Ficha de Identificação Marlene Margarida Coelho Ferreira Relatório de estágio apresentado à Escola Superior de Educação Comunicação e Desporto da Guarda, do curso de Animação Sociocultural, desenvolvido na Ludoteca Municipal de Seia, orientado pela Dra. Maria Eulália Clara (coordenadora da Ludoteca) e pelo Professor Emanuel Castro, entre 3 de Agosto e 3 de Novembro. Guarda, Janeiro de 2011 Agradecimentos À Escola Superior de Educação, Comunicação Desporto da Guarda Ao meu orientador de estágio por toda a ajuda dispensada ao longo de todo o estágio À equipa da Ludoteca que me recebeu de braços abertos, em particular à minha tutora A todos os professores que me ajudaram na minha formação À minha família por todo o apoio que me tem dado II Índice geral Ficha de Identificação .............................................................................................................................. I Agradecimentos....................................................................................................................................... II Índice geral ............................................................................................................................................ III Índice de esquemas ............................................................................................................................... IV Índice de figuras .................................................................................................................................... IV Índice de gráficos .................................................................................................................................. IV Índice de tabelas .................................................................................................................................... IV Resumo ....................................................................................................................................................V Introdução ............................................................................................................................................... 1 Capítulo I – O âmbito socioeducativo da Animação Sociocultural ........................................................ 4 1. Da Animação Social à Animação Educativa ............................................................................... 5 2. As ludotecas e o seu papel socioeducativo .................................................................................. 9 3. A pertinência da Animação Sociocultural nas Ludotecas ......................................................... 12 Capítulo II – A Ludoteca Municipal de Seia ......................................................................................... 15 1. Caracterização da comunidade ...................................................................................................... 16 2. A experiência das ludotecas a nível nacional ................................................................................ 19 3. A importância da Ludoteca Municipal de Seia na educação não formal ...................................... 21 4. O estágio........................................................................................................................................ 24 4.1. Objectivos e enquadramento .............................................................................................. 24 4.2. Calendarização ................................................................................................................... 27 4.3. Actividades ......................................................................................................................... 29 4.4. Avaliação do estágio .......................................................................................................... 41 Considerações finais.............................................................................................................................. 45 Bibliografia ........................................................................................................................................... 48 Webgrafia .......................................................................................................................................... 49 Artigos da Internet ......................................................................................................................... 49 Páginas da Internet ........................................................................................................................ 50 Outras fontes ..................................................................................................................................... 52 Apêndices Anexos III Índice de esquemas Esquema 1- Caracterização do concelho ............................................................................................... 16 Índice de figuras Figura 1- Equipamentos sociais ............................................................................................................ 18 Figura 2 – Auditório .............................................................................................................................. 23 Figura 3 – Cozinha ................................................................................................................................ 23 Figura 4 – Casa das bonecas ................................................................................................................. 23 Figura 5 – Hall ...................................................................................................................................... 23 Figura 6 - Cantinho dos Jogos ............................................................................................................... 23 Figura 7 - Cantinho dos computadores e playstation ............................................................................ 23 Figura 8 - Cantinho da expressão plástica ............................................................................................. 23 Figura 9 - Cantinho da Moda ................................................................................................................ 23 Figura 10 – Conjunto de fotografias das actividades ............................................................................ 41 Índice de gráficos Gráfico 1 – Pirâmide etária ................................................................................................................... 17 Gráfico 2 – Índice de envelhecimento................................................................................................... 18 Índice de tabelas Tabela 1 – Diferentes perspectivas conceptuais ...................................................................................... 5 Tabela 2 - Modalidades na Animação Sociocultural............................................................................... 7 Tabela 3 - Funções da Ludoteca ............................................................................................................ 10 Tabela 4 – Dimensões do ócio .............................................................................................................. 12 Tabela 5 - Animação Sociocultural na Infância .................................................................................... 13 Tabela 6 - As ludotecas ......................................................................................................................... 19 Tabela 7 - Diagnóstico .......................................................................................................................... 24 Tabela 8 - Calendarização ..................................................................................................................... 28 Tabela 9 - Actividades........................................................................................................................... 29 Tabela 10 – Actividades realizadas na Ludoteca .................................................................................. 31 Tabela 11 - Actividades realizadas nas aulas de enriquecimento curricular ......................................... 36 Tabela 12 - Actividade realizada no contexto hospitalar ...................................................................... 40 Tabela 13 - Dificuldades ....................................................................................................................... 42 IV Resumo O estágio, mais do que uma unidade curricular do Curso de Animação Sociocultural, constitui ferramenta fundamental na formação pessoal e profissional do futuro licenciado. A Animação Sociocultural, pela sua dimensão prática, pretende através de actividades induzir o desenvolvimento do indivíduo, por isso o estágio assume uma especial importância, já que durante esse período (três meses) conseguimos aplicar conhecimentos e adquirir muitos outros. O estágio que agora relatamos foi desenvolvido na Ludoteca Municipal de Seia, que pela sua dinâmica (utilização do jogo como método de intervenção, espaço com diversas oficinas) e utilizadores (crianças e jovens), considerámo-la como o local ideal para o realizar. Quando mencionamos as crianças e jovens como público-alvo o nosso olhar dirige-se para a Animação Socioeducativa e a Animação para a Infância. Estes dois âmbitos da Animação Sociocultural estão intimamente ligadas, pois se por um lado pretendem incutir valores, por outro educam através do ócio tendo como objectivo final favorecer o aperfeiçoamento das competências. As actividades que programámos e colocámos em prática desenvolveram-se ao longo dos três meses, adequando-se a efemérides, épocas festivas e novos desafios (aulas de enriquecimento curricular e animação hospitalar), dando origem a actividades temáticas, como por exemplo, As colheitas, Peddy Paper: “A República”, entre outras. Nelas tentámos utilizar as diferentes expressões, dando especial ênfase para a expressão plástica e expressão dramática, como resposta às necessidades que detectamos e por se tratarem das duas expressões bem aceites pelo público-alvo. A Ludoteca, como um espaço pluridisciplinar, requer a presença de um Animador Sociocultural, uma vez que pela sua formação tomou conhecimento de técnicas de investigação para averiguar características, necessidades e dinâmicas para melhorar a realidade da população com a qual trabalha. Por outras palavras, a Animação Sociocultural é interdisciplinar, deste modo actua e deve actuar nestes locais tão heterogéneos. V Introdução 1 No término dos três anos de estudo na Licenciatura em Animação Sociocultural surge o estágio curricular, peça fundamental para aplicar os conhecimentos adquiridos. O estágio é muito mais que uma simples unidade curricular, uma vez que requer a assimilação, de um todo mais abrangente, apenas conseguido através da articulação de conhecimentos. Como nos diz Lopes (2006: 149) citando Peres assumimos a Animação Sociocultural como uma estratégia (…) assente num conjunto de práticas de investigação social, participação e acção comprometida, um estágio nesta área assume importância adicional, na medida que, é nele que se reflecte todo o trabalho desenvolvido. Qualquer estágio deve estar bem fundamentado e conter todas as práticas desenvolvidas, para isso, elaborámos o presente relatório que tem como principais objectivos: Enquadrar o trabalho desenvolvido – qualquer projecto deve conter uma base teórica, de forma a justificar o que podemos ou não podemos fazer. Neste caso sendo, um estágio em Animação Sociocultural é necessário delimitar o âmbito do mesmo, fornecendo as ferramentas necessárias para o desenvolvimento das actividades, Descrever as actividades – a Animação Sociocultural, tendo uma dimensão bastante prática, e neste caso se tratar de um estágio, é indispensável a descrição das actividades, para dar a conhecer o trabalho desenvolvido, Reflectir o papel do animador nas Ludotecas – em qualquer espaço que o animador actua, este deve estar numa constante avaliação, não só ao seu trabalho com a população mas também a sua postura. Para se realizar qualquer projecto de Animação Sociocultural é necessário recorrer a várias metodologias: É necessário levar a cabo acções concretas nas comunidades em que trabalhamos, mas o mais importante ainda é questionarmos para quê, ou seja, que finalidade pretendemos alcançar com elas. Não nos podemos esquecer de que a realidade é melhorada não por fazer muito, mas por planear uma acção significativa que propicie de forma óptima a mudança e a melhoria dessa realidade (SERRANO, 2008: 13) O estágio que agora relatamos, iniciámo-lo com um diagnóstico para averiguar as necessidades da população. Cada população com a qual se trabalha tem as suas 2 especificidades, daí que cada actividade deve responder aos principais problemas, para melhorar a sua qualidade de vida. Para que exista um planeamento eficaz de cada actividade, para além de se recorrer ao diagnóstico, deve-se recorrer à recolha bibliográfica, não só para as enquadrar mas também para conhecer resultados das dinâmicas. Também nos permitirá conhecer e compreender os diferentes campos conceptuais e metodologias da área disciplinar na qual trabalhamos. Assim, para corresponder aos objectivos deste relatório, alicerçamo-lo na seguinte estrutura: o âmbito socioeducativo da Animação Sociocultural reflectindo a problemática da Animação socioeducativa e a sua relação com as ludotecas (Capítulo I), o papel das Ludotecas a nível nacional, a Ludoteca Municipal de Seia e o estágio, que desenvolvemos nesse local, com os seus objectivos, actividades e reflexão (Capítulo II). 