Programa Joaquim Nabuco Programa Joaquim Nabuco 1 Programa Joaquim Nabuco PROGRAMA JOAQUIM NABUCO - SERVIDORES 2º/2011 - 1 SUPERVISORA: Nayse Hillesheim Assessoria de Assuntos Internacionais da Presidência E-mail: [email protected] Tel.: + 55 XX (61) 3217-4012 2 COORDENADOR: Erismar Souza Freitas Filho Assessoria de Assuntos Internacionais da Presidência E-mail: [email protected] Tel.: + 55 XX (61) 3217-6505 3 SERVIDOR INTERCAMBISTA Nome: Wemerson Pereira Silva Nacionalidade: Brasileira Tribunal de origem: Supremo Tribunal Federal Período: desde 19 de setembro ate 23 de setembro E-mail: [email protected] Alocação: Corte Suprema de Justicia do Paraguai. 3 Programa Joaquim Nabuco ÍNDICE ESTRUCTURA GENERAL DE LA CORTE SUPREMA DE JUSTICIA........................................................................5 SISTEMA JUDISOFT............................................................................................................................................................7 VISITA AL CIRCUITO JUDICIAL CIVIL, NIÑEZ Y ADOLESCENCIA Y LABORAL.................................................8 SISTEMA DE JUSTICIA PENAL.........................................................................................................................................9 VISITA AL MINISTERIO PÚBLICO..................................................................................................................................10 ORALIDAD EN EL SISTEMA PENAL.............................................................................................................................11 PARTICIPACIÓN DEL JUICIO ORAL-AUDIENCIA PÚBLICA................................................................................12 SISTEMA INFORMÁTICO AGENDA ÚNICA...............................................................................................................13 DIRECCIÓN DE DERECHOS HUMANOS...................................................................................................................15 VISITA AL MUSEO DE LA JUSTICIA.............................................................................................................................16 DIRECCIÓN DE COMUNICACIONES...........................................................................................................................17 SISTEMA NACIONAL DE FACILITADORES JUDICIALES.......................................................................................18 OFICINA DE MEDIACIÓN..............................................................................................................................................19 DIRECCIÓN DE ASUNTOS INTERNACIONALES E INTEGRIDAD INSTITUCIONAL.....................................21 4 Programa Joaquim Nabuco 5 ESTRUCTURA GENERAL DE LA CORTE SUPREMA DE JUSTICIA Paraguai, 12 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília - Brasil No início da manhã de 12/9/2011 fomos recebidos pela a equipe responsável pela organização de coordenação dos trabalhos dos intercambistas na Corte Suprema de Justiça do Paraguai. No primeiro momento da chegada ao Tribunal a Senhora Magali apresentou as instalações do Edifício onde é instalada à corte e nos direcionou à sala de audiências. O Ministro Victor Nunes realizou o protocolo inicial apresentado a sua satisfação para conosco e com o programa como forma de enriquecimento e aprendizado a partir da troca de informações e experiências, não somente dos intercambistas presentes nesta segunda visita, como também dos que estão no Supremo Tribunal Federal no Brasil. Acrescentou a importância dessa parceria realizada com a Suprema Corte do Brasil na certeza de podermos juntos crescer na prestação jurisdicional à sociedade brasileira e Paraguaia. Logo após foi passada a palavra para cada um dos intercambistas, num total de três, que fizeram a sua apresentação pessoal e demonstraram os seus anseios com o presente programa na Corte Suprema de Justiça do Paraguai. Em seguida o Advogado CHRISTIAN fez uma apresentação da estrutura organizacional da Corte Suprema de Justiça do Paraguai, na forma anexa abaixo. A Corte Suprema de Justiça do Paraguai apresenta uma estrutura bastante distinta do Supremo Tribunal Federal do Brasil a partir da análise do organograma funcional apresentado pelo Dr. CHRISTIAN. A corte é composta de 9 ministros que desempenham, além das funções jurisdicionais como juízes no julgamento dos processos, as atividades administrativas que compreendem todos os tribunais da circunscrição do Paraguai. Exerce, portanto, a superintendência de todos os organismos do sistema judiciário do país e decidem, como no Brasil, os conflitos de jurisdição de competência conforme a lei regularmente vigente integrada com a o previsto na Constituição do Paraguai. No entanto, diferentemente do Brasil, existem diversas atividades de fiscalização e controle administrativo como órgão de instância e aprovação final, tais como: registro de imóveis, veículos automotores, atividades cartoriais e controle administrativo e de pessoal de todos os tribunais dos estados do Paraguai. A Corte Suprema de Justiça