2013 Ata n.º 3 – 28 de junho ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SERPA SESSÃO ORDINÁRIA DE 28 DE JUNHO DE 2013 1 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho ATA N.º 3/2013 Sessão da Assembleia Municipal de Serpa 28 de junho de 2013 Aos vinte e oito dias do mês de junho de dois mil e treze, reuniu ordinariamente o Órgão Deliberativo, pelas dezoito horas, na Sala de Sessões do edifício da Autarquia, convocado de acordo com a alínea b) do n.º 1 do artigo 54º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com a redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro e n.º 1 do artigo 9.º e artigo 14º do Regimento. Registo de presenças e faltas desta sessão: Presenças Sara de Guadalupe Abraços Romão Paulo Alexandre Carvalho Pisco José Filipe Nogueira Estevens Elsa Afonso Teixeira Francisco Monteiro da Cruz Bento Aniceto Calado, em substituição de Jorge Guerreiro Martins Ana Luísa Ramos Travessa, em substituição de Maria de Fátima Seleiro Mestre Henrique Jesus Robalo Vilallonga Carla Milene Flores Serra Ana cristina Pereira Gomes Paixão Ângela Maria Sabala Valadas Lília Filomena Soares Rogado Francisco Perpetua Moreira Rafael Godinho Capa Guida Maria de Jesus Ascensão Manuel Pimenta Morgado Baiôa Manuel Horta Maduro António Manuel Alves Barroso Carvalho Martinho José Augusto Moreira, Presidente da Junta de Freguesia de Pias António Manuel Ruivo Arruda, Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria 2 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho José António Malveiro Monteiro, Presidente da Junta de Freguesia de Salvador Francisco José Machado Godinho, Presidente da Junta de Freguesia de Vale de Vargo Manuel Luís Machado Nunes, Presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova de S.Bento Faltas Maria Lucrécia Mestre Fernandes Panazeite José António Aboim Madeira Palmira Manuela Valverde Guerreiro, Presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde de Ficalho Maria Joaquina Palma Ramos Nunes Pires António Lucio Travessa, Presidente da Junta de Freguesia de Brinches Participação dos membros da Câmara Municipal De harmonia com o estipulado no artigo 48º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com a redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro e artigo 20.º do Regimento, encontravase presente na sessão, a representar o Órgão Executivo, o Sr. presidente da Câmara, Tomé Alexandre Martins Pires e assistiram também à presente sessão os Senhores Vereadores Carlos Alves, Noel Farinho, Manuel Machado, Isabel Estevens, António Pereira e Miguel Valadas. Antes de iniciar a sessão, foi necessário completar a Mesa, devido à ausência da Segunda Secretária, e após terem sido convidados, conforme é habitual, representantes das bancadas do PS, PSD e BE, cujo convite declinaram, foi o lugar ocupado pela Srª Ana Cristina Paixão, com o acordo de todos os eleitos. --------------------------------------------------------------------------------------A ordem de trabalhos desta sessão é a seguinte, a qual foi distribuída por todos os eleitos, junto com a respetiva convocatória: 1. PERÍODO DE “ANTES DA ORDEM DO DIA” 1.1 Apreciação e votação da ata n.º 2/2013 1.2. Resumo do Expediente 1.3. Intervenção dos membros da Assembleia Municipal 2. PERÍODO DE “ORDEM DO DIA” 2.1. Relatório da Atividade Municipal (Artigos 53.º e 68.º da Lei n.º 169/99, de 18/09, com a redação da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro) – Relatório n.º 3/2013 2.2. Primeira revisão ao Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos 2.3. Repartição de encargos com abertura de procedimentos referentes a despesas que dão lugar a encargos orçamentais em mais de um ano económico 2.4. Proposta de renovação de contratos 2.5. Proposta de alteração ao Código de Regulamento e Posturas do Município de Serpa 3. PERÍODO DE “INTERVENÇÃO DO PÚBLICO” 3 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 1. PERÍODO DE “ANTES DA ORDEM DO DIA” JUSTIFICAÇÃO DE FALTAS Nos termos do artigo 5º alínea i) do Regimento, a Srª. Presidente da Mesa informou que foram consideradas justificadas as seguintes faltas: Sessão de 30 de abril - Paulo Alexandre Pisco, por motivos profissionais Sessão de 28 de junho - Maria Lucrécia Fernandes, António Lucio Travessa e Palmira Guerreiro, todos por motivos de ordem profissional. Os eleitos Jorge Guerreiro Martins e Maria de Fatima Mestre solicitaram a sua substituição nos termos do Regimento, tendo sido substituídos por Bento Aniceto Calado e Ana Luísa Ramos Travessa, respetivamente. --------------------------------------------------------------------------------- 1.1. APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA ATA N.º 2/2013 Nos termos do artigo 17.º, n.º 2 alínea a) do Regimento da Assembleia e art.º 92.º n.º 2 da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com a redação da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, foi colocada a apreciação e votação a ata n.º 2, relativa à sessão realizada no dia 30 de abril do corrente ano, a qual foi previamente distribuídas por todos os eleitos. A ata foi aprovada, com a abstenção dos eleitos Paulo Alexandre Carvalho Pisco e Elsa Afonso Teixeira. ---------------- 1.2. RESUMO DO EXPEDIENTE Junto com a ordem de trabalhos foi distribuído a todos os membros, um resumo do expediente (recebido e expedido) da Assembleia Municipal, o qual consta de pasta anexa à presente ata, dela fazendo parte integrante e designado como ANEXO 1. ----------------------Nos termos da alínea b) do n.º 2 do artigo 17.º do Regimento, a Sr.ª. presidente da Mesa abriu um período destinado a intervenções sobre este assunto e informou que poderão consultar a correspondência e obter fotocópias. ------------------------------------------------------------------Foi também distribuído por todos os membros, uma cópia das atas das reuniões da Câmara Municipal realizadas nos dias 17 de abril, 2, 15 e 29 de maio, após a sua aprovação, de harmonia com o disposto no artigo 68.º n.º 1 alínea b) da Lei n.º 169/99, de 18/09 com a redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11/01. --------------------------------------------------------------- 4 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 1.3. INTERVENÇÃO DOS MEMBROS DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL Começou por inscrever-se o Sr. Henrique Vilallonga, para, em nome dos eleitos da CDU, apresentar a seguinte moção sobre o Hospital de S. Paulo, tendo sido distribuído um exemplar por cada bancada e feita a leitura da mesma: MOÇÃO Hospital de S. Paulo- Serpa «A Assembleia Municipal de Serpa, reunida a 28 de junho de 2013, e no seguimento de anteriores posições face à atuação do Governo e da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) no processo de reestruturação dos serviços do hospital S. Paulo em Serpa, reforça a sua posição de repudio e descredito pelas medidas depauperadoras dum serviço que se quer publico e de qualidade, um direito universal e fundamental no apoio às populações. Confirmadas as intenções de transferência dos serviços, anteriormente sob a tutela do Ministério da Saúde e gestão da ULSBA, para entidade privada local, mediante acordo de transferência de competências, a celebrar, os eleitos desta Assembleia Municipal e Presidentes de Junta, consideram: − violada a Constituição Portuguesa, no que ao direito a um serviço nacional de saúde tendencionalmente gratuito concerne; − desprotegidas as populações locais, sem garantias dum serviço publico de saúde de qualidade e à margem de gestões puramente economicistas; − alcançado um retrocesso civilizacional, considerando que num passado recente os direitos de abril decretaram a humanização dos serviços de saúde, mediante a assunção do Estado de obrigações sociais para com o cidadão, mais concretamente no acesso à saúde; − questionar a capacidade de gestão e garantia da qualidade destes serviços, se assumidos por entidade particular, não vocacionada e apetrechada para o efeito, ficando à mercê duma disponibilidade de transferência de verbas estatais, que se pressupõe limitada, face à atual politica economicista e desumanizada Reforça esta Assembleia a defesa dum Serviço Nacional de Saúde Publico, tendencionalmente gratuito e ao serviço do cidadão, sob a tutela e gestão do Estado, um serviço de qualidade e para todos, independentemente da raça, credo ou religião, território e estatuto económicosocial. Apela esta Assembleia que se impeça a atuação em curso, face ao compromisso assumido aquando das eleições, na defesa dos direitos da população portuguesa e na missão assumida de serviço publico. Esta Moção será enviada ao Conselho de Administração da ULSBA, Ministro da Saúde, Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Grupos Parlamentares da Assembleia da República e Comunicação Social.» 5 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Usou da palavra a Sr.