Sejam todos bem vindos! 1º semestre / 2013 “Conhecer as regras do jogo é metade do caminho para vitória. A outra metade é saber usar as regras.” Nome do Professor: ANDRÉIA BERNARDES Formação: Graduação em Psicologia Especialização em Gestão de Pessoas Especialização em Gestão Acadêmica Mestre em Administração E-mail de contato: [email protected] Apresentação da Disciplina Disciplina: Comportamento Organizacional Unidade: Venda Nova Período Letivo: 1º semestre / 2013 Professor: Andréia Bernardes Carga Horária: 80h/a Horário das Aulas: 3ª e 5ª feira De 21:00 as 22:40 Plano de Ensino Objetivo Geral: Buscar a contribuição da psicologia para o curso de gestão de recursos humanos com o objetivo de fornecer subsídios para que os futuros gestores possam compreender o comportamento humano dentro das organizações, de modo a perceberem as diferenças individuais e coletivas como fundamentais para um processo de gestão que busque a integração do crescimento individual e coletivo com o organizacional Referencial • Bibliografia Básica : – FIORELLI, José Osmir. Psicologia para Administradores: Integrando Teoria e Prática. São Paulo, Atlas, 5ª edição, 2006 – BERGAMINI, Cecilia Whitaker. Psicologia aplicada à administração de empresas: psicologia do comportamento organizacional. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2005. – BOWDITCH, James L.; BUONO, Anthony F. Elementos de comportamento organizacional. São Paulo: Pioneira; Thomson, 2004. • Complementar: – MINICUCCI, Agostinho. Psicologia aplicada à administração. São Paulo: Atlas, 1995. – ROBBINS, Stephen P. Fundamentos do comportamento organizacional. São Paulo: Pearson Education, 2004. NOVO PADRÃO DE AVALIAÇÕES Cálculo através de avaliações oficiais cumulativas e avaliações parciais, na seguinte proporcionalidade: Oficial Cumulativa – A avaliação deverá ser composta de questões objetivas e ou discursivas, com resultados avaliados de 0 (zero) a 10 (dez), compondo 70% (setenta por cento) do valor da nota bimestral, Parciais –poderá ser composta por prova(s), teste(s), simulações, exercícios, aulas práticas, etc.. O resultado da avaliação parcial deverá ser de 0 (zero) a 10 (dez), compondo 30% (trinta por cento) da nota bimestral, Todas as avaliações oficiais serão cumulativas AVALIAÇÕES • Os cursos serão avaliados conforme regime semestral por 2 (duas) avaliações oficiais que juntamente com as avaliações parciais comporão a média bimestral. – Fórmula de cálculo da Nota do Bimestre: Nota do Bimestre = (Avaliação Oficial x 0,7) + (Avaliação Parcial x 0,3) Exemplo : Aluno tirou 5,5 na oficial e 7,3 na parcial Nota do Bimestre (5,5 x 0,7) + (7,3 x 0,3) 3,85 + 2,19 = 6,04 AVALIAÇÕES • As notas obtidas na avaliação de primeiro e segundo bimestres comporão média aritmética, sendo considerado aprovado o acadêmico que obtiver nota igual ou superior a 6 (seis inteiros); – Fórmula de cálculo da Média: Média = (Nota do 1º Bim.) + (Nota do 2º Bim.) 2 1º Bimestre Avaliação parcial 1 = 10 pontos Avaliação oficial 1= 10 pontos Nota do Bimestre=(Avaliação Oficial x 0,7) + (Avaliação Parcial x 0,3) ____________________________________________________ 2º Bimestre Avaliação parcial 2 = 10 pontos Avaliação oficial 2 = 10 pontos Nota do Bimestre=(Avaliação Oficial x 0,7) + (Avaliação Parcial x 0,3) ______________________________________________________ Nota Final = (Nota do 1º Bim.) + (Nota do 2º Bim.) 2 AVALIAÇÕES Não logrando aprovação, o acadêmico deve submeter-se a exame final. A nota do exame final formará média aritmética com a média das notas obtidas do 1o e 2o bimestres, sendo considerado aprovado o acadêmico que lograr média final igual ou superior a 6 (seis inteiros); – Fórmula de cálculo da Média após Exame FinalMédia = (Média das notas do 1º e 2º. Bimestre) + (Nota do Exame Final) 2 AVALIAÇÕES • Segunda Chamada – Quando houver motivo justo, o aluno terá o direito de realizar a segunda chamada, que será gerada automaticamente pelo sistema; • Aprovação e dependência – Será considerado reprovado o acadêmico que obteve média inferior a 4 (quatro inteiros)na média aritmética do semestre. Também assim será considerado aquele que, submetendo-se a exame final, não obtiver resultado final igual ou superior a 6 (seis inteiros). • Avaliações somente individuais! 1º Semestre - 2013 FEVEREIRO D S T Q MARÇO Q S S 1 2 D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 24 25 26 27 28 29 30 S T 31 ABRIL D MAIO S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 D 4 8 9 10 11 12 13 5 6 7 8 9 10 11 15 16 17 18 19 20 12 13 14 15 16 17 18 22 23 24 25 26 27 19 20 21 22 23 24 25 28 29 30 26 27 28 29 30 31 D S T D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 Q JULHO Q S S 2 3 4 5 6 7 8 7 8 9 10 11 12 13 9 10 11 12 13 14 15 14 15 16 17 18 19 20 16 17 18 19 20 21 22 21 22 23 24 25 26 27 23 24 25 26 27 28 29 28 29 30 31 Início das aulas Fim do período letivo Feriado / Recesso Realização de provas Oficiais 1 Avaliação ED (on-line) Realização de provas Oficiais 2 Realização de provas 2º chamada Apresentação de Projetos (PIP) Realização de Exame Especial Aula inaugural para alunos calouros Avaliação oficial disciplina interativa Para avaliações OFICIAL 1 obedeceremos a seguinte escala: 2ª feira: Avaliação da disciplina do primeiro horário de 2ª e 4ª 3ª feira: Avaliação da disciplina do primeiro horário de 3ª e 5ª 4ª feira: Avaliação da disciplina do segundo horário de 2ª e 4ª 5ª feira: Avaliação da disciplina do segundo horário de 3ª e 5ª 6ª feira: Avaliação das disciplinas de sexta-feira No caso do bacharelado, basta seguir o próprio dia da aula da disciplina Para avaliações OFICIAL 2 obedeceremos a seguinte escala: 4ª feira: Avaliação da disciplina do primeiro horário de 2ª e 4ª 5ª feira: Avaliação da disciplina do primeiro horário de 3ª e 5ª 6ª feira: Avaliação das disciplinas de sexta-feira 2ª feira: Avaliação da disciplina do segundo horário de 2ª e 4ª 3ª feira: Avaliação da disciplina do segundo horário de 3ª e 5ª No caso do bacharelado, basta seguir o próprio dia da aula da disciplina Para avaliações de segunda chamada, obedeceremos a seguinte escala (tecnólogo e bacharelado): 1º dia: Avaliação das disciplinas de 2ª, 4ª e 6ª 2º dia: Avaliação das disciplinas de 3ª e 5ª 4) S 3 7 30 3) S 2 21 1 2) Q 1 14 JUNHO 1) Q Para exames finais, obedeceremos a seguinte escala (tecnólogo e bacharelado): 1º dia: Avaliação das disciplinas de 3ª e 5ª 2º dia: Avaliação das disciplinas de 2ª, 4ª e 6ª CRONOGRAMA DE AVALIAÇÕES • OFICIAL 1 Data: 18/04 • PARCIAL 1 - Data: até 01/04 • OFICIAL 2 - Data: 25/06 • PARCIAL 2 - Data: até 10/06 • 2º chamada: 01 e 02/07 • Exame Especial: Data: até 09 e 10/07 Avaliações parciais: Agendados durante o semestre. Trabalhos entregues fora do prazo terão redução de notas: Até 1 semana = 75% Até 2 semanas= 50% Após 2 semanas = de acordo com critério do professor e coordenação Frequência • Conforme a LDB (Lei 9.394/96) é permitido ao aluno faltar até: • 25 % da carga horária. Ou seja, • 60 horas/aulas x 25% = 15 ou seja, • 15 Faltas = 7,5 Dias Faltosos (aulas de 1 horário). • Nas aulas gemidas (nos 2 horários) como a nossa = 3,75 dias • Não existe abono de faltas; • Faltas acima do permitido é motivo para reprovação, mesmo que o aluno obtenha média 6. Conduta Geral e Outros Cuidados • Disponibilização de material e avisos: – Via sistema; • Uso do celular e notebooks: – Celulares: em horário de aula deixar no silencioso e atender no corredor; em horários de avaliação desligar. – Notebooks: acordar previamente com o professor. – Gravações: apenas com autorização do professor. • Chamadas e tratamento da frequência: – No início e no final das aulas • Preparação para as avaliações: -Através do material disponibilizado, bibliografia básica. principalmente a A disciplina tem como objetivo conhecer instrumentos da psicologia aplicados à gestão de pessoas dentro de ambientes organizacionais, em especial, relacionados à administração...à Gestão de Pessoas. 