Planejamento e Estratégia Empresarial II-Introdução Introdução ao Planejamento Estratégico Professor: José Alexandre C. Alves (MSc) • Professor da Escola Superior de Polícia Militar (ESPM) das cadeiras de Gestão. • Professor da Universidade Petrobrás (UP-RJ), nos cursos de Desenvolvimento Gerencial. • Professor de disciplinas de Administração em diversos cursos preparatórios de concursos públicos. • Consultor empresarial pela Trevisan-RJ/SP e Senac Escola de Negócios; • Consultor Empresarial, tendo desenvolvido diversos projetos em instituições públicas e privadas. 3 • Graduado em Administração, Pós-Graduado em Análise de Sistemas(Unesa); Pós-Graduado em Administração de Sistemas de Informação (UFF); Especialista em Estudo do Trabalho e Organização Empresarial-Industrial p Engineer g ((REFA-BrasilAlemanha); Mestre em Administração –UFF; Mestre em Ciência da Informação (Gestão da informação e Conhecimento-IBICT-MCT-UFF). • Professor universitário em nível de graduação e pós-graduação, tendo atuado em diversas universidades como UFF, CEFET, FGV, 2 UCAM,UNESA. Planejamento e Processo Administrativo 1 O processo administrativo na organização Planejamento é: Ambiente externo Planejamento • Função Administrativa (parte do processos administrativo); d i i t ti ) Entradas Insumos • Decidir antecipadamente sobre objetivos, utilizando recursos, através de estratégias; Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados Organização • Definir Estratégias •Definir Recursos • Formular objetivos • Definir os planos para alcançar os objetivos • Programar as atividades • Dividir o trabalho • Designar as atividades • Agrupar as atividades em órgãos e cargos • Alocar recursos • Definir autoridade e responsabilidade Direção • Designar as pessoas (pessoas certas nos lugares certos) • Coordenar os esforços • Comunicar Liderar • Direcionar pessoas Organização Saídas Resultados Direção ORGANIZAÇÃO 5 O Processo Administrativo Planejamento Controle Ciclo clássico PEC - Planejamento-Execução-Controle Controle Planejamento • Monitorar o desempenho • Avaliar o desempenho • Ação corretiva •Ação Preventiva Controle Ações Corretivas Ações preventivas Execução Controle: Desvios 8 2 Princípios Gerais do Planejamento Princípios Gerais do Planejamento: • São quatro os princípios gerais para os quais os executivos devem estar atentos: • O princípio da contribuição aos objetivos e, nesse aspecto, o planejamento deve, sempre, visar os objetivos máximos da empresa. • No processo de planejamento devem-se hierarquizar os objetivos estabelecidos e procurar alcançá-los em sua totalidade, tendo em vista a interligação entre eles. Princípios Gerais do Planejamento: • O princípio da pendência do planejamento, correspondendo a uma função administrativa que vem antes das outras (organização, direção e controle). • Na realidade, é difícil separar e sequenciar as funções administrativas, mas pode-se considerar que, de maneira geral, o planejamento “do que e como vai ser feito” aparece no início do processo administrativo. Como conseqüência, o planejamento assume uma situação de maior importância no 11 processo administrativo das empresas. Princípios Gerais do Planejamento: • O princípio das maiores influências e abrangências, pois o planejamento pode provocar uma série de modificações nas características e atividades da empresa. Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados 12 3 Princípios Gerais do Planejamento: Planejamento Provoca modificações em Pessoas Tecnologia Modificações provocadas pelo planejamento. Estrutura 13 Partes do Planejamento Partes do Planejamento •De forma geral e independentemente da metodologia utilizada, alguns aspectos básicos devem ser considerados em qualquer planejamento: •Planejamento dos fins: especificação do estado futuro desejado. Dependendo dos níveis organizacionais, definimos a visão, a missão, os propósitos, os objetivos funcionais, os desafios e as metas. Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados • O princípio das maiores eficiência, eficácia e efetividade. • O planejamento l j t deve d procurar maximizar i i os resultados e minimizar as deficiências apresentadas pelas empresas. • Através desses aspectos, o planejamento procura proporcionar à empresa uma situação de 14 eficiência, eficácia e efetividade. 15 • Planejamento dos meios: proposição de caminhos para a empresa chegar ao estado futuro desejado, por exemplo pela expansão da capacidade produtiva de exemplo, uma unidade e/ou diversificação de produtos. – Aqui tem‐se a escolha de macroestratégias, estratégias, políticas, procedimentos e processos. Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados 16 4 Partes do Planejamento • Planejamento dos recursos: dimensionamento de recursos humanos, tecnológicos e materiais, bem como a determinação ç da origem g e aplicação p ç de recursos financeiros. -Aqui se tem o estabelecimento de programas, projetos e planos de ação necessários ao alcance do futuro desejado. • Planejamento da implantação e do controle: corresponde à atividade de planejar o acompanhamento da implantação 17 do empreendimento. Considerações Importantes • O planejamento não é um ato isolado. Portanto, deve ser visualizado como um processo composto de ações inter-relacionadas e interdependentes que visam o alcance de objetivos previamente estabelecidos. Considerações Importantes • O planejamento não diz respeito a decisões futuras mas às implicações futuras de decisões futuras, presentes (Drucker, 1962). • Portanto, aparece como um processo sistemático e constante de tomada de decisões, cujos efeitos e consequências deverão ocorrer no futuro. Considerações Importantes • O resultado final do processo de planejamento é o plano, sendo que este deve ser desenvolvido “pela” empresa e não “para” a empresa; • Se não for respeitado esse aspecto, têm-se planos inadequados para a empresa, bem como níveis de resistência e de descrédito efetivos para sua implantação. 5 Abordagem Múltipla: Os Níveis da Organização • As organizações se defrontam com uma multiplicidade de problemas que são classificados e categorizados para que sua responsabilidade por sua solução seja atribuída a diferentes níveis hierárquicos da organização. Planejamento e Níveis Organizacionais • Assim, as organizações se desdobram em três níveis hierárquicos, a saber: Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados 22 Nível estratégico (institucional) Nível estratégico (institucional) • É o nível organizacional mais elevado, composto pelos dirigentes ou de altos funcionários; • Lida com os assuntos relacionados com o longo prazo e com a totalidade da organização. • É também denominado nível institucional, pois é o responsável pela definição do negócio, missão, visão, dos macro objetivos e das macro estratégias organizacionais; • É o nível que se relaciona com o ambiente externo da organização (foco externo). Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados 23 24 6 Nível tático (gerencial) • É o nível intermediário, situado entre o nível estratégico e o nível operacional, cuidando do relacionamento e da integração desses dois níveis. • Uma vez tomadas as decisões no nível institucional, o nível í l gerencial i l é o responsável á l pela l sua transformação em planos e em programas para que o nível técnico os execute. • Trata do detalhamento dos problemas estratégicos, da captação dos recursos necessários para alocálos dentro das diversas áreas funcionais ou de responsabilidade. 25 Níveis organizacionais Nível Estratégico Nível Tático Nível Operacional Foco externo Missão, Visão, Macro objetivos Estratégias corporativas Foco interno alinhado ao externo Alocação de recursos de áreas de responsabilidades Nível operacional (técnico) • É o nível mais baixo da organização. Também denominado nível operacional, é o nível em que as tarefas são executadas, os programas são desenvolvidos e as técnicas são aplicadas. • É o nível que cuida da execução das operações e tarefas, é voltado ao curto prazo e segue os programas e rotinas desenvolvidos no nível gerencial. 26 Planejamento e Níveis Organizacionais 1 2 3 4 5 6 7 8 Foco interno Execução de rotinas 9 Nível Estratégico Pensar pela Empresa, planejamento de longo prazo. Visão Externa Mercado Decisões de Alto Impacto Objetivar a empresa como um todo Organizacional Nível Tático Planejamento de médio prazo Nível Operacional Curto Prazo Visão Interna Vinculada à externa Decisões de Médio impacto Decisões de menor impacto Objetivos Funcionais Objetivos setoriais-pessoais Visão Interna Menor que o estratégico Baixo Risco Certeza Informações detalhadas + detalhadas que o Tático Faz a Estruturação Operacionaliza as estratégias (dia-a-dia) Definição de Macro objetivos, Missão, Visão Demonstra ao nível operacional como agir; Alocação de recursos Coloca em prática o que foi definido Prazos mais longos que os demais tipos de planejamento < que o estratégico < que o Tático Alto risco / Incerteza Informação Resumida – compacta (alto valor agregado) Definir objetivos e recursos básicos para os gerentes do nível tático montarem a estrutura 28 7 Considerações PLANOS ESTRATÉGICOS • Os três tipos de planejamento coexistem e devem ser executados continuamente. • A atual era de descontinuidade provoca a necessidade de adaptabilidade rápida e oportuna por parte das empresas. • Os Ciclos de planejamento devem ser cada vez mais curtos e freqüentes. PLANOS FUNCIONAIS LANOS UNCIONAIS