3 Capítulo I – O âmbito socioeducativo da Animação Sociocultural Capítulo I O âmbito socioeducativo da Animação Sociocultural 4 1. Da Animação Social à Animação Educativa O conceito de Animação Sociocultural, pela sua diversidade de metodologia de aplicações, apresenta um campo conceptual difuso, que merece uma atenção especial resumido na tabela 1. Tabela 1 – Diferentes perspectivas conceptuais Autor Definição Ander- Egg, E ( 1981) A Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais, baseadas numa pedagogia participativa, tem como finalidade actuar em diferentes âmbitos de desenvolvimento da qualidade de vida, com o fim de promover a participação da população no seu próprio desenvolvimento cultural, criando espaços para a comunicação interpessoal. Unesco (1982) A Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais que têm como finalidade estimular a iniciativa e a participação das comunidades no processo do seu próprio desenvolvimento e na dinâmica global da vida sociopolítica em que estão integradas. Quintana, J. Mª ( 1985) A Animação Sociocultural pode entender-se como uma função social, uma atitude ou mentalidade, uma profissão e incluindo um conjunto de técnicas e métodos específicos. Aponta a um trabalho orientado para grupos e não para indivíduos isolados, se insere na cultura própria desses grupos, nos quais as actividades educativas e culturais são meios para um processo de emancipação. É uma tecnologia social que, baseada numa pedagogia participativa, tem por finalidade actuar em âmbitos diferentes da qualidade se vida, mediante a participação da população no seu próprio desenvolvimento sociocultural. 5 Castro, A de ( 1987) A Animação Sociocultural é um conjunto de acções que tendem a oferecer ao indivíduo a possibilidade de converterse em agente do seu próprio desenvolvimento e o desenvolvimento da sua comunidade, gerando processos de participação, respondendo às necessidades tendo em conta os centros de interesse das pessoas, apoiando-se numa pedagogia activa e dinamizadora. Fonte: Adaptado de BADESA, 2004: 44 a 48 Para além das definições que aqui apresentamos existem outras, no entanto podemos elencar alguns pontos em comum: A existência de um conjunto de práticas, actividades e relações que expressam os interesses (artísticos, intelectuais, sociais, práticos e físicos) dos indivíduos nos seus tempos livres, que respondem à necessidade de iniciação de grupo, formação e acção, Carácter voluntário e abertos a todos os indivíduos, Procura criar processos de participação entre todos aqueles em que estão implicados, Métodos e técnicas de actuação, apoiadas numa pedagogia participativa, A presença do animador como dinamizador (promove actividades), assistente técnico (dá apoio ao grupo e ao desenvolvimento das actividades), mediador (tenta resolver os problemas) e transmissor (transmite os principais valores, proporciona conhecimentos, técnicas). Neste contexto, Animação Sociocultural desenvolve-se a partir de três as modalidades de intervenção (tabela 2): 6 Tabela 2 - Modalidades na Animação Sociocultural Modalidade Funções Metodologia Espaços Casas da Cultura, Promoção cultural Cultural Centros e equipamentos Desenvolvimento da expressão Centrada na Participação cultural e artística actividade culturais, Escolas e oficinas artísticas e de expressão, Museus e bibliotecas. Vertente comunitária (participação, associativismo e Social desenvolvimento comunitário) Vertente assistencial (Inserção e Centrada no grupo ou comunidade integração) Associação e movimentos ou colectivos de cidadãos, Centros cívico - sociais ou serviços sociais. Universidades populares, Centros Desenvolvimento da motivação para a formação permanente Educativa Dinamização de recursos pessoais Educação nos tempos livres de educação permanente de adultos, Centrada na pessoa Centros (actividades de ensino extra- escolares e complementares), Centros de equipamentos de ócio. Fonte: PÉREZ, Víctor J. Ventosa, 2004: 89 A modalidade cultural, tem como principais objectivos fomentar a criatividade, expressão e a criação cultural é centrada na actividade como produto, ou seja, o resultado assume uma especial importância em detrimento do processo. A modalidade social, quer no seu aspecto comunitário, que pretende o desenvolvimento da participação, o desenvolvimento local, a melhoria das relações humanas, entre outras, quer no aspecto assistencial que assenta em actuações do tipo compensatório, tem como principal 7 objectivo originar processos a nível individual e colectivo. Esta modalidade é centrada no grupo, dada a sua importância no estabelecimento de normas e aprendizagens. A modalidade educativa tem como objectivos conseguir originar o interesse para a aprendizagem e formação ou a educação nos tempos livres. Sendo assim, centra-se na pessoa e nas suas particularidades. Centrando o nosso olhar apenas na modalidade social e na modalidade educativa, referidas na tabela 1, verificamos que ambas têm a sua metodologia centrada na pessoa, considerando-a parte integrante de um grupo sem esquecer as suas características. Tal como Reymond- River (1977) afirma o homem é um ser social (…) vemo-lo sempre a procurar a companhia nos seus semelhantes e viver em grupo, o Homem é um ser que vive das relações que estabelece com o outro, faz parte de em grupo e é nele que começa a fazer as suas aprendizagens, encontrando a base da sua existência. Desta forma falamos em dois tipos de desenvolvimento: o social e o cognitivo, que em conjunto dão origem a um desenvolvimento mais amplo e humano. Sendo assim, é necessário que cada um participe no seu desenvolvimento, para que se consiga motivar para a aprendizagem e formação permanente, bem como para a ocupação dos seus tempos livres, principalmente quando falamos em população infantil. Quando falamos nesta população, a Animação Sociocultural evolui para Animação Socioeducativa, tal como afirma MASÓ, s.d: 172, outro aspecto interessante é a substituição do adjectivo sociocultural por socioeducativo, quando nos referimos à população infantil. A necessidade de uma maior atenção educativa neste sector justifica, quem sabe, a alteração do termo cultural pelo educativo. Podemos considerar a Animação Socioeducativa como: um trabalho específico, fora do contexto escolar (institucional), com crianças e pré adolescentes (dos 7 aos 13 anos) contribuindo para o seu desenvolvimento bio-psico-social através de actividades em que seja feito apelo à criatividade, afirmação social e inserção na realidade próxima (LOPES, 2006: 385 citando Intervenção, 1978: 2) A Animação Socioeducativa actua em vários espaços: centros de ensino, hospitais, ludoteca entre outros. 8 2. As ludotecas e o seu papel socioeducativo As Ludotecas são espaços que surgiram em maior número após 1960. Com o objectivo de dar resposta às necessidades lúdicas das crianças, compreendendo a ocupação do tempo livre através de actividades que proporcionem o desenvolvimento integral. Estes locais constituem espaços nos quais as crianças poderem brincar e jogar através de diferentes dinâmicas e expressões. Segundo Bandera, 2004 citando Raimundo Dinello: Las Ludotecas son espacios de expresión lúdica, creativa, transformados por la imaginación, fantasía y creatividad de los niños, jóvenes, adultos y abuelos donde todos se divierten con espontaneidad, libertad y alegría. Assim, podemos elencar os principais objectivos destas instituições associados ao seu papel socioeducativo: Conseguir que todas as crianças tenham acesso aos brinquedos – muitas crianças devido às dificuldades do agregado familiar não têm a oportunidade de brincar com alguns brinquedos; Propiciar o jogo e o convívio – contribuir para a criação de laços entre as crianças; Divulgar o valor do jogo - com o desenvolvimento das tecnologias, o valor do jogo foi sendo esquecido, o que se torna essencial readquirir; Melhorar as relações entre a criança e os pais – os pais ao acompanharem as crianças contribuem não só para o desenvolvimento do seu educando mas também a relação entre ambos; Estimular a criança para a construção dos seus brinquedos e seu conserto – favorecer a criatividade, utilizando técnicas para a construção dos brinquedos; Oferecer actividades lúdicas e/ou material lúdico adequado às crianças deficientes – evitar a discriminação entre crianças; Permitir uma melhor autonomia na escolha dos brinquedos – desenvolver o sentido de escolha; 9 Orientar os pais na escolha da compra dos brinquedos para os seus filhos - encaminhar para uma escolha mais acertada para responder as necessidades de cada criança; Desenvolver actividades de animação, nas quais o jogo e o brinquedo estejam interligados – através do jogo e do brinquedo são planeadas actividades para o desenvolvimento da criança Em função dos objectivos apresentados podemos traçar um quadro funcional das Ludotecas (tabela 3): Tabela 3 - Funções da Ludoteca Funções Função recreativa Explicação A ludoteca deve oferecer diversão e fazer passar um bom tempo aos seus utilizadores. Para tal, deve ser atractiva e tem que ter um ambiente de simpatia e de cordialidade. Função educativa O jogo é um mecanismo de aprendizagem inato, logo os educadores devem estimular a capacidade de jogar, educando de forma globalizada os aspectos sensoriais motores, intelectuais, comunicativos e sócio-afectivos, entre outros. Função socioeconómica A ludoteca colabora activamente para o cumprimento do direito de todas as crianças ao jogo, pondo o jogo e os brinquedos ao alcance de todos. Função comunitária A ludoteca estabelece um clima de participação na realidade quotidiana e relações com outras instituições (escolas, associações, clubes, bibliotecas, entre outros). Função de integração social A ludoteca é um espaço de relação com outras crianças de qualquer realidade social. É também um espaço propício a relações intergeracionais Função de investigação A ludoteca é o maior espaço com material lúdico que existe. Portanto, tem a tarefa de avaliar a qualidade dos brinquedos, a experimentação dos novos jogos, a recuperação e divulgação 10 de jogos populares, a experimentação sobre animação e organização, entre outros. Fonte: http://anima-eseb.blogspot.com/2008/01/as-ludotecas.html (2/11/2010) Seguindo esta linha de ideias podemos dizer que o jogo é o principal veículo para a aprendizagem, através dele conseguimos instituir regras, estimular a simulação, a acção, o disfarce e a socialização, tendo um papel fundamental quando se trata de crianças. O jogo é um elemento cultural, por este motivo torna-se necessário voltar as nossas origens