ANO XVII • Nº 118 • ABRIL • 2012 • Distribuição Gratuita
Projeto Revendo
Porto Alegre
Jonathan Heckler
Pág. 2
Pág. 9
Alexandre Postal
Pág. 3
Adriano Gularte
Pág. 3
Manuel Henrique Paulo
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Caho Lopes - Escritor e Empresário
Silêncio e Solidão
Se você não consegue entender o meu silêncio, de nada irá adiantar as palavras,
pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos.
Oscar Wilde
Sofro de insônia.
Muitas vezes, desperto no meio da madrugada e não existe
mandinga ou benzedura que me faça dormir novamente. Fico
fritando na cama, virando de um lado para o outro, até o momento
em que decido levantar e fazer algo útil, já que o sono não virá
mesmo. Esta crônica, por exemplo, está sendo escrita em um
destes momentos.
O mestre Érico Veríssimo, começou “O Continente” (da trilogia
“O Tempo e o Vento”), com o seguinte parágrafo:
Era uma noite fria de lua cheia. As estrelas cintilavam sobre
a cidade de Santa Fé, que de tão quieta e deserta parecia um
cemitério abandonado. Era tanto o silêncio e tão leve o ar, que se
alguém aguçasse o ouvido talvez pudesse até escutar o sereno
da solidão.
O pior é que muitas vezes estou com o corpo cansado, os
olhos cheios de areia, a cabeça não funciona direito, baratinada
pela falta de sono. Mas ele não vem, fica em algum lugar qualquer
que eu gostaria de saber onde é, inalcançável para meu corpo e
minha mente.
A solidão caminha junto com os insones e os notívagos. Talvez
só quem passou algumas horas em claro na madrugada saiba o
verdadeiro valor do silêncio e da solidão.
Algumas vezes a insônia me traz benefícios. Se o cansaço
não é muito, a quietude da madrugada ajuda a colocar os
pensamentos em ordem, a vasculhar a alma em busca de uma ou
outra emoção escondida, a procurar sentimentos perdidos nesta
imensidão sem fim dos meus devaneios.
Porque, se é bom demais estarmos cercados por nossos
familiares e amigos, seja em confraternizações ou nos dias que
simplesmente escorrem pela ampulheta da vida, também se
faz importante a quietude para escutar as coisas da alma e do
coração.
Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS
CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60
51 3012 7292 • [email protected]
www.usinadoporto.com.br
Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460)
Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup
Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira
Direção de Arte - Jorge Luiz Olup
Consultoria Jurídica - Miriam Pereira de Souza
Editoração e Arte-Final - Airton Schineider
Tiragem - 10 mil exemplares
Impressão - Correio do Povo
Colaboradores: Alexandre Postal, Adriano
Gularte, Manuel Henrique Paulo, Walter Galvani,
Dra. Fátima Alves, Camilo de Lélis,
Rogério Ratner, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral,
Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli,
Renato Pereira, Luciano Alabarse, Jaime Cimenti,
Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Adeli Sell,
Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta.
As opiniões expostas nos textos assinados são
de inteira responsabilidade dos autores e não
correspondem necessariamente à posição do Jornal.
Jonathan Heckler - Repórter Fotográfico.
22 anos e há 3 atua como repórter fotográfico.
Trabalhou como repórter fotográfico na Assessoria
de Comunicação da Prefeitura Municipal de Porto
Alegre e hoje atua como repórter fotográfico
na Assessoria de Comunicação da Câmara de
Vereadores de Porto Alegre e na agência de
fotojornalismo Agência Freelancer.
Participou da exposição “Panorâmica” na Galeria
dos Arcos e na Galeria do Trensurb, em 2011,
e na exposição itinerante do Museu de Arte
Contemporânea “MAC-MOV”, em 2011.
Agenda Cultural – 23 de abril a 31 de maio de 2012 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br
THEATRO SÃO PEDRO
Musical Petropar – Todas as quartas-feiras úteis às 12h30 no
Foyer Nobre
25/04 - Duo Impar - Maurício Mendonça (violão) Gil Soares
(flauta)
25, 26, 27, 28/04 - 21h e 08, 15, 22 e 29/04 - 18h - Guri De
Uruguaiana (RS) Elenco: Luiz Antonio de Souza, Álvaro Luthi,
Vitor Leal e Jair KobeTexto e Dir. Jair Kobe. Dia 17/04 - sessão
Fechada para os sócios da AATSP com entrada franca.
5/05 – 21h e 6 – 18h - Hécuba (SP) Walderez de Barros numa
montagem vigorosa e emocionante. Texto Eurípedes. Dir.
Gabriel Villela. Elenco Walderez de Barros, Fernando Neves,
Flávio Tolezani, Marcello Boffat, Nábia Vilela, Leo Diniz, Luisa
Renaux, Rogério Romera e Luiz Araújo.
9/05 – 21h - Prêmio açorianos de música. O mais importante
prêmio artístico da cidade premiará os melhores nos gêneros
Regional, pop, MPB, instrumental e erudito, além de categorias
como melhor DVD, espetáculo, disco infantil, arranjador,
produtor musical e artista revelação.
7º Festival Palco Giratório Sesc Porto Alegre
12 – 21h e 13/05 - 18h - Adeus à carne (RJ Texto e dir. Michel
Melamed
15/05 – 21h - Edu lobo (RJ) Show Tantas Marés. O trabalho
tem produção e arranjos de Cristóvão Bastos e o show
promete momentos de excelência técnica e emoção.
16/05 - 21h - Canções aos pares (RS/RJ) Tonho Crocco e Nilze
Carvalho.
19 – 21h e 20/05 – 18h - Concertos Oficias. Orquestra de
Câmara Theatro São Pedro e vitor ramil (RS) O cantor e
compositor Vitor Ramil (voz e violão) com arranjos de Vagner
Cunha. Reg. Antônio Carlos Borges-Cunha
De 25 a 27/05 – 21h e Dom. 18h - As Conchambranças de
Quaderna (RJ) Texto Ariano Suassuna. Dir. Inez Viana. Elenco:
Leonardo Brício, Claudia Ventura, Debora Lamm, Ricardo
Souzedo, Iano Salomão, Diogo Camargos, Zé Wendel, Junior
Dantas e Viviane Câmara.
FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO
Até 06/05/2012 - Conjuro do Mundo - Artista: Iberê Camargo. As
Cesuras de Uma Pintura Limiar. Curadoria de Adolfo Montejo.
A exposição pretende evidenciar, conceitual e plasticamente, o
fundamento de fissura e corte, cicatriz e pausa que a palavra
cesura compreende.
Programação Paralela. Além disso, mantém-se a programação
de Ciclo de Palestras, Programa Educativo, Programa Artista
Convidado do Ateliê de Gravura, Bolsa Iberê Camargo e
Programa Editorial. Esta programação será divulgada no
decorrer do ano.
Até 03/06 - Leonílson – Sob o Peso dos Meus Amores. Artista:
José Leonílson. Curadoria: Ricardo Resende e Bitú Cassundé.
Sob o peso dos meus amores reúne trabalhos do artista
José Leonilson, datados de 1972 a 1993 e lança um olhar
panorâmico sobre a produção de um dos artistas expoentes
da década de 1980..
Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De Lage
Landen garantem a gratuidade do ingresso.
Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site www.iberecamargo.
org.br
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais.
DRPAC - todos os eventos são gratuitos
Espaço Novos Talentos – Até 27/04 - Exposição de pinturas
do artista plástico Carlos Alberto de Oliveira: “Cores do Brasil”
Sarau no Solar – Espetáculos gratuitos, às 18h30
26/04 - Apresentação do grupo instrumental “Experimentais”,
com Carlos Badia (violões), Mano Gomes (bateria), Giovani
Capeletti (violões) e Gustavo Viegas (violões e baixo).
10/05 - Apresentação da cantora Renata Adegas
24/05 - Apresentação do compositor, arranjador e cantor Raul
Ellwanger
Galeria dos Municípios – Exposições abertas ao público nos
dias úteis, das 8h30 às 18h30.
Nova Petrópolis de 30/04 a 04/05
Triunfo de 07 a 11/05
Pelotas de 21 a 25/05
23 a 27/04 - Na entrada da ALRS: Mostra fotográfica
“Arquitetura luso-açoriana - Século XVIII ao Século XX”,
integrando a programação alusiva à Semana da Comunidade
Luso-Brasileira no RS
Vestíbulo Nobre (junto ao Teatro Dante Barone da AL) 23/04
a 03/05 - Exposição de objetos pertencentes ao acervo das
associações portuguesas, das salas açorianas municipais
do Estado e de produtos típicos trazidos por municípios
convidados (Cambará do Sul, Taquari, General Câmara,
Balneário Pinhal, Santo Antônio da Patrulha, Osório, Rio
Grande e Triunfo), também da programação da Semana LusoBrasileira no RS.
MARGS
Até 10/06 - Museumetria: 20 anos de produção de
conhecimento pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio
Grande do Sul. Curadoria José Francisco Alves. A exposição
“Museumetria: 20 Anos da Produção de Conhecimento do
Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul”, é uma
iniciativa do MARGS com o objetivo de promover a história das
instituições do Estado e mostrar sua contribuição para o meio
cultural e artístico. Entrada franca
Até 27/06 - Mecanismos|Dispositivos: Articulações Contemporâneas do Sentido em Curadoria. Curadoria: Gaudêncio
Fidelis. Mecanismos | Dispositivos é uma exposição que
atravessa um arco histórico que vai de meados do século 19
até a contemporaneidade com obras que integram a coleção
do MARGS. A estrutura curatorial da exposição é construída
através mecanismos de justaposição combinando analogias
e referências conceituais, com uma inclinação para testar os
limites entre as convenções históricas da tradição artística e o
que conhecemos como o contemporâneo. Entrada franca
Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo
de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta,
das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou e-mail:
[email protected]
CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO
Até 09 de maio – Exposição Nas Entrelinhas do Tempo: a
história descoberta nas obras de uma linha de energia elétrica
subterrânea, organizada pelo arqueólogo Alberto Tavares de
Oliveira. Sala Noé de Mello Freitas
Até 16 de maio – Exposição Artecidade, do fotógrafo Beto
Rodrigues. A mostra apresenta imagens da estatuária
porto-alegrense que, segundo Beto, “muitas vezes passam
despercebidas do olhar dos transeuntes”. 3º andar
Até 23 de maio – Exposição Fotográfica Porto Alegre Ano a
Ano - Mostra com fotografias utilizadas no livro Porto Alegre
Ano a Ano – Uma Cronologia Histórica 1732/1950, de autoria
do historiador Sérgio da Costa Franco. Nas escadarias
Até 30 de maio – Exposição Brasil Arquitetura: a tradição do
novo, dos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci. Sala
O Arquipélago, 1º andar.