do Paraguai está organizada em três salas de análise e julgamento de processos, com a composição de três ministros por sala, são elas: Sala Constitucional (onde há a presença do Presidente da Corte) Sala Civil e Comercial e Sala Penal; Sem tecer maiores detalhes sobre a organização do sistema organizacional da Corte, que podem ser conferidos a posteriori, alguns pontos que nos diferenciam do Brasil merecem ser ressaltados: • volume de trabalho em razão das atribuições administrativas desempenhadas pelos ministros da Suprema Corte que vão desde a previsão orçamentária não só do presente órgão, Programa Joaquim Nabuco 6 mas de todos os tribunais que compõem o judiciário Paraguaio é uma atribuição da Suprema Corte. • A análise e julgamento de questões internas, como procedimentos disciplinares dos servidores, a partir de denuncias internas e externas, de todos os tribunais, são resolvidas pelos Ministros da Suprema Corte. • Ressalta-se ainda a previsão de, eventualmente, em virtude da resolução de conflitos e processos da área penal, a guarda provisória de detentos que serão ouvidos na Suprema Corte. • A área notarial de registros públicos de imóveis e de veículos automotores, bem com o registro de marcas e patentes, como citado anteriormente, são analisados e julgados pelo Conselho de Superintendência da Corte Suprema de Justiça que é um órgão abaixo das salas, por meio da Área Registral. Esses são os pontos, claro que de forma reduzidíssima, que mereceram destaque. Programa Joaquim Nabuco 7 SISTEMA JUDISOFT Paraguai, 13 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil No segundo dia o Advogado Fábio nos apresentou o sistema informatizado JUDISOFT, que é uma ferramenta, assim como em vários tribunais do Brasil, para controle e consulta dos processos que estão entrando na Supremo Corte de Justiça do Paraguai bem como de todos que estão em tramitação. Diferentemente do Brasil, como todos os estados, ou como se diz no Paraguai, todos os departamentos com seus juizados têm a obrigação de dar entrada aos processos por meio do sistema JUDISOFT. Por meio desse sistema também, que é um avanço na Suprema Corte e em todo o Judiciário, as pessoas podem a partir de a internet consultar qualquer processo assim como as partes processuais, demandantes e demandados, desde forneçam seus dados pessoais. Para as partes, assim como os advogados há um acesso mais ampliado do sistema de forma que todos os processo de 2005 até 2011 estão todos digitalizados, incluindo os pareceres técnicos de profissionais de junta médicas para todos os tipos de perícias. O sistema trouxe mais transparência para os atos do Judiciário, como também para a Suprema Corte Suprema de Justiça, e, consequentemente, uma maior celeridade processual e economia, não somente para o Estado como para toda a sociedade que tinha de se deslocar para acompanhar o andamento processual. Há que se ressaltar ainda que o JUDISOFT tem uma ferramenta muito importante, em parceria com empresas de telefonia celular, em que as partes são devidamente informadas por meio de mensagens (SMS) quando há alguma alteração importante para o conhecimento, tais como: marcação de data de audiência, publicação de sentenças, execução. Mas não é considerado no processo como citação legal, é somente uma ferramenta para a melhoria e celeridade processual. Continua valendo como citação válida no Paraguai o documento expresso expedido pela autoridade competente. Após apresentação do Advogado Fábio, tivemos uma brilhante explanação do Juizado Civil, Notarial e Comercial, por parte do Juiz Alberto Martinez, que demonstrou todos os passos desde a formação de um processo até o acolhimento e conhecimento da autoridade julgadora, a partir sempre do sistema JUDISOFT. Programa Joaquim Nabuco 8 VISITA AL CIRCUITO JUDICIAL CIVIL, NIÑEZ Y ADOLESCENCIA Y LABORAL Paraguai, 13 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Ainda no segundo dia, após a apresentação do Advogado Fábio, tivemos uma brilhante explanação dos juizados Civil e Comercial, por parte do Juiz Alberto Martinez, que demonstrou todos os passos desde a formação de um processo até o acolhimento e conhecimento da autoridade julgadora, a partir sempre do sistema JUDISOFT. Mostrou-nos o grande volume de trabalho que envolve todos os tipos juízos de falência de empresa, de família, ações comerciais, proteção de patentes e marcas. Demonstraram a necessidade de criação novas circunscrições de juizados civis a fim de diminuir o volume de trabalho na Corte Suprema de Justiça. Também acrescentou o grande avanço na digitalização dos documentos e formação do processo eletrônico, que é um projeto necessário para a celeridade dos julgados e melhor atendimento à sociedade, onde a transparência é o primeiro ponto a ser alcançado pelo juizado. Logo a explanação o juiz mostrou-nos as reformas porque passam o dos prédios (composto por duas torres: sul e norte) que compõem a Corte de Justiça a fim de melhorar as instalações e prestar um melhor serviço à sociedade. Apresentou-nos uma Secretaria onde se faz o primeiro recebimento do processo e realiza a