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ROBINSON LUIS DE ARAUJO
ISBN: 978-85-916700-1-7
A POSTURA DA IGREJA COM PESSOAS QUE SE
DIVORCIARAM E SE CASARAM NOVAMENTE ANTES DE
CONHECEREM A JESUS CRISTO
Aquidauana/MS
2014
By Pr Robinson Luis de Araujo - ISBN: 978-85-916700-1-7
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A POSTURA DA IGREJA COM PESSOAS QUE SE DIVORCIARAM E SE
CASARAM NOVAMENTE ANTES DE CONHECEREM A JESUS CRISTO
Robinson Luis de Araujo1
INTRODUÇÃO
A partir da modernidade, vivem-se tempos de desmoralização da família e de
valores tradicionais que iniciaram-se na antiguidade2.
Existe muita especulação sobre este assunto e ele tem sido aplicado de muitas
maneiras. O que tentaremos direcionar é qual atitude que a igreja deve ter quando
se depara com pessoas que não conheciam a Cristo, casaram-se, separaram-se e
contraíram um novo casamento com outra pessoa e, que agora, chegam em nossas
igrejas.
Antes, deve-se atentar para o que as Sagradas Escrituras nos fala a respeito da
família e a importância dela, conforme Peterson (2011, pg. 829) afirma que o
salmista, em seu capítulo 128, nos assevera:
Vocês que temem o Eterno, como são abençoados! Podem andar
alegremente em seu caminho reto. Vocês trabalham duro e merecem tudo o
que receberam. Aproveitem a bênção! Celebrem a bondade! Sua mulher
gerará filhos como a vinha produz uvas. Seu lar será próspero. Os filhos em
volta da mesa, saldáveis e promissores como brotos de oliveira. Pasmem
diante do "sim" de Deus (...) E aproveitem também os seus netos.
Conforme descrito acima, o plano de Deus é que a família seja um ponto único no
mundo, um lugar de refúgio para os seus, um abrigo seguro. O que ocorre é que
muitas das pressões e mudanças do mundo acabam afetando fortemente a família e
impedem o crescimento e o entendimento de quem vive sob o mesmo teto. Isso
ocorre muito nos lares não cristãos, mas atinge também cada vez mais as famílias
evangélicas.
Sendo assim, como Igreja, o que se deve fazer? Qual atitude tomar?
1
Pastor. Teólogo. Pós-Graduado em Educação a Distância; em Aconselhamento e Psicologia
Pastoral; em Liderança e Administração Eclesiástica. Pós-graduando em Terapia Familiar. Mestre em
Educação Religiosa. E-mail: ([email protected]).
2
“Acreditamos que é por meio dela que o Senhor manifesta sua multiforme realização de cura
integral na realidade humana.”
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Antes de se aprofundar um pouco nesse assunto, é preciso entender o que é uma
família, por quê ela foi criada, pra que se casar e se de fato, é importante em nosso
meio. Poder-se-ia realmente depois de alguém casado, separar e construir uma
nova família?
1. FAMÍLIA
Na Palavra de Deus, quando da criação de tudo, o Criador expressa uma ordem
muita clara: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e
eles se tornarão uma só carne". (Gênesis 2:24 - NVI).
Pode-se perceber que a expressão "uma só carne", têm sido entendida de várias
maneiras, como Champlin (2001, p. 29) nos afirma:
1. Marido e mulher devem ser tidos como um só corpo, em uma verdadeira
comunhão de bens, onde nenhum tem direitos separados ou
independentes, nem privilégios, nem cuidados, nem interesses: antes,
compartilham de tudo, estão interessados pelas mesmas coisas e têm os
mesmos alvos. Aristóteles dizia que os verdadeiros amigos são dois corpos
com uma só mente; e esse sentimento aplica-se aqui.
2. Vivem para a produção de uma carne, uma referência ao dever e
privilégio de se produzirem segundo a sua espécie.
3. O termo pode expressar união espiritual. Os dois torna-se uma única
pessoa, embora possuidores de dois corpos. Sua união, pois, é uma união
de almas.
4. A união entre os dois é tão íntima que é como se fossem uma só pessoa,
uma só alma, um só corpo, o que faz contraste com a poligamia, o divórcio
ilegítima, toda espécie de imundícia imoral, fornicação e adultério.
5. A esposa é o "ego-fêmea" do esposo, a sua hetero-identificação.
É importante que se perceba:
1. deixará pai e mãe - o casal que vai iniciar uma vida a dois, na formação de
uma nova família, deve deixar seus pais, mas não como prerrogativa de abandonálos, mas de que agora, passam a assumir a responsabilidade de um novo lar.
2. se unirá a sua mulher ou ao seu homem, quando direcionado a mulher
- começa uma vida a dois, na construção de serem um, por meio do ato sexual, na
produção de filhos, em uma identificação e desejos únicos.
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Quando essas atitudes são tomadas, poder-se-á dizer e concluir, que uma família
começa a ser formada. Pode-se definir família, o relacionamento de pessoas entre
si por laços de parentescos ou de matrimônio, como os pais e seus filhos, que vivem
juntos em uma mesma residência. Usualmente praticam uma economia em comum,
havendo um ou mais membros que contribuem para o sustento de todos
(CHAMPLIN, 2006).
Pode-se relacionar seis principais funções da família, a saber: 1) A de relações
sexuais; 2) A de reprodução; 3) A de questões econômicas; 4) A de Educação; 5) A
de provisões e proteção e a 6) A de afeto.
2. CASAMENTO/MATRIMÔNIO
Champlin (2006), mostra algumas definições a respeito do casamento ou
matrimônio, como se queira chamar, sendo em seu sentido natural e histórico, pode
ser definido como uma relação pessoal, com o intuito de perdurar por certo tempo
especificado, entre um homem e uma mulher (monogamia), entre um homem e
mulheres (poliginia ou poligamia), entre uma mulher e homens (poliandria), com o
intuito de procriação ou não. Sendo essa relação aprovada e santificada pela
sociedade, sem importar as normas estabelecidas pelos costumes ou pela lei.
