N. 05, Maio 2012 Ano 03 n. 05 p.1-31 Edson Abad Barros Jr Fausto Camilotti Eduardo Tambasco Monaco Sumara de Arruda Sampaio Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS Faculdade de Engenharia e Arquitetura – FEA Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio CEUNSP – Salto-SP Adriana Petito de Almeida Silva Castro, Fernanda Otávia Dias A. Nascimento, Alexandre Vergel Ferreira, Rogério De Marchi - ASFALTOS NA PAREDE Revista Complexus – Instituto Superior de Engenharia Arquitetura e Design – Ceunsp, Salto-Sp, Ano. 02, N.3, P.23-28, Maio de 2011. Disponível Em: www.engenho.info 1 N. 05, Maio 2012 RESUMO Este trabalho tem como objetivo, demonstrar a importância da saúde e segurança do trabalho no processo logístico, valorizar a preservação desses fatores no ambiente de trabalho, tornando-o agradável, seguro e saudável. Não cabe mais, nos dias de hoje, a aceitação de que acidentes e doenças ocupacionais simplesmente ocorrem, fazendo parte da vida laboral e, remetendo empregados e empregadores a uma inércia submissa ao acaso. Os riscos no ambiente de trabalho são iminentes. Isso exige do homem, a necessidade premente de reconhecer os perigos que o cerca, e atuar sobre os mesmos, no sentido de criar condições para o seu controle. A empresa cuidando desses fatores contribuirá com a sua imagem, reduzindo custos ocasionados por doenças e acidentes de trabalho, obtendo maior lucro e consequentemente aumento da sua produtividade. A redução de riscos no ambiente de trabalho, e por consequência a melhoria das condições de trabalho, é um objetivo que deve transcender a própria existência das organizações; onde todos os homens, a organização e a nação, saiam ganhando. No setor de logística das empresas, está exigindo cada vez desdobramentos dos profissionais destes setores, levando-os a uma sobrecarga de trabalho; quantidade excessiva de hora-extras diárias, trabalhos em turno de revezamento, falta de máquinas e equipamentos apropriados para execução das suas atividades. Trabalhar com segurança é obrigação de todos, e também responsabilidade de quem tem autoridade para implantação de todos os mecanismos sobre segurança e medicina do trabalho. Palavras-Chave: Saúde e Segurança no Trabalho, Processos logísticos, Manuseio de Cargas. 1. INTRODUÇÃO Segundo, a diretiva do Conselho de Saúde e Segurança do Trabalho realizado em 29 de maio de 1990, é evidente que deve haver prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho em relação à movimentação manual de cargas, que comportem riscos para os trabalhadores. A movimentação manual de cargas pode ser definida como qualquer operação de transporte ou sustentação de uma carga, que devido às suas características, faça com que a segurança e saúde dos trabalhadores corram riscos. O manuseio de cargas está relacionado com todos os setores (desde pequenas e médias empresas até as de grande porte), porém há alguns setores que Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 2 N. 05, Maio 2012 merecem destaque quanto a esse assunto, como exemplo: Armazenamento, metalmecânica, indústria têxtil, construção civil, etc. Para exercer esse trabalho manual, exige-se do trabalhador a utilização do corpo como instrumento para a realização das tarefas, e isso faz com que, várias partes do corpo, sejam prejudicadas pelo excesso de força, que posteriormente surgirá a sensação de fadiga, desenvolvendo uma redução nos reflexos dos trabalhadores, e que por fim, podendo ser a origem de alguns acidentes ou incidentes do trabalho. A logística interna das empresas, denominada intralogística, está ligada diretamente a movimentação e armazenagem de materiais. Estudos indicam que, quanto menos material existir no fluxo logístico e quanto mais direto e rápido for o processo, melhor para a cadeia de suprimentos. E isso pode representar ganhos de eficiência de até 80%. Sendo assim, uma intralogística eficiente e bem estruturada, traz não apenas ganhos para a empresa, mas também ao meio ambiente, graças às práticas sustentáveis. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Paletes (ABRAPAL), 93% dos paletes produzidos no Brasil, cerca de 10 milhões ao ano, são provenientes de madeira de reflorestamento, sem contar que a fabricação é limpa, tem baixo consumo de energia e não utiliza produtos químicos. Além disso, o produto final é reciclado e pode ser convertido em biomassa (material utilizado como combustível para indústria). A preocupação com a saúde e a segurança no trabalho, pode ser identificada desde épocas remotas, onde os homens procuravam proteção contra os animais ferozes e contra os fenômenos atmosféricos, abrigando-se nas cavernas. O uso do fogo e das armas proporcionou-lhe proteção, mas aumentaram os riscos. Para alcançar suas cavernas, situadas nas encostas dos morros, usavam uma escada tosca e perigosa, lascas de madeira amarradas em troncos de árvores. Hoje, parece insegura, mas, para a época representava um novo progresso científico. No século XVIII, o médico italiano Bernardino Ramazzini, ao publicar seu livro As doenças dos trabalhadores, relaciona cinquenta e quatro tipos de profissões ligadas às doenças daquela época, descrevendo os seus principais problemas de saúde apresentados pelos trabalhadores, e chamando a atenção para a necessidade dos médicos conhecerem a ocupação, atual e pregressa, de seus pacientes, para fazer o diagnóstico correto e adotar os procedimentos adequados. O interessante é que neste livro, o Doutor Ramazzini além de identificar as doenças Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 3 N. 05, Maio 2012 que são ocasionadas pelo tipo de atividade exercida, ele também descreve como os trabalhadores poderiam ser tratados, usando os produtos existentes naquela época. O aprofundamento nesta temática ganhou maior ênfase com o advento da Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no final do século XVIII, onde houve transformações radicais na forma de produzir e de viver das pessoas, pelas condições impostas ao homem em seu ambiente de produção, de se adequar à máquina, pois, tornou-se necessário à utilização de um maior número das mesmas, na decorrência do trabalho. Com a Teoria Científica, formulada por Frederick Taylor, a associação de saúde, segurança e rendimento operacional tornaram-se mais visível, pela necessidade de suprir maior produção em menor tempo. A preservação da saúde e da segurança no ambiente de trabalho, constitui uma das principais bases para o desenvolvimento adequado da força de trabalho, sendo indispensável quando se espera ter um ambiente produtivo e de qualidade. O sucesso na obtenção dos resultados está intimamente relacionado com a valorização do recurso humano dentro da empresa, como um dos fatores primordiais. Segundo Chiavenato (1989), por causa das novas descobertas, das crescentes inovações e da rapidez no processamento das informações sobre a prevenção dos riscos profissionais, tornou - se imprescindível à valorização da qualidade de vida, da saúde e do conforto do trabalhador no seu ambiente de trabalho, tendo como principais objetivos: a eliminação das causas das doenças profissionais; a redução dos efeitos prejudiciais provocados pelo trabalho, em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos; a prevenção do agravamento de doenças e de lesões e pelos estudos e observações dos novos processos ou materiais a serem utilizados. Porém, para que esses objetivos sejam alcançados, é necessário que seja realizado um trabalho educativo internamente nas empresas, para que cada vez mais haja uma conscientização, por parte dos empregadores e seus colaboradores, sobre a importância do tema que está sendo abordado, alertando-os para os perigos existentes no ambiente de trabalho e ensinando-os como evitá-los, pois, esse controle das condições de trabalho é uma variável que influencia fortemente o comportamento dos trabalhadores. Outro ponto deste artigo será a análise dos números referentes às pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístico, demonstrando os índices de acidentes de trabalho por motivos típicos, de trajeto e de doenças do trabalho, nas regiões brasileiras, no período de 1997 a 2000. O Brasil registra uma média de um milhão e meio de acidentes de trabalho por ano. Apesar de ser um número que ainda assusta as autoridades e pesquisadores ligados à questão, trata-se de um índice considerado baixo, se comparado aos Estados Unidos. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 4 N. 05, Maio 2012 Neste trabalho será demonstrada a relação dos trabalhadores com a saúde e segurança em seus ambientes de trabalho no processo logístico. Este é um setor que está diretamente ligado a qualidade nos processos produtivos, dando maior ênfase à produção, ao controle de estoques e distribuição dos produtos, que são fundamentados nas atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação, que colocam os produtos em movimento, com o propósito de promover maior organização, possibilitando assim, menores riscos de perdas de produtos, fabricação de produtos de má qualidade e acidentes promovidos por má organização de estoque. 2. MATERIAL E MÉTODO TIPO DE PESQUISA Esse trabalho será apenas qualitativo, envolvendo consulta em acervos e sites especializados. COLETA DE DADOS O trabalho foi realizado, com base em dados obtidos, através de referências bibliográficas e sites especializados. INSTRUMENTOS Os instrumentos especializados. utilizados foram referências bibliográficas e sites 3. LIMITES DO HOMEM Desde a década de 50 e até mesmo antes, o trabalhador não tinha qualificação para desenvolver as suas tarefas na área de produção, comprometendo a qualidade de vida no trabalho. Segundo Braverman (1977), a baixa qualidade de vida no trabalho é associada a retirada do saber operário, a partir do momento que o capital passa a ter todo os poderes no processo de trabalho. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 5 N. 05, Maio 2012 Já para Dejours (1988), não associa a má qualidade de vida no trabalho ao capitalismo, entretanto, para ele esta associada a retirada da capacidade de decisão de um trabalhador no procedimento de uma tarefa, seja em qualquer sistema de emprego ou de trabalho. Para Hackman (1979), um trabalho capaz de fornecer boa qualidade de vida no trabalho é aquele composto pelos seis itens indispensáveis que será explicitado na citação abaixo: “Para que um trabalho seja capaz de propiciar boa qualidade de vida no trabalho é a que contém os seis componentes a seguir: Atendimento as necessidades higiênicas; identidade com a tarefa; ciclos completos; autoridade sobre o processo; criatividade sobre o processo; retroinformação. O autor ainda ressalta, que as vantagens propiciadas pelos fatores citados anteriormente, são eliminadas quando o individuo está estressado. A discussão sobre a qualidade de vida no trabalho está diretamente ligada à discussão sobre qualificação. Portanto, se não quiser aceitar a premissa de Braverman (1977), já citada no inicio do capitulo, sobre a desqualificação geral existente, deve-se pelo menos aceitar que, hoje, há uma grande variedade de profissões e trabalhos, cujo tempo de formação, vem somente reduzindo o que reflete na desqualificação, exigindo menos do trabalhador, e por fim, com menor qualidade de vida no trabalho. Entretanto, entre aqueles que efetivamente desfrutam de sua qualificação, aparece à alta densidade do trabalho e em consequência disso, o prejuízo para a qualidade de vida no trabalho. Veja a seguir mais detalhes sobre esse assunto. 3.1 Persistências nas atividades Uma das constatações mais surpreendentes em relação à questão ergonômica no mundo do trabalho atual, é que apesar de haver tantas inovações e evoluções, ainda persistem a exigências físicas, e que ao invés de diminuir parece aumentar em atividades como: Manuseio, Levantamento e Carregamento de Cargas Pesadas. Por mais que hoje, haja uma tecnologia avançada em relação às maquinas e manipuladores, há ainda uma enorme deficiência por partes desses equipamentos, que se mostram insuficientes e incapazes de substituir o ser humano, e infelizmente esse tipo de situação, tende a se manter e até mesmo aumentar nos tempos atuais. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 6 N. 05, Maio 2012 3.2 Movimentações manuais Manuseio pode ser definido segundo Moura (2009), “ Como agarrar, segurar, girar ou realizar outro tipo de trabalho com as mãos”.“ Os dedos só são necessários apenas no ponto de extensão de uma chave ou trocar a marcha de uma empilhadeira.” A movimentação manual pode expor o funcionário a condições físicas, como exemplo: força, postura inadequadas e movimentos repetitivos, que podem ocasionar lesões, perda de energia e perda de tempo, porém isso pode variar muito dependendo da idade das condições físicas, resistência, sexo, estatura e na conseguinte. Segundo Moura (2009), uma mudança no local de trabalho que melhore a adequação, pode beneficiar o funcionário de diversas formas. A mudança de seu local de trabalho pode beneficia-o, com a redução ou prevenção de lesões, a redução do esforço dos funcionários através da diminuição das forças de elevação, de empurrar e de puxar materiais, a redução de fatores a eliminação aos gargalos de produção, das taxas de erros ou rejeições do uso de serviços médicos, indenizações por acidente 1 de trabalho, excesso de atividade de funcionários, absenteísmo e retreinamento, e por fim aumento da produtividade, da qualidade dos produtos e dos serviços e da moral dos funcionários.). A movimentação de materiais pode expor os funcionários, a diversos fatores de riscos físicos. Se alguma tarefa for executada por um longo período e repetitivamente, pode levá-lo a fadiga e a se lesionar. Para melhor exemplificar as tarefas, que podem expor os funcionários a fatores de risco, segundo Moura (2009): “Os principais fatores ou condições de risco, associados ao surgimento de lesões nas tarefas de movimentação de materiais incluem posturas inadequadas (curvar, torcer o corpo) movimentos repetitivos (levantar, carregar com freqüência), esforços (carregar ou levantar cargas pesadas), pontos de pressão agarrar cargas, encostar-se a peças com cantos vivos” A exposição contínua a um ou mais desses fatores, primeiramente pode levar ao cansaço e desconforto, entretanto, se perdurarem, com o passar dos anos, pode ocorrer lesões na coluna, ombros, mãos, pulsos ou outra parte do corpo. Assim como afirma Moura (2009). “As lesões podem incluir danos nos músculos, tendões, 1 ABSENTEÍSMO – Termo usado para designar as ausências dos trabalhadores no processo de trabalho, seja por falta ou atraso, devido a algum motivo interveniente. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 7 N. 05, Maio 2012 ligamentos, nervos, e vasos sanguíneos”. Esse tipo de lesão é conhecido como distúrbios muscoesqueléticos ou DORTS. Além disso, as más condições ambientais (calor, frio e ruídos extremos e a má iluminação), podem ajudar no aumento dos funcionários desenvolverem outros tipos de doenças. A movimentação manual tem como foco principal, primeiramente o peso que será manuseado. Sacos de sessenta quilos, sempre são manuseados e carregados, porém não é qualquer individuo que o pode carregar. E ainda mais, a movimentação manual depende das dimensões do objeto a ser carregado e por ultimo, e mais importante depende da distância a ser percorrida pela movimentação. As cargas de peso médio ou pequeno são geralmente movimentadas manualmente. Se a distancia é curta, a carga pode ser carregada nas costas (como sacos) nas mãos por uma ou mais pessoas, roladas (tambores) ou arrastadas (fardos, caixas) dependendo do peso e do volume. Veja a tabela a seguir com as características que favorecem a movimentação manual. 