RESGATE DAS APRENDIZAGENS EM CIÊNCIAS SUAS INTERAÇÕES E MOTIVAÇÕES, GERADAS POR UMA VISITA AO MUSEU CATAVENTO Nancy Nazareth Gatzke Corrêa1 - [email protected] Universidade Estadual de Londrina – Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática. Rodovia Celso Garcia Cid, PR 445, Km 380 Londrina – Paraná Sergio de Mello Arruda – [email protected] Universidade Estadual de Londrina – Departamento de Física. Resumo: O presente trabalho tem o objetivo de analisar o aprendizado de ciências, ocorrido por influencia de uma visitação ao Museu Catavento, sendo essa visita uma atividade pedagógica de uma turma de 8° ano do Ensino Fundamental. Após um ano da visita ao Museu, foi realizada uma pesquisa e através da análise das respostas fornecidas pelos alunos, tendo como instrumento os Focos do Aprendizado Científico (FAC), definidos como categorias que representam diferentes dimensões da aprendizagem de ciência (ARRUDA et al., 2013), foi possível perceber que, de fato, a visitação ao Museu Catavento interferiu no sentido de impulsionar e resignificar a aprendizagem de ciências, estimulando a curiosidade e despertando o gosto pela compreensão da ciência. Palavras-chave: Aprendizagem não formal, Aprendizagem Científica, Ensino de Ciências, Museu. 1- INTERAÇÕES MUSEOLÓGICAS E APRENDIZAGEM Este trabalho foi motivado por estudos sobre aprendizagem em ambientes não formais como os Museus. Foi aproveitada uma viagem pedagógica ocorrida no ano de 2013 com uma turma de 8° ano do Ensino fundamental de uma escola da rede privada. Visando identificar as aprendizagens ocorridas, resgatadas ou incentivadas por influencia dessa visita ao Museu Catavento, na cidade de São Paulo. Este estudo pretende avaliar como as interações ocorridas 1 Aluna especial do Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática da Universidade Estadual de Londrina, PR, Brasil. Na disciplina 2FIS263 – O Aprendizado e o Ensino de Ciências em Espaços não formais. no Museu, as motivações envolvidas nesse processo e a assimilação de conteúdos revelam uma aprendizagem significativa. Esse resgate acontece através do preenchimento de questionário, o qual é posteriormente estudado e, após, uma seleção de respostas é transcrita neste texto para ser analisada por meio dos focos do aprendizado científico (ARRUDA et al 2012), que é uma ferramenta utilizada para identificar se e como ocorreu a aprendizagem de ciências. É apresentada uma breve revisão teórica sobre museu, aprendizagem, educação formal, não formal e informal, focos do aprendizado científico informal e motivações para aprendizagem. Conclui-se o trabalho sobre aprendizagem pela exposição museológica, na qual através das respostas dos estudantes é possível reconhecer que o aprendizado de ciências ocorreu sendo identificado pelos focos do aprendizado científico e que esta motivação para a aprendizagem ocorreu com a interação realizada no museu uma vez que e permanece presente no discurso dos estudantes até o momento desta pesquisa. 2 - O MUSEU CATAVENTO Os museus têm despertado interesse crescente, não só por parte de instituições ligadas à educação, como também por parte do público em geral. As escolas têm uma participação mais ativa na visitação em grupos com agendamentos prévios, com o objetivo de ampliar o leque cultural dos seus estudantes como também fazer acontecer a socialização que viagens propiciam com tanta propriedade e essencialmente estimulando o estudante para que a aprendizagem significativa de conteúdos abordados no cotidiano escolar seja amplamente demonstrada e contemplada de diversas formas. O Museu Catavento situado na cidade de São Paulo desde 2009 reúne 250 atrações que estão divididas em quatro seções: Universo: do espaço sideral à Terra; Vida: do primeiro ser vivo até o homem; Engenho: As criações do homem dentro da ciências e Sociedade: que mostra os problemas da convivência organizada do homem. Tem como principal objetivo apresentar ao aluno conhecimentos científicos e culturais. Através de um espaço lúdico, social e cultural, rico em objetos e ambientes de aprendizagem interativos e informais, que contribuem para o desenvolvimento do aluno, despertando a curiosidade e o interesse pela ciência. O ambiente do museu vai muito além de motivar a aprendizagem, contribui também para o letramento científico e tecnológico, não somente de estudantes, mas da sociedade como um todo, e por propiciar uma interação que estimula a atividade intelectual resgatando assuntos estudados em livros ou experimentos citados por professores, porém nem sempre vivenciados. Essa interatividade proporciona momentos de entretenimento e entusiasmo que criam uma atmosfera propícia para que a aprendizagem aconteça de forma espontânea e criativa, incitando a descoberta do novo com autoconfiança e autonomia. Falk e Dierking (2000) descrevem que os fatores pessoais: como interesse, motivação, expectativas, escolhas, conhecimento prévio; fatores socioculturais: como mediação ou facilitação; juntamente aos fatores físicos: como as experiências e o design formam o contexto fundamental para a aprendizagens em Museus. 