A SUBMEDIÇÃO EM GRANDES CLIENTES – ANÁLISE DE ESTUDO REALIZADO
COM A UTILIZAÇÃO DE CONTADORES NÃO MECÂNICOS ULTRASSÓNICOS
João Pedrosa RODRIGUES(1); Marcus STRASSBERG(2)
RESUMO
Com a necessidade de aumento da eficiência do uso da água nas entidades gestoras de água, o
balanço hídrico de uma entidade foca-se em duas áreas primordiais relacionadas com as perdas
inerentes do sistema. As perdas de água são normalmente divididas em 2 áreas principais: em perdas
físicas, diretamente relacionadas com as perdas que existem nas redes, fruto de perdas de água que
ocorrem na estrutura física de distribuição de água e perdas aparentes resultantes de uso não
autorizado e erros de medição.
Sobre as perdas aparentes por erro de medição vamo-nos debruçar especialmente em grandes
clientes. Sabemos desde já que a definição de grande cliente, varia em cada entidade gestora, fruto da
sua realidade e forma de gestão pelo que não existe em Portugal uma definição clara acerca deste
conceito. Para este trabalho a definição criada de grandes clientes em entidades gestoras, resume-se a
todos os que tenham contadores de dimensão igual ou superior a 40 mm e que representam uma
minoria do número total de clientes, normalmente inferior a 5% do total, mas que podem chegar a
representar cerca de 20%, no valor da faturação de uma entidade gestora. Estes clientes pela
quantidade de água consumida, pelas necessidades próprias de fornecimento e pelas alterações que o
seu consumo pode induzir na rede têm características próprias e como tal devem ser tratados de forma
particular pelas entidades gestoras.
Pela relevância ao nível dos consumos e respetiva faturação de grandes clientes, os contadores
que permitem contabilizar os consumos assumem especial preponderância, pelo que vamos apresentar
um estudo que permite caraterizar e identificar os problemas que ocorrem ao nível de equipamentos de
medição e as soluções encontradas ao dispor das entidades gestoras.
PALAVRAS- CHAVE: submedição, grandes clientes, Octave, contadores de água ultrassónicos,
telemetria
(1) Business
Development Director, Water Management, Hubel Indústria da Água,s.a., [email protected]
Marketing – Europe and South Africa, Arad Ltd.,[email protected]
(2)International
1
1. COMUNICAÇÃO
Existem vários problemas identificados na medição do consumo de água de grandes clientes
que levam a perdas comerciais pela sub medição de caudais. Esta situação deve-se a várias razões:
1) Dimensionamento insuficiente dos contadores a utilizar. É muito comum a utilização de
contadores de água, para grandes clientes que tenham a mesma dimensão das condutas de
distribuição que aduzem água aos clientes. A escolha dos contadores deverá ser feita tendo em
conta pelas suas caraterísticas metrológicas e não pelo seu diâmetro de ligação. A “Diretiva
MID” (Dir. 2004/22/CE, atualizada pela Dir.2009/137/CE) é hoje o reflexo desta necessidade.
A utilização de contadores do mesmo diâmetro das condutas, leva a que estes sejam
subutilizados, nunca ou quase nunca atingindo o Q4, e simultaneamente com regimes de
utilização muito abaixo do Q1, o que levará a perdas na precisão de contagem com
desvantagem para a entidade gestora, por perda de faturação associada ao consumo não
medido.
2) Desconhecimento dos regimes de consumo dos clientes. Esta situação leva a que por adoção
de medidas de segurança se dimensionem e instalem contadores com diâmetros nominais
muito acima do que deveria ser utilizado, levando a condições de sub medição e perda de
faturação por consumos não medidos.
3) A necessidade de utilização de troços retos de regularização ou reguladores de fluxo para que
ocorram condições de medição adequadas. Na grande maioria das instalações antigas estes
troços de regularização ou o espaço para colocação de reguladores de fluxo não existe, o que
impede uma correta medição e consequente ocorrência de consumo não medido e não
faturado.
4) Utilização da mesma conduta de adução de água para consumo e para a rede de incêndio. Esta
situação obriga a que os contadores a instalar possam responder à mesma necessidade, para 2
situações completamente diferentes, obrigando ao sobredimensionamento de contadores para a
rede de incêndio o que leva a situações graves de desadequação do contador às condições
normais de funcionamento e consequente perda de capacidade de medição de consumos
baixos, pelas caraterísticas dos contadores escolhidos.
