Roberta Bittencourt Rodrigues TURISMO, SUSTENTABILIDADE E MEIO AMBIENTE NO CARIRI ORIENTAL PARAIBANO Dissertação apresentada ao Programa Regional de PósGraduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Estadual da Paraíba em cumprimento às exigências para obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Orientador: Prof. Dr. Alberto Kioharu Nishida. João Pessoa – Paraíba Março – 2009 Roberta Bittencourt Rodrigues TURISMO, SUSTENTABILIDADE E MEIO AMBIENTE NO CARIRI ORIENTAL PARAIBANO Dissertação apresentada ao Programa Regional de PósGraduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente – PRODEMA, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Estadual da Paraíba em cumprimento às exigências para obtenção do título de Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Aprovado em: ________ de março de 2009. BANCA EXAMINADORA _____________________________________________________ Prof. Dr. Alberto Kioharu Nishida DSE/CCEN/PRODEMA/UFPB – Orientador. ____________________________________________________ Prof. Dr. Euler Soares Franco FACISA (Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas) – Membro Externo. ____________________________________________________ Prof. Dra. Maristela Oliveira de Andrade DCS/CCHLA/PRODEMA/UFPB – Membro Interno. DEDICO ESTE TRABALHO A ... ... Deus e à Espiritualidade Superior a oportunidade da vida, a possibilidade de estudo, a saúde e a família. ... aos meus pais e irmãos que mesmo distante sempre enviaram pensamentos de otimismo e força. ...ao meu companheiro de jornada, meu amor, que não só compreendeu desde o início a ausência da esposa como também foi grande incentivador. ...ao meu “Príncipe da Luz”, meu filho Vinícius, que mesmo tão pequenino não chorava quando a mamãe ia “ituda na uivesidade”. ... a este outro príncipe que está em meu ventre, Guilherme, por ter me escolhido para ser sua mãe em um momento tão especial em minha vida como este. AGRADECIMENTOS Agradeço à população cabaceirense por todo carinho com que fui recebida! Agradeço à prefeitura municipal pelo apoio. Agradeço à Josineide e Gilzane, atual e ex - secretária de turismo do município. A todos os condutores de turismo que se empenharam para a realização deste trabalho. Agradeço a minha amiga Aretuza que teve toda a paciência do mundo para me ajudar na somatória dos dados. Agradeço a todos os professores, a meu orientador. Agradeço aos professores Euler e Maristela por terem aceitado meu convite. Agradeço muito a todos vocês por fazerem parte desta etapa da minha história! Muito obrigado! “A Esperança tem duas filhas lindas, a Indignação e a Coragem; estão;; A Indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão A Coragem, a mudámudá-las.” Santo Agostinho RESUMO No Cariri Oriental Paraibano, o município de Cabaceiras tem recebido considerável número de turistas, isto devido aos seus dois principais tipos de atividade turística: o ecoturismo, em que o principal atrativo é o Lajedo Pai Mateus e o turismo de eventos, que tem como principal atrativo a Festa do Bode Rei. Considerando a importância de uma investigação para a avaliação do desenvolvimento do turismo, este estudo de caso verifica a existência de uma sustentabilidade turística, além da percepção e cuidados dos cabaceirenses em relação ao meio ambiente. Devido a não existência de um modelo metodológico apropriado aos objetivos do estudo, foi determinada a realização do Inventário da Oferta Turística seguido da elaboração de questionários semi-estruturados, sendo estes últimos divididos em seis grupos: agentes de saúde, artesãos, barraqueiros, moradores (zona rural e urbana), garis e policiais. Os dados foram analisados e, então, de acordo com as necessidades, foram elaboradas as propostas de melhoria. Foi verificado que o turismo local apresenta aprovação da população, no entanto, possui algumas falhas que comprometem a sustentabilidade da atividade e, conseqüentemente, da localidade. Quanto ao meio ambiente, a população considera importante cuidar do mesmo, mas não consegue expressar os motivos pelos quais o meio ambiente é importante, além do mais, os cuidados tomados para a preservação são meramente paliativos, o que demonstra a falta de conhecimentos técnicos e em relação ao que seja o próprio meio. Mas, ainda é possível direcionar o desenvolvimento do turismo de forma a torná-lo o mais sustentável possível através de parcerias entre empresas privadas, públicas e governos, buscando a qualificação a mão-de-obra, levando conhecimento para os moradores a respeito do turismo como atividade sistêmica, sobre o meio ambiente e como cuidar do mesmo. Palavras – chave: turismo, sustentabilidade e meio ambiente ABSTRACT Cabaceiras city located in the eastern part of Cariri, Paraiba state, has been receiving a great amount of tourists by its main tourist activities: Both ecotourism in which the main attraction is the Lajedo Pai Mateus and tourism events where we can find the famous King’s Goat Party. Addressing the importance of an investigation for the evaluation of the tourism development, this case study verifies the existence of tourist sustainability, besides Cabaceira’s folk cares and perception in relation to the environment. Due to non existence of an appropriate methodological model of the study goals, a Tourist Offer Inventory was accomplishment followed by the elaboration of semi-structured questionnaires which was divided in six groups: health agents, artisans, traders, residents (rural and urban area), street sweepers and policemen. It has been demonstrated the local tourism and its population approval, though, it could not be identified any sustainability. Concerning the environment, that’s an undemanding perception and palliative cares. However, it is still possible to direct tourism development turning it much more maintainable as possible through partnerships among public and private companies and governments enforcing labor qualification also providing population’s knowledge regarding tourism as a systemic activity, the environment and the means to take care of it. The data were analyzed and, then, in agreement with the needs, the improvement proposals were elaborated. It was verified that the population confers approval about the local tourism, however, some failures occur that commit the activity sustainability and consequently, local area. In relation to the environment, the population ponders important to take care of it, but they can't get to express the reasons for which the environment is important, besides, the