CURRICULUM VITAE
FERNANDO MANUEL RAPOSO
1. Dados Biográficos
Nome: Fernando Manuel Raposo
Naturalidade: Freguesia de Aranhas, Concelho de Penamacor
Data de Nascimento: 20 de Junho de 1959
2. Formação Académica
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Licenciado em Ensino da Educação Visual e Tecnológica, pela
Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo
Branco, no ano de 1993, com a classificação final de 15 valores.
Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação
pelo ISCTE – Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, no ano de 1998.
Doutorado em Teoria e Desenvolvimento Curricular/Artes Visuais,
na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova
de Lisboa, sob a orientação do Professor Doutor Carlos Correia e
co-orientação do Professor Doutor Hugo Ferrão, da Faculdade de
Belas Artes de Lisboa.
3. Situação Profissional
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Foi, desde 21 de Julho de 1999, data da criação da criação da escola, e 28 de Junho de 2010, Director da Escola Superior de Artes
Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Castelo
Branco, desde Julho de 1999, até à data da entrada de funções do
actual Conselho Geral (2009).
Membro da Comissão Permanente do Instituto Politécnico de
Castelo Branco, desde Julho de 1999.
Membro do Conselho Administrativo do Instituto Politécnico de
Castelo Branco, desde 1999.
Membro do Comité de Gestão do Projecto “Ex-Libris” Reconverter/
Adaptar/Certificar o Bordado de Castelo Branco, no âmbito do
programa EQUAL, em representação do Instituto Politécnico de
Castelo Branco, enquanto parceiro (Câmara Municipal de Castelo
Branco, Instituto Politécnico de Castelo Branco, Museu Francisco
Tavares Proença Júnior e ADRACES – Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro-Sul), entre Janeiro de 2005 e Fevereiro
de 2008.
Membro do Grupo de Trabalho das Artes Plásticas e Design, designado pelo CCISP – Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos, para a implementação do Processo de Bolonha, no ano de 2004.
Coordenador do Programa de Actividades Culturais do Instituto
Politécnico de Castelo Branco “Cultura Politécnica” entre 1996 e
Julho de 2011.
Director Adjunto do Canal de Televisão On-Line do Instituto Politécnico de Castelo Branco, “Beira-TV”, entre (data da sua criação) e
Junho de 2010.
Director da Revista de Investigação e Ensino das Artes “Convergências” da ESART, entre (data da sua criação) e Junho de 2010
3.1. Actividade Docente
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Assistente desde 1 de Outubro de 1994, na Escola Superior de Educação de Castelo Branco, tendo-lhe sido atribuídas as funções de
Professor Adjunto, desde 1 de Setembro de 1998, na Área Científica
de Artes e Tecnologias onde leccionou as disciplinas de Educação
Visual e Manual dos cursos de Professores do Ensino Básico/variantes diversas, Expressão Plástica/Educadores de Infância, Oficina
de Expressão Plástica/Educação Visual e Tecnológica. Co-leccionou
ainda a disciplina de Tecnologias do Som e da Imagem/ Educação
Visual e Tecnológica.
A partir de 1999, aquando da criação da Escola Superior de Artes
Aplicadas, passou a leccionar nesta Escola, as disciplinas de
Técnicas de Representação e de Expressão (Desenho, Pintura e
Gravura) dos cursos de Artes da Imagem e Design de Moda e Têxtil
e, mais tarde, do curso de Design de Interiores e Equipamento.
Actualmente lecciona as unidades curriculares de Estudos de
Composição e Gravura e é responsável pelas unidades curriculares
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de Estudos de Composição, Gravura e Ilustração.
Em Julho de 2001, é provido, com nomeação provisória, como
Professor Adjunto para a Escola Superior de Artes Aplicadas e em
Outubro de 2004 é nomeado definitivamente naquela categoria.
3.2. Elaboração de Planos de Estudo e Programas
No âmbito da actividade docente elaborou os programas das disciplinas
leccionadas atrás referidas.
Com a criação da Escola Superior de Artes Aplicadas, em 1999, para
além das funções de Director, coordena a Unidade Científica e Pedagógica de Comunicação e Artes Visuais, e é responsável pela elaboração de todas as propostas de criação dos cursos de Artes Visuais
(Artes da Imagem - actualmente designado “Design de Comunicação e
Produção Audiovisual e Multimédia, Design de Moda e Têxtil e Design de
Interiores e Equipamento).
Posteriormente, em 2006/2007, coordenou a elaboração das propostas
de Adequação ao Processo de Bolonha dos cursos atrás referidos. Ainda
nesse ano coordenou a elaboração da proposta de criação do Mestrado
profissionalizante de Produção Audiovisual e Multimédia e, em 2008, as
propostas de criação dos Mestrados profissionalizantes de Design de
Moda e Têxtil, Design de Comunicação e Design de Interiores e Equipamento, sendo as primeiras duas em colaboração com a Faculdade de
Arquitectura de Lisboa e a última em colaboração com a Faculdade de
Belas Artes de Lisboa. Coordenou ainda, em 2007/08, a elaboração da
proposta de criação da licenciatura em “Artes Visuais e Artes Digitais”.
Já antes, em 2006, coordenara a elaboração das propostas de criação
dos CET’(s) “Técnicos de Artes Gráficas” e “Repórteres de Imagem”.
Ainda enquanto docente da Escola Superior de Educação do Instituto
Politécnico de Castelo Branco, integrou, a convite do Presidente do
Instituto, Professor Valter Lemos, o grupo de trabalho que estudou e
elaborou a proposta de criação da Escola Superior de Artes Aplicadas
(ESART).
Entre 1995 e 1999 foi membro do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação, em representação dos Assistentes. Desde o ano da
criação e entrada em funcionamento da ESART integrou o seu Conselho
Científico.
Foi ainda membro de júri (como presidente e como vogal) de inúmeros
concursos para recrutamento de Assistentes e Professores Adjuntos e
Pessoal (Técnicos Superiores) e subscreveu inúmeros pareceres para a
contratação de docentes.
3.3. Outras acções enquanto formador
Foi formador de formação contínua, certificado pelo Conselho Científico
e Pedagógico da Formação Contínua, desde Setembro de 1997, nas
áreas e domínios da Expressão Plástica, Materiais e Técnicas de Ex-
pressão Plástica, Didácticas Específicas e Tecnologias Educativas, tendo
ministrado as seguintes acções:
• Materiais e Técnicas de Expressão Plástica, com a duração de 25
horas, dirigida aos Educadores e Professores do 1º Ciclo do Ensino
Básico, pelo Centro de Formação Contínua “O Maçaense”, do concelho de Mação, em 1998.
• Oficina de Expressão Plástica, com a duração de 50 horas, dirigida
aos Professores dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico, pela Escola
Superior de Educação de Castelo Branco, em 1998.
