FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – UNIR DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA – DME CAMPUS DE JI-PARANÁ Verônica Jerônimo Policarpo O PAPEL DO PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: PARA ALÉM DA DOCÊNCIA – A INICIAÇÃO À PESQUISA DE BOLSISTAS DO SUBPROJETO DE MATEMÁTICA/JI-PARANÁ Ji-Paraná Setembro de 2014 FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA – UNIR DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA – DME CAMPUS DE JI-PARANÁ Verônica Jerônimo Policarpo O PAPEL DO PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: PARA ALÉM DA DOCÊNCIA – A INICIAÇÃO À PESQUISA DE BOLSISTAS DO SUBPROJETO DE MATEMÁTICA/JI-PARANÁ Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao Departamento de Matemática e Estatística, da Universidade Federal de Rondônia, Campus de Ji-Paraná, como parte dos requisitos para obtenção do título de Licenciada em Matemática, sob a orientação do Prof. Ms. Emerson da Silva Ribeiro. Ji-Paraná Setembro de 2014 FICHA CATALOGRÁFICA Verônica Jerônimo Policarpo O PAPEL DO PIBID NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA: PARA ALÉM DA DOCÊNCIA – A INICIAÇÃO À PESQUISA DE BOLSISTAS DO SUBPROJETO DE MATEMÁTICA/JI-PARANÁ Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado como parte dos requisitos para obtenção do título de Licenciada em Matemática e teve o parecer final como Aprovado, no dia 26.09.2014, pelo Departamento de Matemática e Estatística, da Universidade Federal de Rondônia, Campus de Ji-Paraná. Banca Examinadora 4 DEDICATÓRIA Dedico aos meus filhos, à minha amada mãe e ao meu esposo, pelo amor, incentivo e paciência. Dedico-lhes está conquista com carinho. AGRADECIMENTOS A Deus, pelo dom da vida, pela saúde e sabedoria. À minha mãe, por seu amor, carinho e compreensão, e por ter sido meu suporte no decorrer do curso. Ao meu esposo, pelo apoio incondicional, por seu imenso amor e paciência. Aos meus filhos, pelos quais fiz o curso, pelo amor e carinho. Ao meu amigo Vicente, por tudo o que fez por mim e pelo incentivo. Tenho uma profunda tristeza pelo fato de não estar mais entre nós, e também por não ter visto a realização deste sonho. Ao meu professor-orientador, pela paciência, simplicidade e por ter sido meu suporte neste trabalho, mesmo em meio a tantas tarefas e estando afastado das atividades da UNIR, devido ao doutorado. Ao professor Marlos Gomes de Albuquerque, pelos ensinamentos, pela alegria que transmite ao ensinar, o que tornou a caminhada mais alegre. A quem desejo muita sorte nesta fase final de doutorado. À professora Aparecida Augusta da Silva, por sua paciência em ensinar nos primeiros semestres, fato esse que ajuda a não desistirmos do curso, visto que chegamos ao ensino superior sem conhecimentos suficientes para iniciar o curso, e com sua humildade dedica grande parte das aulas em rever conteúdos do Ensino Médio. Considero-a um exemplo de professora e de ser humano. Aos meus professores, pelos ensinamentos, sem os quais não seria possível esta conquista. À Graciely e Rozane, por suas contribuições, em especial na fase final deste trabalho, que foi de suma importância. Aos amigos e familiares, que me incentivaram ao longo da caminhada. Aos meus colegas de curso, pelas amizades, pela ajuda mutua e pelos momentos de alegria que me propiciaram ao longo do curso, pessoas pelas quais tenho uma profunda alegria por têlas encontrado nessa caminhada. Desejo sucesso a todos. Ao PIBID por intermédio dos professores coordenadores Marlos Gomes e Emerson da Silva, que fazem um trabalho brilhante frente ao subprojeto. Agradeço pelos três anos de aprendizado junto ao programa. Desejo-lhes sucesso. Meu eterno agradecimento. RESUMO POLICARPO, Verônica Jerônimo. O Papel do PIBID na Formação de Professores de Matemática: para além da docência – a iniciação à pesquisa dos bolsistas do subprojeto de Matemática/Ji-Paraná. 2014. 00f. Monografia (Licenciatura em Matemática) – Departamento de Matemática e Estatística, Universidade Federal de Rondônia, Ji-Paraná. Este trabalho teve como objetivo investigar e analisar a compreensão dos bolsistas do subprojeto PIBID de Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná sobre o papel do PIBID na iniciação à pesquisa dos licenciandos atuantes nesse programa. Os autores que serviram de suporte teórico da pesquisa transitam entre os campos da formação de professores e da pesquisa na formação docente, e também sobre o PIBID. Metodologicamente, optou-se por realizar um estudo de abordagem qualitativa, tendo como suporte os escritos de Fiorentini e Lorenzato (2006). Como sujeitos da pesquisa, contou-se com a participação de sete bolsistas que atuaram no subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná na edição de 2011 a 2014, e que permanecem como bolsistas na edição atual do subprojeto (2014-2018), tendo iniciado suas atividades em março de 2014. Para a coleta de dados, utilizou-se questionário e a análise documental das propostas do subprojeto de Matemática para as edições 2011-2014 e 20142018 e dos relatórios de atividades dos bolsistas referentes aos anos de 2012 e 2013. A partir dos dados obtidos, concluiu-se que o PIBID tem contribuído para a inserção dos bolsistas do subprojeto de Matemática/Ji-Paraná no universo da pesquisa, uma vez que esses bolsistas têm frequentado diversos eventos acadêmicos, tanto de responsabilidade do próprio PIBID como outros organizados por diferentes instituições, tendo em vista que o próprio subprojeto possui em sua meta essa perspectiva. Ainda foi possível verificar que o processo de pesquisa está inserida dentro do PIBID a partir de atividades como a orientação de resumos expandidos, elaboração de trabalhos nas modalidades de pôster, resumo expandido e comunicação oral, bem como na apresentação desses trabalhos. Concluiu-se ainda que dentre os aspectos de contribuições possíveis da prática de pesquisa no PIBID há o desenvolvimento da habilidade de falar em público, argumentar, sintetizar ideias e expor as experiências vivenciadas; o estímulo à leitura e à escrita; a troca de experiências e a ampliação das discussões sobre questões educacionais; o aprimoramento da formação, assim como a compreensão da importância de um trabalho de pesquisa para a produção acadêmica e para a formação pessoal e profissional docente. Palavras-chave: PIBID, Formação de Professores de Matemática, Iniciação à Pesquisa. SUMÁRIO INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 08 CAPÍTULO I – DA INSTITUIÇÃO DO PIBID AO SUBPROJETO DE MATEMÁTICA/JI-PARANÁ ................................................................. 1.1 – Origem e Fundamentos Legais do PIBID ....................................... 1.2 – O PIBID/UNIR ................................................................................ 1.3 – O Subprojeto PIBID de Matemática de Ji-Paraná ........................... 10 10 12 13 CAPÍTULO II – A PESQUISA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES ......................... 2.1 – O PIBID na Prática de Pesquisa na Formação Docente ................ 17 21 CAPÍTULO III – METODOLOGIA DA PESQUISA ....................................................... 3.1 – Opção Metodológica .................................................................... 3.2 – Delimitação do Universo e Sujeitos da Pesquisa ......................... 3.3 – Procedimentos de Coleta de Dados .............................................. 24 24 24 26 CAPÍTULO IV – ANÁLISE DOS DADOS ...................................................................... 4.1 – Análise do Subprojeto PIBID/UNIR/Matemática, Campus de Ji-Paraná ................................................................................................ 4.2 – O PIBID como Propulsor da Iniciação à Pesquisa ....................... 4.3 –A Pesquisa, Sua Influência e Relevância na Formação Docente em Matemática ...................................................................................... 4.4 – O PIBID e Sua Relevância na Iniciação à Docência por meio da prática da pesquisa ................................................................................. 29 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 45 REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 57 APÊNDICES ...................................................................................................................... APÊNDICE I – Síntese das Respostas dos Sujeitos da Pesquisa Referente às Perguntas do Questionário ........................................................................................ 49 29 31 37 39 50 INTRODUÇÃO Todas as áreas do conhecimento no mundo estão em constante mudança, e isso requer cada vez mais profissionais qualificados e em constante formação para conseguir acompanhar o ritmo das grandes transformações. Cabendo, portanto, às universidades o papel de formar os profissionais que a sociedade necessita. Em tempos em que cada vez mais são exigidos profissionais qualificados para o mercado de trabalho, os cursos de graduação, em especial, os de licenciaturas, que de um modo ou de outro servem de base às outras profissões, têm por obrigação formar profissionais qualificados para atender à demanda da sociedade. Além disso, considerando que para uma sociedade que pretende ter profissionais de excelência em todas as suas esferas o primeiro passo é investir em educação de qualidade e reconhecer o professor como alicerce da educação, profissional esse que deve ser valorizado, torna-se necessário refletir sobre o processo de formação docente como algo relevante, ampliando assim as responsabilidades da universidade no aperfeiçoamento cultural e profissional dos professores, pois, se esse aspecto não for fomentado no decorrer dessa formação, será mais difícil de ser fomentado durante a prática docente nas instituições de ensino, principalmente em meio a um cenário de desvalorização da classe docente. Associado a essa problemática, apresenta-se ainda, no Brasil, um déficit de professores, em especial, nas áreas consideradas críticas como: Matemática, Física, Biologia e Química. Fato que tem levado o governo a elaborar programas que incentivem as pessoas a optar pelos cursos de licenciaturas, um exemplo a ser destacado é o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Assim, reconhecendo a importância do PIBID na formação inicial de professores por englobar em seu contexto a visão de uma formação contemplativa do professor para atender as constantes mudanças sociais e educativas e valorizar a profissão docente, optamos, nesta pesquisa, pela questão investigativa: Qual a compreensão dos bolsistas do subprojeto PIBID de Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná sobre o papel do PIBID na iniciação à pesquisa dos licenciandos atuantes nesse programa? Diante disso, para responder a questão de pesquisa, este trabalho se estruturou da seguinte maneira: 9 O primeiro capítulo buscou apresentar elementos voltados às bases legais que regulamentam e constituem o PIBID, afunilando a discussão para o contexto em que se encontra o Subprojeto PIBID/Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná. No segundo capítulo, a discussão se torna mais teórica, pois são apresentados temas como a formação de professores voltada à pesquisa, bem como o que se tem discutido no âmbito do PIBID sobre a prática de pesquisa na formação docente, em especial, no contexto do PIBID no Estado de Rondônia. O terceiro capítulo apresenta a opção metodológica escolhida para o desenvolvimento deste trabalho, discute quem são os sujeitos da pesquisa, delineia os instrumentos de coleta de dados, bem como aponta como foi esquematizada a análise dos dados coletados. O quarto capítulo apresenta e analisa os dados obtidos, dividindo-os por eixo de análise. Por último, as considerações finais fazem um apanhado comparativo do objetivo desta pesquisa e quais conclusões foram possíveis chegar de acordo com os dados obtidos. I CAPITULO DA INSTITUIÇÃO DO PIBID AO SUBPROJETO DE MATEMÁTICA/JI-PARANÁ 1.1 – Origem e Fundamentos Legais do PIBID Diante de um quadro nacional deficitário de professores para atuar nas disciplinas de Física, Química, Matemática e Biologia (Ciências), foi produzido no ano de 2007, o relatório “Escassez de Professores no Ensino Médio: soluções estruturais e emergenciais”, com o objetivo de apontar medidas que visassem superar o déficit docente no Ensino Médio. Este relatório resulta de uma série de levantamentos e debates realizados no âmbito da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. Seu ponto de partida foi a Indicação n. 1/2006, apresentada em 06 de agosto de 2006, na qual o Conselheiro Mozart Neves Ramos propôs “a constituição imediata de uma comissão de conselheiros da Câmara de Educação Básica, contando com a participação da Câmara de Educação Superior, para estudar medidas que visem superar o déficit docente no Ensino Médio”, particularmente nas disciplinas de Química, Física, Matemática e Biologia (CNE/CEB, 2007, p. 05). O relatório produzido pela Comissão Especial trouxe como sugestões algumas medidas que deveriam ser tomadas para amenizar o problema da falta de professores no país, e assim apresentou duas proposições em especial: a primeira, de se priorizar as licenciaturas nas áreas de Ciências da Natureza e de Matemática; e a segunda, de se criar bolsas de incentivo à docência. Da primeira proposição, destacou-se a necessidade de políticas públicas voltadas à formação de professores nas áreas de Física, Química, Biologia e Matemática, colocando as licenciaturas nessas áreas em grau de precedência. A respeito da segunda proposição, sugeriu-se que o Ministério da Educação (MEC) implantasse um programa de bolsas de incentivo à docência para os alunos nos mesmos moldes da iniciação científica, propondo-se à valorização do futuro professor e ao aumento da demanda pelos cursos de Licenciatura. Diante do quadro nacional em relação ao déficit de professores nas áreas de Ciências da Natureza e da Matemática, e consequentemente, da recomendação de criação de bolsas de incentivo à docência nessas áreas, surge o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), implantado em 2007 pelo MEC, por intermédio da Secretaria de Educação Superior (SESU). 