Universidade do Vale do Paraíba
Faculdade de Educação e Artes
CLEIDE OLIVEIRA DOS SANTOS
O uso de plantas medicinais pela população de São José dos Campos: espécies cultivadas para
o consumo x espécies adquiridas em casas de produtos naturais.
São José dos Campos, SP
2013
Cleide Oliveira dos Santos
O USO DE PLANTAS MEDICINAIS PELA POPULAÇÃO DE SÃO JOSÉ DOS
CAMPOS:
ESPÉCIES
CULTIVADAS
PARA
O
CONSUMO
X
ESPÉCIES
ADQUIRIDAS EM CASAS DE PRODUTOS NATURAIS.
Relatório
Final
apresentado
como
parte
das
exigências da disciplina Trabalho de Graduação à
Banca Avaliadora do Curso de Ciências Biológicas
da Faculdade de Educação e Artes da Universidade
do Vale do Paraíba.
Orientador (a): Prof.ª Me. Elisa Celeste Dreux.
São José dos Campos, SP
2013
CLEIDE OLIVEIRA DOS SANTOS
O USO DE PLANTAS MEDICINAIS PELA POPULAÇÃO DE SÃO JOSÉ DOS
CAMPOS:
ESPÉCIES
CULTIVADAS
PARA
O
CONSUMO
X
ESPÉCIES
ADQUIRIDAS EM CASAS DE PRODUTOS NATURAIS.
Relatório final apresentado como parte das exigências da disciplina Trabalho de Graduação à
Banca Avaliadora do Curso de Ciências Biológicas da Faculdade de Educação e Artes da
Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos, SP, pela seguinte banca
examinadora:
Orientador: Profª. Me. Elisa Celeste Dreux (Univap)_________________________________
Membros:
Prof. Me. Antonio Carlos Guimarães Prianti Junior(Univap)___________________________
Profª. Drª. Desire Spada dos Santos Frangioni (Univap)______________________________
Profª. Me. Karla Andressa Ruiz Lopes (Univap)____________________________________
Profª. Me. Elisa Celeste Dreux
São José dos Campos, 02 de dezembro de 2013.
DEDICATÓRIA
Dedico esse trabalho a memória do meu pai que nos deixou tão repentinamente e não pode
viver esse momento especial em minha vida.
Foi um grande exemplo de homem, pai, tio e amigo.
Te amo Pai!
AGRADECIMENTOS
Primeiramente a Deus, que me deu forças e saúde para completar essa etapa da minha vida,
iluminou meu caminho e me deu sabedoria para chegar até aqui.
A minha mãe Maria Aparecida que é a pessoa mais dedicada e exemplar que conheço. Que
me deu coragem e me apoiou nos momentos difíceis.
Agradeço também minha irmã que é parte de mim e me ajudou nas horas que eu mais
necessitei.
Ao meu querido pai Valdomiro (in memoriam) que de onde estiver está olhando e
intercedendo por mim sempre.
A minha orientadora que me atendeu e entendeu em todas as horas que solicitei sua ajuda, me
indicando o melhor caminho a seguir.
Aos professores da graduação que me ajudaram a crescer não somente como aluna, mas como
pessoa também, sou grata a todos vocês que proporcionaram essa grande conquista sem vocês
nada disso seria possível.
RESUMO
Etnobotânica por definição consiste no estudo das inter-relações diretas entre pessoas de
culturas viventes e plantas e seu meio; associada a fatores culturais e ambientais e as
concepções desenvolvidas por essas culturas sobre plantas e aproveitamento que se faz dela
(ALBUQUERQUE, 2005). O objetivo desse trabalho foi analisar a comercialização de
produtos naturais no comercio central da cidade de São José dos Campos – SP. Nas casas de
produtos naturais foram levantados dados através de observações e consulta aos funcionários
com questionamentos semi – estruturados. A análise realizada revelou que a população da
região utiliza – se de plantas medicinais adquiridas em casas de produtos naturais para o
tratamento de diversas enfermidades, onde as plantas mais citadas foram: alecrim
(Rosmarinus officinalis L.) (5%), chá verde (Camellia sinensis) (20%), chia(Salvia hispânica)
(10%), erva baleeira (Varronia verbenaceae) (5%), ginkgo(Ginkgo biloba) (10%), guaco
(Mikania globerata) (15%), linhaça (Linum usitatissimum) (15%), melissa (Melissa officinalis
L.) (15%), passiflora(Passiflora incarnata) (15%) e quinoa (Chenopodium quinoa) (15%).
Nos trabalhos científicos analisados, as plantas mais citadas foram: erva doce (Foeniculum
vulgare) (15%), erva cidreira (Hyptis suaveolens) (15%), camomila (Chamomilla recutita)
(14%), hortelã (Menta x piperita Var.citrata) (14%), melissa (Melissa officinalis L.) (11%),
boldo (Vernonia condensata) (11%), guaco (Mikania globerata) (10%), alecrim (Rosmarinus
officinalis L.) (7%) e romã (Punica granatum) (3%). (PASCHOAL. L; JOAQUIM, 2005).