• Dinamizou o Atelier de Expressão Plástica, no âmbito do 11º Encontro Nacional da APECV, realizado nos dias 22, 23 e 24 de Abril
de 1999 em Castelo Branco.
• Realizou inúmeros ateliês de pintura para o público em geral.
• Professor de pintura na Universidade Sénior de Castelo Branco, no
ano lectivo de 2006/2007.
• Participou ainda em diversas iniciativas de formação de curta
duração, enquanto formador ou palestrante, designadamente:
• Noções Básicas sobre a cor, promovida pelo CENFICAP – Centro
de Formação do Zêzere, em 1996.
• “Encontro de olhares – Educação Artística na Escola e Museu”
promovido pelo Centro da Área Educativa de Castelo Branco e pelo
Museu Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco, no dia
21 de Fevereiro de 2002.
• “Programação e Gestão Cultural”, no âmbito do curso de especialização em Organização e Gestão de Eventos, pela Escola Superior
de Gestão do IPCB.
• “Educar para a Arte”, colóquio promovido pela Associação Nacional de Professores (ANPEB) e o Jornal “Ensino Magazine”, em
Castelo Branco, a 25 de Outubro de 2007.
• “A Arte como Forma de Conhecimento”, Colóquio promovido pela
Editora Alma Azul, no dia 22 de Outubro de 2009, na Biblioteca
Municipal de Castelo Branco.
• Curso de Iniciação à Pintura, dirigido à comunidade, entre os dias 1
e 5 de Agosto de 2011 (30 horas), promovido pela ESART.
3.4. Organização de iniciativas com vista à melhoria da Qualidade do
Ensino
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Integrou, enquanto docente na Escola Superior de Educação, os
secretariados de diversas iniciativas, designadamente:
“Semana das Artes e Tecnologias”, na ESE de Castelo Branco (29
de Maio a 2 de Junho);
“Encontro Nacional das Escolas Superiores de Educação”, em
Castelo Branco (24 a 26 de Maio de 1996);
Encontro Internacional “Culturas de Aprendizagens”, em Castelo
Branco.
Promoveu inúmeras visitas de estudo com os seus alunos a
museus (Fundação Calouste Gulbenkian / 1995 e 1996; Museu do
Traje / 1995; Centro Cultural de Belém / 1996; Museu da Cerâmica
de Barcelos / 1996; Museu de Arte Moderna – Sintra / 1997), a
ateliers (Atelier de Tapeçaria Contemporânea de Gisella Santi –
Lisboa / 1996; Atelier de Júlia Ramalho – Barcelos / 1996; Atelier
do Escultor Moreira Neves – Covilhã / 1997; Centro Internacional
de Escultura – Pero Pinheiro (1998) e promoveu vários workshops
com artistas convidados.
3.5. Acções enquanto formando
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Relacionado com a natureza da sua formação académica e
actividade profissional frequenta inúmeras iniciativas de que se
destacam:
Acção de formação de curta duração sobre “Teoria da Cor”, na
Escola Preparatória Afonso de Paiva de Castelo Branco, no ano de
1992;
Encontro das Áreas de Expressão Artística, realizado na Escola Superior de Educação de Castelo Branco, no mês de Março de 1992;
1º Encontro das Escolas Superiores de Educação subordinado ao
tema “ESE’s – uma identidade, um projecto do futuro”, realizado na
ESE de Castelo Branco, no mês de Maio de 1996;
Encontro Nacional das Escolas Superiores de Educação sob o tema
“Apoio à Inovação, à Formação e ao Desenvolvimento Educativo”,
na ESE de Portalegre, no mês de Outubro de 1998;
Colóquio “Desenvolvimento Regional e Cooperação Transfronteiriça”, realizado pelo Centro de Documentação Europeia do
Instituto Politécnico de Castelo Branco, no mês de Maio de 1998;
Jornadas “Dimensões Históricas da Educação: Perspectivas e
Estratégias Disciplinares”, promovida pelo Conselho Científico da
ESE de Castelo Branco, no mês de Janeiro de 1999;
“Encontros sobre Ensino Artístico: Confluências, influências e discrepâncias”, promovido pelo Clube de Arte e Ideias, na Fundação
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Calouste Gulbenkian, no mês de Fevereiro de 1999;
11º Encontro Nacional da APECV sob o tema “Um Século de Educação nas Artes Visuais”, em Castelo Branco, no mês de Abril de
1999;
1º Congresso do Instituto Politécnico de Leiria sobre o tema “Reflectir o Presente, Desafiar o Futuro”, no mês de Março de 2000;
Seminário sobre “Poc Educação: Que desafios para os Institutos
Superiores Politécnicos”, Porto, Novembro de 2000;
Seminário sobre “Organização e Ordenamento do Ensino Superior”, Leiria, Novembro de 2000;
Seminário “Regime Jurídico do Desenvolvimento e Qualidade do
Ensino Superior”, Leiria, Julho de 2002;
Fórum “Bordado de Castelo Branco: Arte versus Artesanato”,
Castelo Branco, Fevereiro de 2006.
Curso de Formação Profissional “Sensibilização para o Sistema de
Gestão da Qualidade, pelo SINASE, em Outubro de 2008.
4. Investigação e Publicsções
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Co-autor do livro “O Distrito de Castelo Branco na Perspectiva
do Desenvolvimento Regional e Local, edição de autor, Castelo
Branco, 1980.
Publica na revista da ESE de Castelo Branco “Eduare Educer”, ano
IV, n.º 4 de Junho de 1998, um estudo sobre a situação cultural do
distrito de Castelo Branco sob o título “Castelo Branco: um distrito
da periferia?”.
Publica na revista da ESE de Castelo Branco “Eduare Educer”, ano
V, n.º 6, de 1999, um estudo sobre a olaria do Redondo (Alentejo)
sob o título “Um dia na Olaria Jeremias”.
Tese de Mestrado “Covilhã no centro da periferia”, em 1999.
Publica na Revista Electrónica de Investigação e Ensino das Artes
“Convergências”, n.º 2, 2008, o artigo sob o título “Como se Produz
a Aprendizagem Artística”.
Publica na Revista Electrónica “Convergências”, nº 7, Maio de
2011, o artigo “= Ensino superior das Artes Visuais na união europeia, à luz do Processo de Bolonha”
Tese de Doutoramento “Contributos para uma melhor compreensão do ensino das artes visuais na união europeia”, Novembro de
2010.
Publica diversos artigos de opinião sobre a Problemática da Educação e Cultura na Imprensa Local de que se destaca: Revista Viver
(ADRACES); Ensino Magazine, Jornal do Fundão, etc.
5. Outras actividades
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Para além da docência desenvolve a actividade de pintor, desde
1994, tendo participado em inúmeras exposições.
Realizou alguns diaporamas sobre a arte e cultura, tais como:
• Jardim do Paço / Castelo Branco (1992);
• Olaria do Redondo (1993);
• Beira Baixa – A Memória e o Olhar (1993);
• Cousas e Lousas (1995).