classificação para depois distribuir para os juízes e desembargadores. Conhecemos também a Secretaria que cuida de assuntos referentes ao direito do trabalho e do trabalho, por meio da Senhora Alma Mendes que demonstrou a necessidade urgente de uma maior velocidade por parte dos juizados laborales. Foi muito interessante a apresentação onde explicitou alguns detalhes tais como as artimanhas utilizadas pelas grandes empresas por meio de seus advogados para não pagar os trabalhadores quando perdem a causa processual, com também é no Brasil. As empresas têm vários segmentos , com vários grupos econômicos e colocam justamente uma empresa que não tem fundos para se perderem a causa não terem como ser executados por insolvência. Daí uma estratégia por parte do juizado do trabalho de identificar essa fraude por meio de uma pesquisa mais precisa das empresas que compõem o grupo para evitar a insolvência. Por fim o Juiz mostrou-nos seu gabinete com toda a sua composição de corpo de servidores que o ajudam nos pareceres e fazem a classificação e realizam todo o trabalho típico de gabinete. Programa Joaquim Nabuco 9 SISTEMA DE JUSTICIA PENAL Paraguai, 14 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Tivemos nesse dia uma apresentação do Juiz Pedro Mayor Martinez sobre o sistema de justiça penal do Paraguai onde a atuação da polícia, ministério publico com a sua fiscalização atuação e o papel dos juízes de primeira instância e demais procedimentos tiveram um papel relevante em relação às diferenças do sistema penal Paraguaio e o brasileiro. Ficou claro a grande mudança pelo qual o sistema justiça penal do Paraguai está passando. Um reforma profunda acontece em todas as ramificações do sistema penal, com procedimentos mais aguçados e atuações mais firmes por partes dos juízes nos procedimentos de recebimento de denúncias e apurações, tais como: prazos a serem cumpridos com base na legislações vigente desde o recebimento da denúncia, seja ela pela polícia, pelo ministério público ou diretamente nos juizados penais. Dentre todos os assuntos abordados pelo juiz sobre o sistema de justiça penal do Paraguai, um nos chama à atenção pela forma e procedimento bem distinto do sistema penal brasileiro que é o recebimento e investigação das denúncias e dos crimes cometidos a partir dos vários órgãos de controle e atuação. A polícia hoje desempenha um papel um pouco cômodo na classificação e encaminhamento das denúncias onde faz uma seleção prévia e envia para o Ministério Público todos os crimes, queixas, sem fazer uma apuração do que realmente é necessário investigar, desde uma colisão, uma discussão, crimes hediondos, casos de corrupção, todos, sem exceção, são enviados ao Ministério Público que está encarregado de fazer a classificação e verificar a procedência da denúncia ou do crime. Os prazos são os mesmos e por isso se perde muito tempo nesta classificação do parte dos ficais do Ministério Público que se encontra com número reduzidíssimo de fiscais. Um reforma profunda desde 1994 está sendo realizada e implementada no âmbito da política criminal do Paraguai, mas depende exclusivamente de um foro permanente a autuação mais forte e incisiva por parte dos juízes nos recebimentos e aplicação dos prazos e procedimentos em relação aos diversos tipos penais acolhidos e julgados. A distribuição, classificação, calendarização das audiências e coordenação de todas as atividades parciais são fatores imprescindíveis no resultado final para atendimento ao anseio da sociedade, com o fim de garantir o desenrolar harmônico dos órgãos que compõem o sistema penal de justiça Paraguaia. Existem projetos em tramitação no congresso Paraguaio para melhoria e reforma no sistema de justiça penal. Programa Joaquim Nabuco 10 VISITA AL MINISTERIO PÚBLICO Paraguai, 15 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil No quarto dia houve a apresentação do Ministério Público e sua atuação em todo processo judicial no Paraguai por parte do Dr. Juan Emilio Oviedo. Onde o principal ponto abordado foi a diferença basilar com relação a outros países é a independência do Ministério Público para fiscalizar independente da atuação da polícia nos casos de crimes contra o sistema financeiros, por exemplo, onde a fiscalização é realizada integralmente pelo Ministério Público sem a participação da polícia. O sistema processual penal no Paraguai está passando por uma profunda transição com novas atribuições para todos os participantes desse sistema e o devido aparelhamento do órgão para o perfeito cumprimento das atribuições que lhe são conferidas. O poder investigativo e a estrutura atual do Ministério público têm somente 10 anos. Há quinze anos, por exemplo, o Ministério Público contava com somente 500 funcionários, desde o fiscal geral até o motorista. Hoje tem 300 fiscais contra os trinta que existiam para dar conta de toda a demanda nacional. Cada fiscal hoje com colaboradores chegando um total de 3500 funcionários, que foi um grande avança na estrutura do Ministério Público. Outra diferença importante com relação ao Brasil é que não existe ministério públicos