nº 134/ 2010 MAIO/JUNHO EDA informa nº 134 / maio junho 06 PPDA Visita ERSE 08 Campo Geotérmico R. Grande Novos poços 10 i um ano em O ano de 2009 fo r às energias que continuámos a da muito especial, renováveis uma atenção o processo de nomeadamente, em todo esas do Grupo pr em s da to en m ea an pl ade. do segmento electricid Fomos Visitar EEG 12 Novo stand Feira Lar, Campo e Mar 17 Dia Mundial do Ambiente GQAMB 22 Quem é Quem João Torres 24 Formações EDA 27 Visita de estudo Grupo EDA 30 Aniversários Julho e Agosto FICHA TÉCNICA PUBLICAÇÃO BIMESTRAL DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Director Emanuel Fernandes Coordenadora Editorial Cláudia Fontes Edição e Design Novabase (Rui Goulart) Colaboradores Ana Paula Pereira; António Melo; Carlos Pereira; David Estrela; GQAMB; Graça Rangel; Maria do Carmo Borrego; Ricardo Silva; Teodomiro Silveira;Virgílio Guerra Propriedade Electricidade dos Açores, S.A. Impressão Nova Gráfica Tiragem 1500 2 EDA informa Editorial (Mensagem do Presidente - Relatório e Contas 2009) O ano de 2009 decorreu ainda num ambiente de recessão económica mundial, com efeitos fortemente negativos na actividade económica em geral, nomeadamente na confiança dos agentes económicos e nas condições de acesso ao crédito. Um ano em que o nosso país registou um crescimento económico negativo de 2,7% do PIB depois de, no ano anterior, ter tido um crescimento nulo. Nos Açores, não existem dados comparativos disponíveis do PIB Regional para estes dois anos, mas a avaliar por outros indicadores indirectos da actividade económica, os efeitos recessivos negativos deverão ter-se feito sentir de forma mais atenuada. A procura de electricidade, por exemplo, teve neste mesmo período um acréscimo de 0,7% nos Açores, enquanto, no Continente o que se verificou foi um decréscimo de 1,4%. Apesar deste enquadramento económico e financeiro, ainda de crise, o ano de 2009 foi um ano em que o Grupo EDA se tornou um grupo empresarial mais forte, tendo registado um crescimento orgânico considerável, com a quase generalidade das suas empresas associadas a registarem resultados de exploração superiores aos do ano anterior; um ano em que o valor do activo consolidado do Grupo aumentou 9,2%, os seus capitais próprios 16,3% e o seu passivo apenas 7,1%. Foi neste enquadramento geral que, já quase no final do ano de 2009, conseguimos que a Agência Internacional Moody’s mantivesse a mesma apreciação feita à EDA, pela primeira vez, no ano anterior. Isto, numa altura em que a quase generalidade dos países, regiões e empresas à nossa volta estão a ver as suas notações de rating serem revistas em baixa. Esta boa notação de rating por parte da Moody’s (“A3 – Stable Outlook”) e, principalmente, a sua manutenção nas circunstâncias adversas actuais, é o reconhecimento de que a EDA e todas as empresas do Grupo EDA têm desenvolvido com eficiência a sua actividade, têm conseguido afirmar-se nos mercados em que operam, têm planos de investimentos ousados mas exequíveis e adequados à realidade envolvente, têm bons profissionais, bons quadros técnicos e têm sabido manter uma gestão equilibrada, prudente e realista. Uma boa notação de rating é essencial, quer se trate de um país, uma região ou uma empresa. No nosso caso concreto, uma boa notação de rating constitui um excelente cartão de apresentação nos mercados de capitais nacionais e internacionais, o que facilita, consideravelmente, a obtenção dos meios financeiros necessários para a realização dos nossos planos de investimento; é, também, uma garantia de que esses meios financeiros serão contratualizados em melhores condições de taxa de juros e de prazos e sem necessidade de outras garantias suplementares; constitui, igualmente, uma segurança dada a todos os nossos stakeholders de que o Grupo EDA é um grupo empresarial estável, solidamente implantado e que tem vindo a dotar-se, progressivamente, de capacidade e de meios técnicos, materiais e financeiros suficientes para dar resposta aos desafios do futuro; em suma, a boa notação de rating que a Agência Internacional Moody’s atribuiu à EDA, constitui um poderoso instrumento de gestão que importa preservar, consolidar e, se possível, melhorar. O ano de 2009 foi um ano em que continuámos a dar às energias renováveis uma atenção muito especial, nomeadamente, em todo o processo de planeamento das empresas do Grupo do segmento electricidade. O objectivo central é assegurar para o sistema produtor de cada uma das ilhas da Região e em cada momento, o mix de produção ideal, a combinação que maximiza o contributo das diferentes fontes de energia renovável. Daí que o planeamento do sistema electroprodutor da Região seja uma realidade que está sempre em permanente observação e que obriga a EDA a estar atenta a todas as novas soluções técnicas disponibilizadas pelo mercado. Neste sentido, no ano de 2009, destacam-se o envolvimento da EDA num projecto de armazenagem de electricidade em baterias, no âmbito do qual foi inaugurada, em Berlim, em Julho, uma estrutura de simulação da exploração do sistema eléctrico da ilha Graciosa à escala de 1/3, bem como o aprofundamento da 3 nº 134 / maio junho utilização de volantes de inércia na maximização da penetração de energias renováveis, através do contacto com diversas situações reais existentes na Austrália e estudo da sua aplicação nos Açores. O Plano Estratégico Plurianual de Investimento das empresas do segmento electricidade para o período 2010/2014 atingirá os 342.3 milhões de euros, dos quais 37% (125 milhões de euros) respeitam a investimentos em energias renováveis a serem efectuados, directamente, pelas empresas associadas SOGEO, GEOTERCEIRA e EEG. Com este Plano Estratégico, a capacidade de produção de energias renováveis nos Açores será aumentada em mais 43 MW, valor que duplicará a actual capacidade instalada e fará com que o perfil de produção de electricidade nos Açores se altere profundamente, passando os pouco mais de 26% de penetração de energias renováveis de hoje para um valor à volta dos 50% em 2014. Esta maior produção de electricidade, proveniente de fontes renováveis, evitará a emissão de mais cerca de 170 mil toneladas de CO2 por ano que, somadas às 140 mil toneladas que já hoje são evitadas, conduzirão a uma não emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera de 310 mil toneladas/ano. É um objectivo que está em consonância com os fixados para a União Europeia e para o nosso país e constituirá, sem dúvida alguma, um contributo muito importante do Grupo EDA para a melhoria do ambiente e da qualidade de vida de todos quantos trabalham e vivem nos Açores. 4 O ano de 2009 fica também assinalado por ser o primeiro de um novo período regulatório, que se estende até 2011. As alterações metodológicas introduzidas pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos para este novo período, têm como objectivo assegurar uma maior estabilidade à gestão da empresa, ao estabelecer, ao nível da área de aquisição de energia eléctrica e gestão do sistema, um outro critério de aceitação de custos de produção, mais transparente e adaptado à realidade arquipelágica em que desenvolvemos a nossa actividade, e, ao nível das áreas de distribuição e de comercialização de energia, uma nova forma de regulação por “price cap”, metodologia esta que permite o conhecimento prévio da base de custos aceites para efeito de cálculo da compensação tarifária a atribuir. As contas que, agora, vos apresentamos, são as primeiras em que os documentos em base consolidada foram elaborados em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), tal como adoptadas na União Europeia. Esta alteração surge como consequência de um empréstimo obrigacionista de 50 milhões de euros, contraído pela EDA para financiamento do Plano de Investimentos do Grupo em meados de 2009 e que foi admitido para negociação na Euronext Lisboa - Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, em Outubro de 2009. Com esta admissão à cotação na Euronext Lisboa, a EDA passou a ficar obrigada EDA informa a apresentar as suas contas consolidadas segundo o normativo das IFRS, ficando, assim, dispensada de continuar a apresentá-las de acordo com o normativo nacional. No entanto, os documentos de prestação de contas em base individual continuam a ser apresentados de acordo com o normativo do Plano Oficial de Contabilidade (POC), em vigor naquela data. De referir ainda que, aproveitando a oportunidade da entrada em vigor do novo normativo - Sistema de Normalização Contabilística (SNC), a partir de 1 de Janeiro de 2010, decidimos repensar e redefinir a estratégia a prosseguir para as infraestruturas informáticas de todo o Grupo EDA. Assim, procedemos ao reforço dos Sistemas SAP, através da optimização e parametrização das soluções já existentes, bem como à integração, na mesma plataforma, de novas aplicações (Gestão de Desempenho e SAP Portal). Em simultâneo, desenvolvemos os trabalhos de desenho dos processos necessários à implementação dos projectos “Project System” (PS) e “Product Maintenance” (PM), que entrarão em produtivo durante o corrente ano. A uniformização e integração das soluções informáticas para todo o grupo permitirão uma maior uniformidade de processos e de metodologias que, por sua vez, contribuirão para o aumento da eficiência de toda a actividade empresarial do grupo. Este é um importante passo mais no sentido da melhoria da coesão interna e da criação de condições propícias à criação de mais valor no interior do grupo. O Grupo EDA é hoje um grupo empresarial forte, dotado de capacidade técnica e financeira suficiente para prosseguir os objectivos fixados no seu ambicioso Plano Estratégico Plurianual de Investimentos. Um Plano que, conjuntamente com as acções que já estão a ser desenvolvidas pelo Governo Regional, fará dos Açores uma região ambientalmente mais limpa e mais autónoma em termos energéticos. Um plano que, simultaneamente, contribuirá para o fortalecimento e crescimento do próprio Grupo EDA e para a expansão da actividade de algumas das suas empresas para outros espaços económicos mais amplos. A finalizar, cumpre-me expressar uma palavra de agradecimento aos senhores accionistas pela confiança, apoio e estímulo que sempre nos deram e que contribuíram, decisivamente, para a sustentabilidade do crescimento de todo o Grupo EDA. Uma palavra também de agradecimento a todos os trabalhadores, quadros dirigentes e administradores das empresas do nosso Grupo, pelo seu profissionalismo, entusiasmo e competência postos no desempenho das suas funções e que, para além de terem possibilitado os bons resultados alcançados, são garantia de que seremos capazes de prosseguir, com êxito, os inúmeros desafios que temos pela frente. ROBERTO AMARAL PCA EDA 5 nº 134 / maio junho Plano de Promoção e Desempenho Ambiental Visita aos Açores da ERSE e do Painel de Avaliação O PPDA II - Plano de Promoção do Desempenho Ambiental, a que se refere o período regulatório 2009-2011, integra, de acordo com as novas regras impostas, um Painel de Avaliação, cujo objectivo é o de apoiar a ERSE na tomada de decisões que respeitem aos PPDA das empresas. O Painel de Avaliação emitirá pareceres nas seguintes situações de análise dos PPDA apresentados, análise dos relatórios de execução e nas acções de monitorização ambiental a intervenções do PPDA. É no âmbito das monitorizações ambientais que, nos dias 20, 21 e 22 de Abril, se realizou uma visita por parte da ERSE/Painel de Avaliação, às ilhas de São Miguel e Santa Maria. Esta visita teve como finalidade o reconhecimento do mérito ambiental das acções desenvolvidas em 2009, no PPDA por parte da EDA. Estas acções de monitorização permitiram à ERSE adquirir sensibilidade às dificuldades sentidas pela empresa na execução dos PPDA e revestiram-se, igualmente, de características pedagógicas para ambas as partes, permitindo verificar in loco os benefícios ambientais alcançados. GQAMB 6 EDA informa O programa da EDA para o PPDA II, foi apresentado à ERSE e aceite, e contempla as seguintes medidas: Medidas n.º EDA ERSE 01 12 02 05 03 06 04 11 05 07 06 01 07 08 08 02 09 03 10 04 11 09 12 10 Designação das Medidas Projecto "Estudo dos Eventuais Efeitos dos CEM" Implementação SGA em 4 Centrais da EDA Implementação SGA na Exploração de Distribuição Protocolo INOVA _ Controlo de Qualidade e Uso Eficiente da água nas Centrais Estudos de Dispersão de Poluentes e de Biomonitorização Formação em matérias de natureza ambiental Estudos de Impacte Ambiental nas Centrais Ordenamento do Território _ Integração Paisagística de SE Ordenamento do Território _ Integração Paisagística de PT/PS Ordenamento do Território _ Integração Paisagística da Rede BT/MT Protocolo com a SPEA _ Aplicação de Medidas de Correcção das Linhas Protocolo com a SPEA _ Estorninhos Das acções da EDA, no âmbito do PPDA, foram alvo da monitorização nesta visita as seguintes: - Estudos de Impacte Ambiental nas centrais; - Ordenamento do Território _ Integração Paisagística de PT/PS, especialmente o PS Mãe de Deus (Santa Maria); - Protocolo SPEA _ Aplicação de Medidas de Correcção das Linhas. 7 nº 134 / maio junho CAMPO GEOTÉRMICO DA RIBEIRA GRANDE EXECUÇÃO DE NOVOS POÇOS GEOTÉRMICOS No âmbito da expansão da capacidade de geração no Campo Geotérmico da Ribeira Grande, a SOGEO – Sociedade Geotérmica dos Açores, S.A. desenvolveu, durante os últimos oito meses uma campanha de perfuração, que compreendeu a execução de cinco poços geotérmicos, cujas profundidades variaram entre os 822 e os 1.350 metros. Os poços geotérmicos agora executados têm, no âmbito deste projecto, objectivos específicos distintos. O poço geotérmico CL7, executado direccionalmente no sector de Cachaços-Lombadas, foi construído para reforçar a capacidade de produção de fluido geotérmico que serve a Central Geotérmica da Ribeira Grande, procurando maximizar-se o aproveitamento da potência instalada neste centro produtor. Os poços geotérmicos PV9, PV10 e PV11 destinam-se a relocalizar a injecção do fluido geotérmico no sector do Pico Vermelho e a propiciar o desenvolvimento da expansão da capacidade de geração da Central Geotérmica do Pico Vermelho. Finalmente, o poço geotérmico RG5 foi executado com o objectivo de avaliar e caracterizar o recurso geotérmico presente no sector das Caldeiras, que 8 EDA informa potencialmente poderá vir a ser explorado com a instalação de uma nova central geotérmica nesta área. A campanha de perfuração foi dirigida no terreno pela SOGEO, que contou com a prestação dos serviços de perfuração pela Iceland Drilling e com um conjunto de outras empresas que providenciaram serviços técnicos especializados. Os prazos de execução individuais de cada poço geotérmico foram inferiores ao previsto, apesar de na maioria deles se ter perfurado até uma profundidade maior do que a originalmente estimada. Esta realização resulta da experiência acumulada de perfuração neste campo geotérmico, à implementação de soluções técnicas mais eficazes, bem como do empenho das equipas de trabalho envolvidas neste projecto. Por via da prestação dos serviços de perfuração ser facturada pelo tempo dispendido, proporcionou igualmente ganhos significativos do ponto de vista do custo final da obra. As indicações positivas recolhidas durante a perfuração destas novas infra-estruturas de captação e injecção importa agora detalhar com a realização de ensaios de produtividade e injectividade. No momento, a SOGEO encontra-se a desenvolver os trabalhos preparatórios que conduzirão ao ensaio de caracterização da produtividade/injectividade dos poços agora executados, no sentido de vir a ser configurada a etapa final dos projectos de expansão no sector do Pico Vermelho e das Caldeiras. No que se refere ao poço geotérmico CL7, este terá um impacto imediato na produção da Central Geotérmica da Ribeira Grande, na medida em que se encontra a ser construída a sua interligação, estimandose que durante o mês de Julho este poço já se encontre a produzir. A execução de novos poços geotérmicos no campo geotérmico da Ribeira Grande integra-se no objectivo político e estratégico da Região Autónoma dos Açores de maximização do aproveitamento de recursos geotérmicos para a produção de energia eléctrica, uma fonte endógena e menos poluente, no qual a SOGEO possui um papel preponderante consubstanciado pelo sucesso técnico e económico dos resultados da sua actividade. GRAÇA RANGEL SOGEO 9 Fomos Visitar…EEG Quais são as principais actividades da EEG em São Miguel? As actividades da EEG, em São Miguel, estão centradas essencialmente nas sete centrais hídricas que a empresa possui e nos trabalhos de manutenção e de vigilância dos circuitos hídricos e das centrais que são necessários realizar diariamente. Conta