6. Intervenção Cívica
A par da actividade profissional tem tido um papel interventivo no
desenvolvimento da cidade e da região, tendo participado em inúmeras
iniciativas de natureza cultural e cívica através da criação e participação
(actor e encenador) do Grupo de Teatro “Gente Nova” (1971 a 1980),
“Amigos da Onça” (1980), Animador de Teatro da Casa de Cultura de
Castelo Branco – FAOJ (1981/82), Grupo de Animação Cultural “Amato
Lusitano” (1983 – 1990), Grupo de Teatro “TESE” da Escola Superior de
Educação (1992/93) e colaborou com outros grupos de teatro da região,
designadamente o GICC – Grupo de Intervenção Cultural da Covilhã e
a “Carroça” de Alcains. Criou, em 1997, na zona histórica da cidade, a
galeria “Rural Arte”.
No ano de 1992/93 foi Presidente da Assembleia Geral da Associação de
Estudantes da Escola Superior de Educação de Castelo Branco.
Em 1988, a convite do “Observatório de Actividades Culturais” do
Ministério da Cultura, colaborou na preparação da visita dos peritos
do Conselho da Europa ao distrito de Castelo Branco, nos dias 3 e 4 de
Fevereiro, onde reúnem com várias associações culturais, autarcas,
animadores culturais e visitam alguns equipamentos culturais.
Entre 2003 e 2008 foi membro da Assembleia da Escola Secundária
Nuno Álvares, de Castelo Branco, sendo actualmente membro do seu
Conselho Geral. Em 2009 integra o Conselho Geral Provisório da mesma
escola e actualmente integra o actual Conselho Geral como representante da comunidade.
Em 2009 foi membro do Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas João Roiz, em representação da Associação de Pais.
É, desde 2010, Presidente da Associação de Pais e Encarregados de
Educação do Agrupamento de Escolas João Roiz.
É, desde 2011, membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas
João Roiz.
É, desde 2001, deputado da Assembleia Municipal de Castelo Branco.
Tendo em conta que nos últimos 10 anos tem sido o Director da Escola
Superior de Artes Aplicadas, sendo por conseguinte o seu principal
responsável, descrevem-se a seguir, ainda que de forma sucinta, quer
as principais linhas de orientação, quer as linhas de acção a que tem
obedecido a implementação do seu projecto educativo.
Projecto Educativo e sua implementação
1. INTRODUÇÃO
Decorridos 9 anos após a sua criação em Julho de 1999, a Escola
Superior de Artes Aplicadas (ESART), do Instituto Politécnico de Castelo
Branco é hoje uma instituição de referência no contexto do ensino artístico em Portugal, merecendo o reconhecimento e o apreço de todos quantos têm acompanhado a sua actividade (comunidade local e regional,
tecido empresarial e instituições públicas e privadas).
Dos dois cursos iniciais, Artes da Imagem e Música/variante de
Instrumento (cordas), a oferta formativa da ESART cresceu ao longo
deste percurso de vida, ainda curto, para 7 licenciaturas, distribuídas
pela área da Comunicação e Artes Visuais (Design de Comunicação e
Produção Audiovisual, Design de Moda e Têxtil e Design de Interiores e
Equipamento) e pela área da Música (Instrumento, Formação Musical,
Música Electrónica e Produção Musical e Canto).
Dos 32 alunos iniciais, passou-se actualmente para aproximadamente
600 alunos.
Apesar de alguns constrangimentos, sobretudo ao nível das instalações
que tem vindo a conservar, a adaptar e a construir de raiz na Escola
Superior Agrária, terminou já o seu regime de instalação, tendo sido
os seus estatutos publicados no Diário da República, II Série, de 30 de
Março de 2006, através do despacho n.º 7277/2006.
Tendo em conta a singularidade da escola quer pelas áreas de formação
que ministra quer ainda pelo facto de ser a única escola superior
artística no interior do país, a ESART tem vindo a centrar, em coerência
com os mesmos propósitos que estiveram na base da sua criação, a
sua actividade em 4 frentes: criação e consolidação da oferta formativa,
investigação e disseminação do conhecimento, intervenção comunitária
e internacionalização.
1.1 Oferta Formativa
Conscientes da missão das instituições de ensino superior politécnico
quanto à natureza da formação que ministram e das necessidades de
um mundo em constante mudança, caracterizado pela complexidade e
incerteza, a ESART tem vindo a privilegiar a oferta de formações orientada para o mercado do trabalho, enformada por preocupações que se
prendem com a necessidade de compatibilizar a exigência de uma formação cada vez mais especializada, orientada para a empregabilidade,
com uma formação científica mais sólida.
A este propósito, Pedro Lourtie faz apelo para “uma educação científica
sólida e alargada, a capacidade para aplicar o conhecimento e para
aprender competências transversais”.
A instituição tem tido como principal objectivo a formação de artistas
e técnicos nas áreas da Música e Artes do Espectáculo, nas áreas do
Design e Produção Audiovisual (Design Comunicação e Produção Audiovisual, Design de Moda e Têxtil, Design de Interiores e Equipamento),
na perspectiva da integração artística e técnica numa mesma escola,
potenciando a criatividade e os recursos. Tal perspectiva permite a
existência de cursos, cujo perfil abrange simultaneamente um largo
espectro de competências artísticas e uma preparação orientada no
sentido de um perfil dirigido às necessidades e às funções artísticas e
técnicas exigidas pelo mundo actual e futuro.
Se, por um lado, estas duas grandes áreas (Música e Artes do Espectáculo e Comunicação e Artes Visuais) pressupõem uma grande
transversalidade, permitindo uma maior racionalização dos recursos
e a possibilidade de os alunos poderem reformular os seus percursos académicos, elas correspondem sobretudo aos novos desafios do
mundo actual que terão, por certo, um impacto indelével ao nível do
desenvolvimento do país e da região.
Sendo o ensino politécnico de pendor eminentemente profissionalizante, orientado para a resolução dos problemas concretos, ele
constitui-se como um instrumento insubstituível no desenvolvimento
das regiões, pelo que a sua relação próxima e permanente com o tecido
produtivo se reveste da maior acuidade.
Foi com este propósito que foi introduzido nos planos de estudos de
cada um dos cursos existentes na ESART, a disciplina de “Seminário”,
em que se enquadra a participação pontual dos diversos profissionais
e agentes que actuam no mundo do trabalho. Contudo isto não tem
invalidado o recrutamento de docentes junto das empresas e outras
instituições. Neste sentido foram realizadas entre 1999 e 2009, por
especialistas convidados, nos domínios da formação da ESART, 131
palestras, 127 workshops e 74 masterclasses.
Também a “aprendizagem em contexto real de trabalho”, quer através
da realização de estágios ou projectos, tem um peso muito significativo.
