBORES ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES COMPOSTAGEM LIXÃO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL Quantidade t/ano 60,7 1.380,8 12,0 20,0 1,0 156,0 14,0 95,0 63,0 13,2 12,0 46,0 1.170,0 40,0 16,9 6,0 1,2 335,6 110,0 0,8 0,5 20,0 15,7 741,3 47,0 203,6 122,0 0,5 925,0 4,0 20,0 8,0 5,0 384,0 120,0 12,0 270,0 37,0 2,4 1,0 21,3 2,4 42,0 continua... 138 TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A021 A022 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 Município Destino CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VALINHOS VINHEDO VINHEDO VINHEDO CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA ITATIBA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PEDREIRA VALINHOS VALINHOS VALINHOS VINHEDO JAGUARIUNA CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS B06 S08 B05 B30 B30 S01 T01 T18 B02 B30 S01 S02 T02 T18 B02 B30 B30 S01 T15 B04 B30 T03 S01 T01 S01 S02 S08 S09 B30 B02 B30 S01 B02 T18 B02 B04 B06 B07 B30 S01 T14 T15 T99 LIXÃO PARTICULAR OUTROS SISTEMAS LIXÃO MUNICIPAL OUTROS OUTROS EM TAMBORES INCINERADOR FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN ATERRO MUNICIPAL OUTROS EM TAMBORES A GRANEL INCINERADOR DE CAMARA FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN ATERRO MUNICIPAL OUTROS OUTROS EM TAMBORES TRATAMENTO BIOLÓGICO ATERRO INDUSTRIAL OUTROS FORNOS INDUSTRIAIS EM TAMBORES INCINERADOR EM TAMBORES A GRANEL OUTROS SISTEMAS LAGOAS OUTROS ATERRO MUNICIPAL OUTROS EM TAMBORES ATERRO MUNICIPAL FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO PARTICULAR ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS OUTROS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO INTERMEDIÁRIOS 139 Quantidade t/ano 10,0 10,0 20,0 1,6 72,9 801,7 1,0 6.147,0 4,0 0,8 84,0 2.184,0 2,0 24,0 1.286,0 840,0 4,0 3,6 240,0 28,0 662,0 15,0 152,0 25,0 36,0 400,0 500,0 7.200,0 9.850,0 183,0 17.040,0 20,0 78,0 19.535,0 123,4 50,0 100,5 119,0 294,0 54,2 8.507,0 127,0 108,0 continua... TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo Município Destino A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 HOLAMBRA INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA ITATIBA JAGUARIUNA JAGUARIUNA JAGUARIUNA JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VALINHOS VALINHOS VALINHOS VINHEDO B30 B05 S01 T14 B05 B06 B30 T01 T14 T99 B07 T14 T18 T99 B02 B04 B06 B30 S01 S02 T01 T03 T04 T14 T15 T34 T99 B02 T14 T15 T99 B02 OUTROS LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS REPROC.OU RECICLAGEM FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS EM TAMBORES A GRANEL INCINERADOR FORNOS INDUSTRIAIS CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO OUTROS TRATAMENTOS INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL A099 A099 A116 D001 D001 D001 D001 D001 D001 D001 VINHEDO VINHEDO INDAIATUBA CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA B07 T14 B06 S01 T14 S01 T14 T99 T14 T99 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO PARTICULAR EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS Quantidade t/ano 19,0 312,0 91,5 66,2 32,0 5,0 318,0 7,5 1.782,0 96,0 43.140,0 302,0 579,0 600,0 842,4 24,0 1.080,4 10.072,6 212,8 1,1 637,0 30,0 120,0 3.407,5 4.810,0 200,0 85,0 15.771,3 1.610,0 300,0 19,0 533,6 509,0 153,0 100,0 2,4 87,3 1,4 74,0 5,0 10,0 9,0 continua... 140 TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo D001 D001 D001 D001 D001 D002 D002 D002 D002 D004 D004 D004 D004 D004 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 Município Destino PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA VINHEDO ITATIBA PAULINIA PAULINIA PAULINIA CAMPINAS CAMPINAS COSMOPOLIS VALINHOS VALINHOS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA ITATIBA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VALINHOS S01 T01 T04 T14 T14 T14 S01 S09 T14 T01 T05 B05 T01 T34 B04 S01 S02 S08 T01 T03 T14 T34 T99 S01 S02 S03 T03 T14 T03 T14 B03 B04 S01 S04 S08 T01 T02 T03 T04 T14 T15 T18 S01 T14 EM TAMBORES INCINERADOR CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES LAGOAS REPROC.OU RECICLAGEM INCINERADOR QUEIMA A CEU ABERTO LIXÃO MUNICIPAL INCINERADOR OUTROS TRATAMENTOS ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES A GRANEL OUTROS SISTEMAS INCINERADOR FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS TRATAMENTOS INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES A GRANEL CAÇAMBAS FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO INDUSTRIAL ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES TANQUES OUTROS SISTEMAS INCINERADOR INCINERADOR DE CAMARA FORNOS INDUSTRIAIS CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM 141 Quantidade t/ano 0,5 7.200,0 1.092,0 120,0 43,4 920,6 1,0 700,0 1.520,0 0,8 0,5 0,3 4,0 0,1 120,0 42,6 92,4 36,4 97,7 17,7 117,6 0,8 0,1 158,7 0,4 210,0 4,7 15,0 60,0 1,5 30,0 148,0 239,5 17,5 0,6 2.153,0 139,4 356,0 192,0 2.091,0 1.859,0 1.680,0 3,0 69,8 continua... TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba I continuação. Tipo de resíduo D099 F001 F001 F001 F001 F002 F003 F003 F003 F004 F006 F006 F006 F006 F006 F006 F008 F011 F011 F011 F012 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F019 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 K003 K022 Município Destino VINHEDO CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA PAULINIA PAULINIA CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA PEDREIRA VALINHOS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA VALINHOS CAMPINAS CAMPINAS CAMPINAS INDAIATUBA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA JAGUARIUNA PAULINIA PAULINIA VALINHOS VALINHOS INDAIATUBA PAULINIA T03 T14 T14 T99 T14 T14 T14 T03 T04 T01 B04 S01 T03 S01 S01 S01 T03 S08 T03 T34 B04 S01 T03 T14 T99 B05 S01 T14 T14 S01 S01 T14 S01 T14 T99 T14 T14 T01 T14 T14 T99 S01 S01 FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM FORNOS INDUSTRIAIS CALDEIRA INCINERADOR ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES FORNOS INDUSTRIAIS EM TAMBORES EM TAMBORES EM TAMBORES FORNOS INDUSTRIAIS OUTROS SISTEMAS FORNOS INDUSTRIAIS OUTROS TRATAMENTOS ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES EM TAMBORES 142 Quantidade t/ano 12,0 23,2 16,0 1,4 5,0 26,3 29,1 84,0 200,0 250,0 360,0 3,2 104,5 5,2 6,0 1,5 3,6 0,1 10,0 76,8 6,0 0,4 27,3 132,3 1,0 2,0 2,2 15,0 0,8 2,5 150,5 314,6 5,2 8,2 1,0 47,0 4,0 4,0 25,0 15,0 8,4 3,0 2,4 continua... TABELA D.1 - Inventário de resíduo sólido industrial da regional Piracicaba I conclusão. Tipo de resíduo K022 K051 K051 K083 K207 K207 K208 K208 Município Destino PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA PAULINIA S.ANTONIO DE POSSE PAULINIA S. ANTONIO DE POSSE T04 S01 T18 S01 S04 S04 S04 S02 CALDEIRA EM TAMBORES FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN EM TAMBORES TANQUES TANQUES TANQUES A GRANEL Quantidade t/ano 5.340,0 1.764,0 1.850,0 2,4 22,9 13,4 35,2 56,6 Fonte: Cetesb (2003c). TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II Tipo de resíduo A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A001 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A002 A003 A003 A003 A003 Município Destino AMERICANA AMERICANA AMERICANA COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA COSMOPOLIS COSMOPOLIS HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA B02 B07 T99 B07 B05 B07 T99 B07 B02 B05 B07 B30 B02 T99 B02 B05 B05 B02 T99 B02 B02 B05 T05 B02 B06 B30 T99 ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS INTERMEDIÁRIOS ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS LIXÃO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS INTERMEDIÁRIOS ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS OUTROS ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL QUEIMA A CEU ABERTO ATERRO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS INTERMEDIÁRIOS Quantidade t/ano 143,6 56,0 1,0 3,6 4,0 41,0 7,8 115,0 2,5 24,0 732,7 15,0 430,7 1,3 1,2 16,9 59,0 22,2 2,3 9,4 15,6 795,4 12,2 41,8 72,0 35,0 48,0 continua... 143 TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II continuação. Tipo de resíduo Município Destino Quantidade t/ano A003 A003 A003 A003 A003 A003 A003 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A004 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A005 A006 A006 A006 ARTHUR NOGUEIRA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA ARTHUR NOGUEIRA COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA ARTHUR NOGUEIRA COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA T14 B05 T99 B02 B02 B02 B05 T14 T99 T14 T99 B30 T14 T99 B30 T99 T99 B30 T14 T99 T14 T99 T14 T99 T14 T99 T34 T99 T14 T99 B02 T14 T99 REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS OUTROS INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS OUTROS TRATAMENTOS INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 72,0 5,0 21,1 20,0 8,0 0,5 87,4 39,8 2.834,3 38,0 219,0 0,5 20,0 530,2 218,4 6,4 25,0 5.600,0 70,8 803,2 4,5 96,5 3,0 66,5 6,0 43,0 2.187,0 1,5 50,0 1.037,0 129,4 913,6 1.317,7 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 A006 ARTHUR NOGUEIRA COSMOPOLIS COSMOPOLIS COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA T14 B05 T14 T99 B02 B30 T14 T99 B02 REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL 292,0 12,0 77,3 19,0 3,1 2,4 10,0 300,2 131,8 continua... 144 TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II continuação. Tipo de resíduo A006 A006 A006 A006 A006 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A007 A008 A008 A008 A008 A008 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A009 A010 Município Destino NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA ARTHUR NOGUEIRA COSMOPOLIS COSMOPOLIS COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA HORTOLANDIA SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA HORTOLANDIA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA T14 T99 T99 T14 T99 B02 S01 S08 T14 T99 T14 B30 T14 T99 B02 B30 S01 T14 T99 B02 T14 T99 T99 B05 S01 T14 T99 T14 T99 B30 B02 B05 B02 T14 T99 T99 T04 B02 B05 T03 T99 B02 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL EM TAMBORES OUTROS SISTEMAS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL OUTROS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS OUTROS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS CALDEIRA ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL FORNOS INDUSTRIAIS INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL Quantidade t/ano 48,0 168,0 54,0 302,0 426,6 48,8 0,3 0,2 466,2 245,5 30,3 12,0 4,0 53,0 0,3 2,4 22,0 8,5 29,7 0,3 0,7 20,6 8,3 5,0 5,4 35,4 208,4 2,2 1.296,0 4,8 25,0 180,0 21,8 504,0 13,9 8,2 580,0 3,0 0,5 180,0 159,0 134,6 continua... 145 TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II continuação. Tipo de resíduo A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A010 A011 A011 A011 A011 A011 A011 A011 A013 A013 A013 A013 A013 A016 A016 A016 A016 A017 A017 A017 A017 A017 A017 A018 A018 A019 A019 A019 Município Destino AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA ARTHUR NOGUEIRA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE AMERICANA COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA ENGENHEIRO COELHO HORTOLANDIA S. BARBARA D'OESTE SUMARE AMERICANA ENGENHEIRO COELHO NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE AMERICANA AMERICANA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA SUMARE ENGENHEIRO COELHO SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA B30 T04 T14 T99 T14 B05 T99 B02 T05 T14 T99 B02 T99 T14 T99 T99 T14 T14 T99 S01 T14 T99 T14 B02 T99 B30 B30 B06 B02 B04 B30 B30 T14 B06 T34 B30 T99 B02 B06 B03 B06 T18 OUTROS CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL QUEIMA A CEU ABERTO REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS OUTROS OUTROS LIXÃO PARTICULAR ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL OUTROS OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO PARTICULAR OUTROS TRATAMENTOS OUTROS INTERMEDIÁRIOS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO PARTICULAR FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFARMIN Quantidade t/ano 913,0 0,9 13.647,8 91,6 624,0 1,0 0,7 19,4 1,0 94,8 41,5 4,5 38,9 50,0 32,0 0,3 1.200,0 21,0 2,7 0,4 3,0 0,1 290,0 1.134,0 3,0 750,0 12.000,0 1.200,0 1.200,0 22,4 4.900,0 15,7 251,2 0,3 768,0 190,4 2.400,0 348,0 15,0 34.800,0 360,0 864,0 continua... 146 TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II continuação. Tipo de resíduo Município Destino A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A019 A021 A021 A021 A021 A021 ARTHUR NOGUEIRA HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA COSMOPOLIS HORTOLANDIA HORTOLANDIA B05 B30 B30 S08 B30 S01 B06 B30 B06 B30 S08 B30 S01 LIXÃO MUNICIPAL OUTROS OUTROS OUTROS SISTEMAS OUTROS EM TAMBORES LIXÃO PARTICULAR OUTROS LIXÃO PARTICULAR OUTROS OUTROS SISTEMAS OUTROS EM TAMBORES 2.300,0 140,0 24,0 16,0 64,0 50,8 190,0 16,4 0,5 1,0 125,0 120,0 570,0 A021 A021 A021 A021 A021 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 A099 HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA COSMOPOLIS COSMOPOLIS COSMOPOLIS COSMOPOLIS COSMOPOLIS COSMOPOLIS ENGENHEIRO COELHO HORTOLANDIA HORTOLANDIA HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE T34 S01 T99 S01 S01 B02 B03 B30 S01 S08 T14 T34 T99 B03 B04 B05 S08 T01 T15 B02 B02 B30 S01 B02 B30 S01 B30 B02 B06 B30 OUTROS TRATAMENTOS EM TAMBORES INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES EM TAMBORES ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL OUTROS EM TAMBORES OUTROS SISTEMAS REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS TRATAMENTOS INTERMEDIÁRIOS ATERRO INDUSTRIAL ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO MUNICIPAL OUTROS SISTEMAS INCINERADOR TRATAMENTO BIOLÓGICO ATERRO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL OUTROS EM TAMBORES ATERRO MUNICIPAL OUTROS EM TAMBORES OUTROS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS 8,0 0,2 0,4 3,5 12,0 40,4 474,0 57,3 4,6 4,0 53,0 40,0 5,8 81,0 49,0 60,0 475,0 40,0 4.320,0 1.300,0 17,4 240,0 5,1 14,4 111,5 0,2 464,0 60,0 10,0 19,0 continua... 147 Quantidade t/ano TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II continuação. Tipo de resíduo A099 A099 A099 A099 A116 A116 A416 A416 D001 D001 D001 D001 D001 D001 D004 D004 D004 D004 D004 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 D099 F001 F001 F001 F001 F002 F005 F005 Município Destino SUMARE SUMARE SUMARE SUMARE AMERICANA SUMARE ENGENHEIRO COELHO S. BARBARA D'OESTE AMERICANA AMERICANA HORTOLANDIA NOVA ODESSA SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA COSMOPOLIS NOVA ODESSA SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA COSMOPOLIS COSMOPOLIS HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE SUMARE SUMARE INDAIATUBA INDAIATUBA NOVA ODESSA SUMARE HORTOLANDIA COSMOPOLIS COSMOPOLIS S01 S04 S08 T99 B30 B30 B02 B30 S01 T99 T14 T14 S08 T14 B02 T01 B05 B02 B05 S01 S02 T02 T03 T14 T99 T01 T99 T14 B04 T14 S01 B05 S01 T01 T14 T14 T99 T14 S01 T14 T01 T14 EM TAMBORES TANQUES OUTROS SISTEMAS INTERMEDIÁRIOS OUTROS OUTROS ATERRO MUNICIPAL OUTROS EM TAMBORES INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS SISTEMAS REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL INCINERADOR LIXÃO MUNICIPAL ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES A GRANEL INCINERADOR DE CAMARA FORNOS INDUSTRIAIS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS INCINERADOR INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO INDUSTRIAL REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM 148 Quantidade t/ano 1,0 10,0 1,0 310,5 7.018,0 3.500,0 850,0 3.621,0 2,5 32,6 8,0 86,0 0,1 120,0 0,6 0,2 0,3 0,2 0,1 76,3 6,4 10,7 60,0 102,4 178,1 7.280,0 6,0 1,5 48,0 528,0 2,6 0,1 116,4 210,0 200,3 16,0 1,4 66,3 3,6 2,3 8,6 316,0 continua... TABELA D.2 - Inventário de resíduo sólido industrial da Regional Piracicaba II conclusão. Tipo de resíduo F006 F006 F006 F006 F008 F010 F011 F011 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F017 F018 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F030 F100 K061 K062 K062 K078 K086 Município Destino AMERICANA NOVA ODESSA NOVA ODESSA SUMARE S. BARBARA D'OESTE S. BARBARA D'OESTE AMERICANA SUMARE AMERICANA AMERICANA HORTOLANDIA HORTOLANDIA INDAIATUBA INDAIATUBA ITATIBA S. BARBARA D'OESTE SUMARE SUMARE AMERICANA AMERICANA AMERICANA AMERICANA ARTHUR NOGUEIRA COSMOPOLIS ENGENHEIRO COELHO ENGENHEIRO COELHO HORTOLANDIA NOVA ODESSA NOVA ODESSA SUMARE SUMARE SUMARE HORTOLANDIA SUMARE HORTOLANDIA SUMARE SUMARE SUMARE S01 S01 T34 S01 S01 S01 S01 S01 S01 T99 B30 T14 B05 S01 T14 S01 B06 S01 T99 S01 T14 T99 T14 T14 T14 T34 T14 T14 T99 S04 T14 T99 S01 B30 S08 S01 T14 T14 EM TAMBORES EM TAMBORES OUTROS TRATAMENTOS EM TAMBORES EM TAMBORES EM TAMBORES EM TAMBORES EM TAMBORES EM TAMBORES INTERMEDIÁRIOS OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES LIXÃO PARTICULAR EM TAMBORES INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS TRATAMENTOS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS TANQUES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS EM TAMBORES OUTROS OUTROS SISTEMAS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM Fonte: Cetesb (2003d). 