ANO XVII • Nº 118 • ABRIL • 2012 • Distribuição Gratuita Projeto Revendo Porto Alegre Jonathan Heckler Pág. 2 Pág. 9 Alexandre Postal Pág. 3 Adriano Gularte Pág. 3 Manuel Henrique Paulo Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 2 Por Caho Lopes - Escritor e Empresário Silêncio e Solidão Se você não consegue entender o meu silêncio, de nada irá adiantar as palavras, pois é no silêncio das minhas palavras que estão todos os meus maiores sentimentos. Oscar Wilde Sofro de insônia. Muitas vezes, desperto no meio da madrugada e não existe mandinga ou benzedura que me faça dormir novamente. Fico fritando na cama, virando de um lado para o outro, até o momento em que decido levantar e fazer algo útil, já que o sono não virá mesmo. Esta crônica, por exemplo, está sendo escrita em um destes momentos. O mestre Érico Veríssimo, começou “O Continente” (da trilogia “O Tempo e o Vento”), com o seguinte parágrafo: Era uma noite fria de lua cheia. As estrelas cintilavam sobre a cidade de Santa Fé, que de tão quieta e deserta parecia um cemitério abandonado. Era tanto o silêncio e tão leve o ar, que se alguém aguçasse o ouvido talvez pudesse até escutar o sereno da solidão. O pior é que muitas vezes estou com o corpo cansado, os olhos cheios de areia, a cabeça não funciona direito, baratinada pela falta de sono. Mas ele não vem, fica em algum lugar qualquer que eu gostaria de saber onde é, inalcançável para meu corpo e minha mente. A solidão caminha junto com os insones e os notívagos. Talvez só quem passou algumas horas em claro na madrugada saiba o verdadeiro valor do silêncio e da solidão. Algumas vezes a insônia me traz benefícios. Se o cansaço não é muito, a quietude da madrugada ajuda a colocar os pensamentos em ordem, a vasculhar a alma em busca de uma ou outra emoção escondida, a procurar sentimentos perdidos nesta imensidão sem fim dos meus devaneios. Porque, se é bom demais estarmos cercados por nossos familiares e amigos, seja em confraternizações ou nos dias que simplesmente escorrem pela ampulheta da vida, também se faz importante a quietude para escutar as coisas da alma e do coração. Rua Miguel Tostes, 771 • cj 03 • POA/RS CEP 90430-061 • CNPJ: 74.783.127/0001-60 51 3012 7292 • [email protected] www.usinadoporto.com.br Editor e Jornalista - Jorge Luiz Olup (DRT/RS nº 12460) Administração - Jorge Luiz Olup e Nelza Falcão Olup Jornalista Responsável - Thamara de Costa Pereira Direção de Arte - Jorge Luiz Olup Consultoria Jurídica - Miriam Pereira de Souza Editoração e Arte-Final - Airton Schineider Tiragem - 10 mil exemplares Impressão - Correio do Povo Colaboradores: Alexandre Postal, Adriano Gularte, Manuel Henrique Paulo, Walter Galvani, Dra. Fátima Alves, Camilo de Lélis, Rogério Ratner, Dr. Nilton Alves, Paulo Amaral, Marcelo Oliveira da Silva, Sérgio Napp, Teniza Spinelli, Renato Pereira, Luciano Alabarse, Jaime Cimenti, Thamara de Costa Pereira, Caho Lopes, Adeli Sell, Paulo Rogério Dias Couto e Mara Cassini Andreta. As opiniões expostas nos textos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não correspondem necessariamente à posição do Jornal. Jonathan Heckler - Repórter Fotográfico. 22 anos e há 3 atua como repórter fotográfico. Trabalhou como repórter fotográfico na Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e hoje atua como repórter fotográfico na Assessoria de Comunicação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre e na agência de fotojornalismo Agência Freelancer. Participou da exposição “Panorâmica” na Galeria dos Arcos e na Galeria do Trensurb, em 2011, e na exposição itinerante do Museu de Arte Contemporânea “MAC-MOV”, em 2011. Agenda Cultural – 23 de abril a 31 de maio de 2012 - Consulte a programação completa no site: www.usinadoporto.com.br THEATRO SÃO PEDRO Musical Petropar – Todas as quartas-feiras úteis às 12h30 no Foyer Nobre 25/04 - Duo Impar - Maurício Mendonça (violão) Gil Soares (flauta) 25, 26, 27, 28/04 - 21h e 08, 15, 22 e 29/04 - 18h - Guri De Uruguaiana (RS) Elenco: Luiz Antonio de Souza, Álvaro Luthi, Vitor Leal e Jair KobeTexto e Dir. Jair Kobe. Dia 17/04 - sessão Fechada para os sócios da AATSP com entrada franca. 5/05 – 21h e 6 – 18h - Hécuba (SP) Walderez de Barros numa montagem vigorosa e emocionante. Texto Eurípedes. Dir. Gabriel Villela. Elenco Walderez de Barros, Fernando Neves, Flávio Tolezani, Marcello Boffat, Nábia Vilela, Leo Diniz, Luisa Renaux, Rogério Romera e Luiz Araújo. 9/05 – 21h - Prêmio açorianos de música. O mais importante prêmio artístico da cidade premiará os melhores nos gêneros Regional, pop, MPB, instrumental e erudito, além de categorias como melhor DVD, espetáculo, disco infantil, arranjador, produtor musical e artista revelação. 7º Festival Palco Giratório Sesc Porto Alegre 12 – 21h e 13/05 - 18h - Adeus à carne (RJ Texto e dir. Michel Melamed 15/05 – 21h - Edu lobo (RJ) Show Tantas Marés. O trabalho tem produção e arranjos de Cristóvão Bastos e o show promete momentos de excelência técnica e emoção. 16/05 - 21h - Canções aos pares (RS/RJ) Tonho Crocco e Nilze Carvalho. 19 – 21h e 20/05 – 18h - Concertos Oficias. Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e vitor ramil (RS) O cantor e compositor Vitor Ramil (voz e violão) com arranjos de Vagner Cunha. Reg. Antônio Carlos Borges-Cunha De 25 a 27/05 – 21h e Dom. 18h - As Conchambranças de Quaderna (RJ) Texto Ariano Suassuna. Dir. Inez Viana. Elenco: Leonardo Brício, Claudia Ventura, Debora Lamm, Ricardo Souzedo, Iano Salomão, Diogo Camargos, Zé Wendel, Junior Dantas e Viviane Câmara. FUNDAÇÃO IBERÊ CAMARGO Até 06/05/2012 - Conjuro do Mundo - Artista: Iberê Camargo. As Cesuras de Uma Pintura Limiar. Curadoria de Adolfo Montejo. A exposição pretende evidenciar, conceitual e plasticamente, o fundamento de fissura e corte, cicatriz e pausa que a palavra cesura compreende. Programação Paralela. Além disso, mantém-se a programação de Ciclo de Palestras, Programa Educativo, Programa Artista Convidado do Ateliê de Gravura, Bolsa Iberê Camargo e Programa Editorial. Esta programação será divulgada no decorrer do ano. Até 03/06 - Leonílson – Sob o Peso dos Meus Amores. Artista: José Leonílson. Curadoria: Ricardo Resende e Bitú Cassundé. Sob o peso dos meus amores reúne trabalhos do artista José Leonilson, datados de 1972 a 1993 e lança um olhar panorâmico sobre a produção de um dos artistas expoentes da década de 1980.. Entrada Franca: As empresas Gerdau, Itaú, Vonpar e De Lage Landen garantem a gratuidade do ingresso. Informações: (51) 3247.8000 ou pelo site www.iberecamargo. org.br ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Departamento de Relações Públicas e Atividades Culturais. DRPAC - todos os eventos são gratuitos Espaço Novos Talentos – Até 27/04 - Exposição de pinturas do artista plástico Carlos Alberto de Oliveira: “Cores do Brasil” Sarau no Solar – Espetáculos gratuitos, às 18h30 26/04 - Apresentação do grupo instrumental “Experimentais”, com Carlos Badia (violões), Mano Gomes (bateria), Giovani Capeletti (violões) e Gustavo Viegas (violões e baixo). 10/05 - Apresentação da cantora Renata Adegas 24/05 - Apresentação do compositor, arranjador e cantor Raul Ellwanger Galeria dos Municípios – Exposições abertas ao público nos dias úteis, das 8h30 às 18h30. Nova Petrópolis de 30/04 a 04/05 Triunfo de 07 a 11/05 Pelotas de 21 a 25/05 23 a 27/04 - Na entrada da ALRS: Mostra fotográfica “Arquitetura luso-açoriana - Século XVIII ao Século XX”, integrando a programação alusiva à Semana da Comunidade Luso-Brasileira no RS Vestíbulo Nobre (junto ao Teatro Dante Barone da AL) 23/04 a 03/05 - Exposição de objetos pertencentes ao acervo das associações portuguesas, das salas açorianas municipais do Estado e de produtos típicos trazidos por municípios convidados (Cambará do Sul, Taquari, General Câmara, Balneário Pinhal, Santo Antônio da Patrulha, Osório, Rio Grande e Triunfo), também da programação da Semana LusoBrasileira no RS. MARGS Até 10/06 - Museumetria: 20 anos de produção de conhecimento pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Curadoria José Francisco Alves. A exposição “Museumetria: 20 Anos da Produção de Conhecimento do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul”, é uma iniciativa do MARGS com o objetivo de promover a história das instituições do Estado e mostrar sua contribuição para o meio cultural e artístico. Entrada franca Até 27/06 - Mecanismos|Dispositivos: Articulações Contemporâneas do Sentido em Curadoria. Curadoria: Gaudêncio Fidelis. Mecanismos | Dispositivos é uma exposição que atravessa um arco histórico que vai de meados do século 19 até a contemporaneidade com obras que integram a coleção do MARGS. A estrutura curatorial da exposição é construída através mecanismos de justaposição combinando analogias e referências conceituais, com uma inclinação para testar os limites entre as convenções históricas da tradição artística e o que conhecemos como o contemporâneo. Entrada franca Informações e agendamento de visitas orientadas no Núcleo de Extensão Cultural, subsolo do Museu. De segunda a sexta, das 10 às 18 horas. Fone 51 3227.2311 e 3212 2281 ou e-mail: [email protected] CENTRO CULTURAL CEEE ERICO VERISSIMO Até 09 de maio – Exposição Nas Entrelinhas do Tempo: a história descoberta nas obras de uma linha de energia elétrica subterrânea, organizada pelo arqueólogo Alberto Tavares de Oliveira. Sala Noé de Mello Freitas Até 16 de maio – Exposição Artecidade, do fotógrafo Beto Rodrigues. A mostra apresenta imagens da estatuária porto-alegrense que, segundo Beto, “muitas vezes passam despercebidas do olhar dos transeuntes”. 3º andar Até 23 de maio – Exposição Fotográfica Porto Alegre Ano a Ano - Mostra com fotografias utilizadas no livro Porto Alegre Ano a Ano – Uma Cronologia Histórica 1732/1950, de autoria do historiador Sérgio da Costa Franco. Nas escadarias Até 30 de maio – Exposição Brasil Arquitetura: a tradição do novo, dos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci. Sala O Arquipélago, 1º andar. Até 26 de maio – Exposição de Fotografias, de Alexandre Schlee Gomes, que apresenta 20 imagens de Pelotas, em impressões coloridas e em preto e branco. A mostra foi elaborada a partir do lançamento do livro Histórias e Tradições da Cidade de Pelotas, de Mario Osorio Magalhães. - Cidade das Crianças – Projeto é desenvolvido e coordenado pela psicóloga Ana Marta Meira e conta com a parceria do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo. Realizado desde agosto de 2006, o projeto promove experiências coletivas de criação, realizadas com crianças de 04 a 11 anos, tendo como horizonte a cidade de Porto Alegre. Para participar basta a doação de um livro para a Biblioteca O Continente, 6º andar do CCCEV. Os encontros ocorrem aos sábados, das 15h30 às 17h. Acesse: www.cccev.blogspot.com e www.anamartameira. blogspot.com A entrada é franca para visitar as exposições. O horário de funcionamento do CCCEV é de terça a sexta-feira, das 10 às 19h e aos sábados, das 11 às 18h. Visitas guiadas para escolas podem ser agendadas no (51)3226.7974. CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA Programação da 5ª Festipoa Literária na CCMQ. Até 28 de abril. Entrada Franca Mezanino 23/04 - Das 17h às 22h – Noite do Livro e da Literatura. O tempo e o vento: leituras do livro pelo público e gravação de vídeos das leituras, celebrando 50 anos de publicação do romance. 