cares taken for the safekeeping are merely palliatives, what demonstrates the lack of technical knowledge and also due to the proper ambient. Thus, it is still possible to address the tourism development in order to make it the most maintainable as possible through partnerships among deprived companies, public and governments, also seeking the labor effort qualification, bringing knowledge to the residents regarding the tourism as systemic activity, on the environment and how to take care of it. Keywords: Tourism. Sustainability. Environment LISTA DE FIGURAS P. Figura 01 A sede do município, Cabaceiras 25 Figura 02 Localização do Município de Cabaceiras 26 Figura 03 Cabaça - fruto da Cabaceira, planta que era muito encontrada na região 27 Figura 04 Atual sede da Prefeitura Municipal de Cabaceiras 29 Figura 05 Organograma do setor administrativo do Município de Cabaceiras - PB 30 Figura 06 Praça do Arraial Popular 31 Figura 07 Praça dos Mosaicos e, ao fundo, a Praça Epitácio Pessoa 31 Figura 08 Lajedo Pai Mateus, localizado no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras/PB 32 Figura 09 Lajedo Pai Mateus, localizado no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras/PB 32 Figura 10 Saca de Lã 33 Figura 11 Vista parcial da Pedra da Pata 33 Figura 12 Vista do encontro entre os rios Taperoá e Paraíba 35 Figura 13 .Cruzeiro 36 Figura 14 Imagem da menina, Cruzeiro da Menina em Cabaceiras 34 Figura 15 Alguns dos competidores aguardando o momento do desfile 37 Figura 16 Vista parcial do Parque do Bode, local onde acontecem os desfiles 37 Figura 17 Decoração da Festa do Bode Rei 37 Figura 18 Praça do Mosaico. No fundo, à direita o centro de informações montado para os dias da Festa do Bode Rei, o “Informa Bode” 38 Figura 19 Arraial Popular 38 Figura 20 Apresentação da Quadrilha da Melhor Idade no Arraial Popular 38 Figura 21 Praça Epitácio Pessoa decorada para a Festa do Bode Rei 38 da Menina, Cabaceiras Figura 22 Passeio do bode eleito Rei em 2008 pelas ruas da cidade 38 Figura 23 Letreiro “Roliúde Nordestina”, em Cabaceiras , PB 40 Figura 24 Algumas peças de artesanato em couro expostas no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos 61 Figura 25 Algumas peças de artesanato em madeira expostas no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos 63 Figura 26 Banner com foto de artesã exposto no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos 63 Figura 27 Parte do lixão de Cabaceiras 65 Figura 28 Parte do lixão de Cabaceiras após queima 65 Figura 29 Nas proximidades do lixão de Cabaceiras, caminho percorrido, no fundo, por pequeno riacho que se forma em época de chuva e que deságua no Rio Taperoá. 65 LISTA DE TABELAS P. Tabela 01 Chegada de Turistas e Receita Cambial no Brasil (tabela adaptada) 14 Tabela 02 Princípios do Turismo Sustentável 19 Tabela 03 “A esfera de alcance do conceito de meio ambiente.” (tabela adaptada) 21 Tabela 04 Lavouras do Município de Cabaceiras – PB, referente ao ano 2005 (tabela adaptada). 28 Tabela 05 Calendário de Eventos de Cabaceiras (adaptada) 33 Tabela 06 O Cinema em Cabaceiras 37 Tabela 07 Infra-estrutura de apoio ao Turismo, serviços e equipamentos 39 Tabela 08 Lista de formulários dos módulos A, B e C 40 Tabela 09 Questionários e Quantidades 41 Tabela 10 Dados referentes à faixa etária, com identificação dos grupos 45 Tabela 11 Dados referentes ao sexo, com identificação dos grupos 45 Tabela 12 Dados referentes ao salário ou renda, com identificação dos grupos 45 Tabela 13 Dados referentes à escolaridade, com identificação dos grupos (1ª parte) 46 Tabela 14 Dados referentes à escolaridade, com identificação dos grupos (2ª parte) 46 Tabela 15 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referentes ao trabalho ou ocupação, com identificação dos grupos 47 Tabela 16 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referentes ao artesanato, com identificação de grupos 48 Tabela 17 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à caprinocultura e outros, com identificação de grupos 48 Tabela 18 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à Festa do Bode Rei, com identificação de grupos 48 Tabela 19 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente aos grupos folclóricos, com identificação de grupos 49 Tabela 20 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente ao Museu Histórico dos Cariris Paraibanos, com identificação de grupos 49 Tabela 21 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente ao Memorial Cinematográfico, com 49 identificação de grupos Tabela 22 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente ao Lajedo Pai Mateus, com identificação de grupos 50 Tabela 23 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à Saca de Lã, com identificação de grupos 50 Tabela 24 Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à Pedra da Pata, com identificação de grupos 50 Tabela 25 Dados coletados em Cabaceiras sobre a melhoria financeira com o advento do turismo 51 Tabela 26 Dados coletados em Cabaceiras sobre de que forma houve melhoria financeira com o advento do turismo 51 Tabela 27 Dados coletados em Cabaceiras referentes à água potável 52 Tabela 28 Dados coletados em Cabaceiras referentes à coleta de lixo 52 Tabela 29 Dados coletados em Cabaceiras referentes à educação 52 Tabela 30 Dados coletados em Cabaceiras referentes a informações turísticas 53 Tabela 31 Dados coletados em Cabaceiras referentes à melhoria das estradas 53 Tabela 32 Dados coletados em Cabaceiras referentes à pavimentação das ruas 53 Tabela 33 Dados coletados em Cabaceiras referentes ao saneamento 54 Tabela 34 Dados coletados em Cabaceiras referentes à saúde 54 Tabela 35 Dados coletados em Cabaceiras referentes à segurança 55 Tabela 36 Dados coletados em Cabaceiras referentes ao transporte 55 Tabela 37 Dados coletados em Cabaceiras sobre a importância de cuidar do meio ambiente 55 Tabela 38 Dados coletados em Cabaceiras sobre o porquê é importante cuidar do meio ambiente 56 Tabela 39 Dados coletados em Cabaceiras sobre possível participação em cursos ou campanhas 57 Tabela 40 Dados sobre o que é feito pelos artesãos cabaceirenses para a preservação do meio ambiente 59 Tabela 41 Tipo de lixo recolhido em maior quantidade durante a Festa do Bode Rei em Cabaceiras segundo os garis 61 Tabela 42 Dados referentes à faixa etária dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode 63 Rei Tabela 43 Dados referentes ao sexo dos barraqueiros entrevistados durante a 64 Festa do Bode Rei. Tabela 44 Escolaridade dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei 64 Tabela 45 Dados referentes à escolaridade, parte 1, dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei 64 Tabela 46 Dados referentes a outro trabalho ou ocupação dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei 64 Tabela 47 Produtos comercializados pelos barraqueiros durante a Festa do Bode Rei 65 Tabela 48 Dados barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei sobre local de residência 65 Tabela 49 Dados dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei sobre local de procedência 65 Tabela 50 Dados referentes ao número de anos em que os barraqueiros trabalharam na Festa do Bode Rei 65 Tabela 51 Dados referentes à percepção dos barraqueiros quanto à melhoria da infra-estrutura do município 66 Tabela 52 Dados referentes à média de faturamento nos dias de Festa 66 SUMÁRIO P. LISTA DE FIGURAS LISTA DE TABELAS INTRODUÇÃO 15 1- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 19 1.1 – Turismo e Sustentabilidade 19 1.2 - O Turismo e o Meio Ambiente 22 1.3 - Ecoturismo 25 1.4 - O Turismo de Eventos 26 2 – CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO 28 2.1 - Breve Histórico 29 2.2 - Os Antigos Habitantes 30 2.3 - Economia 31 2.4 - Política 32 2.5 - Aspectos Sociais 33 2.6 - Atrativos Turísticos 34 2.7 - Ecoturismo 34 2.8 - Turismo de Eventos 37 2.9 - Turismo Cultural 41 3 - ASPECTOS METODOLÓGICOS 42 3.1 - Inventário da Oferta Turística 43 3.2 - A definição da Amostra e Questionários 45 3.3 - Análise dos Dados 47 4 - RESULTADOS 48 5 - PROPOSTAS 70 5.1 - Para a valorização dos atrativos culturais, produtos e atrativos naturais. 71 5.2 - Melhoria financeira. 71 5.3 - Melhoria na infra-estrutura básica e turística do município. 72 5.4 – É importante cuidar do meio ambiente? 72 5.5 - Para os Agentes de Saúde 72 5.6 - Para os Artesãos 73 5.7 - Para os PM’s. 73 5.8 - Para os Garis 73 5.9 - Para os Barraqueiros 73 6 - CONSIDERAÇÕES FINAIS 74 7 – REFERÊNCIAS 76 APÊNDICES: Modelos de Questionários 80 15 INTRODUÇÃO A história do homem e sua relação com o meio ambiente vai de uma contextualização que abrange diferentes graus de proximidade. No período, considerado como pré - histórico, o homem sequer tinha consciência de si mesmo e muito menos de um ser integrante, parte do meio habitado. Diante do meio, suas reações refletiam respeito e medo pelo desconhecido. Com o passar do tempo, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Contemporânea, este medo e respeito foram diminuindo em conseqüência da evolução científica, tecnológica e da conseqüente formação do pensamento mecanicista. O homem por muito tempo vem agindo como se não fizesse parte do meio ambiente, como se a ciência e as tecnologias tudo pudessem resolver, no entanto, esta não é a verdade. A presença e a ação do homem alteram o meio e, infelizmente, nem sempre de forma positiva. Muitas são as atividades humanas e, a cada dia, tantas outras vão surgindo conforme a necessidade. A respeito disto, CUNHA & GUERRA (2002) dizem que o homem “desde os primórdios de sua existência ... , interage com o ambiente à sua volta, modificando-o e transformando-o de acordo com suas necessidades.” Essas necessidades, fossem elas por motivo de sobrevivência ou pela busca de melhores locais para a caça e a pesca, por motivos de guerra, ocupação, por motivos religiosos, comércio ou saúde, impulsionaram o deslocamento das pessoas. Posteriormente, a necessidade surge associada ao desejo, no intuito da realização pessoal, na busca pelo conhecimento e pelo lazer, surge então o Turismo propriamente dito, com as características atuais. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (2005): O peregrino em romaria por lugares santos; o mercador em busca de novos produtos e clientes; o conquistador que almeja expandir seus domínios e riquezas; o aventureiro disposto a experiências exóticas. O explorador antevendo descobertas. O que há em comum entre essas pessoas? – Sem dúvida, a vontade de ultrapassar fronteiras, a curiosidade de conhecer o novo. E, a raiz desses dois desejos, molda-se a mola propulsora do Turismo através dos tempos. 16 Atualmente, muitas são as atividades econômicas que fazem parte do arcabouço turístico e, segundo LAGE & MILONE (2000): O turismo, na sociedade moderna, pode ser considerado um conjunto de atividades econômicas diversas que englobam os transportes, os meios de hospedagem, os agenciamentos de viagens e as práticas de lazer, além de outras tantas ações mercadológicas que produzem riquezas e geram empregos para muitas regiões e países. O Turismo hoje é a atividade que mais tem crescido economicamente (PINHEIRO, 2003). Em 1997, “o turismo gerou 600 milhões de deslocamentos, US$3,4 trilhões de renda de forma direta e indireta, e empregou, aproximadamente, 240 milhões de pessoas ou 10% da força de trabalho global” (LOIOLA, 2001). No Brasil não poderia ser diferente, nos últimos anos a atividade está crescendo e tal fato pode ser percebido em relação ao aumento do fluxo receptivo de turistas internacionais e da receita cambial: Tabela 01: Chegada de Turistas e Receita Cambial no Brasil1 (tabela adaptada) Ano Chegada de Receita Cambial Turistas (milhões) (em US$ Bilhões) 1996 2,7 0,8 1 1997 2,8 1,1 1998 4,8 1,6 1999 5,1 1,6 2000 5,3 1,8 2001 4,8 1,7 No ano de 2001 observa-se quedas tanto na chegada de turistas quanto na receita cambial, tal fato se dá em todo o mundo como pode ser observado em outras tabelas apresentadas pelo Ministério do Turismo. A causa disso foi o atentado acontecido no dia 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, que causou grande número de mortes e um enorme receio de novos ataques. 17 2002 3,8 2,0 2003 4,1 2,5 2004 4,8 3,2 2005 5,4 3,9 Ministério do Turismo. Estatísticas do Básicas do Turismo.