1. Tipo de material - Unidades individuais; 2. Característica do material - Pequeno; - Leve; - Frágil; - Requer segurança no manuseio; 3. Quantidade de material - Pequena; 6. Características do movimento - Distâncias curta; - De frequência aleatória; 7. Tipo de movimento - Manobra; - Posicionamento; 8. Equipamento - Geralmente nenhum; - Controlado por operador 4. Fonte e destino do movimento 9. Mão de obra - Próximo (pequena distancia); - Baixa frequência de movimentos; - Quando requer pequeno tempo de operador; 5. Logística do movimento 10. Restrições físicas - Áreas restritas; - Pé direito (padrões); - Vários níveis de trabalho; - Nível de ruídos; - Limitações de altura; - Desníveis. - Caminhos complexos; - Movimentos complicados; Tabela 1: Quadro de características que favorecem o manuseio de cargas. Fonte: Moura, 2009 Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 8 N. 05, Maio 2012 3.3 Lidar com a movimentação manual Mais de um terço das lesões nas empresas são causadas pela movimentação manual de cargas (manuseio), elevação de carga com as mãos ou por esforço físico. Mas para que isso possa ser evitado, cabe não somente dos funcionários como também da gerência se precaver. A gerência, de acordo com Moura (2009), pode evitar a necessidade de movimentações manuais perigosas, avaliar e reduzir o resto de lesões de qualquer manuseio perigoso, estudar a possibilidade de automatização, principalmente para novos procedimentos, pensar e providenciar equipamentos de movimentação. O funcionário tem outras obrigações a cumprir, eles devem seguir os padrões de trabalho estabelecidos pela segurança, usar adequadamente os equipamentos de proteção individual, cooperar com seu gerente nos assuntos relacionados à saúde e a segurança, informar quando identificarem movimentações perigosas, tomar cuidado para que suas atividades não ofereçam riscos aos outros, evitar quando possível a movimentação manual. A Movimentação Manual de Cargas pesadas implica o desenvolvimento de esforço muscular. Esse esforço traduz-se numa compressão dos vasos sanguíneos e do tecido muscular, originando uma diminuição do fluxo sanguíneo e, consequentemente, uma diminuição do fornecimento de oxigênio e de açúcar. Todo este quadro conduz à fadiga. A fadiga pode provocar uma redução da eficiência do trabalho, redução essa que, em casos extremos, leva à ocorrência de acidentes de trabalho. Simultaneamente, o transporte de objetos pesados e/ou volumosos pode causar outro tipo de efeitos sobre o corpo humano: as doenças. Condições como a ciática, deslocações da hérnia discal, roturas de ligamentos, lesões musculares ou das articulações acarretam incômodos para trabalhadores e empregadores, implicando, além do óbvio sofrimento, deslocações a médicos, pedidos de baixas e custos com recuperações, substituições de funcionários, etc... Além destas situações, há a considerar os riscos extraordinários na Movimentação Manual de Cargas, como sejam, por exemplo: Quedas de objetos sobre os pés: Ferimentos causados por objetos penetrantes; Choque com objetos; Entalamentos. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 9 N. 05, Maio 2012 Então conseguimos chegar a conclusão que "movimentação manual de cargas" é qualquer operação de transporte ou de sustentação de uma carga por um ou mais trabalhadores (Decreto-Lei n.º 330/93, de 25-09). 4. OS RISCOS DE MANUSEAR CARGAS PESADAS Todo trabalho que exige o manuseio de cargas pesadas, sem considerar as limitações do ser humano, podem trazer sérios riscos à saúde. O sistema circulatório, em especial o coração, pode ser afetado, principalmente no que diz respeito ao ritmo cardíaco e pressão sanguínea. Os problemas que mais ocorrem devido ao manuseio e movimentações de cargas são: hemorragias cerebrais em pessoas com arterioscleroses em pessoas frágeis uma mudança de pressão repentina podendo causar hérnia abdominal ou outros problemas (ptose: queda de um órgão pelo relaxamento dos ligamentos viscerais ou das paredes abdominais). Isso acontece quando a pessoa faz este tipo de atividade de forma esporádica, e sem os cuidados necessários (Bankoff, 1994). No trabalho concomitante de cargas excessivas, principalmente quando é iniciado ainda jovem, a tensão e esforço constante em músculos, ligamentos, articulações, e ossos podem causar deformações, como exemplo, escolioses e cifosis vertebrais, deformação do arco do pé e um estado inflamatório e doloroso dos músculos e bolsas articulares, ou seja, miositis e bursites (Moura, 1978). Os trabalhadores que realizam um duro trabalho físico, na maioria das vezes apresentam diversas artroses nas articulações das vértebras, joelhos e tornozelos, devido aos repetidos microtraumatismos (Marras, 1995). Fisicamente, as mulheres possuem uma capacidade menor que o homem para um trabalho que necessite de esforço e seja contínuo. Os principais problemas apresentados por elas, as quais realizam este tipo de atividade, estão relacionados a transtornos da circulação sanguínea nos órgãos pelvianos e extremidades inferiores, transtornos na menstruação, prolapso, aborto e parto. Este quadro aumenta ainda mais se a mulher tiver realizado este tipo de atividade desde a infância (Marçal, 1991). Já no caso de crianças e adolescentes, este tipo de trabalho provavelmente afetará seu desenvolvimento físico em especial o esquelético, podendo-se produzir deformações na coluna vertebral, pélvis e tórax (Moura, 1978). O levantamento e manuseio de cargas pesadas é um problema agravante em todos os países do mundo, pois provoca lesões relativamente sérias, e com uma grande perda econômica para os países. Dores na coluna afetam e preocupam Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 10 N. 05, Maio 2012 cerca de 80% das pessoas em países industrializados em algum momento na vida (Troussier, 1994). Segundo Verbeek (1991), as pessoas que apresentam problemas na coluna vertebral estão aumentando cada vez mais. Diversos estudos em vários países têm mostrado a relação entre o manuseio e movimentação manual de cargas e a incidência de grande número de acidentes e lesões osteoarticulares, sobretudo na região lombar. Segundo estudo feito por Finocchiaro publicado em 1976, de um levantamento de 5.000 perícias médicas no Estado de São Paulo, 32,44% examinados correspondiam a casos de espondilopatia lombar (inflamação do tecido ósseo), devido ao excesso de esforço físico, e do mau condicionamento deste (posição errada para o esforço físico). Os problemas lombares dos trabalhadores, em geral, continuam crescendo. De acordo com um estudo realizado na Holanda (Hildebrandt, 1995), no qual foram feito levantamento com 8748 trabalhadores de ambos os sexos e diferentes profissões, e verificou-se que 26,6% apresentam dores nas costas frequentemente. Observou-se também que as atividades que apresentam maior grau de problemas são aquelas relacionadas com o transporte e manuseio de materiais (construção civil, serventes, estivadores, transportadores de peso em geral). Ainda nesse mesmo país, segundo o Centro de Estatísticas (CBS - Central Bureau Voor de Statistiek), em 1987, constatou-se que 21% dos trabalhadores tiveram licença e afastamento por doença relacionada a dores nas costas durante esse ano, e 32% com incapacidade permanente. Assim, manuseio e movimentação de cargas têm como principal risco os problemas da coluna, ao quais além de serem dolorosos, reduzem a mobilidade e a vitalidade dos trabalhadores. A ocorrência desse tipo de problema é o principal responsável pelas altas taxas de absenteísmo e pela incapacidade precoce e desgaste excessivo dos trabalhadores (Grandjean e Kromer, 1982). No Brasil, as estatísticas de acidentes são alarmantes, observamos que no ano de 1994, 388.304 trabalhadores sofreram algum tipo de acidentes de trabalho, de acordo com o Ministério da Previdência Social. Pode-se notar que a incidência de lombalgias é muito grande e causa um enorme custo social e econômico para o país. Isto pode ser comprovado pelos dados obtidos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Estado de Santa Catarina. Esta instituição demonstra que, no ano de 1994, de um total de 18.585 acidentes registrados, 907 (4,88%) atingiram a região da coluna, mais especificamente a região lombar, perdendo apenas para os dedos, mãos, e pé. Outro dado importante obtido desta fonte mostra que, do total de acidentes de trabalho registrados, segundo classificação por objeto causador, deslocar ou manusear peso (erguer, carregar, puxar, etc.) ocupa o terceiro lugar dos acidentes que mais atingiram os trabalhadores com 1.006 (6,63%) casos. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 11 N. 05, Maio 2012 Dessa forma, é indispensável o uso das leis, e neste caso, devem ser consideradas muitas variáveis para definir as cargas limites, a serem manuseadas e movimentadas manualmente. Devem ser considerados: idade e sexo dos trabalhadores, características da carga, condições de percurso (distância e inclinação), frequência da atividade e posturas, treinamento. No Brasil, a atual legislação define um valor limite de carga máxima para o homem (60 kg) e 20 (kg) em trabalho ocasional, para o caso das mulheres, não há detalhes precisos que influenciem neste tipo de atividade, e se realmente estas cargas são adequadas para atividades deste tipo. 4.1 Problemas gerados pelo manuseio inadequado de cargas As doenças ocupacionais advêm da exposição do trabalhador aos riscos nas atividades que desempenha, elas podem causar afastamentos temporários, repetitivos e até definitivos. A maior incidência destas doenças atinge pessoas na faixa dos 30 aos 40 anos, atrapalhando a produtividade do trabalhador, pode interromper sua carreira e desestabilizar a sua vida. As doenças ocupacionais são causadas ou agravadas em determinadas atividades, e quando se trata da movimentação manual de cargas mal executada, deve estar ainda mais atento aos problemas de saúde, e dentre eles estão: Entorses Lesões musculares Fraturas Lesões diversas na coluna vertebral Pela gravidade, faz necessário destacar as lesões na coluna vertebral. Na coluna vertebral, encontram-se quatro curvaturas (cervical, torácica, lombar e sagrada) e é formada por vértebras sobrepostas umas às outras, e separadas por discos intervertebrais, que atuam como amortecedores das compressões que a coluna sofre. A coluna vertebral deve ser sempre mantida no seu alinhamento natural, para evitar o comprometimento dos discos intervertebrais, que dão origem às conhecidas hérnias discais, causadoras de tanto sofrimento aos trabalhadores afetados por esse problema. Devem-se avaliar também os riscos associados à movimentação manual de cargas, e substituí-los por movimentação mecânica se possível, ou pelo menos providenciar medidas de organização adequadas. 4.2 Lesões na coluna O manuseio de cargas (levantar, abaixar, empurrar, carregar, segurar e arrastar) na maioria das vezes exige bastante esforço estático e dinâmico, o suficiente para ser classificado como trabalho pesado. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 12 N. 05, Maio 2012 Segundo Moura (2009) a coluna vertebral, como centro suporte do organismo humano, tem três funções: Sustentação do organismo – que é desempenhada através dos ossos da coluna, que são as vértebras e os discos intervertebrais. Movimentação do corpo – esta função é realizada pelas articulações existentes entre a parte posterior das vértebras e pela musculatura. Proteção – a medula nervosa e um prolongamento do cérebro e se constitui numa parte nobre do sistema nervoso central. Assim como os ossos do crânio, protegem o cérebro, a coluna vertebral protege, como se fosse um estojo, a medula óssea. A coluna participa de todos os movimentos feitos pelo corpo, os quais devem ser executados com a postura equilibrada, ou seja, vértebras, discos, articulações e músculos, devem realizar os movimentos, sem que ocorra um desgaste ou lesão. A posição correta para pessoas que trabalham em pé é aquela que não exige torções, flexões, extensões e movimentos pendulares da coluna. As forças que são depositadas sob os discos intervertebrais, devem ser distribuídas uniformemente. Qualquer tipo de movimento, que a coluna sai de sua posição vertical, causa desequilíbrios de forças, podendo gerar uma lesão na mesma. Esforço nada mais é que lesão, a qual pode desenvolver danos a seus músculos, ligamentos que comprometam os ossos da coluna ou os discos que os separam. Todavia, quanto mais tempo o funcionário não tratar a coluna, ele está exposto a um maior risco de ter um disco deslocado ou fora do lugar. O disco fica comprimido entre os ossos e pressiona os seus nervos espinhais, e o resultado é a ciática. A lesão de coluna não só é provocada pelo levantamento de uma carga muito pesada, como por qualquer esforço que for imposto sobre ela: Antes que seus músculos tenham sidos aquecidos; Depois que o corpo estiver cansado; Quando a coluna estiver torcida, esticada e curvada; Repentinamente, quando é dado um enorme impulso nela com a carga ao tropeçar ou escorregar. Quase todas as lesões da coluna são conhecidas como “lesões por excesso de esforço”, ou seja, um esforço excessivo ou estiramento dos músculos. Na maioria das vezes, o excesso de esforço de um evento fisicamente traumático resultando em uma lesão aguda. Dessa forma, os programas de prevenção de lesões da coluna, foca na prevenção de esforços instantâneos: ou seja, lesões resultantes de incidentes de um único levantamento em que os funcionários podem se esforçar ou se estender em excesso. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 13 N. 05, Maio 2012 A dor na coluna tem muitas causas e muitas vezes, fica difícil e caro, identificar os fatores responsáveis. Uma teoria que esta surgindo, afira que a maioria das dores na coluna, resulta de esforços excessivos cumulativos nos discos causados por trabalho repetidos e estressantes, tais como a movimentação manual de cargas. Os fatores fundamentais responsáveis por estes esforços, adquirem muito mais importância, do que a tentativa de reparar os incidentes instantâneos e encontrar estas necessidades de fatores, para serem um objetivo principal na redução das lesões de coluna. A análise dos trabalhos descobre que as lesões, podem ser sustentadas, através de movimentações de materiais, independentemente de sua extensão, a fim de realizar melhorias. Quando expostos continuamente a uma operação, às vezes ficamos desatentos às possibilidades de melhorias, de modo que, é necessário um ponto de vista diferente e totalmente objetivo. Não fique receoso de pensar em varias soluções possíveis, que possam não parecer pratica à primeira vista. O uso de um método sistemático de analise dos trabalhos para a redução das lesões na movimentação de materiais, normalmente paga dividendos através do aumento da produtividade e de uma redução nos custos operacionais. 4.3 Fraturas e entorses Fraturas - Podemos definir uma fratura como a perda, total ou parcial, da continuidade de um osso, é uma lesão na qual ocorre o rompimento do tecido ósseo, que se desenvolve, devido à ação de forças prolongadas ou repetidas contra o osso. A fratura pode ser fechada ou aberta. Na fratura simples ou aberta, não há o a ruptura da pele sobre a lesão, já nas expostas ou abertas há o rompimento da pele, isto é, o osso fraturado fica exposto ao meio ambiente, ocasionando sangramentos e um aumento do risco de infecção. Quando um osso não puder suportar a pressão exercida sobre ele, ocorrerá um rompimento ou fratura óssea. Uma fratura aberta (na qual o osso perfura a pele) pode infeccionar facilmente. Às vezes é difícil saber se o osso foi deslocado ou quebrado, nesses casos é necessário consultar o médico. Entorse: é ocasionado por uma excessiva distensão dos ligamentos e das restantes estruturas que garantem a estabilidade da articulação, originada por movimentos bruscos, traumatismos, uma má colocação do pé ou um simples tropeçar que force a articulação a um movimento para o qual não está habilitada. Apesar de o forçar de uma articulação apenas possa provocar a distensão dos ligamentos, sem o seu rompimento, a entorse costuma provocar, em quase todos os casos, o seu rompimento parcial ou completa, e associado a lesões na cápsula Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 14 N. 05, Maio 2012 fibrosa que reveste a articulação. Pode igualmente acontecer que a intensa tração a que o ligamento é submetido, provoque a sua desunião, sem se romper, do osso ao qual está unido, arrancando até um pequeno fragmento ósseo. Apesar de as entorses afetarem qualquer articulação, a parte do corpo que mais sofre por essa doença é o tornozelo, na medida em que este é bastante instável e suporta a maioria do peso do corpo. Neste caso, a lesão costuma ser provocada por uma torção ou rotação brusca do pé para o seu interior, em que todo o peso do pé incide sobre os ligamentos laterais, provocando a sua distensão. As entorses no joelho e nos dedos, normalmente relacionadas com acidentes desportivos, são igualmente frequentes. O sintoma inicial da entorse é o aparecimento de dor, que surge imediatamente após o acidente, e se for de forma intensa pode chegar a impedir a movimentação da articulação afetada e, caso se trate do tornozelo, a perturbar o apoio do pé no chão. Embora normalmente a dor diminua de intensidade após o momento inicial, depois de algumas horas e à medida que a articulação vai ficando inflamada, a dor volta a aparecer, e com maior intensidade do que no início, tornando-se contínua e sem ceder durante o repouso, aumentando de intensidade ao mínimo contato ou movimento. A articulação afetada vai progressivamente ficando inflamada e inchada, enquanto que a pele fica vermelha e quente. Além disso, é possível que surjam hematomas provocados por lesões vasculares e pelas hemorragias devidas ao rompimento dos ligamentos. 