Entre os aspectos observados nas casas de produtos naturais verificou – se que para a
aquisição dos produtos são levados em conta pelo cliente: o valor do produto, a influência da
mídia (falada e escrita) e hábitos familiares. Baseando – se nos resultados obtidos no
comércio local, pode – se afirmar que as plantas medicinais são utilizadas pela população de
São José dos Campos – SP.
Palavras chaves: etnobotânica, plantas medicinais, produtos naturais, antropologia, aspectos
culturais.
ABSTRACT
Ethnobotany by definition is the study of the direct inter - relationships between people and
cultures of living plants and their environment; linked to cultural and environmental factors
and concepts developed by these cultures on plants and use made of it ( ALBUQUERQUE ,
2005) . The aim of this study was to analyze the marketing of natural products trade in the
central city of São José dos Campos - SP . In the houses of some natural products data were
collected through observation and consultation to officials with questions semi - structured .
The analysis revealed that the region's population uses - medicinal plants is acquired in homes
of natural products for the treatment of various diseases , where the plants most cited were :
Rosemary (Rosmarinus officinalis L.) (5%), green tea (Camellia sinensis ) (20%), chia (Salvia
hispanica) (10%), whaling herb (Verbenaceae Varronia) (5%), ginkgo (Ginkgo biloba) (10%)
, guaco (Mikania globerata) (10%), linseed (Linum usitatissimum) (10%) , melissa (Melissa
officinalis L.) (10%), passionflower (Passiflora incarnata ) (10%) and quinoa (Chenopodium
quinoa) (10%). The literature studied the most cited plants were : Fennel ( Foeniculum
vulgare) (15%) , lemongrass (Hyptis suaveolens ) (15%) , chamomile ( Chamomilla recutita )
(14%) , mint (Menta x piperita Var.citrata) (14%), lemon balm (Melissa officinalis L.) (11%),
boldo (Vernonia condensata) (11%), guaco (Mikania globerata) (10%), rosemary
(Rosmarinus officinalis L.) (7%) and pomegranate (Punica granatum) (3%). (Paschoal. L et .
Al 2001) .
Among the features observed in the homes of natural products found - that the acquisition of
the products are taken into account by the client : the value of the product , the influence of
media ( spoken and written ) and family habits . Basing - the results obtained in the local
market, may - be said that medicinal plants are used by the population of São José dos
Campos - SP.
Key words : ethnobotany , medicinal plants , natural products , anthropology, cultural aspects
.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ...........................................................................................................9
1.1. Levantamentos etnobotânicos ..............................................................................9
1.2. A utilização de produtos naturais ......................................................................11
1.3. Urbanização e utilização de produtos naturais.................................................12
1.4. Produtos naturais: definição de escopo para fins do estudo...........................13
1.5. Contextualização do mercado.............................................................................13
2. OBJETIVO GERAL .................................................................................................15
3. MATERIAL E MÉTODO.........................................................................................16
4. RESULTADOS ..........................................................................................................17
5. DISCUSSÃO ..............................................................................................................22
6. CONCLUSÃO............................................................................................................24
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................25
APÊNDICE I ..................................................................................................................34
9
1
INTRODUÇÃO
1.1. Levantamentos etnobotânicos
O termo “Etnobotânica” apareceu pela primeira vez no meio acadêmico no final do
século XIX (SCHULTES; REIS, 1995; CLEMENT, 1998). Por definição consiste no estudo
das inter-relações direta entre pessoas de culturas viventes e plantas do seu meio. Aliam-se
fatores culturais e ambientais, bem como as concepções desenvolvidas por essas culturas
sobre plantas e aproveitamento que se faz delas. (ALBUQUERQUE, 2005).
O conhecimento tradicional sobre o uso de plantas é vasto e é, em muitos casos, um
recurso fácil e disponível que a população de diversas regiões ou idade tem a seu alcance. As
plantas usadas como remédio quase sempre tem posição predominante e significativa nos
resultados das investigações etnobotânicas de uma região ou grupo étnico (PHILLIPS;
GENTRY, 1993).
Os estudos etnobotânicos vão além do que pode pretender a investigação botânica,
uma vez que suas metas se concentram em torno de um ponto fundamental que é a
significação ou o valor cultural das plantas em determinada comunidade humana
(BARRERA, 1979).
O interesse acadêmico a respeito do conhecimento que estas populações detêm sobre
plantas e seus usos têm crescido, após a constatação de que a base empírica desenvolvida por
clãs ao longo de séculos pode, em muitos casos, ter uma comprovação científica, que
habilitaria a extensão destes usos à sociedade industrializada.
