RESSONÂNCIAS DAS I JORNADAS FORMAÇÃO EM MUSEOLOGIA COMUNITÁRIA
Walter Vieira Priosti / Odalice Miranda Priosti
Santa Cruz - Rio de Janeiro – Brasil
NOPH/ Ecomuseu de Santa Cruz
ABREMC- Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários
A preocupação com a formação de pessoas das comunidades, capacitando-as para melhor entender e
gerir os seus museus, há muito é tema das discussões na Museologia Comunitária.
A idéia da realização das I Jornadas Formação em Museologia Comunitária surgiu durante o Fórum
Social Mundial- FSM-, em Belém, 2009, onde a ABREMC- Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus
Comunitários e seus parceiros, entre eles o NOPH e o Ecomuseu de Santa Cruz, tinham uma atividade
autogestionada – Seminário e exposição “NATUREZA E CULTURA : MEMÓRIA COMO CAPITAL
CULTURAL – Gestão e sustentabilidade de processos museológicos comunitários” , integrando o
eixo temático Memória, Ambiente e Cultura.
No desdobramento do FSM 2009, foi proposta e aceita a realização do IV EIEMC – IV Encontro
Internacional de Ecomuseus e Museus Comunitários em Foz do Iguaçu, no Paraná, sob a coordenação do
Ecomuseu de Itaipu. Tinha-se como meta difundir o encontro no sul do Brasil, já que as três edições
anteriores haviam acontecido no Rio de Janeiro: 1992 ( Centro ), 2000 ( Santa Cruz ) e 2004 ( Santa Cruz
). Assim planejou-se que as I Jornadas aconteceriam na sequência do IV EIEMC. Entretanto, razões
diversas levaram a transferir o IV EIEMC, mas foram mantidas as I Jornadas em Santa Cruz.
Tendo por tema Ecomuseus, Museus Comunitários e Patrimônio e o Turismo de base comunitária Estratégias de trocas, participação e desenvolvimento e por Subtema: Metodologias de trabalho nos
ecomuseus e museus comunitários: aspectos comuns e aspectos singulares, a Jornada tinha por
objetivos:
- reunir comunidades e profissionais envolvidos em processos museológicos de ecomuseus, museus
comunitários e outros para a reflexão sobre os efeitos do turismo e a contribuição que esses museus
podem dar ao turismo sustentável pela participação comunitária
- capacitar membros das comunidades como facilitadores que transmitam técnicas e métodos
participativos para a criação e desenvolvimento de museus comunitários, catalisando processos de
organização locais
- reconhecer, apoiar e divulgar novas experiências e metodologias próprias da museologia comunitária ;
- estabelecer redes de intercâmbio continuado entre protagonistas, estudiosos e simpatizantes dos
ecomuseus, museus comunitários e similares
Numa avaliação global, a Jornada que aconteceu em dois módulos, o primeiro de 23 a 31 de outubro e o
segundo , de 1º a 07 de novembro de 2009, foi uma experiência exitosa, pois contou com a participação
de responsáveis e protagonistas de ecomuseus e museus comunitários brasileiros, estudantes,
professores, artesãos e membros da comunidade local, além de Hugues de Varine ( França) como
especialista e observador e Teresa Morales (México) como ministrante do Taller de Facilitadores de
Museos Comunitarios, adaptado do que acontece anualmente em Oaxaca, no México.
Os módulos I e II da Jornada superaram qualitativa e quantitativamente as expectativas, tal a diversidade
de experiências e iniciativas representadas, tendo recebido adesões de diferentes estados brasileiros.
Como iniciativa pioneira no Brasil de formação em Museologia Comunitária, as I Jornadas cumpriram sua
missão, reunindo especialistas, profissionais e responsáveis por processos museológicos comunitários já
consolidados, em formação, outros ainda em fase de concepção e estudantes universitários que vinham
em busca de conhecimento nesse campo específico da Museologia.
Possibilitou, com as oficinas realizadas, a formação de uma rede de trocas e solidariedade entre as
experiências e a apresentação de diferentes técnicas, métodos e estratégias próprias dos ecomuseus e
dos museus comunitários.
Fortaleceu projetos ainda embrionários e cultivou com os exemplos apresentados a potencialidade que
têm as comunidades para a criação e a gestão de seus processos de memória.