não só pela restituição de tradições mas também os valores que estes transmitiam, as particularidades específicas dos jogos e locais reflectem, afinal, os traços característicos da cultura e organização social das comunidades no seu todo: as relações sociais, as estratégias e opções de vida, os mitos e as superstições (Serra, 2001: 23). Utilizando-o como metodologia de intervenção existem dois tipos de actividades diferenciadas: um assenta na conjugação do jogo livre e das actividades de diversão quotidianas estruturadas e um outro são actividades espaciais que se realizam em momentos pontuais. Qualquer actividade / proposta educativa deve caracterizar-se por: uma educação que parte das crianças, ênfase dos valores educativos da recreação e da vida quotidiana, a promoção da vida em grupo, a participação e envolvimento pessoal e a presença de um grupo de educadores (Sastre, Ana M. Calvo em TRILLA, 2004: 212) As ludotecas potenciam, através do jogo, o desenvolvimento da criança através da capacidade para o ócio, ou seja, a ocupação do tempo livre com alguma utilidade. Termos como ócio e tempos livres são constantemente interpretados como sinónimos, Lull considera que no chamado tempo de não trabalho existem dois tempos: um tempo que é dedicado ao cumprimento das obrigações cívicas, familiares, fisiológicas e o tempo restante, que corresponde ao tempo livre, liberto, que é, no nosso entender, o tempo que constitui aquilo que chamamos ócio. (…) o tempo de ócio assim entendido revela aspectos positivos provenientes de acções dos três D (s) Diversão, Descanso , desenvolvimento. ( LOPES, 2006: 441) 11 Por outras palavras podemos considerar o ócio como conjunto de actividades que se realizam fora do tempo dedicado as obrigações (trabalho, família) pretende formar e participar voluntariamente na vida da comunidade. Sendo assim o ócio assume quatro dimensões descritas na tabela 4. Tabela 4 – Dimensões do ócio 1. Componente lúdica: compreendida como jogo, diversão fundamental para um bom equilíbrio físico e psíquico do ser humano 2. Desenvolvimento criativo: através do ócio, a pessoa vai auto-formando as suas destrezas e habilidades 3. Dimensão festiva: as actividades deixam de ser a quotidianidade do dia-a-dia transformando-se numa experiência extraordinária 4. Carácter solidário: mediante as actividades voluntarias, a pessoa consegue comunicar-se e comprometer-se em projectos de desenvolvimento comunitário. Fonte: MONSALVE, J. C, 2007:23 O ócio está relacionado, com actividades fora das obrigações do dia-a-dia, o que revela a sua importância, na medida que cada pessoa participa voluntariamente e consegue adquirir e/ou melhorar capacidades através do jogo. O jogo consegue divertir conseguindo o equilíbrio físico e emocional para o ser humano. As Ludotecas, como espaço de aprendizagem, assumem um papel relevante devido às suas funções e as actividades que desenvolve. Em relação às funções verificamos essencialmente que o jogo é a peça fundamental para desenvolver as capacidades das crianças e permite uma integração mais eficaz na sociedade, no que diz respeito às actividades estas potencializam o crescimento individual e grupal e não surgem unicamente de forma ocasional e descontextualizada. 3. A pertinência da Animação Sociocultural nas Ludotecas A Animação Sociocultural actua nas Ludotecas, no seu âmbito temático, como Animação para a Infância ou a Animação Socioeducativa. 12 A Animação para a Infância é um conjunto de actividades de carácter lúdico, destinadas a crianças entre os 8 e 13 anos de idades, as quais podem desenvolver-se independentemente ou em articulação com a educação formal. Essas actividades passam pela realização de acções ligadas à expressão dramática, ao jogo, à expressão musical, à expressão plástica (LOPES, 2006: 316) e deve contemplar os seguintes princípios: criatividade, componente lúdica, socialização, liberdade e participação e a Animação Socioeducativa por actuar fora do contexto escolar e pelo seu carácter lúdico e educativo. A Animação Sociocultural nas Ludotecas revela-se importante, uma vez que ambas têm objectivos semelhantes: a educação para o ócio e a ocupação dos tempos livres. Neste sentido podemos sintetizar a actuação da Animação Sociocultural na Infância na tabela 5. Tabela 5 - Animação Sociocultural na Infância Em relação Ao objecto de intervenção À finalidade À planificação da intervenção Aos responsáveis pela intervenção À avaliação da acção Animação Sociocultural na Infância Educa mediante o ócio Dá prioridade a objectivos educativos A partir da análise de necessidades dos sujeitos e da concepção de um modelo educativo Maioritariamente, entidades de voluntariado e instituições públicas. Dá prioridade a indicadores qualitativos Fonte: Adaptado de SASTRE, Ana M. Calvo s.d: 216 A Animação Sociocultural na Infância assume um papel essencialmente educativo, visando a promoção de valores que permitam a ocupação dos tempos livres, de forma proveitosa. A promoção dos valores faz com que a Animação Sociocultural seja um terreno fértil donde tende a brotar um ócio comprometido com o desenvolvimento humano (LOPES, 2006: 454). Segundo o mesmo autor citando Cuenca, 1997 a animação sociocultural sempre se 13 preocupou com o correcto uso do tempo do ócio e tradicionalmente, tem mantido um diálogo enriquecedor com a denominada pedagogia do tempo livre. Neste contexto, assumimos que a prática da Animação Sociocultural é indispensável nas Ludotecas, permitindo, não só pela sua natureza, mas também com os objectivos que quer concretizar: o desenvolvimento total dos seus utilizadores. Através do planeamento adequado de actividades para a população infantil tendo em conta o processo educativo, iniciado nos jardins-de-infância, escola e família, pretende-se incutir valores que motivem o interesse pela própria formação bem como estabelece a relação aprendizagem e jogo. A Animação Sociocultural pressupõe a criação de uma rede, constituída por vários pontos que têm algo em comum, a concretização de acções de animação, a divulgação e promoção dos seus recursos. Por outras palavras devemos articular serviços, competências e populações para que se consiga um desenvolvimento mais sustentável. A Ludoteca também deve situar-se numa rede, neste caso na rede educativa de um determinado local, pois só assim o trabalho desenvolvido por todos será mais eficiente. Por exemplo: A escola está a desenvolver competências nos alunos sobre o sistema solar, a ludoteca com a sua vertente lúdica, pode através do jogo ou das suas oficinas, participar nesse processo de ensino e aprendizagens. Importa referir que o trabalho de rede pressupõe não só as escolas, como outros serviços de apoio social: lares da terceira idade e outras Instituições Particulares de Solidariedade Social, Bibliotecas, Museus, Associações. Em suma, a Animação Sociocultural está intrinsecamente ligada à prática lúdica nas Ludotecas, não só pelo seu carácter prático e educativo mas também pela criação de processos de participação através de técnicas que se apoiam numa pedagogia participativa neste caso o jogo. 14 Capítulo II – A Ludoteca Municipal de Seia Capítulo II A Ludoteca Municipal de Seia 15 1. Caracterização da comunidade Como estágio foi realizado no concelho de Seia e qualquer espaço influencia a sua população devemos caracterizá-lo para compreender melhor a realidade envolvente. (esquema 1). • Decréscimo da população • Envelhecimento da população • Instituições de apoio social • Exclusão social Nível social/demográfico • Elevada Taxa de desemprego • Agricultura • Serviços • Turismo rural • Equipamentos hoteleiros Nível económico • Elevado número de associações • Falta de infra-estruturas em algumas freguesias • centralização de equipamentos • Agrupamentos escolares • Escola Superior Turismo e Hotelaria • Escola Profissional • Escola Secundária • Instituto do Emprego e da Formação Profissional Nível cultural Nível da formação Esquema 1- Caracterização do concelho Analisando os quatro níveis apresentados, podemos dizer que este concelho tem alguns problemas estruturais, tais como a falta de população, falta de infra-estruturas básicas em algumas freguesias entre outros. 16 Tendo em conta a sua estrutura populacional pirâmide etária (gráfico 1), podemos referir que se trata de um concelho envelhecido, comprovado pela diminuição da base e aumento do topo e também pelo índice de envelhecimento (gráfico 2). Apesar destes entraves, para o desenvolvimento integral, as crianças do concelho podem usufruir de diferentes valências que o podem potencializar (figura 1) 85+ 80-84 75-79 70-74 65-69 60-64 55-59 50-54 45-49 40-44 35-39 30-34 25-29 20-24 15-19 10-14 5-9 0-4 M H 1500 2001 1991 1000 500 0 500 1000 1500 Gráfico 1 – Pirâmide etária Fonte: Instituto Nacional de Estatística, 2004 17 180% 160,00% 160% 140% 120% 101,60% 100% 1993 80% 2003 60% 40% 20% 0% Índice de envelhecimento Gráfico 2 – Índice de envelhecimento Fonte: Instituto Nacional de Estatística, 2004 Figura 1- Equipamentos sociais Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA, 2010:46 18 Como podemos observar os equipamentos sociais e alguns equipamentos culturais apresentam uma distribuição heterogénea concentrados na sede de concelho (Museu do Brinquedo, Casa Municipal da Cutura, Biblioteca, Cinema, Ludoteca), nas freguesias o trabalho é desenvolvido por: Orfeões, Bandas Filarmónicas, Grupos de Cantares, Ranchos Folclóricos, Associações Recreativas e Culturais e Associações Recreativas e Desportivas. Em suma, pode dizer-se que apesar de existir uma rede de equipamentos colectivos, da sua localização priviligiada, da crescente oferta dos diferentes serviços, os equipamentos sociais ainda são insuficientes o que se traduz na exclusão de alguns grupos etários, crinanças e idosos. 2. A experiência das ludotecas a nível nacional As ludotecas proliferam um pouco pelo país, desde o interior ao litoral, de norte a sul, com diferentes tipologias, mas com os mesmos objectivos (tabela 6). Tabela 6 - As ludotecas Tipo de Ludoteca Ludoteca hospitalar Finalidade Exemplos Melhorar a estadia da criança no hospital para que o internamento não seja tão traumatizante proporcionando melhores condições para a recuperação Ludoteca Itinerante Tem os mesmos objectivos Ludoteca Itinerante das outras ludotecas, Pampilhosa da Serra diferencia-se no modo de funcionamento, já que são veículos adaptados que vão às diferentes localidades Ludoteca escolar São implantadas dentro das Ludoteca e Ludocreche do escolas e centros escolares, concelho de Albufeira buscam suprimir as necessidades materiais para o desenvolvimento da aprendizagem de 19 Ludoteca Terapêutica Ludotecas comunitárias Ludotecas Municipais Aproveitam as oportunidades oferecidas pelas actividades lúdicas ajudando as crianças através do jogo a superar dificuldades específicas Encontram-se em bairros problemáticos e servem para desenvolver a cultura através da socialização, intercâmbio cultural e servem para transformar as comunidades Tendo os mesmos objectivos situam-se em edifícios que pertencem aos municípios. Associação de Paralisia Cerebral – Viseu Fundação Marques de Pombal – Ludoteca em Carnaxide Ludoteca Seia, Ludoteca Pombal Municipal de Municipal de Fonte: Adaptado de BANDERA, 2004 As actividades desenvolvidas são diversas, das quais podemos destacar: Oficinas: o Ciências (ambiente) o Tecnologias (multimédia) o Artes plásticas o Teatro o Música Festas e dias comemorativos Feiras Hora do conto Exposições A.T.L’s Todas as actividades que enumerámos têm uma profunda relação com a Animação Sociocultural, pois pretendem criar processos criativos nas diferentes áreas, promovendo a emancipação das crianças, objectivo que só é conseguido se o público-alvo participar no seu próprio desenvolvimento através de actividades diferentes. 20 Embora existam várias tipologias de ludotecas, de um modo geral elas realizam as actividades anteriormente descritas, adaptando-as para os diferentes públicos. As ludotecas consoante a sua tipologia oferecem diferentes apoios a diferentes populações, representando um papel fundamental no projecto socioeducativo das crianças. 