3 - APRENDIZAGEM, EDUCAÇÃO FORMAL, NÃO FORMAL INFORMAL A aprendizagem é um processo pelo qual o indivíduo independente da escola adquire saberes. Ela está presente desde os momentos iniciais da vida e permanece no individuo durante toda sua vida, levando este a uma transformação permanente da forma com que percebe o mundo a sua volta e na forma como interage com ele. La Rosa (2003) diz que a “[...] aprendizagem é um processo contínuo, existente ao longo da vida e enquanto houver vida, sendo que, conforme a faixa etária, existe sempre aprendizagem a realizar e desenvolvimentos a conquistar” . A aprendizagem é um complexo conjunto de processos pelos quais o individuo desenvolve as mais diversas habilidades e nos diferentes níveis de profundidades, de acordo com a idade e interesse, sendo indivíduos interessados em adquirir conhecimento de algo corriqueiro ou mais específico. Hoje se percebe o individuo mais seletivo, o qual abre mão de adquirir alguns saberes, mas também procura o que se interessa em aprender, e essa aprendizagem faz uso do que já se sabe, para dar significado ao conhecimento em construção, que será mais significativo a medida que envolve além do cognitivo a satisfação em aprender. Esse sentimento de satisfação faz parte da motivação para a conquista de novos conhecimentos. No aspecto da afetividade e aprendizagem, na busca pela aprendizagem que envolva o prazer, evidencia-se a importância da visista ao Museu de Ciências para impulsionar a curiosidade e envolvimento dos estudantes com o conhecimento científico, trazendo tanto o cognitivo como o emocional à tona desde o momento do planejamento deste evento perpassando pelo evento em si e posteriormente a ele, visto que esta pesquisa demonstra resultados após um ano da visitação. A aprendizagem como conhecemos hoje foi construída com base em muitas teorias, sendo principalmente analisadas, através da visão psicológica e sociológica, percebendo que não há como separar o que se aprende do contexto em que se aprende, a cultura se apresenta como uma influencia direta no ato de aprender. De acordo com o Behaviorismo, de Watson e Skinner, a aprendizagem pode ser vista como uma resposta direta a um estímulo do ambiente, não levando em conta o processo mental do indivíduo; já o Cognitivismo, de Piaget e Vygotsy, considera que a aprendizagem se dá com a reestruturação das estruturas mentais cognitivas devido as interações entre as idéias do indivíduo e a realidade externa a ele. A partir do Cognitivismo, desenvolve-se uma outra abordagem, o Construtivismo, no qual a aprendizagem é vista como um processo construído a partir da interação do individuo com o meio físico e social em que está inserido, a aprendizagem é sempre vista como um processo inacabado e o individuo, sem dotação prévia, é ativo no processo de adquirir novos conhecimentos, a linguagem está intimamente ligada ao processo de aprender, e a motivação é essencial, essa aprendizagem é contextual e o que se aprende é sempre em relação ao que já se aprendeu anteriormente, É necessário ter aprendido para aprender e refletir sobre o que se sabe. Já a teoria sociocultural entende que a aprendizagem acontece por meio da internalização das interações e representações do grupo social ao qual pertence, ocorrendo a construção do conhecimento primeiramente no plane externo e social e posteriormente no plano interno e individual, nesse processo, a sociedade e, principalmente, seus integrantes mais experientes são parte fundamental para a estruturação de que e como aprender. De acordo com Wenger (1998), a aprendizagem é inerente a natureza humana, está na capacidade para negociar novos significados e é centrada no significado, não sendo redutível à sua mecânica. A aprendizagem cria estruturas que requerem uma estrutura prévia e continuidade para se acumular experiência, é fundamentalmente experimental e social, transforma nossa identidade, por transformar nossa capacidade de participar do mundo. A aprendizagem de ciência é um empreendimento que ocorre ao longo da vida. Embora algumas das coisas