Dentro de um sentido bíblico e cristão, um casamento idealmente falando, é uma
extensão da missão e do destino das pessoas envolvidas, ou seja, uma ajuda nos
cumprimentos dos propósitos especiais dos cônjuges. Deve-se ter atenção a esse
sentido, em não espiritualizar tanto o casamento, pois como pode-se observar, no
meio dos mormonismos, supõem que os casamentos, selados por seus ritos, em
seus templos, torna-se eternos, sendo um meio para a formação de famílias divinas
e patriarcais, onde os homens chegarão a tornar-se deuses, cabeças de algum
planeta, propagando uma raça física e até mesmo espiritual. (CHAMPLIN, 2004).
Alguns tipos de casamentos e suas formas são relatadas ao longo da Palavra de
Deus do conhecimento humano, sendo assim, pode-se verificar:
1. Adão e Eva - A história desse primeiro casal é apresentada no Antigo
Testamento, como o começo do casamento, conforme Gênesis 2:18-25. Depois de
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Deus ter criado tudo, forma o homem e, depois que esse homem dá nome a tudo e
na busca de até mesmo procurar uma companheira, pois quando se dava nome aos
bichos, podia observar que todos tinham seus pares e se achou só. Sendo assim, a
mulher foi feita por Deus para ser ajudante do homem. Neste ato, a instituição do
casamento teve origem divina, sendo a propagação da raça humana seu propósito
central.
Nesse contexto, percebe-se que o homem esta demasiadamente sozinho, havendo
a necessidade de uma companheira. Como casal, eles podem tornar-se
instrumentos do propósito eterno de Deus. Esse primeiro matrimônio tornou-se o
ideal monogâmico, conforme Mateus 19:3 nos relata: "Um dia, os fariseus vieram
provocá-lo: É permitido um homem divorciar-se da esposa por qualquer razão?" (A
Mensagem). Nesse texto neotestamentário fica explícito a origem divina e a
estruturação correta do casamento.
2. Casamentos Pré-Bíblicos - São aqueles que aceitam a história do
casamento de Adão e Eva como simplesmente uma parábola ou um símbolo,
pensando que esse relato serve para o ensino de ideias, mas não é válido para
traçar as origens da instituição humana do casamento, sendo um ponto de vista da
maioria dos antropólogos e evolucionistas, quando falam que o simples fato de
qualquer animal se cruzarem, para se procriarem, tem se o casamento.
3. Vida Doméstica Pré-Semítica, na Palestina - Com base na arqueologia,
pode-se saber que os costumes matrimoniais entre os hebreus incorporavam alguns
elementos pertencentes a civilizações mais antigas que eles, sendo influenciados
pelos costumes dos arameus, amorreus, elamitas, babilônios, hititas e hurrianos.
4. Nos Tempos Bíblicos - Nos tempos patriarcais, abrangendo-se nos
Pentateucos e Rute, fornecem informações suplementadas pelas descobertas
arqueológicas, de que:
4.1 - A poligamia era a regra, até onde era possível determinar isso, sendo
possível observar no próprio Rei Salomão, conforme I Reis 11:1 e 3: "Ora, além da
filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras, moabitas, amonitas,
edomitas, sidônias, e hetéias. Tinha setecentas mulheres e trezentas concubinas; e
suas mulheres lhe perverteram o coração".
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4.2 - Nos primeiros tempos podia haver casamento entre meio-irmão e sua
meia-irmã, como o caso de Abraão e Sara, sendo uma prática natural entre os
egípcios, mas não entre os hebreus. Quando surgiu a Lei Mosaica, proibiu o
casamento entre parentes.
4.3 - Jacó casou-se com duas irmãs, sendo Lia e Raquel, conforme Gênesis
29:21-30.
4.4 - O noivado era indissolúvel quanto o próprio matrimônio, e uma noiva já
era chamada de esposa, conforme Deuteronômios 22:22-23; Mateus 1:18 e 20. Um
noivo também era chamado de esposo, conforme Joel 1:8 e Mateus 1:19.
4.5 - O matrimônio envolvia um acordo pessoal e um acordo tribal. A
fidelidade era necessária, a fim de assegurar o cumprimento apropriado do propósito
do casamento e da família. Sabe-se, com base em Tobias 7:143: "Então chamou a
mãe da moça e mandou trazer uma folha de papiro. Escreveu o contrato de
casamento, segundo o qual concedia a própria filha como esposa de Tobias,
conforme a sentença da Lei de Moisés. Depois disso, começaram a beber e comer",
havia acordos escritos, como nos casos de Provérbios 2:17; Ezequiel 16:8 e
Malaquias 2:4.
4.6 - Dentro da tendências em favor da monogamia, os intérpretes veem no
Antigo Testamento uma diminuição gradual da poligamia. Os livros de Samuel e de
Reis refletem menos a poligamia, exceto nos casos dos reis. O livro de Tobias nunca
alude a qualquer outro tipo de casamento, exceto o monogâmico. O livro de Oséias
(como também o décimo sexto capítulo de Ezequiel) desenvolveu a figura do
casamento monogâmico como ilustração da relação entre Yahwed e Israel.
4.7 - Nos tempos exílicos, a monogamia parecia ter prevalecido, embora não
houvessem leis que a sancionassem. Os babilônicos eram essencialmente
monógamos, mas os assírios preferiam a poligamia.
5. No Período Neotestamentário - Quando deixamos o Antigo Testamento e
adentramos no Novo Testamento, onde Jesus Cristo já se fazia presente e nos
deixou seus ensinamentos, trazendo o cumprimento da Lei, pode-se perceber:
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Livro Apócrifo - Bíblia Católica.