ª Guida Ascensão para dizer que está plenamente de acordo sobre o tema da moção, mas sugeria uma pequena alteração na palavra “raça”, para se substituir por “etnia”. Diz ainda que na Assembleia Municipal de fevereiro foram eleitos os representantes das diferenças forças políticas para integrarem a Comissão de Utentes e desconhece se a Comissão voltou a reunir, uma vez que não voltaram a ser informados sobre nenhum assunto que diga respeito ao encerramento do hospital de Serpa. ----------------------------------------------------Sobre esta questão da Comissão de Utentes, a Srª Presidente da Assembleia referiu que a Comissão reuniu, tendo participado nessa reunião o Sr. José Filipe, em representação da Assembleia Municipal e foi aceite a integração dos representantes da Assembleia, facto este que foi comunicado a todos os eleitos. ----------------------------------------------------------------O Sr. José Filipe Estevens interveio para dizer que participou na reunião da Comissão de Utentes, realizada no dia 15 de abril, onde os quatro representantes da Assembleia Municipal foram aceites como elementos daquela Comissão e nessa reunião foram ainda decididas algumas iniciativas, nomeadamente um pedido de reunião à Santa Casa da Misericórdia, em que a Comissão de Utentes se faria representar pela Presidente da Junta de Freguesia de Ficalho, pelos Presidentes das Juntas de Freguesia da cidade, por um elemento da Câmara e um elemento da Assembleia Municipal. No entanto, a Santa Casa da Misericórdia não aceitou reunir com a Comissão de Utentes por extemporaneidade. Depois da reunião de 15 de abril, a Comissão de Utentes não voltou a reunir. ------------------Voltou a intervir a Srª. Presidente da Assembleia Municipal para referir que a reunião com a Santa Casa da Misericórdia, que tinha como objetivo, saber o ponto da situação da transferência dos serviços de saúde para a instituição, veio a ser marcada, onde estiveram presentes os Presidentes das Juntas de Freguesia de Salvador e Santa Maria, o representante da Câmara e da Assembleia Municipal. -----------------------------------------------------------------Ainda sobre este assunto da reunião com a Santa casa, interveio o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Salvador e referiu que se tratou de uma reunião um pouco controversa e não concorda de forma nenhuma que o hospital deixe de ser um serviço público para passar para uma entidade privada, por isso, os eleitos do PS congratulam-se com a apresentação desta moção e irão votar favoravelmente. --------------------------------------------------------------------Os eleitos da CDU disseram que concordam com a proposta de alteração da palavra “raça” para “etnia”. ---------------------------------------------------------------------------------------------A Moção foi aprovada, com uma abstenção do PSD e os votos a favor da CDU, PS e BE. ----- 6 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Seguiu-se a intervenção do Sr. António Martinho que começou por fazer referência ao contrato celebrado com a empresa Alfabeto Divertido, que foi remetido a todos os eleitos, para conhecimento, na sequência da sua intervenção na última sessão da Assembleia Municipal. Contudo, esclarece que não solicitou esse contrato, o que solicitou foram evidências do trabalho que tem sido realizado por essa empresa, quais os contributos deste tipo de ajustes diretos para o desenvolvimento do concelho. Perguntou ainda em que situação está o centro escolar e quando será entregue, tendo em vista a necessária organização por parte das escolas. Questionou ainda se a Câmara já refletiu sobre a questão das bolsas de estudo para alunos do ensino superior e neste momento, há alunos do ensino secundário que, embora não o possam fazer, estão a abandonar a escola, porque os pais não têm condições financeiras de os manter a estudar. ---------------------------------------------------------------------------------------------------O Sr. Presidente da Câmara disse que, relativamente à empresa Alfabeto Divertido, os seus contributos são de acordo com o que está estabelecido no contrato, desenvolvendo as funções de acordo com o conteúdo desse contrato. Quanto ao centro escolar, a Câmara Municipal está a envidar todos os esforços para que o próximo ano letivo já se inicie no novo centro escolar, tendo-se começado já a recolher algum equipamento nos antigos polos e O mobiliário que necessite de alguma manutenção será reparado nas oficinas da autarquia. A empreitada está praticamente concluída e a Câmara está a trabalhar lá por administração direta na ampliação do refeitório e todas as ações que ainda estão em curso, prevê-se que estejam concluídas atempadamente, de forma a iniciar-se lá o ano letivo. Quanto à questão das bolsas, diz que a Câmara desde sempre tem refletido sobre estas questões e tem sempre lutado para que todos os alunos, em todos os ciclos de ensino, tenham direito à educação/ensino e entende que o Ministério da Educação deve criar condições para isso. No âmbito do 1.º ciclo, que é da responsabilidade dos municípios, esta autarquia tem cumprido as suas competências e por vezes excede-as, como é o caso da oferta dos manuais escolares a todos os alunos do 1.º ciclo, mas não existem condições para resolver os problemas de todos os alunos do concelho de Serpa de outros níveis de ensino e o que pretende continuar a fazer é que, sempre que se justificar, continuar a defender os interesses de todos os alunos, de todos os níveis de ensino, para que eles tenham direito à educação, conforme consagrado na Constituição. -------------------------------------------------------------------------Usou em seguida da palavra o Sr. Manuel Baiôa para abordar o assunto do estabelecimento da rede escolar no concelho de Serpa para o próximo ano letivo. Uma das suas preocupações continua a ser a redução gradual da oferta educativa no nosso concelho. Decorreu há algumas semanas uma reunião para estabelecimento da rede escolar no distrito de Beja, não se tendo verificado a presença da autarquia de Serpa nessa reunião e hoje em dia, o estabelecimento da rede escolar, à semelhança do que acontece com a atração de empresas, é quase uma “guerra territorial” entre os vários concelhos, com o objetivo de atrair cursos para o seu concelho. Questiona qual tem sido o esforço da Câmara Municipal de Serpa, em termos de pressão e de sensibilização junto do Ministério da Educação, para que haja oferta educativa diversificada no 7 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho concelho, uma vez que, há diversos cursos que estão a desaparecer, nomeadamente nos cursos gerais, de economia e de arte que já não existem na escola secundária há alguns anos, há redução de cursos profissionais e perspetiva-se que o curso de humanidades possa desaparecer e os cursos noturnos já desapareceram há dois anos. Esta situação implica a deslocação de alunos para Beja, tendo de pagar a deslocação e isso será mais um custo para as famílias. Considera que deve existir um esforço concertado das escolas e da Câmara Municipal, para tentar atenuar esta situação. Pergunta o que irá a Câmara tentar fazer relativamente a este problema. ---------------------------------------------------------------------------------------------------Em relação à diminuição de oferta educativa, o Sr. Presidente da Câmara diz que, infelizmente, não se verifica esta situação apenas ao nível da educação, mas também na saúde e noutros serviços públicos (como os CTT, os efetivos da GNR, funcionários das escolas), que decorre de decisões tomadas nos Ministérios que tutelam essas áreas. O que a Câmara pode fazer, é aquilo que sempre tem feito e pretende continuar a fazer, que é trabalhar diretamente com as escolas, no sentido de aumentar essa oferta de cursos e um exemplo desse empenho da autarquia, é o Curso de Técnico de Som, que decorre no Musibéria, em colaboração com a Escola Secundária de Serpa, que é a única oferta pública deste curso no País. Na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural têm surgido cursos de gestão equina, que têm tido a colaboração da Câmara, inclusivamente através da realização de eventos nesta área equina. No que diz respeito ao encerramento de escolas do 1.º ciclo, nomeadamente a intenção no ano passado, de encerramento da escola de A-do-Pinto, a autarquia tem trabalhado em conjunto com os Agrupamentos para que isso não aconteça. Mas, como sabemos, é um assunto que não depende da ação direta da Câmara, mas sim do Ministério, que tem optado sempre pela redução dessa oferta educativa e encerramento de estabelecimentos. Seguiu-se a Srª Guida Ascensão para apresentar uma moção intitulada “Moção-Saudação à Greve Geral e a todas as lutas pelo derrube do Governo da Troika”: MOÇÃO «Moção-Saudação à Greve Geral e a todas as lutas pelo derrube do Governo da Troika Fiel às imposições da Troika e fanático da austeridade, o governo PSD/CDS persiste em violar a legalidade e desrespeitar as decisões do Tribunal Constitucional. A sua recusa em pagar atempadamente o subsídio de férias na administração pública confirma uma atitude vingativa que só é possível com a cumplicidade ativa do atual Presidente a República. A decisão de cerca de uma centena de autarquias – entre as quais o município de Serpa – de pagar o subsídio de férias em junho, demonstra que outro caminho é possível, apesar das dificuldades financeiras dos municípios, agravadas por uma política recessiva que faz disparar simultaneamente o desemprego e a própria divida. 8 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho E o desastre económico e social ameaça não ficar por aqui. Em julho, no inicio da oitava avaliação da Troika, serão anunciados novos cortes de 4.700 milhões de euros na saúde, na educação e na segurança social, que provocariam dezenas de milhar de despedimentos, a sobrecarga da população com novas taxas e impostos sobre as pensões, reformas e serviços essenciais, bem como o colapso de muitos destes serviços. Esta política desastrosa tem enfrentado a resistência dos trabalhadores e da generalidade dos cidadãos que vivem os dramas do empobrecimento e do desemprego. A determinação dos professores em defesa da escola pública, contra o autoritarismo do ME e a “mobilidade especial”, primeira etapa para o despedimento, é um exemplo a seguir. A Greve Geral de ontem, 27 de junho, convocada pelas duas centrais e por dezenas de sindicatos independentes, foi um momento de grande convergência de todas as formas de resistência popular à austeridade, em defesa dos salários e das pensões e contra o aumento do horário de trabalho. E foi também um “cartão vermelho” a este governo e ao seu último apoiante, Cavaco Silva, que será repetido e ampliado nas eleições autárquicas de 29 de setembro. Assim, a Assembleia Municipal de Serpa, em sessão ordinária de 28 de junho de 2013: Saúda a Greve Geral de 27 de junho e todas as manifestações de solidariedade com esta greve que ocorreram por todo o país. Caso seja aprovada, esta Moção será comunicada à CGTP e à UGT, ao Presidente da República, à Presidente da Assembleia da República e aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ao Primeiro-Ministro e órgãos de comunicação social.» Não se registaram intervenções, tendo a Moção apresentada pelo Bloco de Esquerda, sido aprovada, com um voto contra do PSD e os votos a favor da CDU, PS e BE A Srª Guida Ascensão apresentou ainda a seguinte Moção: MOÇÃO Voto de Congratulação «A decisão do Tribunal Constitucional que considerou inconstitucionais normas do diploma que estabelecia um novo regime jurídico para as autarquias locais e um novo estatuto das entidades intermunicipais, constitui motivo de satisfação para os autarcas. Tendo por base a Proposta de Lei n.