MAGAZINE nº42 Janeiro | Setembro 2008
QUADROS BANCA
da
SINDICATO NACIONAL DOS QUADROS E TÉCNICOS BANCÁRIOS
ANOS
Sindicalismo Independente,
um Sindicalismo de Classe.
MAGAZINE nº 42 Janeiro | Setembro 2008
QUADROS BANCA
da
Ficha Técnica
Edição e Propriedade: SNQTB
Rua Pinheiro Chagas, nº6 - 1050-177 Lisboa
Tel.: 213 581 800 Fax: 213 581 859
www.snqtb.pt
Director: João Oliveira e Silva
Chefe de Redacção: Vítor Terêncio
Secretária de Redacção: Rosa Fernandes
Editor: António Vale
Concepção Gráfica: Modos de Ver
Impressão: Tipografia Peres
Periodicidade: Semestral
Tiragem: 15.500 exemplares
Distribuição Gratuita
Índice
Nota do Director
3
A Idade da Razão
Editorial
4
SNQTB: Independência e Muito Trabalho
Crónicas
6
Testemunhos de Sócios
Aniversário
8
15 Anos de SAMS/QUADROS
SAJ
10
O Serviço de Atendimento Jurídico
Direcção
11
Tomada de Posse da Direcção e Corpos Sociais
Entrevista
12
Sindicalismo Independente: inovar a representação
dos direitos de quem trabalha
1º de Maio
14
O 1º de Maio no Movimento Sindical Contemporâneo Português
15
A USI no 1º de Maio
Estudo
16
Os Quadros na Banca Portuguesa
Opinião
18
Segurança e Higiene no Trabalho
Internacional
20
CEC - Conferência 2007 - Estocolmo
21
A FECEC reúne em Paris o seu Comité Director
Seminário
22
Já foi vítima de Assédio Moral?
Bancos
24
Clima Social
Sócios
25
Distribuição por Bancos e Distritos
Conselho Geral
26
Actividade do Conselho Geral 2007
MIS
28
Mediação Independente de Seguros
Formação
29
Programa de Empreendedorismo Sénior
30
Cursos
32
1ª edição do Curso de Especialização e Pós-Graduação
em Sindicalismo e Relações Laborais
Cursos de Inglês em Férias
Turismo
38
Uma Viagem Memorável
Golfe
40
Clube de Golfe do SNQTB: desporto, saúde e convívio
Cultura
41
UPAP – União Portuguesa de Arte em Porcelana
Coleccionismo
41
Numismática e Notafilia
Fotoreportagem
42
25 Anos SNQTB / 15 Anos SAMS/QUADROS
02
Nota do Director
A Idade da Razão
No Sindicalismo, como na Vida, há quem tenha razão antes do tempo!
Foi assim com o nosso Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários.
Há 25 anos, aquando da sua fundação, o sector bancário oscilava, em
termos sindicais, entre a UGT (mais moderada e alinhada ao PS e PSD)
e a CGTP (sempre próxima das posições ortodoxas do PCP).
Na nossa declaração de princípios, elegemos como bandeira o total
apartidarismo dos dirigentes do nosso Sindicato. Com isto não
pretendemos coarctar a liberdade de opinião e de filiação definidas na
Constituição.
Não! Os dirigentes do SNQTB são cidadãos livres e conscientes.
Podem fazer as suas opções políticas e partidárias sem restrições e em
completa liberdade. Só não as podem trazer para dentro do Sindicato!
Aqui continua a reinar outro princípio sagrado: o que nos move é a
defesa intransigente dos direitos dos nossos associados, tendo em conta
a cada momento a situação do País e do Mundo e, também, o
enquadramento económico e financeiro das empresas em que
trabalham. É assim que devem funcionar os Sindicatos do século XXI.
Quando assistimos às disputas inter-sindicais em órgãos como o
Conselho de Concertação Social, devida e naturalmente aproveitadas
pelo Governo, para fazer valer as suas posições, em temas tão
importantes como o Código Laboral, damos por nós a concluir que, de
facto, tivemos razão antes do tempo. Há 25 anos, como agora.
As provas estão aí com os vários acordos de trabalho e de empresa
celebrados, com a criação dos SAMS/QUADROS e da Fundação Social
do Quadro Bancário, entre muitas outras...
Em suma, nascemos e vivemos na Idade da Razão!
João Oliveira e Silva
Vice-Presidente da Direcção
03
João Oliveira e Silva - Director
“ Os dirigentes
do SNQTB
são cidadãos livres
e conscientes.
Podem fazer as suas
opções políticas
e partidárias
sem restrições e em
completa liberdade.
Só não as podem
trazer para dentro
do Sindicato! ”
Editorial
"Ao longo dos seus vinte e cinco anos de existência
o SNQTB tem-se pautado por um posicionamento
rigorosamente independente.
Connosco os partidos ficam à porta do sindicato.
Este existe exclusivamente para defender a classe
dos quadros e técnicos bancários e suas famílias".
SNQTB: Independência e Muito Trabalho
Chegada, que é, a data festiva do 25º Aniversário do nosso
Sindicato importa fazer uma reflexão apropriada à efeméride.
Mais do que invocar obra feita, interessa-nos reflectir o que
está a ser feito e o tremendo desafio do futuro seguro, que
todos queremos.
Sempre achámos que o SNQTB poderia ser um grande
sindicato de quadros, independente, marcando um caminho
diferente no mundo laboral português. E nunca ignorámos
que, para atingir esse estádio de referência, era necessário
muito trabalho e uma dedicação sem limites. Foi o que
fizemos. Como resultado do labor de sucessivas equipas
directivas e dos inerentes corpos sociais, foi possível edificar o
Sindicato de que hoje muito nos orgulhamos. Mas é bom não
esquecer o trabalho imprescindível de um corpo actuante,
cada vez mais forte, de colaboradores muito dedicados e
competentes, tanto nos serviços centrais como nas nove
delegações espalhadas pelo continente e ilhas.
Falar do Sindicato actual obriga-nos necessariamente a
lembrar – e fazemo-lo gostosamente – o papel que os
SAMS/QUADROS tiveram desde 1993 e que continuarão a
ter na construção da nossa magnífica instituição. Sem o nosso
sub-sistema de saúde privativo tudo teria sido mais difícil de
conseguir. Com efeito, atingindo gradualmente patamares
qualitativos de excelência, os SAMS/QUADROS são hoje
uma referência no panorama da saúde em Portugal.
Mas o Sindicato é, felizmente, muito mais que os
SAMS/QUADROS. Com efeito, dotado de um quadro de
04
juristas notável o nosso SAJ é uma referência, para os nossos
sócios e não sócios, que o procuram não só para aconselhamento, mas também solicitando ajuda em situações mais
delicadas. Tem sido a nossa equipa jurídica que nos tem
ajudado, com o seu labor e competência inexcedíveis, a
marcar a nossa diferença concepto-sindical.
Ao longo dos seus vinte e cinco anos de existência o SNQTB
tem-se pautado por um posicionamento rigorosamente
independente. Connosco os partidos ficam à porta do sindicato.
Este existe exclusivamente para defender a classe dos quadros
e técnicos bancários e suas famílias. Por isso, o nosso Sindicato é
um agente dinamizador do sindicalismo independente. Este,
após as desilusões das políticas partidárias, tem cada vez mais
adeptos.
E é esta visão apartidária, de que nos orgulhamos, mas que
simultaneamente, nos tem trazido imensas más-vontades,
quase a roçarem a perseguição política, que nos tem
distinguido pela positiva no limitado universo sindical
nacional. A esse propósito, convém lembrar a saga
constituída por um mar de dificuldades postas à publicação
dos nossos primeiros Estatutos, que obrigou a primeira
Direcção do SNQTB a apresentar uma queixa na OIT contra
o governo socialista português, por violação do princípio da
liberdade sindical.
Além disso, esta nossa posição tem-nos proporcionado a
possibilidade de participar na animação do movimento
sindical independente. A nível nacional e mesmo internacional.
Editorial
A nível nacional, ao participarmos, em conjunto com outras associações sindicais
independentes, na utilização do tempo de antena da RTP, tivemos a honra de integrar o
grupo de sindicatos que decidiu criar, em 1997, o Fórum dos Sindicatos Independentes, o
qual viria a ser o embrião da confederação sindical independente, que é a USI (União dos
Sindicatos Independentes), constituída no final de 2000. A nível internacional e desde 2001
passámos a integrar a CEC (Confédération Européene des Cadres) e a FECEC (Fédération
Européene des Cadres des Établissements de Crédit).
E foi seguindo o caso exemplar constituído pelo comportamento independente e
pragmático dos grandes sindicatos nórdicos, que desejamos que o SNQTB venha a gerir ou,
no mínimo, a participar na gestão dos serviços sociais dos bancos. É que, para além do
campo da saúde e assistência, temo-nos preocupado em conseguir no sector bancário uma
maior intervenção sindical no âmbito da segurança social pública e privada.
Começando por esta, queremos lembrar a criação em 1995 do nosso “Fundo de
Pensões/Quadros Bancários”, absolutamente inovador e ainda hoje único existente no
campo sindical. Mais recente é ainda a nossa participação no capital social e gestão de uma
companhia de seguros (Sagres) e de uma sociedade gestora de fundos de pensões (SGF).
Já no que tange à segurança social pública e a situação pouco dignificante das exíguas
pensões de reforma do sector bancário, é imprescindível falar do acordo colectivo obtido
em sede de negociação colectiva em 2007, que constitui uma radical mudança da filosofia
vigente nessa área na maioria do sector bancário. Mudança essa que porá o sector bancário
mais de acordo com as disposições do art.º 63º da Constituição da República Portuguesa. A
recente lei que permitiu a intervenção dos sindicatos nas comissões de acompanhamento
de gestão dos fundos de pensões fechados, os existentes na Banca Portuguesa, só veio
reforçar a nossa forma de pensar e concretizar o sindicalismo moderno.
No presente, queremos lembrar que os nossos projectos mais recentes têm a ver com a
Fundação Social do Quadro Bancário, constituída em 2002 e com a sua utilidade pública
reconhecida no ano seguinte, que tem como finalidade mais óbvia complementar as tarefas
dos SAMS/QUADROS na área da saúde e bem-estar dos sócios seniores e dos seus cônjuges.
Para realizar este objectivo e como é do conhecimento dos sócios, temos em curso três
projectos sociais estrategicamente localizados no Porto, Alcabideche (Cascais) e Porto
Santo, que irão ser edificados, faseadamente, envolvendo as pessoas justamente mais
interessadas e os meios financeiros considerados adequados. É obra, ou melhor, são projectos que levarão vários anos a ser concluídos e, se possível, com prévia comercialização.
E o futuro? Amiudadas vezes nos temos interrogado: qual será o futuro do nosso Sindicato?
Animados pelo nosso sucesso social – somos mais de 15.000 sócios – só podemos ser ainda
mais exigentes. Para além da independência e do muito trabalho, temos que ter mais
ambição, rigor e qualidade. Só assim continuaremos a crescer e a servir bem quem em nós
confia. Perante os tempos difíceis que a Europa e o Mundo estão a atravessar, como vamos
ganhar este desafio? Como crentes, diremos que o “futuro a Deus pertence” e, sem
hesitações, afirmamos que contamos com o empenhamento de todos os Sócios! É a eles,
que hoje como no passado, caberá definir o percurso a trilhar pelo SNQTB.
Somos optimistas! Pensamos que os vinte e cinco anos que estamos a celebrar em todo o
país só podem constituir os primeiros passos do Futuro. Por isso, Amigos, com denodo,
avancemos!
Afonso Pires Diz
Presidente da Direcção
05
Crónicas
Testemunhos de Sócios
discurso, nos métodos, nos objectivos e, sobretudo, no efeito motivador dos seus associados.
Perante tais cenários, veio surgindo o SNQTB,
paulatinamente mas de forma consistente, um
novo sindicato, uma nova abordagem, um novo
caminho, um novo discurso.
Entendendo as novas realidades, percebendo
que a negociação requer adaptação, compromisso, mas também firmeza e pertinácia nos
argumentos, distanciamento do poder político
e das suas estruturas como garantia de
integridade e independência.
A decisão de me associar ao SNQTB teve tanto
de amadurecida como de irreversível. Após
vários anos de ligação ao SBSI enquanto
colaborador do BFE e do BPI, apercebi-me que
a evolução do sindicalismo nos últimos 20 anos
demonstrou que a abordagem tradicional dos
sindicatos verticais está mais do que desajustada da realidade e de uma saudável postura
face aos poderes públicos e patronais, gasta no
Também os SAMS/QUADROS se revelaram
uma forma eficaz de dar uma melhor protecção
de saúde aos Quadros Bancários e suas famílias,
com a celeridade e dimensão das respectivas
comparticipações.
Com os seus Acordos, existentes em todo o
país, torna-se também possível, com facilidade
e rapidez, a nossa livre escolha e efectivação
dos actos clínicos.
Gostei da abordagem directa e frontal com que
trataram as questões que coloquei mas, no final,
posso afirmar que o grande motivo que me
levou à mudança foi a liberdade de escolha que
o SNQTB proporciona aos seus associados.
Ou seja, posso decidir quais os serviços
médicos que frequento ou que médicos
consulto não estando, pois, dependente de um
único centro hospitalar.
A minha entrada na banca deu-se em 2000,
tendo ficado vinculado ao SBSI mas, quando em
1 de Março de 2002 me foi dado a conhecer o
SNQTB rapidamente decidi que era altura de
mudar.
Ou seja, o SAMS/QUADROS é hoje de
importância fundamental para mim e para a
minha família, aspecto que, se outros não
houvesse, seria por si só suporte suficiente para
este registo.