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5.1 - A poligamia teve prosseguimento, embora a monogamia fosse louvada,
coforme o exemplo quando os fariseus vieram experimentar Jesus, perguntando se
era lícito ao marido repudiar sua mulher por qualquer motivo (Mateus 19:3).
5.2 - A poligamia seria vedada aos ministros do evangelho, conforme I
Timóteo 3:2, que diz: "É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível,
esposo de uma só mulher...".
5.3 - O celibato e a virgindade começaram a ser exaltados como superiores
ao casamento, conforme I Coríntios 7 nos fala. Sendo o maior estado de busca com
propósitos espirituais, porém a pessoa tinha que ser dotada por Deus e não por
achar que seria capaz de se abster do sexo, conforme versículo 7: "Quero que todos
os homens sejam como também eu sou; no entanto cada um tem de Deus o seu
próprio dom; um, na verdade, de um modo, outro de outro".
5.4 - O adultério é regularmente condenado, mesmo no Antigo Testamento,
mas não incluía o concubinato. Prova disso, é quando Jesus injetou misericórdia
com a mulher adultera e a perdoou, na questão inteira, substituindo a regra judaica
"olho por olho, dente por dente4", uma dura filosofia.
Pode-se discorrer um pouco da história, embasada na Bíblia de como se dava o
casamento, com algumas regras e pontos. Existiam seus rituais, mas não sendo
assunto de referido artigo.
O que é importante tratar, é que cada civilização, país, povo e estado, possui suas
regras pra com o casamento, dentro de suas interpretações, que, como cidadãos se
deve obedecer, mesmo que não concorde. Como as Leis que regem os casamentos
no Brasil. Isso não que dizer que eu deva aceitar na igreja, mas são regras que são
impostas, como o casamento homossexual.
É importante ainda, perceber o que Elwell (1993, p.242), nos assevera a respeito do
casamento:
Quando um casal esta casado? Em que consiste um casamento, em última
5
análise? Alguns, argumentando a partir de I Coríntios 6:16 : "Sexo é mais
do que pele sobre pele: é tanto um mistério pessoal quanto um ato físico.
Como esta nas escrituras: "Os dois se tornam um"". Sustentam que o
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5
Código de Hamurabi.
A Mensagem - Bíblia em Linguagem Contemporânea.
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casamento é efetuado mediante as relações sexuais. Uma pessoa é
considerada aos olhos de Deus, casada com um membro do sexo oposto
com quem teve relações sexuais pela primeira vez. O ato sexual é
considerado o agente através do qual Deus leva a efeito o casamento de
uma maneira aparentemente análoga aquela dos seguidores da doutrina da
regeneração batismal, que fazem do sacramento do batismo o agente eficaz
na regeneração.
O que se percebe, que o casamento verdadeiramente bíblico, esta vinculado a união
de duas pessoas de sexo opostos, por meio de relacionamento sexual entre elas,
diferente de uma cerimônia, como se é aplicado hoje.
Para a Igreja Católica, a definição que ela aponta para o Matrimônio6, é:
O Matrimônio é a união conjugal de um homem e uma mulher, entre
pessoas legítimas para formarem uma comunidade indivisa de
vida (Cf. Catecismo Romano, P.II, cap. 8, n.3). Segundo o Compêndio do
Catecismo da Igreja Católica, Deus, que é amor e criou o homem por amor,
chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os no Matrimônio
a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si, "assim, eles não são
mais dois, mas uma só carne" (Mateus 19,60). Ao abençoá-los, Deus disselhes: "Sede fecundos e prolíficos" (Gênesis 1,28).
O matrimônio é definido pelo Código de Direito Canônico como sendo "o
pacto pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio íntimo
de toda a vida, ordenado por sua índole natural ao bem dos cônjuges e à
procriação e educação da prole, entre baptizados foi elevado por Cristo
nosso Senhor à dignidade de sacramento. Pelo que, entre baptizados não
pode haver contrato matrimonial válido que não seja, pelo mesmo facto,
sacramento." (cânon 1055).
É, portanto, um dos sete sacramentos da Igreja, que estabelece uma santa
e indissolúvel união entre um homem e uma mulher, e lhes dá a graça de se
amarem, multiplicarem e educarem os seus filhos:
...cada homem tenha sua mulher e cada mulher seu marido. Que o marido
cumpra seu dever em relação à mulher e igualmente a mulher em relação
ao marido. A mulher não dispõe de seu corpo, mas sim o marido.
Igualmente o marido não dispõe de seu corpo, mas sim a mulher. Não se
recusem um ao outro... (I Coríntios 7, 2-5)
O vínculo conjugal nasce do pacto conjugal, isto é, tem origem no
consentimento. Segundo São Tomás de Aquino a causa do matrimônio é o
pacto conjugal; a sua essência é o vínculo e os seus fins são a procriação e
educação da prole, a regulação do instinto sexual e a mútua ajuda.
A doutrina da Igreja Católica estipula que o casamento é simultaneamente
uma instituição natural e um sacramento.
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Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_religioso
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3. TÉRMINOS DO ESTADO MATRIMONIAL
Embora o ideal cristão seja "até que a morte os separe", na prática, várias formas de
divórcios põem fim a uma grande porcentagem de casamentos. Em uma pesquisa
realizada pelo IBGE, aponta que o número de divórcios no Brasil é recorde e
problema atinge a Igreja7. "O que Deus uniu o homem jamais separe!". Ao que
parece, essa sentença nunca esteve tão ameaçada quanto nos dias de hoje. O
casamento, como instituição sagrada, imutável e indissolúvel, vem perdendo
prestígio por conta de um conjunto cada vez maior de circunstâncias.
