ISEL CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA MECÂNICA DE MATERIAIS I SEMESTRE Mar.06 a Jul.06 1.º Teste Repetição (03-07-06) P Problema 1 Considere a estrutura representada na Fig.1. Calcule: a)- A área da secção das barras AC, BC e BD para que a tensão não ultrapasse 100 MPa. b)- A tensão normal e tensão tangencial numa secção oblíqua, na barra AC, que faz com o eixo vertical da barra o ângulo de 60º. 30cm 200 45cm 200 B A C 30cm 200 P Problema 2 90cm 200 D Fig.2 Uma barra ABC, considerada rígida, foi fixada no apoio A através de um cavilhão e apoiada no cilindro de cobre BD, com 22 mm de diâmetro, E= 105 GPa e α = 0,0000188/ºc ( fig.2). Um parafuso com 30 mm de diâmetro e E= 200 GPa, passa através de um furo na barra em C e está fixo por uma porca simplesmente ajustada. Eleva-se a temperaura do cilindro de cobre de 30 ºc mantendo o parafuso a sua temperatura constante. Calcule: as tensões no: a)- Cilindro de cobre; b)- Parafuso; c)- Cavilhão que tem 15 mm de diâmetro. P Problema 3 A variação no diâmetro do parafuso de aço com passo de rosca 1,45mm, representado na Fig.3, é medida cuidadosamente enquanto o parafuso está a ser apertado através de uma porca. Se a variação medida no seu diâmetro for de −13 μm e sabendo que E = 200 GPa e ν= 0,3, calcule: a)- O esforço interno no parafuso; b)-O número de voltas que foram dadas à porca y 3 B D B´ 250 A Casimiro Pinto P Problema 4 2 D´ x 300 C Fig.4 Uma placa rectangular é deformada conforme indicado pela forma tracejada mostrada na fig.4. Considerando que na configuração deformada as linhas horizontais da placa permanecem horizontais e não variaram o seu comprimento, determine: a)- A deformação específica da recta AB; b)- A deformação específica de corte, ou distorção, da placa relativamente aos eixos x e y. T1RVmat1-06 RESOLUÇÃO P Problema 1 2 kN 1º Cálculo dos esforços nas barras aplicando o método de Ritter a) - Cálculo do FAC ∑M to B F=0 5 kN − + -2×1,1 + 5×6 - FAC×2,2 = 0 2,2×FAC = 27,8 FAC = 12,63 kN (Tracção) a.1) - Cálculo do FBD ∑M to C F=0 + − 2×1,1 + 5×7,5 + FBD×2,2 = 0 2,2×FBD =- 39,7 FBD = - 18,04 kN (Compressão) A B FBD FAC C a.2) - Cálculo do FBC Vamos projectar as forças segundo um eixo horizontal + - FBC D (b) ∑( F)X = 0 5 - FBC.cos α = 0 5 - FBC . mas cos α = AB , BC= 2,2 2 + 1,52 BC 2,2 5 7,09 = 0 FBC = 7,09 2,2 BC= 7,09 logo cos α= 2,2 7,09 FBC = 6,05 kN (Tracção) 2º Cálculo das secções das barras Barra AC FAC = 12,63 kN σadm =100 MPa F σ= A σadm F = AC AAC 12,63 × 10 3 100.10 = AAC 6 AAC = 0,0001263 m2 AAC = 126,3 mm2 Barra BD FBD = - 18,04 kN σadm =100 MPa F σ= A Casimiro Pinto σadm F = BD ABD 18,04.10 3 100.10 = ABD 6 ABD = 0,0001804 m2 AAC = 180,4 mm2 T1RVmat1-06 Barra BC FBC = 6,05 kN 6,05 × 10 3 100×10 = ABC =0,0000605 m2 ABC =60,5 mm2 ABC F σadm = BC ABC F σadm = A 6 b)- Cálculo da tensão normal e tensão tangencial numa secção oblíqua, na barra AC, que faz com o eixo vertical da barra o ângulo de 60º. σ=100 Mpa A a σn =σ.cosα 1 τn = σ.sen2α 2 30º A σn = 75 MPa τn = 43,3 MPa 1 τn = 100.sen60 2 b C 30cm 200 σn =100.cos302 60º 2 σ=100 Mpa 45cm 200 B C P Problema 2 30cm 200 Uma barra ABC, considerada rígida, foi fixada no apoio A através de um cavilhão e apoiada no cilindro de cobre BD, com 22 mm de diâmetro, E= 105 GPa e α = 0,0000188/ºc ( fig.2). Um parafuso com 30 mm de diâmetro e E= 200 GPa, passa através de um furo na barra em C e está fixo por uma porca simplesmente ajustada. Eleva-se a temperaura do cilindro de cobre de 30 ºc mantendo o parafuso a sua temperatura constante. Calcule: as tensão no: a)- Cilindro de cobre; b)- Parafuso; c)- Cavilhão que tem 15 mm de diâmetro. 90cm 200 D Fig.2 a) – Condições da estática (Condições de equilíbrio) ∑M ∑ (F) ∑ (F ) y 30cm VA A HA F =0 to C 45cm B C x =0 ↑+ Y + RB − ↓− − =0 → ← X RC . 75 − RB . 30 = 0 ⇒ RC = 0,4 RB (1) V A + RB − R C = 0 HA = 0 Sistema hiperestático B RC + B B b) - Condições de deformação Casimiro Pinto T1RVmat1-06 b.1 - Devido à temperatura no cilindro BD δBD = LBD. α . ΔT δBD = 300 . 0,0000188 . 30 δBD = 0,1692 mm δBD = 0,0001692 m C´ A´´≡ A´ ≡ A B´ C´´ B´´ δaço C B B´B´´- deformação δcobre no cobre devido ao esforço RB Se o parafuso não tivesse a porca a barra ABC iria para a posição Á B´ C´, mas como possui a porca que não deixa efectuar a deformação, ela ficará pela posição A´´B´´C´´, isto é, o cobre não dilata tudo e por isso será como sofresse um encurtamento e o parafuso um alongamento. BB´- deformação no cobre devido à temperatura e tem o valor de 0,0001692m CC´´- deformação δaço no parafuso devido ao esforço RC Deformação no aço Aaço= π .d 2 δ aço = 4 = π . 30 2 4 = 706 ,5 mm 2 Aaço=0,0007065 m2 Fa .La RC .0,9 = δaço=6,3694.10-9RC E a . Aa 200.10 9.0,0007065 Deformação no cobre Acobre= π .d 2 δ cobre = 4 = π .22 2 4 = 379,94mm 2 Acobre=0,00037994 m2 FC .LC RB .0,3 = 9 EC . AC 105.10 .0,00037994 δcobre=7,5199.10-9RB B Da figura tiramos BB´− B´B´´ CC´´ = AB AC 0,0001692 − δ cobre δ aço = 0,3 0,75 δaço= 2,5(0,0001692 − δ cobre ) δaço= 0,75 (0,0001692 − δ cobre ) 0,3 6,3694.10-9RC = 2,5(0,0001692 − 7,5199.10 - 9RB) Mas de tendo em conta (1) que RC = 0,4 RB temos B 6,3694.10-9. 0,4 RB = 2,5(0,0001692 − 7,5199.10 RB) -9 B 2,54776. 10-9 . RB = 0,000423 - 18,79975.10-9 RB 21,34751. 10-9 . RB = 0,000423 RB = 19814,9 N B B B Casimiro Pinto T1RVmat1-06 RB = 19,8149 kN B como RC = 0,4 RB Teremos RC = 0,4 . 