RESOLUÇÃO E FORMULAÇÃO DE PROBLEMAS: CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIATIVIDADE EM MATEMÁTICA 1 Cleyton Hércules Gontijo – UCB [email protected] RESUMO O presente trabalho tem por finalidade apresentar uma breve revisão da literatura sobre criatividade em matemática destacando a resolução de problemas (problem solving) e a formulação de problemas (problem posing), como metodologias que possibilitam o desenvolvimento do potencial criativo em matemática. Palavras-chave: resolução de problemas, formulação de problemas, criatividade em Matemática. INTRODUÇÃO Na literatura internacional encontramos publicações que tratam do desenvolvimento e da avaliação da criatividade em Matemática. Estes estudos têm privilegiado a resolução de problemas (problem solving) e a formulação de problemas (problem posing) como estratégias didático-metodológicas que possibilitam o desenvolvimento da criatividade matemática e ao mesmo tempo, possibilitam avaliar esta criatividade. No Brasil, infelizmente, encontramos poucos trabalhos que buscaram investigar a criatividade em Matemática. Nesta área, destacam-se os trabalhos realizados por Dante (1980, 1988) relacionados à criatividade e à resolução de problemas em matemática. Cabe ressaltar que vários estudos têm sido conduzidos com o objetivo de discutir a metodologia da resolução de problemas como estratégia 1 Este artigo é uma pequena síntese da revisão de literatura realizada pelo autor para a sua tese que está sendo elaborada no Instituo de Psicologia da Universidade de Brasília, intitulada “Relação entre criatividade, motivação e criatividade em matemática de alunos de ensino médio”. GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 2 para organizar o trabalho pedagógico com a Matemática (Brito, 2006; Lopes e Brenelli, 2001; Onuchic, 1999; Onuchic & Allevato, 2004; Taxa-Amaro, 2006). Todavia, estes estudos não têm enfocado aspectos relacionados ao processo criativo. Devido à pouca produção acadêmica nesta área, um dos desafios da pesquisa em criatividade em matemática é a constituição de um consenso sobre o que é criatividade em matemática, por isso destacamos que não há uma definição precisa para esta, de modo que muitas definições são encontradas. Ressaltase que as conceituações encontradas não são conflituosas entre si, mas que destacam diferentes aspectos relacionados à criatividade. Considerando esta diversidade de definições, este artigo tem por objetivo apresentar algumas destas definições, e a partir delas, apresentar um conceito para criatividade em matemática que articule aspectos significativos de cada uma delas. Como forma de operacionalizar o conceito de criatividade em matemática, apresenta-se também algumas metodologias que têm sido apresentadas na literatura internacional como estratégias que potencializam o desenvolvimento deste tipo de criatividade, que são a resolução de problemas e a formulação de problemas. Para a composição deste trabalho foram consultados diversos periódicos na área da educação matemática que tinham artigos publicados referentes a estudos teóricos e/ou empíricos sobre criatividade em matemática. Dentre os trabalhos encontrados, destacam-se os de Haylock (1985, 1986, 1987a, 1987b), cujo foco é o desenvolvimento e avaliação da criatividade em matemática, relacionado especialmente à resolução de problemas. Destacamse ainda, os trabalhos de Silver (1985, 1994), de Silver et al (1996), de Silver e Cai (1996) e de English (1997a, 1997b), que dedicaram suas pesquisas na análise das produções de elaboração de problemas por parte dos estudantes. Ressalta-se que, em face da escassez de produções nesta área, todos os trabalhos encontrados foram utilizados para subsidiar esta formulação. Todavia, foram privilegiados os aspectos teóricos em relação aos estudos empíricos para subsidiar uma reflexão inicial sobre este tema. GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 3 Criatividade em Matemática A criatividade em matemática, segundo Krutetskii (apud Haylock, 1987), compreende a capacidade de formular problemas não complicados, encontrar caminhos e meios para resolver estes problemas; inventar fórmulas e teoremas, realizar de forma independente deduções de fórmulas e encontrar métodos originais para resolver problemas não tradicionais. Outra forma de compreender a criatividade em Matemática foi apresentada por Aiken (apud Haylock, 1987), para quem a esta criatividade deve ser compreendida sob a perspectiva do processo de produção matemática e sob a perspectiva do produto elaborado. O primeiro aspecto refere-se ao processo cognitivo envolvido no fazer matemática, concentrando-se nas qualidades do pensamento que o qualificam como criativo. Isto pode estar relacionado com a facilidade e a liberdade para mudar