1. A psicologia – Com o passar do tempo, o campo de estudo da psicologia foi se delimitando em torno do seu objeto de estudo – o comportamento. – Independente dos diversos aspectos estudados pela psicologia (consciência, personalidade, inconsciente) todos se expressam no comportamento; – Não é possível dissociar a pessoa do seu comportamento. 1.1 Psicologia Organizacional – Considera-se comportamento toda e qualquer ação: pensar, andar, odiar, falar, escrever, administrar, correr, estudar, aprender, trabalhar, esquecer... – A psicologia busca compreender: por que uma pessoa comporta-se de uma maneira e não de outra? Psicologia Organizacional – Identificando-se as variáveis que controlam os comportamentos humanos, aumenta-se a possibilidade de interferir sobre elas e dar rumos mais adequados à vida das pessoas e das organizações; - A área da psicologia que se aplica ao gerenciamento de pessoas é a psicologia organizacional, que tem por objetivo a utilização dos princípios científicos do comportamento humano nas organizações. Psicologia Organizacional – Um dos aspectos do comportamento humano, cujo estudo mais tem sido incentivado na atualidade, é aquele que procura compreender como as pessoas vivem e resolvem seus problemas dentro do seu contexto de trabalho (motivação, liderança, emoções, trabalho em equipe, qualidade de vida no trabalho...); - São as pessoas que fazem com que os objetivos organizacionais sejam ou não atingidos. – A gestão de pessoas volta-se a toda e qualquer pessoa que dirige outras pessoas, independente da área (marketing, recursos humanos, logística, hospitalar, comercial), do tipo de organização (família, escola, hospitais, empresas) e do cargo de comando (pai, supervisor, gestor, encarregado, chefe); - A psicologia, com suas técnicas e práticas, é a ciência que auxilia a gestão de pessoas capacitando o gestor a lidar com as pessoas e atingir os objetivos organizacionais. Em toda atividade humana, qualquer pessoa, em determinados momentos, gerencia alguém. Os pais gerenciam filhos; os professores, os alunos; os vendedores seus clientes e, nas organizações, as redes de comando apontam quem gerencia quem. 1.2 A psicologia como ciência – A psicologia não aceita “conclusões mágicas”, ou seja, aquelas baseadas em opiniões, fantasias, argumentações, idéias favoritas, “teorias”; Não são válidas observações como estas: – Na minha opinião, este empregado é muito emotivo; – Eu acho que para resolver a questão dos atrasos é melhor punir; – Pela minha experiência, as pessoas altas são tímidas. A psicologia como ciência A contribuição que a psicologia pode oferecer às empresas é introduzir o método científico como base para estabelecer decisões que facilitem o estudo do comportamento humano. A psicologia como ciência Método científico = processo por meio do qual obtemos respostas para nossas perguntas; Método científico = estuda problemas solucionáveis; Problema solucionável = Apresenta solução depois da pesquisa A psicologia como ciência – Qual o motivo que leva uma criança a chupar o dedo? – Por que os discos voadores descem em Goiás e não em São Paulo? – Qual problema pode ser trabalhado pelo método científico? Por quê? A psicologia como ciência • Problemas solucionáveis • Método científico • Observação Experimentação A psicologia como ciência – O que é psicologia? – O que fazem os psicólogos? – Que papel desempenha a psicologia numa organização? Psicologia = ciência do comportamento humano. Os psicólogos estudam vários aspectos do comportamento – Problemas de aprendizagem; – Diferenças entre as pessoas; (habilidades, inteligência, personalidade, interesses) – Ajustamento de pessoas (ajustamento emocional, problemas de comportamento) – Problemas de motivação; – Comportamento humano na organização ; (seleção, motivação, eficiência) social e Como ciência, a psicologia desenvolve conceitos explicativos Identificação •Conceitos explicativos Descrição Observação Quais os fatos exigem identificação, descrição e observação? - Fatos são eventos (acontecimentos) que diversos observadores, em diferentes tempos e lugares, podem ver e sentir de forma semelhante quando são tratados da mesma forma; A observação em psicologia Deve ser planejada; Deve responder às seguintes perguntas: O que observar? Quando observar? Como observar? Onde observar? Estudo da Psicologia Aplicada O Estudo da Psicologia na Administração/Gestão focaliza o comportamento humano no ambiente organizacional e objetiva proporcionar uma visão sistêmica de fatores capazes de afetá-lo, valendo-se a Psicologia enquanto ciência dedicada ao seu estudo. Neste sentido, pode se destacar alguns dos objetivos deste estudo: Estudo da Psicologia Aplicada o Transmitir conhecimentos sobre Psicologia, úteis ao gerenciamento de pessoas; • Capacitar o administrador/gestor a reconhecer fatores, que influenciam o comportamento humano e possibilidades de atuação,utilizando o profissional de Psicologia, para obter maior eficiência e eficácia; • Integrar conceitos que favorecem a visão sistêmica de assuntos ligados à aplicação da Psicologia nas Organizações. O que é Psicologia? É a ciência que estuda o comportamento humano e os processos mentais com o objetivo de “entender por que as pessoas pensam, falam e agem da maneira que o fazem”. Aplicações da Psicologia na Administração • Comportamento das pessoas em diferentes situações de trabalho. • Efeitos das condições de trabalho sobre o desempenho. • Alterações em desempenho e relações interpessoais ocasionadas pela presença, no ambiente de trabalho, de profissionais com transtornos mentais. Aplicações da Psicologia na Administração • Aspectos psicológicos relacionados com seleção e desenvolvimento de pessoas; • Relações interpessoais no ambiente de trabalho; • Questões ligadas à liderança, à motivação e ao trabalho em equipe. Objetivos da Psicologia • A Psicologia como ciência, possui quatro objetivos principais: desenvolver, explicar, predizer e modificar o comportamento. Principais áreas de atuação • Psiquiatria • Psicanálise • Psicologia Psiquiatria É uma especialização da medicina voltada ao tratamento do transtorno mental. Psicanálise Método de investigação que consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias de um sujeito. Contribuição da Psicologia na Gestão de Pessoas • Vasta gama de possibilidades para a utilização da Psicologia voltada para a Administração, objetivando ganhos de produtividade e melhorias na qualidade de vida nas Organizações. • Ações efetivas relacionadas a trabalhos em equipes, redução de conflitos, ajuste do profissional às condições de trabalho, seleção, adequação e desenvolvimento de pessoas. Contribuição da Psicologia na Gestão de Pessoas • Visão holística do homem em seu ambiente, considerando aspectos socioculturais, além dos inerentes ao indivíduo, sua formação e seus valores. • Conceitos que se ajustam às modernas técnicas de Gestão de Pessoas, contribuindo para a eficiência e eficácia das Organizações. 1.3 Perspectivas atuais em psicologia • • • • Visão Behaviorista; A Gestalt; Visão humanista; Visão psicanalítica. Visão behaviorista Nosso objetivo: 1- Apontar a importância da definição precisa do comportamento; 2- Apresentar os conceitos básicos da escola behaviorista; 3-Descrever o condicionamento clássico e operante; 4-Mostrar o controle do comportamento por meio do reforço positivo, da extinção, da punição e do reforço negativo; 5- Mostrar a formação de hábitos; 6- Apontar a utilização do behaviorismo na liderança e no poder. Visão behaviorista – O controle do comportamento dos liderados por meio de recompensas e punições largamente usadas pelas organizações e lideranças é estudado pelo behaviorismo. -Os comportamentos humanos, assim como a personalidade, são frutos de aprendizagem. Ex: um gerente pode ter aprendido a ser arrogante presenciando o modo como seus pais tratavam os empregados em casa e obtinham controle sobre eles. Visão behaviorista – A palavra inglesa behavior significa comportamento, conduta. – Segundo essa teoria psicológica, os comportamentos dos indivíduos devem ser observados e medidos. – O estudo do comportamento é uma ciência, portanto deve ser um estudo objetivo. Ex1: “A bondade é um estado de espírito que