A etnobotânica aplicada ao estudo das plantas medicinais, como vem sendo praticada
modernamente, trabalha em estreita cumplicidade com outras disciplinas correlatas, como, por
exemplo, a etnofarmacologia. Também a antropologia médica, à medida que contextualiza o
uso das plantas dentro de um “sistema” médico, se é que pode chamar assim um corpo do
conhecimento que muitas vezes se dilui com o conhecimento próprio a outras instancias da
vida peculiar de um determinado grupo humano, traz sua contribuição ao entendimento da
utilização de plantas para fins curativos (DI STASI, 1996).
A abordagem etnobotânica é uma analise interativa entre o simbólico, o natural
(botânico) e o cultural. O conhecimento botânico desenvolvido por qualquer sociedade alia
mitos, divindades, espíritos, cantos, danças, tiros, no qual verificamos uma perfeita relação
dos três elementos mencionados anteriormente, onde o natural e o sobrenatural fazem parte de
uma única realidade (ALBUQUERQUE, 2005).
Em etnobotânica, o pesquisador necessita estar despojado das categorias culturais que
traz impregnado para melhor compreender a cultura que se observa de modo à facilmente
10
identificar as categorias emicas da sociedade que investiga. O emico e seu oposto (ético) são
conceitos derivados da antropologia. Uma categoria emica é interna, produzida e contemplada
dentro da própria cultura. O ético é externo, o ponto de vista do cientista (ALBUQUERQUE,
2005).
A pesquisa etnobotânica cresceu visivelmente na última década em muitas partes do
mundo, em especial na América Latina, e particularmente, em países como México, Colômbia
e Brasil (HAMILTON et al., 2003).
O papel que os povos tradicionais desempenham na exploração dos ambientes
naturais, é visível fornecendo informações sobre diferentes formas de manejo executadas no
seu cotidiano e usufruindo da exploração enquanto forma de sustentação desses povos. Assim,
diante da marcha da urbanização e das possíveis influencias da aculturação, é preciso resgatar
o conhecimento que a população detém sobre o uso de recursos naturais (PHILIPPS;
GENTRY, 1993).
O emprego de plantas medicinais na recuperação da saúde tem evoluído ao longo dos
tempos desde as formas mais simples de tratamento local, provavelmente utilizada pelo
homem das cavernas, até as formas tecnologicamente sofisticadas da fabricação industrial
utilizada pelo homem moderno. Mas, apesar das enormes diferenças entre as duas maneiras de
uso, há um fato comum entre elas: em ambos os casos o homem percebeu, de alguma forma, a
presença nas plantas da existência de algo que, administrado só a forma de mistura complexa
como chá, garrafadas, tinturas, pós etc., num caso, ou como substancia pura isolada, noutro
caso e transformado em comprimidos, gotas, pomadas ou capsulas, tem a propriedade de
provocar reações benéficas no organismo, capazes de resultar na recuperação de doenças.
(LORENZI, 2008).
O homem sempre utilizou o reino vegetal como fonte de medicamentos. Entretanto, à
medida que os princípios ativos, ou seja, as substancias responsáveis pela atividade das
plantas, foram sendo identificadas e com o progresso das pesquisas no campo da Química,
substancias químicas sintéticas passaram a ser base dos medicamentos. O número de plantas
utilizadas popularmente é grande, mas o de trabalhos científicos que confirmam seus efeitos é
relativamente pequeno. No Brasil atualmente vários grupos de pesquisadores procuram fazer
levantamentos das informações ainda existentes para que um estudo aprofundado possa ser
realizado (LADEIRA, 2002).
A própria história da botânica se confunde, em sua aurora, com a busca de plantas com
interesse medicinal. Ao longo dos anos, a busca por novas plantas medicinais acabou levando
a descobertas botânicas (LORENZI, 2008).
11
O emprego correto de plantas para fins terapêuticos pela população em geral requer o
uso de plantas medicinais selecionadas por sua eficácia e segurança terapêuticas, baseadas na
tradição popular ou cientificamente validadas como medicinais. Um dos aspectos mais
delicados na fitoterapia concerne à identidade das plantas. Por ser fortemente baseada em
nomes vernaculares, a verdadeira identidade de uma planta recomendada pode variar
enormemente de região para região (LORENZI, 2008).
O uso de recursos naturais por populações urbanas de origem rural é orientado por um
conjunto de conhecimentos resultantes da relação com o ambiente natural da qual estavam
inseridas bem como pelas relações sociais em que estão imersas no meio urbano
(CASTELLUCI et al., 2000)
As plantas medicinais e seus usos terapêuticos são alvos de pesquisas etnobotânicas,
que mostram também as circunstâncias sócio-culturais da população e preocupam se em
resgatar e valorizar o conhecimento tradicional e a diversidade cultural dessas sociedades
estudando a relação entre as plantas e as pessoas de uma maneira multidisciplinar (BENZ et
al., 2000; HEINRICH, 2000; LADIO; LOZADA, 2004).