Em resumo, passados cerca de 7 anos de
associação ao SNQTB, revejo-me integralmente no mesmo e na sua forma de trabalhar,
bem como na sua postura face à sua
envolvência, sejam as forças patronais, sejam os
demais sindicatos, seja o poder político, ou tão
somente os seus associados.
Deixo um voto de confiança para a
continuidade de termos um maior e cada vez
melhor Sindicato dos Quadros e Técnicos
Bancários.
Paulo Lima,
Sócio SNQTB nº10837
As comparticipações são-me entregues muito
rapidamente e, sendo um Sindicato independente sei que não corre atrás de cores políticas,
como acontece muitas vezes aos demais.
O trabalho está à vista e recentemente o
SAMS/QUADROS do SNQTB recebeu um
Certificado de Qualidade que, no meu entender,
é extremamente merecido pois acredito que o
SAMS/QUADROS é de facto o melhor subsistema de saúde a nível nacional.
Casado e com três filhos com 8, 6 e 1 ano, é
natural que o factor saúde me seja essencial
pois são muitas as corridas para qualquer um
dos três hospitais disponíveis na área de Lisboa
onde o atendimento tem sido sempre cuidado
e eficiente.
Miguel Chaves,
Sócio SNQTB nº10088
06
Crónicas
E já lá vão vinte e cinco anos!
Na altura em que comemoramos o 25º
aniversário da constituição do nosso Sindicato
é altura de recordar o que foi a luta dos
Quadros e Técnicos iniciada anos antes no
apogeu, ou no seu longo estertor, da unicidade
sindical e do nivelamento por baixo. Tristes
tempos que não podem nem devem ser
branqueados.
Os chamados quadros e técnicos foram
simplesmente ignorados. A expressão
“trabalhador bancário” muito em voga na
linguagem dos sindicatos do sector de então,
não lhes era aplicada, como se estes o não
fossem… E o interessante é salientar que o
conflito agudizou-se depois da nacionalização
da Banca (14-3-75) em vez de “trabalhadores”
eram mimoseados com o epíteto de “lacaios
do patronato”…
Foi neste contexto que nasceu o SNQTB, não
foi por gestação espontânea. Ainda bem que
hoje a maioria dos nossos sócios não passou
por aquela fase, por isso, na minha opinião, este
parece ser um bom momento para trazer à
lembrança o que foi uma época negra do
sindicalismo.
A interferência dos sindicatos nos poderes
públicos dava lugar em contrapartida a
autênticas ingerências destes na esfera sindical
aumentando a confusão e dando origem às
nossas queixas junto do Provedor da Justiça e
da OIT. Os Estatutos estiveram “congelados”
no Ministério do Trabalho por obra e graça
dessa mesma confusão.
Desde a Associação de Quadros ao posterior
movimento com vista à constituição deste
Sindicato, à Comissão Instaladora, depois a
Comissão Directiva, até à presente Direcção e
de um modo geral todos os órgãos sociais não
foram nem têm sido poupados de aviltantes
ataques. Como seria de esperar, os sindicatos
do sector começaram por temer, depois
menosprezaram por considerarem insignificante a nossa representatividade, agora,
perante o peso real que o nosso Sindicato
assume no panorama sindical, tudo fazem para
atrair aqueles que antes ostracisaram. Numa
outra frente continuam a campanha de desinfor-
mação para atacar as posições assumidas por
este Sindicato, resta-lhes ter paciência para
mais tarde as assinar e depois reclamarem a sua
paternidade como tem acontecido.
Seria hipocrisia só referir estes escolhos. Houve
que contar ainda com a existência de certa
oposição interna protagonizada pelos chamados
descontentes militantes, mas não vejo motivo
para a abordar.
O ponto de vista: recordar para poder
comparar será, por certo bem acolhido por
boa parte dos nossos sócios, aqueles que não
esqueceram os maus momentos por que
passaram. Enquanto a nova geração de sócios
pode interrogar-se sobre o interesse destas
linhas quando encontra resposta às suas
necessidades no Sindicato que escolheram.
Julgo que aqui também se aplica o princípio que
devemos ter sempre presente: conhecer o
passado para construir um futuro melhor.
Estamos a comemorar, repito, os vinte e cinco
anos da constituição do nosso Sindicato e
também a festejar os quinze anos da criação do
SAMS/QUADROS. Bom, o melhor é nem falar
nos profetas da desgraça nem nos atropelos de
que foram vítimas os nossos sócios, obstáculos
que não conseguiram impedir que esta decisão
estratégica fosse por diante e assim ficar como
o ponto de viragem para um futuro promissor
em defesa dos sócios e beneficiários. Os
colegas da geração dos pioneiros recordam,
comparam e exclamam: que diferença, os
colegas das novas gerações podem limitar-se a
comparar para sentir o mesmo: que diferença!
Que fique claro nestas linhas mal alinhavadas
ou como dirá o leitor, este emaranhado de
linhas, não se visa desenterrar um passado que
parece esquecido para alguns e inexistente
para muitos. Emaranhado ou não pouco interessa, a ideia é estar contra o branqueamento
de um período em que a voz de determinados
profissionais foi excluída do seio de organismos
que era suposto defendê-los.
Cabe às novas gerações de sócios investir no
SNQTB. Significa isto conhecer melhor a sua
actividade através da informação emitida pelo
Sindicato, já agora navegar no sítio da net…,
estar atento às campanhas de desinformação
que ciclicamente são propaladas por subscritores já referenciados, conhecer e divulgar os
ideais que estão na génese do Sindicato,
particularmente no âmbito social, no apoio à
saúde, enfim não esquecer que a força do
nosso Sindicato está na união dos seus sócios.
Ao longo da sua curta vida este Sindicato situa-se numa posição invejável no panorama
sindical português e a sua internacionalização
tem demonstrado que as posições que defende
não são meros caprichos mas sim fruto de uma
visão estratégica dinâmica.
O autor destas linhas aderiu desde logo ao
projecto que em boa hora aquele inesquecível
grupo de pioneiros lançou, lutando contra tudo
e contra todos que é como quem diz contra os
poderes instituídos e o imobilismo de certos
bancários. Porém fica claro que se limitou a ser
um simples sócio por se achar entre os
ostracisados e hoje após grave doença sente-se
à vontade para fazer as tais comparações
levando-o dizer: que diferença!
A terminar resta fazer votos para que o nosso
Sindicato prossiga o rumo de progresso
delineado por esta Direcção e ao mesmo
tempo manifestar a todos os colegas pioneiros
deste ideal e em particular àqueles que fizeram
parte da Comissão Instaladora e da Comissão
Directiva a mais profunda admiração e gratidão, reconhecimento que por certo não deixará
de ser assinalado neste momento.
Vítor Terêncio,
Sócio SNQTB nº 93
07
Aniversário
1
15 Anos de SAMS/QUADROS
Sem pretender alongar-me com pormenores
que saem do âmbito do presente artigo - e que
focariam o ambiente de basismo e de perseguição das chefias (quantas saneadas pela simples
razão de o serem) no clima conturbado nos
anos que se seguiram ao 11 de Março de 1975
na Banca e que deram origem à Associação de
Quadros e depois à constituição do nosso
Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos
Bancários - para justificar a criação do
SAMS/QUADROS bastam duas palavras:
éramos negativamente diferenciados nos SAMS
dos sindicatos verticais.
Todo o bancário, sindicalizado ou não, tem
direito ao SAMS da região onde trabalha. Assim
era e assim é no presente; todavia, pelo simples
facto de nos termos desvinculado do sindicato
vertical a que pertencíamos e termos vindo
para o novo sindicato em quem confiámos para
melhor defender os nossos interesses, éramos
sistematicamente apontados como elitistas,
traidores da classe bancária e discriminados até
hostilizados - no atendimento nos SAMS, que
chegou a emitir cartões de cor diferente para
que fossemos melhor identificados nos
serviços.
Foram anos muito difíceis de luta contra a
injustiça, na tentativa infrutífera de que a
situação normalizasse. Se fazíamos os normais
descontos contratuais como qualquer bancário,
sentíamo-nos no direito de ter tratamento
igual.
A solução passou pela criação de uma estrutura
médico-social nossa e independente, que
subsistisse com os mesmos descontos
percentuais do trabalhador e de entidade
patronal, em tudo idênticos aos facultados aos
SAMS dos sindicatos verticais. Esse passo difícil
foi precedido de aturados estudos económicofinanceiros e de mercado, pois não se
poderiam dar “passos no escuro” e pôr em
risco a segurança da saúde dos nossos colegas
associados. E foi preciso que ambas as partes da
negociação do Acordo Colectivo de Trabalho
anuíssem nas alterações de fundo a introduzir
em sede contratual.
É oportuno lembrar aqui um texto marcante de
há treze anos onde se relata que “foi em 28 de
Julho de 1992, em sessão nocturna, solidária e
dramática inserida na revisão do A.C.T. desse
ano, que obtivemos o nosso pleno reconhe-
08
cimento ao conseguirmos a unanimidade
necessária para a criação dos nossos
SAMS/QUADROS”(sic) - assim escreveu o já
então Presidente da Direcção, Dr. Afonso Pires
Diz, no seu Editorial para o número um do
Magazine “Quadros da Banca”, no qual também
refere que “isto (ocorreu) nos tempos difíceis
em que demorou sete anos para que o nosso
SNQTB viesse a ser reconhecido quase por
todos os demais outorgantes, o que aconteceu
na revisão contratual de 1990 ao ser admitido
na Comissão Paritária”. Até aí fora considerado
um incómodo bastardo.
E, entre essa sessão de Julho e a assinatura do
A.C.T., houve também um árduo caminho a
trilhar, pois muitos sócios do SNQTB tiveram
medo do tal salto ousado que urgia dar para
termos um SAMS próprio e desvincularam-se,
pois “a criação do SAMS/QUADROS seria a
falência do nosso Sindicato”, na sua míope
visão. O tempo e a prática se encarregaram de
nos dar inteira razão: o SAMS/QUADROS
existe e está cada vez mais sólido e melhor.
Aniversário
"Também há que gerar reservas para
prover a qualquer eventual imponderável no futuro, uma vez que os
recursos são dos sócios e têm que
garantir a todo o momento os custos
com a saúde presente e futura dos
seus associados e beneficiários."
Como acima já referimos, a percentagem dos
descontos dos trabalhadores e entidades
patronais para os seus serviços de assistência
médico-social é igual, quer o façam para os
SAMS verticais, quer para o SAMS/QUADROS,
quer para o SAMS/SIB. Há no presente seis
assistências bancárias diferentes. E ainda os
outros subsistemas para outras profissões,
como a ADSE, IOS e PT/ACS, assistência dos
funcionários do Ministério da Justiça, as dos três
ramos das Forças Armadas, etc.
Para não “meter foice em seara alheia”, falemos
somente do nosso SAMS/QUADROS, que é
administrado como uma verdadeira empresa,
apresentando uma gestão prudente e rigorosa,
de modo a poder facultar os melhores benefícios do mercado sem deixar um só instante de
ser sólida e apresentar um balanço confortavelmente equilibrado.
Também há que gerar reservas para prover a
qualquer eventual imponderável no futuro,
uma vez que os recursos são dos sócios e têm
que garantir a todo o momento os custos com
a saúde presente e futura dos seus associados e
beneficiários.
Um dos “segredos” do SAMS/QUADROS
baseia-se em defender uma estrutura
administrativa leve, com um rácio de pessoal
por beneficiário a rondar 1%o (um por mil). E
é oportuno realçar que esta boa assistência
sempre foi e será vitalícia, contrariando algumas
atoardas, propaladas como que por “bocas da
reacção”, em campanhas difamatórias orquestradas por outrém que sente os seus associados
a transferirem-se incessantemente para quem
lhes propicia melhores condições e oferece
mais garantia…
mentos (o SQ comparticipa para cima de três
mil medicamentos que o Ministério da Saúde
deixou de comparticipar), medicinas alternativas
e o seu reconhecimento, a comparticipação em
regime de complementaridade (porque o SQ
não pode, nem deve suportar os custos
inerentes a outros subsistemas de saúde), e
outros assuntos relacionados, que pensamos
serem da maior importância para o esclarecimento dos Colegas.
Embora tenhamos começado a dar os
primeiros passos bem amparados na experiência e organização da “Victoria Seguros, SA”,
que nos continua a assistir com a proficiência
que é apanágio desta empresa, na realidade
nunca existiu um verdadeiro seguro de saúde,
antes sim a execução das tarefas rotineiras e
em grande volume, de modo a aligeirar-nos o
trabalho pesado e burocrático dessas comparticipações. O pagamento mensal à Victoria
liquida o montante das comparticipações
suportadas pelo SAMS/QUADROS por
intermédio daquela entidade.
Carlos Justo Marques
Oportunamente desenvolveremos outras
questões relativas ao SAMS/QUADROS, com
destaque para a comparticipação em medica-
09
Director SAMS/QUADROS
SAJ
O Serviço de Atendimento Jurídico
Do princípio, à actualidade...
Voltamos neste espaço a um tema já abordado
em magazines anteriores mas que volta a ser
digno de destaque no quadro da efeméride que
se assinala, durante o corrente ano, do vigésimo
quinto aniversário do Sindicato Nacional dos
Quadros e Técnicos Bancários. Falamos do
Serviço de Atendimento Jurídico (SAJ), o qual
apenas em 1995 passou a ter tal designação.