3. A importância da Ludoteca Municipal de Seia na educação não formal Podemos dizer que existem dois tipos de educação: a educação formal e a educação não formal. A educação formal compreende o sistema educativo institucionalizado, resulta de uma acção educativa que requer tempo aprendizagem, é regida por um sistema formal de administração competente e é levada a cabo na instituição/escola. É uma educação dirigida para a obtenção de títulos académicos e é concebida para alcançar objectivos previamente definidos por instâncias superiores (LOPES, 2006:406) A educação não formal está relacionada com o processo de transmissão de certos saberes, tais como: a fala comum a um dado grupo fora do ambiente escolar. É uma educação não regulada por normas rígidas, é norteada pelos propósitos do pluralismo educativo e centrados na relação interpessoal. Apresenta ainda as seguintes características: tendência educativa assente no pluralismo e na partilha vivencial; propósito de complemento em relação à educação formal (…) abrangência a toda a população (…) recusa à reprodução de procedimentos utilizados pelo sistema educativo institucional. (LOPES, 2006: 404) Apesar das suas diferenças, estes dois tipos de educação apresentam uma interligação, não só pelos espaços diferenciados da sua actuação mas também pela formação humana. Um espaço onde isto acontece é a Ludoteca Municipal de Seia A Ludoteca nasceu em 1994 de um projecto de duas alunas do Instituto Politécnico da Guarda, pólo de Seia que frequentavam a cadeira de Expressão e comunicação, então apelidada de “Artideia – Ludoteca de Seia”. 21 Os principais objectivos orientadores deste projecto são: Promover o desenvolvimento harmonioso e integral das crianças e jovens através de actividades lúdico - educativas; Incentivar a participação cada vez mais activa e empenhada de todos os intervenientes (sócios, pais, professores, educadores, autarcas e associações); Favorecer o jogo em grupo, a amizade e o respeito pelos outros; Ajudar a construção e formação da personalidade, através de vivências lúdico pedagógicas; Desenvolver a interdisciplinaridade com as escolas/ jardins-de-infância e comunidade; Proporcionar meios para fazer compreender à comunidade envolvente a importância que o brincar tem no desenvolvimento do ser humano. Este é um espaço inovador, no qual as crianças e jovens através do jogo percebem outras realidades, começam a compreender as diferenças entre elas, alargam os seus conhecimentos, desenvolvendo assim novas competências. A Ludoteca pode ser frequentada por crianças e jovens dos 4 e aos 15 anos. As crianças com idade inferior também a podem frequentar mas necessitam, para tal a companhia de um familiar mais velho. As entradas e saídas são da responsabilidade dos pais/ encarregados de educação. As escolas também podem fazer visitas através da marcação prévia. A dinâmica deste espaço propõe a realização de oficinas, para a concretização dos objectivos, tais como: Tempo para a Culinária, Tempo para a Moda, Tempo para a Expressão Plástica, Tempo para o Teatro, Tempo para o Xadrez, Tempo para as Letras, Tempo para a Música, Tempo para Jogar e Brincar, Educação Ambiental e actividades desenvolvidas através de parcerias com outros serviços do município como o CISE e outras instituições da comunidade. Estas oficinas são programadas ao longo do ano (anexo 1). 22 Estas oficinas são asseguradas pelos seguintes recursos humanos: um professor de expressão dramática, um professor de educação musical, um assistente técnico (animador) e uma assistente operacional. Para além destes existe uma coordenadora. A Ludoteca está dividida três espaços distintos: o auditório (figura 2), a cozinha (figura 3), o hall de entrada onde se situava a casa das bonecas (figura 4 e 5) e o local dos jogos e das expressões (figura 6, 7, 8 e 9), são estes os locais onde se desenvolvem as diferentes oficinas. Figura 2 – Auditório Figura 3 – Cozinha Figura 4 bonecas – Figura 6 - Cantinho dos Jogos Figura 7 - Cantinho dos computadores e playstation Figura 8 - Cantinho da expressão plástica Casa das Figura 5 – Hall Figura 9 - Cantinho da Moda Neste espaço a educação não formal é colocada em prática. Estando fisicamente separado da escola pretende incutir valores, educar de forma lúdica, através das diferentes oficinas as crianças que a frequentam. A nível do concelho é o único espaço fora do contexto escolar que permite às crianças usufruírem de uma educação diferente daquela que têm na escola, pois através do jogo adquirem novos conhecimentos, conhecem a realidade e assim conseguem modificá-la para que esta responda às suas necessidades. 23 Por este motivo, mas também pelos seus objectivos, pela população com que trabalha e pela variedade de dinâmicas e oficinas que oferece, o nosso estágio foi desenvolvido neste local. 4. O estágio 4.1. Objectivos e enquadramento Em qualquer projecto de Animação Sociocultural necessitamos de traçar objectivos para concretizar a nossa acção e o seu devido enquadramento, o estágio curricular não foge a esta necessidade, estando de acordo com o plano do mesmo (apêndice 1). No âmbito do desenvolvimento das nossas actividades de estágio, as duas primeiras semanas serviram para a integração na instituição e para fazer o diagnóstico do público-alvo (tabela 7). Tabela 7 - Diagnóstico Características Necessidades Crianças e jovens dos 5 aos 15 Relacionamento anos entre eles Na sua maioria oriundas da Incentivar actividades lúdicas e cidade educativas Participam nas oficinas Falta de interesse por actividades propostas lúdicas, o que se traduz num mais profundo elevado número da população no espaço dos jogos electrónicos Grupos já formados Fraca afluência de criança/ jovens aos sábados 24 Para responder às necessidades, melhorar a realidade, tendo em conta o espaço que é a Ludoteca, assumimos que o jogo deve ser o principal meio para a dinamização das actividades. O jogo, sendo um elemento intrínseco à cultura e com todo o seu valor representativo, na infância representa algo que não podemos descuidar. Por um lado pelo seu valor lúdico e por induzir ao respeito pelas regras. Todas as actividades pensadas, para esta população, crianças, têm de ter em conta este elemento. Tendo em conta estes factos traçámos os seguintes objectivos: Elaborar actividades para as diferentes faixas etárias Para cada idade devem ser realizadas actividades adaptadas para que cada criança ou jovem consiga desenvolver as suas competências mais eficazmente. Cada faixa etária tem características que a tornam única, às quais devemos dar atenção, evitando assim o desinteresse pela actividade em questão. Muitas vezes quando uma actividade foi pensada para um público alvo (6-10 anos) não pode ser efectuada por pré-adolescentes pois a realidade é diferente. Se tal acontecer deve ser adaptada adequadamente. Permitir o desenvolvimento integral através do jogo O jogo consegue desenvolver a dimensão da linguagem, a dimensão cognitiva, a dimensão afectiva, a dimensão físico-motora e a dimensão moral. O jogo com as suas características permite que cada criança consiga estruturar os seus pensamentos, comunicando os seus sentimentos, receber e tratar um maior número de informação, ao estar em contacto com os outros expressa os seus sentimentos, interagindo com o objecto os diferentes sentidos (tacto, visão…) ficam mais aperfeiçoados e como todos os jogos têm regras conseguimos que cada criança conheça o valor, que estas representam na nossa sociedade. 25 Capacitar o público-alvo de ferramentas para resolverem os problemas do dia-a-dia Com as actividades/ jogos as crianças ou jovens conseguem apreender conhecimentos que lhes permitirão desenvolver um pensamento lógico, matemático, uma maior desinibição, a compreender o mundo que o rodeia. Como LOPES, 2006: 387 cita STERN, o jogo infantil é a expressão da relação da criança com a totalidade da vida e não é possível teoria lúdica alguma, que não cubra também a totalidade da relação da criança com a sua vida, sendo assim o jogo existe uma constante relação entre o jogo e a vida quotidiana da criança. Envolver o público-alvo na descoberta de outras realidades Através da interacção com outros consegue-se perceber que existem diferenças entre as pessoas e as suas limitações. É importante que já nesta idade se comece a incutir alguns valores: respeito pelas diferenças, responsabilidade, amizade, evitando que no futuro se tornem jovens que excluem e se excluem da sociedade. Descentralizar o gosto pelos computadores e jogos electrónicos para os jogos mais tradicionais e lúdicos Como observámos, a maior parte das crianças do sexo masculino, passam a maior parte do tempo que podem usufruir na Ludoteca, na zona dos computadores e playstation. Com a inovação tecnológica, as crianças centram as suas actividades nos jogos electrónicos, em detrimento de jogos que envolvem as relações pessoais, desta forma devemos incentivar estas crianças para outra realidade através de actividades que sejam tão ou mais atractivas. 26 Para concretizar estes objectivos foram programadas diferentes actividades, ao longo dos três meses de estágio. 4.2. Calendarização A calendarização consiste na distribuição das actividades ao longo do tempo: A calendarização do projecto servirá de base (…) onde estão descritas e delimitadas as diferentes tarefas a realizar durante o projecto (…) permite a relação existente entre o trabalho projecto ou previsto e o trabalho efectivamente realizado, sendo possível, assim, conhecer de uma forma imediata a situação em que se encontra cada actividade, os possíveis atrasos ou adiamentos de cada elemento no desenvolvimento das actividades previstas e o processo seguido no tempo desde o início do trabalho até à sua realização (SERRANO, 2008: 72 e 73). Assim, constituiu uma fase importante, para o planeamento e concretização do estágio, principalmente quando queríamos cumprir um conjunto de objectivos que estavam limitados temporalmente (três meses). O estágio decorreu durante três meses, devido à sua duração, tornou-se necessário distribuirmos as actividades, para facilitar a sua aplicação tendo em conta a existência de efemérides e as suas especificidades (tabela 8). 27 Tabela 8 - Calendarização Actividades Agosto 1ª As minhas férias - sessão de esclarecimento As minhas férias - actividades lúdicas As minhas férias - expressão plástica As minhas férias - expressão dramática De volta … - expressão plástica De volta … - expressão dramática Os meus amigos animais - expressão plástica Os meus amigos animais - expressão dramática Descobrir a República - peddy paper As colheitas - expressão plástica As colheitas - expressão dramática Sessão de expressão dramática Animação hospitalar Viver o Halloween - expressão plástica Viver o Halloween - expressão dramática X – contexto da ludoteca 2ª 3ª X X X Setembro 4ª 1ª X X X X 2ª 3ª Outubro 4ª 1ª 2ª 3ª 4ª X X X X X X X X X X X X – contexto escolar X X X X – outros 28 4.3. Actividades Ao longo dos três meses de estágio, foram realizadas várias actividades que são essenciais para desenvolver quer as nossas competências quer as das crianças. Na tabela 9 estão enunciadas as actividades da equipa da ludoteca e as nossas. Tabela 9 - Actividades Actividades programadas pela equipa Actividades programadas e ludoteca com a participação da estagiária desenvolvidas pela estagiária Sons e companhia As minhas férias Tempo para a culinária De volta… Construção de espantalhos Os nossos amigos animais Euforias…. Peddy paper – A República Palestra: Educação ambiental Actividades nas Aec’s Peddy Paper – CISE As colheitas Torneio de PES Animação Hospitalar Formação de Xadrez Viver o hallowen O primeiro mês, coincidente com as férias de Verão, a equipa da Ludoteca já tinha programadas várias actividades para as diferentes oficinas: Oficina de expressão plástica/ moda – Construção de espantalhos, Oficina de expressão musical – Sons e Companhia (gravação de um cd), Oficina de expressão dramática – Euforias… (peças de teatro), oficina de culinária – gelatina de frutas e espetadas de frutas. Para além destas realizou-se o torneiro de PES, um Peddy paper no CISE e uma formação de Xadrez. Nestas actividades apenas apoiámos a sua realização, por exemplo: tirar fotografias, preparar os espaços e no caso de a culinária preparar os ingredientes. 