XIV ENTAC - Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído - 29 a 31 Outubro 2012 - Juiz de Fora
A IMPORTÂNCIA DO PLANO DE QUALIDADE DO
EMPREENDIMENTO NO TRATAMENTO DAS INTERFACES
ENTRE OS AGENTES DO EMPREENDIMENTO
Vanessa de Almeida Oliveira (1); Sérgio Roberto Leusin de Amorim (2)
(1) Programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil – Universidade Federal Fluminense – e-mail:
[email protected]
(2) Programa de Pós-Graduação de Engenharia Civil – Universidade Federal Fluminense – e-mail:
[email protected]
Resumo
As mudanças dos paradigmas de gestão da Construção Civil, associadas à introdução de
novas tecnologias e o aumento das expectativas dos clientes estão fazendo com que as
empresas busquem mecanismos para aumentar sua competitividade, havendo, portanto, um
crescimento da implantação da certificação da qualidade. No entanto, o processo dinâmico
da certificação exige um planejamento da qualidade na tentativa de elaboração de um Plano
da Qualidade que otimize a inter-relação de todos os agentes ao longo do ciclo de vida do
produto, eliminando lacunas e incompatibilidades e buscando ações integradas para
melhoria da qualidade do empreendimento. Através do estudo de caso com empresas
cariocas certificadas pelo PBQP-H, no segmento de edificações, desenvolveu-se uma análise
crítica de exemplos de Plano de Qualidade de Obras (PQO) e das dificuldades de integração
entre os agentes envolvidos ao longo das fases de projeto, execução e uso e operação.
Observa-se que tanto o PQO quanto outras proposições de planos de qualidade estruturados
na NBR ISO 10005 se tornam deficientes ao equacionar os problemas de interfaces entre os
agentes, pois retratam a visão parcelada do produto-edifício. O trabalho tem como objetivo
mostrar a importância de elaboração de um Plano de Qualidade do Empreendimento (PQE)
que consiga integrar todos os agentes da cadeia produtiva do edifício, intensificando a
homogeneidade de linguagem entre os intervenientes e a intercomunicabilidade entre os
produtos parciais, reduzindo assim grande parte das barreiras para decisões conjuntas.
Palavras-chave: Planejamento da qualidade, Agentes, Empreendimento.
Abstract
The changes related to its management concepts of the Civil Construction, associates to the
introduction of new technologies and the increase of the expectations of the clients are
making with that the enterprises search mechanisms to increase its competitiveness ,
therefore, a growing of the implantation of the quality certification. However, the dynamic
process of the certification demands a quality planning in the attempt of elaboration of a
Quality Plan that optimizes the interrelation of all the participants along of life cycle of the
product and eliminate gaps and incompatibilities and searching actions integrated for
improvement of the quality of the constructions. Through the case-study with Rio de Janeiro
enterprises certified by the PBQP-H, in the segment of buildings, a critical analysis of
examples of Quality Plans of Constructions and of the integration difficulties between the
involved participants throughout the project phases, execution and use and operation. Its
observes that the PQO as other proposals of structured quality plans in NBR ISO 10005 if
become deficient to resolve the problems of interfaces between the participants, because
presents the sectorial view of the building as a product. The paper intends to show the
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importance of elaboration of a Project Quality Plan that integrate all the participants of the
productive chain of the building, which can intensity the homogeneity of language among
participants and the intercommunication between the partial products to reduce part of the
barriers for joint decisions.
Keywords: Quality planning, Participants, Project.
1. INTRODUÇÃO
Atualmente a Construção Civil passa por um intenso processo de mudanças nos seus
paradigmas de gestão, associadas ao aumento da competitividade entre as empresas e das
exigências dos clientes. Diante desse cenário, vem ocorrendo uma “explosão” pela busca pela
implantação da certificação de qualidade nas empresas.
