PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS CONCRETO B NOTAS DE AULAS 2007 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 0.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO CONCRETO B 0.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 01. Concepção Estrutural A concepção estrutural ou lançamento de uma estrutura é a escolha de um sistema estrutural que constitua a parte resistente de um edifício. Implica na escolha dos elementos que comporão a estrutura, assim como na determinação dos esforços atuantes sobre essa estrutura. A solução estrutural utilizada deverá atender aos requisitos das Normas pertinentes, assim como à estética, desempenho estrutural e durabilidade, dentre outros fatores. Para as estruturas de concreto, é importante o equilíbrio estrutural de ordem estática, não se permitindo qualquer tipo de movimentos ou de deslocamentos por translação e de deslocamentos por rotação. A base dos projetos, se inicia pelo Projeto Arquitetônico, onde são delineados o estudo da obra, sua finalidade e sua composição. Na seqüência natural, seguese o Projeto Estrutural que, por sua vez, se inicia exatamente pela analise do Projeto Arquitetônico, seguido pela concepção estrutural, analise de cargas e dimensionamento das peças estruturais. Se o Projeto Arquitetônico delineia as linhas básicas de uma obra, a estrutura dá a conformação àquelas linhas. Nessa linha natural de análise, é preciso estabelecer-se uma regra coerente de trabalho, organizado e metodológico. As premissas que envolvem um projeto estrutural de um Edifício Residencial ou Comercial, devem obedecer ao seguinte esquema geral: a) Analise do Projeto Arquitetônico: • Dimensões da edificação; • Características da edificação; • Tipo de estrutura; • Características gerais da estrutura proposta. Os tipos de estruturas mais usuais em obras de Edifícios Residenciais, podem ser em concreto armado (convencional), alvenarias estruturais auto-portantes ou mesmo mistas. Em alguns casos, de grandes vãos, pode-se empregar a protensão. Existem, ainda, estruturas das denominadas lajes cogumelos, ou seja, estruturas de lajes lisas sem vigas, que se apóiam diretamente sobre pilares. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B De qualquer maneira, a escolha do tipo da estrutura a ser utilizada recai sobre, principalmente, fatores de ordem econômica e técnica. Nesses itens podemos considerar a disponibilidade dos materiais, a mão-de-obra disponível, os equipamentos necessários, etc. No presente trabalho, estaremos a considerar o sistema estrutural composto pelo que denominamos estrutura convencional, ou seja, de concreto armado composta de lajes maciças de concreto armado, moldadas no local e apoiadas sobre vigas que, por sua vez, apóiam-se sobre pilares em concreto armado. Outros componentes estruturais devem ser avaliados, tais como escadas, marquises e reservatórios, assim como a altura do edifício (pé-direito), composição das alvenarias de vedação, cobertura e demais materiais a serem empregados na obra (concreto, formas e aço). Mas, tambem, a existencia de elementos ou peças estruturais aparentes, ou seja, sem revestimento externo que no nosso caso tal situação não ocorrerá, pois estaremos admitindo todas as peças estruturais internas e externas devidamente revestidas de argamassa. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PROJETO DE ARQUITETURA PAVIMENTO TIPO (4x) 1890 270 DORMITÓRIO VARANDA 390 210 120 135 270 390 235 A. SERV. COZINHA A. SERV. 345 SALA 196 196 VARANDA 210 210 DORMITÓRIO DORMITÓRIO 270 270 585 120 120 DORMITÓRIO VARANDA 390 165 390 165 166 BANHO 390 166 BANHO DORMITÓRIO 270 720 270 585 1890 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1.3 1545 235 345 COZINHA 270 345 SALA 165 165 345 345 300 235 345 235 165 COZINHA 166 70 SALA COZINHA 165 A. SERV. 196 SALA 390 1545 A. SERV. BANHO 196 196 70 166 165 DORMITÓRIO 390 390 390 210 VARANDA 390 BANHO 270 DORMITÓRIO 120 DORMITÓRIO 270 165 270 585 270 720 270 585 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B b) Pré-Análise estrutural • Tipo de utilização; • Localização da obra; • Descrição geral; • Normas a serem utilizadas; • Tipos de materiais a serem empregados na obra, etc. A obra será constituída de apartamentos de 2 dormitórios para de utilização residencial; terá um pavimento térreo, quatro pavimentos tipo, cobertura e reservatório superior. A altura de piso a piso será de 2,88 m. e estará localizado na cidade de Campinas. Na determinação dos materiais a serem empregados na obra, teremos as alvenarias compostas de blocos de concreto de dimensões 14x39x19 (largura x comprimento x altura) sobre as vigas e 9x39x19 (largura x comprimento x altura) sobre as lajes. Os pesos desses materiais serão avaliados por ocasião da determinação das cargas atuantes. Por se tratar de uma estrutura de concreto armado, os itens mais importantes na sua composição são exatamente o concreto e o aço, que terão considerações à parte. Portanto, como resumo dessa pré-analise, devemos considerar: DESCRIÇÕES GERAIS • OBRA: Edifício Residencial • LOCALIDADE: Campinas – S.P. • ALVENARIAS: Blocos de concreto. • LAJES: maciças • ESTRUTURA: Convencional • REVESTIMENTOS: Todas as peças estruturais serão revestidas por argamassa apropriada • MATERIAIS: Concreto C25 e aços CA50 e CA60 • NORMAS: NBR 6123 – Forças Devido ao Vento em Edificações, NBR 6120 – Cargas para Calculo de Estruturas, NBR 6118 – Projeto de Estruturas de Concreto. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1.4 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL 02. CONCRETO B Materiais: Concreto e Aço 2.1 – Aço: O aço de ordem estrutural é uma liga metálica composta de ferro e de minúsculas quantidades de carbono, cuja finalidade é apresentar suas principais propriedades: resistência e ductibilidade. Tendo em vista a baixa resistência do Concreto aos esforços de tração, surge a necessidade de associar-se ao elementos concreto, o elemento aço. Para que o aço possa ser utilizado em suas aplicações estruturais, é preciso que receba basicamente, dois tipos de tratamento: tratamento a quente ou tratamento a frio ou encruamento. 2.1.1 – Tratamento a quente Nesse processo, o aço sofre sua laminação a temperaturas acima de 720oC, quando se processam modificações na estrutura interna do material possibilitando uma maior homogeneização e recristalização do tamanho dos grãos, inicialmente grosseiro e quebradiço. O aço obtido por esse processo apresenta melhor trabalhabilidade. 2.2.2 – Tratamento a frio Nesse processo, há uma deformação dos grãos por meio de tração, compressão ou torção, realizados a temperatura inferiores a 720oC, quando os grãos permanecem deformados, resultando um aumento da resistência mecânica desse tipo de aço e também de sua dureza, porem, diminui sua capacidade de resistência à corrosão assim como um decréscimo da ductibilidade. Para efeito de classificação dos aços, a NBR 7480 estabelece uma diferenciação entre barras e fios: as barras são aquelas cujo diâmetro nominal é maior ou igual a 5 mm. obtidos por laminação a quente, enquanto que fios são os aços cujo diâmetro nominal seja menor ou igual a 10 mm. e sejam obtidos através do processo de tratamento a frio. TABELA DE AÇOS – NBR 7480 BARRAS ∅ >= 5 – LAMINAÇÃO A QUENTE CA-25 5 6.3 8 10 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 12.5 CA-50 16 20 22 25 32 40 2.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B BARRAS ∅ <= 10 – LAMINAÇÃO A FRIO CA-60 2.4 3.4 4.2 4.6 5 5.5 6 6.4 7 8 9.5 10 O comprimento comercial das barras é de 12.00 m, assim como dos fios que também podem ser encontrados em rolos e telas. No projeto em pauta, estaremos utilizando como material aço, tanto barras quanto fios, sendo que as barras serão utilizadas como armaduras em geral, enquanto os fios serão utilizados como estribos nas vigas ou como armação de lajes ou mesmo como armaduras de distribuição. No entanto, no caso das barras, nos restringiremos aos aços tipo CA-50 (Fy = 50 kN/cm2) e naturalmente os fios serão do tipo CA-60 (Fy = 60 kN/cm2). 2.2 – Concreto: Como definição básica, pode-se dizer que o concreto é um material proveniente de uma mistura adequada de aglomerantes, agregados e água. Os aglomerantes são os cimentos, que em geral se aplicam os tipos Portland; quanto aos agregados, esses são partículas de origem mineral subdivididos em agregados miúdos (ex: areias) e agregados graúdos (ex: britas ou pedras). O material, por fim, resulta da adição de água a fim de que se forme uma pasta. Como já mencionado, esse material apresenta uma baixa capacidade de resistência à tração, motivos pelo qual se associa a ele o elemento aço, passando, assim, a ser denominado Concreto Armado, enquanto em seu estado natural de pasta, ele é tratado como Concreto Simples, podendo também apresentar-se na condição de Concreto Protendido. A sua utilização nas estruturas correntes molda as peças estruturais de lajes, vigas e pilares nas denominadas estruturas de concreto armado convencionais. E nesses casos de utilização estrutural, a sua resistência é medida particularmente, através de um ensaio padronizado de resistência à compressão do concreto, que deve ser realizados aos 28 dias de idade, à partir de sua aplicação nos elementos estruturais, processo denominado “concretagem”. A resistência obtida através desses ensaios é denominada de fc28. Por sua vez, a resistência característica do concreto fck que é aquela que se utiliza na fase de projeto, pois não se pode obter a grandeza do concreto através de ensaios do material, será a denominação de nos utilizaremos a fim de desenvolver o projeto de um Edifício em Concreto Armado. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Todavia, a fim de se estabelecer os parâmetros indicativos de qual resistência característica do concreto (fck) se deve adotar em um projeto, inicialmente é preciso estabelecer uma serie de premissas básicas. A NBR 6118/2003 – Projeto de Estruturas de Concreto – introduziu conceitos de qualidade da estrutura, mediante a apresentação de conceitos de durabilidade das estruturas. Segundo os preceitos da NBR 6118, as estruturas de concreto devem atender aos requisitos mínimos de qualidade (...) durante sua construção e ao longo de toda sua vida útil. A fim de atender a esses conceitos, propõe-se na mesma Norma que os requisitos de qualidade de uma estrutura de concreto são classificados em três grupos distintos: • Capacidade resistente: consiste na segurança à ruptura • Desempenho em serviço: capacidade da estrutura manter-se em condições plenas de utilização (sem danos de fissurações, deformações e vibrações, etc.) • Durabilidade: capacidade da estrutura resistir às influencias ambientais previstas. Assim sendo, estabelece a NBR 6118 que a solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura. De acordo com analises de alguns especialistas, determinado pelo avanço tecnológico da industria cimenteira, as partículas de composição dos cimentos tornaram-se mais finas, por conseqüência mais reativas, proporcionando um concreto de resistência igual aos tradicionais, porem mais poroso. Esses mesmos especialistas, estabeleceram que dentre os parâmetros que influenciam a durabilidade de uma estrutura de concreto, os que mais estiveram presentes nessas analises são a espessura do cobrimento e a baixa permeabilidade do concreto. Para melhor se qualificar as estruturas e a fim de permitir o melhor desempenho estrutural à partir das premissas de cobrimento e melhor capacidade de preservar a baixa permeabilidade do concreto, propõe a NBR 6118/2003 que as estruturas de concreto devem ser projetadas e construídas de modo que sob as condições ambientais previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto conservem suas segurança, estabilidade e aptidão em serviço durante o período correspondente à sua vida útil. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2.3 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Daí, o que sugeriu-se a respeito do conhecimento do local da obra é de muita importância na definição dos parâmetros iniciais, em vista de que as condições ambientais devem ser conhecidas, pois a agressividade do meio ambiente atua sobre as estruturas, independentemente de outras ações de ordem mecânica, térmica ou hidráulica. A fim de classificar o ambiente e possibilitar uma melhor analise, estabelece a NBR 6118: AGRESSIVIDADE RISCO DE DETERIORAÇÃO DA ESTRUTURA CLASSE DE AGRESSIVIDADE AMBIENTAL AGRESSIVIDADE I FRACA INSIGNIFICANTE II MÉDIA PEQUENO III FORTE GRANDE IV MUITO FORTE ELEVADO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2.4 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Em seguida, procura identificar os macro e microclimas determinantes das diferentes classes de agressividade ambiental nas estruturas de concreto. MICROCLIMA AMBIENTES INTERNOS MACROCLIMA SECO (1) UR <= 65% UMIDO OU CICLOS DE MOLHAGEM E SECAGEM (2) AMBIENTES EXTERNOS E OBRAS EM GERAL SECO (3) UR <= 65% UMIDO OU CICLOS DE MOLHAGEM E SECAGEM (4) RURAL I I I II URBANA I II I II MARINHA II III .......... III INDUSTRIAL II III II III ESPECIAL (5) II III ou IV III III ou IV RESPINGOS DE MARÉ .......... .......... .......... IV SUBMERSA >= 3M .......... .......... .......... I SOLO .......... .......... NÃO AGRESSIVO UMIDO E AGRESSIVO I II, III ou IV UR = Umidade Relativa do Ar 1) Salas, dormitórios, banheiros, cozinhas e áreas de serviço de aptos residenciais e conjuntos comerciais, ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura. 2) Vestiários, banheiros, cozinhas, lavanderias industriais e garagens. 3) Obras em regiões secas, como o nordeste do pais, partes protegidas de chuvas em ambientes predominantemente secos. 4) Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em industrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, industrias químicas. 5) Macroclima especial significa ambiente com agressividade bem conhecida, que permitirá definir a classe de agressividade III ou IV nos ambientes úmidos. Se o ambiente for seco, a classe de agressividade será sempre II, nos ambientes internos e III nos externos. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2.5 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Uma vez estipuladas as condições de analise da agressividade ambiental, prossegue-se, agora, estabelecendo os parâmetros do cobrimentos das armaduras, ou seja, a distancia entre a face externa da peça estrutural de concreto e a face externa da armadura. Para efeito da NBR 6118, a simbologia para denominação dos cobrimentos será: • Cmin = Cobrimento mínimo. • Cnom = cobrimento nominal (cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução) VALORES DE COBRIMENTO NOMINAL (mm) Cnom = Cmin + 10 mm CLASSE DE AGRESSIVIDADE AMBIENTAL I II III IV FRACA MODERADA FORTE MUITO FORTE LAJES EM CONCRETO ARMADO 20 25 35 45 VIGAS E PILARES EM CONCRETO ARMADO 25 35 40 50 Como estabelecem as premissas normativas, a durabilidade do concreto é altamente dependente das características do concreto e da espessura do cobrimento. Mas, como já estabelecemos as demais premissas, vamos, agora, analisar a composição do concreto e sua resistência característica (fck), pois como já foi dito, em vista da ausência, no momento da elaboração do projeto de todas as informações a respeito do concreto, é necessário se estabeleçam valores definidos a fim de atender ao dimensionamento da estrutura pretendida. VALORES DE A/C E Fck – CONCRETO ARMADO CLASSE DE AGRESSIVIDADE AMBIENTAL I II III IV FRACA MODERADA FORTE MUITO FORTE RELAÇÃO ÁGUA/AGLOMERANTE EM MASSA <= 0,65 <= 0,60 <= 0,55 <= 0,45 CLASSE DE CONCRETO C20 C25 C30 C40 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2.6 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 2.3 – MATERIAIS UTILIZADOS: Uma vez estabelecidas as prerrogativas e uma simples abordagem acerca dos materiais a serem utilizados, é preciso anotar os materiais utilizados. Aço CA-50: bitolas de 6.3, 8, 10, 12.5, 16, 20 e 25 mm., empregados como armaduras longitudinais de vigas, pilares, lajes, escadas, etc. Aço CA-60: bitola de 5 mm, empregada como armadura longitudinal de lajes e estribos de vigas e pilares. A escolha da resistência do concreto à compressão recai sobre os índices apresentados anteriormente, que nos permitem estabelecer a classe de agressividade I, em vista de tratar-se de uma obra de apartamentos residenciais com ambiente interno seco e zona urbana, assim como as peças estruturais serão adequadamente revestidas, mesmo as sacadas terá revestimento cerâmico com drenagem suficiente a fim de não permitir acumulo de água. Dessa maneira, seguindo-se o já estudado, a resistência mínima do concreto (fck) pode ser estipulada como sendo da classe C20 (concreto com fck = 20 Mpa aos 28 dias de idade), e os cobrimentos das armaduras serão de 2 cm. para as lajes e de 2,5 cm para as vigas e os pilares. Para o reservatório de água superior, tendo-se em vista a presença constante da umidade, é conveniente a adoção da classe de agressividade II, o que nos conduz a adoção de um concreto de classe C25 e com cobrimentos de 2,5 cm para as lajes e de 3,0 cm para as vigas ou paredes. Como características gerais do concreto é importante citarmos algumas que nos serão necessárias: Peso específico do concreto não armado: 24 kN/m3 ou 240 MPa Peso específico do concreto armado: 25 kN/m3 ou 250 MPa Modulo de Elasticidade Inicial: Eci = 5.600 fck ½ (Mpa) Modulo de Elasticidade Secante: Ecs = 0,85 Eci (Mpa) Coeficiente de Poisson: longitudinal do concreto) ν= 0,2 (relação entre a deformação transversal e a Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2.7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 03. Escolha da Estrutura U Uma vez determinados os parâmetros básicos da concepção estrutural, através da analise do Projeto Arquitetônico, da Pré-Analise estrutural, definição dos materiais que devem ser empregados na estrutura e mesmo tendo definido o tipo de estrutura a ser adotado – no caso o sistema estrutural adotada foi o de estrutura de concreto armado convencional, moldada no local –, é preciso prosseguir a concepção estrutural, definindo-se os elementos ou peças estruturais que comporão nosso sistema estrutural. Um sistema estrutural tem a finalidade de suportar as ações das cargas que atuam sobre seu conjunto, permitindo uma estabilidade da construção a essas ações, de maneira racional a um custo adequado. As ações que atuam sobre um edifício são basicamente de duas ordens: cargas verticais e cargas horizontais. As primeiras são originadas pelo peso próprio da estrutura, dos componentes de arquitetura (alvenarias, revestimentos, etc.), enquanto que as horizontais são provenientes, em especial, das cargas oriundas dos efeitos de vento atuante nas estruturas. As cargas verticais, que serão estudadas em capitulo próprio, a fim de serem suportadas pelo sistema ou conjunto estrutural, possuem um caminhamento de ações bastante lógico. Esse caminho inicia-se pelas lajes, que no caso das cargas verticais sustentam além do seu peso próprio, outras cargas de mesma origem – verticais –, tais como as variáveis de uso comum (alvenarias, revestimentos), assim como as acidentais e trabalham as lajes, em regime de flexão e de cisalhamento. Uma vez acionada a laje como elemento ou peça estrutural, essas transmitem os resultados dessas ações através de suas reações de apoio aos elementos mais próximos, que em nosso caso de uma estrutura convencional de concreto armado são as vigas, que alem de suportarem as reações das lajes, também suportam as demais cargas verticais atuantes (alvenarias, revestimentos), assim como, em algumas condições, cargas provenientes das reações de apoio de outras vigas, formando no todo um conjunto estrutural. As vigas, assim como as lajes, trabalham basicamente sob o regime das flexões, cisalhamento e, em algumas situações, sob torções. As vigas, trabalhando sob condições adequadas como peças estruturais resistentes aos esforços que lhes cabe suportar, transmitem as cargas que suportam aos próximos elementos estruturais que são os pilares ou paredes Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B estruturais que, por sua vez, transmitem as cargas recebidas de pavimento a pavimento da edificação, desde os andares últimos até os iniciais, até que por fim transferem suas cargas suportadas aos elementos das fundações. As cargas horizontais, em especial as provenientes dos efeitos de vento, têm caminhamento similar quando são absorvidas pelas paredes do edifício e devem ser resistidas pelos elementos estruturais verticais de grande rigidez, tais como pórticos, paredes estruturais ou mesmo os denominados núcleos estruturais, em geral existentes nos edifícios através das caixas de escada ou de elevadores. As lajes, no caso servem como diafragma horizontal, cuja rigidez permite com que haja a interligação necessária entre os demais elementos estruturais de maior rigidez – conjuntos vigas / pilares ou paredes estruturais. 03.01 – Posicionamento dos Pilares: Ao se iniciar o desenvolvimento do projeto estrutural de um edifício, uma vez conhecidos os seus componentes estruturais, é recomendável prever-se inicialmente o posicionamento dos pilares. Pode-se iniciar esse posicionamento com os pilares das áreas das caixas de escada e elevadores, pois esses pilares além de receber as reações das vigas dos pavimentos normais (habitacionais em nosso caso), vão também receber as cargas provenientes das casas de máquinas, quando houver elevadores, ou mesmo dos reservatórios elevados, comuns e necessários em todos os edifícios residenciais e comerciais. Uma vez posicionados os pilares internos dos núcleos das escadas, pois em nosso caso não existe a necessidade de elevadores, visto se tratar de um edifício de quatro pavimentos, aos quais se permite a construção sem elevadores, podemos seguir a tarefa do posicionamento dos pilares agora nos cantos ou de extremidade e, a seguir, os pilares internos. Cuidado especial deve haver com o alinhamento desses pilares projetados, uma vez que esse alinhamento deverá ser o responsável pela formação dos denominados pórticos que contribuem de maneira preponderante à estabilidade global do edifício. A fim de que não se obtenham cargas de alta magnitude agindo sobre esses pilares que sobrecarregarão as fundações, é preciso estabelecer distancias não muito grandes entre os pilares do projeto, buscando atender-se as condições estruturais sem prejuízo das propostas arquitetônicas, tais como ambientes de salas, garagens, etc. As recomendações da norma no tocante aos pilares, nos leva a buscar, também à medida do possível, termos pilares com sua menor dimensão não inferior a 19 cm, a fim de se evitar excessiva flambagem. Assim como é importante o alinhamento dos pilares, não menos importante é a direção em que se colocam Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B os pilares, ou seja, o sentido em que se deve dispor as dimensões dos pilares, também a fim de proporcionar uma mais adequada rigidez ao conjunto estrutural. Outro aspecto importante na escolha da estrutura no que se refere ao posicionamento dos pilares, é procurar se estabelecer uma única prumada entre o nascedouro destes nas fundações até o ultimo pavimento estruturado da cobertura ou do ático(casas de máquinas e reservatórios elevados), a fim de que não se alterando essa prumada, não se façam necessárias as denominadas vigas de transição, ou seja, vigas que recebem as cargas de pilares dos pavimentos superiores e as transfere para pilares inferiores. As vigas de transição normalmente causam custos bastante elevados à obra, uma vez que suas dimensões e armaduras devem ser suficientes para absorver os esforços atuantes. 