29 As restantes actividades que planeamos estão divididas em dois tipos de expressões: Expressão dramática – o teatro, nesta população, pelo jogo do disfarce, pela oportunidade de criar personagens e pela influência que recebem dos meios de comunicação, é algo que cativa e os faz sonhar num futuro semelhante aos seus ídolos. Expressão plástica – as crianças têm uma apetência inata, para manipularem materiais, criar objectos potencializando a criatividade. No entanto as actividades que programámos não foram feitas somente no contexto da Ludoteca, algumas realizaram-se em aulas de enriquecimento curricular e no hospital, devido à diminuição de crianças na Ludoteca, ao surgimento das substituições dos professores das aec’s e a actividades já desenvolvidas pela equipa da Ludoteca em articulação com outras instituições. As actividades que nós desenvolvemos estão sintetizadas nas seguintes tabelas (tabela 10, tabela 11 e tabela 12). 30 Tabela 10 – Actividades realizadas na Ludoteca Actividade As Justificação minhas Como temporalmente, Sessão nos Expressão Objectivos Descrição Abordar os cuidados a ter Como a educação deve partir das próprias férias encontrávamos nas férias de Verão físico-motora com o sol, as diferentes crianças, para que estas estejam presentes (apêndice 2) e bandeiras para dar continuidade às da praia, nas suas aprendizagens, a sessão de Realizada dia actividades da Ludoteca tornou-se alimentação/banhos 18 educação ambiental, dando brainstorming sobre os cuidados a ter no e 26 de necessária a programação de uma e a expressão física motora começou com um Agosto e dia 3 actividade neste âmbito. principal importância à tempo de férias. De seguida dinamizou-se de Setembro poluição e à reciclagem, um conjunto de jogos e cada jogo foi explicado e coordenando por nós: Objecto imaginário, foto enigma, bombeiros, rede e os peixes, mímica em grupo, jardineiro e passagem do rio, mas os últimos dois não foram concretizados. No final, cada participante levava um pequeno livro com algumas recomendações e actividades (sopa de letras, desenho para colorir). 31 Actividade Justificação Sessão Objectivos Descrição Expressão Desenvolver a motricidade Fomos explicando e fazendo ao mesmo plástica fina e incentivar o gosto tempo e as crianças iam acompanhando. pela leitura Utilizámos uma técnica que nunca tinham realizado - colar o gesso no cartão e pintar. Expressão Integração através da prática A partir da imagem foram desenvolvidos dramática teatral e facilitar relacionamento entre todos o diferentes jogos com os quais se pretendia a expressão dos sentimentos. Explicámos, fase a fase, jogo a jogo à medida que a sessão ia decorrendo. A partir das imagens teriam de associá-la a um sentimento para que os outros pudessem adivinhar. Com as imagens geradas foram desenvolvidas histórias pelos diferentes intervenientes. 32 Actividade Justificação Sessão Objectivos Depois de um período em que as Expressão Construir objectos De volta… crianças se encontravam abstraídas plástica materiais reciclados ( apêndice 3) das suas obrigações era importante Descrição com Como se encontrava um grupo na expressão plástica, concretizamos esta expressão em primeiro lugar. Desta vez Realizada dia que, pouco a pouco, que teriam de fizemos 10 desperdícios de voltar a ter uma rotina, nesta Setembro questão é importante um porta-lápis (molas, rolos utilizando de papel o higiénico). Para começar preparamos os personalizado materiais e explicámos o que iríamos fazer evitando uma crise na mente da prosseguindo com a explicação de todos criança. os acompanhamento Por programámos esse uma motivo sessão de passos. À medida que foram elaborando o porta-lápis apoiámos criança expressão dramática (aec’s) e uma a criança. actividade para a expressão plástica. As colheitas Segunda parte da actividade “As Expressão (apêndice 6) colheitas”. Plástica Descobrirem a origem do Inicialmente explicamos a forma com iria milho, a manipulação de ser feita a moldura e de seguida começou- Realizada dia diferentes 16 de Outubro desenvolver os diferentes processo. movimentos materiais e se a fazê-la auxiliando sempre no (motricidade fina) através da construção de uma moldura 33 Actividade Peddy A Justificação Paper Comemorar o centenário Sessão da Objectivos Explicar República República. uma parte história do nosso país Descrição da Foram entregues às duas equipas a primeira pista e depois prosseguiram (apêndice 5) realizando diferentes tarefas (responder a Realizada dia perguntas, 2 de Outubro outros) acabando com uma pequena descobrir diferenças entre dramatização. Viver o O Halloween ou Dia das Bruxas, Expressão Desenvolver a motricidade Utilizando a técnica do papel machê (tiras Halloween não é uma tradição portuguesa, mas plástica fina e criar máscaras e de papel de jornal, mergulhadas na cola (apêndice 10) esta foi assimilada de tal forma que objectos para o dia das branca e colocadas no prato) foram feitas Realizada dia não a podemos descuidar. bruxas, 23 e 30 de Outubro desperdícios utilizando as máscaras de Halloween. Esclarecemos cada passo, à medida que a actividade se ia desenvolvendo, ajudando cada criança. 34 Actividade Justificação Sessão Objectivos Descrição Expressão Desenvolver a capacidade Nesta sessão de expressão dramática, o dramática da fala indutor que escolhemos foi o texto. Na fase de activação fizemos jogos, nos quais participámos activamente, para os preparar para a sessão – Cabeça do dragão (um grupo de dois, estes têm de se proteger do ataque dos outros), Mago (jogo da apanhada) e o aquecimento da voz. De seguida cada um teve de ler um parágrafo de acordo com uma profissão: político, jornalista, locutor e após este jogo liam um parágrafo e exteriorizavam o que este lhes transmitia. A dramatização foi feita a partir de uma pequena história, por fim foi feita a avaliação onde cada um sugeriu dicas para uma futura actividade. 35 Tabela 11 - Actividades realizadas nas aulas de enriquecimento curricular Actividade De volta… (apêndice 3) Realizada dia 21 de Setembro Justificação Sessão Objectivos Descrição Segunda sessão da actividade De Expressão Permitir que os alunos Passando pelas diferentes fases do volta… conseguissem interagir uns processo Dramática de expressão dramática, com os outros exercitando explicámos cada jogo e auxiliámos no a capacidade criativa desenvolvimento de alguns (Balão maluco, Corda da paz, Conhece-o, Encontra-me, Eu sou), culminado com a dramatização na qual os objectos teriam de assumir novas funcionalidades. Escolas: Escola Primária de Santa Marinha e S. Martinho 36 Actividade Justificação Sessão Objectivos Descrição Os nossos amigos Qualquer actividade deste género deve Expressão Abordar a questão dos A sessão de expressão dramática tinha animais (apêndice ser animais 4) Realizada no dia 24 e Setembro 29 de bem contextualizada não se Dramática de estimação, como indutor o corpo de forma a cingindo apenas com a comemoração Perceber o que são cadeias desinibir a turma. Assim através de de um dia: As crianças que frequentam alimentares, Estimular a dinâmicas que explicámos, cada um a ludoteca gostam de animais e até têm criatividade um, por isso, era importante que elas desenvolvimento motor e interagindo com os outros acabando conseguissem entender que ter um Desinibir o grupo animal de estimação e o assumiu o papel de um animal, com uma dramatização. implica Escolas: Escola Abranches Ferrão (3º e responsabilidades. 4º ano) e Escola Primária do Sabugueiro ( 1º ano) Expressão Conseguir resolver Cada plástica problemas, estimular criatividade e desenvolvimento motricidade fina criança efectuou diferentes a figuras de animais com plasticina. o da Escola: Escola Abranches Ferrão (1º e 2º ano) 37 Actividade As Justificação Sessão colheitas Como a população da Ludoteca é Expressão (apêndice 6) essencialmente oriunda da cidade, esta dramática Objectivos Trabalhar o respeito pelas Desenvolvemos a sessão aula a partir diferenças actividade representava uma especial Realizada no dia 29 de Setembro e dia 6 de Outubro importância, pois permitiria que conhecessem alguns aspectos culturais, que apesar das mudanças, Descrição da imagem, com o principal objectivo de fomentar a integração e o respeito Compreender as tradições ligadas aos cereais pelas diferenças bem como o conhecimento de diferentes tradições ainda associadas ao cultivo e colheita do representam um papel fundamental na cereal. Através de diferentes jogos definição da nossa identidade. (Bola apresentadora, corrida lenta, acolhendo por, observa e movimenta) que explicámos à medida que estes iam surgindo e culminaram com a dramatização, na qual cada grupo deu vida a uma tradição da sua Primária do comunidade. Escolas: Escola Sabugueiro e Centro escolar de Seia 38 Actividade Sessão Justificação Sessão Objectivos Descrição de Qualquer criança para além do trabalho Expressão Desenvolver a criatividade Utilizámos as seguintes dinâmicas (pés expressão da Escola deve procurar brincar para se dramática através da exploração de quietos, passando pelo túnel, luz e dramática desenvolver física e emocionalmente. diferentes movimentos e sombras, passeios cómicos, descobre (apêndice 7) desinibir o grupo quem é e a dramatização) para concretizar os objectivos, explicando Realizada dia 7 e cada uma delas. dia 8 de Outubro Escola: Centro Escolar de Seia (várias turmas do 1º ano e do 2º ano) Aula de Esta actividade surgiu para dar resposta Expressão Desenvolver a memória e a Os jogos programados eram: Nome enriquecimento às substituições das aec’s. No entanto, físico- atenção curricular não a realizámos porque não surgiram motora conhecimento próprio e do rio, Escrever nas costas, Reconhecer o mais substituições. outro (apêndice 8) bem como o rimado, Não me façam rir, Atravessar o outro Emita o dono do nome e por fim o Jogo do Novelo. 39 Tabela 12 - Actividade realizada no contexto hospitalar Actividade Justificação Sessão Objectivos Descrição Animação Umas das iniciativas levadas a cabo pelos Expressão Promover a interacção entre Após Hospitalar funcionários da Câmara, é a Animação Hospitalar físico- os com os idosos internados no Hospital de Seia. Por motora hospitalar esse motivo planeamos, esta actividade, para esta recorrendo Realizada no faixa etária. Com o forte envelhecimento da jogos para estimular as com o balão e a Nova dia 13 de população, cada vez mais é necessário elaborar memória, Outubro estratégias capacidade motora (apêndice 9) compensação de intervenção de situações, de prevenção, tais como, utentes da apresentação, unidade explicamos de a a Seia, vários e fizemos jogos (Nome diferentes rimado, Provérbios, Jogos imaginação e função) em conjunto. a deterioração do corpo, as falhas de memória entre outras. 40 O conjunto de figuras (figura 12) que apresentamos em seguida são uma amostra do trabalho desenvolvido, estando com maior pormenor nos apêndices das actividades. ´ Figura 10 – Conjunto de fotografias das actividades 4.4. Avaliação do estágio Após os três meses de estágio na Ludoteca Municipal de Seia podemos concluir que foi bastante importante não só para colocar todos os conhecimentos adquiridos ao longo da licenciatura, mas também o nosso desenvolvimento como pessoas. 