18h30 – Gazzara. Rafael Coutinho, Rafael Sica e Santiago debatem a produção de HQs e cartuns com a mediação de MOAH. Lançamento do livro e da exposição Gazzara. Teatro Carlos Carvalho 20h – Leitura dramática da peça “O Tempo Sem Ponteiros” Direção: Diones Camargo. Elenco: Elisa Brites, Clemente Viscaino, Fabrizio Gorziza, Renata Stein e Francine Kliemann. Mezanino 21h – Tanka: leitura e projeção de textos com Bando Hoburaco 21h24 – Leitura “A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos” com Rosane Pereira 21h30 – Performance “Ontolombrologia Sertaneja: ode aos vates” com Gabrielle Vitória Auditório Luis Cosme (4º andar) 27/04 - 18h30 – Operário do precário. Antonio Carlos Secchin e Ricardo Silvestrin conversam sobre produção poética e leitura de poesia. Lançamento de “Memórias de um leitor de poesia” de Antonio Secchin. 20h – homenagem ao centenário de publicação de “eu”, de Augusto dos Anjos, com Jaime Medeiros Jr, Paulo Seben, Sidnei Schneider e Ana Tettamanzy. 21h30 – Eletropoeteria - performance poética-musical com Lucas Reis Gonçalves e Dado Vargas Lançamento de “Moradas de Orfeu” (poetas do RS, SC e PR), organizada por Marco Vasques. 28/04 - 10h30 – A consciência da crítica literária brasileira. Miguel Sanches Neto e João Cezar de Castro Rocha com mediação de Carlos André Moreira. Lançamento de “Exercícios críticos” de João Cezar de Castro Rocha. Mezanino 15h – “Drummond: três retratos, um poeta”, com Lívia Lopes Barbosa. 16h – Lançamento de “A voz do ventríloquo” de Ademir Assunção. 18h – “Livro ao vivo”: leitura de poesia com Andréia Laimer, Diego Petrarca, Lorenzo Ribas e Rodolfo Ribas. 18h24 – Leitura “A melhor maneira de dizer tudo em 6 minutos” com Everton Behenck 18h30 – “Desde que o samba é samba”. Paulo Lins e Fabiana Cozza conversam sobre samba e poesia com mediação de Marcelino Freire. 20h30 – Show de Henry Lentino Quarteto 21h30 – Festa de encerramento Saideira - Auditório Luis Cosme (4º andar) 07/05 - 18h30 – Premiação dos vencedores do concurso “Imagens da ficção” 20h30 – Luis Fernando Verissimo e Mário Prata conversam sobre humor e crônica com mediação de Cláudia Laitano. Oficinas com inscrições abertas na CCMQ. Inscrições na Central de Informações - térreo da Casa de Cultura. Informações adicionais podem ser obtidas pelos telefones (51) 3221.7147 e 3221.7083 MEMORIAL DO RIO GRANDE DO SUL Projeto Educativo do Memorial do Rio Grande do Sul O Memorial do Rio Grande do Sul oferece um momento lúdicoeducativo para crianças dos 6 aos 11 anos que excursionarem com suas escolas pelas dependências da instituição. O boneco de manipulação Memorélio conta uma divertida história após as visitas mediadas. Simbolizando a sabedoria, a memória e o trabalho, Memorélio passou décadas como responsável pela manutenção do relógio da torre. Deste lugar, observou as mudanças dos costumes, da estética e da arquitetura ocorridas no centro da cidade. A atividade é apresentada mediante agendamento prévio das escolas pelo telefone (51) 3224.7159 (Departamento Educativo). Os horários disponíveis são de terças-feiras a sábados, das 10h às 18h. Boneco Memorélio. O Memorial do Rio Grande do Sul promove apresentações do Boneco Memorélio para o público infanto-juvenil. Para agendar as visitas guiadas e o Boneco Memorélio: 51 3224.4376 TEATRO DO SESC 7º Festival Palco Giratório Sesc Porto Alegre 05 e 06/05 – 20h - As grandes cidades sob a lua. Odin Teatret (Dinamarca) 07/05 – 20h - Ode ao progresso. Odin Teatret (Dinamarca) 09/05 – 20h – L. Quinteto (França) 10 e 11/05 – 15h – 20h - Música para cortar os pulsos. Empório de Teatro Sortido (RJ) 15/05 – 10h e 15h - Avenida cores por todo o lugar. Ato Espelhado (RS) 17/05 – 19h – Instantâneos. Cia. dos Bondrés (RJ) 19 e 20/05 – 18h - Luis Antonio – Gabriela. Cia. Mungunzá (SP) 21/05 – 15h – Menininha. JLM Produções. ArtÍsticas (RJ) 22/05 – 20h - Anjo negro. CIA. Teatro mosaico (MT) 23 e 24/05 – 20h – Petróleo. alexandre dal farra (SP) 25/05 – 15qh - O baú – lembranças & Brincadeiras. Grupo Trilho (RS) 26 e 27/05 – 20h - Circuits Fermés. (Circuitos Fechados). Cia. De Fracto (Fra) TEATRO DE ARENA 24 e 25/04 – 20h - Boa Noite, Cinderela. Elenco Dandara Rangel, Everton Barreto, Paulo Vicente, Pitti Sgarbi e Cassiano Ranzolin. Dir. Léo Maciel 03/05 – 20h - Música Autoral. Show de Renato Velho. Abertura com Melopéia 04, 05, 06, 11, 12, 13, 18, 19, 20, 25, 26 e 27/05 – 20h Breves Entrevistas com Homens Hediondos. Dir. Daniel Colin. Elenco Daniel Colin, Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e Rossendo Rodrigues 16 e 17/05 – 20h - Isaias in Tese. Produção Executiva Pablo Oliveira. Realização Deposito de Teatro SECRETARIA MUNICIPAL DA CULTURA 24/04 – 20h - PT Saudações (Teatro Aberto) – Teatro Adulto. Texto Carlos Carvalho. Sala Álvaro Moreyra 25/04 – 20h - Recanto do Cisne (Novas Caras) – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 26/04 – 21h - Versos Dobrados – Música. Com Rodrigo Panasssolo. Teatro de Câmara Túlio Piva 27, 28 e 29/04 - Sex e sáb 21h - dom - 20h - Clube do Fracasso – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 1º, 8, 15 e 22/05 – 20h - Danke (Teatro Aberto) – Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreira 2, 9, 16 e 23 /05 – 20h - TNT (Novas Caras) – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva Até 4/05 - Professores Atelier Livre – Exposição. Paço Municipal - Sala da Fonte 8 a 15/05 - Semana comemorativa dos 40 anos do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho 8/05 – 20h - Cerimônia de Entrega do VI Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. Teatro Renascença Até 11/05 - Vacation – Instantes da Vida – Exposição. Paço Municipal - Porão 11, 12 e 13/05 - Sex e sáb - 21h e dom - 20h - 30 Anos de Jazz – Dança. Teatro de Câmara Túlio Piva 11, 12 e 13/05 - Sex e Sáb - 21h e dom - 20h - Vestido como Parece – Dança. Sala Álvaro Moreyra 15/05 – 19h30 - República do Rock – Música. Estado das Coisas e Zerodoze. Teatro de Câmara Túlio Piva 16/05 – 20h - Homenagem à Velha Guarda – Música. Grupo Flor de Jacarandá – samba e choro. Sala Álvaro Moreyra 16/05 – 21h - Quartas na Dança. A Flor da Pele - Fluxo Cia. De Dança. Teatro Renascença 16/05 até 06/07 - Riopardense de Macedo – Ofício e Paixão pelo Patrimônio Cultural – Exposição. Paço dos Açorianos. Sala da Fonte 17/05 a 22/06 - Gravetos Armados – Exposição. Instalação do artista Antônio Augusto Bueno. Paço dos Açorianos 18, 19 e 20/05 - Sex e sáb - 21h – dom - 20h - O Negro e o Rio Grande do Sul - uma história de religação entre dois mundos – Dança. Teatro Renascença 18 a 20/05 - Coisarada - Noite do Circo. Teatro de Câmara Túlio Piva Até 25/05 - 1967/1969: Lapinski em Porto Alegre – Exposição. Paço dos Açorianos - Sala Aldo Locatelli 26/05 – 19h - Voar é com os pássaros / Prelúrdio que veio depois – Dança. C/ Mimese cia de dança-coisa de Luciana Paludo. Teatro Renascença 27/05 – 20h - Sonhos – Dança. C/ Cadica Danças e Ritmos. Teatro Renascença 29/05 – 19h - Diálogos no Museu: Imigração Açoriana – Palestra. Palestrante: Professora Doutora Vera Barroso. Museu Joaquim Felizardo 29/05 – 20h - Sons da Cidade – Música. Teatro Renascença 29/05 e 5, 12, 19/06 – 20h - Ensaio sobre a Repetição (Teatro Aberto) – Teatro Adulto. Sala Álvaro Moreyra 30/05 e 6, 13 e 20/06 – 20h - Breves Relatos (Novas Caras) – Teatro Adulto. Teatro de Câmara Túlio Piva 31/05 – 20h - Espetáculo Bruna Repetto – Em Movimento – Música. Artista Bruna Repetto – Pop Rock. Teatro de Câmara Túlio Piva CENTRO CULTURAL USINA DO GASÔMETRO Espetáculos e Atividades Diversas Programação do Projeto Usina das Artes 23, 29 e 30/04 - sáb e dom - 20h - O mercador de Veneza (teatro) Exercício Cênico dos estudantes da Escola de Teatro do Grupo Neelic. Sala 504 05 e 06/05 - 18h - Liberdade, Liberdade. Exercício cênico da escola de teatro do grupo Neelic. Sala 504 Sáb das 14 às 17h - Um Estudo Sobre Shakespeare. Sala 504 Sáb das 10h às 13h - Oficina de pandeiro. C/ Zé Evandro. Sala 505. Inscrições: 8408.0502 Ter e qui das 18h30 às 20h30 - Dança teatro, Corpo em Movimento. Para todas as idades c/ Thonny Marques e Nucleo de Dança teatro Ballethumano. Sala 505. Informações: 81222489, [email protected] 28/04 - Sarau Bretch. Leituras, performances, vídeos e bate-papo. Sala 400 29/04 – 17h - Usina na Praça. Capitão Rodrigo - rock de bolicho. Praça da Usina do Gasômetro Até 6/05 - XX Salão Internacional de Desenho para Imprensa – Exposição. Galeria dos Arcos, Galeria Iberê Camargo e Galeria do 4º andar 6/05 – 17h - Usina na Praça. Oriental Beat - dança e música árabe ao vivo. Praça da Usina do Gasômetro 18,19,25 e 26/05 - 21h - Apareceu a Margarida. Sala 400 31/05 - 21h (entrada franca) e dias 01, 02, 03, 11, 12 e 13/06. Ingresso R$15,00 - Eu Pessoa e outros eus 29/04 - durante todo dia - Dia Internacional da Dança. Com Coletivo de Dança, Oficinas, espetáculos, conversas. Sala 209. Entrada franca. 