de uma operação mental para outra, ou ainda, pela habilidade de analisar um problema sob diferentes caminhos, observando características específicas e identificando semelhanças e diferenças entre os elementos envolvidos. Pode-se ainda compreender este primeiro aspecto como uma combinação entre idéias matemáticas, técnicas ou abordagens utilizadas de formas não usuais. O segundo aspecto concentra-se especificamente no produto, isto é, naquilo que é possível observar. Assim, pode-se considerar a habilidade de criar um produto original ou não usual, tais como métodos possíveis de serem aplicados (e apropriados) para a solução de problemas matemáticos. Refere-se também à capacidade de elaborar numerosas, diferentes e apropriadas questões quando são apresentadas situações matemáticas por escrito, graficamente ou na forma de uma seqüência de ações. Criatividade matemática refere-se ainda, segundo Makiewicz (2004), à atividade de construção, modernização e complementação do sistema de conhecimento por meio da percepção de regularidades, sensibilidade a problemas, formulação de hipóteses e elaboração de justificativas para proposições. Este tipo de criatividade envolve várias formas de atividade GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 4 humana, que podem ser desenvolvidas por meio das seguintes habilidades: senso de proporção e simetria, habilidade para usar símbolos, visão espacial, compreensão e uso de perspectivas, capacidade de análise, síntese e pensamento abstrato. Percebe-se que não existe um conceito preciso para criatividade em Matemática, apesar da presença de aspectos comuns nas definições apresentadas. Dessa forma, tomando algumas características presentes nas definições citadas e outras relativas à criatividade, consideraremos a criatividade em Matemática como a capacidade de apresentar inúmeras possibilidades de solução apropriadas para uma situação-problema, de modo que estas focalizem aspectos distintos do problema e/ou formas diferenciadas de solucioná-lo, especialmente formas incomuns (originalidade), tanto em situações que requeiram a resolução e elaboração de problemas como em situações que solicitem a classificação ou organização de objetos e/ou elementos matemáticos em função de suas propriedades e atributos, seja textualmente, numericamente, graficamente ou na forma de uma seqüência de ações. Muitos autores apontam um trabalho do matemático Henri Poincaré como sendo o pioneiro na área de criatividade matemática (Sriraman, 2004; Muir, 1988). Este trabalho foi um extensivo questionário publicado em 1902 no periódico francês L’Enseigement Mathematique, cujo objetivo era conhecer como os matemáticos da época percebiam o processo de criação em matemática e quais os fatores que contribuíam neste processo. Porém, o primeiro modelo que descreve o processo criativo em matemática foi proposto por Hadamard (1945). Este modelo foi inspirado nos estágios descritos por Wallas, em 1926, que compreende: preparação-incubaçãoiluminação-verificação. Hadamard preocupou-se em descrever estes estágios relacionando-os ao trabalho criativo em Matemática. O primeiro estágio, preparação, refere-se a um trabalho intensivo que visa compreender profundamente o problema proposto. O segundo, incubação, refere-se ao período em que o problema é colocado “de lado” e que a mente passa a se GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 5 ocupar de outro problema. No terceiro estágio, a solução do problema aparece subitamente durante a execução de outras atividades não relativas à matemática. É o período da iluminação. O quarto e último estágio consiste na avaliação, depuração e julgamento de possíveis aplicações a partir dos resultados encontrados. Este último estágio compreende ainda a comunicação escrita ou verbal dos resultados. Surgiram várias críticas em relação a esta seqüência de fases, mas esta concepção continua a ser base de compreensão para o processo de resolução criativa (Morais, 2001). Diferentemente de Hadamard, Ervynck (1991) descreve a criatividade matemática em três estágios. O primeiro estágio (estágio 0) refere-se a um estágio técnico preliminar, que consiste na aplicação técnica ou prática de regras e fundamentos matemáticos sem que o indivíduo tenha uma fundamentação teórica consistente. O segundo estágio (estágio 1) é o momento de atividades algorítmicas, que consiste na aplicação explicita de técnicas matemáticas por meio do uso de algoritmos repetidamente. O terceiro estágio (estágio 2) refere-se à atividade criativa, considerado pelo autor como o momento em que a verdadeira criatividade matemática ocorre e que consiste na tomada de decisões sem o uso de algoritmos. Mesmo considerando que diferentes concepções têm sido apresentadas acerca do que é criatividade em