Neste sentido tem sido feitos inúmeros projectos de cooperação com
empresas quer da região quer do país.
Relativamente a Pós-Graduações, a instituição tem adoptado como
estratégia, a oferta de formações a jusante das licenciaturas que
ministra, com vista a uma maior especialização, tendo sempre presente
as necessidades do mercado de trabalho e a consequente procura, as
condições físicas e materiais da instituição.
Actualmente a ESART dispõe de 1 mestrado em Música/Instrumento
e Canto, 1 mestrado em Design Gráfico e 1 mestrado em Design de
Vestuário e Têxtil, em associação com a Faculdade de Arquitectura de
Lisboa e 1 mestrado em Design de Interiores, em associação com a
Faculdade de Belas Artes de Lisboa.
Em Dezembro de 2009 foram submetidos à Agência de Acreditação as
seguintes propostas de mestrados:
• Produção Audiovisual para os Novos Media
• Ensino da Formação Musical e Classes de Conjunto no Ensino
Especializado
• Ensino do Instrumento e Classes de Conjunto no Ensino Especializado.
1.2 Investigação e Disseminação do conhecimento
Sendo a disseminação do conhecimento um dos desafios que se colocam ao ensino superior, tem vindo a ESART a editar, em edições IPCB,
diversas obras na área das artes visuais e da música, quer em suporte
de papel quer em suporte electrónico, de que as publicações “Depois
de Gutenberg”, de Jorge dos Reis, “O Ensino do Design em Portugal”,
de Alexandra Cruchinho, as partituras “Improvisata” e “Suite n.º 1” do
compositor Paulo Jorge Ferreira, e a partitura “Concertino” de Sérgio
Azevedo, o DVD “Moinhos de Baságueda” e o CD-Rom e DVD “Frescos
da Beira Interior”, são exemplo deste propósito e que constitui para
além da formação um outro vértice de projecto educativo da instituição.
Em 2007 foi concluído, pela ESART e pela Escola Superior de Tecnologia
do IPCB, o projecto de Concepção do Software específico associado ao
risco, integrado no projecto “Ex-Libris – Reconverter, Adaptar, Certificar
o Bordado de Castelo Branco”, no âmbito do programa “EQUAL”, numa
parceria conjunta entre a ADRACES (Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro), Câmara Municipal de castelo Branco, o Instituto
Politécnico de Castelo Branco e o Museu Francisco Tavares Proença
Júnior.
Tratou-se de um projecto de investigação, estudo e concepção de
software, capaz de minimizar o tempo de execução e maximizar a
competitividade da actividade, sem desvirtuar a tradição, constituindo
ainda uma possibilidade real de personalizar o produto ao seu consumidor, bem como recriar o produto final num processo interactivo com a
bordadora, produto, tradição, inovação e consumidor.
A ESART tem vindo a promover, desde 2004, a criação artística através
da aquisição de direitos de autor de obras musicais e posterior divulgação junto dos alunos de música da ESART, de outras escolas de
música do país e outros potenciais interessados.
Refira-se que neste domínio foram já adquiridas obras aos compositores portugueses Paulo Jorge Ferreira, Carlos Marecos, Carlos Marcos,
Sérgio Azevedo, Vitorino de Almeida e Fernando Lapa para a interpretação pelos grupos de música de câmara, pelo ESART Ensemble e pela
Orquestra Sinfónica da ESART.
1.3 Intervenção Comunitária
Tendo em conta a natureza dos cursos que ministra a ESART tem hoje
responsabilidades acrescidas em termos de prestação de serviços
à comunidade, constituindo esta uma dimensão fundamental do seu
projecto educativo.
Daí que tenha criado um projecto de dinamização cultural, procurando
contribuir para uma oferta cultural regular, através da produção e
realização de concertos, teatro, exposições, desfiles, seminários, etc.,
no pressuposto de que a assunção de uma política cultural regular e
consequente contribui para que cada cidadão tenha acesso às mais
diferenciadas manifestações culturais enquanto matriz identitária da
sua qualidade de vida.
Conscientes de que a responsabilidade das instituições públicas aumenta na razão inversa da capacidade dos agentes culturais privados
para oferecerem iniciativas auto-sustentáveis, tem esta instituição,
privilegiado a música clássica, contemporânea e jazz, teatro, performances multimédia, mostras de vídeo, exposições (pintura, escultura,
fotografia, tapeçaria e design) já que no domínio da cultura popular e
até de massas, tem havido por parte da iniciativa privada e de outras
instituições (associações culturais, autarquias, etc.) maior oferta.
Refira-se que relativamente à produção musical por parte da escola
(orquestra sinfónica, grupos de música de câmara e ESART Ensemble)
tem sido preocupação desta instituição levar os concertos a outras
localidades do país, em articulação com as autarquias e instituições de
ensino de música (academias, escola profissionais e conservatórios).
Assim, desde a criação e entrada em funcionamento da ESART, em
Outubro de 1999, foram realizados até Dezembro de 2009, 68 concertos
pela Orquestra Sinfónica da ESART e pelo ESART Ensemble, 236 pelos
grupos de câmara da ESART.
Para além da produção musical pela ESART, o Instituto Politécnico tem
promovido inúmeras iniciativas culturais, sob a designação de “Cultura
Politécnica”, cuja programação tem sido da responsabilidade da ESART.
Neste âmbito foram realizados, até Dezembro de 2009, 298 concertos
(música erudita, jazz e étnica), 53 espectáculos de teatro, 3 de dança, 2
ciclos de cinema, 87 exposições (Pintura, Escultura, Gravura, Design,
Tapeçaria), 8 desfiles de moda e 10 mostras de vídeo.
Não será de mais sublinhar que a Orquestra Sinfónica da ESART é hoje
um projecto bem alicerçado no contexto do curso superior de Música,
merecendo o apreço e o reconhecimento da cidade e da região, tendo
sido convidada para participar em eventos nacionais e internacionais.
Com o objectivo de complementar a oferta musical da orquestra
sinfónica, foi criado em 2005 o ESART Ensemble, tendo sido apresentado publicamente, em 29 de Outubro de 2005, no âmbito da 58ª Coupe
Mondiale de Acordeão em Castelo Branco, sob a direcção do Maestro
Cesário Costa.
Trata-se de um ensemble de composição variável e que procura
garantir uma oferta musical de qualidade e com a maior regularidade
possível com um carácter semiprofissional, constituindo uma nova
oportunidade de integração dos formandos na vida activa, privilegiando
a participação de alunos finalistas e diplomados pela ESART e por
outras escolas do país.
No âmbito da criação de novos públicos, a ESART iniciou em 2007 um
novo programa de música, designado de “À Descoberta da Música”, cujo
objectivo visa a sensibilização dos mais jovens (pré-escolar e ensino
básico) para esta forma da expressão artística.