05/05 - 19h - Trocando Figurinha. C/ artistas convidados. Sala 209 19, 20, 26 e 27/05 e 2 e 3/06 - 20h - Vestido como aparece. A brasilidade em Nelson Rodrigues. Sala 209 05 e 06/05 - 20h - Kalashnikov: eu acabei de falecer e você? Espetáculo do curso de formação de atores do TEPA. Sala 309 02/05 – 20h - Leitura dramática encenada do texto-poesia – para acabar com o Julgamento de Deus de Antonin Artaud. GRUPOJOGO de ExperimentAção Cênica. Sala 309 20/05 - 17h - Atentado Geográfico III: Outros. Processo criativo do novo espetáculo do Teatro Geográfico: Sonhos. Praça da Usina do Gasômetro/Saguão e Terraço 03/05 - 20h - Ensaio aberto: Cantadeiras de Incelências. Mezanino 15/05 a 10/06 - Dramas Cotidianos – Exposição. Xilogravuras de Carla Rosane. Galeria do 4º andar 16/05 - 20h - Vídeo-Memória – Dr. QS. Sala 402 23/05 - 20h - Vídeo-Memória – Barão nas Árvores. Sala 402 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 3 Por Adriano Gularte - Secretário SMOV SMOV trabalhando pelo futuro da cidade Fotos Arquivo Pessoal Muitos caminhos já foram trilhados e outros novos se constroem a partir da atual administração da capital gaúcha. Entre os avanços conquistados e os desafios que ainda precisamos enfrentar – que não são poucos nem fáceis – nossa trajetória aponta para um norte de esperanças e perspectivas. Num esforço permanente de modernização – segundo os princípios da transparência, do respeito ao dinheiro público e da excelência dos serviços – temos a convicção de que nossa gestão frente à Secretaria Municipal de Obras e Viação de Porto Alegre (SMOV), vem contribuir decisivamente neste sentido. A criatividade e a permanente participação da sociedade como co-gestora é tesouro social capaz de equacionar questões históricas da nossa cidade, a exemplo do magnífico trabalho que a SMOV desenvolve com todas as regiões do Orçamento Participativo, ouvindo, trocando idéias, elaborando agenda de serviços juntamente com as comunidades inseridas no processo decisório. Programas como Porto Alegre Mais Luz, Combate ao Vandalismo, Pavimentação Comunitária e Revitalização Asfáltica, fazem parte de uma gama de iniciativas implantadas dentro de uma perspectiva de organização urbana com inclusão social, assim como as obras de reforma total do Túnel da Conceição, a duplicação da avenida Beira-Rio e a iluminação artística do Gasômetro e da João Alfredo. Assim como a construção de 38 creches comunitárias, 5 escolas municipais, 40 unidades de saúde, e cerca de 7 mil metros de pavimentação asfáltica que estão em execução, uma luminosa perspectiva para as pessoas que logo deixarão de conviver com a poeira e o barro. Assim Porto Alegre se projeta para o futuro. Logo ali seremos protagonistas da história do esporte mundial. Mergulhados no sonho de uma sociedade inteira, coesa e vibrante, renovamos as nossas forças para o trabalho. Queremos sediar os jogos, sim; é o sonho de todos os gaúchos. Mas, acima de tudo, queremos uma infra-estrutura moderna e inclusiva como legado de desenvolvimento para as próximas gerações. Porto Alegre está melhor do que nunca. E vai ficar melhor ainda. Por Manoel Henrique Paulo – Diretor da Casa de Cultura Mario Quintana Fotos Caroline Jacobi/Divulgação CCMQ A direção da Casa Um prédio “rosa” de seis andares com uma travessa que divide seus dois blocos, cravada na principal rua do centro da cidade está a Casa de Cultura Mario Quintana. Nela estamos, dirigimos, apreciamos e convivemos. Somos vários, entre trabalhadores, passantes, visitantes e, principalmente, artistas. Assumimos o papel de dirigir este fabuloso equipamento de cultura para orientar e administrar todos os seus compartimentos, que abrigam as tantas manifestações artísticas. Poderíamos dizer que dirigimos e somos também dirigidos por um organismo vivo, que nos conduz pelas escadas, saguão, galerias, salas de cinema e teatros. Ouvimos músicas e experimentos sonoros pela Casa. Há um grupo de dança ensaiando na passarela do quarto andar. Pretendemos ser um ponto de conexão neste horizonte contemporâneo, marcado pela diversidade de perspectivas, pela interação sempre renovada das linguagens consagradas e por novos meios expressivos que resultam num abundante patrimônio simbólico em permanente e rápida transformação, ora reiterando, ora rompendo com a tradição. Acolher tal dinâmica, valorizá-la e fortalecê-la para que libere suas infinitas possibilidades criativas apresenta-se como o nosso desafio central. Este novo rosto começou a ser desenhado no início de 2011, protagonizado pelo Secretário de Cultura Luiz Antonio de Assis Brasil e uma Secretaria de Estado com claras diretrizes democráticas. Com pluralidade e transversalidade essa gestão oferece os instrumentos pelos quais a sociedade pode livremente desenvolver suas sínteses culturais e suas correspondentes configurações estéticas em um espaço de liberdade de invenção. Dar continuidade ao trabalho do nosso saudoso Marcos Barreto e do amigo e competente Paulo Wayne é nosso dever. Como compromisso, vamos compartilhar as ações realizadas com o conjunto de trabalhadores da Casa. Valorizar a importante parceria com a Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana e Banrisul também será prioridade, afinal esses muito contribuem para a consolidação do espaço como pólo irradiador da cultura contemporânea para todo o Estado. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 4 Por Rogério Ratner - Músico, escritor e pesquisador da música feita no RS Foto Cristine Rochol A música de Porto Alegre e o Rádio Uma reclamação “clássica” dos músicos de Porto Alegre e/ou gaúchos é quanto ao pouco espaço que a produção musical local ocupa na programação de nossas rádios. E é uma queixa sem dúvida pertinente. Tal realidade é facilmente constatável, basta ligar o rádio e fazer um rápido passeio pelo dial para aferir que, de um modo geral, a execução de músicas feitas e/ou executadas por artistas locais é bastante rarefeita na programação de nossas emissoras. Isto ocorre, ao que se depreende a partir das manifestações dos próprios radialistas e programadores, das dificuldades em compatibilizar o faturamento comercial das emissoras com a proposta. No entanto, já tivemos experiências no passado (notadamente a Rádio Continental AM, nos anos 70; a Bandeirantes FM, depois rebatizada como Ipanema FM; no segmento do samba e pagode, a Metrô FM; na área nativista a Liberdade FM - ainda no ar -; tudo isto sem falar, obviamente, na chamada “Época de Ouro do Rádio” que tinha como protagonistas as Rádios Gaúcha, Farroupilha e Difusora AM, dentre outros exemplos) que, de uma certa forma, relativizam este argumento. Aliás, a própria boa repercussão que geralmente obtêm os artistas porto-alegrenses e/ou gaúchos em decorrência dos espaços que lhe são abertos em rádios tais como a Atlântida FM, a POP Rock, a Cidade, a Ipanema, a Itapema, etc. – afora, naturalmente, a Unisinos FM e a FM Cultura, que têm um viés mais cultural -, dentre outras emissoras, parece ser um bom indicativo de que a idéia de que os músicos daqui fazem “cair a audiência” não se sustenta, ao menos em termos absolutos. Seja como for, o fato é que os espaços fornecidos no rádio “convencional” historicamente nunca deram vazão a contento à produção local em termos globais. Contudo, e felizmente, diante dos avanços tecnológicos e, muito particularmente, em vista da popularização da internet, o cenário aos poucos vai melhorando. É que surgiram em nosso horizonte diversas “radio webs” que vêm servindo como alternativa, sem embargo da imensa vantagem em termos de penetração junto ao público ainda garantida pelo rádio “convencional”. Na próxima coluna detalharemos melhor esta “saga virtual” gaúcha. As “Radiowebs” de Porto Alegre Conforme assinalamos na coluna anterior, há uma expressiva dicotomia entre a grande produção musical gaúcha nos mais variados estilos e o espaço que lhe concedem as emissoras de rádio tradicionais (AM e FM). Tal hiato, recentemente, em face do amplo acesso aos formatos digitais (seja em CDs ou em MP3), viuse ainda mais substancialmente agravado; realmente, é enorme a quantidade de artistas/bandas/grupos das diversas vertentes que afloraram nos últimos anos, a que se somam outros que vão surgindo diariamente em nosso cenário, constituindo uma produção de grande riqueza e fundamento, devidamente “formatada” em nível profissional, como demonstram as gravações que podemos conferir navegando pela internet - diversamente do que ocorria no passado, quando eram relativamente poucos os nossos músicos que conseguiam gravar um disco (LP ou compacto). Neste sentido, faz-se fundamental o papel desempenhado pelas “radiowebs” na divulgação desta cena. Embora, evidentemente, não tenham ainda o alcance e a penetração das estações tradicionais junto ao público, as “radiowebs” vêm se constituindo em importante escoadouro da produção local. Cada uma com o seu formato, com a sua proposta, com o seu nicho, as “radiowebs” (tais como a “Pirada”, “Elétrica” – liderada por Katia Suman, da Ipanema FM -, “RockGaucho.com” (do site), “Putzgrila”, “Estação Voz”, “Mr. Magoo”, dentre várias outras) vêm ajudando em muito, sem dúvida, a divulgar nossa cena musical. Vou deter-me aqui mais detidamente no trabalho da Rádio “Buzina do Gasômetro”. É atualmente a única rádio que toca exclusivamente a música feita em Porto Alegre e/ou gaúcha, sem quaisquer preconceitos de estilo ou época. A rádio foi criada pelos talentosos compositores Fausto Prado, Luis Mauro Vianna e Caetano Silveira (que me deu o enorme privilégio, e também a imensa responsabilidade, de substituí-lo nesta prestigiada coluna). Além da programação normal, feita “randomicamente” (um programa de computador capta as músicas a partir dos arquivos cadastrados pelos próprios músicos no site), a “Buzina” conta com programas muito legais, que inclusive podem ser acessados a qualquer hora, adentrando-se os respectivos arquivos: “Samba e Choro”, por Márcio Gobatto; “Big Som”, a cargo dos diretores da rádio; “Canção em destaque”, por Márcio Celi; “Receita do artista”, por Marcelo Fruet; e “Paralelo 30”, por conta deste que vos fala. Acessem http://www. buzinadogasometro.com.br. Fica a dica, prestigie nossas “radiowebs”!!! Rogério Ratner - Tem dois CDs lançados, “Rogério Ratner”, de 1996, e “Crendices Vãs”, de 2005. http://www.rogerioratner.com http://bandasdorockgauchoforever.musicblog.com.br http://rogerioratner.musicblog.com.br http://www.buzinadogasometro.com.br, programa Paralelo 30 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 5 Por Luciano Alabarse - Diretor de Teatro e Coordenador Geral do Porto Alegre Em Cena O segundo caderno da Zero é dez! Foto Diego Vara A turma talentosa do Segundo Caderno Sou fã incondicional do “Segundo Caderno” da Zero Hora, e quero dividir com meus dezessete leitores os motivos do meu entusiasmo com o trabalho que a equipe cultural do principal jornal gaúcho vem desenvolvendo. Imagino que não deve ser fácil o trabalho dessa turma e que devem viver sob pressão cerrada, de todos os lados. Se eu, lidando com a curadoria do “Porto Alegre em Cena”, ou seja, com um único segmento cultural, o das artes cênicas, já me vejo muitas vezes envolvido por um tsunami de cobranças e queixas, imagino um caderno cultural com a abrangência e a responsabilidade do “Segundo Caderno”. A boa notícia, a principal na verdade, é que eles trabalham muito bem e tiram de letra seus desafios cotidianos. Antes de tudo, é preciso dizer