5) Campanhas de substituição de contadores fora do período legal ou não adequadas do ponto de
vista económico aos consumos e períodos de retorno necessários. É também comum na gestão
de parque de contadores ocorrerem situações de desrespeito à legislação em vigor, levando a
que os contadores fiquem instalados mais tempo que o permitido, lesando na sua grande
maioria das vezes a entidade gestora que terá consumos não medidos acima do expetável e
aceitável. Uma correta análise e avaliação periódica por entidade gestora dos tempos ideais
para troca, recalibração do contador ou verificação periódica dos contadores, não é realizada.
Esta situação é comum, e prende-se com o fato das entidades gestoras de água não terem
técnicos especializados apenas nesta área, ou os técnicos com esta responsabilidade terem
2
muitas mais atividades que são responsáveis deixando ou descurando esta atividade para
posição secundária ou quase inexistente. Este desconhecimento ocorre também pela formação
que as pessoas responsáveis têm para uma gestão do parque de contadores eficiente, não ser
a mais adequada para esta gestão.
6) Caraterísticas dos contadores. Os contadores mais comuns e habituais no mercado para esta
área são contadores com funcionamento mecânico ( de várias tecnologias mecânicas), o que ao
longo dos anos e pela sua utilização, vão perdendo a precisão, fruto da inércia causada nos
mecanismos da relojoaria e de contato com o fluído. Esta situação é tanto mais evidente,
quanto maiores os volumes medidos por determinado período de tempo, qualidade da rede,
regimes de funcionamento do contador, qualidade da água e a idade dos respetivos contadores
instalados na rede.
1.1.
Exemplos da utilização de contadores ultrassónicos
Várias instalações de testes foram executadas em várias entidades (em Portugal e no
estrangeiro) e em muitas outras ainda decorrem, por forma a auxiliar as entidades na melhor escolha
para resolver as situações atrás descritas. O intuito é auxiliar na instalação existente do ponto de vista
prático e na correta tomada de decisão, para diminuir a submedição em grandes clientes.
As entidades e testes que evidenciamos são:
Entidade A – Hagihon (Entidade gestora de água de Jerusalém)
Foram instalados para várias situações contadores ultrassónicos:
1)
Colocação de contadores ultrassónicos em série com contadores mecânicos
a. Comparação de 1 unidade de 4” com um contador mecânico conjugado ou
composto de 2”*1/2.” (Data de instalação: 10 Março de 2009)
Quadro1 - Registo do Consumo total até: 18 de Junho de 2012
Tipo de contador
Conjugado
Ultrassónico Octave
Total medido
15703
16098
Percentagem
100 %
102.51 %
Mais 395 m3 medidos
b. Comparação de 1 unidade de 4” com um contador tipo Woltman de última geração
de 4”.(Data de instalação : 16 de Abril de 2010)
Quadro 2 – Registo do Consumo total até: 24 de Junho de 2012
Tipo de contador
Woltman
Total medido
372,440
Percentagem
100 %
3
Ultrassónico Octave
381,298
102.38 %
Mais 8,858 m3 medidos
c. Comparação de 1 unidade de 3” com um contador tipo Multijato 2”
(Data de instalação : 24 de Maio de 2010)
Quadro 3 – Registo do consumo total até: 29 de Fevereiro de 2012
Tipo de contador
Multijacto+Woltman
Ultrassónico Octave
Total medido
7777
8243.6
Percentagem
100 %
106 %
Mais 466.6 m3 medidos
Nota: a meio da análise o contador foi substituído por um contador Woltman de 2”, classe C
d. Comparação de 1 unidade de 3” com um contador tipo Woltman 3”
(Data de instalação : 17 de Maio de 2010)
Quadro 4 –Registo do consumo total até: 21 de Outubro de 2010
Tipo de contador
Multijacto+Woltman
Ultrassónico Octave
Total medido
23123.5
22151.9
Percentagem
100 %
95.8 %
Menos 971.6 m3 medidos
Nota: Esta instalação refere-se a fornecimento de água a um edifício que tem um reservatório de
água e só depois a água é elevada para as respetivas utilizações.
