Seção Sindical Rio Grande Filiado à FASUBRA/CUT JORNAL SINDICATO Leia também NESTA EDIÇÃO Estudantes da rede pública terão 50% das vagas nas federais Pág.2 Em seis anos, Disque 180 recebe mais de 329 mil denúncias de violência contra Pág.2 a mulher Resultado da eleição dos representantes dos conselhos superiores Pág.6 O Castelo de Cartas e o Petismo em Rio Pág.10 Grande NA LUTA Novembro de 2012 - Ano IX - www.aptafurg.org.br Pesquisa de Opinião Uma mulher no comando da FURG Cleuza Sobral Dias foi eleita pela comunidade acadêmica a 1ª reitora da Universidade. Contracapa FASUBRA Sindical realiza Seminário Nacional sobre HUs Pág.11 E MAIS: Especial O acordo que proporcionou o fim da greve Conheça os detalhes do Termo de Acordo resultante das negociações entre o Governo Federal e a FASUBRA. Análises da Greve 2012 Pág. 4 a 9 Pág.3 20 de novembro: Dia da Consciência Negra Pág.10 Plenária avalia a greve como vitoriosa Pág. 4 Cento e trinta e seis delegados de 32 entidades participaram da plenária nacional do setor das federais realizada pela Fasubra nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília, cuja pauta foi o balanço da greve da categoria. Injustiça para quem? Aprovada no Senado, nova lei de cotas evidencia a debilidade do ensino público básico no Brasil, mas representa um grande passo para a luta contra o preconceito racial no país. PÁG. 2 JORNAL SINDICATO Em seis anos, Disque 180 recebe mais de 329 mil denúncias de violência contra a mulher Brasília – No dia em que a Lei Maria da Penha completou seis anos de existência, o Disque 180 registrou 2,7 milhões de atendimentos de 2006 a 2012. Desse total, 329,5 mil (14%) eram relatos de violência contra a mulher enquadrados na lei. A maioria (60%) foi de pedidos de informação. Os dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres, responsável pelo disque-denúncia, divulgados hoje (9) na abertura do Encontro Nacional sobre o Papel das Delegacias no Enfrentamento da Violência contra as Mulheres. No primeiro semestre de 2012, foram registrados 388,9 mil atendimentos, dos quais 56,6% (47,5 mil) foram relatos de violência física. A violência psicológica aparece em 27,2% (12,9 mil) dos registros no período. Foram 5,7 mil chamadas relacionadas à violência moral (12%), 915 sexual (2%) e 750 patrimonial (1%). Os dados revelam ainda que em 66% dos casos os filhos presenciam as agressões contra as mães. Os companheiros e cônjuges continuam sendo os principais agressores (70% das denúncias neste ano). Se forem considerados outros tipos de relacionamento afetivo (exmarido, ex-namorado e ex-companheiro), o percentual sobe para 89%. Os parentes, vizinhos, amigos e desconhecidos aparecem como agressores em 11%. Das unidades federativas, o Distrito Federal registrou o maior número de denúncias de violência contra a mulher no primeiro semestre do ano – 625 para cada 100 mil mulheres – seguido pelo Pará (515) e pela Bahia (512). Os que menos receberam ligações, no mesmo período, foram Amazonas (93), Santa Catarina (156) e Rondônia (173). Em 2011, os estados que lideravam o ranking eram Bahia, Sergipe e Pará. A secretária da Mulher do Distrito Federal (DF), Olgamir Amância Ferreira, justificou a grande quantidade de denúncias por elas procurando mais o serviço de atendimento. No DF, são recebidas 15 denúncias por dia. “Elas têm acesso à informação e sabem da existência de suporte como casa abrigo, centro de referência e núcleo de atendimento, o que faz com que se sintam mais fortalecidas e empoderadas e denunciem”, disse. O governo distrital inaugurou hoje um Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) na 102 Sul, próximo à estação do metrô. A localização foi escolhida pela grande circulação de pessoas e para facilitar o acesso das mulheres à rede de proteção. Participam do evento as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos), Luiza Bairros (Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), além de juízas, promotores e delegados. Fonte: Agência Brasil via Brasil Atual Estudantes da rede pública terão 50% das vagas nas federais Depende da presidente da República, Dilma Rousseff, pôr em prática, ou não, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, aprovado no dia 7 de agosto no Senado, que garante 50% das vagas nas universidades e cursos tecnológicos federais para estudantes de escolas públicas. A expectativa é que Dilma assine o projeto nos próximos dias para que ele passe a vigorar imediatamente. Desse percentual de 50%, metade será destinado a estudantes com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa. Paralelamente, para 50% de todas as SINDICATO Filiado a FASUBRA e CUT JORNAL SINDICATO NA LUTA EXPEDIENTE Endereço: Rua Padre Nilo Gollo, 76, São Jorge Rio Grande RS Tel.: (53) 3230-2284/3230-5417 Email: [email protected] Visite nosso site vagas da instituição, serão aplicados critérios raciais. Estudantes que se autodeclararem negros, pardos ou indígenas terão cotas proporcionais ao número desse grupo de pessoas que vivem no estado no qual se localiza a universidade, com base em dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não sendo levada em conta a renda per capita da pessoa. A lei, ao ser sancionada por Dilma Rousseff, modificará o sistema de divisão de vagas das universidades federais. NA LUTA Injustiça para quem? Aprovada no Senado, nova lei de cotas evidencia a debilidade do ensino público básico no Brasil, mas representa um grande passo para a luta contra o preconceito racial no país. Aprovada