11 Assim, com o objetivo de incentivar o público a ingressar nos cursos de Licenciatura, coube, portanto, à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realizar uma chamada pública a fim de selecionar propostas de cursos de licenciaturas presencias das universidades e institutos federais para que pudessem ingressar no PIBID, que trazia os seguintes objetivos: a) incentivar a formação de professores para a Educação Básica, especialmente para o Ensino Médio; b) valorizar o magistério, incentivando os estudantes que optam pela carreira docente; c) promover a melhoria da qualidade da Educação Básica; d) promover a articulação integrada da Educação Superior do sistema federal com a Educação Básica do sistema público, em proveito de uma sólida formação docente inicial; e) elevar a qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores nos cursos de licenciaturas das instituições federais de Educação Superior; f) estimular a integração da Educação Superior com a Educação Básica no Ensino Fundamental e Médio, de modo a estabelecer projetos de cooperação que elevem a qualidade do ensino nas escolas da rede pública; g) fomentar experiências metodológicas e práticas docentes de caráter inovador, que utilizem recursos de tecnologia da informação e da comunicação, e que se orientem para a superação de problemas identificados no processo ensino-aprendizagem; h) valorização do espaço da escola pública como campo de experiência para a construção do conhecimento na formação de professores para a Educação Básica; i) proporcionar aos futuros professores participação em ações, experiências metodológicas e práticas docentes inovadoras, articuladas com a realidade local da escola (EDITAL CAPES nº 1/2007). Apesar de essa primeira chamada pública ter sido lançada em 12 de Dezembro de 2007, com os trâmites de seleção acontecendo no decorrer do ano de 2008, o PIBID iniciou suas ações efetivamente somente em janeiro de 2009. Com a abertura até a presente data de sete editais para a seleção de projetos institucionais no âmbito das instituições de Ensino Superior (Edital CAPES nº 1/2007, Edital CAPES nº 002/2009, Edital nº 018/2010/CAPES, Edital nº 002/2010/CAPES/SECAD-MEC, Edital nº 001/2011/CAPES, Edital CAPES nº 011/2012 e Edital CAPES nº 061/2013), o PIBID só foi regulamentado em junho de 2010, através do Decreto nº 7.219, totalizando 591 projetos institucionais aprovados, dos quais 284 são do último edital. No decorrer do programa ocorreram várias mudanças, entre elas vale destacar a inclusão de novos cursos de licenciaturas em outras áreas do conhecimento, além das Ciências Naturais e Matemática, abrangendo assim, praticamente todas as licenciaturas das instituições de ensino superior, provocando o aumento no número de bolsistas de iniciação à docência. As principais mudanças aconteceram em 2010, onde o programa tomou uma proporção maior, englobando instituições públicas municipais de educação superior, universidades e centros universitários filantrópicos, confessionais e comunitários, sem fins 12 econômicos e passou a contemplar também os cursos a distancia e não apenas os cursos presenciais. Devido ao seu crescimento e resultados positivos, o PIBID passou a ser considerada política nacional na formação de docentes que atuarão na Educação Básica, através da Lei nº 12.796/13, em especial, no artigo 62. Em sua última seleção foram disponibilizadas setenta e duas mil bolsas de iniciação à docência. Além disso, uma questão relevante na edição atual é o fato dos acadêmicos que possuem vínculo empregatício poderem participar do programa, algo que nas edições passadas não era permitido. Na primeira edição quarenta e três instituições participaram e atualmente são duzentos e oitenta e quatro instituições que implantaram o programa nos cursos de licenciaturas, presenciais ou a distancia, sejam elas federais, estaduais, municipais, filantrópicas ou particulares. 1.2 – O PIBID/UNIR A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) aderiu ao PIBID desde sua primeira edição, iniciando suas atividades em janeiro de 2009, e contou, na oportunidade, com cinco subprojetos: Ciências Biológicas, Física e Química, no Campus de Porto Velho; Matemática e Física, no Campus de Ji-Paraná. Já em sua segunda edição, outras licenciaturas passaram a integrar o projeto institucional da UNIR, contando com os seguintes subprojetos aprovados através do Edital nº 001/2011/CAPES: Ciências Biológicas/Porto Velho, Física/Porto Velho, Física/Ji-Paraná, Matemática/Ji-Paraná, Pedagogia/Rolim de Moura e Química/Porto Velho. O referido projeto teve ainda a adesão, a partir do Edital da CAPES nº 011/2012, dos seguintes subprojetos: Filosofia/Porto Velho, Letras/Porto Velho, História/Rolim de Moura, Matemática/Porto Velho, Pedagogia/Ariquemes, Pedagogia/Ji-Paraná, Pedagogia/Porto Velho e Pedagogia/Vilhena, totalizando ao final quatorze subprojetos. A terceira edição está no inicio e conta com dezesseis subprojetos: Ciências Biológicas/Porto Velho, Filosofia/Porto Velho, Física/Porto Velho, Física/Ji-Paraná, História/Rolim de Moura, Interdisciplinar/Guajará Mirim, Interdisciplinar /Porto Velho, Letras/Inglês/Porto Velho, Letras/Português/Porto Velho, Matemática/Ji-Paraná, 13 Pedagogia/Ariquemes, Pedagogia/Ji-Paraná, Pedagogia/Porto Velho, Pedagogia/Rolim de Moura, Pedagogia/Vilhena, Química/Porto/Velho. No campus de Ji-Paraná, o PIBID teve seus primeiros subprojetos desde a primeira edição, através dos cursos de Matemática e Física. A edição seguinte foi contemplada com os subprojetos de Matemática, Física e Pedagogia, passando assim a contar com três subprojetos, que permanecem até a presente edição do PIBID. 1.3 – O Subprojeto PIBID de Matemática de Ji-Paraná O subprojeto de Matemática do campus da UNIR de Ji-Paraná teve suas atividades iniciadas em 2009, tendo como coordenador de área os professores Marlos Gomes de Albuquerque e Marcos Leandro Ohse, sendo esse último como coordenador colaborador. O projeto foi executado na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Aluízio Ferreira e teve como supervisora a professora Maria Teresa Pereira Gomes. O subprojeto contou com quinze bolsistas de iniciação à docência, passando pelo mesmo 27 alunos do curso de Licenciatura em Matemática de Ji-Paraná até a sua finalização em janeiro de 2011 (Tabela 1). A segunda edição do subprojeto, iniciada em junho de 2011, teve como coordenador de área o professor Emerson da Silva Ribeiro e como coordenador colaborador o professor Marlos Gomes de Albuquerque. Os trabalhos foram executados em duas escolas do município, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Aluízio Ferreira, sendo supervisora a professora Maria Teresa Pereira Gomes; e na Escola Estadual de Ensino Médio Jovem Gonçalves Vilela, sendo a supervisora a professora Norma Maria Coelho Vieira. A edição contou com dezesseis bolsistas de iniciação à docência, oito em cada escola, passando 24 alunos do curso de Licenciatura em Matemática no decorrer do subprojeto até fevereiro de 2014 (Tabela 2). A terceira edição do subprojeto de Matemática teve início em março de 2014, e sendo permitida, na edição atual do PIBID, a coordenação conjunta de subprojetos com o número superior de 20 bolsistas, atualmente (Agosto de 2014) se constituem em coordenadores do referido subprojeto, os professores Marlos Gomes de Albuquerque e Lenilson Sergio Candido, além do professor Emerson da Silva Ribeiro, que passou a atuar como coordenador colaborador desde maio de 2014. 14 Nessa edição atual (2014), o subprojeto passou a atender três escolas com os seguintes professores supervisores: Norma Maria Coelho Vieira, na Escola Estadual de Ensino Médio Jovem Gonçalves Vilela; Ricardo Alexandre de Sousa e Flávia de Andrade Correa, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Juscelino Kubitschek de Oliveira; e Vanessa Gonçalves Gomes, no Instituto Estadual de Educação Marechal Rondon. Outra mudança ocorreu no número de bolsista de iniciação à docência que passou de dezesseis na última edição para vinte e quatro atualmente, sendo que, até o momento, além desses 24 bolsistas já compuseram a equipe do subprojeto outros seis bolsistas (Tabela 3). As tabelas 1, 2 e 3 trazem a relação dos bolsistas das três edições do subprojeto de Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná, bem como o período de permanência no programa. Tabela 1 – Bolsistas do Subprojeto PIBID/Matemática na Edição 2009-2011 Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Nome Edileide Silva Bento Elessandra dos Anjos Lucas Allan Bruno Silva Melo Robson Roque dos Santos Gleicy Mirelly de Souza Thiago Pacife de Lima Israel Carley da Silva Moizilene Cortês Chagas Adelci Alves Teodoro Alice Morais Torres Elizangela Ferreira de Lima Franciele Dallabrida Jaquelyne Macedo Ortega Joab de Souza Pena Lorena Silva Nascimento Marcelo Moysés Corilaço Wanderson Pinheiro Joelma Lucia Proêncio Claydaiane Ferraz de Andrade Nilza Medeiros Barbosa Mariza dos Santos Juliana Maria de Assis Vieira Martins Marconi Limeira Gonçalves dos Santos Jean Marc Sperandio Feitoza Elihebert Saraiva Bruno Moreira Teixeira Jean Marc Sperandio Feitoza Clewton Rodrigues Rubio Período Fev. 2009 a Mar. 2009 Fev. 2009 a Abr. 2009 Fev. 2009 a Ago. 2009 Fev. 2009 a Ago. 2009 Fev. 2009 a Set. 2009 Fev. 2009 a Set. 2009 Fev. 2009 a Mar. 2010 Fev. 2009 a Ago. 2010 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Fev. 2009 a Jan. 2011 Mar. 2009 a Ago. 2009 Abril 2009 a Jan. 2011 Ago. 2009 a Jan. 2011 Ago. 2009 a Fev. 2010 Ago. 2009 a Set. 2010 Ago. 2009 a Jan. 2011 Out. 2009 a Ago. 2010 Fev. 2010 a Mar. 2010 Mar. 2010 a Jan. 2011 Ago. 2010 a Jan. 2011 Ago. 2010 a Jan. 2011 Out. 2010 a Jan. 2011 Tabela 2 – Bolsistas do Subprojeto PIBID/Matemática na Edição 2011-2014 Nº Nome Período 15 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Bruno Moreira Teixeira Alice Morais Torres Jaquelyne Macedo Ortega Elihebert Saraiva Franciele Dallabrida Joab de Souza Pena Clewton Rodrigues Rubio Daiana do Carmo de Oliveira Cristiane Vilmer Corrêa Judsy Allan Batista de Oliveira Larissa Medeiros Lima Lorena Silva Nascimento Verônica Jerônimo Policarpo Weide Cassimiro Jerônimo Tatiane Ferreira da Silva Washington dos Santos Sena Vanessa da Silva Renato Paulo de Oliveira Daiane Ferreira da Silva Deisy Carla Teodoria dos Santos Joicelene Batista da Silva Josiane Ribeiro Muderno Janete Alves Barbosa Natanael Camilo da Costa Jun. 2011 a Jul. 2011 Jun. 2011 a Fev. 2012 Jun. 2011 a Fev. 2012 Jun. 2011 a Set. 2012 Jun. 2011 a Set. 2012 Jun. 2011 a Set. 2012 Jun. 2011 a Jul. 2013 Jun. 2011 a Ago. 2013 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Jun. 2011 a Fev. 2014 Ago. 2011 a Fev. 2014 Mar. 2012 a Fev. 2014 Mar. 2012 a Fev. 2014 Out. 2012 a Fev. 2014 Out. 2012 a Fev. 2014 Out. 2012 a Fev. 2014 Set. 2013 a Fev. 2014 Set. 2013 a Fev. 2014 Tabela 3 – Bolsistas do Subprojeto PIBID/Matemática na Edição 2014-2016 Nº Nome Período 1 Cristiane Vilmer Corrêa Mar. 2014 até o Momento 2 Daiana do Carmo de Oliveira Mar. 2014 até o Momento 3 Daiane Ferreira da Silva Mar. 2014 até o Momento 4 Deisy Carla Teodoria dos Santos Mar. 2014 até o Momento 5 Fernanda Silva Baú Mar. 2014 até o Momento 6 Josiane Ribeiro Muderno Mar. 2014 até o Momento 7 Larissa Medeiros Lima Mar. 2014 até o Momento 8 Luan Endlich Panizzi Mar. 2014 até o Momento 9 Marcelo Orlando Sales Pessim Mar. 2014 até o Momento 10 Mellissa Moura de Andrade Mar. 2014 até o Momento 11 Renato Paulo de Oliveira Mar. 2014 até o Momento 12 Ronaldo de Souza Cabral Mar. 2014 até o Momento 13 Rudson Carlos da Silva Jovano Mar. 2014 até o Momento 14 Verônica Jerônimo Policarpo Mar. 2014 até o Momento 15 Wandeilza Waulex Camargos Guedes Mar. 2014 até o Momento 16 Wanderson Rocha Lopes Mar. 2014 até o Momento 17 Washington dos Santos Sena Mar. 2014 até o Momento 18 Weide Cassimiro Jerônimo Mar. 2014 até o Momento 19 Karyne Isabela Luiz Ferreira Mar. a Abr. de 2014 20 Felipe Baldin Mar. a Maio de 2014 21 Judsy Allan Batista de Oliveira Mar. a Jul. 2014 16 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 Natanael Camilo da Costa Rozelaine Alves de Souza Rafael Luís da Silva José Nunes de Souza Alexandro Vicente Dutra Gília Augusta da Silva Fernandes Anne Cristiny Borges Rafael Ribeiro da Silva Poliana Pires Buenos Ayres Jucielma Rodrigues de Lima Nilvânia Fischer Mar. a Jul. 2014 Mar. a Ago. 2014 Mar. a Ago. 2014 Abril a Jul. 2014 Maio a Ago. 2014 Jul. 2014 até o Momento Jul. 2014 até o Momento Jul. 2014 até o Momento Ago. 2014 até o Momento Ago. 2014 até o Momento Ago. 2014 até o Momento O acesso dos referidos bolsistas se deram por meio de processo seletivo, processo este, que se compõe de uma prova envolvendo conteúdos matemáticos juntamente com uma redação discursiva. Ressaltando que os bolsistas selecionados recebem uma bolsa da CAPES no valor de quatrocentos reais mensais. CAPITULO II A PESQUISA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES A formação inicial de professores, assim como de outros profissionais de nível superior, se dá na esfera da universidade, que por sua vez é regida pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) nº 9394/96, que estabelece as disposições gerais sobre a Educação Superior no país. Segundo essa Lei, através do Art. 43, são finalidades da Educação Superior: I – estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II – formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua; III – incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive; IV – promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; V – suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração; VI – estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade; VII – promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica geradas na instituição. Em suma, a universidade é regida através do tripé ensino-pesquisa-extensão, fatores esses que devem estar presentes e articulados no decorrer da graduação para uma formação condizente com as exigências postas pela LDB. Segundo Moraes (1997, p. 3), existem quatro características que a universidade tende a ter, são elas: 1ª: a chamada “universalidade de campo”, isto é, ela deve permitir a estudantes e professores acesso aos diversos campos da cultura e da ciência. 