149 Quantidade t/ano 7,0 0,2 80,0 661,5 0,5 3,6 2,0 1,2 6,0 0,5 5,0 5,0 2,0 2,2 15,0 8,8 1,5 1,8 0,5 36,2 68,5 14,4 3,8 8,4 0,9 25,9 15,0 45,5 1,2 80,0 42,0 13,6 3,7 20,0 1,0 6,0 254,2 50,2 ANEXO E – Relação das indústrias inventariadas por município e ramo de atividade nas Regionais Piracicaba I e II Apresenta-se nas TABs. E.1 a E.19 a relação das indústrias inventariadas, por município, e ramo de atividade. TABELA E.1 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município : Campinas Empresa Endereço ASHLAND BENTONIT RESINAS LTDA VIA ANHANGUERA BANDAG DO BRASIL LTDA Código do IBGE Atividade 2070000 (Fabricação de resinas e tintas refratárias Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes, e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes AV MERCEDES BENS 1822993 Fabricação de pneumáticos Fabricação de material para recondicionamento de pneumáticos (borrachas para ligações, cordonéis impregnados, manchões, bexigas integrais e seccionais e semelhantes. BELOIT INDUSTRIAL LTDA R.OLINTO LUNARDI 1231000 Fabricação e montagem de máquinas-ferramentas, máquinas operatrizes e aparelhos industriais de uso específico BRACOL IND E COM LTDA AV DR CARLOS DE CAMPOS 1912992 Beneficiamento de couro bovinos para terceiros Curtimento e outras preparações de couros e peles de gado bovino, eqüino, suíno, ovino, e caprino - inclusive a regeneração de couro BRASIMET COMERCIO E INDUSTRIA S.A R PEDRO GIANFRANCISCO 1180000 Tratamento térmico para terceiros Têmpera, cementação e tratamento térmico de aço e recozimento de arames e serviços de galvanotécnica BRASWEY S.A IND E COM TRAVESSA A R ENG AUGUSTO FIGUEREDO 2698000 Fabricação de rações balanceadas para animais e moinho de trigo Fabricação de rações balanceadas, de alimentos preparados para animais e a fabricação de farinhas de carne, sangue, osso e peixe. BURGMANN DO BRASIL VEDACOES INDUSTRIAIS LTDA AV STA IZABEL 3099000 Fabricação de selos mecânicos Fabricação de artefatos diversos, não especificados ou não classificados CERALIT S.A IND E COM VIA ANHANGUERA 2001101 Fabricação de produtos químicos orgânicos Fabricação de elementos químicos (metalóides do grupo halogênio; metalóides do grupo oxigênio; carbono e metalóides do grupo carbono e azoto; metais alcalinos e alcalino-terrosos; e outros elementos químicos); produtos químicos orgânicos (hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, sulfonados e nitratos; aldeídos, cetonas, quinonas e seus derivados halogenados; esteres, peróxidos de álcoois, peróxidos de esteres, epoxidos, acetais e semi-acetais; produtos químicos inorgânicos (ácidos, anidridos e compostos oxigenados dos metalóides –inclusive hidrazina e hidroxilamina; produtos químicos organo-inorgânicos, (esteres dos sais orgânicos e inorgânicos; e outros produtos químicos – exclusive álcool processado da cana-de-açúcar, de cereais e da madeira. CHAPEUS VICENTE CURY S A R BR GERALDO DE REZENDE 2520000 Fabricação de chapéus Fabricação de chapéus 2660000 Fabricação de balas, caramelos, pastilhas, drops, bombons, e chocolates, etc – inclusive goma de mascar. COMPANHIA CAMPINEIRA DE ALIMENTOS 11800 25200 RODOVIA CAMPINASBARAO GERALDO continua... 150 TABELA E.1 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade continuação. Município : Campinas Empresa Endereço Código do IBGE Atividade COOPERATIVA CENTRAL DE FERTILIZANTES-COOPERFERTIL AV COMENDADOR ALADINO SELMI 2081997 Fabricação de fertilizantes Fabricação d adubos e fertilizantes, e corretivos do solo (adubos e fertilizantes, fosfatados, nitrogenados, potássicos, etc, fosfato bicálcico, superfosfato simples e triplo, outros adubos e fertilizantes mesclados, compostos, complexos, etc, e corretivos do solo - exclusive pó calcário. COOPERATIVA REGIONAL AGROPECUARIA DE CAMPINAS COPPERSTEEL BIMETALICOS LTDA AV.COMENDADOR ALADINO SELMI AV MERCEDES BENZ 2411105 CORRENTES INDUSTRIAIS IBAF S.A AV MERCEDES BENZ 1190008 Beneficiamento de algodão Beneficiamento de algodão Produtos bimetálicos para sistemas elétricos Construção de máquinas, aparelhos e equipamentos para produção, transmissão, distribuição, medida e controle de energia elétrica em alta e baixa tensão, peças e acessórios – exclusive o material destinado a instalações em circuitos de consumo. Fabricação de ferragens eletrotécnicas de granalhas e pó metálico e de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados CRODA DO BRASIL LTDA R CRODA 2040000 Fabricação e comercialização de produtos químicos Produção de óleos vegetais em bruto, gorduras, e ceras vegetais e animais, óleos essenciais vegetais outros produtos da destilação da madeira – exclusive álcool e refinação de produtos alimentares ENGELMA - ENGENHARIA ELETRICA DE MANUTENCAO LTDA FEDERACAO MERIDIONAL DE COOP AGRO-PECUARIA DE RUA ESTACIO DE SA 2099004 Regeneração de óleos isolantes Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. AV COM ALADINO SELMI 3121607 Serviços de seleção, imunização e preparação de sementes para plantio. FORT DODGE SAUDE ANIMAL LTDA R LUIS FERNANDO RODRIGUES 2110008 Fabricação de produtos biológicos de uso veterinário Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários. GE DAKO S/A R CRODA 1199000 Fabricação de fogões Fabricação de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados. GEVISA S/A ROD SP 101 - TRECHO CAMPINAS MONTE MOR KM 3,8 R WALLACE BARNES 1421107 Fabricação de motores elétricos e locomotivas Construção e montagem de locomotivas a vapor, elétricas ou a diesel; capros-motores e automotrizes elétricas ou a diesel. 1321994 Fabricação de fios, cabos, barramentos, cordões, cordoalhas e outros condutores elétricos nus ou isolados; fios telefônicos, fios coaxiais e fios magnéticos para enrolamentos de motores, bobinas, transformadores, etc. – inclusive os serviços de trefilação, capeamento e revestimento de fios magnéticos ou não, cabos, cordões e condutores elétricos. HUNTER DOUGLAS DO BRASIL LTDA R ESTACIO DE SA 1199000 Fabricação de forros e fachadas metálicas Fabricação de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados. INDUSTRIA CAMPINEIRA DE SABAO E GLICERINA LTDA VIA D PEDRO I 2001101 Fabricação de ácidos graxos e glicerina Fabricação de elementos químicos (metalóides do grupo halogênio; metalóides do grupo oxigênio; carbono e metalóides do grupo carbono e azoto; metais alcalinos e alcalino-terrosos; e outros elementos químicos); produtos químicos orgânicos (hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, sulfonados e nitratos; aldeídos, cetonas, quinonas e seus derivados halogenados; esteres, peróxidos de álcoois, peróxidos de esteres, epoxidos, acetais e semi-acetais; produtos químicos inorgânicos (acidos, anidridos e compostos oxigenados dos metalóides –inclusive hidrazina e hidroxilamina; produtos químicos organo-inorgânicos, (esteres dos sais orgânicos e inorgânicos; e outros produtos químicos – exclusive álcool processado da cana-de-açúcar, de cereais e da madeira. HOLLINSGWORTH DO BRASIL TERMINAIS ELETRICOS LTDA 1310000 31216 continua... 151 TABELA E.1 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade continuação. Município : Campinas Empresa Endereço Código do Atividade IBGE ITOIL INDUSTRIA DE TRATAMENTO DE OLEO ISOLANTE LTDA LIQUID CARBONIC INDUSTRIAIS S/A ESTR CAMPINAS-MOGI MIRIM 2099004 Regeneração de óleos isolantes Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. FAZ SAO FRANCISCO DA RHODIA 2000008 Purificação de dióxido de carbono Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas oleigenas, do carvão-de-pedra, e da madeira. MACSOL S.A MANUFATURA DE CAFE SOLUVEL MARACAJU ADMINISTRADORA DE BENS VIA ANHANGUERA 2601000 Beneficiamento de café, cereais, e produtos afins – exclusive o serviço de limpeza, seleção e classificados de grãos. RUA VITORIANO DOS ANJOS 1161407 Fabricação de fogões Fabricação de fogões, fogareiros e aquecedores de uso doméstico – exclusive elétricos e para fins industriais MERCEDES BENZ DO BRASIL S.A AV MERCEDES BENZ 1432508 Fabricação de caminhões e ônibus completos ( com chassi, motor e carroceria) MICROQUIMICA INDUSTRIA QUIMICA LTDA MIRACEMA NUODEX INDUSTRIA QUIMICA LTDA MOGIANA ALIMENTOS S/A R DR EDUARDO EDARGE BADARO AV.RICARDO BASSOLI CEZARE R DAS MAGNOLIAS 2080000 MOINHO DA LAPA S A ESTR VELHA CAMPINAS MONTE MOR-SITIO SAO JOSE ESTR CAMPINAS MOGIMIRIM R CEL ALFREDO NASCIMENTO AV MIRANDOPOLIS 2698000 Fabricação de fertilizantes líquidos Fabricação de adubos e fertilizantes e corretivos do solo – exclusive a produção de ácidos sulfúrico, nítrico, fosfórico e uréia. Fabricação de ácidos graxos e glicerina Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. Indústria de rações balanceadas Fabricação de rações balanceadas e de alimentos preparados para animais (rações e forragens balanceadas para bovinos, suínos, aves coelhos , etc e alimentos preparados para gatos, cachorros e outros animais) Fabricação de rações balanceadas, de alimentos preparados para animais e a fabricação de farinas de carne, sangue, osso e peixe. PAX LUBRIFICANTES LTDA R FRANCISCO CEARA BARBOSA 2017000 PIRELLI PNEUS S.A AV JOHN BOYD DUNLOP 1821000 PRODOME QUIMICA E FARMACEUTICA LTDA REGENERA INDUSTRIA E COMERCIO LTDA ROBERT BOSCH FREIOS LTDA R 13 DE MAIO 2110000 2099004 ROBERT BOSCH LTDA RODOVIA SP 065 D PEDRO I R JOAO FELIPE XAVIER DA SILVA VIA ANHANGUERA SCHLUMBERGER INDUSTRIAIS LTDA ROD CAMPINAS-MOGI MIRIM 3099000 MONTE D' ESTE IND E COM DE MATERIAIS ELETRICOS LTDA NITTOW PAPEL S.A PASTIFICIO SELMI S/A 2099000 2698102 1320000 Fabricação de material elétrico – exclusive a fabricação de material elétrico para veículos. 1720000 Fabricação de papel e caixa de papelão Fabricação de papel, papelão, cartolina e cartão. Fabricação de massas alimentícias (talharim, espaguete, ravioli, capelete e outros tipos de macarrão, massas preparadas para pizzas, bolos, tortas, pastéis, etc) – inclusive pós para pudim, gelatina, bolo, pão-de-minuto, tortas, empadas etc 2681994 1433504 1340000 Fabricação de lubrificantes - Fabricação de óleos e graxas lubrificantes. Fabricação de pneumáticos Fabricação de pneumáticos e câmara-de-ar. Fabricação de produtos farmacêuticos Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários. Regeneração de óleos isolantes Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. Fabricação de sistemas de freios para autos veículos Fabricação de rodas e freios completos. Fabricação de material elétrico para veículos, aparelhos e ferramentas Fabricação de material elétrico para veículos, suas peças e acessórios - exclusive motores elétricos de tração para veículos ferroviários Fabricação de artefatos diversos, não especificados ou não classificados continua... 152 TABELA E.1 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município : Campinas Empresa Endereço Código do IBGE Atividade AV BARAO SMITH DE VASCONCELLOS ROD SANTOS DUMONT 5032000 Transporte rodoviários de carga. 1254006 R WALLACE BARNES 1433000 1180000 WAL QUIMICA S.A. ROD ANHANGUERA (R E LT 17 QD N) R ALFREDO DA COSTA FIGO VIA ANHANGUERA WHITE MARTINS GASES INDUSTRIAIS S/A RUA LUIZ FERNANDO RODRIGUES 2000008 WOODWARD GOVERNOR (REGULADORES) LTDA R JOAQUIM NORBERTO 1352407 Fabricação de máquinas de costura Fabricação e montagem de máquinas e aparelhos para uso doméstico, equipados ou não com motor elétrico Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores – exclusive confeccionados com vidro, para instalações elétricas, papel e papelão; fibra prensada ou isolante; borracha; material plástico e para taxímetros e velocímetros Serviços de galvanotécnica Tempera, cementação e tratamento térmico de aço, recozimento de arames e serviços de galvanotécnica. Tratamento térmico de metais Tempera, cementação e tratamento térmico de aço, recozimento de arames e serviços de galvanotécnica. Fabricação de derivados do petróleo Fabricação de óleos e graxas lubrificantes. Fabricação de acetileno e distribuição de gases Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas oleigenas, do carvão-de-pedra, e da madeira. Fábrica de dispositivos industriais de controle elétrico Fabricação de dispositivos industriais de controle elétrico (dispositivos de partida, reguladores de velocidade, freios eletromagnéticos e semelhantes) SIFCO S.A SINGER DO BRASIL IND E COM LTDA STUMPP & SCHUELE DO BRASIL IND E COM LTDA SUPER ZINCO TRATAMENTO DE METAIS COM IND LTDA VIDOTTI E COMPANHIA LTDA 1180000 2017000 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.2 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Holambra Empresa COOPERATIVA AGRO PECUARIA HOLAMBRA Endereço ROTA DOS IMIGRANTES Código do IBGE 7010000 Atividade Cooperativas de beneficiamento, industrialização e comercialização. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.3 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Indaiatuba Empresa ALFREDO VILLANOVA S.A IND E COM CLEOMAR QUIMICA IND E COM LTDA COBREQ COMPANHIA BRASILEIRA DE EQUIPAMENTOS Endereço Código do IBGE Atividade Produção de fundidos de ferro e aço R CANDELARIA ESTR DO CAPOVILA 2070000 R TUPI 1433555 Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes Fabricação de peças e acessórios para o sistema de rodas e freios (aros da roda, lonas e pastilhas para freios, cilindros de freios, cilindros mestre, reservatórios do fluido de freio, tubulações do sistema de freio, etc) continua... 153 TABELA E.3 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município: Indaiatuba Empresa Endereço Código do IBGE Atividade CROVEL COMERCIAL REFINADORA DE OLEOS VEGETAIS LTDA R ALMIRANTE TAMANDARE 2691000 FILTROS MANN LTDA AL FILTROS MANN 1199000 Fabricação de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados. FUNDITUBA INDUSTRIA METALURGICA LTDA FUPRESA S.A AV FRANCISCO DE PAULA LEITE ROD SANTOS DUMONT SP-79(ROD ENG,ERMENIO D.PEN R VITORIA REGIA MARGINAL NORTE DA ROD SP 75 1106007 Produção de fundidos de ferro e aço 1106000 Produção de fundidos de ferro e aço 2460000 2222990 Acabamentos de fios e tecidos Fabricação de sabões e detergentes de uso doméstico (sabões granulados, em barras, em pó, etc) sabões desinfetantes e medicinais, detergentes, saponáceos, etc) ROD ENG ERMENIO DE OLIVEIRA PENTEADO ROD SANTOS DUMONT SP 75 R MOISES VALEZIN 2691000 Refinação e preparação de óleos e gorduras vegetais e produtos do beneficiamento do cacau destinados a alimentação 1120000 Metalurgia do pó – inclusive peças moldadas. 2001004 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas cleigenas, do carvão-de-pedra, e da madeira. R JOSE CARLOS GEISS 2099000 Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados AV PRES VARGAS 1254000 Fabricação e montagem de máquinas e aparelhos para uso doméstico, equipados ou não com motor elétrico. 1320000 Fabricação de material elétrico – exclusive a fabricação de material elétrico para veículos. TÊXTIL JUDITH S.A ROD SANTOS DUMONT AV PRES VARGAS 2410000 Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis YANMAR DO BRASIL S/A AV PRES VARGAS 1199005 Fabricação de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados. INDAIATUBA TÊXTIL S.A INDUSTRIAS GESSY LEVER LTDA LINS INDUSTRIA E COMERCIO LTDA METAL LEVE PRODUTOS SINTERIZADOS LTDA NORQUIMA PRODUTOS QUIMICOS LTDA POLIPETRO INDUSTRIAL COMERCIAL DE PRODUTOS SINGER DO BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO LTDA TEE COMPONENTES ELETRICOS S A Refinação e preparação de óleos e gorduras vegetais e produtos do beneficiamento do cacau destinados a alimentação Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.4 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Itatiba Empresa COLOROBBIA BRASIL PRODUTOS PARA CERAMICA LTDA COLOROBBIA BRASILEIRA PRODUTOS PARA CERAMICA LTDA Endereço Código do IBGE VIA DAS ESTANCIAS 2099000 ROD DAS ESTANCIAS 2070000 Atividade Fabricação de esmalte cerâmicos Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados Fabricação de tintas, esmalte, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes. continua... 154 TABELA E.4 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município: Itatiba Empresa Endereço COVOLAN BENEFICIAMENTOS TÊXTEIS LTDA R CEL PEROBA ELIZABETH S.A IND TÊXTIL - FAB II AV MARECHAL DEODORO Código do IBGE Atividade 2462001 Tingimento de fios e tecidos Serviços de acabamento de fios e tecidos 2460000 Acabamento de fios e tecidos 246 ELIZABETH S.A IND TÊXTIL I R FLORENCIO PUPPO 2461501 Produção de tecidos alvejados, engomados, tintos, estampados, texturizados e outros acabamentos em tecidos FIBRALIN TÊXTIL S.A R CAROPITA A SCAVONE 2462508 Serviços de alvejamento, engomagem, texturização, tingimento, estamparia e outros acabamentos de tecidos. 246 GRANJAS MARA LTDA ESTRADA ITATIBAVALINHOS 262 2620000 Abate de animais em matadouros, frigoríficos e charqueadas, preparação de conservas de carne, e produção de banha de porco e de outras gorduras comestíveis de origem animal. INDUSTRIA QUIMICA ARCO LTDA R CECILIA BASSO RABECHI 2222990 Fabricação de sabões e detergentes de uso doméstico (sabões granulados, em barras, em pó etc, sabões desinfetantes e medicinais, detergentes, saponáceos, etc) IRMAOS ALVES E CIA LTDA ROD DOM PEDRO I 2640000 Resfriamento e preparação do leite e fabricação de produtos de laticínios. LINHASITA IND DE LINHAS P/ COSER LTDA ROD DO CONTORNO DE ITATIBA 2499000 Fabricação de linhas Fabricação de artefatos têxteis, não especificados ou não classificados. OSI SPECIALTIES DO BRASIL LTDA ROD ENG.CONSTANCIO CINTRA (SP-360) 2001101 Fabricação de ácidos graxos e glicerina Fabricação de elementos químicos (metalóides do grupo halogênio; metalóides do grupo oxigênio; carbono e metalóides do grupo carbono e azoto; metais alcalinos e alcalino-terrosos; e outros elementos químicos); produtos químicos orgânicos (hidrocarbonetos e seus derivados halogenados, sulfonados e nitratos; aldeídos, cetonas, quinonas e seus derivados halogenados; esteres, peróxidos de álcoois, peróxidos de esteres, epoxidos, acetais e semi-acetais; produtos químicos inorgânicos (ácidos, anidridos e compostos oxigenados dos metalóides –inclusive hidrazina e hidroxilamina; produtos químicos organo-inorgânicos, (esteres dos sais orgânicos e inorgânicos; e outros produtos químicos – exclusive álcool processado da cana-de-açúcar, de cereais e da madeira. SOCIEDADE ANONIMA FABRIL SCAVONE AV INDEPENDENCIA 2410000 Fabricação de cobertores e colchas Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos e recuperação de resíduos têxteis. TÊXTIL DUOMO S.A AV ELOY ARGEMIRO CARNIATO 2420000 Indústria têxtil Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem TIMAVO DO BRASIL S/A IND TÊXTIL ROD ENG CONSTANCIO CINTRA 2410000 Tingimento e outros acabamentos de tecidos Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos e recuperação de resíduos têxteis. ROD ITATIBABRAGANCA PAULISTA 1220000 Fabricação de radiadores para veículos automotores VALEO TERMICO LTDA Fabricação de máquinas, aparelhos, e equipamentos para instalações hidráulicas, aerotécnicas, térmicas, - inclusive alimentados por energia solar – de ventilação e refrigeração, equipados ou não com motores elétricos. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 155 TABELA E.5 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Jaguariúna Empresa COMPANHIA ANTARCTICA PAULISTA IBBC PENA BRANCA SAO PAULO AVICOLA LTDA Endereço Código do IBGE Atividade AV ANTARCTICA 2731002 Fabricação de cervejas e chopes ROD CAMPINAS-MOGI MIRIM E ROD.SP 340 2621509 Abate de aves e outros pequenos animais e preparação de carne e subprodutos – inclusive abate para terceiros. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.6 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Monte Mor Empresa Endereço Código do IBGE Atividade ALBRI TINTAS E RESINAS LTDA ROD CAMPINASMONTE MOR 2070000 Fabricação de tintas, esmalte, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes. CLARIANT S.A ( EX:SANDOZ) ROD CAMPINAS MONTE MOR AV MAGAL 2099004 Indústria química Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados Fabricação de peças fundidas e injetadas de alumínio Produção de forjados de metais não ferrosos e suas ligas – exclusive metais preciosos. MAGAL S/A INDUSTRIA E COMERCIO 1115000 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.7 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Paulínia Empresa Endereço Código do IBGE Atividade AKZO NOBEL LTDA ROD DR ROBERTO MOREIRA 2060000 Fabricação de preparados para limpeza e polimento, desinfetantes, inseticidas, germicidas e fungicidas – exclusive sabões e detergentes APLIQUIM EQUIPAMENTOS E PRODS QUIMICOS LTDA BANN QUIMICA LTDA ESTR MUNICIPAL PLN 137 ROD ROBERTO MOREIRA 2099000 Fabricação de produtos químicos diversos 2000000 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas oleigenas, do carvão de pedra e da madeira. CRBS - INDUSTRIA DE REFRIGERANTES LTDA - FILIAL AV PARIS 2741000 Fabricação de refrigerante continua... 