DO TRABALHO COM ARTE CONTEMPORÂNEA A SENSIBILIZAÇÃO
PARA AS QUESTÕES SOCIAIS E AMBIENTAIS
DEL TRABAJO CON EL ARTE CONTEMPORÁNEO A LA
SENSIBILIZACIÓN PARA LAS CUESTIONES SOCIALES Y AMBIENTALES
RESUMO
O presente texto, fruto de uma pesquisa exploratória realizada com alunos de
EJA, enfoca: 1) os limites e possibilidades da História da Arte em trabalhos de
educação ambiental, a partir de uma proposta de intervenção; 2) como se relaciona,
por parte dos alunos, a organização metodológica do conteúdo de ensino da Arte, nos
PCNs, e a educação ambiental, na concepção/elaboração de uma proposta educativa
partindo da Arte Contemporânea, ao abordar questões de ordem social, histórica,
cultural e econômica, a partir da Metodologia da Mediação Dialética, estruturada na
dialética Hegeliana/Marxista. Resultando na instalação artística: A Cabine, síntese
sobre a problemática ambiental, concebida pelos alunos.
Palavras-Chaves: Arte, dialética, pós-modernidade, meio-ambiente.
RESUMÉN
Este texto, resultado de una búsqueda exploratoria realizada con alumnos de
Educación para Jóvenes y Adultos, enfoca: 1) los límites y posibilidades de la Historia
del Arte en trabajos de Educación Ambiental, a partir de una propuesta de
intervención; 2) como se relaciona, por parte de los alumnos, la organización
metodológica del contenido de la Enseñanza del Arte, en los Parámetros Curriculares
Nacionales, y la educación ambiental, en la concepción/elaboración de una propuesta
educativa partiendo del Arte Contemporáneo, al abordar cuestiones de orden social,
histórico, cultural y económico, a partir de la Metodología de la Mediación Dialéctica,
estructurada en la Dialéctica Hegeliana/Marxista. Resultando en la instalación artística:
“A Cabine”, síntesis sobre la problemática ambiental, concebida por los alumnos.
Palabras-clave: Arte, Dialéctica, Posmodernidad, Medio Ambiente.
INTRODUÇÃO
Esta pesquisa, de caráter exploratório, foi realizada junto a um grupo de
alunos nas aulas de Arte do Ensino Médio - EJA (Educação de Jovens e
Adultos) da E.E. “Profª Leonor da Silva Carramona” em São José do Rio Preto
–
SP
em
2007/2008,
durante
o
desenvolvimento
do
projeto
Arte
Contemporânea na Educação de Jovens e Adultos, intitulado: A Cabine.
O projeto ao tomar como tema a arte contemporânea não se limitou a
trabalhar somente a questão artística, mas levou em conta todo o contexto no
qual a obra objeto de estudo se situava, fato este que nos permitiu intervir na
dinâmica da escola, bem como, coletar os dados que norteiam a presente
apresentação.
Desse modo, foi possível a aquisição de um conhecimento mais amplo e
aprofundado da obra e da situação na qual se insere, pois os alunos passaram
a atentar para problemas sociais e ambientais, compreendendo melhor causas
e consequências. O estudo culminou em uma instalação artística, síntese de
todo o processo de trabalho adotado que passamos a registrar adiante.
Segundo o Art. 37, da LDB nº 9394/96, a Educação de Jovens e Adultos
será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no
ensino fundamental e médio na idade própria. Uma vez instaladas, as mesmas
possuem características próprias:
As classes de EJA são bastante heterogêneas. Encontram-se pessoas
que sempre viveram na cidade e as que têm origem no campo; avôs e
avós ao lado de quem ainda não constituiu família. Há quem já teve
contato com a tecnologia - os jovens principalmente - e os que nunca
lidaram com computador. Em comum há o fato de todos terem mais de
15 anos, trabalharem em atividades não qualificadas e trazerem
histórias de fracasso escolar. (GENTILE, 2003).