O Octave foi substituído durante o teste e colocado um novo com as seguintes medições: (Data
de instalação : 2 de Dezembro de 2010)
Quadro 5 – Registo do consumo total até: 31 de Julho de 2012
Tipo de contador
Multijacto+Woltman
Ultrassónico Octave
Total medido
45332.9
43920.4
Percentagem
100 %
96.88 %
Menos 1412.5 m3 medidos
e. Substituição de 100 contadores conjugados por caudalímetros ultrassónicos
Octave de diâmetros 2”, 3” e 4”, em locais que existiam medições comparativas
negativas, com os contadores dentro de ZMC criadas.Resultados:
i. 73 contadores passaram a registar diferenças positivas
ii. 27 contadores, com percentagens negativas entre - 0.1 % e – 8%.
iii. Os contadores com diferenciais negativos mostraram uma melhoria face
ao anteriormente registado de 3,15 %.
4
Entidade B (não divulgado) – fora de Portugal
Foram realizados testes com contadores Dn 65 de várias marcas e tipos de tecnologia de
contadores mecânicos (monojato, tipo Woltman) e com contadores ultrassónicos, designados por
Octave.
Quadro 6- Registo comparativo da precisão de medição dos diferentes modelos
Modelo / Q (l/h) / %
YYY
ZZZ
XXX
Octave
40
-94,56
-94,39
-94,16
-4,40
80
-89,13
-94,01
-31,15
-1,44
150
-12,68
-13,80
-4,02
-0,70
300
-1,17
-94,26
1,67
-0,64
700
0,91
-14,82
1,47
-1,62
Modelo / Q (l/h) / %
YYY
ZZZ
XXX
Octave
1350
0,50
-1,49
-1,92
-1,32
2900
0,25
1,25
-0,21
-1,21
9500
2,49
0,48
1,24
-1,22
28500
2,43
1,17
2,17
-0,01
42500
2,41
1,38
1,68
0,46
Neste teste realizado foi aferida a capacidade e precisão dos contadores ultrassónicos, onde
ressalta a precisão em toda a gama de teste, mesmo quando os caudais são bastante inferiores ao Q1
dos contadores. A precisão dos contadores ultrassónicos (Octave) é mantido e os erros associados
com muito pouca dispersão face aos restantes testes noutros contadores. O valor máximo encontrado
é de -4,40 % para caudais que representam metade do Q1.
Entidade C (SMAS de Loures) - Portugal
Nesta entidade gestora em Portugal foram feitos testes comparativos entre um
contador mecânico tipo Woltman com 2 anos de tempo de instalação e um contador
ultrassónico Octave novo. Ambos os contadores possuem diâmetro de 50 mm.
Quadro 7 – Resumo das condições de realização dos testes
Consumos registados
O gráfico compara a diferença de registo entre os dois tipos de contadores para os diferentes
períodos de análise. De notar que os valores são resultados da média dos consumos durante o período
de análise
5
Figura 1 – Gráfico do registo dos consumos durante 24h
Ocorrências consumo zero
Durante os períodos analisados verificou-se que o contador mecânico regista o “consumo zero”
(abaixo do limite de deteção do equipamento) em todos os períodos temporais, com destaque para o
período entre as 0h-6h. Verificou-se que, quando o contador mecânico não registava consumo, o
contador Octave garantia a contabilização de caudais mais baixos, contribuindo para um acréscimo de
16.05% na contabilização do volume de água. Os seguintes gráficos demonstram as diferenças
registadas para estes consumos:
Figura 2 – Registo de ocorrências de consumo zero
6
Conclusões:
No caso de estudo, o contador Octave tem uma melhor performance nos caudais mínimos
onde tem ganhos de eficiência de até 79%;
Permitiu a contabilização com ganhos de 16% o que equivale ao acréscimo da contabilização
de 5,53 m3/d neste caso particular;
O aumento do caudal contabilizado corresponde a um ganho de facturação equivalente a 11,06
€/dia (assumindo o valor do m3 de 2 €);
Um contador Octave DN 50 é amortizado em aproximadamente 2 meses de utilização
Entidade D (Indáqua) - Portugal
Nesta entidade gestora em Portugal estão a decorrer vários testes nas várias concessões acerca
da utilização e comparação. Neste momento podemos apurar alguns fatos ainda sem ser totalmente
conclusivos.
