Brasília , Sexta-feira, 7 de março de 2003 Página 4 DEV OLU ÇÃO Ano 5 - Nº 939 Estatuto do Idoso está pronto para votação Trabalho escravo Relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra cita o estado do Pará com 5.660 trabalhadores submetidos à condição análoga de escravo. O deputado Paulo Rocha analisa a questão e aponta a impunidade como um incentivo para o aumento do trabalho escravo no País. O problema vem sendo debatido na Câmara, onde tramitam vários projetos propondo alterações no Código Penal. CÂMARA DOS DEPUTADOS A TID RAN GA Jornal da Câmara PRT - 47-840/92 No ano em que a CNBB dedica ao idoso o tema da Campanha da Fraternidade, lançada na Quarta-feira de Cinzas, a Câmara se prepara para votar o Estatuto do Idoso, um conjunto de regras destinadas a garantir a valorização integral da terceira idade e o respeito a seus direitos. No plenário, o lema foi saudado pela deputada Luiza Erundina, que se comprometeu a trabalhar para vencer as resistências contra a aprovação do Estatuto. A deputada também fez um apelo ao governo a favor da instalação imediata do Conselho Nacional do Idoso e sua manutenção junto ao Ministério da Justiça. Página 3 Principais pontos do Estatuto Atendimento geriátrico pelo SUS em ambulatórios e em domícílio; Empresas com 50 ou mais empregados serão obrigadas a destinar 20% dos postos para trabalhadores com mais de 45 anos de idade; Gratuidade das passagens urbanas, intermunicipais e interestaduais para idosos com 60 anos e renda inferior a dois salários mínimos; Torna crime inafiançável e imprescritível a prática de discriminação, preconceito ou constrangimento contra os idosos Seguridade tem audiências com Berzoini e Humberto Costa Choinacki: Congresso e governo devem resgatar dívida com mulheres trabalhadoras A Comissão de Seguridade Social e Família inicia seus trabalhos na próxima semana e já agendou audiências públicas com os ministros da Previdência, Ricardo Berzoini, e da Saúde, Humberto Costa. O objetivo é acompanhar o trabalho que será desenvolvido nessas áreas pelo governo em parceria com os novos minis- A deputada Luci Choinacki quer que seja iniciado o resgate de uma dívida que o Brasil assumiu com as mulheres trabalhadoras e pobres. Além da criação de uma comissão externa para discutir a feminização da pobreza no País, a parlamentar defende a aprovação, ainda neste ano, de projetos como a PEC que institui aposentadoria para a dona-de-casa. Nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, previstas para a semana que vem, Luci Choinacki vai levar a alguns ministros propostas para combater a discriminação da mulher. Página 2 tros, como explicou a presidente da comissão, deputada Angela Guadagnin. O ministro Berzoini virá para audiência pública na próxima quarta-feira, dia 12, às 14h. Na quinta-feira, dia 13, às 9h, a comissão deve ouvir o ministro Humberto Costa. As audiências serão realizadas no Plenário 7 do Anexo II. Jornal da Câmara Na Internet: www.camara.gov.br E-mail: [email protected] Jornal da Câmara 2 - Brasília, 7 de março 2003 Dia Internacional da Mulher parlamentar já Luci Choinacki defende resgate da dívida Proposta tem apoio da ministra com as mulheres trabalhadoras Emília Fernandes Se depender da deputaDe acordo com as Nações da Luci Choinacki (PT-SC), Unidas, as mulheres são 70% a legislatura e o governo que dos pobres do mundo, realise iniciam devem começar o zam 70% das horas de traresgate da dívida de milhabalho e recebem somente res de anos que o Brasil as10% dos rendimentos. Das sumiu com as mulheres tra70 milhões de mulheres brabalhadoras e pobres. Além sileiras maiores de 10 anos, de requerer a criação de uma como lembrou Choinacki, comissão externa para dis36,5 milhões não têm qualcutir a feminização da poquer ganho financeiro e 33,5 breza no País, a deputada Luci Choinacki milhões têm renda média pretende lutar pela aprovação, ainda neste mensal de R$ 488, isto é, 65,21% do que ano, de outros projetos de sua autoria, recebem os homens. “As mulheres negras, como a PEC que cria aposentadoria para a então, recebem 