4.4 Lesões musculares As lesões musculares ocorrem por diversos mecanismos: trauma direto, laceração ou isquemia. Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória, entre 6 e 24 horas após o trauma. O processo de cicatrização pode levar de 15 a 60 dias para se concretizar. As principais causas de lesão são os treinamentos físicos incorreto, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente não favorável. As lesões musculares são classificadas em quatro graus: grau 1 é uma lesão com rompimento de poucas fibras musculares, mantendo-se intacta a camada protetora do músculo ou fascia; grau 2 é uma lesão de um moderado número de fibras, também com a fáscia muscular intacta; lesão grau 3 é a ruptura de muitas fibras acompanhada de lesão parcial da fáscia; grau 4 é a lesão completa do músculo e da fáscia. A lesão muscular por estiramento pode ocorrer nas contrações concêntricas ou excêntricas, sendo muito mais comum nesta última. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 15 N. 05, Maio 2012 O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, em que se percebe o comprometimento funcional e pelos exames complementares, que podem auxiliar também no tratamento e na prevenção de novas lesões. Com isso podemos perceber que as lesões causadas pelo manuseio incorreto de cargas, são prejudiciais a saúde, e por isso, para auxiliar essa função, há diversos tipos de equipamentos, que ajudam no deslocamento de materiais pesados. Para melhor esclarecê-los o próximo capitulo explicará alguns deles. 5. EQUIPAMENTOS AUXILIARES PARA O MANUSEIO DE CARGAS É sempre preferível que a movimentação manual de cargas, seja auxiliada por dispositivos. Ganchos especiais são usados para o manuseio de fios de fibras ou sucatas. É usual a utilização de guinchos manuais no arrastamento de cargas. Quando o arrastamento é difícil, recorre-se a roletes, usualmente de tubos de aço, introduzidos sob os calços. Para se realizar um arrastamento sobre terreno irregular, ou vencer um vão de desnível, como, por exemplo, no carregamento de um caminhão, utilizam-se pranchas de madeira, perfis ou chapas de aço como apoio de carga. Para Moura (2009), o uso de carrinhos industriais é muito recomendável. “Existe grande quantidade de tipos para movimentação manual. Há carrinhos especiais para certos tipos de cargas ou embalagens, como tambores, sacos, cargas paletizadas (transpaletes)”. (Moura,2009) As principais formas de movimentação mecanizada são o içamento e movimentação horizontal. Há muitos tipos de equipamento para esta movimentação, mas interessa tratar aqui de sua influencia no desenvolvimento da embalagem. Os equipamentos de içamento operam por meio de ganchos, lingas, olhais de içamento ou plataformas elevadoras. Isto depende do sistema de embalagem que está sendo utilizado. Existem muitos tipos de equipamentos auxiliares para carregamento de cargas entre os quais os mais comuns são os seguintes: Carrinho de uma roda; Carrinho de duas rodas; Carrinho de quatro rodas; Carrinhos manuais; Empilhadeiras à Gás; Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 16 N. 05, Maio 2012 Empilhadeiras Elétricas; Empilhadeiras de deslocamento manual; Transpaletes. 5.1 Carrinhos de uma e duas rodas Para transportar reboco, areia, tijolos, terra, pedregulho; são os usados mais específicos. Não são tão fáceis de conduzir como parecem. Certas normas de segurança devem ser tomadas. O centro de gravidade da carga deve ser mantido tão baixo quanto possível, e os objetos pesados devem ser colocados debaixo dos mais leves. A carga deve ser colocada de modo a não tombar e não deve ser tão alta que obstrua a visão do condutor. O carrinho deve ser conduzido de modo que o peso recaia sobre o eixo, e não sobre os manípulos. É o carrinho que carrega o peso. O condutor deve apenas mantê-lo equilibrado e não deve nunca conduzi-lo recuando. A qualquer carrinho pode ser aplicado um freio de pé, para que o condutor não tenha que colocar o pé na roda ou no eixo para travar o carrinho. É recomendável, que os manípulos de certos carrinhos, tenham proteção para as mãos. Geralmente, são usados para movimentar objetos volumosos ou pesados através de distancias curtas e são para carregar e descarregar caixas. Também existem tipos especiais para determinados fins, como para movimentar tambores de óleo, garrafões de ácido, cilindros de gases, etc. Entretanto, não se deve sobrecarregar os mesmos, limitarem a carga, a sua capacidade de segurança, e não fazer esforço excessivo para levantá-lo ou transporta- lo. Dota-los de freios nas rodas e mantê-los em bom estado. A segurança no uso dos carrinhos de duas rodas é primordial, para evitar acontecimentos fortuitos e inesperados, podendo ter problemas na integridade física dos colaboradores que forem utilizá-los. Portanto devemos: - Sempre utilizar o carrinho manual adequado para cada tipo de operação; - Colocar os objetos mais pesados debaixo dos mais leves; - Usar os sistemas de fixação embutidos inclusos nos carrinhos especiais para movimentação de tambores e eletrodomésticos; Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 17 N. 05, Maio 2012 - Garantir que a carga na escorregue, desloque ou caia; - Segurar firme nos manípulos; - Inclinar o carrinho e equilibra-lo ligeiramente para trás sobre as rodas para que ele carregue a carga e não as costas; - Empurrar em vez de puxar; - Evitar caminhar de ré; - Usar a postura correta: Costas retas, joelhos curvados; - Manter os dedos e mãos distantes das partes externas dos manípulos, para que eles, não sejam esmagados nem lesionados; - Manter o carrinho diretamente à frente do corpo ao descer uma rampa; - Mover-se sempre a uma velocidade segura. Para os carrinhos manuais, temos uma tabela das regras gerais, para seleção de carrinhos manuais. Abaixo, mostraremos os índices de pesos e distancias máxima a serem percorridos, com equipamentos que auxiliam o transporte de cargas. Peso Máximo a ser empurrado por carrinho Distância máxima a ser percorrida empurrando carrinho De 2 rodas = 115 Kgs De 3 ou 4 rodas = 225 Kgs De 2 rodas metros = Largura mínima de corredores 15 Largura para ambos os carrinhos = 1 metro De 3 ou 4 rodas = 30 metros Tabela 2: Peso, Distancia e Largura a ser transportados com carrinhos manuais Fonte: Moura, 2009 5.2 Carrinhos de quatro rodas Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 18 N. 05, Maio 2012 São geralmente usados, para objetos pesados e volumosos. A haste de condução, deve estar tal modo que o condutor, ao passar por outros veículos, paredes ou outros, não tenha de expor suas mãos ao risco de imprensaduras. Tais carrinhos, quando estacionados, devem ter seus timões voltados para a posição vertical, para que ninguém tropece neles. Deve haver por parte do condutor, cuidado especial, para evitar que as rodas da carreta, resvalem para fora de pontes ou passarelas. Vários são os tipos operados manualmente, entre os quais se encontram os carrinhos de mão, os carros de transporte manual para fardos, para sacarias, para caixas de bebidas, para cilindros de solda, para transporte e entornador de tambores, tipo plataforma, plataforma semimóvel, revestidos com tela, carro com recipiente de polietileno, com duas ou mais prateleiras para uso em hospitais. Determinados tipos de operação manual, possuem acionamento através de fontes de energia, como elétrica e hidráulica. Como todos os