Recuando ao primeiro trimestre do ano de
1990, o SNQTB, através da sua Direcção,
naquele que foi o primeiro mandato do actual
Presidente, Sr. Dr. Afonso Pires Diz, entendeu,
em boa hora, passar a disponibilizar aos seus
sócios o que à época se pôde apelidar de
consulta e apoio jurídico em todos os aspectos
respeitantes ao foro laboral. A partir de então o
SAJ passou a prestar aconselhamento jurídico
aos sócios e patrocínio jurídico em processos
disciplinares e judiciais, para além da assessoria
à Direcção, nomeadamente nas negociações
de revisão de instrumentos de regulamentação
colectiva. À data esse papel foi desempenhado
por um advogado, no caso o actual coordenador
do SAJ, signatário do presente artigo.
Com o decurso do tempo e à medida que o
SNQTB foi crescendo e assumindo o espaço
que lhe cabe por direito no panorama sindical
português foi imprescindível aumentar o
quadro de advogados do Sindicato. O que veio
a acontecer em finais de 1994, tendo então a
Dra. Paula Ribeiro passado a assegurar, na
Delegação do Porto, a consulta jurídica e o
patrocínio judiciário aos sócios do Norte do
País (sendo que a referida advogada já antes,
entre finais de 1990 e o ano de 1991, havia
colaborado com o SNQTB).
Mas isso não bastava. Impunha-se criar condições
para que o atendimento aos sócios fosse diário
e permanente, de 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 18h00.
A incontornável realidade do aumento das
solicitações dos sócios e a necessidade de
pronta e eficaz resposta às suas questões e
preocupações a isso obrigou. Tornou-se, assim,
imperiosa a criação de um serviço específico,
vocacionado para a prossecução dos objectivos
acima enunciados.
Nasceu assim, em 1995, o SAJ, Serviço de
Atendimento Jurídico, o qual, em Agosto de
1995 e Março de 2006, registou a entrada de
mais dois advogados, a Dra. Margarida Geada
Seoane, e o Dr. José Eduardo Reis de Oliveira.
Vindo, mais tarde, em finais de 2000, a registar a
entrada de mais um advogado, no caso o Dr.
António Pais Afonso. O SAJ tem assim um
quadro de profissionais composto por cinco
advogados, quatro em Lisboa e um no Porto.
Face ao assinalável engrandecimento do Sindicato e ao consequente e constante aumento
do número de sócios, que neste momento já
são mais de 15.000, e beneficiários do SAMS/
QUADROS, a actividade do Serviço de Atendimento Jurídico diversificou-se e, para além da
consulta jurídica, do acompanhamento jurídico
e judicial dos sócios, do apoio à Direcção, participação em negociações da revisão de instrumentos de contratação colectiva, o SAJ passou
também a, no âmbito do SAMS/QUADROS,
emitir pareceres, informações, intervir em processos para cobrança de dívidas, etc.
Pese embora e no período anterior à criação
do SAJ tenha sido prestado apoio jurídico e
patrocínio judiciário aos sócios a nível nacional,
pois esse foi e será sempre o âmbito do
SNQTB, a verdade é que o Serviço de Atendimento Jurídico é hoje, mais do que nunca, um
Serviço de âmbito nacional. Para isso muito
contribuiu a criação de diversas delegações
mais concretamente seis no continente e duas
nas regiões autónomas, no Funchal e em Ponta
Delgada.
Como olhar então para estes dezoito anos,
dentro dos vinte e cinco de existência do
Sindicato? Pode-se dizer com orgulho, mas nos
limites que a modéstia impõe, que o SAJ esteve
associado aos grandes momentos da vida do
SNQTB. De facto, desde a criação do SAMS/
QUADROS, verdadeiro momento histórico
na vida do Sindicato, dos seus sócios e beneficiários mas também da própria realidade
portuguesa, na área da assistência na saúde,
passando pela criação do Fundo de Pensões do
SNQTB, até ao projecto de internacionalização
do SNQTB (adesão à CEC e FECEC), o SAJ
sempre esteve presente e actuante.
10
Outro grande momento histórico ao qual o SAJ
também esteve associado foi o nascimento da
primeira confederação sindical independente
em Portugal - a União dos Sindicatos Independentes - entidade que visa ser o pólo aglutindor
do sindicalismo independente, realidade até à
data completamente postergada no panorama
sindical nacional, e a quem o SAJ tem prestado
toda a sua colaboração e dedicação.
De igual modo, tem tido um papel relevante na
assessoria no âmbito da negociação colectiva
prosseguida pelo SNQTB. Desde 1991 que tal
vem sucedendo, sendo de realçar dois grandes
momentos históricos: A primeira e até à data
única reunião da Comissão Paritária prevista no
ACT para o Sector Bancário, convocada exactamente por iniciativa do SNQTB e que conduziu
a esse evento memorável que foi a criação do
SAMS/QUADROS.
O SAJ esteve ainda ligado, em 1998, à
celebração do primeiro Acordo de Empresa do
Sector Bancário em Portugal, no caso com o
grupo BCP, bem como os que lhe seguiram,
desde o Banco Rotschild até à Caixa Geral de
Depósitos, sempre tendo como escopo fundamental a defesa dos direitos dos quadros e
técnicos bancários.
Muito mais haveria a dizer, e decerto haverá a
fazer, nos anos vindouros, sobretudo se pensarmos nos tempos difíceis que atravessamos e
nos que se avizinham, bem como as constantes
mutações a todos os níveis, mormente social e
laboral, como é exemplo a recente proposta de
alteração ao Código de Trabalho.
Urge, pois, trilhar esse caminho pleno de
escolhos, sempre tendo como objectivo a
defesa intransigente e inabalável dos direitos e
garantias que os quadros e técnicos bancários
foram adquirindo ao longo do tempo com
grande esforço, na expectativa, e porque não
dizer certeza, de que nos próximos vinte e
cinco anos o SNQTB reforce o seu papel de
charneira no movimento independente sindical
português, para o que o SAJ não deixará de
pugnar, como sempre o fez e fará.
Franklin de Sousa e Mello
Coordenador do SAJ
Direcção
Na sequência do
resultado do processo
eleitoral ocorrido em 7
de Novembro de 2007,
a Direcção e os Corpos
Sociais do SNQTB para
o quadriénio 2007/2011,
tomaram posse no dia 21
de Novembro.
Tomada de Posse da Direcção
e Corpos Sociais
A efeméride teve lugar no Hotel Marquês de Sá, em Lisboa, iniciando-se pelas 18 horas.
Após um momento de convívio entre os presentes, o Dr. Joaquim Esteves Saloio, Presidente da Mesa Unificada, proferiu umas
breves palavras introdutórias, salientando o significativo papel desempenhado pelo SNQTB na salvaguarda dos direitos da classe
profissional que representa.
Finda a tomada de posse, o Presidente da Direcção, Dr. Afonso Pires Diz, assegurou, nas suas palavras de encerramento, o
indiscutível empenho na continuada eficácia dos serviços prestados pelo SNQTB aos seus Sócios, designadamente através do
SAMS/QUADROS, elevado ao nível de Excelência, após um longo processo de Certificação da Qualidade.
Reportando-se à representatividade do SNQTB na consolidação do sindicalismo independente em Portugal, em conjunto com as
restantes organizações sindicais filiadas na USI - União dos Sindicatos Independentes, o Presidente da Direcção procedeu a uma
breve retrospectiva do historial deste Sindicato. Finalmente, referiu a total e incondicional disponibilidade do SNQTB para servir
os seus Sócios, assegurando que os novos desafios serão enfrentados com uma qualidade acrescida.
11
Entrevista
“A USI, com o suporte solidário do SNQTB,
tem desenvolvido actividades em todos
os sectores da chamada economia social,
com os Fundos de Pensões, apoio à Terceira
Idade, Serviços de Saúde, Mediação de
Seguros, etc., havendo ainda a destacar a
parceria com o ISCTE para realizar a 1ª Pós-Graduação em Sindicalismo e Relações Laborais.”
Sindicalismo Independente: inovar a
representação dos direitos de quem trabalha
1. Quais são, na sua análise, as diferenças que
demarcam o movimento sindical independente
das restantes lógicas sindicais?
O Sindicalismo Independente é uma característica determinante para definir uma
associação sindical como tal, pois se verificarmos os Estatutos da esmagadora maioria
dos sindicatos portugueses, na sua declaração
de princípios, todos afirmam que são “independentes dos partidos políticos, do poder
económico e das religiões, entre outros”.
No entanto, só a prática quotidiana dos
sindicatos é que demonstra se os mesmos são
realmente independentes ou se estão ligados a
opções partidárias definidas, como é o caso da
CGTP (afecta ao PCP, que é consultado
previamente para desencadear acções, como
por exemplo, uma mera manifestação pública)
e a UGT que, embora tenha o direito de
tendência política nos seus Estatutos, qualquer
pessoa minimamente atenta repara que a
acção concreta desta se aproxima das teses do
Partido Socialista.
Conclusão: a lógica do Sindicalismo Independente é deixar o Partido, a Religião, os interes-
ses patronais e outros semelhantes à porta do
sindicato. Pelo contrário, as centrais sindicais
UGT e CGTP são influenciadas pelos partidos
políticos e outros interesses completamente
estranhos aos trabalhadores.
2. Que papel tem desempenhado o sindicalismo independente no panorama histórico
das relações laborais em Portugal?
O Movimento Sindical Português conseguiu,
nos primórdios da organização dos trabalhadores, no início do século XX, ser independente dos partidos políticos, quando da
acção do sindicalismo anarquista. Na realidade,
o sindicalismo anarquista lutava contra a
ingerência dos partidos políticos e conseguiu
um movimento sindical forte com a CGT, que
teve uma grande importância no desenvolvimento das causas sociais e laborais, até 1920.
Na sequência das actividades do FSI - Fórum
dos Sindicatos Independentes, criado em 1995
avançou-se para a fundação da confederação
dos sindicatos independentes - a USI, União do
Sindicatos Independentes - em 2001, que de
imediato foi reconhecida no B.T.E do Ministério
de Trabalho, através da publicação dos seus
12
Estatutos. Em Novembro do mesmo ano,
foram eleitos os órgãos sociais, que também
foram publicados no respectivo B.T.E.
A USI surgiu com o objectivo de congregar
todas as associações sindicais independentes,
que em Portugal são mais de 100. Uma aspiração difícil, mas que vem sendo atingida no
terreno laboral português.
No início do século XXI, o sindicalismo
independente português tem tido uma
intervenção cada vez mais activa na área
Laboral e Social do País, com a USI. Ainda em
1988, através do FSI - Fórum dos Sindicatos
Independentes, ante-câmara da sua formação,
a USI desenvolveu acção de formação profissional com rigor e qualidade reconhecidas pelas
entidades competentes, em especial o I.E.F.P.
“A USI, com o suporte solidário do SNQTB,
tem desenvolvido actividades em todos
os sectores da chamada economia social,
com os Fundos de Pensões, apoio à Terceira
Idade, Serviços de Saúde, Mediação de
Seguros, etc., havendo ainda a destacar a
parceria com o ISCTE para realizar a 1ª Pós-Graduação em Sindicalismo e Relações Laborais.”
Entrevista
“...a lógica do Sindicalismo Independente
é deixar o Partido, a Religião, os
interesses patronais e outros semelhantes
à porta do sindicato. Pelo contrário, as
centrais sindicais UGT e CGTP são
influenciadas pelos partidos políticos e
outros interesses completamente
estranhos aos trabalhadores.”
Destaca-se, também, o facto da USI participar
como membro de pleno direito na Concertação Social Regional, da Região Autónoma da
Madeira em parceria com o Governo e
Associações Patronais e Sindicais, incluindo a
CGTP e a UGT.
principalmente na luta laboral quotidiana, o
sindicalismo independente vem intervindo e
marcado a sua presença, em especial na
Contratação Colectiva, que é uma das principais causas do Sindicalismo.
3. A nível europeu, que lugar ocupa o
movimento sindical independente?
“...na luta laboral quotidiana,
o sindicalismo independente
vem intervindo e marcado a
sua presença, em especial na
Contratação Colectiva, que
é uma das principais causas
do Sindicalismo.”
No entanto, nestes últimos três anos, com a
publicação quinzenal dos artigos de opinião no
Semanário Económico, por parte do
Coordenador da USI, Dr. Afonso Pires Diz,
com a comemoração do 1º de Maio, Dia do
Trabalhador, e com a realização de Tempos de
Antena na RTP e na RDP, pode considerar-se
que o trabalhador português médio conhece
os Sindicatos Independentes.
Com efeito, nos mais importantes sectores do
País, em termos de contratação colectiva e
relações laborais, são as associações sindicais
independentes que marcam a actividade na
Banca - SNQTB e SIB; nas Comunicações
(CTT, PT, Rádio, Televisão) USI, SICOMP; na
Energia ASOSI; nos Transportes FENTCOP e
SIFA; e na Saúde ASPAS. Fazem-no em pleno
desafio com os Sindicatos da CGTP e da UGT.
Mas é preciso fazer mais e melhor, e a
publicação periódica do Fórum - Jornal das
Associações Sindicais Independentes ajudará
certamente a divulgar a nossa causa sindical
independente. Dinamizar e informar estão,
portanto, na ordem do dia.
A CESI - Confederação Europeia de Sindicatos
Independentes, da qual a USI faz parte como
membro efectivo, está implantada em todos os
países europeus, sendo que representa 8 (oito)
milhões de trabalhadores.
A CESI é membro de pleno direito do
Conselho Económico Social Europeu, orgão
de cúpula para a concertação social nos países
da Europa, ao contrário da USI, que ainda não
participa no CES português como seu membro
efectivo.
4. Considera que os portugueses em geral
estão bem informados sobre esta matéria?
Em caso negativo, que soluções poderemos
encontrar para minorar esta lacuna?