Compreender, dessa forma, como as pessoas relaciona – se com as plantas e quais os
relacionamentos produzidos nos diversos sistemas culturais é algo que as investigações
etnobotânicas podem indicar, e melhor responder a algumas questões: o que as plantas podem
dizer sobre a sociedade que produziu esse conhecimento? Como as diferentes culturas pensam
o seu mundo biológico, em especial o vegetal? E o que este representa? Mais do que isso,
numa perspectiva histórica e fitogeográfica, torna – se possível reconhecer a distribuição,
origem e diversidade de plantas cultivadas por força do seu cultivo no tempo e no espaço.
(ALBUQUERQUE, 2005).
1.2. A utilização de produtos naturais.
A utilização de plantas medicinais no tratamento de doenças é uma prática antiga da
humanidade. Nos últimos anos tem ocorrido crescente interesse pelo conhecimento, utilização
e comercialização de plantas medicinais e produtos fitoterápicos no Brasil e em todo o
mundo, o que tem proporcionado uma grande expansão desse mercado. Diferentes fatores têm
contribuído para o aumento deste interesse, tais como o alto custo e efeitos indesejáveis de
medicamentos alopáticos, a eficácia e verificação do respaldo científico dos fitoterápicos, o
difícil acesso da maioria da população mundial a assistência médica e farmacêutica, a
carência de recursos dos órgãos públicos de saúde, a tendência dos consumidores em utilizar
12
preferencialmente produtos de origem natural, ou simplesmente o modismo (PARENTE;
ROSA, 2001; FUZER; SOUZA, 2003; BESERRA et al., 2007; AGRA; DANTAS, 2007).
As plantas e produtos medicinais representam uma alternativa aos medicamentos
alopáticos, sendo seus usos impulsionados pela diversidade biológica e aspectos
socioeconômicos e culturais (ALVES et al., 2008). O uso de plantas medicinais ao longo do
tempo proporcionou ao homem tanto a cura de doenças como o acúmulo de conhecimento.
Esse conhecimento empírico vem sendo transmitido desde as antigas civilizações até os dias
atuais, tornando a utilização de plantas medicinais uma prática generalizada na medicina
popular (MELO et al., 2007).
Os mercados tradicionais são importantes por reunir, concentrar, manter e difundir o saber
empírico sobre a diversidade de recursos tanto da fauna como da flora, sendo fontes
imprescindíveis para a resiliência e manutenção do conhecimento acerca das espécies
medicinais (MONTEIRO et al., 2010).
Os raizeiros, também conhecidos como herbolarios, herbários, curandeiros (FRANÇA et
al., 2008), ervateiros (MIURA et al., 2007) ou erveiros (ALVES et al., 2008), são pessoas
consagradas pela cultura popular no que diz respeito ao conhecimento sobre preparo,
indicação e comercialização de plantas medicinais e que possuem espaço garantido em ruas,
feiras livres e mercados (TRESVENZOL et al., 2006). Em estudos etnobotânicos, os raizeiros
representam uma importante fonte de informação sobre plantas medicinais por ser um elo
entre a produção e o consumo destes produtos (MIURA et al., 2007).
1.3. Urbanização e utilização de produtos naturais.
Significativa parcela das populações residentes nas periferias das grandes cidades
brasileiras é oriunda dos intensivos processos de migração campo-cidade ocorrida nos últimos
40 anos. (MENDONÇA; MONTEIRO, 2003).
Ao se estabelecerem no meio urbano, as famílias foram obrigadas a desenvolverem
modos de vida muito diferentes daqueles regulados pelos ciclos da natureza a que estavam
habituados. Desta forma muitas famílias, repetem práticas provenientes de suas origens rurais,
como a criação de quintais de terra, com o cultivo de plantas medicinais e alimentos.
No entanto, muitas famílias recorrem ao comércio para aquisição de produtos naturais,
buscando alternativas adaptáveis ao ambiente urbano.
13
1.4. Produtos naturais: definição de escopo para fins do estudo
Existe uma enorme dificuldade em se chegar à definição do que seja produto natural,
pois há diferentes conceitos de acordo com o público que trata o tema. Assim há a
conceituação de produto natural para os estudiosos, cientistas e pesquisadores, como
químicos, biólogos e médicos, por exemplo; e para os vegetarianistas ou para os
ambientalistas. Para o mercado consumidor, tampouco há uma definição clara e objetiva. O
que há é uma “noção” originada da difusão de conceitos sobre temas afins, tais como produtos
orgânicos, alimentação natural, vagetarianismo, plantas medicinais, ecologia, preservação
ambiental, etc.
• Produto natural: produzido pela “natureza” ou conforme as “leis da natureza”, com a
menor interferência humana possível, ou advinda de substâncias vegetais. Normalmente
associa-se à produção artesanal ou não industrial.
• Produto orgânico: cultivado sem adubos químicos, agrotóxicos, pesticidas, sementes
geneticamente modificadas ou fertilizantes sintéticos; o sistema de cultivo observa que as
“leis da natureza” e todo o manejo agrícola estão baseados no respeito ao meio ambiente e na
preservação dos recursos naturais.