2ª: o peso relativo e crescente das matrículas relacionadas com áreas das chamadas ciências duras (exatas, biológicas, tecnológicas). 3ª: o desenvolvimento de atividades de pós-graduação – com a prática da pesquisa e o ensino da pesquisa – com fortes setores de especialização, aperfeiçoamento, mestrado, doutoramento. 4ª: um amplo espectro denominado “extensão de serviços à comunidade”. E aqui um cuidado: deve-se sempre notar que o próprio ensino e a pesquisa também são serviços decisivos – aliás, sublinhe-se, são os serviços centrais – da vida da universidade. 18 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica (DCNFPEB), de 2001, estabelecem as normas gerais sobre os cursos de formação de professores nas instituições de ensino superior. É com base nessas diretrizes, que os cursos devem ser formulados e reformulados visando uma melhor formação dos profissionais para atender as inúmeras necessidades exigidas da profissão docente. As discussões em torno de uma formação docente de qualidade não são recentes, tendo em vista que a universidade enfrenta inúmeros desafios para oferecer aos futuros professores condições que venham capacitá-los a desenvolver o magistério de forma plena. Em uma área de atuação que exige várias competências dos profissionais há de se ter também um alto investimento em qualidade durante sua formação acadêmica bem como na formação continuada. Dentre suas competências estão: Atuar com profissionalismo exige do professor, não só o domínio dos conhecimentos específicos em torno dos quais deverá agir, mas, também, compreensão das questões envolvidas em seu trabalho, sua identificação e resolução, autonomia para tomar decisões, responsabilidade pelas opções feitas. Requer ainda, que o professor saiba avaliar criticamente a própria atuação e o contexto em que atua e que saiba, também, interagir cooperativamente com a comunidade profissional a que pertence e com a sociedade (MEC/CNE/CP, 2001, p. 29). Nesse contexto, Sartori (2012) afirma que: “Um dos propósitos básicos da formação universitária consiste em oferecer aos futuros profissionais da educação uma formação que integre as possibilidades de desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e técnico, possibilitando-lhes a integração entre teoria e prática”. A esse respeito, Delors (1996, p. 139) complementa que: [...] uma das finalidades essenciais da formação de professores, quer inicial quer contínua, é desenvolver neles [futuros professores] as qualidades de ordem ética, intelectual e afetiva que a sociedade espera que possuam de modo a poderem em seguida cultivar nos seus alunos o mesmo leque de qualidades. Sendo assim, teoria e prática devem estar estreitamente ligadas quando se trata de obter uma formação efetiva para a prática do magistério. [...] prática e teoria caminham juntas, construindo os conhecimentos que o conduzirão ao longo de sua vida profissional, que deve ser vista como parte de um projeto social. E, sendo assim, tem uma componente racionalizante de desejo de antecipação do futuro e uma outra existencial, feita de interrogação sobre o sentido de sua evolução individual e coletiva (MOURA, 1999, p. 8). Entre as ações capazes de articular teoria e prática na formação inicial de professores, destaca-se a importância do futuro professor estar em contato com o ambiente de sala de aula e conhecer na prática todos os processos relacionados ao ato de educar. Esse aspecto da vivência no espaço escolar reflete as palavras de Nóvoa (1992, p. 5) quando discorre que: 19 É evidente que a Universidade tem um papel importante a desempenhar na formação de professores. Por razões de prestígio, de sustentação científica, de produção cultural. Mas a bagagem essencial de um professor adquire-se na escola, através da experiência e da reflexão sobre a experiência. Esta reflexão não surge do nada, por uma espécie de geração espontânea. Tem regras e métodos próprios. Consoante a isso, percebe-se a necessidade de iniciativas capazes de atender ao que Santos (2001, p. 23) observa a respeito da formação docente: O que está sendo enfatizado é a necessidade de se formar um docente inquiridor, questionador, investigador, reflexivo e crítico. Problematizar criticamente a realidade com a qual se defronta, adotando uma atitude ativa no enfrentamento do cotidiano escolar, torna o docente um profissional competente que, por meio de um trabalho autônomo, criativo e comprometido com as ideias emancipatórias, coloca-o como autor na cena pedagógica. Nesse caso, diante essas competências necessárias à formação docente, a pesquisa torna-se elemento imprescindível capaz de possibilitar aos professores a compreensão do contexto escolar e das práticas pedagógicas pertinentes ao exercício de sua profissão, permitindo ainda, entender a dinâmica de produção de conhecimentos decorrentes da pesquisa em sua busca pela compreensão de uma dada realidade. Desse último aspecto da pesquisa relacionada à produção de conhecimentos, Alves (1995) destaca que a pesquisa na formação de professores encaminha um redesenho da educação no contexto da sociedade contemporânea, marcada por inovações decorrentes da descoberta de novos princípios científicos e de novas bases materiais e técnicas científicas. Em relação às possibilidades da pesquisa para a formação docente, Donatoni e Coelho (2007) ressaltam que uma formação inicial de qualidade e, ao mesmo tempo, uma preparação continuada e permanente, em que a competência e a ética se colocarão como as principais referências no seu processo de formação e qualificação só será possível quando os docentes formadores entenderem a importância da pesquisa na formação inicial dos futuros professores. Nesse caso, os mesmos autores ainda complementam que: Somente uma formação para a pesquisa oferece os meios necessários a um repensar crítico da prática pedagógica, tendo em vista um conhecimento claro e profundo das teorias que a sustentam, com as categorias explicativas que lhe são pertinentes. Vale ressaltar que por competência estamos entendendo, aqui, o saber fazer bem o trabalho que cabe a cada categoria de profissionais, o que implica o domínio tanto dos aspectos técnicos de uma determinada área do conhecimento quanto dos seus aspectos científicos, com pleno domínio do saber e do saber fazer (DONATONI; COELHO, 2007, p. 77). É possível entender que no processo formativo, é de extrema importância o envolvimento do estudante dos cursos de licenciatura com a pesquisa, buscando investigar e interrogar o processo educativo por meio da pesquisa, pois a investigação e as interrogações 20 fazem parte do mundo de quem busca novos conceitos, concepções, novos meios de se fazer a prática pedagógica. Para Donatoni e Coelho (2007, p. 78) isso significa dizer que: O desenvolvimento do ensino em um ambiente em que não se prepara para a pesquisa, tendo em vista a produção do conhecimento, a elaboração de pensamentos novos e a construção de novos mecanismos de intervenção na realidade, tende a tornar o ensino vazio e obsoleto e a prática do profissional da educação uma prática frágil e inconsistente. Deste modo, torna-se imprescindível discutir e abordar a questão da pesquisa como um dos principais condicionantes para a reflexão, pois é de extrema importância tratar da formação inicial do professor levando em consideração o desenvolvimento de uma constante ação investigativa sobre e na prática pedagógica. A esse respeito, Maciel (2004) menciona que a prática investigativa colabora na compreensão dos diferentes e complexos fenômenos que podem ocorrer em sala de aula, pois: [...] a pesquisa exerce um papel extraordinário na articulação entre o conhecimento adquirido ou construído e a prática docente. Aqui o aluno seria necessariamente envolvido com o cotidiano da escola, com as situações reais da sala de aula. Nesse encontro certamente haveria confrontos com o real, com os alunos e professores concretos (MACIEL, 2004, p. 100). A pesquisa enquanto mecanismo do processo de formação do professor de Matemática se diferencia do próprio ensino em si, uma vez que a pesquisa abre novos horizontes pautados pelas possibilidades de formar novos professores, pois quando atuarem efetivamente em sala de aula continuarão a pesquisar e a ensinar pela pesquisa. As contribuições da pesquisa na formação do professor de Matemática estão intimamente ligadas à prática efetiva de sala de aula, pois ao estudante do curso de licenciatura em Matemática há a possibilidade de aprofundar seus conhecimentos teóricos, podendo relacionar os fenômenos conceituais com as realidades da sala de aula, bem como com as questões sociais que envolvem os alunos com os quais o futuro professor irá trabalhar. Outro fator relevante para a formação do professor de Matemática, no que se refere à pesquisa, está associado às questões de leituras, pois quando há por parte do professor, orientador de projetos de pesquisa, o direcionamento de leituras de autores que discutem diversos campos no âmbito da Matemática, possibilita aos graduandos repensar e direcionar as práticas pedagógicas. Esses aspectos tornam-se importantes assim, [...] acabando por fornecer-lhes as bases necessárias para significar a razão da pesquisa na formação do professor, pois [...] a pesquisa desenvolvida durante a formação dará, com certeza, subsídios para o desenvolvimento de outros projetos dessa natureza quando estiverem atuando como professores (MACIEL, 2004, p. 108). 21 A pesquisa na formação dos professores de Matemática se coloca ainda como imprescindível pela possibilidade de favorecer a articulação entre teoria, ciência enquanto fenômeno histórico e social, e a prática. Para tanto, para que a pesquisa torne-se elemento efetivo na formação inicial de professores, é preciso que fomente entre seus estudantes perceberem tal articulação e desenvolve-la por si só, mostrando-lhes ainda as possibilidades e os vínculos entre a pesquisa e a atuação pedagógica no âmbito da sala de aula quando do exercício futuro da profissão docente. A prerrogativa da formação inicial de professores com base na pesquisa também ganha importância na definição de Demo (2004, p. 120) quando salienta que: O professor é, na essência, pesquisador, ou seja, um profissional da reconstrução do conhecimento, tanto no horizonte da pesquisa como princípio científico quanto, sobretudo, no da pesquisa como principio educativo. O aluno que queremos formar não é apenas técnico, mas fundamentalmente um cidadão, que encontra na competência reconstrutiva de conhecimento seu perfil decisivo. Nesse contexto, cabe retomar que a pesquisa durante a formação inicial dos professores torna-se essencial ainda pela própria exigência atribuída à universidade na consolidação do tripé ensino-pesquisa-extensão e por sua competência em: Produzir ciência e conhecimento científico, formar o cientista, passa a ser, o núcleo do processo acadêmico e o principal papel da universidade contemporânea. Desenvolver o espírito científico, ampliar e aprofundar o conhecimento de si mesmo e da realidade histórico-social da qual somos parte, fortalecendo a pesquisa por meio de uma postura permanente de busca e de investigação, passa a ser uma exigência não apenas necessária, mas indispensável da universidade, enquanto agência de transformação social (DONATONI; COELHO 2007, p. 84-85). Partindo do princípio de que por meio da pesquisa se constrói e reconstrói conhecimento, temos claro que é impossível dissociar o ensino da pesquisa e esta daquele enquanto elementos fundamentais e indispensáveis à formação de professores. Afinal, “é a pesquisa que alimenta a atividade de ensino e a atualiza frente à realidade do mundo” (MINAYO, 2002, p. 17). 2.1 – O PIBID na Prática de Pesquisa na Formação Docente Apresentamos, nesse tópico, algumas contribuições teóricas, destacadas por professores-pesquisadores que atuam e/ou atuaram no PIBID no Estado de Rondônia, sobre as influências do PIBID em relação à prática da pesquisa na formação docente. 