rói por dentro e me amargura”; Você está comunicando um processo introspectivo. Ex2: Você observa uma pessoa e pergunta porque ela está chorando. Ela lhe diz: “Meu namorado viajou para fazer intercambio e só voltará daqui a seis meses”. Visão behaviorista – No caso da bondade há uma introspecção – rói por dentro. É um sentimento particular, interpretativo, privativo. – No segundo caso o comportamento é observável – partida de uma pessoa e choro. – O behaviorismo desenvolveu o estudo do estímulo (S) e da resposta (R). Por isso também é chamado de psicologia S-R; – Um evento psicológico, neste ponto de vista, começa com um estímulo e termina com uma resposta; Ex: uma lâmpada acende repentinamente no seus olhos e suas pupilas se contraem. Teremos: Evento = lâmpada que acende; Estímulo (S) = luz (sempre vem do meio externo) Resposta = pupilas se contraem - Esse é um comportamento observável e mensurável; Visão behaviorista – Trabalha com definições claras e detalhadas dos comportamentos. Ex:Não basta dizer ao colaborador que ele deve dar atenção ao cliente. É preciso dizer quais são os comportamentos que ele deve emitir para atingir o objetivo proposto. olhar nos olhos do cliente, sorrir, perguntar o que o cliente está procurando. – Devem-se descrever comportamentos observáveis que demonstrem que o colaborador está dando atenção ao cliente; – A descrição detalhada de comportamentos esperados é fundamental para o trabalho diário, em treinamentos, programas de socialização, avaliação de desempenho, enfim em tudo que cerca as pessoas dentro das organizações. Visão behaviorista Condicionamento “Substancial parte das atividades do cotidiano é realizada sem que a pessoa se dê conta de que as realiza e perceba o motivo pelo qual procede desta ou daquela maneira. A esse fenômeno denomina-se condicionamento” (Malhadas JR; Fiorelli; Moraes, 2004, p.140). Visão behaviorista Condicionamento – A base do condicionamento é a repetição do comportamento; – Pela repetição os comportamentos tornam-se automáticos; – A repetição é responsável pela formação de hábitos; – Pode ser clássico ou operante; – Surge em 1910 com Pavlov; – Estudava o aparelho digestivo de cães; – Quando o alimento era oferecido ao cão, ele salivava (reflexo natural para espécie); – Certo dia percebeu que o cão salivou antes que fosse apresentado o alimento; Visão behaviorista Condicionamento Clássico Exemplos: – Aprendizagem de um programa de computador (pareamento de estímulos e muita repetição até que o usuário utilize o programa automaticamente); – Propaganda que associam pessoas bonitas ao produto; – Uma pessoa que passa a ficar mais próxima de outra que tem a apreciação do grupo para que a afeição seja transferida a ela; Visão behaviorista Condicionamento Operante -Definição: É o condicionamento baseado nas consequências dadas após a emissão de um comportamento que o levará a se repetir ou não; - Ex: Se falando alto a pessoa tem atenção do grupo, ela continuará falando alto. Se for repreendida ou não receber atenção quando falar alto, ela deixará de emitir tal comportamento. • Este tipo de comportamento é chamado de operante porque o comportamento de uma pessoa opera transformação no ambiente e o ambiente opera uma transformação na pessoa; 3 Visão behaviorista Condicionamento Operante -Ex: Quando a professora inicia a aula, a conversa cessa imediatamente. A professora operou uma mudança no comportamento dos alunos que a aguardavam. A aula começou e, no meio da explicação da professora, a coordenadora entrou na sala. Imediatamente a professora para de falar para que a coordenadora possa dizer o motivo da sua chegada. A coordenadora provocou (operou) uma mudança no comportamento da professora. 3 Visão behaviorista Condicionamento Operante Esta teoria busca estudar as consequências aplicadas aos comportamentos que levam a sua repetição ou não; Com isso criam-se condições que permitem a compreensão, o controle, a manipulação e a manutenção de um comportamento. – relacionadas ao comportamento são: reforço positivo, extinção, reforço negativo e punição. – Reforço: Qualquer estímulo vindo do ambiente externo que aumenta as chances de um comportamento tornar a se repetir. 3 Visão behaviorista Reforço Positivo - É qualquer estímulo (percebido como agradável) que, aplicado após a emissão de um comportamento, aumenta a probabilidade desse comportamento continuar acontecendo; • Ex: Ouvimos uma pessoa porque ela está com os olhos fixos em nós ou o conteúdo da sua fala é interessante. Os olhos fixos e o conteúdo são estímulos externos reforçadores. Outros estímulos reforçadores:elogios, admiração, reconhecimento, dinheiro, notas, atenção, desafios, sorriso, prestígio... 3 Visão behaviorista Reforço Positivo – As pessoas entram nas organizações porque desejam atender aos seus objetivos pessoais, que estão ligados às suas necessidades pessoais (fisiológicas, segurança, sociais, status...) – Se não visualizam o alcance desses objetivos, perdem o interesse em permanecer e contribuir. – Dessa forma é primordial que os gestores estabeleçam sistemas de recompensa (reforço positivo) atrelados ao cumprimento dos objetivos organizacionais; – O funcionário deve perceber que seus objetivos pessoais podem ser alcançados se o seu desempenho atingir os objetivos organizacionais. 3 Visão behaviorista Reforço Positivo O gestor que deseja que seus funcionários trabalhem com eficiência deve providenciar para que o comportamento deles seja reforçado convenientemente, não somente com salários (um mês ou quinze dias é muito tempo), mas também com adequadas condições de trabalho, elogios, reconhecimento, participação nas decisões. Os estímulos devem ser escolhidos levando-se em consideração o que de fato é reforçador para o funcionário e o comportamento que o gestor deseja desta pessoa para lhe dar o estímulo. A satisfação obtida pela pessoa funcionará como reforço positivo para novo desempenho. 3 Visão behaviorista Uso do condicionamento clássico simultaneamente ao condicionamento operante -Nas organizações o reconhecimento, valorização, admiração, prêmios por metas cumpridas, participação nos resultados, bônus por desempenho, aparição em jornais internos da empresa, bolsas de estudos e outros benefícios funcionam como estímulos reforçadores e apresentam resultados sobre o controle de comportamentos. 3 Visão behaviorista Extinção -Refere-se a retirada dos estímulos que estejam controlando o comportamento; -Ao retirá-los o comportamento deixa de ser reforçado; - O objetivo é eliminar o comportamento; -O tempo que levará para que o comportamento seja eliminado dependerá da história e do valor do reforço que mantinha o comportamento; 59 Visão behaviorista Extinção -Ex: João enviava e recebia todos os dias e-mails de Maria. Depois de certo tempo, Maria deixou de responder aos e-mails de João. Ele tentou por algum tempo, mas sem sucesso, até que deixou de enviar e-mails para Maria. O reforço para que João enviasse o e-mail (a resposta de Maria) foi extinto, eliminando aos poucos o comportamento de João. 60 Visão behaviorista Punição – É a aplicação de um estímulo indesejável com o objetivo de eliminar um comportamento inadequado; – Multas, demissões ou qualquer outra penalidade são estímulos indesejáveis que têm por objetivo eliminar comportamentos inadequados; – Recorre-se à punição quando se critica, ridiculariza, acusa ou ataca fisicamente uma pessoa, com o objetivo de eliminar o comportamento indesejável. – A punição pode eliminar o comportamento indesejado, mas não estimula os comportamentos desejáveis e pode gerar outros comportamentos indesejados; 61 Visão behaviorista Reforço Negativo – É a retirada de um estímulo indesejável com a finalidade de aumentar a repetição de um comportamento desejado; – Ex:Não trabalhar aos sábados se a produtividade aumentar; – Se Maria chegar pontualmente, poderá ser transferida de departamento, já que odeia o departamento em que trabalha. 