com quantos trabalhadores nesta ilha. Quem são? A empresa conta com uma equipa de cinco pessoas. O João Raposo, o Lino Rego, o António Santos e o José Cardoso, que vivem na Ribeira Quente e sempre foram funcionários da EEG. Todos iniciaram a sua actividade na empresa como operadores da central hidroeléctrica dos Túneis na fase em que o seu funcionamento exigia a presença permanente de um operador. Com a automatização desta central, no ano 2000, e também com a passagem do património hídrico da EDA para a EEG, em 2002 ficaram com a responsabilidade de vigiar e manter operacionais todas as centrais hídricas automatizadas da ilha. O Sr. Gilberto Correia é o funcionário da empresa que opera a central da Fábrica Nova em Água de Alto e que devido à sua provecta idade, refiro-me à central, pois o Sr. Gilberto é bem mais novo, é uma central de operação manual necessitando da presença de um funcionário para o seu funcionamento. No restante tempo livre mantêm limpo o circuito hidráulico e vigia o funcionamento da Central da Ribeira da Praia situada na mesma ribeira a jusante da central da Fábrica Nova. Como está estruturada a empresa, ao nível da atribuição de tarefas? A equipa tem um coordenador que é o Sr. João Raposo. O Sr. Gilberto está mais dedicado às centrais da Ribeira da Praia. Os restantes membros formam uma equipa que trabalha em conjunto nas acções de manutenção ou de conservação que precisem de mais recursos. Devido ao rigor deste Inverno, por exemplo, esta equipa tem estado em intensa actividade, 10 pois as necessidades de descargas nas barragens, de limpeza dos deslizamentos de terras nos canais e nos caminhos e o corte das árvores caídas nas áreas das centrais têm sido uma constante. Quais são os principais desafios que se colocam a estes colaboradores? Numa primeira fase tiveram que diversificar e aprofundar os seus conhecimentos, pois passaram de uma instalação de operação manual que conheciam bem, a central dos Túneis, para outras seis instalações diferentes, cada uma com a sua particularidade. Agora o principal desafio é efectuar todo o trabalho e cumprir a lista de actividades que lhes é dada anualmente e que tem a peculiaridade de ir sempre crescendo. Atendendo que é uma equipa reduzida, o acompanhamento dos colaboradores torna-se mais fácil? O acompanhamento torna-se mais fácil e a relação entre os elementos da equipa torna-se muito próxima, criando-se uma camaradagem especial entre todos. As centrais de hoje não são iguais às centrais de antigamente. De que forma estes adaptam-se às constantes evoluções tecnológicas? Esta adaptação teve de ser muito rápida no inicio do desempenho das novas funções, agora as adaptações são mais espaçadas no tempo estando numa fase em que já conhecem muito bem as instalações e em que se consegue já ter uma grande autonomia, pois os problemas mais correntes estão já diagnosticados. A última grande adaptação necessária foi em 2006, quando entrou em exploração a central do Salto do Cabrito, mas é apenas uma questão de tempo até se perceber quais os “sintomas” mais frequentes, quais os “remédios” aconselhados e de como se poderá ser mais eficiente na realização dos trabalhos necessários. Actualmente, a exploração hídrica é dominante nesta ilha. Qual o impacto que a construção do Parque Eólico dos Graminhais terá na empresa? Até agora o projecto do parque eólico não teve grande impacto no trabalho da equipa. A excepção foi nos dias em que ocorreu a montagem da torre meteorológica no local e em algumas visitas regulares que o João Raposo tem de realizar para acompanhamento da instalação de recolha de dados de vento. Com a montagem dos aerogeradores e pelas características do próprio equipamento, terá de passar por outra equipa a realização dos trabalhos de manutenção dos equipamentos. Uma possibilidade é a constituição de uma equipa própria na SEGMA, pois é já esta empresa que nos presta apoio nos parques eólicos que a Empresa já tem em actividade. Embora seja uma empresa que é comum às outras ilhas, de certo que existem aspectos que a tornam singular. O que realça? A Empresa de Electricidade e Gáz, Lda tem efectivamente centrais e parques eólicos em todas as ilhas dos Açores com a excepção do Corvo. Nas ilhas Terceira, Faial e Flores, onde a Empresa tem centrais hídricas em exploração, conta com a colaboração de trabalhadores da EDA, cedidos, dedicados a esse serviço a tempo inteiro. É nomeadamente o caso do Francisco Silva da Terceira, do José Brum Vale no Faial e do Eduíno Chaves das Flores, que desempenham nas respectivas ilhas as mesmas funções que a equipa de São Miguel, e também eles têm sofrido um acréscimo de trabalho, fruto do rigor deste Inverno. Estes trabalhadores, e as suas actividades nas várias ilhas, são coordenadas pelo Eng. Nelson Guimarães a partir da ilha Terceira. Nas ilhas onde a EEG possui parques eólicos não temos ninguém afecto em permanência, mas socorremo-nos dos profissionais da EDA ou da SEGMA da ilha coordenados pelo Eng. Miguel Martins, sedeado na ilha Terceira. Por parte da EDA temos contado com a colaboração sempre que necessária e inestimável do Ezequiel Araújo e do António Resendes em Santa Maria, do Sário Quadros e do Fábio Pavão na Graciosa, do José Eduardo Maciel e do Lisuarte Brasil em São Jorge, do João Brum e do Eduardo Silveira no Pico, do Luís Paulo Oliveira no Faial, do José David Cardoso e do Ricardo Alves nas Flores e de outros que mais esporadicamente colaboram com a empresa. A SEGMA tem uma equipa dedicada aos parques eólicos da EEG onde executam quer os trabalhos de manutenção programada, quer os trabalhos de reparações de avarias que vão surgindo. São coordenados pela Eng.ª Sandra Rodrigues e pelo Eng. Ricardo Costa. A equipa técnica é constituída pelo Flávio Silva e Gualter Sousa da ilha do Faial, pelo Tiago Pereira na ilha do Pico e pelo Alexandre Fonseca e Pedro Sousa na ilha Terceira. Todos estes colaboradores, da EEG, da EDA ou da SEGMA, são importantíssimos para que a Empresa consiga cumprir os seus objectivos e dar a melhor utilização aos equipamentos de produção a partir de energia renovável que possui. A grande estratégia de gestão destes equipamentos passa por conseguir as suas maiores disponibilidades possíveis para que os equipamentos estejam aptos a produzir quando o recurso aparecer. DAVID ESTRELA EEG 11 nº 134 / maio junho O novo Stand do Grupo EDA na “FEIRA LAR, CAMPO E MAR” O Grupo EDA apresentou, desta vez, o novo Stand itinerante, na Feira Lar, Campo e Mar que decorreu, no Pavilhão do Mar, no período compreendido entre 6 e 13 de Maio de 2010, suportado numa tecnologia de vanguarda (sistema de iluminação leds), com um piso interactivo e com recurso a software específico para programação dos efeitos luminosos, dando-se assim corpo à contínua actualização da nova imagem corporativa e respeito pelo ambiente. A estratégia de comunicação e imagem, na vertente comercial, passou pela divulgação do portfólio de produtos e serviços de cada Empresa do Grupo, via distribuição de merchandising e suporte de vídeo adequados. Este ano, a Direcção Comercial da EDA, S.A., em perfeita sintonia com a Área de Comunicação, viu, no evento em causa, uma oportunidade para o incremento, quer da adesão à Tarifa Tri-horária, quer ainda do registo no EDAOnline, fazendo com que cerca de 8.000 pessoas fossem convidadas (através da entrega personalizada, à porta da feira, de flyers adequados) a efectuarem a sua simulação, à referida opção tarifária, com recurso a consumos reais, bem como ao registo e explicação do modo de funcionamento do aplicativo EDAOnline. 