Até 26 de maio – Exposição de Fotografias, de Alexandre
Schlee Gomes, que apresenta 20 imagens de Pelotas,
em impressões coloridas e em preto e branco. A mostra foi
elaborada a partir do lançamento do livro Histórias e Tradições
da Cidade de Pelotas, de Mario Osorio Magalhães.
- Cidade das Crianças – Projeto é desenvolvido e coordenado
pela psicóloga Ana Marta Meira e conta com a parceria do
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Realizado desde
agosto de 2006, o projeto promove experiências coletivas de
criação, realizadas com crianças de 04 a 11 anos, tendo como
horizonte a cidade de Porto Alegre. Para participar basta a
doação de um livro para a Biblioteca O Continente, 6º andar
do CCCEV. Os encontros ocorrem aos sábados, das 15h30 às
17h. Acesse: www.cccev.blogspot.com e www.anamartameira.
blogspot.com
A entrada é franca para visitar as exposições. O horário de
funcionamento do CCCEV é de terça a sexta-feira, das 10
às 19h e aos sábados, das 11 às 18h. Visitas guiadas para
escolas podem ser agendadas no (51)3226.7974.
CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA
Programação da 5ª Festipoa Literária na CCMQ. Até 28 de
abril. Entrada Franca
Mezanino
23/04 - Das 17h às 22h – Noite do Livro e da Literatura. O
tempo e o vento: leituras do livro pelo público e gravação de
vídeos das leituras, celebrando 50 anos de publicação do
romance.
18h30 – Gazzara. Rafael Coutinho, Rafael Sica e Santiago
debatem a produção de HQs e cartuns com a mediação de
MOAH. Lançamento do livro e da exposição Gazzara.
Teatro Carlos Carvalho
20h – Leitura dramática da peça “O Tempo Sem Ponteiros”
Direção: Diones Camargo. Elenco: Elisa Brites, Clemente
Viscaino, Fabrizio Gorziza, Renata Stein e Francine Kliemann.
Mezanino
21h – Tanka: leitura e projeção de textos com Bando Hoburaco
21h24 – Leitura “A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos”
com Rosane Pereira
21h30 – Performance “Ontolombrologia Sertaneja: ode aos
vates” com Gabrielle Vitória
Auditório Luis Cosme (4º andar)
27/04 - 18h30 – Operário do precário. Antonio Carlos Secchin
e Ricardo Silvestrin conversam sobre produção poética e
leitura de poesia. Lançamento de “Memórias de um leitor de
poesia” de Antonio Secchin.
20h – homenagem ao centenário de publicação de “eu”, de
Augusto dos Anjos, com Jaime Medeiros Jr, Paulo Seben,
Sidnei Schneider e Ana Tettamanzy.
21h30 – Eletropoeteria - performance poética-musical com
Lucas Reis Gonçalves e Dado Vargas
Lançamento de “Moradas de Orfeu” (poetas do RS, SC e PR),
organizada por Marco Vasques.
28/04 - 10h30 – A consciência da crítica literária brasileira.
Miguel Sanches Neto e João Cezar de Castro Rocha com
mediação de Carlos André Moreira. Lançamento de “Exercícios
críticos” de João Cezar de Castro Rocha.
Mezanino
15h – “Drummond: três retratos, um poeta”,
com Lívia Lopes Barbosa.
16h – Lançamento de “A voz do ventríloquo” de Ademir
Assunção.
18h – “Livro ao vivo”: leitura de poesia com Andréia Laimer,
Diego Petrarca, Lorenzo Ribas e Rodolfo Ribas.
18h24 – Leitura “A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos”
com Everton Behenck
18h30 – “Desde que o samba é samba”. Paulo Lins e Fabiana
Cozza conversam sobre samba e poesia com mediação de
Marcelino Freire.
20h30 – Show de Henry Lentino Quarteto
21h30 – Festa de encerramento
Saideira - Auditório Luis Cosme (4º andar)
07/05 - 18h30 – Premiação dos vencedores do concurso
“Imagens da ficção”
20h30 – Luis Fernando Verissimo e Mário Prata conversam
sobre humor e crônica com mediação de Cláudia Laitano.
Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições
na Central de Informações - térreo da Casa de Cultura.
Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones
(51) 3221.7147 e 3221.7083
MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL
Projeto Educativo do Memorial do Rio Grande do Sul
O Memorial do Rio Grande do Sul oferece um momento lúdicoeducativo para crianças dos 6 aos 11 anos que excursionarem
com suas escolas pelas dependências da instituição. O boneco
de manipulação Memorélio conta uma divertida história após
as visitas mediadas.
Simbolizando a sabedoria, a memória e o trabalho, Memorélio
passou décadas como responsável pela manutenção do
relógio da torre. Deste lugar, observou as mudanças dos
costumes, da estética e da arquitetura ocorridas no centro da
cidade.
A atividade é apresentada mediante agendamento prévio
das escolas pelo telefone (51) 3224.7159 (Departamento
Educativo). Os horários disponíveis são de terças-feiras a
sábados, das 10h às 18h.
Boneco Memorélio. O Memorial do Rio Grande do Sul
promove apresentações do Boneco Memorélio para o público
infanto-juvenil. Para agendar as visitas guiadas e o Boneco
Memorélio: 51 3224.4376
TEATRO DO SESC
7º Festival Palco Giratório Sesc Porto Alegre
05 e 06/05 – 20h - As grandes cidades sob a lua. Odin Teatret
(Dinamarca)
07/05 – 20h - Ode ao progresso. Odin Teatret (Dinamarca)
09/05 – 20h – L. Quinteto (França)
10 e 11/05 – 15h – 20h - Música para cortar os pulsos. Empório
de Teatro Sortido (RJ)
15/05 – 10h e 15h - Avenida cores por todo o lugar. Ato
Espelhado (RS)
17/05 – 19h – Instantâneos. Cia. dos Bondrés (RJ)
19 e 20/05 – 18h - Luis Antonio – Gabriela. Cia. Mungunzá
(SP)
21/05 – 15h – Menininha. JLM Produções. ArtÍsticas (RJ)
22/05 – 20h - Anjo negro. CIA. Teatro mosaico (MT)
23 e 24/05 – 20h – Petróleo. alexandre dal farra (SP)
25/05 – 15qh - O baú – lembranças & Brincadeiras. Grupo
Trilho (RS)
26 e 27/05 – 20h - Circuits Fermés. (Circuitos Fechados).
Cia. De Fracto (Fra)
TEATRO DE ARENA
24 e 25/04 – 20h - Boa Noite, Cinderela. Elenco Dandara
Rangel, Everton Barreto, Paulo Vicente, Pitti Sgarbi e Cassiano
Ranzolin. Dir. Léo Maciel
03/05 – 20h - Música Autoral. Show de Renato Velho. Abertura
com Melopéia
04, 05, 06, 11, 12, 13, 18, 19, 20, 25, 26 e 27/05 – 20h Breves Entrevistas com Homens Hediondos. Dir. Daniel Colin.
Elenco Daniel Colin, Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e
Rossendo Rodrigues
16 e 17/05 – 20h - Isaias in Tese. Produção Executiva Pablo
Oliveira. Realização Deposito de Teatro
SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA
24/04 – 20h - PT Saudações (Teatro Aberto) – Teatro Adulto.
Texto Carlos Carvalho. Sala Álvaro Moreyra
25/04 – 20h - Recanto do Cisne (Novas Caras) – Teatro Adulto.
Teatro de Câmara Túlio Piva
26/04 – 21h - Versos Dobrados – Música. Com Rodrigo
Panasssolo. Teatro de Câmara Túlio Piva
27, 28 e 29/04 - Sex e sáb 21h - dom - 20h - Clube do Fracasso
– Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva
1º, 8, 15 e 22/05 – 20h - Danke (Teatro Aberto) – Teatro Adulto.
Sala Álvaro Moreira
2, 9, 16 e 23 /05 – 20h - TNT (Novas Caras) – Teatro Adulto.
Teatro de Câmara Túlio Piva
Até 4/05 - Professores Atelier Livre – Exposição. Paço
Municipal - Sala da Fonte
8 a 15/05 - Semana comemorativa dos 40 anos do Arquivo
Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho
8/05 – 20h - Cerimônia de Entrega do VI Prêmio Açorianos de
Artes Plásticas. Teatro Renascença
Até 11/05 - Vacation – Instantes da Vida – Exposição. Paço
Municipal - Porão
11, 12 e 13/05 - Sex e sáb - 21h e dom - 20h - 30 Anos de Jazz
– Dança. Teatro de Câmara Túlio Piva
11, 12 e 13/05 - Sex e Sáb - 21h e dom - 20h - Vestido como
Parece – Dança. Sala Álvaro Moreyra
15/05 – 19h30 - República do Rock – Música. Estado das
Coisas e Zerodoze. Teatro de Câmara Túlio Piva
16/05 – 20h - Homenagem à Velha Guarda – Música. Grupo
Flor de Jacarandá – samba e choro. Sala Álvaro Moreyra
16/05 – 21h - Quartas na Dança. A Flor da Pele - Fluxo Cia.
De Dança. Teatro Renascença
16/05 até 06/07 - Riopardense de Macedo – Ofício e Paixão
pelo Patrimônio Cultural – Exposição. Paço dos Açorianos.
Sala da Fonte
17/05 a 22/06 - Gravetos Armados – Exposição. Instalação do
artista Antônio Augusto Bueno. Paço dos Açorianos
18, 19 e 20/05 - Sex e sáb - 21h – dom - 20h - O Negro e o Rio
Grande do Sul - uma história de religação entre dois mundos –
Dança. Teatro Renascença
18 a 20/05 - Coisarada - Noite do Circo. Teatro de Câmara
Túlio Piva
Até 25/05 - 1967/1969: Lapinski em Porto Alegre – Exposição.
Paço dos Açorianos - Sala Aldo Locatelli
26/05 – 19h - Voar é com os pássaros / Prelúrdio que veio
depois – Dança. C/ Mimese cia de dança-coisa de Luciana
Paludo. Teatro Renascença
27/05 – 20h - Sonhos – Dança. C/ Cadica Danças e Ritmos.
Teatro Renascença
29/05 – 19h - Diálogos no Museu: Imigração Açoriana –
Palestra. Palestrante: Professora Doutora Vera Barroso.