que o público sabe sobre ciência sejam moldadas pela escolaridade obrigatória, as pessoas constroem a sua compreensão nesta área ao longo do curso das suas vidas, em vários lugares, em vários contextos e por uma variedade de razões. As pessoas aprendem sobre ciência no trabalho, enquanto envolvidos em investigações pessoais, através de organizações cívicas e durante o seu tempo de lazer. (Falk et al.2005 apud Barbeiro, 2007 p. 28) De acordo com os contextos de aprendizagem formal, informal e não formal, existe uma distinção referente à aprendizagem, que a dissocia em formal, informal, e não formal. A aprendizagem que ocorre em museus e outros ambientes não escolares é habitualmente referida como aprendizagem informal, utilizando-se o termo aprendizagem formal para se nomear a aprendizagem que acontece no ambiente de escola. Para explicar essas definições, o documento da União Europeia, baseado em pesquisa sobre o aprendizado ao longo da vida ou lifelong learning (EUROPEAN COMISSION, 2001, p. 32-33, apud ARRUDA et al., 2013, p. 483) apresenta: Aprendizado Formal: aprendizado fornecido tipicamente por uma instituição de educação ou treinamento, estruturado (em termos de objetivos de aprendizagem, tempo de aprendizado ou sustentação) e que leva a uma certificação. É intencional, do ponto de vista do aprendiz. Aprendizado Não Formal: não é fornecido por uma instituição educacional ou de treinamento e não leva à certificação. Entretanto, é estruturada (em termos de objetivos, tempo e suporte à aprendizagem). É intencional, do ponto de vista do aprendiz. Aprendizado Informal: resulta das atividades do dia a dia, relacionadas ao trabalho, família ou lazer. Não é estruturada (em termos de objetivos, tempo e suporte à aprendizagem) e normalmente não leva a uma certificação. O aprendizado informal pode ser intencional, mas na maioria das vezes é não intencional ou incidental. Há, ainda, uma tendência de identificar a educação não formal com a que ocorre em centros e museus de ciência: [...] a educação não formal pode ser definida como a que proporciona a aprendizagem de conteúdos da escolarização formal em espaços como museus, centros de ciências, ou qualquer outro em que as atividades sejam desenvolvidas de forma bem direcionada, com um objetivo definido.(VIEIRA; BIANCONI; DIAS, 2005, p. 21) É importante evidenciar que esses contextos de aprendizagens estão integrados na vida social do individuo, não existindo como um conjunto fechado de categorias. 4 - APRENDIZAGEM INFORMAL E MUSEU O museu é um espaço onde ocorre a maioria das investigações de aprendizagem de ciências em contexto informal. O estudo da aprendizagem em museus de ciências é muito recente, e há a necessidade urgente de se avançar, alguns países estão mais a frente das pesquisas sobre aprendizagens em museus como Estados Unidos, Inglaterra e Austrália (Anderson 2003). O público escolar tem tido uma acentuada presença em museus de ciências no Brasil, como o que ocorre em museus de outros países latino-americanos (Padilla,1998) -, e cada vez mais professores das diferentes áreas se interessam por conhecer melhor esse espaço, tendo por objetivo proporcionar um melhor aproveitamento do mesmo pelos alunos. Segundo MARANDINO (2005) pode-se afirmar que uma das tendências atuais do trabalho dos museus é caracterizar o perfil deste espaço na perspectiva de que este seja mais do que um complemento da escola. De acordo com BARBEIRO, (2007) os estudos sobre aprendizagens de Ciências que ocorrem nos museus acontecem principalmente sob a ótica do Construtivismo e da Teoria sociocultural, atualmente a investigação ressaltam, dois enquadramentos teóricos, que influenciam a maior parte dos investigadores atuais em aprendizagem em museus. Um, sob a perspectiva Sociocultural, proposto por Schauble, Leinhart e Martin (1997), reafirmado por Leinhart, Crowley e Knutson (2002) e outro, o Modelo Contextual de Aprendizagem, de inspiração Construtivista definido por Falk e Dierking (2000). 