Neste contexto, cumpre ao professor, conhecer seus alunos, investigálos, para, a partir de tantos perfis diferentes, traçar um plano de ensino que
privilegie o enriquecimento do conhecimento de todos, ou seja, a “Unidade na
Diversidade”.(ALMEIDA; OLIVEIRA; ARNONI, 2007).
Nesta perspectiva, torna-se necessário evidenciar aos alunos o quanto
a arte está próxima e presente em suas vidas, bem como, o desafio de corrigir
um erro que vem se perpetuando há décadas; o preconceito contra a arte
contemporânea, pois;
Sabemos bem que ainda há fronteiras a serem superadas para que
diante de uma obra contemporânea de qualquer linguagem artística,
aquela insistente e desconcertante pergunta “Isso é arte?” ou a
afirmação “Isso eu também faço” e suas variantes, seja substituída por
longas conversas sobre arte durante processos educativos movidos
numa mediação cultural, quer seja no espaço da escola, no espaço
expositivo de museus, de centros culturais ou após a nossa
experiência como espectadores de espetáculos de teatro, de dança,
como também depois da exibição de um filme no cinema.
(PROPOSTA CURRICULAR DO ESTADO DE SÃO PAULO: Arte,
2008, p. 42).
Infelizmente, a história da arte no Brasil ou a história da arte desde o
surgimento do homem, nada tem a ver com a história da arte na educação,
esta última, muitas vezes, ficou à margem das manifestações artísticas (tanto
populares como eruditas), pobre, equivocada, cerceada, desligada da
realidade, desligada da própria arte.
O projeto de ensino de Arte Contemporânea na Educação de Jovens e
Adultos, (posteriormente intitulado: A Cabine), foi criado com o propósito de
propiciar um mergulho interdisciplinar, unindo atividades de reflexão e análise
crítica, ao mesmo tempo em que atividades práticas são realizadas.
Dentre as centenas de obras que poderiam servir a este propósito,
destacamos as composições de Dulce Quental. Escolhemos trabalhar com
uma delas - a composição “Nova Idade das Trevas” -, pelo fato de sua letra
possuir conteúdo crítico e filosófico, característica rara nas músicas que
povoam o repertório da maioria dos alunos ao qual o projeto se destinava.
Portanto, esta composição evidenciou-se como um adequado objeto de estudo
e de intervenção, que muito contribuiu para elaboração de uma postura crítica
e competências de letramento, no que diz respeito à relação homem,
organizado em sociedade, com a natureza, uma vez que:
(...) a história da Arte é também a história de homens e mulheres que
habitaram e habitam este planeta e aqui deixam seus registros, verbais
ou não, em forma de música, pintura ou dança, poemas ou cinema, na
pedra da caverna ou nas estruturas virtuais, vertiginosas e
caleidoscópicas do ciberespaço. (...) Estes registros permanecem,
quase todos, disponíveis a quem os quiser ver ou ouvir, mas
acessíveis apenas a quem os souber ler! (SÃO PAULO FAZ ESCOLA,
2008, p. 18).
OBJETIVOS
Num ensino de Arte comprometido com os seus objetivos na educação,
as experiências estéticas têm que se tornar algo perceptível e inteligível e daí
se tirar proveito, seja nas Artes Visuais, Audiovisuais, nas Artes Cênicas ou na
Música.
Como significar uma aprendizagem em Arte sem significar as
experiências estéticas? Sem saber ver, ouvir, sentir de uma maneira geral?
Ignorando a percepção, como perceber o que a Arte e tudo que nos rodeia tem
a dizer? Segundo Zamboni (2001, p.21):
(...) a educação dos sentidos e da percepção ampliam o nosso
conhecimento de mundo, o que vem reforçar a idéia de que arte é uma
forma de conhecimento que nos capacita a um entendimento mais
complexo e de certa forma mais profundo das coisas.
Nesse ponto é apoiado o projeto, pois busca mostrar como um trabalho
com arte pode trazer à tona outras áreas do conhecimento e colocá-las em
discussão numa perspectiva não convencional, pois:
A Arte pauta se, a partir de um esquema geral, pela busca do novo,do
desvio dentro de um princípio dinâmico que pretende mimetizar a
essência humana. Assim, acaba por incorporar as estruturas mais
intrínsecas da concepção, da reflexão, do caráter do ser, indo além de
uma estruturação meramente epistemológica, adentrando a busca pelo
sentido ontológico da configuração do Ser. (OLIVEIRA e BUCHALA,
2003).