Museu Joaquim Felizardo
29/05 – 20h - Sons da Cidade – Música. Teatro Renascença
29/05 e 5, 12, 19/06 – 20h - Ensaio sobre a Repetição (Teatro
Aberto) – Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra
30/05 e 6, 13 e 20/06 – 20h - Breves Relatos (Novas Caras) –
Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva
31/05 – 20h - Espetáculo Bruna Repetto – Em Movimento –
Música. Artista Bruna Repetto – Pop Rock. Teatro de Câmara
Túlio Piva
CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO
Espetáculos e Atividades Diversas
Programação do Projeto Usina das Artes
23, 29 e 30/04 - sáb e dom - 20h - O mercador de Veneza
(teatro) Exercício Cênico dos estudantes da Escola de Teatro
do Grupo Neelic. Sala 504
05 e 06/05 - 18h - Liberdade, Liberdade. Exercício cênico da
escola de teatro do grupo Neelic. Sala 504
Sáb das 14 às 17h - Um Estudo Sobre Shakespeare. Sala 504
Sáb das 10h às 13h - Oficina de pandeiro. C/ Zé Evandro.
Sala 505. Inscrições: 8408.0502
Ter e qui das 18h30 às 20h30 - Dança teatro, Corpo em
Movimento. Para todas as idades c/ Thonny Marques e
Nucleo de Dança teatro Ballethumano. Sala 505. Informações:
81222489, [email protected]
28/04 - Sarau Bretch. Leituras, performances, vídeos e
bate-papo. Sala 400
29/04 – 17h - Usina na Praça. Capitão Rodrigo - rock de
bolicho. Praça da Usina do Gasômetro
Até 6/05 - XX Salão Internacional de Desenho para Imprensa
– Exposição. Galeria dos Arcos, Galeria Iberê Camargo e
Galeria do 4º andar
6/05 – 17h - Usina na Praça. Oriental Beat - dança e música
árabe ao vivo. Praça da Usina do Gasômetro
18,19,25 e 26/05 - 21h - Apareceu a Margarida. Sala 400
31/05 - 21h (entrada franca) e dias 01, 02, 03, 11, 12 e 13/06.
Ingresso R$15,00 - Eu Pessoa e outros eus
29/04 - durante todo dia - Dia Internacional da Dança.
Com Coletivo de Dança, Oficinas, espetáculos, conversas.
Sala 209. Entrada franca.
05/05 - 19h - Trocando Figurinha. C/ artistas convidados. Sala
209
19, 20, 26 e 27/05 e 2 e 3/06 - 20h - Vestido como aparece.
A brasilidade em Nelson Rodrigues. Sala 209
05 e 06/05 - 20h - Kalashnikov: eu acabei de falecer e você?
Espetáculo do curso de formação de atores do TEPA. Sala 309
02/05 – 20h - Leitura dramática encenada do texto-poesia –
para acabar com o Julgamento de Deus de Antonin Artaud.
GRUPOJOGO de ExperimentAção Cênica. Sala 309
20/05 - 17h - Atentado Geográfico III: Outros. Processo criativo
do novo espetáculo do Teatro Geográfico: Sonhos.
Praça da Usina do Gasômetro/Saguão e Terraço
03/05 - 20h - Ensaio aberto: Cantadeiras de Incelências.
Mezanino
15/05 a 10/06 - Dramas Cotidianos – Exposição. Xilogravuras
de Carla Rosane. Galeria do 4º andar
16/05 - 20h - Vídeo-Memória – Dr. QS. Sala 402
23/05 - 20h - Vídeo-Memória – Barão nas Árvores. Sala 402
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
3
Por Adriano Gularte - Secretário SMOV
SMOV trabalhando
pelo futuro da cidade
Fotos Arquivo Pessoal
Muitos caminhos já foram trilhados e
outros novos se constroem a partir da atual
administração da capital gaúcha. Entre os
avanços conquistados e os desafios que
ainda precisamos enfrentar – que não são
poucos nem fáceis – nossa trajetória aponta
para um norte de esperanças e perspectivas.
Num esforço permanente de modernização
– segundo os princípios da transparência, do
respeito ao dinheiro público e da excelência
dos serviços – temos a convicção de que
nossa gestão frente à Secretaria Municipal
de Obras e Viação de Porto Alegre (SMOV),
vem contribuir decisivamente neste sentido.
A criatividade e a permanente
participação da sociedade como co-gestora
é tesouro social capaz de equacionar
questões históricas da nossa cidade, a
exemplo do magnífico trabalho que a
SMOV desenvolve com todas as regiões
do Orçamento Participativo, ouvindo,
trocando idéias, elaborando agenda de
serviços juntamente com as comunidades
inseridas no processo decisório. Programas
como Porto Alegre Mais Luz, Combate ao
Vandalismo, Pavimentação Comunitária e
Revitalização Asfáltica, fazem parte de uma
gama de iniciativas implantadas dentro de
uma perspectiva de organização urbana
com inclusão social, assim como as obras
de reforma total do Túnel da Conceição,
a duplicação da avenida Beira-Rio e a
iluminação artística do Gasômetro e da João
Alfredo. Assim como a construção de 38
creches comunitárias, 5 escolas municipais,
40 unidades de saúde, e cerca de 7 mil
metros de pavimentação asfáltica que estão
em execução, uma luminosa perspectiva
para as pessoas que logo deixarão de
conviver com a poeira e o barro.
Assim Porto Alegre se projeta para o
futuro. Logo ali seremos protagonistas da
história do esporte mundial. Mergulhados
no sonho de uma sociedade inteira, coesa e
vibrante, renovamos as nossas forças para o
trabalho. Queremos sediar os jogos, sim; é o
sonho de todos os gaúchos. Mas, acima de
tudo, queremos uma infra-estrutura moderna
e inclusiva como legado de desenvolvimento
para as próximas gerações. Porto Alegre
está melhor do que nunca. E vai ficar melhor
ainda.
Por Manoel Henrique Paulo – Diretor da Casa de Cultura Mario Quintana
Fotos Caroline Jacobi/Divulgação CCMQ
A direção da Casa
Um prédio “rosa” de seis andares com uma travessa
que divide seus dois blocos, cravada na principal rua
do centro da cidade está a Casa de Cultura Mario
Quintana. Nela estamos, dirigimos, apreciamos e
convivemos. Somos vários, entre trabalhadores,
passantes, visitantes e, principalmente, artistas.
Assumimos o papel de dirigir este fabuloso
equipamento de cultura para orientar e administrar
todos os seus compartimentos, que abrigam as
tantas manifestações artísticas. Poderíamos dizer que
dirigimos e somos também dirigidos por um organismo
vivo, que nos conduz pelas escadas, saguão, galerias,
salas de cinema e teatros. Ouvimos músicas e
experimentos sonoros pela Casa. Há um grupo de
dança ensaiando na passarela do quarto andar.
Pretendemos ser um ponto de conexão neste
horizonte contemporâneo, marcado pela diversidade
de perspectivas, pela interação sempre renovada
das linguagens consagradas e por novos meios
expressivos que resultam num abundante patrimônio
simbólico em permanente e rápida transformação, ora
reiterando, ora rompendo com a tradição. Acolher tal
dinâmica, valorizá-la e fortalecê-la para que libere suas
infinitas possibilidades criativas apresenta-se como o
nosso desafio central.
Este novo rosto começou a ser desenhado no início
de 2011, protagonizado pelo Secretário de Cultura Luiz
Antonio de Assis Brasil e uma Secretaria de Estado
com claras diretrizes democráticas. Com pluralidade e
transversalidade essa gestão oferece os instrumentos
pelos quais a sociedade pode livremente desenvolver
suas sínteses culturais e suas correspondentes
configurações estéticas em um espaço de liberdade
de invenção.
Dar continuidade ao trabalho do nosso saudoso
Marcos Barreto e do amigo e competente Paulo
Wayne é nosso dever. Como compromisso, vamos
compartilhar as ações realizadas com o conjunto de
trabalhadores da Casa. Valorizar a importante parceria
com a Associação dos Amigos da Casa de Cultura
Mario Quintana e Banrisul também será prioridade,
afinal esses muito contribuem para a consolidação do
espaço como pólo irradiador da cultura contemporânea
para todo o Estado.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Rogério Ratner - Músico, escritor e pesquisador da música feita no RS
Foto Cristine Rochol
A música de Porto Alegre e o Rádio
Uma reclamação “clássica” dos músicos de Porto
Alegre e/ou gaúchos é quanto ao pouco espaço que a
produção musical local ocupa na programação de nossas
rádios.
E é uma queixa sem dúvida pertinente. Tal realidade
é facilmente constatável, basta ligar o rádio e fazer um
rápido passeio pelo dial para aferir que, de um modo
geral, a execução de músicas feitas e/ou executadas por
artistas locais é bastante rarefeita na programação de
nossas emissoras.
Isto ocorre, ao que se depreende a partir das
manifestações dos próprios radialistas e programadores,
das dificuldades em compatibilizar o faturamento
comercial das emissoras com a proposta.
No entanto, já tivemos experiências no passado
(notadamente a Rádio Continental AM, nos anos 70; a
Bandeirantes FM, depois rebatizada como Ipanema
FM; no segmento do samba e pagode, a Metrô FM; na
área nativista a Liberdade FM - ainda no ar -; tudo isto
sem falar, obviamente, na chamada “Época de Ouro do
Rádio” que tinha como protagonistas as Rádios Gaúcha,
Farroupilha e Difusora AM, dentre outros exemplos) que,
de uma certa forma, relativizam este argumento.
Aliás, a própria boa repercussão que geralmente
obtêm os artistas porto-alegrenses e/ou gaúchos em
decorrência dos espaços que lhe são abertos em
rádios tais como a Atlântida FM, a POP Rock, a Cidade,
a Ipanema, a Itapema, etc. – afora, naturalmente,
a Unisinos FM e a FM Cultura, que têm um viés mais
cultural -, dentre outras emissoras, parece ser um bom
indicativo de que a idéia de que os músicos daqui fazem
“cair a audiência” não se sustenta, ao menos em termos
absolutos.
Seja como for, o fato é que os espaços fornecidos no
rádio “convencional” historicamente nunca deram vazão
a contento à produção local em termos globais.
Contudo, e felizmente, diante dos avanços tecnológicos
e, muito particularmente, em vista da popularização da
internet, o cenário aos poucos vai melhorando. É que
surgiram em nosso horizonte diversas “radio webs” que
vêm servindo como alternativa, sem embargo da imensa
vantagem em termos de penetração junto ao público
ainda garantida pelo rádio “convencional”. Na próxima
coluna detalharemos melhor esta “saga virtual” gaúcha.