De modo geral, pode-se dizer que, dentro de uma conceituação atual e mais
abrangente, no mercado de produtos naturais e orgânicos incluem-se produtos frescos,
processados ou industrializados, como os artigos de beleza e cuidados pessoais, mas que
sejam produzidos com matérias-primas obtidas sob o modo de produção agro ecológico e
orgânico com práticas de agricultura sustentáveis (GOMES, 2009).
1.5. Contextualização do mercado
A importância do setor de produtos naturais como mercado consumidor tem raízes no
movimento mundial da sociedade contemporânea de busca e aspiração por maior e melhor
qualidade de vida, o que está relacionado basicamente a dois grandes temas: saúde e meio
ambiente.
Segundo KARAN (2003), a década de 1970 representou um marco nesse contexto,
pois a partir daí são cada vez mais frequentes e visíveis às consequências danosas do atual
modelo alimentar e de seu processo de produção para a vida humana e do ambiente, o que
alavancou a busca por um tipo de alimentação saudável, produzida sem insumos químicos
danosos. Nesse cenário é que se insere a busca por alimentos naturais e orgânicos,
considerados “limpos e saudáveis”. Essa tendência do consumo de produtos naturais e
14
saudáveis criou inicialmente nichos de mercado, instalando-se principalmente nos centros
urbanos, em lojas especializadas.
Agora ganha uma nova dimensão, tem seu lugar nas grandes cadeias de supermercado,
lojas de departamento ou pontos de venda do grande mercado consumidor, passando a ser
visto como mais um segmento importante do varejo.
No Brasil, o mercado varejista de produtos naturais não tem números exatos sobre sua
dimensão, até por se considerar muito novo como setor varejista. Porém, o número de lojas e
a expansão de redes que comercializam esses produtos, assim como os investimentos feitos
por fabricantes de matérias-primas, podem ser observados facilmente, dando ideia da
prosperidade desse segmento. A rede de lojas de produtos naturais Mundo Verde, por
exemplo, começou com uma pequena loja de bairro em Petrópolis-RJ, em 1987, e hoje é a
maior rede de lojas franqueadas de produtos naturais da América Latina, com mais de 140
lojas no Brasil e com metas de abrir dez novas lojas a cada ano. O fato é que o mercado já é
visível a olhos nus, e deixa cada vez mais de ser nicho para se tornar um importante segmento
do varejo no Brasil (GOMES, 2009).
15
2. OBJETIVO GERAL
Analisar os fatores que influenciam na aquisição de plantas medicinais no comércio
de São José dos Campos – SP.
2.1 Objetivos Específicos
* Comparar dados do comércio com dados de pesquisas etnobotânicas realizadas em
São José dos Campos na Universidade do Vale do Paraíba.
* Verificar se a influência do valor do produto, propaganda, idade dos consumidores e
hábitos familiares estão ligados a aquisição do produto.
16
3. MATERIAL E MÉTODO
A área de estudo localiza – se na região da cidade de São José dos Campos, no Estado
de São Paulo, Médio Vale do Paraíba do Sul, Planalto Atlântico, com 1.118km² de área total,
temperaturas que variam de máximas 29,6º C no verão e 12º C no inverno. A cidade esta entre
os principais centros econômicos do País.
A pesquisa foi realizada nos meses de setembro e outubro de 2013, no comércio
central local do município de São José dos Campos. Inicialmente foi realizado um
levantamento da distribuição dos pontos de venda de plantas medicinais no centro da cidade e
bairros periféricos.
Para a coleta de dados realizou-se a visita em alguns estabelecimentos comerciais e
raizeiros no mercado municipal da cidade, tomando o cuidado de não interferir na atividade
cotidiana dos comerciantes, respeitando sempre o momento de abordagem do profissional
pelos consumidores.
Foram feitas observações e consultas semi-estruturadas com funcionários dos
estabelecimentos, sobre a comercialização dos produtos naturais: plantas medicinais,
alimentos, e outros produtos considerados produtos naturais.
A identificação botânica e a determinação da origem das plantas mais vendidas no
comércio foram obtidas por consulta bibliográfica especializada (LORENZI, 2008).
No presente trabalho procurou-se verificar quais plantas são mais comercializadas e
partes utilizadas, características gerais dos clientes, formas de utilização dos produtos
vendidos, procura de acordo com a enfermidade e espécies mais comercializadas como
alimento alternativo.
Além disso, considerou-se a influência do valor do produto, propaganda, idade dos
clientes e hábitos alimentares influenciam na aquisição do produto.
A análise dos resultados foi elaborada a partir de um banco de dados das informações
obtidas nas consultas realizadas nos pontos de comércio de produtos naturais na região
central da cidade de São José dos Campos/SP (Apêndice -1).
17
4. RESULTADOS
O comércio de produtos naturais no município de São José dos Campos esta
distribuído na região central (onde ocorre grande fluxo de pessoas) e bairros periféricos da
cidade.