Ressaltem-se ainda a criatividade e o dinamismo das oficinas, oferecendo um aprendizado lúdico e
sensorial, incluindo dinâmicas variadas com a intervenção de música, dança, poesia, literatura de cordel,
reflexão, exposições diversificadas, debates, concepção e montagem de exposição, visitas a museus(
Museu da Maré, Museu do Pontal, Museu Imperial ), visitas a localidades com potencialidade para a
criação de museus comunitários ou ecomuseus como Arrozal, Distrito de Piraí, RJ e Sepetiba, na Zona
Oeste do Rio de Janeiro .
Registramos ainda fragmentos da avaliação das I Jornadas, pelo seu observador Hugues de Varine:
“(...) A intervenção de Teresa Morales, por seu rigor metodológico e a originalidade de sua abordagem tem
aberto, eu creio, novas perspectivas entre os participantes e estabelecido uma passarela entre o Brasil e o
México, dois países inovadores em matéria de patrimônio e museus.”
“(...) A nova função de “facilitador” particularmente, parece-me, pode ser utilizado em territórios onde a
multiplicação de museus locais atinge proporções importantes: a cidade do Rio com os museus de favelas
em particular. A ABREMC e seus membros mais experimentados poderiam assim oferecer um serviço às
comunidades que desejem se engajar na criação de museus, de centros de memória e de outras políticas
patrimoniais. Seria útil definir para o Brasil essa função de facilitação: catálise de energias e de saberes,
nascimento de projetos, acompanhamento de sua execução.”
“(...) Como eu constatei no resto da viagem ao Brasil, todos os programas de formação, nas universidades
ou “no terreno”, não levam em conta suficientemente a dimensão territorial do desenvolvimento, portanto
do quadro físico, humano e político dos projetos de patrimônio e de museu. Sempre seria preciso prever
um “módulo” sobre a análise do território, provavelmente confiado a um geógrafo e aplicado a alguns
casos precisos. Se se quer evitar que o museu seja uma instituição “ fora do solo” como as culturas
agrícolas “fora do solo”, é preciso ancorá-lo fortemente no seu território, portanto conhecê-lo e
acompanhá-lo nas mudanças que o afetarão. O território permite também um aprendizado
da
complexidade e das dinâmicas de desenvolvimento e de organização cuja tomada de consciência é
necessária para que o museu represente todo o seu papel.
- na apresentação de casos de museus ou de projetos, não se fala praticamente nunca de planos e
projetos de desenvolvimento global preparados ou adotados para o território do museu. Os museólogos
provavelmente não compreenderam que seu projeto deve se inscrever nesses planos, com a finalidade de
coerência e também de sustentabilidade. Ao mesmo tempo os responsáveis políticos e administrativos que
tem o hábito de considerar os museus como pertencentes ao domínio da cultura não os contemplam nas
suas reflexões estratégicas e no planejamento econômico e social. Esta questão poderia ser o objeto de
formações ao mesmo título dessa análise dos territórios.
- a noção de “subsidiaridade” que justifica a legitimidade do fazer nascer um museu de sua comunidade
e de seu território, para responder às suas necessidades:
O princípio de subsidiaridade é uma máxima política e social, segundo a qual a responsabilidade de
sua ação pública, enquanto ela for necessária, deve ser atribuiída à menor entidade capaz de resolver
o problema dela mesma...
É então o cuidado de vigiar para não fazer um nível mais elevado que pode ser com mais eficácia,
numa escala mais frágil, quer dizer, a busca do nível pertinente da ação pública (Wickipédia)
- a adaptação da doutrina de Paulo Freire no caso dos museus: a museologia clássica, aplicando os
códigos da alta cultura e definida por profissionais saídos dela é uma museologia bancária, que impõem
escolhas e valores, enquanto a museologia libertadora respeita a capacidade da comunidade e de seus
membros de decidir por eles mesmos escolhas a fazer e valores a transmitir. Odalice já tratou
frequentemente destes temas e deveria continuar a aprofundá-los( um relato a apresentar no encontro de
Itaipu, por exemplo).”