As “Radiowebs” de Porto Alegre
Conforme assinalamos na coluna anterior, há uma
expressiva dicotomia entre a grande produção musical
gaúcha nos mais variados estilos e o espaço que lhe
concedem as emissoras de rádio tradicionais (AM e
FM). Tal hiato, recentemente, em face do amplo acesso
aos formatos digitais (seja em CDs ou em MP3), viuse ainda mais substancialmente agravado; realmente,
é enorme a quantidade de artistas/bandas/grupos das
diversas vertentes que afloraram nos últimos anos, a
que se somam outros que vão surgindo diariamente em
nosso cenário, constituindo uma produção de grande
riqueza e fundamento, devidamente “formatada” em
nível profissional, como demonstram as gravações que
podemos conferir navegando pela internet - diversamente
do que ocorria no passado, quando eram relativamente
poucos os nossos músicos que conseguiam gravar
um disco (LP ou compacto). Neste sentido, faz-se
fundamental o papel desempenhado pelas “radiowebs”
na divulgação desta cena. Embora, evidentemente, não
tenham ainda o alcance e a penetração das estações
tradicionais junto ao público, as “radiowebs” vêm se
constituindo em importante escoadouro da produção
local. Cada uma com o seu formato, com a sua proposta,
com o seu nicho, as “radiowebs” (tais como a “Pirada”,
“Elétrica” – liderada por Katia Suman, da Ipanema FM -,
“RockGaucho.com” (do site), “Putzgrila”, “Estação Voz”,
“Mr. Magoo”, dentre várias outras) vêm ajudando em
muito, sem dúvida, a divulgar nossa cena musical.
Vou deter-me aqui mais detidamente no trabalho da
Rádio “Buzina do Gasômetro”. É atualmente a única
rádio que toca exclusivamente a música feita em Porto
Alegre e/ou gaúcha, sem quaisquer preconceitos de
estilo ou época. A rádio foi criada pelos talentosos
compositores Fausto Prado, Luis Mauro Vianna e
Caetano Silveira (que me deu o enorme privilégio, e
também a imensa responsabilidade, de substituí-lo nesta
prestigiada coluna). Além da programação normal, feita
“randomicamente” (um programa de computador capta as
músicas a partir dos arquivos cadastrados pelos próprios
músicos no site), a “Buzina” conta com programas muito
legais, que inclusive podem ser acessados a qualquer
hora, adentrando-se os respectivos arquivos: “Samba
e Choro”, por Márcio Gobatto; “Big Som”, a cargo dos
diretores da rádio; “Canção em destaque”, por Márcio
Celi; “Receita do artista”, por Marcelo Fruet; e “Paralelo
30”, por conta deste que vos fala. Acessem http://www.
buzinadogasometro.com.br. Fica a dica, prestigie nossas
“radiowebs”!!!
Rogério Ratner - Tem dois CDs lançados,
“Rogério Ratner”, de 1996, e “Crendices Vãs”, de 2005.
http://www.rogerioratner.com
http://bandasdorockgauchoforever.musicblog.com.br
http://rogerioratner.musicblog.com.br
http://www.buzinadogasometro.com.br,
programa Paralelo 30
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena
O segundo caderno da Zero é dez!
Foto Diego Vara
A turma talentosa do Segundo Caderno
Sou fã incondicional do “Segundo Caderno” da Zero
Hora, e quero dividir com meus dezessete leitores os
motivos do meu entusiasmo com o trabalho que a equipe
cultural do principal jornal gaúcho vem desenvolvendo.
Imagino que não deve ser fácil o trabalho dessa turma
e que devem viver sob pressão cerrada, de todos os
lados. Se eu, lidando com a curadoria do “Porto Alegre
em Cena”, ou seja, com um único segmento cultural, o
das artes cênicas, já me vejo muitas vezes envolvido
por um tsunami de cobranças e queixas, imagino um
caderno cultural com a abrangência e a responsabilidade
do “Segundo Caderno”. A boa notícia, a principal na
verdade, é que eles trabalham muito bem e tiram de letra
seus desafios cotidianos.
Antes de tudo, é preciso dizer que leio diariamente
todos os cadernos dos principais jornais brasileiros –
primeiro, porque ler jornais impressos é uma das coisas
que mais gosto de fazer na vida; depois, porque é minha
obrigação estar ligado nos lançamentos e novidades da
produção cultural nacional. Minha opinião não é, pois,
de maneira nenhuma, bairrista e sem fundamento. A
obrigatoriedade inerente de cobrir nossos principais
fatos e eventos culturais esbarrará sempre nas notícias
nacionais e internacionais, nas conveniências comerciais,
nas mortes repentinas – pois tudo, todos, precisam
e reclamam espaço. Isso não acontece somente em
Porto Alegre. Em qualquer cidade com um grande jornal
acontece exatamente a mesma coisa. Imagino que nas
pequenas também.
Ticiano Osório, o editor
Por isso valorizo, e não é de hoje, o nosso “Segundo
Caderno”. Como todo bom gaúcho, tenho orgulho em
exaltar as virtudes dessa terra estranha. Sem fazer um
inventário de todos que passaram/estão ali, é obrigatório
citar Cláudia Laitano e Ticiano Osório, como artífices
desse belo resultado jornalístico. São pessoas atentas,
generosas e decididas. Cláudia é uma das minhas
cronistas preferidas. Tem uma qualidade incomum,
pois alia inteligência e competência à uma espécie de
timidez sincera, como se não quisesse chamar nunca a
atenção para si - e sempre para o que está escrevendo
em seus comentários. Sua crônica semanal, no corpo do
jornal, onde também encontramos os excelentes Martha
Medeiros e David Coimbra, é um dos melhores momentos
da imprensa gaúcha. Ticiano é outro que merece grande
destaque; um editor antenado e que tem valorizado a
produção local, como poucos antes dele valorizaram.
Nos emails esporádicos que trocamos, acabamos sempre
comentando os últimos lançamentos da literatura. Aliás,
é bom que eu diga: sou eu que sempre mando emails
para ele, comentando as matérias e a diagramação do
dia, vibrando com coisas que me tocaram, falando de
idéias que me passam pela cabeça. A página do Soleil,
anunciando a vinda do grupo a Canoas, foi antológica;
a do filme sobre a Pina também. E nem cabe aqui citar
tudo o que gosto na diagramação do caderno, pois não
sou um especialista na área. Apenas gosto, acho bonito,
tenho vontade de ler, de virar a página, de ver a próxima
matéria. De vez em quando, quando acho que posso
chamar a atenção sobre um trabalho bacana, um artista
novo, cheio de dedos pra não avançar o sinal, mando um
artigo pra ele avaliar a pertinência. Ou seja: gosto tanto
do clima do Caderno, que me dá vontade de participar
dele. Mas não sou jornalista, nem quero ser. Sou um
leitor, fundamentalmente um leitor – que torce pra ter
uma leitura diária agradável, instrutiva e informativa. No
“Segundo Caderno”, encontro o que espero: notícias
relevantes que vão alimentar a fome voraz de um legítimo
consumidor da vida cultural de Porto Alegre. E também
como diretor de teatro, ou seja, como artista local é
grande meu reconhecimento/agradecimento ao espaço
destinado às boas produções do teatro gaúcho.
Não posso deixar de registrar minha admiração
pelo Roger Lerina, admiração antiga, já objeto de
algumas considerações por escrito, inclusive aqui. A sua
“contracapa” é um dos pontos altos da nossa imprensa;
o jeito dele escrever, sua doçura e seu humor, enfim,
seu estilo e sua contribuição à nossa informação são
fundamentais para quem quer ficar por dentro do que
vai acontecer na cidade. Há nomes que conheço de
raspão, jornalistas de quem sou igualmente fã: Patricia
Rocha e Fábio Prikladnicki (a cargo de quem está a
cobertura teatral das atrações cênicas da cidade, sempre
respeitoso e ponderado em suas opiniões e comentários)
são exemplos. Há colaboradores como Luís Augusto
Fischer, que dispensam maiores apresentações e que
elevam o nível da nossa discussão cultural.
O que mais admiro num jornalista local é quando,
através do seu trabalho, conseguem transformar o
paradigma dos caranguejos gaúchos, da dureza que é
vencer num meio quase sempre hostil aos que ganham
notoriedade e. Mas não partilho, nem gosto, da idéia de
que Porto Alegre é o centro do mundo. Que a vida não
se restrinja a Porto Alegre, pelo amor de Deus! – que
o mundo é maior e mais complexo que a nossa bela
cidade. E é por isso que admiro o caderno cultural da
Zero Hora - o meu, o seu, o nosso “Segundo Caderno”.
Ao falar sobre a nossa aldeia e misturar, em doses
exatas, a cobertura local com o que de fato importa no
mundo; ao valorizar os melhores frutos de nossa cultura
artesanal com a indústria do entretenimento, equalizando
muito bem as variáveis desse relação delicada, a turma
que toca o “Segundo Caderno” eleva nossa imprensa à
qualificação da melhor imprensa nacional, sem nada a
dever aos cadernos culturais do resto do país. E é muito
bom testemunhar e fazer parte disso tudo e, uma vez
na vida, inverter a equação e escrever sobre o trabalho
deles. Rapazes e moças do “Segundo Caderno”: sinceros
parabéns!
Foto Márcio Peixe
Por Camilo de Lélis - Teatrólogo
O enigma de Édipo
num quadro simbolista
Gustave Moreau (1826-1898) pintou Édipo e a Esfinge – o
quadro se encontra no Museu Metropolitano das Artes em
Nova Iorque, mas pode ser visto na internet, pesquisando-se
pelo nome do autor e título da obra.
É impressionante como um pintor alcançou tamanha
apoteose criativa de beleza e mistério, ao desenhar o
grotesco das impossibilidades na figura da esfinge, e a
serenidade do homem que olha para dentro dos olhos do
caos.
Quanto a Édipo e à verdade, de onde ele veio lhe é
desconhecido; e para onde ele vai, também, já que a esfinge
está a guardar a entrada de um futuro inesperado (portões de
Tebas, cidade na qual - pelas próprias mãos - ele cumprirá
seu destino trágico).
Em Édipo (que tem uma deformidade no pé e claudica), à
medida que cresce seu saber a respeito de sua origem, a vida
evolui do caos para a informação; entretanto, é impossível
manter inalterado o instável equilíbrio da forma. Édipo, mais
tarde, ao descobrir seu passado, terá de cegar os próprios
olhos para não encarar a grotesca desmedida dentro de si
“Claramente sobre ele veio outrora
moça alada, e mostrou-se na prova
sábio e caro à cidade.”
(Sófocles, Édipo Tirano)
mesmo. Contudo, ao desatar nós e resolver charadas - com
o parto doloroso da verdade - o cego se tornou vidente. O
que lhe era oculto revelou-se num panorama bem maior.
A monstruosa esfinge está definitivamente morta e Édipo
será um eterno modelo da superação humana diante das
adversidades.
E onde estará a chave hermenêutica para decifrar
estes conteúdos? No nome “Esfinge”- que se refere a uma
passagem estreita - talvez se encontre a pista para decifrálos. Que passagem será esta? O nascimento? A morte? O
fato de se estar vivo a cada segundo, resistindo às forças
da dissolução? Ou, a passagem seria, simplesmente, uma
frágil busca de sentido em meio ao absurdo total - busca de
conhecer-se e autorizar-se.