12 EDA informa Como resultado imediato do esforço de marketing operacionalizado, mesmo tendo em consideração as condicionantes logísticas e operacionais no evento, foram realizadas aproximadamente quatrocentas simulações a potenciais aderentes, as quais materializaram-se em setenta adesões efectivas à Tarifa Tri-horária, e no que concerne ao EDAOnline foram registados cerca de duas dezenas de novos Clientes. Em nome do Departamento de Atendimento e Operações com Clientes, da Direcção Comercial da EDA, S.A., agradeço a todos os colegas, de todas as Empresas do Grupo, que connosco colaboraram - nomeadamente ao nível do merchandising-, bem como, e de uma forma muito especial, a todos os nossos colaboradores e prestadores de serviços de Atendimento Comercial que, de uma forma abnegada mas com elevado sentido de missão e responsabilidade, contribuíram, com a sua presença, ao nível das escalas de serviço, para o alcançar dos objectivos estratégicos a que nos propusemos e para o elevar do nome e marca do Grupo que nos acolhe. RICARDO SILVA COMEL 13 SEGMA na Feira Lar Campo e Mar No passado mês de Maio e como vem sendo hábito, a Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada promoveu, no Pavilhão do Mar (Complexo Portas do Mar), a Feira Lar, Campo e Mar. A SEGMA esteve presente com um expositor, tendo por objectivo principal publicitar soluções e produto na área das Energias Renováveis e equipamentos de iluminação de tecnologia LED. 14 Foi apresentada na feira uma estrutura composta por 10 painéis fotovoltaicos, que são parte integrante de um sistema de microgeração do tipo “Seguidor Solar”, com uma potência de 1,7 kWp. O sistema de microgeração será para funcionamento isolado, sendo ainda constituído por 12 baterias e um inversor. Um Seguidor Solar tem como principal função, seguir o movimento do sol ao longo do dia, maximizando a produção dos módulos fotovoltaicos. Um sistema fotovoltaico com um seguidor solar pode aumentar o seu rendimento anual de 25% a 35% relativamente a um sistema fixo. O desenvolvimento destes projectos implica um investimento contínuo em formação para acompanhar a tecnologia em constante evolução. O nosso trabalho não integra apenas produtos e serviços, contribuímos com valor acrescentado para os nossos clientes para que nos confiem o seu investimento com total confiança e segurança. CARLOS PEREIRA SEGMA 15 nº 134 / maio junho Feira Agrícola Açores O Grupo EDA marcou também presença na Feira Agrícola Açores 2010, que decorreu na Vinha Brava, ilha Terceira, de 3 a 6 de Junho. 16 EDA informa Dia Mundial do Ambiente Comemorado desde o dia 5 de Junho de 1972, o Dia Mundial do Ambiente (WED, na sigla em inglês), surge como uma forma privilegiada através da qual as Nações Unidas estimulam a preocupação mundial para as questões ambientais e incentivam a atenção e acção política. A urgência por uma melhor gestão da riqueza de espécies e ecossistemas do planeta é a mensagem do WED 2010. Mesmo com resultados promissores oriundos de esforços para a conservação em diferentes partes do planeta, espécies estão se extinguindo em um ritmo muito rápido e isso, em sua maior parte, se deve à actividade humana. Para mais informações, aceda a www.unep.org/wed/2010/english. Responsabilidade Ambiental Embora os temas ambientais sejam vulgarmente discutidos nos dias de hoje, o conceito de responsabilidade ambiental só recentemente começou a ser aplicado na sociedade portuguesa. Em concreto as empresas devem responsabilizar-se pelo modo como afectam o ambiente, sendo as questões ambientais um factor essencial na política de gestão. Assim as empresas devem assumir os custos ambientais, provenientes da poluição que provocam. O Decreto–Lei n.º 147/2008, de 29 de Julho, estabelece o regime jurídico da responsabilidade por danos ambientais, tendo por base o princípio do poluidor-pagador. Este Diploma vista prevenir e reparar os danos causados: • Às espécies e habitats naturais protegidos; • À água; • Ao solo, que criem um risco significativo para a saúde humana. Neste sentido e em conformidade com a legislação vigente, a EDA, através do FISEG, efectuou uma apólice de seguro de responsabilidade ambiental, para diversas instalações pertencentes às empresas do Grupo EDA. Gestão de Resíduos A EDA realiza uma gestão de resíduos onde continuamente se pretende a redução da sua produção na origem e a sua valorização através do seu encaminhamento para os Operadores Licenciados para a gestão de resíduos, conforme estipulado na legislação vigente. Em 2009 foram devidamente encaminhadas 2.566 toneladas de resíduos para operadores licenciados, mais 6,5%, do que em 2008. Comparando 2008 e 2009, verifica-se uma diminuição dos resíduos perigosos (RIP) e aumento dos resíduos banais (RIB) ou não perigosos. Relativamente aos primeiros quatro meses de 2010, foram já encaminhadas 628,3 toneladas de resíduos que, em comparação com igual período do ano anterior, registam uma diminuição de cerca de 30%. GQAMB 17 nº 134 / maio junho Os Nossos Clientes Grupo Almeida & Azevedo Falar do Grupo Almeida & Azevedo é falar do empresário José Damião de Almeida que, natural do Continente, adoptou os Açores para formar e liderar um grupo de empresas com actividades várias e dispersas pelas ilhas do Faial, Pico e São Jorge. Com actividades em áreas tão distintas e tão vastas como o comércio alimentar e automóvel, manutenção e reparação auto, passando pela hotelaria e transportes marítimos, o grupo Almeida & Azevedo é líder naquelas ilhas, empregando cerca de duas centenas de trabalhadores, resultando da existência e das actividades das suas empresas uma enorme responsabilidade social e económica. 18 No ramo automóvel, para além do comércio a retalho das mais prestigiadas marcas, dispõe, no concelho de Velas (São Jorge), das mais modernas instalações para a manutenção e reparação automóvel, tendo obtido o estatuto de oficina certificada por mais de uma entidade. Na actividade do comércio dispõe de uma rede de lojas e supermercados, com a marca “Compre Bem”, nas vilas de Velas e Calheta (São Jorge) e Madalena (Pico) e com predominância para o comércio alimentar. Ainda no ramo do comércio a retalho, o grupo dispõe de dois postos de abastecimento de combustíveis líquidos como revendedor GALP, com presenças nas ilhas de São Jorge e Pico, actuando ainda como distribuidor de gás GALP para toda a ilha do Pico. O turismo é outra das actividades onde o grupo está presente. Os hotéis São Jorge, na vila de Velas, e Caravelas, na vila de Madalena, são parte integrante do grupo empresarial que lidera. É nesta ilha que está em fase de conclusão o investimento de ampliação e remodelação do Hotel Caravelas, no qual foram investidos mais de 6 milhões de euros e foi aumentado para o dobro o número de quartos disponíveis. EDA informa José Damião de Almeida No sector do turismo dispõe ainda de uma empresa de rent-a-car com actividades naquelas duas vilas das ilhas São Jorge e Pico. No sector dos transportes, igualmente conexo com o turismo, está presente na actividade de transporte regular de passageiros nas ilhas do triângulo e destas com as restantes ilhas do Grupo Central, liderando a empresa Transmaçor. Apesar de ainda ser considerado um pequeno grupo empresarial no contexto regional e nacional, as suas empresas são líderes nos locais onde se localizam e actuam e as suas actividades, para já, estão confinadas ao mercado local. Desde sempre a EDA esteve ligada às actividades do grupo Almeida & Azevedo, designadamente como fornecedor, sendo um dos pilares das suas actividades. As relações da EDA com as empresas do grupo sempre foram as melhores e as mais construtivas, quer como fornecedor quer como cliente, existindo mesmo algumas parcerias entre elas. Como fornecedor de energia, a EDA tem vindo a melhorar toda a sua estrutura de produção e distribuição, proporcionando aos seus clientes melhor conforto e qualidade, investindo com especial relevância nas ilhas de São Jorge e Pico. Todas as empresas do grupo têm sentido essa dinâmica. Como cliente, a EDA também tem vindo a assumir uma postura de reciprocidade com o tecido empresarial local dando preferência aos seus produtos e serviços, dando conta o quanto é importante para os Açores. Enfim, pode dizer-se, sem qualquer complexo, que o sucesso das empresas do grupo Almeida & Azevedo também se deve à qualidade dos serviços prestados pela EDA. GRUPO ALMEIDA & AZEVEDO 19 nº 134 / maio junho Implementação do Programa SAP 3 Vagas de Implementação O projecto de Definição do Modelo de Centralização de Dados Mestre e Conceito de Activo teve início no dia 6 de Abril com a sua apresentação aos principais responsáveis das empresas envolvidas e terminou esta etapa a 21 de Maio. Por forma a beneficiar das funcionalidades de integração de informação entre os vários módulos do sistema SAP R/3 e assegurar a correcta articulação com outros sistemas de relevo na gestão de activos operacionais, eg. SIT/SIG e SGI, esta iniciativa teve como principais objectivos: Valor Acrescentado Esta iniciativa surge no contexto de evolução do sistema SAP R/3 para suporte a processos de negócio prioritários, como sejam o investimento, exploração e manutenção de activos operacionais das empresas EDA, EEG, SOGEO e GEOTERCEIRA. 