22 Neste caso, iniciamos por Zibetti (2011), que enfatiza a importância do PIBID dentro do atual panorama nacional envolvendo o contexto de trabalho e de formação docente, contribuindo para o atendimento das demandas estabelecidas na LDB 9394/96, principalmente quanto ao seu Art. 3º, que menciona que o ensino deverá ser ministrado com base na “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber” [grifo nosso]. Assim, “a inserção desses alunos no PIBID garante a ampliação do tempo destinado à formação e por esse motivo pode ser considerada uma medida contributiva no atual contexto” (ZIBETTI, 2011, p. 31). Diante desses apontamentos, Zibetti (2011, p. 29) ressalta ainda que, para além da docência, é necessário que “o professor conheça e estude constantemente as teorias pedagógicas e os avanços científicos para realizar um trabalho que supere o espontaneísmo que guia nossas ações no cotidiano”. O que implica o envolvimento do futuro docente na prática da pesquisa, em entendendo, inclusive, a perspectiva apontada por Demo (2004) como o ensinar pela pesquisa. A prática da pesquisa está presente nas ações do PIBID, e assim, Martines et al. (2011, p. 168), ao relatar um trabalho desenvolvido junto aos bolsistas PIBID de Biologia da UNIR, ressalta não apenas a iniciativa do PIBID quanto à prática da pesquisa, mas destaca a relevância dessa iniciativa: Os alunos da UNIR puderam se qualificar junto com os professores da escola como profissionais da educação através da pesquisa, substituindo a visão do aluno como objeto de ensino para a de parceiro do trabalho, e nessa relação de sujeitos participativos toma-se o questionamento reconstrutivo como desafio comum. O PIBID/Ciências Biológicas na escola JK tem proporcionado uma inserção como alunos num contexto de pesquisa sobre a prática, num processo de aprendizagem mais longo, mais produtivo e gratificante [grifo nosso]. Outro exemplo de envolvimento dos bolsistas PIBID com a prática da pesquisa remete-se a uma das ações desenvolvidas no subprojeto de Matemática de Ji-Paraná mencionada por Teodoro et al. (2011, p. 101): Um dos objetivos alcançados pelo programa foi à iniciação científica dos futuros docentes. Durante as apresentações dos seminários, com temas variados no âmbito da educação matemática, os bolsistas foram incentivados a conhecer trabalhos e principalmente a desenvolver pesquisas relacionadas ao campo onde estão inseridos. Esses exemplos de ações desenvolvidas através do PIBID demonstram o quanto esse programa tem proporcionado “fortalecer a integração do ensino com a pesquisa e a extensão na formação inicial e continuada dos professores” (TEODORO et al., 2011, p. 101). Tratando de algumas das contribuições proporcionadas pelo PIBID quanto à formação docente, Mello (2011) destaca a prática da pesquisa como elemento constitutivo para o 23 conhecimento da Educação Básica por parte dos futuros professores, e também sobre a formação continuada de ex-bolsistas do PIBID através da inserção em programas de mestrado, discutindo, provavelmente, aspectos relativos à Educação. A produção de pesquisa científica sobre os principais desafios da Educação Básica, a inserção dos egressos do PIBID em programas de pós-graduação e no exercício da profissão docente, a produção coletiva de indicadores e novos referenciais que possam subsidiar políticas públicas de formação de professores, a ampliação e dinamização do uso de temática educacional, o incentivo para o trabalho na Educação Básica por área do conhecimento, em uma perspectiva inter e transdisciplinar são alguns dos benefícios observados a partir da implementação do PIBID na UFMT. Além disso, outro aspecto importante é o desenvolvimento de professores da Universidade fomentando a sua formação contínua e ampliando sua experiência em termos de ensino, pesquisa e extensão (MELLO, 2011, p. 52-53) [grifo nosso]. A partir do PIBID, os bolsistas têm a oportunidade de produzir novos conhecimentos e se inserirem na prática da pesquisa, entendendo-a como elemento fundamental para a sua formação docente e como um recurso didático-metodológico a ser desenvolvido em seu trabalho pedagógico no exercício da profissão docente na Educação Básica. CAPÍTULO III PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 3.1 – Opção Metodológica Para atingir o objetivo desta pesquisa, que é investigar e analisar a compreensão dos bolsistas do subprojeto PIBID de Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná sobre o papel do PIBID na iniciação à pesquisa dos licenciandos atuantes nesse programa, optou-se por realizar um estudo de abordagem qualitativa. Neste caso, assumiu-se a caracterização de Fiorentini e Lorenzato (2006, p. 106) para a pesquisa qualitativa como sendo “aquela modalidade de investigação na qual a coleta de dados é realizada diretamente no local em que o problema ou fenômeno acontece”. Também se adotou a definição de Minayo (2010, p. 18), quando descreve a pesquisa qualitativa como sendo “um discurso sistemático que orienta o olhar sobre o problema em pauta, a obtenção de dados e a análise dos mesmos”. Além disso, esta pesquisa apoiou-se ainda em Flick (2009, p. 27), ao afirmar que: A pesquisa qualitativa trabalha, sobretudo, com textos. Métodos para a coleta de informações – como entrevistas e observações – produzem dados que são transformados em textos por gravação e transcrição. [...] De forma resumida, o processo de pesquisa qualitativa pode ser representado como uma trajetória que parte da teoria em direção ao texto, e outra do texto de volta para a teoria. A interseção dessas duas trajetórias é a coleta de dados verbais ou visuais e a interpretação destes em um plano da pesquisa específico. Diante destas perspectivas que fomentam a pesquisa qualitativa como um universo de estudo que leva em consideração as diversas trajetórias de investigação, seja ela no próprio trabalho de campo ou nas leituras teóricas que orientam a pesquisa científica, é que este trabalho se apoia. 3.2 – Delimitação do Universo e Sujeitos da Pesquisa A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Ensino Superior, em especial, no contexto da formação de professores de Matemática, especificamente, junto ao curso de Licenciatura 25 em Matemática da UNIR, Campus de Ji-Paraná. Os sujeitos da pesquisa se constituíram pelos licenciandos do referido curso que atuaram como bolsistas no subprojeto PIBID de Matemática de Ji-Paraná na edição 20112014, e que permanecem como bolsistas na edição atual do subprojeto (2014-2016), tendo iniciado suas atividades em março de 2014. A opção por esses bolsistas se deu em função de melhor problematizar as questões elencadas nesta pesquisa, uma vez que os mesmos, em função do tempo de envolvimento com o PIBID, tiveram a oportunidade de vivenciar o subprojeto por um período considerável, e assim, avaliar melhor a questão da iniciação à pesquisa fomentada através das ações desenvolvidas no subprojeto. Além disso, o fato desses bolsistas ainda estarem cursando a Licenciatura em Matemática, nos possibilitou estabelecer uma relação direta com a questão da formação inicial de professores e a iniciação à pesquisa, tendo como foco a participação deles no PIBID. Igualmente, optou-se em não trabalhar com os bolsistas que iniciaram no subprojeto somente em 2014, tendo em vista que o pouco tempo no PIBID (menos de um semestre), impossibilitaria um estudo mais adequado e condizente com o objetivo desta pesquisa. Do total de dez bolsistas com condições de se constituírem sujeitos desta pesquisa, contamos com a participação de sete bolsistas, uma vez que, dois bolsistas não responderam o questionário elaborado para a coleta de dados, e também se excluiu a autora deste TCC. Sendo assim, os sujeitos desta pesquisa se compuseram dos seguintes bolsistas, descritos com os nomes fictícios de: José, Juliana, Lucas, Luísa, Paula, Renata e Vanessa. José tem 25 anos de idade, e atua no PIBID há três anos e dois meses. Suas publicações envolvendo o PIBID se compõem de um artigo e um resumo simples, publicados respectivamente, na XIII Semana da Matemática e III Semana da Estatística (SEMATES 2013) e no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). Juliana tem 23 anos, atua no PIBID há três anos e dois meses, tendo publicado, em função de sua atuação como bolsista PIBID: um capítulo do livro “Diálogos Sobre a Iniciação à Docência: a formação de professores no PIBID da Universidade Federal de Rondônia” (2013); quatro artigos, respectivamente, na XII Semana da Matemática e II Semana da Estatística (2012), na SEMATES 2013, no Seminário de Educação da UFMT (SEMIEDU 2013) e no 2º Encontro Nacional PIBID de Matemática (2014); um resumo expandido, na 65ª Reunião Anual da SBPC (2013); e um resumo simples, no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). Lucas tem 23 anos, atuando há dois anos e cinco meses no subprojeto. Como trabalho 26 decorrente do PIBID, já publicou dois resumos expandidos, respectivamente, na XII Semana da Matemática e II Semana da Estatística (2012) e na 65ª Reunião Anual da SBPC (2013); e um resumo simples, no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). Luísa tem 22 anos de idade, e está no subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná há um ano e dez meses, sendo que publicou dois artigos desde sua atuação como bolsista desse subprojeto: um, no XI Encontro Nacional de Educação Matemática (ENEM), realizado em julho de 2013; outro, no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). Paula, com 22 anos de idade, está há um ano e dez meses no subprojeto. Já publicou dois artigos, um resumo expandido e um resumo simples, respectivamente, no SEMIEDU 2013 e no 2º Encontro Nacional PIBID de Matemática (2014), na XII Semana da Matemática e II Semana da Estatística (2012) e no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). Renata, 25 anos de idade, tem dois anos e sete meses de envolvimento como bolsista no subprojeto PIBID Matemática/Ji-Paraná, e suas publicações são: um capítulo do livro “Diálogos Sobre a Iniciação à Docência: a formação de professores no PIBID da Universidade Federal de Rondônia” (2013); três artigos, respectivamente, na XII Semana da Matemática e II Semana da Estatística (2012), na SEMATES 2013 e no Seminário de Educação da UFMT (SEMIEDU 2013); um resumo expandido, na 65ª Reunião Anual da SBPC (2013); e um resumo simples, no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). Vanessa tem 23 anos, e três anos e dois meses como bolsista no subprojeto. Publicou dois resumos expandidos, respectivamente, na XII Semana da Matemática e II Semana da Estatística (2012) e na 65ª Reunião Anual da SBPC (2013); e um resumo simples, no III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência (2013). 3.3 – Procedimentos de Coleta e Análise de Dados Diante da tentativa de conduzir esta pesquisa numa perspectiva da investigação qualitativa, elegemos alguns procedimentos de coleta de dados, entre eles: aplicação de um questionário e a análise documental. 27 Nesse caso, o questionário foi assumido conforme Fiorentini e Lorenzato (2006) como um dos instrumentos mais tradicionais de coleta de informações, consistindo numa série de perguntas. O questionário foi adotado nesta pesquisa compreendendo as seguintes questões abertas, respondidas pelos bolsistas em um encontro coletivo realizado no mês de junho de 2014, nas dependências do Campus da UNIR de Ji-Paraná: 1. O que você compreende como pesquisa? 2. Qual sua opinião sobre a pesquisa na formação de professores de Matemática? 3. Qual a sua opinião sobre o papel do PIBID/Matemática/Ji-Paraná no desenvolvimento da iniciação à pesquisa dos seus bolsistas? 4. Em sua opinião, a iniciação à pesquisa está inserida no PIBID/Matemática/Ji-Paraná? Se sim, de que forma? 5. Quais atividades desenvolveu efetivamente no decorrer de sua participação no PIBID que você considera tê-lo inserido na iniciação à pesquisa? 6. Que aspectos relevantes você destacaria sobre suas atividades relacionadas à pesquisa dentro do PIBID que contribuíram para a sua futura atuação profissional? De posse das respostas às perguntas feitas aos bolsistas participantes da pesquisa, organizamos um quadro síntese (Apêndice I) das mesmas para melhor análise das informações elucidadas. O outro procedimento de coleta de dados se deu a partir da análise documental das propostas do subprojeto PIBID de Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná para os anos de 2011 a 2014 e para 2014 a 2016, bem como dos relatórios de atividades semestrais desenvolvidos pelos bolsistas concernentes aos anos de 2012 e 2013. A análise documental foi empregada em conformidade com Abreu (2014, p. 5), que ressalta que esse procedimento constitui uma técnica importante na pesquisa qualitativa, seja complementando informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema. A análise dos dados obtidos se dividiu em quatro eixos de análise: O Eixo de Análise 1: Análise do Subprojeto PIBID/UNIR/Matemática, Campus de JiParaná 2014, abrange a análise documental das propostas do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná para as edições 2011-2014 e 2014-2016, tendo como objetivo identificar onde, nessas duas propostas, está posto elementos que permitam evidenciar se há (ou não) a perspectiva de uma iniciação à pesquisa aos bolsistas desse subprojeto. 