O enigma humano está representado no encontro de
Édipo com a esfinge. E a pintura de Gustave Moreau é uma
belíssima síntese, que uma simples análise não esmiúça em
sua totalidade. O seu quadro continua, sempre, uma imagem
virgem diante de nós - a nos desafiar.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura
O poder do abraço
Foto Arquivo Pessoal
A vida corre veloz e transcorre relativamente
tranquila para quem tem uma atividade permanente
em benefício da comunidade e remunerada com
alguma adequação ao que faz. Um pouco de felicidade
não faz mal a ninguém e assim, vai se levando. Mas,
eis que descubro que está a nosso alcance botar um
pouco de tempero neste almoço, sem custo extra
e com resultados surpreendentes. Sabem como?
Através do abraço. Sim eu disse e escrevi, abraço,
aquele gesto simples de pegar alguém e enlaçá-lo
com nossos braços.
Ao fazer isso, reproduzir um velho costume com
o qual estamos habituados há tantos anos, e que,
diga-se de passagem é tão usual no Brasil (e tão
difícil de constatar nos Estados Unidos, por exemplo)
– liberamos serotonina e dopamina, conhecidos
como “os hormônios do prazer”, estabelecendo
imediatamente uma corrente que passa de corpo a
corpo, e acende a corrente da empatia.
Pois parece tão simples que é inacreditável
que os governos não se esforcem em campanhas
públicas, tipo, “você já deu o seu abraço hoje?” –
ou pelo menos sugerir uma torrente de simpatia
que comece no “abrace o seu vizinho” e vá até o
“cumprimente alguém que considere seu adversário”.
Ou “concorrente”, ou pelo menos com quem tenha
alguma desconfiança. Não, talvez isso não funcione,
já estou aqui a receitar procedimentos errados, em
verdade é preciso “acreditar no abraço”, caso contrário
a tal de dopamina não é liberada, a serotonina entope
e a idéia morre antes de comunicar-se.
Dizem os especialistas que até com as crianças
funciona muito bem, elas se sentem acolhidas e
protegidas, coisas difíceis hoje em dia.
E olhe que estamos precisando de medidas
protetoras... Dia desses ficou-se sabendo que
um sujeito matou mais de setenta pessoas e que
pegaria a pena máxima de 21 anos. Deve ser alguma
brincadeira com a espécie humana.
Quem sabe não estaria na hora de voltar a velha
lei de talião?...
De minha humilde e modesta contribuição, saiam
da frente: vou sair abraçando e beijando (o beijo ai
de inhapa) quem for encontrando pelo caminho, pois
acho que temos que estabelecer a compreensão
e o entendimento, mesmo quando as eleições se
aproximem...
E estou levando uma escadinha de eletricista em
meu carro, para facilitar o abraço. Vamos que me
encontre com o prefeito José Fortunati por aí, pelas
ruas da capital!
Por Adeli Sell - Vereador e presidente do PT-POA
Pela implantação de lotações
transversais em Porto Alegre
Os bondes deixaram as ruas de Porto Alegre no início da década de 70. Em
seguida, começaram a circular camionetes Volkswagen Kombi, com capacidade para 8 passageiros. Imaginem,
Kombi, com aquele sobre-e-desce,
abre-e-tranca porta fazendo o transporte de passageiros na cidade.
Cerca de duas décadas depois, foram autorizados veículos com 21 lugares. E em 1994, o nome táxi-lotação
foi substituído por lotação. Peculiar, o
serviço é exemplo para outras cidades
do País. Porém, problemas como superlotação, passagem cara e falta de
veículos vêm sendo observados.
Além disso, o que me parece o maior
equívoco, é que algumas regiões da
Capital ainda não são contempladas
com o serviço, que não acompanha a
demanda nem o crescimento popula-
26 J
ORN
AIS
cional. Regiões da cidade pedem, há
algum tempo, a criação de novas rotas. Algumas áreas, principalmente na
Zona Sul, vêm se organizando para
demandar ao governo o serviço de lotação.
A Associação de moradores do Bairro Restinga, por exemplo, veio até a
Comissão de Urbanização, Transporte
e Habitação (Cuthab), da Câmara Municipal, reivindicar a implantação de novas linhas de lotação para a região. Já
a Associação dos Moradores do Bairro
Ipanema ocupou a Tribuna Popular da
Casa no final do ano passado cobrando explicações pela redução da frota
nos bairros Ipanema e Jardim Isabel.
Precisamos de novas linhas de lotação. Há uma tremenda demanda reprimida. Já tivemos algumas conquistas e queremos mais. Mas o que mais
Foto Arquivo Pessoal
queremos e precisamos são Lotações
Transversais. Não para concorrer com
as Ts – as linhas transversais da Carris.
Mas Lotações Transversais que façam
aqueles roteiros entre bairro, circulando pelas vias locais, onde não há ruas
adequadas para ônibus maiores passarem.
Isso proporcionaria uma opção de
transporte coletivo mais qualificada
para a cidade, reduzindo também a circulação de veículos particulares. Além
do mais, a população está crescendo e
a renda dos cidadãos está maior.
Para tanto, caberia a EPTC o estudo
técnico para a sua viabilização. A demanda existe. A necessidade está posta. A cidade precisa discutir esta nova
modalidade.
1 MILHÃO DE LEITORES!!!
Cobrindo 80% dos bairros de Porto Alegre
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7
PORTO ALEGRE:
+ ILUMINADA E
+ INTELIGENTE
Porto Alegre tem nova iluminação
pública. Mais segurança, mais
economia e mais eficiência.
A Prefeitura de Porto Alegre renovou os 80.569 pontos de
iluminação pública, o que representa 100% dos equipamentos cadastrados da cidade. O projeto Porto Alegre +
Luz, iniciado em 2009, abrangeu 82 bairros. Todos
ganharam luminárias mais eficazes e mais econômicas.
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Os novos equipamentos de vapor de sódio e vapor
metálico são 30% menos poluentes e 38% mais
econômicos, representando uma economia de R$ 620 mil
mensais aos cofres públicos. Nenhum outro projeto, nos
últimos 30 anos, abrangeu a iluminação em tantos pontos
da capital. Foram realizados investimentos de R$ 40,5
milhões.
SISTEMA INTELIGENTE
O Porto Alegre + Luz permitirá uma eficiência ainda
maior na manutenção dos equipamentos. Isto será
possível graças ao uso de tecnologia IBM, com base no
software Maximo, que alertará quando uma lâmpada
precisar ser trocada ou estiver quase no final de sua vida
útil.
As informações fornecidas pelo sistema geram relatórios,
gráficos e tabelas, o que também possibilitará aos
gestores saber, de antemão, quais os recursos
necessários para resolver os problemas de infraestrutura
da cidade. É assim que os investimentos da Prefeitura em
serviços de qualidade e equipamentos inteligentes
ajudam a transformar a vida em todos os bairros.
Praça Laurentino Zottis (Cidade Baixa)
Foto: Luciano Lanes
Est. João Antônio Silveira (Restinga)
Foto: Evandro Oliveira
Viaduto Obirici (Passo D’Areia)
Foto: Cristine Rochol
Monumento ao Expedicionário
José Bonifácio (Farroupilha)
Foto: Ricardo Stricher
@Prefeitura_Poa
facebook.com/eucurtoeucuido
www2.portoalegre.rs.gov.br/radioweb
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Teniza Spinelli - Jornalista
Fotos Coleção Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea
Flávia de Quadros - indicefoto.com
Bispo do Rosário: A
Poesia do Fio
A agenda de exposições do Santander Cultural apresenta
uma retrospectiva de cerca de 240 trabalhos do genial
artista Arthur Bispo do Rosário (1909-1989), nascido em
Sergipe, que produziu mais de 800 obras, a maioria delas,
feita em manicômios.
Bispo do Rosário, diagnosticado esquizofrênicoparanóico, foi internado no Rio de Janeiro inicialmente em
1938, no Hospício Nacional dos Alienados, um ano depois
na Colônia Juliano Moreira, passou pela clínica AMIU e,
entre internações e fugas, veio a falecer, de infarto, aos
80 anos de idade. Na Colônia Juliano Moreira encontra-se
hoje o museu que leva seu nome, local onde produziu a
maior parte da sua obra.
Para se ter uma idéia da importância de Bispo do Rosário,
do ponto de vista da arte e suas relações com a história
social, a psicanálise e o estudo da mente humana, basta acompanhar
sua trajetória de vida e posterior reconhecimento da crítica, que
o incluiu em 1982, numa exposição individual no Museu de Arte
Moderna do RJ e, em 1995, na prestigiada Bienal de Veneza. Uma
das obras, ali expostas, intitulada o Manto da Apresentação, era a
peça que o artista dizia que vestiria no dia do Juízo Final, diante
de Deus.
É importante destacar na obra deste artista sua inclinação pelo
bordado. Na pequena cidade de Japaratuba, em Sergipe, lugar
onde Bispo nasceu, o trabalho de bordar é tradicionalmente
executado pelos homens, e não pelas mulheres. Daí que seus
temas recorrentes são em geral bordados em linha, desenhados
com costuras, num inventivo e caprichoso trabalho estético. O
artista começou lá a fazer sua arte, antes mesmo da internação,
por isso a tendência artística, a criatividade e a exteriorização
dessa arte independem da doença.
O curador da atual mostra de Bispo do Rosário no Santander,
Wilson Lazaro, em parceria com Helena Severo, é também
o curador do museu do artista no Rio. Estes especialistas
sugerem que a exposição seja vista como uma experiência de
fruição artística, algo não convencional. E é exatamente esse o
sentimento do espectador diante da obra deste genial criador,
que falava com anjos, e atribuía sua criação a uma missão divina:
Ajudar o Senhor a escolher quem se salvaria no dia do Juízo
Final e planejar um mundo novo. Esse mundo novo da criação,
Arthur Bispo do Rosário instiga aos que entram em contato
com sua fascinante obra e percebem a vasta dimensão
MURAL DE CLÉBIO SÓRIA JUNTO AO TRENSURB
dos processos mentais inconscientes que habitam o ser
A coluna recebeu e divulga o apelo das artistas plásticas Neiva Matiolli Leite e Virginia de Azevedo, solicitando
aos responsáveis pelo patrimônio cultural de Porto Alegre uma especial atenção ao mural do artista plástico Clébio
humano.