Desde 1984, com a criação do Conselho
Económico e Social, a mediatização da CGTP e
da UGT tem incutido na opinião pública
portuguesa, com a forte ajuda da Comunicação
Social em geral, que só existem dois espaços
sindicais em Portugal. Mas, na realidade, e
Por exemplo, no processo da OPA da PT, a
maior e melhor empresa do País foi a
USI/SICOMP, que marcou o ritmo laboral,
sendo que, o Acordo de Empresa negociado
em 2006 teve a assinatura apenas das
associações sindicais independentes. A CGTP
e a UGT não foram capazes de assumir as suas
13
responsabilidades.
Portanto, temos a realidade do terreno laboral,
mas em termos de informação pública há um
forte boicote da comunicação social às actividades do sindicalismo independente.
Victor Martins
1º de Maio
A Sua História
O 1º de Maio no Movimento Sindical
Contemporâneo Português
O 1º de Maio deve ser uma manifestação autónoma, realizada pelos
próprios trabalhadores através das suas organizações - os Sindicatos.
A data adoptada a nível mundial, 1 de Maio, surge na sequência da
repressão que se abateu sobre os operários1 de Chicago no século
XIX, e representa a solidariedade do movimento laboral mundial, na
defesa de uma causa social justa2. Por isso, a revolta dos operários de
Chicago e as suas consequências - a morte de muitos deles - jamais
poderá ser esquecida. O seu exemplo é de ter em conta no
contexto social em que vivemos actualmente: a necessidade de lutar
pela defesa dos nossos direitos laborais e sociais, através de
Organizações verdadeiramente Autónomas e Independentes, de
modo a contribuir e edificar um verdadeiro equilíbrio social.
É assim que estes Sindicatos retomam novamente o verdadeiro
significado do espírito do 1º de Maio, e formam em 2000 a USI - União dos Sindicatos Independentes, resultante de um período de
reorganização através do Fórum dos Sindicatos Independentes,
surgido nos anos noventa.
Apesar da consolidação democrática e da inclusão na União
Europeia, o País continua a sofrer de graves problemas de ordem
económica e social, que se reflectem na população e nomeadamente nos trabalhadores dos vários sectores de actividade regular.
O movimento sindical (parceiro social, que continua a ser um
elemento fundamental na sociedade) está organizado agora através
das três Organizações com actividade regular: a CGTP Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, a UGT União Geral de Trabalhadores e a USI - União dos Sindicatos
Independentes. No entanto, é bom não esquecer, existem apenas
duas linhas no movimento sindical: o sindicalismo de cariz político
partidário (CGTP/UGT) e o Sindicalismo Autónomo e Independente, representado pela USI - União dos Sindicatos Independentes.
É esta organização, devido às suas características, a única que
actualmente honra o legado histórico da Autonomia e Independência
Sindical no 1º de Maio, e traz para a rua, através das comemorações
realizadas a nível nacional, o verdadeiro significado desta data. O 1º
de Maio continua a ser um ponto de referência que jamais poderá
ser esquecido e deturpado na sua essência original.
É um facto, que a sociedade capitalista evoluiu para Estados
Democráticos a par da globalização da economia a nível mundial, e
os chamados parceiros sociais, as Organizações Representativas dos
Trabalhadores, nomeadamente os Sindicatos, também evoluíram e
se reforçaram. Paralelamente, surgem organizações sociais e
políticas, que tendem a influenciar e hegemonizar os Sindicatos, as
suas estruturas de base e a nível superior: Centrais, Confederações e
Uniões Sindicais.
É neste contexto, que em Portugal3 surge a CGT - Confederação
Geral de Trabalhadores. Em 1933, a CGT é dissolvida com a
imposição do Estatuto do Trabalho Nacional e a consequente
criação dos Sindicatos Nacionais e Corporativos, controlados pelo
Estado Novo, tutelado pelo Partido Único autorizado, oficialmente,
a União Nacional.
Carlos Vicente
Sindicato das Comunicações de Portugal -SICOMP
Em 1970, após a morte de Salazar e a necessidade de uma pretensa
abertura do Estado Novo, liderado por Marcelo Caetano, é
autorizada a criação da CGTP - Confederação Geral dos
Trabalhadores Portugueses.
1
Após o 25 de Abril, e no desencadear de um grande movimento
social e laboral contra a imposição da Lei da Unicidade Sindical,
preconizada pela CGTP através da hegemonia do PCP, conquista-se
a liberdade sindical e é fundada a UGT - União Geral de
Trabalhadores. Em 1980, no entanto, a UGT não consegue resistir à
influência do Partido Socialista, que assume o seu controle e
hegemonia em 1988.
Os trabalhadores em causa haviam saído à rua para lutar pela jornada de trabalho de 8
horas diárias.
2
Com efeito, a revolução industrial gerou uma nova classe, o proletariado, de cuja
importância crucial no desenvolvimento económico e social, emerge uma nova
consciência contra a tentativa de dominação da outra classe, igualmente gerada e
vencedora, a burguesia industrial, detentora dos meios de produção e do capital
financeiro.
3
No nosso País, a Organização Sindical começa a desenhar-se a partir da Revolução
Liberal de 1820. Por outro lado, o início de uma fraca e ténue industrialização
concentrada nas grandes cidades - Lisboa e Porto, surge já no século XX, com a 1ª.
República.
Na sequência deste novo ataque desferido contra o movimento
sindical, e que já tinha sido enfrentado pela CGT na 1ª República, são
reactivamente formados novos sindicatos independentes, que vêm
diminuir a influência da CGTP e da UGT.
14
1º de Maio
O Maio Mais Mediático
A USI no 1º de Maio
Actualmente o mediatismo faz parte da acção sindical, é ele que faz mover
posições e alterar propostas. A capacidade sindical não se limita ao número de
trabalhadores que se mobiliza, a manifestações e a greves. É sem dúvida o choque
mediático que faz a diferença.
A USI já teve momentos em que surgiu incómoda e alternativa. No princípio a
comunicação social questionava: será a 3ª via que vem aí? É a proposta, o espaço
que falta preencher na área sindical portuguesa? A USI teve uma postura séria e
com isso granjeou a simpatia de muitos trabalhadores e o interesse da comunicação social.
Maio é sempre uma oportunidade e a USI já aproveitou algumas delas.
Em 2007 foi um movimento congregador em Lisboa no ROSSIO, em que perante
uma multidão significativa a festa teve o expoente máximo com discurso alternativo e de esperança feito pelo presidente da organização.
Lisboa, Comemorações do 1º de Maio
Em 2002 a USI, através dos seus dirigentes locais, conseguiu em Coimbra a
prestação do Presidente da Ordem dos Advogados da Região Centro, parceiro do
então Bastonário Miguel Júdice. Tivemos o discurso de um Sindicalismo Novo
interpretado por vários oradores a que não foram alheias as televisões e os jornais.
Da análise que faço, o 1º de Maio mais marcante foi o de 2002, em Coimbra, pelas
razões referidas.
M. Capinha
Associação Sindical dos Trabalhadores
do Sector Energético e Telecomunicações-ASOSI
15
Porto, Comemorações do 1º de Maio
Estudo
Os Quadros
na Banca Portuguesa
Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários
“...se por um lado a alteração de
perfis profissionais na banca conduziu
ao exercício de funções pouco
qualificadas, em simultâneo nota-se
que o recrutamento de Quadros
é cada vez mais exigente em matéria
de competências de índole comercial
e de relacionamento.”
Os Quadros na Banca Portuguesa
Diagnóstico Organizacional, Modelos de Liderança
e Enquadramento Sindical
Instituto de Ci• ncias Sociais da Universidade de Lisboa
Dezembro 2006
Este estudo sociológico conduzido por uma equipa de Sociólogos,
coordenada pelo Professor Doutor Marinús Pires de Lima, do Instituto
de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, resultou de um inquérito
aplicado aos Sócios do SNQTB no 2º Semestre de 2004, tendo um
resumo operacional dos resultados obtidos e das respectivas
conclusões, sido oportunamente distribuído a todos os Sócios do
Sindicato. Dada a importância do estudo, designadamente porque é
quase inexistente em Portugal, quer o reconhecimento público deste
grupo profissional de elevadas qualificações, quer a análise desses
profissionais em matéria de aspirações, compromisso com a profissão e
adesão à empresa, o Sindicato optou por realizar, em 2007, a
apresentação pública do estudo.
"O debate que se
seguiu foi bem claro
do interesse da sessão
e nele participaram,
quer os autores do
estudo e os
comentadores, quer
os assistentes com
especial relevo para
alguns profissionais da
área de Recursos
Humanos."
No nosso anfiteatro estiveram presentes, além da Subinspectora Geral
do Trabalho e adjuntos e de representantes do IEFP e do IFB, Directores
e Técnicos de Recursos Humanos dos Bancos e muitos jornalistas. A
Televisão também compareceu, o que deu um impacto muito especial
ao Colóquio de debate do estudo, uma vez que nessa noite, no
Telejornal da SIC e no Jornal das 00H00 da RTPN, foram transmitidas
algumas das conclusões do estudo e entrevistados o respectivo
Coordenador e João Oliveira e Silva, Vice-Presidente da Direcção.
O Colóquio decorreu de forma bastante animada e após a
apresentação detalhada do estudo pela equipa que o realizou, a
metodologia utilizada e as conclusões foram objecto de comentários
por convidados do SNQTB. Assim, o Professor Doutor Paulo Pereira de
Almeida, do ISCTE, apresentou a sua perspectiva de Sociólogo, e
relacionou as conclusões do estudo com outras obtidas por ele próprio
no âmbito da investigação que realizou no sector financeiro,
16
Estudo
designadamente no respeitante às cargas de trabalho, ao stress e ao
impacto das novas tecnologias na organização do trabalho e na carreira
profissional. Concluiu afirmando que, se por um lado a alteração de
perfis profissionais na banca conduziu ao exercício de funções pouco
qualificadas, em simultâneo nota-se que o recrutamento de Quadros é
cada vez mais exigente em matéria de competências de índole
comercial e de relacionamento.
Nº médio de horas suplementares não remuneradas, por
Banco ( Frequências das respostas superiores a 25 pessoas)
O Dr. Manuel Mendes, Director-Coordenador de Recursos Humanos
do BANIF, apresentou algumas explicações para a fadiga (stress)
encontrado nos Quadros Bancários e para a prática de horários muito
alargados, tendo focalizado esta prática mais nos aspectos de
identificação dos trabalhadores com os bancos e no brio profissional, do
que em cargas de trabalho excessivo. Outros aspectos foram ainda
objecto do seu reparo como, por exemplo, as carências em matéria de
formação profissional de carácter comportamental em que referiu ser
diferente a situação de banco para banco, relacionando-a com o
respectivo grau de modernização. A finalizar o Dr. Manuel Mendes
congratulou-se com o trabalho apresentado e como ele pode contribuir
para a melhoria da gestão dos Bancos, assinalando que seria desejável
que prosseguissem iniciativas deste tipo.
140
120
100
80
60
40
20
0
Millennium BNC
BCP
CEMG
BIC
BES
CPP
Horas semanais não remuneradas
BTA
BPI
BANIF
BPN Santander CCAM
Frequência das respostas
A perspectiva sindical dos comentários foi apresentada por José de
Oliveira Costa, Presidente do Conselho de Disciplina do SNQTB e
responsável pelo seu Gabinete de Estudos que salientou, em especial,
dois pontos. Primeiro, a conciliação da vida profissional e familiar dos
profissionais do sector, em especial os que têm funções comerciais em
conjugação com o cada vez maior acesso dos profissionais femininos a
funções de elevada responsabilidade e como prevenir as situações de
melindre que poderão ocorrer, face à extensão dos horários praticados.
Como segundo ponto, analisou as conclusões do estudo em matéria da
percepção que os Quadros têm do movimento sindical e do lugar que
ocupa o SNQTB e a imagem de que disfruta no seio da classe.
Fonte: Os Quadros da Banca Portuguesa: Diagnóstico Organizacional,,
Modelos de Liderança e Enquadramento Sindical
Profissões mais prestigiadas
1 000,00 -
750,00 -
O debate que se seguiu foi bem claro do interesse da sessão e nele
participaram, quer os autores do estudo e os comentadores, quer os
assistentes com especial relevo para alguns profissionais da área de
Recursos Humanos. O colóquio foi encerrado pelo Vice-Presidente da
Direcção que se congratulou com a difusão do estudo e o interesse por
todos evidenciado ao longo da jornada de trabalho.
500,00 -
250,00 -
0,00 -
Engenheiro Informático
Engenheiro Civil
Economista
Quadro Bancário
Médico
Arquitecto
Jornalista
Político
Professor Universitário
Funcionário Administração Pública
Cientista Social
Cientista Natural
Advogado
N
José F. A. de Oliveira Costa
Presidente do Conselho de Disciplina
Nota:
Uma versão resumida deste estudo e das suas principais conclusões
poderão ser consultadas no site do SNQTB:
www.snqtb.pt
17
Opinião
"A meu ver, se outros Sindicatos
tivessem a mesma actuação, seria não só
uma oportunidade para ver aumentar as
respectivas representatividades no seio
das empresas, como contribuiria para
contrariar a tendência da desfiliação
sindical."
Segurança e Higiene
no Trabalho
Participação na Gestão da Segurança e Saúde dos Trabalhadores:
Novo Desafio para as Organizações Sindicais
A actividade bancária é um sector em que a
taxa de sinistralidade laboral não é expressiva.
Contudo, no que diz respeito às Doenças
Profissionais, já não se poderá dizer o mesmo.
Muito embora as estatísticas oficiais não o
demonstrem, o facto é que existem casos
frequentes de trabalhadores bancários a sofrer
de patologias de natureza psíquica1, para além
de doenças músculo-esqueléticas e outras
ocasionadas por agentes físicos, contraídas e
desenvolvidas ao longo dos anos, nos seus
postos de trabalho.