º 104/XII do governo, o documento já tinha merecido a discordância de inúmeros órgãos autárquicos, assembleias de freguesia, assembleias municipais, por afetar o núcleo essencial dos órgãos deliberativos e os princípios de independência e da especialidade das autarquias locais. Recorde-se que o parecer da ANMP e da ANAFRE, bem como as sugestões bem fundamentadas de muitas autarquias, nunca foram tidas em conta pelo ex-ministro Relvas e demais governantes, pelo que, o período de apreciação de constitucionalidades daquela lei teve o desfecho que a democracia exigia, a reprovação do diploma. 9 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Pelo exposto, a Assembleia Municipal de Serpa, em sessão de 28 de junho de 2013, delibera: 1. Congratular-se com a declaração de inconstitucionalidade proferida pelo Tribunal Constitucional sobre o estatuto das entidades municipais; 2. Manifestar a vontade de que sejam reforçadas as competências e os recursos das autarquias locais; 3. Exigir o respeito pela autonomia do poder local Caso seja aprovada, esta Moção será enviada ao Presidente da República, ao Presidente do Tribunal Constitucional, à Presidente da Assembleia da República, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República, ao Primeiro-Ministro e órgãos de comunicação social.» Não se registaram intervenções, tendo a Moção apresentada pelo Bloco de Esquerda sido aprovada, com um voto contra do PSD e os votos a favor da CDU, PS e BE. ----------------------- Usou novamente da palavra o Sr. António Martinho para referir que continua sem resposta à questão do Alfabeto Divertido, uma vez que o contrato não lhe interessava, pois o que pretendia eram evidencias e se houve renovação do contrato, possivelmente houve uma avaliação do trabalho feito. -------------------------------------------------------------------------------Seguiu-se o Sr. Manuel Maduro que começou por dizer que, uma vez que esta sessão é a penúltima deste mandato e será a última em que participa, uma vez que em setembro não poderá participar porque tem que se submeter a uma intervenção cirúrgica, informa que não voltará a ser candidatado à Assembleia Municipal, no entanto, queria deixar o seu apreço pela forma como foi tratado ao longo destes dois últimos mandatos, por todos os colegas de todas as bancadas, da CDU, BE e PSD e orgulha-se de ter sido eleito neste Órgão, onde fez algumas novas amizades. ---------------------------------------------------------------------------------------------A Srª Presidente da Assembleia, em nome da Mesa e de todos os eleitos, agradece as palavras de apreço dirigidas aos eleitos. -------------------------------------------------------------------------- 2. PERÍODO DE “ORDEM DO DIA” 2.1. RELATÓRIO DA ATIVIDADE MUNICIPAL (artigos 53.º e 68.º da lei n.º 169/99, de 18/09, com a redação da lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro) – RELATÓRIO N.º 3/2013 De acordo com o estipulado no artigo 53º n.º 1 alíneas d) e e) e art.º 68.º n.º 4 da Lei n.º 169/99, com a redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, foi colocado para apreciação, o Relatório n.º 3/2013, sobre a atividade da Câmara Municipal. Consta de pasta anexa à presente ata o referido Relatório, dela fazendo parte integrante (ANEXO 2). ------------------------------------------------------------------------------------------------- 10 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Sobre este assunto, começou por usar da palavra o Sr. Paulo Pisco para referir que irá incidir a sua intervenção, essencialmente, sobre a nota introdutória do relatório, que lhe parece interessante e suscita-lhe uma reflexão que terá utilidade para a Câmara no futuro. Verifica que existe pela primeira vez, de uma forma consistente, uma abordagem das questões de natureza económica no concelho e há alguns aspetos que os quais os eleitos do PS se congratulam, mas que gostariam de fazer algumas observações. Como é sabido, a bancada do PS sempre insistiu na necessidade de haver uma atenção acrescida, em tudo o que tem a ver com as atividades económicas no concelho, nas suas várias dimensões, a nível da agricultura, das empresas, do turismo e tudo isto é muito relevante para aquilo que deve ser a missão principal desta Câmara, que obviamente, não se trata de criar emprego fora daquilo que são as suas competências, mas pelo menos, ser um agente ativo para a criação de emprego, que é fundamental, mas que considera que não tem sido feito ao longo dos últimos anos. Verificam no entanto que, em sintomia com aquilo que têm vindo a defender, aparece agora uma introdução em que essa preocupação está patente. Esta será sempre uma preocupação essencial, de atrair empresas de forma ativa, acarinha-las, porque elas são fundamentais para gerar riqueza e criarem postos de trabalho e fixar pessoas no concelho e esperamos que isto possa servir de ponto de partida para o futuro. Diz ainda que notam que aquilo que está escrito na introdução, depois não tem muito a ver com aquilo que é a descrição das atividades realizadas nos últimos meses. No entanto, têm algumas dúvidas que gostariam de ver esclarecidas. Em primeiro lugar, se existe alguma mudança de orientação, relativamente ao anterior presidente, porque cada presidente pensa por si próprio, tem o seu próprio perfil e as suas próprias preocupações e aquilo que sempre foi dito neste município é que a cultura seria o motor do desenvolvimento deste concelho. Consideram que a cultura pode dar alguma imagem ao concelho, mas não tem sido o motor de desenvolvimento do concelho, mas tem sido esta a orientação que prevaleceu ao longo dos anteriores mandatos e gostariam de saber se existe alguma rotura, relativamente ao anterior presidente na transmissão de testemunho para o atual presidente e se foram definidas novas prioridades para a área económica e se a cultura já deixou de ser a prioridade das prioridades para o desenvolvimento do concelho. Gostaria também de obter resposta relativamente às seguintes questões: - A questão agrícola também é fundamental, porque estamos num concelho fundamentalmente agrícola e temos uma envolvente agrícola que é potenciada pela barragem de Alqueva e por todas as suas potencialidades e que surge na introdução a referência às possibilidades em termos de agroindústrias que Alqueva proporciona para o concelho. O que gostavam de saber é qual será o tipo de prioridade e de orientação que existe para o concelho, relativamente àquilo que deve ser feito neste domínio. - Existe um parágrafo que refere que o município de Serpa tem promovido e apoiado projetos de desenvolvimento local que possam contribuir para que o concelho de Serpa seja ainda mais dinâmico, promovendo a revitalização económica e social. Em termos puramente económicos, 11 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho gostariam de saber que tipo de projetos é que foram objeto deste envolvimento da Câmara e que levou à sua dinamização, para promover esse desenvolvimento económico e social. - Salienta ainda a nota introdutória, a importância crescente de parcerias e de apoio aos empresários. Gostariam de saber que tipo de apoio é que têm sido prestados aos empresários neste domínio. Para concluir a sua intervenção, diz que, o que se pretende saber é qual a estratégia da Câmara em termos económicos e em que áreas vão apostar, quais as que considera prioritárias e onde a Câmara vê o maior potencial e o que vai fazer para conseguir isso. Relativamente àquilo que agora existe no concelho, todas as pequenas e médias empresas, e dado que estamos a atravessar uma crise violenta e que tem destruído o nosso tecido económico, com grandes consequências a todos os níveis, o que é que a Câmara, do ponto de vista da sua atividade, tem feito para tentar segurar todo o tecido empresarial, independentemente da sua dimensão. Há cerca de um ano atrás, esta era uma preocupação que os eleitos do Partido Socialista repetiam e solicitaram que lhes fosse indicado quais eram as empresas do concelho, quais os setores de atividade, quantos pessoas empregavam, pois isso era fundamental para se compreender qual a natureza do tecido económico do concelho e a informação que foi enviada aos eleitos, nem sequer é uma informação dos serviços da autarquia, foi retirada das estatísticas do Instituto Nacional de Estatística, que é um retrato frio e cego, que não permite tirar nenhuma conclusão, além de que tiveram a desfaçatez de enviar uma informação que se reportava a 2006/2008. Por isso, é importante que a Câmara diga quais são as suas orientações políticas, estratégias e prioridades. -----------------------------------------------------Sobre estas questões, o Sr. Presidente da Câmara começou por responder que não existe qualquer desvio na rota traçada desde o início do mandato, nem desvio a nível pessoal, nem de estratégia da autarquia. O que se verifica é uma adaptação à situação atual e quando se diz que a Câmara tem a questão cultural como o único motor de desenvolvimento, do seu ponto de vista, isso não é verdade. O que acontece é que as ações que são realizadas nessa área, têm muitas vezes mais visibilidade do que noutras áreas e depois pode dar essa ideia de que em Serpa só se investe em cultura. Em Serpa investe-se em cultura, investe-se na área social e na área económica, é um desenvolvimento integrado nas várias áreas, e como temos como objetivo principal trabalhar no sentido de nos aproximarmos dum desenvolvimento sustentável, só existindo desenvolvimento nestas três áreas, de uma forma articulada, é que poderemos chegar ao desenvolvimento sustentável. Por isso, não há rotura nenhuma, a estratégia continua a ser a mesma e irá ser no futuro. Relativamente à questão agrícola, só nos últimos tempos foi possível começar a aproveitar a terra com culturas de regadio, devido à conclusão de algumas partes do sistema de regadio do Alqueva, estando previsto a sua conclusão para 