Lista 1- Cálculo I – Lic. - Resolução Exercício 6: Uma molécula de açúcar comum (sacarose) pesa 5,7×10-22 g e uma de água, 3×10-23 g. Qual das duas é mais pesada? Quantas vezes uma é mais pesada que a outra? Solução: Para saber qual é a mais pesada, fazemos uma comparação através da relação de ordem: 5,7.10-22 > 3.10-23 ñ 5,7.10-22 - 3.10-23 > 0 Como 5,7.10-22 = 57.10-23 , substituindo na subtração obtemos: 57.10-23 – 3.10-23 = 54.10-23 e 54.10-23 > 0 ∴ 57.10-23 é maior que 3.10-23 , sendo que 54.10-23 = 5,4.10-22. Portanto, a molécula de sacarose é mais pesada que a molécula de água. Para saber quantas vezes uma é mais pesada que a outra, basta dividirmos a massa da molécula de sacarose pela massa da molécula de água, obtendo assim um número, N, que será o número de vezes que a molécula de sacarose é mais pesada que a molécula de água. N= é é á ï N= ,. . Utilizando a propriedade da divisão de potências de mesma base : N= ,.(( ï N= ,.( ï N= ,. ï N= 19 Portanto, a molécula de sacarose é 19 vezes mais pesada que a molécula de água. Exercício 7: Num copo de água com açúcar há 180 g de água e 11,4 g de açúcar. Usando os dados do exercício anterior, calcule: a) b) c) d) Quantas moléculas de água há no copo; Quantas moléculas de açúcar; Quantas vezes mais moléculas de água há do que de açúcar; O total de moléculas de água com açúcar. Solução: a) O número de moléculas de água é obtido facilmente através da divisão da massa de todas as moléculas de água no copo pela massa de uma molécula de água. Chamando este número de K, temos : K= é á ! é á î " # ".$ K= . # î K= . Utilizando a propriedade da divisão de potências de mesma base : 1 K= ".($( î K= ". î K= ".% î K= 6.1024 moléculas Portanto, o número de moléculas de água no copo é igual a 6.1024. b) Para descobrir o número de moléculas de sacarose, utilizaremos o mesmo raciocínio do item a), chamando este número de S: S= é ! é î S= ,& # ,. # î S= ,&.$ ,. Utilizando a propriedade da divisão de potências de mesma base : S= ,&.($( , î S= ,&. , î S = 2.1022 moléculas Portanto, o número de moléculas de sacarose no copo é de 2.1022. c) Para saber isto, basta dividir o número de moléculas de água no copo pelo número de moléculas de sacarose no copo, que chamando este número de J: 'ú é á ! ! J= 'ú é (.% )*+é,-+./ î J= 0. )*+é,-+./ î B= (.(% 0 î B= 300 Portanto, o número de moléculas de água no copo é 300 vezes maior que o número de moléculas de sacarose. d) Basta somar o número de moléculas de ambos, chamando este número, por exemplo, de C: C = 'ú é á + ú é C = 6.1024 + 2.1022 Como 6.1024 = 6.102.1022 = 600.1022, segue que C = 600.1022 + 2.1022 î C = 602.1022 î C = 6,02.1024 Portanto, o número de moléculas presentes dentro do copo é igual a 6,02.1024. Exercício 11: Suponha que um país A tenha uma renda per capta anual de 20.000 dólares e uma população de 50 milhões de habitantes. Um outro país B tem uma renda per capta de 10.000 dólares e uma população de 20 milhões. Se os dois países se fundirem para formar um novo país, a renda per capta resultante estará mais próxima de qual valor? Solução: Para resolver o exercício primeiramente devemos saber o que é renda per capita. Renda per capita é a média do quanto cada habitante de uma determinada região recebe de salário. 