O artº 272º do Código do Trabalho (CT) veio
consagrar, a par de outros direitos já existentes
anteriormente, que “o trabalhador tem o
direito à prestação de trabalho em condições
de segurança, higiene e saúde”. O empregador,
apesar de lhe competir criar e manter essas
condições, não o poderá impor, por sua livre e
espontânea vontade, mesmo que respeite as
normas legais de Segurança, Higiene e Saúde
no Trabalho (SHST).
e normas de SHST de âmbito sectorial, institucionalizam formas obrigatórias de participação e
diálogo de todos os interessados.
Sendo os trabalhadores os verdadeiros destinatários da implementação de uma gestão de
SHST, a sua eficácia depende do grau de participação que venham a obter no âmbito da empresa.
Posteriormente, o artº 277º do CT consagrou,
como na anterior Lei-Quadro, a figura dos
representantes dos trabalhadores (RT) para a
segurança, higiene e saúde no trabalho. A sua
Regulamentação veio determinar quais as funções
de carácter participativo e consultivo.
A 155ª Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Directiva-Quadro
89/391/CEE e toda a legislação, regulamentos
A participação aqui é no sentido literal da
palavra, ou seja, participar activamente, e não
limitar-se a ser um órgão meramente opinativo.
"Sendo os trabalhadores os verdadeiros destinatários da
implementação de uma gestão de SHST, a sua eficácia depende do
grau de participação que venham a obter no âmbito da empresa."
18
Opinião
Assim, ao empregador impõe-se-lhe consultar
(por escrito, e pelo menos, duas vezes por ano)
os representantes dos trabalhadores ou, na sua
falta, os próprios trabalhadores, podendo estes
apresentar propostas para minimizar os riscos
profissionais.
efeito, estruturas próprias de formação profissional. Um exemplo a salientar: a criação do
Fórum dos Sindicatos Independentes (FSI) pela
União dos Sindicatos Independentes (USI),
graças à iniciativa dinamizadora do nosso Ilustre
Presidente, Dr. Afonso Pires Diz.
Mas quem serão estes representantes dos
trabalhadores? Serão nomeados pelo empregador?
Obviamente que não, os representantes dos
trabalhadores para SHST são por estes eleitos,
por voto directo e secreto, segundo o princípio
da representação pelo método de Hondt,
atendendo à dimensão da empresa.
A meu ver, se outros Sindicatos tivessem a
mesma actuação, seria não só uma oportunidade para ver aumentar as respectivas
representatividades no seio das empresas,
como contribuiria para contrariar a tendência
da desfiliação sindical e, quiçá, constituir uma
medida apelativa à filiação de novos trabalhadores, que tão afastados se encontram das
suas estruturas representativas.
Mas qualquer um dos trabalhadores poderá ser
eleito?
Já dizia Auguste Comte: “ Saber para prever, a
fim de poder”.
Também não. A Lei estabelece que só os
trabalhadores com formação adequada poderão
desempenhar essas funções.
Luis Ferraz
Daí a formação/qualificação dos RT, passar a
constituir um novo desafio que se depara às
Organizações Sindicais que não deverão apenas
ficar-se por uma posição reivindicativa junto
das empresas e das entidades governamentais,
mas criar condições que proporcionem aos seus
associados a aquisição de competências para
exercer aquelas funções, constituindo para o
Secretário da Mesa Unificada
1
A Lista Oficial das Doenças Profissionais não consagra
doenças do foro psiquiátrico
19
"Muito embora
as estatísticas
oficiais não o
demonstrem, o
facto é que
existem casos
frequentes de
trabalhadores
bancários a
sofrer de
patologias de
natureza
psíquica..."
Internacional
UM MELHOR
DESEMPENHO GRAÇAS
À DIVERSIDADE.
A IGUALDADE
DE OPORTUNIDADES:
UMA MAIS-VALIA PARA
A GESTÃO DE AMANHÃ.
CEC - Conferência 2007 – Estocolmo, Suécia
Esta Conferência realizada pela CEC em
Estocolmo contou com a presença da maioria
das Organizações membros e ainda de alguns
observadores e potenciais futuros membros.
O SNQTB, como membro efectivo da CEC
não deixou de comparecer, dada a importância
dos temas em assunto e a sua transversalidade
a nível europeu, tanto mais que, além de
Portugal ter neste 2º Semestre a Presidência da
União Europeia, 2007 foi o ano europeu da
igualdade de oportunidades para todos.
Em representação do SNQTB estiveram
presentes, João Oliveira e Silva (Vice-Presidente),
Maria Cesaltina Henriques (Directora), e Luís
Silva Rosa (Membro do Conselho Fiscal).
O grande objectivo da Conferência foi a
sensibilização de todos os agentes para as
vantagens da promoção de uma política de
diversidade nas empresas, pondo a tónica nas
boas práticas sobre a igualdade de oportunidades no local de trabalho e sobre a tarefa dos
quadros na sua implementação.
Pela participação numérica alcançada e pela
qualidade das intervenções, o evento não só
conseguiu o seu objectivo como obteve efeitos
muito positivos para o desempenho da CEC
enquanto parceiro social europeu.
A conferência desenrolou-se no CCC-City
Conference Center de Estocolmo com a
intensidade que a escassez de tempo já deixava
adivinhar, cabendo ainda no programa uma
apropriada intervenção da Gestora de
Recursos Humanos dos Armazéns IKEA, na
Suécia.
Face à extensão do programa – apesar (e por
causa) da sua importância – aqui deixamos as
mais significativas conclusões então exaradas,
na convicção de serem um contributo positivo
para a reformulação da mentalidade empresarial, social e política na vida próxima futura da
Europa e do Mundo:
• Existem diferentes pontos de vista que urge
esbater em Agências Governamentais,
Companhias, Organizações de “Lobby”
20
• Perspectiva internacional e estudos
dirigidos para os acessos nacionais à
questão da Diversidade Administrativa.
• Negociações dirigidas para a Diversidade
Administrativa bem como os argumentos
morais e políticos a seu favor.
• As bases da Diversidade Administrativa
podem ser impostas numa aproximação
base/topo através de legislação, ou
através das administrações.
• No entanto, tal só será uma realidade
numa aproximação que seja vivida e
praticada com base no quotidiano.
• A Diversidade Administrativa nalguns
casos necessita também de uma mudança
de mentalidade em ambos os lados (Ex.
falta de ajuda, vitimação).
• A Diversidade Administrativa necessita de
constante monitorização, determinação e
reformulação.
• A Diversidade Administrativa precisa de
ser integrativa, necessita de incentivos
mas também de sanções.
Internacional
Para o exposto, o que os Sindicatos e a CEC
podem fazer em conjunto é elevar a sua
consciência para o assunto, manter a discriminação em agenda com conferências,
“workshops” e similares; aumentar a pressão
sobre a Europa dos Negócios a fim de ser mais
activa no campo das grandes decisões.
Sem a chama da CESI na Jornada de Sevilha
subordinada ao tema “A Integração dos Jovens
e dos Trabalhadores Idosos no Mercado de
Trabalho”, e onde o SNQTB esteve, também,
presente, a Conferência da CEC em Estocolmo
– dada a sua proximidade às altas instâncias
europeias – teve no entanto, a virtude de
ampliar as vozes preocupadas com um
problema transversal à sociedade moderna.
Outras nos esperam para o enriquecimento
deste “dossier” que, pela cada vez mais
premente realidade do seu conteúdo, pelo
estudo aprofundado dos problemas da sociedade laboral nos Países europeus e pela
divulgação pública das suas convicções, terá de
vir a constar na agenda política da UE.
O SNQTB estará disponível para cumprir o
desígnio de colaborar activamente no que, de
um ou outro modo, afecte significativamente
os nossos Sócios e suas Famílias.
Como é seu timbre.
Luís Silva Rosa
Membro do Conselho Fiscal
A FECEC reúne em Paris o seu Comité Director
A Federação Europeia de Quadros de
Estabecimentos de Crédito e Instituições
Financeiras – FECEC - reuniu em Paris, em
2007, o seu Comité Director, estando presentes associações sindicais da Alemanha, Bélgica,
Espanha, França, Itália e Portugal. O SNQTB
esteve representado por Joaquim Esteves
Saloio (Presidente da Mesa Unificada), Maria
Cesaltina Henriques (Directora), Dário Águia
(Director), Franklin de Sousa e Mello
(Coordenador do Serviço de Atendimento
Jurídico) e José de Oliveira Costa (Presidente
do Conselho de Disciplina).
Esta reunião revestia-se de especial importância
uma vez que se iria dar acordo ao projecto de
alteração dos Estatutos da Federação,
apresentados em Novembro de 2007 à
Assembleia Geral, bem como preparar as
eleições para o Comité Director, que tiveram
lugar, nessa mesma altura, em Nápoles.
No que respeita ao primeiro ponto e após um
amplo debate, foram aprovadas as alterações a
propor e que respeitam, basicamente, aos
critérios para admissão de novos membros na
Federação, alargando o âmbito à generalidade
da actividade financeira e afins, e a sindicatos
generalistas, desde que integrem Quadros e
sejam independentes dos partidos políticos, o
que é significativo. De igual relevo é o reforço
dos poderes do Comité Director, entre
Assembleias, previsto nas alterações dos
Estatutos, de modo a, entre outros aspectos, se
agilizar a possibilidade de admitir novos
Sindicatos de outros Países, situação até agora
dependente da Assembleia Geral.
Outro aspecto significativo que esteve em
debate resultou da exposição apresentada
pelo Secretário-Geral sobre a reunião das
Federações Profissionais realizada em Bruxelas
em Abril de 2007, em que se debateu o seu
papel na construção europeia, no diálogo social
e na revitalização de um Modelo Social
Europeu capaz de resistir aos desafios da
globalização e ao “dumping” social existente
em muitos países fora da Europa.
Em ligação com o exposto foram ainda objecto
de análise as relações entre a Confederação
Europeia de Quadros – CEC – que enquadra a
FECEC, e a Confederação Europeia de
Sindicatos – CES – a qual não reconhece as
especificidades da nossa Confederação. Tal
poderia ser uma janela de oportunidade para
relançar em 20 ou 30% o crescimento da CEC,
aproximando-a do milhão e meio de
aderentes, ao permitir ressaltar a identidade do
“Quadro Europeu”.
O Secretário-Geral apresentou ainda as
conclusões da Assembleia Geral e do Colóquio
da CEC, realizada em Estocolmo uns dias antes,
tendo-se referido com detalhe aos temas
debatidos, designadamente, igualdade de
oportunidades, promoção da diversidade na
empresa e gestão de quadros “seniores”.
21
A reunião tratou ainda de diversos aspectos
administrativos e de organização interna da
FECEC, incluindo o respectivo “site” cuja
elaboração e desenvolvimento tem cabido ao
SNQTB que apresentou, detalhadamente, o
andamento dos trabalhos.
Finalmente e como é habitual nestas reuniões
internacionais, a mesma terminou com um
“tour de table” em que os representantes dos
diversos países apresentaram a respectiva
situação em termos económicos e sociais,
designadamente a situação no seu sector
bancário.
Neste aspecto salientaram-se os representantes dos Sindicatos Italianos que referiram as
novas concentrações na banca em curso nesse
País, penalizando em especial os Quadros, e a
reestruturação no Fundo de Apoio ao
Desemprego e à Reforma, para o qual o
Governo pretendia aumentar a contribuição
de trabalhadores e entidades patronais.
O impacto do Fundo no apoio aos trabalhadores dispensados no sector bancário pelo
processo de concentração, leva a que, não
obstante existir um acréscimo do peso fiscal, o
reforço constitua um objectivo de todos no
sentido de salvar esse Fundo.
José F. A. de Oliveira Costa
Presidente do Conselho de Disciplina
Seminário
Já foi vítima
de Assédio Moral?
Seminário 2007
Em 2007, tive a honra de participar num
seminário, organizado pela ADT - Associação
para o Desenvolvimento das Competências,
subordinado ao tema do assédio moral e que,
entre outros ilustres oradores, contou com a
presença de Vítor Ramalho – Deputado da
Assembleia da República e Presidente da
Comissão Parlamentar do Trabalho e
Segurança Social – e de Paulo Bárcia, Director
do Escritório da OIT em Portugal.
Destas intervenções bem como do debate que
se seguiu, em que o público presente participou, resultou claro que o assédio moral é um
fenómeno muito mais abrangente do que a
maioria dos trabalhadores supõe existir e, pior
do que isso, que a própria vítima de assédio
tem efectiva percepção.
Cabe pois perguntar: Sabe se já foi vítima de
assédio moral?
Segundo Marie-France Hirigoyen, especialista
em psiquiatria, psicanalista e em psicoterapia
familiar e autora do livro “Assédio Moral,
Violência Perversa no Quotidiano” Assédio
Moral é “toda e qualquer conduta abusiva
manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, gestos, escritos que possam
trazer dano à personalidade, à dignidade ou à
integridade física ou psíquica da pessoa”.
Por sua vez, o art. 24.º do Código do Trabalho
prescreve que se entende por assédio “todo o
comportamento indesejado [...] praticado
aquando do acesso ao emprego ou no próprio
emprego, trabalho ou formação profissional
com o objectivo ou o efeito de afectar a
dignidade da pessoa ou criar um ambiente
intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou
desestabilizador.”.
O assédio moral é pois uma técnica de
destruição, que visa de forma deliberada a
descompensação do indivíduo e que se
manifesta de inúmeras formas: exclusão de
reuniões, sonegação de informação, definição
de objectivos inalcançáveis, substituição e diminuição de responsabilidades sem justificação,
críticas infundadas, desvalorização contínua do
trabalho realizado, repreensões ofensivas e
públicas, persistência de comentários negativos,
etc, etc, etc...