03.02 – Posicionamento das Vigas: Determinado o posicionamento dos pilares é preciso analisar o posicionamento das vigas que comporão a estrutura a ser projetada. De antemão, sabemos que as vigas deverão ser elementos de ligação entre os pilares já posicionados e, assim sendo, deverão juntamente com os pilares, capacitadas a proporcionar o enrijecimento dos chamados pórticos de rigidez do edifício. Alem dessas vigas principais, outras de ordem secundária poderão ser exigíveis a fim de se dividir painéis muito grandes de lajes, ou mesmo para suportar outras alvenarias do projeto arquitetônico que não se encontrem ao longo do alinhamento dos pilares e das vigas que denominamos principais. Trata-se apenas de denominação secundaria ou principal, uma vez que todas as vigas são importantes. Da mesma maneira que se recomendam distanciamentos não muito grandes em relação aos pilares da obra, o mesmo cabe no caso das vigas, uma vez que vãos muito grandes e desnecessários podem provocar indesejáveis acúmulos de cargas, ou mesmo painéis de lajes muito grandes que sejam não econômicos. 03.03 – Posicionamento das Lajes: Na realidade, uma vez delineados os pilares e as vigas do edifício em analise, as lajes tornam-se conseqüência desse posicionamento, atentando-se apenas, mesmo depois de lançados os elementos estruturais anteriores, se os vãos dessas lajes não se tornaram anti econômicos, sendo, muitas vezes, necessária a introdução de outras vigas, como já observamos, a fim de diminuir as dimensões das lajes, desde que não causem empecilhos nos demais projetos, tanto de arquitetura quanto de instalações hidráulicas e elétricas, uma vez que esses dois últimos – hidráulica e elétrica – também necessitam de espaços adequados a fim de transpor as estruturas dos diversos pavimentos do edifício. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.3 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 03.04 – Formas do Projeto: Estabelecidas as peças estruturais que comporão os sistema (lajes, vigas e pilares), já podem ser elaborados os primeiros desenhos relativos às formas da obras, desde os pavimentos tipo que serão repetitivos até o pavimentos de cobertura e o reservatório superior, em nosso caso, visto não haver elevadores e sua conseqüente casa de máquinas. As formas do projeto ou da estrutura, referem-se àquilo que se pretende transmitir do projeto à obra, a fim de que se construam os elementos estruturais da maneira tal qual foram planejados durante o desenvolvimento do projeto estrutural. As formas do projeto são as dimensões das caixas de madeira, e as dimensões das fôrmas propriamente ditas devem constar de maneira apropriada nos diversos elementos estruturais. As lajes podem receber nomes, tais como L1, L2, etc., sempre numeradas no projeto de fôrmas de cima para baixo e da esquerda para a direita, o que deverá ser também utilizado para a numeração dos demais componentes estruturais. No caso das lajes, recomenda-se colocar logo abaixo do título, a espessura da laje. Por exemplo, se a laje tiver 10cm de espessura, deve-se escrever H=10, onde a letra H significa a altura da laje e o numero 10 significa a espessura, dispensando, na maioria das vezes a menção da unidade, uma vez que para as peças estruturais sempre se estabelecem as medidas em centímetros. Portanto, ao designar-se H=10, saber-se-á que se trata de uma laje maciça de dez centímetros de espessura. Outra recomendação que se faz no caso da numeração das lajes é colocar-se a numeração crescente em relação aos diversos pavimentos, seguindo-se a mesma numeração crescente para as vigas. As vigas, por sua vez, devem receber os nomes de V1, V2, etc. tal qual no caso das lajes. Como recomendado no caso das lajes, as vigas poderão receber numeração crescente a partir do primeiro lance de vigas, em geral nas partes inferiores dos edifícios, tais como sub-solos ou mesmo pavimentos térreos como no caso do edifício que estamos a projetar. Podemos passar a denominar as vigas com numerações V.101, V.102, assim sucessivamente, também numeradas de cima para baixo e da esquerda para a direita, para o pavimento térreo e V.201, V.202, etc. para as vigas do pavimento tipo ou primeiro pavimento do edifício e as demais em numeração crescente e sucessiva: V.300, V.400, etc. As denominações das vigas devem se fazer acompanhadas pelas dimensões da peça estrutural e de sua numeração sucessiva. Recomendamos colocar-se no inicio da viga, ou seja, em seu apoio inicial, seja ele um pilar ou mesmo outra viga, a denominação V. logo em seguida estabelecendo-se suas dimensões, por exemplo 14/50, referindo-se o primeiro numero à largura da seção da viga e o Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.4 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B segundo à altura da mesma seção; enquanto que ao final da viga, ou seja, junto ao seu ultimo elemento de apoio, seja este um pilar ou mesmo outra viga, sua numeração seqüencial: 101, 102,..., 201, 202, etc. E a fim de facilitar a compreensão do projeto, uma vez numeradas as lajes, essas devem também seguir a seqüência de numeração das lajes, assim, quando se definir a viga V.200 ou V.300 para um determinado pavimento, também se deve numerar as lajes L.200 ou L.300 e assim sucessivamente. No caso das vigas as dimensões mencionadas de largura e de altura deverão seguir as premissas estabelecidas tais como espessura das alvenarias através dos elementos que serão utilizados nessas alvenarias (blocos de concreto, blocos cerâmicos, tijolos de barro, etc.), ou as necessidades estruturais que devem responder pelas cargas atuantes. Quanto aos pilares, já foram pré-determinadas em 19 cm de largura, restando ainda estabelecer-se a outra dimensão: o comprimento, mas que como os demais elementos estruturais deve seguir uma determinada numeração, seguindo-se da mesma maneira que os anteriores e iniciando-se de cima para baixo e da esquerda para a direita, recebendo, cada um, a numeração seqüencial P.1, P.2, etc., não havendo necessidade nesses casos em se colocar a numeração de pavimentos proposta para as lajes e para as vigas, 100, 200, etc., já que os pilares são elementos que devem estar presentes em todos os níveis da obra e não em um só específico, a não ser em casos das citadas transições ou projetos de residências, que não é nosso caso de analise no momento. MODELO TÍPICO DE POSIÇÃO E NUMERAÇÃO DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS U P.1 P.2 P.3 19/30 19/30 19/30 201 206 205 14/40 204 V. L.202 H=8 V. 14/40 V. 14/40 L.203 H=8 V. V. 14/40 H=10 202 V. 14/40 L.201 203 14/40 P.4 P.5 P.6 19/30 19/30 19/30 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.5 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B No prosseguimento do desenvolvimento do projeto de fôrmas, deve-se efetuar a cotagem do projeto, ou seja, a colocação das cotas entre os diversos elementos estruturais, e essas cotas devem, preferencialmente, ser colocadas fora do contorno do desenho, a fim de tornar a leitura do projeto mais fácil e também, deverão ser parciais e totais e devem estar expressas em centímetros. Quanto ao tipo de cotagem a ser efetuado, esses podem ser de duas maneiras: pelas faces das peças estruturais ou pelos eixos dessas mesmas peças. Recomendamos se faça a cotagem pelos eixos. MODELO TÍPICO DE POSIÇÃO E NUMERAÇÃO DOS ELEMENTOS ESTRUTURAIS E COTAGEM U 570 285 285 P.1 P.2 P.3 19/30 19/30 19/30 201 225 206 205 14/40 204 V. L.202 14/40 L.203 H=8 V. 14/40 V. V. 202 14/40 180 V. H=10 V. 14/40 405 L.201 405 H=8 203 14/40 P.4 P.5 P.6 19/30 19/30 19/30 285 285 570 Restaria, ainda, nesse ante-projeto de fôrmas, as cotas entre os eixos dos pilares e das vigas, mas por se tratar de um ante-projeto, essas medidas ainda não são fundamentais. Para efeito de ante-projeto, pode-se proceder da mesma maneira para todos os demais pavimentos e cujo procedimento já nos permite iniciarmos o pré-dimensionamento das peças estruturais, pois as medidas colocadas nos croquis, são apenas informativas. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.6 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 03.05 – Pré-Dimensionamento das Peças Estruturais: 03.05.01 – Pré-Dimensionamento dos Pilares: Para que se possa desenvolver o pré-dimensionamento dos pilares, podemos lançar mão de um processo bastante simples e de uso comum: processo das áreas de influência. Nesse processo, como o próprio nome especifica, divide-se a área do pavimento em estudo nas chamadas áreas de influência que se referem a cada um dos pilares e, em seguida, as cargas atuantes nesses pilares e nesse pavimento podem ser devidamente estimadas. MODELO SIMPLIFICADO DE ÁREAS DE INFLUÊNCIA U U L1 0,5 L1 0,5 L1 0,5 L2 0,5 L2 P.2 P.3 A1 A2 A3 A4 A5 A6 0,5 L3 L3 0,5 L3 P.1 L2 P.4 P.5 P.6 Onde: A1 = área de influencia do pilar P.1 A2 = área de influencia do pilar P.2 A3 = área de influencia do pilar P.3 A4 = área de influencia do pilar P.4 A5 = área de influencia do pilar P.5 A6 = área de influencia do pilar P.6 Para efeito de avaliação das cargas concentradas por meio do processo de áreas de influência, essas cargas podem ser obtidas multiplicando-se as áreas obtidas (A1, A2, etc.) por valores que correspondam ao peso estimativo de todos os componentes das cargas verticais atuantes em um edifício (permanentes e acidentais), cujo valor estimado, para o tipo de edifício objeto de nosso projeto, é Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B de aproximadamente 10 kN/m2 , sendo adotado para efeito de cálculo o valor de 20 kN/m2 e além desse valor, deve-se, ainda, multiplicar a mesma área por um fator de correção ou de majoração da carga (α) que considera as eventuais excentricidades das cargas. Os valores de majoração de cargas, podem ser definidos de acordo com o seguinte padrão: P P P P • α = 1,3 para pilares internos • α = 1,5 para pilares de extremidade • α = 1,8 para pilares de canto Para a seção de concreto dos pilares, essa pode ser determinada através de uma simples equação. 20 × α × A × (n + 0,7 ) fck + 0,01× (69,20 − fck ) Ac = Onde: Ac = b x h ⇒ área da seção de concreto (cm2) P P α ⇒ coeficiente de majoração A ⇒ área de influência (m2) P P n ⇒ numero de pavimentos tipo (n + 0,7) ⇒ numero de pavimentos tipo + carga da cobertura fck ⇒ resistência característica do concreto (kN/cm2) B B P 151 210 210 P.1 283 P 151 P.2 P.3 A1 A2 A3 A4 A5 A6 P.4 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO P.5 P.6 3.8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B No exemplo acima, teremos: Pré-dimensionamento do P.2 α ⇒ 1,5 (pilar de extremidade) A ⇒ 2,83 x 2,1 = 5,94 m2 P P n ⇒ numero de pavimentos tipo = 4 (n + 0,7) ⇒ numero de pavimentos tipo + carga da cobertura fck ⇒ 2 kN/cm2 B B Ac = P P 20 × α × A × (n + 0,7 ) 20 × 1,5 × 5,94 × (4 + 0,7 ) = = 313 cm2 ( ) ( ) fck + 0,01× 69,20 − fck 2 + 0,01× 69,20 − 2 E como ja admitimos uma das dimensões dos pilares, no caso a largura de 19cm, podemos concluir que se A = b x h = 313 cm2, então, h > 313 / 19 = 16,50 cm. Admitimos, portanto, as dimensões dos pilares de 19x30 ou 19/30. P P 03.05.02 – Pré-Dimensionamento das Vigas: Para o pré-dimensionamento das vigas, uma estimativa bastante conservadora, estipula que a altura (h) da viga deve ter o seu valor em torno de 10 a 12% do valor do tramo ou do vão teórico a ser vencido pela viga. De uma forma geral, a fim de se evitar alguns transtornos de ordem construtiva, procura-se manter todas as vigas com as mesmas dimensões de altura ou, pelo menos, o maior numero delas. Assim sendo, no croquis em análise, vamos encontrar as vigas V.201 a V.206, como tendo o maior vão teórico, algo em torno de 4,05 m, o que nos levaria a uma viga cuja altura deve estar em torno de 40 cm., e como já admitimos em função das alvenarias uma largura padrão de 14 cm., as vigas devem ter uma pré-dimensão em torno de 14/40. 03.05.03 – Pré-Dimensionamento das Lajes: No caso das lajes, a espessura deste elemento estrutural pode ser estimada através da expressão: φ H = d+ +c 2 onde d é a altura útil da laje; φ é o diâmetro das barras de armação da laje e c é o cobrimento nominal da laje – no caso já definido de 2 cm. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Para o calculo da altura útil da laje (d), podemos utilizar os seguintes parâmetros: dest = (2,5 − 0,1× n) × l 100 onde l deve ser menor ou igual a lx ou 0,7 ly; n é o numero de bordas engastadas; lx é o menor vão e ly é o maior vão. Outras normativas devem ser seguidas com relação à determinação da espessura das lajes, pois a NBR 6123, especifica algumas condições mínimas para espessuras de lajes de concreto armado de edificios: • 5 cm para lajes de cobertura não em balanço • 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço • 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menos ou igual a 30 kN • 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN Para as lajes do croquis estrutural, teremos: dest = (2,5 − 0,1× n) × l = (2,5 − 0,1× 0) × 2,85 = 7,12 cm. 100 100 Admitindo-se bitola mínima de 6,3 mm na armação das lajes, teremos: H = d+ φ 2 + c = 7,12 + 0,63 + 2 = 9,52 cm. 2 de onde admitiremos as lajes de H = 10cm. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3.10 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 4. Cargas Atuantes nas Estruturas 4.1. – Segurança das Estruturas: A segurança de uma estrutura está associada à confiança qualitativa que se possa dar a essa estrutura, ou seja, as estruturas devem ser projetadas de maneira tal a proporcionar qualidade de segurança satisfatória. Essa qualidade satisfatória está atrelada à baixa probabilidade de apresentar problemas associados às patologias e às rupturas do sistema estrutural. Nas “Ações e Segurança nas Estruturas”, a Norma NBR 8681, estabelece as condições básicas para verificação das estruturas em duas situações: Estado Limite de Serviço e Estado Limite Ultimo. O primeiro deles, estabelece as condições mínimas de serviço e durabilidade da estrutura, ou seja, a estrutura atenderá minimamente às condições das ações atuantes que podem ser comprometidas, por exemplo, por danos estruturais causados por deformações excessivas que afetem a utilização da estrutura ou mesmo vibrações excessivas que causem desconforto de qualquer espécie. O segundo caso estabelece a máxima capacidade portante de uma estrutura, cuja ocorrência pode determinar a ruína total ou parcial dessa estrutura. Há, nesses casos, um esgotamento da capacidade portante da estrutura, caracterizado, por exemplo, pela ruptura do concreto, fadiga, instabilidade provocadas por flambagem, escorregamento de barras, etc. Os elementos que atuam sobre uma estrutura e que podem provocar esforços ou deformações nestas, são as denominadas Cargas Atuantes nas Estruturas. Uma vez atuantes essas cargas, a fim de se estabelecer os valores de calculo dessas cargas ou ações, das solicitações e das resistências dos materiais, estabelecem-se os denominados Coeficientes de Ponderação da Segurança, pois são obtidos através da majoração das ações e das solicitações e da minoração da resistência dos materiais empregados. São, em principio, estabelecidos alguns métodos de avaliação a fim de verificarse a segurança das estruturas que poderíamos citar: método da tensão admissível, método da ruptura e método probabilístico. O método das tensões admissíveis, remonta às propostas da Resistência dos Materiais, quando se apresenta a imposição de que a maior tensão de trabalho não ultrapasse a tensão admissível do material, que é definida como sendo a resistência do material dividida por um numero cujo significado seja o de corrigir essa resistência, ou seja, por um coeficiente de ponderação da segurança como é conhecido atualmente. Anteriormente dizia-se simplesmente coeficiente de segurança. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B O método da ruptura consiste na imposição de um limite para a carga de serviço de maneira tal que a aplicação dessa carga multiplicada pelo coeficiente de majoração externo acarreta na ruína da estrutura. Com o aprimoramento das técnicas e com o maior conhecimento técnico experimental das estruturas, a aplicação desses coeficientes de majoração também sofreram novas metodologias de avaliação. Surge, assim, os denominados métodos probabilísticos, quando se estabelece que a segurança das estruturas pode ser afetada por uma serie de fatores de diversas procedências, tais como as variáveis cargas ou ações atuantes sobre essas estruturas, das resistências e das deformações, das imprecisões de execução, etc. Ao contrario dos critérios determinísticos das tensões admissíveis ou da ruptura, o método probabilístico estabelece a troca do coeficiente de segurança pelo critério ou pelo conceito de probabilidade de ocorrência das ações. Entretanto, pela difícil aplicação desse método na verificação da segurança, pela sua complexidade, termina-se por adotar nas estruturas correntes de concreto armado o método semi-probabilístico. Nesses casos, os valores de cálculo Fk das ações, devem ser majoradas pelo coeficiente de ponderação γf, representado por: γf = γf1 . γf2 . γf3 onde γf1 considera a variabilidade das ações; γf2 considera a simultaneidade das ações e γf3 considera os desvios gerados nas construções, não explicitamente considerados, e as aproximações feitas em projeto do ponto de vista das solicitações. No caso de coeficientes de minoração das resistências dos materiais empregados, os valores de cálculo fk devem ser minorados e esses coeficientes de minoração são indicados por γm e são representados por γc no caso do concreto e γs no caso do aço. Assim sendo, Fd = valor de calculo da ação Fk = Fk . γf e fd = valor de calculo das resistências dos materiais empregados (concreto e aço) fk = fk / γm. Para o calculo nos estados limites últimos (ELU) e de serviço (ELS), os coeficientes de ponderação a serem aplicados são: ELU ELS AÇÕES (γf) 1,4 1,0 CONCRETO (γc) 1,4 1,0 AÇO (γs) 1,15 1,0 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Uma vez estabelecidos os conceitos a respeito das condições de segurança que estabelecem os critérios mínimos de ponderação das ações atuantes sobre uma estrutura de concreto armado, é preciso se conhecer essas ações. As ações a considerar recebem uma classificação adequada em: permanentes, variáveis e excepcionais. 4.2 – Ações Permanentes: São aquelas que ocorrem com valores praticamente constantes durante toda a vida da construção. Essas ações se subdividem em permanentes diretas, representadas pelo peso próprio da estrutura, decorrente dos materiais (aço e concreto) empregados; pelo peso dos elementos construtivos fixos e de instalações permanentes, representados pelos revestimentos, etc,; pelos empuxos permanentes, quando esses forem admitidos sem qualquer perspectiva de remoção e em permanentes indiretas, representadas pelas deformações decorrentes de retração e fluência do concreto, deslocamentos de apoios, imperfeições geométricas (globais e locais), etc. A NBR 6120 – Cargas para o Calculo de Estruturas de Edificações – estabelece que na falta de determinação experimental, devem ser utilizados, a fim de adoção de pesos específicos dos diversos materiais componentes de obras, a seguinte tabela: MATERIAIS PESO ESPECÍFICO APARENTE (Kn/m3) ROCHAS ARENITO BASALTO GNEISS GRANITO MÁRMORE E CALCÁREO BLOCOS DE ARGAMASSA CIMENTO AMIANTO BLOCOS ARTIFICIAIS LAJOTAS CERÂMICAS TIJOLOS FURADOS TIJOLOS MACIÇOS TIJOLOS SÍLICO-CALCÁREOS REVESTIMENTOS E CONCRETOS ARGAMASSA DE CAL, CIMENTO E AREIA ARGAMASSA DE CIMENTO E AREIA ARGAMASSA DE GESSO CONCRETO SIMPLES CONCRETO ARMADO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 26 30 30 28 28 22 20 18 13 18 20 19 21 12,5 24 25 4.3 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PINHO, CEDRO LOURO, IMBUIA, PAU ÓLEO MADEIRAS GUAJUVIRÁ, GUATAMBU, GRÁPIA ANGICO, CABRIUVA, IPÊ RÓSEO AÇO ALUMÍNIO E LIGAS BRONZE CHUMBO METAIS COBRE FERRO FUNDIDO ESTANHO LATÃO ZINCO ALCATRÃO ASFALTO MATERIAIS DIVERSOS BORRACHA PAPEL PLASTICO EM FOLHAS VIDRO PLANO 5 6,5 8 10 78,5 28 85 114 89 72,5 74 85 72 12 13 17 15 21 26 4.2.1 – Ações Permanentes comuns em Estruturas de Edifícios: a) Peso próprio dos elementos de Concreto Armado: • Lajes – peso próprio = H x concreto • Vigas e Pilares = bw x h x. concreto γc γc = altura da laje x peso especifico do = largura x altura x peso especifico do b) Revestimento em lajes: • Lajes tipo: alto padrão de acabamento ⇒ 1,5 kN/m2 • Lajes tipo: médio e baixo padrão de acabamento ⇒ 0,80 kN/m2 • Lajes de Cobertura com telhados ⇒ 0,50 kN/m2 • Lajes de Cobertura impermeabilizadas ⇒ 1,00 kN/m2 • Lajes de Garagens ou Pav. Térreo impermeabilizadas ⇒ 1,50 a 2,50 kN/m2 • Lajes de Sub-solos cobertas ⇒ 1,50 kN/m2 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.4 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B c) Peso de paredes: MATERIAL ESPESURA NOMINAL ESPESURA ACABADA PESO POR m2 (kN/m2) ALVENARIA DE TIJOLOS MACIÇOS 5 12 22 5 12 22 9 14 19 8 15 25 8 15 25 13 18 23 1,60 2,40 4,00 0,80 1,80 3,00 1,70 2,30 3,00 ALVENARIA DE BLOCOS CERÂMICOS ALVENARIA DE BLOCOS DE CONCRETO (*) Para se obter o peso da parede em kN/m2 basta multiplicar os valores da tabela pela altura das paredes. d) Peso para enchimentos de rebaixos: MATERIAL BLOCOS SÍLICO CALCÁREO PESO ESPECÍFICO (kN/m3) 6 ARGILA EXPANDIDA 8,6 CACOS DE TIJOLOS C/ ARGAMASSA 11 ARGAMASSA PURA 15 ENTULHO 15 TERRA 16 a 20 e) Peso de telhados (somente telhas): TIPO DE TELHA PESO (kN/m2) TELHAS DE BARRO 0,45 TELHAS ONDULADA (F. CIMENTO) 8mm 6mm 0,20 0,25 TELHA DE ALUMÍNIO 0,05 TELHA DE PLÁSTICO 0,05 CANALETE 43 0,30 CANALETE 90 0,30 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.5 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B f) Peso de coberturas (telhas + estrutura suporte): TIPO DE COBERTURA PESO (kN/m2) TELHAS DE BARRO E TESOURAS DE MADEIRA 0,70 TELHAS DE FIBRO-CIMENTO ESTRUTURA DE MADEIRA E 0,40 COM TELHAS METÁLICAS ESTRUTURA METÁLICA E 0,30 4.3 – Ações Variáveis: 4.3.1 – Ações Variáveis Diretas: São aquelas constituídas pelas cargas acidentais previstas para o uso da construção, pela ação do vento e da chuva. I) Cargas Acidentais previstas para o uso da Construção As cargas acidentais previstas para o uso da construção, atuam nas condições mais desfavoráveis e correspondem a: cargas verticais de uso na construção (pessoas, móveis, materiais diversos, veículos, etc.); cargas moveis, considerando o impacto vertical; impacto lateral; força longitudinal de frenação ou aceleração; força centrifuga. A NBR 6120, estabelece para efeito dessas cargas acidentais previstas, valores mínimos para sua utilização em projetos: LOCAL 4 ARQUIBANCADAS BALCÕES BANCO VER ESPECIFICAÇÕES PRÓPRIAS ESCRITÓRIOS E BANHEIROS SALAS DE DIRETORIA E DE GERÊNCIA BIBLIOTECAS CARGA (kN/m2) SALA DE LEITURA SALA PARA DEPÓSITO PARA LIVROS 2 1,5 2,5 4 SALAS COM ESTANTES DE LIVROS – DETERMINAÇÃO PARA CADA CAS0 COM O MINIMO DE: Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6 4.6 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CASAS DE MÁQUINAS CONCRETO B INCLUINDO O PESO DAS MÁQUINAS – A SER DETERMINADO EM CADA CASO COM O MÍNIMO DE: 7,5 CINEMAS BANHEIRO 3 4 2 SALA DE REFEIÇÕES E DE ASSEMBLÉIA COM 3 PLATÉIA COM ASSENTOS FIXOS ESTUDIO E PLATÉIA COM ASSENTOS MÓVEIS CLUBES ASSENTOS FIXOS SALA DE ASSEMBLÉIA COM ASSENTOS MÓVEIS SALÕES DE DANÇAS E DE ESPORTES SALA DE BILHAR E BANHEIRO CORREDORES COM ACESSO AO PÚBLICO SEM ACESSO AO PÚBLICO COZINHAS NÃO RESIDENCIAIS DEPÓSITOS EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS ESCADAS DE: FORROS GALERIA DE ARTE DORMITÓRIOS, SALA, COPA, COZINHA E BHO. DESPENSA, ÁREA DE SERVIÇO E LAVANDERIA COM ACESSO AO PÚBLICO 3 2,5 OUTRAS SALAS SALAS DE USO GERAL E BANHEIROS 2 SEM ACESSO A PESSOAS 0,5 A SER DETERMINADO EM CADA CASO COM O MÍNIMO 3 A SER DETERMINADO EM CADA CASO COM O MÍNIMO DE: GARAGENS E ESTACIONAMENTOS 1,5 2 3 3 2 ANFI-TEATRO COM ASSENTOS FIXOS DE: GALERIAS DE LOJAS 3 VER ESPECIFICAÇÕES PRÓPRIAS CORREDORES E SALA DE AULA ESCRITÓRIOS 3 2 A SER DETERMINADO EM CADA CASO COM O MÍNIMO SEM ACESSO AO PÚBLICO ESCOLAS 4 5 2 3 PARA VEÍCULOS DE PASSAGEIROS OU SEMELHANTES COM CARGA MÁXIMA DE 25 kN POR 3 VEÍCULO – VER OBSERVAÇÕES DE ϕ GINÁSIOS DE ESPORTES Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5 4.7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL HOSPITAIS CONCRETO B DORMITÓRIOS, ENFERMARIAS, SALA DE RECUPERAÇÃO, 2 SALA DE CIRURGIA, RAIO-X E BANHEIRO CORREDOR 3 LABORATÓRIOS INCLUINDO EQUIPAMENTOS A SER DETERMINADO EM 3 CADA CAS0 - MÍNIMO LAVANDERIAS INCLUINDO EQUIPAMENTOS 4 LOJAS 3 RESTAURANTES TEATROS 3 PALCO 5 DEMAIS DEPENDÊNCIAS: VER CINEMAS TERRAÇOS SEM ACESSO AO PÚBLICO COM ACESSO AO PÚBLICO INACESSÍVEL A PESSOAS 2 3 0,5 DESTINADOS A HELIPONTOS ELEVADOR: NORMAS ESPECÍFICAS DA AERONÁUTICA VESTÍBULO SEM ACESSO AO PÚBLICO COM ACESSO AO PÚBLICO 1,5 3 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: • Nos compartimentos destinados a carregamentos especiais, como os devidos a arquivos, depósitos de materiais, maquinas leves, caixas-fortes, etc. não é necessária uma verificação mais exata desses carregamentos, desde que se considere um acréscimo no valor de 3 kN/m2 no valor da carga acidental. • Ao longo dos parapeitos e balcões devem ser consideradas aplicadas, uma carga horizontal de 0,8 kN/m na altura do corrimão e uma carga vertical mínima de 2 kN/m. • O valor do coeficiente ϕ de majoração das cargas acidentais a serem consideradas no projeto de garagens e estacionamentos para veículos, deve ser determinado do seguinte modo: sendo l o vão de uma viga ou o vão menor de uma laje e sendo l0 = 3,00m para o caso de lajes e de 5,00m para o caso de vigas ⇒ ϕ = 1,00 quando l >= l0 e ϕ = l0 / l <= 1,43 quando l<= l0. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B II) Ação do Vento Os esforços provenientes da ação do vento devem ser analisados através de Norma Brasileira especifica (NBR 6123). Há a possibilidade de se prescindir do calculo da ação do vento sob determinadas circunstâncias, ou seja, para obras que atendam algumas características técnicas como: A altura máxima de cada andar não exceder 4,00 metros; Os pilares forem contraventados em ambas as extremidades, em direções perpendiculares entre si; Na direção considerada, a altura livre do pilar não exceder o dobro da largura da construção. Essas regras que dispensam a consideração do esforço de vento é de autoria do IBRACON – Instituto Brasileiro do Concreto, especifico para estruturas de Nível I, cujas características estão bem delineadas no livreto “Prática recomendada IBRACON para estruturas de edifícios de nível I”. Nos demais casos não se dispensa essa verificação. III) Outras Ações Ação da água, ações variáveis durante a construção e as ações variáveis indiretas (variações uniformes e não uniformes de temperatura) ou mesmo ações dinâmicas, quando a estrutura está sujeita a choques ou vibrações, observando-se, nesses casos, os efeitos provenientes de fadiga e, finalizando, as ações excepcionais, que devem ser analisados em casos particulares. 4.4 – Avaliação Global da Estabilidade da Estrutura: O sistema estrutural que compõe a estrutura usual de um edifício é do tipo tridimensional formado por barras (elementos lineares – vigas e pilares) e por placas (elementos de superfície – lajes). Dentro dessa composição estrutural, surgem dentre os elementos estruturais aqueles que compõem as denominadas estruturas de contraventamento e as estruturas contraventadas. A primeira delas é a que deve garantir a estabilidade da estrutura, sendo assim formada por elementos de maior rigidez estrutural a fim de melhor atender as necessidades do conjunto no que se refere às ações horizontais, predominantemente as de vento. Alem disso, deve também proporcionar a indeslocabilidade do conjunto em ambas as direções do edifício. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B A segunda delas tem a finalidade de apenas resistir aos carregamentos de origem vertical. Os pilares que compõem essas estruturas contraventadas podem ter desprezados no seu calculo os denominados efeitos de segunda ordem, o que não ocorre no primeiro caso, das estruturas de contraventamento. De fato, a fim de proporcionar a indeslocabilidade da estrutura, deve-se proceder uma adequada verificação desse conjunto da estrutura de contraventamento. Uma vez determinada a indeslocabilidade dessa estrutura, aí também podem ser desprezados os denominados efeitos de segunda ordem. Especifica a NBR 6118 que sob a ação das cargas verticais e horizontais, os nós da estrutura deslocamse horizontalmente. Os esforços de segunda ordem decorrentes desses deslocamentos são chamados efeitos globais de segunda ordem. Ou seja, são os esforços de flexão, torção e demais não decorrentes somente das cargas verticais, mas da somatória das ações verticais e horizontais, que criam ao longo da estrutura outros efeitos (segunda ordem). Para que se possa desprezar esses efeitos, deve-se verificar através de métodos simplificados ou aproximados, se a estrutura pode ser classificada como de nós fixos, sem necessidade de cálculo rigoroso. Um desses métodos que pode ser empregado tem a sua expressão matemática o seguinte: α = Htotal × E sendo: • • • • Nk Ecs × Ic ⎧⎪α ≤ 0,2 + 0,1× n ⇒ n ≤ 3 ⎨ ⎪⎩α ≤ 0,6 ⇒ n ≥ 4 n = numero de pavimentos acima da fundação ou de um nível pouco deslocável do sub-solo Htot = altura total da estrutura Nk = somatória de todas as cargas verticais atuantes na estrutura a partir do nível adotado Ecs . Ic = a somatória dos valores de rigidez de todos os pilares na direção considerada Quando obedecem-se as relações acima especificadas pode-se desprezar os efeitos de segunda ordem. Caso isso não ocorra, há sempre a possibilidade de aumentar-se as dimensões dos componentes da estrutura, em especial dos pilares que formarão a estrutura de contraventamento, compondo os pórticos com as vigas que neles chegam ou atravessam. A rigidez do pilar equivalente pode ser determinada calculando-se o deslocamento no topo da estrutura de contraventamento, sob a ação de um carregamento horizontal. Faz-se um processamento por meio apropriado Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.10 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B (computacional) dos pórticos com uma carga unitária aplicada no topo destes. A partir dos resultados dos deslocamentos, estabelece-se a rigidez equivalente do pórtico analisado pelas formulas comuns de deslocamentos ou flechas. f F = 1 tf. O resultado de Ieq pode ser determinado por: l F × l3 f= (Eq. 01 − 04 ) 3 × Ecs × Ic É possivel, através da arquitetura proposta, estabelecer-se uma Planta de Formas do Pavimento Tipo e a partir dessa proposta estrutural, analisar-se quais seriam as estruturas ou pórticos de contraventamento que podemos adotar a fim de verificar-se a Estabilidade Geral do Edifício. Tomamos em primeiro lugar, os porticos do sentido transversal do prédio (analisados pela planta), e chamaremos de PÓRTICO 1, aquele constituido pelos P1, P9, P15, P21 e P25 e pela V214, que se repete duas vezes; PORTICO 2, constituido pelos P2 e P10 e V216, que se repete oito vezes; e pelo PÓRTICO 3, constituido pelos P24, P17 e P7 e V220, que se repete duas vezes. No sentido longitudinal teremos o PÓRTICO 4, constituido pelos P1, P2 e P3 e V201, que se repete quatro vezes e o PÓRTICO 5, constituido pelos P15, P16 e P17 e V207, que se repete duas vezes. ½ Para Ec tomaremos o valor de 5.600 fck (Mpa), ou seja, para concreto C20, 2 teremos Ec = 25.000 Mpa = 2.500 kN/m , e para Ecs = 0,85 x Ec Os resultados foram obtidos através de meios computacionais apropriados. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.11 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B FORMA DO PAVIMENTO TIPO (4x) 1875 203 220 14/40 204 P.10 19/30 19/30 360 H=10 205 14/40 P.11 P.12 19/30 19/30 P.13 P.14 19/30 19/30 105 L.207 L.208 L.209 L.210 H=10 H=10 H=10 H=10 V. 1530 H=10 L.206 V. 105 P.16 19/30 206 14/40 P.17 19/30 207 14/40 P.18 150 P.15 19/30 V. L.204 H=10 210 P.9 217 14/40 L.203 P.19 19/30 V. L.211 P.20 19/30 19/30 208 14/40 1530 H=10 135 V. 14/40 14/40 V. L.205 P.8 19/30 19/30 202 360 19/30 P.6 19/30 14/40 14/40 P.7 H=10 V. V. P.5 V. V. L.202 H=10 221 L.201 285 405 P.4 19/30 219 216 214 405 P.3 19/30 223 201 285 V. 14/40 19/30 14/40 225 227 P.2 V. 285 270 P.1 19/30 225 226 285 224 285 150 H=10 V. P.26 19/30 14/40 L.219 H=10 P.28 L.221 H=10 H=10 V. V. V. 14/40 V. 14/40 V. 14/40 14/40 V. V. 14/40 L.220 H=10 262.5 L.217 H=10 212 19/30 211 L.216 14/40 360 P.27 19/30 405 H=10 19/30 H=10 225 L.218 P.25 V. 14/40 210 P.24 19/30 L.215 105 222 P.23 218 14/40 14/40 405 V. H=10 19/30 215 V. L.214 H=10 V. 14/40 P.22 19/30 L.213 210 P.21 19/30 209 14/40 142.5 105 H=10 V. 14/40 L.212 V. 14/40 360 V. 213 14/40 P.29 P.30 P.31 P.32 P.33 P.34 19/30 19/30 19/30 19/30 19/30 19/30 285 285 225 285 225 285 285 1875 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.12 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PÓRTICO 1 – TRANSVERSAL (2x) P.1, P.9, P.15, P.21, P.29 e V.214 6 12 288 26 5 27 10 5 288 30 4 31 288 3 35 288 38 2 42 1 1 405 P.1 P.9 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 41 26 45 21 16 13 19 360 P.15 22 20 44 360 27 17 11 7 23 21 14 6 37 40 43 28 18 12 8 24 22 15 7 33 36 39 29 19 13 9 2 32 16 8 3 288 1440 34 25 23 14 10 29 20 17 9 4 28 15 11 30 24 18 25 405 P.21 P.29 4.13 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PÓRTICO 2 – TRANSVERSAL (8x) P.2, P.10 e V.216 6 12 288 11 5 10 5 11 288 12 4 9 4 10 288 1440 13 3 8 3 9 288 14 2 7 2 8 288 15 1 6 1 7 405 P.2 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO P.10 4.14 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PÓRTICO 3 – TRANSVERSAL (2x) P.24, P.17, P.7 e V.220 6 288 16 5 17 10 5 288 4 19 288 14 10 20 16 21 8 3 3 13 9 22 288 17 9 4 15 23 7 2 2 12 8 24 288 15 11 18 1440 18 12 1 14 25 6 1 11 7 360 P.24 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 13 495 P.17 P.7 4.15 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PÓRTICO 4 – LONGITUDINAL (4x) P.1, P.2, P.3, e V.201 6 12 288 16 5 17 10 5 288 4 19 288 3 21 13 9 22 2 15 23 7 2 12 8 24 1 14 27 6 1 11 7 285 P.1 16 8 3 288 14 10 20 288 17 9 4 1440 15 11 18 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 18 13 285 P.2 P.3 4.16 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PÓRTICO 5 – LONGITUDINAL (2x) P.15, P.16, P.17, e V.207 6 12 288 16 5 17 11 288 18 4 19 288 14 10 20 3 16 21 13 8 9 3 22 288 17 9 4 2 15 23 12 7 8 2 24 288 15 10 5 1440 18 1 14 27 11 6 1 7 390 405 P.15 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 13 P.16 P.17 4.17 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PORTICO 1 Apoios Fixos Nó Dx (m) Dy (m) Dz (rd) 1 0.00000000 0.00000000 0.00000000 7 0.00000000 0.00000000 0.00000000 13 0.00000000 0.00000000 0.00000000 19 0.00000000 0.00000000 0.00000000 25 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Deslocamentos dos Nós Nó Dx (m) Dy (m) 1 0.00000000 0.00000000 2 0.00063138 0.00001944 3 0.00148828 0.00003473 4 0.00236333 0.00004571 5 0.00323874 0.00005240 0.00005487 6 0.00405399 Dz (rd) 0.00000000 -0.00018834 -0.00019827 -0.00020112 -0.00020272 -0.00013762 PORTICO 2 Apoios Fixos Nó Dx (m) 1 0.00000000 7 0.00000000 Dy (m) 0.00000000 0.00000000 Dz (rd) 0.00000000 0.00000000 Deslocamentos dos Nós Nó Dx (m) Dy (m z (rd) 1 0.00000000 0.00000000 0.00000000 2 0.00164443 0.00006284 -0.00049522 3 0.00410862 0.00011287 -0.00056932 4 0.00670916 0.00014872 -0.00058971 5 0.00932375 0.00017032 -0.00058010 0.00017826 -0.00037764 6 0.01163695 PORTICO 3 Apoios Fixos Nó Dx (m) 1 0.00000000 7 0.00000000 13 0.00000000 Dy (m) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Dz (rd) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Deslocamentos dos Nós Nó Dx (m) Dy (m) 1 0.00000000 0.00000000 2 0.00199279 0.00003805 3 0.00445266 0.00006786 4 0.00694298 0.00008904 5 0.00943844 0.00010168 0.00010598 6 0.01175103 Dz (rd) 0.00000000 -0.00035675 -0.00037277 -0.00038072 -0.00038194 -0.00023855 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.18 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B PORTICO 4 Apoios Fixos Nó Dx (m) 1 0.00000000 7 0.00000000 13 0.00000000 Dy (m) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Dz (rd) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Deslocamentos dos Nós Nó Dx (m) Dy (m) 1 0.00000000 0.00000000 2 0.00187458 0.00004562 3 0.00409984 0.00008137 4 0.00636157 0.00010692 5 0.00864138 0.00012227 6 0.01079861 0.00012755 Dz (rd) 0.00000000 -0.00029461 -0.00030697 -0.00031633 -0.00032182 -0.00020142 PORTICO 5 Apoios Fixos Nó 1 7 13 Dx (m) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Dy (m) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Dz (rd) 0.00000000 0.00000000 0.00000000 Deslocamentos dos Nós Nó Dx (m) Dy (m) 1 0.00000000 0.00000000 2 0.00099758 0.00003140 3 0.00241079 0.00005634 4 0.00386975 0.00007422 5 0.00532807 0.00008502 0.00008894 6 0.00663695 Dz (rd) 0.00000000 -0.00030694 -0.00033004 -0.00033611 -0.00033096 -0.00021756 A partir da equação 04-01, pode-se determinar Ec x Iec, onde F será a carga unitária; f será o deslocamento obtido pelas resoluções acima apontadas, np é o número de pórticos iguais no mesmo sentido e l a altura total do pórtico. (obs: multiplicaremos os valores obtidos por 10, a fim de transformarmos as unidades obtidas em T/m2 em kN/m2). Pórtico 1 – ⎛ F × l3 ⎞ ⎛ 1× 14,403 ⎞ ⎟ × np × 10 = ⎜ ⎟ × 2 × 10 = 4.903.000 kN / m2 Ecs × Ic = ⎜⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ 3×f ⎠ ⎝ 3 × 0,00406 ⎠ Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.19 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Pórtico 2 – ⎛ F × l3 ⎞ ⎛ 1× 14,403 ⎞ 2 ⎟ × np × 10 = ⎜ ⎟ Ecs × Ic = ⎜⎜ ⎟ ⎜ 3 × 0,01164 ⎟ × 8 × 10 = 6.840.000 kN / m 3 × f ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Pórtico 3 – ⎛ 1× 14,40 3 ⎞ ⎛ F × l3 ⎞ 2 ⎟ ⎟ × np × 10 = ⎜ Ecs × Ic = ⎜⎜ ⎜ 3 × 0,0118 ⎟ × 2 × 10 = 1.687.000 kN / m ⎟ 3 f × ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Pórtico 4 – ⎛ F × l3 ⎞ ⎛ 1× 14,403 ⎞ 2 ⎟ × np × 10 = ⎜ ⎟ Ecs × Ic = ⎜⎜ ⎟ ⎜ 3 × 0,0108 ⎟ × 4 × 10 = 3.686.400 kN / m 3 × f ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Pórtico 5 – ⎛ 1× 14,403 ⎞ ⎛ F × l3 ⎞ 2 ⎟ ⎟ × np × 10 = ⎜ Ecs × Ic = ⎜⎜ ⎜ 3 × 0,00664 ⎟ × 2 × 10 = 2.998.000 kN / m ⎟ 3 f × ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ Assim sendo, teremos: 1 – sentido transversal Ecs x Ic = 4.903.000+6.840.000+1.687.000=13.430.000 kN/m2 2 – sentido longitudinal Ecs x Ic = 3.686.400+2.998.000=6.684.400 kN/m2 n = 5 (4 pavimentos tipo + pavimento de cobertura) Htot = 14.40 m Nk = 10 kN/m2 x 244 m2 (área por pavimento) x 4,7 (4 tipos + cobertura) + 250 kN (caixa d’água elevada) = 11.720 kN Ecs . Ic (transv.) = 13.430.000 kN x m2 Ecs . Ic (long.) = 6.684.800 kN x m2 αt = H × Nk 11.720 = 14.40 × = 0,43 < 0,60 (Ecs × Ic )t 13.430.000 αl = H × Nk 11.720 = 14.40 × = 0,603 ≅ 0,60 (Ecs × Ic )l 6.684.400 Portanto, a proposta estrutural estabelecida para o edificio do exemplo atende a Estabilidade Global do Edifício. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4.20 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 05. Lajes Maciças em Concreto Armado 5.1. – Definição: A principal característica geométrica das lajes é a de ser uma placa, ou seja, possui as suas dimensões de superfície maiores do que a sua espessura. A NBR 6118/2003 estabelece que para uma peça estrutural ser considerada como laje, a altura de sua seção transversal deve ser menor do que cinco vezes o seu menor lado. A sua finalidade como componente estrutural é suportar as cargas permanentes e acidentais, assim como servir de elementos de interligação entre os diversos pórticos da estrutura, tais como os anteriormente definidos, a fim de promover a Estabilidade Geral do Edifício, quando são denominadas diafragmas. Uma vez absorvidas as cargas atuantes sobre elas, em determinado pavimento, as lajes devem transmiti-las para os elementos estruturais subseqüentes – vigas ou pilares. Nos casos correntes de concreto armado, as lajes podem ser classificadas em dois grupos: • Lajes armadas em uma direção: quando a relação entre o maior e o menor lado (Ly / Lx) é maior do que 2. • Lajes armadas nas duas direções ou em cruz: quando a relação entre o maior e o menor lado (Ly / Lx) é menor ou igual do que 2. 5.2. – Cálculo das Lajes: O primeiro passo a fim de se efetuar o calculo das lajes é a determinação dos vãos livres (L0) e vãos teóricos (L) e, em seguida, a relação entres esses valores. O vão livre é sempre considerado como sendo a distância entre as faces dos apoios laterais das lajes, e o vão teórico dever ser em lajes isoladas, igual ao valor do vão livre somado à espessura da laje no meio do vão. No caso vãos externos de lajes continuas, o vão teórico deve ser igual ao valor do vão livre acrescido da metade da dimensão do apoio interno e da metade da espessura da laje no meio do vão. Não sendo a largura do apoio lateral das lajes – vigas ou pilares – de largura muito grande, no caso de grande parte das obras convencionais, pode-se adotar como vãos teóricos das lajes as distâncias entre os centros dos apoios. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Ly Lx λ = Ly Lx Onde Lx é o vão que possui o maior numero de engastes e quando esse numero for igual nas duas direções, Lx será o menor vão e Ly o maior vão. Quanto aos tipos de vinculação das lajes, podemos ter casos distintos: borda livre, borda simplesmente apoiada e borda engastada. Como representação gráfica desses três tipos de vinculação, pode-se adotar os esquemas abaixo: BORDA LIVRE BORDA SIMPLESMENTE APOIADA BORDA ENGASTADA O primeiro caso, de borda livre, significa a ausência de qualquer tipo de apoio, caracterizado pelas lajes em balanço ou marquises; enquanto que no caso de borda simplesmente apoiada e engastada, não existe deslocamento nas bordas. Para que se adote a condição de engastamento, em geral, é necessário que haja continuidade em relação à laje imediatamente próxima, muito embora existam casos de engastamento em vigas ou pilares. Nos casos comuns de edifícios é corrente a continuidade entre as lajes. Entretanto, mesmo essa continuidade pode não ocorrer em toda a extensão de determinadas bordas e mesmo assim constituir-se em engastamento; por exemplo, quando se tem em uma mesma borda uma parte engastada e outra apoiada. Ly Lx Lx1 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO Lx2 5.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B CRITÉRIOS PARA BORDAS COM ENGASTE E APOIO Lx1 ≤ Lx 3 BORDA TOTALMENTE APOIADA Lx 2 × Lx < Ly < 3 3 DEFINIR ESFORÇOS PARA AS DUAS DIREÇOES E ADOTAR MAIOR VALOR Lx1 ≥ 2 × Lx 3 BORDA TOTALMENTE ENGASTADA No caso das lajes armadas em uma única direção pode-se considerar no cálculo as duas condições, ou seja, onde houver engastamento independente das extensão da continuidade esse deve ser considerado dessa maneira e onde houver simples apoio assim também se considera. Para os casos gerais de vínculos, podemos estabelecer os mais tradicionais dessa maneira: TABELA DE TIPOS DE VINCULAÇÃO DE BORDAS DAS LAJES CASO 1 CASO 2 CASO 3 QUATRO BORDAS UMA BORDA DUAS BORDAS ADJACENTES SIMPLESMENTE APOIADAS ENGASTADA ENGASTADAS CASO 4 CASO 5 CASO 6 DUAS BORDAS OPOSTAS TRES BORDAS QUATRO BORDAS ENGASTADAS ENGASTADAS ENGASTADAS Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.3 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Os modelos de cálculo para as lajes em uso geral podem ser efetuados através de métodos apropriados, dentre os quais podemos destacar: Teoria das Grelhas, Teoria da Elasticidade, Regime de Ruptura, Processo de Marcus, etc. Esses métodos para cálculo das lajes pressupõe que as essas sejam elementos estruturais apoiados em outros elementos rígidos, a fim de se obter as magnitudes de momentos fletores e deformações oriundas da aplicação das cargas atuantes. Para as lajes armadas em uma única direção, conforme relação estabelecida anteriormente, o cálculo dos momentos fletores, das deformações e das reações de apoio – cargas transmitidas aos elementos estruturais adjacentes – é estabelecido pelas equações simples da Estática das Estruturas e de amplo conhecimento. Uma vez aplicada uma carga p (permanente [g] + acidental [q]), determinam-se os valores dos momentos fletores, deformações e reações de apoio através das equações tradicionais: LAJES ARMADAS EM UMA DIREÇÃO TIPO A B lx A B lx A B lx REAÇÕES DE APOIO MOMENTO FLETOR DEFORMAÇÃO (FLECHA) RA = p × lx 2 2 Mx = p × lx 8 4 fx = 5 × p × l x 384 × E × I RB = p × lx 2 Xx = 0 RA = 3 × p × lx 8 2 Mx = p × lx 14,22 RB = 5 × p × lx 8 2 Xx = p × lx 8 RA = p × lx 2 2 Mx = p × lx 24 RB = p × lx 2 2 Xx = p × lx 12 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4 fx = 2 × p × l x 384 × E × I fx = p × lx 4 384 × E × I 5.4 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Os valores estabelecidos como limites de flechas em lajes é de f <= L/250 não devendo ultrapassar em qualquer hipótese, o valor de 2,5 cm. Para as lajes armadas nas duas direções ou em cruz, a Teoria das Grelhas, a fim de determinar a carga atuante em cada uma das direções das lajes, estabelece que se deve dividir essas atuantes em duas partes, uma px e outra py, uma para cada direção da laje (x e y) de maneira que se obtenha: p = px + py A partir da Teoria das Grelhas, surgiu a Teoria de Marcus, que estabeleceu fórmulas aproximadas a fim de se determinar coeficientes para cada tipo de laje dependente da relação entre vãos. Esses coeficientes que são fornecidos sob a forma de tabelas, nos permitem calcular os momentos fletores, deformações e reações de apoio mediante o emprego de tabelas específicas. Para o cálculo dos momentos máximos nos vãos, as equações que definem esses valores para as direções x e y, respectivamente, são, no caso dos momentos positivos: Mx = p × lx 2 p × lx 2 e My = mx my Enquanto que para os momentos negativos, as equações são: Xx = p × lx 2 p × lx 2 e Xy = nx ny Os valores de mx, my, nx e ny, dependem da natureza dos apoios externos e encontram-se reproduzidos nas Tabelas de Marcus. Na pratica podemos efetuar os cálculos dos momentos fletores atuantes sobre a própria planta da estrutura, adotando-se algumas regras. Em cada painel de laje traçam-se dois eixos em conformidade com as direções x e y, conforme já estabelecido anteriormente, adotando-se para a direção x a que possui maior numero de engastamentos e, quando esse numero de engastamentos for o mesmo nas duas direções, adota-se para x a direção do menor vão. Nos extremos dos eixos, escrevem-se os valores dos vãos teóricos e na origem dos eixos a carga p atuante. No canto esquerdo superior escreve-se a relação: λ = Ly Lx E, no canto esquerdo superior os valores dos coeficientes tabelados mx, my, nx e ny. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.5 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Utilizando-se das Tabelas de Marcus e das suas equações podemos determinar os valores dos momenrto fletores, cujos valores podem ser escritos ao longo dos apoios correspondentes. Calculados os momentos de todas as lajes, adota-se como momento negativo em cada apoio a média dentre eles ou o valor de 0,8 do maior dos dois momentos entre as lajes vizinhas. Para efeito das reações de apoio das lajes sobre os elementos adjacentes, podemos adotar modelo semelhante ao proposto anteriormente, colocando-se nas bordas respectivas os valores das cargas provenientes das permanentes e das acidentais e esses valores, das reações de apoio, serão calculados a partir da definição da relação entre os lados e o conhecimento do valor Kx, também estipulados nas Tabelas. Uma vez determinado o valor de Kx, devemos multiplicalo pela carga atuante p, que como já vimos divide-se em uma px e outra py, e assim sendo, as reações nos sentidos x e y, deverão ser definidas como nas tabelas apresentadas para o calculo das reações de apoio das lajes armadas em uma única direção. Ly Xx Ly p py Ly Kx RxB(g) / RxB(q) Lx Lx px Lx L.201 RyB(g) / RyB(q) My Xy L.201 RyA(g) / RyA(q) p RxA(g) / RxA(q) mx my nx ny Lx Mx λ = Ly Lx Ly Outra maneira prática de se estabelecer os componentes atuantes nas lajes é através da composição de tabelas apropriadas, onde os dados referidos acima devem integrar essas tabelas. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.6 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B L.202 H=10 H=10 285 135 L.205 285 285 L.203 L.204 H=10 H=10 L.206 H=10 210 H=10 105 360 225 105 L.207 L.208 L.209 L.210 H=10 H=10 H=10 H=10 L.211 405 L.201 225 360 285 270 285 150 405 LAJES DO PAVIMENTO TIPO (4x) H=10 105 L.213 L.214 H=10 H=10 105 360 L.212 L.215 H=10 L.216 L.217 H=10 H=10 L.218 L.219 L.220 L.221 H=10 H=10 H=10 H=10 285 285 225 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 285 225 285 405 405 210 360 150 H=10 285 5.7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B A fim de desenvolvermos o cálculo das lajes acima definidas, o roteiro deve seguir a seguinte ordem, levando-se em conta a simetria das mesmas: L.201 ⇒ Ly = 405 cm e Lx = 285 Carga permanente [g] = peso próprio + revestimento + alvenarias = 2,5 kN/m2 + 0,8 kN/m2 + 0,0 kN/m2 = 3,3 kN/m2 Carga acidental [q] = 1,5 kN/m2 Carga total [p] = 4,8 kN/m2 Em seguida, determina-se o valor de λ: λ = 405 = 1,42 285 E a partir dessa relação, buscamos na Tabela 3 de Marcus: Mx=1,79 Lx p=4,80 L.201 px=3,85 Ly = 405 4,72/2,14 py=0,95 2,82/1,29 L.201 Ly = 405 Xx=3,91 My=0,90 Ly 285 0,99/0,45 mx=21,78 my=43,35 nx=9,97 ny=20,10 Ly λ = 405 = 1,42 Lx p=4,80 Kx=0,803 Xy=1,94 Lx = 285 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1,65/0,75 Lx = 285 5.8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B L.207 ⇒ Ly = 390 cm e Lx = 360 Carga permanente [g] = peso próprio + revestimento + alvenarias = 2,5 kN/m2 + 0,8 kN/m2 + 1,6 kN/m2 = 4,9 kN/m2 A carga das alvenarias deve ser obtida multiplicando-se o comprimento das alvenarias que estão sobre a L.205, pela sua altura e pelo seu peso próprio e, em seguida dividir esse valor obtido pela área de projeção da laje. Assim: ga = 4,76 × 2,80 × 1,70 = 1,60 kN / m2 3,90 × 3,60 Carga acidental [q] = 1,5 kN/m2 Carga total [p] = 6,4 kN/m2 Em seguida, determina-se o valor de λ: λ = 390 = 1,08 360 E a partir dessa relação, buscamos na Tabela 5 de Marcus: Xx=5,05 mx=39,74 my=53,18 nx=16,41 ny=25,52 6,45/1,97 My=1,56 p=6,40 Xx=5,05 Ly Ly = 390 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO py=1,72 Lx Lx = 360 L.205 3,21/0,98 px=4,68 1,67/0,51 Lx = 360 L.205 Xy=3,25 Mx=2,09 Lx 360 Ly λ = 390 = 1,08 p=6,40 Kx=0,731 6,45/1,97 Ly = 390 5.9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B L.208 ⇒ Ly = 405 cm e Lx = 360 Carga permanente [g] = peso próprio + revestimento + alvenarias = 2,5 kN/m2 + 0,8 kN/m2 + 0,0 kN/m2 = 3,3 kN/m2 Carga acidental [q] = 1,5 kN/m2 Carga total [p] = 4,8 kN/m2 Em seguida, determina-se o valor de λ: λ = 405 = 1,125 360 E a partir dessa relação, buscamos na Tabela 3 de Marcus: p=4,80 My=1,64 Ly Xx=4,79 Ly = 405 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO py=1,84 Lx Lx = 360 L.208 1,93/0,86 Ly px=2,96 L.208 3,22/1,44 Mx=2,08 Xy=3,78 Lx 360 2,76/1,24 mx=29,92 my=37,87 nx=13,00 ny=16,45 Lx = 360 λ = 405 = 1,125 p=4,80 Kx=0,616 4,60/2,06 Ly = 405 5.10 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B L.211 ⇒ Ly = 300 cm e Lx = 285 Carga permanente [g] = peso próprio + revestimento + alvenarias = 2,5 kN/m2 + 0,8 kN/m2 + 0,0 kN/m2 = 3,3 kN/m2 Carga acidental [q] = 1,5 kN/m2 Carga total [p] = 4,8 kN/m2 Em seguida, determina-se o valor de λ: λ = 300 = 1,05 285 E a partir dessa relação, buscamos na Tabela 1 de Marcus: p=4,80 My=1,42 Ly px=2,64 Lx Ly = 300 Ly L.208 2,58/1,18 L.208 py=2,16 Ly = 300 Mx=1,57 Lx 285 2,22/1,02 mx=24,91 my=27,47 2,58/1,18 λ = 300 = 1,05 p=4,80 Kx=0,549 2,22/1,02 Lx = 285 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO Lx = 285 5.11 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 1 - CÁLCULO DAS LAJES EM CRUZ - MARCUS ly 61 Mx = p.lx 2 mx 2 My = p.lx my p x =K x .p lx ly/lx kx mx my 0.50 0.059 169.18 42.29 0.51 0.063 158.42 41.20 0.52 0.068 148.64 40.19 0.53 0.073 139.70 39.24 0.54 0.078 131.55 38.36 0.55 0.084 124.10 37.53 0.56 0.089 117.25 36.77 0.57 0.095 110.96 36.05 0.58 0.102 105.19 35.38 0.59 0.108 99.86 34.76 0.60 0.115 94.94 34.18 0.61 0.122 90.40 33.64 0.62 0.129 86.20 33.13 0.63 0.136 82.30 32.66 0.64 0.144 78.68 32.23 0.65 0.151 75.32 31.82 0.66 0.159 72.19 31.44 0.67 0.168 69.27 31.09 0.68 0.176 66.54 30.99 0.69 0.185 63.99 30.46 0.70 0.194 61.60 30.18 0.71 0.203 59.37 29.93 0.72 0.212 57.27 29.69 0.73 0.221 55.29 29.47 0.74 0.231 53.44 29.26 0.75 0.240 51.69 29.07 0.76 0.250 50.04 28.90 0.77 0.260 48.48 28.74 0.78 0.270 47.01 28.60 0.79 0.280 45.61 28.46 0.80 0.290 44.29 28.34 0.81 0.301 43.03 28.23 0.82 0.311 41.84 28.13 0.83 0.322 40.70 28.04 0.84 0.332 39.62 27.96 0.85 0.343 38.59 27.88 0.86 0.354 37.61 27.81 0.87 0.364 36.67 27.75 0.88 0.375 35.77 27.70 0.89 0.385 34.91 27.65 0.90 0.396 34.09 27.61 0.91 0.407 33.30 27.57 0.92 0.417 32.54 27.54 0.93 0.428 31.81 27.51 0.94 0.438 31.11 27.49 0.95 0.449 30.44 27.47 0.96 0.459 29.79 27.45 0.97 0.469 29.17 27.44 0.98 0.480 28.57 27.43 0.99 0.490 27.99 27.43 1.00 0.500 27.43 27.43 ly/lx kx mx my ly/lx kx mx my 1.00 0.500 27.43 27.43 1.50 0.835 13.87 31.21 1.01 0.510 26.89 27.43 1.51 0.839 13.75 31.36 1.02 0.520 26.37 27.43 1.52 0.842 13.64 31.52 1.03 0.529 25.87 27.44 1.53 0.846 13.53 31.68 1.04 0.539 25.38 27.45 1.54 0.849 13.43 31.85 1.05 0.549 24.91 27.47 1.55 0.852 13.32 32.01 1.06 0.558 24.46 27.48 1.56 0.855 13.22 32.18 1.07 0.567 24.02 27.50 1.57 0.859 13.13 32.36 1.08 0.576 23.60 27.52 1.58 0.862 13.03 32.53 1.09 0.585 23.19 27.55 1.59 0.865 12.94 32.71 1.10 0.594 22.79 27.57 1.60 0.868 12.85 32.80 1.11 0.603 22.41 27.61 1.61 0.870 12.76 33.08 1.12 0.611 22.03 27.64 1.62 0.873 12.68 33.27 1.13 0.620 21.67 27.67 1.63 0.876 12.59 33.46 1.14 0.628 21.32 27.71 1.64 0.878 12.51 33.65 1.15 0.636 20.99 27.76 1.65 0.881 12.43 33.85 1.16 0.644 20.66 27.80 1.66 0.884 12.35 34.04 1.17 0.652 20.34 27.85 1.67 0.886 12.28 34.24 1.18 0.660 20.04 27.90 1.68 0.888 12.21 34.45 1.19 0.667 19.74 27.95 1.69 0.891 12.13 34.65 1.20 0.675 19.45 28.01 1.70 0.893 12.06 34.87 1.21 0.682 19.17 28.07 1.71 0.895 12.00 35.08 1.22 0.689 18.90 28.13 1.72 0.897 11.93 35.29 1.23 0.696 18.64 28.20 1.73 0.899 11.86 35.51 1.24 0.703 18.39 28.27 1.74 0.902 11.80 35.73 1.25 0.709 18.14 28.34 1.75 0.904 11.74 35.95 1.26 0.716 17.90 28.42 1.76 0.906 11.68 36.17 1.27 0.722 17.67 28.50 1.77 0.907 11.62 36.40 1.28 0.729 17.44 28.58 1.78 0.909 11.56 36.63 1.29 0.735 17.23 28.67 1.79 0.911 11.51 36.86 1.30 0.741 17.01 28.76 1.80 0.913 11.45 37.10 1.31 0.746 16.81 28.85 1.81 0.915 11.40 37.33 1.32 0.752 16.61 28.94 1.82 0.916 11.34 37.58 1.33 0.758 16.42 29.04 1.83 0.918 11.29 37.82 1.34 0.763 16.23 29.14 1.84 0.920 11.24 38.06 1.35 0.769 16.05 29.25 1.85 0.921 11.19 38.31 1.36 0.774 15.87 29.36 1.86 0.923 11.15 38.56 1.37 0.779 15.70 29.47 1.87 0.924 11.10 38.81 1.38 0.784 15.53 29.58 1.88 0.926 11.05 39.07 1.39 0.789 15.37 29.70 1.89 0.927 11.01 39.32 1.40 0.793 15.21 29.82 1.90 0.929 10.96 39.58 1.41 0.798 15.06 29.95 1.91 0.930 10.92 39.84 1.42 0.803 14.91 30.07 1.92 0.931 10.88 40.10 1.43 0.807 14.77 30.20 1.93 0.933 10.84 40.37 1.44 0.811 14.63 30.34 1.94 0.934 10.80 40.63 1.45 0.815 14.49 30.47 1.95 0.935 10.76 40.91 1.46 0.820 14.36 30.61 1.96 0.936 10.72 41.18 1.47 0.824 14.23 30.76 1.97 0.938 10.68 41.45 1.48 0.827 14.11 30.90 1.98 0.939 10.64 41.73 1.49 0.831 13.99 31.05 1.99 0.940 10.60 42.01 1.50 0.835 13.87 31.21 2.00 0.941 10.57 42.29 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.12 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 2 - CÁLCULO DAS LAJES EM CRUZ – MARCUS lx ly 2 Mx = p.lx 2 mx 2 My = p.lx my Xx = −p.lx 2 nx p x =K x .p ly/lx kx mx nx my ly/lx kx mx nx my 0.50 0.135 140.93 59.20 45.13 1.00 0.714 29.93 11.20 36.74 0.51 0.145 132.95 55.31 44.11 1.02 0.730 29.02 10.96 37.19 0.52 0.154 125.68 51.77 43.22 1.04 0.745 28.18 10.73 37.68 0.53 0.165 119.03 48.56 42.38 1.06 0.759 27.41 10.53 38.19 0.54 0.175 112.94 45.64 41.60 1.08 0.773 26.69 10.35 38.74 0.55 0.186 107.35 42.97 40.88 1.10 0.785 26.02 10.18 39.31 0.56 0.197 102.20 40.54 40.21 1.12 0.797 25.40 10.03 39.92 0.57 0.209 97.46 38.32 39.60 1.14 0.808 24.83 9.89 40.55 0.58 0.220 93.08 36.28 39.03 1.16 0.819 24.29 9.77 41.21 0.59 0.232 89.03 34.41 38.51 1.18 0.829 23.79 9.65 41.90 0.60 0.245 85.28 32.69 38.04 1.20 0.838 23.33 9.45 42.62 0.61 0.257 81.79 31.11 37.60 1.22 0.847 22.89 9.44 43.36 0.62 0.270 78.55 29.66 37.20 1.24 0.855 22.49 9.35 44.13 0.63 0.282 75.53 28.31 36.83 1.26 0.863 22.11 9.27 44.93 0.64 0.295 72.71 27.07 36.49 1.28 0.870 21.75 9.19 45.75 0.65 0.308 70.07 25.93 36.19 1.30 0.877 21.42 9.12 46.59 0.66 0.322 67.60 24.86 35.92 1.32 0.884 21.11 9.05 47.46 0.67 0.335 65.28 23.88 35.67 1.34 0.889 20.82 8.99 48.34 0.68 0.348 63.10 22.97 35.44 1.36 0.895 20.54 8.93 49.26 0.69 0.362 61.05 22.12 35.25 1.38 0.901 20.28 8.88 50.20 0.70 0.375 59.12 21.33 35.07 1.40 0.906 20.04 8.83 51.15 0.71 0.388 57.30 20.59 34.92 1.42 0.910 19.81 8.79 52.14 0.72 0.402 55.58 19.91 34.78 1.44 0.915 19.59 8.74 53.14 0.73 0.415 53.95 19.27 34.67 1.46 0.919 19.39 8.70 54.16 0.74 0.428 52.41 18.67 34.57 1.48 0.923 19.20 8.67 55.21 0.75 0.442 50.94 18.11 34.50 1.50 0.927 19.01 8.63 56.28 0.76 0.455 49.56 17.59 34.44 1.52 0.930 18.84 8.60 57.36 0.77 0.468 48.24 17.10 34.39 1.54 0.934 18.68 8.57 58.47 0.78 0.481 46.98 16.64 34.36 1.56 0.937 18.52 8.54 59.60 0.79 0.493 45.79 16.21 34.35 1.58 0.940 18.37 8.51 60.74 0.80 0.506 44.65 15.81 34.35 1.60 0.942 18.23 8.49 61.91 0.81 0.518 43.56 15.43 34.36 1.62 0.945 18.10 8.46 63.11 0.82 0.531 42.53 15.08 34.39 1.64 0.948 17.97 8.44 64.31 0.83 0.543 41.54 14.74 34.42 1.66 0.950 17.85 8.42 65.53 0.84 0.554 40.60 14.43 34.48 0.85 0.566 39.69 14.13 34.54 1.68 0.952 17.74 8.40 66.78 1.70 0.954 17.63 8.38 68.04 1.72 0.956 17.52 8.36 69.33 1.74 0.958 17.42 8.35 70.63 1.76 0.960 17.33 8.33 71.96 1.78 0.962 17.25 8.32 73.30 1.80 0.963 17.15 8.30 74.65 1.82 0.965 17.07 8.29 76.03 1.84 0.966 16.99 8.28 77.42 1.86 0.968 16.91 8.27 78.85 1.88 0.969 16.84 8.26 80.27 1.90 0.970 16.77 8.24 81.73 1.92 0.971 16.70 8.23 83.18 1.94 0.972 16.64 8.23 84.67 1.96 0.974 16.57 8.22 86.19 1.98 0.975 16.51 8.21 87.70 2.00 0.976 16.46 8.20 89.22 0.86 0.578 38.83 13.85 34.62 0.87 0.589 38.01 13.59 34.70 0.88 0.600 37.20 13.34 34.80 0.89 0.611 36.50 13.10 34.91 0.90 0.621 35.70 12.88 35.03 0.91 0.632 35.04 12.67 35.16 0.92 0.642 34.37 12.47 35.29 0.93 0.652 33.73 12.28 35.44 0.94 0.661 33.12 12.10 35.60 0.95 0.671 32.53 11.93 35.77 0.96 0.680 31.97 11.77 35.95 0.97 0.689 31.43 11.61 36.13 0.98 0.697 30.91 11.47 36.33 0.99 0.706 30.41 11.33 36.53 1.00 0.714 29.93 11.20 36.74 Prof. MARCO ANTONIO CARNIO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.13 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 3 - CÁLCULO DAS LAJES EM CRUZ – MARCUS 3 ly Mx = p.lx 2 mx 2 My = p.lx my Xx = −p.lx 2 nx Xy = −p.lx ny 2 p x =K x .p lx ly/lx kx mx nx my ny ly/lx kx mx nx my ny 1.00 0.500 37.14 16.00 37.14 16.00 1.50 0.835 20.61 9.58 46.38 21.55 1.01 0.510 36.42 15.69 37.15 16.00 1.51 0.839 20.49 9.54 46.71 21.75 1.02 0.520 35.72 15.39 37.16 16.01 1.52 0.842 20.36 9.50 47.05 21.94 1.03 0.529 35.05 15.11 37.19 16.03 1.53 0.846 20.24 9.46 47.38 22.14 1.04 0.539 34.42 14.84 37.22 16.05 1.54 0.849 20.12 9.42 47.73 22.34 1.05 0.549 33.81 14.58 37.27 16.08 1.55 0.852 20.01 9.39 48.07 22.55 1.06 0.558 33.21 14.34 37.32 16.11 1.56 0.855 19.90 9.35 48.43 22.76 1.07 0.567 32.65 14.10 37.38 16.15 1.57 0.859 19.79 9.32 48.78 22.96 1.08 0.576 32.11 13.88 37.45 16.19 1.58 0.862 19.69 9.28 49.14 23.17 1.09 0.585 31.59 13.67 37.53 16.24 1.59 0.865 19.58 9.25 49.51 23.09 1.10 0.594 31.09 13.46 37.61 16.29 1.60 0.868 19.48 9.22 49.88 23.60 1.11 0.603 30.61 13.27 37.71 16.35 1.61 0.870 19.39 9.19 50.25 23.82 1.12 0.611 30.14 13.08 37.81 16.41 1.62 0.873 19.29 9.16 50.63 24.04 1.13 0.620 29.70 12.91 37.92 16.48 1.63 0.876 19.20 9.13 51.01 24.26 1.14 0.628 29.27 12.74 38.04 16.55 1.64 0.878 19.11 9.11 51.40 24.49 1.15 0.636 28.85 12.57 38.16 16.63 1.65 0.881 19.02 9.08 51.79 24.72 1.16 0.644 28.46 12.42 38.29 16.71 1.66 0.884 18.94 9.05 52.19 24.95 1.17 0.652 28.08 12.27 38.43 16.79 1.67 0.886 18.86 9.03 52.58 25.18 1.18 0.660 27.71 12.13 38.58 16.88 1.68 0.888 18.77 9.00 52.99 25.41 1.19 0.667 27.35 11.99 38.73 16.98 1.69 0.891 18.70 8.98 53.39 25.65 1.20 0.674 27.00 11.85 38.89 17.07 1.70 0.893 18.62 8.96 53.81 25.89 1.21 0.682 26.68 11.73 39.06 17.18 1.71 0.895 18.54 8.93 54.22 26.13 1.22 0.690 26.36 11.61 39.23 17.28 1.72 0.897 18.47 8.91 54.64 26.37 1.23 0.696 26.05 11.49 39.41 17.39 1.73 0.899 18.40 8.89 55.07 26.61 1.24 0.703 25.75 11.38 39.59 17.50 1.74 0.902 18.33 8.87 55.49 26.86 1.25 0.709 25.46 11.28 39.78 17.62 1.75 0.904 18.26 8.85 55.92 27.11 1.26 0.716 25.18 11.17 39.98 17.74 1.76 0.906 18.18 8.83 56.36 27.36 1.27 0.722 24.92 11.07 40.19 17.86 1.77 0.907 18.13 8.81 56.80 27.61 1.28 0.729 24.66 10.98 40.40 17.99 1.78 0.909 18.07 8.80 57.24 27.87 1.29 0.735 24.40 10.89 40.61 18.12 1.79 0.911 18.00 8.78 57.68 28.13 1.30 0.741 24.16 10.80 40.83 18.25 1.80 0.913 17.94 8.76 58.14 28.39 1.31 0.746 23.93 10.72 41.06 18.39 1.81 0.915 17.88 8.74 58.59 28.65 1.32 0.752 23.70 10.63 41.29 18.53 1.82 0.916 17.83 8.73 59.05 28.91 1.33 0.758 23.48 10.56 41.53 18.67 1.83 0.918 17.77 8.71 59.51 29.18 1.34 0.763 23.26 10.48 41.77 18.82 1.84 0.920 17.72 8.70 59.97 29.44 1.35 0.769 23.06 10.41 42.02 18.97 1.85 0.921 17.66 8.68 60.44 29.72 1.36 0.774 22.86 10.34 42.28 19.12 1.86 0.923 17.61 8.67 60.92 29.99 1.37 0.779 22.66 10.27 42.54 19.28 1.87 0.924 17.56 8.65 61.39 30.26 1.38 0.784 22.48 10.21 42.80 19.43 1.88 0.926 17.51 8.64 61.88 30.54 1.39 0.789 22.29 10.14 43.07 19.60 1.89 0.927 17.46 8.63 62.36 30.81 1.40 0.793 22.12 10.08 43.35 19.76 1.90 0.929 17.41 8.61 62.85 31.09 1.41 0.798 21.95 10.02 43.63 19.93 1.91 0.930 17.36 8.60 63.34 31.38 1.42 0.803 21.78 9.97 43.92 20.10 1.92 0.931 17.32 8.59 63.83 31.66 1.43 0.807 21.62 9.91 44.21 20.27 1.93 0.933 17.27 8.58 64.33 31.94 1.44 0.811 21.46 9.86 44.50 20.45 1.94 0.934 17.23 8.56 64.83 32.23 1.45 0.815 21.31 9.81 44.80 20.62 1.95 0.935 17.18 8.55 65.34 32.52 1.46 0.820 21.16 9.76 45.11 20.80 1.96 0.936 17.14 8.54 65.84 32.81 1.47 0.824 21.02 9.71 45.42 20.99 1.97 0.938 17.10 8.53 66.36 33.10 1.48 0.827 20.88 9.67 45.74 21.17 1.98 0.939 17.06 8.52 66.88 33.40 1.49 0.831 20.75 9.62 46.06 21.36 1.99 0.940 17.02 8.51 67.39 33.70 1.50 0.835 20.61 9.58 46.38 21.55 2.00 0.941 16.93 8.50 67.92 34.00 Prof. MARCO ANTONIO CARNIO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.14 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 4 - CÁLCULO DAS LAJES EM CRUZ - MARCUS 4 4 ly Mx = p.lx 2 mx 2 My = p.lx my Xx = −p.lx 2 nx p x =K x .p lx ly/lx kx mx nx my ly/lx kx mx nx my 0.50 0.238 137.06 50.40 49.92 1.00 0.833 37.47 14.40 55.74 0.51 0.253 130.06 47.48 49.11 1.02 0.844 36.71 14.22 57.01 0.52 0.268 123.66 44.83 48.38 1.04 0.854 36.00 14.05 58.33 0.53 0.283 117.79 42.42 47.72 1.06 0.863 35.34 13.90 59.70 0.54 0.298 112.39 40.23 47.13 1.08 0.872 34.74 13.76 61.12 0.55 0.314 107.42 38.23 46.60 1.10 0.880 34.18 13.64 62.59 0.56 0.330 102.83 36.40 46.13 1.12 0.887 33.66 13.52 64.10 0.57 0.345 98.59 34.74 45.72 1.14 0.894 33.18 13.42 65.66 0.58 0.361 94.67 33.21 45.35 1.16 0.900 32.74 13.32 67.26 0.59 0.377 91.02 31.81 45.04 1.18 0.906 32.32 13.24 68.91 0.60 0.3.93 87.62 30.52 44.77 1.20 0.912 31.93 13.16 70.60 0.61 0.409 84.46 29.33 44.54 1.22 0.917 31.57 13.08 72.33 0.62 0.425 81.51 28.24 44.35 1.24 0.922 31.23 13.01 74.11 0.63 0.441 78.76 27.24 44.21 1.26 0.926 30.92 12.95 75.92 0.64 0.456 76.18 26.30 44.10 1.28 0.931 30.62 12.89 77.78 0.65 0.472 73.76 25.45 44.02 1.30 0.934 30.34 12.84 79.66 0.66 0.487 71.49 24.65 43.98 1.32 0.938 30.08 12.79 81.60 0.67 0.502 69.36 23.91 43.97 1.34 0.942 29.83 12.74 83.58 0.68 0.517 67.36 23.22 43.98 1.36 0.945 29.60 12.70 85.58 0.69 0.531 65.47 22.59 44.03 1.38 0.948 29.39 12.66 87.63 0.70 0.545 63.69 22.00 44.11 1.40 0.950 29.18 12.62 89.72 0.71 0.559 62.01 21.44 44.21 1.42 0.953 28.99 12.59 91.84 0.72 0.573 60.42 20.93 44.34 1.44 0.955 28.80 12.56 94.01 0.73 0.587 58.92 20.45 44.49 1.46 0.958 28.63 12.53 96.20 0.74 0.600 57.51 20.00 44.66 1.48 0.960 28.47 12.50 98.45 0.75 0.613 56.16 19.38 44.86 1.50 0.962 28.31 12.47 100.72 0.76 0.625 54.89 19.19 45.08 1.52 0.964 28.16 12.45 103.02 0.77 0.637 53.69 18.83 45.33 1.54 0.966 28.02 12.43 105.38 0.78 0.649 52.54 18.48 45.59 1.56 0.967 27.89 12.40 107.76 0.79 0.661 51.46 18.16 45.87 1.58 0.969 27.76 12.38 110.16 0.80 0.672 50.42 17.86 46.17 1.60 0.970 27.64 12.37 112.61 0.81 0.683 49.44 17.57 46.30 1.62 0.972 27.53 12.35 115.12 0.82 0.693 48.51 17.31 46.84 1.64 0.973 27.42 12.33 117.62 0.83 0.703 47.62 17.06 47.20 1.66 0.974 27.31 12.32 120.17 0.84 0.713 46.78 16.82 47.57 1.68 0.975 27.21 12.30 122.76 0.85 0.723 45.97 16.60 47.97 1.70 0.977 27.12 12.29 125.41 0.86 0.732 45.21 16.39 48.38 1.72 0.978 27.03 12.27 128.04 0.87 0.741 44.48 16.19 48.81 1.74 0.979 26.94 12.26 130.75 0.88 0.750 43.78 16.00 49.25 1.76 0.980 26.86 12.25 133.50 0.89 0.758 43.12 15.82 49.71 1.78 0.980 26.78 12.24 136.24 0.90 0.766 42.48 15.66 50.19 1.80 0.981 26.70 12.23 139.05 0.91 0.774 41.87 15.50 50.68 1.82 0.982 26.63 12.22 141.85 0.92 0.782 41.30 15.35 51.18 1.84 0.983 26.56 12.21 144.78 0.93 0.789 40.74 15.21 51.50 1.86 0.983 26.49 12.20 147.65 0.94 0.796 40.21 15.07 52.24 1.88 0.984 26.43 12.19 150.60 0.95 0.803 39.70 14.95 52.78 1.90 0.985 26.37 12.18 153.54 0.96 0.809 39.22 14.82 53.35 1.92 0.985 26.31 12.18 156.53 0.97 0.816 38.75 14.72 53.92 1.94 0.986 26.25 12.17 159.56 0.98 0.822 38.31 14.60 54.52 1.96 0.987 26.19 12.16 162.60 0.99 0.828 37.88 14.50 55.12 1.98 0.987 26.14 12.16 165.75 1.00 0.833 37.47 14.40 55.74 2.00 0.988 26.09 12.15 168.89 Prof. MARCO ANTONIO CARNIO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.15 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 5 - CÁLCULO DAS LAJES EM CRUZ – MARCUS 5 ly Mx = p.lx 2 mx 2 My = p.lx my Xx = −p.lx 2 nx Xy = −p.lx ny 2 p x =K x .p lx ly/lx kx mx nx my ny ly/lx kx mx nx my ny 0.50 0.111 246.52 108.00 71.43 36.00 1.00 0.667 44.18 18.00 50.56 24.00 0.51 0.119 230.76 100.70 69.53 34.92 1.02 0.684 42.92 17.54 51.14 24.33 0.52 0.127 216.51 95.07 67.77 33.91 1.04 0.700 41.77 17.13 51.76 24.70 0.53 0.136 203.52 88.05 66.13 32.97 1.06 0.716 40.71 16.75 52.44 25.10 0.54 0.145 191.66 82.56 64.60 32.10 1.08 0.731 39.74 16.41 53.18 25.52 0.55 0.155 180.83 77.57 63.18 31.29 1.10 0.745 38.84 16.10 53.95 25.97 0.56 0.164 170.91 73.01 61.86 30.53 1.12 0.759 38.01 15.81 54.78 26.45 0.57 0.174 161.79 68.84 60.63 29.82 1.14 0.772 37.25 15.55 55.64 26.95 0.58 0.184 153.42 65.02 59.49 29.16 1.16 0.784 36.54 15.31 56.55 27.47 0.59 0.195 145.72 61.52 58.42 28.55 1.18 0.795 35.88 15.09 57.50 28.02 0.60 0.206 138.61 58.30 57.43 27.98 1.20 0.806 35.27 14.89 58.50 28.59 0.61 0.217 132.05 55.34 56.52 27.45 1.22 0.816 34.70 14.71 59.53 29.19 0.62 0.228 125.98 52.61 55.67 26.96 1.24 0.825 34.17 14.54 60.60 29.80 0.63 0.239 120.36 50.09 54.88 26.51 1.26 0.834 33.68 14.38 61.71 30.44 0.64 0.251 115.15 47.76 54.15 26.08 1.28 0.843 33.22 14.23 62.85 31.10 0.65 0.263 110.30 45.61 53.48 25.69 1.30 0.851 32.79 14.10 64.03 31.77 0.66 0.275 105.81 43.62 52.85 25.33 1.32 0.859 32.38 13.98 65.25 32.47 0.67 0.287 101.61 41.77 52.28 25.00 1.34 0.866 32.01 13.86 66.50 33.18 0.68 0.299 97.70 40.06 51.76 24.70 1.36 0.872 31.65 13.75 66.78 33.92 0.69 0.312 94.06 38.47 51.28 24.42 1.38 0.879 31.02 13.65 69.10 34.67 0.70 0.324 90.65 36.99 50.84 24.17 1.40 0.885 31.01 13.56 70.45 35.44 0.71 0.337 87.46 35.61 50.45 23.93 1.42 0.890 30.72 13.47 71.83 36.23 0.72 0.349 84.48 34.33 50.09 23.73 1.44 0.896 30.44 13.39 73.24 37.03 0.73 0.362 81.68 33.13 49.77 23.54 1.46 0.901 30.18 13.32 74.69 37.86 0.74 0.375 82.05 32.48 49.05 23.37 1.48 0.906 29.94 13.25 76.17 38.70 0.75 0.387 76.58 30.96 49.23 23.22 1.50 0.910 29.71 13.18 77.67 39.55 0.76 0.400 74.26 29.98 49.00 23.09 1.52 0.914 29.49 13.12 79.20 40.43 0.77 0.413 72.08 29.07 48.81 22.98 1.54 0.918 29.28 13.07 80.77 41.32 0.78 0.425 70.02 28.21 48.65 22.88 1.56 0.922 29.09 13.01 82.36 42.22 0.79 0.438 68.08 27.40 48.51 22.80 1.58 0.926 28.90 12.96 83.98 43.14 0.80 0.450 66.24 26.65 48.40 22.74 1.60 0.929 28.73 12.91 85.64 44.08 0.81 0.463 64.51 25.94 48.32 22.69 1.62 0.932 28.56 12.87 87.31 45.03 0.82 0.475 62.88 25.27 48.26 22.65 1.64 0.935 28.40 12.83 89.02 46.00 0.83 0.487 61.33 24.64 48.22 22.63 1.66 0.938 28.25 12.79 90.77 46.99 0.84 0.499 59.86 24.05 48.21 22.63 1.68 0.941 28.11 12.75 92.52 47.98 0.85 0.511 58.47 23.49 48.22 22.63 0.86 0.522 57.15 22.97 48.25 22.65 1.70 0.943 27.97 12.72 94.32 49.00 0.87 0.543 55.90 22.47 48.30 22.68 1.72 0.946 27.84 12.68 96.13 50.03 0.88 0.545 54.71 22.00 48.37 22.72 1.74 0.948 27.72 12.65 97.98 51.08 0.89 0.558 53.58 21.56 48.46 22.77 1.76 0.950 27.60 12.62 99.86 52.14 0.90 0.567 52.51 21.14 48.57 22.84 1.78 0.952 27.49 12.60 101.75 53.21 0.91 0.578 51.49 20.75 48.69 22.91 1.80 0.954 27.38 12.57 103.68 54.30 0.92 0.589 50.51 20.37 48.83 22.99 1.82 0.956 27.28 12.55 105.63 55.41 0.93 0.599 49.59 20.02 48.99 23.09 1.84 0.958 27.18 12.52 107.62 56.63 0.94 0.610 48.70 19.68 49.17 23.19 1.86 0.960 27.09 12.50 109.63 57.67 0.95 0.620 47.86 19.37 49.06 23.30 1.88 0.961 27.00 12.48 111.65 58.81 0.96 0.629 47.06 19.06 49.57 23.42 1.90 0.963 26.91 12.46 110.71 59.97 0.97 0.639 46.29 18.78 49.80 23.56 1.92 0.964 26.83 12.44 115.79 61.15 0.98 0.648 45.55 18.50 50.04 23.70 1.94 0.966 26.75 12.42 117.89 62.33 0.99 0.658 44.85 18.25 50.29 23.84 1.96 0.967 26.68 12.41 120.04 63.55 1.00 0.667 44.18 18.00 50.56 24.00 1.98 0.968 26.61 12.39 122.19 64.76 2.00 0.970 26.54 12.37 124.35 65.98 Prof. MARCO ANTONIO CARNIO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.16 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 6 - CÁLCULO DAS LAJES EM CRUZ - MARCUS 66 ly Mx = p.lx 2 mx 2 My = p.lx my Xx = −p.lx 2 nx Xy = −p.lx ny 2 p x =K x .p lx ly/lx kx mx nx my ny 1.00 0.500 55.74 24.00 55.74 24.00 1.01 0.510 54.65 32.53 55.75 24.00 1.02 0.520 53.61 32.09 55.78 24.02 1.03 0.529 52.62 22.66 55.82 24.04 1.04 0.539 51.76 22.26 55.88 24.07 1.05 0.549 50.76 21.87 55.96 24.11 1.06 0.558 49.89 21.50 56.06 24.16 1.07 0.567 49.06 21.15 56.17 24.22 1.08 0.576 48.27 20.82 56.30 24.28 1.09 0.585 47.50 20.50 56.44 24.36 1.10 0.594 46.77 20.20 56.59 24.44 1.11 0.603 46.07 19.90 56.76 24.52 1.12 0.611 45.40 19.63 56.95 24.62 1.13 0.620 44.75 19.36 57.14 24.72 1.14 0.628 44.13 19.10 57.36 24.83 1.15 0.636 43.54 18.86 57.58 24.94 1.16 0.644 42.97 18.63 57.82 25.06 1.17 