Essa nova dinâmica do mercado, a princípio era vista pelas empresas apenas como um
processo de burocratização para conseguir financiamentos e exigência para participação de
programas como Minha Casa, Minha Vida da Caixa Econômica Federal (CEF). No entanto,
atualmente as empresas estão começando a implantar a certificação não apenas como
estratégia de marketing e status, mas também como instrumento de melhoria da qualidade
criando maior abrangência ao processo. Assim, à medida que se implementa o processo de
certificação percebe-se a necessidade de estruturação de um Planejamento da Qualidade para
regular e monitorar o processo de desenvolvimento do produto.
Dentro do Planejamento da Qualidade, o Plano da Qualidade do Empreendimento constitui a
ferramenta fundamental para que todos os agentes falem a mesma linguagem, antecipando
assim conflitos e evitando incompatibilidades de projeto.
Este artigo analisa a partir de um conjunto de diretrizes propostos por Oliveira (2006) a
importância do Plano da Qualidade como instrumento para o tratamento das interfaces entre
os agentes ao longo do ciclo de vida do empreendimento, onde os níveis de participação e as
responsabilidades são distintos.
2. A CERTIFICAÇÃO DAS EMPRESAS E O PLANEJAMENTO DA QUALIDADE
Nos últimos anos houve um crescimento do número de empresas que implantaram a
certificação da qualidade. A aceitação dos processos de certificação da qualidade tornou-se
inevitável, devido à crescente competitividade no setor de edificações. A gestão da qualidade
vem se consolidando como uma das principais estratégias adotadas pelas empresas do setor
diante dos novos condicionantes do mercado.
Segundo mencionou Cardoso (2005) com a adesão da CEF - um dos principais agentes
financeiros - ao PBQP-H , ocorreu uma “explosão” pela busca da implementação de sistemas
de gestão da qualidade. Observa-se, portanto, uma maior preocupação das empresas com
relação ao enfoque da qualidade dos seus processos, dos produtos parciais e com o produto
final – o edifício. Os resultados positivos vão além da imagem diferenciada da empresa em
relação aos concorrentes, há uma melhoria contínua no controle de processos, a diminuição
do retrabalho, do desperdício de materiais, do tempo ocioso da mão-de-obra nos canteiros e
melhoria do sistema de qualificação e avaliação dos fornecedores.
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2.1 Planejamento da Qualidade nas empresas
A certificação da qualidade é um processo crescente e evolutivo, exigindo um planejamento
da qualidade do Sistema de Gestão da empresa. Portanto, não basta apenas atingir ao nível
mais avançado da certificação PBQP-H, a empresa deve perseguir a melhoria contínua para
da qualidade.
O Planejamento da Qualidade é um dos principais processos gerenciais do sistema de gestão,
pois envolve atividades que visam antecipar e solucionar conflitos futuros e assim atingir a
qualidade do produto.
Segundo a ISO 9000, o planejamento da qualidade constitui um processo que tem como
entrada aspectos como necessidades e expectativas dos usuários, avaliação de desempenho
dos processos, retroalimentação de experiências anteriores e, como saída, a implementação de
planos da qualidade, a melhoria de desempenho aferida por indicadores de desempenho.
Assim, o planejamento da qualidade atua como ferramenta que orienta a delimitação do
escopo do empreendimento e como estratégia para conquistar resultados concretos em termos
da qualidade final de seus produtos e da satisfação dos clientes.
3. METODOLOGIA DO ESTUDO DE CASO NAS EMPRESAS
A definição do método de pesquisa depende do assunto de estudo, do tipo de pesquisa e das
técnicas empregadas. De acordo com Gil (2009) segundo seus objetivos a presente pesquisa
pode ser classificada como exploratória, pois se situa numa “área onde existe pouco
conhecimento agrupado e sistematizado e quanto aos seus objetivos proporciona maior
familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou concluir hipóteses”.
Nesse contexto, optou-se pelo estudo de caso, pois possibilita estudar com profundidade os
diversos aspectos do objeto de pesquisa e possui flexibilidade na coleta de dados.