(2006) Fonte: Organização Mundial do Turismo – OMT e Banco Central do Brasil – BACEN Notas: A partir de 2005 utilizar-se-ao os dados da série histórica da Receita Cambial calculada pelo Bacen. Dados de 2000 a 2004 revisados. Dados de 2005 estimados. No entanto, o aumento dos números apresentados acima somente foi possível porque a atividade turística tem recebido ao longo dos anos mais atenção por parte dos governantes. Segundo OLIVEIRA (2007): No Brasil, o setor turístico vem atraindo de modo progressivo a atenção dos governantes e demais autoridades responsáveis pelo planejamento de políticas públicas, por se tratar de um setor com grande vocação para a geração de emprego, renda e desenvolvimento socioeconômico, constituindo um efeito importante em temos de política econômica. No Nordeste brasileiro a atividade turística é de suma importância para a economia local e, de acordo com as tabelas apresentadas pelo MINISTÉRIO DO TURISMO (2006), de 2002 até 2005 houve aumento do número de agências de viagens, de meios de hospedagem, de organizadoras de eventos, de instituições de ensino (voltadas para o turismo), de transportadoras turísticas e de guias de turismo. Há uma grande variedade de atrativos turísticos nordestinos, dentre eles, os atrativos culturais, os atrativos históricos e naturais, no entanto, o litorâneo é o que mais atrai turistas para a região, o que contribui para a recepção de investimentos de todo o mundo (OLIVEIRA, 2007). Na Paraíba, assim como em outros estados nordestinos, o turismo contribui para o desenvolvimento da região, pois é gerador de empregos diretos (agências, meios de transporte, meios de hospedagem, A&B (Alimentos e Bebidas), serviços de guias e outros) e 18 indiretos (serviços de mecânica, bancário, em lojas, drogarias, postos de gasolina e muitos outros). Desta forma, gera renda para a localidade e contribui para a melhora da qualidade de vida do indivíduo. O turismo paraibano, de acordo com RODRIGUES (2002) possui: “diversidade de paisagens que varia desde praias de águas mornas e areias brancas, onde “o sol nasce primeiro” até as serras e depressões sertanejas, pontilhadas de “inselberges”. Em todas as regiões do Estado, a atividade turística pode ser desenvolvida, não apenas por seus recursos naturais, riqueza cultural, como também pela promoção de eventos.” No entanto, para que haja o desenvolvimento da atividade turística na Paraíba, são precisos estudos, avaliações e reavaliações que verifiquem a atual situação do Turismo considerando não só os aspectos econômicos conseqüentes do mesmo, mas também os aspectos sociais e culturais para que, desta forma, seja possível que providências sejam tomadas satisfatoriamente. É preciso que o Turismo seja bem trabalhado desde seu o planejamento, fazendo valer a opinião e a participação dos moradores locais, a sustentabilidade e o respeito ao meio ambiente. A realização deste trabalho é justificada ao ponto que se trata de uma investigação da atividade turística já existente no município de Cabaceiras – PB através de levantamento de dados que retratam a realidade turística do município relacionando-os com temas como a sustentabilidade e cuidados com o meio ambiente. Outro fator de suma importância neste estudo são os questionários de opinião que foram aplicados a os moradores e determinados ramos profissionais de importância para o turismo, abrangendo temas como o meio ambiente, infra-estrutura e outros, que juntos nos levam a interpretar a ocorrência ou não da sustentabilidade. Também é válido informar que, mesmo se tratando de um estudo de caso, com as similaridades existentes entre os municípios do Cariri Paraibano, é possível que este trabalho sirva de parâmetro, exemplo ou sugestão a fim de que toda a região possa minimizar seus pontos negativos e maximizar os positivos. 19 Este estudo tem como objetivo principal verificar a atuação do Turismo no município de Cabaceiras – PB, analisando a existência ou não de uma sustentabilidade turística, a percepção da população quanto ao meio ambiente e os cuidados com o mesmo. Para tal, foram delimitados os seguintes objetivos específicos: 1º) Realizar o Inventário da Oferta Turística de Cabaceiras; 2º) Analisar a influência da atividade turística do município em relação à sustentabilidade local; 3º) Verificar qual a percepção e os cuidados que a população cabaceirense possui a respeito do meio ambiente. 1 - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 1.1- Turismo e Sustentabilidade Para melhor compreensão da relação entre turismo e sustentabilidade, é preciso que seja discutido o “princípio da sustentabilidade” que, segundo LEFF (2008, p. 15) “... surge no contexto da globalização como a marca de um limite e o sinal que reorienta o processo civilizatório da humanidade.” Se há uma reorientação é por que a orientação seguida anteriormente não estava sendo satisfatória, trata-se do pensamento mecanicista que passou a ser questionado, especialmente nos anos 60, em conseqüência da crise ambiental. A priorização da produção e do consumo desenfreados não só deixou de lado todo e qualquer pensamento voltado para a questão ambiental, mas também as questões culturais e sociais. Foi então que, de acordo com LEFF (2008 p. 17): Na percepção desta crise ecológica foi sendo configurado um conceito de ambiente como uma nova visão de desenvolvimento humano, que reintegra os valores e potenciais da natureza, as externalidades sociais, os saberes subjugados e a complexidade do mundo negados pela racionalidade mecanicista, simplificadora, unidimensional e fragmentadora que conduziu o processo de modernização. 20 A transição do turismo mecanicista para um turismo sustentável, assim como a crise ambiental, teve início nos anos 60. O marco desta transição foi a explosão do turismo de massa que, em síntese, trata-se um grande número de pessoas que se dirigem para determinada localidade, no mesmo momento, a fim de absorver todas as potencialidades locais, mas sem nenhuma preocupação ou interesse voltado para a conservação dos recursos naturais ou aspectos sociais e culturais. Houve, então, o “reconhecimento dos potenciais impactos da explosão do turismo de massa” na década de 60, o que proporcionou, nos anos 70, a “ampliação do conceito de gestão de turistas”, em que alguns autores tentavam sensibilizar os turistas quanto aos impactos negativos da atividade turística. Também como conseqüência da explosão do turismo de massa, na década de 80 houve o “aparecimento do conceito de turismo verde” que pretendia a “redução dos custos e maximização dos benefícios ambientais” e que foi importante para que houvesse, na década de 90, a “ampliação do conceito de turismo sustentável” (SWARBROOKE, 2000). No entanto, conceituar o turismo sustentável não é tarefa fácil. Isso devido à pluralidade de segmentos formadores do turismo como “os transportes, os meios de hospedagem, os agenciamentos de viagens e as práticas de lazer, além de outras tantas ações mercadológicas” (LAGE & MILONE, 2000), ou seja, para fazer essa conceituação é preciso considerar um amplo universo, o que pode levar a uma dificuldade na compreensão do próprio conceito. Segundo DIAS, R. (2003): Há uma diversidade de definições do que seja o desenvolvimento turístico sustentável, e estas adotam a forma de