37% menos do que as dona-de-casa. Durante as comemorações brancas ou pardas”, enfatizou. do Dia Internacional da Mulher, na próxiCabeça da família ma semana, a parlamentar agendou enconAinda segundo a parlamentar, as mutros com ministros para levar propostas para lheres estão cada vez mais assumindo o o combate à discriminação da mulher. papel de cabeça da família: hoje 32% dos “Temos hoje dois brasis: aquele das lares brasileiros são chefiados por uma mumulheres que tiveram direitos conquista- lher e 27% das mulheres possuem filhos dos e inseridos no Código Civil e na Constituição e aquele que abriga mulheres que vivem sob o véu da invisibilidade”, ressaltou a parlamentar, referindo-se a um O não reconhecimento do trabanúmero grande de mulheres que trabalha lho de dona-de-casa faz com que no mercado informal ou que sequer faz metade das 8 milhões de mulheres parte dos censos, por não ter moradia prócom mais de 60 anos apontadas pria ou, muitas vezes, nem mesmo nome. pelo último censo do IBGE não reLuci Choinacki citou pesquisa realizada cebam qualquer rendimento. “É pela Fundação Perseu Abramo em 2001, equivocada, injusta e vergonhosa a que detectou que, apesar de as mulheres decisão de não reconhecer a prorepresentarem 53% da população econofissão como rentável para a formamicamente ativa, somente 17% delas esção do PIB, já que todo o trabalho tão no mercado formal de trabalho. menores de 18 anos que residem somente com elas. Mesmo assim, a maior parte (60%) não recebe pensão regular do pai. Desde que a Constituição de 1988 estendeu às trabalhadoras rurais direitos como aposentadoria e licença-maternidade, a situação não se difere muito no campo e na zona urbana: são 7,79 milhões de mulheres sem declarar nenhum rendimento na zona rural e 28,75 milhões nas cidades. Aquelas que conseguem integrar o mercado de trabalho precisam estudar muito mais do que os homens para ter acesso aos mesmos cargos. “Na faixa de escolarização de quatro a sete anos, temos 32% dos homens e 27% das mulheres, mas quando comparamos a faixa de 11 anos ou mais de estudos, a diferença salta aos olhos: são apenas 23,7% dos homens contra 36,9% das mulheres”, informou a deputada petista. Trabalho da dona-de-casa Jornal da Câmara ANEXOI,15ºANDAR,SALA605 Disque Câmara F ONE : (0XX61)318-5098/99 0800 619619 FAX:(0XX61)318-2196 nas residências tem custo e expressão econômica”, lamentou Luci. Nas audiências que vai marcar com alguns ministros, Luci Choinacki também deverá defender a bolsaescola para alfabetização das mulheres trabalhadoras; a profissionalização dessas mulheres; a liberação de micro-crédito; e um programa de habitação para as chefes de família. Tv Câmara - canal14 -Net/DF canal 28 -Sky canal 235 -DirecTV A proposta de criação de comissão externa para discutir a feminização da pobreza no País, apresentada à Mesa pela deputada Luci Choinacki (PT-SC), já tem o apoio da ministra Emília Fernandes, da Secretaria Especial das Políticas das Mulheres. A intenção é sistematizar dados para definir quem é e onde está a mulher pobre que, seguramente, está em maior número entre a população miserável do País. Os dados disponíveis indicam que 42% das brasileiras vivem em domicílios com renda familiar mensal de até dois salários mínimos. E esse número sobe para 76% se considerarmos a faixa de renda de até cinco salários mínimos. Apesar de não haver números de pesquisas que retratem a pobreza para além do acesso à renda, em São Paulo já se conseguiu detectar que a população mais pobre é proveniente de famílias que vivem apenas com a mãe, em sua maioria negra, com menor escolaridade e maior número de filhos. Depois de criada, a comissão deverá chamar para o debate as universidades, as organizações não governamentais e a sociedade civil, para colher dados referentes ao acesso à moradia de qualidade, ao saneamento básico, à saúde e à educação, separados por sexo. “Queremos tirar essas mulheres do silêncio”, enfatizou Luci Choinacki. Para a deputada Iara Bernardi (PT-SP), uma das coordenadoras da bancada feminina na Câmara, a proposta é muito