0.652 42.42 18.40 58.07 25.19 1.18 0.660 41.89 18.19 58.33 25.33 1.19 0.667 41.38 17.98 58.60 25.47 1.20 0.675 40.90 17.79 58.89 25.61 1.21 0.682 40.42 17.60 59.19 25.76 1.22 0.689 39.97 17.42 59.49 25.92 1.23 0.696 39.54 17.24 59.81 26.09 1.24 0.703 39.12 17.07 60.15 26.25 1.25 0.709 38.71 16.91 60.49 26.43 1.26 0.716 38.32 16.76 60.84 26.61 1.27 0.722 37.95 16.61 61.20 26.79 1.28 0.729 37.58 16.47 61.57 26.98 1.29 0.735 37.23 16.33 61.96 27.18 1.30 0.741 36.89 16.20 62.05 27.38 1.31 0.746 36.57 16.07 62.75 27.58 1.32 0.752 36.25 15.95 63.16 27.79 1.33 0.758 35.95 15.83 63.59 28.01 1.34 0.763 35.65 15.72 64.02 28.23 1.35 0.769 35.37 15.61 64.46 28.45 1.36 0.774 35.09 15.51 64.91 28.68 1.37 0.779 34.83 15.41 65.36 28.91 1.38 0.784 34.57 15.31 65.83 29.15 1.39 0.789 34.32 15.21 66.31 29.39 1.40 0.793 34.08 15.12 66.79 29.64 1.41 0.798 33.85 15.04 67.29 29.89 1.42 0.803 33.62 14.95 67.79 30.15 1.43 0.807 33.40 14.87 68.30 30.40 1.44 0.811 33.19 14.79 68.82 30.67 1.45 0.815 32.98 14.71 69.34 30.94 1.46 0.820 32.78 14.64 69.88 31.21 1.47 0.824 32.59 14.57 70.42 31.48 1.48 0.827 32.40 14.50 70.97 31.76 1.49 0.831 32.22 14.43 71.53 32.04 1.50 0.835 32.04 14.37 72.10 32.33 Prof. MARCO ANTONIO CARNIO ly/lx kx mx nx my ny 1.50 0.835 32.04 14.37 72.10 32.33 1.51 0.839 31.87 14.31 72.67 32.62 1.52 0.842 31.71 14.25 73.25 32.92 1.53 0.846 31.54 14.19 73.84 33.22 1.54 0.849 31.39 14.13 74.44 33.52 1.55 0.852 31.24 14.08 75.04 33.82 1.56 0.855 31.09 14.03 75.65 34.13 1.57 0.859 30.94 13.97 76.27 34.45 1.58 0.862 30.80 13.92 76.90 34.79 1.59 0.865 30.67 13.88 77.52 35.08 1.60 0.868 30.54 13.83 78.17 35.41 1.61 0.870 30.41 13.79 78.81 35.73 1.62 0.873 30.28 13.74 79.47 36.06 1.63 0.876 30.16 13.70 80.13 36.40 1.64 0.878 30.04 13.66 80.80 36.74 1.65 0.881 29.93 13.62 81.48 37.08 1.66 0.884 29.82 13.58 82.16 37.42 1.67 0.886 29.71 13.54 82.84 37.77 1.68 0.888 29.60 13.51 83.54 38.12 1.69 0.891 29.50 13.47 84.24 38.47 1.70 0.893 29.40 13.44 84.95 38.83 1.71 0.895 29.30 13.40 85.67 39.19 1.72 0.897 29.20 13.37 86.38 39.55 1.73 0.899 29.11 13.34 87.12 39.92 1.74 0.902 29.02 13.31 87.85 40.29 1.75 0.904 28.93 13.28 88.60 40.67 1.76 0.906 28.84 13.25 89.34 41.04 1.77 0.907 28.76 13.22 90.09 41.42 1.78 0.909 28.68 13.19 90.86 41.81 1.79 0.911 28.60 13.17 91.61 42.19 1.80 0.913 28.52 13.14 92.39 42.58 1.81 0.915 28.44 13.12 93.17 42.97 1.82 0.916 28.37 13.09 93.96 43.37 1.83 0.918 28.29 13.07 94.75 43.77 1.84 0.920 28.22 13.05 95.54 44.17 1.85 0.921 28.15 13.02 96.35 44.57 1.86 0.923 28.09 13.00 97.16 44.98 1.87 0.924 28.02 12.98 97.98 45.09 1.88 0.926 27.95 12.96 98.80 45.81 1.89 0.927 27.89 12.94 99.62 46.22 1.90 0.929 27.83 12.92 100.46 46.64 1.91 0.930 27.77 12.90 101.30 47.06 1.92 0.931 27.71 12.88 102.14 47.49 1.93 0.933 27.65 12.86 103.00 47.92 1.94 0.934 27.60 12.85 103.85 48.35 1.95 0.935 27.54 12.83 104.72 48.78 1.96 0.936 27.49 12.81 105.58 49.21 1.97 0.938 27.43 12.80 106.45 49.65 1.98 0.939 27.38 12.78 107.35 50.10 1.99 0.940 27.33 12.76 108.23 50.55 2.00 0.941 27.28 12.75 109.12 50.99 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5.17 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 06. Deformações das Lajes Para efeito de dimensionamento das lajes há a necessidade de se determinar as deformações ou deslocamentos nesses elementos estruturais provenientes da atuação das cargas permanentes e acidentais, de modo a se evitar que essas deformações sejam excessivas e dessa maneira venham a comprometer o comportamento estrutural dessas lajes. A NBR 6118 / 2003 estabelece alguns princípios importantes sobre essas considerações: 06.01 – Deslocamentos visíveis em elementos estruturais: Nesses casos tomam-se as cargas permanentes [g] somadas às cargas acidentais [q], de onde obteremos a carga total aplicada [p]. Assim sendo: p = g+q Os deslocamentos, também denominados flechas, estarão limitados em l 250 Esses deslocamentos podem ser calculados utilizando-se de métodos tradicionais. Toma-se pelas Tabelas de Marcus os valores de kx, a partir do qual teremos as parcelas px e py, atuando das direções de Lx e Ly respectivamente. Assim procedendo, o calculo dos deslocamentos será da seguinte maneira: DESLOCAMENTOS (FLECHAS) NAS LAJES TIPO A DESLOCAMENTO (FLECHA) B lx A B 4 fx = 2 × p x × lx 384 × E × I lx A 4 f x = 5 × p x × lx 384 × E × I B lx Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4 fx = p x × lx 384 × E × I 6.1 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Tendo em vista o Efeito de Deformação Lenta ou fluência sobre os deslocamentos provenientes da atuação das cargas permanentes em elementos estruturais de concreto armado, essa fluência pode ser considerada, de maneira aproximada, dobrando-se os valores obtidos na tabela acima. Dessa maneira: 2 × fx ≤ l ≤ 2,5 cm. 250 Onde E = Modulo de Deformação Longitudinal do concreto e I = momento de inércia em torno do eixo x da seção transversal da laje: 8,33 h3 – h em cm. 06.02 – Vibrações sentidas no piso: Nesses casos a recomendação é que se tome dos valores devidos às cargas acidentais [q] e, a partir desses valores se estabeleça como deslocamento ou flecha máxima a relação: l 350 E para efeito de determinação dos valores desses deslocamentos utiliza-se das mesmas equações já especificadas: DESLOCAMENTOS (FLECHAS) NAS LAJES TIPO A DESLOCAMENTO (FLECHA) B 4 fx = 5 × q x × lx 384 × E × I lx A B 4 fx = 2 × q x × lx 384 × E × I lx A B 4 fx = q x × l x 384 × E × I lx Como efeito da deformação lenta ou fluência, podemos tomar das mesmas prerrogativas anteriores, ou seja, podemos dobrar os valores dos deslocamentos calculados de maneira que: 2 × fx ≤ l 350 E em que qx = parcela da carga q atuante no sentido de Lx e os demais valores E e I conforme definidos anteriormente. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6.2 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 06.03 – Efeitos em Elementos não estruturais: Os deslocamentos das lajes também devem ser limitados a fim de se evitar danos nos elementos não estruturais de uma obra, tais como as alvenarias, divisórias, etc. Assim, quando houver a existência de paredes construídas sobre as lajes, os deslocamentos deverão ter limites específicos e serão calculados para a atuação da carga permanente [g] proveniente do peso próprio [gp] e do peso das paredes [ga], pois nas construções em geral, as paredes são executadas antes de se executarem os revestimentos. Nesses casos pode-se desprezar no calculo dos deslocamentos a deformação lenta ou fluência, em vista de que as cargas ocorrerão quase que de forma imediata à construção, enquanto que os efeitos da fluência atuam ao longo do tempo. Assim sendo, teremos como cargas atuantes: g = gp + ga E os deslocamentos não poderão exceder o valor de: fx ≤ l ≤ 1,00 cm. 500 Onde ℓ é o vão na direção em que se desenvolve a parede, sendo que nos casos de paredes uniformemente distribuídas sobre a laje, deve se tomar o valor mais nocivo (maior vão). E para efeito de determinação dos valores desses deslocamentos utiliza-se das mesmas equações já especificadas: DESLOCAMENTOS (FLECHAS) NAS LAJES TIPO A DESLOCAMENTO (FLECHA) B lx A B 4 fx = 2 × g x × lx 384 × E × I lx A 4 fx = 5 × g x × lx 384 × E × I B lx Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4 fx = g x × l x 384 × E × I 6.3 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 06.04 – Contra flechas: Nos casos em que os valores calculados dos deslocamentos ou flechas ultrapassarem as determinações dos limites estabelecidos, deve-se aumentar a altura da laje ou, se possível, aumentar o numero de engastes ou ainda estabelecer-se a execução de contra-flechas, permitidas pela Norma desde que estabelecidos alguns limites. Se, por exemplo, obtivermos como deslocamento total, proveniente da carga (p = g + q), o valor de 3,0 cm em uma laje cujo limite seja de 2,2 cm, sabemos que a diferença entre o limite e o calculado é de 0,8 cm e daí podemos recomendar uma contra-flecha de 1,0 cm. desde que adotadas determinadas recomendações. Inicialmente efetua-se o calculo do deslocamento proveniente somente do peso próprio da laje a fim de compará-lo com o deslocamento recomendado. Determina-se a diferença entre esses dois deslocamentos, denominado fcf cujo valor deverá ser menor do que a contra-flecha recomendada, assim como esse valor da contra-flecha não poderá ultrapassar o limite de: l 350 06.05 – Exemplos: (1) – Pede-se determinar os valores dos deslocamentos nas lajes L.201 do Edifício em estudo. Nesse caso temos como cargas atuantes: g (carga permanente) = 2,50 (peso próprio) + 0,80 (revestimento) = 3,3 kN/m2 q (carga acidental) = 1,5 kN/m2 p (carga total) = 3,3 + 1,5 = 4,8 kN/m2 1) Deslocamentos visíveis em elementos estruturais: temos kx = 0,803 ↔ px = 0,803 x 4,8 = 3,85 kN/m2 4 4 fx = 2 × px × lx = 2 × 0,0385 × 285 = 0,065 × 2 = 0,13 cm ≤ 285 = 1,14 cm 384 × E × I 384 × 2.504 × 8.333 250 2) Vibrações sentidas no piso: temos kx = 0,803 ↔ qx = 0,803 x 1,5 = 1,20 kN/m2 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6.4 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 4 4 285 fx = 2 × qx × lx = 2 × 0,012 × 285 = 0,02 × 2 = 0,04 cm ≤ = 0,81 cm 384 × E × . I 384 × 2.504 × 8.333 350 3) Efeitos em Elementos não estruturais: Não existem alvenarias sobre a laje. 4) Contra-flecha: todas os deslocamentos atendem aos limites de Norma. (2) – Pede-se determinar os valores dos deslocamentos nas lajes L.207 do Edifício em estudo. Nesse caso temos como cargas atuantes: g (carga permanente) = 2,50 (peso próprio) + 0,80 (revestimento) + 1,6 (alvenaria) = 4,9 kN/m2 q (carga acidental) = 1,5 kN/m2 p (carga total) = 4,9 + 1,5 = 6,4 kN/m2 1) Deslocamentos visíveis em elementos estruturais: temos kx = 0,731 ↔ px = 0,731 x 6,4 = 4,68 kN/m2 4 0,0468 × 360 4 360 fx = p x × l x = = 0,098 × 2 = 0,19 cm ≤ = 1,44 cm 384 × E × I 384 × 2.504 × 8.333 250 2) Vibrações sentidas no piso: temos kx = 0,731 ↔ qx = 0,731 x 1,5 = 1,10 kN/m2 4 360 0,012 × 360 4 fx = q x × l x = = 0,025 × 2 = 0,05 cm ≤ = 1,02 cm 350 384 × E × I 384 × 2.504 × 8.333 3) Efeitos em Elementos não estruturais: g (carga permanente) = 2,50 (peso próprio) + 1,6 (alvenaria) = 4,1 kN/m2 temos kx = 0,731 ↔ gx = 0,731 x 4,1 = 3,00 kN/m2 4 0,030 × 360 4 390 fx = gx × lx = = 0,063 ≤ = 0,78 cm 384 × E × I 384 × 2.504 × 8.333 500 4) Contra-flecha: todas os deslocamentos atendem aos limites de Norma. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6.5 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B (3) – Pede-se determinar os valores dos deslocamentos em uma laje retangular de 5,50 m por 5,00 m com 10 cm de espessura, simplesmente apoiada sobre os quatro lados e sujeita a uma carga uniformemente distribuída descrita abaixo: Nesse caso temos como cargas atuantes: g (carga permanente) = 2,50 (peso próprio) + 2,50 (revestimento) = 5,0 kN/m2 q (carga acidental) = 2,0 kN/m2 p (carga total) = 5,0 + 2,0 = 7,0 kN/m2 1) Deslocamentos visíveis em elementos estruturais: temos λ= 550 = 1.10 500 kx = 0,594 ↔ px = 0,594 x 7,0 = 4,16 kN/m2 4 4 fx = 5.px × lx = 5 × 0,0416 × 500 = 1,62 × 2 = 3,24 cm > 500 = 2,00 cm 384 × E × . I 384 × 2.504 × 8.333 250 2) Vibrações sentidas no piso: temos kx = 0,594 ↔ qx = 0,594 x 2,0 = 1,19 kN/m2 4 4 fx = 5.qx × lx = 5 × 0,0119 × 500 = 0,46 × 2 = 0,92 cm ≤ 500 = 1,42 cm 384 × E × I 384 × 2.504 × 8.333 350 3) Efeitos em Elementos não estruturais: Não existem alvenarias sobre a laje 4) Contra-flecha: No caso das cargas totais, verifica-se um deslocamento maior do que o permitido sendo possível a especificação de contra-flecha. ∆f = 3,24 – 2,00 = 1,24 cm Podemos recomendar um contra-flecha de 1,5 cm, desde que: 4 4 fx = 5 × pp × lx = 5 × 0,025 × 0,594 × 500 = 0,58 cm 384 × E × I 384 × 2.504 × 8.333 fcf = 1,50 – 0,58 = 0,982 cm < 1,5 cm fx ≤ 550 = 1,57cm > 1,50 cm 350 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6.6 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 07 - Dimensionamento das Lajes 07.01 – Compensação dos Momentos Fletores Negativos: A fim de se prosseguir com o dimensionamento de lajes, uma vez determinados os momentos fletores atuantes, é preciso efetuar-se a compensação dos momentos fletores negativos. Nesses casos, conforme já comentado anteriormente, adota-se como momento negativo em cada apoio o maior valor da média dentre eles ou o valor de 0,8 do maior dos dois momentos entre as lajes vizinhas. H=10 M=1,79 X=4,04 X=1,55 L.207 H=10 M=1,56 X=5,05 X=5,05 X=5,05 X=3,25 X=3,78 X=1,94 X=0 X=3,51 M=2,09 X=1,94 X=5,05 M=2,08 M=1,79 L.202 M=0,90 H=10 X=3,91 X=3,91 L.201 X=3,91 M=0,90 No caso do prédio que estamos analisando, a compensação dos momentos pode ser feita da seguinte maneira: L.208 H=10 M=1,64 X=4,79 X=4,79 X=4,79 No caso dos momentos positivos, esses serão os mesmos valores calculados pelas Tabelas de Marcus. Para os momentos negativos, subscrevem-nos dentro do círculo e, em seguida, efetuamos a consolidação desses momentos adotando-se a metodologia já descrita do maior valor dentre a média dos momentos negativos das lajes adjacentes ou 0,8 do maior momento negativo calculado. Assim sendo, escrevemos em anexo aos círculos, os valores que nos servirão para o dimensionamento dos momentos negativos. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 07.02 – Cálculo das Armaduras: Uma vez estabelecidos os momentos atuantes sobre as lajes, pode-se prosseguir, agora, determinando-se as armaduras necessárias essas lajes a fim de combater os esforços atuantes. O dimensionamento à flexão de lajes é feito a partir da consideração de uma seção retangular unitária, ou seja, b x h, onde b é a largura – adotada igual a 100 cm. – e h é a altura da laje. A armadura uma vez estabelecida é alocada ou distribuída nessa faixa de 100 cm. Daí sempre estabelecermos as armaduras das lajes em cm2/m. Entretanto, a fim de se calcular as armaduras necessárias, estaremos nos utilizando, à partir das alturas das lajes, a altura útil (d). Tendo em vista que as armaduras são colocadas de maneira sobreposta, ou seja, a armadura correspondente ao maior momento fletor deve ser sempre a armadura inferior, enquanto que a armadura correspondente ao menor momento fletor deverá ser colocada sobre a primeira, teremos de efetivar os cálculos a partir de alturas úteis diversas para o caso dos momentos fletores positivos, enquanto que para os momentos fletores negativos, estaremos adotando sempre uma só condição. b=100 cm. x c dx h dy y h dy dx Asy Asx Dessa maneira, adotando-se que sempre Mx deverá ser maior que My, adotaremos dx também maior do que dy e, de acordo com afigura, teremos: dx = h − c − φx φy e dy = h − c − φx − 2 2 Onde: c = cobrimento das armaduras Φx = diamentro da armadura Asx Φy = diamentro da armadura Asy Nas lajes usuais de edificios, podemos adotar, conforme já verificado, c = 2 cm. dx = h − c − 0,5 cm e dy = h − 2 − 1,0 cm Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B As armaduras devem respeitar determinados valores mínimos recomendados pela NBR 6118, onde: As As, min ⎛ fcd ⎞ ρs = e ρmin = = ωmin ⎜ ⎟ ⇔ ωmin = 0,035 bw × h bw × h ⎝ fyd ⎠ VALORES MÍNIMOS PARA ARMADURAS ARMADURAS NEGATIVAS ρs ≥ ρmin ARMADURAS POSITIVAS DE LAJES ARMADAS EM CRUZ ρs ≥ 0,67 ρmin ARMADURA POSITIVA (PRINCIPAL) DE LAJES ARMADAS EM UMA DIREÇÃO ρs ≥ ρmin ρs ≥ 20% As principal ARMADURA POSITIVA (SECUNDÁRIA) DE LAJES ARMADAS EM UMA DIREÇÃO ρs ≥ 0,50 ρmin ρs ≥ 0,90 cm2/m VALORES MÍNIMOS PARA ARMADURAS (ρmin) fck 20 25 30 35 40 45 50 CA-50 0,150 0,150 0,173 0,201 0,230 0,259 0,288 CA-60 0,150 0,150 0,150 0,168 0,192 0,216 0,240 Quanto ao espaçamento das armaduras, esses deverão seguir a configuração da tabela anexa, procurando-se, à medida do possível, adotar valores cujo espaçamento mínimo seja de 7,5 cm., a fim de facilitar a concretagem das lajes e, o espaçamento máximo deve ser limitado a 20 cm. ou 2 x h para a armadura principal. A bitola mínima a ser utilizada deve ser de 5 mm e a máxima bitola não deve ultrapassar a um décimo da espessura da laje. Para o cálculo das armaduras, vamos nos utilizar das tabelas de kc e ks, para que se possa determinar as bitolas a serem utilizadas, assim como o espaçamento a ser adotado entre as barras. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B O método a ser utilizado consiste em: • Determinar o momento fletor de cálculo, ou seja, o valor de Md que deverá ser o valor Mk – determinado pelas Tabelas de Marcus – multiplicado pelo coeficiente de ponderação já estabelecido anteriormente. Assim: Md = Mk × γf • Em seguida calcula-se o valor do coeficiente kc: kc = bw × d2 com bw = 100 cm Md • Conhecidos os materiais concreto e aço e o valor de kc, obtém-se na tabela anexa (7.01) o valor de ks e, a partir desse calcula-se a armadura necessária: ks = As × d ks × Md ⇒ As = Md d • Na Tabela anexa (7.02) escolhemos a diâmetro das barras e o espaçamento. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B VALORES DE KC e KS PARA AÇOS CA-25, CA-50 e CA-60 – TABELA 7.01 FLEXÃO SIMPLES EM SEÇÃO RETANGULAR ARMADURA SIMPLES KC KS βx = x d C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 CA25 CA50 CA60 0,01 137,8 103,4 82,7 68,9 59,1 51,7 45,9 41,3 0,046 0,023 0,019 0,02 69,2 51,9 41,5 34,6 29,6 25,9 23,1 20,8 0,046 0,023 0,019 0,03 46,3 34,7 27,8 23,2 19,8 17,4 15,4 13,9 0,0,47 0,023 0,019 0,04 34,9 26,2 20,9 17,4 14,9 13,1 11,6 10,5 0,0,47 0,023 0,019 0,05 28,0 21,0 16,8 14,0 12,0 10,5 9,3 8,4 0,0,47 0,023 0,020 0,06 23,4 17,6 14,1 11,7 10,0 8,8 7,8 7,0 0,0,47 0,024 0,020 0,0,7 20,2 15,1 12,1 10,1 8,6 7,6 6,7 6,1 0,0,47 0,024 0,020 0,08 17,7 13,3 10,6 8,9 7,6 6,6 5,9 5,3 0,048 0,024 0,020 0,09 15,8 11,9 9,5 7,9 6,8 5,9 5,3 4,7 0,048 0,024 0,020 0,10 14,3 10,7 8,6 7,1 6,1 5,4 4,8 4,3 0,048 0,024 0,020 0,12 12,0 9,0 7,2 6,0 5,1 4,5 4,0 3,6 0,048 0,024 0,020 0,13 11,1 8,4 6,7 5,6 4,8 4,2 3,7 3,3 0,049 0,024 0,020 0,14 10,4 7,8 6,2 5,2 4,5 3,9 3,5 3,1 0,049 0,024 0,020 0,15 9,7 7,3 5,8 4,9 4,2 3,7 3,2 2,9 0,049 0,024 0,020 0,16 9,2 6,9 5,5 4,6 3,9 3,4 3,1 2,7 0,049 0,025 0,020 0,17 8,7 6,5 5,2 4,3 3,7 3,2 2,9 2,6 0,049 0,025 0,0,21 0,18 8,02 6,2 4,9 4,1 3,5 3,1 2,7 2,5 0,050 0,025 0,0,21 0,19 7,8 5,9 4,7 3,9 3,4 2,9 2,6 2,3 0,050 0,025 0,0,21 0,20 7,5 5,6 4,5 3,7 3,2 2,8 2,5 2,2 0,050 0,025 0,0,21 0,21 7,1 5,4 4,3 3,6 3,1 2,7 2,4 2,1 0,050 0,025 0,0,21 0,22 6,8 5,1 4,1 3,4 2,9 2,6 2,3 2,1 0,050 0,025 0,0,21 0,23 6,6 4,9 3,9 3,3 2,8 2,5 2,2 2,0 0,051 0,025 0,0,21 0,24 6,3 4,7 3,8 3,2 2,7 2,4 2,1 1,9 0,051 0,025 0,0,21 0,25 6,1 4,6 3,7 3,1 2,6 2,3 2,0 1,8 0,051 0,026 0,0,21 0,26 5,9 4,4 3,5 2,9 2,5 2,2 2,0 1,8 0,051 0,0,26 0,0,21 0,27 5,7 4,3 3,4 2,8 2,4 2,1 1,9 1,7 0,052 0,026 0,0,21 0,28 5,5 4,1 3,3 2,8 2,4 2,1 1,8 1,7 0,052 0,0,26 0,022 0,29 5,4 4,0 3,2 2,7 2,3 2,0 1,8 1,6 0,052 0,026 0,022 0,30 5,2 3,9 3,1 2,6 2,2 1,9 1,7 1,6 0,052 0,0,26 0,022 0,31 5,1 3,8 3,0 2,5 2,2 1,9 1,7 1,5 0,0,53 0,026 0,022 0,32 4,9 3,7 3,0 2,5 2,1 1,8 1,6 1,5 0,0,53 0,0,26 0,022 0,33 4,8 3,6 2,9 2,4 2,1 1,8 1,6 1,4 0,0,53 0,0,26 0,022 0,34 4,7 3,5 2,8 2,3 2,0 1,8 1,6 1,4 0,0,53 0,0,27 0,022 0,35 4,6 3,4 2,7 2,3 2,0 1,7 1,5 1,4 0,0,53 0,0,27 0,022 0,36 4,5 3,3 2,7 2,2 1,9 1,7 1,5 1,3 0,054 0,0,27 0,022 0,37 4,4 3,3 2,6 2,2 1,9 1,6 1,5 1,3 0,054 0,0,27 0,022 0,38 4,3 3,2 2,6 2,1 1,8 1,6 1,4 1,3 0,054 0,0,27 0,023 0,40 4,1 3,1 2,5 2,0 1,8 1,5 1,4 1,2 0,055 0,0,27 0,023 0,42 3,9 2,9 2,4 2,0 1,7 1,5 1,3 1,2 0,0,55 0,028 0,023 0,44 3,8 2,8 2,3 1,9 1,6 1,4 1,3 1,1 0,056 0,028 0,023 0,45 3,7 2,8 2,2 1,9 1,6 1,4 1,2 1,1 0,056 0,028 0,023 0,46 3,7 2,7 2,2 1,8 1,6 1,4 1,2 1,1 0,0,56 0,028 0,023 0,48 3,5 2,7 2,1 1,8 1,5 1,3 1,2 1,1 0,0,57 0,028 0,024 0,50 3,4 2,6 2,1 1,7 1,5 1,3 1,1 1,0 0,0,58 0,029 0,024 0,62 3,3 2,5 2,0 1,7 1,4 1,2 1,1 1,0 0,058 0,029 0,024 0,54 3,2 2,4 1,9 1,6 1,4 1,2 1,1 1,0 0,059 0,029 0,024 0,56 3,2 2,4 1,9 1,6 1,4 1,2 1,1 0,9 0,059 0,030 0,025 0,58 3,1 2,3 1,8 1,5 1,3 1,2 1,0 0,9 0,060 0,030 0,025 0,60 3,0 2,3 1,8 1,5 1,3 1,1 1,0 0,9 0,061 0,030 0,025 0,62 2,9 2,2 1,8 1,5 1,3 1,1 1,0 0,9 0,061 0,031 0,025 0,63 2,9 2,2 1,7 1,5 1,2 1,1 1,0 0,9 0,061 0,031 0,026 0,64 2,9 2,2 1,7 1,4 1,2 1,1 1,0 0,9 0,062 0,031 0,026 0,66 2,8 2,1 1,7 1,4 1,2 1,1 0,9 0,8 0,063 0,031 0,026 0,70 2,7 2,0 1,6 1,4 1,2 1,0 0,9 0,8 0,064 0,032 0,027 0,74 2,6 2,0 1,6 1,3 1,1 1,0 0,9 0,8 0,065 0,033 0,027 0,77 2,6 1,9 1,5 1,3 1,1 1,0 0,9 0,8 0,066 0,033 0,028 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO DOM. 2 3 4 5-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B ÁREA DE SEÇÃO TRANSVERSAL DE ARMADURA PARA LAJES TABELA 07.02 (cm2/m) BITOLAS PADRONIZADAS ESPAÇAMENTO BITOLAS (Ø) 3,2 4 5 6,3 8 10 12,5 7,0 1,14 1,79 2,86 4,50 7,14 11,43 17,86 7,5 1,07 1,67 2,67 4,20 6,67 10,67 16,67 8,0 1,00 1,56 2,.50 3,94 6,25 10,00 15,63 8,5 0,94 1,47 2,35 3,71 5,88 9,41 14,71 9,0 0,89 1,39 2,22 3,50 5,56 8,89 13,89 9,5 0,84 1,32 2,11 3,32 5,26 8,42 13,16 10,0 0,80 1,25 2,00 3,15 5,00 8,00 12,50 11,0 0,73 1,82 1,82 2,86 4,55 7,27 11,36 12,0 0,67 1,67 1,67 2,62 4,17 6,67 10,42 12,5 0,64 1,60 1,60 2,52 4,00 6,40 10,00 13,0 0,62 1,54 1,54 2,42 3,85 6,15 9,62 14,0 0,57 1,43 1,43 2,25 3,57 5,71 8,93 15,0 0,53 0,83 1,33 2,10 3,33 5,33 8,33 16,0 0,50 0,78 1,25 1,97 3,13 5,00 7,81 17,0 0,47 0,74 1,18 1,85 2,94 4,71 7,35 17,5 0,46 0,71 1,14 1,80 1,75 4,57 7,14 18,0 0,44 0,69 1,11 1,75 2,78 4,44 6,94 19,0 0,42 0,66 1,05 1,66 2,63 4,21 6,58 20,0 0,40 0,63 1,00 1,58 2,50 4,00 6,25 21,0 0,38 0,60 0,95 1,50 2,38 3,81 5,95 22,0 0,36 0,57 0,91 1,43 2,27 3,64 5,68 23,0 0,35 0,54 0,87 1,37 2,17 3,48 5,43 24,0 0,33 0,52 0,83 1,31 2,08 3,33 5,21 25,0 0,32 0,50 0,80 1,26 2,00 3,20 5,00 26,0 0,31 0,48 0,77 1,21 1,92 3,08 4,81 27,0 0,30 0,46 0,74 1,17 1,85 2,96 4,63 28,0 0,29 0,45 0,71 1,12 1,79 2,86 4,46 29,0 0,28 0,43 0,69 1,09 1,72 2,76 4,31 30,0 0,27 0,42 0,67 1,05 1,67 2,67 4,17 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 07.03 – Verificação da fissuração: De acordo com o estabelecido pela NBR 6118, a fissuração de elementos estruturais de concreto armado é inevitável, devido à grande variabilidade e à baixa resistência do concreto à tração (...) Visando obter bom desempenho relacionado à proteção das armaduras quanto à corrosão e à aceitabilidade sensorial dos usuários, busca-se controlar a abertura dessas fissuras. Tendo em vista um dos principais objetivos da NBR 6118, conforme já vimos, é o de proporcionar uma durabilidade considerável às estruturas de concreto, a abertura máxima característica wk das fissuras, não deverá exceder o valor de 0,3 a 0,4 mm, sob a ação das condições freqüentes. As ações freqüentes mais desfavoráveis nos levam à condição de adotarmos para o momento fletor positivo: Mx = Mx[g] + 0,7 Mx[q], sendo que essa verificação poderá ser efetuada para a laje cujas condições em um certo pavimento, se apresente a mais desfavorável. A abertura dessas fissuras pode ser determinada através da equação: w= φ 12,5ηb × σs ⎛⎜ 4 ⎞ + 45 ⎟⎟ ≤ 0,3 mm. ⎜ Es ⎝ ρr ⎠ Onde: ηb = coeficiente de conformação superficial (1,00 para aços lisos e 1,5 para aços de alta aderência) ρr = As 0,25 × b × h σs = Mxk As × αe ⎡ 2 ⎤ As e x= ⎢− 1 + ⎥ onde ρd = αe × ρd ⎦ b ⎣ b×d ⎡⎛ ⎤ x⎞ ⎢⎜ d − 3 ⎟ × As⎥ ⎠ ⎣⎝ ⎦ ⎧Es = 21.000 kN / cm2 Es αe = ⇒ ⎪⎨ Ec ⎪⎩Ec = 560 × fck ( kN / cm2 ) 07.04 – Verificação do cisalhamento: De uma maneira geral, as armaduras transversais ou de cisalhamento podem ser dispensadas nos casos das lajes, quando na verificação do concreto temos: τrd1 ≥ Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO Vd γf × Vk = = τwd b×d b×d 7-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B A tensão limite do concreto, por sua vez, pode ser determinada por: τrd1 = 3 fck × (1,0 + 50 × ρ × l) × (1,6 − d) × αq Onde: d = altura útil da laje em metros ρ= As ≤ 0,02 → taxa de armadura