Sempre que possível foi utilizado o sistema de telemetria City Mind de aplicação através de
portal web que nos permite aceder às contagens dos vários contadores monitorizados bi diariamente.
A ideia nestes testes seria testar os contadores com as condições existentes na rede dos
grandes clientes e algumas ZMC´s existentes. Os contadores são sempre testados em série e em
alguns casos, foram inclusive trocadas as posições dos contadores na conduta.
Cliente A (concessão Matosinhos)
Figura 3 – Registo de contagem
O perfil do consumidor diário é bastante irregular como é possível de demonstrar pelo gráfico
das datas de 1/9/2013 a 28/10/2013.
7
Na análise que foi elaborada e comparativa entre contagens de contador mecânico tipo Woltman
e ultrassónico, ambos Dn 65, colocados novos na instalação, em podemos constatar até Março de
2013 :
Quadro 8- Registo de Contagens
Data de leitura
Arad / Octave (m3)
Contador tipo Woltman (m3)
Diferencial (m3)
16-05-2012
01-06-2012
330,00
328,90
1,10
14-06-2012
270,727
269,70
1,03
05-07-2012
603,083
600,60
2,48
13-07-2012
159,313
145,00
14,31
01-08-2012
422,577
432,80
-10,22
15-08-2012
247,800
236,40
11,40
30-08-2012
192,600
174,10
18,50
15-09-2012
445,400
438,50
6,90
30-09-2012
482,300
476,30
6,00
15-10-2012
510,900
519,20
-8,30
29-10-2012
270,000
264,00
6,00
15-11-2012
464,700
460,20
4,50
30-11-2012
575,700
573,50
2,20
15-12-2012
341,300
338,50
2,80
31-12-2012
303,500
301,00
2,50
15-01-2013
382,100
384,30
-2,20
31-Jan-13
647,000
654,50
-7,50
15-Fev-13
853,700
882,40
-28,70
28-Fev-13
739,600
566,90
172,70
13-Mar-13
714,600
651,80
62,80
24-Mar-13
614,700
615,70
-1,00
9.571,600
9.314,300
257,300
3%
Um resultado comparativo positivo de 3% para o contador Octave
8
1000
900
800
700
600
500
400
Arad / Octave
300
200
100
0
Figura 4- Gráfico comparativo das contagens registadas
Cliente B (concessão Matosinhos)
Igualmente foi efetuada uma comparação entre um contador mecânico tipo Woltman e um
contador ultrassónico,, ambos Dn 100, colocados novos na instalação do cliente. Os resultados
apurados até Março de 2013 foram:
Quadro 9 - Registo de Contagens
Data de leitura
Arad / Octave (m3)
Contador mecânico tipo Woltman (m3)
Diferencial (m3)
14-Jun-12
5-Jul-12
2.624,250
2577,47
46,780
13-Jul-12
1.142,470
1129,93
12,540
8-Ago-12
3.729,858
3657,77
72,088
30-Ago-12
2.806,372
2854,51
-48,138
15-Set-12
2.291,300
2257,51
33,790
29-Set-12
1.877,600
1842,96
34,640
15-Out-12
2.111,800
2078,37
33,430
1-Nov-12
2.372,500
2339,49
33,010
14-Nov-12
1.919,600
1832,09
87,510
30-Nov-12
2.531,800
2481,08
50,720
15-Dez-12
2.183,600
2144,71
38,890
31-Dez-12
2.302,200
2285,68
16,520
9
15-Jan-13
1.945,500
1884,33
61,170
31-Jan-13
2.139,500
2079,98
59,520
15-Fev-13
2.021,200
1976,13
45,070
28-Fev-13
1.768,900
1739,19
29,710
13-Mar-13
1.635,000
1479,09
155,910
24-Mar-13
1.446,700
1541,31
-94,610
38.850,150
38.181,600
668,550
2%
Um resultado comparativo positivo de 2% para o contador Octave.
4000
3500
3000
2500
2000
Arad / Octave
1500
1000
500
0
Figura 5- Gráfico comparativo das contagens registadas
Cliente C (concessão Vila do Conde)
Neste cliente estão a ser testados um contador monojato de última geração e um contador
ultrassónico Dn 50, ambos colocados novos na instalação.