relevante neste momento em que se discute o fim da fome da população. “Só podemos estabelecer políticas públicas de qualidade se estivermos seguros das causas”, ressaltou a parlamentar paulista. Mídias Alternativas www.agencia.camara.gov.br Internet/Intranet [email protected] Jornal da Câmara na internet: www.camara.gov.br / E-mail: [email protected] Mesa da Câmara dos Deputados Presidente: João Paulo Cunha 1º Vice-Presidente: Inocêncio Oliveira 2º Vice-Presidente: Luiz Piauhylino 1º Secretário: Geddel Vieira Lima 2º Secretário: Severino Cavalcanti 3º Secretário: Nilton Capixaba 4º Secretário: Ciro Nogueira Suplentes: Gonzaga Patriota, Wilson Santos, Confúcio Moura e João Caldas Procuradoria Parlamentar: Luiz Antonio Fleury Ouvidoria Parlamentar: Luciano Zica Diretor-Geral: Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida Secretário-Geral da Mesa : Mozart Vianna de Paiva SECOM - Secretaria de Comunicação Social Jornal da Câmara Diretor: Márcio Araújo (061) 318-5085 / Fax: (061) 318-2108 Divulgação: Mauro di Deus (061) 318-5085 Relações Públicas: Sílvia Mergulhão (061) 318-5092 Rádio Câmara: Humberto Martins (061) 318-8310 TV Câmara: Sueli Navarro (061) 318-5080 Agência Câmara: Paulo César Santos (061) 318-8473 Mídias Alternativas:Arnolfo Carvalho (061) 318-7420 Diretor: Roberto Seabra (061) 318-5098/99 - Fax: (061) 318-2196 Editor-Chefe: Marcondes Sampaio Editores: Oscar Telles, Luiz Paulo Pieri, Vera Ramos e Beatriz Cleto Diagramadores: José Alberto de Almeida Filho, André Cerino, José Antonio Filho e Guilherme Rangel Barros Ilustrações: André Cerino Revisoras: Isolda Marinho, May Wolf, Francy Borges, Darisa de Castro Fotografia: J.Batista, Salu Parente, Sônia Baiocchi, Eltom Bomfim, Reynaldo Stavale e Luiz Cruvinel Impressão: Imprensa Nacional / Presidência da República Jornal da Câmara Brasília, 7 de março de 2003 - 3 Luiza Erundina defende aprovação do Estatuto do Idoso Vencer as resistências contra a aprovação do Estatuto do Idoso na Câmara foi o compromisso assumido pela deputada Luiza Erundina (PSB-SP), ao elogiar a escolha do idoso como tema da Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deste ano. Ela pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a instalação imediata do Conselho Nacional do Idoso, previsto na Lei 8.842/94, e sua manutenção junto à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, contra as pretensões do Ministério da Justiça de transferi-lo para a Secretaria Nacional de Assistência Social. De acordo com a deputada, mesmo nos grandes centros urbanos, constata-se uma situação de “extremo desrespeito” aos direitos humanos das pessoas dessa faixa etária, quer seja porque ao serem deixadas sozinhas envolvem-se em acidentes ou porque sofrem maus-tratos por parte daqueles que deveriam cuidar deles. “Infelizmente, o poder público não está estruturado para tratar desse segmento da população e não o coloca como prioridade em seus programas de governo. Por isso, chegou em Luiza Erundina boa hora essa iniciativa da CNBB e nós, da Câmara dos Deputados, temos uma dívida com os idosos quanto à aprovação de seu Estatuto”, afirmou. Erundina criticou a cultura competitiva e neoliberal que sustenta argumentos contra a integração do idoso na vida produtiva da comunidade, destacando a importância da participação do idoso nos relacionamentos sociais e humanos com o componente ético que sua experiência lhe proporcionou. Segundo a parlamentar, nos cinco anos em que o Estatuto, de autoria do ex-deputado e hoje senador Paulo Paim (PT-RS), tramitou na Casa, o governo FHC posicionou-se contrariamente porque não queria aumentos nos encargos da Previdência Social, enquanto os planos de saúde e as empresas de transporte contrapuseram-se a direitos previstos no projeto que poderiam causar-lhes novos encargos. A deputada ressaltou ainda a necessidade de se pensar em mudanças estruturais nos aparelhos de Estado dentro de um conceito mais amplo de reforma política para possibilitar aos municípios maiores condições de atender às demandas do cidadão. Para Luiza Erundina, uma reforma