Ficha de Identificação
Marlene Margarida Coelho Ferreira
Relatório de estágio apresentado à Escola Superior
de Educação Comunicação e Desporto da Guarda,
do curso de Animação Sociocultural, desenvolvido
na Ludoteca Municipal de Seia, orientado pela Dra.
Maria Eulália Clara (coordenadora da Ludoteca) e
pelo Professor Emanuel Castro, entre 3 de Agosto e
3 de Novembro.
Guarda, Janeiro de 2011
Agradecimentos
À Escola Superior de Educação, Comunicação Desporto da Guarda
Ao meu orientador de estágio por toda a ajuda dispensada ao longo de todo o estágio
À equipa da Ludoteca que me recebeu de braços abertos, em particular à minha tutora
A todos os professores que me ajudaram na minha formação
À minha família por todo o apoio que me tem dado
II
Índice geral
Ficha de Identificação .............................................................................................................................. I
Agradecimentos....................................................................................................................................... II
Índice geral ............................................................................................................................................ III
Índice de esquemas ............................................................................................................................... IV
Índice de figuras .................................................................................................................................... IV
Índice de gráficos .................................................................................................................................. IV
Índice de tabelas .................................................................................................................................... IV
Resumo ....................................................................................................................................................V
Introdução ............................................................................................................................................... 1
Capítulo I – O âmbito socioeducativo da Animação Sociocultural ........................................................ 4
1.
Da Animação Social à Animação Educativa ............................................................................... 5
2.
As ludotecas e o seu papel socioeducativo .................................................................................. 9
3.
A pertinência da Animação Sociocultural nas Ludotecas ......................................................... 12
Capítulo II – A Ludoteca Municipal de Seia ......................................................................................... 15
1. Caracterização da comunidade ...................................................................................................... 16
2. A experiência das ludotecas a nível nacional ................................................................................ 19
3. A importância da Ludoteca Municipal de Seia na educação não formal ...................................... 21
4. O estágio........................................................................................................................................ 24
4.1. Objectivos e enquadramento .............................................................................................. 24
4.2. Calendarização ................................................................................................................... 27
4.3. Actividades ......................................................................................................................... 29
4.4. Avaliação do estágio .......................................................................................................... 41
Considerações finais.............................................................................................................................. 45
Bibliografia ........................................................................................................................................... 48
Webgrafia .......................................................................................................................................... 49
Artigos da Internet ......................................................................................................................... 49
Páginas da Internet ........................................................................................................................ 50
Outras fontes ..................................................................................................................................... 52
Apêndices
Anexos
III
Índice de esquemas
Esquema 1- Caracterização do concelho ............................................................................................... 16
Índice de figuras
Figura 1- Equipamentos sociais ............................................................................................................ 18
Figura 2 – Auditório .............................................................................................................................. 23
Figura 3 – Cozinha ................................................................................................................................ 23
Figura 4 – Casa das bonecas ................................................................................................................. 23
Figura 5 – Hall ...................................................................................................................................... 23
Figura 6 - Cantinho dos Jogos ............................................................................................................... 23
Figura 7 - Cantinho dos computadores e playstation ............................................................................ 23
Figura 8 - Cantinho da expressão plástica ............................................................................................. 23
Figura 9 - Cantinho da Moda ................................................................................................................ 23
Figura 10 – Conjunto de fotografias das actividades ............................................................................ 41
Índice de gráficos
Gráfico 1 – Pirâmide etária ................................................................................................................... 17
Gráfico 2 – Índice de envelhecimento................................................................................................... 18
Índice de tabelas
Tabela 1 – Diferentes perspectivas conceptuais ...................................................................................... 5
Tabela 2 - Modalidades na Animação Sociocultural............................................................................... 7
Tabela 3 - Funções da Ludoteca ............................................................................................................ 10
Tabela 4 – Dimensões do ócio .............................................................................................................. 12
Tabela 5 - Animação Sociocultural na Infância .................................................................................... 13
Tabela 6 - As ludotecas ......................................................................................................................... 19
Tabela 7 - Diagnóstico .......................................................................................................................... 24
Tabela 8 - Calendarização ..................................................................................................................... 28
Tabela 9 - Actividades........................................................................................................................... 29
Tabela 10 – Actividades realizadas na Ludoteca .................................................................................. 31
Tabela 11 - Actividades realizadas nas aulas de enriquecimento curricular ......................................... 36
Tabela 12 - Actividade realizada no contexto hospitalar ...................................................................... 40
Tabela 13 - Dificuldades ....................................................................................................................... 42
IV
Resumo
O estágio, mais do que uma unidade curricular do Curso de Animação Sociocultural, constitui
ferramenta fundamental na formação pessoal e profissional do futuro licenciado. A Animação
Sociocultural, pela sua dimensão prática, pretende através de actividades induzir o
desenvolvimento do indivíduo, por isso o estágio assume uma especial importância, já que
durante esse período (três meses) conseguimos aplicar conhecimentos e adquirir muitos
outros.
O estágio que agora relatamos foi desenvolvido na Ludoteca Municipal de Seia, que pela sua
dinâmica (utilização do jogo como método de intervenção, espaço com diversas oficinas) e
utilizadores (crianças e jovens), considerámo-la como o local ideal para o realizar.
Quando mencionamos as crianças e jovens como público-alvo o nosso olhar dirige-se para a
Animação Socioeducativa e a Animação para a Infância. Estes dois âmbitos da Animação
Sociocultural estão intimamente ligadas, pois se por um lado pretendem incutir valores, por
outro educam através do ócio tendo como objectivo final favorecer o aperfeiçoamento das
competências.
As actividades que programámos e colocámos em prática desenvolveram-se ao longo dos três
meses, adequando-se a efemérides, épocas festivas e novos desafios (aulas de enriquecimento
curricular e animação hospitalar), dando origem a actividades temáticas, como por exemplo,
As colheitas, Peddy Paper: “A República”, entre outras. Nelas tentámos utilizar as diferentes
expressões, dando especial ênfase para a expressão plástica e expressão dramática, como
resposta às necessidades que detectamos e por se tratarem das duas expressões bem aceites
pelo público-alvo.
A Ludoteca, como um espaço pluridisciplinar, requer a presença de um Animador
Sociocultural, uma vez que pela sua formação tomou conhecimento de técnicas de
investigação para averiguar características, necessidades e dinâmicas para melhorar a
realidade da população com a qual trabalha. Por outras palavras, a Animação Sociocultural é
interdisciplinar, deste modo actua e deve actuar nestes locais tão heterogéneos.
V
Introdução
1
No término dos três anos de estudo na Licenciatura em Animação Sociocultural surge o
estágio curricular, peça fundamental para aplicar os conhecimentos adquiridos. O estágio é
muito mais que uma simples unidade curricular, uma vez que requer a assimilação, de um
todo mais abrangente, apenas conseguido através da articulação de conhecimentos.
Como nos diz Lopes (2006: 149) citando Peres assumimos a Animação Sociocultural como
uma estratégia (…) assente num conjunto de práticas de investigação social, participação e
acção comprometida, um estágio nesta área assume importância adicional, na medida que, é
nele que se reflecte todo o trabalho desenvolvido.
Qualquer estágio deve estar bem fundamentado e conter todas as práticas desenvolvidas, para
isso, elaborámos o presente relatório que tem como principais objectivos:

Enquadrar o trabalho desenvolvido – qualquer projecto deve conter uma base teórica,
de forma a justificar o que podemos ou não podemos fazer. Neste caso sendo, um
estágio em Animação Sociocultural é necessário delimitar o âmbito do mesmo,
fornecendo as ferramentas necessárias para o desenvolvimento das actividades,

Descrever as actividades – a Animação Sociocultural, tendo uma dimensão bastante
prática, e neste caso se tratar de um estágio, é indispensável a descrição das
actividades, para dar a conhecer o trabalho desenvolvido,

Reflectir o papel do animador nas Ludotecas – em qualquer espaço que o animador
actua, este deve estar numa constante avaliação, não só ao seu trabalho com a
população mas também a sua postura.
Para se realizar qualquer projecto de Animação Sociocultural é necessário recorrer a várias
metodologias: É necessário levar a cabo acções concretas nas comunidades em que
trabalhamos, mas o mais importante ainda é questionarmos para quê, ou seja, que finalidade
pretendemos alcançar com elas. Não nos podemos esquecer de que a realidade é melhorada
não por fazer muito, mas por planear uma acção significativa que propicie de forma óptima a
mudança e a melhoria dessa realidade (SERRANO, 2008: 13)
O estágio que agora relatamos, iniciámo-lo com um diagnóstico para averiguar as
necessidades da população. Cada população com a qual se trabalha tem as suas
2
especificidades, daí que cada actividade deve responder aos principais problemas, para
melhorar a sua qualidade de vida.
Para que exista um planeamento eficaz de cada actividade, para além de se recorrer ao
diagnóstico, deve-se recorrer à recolha bibliográfica, não só para as enquadrar mas também
para conhecer resultados das dinâmicas. Também nos permitirá conhecer e compreender os
diferentes campos conceptuais e metodologias da área disciplinar na qual trabalhamos.
Assim, para corresponder aos objectivos deste relatório, alicerçamo-lo na seguinte estrutura: o
âmbito socioeducativo da Animação Sociocultural reflectindo a problemática da Animação
socioeducativa e a sua relação com as ludotecas (Capítulo I), o papel das Ludotecas a nível
nacional, a Ludoteca Municipal de Seia e o estágio, que desenvolvemos nesse local, com os
seus objectivos, actividades e reflexão (Capítulo II).
3
Capítulo I – O âmbito
socioeducativo da Animação
Sociocultural
Capítulo I
O âmbito socioeducativo da Animação
Sociocultural
4
1. Da Animação Social à Animação Educativa
O conceito de Animação Sociocultural, pela sua diversidade de metodologia de aplicações,
apresenta um campo conceptual difuso, que merece uma atenção especial resumido na tabela
1.
Tabela 1 – Diferentes perspectivas conceptuais
Autor
Definição
Ander- Egg, E ( 1981)
A Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais,
baseadas numa pedagogia participativa, tem como finalidade
actuar em diferentes âmbitos de desenvolvimento da
qualidade de vida, com o fim de promover a participação da
população no seu próprio desenvolvimento cultural, criando
espaços para a comunicação interpessoal.
Unesco (1982)
A Animação Sociocultural é um conjunto de práticas sociais
que têm como finalidade estimular a iniciativa e a
participação das comunidades no processo do seu próprio
desenvolvimento e na dinâmica global da vida sociopolítica
em que estão integradas.
Quintana, J. Mª ( 1985)
A Animação Sociocultural pode entender-se como uma
função social, uma atitude ou mentalidade, uma profissão e
incluindo um conjunto de técnicas e métodos específicos.
Aponta a um trabalho orientado para grupos e não para
indivíduos isolados, se insere na cultura própria desses
grupos, nos quais as actividades educativas e culturais são
meios para um processo de emancipação. É uma tecnologia
social que, baseada numa pedagogia participativa, tem por
finalidade actuar em âmbitos diferentes da qualidade se vida,
mediante a participação da população no seu próprio
desenvolvimento sociocultural.
5
Castro, A de ( 1987)
A Animação Sociocultural é um conjunto de acções que
tendem a oferecer ao indivíduo a possibilidade de converterse em agente do seu próprio desenvolvimento e o
desenvolvimento da sua comunidade, gerando processos de
participação, respondendo às necessidades tendo em conta os
centros de interesse das pessoas, apoiando-se numa
pedagogia activa e dinamizadora.
Fonte: Adaptado de BADESA, 2004: 44 a 48
Para além das definições que aqui apresentamos existem outras, no entanto podemos elencar
alguns pontos em comum:

A existência de um conjunto de práticas, actividades e relações que expressam os
interesses (artísticos, intelectuais, sociais, práticos e físicos) dos indivíduos nos seus
tempos livres, que respondem à necessidade de iniciação de grupo, formação e acção,

Carácter voluntário e abertos a todos os indivíduos,

Procura criar processos de participação entre todos aqueles em que estão implicados,