156 TABELA E.7 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Conclusão. Município: Paulínia Empresa Endereço Código do IBGE Atividade Fabricação de carrapaticidas, formicidas, fungicidas, (inseticidas agrícolas e para residências, espirais mata-mosquito, pesticidas agrícolas, raticidas e semelhantes) CYANAMID QUIMICA DO BRASIL LTDA AV DR ROBERTO SIMONSEN 2063999 DU PONT DO BRASIL S/A RUA BORTOLO FERRO 2022109 FRIPAL FRIGORIFICO AVICOLA PAULINIA LTDA R ARGEU PIVA 2621000 Abate de animais e preparação de conservas de carne – inclusive sub-produtos GALVANI IND COM SERVICOS LTDA AV PROF BENEDITO MONTENEGRO R ROBERTO SIMONSEN ANTIGO LEITO DA ESTRADA DE FERRO SOROCABANA R HENEDINA R O BRESLER AV PROF BENEDICTO MONTENEGRO 2080001 Fabricação de adubos e fertilizantes e corretivos do solo – exclusive a produção de ácido sulfúrico, nítrico, fosfórico, e uréia 2000000 2015000 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas oleigenas, do carvão de pedra e da madeira Fabricação de asfaltos 1720000 Fabricação de papel, papelão, cartolina e cartão 1220000 Fabricação de máquinas, aparelhos, e equipamentos para instalações hidráulicas, aerotécnicas, térmicas – inclusive alimentados por energia solar – de ventilação e refrigeração, equipados ou não com motores elétricos. (1220004) LUBRIFICANTES FENIX LTDA AV PARIS 2016990 Fabricação de óleos e graxas lubrificantes – inclusive aditivos. PETROLEO BRASILEIRO S.A PETROBRAS - REPLAN RHODIA S.A RODOVIA SP 332 2011000 Fabricação de produtos do refino do petróleo FAZENDA SAO FRANCISCO FAZENDA SAO FRANCISCO 2000000 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas oleigenas, do carvão de pedra e da madeira 2000000 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas oleigenas, do carvão de pedra e da madeira SHELL BRASIL S.A AV DR ROBERTO SIMONSEN 2063999 Fabricação de carrapaticidas, formicidas, fungicidas, (inseticidas agrícolas e para residências, espirais mata-mosquito, pesticidas agrícolas, raticidas e semelhantes) SOCIETAL S/A AV ROBERTO SIMONSEN RODOVIA SP-332 5499001 Outros serviços pessoais não especificados ou não classificados 2099000 Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados HERCULES DO BRASIL PRODUTOS QUIMICOS LTDA IPIRANGA ASFALTOS S/A J BRESLER S/A PAPEL PAPELAO E EMBALAGEM KARCHER IND E COM LTDA RHODIACO INDUSTRIAS QUIMICAS LTDA ZENECA BRASILS.A.(EX:I C I BRASIL S.A) Fabricação de fios, cabos e filamentos contínuos artificiais e sintéticos para fins têxteis ou industriais (artificiais: viscose, acetato ; sintéticos:poliéster, náilon, polipropileno, poliacrílico, etc) Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 157 TABELA E.8 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Pedreira Empresa CERAMICA SANTANA S.A NIQUELART INDUSTRIA E COMERCIO DE ARTEFATOS DE PRODUTOS ALIMENTICIOS FLEISCHMANN & ROYAL LTDA Endereço Código do IBGE Atividade EST DO CARACOL CONT R FLAMINIO CAMPOS R ANA FRANCISCA OLIVEIRA 1040000 Fabricação de material cerâmico - inclusive de barro cozido e de materiais refratários 3099008 Fabricação de artefatos de arames Fabricação de artefatos diversos, não especificados ou não classificados AV PAPA JOAO XXIII 2699000 Fabricação de produtos alimentares, não especificados ou não classificados Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.9 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Santo Antônio de Posse Empresa Endereço REBRASOIL RE-REFINADORA BRASILEIRA DE OLEOS USINA MALUF S/A ACUCAR E ÁLCOOL Código do IBGE ROD SP-340 2016001 FAZENDA ANHUMAS 2651009 Atividade Re-refinação de óleos lubrificantes Fabricação de óleos e graxas lubrificantes Fabricação de açúcar de cana Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.10 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Valinhos Empresa Endereço Código do IBGE Atividade ADELBRAS IND E COM DE ADESIVOS LTDA R DAS INDUSTRIAS 2091992 Fabricação de fitas adesivas Fabricação de adesivos, gomas adesivas, colas e substâncias afins a base de caseína, de gelatina industrial, de amidos, de borracha, de dextrinas, de glutens, de uréia-melamina e de outras resinas sintéticas; goma-arábica, de angico, do cajueiro, etc. , cola de nervos, colas especiais e semelhantes) ASFALTOS VITORIA LTDA R CLARK 2015000 Fabricação de asfaltos continua... 158 TABELA E.10 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município: Valinhos Empresa Endereço Código do IBGE Atividade CARTONIFICIO VALINHOS S.A R 12 DE OUTUBRO 1720000 Fabricação de papel reciclado e caixa de papelão ondulado Fabricação de papel, papelão, cartolina e cartão. CHR HANSEN IND E COM LTDA ESTR ESTADUAL VALINHOS-VINHEDO AL ITAJUBA 2695006 Fabricação de coalhos e coagulantes Fabricação de fermento, leveduras e coalhos. Fabricação de bicicletas, motocicletas, triciclos, e motocicletas – inclusive peças e acessórios. R CLARK 1433202 Fabricação de auto peças Fabricação dos sistemas de marchas e de transmissão, completos. FRIGORIFICO MARTINI LTDA RUA JOAO BISSOTO FILHO 2621000 Fabricação de produtos alimentares Abate de animais e preparação de conservas de carne- inclusive sub produtos. INDUSTRIAS GESSY LEVER LTDA R CAMPOS SALLES 2222990 Fabricação de sabões e detergentes de uso doméstico (sabões granulados, em barras, em pó etc, sabões desinfetantes e medicinais, detergentes, saponáceos, etc) INDUSTRIAS GESSY LEVER LTDA AV GESSY LEVER 2691507 Preparação de gorduras para alimentação (gordura de coco, margarina vegetal e gorduras compostas) RIGESA CELULOSE PAPEL E EMBALAGENS LTDA R 13 DE MAIO 1720000 Indústria de papel e embalagens de papelão ondulado Fabricação de papel, papelão, cartolina e cartão. TEXPAL QUIMICA LTDA LOTES 5,6 E 7 QUADRA D 2099000 Fabricação de produtos químicos Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. CIDASO INDUSTRIA E COMERCIO LTDA EATON TRUCK COMPONENTES LTDA 1450000 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.11 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Vinhedo Empresa Endereço Código do IBGE Atividade ADORO IND E COM LTDA R ALFREDO ACHCAR 1433504 Indústria de material de transporte industrial de equipamentos para autos. Fabricação de rodas e freios completos. AVICOLA VINHEDENSE LTDA R. JOANA FABRI THOME 2621509 Abate de aves e outros pequenos animais e preparação de carne e subproduto – inclusive abate para terceiros. BRAZNIV PRODUTOS TÊXTEIS LTDA AV PRES CASTELO BRANCO 2499002 Fabricação de artefatos têxteis não especificados ou não classificados Fabricação de artefatos têxteis, não especificados ou não classificados. continua... 159 TABELA E.11 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município: Vinhedo Empresa Endereço Código do Atividade IBGE CARBORUNDUM DO BRASIL LTDA R MONTEIRO DE BARROS 1091999 Fabricação de materiais abrasivos (lixas de papel ou de pano, rebolos de esmeril, pedras para afiar, rodas de pano impregnadas de abrasivos, esferas de vidro, pó preparado para esmeril e semelhantes) – exclusive granalha e pós metálicos. CARBORUNDUM DO BRASIL LTDA R ANTONIO MATHEUS SOBRINHO 1091999 Produtos de minerais não metálicos e abrasivos Fabricação de materiais abrasivos (lixas de papel ou de pano, rebolos de esmeril, pedras para afiar, rodas de pano impregnadas de abrasivos, esferas de vidro, pó preparado para esmeril e semelhantes) – exclusive granalha e pós metálicos. CARBORUNDUM DO BRASIL LTDA AV INDEPENDENCIA 1091999 Fabricação de materiais abrasivos (lixas de papel ou de pano, rebolos de esmeril, pedras para afiar, rodas de pano impregnadas de abrasivos, esferas de vidro, pó preparado para esmeril e semelhantes) – exclusive granalha e pós metálicos. CERVEJARIA GERMANIA LTDA VARIANTE VINHEDO/VIRACOPOS 2731991 Envasamento e fabricação de cerveja e chope FASSON PRODUTOS ADESIVOS LTDA ROD VINHEDO/VIRACOPOS 1740008 Fabricação de artefatos de papelão, cartolina e cartão, impressos ou não, simples ou plastificados, associada ou não a produção de papelão, cartolina e cartão – exclusive peças e acessórios para máquinas e meios de transporte FRIGORIFICO PLANALTO LTDA ESTR.VINHEDO VIRACOPOS 2620000 Abate de gado Abate de animais em matadouros, frigoríficos e charqueadas, preparação de conservas de carne, e produção de banha de porco e de outras gorduras comestíveis de origem animal. INDUSTRIAS GESSY LEVER LTDA AV DAS INDUSTRIAS 2211998 Fabricação de produtos de perfumaria (águas de colônia, extratos, loções, produtos para maquilagem, leites, cremes e óleos para a pele, pó de arroz, batons, depiladores, esmaltes para unhas, desodorantes, sabonetes, dentifrícios, cremes e sabões para barbear, águas para barba, óleos, brilhantinas e outros fixadores, para cabelo, sais e extratos aromáticos para banho, talos e polvilhos perfumados ou anti-sépticos, xampus, tinturas para cabelos etc.) QUEST INTERNATIONAL DO BRASIL IND E COM LTDA RUA JOSE CAPOVILLA 2051990 Indústria química Fabricação de soluções concentradas de essências aromáticas naturais, ou naturais e artificiais, em graxas ou óleos fios, para industrias alimentares, de perfumaria , do fumo etc. SYLVANIA DO BRASIL ILUMINACAO LTDA AV DAS INDUSTRIAS 1070000 Fabricação de vidro Fabricação e elaboração de vidro e cristal THORNTON INPEC ELETRONICA LTDA R LUIZ BRISKI 1352997 Fabricação de aparelhos e utensílios elétricos para fins industriais Fabricação de aparelhos e utensílios elétricos para fins industriais e comerciais, não especificados ou não classificados. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 160 TABELA E.12 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Americana Empresa Endereço Código do IBGE Atividade ALPARGATAS SANTISTA TEXTIL S/A AMEQUIM QUIMICA LTDA AV PRESIDENTE MEDICI 2410000 Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis. AV.CARIOBA 2000008 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas cleigenas, do carvão-de-pedra e da madeira. ANANGUERA BENEFICIADORA DE TECIDOS LTDA BARLOCHER DO BRASIL S/A AV CARIOBA 2460000 Acabamento de fios e tecidos. AV SAO JERONIMO 2099993 BELLAN INDUSTRIA TEXTIL LTDA CERDEC PRODUTOS CERAMICOS LTDA R CARIOBA 2420000 Fabricação de produtos químicos diversos (cargas para extintores de incêndio, reveladores e fixadores preparados para fotografia, solução para baterias, fluidos para freio, desincrustantes para caldeiras, óleos preparados para tempera e para corte de metais, pasta eletródica e catódica, amaciantes para fibras têxteis, descarbonizantes para motores a explosão, desengraxantes, fosfatizantes, desoxidantes, inibidores de corrosão, carvão ativo de ossos, etc), e outros produtos químicos não especificados ou não classificados. Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem AV SAO GERONIMO 2070006 Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes. DEGUSSA S.A AV SAO JERONIMO 2070000 Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes. DISTRAL TECIDOS LTDA FIBRA S/A R CUBA AV SAO JERONIMO 2461501 2022001 Produção de tecidos alvejados, engomados, tintos, estampados, texturizados e outros acabamentos em tecidos. Fabricação de fios e fibras artificiais e sintéticas – exclusive fibra de vidro. FICAP S/A AV AFFONSO PANSAN 1321005 GOODYEAR DO BRASIL PRODUTOS DE BORRACHA LTDA INDUSTRIA TEXTIL POLES LTDA INDUSTRIAS NARDINI S/A VIA ANHANGUERA 1821000 Fabricação de condutores elétricos para redes elétricas; aparelhos, máquinas e equipamentos elétricos, eletrônicos e de comunicação (fios, cabos, etc) – inclusive os serviços de trefilação, capeamento e revestimento de condutores elétricos. Fabricação de pneumáticos e câmaras de ar R CARIOBA 2460000 Acabamento de fios e tecidos AV MONSENHOR BRUNO NARDINI AV NOSSA SENHORA DE FATIMA RUA BANDEIRANTES 1231000 Fabricação e montagem de máquinas-ferramentas, máquinas operatrizes e aparelhos industriais de uso específico. 2441500 Fabricação de fitas de tecidos. 2410000 2410001 Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos e recuperação de resíduos têxteis. RODOVIA LUIZ DE QUEIROZ 1106000 1106007 Produção de fundidos de ferro e aço. R D PEDRO II 1221990 AV DA AMIZADE 2410000 Fabricação de máquinas, aparelhos e equipamentos para instalações hidráulicas, aerotécnicas, térmicas, - inclusive alimentados por energia solar – de ventilação e refrigeração, equipados ou não com motores elétricos, não especificados ou não classificados. Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis. R EUGENIO BERTINI 2420000 2420007 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem. INDUSTRIAS TÊXTEIS NAJAR S/A JOEL BERTIE E COMPANHIA LTDA K S B BOMBAS HIDRAULICAS S.A - DIVISAO FUNDICAO METALURGICA NOVA AMERICANA S/A NELLITEX INDUSTRIA TEXTIL LTDA OCTAVIO CIAMARRO & CIA LTDA continua... 161 TABELA E.12 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município: Americana Empresa PAULIBEL TINTURARIA E ESTAMPARIA LTDA PAVAN ZANETTI INDUSTRIA METALURGICA LTDA POLYENKA S/A TASA TINTURARIA AMERICANA S/A TECELAGEM JACYRA LTDA TECELAGEM JOLITEX LTDA TEXTIL TABACOW S/A TINTURARIA E ESTAMPARIA PRIMOR LTDA TOYOBO DO BRASIL INDUSTRIA TEXTIL LTDA UNIAO FABRIL DE AMERICANA LTDA UNITIKA DO BRASIL INDUSTRIA TEXTIL LTDA Endereço Código do IBGE Atividade R ROQUE FARAONE 2462508 Serviços de alvejamento, engomagem, texturização, tingimento, estamparia e outros acabamentos de tecidos RUA TIMBIRAS 1231707 Fabricação de máquinas e aparelhos para industria de artigos de plásticos (máquinas de estrudar, soldas, prensar e semelhantes) ROD ANHANGUERA 2022109 VARIANTE VIA ANHANGUERAPIRACICABA R BOROROS R ANHANGUERA AV AFFONSO PANSAN AV DA SAUDADE 2460000 Fabricação de fios, cabos e filamentos contínuos artificiais e sintéticos para fins têxteis ou industriais (artificiais: viscose, acetato, sintéticos: poliéster, náilon, polipropileno etc) 2460009 Acabamentos de fios e tecidos. 2420000 2461757 2499000 2460000 2420007 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem. Produção de fios e tecidos acabados em geral. 2499002 - Fabricação de artefatos têxteis, não especificados ou não classificados 2460009 Acabamentos de fios e tecidos PRACA TOYOBO 2420000 2420007 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem. AV ANGELO PASCOTE 2411008 Beneficiamento de fibras têxteis vegetais. VIA ANHANGUERA 2420000 2420007 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.13 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Hortolândia Empresa BEMAF BELGO MINEIRA BEKAERT ARAMES FINOS LTDA CERAMICA SUMARE S/A COBRASMA S/A CONFIBRA INDUSTRIA E COMERCIO LTDA DOW CORNING DO BRASIL LTDA GJCM-IND E COM DE ELASTOMEROS LTDA I B M BRASIL INDUSTRIA MAQUINAS E SERVICOS LTDA Endereço Código do IBGE Atividade ESTR DE LIG HORTOLANDIA A ROD SP 101 R WANDERLEY COSTA CAMARGO SITIO SAO JOAO 1108000 Produção de arames de aço. 1040000 Fabricação de material cerâmico – inclusive de barro cozido e de materiais refratários 1433000 R DA CONFIBRA 1060000 Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores - exclusive confeccionados com vidro para instalações elétricas; papel e papelão; fibra prensada ou isolante; borracha; material plástico e para taxímetros e velocímetros Fabricação de estruturas de cimento e fibrocimento, e de peças e ornatos de gesso e amianto ROD CAMPINAS MONTE MOR R PEDRO COELHO 2099000 Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. 1840000 Fabricação de espuma de borracha e de artefatos de espuma de borracha – exclusive material plástico expandido em espuma. ROD CAMPINASMONTE MOR(ROD SP 101) 1370006 Fabricação e montagem de máquinas, aparelhos e equipamentos eletrônicos, e produção de fitas e discos magnéticos virgens exclusive para comunicações. continua... 162 TABELA E.13 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade conclusão. Município: Hortolândia Empresa NATURE'S PLUS FARMACEUTICA LTDA Endereço Código do IBGE ROD SP 101 CAMPINAS/MONTE MOR SITIO S ANTONIO 2111993 Atividade Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários, não-dosados (aminoácidos, enzimas, fermentos, lácticos ou bacterianos , penicilina, , sacarina, hormônios naturais ou reproduzidos por síntese, vacinas não dosadas etc) Fabricação de artefatos de metal estampados. POLIMEC INDUSTRIA E COMERCIO LTDA TRAFO EQUIPAMENTOS ELETRICOS S/A Fabricação de geradores, transformadores, sub-estações, aparelhos de proteção de linha e de medida, conversores, disjuntores, reguladores de voltagem etc. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.14 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Nova Odessa Empresa CANAL ARTEFATOS METALICOS LTDA FELTRIN BENEFICIADORA DE TECIDOS S/A INDARMA ARTEFATOS DE MADEIRA LTDA INDUSTRIA DE PENAS DE AVES MIABEL LTDA INDUSTRIA TEXTIL ALPACATEX LTDA INDUSTRIAL E COMERCIAL DADI LTDA ISDRALIT S/A INDUSTRIA E COMERCIO K S PISTOES LTDA LAMBRA PROD QUIM AUXILIARES LTDA NOVA CROMIA IND TEXTIL LTDA OBER S/A INDUSTRIA E COMERCIO SOCIEDADE ANONIMA TEXTIL NOVA ODESSA SOCIEDADE ANONIMA TEXTIL NOVA ODESSA Endereço Código do IBGE Atividade R ALVINA MARIA ADANSON 1199000 Fabricação de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados AV VALENTIN FELTRIN 2460009 Acabamento de fios e tecidos. AV ANTONIO R AZENHA 1610000 Fabricação de móveis d emadeira, vime e junco R PORTO ALEGRE 3099997 Fabricação de artefatos diversos, não especificados ou não classificados. AV INDUSTRIAL 2460009 Acabamentos de fios e tecidos. R RODOLPHO KIVITZ 2461501 Produção de tecidos alvejados, engomados, tintos, estampados, texturizados e outros acabamentos em tecidos. VIA ANHANGUERA 1063995 Fabricação de artefatos de fibrocimento (chapas, telhas, canos, manilhas, tubos, conexões, reservatórios, caixas d’água etc) ROD N ODESSA/VIA ANHANGUERA 1433156 ESTR VASCONCELOS 2099000 Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor (embreagens, carcaças do motor, cilindros, cabeçotes, pistões, bielas, casquilhos, bombas de óleo , filtros de óleo, radiadores, radiadores de óleo, bombas de gasolina, carburadores, bombas injetoras, filtros para gasolina e para ar etc) Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. R ANIBAL TANGANELLI 2461102 Fabricação de fios alvejados, engomados, texturizados, tintos, retorcidos e outros acabamentos de fios. AV INDUSTRIAL 2410000 Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis. AV DR EDDY DE FREITAS CRISSIUMA AVENIDA CARLOS BOTELHO 2421100 Fiação de algodão 2410000 Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis. continua... 