pelo Senado no início deste mês e sancionada pela presidente Dilma Rousseff), nova lei de cotas (PLC 180/2008) passa a valer a partir de 2013. A medida que obriga todas as universidades e institutos tecnológicos federais a destinarem 50% de suas vagas a estudantes de escolas públicas e, dentro disso, 25% a candidatos pretos, pardos e índios; evidencia a debilidade do ensino básico no Brasil, mas representa um grande passo para a luta contra o preconceito racial no país. O texto começou a tramitar no Congresso no final dos anos 1990 e surgiu com intuito de reformular o sistema de ingresso universal, o vestibular. Mas o projeto foi sendo modificado com o tempo: na alvorada dos anos 2000, quando o Estado começou a implementar políticas públicas a favor de ações afirmativas, as cotas sociais e raciais passaram a ser a principal bandeira. E não é à toa: o Censo Escolar 2010 realizado pelo IBGE aponta, por exemplo, que o Brasil tem 51,5 milhões de estudantes matriculados na educação básica, sendo 43,9 milhões, estudantes das redes públicas (85,4%). Do número total de alunos que frequentam o Ensino Médio, o Censo mostra que 50,9% deles são pretos ou pardos. No ensino superior público – que possui as mais conceituadas universidades do país - 87,4% dos estudantes são oriundos de escolas particulares. Pretos, pardos e índios variam conforme o estado. A historiadora Verena Alberti, coordenadora de documentação do CPDOC (FGV) e professora de História na Escola Alemã Corcovado (que fica no Rio de Janeiro), diz que é a favor das cotas raciais e sociais e explica que a aprovação da lei no Senado representa, sobretudo, uma reparação de uma injustiça histórica. “Agora que o Estado do Brasil é a favor da lei de cotas, está apresentando a responsabilidade de consertar o que estava errado. E muitas vezes a gente pensa que o que estava errado estava assim por herança da escravidão, como se fosse por inércia. Mas é importante ver que o Estado, depois de 1889, instituiu políticas diferenciando a população; estimulando a imigração, o embranquecimento. Nós nunca tivemos leis de segregação racial, mas tínhamos leis que proibiam manifestações afro-brasileiras, até a década de 1920, por exemplo”. Alberti, que coordenou um projeto sobre COORDENAÇÃO GERAL Doris Maria Santos Bolbadilha Maria de Lourdes Lose Rudnei Greque da Silva JORNALISTA RESPONSÁVEL Marcio Vieira Oliveira- Mtb. 9258 Tel.: (53) 99458125 [email protected] COORDENAÇÃO DE IMPRENSA Dionise Ferreira Everson da Silva Maria de Lourdes Lose DIAGRAMAÇÃO E IMPRESSÃO Editora Casaletras [email protected] www.aptafurg.org.br e também nosso blog REVISÃO Jaqueline Soares Figueiredo Tel.: (53) 81150759 TIRAGEM 1.000 exemplares O Jornal Sindicato na Luta - veículo de comunicação da Associação do Pessoal Técnico-Administrativo da FURG (APTAFURG) - tem distribuição gratuita e dirigida. http://aptafurg.wordpress.com a história do movimento negro no Brasil com base em relatos orais, acredita que a adoção do sistema de cotas não vai enfraquecer o ensino superior brasileiro ou invalidar políticas de melhoria na educação básica pública e acrescenta: “O curioso é que somos orgulhosos da mistura cultural no Brasil, mas quando existe a mistura física, essa miscigenação não é tão valorizada. Continua havendo o preconceito racial. Ainda que raça seja um conceito biologicamente inexistente. Acho que há necessidade de pessoas se acostumarem que negros possam fazer parte das camadas médias da sociedade, porque enquanto isso não acontecer, pessoas vão continuar morrendo devido a crimes motivados por racismo”. A voz das pesquisas Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), referentes ao biênio 2005-2006, cotistas obtiveram maior média de rendimento em 31 dos 55 cursos da Unicamp e coeficiente de rendimento (CR) igual ou superior aos de não-cotistas em 11 dos 16 cursos da UFBA. Os números se repetem em outros casos, conforme alerta a pesquisa elaborada pelo professor Jacques Velloso, da Faculdade de Educação da UnB. “O povo brasileiro não é contrário às políticas de ações afirmativas, nem na sua versão mais polêmica, o programa de cotas. Quem as rejeita são as classes médias e as elites, inclusive intelectuais e alguns veículos de comunicação”, afirma o historiador Petrônio Domingues, professor visitante da Rutgers University (EUA). “São necessárias ações concretas para se enfrentar o problema da exclusão do negro no Brasil, mais do que ‘boas intenções’, retórica política e debates acadêmicos”, acrescenta. A antropóloga Yvonne Maggie, professora titular da UFRJ, é contrária à nova lei, porque acha que o governo, dessa forma, quer resolver o problema “a custo zero”. Em artigo publicado em seu blog 'A vida como ela parece ser', Maggie explica que apenas a entrada obrigatória de alunos pobres no ensino público superior não garante seu sucesso, já que o sistema vai continuar não oferecendo o apoio necessário. “Temo por esses jovens mais despreparados. Terão um longo caminho pela frente e não será fácil percorrê-lo. Já são sobreviventes do ensino médio. Já passaram pelas agruras para obter o diploma do ensino básico, cumprindo uma grade de 12 disciplinas em média por ano. Na universidade enfrentarão obstáculos mais pesados. Não há no ensino superior nenhuma preocupação em formar os menos preparados e ajudá-los a adquirir a base necessária para cumprir o currículo enciclopédico que é a regra. Ninguém presta muito atenção, mas sabemos que os mais fracos vão ficando pelo caminho”. Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional JORNAL SINDICATO NA LUTA PÁG. 3 análises da greve 2012 A luta continua... Ela não se dá apenas nas greves O coletivo TRIBO, nesta Greve, manteve sua atuação histórica, contribuindo para que este movimento grevista se configure como força e mobilização da categoria. A Universidade é um foco de resistência com confiabilidade e credibilidade , por isso construímos a maior greve da educação neste país conjuntamente com os docentes e estudantes, esta ação proporcionou grande clamor em defesa da educação brasileira, nos posicionando em sintonia com os anseios e necessidades da sociedade. No entanto, o desafio do rompimento da invisibilidade continua presente, vamos continuar cobrando da FASUBRA e da CUT ações pontuais que possibilitem demonstrar ao conjunto da sociedade o papel e importância dos TAE nas Universidades e destacar o significado da nossa baixa remuneração, no cumprimento da missão da Universidade Pública. Não há como negar, a GREVE FOI VITORIOSA, SIM, na medida em que houve conquista de ganhos para a categoria ,mudanças importantes nos anexos III e IV; evolução no percentual do step e não houve quebra da linearidade (reajuste igual para todos) e da paridade entre ativos(as) e aposentados(as). Estas são conquistas importantes! Só não vê quem é politicamente míope mesmo! O Acordo não impede lutas futuras, principalmente por que vamos incluir no Termo de Acordo o debate sobre aprimoramento da Carreira, que terá início meio e fim. O GT de trabalho deverá desenvolver um raciocínio na mesa que possibilite o debate quanto a estrutura da malha salarial, e qualquer mudança nessa estrutura implica em reajustes na tabela e Cobrar definição ainda neste ano – na Mesa geral (conforme fala do próprio governo), do valor do reajuste do auxílio alimentação, e valores a serem reajustados nos três próxi- mo anos, a exemplo do reajuste salarial. Assim, temos que pensar nas alternativas para evitar a paralisia nesses três anos. Uma palavra de ordem deveremos trabalhar com mais vigor daqui para frente, que é a definição de política salarial, incluindo um item estratégico para todos(as), que é a a superação das distorções salariais e de benefícios no funcionalismo. Obviamente o resultado dessa Greve foi o possível diante da conjuntura, que não está fácil, mas temos que perseverar usando a inteligência, não apenas as emoções para continuarmos avançando. Fazer uma Greve, não significa que desconhecemos a importância do governo Dilma, em políticas estratégicas para o desenvolvimento do país. Significa que estamos lutando em defesa do interesse da categoria, que tem por preliminar a defesa de um modelo de Universidade, ainda distante do modelo que defendemos, pelo menos no tocante a sua democracia. Estamos todos nós de parabéns, coordenadores, comando local de greve, comando nacional de greve e principalmente pela participação dos companheiros recém-ingresso em nossa universidade, bem como a “velha guarda”, companheiros estes que muitas vitórias nos deram e continuam nos dando .Mesmo enfrentando tantas adversidades durante estes meses de greve, estivemos na luta, de fato e soubemos agir com sabedoria, na certeza que a luta não se encerrou com a assinatura do acordo, mas continua no dia a dia da vida, dentro e fora dos muros das Universidades ! Rudnei Greque da Silva Coordenador Geral APTAFURG Coordenador Nacional TRIBO Resignificando os rumos, os embates futuros O acordo de greve , resultante do último movimento grevista deve ser avaliado no interior da conjuntura econômica e política, seja do ponto de vista dos dois últimos anos passados seja do dos três anos seguintes previstos no acordo. E porque razão? Porque a resultante de qualquer greve é, necessariamente, a correlação de forças existente no período do conflito. Para melhor ilustrar essa ideia, podemos levantar um elemento que estava na conjuntura do conflito e ausente na conjuntura de embates realizadas na década de 90. Que elemento é este? O esgotamento da concepção neoliberal, implementada pelo governo Fernando Henrique Cardoso, FHC e, ausente, na conjuntura no que chamaríamos de período Lula . Se na década de 90 a ênfase era no sentido de ter menos estado, no período Lula o destaque é da presença do estado a frente do desenvolvimento social. Ou seja, do nosso ponto de vista, dos TAES, isso se traduzia na década 90 com real ataque as instituições publicas de ensino superior e com Lula o se traduziu em ampliação dessas mesmas instituições. Ora, só esse elemento por si já influencia na conjuntura do conflito. Esta é a razão pela qual todas as forças políticas que compõem a federação acabaram por aceitar a lógica de que a reposição salarial, nos marcos da inflação, era um elemento chave para a resolução do conflito, ou seja, era necessário, que se garantisse no mínimo a manutenção do poder aquisitivo dos salários. É sob essa perspectiva que devemos fazer a avaliação. Então, a categoria desde o ultima reestruturação de tabela, ocorrida, em 2010, havia acumulado uma perda salarial da ordem, de 14%, segundo o DIEESE. Então para a manutenção, era necessário, garantir um aumento salarial de no mínimo desse patamar, trazendo o nivel salarial do ponto de vista inflacionário, para o mês de julho de 2012. O que se viu foi que o governo estabeleceu como política para o setor publico federal, a garantia de reposição salarial para os 3 anos seguintes, ou seja, para o futuro. Enquanto olhávamos pra o passado, o Governo olhava para o