Perfil de Resultados – Proficiência Clínica
Área: Bioquímica
Rodada: Fev/2015
Tema
AVALIAÇÃO LABORATORIAL DO RISCO CARDIOVASCULAR
Elaborador
Nairo M. Sumita. Professor Assistente Doutor da Disciplina de Patologia Clínica da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (FMUSP). Diretor do Serviço de Bioquímica Clínica da Divisão de Laboratório Central
do Hospital das Clínicas da FMUSP. Assessor Médico em Bioquímica Clínica do Fleury Medicina e Saúde.
Consultor Científico do Latin American Preanalytical Scientific Committee (LASC). Diretor Científico da Sociedade
Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.
Análise das respostas e comentários aos participantes
Questão 2: A resposta é a opção 3. O VLDL-colesterol é produzido pelo fígado e liberado na circulação periférica. Por ação da lipase
lipoproteica, o VLDL-colesterol sofre depleção de triglicérides e se transforma em remanescentes que são removidos pelo fígado por
receptores específicos. Uma parte do VLDL-colesterol dá origem ao IDL-colesterol, que são removidas rapidamente do plasma. O
processo de catabolismo continua, envolvendo a ação da lipase hepática e resultando na formação do LDL-colesterol.
Questão 4: A resposta é a opção 3. Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: “Existe considerável
variação intraindividual nos lipídios plasmáticos. Tem sido descrita variação de 5% a 10% para o colesterol total e superior a 20% para os
triglicérides, particularmente nos indivíduos que apresentam hipertrigliceridemia. Esta variação é de certa forma devida à variação
analítica, mas também decorre de fatores ambientais como dieta, atividade física e variação sazonal, com níveis mais elevados de
colesterol total e HDL-colesterol durante os meses de frio.
Questão 7: A resposta é a opção 3. Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: “Na maioria dos
estudos clínicos o LDL-colesterol tem sido calculado pela fórmula de Friedewald”:
LDL-colesterol = colesterol total – (HDL-colesterol + triglicérides/5); onde triglicérides/5 representa o colesterol ligado à VLDL ou VLDL-C.
O valor calculado do LDL-colesterol é baseado em uma série de pressupostos: (1) erros metodológicos podem se acumular, pois a
fórmula exige três análises separadas, ou seja, colesterol total, triglicérides e HDL-colesterol; (2) presume-se proporção constante de
colesterol e triglicérides nas partículas de VLDL-colesterol − com valores de triglicérides > 400 mg/dL a fórmula não pode ser usada; (3) o
uso da fórmula de Friedewald não é indicado quando o sangue é obtido sem jejum. Nestas condições, o colesterol não-HDL pode ser
determinado. “Apesar dessas limitações, o LDL-colesterol calculado pela fórmula de Friedewald é ainda amplamente utilizado na prática
clínica.”
Questão 8: A resposta é a opção 4. Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: “A fração colesterol
não-HDL é usada como estimativa do número total de partículas aterogênicas no plasma (VLDL + IDL + LDL) e refere-se também a
níveis de apo B. O colesterol não-HDL é calculado facilmente pela subtração do HDL-colesterol do colesterol total:
Colesterol não-HDL = Colesterol total – HDL-colesterol.
O colesterol não-HDL pode fornecer melhor estimativa do risco em comparação com o LDL-C, principalmente nos casos de
hipertrigliceridemia associada ao diabetes, à síndrome metabólica ou à doença renal."
Questão 10: A resposta é a opção 3. Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: “A apo B é a
principal apoproteína das partículas aterogênicas constituídas pelas lipoproteínas VLDL-colesterol, IDL-colesterol e LDL-colesterol. A
concentração da apo B é uma boa estimativa do número dessas partículas no sangue.”
Questão 11: A resposta é a opção 1. Segundo a V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose: “A Lp(a), conforme
sugerido por vários estudos, é um marcador de risco adicional de doença arterial coronariana. O nível plasmático de Lp(a) é, em grande
parte, determinado geneticamente. Existem vários métodos para determinação da Lp(a), mas ainda se faz necessária a sua
padronização.”
Questão 13: A resposta é a opção 4. A proteína-C reativa (PCR) é um marcador de atividade inflamatória. As lesões ateroscleróticas
causam elevações discretas de PCR. Assim, níveis elevados de PCR ultra sensível, na ausência de outras doenças inflamatórias que
possam aumentar seus níveis, correlacionam-se com maior extensão da aterosclerose. Indivíduos aparentemente saudáveis com níveis
elevados de PCR ultra sensível, apresentam também maior risco de desenvolvimento de doença arterial periférica.
Questão 14: A resposta é a opção 4. Amostra de soro hemolisado ou turvo pode interferir no método da nefelometria.
Referências
Bibliográficas
•
Cotrim, F.L.S., Andriolo, A. Doença aterosclerótica coronariana. In: Andriolo A. (org.). Guias de medicina
ambulatorial e hospitalar da UNIFESP-EPM. Medicina Laboratorial. 2ª.ed. São Paulo, Manole, 2008; p.4356. Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2013
•
Disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2013/Diretriz_Prevencao_Cardiovascular.pdf Acesso
em: 10 Jan 2015
•
V Diretriz Brasileira Sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da
Sociedade Brasileira de Cardiologia. 2013 Disponível em
http://www.anad.org.br/profissionais/images/v_diretriz_brasileira_de_dislipidemias.pdf Acesso em: 10 Jan
2015
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Perfil de Resultados – Proficiência Clínica
Área: Bioquímica
Rodada: Fev/2015
Respostas dos Participantes
Opções (%)
Opção 1
Opção 2
Opção 3
Opção 4
Resultado(s) aceito(s)
Questão 1
85.0%
8.0%
3.3%
3.5%
1
Questão 2
7.8%
6.3%
76.7%
8.5%
3
Questão 3
1.5%
5.3%
2.8%
90.5%
4
Questão 4
3.0%
8.0%
72.7%
15.8%
3
Questão 5
6.3%
3.5%
86.0%
4.3%
3
Questão 6
3.0%
6.8%
3.5%
86.5%
4
Questão 7
7.8%
4.3%
79.4%
7.3%
3
Questão 8
5.8%
14.3%
10.8%
67.9%
4
Questão 9
3.8%
86.0%
6.8%
2.8%
2
Questão 10
4.0%
9.5%
77.2%
7.3%
3
Questão 11
65.4%
6.5%
16.8%
9.0%
1
Questão 12
2.0%
89.7%
3.3%
4.8%
2
Questão 13
2.5%
17.0%
6.3%
73.2%
4
Questão 14
5.3%
23.3%
14.0%
56.1%
4
Questão 15
86.0%
396
5.8%
1.5%
5.8%
1
Questionários Respondidos
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CLÍNICO Questionário - Bioquímica - FEV/2015