estaduais, há somente um Ministério Público como órgão único e central com funcionamento em apenas um edifício para todo o território nacional Paraguaio. Na estrutura do Ministério Publico do Paraguai há uma separação de fiscalização por classificação dos tipos penais, como por exemplo: há fiscalização somente para casos de seqüestros com capacitação específica para esses casos, fiscalização especializada em seqüestro de pessoas (há somente 2 anos de atividade, mas que tem surtido ótimos resultados) e outras atribuições divididas por especialidade. Tudo com o fito de melhor atender ao anseio da sociedade que o demandante do Ministério Público. A Coordenação da qual o Dr. Juan faz parte é responsável por todas as causas de assuntos nacionais e cooperação política externa que depende do fiscal geral do estado se encarregando todas os processos de extradição que chegam ao Paraguai e que pedem os países bem como o assessoramente dos fiscais que venham do estrangeiro para esses tipos de solicitações. Logo após participamos de uma visita a uma exposição da uma feira organizada pelo Ministério Público onde pudemos conferir com mais detalhes a atuação das unidades que fazem parte do organograma do Ministério Público. Programa Joaquim Nabuco 11 ORALIDAD EN EL SISTEMA PENAL Paraguai, 16 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Tivemos na sexta-feira, 16/9/2011, a apresentação do modelo Paraguaio de gestão dos juízo orais pelo advogado CARLOS ENCISO, Coordenador de Juízos Orais, que é sistema de distribuição dos juízos orais. O sistema tem a função de informatizar o processo de recebimento físico e eletrônico de expedientes. Existe um prazo a ser cumprido antes de iniciar as investigações, que é de seis meses. Depois desse prazo, que pode ser encurtado, dependendo do caso, é encaminhado ao juízo eleito que é composto por três membros e um suplente: Presidente, 1º Membro, 2º Membro e Suplente, formado por Juízes de causas penais. A informatização do recebimento e distribuição dos juízos orais teve seu início a partir de 2010 sob a responsabilidade da Coordenação dos Juízos Orais. Antes da informatização não existia uma distribuição igualitária de forma justa, pois ainda que um juiz recebesse um mesmo número de processos havia processos mais complexos que demandavam um maior tempo por parte da autoridade julgadora. Havia também uma distorção onde os juízes se julgavam suspeitos e também escolhiam suas causas sem nenhuma justificativa o que permitia uma irregularidade administrativa e dava abertura a corrupção com dilatação de prazos para julgamento e beneficiamento de pessoas próximas ao juízes. Após a implantação do sistema, que distribui os processos por meio de sorteio, duas vezes por semana, sorteio esse por sua vez público e divulgado na imprensa e em boletim, a transparência passou a ser um marco no tribunal. O sistema sorteia aleatoriamente a composição do juizado oral dizendo quem será o presidente e os respectivos membros e o suplente, onde o presidente será o relator do processo. A Coordenação de Juízos Orais, por sua vez, ao receber o processo, a partir de uma análise apurada marca a data da primeira audiência. São três as principais vantagens apuradas por meio da implantação do sistema: 1. Distribuição equitativa de processos aos juízos dos tribunais colegiados de sentença. 2. Publicidade e transparência à sociedade. 3. Retirou do juiz a função administrativa o que permitiu-lhe mais tempo para dedicação às causas finais da carreira judiciária que é a de julgar. Programa Joaquim Nabuco 12 PARTICIPACIÓN DEL JUICIO ORAL-AUDIENCIA PÚBLICA Paraguai, 16 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Pudemos conferir na prática por meio de acompanhamento in locco o funcionamento do tribunal de juízo oral com a composição prevista no organograma da Corte Suprema de Justiça do Paraguai: um Juiz Presidente do juizado e dois membros. Estava sendo julgado um caso de suspeita de estelionato onde o acusado se defendia de uma acusação por falta de transferência de veículo para o nome do vendedor de um bem que estaria em seu nome, como conhecemos no Brasil de transferência de veículo em nome de outra pessoa. O acusado recebeu a quantia do valor do bem, no entanto, estava impossibilitado de realizar a transferência para o comprador em razão do veículo não estar no nome do vendedor. Havia a composição característica dos advogados de defesa do acusado, nesse caso dois, e dois advogados de defesa da vítima, onde também figura na mesma bancada dos advogados de defesa a figura do Ministério Público por meio de um fiscal, que era responsável pela apresentação do caso ao Juizado. Após a oitiva do acusado respectivamente interrogado pelos advogados da vítima, pelos advogados do acusado e por último pelos juízes que compunham o tribunal, com possibilidade da não obrigatoriedade de ter de responder todas as perguntas que lhe foram dirigidas, encerrou-se a sessão com propositura de marcação de data de nova audiência para julgamento e sentença. Similarmente a esse procedimento de composição e procedimento e oitivas do