Sória, cujos painéis se encontram ao longo da Av. Mauá, junto do Trensurb. O mural, de inestimável valor artístico
para a cultura rio-grandense, está em rápido processo de deterioração e, se não forem tomadas providências
urgentes, corre risco de destruição pela ação do tempo. As requerentes, que foram ex-alunas de Clébio Sória,
enfatizam a importância de preservar a obra do mestre, particularmente quando a cidade sediará eventos de
grande magnitude. Sugerem que além dos artistas, a comunidade seja consultada e, as associações empresariais
chamadas a colaborar com a restauração da obra.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Alexandre Postal - Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul
Tradição da Assembleia valoriza a cultura
A Assembleia Legislativa do Rio Grande possui uma tradição singular entre os Parlamentos
estaduais brasileiros. Oferece à população uma programação cultural constante, desde a
inauguração do Palácio Farroupilha, em 1967. Tal atuação acentuou-se com a abertura, em 1970.
do então Auditório da Assembleia Legislativa, hoje Teatro Dante Barone, e prosseguiu com a
reciclagem do Solar dos Câmara e a transformação do prédio em espaço de cultura, em 1993.
Fotos Galileu Oldenburg
Alguns até poderão estranhar o fato de o Poder encarregado de formular leis e fiscalizar o
Executivo, apresente tanto apreço pela cultura e pelas manifestações artísticas. Ora, a instituição
que representa a pluralidade de opiniões e a sensibilidade da sociedade não poderia ser
indiferente ao processo de produção e disseminação da cultura, justamente em um Estado que
possui um perfil cultural vigoroso, seja na Literatura, no Teatro, na Música, no Cinema, nas Artes
Plásticas e, muito especialmente, no Regionalismo, que se expressa de maneira eloquente no
fenômeno dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) que, inclusive, ultrapassou as fronteiras
nacionais.
É por isso que, semanalmente, a Assembleia abriga exposições de artes e recebe a cultura do
Interior na Galeria dos Municípios. Também realiza, há 19 anos, o Sarau no Solar dos Câmara,
programação musical que foi destacada com honra ao mérito pelo Prêmio Açorianos de Música
2007, concedido pela Secretaria da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre. É por isso que todos
os anos promovemos a Semana Farroupilha, com debates, espetáculos musicais, teatrais e
exposições históricas. Mesma motivação explica a edição anual do Prêmio Lila Ripoll de Poesia,
do Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema, do Prêmio Teixeirinha.
Neste ano, queremos ampliar ainda mais essas ações, levando para a Casa da Assembleia
na Expointer, uma agenda de educação e cultura. Vamos estrear, quem sabe, mais um espaço
de valorização da cultura gaúcha.
O Legislativo gaúcho e seus deputados e deputadas sempre tiveram, e têm, um visão muito
clara: a cultura é parte essencial da cidadania e da identidade social. E quem se identifica com o
povo e quer fortalecer a cidadania, deve valorizar o que as pessoas pensam, sentem e imaginam.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Por Dra. Fátima Alves - Farmacêutica e Diretora da Dermogral Moinhos
Gestação Cuidados com a pele
Foto Arquivo Pessoal
A gravidez é um período especial na vida de toda
mulher. São 9 meses de intensas alterações e mudanças
que se refletem também na pele,cabelos e unhas.
Na hora de escolher produtos de higiene e cosméticos a
atenção deve ser redobrada, uma vez que serão aplicados
em todo corpo e serão absorvidos, podendo atravessar a
barreira placentária. Atualmente sabe-se, através de uma
série de estudos, da restrição de determinados alimentos
(incluindo até mesmo frutas) na alimentação da gestante,
o mesmo acontece com os produtos de uso tópico.
A gestante se preocupa com situações que aparecem
com frequência na gestação, mas que com alguns
cuidados podem ser contornados:
1. Manchas
As manchas podem ser evitadas com o uso de
fotoprotetores adequados. Alguns filtros solares químicos
devem ser evitados, mas os filtros físicos podem ser
usados com segurança.
O uso de ácidos fica proibido, bem como alguns
despigmentantes como a hidroquinona. Já existem
despigmentantes com testes de segurança, liberados
para uso em gestantes.
2. Estrias
A hidratação corporal é fundamental durante a gravidez,
sobretudo na barriga, seios e nádegas, áreas em que a pele
vai esticar mais em decorrência do crescimento do bebê.
A maioria dos óleos vegetais como amêndoas, semente de
uvas, olivas , macadâmia etc. são uma ótima opção como
prevenção ao aparecimento de estrias e manutenção da
hidratação da pele. Os óleos vegetais podem ser usados
puros ou associados em cremes ou loções cremosas,
dependendo do tipo de pele. Outros ativos eficazes que
podem ser usados são o colágeno e a elastina.
Devem-se evitar produtos com conservantes, na medida
do possível. Esses conservantes são os “parabenos”. Já
estão disponíveis algumas marcas que destacam o não
uso deles, com a inscrição “parabenos free”.
Em caso de dúvida, sempre procure seu médico
para esclarecimentos de quais produtos são os mais
aconselháveis e seguros na gestação. E se desejar um
produto personalizado e específico para seu tipo de
pele, solicite a seu médico uma prescrição, assim estará
cuidando de você e protegendo seu bebê.
Foto Arquivo Pessoal
Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193
Câncer de mama em idosas
Nos EUA as mulheres acima de 65 anos são definidas
como idosas, enquanto na Europa existe uma tendência
em considerar mulheres idosas com 70 anos ou mais.
Aproximadamente 50% dos novos cânceres de mama
diagnosticados ocorrem em mulheres acima dos 65 anos de idade.
Se considerarmos que a expectativa de vida de uma
mulher com 70 anos é 16 e de 80 anos é viver mais 9 anos,
isso significa que a mulher pode viver tempo suficiente para
recorrência local do tumor. Portanto a idade não é condição
fundamental para atenuar o tratamento.
O carcinoma ductal invasor é o tipo histológico mais
comum, mas tem sido reportada uma incidência de tipos
histológicos de evolução mais favorável em idosas, como o
mucinoso, o papilífero e o tubular.
O quadro clínico é semelhante ao de outros grupos etários,
com o nódulo palpável sendo a manifestação habitual,
seguido pela descarga mamilar unilateral sanguinolenta ou
serosa, dor com nodularidade, alteração da cor e textura
da pele sobre a mama, massa axilar ou supraclavicular,
alterações no mamilo e alterações mamográficas.
O processo de lipossubstituição que ocorre com a idade,
faz da mamografia um exame especial dentre os métodos
diagnósticos. Os programas de rastreamento com a
realização rotineira anual de mamografia em pacientes com
mais de 50 anos de idade reduziram em 25% a mortalidade
por câncer mama.
Embora haja controvérsias sobre a agressividade da
neoplasia e idade, nas idosas o câncer de mama costuma
apresentar uma evolução mais lenta, pois os tumores
têm uma maior diferenciação histológica, são mais
frequentemente receptores de estrogênio positivo, HER-2
negativo e alcançam uma melhor resposta ao tratamento
hormonal, tornando-se, assim, tumores menos agressivos
quando comparados aos de pacientes jovens.
O tratamento do câncer de mama na mulher idosa irá
depender das características histológicas e da agressividade
do tumor, do estado geral da paciente e de suas comorbidades.
Pacientes idosas sem outras comorbidades toleram
cirurgia, radioterapia e quimioterapia na sua plenitude, tanto
quanto pacientes jovens.
A idade não deve ser o único fator determinante no
processo de decisão em pacientes com câncer de mama.
Em idosas, a condição geral da paciente deve ser valorizada
quando as opções de tratamento estão sendo consideradas.
Condições médicas agudas e crônicas, grau de nutrição,
nível de atividade e sintomas específicos a determinadas
doenças também devem ser levadas em consideração.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Medalhão de atum grelhado
com batatinha confitada amassada
com azeitona preta
e vinagrete fresca
Foto Divulgação
Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista
A sugestão da receita do Medalhão de Atum Grelhado, inspirada
na gastronomia ibérica e criada pelo chef Jonathan Wehrung,
responsável pelas criações do Esquinica, de Campinas (SP).
Confira.
Ingredientes:
- 2 fatias grossas de atum
- 400g de batatas pequenas
- 1 cabeça de alho
- 1 cebola roxa
- 1 tomate Italiano
- ½ pimentão amarelo
- 3 limões Taiti
- 6 ramos de tomilho
- ½ maços de manjericão
-½ litro de azeite extra virgem
- ½ litro de vinagre Terez
- 200g de azeitonas pretas
- 100g de castanha de caju
Preparo:
Descasque a batata, coloque em uma panela e deixei confitar
(cozinhar em gordura, sem fritar, lentamente e a baixas
temperaturas) em fogo baixo com o azeite, alho e o tomilho.
Processar as azeitonas sem caroço. Cortar em cubinhos a
cebola, o pimentão, o tomate, o miolo do limão e a castanha
de caju. Acrescente o vinagre Terez, o azeite, sal e pimenta.
Temperar o atum com sal e pimenta e grelhar dos dois lados.
Amassar as batatas com o garfo, acrescentar o purê de
azeitonas e as folhas de tomilho.
- Sal e pimenta
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Marc Hess
Por Marcelo Oliveira da Silva - Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura
Shame e a verdade do personagem
Shame, de Steve McQueen, vem chamando atenção
não apenas por suas qualidades artísticas, mas
certamente também por seu tema: a compulsão sexual.
Muita crítica estendeu os prazeres e dores do protagonista
do filme para generalizações sobre conduta sexual como
um todo, o que me parece ser uma especulação que
nada tem a ver com essa história também (co)escrita por
McQueen.
Brandon vive em um apartamento cada vez mais
ofertado em grandes metrópoles: área inversamente
proporcional à modernidade da arquitetura exterior e
boa localização. Nesse quitinete de grife, não há nada
pendurado nas paredes, nenhuma foto, nenhuma planta,
apenas uma mobília essencial e neutra. Vemos Brandon
fazer sexo ali, ao vivo com profissionais ou sozinho no
banheiro, e também virtual, em frente ao computador. O
clichê industrial do solteiro urbano convicto é completado
pelas caixas e garrafas de onde saem sua comida
pré-processada, consumidas em frente ao lap top. O
único elemento que destoa do estritamente funcional
são recados na secretária eletrônica, onde uma voz
insinuante parece indicar uma namorada sedenta por
sexo. Até mesmo a vista, atrativo de toda torre, não é
necessariamente bela: tudo que se vê dali, e de muito
alto, são outros prédios, igualmente funcionais em aço
e vidro.