Ainda em 2007, foi criado, por iniciativa da ESART e do Conservatório
Regional de Música de Castelo Branco, o Festival e Concurso de Acordeão “Folefest”.
Contudo a prestação de serviço à comunidade não se esgota apenas
na dimensão cultural atrás referida, tendo sido realizados vários
projectos na área da Multimédia e Audiovisual, de que se destacam a
produção de DVD’s institucionais (IPCB, Danone, Portucel Tejo, Câmara
Municipal de Vila Velha de Ródão, Conservatório Regional de Castelo
Branco, APPACDM de Castelo Branco, etc.), documentários (Moinhos de
Baságueda, Frescos da Beira Interior, Lendas e Tradições de Monsanto,
Idanha-a-Velha, Castelo Novo, Tejo Internacional, Geoparque da Naturtejo, Parque Botânico da Escola Superior Agrária, “É a nossa tradição”,
etc.); na área do Design de que são exemplos a criação da imagem gráfica de várias empresas e instituições (Instituto Politécnico de Castelo
Branco e unidades orgânicas, BIINOVA (Iniciativa do Centro de Estudo e
Desenvolvimento Regional do IPCB – CEDER) – Torfal – fábrica têxtil de
Belmonte, Carmona e Filhos – fábrica têxtil de Castelo Branco, Eduardo
Martins & Filhos – fábrica de móveis de Castelo Branco, etc.); estudo
de sinalética para o Parque Industrial de Castelo Branco, fardas para
o Minipreço, fardas para o Hospital de Castelo Branco, equipamento
desportivo para os atletas portugueses que participaram nos Jogos
Olímpicos de Pequim, etc.
Na sequência da criação do canal de televisão interna do IPCB, “ZIPTV”, pela Escola de Artes, em 2004, com o objectivo de aproximar
todas as unidades orgânicas do Instituto Politécnico e depois de uma
avaliação cuidada, foi criado o canal de televisão on-line “Beira-TV”,
colocando-se este projecto ao serviço da região. Assim, a partir do
início de 2006, o canal de televisão passou a estar disponível através da
Internet. Trata-se da primeira televisão regional da Beira Interior, sendo
emitida a partir da ESART, utilizando como plataforma um portal da
Internet.
Embora a mobilidade (Erasmus e Leonardo da Vinci) seja o objectivo
que tem vindo a ganhar maior expressão, tem havido a preocupação
da instituição em efectivar a cooperação com as instituições de ensino
superior do espaço comunitário através da realização conjunta de
projectos, envolvendo alunos e docentes, através da colaboração destes
últimos na leccionação de aulas em cursos das instituições parceiras,
de forma mais regular, através da administração conjunta de cursos,
etc.
Neste sentido foi desenvolvido pela ESART e pela Bauhaus um projecto
de promoção turística baseado num conjunto de estratégias e produtos
de comunicação inovadores, capazes de oferecer um olhar novo sobre
cada uma das cidades. A Bauhaus trabalhou sobre a cidade de Castelo
Branco e a ESART sobre a cidade de Weimar. O projecto foi desenvolvido
entre 2006 e 2007, tendo culminado com a realização da exposição conjunta sob a designação “Ritmos – No espelho dos outros”, em Castelo
Branco e em Weimar.
Entre 2002/03 e 2008, foram celebrados acordos bilaterais com 19 instituições de ensino superior da comunidade europeia, designadamente:
Alemanha (3), Espanha (3), Finlândia (2), Itália (4), Polónia (1), Grécia (1),
Roménia (1), Bélgica (1), França (1), Turquia (1) e Eslovénia (1).
2. QUALIDADE DO ENSINO
2.1 Formação do Corpo Docente
Qualificações Académicas
Desde a sua criação, a instituição tem vindo a concentrar parte da sua
atenção na constituição de um corpo docente flexível, tanto quanto possível ajustável às exigências dos dias de hoje.
Assim tem-se recrutado o corpo docente quer junto do tecido produtivo,
privilegiando-se as competências, as capacidades e os conhecimentos
adquiridos em contexto de trabalho, quer através de concurso, tendo-se
como objectivo, neste caso, a formação de um corpo docente mais restrito e mais estável, com uma formação mais alargada em determinada
área do conhecimento.
Esta orientação assenta no princípio de que a constante mutação científica e tecnológica e a consequente volatilidade dos saberes aconselham
ao recrutamento dos docentes em função da dinâmica dos cursos,
evitando-se assim a rigidez e a cristalização dos quadros de docentes.
Tendo-se em conta que as formações dos docentes ocorrem em instituições de ensino superior ainda distantes da cidade e da região, tem-se
procurado ajustar, tanto quanto possível, os horários dos docentes com
as suas necessidades.
Apesar de se ter vindo a assistir a uma redução significativa dos níveis
de financiamento do ensino superior, o Instituto Politécnico tem feito
um esforço no sentido do apoio à formação avançada dos docentes,
através da criação do “Programa de Formação Avançada” de docentes
do IPCB, em Setembro de 2006, traduzindo-se este, em traços gerais,
na redução da carga horária lectiva até ao máximo de 4 horas lectivas,
concentração do horário em 3 dias por semana e na comparticipação
nos custos das propinas dos cursos de Doutoramento, até ao montante
de dois mil e quinhentos euros, pagos ao longo de 3 anos.
Apesar da existência do programa, nem sempre tem sido possível
reduzir a carga horária aos docentes, tendo em conta que o número de
docentes da ESART em Doutoramento é muito significativo e a redução
do número de horas lectivas representaria para a instituição um esforço
muito significativo, pelo que se reconhece que a formação dos docentes
se deve fundamentalmente ao seu esforço.
Assim, no final do ano de 2009, a ESART dispunha na Unidade Científica
e Pedagógica de Comunicação e Artes Visuais de 26 docentes a tempo
integral e 11 a tempo parcial.
No que se refere à formação académica dos docentes a tempo integral,
a 31 de Dezembro de 2009, 16 possuíam o mestrado, 1 possuía o doutoramento e 3 acederam à categoria de Professor Adjunto por Provas
Públicas, 23 frequentavam doutoramento e 1 encontrava-se na fase de
investigação do mestrado.
Na unidade científica de Música e Artes do Espectáculo, a ESART
dispunha de 18 docentes a tempo integral e 18 a tempo parcial. Destes
14 exercem a actividade musical (orquestras, concertistas, etc) e 4 são
docentes noutros estabelecimentos de ensino.
Dos docentes a tempo integral, 10 possuíam o mestrado, 1 frequentava
o mestrado, 3 possuía doutoramento, 3 frequentavam o mestrado e 5
frequentavam o doutoramento. Dois docentes acederam à categoria de
Professor Adjunto por Provas Públicas.
1.4 Internacionalização
2.2 Promoção da Eficácia do Ensino
A internacionalização constitui-se como outra dimensão do projecto
educativo que desde o ano lectivo de 2002/03 tem vindo a ser desenvolvida e consolidada.