3.1 Critérios de seleção e análise de dados
O estudo de caso foi delimitado junto às empresas construtoras e incorporadoras cariocas
certificadas pelo PBQP- em sua totalidade de porte médio e que atuam no subsetor de
edificações, no segmento imobiliário de edificações residenciais multifamiliares e comerciais.
Restringiu-se o universo da pesquisa às empresas certificadas e posicionadas no nível A – que
contemplam as que trabalham com o máximo de requisitos e controlam 100% dos materiais e
serviços críticos listados pelo regimento do SIAC / PBQP-H na obra e obrigatoriamente
devem elaborar o Plano de Qualidade de Obras (PQO). Optou-se ainda pela escolha de
empresas cariocas como foco de estudo devido às restrições de prazo e recursos para coleta de
dados, possibilitando assim uma maior acessibilidade às empresas.
A pesquisa de campo foi elaborada em 2006, num universo de 17 empresas certificadas nível
A, onde 11 responderam ao convite para participação da pesquisa, representando um índice de
aceitação de 65%. Esse fato revela que as empresas estão interessadas na confecção de um
documento fundamentado na melhoria do processo de produção. Outro fato importante é que
de 2006 até hoje o número de empresas certificadas no nível A passou de 17 para 54, no
entanto, das 17 empresas que integravam a listagem de empresas certificadas somente 10
ainda continuam posicionadas no nível A. As demais empresas ora saíram da lista de
empresas certificadas, ora integram outro nível da qualificação.
A coleta de dados foi estruturada através entrevistas, análise da estrutura do Plano de
Qualidade de Obras (PQO) dentro do Sistema de Qualidade da empresa e uma análise crítica
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do sumário, abordagem do conteúdo dos planos estudados e da correlação dos requisitos da
ISO 9001 com a estrutura do Plano da Qualidade evidenciada pela NBR ISO 10005.
O Planejamento da Qualidade atua como ferramenta que orienta a delimitação do escopo do
empreendimento e busca assegurar a qualidade dos produtos gerados, encontrando no Plano
da Qualidade sua ferramenta de aplicação dentro do sistema de Gestão da empresa.
3.2 Considerações da pesquisa e diretrizes para elaboração do Plano de Qualidade do
Empreendimento
Observou-se que na análise do PQO nas empresas que ainda existe uma limitação na estrutura
dos Planos da Qualidade analisados e na maioria das empresas sua elaboração é por meio de
consultorias externas, não havendo a interpretação do documento como ferramenta que possui
flexibilidade para constante retroalimentação por outros exemplos de obras recentes, sejam
com contribuições de subempreiteiros, sejam por diretrizes derivadas dos requisitos das
normas ambientais, etc. Houve ainda a descoberta de uma empresa que efetivamente não
elabora o PQO, mesmo sendo o documento exigido para certificação desde o nível C da
qualificação.
A compilação de dados referentes à pesquisa está detalhada na dissertação de Oliveira (2006)
e na contextualização da figura 1 são apresentadas as diretrizes propostas para elaboração do
Plano de Qualidade do Empreendimento (PQE). Segundo a autora, o PQE integra as relações
entre o Plano de Qualidade de Projeto (PQP), o Plano de Qualidade de Obras (PQO) e o Plano
de Qualidade de Uso, Operação e Manutenção, abrangendo todo ciclo de vida do produto,
desde a concepção do projeto até a fase de pós-entrega.
A certificação de escritórios de projetos ainda é incipiente e a gestão da qualidade dos
projetos se revela apenas através de um conjunto de boas práticas desenvolvidas na
padronização dos projetos. A intenção é que cada plano que integra o PQE defina objetivos da
qualidade. Oliveira (2006) revela que no “PQP são revelados os objetivos para satisfação dos
clientes, qualidade do projeto e desempenho do produto, enquanto no PQO são definidos os
objetivos para desempenho da obra e, finalmente, no PQM são estabelecidos os objetivos para
satisfação do cliente e desempenho da manutenção do produto”.