2015. Num concelho, que no final deste grande investimento vai ter cerca de um quarto do seu território com condições de alterar o sistema agrícola para regadio, a Câmara tem de estar atenta a esta situação e aquilo que pode fazer e que já tem feito, é tentar encontrar soluções para empresas se fixarem. Tendo em 12 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho conta que a zona industrial e a zona de atividades económicas de Pias e Vila Nova de S. Bento estão com os lotes quase todos atribuídos, durante este mandato, aquando da revisão do PDM e da elaboração do Plano de Urbanização daquelas freguesias, começou-se a prever uma área para expansão destas três zonas, passando a dobrar a área atualmente existente. A estratégia da Câmara passa por isto, por arranjar condições para as empresas se instalarem no nosso concelho. Relativamente à parceria entre a EDIA e a AICEP Global Parques diz que nos últimos meses, temos tido muitas visitas por parte desta entidade, que tem vindo verificar as condições para as empresas se instalarem, por vezes, já com situações concretas de empresas que demonstraram interesse e têm-nos dito que, em relação ao potencial do concelho, Serpa está entre os primeiros quatro ou cinco concelhos da área de influência do Alqueva, com melhores condições para as empresas se instalarem. Estamos numa fase de aproveitamento da agricultura de regadio e por vezes as empresas transformadoras precisam de grandes áreas para se instalarem e nas zonas industriais que já existem, quer no nosso quer noutros concelhos, os lotes não foram concebidos a pensar nas grandes industrias, pois são lotes relativamente pequenos e como nós estamos agora a avançar para uma nova fase destas zonas industrias, temos possibilidades de poder definir lotes com maiores dimensões de forma a criar condições para a fixação dessas empresas. Contudo, desde sempre tem havido esta preocupação e recorda a atribuição, há cerca de um ano, de dois lotes da zona industrial de Serpa, a uma empresa que prevê ter, entre a área de produção e a área de transformação, cerca de 100 postos de trabalho. A empresa que já está a plantar a uva de mesa, a breve prazo irá começar a obra da fábrica que irá permitir o embalamento e transformação desse produto. Diz ainda que, por vezes, este contato com as empresas e outras entidades não têm muita visibilidade, pois um espetáculo na Praça tem mais visibilidade e se existe contato com uma empresa pouca gente ficará a saber e principalmente quando há empresas que nos pedem para que não usemos essa informação, como já tem acontecido, que não querem a divulgação dessas visitas ao concelho, bem como de certos aspetos dos projetos. Sempre tem havido por parte da Câmara o interesse nestas questões económicas e recorda que desde os anos 90 que a Câmara começou a investir neste assunto, começando por fazer uma Zona de Armazéns (junto aos Bombeiros), que teve inicialmente o objetivo de deslocalizar para fora do perímetro urbano, algumas das empresas que estavam no centro histórico e surgiu depois a primeira fase da Zona Industrial de Serpa, perto da estrada para Vale de Vargo. Há muito tempo que se trabalha para criar melhores condições para as empresas do nosso concelho puderem aumentar a sua rentabilidade e para que outras empresas tenham incentivos para se fixar neste concelho. Informa ainda que vai ser entregue um lote, estando outro ainda em apreciação, a uma empresa na área do regadio, que trabalha com pivot e outros equipamentos de rega e isto denota o aumento na procura, por parte deste tipo de empresas e a tendência é para continuar essa procura, por isso, a Câmara tem continuado a investir nas zonas industriais. 13 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Quanto à questão da estratégia económica do nosso concelho, diz que não se pode ver isoladamente uma fábrica ou qualquer outro tipo de indústria, para promover o desenvolvimento económico do concelho. Existe a preocupação de desenvolver tudo de forma articulada nas várias áreas e é isso que permite o desenvolvimento económico. Por exemplo, quando promovemos um evento cultural, como foi o recente caso do Encontro de Culturas, isso dinamiza todos os agentes económicos (cafés, restaurantes, alojamento) e temos indicadores que nos permitem confirmar que nesse fim de semana, ficou esgotada a área do alojamento. Por isso, considera que não tem sentido falar isoladamente das questões económicas, mas nesta área, a aposta da autarquia é a criação de ainda melhores condições para que empresas se possam fixar, principalmente as empresas agro transformadoras, visto que estas empresas só se instalam em determinada território se, de alguma forma, esse território preencher dois requisitos em simultâneo, o que é muito difícil: estar perto da zona de escoamento do produto e perto da matéria-prima. No caso do concelho de Serpa, a vantagem poderá ser estar perto da matéria-prima e o potencial do nosso concelho passa pela nova agricultura de regadio e essa é a aposta forte da Câmara Municipal. Quanto à pergunta sobre o que se pretende fazer para segurar o tecido empresarial, responde que passa muito por se criaram melhores condições para a fixação das empresas, como já referiu e para além do investimento no crescimento das zonas industriais, está também a ser ponderado a redução de algumas taxas na questão do licenciamento e noutras áreas e a breve prazo irá ser apresentada uma proposta neste sentido. ---------------------------------------------Seguiu-se a intervenção da representante do BE, a Srª Guida Ascensão, que começou por dizer que a informação apresentada neste relatório é uma informação muito clara e com uma apresentação cada vez mais cuidada e esclarecedora. No entanto, irá tecer alguns comentários sobre algumas questões já abordadas e também pedir esclarecimentos sobre alguns assuntos que não estão no relatório, mas que se relacionam com a atividade da Câmara. Em primeiro lugar, faz referência à resposta que recebeu da CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Serpa, que não é esclarecedora. Percebe que a Comissão não possa dar resposta a determinadas perguntas, que poderiam comprometer o sigilo das situações, mas não foi o caso da questão que foi levantada e na resposta dada, a CPCJ reconhece que o relatório de execução de 2012 não é claro e existe uma discrepância, mas depois não esclarece devidamente o assunto. O que lhe parece e que considera um pouco paradoxal é que todos os anos faz parte da ordem de trabalhos da Assembleia Municipal o Relatório de Execução, mas depois não se pode obter esclarecimentos sobre o seu conteúdo. No que diz respeito à educação, o Sr. Presidente já esclareceu que não irá encerrar mais nenhuma escola do 1.º ciclo, mas em relação aos três polos de Serpa refere que as famílias não têm a informação de que o próximo ano letivo já terá início no novo centro escolar. Para quem já matriculou as crianças no 1º ciclo, a informação que lhe foi transmitida pela EBI é que “talvez” se iniciasse o ano letivo no centro escolar e existem famílias que precisavam ter essa certeza para puderem organizar a sua vida e deu o exemplo de uma família que vai trabalhar 14 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho para Beja e deixa os meninos às 8H30 com os avós que vivem na zona do Forte e as crianças frequentam o polo 2 e bastava os avós darem o apoio para as crianças atravessarem a rua e eles iam depois sozinhos e essa família que agora tem que mandar os meninos para a Cruz Nova, precisa de se organizar de maneira completamente diferente e é importante as famílias terem esse esclarecimento para se organizarem atempadamente. Relativamente às três creches do concelho, foi-lhe comunicado que existem poucos bebes, à exceção de Serpa e no que diz respeito às novas instalações da creche de Serpa, existe neste momento o problema do calor e sabe-se que a Direção não tem condições de solucionar esse problema. Gostava de saber se existirá algum apoio por parte das entidades que financiaram a obra, no sentido de resolver este problema que está a preocupar muitas famílias. Em relação à creche de Vila Nova de S.Bento, que foi recentemente inaugurada, parece que está em risco de fechar por falta de bebes. No que diz respeito ao desenvolvimento económico, conforme o Sr. presidente explicou, é uma das preocupações do Executivo, mas refere que ficou um pouco perplexa com o contrato que receberam da Alfabeto Divertido, que foi uma empresa que foi constituída no dia 8 de agosto de 2012 e 20 dias depois assinou contrato de três anos com a Câmara Municipal de Serpa, para fazer assessoria do ponto de vista do desenvolvimento estratégico, captar investimento, acompanhar investidores estrangeiros que se queiram instalar no concelho. Como a Câmara está a trabalhar nesta área, não compreende o que mais poderá a empresa estar a fazer. No que se refere às acessibilidades no centro histórico para as pessoas que têm problemas de mobilidade, que é grande parte da população idosa, a calçada à portuguesa é muito bonita, mas é muito irregular e era muito importante que houvesse uma vigilância mais constante do estado das ruas e das calçadas, para que se possam prevenir os acidentes. Em relação à Rua Manuel Dias Nunes, que tem muito movimento, existiram em tempos algumas lombas, mas agora está apenas o sinal de proibição de circular a mais de 20 à hora, mas quem entra meio da rua não se apercebe desse sinal e é uma rua que tem trânsito nos dois sentidos e muitas vezes tem carros estacionados nos dois sentidos e não tem passeios. Tem havido nos últimos dias atropelamento de animais e já houve também de pessoas e deveria continuar a existir uma preocupação da autarquia, para resolver o problema e evitar outros problemas deste tipo no futuro. Quanto à limpeza urbana, tem-se verificado no parque infantil, perto do Intermarché, a existência de sujidade acumulada e parece existir alguma irregularidade na limpeza dessa zona. --------------------------------------------------------------------------------------------------------O Sr. Presidente começou por responder a esta última questão da limpeza, dizendo que a Câmara tenta que a cidade e o