política profunda deve proporcionar aos municípios “poder real, dentro dos princípios federalistas, porque esse poder está mais próximo das pessoas e recebe demanda maior por bens e serviços”. Proposta já está pronta para ser votada em plenário Apresentado em 28/08/97 pelo então deputado Paulo Paim, o Projeto de Lei 3.561/97, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, foi analisado em comissão especial criada em 20/09/99, tendo como relator o deputado Silas Brasileiro (PMDB-MG). A proposta foi aprovada na comissão em 29/08/01 e está pronta para a pauta de votação em plenário. Principais itens do Estatuto SAÚDE - Ao Sistema Único de Saúde (SUS) caberá o atendimento geriátrico em ambulatórios; a destinação de unidades móveis de saúde para atendimento domiciliar; unidade geriátrica em cada hospital, público ou privado, com pessoal especializado na área gerontológica; atendimento domiciliar específico para os asilados; cadastro da população idosa rural, para atendimento médico domiciliar periódico. TRABALHO – Compete aos organismos públicos impedir a discriminação do idoso no mercado de trabalho; proibir a fixação de limite máximo de idade, tanto nos concursos para o serviço público, como nos anúncios publicados pela iniciativa privada; priorizar o mais idoso em casos de empate nos concursos públicos; criar e estimular a manutenção de programas de preparação para a aposentadoria, com acesso ao aprendizado para novas funções laboriais e sociais; manter programa de profissionalização especializada para idosos; instituir cadastro de oferta e procura de trabalho adequado às condições dos idosos : Os horários de trabalho devem ser ajustados de modo a não prejudicar a saúde dos idosos; As empresas da iniciativa privada com 50 ou mais empregados ficam obrigadas a destinar no mínimo 20 % dos postos para trabalhadores com mais de 45 anos de idade. TRANSPORTE – Gratuidade das passagens urbanas para os idosos com 60 anos ou mais e com renda inferior a dois salários mínimos, não implicando comprovação de renda para os idosos de 65 anos ou mais; gratuidade das passagens rodoferroviárias, intermunicipais e interestaduais para os idosos com 60 anos ou mais e com renda inferior a dois salários mínimos; assentos preferenciais em todos os veículos coletivos. CULTURA – Descontos especiais nos ingressos para atividades sócio-esportivoculturais. PREVIDÊNCIA SOCIAL – Os aposentados e pensionistas não podem sofrer perdas em seus proventos e para isso é preciso que: - a concessão dos proventos de aposentadorias e pensões observe cálculos que mantenham o poder aquisitivo do trabalhador quando na ativa; - as aposentadorias e pensões em manutenção sejam reajustadas, em caráter permanente e a qualquer momento, a fim de preservar o poder aquisitivo da data da sua concessão. ASSISTÊNCIA SOCIAL – É assegurado o pagamento mensal de um salário mínimo aos idosos de 60 anos ou mais, que comprovem não ter renda própria e cuja família não tenha condições de prover seu sustento (renda mensal per capi- ta inferior a um salário mínimo). Esse benefício não poderá ser acumulado com nenhum outro da seguridade social ou de qualquer regime previdenciário. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA – É crime inafiançável e imprescritível a prática de discriminação, preconceito ou constrangimento exercido contra os idosos, por qualquer pessoa, física ou jurídica, autoridade pública ou seu agente. O infrator estará sujeito à pena de reclusão, na forma da lei. Qualquer processo judicial movido por um idoso deve ter tramitação preferencial em todas as instâncias judiciárias. PROTEÇÃO – Todo cidadão, que tenha testemunhado ou tomado conhecimento, tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência, discriminação, violência, exploração, crueldade ou opressão exercida contra os idosos 4 - Brasília, 7 de março Jornal da Câmara de 2003 AGENDA Programação TV Câmara HORÁRIO SEXTA-FEIRA 07/03/03 07:00 Mulheres no Parlamento: Deputadas Ângela Guadagnin ) e Maria do Carmo 07:30 Palestra: Século XXI: Globalização x Comportamento 08:30 