5 - FOCOS DE APRENDIZADO CIENTÍFICO INFORMAL O aprendizado científico informal acontece como já mencionado em ambientes planejados como museus e no cotidiano dos indivíduos de maneira contínua, seja em conversas, atividades de lazer, em programas de televisão, atividades domésticas, ou seja, no cotidiano. E faz-se necessário uma forma de identificar quando e como essa aprendizagem científica acontece, de acordo com o proposto pela National Research Council (NRC), relatório Learning Science in Informal Environments: People, Places, and Pursuits (2009), traduzido e interpretado pelo trabalho “O aprendizado Científico no cotidiano” (ARRUDA, 2012) é possível avaliar e organizar a aprendizagem da ciência, segundo seis focos do aprendizado científico informal (FAC): 1. Desenvolvimento do interesse pela ciência (foco 1). Refere-se à motivação, ao envolvimento emocional, à curiosidade, à disposição de perseverar no aprendizado da ciência e dos fenômenos naturais, que podem afetar a escolha de uma carreira científica, e levar ao aprendizado científico ao longo da vida. 2. Compreensão do conhecimento científico (foco 2). Atribuído ao aprendizado dos principais conceitos, explicações, argumentos, modelos, teorias e fatos científicos criados pela civilização ocidental para a compreensão do mundo natural. 3. Envolvimento com o raciocínio científico (foco 3). Perguntar e responder questões e avaliar as evidências são atividades centrais no fazer científico e para “navegar” com sucesso pela vida. A geração e a explicação de evidências são o centro da prática científica; cientistas, constantemente, estão redefinindo teorias e construindo novos modelos baseados na observação e dados experimentais. 4. Reflexão sobre a natureza da ciência (foco 4). Foca no aprendizado da ciência como um modo de conhecer e como um empreendimento social. Inclui uma apreciação de como o modo de pensar do cientista e as comunidades científicas evoluem com o tempo. 5. Envolvimento com a prática científica (foco 5). Foca em como o aprendiz, em ambientes informais, pode apreciar a maneira como os cientistas se comunicam no contexto do seu trabalho, bem como aprender a manejar a linguagem, ferramentas e normas científicas, na medida em que participam de atividades relacionadas à investigação científica. 6. Identificação com o empreendimento científico (foco 6). Foca em como o aprendiz vê a si mesmo com relação à ciência, ou como as pessoas desenvolvem sua identidade como aprendiz da ciência ou, mesmo, como cientistas. É relevante a um pequeno número de pessoas que, no curso de sua vida, vêm a se ver como cientistas, mas também à maioria das pessoas que não se tornarão cientistas. (ARRUDA et al., 2013) Os focos do aprendizado científico informal funcionam bem para o reconhecimento de evidências da aprendizagem científica, podendo ser usado como ferramenta para a constatação de aprendizagens em qualquer situação, uma simples conversa ou para compreender a construção do conhecimento apresentada em questionários e entrevistas, nos quais se deseja identificar algum conhecimento de ordem cientifica, pois cada um deles representa uma dimensão do aprendizado científico. Os focos são desenvolvidos de forma integrada e gradual, não apresentando uma dependência em sua ordem, mas um contribuindo para o desenvolvimento do outro (ARRUDA, 2013). 6 - METODOLOGIA Para a realização deste trabalho, foi utilizada uma pesquisa qualitativa utilizando a experiência de uma viagem pedagógica, ao Museu Catavento, realizada no ano de 2013 com uma turma de 8° ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede privada da cidade de Jacarezinho Paraná. Com a intenção de verificar se é possível identificar a aprendizagem ocorrida na interação desses estudantes com o Museu, foi requisitado a vinte estudantes que estavam na visita ao Museu Catavento no mês de agosto de 2013, que respondessem no mês de junho de 2014 a um questionário sobre essa visita. Neste questionário, as perguntas abordaram conteúdos contemplados na interação com o Museu e sua relação com as matérias escolares. Essas informações foram analisadas, e para identificar se e como a aprendizagem ocorreu foram utilizados os focos do aprendizado científico informal. Após a análise dessas informações, foram selecionados trechos das respostas, que foram transcritos neste texto, com o intuito de apresentar os indícios de aprendizagem científica, sendo indicados entre parênteses qual ou quais dos focos do aprendizado científico informal neles estão presentes. 