equipamentos de tipo, apresentam perigos derivados da queda ou deslizamentos da carga. Quando manobrados em espaços reduzidos, os operadores podem machucar suas mãos batendo-as contra paredes e outros objetos, sendo que, para evitá-lo, tem um sistema de comando de forma que o operador possa unicamente, colocar suas mãos no interior do acionador. Estes carrinhos manuais são equipamentos de movimentação de materiais, que praticamente, todos os operadores usam uma vez ou outra. Eles são convenientes para a movimentação de cargas pequenas às médias, sem o esforço excessivo das costas, braços e pernas. As características desses carrinhos são: - Os carrinhos manuais padrões com chapa de fundo plana e encosto plano, são adequados para a maioria das tarefas; - Para movimentação de tambores, use um carrinho especial que tenha um encosto curvo e um sistema de fixação embutido; - Carrinhos manuais para movimentação de eletrodomésticos têm sistemas de fixação embutidos, tais como cintas. Todos os carrinhos manuais necessitam de apoios para as mãos. Os colaboradores ou equipes que forem utilizar os carrinhos manuais, tanto de uma, duas ou quatro rodas, têm que ter treinamento para um manuseio com segurança, para que não ocorra nenhum desvio. Todas as cargas devem ser distribuídas uniformemente e de modo a manter o seu centro de gravidade o mais baixo possível. A visibilidade do percurso é uma condição de segurança importante. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 19 N. 05, Maio 2012 Os carros de mão de um eixo apresentam, em alguns tipos, riscos semelhantes ao de levantamento de cargas. 5.3 Empilhadeiras Empilhadeira é máquina usada principalmente para carregar e descarregar mercadorias em paletes. Existem diversos tipos e modelos. Os mais comuns, são as empilhadeiras de combustão em gás liquefeito (GLP) e elétricas. Possuem capacidade de carga que vão de 1.000 kg a 16.000 kg, e de 2,00 metros até mais de 14 metros de altura. São disponibilizados também vários acessórios, que podem aumentar a capacidade, autonomia e adequação a trabalhos específicos. A empilhadeira é uma máquina autopropulsora, com 4 rodas, utilizadas para levantar, transportar e posicionar materiais paletizados, em seus devidos locais. É projetada sobre o princípio da gangorra, que seria o ponto de equilíbrio da empilhadeira, de acordo com o peso e altura que a carga esta, pois ela é equilibrada pelo contra peso da máquina. Este ponto de equilíbrio, normalmente fica entre o centro das duas rodas dianteiras. O contra peso é formado pela própria estrutura do veiculo, se for empilhadeira elétrica, o contrapeso dela é a sua bateria. Veremos na figura abaixo uma ilustração do ponto de equilíbro de uma empilhadeira. Figura 1: Ponto de equilíbrio das empilhadeiras em suas respectivas posições Fonte: Silva, 2007 Nesta imagem, conseguimos ver perfeitamente onde se encontra o centro de equilíbrio de uma empilhadeira em repouso, que seria com a empilhadeira desligada Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 20 N. 05, Maio 2012 e com freios de mão puxados. A ilustração que mostra a empilhadeira arrancando, seria quando ela estivesse parada, e fosse andar, o ponto de equilíbrio dela vai para o meio das rodas traseiras, com isso consegue equilibrar a carga que esta no garfo sendo transportada. Quando paramos a empilhadeira com carga, o ponto de equilíbrio dela vai para o meio das rodas dianteiras, mantendo um equilíbrio com o contra peso que está situada na parte traseira da mesma. Figura 2: Ponto de equilíbrio das empilhadeiras realizando curvas Fonte: Silva, 2007 Nesta imagem, podemos ver que, nas curvas feita pela empilhadeira para direta e esquerda, os pontos de equilíbrio vão para os lados opostos dar curvas, que são feitas transportando cargas pesadas. Podemos ver que, o ponto de equilíbrio das empilhadeiras, é essencial para a segurança dos operadores, pois quanto mais rápida e brusca a virada, conforme as cargas que estão carregando, podem capotar, ocorrendo vários riscos à integridade física do colaborador. Para termos uma operação segura e ideal, temos que observar e seguir sempre às regras de segurança da área em que a empilhadeira esta sendo utilizada, fazer sempre as manutenções periódicas, para que não haja problemas com rodas, motores, vazamentos. Nunca podemos operar estas maquinas com as mãos sujas de óleo, pois a possibilidade de escorregar e soltar o volante são grandes, podendo causar algum acidente grave na área, assim que for subir na maquina, utilizar sempre o degrau do lado direito, para que não haja problemas nas pernas. 5.4 Transpaletes São carrinhos hidráulicos porta paletes, que movimentam cargas na horizontal quando o espaço é pequeno, como exemplo para dentro e para fora de um Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 21 N. 05, Maio 2012 caminhão, áreas restritas do piso ou elevadores. Eles foram feitos para movimentar materiais no nível do piso sobre superfície dura e nivelada. Um transpaletes não pode ser excessiva ou descuidadamente carregado, pois pode obstruir a visão do operador, permitir deslizamento das cargas ou batida contra pessoas ou veículos, eles devem ser manobrados, com cuidado e deve-se observar, o piso para que não permita o escorregamento do operador. Para manusear estes equipamentos, vimos que são necessários, alguns conceitos de segurança, dentre eles: Nunca opere um transpaletes em um caminhão aberto; A manutenção é importante, mesmo naqueles manuais; Inspecione a unidade antes de usá-la, certifique-se que as proteções e outros dispositivos de segurança, estejam funcionando; Se houver qualquer sinal de vazamento liquido, o equipamento deve ser retirado de serviço e ser consertado; Devem-se remover fitas ou fios, que possam enroscar nos rodízios; Devem-se observar a capacidade de carga, de acordo com seu fabricante, para que haja certeza, qual é o limite que possa ser transportado; As cargas devem ser colocadas uniformemente, pois se houver muito peso em uma das partes, o equipamento de elevação do transpaletes, poderá ser danificado; Verifique se a carga este totalmente estabilizada, antes de ser movimentada; Inicie e pare gradativamente, para evitar que a carga escorregue; Diminua a velocidade nas curvas, para que a carga não tombe; Nas curvas os dedos devem ser mantidos longe da parte externa dos manípulos, para que não sejam esmagados; As mãos e os pés devem estar com EPIS apropriados, como luvas de vaqueta e sapatos com bico de aço; Transpaletes não são “brinquedos”, portanto não monte neles quando não for necessário; A carga deve ser sempre mantida entre o operador e a doca. O transpaletes nunca deve ser conduzido de ré para a doca; A buzina deve ser usada, para que outras pessoas saibam que você esta aproximando; Não ultrapasse com as pontas do pé a borda da plataforma ao usar um transpaletes, quando um operador estiver a bordo. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 22 N. 05, Maio 2012 Portanto, percebemos que a utilização de equipamentos de auxilio ao manuseio de cargas é indispensável para a saúde e segurança do trabalhador, pois previnem os riscos nas movimentações manuais, entretanto não se pode esquecer, que todos os equipamentos auxiliares, devem ter uma manutenção preventiva, além disso, os operadores devem tomar os cuidados citados acima, para que assim haja prevenção dos riscos e uma melhoria na segurança dos colaboradores. 