OU ADMINISTRATIVOS PLANOS OPERACIONAIS Definem a missão, o futuro e as formas de atuar no ambiente (produtos e serviços, clientes e mercados, vantagens competitivas), bem como os objetivos de longo prazo. Definem os objetivos j e cursos de ação ç das áreas funcionais (marketing, finanças, operações, recursos humanos) para realizar os planos estratégicos. Definem atividades, recursos e formas de controle necessários para realizar 30 os cursos de ação escolhidos. Elaboração dos Planos: Níveis Organizacionais Estratégico Tático Operacional PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Planejamento Mercadológico Planejamento Financeiro Planejamento de Produção Planejamento de Recursos Humanos Planejamento Organizacional Plano de preços e produtos Plano de despesas Plano de capacidade de produção Plano de recursos humanos Plano de sistemas Plano de promoção Plano de investimento Plano de controle de qualidade Plano de recrutamento e seleção Plano de estrutura organizacional Plano de vendas Plano de compras Plano de estoques Plano de treinamento Plano de rotinas administrativas Plano de distribuição Plano de fluxo de caixa Plano de utilização de mão-de-obra Plano de cargos e salários Plano de informações gerenciais Plano de pesquisas de mercado Plano orçamentário Plano de expedição de produtos Plano de capacitação interna Plano de comunicações Planejamento Estratégico 8 Mudanças ambientais‐Tendências C.K. Prahalad (in Competindo pelo Futuro): –Ambiente instável e heterogêneo (hiper competitivo); – Globalização; ç ; – Mudanças drásticas nas estruturas organizacionais (orientação para processos); – Outsourcing (Core Business); – Benchmarking; – Tecnologias integradas e Organizações integradas. – Fronteiras organizacionais incertas; 33 O que é o Planejamento Estratégico? •Processo abrangente que visa definir, baseado em estratégias específicas, o que a empresa deveria tornar-se, e como realizar melhor esse objetivo. objetivo •Essa ferramenta avalia todo o potencial da organização e associa claramente seus objetivos às estratégias e planos de ação, assim como aos recursos necessários para atingimento dos Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ mesmos; 34 Direitos Reservados Usos mais freqüentes do PE • Ter uma visão objetiva dos problemas gerenciais; • Entender os pontos fracos e fortes; • Melhorar a coordenação e controle das atividades; • Criar uma estrutura de referência ppara comunicação ç interna; • Ajudar a integrar o comportamento das pessoas ao esforço global; • Encorajar o pensamento prospectivo; • Prover cooperação na equipe para superar ameaças e aproveitar as oportunidades; • Atitude favorável frente às mudanças; 35 • Definir planos, metas e direcionamento da empresa. Processo de de Planejamento Estratégico 9 Processo do Planejamento Estratégico NEGÓCIO MISSÃO VISÃO ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS IMPLANTAÇÃO PRINCÍPIOS Entendimento do principal objetivo esperado pelo Cliente. Âmbito de atuação da organização. ANÁLISE DO AMBIENTE É a razão de existir da empresa no seu Negócio Explicitação do que se visualiza para a empresa, posição que ela quer ter no futuro. 37 É o que a empresa decide fazer e não fazer considerando o Ambiente, para concretizar Visão e atingir os Objetivos, respeitando os Princípios, visando cumprir a Missão no seu Negócio. Estruturação do processo de PE , considerando delegação de competências, processo de gerenciamento e execução OBJETIVOS Balizamentos para o processo decisório e o comportamento da empresa no cumprimento da sua Missão Conjunto de técnicas que permitem identificar e monitorar permanentemente as variáveis competitivas que afetam a performance da empresa São resultados que a empresa precisa alcançar em prazo determinado para concretizar sua Visão, sendo competitiva 38 no ambiente atual e futuro. Instrumentos Prescritivos e Quantitativos do PE Quantitativos do PE Estabelecimento de “ onde se quer chegar” e “como se quer chegar” CONTROLE FEEDBACK Prof. José Alexandre C. Alves (MSc) ‐ Direitos Reservados 39 10 Instrumentos Prescritivos do PE Instrumentos Quantitativos do PE • Explicitação do que deve ser feito para o direcionamento ao alcance dos propósitos estabelecidos dentro de sua missão. • Objetivos e metas; • Estratégias e Políticas; –Diretrizes: Conjunto de Objetivos, estratégias e políticas da empresa. • Projetos, programas e planos de ação; • Estruturas Organizacionais; • Projeções econômico-financeiras do planejamento p j orçamentário, ç devidamente associado à estrutura organizacional; • São necessários ao desenvolvimento de projetos, programas, planos de ação e atividades correlatas, interligando planos estratégicos, táticos e operacionais; 11