Foram consultados dez estabelecimentos comercias da região central da cidade; entre
esses dez estabelecimentos, cinco pontos comerciais fixos de venda de ervas, localizavam – se
no Mercado Municipal.
Através de observação livre e consultas aos funcionários do comércio, as plantas mais
citadas foram as seguintes: (Rosmarinus officinalis L.) (5%), chá verde (Camellia sinensis)
(20%), chia(Salvia hispânica) (10%), erva baleeira (Varronia verbenaceae) (5%),
ginkgo(Ginkgo biloba) (10%), guaco (Mikania globerata) (15%), linhaça (Linum
usitatissimum) (15%), melissa (Melissa officinalis L.) (15%), passiflora(Passiflora incarnata)
(15%) e quinoa (Chenopodium quinoa) (15%) (tabela – 1).
18
Tabela 1. Relação de espécies de plantas medicinais mais comercializadas em casas de produtos
naturais na região de São José dos Campos.
________________________________________________________________________________________________________________________
Nome Popular
Alecrim
Chá Verde
Nome Científico
Características
Uso
Rosmarinus officinalis
Porte subarbustivo
Empregada na forma de chá tipo
Lamiaceae
lenhoso,ereto,pouco ramificada,
abafado (infusão) em casos de
folhas lineares, coriáceas e muito
má digestão, gases, dor de
aromáticas. Nativa da região
cabeça, fraqueza e memória
Mediterrânea.
fraca.
Camellia sinensis
Arbusto ou arvoreta, folhas simples,
Empregada na forma de chá,
Theaceae
elípticas, coriáceas.
para emagrecimento.
Comercializadas como chá
verde.
Chia
Erva Baleeira
Salvia hispanica
Origem no sul do México, altos
Usada de várias formas como:
teores de ômega 3, cálcio, magnésio
semente, cápsula e shake
e potássio e proteínas.
desentoxicante.
Verronia verbenaceae
Arbusto ereto, muito ramificado,
Usada na forma de chá como
Boraginaceae
nativo em quase todo Brasil.
anti-inflamatório, analgésica e
Ginkgo biloba
Árvore primitiva decídua, folhas
Empregada na medicina
Ginkgoaceae
semelhantes as da avenca coriácea.
tradicional da China, como
tônica.
Ginkgo
controle de respostas alérgicas,
memória, estímulo da
circulação, antifúngica e
antibacteriana.
Guaco
Mikani glomerata
Trepadeira sublenhosa, grande
Empregada na forma de
porte, perene, com folhas
xarope, como tônico,
obtusas na base.
depurativo, febrífugo e peitoral
estimulante de apetite e
antigripal.
Linhaça
Melissa
Passiflora
Linum usitatissimum L
Talos eretos e uma haste
Empregada na forma de
Linaceae
relativamente larga. Planta
sementes moídas, usada como
original da Ásia.
ótima fonte de fibras.
Melissa officinalis L
Herbácea perene, aromática
Empregadas na forma de chá
Lamiaceae
ramificada. Nativa da Europa e
como calmante, ansiedade e
Ásia
insônia.
Passiflora incarnata L
Herbácea trepadeira, com
Empregada na forma de chá
Passifloraceae
flores perfumadas de cor
sedativa, calmante.
branca.
Quinoa
Chenopodium quinoa
América do Sul
FONTE: Adaptado do Livro Plantas Medicinais no Brasil, LORENZI, 2008.
Cicatrizante.
19
As plantas mais citadas em trabalhos analisados foram: erva doce (Foeniculum
vulgare) (15%), erva cidreira (Hyptis suaveolens) (15%), camomila (Chamomilla recutita)
(14%), hortelã (Menta x piperita Var.citrata) (14%), melissa (Melissa officinalis L.)
(11%), boldo (Vernonia condensata) (11%), guaco (Mikania globerata) (10%), alecrim
(Rosmarinus officinalis L.)
(7%) e romã (Punica granatum) (3%). (PASCHOAL;
JOAQUIM 2001) (Figura 1).
Figura 1. Plantas medicinais mais citadas em trabalhos analisados
Fonte: região central de São José dos Campos
A predominância das folhas como parte mais utilizada, também foi utilizada na
aquisição do produto, pois observando as literaturas que discorrem sobre as formas de
utilização destas plantas e o conhecimento popular sobre o manuseio das mesmas, infere-se
que o consumo na forma de infusão (chá) seja forma mais conhecida.
20
Observou – se na maioria dos estabelecimentos que o valor do produto influencia na
aquisição e também as informações e indicações de plantas para suas doenças (Figura 2).
Figura 2. Influência do valor na aquisição do produto.
Fonte: região central de São José dos Campos
No entanto a comercialização de plantas e produtos naturais tem tido influência da mídia
(falada e escrita) movidos basicamente a dois grandes temas: saúde e meio ambiente e
aspiração por mais e melhor qualidade de vida (Figura 3).