futuro. Enquanto lutávamos para repor o poder aquisitivo de nossos salários, o Governo entendia que já estava reposto e garantia a reposição para o futuro, através de projeções, que foi estipulada, em torno de 15%. Dessa forma dizendo ao movimento que a inflação nos próximos 3 anos, que será de 5%, perfazendo um total de 15,8%. Esse foi o primeiro conflito estabelecido com o Governo: os patamares para a resolução, ou seja, as bases para resolução do conflito, tinha uma discrepância , falávamos do passado e o governo do futuro. Qual o resultado disso tudo? A resultante do ponto de vista do aumento salarial , estabelecido no acordo de greve, e que o aumento salarial, irá oscilar, em torno de 15, 8%, ou seja, ninguém vai receber menos do que esse valor, no próximo período de 3 nos, a porcentagem de 27%. Nesse ponto é importante a analise qualitativa da greve. Um debate que tem que estar para alem do aumento salarial, mas centrado nos elementos qualitativos que resulta nos respectivos índices. Quais são esses elementos: o primeiro deles é sem duvida o aumento do step, que sai de 3,6 para 3,8, no período de três anos. Esse aumento é um elemento estrutural da carreira, haja vista nossa proposta inicial, de estabelecer uma diferença entre os patamares salariais, da ordem de 5%. Portanto, nós, caminhamos em direção a essa proposta, ainda, que ela seja, pequena. Um outro elemento qualitativo posto é a mudança nos percentuais, referente ao anexo 4, incentivo a qualificação. Ainda que possamos fazer um debate sobre a concepção liberal, que esta colocada, por trás desse anexo, não tenhamos nenhuma duvida, de que ele significa um caminho inconteste, de valorização da aquisição dos títulos da formação escolar (graduação e pos graduação), para os TAES, ou s e j a , p e l o a c o rd o , to d a s a s c l a s s e s , independente da escolaridade, formação mínima exigida pra o cargo, o trabalhador receberá, o mesmo incentivo independente da classificação do cargo,( A, B, C, D E). Um terceiro elemento qualitativo resultante da greve, foi que o conflito por parte do movimento parece em nossa opinião, ter recuado, para uma posição não intransigente, como ocorreu no conflito de 2011, quando, o movimento dos TAES trabalhou com a lógica “tudo ou nada”. E saímos sem nada. Esta é uma diferença fundamental, da greve anterior, 2011, para a greve que ora se encerrou, 2012. Por tanto, feito essa breve análise: o moimento ressignificar, não tem duvidas, de que o acordo de greve, acumula forças, para futuros novos embates. Grupo CSD APTAFURG/FASUBRA O que a mídia não mostra O que a grande imprensa não discute PROGRAMA PARALELO30 transmitido pela FURG FM 106.7 Segundas, quartas e sextas das 11h ao meio dia. retransmissão aos sábados, das 11h ao meio dia. PÁG. 4 JORNAL SINDICATO NA LUTA fim da greve Plenária avalia a greve como vitoriosa Cento e trinta e seis delegados de 32 entidades participaram da plenária nacional do setor das federais realizada pela Fasubra nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília, cuja pauta foi o balanço da greve da categoria. O delegado, Rudnei Greque, também coordenador da APTAFURG foi indicado pela assembleia para representar a categoria nos debates e nas deliberações sobre as novas lutas. Para a maioria dos delegados, a greve deste ano foi vitoriosa, porque a força da mobilização da categoria conseguiu mudar o cenário inicial, que era tenebroso, e o governo teve que negociar com a Fasubra. “greves foram pipocando país afora e o ministro da Educação não teve outro jeito senão chamar para conversar”, relembrou a coordenadora geral da Federação, Janine Teixeira. Avanço na Carreira A conclusão da plenária, segundo a dirigente, foi que os 15,8% foram recusados e aceitos na hora certa, numa negociação ? nal com o governo que resultou no fortalecimento da Carreira dos técnicos administrativos em educação. “Conseguimos a extensão do anexo (titulação) para toda a categoria, e, hoje, o pessoal do nível A ao E recebe pela especialização que faz; aumentamos o step; e garantimos a formação dos grupos de trabalhos compostos pelo MEC, Fasubra, Sinasef e pelo Ministério do Planejamento sobre Democratização, Terceirização, Reposicionamento de Aposentado e Racionalização e Dimensionamento”, relaciona Rudnei Greque. Ainda este ano, logo após o resultado das urnas do segundo turno das eleições municipais, o Senado deverá começar a analisar o projeto que garante a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país para a educação. A previsão é do próprio Ministério da Educação com base no interesse que a matéria tem para os novos prefeitos, os atuais governadores e o governo federal. No dia 16 de outubro, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara aprovou o texto final do Projeto nº 8.035/2010 que estabelece as metas para o período de 2011 a 2020 do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e destina 10% do PIB às políticas de educação. Vitória dos movimentos Organizados No dia 26 de junho, o projeto foi aprovado por uma comissão especial da Câmara, quando foi incluído no texto final a destinação à educação dos 10% do PIB. O fato foi bastante comemorado pelos movimentos sociais e estudantis. Naquele momento o texto só não seguiu direto para o Senado porque 80 deputados apresentaram recurso pedindo que o projeto fosse votado em plenário. Mas em setembro o recurso foi retirado e oprojeto não precisou ir à votação no plenário da Câmara. Atualmente, a União, os estados e os municípios