2 Sabendo isto, essa média está diretamente relacionada a quantidade de habitantes de uma região, logo devemos saber quantos habitantes o novo país chamado, por exemplo, C terá. A população do país C será dada pela soma dos habitantes dos países A e B: População do país C = 2! çã 3 + 2! çã 4 População do país C = 50 milhões + 20 milhões População do país C = 70 milhões ∴ A população do novo país é de 70 milhões. Quando calculamos a renda per capita, dividimos todo o dinheiro que a população tem, que chamaremos de, por exemplo, renda total, pela população da região. Então para calcular a renda per capita do novo país, devemos saber a renda total dos países A e B, somá-las e, assim obter a renda total do país C, para finalmente podermos calcular a renda per capita do novo país: Calculo da Renda total de A: Renda per capita do País A = 5 3 2! çã 3 Renda total de A = 5 ! !6 2í 3 × 2! çã 3 Renda total de A = 2.104 × 5.107 = 10 × 10(4+7). Portanto, Renda total de A = 1.1012 dólares Cálculo da renda total de B: Renda per capita do País B = 5 2í 4 2! çã 4 Renda do País B = Renda per capita do País B × População de B Renda do País B = 1.104 × 2.107 = 2.10(4+7). Portanto, Renda do País B = 2.1011 dólares Calculando a renda total do País C: Renda total do País C = 5 2í 3 + 5 2í 4 Renda total do País C = 1.1012 dólares + 2.1011 dólares Sabemos que 1.1012 = 10.1011, logo: Renda total do País C = 10.1011 + 2.1011 Renda total do País C = 1,2.1012 dólares 3 Agora que conhecemos a população total do novo País e a população do mesmo, podemos calcular a renda per capita de C: Renda per capita do País C = Renda per capita do País C = 5 2í 8 2! çã 2í 8 ,0. .9 = ,0.(9 = ,0.: Renda per capita do País C = 17142,85 dólares A renda per capita do País C está mais próxima da renda do País A ou do País B? Para saber a resposta, calculamos o módulo da diferença da renda do País C com as rendas dos Países A e B, de modo que o menor valor nos indicará a resposta: Calculando a diferença de renda entre os Países A e C, chamando, por exemplo, a diferença de DAC: DAC = |<=>?@ ?A B@íC D − <=>?@ ?A B@íC F| DAC = |20000 − 17142,85| î DAC= |2857,15| = 2857,15. Calculando a diferença de renda entre os Países B e C, chamando, por exemplo, a diferença de DBC: DBC = |<=>?@ ?A B@íC N − <=>?@ ?A B@íC F| DBC = |10000 − 17142,85| î DBC = |−7142,85| = 7142,85. Portanto, a renda per capita do novo país está mais próxima da renda per capita do país A. Exercício 16: Efetue e/ou simplifique: a) OP O + OP OP Neste item podemos simplesmente somar as frações, pois os seus denominadores são iguais: OP O + OP OP = Q P QP QP x 1 − x +1 x Neste item precisamos utilizar a definição de soma de frações, pois os denominadores são diferentes: x 1 x2 − x2 − 1 −1 − = = 2 2 x +1 x x ( x + 