Sendo o ensino superior politécnico de pendor eminentemente profissionalizante, portanto de natureza teórico-prática e orientado, por
conseguinte, para os problemas concretos, ele constitui-se como um
instrumento insubstituível no desenvolvimento das regiões.
Aliás, este foi um dos objectivos da criação do ensino superior politécnico, constituindo-se como o elo de ligação entre o sistema educativo e
o sistema produtivo.
Foi com este propósito que foi introduzido no plano de estudos de cada
um dos cursos existentes, a disciplina de “Seminário”, em que se enquadra a participação dos diversos profissionais e agentes que actuam
no mercado de trabalho, consubstanciando, também deste modo, para
além da realização de visitas de estudo e estágios, a ligação à comunidade.
Neste sentido, têm sido promovidas inúmeras iniciativas, com vista a
melhorar a qualidade do ensino, tornando mas próxima a relação da
Escola com os diversos agentes do mercado (Designers, Artistas Plásticos, Instrumentistas, Empresários e outros profissionais), através da
realização de palestras, workshops, masterclasses, etc.
Refira-se que relativamente às palestras tem havido a preocupação de
convidar outras escolas da região e o público em geral.
Alguns dos workshops e masterclasses têm sido abertos a alunos de
outras escolas, embora em número mais limitado.
Assim, entre 1999 e 2005 foram realizadas 110 palestras, 43 masterclasses e 110 workshops relacionados com os cursos de Música e
Artes Visuais ministrados na escola (Instrumento, Formação Musical,
Canto, Música Electrónica e Produção Musical, Design Gráfico e Design
Multimédia, Produção Audiovisual, Design de Interiores e Equipamento,
Design de Moda e Têxtil).
Refira-se ainda que entre 6 e 17 de Janeiro de 2003, os alunos da variante de Instrumento do curso superior de Música participaram na XXI
Oficina de Música de Curitiba, tendo frequentado inúmeros masterclasses.
Neste sentido colaboraram com a ESART inúmeros especialistas da
área da Música e do Design, como Carlos Harmuch, Piet Swerts, James
Mars, Paulo Ferreira de Castro, Stephen Mason, Jesus Villa-Rojo, Iouri
Axenov, Barbara Friedhoff, Giorgio Mandolesi, Xavier Gagnepain, Paul
Merkelo, Daniel Rowland, Joyce Tan, António Carrilho, Vojin Vasovic,
Emília Rodrigues Perez, Gerhard Döderer, Bryce Morrison, Roy Howat,
Michel Strauss, Ricardo Mealha, Ana Cunha, Henrique Cayatte, Pedro
Sena Nunes, Paulo Andrade, Jorge Martins, Álvaro Luna, Karl Schawelka, Joan Costa, Enric Tormo, Graça Guedes, Raul Cunca, Alexandre
Wolves, Paulo Branco, entre outros.
As palestras e os workshops referentes à área de Artes Visuais foram
integrados em iniciativas mais vastas e concentradas no tempo, sob a
designação de “Fórum da Imagem” e “Simpósio da Moda e do Têxtil”,
passando, a partir de 2006, a designar-se por “Fórum ESART”. Estes
fóruns incluíram ainda exposições, desfiles, mostras de vídeo e performances/multimédia abertas à comunidade.
Ainda em 2007 foi criado um novo evento, designado de “Trajectos” por
iniciativa do curso de Artes da Imagem e dirigido fundamentalmente aos
alunos do curso de Artes e comunidade em geral. Esta iniciativa consiste fundamentalmente em palestras, exposições da área do Design,
performance, instalações de multimédia, desfile de moda e concertos.
2.3 Mobilidade e Internacionalização
A mobilidade e a internacionalização constituem-se como uma das
dimensões mais importantes do projecto educativo da ESART que desde
o ano lectivo de 2002/03 tem vindo a ser desenvolvida e consolidada.
Embora a mobilidade “Erasmus e Leonardo da Vinci” seja o objectivo
que tem vindo a ganhar maior expressão, tem havido a preocupação
da instituição em efectivar a cooperação com as instituições de ensino
superior do espaço comunitário através da realização conjunta de
projectos, envolvendo alunos e docentes, através da colaboração destes
últimos na leccionação de aulas em cursos das instituições parceiras,
de forma mais regular, através da administração conjunta de cursos,
etc.
Neste sentido, foi desenvolvido entre a Bauhaus e a ESART um projecto
turístico baseado num conjunto de estratégias e produtos de comunicação inovadores, capazes de oferecer um olhar novo sobre cada uma
das cidades.
O projecto da Bauhaus incidiu sobre Castelo Branco e o da ESART sobre
a cidade de Weimar.
No caso da ESART pretendeu-se retratar Weimar através da captação
de ritmos da cidade, como são exemplo, características toponímicas,
sons, tradições, costumes, etc., que resultaram relevantes ao olhar dos
portugueses.
O grupo da Bauhaus visitou a cidade de Castelo Branco durante alguns
dias e captou alguns dos seus interessantes aspectos turísticos.
O projecto foi desenvolvido entre 2006 e 2007, tendo culminado com
a realização da exposição conjunta sob a designação “Ritmos - No
espelho dos outros” em Castelo Branco e em Weimar.
Desde o ano lectivo de 2002/03, foram celebrados acordos bilaterais
com 19 instituições de ensino, designadamente Alemanha (3), Espanha
(3), Finlândia (2), Itália (4), Polónia (1), Grécia (1), Roménia (1), Bélgica
(1), França (1), Turquia (1) e Eslovénia (1).
2.4 Instalações e Equipamentos
Instalações
Em termos de instalações, e enquanto se aguarda a construção do novo
edifício integrado no Campus Talagueira, a ESART encontra-se em
instalações provisórias mas que reúnem todas as condições possíveis
para o funcionamento das suas actividades.
Refira-se que todas as instalações, cedidas pela Escola Superior
Agrária, têm vindo a sofrer obras de conservação e adaptação de forma
a responderem às necessidades específicas dos cursos ministrados, o
que tem exigido um esforço financeiro ainda significativo.
Em 2007 procedeu-se à adaptação de gabinetes a salas de piano e de
um laboratório a estúdio de gravação áudio para o curso de Música
Electrónica e Produção Musical e ainda à recuperação e conservação do
espaço interior da Casa Amarela. Para além das obras de maior vulto,
tem vindo a ser conservado (reparações e pintura) o edifício dos antigos
laboratórios da Escola Superior Agrária por pessoal interno.