aplicam, juntos, pouco mais de 5% do PIB em educação. Na proposta original do novo PNE, o Poder Executivo previu investimento de 7% do PIB durante a vigência do plano. Mas o índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), até atingir 8% em seu último relatório, segundo relato da Agência Câmara. Porém, a pressão firme dos movimentos ligados à educação levou à aprovação do percentual de 10% do PIB, que será, agora, examinado pelo Senado. O acordo Manutenção dos 15,8% distribuídos em três anos; Aplicação da primeira parcela a partir de março de 2013; Extensão do anexo IV (percentuais de incentivo à qualificação ao servidor que possui educação formal superior a exigida para o cargo) para todas as classes; Somatório de carga horária dos cursos de capacitação (que tenham no mínimo 20 horas) para mudança de nível de capacitação referente ao anexo III (Progressão por capacitação profissional); Aumento do Step (diferença entre níveis) para 3,7% e 3,8% com incidência em 2014 e 2015; O estabelecimento de cinco mesas de negociação: racionalização dos cargos; redimensionamento dos cargos; terceirização; reposicionamento dos aposentados e democratização das instituições federais de ensino superior. VEJA OS DETALHES NAS PÁGINAS A SEGUIR JORNAL SINDICATO NA LUTA PÁG. 5 PÁG. 6 JORNAL SINDICATO NA LUTA CONSELHOS SUPERIORES DA FURG Resultado da eleição dos representantes dos conselhos superiores Foi homologado pelas comissões Especiais indicadas pelo Conselho Universitário (Consun) e Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Administração (Coepea), o resultado da eleição dos representantes dos Técnicos Administrativos em Educação. CONSUN REPRESENTANTE TAE TITULAR REPRESENTANTE TAE SUPLENTE 1. LEANDRO DA SILVA SAGGIOMO ELIANA DE FREITAS PEREIRA 2. JAIRO FERNANDO COELHO ADEMIR CAVALHEIRO CAETANO 3. LIZANDRO MELLO PEREIRA NÍVIA CONCEIÇÃO LEAL TOMAZINO 4. VAGNER DA SILVA DUARTE HYLTON SOARES MARTINS 5. EVERSON DA SILVA FLORES FERNANDO DA COSTA AFONSO 6. ALEXANDRA ROCHA RODRIGUES PATRICIA DE SOUZA DE AGUIAR COEPEA REPRESENTANTE TAE TITULAR REPRESENTANTE TAE SUPLENTE 1. ADALICE ANDRADE KOSBY SANDRO NERI ARAUJO 2. MARISA MUSA HAMID MARCIO VIEIRA OLIVEIRA 3. KARIN CHRISTINE SCHWARZBOLD ALICE TEIXEIRA LEITE JORNAL SINDICATO NA LUTA PÁG. 7 EVOLUÇÃO SALARIAL E DETALHAMENTO DA PROPOSTA DO GOVERNO Segue abaixo um detalhamento da proposta do governo, com quadros demonstrativos do resultado da aplicação dos reajustes e alteração de step e do Anexo IV. Os percentuais registrado na coluna "GANHO %" tem por referencia a situação vigente hoje. A coluna " QTD. TRAB." refere-se ao numero de trabalhadores naquele padrão salarial. Evolução salarial PÁG. 8 JORNAL SINDICATO Evolução salarial Evolução salarial NA LUTA JORNAL SINDICATO NA LUTA Ganho % e quantitativo de trabalhador@s Anexo IV Anexo IV Anexo IV PÁG. 9 PÁG. 10 JORNAL SINDICATO NA LUTA opinião O Castelo de Cartas e o Petismo em Rio Grande N o dia 07 de outubro do corrente ano, o eleitorado de Rio Grande produziu uma mudança qualitativa na política local. Uma ação cuja dimensão certamente não reside na consciência de cada eleitora e eleitor que depositou o seu voto na urna naquele dia; a dimensão da derrubada de uma sólida coligação política, construída ao longo de 16anos, que desmoronou como castelo de cartas; uma solidez que se desmanchou no ar. Uma pergunta, é claro, deve ser feita: que mudança a maioria do eleitorado riograndino sinalizou na ação do voto? Que mudança foi indicada pelo eleitorado que derrubou Lula a quatro anos atrás, quando deu mais um mandato ao “PMDB/ Brancos”, agora golpeados de morte por estes mesmos sujeitos políticos? O fato mais importante do resultado das eleições à prefeitura de Rio Grande, bem como ao legislativo municipal, é a derrota de um bloco político construído a partir da mistificação do falecimento do então prefeito Wilson Branco, que fez gravitar em torno de si, ao longo do período de 16anos, desde boas intenções a oportunismos políticos. A capacidade de articular em torno de si diversos Partidos e manter uma ampla coligação, apesar do desenvolvimento acelerado do município riograndino por conta da retomada da indústria naval brasileira - política nascida e desenvolvida justamente pelo Partido dos Trabalhadores, ao nível federal -, demonstra de forma inconteste que poderosas forças políticas e econômicas se mobilizaram em torno de um projeto cuja face pública foi o “PMDB/Branco”. Se considerarmos, sob nosso ponto de vista, que o desenvolvimento chegado à cidade não tem se apresentado à maioria da população (argumento central da oposição), o feito torna-se mais meritocrático. O projeto derrotado - não tenhamos nenhuma dúvida -, já o deveria ter sido há quatro anos. Um projeto residente muito longe dos trabalhadores e trabalhadoras (ainda que estes o tenham mantido vivo por várias vezes); um projeto que reuniu forças políticas novas – como foi o caso do exprefeito Wilson Branco – com velhas raposas da política local. Estes últimos, alguns, sujeitos políticos filhos da ditadura civil/militar, que outrora residiram na “ARENA/PDS/ PPB/PP” e passaram a residir no PMDB (outros permanecem ainda hoje na “ARENA travestida”, ocupando postos chaves na administração municipal). De conservadores a progressistas, mudando de partido para melhor serem palatáveis aos novos tempos (o resultado eleitoral para a câmara municipal deste ano já derrubou alguns e anunciou o desaparecimento de outros). Fora as dezenas que devem estar incrustados no