matemática, os diversos autores têm concordado que as estratégias mais eficazes para favorecer o seu desenvolvimento referem-se ao emprego da resolução e da formulação de problemas. Resolução de Problemas A adoção da resolução de problemas como estratégia de organização do trabalho pedagógico com a matemática possibilita o desenvolvimento de capacidades como: observação, estabelecimento de relações, comunicação, argumentação e validação de processos, além de estimular formas de raciocínio como intuição, indução, dedução e estimativa. Estas capacidades são requeridas nas situações práticas do cotidiano dos estudantes, nas quais os problemas requerem um conjunto de competências para solucioná-las. Essa GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 6 opção traz implícita a convicção de que o conhecimento matemático ganha significado quando os alunos têm situações desafiadoras para resolver e trabalham para desenvolver estratégias de resolução. O conceito de resolução de problemas na matemática remonta aos antigos egípcios, chineses e gregos e é globalmente semelhante à resolução de problemas na generalidade. Para Mason (1992), a resolução de problemas é uma tentativa de resolver e reformular questões não estruturadas para as quais nenhuma técnica específica ocorre. Lester (1980), a define como um conjunto de ações levadas a cabo para desempenhar uma tarefa e Mayer (1985) a considera como uma descoberta de um caminho que leva de uma situação a outra e envolve uma série de operações mentais. Para Polya (1984), a resolução de problemas é uma arte prática que todos podem aprender, é a arte de fazer Matemática: “significa ter a capacidade para resolver problemas não apenas rotineiros, mas problemas que requerem algum grau de originalidade e criatividade”. Assim, a primeira e mais importante tarefa do ensino da Matemática escolar é dar ênfase ao trabalho matemático na resolução de problemas” (Polya, 1981, p. IX). Os problemas, para que possam motivar o aluno e despertar sua criatividade, não podem se caracterizar como aplicação direta de algum algoritmo ou fórmula, mas devem envolver invenção e/ou criação de alguma estratégia particular de resolução, pois, essa competência [matemática] não se desenvolve quando propomos apenas exercícios de aplicação dos conceitos e técnicas matemáticos, pois, neste caso, o que está em ação é uma simples transposição analógica: o aluno busca na memória um exercício semelhante e desenvolve passos análogos aos daquela situação, o que não garante que seja capaz de utilizar seus conhecimentos em situações diferentes ou mais complexas (Brasil, 1998). A literatura sobre resolução de problemas nos sugere que o uso desta metodologia possibilita o desenvolvimento de capacidades como: observação, estabelecimento de relações, comunicação, argumentação e validação de processos, além de estimular formas de raciocínio como intuição, indução, GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 7 dedução e estimativa. Estas capacidades são requeridas nas situações práticas do cotidiano dos estudantes, nas quais os problemas requerem um conjunto de competências para solucioná-las. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais de Matemática (Brasil, 1998), a opção por organizar o trabalho pedagógico a partir da resolução de problemas “traz implícita a convicção de que o conhecimento matemático ganha significado quando os alunos têm situações desafiadoras para resolver e trabalham para desenvolver estratégias de resolução” (p. 40). Assim, acreditamos que, um problema, ainda que simples, poderá despertar o interesse pela atividade matemática se proporcionar ao aluno o gosto pela descoberta da resolução, estimulando, assim, a curiosidade, a criatividade e o aprimoramento do raciocínio, ampliando o conhecimento matemático. O ensino de matemática se torna mais interessante à medida que são utilizados bons problemas ao invés de se basear apenas em exercícios que remetem a reprodução de fórmulas em situações que se distanciam do contexto do aluno. Segundo os PCNs (Brasil, 1998), “a resolução de problemas possibilita aos alunos mobilizar conhecimentos e desenvolver a capacidade para gerenciar as informações que estão a seu alcance. Assim, os alunos terão oportunidade de ampliar seus conhecimentos acerca de conceitos e procedimentos matemáticos bem como de ampliar a visão que têm dos problemas, da Matemática, do mundo em geral e desenvolver sua autoconfiança” (p. 40). Na resolução de problemas, o tratamento de situações complexas e diversificadas oferece ao aluno a oportunidade de pensar por si mesmo, construir estratégias de resolução e argumentações, relacionar diferentes conhecimentos e, enfim, perseverar na busca da solução. E, para isso, os desafios devem ser reais e fazer