41 Através da articulação de diferentes conceitos e técnicas se conseguiu programar as actividades para responder às necessidades da população com a qual se trabalhou, neste caso crianças e jovens As disciplinas mais práticas, tais como, Atelier de Expressão Dramática, Atelier de Expressão Físico-Motora, Atelier de Expressão Plástica entre outras são essenciais quando se fala de actividades, no entanto não se podem excluir as mais teóricas, Animação Sociocultural, Psicologia, Programas e Projectos de Animação Sociocultural ou Metodologias de Investigação em Ciências Sociais, pois são elas que nos dão os utensílios para concretizar eficazmente as actividades. Por outras palavras, quer as disciplinas mais práticas quer as disciplinas mais teóricas devem estar em constante relação para se conseguirem atingir os objectivos, dando assim origem à interdisciplinaridade tão próxima da Animação Sociocultural. Os objectivos traçados foram concretizados através das actividades temáticas, recorrendo às diferentes expressões, apenas o que diz respeito à ocupação em grande número do espaço dos computadores e da playstation não foi totalmente concretizado. No entanto, surgiram algumas dificuldades (tabela 13): Tabela 13 - Dificuldades Ludoteca Estagiária Dificuldades Inibição Falta de capacidade de imposição Nervosismo Adaptação das actividades Relacionamento com a equipa da ludoteca Espaço Falta de materiais Falta de crianças Superada Superada com algumas falhas Por superar X X X X X X X X 42 a) Inibição Sempre que estamos, num local que desconhecemos, não nos sentimos, por vezes, muito à vontade, o mesmo se passou por isso no início era um membro da equipa da ludoteca dava a introdução da actividade, no entanto, passado algum tempo, isso já não era necessário. b) Falta de capacidade de imposição Com as crianças mais novas era mais fácil de trabalhar porque gostavam de fazer outras actividades, mas quando falamos em jovens, estes por vezes não acatavam as indicações o que se traduzia numa certa desorganização da actividade. c) Nervosismo Por norma nas primeiras actividades o nervosismo estava mais presente, porque era uma situação nova, mas com o passar do tempo foi diminuindo. d) Adaptação das actividades Como a frequência das crianças foi diminuindo, algumas actividades realizaram-se nas aulas de enriquecimento curricular o que levou a adaptação destas e programação de outras. e) Relacionamento coma equipa da ludoteca Apesar da recepção ser acolhedora é sempre complicado entrar num espaço sem conhecer ninguém e há sempre a sensação de que estamos isolados. 43 f) Espaço Algumas actividades foram pensadas para locais mais amplos e para o auditório que se encontrava ocupado, daí que algumas dessas actividades foram adaptadas para outros espaços. g) Falta de materiais Como a Ludoteca iria mudar de espaço alguns materiais foram acabando. h) Falta de crianças Com o início das aulas, as crianças começaram a aparecer em menor número, facto que já acontecia aos sábados, que com o regresso às aulas passou a ser o mais frequentado. Avaliando estas dificuldades e a sua possível superação é importante referir que algumas estão inerentes à personalidade, bem como a falta de experiência, daí que muitas delas foram desaparecendo. Desta forma, tal como é importante conhecer a nossa própria realidade e necessidades é necessário traçar estratégias para a mudar. De um modo geral, este estágio é um passo importante, não só para a formação mas também para o crescimento como pessoa. Em suma, tendo a Animação Sociocultural uma forte componente prática, o estágio é importante para um futuro animador. 44 Considerações finais 45 A Animação Sociocultural, como BANDESA, 2004:45 cita Grieger, P, a animação sociocultural propõe-se conciliar escola e vida, o centro escolar será espaço de intercâmbio e encontro, onde a cultura, instrução e educação irão estreitamente unidas de modo permanente, isto implica actuação responsável, participação activa, conhecimento do grupo e da democracia educativa, é importante para estabelecer relações entre a escola e a vida para induzir o desenvolvimento dos grupos. Quando falamos em educação ou escola, os primeiros grupos que nos ocorrem no pensamento são as crianças ou jovens. Estes grupos pela sua constante mudança (mentalidade, atitudes), precisam de valores que os ajudem a viver em comunidade, a fomentar o gosto pela formação permanente e de locais que os apoiem. Um dos locais, situado fora dos muros das escolas é a Ludoteca. A Ludoteca, com sua tipologia, é um lugar mágico onde cada um pode fazer uma viagem pelo seu imaginário potencializando o desenvolvimento cognitivo e afectivo das crianças e jovens que as frequentam através de uma diversidade de actividades. O animador deve programar actividades adequadas à população, sem esquecer que deve responder às necessidades da mesma. Por isso deve-se reflectir sobre que papel deve ter o animador nestes espaços: Será uma mera pessoa que serve para entreter no tempo livre? Será que é um professor? Como profissional deve planear actividades que consigam ocupar o tempo do grupo com que trabalha, mas com algum propósito, ou seja, a actividade deve conseguir alcançar um objectivo que vai além da diversão. Sendo assim, o Animador também pode desempenhar o papel de professor, pois através da actividade pode levar à aprendizagem de conteúdos. Portanto, o papel do animador é trabalhar nesta dualidade, educar utilizando o jogo para alcançar o crescimento pleno do grupo. No final deste estágio é importante referir que o animador deve estar constantemente aberto a novas oportunidades e adaptar-se a elas, uma vez que podem surgir problemas 46 (falta de população para trabalhar), por exemplo, ou novos desafios (aec’s e animação hospitalar) que terá de responder com prontidão. Também deve estar atento para conseguir responder às constantes mudanças que possam ocorrer nas suas actividades programadas, falta de interesse por parte da população ou entraves para a realização das mesmas. De facto o estágio revelou-se uma verdadeira aula laboratorial, na qual pudemos aplicar os conhecimentos adquiridos no longo da licenciatura, mas acima de tudo adquirir outros que só se conseguem neste contexto. 47 Bibliografia BADESA, Sara de Miguel, (2004), Perfil del Animador Sociocultural, Madrid: Narcea , S. A de Edicciones BRANDES, Dona, (2008), Manual de jogos educativos, Lisboa: Padrões culturais editora. 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Esta deve dar uma nova forma ao objecto transformando-o realidade antes de o passar a pessoa que se segue. Cada participante terá um minuto Desenvolver a atenção e para fazer objecto e os restantes adivinhar o que é. observação Estimular a criatividade Foto enigma Desenvolver memória a Fotografias cobertas A fotografia está coberta pelos pequenos quadrados. Cada elemento irá por quadrados levantar um quadrado e tentar adivinhar o que está na fotografia se não acertarem ficam uma vez sem joga Bombeiros Reforçar o trabalho Nenhum Forma-se dois grupos. Um é o fogo e o outro é o grupo dos bombeiros. O de grupo primeiro grupo (o fogo) espalha-se pelo espaço, imitando-o levantando os braços. Os bombeiros devem apagar o incêndio com palavras de afecto. Quando uma labareda é apagada passa a pertencer aos bombeiros. Depois do fogo apagado trocam-se os papéis. Rede e os peixes Aumentar a Nenhum Um elemento é o peixe, este deve sair da sala enquanto os restantes concentração e combinam um número. Formam uma roda, com os braços levantados e diversão chamam o peixe. Este vai entrando e saindo da rede, quando chegar ao número que combinaram baixam os braços. Se o peixe estiver dentro da rede, perde juntando-se a rede e escolhe-se outro peixe. Jardineiro Estimular a Vendas Formam-se dois grupos, uns são os jardineiros que estão com os olhos vendados, e os outros as “árvores”. cooperação Vivenciar uma As “árvores” estarão distribuídas pelo espaço e os jardineiros têm de fazer um actividade sem percurso sem lhes tocarem. utilizar a visão Passagem do Melhorar rio a Folhas de papel cooperação Abordar: Garrafas educação Latas ecológica, educação para a saúde Não foi realizado O grupo deverá passar para a outra margem do rio, utilizando as folhas de papel como apoio para a passagem Mímica em Estimular grupo a Nenhum criatividade Uma pessoa começa a representar uma actividade, os outros tentam adivinhar Quando uma adivinha junta-se ao primeiro e continua outra mímica, e assim sucessivamente. O jogo acaba quando todos estiverem no grupo que está a representar. Avaliação Avaliar Papeis com diferentes Para avaliar a aula cada aluno, tem de escolher um papel e coloca-lo no estados de tempo envelope: Envelope Trovoada – Muito mau Chuva – Mau Nublado – Bom Sol - Muito Bom No final cada elemento leva um pequeno livrinho com recomendações e jogos. Não foi realizado Livro entregue às crianças Expressão plástica – Marcadores de Livros Objectivos: Incentivar para a leitura Desenvolver a motricidade fina Materiais: Cartolina cortada às tiras Ligadura de gesso Pincéis Guaches Cola branca Descrição: Recortar a ligadura de gesso da mesma medida da cartolina, passar a cola na cartolina e colar a ligadura de gesso. Pintar a ligadura de gesso ao gosto de cada elemento Plano de Sessão de Expressão Dramática Idade do publico alvo: 6 - 14 Duração da sessão: 60 minutos Indutor: imagem Objectivo da sessão: capacitar os alunos para a interacção com os outros e com o mundo que o rodeia FASE DA ACTIVAÇÃO Objectivos Preparar Material Estruturação Aquecimento Pelo espaço: Andar os Duração à vontade pelo espaço: alunos para a rapidamente, lentamente, normal… sessão, Fixar um ponto, depois e imaginar que 15 min estimulando os está lá algo que gostamos ou detestamos. sentidos Respiração Respirar correctamente, inspirar pelo nariz e expirar pela boca. FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração O que sinto Distribuem-se as imagens. Cada aluno Estimular os anda pelo espaço com a sua imagem e diferentes sentidos, capacidade exteriorizar sentimentos pensa em que nos sentimentos que esta a de Imagens lhe traz. 15 min Descobre o sentimento Cada elemento, tem de expressar o sentimento que cada imagem transmite. Os outros têm de adivinhar. lhe FASE DA DRAMATIZAÇÃO: Objectivos Incentivar Material Estruturação Duração a cooperação, Formam-se grupos. Cada um dos grupos criatividade, originalidade e Imagens interacção com os elementos do tem um conjunto de fotografias. Partindo desse conjunto de fotografias cada grupo 20 min faz uma pequena improvisação grupo. FASE DA RETROACÇÃO: Objectivos Avaliação aula. Material da Estruturação Duração Cada aluno fala sobre a aula. 10 min MATERIAIS Foto enigma Fonte: http://www.papeldeparede.etc.br/download-papel-de-parede_Arvore_1280x1024_1258.html (08/08/20101) Fonte: http://api.ning.com/files/K4CpPQLnG9sM41-H*rActhoZbrz9cQnf0TRtT92zfIdcf4DVkj3929nnTAw9Q*cTxIcW5pzeRGNRnDn-loD-RVgx-HEonwq/Deserto_2.jpg (08/08/2010) As fotografias foram impressas em tamanho A4 Fonte: http://www.eidh.pt/Projectos/O%20Rio%20Pavia/Fotos/imagem%20rio.JPG (08/08/2010) Fonte:http://3.bp.blogspot.com/_knG9WJ3SlUQ/TFmOILLvTLI/AAAAAAAAB28/RrJUN4Av7jw/s1600/incen dio-760869.jpg (08/08/2010) Fonte: http://www.cq.ufam.edu.br/Areas/poluicao_aquatica/iq40.jpg (08/08/2010) Fonte: http://ecourbana.files.wordpress.com/2008/08/montanha.jpg (08/08/2010) Fonte: http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/41/6421praia.jpg (08/08/2010) Avaliação Muito bom Fonte: http://www.balloonmaniacs.com/images/radiantsunheliumballoon.jpg (08/08/2010) Bom Fonte: http://www.divertudo.com.br/nublado.gif (08/08/2010) Mau Fonte: http://kynas.blogs.sapo.pt/arquivo/chuva.gif (08/08/2010) Muito mau Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_EIbpt- ehX9s/TH5Vn2zPgdI/AAAAAAAAAVg/D_AE7x9tmo0/s1600/y1p9TgEsfDkU75V1sJlVeT96_IDRc2Igeh6Fu UXdVt7f7ztlP-NHzAo-FFNuohzigkX4JKgdUD31B0.jpg (08/08/2010) Expressão dramática Fonte: http://www.onlinephotographers.org/pt/big/176/ (08/08/2010) Fonte: http://madalas.blogs.sapo.pt/arquivo/BEIRA%20-%20aldeia_resize.jpg (08/08/2010) Fonte: http://farm4.static.flickr.com/3023/2833802074_8372727c46.jpg (08/08/2010) Fonte: http://www.feriaslowcost.net/wp-content/uploads/caraibas-ferias-2010.jpg (08/08/2010) Fonte:http://www.trekearth.com/gallery/Europe/Portugal/North/Aveiro/Santa_Maria_da_Feira/photo653934.htm (08/08/2010) Fonte: http://blog.cancaonova.com/eto/files/2010/02/chorar1.jpg (08/08/2010) Fonte: http://blog.ambientebrasil.