que leio diariamente todos os cadernos dos principais jornais brasileiros – primeiro, porque ler jornais impressos é uma das coisas que mais gosto de fazer na vida; depois, porque é minha obrigação estar ligado nos lançamentos e novidades da produção cultural nacional. Minha opinião não é, pois, de maneira nenhuma, bairrista e sem fundamento. A obrigatoriedade inerente de cobrir nossos principais fatos e eventos culturais esbarrará sempre nas notícias nacionais e internacionais, nas conveniências comerciais, nas mortes repentinas – pois tudo, todos, precisam e reclamam espaço. Isso não acontece somente em Porto Alegre. Em qualquer cidade com um grande jornal acontece exatamente a mesma coisa. Imagino que nas pequenas também. Ticiano Osório, o editor Por isso valorizo, e não é de hoje, o nosso “Segundo Caderno”. Como todo bom gaúcho, tenho orgulho em exaltar as virtudes dessa terra estranha. Sem fazer um inventário de todos que passaram/estão ali, é obrigatório citar Cláudia Laitano e Ticiano Osório, como artífices desse belo resultado jornalístico. São pessoas atentas, generosas e decididas. Cláudia é uma das minhas cronistas preferidas. Tem uma qualidade incomum, pois alia inteligência e competência à uma espécie de timidez sincera, como se não quisesse chamar nunca a atenção para si - e sempre para o que está escrevendo em seus comentários. Sua crônica semanal, no corpo do jornal, onde também encontramos os excelentes Martha Medeiros e David Coimbra, é um dos melhores momentos da imprensa gaúcha. Ticiano é outro que merece grande destaque; um editor antenado e que tem valorizado a produção local, como poucos antes dele valorizaram. Nos emails esporádicos que trocamos, acabamos sempre comentando os últimos lançamentos da literatura. Aliás, é bom que eu diga: sou eu que sempre mando emails para ele, comentando as matérias e a diagramação do dia, vibrando com coisas que me tocaram, falando de idéias que me passam pela cabeça. A página do Soleil, anunciando a vinda do grupo a Canoas, foi antológica; a do filme sobre a Pina também. E nem cabe aqui citar tudo o que gosto na diagramação do caderno, pois não sou um especialista na área. Apenas gosto, acho bonito, tenho vontade de ler, de virar a página, de ver a próxima matéria. De vez em quando, quando acho que posso chamar a atenção sobre um trabalho bacana, um artista novo, cheio de dedos pra não avançar o sinal, mando um artigo pra ele avaliar a pertinência. Ou seja: gosto tanto do clima do Caderno, que me dá vontade de participar dele. Mas não sou jornalista, nem quero ser. Sou um leitor, fundamentalmente um leitor – que torce pra ter uma leitura diária agradável, instrutiva e informativa. No “Segundo Caderno”, encontro o que espero: notícias relevantes que vão alimentar a fome voraz de um legítimo consumidor da vida cultural de Porto Alegre. E também como diretor de teatro, ou seja, como artista local é grande meu reconhecimento/agradecimento ao espaço destinado às boas produções do teatro gaúcho. Não posso deixar de registrar minha admiração pelo Roger Lerina, admiração antiga, já objeto de algumas considerações por escrito, inclusive aqui. A sua “contracapa” é um dos pontos altos da nossa imprensa; o jeito dele escrever, sua doçura e seu humor, enfim, seu estilo e sua contribuição à nossa informação são fundamentais para quem quer ficar por dentro do que vai acontecer na cidade. Há nomes que conheço de raspão, jornalistas de quem sou igualmente fã: Patricia Rocha e Fábio Prikladnicki (a cargo de quem está a cobertura teatral das atrações cênicas da cidade, sempre respeitoso e ponderado em suas opiniões e comentários) são exemplos. Há colaboradores como Luís Augusto Fischer, que dispensam maiores apresentações e que elevam o nível da nossa discussão cultural. O que mais admiro num jornalista local é quando, através do seu trabalho, conseguem transformar o paradigma dos caranguejos gaúchos, da dureza que é vencer num meio quase sempre hostil aos que ganham notoriedade e. Mas não partilho, nem gosto, da idéia de que Porto Alegre é o centro do mundo. Que a vida não se restrinja a Porto Alegre, pelo amor de Deus! – que o mundo é maior e mais complexo que a nossa bela cidade. E é por isso que admiro o caderno cultural da Zero Hora - o meu, o seu, o nosso “Segundo Caderno”. Ao falar sobre a nossa aldeia e misturar, em doses exatas, a cobertura local com o que de fato importa no mundo; ao valorizar os melhores frutos de nossa cultura artesanal com a indústria do entretenimento, equalizando muito bem as variáveis desse relação delicada, a turma que toca o “Segundo Caderno” eleva nossa imprensa à qualificação da melhor imprensa nacional, sem nada a dever aos cadernos culturais do resto do país. E é muito bom testemunhar e fazer parte disso tudo e, uma vez na vida, inverter a equação e escrever sobre o trabalho deles. Rapazes e moças do “Segundo Caderno”: sinceros parabéns! Foto Márcio Peixe Por Camilo de Lélis - Teatrólogo O enigma de Édipo num quadro simbolista Gustave Moreau (1826-1898) pintou Édipo e a Esfinge – o quadro se encontra no Museu Metropolitano das Artes em Nova Iorque, mas pode ser visto na internet, pesquisando-se pelo nome do autor e título da obra. É impressionante como um pintor alcançou tamanha apoteose criativa de beleza e mistério, ao desenhar o grotesco das impossibilidades na figura da esfinge, e a serenidade do homem que olha para dentro dos olhos do caos. Quanto a Édipo e à verdade, de onde ele veio lhe é desconhecido; e para onde ele vai, também, já que a esfinge está a guardar a entrada de um futuro inesperado (portões de Tebas, cidade na qual - pelas próprias mãos - ele cumprirá seu destino trágico). Em Édipo (que tem uma deformidade no pé e claudica), à medida que cresce seu saber a respeito de sua origem, a vida evolui do caos para a informação; entretanto, é impossível manter inalterado o instável equilíbrio da forma. Édipo, mais tarde, ao descobrir seu passado, terá de cegar os próprios olhos para não encarar a grotesca desmedida dentro de si “Claramente sobre ele veio outrora moça alada, e mostrou-se na prova sábio e caro à cidade.” (Sófocles, Édipo Tirano) mesmo. Contudo, ao desatar nós e resolver charadas - com o parto doloroso da verdade - o cego se tornou vidente. O que lhe era oculto revelou-se num panorama bem maior. A monstruosa esfinge está definitivamente morta e Édipo será um eterno modelo da superação humana diante das adversidades. E onde estará a chave hermenêutica para decifrar estes conteúdos? No nome “Esfinge”- que se refere a uma passagem estreita - talvez se encontre a pista para decifrálos. Que passagem será esta? O nascimento? A morte? O fato de se estar vivo a cada segundo, resistindo às forças da dissolução? Ou, a passagem seria, simplesmente, uma frágil busca de sentido em meio ao absurdo total - busca de conhecer-se e autorizar-se. O enigma humano está representado no encontro de Édipo com a esfinge. E a pintura de Gustave Moreau é uma belíssima síntese, que uma simples análise não esmiúça em sua totalidade. O seu quadro continua, sempre, uma imagem virgem diante de nós - a nos desafiar. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 6 Por Walter Galvani - Jornalista, Escritor e Presidente do Conselho Estadual de Cultura O poder do abraço Foto Arquivo Pessoal A vida corre veloz e transcorre relativamente tranquila para quem tem uma atividade permanente em benefício da comunidade e remunerada com alguma adequação ao que faz. Um pouco de felicidade não faz mal a ninguém e assim, vai se levando. Mas, eis que descubro que está a nosso alcance botar um pouco de tempero neste almoço, sem custo extra e com resultados surpreendentes. Sabem como? Através do abraço. Sim eu disse e escrevi, abraço, aquele gesto simples de pegar alguém e enlaçá-lo com nossos braços. Ao fazer isso, reproduzir um velho costume com o qual estamos habituados há tantos anos, e que, diga-se de passagem é tão usual no Brasil (e tão difícil de constatar nos Estados Unidos, por exemplo) – liberamos serotonina e dopamina, conhecidos como “os hormônios do prazer”, estabelecendo imediatamente uma corrente que passa de corpo a corpo, e acende a corrente da empatia. Pois parece tão simples que é inacreditável que os governos não se esforcem em campanhas públicas, tipo, “você já deu o seu abraço hoje?” – ou pelo menos sugerir uma torrente de simpatia que comece no “abrace o seu vizinho” e vá até o “cumprimente alguém que considere seu adversário”. Ou “concorrente”, ou pelo menos com quem tenha alguma desconfiança. Não, talvez isso não funcione, já estou aqui a receitar procedimentos errados, em verdade é preciso “acreditar no abraço”, caso contrário a tal de dopamina não é liberada, a serotonina entope e a idéia morre antes de comunicar-se. Dizem os especialistas que até com as crianças funciona muito bem, elas se sentem acolhidas e protegidas, coisas difíceis hoje em dia. E olhe que estamos precisando de medidas protetoras... Dia desses ficou-se sabendo que um sujeito matou mais de setenta pessoas e que pegaria a pena máxima de 21 anos. Deve ser alguma brincadeira com a espécie humana. Quem sabe não estaria na hora de voltar a velha lei de talião?... De minha humilde e modesta contribuição, saiam da frente: vou sair abraçando e beijando (o beijo ai de inhapa) quem for encontrando pelo caminho, pois acho que temos que estabelecer a compreensão e o entendimento, mesmo quando as eleições se aproximem... E estou levando uma escadinha de eletricista em meu carro, para facilitar o abraço. Vamos que me encontre com o prefeito José Fortunati por aí, pelas ruas da capital! Por Adeli Sell - Vereador e presidente do PT-POA Pela implantação de lotações transversais em Porto Alegre Os bondes deixaram as ruas de Porto Alegre no início da década de 70. Em seguida, começaram a circular camionetes Volkswagen Kombi, com capacidade para 8 passageiros. Imaginem, Kombi, com aquele sobre-e-desce, abre-e-tranca porta fazendo o transporte de passageiros na cidade. Cerca de duas décadas depois, foram autorizados veículos com 21 lugares. E em 1994, o nome táxi-lotação foi substituído por lotação. Peculiar, o serviço é exemplo para outras cidades do País. Porém, problemas como superlotação, passagem cara e falta de veículos vêm sendo observados. Além disso, o que me parece o maior equívoco, é que algumas regiões da Capital ainda não são contempladas com o serviço, que não acompanha a demanda nem o crescimento popula- 26 J ORN AIS cional. Regiões da cidade pedem, há algum tempo, a criação de novas rotas. Algumas áreas, principalmente na Zona Sul, vêm se organizando para demandar ao governo o serviço de lotação. A Associação de moradores do Bairro Restinga, por exemplo, veio até a Comissão de Urbanização, Transporte e Habitação (Cuthab), da Câmara Municipal, reivindicar a implantação de novas linhas de lotação para a região. Já a Associação dos Moradores do Bairro Ipanema ocupou a Tribuna Popular da Casa no final do ano passado cobrando explicações pela redução da frota nos bairros Ipanema e Jardim Isabel. Precisamos de novas linhas de lotação. Há uma tremenda demanda reprimida. Já tivemos algumas conquistas e queremos mais. Mas o que mais Foto Arquivo Pessoal queremos e precisamos são Lotações Transversais. Não para concorrer com as Ts – as linhas transversais da Carris. Mas Lotações Transversais que façam aqueles roteiros entre bairro, circulando pelas vias locais, onde não há ruas adequadas para ônibus maiores passarem. Isso proporcionaria uma opção de transporte coletivo mais qualificada para a cidade, reduzindo também a circulação de veículos particulares. Além do mais, a população está crescendo e a renda dos cidadãos está maior. Para tanto, caberia a EPTC o estudo técnico para a sua viabilização. A demanda existe. A necessidade está posta. A cidade precisa discutir esta nova modalidade. 