Em 2008, a ESART dispunha dos seguintes espaços:
• 2 Salas para aulas teóricas;
• 1 Auditório (90 lugares) para aulas teóricas, aulas de piano e
Música de Câmara;
• 4 Salas de Informática equipadas com 16 computadores e videoprojectores cada;
• 2 Salas de Desenho;
• 1 Atelier de Gravura;
• 1 Atelier de Pintura;
• 1 Centro de Produção Multimédia e Audiovisual;
• 1 Estúdio de Fotografia;
• 1 Estúdio de Vídeo;
• 1 Atelier de Produção de Moda;
• 1 Atelier de Produção Têxtil;
• 1 Centro de Design (Comunicação, moda e interiores e equipamento);
• 1 Oficina de Expressão Plástica;
• 20 Salas de Instrumento;
• 2 Salas de Formação Musical e Análise Musical;
• 1 Estúdio pequeno de Gravação Áudio;
• 1 Estúdio de Gravação Áudio com 120 m2 (régie para 12 alunos);
• 1 Fonoteca;
• 1 Biblioteca (partilhada com a Escola Superior Agrária);
• 1 Centro de Recursos e Apoio Tecnológico (CRAT);
• 1 Centro de Informática;
• 1 Reprografia;
• 15 Gabinetes de Docentes.
Equipamento
A natureza dos cursos leccionados exige, para além de espaços com
características específicas, de inúmeros equipamentos, muitos deles
da área das novas tecnologias para apoio a todos os cursos ministrados, desde computadores, impressoras, scanners, câmaras de vídeo,
câmaras fotográficas, equipamento de régie (vídeo e áudio), estações de
edição não linear (vídeo), equipamento áudio, equipamento de laboratório, equipamento para têxtil e confecção, instrumentos musicais.
Sublinhe-se que a redução do orçamento nos últimos anos tem vindo a
afectar não só a conservação de bens e equipamentos mas também a
sua aquisição, uma vez que os cursos ministrados requerem a utilização
intensiva dos equipamentos.
Apesar da redução do nível de financiamento, a ESART tem vindo a fazer
um esforço significativo, canalizando alguns dos seus recursos para a
conservação e aquisição de equipamentos.
3. INVESTIGAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DO CONHECIMENTO
Sendo a disseminação do conhecimento um dos desafios que se colocam ao ensino superior, tem vindo a ESART a editar, em edições IPCB,
diversas obras na área das artes visuais e da música, quer em suporte
de papel quer em suporte electrónico. Neste sentido editou, em 2002,
o livro “Depois de Gutenberg”, de Jorge dos Reis e em 2003, o livro
“Design em Portugal – Qualidade e Ensino” de Alexandra Cruchinho
Gomes. Em 2003, foi editado o DVD “Moinhos de Baságueda” e editado
o CD-Rom e DVD “Frescos da Beira Interior”. Estas últimas duas obras
foram realizadas no âmbito da actividade curricular do curso de Artes
da Imagem – ramo de Design Multimédia e Audiovisuais, abordando-se
no primeiro a problemática da preservação ambiental, consistindo o
segundo no levantamento exaustivo da pintura mural da Beira Interior,
cujo propósito visa não só a divulgação junto do público, mas ao mesmo
tempo a sua sensibilização para a necessidade de conservação desta
riqueza patrimonial da região.
Ainda no domínio das edições foram ainda publicados em 2005, as obras
musicais do compositor Paulo Jorge Ferreira, “Suite” e “Improvisata”.
Já em 2007 foi editada a obra musical “Concertino” para acordeão,
violoncelo e clarinete, do compositor Sérgio Azevedo.
Em 2007, foi concluído, pela ESART e pela Escola Superior de Tecnologia do IPCB, o projecto de Concepção do Software específico associado ao risco, integrado no projecto”Ex-Libris – Reconverter, Adaptar,
Certificar o Bordado de Castelo Branco”, no âmbito do programa
“EQUAL”, numa parceria conjunta entre a ADRACES (Associação para o
Desenvolvimento da Raia Centro), Câmara Municipal de Castelo Branco,
o Instituto Politécnico de Castelo Branco e o Museu Francisco Tavares
Proença Júnior.
Tratou-se de um projecto de investigação, estudo e concepção de
software, capaz de minimizar o tempo de execução e maximizar a
competitividade da actividade, sem desvirtuar a tradição, constituindo
ainda uma possibilidade real de personalizar o produto ao seu consumidor, bem como recriar o produto final num processo interactivo com a
bordadora, produto, tradição, inovação e consumidor.
Saliente-se ainda que no domínio da produção de conteúdos, a ESART
colaborou, em 2002, com o Centro de Investigação e Tecnologias Interactivas (CITI) da Universidade Nova de Lisboa, na produção do CD-Rom
“Gil Vicente On-line”, com vista à divulgação da obra deste autor, junto
das escolas secundárias do país.
Conscientes do papel das instituições do ensino superior ao nível da
produção e divulgação dos saberes, continuará a ESART a promover a
produção dos saberes nos domínios da formação que ministra e sobre
a região em que está inserida, potenciando os recursos de que dispõe,
sempre que possível, e em colaboração com outras entidades da região.
Continuar-se-á a promover a criação artística através da aquisição de
direitos de autor de obras musicais e posterior divulgação junto dos
alunos de música da ESART e de outras escolas de música do país, e
outros potenciais interessados como tem vindo a fazer desde 2004.
Refira-se que neste domínio foram adquiridas obras aos compositores
portugueses Paulo Jorge Ferreira (Improvisata e Suite n.º 1, em 2005),
Carlos Marecos (O Medo do Ritmo Branco – Três Jogos sobre o Ritmo,
em 2005), Carlos Marcos ((Des)Concertante, em 2005) e Sérgio Azevedo
(Concertino, em 2006).
Em 2007, foi cedida à ESART, pela Câmara Municipal de Castelo Branco,
a obra adquirida ao compositor e maestro Vitorino de Almeida “Sinfonia
para um Homem Bom”. Do protocolo de cedência constam os direitos
de interpretação, gravação e publicação, não podendo a ESART cobrar
quaisquer direitos pela interpretação.
4. INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA
referido programa.
Entre 30 de Setembro e 3 de Outubro de 2002, em parceria com o Centro
de Investigação em Tecnologias Interactivas (CITI) da Universidade Nova
de Lisboa, foram apresentados 6 espectáculos de Teatro, tendo como
público-alvo, os alunos de ensino básico e secundário e o público em
geral, no âmbito do desenvolvimento do projecto “Gil Vicente On-line”.
A partir de Outubro de 2004, o teatro ganhou outra dimensão, passando
a incluir a Agenda Cultural a par dos concertos e das exposições.
Se entre 1996 e 2000, as iniciativas tinham um carácter local (Castelo
Branco e Idanha-a-Nova), a partir deste último ano, com a criação da
ESART, os concertos passaram a ter lugar em muitas localidades da
região e do país e mesmo no estrangeiro, a partir da actuação de diversos grupos de música de câmara e da orquestra sinfónica da escola.