1) x ( x 2 + 1) c) 2 f) R(3R & - 0 Q & + Q ) Neste item basta apenas aplicar a propriedade distributiva da multiplicação: R(3R & − 0 Q + & Q 4 = 3R − 2 + & Q Exercício 19: Determine o conjunto solução das equações e inequações abaixo: b) |7R − 4 | < 10 Para resolver os exercícios a seguir, devemos sempre utilizar a definição de módulo: VW − X < 10, C= 7W − X ≥ Z \ U −(VW – X < 10, C= 7W − X < 0 X VW − X < 10, C= R ≥ V \ ] X X − VW < 10, C= R < î V A partir da situação acima temos duas possibilidades: & & A inequação será resolvida para valores de x ≥ ,ou para valores de x < . • & Para valores de x ≥ ,temos : 7R − 4 < 10 î 7R < 14 R <2 î Portanto para esse caso, x pode assumir os valores • & Para valores de x < , temos: 4 − 7R < 10 & ≤ R <2 ï − 7R < 6 Quando multiplicamos uma desigualdade por valores negativos, invertemos a desigualdade: ( R < − Nesse caso, x pode assumir valores − < R < S = `R ∈ ℝ c− & ( 6 7 , logo a solução da inequação é: < R < 2d d) | R + 5| ≥ 2 Utilizando a definição de módulo temos: R + 5 ≥ 2 , C= R + 5 ≥ 0 \ U −(R + 5 ≥ 2 , C= R + 5 < 0 î U R + 5 ≥ 2 , C= R ≥ − 5 \ −(R + 5 ≥ 2 , C= R < −5 Assim, a inequação poderá ter soluções em duas regiões: R ≥ −5 ou R < −5. • Resolvendo a inequação para R ≥ −5 : R + 5 ≥ 2 î R ≥ −3 Portanto, para R ≥ −5, x poderá assumir valores tais que R ≥ −3 . • Resolvendo a inequação para R < −5 : R ≤ −7 −(R + 5 ≥ 2 î − R − 5 ≥ 2 î − R ≥ 7 î Portanto, para R < −5, x poderá assumir valores tais que R ≤ −7. Logo, o conjunto solução da inequação é S = eR ∈ ℝ| R ≤ −7 Af R ≥ −3g 5 e) |3R + 5| = | 3R + 1| Para resolver essa equação, podemos utilizar uma das propriedades do módulo que é a seguinte: |R|0 = R 0 Segundo essa propriedade, podemos elevar os dois lados da igualdade ao quadrado e assim, retiramos o módulo dos dois lados da equação: |3R + 5| 0 = | 3R + 1|0 î (3R + 50 = (3R + 10 Agora basta resolver a equação de segundo grau: 9R 0 + 6R + 1 = R 0 − 4R + 4 î 8R 0 + 10R − 3 = 0 î R= i±k i&.".(i 0." î R = − 0 Af R = Assim, conjunto solução da equação é S = `− 0 , &d. & Exercício 24: a) Calcule 1001, 1001,5 e 1002. b) A média aritmética dos expoentes 1 e 2 é 1,5. A média aritmética das potências 1001 e 1002 é 1001,5? Justifique sua resposta. c) Verifique se a média geométrica de 1001 e 1002 é 1001,5. Solução: a) 1001 = 100 e 1002 = 10000. Para calcularmos 1001,5 escrevemos 1,5 = 0 e, portanto, 1001,5 = 100 = √100 = k(100 = √10( = 10 = 1000. b) A média aritmética entre 1001 e 1002 é dada por: mD = P 0 î mD = 5050 Portanto, a média aritmética de 1001 e 1002 é diferente de 1001,5. c) A média geométrica entre 1001 e 1002 é dada por: mn = √100 . 