62 Formação de hábitos e rituais -Começa desde o nascimento por meio do estabelecimento de uma rotina: horário para dormir, alimentar-se, higiene... -A repetição de comportamentos (escovar os dentes após as refeições, comer com talheres) cria os hábitos; -A formação de hábitos muitas vezes vem cercada de rituais; Rituais -São caracterizados pela repetição, mas diferenciam-se do hábito quando atribuem uma dimensão simbólica a tal repetitividade; -Dentro da organização são importantes porque são o meio pelo qual o grupo se reafirma periodicamente, além de serem imprescindíveis na transmissão da cultura da organização, pois expressam e reforçam seus valores. 3 Perspectivas atuais em psicologia: A Gestalt Descrever os conceitos básicos da psicologia da gestalt e sua contribuição na gestão de pessoas e nas relações humanas; 2 Gestalt Introdução – A gestalt é uma escola de psicologia que nasceu na Alemanha; – Seus estudos baseiam-se na percepção e na sensação dos movimentos, em que um estímulo físico (realidade objetiva) é percebido pela pessoa diferente do que ele é (realidade percebida); 3 Gestalt Introdução – Pressupostos: a) para minimizar a distância entre a realidade objetiva e a realidade percebida, as coisas precisam ser vistas na totalidade; b) O todo é maior e diferente do que a soma das partes (as partes juntas não formam o todo); – Ex: Cada departamento da organização tem uma característica própria que dá a ele uma personalidade; – Esta personalidade departamental não é decorrente da soma da personalidade de cada elemento do grupo; – As individualidades que compõem o grupo não representam o que o grupo é de fato. 4 Gestalt Seus conceitos fundamentais para a compreensão do todo são a figura e o fundo e a relação entre os dois - Figura = Foco da atenção. São elementos que se destacam num objeto, situação, pessoa ou acontecimento; - Ex: Prestamos atenção na fala de alguém (figura) quando estamos interessados no conteúdo que este alguém está falando. - Fundo= É a percepção global. São elementos que estão presentes no contexto, mas que são desprezados, embora façam parte do contexto e são necessários para a compreensão do todo; 6 Gestalt Exemplo - Quando o funcionário chega na empresa, esta passou a ser sua percepção global (ou fundo). Este fundo é composto pela decoração, limpeza, arrumação, equipamentos, sons, pessoas, cheiros, etc. - A figura, neste caso, será determinada pelos fatores que estão influenciando a percepção do funcionário naquele momento, como necessidades, interesse Ex: Se necessita de uma informação, o mural de informações passa a ser a figura e o restante o fundo. 8 As leis da gestalt - Figura e fundo = Vaso-face de Rubin - Fonte:http://www.psicologia.freeservers.com/ilusoes/rubin.html 9 As leis da gestalt Figura e fundo = 10 Gestalt Figura e Fundo - A Dinâmica figura e fundo não se apresenta de forma tão simples. A mesma poderá sofrer algumas perturbações em decorrência de relacionamentos mal resolvidos, sentimentos, deixando, desta forma, a gestalt aberta. Se essas situações são mantidas como fundo, a pessoa fica bloqueada com um “ponto cego”, caso essas mesmas situações não possam tornar-se figuras. 11 Importância da relação figurafundo nas relações humanas – Os conflitos originam-se porque o que é figura (importante) para uma pessoa (departamento, grupo, organização) não é para outra; Ex: Numa reunião, o gestor de logística está focado na necessidade de novos equipamentos, enquanto o gestor financeiro está preocupado com a falta de dinheiro e o comercial com as necessidades de novos produtos para crescer. Um não consegue entender o outro porque estão com focos diferentes (figura) e desprezam os argumentos do outro (fundo); 12 Importância da relação figurafundo nas relações humanas – Na comunicação: Pela tendência de perceber as coisas em partes, as pessoas desprezam partes importantes da comunicação, fazendo uma filtragem daquilo que interessa. – No exemplo anterior, o gestor financeiro pode ter dito que não tem dinheiro para investir e o de logística entendeu que o financeiro não quer investir em novos equipamentos. Na filtragem, os termos “falta de dinheiro” foram desprezados. – Nas tomadas de decisão: A maneira como uma situação é percebida influi diretamente na tomada de decisão. As pessoas decidem conforme o que estabelecem como figura; 14 Importância da relação figurafundo nas relações humanas – Ex: Uma empresa desenvolveu um projeto de exportações de sapatos para a Índia. Enviou dois vendedores a pontos diferentes daquele país, para que levantassem o potencial de mercado. O primeiro vendedor enviou o seguinte fax para a diretoria da empresa: “Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos”. Sem ter conhecimento desse fax, o segundo enviou o seu: “Senhores, tripliquem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui, ninguém usa sapatos ainda”. 16 Importância da relação figurafundo nas relações humanas – É tarefa do gestor identificar o que é figura numa situação ou negociação importante; – O que entrará no processamento de informações será a figura. O que ficará de fora, o fundo; – A partir daí poderá elaborar estratégias para manipular a percepção de funcionários e clientes através da manipulação da figura, ou seja, mudando o foco de atenção; 17 Importância da relação figurafundo nas relações humanas – Exemplos: – Tirar o foco das demissões para investimentos; – Denominação de cargos e processos: Vendedor consultor; – Arranjos do ambiente físico para manipular a percepção do cliente ambiente = qualidade dos serviços prestados; 18 Psicologia Humanista – A psicologia humanista surge como reação ao determinismo dominante em algumas correntes teóricas da psicologia. – O ser humano está sempre em busca da autonomia, qualquer que seja a situação imposta pelo ambiente exterior, desde que esteja livre da dominação de necessidades inferiores como as necessidades fisiológicas e de segurança; – Os expoentes desta linha psicológica são Carl Rogers, com sua abordagem centrada na pessoa, e Abraham Maslow com a hierarquia das necessidades, na qual ele considera que as pessoas passam por fases da vida onde buscam determinadas necessidades. 3 Psicologia Humanista – A Psicologia Humanista é centrada na pessoa e não no comportamento; – Visa à compreensão e ao bem-estar da pessoa não o controle; – Segundo esta concepção, a psicologia não seria a ciência do comportamento, seria a ciência da pessoa. – Caracteriza-se também por uma crença nas responsabilidades do indivíduo e na sua capacidade de prever que passos o levarão a um confronto mais decisivo com sua realidade; – Segundo esta teoria, o indivíduo é o único que tem capacidade para conhecer a totalidade da dinâmica de seu comportamento e de descobrir comportamentos mais apropriados para si. 5 Psicologia Humanista – Segundo Rogers "todo indivíduo vive num mundo de experiência no qual é o centro. Esse mundo inclui eventos, percepções, sensações e impactos dos quais a pessoa não toma consciência, mas poderia tomar se focalizasse a atenção nesses estímulos. É um mundo particular e pessoal que pode ou não corresponder à realidade objetiva". Segundo esta concepção, a atenção que o indivíduo focaliza em um certo evento é determinada pelo modo como cada um percebe o seu mundo, não na realidade comum. Deste modo, o indivíduo não reage a uma realidade absoluta, mas a uma percepção pessoal dessa realidade. Essa percepção é para cada um sua realidade e relacionase à necessidade do indivíduo 7 Psicologia Humanista – Ênfase no valor intrínseco do indivíduo, no potencial humano e nas diferenças individuais; – A criatividade é a tendência para atualizar-se e concretizar suas potencialidades; – Habilidade para viver o momento presente; – A personalidade humana tende para a saúde e o bem-estar; – Desde que existam condições básicas que atuem como facilitadoras como a consideração (atitude de aceitação sem julgamento), a empatia (sentir e pensar “com”) e a congruência (transparência); – O ser humano é criativo, auto reflexivo, escolhe e decide; 9 Psicologia Humanista -Adoecimento por bloqueio de elementos saudáveis; -Medo relaciona-se à dificuldade de assumir responsabilidades ajudar as pessoas a crescerem e a entenderem a si próprias; - A criatividade existe de forma latente em todos os indivíduos esperando uma oportunidade para manifestar-se. É preciso que os gestores despertem as potencialidades criativas nos funcionários, de modo a não gerar pessoas conformistas e acomodadas; -Como? Fornecendo elementos para que as pessoas possam pensar, analisar, criticar e criar. 