Nesta perspectiva, no decorrer do projeto observamos a necessidade
de uma proposta educativa estruturada a partir de um referencial que
potencializasse ao educando a fruição estética das linguagens artísticas,
oriundas do mundo ao seu redor, bem como, sistematizar a sua experiência e
produzir a partir dela, aproximando-o da produção cultural contemporânea
desmistificando-a.
Tal proposta encontrou respaldo na literatura a partir da obra de Arnoni
(2008) a qual, em sua “Metodologia da Mediação Dialética”, nos forneceu um
referencial que nos permitiu avaliar os dados coletados, a partir do resgate das
concepções originárias do contato dos alunos com a proposta apresentada, e
posteriormente, a organização metodológica do conteúdo de ensino, por
parte dos alunos, a partir de uma problematização inicial contida na letra da
música “Nova idade das trevas”, bem como a sua posterior sistematização e
avaliação. 1
O QUE É A CABINE?
A Cabine foi o nome dado à instalação colaborativa, multimídia e
interativa produzida pelos alunos de EJA nas aulas de Arte a partir da música
Nova Idade das Trevas.
Construída em estrutura de madeira, forrada com TNT preto e revestida
com lona preta. O que está lá dentro (imagens de revistas, vídeo, espelho,
cesta com balas, brinquedos quebrados, folhas de eucalipto secas e um
poema) é visto, por uma pessoa de cada vez, com uma lanterna e ao som da
música.
Do lado de fora, um aluno/ator representa um mendigo, interagindo com
as pessoas que só descobrem que tal performance fora uma encenação dentro
da Cabine. Assim, tal encenação tem por objetivo evidenciar ao espectador
que, estar na Cabine significa estar incluído num mundo de exclusões. Um
mundo que a todo tempo questiona o papel de cada um de nós.
COMPREENDENDO A REALIDADE POR MEIO DA MÚSICA
Ao definir a música “Nova idade das trevas” como momento
subseqüente ao resgate das concepções dos alunos, acerca da relação
homem organizado em sociedade com a natureza, objetivamos referenciá-la
como o instrumental pedagógico com o qual será problematizado as
concepções anteriormente resgatadas, em conformidade com a proposta de
Arnoni (2008). Assim, elegemos esta obra em face das reflexões que a mesma
propicia:
Nova Idade das Trevas
O que eu aprendi não me serve.
O que eu conheci acabou.
O mundo já não é mais mundo.
E eu não sou quem você encontrou.
Como vai ser então a nossa história,
Nesse filme sem cor?
Desapareceremos na memória,
De um mundo que desertou.
Se a vida me pede pra ser quem eu não sou,
Quem eu serei nesse mundo,
Na nova idade das trevas,
Sem coração e amor?
Uma criança ferida na sua verdade.
Um louco selvagem solto nas cidades.
Indiferente a dor do mundo,
Sem compaixão no olhar.
Como fazer o sol de novo brilhar?
2
Neste contexto, observamos a pertinência das considerações de Stuart
Hall e sua concepção de identidade cultural: as identidades modernas estão
sendo “descentradas”, o sujeito pós-moderno vive uma crise de identidade.
Segundo o autor:
O sujeito previamente vivido como tendo uma identidade unificada e
estável, está se tornando fragmentado; composto não de uma única,
mas de várias identidades, algumas vezes contraditórias ou nãoresolvidas (HALL, 2006, p. 12).
Essa crise de identidade, do sujeito pós-moderno, é perceptível desde
a primeira estrofe da letra.
Ao citar Marx: “Tudo que é sólido se desmancha no ar...” Hall (2006, p.
14) completa: “As sociedades modernas são, portanto, por definição
sociedades de mudança constante, rápida e permanente. Esta é a principal
distinção entre as sociedades „tradicionais‟ e as „modernas‟”.