acusado e dos advogados de defesa, também acompanhamos um caso de um procedimento médico supostamente não realizado por falta de atendimento, vindo a vítima, uma mãe, a perder seu filho com sete meses de gestação devido ao sangramento e não atendimento imediato. O caso também ficou agendado para sentença e data posterior. Programa Joaquim Nabuco 13 SISTEMA INFORMÁTICO AGENDA ÚNICA Paraguai, 16 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil A informatização do recebimento e distribuição dos juízos orais teve seu início a partir de 2010 sob a responsabilidade da Coordenação dos Juízos Orais. Antes da informatização não existia uma distribuição igualitária de forma justa, pois ainda que um juiz recebesse um mesmo número de processos havia processos mais complexos que demandavam um maior tempo por parte da autoridade julgadora. Havia também uma distorção onde os juízes se julgavam suspeitos e também escolhiam suas causas sem nenhuma justificativa o que permitia uma irregularidade administrativa e dava abertura a corrupção com dilatação de prazos para julgamento e beneficiamento de pessoas próximas ao juízes. Após a implantação do sistema, que distribui os processos por meio de sorteio, duas vezes por semana, sorteio esse por sua vez público e divulgado na imprensa e em boletim, a transparência passou a ser um marco no tribunal. O sistema sorteia aleatoriamente a composição do juizado oral dizendo quem será o presidente e os respectivos membros e o suplente, onde o presidente será o relator do processo. A Coordenação de Juízos Orais, por sua vez, ao receber o processo, a partir de uma análise apurada marca a data da primeira audiência. São três as principais vantagens apuradas por meio da implantação do sistema: 4. Distribuição equitativa de processos aos juízos dos tribunais colegiados de sentença. 5. Publicidade e transparência à sociedade. 6. Retirou do juiz a função administrativa o que permitiu-lhe mais tempo para dedicação às causas finais da carreira judiciária que é a de julgar. Tivemos uma rápida explanação acerca da Oficina de Queixas e Denúncias da Corte Suprema de Justiça do Paraguai. É um modelo interessante de controle das atividades internas dos funcionários do Judiciário Paraguaio como um todo. Uma vez que todos os Tribunais nos Estados e todas as ramificações do direito são subordinadas, controladas e organizadas pela Suprema Corte a Oficina de Queixas e Denúncias tem importante lugar na busca por uma prestação jurisdicional à sociedade com mais transparência. A referida oficina foi criada em setembro de 2007 e o seu efetivo funcionamento iniciou-se em fevereiro de 2008. O objetivo primeiro da oficina é receber, registrar e analisar de forma preliminar todas as queixas e denúncias contra todos os que compõem a justiça do Paraguai, sejam eles: Magistrados, Juízes, Ministros, funcionários e auxiliares em relação aos serviços administrativos em geral. Não são aceitas denúncias anônimas. Todas as pessoas deverão preencher uma ficha com o todos os dados e essa ficha fica protegida e tudo fica em sigilo. Programa Joaquim Nabuco 14 Existe uma previsão na norma que trata sobre o procedimento de queixas e denúncias onde a pessoa que registra deve provar sob pena de ser processada por calúnia e difamação. Para tanto assina um termo de comprometimento de veracidade das informações. A oficina se propõe com essa prática extremamente essencial e necessária a obter resultados que auxiliem e proporcione à sociedade uma boa prestação dos serviços em geral, cumprimento de prazos e exigências previstas na legislação vigente e nos normativos internos de trabalho. A oficina está diretamente subordinada ao Conselho de Superintendência da Corte Suprema de Justiça que poderá levar o caso adiante ou arquivá-lo, a partir da documentação e provas apresentadas. No estados que compõem o país existem as Mesas de Garantias Constitucionais e a Circunscrição Judicial onde o cidadão terá o mesmo tipo de procedimento para a realização da sua queixa ou denúncia, a fim de que não precise se deslocar para a capital Asunción para realizar o feito. Desde a sua criação e com base nos julgados e procedimentos realizados às pessoas que comprovadamente cometeram atos que mereciam a devida correção, houve um crescimento progressivo de denúncias na oficina, o que ratifica a satisfatória atuação desse organismo de controle e ação. Dados estatísticos da oficina podem ser conferidos no endereço eletrônico: http://www.pj.gov.py/quejas_y_denuncias/quejas_denuncias.asp# Programa Joaquim Nabuco 15 DIRECCIÓN DE DERECHOS HUMANOS Paraguai, 17 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil O advogado Nury Montiel, responsável pela Direção de Direitos Humanos, contou-nos um pouco da atuação da Corte Suprema de Justiça acerca desse tema tão atual e necessário na sociedade nacional e internacional. O tema Direitos Humanos é um interesse principal e um desafio para o Estado. Trabalham de forma conjunta com outro órgãos do judiciário a partir de ações resolutivas da Corte Suprema de Justiça, realizando investigações e trabalhos que possam identificam