3ª Evolução Funcional para Suporte Actividades de Valor Acrescentado 2ª Evolução Funcional para Suporte Processos Negócio Prioritários Foco na eficiência operacional: • Upgrade funcional • Expansão funcional: PS, PM e MAM 1ª Actualização e Optimização Situação Actual Ponto de Partida Complexidade / Esforço Implementação • • • Harmonizar e consensualizar o conceito de activo, assegurando critérios de correspondência entre as diferentes vertentes de gestão - investimento, operação, manutenção e financeira; Determinar, em função do tipo de activo, quais os sistemas responsáveis pela gestão de cadastros e respectivos fluxos de actualização com outros sistemas; Definir a estratégia de sistemas de informação para suporte à gestão dos activos, antecipando temas críticos para clarificação de âmbito e investimento da etapa de implementação dos módulos PS (Project System) e PM (Plant Maintenance) do sistema SAP R/3. TIPOLOGIA DE ACTIVO Bem de Imobilizado Tipo Classe Valor de aquisição/construção Depreciação Ilustrativo Não exaustivo Sub-classe (…) Valor e custo de manutenção ao longo do ciclo de vida Custo de manutenção Activo Fixo Equipamento Classe Imob. Tipo Equip. Centro Custo Linha Correspondência (…) Linha (…) Equipamento Localização • Cadastro do Activo Corpóreo • Registo e actualização da valorização • Cálculo da depreciação VERTENTE FINANCEIRA 20 Ano instalação (…) • Planeamento intervenções de manutenção • Registo do custo de manutenção VERTENTE TÉCNICA EDA informa A abordagem ao projecto foi orientada pelo ciclo de vida dos activos que suportam a actividade de toda a cadeia de valor do negócio de energia: produção, transporte, distribuição e comercialização. Desta forma, foi possível assegurar a exaustividade na identificação dos activos e o alinhamento entre os processos, sistemas e organização actuais. Ciclo de Vida do Activo Planear Construir Explorar Manter Desactivar Adicionalmente, houve um conjunto de princípios orientadores determinantes para a definição do conceito de activo e que foram considerados no âmbito deste trabalho. • Compliance com SNC (Sistema de Normalização Contabilística); • Compliance com as normas da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos); • Modelo operativo das empresas (organização, processos, sistemas e pessoas). Todas as actividades do projecto foram desenvolvidas em estreita colaboração por parte dos elementos da equipa de projecto (EDA e Deloitte), bem como dos responsáveis das principais áreas (PLAIN, PLCOR, GACON, CINFE, EDIST, EPROD, COMEL) e empresas envolvidas. Um dos principais resultados do projecto foi a definição de um normativo com a estruturação de activos e definição de regras de correspondência entre bens das diferentes vertentes de gestão. Este trabalho é imprescindível para realização das actividades seguintes de preparação da implementação dos módulos PS e PM do sistema SAP R/3: reestruturação o actual cadastro de activos operacionais e respectiva revalorização do ponto de vista económico-financeiro. Outro resultado do projecto relevante para a evolução funcional do sistema SAP R/3 foi a definição da estratégia de sistemas de informação para suporte à gestão de activos. De acordo o cenário definido para futuro, o sistema SIT/SIG e o módulo de PM do sistema SAP R/3 serão os principais sistemas responsáveis pela gestão de cadastros. Adicionalmente foram definidos os fluxos de informação a assegurar entre sistemas, relativos à manutenção dos cadastros. Como próximos passos, foi identificado um conjunto de iniciativas a desenvolver para preparação do cadastro de activos para a realidade dos novos módulos PS e PM a implementar no sistema SAP R/3: • Reestruturar cadastro de activos de acordo com as novas normas e conceito de activo; • Revalorizar o cadastro financeiro tendo em conta a nova estrutura e princípios de SNC, avaliando o respectivo impacto nas contas reguladas. MARISA VALÉRIO DELOITTE 21 Quem é Quem João Torres É natural de São Miguel. Passou a sua infância e adolescência nesta ilha? Que recordações guarda destes tempos? Sim, nasci e cresci em São Miguel. Guardo excelentes recordações da minha infância e adolescência. Tempo de inocência, onde não tínhamos o peso da responsabilidade, onde o mundo parecia perfeito e, principalmente, sem maldade. Os tempos de infância foram passados, quase sempre, em família (quer materna, quer paterna). Qualquer tempo livre era ocupado com actividades familiares (piqueniques, passeios, jantares, almoços, ou em simples visitas). Lembro-me com saudades da altura que ia com os meus tios e/ou avô materno para os pastos buscar o leite, ajudar os empregados a mudarem as vacas de pasto, andar a cavalo, estar sentado em cima das vacas enquanto lhes era tirado o leite na máquina. Recordome de um episódio passado num Verão, enquanto estavam a cortar erva para salgar e guardar (para dar de comer aos animais no Inverno). Eram dois tractores, um tinha acoplado um atrelado e o outro a máquina que estava a cortar a erva. Eu estava no colo do meu tio, a conduzir o tractor que tinha o atrelado quando, na palhaçada, deixei de acelerar e fomos “ultrapassados” pelo tractor que cortava e “atirava” a erva cortada para o atrelado. Escusado será dizer que ficamos os dois completamente “VERDES”, com erva até aos dentes. 22 Aos Sábados era dia de ir com o meu pai para o prédio na Vila Franca. Inicialmente, como qualquer miúdo, tudo o que o meu pai fazia eu imitava. Assim, “ajudava-o” nas estufas e na quinta. Subia às árvores para apanhar, e por vezes comer, laranjas, tangerinas, mandarinas, etc. Que bem que sabia comer uma laranja na árvore. Passava horas na brincadeira com os cães, a passeá-los pelo prédio e por vezes pela rua. Depois, com a vinda do meu primo dos Estados Unidos, ficávamos os dois a brincar no prédio. Até construímos uma baliza com canas para jogarmos futebol. No Verão era altura de ir apanhar sol e tomar banho no mar. Assim, as semanas eram passadas na piscina da Lagoa, na companhia das minhas tias (a mais nova é 12 anos mais velha do que eu) e ao fim-de-semana ia com os meus pais e alguns amigos para a praia de Água D’Alto. O que o levou a escolher engenharia? Sempre foi a sua ideia, ou foi uma decisão tomada na altura de ingresso? A dada altura comecei a ter gosto por descobrir, por perceber como as coisas funcionavam e foi então que iniciei a fase do abrir para ver. Se tivesse algum brinquedo que deixasse de funcionar, não perdia tempo e ia buscar as ferramentas do meu pai e tentava arranjá-lo (ficava horas a tentar perceber como funcionava). Por vezes conseguia, outras nem por isso. Outras das coisas que me fascinava era a electricidade. Houve uma vez que me armei em electricista e ao tentar arranjar um carregador, que funcionava mal, não só fiz disparar o disjuntar geral, como acabei por estragá-lo e tive de comprar outro. O meu gosto pela engenharia e pela electricidade já vinha muito detrás. Por isso, na altura do ingresso ao ensino superior, foi uma questão de juntar A com B e chegar a Engenharia Electrotécnica e de Computadores. De certo um curso com alguma exigência. Como foi a sua adaptação a outra terra, a outro ritmo, a outra forma de ensino? Sem dúvida nenhuma um curso muito exigente de se concluir. Mas como o sonho comanda a vida, há que lutar de forma a atingi-lo, pois não há melhor sensação do que a do “DEVER” cumprido e a da realização pessoal de se ter atingido um sonho, ou um objectivo. A minha “aventura” no Porto conheceu duas fases distintas. A primeira logo após ter acabado o secundário e a segunda após perceber a asneira que tinha feito ao abandonar a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e ter vindo para a Universidade dos Açores. A adaptação inicial à minha nova realidade foi muito boa. Isto devo, principalmente, à forma como fui recebido no Porto. Tive a sorte de entrar numa faculdade onde a Praxe e as Tradições Académicas são levadas a sério, com valores e regras, o que facilitou, em muito, a minha integração no mundo universitário. Não me podendo esquecer do apoio dos amigos(as). Considero-me uma pessoa que me adapto com facilidade ao meio onde estou inserido. Assim, apesar do ritmo e a forma de ensino ser completamente diferente do que estava habituado, acho que me adaptei