7 - APRESENTAÇÃO DOS DADOS A seguir são apresentadas algumas das perguntas presentes no questionário e algumas das respostas que foram selecionadas para explicitar como os estudantes registraram suas experiências no Museu: - No que diz respeito à visitação, com qual exposição você mais se identificou? Por quê? “Com a de ilusão de ótica, porque o tema era muito legal e a quantidade de projetos sobre isso era imensa” (Foco 1,2) “A exposição sobre energia estática, em que os cabelos eram arrepiados” (Foco 2,3) “A parte de biologia, pois faz parte da profissão que eu quero, por que tem animais e varias coisas falando sobre eles” (Foco 2, 6) “A exposição que mais achei curiosa, foi a experiência com o balão que se enchia e subia pelo museu” (Foco 1, 2) “Gostei das exposições de Física, onde a casa estava de ponta cabeça, as alavancas, a bola eletromagnética que arrepiou cabelos, e a ilusão de ótica” (Foco 1, 2) “A da eletricidade pois através da união de nossas mãos podemos presenciar uma corrente elétrica” (Foco 2,3) “A exposição da gangorra, que envolve a alavanca e a força,. Gostei pois essa exposição envolvia a força e eu gostei de trabalhar com tal” (Foco 1,2,3) “A máquina que arrepiava os cabelos, pois foi a que mais tive contato”(Foco1) “Da parte de ótica, mecânica e estática, pois é uma área que você usará por muito tempo” (Foco 2) Verifica-se que, devido ao questionamento ser a respeito com que o estudante mais se identificou, o Foco 1, está implicitamente presente em todas as respostas, pois o interesse acaba sendo o mecanismo que o leva a identificação com as experiências. O Foco 2 é reconhecido em várias respostas, mas não apresenta grande profundidade na demonstração da compreensão do conteúdo, visto que esta pesquisa foi realizada muito tempo depois da visita e com estudantes do Ensino Fundamental, os quais ainda não entraram em contato com a Ciência propriamente dita, mas apenas com uma breve introdução da Ciência. - Existe algum conceito abordado no Museu, de que você se lembra? Qual? Relate sua lembrança; “Sim, o conceito físico das alavancas, vimos exposições sobre.” (Foco 2) “Lembro da experiência de eletrostática, que levantava os fios de cabelo” (Foco 2) “Sim, lembro do conceito da alavanca. Quanto maior o braço da alavanca, mais fácil fica de erguer um contrapeso” (Foco 2) “Com auxilio das alavancas você consegue superar pesos com mais massa do que você imagina” (Foco 1, 2) “Sim o movimento da alavanca em física, na sala tinha uma gangorra onde o peso era equilibrado com pessoas” (Foco 2) “A experiências, da bola pois lembramos das matérias aprendidas em física e química, e tivemos uma revisão prática” (Foco 1) “Sim, Em física nós aprendemos os elementos de uma alavanca que são: o ponto fixo (PF), força potente (FP) e força resistente (FR). Os tipos de alavancas são: interfixa, interpotente e inter-resistente. Então no museu abordou a alavanca, que uma pessoa sentava no banquinho e a outra tentava levantar através de uma alavanca” (Foco 2,3,4) “Biologia, sistema reprodutor, e lembramos do que tínhamos estudado” (Foco 2, 4) “Lembro de uma atividade de uma alavanca, se uma pessoa (Peso) sentasse na ponta uma outra teria uma alavanca para tentar levantá-la do chão, com a alavanca curta era praticamente impossível, e com a longa, com esforço dava para levantar a pessoa. O peso era mais distribuído” (Foco 2,3,4) “Sim, me lembro perfeitamente da instrutora falando na sessão de ilusões de ótica, Nem tudo que você vê, realmente é. Os teus sentidos podem te enganar.” (Foco 2) “Sim a parte de como se gera um bebê, (eu acho lindo) que o bebe vai desde um carocinho e vai se desenvolvendo (forma o corpo, braços, mãos, pernas, começa a mexer e cresce) (Foco 1,2) Para essas respostas, verifica-se a presença marcante do Foco 2, também devido ao questionamento estar relacionado aos conteúdos, nos quais a compreensão de conhecimentos científicos acontece, porém de maneira pouco expressiva devido ao nível raso de conhecimentos prévios apresentados pelos estudantes. Nas frases, também se pode identificar a motivação em aprender, e sutilmente um raciocínio científico tenta ser demonstrado, não podendo explicitamente identificar o Foco 3, mas com pouca habilidade inicia-se a elaboração de modelos explicativos aos quais a ciência se referencia. - Você voltaria ao Museu? Por quê? “Sim, para ver os projetos que não vimos devido ao tempo curto da viagem” (Foco 1) “Sim, pois as exposições são muito interessantes” (Foco 1) “Claro, pois não conseguimos ver todas as alas (algumas estavam em reforma e também não era tanto tempo que ficávamos em cada ala) (Foco 1) “Sim! Porque queria muito conhecer algumas sessões que estavam reformando” (Foco 1) “Claro, é um museu muito atraente, com profissionais capacitados, possui várias coisas interessantes e inesquecíveis” (Foco 1, 4) “Certeza, pois há muitas coisas interessantes no museu que não vimos”(Foco 1) “Sim, pois não vimos o museu inteiro, gostaria de conhecer o resto” (Foco 1) “Sim porque teve alguns lugares que eu e minha turma não fomos, a sala de astronomia, laboratório de química e nanotecnologia” (Foco 1, 2) “Claro, um ótimo lugar para estudar, muito interessante divertido” (Foco 1) “Depois de ir com a turma, eu