28 O Eixo de Análise 2: O PIBID como Propulsor da Iniciação à Pesquisa, considera como material de análise os relatórios de atividades dos bolsistas PIBID para os anos de 2012 e 2013, tendo como objeto a identificação e análise das atividades relatadas que se relacionam com a iniciação à pesquisa no âmbito do PIBID. São analisados os relatórios dos bolsistas em que as atividades, em sua grande maioria, foram desenvolvidas por mais de um bolsista, o que torna complementar as informações analisadas em relação aos relatórios dos demais bolsistas participantes da pesquisa, e entre eles, aqueles cujo relatório não foi utilizado por não destacar aspectos quanto aos que compete o eixo em questão. O Eixo de Análise 3: A Pesquisa, Sua Influência e Relevância na Formação Docente em Matemática, aborda somente as respostas dos bolsistas participantes da pesquisa para as duas primeiras perguntas do questionário. A utilização apenas dessas questões se deu pelo fato de que antes de adentrar especificamente no objeto da pesquisa, que é discutir as contribuições do PIBID na iniciação à pesquisa, tornou-se necessário levantar a visão dos bolsistas sobre a importância de se fazer pesquisa, entendendo que inicialmente isso seria significativo para análise dos demais dados, ademais, pensando do ponto de vista de que se o sujeito achasse que não vale a pena fazer pesquisa, então não seria significativo para o andamento da análise dos dados, analisar a opinião deste sujeito. Nesse eixo são utilizadas apenas as respostas dos sujeitos da pesquisa que, de certa forma, representam e/ou complementam a opinião dos demais sujeitos. O Eixo de Análise 4: O PIBID e Sua Relevância na Iniciação à Docência, aborda as respostas dos participantes desta pesquisa para as questões de 3 a 6 do questionário, e que dizem respeito ao papel do PIBID na iniciação à docência. Da mesma forma que no eixo de análise 3, considerou-se somente as respostas dos sujeitos da pesquisa que, de certo modo, representam e/ou complementam a opinião dos demais sujeitos. CAPÍTULO IV APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS 4.1 – Análise do Subprojeto PIBID/UNIR/Matemática, Campus de Ji-Paraná Na proposta do subprojeto 2011-2014, analisando suas sete metas, pode-se perceber que o referido subprojeto propõe inserir os bolsistas na prática da pesquisa quando estabelece: “Meta 5 – Propor seminários/estudos de apresentação do trabalho desenvolvido na escola e de discussão/reflexão de artigos, documentos oficiais e textos acadêmicos envolvendo as áreas de Educação Matemática e Formação de Professores” e “Meta 6 – Produzir artigos relacionados ao PIBID e propiciar a participação dos bolsistas em congressos científicos como forma de apresentar seus trabalhos e vivenciarem outras experiências relacionadas à educação suscitadas em eventos como esses” (SUBPROJETO 2011-2014, p. 2). Para a execução da Meta 5, é expresso no subprojeto que a mesma será efetuada da seguinte forma: a. os bolsistas apresentarão periodicamente, em forma de seminário, as ações que têm desenvolvido no PIBID, bem como suas reflexões e avaliação dessas atividades; b. os bolsistas apresentarão periodicamente seminários abordando estudos de questões ligadas à natureza da Educação Matemática e da Formação de Professores para posterior reflexão e discussão em sala de aula com os demais bolsistas (SUBPROJETO 2011-2014, p. 4). Analisando a Meta 5 e as atividades para sua execução, é possível identificar que o subprojeto 2011-2014 fomenta nos bolsistas a prática da pesquisa ao realizar seminários de estudo, que propiciam aos bolsistas estudar, discutir e refletir sobre pesquisas teóricas e práticas, levando-os a compreender não apenas determinados assuntos, mas como esses foram suscitados através da realização da pesquisa científica. A respeito da Meta 6, que considera-se subsidiar a prática da iniciação à pesquisa entre os bolsistas do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná, tem-se como propósito, segundo a proposta do subprojeto 2011-2014: - Promover o desenvolvimento de trabalhos escritos desenvolvidos pelos bolsistas envolvendo ações do PIBID para publicação e apresentação em congressos científicos ou mesmo publicação em periódicos nas áreas de Educação Matemática e Formação de Professores; - Propiciar a participação dos alunos bolsistas em congressos científicos, preferencialmente com a apresentação de trabalhos, com o intuito de participarem de minicursos/oficinas, palestras/conferências, mesas redondas e comunicações orais 30 como espaços de aprendizagem acadêmica e profissional na área da docência (SUBPROJETO 2011-2014, p. 4). Neste caso, fica evidente a preocupação, bem como a intenção do subprojeto em fomentar a prática da pesquisa nas atividades do PIBID, iniciando os bolsistas tanto pelo pesquisar quanto pela escrita acadêmica, sendo essas duas metas as que mais representam uma perspectiva de iniciação à pesquisa. Outro fator relevante que aponta para o subprojeto como incentivador da iniciação à pesquisa dos seus bolsistas remete-se à organização dos seus gastos financeiros durante a execução do subprojeto 2011-2014, prevendo em seu orçamento despesas com diárias específicas para os bolsistas participarem de eventos científicos e divulgar atividades relativas às atividades executadas através do PIBID. A versão atual do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná, em sua edição 20142016, apresenta como justificativa para sua renovação os benefícios suscitados pela edição anterior (2011-2014), destacando o fato de o subprojeto ter possibilitado aos bolsistas a: “vivência no cotidiano da escola; aplicação das teorias acadêmicas na prática escolar; amadurecimento em relação à escrita, argumentação, produção de textos e apresentação de trabalhos em congressos locais e nacionais; e iniciação não somente à docência, mas também à pesquisa” (SUBPROJETO 2014-2016, p. 1). Neste sentido, observa-se o destaque, segundo o próprio subprojeto, sobre o principio da iniciação à pesquisa dos bolsistas como elemento desenvolvido na edição 2011-2104 do subprojeto, bem como do desenvolvimento de trabalhos desenvolvidos pelos bolsistas enquanto prática de pesquisa dentro do subprojeto, reafirmando a produção bibliográfica dos bolsistas participantes desta pesquisa, conforme descrito no tópico 3.3. Dentre os objetivos elencados neste subprojeto, é possível identificar três grandes eixos de trabalho. O primeiro se refere à promoção de ações de incentivo à docência. O segundo aborda a inserção dos bolsistas à prática cotidiana da sala de aula, de forma que possam trocar experiências e aprendizados no âmbito escolar com todos os sujeitos envolvidos neste espaço (professores, alunos, supervisores e demais profissionais da educação). O terceiro elenca como ponto norteador a pesquisa. Sobre esse terceiro eixo de trabalho, é possível identificar, como proposta do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná, o estimulo ao “desenvolvimento de pesquisas envolvendo os bolsistas, alunos e professores das escolas participantes. Com esta ação, o bolsista na condição de futuro professor tem condições de pesquisar e refletir sobre suas próprias ações” (SUBPROJETO 2014-2016, p. 2). 31 Para efetivação dessa ação, é descrito no subprojeto que tal ação será efetuada no seguinte: a) os bolsistas auxiliarão os alunos e professores a desenvolver pequenas pesquisas tendo como tema a matemática no cotidiano e que possam servir como elementos de contextualização para as aulas dos conteúdos escolares; b) os resultados das pesquisas serão apresentados pelos alunos ao público da escola e mesmo em eventos científicos, e serão ainda compilados na forma escrita como resumos expandidos num caderno de iniciação à pesquisa (SUBPROJETO 20142016, p.4). No desenvolvimento do terceiro eixo de trabalho do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná, que se remete à iniciação à pesquisa, novamente são propostas as metas 5 e 6 da edição anterior (2011-2014). Corroborando com o terceiro eixo, a Meta 8, de adoção de instrumentos de registro das atividades vinculadas ao PIBID, também busca dar subsídios à iniciação à pesquisa, pois implica o manuseio de instrumentos de coleta de dados (caderno de campo, diário reflexivo e relatório de atividades) e o tratamento e análise das informações coletadas, fazendo com que o olhar dos bolsistas esteja voltado a todas as informações e acontecimentos que envolvem o espaço da escola e do próprio PIBID, o que constitui uma ação comum de pesquisadores da área educacional quando vão a campo realizar suas pesquisas no contexto escolar. Essa Meta 8 traz à tona a discussão sistemática de como a pesquisa no âmbito do PIBID pode ser proposta, ou seja, tem-se o cuidado sobre o modo de coleta e organização dos dados com base metodológica para a prática da pesquisa, possibilitando aos bolsistas coletar seus dados, organizá-los nos relatórios semestrais e finais, bem como produzir artigos científicos e relatos de experiências, acarretando na construção de novos conhecimentos frente à escola e à formação docente e sobre a educação matemática. De forma geral, é possível observar, tanto na edição 2011-2014, quanto na edição 2014-2016, que as propostas do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná buscam ressaltar a importância da pesquisa na vida acadêmica, bem como na vida docente. 4.2 – O PIBID como Propulsor da Iniciação à Pesquisa Em análise dos relatórios de atividades dos anos de 2012 e 2013, é possível identificar que a iniciação à pesquisa promovida pelo subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná está relacionada principalmente às produções bibliográficas dos bolsistas participantes desta 32 pesquisa. O que se verifica é que os trabalhos publicados não giram somente em torno dos eventos organizados pela Coordenação do Projeto Institucional do PIBID na UNIR, como no caso do III Encontro do PIBID/UNIR: Diálogos Sobre a Iniciação à Docência, realizado em julho de 2013. Muitos dos bolsistas também publicaram seus trabalhos em outros eventos, alguns de reconhecimento nacional. Renata destaca que: “Alguns bolsistas participaram de eventos locais, regionais e nacionais”. Segundo Juliana, no decorrer do ano de 2013, “os bolsistas dedicaram uma parcela de seu tempo à pesquisa, e tal ação resultou em resumos e trabalhos científicos”. “Os bolsistas submeteram seus trabalhos e os apresentaram em eventos como SBPC, SEMIEDU, SEMATES, ENEM, Seminário PIBID, etc.”. Complementando que “essa atividade possibilitou ao bolsista uma maior inserção na pesquisa, e sua importância se dá, visto que ela é parte essencial no processo de formação do docente, seja ela inicial ou continuada”. Referindo-se à elaboração de artigos para publicação durante o ano de 2013, Renata evidencia que quando “os professores coordenadores informaram que os bolsistas deveriam produzir um artigo e poderia ser elaborado em grupo, foi uma experiência de suma importância ao futuro docente”. As afirmações de Juliana e Renata são uma comprovação de que o subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná intensifica entre suas ações a prática da pesquisa entre seus bolsistas, e que essa iniciativa tem contribuído para a formação docente dos bolsistas. Como exemplo dessa contribuição, Renata observa que “os alunos do PIBID, além de desenvolverem atividades da docência, foram às iniciativas de participar de conferências, congressos, palestras e seminários, e mais ainda, a construir seus próprios trabalhos como artigos e apresentá-los”. Para Vanessa, poder participar de eventos científicos e apresentar, relatar, mostrar sua pesquisa a outros pesquisadores: “Trouxe muitas contribuições enriquecedoras para minha formação docente e principalmente acadêmica, tive uma maior visão sobre todas as áreas do conhecimento, me instigando à iniciação científica”. Em linhas gerais, pode-se concluir que uma das principais contribuições proporcionada através da iniciação à pesquisa por parte do subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná seria a que descreve Juliana, em seu relatório de atividades de 2013: “A sensação de ter um trabalho seu apresentado em eventos e posteriormente publicado em anais é recompensadora. Essas apresentações e publicações incentivam o bolsista a continuar pesquisando e escrevendo e quanto mais isso acontece, maior e melhor fica o acervo bibliográfico da humanidade”. Afinal, “um bom docente deve procurar estar inserido no 33 universo da pesquisa, pois é através dela que se chega a metodologias diferenciadas e eficientes para o processo de ensino-aprendizagem”, complementa Juliana. Corroborando com a conclusão de Juliana, Paula enfatiza, ao falar de sua participação no SEMIEDU 2013, que: “Ter participado de um evento desse porte, ainda poder apresentar um artigo, foi de extrema importância para meu crescimento como acadêmica, tive a oportunidade de conhecer outras realidades, pretendo poder ter outras oportunidades, para que possa agregar mais meus conhecimentos. Acredito que o PIBID tem um grande peso, por incentivar nos bolsistas produzir, por isso seria bom que todos pudessem vivenciar essa experiência”. Para Renata, a iniciação à pesquisa, promovida pelo subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná, através da participação dos bolsistas em eventos acadêmico-científicos só não foi superior devido à “falta de apoio financeiro que impossibilitou a participação de muitos outros bolsistas nesses eventos”. Apesar desse aspecto limitante – proporcionado devido aos poucos recursos que o PIBID dispõe, principalmente em relação aos preços superiores das passagens pagas pelos moradores da região Norte para se deslocarem para as regiões Sul e Sudeste do Brasil, regiões onde estão localizados os principais eventos científicos do país – Renata elenca algumas contribuições decorrentes da iniciação à pesquisa promovida pelo subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná: “Desenvolvimento da habilidade de falar em público, argumentar, sintetizar ideias e expor as experiências vivenciadas no programa [...], e também o estímulo à leitura, à escrita, à troca de experiências, à ampliação das discussões sobre questões educacionais, de modo a atingir os demais estudantes do curso”. Concluindo que, “esta vivência contribuiu para aprimorar nossa formação com um novo olhar sobre a realidade enquanto discente e docente em formação; também nos possibilitou a compreensão da importância de um trabalho de pesquisa para a produção acadêmica e para nossa formação pessoal e profissional”. Os aspectos apontados por Renata demonstram o quanto há contribuições do PIBID para a iniciação à pesquisa por parte dos bolsistas inseridos no subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná. Não apenas as publicações em eventos acadêmicos demonstram como o subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná funciona enquanto incentivador da pesquisa, mas analisando os relatórios de atividades 2012 e 2013, é possível verificar o envolvimento dos bolsistas participantes desta pesquisa com a organização de eventos educativos nas escolas públicas atendidas por esse subprojeto. 