1 MILHÃO DE LEITORES!!! Cobrindo 80% dos bairros de Porto Alegre com distribuição gratuita. Sua Empresa vai ficar de fora? Pense nisso... www.redejornal.com.br (51) 3062.6744 [email protected] Apoio: Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 7 PORTO ALEGRE: + ILUMINADA E + INTELIGENTE Porto Alegre tem nova iluminação pública. Mais segurança, mais economia e mais eficiência. A Prefeitura de Porto Alegre renovou os 80.569 pontos de iluminação pública, o que representa 100% dos equipamentos cadastrados da cidade. O projeto Porto Alegre + Luz, iniciado em 2009, abrangeu 82 bairros. Todos ganharam luminárias mais eficazes e mais econômicas. Veja a relação completa em www.portoalegre.rs.gov.br Os novos equipamentos de vapor de sódio e vapor metálico são 30% menos poluentes e 38% mais econômicos, representando uma economia de R$ 620 mil mensais aos cofres públicos. Nenhum outro projeto, nos últimos 30 anos, abrangeu a iluminação em tantos pontos da capital. Foram realizados investimentos de R$ 40,5 milhões. SISTEMA INTELIGENTE O Porto Alegre + Luz permitirá uma eficiência ainda maior na manutenção dos equipamentos. Isto será possível graças ao uso de tecnologia IBM, com base no software Maximo, que alertará quando uma lâmpada precisar ser trocada ou estiver quase no final de sua vida útil. As informações fornecidas pelo sistema geram relatórios, gráficos e tabelas, o que também possibilitará aos gestores saber, de antemão, quais os recursos necessários para resolver os problemas de infraestrutura da cidade. É assim que os investimentos da Prefeitura em serviços de qualidade e equipamentos inteligentes ajudam a transformar a vida em todos os bairros. Praça Laurentino Zottis (Cidade Baixa) Foto: Luciano Lanes Est. João Antônio Silveira (Restinga) Foto: Evandro Oliveira Viaduto Obirici (Passo D’Areia) Foto: Cristine Rochol Monumento ao Expedicionário José Bonifácio (Farroupilha) Foto: Ricardo Stricher @Prefeitura_Poa facebook.com/eucurtoeucuido www2.portoalegre.rs.gov.br/radioweb Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 8 Por Teniza Spinelli - Jornalista Fotos Coleção Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea Flávia de Quadros - indicefoto.com Bispo do Rosário: A Poesia do Fio A agenda de exposições do Santander Cultural apresenta uma retrospectiva de cerca de 240 trabalhos do genial artista Arthur Bispo do Rosário (1909-1989), nascido em Sergipe, que produziu mais de 800 obras, a maioria delas, feita em manicômios. Bispo do Rosário, diagnosticado esquizofrênicoparanóico, foi internado no Rio de Janeiro inicialmente em 1938, no Hospício Nacional dos Alienados, um ano depois na Colônia Juliano Moreira, passou pela clínica AMIU e, entre internações e fugas, veio a falecer, de infarto, aos 80 anos de idade. Na Colônia Juliano Moreira encontra-se hoje o museu que leva seu nome, local onde produziu a maior parte da sua obra. Para se ter uma idéia da importância de Bispo do Rosário, do ponto de vista da arte e suas relações com a história social, a psicanálise e o estudo da mente humana, basta acompanhar sua trajetória de vida e posterior reconhecimento da crítica, que o incluiu em 1982, numa exposição individual no Museu de Arte Moderna do RJ e, em 1995, na prestigiada Bienal de Veneza. Uma das obras, ali expostas, intitulada o Manto da Apresentação, era a peça que o artista dizia que vestiria no dia do Juízo Final, diante de Deus. É importante destacar na obra deste artista sua inclinação pelo bordado. Na pequena cidade de Japaratuba, em Sergipe, lugar onde Bispo nasceu, o trabalho de bordar é tradicionalmente executado pelos homens, e não pelas mulheres. Daí que seus temas recorrentes são em geral bordados em linha, desenhados com costuras, num inventivo e caprichoso trabalho estético. O artista começou lá a fazer sua arte, antes mesmo da internação, por isso a tendência artística, a criatividade e a exteriorização dessa arte independem da doença. O curador da atual mostra de Bispo do Rosário no Santander, Wilson Lazaro, em parceria com Helena Severo, é também o curador do museu do artista no Rio. Estes especialistas sugerem que a exposição seja vista como uma experiência de fruição artística, algo não convencional. E é exatamente esse o sentimento do espectador diante da obra deste genial criador, que falava com anjos, e atribuía sua criação a uma missão divina: Ajudar o Senhor a escolher quem se salvaria no dia do Juízo Final e planejar um mundo novo. Esse mundo novo da criação, Arthur Bispo do Rosário instiga aos que entram em contato com sua fascinante obra e percebem a vasta dimensão MURAL DE CLÉBIO SÓRIA JUNTO AO TRENSURB dos processos mentais inconscientes que habitam o ser A coluna recebeu e divulga o apelo das artistas plásticas Neiva Matiolli Leite e Virginia de Azevedo, solicitando aos responsáveis pelo patrimônio cultural de Porto Alegre uma especial atenção ao mural do artista plástico Clébio humano. Sória, cujos painéis se encontram ao longo da Av. Mauá, junto do Trensurb. O mural, de inestimável valor artístico para a cultura rio-grandense, está em rápido processo de deterioração e, se não forem tomadas providências urgentes, corre risco de destruição pela ação do tempo. As requerentes, que foram ex-alunas de Clébio Sória, enfatizam a importância de preservar a obra do mestre, particularmente quando a cidade sediará eventos de grande magnitude. Sugerem que além dos artistas, a comunidade seja consultada e, as associações empresariais chamadas a colaborar com a restauração da obra. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 9 Por Alexandre Postal - Presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul Tradição da Assembleia valoriza a cultura A Assembleia Legislativa do Rio Grande possui uma tradição singular entre os Parlamentos estaduais brasileiros. Oferece à população uma programação cultural constante, desde a inauguração do Palácio Farroupilha, em 1967. Tal atuação acentuou-se com a abertura, em 1970. do então Auditório da Assembleia Legislativa, hoje Teatro Dante Barone, e prosseguiu com a reciclagem do Solar dos Câmara e a transformação do prédio em espaço de cultura, em 1993. Fotos Galileu Oldenburg Alguns até poderão estranhar o fato de o Poder encarregado de formular leis e fiscalizar o Executivo, apresente tanto apreço pela cultura e pelas manifestações artísticas. Ora, a instituição que representa a pluralidade de opiniões e a sensibilidade da sociedade não poderia ser indiferente ao processo de produção e disseminação da cultura, justamente em um Estado que possui um perfil cultural vigoroso, seja na Literatura, no Teatro, na Música, no Cinema, nas Artes Plásticas e, muito especialmente, no Regionalismo, que se expressa de maneira eloquente no fenômeno dos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) que, inclusive, ultrapassou as fronteiras nacionais. É por isso que, semanalmente, a Assembleia abriga exposições de artes e recebe a cultura do Interior na Galeria dos Municípios. Também realiza, há 19 anos, o Sarau no Solar dos Câmara, programação musical que foi destacada com honra ao mérito pelo Prêmio Açorianos de Música 2007, concedido pela Secretaria da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre. É por isso que todos os anos promovemos a Semana Farroupilha, com debates, espetáculos musicais, teatrais e exposições históricas. Mesma motivação explica a edição anual do Prêmio Lila Ripoll de Poesia, do Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema, do Prêmio Teixeirinha. Neste ano, queremos ampliar ainda mais essas ações, levando para a Casa da Assembleia na Expointer, uma agenda de educação e cultura. Vamos estrear, quem sabe, mais um espaço de valorização da cultura gaúcha. O Legislativo gaúcho e seus deputados e deputadas sempre tiveram, e têm, um visão muito clara: a cultura é parte essencial da cidadania e da identidade social. E quem se identifica com o povo e quer fortalecer a cidadania, deve valorizar o que as pessoas pensam, sentem e imaginam. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 10 Por Dra. Fátima Alves - Farmacêutica e Diretora da Dermogral Moinhos Gestação Cuidados com a pele Foto Arquivo Pessoal A gravidez é um período especial na vida de toda mulher. São 9 meses de intensas alterações e mudanças que se refletem também na pele,cabelos e unhas. Na hora de escolher produtos de higiene e cosméticos a atenção deve ser redobrada, uma vez que serão aplicados em todo corpo e serão absorvidos, podendo atravessar a barreira placentária. Atualmente sabe-se, através de uma série de estudos, da restrição de determinados alimentos (incluindo até mesmo frutas) na alimentação da gestante, o mesmo acontece com os produtos de uso tópico. A gestante se preocupa com situações que aparecem com frequência na gestação, mas que com alguns cuidados podem ser contornados: 1. Manchas As manchas podem ser evitadas com o uso de fotoprotetores adequados. Alguns filtros solares químicos devem ser evitados, mas os filtros físicos podem ser usados com segurança. O uso de ácidos fica proibido, bem como alguns despigmentantes como a hidroquinona. Já existem despigmentantes com testes de segurança, liberados para uso em gestantes. 