um conjunto, geralmente numeroso, de princípios que respeitam a complexidade do conceito mas que dificultam sua sensível e correta compreensão, sobretudo por parte dos que atuam no âmbito do turismo. Essa circunstância coloca em risco o papel a ser desempenhado pelos agentes turísticos na implantação dos princípios do desenvolvimento sustentável, pois a falta de precisão pode levar a seu uso meramente retórico. Quer dizer que, ao mesmo tempo que a definição de turismo sustentável necessita ser ampla, essa mesma amplitude atrapalha quanto à operacionalidade da atividade. Em uma tentativa de simplificar a polêmica diante de tal conceituação, SWARBROOKE (2000) dá uma sugestão para o conceito de turismo sustentável através de uma adaptação da definição de sustentabilidade contida no Relatório de Brundtland, ficando como “formas de turismo que 21 satisfaçam hoje as necessidades dos turistas, da indústria do turismo e das comunidades locais, sem comprometer a capacidade das futuras gerações de satisfazerem as próprias necessidades.” O mesmo autor, assim como DIAS (2003), ressalta a importância dos princípios de gestão do turismo que, de acordo com o segundo, “oferecem suporte à maioria das ações e a várias iniciativas a serem implementadas na indústria do turismo em termos operacionais...”. A seguir, os princípios citados por DIAS (2003): Tabela 02: Princípios do Turismo Sustentável Princípios do Turismo Sustentável O meio ambiente tem um valor intrínseco que é mais importante que seu valor como ativo turístico. O usufruto do meio ambiente por gerações futuras e sua sobrevivência a longo prazo não podem ser prejudicados por deliberações de curto prazo; O turismo deve ser reconhecido como uma atividade positiva com potencial para beneficiar a comunidade e a própria atração e seus visitantes; O relacionamento entre turismo e meio ambiente deve ser gerenciado de forma que o meio ambiente seja sustentável a longo prazo. Não se pode permitir que o turismo desperdice recursos, impeça que esses recursos sejam desfrutados no futuro ou gere impactos inaceitáveis; As atitudes e os avanços turísticos devem respeitar o tamanho, natureza e a personalidade do lugar do qual estão fazendo parte; Seja qual for o lugar, é necessário buscar harmonia entre as necessidades dos visitantes, do lugar e da comunidade local; Em um mundo dinâmico, algumas mudanças são inevitáveis e a mudança em geral pode ser benéfica. A adaptação à mudança, entretanto, não deve sacrificar nenhum desses princípios; A indústria do turismo, os órgãos locais e as organizações ambientais, todos, têm o dever de respeitar esses princípios e de trabalhar em conjunto para que eles se tornem efetivos. Fonte: DIAS (2003) apud YOUELL (2002:240) Estes princípios, que teriam suas origens baseadas em documentos produzidos em encontros que discutiram a questão ambiental e a sustentabilidade (Comissão Brundtland e Agenda 21, na realidade, mais funcionam como direcionamentos, mas sem um conjunto de ações claras, objetivas que permitam a realização do turismo sustentável, desta forma, cada localidade, cada região deve elaborar suas ações de acordo com os princípios apresentados. 22 1.2 – O Turismo e o Meio Ambiente O advento da Revolução Industrial trouxe, além do desenvolvimento tecnológico e empregos, muita poluição, desmatamento desenfreado e uma rotina altamente estressante devido à grande carga horária de trabalho, à insalubridade do ar e do ambiente urbano. De acordo com MORAES (2007): Os ambientes terrestres têm sido gradativamente alterados pelo ser humano, mas a partir da Revolução Industrial, o homem começou a atuar de maneira mais intensa sobre o meio, fazendo com que as modificações ambientais tomassem proporções alarmantes, tanto em velocidade quanto em dimensão. Como conseqüência de toda essa conturbação, o homem passou a sentir falta de um ambiente que ele pudesse encontrar a paz, a tranqüilidade, desta forma, surge o desejo e, diante do desejo, a necessidade de voltar ao campo, ao meio ambiente natural. A partir daí começa o desenvolvimento da atividade turística, mais precisamente, do turismo de massa (comentado anteriormente). Em 1967, as Nações Unidas chegaram a declarar o ano Internacional do Turismo, isso porquê na época acreditava-se que o turismo “...viria substituir as indústrias poluidoras da Revolução Industrial, por uma atividade limpa e não contaminante – uma indústria sem chaminés.” (DIAS, 2003). Entretanto, o desenvolvimento deste que seria a salvação para o meio ambiente, o turismo, foi realizado dentro dos parâmetros do paradigma mecanicistas, portanto ... ... o turismo constituía-se como uma atividade diferenciada que se desenvolvia dentro dos mesmos parâmetros de racionalidade das demais, ou seja, busca incessante a qualquer custo de geração de renda, em detrimento dos recursos naturais e em benefício dos grandes capitais envolvidos na crescente indústria turística internacional. Podemos afirmar que o turismo moderno é filho legítimo da Revolução Industrial, desta herdou a racionalidade capitalista de consumir os recursos naturais para obtenção de renda. (DIAS, 2003) 23 A crise ambiental, ocorrida na década de 60, como uma forma de repensar o paradigma até então dominante, proporcionou também o repensar da atividade turística e sua relação com o meio ambiente. SWARBROOKE (2000) cita o que chama de “aspectos do meio ambiente”: Tabela 03: “A esfera de alcance do conceito de meio ambiente” (tabela adaptada). O Meio Ambiente Meio Ambiente Natural Meio Ambiente Construído Meio Ambiente Rural Vida Selvagem Recursos Naturais Áreas montanhosas; Construções e estruturas individuais; Paisagens agrícolas; Mamíferos terrestres e répteis; Água, flora,fauna, solo e etc; Mares; Aldeias e paisagens urbanas; Florestas criadas pelo homem; Flora e fauna; Água, vento, flora,fauna, e etc; Rios e lagos; Infra-estrutura de transporte; Fazenda para criação de peixes. Aves, anfíbios; Água, vento, flora,fauna, e etc; Cavernas; Represas e reservatórios Insetos, crustáceos; Flora e fauna. Mamíferos marinhos, peixes e etc. Água, vento, flora,fauna, e etc; Praias, planícies, vales; Florestas naturais. Fonte: SWARBROOKE (2000) Sejam quais forem os “aspectos do meio ambiente” ou o tipo do meio, quando há atuação da atividade turística, não se pode imaginar a não dependência deste último em relação ao meio. Por exemplo, no caso do turismo litorâneo, estão envolvidos o meio ambiente natural (praias), meio ambiente construído (bares, restaurantes, hotéis, pousadas, residências