No Brasil, o fim da exigência de prazos para dissolução legal dos casamentos fez
com que a taxa geral de divórcios atingisse, em 2010, o seu maior patamar desde
1984, quando foi iniciada a série histórica das Estatísticas do Registro Civil,
divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
atingindo 1,8 por mil habitantes entre pessoas de 20 anos ou mais. Ainda de acordo
com o Instituto, entre 1990 e 2007, ou seja, em apenas 23 anos, a taxa de divórcio
cresceu 200%.
A teologia que circunda o divórcio é bastante complexa, e vários segmentos da
Igreja cristã defendem dogmas diferentes sobre essa questão. Até onde pode
retroceder a história dos relacionamentos domésticos, tem sido invencível o direito
do divórcio. Somente o cristianismo produziu algumas restrições e esse respeito. O
judaísmo mostrava-se bastante liberal sobre esse assunto. Poder-se-á, observar
algumas ocasiões onde poderia haver o divórcio:
1. Quando um homem judeu podia repudiar sua mulher - a) houve época
que qualquer motivo era justificado, mas em tempos de santidade, foram impostas
restrições; b) adultério por parte da mulher; c) violação da decência moral por parte
da mulher; d) quando a mulher negava sexo ao marido; e) quando a mulher se
recusasse a mudar de casa com o marido; f) a mulher insultava o pai do marido; g) a
mulher tinha certas doenças incuráveis, tornando a coabitação perigosa ou mesmo
desagradável.
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Disponível em: http://www.comunhao.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=8907:casa
mento-amea%C3%A7ado&Itemid=108.
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2. Razões pela qual a mulher podia se separar - a) quando ela era acusada
de fazer sexo pré-marital e era comprovada a falsa acusação por parte da sua
família; b) quando o seu marido se recusava a fazer sexo com ela; c) quando o
homem era impotente e depois de dez anos não lhe pode dar filhos; d) voto de
abstinência sexual por parte do marido; e) certas enfermidades, como a lepra ou o
marido tinha uma profissão malcheirosa, como recolher esterco; f) tirania por parte
do marido; g) quando era espancada pelo marido ou quando ele abandonava o lar;
h) adultério por parte do marido; i) quando o marido deixava seu país por haver
cometido crime e tinha que fugir.
Dentre os primórdios da Igreja Católica8, é importante ressaltar que:
O vínculo matrimonial é, por instituição divina, perpétuo e indissolúvel, uma
vez contraído, não se pode romper senão com a morte de um dos cônjuges.
"Não separe o homem o que Deus uniu" (Mateus. 19,6-9 e Marcos. 10,9). O
divórcio no Antigo Testamento havia sido admitido por Moisés "pela dureza
do vosso coração, embora não tenha sido assim desde o princípio.
Esta doutrina foi sempre ensinada pela Igreja, que insistiu, no plano prático,
no cumprimento jurídico e moral desta verdade exposta por Cristo (cf. Mt.
19, 3-9; Mc. 10, 1-2; Lc. 16, 18) e pelos Apóstolos (cf. I Cor. 6, 16; 7, 10-11;
rom. 7, 2-3; Ef. 5, 31). A Igreja, por isto declara que o Matrimônio não é obra
dos homens, mas de Deus e portanto as suas leis não estão sujeitas ao
arbítrio humano. (Pio XI, Casti Connubii, n. 3)
..."é dever fundamental da Igreja reafirmar fortemente a indissolubilidade do
Matrimônio a todos aqueles que, nos nossos dias, consideram difícil ou até
impossível que uma pessoa se vincule por toda a vida; e a todos os que são
arrastados por uma cultura que rejeita a indissolubilidade matrimonial e que
abertamente se ri do compromisso dos esposos à fidelidade, importa repetir
o bom anúncio da perenidade do amor conjugal, que tem em Cristo
fundamento e força. (Papa João Paulo II, Constituição Apostólica Familiaris
consortio, n. 20.
É importante que se tenha percepção de que, tudo aquilo que se pode descrever até
agora, está voltado para o povo Judeu e para aqueles que estão dentro da igreja.
Como opinião pessoal, é possível até afirmar, que o cristão após ter conhecido a
Jesus Cristo, faça de tudo para manter seu relacionamento matrimonial, indissolúvel.
Quando os dois se atentam para essa circunstância, pode-se escolher algumas
regras, como por exemplo, a liderança.
Quando uma pessoa procura qualificações para galgar a liderança em uma igreja, é
importante atentarmos para o que as Epístolas Pastorais orientam para a questão
conjugal e familiar do candidato.
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Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_religioso
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I Timóteo 3:1-139, nos assevera:
Se alguém deseja ser líder na igreja, ótimo! Mas há algumas considerações:
deve ser alguém de boa reputação, fiel à esposa, de fácil relacionamento e
hospitaleiro. Deve entender do que fala, não ser muito chegado em vinho e
não ser controlador, mas gentil. Não deve ser sensível demais a críticas
nem movido pela ganância. Deve administrar bem seus negócios, ser
atencioso para com os filhos e respeitado por eles. Pois, se alguém não é
capaz de lidar com os próprios negócios, como poderá cuidar da igreja de
Deus? Não deve ser novato na fé, para que a posição não suba à cabeça e,
assim não caia na armadilha do Diabo. O mesmo vale para os que querem
servir em outras funções na igreja: cristãos sérios, sem falsidade e não
muito chegados em vinho. E que não estejam no ministério pensando em
ganho pessoal. Devem ter respeito pelo ministério da fé, não usando a
posição em proveito próprio. Eles devem ser testados. Se mostrarem que
são capazes, que assumam sua função. Nenhuma exceção deve ser feita
às mulheres. Para elas, as mesmas qualificações: sérias e confiáveis; não
devem ser faladeiras nem muito chegadas em vinho. Quem serve a igreja
deve ter compromisso com o cônjuge, ser atencioso com os filhos e
cuidadoso nos negócios. Os que cumprem devidamente o papel de servo
serão respeitados, um crédito verdadeiro para a fé em Jesus.
