Finança Pessoal
Construindo saúde financeira
Artigo – Clube de Investimento
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Bem-vindo aos artigos do Finança Pessoal.
Nesse primeiro artigo vamos esclarecer as informações sobre os Clubes de
Investimentos e vamos fazer um passo-a-passo de como montar um clube.
Esse artigo é uma versão completa e detalhada. Uma outra versão (versão
resumo) desse artigo está disponível no site e tem a idéia de ser mais direto nas
questões.
Então, vamos começar...
O que é o Clube de
O Clube de Investimento é a reunião de pessoas com o
Investimento?
interesse de investimentos na Bolsa de Valores, dentro das
regras da CVM.
Como surgiu e
situação Brasileira
a
Os Clubes de Investimentos surgiram no Estados
Unidos e a idéia foi importada a pouco tempo para o
Brasil e tem tido uma grande adesão no mercado brasileiro
ultimamente.
Em 2008, por exemplo, o número de Clubes até Julho foi de
2.650 com 17,60 bilhões de Reais e o número de cotistas
de 153.434.
O Clube se tornou uma ótima alternativa
investimento pelas vantagens que o Clube propicia.
de
Como funciona e por
Apenas por ser uma reunião de pessoas com objetivos
que o Clube é tão comuns não torna o Clube de Investimentos um atrativo tão
vantajoso?
grande. O que torna o Clube interessante aos olhos dos
investidores são suas características. Os principais
benefícios são:
− Diversidade na natureza da aplicação - Através do
Clube é possível investir não só no mercado acionário à
vista. É possível investir em Títulos do Governo, Opções,
Termo, Índices de ações, Fundos imobiliários, Fundos de
renda fixa, entre outros. Tudo dentro dos limites
estabelecidos pela legislação e pelo estatuto.
− Diversidade da Carteira - Com a soma dos
participantes é possível ter uma carteira mais
diversificada. Se uma pessoa compra 3 ou 4 grupos de
ação, com o Clube é possível fazer uma carteira de 10
grupos ou mais. Tornando a carteira mais diversificada.
− Taxas Bovespa e CBCL menores - Embora represente
pouco em termos orçamentários e não constitui
fundamento primordial para a escolha de um Clube de
Investimento, mas é bom saber que é a taxa cobrada
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pela Bovespa e pelo CBCL são menores no caso de
Fundos e Clubes de Investimento.
− Facilidade no Imposto de Renda - Existem dois
benefícios com relação ao imposto de renda. O primeiro
se refere ao recolhimento. Enquanto que no investimento
individual, cada pessoa é responsável por recolher o
DARF, realizar o cálculo e pagar o imposto; no Clube,
quem realiza essa operação é o Administrador (veja
abaixo os detalhes).
− Pagamento de Imposto de Renda no resgate - O outro
grande benefício do Clube é o pagamento do IR apenas
quando existe o resgate das Quotas, o que permite
aumentar os lucros.
Mas vamos entender melhor como funciona o Clube conhecendo alguns detalhes:
Regras gerais: Destinado a pessoas físicas, admite no mínimo 3 e no máximo 150
pessoas, podendo ser aberto (público em geral), ou fechado (familiares, amigos,
funcionários de empresas, associação de classe, etc.).
Valor inicial: Os participantes determinam o valor a ser aplicado, e o valor inicial de
cada cota. A cota funciona de forma semelhante aos Fundos de Investimentos, ou
seja, definido o valor da cota o montante aplicado é convertido em quotas do Clube.
Por exemplo: Se o valor inicial de cada cota é R$1,00 e o valor aplicado é de
R$1.000,00, esse participante terá 1000 quotas. Se o valor de cada cota fosse R$2,00
o participante do clube teria 500 quotas.
Com a valorização teríamos o seguinte caso: Para uma valorização de 50%, por
exemplo, o cotista (pessoa participante que possui quotas do Clube) continuaria com
1000 quotas para o primeiro caso e 500 quotas para o segundo. O que altera é o valor
da cota, que passaria para R$1,50 no primeiro exemplo e para R$3,00 no segundo.
Para ficar mais claro, segue uma tabela resumo ilustrativa do exemplo.
Aplicação inicial
Valor da
Total
Quotas
Cota
aplicado
1000
R$ 1,00
R$1.000,00
500
R$ 2,00
R$1.000,00
Valorização de 50%
Quotas Valor da Cota
1000
500
R$ 1,50
R$ 3,00
Total
R$1.500,00
R$1.500,00
O aumento da aplicação de capital (denominado de aporte) aumenta o número
de quotas (conforme valor da cota quando ocorrer a aplicação).