2. Estrias A hidratação corporal é fundamental durante a gravidez, sobretudo na barriga, seios e nádegas, áreas em que a pele vai esticar mais em decorrência do crescimento do bebê. A maioria dos óleos vegetais como amêndoas, semente de uvas, olivas , macadâmia etc. são uma ótima opção como prevenção ao aparecimento de estrias e manutenção da hidratação da pele. Os óleos vegetais podem ser usados puros ou associados em cremes ou loções cremosas, dependendo do tipo de pele. Outros ativos eficazes que podem ser usados são o colágeno e a elastina. Devem-se evitar produtos com conservantes, na medida do possível. Esses conservantes são os “parabenos”. Já estão disponíveis algumas marcas que destacam o não uso deles, com a inscrição “parabenos free”. Em caso de dúvida, sempre procure seu médico para esclarecimentos de quais produtos são os mais aconselháveis e seguros na gestação. E se desejar um produto personalizado e específico para seu tipo de pele, solicite a seu médico uma prescrição, assim estará cuidando de você e protegendo seu bebê. Foto Arquivo Pessoal Por Dr. Nilton Alves - Ginecologista CREMERS 15.193 Câncer de mama em idosas Nos EUA as mulheres acima de 65 anos são definidas como idosas, enquanto na Europa existe uma tendência em considerar mulheres idosas com 70 anos ou mais. Aproximadamente 50% dos novos cânceres de mama diagnosticados ocorrem em mulheres acima dos 65 anos de idade. Se considerarmos que a expectativa de vida de uma mulher com 70 anos é 16 e de 80 anos é viver mais 9 anos, isso significa que a mulher pode viver tempo suficiente para recorrência local do tumor. Portanto a idade não é condição fundamental para atenuar o tratamento. O carcinoma ductal invasor é o tipo histológico mais comum, mas tem sido reportada uma incidência de tipos histológicos de evolução mais favorável em idosas, como o mucinoso, o papilífero e o tubular. O quadro clínico é semelhante ao de outros grupos etários, com o nódulo palpável sendo a manifestação habitual, seguido pela descarga mamilar unilateral sanguinolenta ou serosa, dor com nodularidade, alteração da cor e textura da pele sobre a mama, massa axilar ou supraclavicular, alterações no mamilo e alterações mamográficas. O processo de lipossubstituição que ocorre com a idade, faz da mamografia um exame especial dentre os métodos diagnósticos. Os programas de rastreamento com a realização rotineira anual de mamografia em pacientes com mais de 50 anos de idade reduziram em 25% a mortalidade por câncer mama. Embora haja controvérsias sobre a agressividade da neoplasia e idade, nas idosas o câncer de mama costuma apresentar uma evolução mais lenta, pois os tumores têm uma maior diferenciação histológica, são mais frequentemente receptores de estrogênio positivo, HER-2 negativo e alcançam uma melhor resposta ao tratamento hormonal, tornando-se, assim, tumores menos agressivos quando comparados aos de pacientes jovens. O tratamento do câncer de mama na mulher idosa irá depender das características histológicas e da agressividade do tumor, do estado geral da paciente e de suas comorbidades. Pacientes idosas sem outras comorbidades toleram cirurgia, radioterapia e quimioterapia na sua plenitude, tanto quanto pacientes jovens. A idade não deve ser o único fator determinante no processo de decisão em pacientes com câncer de mama. Em idosas, a condição geral da paciente deve ser valorizada quando as opções de tratamento estão sendo consideradas. Condições médicas agudas e crônicas, grau de nutrição, nível de atividade e sintomas específicos a determinadas doenças também devem ser levadas em consideração. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 11 Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 12 Medalhão de atum grelhado com batatinha confitada amassada com azeitona preta e vinagrete fresca Foto Divulgação Por Thamara de Costa Pereira - Jornalista A sugestão da receita do Medalhão de Atum Grelhado, inspirada na gastronomia ibérica e criada pelo chef Jonathan Wehrung, responsável pelas criações do Esquinica, de Campinas (SP). Confira. Ingredientes: - 2 fatias grossas de atum - 400g de batatas pequenas - 1 cabeça de alho - 1 cebola roxa - 1 tomate Italiano - ½ pimentão amarelo - 3 limões Taiti - 6 ramos de tomilho - ½ maços de manjericão -½ litro de azeite extra virgem - ½ litro de vinagre Terez - 200g de azeitonas pretas - 100g de castanha de caju Preparo: Descasque a batata, coloque em uma panela e deixei confitar (cozinhar em gordura, sem fritar, lentamente e a baixas temperaturas) em fogo baixo com o azeite, alho e o tomilho. Processar as azeitonas sem caroço. Cortar em cubinhos a cebola, o pimentão, o tomate, o miolo do limão e a castanha de caju. Acrescente o vinagre Terez, o azeite, sal e pimenta. Temperar o atum com sal e pimenta e grelhar dos dois lados. Amassar as batatas com o garfo, acrescentar o purê de azeitonas e as folhas de tomilho. - Sal e pimenta Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 13 Foto Marc Hess Por Marcelo Oliveira da Silva - Coordenador de Comunicação da Secretaria Municipal da Cultura Shame e a verdade do personagem Shame, de Steve McQueen, vem chamando atenção não apenas por suas qualidades artísticas, mas certamente também por seu tema: a compulsão sexual. Muita crítica estendeu os prazeres e dores do protagonista do filme para generalizações sobre conduta sexual como um todo, o que me parece ser uma especulação que nada tem a ver com essa história também (co)escrita por McQueen. Brandon vive em um apartamento cada vez mais ofertado em grandes metrópoles: área inversamente proporcional à modernidade da arquitetura exterior e boa localização. Nesse quitinete de grife, não há nada pendurado nas paredes, nenhuma foto, nenhuma planta, apenas uma mobília essencial e neutra. Vemos Brandon fazer sexo ali, ao vivo com profissionais ou sozinho no banheiro, e também virtual, em frente ao computador. O clichê industrial do solteiro urbano convicto é completado pelas caixas e garrafas de onde saem sua comida pré-processada, consumidas em frente ao lap top. O único elemento que destoa do estritamente funcional são recados na secretária eletrônica, onde uma voz insinuante parece indicar uma namorada sedenta por sexo. Até mesmo a vista, atrativo de toda torre, não é necessariamente bela: tudo que se vê dali, e de muito alto, são outros prédios, igualmente funcionais em aço e vidro. Acompanhamos Brandon ao trabalho, e também naquela possível agência de publicidade ou escritório financeiro ele não parece particularmente integrado. Seu computador foi levado sem que ele fosse informado e não houve substituição. O que veremos dele ali é uma conversa seca com um colega, uma ida ao banheiro (para se masturbar) e depois uma reunião onde ele apenas ouve ou olha pela janela (que também mostra apenas um mar de outros prédios de escritório vistos de cima). No dia seguinte, após uma tentativa frustrada de ajudar o chefe a se dar bem em um clube noturno, Brandon será chamado pelo chefe. Depois de adverti-lo sobre uma ausência não avisada (e sabemos que ele não foi ao dentista, mas ao sexo com uma colega), o chefe também informa que o computador foi retirado por estar coalhado de pornografia de todo tipo. Se as coisas vinham precariamente equilibradas, a inesperada visita da irmã (dona da voz na secretáriaeletrônica) abre uma pequena fissura nessa dinâmica exclusivamente sexual, um sentimento de conexão. Não é à toa que Brandon vai chorar discretamente quando sua irmã canta em um bar New York, New York (texto que fala diretamente aos imigrantes e Brandon, nos conta a irmã, é irlandês). Ela é uma cantora nômade, com vários indícios de distúrbio Borderline, procurando dores (as muitas tentativas de suicídio, indicadas em seus pulsos) que pelo menos a façam se sentir viva. Essa indesejada erupção de sentimentos parece levar Brandon a tentar um envolvimento maior com uma colega de trabalho. Ele a convida pra jantar num local chic, num típico dating americano. Mas essa não é sua praia e é evidente sua falta de experiência com vinhos e pratos, menos ainda com os meandros de um namoro. No trabalho, no dia seguinte, ele a leva para um hotel (outra vez nas profundezas de um quarto nas alturas, como na canção de Cole Porter) e na hora do sexo... ele broxa. Por que? Porque ele está acostumado a se excitar apenas com putaria, em ausência de sentimento – e isso é recomprovado com mais uma puta, que ele chama pra aquele quarto após a partida da colega e de um longo tempo quieto consigo mesmo. Diferente da interpretação que o psicanalista Contardo Calligaris ofereceu sobre Shame na Folha de S. Paulo, o surto de Brandon ao jogar fora todas as suas revistas pornográficas e até mesmo seu lap top não tem a ver com culpabilidade cristã ou vergonha – não há nada no filme que dê base a essa especulação moralista. Brandon faz isso ao voltar do hospital onde acabara de internar a irmã, que pouco antes tentara o suicídio (depois de telefonar-lhe várias vezes) em seu apartamento. Onde estava Brandon e por que não atendeu o celular? Em um bar, provocando o namorado de uma garota que ele estava seduzindo. Da provocação resulta uma surra. Da surra resulta uma noite alucinada, que inclui uma entrada no dark room de um bar gay (sim, quando só se pensa em sexo, o gênero do parceiro lentamente vai perdendo importância) e por fim uma orgia com uma velha conhecida e sua parceira (viciados sempre têm reservas recônditas). “Nós não somos pessoas más, apenas viemos de um lugar ruim”, diz a irmã de Brandon, denotando talvez uma família disfuncional. (Aliás, em nenhum momento são citados os pais de ambos – o que talvez fosse de se esperar no reencontro prolongado de dois irmãos.) Também a relação deles é algo permeada por uma sugestão de incesto, que vai além das mensagens de telefone. Some-se a isso a concorrência em uma cidade como Nova York, famosa por sua rispidez com quem Nova Petrópolis divulga Festimalha na Galeria dos Municípios De 30 de abril a 04 de maio, uma exposição na Galeria dos Municípios da Assembleia destaca os atrativos e potencialidades de Nova Petrópolis. Na mostra, será divulgada a 23ª edição do Festimalha, a maior feira de malha tricô do sul do País, que ocorre em maio na cidade. A abertura da exposição está marcada para as 17h do dia 30, e deve contar com a presença do prefeito, Luiz Irineu Schenkel. A visitação poderá ser realizada gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 18h30min na entrada do Palácio Farroupilha (Praça Marechal Deodoro, 101). Fundada em 28 de fevereiro de 1955, Nova Petrópolis abriga cerca de 19 mil habitantes em uma área de 291,1 km². A produção local é