Há uma exigência para que presbíteros (pastores) e diáconos ou bispos, ou seja, os
que procuram o "epískopos10" da igreja, sejam "maridos de uma só mulher",
conforme Nova Versão Internacional: "É necessário, pois, que o bispo seja
irrepreensível, marido de uma só mulher..." (I Timóteo.3:2a).
Ainda é preciso compartilhar o que Tito 1:6 - NVI nos afirma: "É preciso que o
presbítero seja irrepreensível, marido de uma só mulher, e tenha filhos crentes que
não sejam acusados de libertinagem ou de insubmissão".
Percebe-se mais uma vez a expressão: "maridos de uma só mulher".
Segundo Köstenberger (2011), é importante saber que interpretação é mais provável
a luz do significado da expressão e do contexto cultural antigo. Deve-se
compreender em primeiro lugar que o Apóstolo Paulo, em boa parte de seu
ministério apostólico, ou todo ele, não fora casado, sendo possível a compreensão
conforme I Coríntios 7:8 - NVI: "Digo, porém, aos solteiros e às viúvas: é bom que
permaneçam como eu", bem como o cap. 9.
Percebe-se que se o Apóstolo Paulo quisesse em suas palavras excluir as pessoas
que ora fosse divorciadas, ele poderia simplesmente afirmar: "não seja divorciado" e
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Bíblia A Mensagem - Bíblia em Linguagem Contemporânea.
Episkope - termo grego que indica o oficio de supervisor.
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ponto. Poder-se-á considerar que, na melhor das hipóteses, trata-se de uma
possível inferência11 (com base nas palavras "marido de uma só mulher"), e não de
uma declaração direta. Na verdade o divórcio e o novo casamento não é
mencionado
em
nenhum
momento
nas
epístolas
do
Apóstolo
Paulo.
(KÖSTENBERGER, 2011).
4. ALGUMAS VERDADES BÍBLICAS.
Cremos que se deve ter atitudes diferentes para com aqueles que viviam no reino
das trevas. Onde o Apóstolo Paulo nos afirmou em II Coríntios 4:412, que diz: "Eles
estão cegos para a deslumbrante luz da aurora da Mensagem, que resplandece com
Cristo e nos permite ver a melhor imagem de Deus, o que eles jamais conseguirão".
Essas pessoas que estavam ainda, sob a influencia das trevas, sem vislumbrar a luz
de Cristo e Sua mensagem, pois seus olhos estavam tampados, vivendo em
escuridão espiritual. Não conheciam o que a Palavra anunciava sobre separação.
O fato é que Lucas 19:10 e Mateus 18:1113, nos afirma: "Porque o Filho do Homem
veio salvar e buscar o que se havia perdido". Na versão a Mensagem, afirma: "pois o
Filho do Homem veio buscar e restaurar o que estava perdido".
O papel que a Igreja e seus líderes devem desempenhar é a continuidade do que
Jesus Cristo começou: "BUSCAR E RESTAURAR", o que estava perdido. Mas,
quando levamos pessoas a entenderem que necessitam de restauração por estarem
perdidas, bombardeamo-las com nossos dogmas, na busca de mostrar que
podemos e somos "melhores". Santos (2007, p. 92), nos assevera:
Nisto reside a fonte de todos os problemas da humanidade. A necessidade
das pessoas de terem que provar que são superiores às outras. É daí que
surgem todas as classes sociais, e todas as castas. Tudo reflete a luta do
ser humano de sentir-se valorizado, de ser o centro, de ter valor intrínseco,
este tem sido o caminho do ser humano na terra: - Eu sou melhor do que
você, porque tenho o que você não tem, moro melhor do que você, tenho
curso que você não tem, sou mais bonito, sou mais inteligente. Eu vou
chegar a Deus com o fruto da minha bondade, com o fruto do suor do meu
rosto.
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Operação intelectual pela qual se passa de uma verdade a outra, julgada tal em razão de seu liame
com a primeira: a dedução é uma inferência.
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Bíblia A Mensagem - Bíblia em Linguagem Contemporânea.
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Bíblia Almeida Revisada e Corrigida Fiel
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Nesse ponto, esquecem-se que a salvação não vem por obras e sim, pela graça,
conforme Efésios 2:814 nos afirma: " Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e
isto não vem de vós, é dom de Deus".
Deus quer derramar da Sua graça e bondade sobre nossas vidas e principalmente
daqueles que ainda não conhecem a Seu Filho, como nos expressa Efésios 2:7-10,
na versão A Mensagem:
Agora Deus nos tem onde sempre quis. Tanto neste mundo como no
próximo, Ele quis derramar sobre nós graça e bondade, em Cristo Jesus. A
salvação foi ideia e obra dele. Nossa parte em tudo isso é confiar nele o
bastante para permitir que Ele aja em nossa vida. É um imenso presente de
Deus! Não somos protagonistas nessa história. Se fosse o caso,
andaríamos por aí nos vangloriando do que fizemos. Não! Nada fizemos,
nem nos salvamos. Deus faz tudo e nos salva. Ele criou cada um de nós por
meio de Jesus Cristo Jesus, e a Ele nos unimos nessa obra grandiosa, a
boa obra que Ele deseja que executemos e que faremos bem em realizar.
Não há como julgar outros por achar que se vive uma vida certinha, por nunca haver
me separado. Há aqueles que ainda dizem: "conheci intimamente meu ou minha
cônjuge, somente depois do casamento dos homens e sob a benção de Deus, pude
manter relação sexual com ela, e hoje estou na condição de julgar" aquele que não
conhecia ou até mesmo, estando dentro da igreja, separa-se e casa-se com outra
pessoa. Fique claro: A salvação não é pelas obras.