longitudinal de tração b×d ⎧ 0,097 c arg as lineares paralelas ao apoio ⎪ l αq = ⎪⎨ 0,14 ⇒ l = lx para c arg as distribuídas ⇒ αq = 0,17 ⇒ d ≤ d⎞ 20 ⎪⎛ ⎪ ⎜⎝1 − 3 × l ⎟⎠ ⎩ Os casos de cisalhamento em lajes também, assim como no caso da fissuração, devem ser calculados para a pior condição de trabalho, ou seja, para a maior reação de apoio das lajes consideradas. Se, nesse caso, a pior condição de trabalho atende à consideração de cisalhamento, as demais lajes também atenderão. Para atendermos ao calculo do cisalhamento é preciso dispormos das reações de apoio das lajes, conforme segue abaixo, estabelecendo-se para efeito de calculo, a soma das reações, ou seja, das reações provenientes das cargas permanentes (à direita) somadas às reações das cargas acidentais (à esquerda). L.207 H=10 6,45/1,97 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2,82/1,29 H=10 1,65/0,75 2,76/1,24 L.208 H=10 1,93/0,86 1,67/0,51 1,65/0,75 6,45/1,97 L.202 3,21/0,98 3,22/1,44 H=10 4,72/2,14 L.201 0,99/0,45 4,72/2,14 2,82/1,29 0,99/0,45 4,60/2,06 8-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 07.05 – Disposição das Armaduras: Com relação à disposição das armaduras, o primeiro item que deve ser analisado, embora de maneira superficial, pois estaremos desenvolvendo mais à frente toda a teoria, é com relação à ancoragem das armaduras nos apoios das lajes, ou seja, estabelecer-se um comprimento tal que o esforço da barra de aço possa ser transferido ao concreto. No caso da flexão simples, como ocorre nas lajes em analise, as barras que compõem a armadura de tração devem ser ancoradas nos apoios para resistir a um esforço de: ⎧Vd = esforço cor tan te ⎪⎪ ⎛ al ⎞ ⎨al = 1,5 × d para lajes sem armadura de cisalhamento Rsd = ⎜ ⎟ × Vd ⎪ ⎝d⎠ ⎪⎩d = altura útil da laje A armadura, portanto, para absorver esse esforço deve ser: As, cal = Rsd fyd Para comprimento de ancoragem básico de: lb = φ × fyd 4 × fbd para fbd = 0,42 × k × ( fcd) 2/3 e lb, min ≥ 0,3lb;10φ ou 10 cm. Onde k = 1,00 para barras nervuradas (CA50); k = 0,62 para barras entalhadas (CA60) e k = 0,44 para barras lisas (CA25), e fbd = resistência de cálculo da aderência. O comprimento de ancoragem necessário pode ser calculado por: lb, nec = α × lb × ⎧α = 1,00 → barras sem gancho As, calc ≥ lb, min → ⎪⎨ ⎪α = 0,70 → barras com gancho As, ef ⎩ O segundo item a ser analisado é com relação à ancoragem das armaduras negativas compostas por somente uma barra, muito embora possam haver outras composições com duas barras, que podem ser devidamente ancoradas seguindo-se o esquema abaixo: a1 a1 Momento al 0,25l Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 0,25l 9-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Onde podemos adotar o comprimento a1 da seguinte maneira: a1 ≥ al + lb ou 0,25 × l + 10φ ⎧al = 1,5 × d ⎪⎪ ⎨lb = comprimento de ancoragem ⎪ ⎪⎩φ = diâmetro da barra Com relação à disposição das armaduras, as barras negativas (superiores) seguem alocação de acordo com sua ancoragem e as barras positivas (inferiores) podem seguir esquema abaixo, muito embora adote-se freqüentemente todas as barras das armaduras positivas ancoradas nos elementos de apoio: 0,70 ly 0,70 lx 0,85 ly 0,85 lx 0,85 ly 0,85 lx Finalizando o item da disposição das armaduras, é importante se destacar a necessidade de armaduras de canto. Nos casos das lajes formadas por duas bordas simplesmente apoiadas, há uma tendência de haver a atuação dos denominados momentos volventes (torçores), para os quais existe a necessidade de se dispor de uma armadura especial, denominada armadura de canto. Essas armaduras deverão ter uma área de armadura, pelo menos igual à metade da área da armadura no centro da laje, na direção mais armada. As barras que compõem essa armadura de canto, deverão se estender até uma distancia de 1/5 do menor vão da laje, medida das faces dos apoios e essas armaduras deverão ser colocadas tanto na face superior quanto na face inferior. Assim sendo, as armaduras de canto sempre serão compostas por barras negativas e positivas, sendo que as barras negativas devem ser dispostas paralelas à bissetriz do ângulo do canto, enquanto que as barras positivas deverão ser perpendiculares às negativas. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 10-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL ARMADURA NEGATIVA CONCRETO B ARMADURA POSITIVA Lx/5 Lx/5 Ly Ly Lx/5 Lx/5 Lx Lx 07.06 – Cálculo das Lajes: a) Cálculo das armaduras das lajes L.201 (H=10 cm) Teremos as alturas úteis definidas como: dx = 7,5 cm e dy = 7,0 cm Armadura mínima negativa: ρs = 0,15% x 100 x 10 = 1,50 cm2/m Armadura mínima positiva: ρs = 0,67 x 0,15% x 100 x 10 = 1,01 cm2/m Momento principal: Mk = 1,79 kN.m → Md = 1,4 x 1,79 x 100 = 250,6 kN.cm kc = 100 × 7,52 = 22,46 250,6 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,02 Portanto: As = 0,02 × 250,6 = 0,67 cm2 / m 7,5 Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,01 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 17,5 (As = 1,14 cm2/m) Momento secundário: Mk = 0,90 kN.m → Md = 1,4 x 0,90 x 100 = 126 kN.cm kc = 100 × 72 = 38,89 126 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,019 Portanto: As = 0,019 × 126 = 0,34 cm2 / m 7 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 11-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,01 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 17,5 Momento negativo entre L.201 e L.202: Mk = 3,91 kN.m → Md = 1,4 x 3,91 x 100 = 547,4 kN.cm kc = 100 × 7,52 = 10,28 547,4 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,020 Portanto: As = 0,020 × 547,4 = 1,46 cm2 / m 7,5 Adotamos como armadura negativa a mínima de Norma, ou seja: As = 1,50 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 12,5 b) Cálculo das armaduras da laje L.207 (H=10 cm) Teremos as alturas úteis definidas como: dx = 7,5 cm e dy = 7,0 cm Armadura mínima negativa: ρs = 0,15% x 100 x 10 = 1,50 cm2/m Armadura mínima positiva: ρs = 0,67 x 0,15% x 100 x 10 = 1,01 cm2/m Momento principal: Mk = 2,09 kN.m → Md = 1,4 x 2,09 x 100 = 292,6 kN.cm kc = 100 × 7,52 = 19,36 290,6 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,02 Portanto: As = 0,02 × 292,6 = 0,78 cm2 / m 7,5 Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,01 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 17,5 Momento secundário: Mk = 1,56 kN.m → Md = 1,4 x 1,56 x 100 = 218,4 kN.cm 100 × 72 kc = = 22,44 218,4 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,02 Portanto: As = 0,02 × 218,4 = 0,62 cm2 / m 7 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 12-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,01 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 17,5 Momento negativo máximo: Mk = 5,05 kN.m → Md = 1,4 x 5,05 x 100 = 707 kN.cm kc = 100 × 7,52 = 7,96 707 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,020 Portanto: As = 0,020 × 707 = 1,89 cm2 / m 7,5 Adotamos como armadura negativa → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 10 Momento negativo mínimo (L.207/L.208): Mk = 3,51 kN.m → Md = 1,4 x 3,51 x 100 = 491,4 kN.cm 100 × 7,52 kc = = 11,45 491,4 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,020 Portanto: As = 0,020 × 491,4 = 1,31 cm2 / m 7,5 Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,50 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 12,5 = 1,60 cm2/m Momento negativo mínimo (L.207/L.201): Mk = 4,04 kN.m → Md = 1,4 x 3,51 x 100 = 565,6 kN.cm kc = 100 × 7,52 = 9,95 565,6 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,020 Portanto: As = 0,020 × 565,6 = 1,51 cm2 / m 7,5 Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,50 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 12,5 = 1,60 cm2/m Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 13-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B c) Cálculo das armaduras da laje L.208 (H=10 cm) Teremos as alturas úteis definidas como: dx = 7,5 cm e dy = 7,0 cm Armadura mínima negativa: ρs = 0,15% x 100 x 10 = 1,50 cm2/m Armadura mínima positiva: ρs = 0,67 x 0,15% x 100 x 10 = 1,01 cm2/m Momento principal: Mk = 2,08 kN.m → Md = 1,4 x 2,08 x 100 = 291,2 kN.cm 100 × 7,52 kc = = 19,32 291,2 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,02 Portanto: As = 0,02 × 291,2 = 0,78 cm2 / m 7,5 Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,01 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 17,5 Momento secundário: Mk = 1,64 kN.m → Md = 1,4 x 1,56 x 100 = 229,6 kN.cm kc = 100 × 72 = 21,34 229,6 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,02 Portanto: As = 0,02 × 229,6 = 0,66 cm2 / m 7 Adotamos a armadura mínima de Norma, ou seja: As = 1,01 cm2/m → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 17,5 Momento negativo máximo: Mk = 4,79 kN.m → Md = 1,4 x 4,79 x 100 = 670,6 kN.cm kc = 100 × 7,52 = 8,39 670,6 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA60 → ks = 0,020 Portanto: As = 0,020 × 670,6 = 1,79 cm2 / m 7,5 Adotamos como armadura negativa → Tabela 07.02 → 1 Φ 5 c/ 10 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 14-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B d) Verificação da fissuração: Conforme estabelecido anteriormente, estaremos verificando a fissuração para a pior condição de momentos positivos, e a laje que nos oferece as condições mais desfavoráveis é a L.207. Assim sendo teremos: Mx = Mx[g] + 0,7Mx[q] Ao calcularmos os momentos fletores dessa laje, verificamos que sua carga permanente [g] é de 4,9 kN/m2 e sua carga acidental [q] é de 1,5 kN/m2 e também pela Tabela de Marcus temos mx = 39,74. Dessa maneira: Mx = 4,9 × 3,602 0,7 × 1,5 × 3,602 + = 1,94 kN.m 39,74 39,74 ρr = As 1,14 As 1,14 = = 0,0046 → ρd = = = 0,0015 0,25 × b × h 0,25 × 100 × 10 b × dx 100 × 7,5 αe = Es ⇔ Es = 21.000 kN / cm2 e Ec = 560 × 20 = 2.504 ⇔ αe = 8,39 Ec x= ⎤ 2 1,14 × 8,39 ⎡ ⎢− 1 + ⎥ = 1,11 cm 8,39 × 0,0015 ⎦ 100 ⎣ σs = Para Φ = 5 mm e ŋb = 1,5, teremos: w= 194 = 23,86 kN / cm2 ⎡⎛ ⎤ 1,11⎞ ⎢⎜ 7,5 − 3 ⎟ × 1,14⎥ ⎠ ⎣⎝ ⎦ 0,5 23,86 ⎛ 4 ⎞ × + 45 ⎟ = 0,028 ≤ 0,3 mm. ⎜ 12,5 × 1,5 21.000 ⎝ 0,0046 ⎠ Portanto, não existe fissuração excessiva nas lajes. e) Verificação do cisalhamento: Assim como no caso da fissuração, estaremos verificando o cisalhamento para o caso mais desfavorável que também vem a ocorrer na L.205, pois teremos aí a maior reação de apoio: Vk = 6,45 + 1,97 = 8,42 kN/m = 8420 N/m τwd = γf × Vd = 1,4 × 8420 = 157.153 N / m2 = 15,72 N / cm2 b×d ρ= 1× 0,075 lx 360 Asx 1,14 0,152 = = e = = 18 > d = 7,5 cm ⇒ αq = 0,17 b × d 100 × 7,5 100 20 20 A tensão limite do concreto, por sua vez, pode ser determinada por: τrd1 = 3 20 × (1,0 + 50 × 0,156 × 3,60) × (1,6 − 0,075) × 0,17 = 0,90 MPa = 90 N / cm2 > 15,72 N / cm2 100 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 15-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Tendo em vista que as tensões admissíveis são superiores às tensões atuantes, podemos concluir que não há necessidade de armadura de cisalhamento nas lajes. f) Ancoragem das barras: ⎛ 1,5 × 7,5 ⎞ Rsd = ⎜ ⎟1,4 × 8,42 = 17,68 kN ⎝ 7,5 ⎠ A armadura, portanto, para absorver esse esforço deve ser: As, cal = 17,68 = 0,34 cm2 / m 60 1,15 Comprimento de ancoragem básico: lb = 5 × 52,17 20 para fbd = 0,42 × 0,62 × ( )2 / 3 ⇒ lb = 26,40 cm 4 × fbd 1,4 lb, nec = 1,00 × 26,40 × 0,34 = 7,87 cm. < 26,40 cm. 1,14 lb, min ≥ 0,3 × 26,4 = 7,95 cm; 10 × 0,5 = 10 cm. ou 10 cm. Assim sendo, o comprimento de ancoragem necessário será de 10 cm. compatível com as vigas com espessura de 14 cm. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 16-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B ARMADURA POSITIVA L.201 L.202 Ø 5 c/17,5 Ø 5 c/17,5 Ø 5 c/17,5 Ø 5 c/17,5 L.208 L.207 Ø 5 c/17,5 Ø 5 c/17,5 Ø 5 c/17,5 Ø 5 c/17,5 ARMADURA NEGATIVA Ø 5 c/12,5 L.202 Ø 5 c/10 Ø 5 c/10 L.201 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO Ø 5 c/12,5 L.208 Ø 5 c/10 Ø 5 c/10 L.207 17-7 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08 - Marquises e Escadas 08.01 – Marquises ou Lajes em balanço: Marquises ou Lajes em balanço, são aquelas que se projetam para fora do edifício, tendo como apoio apenas em um dos seus lados sendo o outro lado sem qualquer tipo de apoio, ou seja, em balanço. Essas lajes são sempre calculadas a partir das equações elementares da Resistência dos Materiais para peças em balanço, a fim de se determinar os momentos fletores assim como os esforços de cisalhamento. Sendo uma estrutura do tipo isostática, qualquer que seja a falha na região do apoio faz com que esse tipo de estrutura sofra colapso estrutural de maneira praticamente imediata. Daí a necessidade de sempre se tomar cuidados especiais no seu dimensionamento, no que diz respeito aos esforços assim como quanto às deformações. 08.02 – Cargas Atuantes nas Marquises: Para efeito de cargas atuantes, valem as mesmas definidas para as demais lajes, no que se refere às cargas distribuídas. Assim sendo, se tivermos para essa laje uma utilização residencial, tomaremos as cargas para esse fim. Entretanto, em vista de que essas lajes têm uma extremidade em balanço, é bastante comum que nessa extremidade sejam colocadas cargas adicionais, tais peitoris de alvenaria ou mesmo gradis metálicos, assim como vigas testeiras de concreto armado, cuja finalidade seria a de arrematar forros de madeira a fim de esconder possíveis drenagens de águas pluviais ou mesmo por razoes arquitetônicas. Nesses casos a NBR 6120 prevê que para as cargas em “balcão”, deverão ser previstas alem das cargas distribuídas convencionais, ao longo dos parapeitos uma carga horizontal de 0,8 kN/m na altura do corrimão e uma carga vertical de 2 kN/m, tais como indicadas na figura abaixo: 2 kN/m 0,8 kN/m MARQUISE PEITORIL L balanço VIGA DE APOIO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08.03 – Esforços Atuantes nas Marquises: Conforme já mencionado, os esforços atuantes de flexão e de cisalhamento, assim como as deformações nas marquises, deverão ser determinadas pelas equações da Resistência dos Materiais. Assim sendo: LAJES EM BALANÇO TIPO REAÇÕES DE APOIO MOMENTO FLETOR DEFORMAÇÃO (FLECHA) Py R = p × l + Px f p H peitoril Px X= p × l2 + Px × l + Py × h 2 L balanço 3 f= P×l p × l4 + 8 ×E ×I 3 ×E ×I f≤ l 125 Onde: p = carga distribuída Px = carga vertical do peitoril + testeiras + alvenarias ou gradis Py = carga vertical para balcão. Uma vez determinados os esforços de flexão e cisalhamento, os demais procedimentos para dimensionamento das marquises prossegue da mesma maneira como se processa o dimensionamento das lajes maciças convencionais, ou seja, a partir dos esforços calculados, tomam-se os valores das Tabelas de kc e ks. Quanto ás armaduras, essas devem ser dispostas corretamente, levando-se em conta que o momento principal calculado para as marquises é negativo, a armadura principal deve ser disposta como armadura negativa e as demais devem seguir as regras de armaduras mínimas já convencionadas. A disposição das armaduras negativas deverá ter seu comprimento determinado a partir do comprimento do balanço. Sendo l o comprimento da barra no balanço, o comprimento total do trecho horizontal da barra será igual a 2,5 l.. Havendo qualquer tipo de rebaixo, muito comum nesses tipos de lajes, em especial nos edifícios residenciais a fim de se evitar a entrada de água para o interior da unidade residencial, as armaduras deverão ser dispostas de maneira Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B a proporcionar o engastamento necessário. Os desenhos abaixo especificam tais procedimentos: LAJES EM NÍVEL LAJES COM REBAIXO ARMADURA PRINCIPAL H H ARMADURA PRINCIPAL ARMADURAS SECUNDÁRIAS (DISTRIBUIÇÃO) 1,5L ARMADURAS SECUNDÁRIAS (DISTRIBUIÇÃO) 1,5L L L 08.04 – Exemplo Prático de Marquise: Desenvolver o cálculo da laje em balanço da varanda do apartamento apresentado como projeto padrão, tendo como vão o valor de 1,20 m.. Inicialmente devemos admitir as cargas atuantes na laje em questão. Para efeito de peso próprio, adotaremos a laje com espessura de 10 cm, assim como as demais; como revestimento, os valores também serão os mesmos anteriores; as cargas de peitoril serão adotadas as recomendas pela NBR 6120, acrescidas do peso de uma mureta de alvenaria em blocos de concreto com espessura nominal de 9 cm. e altura de 1,10 m. A alvenaria da mureta lateral deverá ter sua carga dividida pela área da laje. Carga permanente [g] = peso próprio + revestimento + alvenaria lateral = 2,5 kN/m2+0,8 kN/m2+(1,7x1,1x1,2/2,2x1,1=0,93 kN/m2) = 4,23 kN/m2 Carga acidental [q] = 3,0 kN/m2 (terraços com acesso ao público) Cargas de balcão: Px = 2,0 kN/m + (1,7 x 1,10)kN/m = 3,87 kN/m. Carga de balcão: Py = 0,8 kN/m. Calculo dos esforços: R = ( 4,23 + 3,0)x1,2 + 3,87 = 12,55 kN / m 2 (4,23 + 3,0) × 1,2 + 3,87 × 1,2 + 0,8 × 1,1 = 10,73 kN.m 2 ⎛ 4,23 + 3,0 ⎞ 4 ⎜ ⎟ 3 ⎜⎜ ⎟⎟ × 120 3,87 × 120 l 120 100 ⎝ ⎠ f= + = 0,19 cm < = = 0,96 cm 8 × 2.504 × 8.333 125 125 3 × 2.504 × 8.333 X= Cálculo da armadura: Mk = 10,73 kN.m→ Md = 1,4x10,73x100 = 1.502 kN.cm kc = 100 × 7,52 0,022 × 1.502 = 3,75 → ks = 0,022 → As = = 4,41 cm2 / m 1.502 7,5 Adotamos como armadura negativa 1Φ 8 c/10 = 5,00 cm2 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08.05 – Escadas: Somente estarão sendo analisadas, nesse tópico, escadas usuais, pois as especiais ou de comportamento diferenciado não serão aqui estudadas. Um dos fatores, embora não estrutural, preponderante no dimensionamento das escadas se refere ao seu conforto de uso e, para isso, se faz necessário que seja verificada e satisfeita a relação p + 2e = 60 a 64 cm., onde p representa a dimensão do piso ou passo, enquanto e refere-se à altura do degrau ou espelho. Não menos importante do que a relação especificada acima, também nos detemos na altura livre (hl), ou seja, a altura entre o elemento superior mais próximo (viga, laje forros) e a linha de união entre os vértices das arestas superiores dos degraus, conforme indica o desenho abaixo, devendo ser superior a 2,10 m.: ESTRUTURA SUPERIOR hl> 0 21 e Lv p H Onde: H = altura da laje (seguem-se os mesmos parâmetros já apresentados para lajes) Lv = altura do desnivel a ser vencido 08.06 – Cargas Atuantes em Escadas: Para efeito de cargas atuantes, valem as mesmas definidas para as demais lajes, no que se refere às cargas distribuídas. Assim sendo, se tivermos para essa laje uma utilização residencial, tomaremos as cargas para esse fim. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B A primeira consideração com relação às cargas, nos diz respeito à avaliação do peso próprio das escadas, já que as mesmas por possuírem degraus, cujos enchimentos são, em geral, executados com o próprio concreto mas, em algumas circunstancias também pode ser em alvenaria, aumentam o peso destas. Nesses casos, toma-se para peso próprio, então, o somatório da carga de peso da laje, determinado como das outras vezes, e do peso dos degraus. Para que se determine o peso dos degraus, toma-se a média da altura dos degraus (e/2) e multiplica-se pelo peso especifico do material que se está utilizando, concreto ou alvenaria. Tomemos a escada: 1o. Caso – degraus em concreto peso do degrau = 25 kN/m3 x 0,09 = 2,25 kN/m2 28 12 1-2) enchimento do degrau em concreto: 18 1-1) peso próprio da laje = 25 kN/m3 x 0,12 = 3 kN/m2 1-3) peso próprio total = 3 + 2,25 = 5,25 kN/m2 2o. Caso – degraus em alvenaria de tijolos de barro 1-1) peso próprio da laje = 25 kN/m3 x 0,12 = 3 kN/m2 ENCHIMENTO DO DEGRAU (NÃO ESTRUTURAL) 1-2) enchimento do degrau em concreto: peso do degrau = 16 kN/m3 x 0,09 = 1,44 kN/m2 1-3) peso próprio total = 3 + 1,44 = 4,44 kN/m2 Para os revestimentos, podemos tomar os mesmos valores já anotados anteriormente, variando entre 0,8 kN/m2 e 1,2 kN/m2, a menos que se utilize de materiais mais pesados tais o mármore ou granito, devendo, nessas ocasiões singulares, determinar-se o peso do revestimento pela espessura das pedras a serem utilizadas. Para efeito das cargas acidentais, tomam-se os mesmos valores utilizados para as marquises, ou seja: • 3,0 kN/m2 para escadas com acesso publico e • 2,0 kN/m2 para escadas sem acesso publico. Finalizando o item das cargas, ainda teremos a inclusão das cargas provenientes de paredes, gradis ou muretas entre os lances das escadas. Assim como avaliada essa carga no caso das marquises, procede-se de maneira análoga no caso das escadas, tomando-se essas cargas lineares e transformando-as em cargas uniformemente distribuídas: verifica-se a magnitude total da carga e divide-se essa carga pela área de projeção da escada. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08.07 – Tipos Usuais de Escadas: Embora existam diversos tipos de escadas do ponto de vista de suas considerações estruturais, tipos de apoio, etc., nesse trabalho, conforme já mencionado anteriormente, estaremos nos ocupando apenas das escadas mais usuais em edifícios residências, comerciais ou industriais. Os tipos mais usuais de escadas armadas longitudinalmente são: • Escadas com um único lance com ou sem patamares; • Escadas com lajes ortogonais em L; • Escadas com lajes ortogonais em U e • Escadas com lajes em lances adjacentes. 08.07.a) Escadas com um único lance: V.300 V.200 EM PLANTA p EM CORTE VIGA DE APOIO V.300 H ARMADURA DE DISTRIBUIÇÃO L ARMADURA PRINCIPAL VIGA DE APOIO V.200 L Para esse tipo de escada, os esforços atuantes (reações de apoio e momento fletor) serão calculados da seguinte maneira: R= p×l p × l2 e M= 2 8 E a partir da determinação dos esforços, o dimensionamento das armaduras segue o modelo das lajes anteriores. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08.07.b) Escadas com um único lance e com patamares: As disposições para esse tipo de escada são bastante variáveis, sendo que para efeito de calculo, procede-se da mesma maneira do tipo anterior, adotando-se para a determinação de esforços as mesmas equações. p p APOIO APOIO APOIO p p APOIO APOIO APOIO APOIO APOIO L L Assim , os esforços seguem as equações: R= p×l p × l2 e M= 2 8 Entretanto, nesses tipos de escadas com patamares há que se tomar especial cuidado com o detalhamento das armaduras positivas. Muito embora o processo de cálculo dessas armaduras se dê da mesma maneira como em todas as lajes já dimensionadas, a disposição dessas armaduras deve ser dotada de alguns procedimentos: lb Onde: lb H c lb = comprimento de ancoragem reta c = cobrimento da armadura ARMADURA DE DISTRIBUIÇÃO ARMADURA PRINCIPAL Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 7-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08.07.c) Escadas com lajes ortogonais em L: V.I.200 V.200 EM PLANTA V.300 EM CORTE EM CORTE (2° LANCE) H (1° LANCE) VIGA DE APOIO V.300 H VIGA DE APOIO V.I.200 ARMADURA DE DISTRIBUIÇÃO (2° LANCE) H ARMADURA DO LANCE ADJACENTE (2° LANCE) H ARMADURA DE DISTRIBUIÇÃO (1° LANCE) ARMADURA PRINCIPAL (2° LANCE) VIGA DE APOIO V.I.200 ARMADURA PRINCIPAL (1° LANCE) ARMADURA DO LANCE ADJACENTE (1° LANCE) VIGA DE APOIO V.200 L1 L2 Nesses tipos de escadas, os esforços atuantes podem ser determinados estabelecendo que um dos lances deverá ser o denominado principal que, por sua vez, recebe como apoio de parte do lance denominado secundário. A laje tida como principal, além das cargas comuns a todas as escadas, recebe na região do patamar esforços adicionais provenientes do apoio da laje adjacente. Como esquema estrutural, podemos representa-las da seguinte maneira: (1 ° L A N C E ) Lb + Ba/2 Lb Ba/2 Ba (2° LANCE) Bb La Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 8-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B As reações de apoio e os momentos fletores serão calculados admitindo-se duas lajes armadas em uma única direção, cada uma com sua carga especifica. R= 1o. Lance: p × la p × la 2 e M= 2 8 ⎛ Ba ⎞ ⎛ ⎜ p × ⎜ la + ⎟ 2⎠ ⎝ R=⎜ ⎜ 2 ⎜ ⎝ 2o. Lance: ⎞ Ba ⎞ ⎛ p × ⎜ la + ⎟ ⎟ 2⎠ ⎝ ⎟e M= ⎟ 8 ⎟ ⎠ 2 E a partir da determinação dos esforços, o dimensionamento das armaduras segue o modelo das lajes anteriores. 