voltei ao museu com meus pais, voltei porque com tudo que contei a respeito do museu, eles se interessaram também” (Foco 1) “Sim pois tudo era interessante, eu gostaria de voltar” (Foco 1) Nessas respostas, percebe-se notoriamente o envolvimento emocional, interesse, motivação, o despertar da curiosidade e o entusiasmo em aprender ciência que identifica o Foco 1. Essa experiência reforça a necessidade de motivação para a busca de significados e conquista da aprendizagem. Reforçando o quanto os museus são espaços atraentes e estimulantes que despertam e dão suporte à aprendizagem científica. - Você convidaria alguém para visitar o museu? “Sim várias pessoas, o museu é muito interessante” (Foco 1) “Sim minha família e amigos que não foram visitar estes museus” (Foco 1) “Sim, gostaria muito de ir com amigos e até familiares” (Foco 1) “Sim, tenho certeza que qualquer pessoa, indiferente da idade, adoraria o museu catavento” (Foco 1) “Sim, porque gostei, achei muito interessante” (Foco 1) “Sim, gostaria de levar meus pais para terem essa experiência” (Foco 1) “Sim, porque meus amigos iriam gostar” (Foco 1) “Sim, principalmente meus amigos” (Foco 1) “Sim, minha mãe que ia adorar a parte de Biologia” (Foco 1) “Sim, Porque este museu possui muito conhecimento para ser absorvido, e tenho certeza que qualquer um vai gostar das diversas exposições” (Foco 1) “Sim, meus primos, minha família” (Foco 1) A vontade de compartilhar a experiência da visita ao museu, relatada com tanto entusiasmo nas respostas acima, justifica a identificação do Foco 4, no qual os estudantes provavelmente fizeram uma reflexão sobre sua aprendizagem e compreenderam a influencia das exposições em sua motivação para o estudo e aprendizagem, portanto a partir dessa reflexão, querem envolver as pessoas mais próximas nessa experiência relatada com tanta satisfação. - Foi possível estabelecer alguma relação entre a exposição e o que aprendeu na escola? “Sim, estamos estudando a visão e pudemos ver na pratica o que estudamos”(Foco 2) “Sim os tipos de energia cinética, mecânica, elétrica e etc, ilusão de ótica” (Foco 2) “Foi possível sim! Tudo que o museu falou de física, história, biologia e arte foram como se estivéssemos revisando todo conteúdo” (Foco 2) “Sim, lembro-me da época que estávamos estudando sobre elétrons, corrente elétrica e eletricidade e tinha uma “atração” interativa com visitantes, para tomar choque e arrepiar os cabelos. Na explicação que o museu fez uma explicação igual a da professora” (Foco 2, 3) “Sim, com certeza, pois o museu complementou, ajudou a entender mais, colocamos em prática o que havíamos aprendido na teoria como a transferência de energia.” (Foco 2) “Sim, a vida nos oceanos, árvores da vida, fotossíntese, corpo humano, tipos de energia, luz ótica, som, biomas, alavancas, outras” (Foco 2) “Sim conceitos de eletricidade e vários assuntos de som” (Foco 2) “Sim, nas de física e biologia principalmente, nas coisas que já tínhamos aprendido ajudava a relembrar e a aprender mais um pouco e nos que não sabíamos mais íamos aprender, nos ajudou muito” (Foco 2) “Sim, física, ótica, ondas, eletromagnetismo, circuitos elétricos, história e segunda guerra mundial” (Foco 2) “Sim, a relação com alavancas, a relação com o conceito de força e um pouco sobre a eletrostática” (Foco 2) “Sim, aperfeiçoamos nossos conhecimentos sobre ótica, biomas brasileiros, corpo humano e vida animal.” (Foco 2) “Sim, na parte da mecânica que aprendemos ano passado e na parte de ótica que estamos aprendendo este ano” (Foco 2) Esses relatos reforçam a ideia de que o aprendizado é um processo contínuo e que experiências relacionadas a visitas a museus influenciam o processo de aprendizagem, pois a multiplicidade de dimensões da aprendizagem dificilmente será conseguida somente dentro da escola, mas que o reforço nos conceitos conseguidos a partir das diversas experiências vivenciadas no museu vai apresentar uma significância elementar, uma base sólida na construção do conhecimento, desse grupo em especial, que se encontra na fase inicial de seus estudos, o Ensino Fundamental. - Registre comentários sobre a visita ao museu: “Adorei! Foi bem descontraído. Ótimo passeio intelecto. Experiência única” (Foco 1, 4) “Gostei muito da visita ao museu, pois gosto muito de física e com a visita passei a gostar ainda mais” (Foco 1, 4) “Isso é uma forma de aprendizado” (Foco 4) “Não gostava nenhum pouco do conteúdo de sala, no museu, vimos na prática todos os conceitos, o que despertou maior interesse no conteúdo.” (Foco 1, 4) “Achei muito interessante e produtivo, me