Figura 3. Influência da propaganda na aquisição do produto.
Fonte: região central de São José dos Campos
21
Percebeu – se através dos resultados a importância da família na transmissão de
conhecimentos e cultura através das gerações, sugerindo que uma relação afetiva facilita essa
troca de saberes (Figura 4).
Figura 4. Influência dos hábitos familiares na aquisição do produto.
Fonte: região central de São José dos Campos
22
5. DISCUSSÃO
Como esse tipo de comércio localiza – se na região central e periférica da cidade, este
fato evidencia que o uso tradicional da biodiversidade para fins terapêuticos tem sido
incorporado pelas comunidades urbanas. (ALVES; ROSA, 2007).
As pessoas mais velhas tendem a concentrar o maior conhecimento acerca das
propriedades terapêuticas de produtos naturais. (ALVES et al., 2008)
O desinteresse das gerações mais novas poderá representar um serio risco de perdas de
informações valiosas no tocante aos recursos vegetais – medicinais da flora brasileira.
A comercialização de produtos naturais vem acompanhada do comércio de condimentos e
frutas, hortaliças, produtos farmacêuticos, estéticos e que sugerem que os comércios dos
produtos naturais não são a principal renda do comerciante.
Em relação a procedência das plantas e produtos naturais comercializados em São José
dos Campos, verifica – se que a maioria provém de diferentes origens: compra de pequenos
produtores e de empresas de São Paulo. No entanto, no Rio de Janeiro existe um relativo
equilíbrio entre extrativismo (40,4%) e cultivo (52,8%) para as plantas medicinais
(AZEVEDO; SILVA, 2006). Em área metropolitana das regiões Norte e Nordeste a maioria
dos recursos medicinais é fornecida por atravessadores responsáveis pelo abastecimento de
feiras livres e mercados (ALVES et al., 2008).
A utilização dos produtos no tratamento das diversas enfermidades difere dos resultados
comercializados em outras regiões do Brasil como exemplo em Campina Grande - PB) e
Recife (PE),
obtiveram maior número reportados a espécies utilizadas em problemas
respiratórios, seguidos por transtornos do sistema circulatório e sistema nervoso (ALMEIDA;
ALBUQUERQUE, 2002) e os dados obtidos nesta pesquisa revelou o interesse pela procura
de espécies medicinais relacionadas ao tratamento do sistema digestório.
Comparando as plantas medicinais mais comercializadas em casa de produtos naturais na
região de São José dos Campos e as plantas medicinais mais citadas em trabalhos analisados
na Universidade do Vale do Paraíba, podemos perceber uma procura acentuada do guaco,
melissa, alecrim. Esses diferentes resultados podem estar relacionados a regionalidade das
doenças, ou seja, as doenças como espécies, variam de região para região afetando e
caracterizando o comércio local de plantas medicinais (MAIOLI – AZEVEDO; FONSECA –
KRUEL, 2007).
O valor do produto tem uma influência na sua aquisição, no entanto constatou – se que os
clientes são sugestionados pela indicação dos funcionários, que fornecem dados adicionais
23
sobre o produto procurado, reforçando o valor terapêutico e incentivando o consumo. É
comum pontos comerciais de produtos naturais fornecerem folders, folhetos, revistas e livros
de autores relacionados ao assunto.
Os temas atuais saúde e melhor qualidade de vida, impostos pela mídia (falada e escrita),
influencia na aquisição do produto como também, a relação afetiva, hábitos familiares e
culturais reforçam a utilização e aquisição de produtos naturais. Em trabalhos analisados,
constatou – se que o cliente “consome”, em primeiro lugar, um estilo de vida, e não produtos;
consome mais símbolos do que substâncias, pois essa nova tendência de consumo está
permeada por conceitos diversos que vão muito além da simples alimentação saudável e
nutritiva; há um novo consumidor que consome estes produtos como forma de participação de
um mundo carregado de simbologia de modernidade e atualidade (GOMES, 2009).
Sobre o perfil dos clientes, analisados, 58% das pessoas idosas, 42% adultos e 78% do
sexo feminino. Os dados são semelhantes a alguns autores que tem se dedicado ao estudo e
comercialização em plantas e feira e/ou mercados do Brasil (AZEVEDO;SILVA, 2006).
Existe o conceito errôneo de que as plantas são remédios naturais e, portanto, livre de
riscos e efeitos colaterais e (LORENZI; MATOS, 2008). De acordo com MATOS (1989),
dentre os principais riscos no uso de plantas medicinais, estão o uso descuidado de plantas
tóxicas, a utilização de plantas que contenham substâncias tóxicas, o uso de plantas mofadas e
o uso de plantas indicadas ou adquiridas erradamente. A ingestão, mesmo na forma de chás,
desses produtos contaminados com micotoxinas pode ocasionar intoxicações agudas ou
crônicas, pois esses microrganismos são termoestáveis (ARAUJO; OHARA, 2000).