163 TABELA E.14 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Conclusão. Município: Nova Odessa Empresa TECELAGEM DE FITAS PROGRESSO S/A TECELAGEM HUDTELFA LTDA TINTURARIA E ESTAMPARIA WIEZEL S.A Endereço ESTR NOVA ODESSA/SUMARE AV INDUSTRIAL R BRASILIA Código do IBGE Atividade 2400006 Têxtil. 2460000 2410000 2460009 – Acabamento de fios e tecidos Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.15 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Santa Bárbara D’Oeste Empresa Endereço A.L.I. SISTEMAS HIDRAULICOS E CROMODURO & CIA LTDA ACOTERM TRATAMENTO TERMICO LTDA BIGMARTE INDUSTRIA TEXTIL LTDA CERMATEX IND DE TECIDOS LTDA INDUSTRIA ROMI S.A FABRICA DE MAQUINAS PESADAS SANS S/A MAQUINAS E IMPLEMENTOS SUN ELECTRIC DO BRASIL COM IND LTDA TECELAGEM WIEZEL S/A TEXTIL BIGNOTTO LTDA TEXTIL CANATIBA LTDA USINA ACUCAREIRA FURLAN S/A Código do IBGE Atividade R TUPIS 1199000 Fabricação de outros artefatos de metal, não especificados ou não classificados. RUA XV DE NOVEMBRO 1181998 Têmpera, cementação e tratamento térmico de aço e recozimento de arames. ESTR DO CACHOEIRO 2420007 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem. AV INTERDISTRITAL 2460000 Acabamento de fios e tecidos. ROD SP 304 1231000 Fabricação e montagem de máquinas –ferramentas, máquinas operatrizes e aparelhos industriais de uso específico. R JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA AV JUSCELINO K DE OLIVEIRA AV JUSCELINO K DE OLIVEIRA AV JUSCELINO K DE OLIVEIRA AV INTERDISTRITAL COM EMILIO ROMI ROD LUIZ DE QUEIROZ 1242008 Fabricação de máquinas, aparelhos e equipamentos para beneficiamento ou preparação de produtos agrícolas. 1352008 Fabricação de aparelhos e utensílios elétricos para fins industriais e comerciais 2420000 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem 2420007 Fiação, fiação e tecelagem e tecelagem. 2460000 Acabamento de fios e tecidos 2651009 Fabricação de açúcar de cana. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 164 TABELA E.16 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Sumaré Empresa Endereço Código do IBGE Atividade 3M DO BRASIL LTDA ROD ANHANGUERA 2099004 Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados ou não classificados. B T R DO BRASIL S.A VIA ANHANGUERA 1854003 Fabricação de artefatos de borrachas para uso industrial - exclusive correias, canos e tubos BUCKMAN LABORATORIOS LTDA COLAFLEX QUIMICA IND E COM LTDA FLASKO INDUSTRIAL DE EMBALAGENS LTDA IDEAL STANDARD WABCO IND E COM LTDA ROD ANHANGUERA 2060000 Acabamento de fios e tecidos R GUIDO SEGALHO 2099000 Fabricação de produtos químicos diversos e outros não especificados. R VINTE E SEIS 2300001 Produtos de matérias plásticas ROD ANHANGUERA 1433000 Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores - exclusive confeccionados com vidro, para instalações elétricas; papel e papelão; fibra prensada ou isolante; borracha; material plástico e para taxímetros e velocímetros. MEDLEY S.A. INDUSTRIA FARMACEUTICA MENKE & CIA LTDA R SAO POLICARPO 2110008 Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários VIA ANHANGUERA 1181009 Têmpera, cementação e tratamento térmico de aço e recozimento de arames. PIRELLI PNEUS S/A LIGACAO ANHANGUERAPAULINIA VIA ANHANGUERA 1821000 Fabricação de pneumáticos e câmaras de ar. 1077996 Fabricação de artefatos diversos de vidro ou de cristal, não especificados ou não classificados. R SEIS 1251201 Fabricação de máquinas, aparelhos e equipamentos para transporte e elevação de carga, para fins industriais (elevadores, empilhadeiras, carregadores mecânicos, guindastes, talhas, guinchos, macacos, gruas e cabreas, pontes rolantes, pórticos, vagonetas basculantes e semelhantes) SCHNEIDER ELETRIC BRASIL S/A AV SAUDADE 1311000 Fabricação de geradores, transformadores, sub-estações, aparelhos de proteção de linha e de medida, conversores, disjuntores, reguladores de voltagem etc. SUMARE INDUSTRIA QUIMICA S.A TEKA TECELAGEM KUEHNRICH S.A. ROD ANHANGUERA 2070000 PARADA TEXCOLOR RUA CESAR MORANZA VIA ANHANGUERA 2410000 Fabricação de tintas, esmaltes, lacas, vernizes, impermeabilizantes, solventes, secantes e massas preparadas para pintura e acabamento – inclusive pigmentos e corantes. Beneficiamento de fibras têxteis, fabricação de estopa, de materiais para estofos, e recuperação de resíduos têxteis. 1270000 Fabricação e montagem de tratores e de máquinas e aparelhos de terraplenagem - inclusive acessórios. R JUSTINO FRANCA 2461501 Produção de tecidos alvejados, engomados, tintos, estampados, texturizados e outros acabamentos em tecidos. AV MINASA 2220000 Fabricação de sabões e detergentes. AV ELETROMETAL 1107003 Produção de forjados de aço. POTTERS INDUSTRIAL LTDA PROMAC CORRENTES E EQUIPAMENTOS LTDA TEMA TERRA EQUIPAMENTOS LTDA TEXTIL GIFRAN LTDA TROPICAL INDUSTRIA DE DETERGENTES E DERIVADOS LTDA VILLARES METAIS S/ Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 165 TABELA E.17 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município: Arthur Nogueira Empresa TEKA TECELAGEM KUEHNRICH S/A Endereço RODOVIA SP 332 Código do IBGE Atividade 2495996 Fabricação de artefatos de tecidos para uso doméstico (cobertores, colchas, toalhas de banho, rosto e mãos, roupas de cama e mesa, copa e cozinha etc) Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.18 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município:Cosmópolis Empresa Endereço Código do IBGE ROD GAL MILTON TAVARES DE SOUZA - SP 332 R LUIZ NALLIN 2063999 Fabricação de carrapaticidas, formicidas, fungicidas (inseticidas agrícolas e para residências, espirais mata-mosquitos, pesticidas agrícolas, raticidas e semelhantes) 2000008 Produção de elementos químicos e de produtos químicos orgânicos, inorgânicos, organo-inorgânicos – exclusive produtos derivados do processamento do petróleo, de rochas cleigenas, do carvão-de-pedra e da madeira. ROD GAL MILTON TAVARES DE SOUZA (SP 332) SANOFI DO BRASIL IND E COM LTDA ROD SP 332 2110008 Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários 2110000 Fabricação de produtos farmacêuticos e veterinários 2741000 Fabricação de refrigerantes 2651009 Fabricação de açúcar de cana DOWELANCO INDUSTRIAL LTDA ECADIL INDUSTRIA QUIMICA S.A ELI LILLY DO BRASIL LTDA SPAL - INDUSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS S.A USINA ACUCAREIRA ESTER S/A ROD PAULINIACOSMOPOLIS (SP 332) ROD SP-332 Atividade Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) TABELA E.19 - Relação das indústrias inventariadas por ramo de atividade Município:Engenheiro Coelho Empresa FREIOS VARGA S/A Endereço ROD GAL MILTON TAVARES DE SOUZA SP 332 Código do IBGE 1433008 Atividade Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores - exclusive confeccionados com vidro para instalações elétricas; papel e papelão; fibra prensada ou isolante; borracha; material plástico e para taxímetros e velocímetros. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 166 ANEXO F - Descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC Apresenta-se, na TAB. F.1, a descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC. TABELA F.1 – Descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS - CLASSE II OU CLASSE III A001 Resíduos de restaurante (restos de alimentos) A002 Resíduos gerados fora do processo industrial ( material de escritório, embalagens de escritório, material de consumo, etc.) A003 Resíduos de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos (latão, cobre, alumínio, etc.) A006 Resíduos de papel e papelão A007 Resíduos de plásticos polimerizados de processo A008 Resíduos de borracha A009 Resíduos de madeira A010 Resíduos de materiais têxteis A011 Resíduos de minerais não metálicos A012 Escória de fundição de alumínio A013 Escória de produção de ferro e aço A016 Areia de fundição A017 Resíduos de refratários e materiais cerâmicos A018 Resíduos sólidos composto de metais não tóxicos A019 Resíduos sólidos de estações de tratamento de efluentes contendo material biológico não tóxico A021 Resíduos sólidos de estações de tratamento de efluentes contendo substâncias não tóxicas A022 Resíduos pastosos de estações de tratamento de efluentes contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (especificar) A116 Resíduos contendo dieldrin em concentração maior ou igual a 3,0 E-05 mg/l no extrato obtido no teste de solubilização A416 Não especificado RESÍDUOS PERIGOSOS - CLASSE I D001 Resíduos perigosos por apresentarem inflamabilidade D002 Resíduos perigosos por apresentarem corrosividade D004 Resíduos perigosos por apresentarem patogenicidade D099 Outros resíduos perigosos Continua... 167 TABELA F.1 – Descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC Continuação. RESÍDUOS PERIGOSOS - CLASSE I Resíduos Perigosos de fontes não-específicas F001 Os seguintes solventes halogenados gastos, utilizados em desengraxe: tetracloroetileno; tricloroetileno; cloreto de metileno; 1,1,1-tricloroetano; tetracloreto de carbono e fluorocarbonetos clorados, além de lamas provenientes da recuperação destes solventes. F002 Os seguintes solventes halogenados gastos: tetracloroetileno; 1,1,1-tricloroetano; cloreto de ortodiclorobenzeno; triclorofluormetano e resíduo de fundo da recuperação destes solventes. F003 Os seguintes solventes não halogenados gastos: xileno, acetona, acetato de etila, etilbenzeno, metileno; tricloroetileno; 1,1,1-tricloroetano, clorobenzeno; 1,1,2-tricloro; 1,2,2-trifluoretano; éter etílico, metilisobutilcetona, n-butilálcool, ciclohexanona e metanol além de resíduo de fundo de coluna da recuperação destes solventes F004 Os seguintes solventes não halogenados gastos: cresóis e ácido cresílico; nitrobenzeno e resíduo de fundo de coluna da recuperação destes solventes F005 Os seguintes solventes não halogenados gastos: tolueno, metiletilcetona, dissulfeto de carbono, isobutanol, piridina, benzeno, 2-etoxietanol e 2-noitropropano e resíduo de fundo de coluna proveniente da recuperação destes solventes. F006 Lodos de tratamento de águas residuárias provenientes de operações de eletrodeposição, exceto os originários dos seguintes processos: (1) anodização do alumínio com ácido sulfúrico;(2) estanhagem do aço carbono; (3) zincagem (bases agregadas) do aço carbono; (4) revestimento de alumínio ou zinco-alumínio no aço carbono; (5) operações de limpeza/extração associadas com revestimentos de estanho, zinco e alumínio do aço carbono e (6) fresagem e estampagem química de alumínio. F008 Lodos de fundo de tanque de banhos de tratamento superficial provenientes de operações de eletrodeposição onde os cianetos são utilizados no processo (exceto lodos de banho de tratamento superficial com metais preciosos por eletrodeposição). F010 Lodos de banho de têmpera provenientes de banhos de óleo das operações de tratamento térmico de metais dos processos, onde são utilizados cianetos (exceto lodos de banho de têmpera no tratamento térmico de metais preciosos). F011 Soluções de cianeto exauridas provenientes da limpeza do cadinho de banho salino das operações de tratamento térmico de metais (exceto soluções exauridas do tratamento térmico de metais preciosos provenientes da limpeza de cadinhos de banhos salinos). F012 Lodos de tratamento de águas residuárias provenientes de banhos de Têmpera das operações de tratamento térmico de metais dos processos onde os cianetos são utilizados (exceto lodos de tratamento de águas residuárias provenientes de banhos de Têmpera no tratamento térmico de metais preciosos). F017 Resíduos e lodos de tinta da pintura industrial. F018 Lodos de sistema de tratamento de águas residuárias da pintura industrial. F019 Lodos de tratamento de águas residuárias do revestimento do alumínio por conversão química F030 óleo usado incluindo os de uso lubrificante (motores, engrenagens e turbinas), com fluido hidráulico (incluindo aquele usado em transmissão), no trabalho com metais (incluindo para corte, polimento, usinagem, estampagem, resfriamento e cobertura) e óleo usado em isolação ou na refrigeração em que seja contaminado. F100 Fluidos dielétricos a base de bifenilas policloradas. PCB's. Embalagens contaminadas com PCBs inclusive transformadores e capacitores. Resíduos de derramamento e solos contaminados com PCBs. Resíduos Perigosos de fontes específicas K003 Lodo de tratamento de águas residuárias de produção de pigmento laranja de molibdato. K022 Resíduo de fundo de destilação com alcatrões de produção de fenol/acetona a partir de cumeno. K051 Lodos dos separadores de óleo de industrias de refino de petróleo. K061 Lodo ou poeira do sistema de controle de emissão de gases da produção de aço primário em fornos elétricos. K062 Banho de decapagem exaurido das operações de acabamento de aço. K078 Resíduo de limpeza com solvente na fabricação de tintas. Continua... 168 TABELA F.1 – Descrição completa do resíduo sólido industrial inventariado na RMC Conclusão. RESÍDUOS PERIGOSOS - CLASSE I Resíduos Perigosos de fontes específicas K083 Fundo de destilação da produção de anilina. K086 Lodos e lavagens com solvente, lodos e lavagens alcalinas, ou lodos e lavagens aquosas da limpeza de tubulações e equipamentos usados na formulação de tintas a partir de pigmentos, secantes, sabões e/o estabilizantes contendo cromo ou chumbo. K207 Borra ácida originada do re-refino de óleos usados. K208 Borra neutra do re-refino de óleos usados. Fonte: CETESB (1999); ABNT (1987) 169 ANEXO G - Distribuição da geração de resíduo sólido Industrial, por município, na RMC Apresenta-se, nas FIGs G1 a G19, a distribuição da geração de resíduo sólido Industrial, por município, na RMC. Americana A008 A0062% A004 3% 4% A016 2% A007 1% A019 Lodo com material biológico não tóxico A010 Resíduos de materiais têxteis A116 Resíduos contendo dieldrin A004 Sucata de metais ferrosos A006 Res. de papel e papelão A008 Res. de borracha A016 Areia de fundição A007 Res. de plásticos polimerizados Outros Outros 5% A116 10% A010 21% A019 52% FIGURA G.1 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Americana. Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Arthur Nogueira A010 19% A006 9% A003 2% A004 1% A019 Lodo com material biológico não tóxico A010 Resíduos de materiais têxteis Outros 1% A006 Res. de papel e papelão A004 Sucata de metais ferrosos A003 Resíduos contendo dieldrin Outros A019 68% FIGURA G.2 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Artur Nogueira Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 170 A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A003 Resíduos contendo dieldrin Campinas A004 Sucata de metais ferrosos Outros 9% A099 17% A002 6% A006 Res. de papel e papelão A003 6% A007 Res. de plásticos polimerizados A008 Res. de borracha A010 Resíduos de materiais têxteis A009 5% A009 Resíduos de madeira A004 46% A010 2% A008 2% A007 4% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Outros A006 3% FIGURA G.3 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Campinas Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Cosmópolis A011 Resíduos de minerais não metálicos F005 2% Outros 4% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) D099 Outros Resíduos Perigosos A011 8% F005 Solventes não halogenados tipo 3 Outros A099 35% D099 51% FIGURA G.4 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Cosmópolis Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 171 Engenheiro Coelho A013 Escória de fundição de ferro e aço A099 27% A016 Areia de fundição A013 23% A018 Resíduos sólidos compostos de metais não tóxicos A416 Resíduo não especificado F030 1% F030 Óleo usado A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A416 17% A016 25% A018 7% FIGURA G.5 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Engenheiro Coelho Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Holambra A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A007 Res. de plásticos polimerizados A002 9% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A007 25% A099 66% FIGURA G.6 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Holambra Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 172 A001 Lixo de restaurante Hortolândia A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A004 Sucata de metais ferrosos Outros 5% A099 9% A001 2% A006 Res. de papel e papelão A002 2% A004 18% A007 Res. de plásticos polimerizados A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 23% A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A019 5% A017 24% A006 10% A007 2% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Outros FIGURA G.7 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Hortolândia Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Indaiatuba A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A003 Resíduos de varrição de fábrica A116 1% A099 7% D099 6% Outros 8% A004 Sucata de metais ferrosos A002 3% A003 3% A006 Res. de papel e papelão A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A021 2% A116 Resíduos contendo dieldrin D099 Outros Resíduos Perigosos A017 6% A004 52% A006 12% Outros FIGURA G.8 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Indaiatuba Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 173 Itatiba A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A004 Sucata de metais ferrosos Outros 7% D002 15% A002 4% A005 Sucata de metais não ferrosos A004 A005 2% 6% A006 4% A006 Res. de papel e papelão A010 8% A010 Resíduos de materiais têxteis A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A017 2% A019 Lodo com material biológico não tóxico A019 15% A099 37% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) D002 Res. Perigoso corrosivo Outros FIGURA G.9 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Itatiba Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Jaguariúna A019 9% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Outros 3% A022 Res. Pastosos contendo substâncias não tóxicas A019 Lodo com material biológico não tóxico A022 27% Outros A099 61% FIGURA G.10 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Jaguariúna Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 174 Monte Mor A006 28% A001 Lixo de restaurante A006 Res. de papel e papelão A001 72% FIGURA G.11 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Monte Mor Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) A001 Lixo de restaurante Nova Odessa A004 Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos D099 12% D001 2% F006 2% Outros 5% A001 2% A006 Res. de papel e