Limite de aplicação: Nenhum membro do clube pode possuir mais de 40% do total
das quotas.
Nome do clube: Os membros do clube escolhem um nome para o mesmo, que
obrigatoriamente não deverá ter sido registrado anteriormente por outro Clube.
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Administrador: É a sociedade corretora; a sociedade distribuidora; o banco de
investimentos ou o banco múltiplo com carteira de investimentos que administrará o
clube de acordo com seu estatuto social e com a legislação em vigor. Cabe ao
administrador, manter sob sua guarda os registros administrativos, contábeis, e
operacionais do clube, remeter aos cotistas informações relativas ao seu desempenho,
mantendo controles eficazes quanto as operações realizadas pelo clube, a
composição da carteira, a custódia dos títulos, aplicações e resgates, e a posição de
cada membro do clube. O Administrador também é responsável pelo recolhimento do
Imposto de renda.
Gestor: É quem administra a carteira do clube (carteira tem um significado amplo,
tanto é a compra e venda de ações, como demais ativos), prestando serviços de
gestão dos recursos dos mesmos, de acordo com a política de investimentos do clube
(conforme estatuto). Cabe ao gestor zelar pela boa execução das operações
realizadas em nome do clube. O Gestor poderá ser remunerado, se esse
for autorizado pela CVM. Contudo, a princípio, o Gestor é não remunerado. Veja em
nosso site como se tornar um Gestor remunerado no artigo específico.
Representante: É um membro do clube escolhido pelos demais, cuja função é
representar o clube de Investimentos e os interesses dos demais cotistas perante o
administrador do clube e perante terceiros.
Conselho de representantes: É um grupo formado por no mínimo, três membros do
clube, escolhido pelos demais, cuja função é representar o clube e o interesse de seus
cotistas perante o administrador e a terceiros.
Entendendo o básico do Clube de Investimentos, vamos entender seu
funcionamento já seguindo um passo-a-passo de como montá-lo.
Criando um Clube de Investimentos - Passo-a-passo.
A melhor forma de entender o funcionamento do Clube é entender como ele é
constituído. Muitas questões são resolvidas nesse passo-a-passo.
Esse é um passo importante e fundamental. A definição do
Clube.
O que é isso? Primeiro deve-se pensar quais os princípios do
Tenha idéia do
Clube.
que deseja.
Continua sem entender? Então responda as seguintes
questões:
Passo Zero
Quem irá participar do Clube?
Ele será aberto ou fechado?
Ele terá quantas pessoas?
Para essas três questões lembre-se: O clube deverá ter no
mínimo 3 e no máximo 150 pessoas. Todas pessoas físicas
(pessoas jurídicas não podem participar de Clubes de
Investimento). Pense no número como seu aliado. Um número
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grande de pessoas torna difícil conciliar os interesses, mas
permite um volume maior financeiro e uma carteira mais
diversificada.
Pesquise entre seus amigos/colegas todo que tem interesse
de participar. Mostre as vantagens (mostre nosso site :-) ). Faça
uma lista. Isso será um item importante para avaliar a viabilidade.
Quanto será a aplicação inicial?
Terá aplicações sucessivas?
Você poderá definir aplicações sucessivas, ou seja,
aplicações obrigatórias para os membros (aporte obrigatório). Isso
permitirá um aumento de capital do Clube, mas pode ser uma
forma de afastar novos aplicadores, principalmente os iniciantes.
Quero um Gestor profissional?
Existem Clubes formados que procuram Gestores
profissionais e preferem esse tipo de Gestão. Esses gestores são
remunerados.
O Benefício desse tipo de gestão é a comodidade.
Se o objetivo é criar um Clube para aprender a investir ou se a
preferência é por manter as coisas sobre um controle maior, então
a opção é a não contratação de um Gestor.
Depois de respondido essas questões você deverá procurar
uma administradora que se adeque à essas condições e seus
desejos. Pesquise, pois existem muitas administradoras no
mercado. As opções são muitas, contudo, a questão financeira
agora é uma questão de peso. Então, quando for analisar as
administradoras procure avaliar os benefícios, conforme segue a
seguir.
Primeiro passo
Procurar a
Administradora
Antes de procurar a Administradora (Corretora ou
Distribuidora) é fundamental que você tenha idéia do que deseja.
Não procure uma administradora, sem antes saber o que você
deseja.
A pesquisa da Administradora é um dos passos mais
importantes. Pois cabe a esse passo 2 questões importantes:
Viabilidade Técnica - Verifique se a administradora te
atende quanto às informações, sistema utilizado, suporte e
diretivas do futuro Clube. Por exemplo, uma Administradora que
imponha o uso de um Gestor profissional será um problema caso
seu desejo seja Gerir pessoalmente a carteira.