bem. O maior problema foi, dada a idade e imaturidade, manter-me focado no meu objectivo. No meu reingresso na FEUP tudo foi diferente. Apesar de ter que recomeçar praticamente do zero, nunca perdi o rumo e sabia que desta vez não podia falhar, pois tinha consciência que os meus pais não me dariam outra oportunidade. Daí o meu único objectivo era e foi acabar o curso, o mais rápido possível. Sem dúvida nenhuma que, novamente, os amigos(as) e a namorada foram muito importantes na minha readaptação. No final do curso, a vontade sempre foi de regressar a casa, ou as próprias oportunidades de emprego assim o ditaram? Sempre foi minha intenção voltar à minha “terra”, ao meu paraíso. Mesmo durante o tempo em que estive a estudar no Porto, sempre foi ponto assente que mal pudesse regressava a “casa”. Aliás, sempre que tinha hipótese “fugia” do continente para vir rever amigos, família e recarregar baterias a São Miguel. Inclusive, antes de regressar, após acabar o curso, tive a hipótese de candidatar-me a uma bolsa para fazer investigação, sob a orientação de um professor e continuar os estudos e a minha resposta foi: “Professor, posso desenvolver a investigação em São Miguel?” Uma vez que a resposta foi negativa então agradeci e rejeitei na hora, nem pensei duas vezes. Como parte da minha felicidade encontra-se em São Miguel, então tinha de regressar para continuar a sua busca. Entrou para a EDA, para o PLCOR. Integra uma equipa jovem e dinâmica. Esse ambiente incentiva à realização das tarefas? Sem dúvida nenhuma que o excelente ambiente motiva-nos cada vez mais no desempenho das nossas funções. No PLCOR formamos uma equipa no verdadeiro sentido da palavra. Não nos limitamos a executar as nossas funções, pois existe um grande espírito de amizade e entreajuda entre nós todos. Esta forma de estar obriga a uma evolução contínua, não de forma competitiva, mas de uma forma saudável pois estamos constantemente a aprender uns com os outros. É uma área que lida com muitos números. Sente que o seu curso contribui para o desempenho das suas funções, embora a aprendizagem seja dinâmica? Na minha opinião, o ensino superior, mais do que criar valências na respectiva área especifica, deve-nos ensinar a ser autónomos, a ter método de trabalho, a trabalhar sob stress e, principalmente, deve ensinar, ou melhor, deve aprimorar a nossa forma de pensar, ou pelo menos devia. Realmente a direcção do PLCOR lida com muitos, mesmos muitos números. Mas não nos podemos esquecer que por detrás dos números existe sempre uma explicação, por vezes lógica, outras nem tanto. É nestas explicações que, muitas vezes, entram os conhecimentos e conceitos adquiridos durante o curso. Assim, a forma como se ultrapassa os obstáculos e os desafios que nos deparamos no desempenho das nossas funções, a forma como são tratados e analisados os dados vai depender, e muito, da nossa formação. No meu quotidiano não me deparo com situações puramente de engenharia, pois não tenho contacto directo com trabalhos técnicos. Mas não nos podemos esquecer que no “simples” cálculo de um indicador podem estar envolvidos muitos conceitos que estão directamente ligados à prática. E para efectuar a sua análise envolve, por vezes, o conhecimento dos conceitos por detrás do indicador, bem como a sua aplicação na prática. Um trabalho minucioso de certo exige que, nos tempos livres, recorra a alguns hobbies. O que faz nos seus tempos livres? Para além de conviver com os amigos, ir ao cinema, ver TV, estar no PC (a jogar ou a navegar na internet), aproveitar a natureza (mar e terra), o meu principal hobby é, sem dúvida nenhuma, o desporto, seja este competitivo, ou de lazer. O desporto, independentemente do tipo, há muito que faz parte da minha vida, acabando por se tornar numa forma de vida. Todos os desportos têm a sua vertente educativa e sem dúvida nenhuma que, se hoje sou quem sou, muito o devo ao desporto. O desporto é saudável e incute-nos ambição, disciplina, espírito de equipa e de sacrifício, força de vontade, entre outros. O exercício físico ajuda a libertar as energias acumuladas ao longo do dia, acabando por restabelecer a mente. Embora não tenha praticado muito ultimamente, a caça submarina, a pesca e o BTT ajudam-me a distrair, a sair da rotina do quotidiano, a “fugir” à cidade e à sua confusão e, principalmente, a estar em contacto com a natureza no seu estado mais puro. Se por um lado a caça submarina proporciona momentos de beleza subaquáticos e de relaxamento únicos, por outro lado garante uma batalha constante entre os predadores (nós humanos) e as presas (peixes), aquando da sua captura. No oposto encontra-se o BTT, provocando momentos de aventura e de pura adrenalina. O BTT, através do contacto com a natureza, proporciona momentos de rara beleza e permite a conquista do desconhecido. O que perspectiva para a sua vida futura? Gosta de traçar planos a médio prazo e objectivos, ou prefere adaptar-se? Como pessoa ambiciosa, quero sempre mais. Não faz parte da minha forma de ser e de estar acomodar-me. Até porque na minha opinião “PARAR É MORRER”. Não gosto muito de fazer planos, até porque normalmente acabam por não se concretizar. Prefiro traçar um objectivo e empenhar-me até alcançá-lo.Tendo uma perfeita consciência das minhas capacidades e das minhas limitações, enquanto sentir que consigo ir mais “longe” vou dar o máximo até conseguir lá chegar. CLÁUDIA FONTES SADMI 23 nº 134 / maio junho Formações Excelência no trabalho e desenvolvimento pessoal No passado mês de Abril decorreu uma acção de formação, ministrada pela Dra. Alina Oliveira, do SEGOC, cujo objectivo foi dotar a estrutura técnica do CINFE de ferramentas e metodologias de desenvolvimento produtivo, que visam obter a excelência profissional em contexto de trabalho, e desenvolvimento de competências-chave para ultrapassar a dimensão técnica da função. A acção de formação foi divida em três grupos produtivos pedagógicos, no sentido de desenvolver aptidões que vão para além da dimensão técnica das funções do CINFE e competências que fossem transversais, entre o CINFE e outras estruturas da EDA, ajudando também outros colaboradores que desenvolvem contactos internos e externos à EDA a uma melhor postura de apresentação nas relações, tendo em conta os novos desafios e as exigências actuais do Management e suas repercussões na função de secretariado. Esta formação teve uma parte teórica e uma prática em todas as sessões. Cada grupo fez a acção de formação contemplando dois dias de trabalho. Nesses dois dias, tiveram vários momentos e experimentaram alguns exercícios práticos, entre grupos, através de jogos, de modo a que reflectissem sobre a aplicação dos conceitos na prática. De referir que não houve um trabalho prático acompanhado extra sala. Todavia, os resultados desta acção de formação ficaram demonstrados pela qualidade dos conteúdos desenvolvidos ao longo dos 6 dias de formação. 24 EDA informa VIRGÍLIO GUERRA Trabalhos em altura SADMI De 26 a 28 de Abril, decorreu uma acção de formação, orientada pelo Dr. Rui Borges da Escola Profissional de Desporto, Rio Maior. Nesta acção de formação foram abordados temas como: Definição de Trabalhos em Altura, Avaliação de Riscos, Definições de Acidentes e Protecção Individual Anti-queda, entre outros. O principal objectivo foi alertar, quer o pessoal da segurança, quer as chefias das equipas de trabalho, para os riscos aliados a esta actividade, tecnicamente considerada dentro da “Classe de Risco de nível 3”, o que pressupõe e exige as boas práticas de manuseio. Os riscos são de grau mortal e normalmente, provocados pela inexistência ou deficiente utilização dos equipamentos anti-queda. Os resultados e danos, na maioria dos casos, são irreversíveis. Houve a demonstração dos procedimentos dos trabalhos em altura e acompanhamento no campo das equipas de trabalho, no sentido de corrigir e melhorar os que são efectuados pelas equipas. Foram ainda dadas orientações no domínio da segurança, higiene e saúde no trabalho, tendo em conta as respectivas funções e o posto de trabalho, assim como medidas de protecção colectiva destinadas a limitar os riscos. 