19,8149 Calcule: as tensão no: a)- Cilindro de cobre. b)- Parafuso c)- Cavilhão que tem 10 mm de diâmetro RC = 7,92596 kN a)- Tensão no Cilindro de cobre RB 19814,9 = ACIL 379,94 σcil = σcil = 52,15 MPa b)- Tensão no parafuso σparaf = RC APARAF = 7925,96 706,5 σparaf = 11,22 MPa c)- Tensão no Cavilhão Cálculo da Reacção substituindo nas equações temos VA + 19,8149 −7,92596 = 0 HA = 0 RA= V A2 + H A2 τcav = VA + 19,8149 −7,92596 = 0 HA = 0 RA= ( −11,88894) 2 + 0 RA 11888,94 = ACav. π .15 2 4 RA=11,88894 kN τcav = VA =−11,88894 kN HA = 0 67,31 MPa d)- Pressão específica de contacto nas chapas laterais do apoio A . R A 11888,94 2 pe = 2 = A 15.12 pe = 33,02 MPa P Problema 3 A variação no diâmetro do parafuso de aço com passo de rosca 1,45mm, representado na Fig.3, é medida cuidadosamente enquanto o parafuso está a ser apertado através de uma porca. Se a variação medida no seu diâmetro for de −13 μm e sabendo que E = 200 GPa e ν= 0,3, calcule: a)- O esforço interno no parafuso; b)-O número de voltas que foram dadas à porca a)- Cálculo do esforço interno no parafuso 1 - Cálculo da área da secção do parafuso A= π .d 2 4 A= π .60 2 4 A = 2826 mm2 A = 0,002826 m2 2 – Pela lei e Hooke sabemos que as deformações específicas são dadas por: Casimiro Pinto T1RVmat1-06 εx = + σx E εy = − εz = − − E ν σ x σy E ν σx E Mas σx = Como − νσy δd d + − νσ z − E εx = E Fx Ax σx = E E νσ z como E νσ y σz + σx σy = σz = 0 ⇒ εy = − εz = − ν σx E ν σx E E Fx (1) 0,002826 δd = −13 μm δd = − 0,000013 m δd = d . εy = εy d = 60 mm =0,06 m εy = − ν σx δd = 0,06 . (− ν σx E ) E Fx 0,002826 Atendendo a (1) vem -0,000013 = -0,06. 200 .10 9 0,3 . Fx 0,000013 = 0,06. 200 .10 9 . 0,002826 0,3 Fx = 408200 N Fx = 408,2 kN b)-Cálculo do número de voltas que foram dadas à porca εx = σx E δx = L . εX σx = 408200 =144,44MPa 2826 E=200.109 δx = 1000 . 0,0007222 εx = 144,44.10 6 200.10 9 εx =0,0007222 δx = 0,7222mm passo.n=0,7222 1,45.n=0,7222 n =0,5 volta Casimiro Pinto T1RVmat1-06 y P Problema 5 Uma placa rectangular é deformada conforme indicado pela forma tracejada mostrada na figura. Considerando que na configuração deformada as linhas horizontais da placa permaneçam horizontais e não variem o seu comprimento, determine: a)- A deformação específica da recta AB; b)- A deformação específica do corte da placa relativamente aos eixos x e y. a) A deformação específica da recta AB; A recta AB, coincidente com o eixo y, passa para a posição AB’ após a deformação. O comprimento da recta AB´é: AB´= y B b)- A deformação específica do corte. Como é evidente, o ângulo BAC de 90° entre os lados da chapa, em relação aos eixos x e y, muda para α devido ao deslocamento de B paraB’. Como γxy = (π/2)−α, teremos: tgγxy = 3 = 0,012096 250 − 2 D 2 B´ 250 A D´ x 300 C Assim a deformação específica será: ε= 2 AB´− AB 248,018 − 250 = = −0,007928 250 AB B´ x A AB´= 248,018 mm B 3 250 (250 − 2)2 + 32 3 y B 3 2 D´ γxy B´ 250 α A x 300 C Como γxy é muito pequeno tgγxy =γxy=0,012096 rad Casimiro Pinto T1RVmat1-06