Viabilidade Econômica - Muito, muito importante. Os
valores cobrados para Clube são diferenciados. Uma
administradora que cobre um valor X para investidor individual
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para corretagem, não necessariamente cobrará o mesmo valor
para o Clube. Então esteja atento para o seguinte:
QUANTO CUSTA??
As administradoras cobram os seguintes custos:
Taxa de administração - É o valor percentual ou fixo anual,
cobrado mensalmente à título de remuneração pelos serviços de
administração do Clube.
Esse valor normalmente é uma percentagem sobre o patrimônio
do Clube, contudo, pode também ser um valor fixo mensal
independente do patrimônio do Clube.
Corretagem - Cada ordem que é dada para compra e/ou venda
de ações acarreta em custas. A parte que se refere a
administradora é denominada corretagem.
A corretagem é um valor importante a ser pesquisado, pois,
muitas instituições cobram valor fixo para corretagem quando o
investidor é individual, mas tem política diferente para Clubes de
Investimentos.
Lembre-se: Esses são os valores cobrados pela
Administradora, existem outros custos envolvidos na negociação
de ações (emolumentos, cobrados pela Bovespa e CBLC; ISS
conforme município; e IR cobrado pela União). Na versão resumo
desse artigo, temos uma tabela dos custos; e abaixo, nesse artigo,
temos o custo da administradora.
É importante realizar uma pesquisa utilizando a viabilidade
técnica e após escolher um grupo de instituições, realizar a
viabilidade
Econômica.
É
importante
frizar
que
a
melhor administradora é a que atende o melhor custo benefício.
Nada adianta uma administradora ter custos baixos e você não
conseguir dar as ordens.
Note que o custo levantado da viabilidade econômica deve
estar casado com o que você deseja do Clube (Passo zero). Se o
Clube terá R$50.000,00, por exemplo, e você terá uma taxa de
administração de R$500,00/mês você terá 1% do valor do
patrimônio do clube sendo consumido mensalmente, o que dá
12% ao ano. É claro que uma taxa percentual, nesse caso de 3%
ao ano seria bem melhor.
Contudo, para patrimônios maiores, a taxa fixa pode ser
melhor, pois o valor passa a ser pouco representativo.
Note que a corretagem é também fundamento importante. A
taxa mais praticada no mercado é a tabela Bovespa, ou seja,
de
de
0 até
135,06
R$ 135,05
até
R$
…………………………. R$2,74
498,62
…………………
2%
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de 498,63 até R$ 1.514,69 ………. 1,5% + R$ 2,49
de 1.514,70 até R$ 3.029,39 …… 1% + R$ 10,59
acima de R$ 3.029,39 …………….. 0,5% + R$ 25,21
Como no exemplo anterior, para um Clube de R$50.000,00.
Caso o clube tenha como fundamento manter posições, ou seja, o
índice de Compra de de Vendas de ações é baixo e supondo um
giro do capital mensalmente (comprou e vendeu todos os
R$50.000,00) teríamos R$100.000,00(compra e venda) * 0,5%
+ 50,42 (comprou em um dia e vendeu em outro - 25,21*2) =
R$550,42. Isso com operação em apenas dois dias (um para
compra e outro para venda), o que quase não ocorre, mesmo para
um giro simples.
Observe que é um valor muito salgado, utilizando-se a tabela
bovespa.
Claro, que volumes maiores e movimentações maiores
propiciam descontos maiores e as administradoras normalmente
devolvem um percentual dessa corretagem. Então é muito
importante saber qual o tamanho de seu futuro clube e qual a
previsão de crescimento. Faça cálculos, discuta e nunca decida
precipitadamente por uma administradora. Esse é um passo
importante e pode inclusive fazer você rever o passo zero.
Ligue para as possíveis administradoras, avalie o
atendimento e a qualidade das informações passadas. Também
preste atenção no tempo e se estiver fora da cidade da
administradora veja se a mesma tem 0800.
Quais perguntas então fazer na sua pesquisa? Abaixo temos
um roteiro do que recomendamos (antes de sair ligando,
recomendamos que você acabe de ler o texto todo para entender
os passos seguintes):
Pergunte sobre a taxa de administração. O valor, como ela
é cobrada.
Pergunte sobre a taxa de corretagem. Se usam a tabela
bovespa, pergunte sobre os descontos progressivos.
Lembre-se que existe a operação via Home-Broker e via
mesa de operação (telefone ou chat) e os preços podem ser
diferenciados. Pergunte sobre os dois e fale sempre em
termos de CLUBE DE INVESTIMENTO, pois valores para
investidor individual podem ser diferentes.