Recordemos a passagem daquelas duas pessoas, exemplificada por Jesus, que se
encontra em Lucas 18:9-1215, que diz:
Para alguns que se julgavam bons, estavam satisfeitos com sua condição
moral e olhavam de nariz empinado para o povo simples, Jesus contou a
seguinte história: "Dois homens foram ao templo para orar, um fariseu e um
cobrador de impostos. O fariseu, cheio de pose, orava: 'Oh, Deus! Sou grato
por não ser como esse bando de ladrões, trambiqueiros, adúlteros ou como
este cobrador de impostos. Sabes que jejuo duas vezes por semana e dou
dízimo de toda a minha renda'".
"Enquanto isso, o cobrador de impostos, de cabeça baixa num canto, com
as mãos no rosto, não ousava nem olhar para cima. Apenas dizia: 'Deus,
tem misericórdia! Perdoa este pecador'".
Jesus comentou: "Quem voltou para casa justificado diante de Deus foi o
cobrador de impostos, não o outro. Se você andar por aí de nariz empinado,
vai acabar de cara no chão, mas se com humildade enxergar quem você é,
acabará se tornando uma pessoa melhor".
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Não se pode julgar pessoas, comparando-nos melhores ou superiores, pois quando
assim se faz, acaba por receber seu próprio galardão. A obra de Cristo na vida
daquele que o aceita, tem como principal foco, torná-lo nova criatura, deixando e
esquecendo as coisas que para trás foram feitas, como II Coríntios 5:17 na versão A
Mensagem, nos afirma: "Agora olhamos para dentro, e o que vemos é que qualquer
um, unido ao Messias, tem a chance de um novo começo e é criado de novo. A
velha vida se foi. Uma nova vida floresce! É demais!".
Em Cristo, todos nós temos a chance de recomeçar, isso é tremendo, não depende
do julgamento de outras pessoas, depende de Jesus tê-lo aceitado, dando-lhe a
oportunidade de um recomeço segundo a Sua vontade.
Analisemos qual foi a postura de Jesus, diante de acusações dos mestres religiosos
e fariseus, quando levaram uma prostituta a Ele, e com a Lei foram para confrontálo, como mencionado em João 8:4-11, que diz:
"Mestre, esta mulher é adultera, foi apanhada em flagrante. Moisés, na Lei,
ordena o apedrejamento de quem comete esse crime. O que o Senhor
diz?"... Por fim Ele levantou e disse: "Quem de vocês não tiver pecado seja
o primeiro a atirar a pedra". ..., continuou a escrever na terra. Ouvindo isso,
eles começaram a deixar o local, um após o outro, a começar pelos mais
velhos. A mulher foi deixada ali. Jesus levantou-se e perguntou: "Mulher,
onde estão eles? Ninguém condenou você?". "Ninguém, Senhor", foi a
resposta dela. "Nem eu", disse Jesus. Siga seu caminho. Mas, de agora em
diante, não volte a pecar.
O curioso é que, pela Lei, achamos maneiras para condenar os outros, e nos
colocamos em situação de superioridade. Aquela mulher, que ora estava sendo
acusada por aqueles "superiores", de forma certa, deveria ser apedrejada, mas não
somente ela, como também o homem que estava em adultério com a mesma, mas
não foi citado a presença desse homem. Levítico 20:10, nos esclarece: "Também o
homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do
seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera".
Outro fato importante a se pensar é que, quantos daqueles acusadores já não
tinham adulterado com aquela mulher, e agora estavam ali, confrontando a "Graça"
pela Lei. A Graça vem para quebrar nossos conceitos, pré-conceitos e paradigmas,
quando Jesus afirma em Mateus 5:27-2816, que diz:
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Vocês também conhecem esse mandamento: 'Não vá para cama com quem
é casado'. Mas, não pensem que terão preservado a sua virtude
simplesmente porque não foram para a cama. De fato, o coração pode ser
corrompido pelo desejo ardente ainda mais rapidamente que o corpo.
Aqueles olhares maliciosos que parecem passar desapercebidos, também
corrompem.
Em outras versões, nos adverte que, no simples fato de se desejar uma mulher, em
nosso interior comete-se adultério.
Se acharmos que, quando uma pessoa se separou, casar-se com outra é adultério,
Jesus foi muito mais afundo no que cremos, desta forma, ninguém é "santo", pois
em tempos onde a apelação sexual rola explicita em nossos meios de comunicação
audiovisual, é impossível afirmar que nunca cometemos adultério.
Nossos desejos noturnos; a abstenção do sexo quando casados, por virtude de
uma: viagem, doença, ou outras formas por um dos cônjuges, será que nunca nos
provocou desejos? Agora, nos colocamos como hipócritas no julgamento de outras.
Não podemos ser legalistas.
Santos (2007), nos deixa claro que é possível perceber que, em um contexto assim,
primeiramente Jesus, depois Paulo, levantaram suas vozes para nos alertar dos
perigo do legalismo. Em Mateus 15:1-20 e Colossenses 2:20-23 perceber-se-á, três
grandes perigos do legalismo:
1. Invalidar as Escrituras - Esta foi a denúncia de Jesus diante da crítica dos
fariseus, por seus discípulos não lavarem as mãos antes de comer, em
desobediência as tradições dos anciãos. A pergunta dos fariseus foi: "Por que
transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos?". Ao que Jesus Respondeu:
"Por que transgredis o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição?". Os
fariseus estavam preocupados com coisas exteriores, tais como lavar as mãos. Mas
Jesus estava ocupado com a justiça, conforme Marcos 7:20-2317, que diz:
E dizia: O que sai do homem isso contamina o homem. Porque do interior
do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as
fornicações, os homicídios, Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a
dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males
procedem de dentro e contaminam o homem.
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É possível perceber que a manutenção de certas tradições promovem a quebra de
princípios ou mandamentos claros de Deus, de como por exemplo, descrito em
Mateus 22:39: "Amarás ao teu próximo, como a ti mesmo".