Seguindo essa linha, na segunda estrofe, mais precisamente nos
terceiro e quarto versos, temos uma angustiante pergunta e uma não menos
angustiante resposta: relação estreita com a célebre e profética frase de Marx.
Já na terceira estrofe, se o mundo que eu conhecia acabou e “a vida a
me pedi pra ser quem eu não sou”, é porque outro mundo no qual eu ainda
não me reconheço está se instalando. Um mundo que me remete a um tempo
passado e atroz da história da humanidade, mas que ressurge em uma nova
versão, entretanto, tão sombria quanto a anterior. O medo está instaurado no
“ser” que se tornou uma „celebração móvel‟, termo utilizado por Hall, (2006, p.
13.).
Na quarta estrofe a composição nos remete às imagens: “uma criança
ferida na sua verdade” e “um louco selvagem solto nas cidades”, de modo a
fazer um contraponto entre a pureza da criança e o caos da cidade que
corrompe e macula. A estrofe termina com a pergunta: “Como fazer o sol de
novo brilhar?”, forçando o ouvinte à reflexão, a busca de uma resposta.
Resposta esta que se encontra em toda a situação já descrita na canção. Uma
vez que, tudo é fruto de mudanças de toda ordem que as sociedades vêm
sofrendo.
O que falta na letra (se é que falta) se completa na melodia que lembra
o blues, ritmo que tem como característica fazer menção a tristeza, perdas ou
lamento.
METODOLOGIA
Como vimos em Hall (2006), sobre a identidade do sujeito pós-moderno
tida como uma „celebração móvel‟, encontramos ratificação nestes termos em
Almeida, Oliveira e Arnoni (2007, p.33/34) ao se referirem ao “Ser de
passagem”:
(...) ao questionar-se sobre si mesmo, sobre o seu próprio „Ser‟, sobre
o que faz dele humano, o homem experimenta o conhecimento como
algo diante dele, que deve ser buscado, realizado, pois sua existência
se manifesta não simplesmente como um fato, mas como uma tarefa,
como uma permanente indagação sobre si mesmo, razão pela qual,
nesse sentido, podemos definir o homem como um „Ser de passagem‟,
um Ser em constante fazer-se, um vir-a-ser, um processo.
Caminhando com esses conceitos, foi executado todo o trabalho de
elaboração de A Cabine. Levando em conta que:
(...) somente podemos pensar num homem real em nosso trabalho
educativo referindo-o a um mundo, a um complexo de coisas,
instituições, cultura, isto é, uma realidade transformada e trabalhada
pelo sujeito que, num imenso e complexo processo de interação,
constrói, paulatinamente, o seu próprio „Ser‟. (ALMEIDA; OLIVEIRA;
ARNONI, 2007, p.35).
Assim, tomamos por referência a “Metodologia da Mediação Dialética”,
que leva em conta esse Ser que se relaciona com o mundo externo e que é, ao
mesmo tempo, constituído de toda uma singularidade, pois é único, mas
também constitui generalidade ao identificar-se com os outros. E dessa relação
nasce a categoria chamada particularidade. (ALMEIDA; OLIVEIRA; ARNONI,
2007).
A Metodologia da Mediação Dialética vai ao encontro das necessidades
dos alunos, com a qual o trabalho foi executado, uma vez que, a mesma, como
já foi dito anteriormente, é bastante heterogênea. A duração do trabalho foi de
dois bimestres, embasado na busca do conhecimento a partir da união do que
tem a dizer o aluno (diversidade) sobre o assunto abordado, acrescido de um
novo conhecimento (unidade) adquirido nas aulas.
1º Bimestre:Tudo se inicia com um texto (letra de música). Algumas
atividades foram propostas: colocar as estrofes na seqüência correta,
interpretação, debates. Esgotadas as possibilidades de trabalho, para melhor
compreensão da letra, é feita a audição da música, que traz todo um
complemento no sentido do conteúdo que a obra comunica.