Acompanhamos Brandon ao trabalho, e também
naquela possível agência de publicidade ou escritório
financeiro ele não parece particularmente integrado. Seu
computador foi levado sem que ele fosse informado e
não houve substituição. O que veremos dele ali é uma
conversa seca com um colega, uma ida ao banheiro
(para se masturbar) e depois uma reunião onde ele
apenas ouve ou olha pela janela (que também mostra
apenas um mar de outros prédios de escritório vistos
de cima). No dia seguinte, após uma tentativa frustrada
de ajudar o chefe a se dar bem em um clube noturno,
Brandon será chamado pelo chefe. Depois de adverti-lo
sobre uma ausência não avisada (e sabemos que ele não
foi ao dentista, mas ao sexo com uma colega), o chefe
também informa que o computador foi retirado por estar
coalhado de pornografia de todo tipo.
Se as coisas vinham precariamente equilibradas, a
inesperada visita da irmã (dona da voz na secretáriaeletrônica) abre uma pequena fissura nessa dinâmica
exclusivamente sexual, um sentimento de conexão. Não
é à toa que Brandon vai chorar discretamente quando
sua irmã canta em um bar New York, New York (texto
que fala diretamente aos imigrantes e Brandon, nos
conta a irmã, é irlandês). Ela é uma cantora nômade,
com vários indícios de distúrbio Borderline, procurando
dores (as muitas tentativas de suicídio, indicadas em
seus pulsos) que pelo menos a façam se sentir viva.
Essa indesejada erupção de sentimentos parece levar
Brandon a tentar um envolvimento maior com uma
colega de trabalho. Ele a convida pra jantar num local
chic, num típico dating americano. Mas essa não é sua
praia e é evidente sua falta de experiência com vinhos e
pratos, menos ainda com os meandros de um namoro.
No trabalho, no dia seguinte, ele a leva para um hotel
(outra vez nas profundezas de um quarto nas alturas,
como na canção de Cole Porter) e na hora do sexo... ele
broxa. Por que? Porque ele está acostumado a se excitar
apenas com putaria, em ausência de sentimento – e isso
é recomprovado com mais uma puta, que ele chama pra
aquele quarto após a partida da colega e de um longo
tempo quieto consigo mesmo.
Diferente da interpretação que o psicanalista Contardo
Calligaris ofereceu sobre Shame na Folha de S. Paulo, o
surto de Brandon ao jogar fora todas as suas revistas
pornográficas e até mesmo seu lap top não tem a ver
com culpabilidade cristã ou vergonha – não há nada no
filme que dê base a essa especulação moralista. Brandon
faz isso ao voltar do hospital onde acabara de internar
a irmã, que pouco antes tentara o suicídio (depois de
telefonar-lhe várias vezes) em seu apartamento. Onde
estava Brandon e por que não atendeu o celular? Em
um bar, provocando o namorado de uma garota que ele
estava seduzindo. Da provocação resulta uma surra.
Da surra resulta uma noite alucinada, que inclui uma
entrada no dark room de um bar gay (sim, quando só
se pensa em sexo, o gênero do parceiro lentamente vai
perdendo importância) e por fim uma orgia com uma
velha conhecida e sua parceira (viciados sempre têm
reservas recônditas).
“Nós não somos pessoas más, apenas viemos de
um lugar ruim”, diz a irmã de Brandon, denotando talvez
uma família disfuncional. (Aliás, em nenhum momento
são citados os pais de ambos – o que talvez fosse de
se esperar no reencontro prolongado de dois irmãos.)
Também a relação deles é algo permeada por uma
sugestão de incesto, que vai além das mensagens de
telefone. Some-se a isso a concorrência em uma cidade
como Nova York, famosa por sua rispidez com quem
Nova Petrópolis
divulga Festimalha
na Galeria dos Municípios
De 30 de abril a 04 de maio, uma exposição na
Galeria dos Municípios da Assembleia destaca os
atrativos e potencialidades de Nova Petrópolis. Na
mostra, será divulgada a 23ª edição do Festimalha, a
maior feira de malha tricô do sul do País, que ocorre
em maio na cidade. A abertura da exposição está
marcada para as 17h do dia 30, e deve contar com a
presença do prefeito, Luiz Irineu Schenkel. A visitação
poderá ser realizada gratuitamente, de segunda a
sexta-feira, das 8h30min às 18h30min na entrada do
Palácio Farroupilha (Praça Marechal Deodoro, 101).
Fundada em 28 de fevereiro de 1955, Nova
Petrópolis abriga cerca de 19 mil habitantes em uma
área de 291,1 km². A produção local é composta de
laticínios, malhas, calçados, móveis, hortifrutigranjeiros,
avicultura e suinocultura, entre outros. Localizada a 80
km de Porto Alegre, a cidade é considerada o Jardim
da Serra Gaúcha, que mantêm viva a essência da
cultura germânica por meio do sotaque alemão, da
farta gastronomia, da arquitetura e do seu legado
cultural. Entre os atrativos turísticos, estão o Parque
Aldeia do Imigrante, a Praça das Flores, o Labirinto
Verde, e roteiros como o Pequeno Imigrante Alemão e
o Roteiro Alemães do Sul. Além dos aspectos históricoculturais, Nova Petrópolis possui pontos turísticos
naturais como o Ninho das Águias, o Panelão e o Vale
do Caí. A diversidade do clima, a farta gastronomia
e a rede hoteleira proporcionam a realização de
variados eventos durante o ano todo, como o Festival
Internacional de Folclore, que integra os costumes
alemães à cultura de outros povos. Desde 2010, Nova
Petrópolis também é reconhecida como a Capital
Nacional do Cooperativismo, título concedido pelo fato
da cidade ser o berço do cooperativismo, por sediar a
primeira cooperativa de crédito que funciona de forma
ininterrupta desde 1902, a atual Sicredi Pioneira RS.
Festimalha - De 10 de maio a 10 de junho, acontece
a 23ª edição do Festimalha no Centro de Eventos
de Nova Petrópolis. A extensa feira de malhas e
acessórios de moda conta com opções de peças
masculinas, femininas e infantis, praça de alimentação,
desfiles que apresentam os lançamentos do outonoinverno, espetáculos musicais de estilos variados e
espaço para recreação de crianças.
não tem poder de consumo (razão pela qual sublinhei
algumas vezes o fato de a cidade ser retratada sempre
distanciadamente – quando no nível da rua, o que vemos
são lixeiras e outros objetos nada glamurosos).
O coquetel parece perfeito para um psicólogo especular
sobre a relação entre problemas familiares e dificuldades
de estabelecimento de afeto. O fato de alguém pensar
obsessivamente em sexo não caracteriza doença clínica
e Brandon não é uma ameaça, mas um sujeito gentil, que
jamais força ninguém a fazer nada. Mas sendo alguém
com muita dificuldade de se importar com terceiros, por
que então deveria sentir culpa (cristã ou outra qualquer)
ou vergonha, como afirmam certas críticas?
Como disse de início, o diretor não tenta nos oferecer
um panorama do tema, mas um corte específico. Com
Brandon, Steve McQueen nos conta a verdade de uma
personagem, e isso é uma das grandes definições de
boa novela que eu conheço - a novela ruim nos revela
a verdade do autor, conforme a frase de Chesterton. O
mesmo deve se aplicar à crítica. Se há um reparo a ser
feito, esse é talvez a estreiteza de elementos em torno
dos protagonistas, o que torna a ação até certo ponto
previsível e indiretamente provoca um alongamento
desnecessário de algumas cenas. Não é um grande
filme, mas é certamente uma boa história, que nada tem
de apelativa ou de moralista.
Foto Acervo Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis
Conhecida como “Torre”, a Central de Informações de
Nova Petrópolis é um dos atrativos turísticos da cidade.
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Luciana Thomé
Por Sergio Napp - Escritor
No mundo
Há mais crimes que castigos.
Há mais pastores que crentes.
Há mais ladrões que honestos.
Há mais pobres que ricos.
Há mais sede que água.
Há mais fome que pão.
Há mais desesperançados que bem-aventurados.
Há mais mentiras que verdades.
Há mais ladrões que cadeias.
Há mais dúvidas que fé.
Há mais paixão que amores.
Há mais invernos que verões.
Há mais tristezas que alegrias.
Há mais enganos que boa-fé.
Há mais editoras que livrarias.
Há mais livros que leitores
Há mais Idi Amin que Gandhi.
Há mais marias que josés.
Há mais degredos que alforrias.
Há mais inveja que bondade.
Há mais amargor que ternura.
Há mais lágrimas que risos.
Há mais medos que confiança.
Há mais rugidos que afagos.
Há mais injustiças que razões.
Há mais ataques que defesas.
Há mais ódio que amor.
Há mais guerra que paz.
Há mais intriga que confiança.
Há mais hipocrisia que sinceridade.
Há mais angústia que contentamento.
Há mais trapaças que seriedade.
Há mais realidade que fantasia.
Há mais menosprezo que consideração.
Há mais terror que sonhos.
Há mais culpa que perdão.
Há mais lágrimas que euforia.
Há mais penúria que opulência.
Há mais intolerância que compaixão.
Há mais tristeza que folia.
Há mais inveja que poesia.
Há mais vida?
Há mais?
Há?
E, no entanto, é preciso cantar, diz o Vinícius e o Lyra.
Mais que nunca é preciso cantar. É preciso cantar e alegrar
a cidade.
Você concorda?
Foto Arquivo Pessoal
Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor
Criatividade para reiventar sua vida de Miriam
Subirana dá ênfase para a intuição pessoal. Ajuda
os leitores a utlizarem seus enormes potenciais
para viver mais e melhor, aqui e agora, com muita
criatividade e buscando sempre novas soluções
para problemas do cotidiano. Editora Vozes, Nobilis,
telefone 51 3920.5700
A Pedra do Doutor Getúlio, romance com toque
policial do jornalista e escritor Mauro Maciel, passase em Uruguaiana entre 1942 a 1951, a partir de
um assassinato. Hitler, Getúlio Vargas e Osvaldo
Aranha figuram na narrativa. Editora Movimento,
telefone 51 3232.0071
Um pequeno rio não corre para o mar de Afif Jorge
Simões apresenta crônicas bem elaboradas em forma
e conteúdo, trazendo lembranças do rio da memória,
a partir de fotos antigas, de algum capricho do fluxo
mental ou de outros detalhes da vida. WS Editor, 120
páginas, telefone 51 3029.7010
O Jornalista Farroupilha da escritora e jornalista
Célia Ribeiro, com apresentações de L.A. Assis Brasil,
L. Augusto Fischer e Flávio Loureiro Chaves traz a
vida de Vicente Ferreira Gomes, que, segundo o
saudoso Carlos Reverbel, é o patriarca da imprensa
do Rio Grande do Sul. Libretos, www.libretos.com.br
Notas sobre o abismo da atriz, roteirista, escritora
e cineasta Rosario Nascimento e Silva, falecida
em 2010, traz o legado de uma mulher brilhante.
Os textos vibrantes estão acompanhados de
ilustrações e tratamento gráfico diferenciado.