qualquer violação aos direitos humanos. Afirmou Nury que a imagem, a figura dos direitos humanos pode ser ligada a uma mera proteção de delinqüentes e de pessoas presas, mas deve sim ser um ponto de apoio e amparo para todas as classes sociais na garantia de seus direitos fundamentais. Trabalham também utilizando as “100 Regras de Brasília” com comissões multifuncionais e realizam diversos programa de fomento à aplicação dos direitos humanos, com atuação em parceria com UNICEF há mais de 5 anos, para auxílio contra o trabalho infantil nas indústrias, nos campos e outras formas de violação ao direito da criança e do adolescente. Existe um projeto de trabalho executivo para manter as crianças na escola e proporcionando um pagamento mensal às famílias, como ocorre com o “Bolsa Família” no Brasil. Apresentou-nos ainda que a Colômbia e o Peru estão muito avançados em aplicar o cumprimento das sentenças que envolvem os Direitos Humanos de forma menos burocrática. Realizam também um trabalho contra o tráfico de pessoas em parceria com a Polícia federal do Brasil e outro órgãos de controle com os países vizinhos. Programa Joaquim Nabuco 16 VISITA AL MUSEO DE LA JUSTICIA Paraguai, 18 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Nesse dia tivemos uma belíssima apresentação do museu da Corte Suprema de Justiça do Paraguai. Oportunidade em que pudemos conhecer um pouco da história da política do Paraguai, seu desenvolvimento, sua independência e progresso. As guerras e conquistas e mudanças significativas que fizeram do Paraguai ser o que é hoje. No entanto ressalto a importância do tema que envolveu o Paraguai no período compreendido de 1954 até 1989, uma época denominada “stronista” que deixou amargas lembranças ao povo Paraguaio pelas graves violações à dignidade da pessoa humana. Época de grandes sacrifícios humanos, onde pessoas inocentes foram torturadas em campos de concentração pelos policiais Paraguaios. Existe uma documentação valiosa e extensa da Operação Condor que deflagrou todas as atrocidades e permitiu a abertura de processos no judiciário por parte das vítimas, por meio de seus familiares. Vítimas essas, muitas delas, ainda desaparecidas. Toda a documentação apreendida na Operação Condor encontra-se à disposição de qualquer cidadão, estudante e profissionais, claro com a devida autorização da área responsável, para que possam verificar, “in locco” tudo o que verdadeiramente aconteceu naquela época. Devido à importância histórica desse material a Magistratura da Corte Suprema de Justiça do Paraguai e o Ministério Público convocaram vários especialistas para ordenar e catalogar mais de 1 (uma) tonelada de material. Constam nesse material todo o envolvimentos dos países vizinhos, como Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, de pessoas que contribuíram para as atrocidades cometidas na época desse período ditatorial do Paraguai. Contudo, nos deixou extremamente preocupados a forma como os documentos estão guardados, se deteriorando com o tempo. Apesar de estar tudo digitalizado seria extremamente importante parcerias, principalmente com o Supremo Tribunal Federal do Brasil, para troca de informações e estudos de como se deve proceder para guardar e proteger tais documentos, bem como, por meio de um convênio, restaurar todas as obras do Museu do Paraguai por meio da equipe de restauradores do nosso Laboratório de Restauro. Tal empreitada é de total interesse de ambas as cortes, uma vez que estaremos preservando não só boa política de relação com o Paraguai, mas também contribuindo para auxiliar na busca de informações de pessoas brasileiras envolvidas no processo Paraguaio de outrora. Maiores detalhes da história do Paraguai podem ser conferidos no endereço eletrônico: http://www.pj.gov.py/cdya/index.html Programa Joaquim Nabuco 17 DIRECCIÓN DE COMUNICACIONES Paraguai, 19 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil O Advogado Luis Gimenez nos demonstrou todo o sistema de comunicação interna e externa da Corte Suprema de Justiça. Informou que há 10 anos contavam apenas com um canal de comunicação oficial e funcionava somente uma secretaria com função somente de copiar notícias da mídia em geral e distribuí-la internamente. Atualmente o sistema é bem mais diferente e moderno, focando a comunicação imediata e atualizada com o devido tratamento para o seu público interno, sejam magistrados ou funcionários da Corte. Claro que não chega aos moldes de uma TV-JUSTIÇA e RÁDIO JUSTIÇA do STF, como informou, mas caminham para alcançarem esse objetivo em breve e esperam contar com o apoio e a experiência do STF nessa empreitada. O enfoque atual está em cima do cidadão para que tenham melhor qualidade na prestação jurisdicional contando com trabalhos de informação de forma ascendente e descendente. Melhorou-se muito a qualidade da informação interna com comunicação mediática em parceria com faculdades de direito, advogados e magistrados, professores e cientistas e outras instituições. Recentemente fizeram um trabalho junto à sociedade, uma pesquisa de opinião com oficinas específicas para o