concelho estejam limpos, mas nem sempre é possível faze-lo e existe dificuldade em manter os diversos serviços que vão sempre surgindo, porque há cada vez mais espaços para fazer a manutenção, e o problema decorre também da necessidade de redução do quadro de pessoal, que é uma imposição legal, pois no ano passado tivemos que 15 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho reduzir oito funcionários, este ano sete e cada vez é mais difícil manter os serviços, mas tem havido um esforço por parte dos trabalhadores no sentido de tentar resolver todas as situações. Contudo, poderão vir a acentuar-se os problemas decorrentes desta redução de 2% do pessoal e recorda que todos os anos, em março ou abril, a autarquia costumava abrir concurso por um período de quatro meses, para 20 ou 30 pessoas, para funcionamento das piscinas de Serpa e Pias, e não sendo possível agora abrir este concurso, foi necessário verificar em cada Divisão os funcionários que era possível afetar para aquele serviço (os funcionários da limpeza, os eletricistas para acompanhar o funcionamento das bombas, etc). Se já se começa a refletir no funcionamento regular dos serviços esta redução de pessoal, a tendência é para se agravar no futuro, com a implícita perda de qualidade nos serviços. Tentamos colmatar essas dificuldades, mas não é fácil manter a qualidade dos serviços quando cada vez temos menos trabalhadores e mais espaços para manutenção e limpeza. Quanto à questão da segurança na Rua Manuel Dias Nunes, diz que é uma preocupação da autarquia, por isso consta do plano de atividades e logo que possível, será feita a requalificação daquela rua, que de facto necessita de uma intervenção. Em relação à empresa Alfabeto Divertido, o trabalho que está a ser desenvolvido é aquele que consta do conteúdo do contrato, que é o contato e acompanhamento das empresas, trabalhando em parceria como nosso Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento e com o Executivo. Sobre a creche de Serpa, recorda que desde o inicio que tem existido o apoio da Câmara e não foi pequeno esse apoio e agora que o tempo aqueceu detetou-se esse problema, mas parece que já está a ser resolvido pela Direção da Creche, tendo já sido contatada uma empresa da especialidade para, o mais breve possível, colocar o ar condicionado em determinadas zonas do edifício para atenuar esse problema do calor. Sobre a incerteza da abertura do centro escolar transmitida aos pais aquando da matrícula dos alunos para o 1.º ciclo, quem deu essa informação não o fez da forma mais correta, uma vez que os contatos que existem entre a Câmara Municipal e o Agrupamento tem sido permanente e inclusivamente já estão a ser empacotados os materiais e mobiliário dos três polos para se transportar para o centro escolar, para estar tudo pronto no início do ano letivo. Possivelmente terá havido falta de comunicação entre os elementos da Direção e os funcionários que fazem as matricula. Na próxima semana será marcada outra reunião com o Agrupamento para fazer novo ponto da situação e a Vereadora responsável pela área da Educação tem tido um contato permanente e direto com o Agrupamento. Em relação à questão da CPCJ, se não foi esclarecedora a informação, poderá voltar-se a solicitar nova informação, de forma a diminuir as dúvidas sobre o assunto. ---------------------- 16 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho A Srª Presidente da Assembleia referiu ainda que, em relação à informação que deve ser remetida à Assembleia Municipal por parte da Comissão de Proteção de Menores e em resposta à Srª Guida Ascensão, de facto a resposta não é esclarecedora em todos os seus aspetos, mas ficou esclarecido que o formato do relatório é um modelo que ficou uniformizado a nível nacional, mas iremos solicitar para que, pelo menos em termos genéricos, possa ser facultada alguma informação que é considerada pelos eleitos uma mais-valia no sentido do conhecimento da intervenção e das problemáticas associadas. ----------------------Seguiu-se o Sr. Manuel Baiôa que começou por referir que a resposta do Sr. Presidente à intervenção do Sr. Paulo Pisco foi uma resposta politicamente correta, foi uma “resposta redonda”, mas que de facto, desse discurso conclui que existe uma nova orientação na Câmara e também pôde constatar isso quando assistiu a um evento na Casa do Cante “O desenvolvimento pela cultura será um absurdo?”, em que um novo discurso surgiu da Câmara Municipal, embora ainda a coexistir com o antigo discurso. Este novo discurso vai no sentido do realismo, de constatar a realidade do concelho, que tem uma das mais altas taxas de desemprego do Alentejo e a Câmara, em conjunto com outros organismos tem a responsabilidade de alterar esta situação e é olhando para a atividade económica, entre outras coisas, que se vai tentar resolver este problema. É também uma abordagem que vai de encontro à preocupação do Partido Socialista que, desde há alguns anos, vem alertando para a necessidade de apoiar as empresas e de preparar o concelho para as alterações decorrentes do empreendimento de Alqueva e a Câmara teria que ter previsto esta situação para estar preparada para atrair o máximo de empresas, porque existirá uma competição entre os vários concelhos e se a Câmara de Serpa estivesse já preparado, possivelmente poderíamos atrair muito mais empresas. No fundo é isto que todos nós pretendemos, que consigamos resolver o problema do desemprego e atenuá-lo e conseguir pelo menos, estancar a diminuição da população no concelho de Serpa. Há portanto, um novo discurso de realismo por parte da Câmara e não de utopia. ------------------------------------------------------------------------------------------------------O Sr. Presidente começou por dizer que lhe parece que o Sr. Baiôa tem uma grande capacidade de interpretação das palavras, porque até numa “resposta redonda” conseguiu concluir que há uma nova estratégia e um novo discurso, porque normalmente uma “resposta redonda” não diz nada, mas o Sr. Baiôa nessas palavras que não dizem nada conseguiu ver uma nova estratégia, então é porque ela está subjacente e pelos visto é forte, no entendimento do Sr. Baiôa. Em relação à referência feita ao facto do concelho estar melhor preparado para fixar mais empresas, recorda uma anterior intervenção, em que referiu o facto de o AICEP considerar que a nível do Alentejo, as condições que Serpa está neste momento a oferecer, faz com que esteja entre os primeiros quatro ou cinco concelhos com melhores condições para que se possam vir a fixar empresas de maior dimensão e aquela é uma entidade que tem a responsabilidade de orientar os potenciais investidores, principalmente os estrangeiros. Estas palavras encorajadoras desta entidade, dão conta que tem sido feito trabalho nessa área e gostaríamos que tivesse sido mais e melhor, mas temos estado a trabalhar bem e o empenho, 17 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho principalmente na ampliação das zonas industriais, com certeza que irá dar os seus frutos, a curto/médio prazo. Diz ainda que, se essas ampliações das zonas industriais tivessem sido feitas há mais tempo, com certeza que há dez anos atrás não haveria a procura que existe agora de lotes de grandes dimensões, porque esta alteração do nosso paradigma agrícola de sequeiro para regadio, é que está a dar uma nova dinâmica dessa procura de empresas, pelo que, parece que estamos na altura certa de ampliar os loteamentos, em parceria com essas possíveis empresas que se pretendem fixar no concelho, para irmos de encontro às suas necessidades. ------------------O Sr. José Filipe Estevens fez referência ao novo discurso dos eleitos do Partido Socialista que hoje têm tentado criar e encontrar factos novos relativamente à gestão da Câmara. Diz que a Câmara sempre tem feito tudo e não viveu de ilusões durante todos estes anos, desde 1979 até agora. Não é por acaso que Serpa conseguiu condições para chegar a cidade, foi seguramente pelo trabalho feito. O concelho de Serpa, com as zonas industriais e as zonas de atividades económicas, tem condições para começar a receber as empresas e ampliar aquelas zonas se for necessário, mas para além da ação da Câmara, ajudaria muito se defendêssemos com mais força junto do Poder Central, a continuação das obras do IP2, do IP8 e o pleno funcionamento do aeroporto de Beja. Teria também valido a pena, a existência de uma medida de proteção, de salvaguarda, dos terrenos de qualidade do Alentejo, que não se tivesse permitido a monocultura da oliveira, pois hoje em dia olhamos para os bons terrenos de regadio e eles estão ocupados com a monocultura do olival. Considera que a Câmara de Serpa tem feito um trabalho sério e vai naturalmente continuar a faze-lo e tanto quanto sabe e tem acompanhado, entre o anterior e o atual presidente, “está tubo bem, muito obrigado, e recomenda-se.” -------------------------------------------------------Usou novamente da palavra o Sr. Manuel Maduro para, na qualidade de elemento integrante da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, dizer que está de acordo com a intervenção da Srª Guida Ascensão sobre o Relatório de Execução, pois considera que a resposta deveria ter sido melhor elaborada e embora tenha faltado ultimamente às reuniões da Comissão, por motivo de doença, está convicto que a CPCJ não deixará de prestar novos esclarecimentos de uma forma mais precisa. Sobre a Rua Brás Gonçalves, alerta para o facto de existir um declive relativamente acentuado entre o asfalto e a calçada, e como a rua é estreita, com carros estacionados no lado direito, leva que os carros que circulam nessa rua tenham de se encostar ao lado esquerdo e os moradores quando saem de sua casa deparam-se com esses veículos mesmo junto às suas habitações, o que pode provocar algum acidente. --------------------------------------------------Interveio ainda o Sr. Manuel Baiôa para solicitar que, nos próximos relatórios da atividade municipal se continue a prestar a informação financeira relativamente à atividade do Musibéria, à semelhança da informação prestada no relatório da sessão de abril. 