Fonte: QUARTEIRÃO 85 – Nov/Dez 2009 – p. 12
Também na visão de Teresa Morales, ministrante das Oficinas de Formação de Facilitadores de Museus
Comunitários, recolhemos algumas impressões:
“(…) o evento destacou-se ao reunir representantes e
museus de todo o país, incluindo o
profissionais responsáveis por ecomuseus e
Museu Treze de Maio, RS, Ecomuseu da Amazônia, Museu
Comunitário de Percurso/Museu de Rua/Picada Café, RS, Ecomuseu de Itaipu, PR, Museu da Maré, RJ,
Ecomuseu Dr. Agobar, SC, Ecomuseu de Maranguape, CE, Museu do Folclore, SP, e o
Ecomuseu da
Serra de Ouro Preto, MG. Cada museu expôs os antecedentes e as atividades atuais de seu projeto,
permitindo conhecer a extraordinária diversidade de iniciativas empreendidas em torno da valorização da
memória e do patrimonio cultural. Entre muitíssimos exemplos me vem uma imagen inspiradora do Clube
de Negros que fortaleceram o tecido social de suas comunidades através de festas, música e baile e
formaram a base do projeto atual do Museu Treze de Maio. Também me pareceu exemplar o trabalho do
Museu Comunitário de Percurso ao vincular alunos, professores e membros comunitarios nos Museus de
Rua que documentaram e representaram nove temas diversos, incluindo histórias familiares, jogos e
religiosidade.
“(…) Foi um grande prazer conhecer a instituição anfitriã das I Jornadas- o Ecomuseu de Santa Cruz, e ser
testemunha de sua vinculação com grupos escolares, grupos de atenção especial a pessoas
capacidades diferentes, grupos artesanais
e o grupo SOS Baía de Sepetiba. Desfrutamos
com
da
apresentação de crianças, pudemos conhecer o trabalho dos artesãos através de uma exposição venda
e escutamos eloquentes testemunhos orais dos habitantes de Sepetiba, que lutam para corrigir os terríveis
danos ao meio ambiente de sua baía. Constatamos a dinâmica presença do ecomuseu de Santa Cruz e o
motor que tem em seus membros (...)”
“(…)O evento se destacou também pela presença de Hugues de Varine, que compartilhou sua ampla
visão do vínculo entre patrimônio e desenvolvimento com uma modéstia que não se perturba com seu
enorme prestígio e o impacto de suas propostas no campo dos museus alternativos ao longo de 40 anos.
Durante as I Jornadas se constatou a permanência de seu compromisso de acompanhar processos
complexos de desenvolvimento de ecomuseus e museus comunitários em múltiplos cenários, incluindo
vários casos concretos do Brasil.”
“(…) As I Jornadas foram uma oportunidade para compartilhar alguns
dos conceitos e métodos de
trabalho para a criação e desenvolvimento de museus comunitários que Cuauhtémoc Camarena e eu
temos reunido durante mais de 20 anos com a participação de muitos colegas antropólogos, educadores e
sobretudo, membros comunitários do Estado de Oaxaca, de outros estados do México e de vários países
latinoamericanos. Foi possível
oferecer alguns conteúdos do Taller de Facilitadores de Museos
Comunitarios de América que realizamos em quatro ocasiões em Oaxaca entre 2004 e 2010, incluindo
uma introdução ao marco histórico e conceitual de museu comunitário, o conceito de facilitador, o
consenso como a base social do museu, alguns exercícios para a criação coletiva de exposições e a
construção de redes de museus comunitários.”
“(…)Foi assinalado que os profissionais enfrentam um desafio no repensar seu papel nos museus
comunitários de especialistas que tomam decisões e dirigem projetos a facilitadores que organizam e
tornam eficazes as decisões e a participação da comunidade. Diversos grupos de discussão propuseram
que características fundamentais do facilitador incluíam a “humildade no seu papel na comunidade”, “
valorização do outro”, “respeito à cultura do outro”, “consciência e cuidado em sua atuação”, “manejo de
técnicas e dinámicas de participação“, “capacidade para observar, abrir, problematizar, interagir e valorizar
a comunidade”, além de mostrar legitimidade, compromisso, criatividade, espírito democrático, flexibilidade
e capacidade de síntese(…)”
“(…) alguns participantes sinalizaram que foi de grande interesse as metodologias sugeridas para
trabalhar o consenso: a importância de trabalhar processos de consenso continuamente ; as sugestões
para abrir processos comunitários e acercar-se às que integram a comunidade; os exercícios
delimitar
e desenvolver
temas; a apresentação das etapas de desenvolvimento
para
de um museu
comunitário; a reflexão acerca do papel do facilitador e a integração de aprendizagens teóricas e práticas.
Uns participantes assinalaram como a forma de utilizar o aprendido: “incentivar a formação de grupos de
trabalho nas comunidades”, “facilitando a construção de redes sociais participativas; e “escutar, escutar,
escutar,…somente depois oferecer um caminho juntos.”