Métodos e técnicas de actuação, apoiadas numa pedagogia participativa,

A presença do animador como dinamizador (promove actividades), assistente técnico
(dá apoio ao grupo e ao desenvolvimento das actividades), mediador (tenta resolver os
problemas) e transmissor (transmite os principais valores, proporciona conhecimentos,
técnicas).
Neste contexto, Animação Sociocultural desenvolve-se a partir de três as modalidades de
intervenção (tabela 2):
6
Tabela 2 - Modalidades na Animação Sociocultural
Modalidade
Funções
Metodologia
Espaços
Casas da Cultura,
Promoção cultural
Cultural
Centros e equipamentos
Desenvolvimento da expressão
Centrada na
Participação cultural e artística
actividade
culturais,
Escolas
e
oficinas
artísticas e de expressão,
Museus e bibliotecas.
Vertente
comunitária
(participação, associativismo e
Social
desenvolvimento comunitário)
Vertente assistencial (Inserção e
Centrada no
grupo ou
comunidade
integração)
Associação e movimentos
ou colectivos de cidadãos,
Centros cívico - sociais ou
serviços sociais.
Universidades populares,
Centros
Desenvolvimento da motivação
para a formação permanente
Educativa
Dinamização
de
recursos
pessoais
Educação nos tempos livres
de
educação
permanente de adultos,
Centrada na
pessoa
Centros
(actividades
de
ensino
extra-
escolares
e
complementares), Centros
de equipamentos de ócio.
Fonte: PÉREZ, Víctor J. Ventosa, 2004: 89
A modalidade cultural, tem como principais objectivos fomentar a criatividade, expressão e a
criação cultural é centrada na actividade como produto, ou seja, o resultado assume uma
especial importância em detrimento do processo.
A modalidade social, quer no seu aspecto comunitário, que pretende o desenvolvimento da
participação, o desenvolvimento local, a melhoria das relações humanas, entre outras, quer no
aspecto assistencial que assenta em actuações do tipo compensatório, tem como principal
7
objectivo originar processos a nível individual e colectivo. Esta modalidade é centrada no
grupo, dada a sua importância no estabelecimento de normas e aprendizagens.
A modalidade educativa tem como objectivos conseguir originar o interesse para a
aprendizagem e formação ou a educação nos tempos livres. Sendo assim, centra-se na pessoa
e nas suas particularidades.
Centrando o nosso olhar apenas na modalidade social e na modalidade educativa, referidas na
tabela 1, verificamos que ambas têm a sua metodologia centrada na pessoa, considerando-a
parte integrante de um grupo sem esquecer as suas características.
Tal como Reymond- River (1977) afirma o homem é um ser social (…) vemo-lo sempre a
procurar a companhia nos seus semelhantes e viver em grupo, o Homem é um ser que vive
das relações que estabelece com o outro, faz parte de em grupo e é nele que começa a fazer as
suas aprendizagens, encontrando a base da sua existência. Desta forma falamos em dois tipos
de desenvolvimento: o social e o cognitivo, que em conjunto dão origem a um
desenvolvimento mais amplo e humano.
Sendo assim, é necessário que cada um participe no seu desenvolvimento, para que se consiga
motivar para a aprendizagem e formação permanente, bem como para a ocupação dos seus
tempos livres, principalmente quando falamos em população infantil.
Quando falamos nesta população, a Animação Sociocultural evolui para Animação
Socioeducativa, tal como afirma MASÓ, s.d: 172, outro aspecto interessante é a substituição
do adjectivo sociocultural por socioeducativo, quando nos referimos à população infantil. A
necessidade de uma maior atenção educativa neste sector justifica, quem sabe, a alteração do
termo cultural pelo educativo.
Podemos considerar a Animação Socioeducativa como: um trabalho específico, fora do
contexto escolar (institucional), com crianças e pré adolescentes (dos 7 aos 13 anos)
contribuindo para o seu desenvolvimento bio-psico-social através de actividades em que seja
feito apelo à criatividade, afirmação social e inserção na realidade próxima (LOPES, 2006:
385 citando Intervenção, 1978: 2)
A Animação Socioeducativa actua em vários espaços: centros de ensino, hospitais, ludoteca
entre outros.
8
2. As ludotecas e o seu papel socioeducativo
As Ludotecas são espaços que surgiram em maior número após 1960. Com o objectivo de dar
resposta às necessidades lúdicas das crianças, compreendendo a ocupação do tempo livre
através de actividades que proporcionem o desenvolvimento integral.
Estes locais constituem espaços nos quais as crianças poderem brincar e jogar através de
diferentes dinâmicas e expressões. Segundo Bandera, 2004 citando Raimundo Dinello: Las
Ludotecas son espacios de expresión lúdica, creativa, transformados por la imaginación,
fantasía y creatividad de los niños, jóvenes, adultos y abuelos donde todos se divierten con
espontaneidad, libertad y alegría. Assim, podemos elencar os principais objectivos destas
instituições associados ao seu papel socioeducativo:

Conseguir que todas as crianças tenham acesso aos brinquedos – muitas crianças
devido às dificuldades do agregado familiar não têm a oportunidade de brincar com
alguns brinquedos;

Propiciar o jogo e o convívio – contribuir para a criação de laços entre as crianças;

Divulgar o valor do jogo - com o desenvolvimento das tecnologias, o valor do jogo foi
sendo esquecido, o que se torna essencial readquirir;

Melhorar as relações entre a criança e os pais – os pais ao acompanharem as crianças
contribuem não só para o desenvolvimento do seu educando mas também a relação
entre ambos;

Estimular a criança para a construção dos seus brinquedos e seu conserto – favorecer a
criatividade, utilizando técnicas para a construção dos brinquedos;

Oferecer actividades lúdicas e/ou material lúdico adequado às crianças deficientes –
evitar a discriminação entre crianças;

Permitir uma melhor autonomia na escolha dos brinquedos – desenvolver o sentido de
escolha;
9

Orientar os pais na escolha da compra dos brinquedos para os seus filhos - encaminhar
para uma escolha mais acertada para responder as necessidades de cada criança;

Desenvolver actividades de animação, nas quais o jogo e o brinquedo estejam
interligados – através do jogo e do brinquedo são planeadas actividades para o
desenvolvimento da criança
Em função dos objectivos apresentados podemos traçar um quadro funcional das Ludotecas
(tabela 3):
Tabela 3 - Funções da Ludoteca
Funções
Função recreativa
Explicação
A ludoteca deve oferecer diversão e fazer passar um bom
tempo aos seus utilizadores. Para tal, deve ser atractiva e tem
que ter um ambiente de simpatia e de cordialidade.
Função educativa
O jogo é um mecanismo de aprendizagem inato, logo os
educadores devem estimular a capacidade de jogar, educando
de forma globalizada os aspectos sensoriais motores,
intelectuais, comunicativos e sócio-afectivos, entre outros.
Função socioeconómica
A ludoteca colabora activamente para o cumprimento do
direito de todas as crianças ao jogo, pondo o jogo e os
brinquedos ao alcance de todos.
Função comunitária
A ludoteca estabelece um clima de participação na realidade
quotidiana e relações com outras instituições (escolas,
associações, clubes, bibliotecas, entre outros).
Função de integração social
A ludoteca é um espaço de relação com outras crianças de
qualquer realidade social. É também um espaço propício a
relações intergeracionais
Função de investigação
A ludoteca é o maior espaço com material lúdico que existe.
Portanto, tem a tarefa de avaliar a qualidade dos brinquedos, a
experimentação dos novos jogos, a recuperação e divulgação
10
de jogos populares, a experimentação sobre animação e
organização, entre outros.
Fonte: http://anima-eseb.blogspot.com/2008/01/as-ludotecas.html (2/11/2010)
Seguindo esta linha de ideias podemos dizer que o jogo é o principal veículo para a
aprendizagem, através dele conseguimos instituir regras, estimular a simulação, a acção, o
disfarce e a socialização, tendo um papel fundamental quando se trata de crianças.
O jogo é um elemento cultural, por este motivo torna-se necessário voltar as nossas origens
não só pela restituição de tradições mas também os valores que estes transmitiam, as
particularidades específicas dos jogos e locais reflectem, afinal, os traços característicos da
cultura e organização social das comunidades no seu todo: as relações sociais, as estratégias
e opções de vida, os mitos e as superstições (Serra, 2001: 23).
Utilizando-o como metodologia de intervenção existem dois tipos de actividades
diferenciadas: um assenta na conjugação do jogo livre e das actividades de diversão
quotidianas estruturadas e um outro são actividades espaciais que se realizam em momentos
pontuais.
Qualquer actividade / proposta educativa deve caracterizar-se por: uma educação que parte
das crianças, ênfase dos valores educativos da recreação e da vida quotidiana, a promoção
da vida em grupo, a participação e envolvimento pessoal e a presença de um grupo de
educadores (Sastre, Ana M. Calvo em TRILLA, 2004: 212)
As ludotecas potenciam, através do jogo, o desenvolvimento da criança através da capacidade
para o ócio, ou seja, a ocupação do tempo livre com alguma utilidade. Termos como ócio e
tempos livres são constantemente interpretados como sinónimos, Lull considera que no
chamado tempo de não trabalho existem dois tempos: um tempo que é dedicado ao
cumprimento das obrigações cívicas, familiares, fisiológicas e o tempo restante, que
corresponde ao tempo livre, liberto, que é, no nosso entender, o tempo que constitui aquilo
que chamamos ócio. (…) o tempo de ócio assim entendido revela aspectos positivos
provenientes de acções dos três D (s) Diversão, Descanso , desenvolvimento. ( LOPES, 2006:
441)
11
Por outras palavras podemos considerar o ócio como conjunto de actividades que se realizam
fora do tempo dedicado as obrigações (trabalho, família) pretende formar e participar
voluntariamente na vida da comunidade. Sendo assim o ócio assume quatro dimensões
descritas na tabela 4.
Tabela 4 – Dimensões do ócio
1. Componente lúdica: compreendida como jogo, diversão fundamental para um bom
equilíbrio físico e psíquico do ser humano
2. Desenvolvimento criativo: através do ócio, a pessoa vai auto-formando as suas
destrezas e habilidades
3. Dimensão festiva: as actividades deixam de ser a quotidianidade do dia-a-dia
transformando-se numa experiência extraordinária
4. Carácter solidário: mediante as actividades voluntarias, a pessoa consegue
comunicar-se e comprometer-se em projectos de desenvolvimento comunitário.
Fonte: MONSALVE, J. C, 2007:23
O ócio está relacionado, com actividades fora das obrigações do dia-a-dia, o que revela a sua
importância, na medida que cada pessoa participa voluntariamente e consegue adquirir e/ou
melhorar capacidades através do jogo. O jogo consegue divertir conseguindo o equilíbrio
físico e emocional para o ser humano.
As Ludotecas, como espaço de aprendizagem, assumem um papel relevante devido às suas
funções e as actividades que desenvolve. Em relação às funções verificamos essencialmente
que o jogo é a peça fundamental para desenvolver as capacidades das crianças e permite uma
integração mais eficaz na sociedade, no que diz respeito às actividades estas potencializam o
crescimento individual e grupal e não surgem unicamente de forma ocasional e
descontextualizada.
3. A pertinência da Animação Sociocultural nas Ludotecas
A Animação Sociocultural actua nas Ludotecas, no seu âmbito temático, como Animação
para a Infância ou a Animação Socioeducativa.
12
A Animação para a Infância é um conjunto de actividades de carácter lúdico, destinadas a
crianças entre os 8 e 13 anos de idades, as quais podem desenvolver-se independentemente
ou em articulação com a educação formal. Essas actividades passam pela realização de
acções ligadas à expressão dramática, ao jogo, à expressão musical, à expressão plástica
(LOPES, 2006: 316) e deve contemplar os seguintes princípios: criatividade, componente
lúdica, socialização, liberdade e participação e a Animação Socioeducativa por actuar fora do
contexto escolar e pelo seu carácter lúdico e educativo.
A Animação Sociocultural nas Ludotecas revela-se importante, uma vez que ambas têm
objectivos semelhantes: a educação para o ócio e a ocupação dos tempos livres.
Neste sentido podemos sintetizar a actuação da Animação Sociocultural na Infância na tabela
5.
Tabela 5 - Animação Sociocultural na Infância
Em relação
Ao objecto de intervenção
À finalidade
À planificação da
intervenção
Aos responsáveis pela
intervenção
À avaliação da acção
Animação Sociocultural na
Infância
Educa mediante o ócio
Dá prioridade a objectivos
educativos
A partir da análise de
necessidades dos sujeitos e da
concepção de um modelo
educativo
Maioritariamente, entidades de
voluntariado
e
instituições
públicas.
Dá prioridade a indicadores
qualitativos
Fonte: Adaptado de SASTRE, Ana M. Calvo s.d: 216
A Animação Sociocultural na Infância assume um papel essencialmente educativo, visando a
promoção de valores que permitam a ocupação dos tempos livres, de forma proveitosa.
A promoção dos valores faz com que a Animação Sociocultural seja um terreno fértil donde
tende a brotar um ócio comprometido com o desenvolvimento humano (LOPES, 2006: 454).
Segundo o mesmo autor citando Cuenca, 1997 a animação sociocultural sempre se
13
preocupou com o correcto uso do tempo do ócio e tradicionalmente, tem mantido um diálogo
enriquecedor com a denominada pedagogia do tempo livre.
Neste contexto, assumimos que a prática da Animação Sociocultural é indispensável nas
Ludotecas, permitindo, não só pela sua natureza, mas também com os objectivos que quer
concretizar: o desenvolvimento total dos seus utilizadores. Através do planeamento adequado
de actividades para a população infantil tendo em conta o processo educativo, iniciado nos
jardins-de-infância, escola e família, pretende-se incutir valores que motivem o interesse pela
própria formação bem como estabelece a relação aprendizagem e jogo.
A Animação Sociocultural pressupõe a criação de uma rede, constituída por vários pontos que
têm algo em comum, a concretização de acções de animação, a divulgação e promoção dos
seus recursos. Por outras palavras devemos articular serviços, competências e populações para
que se consiga um desenvolvimento mais sustentável.
A Ludoteca também deve situar-se numa rede, neste caso na rede educativa de um
determinado local, pois só assim o trabalho desenvolvido por todos será mais eficiente. Por
exemplo: A escola está a desenvolver competências nos alunos sobre o sistema solar, a
ludoteca com a sua vertente lúdica, pode através do jogo ou das suas oficinas, participar nesse
processo de ensino e aprendizagens.
Importa referir que o trabalho de rede pressupõe não só as escolas, como outros serviços de
apoio social: lares da terceira idade e outras Instituições Particulares de Solidariedade Social,
Bibliotecas, Museus, Associações.
Em suma, a Animação Sociocultural está intrinsecamente ligada à prática lúdica nas
Ludotecas, não só pelo seu carácter prático e educativo mas também pela criação de processos
de participação através de técnicas que se apoiam numa pedagogia participativa neste caso o
jogo.
14
Capítulo II – A Ludoteca
Municipal de Seia
Capítulo II
A Ludoteca Municipal de Seia
15
1. Caracterização da comunidade
Como estágio foi realizado no concelho de Seia e qualquer espaço influencia a sua população
devemos caracterizá-lo para compreender melhor a realidade envolvente. (esquema 1).
• Decréscimo da população
• Envelhecimento da
população
• Instituições de apoio social
• Exclusão social
Nível
social/demográfico
• Elevada Taxa de
desemprego
• Agricultura
• Serviços
• Turismo rural
• Equipamentos hoteleiros
Nível económico
• Elevado número de
associações
• Falta de infra-estruturas
em algumas freguesias
• centralização de
equipamentos
• Agrupamentos escolares
• Escola Superior Turismo e
Hotelaria
• Escola Profissional
• Escola Secundária
• Instituto do Emprego e da
Formação Profissional
Nível cultural
Nível da formação
Esquema 1- Caracterização do concelho
Analisando os quatro níveis apresentados, podemos dizer que este concelho tem alguns
problemas estruturais, tais como a falta de população, falta de infra-estruturas básicas em
algumas freguesias entre outros.
16
Tendo em conta a sua estrutura populacional pirâmide etária (gráfico 1), podemos referir que
se trata de um concelho envelhecido, comprovado pela diminuição da base e aumento do topo
e também pelo índice de envelhecimento (gráfico 2). Apesar destes entraves, para o
desenvolvimento integral, as crianças do concelho podem usufruir de diferentes valências que
o podem potencializar (figura 1)
85+
80-84
75-79
70-74
65-69
60-64
55-59
50-54
45-49
40-44
35-39
30-34
25-29
20-24
15-19
10-14
5-9
0-4
M
H
1500
2001
1991
1000
500
0
500
1000
1500
Gráfico 1 – Pirâmide etária
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, 2004
17
180%
160,00%
160%
140%
120%
101,60%
100%
1993
80%
2003
60%
40%
20%
0%
Índice de envelhecimento
Gráfico 2 – Índice de envelhecimento
Fonte: Instituto Nacional de Estatística, 2004
Figura 1- Equipamentos sociais
Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA, 2010:46
18
Como podemos observar os equipamentos sociais e alguns equipamentos culturais apresentam
uma distribuição heterogénea concentrados na sede de concelho (Museu do Brinquedo, Casa
Municipal da Cutura, Biblioteca, Cinema, Ludoteca), nas freguesias o trabalho é desenvolvido
por: Orfeões, Bandas Filarmónicas, Grupos de Cantares, Ranchos Folclóricos, Associações
Recreativas e Culturais e Associações Recreativas e Desportivas.
Em suma, pode dizer-se que apesar de existir uma rede de equipamentos colectivos, da sua
localização priviligiada, da crescente oferta dos diferentes serviços, os equipamentos sociais
ainda são insuficientes o que se traduz na exclusão de alguns grupos etários, crinanças e
idosos.
2. A experiência das ludotecas a nível nacional
As ludotecas proliferam um pouco pelo país, desde o interior ao litoral, de norte a sul, com
diferentes tipologias, mas com os mesmos objectivos (tabela 6).
Tabela 6 - As ludotecas
Tipo de Ludoteca
Ludoteca hospitalar
Finalidade
Exemplos
Melhorar a estadia da
criança no hospital para
que o internamento não
seja tão traumatizante
proporcionando melhores
condições
para
a
recuperação
Ludoteca Itinerante
Tem os mesmos objectivos Ludoteca Itinerante
das
outras
ludotecas, Pampilhosa da Serra
diferencia-se no modo de
funcionamento, já que são
veículos adaptados que vão
às diferentes localidades
Ludoteca escolar
São implantadas dentro das Ludoteca e Ludocreche do
escolas e centros escolares, concelho de Albufeira
buscam
suprimir
as
necessidades materiais para
o desenvolvimento da
aprendizagem
de
19
Ludoteca Terapêutica
Ludotecas comunitárias
Ludotecas Municipais
Aproveitam
as
oportunidades oferecidas
pelas actividades lúdicas
ajudando
as
crianças
através do jogo a superar
dificuldades específicas
Encontram-se em bairros
problemáticos e servem
para desenvolver a cultura
através da socialização,
intercâmbio cultural e
servem para transformar as
comunidades
Tendo
os
mesmos
objectivos situam-se em
edifícios que pertencem
aos municípios.
Associação de Paralisia
Cerebral – Viseu
Fundação Marques de
Pombal – Ludoteca em
Carnaxide
Ludoteca
Seia,
Ludoteca
Pombal
Municipal
de
Municipal
de
Fonte: Adaptado de BANDERA, 2004
As actividades desenvolvidas são diversas, das quais podemos destacar:

Oficinas:
o Ciências (ambiente)
o Tecnologias (multimédia)
o Artes plásticas
o Teatro
o Música

Festas e dias comemorativos

Feiras

Hora do conto

Exposições

A.T.L’s
Todas as actividades que enumerámos têm uma profunda relação com a Animação
Sociocultural, pois pretendem criar processos criativos nas diferentes áreas, promovendo a
emancipação das crianças, objectivo que só é conseguido se o público-alvo participar no seu
próprio desenvolvimento através de actividades diferentes.
20
Embora existam várias tipologias de ludotecas, de um modo geral elas realizam as actividades
anteriormente descritas, adaptando-as para os diferentes públicos.
As ludotecas consoante a sua tipologia oferecem diferentes apoios a diferentes populações,
representando um papel fundamental no projecto socioeducativo das crianças.
3. A importância da Ludoteca Municipal de Seia na educação não formal
Podemos dizer que existem dois tipos de educação: a educação formal e a educação não
formal.
A educação formal compreende o sistema educativo institucionalizado, resulta de uma acção
educativa que requer tempo aprendizagem, é regida por um sistema formal de administração
competente e é levada a cabo na instituição/escola. É uma educação dirigida para a
obtenção de títulos académicos e é concebida para alcançar objectivos previamente definidos
por instâncias superiores (LOPES, 2006:406)
A educação não formal está relacionada com o processo de transmissão de certos saberes, tais
como: a fala comum a um dado grupo fora do ambiente escolar. É uma educação não
regulada por normas rígidas, é norteada pelos propósitos do pluralismo educativo e
centrados na relação interpessoal. Apresenta ainda as seguintes características: tendência
educativa assente no pluralismo e na partilha vivencial; propósito de complemento em
relação à educação formal (…) abrangência a toda a população (…) recusa à reprodução de
procedimentos utilizados pelo sistema educativo institucional. (LOPES, 2006: 404)
Apesar das suas diferenças, estes dois tipos de educação apresentam uma interligação, não só
pelos espaços diferenciados da sua actuação mas também pela formação humana. Um espaço
onde isto acontece é a Ludoteca Municipal de Seia
A Ludoteca nasceu em 1994 de um projecto de duas alunas do Instituto Politécnico da
Guarda, pólo de Seia que frequentavam a cadeira de Expressão e comunicação, então
apelidada de “Artideia – Ludoteca de Seia”.
21
Os principais objectivos orientadores deste projecto são:

Promover o desenvolvimento harmonioso e integral das crianças e jovens através de
actividades lúdico - educativas;

Incentivar a participação cada vez mais activa e empenhada de todos os intervenientes
(sócios, pais, professores, educadores, autarcas e associações);

Favorecer o jogo em grupo, a amizade e o respeito pelos outros;

Ajudar a construção e formação da personalidade, através de vivências lúdico pedagógicas;

Desenvolver a interdisciplinaridade com as escolas/ jardins-de-infância e comunidade;

Proporcionar meios para fazer compreender à comunidade envolvente a importância
que o brincar tem no desenvolvimento do ser humano.
Este é um espaço inovador, no qual as crianças e jovens através do jogo percebem outras
realidades, começam a compreender as diferenças entre elas, alargam os seus conhecimentos,
desenvolvendo assim novas competências.
A Ludoteca pode ser frequentada por crianças e jovens dos 4 e aos 15 anos. As crianças com
idade inferior também a podem frequentar mas necessitam, para tal a companhia de um
familiar mais velho.
As entradas e saídas são da responsabilidade dos pais/ encarregados de educação. As escolas
também podem fazer visitas através da marcação prévia.
A dinâmica deste espaço propõe a realização de oficinas, para a concretização dos objectivos,
tais como: Tempo para a Culinária, Tempo para a Moda, Tempo para a Expressão Plástica,
Tempo para o Teatro, Tempo para o Xadrez, Tempo para as Letras, Tempo para a Música,
Tempo para Jogar e Brincar, Educação Ambiental e actividades desenvolvidas através de
parcerias com outros serviços do município como o CISE e outras instituições da
comunidade. Estas oficinas são programadas ao longo do ano (anexo 1).
22
Estas oficinas são asseguradas pelos seguintes recursos humanos: um professor de expressão
dramática, um professor de educação musical, um assistente técnico (animador) e uma
assistente operacional. Para além destes existe uma coordenadora.
A Ludoteca está dividida três espaços distintos: o auditório (figura 2), a cozinha (figura 3), o
hall de entrada onde se situava a casa das bonecas (figura 4 e 5) e o local dos jogos e das
expressões (figura 6, 7, 8 e 9), são estes os locais onde se desenvolvem as diferentes oficinas.
Figura 2 – Auditório
Figura 3 – Cozinha
Figura 4
bonecas
–
Figura 6 - Cantinho dos
Jogos
Figura 7 - Cantinho dos
computadores e playstation
Figura 8 - Cantinho da
expressão plástica
Casa
das
Figura 5 – Hall
Figura 9 - Cantinho da
Moda
Neste espaço a educação não formal é colocada em prática. Estando fisicamente separado da
escola pretende incutir valores, educar de forma lúdica, através das diferentes oficinas as
crianças que a frequentam.
A nível do concelho é o único espaço fora do contexto escolar que permite às crianças
usufruírem de uma educação diferente daquela que têm na escola, pois através do jogo
adquirem novos conhecimentos, conhecem a realidade e assim conseguem modificá-la para
que esta responda às suas necessidades.
23
Por este motivo, mas também pelos seus objectivos, pela população com que trabalha e pela
variedade de dinâmicas e oficinas que oferece, o nosso estágio foi desenvolvido neste local.
4. O estágio
4.1. Objectivos e enquadramento
Em qualquer projecto de Animação Sociocultural necessitamos de traçar objectivos para
concretizar a nossa acção e o seu devido enquadramento, o estágio curricular não foge a esta
necessidade, estando de acordo com o plano do mesmo (apêndice 1).
No âmbito do desenvolvimento das nossas actividades de estágio, as duas primeiras semanas
serviram para a integração na instituição e para fazer o diagnóstico do público-alvo (tabela 7).
Tabela 7 - Diagnóstico
Características
Necessidades
Crianças e jovens dos 5 aos 15
Relacionamento
anos
entre eles
Na sua maioria oriundas da
Incentivar actividades lúdicas e
cidade
educativas
Participam nas oficinas
Falta de interesse por actividades
propostas
lúdicas, o que se traduz num
mais
profundo
elevado número da população no
espaço dos jogos electrónicos
Grupos já formados
Fraca afluência de criança/ jovens
aos sábados
24
Para responder às necessidades, melhorar a realidade, tendo em conta o espaço que é a
Ludoteca, assumimos que o jogo deve ser o principal meio para a dinamização das
actividades. O jogo, sendo um elemento intrínseco à cultura e com todo o seu valor
representativo, na infância representa algo que não podemos descuidar. Por um lado pelo seu
valor lúdico e por induzir ao respeito pelas regras. Todas as actividades pensadas, para esta
população, crianças, têm de ter em conta este elemento.
Tendo em conta estes factos traçámos os seguintes objectivos:
Elaborar actividades para as diferentes faixas etárias
Para cada idade devem ser realizadas actividades adaptadas para que cada criança ou jovem
consiga desenvolver as suas competências mais eficazmente. Cada faixa etária tem
características que a tornam única, às quais devemos dar atenção, evitando assim o
desinteresse pela actividade em questão. Muitas vezes quando uma actividade foi pensada
para um público alvo (6-10 anos) não pode ser efectuada por pré-adolescentes pois a realidade
é diferente. Se tal acontecer deve ser adaptada adequadamente.
Permitir o desenvolvimento integral através do jogo
O jogo consegue desenvolver a dimensão da linguagem, a dimensão cognitiva, a dimensão
afectiva, a dimensão físico-motora e a dimensão moral. O jogo com as suas características
permite que cada criança consiga estruturar os seus pensamentos, comunicando os seus
sentimentos, receber e tratar um maior número de informação, ao estar em contacto com os
outros expressa os seus sentimentos, interagindo com o objecto os diferentes sentidos (tacto,
visão…) ficam mais aperfeiçoados e como todos os jogos têm regras conseguimos que cada
criança conheça o valor, que estas representam na nossa sociedade.
25
Capacitar o público-alvo de ferramentas para resolverem os problemas do dia-a-dia
Com as actividades/ jogos as crianças ou jovens conseguem apreender conhecimentos que
lhes permitirão desenvolver um pensamento lógico, matemático, uma maior desinibição, a
compreender o mundo que o rodeia. Como LOPES, 2006: 387 cita STERN, o jogo infantil é a
expressão da relação da criança com a totalidade da vida e não é possível teoria lúdica
alguma, que não cubra também a totalidade da relação da criança com a sua vida, sendo
assim o jogo existe uma constante relação entre o jogo e a vida quotidiana da criança.
Envolver o público-alvo na descoberta de outras realidades
Através da interacção com outros consegue-se perceber que existem diferenças entre as
pessoas e as suas limitações. É importante que já nesta idade se comece a incutir alguns
valores: respeito pelas diferenças, responsabilidade, amizade, evitando que no futuro se
tornem jovens que excluem e se excluem da sociedade.
Descentralizar o gosto pelos computadores e jogos electrónicos para os jogos mais
tradicionais e lúdicos
Como observámos, a maior parte das crianças do sexo masculino, passam a maior parte do
tempo que podem usufruir na Ludoteca, na zona dos computadores e playstation. Com a
inovação tecnológica, as crianças centram as suas actividades nos jogos electrónicos, em
detrimento de jogos que envolvem as relações pessoais, desta forma devemos incentivar estas
crianças para outra realidade através de actividades que sejam tão ou mais atractivas.
26
Para concretizar estes objectivos foram programadas diferentes actividades, ao longo dos três
meses de estágio.
4.2. Calendarização
A calendarização consiste na distribuição das actividades ao longo do tempo: A
calendarização do projecto servirá de base (…) onde estão descritas e delimitadas as
diferentes tarefas a realizar durante o projecto (…) permite a relação existente entre o
trabalho projecto ou previsto e o trabalho efectivamente realizado, sendo possível, assim,
conhecer de uma forma imediata a situação em que se encontra cada actividade, os possíveis
atrasos ou adiamentos de cada elemento no desenvolvimento das actividades previstas e o
processo seguido no tempo desde o início do trabalho até à sua realização (SERRANO,
2008: 72 e 73). Assim, constituiu uma fase importante, para o planeamento e concretização do
estágio, principalmente quando queríamos cumprir um conjunto de objectivos que estavam
limitados temporalmente (três meses).
O estágio decorreu durante três meses, devido à sua duração, tornou-se necessário
distribuirmos as actividades, para facilitar a sua aplicação tendo em conta a existência de
efemérides e as suas especificidades (tabela 8).
27
Tabela 8 - Calendarização
Actividades
Agosto
1ª
As minhas férias - sessão de esclarecimento
As minhas férias - actividades lúdicas
As minhas férias - expressão plástica
As minhas férias - expressão dramática
De volta … - expressão plástica
De volta … - expressão dramática
Os meus amigos animais - expressão plástica
Os meus amigos animais - expressão dramática
Descobrir a República - peddy paper
As colheitas - expressão plástica
As colheitas - expressão dramática
Sessão de expressão dramática
Animação hospitalar
Viver o Halloween - expressão plástica
Viver o Halloween - expressão dramática
X – contexto da ludoteca
2ª
3ª
X
X
X
Setembro
4ª
1ª
X
X
X
X
2ª
3ª
Outubro
4ª
1ª
2ª
3ª
4ª
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X – contexto escolar
X
X
X
X – outros
28
4.3. Actividades
Ao longo dos três meses de estágio, foram realizadas várias actividades que são
essenciais para desenvolver quer as nossas competências quer as das crianças. Na tabela
9 estão enunciadas as actividades da equipa da ludoteca e as nossas.
Tabela 9 - Actividades
Actividades programadas pela equipa
Actividades programadas e
ludoteca com a participação da estagiária
desenvolvidas pela estagiária
Sons e companhia
As minhas férias
Tempo para a culinária
De volta…
Construção de espantalhos
Os nossos amigos animais
Euforias….
Peddy paper – A República
Palestra: Educação ambiental
Actividades nas Aec’s
Peddy Paper – CISE
As colheitas
Torneio de PES
Animação Hospitalar
Formação de Xadrez
Viver o hallowen
O primeiro mês, coincidente com as férias de Verão, a equipa da Ludoteca já tinha
programadas várias actividades para as diferentes oficinas: Oficina de expressão
plástica/ moda – Construção de espantalhos, Oficina de expressão musical – Sons e
Companhia (gravação de um cd), Oficina de expressão dramática – Euforias… (peças
de teatro), oficina de culinária – gelatina de frutas e espetadas de frutas. Para além
destas realizou-se o torneiro de PES, um Peddy paper no CISE e uma formação de
Xadrez. Nestas actividades apenas apoiámos a sua realização, por exemplo: tirar
fotografias, preparar os espaços e no caso de a culinária preparar os ingredientes.
29
As restantes actividades que planeamos estão divididas em dois tipos de expressões:

Expressão dramática – o teatro, nesta população, pelo jogo do disfarce, pela
oportunidade de criar personagens e pela influência que recebem dos meios de
comunicação, é algo que cativa e os faz sonhar num futuro semelhante aos seus
ídolos.

Expressão plástica – as crianças têm uma apetência inata, para manipularem
materiais, criar objectos potencializando a criatividade.
No entanto as actividades que programámos não foram feitas somente no contexto da
Ludoteca, algumas realizaram-se em aulas de enriquecimento curricular e no hospital,
devido à diminuição de crianças na Ludoteca, ao surgimento das substituições dos
professores das aec’s e a actividades já desenvolvidas pela equipa da Ludoteca em
articulação com outras instituições. As actividades que nós desenvolvemos estão
sintetizadas nas seguintes tabelas (tabela 10, tabela 11 e tabela 12).
30
Tabela 10 – Actividades realizadas na Ludoteca
Actividade
As
Justificação
minhas Como
temporalmente,
Sessão
nos Expressão
Objectivos
Descrição
Abordar os cuidados a ter Como a educação deve partir das próprias
férias
encontrávamos nas férias de Verão físico-motora
com o sol, as diferentes crianças, para que estas estejam presentes
(apêndice 2)
e
bandeiras
para
dar
continuidade
às
da
praia, nas suas aprendizagens, a sessão de
Realizada dia actividades da Ludoteca tornou-se
alimentação/banhos
18
educação ambiental, dando brainstorming sobre os cuidados a ter no
e 26 de necessária a programação de uma
e
a expressão física motora começou com um
Agosto e dia 3 actividade neste âmbito.
principal
importância
à tempo de férias. De seguida dinamizou-se
de Setembro
poluição e à reciclagem,
um conjunto de jogos e cada jogo foi
explicado e coordenando por nós: Objecto
imaginário, foto enigma, bombeiros, rede
e os peixes, mímica em grupo, jardineiro e
passagem do rio, mas os últimos dois não
foram concretizados.
No final, cada participante levava um
pequeno
livro
com
algumas
recomendações e actividades (sopa de
letras, desenho para colorir).
31
Actividade
Justificação
Sessão
Objectivos
Descrição
Expressão
Desenvolver a motricidade Fomos explicando e fazendo ao mesmo
plástica
fina e incentivar o gosto tempo e as crianças iam acompanhando.
pela leitura
Utilizámos uma técnica que nunca tinham
realizado - colar o gesso no cartão e
pintar.
Expressão
Integração através da prática A partir da imagem foram desenvolvidos
dramática
teatral
e
facilitar
relacionamento entre todos
o diferentes jogos com os quais se pretendia
a expressão dos sentimentos. Explicámos,
fase a fase, jogo a jogo à medida que a
sessão ia decorrendo. A partir das imagens
teriam de associá-la a um sentimento para
que os outros pudessem adivinhar. Com as
imagens geradas foram desenvolvidas
histórias pelos diferentes intervenientes.
32
Actividade
Justificação
Sessão
Objectivos
Depois de um período em que as Expressão
Construir
objectos
De volta…
crianças se encontravam abstraídas plástica
materiais reciclados
( apêndice 3)
das suas obrigações era importante
Descrição
com Como se encontrava um grupo na
expressão plástica, concretizamos esta
expressão em primeiro lugar. Desta vez
Realizada dia que, pouco a pouco, que teriam de
fizemos
10
desperdícios
de voltar a ter uma rotina, nesta
Setembro
questão
é
importante
um
porta-lápis
(molas,
rolos
utilizando
de
papel
o
higiénico). Para começar preparamos os
personalizado
materiais e explicámos o que iríamos fazer
evitando uma crise na mente da
prosseguindo com a explicação de todos
criança.
os
acompanhamento
Por
programámos
esse
uma
motivo
sessão
de
passos.
À
medida
que
foram
elaborando o porta-lápis apoiámos criança
expressão dramática (aec’s) e uma
a criança.
actividade para a expressão plástica.
As
colheitas Segunda parte da actividade “As Expressão
(apêndice 6)
colheitas”.
Plástica
Descobrirem a origem do Inicialmente explicamos a forma com iria
milho, a manipulação de ser feita a moldura e de seguida começou-
Realizada dia
diferentes
16 de Outubro
desenvolver os diferentes processo.
movimentos
materiais
e se
a
fazê-la
auxiliando
sempre
no
(motricidade
fina) através da construção
de uma moldura
33
Actividade
Peddy
A
Justificação
Paper Comemorar
o
centenário
Sessão
da
Objectivos
Explicar
República República.
uma
parte
história do nosso país
Descrição
da Foram entregues às duas equipas a
primeira pista e depois prosseguiram
(apêndice 5)
realizando diferentes tarefas (responder a
Realizada dia
perguntas,
2 de Outubro
outros) acabando com uma pequena
descobrir
diferenças
entre
dramatização.
Viver o
O Halloween ou Dia das Bruxas,
Expressão
Desenvolver a motricidade Utilizando a técnica do papel machê (tiras
Halloween
não é uma tradição portuguesa, mas
plástica
fina e criar máscaras e de papel de jornal, mergulhadas na cola
(apêndice 10)
esta foi assimilada de tal forma que
objectos para o dia das branca e colocadas no prato) foram feitas
Realizada dia
não a podemos descuidar.
bruxas,
23 e 30 de
Outubro
desperdícios
utilizando as máscaras de Halloween. Esclarecemos
cada passo, à medida que a actividade se
ia desenvolvendo, ajudando cada criança.
34
Actividade
Justificação
Sessão
Objectivos
Descrição
Expressão
Desenvolver a capacidade Nesta sessão de expressão dramática, o
dramática
da fala
indutor que escolhemos foi o texto. Na
fase de activação fizemos jogos, nos quais
participámos
activamente,
para
os
preparar para a sessão – Cabeça do dragão
(um grupo de dois, estes têm de se
proteger do ataque dos outros), Mago
(jogo da apanhada) e o aquecimento da
voz. De seguida cada um teve de ler um
parágrafo de acordo com uma profissão:
político, jornalista, locutor e após este
jogo liam um parágrafo e exteriorizavam o
que este lhes transmitia. A dramatização
foi feita a partir de uma pequena história,
por fim foi feita a avaliação onde cada um
sugeriu dicas para uma futura actividade.
35
Tabela 11 - Actividades realizadas nas aulas de enriquecimento curricular
Actividade
De volta…
(apêndice 3)
Realizada dia 21
de Setembro
Justificação
Sessão
Objectivos
Descrição
Segunda sessão da actividade De Expressão
Permitir que os alunos Passando pelas diferentes fases do
volta…
conseguissem interagir uns processo
Dramática
de
expressão
dramática,
com os outros exercitando explicámos cada jogo e auxiliámos no
a capacidade criativa
desenvolvimento de alguns (Balão
maluco, Corda da paz, Conhece-o,
Encontra-me, Eu sou), culminado com
a dramatização na qual os objectos
teriam
de
assumir
novas
funcionalidades.
Escolas: Escola Primária de Santa
Marinha e S. Martinho
36
Actividade
Justificação
Sessão
Objectivos
Descrição
Os nossos amigos Qualquer actividade deste género deve Expressão
Abordar a questão dos A sessão de expressão dramática tinha
animais (apêndice ser
animais
4)
Realizada no dia
24
e
Setembro
29
de
bem
contextualizada
não
se Dramática
de
estimação, como indutor o corpo de forma a
cingindo apenas com a comemoração
Perceber o que são cadeias desinibir a turma. Assim através de
de um dia: As crianças que frequentam
alimentares, Estimular a dinâmicas que explicámos, cada um
a ludoteca gostam de animais e até têm
criatividade
um, por isso, era importante que elas
desenvolvimento motor e interagindo com os outros acabando
conseguissem entender que ter um
Desinibir o grupo
animal
de
estimação
e
o assumiu o papel de um animal,
com uma dramatização.
implica
Escolas: Escola Abranches Ferrão (3º e
responsabilidades.
4º
ano)
e
Escola
Primária
do
Sabugueiro ( 1º ano)
Expressão
Conseguir
resolver Cada
plástica
problemas,
estimular
criatividade
e
desenvolvimento
motricidade fina
criança
efectuou
diferentes
a figuras de animais com plasticina.
o
da
Escola: Escola Abranches Ferrão (1º e
2º ano)
37
Actividade
As
Justificação
Sessão
colheitas Como a população da Ludoteca é Expressão
(apêndice 6)
essencialmente oriunda da cidade, esta dramática
Objectivos
Trabalhar o respeito pelas Desenvolvemos a sessão aula a partir
diferenças
actividade representava uma especial
Realizada no dia
29 de Setembro e
dia 6 de Outubro
importância,
pois
permitiria
que
conhecessem alguns aspectos culturais,
que
apesar
das
mudanças,
Descrição
da imagem, com o principal objectivo
de fomentar a integração e o respeito
Compreender as tradições
ligadas aos cereais
pelas
diferenças
bem
como
o
conhecimento de diferentes tradições
ainda
associadas ao cultivo e colheita do
representam um papel fundamental na
cereal. Através de diferentes jogos
definição da nossa identidade.
(Bola apresentadora, corrida lenta,
acolhendo por, observa e movimenta)
que explicámos à medida que estes iam
surgindo
e
culminaram
com
a
dramatização, na qual cada grupo deu
vida
a
uma
tradição
da
sua
Primária
do
comunidade.
Escolas:
Escola
Sabugueiro e Centro escolar de Seia
38
Actividade
Sessão
Justificação
Sessão
Objectivos
Descrição
de Qualquer criança para além do trabalho Expressão
Desenvolver a criatividade Utilizámos as seguintes dinâmicas (pés
expressão
da Escola deve procurar brincar para se dramática
através da exploração de quietos, passando pelo túnel, luz e
dramática
desenvolver física e emocionalmente.
diferentes movimentos e sombras, passeios cómicos, descobre
(apêndice 7)
desinibir o grupo
quem
é
e
a
dramatização)
para
concretizar os objectivos, explicando
Realizada dia 7 e
cada uma delas.
dia 8 de Outubro
Escola: Centro Escolar de Seia (várias
turmas do 1º ano e do 2º ano)
Aula
de Esta actividade surgiu para dar resposta Expressão
Desenvolver a memória e a Os jogos programados eram: Nome
enriquecimento
às substituições das aec’s. No entanto, físico-
atenção
curricular
não a realizámos porque não surgiram motora
conhecimento próprio e do rio, Escrever nas costas, Reconhecer o
mais substituições.
outro
(apêndice 8)
bem
como
o rimado, Não me façam rir, Atravessar o
outro Emita o dono do nome e por fim
o Jogo do Novelo.
39
Tabela 12 - Actividade realizada no contexto hospitalar
Actividade
Justificação
Sessão
Objectivos
Descrição
Animação
Umas das iniciativas levadas a cabo pelos Expressão
Promover a interacção entre Após
Hospitalar
funcionários da Câmara, é a Animação Hospitalar físico-
os
com os idosos internados no Hospital de Seia. Por motora
hospitalar
esse motivo planeamos, esta actividade, para esta
recorrendo
Realizada no
faixa etária. Com o forte envelhecimento da
jogos para estimular as com o balão e a Nova
dia 13 de
população, cada vez mais é necessário elaborar
memória,
Outubro
estratégias
capacidade motora
(apêndice 9)
compensação
de
intervenção
de
situações,
de
prevenção,
tais
como,
utentes
da
apresentação,
unidade explicamos
de
a
a
Seia, vários
e
fizemos
jogos
(Nome
diferentes rimado, Provérbios, Jogos
imaginação
e função) em conjunto.
a
deterioração do corpo, as falhas de memória entre
outras.
40
O conjunto de figuras (figura 12) que apresentamos em seguida são uma amostra do
trabalho desenvolvido, estando com maior pormenor nos apêndices das actividades.
´
Figura 10 – Conjunto de fotografias das actividades
4.4. Avaliação do estágio
Após os três meses de estágio na Ludoteca Municipal de Seia podemos concluir que foi
bastante importante não só para colocar todos os conhecimentos adquiridos ao longo da
licenciatura, mas também o nosso desenvolvimento como pessoas.
41
Através da articulação de diferentes conceitos e técnicas se conseguiu programar as
actividades para responder às necessidades da população com a qual se trabalhou, neste
caso crianças e jovens
As disciplinas mais práticas, tais como, Atelier de Expressão Dramática, Atelier de
Expressão Físico-Motora, Atelier de Expressão Plástica entre outras são essenciais
quando se fala de actividades, no entanto não se podem excluir as mais teóricas,
Animação Sociocultural, Psicologia, Programas e Projectos de Animação Sociocultural
ou Metodologias de Investigação em Ciências Sociais, pois são elas que nos dão os
utensílios para concretizar eficazmente as actividades. Por outras palavras, quer as
disciplinas mais práticas quer as disciplinas mais teóricas devem estar em constante
relação para se conseguirem atingir os objectivos, dando assim origem à
interdisciplinaridade tão próxima da Animação Sociocultural.
Os objectivos traçados foram concretizados através das actividades temáticas,
recorrendo às diferentes expressões, apenas o que diz respeito à ocupação em grande
número do espaço dos computadores e da playstation não foi totalmente concretizado.
No entanto, surgiram algumas dificuldades (tabela 13):
Tabela 13 - Dificuldades
Ludoteca
Estagiária
Dificuldades
Inibição
Falta de capacidade de
imposição
Nervosismo
Adaptação das actividades
Relacionamento com a equipa
da ludoteca
Espaço
Falta de materiais
Falta de crianças
Superada
Superada com
algumas falhas
Por
superar
X
X
X
X
X
X
X
X
42
a) Inibição
Sempre que estamos, num local que desconhecemos, não nos sentimos, por vezes,
muito à vontade, o mesmo se passou por isso no início era um membro da equipa da
ludoteca dava a introdução da actividade, no entanto, passado algum tempo, isso já não
era necessário.
b) Falta de capacidade de imposição
Com as crianças mais novas era mais fácil de trabalhar porque gostavam de fazer outras
actividades, mas quando falamos em jovens, estes por vezes não acatavam as indicações
o que se traduzia numa certa desorganização da actividade.
c) Nervosismo
Por norma nas primeiras actividades o nervosismo estava mais presente, porque era uma
situação nova, mas com o passar do tempo foi diminuindo.
d) Adaptação das actividades
Como a frequência das crianças foi diminuindo, algumas actividades realizaram-se nas
aulas de enriquecimento curricular o que levou a adaptação destas e programação de
outras.
e) Relacionamento coma equipa da ludoteca
Apesar da recepção ser acolhedora é sempre complicado entrar num espaço sem
conhecer ninguém e há sempre a sensação de que estamos isolados.
43
f) Espaço
Algumas actividades foram pensadas para locais mais amplos e para o auditório que se
encontrava ocupado, daí que algumas dessas actividades foram adaptadas para outros
espaços.
g) Falta de materiais
Como a Ludoteca iria mudar de espaço alguns materiais foram acabando.
h) Falta de crianças
Com o início das aulas, as crianças começaram a aparecer em menor número, facto que
já acontecia aos sábados, que com o regresso às aulas passou a ser o mais frequentado.
Avaliando estas dificuldades e a sua possível superação é importante referir que
algumas estão inerentes à personalidade, bem como a falta de experiência, daí que
muitas delas foram desaparecendo. Desta forma, tal como é importante conhecer a nossa
própria realidade e necessidades é necessário traçar estratégias para a mudar.
De um modo geral, este estágio é um passo importante, não só para a formação mas
também para o crescimento como pessoa.
Em suma, tendo a Animação Sociocultural uma forte componente prática, o estágio é
importante para um futuro animador.
44
Considerações finais
45
A Animação Sociocultural, como BANDESA, 2004:45 cita Grieger, P, a animação
sociocultural propõe-se conciliar escola e vida, o centro escolar será espaço de
intercâmbio e encontro, onde a cultura, instrução e educação irão estreitamente unidas
de modo permanente, isto implica actuação responsável, participação activa,
conhecimento do grupo e da democracia educativa, é importante para estabelecer
relações entre a escola e a vida para induzir o desenvolvimento dos grupos.
Quando falamos em educação ou escola, os primeiros grupos que nos ocorrem no
pensamento são as crianças ou jovens. Estes grupos pela sua constante mudança
(mentalidade, atitudes), precisam de valores que os ajudem a viver em comunidade, a
fomentar o gosto pela formação permanente e de locais que os apoiem. Um dos locais,
situado fora dos muros das escolas é a Ludoteca.
A Ludoteca, com sua tipologia, é um lugar mágico onde cada um pode fazer uma
viagem pelo seu imaginário potencializando o desenvolvimento cognitivo e afectivo das
crianças e jovens que as frequentam através de uma diversidade de actividades.
O animador deve programar actividades adequadas à população, sem esquecer que deve
responder às necessidades da mesma.
Por isso deve-se reflectir sobre que papel deve ter o animador nestes espaços:

Será uma mera pessoa que serve para entreter no tempo livre?

Será que é um professor?
Como profissional deve planear actividades que consigam ocupar o tempo do grupo
com que trabalha, mas com algum propósito, ou seja, a actividade deve conseguir
alcançar um objectivo que vai além da diversão. Sendo assim, o Animador também
pode desempenhar o papel de professor, pois através da actividade pode levar à
aprendizagem de conteúdos.
Portanto, o papel do animador é trabalhar nesta dualidade, educar utilizando o jogo para
alcançar o crescimento pleno do grupo.
No final deste estágio é importante referir que o animador deve estar constantemente
aberto a novas oportunidades e adaptar-se a elas, uma vez que podem surgir problemas
46
(falta de população para trabalhar), por exemplo, ou novos desafios (aec’s e animação
hospitalar) que terá de responder com prontidão.
Também deve estar atento para conseguir responder às constantes mudanças que
possam ocorrer nas suas actividades programadas, falta de interesse por parte da
população ou entraves para a realização das mesmas.
De facto o estágio revelou-se uma verdadeira aula laboratorial, na qual pudemos aplicar
os conhecimentos adquiridos no longo da licenciatura, mas acima de tudo adquirir
outros que só se conseguem neste contexto.
47
Bibliografia
BADESA, Sara de Miguel, (2004), Perfil del Animador Sociocultural, Madrid: Narcea ,
S. A de Edicciones
BRANDES, Dona, (2008), Manual de jogos educativos, Lisboa: Padrões culturais
editora.
HERNÁNDEZ, Vicky e RODRIGUEZ, (2003), Pilar, Expressão corporal com
Adolescentes, Porto: Edições Salesianas
LOPES, Marcelino Sousa, (2006), Animação Sociocultural em Portugal, Chaves:
Editora Intervenção.
MASÓ , Pere Soler, (s.d), A Animação Sociocultural e a Animação Socioeducativa no
contexto da infância em PEREIRA, José Dantas Lima, VIEITES, Manuel Francisco e
LOPES, Marcelino de Sousa (coord), (2008), A Animação Sociocultural e os desafios
do século XXI, Chaves: Editora Intervenção
MONTULL, José António, (2007), Jogos e mais jogos para o tempo livre, Porto:
Edições Salesianas
PÉREZ, Víctor J. Ventosa (s.d.), Perspectiva comparada da Animação Sociocultural
em TRILLA, Jaume (coord), (2004), Animação Sociocultural – Teorias, programas e
Âmbitos , Lisboa: Instituto Piaget
48
PINTO, Avelino et al., (2003), Interagir - Técnicas de Animação, Porto. Edições
Salesianas.
REYMOND – RIVER, B, (1977), O desenvolvimento social da criança e do
adolescente, Lisboa: Editorial Aster
SASTRE, Ana M. Calvo (s.d), Animação Sociocultural na Infância. A educação nos
tempos livres em TRILLA, Jaume (coord), (2004), Animação Sociocultural – Teorias,
programas e Âmbitos, Lisboa: Instituto Piaget
SERRA, Manuel Cameira, (2001), O jogo e o trabalho, Lisboa: Edições
Colibri/INATEL
SERRANO, Glória Pérez (2008), Elaboração de Projectos Sociais - casos práticos;
Porto: Porto Editora
SOLER, Reinaldo (2005), Brincando e aprendendo com os JOGOS COOPERATIVOS,
Rio de Janeiro: Sprint
Webgrafia
Artigos da Internet
BANDERA,
Pedro
Fulleda,
(2004)
Animación
ludica:
Las
Ludotecas
em
http://www.redcreacion.org/documentos/congreso6/REBautista.htm (2/11/10
49
CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA, (2010), Seia 2020- Plano estratégico em
http://www.cm-seia.pt/seia2020.pdf (2/11/2010)
CÂMARA MUNICIPAL DE SEIA, ( s.d), Diagnóstico social em http://www.cmseia.pt/images/stories/PDF/redesocial/DIAGNOSTICO%20SOCIAL_PLANO%20DES
ENVOLVIMENTO%20SOCIAL_2009_2011.pdf (2/11/2010)
CANTO, Carla Cristina Portugal de, (s.d.), Animação Sociocultural na sua vertente
socioeducativa – Animação infantil em http://www.rianimacion.org/animador/wpcontent/plugins/downloadsmanager/upload/ANIMAÇÃO%20SOCIOCULTURAL%20NA%20SUA%20VERTEN
TE%20SOCIOEDUCATIVA-%20ANIMAÇÃO%20INFANTIL.pdf (2/11/2010)
MONSALVE, J. C. (2007), Animación sociocultural y el rescate del ocio perdido, Serie
Bibliotecología
y
Gestión
de
Información
nº
24,
pp7-
38
em
http://eprints.rclis.org/10191/1/Serie_N%C2%BA_24_Cecilia_Ja%C3%B1a_Impreso_
PDF.pdf (2/11/2010)
SARAIVA, Maria Madalena Cunhal Vaz, (s.d), Ludotecas - Alternativas educativas em
http://www.faced.ufu.br/colubhe06/anais/arquivos/67MariaMadalenaCunhalVazSaraiva
.pdf (16/09/2010)
Páginas da Internet
Ludotecas - http://pt.shvoong.com/humanities/arts/1966838-ludoteca/ ( 27/10/2010)
50
Câmara
Municipal
de
Albufeira
-
http://www.cm-
albufeira.pt/portal_autarquico/albufeira/v_ptpt/menu_turista/concelho/educacao/ludotecas/ludotecas_e_ludocreche/ ( 27/10/2010)
Espaço T - http://www.espacot.pt/ETp/ludoteca.html ( 27/10/2010)
Câmara Municipal de Caminha - http://www.cm-caminha.pt/ver.php?cod=0O0B
(2/11/2010)
Câmara Municipal de Lagos - http://www.cm-lagos.pt/portal_autarquico/lagos/v_ptPT/menu_turista/concelho/educacao/equipamentos_educativos/ludotecas/ (2/11/2010)
Centro
de
formação,
Assistência
e
Desenvolvimento
-
http://www.cfad.pt/Ludoteca.aspx (2/11/2010)
Mercado Azul, Cooperativa de Cultura - http://mercadoazul.wordpress.com/ludoteca/
(2/11/2010)
Câmara Municipal de Coimbra - http://www.cm-coimbra.pt/biblioteca/b310.htm
(2/11/2010)
Junta de Freguesia de Carnaxide - http://www.jf-carnaxide.pt/Fundacao-Marques-dePombal-Ludoteca.html (2/11/2010)
51
Associação
de
Paralisia
Cerebral
de
Viseu
-
http://www.apcviseu.org.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=134&Ite
mid=269 (2/11/2010)
Câmara
Municipal
de
Pampilhosa
da
Serra
-
http://www.cm-
pampilhosadaserra.pt/cms/view/id/124 (2/11/2010)
Blog sobre Animação Sociocultural - http://anima-eseb.blogspot.com/2008/01/asludotecas.html (2/11/2010)
Câmara
Municipal
de
Pombal
-
http://www.cm-
-
http://biblioteca.cm-
pombal.pt/seu_municipio/espacos/ludoteca.php (2/11/2010)
Biblioteca
da
Câmara
Municipal
do
Seixal
seixal.pt/Lists/Servios/DispForm_Seixal.aspx?List=fb65d218-f525-4a9f-ab34f9d92833f832&ID=9 (2/11/2010)
Outras fontes
INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA, 2004, País em Números
52
Apêndices
Lista de Apêndices
Apêndice 1 – Plano de estágio
Apêndice 2 – As minhas férias
Apêndice 3 – De volta…
Apêndice 4 – Os nossos amigos animais
Apêndice 5 – Peddy Paper - A República
Apêndice 6- As colheitas
Apêndice 7- Sessão de expressão dramática
Apêndice 8 - Aula de enriquecimento curricular
Apêndice 9 – Animação hospitalar
Apêndice 10 – Viver o Halloween
Apêndice 1
Plano de estágio
Apêndice 2
As minhas férias
Actividade: As minhas férias
Objectivos:

Abordar os cuidados a ter com o sol, as diferentes bandeiras da praia, alimentação/banhos e a educação ambiental, dando principal
importância à poluição e à reciclagem,

Desenvolver a motricidade fina através da expressão plástica ( marcadores de livros)

Integração através da prática teatral
Expressão físico-motora
Denominação
Brainstorming
Objectivos
Debater ideias
Desenvolver
Material
Cartolina
o Caneta
raciocínio
Sessão
de Abordar
esclarecimento
perigos
às férias
vários Imagens alusivas aos
associados perigos: bandeiras da
praia, sol, relógios…
Descrição
Cada elemento tem de dizer a primeira palavra que lhe ocorre quando se diz a
palavra férias
Objecto
Modificar
imaginário
postura
condicionada
uma Nenhum
Todos devem permanecer em silêncio e em círculo; a primeira pessoa, cria
através da mímica um objecto imaginário, em seguida passa esse objecto para
da
próxima pessoa. Esta deve dar uma nova forma ao objecto transformando-o
realidade
antes de o passar a pessoa que se segue. Cada participante terá um minuto
Desenvolver
a
atenção
e
para fazer objecto e os restantes adivinhar o que é.
observação
Estimular
a
criatividade
Foto enigma
Desenvolver
memória
a Fotografias cobertas A fotografia está coberta pelos pequenos quadrados. Cada elemento irá
por quadrados
levantar um quadrado e tentar adivinhar o que está na fotografia se não
acertarem ficam uma vez sem joga
Bombeiros
Reforçar o trabalho Nenhum
Forma-se dois grupos. Um é o fogo e o outro é o grupo dos bombeiros. O
de grupo
primeiro grupo (o fogo) espalha-se pelo espaço, imitando-o levantando os
braços. Os bombeiros devem apagar o incêndio com palavras de afecto.
Quando uma labareda é apagada passa a pertencer aos bombeiros. Depois do
fogo apagado trocam-se os papéis.
Rede e os peixes
Aumentar
a Nenhum
Um elemento é o peixe, este deve sair da sala enquanto os restantes
concentração
e
combinam um número. Formam uma roda, com os braços levantados e
diversão
chamam o peixe. Este vai entrando e saindo da rede, quando chegar ao
número que combinaram baixam os braços. Se o peixe estiver dentro da rede,
perde juntando-se a rede e escolhe-se outro peixe.
Jardineiro
Estimular
a Vendas
Formam-se dois grupos, uns são os jardineiros que estão com os olhos
vendados, e os outros as “árvores”.
cooperação
Vivenciar
uma
As “árvores” estarão distribuídas pelo espaço e os jardineiros têm de fazer um
actividade
sem
percurso sem lhes tocarem.
utilizar a visão
Passagem
do Melhorar
rio
a Folhas de papel
cooperação
Abordar:
Garrafas
educação Latas
ecológica, educação
para a saúde

Não foi realizado
O grupo deverá passar para a outra margem do rio, utilizando as folhas de
papel como apoio para a passagem
Mímica
em Estimular
grupo
a Nenhum
criatividade
Uma pessoa começa a representar uma actividade, os outros tentam adivinhar
Quando uma adivinha junta-se ao primeiro e continua outra mímica, e assim
sucessivamente. O jogo acaba quando todos estiverem no grupo que está a
representar.
Avaliação
Avaliar
Papeis com diferentes Para avaliar a aula cada aluno, tem de escolher um papel e coloca-lo no
estados de tempo
envelope:
Envelope
Trovoada – Muito mau
Chuva – Mau
Nublado – Bom
Sol - Muito Bom
No final cada elemento leva um pequeno livrinho com recomendações e
jogos.
 Não foi realizado
Livro entregue às crianças
Expressão plástica – Marcadores de Livros
Objectivos:

Incentivar para a leitura

Desenvolver a motricidade fina
Materiais:

Cartolina cortada às tiras

Ligadura de gesso

Pincéis

Guaches

Cola branca
Descrição:
Recortar a ligadura de gesso da mesma medida da cartolina, passar a cola na cartolina e colar
a ligadura de gesso. Pintar a ligadura de gesso ao gosto de cada elemento
Plano de Sessão de Expressão Dramática
Idade do publico alvo: 6 - 14
Duração da sessão: 60 minutos
Indutor: imagem
Objectivo da sessão: capacitar os alunos para a interacção com os outros e com o mundo que
o rodeia
FASE DA ACTIVAÇÃO
Objectivos
Preparar
Material
Estruturação

Aquecimento

Pelo espaço:
Andar
os
Duração
à
vontade
pelo
espaço:
alunos para a
rapidamente, lentamente, normal…
sessão,
Fixar um ponto, depois e imaginar que 15 min
estimulando os
está lá algo que gostamos ou detestamos.
sentidos

Respiração
Respirar correctamente, inspirar pelo
nariz e expirar pela boca.
FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
O que sinto
Distribuem-se as imagens. Cada aluno
Estimular
os
anda pelo espaço com a sua imagem e
diferentes
sentidos,
capacidade
exteriorizar
sentimentos
pensa em que nos sentimentos que esta
a
de
Imagens
lhe traz.

15 min
Descobre o sentimento
Cada elemento, tem de expressar o
sentimento
que
cada
imagem
transmite. Os outros têm de adivinhar.
lhe
FASE DA DRAMATIZAÇÃO:
Objectivos
Incentivar
Material
Estruturação
Duração
a
cooperação,
Formam-se grupos. Cada um dos grupos
criatividade,
originalidade e
Imagens
interacção com
os elementos do
tem um conjunto de fotografias. Partindo
desse conjunto de fotografias cada grupo 20 min
faz uma pequena improvisação
grupo.
FASE DA RETROACÇÃO:
Objectivos
Avaliação
aula.
Material
da
Estruturação
Duração
Cada aluno fala sobre a aula.
10 min
MATERIAIS
Foto enigma
Fonte: http://www.papeldeparede.etc.br/download-papel-de-parede_Arvore_1280x1024_1258.html
(08/08/20101)
Fonte: http://api.ning.com/files/K4CpPQLnG9sM41-H*rActhoZbrz9cQnf0TRtT92zfIdcf4DVkj3929nnTAw9Q*cTxIcW5pzeRGNRnDn-loD-RVgx-HEonwq/Deserto_2.jpg (08/08/2010)

As fotografias foram impressas em tamanho A4
Fonte: http://www.eidh.pt/Projectos/O%20Rio%20Pavia/Fotos/imagem%20rio.JPG (08/08/2010)
Fonte:http://3.bp.blogspot.com/_knG9WJ3SlUQ/TFmOILLvTLI/AAAAAAAAB28/RrJUN4Av7jw/s1600/incen
dio-760869.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://www.cq.ufam.edu.br/Areas/poluicao_aquatica/iq40.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://ecourbana.files.wordpress.com/2008/08/montanha.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://www.imotion.com.br/imagens/data/media/41/6421praia.jpg (08/08/2010)
Avaliação
Muito bom
Fonte: http://www.balloonmaniacs.com/images/radiantsunheliumballoon.jpg (08/08/2010)
Bom
Fonte: http://www.divertudo.com.br/nublado.gif (08/08/2010)
Mau
Fonte: http://kynas.blogs.sapo.pt/arquivo/chuva.gif (08/08/2010)
Muito mau
Fonte:
http://3.bp.blogspot.com/_EIbpt-
ehX9s/TH5Vn2zPgdI/AAAAAAAAAVg/D_AE7x9tmo0/s1600/y1p9TgEsfDkU75V1sJlVeT96_IDRc2Igeh6Fu
UXdVt7f7ztlP-NHzAo-FFNuohzigkX4JKgdUD31B0.jpg (08/08/2010)
Expressão dramática
Fonte: http://www.onlinephotographers.org/pt/big/176/ (08/08/2010)
Fonte: http://madalas.blogs.sapo.pt/arquivo/BEIRA%20-%20aldeia_resize.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://farm4.static.flickr.com/3023/2833802074_8372727c46.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://www.feriaslowcost.net/wp-content/uploads/caraibas-ferias-2010.jpg (08/08/2010)
Fonte:http://www.trekearth.com/gallery/Europe/Portugal/North/Aveiro/Santa_Maria_da_Feira/photo653934.htm
(08/08/2010)
Fonte: http://blog.cancaonova.com/eto/files/2010/02/chorar1.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://blog.ambientebrasil.com.br/wp-content/uploads/2010/03/cidade.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://www.portaojovem.com/wp-content/uploads/2009/02/deserto.jpg (08/08/2010)
Fonte:http://2.bp.blogspot.com/_mP5JgRErDvA/TDMpQuqmHgI/AAAAAAAADFo/sEMP5nLJfeU/s1600/ima
gem_aviao1.jpeg (08/08/2010)
Fonte: http://static.blogstorage.hi-pi.com/photos/arco.bloguedesporto.com/images/gd/1262546396/Jogo-defutebol.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://ronaldrios.interbarney.com/files/2010/01/PALHAO1.JPG (08/08/2010)
Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_5TJK-ZNSo6w/TDIgI0lhDXI/AAAAAAAAA8Y/vf7w4I-pM8c/s1600/parisconciergerie.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://www.aboimdanobrega.com/imagens/PraiaFluvial2.jpg (08/08/2010)
Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_M7t1x96VYpU/S_2-7mBBagI/AAAAAAAAAdk/STmOjB7YPk/s1600/criancas_a_brincar.jpg (08/08/2010)
Registo fotográfico1
Expressão físico-motora
Figura 1 – Brainstorming
1
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 2 - Sessão de esclarecimento
Figura 3 – Objecto imaginário
Figura 4 – Bombeiros
Figura 5 – Rede e peixes
Figura 6 – Avaliação
Expressão plástica
Figura 7 -A cortar o gesso e a passar a cola
Figura 8 - Início da pintura
Figura 9 - Com o trabalho quase acabado
Figura 10 - Aprendendo uma nova técnica
Figura 11 . Resultado final
Expressão dramática
Figura 12 - O indutor (imagem)
Figura 13 – O que sinto / descobre o sentimento
Figura 14 – Dramatização
Figura 15 - Ilustração da dramatização
Apêndice 3
De volta…
Actividade: De volta….
Objectivos:

Abordar a questão do regresso às aulas ou jardim-de-infância,

Estreitar laços;

Construir objectos com materiais reciclados (Porta lápis)
Expressão plástica – Porta lápis
Objectivos:

Desenvolver a motricidade fina

Dar importância ao reutilizar
Material:

Rolos de papel higiénico

Molas

Cola branca

Guaches

Pincéis

Cartolina
Descrição:
Em primeiro lugar pinta-se o rolo de papel higiénico. De seguida corta-se um pedaço de
cartolina que será a base e depois cola-se ao rolo.
Separam-se as duas partes das molas e colam-se no rolo de papel higiénico. Acabando o
trabalho com diversas decorações.
Plano de sessão de Expressão Dramática
Idade do publico alvo: 6-10
Duração da sessão: 60 minutos
Indutor: Objecto
Objectivo da sessão: permitir que os alunos consigam interagir uns com os outros,
exercitando a capacidade criativa
FASE DA ACTIVAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Balão maluco
Após a música começar o balão começa a circular,
quando o animador bate palmas o balão pára e o
elemento que tiver nas mãos deve efectuar um
movimento, e os outros fazem o mesmo
movimento.
Preparar
alunos
para
os
a Balão
sentidos
Corda da paz
Formam-se dois grupos que seguram os dois lados 15 min
sessão,
estimulando

os
da corda. Os grupos tentam puxar a corda para o
seu lado, mas o objectivo do jogo é equilibrar as
forças, nenhum grupo deve puxar o outro. Se
durante o jogo um jogador perceber que a outra
equipa está a perder, deve passar a outra equipa.