24
6. CONCLUSÃO
As plantas e produtos naturais são procurados no comércio de São José dos Campos para
vários tipos de doenças onde as principais formas de comercialização são plantas secas ou
produtos beneficiados.
As plantas mais comercializadas nas casas de produtos naturais foram: Rosmarinus
officinalis L.) (5%), chá verde (Camellia sinensis) (20%), chia(Salvia hispânica) (10%), erva
baleeira (Varronia verbenaceae) (5%), ginkgo(Ginkgo biloba) (10%), guaco (Mikania
globerata) (15%), linhaça (Linum usitatissimum) (15%), melissa (Melissa officinalis L.)
(15%), passiflora(Passiflora incarnata) (15%) e quinoa (Chenopodium quinoa) (15%)
(Tabela 1). E as espécies mais citadas nos trabalhos científicos foram: erva doce (Foeniculum
vulgare) (15%), erva cidreira (Hyptis suaveolens) (15%), camomila (Chamomilla recutita)
(14%), hortelã (Menta x piperita Var.citrata) (14%), melissa (Melissa officinalis L.) (11%),
boldo (Vernonia condensata) (11%), guaco (Mikania globerata) (10%), alecrim (Rosmarinus
officinalis L.) (7%) e romã (Punica granatum) (3%). (PASCHOAL; JOAQUIM 2001).
No comércio deve ser levado em conta para a venda dos produtos o valor agregado,
indicação de fornecedor a influência da mídia (falada e escrita) e influência da família.
Com o processo de urbanização, tecnologia e inclusão digital a tradição que a população
adquiriu com as gerações passadas (pais e avós) de cultivarem em suas casas e utilizarem
plantas medicinais para o tratamento de diversas doenças ainda tem uma raiz cultural muito
forte. Os hábitos familiares influenciam na aquisição dos produtos, evidenciando a
transmissão dos saberes através do inconsciente coletivo e cultural da população.
25
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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34
APÊNDICE I
ESTABELCIMENTOS COMERCIAIS (LOJAS DE PRODUTOS NATURAIS).
Estabelecimento:_________________________________________________________
Tempo estabelecimento:
(__) Menos de 1 ano
(__)Entre 5 a 10 anos
(__)Entre 15 a 20 anos
(__) Desde que nasceu
(__)Entre 1 a 5 anos
(__)Entre 10 a 15 anos
(__) Mais de 20 anos
PESQUISA / ASPECTO ETNOBOTÂNICO
Quais plantas são mais comercializadas?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
____________________________________________________________
Qual a parte do vegetal é utilizada para os remédios:
(__)Folhas (__) Planta inteira (__)Folha, ramos e brotos (__) Semente (__)Fruto (__)
Sumo
Como faz a manipulação das plantas:
USO EXTERNO (MAIS COMERCIALIZADOS)
(__) Banho
(__) Cataplasma
(__) Tintura
(__) Compressa
(__) Óleo
(__) Travesseiro
(__)Outras:____________________________________________________________
USO INTERNO (MAIS COMERCIALIZADOS)
(__) Chá
(__)Decocção/Cozimento
(__) Gargarejo/Bochecho
(__)Inalação
(__)Infusão
(__) Pó
(__) Salada
(__) Sumo
(__) Outras:_________________________________
(__)Maceração
(__) Suco
As plantas são indicadas para quais afecções:
(__) Causas externas, lesões e envenenamentos
(__) Doenças culturais
(__) Doenças/sintomas relacionados ao aparelho circulatório
(__) Doenças/sintomas relacionados ao aparelho digestivo
(__) Doenças/sintomas relacionados ao aparelho genito-urinário
(__) Doenças/sintomas relacionados ao aparelho respiratório
(__) Doenças/sintomas relacionados a pele e tecido sub-cutâneo
35
(__) Doenças/sintomas endócrinas, nutricionais e metabólicas
(__) Doenças/sintomas infecciosas intestinais, hepatite e helmintíase
(__) Doenças do sangue e órgãos hematopoéticos
(__) Doenças do sistema ósteo-muscular e tecido conjuntivo
(__)Gravidez, parto e puerpério
(__) Sintomas e sinais gerais
Espécies Vegetais mais comercializadas como alimento alternativo
(__) Chia (__) Quinoa (__) Macadâmia (__) Aveia (__) Linhaça (__) Castanha do Pará
(__) Castanha de Caju (__) Damasco (__) Uva Passas
(__) Outras:____________________________________________________________
O valor influencia na aquisição do produto?
(__) Sim
(__) Não
A propaganda influencia na aquisição do produto?
(__) Sim
(__) Não
A idade dos clientes influencia na aquisição do produto?
(__) Sim
(__) Não
Hábitos familiares influenciam na aquisição e consumo de plantas medicinais?
(__) Sim
(__) Não
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Faculdade de Educação e Artes CLEIDE OLIVEIRA DOS SANTOS