particulares, comércio, rodovias, calçamentos e etc), meio ambiente rural, se houver algum criadouro de peixes no local, vida selvagem (mamíferos marinhos e peixes) e recursos naturais. Seria possível a prática do turismo litorâneo em uma localidade onde as praias 24 fossem totalmente poluídas, sem a presença do calor, sem acesso? Não. Com certeza, nesta localidade, o turismo litorâneo não obteria sucesso. A dependência do turismo em relação ao meio ambiente fica óbvia dentro da óptica de que é o meio que atrai o turista e é o meio que permite a sua chegada e a sua estadia. Acontece que, mesmo com uma dependência tão evidente, o turismo não deixa de impactar negativamente o meio onde atua. De acordo com DIAS (2003) Esses impactos surgem, por exemplo, no desenvolvimento da infra-estrutura para o turismo, num incorreto manejo dos resíduos gerados pela atividade, nas cicatrizes na paisagem geradas pelo crescimento da infra-estrutura nas áreas naturais e pelo volume de visitantes que afeta os ecossistemas mais frágeis. Entretanto, a atividade turística também pode trazer benefícios como a melhoria da infraestrutura básica do município (esgoto, água potável, iluminação, acesso e etc), a valorização da cultura local por parte dos próprios moradores, mais empregos e também: ... o turismo pode ser benéfico ao meio ambiente natural quando oferece uma motivação para a sua conservação. Sem o incentivo financeiro para essa conservação, representado pelo turismo, muitos órgãos do setor público provavelmente dariam menos atenção à proteção do ambiente natural. (SWARBROOKE, 2000) A relação Turismo e Meio Ambiente pode sim ser benéfica para ambos os lados e funcionar de forma sustentável, mas se houver, antes de tudo, um planejamento sério que envolva “aspectos relativos à ocupação territorial, economia, sociologia e à cultura dos núcleos receptores, bem como às características dos locais emissores e à conseqüente heteregeneidade dos turistas.” (RUSCHMANN, 2002) 25 1.3 - Ecoturismo O Ecoturismo retrata a transição de uma mudança paradigmática como a que foi tratada por CAPRA (2000) em que o autor se refere às novas concepções da física como “...uma profunda mudança em nossas vidas, da visão de mundo mecanicista de Descartes e de Newton para uma visão mais holística, ecológica” , ou seja, um novo paradigma abre espaço valorizando não o todo, o comum, mas as suas particularidades e especificidades. É dentro deste pensamento que PIRES (2002, p. 80) nos diz estar inserido o surgimento do Ecoturismo, denominado pelo mesmo como “Turismo Alternativo”: Essa forma de turismo massificado, de larga escala e multinacionalizado, organizado com fins unicamente comerciais, em que não se reconhecem limites de crescimento e os riscos dele decorrentes, em que predomina o comportamento insensível dos turistas para com os destinos e populações receptoras e em que a deterioração ambiental e paisagística são comuns, ensejou as primeiras percepções voltadas para um “turismo diferente”. A diferença, no plano ideológico, haveria de estar na absorção de toda a carga vigente, inspirados na percepção comum de uma nova “ética” que já se vislumbrava, advinda dos anseios e das aspirações por formas menos impactantes e mais autênticas de turismo. Dentro desta óptica, o Ecoturismo surgiu como uma necessidade da sociedade da época, da década de 60 (CAMPOS, 2005). Era preciso a valorização daquilo que era tido como objeto do turismo de massa, assim como o próprio indivíduo, mesmo que inconscientemente, desejava também ser valorizado tendo satisfeitos seus anseios de ter realizados seus desejos, seus sonhos e suas preferências. Surge então o Ecoturismo como atividade que procura valorizar o patrimônio natural e cultural buscando a sua conservação e a formação de uma consciência ambientalista por intermédio de uma educação que se dá pelo processo de interação entre o meio e o turista. 26 1.4 – O Turismo de Eventos O Turismo de Eventos é mais um dos segmentos da atividade turística formado por “... características muito especiais e peculiares ...” (DIAS, E.L,2003) devido à variedade de eventos. Os eventos podem ser de cunho social como os casamentos, aniversários, solenidades e outros, podem ser esportivos, religiosos, culturais, para o lançamento de produtos / inaugurações, seminários, mesas-redondas, congressos, workshop, debates, treinamentos (BASSO, 2003), enfim, cada tipo de evento possui suas particularidades e suas regras para funcionamento. O evento é uma ocasião, que pode ser programada ou não, em que as pessoas se reúnem em torno de um mesmo objetivo, mesmo de forma não explícita. A união da atividade turística e dos eventos pode trazer inúmeros benefícios para a localidade receptora (onde acontecerá o evento). Os benefícios estão relacionados com a questão econômica e segundo FRANCO et al. (2003) são: • • • • O evento é um gerador de divisas, à medida que aumenta o número de visitantes na localidade; estes, por sua vez, tendem a gastar mais do que um turista comum; Ao se promover um evento em épocas variadas do ano, diminui-se o impacto negativo da sazonalidade dentro da atividade turística; Em conseqüência da realização de eventos, há um aumento na geração de empregos e renda; De acordo com a dimensão do evento, pode haver um aumento na permanência do turista na cidade. Mas as conseqüências do turismo de eventos não ficam somente no aspecto econômico, o social, assim como o cultural, também podem ser influenciados positivamente quando há maior geração de empregos, tendo como conseqüência a melhoria da qualidade de vida da população e a valorização da cultura popular. No entanto, determinados eventos podem sim, agredir certas culturas e populações quando são realizados de forma irresponsável e inconseqüente, não observando questões de segurança e higiene ou transformando algo cultural, particular, em uma banalidade a ser mostrada a todo e a qualquer momento. No Brasil, algumas tribos indígenas realizam, para turista ver, danças e rituais que normalmente não fariam naquela ocasião. Em Pernambuco, de acordo com Franco et al.