18 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho O Sr. Presidente da Câmara respondeu que no relatório da atividade municipal de abril, a informação que constava era respeitante ao primeiro trimestre do ano e quando terminar o segundo trimestre será dado conhecimento dessa informação, que irá constar no relatório da sessão de setembro. --------------------------------------------------------------------------------------- 2.2. PRIMEIRA REVISÃO AO ORÇAMENTO E PLANO PLURIANUAL DE INVESTIMENTOS A Câmara Municipal solicita a apreciação do assunto relativo à primeira revisão ao Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos, de acordo com a deliberação proferida na reunião do Órgão Executivo, realizada no dia 12 do corrente mês de junho, cujo teor a seguir se transcreve: «Primeira revisão ao Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos De acordo com o estipulado no n.º 2 alínea b) do artigo 53.º e n.º 6 alínea a) do artigo 64.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com a redação da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, foi deliberado por maioria, com a abstenção dos Senhores Vereadores eleitos pelo PS, submeter à aprovação da Assembleia Municipal a primeira revisão ao Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos, de acordo com os documentos que a seguir se apresentam: 19 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 20 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 21 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Intervenções O Sr. Presidente da Câmara esclarece que esta revisão prende-se com a situação de uma rubrica que estava fechada no início do ano, aquando da aprovação do Orçamento – o Centro de Cultura e Multimédia de Vila Verde de Ficalho, mas ainda será necessário tratar de uma revisão de preços definitiva e para se fazer esse pagamento, tem que se abrir novamente essa rúbrica. -----------------------------------------------------------------------------------------------------O Sr. Paulo Pisco pergunta de onde foi retirada a verba que será transferida para esta rúbrica, tendo o Sr. Presidente respondido que se trata de uma revisão, com inscrição de uma nova rubrica e apenas nas alterações é que se verifica a transferência de verbas. ---------------------- Deliberação De acordo com o disposto no n.º 2 alínea b) do artigo 53.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com a redação da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, a Assembleia Municipal deliberou por maioria, com 6 (seis) abstenções do PS e PSD, 1 (um) voto a favor do PS, 1 (um) a favor do BE e 16 (dezasseis) a favor da CDU, aprovar a primeira alteração ao Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos da Câmara Municipal. ------------------------------------------------ 2.3. REPARTIÇÃO DE ENCARGOS COM ABERTURA DE PROCEDIMENTOS REFERENTES A DESPESAS QUE DÃO LUGAR A ENCARGOS ORÇAMENTAIS EM MAIS DE UM ANO ECONÓMICO De acordo com a deliberação proferida na reunião da Câmara Municipal realizada no dia 12 do corrente mês de junho, e que a seguir se transcreve, solicita-se que seja apreciado na próxima sessão ordinária desse Órgão Deliberativo, o assunto designado em epígrafe: «Repartição de encargos com abertura de procedimentos referente a despesas que dão lugar a encargos orçamentais em mais de um ano económico A Subunidade de Aprovisionamento, em informação datada de 7 de junho, ao abrigo do n.º 1 do artigo 6.º da Lei 8/2012, de 21 de fevereiro, em complemento com o estipulado no art.º 22.º do Decreto-Lei 197/99, de 8 de junho, propõe que seja solicitado à Assembleia Municipal, a autorização prévia para a seguinte repartição de encargos: 22 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Aquisição de Serviços em regime de avença para: 1. Acompanhamento, gestão e execução de atividades na área da gestão financeira e de suporte administrativo a equipamentos e projetos criativos e culturais, nomeadamente o Programa “Conviver na Arte – Jovens Criadores” Valor do contrato: 24.354,00€, Valor para 2013: 8.118,00€ Valor para 2014: 16.236,00€ Conforme declaração de cabimento de verba abaixo indicada 23 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 2. Acompanhamento e suporte administrativo a equipamentos e projetos criativas e culturais, nomeadamente o Programa “Conviver na Arte – Jovens Criadores” Valor do contrato: 15.498,00€ Valor para o ano de 2013: 5.166,00€ Valor para 2014: 10.332,00€ Conforme declaração de cabimento de verba abaixo indicada 24 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 25 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho 3. Direção do Musibéria e coordenação de projetos complementares Valor do contrato: 66.600,00€ Valor para o ano de 2013: 22.200,00€ Valor para o ano de 2014: 44.400,00€ Conforme declaração de cabimento de verba abaixo indicada 26 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Refere ainda aquela Subunidade que, de harmonia com o disposto no art.º 22, nº1 e nº6 do DL 197/99 de 8 de Junho, a abertura de procedimentos relativa a despesas que deem lugar a encargo orçamental em mais de um ano económico, ou em ano que não seja o da sua realização, e que não se encontrem inscritos em planos ou programas plurianuais legalmente aprovados, deve merecer a aprovação do respetivo órgão deliberativo. Assim, considerando os procedimentos de Transportes Escolares dos Circuitos Especiais para o próximo ano letivo de 2013/2014, submete à reunião de Câmara, como proposta para aprovação da Assembleia Municipal, a repartição de encargos de verbas para o ano de 2014, respeitante aos circuitos que constam do mapa que se segue: Transportes Escolares para os Circuitos Especiais - Ano Letivo 2013/2014 Repartição de Encargos Circuito Especial Valor Global S/ IVA Valor Global C/ IVA 2013 2014 Nº Seq. de cabimento Valor S/ IVA Valor C/ IVA Valor S/ IVA Valor C/ IVA I 6.904,58 € 7.318,85 € 2.683,13 € 2.844,11 € 4.221,45 € 4.474,74 € 2790 II 5.881,48 € 6.234,37 € 2.285,55 € 2.422,68 € 3.595,93 € 3.811,69 € 2764 III 1.952,33 € 2.069,47 € 758,68 € 804,20 € 1.193,65 € 1.265,27 € 2765 IV 2.993,21 € 3.172,81 € 1.163,17 € 1.232,96 € 1.830,05 € 1.939,85 € 2766 V 2.535,98 € 2.688,14 € 985,48 € 1.044,61 € 1.550,50 € 1.643,52 € 2767 VI 6.418,22 € 6.803,31 € 2.494,13 € 2.643,77 € 3.924,09 € 4.159,54 € 2768 VII 5.085,94 € 5.391,09 € 1.976,40 € 2.094,98 € 3.109,54 € 3.296,11 € 2769 VIII 6.023,92 € 6.385,35 € 2.340,90 € 2.481,35 € 3.683,02 € 3.904,00 € 2770 27 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho IX 5.475,02 € 5.803,53 € 2.127,60 € 2.255,26 € 3.347,42 € 3.548,27 € 2771 X 3.714,44 € 3.937,31 € 1.443,44 € 1.530,04 € 2.271,01 € 2.407,27 € 2772 XI 5.263,11 € 5.578,90 € 2.045,25 € 2.167,97 € 3.217,86 € 3.410,93 € 2773 XII 6.314,00 € 6.692,83 € 2.453,63 € 2.600,84 € 3.860,37 € 4.091,99 € 2774 XIII 3.262,13 € 3.457,86 € 1.267,67 € 1.343,73 € 1.994,46 € 2.114,13 € 2775 XIV 4.606,52 € 4.882,92 € 1.790,10 € 1.897,51 € 2.816,42 € 2.985,41 € 2776 XV 3.391,74 € 3.595,24 € 1.318,03 € 1.397,12 € 2.073,71 € 2.198,13 € 2777 XVI 1.709,73 € 1.812,31 € 664,40 € 704,27 € 1.045,33 € 1.108,05 € 2778 XVII 1.709,73 € 1.812,31 € 664,40 € 704,27 € 1.045,33 € 1.108,05 € 2779 XVIII 3.096,94 € 3.282,76 € 1.203,47 € 1.275,68 € 1.893,47 € 2.007,07 € 2780 XIX 3.145,37 € 3.334,09 € 1.222,29 € 1.295,63 € 1.923,08 € 2.038,46 € 2781 XX 4.816,70 € 5.105,70 € 1.871,78 € 1.984,08 € 2.944,93 € 3.121,62 € 2782 XXI 3.145,37 € 3.334,09 € 1.222,29 € 1.295,63 € 1.923,08 € 2.038,46 € 2783 XXII 2.929,96 € 3.105,76 € 1.138,59 € 1.206,90 € 1.791,38 € 1.898,86 € 2784 XXIII 1.692,97 € 1.794,55 € 657,89 € 697,36 € 1.035,08 € 1.097,18 € 2785 XXIV 4.021,16 € 4.262,42 € 1.562,63 € 1.656,38 € 2.458,53 € 2.606,04 € 2786 XXV 4.356,40 € 4.617,78 € 1.692,90 € 1.794,47 € 2.663,50 € 2.823,31 € 2787 XXVI 4.123,64 € 4.371,06 € 1.602,45 € 1.698,60 € 2.521,19 € 2.672,46 € 2788 XXVII 1.620,33 € 1.717,55 € 629,66 € 667,44 € 990,67 € 1.050,11 € 2789 Aos valores acima discriminados foi aplicada a redução remuneratória prevista no artigo 19.º da LOE 2011, aplicável por força do artigo 27.º da Lei 66-B/2012, de 31 de dezembro, que aprovou o Orçamento de Estado de 2013. Deliberação De acordo com o disposto no n.º 1 do artigo 6.º da Lei 8/2012, de 21 de fevereiro, em complemento com o estipulado no art.º 22.º do Decreto-Lei 197/99, de 8 de junho, a Câmara Municipal deliberou, por maioria, com três abstenções dos eleitos do Partido Socialista, submeter à aprovação da Assembleia Municipal, a repartição de encargos para o ano de 2014, respeitante às três aquisições de serviços, em regime de avença, acima descritas e aos circuitos especiais dos transportes escolares, para o ano letivo de 2013/2014. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Declaração de voto dos Vereadores do PS Os senhores vereadores do PS esclarecem que se abstêm na votação deste assunto, pelo facto do mesmo incluir o processo respeitante às três aquisições de serviços em regime de avença, uma vez que também optaram pela abstenção, aquando do pedido de autorização prévia para este mesmo assunto. Caso este ponto da ordem de trabalhos estivesse subdividido, teriam votado favoravelmente o pedido de autorização para a repartição de encargos para os circuitos especiais dos transportes escolares, uma vez que votaram favoravelmente a abertura dos procedimentos de ajuste direto para a aquisição destes serviços.» 28 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Deliberação A Assembleia Municipal deliberou, por maioria, com 6 (seis) abstenções do PS e PSD, 1 (um) voto a favor do PS, 1 (um) a favor do BE e 16 (dezasseis) a favor da CDU, de harmonia com o n.º 1 do artigo 6.º da Lei 8/2012, de 21 de fevereiro, em complemento com o estipulado no art.º 22.