Refira-se que no último trimestre de 2002, a iniciativa “Cultura Politécnica” foi alargada à colaboração de outras entidades, no sentido de uma
maior racionalização dos recursos. Foi com este propósito que foi realizado o Festival de Música Naturtejo, uma iniciativa conjunta do Instituto
Politécnico e das Câmaras Municipais de Castelo Branco, Vila Velha de
Ródão, Nisa, Proença-a-Nova e Penamacor, tendo sido realizados 19
concertos.
Em Novembro e Dezembro de 2003, foi realizado o Festival de Música de
Outono, em parceria com as Câmaras Municipais de Castelo Branco e
da Covilhã.
Com a criação do curso de Design de Moda e Têxtil, o Instituto Politécnico passa a incluir na programação cultural, desde 2002, a realização
de desfiles de moda em que têm participado estilistas portugueses,
alunos e empresas.
Refira-se que ao longo deste período o Instituto Politécnico tem
procurado dinamizar algumas iniciativas em parceria com outras
instituições, tendo em Janeiro e Junho de 2005 feito a programação
conjunta com a Câmara Municipal de Castelo Branco, sob a designação
de “Agenda Cultural”.
Assim, desde 1996 até Dezembro de 2008, foram realizados 288 concertos, 53 espectáculos de teatro, 3 de dança, 2 ciclos de cinema, 82
exposições, 6 desfiles de moda e 7 mostras de vídeo.
Para além da Agenda Cultural, a ESART tem vindo a promover inúmeros
concertos com os seus grupos de música de câmara, orquestra sinfónica e ESART Ensemble, por diversas localidades da região e do país,
tendo sido realizados, entre 1999 e 2008, 62 concertos pela orquestra
sinfónica da ESART e pelo ESART Ensemble e 203 pelos grupos de
Música de Câmara da ESART.
Refira-se que relativamente à orquestra sinfónica e ao ESART Ensemble
têm sido convidados diferentes maestros, por se considerar que o contacto dos alunos com diferentes experiências é pedagogicamente mais
interessante e enriquecedor. Assim, nestes dois últimos anos dirigiram
a orquestra e o ESART Ensemble os seguintes maestros: Omri Hadari,
Xavier Gagnepain, Rui Massena, Osvaldo Ferreira, Christopher Bochman, Stefano Trasimeni, Vasco Pearce de Azevedo e Francisco Rodilla
León, entre outros.
4.1 Realização de iniciativas culturais
4.2 Desenvolvimento de Projectos na Área da Comunicação e Artes
Visuais
As acções de índole cultural têm desempenhado nestes últimos anos
um importante papel, tendo sido dinamizadas iniciativas orientadas
para a abertura do Instituto Politécnico de Castelo Branco à comunidade, designadamente concertos, seminários, teatro e exposições, no
pressuposto de que a assunção de uma política cultural consequente,
contribui para que cada cidadão tenha acesso às mais diferenciadas
manifestações culturais, enquanto matriz identitária da sua qualidade
de vida.
Nos primeiros 4 anos, as actividades centraram-se essencialmente
em dois grandes ciclos por ano (teatro, música erudita e jazz, tendo-se
realizado alguns espectáculos de dança), na realização de exposições
com periodicidade mensal e palestras, embora estas de forma menos
regular.
A partir de Outubro de 2000, as actividades culturais passaram a ter um
carácter mais regular, ao ritmo de uma iniciativa por semana e a ser
programadas por trimestre.
Deste modo, o Instituto Politécnico tem contribuído para a dinamização
cultural da cidade e da região de forma regular, induzindo a criação de
hábitos culturais, norteado pelo princípio da democratização cultural
quer na perspectiva do alargamento e formação de públicos, quer ao
nível da garantia do pluralismo da expressão artística.
Depois de Abril de 2001, dá-se maior ênfase à realização de concertos,
tendo em conta ser esta a expressão artística privilegiada, em termos
de educação e formação, pela ESART e haver uma maior preocupação
ao nível da formação do público neste domínio.
Sublinhe-se que a partir de 1999, após a criação da Escola Superior
de Artes Aplicadas, esta passa a gerir e a programar as actividades
culturais, substituindo o secretariado que desde 1996 coordenava o
Contudo a prestação de serviço à comunidade não se esgota apenas na
dimensão cultural atrás referida, tendo sido realizados vários projectos
na área da Multimédia e Audiovisual, de que se destacam a produção
de DVD’s institucionais (IPCB, Danone, Portucel Tejo, Câmara Municipal
de Vila velha de Ródão, Conservatório Regional de Castelo Branco, APPACDM de Castelo Branco, etc.), documentários (Moinhos da Baságueda, Frescos da Beira Interior, Lendas e Tradições de Monsanto, Idanhaa-Velha, Castelo Novo, Tejo Internacional, Geoparque da Naturtejo,
Parque Botânico da Escola Superior Agrária, etc.), na área do design de
que são exemplos a criação da imagem gráfica de várias empresas e instituições (Instituto Politécnico de Castelo Branco e unidades orgânicas,
BIINOVA (Iniciativa do Centro de Estudo e Desenvolvimento Regional do
IPCB – CEDER) – Torfal – fábrica têxtil de Belmonte, Carmona e Filhos
– fábrica têxtil de Castelo Branco, Eduardo Martins & Filhos – fábrica
de móveis de Castelo Branco, etc.), estudo de sinalética para o Parque
Industrial de Castelo Branco, fardas para o Minipreço, fardas para o
Hospital de Castelo Branco, equipamento desportivo para os atletas
portugueses que participaram nos Jogos Olímpicos de Pequim, etc.
Na sequência da criação do canal de televisão interna do IPCB, “ZIPTV”, pela Escola de Artes, em 2004, com o objectivo de aproximar
todas as unidades orgânicas do Instituto Politécnico e depois de uma
avaliação cuidada, foi criado o canal de televisão on-line “Beira-TV”,
colocando-se este projecto ao serviço da região. Assim, a partir do
início de 2006, o canal de televisão passou a estar disponível através
da Internet. Trata-se da primeira televisão regional da Beira Interior,
sendo emitida a partir da ESART, utilizando como plataforma um portal
da Internet. Neste sentido são disponibilizados diversos conteúdos
multimédia, relacionados com o património edificado, natural e cultural
dos distritos de Castelo Branco e Guarda, sem esquecer alguns dos municípios confinantes pertencentes aos distritos de Portalegre e Coimbra.
Dadas as especificidades técnicas da plataforma da Internet, a
tradicional grelha de programação dá aqui lugar ao fluxo contínuo de
conteúdos, os quais assentam sobretudo na informação de carácter
local e regional, abrangendo diversas áreas. As notícias e reportagens
incidem sobre temas importantes para a região, surgindo distribuídas
em rubricas próprias como economia, tecnologia, ciência, ensino, lazer
(turismo, natureza e desporto) ou culturais.
Fernando Manuel Raposo
Janeiro de 2010
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