composta de laticínios, malhas, calçados, móveis, hortifrutigranjeiros, avicultura e suinocultura, entre outros. Localizada a 80 km de Porto Alegre, a cidade é considerada o Jardim da Serra Gaúcha, que mantêm viva a essência da cultura germânica por meio do sotaque alemão, da farta gastronomia, da arquitetura e do seu legado cultural. Entre os atrativos turísticos, estão o Parque Aldeia do Imigrante, a Praça das Flores, o Labirinto Verde, e roteiros como o Pequeno Imigrante Alemão e o Roteiro Alemães do Sul. Além dos aspectos históricoculturais, Nova Petrópolis possui pontos turísticos naturais como o Ninho das Águias, o Panelão e o Vale do Caí. A diversidade do clima, a farta gastronomia e a rede hoteleira proporcionam a realização de variados eventos durante o ano todo, como o Festival Internacional de Folclore, que integra os costumes alemães à cultura de outros povos. Desde 2010, Nova Petrópolis também é reconhecida como a Capital Nacional do Cooperativismo, título concedido pelo fato da cidade ser o berço do cooperativismo, por sediar a primeira cooperativa de crédito que funciona de forma ininterrupta desde 1902, a atual Sicredi Pioneira RS. Festimalha - De 10 de maio a 10 de junho, acontece a 23ª edição do Festimalha no Centro de Eventos de Nova Petrópolis. A extensa feira de malhas e acessórios de moda conta com opções de peças masculinas, femininas e infantis, praça de alimentação, desfiles que apresentam os lançamentos do outonoinverno, espetáculos musicais de estilos variados e espaço para recreação de crianças. não tem poder de consumo (razão pela qual sublinhei algumas vezes o fato de a cidade ser retratada sempre distanciadamente – quando no nível da rua, o que vemos são lixeiras e outros objetos nada glamurosos). O coquetel parece perfeito para um psicólogo especular sobre a relação entre problemas familiares e dificuldades de estabelecimento de afeto. O fato de alguém pensar obsessivamente em sexo não caracteriza doença clínica e Brandon não é uma ameaça, mas um sujeito gentil, que jamais força ninguém a fazer nada. Mas sendo alguém com muita dificuldade de se importar com terceiros, por que então deveria sentir culpa (cristã ou outra qualquer) ou vergonha, como afirmam certas críticas? Como disse de início, o diretor não tenta nos oferecer um panorama do tema, mas um corte específico. Com Brandon, Steve McQueen nos conta a verdade de uma personagem, e isso é uma das grandes definições de boa novela que eu conheço - a novela ruim nos revela a verdade do autor, conforme a frase de Chesterton. O mesmo deve se aplicar à crítica. Se há um reparo a ser feito, esse é talvez a estreiteza de elementos em torno dos protagonistas, o que torna a ação até certo ponto previsível e indiretamente provoca um alongamento desnecessário de algumas cenas. Não é um grande filme, mas é certamente uma boa história, que nada tem de apelativa ou de moralista. Foto Acervo Prefeitura Municipal de Nova Petrópolis Conhecida como “Torre”, a Central de Informações de Nova Petrópolis é um dos atrativos turísticos da cidade. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 14 Foto Luciana Thomé Por Sergio Napp - Escritor No mundo Há mais crimes que castigos. Há mais pastores que crentes. Há mais ladrões que honestos. Há mais pobres que ricos. Há mais sede que água. Há mais fome que pão. Há mais desesperançados que bem-aventurados. Há mais mentiras que verdades. Há mais ladrões que cadeias. Há mais dúvidas que fé. Há mais paixão que amores. Há mais invernos que verões. Há mais tristezas que alegrias. Há mais enganos que boa-fé. Há mais editoras que livrarias. Há mais livros que leitores Há mais Idi Amin que Gandhi. Há mais marias que josés. Há mais degredos que alforrias. Há mais inveja que bondade. Há mais amargor que ternura. Há mais lágrimas que risos. Há mais medos que confiança. Há mais rugidos que afagos. Há mais injustiças que razões. Há mais ataques que defesas. Há mais ódio que amor. Há mais guerra que paz. Há mais intriga que confiança. Há mais hipocrisia que sinceridade. Há mais angústia que contentamento. Há mais trapaças que seriedade. Há mais realidade que fantasia. Há mais menosprezo que consideração. Há mais terror que sonhos. Há mais culpa que perdão. Há mais lágrimas que euforia. Há mais penúria que opulência. Há mais intolerância que compaixão. Há mais tristeza que folia. Há mais inveja que poesia. Há mais vida? Há mais? Há? E, no entanto, é preciso cantar, diz o Vinícius e o Lyra. Mais que nunca é preciso cantar. É preciso cantar e alegrar a cidade. Você concorda? Foto Arquivo Pessoal Por Jaime Cimenti - Jornalista e Escritor Criatividade para reiventar sua vida de Miriam Subirana dá ênfase para a intuição pessoal. Ajuda os leitores a utlizarem seus enormes potenciais para viver mais e melhor, aqui e agora, com muita criatividade e buscando sempre novas soluções para problemas do cotidiano. Editora Vozes, Nobilis, telefone 51 3920.5700 A Pedra do Doutor Getúlio, romance com toque policial do jornalista e escritor Mauro Maciel, passase em Uruguaiana entre 1942 a 1951, a partir de um assassinato. Hitler, Getúlio Vargas e Osvaldo Aranha figuram na narrativa. Editora Movimento, telefone 51 3232.0071 Um pequeno rio não corre para o mar de Afif Jorge Simões apresenta crônicas bem elaboradas em forma e conteúdo, trazendo lembranças do rio da memória, a partir de fotos antigas, de algum capricho do fluxo mental ou de outros detalhes da vida. WS Editor, 120 páginas, telefone 51 3029.7010 O Jornalista Farroupilha da escritora e jornalista Célia Ribeiro, com apresentações de L.A. Assis Brasil, L. Augusto Fischer e Flávio Loureiro Chaves traz a vida de Vicente Ferreira Gomes, que, segundo o saudoso Carlos Reverbel, é o patriarca da imprensa do Rio Grande do Sul. Libretos, www.libretos.com.br Notas sobre o abismo da atriz, roteirista, escritora e cineasta Rosario Nascimento e Silva, falecida em 2010, traz o legado de uma mulher brilhante. Os textos vibrantes estão acompanhados de ilustrações e tratamento gráfico diferenciado. Os temas são ligados à nossa agitada época. Dublinense, [email protected] Fernando Pessoa - Antologia poética; Cenas de Nova Iorque e outras viagens de Jack Kerouac e Missa do Galo e outros contos de Machado de Assis são alguns títulos iniciais da série 64 Páginas da L&PM Pocket, www.lpm.com.br Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto 15 Foto Tonico Alvares Por Paulo César B. do Amaral - Artista plástico, curador e escritor Os navios paraguaios Eu sou contra a retirada daqueles dois navios paraguaios que resistem em nossa orla há já uns quinze anos. Parecem decadentes, como se diz de tudo o que seja velho. Parecem ser desbotados, com suas torres de tintas descascadas, enferrujadas, carcomidas pelo tempo. Dizem que não somos nós, mas estes barcos que poluem o porto da cidade, embora eu não acredite no verdadeiro impacto que isso possa causar diante de tantas outras mazelas ao nosso redor. Suas torres, vistas daqui do meio da rua, ou por quem chega à cidade pela rodoviária, mais ou menos elevadas segundo a maré, ainda nos permitem lembrar que por trás daquele muro horrendo da Avenida Mauá existe um rio chamado Guaíba. Um rio que mesmo crianças de rua do Centro Histórico mal conhecem. Um rio que mesmo adultos já não vêem. Um rio que muitos já esqueceram. Querem vender os navios como sucata. Querem que se os talhem de vez com o maçarico, querem negociar as suas partes. Para que o aço ressurja um dia, quem sabe nos corpos de outras naves modernas, mas que serão apenas naves modernas, sem passado, sem história, sem alegrias e sem dores. Não se fazem mais navios como aqueles paraguaios, em nada falsos. São de uma natureza poética tão sentida como a da época em foram erguidos. São tão nobres que carregam nomes de brigadeiros. Não, não se os destruam. Navios são como charutos. Nunca se os apagam de um golpe. Ao invés, se os deixam morrer por si, depositados gentilmente em cinzeiros. Eles precisam fenecer com a dignidade de um velho guerreiro que por toda a vida serviu ao seu senhor. Deixem aqueles navios ali para que afundem, pouco a pouco, um milímetro a cada dia. E ao final, quando suas torres não mais se sustentarem sobre os cascos corroídos, que elas adernem à nossa vista acostumada só a ver as coisas cotidianas, habituadas a calcular os dividendos da sucata, nossas mentes incapacitadas de enxergar poesia no estertor dos ferros. Deixem aqueles navios ali, que eles ainda têm muito a nos dizer sobre a decadência que nós somos. Por Renato Pereira - Jornalista Beliscão Urge que se crie a delegacia do homem. Já que a da mulher tem apresentado tanto sucesso sempre que um olho roxo põe o covarde na cadeia. Beliscão, por exemplo. Multidões de maridos e namorados apresentam equimoses disseminadas pelos braços graças às unhas afiadas de suas companheiras. Que beliscam por dá cá aquela palha, como se dizia no tempo em que as mulheres tratavam o cônjuge como seu esposo e senhor. Basta olhar outra mulher que passa, só por curiosidade, principalmente quando a curiosidade for da cintura para baixo. Ou, socialmente, quando o querido escorrega uma informação, que para nós homens não tem a mínima importância, mas para elas é um segredo à sete chaves, como o botox colocado ontem ou a lipo programada para depois da Páscoa, que chocolates e panetones resistir quem há de. É não um beliscão qualquer, é praticamente uma picada de alicate que passou de geração para geração desde os tempos dos porões de tortura do DOI CODI. Desde a mais remota antiguidade que o beliscão é uma instituição nitidamente feminina. Consta que o milenar saiote masculino dos irlandeses foi uma criação das mulheres do tocador de gaita de foles para facilitar o acesso ao beliscão na região glútea. O que a modernidade facilitou. De calças compridas ficou mais complicado para elas agredirem nestas paragens. Salvo se, pela manhã, ao fazer a barba de cuecas, a vítima comente sobre a simpatia da amiga com que jantaram na noite anterior. Estatisticamente é sabido que elas beliscam menos aos sábados. Portanto poderia ser a folga de toda a equipe da delegacia do homem. Simplesmente porque quase todas aos sábados fazem as unhas. O que nos poupa do beliscão. Pelo menos enquanto não seca o esmalte. O beliscão é mais contundente e irremediável enquanto agressão do que o tapa ou até o cotovelaço. No beliscão o máximo de reação que o infeliz pode esboçar é um ai contido. Porque se for um ai ai ai proporcional à dor infringida, levar-se a um segundo beliscão pelo escândalo de muito maior intensidade e vigor. E