º do Decreto-Lei 197/99, de 8 de junho, aprovar a repartição de encargos para o ano de 2014, respeitante às aquisições de serviços em regime de avença e aos circuitos especiais dos transportes escolares, para o ano letivo de 2013/2014. ---------------------------------------------2.4. PROPOSTA DE RENOVAÇÃO DE CONTRATOS Solicita o Órgão Executivo que seja apreciado na próxima sessão da Assembleia Municipal, o assunto respeitante à renovação de contratos, de acordo com a deliberação proferida na reunião da Câmara Municipal, realizada no dia 12 do corrente mês de junho e cujo teor a seguir se transcreve: «Proposta de renovação de contratos De acordo com a informação prestada pela Divisão de Gestão e Desenvolvimento dos Recursos Humanos, datada de 5 do corrente mês de junho, o Sr. Presidente apresenta a seguinte proposta: «Nos termos do artigo 59º da Lei 66-B/2012 de 31 de dezembro, os municípios estão impedidos de proceder à renovação de contratos de trabalho a termo resolutivo. No entanto este impedimento poderá ser excecionalmente afastado mediante autorização da Assembleia Municipal, desde que se verifiquem os requisitos cumulativos plasmados no n.º 3 do citado artigo: 1- Existência de relevante interesse público na renovação; carência dos recursos humanos no setor de atividade do recrutamento; evolução global dos recursos humanos; ( al. a) 2- Impossibilidade de satisfação das necessidades de recrutamento por recurso de pessoal colocado em situação de mobilidade especial ( al. b) 3- Demonstração que os encargos com as renovações estão previstos em orçamento. ( al. c) ). 4- Demonstração do cumprimento das medidas de redução mínima de 2%. ( al. d) ) 5- Cumprimento pontual e integral dos deveres de informação previstos na L. 57/2011 de 28 de novembro. ( al. f). 6- Parecer prévio. ( al. e) 1- Existência de relevante interesse público na renovação dos contratos a) A renovação deste contrato (área funcional de apoio aos equipamentos municipais, designadamente ao parque de campismo) prende-se com a necessidade de se assegurar o serviço de atendimento ao público e salvaguarda da segurança dos utilizadores nos turnos, não passíveis de preenchimento, situação que se agrava nas folgas dos três trabalhadores afetos e respetivas férias. b) A renovação deste contrato na área funcional da limpeza justifica-se face ao aumento excecional de trabalho devido ao conjunto de equipamentos municipais de que a Câmara Municipal é detentora. c) A renovação deste contrato da área funcional de serviços gerais no apoio aos equipamentos desportivos justifica-se pela continuidade de assegurar, sem comprometer o interesse público, os serviços de atendimento, limpeza exterior e interior, no parque desportivo e pavilhão Carlos Pinhão e quando necessário no relvado natural. d) A renovação deste contrato da área funcional de apoio administrativo ao setor de expediente é necessária considerando que este serviço tem afeto duas trabalhadoras, considerando-se necessária a permanência de uma terceira para que seja prosseguido os fins que pretende atingir, que se prendem com o registo e criação de entidades, respetiva alteração e consulta, bem como a expedição dos documentos e seu arquivo. Os registos efetuados são materializados na aplicação informática SGA, podendo confirmar-se que no 29 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho e) ano de 2012 deram entrada 12019 documentos e foram expedidos 10378, pelo que se considera de relevante interesse público a renovação deste contrato para o desempenho da atividade de expedição de correspondência, registo de entidades e arquivo de documentos. A renovação deste contrato (área funcional de apoio administrativo ao GAP) prende-se com a necessidade de uma resposta mais eficaz às necessidades, quer do executivo, quer de todos os serviços do Município, havendo a necessidade de ter os recursos humanos com o correspondente perfil. Carência dos recursos Humanos no setor de atividade do recrutamento a) É manifesta a carência de pessoal para o exercício da atividade na receção do parque de Campismo de Serpa, que acaso não se renove este contrato, apenas funcionará com três recursos humanos afetos, para preenchimento diário de 3 turnos, num período de funcionamento 9h-23h, todos os dias da semana. b) É manifesta a carência de pessoal para o exercício das funções de limpeza e conservação das instalações deste Município. c) Nos equipamentos desportivos, tendo em conta o empenho, sentido de responsabilidade e motivação pessoal do contratado, é um recurso importante para continuar no sentido da melhoria contínua do serviço e sem este recurso não se assegura o serviço necessário, comprometendo seriamente o mesmo. d) Justifica-se mais pessoal no serviço de expediente, considerando ainda que o tratamento de documentos do arquivo não tem sido assegurado com regularidade em virtude da ausência de uma trabalhadora por doença, durante vários meses e de outra que cessou funções nesta autarquia, pelo que a renovação do mencionado contrato se trata de uma situação de carência de recursos humanos e) É manifesta a carência de pessoal para o exercício das funções de apoio administrativo (GAP) aos Vereadores e Presidente de Câmara, atendendo ao grande volume de trabalho existente, designadamente: encaminhamento de documentos, verificação e encaminhamento da correspondência diária, elaboração de ofícios e informações diversas, organização de documentação, atendimento ao público e aos serviços internos. EVOLUÇÃO GLOBAL DOS RECURSOS HUMANOS NA AUTARQUIA Número de Trabalhadores a 31de Dezembro dos anos: 2008 329 (ano de referência) 2009 386 Aumentou 17.33% 2010 324 Diminuiu 16.06% 2011 369 Aumentou 13.89% 2012 339* Diminuiu 8,13% *O nº.5 do artigo 59º da LOE 2013 vem referir que os trabalhadores afetos a atividades objeto de transferência da administração central para a local, no domínio da educação não são considerados para efeitos de redução. 2-Impossibilidade de satisfação das necessidades de recrutamento por recurso de pessoal colocado em situação de mobilidade especial (al. b)- Conforme anexos 1 e 2 não foram encontrados registos, quer para Mobilidade Voluntária, quer para funcionários em SME. 3 - Demonstração que os encargos com as renovações estão previstos em orçamento A Divisão de Gestão Financeira e Patrimonial informa que, nos termos do artigo 59.º n.º 3, alínea c) da LOE 2013, os encargos com as renovações em causa estão previstos no orçamento para o ano 2013 na rubrica 02/01.01.06.01, cujo saldo disponível na presente data é de 58.093,62 €. ----------------------------------------4- Demonstração do cumprimento das medidas de redução mínima de 2%. 30 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho De acordo com o artigo 65.º da LOE para 2013, o município deverá reduzir 2% do número de trabalhadores face aos existentes em 31 de dezembro de 2012, que no nosso caso corresponderá a 7 trabalhadores. No entanto o n.º 5 do citado artigo vem referir que os trabalhadores afetos a atividades objeto de transferência da administração central para a local, no domínio da educação não são considerados para efeitos de redução. Assim, prevê-se o cumprimento de redução dos 2% através de 1 aposentação por limite de idade (70 anos); caducou em abril, por insusceptibilidade de renovação 1 contrato a termo certo; 1 cessação de contrato em funções públicas; 1 licença em remuneração com perda de lugar no Mapa de pessoal; 1 falecimento; 7 pedidos de aposentação voluntária antecipada, que deram entrada na Caixa Geral de Aposentações no ano transato. No entanto, temos ainda contratos a termo certo que podem assegurar a redução a que estamos obrigados. 5- Cumprimento pontual e integral dos deveres de informação previstos na L. 57/2011 de 28 de novembro. Tem sido cumprido pontual e integralmente a informação à DGAL, pela aplicação SIIAL, tal como pode ser comprovado através da respetiva página eletrónica. 6-Parecer prévio As necessidades de renovação dos contratos supra referidos foram elaboradas pelos respetivos responsáveis dos serviços, servindo estas de base para as fundamentações acima transcritas. Nome: Ana Maria Fava Parreira Categoria Assistente Operacional Área Funcional Apoio aos equipamentos municipais, designadamente ao parque de campismo. Serviços gerais - limpeza Maria dos Prazeres Seleiro Morgado Chorão Assistente Operacional Bento Manuel Almeida Godinho Assistente Operacional Serviços gerais de apoio aos equipamento desportivos Maria Celeste Teixeira Moreno Assistente Operacional Apoio administrativo ao setor de expediente Sílvia Maria Franco Murta Assistente Operacional Apoio administrativo ao GAP (Gabinete de Apoio à Presidência)» Deliberação Face ao exposto, a Câmara Municipal deliberou, por maioria, com três abstenções, por parte dos eleitos do Partido Socialista, solicitar autorização à Assembleia Municipal para a renovação dos cinco contratos acima indicados, respeitantes à categoria de assistente operacional.» ---------------------------------------------- Deliberação Não se registando inscrições para uso da palavra, foi o assunto colocado a votação, tendo sido deliberado por maioria, com 5 (cinco) abstenções do PS e os seguintes votos a favor: 1 (um) PS, 1 (um) BE, 1 (um) PSD e 16 (dezasseis) CDU, autorizar a renovação dos cinco contratos a seguir indicados, respeitantes à categoria de assistente operacional: Categoria Área Funcional Assistente Operacional Apoio aos equipamentos municipais, designadamente ao parque de campismo. Serviços Gerais - Limpeza Assistente Operacional 31 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Assistente Operacional Serviços gerais de apoio aos equipamentos desportivos Assistente Operacional Apoio administrativo ao setor de expediente Assistente Operacional Apoio administrativo ao GAP (Gabinete de Apoio à Presidência) 2.5. PROPOSTA DE ALTERAÇÃO AO CÓDIGO DE REGULAMENTO E POSTURAS DO MUNICÍPIO DE SERPA De acordo com a deliberação proferida na reunião da Câmara Municipal realizada no dia 12 do corrente mês de junho e que a seguir se transcreve, solicita o Órgão Executivo que seja apreciado o assunto respeitante à alteração ao Código de Regulamento e Posturas do Município de Serpa, decorrente da alteração da periodicidade de leitura dos contadores de medição de consumo de água: «Alteração ao Código de Regulamento e Posturas do Município de Serpa, decorrente da alteração da periodicidade de leitura dos contadores de medição de consumo de água Na sequência de deliberação do Órgão Executivo realizada em 20 de fevereiro de 2013 foi publicitado o seguinte edital no Diário da República nº 52, 2º série, de 14 de março de 2013, no site da autarquia e demais