Quadro 10 - Registo de Contagens
Data de leitura
Arad / Octave (m3)
Contador monojato (m3)
Diferencial (m3)
15-06-2012
2.040,033
2.093,36
-53,33
29-06-2012
1.228,393
1.263,43
-35,04
13-07-2012
734,728
733,77
0,96
10
19-07-2012
378,618
145,62
233,00
27-07-2012
488,64
486,47
2,17
13-08-2012
848,27
876,54
-28,27
24-08-2012
884,89
912,92
-28,03
26-10-2012
642,49
662,20
-19,71
9-11-2012
685,72
493,19
192,53
20-11-2012
575,80
253,58
322,22
7-12-2012
950,75
916,01
34,74
21-12-2012
769,82
786,72
-16,90
10-01-2013
1.224,19
1.250,01
-25,82
06-02-2013
1.301,72
1.323,04
-21,32
11-03-2013
1.580,03
1.602,30
-22,27
26-03-13
14334,08
13799,16
534,92
4%
2.500,000
2.000,000
1.500,000
1.000,000
Arad / Octave
500,000
15-06-2012
29-06-2012
13-07-2012
19-07-2012
27-07-2012
13-08-2012
24-08-2012
26-10-2012
9-11-2012
20-11-2012
7-12-2012
21-12-2012
10-01-2013
06-02-2013
11-03-2013
26-03-13
0,000
Figura 6- Gráfico comparativo das contagens registadas
Os resultados foram positivos em 4% para o contador ultrassónico Octave. Devemos ressaltar
que estes resultados também ocorreram, pois o contador mecânico monojato, ficou parado durante
alguns dias devido à existência de um elemento estranho na conduta que impediu a turbina de rodar e
consequentemente fazer contagem.
11
Cliente D (concessão Vila do Conde)
Neste cliente estão a ser testados um contador monojato de última geração e um contador
ultrassónico Dn 80, ambos colocados na instalação em série, no entanto, o contador mecânico já tinha
mais de 2 anos de instalação, embora com consumos baixos.
Quadro 11 - Registo de Contagens
Data de leitura
Arad / Octave (m3)
Contador monojato (m3)
Diferencial (m3)
13-08-2012
90,77
104,05
-13,28
24-08-2012
93,48
106,26
-12,78
26-10-2012
35,32
49,76
-14,44
9-11-2012
30,65
46,18
-15,53
20-11-2012
35,71
44,83
-9,12
7-12-2012
53,00
66,72
-13,73
21-12-2012
42,66
50,35
-7,69
10-01-2013
41,73
52,83
-11,10
06-02-2013
128,10
144,09
-15,99
11-03-2013
139,89
158,93
-19,04
691,31
824,00
-132,69
-16%
180
160
140
120
100
80
60
Arad / Octave
40
20
0
Figura 7- Gráfico comparativo das contagens registadas
Os resultados mostraram-se positivos para o contador mecânico monojato. Salientamos que
foram detetadas constantes inversões de fluxo, apenas detetadas no contador ultrassónico, uma vez
que deteta essa inversão de fluxo de muito pequena monta (na ordem dos l/h). Como o contador tem
na sua programação instalada que deverá fazer o acerto entre contagens positivas e inversas, os
valores de leitura são consideravelmente diferentes entre contador mecânico e ultrassónico.
12
Cliente E (concessão Santa Maria da Feira)
Neste cliente estão a ser testados um caudalímetro eletromagnético com alimentação a bateria
de última geração e um contador ultrassónico Dn 50, ambos colocados novos na instalação.