a delegacia do homem teria que criar mecanismos de aferição do ato doloso pela dificuldade das provas do crime. Por maior e mais extenso que sejam os hematomas, será preciso muita dose de convencimento para que a vítima dirija-se até o IML para o indispensável exame de corpo de delito. Quanto à elaboração dos processos a respeito, multiplicam-se as dificuldades. Qual a pena para a beliscadora? Não sou jurista mas me atrevo a sugerir o uso do popular Trim. Beliscou, tem provas, Trim nela. Unhas da agressora rente ao dedo. Com a grande vantagem de não estremecer a relação conjugal, uma vez que a unha comprida também pode causar estragos sem querer em outras anatomias masculinas. E como vivemos um tempo de pluralidade, a delegacia do homem acolheria também as queixas entre casais homos. Com muito maior facilidade ao aplicar a pena quando o processo transitar em julgado. O gay que beliscou o outro será condenado a no mínimo quinze dias a andar com uma mulher (as que trabalham na “proteção à testemunha” servem). E, de volta aos heteros, caso o pudor masculino não permita a queixa à delegacia do homem, a recomendação a quem já sofreu esse tipo de injúria física e usar luvas compridas como em festas de gala do passado. Pode parecer ridículo, mas é moderníssimo, porque é um cafona retrô. CENTRO - INDEPENDÊNCIA - BOM FIM - RIO BRANCO - PETRÓPOLIS - MOINHOS DE VENTO - AUXILIADORA - CIDADE BAIXA MENINO DEUS - SANTA CECÍLIA - CAMINHO DO MEIO - ZONA NORTE - ZONA SUL E FLORESTA Palácio Piratini - Prefeitura Municipal de Porto Alegre - Secretaria Estadual de Educação – Depto. Pedagógico - Assessoria de Projetos Especiais para 258 Escolas Estaduais – SMED – para 92 Escolas Municipais - Secretaria Municipal de Cultura - Centro Municipal de Cultura - SETUR - Secr. de Estado do Turismo - Usina do Gasômetro - Teatro da Ospa - Teatro de Câmara - Museu da Comunicação Social - Teatro de Arena - Teatro Bruno Kiefer - Salão de Atos da UFRGS - Assembléia Legislativa - Solar dos Câmara - Theatro São Pedro - Casa de Cultura Mário Quintana - Teatro do SESC - Curso Mauá - Rede Hoteleira - Shopping Praia de Belas - ARI - Ass. Riograndense de Imprensa - Sind.Comp.Musicais do Estado/RS - Academia Kyokushin - Sec. de Cultura do RS - Agências de Publicidade - IOF-Instituto Ortopedia e Fisioterapia - Museu Joaquim José Felizardo - Arte Café - Bazar Londres - Guarida Imóveis - Clínica Menino Deus - AGAPA (Associação Gaúcha de Pintura Artística) - GBOEX Previdência Privada - Confiança Companhia de Seguros - Super Pizza - Espaço Dança e Memória - Instituto Estadual de Cinema (SEDAC) - Secretaria Estadual da Saúde – Cia. das Pizzas - Ótica Andradas - School - Casa dos Óculos - Tia Iara - Líber Livros - 5 à Sec - .com Cyber Café - Gambrinus - Pronto Olhos - Anita Cell - Rede Drogadil - Cachorro do Rosário (Emancipação, Shopping Total e Mariante) – Churrascaria São Rafael - Barranco - Livraria Nova Roma - General Rock - Fisk - Bar do Beto - Laboratório Marques Pereira - Mauá - Biblioteca Pública do Estado - Haiti - Ótica Moinhos de Vento - Wow! - DAER - Zil Vídeo - Livraria Vozes - Trianon - Café Arte & Cia - Homeograal - Assistir Escitório de Advocacia - Se Acaso Você Chegasse - Livraria Londres - Banca 43 - Livraria do Mercado e Banca Bang-Bang - Palavraria Livraria-Café - Panificação Copacabana - Bar e Café Pan Americano - Bar Chopp e Restaurante Pacífico - Chopp & Companhia - Copão - Papillon - Sierra Maestra - Restaurante Natural Flor de Maçã - Planet Dog - Escola Arte Educação - Morano - Galeria Arte & Fato - Beiruth - Maomé - Matheus Confeitaria, Buffet e Café - Essência da Fruta – Academia Bio Ativa – Só Portáteis - Cyber Point - Bazar Londres - Print Cópias – Paradouro Pet – Drogabel – FINASA – Porto Pastéis – Roberto Celular – COMUI: Conselho Municipal do Idoso – SIMPA: Sindicato dos Municipários de POA - Lyon Press - Ferragem Bom Fim – Ferragem Igor – Óptica Santo Antônio – Belver Óticas – Brubins Bistrô Cafeteria Congelados – Feito à Mão Café – Café Paris – Centralfarma - Color House - Stratus Celular - Café dos Cataventos – Casa de Ferragens - Corebrás - Café do Porto – Café - Clínica Visão – Restaurante Solle Mio - Café Concerto Mário Quintana - Companhia do Cachorro do Rua da Praia Shopping - Garcias Churrascaria – Garcias Bar - Cachorro Gordo – Clindent – Laboratório Crol – Móveis Masotti – Personalle – Todeschini - LilliPut - Jazz Café – El Viejo Panchos - Le Bistrot - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria – Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua – Sexxxy Butik – Bella Morano – Sulina Grill - La PizzaMia - Churrascaria Laço Aberto - Churrascaria Schneider - Silva & Rossol Advogados Associados - SIJ – Serviço de Informação do Judiciário - Via di Trento - Villa Rústica - Café Correto - Miau da Cabral - Churrascaria Komka - Churrascaria Santo Antônio – Lamb’s – Drogamaster – Tablado Andaluz: Curso de Dança e Restaurante – Copão - Parque Virtual - ABIC - Associação Brasileira de Intercâmbio Cultural - Consultório Dr. Nilton Alves – Piovesani – Radimagem – Jazz Café – Bar da Bel – Tortaria – LilliPut - Le Bistrot - Café Correto - RD-Assessoria Jurídica - Estocke Off - Centro Médico Rubem Rodrigues - Bistrô Torta de Sorvete - Café do Porto - Ponto de Antiguidades - Just Coffee - Z Café - Dublin Irish Pub - A Lenha Pizzaria - Amêndoa - Café Atelier do Pátio - Puppi Baggio – pastas & molhos - Vinhos Giuliano - Usina de Massas - Barbarella Bakery - Tutto Riso - Bistrô da Rua - Vila Madalena - Chopp Stübel – Casa Elétrica – Advogare – Assessoria Jurídica – Tec Líder - Mac Dinhos - Cachorro do Porto - Castanhas Express - Per Tutti Galeto - Sashiburi - Peppo Cucina - Bom Bocado - Churrascaria Laço Aberto - Baumbach Restaurante – Churrascaria Na Brasa - Miau da Cabral - Xis Moita - Opus - La Chiviteria - Se Acaso Você Chegasse - AGEA - Assoc. Gaúcha de Economiários Aposentados - Cine House - Home Theater Automação Residencial - IOF - Telas Gaudi - Intit. de Ortopedia e Fisioterapia - Sapere Audi!Livros - Clínica Odontológica Dr. Nelson Monteiro - English Consultancy - Radicom - Clinica de Diagnóstico Médico por Imagem - SAT Aeroporto Internacional Salgado Filho - SAT Mercado Público do Bom Fim - SAT Mercado Público - SAT Usina do Gasômetro - SAT Linha Turismo – Terminal Linha Turismo - SAT Praia de Belas Shoping - SAT Shopping Bourbon Country - SAT Moinhos Shopping – SAT Shopping Total – FAMURS: Federação das Associações de Municípios do RS - Ritter Hotel - Porto Alegre Ritter Hotel – Novotel - Hotel Deville – Hotéis Continental - Everest Hotéis - Harbor Hotéis - Plaza São Rafael - Plaza Porto Alegre – Rede Versare - Hotel Sheraton Porto Alegre - Big Sisor Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Fotos Secretária de Turismo do Paraguay Por Thamara de Costa Pereira Jornalista Cabo Polônio e Punta Del Diablo Feriado do Trabalhador 1º dia, 28.04.12, sábado – Caxias/Porto Alegre/La Pedrera – Apresentação às 6h para saída às 6h30min em Caxias do Sul (Itália, ao lado da Igreja S. Pelegrino). Porto Alegre, apresentação às 8h20min para saída às 8h50min no estacionamento em frente à rodoviária. Visita à Fortaleza de Santa Tereza. Chegada final da tarde no hotel. 2º. Dia, 29.04.12, domingo – La Pedreira/Cabo Polônio/La Pedrera – Após o café da manhã saída para um Tour no Parque Nacional de Cabo Polônio, para observar as dunas de areia e a colônia de Lobos Marinhos. Retorno ao hotel à tarde. 3° dia, 30.04.12, segunda-feira – La Pedrera/Punta Del Diablo/La Paloma/ Chui – Tour Full Day aos balneários de La Paloma e Punta del Diablo. Chegada no Chui no final da tarde. 4° dia, 01.05.12, terça-feira – Chuy/Porto Alegre/Caxias - Após o café da manhã, visita ao Forte São Miguel. Tempo livre para compras nos Free Shop. Inicio da tarde viagem de retorno. Chegada à noite. A partir de 5 x de R$168,00. Circuito das Missões Internacionais Brasil - Argentina - Paraguai. Programa de 5 dias e 3 noites APOIO: 1º dia, 27.04.12, sexta-feira – Porto Alegre/Caxias do Sul/Missões Apresentação às 21h, para saída às 21h15min no Estacionamento Haudi Park, em frente à rodoviária de Porto Alegre com destino a Caxias do Sul com apresentação as 23h para saída as 23h15min na Av. Itália ao lado Igreja São Pelegrini. Pernoite em transito e viagem para as Missões. 2º dia, 28.04.12, sábado - Santo Ângelo/Encarnación (Paraguai) Recepção em Santo Ângelo e continuidade para São Pedro do Butiá, chegada aproximadamente às 7h, diretamente para o café da manhã (incluído). Visita ao Monumento de São Pedro – Padroeiro do Rio Grande do Sul, com 30 metros de altura, junto ao centro germânico missioneiro. Prosseguindo viagem a Porto Xavier, fazendo a travessia para a Argentina, passando pela Província de Misiones, diretamente a Encarnación – Capital do Departamento de Itapua – Paraguai, tempo almoço (não incluído). Check-in hotel, restante livre para visita ao centro comercial de Encarnación. 3º dia, 29.04.12, domingo - Encarnación/Jesus de Tavarengue/Santíssima Trinidad/Posadas (Argentina) - Café da Manhã. Check-out. Saída para visita a Redução Jesuítica de Jesus de Tavarengue e Santíssima Trinidad – Patrimônio Cultural da Humanidade. Após, travessia para a Argentina, pela Ponte Internacional de Roque Gonzalez de Santa Cruz, chegada em Posadas – Capital da Província de Misiones, diretamente ao Hotel, check-in. Restante livre. 4º Dia, 30.04.12, segunda-Feira - Posadas/San Ignácio/São Miguel das Missões (Brasil) - Café da manhã. Tempo livre para passeios e compras no centro comercial da cidade, localizado próximo ao hotel. Check-out. Visita a Redução Jesuítica de San Ignácio Mini – Patrimônio Cultural da Humanidade. Tempo para almoço (não incluído). Após, saída viagem de retorno ao Brasil, diretamente a São Miguel das Missões, check-in, hotel. Noite: Espetáculo de Som e Luz, com duração de 48 minutos. 5º dia, 01.05.12, terça-feira - São Miguel Das Missões/Santo Ângelo/Porto Alegre/Caxias do Sul - Café a manhã. Check-out. Visita ao Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo – Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, reconhecido pela UNESCO, em 1983. Visita ao Museu das Missões, junto ao Sítio Arqueológico, com suas esculturas e peças guaranis formam uma das mais ricas coleções da arte sacra do Brasil. Visita aos artesanatos. Viagem a Santo Ângelo, tempo para almoço (não incluído). Visita ao centro histórico de Santo Ângelo, como: Catedral Angelopolitana e Museu Municipal. Após, viagem de retorno. A partir de 6X DE R$192,00. Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto Usina do Porto