Pergunte o investimento mínimo. As administradoras
podem exigir um mínimo por clube.
Pergunte sobre a plataforma utilizada, pois algumas
administradoras têm plataformas específicas para grandes
investidores (ou investidor especial) e como existem algumas
que cobram um mínimo, seu clube pode cair
automaticamente como investidor especial.
Veja o trâmite interno. Passo-a-passo. Você saberá
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algumas coisas, mas é importante confirmar. Veja também se
quem te atende sabe. Pergunte se terá alguma área, ou
pessoa que fará o atendimento ao clube. Pergunte sobre o
Gestor, a Administradora... etc. Através desse processo você
poderá
identificar
processos
internos
diferentes.
Algumas administradoras, por exemplo, como já citamos,
podem exigir Gestores profissionais.
Peça para enviarem um modelo do Estatuto praticado
pela instituição.
Depois de ter todos esses dados, faça uma tabela
comparativa e avalie.
Decidida qual será a administradora, sabendo quantas
pessoas seu Clube terá, a filosofia de aplicação do futuro clube
e montante, está na hora de partir para o próximo passo.
Segundo passo
Formar o Clube
Já contactou seus futuros "sócios"? Esse é o momento.
Mande informações sobre a administradora. Peça para todos
abrirem conta na administradora (cada um deverá ter sua própria
conta). O processo é similar ao processo do investidor individual.
Envio de documentação necessária (normalmente - CPF,
Identidade, comprovante de residência, contrato assinado) e
transferência do dinheiro.
Esse é um processo lento, visto que cada pessoa tem um
tempo diferente para executar essa tarefa, por esse motivo, o
ideal é abrir o clube com o mínimo de pessoas, ou seja, 3.
Esse tempo será útil para fechar os últimos detalhes do Estatuto,
definindo também quem será o Representante e Gestor do Clube.
Se você tem dúvidas sobre o estatuto, veja nosso artigo sobre a
criação do Estatuto.
Defina inicialmente os 3 membros fundadores do Clube. Isso
evita a espera e acelera os demais processos. Lembre-se que
essas três pessoas (ou pessoas iniciais, quantas forem) terão que
assinar toda a documentação de abertura do clube, conforme
segue abaixo:
Cartão de Assinaturas - Representante assina 2 vezes
Termo de constituição do Clube - Assinam todos os três quanto maior for a quantidade de pessoas, maior a dificuldade,
pois terá que procurar cada membro para assinar.
Estatuto - Assinam o representante e o Gestor
Cadastro Representante - Assina o Representante
Após a assinatura da documentação envie a mesma para
administradora. Ela será a responsável por inscrever o Clube junto
à Receita Federal (O Clube terá um CNPJ) e junto à
Bovespa/CBLC.
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Se você já aplica na Bolsa e gostaria de usar os recursos
que você já tem, mas opera em instituição diferente, basta
transferir a custodia. Procure se informar junto à Administradora o
processo para execução.
Contacte os outros membros e realize a inclusão deles ao
Clube via termo de adesão.
Pronto!! Parabéns, você tem um Clube formado. Passe para
o próximo passo.
Terceiro passo
Operar
A operação pelo clube é muito similar à operação do
investidor individual, com alguns detalhes. Veja como funciona:
As pessoas transferem os recursos de suas contas
individuais para o Clube. Esse processo pode ser
automático, ou via ordem (verbal ou escrita),
dependendo da Administradora.
Baseado na política do Clube o Gestor faz os
investimentos via Home Broker ou mesa de Operações.
Veja abaixo sobre os tipos de investimentos e os
benefícios fiscais.
O participante do Clube poderá fazer o resgate a
qualquer tempo, dentro dos prazos estabelecidos no
estatuto. Pagará imposto sobre os rendimentofs quando
do resgate das quotas. O imposto será recolhido pela
Administradora.
Os participantes poderão fazer aplicações adicionais
(aportes), contanto que não ultrapasse o limite de 40%
(nenhum membro poderá ter mais do que 40% das
quotas).
Novos participantes poderão participar do Clube (se
assim o estatuto permitir) até o limite de 150 pessoas.
Caso o clube seja dissolvido, os membros receberão os
valores de suas quotas.
Quanto as operações do Clube de Investimento, o
mesmo poderá conter os seguintes ativos, conforme
Bovespa:
I - operações no mercado a vista, no mercado de vendas a
termo cobertas, de lançamentos de opções cobertos e
fechamentos de posições existentes, sem qualquer
restrição;
II - operações de compra a termo, de compra de opções e
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no mercado futuro sobre ações e índices de ações e de
opções sobre índices de ações, somente poderão ser
realizadas quando houver previsão no Estatuto Social do
Clube de Investimento.