papelão A004 5% A009 Resíduos de madeira A099 3% A010 Resíduos de materiais têxteis A017 4% A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) D001 Res. Perigoso inflamável A010 3% A009 11% A005 44% A006 7% D099 Outros Resíduos Perigosos F006 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Outros FIGURA G.12 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Nova Odessa Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 175 A004 Sucata de metais ferrosos Paulínia A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas K051 6% K022 8% Outros 4% A004 3% A019 4% A021 12% D099 14% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) D001 Res. Perigoso inflamável D002 Res. Perigoso corrosivo D099 Outros Resíduos Perigosos K022 Res. de fundo de destilação com alcatrões D002 3% A099 33% D001 13% K051 Lodos de separadores de óleo de refino de petróleo Outros FIGURA G.13 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Paulínia Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Pedreira Outros 1% A021Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros A021 99% FIGURA G.14 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Pedreira Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 176 Santa Bárbara D'Oeste Outros 3% A013 7% A013 Escória de fundição de ferro e aço A016 Areia de fundição A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A416 Resíduo não especificado A416 36% Outros A016 49% A099 5% FIGURA G.15 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Sta Bárbara D’Oeste Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Santo Antonio da Posse K207 19% K207 Borra ácida do re-refino de óleos usados K208 Borra neutra do re-refino de óleos usados K208 81% FIGURA G.16 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Sto Antônio de Posse Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 177 A001 Lixo de restaurante Sumaré A116 11% Outros 11% A001 2% A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A004 Sucata de metais ferrosos A004 21% A002 3% A005 Sucata de metal não ferroso A006 Resíduo de papel e papelão A013 Escória de fundição de ferro e aço A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A116 Resíduos contendo dieldrin Outros A017 8% A006 2% A013 39% A005 3% FIGURA G.17 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Sumaré Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) Valinhos A099 37% Outros 5% A004 Sucata de metais ferrosos A019 Lodo com material biológico não tóxico A004 19% A019 4% A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Outros A021 35% FIGURA G.18 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Valinhos Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 178 A001 Lixo de restaurante Vinhedo A002 Resíduos gerados fora do processo industrial Outros 6% A001 3% A002 11% A003 Resíduos de varrição de fábrica A003 8% A099 33% A004 Sucata de metais ferrosos A004 3% A006 Res. de papel e papelão A011 Resíduos de minerais não metálicos A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A021 2% A019 7% A006 24% A011 3% A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Outros FIGURA G.19 - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial no município de Vinhedo Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) 179 ANEXO G - Distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo, nos municípios da RMC. Apresenta-se, nas TABs. G.1 a G.19 e FIGs G.1 a G. 19 a distribuição da geração de resíduo sólido industrial, por tipo, nos municípios da RMC. TABELA G.1 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Americana Tipo Descrição do resíduo* A001 Lixo de restaurante A002 Resíduos gerados fora do processo industrial A003 Res. de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos A006 Res. de papel e papelão A007 Res. de plásticos polimerizados A008 Res. de borracha A009 Res. de madeira A010 materiais têxteis A011 Resíduos de minerais não metálicos A013 Escória de fundição de ferro e aço A016 Areia de fundição A017 Resíduos de refratários e material cerâmico A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A116 Resíduos contendo dieldrin D001 Resíduos contendo dieldrin D004 Res. Perigoso Patogênico D099 Outros Resíduos Perigosos F006 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição F011 Soluções de cianeto exauridas F017 Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial F018 Lodo de trat. de efluentes da pintura industrial F030 Óleo usado TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F 180 Quantidade (t/ano) 200,6 432,0 196,8 2874,1 101,0 2360,7 761,0 1298,2 539,7 14787,6 0,3 290,0 1200,0 266,9 36024,0 1,5 679,1 7018,0 35,1 0,8 433,9 7,0 2,0 6,5 0,5 119,1 69636,4 604,9 69031,8 % 0,29% 0,62% 0,28% 4,13% 0,15% 3,39% 1,09% 1,86% 0,78% 21,24% 0,00% 0,42% 1,72% 0,38% 51,73% 0,00% 0,98% 10,08% 0,05% 0,00% 0,62% 0,01% 0,00% 0,01% 0,00% 0,17% 100,00% 0,87% 99,13% TABELA G.2 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Arthur Nogueira Tipo A003 A004 A005 A006 A007 A010 A019 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Resíduos de materiais têxteis Lodo com material biológico não tóxico Óleo usado Quantidade (t/ano) 72,0 38,0 3,0 292,0 30,3 624,0 2300,0 3,8 3363,1 3,8 3359,3 Resíduo perigoso Resíduo não perigoso % 2,14% 1,13% 0,09% 8,68% 0,90% 18,55% 68,39% 0,11% 100,00% 0,11% 99,89% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G.3 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Campinas Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A008 A009 A010 A011 A013 A017 A018 A019 A021 A099 D001 D004 D099 F001 F002 F003 F006 F008 F011 F012 F017 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de borracha Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Resíduos de minerais não metálicos Escória de fundição de ferro e aço Resíduos de refratários e material cerâmico Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso Patogênico Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Solventes halogenados gastos tipo 2 Solventes não halogenados tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial Soluções de cianeto exauridas Lodo de tratamento de efluente de banhos de têmpera Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial 181 Quantidade (t/ano) 777,9 3258,7 3480,5 26424,7 896,7 1614,7 2068,2 1360,0 2641,5 1241,2 35,7 925,0 5,0 22,3 20,0 705,0 9483,1 89,7 1,3 525,3 23,2 26,3 29,1 467,7 % 1,37% 5,73% 6,12% 46,48% 1,58% 2,84% 3,64% 2,39% 4,65% 2,18% 0,06% 1,63% 0,01% 0,04% 0,04% 1,24% 16,68% 0,16% 0,00% 0,92% 0,04% 0,05% 0,05% 0,82% 3,6 0,01% 86,9 6,0 161,0 0,15% 0,01% 0,28% continua... TABELA G.3 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Campinas Tipo Descrição do resíduo* F019 Lodo de trat. de efluentes do revestimento do alumínio F030 Óleo usado TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 2,5 465,1 56847,9 1887,7 54960,2 conclusão. % 0,00% 0,82% 100,00% 3,32% 96,68% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 4 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Cosmópolis Tipo A001 A002 A004 A005 A006 A007 A011 A021 A099 D004 D099 F005 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Resíduos de minerais não metálicos Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso Patogênico Outros Resíduos Perigosos Solventes não halogenados tipo 3 Óleo usado Quantidade (t/ano) 3,6 18,1 219,0 66,5 108,3 69,0 1200,0 125,0 5025,0 0,6 7286,0 324,6 8,4 14454,1 7.619,6 6.834,5 Resíduo perigoso Resíduo não perigoso % 0,02% 0,13% 1,52% 0,46% 0,75% 0,48% 8,30% 0,86% 34,77% 0,00% 50,41% 2,25% 0,06% 100,00% 52,72% 47,28% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 5 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Engenheiro Coelho Tipo A099 A016 A013 A416 A018 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Areia de fundição Escória de fundição de ferro e aço Resíduo não especificado? Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos Óleo usado Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F 182 Quantidade (t/ano) 1.300,0 1.200,0 1.134,0 850,0 348,0 26,8 4858,8 26,8 4.832,0 % 26,76% 24,70% 23,34% 17,49% 7,16% 0,55% 100% 0,55% 99,45% TABELA G. 6 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Holambra Tipo A099 A007 A002 Descrição do resíduo* Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. de plásticos polimerizados Resíduos gerados fora do processo industrial TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 19,0 7,0 2,5 % 66,67% 24,56% 8,77% 28,5 0,0 28,5 100% 0,00% 100,00% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 7 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Hortolândia Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A008 A009 A010 A011 A013 A017 A019 A021 A099 D001 D099 F017 F030 K062 F100 F002 TOTAL Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de borracha Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Resíduos de minerais não metálicos Escória de fundição de ferro e aço Resíduos de refratários e material cerâmico Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Outros Resíduos Perigosos Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado Banho de decapagem exaurido Fluídos dielétricos Solventes halogenados gastos tipo 2 Quantidade (t/ano) 52,8 59,0 26,1 550,7 49,0 315,7 62,9 4,8 8,2 1,7 23,7 3,0 768,3 140,0 698,0 262,5 8,0 1,5 10,0 15,0 1,0 3,7 2,3 3067,9 41,5 3.026,4 Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F 183 % 1,72% 1,92% 0,85% 17,95% 1,60% 10,29% 2,05% 0,16% 0,27% 0,06% 0,77% 0,10% 25,04% 4,56% 22,75% 8,56% 0,26% 0,05% 0,33% 0,49% 0,03% 0,12% 0,07% 100,00% 1,35% 98,65% TABELA G. 8 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Indaiatuba Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A009 A010 A012 A013 A016 A017 A018 A019 A021 A099 A116 D001 D099 F001 F003 F006 F017 F030 K003 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Escória de fundição de alumínio Escória de fundição de ferro e aço Areia de fundição Resíduos de refratários e material cerâmico Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Resíduos contendo dieldrin Res. Perigoso inflamável Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Solventes não halogenados tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado Lodo do trat. de efluente do pigmento laranja TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 38,8 184,1 225,5 3491,2 74,6 825,3 54,6 32,0 56,9 0,5 24,0 8,0 384,0 2,4 21,6 152,0 469,7 100,0 80,4 388,8 34,8 84,0 5,2 8,4 14,4 3,0 6764,2 % 0,57% 2,72% 3,33% 51,61% 1,10% 12,20% 0,81% 0,47% 0,84% 0,01% 0,35% 0,12% 5,68% 0,04% 0,32% 2,25% 6,94% 1,48% 1,19% 5,75% 0,51% 1,24% 0,08% 0,12% 0,21% 0,04% 100,00% 619,0 6145,2 9,15% 90,85% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 9 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Itatiba Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A010 A017 A019 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Resíduos de materiais têxteis Resíduos de refratários e material cerâmico Lodo com material biológico não tóxico Quantidade (t/ano) 50,0 244,0 75,6 111,9 355,4 269,0 108,3 452,8 120,0 875,6 184 % 0,83% 4,06% 1,26% 1,86% 5,91% 4,47% 1,80% 7,53% 2,00% 14,57% Continua... TABELA G. 9 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Itatiba Tipo A021 A099 D001 D002 D099 F001 F017 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso corrosivo Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado Quantidade (t/ano) 25,0 2240,5 19,0 920,6 61,5 5,0 30,0 47,0 6011,2 1083,1 4928,1 Resíduo perigoso Resíduo não perigoso conclusão. % 0,42% 37,27% 0,32% 15,31% 1,02% 0,08% 0,50% 0,78% 100,00% 18,02% 81,98% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 10 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Jaguariúna Tipo A001 A002 A003 A006 A007 A011 A019 A022 A099 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Resíduos de minerais não metálicos Lodo com material biológico não tóxico Res. Pastosos contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Óleo usado Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 39,0 189,5 758,0 84,0 104,0 741,3 6147,0 19535,0 44621,0 4,0 72222,8 4,0 72218,8 % 0,05% 0,26% 1,05% 0,12% 0,14% 1,03% 8,51% 27,05% 61,78% 0,01% 100,00% 0,01% 99,99% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 11 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Monte Mor Tipo Descrição do resíduo* A001 Lixo de restaurante A006 Res. de papel e papelão TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 130,0 50,0 180,0 0,0 180,0 Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F 185 % 72,22% 27,78% 100,00% 0,00% 100,00% TABELA G. 12 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Nova Odessa Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A009 A010 A011 A016 A017 A019 A021 A099 D001 D004 D099 F001 F006 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Resíduos de minerais não metálicos Areia de fundição Resíduos de refratários e material cerâmico Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso Patogênico Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Óleo usado Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 115,0 24,5 20,0 224,8 2187,0 347,8 21,6 580,0 156,7 0,0 22,4 190,4 40,0 0,6 126,1 86,0 0,2 576,0 66,3 80,2 46,7 4912,3 855,4 4056,9 % 2,34% 0,50% 0,41% 4,58% 44,52% 7,08% 0,44% 11,81% 3,19% 0,00% 0,46% 3,88% 0,81% 0,01% 2,57% 1,75% 0,00% 11,73% 1,35% 1,63% 0,95% 100,00% 17,41% 82,59% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 13 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Paulínia Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A008 A009 A010 A011 A017 A019 A021 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de borracha Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Resíduos de minerais não metálicos Resíduos de refratários e material cerâmico Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Quantidade (t/ano) 270,1 93,5 440,5 1996,5 7,2 440,1 361,6 0,6 157,0 0,8 250,6 282,0 2298,8 8136,0 186 % 0,41% 0,14% 0,67% 3,06% 0,01% 0,67% 0,55% 0,00% 0,24% 0,00% 0,38% 0,43% 3,52% 12,46% continua... TABELA G. 13 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Paulínia Tipo A099 D001 D002 D099 F003 F004 F030 K022 K051 K083 K207 K208 TOTAL Descrição do resíduo* Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso corrosivo Outros Resíduos Perigosos Solventes não halogenados tipo 1 Solventes não halogenados tipo 2 Óleo usado Res. de fundo de destilação com alcatrões lodos de separadores de óleo de refino de petróleo Fundo de destilação da produção de anilina Borra ácida do re-refino de óleos usados Borra neutra do re-refino de óleos usados Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 21522,8 8412,5 2221,0 8906,0 200,0 250,0 29,0 5342,4 3614,0 2,4 22,9 35,2 65293,5 29035,4 36258,1 conclusão. % 32,96% 12,88% 3,40% 13,64% 0,31% 0,38% 0,04% 8,18% 5,54% 0,00% 0,04% 0,05% 100,00% 44,47% 55,53% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 14 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Pedreira Tipo A001 A002 A003 A004 A006 A021 F006 TOTAL Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Res. de papel e papelão Lodo contendo substâncias não tóxicas Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 2,0 1,0 1,0 36,0 4,0 9850,0 6,0 9900,0 6,0 9894,0 % 0,02% 0,01% 0,01% 0,36% 0,04% 99,49% 0,06% 100,00% 0,06% 99,94% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 15 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Santa Bárbara D'Oeste Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Quantidade (t/ano) 2,5 9,4 8,0 25,0 1,5 54,0 187 % 0,02% 0,09% 0,08% 0,25% 0,01% 0,54% continua... TABELA G. 15 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Santa Bárbara D'Oeste Tipo A007 A009 A010 A013 A016 A019 A021 A099 A416 D099 F008 F010 F017 TOTAL Descrição do resíduo* Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Escória de fundição de ferro e aço Areia de fundição Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Resíduo não especificado Outros Resíduos Perigosos Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial Lodo de banho de têmpera Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 8,3 3,0 43,4 750,0 4900,0 114,8 3,5 464,0 3621,0 2,6 0,5 conclusão. % 0,08% 0,03% 0,43% 7,48% 48,88% 1,15% 0,03% 4,63% 36,12% 0,03% 0,00% 3,6 8,8 10023,9 15,5 10008,4 0,04% 0,09% 100,00% 0,15% 99,85% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 16 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Santo Antônio de Posse Tipo K207 K208 Descrição do resíduo* Borra ácida do re-refino de óleos usados Borra neutra do re-refino de óleos usados TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 13,4 56,6 % 19,14% 80,86% 70,0 70,0 0,0 100,00% 100,00% 0,00% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 17 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Sumaré Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Quantidade (t/ano) 771,7 823,2 87,9 6474,0 1087,0 728,6 254,2 188 % 2,47% 2,64% 0,28% 20,76% 3,49% 2,34% 0,82% continua... TABELA G. 17 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Sumaré Tipo A008 A009 A010 A011 A013 A017 A018 A019 A021 A099 A116 D001 D004 D099 F001 F006 F011 F017 F030 K061 K062 K078 K086 Descrição do resíduo* Res. de borracha Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Resíduos de minerais não metálicos Escória de fundição de ferro e aço Resíduos de refratários e material cerâmico Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Resíduos contendo dieldrin Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso Patogênico Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Soluções de cianeto exauridas Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado Lodo ou poeira da produção de aço primário Banho de decapagem exaurido res. De limpeza com solvente Lodos e lavagens com solventes e outros TOTAL Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 205,0 339,5 82,0 3,5 12000,0 2400,0 15,0 206,4 12,0 411,5 3500,0 120,1 0,1 526,8 3,6 661,5 1,2 3,3 135,6 20,0 6,0 254,2 50,2 conclusão. % 0,66% 1,09% 0,26% 0,01% 38,48% 7,70% 0,05% 0,66% 0,04% 1,32% 11,22% 0,39% 0,00% 1,69% 0,01% 2,12% 0,00% 0,01% 0,43% 0,06% 0,02% 0,82% 0,16% 31184,1 1782,6 29401,5 100,00% 5,72% 94,28% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 18 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Valinhos Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Quantidade (t/ano) 188,8 262,1 855,1 9125,2 18,0 715,0 167,9 189 % 0,39% 0,54% 1,76% 18,77% 0,04% 1,47% 0,35% continua... TABELA G. 18 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Valinhos conclusão. Tipo A009 A010 A019 A021 A099 D004 D099 F006 F017 F030 TOTAL Descrição do resíduo* Res. de madeira Resíduos de materiais