locais públicos, dando a conhecer a proposta de alteração ao Código de Regulamentos e Posturas do Município de Serpa: «Na sequência de deliberação do Órgão Executivo realizada em 20 de fevereiro de 2013 foi publicitado o seguinte edital no Diário da República nº 52, 2º série, de 14 de março de 2013, no site da autarquia e demais locais públicos, dando a conhecer a proposta de alteração ao Código de Regulamentos e Posturas do Município de Serpa: EDITAL Tomé Alexandre Martins Pires - Presidente da Câmara Municipal de Serpa, e nessa qualidade representante do Município, pessoa coletiva nº501.112.049, torna público que, foi aprovado em reunião de câmara, realizada em 20/02/2012, a proposta de alteração aos artigos 325º e 329º do Código de Regulamentos e Posturas do Município de Serpa, publicado no Diário da República,2ª série,nº107,de 2 de junho de 2010,de acordo com o disposto no artigo 64º nº 6 da Lei nº169/99,de 18 de setembro e que, nos termos dos artigos 117 º e 118º do Código do Procedimento Administrativo, é submetido para apreciação pública, para recolha de sugestões, pelo prazo de 30 dias, a contar da data da publicação do presente edital no Diário da República,2º série. Os interessados poderão dirigir, por escrito, as sugestões à Câmara Municipal, Praça da República, 7830-389 Serpa, podendo estas ser enviadas por carta registada, entregues pessoalmente ou remetidas por correio eletrónico [email protected]. Para os devidos efeitos, se publica o presente Edital, que será afixado nos lugares de estilo e no site www.cm-serpa.pt. A presente proposta será sujeita a aprovação da Assembleia Municipal, nos termos da alínea a) do nº2 do artigo 53º da Lei nº 169/99, de 18 de setembro, com redação dada pela Lei nº 5A/2002, de 11 de janeiro. Serpa, 7 de março de 2013. O Presidente da Câmara Tomé Alexandre Martins Pires. 32 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Alteração ao Código de Regulamentos e Posturas do Município de Serpa Nota Justificativa A realização das leituras dos contadores de fornecimento de água, com periodicidade de 4 meses e a obrigatoriedade da leitura do contador uma vez por ano, não tem sido facilitadora da resolução de problemas relacionados com os consumos de água excessivos, por motivos de rotura nas canalizações ou outros factos alheios aos consumidores, não suportados, em grande parte, por estes; não tem contribuído para evitar consumos elevados, não detetados pelo consumidor atempadamente; não tem facilitado o esclarecimento da faturação, em caso de dúvidas; não tem contribuído para diminuir o número de faturas não pagas, findo o contrato, dado que são emitidas faturas ainda nos 4 meses seguintes e, não tem proporcionado satisfação ao cliente. A alteração do prazo de leitura dos contadores visa adaptar os procedimentos às disposições legais em vigor, artigos 67º e 68º do DecretoLei nº 194/2009, de 20 de agosto e recomendações da ERSAR. A Câmara Municipal deliberou, em reunião realizada em 20/02/2013, nos termos do artigo 64º, nº6 da Lei nº 169/99 de 18 de setembro, aprovar a proposta de alteração dos artigos 325º e 329º do Código de Regulamentos e Posturas do Município de Serpa, que a seguir se transcreve: Artigo 325º -Avaliação do consumo «1- Sempre que, por indisponibilidade do utilizador, se revele por duas vezes impossível o acesso ao instrumento de medição por parte da entidade gestora, esta deve avisar o utilizador, por carta registada ou meio equivalente, da data e intervalo horário, com amplitude máxima de duas horas de terceira deslocação a fazer para o efeito, assim como da comunicação da suspensão do fornecimento no caso de não ser possível a leitura. 2- Nos períodos em que não haja leitura, o consumo é estimado: a) Em função do consumo médio apurado entre duas últimas leituras reais efetuadas pela entidade gestora; b) Em função do consumo médio de utilizadores com características similares no âmbito do território municipal verificado no ano anterior na ausência de qualquer leitura subsequente à instalação do contador. Artigo 329º - Periodicidade de leitura «1- As leituras dos consumidores serão efetuadas de 2 em 2 meses em toda a extensão do sistema de distribuição do Município, em conformidade com informação a divulgar pela Câmara Municipal. 2- A entidade gestora deve proceder à leitura real dos instrumentos de medição por intermédio de agentes devidamente credenciados, com uma frequência mínima de duas vezes por ano e com um distanciamento máximo entre duas leituras consecutivas de oito meses. 3- A apresentação de reclamação escrita alegando erros de medição do consumo de água, suspende o prazo de pagamento da respetiva fatura caso o utilizador solicite a verificação extraordinária do contador após ter sido informado da tarifa aplicável.» A Divisão de Atendimento e Suporte Administrativo, em informação datada de 28 de maio, refere que não foram apresentadas reclamações ou sugestões sobre o assunto. Deliberação Face ao exposto, de acordo com o disposto nos artigos 64.º nº 6 alínea a) e 53.º nº 2 alínea a), ambos da Lei nº 169/99, de 18 de setembro, com alteração dada pela Lei 5-A/2002, de 11 de janeiro, a Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, submeter à aprovação da Assembleia Municipal a alteração ao Código de Regulamento e Posturas do Município, decorrente da alteração da periodicidade da leitura dos contadores de medição de consumo de água». ---------------------------------------------------------------------- 33 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho Deliberação Não se verificaram intervenções sobre o assunto, tendo a Assembleia Municipal deliberado, por unanimidade, de acordo com o disposto no artigo 53.º nº 2 alínea a) da Lei nº 169/99, de 18 de setembro, com alteração dada pela Lei 5-A/2002, de 11 de janeiro, aprovar a alteração ao Código de Regulamento e Posturas do Município, decorrente da alteração da periodicidade da leitura dos contadores de medição de consumo de água. ------------------------- 3. PERÍODO DE “INTERVENÇÃO DO PÚBLICO” Neste período de intervenção do público, inscreveu-se o Sr. Mário de Jesus, residente em Serpa, para retomar um assunto que já apresentou numa anterior sessão da Assembleia Municipal e que diz respeito à situação dos animais abandonados. Entregou um dossier com o assunto relativo aos direitos dos animais, ao Sr. Presidente da Câmara e aos representantes do BE, PSD e PS e solicita a sua apreciação, tendo em vista resolver a situação desses animais, uma vez que considera que a AMALGA não é a melhor solução, por considerar que é um canil para abate de animais. Referiu ainda que ele próprio e mais algumas pessoas costumam alimentar os animais abandonados e já conseguiram donos para cerca de 10 animais, mas verifica-se cada vez mais situações de abandono de animais cujos donos são pessoas idosas, que deixam de ter condições para os manter. Manifestou ainda a sua discordância pelo facto de ter sido aprovado o regulamento das hortas comunitárias, com a proibição, prevista no artigo 9.º, de levar animais para essas hortas, exceto os cães guias. Considera que isso denota o pouco interesse que existe pelos animais e além disso, as próprias pessoas que trabalham nas hortas podem ter animais e gostariam de os levar consigo. ------------------------------------------------------------------------------------------------ A Srª Presidente da Assembleia referiu o facto de, infelizmente, existir por parte de muitos cidadãos, muita falta de civismo, porque o abandono dos animais é um grande problema e talvez a atuação passe pela informação e pela fiscalização das situações e embora não se possa resolver tudo, poderá minorar o problema. Em relação à AMALGA, diz que não considera que seja um canil de abate, poderá haver situações em que isso aconteça, mas já se socorreu pessoalmente daquele canil e não foi isso que viu. ---------------------------------------------------- O Sr. Presidente da Câmara disse que iria verificar com toda a atenção o documento que foi entregue pelo munícipe e em relação ao canil/gatil da AMALGA, embora não seja a melhor solução, foi a solução possível encontrada pelos municípios associados, mas pode-se sempre trabalhar para tentar uma melhor solução. Sobre o regulamento das eco-hortas comunitárias, refere que, à semelhança de todos os regulamentos, ele foi submetido a uma fase de discussão pública antes da sua aprovação, 34 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho permitindo assim que qualquer pessoa pudesse apresentar propostas de alteração e não chegou a ser apresentada qualquer sugestão ou reclamação. -------------------------------------------- APROVAÇÃO EM MINUTA A presente ata foi aprovada em minuta, por unanimidade, no final da reunião, nos termos do n.º 3 do artigo 92º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro e para efeitos do disposto no n.º 4 do artigo 92º do citado diploma legal, na parte respeitante aos seguintes assuntos: ----------------- Primeira revisão ao Orçamento e Plano Plurianual de Investimentos Repartição de encargos com abertura de procedimentos referentes a despesas que dão lugar a encargos orçamentais em mais de um ano económico Proposta de renovação de contratos Proposta de alteração ao Código de Regulamento e Posturas do Município de Serpa A Srª Presidente da Mesa declarou encerrada a presente sessão, eram 20H00, da qual para constar, se lavrou a presente ata, nos termos do n.º 2 do artigo 92.º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro e n.º 3 do art.º 39.º do Regimento da Assembleia, que eu, Anabela Baleizão Cataluna, Técnica Superior, nomeada por despacho do Presidente da Câmara, datado de 22 de outubro de 2009, para secretariar as reuniões do Órgão Deliberativo, redigi e subscrevo. -------- A Presidente _________________________ (Sara de Guadalupe Abraços Romão) A Secretária _____________________ (Anabela Baleizão Cataluna) 35 2013 Ata n.º 3 – 28 de junho DOCUMENTOS QUE SE ARQUIVAM EM PASTA ANEXA À ATA SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL REALIZADA NO DIA 28 DE JUNHO DE 2013 ANEXO 1 – RESUMO DO EXPEDIENTE ANEXO 2 – RELATÓRIO DO PRESIDENTE SOBRE A ATIVIDADE DO MUNICÍPIO - N.º 3/2013 36