aparelho municipal, em escalões subalternos. A derrota deste projeto faz bem a todas e todos riograndinos, sobretudo as classes sociais subalternas: operários, camponeses, pescadores, trabalhadora(e)s do comércio, etc. Faz bem à democracia e ao espírito republicano. Esta derrota recoloca o ambiente democrático na ordem do dia e, mais do que isto, recoloca o debate central sobre que cidade se quer construir e que desenvolvimento ser quer. Queremos reproduzir na cidade e região a irracionalidade das grandes metrópoles? Ou queremos transformar Rio Grande, e região, em um exemplo a ser seguido pela esquerda internacional, sobretudo latino-americana, como outrora foi Porto Alegre? A vitória da Frente Popular nada significa, no primeiro momento, além de ser a depositária do anseio de mudança. Ganhar uma eleição, ou perdê-la, é apenas um momento de um longo processo, seja ele referenciado no passado ou na perspectiva de futuro. Ser vitoriosa no pleito eleitoral não significa ser melhor, ou ter a razão histórica ao seu lado. A Frente Popular, no entendimento dos eleitores, possui um projeto de cidade – ainda que inconsciente (e não vamos confundir projeto com programa de governo) - que deve ser acolhido para o futuro de Rio Grande, nada mais. É o que as urnas pareceram dizer. Ora, se isto é verdade, a pergunta que se deve fazer é a seguinte: qual é o projeto? (agora de uma forma consciente). Neste sentido a resposta nos parece uma só: incluir Rio Grande no projeto nacional a partir da gestão do próprio Partido dos Trabalhadores na prefeitura municipal (não vamos esquecer que o PMDB possui o cargo de Vice-Presidente da República e principal partido de sustentação do Governo). O polo naval é “nosso”, portanto, nós devemos administrar a cidade. Este foi, e é o argumento principal da Frente Popular que dá base para a crítica política em relação ao governo “PMDB/Branco”. Caso contrário, passaria a ser uma questão pessoal e circunscrita a um projeto de poder, de alguns. Mas a questão central é saber qual é o projeto petista. Por uma análise da coligação partidária de sustentação do Governo Federal a resposta a esta pergunta é muito difícil, dado o espectro político de alta amplitude, que tem até a ARENA travestida (PDS/PPB/PP), responsável pela sustentação civil da ditadura militar, à organizações comprometidas com uma autêntica revolução democrática. E jamais devemos esquecer, para o bem deste país: a primeira (a travestida) torturou, estuprou e matou nos calabouços do regime de “exceção”. A Presidenta foi uma de suas vítimas. Não por acaso este período não foi, e certamente não será passado a limpo (ainda que Dilma, de forma corajosa, tenha chancelado a Comissão da Verdade). Sem ilusões: o projeto desenvolvimentista acolhe os torturadores de ontem como aliados de hoje. Não obstante a isto, e mesmo que venhamos a abstrair estes “pequenos detalhes”, a que se perguntar: qual o petismo que será implantado em Rio Grande? O PT das Fundações Estatais (forma dissimulada de privatização da saúde, implantada em diversos governos)? Da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH (uma forma bem mais refinada de privatização do Estado)? Do petismo das terceirizações e elitização dos servidores públicos Federais? Ou o petismo do orçamento participativo, do transporte público de qualidade, do petismo da educação libertária, como o implantado em Porto Alegre, no período administrado pelo PT? Ainda que o projeto desenvolvimentista traga benefícios incontestes às classes trabalhadoras, ainda que de fato o estrato social definido erroneamente como “classe C”, tenha ascendido a um patamar de consumo nunca posto em nenhum momento da história do Brasil, ele é uma aposta historicamente fracassada, em longo prazo, como atesta de forma, também irrefutável, a crise capitalista emergida em 2008, no centro capitalista desenvolvido: o G8 - EUA, Alemanha, Itália, França, Reino Unido, Japão e Rússia (este último incluído por ser uma potência nuclear). Todas estas perguntas devem ser respondidas à luz de uma crítica histórica. É preciso pensar o Brasil do ponto de vista da história e da totalidade capitalista. Dentro deste processo, as cidades administradas pelo Partido dos Trabalhadores estão inclusas, necessariamente. Por enquanto basta parabenizar a vitória da Frente Popular e desejar-lhe grande êxito nos próximos quatro anos, e que responda satisfatoriamente as demandas populares. Celso Luis Sá Carvalho Cidadão Riograndino E-mail: [email protected] 20 de novembro - Dia da Consciência Negra E sta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo. Importância da Data A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados herois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira. JORNAL SINDICATO NA LUTA PÁG. 11 ebserh informações repassadas sobre a EBSERH em cada Universidade. Univ ersidade/ Adesão à EB SER H? Hospital Sim Nã o x UFAL /H UP AA UFCG/HUAC x x UNIRIO x UFPB x UFM A x UFPI x UFAM x UFPE x FURG x UFRJ e UERJ UFES UFPR Adesão A provada no Conselho Universitário? Sim N ão Houve algum tipo de compromisso da U nive rsidade com a EBSERH? Qual? Em que órgão/instância? Carta de Adesão? Outras obse rv ações Co nsegu imos uma Resolução d o CES/AL contr ária à EBSERH no H U/UFAL, que legitima a n ossa l uta j unto aos conselhei ros d o CON SUNI. En tregamo s documento ao Reitor e conselheiro s do Consu ni, assi nado p elo DCE, Sin tu fal, Adufal e F óru m, soli citan do po sicionamen to contr ár io à EBSERH. N a ú ltima