“(…) sublinhar/ressaltar também a importância de, durante estes días, ter-se realizado a assembleia geral
ordinária da Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (ABREMC), onde os museus
participantes das I Jornadas
deram um passo a mais para fortalecer os vínculos
que os unem e
potencializar sua capacidade para servir às suas respectivas comunidades.”
Finalizando, Teresa Morales convidou todos os participantes
“(…) a fortalecer cada vez mais os espaços de decisão e participação comunitária em cada um de seus
museus, para que cumpram de forma crescente seu propósito de pensar e construir seus projetos de
futuro com base em sua memória e em seu patrimônio coletivo.”
Fonte : QUARTEIRÃO 86 – Março/Abril 2010 – p. 10
Dificuldades superadas, as I Jornadas, realizadas em Santa Cruz, demonstraram a força política de uma
comunidade, do seu desejo de reunir protagonistas, responsáveis e gestores de ecomuseus e museus
comunitários para capacitar novos quadros para o futuro desses novos museus. A ABREMC, na sua
missão de promover as ações dos ecomuseus e museus comunitários, cumpriu as diretrizes do seu
Estatuto, iniciando uma rede de trocas de experiências, conceitos e métodos de trabalho. As parcerias
formalizadas para a realização do evento confirmaram a existência de um vínculo entre os atores sociais,
culturais e económicos, que se aliaram localmente e até mesmo à distância, a exemplo de Itaipu
Binacional/ Ecomuseu de Itaipu, ,Foz do Iguaçu, PR.
Uma única e significativa dificuldade: Santa Cruz se ressente ainda da inexistência de hotéis. Já por três
vezes, na realização dos Encontros Internacionais e recentemente nas I Jornadas a organização do
evento teve que recorrer a hotéis e pousadas em municípios vizinhos, situados na Costa Verde do Rio de
Janeiro, como Coroa Grande, Itacuruçá e Itaguaí. Com a expansão do Distrito Industrial de Santa Cruz e
com a implantação de tantos projetos nessa região
a demanda de hospedagem cresceu e
inexplicavelmente isso ainda não encontrou ressonância entre as poderosas empresas locais.
Avaliação Global :
Conforme previsto, o módulo I das I Jornadas superou qualitativa e quantitativamente as expectativas, tal a
diversidade de projetos representados , tendo recebido adesões de diferentes estados brasileiros. Como
iniciativa pioneira no Brasil de formação em Museologia Comunitária, as I Jornadas cumpriram sua
missão, reunindo especialistas, profissionais e responsáveis por processos museológicos comunitários já
consolidados, em fomação , outros ainda em fase de concepção e estudantes universitários que vinham
em busca de conhecimento nesse campo específico da Museologia.
Possibilitou a formação de uma rede de trocas e solidariedade entre as experiências e a apresentação de
diferentes técnicas, métodos e estratégias próprias dos ecomuseus e dos museus comunitários.
Fortaleceu projetos ainda embrionários e cultivou com os exemplos apresentados a potencialidade que
têm as comunidades para a criação e a gestão de seus processos de memória.
Aproveitando a metodologia da Oficina de “ Elaboração de Projetos” por Giane Escobar, Santa Maria/RS,
sinalizamos nossas forças e dificuldades:
FORÇAS:
- a vontade de realizar as jornadas capitaneadas pela ABREMC- Associação Brasileira de Ecomuseus e
Museus Comunitários e pelo NOPH - Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica / Ecomuseu de Santa
Cruz;
- o apoio da Itaipu Binacional com o patrocínio das passagens de Hugues de Varine( Paris- Rio de JaneiroParis) e Teresa Morales ( México/ Oaxaca – Rio de Janeiro – México/ Oaxaca);
- a transparência de nossas ações na concepção das jornadas, buscando integrar todos os processos
saídos das comunidades;
- a coesão da equipe (ABREMC) que concebeu as Jornadas e sua determinação em fazê-la acontecer,
mesmo após a transferência do IV EIEMC para 2010 pelo Ecomuseu de Itaipu de Itaipu, em face de
problemas de saúde na região do evento (gripe Influeza A) e de administração interna (crise energética
entre Paraguai e Brasi);
- a parceria incondicional da Educação em Santa Cruz , representada pela 10ª. CRE ( apoio logístico,
midiático e operacional : banner, concepção de layouts, coffee break, apresentação das escolas na