ajudou muito nas matérias de física e biologia, que eu gosto muito, o jeito como eles nos fazem entender, um jeito tão fácil e divertido que eu poderia passar uma semana lá sem perceber, e com os instrutores que são fantásticos o que deixa as vezes, matérias chatas e entediantes, interessantes e divertidas” (Foco 1, 2, 4) “Foi incrível! Falou muito das matérias que aprendemos” (Foco 1) “A visita ao museu foi ótimo, porque ganhamos conhecimentos e divertimos, mas o tempo era curto para conhecer outras sessões que nem conseguimos ver, E também os jogos que havia lá como o jogo do poder nem deu tempo de terminar. Mas gostei muito da visita” (Foco 1, 4) “Museu grande, organizado, limpo, mas achei que os monitores podiam estar mais animados, eram muito sérios” (Foco 1) “O museu é realmente muito interessante, um lugar que vale a pena ir mais de uma vez!” (Foco 1, 4) “O mais legal foi que tudo que aprendemos na escola durante o ano, colocamos em prática de maneira divertida nos museus” (Foco 1 4) “Foi realmente muito divertido estar com os amigos em um ambiente diferente e ainda por cima aprendendo física” (Foco 1, 2, 4) “A visita foi muito legal, viajar com os amigos a risada é sempre garantida, pois tontices na nossa idade é o que mais tem, e não foram somente bobeiras não, nós aprendemos muito com as exposições que nos deixaram curiosíssimos!” (Foco 1) Através dos trechos descritos, é possível reconhecer conteúdos aprendidos durante a visita, ou que ganharam significado com a interação no museu, alguns inclusive que já haviam sido trabalhados na escola. Vale dizer que fica explicita a satisfação da visita ao museu, o reconhecimento da satisfação em aprender por parte do próprio estudante e o interesse em retornar a este numa próxima oportunidade. Parafraseando Frank Oppenheimer (1975, apud CHAGAS, 1993, p.11) relativamente à aprendizagem da física: nos centros de ciência existem coisas que as pessoas não conseguem aprender, mas que fazem com que elas desejem estudar física, estimulam a sua curiosidade, e familiarizam-nas com a natureza, o que constitui a base para o desenvolvimento da intuição em física. O mesmo fenômeno básico pode ser apresentado numa variedade tal de contextos especiais que se torna fácil dar o passo seguinte no sentido da formação de abstrações e da unificação conceptual. Estas qualidades são de importância fundamental para o ensino formal da ciência. Assim, a colaboração entre os museus e as escolas proporciona o enriquecimento das experiências dos alunos, e o aumento do seu gosto pela ciência, o que, certamente, terá repercussões na sua preparação científica. Segundo Gardner (1991), os ambientes criados pela escola afastam os alunos do interesse pela ciência visto que são espaços limitados, artificiais e descontextualizados, sendo por ele radicalmente proposto o ensino em museus que são instituições que realizam exposições e desenvolvem atividades sobre assuntos especialmente significativos e envolventes para jovens, abordando vocações, habilidades e aspirações que legitimamente motivam e animam os estudantes. Esta visita ao museu proporcionou aos alunos o contato com objetos nas exposições e com vivencias durante a viagem que não fazem parte do universo escolar. Os museus oferecem recursos físicos e humanos os quais permitem a construção de ambientes em que o aluno experimenta aspectos concretos dos conceitos científicos ajudando-o a compreender melhor os objetos do cotidiano e dos conteúdos formais escolares. Isso ficou evidente nas respostas dos estudantes que ao viverem essas experiências passaram a perceber melhor as relações entre ciência e, as implicações desta sobre a vida cotidiana. 8 - CONCLUSÕES GERAIS Neste trabalho, ficaram evidenciadas as relações que existem entre a educação formal e as modalidades de educação não-formal que ocorrem nos Museus de ciência, Como já descrito na introdução, o objetivo deste trabalho era apresentar os indícios de aprendizagem que acontecem devido a interação dos estudantes com o ambiente museológico, Foram apresentados algumas respostas dadas pelos estudantes ao serem questionados sobre essa interação com o museu, e a partir dessas informações foi evidenciado pelos focos do aprendizado científico informal que a aprendizagem de ciências ocorreu por influencia desta interação que impulsionou e significou a aprendizagem escolar. Da análise das respostas dos alunos, foi possível constatar que o foco 1 – “desenvolvimento do interesse pela Ciência” - foi o mais amplamente identificado, devido a natureza do aprendizado ocorrido nos museus que incitam a