A partir daí volta-se a uma análise de Nova Idade das Trevas
(envolvendo Língua Portuguesa, História, Filosofia, além de Arte).
Tendo já o saber imediato passado pela mediação da análise da
composição de Dulce Quental, transformando-se em saber mediato, o
conhecimento foi enriquecido e preparado para uma nova atividade que se
iniciará (problematização), por meio de uma atividade que pretende que os
alunos representem esse saber mediato: recortar imagens de revistas e
jornais, que possam fazer alguma alusão à letra da música. Também são
utilizadas imagens da Internet. Essa atividade proporciona um trabalho de
leitura de imagens e é chamada a atenção dos alunos para a força expressiva
e o poder de persuasão das mesmas.
2º Bimestre: Proposta final: produzir uma instalação multimídia e
interativa a partir da música trabalhada. Privilegiar o maior número de
linguagens artísticas. Lembrando sempre que cada linguagem tem endereço
certo: nossos sentidos. Quanto mais linguagens utilizadas mais sentidos
ativados. Aqui, novamente, entra o resgate do que os alunos já sabem sobre
linguagens artísticas e principalmente sobre instalação artística.
A partir do resultado é lançado o desafio (nova problematização): a
produção do trabalho. E este se dará com materiais próximos a realidade dos
alunos. De forma que, durante o processo seja perceptível a eles a
transformação de toda a materialidade utilizada (que isoladamente não tem
valor artístico), mas que a partir de um processo de elaboração colaborativa
resultará na obra por eles criada, evidenciando para cada um a importância da
sua contribuição pessoal: “Conteúdo da obra é a própria pessoa do criador
que, ao mesmo tempo se faz forma”. (Eco, 1996, p. 17).
O trabalho culminou com uma exposição para a comunidade escolar e
visitantes. Depois de concluído, os alunos perceberam que o trabalho ainda
não estava finalizado, uma vez que, continuarão no acompanhamento de sua
criação durante a exposição e visitação da mesma.
O fato de ser uma instalação multimídia e interativa, aliado ao conteúdo
crítico da letra, da metodologia utilizada, que é dialética, pois, assim se
expressa o conhecimento, fez com que o trabalho se tornasse objeto de estudo
e motivo para busca de novos conhecimentos e aprendizagens.
Isso instigou os alunos a uma reflexão mais profunda sobre sua
produção, enriquecendo ainda mais a experiência.
CONCLUSÃO
Por se tratar de uma pesquisa exploratória, ainda em andamento, os
dados obtidos ainda não foram analisados. A Cabine representou para os
alunos, não somente um trabalho para a nota da disciplina de Arte, mas um
compromisso com os assuntos abordados e a necessidade de mostrar para
outras pessoas suas descobertas e inquietações. Ao passo que conseguiram
isso, a auto-estima do grupo se elevou e o mesmo se viu motivado a buscar
cada vez mais o aprimoramento da obra e do conhecimento, querendo
compartilhar suas idéias e descobertas com mais pessoas.
A Metodologia da Mediação Dialética utilizada no processo de trabalho
gerou um resultado surpreendente, pois, não só os alunos que produziram A
Cabine se viram diante de um gerador contínuo de novas idéias (mudanças) e
conhecimentos, como também, quem a visitou. Afinal, ninguém é o mesmo ao
sair da Cabine e ninguém é o mesmo ao retornar a ela, seja pelas
modificações e intervenções dos alunos ou pela experiência de vida e reflexãopós-reflexão que a mesma nos propõe, é o contínuo vir a ser de Heráclito.
__________________
1
Categorias descrita por Arnoni (2008), como necessárias para propostas de Ensino e de Aprendizagem,
na perspectiva da Metodologia da Mediação Dialética, por ela desenvolvida.
2
QUENTAL, Dulce. “Nova Idade das Trevas” (3‟ 51”) IN: Beleza Roubada, Sony-BMG, Rio de Janeiro,
2003. 1 CD (43‟08‟‟).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ZAMBONI, Silvio. A pesquisa em arte: Um paralelo entre arte e ciência. Campinas,
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Download

Arte Contemporânea e Sensibilização Para Questões