abertura da Jornada e na da Aula Magna de Hugues de Varine na UNIRIO/ Escola de Museologia);
- o apoio da Prefeitura do Rio/ SMC- Coordenadoria de Museus ( concessão de ônibus para as oficinas
itinerantes de 23 a 31/10 );
- o apoio da BASC- Base Aérea de Santa Cruz e BESENG- Batalhão Escola de Engenharia para a
visitação dos dois patrimônios, respectivamente Sede da Fazenda de Santa Cruz e Hangar do Zeppelin;
- o apoio da comunidade de Sepetiba e do GRES Acadêmicos de Santa Cruz para a realização das
RODAS DE LEMBRANÇAS;
- o apoio e o comprometimento dos participantes que coordenaram oficinas em Santa Cruz , Sepetiba e
Complexo da Maré / Museu da Maré;
- a realização da AGO(Assembleia Geral Ordinária) da ABREMC com discussão e aprovação do
Regimento Interno e eleição da Diretoria e Conselho Fiscal para a gestão 2009/2012;
- a realização da Aula Magna de Hugues de Varine na UNIRIO/ Escola de Museologia;
- a criatividade e o dinamismo das oficinas, oferecendo um aprendizado lúdico e sensorial, incluindo
dinâmicas variadas com a intervenção de música, dança, poesia, literatura de cordel, reflexão, exposições
diversificadas, debates, concepção e montagem de exposição, visitas a museus( Museu da Maré, Museu
do Pontal, Museu Imperial ), visitas a localidades com potencialidade para a criação de museus
comunitários ou ecomuseus( Arrozal, Sepetiba );
- realização do Taller de Facilitadores de Museus Comunitários, dinamizado por Teresa Morales( UMCO /
Unión de Museos Comunitarios de Oaxaca) e Patrícia Berg de Oliveira (ABREMC);
- o comprometimento e a boa vontade dos participantes;
FRAGILIDADES:
- pouca divulgação a nível nacional; apesar de termos enviado a diferentes órgãos nacionais, somente o
ICOM fez a divulgação, enviando e.mails aos seus membros;
- a distância entre os Aeroportos e Terminais Rodoviários do Rio de Janeiro e o bairro de Santa Cruz,
dificultando a acolhida, o que tentamos superar com os membros do NOPH e do Ecomuseu, colocando
seus veículos no circuito e com serviço de taxistas conhecidos nossos;
- a inexistência de hotéis e pousadas em Santa Cruz, as mais próximas , em Coroa Grande, enfrentando
as obras da Rodovia Rio - Santos e as carências hoteleiras da região de Santa Cruz;
- as mudanças não consensuais na programação, alterando irresponsavelmente a ordem das oficinas, o
que provocou desconforto e intranqüilidade organizacional, tanto para a comissão organizadora quanto
para os que deveriam se apresentar;
- a não previsão de dia livre para um tour pelo Rio de Janeiro;
- a desmobilização de alguns participantes que, após sua apresentação, se deixaram seduzir pelo apelo
turístico do Rio de Janeiro, ainda que sob o risco de perder partes importantes da Jornada;
- a ausência do poder público a nível local (Subprefeitura e XIX Administração Regional ) na abertura de
23/10.
Módulo II – 1º a 07 de novembro de 2009
Pontos positivos:
- Participação expressiva dos estudantes de Museologia ( UNIRIO, UFOP, UNIBAVE);
- Dinamismo da oficina de Bolinho Caipira pelo Museu Vivo do Folclore de S. J. dos
Campos;
- Concepção e realização da exposição “Santa Cruz : ecos do tempo” ( discussão da temática, busca do
consenso);
- Seleção de textos e acervo para a exposição ( no NOPH e na comunidade);
- Coleta de depoimentos e narrativas na comunidade( gravação de entrevistas );
- Preparação dos módulos da exposição, seleção de materiais;
- Visita à exposição cultural do Centro Educacional Pedro II;
entre outros...
Finalmente, tendo iniciado com as I Jornadas um programa concreto de capacitação mútua entre os
membros dos ecomuseus e museus comunitários, a ABREMC trouxe para si a responsabilidade de
minimizar uma lacuna existente na maior parte dos cursos de graduação em Museologia no Brasil: a
ausência de uma disciplina regular de Museologia Comunitária, necessária e urgente para atender à
demanda que se avoluma em todo o país.
Walter Priosti*
Odalice Priosti**
*Coordenador Geral das I Jornadas Formação em Museologia Comunitária – Santa Cruz / RJ – 2009
**Educadora e Museóloga- Doutora em Memória Social/ PPGMS-UNIRIO
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