34 Um desses eventos é a Noite das Exatas, que, como descreve Juliana em seu relatório de 2013, ocorre “anualmente na Escola Jovem Gonçalves Vilela, tendo por objetivo relacionar a Matemática com o cotidiano dos alunos, sempre de forma divertida e agradável. Sendo dividida em duas etapas. Primeiramente no dia 21 de setembro e depois em uma noite do mês de outubro do corrente ano. Embora nem todos os bolsistas pudessem estar presentes na noite do evento, participaram da preparação do mesmo, especialmente na preparação e ensaios das paródias”. Este evento, segundo Lucas, tem contribuído para “os alunos visualizarem a Matemática de uma forma diferente do que estão acostumados a vê-la. E permite ao bolsista uma maior familiarização com atividades lúdicas, percebendo sua importância para a educação, mas sempre como ferramenta auxiliar”. Lucas cita essa atividade como importante para o entendimento do que é a pesquisa no âmbito escolar, refletindo sobre o pesquisar para a docência. A grande contribuição que pode ser percebida em relação a esse evento quanto à iniciação à pesquisa, é a própria organização que se dá o evento, exigindo dos bolsistas tomarem a responsabilidade de ensinar aos alunos da escola como buscar dados diferenciados para o ensino e isso só é possível mediante a prática da pesquisa. Outro evento destacado nos relatórios dos bolsistas participantes desta pesquisa foi a Mostra de Ações do PIBID/Matemática: Compartilhando saberes nos passos para a docência, realizado no Campus da UNIR de Ji-Paraná em junho de 2013. Com o objetivo de apresentar à comunidade acadêmica do Campus de Ji-Paraná os trabalhos desenvolvidos pelo subprojeto PIBID de Matemática/Ji-Paraná, essa mostra se constituiu como um espaço composto por salas com a identificação dos participantes desse subprojeto, sala de jogos e atividades lúdicas, sala de vídeo com filmes passados nas escolas participantes do subprojeto, além da existência de outros espaços com decorações de trabalhos realizados dentro do subprojeto e a apresentação de atividades culturais por parte dos alunos da Escola Jovem Vilela. Este trabalho teve como ponto positivo, o fato dos bolsistas verem e se orgulharem de tudo que haviam construído relacionado ao PIBID. Além disso, no que diz respeito à iniciação à pesquisa, Paula destaca que esse evento também funcionou para que os bolsistas pudessem mostrar seus trabalhos, “validando o trabalho como bolsistas de um Programa Institucional de Bolsas de Iniciação á Docência, que não é apenas vivenciar as experiências nas escolas, mais também de escrever, pesquisar, produzir”. Outro fator importante apontado nos relatórios dos bolsistas se refere às reuniões em grupo para a discussão e orientação das atividades do PIBID. Como exemplo destas reuniões, 35 foram destacadas as rodas de formação. Segundo Lucas, “as rodas de formação ocorrem frequentemente no laboratório de Matemática da UNIR, Campus de Ji-Paraná”. Lucas enfatiza que as rodas de formação produzem para os bolsistas o sentimento do pesquisar em conjunto, uma vez que “essas reuniões são necessárias, considerando que o bolsista é inexperiente e precisa do auxílio de profissionais experientes, como os supervisores e coordenadores do projeto, bem como da troca de experiência com pessoas que se encontram em situação similar à sua, como é o caso dos demais bolsistas”. O PIBID, do ponto de vista apresentado por Lucas, ressalta o quanto é relevante para a iniciação à pesquisa, a produção e diálogo em grupo, pois ao tempo em que o bolsista aprende a pesquisar, ele pode reaprender outras formas de pesquisa por meio da experiência do outro (podendo ser o próprio professor orientador ou até mesmo um colega do PIBID), de como seus colegas e professores propõe os mecanismos de coletas de dados, organizam e analisam os dados coletados. Corroborando com as afirmações de Lucas, em seu relatório, José também salienta que a partir das reuniões em grupo é possível “apresentar propostas de artigos para o seminário parcial do PIBID”. Nesse caso, José ao falar sobre tais propostas de artigos, também evidencia que estas discussões frente à produção acadêmica de artigo são de fundamental importância para a divulgação do próprio PIBID, como também para a publicação do que os bolsistas vêm produzindo e discutindo em torno do PIBID, bem como questões relacionadas ao ensino da Matemática, resolução de problemas, dificuldades de aprendizagem em Matemática, formação de professores, entre outros. Para ele “a perspectiva de publicar, elaborar projetos de pesquisa, nos faz amadurecer e visualizar algo antes não percebível”. Deste modo, José complemente que “é visível a melhora na postura nas apresentações de artigos, seminários, portanto, foi de grande importância reunir, debatermos, pois quando há troca de experiências, críticas, fortalece e nos faz aprimorar, expandir, buscar novos métodos”. Ou seja, esses aspectos acabam por fazer os bolsistas discutirem as perspectivas metodológicas de pesquisa, bem como a produção de textos acadêmicos em grupo, solidificando a iniciação à pesquisa por parte do bolsista. Outras questões alusivas à iniciação à pesquisa também são elencadas pelos bolsistas participantes desta pesquisa, entre elas, as participações em eventos acadêmicos que reúnem bolsistas do PIBID de diversos âmbitos universitários, dentro e fora do espaço da UNIR. Esses eventos contribuem para a iniciação à pesquisa, uma vez que é possível trocar experiências com demais autores, bolsistas de outros PIBID/Universidades, tornando-se essa 36 prática gratificante para os bolsistas participantes da pesquisa, e que tem fortalecido seu contato quanto à relação entre docência e pesquisa no âmbito da educação. Referindo-se apenas aos eventos promovidos no âmbito do PIBID/UNIR, os bolsistas participantes da pesquisa salientam que tais encontros possibilitam a aprendizagem coletiva de novos meios de pesquisa, aprendendo uns com os outros quando relatam, por meio de artigos e através da apresentação dos mesmos, suas experiências decorrentes do PIBID nas escolas parceiras desse projeto. Nesse caso, observam ainda a ocorrência de resultados diferentes de trabalhos semelhantes, pois se mudam os sujeitos e o contexto em que se deu a realização das experiências. Para os bolsistas, a “possibilidade de compartilhar experiências, enfim, saber o que estava acontecendo com os demais subprojetos é uma boa oportunidade para se aprimorarem em suas atividades. Através desses encontros do PIBID, é possível saber como os demais subprojetos estão realizando suas atividades, e isso se dá por meio dos trabalhos apresentados oralmente e dos expostos através de pôsteres” (Juliana). Outras atividades possíveis de fomentar a iniciação à pesquisa no PIBID são mencionadas pelos bolsistas participantes da pesquisa como aquelas decorrentes das atividades desenvolvidas nas escolas colaboradoras, pois para eles, seria impossível discutir, elaborar mecanismos metodológicos de pesquisa se não houvesse atividades nas escolas em que os bolsistas pudessem aprimorar e produzir pesquisa. São estes contatos que possibilitam aos bolsistas efetivamente iniciarem a pesquisa e consequentemente produzirem novos conhecimentos por meio dos trabalhos escritos e divulgados em diversos eventos. Deste modo, a elaboração de artigos e resumos científicos torna-se fundamental para os bolsistas, pois durante toda sua participação no PIBID, os bolsistas são instigados a relatarem experiências vivenciadas nas escolas por meio desses trabalhos, algo que contribui para a sua formação para a pesquisa, principalmente quando é citado por Juliana, por exemplo, que “no decorrer do ano, os bolsistas dedicam uma parcela de seu tempo à pesquisa, e tal ação resulta em resumos e projetos científicos”. O que, segunda ela, “possibilita ao bolsista uma maior inserção na pesquisa, e sua importância se dá, visto que ela é parte essencial no processo de formação do docente, seja ela inicial ou continuada”. Diante disso, observa-se que o PIBID tem contribuído de forma significativa não só na iniciação à pesquisa, como também na compreensão e real necessidade da pesquisa durante toda a vida docente do educador, independente da sua área de atuação, levando os bolsistas a compreenderem diferentes posicionamentos diante a pesquisa, pois as compreensões sobre o 37 que é pesquisar aparecem na forma como esses bolsistas divulgam seus trabalhos, discutem seus resultados e os analisam. Fazendo de fato a pesquisa, vivendo a pesquisa. Essa conclusão implica a reflexão de Juliana, ao mencionar que “as atividades desenvolvidas pelo PIBID no subprojeto de Matemática da UNIR de Ji-Paraná tiveram resultados satisfatórios, pois através delas os bolsistas tiveram a oportunidade de crescerem, ou seja, amadurecerem como futuros professores. Esse amadurecimento também se refletiu naqueles que estiveram direta ou indiretamente ligados à equipe PIBID, pois as ações realizadas também os beneficiaram”. 4.3 – A Pesquisa, Sua Influência e Relevância na Formação Docente em Matemática Ao levantar a Questão 1: O que você compreende como pesquisa? Renata respondeu que se refere à “coleta de dados, em que, através desses, faz-se um estudo para melhor compreensão da realidade”. Juliana mencionou que se trata de um “processo de investigação que se mantém norteado por uma problemática, visando alcançar os objetivos previamente estabelecidos”. Vanessa elucidou que a “pesquisa é o modo que investigamos para chegar às respostas dos questionamentos que fazemos, temos”. José evidenciou que pesquisar é o “ato de buscar respostas para uma inquietação, com o objetivo de trazer alternativas para a resolução de um determinado problema”. Luísa destacou que concerne a “um trabalho que nos possibilita estudar, relatar, descrever sobre temas ou ações consideradas pertinentes, e a partir disso, das análises e reflexões desenvolvidas para a escrita deste trabalho, desenvolvemos uma pesquisa”. A visão de Renata, sobre a importância da pesquisa para o entendimento da realidade, encontra respaldo em Minayo (2002), ao ressaltar que o mais importante é compreender a pesquisa como um processo de produção de conhecimentos para a compreensão de uma dada realidade, isto é, de conhecimentos que nos auxiliem na interpretação da realidade vivida. E em Santos (1989), ao se referir à pesquisa com a função social de interpretação da realidade vivenciada pela sociedade. No que diz respeito à pesquisa direcionada à solução de uma problemática ou à resposta aos questionamentos de investigação, conforme destacam Juliana, Vanessa e José, observa-se que tais conclusões se aproximam da perspectiva de Gil (1996), tratando da 38 pesquisa como procedimento racional e sistemático que tem como objetivo responder aos problemas propostos pela pesquisa. A opinião de Luísa sobre o estudo e reflexão de determinados assuntos, reflete a perspectiva apontada por Luna (2000) sobre a pesquisa voltada à produção de novos conhecimentos. Sobre a opinião dos sujeitos da pesquisa quanto à pesquisa na formação de professores de Matemática (Questão 2), Renata ressalta que é de extrema importância a relação de reciprocidade entre ambas, “pois acarreta conhecimento para os professores, e estuda novas maneiras de como lidar com as dificuldades enfrentadas na formação de professores”. Ao analisar a fala de Renata, é possível observar que a mesma interpreta a pesquisa na formação docente como algo capaz de contribuir não somente com a formação individual do professor, mas com o processo de formação de professores no geral, contribuindo, consequentemente, como em um processo cíclico, para a formação do professor – formação docente inicial ou continuada. Assim, a pesquisa abre novos horizontes para a formação de professores, que ao atuarem efetivamente em sala de aula, continuarão a pesquisar e a ensinar pela pesquisa. Deste modo, utilizando os escritos de Donatoni e Coelho (2007), é possível ressaltar as colocações de Renata como algo que se assemelha à discussão de uma formação verdadeiramente voltada à prática da pesquisa quando o processo de formação inicial de professores, compreender a importância da pesquisa para a formação dos futuros professores. Juliana, diante da problemática sobre a pesquisa na formação de professores de Matemática, aponta “que aprender ser professor é um processo continuo. À medida que o professor investiga ele tem ampliado o seu conhecimento”. Mediante a fala de Juliana, é possível identificar que seu posicionamento vai além da formação docente no âmbito da formação inicial, apontando em sua resposta que a formação é contínua, e assim, o professor precisa estar diariamente pesquisando junto aos seus alunos, problematizando as discussões cotidianas que acontecem dentro e fora da escola. Para Luísa, frente à discussão sobre a pesquisa na formação de professores de Matemática, tem-se que “quando desenvolvemos uma pesquisa, fazemos o uso de análises e reflexões sobre o tema estudado. E como futuros professores, desde a formação inicial precisamos aprender a fazer o uso de reflexões e análises sobre nossas práticas, ações, postura, bem como sobre os diversos temas e conceitos que envolvem a profissão docente”. Neste caso, observa-se que Luísa enfatiza a pesquisa enquanto mecanismo de análise e reflexão da própria prática docente, pois o professor efetivamente pesquisador avalia sua 39 postura, sua didática e consegue enxergar com essa pesquisa de sua prática seus erros e acertos, onde deve ou não prosseguir na melhoria do processo de ensino e aprendizagem. Assim como Luísa, Lucas enfatiza que “a pesquisa na formação do professor tem um papel fundamental para que se torne um profissional mais completo, pois ao pesquisar ele conhece mais a fundo seu ramo de trabalho, norteando futuros erros e melhorando suas possíveis falhas”. Assim, percebe-se que Lucas entende a pesquisa como mediadora da sua aprendizagem docente, funcionando como mecanismo de mediação para o melhor conhecimento da profissão de professor, e consequentemente, para o seu melhor desempenho enquanto professor em suas práticas pedagógicas em sala de aula. Essa conclusão respalda-se na discussão proferida por Maciel (2004) ao tratar que a prática investigativa colabora na compreensão dos diferentes e complexos fenômenos que podem ocorrer em sala de aula. Diante dos posicionamentos dos sujeitos da pesquisa para as duas questões discutidas, entende-se ser de extrema importância o envolvimento do estudante de licenciatura em Matemática com a prática da pesquisa, pois assim, no exercício da profissão docente terá condições de investigar e interrogar o processo educativo por meio da pesquisa, principalmente quando é reconhecido que a investigação e as interrogações fazem parte do mundo de quem busca novos conhecimentos e novos meios de realizar a prática pedagógica. 