aprendizagem pela curiosidade e envolvimento nas atividades experimentais, a presença do foco 2 – “Compreensão do conhecimento científico” - é marcante na identificação dos conteúdos abordados nas atividades do Museu e relacionadas aos conteúdos escolares, Já o foco 3 – “Envolvimento com o raciocínio científico”, - aparece muito discretamente em poucos relatos, visto o pouco contato com a ciência na sua profundidade, mas não está ausente das respostas analisadas. O foco 4 – “Reflexão sobre a natureza da ciência” – aparece de maneira consistente, pois como o questionamento somente foi feito aos estudantes aproximadamente um ano após a visita, eles conseguem observar esta atividade de visitação, com um olhar mais reflexivo e crítico com relação a ciência, a forma de apresentar o conteúdo no museu e as diferenças contextuais da escola. O foco 5 – “Envolvimento com a prática científica” e o foco 6 – “Identificação com o empreendimento científico” praticamente não foram observados, uma única resposta se aproxima a identificação, mas não é bem clara com relação à identificação científica ou a alguma profissão próxima à Ciência. Como já dito no referencial teórico e confirmado pelos dados do presente trabalho, a visita ao Museu Catavento interferiu no processo de aprendizagem de ciências deste grupo, principalmente por ser de Ensino Fundamental, no qual ainda está sendo introduzida a ciência; também foi percebido que aspectos considerados desinteressantes na escola tornaramse atraentes, conseguindo envolver os alunos na compreensão de seus mecanismos, tornando a ciência uma área de interesse depois dessa experiência, visto que os museus desempenham uma dupla função: de estimular a curiosidade do visitante e despertar-lhe o gosto pela investigação científica pessoal. A motivação demonstrada pelas respostas dos estudantes tende a ser um facilitador para que a aprendizagem aconteça. Mesmo apresentando pouca experiência prévia sobre o conteúdo, devido a pesquisa acontecer com estudantes de Ensino Fundamental, os quais apresentam um contato ainda superficial com os conteúdos apresentados no museu, é notório que o fato de já possuírem esse contato inicial com o conhecimento fez com que assimilassem melhor os conteúdos das experiências vivenciadas no museu, pois estes agora apresentam significado. O conhecimento e a experiência adquiridos a partir dessa visita ao museu mostraram-se incompletos necessitando de outras visitas para se completar, visto que a maioria dos estudantes alegaram que voltariam ao museu para rever algumas experiências e para conhecer as exposições que não tiveram a oportunidade naquele momento de conhecer. Ainda demonstraram bastante interesse e proveito nessa visita, quando relatam que convidariam amigos, familiares, professores, colegas de turma para conhecer o museu, e ainda quando um estudante expõe que já retornou com sua família ao museu, alegando que ao contar sobre as exposições à família, esta se viu motivada a realizar a visitação. Essa experiência confirma o modelo contextual de aprendizagem proposto por Falk e Dierking, que afirmam que qualquer aprendizagem está situada dentro de uma série de contextos, A aprendizagem se constrói no dialogo do individuo com o mundo físico e o contexto social ao qual está inserido, irrigado a uma mobilização emocional que impulsiona o processo de construção do conhecimento cientifico. Fica explicito com o Museu colabora para uma mudança na forma como o individuo percebe e interage com o mundo e com o conhecimento. Referências ALLEN, Sue. Exhibit design in science museums: Dealing with a constructivist dilemma. 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Porto Alegre: Penso, 2013. 278 p. REDEMPTION OF SCIENCE LEARNING IN THEIR INTERACTION AND MOTIVATION, GENERATED BY A VISIT AT CATAVENTO MUSEUM. Abstrat: This study aims to analyze the science learning, occurred by the influences of the Catavento Museum, being this visit a pedagogical activity of the 8th grade of elementary school. After a year of the visit at the Museum, it was realized a research, and through the analysis of answers provided by students, and it had as the instrument Scientific Learning Focuses, defined as categories that represent different dimensions of science learning (Arruda et al. 2013). It could be perceived that, in fact, the Catavento Museum visitation interfered in order to impel and to reframe the science learning, stimulating the curiosity and awakening the taste for the science understanding. Keywords: Non-formal learning, Scientific Learning, Science Teaching, Museum