Visão Crítica 09:00 Sessão Ordinária da Câmara dos Deputados (ao vivo) 12:00 Câmara Agora II 12:15 Marcos da Ciência e da Tecnologia: 15 Fonógrafo 12:30 Mundos à Parte: 15 Galápagos? O Arquipelágo das Tartarugas 13:00 Visão Crítica 13:30 Reapresentação Câmara Agora II 14:00 Seminário Novo Código Civil Brasileiro: “O Que Muda na Vida do Cidadão”. Presença de Miguel Reale Jr., Dep. Luiz Antônio Fleury e Professor Miguel Reale 18:00 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 18:30 Câmara Agora III 19:00 Olhar da USP: Reciclagem 19:30 TV Câmara Entrevista 20:00 Marcos da Ciência e da Tecnologia: 15 Fonógrafo 20:30 Mundos à Parte: 15 Galápagos? O Arquipelágo das Tartarugas 21:00 Mulheres no Parlamento 21:30 Jornal da Câmara 22:00 Brasil em debate 22:30 Olhar da USP: Reciclagem 23:00 Memória Política: Almino Afonso 00:00 Mulheres no Parlamento 00:30 Tribuna Especial 01:00 Jornal da Câmara 01:30 Brasil em debate 02:00 Mulheres no Parlamento 02:30 Memória Política: Almino Afonso 03:30 TV Câmara Entrevista 04:00 Marcos da Ciência e da Tecnologia: 15 Fonógrafo 04:30 Palestra: Século XXI: Globalização x Comportamento 05:30 Mundos à Parte: 15 Galápagos? O Arquipelágo das Tartarugas HORÁRIO SAB 08/03/03 07:00 Sintonia: Sidney Possuelo (indigenista) 07:30 Palestra: Um Breve Passeio no Universo do Obeso 08:30 Semana na Câmara 09:00 Seminário Novo Código Civil Brasileiro: “O Que Muda na Vida do Cidadão” 12:00 Semana na Câmara 12:30 Tribuna Especial 13:00 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 13:30 Documentário: A Divina Comédia 14:00 Abertura Segunda Etapa do Seminário “Novo Código Civil Brasileiro: O Que Muda na Vida do Cidadão”. Painel 1: Parte Geral do Código Civil. Palestrantes: Francisco Amaral, João Baptista Villela. Painel 2: Direitos Reais, palestrantes: Rui Geraldo C. Viana, Carlos Alberto Dabus Maluf. 18:00 Sintonia: Sidney Possuelo (indigenista) 18:30 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 19:00 Tribuna Especial 19:30 TV Câmara Entrevista 20:00 Memória Política: Almino Afonso 21:00 Sintonia: Sidney Possuelo (indigenista) 21:30 Semana na Câmara 22:00 Brasil em debate 22:30 Talento Brasileiro: Ceumar “Canções Originais” 23:30 Memória Política: Almino Afonso 00:30 Tribuna Especial 01:00 Semana na Câmara 01:30 Brasil em debate 02:00 Sintonia: Sidney Possuelo (indigenista) 02:30 Talento Brasileiro: Ceumar “Canções Originais” 03:30 TV Câmara Entrevista 04:00 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 04:30 Palestra: Um Breve Passeio no Universo do Obeso 05:30 Mulheres no Parlamento: Deputadas Ângela Guadagnin e Maria do Carmo Lara HORÁRIO DOM 09/03/03: 07:00 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 07:30 Palestra: Educação para a Paz 08:30 Semana na Câmara 09:00 Brasil em debate 09:30 Segunda Etapa do Seminário “Novo Código Civil Brasileiro: O Que Muda na Vida do Cidadão”. Painel 3: Direito das Sucessões. Palestrante: Giselda Fernandes Hironaka, Zeno Veloso. Painel 4: Lei de introdução, disposições transitórias, Direito intertemporal. Palestrantes:João Grandino Rodas, Gustavo Ferraz de Campos Monaco 12:00 Semana na Câmara 12:30 Tribuna Especial 13:00 Série Via Mística: “Ilusões” (com Dalai Lama e Sogyal Rinponche) 13:30 Documentário Histórico 14:00 Talento Brasileiro: Ceumar “Canções Originais” 14:30 Documentário Histórico 15:00 Memória Política: Almino Afonso 16:00 Olhar da USP: Reciclagem 16:30 Documentário/Entrevista “União Planetária” 17:30 Mulheres no Parlamento: Deputadas Ângela Guadagni e Maria do Carmo Lara 18:00 Série Via Mística: “Ilusões” (com Dalai Lama e Sogyal Rinponche) 19:00 Tribuna Especial 19:30 TV Câmara Entrevista 20:00 Talento Brasileiro: Ceumar “Canções Originais” 21:00 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 21:30 Filme: “Louco por Cinema” 23:30 Brasil em debate 00:00 TV UMC - Programa Página Aberta: “Nivaldo Marangoni” 00:30 Tribuna Especial 01:00 Semana na Câmara 01:30 Brasil em Debate 02:00 Por Dentro das Comissões: Defesa do Consumidor 02:30 Filme: “Louco por Cinema” 04:30 Palestra: Educação para a Paz