4.4 - O PIBID e Sua Relevância na Iniciação à Docência Quando questionados sobre qual a sua opinião sobre o papel do PIBID/Matemática/JiParaná no desenvolvimento da iniciação à pesquisa dos seus bolsistas (Questão 3), os participantes desta pesquisa nos forneceram respostas interessantes, que analisamos a seguir. Luísa respondeu que “além de contribuir na formação docente dos bolsistas através das ações desenvolvidas, o PIBID proporciona mais essa contribuição na formação de seus bolsistas que é a de formar educadores reflexivos sobre sua prática e sobre o ambiente no qual está inserido”. Neste caso, Luísa afirma que o PIBID abre um leque de possibilidades na formação dos bolsistas do PIBID, pois ao passo que discute a inserção destes bolsistas no espaço da sala de aula, apresenta a importância do pesquisar para que os futuros educadores possam articular 40 os conhecimentos adquiridos na Universidade com a efetiva prática docente, podendo fazer uma reflexão entre teoria e prática por meio da pesquisa. Juliana destaca um aspecto relevante que é o fato da formação de professores estar mais voltada para o ensino, sendo a prática da pesquisa algo secundário no decorrer destes cursos, tornando o papel do PIBID “fundamental, pois infelizmente, do tripé em que a universidade está fundamentada (ou deveria estar), o que se vê realmente acontecendo na prática é apenas a parte do ensino (falo com respeito á minha experiência acadêmica)”. De acordo com Juliana, o PIBID tornou-se um alicerce da sua iniciação à pesquisa, pois pouco se tem de pesquisa fora do PIBID no âmbito da Universidade, e junto ao curso de Licenciatura em Matemática. Ainda segundo Juliana: “O PIBID oportunizou aos seus bolsistas as partes de extensão e pesquisa. Essa última ocorreu em partes devido à necessidade de refletir, registrar e divulgar as ações do subprojeto em questão”. Para Juliana, o fato de desenvolver trabalhos escritos e elaborar relatórios, constituiu uma parte importante para sua formação, pois o professor vai além do ensino, do mediar à aprendizagem, pois para ela, a mediação acontece por meio da pesquisa. No caso da extensão mencionada por Juliana, tem-se seu funcionamento como suporte para a pesquisa, pois se está efetivamente discutindo a educação matemática com experiência em sala, tornando a formação mais relevante. Deste modo, os trabalhos acadêmicos na divulgação das pesquisas se constituem no tripé que deve ser a Universidade: ensino, pesquisa e extensão. Na concepção de José “o PIBID é um ‘divisor de águas’ no que tange a iniciação à pesquisa, pois ele favorece, apresenta e disponibiliza alternativas para o crescimento dos bolsistas na iniciação à pesquisa”. Esta afirmação vai ao encontro da resposta de Luísa, pois ao passo que o PIBID proporciona a efetiva inserção dos estudantes bolsistas em sala de aula, apresenta novas possibilidades com esta inserção, uma delas, é a iniciação à pesquisa sobre o contexto escolar. Quanto à pesquisa estar ou não inserida no PIBID/Matemática/Ji-Paraná e de que forma (Questão 4), podemos constatar algo relevante a respeito da compreensão dos bolsistas participantes da pesquisa quanto à pesquisa estar inserida no contexto do PIBID. Diante disso, Lucas ressalta que “é de suma importância”, porém, complementa, afirmando que “no curso não tem espaço e incentivo suficiente para que o acadêmico pesquise. Já no PIBID é dado maior importância à pesquisa e o acadêmico tem oportunidade de aprender a pesquisar as atividades no âmbito do projeto”. 41 Essa perspectiva de Lucas reflete a mesma visão de Juliana, destacada anteriormente, sobre o fato da pesquisa não estar instituída como uma prática tão comum no âmbito da universidade e junto ao curso de Licenciatura em Matemática. Corroborando com José e Luísa, Vanessa afirma que “o papel do PIBID é importante, sendo através dele que temos o contato com as escolas (objeto de estudo), e estando nesse ambiente somos instigados a pesquisar”. É possível identificar na fala de Vanessa o quanto o PIBID tornou-se propulsor para a iniciação à pesquisa, possibilitando aos bolsistas produzirem conhecimento, conhecerem a prática da pesquisa e inserir-se no espaço ao qual se quer pesquisar, ou seja, tendo as escolas enquanto objetos de estudo. No caso da Paula, ela afirma e intensifica a discussão apresentada por Vanessa em relação à produção de novos conhecimentos, pois, no PIBID “tem-se desenvolvido ao longo dos anos, crescendo o numero de artigos publicados e a qualidade dos mesmos. Além de ser muito importante para o acadêmico vivenciar essa experiência, a do pesquisar e estar efetivamente inserido no âmbito da docência por meio da pesquisa”. Ainda sobre o questionamento, se a iniciação à pesquisa está inserida no PIBID/Matemática/Ji-Paraná, e se sim, de que forma. José afirma que “sim. Quando há uma inquietação em relação à pratica docente e se busca alternativas ou métodos para sanar o problema encontrado”. Para José é desta forma que a pesquisa se insere no PIBID, e é a partir das inquietações elencadas por ele que os bolsistas se propõem a caminhar na pesquisa, sendo a partir destas problematizações que os bolsistas do PIBID, segundo José, se colocam frente à escola, frente à sala de aula, buscando desenvolver por meio da pesquisa a resolução de problemas, sejam eles de aprendizagens ou sociais. Para Juliana, a iniciação à pesquisa proporcionada pelo PIBID acontece “sim”. Para ela, “a pesquisa torna-se um exercício que resulta da necessidade de divulgar as ações do PIBID, mas antes disso, da discussão sobre problemáticas educacionais e da busca por soluções”. Assim, Juliana parece corroborar com José, salientando a necessidade dos futuros educadores em passar pela experiência da pesquisa, pois se torna indissolúvel para a prática docente a iniciação à pesquisa, principalmente em relação às soluções decorrentes para o âmbito educacional. Sobre a Questão 5: Quais atividades desenvolveu efetivamente no decorrer de sua participação no PIBID que você considera tê-lo inserido na iniciação à pesquisa? Inicialmente 42 temos a resposta de Lucas e posteriormente dos demais participantes da pesquisa. Lucas ressalta que é a partir das “atividades que desenvolvemos, que refletimos de que forma seria melhor fazê-la”, que a pesquisa vai se inserindo na vida acadêmica dos bolsistas do PIBID. Segundo Lucas “isso de certo modo já é uma pesquisa”, pois, a reflexão é que produz “o desenvolvimento de artigo e relatório”. Corroborando com Lucas, Luísa afirma que é “na escrita de trabalhos científicos, como os artigos, relatos de experiência sobre ações desenvolvidas no subprojeto, resumos expandidos entre outros” que o PIBID proporciona a iniciação à pesquisa para seus bolsistas. Segundo Paula, não só o incentivo do PIBID aos bolsistas frente à prática da pesquisa contribui para sua formação, como se desenvolve também a Universidade (neste caso a UNIR/Campus de Ji-Paraná), ganhando visibilidade por meio das pesquisas desenvolvidas pelos bolsistas e professores do PIBID, pois “o projeto dá incentivo para os bolsistas pesquisar e buscar novos conhecimentos, e a própria instituição ganha benefícios em ter seus alunos fazendo novas pesquisas”. Ainda sobre as atividades desenvolvidas junto ao PIBID que têm contribuído para a inserção dos bolsistas na prática da pesquisa, Vanessa considera que “as experiências vindas dos minicursos e reforço escolar” foram as principais atividades que desenvolveu junto ao PIBID que a possibilitaram entrar no universo da pesquisa. Já para Renata as “apresentações de trabalho e produção de artigos e resumos, bem como também a orientação de trabalhos produzidos pelos alunos das escolas em que o PIBID atua” foram os grandes propulsores que a possibilitaram viajar na prática da pesquisa e aprender ainda mais sobre o que é pesquisar, suas funcionalidades, necessidades e qual o papel da pesquisa na prática docente. Reafirmando as respostas de Vanessa e Renata, Paula enfatiza que foi a partir dos “Minicursos, artigos publicados e orientação de outros artigos de colegas do projeto e fazendo com que a comunidade acadêmica da universidade perceba o que está sendo desenvolvido”. Ainda confirmando o que se vem discutindo em torno da questão de se verificar quais atividades possibilitaram a inserção dos bolsistas na iniciação à pesquisa, Luísa compreende que as seguintes atividades proporcionaram a ela ingressar na pesquisa: “escrita e publicação de dois artigos (relato de experiência), os relatórios e a participação nas reuniões”. Juliana ressalta que a partir da “elaboração de relatórios, orientação de resumos expandidos, elaboração de trabalhos nas modalidades de pôster, resumo expandido e comunicação oral, bem como apresentação deles” que fizeram dela uma pesquisadora no campo da Educação, especificamente da Educação Matemática. 43 Seguindo as discussões, ao questionar os bolsistas participantes desta pesquisa sobre que aspectos relevantes você destacaria sobre suas atividades relacionadas à pesquisa dentro do PIBID que contribuíram para a sua futura atuação profissional (Questão 6), obtivemos as seguintes respostas. José afirma que “o desenvolvimento da escrita, a parte de coleta de dados, aprimoramento metodológico, aprofundamento teórico na área docente” foram os principais mecanismos relevantes frente sua iniciação à pesquisa por parte do PIBID. De acordo com José, a produção de trabalhos/artigos científicos, e a própria coleta de dados se tornaram relevantes para a sua formação, pois a pesquisa vai além de discussões teóricas. Para José a pesquisa se entrelaça entre movimentar-se no levantar os dados, conhecer o campo pesquisado, analisar aquilo que foi coletado e apresentar estas questões para outros pesquisadores, professores, enfim, profissionais da área. Seguindo a linha de pensamento de José, Juliana expõe que foi ao se propor a “produzir trabalhos científicos” que começou a assumir dentre outras coisas a “responsabilidade de investigar”. Mas, investigar se propondo a se inserir efetivamente no tema em que pesquisava junto ao PIBID, “por isso acredito que aprendi muitas coisas, como metodologias diferenciadas, seus benefícios e os cuidados que devem ser tomados, por exemplo,”. Já para Lucas, o pesquisar junto ao PIBID proporcionou a ele “verificar os principais conteúdos que os alunos têm dificuldades”, podendo por meio desta percepção, problematizar a prática ao qual Lucas exercia junto aos seus alunos. Por meio disto, Lucas conseguiu perceber “que o problema maior da educação é a gestão e o modo de administrar em nosso país. Através disso hoje sei que devo dar mais atenção a determinados conteúdos”. Ou seja, Lucas pode perceber a necessidade de relacionar a aprendizagem com a realidade social que tanto ele quanto seus alunos estão inseridos, tornando o processo educativo significativo. Segundo Vanessa, foi através de sua aprendizagem relacionada ao como lidar “com as dificuldades dos alunos, procurando metodologias e ferramentas diferenciadas para um melhor ensino/aprendizagem” que a possibilitou reconhecer a pesquisa como um mecanismo fundamental no processo educativo. Por meio deste aprendizado é que Vanessa destaca este reconhecimento da dificuldade do aluno e a possibilidade de ajudá-la como a grande relevância do PIBID para a sua iniciação à pesquisa. Deste modo, os bolsistas compreendem que a pesquisa está posta através “da necessidade de divulgar as ações do PIBID, mas antes disso, da discussão sobre problemáticas educacionais e da busca por soluções”. Isso seria para Juliana o grande foco do PIBID 44 enquanto promotor da iniciação à pesquisa. Paula evidencia que “o projeto dá incentivo para os bolsistas pesquisar e buscar novos conhecimentos”, e este fato faz com que a pesquisa esteja posta no PIBID e com isso “a própria instituição ganha benefícios em ter seus alunos fazendo novas pesquisas”. Ainda sobre de que forma a pesquisa está posta no PIBID, Vanessa diz que está “em tudo que fazemos, quando estamos nas reuniões, através das experiências de cada bolsista e nas escolas”. Outro fato levantado por Vanessa diz respeito ao “incentivo dos professores coordenadores e supervisores” para a prática da pesquisa. CONSIDERAÇÕES FINAIS Frente ao objetivo desta pesquisa, que foi investigar e analisar a compreensão dos bolsistas do subprojeto PIBID de Matemática do Campus da UNIR de Ji-Paraná sobre o papel do PIBID na iniciação à pesquisa dos licenciandos atuantes nesse programa, e levando em consideração que esta pesquisa se subdividiu em quatro eixos de análise, teceremos nossas considerações pautando-se nos referidos