08.07.d) Escadas com lajes ortogonais em U: EM PLANTA V .I.2 0 0 V .2 0 0 V .3 0 0 EM CORTE EM CORTE (1 ° L A N C E ) H (3 ° L A N C E ) V IG A D E A P O IO V .3 0 0 H A R M AD U R A D O LAN C E A DJAC EN TE (2 ° L A N C E ) A R M A D U R A D E D IS T R IB U IÇ Ã O (3 ° L A N C E ) H A R M A D U R A D E D IS T R IB U IÇ Ã O (1 ° L A N C E ) H V IG A D E A P O IO V .I.2 0 0 A R M A D U R A P R IN C IP A L (3 ° L A N C E ) A R M A D U R A P R IN C IP A L (1 ° L A N C E ) V IG A D E A P O IO V .2 0 0 V IG A D E A P O IO V .I.2 0 0 AR M AD U R A D O LAN C E ADJAC EN TE (2 ° L A N C E ) L1 L3 EM CORTE H (2 ° L A N C E ) H A R M AD U R A DO LAN CE AD JAC EN TE (3 ° L A N C E ) A R M A D U R A D E D IS T R IB U IÇ Ã O (2 ° L A N C E ) H A R M A D U R A P R IN C IP A L (2 ° L A N C E ) A R M AD U R A D O LAN C E A D JAC EN TE (2 ° L A N C E ) Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 9-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Nesses tipos de escadas, os esforços atuantes não fogem às regras já determinadas no caso anterior e, nesse caso, podem ser determinados estabelecendo que dois lances deverão ser denominados principais que, por sua vez, recebe como apoio de parte do lance denominado secundário. As lajes tidas como principais, além das cargas comuns a todas as escadas, recebe na região do patamar esforços adicionais provenientes do apoio da laje adjacente. Como esquema estrutural, podemos representa-las da seguinte maneira: Lc (2 ° L A N C E ) Bb La (3° LANCE) Bc (1° LANCE) Ba B a /2 Lb B c/2 As reações de apoio e os momentos fletores serão calculados admitindo-se as três lajes armadas em uma única direção, cada uma com sua carga especifica. o o 1 . e 3 . Lances: 2o. Lance: R= p × la 2 p × la e M= 8 2 ⎛ Ba Bc ⎞ ⎛ ⎜ p × ⎜ la + + ⎟ 2 2⎠ ⎝ ⎜ R= ⎜ 2 ⎜ ⎝ ⎞ Ba Bc ⎞ ⎛ + ⎟ p × ⎜ la + ⎟ 2 2⎠ ⎝ ⎟e M= ⎟ 8 ⎟ ⎠ 2 E a partir da determinação dos esforços, o dimensionamento das armaduras segue o modelo das lajes anteriores. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 10-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 08.07.e) Escadas com lajes em lances adjacentes: EM PLAN TA V.I.200 V .200 V.300 E M CO R TE EM C O RTE (1° LAN C E) H (2° LAN C E) VIG A DE APO IO V.300 H H V IG A DE APO IO V.I.200 AR M AD U R A D E D ISTRIBU IÇÃO (PATAM AR) AR M AD U RA D E DISTRIBU IÇÃO (2° LAN CE) H AR M AD U R A D E D ISTR IBUIÇÃO (1° LANC E) AR M A DU R A PR IN CIPAL (2° LAN CE) AR M AD U RA PRINCIPAL (1° LAN CE) VIG A D E APO IO V.200 VIG A D E A PO IO V.I.200 AR M A DU R A D E D ISTR IBUIÇÃO (P ATAM AR) L1 L3 É um dos modelos mais comuns de escadas e, nesses casos, os dois lances formam duas lajes distintas entre si, apoiadas em uma única direção e que não sofrem efeitos de cargas adjacentes, somente havendo, em comum, um patamar intermediário. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO Bb (2° LANCE) Lb Ba (1° LANCE) La Como esquema estrutural, podemos representa-las da seguinte maneira: 11-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Assim , os esforços seguem as equações: R= p × la 2 p × la e M= 8 2 08.08) Calculo da Escada do Edifício Modelo: Cargas Atuantes Peso próprio – l = 345 cm (para efeito de pré-dimensionamento das lajes de escadas desse tipo, podemos multiplicar o valor do vão por 0,028 e, assim, podemos obter a espessura da laje) – 345 x 0,028 = 9,66 cm ↔ H = 10 cm. Quanto aos degraus, estamos admitindo pé-direito de 280 cm., no que resultam dezesseis degraus com dezoito centímetros de altura, ou seja, 16 x 18; para efeito de alvenarias, admitimos a existência de parede entre os lances da escada como fechamento e as cargas acidentais serão as preconizadas por normas técnicas. Assim: p.p. = 25 x 0,10 = 2,5 kN/m2 degraus: 25 x 18 / 2 = 2,25 kN/m2 alvenaria: H alv × L alv × γalv 2,80 × 2,10 × 1,7 = = 1,07 kN / m 2 A esc 2,70 × 3,45 c. acidental = 3,00 kN/m2 Total de cargas aplicadas = 8,82 kN/m2 Ra = 8,82 × 3,45 8,82 × 3,45 2 = 15,21 kN / m e M = = 13,12 kN × m 2 8 Cálculo das armaduras (H=10 cm) Teremos a altura útil definida como: dx = 7,5 cm Armadura mínima: ρx = 0,15% x 100 x 10 = 1,50 cm2/m e ρy = 0,10% x 100 x 10 = 1,00 cm2/m Momento principal: Mk = 13,12 kN.m → Md = 1,4 x 13,12 x 100 = 1.837 kN.cm 100x7,52 = 3,06 kc = 1.837 Da Tabela 7.01 teremos para concreto C20 e aço CA50 → ks = 0,027 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 12-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL Portanto: As = CONCRETO B 0,027 × 1.837 = 6,61 cm2 / m → 1φ8 c / 7,5 7,5 ARMAÇÃO DA ESCADA EM CORTE 10 (1° LANCE) VIGA DE APOIO V.I.200 10 1 Ø 5 c / 20 1 Ø 5 c / 20 1 Ø 8 c / 7,5 VIGA DE APOIO V.200 EM CORTE (2° LANCE) 10 VIGA DE APOIO V.300 10 1 Ø 5 c / 20 1 Ø 8 c / 7,5 VIGA DE APOIO V.I.200 1 Ø 5 c / 20 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 13-8 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 09 - Vigas 09.01 – Definições: Como definição básica, pode-se estabelecer que vigas são “elementos lineares em que a flexão é preponderante” (NBR 6118), o que equivale a dizer que são elementos estruturais cuja predominância de solicitações se dá através da flexão, sendo, portanto, seus esforços principais os momentos fletores e as forças cortantes. Nos edifícios correntes, a finalidade das vigas está em servir como elemento estrutural de apoio para lajes e paredes, conduzindo essas cargas até os pilares e também como elementos de composição de estruturas aporticadas. As vinculações das vigas com os pilares podem se dar através de simples apoio, assim como através de engastamentos, quando as necessidades estruturais assim determinarem. Os vãos vencidos pelas vigas são denominados vão livre a distância entre as faces dos apoios, enquanto que o vão teórico ou vão efetivo é decorrente das dimensões dos elementos de apoio. Para edifícios de pequeno porte, em vista de que as dimensões dos pilares não são muito grandes, à exceção de algum pilar parede, pode-se trabalhar com os vãos das vigas como sendo a distancia entre seus apoios. 09.02 – Cargas Atuantes: As cargas que atuam sobre as vigas são provenientes, em geral, das cargas verticais do seu peso próprio, das reações de apoio das lajes, das paredes de alvenaria que nelas se apóiam e também da reação de apoio de outras vigas que compõe um determinado quadro de estruturas. As primeiras cargas podem ser consideradas como sendo uniformemente distribuídas, enquanto que no caso de apoio de outras vigas, ou mesmo pilares – vigas de transição – as cargas devem ser consideradas como sendo concentradas. a) para efeito de peso próprio, a sua avaliação será determinada pelo peso especifico do concreto multiplicado pela seção transversal da viga: Peso = bw × h × γc b) as reações das lajes são aquelas oriundas dos cálculos específicos desses elementos estruturais; c) para efeito do peso das paredes apoiadas sobre as vigas, não se desconta vãos devido a portas ou janelas, a menos que esses vãos sejam maiores do que 1/3 da área total, devendo-se, nesses casos, considerar-se o peso dos caixilhos ou outro elementos de vedação, somente descontando-se da altura entre as lajes dos pavimentos, a altura da viga imediatamente acima. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 1-9 CONCRETO B ALVENARIA Halvenaria Hviga PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL 09.03 – Prescrições Gerais: Definido pela NBR 6118/2003, a seção transversal das vigas não deverá apresentar largura menor que 12 cm. e das vigas parede, menor que 15 cm. esses limites podem ser reduzidos, respeitando-se um mínimo absoluto de 10 cm em casos excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições: a) alojamento das armaduras e suas interferências com armaduras de outros elementos estruturais respeitando os espaçamentos e as coberturas estabelecidos nesta Norma; b) lançamento e vibração do concreto de acordo com a NBR 14391. Alguns autores propõem que geometricamente as vigas deverão manter uma relação entre vão e altura, para vigas isostáticas, de l/h ≥ 3,0 e, para vigas continuas, de l/h ≥ 2,0 em que l é o comprimento do vão teórico (dobra-se esse vão no caso de balanços) e h a altura total da viga. Ainda a relação entre a largura e a altura da seção deverá ser menor ou igual a cinco. Quanto à disposição das armaduras nas vigas, deve-se observar a acomodação das barras dentro da seção proposta, de tal forma que bw = bs + 2c, onde bw é a largura da viga; bs a largura livre para acomodação das barras longitudinais e c o cobrimento das armaduras. Essas medidas podem ser verificadas em tabelas adiante, assim como outras dimensões mínimas que deverão ser respeitadas. Mas, se a disposição das armaduras é importante, não menos importante são as definições das armaduras longitudinais mínimas e máximas para as seções transversais das vigas. No primeiro caso, das armaduras mínimas, estabelece-se como critério para sua obtenção, que essa armadura longitudinal de tração mínima deva resistir a um Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 2-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B momento fletor igual ou superior ao de ruptura da seção sem armadura, sem considerar a resistência à tração do concreto. Com base nesse principio, a NBR 6118, estabelece que o valor do momento fletor mínimo para se determinar a armadura mínima de tração, para as seções retangulares deve ser: Md, min = 0,052 × bw × h2 × fck 2 / 3 Dessa maneira, as taxas mínimas de armadura deverão atender à tabela abaixo: ρmin = As bw × h SEÇÃO fck (Mpa) RETANGULAR 20 25 30 35 40 45 50 ρmin (%) 0,15 0,15 0,173 0,201 0,23 0,259 0,288 Quanto à armadura longitudinal máxima, sua necessidade decorre da necessidade de se manter a dutibilidade da estrutura, evitando-se excessiva concentração de armaduras longitudinais em determinadas partes da seção transversal. Assim, a NBR 6118 estabelece que a soma das armaduras de tração (As) e de compressão (A´s), ou seja, a armadura total da seção, As, tot, deverá ser: As, tot = As + A´s ≤ 4%(bw × h) Em vigas com altura superior a 60 cm, deve-se adicionar uma armadura denominada de armadura de pele, alojada nas faces laterais verticais das vigas e cuja quantidade deve ser igual 0,1%Ac = 0,001 x b x h, por face. O espaçamento recomendado para essa armadura é de 20 cm. ou a 1/3 da altura útil da seção transversal da viga. b d sp p d´ c h t Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 3-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B TABELA 09.01 - ÁREA DE SEÇAO DE BARRAS (As) e LARGURA MÍNIMA POR CAMADA (bw) BITOLA MASSA 5 0,16 As (cm2) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 As 0,20 0,40 0,60 0,80 1,00 1,20 1,40 1,60 1,80 2,00 Br.1 - 10 12 15 18 21 23 26 29 32 Br.2 - 10 14 17 21 24 28 31 35 38 0,32 0,63 0,95 1,26 1,58 1,89 2,21 2,52 2,84 3,15 Br.1 - 10 13 16 19 21 24 27 30 33 Br.2 - 11 14 18 21 25 29 32 36 40 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 5,00 Br.1 - 10 13 16 19 22 26 29 32 35 Br.2 - 11 15 18 22 26 30 34 37 41 0,8 1,60 2,40 3,20 4,00 4,80 5,60 6,40 7,20 8,00 Br.1 - 11 14 17 20 24 27 30 34 37 Br.2 - 11 15 19 23 27 31 35 39 43 1,25 2,50 3,75 5,00 6,25 7,50 8,75 10,00 11,25 12,50 Br.1 - 11 15 18 22 25 29 32 36 39 Br.2 - 12 16 20 25 29 33 37 42 46 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 18,00 20,00 Br.1 - 12 16 20 23 27 31 35 39 43 Br.2 - 12 17 22 26 31 35 40 45 49 3,15 6,30 9,45 12,60 15,75 18,90 22,05 25,20 28,35 31,50 Br.1 - 13 17 21 25 30 34 38 43 47 Br.2 - 13 18 23 28 33 38 413 48 53 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 40,00 45,00 50,00 Br.1 - 14 19 24 29 34 39 44 49 54 Br.2 - 14 20 25 31 36 42 47 53 58 bw As 6.3 0,25 bw As 8 0,40 bw As 10 0,63 bw As 12.5 1,00 bw As 16 1,60 bw As 20 2,50 bw As 25 4,00 bw VALORES ADOTADOS Φe = 6,3 mm e C=2,5 cm Br.1 = BRITA 1 (Φmax = 19 mm) – Br.2 = BRITA 2 (Φmax = 25 mm) eh ≥ Φl ou 2 cm – ev ≥ Φl ou 2 cm Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 4-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 09.04 – Dimensionamento das Armaduras: As armaduras das vigas sujeitas a flexão, deverão ser dimensionadas para absorver os esforços dos momentos fletores e esforços de cisalhamento. a) Momento Fletor: No o dimensionamento das armaduras para combater o Momento Fletor, o cálculo se faz da mesma maneira como já indicado caso das lajes, utilizando-se das Tabelas de Kc e Ks, inclusive determinando-se o valor da altura útil (d). b φl 2 d t h d´= h − d = c + φt + d´ c Onde: c = cobrimento das armaduras Φt = diâmetro da armadura transversal de cislhamento Φl = diâmetro da armadura longitudinal As Nas vigas usuais de edificios podemos adotar: d = h − (c − 2 cm) ⇔ d ≅ h − 5 cm O método a ser utilizado consiste em: • Determinar o momento limite para armadura simples: Md, lim = b × d2 Kc, lim Para Kc,lim → valor de Kc correspondente ao limite entre os domínios 3 e 4 (Tabela 9.03 – área sem sombreamento). Por exemplo, para o aço CA50 e concreto C20, teremos Kc,lim = 2,2. Para valores maiores que Md,lim, devemos aumentar a seção da viga ou utilizar armadura dupla (A´s), ou seja, armadura de compressão, cujo calculo deve ser feito conforme definido logo a seguir (Tabela 09.02). • Para os casos de armadura simples, nos utilizamos do momento fletor de cálculo obtido pela resolução estática da viga, ou seja, o valor de Md que deverá ser o valor Mk multiplicado pelo coeficiente de ponderação já estabelecido anteriormente. Assim: Md = Mk x γf • Em seguida calcula-se o valor do coeficiente kc: bw × d2 kc = Md Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 5-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL • Conhecidos os materiais, concreto e aço e o valor de kc, obtém-se na tabela anexa (9.03) o valor de ks e, a partir desse calcula-se a armadura necessária: ks = • • CONCRETO B As × d ks × Md ⇔ As = Md d Na Tabela anexa (9.01) escolhemos a diâmetro das barras. Para as armaduras duplas, teremos: TABELA 09.02 – FLEXÃO SIMPLES – ARMADURA DUPLA b A ´s + = d h d´ b × d2 M1 = Kc, lim M2 = Md − M1 As As1 = A s1 Ks × M1 d A s2 As2 = Ks2 × M2 d − d´ A´s = K´s × M2 d − d´ VALORES DE Ks2 AÇO CA25 CA50 CA60 AÇO Ks2 0,046 0,023 0,019 Ks2 VALORES DE K´s d´/h CA25 CA50 CA60 d´/h 0,05 0,046 0,023 0,019 0,05 0,10 0,046 0,023 0,019 0,10 0,15 0,046 0,023 0,021 0,15 0,20 0,046 0,027 0,027 0,20 0,25 0,046 0,041 0,041 0,25 Ks – VALOR DA TABELA 09.03 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 6-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B VALORES DE KC e KS PARA AÇOS CA-25, CA-50 e CA-60 – TABELA 9,03 FLEXÃO SIMPLES EM SEÇÃO RETANGULAR ARMADURA SIMPLES KC KS βx = x d C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 CA25 CA50 CA60 0,01 137,8 103,4 82,7 68,9 59,1 51,7 45,9 41,3 0,046 0,023 0,019 0,02 69,2 51,9 41,5 34,6 29,6 25,9 23,1 20,8 0,046 0,023 0,019 0,03 46,3 34,7 27,8 23,2 19,8 17,4 15,4 13,9 0,0,47 0,023 0,019 0,04 34,9 26,2 20,9 17,4 14,9 13,1 11,6 10,5 0,0,47 0,023 0,019 0,05 28,0 21,0 16,8 14,0 12,0 10,5 9,3 8,4 0,0,47 0,023 0,020 0,06 23,4 17,6 14,1 11,7 10,0 8,8 7,8 7,0 0,0,47 0,024 0,020 0,0,7 20,2 15,1 12,1 10,1 8,6 7,6 6,7 6,1 0,0,47 0,024 0,020 0,08 17,7 13,3 10,6 8,9 7,6 6,6 5,9 5,3 0,048 0,024 0,020 0,09 15,8 11,9 9,5 7,9 6,8 5,9 5,3 4,7 0,048 0,024 0,020 0,10 14,3 10,7 8,6 7,1 6,1 5,4 4,8 4,3 0,048 0,024 0,020 0,12 12,0 9,0 7,2 6,0 5,1 4,5 4,0 3,6 0,048 0,024 0,020 0,13 11,1 8,4 6,7 5,6 4,8 4,2 3,7 3,3 0,049 0,024 0,020 0,14 10,4 7,8 6,2 5,2 4,5 3,9 3,5 3,1 0,049 0,024 0,020 0,15 9,7 7,3 5,8 4,9 4,2 3,7 3,2 2,9 0,049 0,024 0,020 0,16 9,2 6,9 5,5 4,6 3,9 3,4 3,1 2,7 0,049 0,025 0,020 0,17 8,7 6,5 5,2 4,3 3,7 3,2 2,9 2,6 0,049 0,025 0,0,21 0,18 8,02 6,2 4,9 4,1 3,5 3,1 2,7 2,5 0,050 0,025 0,0,21 0,19 7,8 5,9 4,7 3,9 3,4 2,9 2,6 2,3 0,050 0,025 0,0,21 0,20 7,5 5,6 4,5 3,7 3,2 2,8 2,5 2,2 0,050 0,025 0,0,21 0,21 7,1 5,4 4,3 3,6 3,1 2,7 2,4 2,1 0,050 0,025 0,0,21 0,22 6,8 5,1 4,1 3,4 2,9 2,6 2,3 2,1 0,050 0,025 0,0,21 0,23 6,6 4,9 3,9 3,3 2,8 2,5 2,2 2,0 0,051 0,025 0,0,21 0,24 6,3 4,7 3,8 3,2 2,7 2,4 2,1 1,9 0,051 0,025 0,0,21 0,25 6,1 4,6 3,7 3,1 2,6 2,3 2,0 1,8 0,051 0,026 0,0,21 0,26 5,9 4,4 3,5 2,9 2,5 2,2 2,0 1,8 0,051 0,0,26 0,0,21 0,27 5,7 4,3 3,4 2,8 2,4 2,1 1,9 1,7 0,052 0,026 0,0,21 0,28 5,5 4,1 3,3 2,8 2,4 2,1 1,8 1,7 0,052 0,0,26 0,022 0,29 5,4 4,0 3,2 2,7 2,3 2,0 1,8 1,6 0,052 0,026 0,022 0,30 5,2 3,9 3,1 2,6 2,2 1,9 1,7 1,6 0,052 0,0,26 0,022 0,31 5,1 3,8 3,0 2,5 2,2 1,9 1,7 1,5 0,0,53 0,026 0,022 0,32 4,9 3,7 3,0 2,5 2,1 1,8 1,6 1,5 0,0,53 0,0,26 0,022 0,33 4,8 3,6 2,9 2,4 2,1 1,8 1,6 1,4 0,0,53 0,0,26 0,022 0,34 4,7 3,5 2,8 2,3 2,0 1,8 1,6 1,4 0,0,53 0,0,27 0,022 0,35 4,6 3,4 2,7 2,3 2,0 1,7 1,5 1,4 0,0,53 0,0,27 0,022 0,36 4,5 3,3 2,7 2,2 1,9 1,7 1,5 1,3 0,054 0,0,27 0,022 0,37 4,4 3,3 2,6 2,2 1,9 1,6 1,5 1,3 0,054 0,0,27 0,022 0,38 4,3 3,2 2,6 2,1 1,8 1,6 1,4 1,3 0,054 0,0,27 0,023 0,40 4,1 3,1 2,5 2,0 1,8 1,5 1,4 1,2 0,055 0,0,27 0,023 0,42 3,9 2,9 2,4 2,0 1,7 1,5 1,3 1,2 0,0,55 0,028 0,023 0,44 3,8 2,8 2,3 1,9 1,6 1,4 1,3 1,1 0,056 0,028 0,023 0,45 3,7 2,8 2,2 1,9 1,6 1,4 1,2 1,1 0,056 0,028 0,023 0,46 3,7 2,7 2,2 1,8 1,6 1,4 1,2 1,1 0,0,56 0,028 0,023 0,48 3,5 2,7 2,1 1,8 1,5 1,3 1,2 1,1 0,0,57 0,028 0,024 0,50 3,4 2,6 2,1 1,7 1,5 1,3 1,1 1,0 0,0,58 0,029 0,024 0,62 3,3 2,5 2,0 1,7 1,4 1,2 1,1 1,0 0,058 0,029 0,024 0,54 3,2 2,4 1,9 1,6 1,4 1,2 1,1 1,0 0,059 0,029 0,024 0,56 3,2 2,4 1,9 1,6 1,4 1,2 1,1 0,9 0,059 0,030 0,025 0,58 3,1 2,3 1,8 1,5 1,3 1,2 1,0 0,9 0,060 0,030 0,025 0,60 3,0 2,3 1,8 1,5 1,3 1,1 1,0 0,9 0,061 0,030 0,025 0,62 2,9 2,2 1,8 1,5 1,3 1,1 1,0 0,9 0,061 0,031 0,025 0,63 2,9 2,2 1,7 1,5 1,2 1,1 1,0 0,9 0,061 0,031 0,026 0,64 2,9 2,2 1,7 1,4 1,2 1,1 1,0 0,9 0,062 0,031 0,026 0,66 2,8 2,1 1,7 1,4 1,2 1,1 0,9 0,8 0,063 0,031 0,026 0,70 2,7 2,0 1,6 1,4 1,2 1,0 0,9 0,8 0,064 0,032 0,027 0,74 2,6 2,0 1,6 1,3 1,1 1,0 0,9 0,8 0,065 0,033 0,027 0,77 2,6 1,9 1,5 1,3 1,1 1,0 0,9 0,8 0,066 0,033 0,028 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO DOM. 2 3 4 7-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Ainda com referencia às armaduras longitudinais de vigas, quando se tratar de momentos fletores positivos e a viga tiver a contribuição de lajes de concreto adjacentes junto a sua borda superior, é possivel dispensar-se a utilização da armadura dupla, ou armadura de compressão, calculando-se essa viga como viga “T” . A solidarização da laje com a viga, permite que na borda comprimida do concreto, haja um aumento substancial dessa zona de compressão, que pode ser aproveitada para o cálculo das armaduras. A NBR 6118 estabelece que a consideração da seção T pode ser feita para estabelecer as distribuições de esforços internos, tensões, deformações e deslocamentos na estrutura, de uma forma mais realista. A largura da mesada viga T (bf), ou seja, a parte da laje que será considerada no dimensionamento dessas seções deve seguir os seguintes parametros: ⎧0,1 a b1 ≤ ⎨ ⎩0,5 b2 SEÇÃO EM "T" bf Onde: hf b2 = distância entre as faces de duas nervuras a = vão da viga em analise, admitido sob as h sucessivas b1 b1 seguintes hipoteses: viga simplesmente apoiada → a = l b viga com engaste em uma extremidade → a = 0,75 l viga com engaste nas duas extremidades → a = 0,60 l viga em balanço → a = 2 l Para o dimensionamento das vigas em “T”, devemos observar dois casos: 1) com a linha neutra dentro da mesa de compressão → y < hf nesses casos o dimensionamento pode ser efetuado considerando-se uma seçao retangular de bf x h hf h y bf b Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 8-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 2) com a linha neutra dentro da nervura → y > hf nesses casos o dimensionamento da armadura será efetuado dividindo-se o momento fletor Md em duas parcelas: Mdf = momento fletor equilibrado na zona de compressão pelas áreas laterais da mesa, com largura bf - b. hf ⎞ Mdf ⎛ Mdf = 0,85 × fcd × hf × (bf − b ) × ⎜ d − ⎟ ⇒ Asf = hf ⎞ 2⎠ ⎛ ⎝ ⎜ d − ⎟ × fyd 2⎠ ⎝ Mdw = momento fletor resistido pela seção retangular b x h. Mdw = Md − Mdf ⇔ Kc = Ks × Mdw b × d2 ⇔ Ks ⇔ Asw = d Mdw A armadura total longitudinal de traçao será: As = Asf + Asw b) Cisalhamento: A NBR 6118 estabelece que para o dimensionamento das peças lineares dois modelos de calculo, cujo principio baseia-se no modelo tradicional da treliça de Mörsch, sugerindo uma parcela da força cortante resistida por mecanismos complementares ao modelo em treliça – mecanismos resistentes complementares desenvolvidos no interior do elemento estrutural representados por Vc: Modelo I – considera bielas com inclinação θ = 45o Modelo II – considera bielas comprimidas com inclinação 30o ≤ θ ≤ 45o Figura A Figura B Cordão comprimido As (longitudinal) As (longitudinal) VIGA T APOIO Biela As (transversal) APOIO As (transversal) Ruptura As transversal A figura A representa o modelo tradicional de analogia de treliça, considerando as bielas de compressão com inclinação de 45o e os banzos paralelos. Todavia, alguns resultados provenientes de ensaios comprovaram que há algumas imperfeições nessa analogia de treliça clássica, principalmente porque podem Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 9-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B ocorrer inclinações das fissuras menores que 45o. Daí a proposta da NBR 6118 de dois modelos. A figura B, por sua vez, corresponde a uma ruína por cisalhamento decorrente da ruptura da armadura transversal (estribos). É o tipo mais comum de ruptura por cisalhamento, decorrente da insuficiência de armadura transversal que possa suportar os esforços de tração provenientes da força cortante. Para efeitos didáticos, estaremos nos utilizando apenas do Modelo I Nessas condições, devemos proceder o dimensionamento à força cortante verificando, inicialmente, a máxima força cortante Vsd, nas faces dos apoios que não deverá ultrapassar a força cortante ultima Vrd2, especificada pela NBR 6118 como sendo: ⎛ fck ⎞ Vsd ≤ VRd2 = 0,27 × αv 2 × fcd × b × d ⇔ αv 2 = ⎜1 − ⎟ ⎝ 25 ⎠ Onde Vsd é a força cortante solicitante de cálculo, ou seja, Vsk x γf, na face do apoio que, por motivos didáticos, estaremos adotando como sendo o próprio esforço cortante no eixo de apoio e que nos levará a uma situação a favor da segurança, visto que esse valor deverá ser pouco superior ao valor do esforço cortante na face do apoio. Vrd2, por sua vez, vem a ser a força cortante resistente de calculo, ou seja, a força máxima cortante que a peça estrutural em analise possa suportar. Uma vez verificada a condição de que Vsd ≤ Vrd2, pode-se prosseguir o calculo da armadura transversal, satisfazendo uma segunda condição: Vsd ≤ VRd3 = Vc + Vsw Onde: Vrd3 = força cortante resistente de calculo relativa à ruina por tração diagonal; Vc = força cortante resistente de calculo absorvida por mecanismos complementares ao de treliça; Vsw = parcela da força cortante absorvida pela armadura transversal. Para o Modelo I, o calculo de Vc na flexão simples será: Vc = 0,6 × fctd × b × d ⇔ fctd = fctk, inf γf ⇔ fctk, inf = 0,7.fct, m = 0,7 × 0,3 × fck 2 / 3 = 0,21.fck 2 / 3 (MPa) Onde fctm –resistência do concreto à tração – segue os parâmetros da NBR 6118, no item 8.2.5. No mesmo Modelo I, o cálculo de Vsw na flexão simples será: ⎛ Asw ⎞ Vsw = ⎜ ⎟ × 0,9 × d × fywd × (sen α + cos α ) ⎝ s ⎠ Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 10-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Onde: Asw = área de todos os ramos da