Diante do conjunto de diretrizes apresentadas há uma questão essencial o tratamento das
interfaces entre os agentes envolvidos no PQE, buscando hierarquizar a intervenção e as
responsabilidades dos mesmos dentro da confecção do plano. Assim, por exemplo, a gestão
de resíduos de produção, diretriz do PQO, de responsabilidade da construtora tem como
agentes co-responsáveis o empreendedor e o fornecedor de materiais que não podem se
isentar de sua destinação final – portanto, a comunicação clara e eficiente entre os agentes da
cadeia imobiliária é um dos principais pilares do PQE.
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Figura 1 Diretrizes propostas para elaboração do PQE e sua inter-relação com o PQP, PQO e PQUso, operação e
manutenção.
Fonte: Os autores.
4. OS INTERVENIENTES NO PROCESSO DE PRODUÇÃO DO EDIFÍCIO
Desde a concepção até a fase de uso e operação diversos agentes interagem com níveis de
participação e responsabilidades distintas. Esses agentes mal se comunicam o que acaba
gerando lacunas e incompatibilidades nas fases ao longo do ciclo de vida do empreendimento.
Conforme Amorim (1998),a cadeia de produção no setor de edificações é muito fracionada,
onde as relações são biunívocas, porém limitadas a dois intervenientes, ou seja, bilaterais.
Esse fato dificulta uma abordagem integral do produto, pois a cada momento o produto está
particionado de modo diferente. Como reflexo, percebe-se que a linguagem de cada
interveniente é diferenciada, tanto na padronização do desenho como na partição do projeto.
Todos esses aspectos dificultam alcançar a qualidade do produto-edifício.
Mesmo com a implantação de Sistemas de Gestão de Qualidade nas construtoras e nos
escritórios de projeto buscando a melhoria de seus processos, não há nenhuma garantia que a
visão parcelada do produto seja rompida, ao menos que se busque a homogeneidade de
linguagem entre os agentes. Conforme destaca Araújo (2008), mesmo com o aumento da
disseminação da implantação da certificação nos subprodutos gerados pelos diversos agentes,
a sobreposição da qualidade dos produtos parciais não garante a qualidade ao produto final –
o edifício. Na verdade, ao longo da confecção do empreendimento há a integração de visões e
interesses distintos dos agentes da produção como, a equipe de projeto, distribuição,
comercialização e marketing, execução, assistência técnica, caracterizando equipes de
projetos multidisciplinares. Portanto, é fundamental considerar precocemente as demandas
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dos clientes internos do processo de produção e o desempenho do produto ao longo do seu
ciclo de vida.
5. O PLANO DE QUALIDADE DO EMPREENDIMENTO E A INTERRELAÇÃO
ENTRE OS AGENTES
Diversos autores como Amorim (1998), destacam a necessidade de elaboração de um Plano
da Qualidade do Empreendimento e não apenas da obra, que resulta de uma negociação entre
os intervenientes de todo o processo de produção, desde sua fase inicial. A intenção é que o
Plano de Qualidade do Empreendimento (PQE) mantenha a visão permanente no produto, de
modo a antecipar as intervenções e assegurar o desempenho da edificação. Além disso, é
necessário abandonar o enfoque que as responsabilidades dos participantes terminam com a
entrega do empreendimento e buscar uma comunicação eficiente entre os intervenientes para
que através dessa interação possam alimentar o ciclo de melhoria contínua do produto.
Figura 2 O Plano da Qualidade do Empreendimento e os intervenientes do ciclo de vida do empreendimento
Fonte: Os autores.
A figura 2 revela que ao longo do ciclo de vida do empreendimento atuam diversos agentes e
a falta de interação entre os mesmos possibilita a existência de lacunas no processo produtivo.