eixos. Na análise dos subprojetos do PIBID/Matemática/Ji-Paraná (2011-2014 e 2014-2016), eixo de análise 1, levando em consideração as perspectivas discutidas em relação à pratica da pesquisa como elemento de formação para os seus bolsistas, observou-se que o referido subprojeto tem tido a preocupação de conceber e promover a ideia de que a docência não se faz sem pesquisa e que uma formação que foque a interação de seus bolsistas com a realidade da escola, bem como da sala de aula, não pode deixar de problematizar a prática da pesquisa. É em meio a esta perspectiva, que o subprojeto PIBID/Matemática/Ji-Paraná tem se proposto não somente a se colocar como um projeto de iniciação à docência, mas que tem ampliado sua abrangência proporcionando também uma iniciação à pesquisa aos seus bolsistas. Esta proposição de iniciação à pesquisa é observada concretamente nos relatórios produzidos pelos bolsistas referentes os anos de 2012 e 2013, período em que a presente pesquisa analisou, onde se observa que as atividades desenvolvidas se encaminham para além da docência, pois são realizadas e organizadas de forma que os próprios bolsistas consigam enxergar junto a estas atividades o universo da pesquisa. Mas como isso ocorre? Para os bolsistas esta relação é simples: a pesquisa ocorre em diferentes âmbitos: desde a elaboração das atividades, pois para fazê-las é preciso pesquisar; até a organização e apresentação das mesmas, contribuindo efetivamente para que os bolsistas se identificassem em seus relatórios como pesquisadores ou professores-pesquisadores do campo da Educação Matemática. Diante desta identificação, ao serem questionados sobre o que é pesquisar e qual a importância no PIBID em relação à pesquisa, os bolsistas participantes desta investigação demonstram visualizar as atividades do PIBID como funcionalidade da pesquisa, possibilitando-os a compreenderem-na, como um mecanismo que para ser realizado necessita de diversos procedimentos, tais como: a necessidade de discutir teoricamente a temática que querem analisar, de se apoiarem em um campo teórico e optar metodologicamente por uma abordagem ou tipo análise, até a escolha dos procedimentos de coleta e análise dos dados. 46 Esta percepção só foi possível mediante a participação dos bolsistas no PIBID, funcionando o subprojeto de Matemática como um incentivador da prática de pesquisa na formação de professores de Matemática. Mediante essa propulsão do PIBID frente à iniciação à pesquisa, observou-se nas falas dos bolsistas participantes desta investigação, a visualização da importância do PIBID, pois para eles o programa possibilitou a aproximação com o universo da pesquisa, no sentido de aproximá-los de outros meios de se fazer investigação, junto a outros pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, bem como da própria área de discussão dos bolsistas, além da constatação das dificuldades pelas quais passam todo pesquisador. Os bolsistas puderam também reconhecer que o professor-pesquisador precisa estar estritamente ligado à prática docente e com o universo escolar, pois para que haja uma aprendizagem significativa entre seus alunos, o educador terá que mediar à realidade, o conhecimento e o aluno por meio da pesquisa. De modo geral, o PIBID vem atendendo aos anseios dos bolsistas do programa, pois proporciona uma formação para a pesquisa e ao mesmo tempo, contribui com as atividades desenvolvidas nas escolas públicas, possibilitando a prática docente sob o olhar da pesquisa. As respostas que os participantes apresentam, suscitam a importância da iniciação à docência por meio do PIBID, pois esse programa contribui colaborativamente, uma vez que a investigação envolve os bolsistas na prática da pesquisa, dialogando com o campo teórico e a realidade calcada pelos pesquisadores/bolsistas. No mais, indo ao encontro do que se discutiu, outros fatores se tornaram presentes neste trabalho, um deles é a relação entre teoria e prática, pesquisa e extensão, formação inicial e iniciação à docência por meio da pesquisa. Neste caso, salienta-se que todas devem caminhar juntas no processo educativo, tanto na formação universitária quanto na própria ação docente, pois o conhecimento do professor deve ir além dos conteúdos de sua área de formação ou das teorias discutidas no âmbito da universidade, e a pesquisa pode contribuir para esse “ir além”. Por ultimo, destacamos o comprometimento dos bolsistas com o programa, indo além do que lhes é proposto, assim como também dos professores supervisores e coordenadores que não medem esforços para que o programa esteja sempre se aprimorando, fato este que justiça sua expansão, assim como suas pesquisas estarem sendo publicadas em vários eventos nacionais, levando as ações do subprojeto de matemática de Ji-paraná, a serem expostas em varias regiões do país. REFERÊNCIAS TEODORO, A. A. et al. A contribuição do PIBID na formação inicial: construção do conhecimento e da identidade profissional de acadêmicos do curso de Licenciatura em Matemática. 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T. (org.). PIBID – novos ou velhos espaços formativos? Perspectivas para a formação docente em Rondônia e no Brasil. São Carlos: Pedro e João Editoras, 2011. APÊNDICES 51 APÊDICE I SÍNTESE DAS RESPOSTAS DOS SUJEITOS DA PESQUISA REFERENTE ÀS PERGUNTAS DO QUESTIONÁRIO Questões Respostas dos Sujeitos da Pesquisa Luísa Paula José Juliana Lucas você como É o ato de buscar respostas para uma inquietação, com o objetivo de trazer alternativas para resolução de um determinado problema. Compreendo como pesquisa o processo de investigação que se mantem norteado por uma problemática e visando alcançar os objetivos previamente estabelecidos. Pesquisa é o ato de investigar determinado assunto fazendo um levantamento de dados e discussões que contribuíram para o melhor entendimento deste. 2. Qual sua opinião sobre a pesquisa na formação de professores de matemática? A pesquisa na área docente em um todo é fundamental para que se tenha, uma formação em excelência, pois, a partir das pesquisas, é que se obtém respostas que podem agregar na formação acadêmica. Importantíssima, considerando que apreender ser professor é um processo continuo. A medida que o professor investiga ele tem ampliado o seu conhecimento. A pesquisa na formação de professor tem papel fundamental para que se torne um profissional mais completo, pois ao pesquisar ele conhece mais a fundo seu ramo de trabalho norteando futuros erros e melhorando suas possíveis falhas. 3. Qual sua opinião sobre o papel do PIBID/Matemática/JiParaná no desenvolvimento da iniciação à pesquisa dos seus bolsistas? O PIBID é um “divisor de aguas” no que tange a iniciação a pesquisa, pois ele favorece apresenta e disponibiliza alternativas para crescimento dos bolsistas na iniciação a pesquisa. Fundamental, pois infelizmente, do tripé em que a universidade está fundamentada (ou deveria estar), o que se vê realmente acontecendo na pratica é apenas a parte do ensino (falo com respeito á minha experiência acadêmica). O PIBID oportunizou É de suma importância apenas no curso não tem espaço e incentivo suficiente para que o acadêmico pesquise. Já no PIBID é dado maior importância a pesquisa e o acadêmico tem oportunidade de aprender a pesquisar das atividades no âmbito do projeto. 1. O que compreende pesquisa? Compreendo como um trabalho que nos possibilita estudar, relatar, descrever sobre temas ou ações considerados pertinentes, e a partir disso, das analises e reflexões desenvolvidas para a escrita deste trabalho, desenvolvemos uma pesquisa. Quando desenvolvemos uma pesquisa, fazemos o uso de analises e reflexões sobre o tema estudado. E como futuros professores, desde a formação inicial precisamos aprendera fazer o uso de reflexões e analises sobre nossas práticas, ações, postura, bem como sobre os diversos temas e conceitos que envolvem a profissão docente. Além de contribuir na formação docente dos bolsistas através das ações desenvolvidas, o PIBID proporciona mais essa contribuição na formação de seus bolsistas que é a de formar educadores reflexivos sobre sua pratica e sobe o ambiente no qual está Renata Vanessa Pretendo estudar, como a educação matemática, através de trabalhos publicados. Coleta de dados em que, através destes, fazse um estudo para melhor compreensão da realidade. Pesquisa é o modo que investigamos para chegar às respostas dos questionamentos que fazemos, temos. É de extrema importância, pois acarreta conhecimento para os professores, e estuda novas maneiras de como lidar com as dificuldades enfrentadas na formação de professores. Ela é de fundamental importância para que haja uma melhor compreensão d realidade escolar, e assim, ao analisar esses dados, pode-se contribuir com a educação matemática. A pesquisa é de suma importância, pois é através dela que o futuro professor pode descobrir maneiras de se obter êxito em suas atividades futuras nas escolas. Tem-se desenvolvido ao longo dos anos, crescendo o numero de artigos publicados e a qualidade dos mesmos. Além de ser muito importante para o acadêmico vivenciar essa experiência. O PIBID contribui com os acadêmicos da UNIR de Ji-paraná, em especial os licenciandos em matemática no sentido de incentivar e preparar o futuro professor. O papel do PIBID é importante, sendo através dele que temos o contato com as escolas (objeto de estudo), estando nesse ambiente somos instigados a pesquisar. 52 4. Em sua opinião, a iniciação à pesquisa está inserida no PIBID/Matemática /JiParaná? Se sim, de que forma? Sim. Quando a uma inquietação em relação a pratica docente e busca de alternativas ou métodos para sanar o problema encontrado. 5. Que atividades desenvolveu efetivamente no decorrer de sua participação no PIBIB que considera tê-lo inserido na iniciação à pesquisa? Aplicação de jogos como uma atividade diferenciada no auxilio à aprendizagem, o uso de software como uma ferramenta de ensino complementar, para fixação do conteúdo. 6. Que aspectos relevantes você destacaria sobre suas atividades relacionadas à pesquisa dentro do PIBID que contribuíram para a sua futura atuação profissional? O desenvolvimento da escrita, a parte de coleta de dados, aprimoramento metodológico, aprofundamento teórico na área docente. aos seus bolsistas as partes de extensão e pesquisa. Essa ultima ocorreu em partes devido à necessidade de refletir, registrar e divulgar as ações do subprojeto em questão. Sim. Como já mencionado anteriormente, a pesquisa torna-se um exercício que resulta da necessidade divulgar as ações do PIBID, mas antes disso, da discussão sobre problemáticas educacionais e da busca por soluções. Elaboração de relatórios, orientação de resumos expandidos, elaboração de trabalhos nas modalidades de pôster, resumo expandido e comunicação oral, bem como apresentação deles. Ao me propor a produzir trabalhos científicos eu assumia, dentre outras a responsabilidade de investigar o tema por isso acredito que aprendi muitas coisas, como metodologias diferenciadas, seus benefícios e os cuidados que devem ser tomados, por exemplo. inserido. Sim. Na maioria das atividades que desenvolvemos refletimos de que forma seria melhor fazê-la isso de certo modo já é uma pesquisa sem contar com o desenvolvimento de artigo e relatório. Sim. Na escrita de trabalhos científicos, como os artigos, relatos de experiência (sobre ações desenvolvidas no subprojeto), resumos expandidos entre outros. Sim, o projeto dá incentivo para os bolsistas pesquisar e buscar novos conhecimentos, e a própria instituição ganha benefícios e ter seus alunos fazendo novas pesquisas. Sim. Através de produções de artigos, resumos, entre outros trabalhos em que leva a contribuição dos professores coordenadores do projeto, assim como também, a participação dos supervisores e colegas. Sim. Em tudo que fazemos quando estamos nas reuniões, através das experiências de cada bolsista e nas escolas. Temos também incentivo dos professores coordenadores e supervisores. As aulas de reforço e aplicação de minicursos faz refletir muito sobre a atual situação da educação e foi onde tive interesse em pesquisar e encontrar ao pontos onde podemos melhorar a educação. Escrita e publicação de dois artigos (relato de experiência), os relatórios e a participação nas reuniões. Minicursos, artigos publicados e orientar outros artigos de colegas do projeto e fazendo que a comunidade acadêmica da universidade perceba o que está sendo desenvolvido. Apresentação e produção de artigos e resumos, bem como também a orientação de trabalhos produzidos pelos alunos das escolas em que o PIBID atua. Considero as experiências vindas dos minicursos e reforço escolar. Através da pesquisa dentro do projeto pude verificar os principais conteúdos que os alunos tem dificuldades, percebi que o problema maior da educação é a gestão o modo de administrar em nosso país. Através disso hoje sei que devo dar mais atenção a determinados conteúdos. Através dos trabalhos científicos, pude desenvolver uma escrita na qual ainda não havia tido acesso, e com os relatórios e os momentos de reuniões, pontuar e destacar aspectos importantes e de engrandecimento, sobre as ações do subprojeto, não só para os trabalhos a serem escritos, mas para a minha futura atuação profissional. Particularmente falo da contribuição em escrever artigos, sendo que em sala de aula isso é falado, mas não é colocado muito em prática. Resolução das questões de matemática junto aos alunos das escolas atuante da OBMEP e ENEM, atuação em sala de aula junto ao professor de forma a auxilia-lo com as duvidas dos alunos, aplicação de jogos pedagógicos etc. Saber como lidar com as dificuldades dos alunos, procurando metodologias e ferramentas diferenciadas para um melhor ensino/aprendizagem.