(2003) “...algumas 27 empresas costumam contratar grupos de maracatu para se apresentarem em qualquer época do ano, ficando o movimento descaracterizado, banalizado, já que o maracatu é uma manifestação própria do ciclo carnavalesco.” Ou seja, tal evento não acrescenta valor àquela determinada cultura e sim contribui para sua descaracterização. Lemos (2003, p. 59) faz um importante relato sobre o assunto tratado: O evento não pode simplesmente usufruir de uma localidade, de uma cidade como um apêndice, mas sim fazer parte da política turística de cada localidade. Os agentes devem participar e inserir a participação da sociedade como forma de torná-la valor turístico e, assim, reproduzir-se de forma sustentável. A localidade não pode criar eventos apenas como forma de superar a baixa temporada; isso é conseqüência do processo de agregação de valor turístico que, sendo consistente e socialmente reconhecido, trará benefícios. Portanto, realizar um evento turístico vai muito além da organização do evento em si, do planejamento, operação e pós-evento. Significa investigar a localidade receptora (onde acontecerá o evento) a ponto de conhecer a realidade local (infra-estrutura básica, de acesso, comunicação, segurança e outros) e fazer valer a opinião e a participação da sociedade, principalmente se tratando de eventos culturais, a fim de que se possa acrescentar “valor” à atividade, ou seja, o evento deixa de ser mais um no calendário da localidade, pois passa a representar os costumes, os hábitos daquela população, tornando-se motivo de orgulho. 28 2 – CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO Figura 01: Parte da sede do município, Cabaceiras. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). A fotografia acima, figura 01, foi registrada no mês de junho de 2008 durante a “Festa do Bode Rei”. O município está localizado na Mesorregião da Borborema e na Microrregião do Cariri Oriental da Paraíba. Possui 4.907 habitantes e é um dos 223 municípios paraibanos relacionados pelo IBGE - Cidades (2007), está a 189 km da capital, João Pessoa, e possui extensão territorial de aproximadamente 500 Km² (IBGE, 2001). Figura 02: Localização do Município de Cabaceiras. Fonte: Wikipéida. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabaceiras) 29 2.1 - Breve Histórico Em 1670 chegaram os primeiros habitantes tidos como “civilizados” pelos brancos na região onde hoje encontramos o município de Cabaceiras, o responsável por isso foi o baiano Antônio de Oliveira Ledo. Antônio tinha um sobrinho, conhecido como Capitão Pascoal de Oliveira Lêdo que se apaixonou na Bahia por uma moça de família tradicional e preconceituosa que não aceitava o casamento. Resolveram fugir. Conta-se que a família da moça, tomando conhecimento da fuga providenciou a busca do casal, no entanto, Pascoal e sua amada iam rápido e paravam apenas para mudar de cavalos até que, quando se aproximaram da margem direita do rio São Francisco, o Capitão teve uma boa idéia e a informou àqueles que ali estavam. Disse que iria atravessar o rio carregando um tição (espécie de tocha) e, se por um acaso a luz se apagasse é porque eles teriam morrido. A idéia deu certo, pois quando os perseguidores chegaram à margem do rio, souberam que o casal havia falecido. O resultado disso foi o fim das buscas. O casal atravessou o atual estado de Pernambuco e se refugiou nas terras do tio Antônio, agora um homem rico e latifundiário. Posteriormente, a família da moça tomou conhecimento de seu paradeiro, mas não ousou a ir buscá-la já que estava sob a proteção de um homem forte na região. Conta-se que a numerosa prole do casal ajudou a povoar toda a região. No entanto, Pascoal de Oliveira Lêdo, não teria sido proprietário do local onde hoje se encontra Cabaceiras, teria sido sim um parente seu denominado Pascácio. No ano de 1730, Pascácio vendeu parte de sua fazenda a Domingos de Farias Castro e outra a Antônio Ferreira Guimarães, estes dois fazendeiros, sendo muito religiosos resolveram construir uma capela em um ponto de encontro das fazendas. Atualmente, a capela não mais existe, mas em seu lugar está a Matriz de Cabaceiras (SEBRAE/PB, 1997). A fotografia abaixo, figura 03, foi registrada no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos, localizado na sede do município estudado. Segundo moradores locais o município teria recebido o nome de Cabaceiras devido ao grande número de cabaças foram encontradas na região. 30 Figura 03: Cabaça - fruto da Cabaceira, planta que era muito encontrada na região. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). 2.2 - Os Antigos Habitantes Os antigos habitantes dos Cariris Paraibanos são os responsáveis pela região assim estar denominada, são os índios, mais especificadamente, os Índios Cariri. De acordo com MARTIUS, citado por SOUZA & SOUSA (2007), nenhum outro grupo foi tão difícil de classificar quanto os “Kiriri-sabuja” que teriam vindo da Bahia e se espalhado para o norte, no entanto, aí prevalecia um mistério, pois tinham “agricultura, tecidos e a cerâmica dos índios da Amazônia”. Existem variadas explicações, até mesmo divergentes sobre a caracterização dos Índios Cariri, no entanto, sabe-se que “estavam no período da pedra polida; usavam o machado de sílex, tecido de caruá, adornos de pedra (muiraquitãs)” (SOUZA & SOUSA (2007). Os índios paraibanos deixaram suas marcas, seus registros através de gravuras e pinturas que, de acordo com ALMEIDA(1979): As gravuras e pinturas brasileiras e, em particular, as paraibanas, foram executadas pelos antigos habitantes da região – os indígenas – o que não quer dizer que tenham 31 sido executadas, obrigatoriamente, pela população que os portugueses encontraram no Brasil no século XVI. Podem ter sido obra de grupos indígenas extintos ou que não mais habitavam o local à época do descobrimento. Atualmente é possível encontrar pinturas e gravuras em diversos municípios paraibanos como em Cabaceiras, Queimadas, Serra Branca, Olivedos, Gurjão, São João do Cariri, entre outros. Cabaceiras possui inscrições rupestres no Lajedo do Pai Mateus e no Sítio do Bravo (inclusive dos índios Itaquatiara). 