reu nião do Conselho Dir eto r d o H U/UF AL , a EBSERH foi ponto d e p au ta. Estavam p resen tes r epresen tantes d o Sintufal, Adu fal, DCE, CES/AL e F óru m em d efesa do SUS. Argumentamos, com co ntun dência, contr a a adesão do H U à EBSERH , in fluenci ando a opini ão de alguns co nsel heiro s presentes. F izemos o mapeamento do s conselheiros q ue são contra a EBSERH , o s que são a favor e os q ue não têm posição d efin ida. Estamos ab ord ando ind ivid ualmente cada um. Dia 3 0/07 , h ouve aud iência no Tri bun al de Ju stiça sobr e a EBSERH , com a p resen ça de autor idad es do estad o (Sec. Estad ual, MPE, AGU, Diretor d o HU, etc). O F óru m em d efesa do SU S p artici pou e po sicionou -se com veemência d e forma co ntrária a mesma. O REI(tor) en viou d ocu men to ao Presiden te d a EBSERH aderin do à mesma, SEM di scussão e ap rovação no colegiad o plen o. Estamos tentand o reverter a decisão. O REI(tor ) pedi u o p osicionamen to do Conselho Deliber ativo para apó s a apresentação d o mesmo ch amar a assemb léia até o fin al do mês e di scu tir. Tivemos a reu nião h j e o co legiado fo i contr ário à adesão. Agora cab e ao co nselho decidi r pela não adesão à EBSERH e pela reversão da atitu de autori tár ia d o REI(tor). O Rei to r assu miu o compro misso de levar a pr opo sta p ara o CONSUN I, mas temos mui tas d úvid as em fun ção da tradição antidemocr áti ca da un iversidade. O d iretor está conver sand o em separ ados com os segmen to s e verb alizou qu e depo is d a greve vai fazer uma reu nião p ara discu ssão . N o entanto, percebemo s po sição clar amente favor áv el a adesão de ambo s. Vamos ter uma reu nião d o Co nselho D eliber ativo do H U com ponto de pau ta a ad esão à EBSERH como i nício d o pr ocesso de su a efetivação. Pel o jeito vai ser apr ovada e desp ois segue para o CONSUN I. Estamos na Luta! O tempo u rge po r aqu i. Já h ouve ap rovação da empr esa n o Co nsel ho d o H U, mas, falta passar p elo CO NSUN I. Co ntud o, sou bemos que até a secretária do H U já foi d isp onib ilizada p ra EBSERH em Brasília. O Fór um do M ar anh ão p romoveu d ebates, d ia 27 /07, no H U e n o evento da SBPC, com a p resen ça de Inês Bravo e Valéria Co rreia pel a Fr ente N aci onal. Os d ebates for taleceram as r esistên cias contr a a EBSERH. Dia 0 8/08 , ho uve Ato Púb lico contra a EBSERH . Pr imei ra Univer sid ade a fazer a adesão à EBSERH . Não tem H osp ital Univer sitário em fun cio namento. HU d everá ser aberto à população ai nd a n o mês de setembr o, ap ós a regular ização da co ntratação de p esso al. No d ia 16/0 7, dur ante r euni ão que contou com a p resen ça da reitora, Márcia Per al es, d o vice-reitor , H edinal do Li ma, do di reto r do H UGV, Lourivaldo Rodr igues e do v ice-dir eto r do ho sp ital u niver sitário , Rub em Jú ni or, com 14 votos à favor, zero contr a e uma ab stenção, o Conselho Ad mi nistr ati vo do HUGV assinalo u po sitivamente à migração p ara a Ebserh. O Co man do de Greve da UFPE p romoveu p alestra sob re a EBSERH dia 19 /07, co m a presença d e Valéria Corr ei a, pela Fr ente N acio nal, com a par ticip ação da Fren te Per nambu cana e de trabalhadores/as do H osp ital das Clíni cas/U FPE. D ias 09 e 1 0/08 h ouv e n ovo deb ate sob re a EBSERH , neste ho sp ital, pr omo vido p elo Serviço Soci al com a p resen ça de Sara Granemann e Valéria Co rreia. Na F URG não temos no tí cias so bre "o termo de ad esão à EBSERH" por enq uanto. Apó s d eflagrad a a greve, ho uve apen as duas reun iões do Co nsu n, e nu ma delas a APTAF URG, resid entes, estu dan tes e algu ns pr ofessor es fizer am um ato d e co nscien ti zação e d iálogo co m os conselh eiros, entregand o pan fletos e algun s materi ai s pr odu zi dos p ela Fren te. A FU RG ain da n ão aderiu à emp resa e p or enq uanto não tem pr evi são de votação no Co nsun. Na marcha em defesa d a ed ucação realizada em Rio Grand e uma das p autas foi o en fren tamento a EBSERH , em qu e u tilizamo s faixas e panfleto s p ara dialo gar co m a comuni dade ri ogran din a. Esp eramo s co m o semin ário aumentar mais as no ssas for ças d e r esistên cia à implantação dessa empr esa. Po r enqu anto estamo s assim, mas seguimos na vigília da rei to ria... A entidad e d os trabalhador es da Uni versi dade Fed er al do Rio Gran de pro mo verá um d ebate sobr e a EBSERH, dia 17 /08 . Realização de vário s deb ates com a pr esença do Fó rum de Saúde n as mesas. Organ ização de co man do ún ico entre as IF ES do RJ p ara ações coletivas, co m a particip ação efetiva do Fó rum do Rio. Debate dia 08 /08 com a p resença de Rodr igo (Fór um do Rio) p ela F rente Nacional . Debate dia 09 /08 , co m a presença d e Bern ard o (Fóru m d o Paran á) p ela F rente Nacional. FASUBRA SINDICAL REALIZA SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE HUS DIAS 10 E 11/11 Dando segmento ao combate à privatização dos hospitais universitários, a Fasubra Sindical estará realizando nos dias 10 e 11 de novembro, no Hotel Aracoara, em Brasília, o Seminário HUs 100% SUS: Contra a EBSERH. O objetivo do evento é organizar a luta dos técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e barrar os ataques aos servidores que atuam nos hospitais universitários. Até a realização do seminário, a Fasubra orienta as bases da Federação que organizem encontros preparatórios de forma que as demandas locais possam fundamentar as ações contra a privatização dos hospitais. PÁG. 12 JORNAL SINDICATO NA LUTA pesquisa de opinião