Os temas são ligados à nossa agitada época. Dublinense,
[email protected]
Fernando Pessoa - Antologia poética; Cenas de
Nova Iorque e outras viagens de Jack Kerouac e
Missa do Galo e outros contos de Machado de Assis
são alguns títulos iniciais da série 64 Páginas da L&PM
Pocket, www.lpm.com.br
Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto
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Foto Tonico Alvares
Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor
Os navios paraguaios
Eu sou contra a retirada daqueles dois navios paraguaios
que resistem em nossa orla há já uns quinze anos. Parecem
decadentes, como se diz de tudo o que seja velho. Parecem
ser desbotados, com suas torres de tintas descascadas,
enferrujadas, carcomidas pelo tempo. Dizem que não somos
nós, mas estes barcos que poluem o porto da cidade, embora
eu não acredite no verdadeiro impacto que isso possa causar
diante de tantas outras mazelas ao nosso redor.
Suas torres, vistas daqui do meio da rua, ou por quem chega
à cidade pela rodoviária, mais ou menos elevadas segundo a
maré, ainda nos permitem lembrar que por trás daquele muro
horrendo da Avenida Mauá existe um rio chamado Guaíba.
Um rio que mesmo crianças de rua do Centro Histórico mal
conhecem. Um rio que mesmo adultos já não vêem. Um rio que
muitos já esqueceram.
Querem vender os navios como sucata. Querem que se os
talhem de vez com o maçarico, querem negociar as suas partes.
Para que o aço ressurja um dia, quem sabe nos corpos de outras
naves modernas, mas que serão apenas naves modernas, sem
passado, sem história, sem alegrias e sem dores. Não se fazem
mais navios como aqueles paraguaios, em nada falsos. São de
uma natureza poética tão sentida como a da época em foram
erguidos. São tão nobres que carregam nomes de brigadeiros.
Não, não se os destruam. Navios são como charutos. Nunca
se os apagam de um golpe. Ao invés, se os deixam morrer
por si, depositados gentilmente em cinzeiros. Eles precisam
fenecer com a dignidade de um velho guerreiro que por toda a
vida serviu ao seu senhor. Deixem aqueles navios ali para que
afundem, pouco a pouco, um milímetro a cada dia. E ao final,
quando suas torres não mais se sustentarem sobre os cascos
corroídos, que elas adernem à nossa vista acostumada só a
ver as coisas cotidianas, habituadas a calcular os dividendos
da sucata, nossas mentes incapacitadas de enxergar poesia no
estertor dos ferros. Deixem aqueles navios ali, que eles ainda
têm muito a nos dizer sobre a decadência que nós somos.
Por Renato Pereira - Jornalista
Beliscão
Urge que se crie a delegacia do homem.
Já que a da mulher tem apresentado tanto
sucesso sempre que um olho roxo põe o
covarde na cadeia.
Beliscão, por exemplo. Multidões
de maridos e namorados apresentam
equimoses disseminadas pelos braços
graças às unhas afiadas de suas
companheiras. Que beliscam por dá cá
aquela palha, como se dizia no tempo em
que as mulheres tratavam o cônjuge como
seu esposo e senhor. Basta olhar outra
mulher que passa, só por curiosidade,
principalmente quando a curiosidade for da
cintura para baixo.
Ou, socialmente, quando o querido
escorrega uma informação, que para nós
homens não tem a mínima importância,
mas para elas é um segredo à sete chaves,
como o botox colocado ontem ou a lipo
programada para depois da Páscoa, que
chocolates e panetones resistir quem há de.
É não um beliscão qualquer, é praticamente
uma picada de alicate que passou de
geração para geração desde os tempos dos
porões de tortura do DOI CODI.
Desde a mais remota antiguidade que
o beliscão é uma instituição nitidamente
feminina. Consta que o milenar saiote
masculino dos irlandeses foi uma criação
das mulheres do tocador de gaita de foles
para facilitar o acesso ao beliscão na região
glútea. O que a modernidade facilitou. De
calças compridas ficou mais complicado
para elas agredirem nestas paragens. Salvo
se, pela manhã, ao fazer a barba de cuecas,
a vítima comente sobre a simpatia da amiga
com que jantaram na noite anterior.
Estatisticamente é sabido que elas
beliscam menos aos sábados. Portanto
poderia ser a folga de toda a equipe da
delegacia do homem. Simplesmente porque
quase todas aos sábados fazem as unhas.
O que nos poupa do beliscão. Pelo menos
enquanto não seca o esmalte.
O beliscão é mais contundente e
irremediável enquanto agressão do que
o tapa ou até o cotovelaço. No beliscão
o máximo de reação que o infeliz pode
esboçar é um ai contido. Porque se for um
ai ai ai proporcional à dor infringida, levar-se
a um segundo beliscão pelo escândalo de
muito maior intensidade e vigor.
E a delegacia do homem teria que criar
mecanismos de aferição do ato doloso pela
dificuldade das provas do crime. Por maior
e mais extenso que sejam os hematomas,
será preciso muita dose de convencimento
para que a vítima dirija-se até o IML para o
indispensável exame de corpo de delito.
Quanto à elaboração dos processos a
respeito, multiplicam-se as dificuldades.
Qual a pena para a beliscadora? Não
sou jurista mas me atrevo a sugerir o uso
do popular Trim. Beliscou, tem provas,
Trim nela. Unhas da agressora rente ao
dedo. Com a grande vantagem de não
estremecer a relação conjugal, uma vez
que a unha comprida também pode causar
estragos sem querer em outras anatomias
masculinas.
E como vivemos um tempo de
pluralidade, a delegacia do homem
acolheria também as queixas entre casais
homos. Com muito maior facilidade ao
aplicar a pena quando o processo transitar
em julgado. O gay que beliscou o outro
será condenado a no mínimo quinze dias a
andar com uma mulher (as que trabalham
na “proteção à testemunha” servem). E, de
volta aos heteros, caso o pudor masculino
não permita a queixa à delegacia do
homem, a recomendação a quem já
sofreu esse tipo de injúria física e usar
luvas compridas como em festas de gala
do passado. Pode parecer ridículo, mas é
moderníssimo, porque é um cafona retrô.
CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO - AUXILIADORA - CIDADE BAIXA MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO - ZONA NORTE - ZONA SUL E FLORESTA
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Fotos Secretária de Turismo do Paraguay
Por Thamara de Costa Pereira
Jornalista
Cabo Polônio e Punta Del Diablo
Feriado do Trabalhador
1º dia, 28.04.12, sábado – Caxias/Porto Alegre/La Pedrera – Apresentação às 6h
para saída às 6h30min em Caxias do Sul (Itália, ao lado da Igreja S. Pelegrino). Porto
Alegre, apresentação às 8h20min para saída às 8h50min no estacionamento em frente
à rodoviária. Visita à Fortaleza de Santa Tereza. Chegada final da tarde no hotel.
2º. Dia, 29.04.12, domingo – La Pedreira/Cabo Polônio/La Pedrera – Após o
café da manhã saída para um Tour no Parque Nacional de Cabo Polônio, para
observar as dunas de areia e a colônia de Lobos Marinhos. Retorno ao hotel à tarde.
3° dia, 30.04.12, segunda-feira – La Pedrera/Punta Del Diablo/La Paloma/
Chui – Tour Full Day aos balneários de La Paloma e Punta del Diablo. Chegada
no Chui no final da tarde. 4° dia, 01.05.12, terça-feira – Chuy/Porto Alegre/Caxias
- Após o café da manhã, visita ao Forte São Miguel. Tempo livre para compras
nos Free Shop. Inicio da tarde viagem de retorno. Chegada à noite. A partir de
5 x de R$168,00.
Circuito das Missões Internacionais Brasil - Argentina
- Paraguai. Programa de 5 dias e 3 noites
APOIO:
1º dia, 27.04.12, sexta-feira – Porto Alegre/Caxias do Sul/Missões Apresentação às 21h, para saída às 21h15min no Estacionamento Haudi
Park, em frente à rodoviária de Porto Alegre com destino a Caxias do Sul
com apresentação as 23h para saída as 23h15min na Av. Itália ao lado Igreja
São Pelegrini. Pernoite em transito e viagem para as Missões.
2º dia, 28.04.12, sábado - Santo Ângelo/Encarnación (Paraguai) Recepção em Santo Ângelo e continuidade para São Pedro do Butiá, chegada
aproximadamente às 7h, diretamente para o café da manhã (incluído).
Visita ao Monumento de São Pedro – Padroeiro do Rio Grande do Sul, com
30 metros de altura, junto ao centro germânico missioneiro. Prosseguindo
viagem a Porto Xavier, fazendo a travessia para a Argentina, passando pela
Província de Misiones, diretamente a Encarnación – Capital do Departamento
de Itapua – Paraguai, tempo almoço (não incluído). Check-in hotel, restante
livre para visita ao centro comercial de Encarnación.
3º dia, 29.04.12, domingo - Encarnación/Jesus de Tavarengue/Santíssima
Trinidad/Posadas (Argentina) - Café da Manhã. Check-out. Saída para
visita a Redução Jesuítica de Jesus de Tavarengue e Santíssima Trinidad
– Patrimônio Cultural da Humanidade. Após, travessia para a Argentina,
pela Ponte Internacional de Roque Gonzalez de Santa Cruz, chegada em
Posadas – Capital da Província de Misiones, diretamente ao Hotel, check-in.
Restante livre.
4º Dia, 30.04.12, segunda-Feira - Posadas/San Ignácio/São Miguel das
Missões (Brasil) - Café da manhã. Tempo livre para passeios e compras no
centro comercial da cidade, localizado próximo ao hotel. Check-out. Visita a
Redução Jesuítica de San Ignácio Mini – Patrimônio Cultural da Humanidade.
Tempo para almoço (não incluído). Após, saída viagem de retorno ao Brasil,
diretamente a São Miguel das Missões, check-in, hotel. Noite: Espetáculo
de Som e Luz, com duração de 48 minutos.
5º dia, 01.05.12, terça-feira - São Miguel Das Missões/Santo Ângelo/Porto
Alegre/Caxias do Sul - Café a manhã. Check-out. Visita ao Sítio Arqueológico
São Miguel Arcanjo – Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade,
reconhecido pela UNESCO, em 1983. Visita ao Museu das Missões, junto ao
Sítio Arqueológico, com suas esculturas e peças guaranis formam uma das
mais ricas coleções da arte sacra do Brasil. Visita aos artesanatos. Viagem
a Santo Ângelo, tempo para almoço (não incluído). Visita ao centro histórico
de Santo Ângelo, como: Catedral Angelopolitana e Museu Municipal. Após,
viagem de retorno. A partir de 6X DE R$192,00.
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Porto Alegre - jornal usina do porto