11 Psicanálise – Todo comportamento tem uma intenção e é motivado por um impulso; – Os comportamentos possuem um simbolismo e podem querer dizer muito mais do que aparentam; – Toda a teoria Freudiana tem suas bases no inconsciente; – Comportamentos que a pessoa não consegue entender, nem explicar ou atos que parecem ter ocorrido por acaso estão relacionados com situações vivenciadas no passado, muitas delas na infância. 3 Psicanálise – Esses fatos foram retirados da consciência, pois traziam conflito e sofrimento, e, embora ocorridos no passado e sem acesso à consciência, interferem no comportamento presente. – Em muitas situações de trabalho os afetos (medo, desejo, agressividade, expectativa) determinam o comportamento da pessoa; – Os desejos e frustrações são manifestados de alguma maneira, podendo causar situações de difícil manejo nas organizações. 5 Psicanálise Níveis da vida mental -Consciente: Nível em que temos acesso às informações. Refere-se aos acontecimentos que estão se processando e que a pessoa toma conhecimento de imediato, estão sob o seu domínio; -Pré-consciente: As informações são de fatos que já aconteceram, mas são de fácil acesso. São informações trazidas à consciência por meio da memória. Inconsciente: É o local em que estão depositadas as experiências infantis, os desejos inadmissíveis, as frustrações. Esses elementos não têm acesso direto à consciência, mas interferem no comportamento. 7 Psicanálise Princípio da repressão ou censura - Ex: muitas vezes “esquecemos situações”. Este “esquecimento” não é devido a falhas de memória, mas é o resultado de uma força inibidora que mantém afastados da consciência os conteúdos psíquicos desagradáveis; - Nosso processo psíquico tem uma espécie de censura que reprime tudo que nos é desagradável ou que possa nos trazer conflito e sofrimento. Por que esquecemos (ou trocamos) o nome do chefe em uma reunião? Por que você não se lembrou de ir à reunião programada para quarta – feira? Por que você se prepara para uma apresentação ou entrevista e diante da primeira pergunta não sabe o que dizer? (branco) 9 Psicanálise Mecanismos de defesa -Forças compensatórias que procuram equilibrar o indivíduo em relação a uma vida normal; a) Deslocamento: Você já deve ter visto um funcionário esmurrar uma mesa. A quem estará dirigindo essa agressão? -Mudança na forma da resposta, mas a intenção continua sendo a mesma. Tendência que é transferida para outras vias, satisfação modificada dos impulsos e desejos; 11 Psicanálise Mecanismos de defesa b) Catitimia: Ação que as tendências afetivas exercem sobre a percepção da realidade. O indivíduo enxerga por meio de “óculos” e a cor da sua lente é que determina a cor da realidade.Ex: Dificuldade de ver defeitos na pessoa amada. c) Projeção: O indivíduo coloca para fora(em outras fontes de origem) as tendências que não pode admitir em si mesmo; -Livra o indivíduo da responsabilidade de seus atos; -Pode haver troca de afetos. Ex: desejo medo. Ex: O desejo de viver muito cria o medo da morte; o desejo de conquistar se transforma no medo da rejeição. 12 Psicanálise Mecanismos de defesa d)Racionalização: Função autocompensadora que consiste em criar justificativas, desculpas socialmente aceitas; Os pretextos são considerados razão e o indivíduo se tranquiliza. e) Holotomia: Quando a pessoa não consegue obter o que muito deseja, promete a si mesmo um bem maior, no futuro, trabalhando com a fantasia. Assim o indivíduo consegue afastarse da realidade exterior e compensar, na fantasia, todos os sofrimentos; Ex: “Foi melhor assim. Se eu tivesse ficado na organização poderia estar infeliz.” / “O céu é o lugar dos justos” 14 Desenvolvimento Humano • O estudo do desenvolvimento do ser humano constitui uma área do conhecimento da Psicologia que concentram-se no esforço de compreender o homem em todos os seus aspectos, englobando fases desde o nascimento até o seu mais completo grau de maturidade e estabilidade. Tal esforço, conforme mostra a linha evolutiva da Psicologia, tem culminado na elaboração de várias teorias que procuram reconstituir, a partir de diferentes metodologias e pontos de vistas, as condições de produção da representação do mundo e de suas vinculações com as visões de mundo e de homem dominantes em cada momento histórico da sociedade. O desenvolvimento humano • O desenvolvimento humano refere-se ao desenvolvimento mental e ao crescimento orgânico. O desenvolvimento mental é uma construção contínua. Estas são as formas de organização da atividade mental que vão-se aperfeiçoando e se solidificando até o momento em que todas elas. Algumas dessas estruturas mentais permanecem ao longo de toda a vida. • A importância do estudo do desenvolvimento humano Esse estudo é compreender a importância do estudo do desenvolvimento humano. Estudar o desenvolvimento humano significa conhecer as características comuns de uma faixa etária. Planejar o que e como ensinar implica saber quem é o educando. Existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, próprias de cada faixa etária. Fatores que influenciam o desenvolvimento humano • Hereditariedade – a carga genética estabelece o potencial do indivíduo, que pode ou não desenvolver-se. A inteligência pode desenvolver-se de acordo com as condições do meio em que se encontra. • Crescimento orgânico – refere-se ao aspecto físico. • Maturação neurofisiológica – é o que torna possível determinado padrão de comportamento. • Meio – o conjunto de influências e estimulações ambientais altera os padrões de comportamento do indivíduo. Aspectos do desenvolvimento humano • Aspecto físico-motor - refere-se ao crescimento orgânico, à maturação neurofisiológica. Ex.: A criança que leva a chupeta à boca. • Aspecto intelectual – é a capacidade de pensamento, raciocínio. Ex.: A criança de 2 anos que usa um cabo de vassoura para puxar um brinquedo que está em baixo de um móvel. • Aspecto afetivo-emocional – é o modo particular de o indivíduo integrar as suas experiências. A sexualidade faz parte desse aspecto. Ex.: A vergonha que sentimos em algumas situações. • Aspecto social – é a maneira como o indivíduo reage diante das situações que envolvem outras pessoas. Ex.: Quando em um grupo há uma criança que permanece sozinha. Não é possível encontrar um exemplo “puro”, porque todos estes aspectos relacionam-se permanentemente. HABILIDADES • É a capacidade de um individuo de desempenhar diversas tarefas em uma função. • HABILIDADES INTELECTUAIS: necessária para desempenho de atividades mentais. • HABILIDADES FÍSICAS: Necessária para a realização de tarefa que exijam resistência, agilidade, força ou características semelhantes. ADEQUAÇÃO ENTRE TRABALHO E HABILIDADE • Habilidades específicas necessárias para o bom desempenho de uma função dependem dos requisitos das tarefas. • Quando as habilidades estão acima do necessário, o funcionário pode ter sua satisfação prejudicadas e sentir-se frustrados pelas limitações de seu trabalho. APRENDIZAGEM • Qualquer mudança relativamente permanente no comportamento, que ocorra como resultado de uma experiência. • Esclarecimento: mudança pode ser boa ou má do ponto de vista organizacional. TEORIAS DA APRENDIZAGEM • Há três teorias que explicam o processo pelo qual adquirimos padrões de comportamento: • Condicionamento clássico • Condicionamento operante • Aprendizagem Social Condicionamento clássico Condicionamento clássico • Um tipo de condicionamento no qual um indivíduo responde a algum estímulo que originalmente não produziria tal resposta. Ex.: condicionamento do cão por Pavlov Condicionamento operante • Um tipo de condicionamento em que um comportamento voluntário desejável conduz a uma recompensa ou evita uma punição. Ex.: Vendas e comissão Aprendizagem Social • As pessoas podem aprender tanto pela observação como pela experiência. Ex.: Profissões que são aprendidas e passadas de pai p/ filhos Profissões que são aprendidas nas faculdades. MODELAGEM: UMA FERRAMENTA GERENCIAL • Reforço sistemático de cada uma das etapas que conduzem o individuo para mais perto da resposta desejada. Ex.: funcionário que só chega atrasado, qdo chega mais cedo reforçar o comportamento. • São quatro, os métodos de modelagem do comportamento: Reforço positivo, negativo, punitivo e extinção. PERSONALIDADE • Nosso comportamento é moldado de alguma forma por nossa personalidade. • Algumas pessoas são calmas, passivas outras agressivas e agitadas....algumas melhor adaptáveis outras não.... O que é personalidade? • É a soma total das maneiras como uma pessoa reage e interage com as demais. • Refere-se ao crescimento e desenvolvimento de todo sistema psicológico de um indivíduo. O que determina a personalidade? • Hereditariedade • Ambiente • Situação Hereditariedade • São fatores determinantes na concepção • A abordagem hereditária argumenta que a explicação definitiva para a personalidade de um individuo está na estrutura molecular. Ex.: Gêmeos criados separados, fundamentos genéticos do comportamento e temperamento humano entre crianças pequenas e coerência na satisfação individual com o trabalho. Ambiente • Um dos fatores de formação da personalidade estão na cultura como fomos criados, condições de infância, normas vigentes na nossa família, amigos, grupos sociais, e outras que experimentamos • O ambiente tem um papel importante na formação da personalidade, a cultura estabelece normas, atitudes e valores passados de geração para geração. Situação • Fator que pode influenciar os efeitos da hereditariedade e do ambiente sobre a personalidade. • As demandas variáveis de diferentes situações trazem à tona diferentes aspectos da personalidade do indivíduo. Traços de personalidade • Características importantes que podem descrever o comportamento de uma pessoa. • Quanto mais consistentes as características e quanto maior a freqüência com que ocorrem em situações diversas, maior a importância destes traços para a descrição do indivíduo. ALCANÇANDO ADEQUAÇÃO DA PERSONALIDADE • Antes as organizações se preocupavam em ajustar o indivíduo ao trabalho. • Hoje estão mais interessados na flexibilidade do indivíduo em se ajustar a situações de constante mudança. Adequação Do Indivíduo Ao Trabalho • A teoria da adequação da personalidade ao trabalho, identifica seis tipos de personalidade e propõe que a adequação entre o tipo de personalidade e o ambiente ocupacional determina tanto a satisfação quanto o nível de rotatividade no trabalho: Realista, Investigativo, social, convencional, empreendedor e artístico. Adequação Do Indivíduo à Organização • As organizações agora enfrentam um ambiente dinâmico e mudanças constantes, exigindo funcionários capazes de mudar rapidamente de tarefa e mover-se por várias equipes. É mais adequado que a personalidade dele se ajuste a cultura da organização do que a apenas um determinado cargo ou função. EMOÇÕES • As emoções são um fator importante no comportamento do funcionário. • Antes as organizações não davam atenção ao estudo das emoções, recentemente vem mudando e se preocupando mais por este assunto. Explicações eram.... • Mito da Racionalidade: Organizações desenhadas com o objetivo de controlar as emoções. • Emoções de qualquer tipo são destruidoras: Emoções raramente eram vistas como algo construtivo ou capaz de estimular comportamento de melhorias de desempenho. O QUE SÃO EMOÇÕES? • Sentimentos intensos direcionados para alguém ou alguma coisa.Ex.: Você mostra suas emoções quando está feliz com alguma coisa, bravo com alguém ou com medo de algo. • Todo trabalhador despendem esforço físico e mental na realização de suas tarefas, mas muitos trabalhos requerem esforço emocional. Esforço emocional • Acontece quando um funcionário expressa emoções organizacionalmente desejáveis durante as transações interpessoais. • Os líderes utilizam o esforço emocional para obter comprometimento dos seus liderados. • Há uma crescente importância no esforço emocional como um fator-chave para o desempenho eficaz, o entendimento das emoções passou a ter uma relevância maior dentro do estudo do comportamento organizacional EMOÇÕES SENTIDAS X EMOÇÕES DEMONSTRADAS • Emoções sentidas são aquelas genuínas para o indivíduo. • Emoções demonstradas são as requeridas pela organização e considerada apropriadas par uma determinada tarefa – elas não são inatas, são aprendidas. DIMENSÕES DAS EMOÇÕES • Variedade: Pesquisas identificam seis tipos de emoções universais – raiva, medo, tristeza, felicidade, desagrado e surpresa. • Intensidade: As pessoas dão respostas diferentes a estímulo emocionais idênticos. • Freqüência e Duração: Freqüência e o tempo em que em que uma emoção precisa ser demonstrada. AS PESSOAS PODEM NÃO TER EMOÇÕES? • Algumas pessoas têm dificuldade em expressar suas emoções ou compreender as emoções dos outros (alexitimia). • No contexto organizacional não podemos afirmar que são pessoas que tem baixo rendimento, mas é importante buscar posições que não exijam esforço emocional. Ex.: programadores, mas nunca vendedores ou cargos gerenciais. EMOÇÕES E SEXOS • As evidências confirmam as diferenças entre homens e mulheres no que se refere as emoções. • Mulheres mostram maior expressão emocional que os homens e experimentam as emoções mais intensamente; e demonstram com mais freqüência tanto as emoções positivas quanto as negativas. • Uma explicação está na forma que são socializados: homens são criados para serem durões e corajosos, mulheres para ser criadoras de outros seres. 26 LIMITES EXTERNOS ÀS EMOÇÕES • Influências Organizacionais: Toda organização define fronteiras que identificam quais emoções são aceitáveis e o grau de demonstração. Não existe um conjunto básico de emoções buscado por todas empresas. • Influências culturais: O que é aceito numa cultura pode ser incomum em outra, as culturas diferem em relação à interpretação que dão às emoções. APLICAÇÕES NO ESTUDO DO COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL • • • • • • Capacidade e Seleção Tomada de Decisões Motivação Liderança Conflitos Interpessoais Desvios de Comportamento no Ambiente de Trabalho Capacidade e Seleção • Pessoas que conhecem suas emoções e são capazes de ler as emoções dos outros podem ser mais eficazes em seu trabalho • Inteligência Emocional (IE) capacidade, habilidades e competências não cognitivas que influenciam na capacitação de uma pessoa lidar com as demandas e pressões de seu ambiente. • IE deve ser considerada um fator no processo de seleção. Tomada de Decisões • Na tomada de decisão é preciso considerar tanto o “coração” quanto a “mente”. As pessoas utilizam processos emocionais, racionais e intuitivos para tomar duas decisões. • É ingênuo imaginar que as decisões não sofrem influência do estado emocional presente naqueles que as tomam. Motivação • As percepções e avaliações são permeadas por emoções que influenciam significativamente a quantidade de esforço que irão fazer. • Pessoas altamente motivadas com seu trabalho, estão sempre emocionalmente comprometidas. Liderança • Líderes eficazes quse sempre confiam na expressão de seus sentimentos como meio de transmitir sua mensagem. • Executivos sabem que o conteúdo emocional é fundamental para convencer seus empregados sobre sua visão do futuro da empres e aceitar mudanças. Conflitos Interpessoais • Sempre que surge conflitos pode ter certeza que as emoções virão à tona. • O sucesso de um executivo em resolver conflitos geralmente depende de sua capacidade de identificar os elementos emocionais do caso e ajudar as partes conflitantes a trabalhar suas emoções Desvios de Comportamento no Ambiente de Trabalho • São atos voluntários que violam as regras estabelecidas e ameaçam a organização, seus membros ou até ambos. • Emoções negativas podem levar a diversos desvios de comportamento. O QUE É PERCEPÇÃO E POR QUE