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cidade.jpg (08/08/2010) Fonte: http://www.portaojovem.com/wp-content/uploads/2009/02/deserto.jpg (08/08/2010) Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_mP5JgRErDvA/TDMpQuqmHgI/AAAAAAAADFo/sEMP5nLJfeU/s1600/ima gem_aviao1.jpeg (08/08/2010) Fonte: http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/arco.bloguedesporto.com/images/gd/1262546396/Jogo-defutebol.jpg (08/08/2010) Fonte: http://ronaldrios.interbarney.com/files/2010/01/PALHAO1.JPG (08/08/2010) Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_5TJK-ZNSo6w/TDIgI0lhDXI/AAAAAAAAA8Y/vf7w4I-pM8c/s1600/parisconciergerie.jpg (08/08/2010) Fonte: http://www.aboimdanobrega.com/imagens/PraiaFluvial2.jpg (08/08/2010) Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_M7t1x96VYpU/S_2-7mBBagI/AAAAAAAAAdk/STmOjB7YPk/s1600/criancas_a_brincar.jpg (08/08/2010) Registo fotográfico1 Expressão físico-motora Figura 1 – Brainstorming 1 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 2 - Sessão de esclarecimento Figura 3 – Objecto imaginário Figura 4 – Bombeiros Figura 5 – Rede e peixes Figura 6 – Avaliação Expressão plástica Figura 7 -A cortar o gesso e a passar a cola Figura 8 - Início da pintura Figura 9 - Com o trabalho quase acabado Figura 10 - Aprendendo uma nova técnica Figura 11 . Resultado final Expressão dramática Figura 12 - O indutor (imagem) Figura 13 – O que sinto / descobre o sentimento Figura 14 – Dramatização Figura 15 - Ilustração da dramatização Apêndice 3 De volta… Actividade: De volta…. Objectivos: Abordar a questão do regresso às aulas ou jardim-de-infância, Estreitar laços; Construir objectos com materiais reciclados (Porta lápis) Expressão plástica – Porta lápis Objectivos: Desenvolver a motricidade fina Dar importância ao reutilizar Material: Rolos de papel higiénico Molas Cola branca Guaches Pincéis Cartolina Descrição: Em primeiro lugar pinta-se o rolo de papel higiénico. De seguida corta-se um pedaço de cartolina que será a base e depois cola-se ao rolo. Separam-se as duas partes das molas e colam-se no rolo de papel higiénico. Acabando o trabalho com diversas decorações. Plano de sessão de Expressão Dramática Idade do publico alvo: 6-10 Duração da sessão: 60 minutos Indutor: Objecto Objectivo da sessão: permitir que os alunos consigam interagir uns com os outros, exercitando a capacidade criativa FASE DA ACTIVAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Balão maluco Após a música começar o balão começa a circular, quando o animador bate palmas o balão pára e o elemento que tiver nas mãos deve efectuar um movimento, e os outros fazem o mesmo movimento. Preparar alunos para os a Balão sentidos Corda da paz Formam-se dois grupos que seguram os dois lados 15 min sessão, estimulando os da corda. Os grupos tentam puxar a corda para o seu lado, mas o objectivo do jogo é equilibrar as forças, nenhum grupo deve puxar o outro. Se durante o jogo um jogador perceber que a outra equipa está a perder, deve passar a outra equipa. Respirar FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXPLORAÇÃO Objectivos Material Estruturação Canetas o tacto, a observar com muita atenção, tocar. Estojo Lápis imaginação interagindo com Conhece-o Cada aluno recebe um objecto, que irá Tesoura Estimular Duração Encontra-me Cada aluno tentará encontrar o seu objecto dentro do saco, estando com os 15 min Folha olhos vendados e tendo três tentativas. o objecto Saco Eu sou Vendas Com o seu objecto, cada aluno tem de inventar novas funcionalidades para o objecto exemplificando FASE DA DRAMATIZAÇÃO Objectivos Incentivar tomada Material a Formam-se grupos. Cada grupo terá uma de série de objectos, que incluirá na sua decisões, promover grupo exercitar expressão dramática Duração dramatização, passando pelas 3 fases: a interacção entre o Estruturação e a exposição, conflito e desenlace. 15 min FASE DA RETROACÇÃO Objectivos Avaliação Material Estruturação Diálogo da aula Registo fotográfico2 Expressão plástica Figura 16 - Pintando o rolo de papel higiénico 2 Todas as fotografias foram autorizadas Duração 5 min Figura 17- Colocando cola para a base Figura 18- Colando as molas Figura 19- Resultado final Expressão dramática Escola Primária de Santa Marinha Figura 20 – Balão maluco Figura 21 – Corda da paz Figura 22 – Conhece-o Figura 23 - Encontra-me Figura 24 – Ensaiando as histórias Figura 25 - História nº 1 Figura 26 – História nº 2 Figura 27 – História nº 3 Escola de São Martinho Figura 28- Balão maluco Figura 29 – Encontra-me Figura 30 – Uma história Apêndice 4 Os nossos amigos animais Actividade: “Os nossos amigos animais” Objectivos: Abordar a questão dos animais de estimação Perceber o que são cadeias alimentares Estimular a criatividade e o desenvolvimento motor Expressão plástica – Esculturas com plasticina Objectivos: Conseguir resolver problemas Estimular a criatividade Desenvolvimento da motricidade fina Material: plasticina Descrição: Dar forma à plasticina tentando criar animais, letras, números, objectos Plano de sessão de expressão dramática Idade do público-alvo: 6 -10 Duração: 60 minutos Indutor: Corpo Objectivo da sessão: capacitar os alunos para a realização de diferentes movimentos e desinibir o grupo FASE DA ACTIVAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Andar pelo espaço a diferentes velocidades Os sapos Um dos elementos começa a pular como um Preparar os sapo, pulando desvia-se dos outros, mas alunos para a quando parar em frente de alguém este deve sessão, imita-lo, segurando-o pela cintura. Cada vez 15 min estimulando os que o sapo que puxa a fila a parar, outro sapo sentidos passará a fazer parte do grupo, este jogo só termina quando todos estiverem no grupo. Se algum se desequilibrar tomará a frente do grupo. Respirar FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Escolher Cada elemento escolhe um animal e explora Desinibir e individualmente todos os movimentos que este faz fomentar o diariamente pelas respeito 15 min Transformar diferenças Cada elemento passa a ser esse animal, ou seja, convive com os outros agindo como o animal que escolheu. FASE DA DRAMATIZAÇÃO: Objectivos Favorecer Material improvisação Duração Formam-se grupos. Cada elemento é um a animal. Cada grupo interpreta uma situação concentração, movimento Estruturação e do dia-a-dia. Mas tem de movimentar e agir 20 min como o animal escolhido FASE DA RETROACÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração 10 min Avaliação da aula. Cada aluno fala sobre a aula. Registo fotográfico3 Expressão dramática Figura 31 – Aquecimento Figura 32 – Transformar 3 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 33 - Preparando as dramatizações Figura 34 - Dramatizações Expressão plástica Figura 35 - A explicar a actividade Figura 36 - Crianças a moldar a plasticina Figura 37 – As esculturas Apêndice 5 Peddy Paper: “ A República” Actividade: “Peddy Paper – a República” Objectivos: Conhecer melhor a história do nosso pais Praticar diferentes expressões Pistas 1. Responde às seguintes questões: Quando foi implantada a República em Portugal? a) 10 de Março de 1923 b) 5 de Dezembro de 1980 c) 5 de Outubro de 1910 Que regime existia até este acontecimento? a) Ditadura b) Monarquia Qual foi o último rei de Portugal? a) D. Luís b) D. Filipe c) D. Manuel II Quais são as cores da bandeira portuguesa e qual é o seu significado? Como se chama o hino português? 2. Preenche os espaços em branco do Hino Nacional Heróis do mar, nobre___________ Nação _____________, imortal Levantai hoje de novo O esplendor de Portugal! Entre as ______________ da memória, Ó Pátria sente-se a _______ Dos teus egrégios avós, Que _______________ guiar-te à vitória! Refrão: Às armas, às armas Sobre a ___________, sobre o mar, Às armas, às armas Pela Pátria ____________, Contra os _____________ marchar, marchar! 3. Escreve as palavras que estão espalhadas pelo espaço República Liberdade Rei Pobreza Povo Presidente Igualdade Exílio Revolução 4. Com as palavras que encontrastes, num dos enigmas anteriores, faz uma história para depois a dramatizares 5. Descobre as 5 diferenças 6. Sopa de Letras República Leis Rei R B Z W M M O N A R Q U I A T P X S P Outubro Presidente R E I Q R U R A S Z X C B N S I E L R A N P N Q W E R T Y U O I O P A S D E S V M Ú N B V C X Z Ç U L K J H G F S Portuguesa Monarquia Instabilidade Revolução T Z Q W B E R T Y U I T O P A S D V I Y R E V O L U Ç A O G U H J L K Z N D L X X P I T I N S T A B I L I D A D E Ç A V B M H H C J L L R J P Q W Y V N A S Y O R T P X A Z C O E Q E T U P T P O R T U G U E S A L V S S D F G Q E 7. Com esta plasticina, faz uma escultura que represente o que a República significa para ti. Locais para colocar as pistas Registo fotográfico4 Figura 38 – Início do peddy paper Figura 39- Descobrindo as diferenças 4 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 40 - Na expressão plástica Figura 41 - Procurando as respostas Figura 42- História / dramatização Apêndice 6 As colheitas Actividade : “As colheitas” Objectivos: Trabalhar o respeito pelas diferenças Compreender as tradições ligadas aos cereais e Utilizar os cereais para realizar trabalhos manuais. Expressão Plástica -Moldura com espigas Objectivos: Desenvolver a motricidade fina, abordar noções de geometria, utilizar desperdícios Material Espigas de milho (para decorar) Régua de metal Cartão com 18 x 23cm X-acto, Tesoura Lápis, Cola Descrição: No cartão desenha-se um rectângulo com as dimensões 10x15cm e corta-se o rectângulo com o x-acto. No rectângulo que será a parte detrás da moldura desenha-se um rectângulo mais pequeno na parte superior através do qual se irá pôr a fotografia. Coloca-se cola nas margens do papel e até aos limites dos rectângulos, ficando uma bolsa no centro. Plano de sessão de expressão dramática Idade do público-alvo: 6 -10 Duração: 45 minutos Indutor: Imagem Objectivo da sessão: fomentar a integração e respeito pelas diferenças FASE DA ACTIVAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Bola apresentadora Em círculo, um elemento vai ao centro e diz o nome de um colega, este deve ir agarrar a bola antes que Preparar os Bola alunos para a sessão Milho Recipiente ela caia no chão. E assim sucessivamente até que todos digam o seu nome, Corrida lenta Todos os participantes são colocados em linha recta lado a lado. Os participantes têm de chegar à meta, mas é eliminado o primeiro que chegar à meta. 10 min FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração . Acolhendo por… Cada elemento terá o nome de um cereal, nas costas. Devem-se reunir por grupos dos diferentes cereais. Cereais: Arroz, milho, trigo e aveia Trabalhar a inclusão Imagens* Observa Estimular a Os alunos observam as imagens relacionadas com as cooperação colheitas 15 min Movimenta Cada aluno explora todos os movimentos associados às colheitas. Depois cada elemento faz o movimento e os outros têm de adivinha-lo. FASE DA DRAMATIZAÇÃO Objectivos Exercitar imaginação Material a Estruturação Duração Formam-se grupos. Cada grupo faz uma história associando as tradições e os movimentos 15 min FASE DA RETROACÇÃO Objectivos Avaliação da aula. Material Estruturação Cada aluno fala sobre a aula. *Imagens Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Duração 5 min Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010) Fonte:http://3.bp.blogspot.com/_D1tStm9vC18/Sl8Jstx3wuI/AAAAAAAAAOc/5PlbC70RBiI/s320/DESFOLH ADA.jpg (25/09/2010) Fonte: http://www.casadeportugalsp.com.br/quadros/mat013.JPG (25/09/2010) Registo fotográfico5 Expressão dramática Escola Primária do Sabugueiro Figura 43 - Bola Apresentadora Figura 44 - Corrida Lenta 5 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 45 - Acolhendo por… Figura 46 – Observa Figura 47 – Movimenta Figura 48 - Dramatizações Centro Escolar de Seia Figura 49- Corrida lenta Figura 50 – Observa Figura 51 – Movimenta Expressão plástica Figura 52 – Início do trabalho Figura 53 – Recortar Figura 54 – Colocar a cola Figura 55 - Decorando a moldura Figura 56 - Trabalho final Apêndice 7 Sessão de Expressão dramática Actividade: “Sessão de expressão dramática” Plano de sessão de expressão dramática Idade do público-alvo: 6 -10 Duração: 45 minutos Indutor: Texto Objectivo da sessão: desenvolver a criatividade através da exploração de diferentes movimentos. FASE DA ACTIVAÇÃO Objectivos Material Bola Estruturação Duração Pés quietos Todos estão em círculo. Um dos participantes está no centro, este atira a bola gritando um nome dos Preparar os participantes. Este