Quadro 12 - Registo de Contagens
Data de leitura
21-5-2012, 10:00
28-5-2012, 10:20
1-6-2012, 11:30
15-6-2012, 11:20
29-6-2012, 10:45
13-7-2012, 11:20
27-7-2012, 11:25
10-8-2012, 17:00
24-8-2012, 8:50
21-9-2012, 9:45
1-10-2012, 13:55
Caudalímetro
(m3)
Arad / Octave (m3)
1925,00
1989,00
1738,00
1758,00
1199,17
1189,85
3539,87
3558,25
3476,00
3434,60
3960,11
4015,15
4275,00
4165,89
4327,06
4290,29
3439,70
3420,39
7387,76
7424,58
2783,87
2814,75
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
4217,85
4.238,080
4309,43
4338,27
2892,00
2905,81
4569,34
4603,01
4517,51
4531,26
3960,52
3972,00
3772,15
3799,31
3382,34
3411,69
3490,71
3459,31
73319,48
15-10-2012, 10:00
31-10-2012, 10:00
15-11-2012, 9:56
30-11-2012, 13:30
17-12-2012, 13:30
28-12-2012, 11:45
15-1-2013, 16:00
31-1-2013, 10:00
15-2-2013, 11:00
1-3-2013, 11:00
13-3-2013, 10:30
26-3-2013, 10:30
eletromagnético Diferencial (m3)
73163,39
-64,00
-20,00
9,32
-18,38
41,40
-55,04
109,11
36,78
19,31
-36,82
-30,88
0,00
0,00
0,00
-20,23
-28,84
-13,81
-33,67
-13,75
-11,48
-27,16
-29,35
31,40
-156,09
-0,2%
13
8000,00
7000,00
6000,00
5000,00
4000,00
OCTAVE
3000,00
2000,00
1000,00
0,00
Figura 8 - Gráfico comparativo das contagens registadas
Os resultados obtidos demonstram resultados muito próximos entre contagens (diferencial de
0,2%), de tal forma que consideramos que as contagens são similares entre contadores ultrassónicos e
caudalímetros eletromagnéticos, para este cliente com este perfil de consumo.
Cliente F (concessão Santa Maria da Feira)
Neste cliente estão a ser testados um contador monojato de última geração e um contador
ultrassónico Dn 50, ambos colocados novos na instalação.
Quadro 13 - Registo de Contagens
Data
Arad / Octave (m3)
Contador monojato (m3)
Diferencial (m3)
21-5-2012, 10:00
204,37
208,00
-3,63
28-5-2012, 10:20
502,00
511,00
-9,00
1-6-2012, 11:30
248,32
253,29
-4,97
15-6-2012, 11:20
947,86
964,81
-16,95
29-6-2012, 10:45
953,80
969,90
-16,10
13-7-2012, 11:20
1008,02
1022,45
-14,43
27-7-2012, 11:25
1171,12
1188,52
-17,40
10-8-2012, 17:00
1834,89
1843,25
-8,36
14
24-8-2012, 8:50
988,89
997,78
-8,89
21-9-2012, 9:45
0,00
0,00
0,00
1-10-2012, 13:55
0,00
0,00
0,00
15-10-2012, 10:00
0,00
0,00
0,00
31-10-2012, 10:00
1133,66
1143,41
-9,75
15-11-2012, 9:56
1143,21
1154,29
-11,08
30-11-2012, 13:30
1062,02
1072,20
-10,18
17-12-2012, 13:30
1341,35
1352,06
-10,71
28-12-2012, 11:45
657,83
662,92
-5,09
15-1-2013, 16:00
728,72
738,02
-9,30
31-1-2013, 10:00
583,57
595,15
-11,58
15-2-2013, 11:00
354,60
378,58
-23,98
1-3-2013, 11:00
511,41
521,28
-9,87
13-3-2013, 10:30
509,01
517,46
-8,45
26-3-2013, 10:30
459,83
405,48
54,35
16344,48
-155,37
16499,85
-1%
2000,00
1800,00
1600,00
1400,00
1200,00
1000,00
800,00
600,00
400,00
200,00
0,00
21-5-2012, 10:00
28-5-2012, 10:20
1-6-2012, 11:30
15-6-2012, 11:20
29-6-2012, 10:45
13-7-2012, 11:20
27-7-2012, 11:25
10-8-2012, 17:00
24-8-2012, 8:50
21-9-2012, 9:45
1-10-2012, 13:55
15-10-2012, 10:00
31-10-2012, 10:00
15-11-2012, 9:56
30-11-2012, 13:30
17-12-2012, 13:30
28-12-2012, 11:45
15-1-2013, 16:00
31-1-2013, 10:00
15-2-2013, 11:00
1-3-2013, 11:00
13-3-2013, 10:30
26-3-2013, 10:30
OCTAVE
Figura 9 - Gráfico comparativo das contagens registadas
Os resultados obtidos revelaram até ao momento uma diferença positiva para o contador
mecânico de cerca de 1%.
15
Cliente G (concessão Fafe)
Neste cliente estão a ser testados um contador monojato de última geração e um contador
ultrassónico Dn 50, ambos colocados novos na instalação.