III - operações de vendas a futuro e lançamentos de
opções sobre índices de ações somente poderão ser feitas
com o objetivo de proteger posições detidas no mercado a
vista, até o limite de 50% do valor desta;
IV - compras no mercado futuro sobre ações, índices de
ações e opções sobre índices de ações não poderão
exceder a 15% do valor da carteira do clube;
V - operações de estratégias com opções de compra,
envolvendo posições titulares e lançadoras sobre os
mesmos ativos objeto, desde que as posições titulares
tenham vencimento igual ou posterior ao das lançadoras e
o preço de exercício das posições titulares seja igual ou
inferior ao das posições lançadoras.
VI - operações de estratégias com opções de venda,
envolvendo posições titulares e lançadoras sobre os
mesmos ativos objeto, desde que as posições titulares
tenham vencimento igual ou posterior ao das lançadoras e
o preço de exercício das posições titulares seja igual ou
superior ao das posições lançadoras.
VII - a somatória das operações nos mercados de
derivativos envolvendo compra a termo, compra de
opções, compras no mercado futuro sobre ações, compras
de índices de ações, compra de opções de índices de
ações e operações com estratégias não poderá exceder a
30% (trinta por cento) do valor da carteira do Clube de
Investimento.
Dentro desses valores o Clube necessariamente deverá ter
51% da carteira em ações e/ou bônus de subscrição e/ou
debêntures conversíveis em ações de emissão de companhias
abertas adquiridas em bolsa de valores ou no mercado de balcão
organizado ou durante período de distribuição pública, ou ainda,
adquiridas de empresas em processo de privatização.
Contudo, dentro desses 51% poderemos ter quotas de
fundos de investimento que tenham sua carteira constituída
exclusivamente com ações representativas de índices de mercado
calculados pelas bolsas de valores e/ou quotas de fundos de
investimentos em ações administrados por instituições autorizadas
pela CVM, desde que as carteiras dos referidos fundos atendam
também o percentual de aplicação.
Os 49% restantes poderão ser aplicados em:
a) quotas de fundos de renda fixa e de direitos creditórios;
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b) quotas de fundos de investimento imobiliários, com registro de
negociação em bolsa de valores ou no mercado de balcão
organizado;
c) títulos de renda fixa de livre escolha do Gestor da Carteira;
d) outros valores mobiliários adquiridos em bolsa de valores ou no
mercado de balcão organizado ou durante período de distribuição
pública.
Quanto a tributação temos a aliquota de 15% (art. 7º, IN
487/04) e a observação de § 4º, art. 5º, IN 487/04, conforme
segue:
Serão equiparados às ações, para efeito da composição do
limite de 67% em ações, os recibos de subscrição de ações, os
certificados de depósitos de ações, os Brazilian Depositary
Receipts (BDR), as quotas dos fundos de ações e as quotas dos
fundos de índice de ações negociadas em bolsa de valores ou
mercado de balcão organizado.
Caso a carteira do fundo ou clube de investimento não atingir
o percentual mínimo de 67% em ações negociadas no mercado a
vista, aplica-se tributação idêntica aos de renda fixa.
Complicou? Vamos simplificar.
O Mínimo que o Clube deve investir em Ações é 51%.
Caso o Clube tenha mais 67% ou mais em ações terá a
tributação de 15%, caso contrário será equiparado à renda
fixa que tem tabela regressiva ao tempo de aplicação.
Vamos à tabela resumo:
Aplicação da Carteira em ações
Maior que 51% e menor que 67%
Maior ou igual a 67%
Aplicações de até 6 meses: 22,5%.
Tributação Aplicações de 6 a 12 meses: 20%.
Aplicações de 12 a 24 meses: 17,5%.
Aplicações acima de 24 meses: 15%
15%
O que fizemos nesse artigo foi:
Definir a natureza do Clube – número de participantes, natureza da aplicação e
mostrar os princípios importantes dos Clubes de Investimentos.
Passo-a-passo para montagem de um clube.
Iniciar a operação e informar como funciona a tributação e quais os investimentos
possíveis.
Esperamos que esse artigo tenha sido de ajuda. Caso tenha alguma dúvida, ou
sugestão basta entrar em contato pelo fórum, ou por e-mail.
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Esse documento é a versão completa e é recomendada a leitura para quem
exige os mínimos detalhes.
Para tirar dúvidas rápidas, recomendamos a versão resumo desse documento,
que tem o conceito mais direto. Essa versão pode ser encontrada em
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