deve agarrar a bola. Quando a alunos para a apanhar deve dizer “pés quietos” e todos os sessão participantes devem ficar imóveis. O que apanhou Desenvolver o deve acertar num dos participantes que vai continuar 10 min o jogo. espírito equipa de Passando pelo túnel Semelhante ao jogo da apanhada, um elemento tem de apanhar os outros. Quando um é apanhado fica imóvel e deve abrir as pernas. Se outro elemento passar por baixo é salvo e pode voltar ao jogo FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Luz e sombra Em grupos de dois, um vai à frente e o outro atrás. Explorar O da frente é a luz que fará alguns movimentos que movimentos o outro (sombra) terá fazer Exercitar a atenção e Passeios cómicos observação Um elemento começa a caminhar de forma Promover disparatada e os outros imitam. Quando achar 15 min oportuno passa a vez a outro. Não devem repetir a interacção movimentos social Descobre quem é Forma-se um círculo. Cada elemento escolhe uma personagem ou pessoa famosa. Depois um de cada vez tem de fazer os movimentos que essa pessoa faz habitualmente e os outros têm de adivinhar quem é FASE DA DRAMATIZAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Personificar Dividem-se em grupos consoante as uma escolhas dos programas, devem brincar pessoa famosa e avaliar com esse programa: imitando os que programas famosos, caricaturando-os, exagerando 15 min de TV vêem nos tiques. FASE DA RETROACÇÃO Objectivos Avaliação Material Estruturação da aula. Duração 5 min Cada aluno fala sobre a aula Nota: Esta sessão foi adaptada para o primeiro ano, introduzindo outros jogos devido à faixa etária, espaço e tempo disponível. Registo fotográfico6 1º D Figura 57 – Apresentação 6 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 58 - Luz e sombra 2º Ano Figura 59 – Pés quietos Figura 60 - Passando pelo túnel Figura 61 - Luz e sombra Figura 62 - Passeios cómicos Figura 63 - Descobre quem é Figura 64- Dramatizações 1º C Figura 65 – Apresentação Figura 66 - Acolhendo por Figura 67 – Descobre quem é Apêndice 8 Aula de enriquecimento curricular Actividade: “Aula de enriquecimento curricular” Objectivos: Desenvolver a atenção e a observação Proporcionar um maior conhecimento próprio e do outro Denominação Objectivos Material Descrição Um de cada vez deverá falar o seu nome Nome rimado Desenvolver a atenção e e uma palavra que rime com ele. Todo o Nenhum observação grupo terá de dizer o nome e a palavra dita pelo primeiro e assim sucessivamente, até que todos se tenham apresentados. Um dos elementos do grupo põe-se sério Não me façam Desenvolver rir concentração a e decide que não voltará a rir nem sorrir. Nenhum Um outro elemento tenta mudar esse estado de espírito. Os parceiros mudam quando o primeiro rir ou sorrir Melhorar a cooperação Atravessar o rio Folhas de Abordar: papel educação Garrafas ecológica, educação para a Latas O grupo deverá passar para a outra margem do rio, utilizando as folhas de papel como apoio para a passagem saúde Escrever nas costas Desenvolver a atenção e estimular o tacto Em grupo de dois, tem de estar um de Nenhum costas para o outro. O que está de costas voltadas tem de adivinhar o que o outro está a desenhar Em circulo, um está no centro com os Reconhecer os outros Estimular o tacto e a memória Vendas olhos vendados, o animador direcciona-o para um elemento e terá de descobrir quem é Exteriorizar o que se Emita o nome do nome sente relação ao outro Fomentar respeito Cada participante escreve o seu nome e em Recipiente o pelas Papéis coloca-o no recipiente. De seguida cada elemento vai retirando um papel e deve imitar o jogador que retirou. diferenças Nota: Não foi realizada porque não existiram mais substituições nas aulas de enriquecimento curricular. Apêndice 9 Animação Hospitalar Actividades para a Animação hospitalar Idade do público-alvo: 50-80 Duração da sessão: 60 minutos Objectivos: Promover a interacção entre os utentes da unidade hospitalar de Seia, recorrendo a diferentes jogos para estimular as memoria, imaginação e capacidade motora Denominação Apresentação Nome rimado Objectivos Conhecer a realidade e os idosos Desenvolver a atenção e linguagem Provérbios Promover a interacção de grupo e comunicação Jogos com o Balão Desenvolver a capacidade motora e a motricidade fina e grossa Nova função Permitir o desenvolvimento da imaginação recorrendo à manipulação de um objecto Material Nenhum Nenhum Nenhum Balão Folha de jornal Descrição Cada idoso faz a sua apresentação abertamente Um de cada vez deverá falar o seu nome e uma palavra que rime com ele O animador começa um provérbio e os idosos têm de o acabar a) Movimentar o balão rodando-o ao longo dos diferentes membros: braços, cintura, pernas b) Cada idoso tem um balão que irá lançar ao ar, e tentará deixa-lo no ar o maior tempo possível c) O balão vai passando de idoso para idoso, utilizando os diferentes membros do corpo, braços, cotovelo… Cada idoso tem uma folha de jornal, com ela deve reinventa-la dando-lhe novas funções. Lista de provérbios Filho és pai serás conforme fizeres, assim acharás Longe da vista perto do coração Com o tempo tudo se cura Quem muito dorme pouco aprende Amor com amor se paga De pequenino se torce o pepino Quem nada não se afoga O hábito faz o monge Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és Mais vale tarde do que nunca Entre marido e mulher ninguém mete a colher Devagar se vai ao longe As pressas dão em vagares Fevereiro quente traz o diabo no ventre Carnaval na eira Páscoa na lareira As pressas são inimigas da perfeição Quem dá o que tem a pedir vem O que é doce nunca amargou Nem tudo o que reluz é ouro Quem desdenha quer comprar De manhã é que se começa o dia Quem mal anda mal acaba Nunca digas desta água não beberei Pelo S. Martinho vai a adega e prova o vinho Tantas vezes vai o cântaro à fonte que um dia fica lá a asa Cavalo dado não se olha o dente Morre o bicho acaba a peçonha Grão a grão enche a galinha o papo Quem não tem cão caça com gato Quem tem medo compra um cão O segrego é a alma do negócio Quem muito fala pouco acerta Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão Vale mais um pássaro na mão do que dois a voar Mais vale tarde do que nunca Cão que ladra não morde Quem tudo quer tudo perde Faz o bem sem olhar a quem Registo fotográfico7 Figura 68 – Apresentação Figura 69 – Provérbios 7 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 70 - Jogos com o balão Figura 71- Novas funções Apêndice 10 Viver o Halloween Actividade: “Viver o Halloween” Objectivos: Compreender as tradições relacionadas com o Halloween Expressão Plástica – Máscaras Objectivos: Desenvolver a motricidade fina e criar máscaras e objectos para o dia das bruxas Material: Pratos de papel Cola branca Pincéis Guaches Folhas de jornal Tiras das folhas de jornal Descrição: Corta-se os pratos de acordo com a forma que esta irá ter e os orifícios para os olhos. Num recipiente mergulham-se as tiras de papel na cola branca. Colando-as de seguida no prato, mais ou menos 4 camadas, deixa-se secar e pinta-se. Plano de sessão de expressão dramática Idade do público-alvo: 6 -10 Duração: 45 minutos Indutor: Texto Objectivo da sessão: desenvolver a capacidade da fala FASE DA ACTIVAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Cabeça do dragão Todos formam um grupo, menos dois, um será a cabeça do dragão e o outro o rabo. O que será o rabo tem agarrar a cabeça bela cintura. Os elementos que estão círculo devem primeiramente passar a bola entre si, depois tentando acertar no rabo. Por sua vez a Preparar os Bolas cabeça tenta desviar as bolas com as mãos. Quando a alunos para Música bola acertar o rabo aquele que a atirou passa a ser o a sessão Leitor de rabo e o antigo rabo a cabeça. A antiga cabeça vai 10 min para o círculo. cds Mago Andam pelo espaço. Um será o mago cada vez que este tocar em alguém fica congelado e só sairá deste estado se alguém o abraçar. Durante o jogo outros magos serão seleccionados. FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO Objectivos Material Estruturação Duração Leitor O animador escolhe um qualquer parágrafo, cada membro do grupo deve assumir o papel de dum leitor (locutor, politico, reticente, sacerdote, polícia) e de seguida ler o Permitir uma melhor verbalização recorrendo à memória parágrafo. Texto 15 min Revela-te e mímica Cada elemento lê um parágrafo, após breves segundos, sem utilizar a fala, tenta dizer aos colegas o que esta lhe transmitiu utilizando a mímica FASE DA DRAMATIZAÇÃO Objectivos Praticar Material Estruturação Duração a expressão dramática utilizando texto explorar emoções um Texto base, as Pequena proposto* dramatização do texto 15 min FASE DA RETROACÇÃO Objectivos Avaliação Material Estruturação da aula. Duração 5 min Cada aluno fala sobre a aula Texto: Era uma bruxa que, como é bem natural de vassoura se movia e pela calada da noite, só o mocho é que a via. Segundo ele, esta bruxa, à beleza, nada devia: desdentada e resmungona, chapéu bicudo e vassoura que parecia uma esfregona! Contava pois este bicho… a rondar as casas ela andava. Por certo para castigar alguém, uma maçã vermelha, um feitiço. Fazer o Mal, nunca o Bem! Os animais comentavam, só uma bruxa podia ser! Nunca ali houvera memória de tanto bicho assustado com esta terrível história. Até a gente lá da terra andava cheia de medo, pelas janelas espreitando, a ver se a bruxa lá vinha que não viesse, rezando. Mas um dia a verdade acabou por se saber. Não era uma bruxa, afinal era antes uma fada boa na noite de Halloween a combater o mal. Quando virem uma bruxa a espreitar à vossa porta, tenham, pois, muita atenção. As aparências iludem e há bruxas que não o são … … e têm bom coração! Fonte: http://www.slideshare.net/TaniaRaquel/a-histria-de-uma-bruxa-alterada-2483002 (21/10/2010) Registo fotográfico8 Decoração da Ludoteca Figura 1 – Começando a moldar os balões Figura 2 - As aranhas 8 Todas as fotografias foram autorizadas Figura 3 - As abóboras Figura 4 - Decoração Expressão dramática Figura 5 - Cabeça do dragão Figura 6 – Mago Figura 7 - O leitor Figura 8 - Revela-te Figura 9 – Dramatização Figura 10 - Avaliação Expressão plástica Figura 11 – Recortar os pratos Figura 12- Colando as tiras Figura 13 - Traçando os pormenores Figura 14 – Pintando Figura 15 - Resultado final Anexos Anexo 1 Programação das actividades da Ludoteca Nome:____________________________________ Seia, Agosto de 2010 Recomendações Evita as horas em que a sua radiação é mais perigosa, entre as 11h30 e as 16h30 Usa sempre um filtro solar com o índice de factor de protecção adequado. Utiliza o filtro solar mesmo que estejas à sombra de um chapéu-de-sol ou de um toldo. Usa uma camisola de algodão, chapéu (preferível ao boné, porque protege as orelhas) e calção ou fato de banho. Levar para a praia: legumes (em salada, por exemplo), frutos, água e sumos naturais, são alimentos leves que permitem uma melhor digestão. Não te esqueças que a digestão é sempre de duas horas e meia. Durante o dia, as brincadeiras podem fazer com que nos esqueçamos de algo essencial: a hidratação. Bebe muita água. 2 Se não gostamos de uma praia suja, o melhor é contribuirmos para a sua limpeza. Não deites lixo para o chão (nada de enterrar coisas discretamente...). Mais uma coisa, as nossas necessidades fisiológicas não devem ser feitas nem na água nem na areia. Significado das bandeiras - O mar está muito bravo pelo que não se deve entrar na água. 3 - Pode-se tomar banho, mas não se pode nadar nem ir para fora de pé. E é preciso ter mais cuidado. - O mar está calmo, pode-se nadar mas não vale a pena arriscar a vida. Quem sabe nadar não se deve afastar da costa, deve nadar paralelamente a ela. 4 Actividades 5 Sopa de letras R O L Balde A C Sol F Férias L O Brincar R E Rio S Floresta T A P M O Praia V O L T A E P E D L A B I S O B A M O M A R R R J C F S O L N A T D I A F I A T A R C R S P T L 6 S I N O E A S B R I N C A R A D O R Z E S S D L N O A G Q T N E L U D O T E C A P J A O M L H I Y P Montanha C Tenda D A Festas G Calor M H Piscina R Z Mar T E Ludoteca N D A L Colorir 7 “ As minhas férias” 8 9 Boas Férias! Aparece na Ludoteca! 10