25 Motivação Organização vs Dinâmica de Grupo De 21 a 28 de Maio, realizou-se mais uma acção de formação, divida em 5 grupos, dada pela Dra. Fátima Gonçalves do CEGOC. Esta acção de formação visou, essencialmente, trabalhar algumas competências pessoais. Partindo de um pressuposto que nós podemos ampliar as nossas competências pessoais, podemos ampliar também a nossa autonomia, a nossa responsabilização e sobretudo o gosto naquilo que fazemos, participando e dando as nossas sugestões. 26 Um outro objectivo passou por ajudar a compreender e aplicar na prática a proactividade, de forma a gerir melhor o stress e para que assim seja possível uma articulação mais fácil uns com os outros. Assente nisto, está uma base que passa por “Eu, conhecerme a mim”, para que cada um consiga identificar os seus pontos fortes e aqueles que são os pontos de melhoria da sua acção. Importante referir que a EDA tem vindo a fazer uma aposta em diversas áreas da sua actividade, no sentido de melhorar as competências de desenvolvimento individual dos seus colaboradores através de diversas acções de formação e temáticas. Esta acção de formação não só abrangeu os colaboradores que estão vinculados no quadro permanente da EDA, como os colaboradores indirectos, no caso daqueles que prestam serviço na área comercial. Visita de Estudo Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo VIRGÍLIO GUERRA SADMI No passado dia 1 de Junho, decorreu uma visita de estudo à Central do Salto do Cabrito e Museu, situado na antiga Central da Fajã do Redondo. A turma era constituída por 21 alunos, com idades compreendidas entre os 13 e 15 anos, pertencentes à turma E do 8º ano, da Escola Básica e Secundária de Vila Franca do Campo. A visita foi acompanhada por duas docentes da área curricular correspondente, professoras Adelaide Gouveia e Patrícia Goulart. Por ser do âmbito curricular dos mesmos, da disciplina de Ciências e de “IAM – Investigação e Apoio Multi-disciplinar”, a visita teve como finalidade possibilitar aos alunos o contacto mais directo com a realidade e o funcionamento das centrais hídricas. “Para isso, nada como ver in-loco como é que as coisas funcionam”. Os alunos percorreram o percurso pedonal, desde a barragem do Salto do Cabrito, passando pela travessia que vai ligar ao Museu, situado na antiga Central da Fajã do Redondo, até à Central do Salto do Cabrito pelo trilho que liga o Museu à nova central. Assim, tiveram contacto com a natureza envolvente e ficaram com uma ideia das ligações entre as centrais produtoras. Posteriormente, os alunos ouviram alguns esclarecimentos adicionais sobre a produção, por parte do Eng. Alexandre Pereira, funcionário da EEG, que acompanhou toda a visita. Como nota final, importa salientar o agrado por parte de professores, acompanhantes e alunos. VIRGÍLIO GUERRA SADMI 27 Santo António 2010 Inserido nas festividades do Santo António 2010, em Santa Cruz da Lagoa, um grupo de amigos e associados do GREDA, formaram uma equipa de futsal e participaram no 10º Torneio de Futsal, naquela freguesia. Apesar de o resultado não ter sido o desejado, porque ninguém gosta de perder nem a feijões, devemos destacar, com satisfação, o espírito de sacrifício, a camaradagem e fair play entre todos os jogadores da nossa equipa. Apesar de parecermos uma equipa de veteranos, que somos, e o B.I. não mente, disputámos cada jogo taco a taco, com outras equipas, como se tivéssemos a idade deles, que em média, ronda os 21 anos. Parabéns à equipa. 28 EDA informa Dadores de Sangue GREDA No passado domingo, dia 18 de Abril de 2010, o Grupo de Dadores de Sangue do GREDA, participou num gesto de solidariedade humana, ao ir voluntariamente ao Hospital Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, doar Sangue – Porque dar Sangue é dar Vida. É como um sorriso, não empobrece quem dá, mas enriquece quem recebe. Ao grupo de dadores de Sangue do GREDA, em meu nome pessoal e em nome da Direcção do GREDA, um muito Bem Haja a todos. Próxima dádiva 10 de Outubro de 2010. TEODOMIRO SILVEIRA GREDA O GREDA assinou um protocolo com a empresa PNEUMELO, Lda., que visa obter um desconto financeiro, para todos os seus associados, mediante a apresentação do cartão de sócio. Os descontos são os seguintes: 42% na aquisição de pneus da marca Brigestone/Firestone/Dayton; 18% na aquisição de pneus da marca Goodyear/Dunlop/Fulda; 5% na aquisição de pneus da marca Michelin/BFGoodrich; Preço especial alinhamentos de direcção 18 euros (ligeiros) e 20 euros (4x4); 10% Desconto no desempeno de jantes; 15% Desconto na mudança de óleo; 20% Desconto na Calibragem com Nitrogénio. 29 nº 134 / maio junho Comissão de Trabalhadores Reunião em Santa Maria A Comissão de Trabalhadores reuniu, em Santa Maria, conforme o seu plano para 2010 no dia 29 de Abril. Das condições de trabalho existentes, não nos foi possível efectuar uma análise rigorosa em virtude das obras que estão a decorrer na Central Térmica do Aeroporto afectando as condições de trabalho da EDIST e da APROV. As anomalias e recomendações da CT, estão em relatório entregue à Administração. É de realçar as obras efectuadas no refeitório da Central, que são um bom exemplo da transformação de um espaço onde tínhamos registos de reclamações para se tornar num espaço condigno. Dos assuntos debatidos na reunião, realçamos a preparação de um regulamento para a criação de um Fundo de Solidariedade e Apoio Escolar e a preparação das compras em grupo para o ano de 2010. 30 EDA informa Compras em Grupo 2010 A Comissão de Trabalhadores solicitou à Comissão Executiva da EDA a antecipação do programa das compras em grupo, para o ano de 2010, a qual foi aceite, estando aprovado até ao montante máximo de 1200,00 €/ano para cada trabalhador, sendo o reembolso efectuado em seis prestações mensais. Para se obter as credenciais para as empresas aderentes, terão que contactar os elementos da CT da sua Ilha de residência, e/ou pelo email comissã[email protected] e/ou pelo telefone 296202118. As empresas que já confirmaram a sua adesão são: - Cymbron Lda – São Miguel - Foto Jovial – Faial - Frijoc – São Miguel, Terceira, Faial e Pico - Jomare – São Miguel - Marques & Silva lda – Faial - Stand Correia – São Miguel - Tui Agência de Viagens – São Miguel (abrangendo todas as ilhas) Estamos a aguardar a confirmação de mais empresas aderentes, que poderão ser consultadas no site da CT http://smgsedeeeportal/sites/cteda. ANTÓNIO MELO COMISSÃO TRABALHADORES MESTRE ALBERTO CARREIRO Faleceu, no passado dia 25 de Maio, o nosso colega e amigo “Mestre” Alberto Carreiro, com 54 anos de idade e 30 ao serviço da EDA. Nesta vida “atarefada” esquecemos por vezes aqueles que connosco partilham o dia-a-dia. O Mestre Alberto era um deles, o elo de ligação para resolver muitos problemas relacionados com as viaturas da EDA. Para quem se relacionava com o Mestre Alberto, ele era uma pessoa de trato simples, sempre bem-disposto. Para muitos colegas o ponto de encontro era o Parque Auto. Neste local sabiam-se todas as novidades, tanto externas como internas, discutiam-se todos os assuntos, desde futebol à política. Era um colega que colaborava em todos as actividades que se fizessem na EDA, principalmente os torneios de futebol. No final de cada ano havia sempre um pequeno convívio no Parque Auto, onde Mestre Alberto brindava todos os colegas presentes com as “lembranças” recebidas dos fornecedores e prestadores de serviços auto, porque o que recebia era para ser partilhado, mesmo sendo pouco. Perdemos o nosso ponto de encontro, mas pior do que isto foi perder o nosso grande amigo MESTRE ALBERTO. 31 nº 134 / maio junho Reformas Nº Trabalhador: 384 Nome: José Manuel Duarte Garcia Estrutura Orgânica: CINFE/PESPE Nº Trabalhador: 575 Nome: Maria Antónia Arruda C. Raposo Carreiro Estrutura Orgânica: EDIST/DISMA Em 01/08/1978, admitido com Contrato de Trabalho a Prazo para o Serviço de Transporte e Distribuição de Energia na Ilha de São Miguel, para desempenhar as funções de Ajudante de Guarda Fios. Em 12/04/1982, admitida para o quadro permanente para o Departamento Central Contabilidade e Finanças, para desempenhar as funções de Escriturária de Contabilidade. Em 01/01/1980, foi integrado no quadro permanente da Empresa Insular de Electricidade, com a categoria de Electricista Piquete AT/BT. Em 01/01/1982, foi enquadrado na Empresa de Electricidade dos Açores, E.P., com a categoria de Electricista Montador Reparador AT/BT I. Em 01/04/1985, passou para Electricista Redes AT/BT I. Em 01/09/1987, passou para Electricista Despacho I. Em 01/01/1989, passou para Electricista Despacho II. Em 01/12/1992, passou para Técnico Despacho. Em 01/01/2002, continuou como Técnico Despacho, categoria que manteve até à situação de reformado. 