Processo eleitoral elege nova reitora da FURG A chapa 2, composta pela professora Cleuza Maria Sobral Dias e integrada também pelos professores Danilo Giroldo e Marcos Amarante foi a vencedora na pesquisa de opinião junto à comunidade universitária da FURG, para escolha do próximo reitor. O resultado final foi de 59,50% dos votos para a chapa 2; e 38,11% para a chapa 1, que tinha os professores Adalto Bianchini, (para reitor), Attila Louzada (vice-reitor) e Carlos Alberto Garcia. O resultado foi apresentado ao Conselho Universitário, que ratificou a decisão da comunidade acadêmica e logo após enviado ao Ministério da Educação. O MEC nomeia os dirigentes das universidades federais. O processo eleitoral na FURG, segundo a coordenação da APTAFURG, foi de extrema importância para a democracia na FURG, pois mobilixou toda a comunidade academica e trouxe ao debate as duas propostas que estavam na disputa. "Entendemos que esse processo é indispensável para fortalecermos a instituição e a vermos todos os segmentos envolvidos é a garantia que temos uma universidade para todos e todas", afirmou a direção. O processo eleitoral foi disparado por uma provocação das entidades representativas dos Técnicos e dos estudantes, DCE e aceito pela FURG. Durante esse processo foi negociada a paridade entre todos os segmentos, ou seja, o voto dos docentes, técnicos e estudantes tiveram o mesmo peso."Entendemos que para que esse processo acontecesse, houve muita discussão entre todos os envolvidos o que culminou em uma consulta com toda a comunidade universitária.Devemos ressaltar que esse processo foi possível porque houve diálogo entre todos os envolvidos e que o resultado final só poderia ser uma consulta democrática", afirmou Maria de Lourdes Lose da APTAFURG. Números finais da pesquisa de opinião para reitor e vice-reitor: Discentes Técnicos Administrativos em Educação Docentes Votos totais: 3.546 Chapa 1 – 1.260 Chapa 2 – 2.228 Brancos – 8 Nulos – 50 Votos totais: 898 Chapa 1 – 349 Chapa 2 – 526 Brancos – 4 Nulos – 19 Votos totais: 706 Chapa 1 – 282 Chapa 2 – 403 Brancos – 3 Nulos – 18 Universidade com vida... Que inova e se consolida Vivemos um momento de avaliação e de exercício da cidadania fundamental para a nossa Universidade. Alicerçados nesse pressuposto, nós, componentes da CHAPA 2 “Universidade Com Vida... que inova e se consolida”, nos colocamos, com responsabilidade, dedicação e experiência, para estar à frente do desafio de fazer a gestão de uma Universidade que, nestes últimos oito anos, experimentou um desenvolvimento sem precedentes na sua história. Como participantes deste processo nas Pró-Reitorias de Graduação, Pesquisa e Pós-Graduação e na Direção da Escola de Química e Alimentos, contribuímos para que a FURG tenha alcançado os patamares atuais e tenha ampliado o seu papel no desenvolvimento da Região Sul e da Planície Costeira do Rio Grande do Sul. A inserção da FURG na reconfiguração social, econômica e cultural nos municípios de sua abrangência tem sido marcante pela resposta a demandas no ensino, na pesquisa e na extensão. A expansão da graduação e da pós-graduação possibilitou o aumento e a renovação dos quadros docente e técnico-administrativo em educação, bem como de estudantes. Como consequência, a produção científica, a pesquisa e a extensão foram ampliadas e qualificadas. Neste contexto de expansão, o cuidado com as pessoas recebeu especial atenção por meio da criação da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e da Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. O último período de oito anos caracterizouse pela vanguarda da FURG nas ações afirmativas. Políticas de ingresso e permanência para estudantes indígenas, afrodescendentes, quilombolas, estudantes de escolas públicas e pessoas com deficiência foram integradas ao Programa de Ação Inclusiva – PROAI. Da mesma forma, o respeito às diferenças e às diversidades foi prioridade nesta gestão, com apoio a encontros e seminários sobre esse tema. Sabemos, por nossa participação direta neste contexto, que muito ainda há por fazer. É, justamente, a forma democrática, participativa e transparente como temos feito gestão que nos asseguram o preparo e o compromisso com os desafios da Universidade para os próximos quatro anos. Dentre todas as ações de inovação e consolidação do desenvolvimento institucional que propomos, os principais compromissos da CHAPA 2 são: ampliar a dimensão ambiental na gestão universitária; buscar a melhoria das condições de trabalho; levar os processos de formação, produção do conhecimento e inovação tecnológica a excelência; aprimorar a inclusão social; assegurar a participação dos estudantes na definição das ações de assistência estudantil; consolidar os projetos implantados no REUNI; fortalecer as ações de ensino, pesquisa, extensão e assistência no HU, bem como o cuidado com as pessoas envolvidas; ampliar o acervo bibliográfico atendendo as demandas da comunidade e criar um espaço integrador de todas as ações de ensino, pesquisa e extensão relacionadas com a melhoria da Educação Básica. É com orgulho de sermos FURG, imbuídos pela vocação para o conhecimento e desenvolvimento tecnológico e humano dos ecossistemas costeiros e oceânicos, que conclamamos a todos para compartilhar e construir um projeto de gestão concebido a partir do diálogo, da transparência e da democracia com a permanente participação da comunidade universitária. Venha fazer parte de uma Universidade com vida... que inova e se consolida.