1000 î mn = 1000 Logo, a média geométrica de 1001 e 1002 é igual a 1001,5. Exercício 26: Quanto mede a aresta de um cubo que tem volume igual ao de um bloco retangular de 512 mm × 216 mm × 125 mm? Solução: 6 Segundo o enunciado, o volume do cubo,Vc, de aresta a, é igual ao volume do paralelepípedo, Vp, de dimensões 512 mm, 216 mm e 125 mm, ou seja,Vp = Vc. O volume do paralelepípedo é dado pelo produto de suas dimensões: Vp = (512 mm) × ( 216 mm) × ( 125 mm) î ou Vp = 13824000 mm3 Vp = 13,824 dm3 . O volume do cubo é dado por: Vc = a3 e, por hipótese, Vc = 13,824 dm3 . Calculando o valor da aresta do cubo: 13,824 = a3 î a = √13,824 î a = 2,4 dm ou a = 240 mm Exercício 27: A porcentagem de fumantes de uma cidade é 32%. Se 3 em cada 11 fumantes deixarem de fumar, o número de fumantes ficará reduzido a 12800. Calcule: a) O número de fumantes da cidade. b) O número de habitantes da cidade. Solução: " " a) Se param de fumar, então continuam fumando. Logo teremos 12800 = . F , onde F é o número total de fumantes. Resolvendo a equação descobrimos que F = 17600. Portanto, o número de fumantes da cidade é igual a 17600. b) A porcentagem de fumantes da cidade é 32% e, pelo item a) descobrimos que o número de fumantes é igual a 17600. Logo, 17600 = 0,32 × N, onde N é o número de habitantes da cidade. Portanto, N= ( ,0 î N = 55000 Portanto, o número de habitantes da cidade é igual a 55000. Exercício 30: Divida (isto é, dê o quociente e o resto): 2 a) 4 x − 3x + 6 por x + 2 4 3 2 b) x + x + 2 x + 15 por 2 x − 6 x + 4 Solução: a) 4 x 2 − 3x + 6 x + 2 −4 x 2 − 8 x 0 − 11x + 6 4 x − 11 +11x + 22 0 + 28 Portanto, quociente = 4x – 11 e resto = 28. 7 b) x 4 + x 3 + 2 x + 15 2x2 − 6x + 4 1 2 x + 2x + 5 2 − x 4 + 3x 3 − 2 x 2 0 + 4 x 3 − 2 x 2 + 2 x + 15 − 4 x 3 + 12 x 2 − 8 x 0 + 10 x 2 − 6 x + 15 − 10 x 2 + 30 x − 20 24 x − 5 Portanto, quociente = 1 2 x + 2x + 5 e 2 resto = 24x – 5. Exercício 31. Fatore: 2 a) x + 4 x + 3 3 d) 8 x − 27 3 f) 2 x − 4 x + 2 Solução: Para fatorar um polinômio inicialmente devemos encontrar suas raízes. Assim: −4 ± 16 − 12 −4 ± 4 ⇔ x= ⇔ x = −1 ou x = −3 . 2 2 Portanto, podemos escrever x2 + 4x + 3 = (x+1) (x+3). 2 a) x + 4 x + 3 = 0 ⇔ x = 27 27 3 3 3 d) 8 x − 27 = 0 ⇔ x = 8 ⇔ x = 3 8 ⇔ x = 2 . Neste caso o polinômio possui apenas uma raiz real, o que significa que ela pode ter multiplicidade 3 ou que as outras duas são complexas. Para saber qual situação ocorre, devemos dividir o polinômio por (x – 3/2). Efetuando esta divisão, obtemos: 3 3 8 x 3 − 27 = x − (8 x 2 + 12 x + 18) = x − 2 (4 x 2 + 6 x + 9) = (2 x − 3) (4 x 2 + 6 x + 9) . 2 2 Note que o segundo polinômio não possui raízes reais (verifique!). Assim, a forma fatorada do polinômio dado é a expressão encontrada acima, ou seja, esta é a forma de representar o polinômio 8x3 – 27 como produto de dois polinômios mais simples (de menor grau). f) 2 x 3 − 4 x + 2 = 0 ⇔ 2 x 3 − 2 x + 1 = 0 ⇔ x 3 − 2 x + 1 = 0. ( ) É fácil ver que x = 1 é uma raiz do polinômio acima. Portanto, podemos escrever x3 – 2x + 1 = (x -1) × p(x), onde p(x) é encontrado quando fazemos a divisão (x3 – 2x + 1) / (x-1). Efetuando esta divisão obtemos (x3 – 2x + 1) = (x-1) (x2 + x – 1) . Porém, p(x) = x2 + x – 1 possui duas raízes reais, que são x1 = −1 + 5 2 e x2 = −1 − 5 . Logo, podemos escrever 2 −1 + 5 −1 − 5 2 x 3 − 4 x + 2 = 2 ( x 3 − 2 x + 1) = 2( x − 1) x − x − 2 2 que é a forma fatorada do polinômio dado. 8