sentido. O modelo proposto por Polya (1986), para resolução de problemas, tem inspirado muitos daqueles que buscam neste recurso um caminho para conduzir o processo de aprendizagem em matemática. O modelo prevê quatro GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 8 etapas para a resolução de um problema: (a) compreensão do problema, (b) construção de uma estratégia de resolução, (c) execução da estratégia escolhida e, (d) revisão da solução. Durante o processo de resolução de problemas é necessário estimular o aluno a ultrapassar os diversos obstáculos que vão surgindo no caminho para a solução. Sternberg (1998) destaca três obstáculos mais freqüentes: a fixação do sujeito numa estratégia ou método que foi aplicado em problemas anteriores, mas que não se adequa ao novo problema a resolver; a fixidez funcional que implica a incapacidade de reconhecer que algo (objeto ou conceito) usado freqüentemente de um modo pode ser utilizado para uma função ou significado diferente; a transferência negativa, a qual ocorre quando o conhecimento anterior pode levar a uma maior dificuldade em adquirir e armazenar novo conhecimento. Formulação de Problemas A formulação de problemas é um importante componente do currículo de matemática e é considerada uma das partes principais da atividade matemática, que é a capacidade de perceber e formular um problema (English, 1997). A formulação de problemas é descrita por Silver (1994) como sendo a criação de um problema novo ou como a reformulação de determinados problemas apresentados para os estudantes. A formulação pode acontecer antes, durante ou depois da solução de um problema. Os problemas formulados devem estar fundamentados em situações concretas e que expressem situações matemáticas significativas. English (1997) considera que a formulação de problemas envolve a geração de novos problemas e questões para explorar uma dada situação, assim como envolve a reformulação de um problema durante o seu processo de resolução. Para o autor, esta estratégia fornece aos professores importantes insights acerca de como os estudantes estão compreendendo os conceitos e os GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 9 processos matemáticos, bem como suas percepções a respeito das atividades desenvolvidas, suas atitudes em relação à matemática e sobre sua capacidade criativa em matemática. Para o desenvolvimento da habilidade de formular problemas, English (1997) destaca três elementos básicos: a) Compreensão do que seja um problema: este elemento refere-se à habilidade de reconhecer a estrutura subjacente a um problema e detectar estas estruturas em problemas correspondentes, isto é, perceber que diferentes problemas apresentam estruturas semelhantes. b) Percepção de diferentes problemas: este elemento refere-se aos aspectos que despertam ou não a atenção dos estudantes em situações rotineiras ou não. Atividades nas quais os estudantes podem expressar suas percepções em relação a diferentes problemas e compará-las com as diversas opiniões de seus colegas podem se constituir em um poderoso instrumento para a compreensão da matemática. c) Perceber situações matemáticas sob diferentes perspectivas: interpretar uma situação matemática em mais do que um caminho é particularmente importante para o estudante desenvolver sua capacidade de criar problemas ou de reformulá-los. Considerações finais Para estimular a criatividade devemos estar atentos às experiências que os estudantes já vivenciaram, buscando identificar fatores que provocaram estímulos positivos e negativos em relação à matemática e como estes agem na construção de uma representação positiva da mesma. Devemos investigar o currículo a fim de examinarmos se sua estruturação faz um apelo à criatividade matemática e se sua forma de organização privilegia os processos criativos ou os de memorização. Devemos ainda, investir na formação dos professores, para que também possam estimular o desenvolvimento da criatividade em seus alunos. Referências Bibliográficas: BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Brasília: MEC/ SEF, 1998.. GONTIJO, C.H. Resolução e Formulação de Problemas: caminhos para o desenvolvimento da criatividade em Matemática . In Anais do SIPEMAT. Recife, Programa de Pós-Graduação em Educação-Centro de Educação – Universidade Federal de Pernambuco, 2006, 11p 10 BRITO, M. R. F. Alguns aspectos teóricos e conceituais da solução de problemas matemáticos. In: Brito, M. R. F. Solução de Problemas e a Matemática Escolar. Campinas-SP: Editora Alínea, 2006. DANTE, L. R. Criatividade e resolução de problemas na prática educativa matemática. 1988. Tese de Livre Docência. Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro. DANTE, L. R. 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