Respirar
FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXPLORAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Canetas
o
tacto,
a
observar com muita atenção, tocar.

Estojo
Lápis
imaginação
interagindo com
Conhece-o
Cada aluno recebe um objecto, que irá
Tesoura
Estimular
Duração
Encontra-me
Cada aluno tentará encontrar o seu
objecto dentro do saco, estando com os 15 min
Folha
olhos vendados e tendo três tentativas.
o objecto
Saco

Eu sou
Vendas
Com o seu objecto, cada aluno tem de
inventar novas funcionalidades para o
objecto exemplificando
FASE DA DRAMATIZAÇÃO
Objectivos
Incentivar
tomada
Material
a
Formam-se grupos. Cada grupo terá uma
de
série de objectos, que incluirá na sua
decisões,
promover
grupo
exercitar
expressão
dramática
Duração
dramatização, passando pelas 3 fases:
a
interacção entre
o
Estruturação
e
a
exposição, conflito e desenlace.
15 min
FASE DA RETROACÇÃO
Objectivos
Avaliação
Material
Estruturação
Diálogo
da
aula
Registo fotográfico2
Expressão plástica
Figura 16 - Pintando o rolo de papel higiénico
2
Todas as fotografias foram autorizadas
Duração
5 min
Figura 17- Colocando cola para a base
Figura 18- Colando as molas
Figura 19- Resultado final
Expressão dramática
Escola Primária de Santa Marinha
Figura 20 – Balão maluco
Figura 21 – Corda da paz
Figura 22 – Conhece-o
Figura 23 - Encontra-me
Figura 24 – Ensaiando as histórias
Figura 25 - História nº 1
Figura 26 – História nº 2
Figura 27 – História nº 3
Escola de São Martinho
Figura 28- Balão maluco
Figura 29 – Encontra-me
Figura 30 – Uma história
Apêndice 4
Os nossos amigos animais
Actividade: “Os nossos amigos animais”
Objectivos:

Abordar a questão dos animais de estimação

Perceber o que são cadeias alimentares

Estimular a criatividade e o desenvolvimento motor
Expressão plástica – Esculturas com plasticina
Objectivos:

Conseguir resolver problemas

Estimular a criatividade

Desenvolvimento da motricidade fina
Material: plasticina
Descrição:
Dar forma à plasticina tentando criar animais, letras, números, objectos
Plano de sessão de expressão dramática
Idade do público-alvo: 6 -10
Duração: 60 minutos
Indutor: Corpo
Objectivo da sessão: capacitar os alunos para a realização de diferentes movimentos e
desinibir o grupo
FASE DA ACTIVAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Andar pelo espaço a diferentes
velocidades

Os sapos
Um dos elementos começa a pular como um
Preparar
os
sapo, pulando desvia-se dos outros, mas
alunos para a
quando parar em frente de alguém este deve
sessão,
imita-lo, segurando-o pela cintura. Cada vez 15 min
estimulando os
que o sapo que puxa a fila a parar, outro sapo
sentidos
passará a fazer parte do grupo, este jogo só
termina quando todos estiverem no grupo. Se
algum se desequilibrar tomará a frente do
grupo.

Respirar
FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Escolher
Cada elemento escolhe um animal e explora
Desinibir
e
individualmente todos os movimentos que este faz
fomentar
o
diariamente
pelas

respeito
15 min
Transformar
diferenças
Cada elemento passa a ser esse animal, ou seja,
convive com os outros agindo como o animal que
escolheu.
FASE DA DRAMATIZAÇÃO:
Objectivos
Favorecer
Material
improvisação
Duração
Formam-se grupos. Cada elemento é um
a
animal. Cada grupo interpreta uma situação
concentração,
movimento
Estruturação
e
do dia-a-dia. Mas tem de movimentar e agir 20 min
como o animal escolhido
FASE DA RETROACÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação
Duração
10 min
Avaliação da aula.
Cada aluno fala sobre a aula.
Registo fotográfico3
Expressão dramática
Figura 31 – Aquecimento
Figura 32 – Transformar
3
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 33 - Preparando as dramatizações
Figura 34 - Dramatizações
Expressão plástica
Figura 35 - A explicar a actividade
Figura 36 - Crianças a moldar a plasticina
Figura 37 – As esculturas
Apêndice 5
Peddy Paper: “ A República”
Actividade: “Peddy Paper – a República”
Objectivos:

Conhecer melhor a história do nosso pais

Praticar diferentes expressões
Pistas
1. Responde às seguintes questões:
Quando foi implantada a República em Portugal?
a) 10 de Março de 1923
b) 5 de Dezembro de 1980
c) 5 de Outubro de 1910
Que regime existia até este acontecimento?
a) Ditadura
b) Monarquia
Qual foi o último rei de Portugal?
a) D. Luís
b) D. Filipe
c) D. Manuel II
Quais são as cores da bandeira portuguesa e qual é o seu significado?
Como se chama o hino português?
2. Preenche os espaços em branco do Hino Nacional
Heróis do mar, nobre___________
Nação _____________, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as ______________ da memória,
Ó Pátria sente-se a _______
Dos teus egrégios avós,
Que _______________ guiar-te à vitória!
Refrão: Às armas, às armas
Sobre a ___________, sobre o mar,
Às armas, às armas
Pela Pátria ____________,
Contra os _____________ marchar, marchar!
3. Escreve as palavras que estão espalhadas pelo espaço









República
Liberdade
Rei
Pobreza
Povo
Presidente
Igualdade
Exílio
Revolução
4. Com as palavras que encontrastes, num dos enigmas anteriores, faz
uma história para depois a dramatizares
5. Descobre as 5 diferenças
6. Sopa de Letras
República
Leis
Rei
R
B
Z
W
M
M
O
N
A
R
Q
U
I
A
T
P
X
S
P
Outubro
Presidente
R
E
I
Q
R
U
R
A
S
Z
X
C
B
N
S
I
E
L
R
A
N
P
N
Q
W
E
R
T
Y
U
O
I
O
P
A
S
D
E
S
V
M
Ú
N
B
V
C
X
Z
Ç
U
L
K
J
H
G
F
S
Portuguesa
Monarquia
Instabilidade Revolução
T
Z
Q
W
B
E
R
T
Y
U
I
T
O
P
A
S
D
V
I
Y
R
E
V
O
L
U
Ç
A
O
G
U
H
J
L
K
Z
N
D
L
X
X
P
I
T
I
N
S
T
A
B
I
L
I
D
A
D
E
Ç
A
V
B
M
H
H
C
J
L
L
R
J
P
Q
W
Y
V
N
A
S
Y
O
R
T
P
X
A
Z
C
O
E
Q
E
T
U
P
T
P
O
R
T
U
G
U
E
S
A
L
V
S
S
D
F
G
Q
E
7. Com esta plasticina, faz uma escultura que represente o que a
República significa para ti.
Locais para colocar as pistas
Registo fotográfico4
Figura 38 – Início do peddy paper
Figura 39- Descobrindo as diferenças
4
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 40 - Na expressão plástica
Figura 41 - Procurando as respostas
Figura 42- História / dramatização
Apêndice 6
As colheitas
Actividade : “As colheitas”
Objectivos:

Trabalhar o respeito pelas diferenças

Compreender as tradições ligadas aos cereais e

Utilizar os cereais para realizar trabalhos manuais.
Expressão Plástica -Moldura com espigas
Objectivos: Desenvolver a motricidade fina, abordar noções de geometria, utilizar
desperdícios
Material

Espigas de milho (para decorar)

Régua de metal

Cartão com 18 x 23cm

X-acto,

Tesoura

Lápis,

Cola
Descrição:
No cartão desenha-se um rectângulo com as dimensões 10x15cm e corta-se o rectângulo
com o x-acto.
No rectângulo que será a parte detrás da moldura desenha-se um rectângulo mais
pequeno na parte superior através do qual se irá pôr a fotografia. Coloca-se cola nas margens
do papel e até aos limites dos rectângulos, ficando uma bolsa no centro.
Plano de sessão de expressão dramática
Idade do público-alvo: 6 -10
Duração: 45 minutos
Indutor: Imagem
Objectivo da sessão: fomentar a integração e respeito pelas diferenças
FASE DA ACTIVAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Bola apresentadora
Em círculo, um elemento vai ao centro e diz o nome
de um colega, este deve ir agarrar a bola antes que
Preparar os
Bola
alunos para
a sessão
Milho
Recipiente
ela caia no chão. E assim sucessivamente até que
todos digam o seu nome,

Corrida lenta
Todos os participantes são colocados em linha recta
lado a lado. Os participantes têm de chegar à meta,
mas é eliminado o primeiro que chegar à meta.
10 min
FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
. Acolhendo por…
Cada elemento terá o nome de um cereal, nas costas.
Devem-se reunir por grupos dos diferentes cereais.
Cereais: Arroz, milho, trigo e aveia
Trabalhar a

inclusão
Imagens*
Observa
Estimular a
Os alunos observam as imagens relacionadas com as
cooperação
colheitas

15 min
Movimenta
Cada aluno explora todos os movimentos associados
às colheitas. Depois cada elemento faz o movimento e
os outros têm de adivinha-lo.
FASE DA DRAMATIZAÇÃO
Objectivos
Exercitar
imaginação
Material
a
Estruturação
Duração
Formam-se grupos. Cada grupo faz uma história
associando as tradições e os movimentos
15 min
FASE DA RETROACÇÃO
Objectivos
Avaliação da aula.
Material
Estruturação
Cada aluno fala sobre a aula.
*Imagens
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Duração
5 min
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte: http://www.quintalagardamoira.com.pt/FotografiasMilho.htm (25/09/2010)
Fonte:http://3.bp.blogspot.com/_D1tStm9vC18/Sl8Jstx3wuI/AAAAAAAAAOc/5PlbC70RBiI/s320/DESFOLH
ADA.jpg (25/09/2010)
Fonte: http://www.casadeportugalsp.com.br/quadros/mat013.JPG (25/09/2010)
Registo fotográfico5
Expressão dramática
Escola Primária do Sabugueiro
Figura 43 - Bola Apresentadora
Figura 44 - Corrida Lenta
5
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 45 - Acolhendo por…
Figura 46 – Observa
Figura 47 – Movimenta
Figura 48 - Dramatizações
Centro Escolar de Seia
Figura 49- Corrida lenta
Figura 50 – Observa
Figura 51 – Movimenta
Expressão plástica
Figura 52 – Início do trabalho
Figura 53 – Recortar
Figura 54 – Colocar a cola
Figura 55 - Decorando a moldura
Figura 56 - Trabalho final
Apêndice 7
Sessão de Expressão dramática
Actividade: “Sessão de expressão dramática”
Plano de sessão de expressão dramática
Idade do público-alvo: 6 -10
Duração: 45 minutos
Indutor: Texto
Objectivo da sessão: desenvolver a criatividade através da exploração de diferentes
movimentos.
FASE DA ACTIVAÇÃO
Objectivos
Material
Bola
Estruturação

Duração
Pés quietos
Todos estão em círculo. Um dos participantes está no
centro, este atira a bola gritando um nome dos
Preparar
os
participantes. Este deve agarrar a bola. Quando a
alunos para a
apanhar deve dizer “pés quietos” e todos os
sessão
participantes devem ficar imóveis. O que apanhou
Desenvolver o
deve acertar num dos participantes que vai continuar 10 min
o jogo.
espírito
equipa
de

Passando pelo túnel
Semelhante ao jogo da apanhada, um elemento tem
de apanhar os outros. Quando um é apanhado fica
imóvel e deve abrir as pernas. Se outro elemento
passar por baixo é salvo e pode voltar ao jogo
FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Luz e sombra
Em grupos de dois, um vai à frente e o outro atrás.
Explorar
O da frente é a luz que fará alguns movimentos que
movimentos
o outro (sombra) terá fazer
Exercitar
a
atenção
e

Passeios cómicos
observação
Um elemento começa a caminhar de forma
Promover
disparatada e os outros imitam. Quando achar 15 min
oportuno passa a vez a outro. Não devem repetir
a
interacção
movimentos
social