têxteis Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso Patogênico Outros Resíduos Perigosos Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Resíduos e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Quantidade (t/ano) 109,0 0,5 2126,0 17243,0 17700,3 4,1 72,8 1,5 0,8 23,4 48613,5 102,6 48510,9 % 0,22% 0,00% 4,37% 35,47% 36,41% 0,01% 0,15% 0,00% 0,00% 0,05% 100,00% 0,21% 99,79% Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F TABELA G. 19 Geração de resíduo sólido industrial no Município de Vinhedo Tipo A001 A002 A003 A004 A005 A006 A007 A009 A011 A017 A018 A019 A021 A099 D001 D099 TOTAL Descrição do resíduo* Lixo de restaurante Resíduos gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira Resíduos de minerais não metálicos Resíduos de refratários e material cerâmico Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Outros Resíduos Perigosos Resíduo perigoso Resíduo não perigoso Fonte: Baseado em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * Descrição completa de cada resíduo, verificar anexo F 190 Quantidade (t/ano) 102,6 402,6 291,2 96,1 1,2 863,1 21,2 63,0 122,0 39,4 42,0 247,6 78,0 1195,6 43,4 12,0 3621,0 55,4 3565,6 % 2,83% 11,12% 8,04% 2,65% 0,03% 23,84% 0,59% 1,74% 3,37% 1,09% 1,16% 6,84% 2,15% 33,02% 1,20% 0,33% 100,00% 1,53% 98,47% ANEXO H – Estudo energético quali-quantitativo do resíduo sólido industrial na RMC Apresenta-se, nas TABs. H. 1 a H. 19, o estudo energético quali-quantitativo do resíduo sólido industrial na RMC. TABELA H.1 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Americana Tipo Descrição da destinação Descrição do resíduo A001 ATERRO MUNICIPAL Lixo de restaurante A002 Res.gerado fora do processo industrial A003 Resíduo de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos Quantidade Descrição da forma (t/ano) de energia Fator de conversão ( MWh/t ) Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) 143,6 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS INTERMEDIÁRIOS 56,0 ATERRO MUNICIPAL 430,7 1,0 de biogás 0,73 aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada não obtido potencial evitável 3,5 70 6,1 50 62,8 Observações Foi usado o fator de conversão para lixo. Para simplificar os recicláveis não foram considerados Foi usado o fator de conversão para papel Foi usado o fator de conversão para papel INTERMEDIÁRIOS 1,3 aproveitada evitada 3,5 ATERRO MUNICIPAL 41,8 indeterminada Indeterminado Resíduo não especificado LIXÃO PARTICULAR 72,0 indeterminada Indeterminado Resíduo não especificado OUTROS 35,0 indeterminada Indeterminado Resíduo não especificado INTERMEDIÁRIOS 48,0 aproveitada evitada Indeterminado Resíduo não especificado REPROC.OU RECICLAGEM 39,8 aproveitada evitada 6,05 20,1 INTERMEDIÁRIOS 2.834,3 1.429,0 0,4 aproveitada evitada 6,05 A005 Sucata de metais não REPROC.OU RECICLAGEM ferrosos INTERMEDIÁRIOS 4,5 aproveitada evitada 14,25 5,3 Foi usado fator de conv. do alumínio 96,5 aproveitada evitada 14,25 114,6 A006 ATERRO MUNICIPAL 129,4 potencial evitável 3,5 Foi usado fator de conv. do alumínio Foi usado o fator de conversão para plástico REPROC.OU RECICLAGEM 913,6 aproveitada evitada 3,5 266,5 384,3 Resíduo de papel e papelão A007 Resíduo de plásticos polimerizados 50 18,9 INTERMEDIÁRIOS 1.317,7 48,8 aproveitada evitada potencial evitável 3,5 ATERRO MUNICIPAL 5,3 50 10,8 EM TAMBORES 0,3 potencial evitável 5,3 50 0,1 OUTROS SISTEMAS 0,2 potencial evitável 5,3 50 0,0 REPROC.OU RECICLAGEM 466,2 aproveitada evitada 5,3 205,9 INTERMEDIÁRIOS 245,5 aproveitada evitada 5,3 108,4 continua... 191 TABELA H.1 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Americana continuação. Tipo Descrição da destinação Descrição do resíduo A008 Resíduo de borracha A009 Resíduo de materiais têxteis 2,2 aproveitada evitada não obtido INTERMEDIÁRIOS 1.296,0 aproveitada evitada não obtido ATERRO MUNICIPAL 21,8 potencial evitável não obtido 504,0 aproveitada evitada não obtido 13,9 aproveitada evitada não obtido ATERRO MUNICIPAL 134,6 potencial evitável não obtido OUTROS 913,0 não obtido CALDEIRA 0,9 potencial evitável Aproveitada térmica REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS A011 Resíduo de minerais INTERMEDIÁRIOS não metálicos A013 Escória de fundição REPROC.OU RECICLAGEM de ferro e aço A016 Areia de fundição LIXÃO PARTICULAR A017 Resíduo de refratários OUTROS e material cerâmico REPROC.OU RECICLAGEM A019 ATERRO INDUSTRIAL Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas Fator de conversão ( MWh/t ) REPROC.OU RECICLAGEM Resíduo de madeira REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS A010 Quantidade Descrição da forma (t/ano) de energia 13.647,8 aproveitada evitada 91,6 aproveitada evitada 4, 94 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações Foi usado o fator de conver. Da incin. De trapos de pano 0,4 não obtido não obtido 0,3 aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada não obtido 290,0 1.200,0 não obtido não obtido 15,7 potencial evitável não obtido 251,2 aproveitada evitada não obtido de biogás 0,47 70 954,1 de biogás 0,47 70 9,9 não obtido não obtido 34.800,0 LIXÃO PARTICULAR 360,0 FERTIRRIGAÇÃO/”LANDFA RMIN 864,0 LIXÃO PARTICULAR 0,5 Não disponível para aproveit. não obtido OUTROS 1,0 não obtido Foi usado o fator de conver. Para biogás de esgoto Foi usado o fator de conver. Para biogás de esgoto continua... 192 TABELA H.1 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Americana continuação Tipo Descrição da destinação Descrição do resíduo A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Quantidade Descrição da forma (t/ano) de energia Fator de conversão ( MWh/t ) 40,4 indeterminada Indeterminado Res. não especificado 474,0 indeterminada Indeterminado Res. não especificado OUTROS 57,3 indeterminada Indeterminado Res. não especificado EM TAMBORES 4,6 indeterminada Indeterminado Res. não especificado indeterminada OUTROS SISTEMAS 4,0 REPROC.OU RECICLAGEM 53,0 OUTROS TRATAMENTOS 40,0 INTERMEDIÁRIOS 5,8 Indeterminado Res. não especificado aproveitada evitada Indeterminado Indeterminada Indeterminado Res. não especificado aproveitada evitada Indeterminado não obtido Res. não especificado OUTROS 7.018,0 D001 Res. Perigoso inflamável EM TAMBORES 2,5 não obtido não obtido não obtido INTERMEDIÁRIOS 32,6 não obtido não obtido ATERRO MUNICIPAL 0,6 da incineração não obtido não obtido D099 Outros Resíduo Perigosos Observações ATERRO MUNICIPAL Resíduo contendo dieldrin Res. Perigoso Patogênico Energia a Aproveitar (MWh/mês) ATERRO INDUSTRIAL A116 D004 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* INCINERADOR 0,2 EM TAMBORES 76,3 da incineração Indeterminada Indeterminado A GRANEL 6,4 Indeterminada Indeterminado INCINERADOR DE CAMARA FORNOS INDUSTRIAIS 10,7 60,0 da incineração Aproveitada térmica Indeterminado Indeterminado Res. não especificado Res. não especificado Res. não especificado Res. não especificado Res. não especificado REPROC.OU RECICLAGEM 102,4 aproveitada evitada Indeterminado Res. não especificado INTERMEDIÁRIOS 178,1 aproveitada evitada Indeterminado não obtido não obtido Res. não especificado 7,0 2,0 F006 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição EM TAMBORES F011 Soluções de cianeto exauridas EM TAMBORES não obtido não obtido continua... 193 TABELA H.1 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Americana conclusão. Tipo Descrição da destinação Descrição do resíduo F017 F018 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial Lodo de trat. de efluentes da pintura industrial F030 Óleo usado Quantidade Descrição da forma (t/ano) de energia Fator de conversão ( MWh/t ) EM TAMBORES 6,0 INTERMEDIÁRIOS 0,5 INTERMEDIÁRIOS 0,5 EM TAMBORES 36,2 potencial evitável não obtido REPROC.OU RECICLAGEM 68,5 aproveitada evitada não obtido INTERMEDIÁRIOS 14,4 aproveitada evitada não obtido potencial evitável aproveitada evitada Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) não obtido não obtido não obtido aproveitada evitada TOTAL GERAL 69.636,7 2.534,8 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 194 1062,7 Observações TABELA H.2 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Arthur Nogueira Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) Energia Quantidade Energia a Aproveitada ( adotada Aproveitar MWh/mês ) (%)* (MWh/mês) A003 Res. de varrição de fábrica REPROC.OU RECICLAGEM 72,00 aproveitada evitada Indeterminado A004 Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Resíduo de materiais têxteis Lodo com material biológico não tóxico Óleo usado REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL 38,00 aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial do biogás aproveitada evitada 6,4 20,3 14,25 3,6 3,5 85,2 5,3 13,4 A005 A006 A007 A010 A019 F030 TOTAL GERAL REPROC.OU RECICLAGEM 3,00 292,00 30,30 624,00 2.300,00 3,80 Resíduo não especificado não obtido 0,47 70 63,1 não obtido 3.363,10 122,4 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 195 Observações 63,1 TABELA H.3 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Campinas Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia A001 Lixo de restaurante ATERRO MUNICIPAL 318,9 459,0 Res.gerados fora do processo industrial ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL QUEIMA A CEU ABERTO INTERMEDIÁRIOS potencial do biogás aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada indeterminada indeterminada A002 A003 Res. de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos A005 A006 A007 A008 Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de borracha ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 3.201,2 0,5 57,0 2.950,5 530,0 12,0 13.005,8 13.406,9 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 504,1 ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 0,1 1.331,3 ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 21,9 148,0 681,8 1.216,5 CALDEIRA 1,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 200,0 392,6 283,3 1.159,0 potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada térmica aproveitada evitada aproveitada evitada Fator de conversão ( MWh/t ) 0,73 Energia Quantidade Energia a Aproveitada adotada Aproveitar ( MWh/mês ) (%)* (MWh/mês) 70 13,6 Observações não obtido 3,5 3,5 3,5 50 50 466,8 0,1 16,6 Indeterminado Indeterminado Resíduo não especificado Resíduo não especificado 6,05 6,05 6.557,1 6,05 6.759,3 14,25 598,6 14,25 466,2 3,5 3,5 388,3 3,5 82,6 5,3 5,3 5,3 301,1 5,3 537,3 50 3,0 50 0,0 50 50 4,8 32,7 não obtido não obtido não obtido continua... 196 TABELA H.3 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Campinas continuação Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A009 FORNOS INDUSTRIAIS 1.200,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 60,7 1.380,8 EM TAMBORES CALDEIRA 13,2 12,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 46,0 A010 A011 Res. de madeira Resíduo de materiais têxteis Resíduo de minerais não metálicos A013 Escória de fundição de ferro e aço A017 Resíduo de refratários e material cerâmico A018 Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas 1.170,0 20,0 15,7 Descrição da Fator de forma de energia conversão ( MWh/t ) 5,56 aproveitada – térmica não obtido aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada potencial evitável não obtido 4,94 aproveitada – térmica não obtido aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada potencial evitável não obtido não obtido aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada potencial evitável não obtido Energia Aproveitada ( MWh/mês ) 556,0 Quantidade adotada (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações 4,9 A GRANEL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 925,0 ATERRO MUNICIPAL 5,0 EM TAMBORES COMPOSTAGEM 1,0 21,3 não obtido não obtido não obtido não obtido LIXÃO PARTICULAR 10,0 0,47 70 0,3 OUTROS SISTEMAS 10,0 0,47 70 0,3 ATERRO INDUSTRIAL OUTROS FORNOS INDUSTRIAIS 28,0 662,0 15,0 potencial do biogás potencial do biogás não obtido não obtido aproveitada – térmica não obtido não obtido não obtido continua... 197 TABELA H.3 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Campinas continuação Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A099 ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO PARTICULAR ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS OUTROS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO INTERMEDIÁRIOS 123,4 50,0 100,5 119,0 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) D001 Res. Perigoso inflamável D004 Res. Perigoso Patogênico D099 Outros Resíduos Perigosos F001 F002 Solventes halogenados gastos tipo 1 Solventes halogenados gastos tipo 2 EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INCINERADOR QUEIMA A CEU ABERTO ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES A GRANEL OUTROS SISTEMAS INCINERADOR FORNOS INDUSTRIAIS 294,0 54,2 8.507,0 127,0 108,0 2,4 87,3 0,8 0,5 120,0 42,6 92,4 36,4 97,7 17,7 REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS TRATAMENTOS 117,6 INTERMEDIÁRIOS 0,1 REPROC.OU RECICLAGEM 23,2 REPROC.OU RECICLAGEM 26,3 0,8 Descrição da forma de energia Indeterminada Indeterminada Indeterminada aproveitada evitada Indeterminada Indeterminada aproveitada evitada Indeterminada aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada da incineração da incineração Indeterminada Indeterminada Indeterminada indeterminada da incineração aproveitada térmica aproveitada evitada indeterminada Fator de conversão ( MWh/t ) Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Energia Quantidade Energia a Aproveitada adotada Aproveitar ( MWh/mês ) (%)* (MWh/mês) Observações Resíduo não especificado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Indeterminado Resíduo não especificado Indeterminado Resíduo não especificado não obtido não obtido não obtido não obtido Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Resíduo não especificado Aprov. Térmico na incinerac. Resíduo não especificado Resíduo não especificado Indeterminado Resíduo não especificado aproveitada evitada aproveitada evitada Indeterminado Resíduo não especificado aproveitada evitada não obtido não obtido continua... 198 TABELA H.3 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Campinas conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia F003 REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES FORNOS INDUSTRIAIS 29,1 360,0 3,2 104,5 FORNOS INDUSTRIAIS 3,6 aproveitada evitada não obtido não obtido aproveitada térmica aproveitada térmica OUTROS SISTEMAS FORNOS INDUSTRIAIS 0,1 10,0 OUTROS TRATAMENTOS 76,8 não obtido aproveitada térmica não obtido ATERRO INDUSTRIAL 6,0 não obtido EM TAMBORES 0,4 FORNOS INDUSTRIAIS 27,3 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 132,3 EM TAMBORES 2,5 EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM 150,5 314,6 F006 Solventes não halogenados tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição F008 Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial F011 Soluções de cianeto exauridas F012 Lodo de tratamento de efluente de banhos de têmpera F017 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial F019 F030 F030 Lodo de trat. de efluentes do revestimento do alumínio Óleo usado TOTAL GERAL 1,0 Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido Energia Quantidade Energia a Aproveitada adotada Aproveitar ( MWh/mês ) (%)* (MWh/mês) não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido Não obtido não obtido não obtido Potencial evitável Não obtido aproveitada térmica aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido Não obtido Não obtido Não obtido não obtido potencial evitável não obtido não obtido aproveitada evitada 56.847,9 16.268,1 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 199 521,6 Observações TABELA H.4 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Cosmópolis Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A001 Lixo de restaurante A002 Resíduo gerados fora do processo industrial A004 Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS 1,2 16,9 219 INTERMEDIÁRIOS 66,5 INTERMEDIÁRIOS 19 LIXÃO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS OUTROS 12 77,3 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS SISTEMAS 4 A005 A006 A007 A011 A021 A099 D004 Res. de plásticos polimerizados Resíduo de minerais não metálicos Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso Patogênico ATERRO INDUSTRIAL ATERRO INDUSTRIAL INCINERADOR LIXÃO MUNICIPAL OUTROS SISTEMAS TRATAMENTO BIOLÓGICO LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL Quantidade Descrição da (t/ano) forma de energia 3,6 53 12 1200 125 81 49 40 60 475 4320 0,3 0,3 aproveitada evitada Evitável Evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada Evitável aproveitada evitada Evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido indeterminada indeterminada da incineração indeterminada indeterminada Não disponível para aproveit. da incineração da incineração Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 3,5 3,5 6,05 110,41 14,25 78,97 3,5 5,54 3,5 3,5 22,55 5,3 5,3 5,3 5,3 1,77 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 50 50 0,2 2,5 50 1,8 50 11,7 Observações não obtido não obtido Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado não obtido não obtido continua... 