6. MEDIDAS DE PREVENÇÃO A maior parte dos problemas de coluna não resulta de um evento ou causa isolada. As lesões de coluna, geralmente, são provenientes de vários fatores relacionados com a nossa condição física, estilo de vida, e método de trabalho. Cerca de 8 em 10 pessoas, tem ou passam dores sérias nas costas, pelo menos uma vez na vida. E aos 50 anos, a maioria das pessoas, apresentam dores sérias na coluna. Segundo Moura (2009) os problemas de coluna, representam um grande custo para a economia de um país, pois levam as indústrias a desembolsar mais de 60 bilhões de dólares por ano, em afastamentos e cirurgias médicas, devido a grave problema de saúde. A cirurgia de coluna não melhora o problema de coluna e muito menos cura a dor do paciente. Além disso, muitos especialistas afirmam que as cirurgias de coluna fracassadas, sejam uma das principais causas de dor aguda, grave e incapacitante das costas. A maioria dos cirurgiões competentes admitirá que só deva ser submetidos à cirurgia, apenas aqueles pacientes, que estão no ultimo estagio de tratamento e não há mais onde recorrer. O declínio da boa condição física, pode ser relacionado com a grande diversidade de problemas de saúde, que existe hoje em dia. É preciso conscientizar as pessoas, a cuidarem do bem mais precioso que possuem: a saúde, pois se elas mesmas não cuidarem, torna-se ainda mais difícil, para a empresa cuidar desse tipo de problema, porque isso, como já foi citado anteriormente, não advém apenas do esforço causado nas atividades de trabalho, mas de tudo o que a pessoa faz na sua rotina diária. 6.1 As posturas no ambiente de trabalho Alguns tipos de postura e movimentos devem ser evitados, tanto na vida cotidiana quanto no trabalho. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 23 N. 05, Maio 2012 De acordo com Renner (2006), as dores lombares têm relação com o trabalho e as atividades nele exercidas. Já Grandjean (1998) relata sete medidas de prevenções, para evitar a exigência estática dos músculos, e por consequência a fadiga. Deve-se evitar qualquer postura: quer seja curvada ou não natural do corpo; evitar a mobilidade; procurar trabalhar sentado, e se possível, alternar o trabalho entre sentado e em pé; o movimento do braço deve ser em sentido oposto a cada um; a observação visual deve estar na altura do campo de trabalho em que a postura do corpo seja a mais natural possível; os equipamentos de trabalho devem ser de fácil alcance, para que os movimentos mais frequentes sejam feitos com o cotovelo dobrado. Grandjean (1998) Muitos trabalhadores concentram-se muito no que estão fazendo, ao trabalhar ou executar outras atividades corriqueiras, negligenciam totalmente os seus próprios corpos. E quando se toma consciência dos efeitos maléficos, da postura incorreta e da mecânica do corpo em relação à coluna, o trabalhador pode evitar o estresse através de técnicas de posicionamento adequado e de técnicas de posicionamento da coluna, as quais auxiliam na redução das dores.l, as quais auxiliam na redução das dores. 6.2 Medidas de correção da postura A principal medida que pode ser tomada, é evitar flexionar a coluna, pois o flexionamento desta aumenta a pressão dos discos e força o fluído interno da coluna contra a parede posterior e mais fina dos discos, isso ocorre quando estamos sentados. Outro fator que ajuda na prevenção dos problemas de coluna é corrigir o aumento da pressão dos discos, realizando exercícios de alongamento dorsal frequentemente. Assim o fluído interno da coluna, será movimentado para frente, contra a parede mais espessa do disco, e dessa forma, há uma melhora no intercambio de fluído e a sua nutrição. Além disso, sempre que puder, alivie a pressão sobre os discos, transferindo o peso da parte superior do seu corpo para seus braços. E, sobretudo deve evitar permanecer sentado por muito tempo, e o mais importante, movimente sempre a área lombar para alimentar os discos da coluna. Veja na figura abaixo a maneira correta de se manusear uma carga: Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 24 N. 05, Maio 2012 Figura 3: Como levantar e manusear cargas. Fonte: Orselli, 2004. 6.3 Critérios para determinar os limites de levantamento de peso Segundo Couto (1995), praticamente não existem limites para o ser humano, a partir do momento, que são utilizados ferramentas e equipamentos adequados ao peso e atividade a ser executada, e quando se adota uma postura adequada no momento de realizar os esforços. Atualmente, ainda é muito comum, encontrar atividades onde predominam o manuseio e a movimentação manual de cargas. E o principal questionamento é se esta atividade está sendo executada, dentro dos limites normais de tolerância, ou se está sobrecarregando alguma parte do corpo, fazendo com que possa provocar uma lesão músculo-ligamentar ou mesmo uma hérnia de disco. No Brasil, a legislação não é muito clara a respeito desse assunto. Estipula em 60 (kg) o peso máximo que um trabalhador deve manusear, numa atividade laboral. Apesar disto, este valor não deve ser levado em consideração para uma atividade que seja realizada durante toda uma jornada de trabalho. Desta forma, alguns trabalhadores, acostumados a levantar cargas que variam de 10 a 15 kg, apresentaram hérnia de disco, ou outros problemas de coluna, e isso nos leva a questionar não só a legislação, como os métodos utilizados, para obter estes limites estipulados. (Couto, 1995). A seguir, será apresentado o método NIOSH, esse método é muito escolhido por ser prático e fácil de utilizar, pois apresenta uma metodologia de avaliação simples e eficaz, quando a questão é determinar a carga limite a ser manuseada e movimentada por um trabalhador. 6.4 O método NIOSH: Na década de 80, nos Estados Unidos, o National Institute for Ocupational Safety and Health - NIOSH patrocinou a pesquisa de um método para determinar a Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 25 N. 05, Maio 2012 carga máxima a ser manuseada e movimentada manualmente na execução de uma atividade de trabalho. Para isto, um grupo de pesquisadores reuniu-se para formular um método consistente sobre o assunto, levantando referências bibliográficas de todo o mundo e chegaram a conclusão, que este método deveria levar em consideração quatro aspectos básicos. O epidemiológico: que, segundo Barbanti (1994) é o estudo das doenças, sua ocorrência, permanecia, efeitos e os meios para sua prevenção ou tratamento. O psicológico: considera o comportamento humano em uma determinada situação. No caso do trabalho, observamos que a obrigação de executar certas tarefas depende do trabalhador aceitar ou não realizar a tarefa. Um exemplo bem específico mostra como prevenir as lombalgias, estipula-se que um trabalhador movimente um conjunto de 1000 peças de 1 kg, uma de cada vez. Para Couto (1995) esta proposta não é aceitável economicamente. E partindo do aspecto psicológico, será muito mal aceita pelo trabalhador. Entretanto, um treinamento bem planejado, juntamente com uma organização adequada do trabalho, pode levar a consensos mais razoáveis, estipulando pesos mais adequados, ritmos e posturas que evitem o comprometimento da saúde. . O biomecânico: é o estudo das estruturas e funções dos sistemas biológicos, usando conceitos, métodos e leis da mecânica. A biomecânica, de acordo com Barbanti (1994) nada mais é que, o estudo do movimento humano durante o trabalho, na vida diária, nos esportes, enfim em tudo que Homens fazem. O fisiológico: é o estudo das funções do organismo vivo: crescimento, digestão, respiração, reprodução, excreção. A fisiologia do exercício estuda as funções do organismo em relação ao trabalho físico. O método NIOSH foi revisado em 1992, e propôs um Recomendado (LPR) e o Índice de Levantamento (IL). Limite de Peso Segundo Waters, (1993) os pesquisadores que fizeram esta revisão, estabeleceram um critério não baseado em certa quantidade de carga, acima da qual seria problema e abaixo da qual haveria segurança, nem se preocupam em estabelecer uma frequência máxima, nem uma técnica especifica para se fazer um esforço. O método utilizado, apenas estabeleceu que, para qualquer situação de trabalho, no levantamento manual de cargas, existe um Limite de Peso Recomendado. Assim, segundo Couto, (1995) fazendo o calculo estipula-se que se o valor do Índice de Levantamento for menor que 1.0, a chance de lesão será mínima e o trabalhador estará em situação segura; se for de 1.0 a 2.0, já se corre risco; e se a Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 26 N. 05, Maio 2012 atividade de trabalho, levar a uma situação que for maior que 2.0, aumentará o risco de lesões na coluna e no sistema músculo-ligamentar. Esse método estabeleceu como sendo 23 quilos, o peso que mais de 90% dos homens e mais de 75% das mulheres podem levantar sem apresentar problemas na coluna. Analisando a formula do Limite de Peso Recomendado, podemos observar que existem seis situações consideradas hostis, para o ser humano ao executar uma tarefa de levantamento de carga, ou seja: 1. Cargas superiores a 23 kg. 2. Frequência de levantamento da carga acima mais que uma vez a cada cinco minutos. 