2. Cultuar a si Mesmo - O legalismo promove a auto-glorificação, levando a
pessoa a buscar o reconhecimento de sua espiritualidade por práticas exteriores,
geralmente de negação, na busca de aprovação pelos outros. Como genuínos
cristãos, devemos buscar o saber, mas o saber que vem de Deus e devemos buscála, tendo o cuidado de não uma sabedoria simplesmente terrena, pois poderá ser
demoníaca, conforme Tiago 3:13-1818 nos adverte:
Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas
obras em mansidão de sabedoria. Mas, se tendes amarga inveja, e
sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra
a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e
diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e
toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente
pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons
frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se
na paz, para os que exercitam a paz.
3. Desenvolver um Rigor Ascético - Desenvolver uma postura exagerada de
negação a tudo o que dá prazer. Deixar de comer um bom churrasco por causa de
muitos estarem passando fome no mundo.
5. ATITUDES PARA COM OS QUE NÃO CONHECIAM A JESUS CRISTO.
Queremos reafirmar uma posição, que não é a banalização da salvação pela Graça.
Precisa-se entender que, não se pode julgar a ninguém, pois com tal medida
seremos julgados também, como nos adverte Mateus 7:119: "Não bombardeiem de
críticas as pessoas quando elas cometem um erro, a menos que queiram receber o
mesmo tratamento".
A atitude de amar é a de receber, pois, pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do
calvário, fomos libertos de nossas amarras e de nossas acusações. Não podemos
aniquilar a obra da cruz!
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Essas pessoas devem ser amadas e respeitadas, pois diante das leis dos homens,
estão certas: casaram, separaram, casaram-se de novo. Devemos aceitar, pois a
Palavra, também nos adverte em Romanos 13:1-720, quando nos assevera:
Sejam bons cidadãos. Todos os governos estão abaixo de Deus. Se há paz
e ordem, é ordem de Deus. Então, vivam de modo responsável como
cidadãos. Se forem irresponsáveis para com o Estado, estarão sendo
irresponsáveis para com Deus, e Deus pedirá contas disso. As autoridades
constituídas só serão uma ameaça se desobedecerem. Os cidadãos
decentes não têm o que temer. Querem estar em boa situação com o
governo? Sejam cidadãos responsáveis, e o governo trabalhará a seu favor.
Mas, se vocês desobedecerem às Leis o tempo todo, cuidado! Os guardas
não estão aí apenas para serem admirados por seus uniformes. Deus
também tem interesse em manter a ordem, e os usa para isso. Portanto,
vivam com responsabilidade - não apenas para evitar a punição, mas por
ser a maneira certa de viver. É por isso também que vocês pagam impostos
- para que a ordem seja mantida. Cumpram suas obrigações como
cidadãos. Paguem seus impostos, paguem suas contas. Respeitem seus
superiores.
Diferente quando essas pessoas estão somente amigadas ou vivem em um
relacionamento estável. Deve-se levá-las a obedecerem princípios, como no caso do
casamento. Casamento não é uma simples união estável.
Sendo assim, não temos como refutá-las, deixando de batizá-las e de até mesmo,
ocuparem cargos de liderança na igreja, caso contrário, deixamos de obedecer a um
mandamento: "amar o próximo como a nós mesmo".
Deve-se amar como Jesus amou a humanidade e descrito por Paulo em I Coríntios
13:4-721, que diz:
O amor nunca desiste.
O amor se preocupa mais com os outros do que consigo mesmo.
O amor não quer o que não tem.
O amor não é esnobe.
Não tem a mente soberba,
Não se impõe sobre os outros,
Não age na base do "eu primeiro",
Não perde as estribeiras,
Não contabiliza o pecado dos outros,
Não festeja quando os outros rastejam,
Tem prazer no desabrochar da verdade,
Tolera qualquer coisa,
Confia sempre em Deus,
Sempre procura o melhor,
Nunca olha para trás,
Mas prossegue até o fim.
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Dentro de tudo aquilo que foi apreciado, o que cabe a cada um de nós é exercitar o
amor, pela graça, sem acusação, soberba, ou desonra. Deus nos amou, sem nos
condicionar a nada, somente ao que Ele fez na cruz.
I Pedro 1:10-1622, nos assevera:
Os profetas que previram o presente momento fizeram muitas perguntas
acerca do dom da vida que Deus estava preparando. O espírito do Messias
já havia revelado antes: que o Messias passaria por sofrimentos seguido de
glória. Eles queriam saber quem e quando. Tudo que informaram a eles foi
que estavam servindo vocês, que por ordem do céu agora ouvem por vocês
mesmos - por meio do Espírito Santo - a Mensagem do cumprimento
daquelas profecias. Percebem como são privilegiados? Os anjos dariam
qualquer coisa para se envolver nisso. Por isso, arregacem as mangas,
ponham a mente para funcionar e estejam prontos para receber o dom que
esta para chegar com a vinda de Jesus. Não se acomodem aos velhos
caminhos do pecado, quando vocês só faziam o que queriam. Naquele
tempo, vocês não conheciam nada, mas agora conhecem. Como filhos
obedientes, andem no caminho da vida, moldado pela vida de Deus, uma
vida ativa e cheia de santidade. Deus disse: "Eu sou santo; então, sejam
santos".
Somos privilegiados por podemos conhecer mais daquilo que Deus deseja ao
homem, bem como, nos acomodarmos aos velhos caminhos do pecado. Agora
temos a oportunidade de conhecermos mais do amor de Deus, a sermos moldados
por seu amor.
Por demais, temos ainda em Romanos 8:1-223, que nos afirma: "Com a chegada de
Jesus, o Messias, o dilema fatal foi resolvido. Os que estão em Cristo não precisam
mais viver numa nuvem escura e depressiva. Um novo poder esta atuando. O
Espírito da vida em Cristo, como um vento forte, limpou totalmente o ar, libertando
vocês de uma tirania brutal nas mãos do pecado e da morte". Em uma outra
tradução, a mesma nos afirma: "Portanto, agora nenhuma condenação há para os
que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o
Espírito".