público infantil, onde fizeram uma enquete com essas crianças a fim de que elas pudessem expressar qual era a sua visão com relação ao juiz. Tiveram uma grande surpresa, pois os trabalhos, principalmente os desenhos, mostraram uma visão totalmente diferente do juiz das crianças do interior, do campo, com as crianças do centro urbano. As do campo tinha a visão da figura do juiz de paz e as da cidade a figura do juiz togado. Quanto à divulgação dos trabalhos internos, especificamente com relação às sessões plenárias da corte, por dispositivo constitucional estas são reservadas pois são de cunho muito mais administrativo e, portanto, não há informativo em tempo real dessas sessões como é feito no Brasil em vários órgãos do judiciário. Portanto não são televisionadas nem gravadas. Há somente o registro de ata. Quando há julgamentos nos juizados e tribunais, dependendo da repercussão geral, há interesse da mídia e poderá ser televisionado mediante autorização prévia da corte. A falta de recursos e o sistema de normas do país impedem, pelo menos no momento atual, se televisionar todos os julgamentos e distribuí-lo em tempo real. Programa Joaquim Nabuco 18 SISTEMA NACIONAL DE FACILITADORES JUDICIALES Paraguai, 20 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Esse foi um dos mais belos trabalhos em que tivemos a oportunidade de presenciar a atuação de pessoas das comunidades como facilitadores da justiça. A Corte Suprema de Justiça, a partir de um profundo trabalho de pesquisa em todos os estados que compõem a república do Paraguai pode perceber que muitas pessoas não tinham acesso à justiça por total desconhecimento de seus direitos. Dentre os diversos casos podemos citar os abusos cometidos contra mulheres por seus maridos em suas próprias casas e estas mulheres consideravam como procedimento normal apanhar de seus maridos. Após a implantação do sistema de facilitadores, onde uma pessoa da comunidade de cada circunscrição do Paraguai, independente da formação, é eleita, é escolhida pela a comunidade para ser um facilitador da justiça. Esse facilitador recebe a formação e depois o devido treinamento para melhor ajudar a sua comunidade a ter acesso à justiça. Os facilitadores, como o próprio nome diz, facilitam o trabalho dos operadores da justiça e promovem uma via de acesso para as pessoas que vivem em conflito. Eles não julgam, não são defensores e nem fiscais, são somente uma ponte de comunicação entre os peoradores da justiça e sua comunidade, uma vez que são um mecanismo de formação cívico-jurídica e de prevenção. São pessoas comuns que detém certos requisitos que os fazem ser considerados facilitadores. Como dito anteriormente, são eleitos por sua comunidade e nomeados pelos juízes de paz. O trabalho é voluntário e não percebem nenhum tipo de salário, mas se sentem orgulhosos de serem facilitadores da Corte Suprema de Justiça, esse é o pagamento pelo sue trabalho. As funções dos facilitadores da Justiça são: Difundir a cultura cívico-jurídica para que a comunidade conheça seus direitos e obrigações e saibam como proceder em casos de assistência judicial; Apoiar a os Juizados de Paz em diversos trâmites que lhes são demandados; Realizar acordos quando há disputas de pequena dimensão; Remeter os casos relevantes às autoridades competentes. Programa Joaquim Nabuco 19 OFICINA DE MEDIACIÓN Paraguai, 21 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil Neste dia tivemos também uma empolgante apresentação sobre a Oficina de Mediação, que é um instrumento valioso dentro da Corte Suprema de Justiça do Paraguai. O objetivo principal da Oficina de Mediação é contribuir significativamente com o melhoramento da eficiência e qualidade dos serviços prestados na administração da justiça Paraguaia, evitando que muitos caso possam ser resolvidos sem precisarem ir a julgamento. Com isso, há um grande esforço por parte não só dos profissionais que integram esta oficina como de toda a Corte Suprema, pois a partir de sua implantação registrou-se uma redução considerável de processos no ordenamento jurídico Paraguaio. Os conflitos são previamente analisados a partir da entrada dos processos na Corte. A oficina de mediação faz seleção dos casos e marca as audiências com as pessoas envolvidas, que não tem obrigação nenhuma de participar do processo de mediação. Mas a experiência mostra que há interesse nas partes de resolver seus conflitos de forma mais rápida e efetiva. A oficina conta com profissionais mediadores capacitados em realizar as mediações por meio de entrevistas e oitivas diretas nas lides. Há relato de processo que há mais de 10 anos estava sendo julgado: um processo de partilha de bens de família e com a atuação da mediação podese dar um fim pacífico à causa, cumprindo não só a função jurisdicional mas principalmente a social, pois conseguiu unir uma família que estava separada. A mediação contempla todos os tipos de matérias que compõem os processos da Corte, ou seja, são matérias penais, civis, comerciais, trabalhistas, criança e adolescente. Observando no entanto que os casos de crimes comprovados não há