200 TABELA H.4 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Cosmópolis conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação D099 Outros Resíduos Perigosos INCINERADOR INTERMEDIÁRIOS 7280 6 F005 Solventes não halogenados tipo 3 8,6 316 F030 Óleo usado INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM TOTAL GERAL Quantidade Descrição da (t/ano) forma de energia 8,4 Fator de conversão ( MWh/t ) da incineração Indeterminado Indeterminado aproveitada evitada da incineração não obtido não obtido aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada 14454,1 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 224,54 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 201 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 16,1 Observações TABELA H.5 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Engenheiro Coelho Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A013 Escória de fundição de ferro e aço A016 Areia de fundição ATERRO MUNICIPAL Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido Não obtido não obtido Não obtido não obtido Não obtido 1.134,0 ATERRO MUNICIPAL 1.200,0 A018 Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A416 Res. não especificado ATERRO MUNICIPAL 348,0 ATERRO MUNICIPAL Indeterminada Indeterminado 1.300,0 ATERRO MUNICIPAL Indeterminada Indeterminado 850,0 F030 Óleo usado REPROC.OU RECICLAGEM OUTROS TRATAMENTOS 0,9 25,9 potencial evitável potencial evitável Não obtido Não obtido TOTAL GERAL 4.858,8 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 202 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações TABELA H.6 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Holambra Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A002 Resíduo gerados fora do processo industrial A007 Res. de plásticos polimerizados A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) TOTAL GERAL CALDEIRA 2,5 INTERMEDIÁRIOS 7,0 OUTROS 19,0 Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) aproveitada - Indeterminado térmica 5,3 aproveitada evitada indeterminada Indeterminado 28,5 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 203 Observações 3,1 Resíduo não especificado 3,1 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético Energia a Aproveitar (MWh/mês) TABELA H.7 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Hortolândia Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A001 Lixo de restaurante LIXÃO MUNICIPAL 4,0 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS INTERMEDIÁRIOS LIXÃO MUNICIPAL 41,0 7,8 59,0 LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS 5,0 21,1 OUTROS 0,5 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 20,0 A002 Resíduo gerados fora do processo industrial A003 Res. de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos A006 A007 Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados 530,2 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 6,0 43,0 ATERRO MUNICIPAL 3,1 OUTROS 2,4 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 10,0 300,2 ATERRO MUNICIPAL 0,3 OUTROS 2,4 EM TAMBORES 22,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 8,5 29,7 Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) 0,73 potencial do biogás não obtido aproveitada evitada indeterminada Indeterminado 3,5 potencial evitável indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada 6,05 potencial evitável 6,05 aproveitada evitada 6,05 aproveitada evitada 14,25 aproveitada evitada 14,25 aproveitada evitada 3,5 potencial evitável 3,5 potencial evitável 3,5 aproveitada evitada 3,5 aproveitada evitada 5,3 potencial evitável 5,3 potencial evitável 5,3 Potencial evitável 5,3 aproveitada evitada 5,3 aproveitada evitada Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 0,2 50 8,6 50 0,1 50 0,5 50 0,4 50 0,1 50 0,5 50 4,9 Observações 10,1 267,3 7,1 51,1 2,9 87,6 3,8 13,1 continua... 204 TABELA H.7 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Hortolândia continuação Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A008 Res. de borracha OUTROS 4,8 A009 Res. de madeira INTERMEDIÁRIOS 8,2 LIXÃO MUNICIPAL 1,0 INTERMEDIÁRIOS 0,7 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 21,0 A010 Resíduo de materiais têxteis A011 A013 A017 A019 A021 A099 D001 D099 F002 Resíduo de minerais não metálicos Escória de fundição INTERMEDIÁRIOS de ferro e aço Resíduo de LIXÃO PARTICULAR refratários e material cerâmico OUTROS TRATAMENTOS Lodo com material OUTROS biológico não tóxico Lodo contendo OUTROS substâncias não EM TAMBORES tóxicas OUTROS TRATAMENTOS Outros resíduos não ATERRO MUNICIPAL perigosos (classe 2 e OUTROS 3) EM TAMBORES Res. Perigoso REPROC.OU inflamável RECICLAGEM Outros Resíduos REPROC.OU Perigosos RECICLAGEM Solventes REPROC.OU halogenados gastos RECICLAGEM tipo 2 2,7 3,0 0,3 768,0 140,0 120,0 570,0 8,0 17,4 240,0 5,1 8,0 1,5 2,3 Descrição da forma de energia potencial evitável aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável potencial do biogás não obtido não obtido não obtido indeterminada indeterminada indeterminada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido 0,47 70 3,8 não obtido não obtido não obtido Indeterminado Indeterminado Indeterminado não obtido Indeterminado não obtido continua... 205 TABELA H.7 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Hortolândia conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) F017 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial OUTROS 5,0 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES OUTROS SISTEMAS 5,0 F030 Óleo usado F100 Fluídos dielétricos K062 Banho de decapagem exaurido TOTAL GERAL 15,0 3,7 1,0 Descrição da forma de energia Potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido não obtido Fator de conversão ( MWh/t ) Não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) não obtido não obtido não obtido não obtido 3.067,9 442,9 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 206 19,0 Observações TABELA H.8 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Indaiatuba Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A001 Lixo de restaurante LIXÃO MUNICIPAL 25,0 A002 Resíduo gerados fora do processo industrial LIXÃO MUNICIPAL 159,1 INTERMEDIÁRIOS 25,0 Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos LIXÃO MUNICIPAL 225,5 LIXÃO MUNICIPAL 110,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 2.883,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 25,3 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 18,0 807,3 LIXÃO MUNICIPAL 4,2 EM TAMBORES 4,5 INTERMEDIÁRIOS 45,9 FORNOS INDUSTRIAIS 12,0 INTERMEDIÁRIOS 20,0 LIXÃO MUNICIPAL 40,0 INTERMEDIÁRIOS 16,9 INTERMEDIÁRIOS 0,5 A003 A004 A005 A006 A007 A009 A010 Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira Resíduo de materiais têxteis A010 A012 Escória de fundição de alumínio 498,2 49,3 Descrição da forma de energia potencial do biogás potencial evitável aproveitada evitada Fator de conversão ( MWh/t ) 0,73 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 3,5 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 1,1 50 23,2 50 27,7 5,3 50 0,9 5,3 50 1,0 3,5 Observações 7,3 indeterminada Indeterminado potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada aproveitada térmica aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada 6,05 6,05 1.453,5 6,05 251,2 14,25 30,0 14,25 58,5 3,5 5,3 3,5 235,5 5,3 20,3 não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido continua... 207 TABELA H.8 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Indaiatuba continuação Tipo A013 A016 A017 A018 A019 A021 A099 A116 D001 D099 Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Escória de fundição de ferro e aço LIXÃO MUNICIPAL 4,0 LIXÃO PARTICULAR 20,0 LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL 8,0 384,0 LIXÃO MUNICIPAL Areia de fundição Resíduo de refratários e material cerâmico Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Resíduo contendo dieldrin Res. Perigoso inflamável Outros resíduos perigosos Descrição da forma de energia potencial evitável potencial evitável não obtido potencial evitável Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido 2,4 não obtido não obtido LIXÃO MUNICIPAL 20,0 0,47 70 0,5 OUTROS 1,6 0,47 70 0,0 EM TAMBORES 152,0 potencial do biogás potencial do biogás não obtido LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO PARTICULAR 312,0 91,5 66,2 EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 1,4 74,0 EM TAMBORES A GRANEL CAÇAMBAS FORNOS INDUSTRIAIS 158,7 0,4 210,0 4,7 REPROC.OU RECICLAGEM 15,0 100,0 5,0 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações não obtido não obtido não obtido indeterminada Indeterminado indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada não obtido não obtido não obtido aproveitada evitada aproveitada evitada indeterminada indeterminada indeterminada aproveitada térmica aproveitada evitada não obtido não obtido não obtido Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado continua... 208 TABELA H.8 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Indaiatuba conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) F001 Solventes halogenados gastos tipo 1 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 16,0 INTERMEDIÁRIOS 1,4 FORNOS INDUSTRIAIS 84,0 EM TAMBORES 5,2 LIXÃO MUNICIPAL 2,0 LIXÃO MUNICIPAL 2,0 EM TAMBORES 2,2 EM TAMBORES 2,2 EM TAMBORES 5,2 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 8,2 EM TAMBORES 3,0 F003 F006 F017 F030 K003 Solventes não halogenados tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado Lodo do trat. de efluente do pigmento laranja TOTAL GERAL 16,0 1,4 1,0 Descrição da forma de energia Aproveitada evitada Aproveitada evitada Aproveitada evitada Aproveitada evitada aproveitada – térmica não obtido Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido potencial evitável potencial evitável potencial evitável potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido 6.764,2 2.061,6 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 209 54,5 Observações TABELA H.9 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Itatiba Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A001 Lixo de restaurante LIXÃO MUNICIPAL 50,0 LIXÃO MUNICIPAL 237,0 CALDEIRA 2,0 REPROC.OU RECICLAGEM LIXÃO MUNICIPAL CALDEIRA REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 5,0 A002 Resíduo gerados fora do processo industrial A003 A004 Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos A006 Res. de papel e papelão A007 Res. de plásticos polimerizados A010 Resíduo de materiais têxteis A017 Resíduo de refratários e material cerâmico 20,6 25,0 30,0 64,0 47,9 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 355,4 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 76,5 LIXÃO MUNICIPAL 6,0 CALDEIRA 1,2 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 335,6 REPROC.OU RECICLAGEM 120,0 15,6 253,4 31,8 110,0 Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) 0,73 potencial do biogás 3,5 potencial evitável 4,89 aproveitada térmica 3,5 aproveitada evitada indeterminada Indeterminado indeterminada Indeterminado Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 50 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 2,1 Observações 34,6 considerou-se predominância de papel 0,8 1,5 indeterminada Indeterminado aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada térmica aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada 6,05 32,3 6,05 24,1 14,25 422,0 3,5 4,6 3,5 73,9 5,3 33,8 5,3 14,0 não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido continua... 210 TABELA H.9 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Itatiba conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A019 Lodo com material biológico não tóxico OUTROS 72,9 EM TAMBORES 801,7 INCINERADOR INCINERADOR 1,0 25,0 LIXÃO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 32,0 5,0 318,0 7,5 1.782,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 10,0 REPROC.OU RECICLAGEM FORNOS INDUSTRIAIS 920,6 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM 1,5 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM 15,0 A021 A099 D001 D002 D099 F001 F017 F030 Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso corrosivo Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado TOTAL GERAL 96,0 9,0 60,0 5,0 15,0 47,0 Descrição da forma de energia potencial do biogás potencial do biogás da incineração da incineração Fator de conversão ( MWh/t ) 0,47 indeterminada indeterminada indeterminada da incineração aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada térmica aproveitada evitada aproveitada evitada Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 2,0 0,47 70 22,0 5,48 não obtido 90 0,4 Indeterminado não obtido não obtido não obtido Indeterminado Indeterminado não obtido não obtido não obtido 6.011,2 607,0 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 211 61,1 Observações Considerou-se PC do lixo TABELA H.10 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Jaguariúna Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A001 Lixo de restaurante LIXÃO MUNICIPAL A002 Resíduo gerados fora do processo industrial A003 A006 A007 Res. de varrição de fábrica Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS INTERMEDIÁRIOS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS A011 Resíduo de minerais não metálicos A019 Lodo com material biológico não tóxico A022 Res. Pastosos contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) F030 Óleo usado TOTAL GERAL REPROC.OU RECICLAGEM FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFA RMIN FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFA RMIN Quantidade Descrição da Fator de (t/ano) forma de conversão energia ( MWh/t ) 21,0 0,73 potencial do biogás não obtido 18,0 aproveitada evitada 29,5 3,5 potencial evitável 3,5 160,0 aproveitada evitada 758,0 aproveitada Indeterminado evitada 84,0 3,5 aproveitada evitada 15,0 5,3 aproveitada evitada 5,3 89,0 aproveitada evitada 741,3 não obtido aproveitada evitada 6.147,0 Não disponível para aproveit. 19.535,0 Não disponível para aproveit. ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS REPROC.OU RECICLAGEM 43.140,0 FERTIRRIGAÇÃO/"LANDFA RMIN INTERMEDIÁRIOS 579,0 REPROC.OU RECICLAGEM 4,0 302,0 600,0 aproveitada evitada aproveitada evitada Não disponível para aproveit. aproveitada evitada aproveitada evitada Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 50 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 0,9 4,3 46,7 24,5 6,6 39,3 Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado não obtido 72.222,8 117,1 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 212 5,2 Observações TABELA H.11 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Monte Mor Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A001 Lixo de restaurante ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS INTERMEDIÁRIOS A006 Res. de papel e papelão TOTAL GERAL Quantidade Descrição da (t/ano) forma de energia 130,0 aproveitada evitada 50,0 aproveitada evitada 180,0 Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido 3,5 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 14,6 14,6 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 213 Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações TABELA H.12 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Nova Odessa Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A001 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL Lixo de restaurante A002 Resíduo gerados fora do processo industrial INTERMEDIÁRIOS A003 A004 A006 A007 Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados ATERRO MUNICIPAL Quantidade Descrição da Fator de (t/ano) forma de conversão energia ( MWh/t ) 115,0 não obtido aproveitada evitada 22,2 3,5 potencial evitável 2,3 3,5 aproveitada evitada 20,0 indeterminada Indeterminado OUTROS 218,4 INTERMEDIÁRIOS 6,4 ATERRO MUNICIPAL 2.187,0 REPROC.OU RECICLAGEM 131,8 INTERMEDIÁRIOS 48,0 ATERRO MUNICIPAL 168,0 REPROC.OU RECICLAGEM 0,3 INTERMEDIÁRIOS 0,7 A009 Res. de madeira CALDEIRA 20,6 A010 Resíduo de materiais têxteis ATERRO MUNICIPAL 580,0 QUEIMA A CEU ABERTO 19,4 REPROC.OU RECICLAGEM 1,0 INTERMEDIÁRIOS 94,8 ATERRO INDUSTRIAL OUTROS 41,5 22,4 A016 Areia de fundição A017 Resíduo de refratários e material cerâmico potencial evitável aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada térmica potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido potencial evitável Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 50 3,2 50 55,1 50 318,9 50 37,1 Observações 0,7 6,05 6,05 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 110,1 3,5 3,5 38,4 3,5 14,0 5,3 5,3 0,1 5,3 0,3 não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido continua... 214 TABELA H.12 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Nova Odessa conclusão. Tipo Descrição do resíduo A019 A021 A099 D001 D004 D099 F001 F006 F030 Lodo com material biológico não tóxico Lodo contendo substâncias não tóxicas Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso Patogênico Outros Resíduos Perigosos Solventes halogenados gastos tipo 1 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Óleo usado TOTAL GERAL Descrição da destinação Quantidade Descrição da Fator de (t/ano) forma de conversão energia ( MWh/t ) OUTROS 190,4 0,47 potencial do biogás OUTROS SISTEMAS 24,0 0,47 potencial do biogás EM TAMBORES 16,0 não obtido não obtido INTERMEDIÁRIOS 0,2 não obtido aproveitada evitada ATERRO MUNICIPAL 0,4 indeterminada Indeterminado OUTROS 14,4 indeterminada Indeterminado EM TAMBORES 111,5 indeterminada Indeterminado REPROC.OU RECICLAGEM 0,2 não obtido aproveitada evitada ATERRO MUNICIPAL 86,0 da incineração não obtido ATERRO INDUSTRIAL REPROC.OU RECICLAGEM 0,2 48,0 REPROC.OU RECICLAGEM 528,0 EM TAMBORES OUTROS TRATAMENTOS 66,3 0,2 não obtido não obtido não obtido não obtido REPROC.OU RECICLAGEM 80,0 não obtido INTERMEDIÁRIOS 45,5 INTERMEDIÁRIOS 1,2 aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 70 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 5,2 0,7 indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada não obtido aproveitada evitada não obtido não obtido 4.912,3 163,7 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 215 420,2 Observações TABELA H.13 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Paulínia Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A001 A002 A003 A004 A005 A006 Lixo de restaurante Resíduo gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Quantidade (t/ano) ATERRO MUNICIPAL 37,6 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL 232,5 ATERRO INDUSTRIAL 48,0 LIXÃO MUNICIPAL 25,5 ATERRO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR EM TAMBORES INCINERADOR DE CAMARA FORNOS INDUSTRIAIS 12,0 400,0 2,5 14,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 484,0 1.512,5 LIXÃO PARTICULAR 6,0 INTERMEDIÁRIOS 1,2 ATERRO MUNICIPAL 4,2 ATERRO INDUSTRIAL 180,0 EM TAMBORES 0,1 INCINERADOR DE CAMARA REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 20,0 20,0 12,0 130,0 105,8 Descrição da forma de energia potencial do biogás aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável potencial evitável indeterminada indeterminada indeterminada da incineração Fator de conversão ( MWh/t ) 0,47 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 1,0 Observações não obtido 3,5 50 2,9 3,5 50 7,0 3,5 50 3,7 50 3,6 50 0,6 50 26,3 50 0,0 90 7,3 Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado aproveitada - Indeterminado térmica 6,05 aproveitada evitada 6,05 aproveitada evitada 14,25 potencial evitável 14,25 aproveitada evitada 3,5 potencial evitável 3,5 potencial evitável 3,5 potencial evitável 4,89 da incineração aproveitada evitada aproveitada evitada Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 244,0 762,6 1,4 3,5 37,9 3,5 30,9 continua... 