Ora, se em Cristo Jesus, não existe nenhuma condenação para os que estão nEle,
porque a Igreja, sendo os mesmo uma nova criatura, sendo que as coisas antigas
passaram e tudo se faz novo, ainda impregna um julgo na vida dessas pessoas que
chegam na Igreja.
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Jesus ainda afirma que Ele não veio para os são e sim para os doentes, com a
finalidade de trazer uma nova história na vida daqueles que o Diabo tentou destruir,
conforme Mateus 9:12-1324, que diz: "Jesus escutou a crítica e reagiu: "Quem
precisa de médico: quem é saudável ou quem é doente? Pensem no significado
deste texto das Escrituras: 'Procuro misericórdia, não religião'. Estou aqui para dar
atenção aos de fora, não para mimar os da casa, que se acham justos"".
6. CONCLUINDO
Nós, devemos estar preparados para tudo aquilo que é maravilhoso da parte de
Deus, conforme II Coríntios 9:8, que nos fala: "Deus pode derramar bênçãos das
maneiras mais surpreendentes; portanto; estejam preparados para qualquer
situação, mais que simplesmente preparados para fazer o que precisa ser feito".
O que se precisa é entender que a multiforme graça de Deus, expressada em I
Pedro 4:10, não poderá ser medida pela mente humana. Não existe alguém que não
cometa pecado. Somos criados em uma natureza pecaminoso. Por isso, deixemos
de tentar agir, achando que estamos na posição de uma pessoa melhor.
Agostinho já dizia: "A graça é dada não porque fazemos boas obras, mas para que
possamos ser capazes de realizá-las".
Ainda Karl Barth25, nos deixa a expressão: "A graça deve encontrar expressão na
vida, do contrário, não é graça".
Realmente, devemos agradecer a Deus, pois não é por obras que a Salvação vêm
sobre nós, somos salvos, amados, pela Sua Graça. Somos colocados no mesmo
nível. "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é
dom de Deus" (Efésios 2:8 - NVI).
Finalizando este artigo, com as palavras do Papa Francisco, Bergoglio que deixou
registrado: "Antes o querigma, depois os princípios. Primeiro, em suma, o anúncio
de que o cristianismo é acolhida e misericórdia, depois os ditames. Isso não significa
que deve-se negar a doutrina, mas sim ter em mente que não pode haver regras
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Teólogo cristão-protestante, pastor da Igreja Reformada e um dos líderes da teologia dialética e da
neo-ortodoxia protestante.
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sem
amor".
Ainda
quando
arcebispo
de
Buenos
Aires,
havia
escrito
um Vademecum para o acesso aos sacramentos, em que ele se mostrava mais
condescendente para com a possibilidade de que os divorciados em segunda união
se aproximassem da comunhão. ERatzinger, no Dia Mundial das Famílias em Milão,
também dissera que “a Igreja ama essas pessoas". A grande tarefa das
comunidades e das paróquias é “fazer realmente todo o possível para que se sintam
amadas, aceitas e não se sintam ‘fora’”26.
Que Deus nos dê da Sua multiforme Graça, e passemos a amar e desejar ao nosso
próximo, da mesma maneira que gostaria que agissem comigo.
7. BIBLIOGRAFIA
CHAMPLIN, Russell Norman. ENCICLOPÉDIA DE
FILOSOFIA. Vol. 2. São Paulo: Hagnos, 2006.
BÍBLIA TEOLOGIA E
CHAMPLIN, Russell Norman. ENCICLOPÉDIA DE
FILOSOFIA. Vol. 6. São Paulo: Hagnos, 2006.
BÍBLIA TEOLOGIA E
CHAMPLIN, Russell Norman. ENCICLOPÉDIA DE
FILOSOFIA. Vol. 1. São Paulo: Hagnos, 2006.
BÍBLIA TEOLOGIA E
CHAMPLIN, Russell Norman. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO
VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Vol. 4. 2ª Ed. São Paulo: Hagnos, 2001.
CHAMPLIN, Russell Norman. O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO
VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Vol. 5. São Paulo: Hagnos, 2002.
ELWELL, Walter A. Enciclopédia HISTÓRICO-TEOLÓGICO da Igreja Cristã. .
Vol.I. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: VIDA NOVA, 2003.
ELWELL, Walter A. Enciclopédia HISTÓRICO-TEOLÓGICO da Igreja Cristã.
Vol.III. Tradução de Gordon Chown. São Paulo: VIDA NOVA, 2003.
http://serigreja.wordpress.com/2010/05/27/casamento-em-cartorio-coisa-de-deus-oudos-homens/ - Acessado em 29 abr 2014.
KÖOSTENBERGER, Andreas J.; DAVID W. Jones. Deus, casamento e família:
reconstruindo o fundamento bíblico. Tradução de Susana Klassen. São Paulo:
Vida Nova, 2011.
26
Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/519626-sacramentos-aos-divorciados-o-planosecreto-do-papa
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20
LUCADO, Max. GRAÇA: MAIS DO QUE MERECEMOS. MAIOR DO QUE
IMAGINAMOS. Tradução de Leila Kormes. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil,
2012.
PETERSON, Eugene H. A Mensagem: Bíblia em linguagem contemporânea,
supervisão exegética e teológica Luiz Sayão. São Paulo: Editora Vida, 2011.
SANTOS, Ivênio dos. Santidade ao seu alcance: a surpreendente revelação
bíblica da santificação como obra da Graça Divina e não do esforço humano.
3ª ed. Brasília: Palavra, 2007.
By Pr Robinson Luis de Araujo - ISBN: 978-85-916700-1-7
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