A deficiência no gerenciamento das interfaces entre os agentes reflete diretamente na
qualidade do produto final. Por exemplo, incompatibilidades entre os projetos podem retardar
e elevar o custo na fase de execução da obra. Assim as decisões sob a ótica dos intervenientes
na elaboração do projeto configuram um papel fundamental para qualidade do processo
produtivo. Assim ações simples como uma maior interação do construtor na etapa de projeto e
o fato de estender a atuação do projetista durante a fase de execução pode, conseqüentemente,
proporcionar um aumento significativo da construtibilidade do projeto, reduzindo
incompatibilidades entre projeto e produção.
Numa analogia, assim como o estudo de viabilidade é fundamental para definição se o
processo de elaboração do projeto deve ser ajustado ou até abandonado. Cada fase do
empreendimento apesar de distinta contribui para colocação no mercado de um produto
parcial do empreendimento (produto final) e quanto maior a integração entre os agentes nesse
processo, maior é a probabilidade de sucesso do empreendimento (PMBOK, 2012). Sendo
assim, é importante a ampliação das preocupações e responsabilidades dos intervenientes com
as fases subseqüentes do ciclo de vida do empreendimento, rompendo assim com a visão
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parcelada do produto. Os intervenientes não podem simplesmente sair de cena com a entrega
de seu produto parcial.
O Plano da Qualidade do Empreendimento é um documento que engloba todo ciclo de vida
do produto, desde a concepção até a fase de uso, operação e manutenção. Caracteriza-se,
portanto, como um documento dinâmico e de autoria múltipla que incorpora em sua estrutura,
diretrizes e restrições dos agentes ao longo das etapas do ciclo de vida do produto.
Figura 3 – PQE – documento de autoria múltipla e dinâmico
Fonte: Os autores.
O PQE é considerado um documento de autoria múltipla, pois é constantemente alimentado
por diretrizes propostas por um agente que poderão transformar-se, no contexto da fase
seguinte, em uma restrição e o transformando assim num documento dinâmico. Pois, a todo
instante em sua concepção o PQE sofre um processo contínuo de atualização e busca pela
melhoria contínua do documento. Portanto, a multiplicidade do documento revela que a
ausência de um tratamento adequado das interfaces entre os agentes dificulta a obtenção da
qualidade do produto final.
6. CONCLUSÃO
O Plano da Qualidade constitui um instrumento essencial da gestão da qualidade do
empreendimento, mas que ainda não se consolidou em boa prática - as empresas ainda o
encaram apenas como um requisito de documentação para certificação.
Conforme destaca Grilo (2001), clientes, projetistas, construtores podem apresentar
expectativas e interesses implícitos e potencialmente conflituosos e o envolvimento desses
agentes em momentos distintos do processo de produção dificulta o controle de riscos do
empreendimento, e ocasiona níveis diversos de informações e uma comunicação deficiente
entre os diversos atores. Na verdade, é necessário compreender que para obtenção da
qualidade dos produtos parciais e, conseqüentemente, do produto final (o edifício), requisitos
como uma comunicação eficiente entre os agentes, definição de responsbilidades e coresponsabilidades em sua atuação são imprescindíveis. Pois apesar da Construção Civil
possuir uma cadeia de produção fracionada, toda e qualquer fase do empreendimento e
intervenientes em seu processo interferem direta ou indiretamente no sucesso do
mesmo.Portanto, é fundamental romper com essa perspectiva fragmentada e desenvolver um
Plano da Qualidade focado no tratamento da interface entre os agentes.
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O PQE deve delimitar claramente o papel de cada agente e de suas interfaces através da
padronização da linguagem entre os participantes, proporcionando assim uma comunicação
eficiente e objetiva. O tratamento inadequado das interfaces restringe a compreensão dos
objetivos do empreendimento e das responsabilidades dos agentes, ampliando as
oportunidades para que os interesses individuais prevaleçam, em prejuízo do cliente final.
A confecção do Plano de Qualidade do Empreendimento busca enfocar a gestão das relações
temporárias entre os diversos agentes, a fim de reduzir e eliminar grande parte das barreiras
para decisões conjuntas – concentrando a preocupação em torno de um mesmo objetivo, a
qualidade do produto-edifício.
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