Quadro 14 - Registo de Contagens
Data de leitura
Arad / Octave (m3)
Contador monojato (m3)
Diferencial (m3)
Outubro, 2012
161,2
176,6
-15,40
Novembro, 2012
334,8
368
-33,20
Dezembro, 2012
255,6
277,3
-21,70
Janeiro, 2013
266
286,3
-20,30
Fevereiro, 2013
252,9
270,9
-18,00
Março, 2013
263,5
283,9
-20,40
Abril, 2013
53,4
58,3
-4,90
1587,4
1721,3
-133,9
-8%
400
350
300
250
200
150
100
Arad / Octave
50
0
Figura 10 - Gráfico comparativo das contagens registadas
A diferença registada foi de 8% com maior contagem para o contador mecânico. Neste caso
mesmo com a instalação de válvula de retenção de batente ou clapeta, foi verificada a existência de
inversão no sentido do fluxo para caudais de muito baixo valor, impercetíveis de serem contabilizados
pelo contador mecânico. Só a utilização do contador ultrassónico permitiu identificar claramente este
fenómeno na rede.
16
ZMC A (concessão Fafe)
Nesta ZMC estão a ser testados um contador monojato de última geração e um contador
ultrassónico Dn 50, ambos colocados novos na instalação.
Neste caso realizou-se uma análise recente dos consumos ocorridos entre Outubro de 2012 e
Outubro de 2013. A informação foi obtida diretamente do software que apoia este projeto City Mind e
que permite a comparação entre vários contadores. Nas colunas roxas está representado o contador
mecânico e nas colunas rosa o contador ultrassónico.
Neste caso por observação verificamos que a partir de Maio houve uma inversão da reação
dos contadores que se encontravam em série. A resposta encontrada, deve-se ao fato que a equipa de
Fafe nos reportou. Ocorreu a montante uma rutura na conduta que obrigou a que os contadores
funcionassem em regimes próximos e acima do Q4. A reação que terá ocorrido posteriormente foi que
perante estes regimes o contador mecânico tenha ficado com alguns danos internos, levando a
contabilizações menores, principalmente em regimes de muito baixo caudal ocorridos em alguns
períodos do dia.
Figura 11 - Gráfico comparativo das contagens registadas
17
2. CONCLUSÕES
Após estes testes, realizados em 4 entidades gestoras diferentes, em todas elas fica patente a
extrema precisão, regularidade nos erros apresentados e fiabilidade dos equipamentos ultrassónicos.
Fica patente também em alguns casos as vantagens que são enunciadas para os contadores
não mecânicos, de não existirem perdas de precisão ao longo do tempo, e de não pararem por
acumulação ou detritos que por vezes surgem nas condutas instaladas.
Ao nível dos modelos instalados é patente que os contadores ultrassónicos são vantajosos
desde o primeiro dia de instalação comparando com os contadores mecânicos tipo Woltman e
conjugados. No caso dos contadores monojato de última geração as conclusões ainda não são
possíveis de retirar na totalidade, pelo que sugerimos análises a mais longo termo. No entanto, nos
testes foram visíveis alterações de comportamento quando existem perfis de consumo, ou elevados
volumes de água medida e pela existência de elementos estranhos “usuais” nas condutas que
impedem a rotação das turbinas dos contadores.
Relativamente aos contadores eletromagnéticos de funcionamento com bateria, comparando
com contadores ultrassónicos os resultados de leituras não diferem, pelo que se pode depreender que
ambas as tecnologias são similares. Existem no entanto outras caraterísticas que devem ser
analisadas, mas que devem ser aferidas noutros trabalhos que se seguirão a este.
18
AGRADECIMENTOS
Serviços Municipalizados de LOURES
INDAQUA - Indústria e Gestão de Água, S.A
HAGIHON Company LTD, Jerusalem Region Water & Wastewater Corporation
APDA – associação portuguesa de Distribuição de Água e Drenagem de Águas
Comissão Técnica de Normalização - CT 116 – Medição de escoamento de água em condutas
fechadas
19
BIBLIOGRAFIA
Guia de contadores 2013, APDA, 2013
www.arad.co.il
www.city-mind.com
www.indaqua.pt
http://www.hagihon.co.il/?nodeId=13
http://www.smas-loures.pt/
20
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A SUBMEDIÇÃO EM GRANDES CLIENTES – ANÁLISE DE