32 .Em 01/01/1993, passou a desempenhar as funções de Chefia na Secção Administrativa e de Contabilidade no Centro de Exploração de Santa Maria, mantendo a mesma categoria. .A partir de 06/03/1998, deixou de exercer a chefia, ficando a desempenhar funções de Escriturária de Contabilidade. Em 01/01/2002, passou para Escriturária Gestão Administrativa, categoria que manteve até à situação de reformada. EDA informa Nº Trabalhador: 666 Nome: Eduardo Jorge Braga Tavares Estrutura Orgânica: EPROD/MGOOC Nº Trabalhador: 1044 Nome: Rui Manuel Furtado Cabral Estrutura Orgânica: CINFE/GEOBR Em 05/12/1983, admitido para o quadro permanente para o Centro Ilha São Jorge, para desempenhar as funções de Mecânico Manutenção Central II. Em 04/09/1989, admitido com Contrato de Trabalho a Prazo para o Departamento Central de Infra-estruturas na Ilha de São Miguel, para desempenhar as funções de Fiscal de Construção Civil. Em 01/01/1986, passou a desempenhar as funções de Chefia na Secção de Produção no Centro de Exploração de São Jorge, mantendo a mesma categoria. Em 01/05/1988, passou para Mecânico Principal Manutenção Central, continuando a acumular a função de chefia. Em 04/09/1989, foi integrado no quadro permanente da Empresa de Electricidade dos Açores, E.P., com a categoria de Fiscal de Construção Civil. Em 01/01/2002, passou para Fiscal Instalações, categoria que manteve até à situação de reformado. A partir de 06/03/1998, deixou de exercer a chefia, ficando a desempenhar funções de Mecânico Principal Manutenção de Central. Em 01/01/2002, passou para Técnico Manutenção Mecânica. Em 01/01/2004, passou para Técnico Principal de Manutenção Mecânica, categoria que manteve até à situação de reformado. Nascimentos Parabéns aos Pais! Délia de Fátima de Melo Andrade Filha: Mafalda de Melo Freitas Andrade Data: 23 de Março de 2010 33 Aniversários JULHO Emanuel Santos Amaral Maria Conceição Silva Serpa Silveira Francisco José Machado Pereira Dimas Gabriel Silva Matos Lina Cristina Soares Azevedo José Dinis Melo Cabral Luís Fernando Sousa Vieira Rui Pedro Lavrador Martins Cabeças César António Borges Rocha Fainha Diane Pacheco Luís António Morais Salvador José António Gouveia Fernandes Carlos Alberto Ferreira Lopes Ana Rosa Pimentel Regalo Pedro Filipe Carvalho Morisson Oliveira Paulo Daniel da Silva Conde Veiga Luís Paulo Bettencourt Oliveira Roberto Manuel Oliveira Araújo Paulo Henrique Parece Baptista João Luís Machado Medeiros Luís Gonzaga Braga Bento Sampaio Danny Furtado Pacheco António Manuel Costa Faria Silva José Alberto Vieira Silva José Luís Vieira Toste Laudalino Remigio Medeiros Pacheco Marco Filipe Freitas França Mota Aires Miguel de Sousa Ferreira André Paulo Ferreira Rego Tiago Viveiros Sousa Hélio José de Sousa Freitas Maria Eduarda B.S. L. Vasconcelos Franco Luís Paulo Melo Paz José Mário Medeiros Lopes Eulália Maria Vicente Carreiro Silva Luís Roberto Sousa Freitas Mota Ruben Rogério Ferreira Silva Tiago André Regalo da Silva Carlos Alberto Raposo Bicudo Ponte Cláudia Maria Pereira de Sousa Pavão Inácio Alberto Nunes Pimentel José António Tavares Sousa Carla Marie Lino Manuel Vieira Rocha 34 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 4 5 5 6 6 6 7 8 8 8 9 9 9 9 10 10 10 10 10 12 13 14 14 15 15 15 15 15 15 15 16 16 16 17 André Manuel Soares Silva José Manuel Rodrigues Marques Victor Manuel Araújo Rodrigues Natércia Conceição Moniz Carvalho Nunes Rui Jorge Vieira Correia Hugo Jorge Vasconcelos Fontes Orlando Paulo Sousa Costa António Manuel Cabral Pereira Manuel Romano Brum Vieira Guilherme Henrique Aguiar Pacheco Maria Conceição Rodrigues Sousa Ponte Lélia Sizalda Mendonça Furtado Paulo Jorge Moitoso de Vargas Lino Henrique Picanço Bettencourt Jorge Manuel Guerreiro Martins Barriga Luís Filipe Mateus Borges Manuel Lizuarte Sousa Brasil Rui Miguel Branco Cordeiro Medeiros Francisco Godinho Santos Alexandre Henrique Moules Gonçalves Paula Cristina Morgado Gonçalves Soares Roberto Sousa Rocha Amaral Tiago Tavares Pereira Ricardo António Guedes Mourão Francisco Luís Vieira Toste Horácio Ferreira Silva Maria Carolina Pacheco Martins Rui Jorge Melo L. Temudo Teixeira José Jonas Sousa Pacheco Paulo Henrique Filipe Silva José Manuel Viveiros Raposo Hernâni Jorge Corvelo Freitas Carlos António Lima Medina Rui Manuel da Conceição Goulart Liliana Isabel Monteiro Ramos Melo Maciel Almeida José Luís Vieira Morais José Sérgio Évora Rodrigues Eusébio Soares Carreiro João Manuel Sousa Rego João Augusto Sousa Lima Helga Carol Ribeiras Xavier Gomes António Resendes Vieira António Vieira Magalhães Sousa Fábio Alexandre Costa 17 18 18 18 18 18 19 19 20 20 21 21 21 22 22 22 23 23 24 24 24 24 24 24 25 25 25 25 26 26 27 27 27 27 27 28 28 28 28 29 29 30 30 30 EDA informa AGOSTO Manuel Laureano Arraial Tavares Virgílio Aristides Guerra Carlos Alberto Silva Luís Manuel Andrade Moniz Melo Paulo Mota Machado Bermonte Ricardo Leovigildo Botelho Sousa José Luís dos Santos Teixeira Armanda Maria Pacheco Elias Miranda Ana Maria Garcia Melo Melânia Isabel Arruda Neto Ribeiro Lauro Miguel Cordeiro Cardoso Manuel João Vara Martins Emanuel Vasconcelos Simas Elisabete Maria Lima Sousa Melo Teixeira José António Soares Mourinho Ana Isabel Cabral Mansinho Teresa Raquel Sousa Moniz Bruno Miguel Goulart da Rosa Rui Miguel Vieira Pimentel Tiago da Costa e Silva Artur Manuel Levene de Campos Ribeiro Maria Neves Brilhante Oliveira João de Britulo Fraga Rodrigues Carlos Manuel Vaz Pacheco Simas Raposo Alberto Vaz Carreiro João Luís Linhares Dias Pereira António Toste Matias Lino Roberto Medeiros do Rego Rui António Alves Godinho Paulo Jorge Santos Silveira António João Toste Silva Jacinto Paulo Freitas Costa Manuel Luís Trindade Silva Ana Cristina da Conceição Rosa Gonçalves José Arsénio Sousa Chaves Victor Sousa Ambrósio João Carlos Ferreira Dias José Rogério Simas Rosa José Fernando Silva Bagaço Marco Filipe Viveiros C. Borba da Rocha Paulo Jorge Ribeiro Mendes Paulo Filipe Furtado Calouro Maria Fátima Branco Costa Ricardo Jorge Ferreira Paulo da Silva Victor António Jorge Silva Manuel Anjos Sabino Bulhões António Luís Nunes Neves Manuel Dinis Mendes Martins José Maria Sousa Condinho Manuel Gualberto Tavares Ávila Maria Carmo Martins Paulo Ricardo Sousa Rijo 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 4 4 4 5 5 5 6 6 6 6 7 7 7 8 9 9 9 9 10 10 12 13 13 13 14 14 14 14 15 15 15 15 16 16 16 16 Eduardo Jorge Pereira Resendes Sardinha Cristovão Machado Coutinho Eduardo Manuel Sousa Brum Silveira Renato Dionísio Brum Rodrigues Alcino Pedro Oliveira Bruno Alexandre Cabral Teves Nuno Filipe Gonçalves da Silva Gomes Alexandre Costa Fonseca Vitor Manuel Moitoso de Vargas José Manuel Garcia Silva Eduardo Manuel Sousa Amaral Isabel Maria S. Barata Elisabete Câmara Medeiros Melo David Luís Ramalhinho Estrela Carlos Manuel Vieira Cabral João Roberto de O. Rodrigues Furtado Mariano Silva Alfredo José Almeida Martins José Manuel de Braga Emanuel Janeiro Faria Carla Patrícia Cordeiro Oliveira Luís Manuel Ponte Pereira Paulo Vasco Ferreira de Medeiros Emanuel Ferreira Rodrigues Roque Paulo Simão Carvalho B. Menezes Tiago Filipe Andrade Rebelo Alberto Moreira Gomes Gilda Maria Bairos Cabral Pimentel Maria Matilde Crespo Fontes da Cunha Pedro Miguel Bento Santos Cláudio Manuel Raposo Torres José António Oliveira Amaral Maria Lourdes Silva Simas Rocha José Manuel Oliveira Meneses José Manuel Soares Teixeira Ana Margarida Silva Raposo Cunha Claudemiro Simas Frias António José Arruda Pereira Paulo Dinis Mendonça Medeiros Franco Madalena Gomes Gouveia Ferreira Pacheco Maria Natividade Moniz Teves Bettencourt Arnaldo Amioto Bastos Costa Fernando Manuel Torres Medina Betencourt Louro Paulo Jorge da Costa André Norberto Manuel Avelar Inácio Eduardo Jorge Jerónimo Rocha Geraldo Humberto Lima Melo Mário Manuel Ribeiro Ávila Jaime Manuel Santos Lopes Silva Miguel José Coelho Pereira Cortez Luís Manuel Sousa Cordeiro António José Marques Silva 17 17 17 17 17 18 18 18 19 19 19 19 20 20 20 20 21 21 21 21 21 22 22 23 23 23 24 24 25 25 25 25 26 26 26 27 27 28 28 28 28 29 29 29 29 29 30 30 30 30 31 31 35 nº 134/2010 Arte na EDA LUÍS FRANÇA Dimensão: 40 X 30 cm Técnica: Serigrafia Data de execução: 2008 Situado: Edifício Sede EDA