armadura transversal; ramos = numero de hastes transversais dos estribos – nas vigas comuns utilizamos estribos de dois ramos; s = espaçamento da armadura transversal; fywd = tensão na armadura transversal - Aços CA50 ou CA60 = 43,50 kN/cm2; α = ângulo de inclinação da armadura transversal (45o ≤ α ≤ 90o) – em geral adotam-se estribos verticais com α = 90o. ⎛ Asw ⎞ Vsw = ⎜ ⎟ × 0,9 × d × fywd ⎝ s ⎠ No cálculo da armadura transversal considera-se Vrd3 = Vsd, de onde resulta: Vsw = Vsd – Vc Vsd − Vc ⎛ Asw ⎞ asw = ⎜ ⎟ ⇔ asw = 0,9 × d × fywd ⎝ s ⎠ Sendo: As peças estruturais sujeitas à flexão simples, assim como necessitam dispor de uma armadura mínima longitudinal, também necessitam de uma armadura mínima transversal, cuja taxa geométrica de armadura será: ρsw = Asw fctm ≥ 0,2 × ⇔ para α = 900 ⇔ asw, min = ρsw × b b × s × sen α fywk Onde: ρsw = taxa geométrica da armadura transversal; fywk = resistência característica de escoamento da armadura transversal Sendo a taxa geométrica de armadura transversal dependente das resistências do concreto e do aço, podemos determinar essa taxa mínima de acordo com a tabela abaixo: CONCRETO – ρsw,min AÇO C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 CA25 0,1768 0,2052 0,2317 0,2568 0,2807 0,3036 0,3257 CA50 0,0884 0,1026 0,1159 0,1284 0,1404 0,1580 0,1629 CA60 0,0737 0,0855 0,0965 0,1070 0,1170 0,1265 0,1357 Dessa maneira, podemos determinar a força cortante relativa à taxa mínima de armadura: Vsw, min = ρsw, min× 0,9 × b × d × fywd Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 11-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Para o detalhamento dos estribos, a NBR 6118 estabelece que os estribos para forças cortantes podem ser fechados através de um ramo horizontal, o que equivale a dizer que as barras que formam os estribos devem ser fechadas. Quanto aos limites dos diâmetros dos estribos, temos: 5,0 mm ≤ φt ≤ b 10 Quanto ao espaçamento máximo entre os estribos na direção longitudinal da peça estrutural, recomenda-se: Vsd ≤ 0,67 Vrd2 → smáx = 0,6 × d ≤ 30 cm Vsd > 0,67 Vrd2 → smáx = 0,3 × d ≤ 20 cm Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 12-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B ÁREA DE SEÇÃO TRANSVERSAL DE ARMADURA PARA ESTRIBOS TABELA 09.04 (cm2/m) ESPAÇAMENTO 3,2 BITOLAS PADRONIZADAS BITOLAS (Ø) 4 5 6,3 8 10 12,5 7,0 1,14 1,79 2,86 4,50 7,14 11,43 17,86 7,5 1,07 1,67 2,67 4,20 6,67 10,67 16,67 8,0 1,00 1,56 2,.50 3,94 6,25 10,00 15,63 8,5 0,94 1,47 2,35 3,71 5,88 9,41 14,71 9,0 0,89 1,39 2,22 3,50 5,56 8,89 13,89 9,5 0,84 1,32 2,11 3,32 5,26 8,42 13,16 10,0 0,80 1,25 2,00 3,15 5,00 8,00 12,50 11,0 0,73 1,82 1,82 2,86 4,55 7,27 11,36 12,0 0,67 1,67 1,67 2,62 4,17 6,67 10,42 12,5 0,64 1,60 1,60 2,52 4,00 6,40 10,00 13,0 0,62 1,54 1,54 2,42 3,85 6,15 9,62 14,0 0,57 1,43 1,43 2,25 3,57 5,71 8,93 15,0 0,53 0,83 1,33 2,10 3,33 5,33 8,33 16,0 0,50 0,78 1,25 1,97 3,13 5,00 7,81 17,0 0,47 0,74 1,18 1,85 2,94 4,71 7,35 17,5 0,46 0,71 1,14 1,80 1,75 4,57 7,14 18,0 0,44 0,69 1,11 1,75 2,78 4,44 6,94 19,0 0,42 0,66 1,05 1,66 2,63 4,21 6,58 20,0 0,40 0,63 1,00 1,58 2,50 4,00 6,25 21,0 0,38 0,60 0,95 1,50 2,38 3,81 5,95 22,0 0,36 0,57 0,91 1,43 2,27 3,64 5,68 23,0 0,35 0,54 0,87 1,37 2,17 3,48 5,43 24,0 0,33 0,52 0,83 1,31 2,08 3,33 5,21 25,0 0,32 0,50 0,80 1,26 2,00 3,20 5,00 26,0 0,31 0,48 0,77 1,21 1,92 3,08 4,81 27,0 0,30 0,46 0,74 1,17 1,85 2,96 4,63 28,0 0,29 0,45 0,71 1,12 1,79 2,86 4,46 29,0 0,28 0,43 0,69 1,09 1,72 2,76 4,31 30,0 0,27 0,42 0,67 1,05 1,67 2,67 4,17 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 13-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B c) Decalagem das armaduras: O dimensionamento da armadura longitudinal de flexão, é efetuado através da compatibilidade de deformações e equilíbrio de esforços da seção transversal de um modelo de barra fletida, enquanto que o dimensionamento da armadura transversal é efetuado com base no modelo análogo de treliças. Essas diferenças de concepção tornam necessária uma compatibilização dos cálculos para que se efetue o detalhamento das armaduras que deve ser feita através de um deslocamento do diagrama de flexão de um comprimento al, por meio de uma translação paralela ao eixo da peça, no sentido mais desfavorável. Esse deslocamento al recebe o nome de decalagem, que de acordo com a NBR 6118 deverá ser: ⎡ Vsd, máx (1 + cot gα ) − cot gα⎤⎥ sen do : al = d ⎢ ⎣ 2(Vsd, máx − Vc ) ⎦ al ≥ 0,5 d ⇔ caso mais geral (estribos a 900 ) al ≥ 0,2 d ⇔ estribos inclinados a 450 al al al Mmáx,positivo al M máx negativo Diagrama corrigido al Diagrama corrigido l Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 14-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B d) Aderência e Ancoragem das armaduras: Os elementos constitutivos do concreto armado são o concreto, o aço e a aderência. Sem que esses elementos trabalhem de maneira eficiente, o conjunto será prejudicado. A aderência é a propriedade cuja finalidade é a de impedir que haja escorregamento das barras de aço em relação ao concreto envolvente. A ancoragem deve ser efetuada de tal maneira que os esforços a que sejam submetidas as barras de aço sejam integralmente transmitidas ao concreto, que pode ser obtida através das simples aderência entre o concreto e as barras de aço, através de dispositivos mecânicos ou ambos conjuntamente. A ancoragem por aderência ou de transmissão de esforços ao concreto, pode ser por meio de um comprimento reto ou com grande raio de curvatura, seguido ou não de gancho. A ancoragem com dispositivos mecânicos tem sido utilizados em obras com concreto protendido ou estruturas pré-moldadas em concreto. A classificação da aderência pode ser considerada em três parcelas: adesão, atrito e aderência mecânica. A aderência por adesão ocorre através das ligações físico-químicas quando do processo de pega do concreto, ou seja, ao lançar-se o concreto sobre as barras de aço, passa a ocorrer, nessa interface, as ligações citadas, dando origem a uma resistência denominada de adesão. O exemplo prático nesse sentido, decorre da moldagem de um cubo de concreto sobre uma placa de aço e, uma vez estabelecido o endurecimento do concreto, há a necessidade de se aplicar uma força Rb1, que dá origem a uma força de reação de mesma intensidade e que se opõe à separação do concreto e do aço. A aderência por atrito ocorre quando se aplica uma força Rb2 a fim de se arrancar uma barra de aço inserida dentro do concreto, cuja intensidade deverá ser maior do que a intensidade da força Rb1 por adesão. O atrito deverá se manifestar quando houver a ocorrência de um deslocamento relativo entre as Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 15-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B barras de aço e o concreto. Esse atrito depende das condições de rugosidade das barras de aço, assim como da força pressão transversal Pt, exercida pelo concreto sobre as barras de aço. O coeficiente de atrito entre o aço e o concreto resulta em valores na ordem de 0,3 a 0,6. A aderência mecânica decorre das saliências ou mossas existentes nas barras de aço. Essas saliências, existentes mesmo em barras lisas em função da rugosidade superficial, criam pontos especificos de apoio no concreto, auxiliando a evitar o escorregamento entre as barras de aço e o concreto, constituindo-se na parcela mais importante da aderência total. Determinada a área da armadura de flexão, quando se definem as bitolas utilizadas, assim como o numero de barras que comporão a armadura, com base no diagrama deslocado, procede-se a colocação das barras projetadas. Esse detalhamento das barras projetadas deve ser efetuado dentro das etapas conforme se segue: • Deslocamento do diagrama de momentos fletores no comprimento al; • Dividir as ordenadas dos momentos fletores máximos (positivos e negativos) pelo numero de barras da armadura escolhida – se escolhemos, por exemplo, quatro barras de uma determinada bitola, divide-se o diagrama em quatro partes iguais e dos pontos dessa divisão traçam-se retas paralelas ao eixo da viga; Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 16-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL • CONCRETO B A partir dos pontos de interseção dessas retas com o diagrama de momentos fletores deslocado, as barras de aço representadas devem ser ancoradas com o comprimento lb – comprimento de ancoragem das barras. Os comprimentos de ancoragem por aderência das barras tracionadas sofrem variações em função dos tipos de aço e de concreto, assim como em função do posicionamento das barras na concretagem, pois a NBR 6118 define zonas de boa aderência e zonas de má aderência, em que se pode garantir o bom adensamento e a vibração do concreto. Zonas de boa aderência são consideradas na totalidade nos elementos estruturais com h ≤ 30 cm, ou para elementos estruturais com h ≥ 60 cm somente os elementos localizados na faixa inferior de medida ≤ 30 cm. B h ≥ 60 cm M h≤30 cm B h≤30 cm Onde: B = zona de boa aderência e M = zona de má aderência. O comprimento de ancoragem básico das barras deve ser determinado através das equações: lb = φ × fyd → fbd = η1 × η2 × η3 × fctd 4 × fbd ⎛ 0,21⎞ ⎟ × fck 2 / 3 = tensão de aderência aço / concreto fctd = ⎜⎜ ⎟ ⎝ γc ⎠ fyd = tensão de escoamento do aço = fyk γa η1 − depende da conformação sup erficial da barra ⎧1,0 para φ ≤ 32 mm ⎪⎧1,0 para região de boa aderência ⎪⎪ η2 = ⎨ → η3 = ⎨ (132 − φ) ⎪⎩0,7 para região de má aderência ⎪ para φ > 32 mm ⎪⎩ 100 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 17-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B COMPRIMENTO DE ANCORAGEM BÁSICO- MÚLTIPLOS DE Φ CONCRETO C20 C25 C30 C40 ZONA DE ADERÊNCIA CA50 CA60 NERVURADO η1 = 2,25 LISO η1 = 1,00 CA25 ENTALHADO η1 = 1,40 LISO η1 = 1,00 RETO GANCHO RETO GANCHO RETO GANCHO RETO GANCHO M 62 44 169 118 120 84 70 49 B 44 31 118 83 84 59 59 34 M 54 38 145 102 104 73 61 42 B 38 26 102 71 73 51 42 29 M 48 33 129 90 92 64 54 38 B 33 23 90 63 64 45 38 27 M 39 28 106 74 76 53 44 31 B 28 19 74 52 53 37 31 22 O comprimento de ancoragem necessário pode ser determinado nos casos em que a área efetiva da armadura (As,ef) é maior do que a área calculada (As, calc), uma vez que a tensões nas barras sofre uma diminuição e, assim sendo, o comprimento de ancoragem pode ser diminuído na mesma proporção. lb, nec = α1 × lb × As, calc ≥ lb, min As, ef ⎧1,0 para barras sem gancho ⎪ α1 = ⎪⎨0,7 para barras tracionadas com gancho, ⎪ ⎪⎩com cobrimento ≥ 3φ no plano normal ao do gancho lb, min é o maior valor entre 0,3 × lb; 10φ e 10cm. e) Ancoragem nos Apoios A NBR 6118/2003 estabelece que os esforços de tração junto aos apoios de vigas simples ou continuas devem ser resistidos por armaduras longitudinais que satisfaçam à mais severa das seguintes condições: 1 – no caso de ocorrência de momentos positivos, as armaduras obtidas através do dimensionamento da seção; 2 – em apoios extremos, para garantir ancoragem da diagonal de compressão, armaduras capazes de resistir a uma força de tração Rsd: Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 18-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B ⎛ al ⎞ Rsd = ⎜ ⎟ × Vd + Nd ⎝d⎠ Vd = força cor tan te no apoio As, calc = Nd = força de tração eventualmente existente Rsd fyd 3 – em apoios extremos e intermediários, por prolongamento de uma parte da armadura de tração do vão (As,vão), correspondente ao máximo momento positivo do tramo (Mvão), de modo que: As, apoio ≥ 1 (As, vão ) se Mapoio for nulo ou negativo e de valor absoluto Mapoio ≤ 0,5 Mvão 3 As, apoio ≥ 1 (As, vão ) se Mapoio for negativo e de valor absoluto Mapoio > 0,5 Mvão 4 Em apoios extremos, as barras das armaduras devem ser ancoradas a partir da face do apoio, com comprimento igual ou superior ao maior dos seguintes valores: ⎧lb, nec ⎪ lbe, min ≥ ⎪⎨r + 5,5φ → r = raio de curvatura do gancho ⎪ ⎪⎩60mm c lbe c Ø Rst As nec,apoio 8Ø l be Ø db As nec,apoio b Rst b 2Ø 4Ø Os ganchos de extremidade das barras da armadura longitudinal de tração seguem três diferentes padrões: 1 – semicirculares, com ponta reta de comprimento não inferior a 2Ø; 2 – em ângulo de 450 com ponta reta de comprimento não inferior a 4Ø; 3 – em ângulo reto com ponta de comprimento não inferior a 8Ø. 8Ø Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 19-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Por sua vez, o diâmetro interno da curvatura dos ganchos das armaduras longitudinais de tração deve ser pelo menos igual ao que se segue na tabela abaixo: BITOLA (mm) CA-25 CA-50 CA-60 Ø < 20 4Ø 5Ø 6Ø Ø ≥ 20 5Ø 8Ø - Para o caso de estribos, a ancoragem deve ser garantida por meio de ganchos que podem ser de três tipos diferentes: 1 – semicirculares ou em ângulo de 450 com ponta reta de comprimento igual a 5Ø e não inferior a 5cm. 2 – em ângulo reto com ponta de ancoragem maior ou igual a 10Ø e não inferior a 7cm. 5Ø 10Ø=7cm. . cm =5 5Ø=5cm. Øt Øt Øt O diâmetro dos pinos de dobramento dos estribos seguem a tabela abaixo: BITOLA (mm) CA-25 CA-50 CA-60 Øt ≤ 10 3 Øt 3 Øt 3 Øt 10 < Ø < 20 4 Øt 5 Øt - Ø ≥ 20 5 Øt 8 Øt - Em apoios intermediários, o procedimento de dará conforme esquematização abaixo. No primeiro caso, quando o ponto de inicio de ancoragem estiver na face do apoio, o comprimento de ancoragem deverá ser medido a partir dessa face, com a força Rsd. No segundo caso, quando o ponto de ancoragem não atingir a face do apoio, as barras deverão ser prolongadas até o apoio com comprimento de ancoragem marcado a partir do ponto de ancoragem e deve ultrapassar 10Ø da face desse apoio. Em apoios intermediários, o procedimento de dará conforme esquematização abaixo. No primeiro caso, quando o ponto de inicio de ancoragem estiver na face do apoio, o comprimento de ancoragem deverá ser medido a partir dessa face. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 20-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Apoio Apoio Viga Viga Barra Barra 10Ø Diagrama Deslocado l l b b Diagrama Deslocado Teremos, ainda, nas vigas, armaduras que denominamos porta estribos, ou seja, armaduras dispostas longitudinalmente, cuja finalidade seja apenas a de servir de suporte aos estribos. Esse tipo de armadura ocorre nas vigas de dois apoios com armaduras simples ou em vigas continuas, em geral na face superior dessas vigas após o termino da ancoragem reta das barras que absorvem os esforços fletores negativos. Por serem meramente de caráter construtivo, à exceção de quando forem armaduras de compressão das armaduras simples, podemos estabelecer regras praticas para sua adoção com referencia às armaduras principais. VIGAS BIAPOIADAS Ø PORTA ESTRIBO Porta Estribo As,nec Ø ARMADURA DE TRAÇÃO Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 21-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B VIGAS CONTÍNUAS Ø PORTA ESTRIBO Ø ARMADURA DE TRAÇÃO As,nec Porta Estribo As,nec Ø ARMADURA DE TRAÇÃO RECOMENDAÇÃO PRÁTICA PARA PORTA ESTRIBOS Ø ARMADURA DE TRAÇÃO 10 12.5 16 20 25 Ø PORTA ESTRIBO 6.3 8 8 10 10 Como recomendação ultima, no caso das armaduras porta estribos, é recomendável que seu diâmetro seja, também, maior ou igual ao diâmetro do maior estribo que se venha a utilizar nas armaduras transversais. Finalizando, nos cabe verificarmos as emendas de barras. As barras de aço apresentam usualmente o comprimento comercial entre 11 e 12 m. e em muitos casos é necessária a execução de emendas nessas barras. A NBR 6118/03 apresenta a emenda das barras segundo um dos seguintes tipos: a) por traspasse (ou transpasse); b) por luvas com preenchimento metálico, rosqueadas ou prensadas; c) por solda; d) por outros dispositivos devidamente justificados. No caso de emenda por transpasse de barras tracionadas, que são as mais usuais, a emenda é feita pela simples justaposição longitudinal das barras num comprimento de emenda bem definido. A NBR 6118/03 estabelece que a emenda por transpasse só é permitida para barras de diâmetro até 32 mm. Tirantes e pendurais também não admitem a emenda por transpasse. A transferência da força de uma barra para outra numa emenda por transpasse ocorre por meio de bielas inclinadas de compressão, como indicado na figura abaixo e requer a NBR 65118/03 que as barras emendadas devem estar próximas uma da outra a uma distância não superior a 4Ø. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 22-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Tendo em vista a introdução de tensões localizadas de tração ou compressão na região das emendas por transpasse, deve-se limitar a quantidade de emendas numa mesma seção transversal da peça estrutural. A NBR 6118/03 considera estando na mesma seção transversal, as emendas que se sobrepõem ou cujas extremidades mais próximas estejam afastadas menos que 20 % do maior comprimento de transpasse. A proporção máxima de barras emendadas em uma única seção transversal deve seguir os parâmetros a seguir: TIPO DE BARRA ALTA ADERÊNCIA LISA TIPOS DE CARREGAMENTOS SITUAÇÃO ESTÁTICO DINÂMICO EM UMA CAMADA 100% 100% EM MAIS DE UMA CAMADA 50% 50% Ø < 16 mm. 50% 25% Ø ≥ 16 mm. 25% 25% O comprimento dos transpasses em barras tracionadas, quando a distancia entre as barras estiver compreendida entre zero e 4Ø, será determinado por: ⎧0,3 × α0 t × lb ⎪ l0t = α0t × lnec ≥ l0t, min →≥ ⎪⎨15φ ⎪ ⎪⎩200mm BARRAS EMENDADAS NA MESMA SEÇÃO(%) ≤20 25 33 50 >50 VALORES DE α0T 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 23-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B ESQUEMA DE ANCORAGEM DE BARRAS lb lb N1 - 2Ø N2 - 2Ø lb lb N4 - 1Ø N3 - 2Ø c/ gancho Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO lb lb 24-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Ø lb M lb B V.425 - 20/40 CONCRETO: C25 Cobrimento = 2,5 cm. 12.5 16 20 68 87 108 48 61 76 p = 17,60 kN/m 6.40 Msk (kN.m) M=90,12 a=1,58 Vsk (kN) Ve=56,32 Vd=56,32 Msd (kN.m) M=126,17 Kc 1,94 Ks 0,029 As (cm2) 10,46 BITOLA 4Ø20 bw=17 (3Ø) 1Ø - 2° camada Vsd (kN) Ve=78,85 Ve=78,85 Vrd2 (kN) Ve=303,75 Ve=303,75 Vsd,min (kN) Ve=81,92 a (cm) Ve=81,92 0 0 Asw,min (cm2/m) 1,03 1,03 Asw (cm2/m) 1,03 1,03 1Ø20 3Ø20 76 76 CORTE A 20 40 34 N18 c/19 620 N15 2Ø 10 C:695 A 35 N17 1Ø20 C:525 15 34 N18 Ø5 C:115 N16 3Ø20 C:711 P8 20 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 20/40 620 P9 20 25-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 09.05 – Exemplo Prático: Desenvolvimento dos cálculos da V.425: a) Cálculo das armaduras de à flexão Armadura mínima – As,min = 0,15% x 20 x 40 = 1,20 cm2 Altura útil – d = 40 – 5 = 35 cm. Momento máximo admissível para armadura simples – Tabela 9.03 – Kc,lim = 1,8 b × d2 20 × 352 Md, lim = = = 13.611 kN.cm = 136,11 kN.m Kc, lim 1,8 Cálculo das armaduras de tração: Kc = b × d2 As × d ks × Md ⇔ ks = ⇔ As = Md Md d Mk (kNn.m) Md (kN.m) Kc Ks As (cm2) BITOLA (mm) 90,12 126,17 < Md,lim 1,94 0,029 10,46 4 Φ 20 b) Cálculo das armaduras de cisalhamento Cálculo do esforço máximo de cisalhamento permissível: Vrd2 ⎛ 2,5 ⎞ 2,5 Vsd ≤ VRd2 = 0,27 × αv 2 × fcd × b × d = 0,27 × ⎜1 − × 20 × 35 = 303,75 kN ⎟× ⎝ 25 ⎠ 1,4 Apoio 0 (D) Apoio 1 (E) Vk 56,32 56,32 Vsd ≤ Vrd2 78,85 78,85 Cálculo da força cortante relativa a armadura transversal mínima: Vsd,min fctd = 0,21× fck 2 / 3 γf = 0,21× (25)2 / 3 = 1,2825 MPa = 0,1282 kN / cm2 1,4 Vc = 0,6 × fctd × b × d = 0,6 × 0,1282 × 20 × 35 = 53,84 kN Vsw, min = ρsw, min× 0,9 × b × d × fywd = 0,1026 × 0,9 × 20 × 35 × 43,5 = 28,12 kN 100 Vsd, min = Vsw, min+ Vc = 28,12 + 53,84 = 81,92 kN Os esforços cortantes do apoio 0 (D) e apoio 1 (E) são menores que Vsw,min → deve-se utilizar armadura mínima. Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 26-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Cálculo da armadura transversal mínima: aw = Asw = ρsw.b = 0,001026 × 0,20 = 0,000205 m 2 / m = 2,05 cm 2 / m 2 Para estribos de 2 ramos, teremos: aw = 2,05 = 1,03 cm2 / m ⇔ Tabela 9.4 → φ5 c / 19 2 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 27-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL Ø lb M lb B V.421 - 20/40 CONCRETO: C25 Cobrimento = 2,5 cm. Msk (kN.m) 16 68 87 48 61 p = 21,30 kN/m 4.60 6.40 X=92,40 M=30,80 M=67,70 a=1,58 Ve=40,20 Msd (kN.m) 12.5 p = 26,20 kN/m a=1,58 Vsk (kN) CONCRETO B Vd=80,40 Ve=82,60 M=43,12 Vd=53,75 M=129,36 M=94,78 Kc 5,68 1,89 2,58 Ks 0,024 0,029 0,027 As (cm2) 2,96 10,72 7,31 BITOLA 3Ø12.5 6Ø16 bw=16 4Ø16 bw=16 (3Ø) 2Ø - 2° camada bw=16 (3Ø) 1Ø - 2° camada Vsd (kN) Ve=56,28 Vd=112,56 Ve=115,64 Vd=75,25 Vrd2 (kN) Ve=303,75 Vd=303,75 Ve=303,75 Vd=303,75 Vd=81,92 Ve=81,92 Vd=81,92 0 84 113 0 Asw,min (cm2/m) 1,03 1,03 1,03 1,03 Asw (cm2/m) 1,03 2,14 2,26 1,03 Vsd,min (kN) Ve=81,92 a (cm) 2Ø16 2Ø16 2Ø16 87 87 87 87 1Ø12.5 2Ø12.5 48 2Ø16 2Ø16 48 CORTE A 61 20 19 N10 c/19 366 6 N11 c/14 64 8 N11 c/14 93 61 28 N10 c/19 517 40 N1 2Ø16 C:391 N2 2Ø16 C:265 N4 2Ø 8 C:355 N3 2Ø16 C:175 N5 2Ø 8 C:545 A 35 15 47 N10 Ø5 C:115 14 N11 Ø6.3 C:115 N8 2Ø16 C:403 N6 1Ø12.5 C:243 N9 2Ø16 C:712 N7 2Ø12.5 C:525 P1 20 20/40 430 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO P2 40 20/40 610 P3 20 28-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B 09.06 – Exemplo Prático: Desenvolvimento dos cálculos da V.421: a) Cálculo das armaduras de à flexão Armadura mínima – As,min = 0,15% x 20 x 40 = 1,20 cm2 Altura útil – d = 40 – 5 = 35 cm. Momento máximo admissível para armadura simples – Tabela 9.03 – Kc,lim = 1,8 b × d2 20 × 352 Md, lim = = = 13.611 kN.cm = 136,11 kN.m Kc, lim 1,8 Cálculo das armaduras de tração: Kc = b × d2 As × d ks × Md ⇔ ks = ⇔ As = Md Md d Mk (kNn.m) Md (kN.m) Kc Ks As (cm2) BITOLA (mm) 92,40 129,36 < Md,lim 1,89 0,029 10,72 6 Φ 16 30,80 43,12 < Md,lim 5,68 0,024 2,96 3 Φ 12.5 67,70 94,78 < Md,lim 2,58 0,027 7,31 4 Φ 16 b) Cálculo das armaduras de cisalhamento Cálculo do esforço máximo de cisalhamento permissível: Vrd2 ⎛ 2,5 ⎞ 2,5 Vsd ≤ VRd2 = 0,27 × αv 2 × fcd × b × d = 0,27 × ⎜1 − × 20 × 35 = 303,75 kN ⎟× ⎝ 25 ⎠ 1,4 Apoio 0 (D) Apoio 1 (E) Apoio 1(D) Apoio 2 (E) Vk 40,20 80,40 82,60 53,75 Vsd ≤ Vrd2 56,28 112,56 115,64 75,25 Cálculo da força cortante relativa a armadura transversal mínima: Vsd,min fctd = 0,21× fck 2 / 3 γf 0,21× (25)2 / 3 = = 1,2825 MPa = 0,1282 kN / cm2 1,4 Vc = 0,6 × fctd × b × d = 0,6 × 0,1282 × 20 × 35 = 53,84 kN Vsw, min = ρsw, min× 0,9 × b × d × fywd = 0,1026 × 0,9 × 20 × 35 × 43,5 = 28,12 kN 100 Vsd, min = Vsw, min+ Vc = 28,12 + 53,84 = 81,92 kN Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 29-9 PUC-CAMPINAS – CEATEC – FAC. DE ENGENHARIA CIVIL CONCRETO B Os esforços cortantes do apoio 0 (D) e apoio 2 (E) são menores que Vsw,min → deve-se utilizar armadura mínima. Os esforços cortantes do apoio1 (E) e (D) são maiores que Vsw,min → deve-se dimensionar armadura adequada. Cálculo da armadura transversal mínima: Asw = ρsw.b = 0,001026 × 0,20 = 0,000205 m 2 / m = 2,05 cm 2 / m 2 aw = Para estribos de 2 ramos, teremos: 2,05 = 1,03 cm2 / m ⇔ Tabela 9.4 → φ5 c / 19 2 Cálculo das armaduras transversais para os esforços cortantes do apoio 01: aw = - trecho onde será necessária armadura transversal a1 = Vsd − Vsd, min 112,56 − 81,92 = = 0,84 m = 84 cm pd 26,20 × 1,4 Vsw1 = Vsd − Vc = 112,56 − 53,84 = 58,72 kN Asw1 Vsw1 58,72 = = = 0,0429 cm2 / cm = 4,28 cm2 / m 2 0,9 × d × fywd 0,9 × 35 × 43,5 aw1 = Para estribos de 2 ramos, teremos: 4,28 = 2,14 cm2 / m ⇔ Tabela 9.4 → φ6.3 c / 14 2 aw1 = a2 = Vsd − Vsd, min 115,64 − 81,92 = = 1,13 m = 113 cm pd 21,30 × 1,4 Vsw 2 = Vsd − Vc = 115,64 − 53,84 = 61,80 kN aw 2 = Asw1 Vsw 2 61,80 = = = 0,0451 cm2 / cm = 4,51 cm2 / m 2 0,9 × d × fywd 0,9 × 35 × 43,5 Para estribos de 2 ramos, teremos: aw 2 = 4,51 = 2,26 cm2 / m ⇔ Tabela 9.4 → φ6.3 c / 14 2 Prof. AUGUSTO CANTUSIO NETO 30-9