mediação, passando portanto para o juizado competente para o julgamento, pois é interesse do Estado. A Oficina de Mediação funciona como no Brasil, com uma diferença: no Brasil a conciliação é uma etapa processual enquanto que no Paraguai, ocorre antes mesmo da formação do processo. Assim como no Brasil a Oficina de Justiça da Corte Suprema do Paraguai é uma ferramenta de resolução de conflitos onde as partes envolvidas são assistidas por um terceiro, que é o mediador, que realizará o trabalho de facilitar a comunicação entre as partes. Estas muitas vezes tão envolvidas em problemas e conflitos que não conseguem racionar para um bom entendimento e resolução do seu conflito. Daí a importância de um terceiro não envolvido no caso que faz esse trabalho de encontrar uma solução para o conflito de maneira consciente e sem ingerências externas. O serviço, portanto, como citado anteriormente, mas vale ser frisado, é voluntário. Ou seja, ninguém está obrigado a participar do procedimento de mediação. Todas as audiências são privadas e tudo é mantido em sigilo, garantindo assim entre as partes a garantia da confidencialidade. O serviço é gratuito aos cidadão que só arcam com os custos das notificações. Programa Joaquim Nabuco 20 Podem estar presentes nessa mediação os respectivos advogados e todas as pessoas que possam contribuir para a resolução do conflito mediante autorização das partes. Depois de realizada a mediação, é expedido um documento à autoridade julgador do processo em questão que expedirá documento para homologação e publicação do feito, caso contrário o processo segue a tramitação no juizado correspondente. Por fim, aproveitando a apresentação do tema por parte da facilitadora a mediação tem o seguinte norte como base para o desempenho satisfatório: a. Cada parte se sente dona da sua situação. b. Os procedimentos são informais c. Há uma maior possibilidade de que sua posição pessoal seja mais bem escutada e de forma reservada. d. Nenhuma força externa declara uma parte como vencedora ou perdedora, todos são todos são vencedores. e. Há uma grande satisfação com o processo f. Há diversas opções criativa para a realização do acordo. g. Promove melhores relações entre as partes. h. Menos duração do processo e menos custos. Programa Joaquim Nabuco 21 DIRECCIÓN DE ASUNTOS INTERNACIONALES E INTEGRIDAD INSTITUCIONAL Paraguai, 22 de setembro de 2011 Agente de Segurança Judiciária Wemerson Pereira Silva Supremo Tribunal Federal Brasília – Brasil O advogado Christian, em breves palavras, explanou sobre o setor específico de Assuntos Internacionais da Diretoria da qual faz parte. O Acordado nº 533 foi o normativo que criou a referida diretoria. Dentre diversas atribuições que envolvem o tema de assuntos internacionais ressaltamos as políticas de integração com outros países, principalmente os latinos americanos, a partir de convênios e parcerias; realizam um trabalho de apoio aos ministros e juízes internos e de outros países quando em visita a outros tribunais estrangeiros ou quando visitam o STF nas diversas modalidades de eventos. Buscam ainda, por meio de um trabalho intenso de seus pares, a construção de poder judiciário transparente, íntegro, eficiente, respeitado a nível nacional e internacional. O organograma da Direção de Assuntos Internacionais e Integridade Institucional funciona como um órgão consultivo do tribunal, não vinculante. Utilizam como base de apoio em suas ações o modelo das “100 regras de Brasília”para a descentralização e acesso à justiça por todos os que compõem o povo da República do Paraguai, a fim de garantir-lhes a dignidade da pessoa humana, como a erradicação da pobreza, ajuda aos presos e reclusos e suas famílias, amparo e auxílio ao povo indígena, vítimas de maus tratos e violência doméstica e urbana, melhoria do acesso de pessoas com deficiência, apoio e auxílio aos imigrantes, dentre diversas ações que garantem e fazem a imagem de uma justiça transparente e atuante na sua essência. O advogado Juan Jim, com muita propriedade, nos apresentou a parte de Integridade Institucional da Direção de Assuntos internacionais. Segundo Jim o sistema de integridade institucional é formado por um conjunto de procedimentos e medidas para se evitar a corrupção. A partir dos sintomas de um corpo é possível se identificar a corrupção. Os pilares desse sistema são, respectivamente, o controle e a supervisão diuturna. Sempre há dois tipos de medidas a serem adotadas a fim de se evitar a corrupção: a prevenção e ação enérgica por meio de sanções eficazes e justas, com medidas de evolução constante e periódica. A busca por uma justiça atuante e transparente é fruto do trabalho assumido a partir de um compromisso pessoal de ética e profissionalismo. Existem mecanismo internos que garantem um controle efetivo no combate à corrupção que é o Código de Ética, no entanto, hoje, é aplicado somente aos juízes , ministros e magistrados em geral, mas há um projeto na Suprema Corte de estender esse Código de Ética também aos servidores e funcionários da corte que está entrando em modelo de gestão e qualidade da informação.