ELA É IMPORTANTE • É o processo pelo qual os indivíduos organizam e interpretam suas impressões sensoriais, com a finalidade de dar sentido ao seu ambiente. • É importante porque o comportamento das pessoas baseia-se na sua percepção da realidade e não na realidade em si. O mundo como é percebido é importante para o comportamento. FATORES QUE INFLUENCIAM A PERCEPÇÃO • OBSERVADOR: A interpretação é fortemente influenciada pelas características pessoais do observador. • ALVO: Características podem afetar, pois não são observados isoladamente, a sua relação com o cenário influencia sua percepção. • SITUAÇÃO: O contexto do qual percebemos os objetos ou eventos é importante. Os elementos que fazem parte do ambiente influenciam nossa percepção TEORIA DA ATRIBUIÇÃO • Explica a forma como julgamos diferentemente as pessoas. Quando observamos o comportamento, tentamos determinar se suas causas são externas (resultante do estímulo de fora) ou internas (comportamento sob controle do individuo). APLICAÇÕES NAS ORGANIZAÇÕES • Entrevistas de seleção: Há evidências que indicam que os entrevistadores fazem julgamento de percepção errôneo. • Expectativas sobre o Desempenho: Quando uma pessoa tem uma percepção distorcida de outra e a expectativa resultante é que a segunda pessoa se comporte de maneira coerente com essa percepção • Avaliação de desempenho: Representa um julgamento do trabalho do funcionário, algumas podem ser objetivas (comissão) outras podem ser subjetivas. • Esforço do funcionário: A avaliação deste esforço é um julgamento subjetivo, suscetível a distorções de percepção. • Lealdade do funcionário: A avaliação da lealdade é subjetiva. PERCEPÇÃO E TOMADA DE DECISÃO INDIVIDUAL • Executivos e demais funcionários tomam decisões que afetam (problema) seu trabalho e as organizações. • A forma como as pessoas tomam decisões e a qualidade de suas escolhas finais dependem de suas percepções. • Todas decisões requerem interpretação e avaliação de informações, o processo para a tomada de decisão individual será o grande responsável pela solução encontrada. LIMITAÇÕES ORGANIZACIONAIS • A organização apresenta limitações para as decisões, considerando sistemas de avaliações de desempenho e recompensa, atender às normas formais, adequar-se aos limites do tempo imposto pela organização e histórico de decisões tomadas anteriormente. ÉTICA NO PROCESSO DECISÓRIO • Um indivíduo pode utilizar 3 critérios na escolha ética: • Utilitarismo: As decisões são tomadas no sentido de proporcionar o melhor para o maior número. • Direitos: Tomada de decisão coerente aos direitos legais como a Constituição • Justiça: Decisão baseada em regras justas e imparciais • QUESTÕES ÉTICAS VARIAM DE ACORDO COM • CULTURA, NÃO EXISTE PADRÃO ÉTICO GLOBAL Fonte de conflitos Se eficaz, aumento o desempenho do grupo Transmissão de informações e idéias Precisa ser sempre compreendida Comunicação Transferência e do compreensão significado “A comunicação perfeita ocorre quando um pensamento ou uma idéia é transmitido de forma que a imagem mental percebida pelo receptor seja exatamente a mesma que a visualizada pelo emissor. (ROBINS ,1999) “A chave é garantir o entendimento”. (BOWDITH; BUONO ,1992) As funções da comunicação Dentro de um grupo ou de uma organização a comunicação cumpre quatro funções básicas: •Controle •Motivação •Expressão emocional •Informação •Controle: A comunicação age no controle do comportamento das pessoas de diversas maneiras - Ex: a comunicação das políticas da empresa aos funcionários •Motivação: A comunicação facilita a motivação - Tornando claro para o trabalhador o que deve ser feito - Como ele está se saindo - O que fazer para melhorar seu desempenho – Feedback - O estabelecimento de metas •Expressão emocional: A comunicação fornece o meio para as expressões das emoções e para o atendimento das necessidades sociais •Informação : É o papel da comunicação como facilitadora de tomada de decisões - Proporciona as informações de que as pessoas e os grupos precisam para tomar as decisões O processo de comunicação FEEDBACK EMISSOR codificação MENSAGEM informação FEEDBACK RECEPTOR decodificação O processo de comunicação O modelo é composto de sete partes: 1. A fonte de comunicação 2. A codificação 3. A mensagem 4. O canal 5. A decodificação 6. O receptor 7. O feedback “O mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito”. (Peter Drucker) FEEDBACK • FEEDBACK = Informação direta e clara que o indivíduo obtém sobre a eficácia de seu desempenho na execução das atividades inerentes ao cargo que ocupa. (Stephen P. Robins) • A COMUNICAÇÃO SEM RETORNO É FALHA, NÃO SE TORNANDO UM PROCESSO, POIS DEIXA DE SER ALIMENTADA. • A MANUTENÇÃO DOS RELACIONAMENTOS DEPENDE DESSE RETORNO. • AS PESSOAS PRECISAM SABER COMO SÃO PARA PODER INVESTIR EM SUAS MELHORIAS E, ASSIM, ABANDONAR AS PRÁTICAS QUE NÃO CONTRIBUEM COM O SEU CRESCIMENTO E REFORÇAR OS SEUS PONTOS FORTES. 140 FEEDBACK É IGUAL À AVALIAÇÃO: MITO. Feedback é o resultado da percepção de alguém sobre o comportamento do outro. FEEDBACK É IGUAL A VERDADE ABSOLUTA: MITO. A percepção é subjetiva e, por isso, algo que é fruto dela nunca será uma verdade absoluta. FEEDBACK É IGUAL À ASSERTIVIDADE: REALIDADE. Um feedback dado com assertividade traduz a percepção de quem o dá, de forma autêntica, pontual e direta, pautado na sinceridade e cortesia. RECEBER FEEDBACK É IGUAL A OUVIR CALADO: MITO. Quem dá feedback deve deixar aberto o canal de diálogo para que o outro tenha a oportunidade de falar também). A direção da comunicação A comunicação pode fluir vertical ou horizontalmente A dimensão vertical pode ser dividida em: •Descendente •Ascendente Direção VERTICAL DESCENDENTE •Flui dos níveis mais altos para os mais baixos •Usado por executivos e líderes para atribuir tarefas, identificar problemas... •Não precisa ser verbal nem pessoal - Ex: e-mail, memorando, circular ASCENDENTE •É a que se dirige aos escalões mais altos de um grupo ou organização •Utilizada para fornecer feedback aos executivos, relatar os problemas vigentes... •Por meio dela, os dirigentes mantêm-se informados a respeito de como os funcionários se sentem em relação ao trabalho, aos colegas e à própria empresa. Direção HORIZONTAL Quando a comunicação se dá entre os membros de um grupo, entre membros de grupos de mesmo nível, entre administradores de mesmo nível, ou quaisquer pessoas de mesmo nível hierárquico Necessária para facilitar a coordenação e economizar tempo Tipos de comunicação Interpessoal Organizacional Oral Redes formais Escrita Redes rumores Não verbal Meios eletrônicos Multicultural Entre culturas diferentes. Barreiras para a comunicação eficaz As mais importantes: •Filtragem •Percepção seletiva •Sobrecarga de informação •Estilos de comunicação de homens e mulheres •Emoções •Linguagem Relações Interpessoais e Trabalho • Para a maioria das pessoas, o trabalho é um importante componente da vida, não apenas no sentido material (salário, benefícios), como também com relação ao desempenho das atividades e para o contato social. • Hoje se sabe que o cotidiano do trabalho influi na vida e nas emoções das pessoas. • Por exemplo, a realização de um projeto de trabalho importante resulta em sentimentos positivos, assim como uma discussão com o chefe pode acarretar sentimentos de preocupação. Relações Interpessoais e Trabalho Por isso, as organizações precisam, de alguma forma, proporcionar um ambiente de trabalho agradável, pois perceberam a influência do bom ambiente para a produtividade, e, por consequência, o andamento do trabalho. Assim, alguns fatores tornaram-se fundamentais para a realização do trabalho: o ambiente, o relacionamento, saber como as pessoas se sentem com relação às suas tarefas, enfim, uma visão mais global do trabalhador. O processo de interação humana encontra-se presente nas organizações, e a forma como se dão essas interações influencia os resultados de toda a empresa. Conviver com o outro não é uma tarefa fácil, e conviver com o outro no trabalho sem entender o comportamento de cada um é praticamente impossível. • Segundo Moscovici (1994), nas empresas, a interação humana ocorre em dois níveis concomitantes e interdependentes. O nível da tarefa é o que podemos observar, que é a execução das atividades individuais e em grupos. Já o socioemocional refere-se às sensações, aos sentimentos que são gerados pela convivência. • Preservar a qualidade de vida no trabalho, e o bom relacionamento interpessoal, dá-se através da atenção de olhar aquele com quem se fala, de agradecer, pedir desculpas, cumprimentar, despedir-se. Responder ao que é solicitado, retornar as ligações, são atitudes de quem valoriza o outro. • • • • • • • • 1.