Deputados propõem pena de reclusão para trabalho escravo A impunidade é um grande incentivo para o aumento do trabalho escravo no País. A constatação é do deputado Paulo Rocha (PT-PA), ao chamar a atenção para o relatório Violência no Campo, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. De acordo com o relatório, no ano passado, apenas no Pará, 5.660 pessoas foram submetidas à condição análoga à de escravo. “O grande absurdo é que os responsáveis pelo trabalho escravo - fazendeiros, empreiteiros, carvoeiros, entre outros - gozam de uma impunidade quase total”, afirmou. No Pará, segundo o deputado, a maioria dos fazendeiros que mantém em suas propriedades trabalhadores na condição análoga à de escravo não é penalizada. “As condenações limitaram-se ao pagamento de ces- Paulo Rocha tas básicas à comunidade carente e a multas administrativas por infrações trabalhistas, as quais raramente são pagas”, explicou. Existem na Casa vários projetos que propõem mudanças no Código Penal para punir os que submetem seus empregados à condição análoga à de escravo. O mais recente foi apresentado neste ano pelo deputado Wasny de Roure (PT-DF). O PL 194/03 propõe a alteração do artigo 149 do Código Penal prevendo penas de reclusão de 25 a 30 anos. O PL 6.646/02, de autoria do deputado Wilson Santos (PSDBMT), também sugere a alteração do artigo 149 do Código Penal, caracterizando como crime contra a liberdade individual a prática de trabalho escravo. A proposição está na CCJR aguardando designação de relator. Também tramitam na Casa o PL 6.934/02, de autoria do exdeputado José Carlos Coutinho, e o PL 7.429/02, de autoria do Senado, ambos propondo alterações no Código Penal para aumentar as penalidades para as pessoas que promovem trabalho escravo. O PL 6.934/02 prevê, ainda, a desapropriação das fazendas que costumam manter trabalhadores na condição análoga à de escravo. Dimas condena discriminação Pensão especial no mercado de trabalho A pensão especial indeO deputado Dimas Ramalho (PPS-SP) afirmou que vai lutar pelo fim da discriminação das mulheres e dos trabalhadores com mais de 40 anos no mercado de trabalho. Ele classificou como “preconceito absurdo” a remuneração inferior para mulheres que desenvolvem trabalhos semelhantes aos dos homens. “Como deputado federal, apresentarei um projeto de lei para punir as empresas que fazem diferenciação salarial entre seus empregados. Estas empresas terão que prestar contas à Justiça do Trabalho e à Receita Federal”, disse o parlamentar. Para ele, é lamentável que o preconceito contra a mulher ainda exista no Brasil. “Não se pode aceitar isso, até porque as mulheres exercem dupla função, uma dentro e outra fora de casa. Quero igualdade de tratamento e re- muneração para mulheres e homens”, disse, destacando a necessidade da valorização da população do sexo feminino. Dimas Ramalho expressou ainda sua indignação em relação ao preconceito sofrido pelos trabalhadores com mais de 40 anos de idade que, mesmo qualificados, encontram dificuldades para arrumar emprego. Ele propõe a criação de leis e programas de incentivo à contratação dessa mão-deobra. Na opinião do deputado da bancada paulista, a experiência dos trabalhadores mais velhos é de fundamental importância nas empresas. “É preciso mudar esse conceito de que o trabalhador com mais de 40 anos não serve para mais nada no Brasil. Justamente na fase onde atinge sua maturidade, ele não pode sofrer esse tipo de preconceito”, disse. nizatória paga a vítimas de talidomida poderá ser aumentada em 35%, caso projeto remetido à Câmara pelo Executivo seja aprovado. O PL 7.514/03 estabelece que serão beneficiados os pensionistas que tiverem 25 anos, se homem, e 20 anos, se mulher, de exercício de atividade remunerada, ou 55 anos de idade, se homem, e 50 anos de idade, se mulher, e 15 anos de exercício de atividade remunerada. Em sua exposição de motivos, o Executivo ressaltou a necessidade de incentivar os beneficiários desta pensão a manter atividade produtiva, a fim de que possam melhorar a auto-estima e reintegrar-se à sociedade.