Face à gravidade que estes fenómenos
revestem, é importante tomar consciência que
estas condutas são absolutamente ilícitas e
devem ser denunciadas o mais cedo possível,
sendo aconselhável o trabalhador procurar
apoio jurídico logo que se aperceba que está a
ser vítima de assédio, para que aprenda como
defender-se do, ou dos, eventuais agressores.
Infelizmente, o combate às situações de assédio
em Portugal, tem sido dificultado pelo facto de
não existir uma resposta eficaz a esta realidade,
quer por parte das entidades fiscalizadoras
como a inspecção de trabalho, quer por parte
dos tribunais, sem dúvida pela dificuldade que
"...estas condutas são
absolutamente ilícitas e devem
ser denunciadas o mais cedo
possível..."
acarreta a prova do assédio mas também pela
reduzida sensibilidade da generalidade da
magistratura portuguesa relativamente a esta
matéria.
De facto, se tivéssemos em conta o número de
condenações por assédio nos tribunais
portugueses, diríamos que este é um problema
inexistente na nossa sociedade, a que se junta o
facto das indemnizações, por danos morais,
serem muitas vezes irrisórias – é caso para se
dizer que o crime compensa ! – o que leva a que
o problema tome proporções dramáticas,
especialmente numa época em que a procura
de emprego suplanta em muito a oferta, como
se verifica hoje em Portugal.
Acresce ainda que, com a emergência de novas
formas de discriminação também emergem
novos comportamentos indesejados, como
acontece com os trabalhadores mais idosos ou
menos novos, situação que em muitos sectores
é alarmante, como é o caso do sector
financeiro, no qual um trabalhador com 40
"O assédio moral é pois uma técnica de destruição, que visa de
forma deliberada a descompensação do indivíduo e que se
manifesta de inúmeras formas..."
22
Seminário
"...assédio moral é “toda e qualquer
conduta abusiva manifestando-se
sobretudo por comportamentos,
palavras, gestos, escritos que possam
trazer dano à personalidade, à
dignidade ou à integridade física ou
psíquica da pessoa”.
anos é considerado velho e descartável, cujo
único caminho proposto é a reforma.
E como é que se convence um trabalhador
com 40 anos a “preparar-se para a reforma?”.
De várias maneiras. Por exemplo: coloca-se o
trabalhador numa sala, sem funções ou com
funções abaixo da sua categoria profissional,
atribuem-se avaliações negativas, retiram-se
todas as regalias resultantes do exercício
efectivo das funções e, algumas consultas e
anti-depressivos depois, é o próprio trabalhador a pedir para ir para a reforma.
"...com a emergência de novas
formas de discriminação
também emergem novos
comportamentos indesejados,
como acontece com os
trabalhadores mais idosos ou
menos novos..."
Já todos ouvimos relatos semelhantes e não
apenas para os trabalhadores mais idosos mas
também para os que simplesmente têm a
coragem de exercer os seus direitos, como
frequentemente acontece com as mães
trabalhadoras.
Resta saber se alguém fica a ganhar com estas
práticas tão difundidas no tecido empresarial. E
a resposta é clara e só uma. Ninguém fica a
ganhar.
Porque ninguém fica a ganhar e muitos ficam a
perder, a Comissão Europeia fez uma
comunicação ao Parlamento Europeu, ao
Conselho, ao Comité Económico e Social
Europeu e ao Comité das Regiões, em 21 de
Fevereiro de 2007, onde veio propor uma
estratégia para a promoção da saúde e da
segurança no trabalho na União Europeia no
período de 2007-2012, precisamente por
considerar que o papel da saúde e segurança
no trabalho é vital para reforçar a competitividade e a produtividade das empresas e, mais
ainda, para contribuir para a viabilidade dos
sistemas de protecção social, na medida em
que se traduz numa diminuição dos acidentes,
incidentes e doenças profissionais e na medida
em que se traduz numa motivação acrescida
dos trabalhadores.
Como então fazer entender as empresas que
se obtêm resultados concretos e efeitos
positivos ao investir em políticas activas de
prevenção para protecção da saúde dos seus
trabalhadores? Efeitos positivos, como por
exemplo, a redução dos custos decorrentes do
absentismo, a motivação acrescida, a imagem
da empresa reforçada.
Muito poderia ser feito através da contratação
colectiva se esta não estivesse (quase)
moribunda em Portugal, reduzida muitas vezes
a meras actualizações salariais. Sem prejuízo,
este terá que ser um caminho necessariamente
a revitalizar pois a contratação colectiva é a via
privilegiada para melhorar as condições de
trabalho e regular a prevenção da violência e
do assédio no local de trabalho.
"...a contratação colectiva é a
via privilegiada para melhorar
as condições de trabalho e
regular a prevenção da
violência e do assédio no
local de trabalho."
Enquanto tal não ocorrer, resta a cada um de
nós ser mais interveniente, mais solidário, mais
atento.
Margarida Geada Seoane
Jurista/SAJ
23
Bancos
Clima Social
Clima Social - Registo de situações de litígio/conflito - Janeiro a Junho de 2008
Os resultados do gráfico abaixo apresentados têm por base a verificação de problemas ou litígios entre trabalhadores e
Instituições de Crédito quanto às seguintes matérias:
Remuneração
Avaliação
Processos disciplinares
Antiguidade/reforma
Transferência local de trabalho
Baixa por doença
Funções
Outros
Maternidade/paternidade
Categoria Profissional
Processos Judiciais
BARÓMETRO DO CLIMA SOCIAL
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
BES
BBANK
CCAM
FINIBANCO
CAJA BADAJOZ
BCP
CGD
BANCO POPULAR
BANIF
BPN
SANTANDER TOTTA
BPI
BBVA
IFADAP
M. GERAL
B. ROTHSCHILD
Nota: A dimensão das colunas indica o pior clima social.
24
Sócios
Distribuição por Bancos e Distritos
Total de Sócios
Existentes
por Distrito
Total de Sócios Existentes por Grupos
Total
Sócios
VIANA DO CASTELO
238
VILA REAL
216
BRAGA
BRAGANÇA
78
942
PORTO
4462
AVEIRO
700
VISEU
179
COIMBRA
350
GUARDA
37
CASTELO BRANCO
49
LEIRIA
522
SANTARÉM
149
LISBOA
5413
PORTALEGRE
18
ÉVORA
31
SETÚBAL
810
BEJA
20
FARO
433
HORTA
3
PONTA DELGADA
111
ANGRA DO HEROÍSMO
5
FUNCHAL
290
Grupo
3266
GRUPO ESPÍRITO SANTO
2370
GRUPO BCP
2270
GRUPO BANCO PORTUGUÊS DE INVESTIMENTO
2162
GRUPO BTA
693
GRUPO BBANK
655
GRUPO CAIXAS CRÉDITO AGRICOLA
648
GRUPO BANIF-BCA
617
GRUPO BPN
490
GRUPO FINIBANCO
476
CEMG
348
BANCO POPULAR PORTUGAL
319
GRUPO BBV/ARGENTÁRIA
214
GRUPO CGD
87
IFADAP - INST FIN APOIO DESENV AGRIC PESCAS
68
UNICRE
46
BANCO DE PORTUGAL
44
L J CARREGOSA SOCIEDADE FINANCEIRA CORRETAGEM SA
38
CAJA VIGO
31
BNP
30
BANQUE PRIVEE EDMOND DE ROTHSCHILD
22
DEUTSCHE BANK
19
INSTITUTO DE FINANCIAMENTO APOIO TURISMO
19
CAJA DE AHORROS DE SALAMANCA Y SORIA
16
CAJA DE AHORROS DE GALICIA
14
HELLER FACTORING PORTUGUESA SA
9
CAJA DE MADRID
9
SIBS
9
BAI-BANCO AFRICANO INVESTIMENTOS,SARL-SUC.PORTUGAL
9
IFB/APB
53
OUTROS
Total Geral de Sócios Existentes, a 30 de Junho de 2008
15.058
25
Conselho Geral
Lorem ipsum
ACTIVIDADE
DO CONSELHO
GERAL
2007
As competências do Conselho Geral, tal como constam das diversas
alíneas do Artigo 22º dos Estatutos, são bastante amplas e
abrangentes.
Pensões, S.A. e, desses factos, a nossa colaboração nas áreas em que
estas actuam.
2. Contratação Colectiva
Algumas delas, se bem observarmos, raramente serão exercidas.
Outras, porém, bem mais necessárias e importantes, fazem parte do
quotidiano da actividade do nosso Sindicato e requerem a maior
atenção e disponibilidade de todos os membros que integram os
Corpos Sociais do SNQTB.
Ao nível da contratação colectiva, além da revisão das Convenções
Colectivas de Trabalho ou Tabelas Salariais e dos Acordos
celebrados com as diversas entidades da Banca, é de realçar a meta
alcançada pelo SNQTB ao conseguir acordar, com o Grupo
Negociador da Associação Portuguesa de Bancos, a integração na
Segurança Social dos novos trabalhadores bancários admitidos a
partir de data futura e ainda não determinada.
Sem querermos ser exaustivos, de entre os diversos temas
analisados e deliberados pelo Conselho Geral no ano de 2007,
distinguem-se os seguintes:
A integração na Segurança Social é aplicável somente aos novos
trabalhadores bancários. Contudo, o SNQTB continuará a lutar pela
melhoria das condições remuneratórias e sociais dos bancários, quer
se encontrem no activo quer na reforma.
1. Constituição da Sociedade de
“Mediação Independente de Seguros”
Na sequência das inovações que o Sindicato Nacional dos Quadros
e Técnicos Bancários tem implementado para benefício dos seus
Associados, desde que o Dr. Afonso Pires Diz tem exercido a
Presidência da Direcção, foi autorizada pelo Conselho Geral, em
sessão extraordinária realizada no dia 7 de Março de 2007, a
constituição da Sociedade de “Mediação Independente de Seguros”,
em princípio, com estreita ligação à Companhia de Seguros Sagres,
S.A. e à Victória Seguros, S.A.
3. Acto Eleitoral para os Órgãos Centrais
do SNQTB
Complementarmente, relembramos a todos os Sócios que o
SNQTB tem participações no capital social da Companhia de
Seguros Sagres, S.A. e da SGF – Sociedade Gestora de Fundos de
Em sessão extraordinária, realizada no dia 17 de Maio de 2006, tinha
sido deliberado que não haveria lugar à marcação do Acto Eleitoral,
sem audição prévia do Conselho Geral.
Para os novos bancários está, também, previsto um Plano
Complementar de Pensões, de modo a que o trabalhador receba
uma pensão complementar que atenue a diferença de valores entre
a retribuição auferida no activo e a pensão de reforma.
26
falta foto
Conselho Geral
Analisado o assunto na sessão de 30 de Março de 2007, uma vez que
a duração do mandato de quatro anos dos Corpos Sociais do
Sindicato estava prestes a expirar, a Mesa Unificada foi aconselhada a
proceder à marcação de eleições, tendo em vista perspectivar um
Acto Eleitoral bastante concorrido, dado que o principal período de
férias dos bancários ocorre nos meses de Verão.
5. Alterações ao Regulamento
dos SAMS/QUADROS
O Conselho Geral, em sessão realizada no dia 28 de Novembro de
2007, decidiu aprovar, por unanimidade, algumas alterações,
propostas pela Direcção, aos artigos 19º e 64º do Regulamento dos
SAMS/QUADROS.
Assim, foi julgado oportuno que, com o objectivo de possibilitar uma
maior participação, o Acto Eleitoral decorresse após o período de
férias.
"O SNQTB já vinha sensibilizando os
sócios, há cerca de dez anos, para uma
implementação adequada das normas,
agora aprovadas, e que serão objecto
de rigoroso cumprimento por parte
dos serviços do Sindicato."
Os anúncios da Convocatória foram publicados nos dias 13 e 23 de
Agosto de 2007, 85 dias antes do Acto Eleitoral (Os Estatutos no
Artº. 19º prevêem apenas 60 dias de antecedência), além de a
Convocatória ter sido, também, enviada por correio, a todos os
Sócios com direito a voto.
Pretendeu-se, com esta anterioridade e divulgação, possibilitar ao
máximo a participação de todos os Sócios interessados.
O número de votantes, apesar de se ter apresentado apenas uma
lista concorrente, avaliza o acerto da marcação para a data escolhida,
7 de Novembro de 2007.
O Artigo 19º reforçou as normas para os beneficiários inscritos
noutro sistema de assistência na doença, enquanto no Artigo 64º
são introduzidas algumas alterações acerca da comparticipação das
despesas com cuidados de saúde, prestados por estabelecimentos
pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde.
4. Recursos Interpostos para o Conselho Geral
O SNQTB já vinha sensibilizando os sócios, há cerca de dez anos,
para uma implementação adequada das normas, agora aprovadas, e
que serão objecto de rigoroso cumprimento por parte dos serviços
do Sindicato.
Dois ex-Sócios do SNQTB apresentaram recurso da sanção
disciplinar que lhes tinha sido aplicada, conforme previsto na alínea
q) do Artigo 22º dos Estatutos.
Apesar do Conselho Geral integrar na sua composição vários
Conselheiros com formação jurídica, foram solicitados pareceres a
Gabinetes de Advogados, por forma a habilitar todos os membros
do Conselho a tomarem uma posição adequada e justa sobre a
matéria daqueles recursos.
A observância destas normas reveste-se de enorme importância
para o reforço da vitalidade, eficiência e qualidade dos
SAMS/QUADROS.
Após a respectiva análise, foi decidido, por unanimidade, considerar
improcedente qualquer dos referidos recursos.
"...é de realçar a meta alcançada pelo
SNQTB ao conseguir acordar, com o Grupo
Negociador da Associação Portuguesa de
Bancos, a integração na Segurança Social dos
novos trabalhadores bancários..."