º ouvir 2.º clarear as dúvidas 3.º checar oposições 4.º atenção ao comportamento não verbal 5.º desenvolver a autoestima 6.º reconhecer e valorizar o outro 7.º dar e receber feedback 8.º estimular o outro à conduta assertiva (BOM SUCESSO, 2002, p. 145) • A hostilidade e as condutas agressivas nas organizações têm sua origem na raiva, emoção frequente e nem sempre expressa de forma clara no ambiente de trabalho. A raiva pode manifestar-se de maneira camuflada, sob a forma de queixa, falta de cortesia, postura competitiva, ironia e inveja. • ATENÇÃO E CUIDADO: ASSÉDIO MORAL O QUE É ASSÉDIO? • É o termo utilizado para designar toda conduta que cause constrangimento psicológico ou físico à pessoa. Possui duas espécies: o assédio sexual e o assédio moral. • O assédio sexual caracteriza-se pela conduta de natureza sexual, repetitiva, sempre repelida pela vítima e que tenha por fim constranger a pessoa em sua intimidade e privacidade. • O assédio moral É uma conduta abusiva, de natureza psicológica, que atenta contra a dignidade psíquica, de forma sistemática, frequente (uma vez por semana) e prolongada (em torno de seis meses), que expõe o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de causar ofensa à personalidade, à dignidade ou à integridade psíquica. ASSÉDIO MORAL • Também conhecido como “terror psicológico”, pode se manifestar através de comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos agressivos e vexatórios, capaz de constranger a vítima, trazendo nela sentimentos de humilhação, inferiorização, afetando essencialmente a auto-estima do empregado. Conceitos de Assedio Moral: • “É um sentimento de ser ofendido, menosprezado, rebaixado, inferiorizado, submetido, vexado, constrangido e ultrajado pelo outro. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil, magoado, revoltado, perturbado, mortificado, traído, envergonhado, indignado e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.” • “Uma conduta abusiva (gestos, palavras, comportamentos, atitudes (...) que atente, por sua repetição ou sistematização, contra a dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa, pondo em perigo sua posição de trabalho ou deteriorando o ambiente de trabalho.” Dra. Margarida Barreto, em dissertação de Mestrado defendida na PUC de São Paulo, pelo Departamento de Psicologia Social) Conceitos de Assedio Moral: • “É a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias, onde predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um subordinado, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização.” (http://www.assediomoral.org.br) Sinônimos: • • • • • Hostilização no trabalho; Assédio psicológico; Mobbing; Bullying; Harcèlement moral. Pontos Predominantes: • Desvio do exercício do poder nas relações de trabalho; • Conduta abusiva; • Utiliza-se de gestos, palavras, comportamentos ou atitudes; • Visa criar ao trabalhador um ambiente hostil e/ou humilhante; • Desestabiliza o trabalhador psíquica e/ou fisicamente; • Deixa o trabalhador com medo do desemprego; • Torna o trabalhador mais dócil e menos reivindicativo (medo); • Ocorre de forma repetitiva e prolongada; • Torna o local de trabalho insuportável. Métodos de Assédio Moral no Trabalho: • Há basicamente quatro categorias de atitudes hostis que podem ser classificadas como assédio moral no trabalho: 01) Deterioração proposital das condições de trabalho; 02) Isolamento e recusa de comunicação; 03) Atentado contra a dignidade; 04) Violência verbal, física ou sexual. 1) Deterioração proposital das condições de trabalho: • Retirar da vítima a autonomia; • Não lhe transmitir mais as informações úteis para a realização de tarefas; • Contestar sistematicamente todas as suas decisões; • Criticar seu trabalho de forma injusta ou exagerada; • Privá-lo do acesso aos instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador, etc; • Retirar o trabalho que normalmente lhe compete; • Dar-lhe permanentemente novas tarefas; • Atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas superiores às suas competências; 1) Deterioração proposital das condições de trabalho (cont): • Pressioná-la para que não faça valer seus direitos (férias, horários, prêmios); • Agir de modo a impedir que obtenha promoção; • Atribuir à vítima, contra a vontade dela, trabalhos perigosos; • Atribuir à vítima tarefas incompatíveis com sua saúde; • Causar danos em seu local de trabalho; • Dar-lhe deliberadamente instruções impossíveis de executar; • Não levar em conta recomendações de ordem médica indicada pelo médico do trabalho; • Induzir a vítima ao erro. 2) Isolamento e recusa de comunicação: • A vítima é interrompida constantemente; • Superiores hierárquicos ou colegas não dialogam com a vítima; • A comunicação com ela é unicamente por escrito; • Recusam todo o contato com ela, mesmo o visual; • É posta separada dos outros; • Ignoram sua presença, dirigindo-se apenas aos outros; • Proíbem os colegas de falar com ela; • Não a deixam falar com ninguém; • A direção recusa qualquer pedido de entrevista. 3) Atentado contra a dignidade: • Utilizam insinuações desdenhosas para qualificá-la; • Fazem gestos de desprezo diante dela (suspiros, olhares desdenhosos, levantar os ombros, etc.); • É desacreditada diante dos colegas, superiores ou subordinados; • Espalham rumores ao seu respeito; • Atribuem-lhe problemas psicológicos (dizem que é doente mental); • Zombam de suas deficiências físicas ou de seu aspecto físico; é imitada e caricaturada; • Criticam sua vida privada; • Zombam de suas origens ou de sua nacionalidade; • Implicam com suas crenças religiosas ou convicções políticas; • Atribuem-lhe tarefas humilhantes; • É injuriada com termos obscenos ou degradantes. 4) Violência verbal, física ou sexual: • Ameaças de violência física; • Agridem-na fisicamente, mesmo que de leve; é empurrada; fecham-lhe as portas na cara; • Falam com ela aos gritos; • Invadem sua vida privada com ligações telefônicas ou cartas; • Seguem-na na rua; • É espionada diante do domicílio; • Fazem estragos em seu automóvel; • É assediada ou agredida sexualmente (gestos e propostas); • Não levam em conta seus problemas de saúde. Conseqüências • • • • • • Distúrbios orgânicos; Problemas gástricos; Úlceras; Dificuldades respiratórias; Dores musculares; Uso de drogas (principalmente álcool). Assédio Moral x Estresse • • • • Sobrecargas de trabalho; Más condições de trabalho; Discussão com colegas; Serviço chato. • (humilhação maldosa e intencional / repouso reparador) Assédio Moral x Assédio Sexual • Pedido de favores sexuais pelo superior hierárquico; • Promessas de tratamento diferenciado (aceitação); • Ameaças/represálias (recusa); • Normalmente contra a mulher. Quem pode praticar o Assédio Moral • Superior hierárquico (mobbing vertical); • Colegas de trabalho (mobbing horizontal); • Empregados contra um chefe (mobbing ascendente). Resumo das Estratégias do Agressor • Escolher e isolar a vítima; • Impedir de se expressar e não explicar o porquê; • Fragilizar, culpar, ridicularizar, inferiorizar, menosprezar, destruir; • Desestabilizar emocional e profissionalmente; • Fazer a vítima perder a autoconfiança e o interesse pelo trabalho; • Forçar a vítima a pedir demissão. “Emoção, Fantasia, Racionalidade são os ingrediente da criatividade. Sem emotividade não se cria nada de novo. Trabalhador doente, perseguido, maltratado, humilhado não é criativo. Para ser criativo é essencial o bem-estar no local de trabalho”. (André Luiz Souza Aguiar)