3. Distância da carga ao corpo do trabalhador, quando mais longe estiver, pior para a coluna. Distâncias superiores a 25 cm são problemáticas. 4. Ângulo de rotação do tronco no plano sagital. As pegadas que exigem movimentos lateralizados e em diagonal são considerados críticos para as facetas da coluna lombar e para os discos, os ângulos acima de 30° são críticos. 5. Pegar cargas em altura superior a 1,20 m do chão ou a distâncias menores que 75 cm do chão. 6. A pessoa, ao pegar uma carga, não consegue dobrar os dedos próximos de 90° de baixo da carga. 7. As cargas que são pegas do chão com o corpo na posição agachada não devem ultrapassar 15kg, e 18kg quando são pegadas com o corpo na posição inclinada. 8. Somente utilizar a técnica agachada quando a carga for compacta e caiba entre os joelhos. Portanto, é conveniente lembrar que o maior mérito de NIOSH é trazer um grande impacto nas empresas, no sentido de diminuírem o peso das cargas que seus funcionários precisam levantar, e também porque questiona o tradicional método de levantamento de peso, e permite a avaliação das chances do trabalhador, apresentar lesões na coluna e no sistema músculo-ligamentar durante a jornada de trabalho, em função do peso da carga transportada. 6.5 Os Limites aceitáveis de levantamento Há apenas algumas décadas, muitos países tinham o seu limite de peso fixo, porem variando de homem para mulher. É notável que os limites não sirvam para Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 27 N. 05, Maio 2012 todos, devido as diferenças de idade, treinamento, forma do objeto, localização, repetitividade entre outras circunstâncias. Além disso, a força real exercida pelo objeto que sentida pelo corpo, depende não apenas da massa do objeto, mas também da aceleração, assim como na lei de Newton (força = massa X aceleração). Essa busca pelo desenvolvimento de tal conhecimento, gerou muitas questões e problemas. Primeiro é preciso ter consciência, de que os distúrbios dos discos intervertebrais são em muitos casos, uma doença idiopática Portanto, o estabelecimento de cargas máximas para o levantamento, dificilmente irá prevenir a ocorrência de problemas nos discos intervertebrais. Estes se tornam cada vez menos resistentes às cargas físicas, e com o avanço da idade, acabam sendo sensíveis ao levantamento de cargas. Segundo a CLT, artigo 198 “é de 60 kg. (sessenta quilogramas) o peso Maximo que um empregado pode remover individualmente, ressalva as disposições relativas ao trabalho do menor e da mulher”, entretanto a lei não menciona quantas vezes por dia o funcionário, pode transportar essa carga, além disso, a Norma Regulamentadora sobre Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais (NR11), apenas esclarece que a distancia máxima a ser percorrida transportando sacos é de 60 metros, porém não especifica a quantidade de quilos ou quantas vezes no dia é possível carregar cargas. Para Moura (2009) os funcionários deveriam ser remunerados, de acordo com os metros que transportam uma carga, pois andam muitos quilômetros em um ano e pessoas que trabalham nessa função, tem uma vida de trabalho mais curta e com lesões. Para aqueles que transportam continuamente e manualmente cargas por distancias longas ou não, sou da opinião que esses trabalhadores deveriam ser remunerados não com um salário fixo, mas sim por quilômetros rodados e tonelagem transportada. É comum encontrarmos trabalhadores que andam mais de 800 km/ano transportando cargas manualmente. Uma coisa é certa: elementos que transportam continuamente cargas pesadas têm uma vida laborativa curta e as lesões que poderão ocorrer na coluna e outras partes do corpo muitas vezes são irreversíveis. Moura (2009) O limite máximo, que uma pessoa pode levantar em condições ideais – carga próxima ao corpo, a 0,75 m do chão, elevada apenas 0,30 m, sem rotação do tronco, etc. – é de 23 kg, todavia, as empresas deveriam diminuir esse índice, para que evitem os riscos de lesão na coluna. Devido aos riscos encontrados nos transportes de carga pesadas, muitas indústrias adotaram padrões de peso máximo, que seus funcionários podem carregar, mas se precisarem transportar algo que ultrapasse esse limite ( de 15 kg a 20 kg), eles usam outros recursos, que não seja a força humana. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 28 N. 05, Maio 2012 Para sabermos se uma carga, quando transportada manualmente é ou não prejudicial à saúde, pode-se recorrer ao Índice de Levantamento de acordo com critério de NIOSH. Se tais índices forem menores que 1 a chance de ocasionar uma lesão são mínimas, se estiverem entre 1 e 2, aumenta-se os riscos, e acima de 2, os ricos de haver uma lesão na coluna e no sistema muculo-ligamentar aumenta consideravelmente. Além de todos esses métodos, não se pode esquecer que cada funcionário, deve estar sempre atento a sua postura e a sua maneira de transportar cargas pesadas, ele próprio deve tomar determinados cuidados a fim de evitar as lesões já citadas anteriormente, e é claro que não é dispensado o comprometimento da empresa, também, pelo zelo da saúde de seus trabalhadores que trabalham nesse setor. 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A solução mais adequada, para se evitar os graves problemas apresentados neste trabalho, em relação ao transporte manual de cargas pesadas, é a mecanização das atividades para que facilite o trabalho. Porém, apesar dos grandes avanços tecnológicos, vemos ainda muito distante o dia disto acontecer. Portanto devemos ter a preocupação, em melhorar as condições de trabalho, tanto nestas, como em outras atividades, nas quais o sacrifício e o esforço humano são uma constante. Devem ser desconsideradas as repercussões sociais, que a tecnologia traz, como por exemplo, o aumento do desemprego, mas devemos nos preocupar em melhorar as condições atuais de trabalho. Esta pesquisa mostrou que, existem vários fatores, que causam diversos problemas de saúde, pelo manuseio e transporte de cargas pesadas, e isso nos fez perceber, o quanto é importante a prevenção das lesões por ele causadas. O estudo das referências bibliográficas nos permitiu verificar, que existe uma série de efeitos crônicos, provocados pelo levantamento e transporte manual de cargas. Assim, também, foi possível verificar, que as maiores partes dos trabalhadores, que atuam nesta área de trabalho, sofrem de lombalgias irreversíveis. Percebe-se também, que existe uma carência de leis e normas rígidas, que regulamentem este tipo de atividade. Observamos que, não existem nada que comprove a quantidade de horas por dia ou a distância, que se podem transportar manualmente cargas pesadas. Estuda-se também um método, que permitiu determinar, qual é o peso limite, que um trabalhador deve manusear e movimentar uma carga, e constatamos que este método, muito utilizado em nível mundial, tem como base 23 kg - peso máximo ideal. Edson A. Barros Jr, Fausto Camilotti, Eduardo T Monaco, Sumara A.S. Zimbardi SEGURANÇA NA INTRALOGÍSTICA – MANUSEIO DE CARGAS REVISTA COMPLEXUS – FACULDADE DE ENGENHARIA E ARQUITETURA – CEUNSP, SALTO/SP, ano. 03, n.5, p., maio de 2012. disponível em: www.engenho.info 29 N. 05, Maio 2012 A ergonomia é uma atividade interdisciplinar, que deve ser executada por uma equipe de profissionais de diversas áreas de trabalho, pois dificilmente um profissional seja capaz de solucionar um problema sozinho, de forma ergonômica, portanto, é de extrema importância a existência de um trabalho em equipe, reunindo as diferentes áreas de conhecimento, com uma única finalidade: a melhoria das condições de trabalho, e nunca parar de pensar em mobilizar todos para que os mesmos, busquem a sua própria prevenção. É preciso ter ambição, desenvolver e criar novas pesquisas e envolver outras áreas, que ainda não fazem parte do contexto de atuação da ergonomia. 8 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Elisabete Fernandes. O QUE SÃO E COMO TRATAR AS DOENÇAS OCUPACIONAIS. 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