Joaquim Esteves Saloio
Presidente da Mesa Unificada
27
MIS
No dia 9 de Maio de 2007, por escritura pública, lavrada pelo notário Rui
Januário, foi constituída, com o capital de € 50.000,00, a MIS – Mediação
Independente de Seguros, Lda., cujo sócio maioritário é o nosso
Sindicato. Esta sociedade encontra-se matriculada na Conservatória do
Registo Comercial de Lisboa, sob o nº 507722060.
No entanto, a sociedade não ficou logo apta a operar, pois para que tal
desiderato se tornasse efectivo, é necessário o registo prévio no
Instituto de Seguros de Portugal e, por força da adequação da lei
portuguesa a uma directiva comunitária, só por despacho de 28 de
Agosto de 2007, notificado por carta datada de 18 de Setembro do
mesmo ano, foi a Sociedade formalmente investida na condição de
Mediador Oficial, com o número de inscrição no registo 207157654/2,
tendo sido emitido o certificado nº. 2007/15779, datado de 28 de
Agosto.
A constituição desta sociedade, visa prestar mais um serviço, este no
âmbito da venda de seguros, em condições vantajosas, a todos os
nossos sócios e seus familiares, e resulta do desenvolvimento da nossa
colaboração com a nossa participada Companhia de Seguros Sagres,
pois os seguros a colocar, no segmento de ramos reais (incêndio,
automóveis, caça, etc.), são daquela Companhia.
Estabelecemos idêntico protocolo, com a igualmente nossa participada
SGF – Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, para comercializar
produtos do ramo vida (Fundos de Pensões, PPR, etc.), mas estamos
ainda à espera de autorização do ISP – Instituto de Seguros de Portugal.
Horácio Pereira
Membro do Conselho de Disciplina
Gerente da MIS
28
Formação
Programa
de Empreendedorismo
Sénior
O SNQTB, em parceria com a ARCPPAssociação de Reformados do Crédito
Predial Português como promotores, e a
Learn4U, Consultoria Lda., como entidade
formadora, desenvolveram o Projecto
“Empreendedorismo Sénior” orientado,
nesta fase, para os Quadros e Técnicos
Bancários.
Pretende-se com esta acção, constituir um
projecto piloto passível de ser alargado e
replicado, posteriormente, a todo o públicoalvo da União de Sindicatos Independentes,
a outros potenciais interessados e ainda a
outras populações, no âmbito de uma
parceria a desenvolver com outros países,
para candidatura ao Programa “Aprendizagem ao Longo da Vida” na “Medida
Grundvig”.
As características deste projecto visam dar
uma resposta proactiva à Nova Agenda de
Lisboa, considerando-se que esta é
fundamental para criar uma directriz
comum para os diferentes países, capaz de
fazer face às tendências de envelhecimento
populacional e do prolongamento da idade
activa dos cidadãos.
contributo para a resolução do problema
das reformas antecipadas que afecta não só
os bancários mas também os profissionais
de muitas outras áreas. Cada afastamento
do mercado activo e social é uma perca
irremediável, muitas vezes, para a família,
para a sociedade e para o País.
"Pretende-se com
esta acção, constituir
um projecto piloto
passível de ser
alargado e replicado,
posteriormente, a
todo o público-alvo
da União de Sindicatos
Independentes, a
outros potenciais
interessados e ainda a
outras populações..."
O SNQTB considera que a sustentabilidade do Modelo Social Europeu depende,
em muito, das intervenções directas e
indirectas de todos os Parceiros Sociais e,
por isso, não poderia deixar de dar o seu
O Programa de Formação “Empreendedorismo Sénior” visa promover o desenvolvimento de uma atitude empreendedora e inclusiva dos reformados que,
embora afastados do mercado de trabalho
e muitas vezes da sociedade, se encontram
no auge das suas capacidades de desenvolvimento pessoal.
Assim, os objectivos da Formação incidem
sobre as competências pessoais, as
competências sociais e as competências de
gestão, desenvolvidas ao longo de vários
módulos, num total de 220 horas de
Formação em modalidade B-Learning
(semi-presencial).
Manuela Delgado
Serviços de Formação
29
Formação
1ª edição do Curso de Especialização
e Pós-Graduação em Sindicalismo
e Relações Laborais
Protocolo ISCTE, SNQTB e USI
A primeira edição da Pós-Graduação em
Sindicalismo e Relações Laborais foi uma
experiência pioneira, só possível porque o
Sindicalismo Independente, aposta na formação
contínua dos seus membros, uma formação de
qualidade e inovadora.
Privilégio, por ter partilhado desta experiência
tão enriquecedora, como já referi, pelo
excelente corpo docente e também pelo
grupo de colegas com os quais partilhamos
saberes, experiências e geramos laços de
amizade.
Assim, em colaboração com o ISCTE, o SNQTB
e a USI, assinaram um protocolo, proporcionando-nos um curso inovador e interdisciplinar,
com um excelente corpo docente e excelentes
conferencistas, onde fomos enriquecidos com
o conhecimento, informação e partilha da
experiência sobre o sindicalismo ao nível local,
nacional e transnacional, no âmbito da Negociação Colectiva, Gestão de Conflitos e Diálogo
Social, passando pelo Direito, Economia, Sociologia e Gestão.
Foi sem dúvida uma excelente oportunidade
para renovar, aprofundar e adquirir novos
conhecimentos.
Fazer parte desta 1ª. edição da Pós-Graduação
em Sindicalismo e Relações Laborais foi para
mim, primeiro, um privilégio e segundo, uma
responsabilidade.
Responsabilidade, pois não basta estar nas
aulas, é preciso acolher a sabedoria partilhada e
aprender com a experiência de vida que
enriquece a teoria e nos responsabiliza a
continuar a aprofundar, a trabalhar com
qualidade, eficiência e eficácia no local onde nos
encontramos, contribuindo assim, para a criação
de um sindicalismo de qualidade, atento às
necessidades e exigências dos nossos dias, que
não se preocupa apenas com negociar tabelas
salariais, mas que vai mais além, ou seja, que
está atento às necessidades dos seus sócios
30
"Foi sem dúvida uma excelente
oportunidade para renovar,
aprofundar e adquirir novos
conhecimentos."
prestando outros serviços, tais como, criar
melhores condições de vida, investindo em
serviços de qualidade, ao nível social, cultural,
da saúde, higiene e segurança no trabalho,
articulando assim as políticas económicas, de
trabalho, emprego, formação e segurança
social.
Ontem, hoje e sempre é necessário divulgar,
aprofundar e apostar no sindicalismo independente e caminhar de mãos dadas com as
estruturas do saber e do conhecimento de
qualidade, escolas de renome, como o ISCTE.
Formação
"Ontem, hoje e sempre
é necessário divulgar,
aprofundar e apostar
no sindicalismo
independente
e caminhar de mãos
dadas com as
estruturas do saber
e do conhecimento
de qualidade..."
Grata por esta experiência, quero felicitar o
SNQTB, a USI e o ISCTE por esta iniciativa.
Vale a pena continuar… a terceira edição está
no ar, e não se pode parar…
Pois, na sociedade moderna, de acordo com o
Livro Verde para a Sociedade da Informação
em Portugal “(...) o conhecimento é um bem de
valor inestimável, pelo que é necessário promover
a criação de mecanismos que contribuam para a
sua consolidação e difusão. (…)
Os sindicatos e as confederações laborais não
devem descurar o seu enorme poder de influência
na missão de assegurarem as indispensáveis
oportunidades de educação, formação e aprendizagem dos seus membros, ao mesmo tempo
que devem contribuir para um esforço
agressivo de promoção e divulgação das
transformações em curso, baseado numa
compreensão profunda desta nova sociedade
da informação (... )”.
Tomando como exemplo primordial o Curso
de Especialização e Pós-Graduação em Sindicalismo e Relações Laborais, é importante
contribuir para uma rápida e eficaz difusão do
conhecimento entre os mais diversos sectores
da sociedade.
Isaura Mendes
"...criar melhores condições de vida, investindo em
serviços de qualidade, ao nível social, cultural, da
saúde, higiene e segurança no trabalho, articulando
assim as políticas económicas, de trabalho, emprego,
formação e segurança social."
Resultado da uma parceria entre a USI-União dos Sindicatos Independentes,
Confederação Sindical, o SNQTB-Sindicato Nacional dos Quadros e
Técnicos Bancários e o ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho
e da Empresa, o Curso de Especialização / Pós-graduação em Sindicalismo
e Relações Laborais, teve, já, duas edições consecutivas.
Para mais informações sobre a edição de 2008/2009 contactar:
ISCTE-Secretaria do Departamento de Sociologia
Telf.: 21 790 30 16 Fax: 21 790 30 17
E-mail: [email protected]
Morada: Av. das Forças Armadas, em Lisboa
A iniciativa destina-se a todos os interessados na área de estudo.
Chefe de Secção SNQTB – Porto
31
Cursos
Cursos de Inglês em Férias - 2007
A vantagem de aprender uma língua no país onde ela é oficialmente
falada é indiscutível. Se a aprendizagem decorrer num ambiente que
propicie, também, momentos de cariz lúdico, tanto melhor.
Foi isso mesmo que o SNQTB proporcionou, pela primeira vez em
2007, a dois grupos de jovens, totalizando cerca de 42 elementos, que
puderam, ao longo de duas semanas, frequentar aulas em Canford
School, na cidade de Wimbourne, e em Taunton School, em Taunton.
O primeiro grupo rumou de Lisboa a Wimbourne em 22 de Julho,
regressando à capital lusa em 5 de Agosto. Taunton, por seu lado,
32
acolheu os jovens portugueses entre 1 e 15 de Agosto.
Todos puderam, assim, manter um contacto directo com a língua
inglesa, praticando afincadamente o discurso oral e melhorando o seu
conhecimento deste idioma a todos os níveis.
O sucesso desta iniciativa pioneira do SNQTB dita a sua continuidade.
Paralelamente à organização e concretização de cursos de inglês em
território britânico, o SNQTB tem, já, projectada a realização de cursos
em campos de férias no nosso País.
Cursos
Canford School
Para estes jovens que participaram foram 15 dias de aventura, descoberta, aprendizagem e de partilha, onde puderam não só estar em
contacto directo com uma cultura e uma língua diferentes, mas também conhecer e partilhar experiências de vida com outros jovens
da mesma idade e das mais diversas nacionalidades (Japoneses, Chineses, Franceses, Italianos, Espanhóis e Russos).
Foi com grande entusiasmo, espírito de equipa, alegria e disciplina que o grupo que partiu para Canford School participou em todas as
actividades organizadas pela escola, desde o programa académico, passando pelas eventos desportivos e culturais, jogos, festas
temáticas e os tão desejados passeios de autocarro, que os levaram a conhecer locais tão emblemáticos como Londres, Winchester e
Bath. E assim se chegou ao fim da viagem.
Na hora do adeus não faltaram as lágrimas, os sorrisos, os abraços, as trocas de emails e de números de telemóvel. E no fundo, todos
levaram consigo, a secreta esperança de quem sabe, num futuro próximo, se voltarem a encontrar.
Ana Margarida Miranda
Representante do SNQTB
33
Cursos
Taunton School
A nossa aventura teve início no aeroporto e prolongou-se para além dos quinze dias em Taunton, através de telefonemas e
"e-mails".
A estadia em Taunton School foi uma experiência que não esqueceremos; desde as aulas, diferentes do modelo tradicional a que
os jovens estão habituados, passando pelas actividades, à alimentação. Sim, as horas de refeição proporcionaram momentos
únicos que, inclusivé, levaram a que alguns de nós sentíssemos falta de sopa!
As visitas proporcionadas, como a bela cidade de Bath, conhecida pelas suas famosas termas, Stonehenge, que não necessita de
apresentação, passando por Wells e a sua bela catedral, deram-nos momentos que não esqueceremos, aliando a cultura ao
divertimento através da descoberta.
Tudo isto foi possível graças ao espírito de camaradagem e inter-ajuda de todo o grupo que participou nesta aventura.
A satisfação dos jovens participantes deixou claro ser este mais um projecto do nosso Sindicato, com futuro.
Deixo-vos com os testemunhos de todos os que participaram.
Pela minha parte, obrigada.
Maria João Vieira
Representante do SNQTB
34
Cursos
Neste colégio o
que mais gostei
foi o espírito de
entre-ajuda e as
aulas valeram a
pena.
Nuno Martinho
As duas semanas que estive aqui
em Taunton School foram muito
bem passadas. As actividades são
numerosas e divertidas o ginásio é
bom e o staff muito simpático
sempre prontos a ajudar-nos e as
aulas divertidas. O único ponto
negativo é a comida.
João Correia
35
Cursos
A viagem foi excelente! O colégio era óptimo, com óptimas instalações e alojamento. Os
professores muito simpáticos e com eles fizemos jogos divertidos enquanto
aprendíamos. Os membros do staff eram muito simpáticos e estavam sempre dispostos a
ajudar. As House Parentes eram também muito simpáticas e deixavam-nos conversar até
mais tarde.
A comida não era má de todo mas...
No geral foi maravilhoso. Conhecemos novos amigos, novos sítios, aperfeiçoamos o
inglês e divertimo-nos.
Cláudia Martinho
No geral adorámos a viagem, excepto
alguns aspectos negativos como a
alimentação.
Recomendariamos a viagem pois
tivemos oportunidade de conhecer
imensa gente, reforçar os nossos
conhecimentos de inglês e sítios
novos.
Concluindo, adorámos a viagem e se
tivermos oportunidade repetimos.
Mónica Lobo e Catarina
(Irmãs Catatuas)
36
Cursos
No geral a minha apreciação é
muito positiva em relação a esta
viagem.