Descobre quem é
Forma-se um círculo. Cada elemento escolhe uma
personagem ou pessoa famosa. Depois um de cada
vez tem de fazer os movimentos que essa pessoa faz
habitualmente e os outros têm de adivinhar quem é
FASE DA DRAMATIZAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação
Duração
Personificar
Dividem-se em grupos consoante as
uma
escolhas dos programas, devem brincar
pessoa
famosa e avaliar
com
esse
programa:
imitando
os
que programas
famosos, caricaturando-os, exagerando 15 min
de TV vêem
nos tiques.
FASE DA RETROACÇÃO
Objectivos
Avaliação
Material
Estruturação
da
aula.
Duração
5 min
Cada aluno fala sobre a aula
Nota: Esta sessão foi adaptada para o primeiro ano, introduzindo outros jogos devido à faixa
etária, espaço e tempo disponível.
Registo fotográfico6
1º D
Figura 57 – Apresentação
6
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 58 - Luz e sombra
2º Ano
Figura 59 – Pés quietos
Figura 60 - Passando pelo túnel
Figura 61 - Luz e sombra
Figura 62 - Passeios cómicos
Figura 63 - Descobre quem é
Figura 64- Dramatizações
1º C
Figura 65 – Apresentação
Figura 66 - Acolhendo por
Figura 67 – Descobre quem é
Apêndice 8
Aula de enriquecimento curricular
Actividade: “Aula de enriquecimento curricular”
Objectivos:

Desenvolver a atenção e a observação

Proporcionar um maior conhecimento próprio e do outro
Denominação
Objectivos
Material
Descrição
Um de cada vez deverá falar o seu nome
Nome rimado
Desenvolver
a
atenção
e
e uma palavra que rime com ele. Todo o
Nenhum
observação
grupo terá de dizer o nome e a palavra
dita
pelo
primeiro
e
assim
sucessivamente, até que todos se tenham
apresentados.
Um dos elementos do grupo põe-se sério
Não me façam
Desenvolver
rir
concentração
a
e decide que não voltará a rir nem sorrir.
Nenhum
Um outro elemento tenta mudar esse
estado de espírito. Os parceiros mudam
quando o primeiro rir ou sorrir
Melhorar
a
cooperação
Atravessar o
rio
Folhas de
Abordar:
papel
educação
Garrafas
ecológica,
educação para a
Latas
O grupo deverá passar para a outra
margem do rio, utilizando as folhas de
papel como apoio para a passagem
saúde
Escrever nas
costas
Desenvolver
a
atenção
e
estimular o tacto
Em grupo de dois, tem de estar um de
Nenhum
costas para o outro. O que está de costas
voltadas tem de adivinhar o que o outro
está a desenhar
Em circulo, um está no centro com os
Reconhecer os
outros
Estimular o tacto
e a memória
Vendas
olhos vendados, o animador direcciona-o
para um elemento e terá de descobrir
quem é
Exteriorizar o que
se
Emita o nome
do nome
sente
relação ao outro
Fomentar
respeito
Cada participante escreve o seu nome e
em
Recipiente
o
pelas
Papéis
coloca-o no recipiente. De seguida cada
elemento vai retirando um papel e deve
imitar o jogador que retirou.
diferenças
Nota: Não foi realizada porque não existiram mais substituições nas aulas de enriquecimento
curricular.
Apêndice 9
Animação Hospitalar
Actividades para a Animação hospitalar
Idade do público-alvo: 50-80
Duração da sessão: 60 minutos
Objectivos: Promover a interacção entre os utentes da unidade hospitalar de Seia, recorrendo
a diferentes jogos para estimular as memoria, imaginação e capacidade motora
Denominação
Apresentação
Nome rimado
Objectivos
Conhecer a realidade e os
idosos
Desenvolver a atenção e
linguagem
Provérbios
Promover a interacção de
grupo e comunicação
Jogos com o
Balão
Desenvolver a capacidade
motora e a motricidade
fina e grossa
Nova função
Permitir
o
desenvolvimento
da
imaginação recorrendo à
manipulação
de
um
objecto
Material
Nenhum
Nenhum
Nenhum
Balão
Folha de
jornal
Descrição
Cada idoso faz a sua apresentação
abertamente
Um de cada vez deverá falar o seu
nome e uma palavra que rime com
ele
O animador começa um provérbio
e os idosos têm de o acabar
a) Movimentar
o
balão
rodando-o
ao
longo
dos
diferentes membros: braços,
cintura, pernas
b) Cada idoso tem um balão
que irá lançar ao ar, e tentará
deixa-lo no ar o maior tempo
possível
c) O balão vai passando de
idoso para idoso, utilizando os
diferentes membros do corpo,
braços, cotovelo…
Cada idoso tem uma folha de
jornal, com ela deve reinventa-la
dando-lhe novas funções.
Lista de provérbios




















Filho és pai serás conforme fizeres,
assim acharás
Longe da vista perto do coração
Com o tempo tudo se cura
Quem muito dorme pouco aprende
Amor com amor se paga
De pequenino se torce o pepino
Quem nada não se afoga
O hábito faz o monge
Diz-me com quem andas dir-te-ei
quem és
Mais vale tarde do que nunca
Entre marido e mulher ninguém
mete a colher
Devagar se vai ao longe
As pressas dão em vagares
Fevereiro quente traz o diabo no
ventre
Carnaval na eira Páscoa na lareira
As pressas são inimigas da perfeição
Quem dá o que tem a pedir vem
O que é doce nunca amargou
Nem tudo o que reluz é ouro
Quem desdenha quer comprar


















De manhã é que se começa o dia
Quem mal anda mal acaba
Nunca digas desta água não beberei
Pelo S. Martinho vai a adega e prova o
vinho
Tantas vezes vai o cântaro à fonte que
um dia fica lá a asa
Cavalo dado não se olha o dente
Morre o bicho acaba a peçonha
Grão a grão enche a galinha o papo
Quem não tem cão caça com gato
Quem tem medo compra um cão
O segrego é a alma do negócio
Quem muito fala pouco acerta
Casa onde não há pão, todos ralham e
ninguém tem razão
Vale mais um pássaro na mão do que
dois a voar
Mais vale tarde do que nunca
Cão que ladra não morde
Quem tudo quer tudo perde
Faz o bem sem olhar a quem
Registo fotográfico7
Figura 68 – Apresentação
Figura 69 – Provérbios
7
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 70 - Jogos com o balão
Figura 71- Novas funções
Apêndice 10
Viver o Halloween
Actividade: “Viver o Halloween”
Objectivos:

Compreender as tradições relacionadas com o Halloween
Expressão Plástica – Máscaras
Objectivos: Desenvolver a motricidade fina e criar máscaras e objectos para o dia das bruxas
Material:

Pratos de papel

Cola branca

Pincéis

Guaches

Folhas de jornal

Tiras das folhas de jornal
Descrição:
Corta-se os pratos de acordo com a forma que esta irá ter e os orifícios para os olhos.
Num recipiente mergulham-se as tiras de papel na cola branca. Colando-as de seguida no
prato, mais ou menos 4 camadas, deixa-se secar e pinta-se.
Plano de sessão de expressão dramática
Idade do público-alvo: 6 -10
Duração: 45 minutos
Indutor: Texto
Objectivo da sessão: desenvolver a capacidade da fala
FASE DA ACTIVAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Cabeça do dragão
Todos formam um grupo, menos dois, um será a
cabeça do dragão e o outro o rabo. O que será o rabo
tem agarrar a cabeça bela cintura. Os elementos que
estão círculo devem primeiramente passar a bola entre
si, depois tentando acertar no rabo. Por sua vez a
Preparar os
Bolas
cabeça tenta desviar as bolas com as mãos. Quando a
alunos para
Música
bola acertar o rabo aquele que a atirou passa a ser o
a sessão
Leitor de
rabo e o antigo rabo a cabeça. A antiga cabeça vai 10 min
para o círculo.
cds

Mago
Andam pelo espaço. Um será o mago cada vez que
este tocar em alguém fica congelado e só sairá deste
estado se alguém o abraçar. Durante o jogo outros
magos serão seleccionados.
FASE DA INTERIORIZAÇÃO/EXTERIORIZAÇÃO
Objectivos
Material
Estruturação

Duração
Leitor
O animador escolhe um qualquer parágrafo,
cada membro do grupo deve assumir o papel
de dum leitor (locutor, politico, reticente,
sacerdote, polícia) e de seguida ler o
Permitir uma melhor
verbalização
recorrendo à memória
parágrafo.
Texto

15 min
Revela-te
e mímica
Cada elemento lê um parágrafo, após breves
segundos, sem utilizar a fala, tenta dizer aos
colegas o que esta lhe transmitiu utilizando a
mímica
FASE DA DRAMATIZAÇÃO
Objectivos
Praticar
Material
Estruturação
Duração
a
expressão
dramática
utilizando
texto
explorar
emoções
um Texto
base,
as
Pequena
proposto*
dramatização
do
texto
15 min
FASE DA RETROACÇÃO
Objectivos
Avaliação
Material
Estruturação
da
aula.
Duração
5 min
Cada aluno fala sobre a aula
Texto:
Era uma bruxa que, como é bem natural de vassoura se movia e pela calada da noite, só o
mocho é que a via.
Segundo ele, esta bruxa, à beleza, nada devia: desdentada e resmungona, chapéu bicudo e
vassoura que parecia uma esfregona!
Contava pois este bicho… a rondar as casas ela andava. Por certo para castigar alguém,
uma maçã vermelha, um feitiço. Fazer o Mal, nunca o Bem!
Os animais comentavam, só uma bruxa podia ser! Nunca ali houvera memória de tanto
bicho assustado com esta terrível história.
Até a gente lá da terra andava cheia de medo, pelas janelas espreitando, a ver se a bruxa lá
vinha que não viesse, rezando.
Mas um dia a verdade acabou por se saber. Não era uma bruxa, afinal era antes uma fada
boa na noite de Halloween a combater o mal.
Quando virem uma bruxa a espreitar à vossa porta, tenham, pois, muita atenção.
As aparências iludem e há bruxas que não o são … … e têm bom coração!
Fonte: http://www.slideshare.net/TaniaRaquel/a-histria-de-uma-bruxa-alterada-2483002 (21/10/2010)
Registo fotográfico8
Decoração da Ludoteca
Figura 1 – Começando a moldar os balões
Figura 2 - As aranhas
8
Todas as fotografias foram autorizadas
Figura 3 - As abóboras
Figura 4 - Decoração
Expressão dramática
Figura 5 - Cabeça do dragão
Figura 6 – Mago
Figura 7 - O leitor
Figura 8 - Revela-te
Figura 9 – Dramatização
Figura 10 - Avaliação
Expressão plástica
Figura 11 – Recortar os pratos
Figura 12- Colando as tiras
Figura 13 - Traçando os pormenores
Figura 14 – Pintando
Figura 15 - Resultado final
Anexos
Anexo 1
Programação das actividades da Ludoteca
Nome:____________________________________
Seia, Agosto de 2010
Recomendações

Evita as horas em que a sua radiação é
mais perigosa, entre as 11h30 e as
16h30

Usa sempre um filtro solar com o índice
de factor de protecção adequado.

Utiliza o filtro solar mesmo que estejas
à sombra de um chapéu-de-sol ou de
um toldo.

Usa uma camisola de algodão, chapéu
(preferível ao boné, porque protege as
orelhas) e calção ou fato de banho.

Levar para a praia: legumes (em
salada, por exemplo), frutos, água e
sumos naturais, são alimentos leves
que permitem uma melhor digestão.

Não te esqueças que a digestão é
sempre de duas horas e meia.

Durante o dia, as brincadeiras podem
fazer com que nos esqueçamos de algo
essencial: a hidratação. Bebe muita
água.
2

Se não gostamos de uma praia suja, o
melhor é contribuirmos para a sua
limpeza. Não deites lixo para o chão
(nada
de
enterrar
coisas
discretamente...).

Mais
uma
coisa,
as
nossas
necessidades fisiológicas não devem
ser feitas nem na água nem na areia.
Significado das bandeiras
- O mar está muito bravo pelo
que não se deve entrar na água.
3
- Pode-se tomar banho, mas
não se pode nadar nem ir para fora de pé. E é
preciso ter mais cuidado.
- O mar está calmo, pode-se
nadar mas não vale a pena arriscar a vida.
Quem sabe nadar não se deve afastar da
costa, deve nadar paralelamente a ela.
4
Actividades
5
Sopa de letras
R
O
L
Balde
A
C
Sol
F
Férias
L
O
Brincar
R
E
Rio
S
Floresta T
A
P
M
O
Praia
V
O
L
T
A
E
P
E
D
L
A
B
I
S
O
B
A
M
O
M
A
R
R
R
J
C
F
S
O
L
N
A
T
D
I
A
F
I
A
T
A
R
C
R
S
P
T
L
6
S
I
N
O
E
A
S
B
R
I
N
C
A
R
A
D
O
R
Z
E
S
S
D
L
N
O
A
G
Q
T
N
E
L
U
D
O
T
E
C
A
P
J
A
O
M
L
H
I
Y
P Montanha
C
Tenda
D
A
Festas
G
Calor
M
H
Piscina
R
Z
Mar
T
E Ludoteca
N
D
A
L
Colorir
7
“ As minhas férias”
8
9
Boas Férias!
Aparece na Ludoteca!
10
Download

Untitled