216 TABELA H.13 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Paulínia continuação Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A007 Res. de plásticos polimerizados Quantidade (t/ano) ATERRO MUNICIPAL 1,0 A GRANEL 3,0 INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 1,2 84,6 271,8 A008 Res. de borracha EM TAMBORES 0,6 A009 Res. de madeira CALDEIRA 1,0 REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES 156,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 47,0 203,6 LIXÃO PARTICULAR 12,0 EM TAMBORES 270,0 ATERRO MUNICIPAL 4,0 OUTROS 0,8 EM TAMBORES 84,0 A GRANEL 2.184,0 INCINERADOR DE CAMARA FERTIRRIGAÇÃO/"LAND FARMIN 2,0 A010 A011 Resíduo de materiais têxteis Resíduo de minerais não metálicos A017 Resíduo de refratários e material cerâmico A019 Lodo com material biológico não tóxico 0,8 24,0 Descrição da forma de energia potencial evitável potencial evitável da incineração aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada térmica aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável potencial do biogás potencial do biogás potencial do biogás potencial do biogás da incineração Fator de conversão ( MWh/t ) 5,3 Não disponível para aproveit. - Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 50 5,3 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 0,2 50 0,7 0,47 70 0,1 0,47 70 0,0 0,47 70 2,3 0,47 70 59,9 5,48 90 0,8 não obtido 5,3 37,4 5,3 120,0 Observações não obtido 5,56 0,5 não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido continua... 217 TABELA H.13 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Paulínia continuação Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) D001 D002 Res. Perigoso inflamável Res. Perigoso corrosivo Quantidade (t/ano) EM TAMBORES A GRANEL OUTROS SISTEMAS LAGOAS ATERRO MUNICIPAL ATERRO INDUSTRIAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS EM TAMBORES A GRANEL INCINERADOR FORNOS INDUSTRIAIS 36,0 400,0 500,0 7.200,0 842,4 24,0 1.080,4 10.072,6 212,8 1,1 637,0 30,0 CALDEIRA 120,0 REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO OUTROS TRATAMENTOS INTERMEDIÁRIOS 3.407,5 4.810,0 200,0 85,0 EM TAMBORES INCINERADOR CALDEIRA 0,5 7.200,0 1.092,0 REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES LAGOAS REPROC.OU RECICLAGEM 120,0 1,0 700,0 1.520,0 Descrição da forma de energia não obtido não obtido não obtido não obtido indeterminada indeterminada indeterminada indeterminada indeterminada indeterminada da incineração aproveitada térmica aproveitada térmica aproveitada evitada indeterminada Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido não obtido não obtido não obtido Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações Indeterminado Indeterminado Indeterminado indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada não obtido não obtido não obtido da incineração não obtido aproveitada térmica não obtido aproveitada evitada não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido aproveitada evitada continua... 218 TABELA H.13 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Paulínia conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação D099 F003 F004 F030 K022 Outros Resíduos Perigosos Solventes não halogenados tipo 1 Solventes não halogenados tipo 2 Óleo usado Quantidade (t/ano) ATERRO INDUSTRIAL ATERRO INDUSTRIAL EM TAMBORES TANQUES OUTROS SISTEMAS INCINERADOR INCINERADOR DE CAMARA FORNOS INDUSTRIAIS 30,0 148,0 239,5 17,5 0,6 2.153,0 139,4 CALDEIRA 192,0 REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO FERTIRRIGAÇÃO/"LAND FARMIN CALDEIRA 2.091,0 356,0 1.859,0 1.680,0 200,0 INCINERADOR 250,0 INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES CALDEIRA 4,0 25,0 Res. de fundo de destilação com alcatrões K051 lodos de separadores EM TAMBORES de óleo de refino de FERTIRRIGAÇÃO/"LAND petróleo FARMIN K083 Fundo de destilação EM TAMBORES da produção de anilina K207 Borra ácida do reTANQUES refino de óleos usados K208 Borra neutra do reTANQUES refino de óleos usados TOTAL GERAL Descrição da forma de energia indeterminada indeterminada indeterminada indeterminada indeterminada da incineração da incineração Fator de conversão ( MWh/t ) Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado aproveitada térmica aproveitada térmica aproveitada evitada indeterminada Indeterminado Não disponível para aproveit. Aproveitada térmica da incineração - Indeterminado Indeterminado não obtido não obtido não obtido não obtido 2,4 22,9 não obtido não obtido 35,2 não obtido não obtido 1.764,0 1.850,0 Energia a Aproveitar (MWh/mês) Indeterminado da incineração aproveitada evitada não obtido aproveitada térmica não obtido Não disponível para aproveit. não obtido 2,4 5.340,0 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* não obtido não obtido não obtido 65.293,5 1.234,6 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 219 116,5 Observações TABELA H.14 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Pedreira Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) A001 Lixo de restaurante 2,0 Resíduo gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos Res. de papel e papelão OUTROS 1,0 aproveitada evitada potencial evitável indeterminada não obtido A002 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS LIXÃO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS 36,0 INTERMEDIÁRIOS 4,0 OUTROS EM TAMBORES A003 A004 A006 A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas F006 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição TOTAL GERAL 1,0 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 3,5 50 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 0,1 Indeterminado 6,05 18,2 3,5 1,2 9.850,0 aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido não obtido 6,0 não obtido não obtido 9.900,0 19,3 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 220 0,1 Observações TABELA H.15 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Santa Bárbara D'Oeste Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) A001 Lixo de restaurante ATERRO MUNICIPAL 2,5 A002 ATERRO MUNICIPAL 9,4 A003 A004 Resíduo gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos ATERRO MUNICIPAL INTERMEDIÁRIOS 8,0 25,0 A005 Sucata de metais não ferrosos INTERMEDIÁRIOS 1,5 A006 Res. de papel e papelão INTERMEDIÁRIOS 54,0 INTERMEDIÁRIOS 8,3 potencial do biogás Potencial evitável indeterminada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada potencial evitável A007 Res. de plásticos polimerizados A009 Res. de madeira ATERRO MUNICIPAL 3,0 A010 Resíduo de materiais têxteis ATERRO MUNICIPAL 4,5 INTERMEDIÁRIOS 38,9 OUTROS 750,0 OUTROS OUTROS 4.900,0 64,0 EM TAMBORES 50,8 EM TAMBORES A013 A016 A019 Escória de fundição de ferro e aço Areia de fundição Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A416 Resíduo contendo dieldrin D099 Outros Resíduos Perigosos F008 Lodos de fundo tanque de banhos de tratamento superficial F010 Lodo de banho de têmpera F017 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial TOTAL GERAL Energia Aproveitada ( MWh/mês ) Quantidade adotada (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) 0,73 70 0,1 3,5 50 1,4 Indeterminado 6,05 12,6 14,25 1,8 3,5 15,8 5,3 3,7 não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido 0,47 70 1,8 0,47 70 1,4 3,5 potencial do biogás potencial do biogás não obtido não obtido OUTROS 464,0 indeterminada Indeterminado OUTROS EM TAMBORES EM TAMBORES 3.621,0 2,6 0,5 não obtido indeterminada não obtido não obtido Indeterminado não obtido EM TAMBORES EM TAMBORES 3,6 8,8 não obtido potencial evitável não obtido não obtido 10.023,9 33,8 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 221 4,6 Observações TABELA H.16 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Santo Antônio da Posse Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação K207 Borra ácida do re-refino de óleos usados Borra neutra do re-refino de óleos usados TOTAL GERAL TANQUES K208 Quantidade Descrição da (t/ano) forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido não obtido não obtido não obtido 13,4 A GRANEL 56,6 70,0 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 222 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações TABELA H.17 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Sumaré Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A001 Lixo de restaurante LIXÃO MUNICIPAL 24,0 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS OUTROS 732,7 ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL 15,6 A002 Resíduo gerados fora do processo industrial A003 Res. de varrição de fábrica A004 Sucata de metais ferrosos QUEIMA A CEU ABERTO ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL OUTROS REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS A005 A006 A007 Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 15,0 795,4 12,2 0,5 87,4 5.600,0 70,8 803,2 50,0 1.037,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 302,0 LIXÃO MUNICIPAL 5,0 EM TAMBORES 5,4 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 35,4 426,6 208,4 Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) Energia Quantidade Aproveitada ( adotada MWh/mês ) (%)* 0,73 potencial do biogás não obtido aproveitada evitada 0,73 potencial do biogás 3,5 potencial evitável 3,5 potencial evitável 3,5 potencial evitável indeterminada Indeterminado indeterminada Indeterminado 6,05 potencial evitável 6,05 aproveitada evitada 6,05 aproveitada evitada 14,25 aproveitada evitada 14,25 aproveitada evitada 3,5 aproveitada evitada 3,5 aproveitada evitada 5,3 potencial evitável 5,3 potencial evitável 5,3 aproveitada evitada 5,3 aproveitada evitada Energia a Aproveitar (MWh/mês) 70 1,0 70 0,6 50 2,3 50 116,0 50 1,8 50 1.411,7 50 1,1 50 1,2 Observações 35,7 404,9 59,4 1.231,4 88,1 124,4 15,6 92,0 continua... 223 TABELA H.17 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Sumaré continuação Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) A008 Res. de borracha ATERRO MUNICIPAL LIXÃO MUNICIPAL 25,0 não obtido 180,0 LIXÃO MUNICIPAL 0,5 FORNOS INDUSTRIAIS INTERMEDIÁRIOS 180,0 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 50,0 32,0 EM TAMBORES 0,4 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 3,0 0,1 OUTROS 12.000,0 INTERMEDIÁRIOS 2.400,0 LIXÃO PARTICULAR LIXÃO PARTICULAR OUTROS 15,0 potencial evitável potencial evitável potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada não obtido 190,0 0,47 70 5,2 0,47 70 0,4 EM TAMBORES 12,0 potencial do biogás potencial do biogás não obtido A009 A010 A011 Res. de madeira Resíduo de materiais têxteis Resíduo de minerais não metálicos A013 Escória de fundição de ferro e aço A017 Resíduo de refratários e material cerâmico A018 Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas 159,0 16,4 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) Observações não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido continua... 224 TABELA H.17 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Sumaré continuação Tipo Descrição do resíduo A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) A116 D001 Descrição da destinação Quantidade (t/ano) ATERRO MUNICIPAL LIXÃO PARTICULAR OUTROS EM TAMBORES TANQUES OUTROS SISTEMAS INTERMEDIÁRIOS 60,0 indeterminada Indeterminado 10,0 indeterminada Indeterminado 19,0 1,0 10,0 1,0 310,5 Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado 661,5 indeterminada indeterminada indeterminada indeterminada aproveitada evitada não obtido não obtido aproveitada evitada da incineração indeterminada indeterminada da incineração aproveitada evitada potencial evitável não obtido Resíduo contendo dieldrin Res. Perigoso inflamável OUTROS OUTROS SISTEMAS REPROC.OU RECICLAGEM D004 Res. Perigoso Patogênico LIXÃO MUNICIPAL D099 Outros Resíduos Perigosos LIXÃO MUNICIPAL EM TAMBORES INCINERADOR REPROC.OU RECICLAGEM F001 Solventes halogenados gastos EM TAMBORES tipo 1 F006 Lodo de trat. de efluentes EM TAMBORES resultantes da eletrodeposição 3.500,0 0,1 120,0 0,1 0,1 116,4 210,0 200,3 3,6 Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) não obtido não obtido EM TAMBORES 1,2 não obtido não obtido F017 Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial LIXÃO PARTICULAR EM TAMBORES 1,5 não obtido TANQUES 80,0 potencial evitável potencial evitável potencial evitável Óleo usado Observações não obtido Indeterminado Indeterminado Indeterminado Indeterminado Soluções de cianeto exauridas F030 Energia a Aproveitar (MWh/mês) não obtido não obtido não obtido F011 1,8 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* não obtido não obtido continua... 225 TABELA H.17 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Sumaré conclusão. Tipo Descrição do resíduo F030 K061 K062 K078 Lodo ou poeira da produção de aço primário Banho de decapagem exaurido res. De limpeza com solvente TOTAL GERAL Descrição da destinação Quantidade (t/ano) Descrição da forma de energia Fator de conversão ( MWh/t ) REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 42,0 não obtido 13,6 OUTROS 20,0 aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido EM TAMBORES 6,0 não obtido não obtido REPROC.OU RECICLAGEM 254,2 aproveitada evitada não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) não obtido não obtido 31.184,1 2.051,6 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 226 1.541,3 Observações TABELA H.18 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Valinhos Tipo Descrição do resíduo A001 Lixo de restaurante A002 A003 A004 A005 A006 A007 A009 A010 A019 Resíduo gerados fora do processo industrial Descrição da destinação Quantidade (t/ano) ATERRO MUNICIPAL 52,8 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL 136,0 INTERMEDIÁRIOS 140,7 Res. de varrição de fábrica ATERRO MUNICIPAL Sucata de metais ferrosos REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS Sucata de metais não ferrosos Res. de papel e papelão Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira Resíduo de materiais têxteis Lodo com material biológico não tóxico 121,4 855,1 8.655,2 470,0 REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL 18,0 INTERMEDIÁRIOS 700,0 ATERRO MUNICIPAL 48,3 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 47,8 71,8 ATERRO MUNICIPAL 14,0 FORNOS INDUSTRIAIS ATERRO MUNICIPAL 95,0 ATERRO MUNICIPAL 1.286,0 OUTROS 840,0 A021 Lodo contendo substâncias ATERRO MUNICIPAL não tóxicas OUTROS EM TAMBORES 15,0 0,5 183,0 17.040,0 20,0 Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) 0,73 potencial do biogás não obtido aproveitada evitada 3,5 potencial evitável 3,5 aproveitada evitada indeterminada Indeterminado 6,05 aproveitada evitada 6,05 aproveitada evitada 14,25 aproveitada evitada 3,5 potencial evitável 3,5 aproveitada evitada 5,3 potencial evitável 5,3 aproveitada evitada 5,3 aproveitada evitada não obtido potencial evitável 5,56 aproveitada térmica não obtido potencial evitável 0,47 potencial do biogás 0,47 potencial do biogás não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 2,2 50 17,7 50 2,2 50 10,7 70 35,3 70 23,0 Observações 41,0 4.363,7 237,0 21,4 204,2 21,1 31,7 44,0 continua... 227 TABELA H.18 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Valinhos conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) ATERRO MUNICIPAL REPROC.OU RECICLAGEM TRATAMENTO BIOLÓGICO INTERMEDIÁRIOS 15.771,3 1.610,0 INCINERADOR OUTROS TRATAMENTOS EM TAMBORES REPROC.OU RECICLAGEM EM TAMBORES 4,0 0,1 D004 Res. Perigoso Patogênico D099 Outros Resíduos Perigosos F006 F017 F030 Lodo de trat. de efluentes resultantes da eletrodeposição Resíduo e lodo de tinta da pintura industrial Óleo usado TOTAL GERAL REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 300,0 19,0 3,0 69,8 1,5 0,8 15,0 8,4 Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada indeterminada Indeterminado Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* Energia a Aproveitar (MWh/mês) aproveitada Indeterminado evitada da incineração não obtido da incineração não obtido Aproveit. térmico para incineração indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada não obtido não obtido aproveitada evitada aproveitada evitada aproveitada evitada não obtido não obtido não obtido 48.613,5 4.964,0 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 228 Observações 91,1 TABELA H.19 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Vinhedo Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A001 Lixo de restaurante ATERRO MUNICIPAL 99,0 ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS ATERRO MUNICIPAL 3,6 402,6 ATERRO MUNICIPAL 291,2 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 78,0 ATERRO MUNICIPAL 1,2 ATERRO MUNICIPAL 45,4 REPROC.OU RECICLAGEM INTERMEDIÁRIOS 27,0 790,7 ATERRO MUNICIPAL 21,2 REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL 63,0 A002 A003 A004 Resíduo gerados fora do processo industrial Res. de varrição de fábrica Sucata de metais ferrosos A005 Sucata de metais não ferrosos A006 Res. de papel e papelão A007 A009 Res. de plásticos polimerizados Res. de madeira A011 Resíduo de minerais não metálicos A017 Resíduo de refratários e material cerâmico A018 Res. Sólidos compostos de metais não tóxicos A019 Lodo com material biológico não tóxico A021 Lodo contendo substâncias não tóxicas 18,1 122,0 37,0 REPROC.OU RECICLAGEM ATERRO MUNICIPAL 2,4 42,0 OUTROS 4,0 EM TAMBORES 3,6 TRATAMENTO BIOLÓGICO ATERRO MUNICIPAL Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) 0,73 potencial do biogás não obtido aproveitada evitada 3,5 potencial evitável indeterminada Indeterminado aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada aproveitada evitada potencial evitável aproveitada evitada não obtido Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 70 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 4,2 50 78,7 14,25 50 0,7 3,5 50 6,6 50 4,7 0,47 70 0,1 0,47 70 0,1 6,05 39,3 6,05 9,1 3,5 7,9 3,5 230,6 5,3 Observações não obtido não obtido não obtido não obtido não obtido 240,0 potencial do biogás potencial do biogás não obtido não obtido 78,0 não obtido não obtido continua... 229 TABELA H.19 Energia associada a resíduo sólido industrial no Município de Vinhedo conclusão. Tipo Descrição do resíduo Descrição da destinação Quantidade (t/ano) A099 Outros resíduos não perigosos (classe 2 e 3) ATERRO MUNICIPAL ALIMENTAÇÃO DE ANIMAIS REPROC.OU RECICLAGEM REPROC.OU RECICLAGEM FORNOS INDUSTRIAIS 533,6 509,0 D001 Res. Perigoso inflamável D099 Outros Resíduos Perigosos TOTAL GERAL 153,0 43,4 12,0 Descrição da Fator de forma de conversão energia ( MWh/t ) indeterminada Indeterminado aproveitada Indeterminado evitada não obtido aproveitada evitada não obtido aproveitada evitada aproveitada - Indeterminado térmica 3.621,0 Energia Quantidade Aproveitada adotada ( MWh/mês ) (%)* 286,9 Fonte: Elaborado com base em Cetesb (2003c) e Cetesb (2003d) * % adotado de quantidade de resíduo passível de aproveitamento energético 230 Energia a Aproveitar (MWh/mês) 75,2 Observações 231