No entanto houve pormenores
de que não gostei. Achei que as
actividades no colégio iam ser
orientadas e muito mais diversificadas, coisa que não encontrei.
O que mais gostei foi das
excursões e a nível das actividades dentro do colégio o show
de talentos, a disco e o karaoke,
Estas foram sem dúvida as
actividades mais dinâmicas.
Os quartos eram um pouco pequenos. A comida
horrivel mas valeu a pena. Diverti-me muito e
aprendi. Gostaria de voltar outra vez.
Maria
Adorei a viagem, o colégio, as
pessoas e a maioria das actividades em que tive oportunidade
de participar.
Adoramos as aulas.
Eram diferentes das habituais e
aprendemos muito.
Os quartos eram pequenos mas
no entanto confortáveis. O refeitório era bastante agradável e as
salas de aulas muito bem equipadas.
Os campos para a prática de
desportos e a piscina eram muito
bons.
A comida, apesar da variedade de
escolha e de nos termos divertido
a experimentar novos sabores, não
foi a melhor.
Adorámos e até ao próximo ano.
Inês, Mª João e Patricia.
Foi giro... As pessoas foram muito simpáticas. De
todas as actividades a que eu mais gostei foi da
piscina. As instalações são boas. É claro que faltava
uma televisão. Também não achei muita piada à
simulação de incêndio com o alarme a tocar às
07:15h a.m. Os membros do staff eram muito
simpáticos. A comida era super variada mas, claro,
não se pode comparar à de Portugal. O que faltava
era a SOPA.
Para terminar: Gostei muito, mesmo muito,
conhecemos muita gente e estou pronta para
voltar!
Ana Filipa Carmo
Gostei muito desta experiência. A escola era
muito boa, o staff “5 estrelas” e acho que
correu tudo lindamente. O colégio era óptimo,
as aulas e actividades correram muito bem. Só
não gostei muito da comida.
Diverti-me muito, conheci gente nova e foram
15 dias bem passados.
Isabel Alves
37
Turismo
Uma Viagem Memorável
Patagónia, Argentina e Chile
Desde 1992 a proporcionar aos nossos Sócios
momentos únicos de enriquecimento cultural e
lazer, o Gabinete de Turismo do SNQTB
merece especial destaque na nossa celebração
de um quarto de século de existência.
O exotismo, a riqueza histórica e cultural
vivenciados pelos nossos Sócios transparece
nitidamente nas palavras do Sr. José de Castro,
numa gentil carta que nos enviou. Aqui
registamos um excerto:
Se todas as iniciativas do nosso Serviço de
Turismo foram especiais, julgamos poder
classificar a viagem à Patagónia, que decorreu
entre 18 de Outubro e 1 de Novembro de
2007, utilizando a representatividade do
adjectivo indiscutivelmente forte: memorável.
Meia centena de Sócios rumaram a estas
paragens.
“...Na realidade, embora eu já tenha participado
em outras viagens, também elas organizadas
pelo nosso Sindicato, considero que esta atingiu
um elevado grau de qualidade e eficiência,
tanto no que se refere ao seu aspecto turístico,
como também pela boa qualidade dos Hotéis,
auto pulmans, etc, e ainda por todos os locais
que visitámos ...”
38
Percorramos, então, através da palavra escrita,
não obstante a incapacidade da mesma para
fazer jus à qualidade desta iniciativa, os momentos mais inesquecíveis desta aventura.
Sabemos pouco sobre a essência do charme
mas gostamos dele, sendo a sua fórmula ainda
tabú. É um mistério com mais de 400 anos, tal
como Buenos Aires, a capital da Argentina e a
cidade mais europeia de toda a América Latina.
Aqui concentra-se tudo o que de melhor se
pode encontrar: a cultura e as gentes.
Turismo
Mais de dois dias em Buenos Aires, e depressa
passamos da necessidade de manhãs serenas
na Recoleta, para os sôfregos entardeceres no
Bairro Palermo ou Puerto Madero – o bairro
mais jovem – onde o Rio da Prata embala o sol,
como se de um lento trago de vinho se
tratasse. Depois disso, já estamos rendidos,
hipnotizados, portanto.
Buenos Aires gosta de receber visitas. O
turismo é um dos seus maiores rendimentos.
Assim o refere o dono de um quiosque na
esquina com a Rua Florida, a mais movimentada do centro, com a sua passerelle de lojas de
casacos de pele, roupa, sapatarias e cafés.
Não nos esqueçamos do filho argentino: o
tango – melodia sintonizada com o acordeão e
a dança que arrebata corações. Dezenas de
cartazes aludem aos shows. Buenos Aires é
essa cidade feminina de dia e viril de noite.
Pares, na rua, improvisam, com uma pequena
aparelhagem ligada a colunas de som, para
tanguear em troca de alguns pesos, a moeda
argentina. Quem não dança o tango não é um
verdadeiro argentino, dizem.
E afinal será que descobrimos o segredo do
charme dos ares argentinos? Talvez numa
próxima, como dizia o escritor argentino Jorge
Luís Borges: “Tenho sempre de voltar a Buenos
Aires”.
O passo seguinte foi a Terra do Fogo, que é
meta de turistas aguerridos que buscam
navegar pelo Canal Beagle, e atingir o Cabo de
Hornos. O Parque Nacional Terra do Fogo
preserva a flora, fauna e restos da cultura
yámana.
espectáculo que intimida até os menos
impressionáveis, quanto mais não seja pelo
violento ruído que provoca ao entrar nas águas,
interrompendo o silêncio envolvente.
Próximo destino: Puerto Natales. Aí percorremos o Parque Nacional Torres del Paine, que
é um destino incontornável. É uma pérola
ecológico-ambiental do Chile e do planeta. A
UNESCO atribuiu-lhe, em 1978, o título de
Reserva da Biosfera. A lista de atracções é
quase interminável: deserto, estepe, bosques,
montanha, quedas de água, guanácos (mamíferos herbívoros), pumas e raposas.
Patagónia
E quando o grupo já tinha participado e vivido
dias de tanta diversidade de paisagem, eis-nos a
voar para Santiago do Chile, esta interessante
cidade-capital chilena, onde findou a nossa
viagem. Antes da partida, foi-nos dado ver uma
cidade lindíssima, bem ordenada, toda bafejada
pela Cordilheira dos Andes, com os seus picos
de gelo durante todo o ano.
Aqui destacamos o Palácio Presidencial de la
Moneda, e o pensamento leva-nos anos atrás,
até Salvador Allende. Visita ao Cerro de Santa
Lucía, donde se disfruta da magnífica vista sobre
Santiago do Chile. Também ao Parque Florestal
e ao Bairro da Bela Vista, com um impressionante dinamismo cultural e artístico.
E pronto... Para trás ficou a vivência inolvidável
de dias que nos acompanharão por muito
tempo, sempre que ouvirmos falar destas
paragens.
Desde Ushuaia, a cidade mais austral do
mundo, partimos em cruzeiro para a misteriosa
solidão da Antárctica.
Durante três dias estivemos em navegação,
apenas rodeados de glaciares. Cumes nevados,
quase duzentos quilómetros de gelo em
movimento, e um silêncio que só se interrompe
com o estrépito de um bloco de gelo com várias
toneladas, colorido, indo do azul ao violeta, e
que se desprende, caindo no mar. É um
Patagónia
A COLOCAR
fotos
Puerto Natales
Patagónia,
Argentina
e Chile
Puerto Natales
Santiago do Chile
Maria Cesaltina Henriques
Directora
Santiago do Chile
39
Golfe
Clube de Golfe
do SNQTB
Desporto, saúde e convívio
Procurando, sempre, ir ao encontro dos desejos
dos nossos Sócios, o Clube de Golfe do SNQTB
é já um sucesso.
Estamos certos de que conseguiremos
continuar a corresponder às expectativas dos
nossos Sócios. Nesse sentido, manteremos
presentes, de entre outros, os seguintes
objectivos:
• promover a formação, estabelecendo protocolos com profissionais dos diferentes clubes,
distribuídos de norte a sul do País;
• dinamizar o Clube, prevendo-se a criação de
protocolos e parcerias com clubes, unidades
hoteleiras e lojas, para assim disponibilizar
aos Sócios produtos e serviços com condições mais favoráveis;
• organizar torneios.
Todos os eventos e iniciativas do Clube de Golfe
do SNQTB estão disponíveis no sítio
www.snqtbgolfe.org
Estamos, já, a cumprir o calendário de
competições para o ano de 2008, tendo-se, até
ao momento, realizado seis torneios, que vão
integrar o “Circuito Nacional do Clube de Golfe
do SNQTB 2008”.
Maria Cesaltina Henriques
Directora
40
Cultura
UPAP
União Portuguesa
de Arte em Porcelana
A “União Portuguesa de Arte em Porcelana,
UPAP” é uma Associação de âmbito nacional
fundada em 1987 e com estatuto de utilidade
pública desde 2001.
Não tendo fins lucrativos mas meramente
culturais, empenha-se em divulgar e incentivar
a arte da pintura sobre porcelana.
Numa senda quase sempre repleta de obstáculos, a UPAP caminha apoiada na sua massa
associativa, no patrocínio de alguns mecenas, entre os quais se destaca o SNQTB - e no
esforço de um grupo de voluntários que lhe
disponibilizam o seu tempo e trabalho.
Sediada em Lisboa, esta Associação esforça-se,
no entanto, para levar a todo o território,
continental e insular, o conhecimento desta
arte milenar, através de exposições efectuadas
com o apoio sempre precioso de alguns
patrocinadores e entidades locais, desempenhando as edilidades também um papel
muito relevante.
Neste contexto, e ao longo dos seus vinte anos
de existência, a UPAP já realizou 50
exposições, em locais tão diversos como
Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Tavira, Tomar,
Ourém, Óbidos, Funchal, Ponta Delgada, etc., e
ainda no Rio de Janeiro.
O mais recente evento, precisamente a 50ª
Exposição de Pintura sobre Porcelana, teve
lugar na cidade da Covilhã, no passado mês de
Novembro. Contou com uma grande participação de artistas nacionais e estrangeiros, e foi
vasta a afluência de visitantes, durante os oito
dias em que esteve patente ao público no
“Espaço Arte e Cultura” da referida cidade.
A organização de cursos de formação tem
constituído um dos objectivos desta Associação como mais uma forma de divulgação de
tão bela arte, e, nesse sentido, decorreu, entre
outros, um Curso de Formação de Formadores
em Pintura Artística em Loiça, no âmbito do
Fundo Social Europeu.
Os seminários e aulas, ministrados por
experientes professores nacionais e estrangeiros nas instalações da sua sede, têm também
contribuído para a demonstração de variadíssimas técnicas e formas de expressão possíveis
na pintura em porcelana, que vão desde as
escolas clássicas europeias aos tão apreciados
clássicos orientais, ou até a composições livres
e criativas que patenteiam os estados de alma e
a imaginação dos seus autores.
A UPAP continua assim, com a prestação dos
seus artistas, a grande abnegação dos seus
dirigentes e a participação dos seus sócios e
patrocinadores, na persecução do seu objectivo primordial: a sua missão de difundir e
impulsionar cada vez mais esta vertente da arte
feita sobre porcelana.
Maria José Cardoso
Maria Manuel Pedroso
Direcção da UPAP
Numismática e Notafilia
O Banco de Portugal, através do seu Grupo Desportivo e Cultural, disponibiliza a sua
Secção de Numismática e Notafilia aos Sócios do SNQTB.
Este Grupo organiza permutas periodicamente e faculta um espaço onde podem ser
trocadas notas e moedas.
Se é Sócio do SNQTB, também pode começar a participar nestas permutas, devendo
para o efeito contactar o GDBP - Secção de Numismática e Notafilia, onde poderá
colocar as suas questões e solicitar o envio do Regulamento, sem qualquer custo.
Contactos:
Luís Vinagre / Vítor Caldeira
Secção de Numismática e Notafilia do GDBP
Rua Francisco Ribeiro, nº. 2 - 1150-165 Lisboa
e-mail: [email protected]
41
Coleccionismo
Fotoreportagem
25 Anos SNQTB / 15
Assina
tu
ra do
acordo
16º An
iv
10º Aniv
ersário
do SNQ
com A
NF - 1
993
ersário
Inaugura
do SN
QTB 1
ção da S
e
999
42
TB - 19
de do SN
93
QTB - 2
00
2
Fotoreportagem
Anos SAMS/QUADROS
Inauguraç
IV Fórum
ão da De
" O Estad
o das Priv
legação d
o Funcha
l" - 1999
atizações
15º An
iversár
io do S
" - 1999
NQTB
-1
998
20º Anive
rsário do
Inaugu
ração
Colabora
da Sed
e
dores do
do SN
QTB
- 2002
43
SNQTB
-
2002
SNQTB 2
003
FUNDO DE PENSÕES/QUADROS BANCÁRIOS
A PREVIDÊNCIA DE HOJE
A SEGURANÇA SOCIAL DE AMANHÃ!
Um serviço com rentabilidade
garantida para os sócios e cônjuges.
SERVIÇO DE ATENDIMENTO JURÍDICO
SERVIÇO GRATUITO
PARA OS NOSSOS SÓCIOS
HORÁRIO:
diariamente das 9h00 às 18h00
SAMS/QUADROS
UMA QUALIDADE CERTIFICADA
HORÁRIO: diariamente das 9h00 às 18h00
Nº Azul: 808 229 683
ANOS
Sindicalismo Independente,
um Sindicalismo de Classe.
Rua Pinheiro Chagas, 6 - 1050-177 LISBOA
Tel: 21 358 18 00 Fax: 21 358 18 59 [email protected] www.snqtb.pt
Download

Sindicalismo Independente, um Sindicalismo de Classe.