2.3 - Economia Fazem parte da base da economia cabaceirense a caprinocultura e a agricultura. A primeira, devido à facilidade com que estes animais se adaptaram à realidade climática e territorial da região (MONTEIRO, 2007) e a segunda devido às seguintes plantações: Tabela 04: Lavouras do Município de Cabaceiras – PB, referente ao ano 2005 (tabela adaptada). Lavoura Permanente Lavoura Temporária Produto Quantidade Produto Quantidade Algodão arbóreo 05 toneladas Algodão herbáceo 06 toneladas Banana 160 toneladas Alho 09 toneladas Côco-da-baía 480 mil frutos Batata-doce 80 toneladas Goiaba 16 toneladas Cebola 15 toneladas Laranja 06 toneladas Feijão (em grão) 75 toneladas Manga 28 toneladas Milho (em grão) 120 toneladas Tomate 800 toneladas Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal (2007) É importante ressaltar que o município estudado já foi grande produtor de algodão em décadas passadas, atualmente, com o apoio de algumas instituições determinados agricultores estão retomando o plantio. Assim como em outras cidades nordestinas, os empregos públicos advindos da prefeitura municipal muito contribuem para a economia. A atividade turística não fica para trás, “novos empreendimentos foram criados, como hotéis, pousadas, bares, restaurantes, lojas de 32 artesanato, mercados diversos” (DUTRA, 2004), isso significa mais empregos diretos e indiretos. Outra forma encontrada pelos cabaceirenses de tirarem algum proveito financeiro com o turismo é o aluguel de suas casas. Aqueles que desejam assim proceder fazem um cadastramento na prefeitura e esta última, mais especificadamente, o Departamento de Turismo, faz a ponte entre turista e/ou agência e locatário. O artesanato também merece destaque, pois nos últimos anos “aumentou o faturamento e a quantidade de artesãos” (DUTRA, 2004). O couro tem sido a principal matéria prima utilizada pelos artesãos do local (bolsas, sapatos, sandálias, chapéus, chaveiros, carteiras, pastas e outros mais), mas não é o único, pois também é possível encontrar artesanato em madeira, tecido, bordados e flores. 2.4 – Política Figura 04: Atual sede da Prefeitura Municipal de Cabaceiras. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Em 1834, a povoação “elevou-se à categoria de Vila com a designação de Vila Federal de Cabaceiras, pela resolução do Conselho do governo”, no dia 21 de julho. Cabaceiras tornou-se município no dia 31 de agosto de 1835, desmembrando-se de Campina Grande, no entanto, sua sede foi transferida duas vezes, para Bodocongó e para Barra de São Miguel, antes de ser restabelecida na atual sede no ano de 1940 (SEBRAE, 1997). O líder político da região, reeleito no dia 05 de outubro de 2008 é o Sr. Ricardo Jorge de Farias Aires do partido PSB e o vice-prefeito é o Sr. Alexandro da Silva. A seguir, o organograma da prefeitura de Cabaceiras: 33 Prefeito Vice - prefeito Dep. de Turismo Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente Secretaria de Educação Secretaria de Saúde Secretaria de Ação Social Dep. de Obras Figura 05: Organograma do setor administrativo do Município de Cabaceiras - PB Fonte: Departamento de Turismo 2.5 - Aspectos Sociais A população de Cabaceiras conta com 03 escolas na zona urbana (sendo duas municipais e uma estadual) e 06 na zona rural (três municipais e três estaduais com ensino até o fundamental). Na área da saúde, para os moradores da zona urbana estão disponíveis um posto de saúde e uma unidade do PSF (Programa de Saúde da Família), enquanto que para a zona rural está uma unidade do PSF. Na sede foi observado que a grande maioria das casas conta com rede de esgoto e água encanada, no entanto, algumas casas populares ainda estão com o esgoto a céu aberto. Na zona rural, a maioria da população utiliza o sistema de fossa e a água potável é procedente de poços. A segurança é feita por dois policiais da Polícia Militar (exceto no dia de festas em que há reforço com a chegada de policiais de outros municípios). Também está presente a Polícia Civil constituída de um delegado, 01 escrivão, 01 agente administrativo e 02 agentes de investigação. Estão disponíveis os serviços de três bancos, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica (casa lotérica) e o Bradesco (utilizando o serviço dos Correios). Para o lazer a população urbana conta com áreas como as praças e, para a prática de esportes, com a quadra de uma das escolas. Já na zona rural, no distrito da Ribeira existe uma pequena área de lazer. 34 Figura 06: Praça do Arraial Popular Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 07: Praça dos Mosaicos e, ao fundo, a Praça Epitácio Pessoa. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). As três praças apresentadas acima fazem parte da sede e, no período da “Festa do Bode Rei”, são muito utilizadas. Cotidianamente, tais praças funcionam como ponto de encontro, especialmente a praça Epitácio Pessoa, onde os jovens costumam se reunir após as aulas. 2.6 - Atrativos Turísticos Os principais atrativos turísticos de Cabaceiras estão relacionados com três tipos de atividade turística: o Ecoturismo, o Turismo de Eventos e o Turismo Cultural, sendo os dois primeiros os principais por atraírem maior número de pessoas. 2.7 - Ecoturismo Os principais atrativos ecoturísticos são o Lajedo Pai Mateus e a Saca de Lã (os dois considerados com Área de Preservação Ambiental – APA), ou seja, são os atrativos que mais atraem os turistas, mas existem outros, menos conhecidos, como a Pedra da Pata, a Lagoa do Cunha. 35 Figura 08: Vista parcial do Lajedo Pai Mateus, localizado no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras / PB. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2007). Figura 09: Vista parcial do Lajedo Pai Mateus, localizado no Hotel Fazenda Pai Mateus, em Cabaceiras / PB. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2007). O Lajedo Pai Mateus é uma formação rochosa, granítica, com área de 1km² e aproximadamente 100 blocos arredondados distribuídos sobre uma base retangular, também de granito. Cada bloco arredondado chega a pesar 45 toneladas. O atrativo recebeu este nome, Pai Mateus, devido a um ermitão que ali residiu. Dizem alguns populares que se tratava de um curandeiro descendente de índios, outros falam que era descendente de escravos, mas nada pode ser comprovado devido à inexistência de dados como, por exemplo, registro de nascimento. Muito antes do Lajedo se tornar residência de tal ermitão, o local era utilizado por índios como uma espécie local sagrado, para as suas cerimônias. É possível encontrar no Lajedo e nas redondezas alguns registros dos índios como desenhos feitos com a palma da mão, que simbolizam a dança e outros. O Lajedo é propriedade particular e deu origem ao chamado Hotel Fazenda Pai Mateus. No entanto, o intuito inicial não era investir na atividade turística, mas sim na atividade mineradora. De acordo com o senhor Paulo Eduardo Uchoa Lucena (proprietário), nos anos noventa, um geólogo esteve no local para fazer uma avaliação para empresas mineradoras e, se deparando com aquelas formações rochosas sugeriu ao Sr. Crysostomo Lucena de Holanda (pai do Sr. Paulo Eduardo) que utilizasse o local como atrativo turístico. Em 1999 esteve no Lajedo um sueco, empresário do setor turístico, que fez sociedade com o Sr. Crysostomo e juntos começaram a investir no local com a construção do Hotel Fazenda. Atualmente o Hotel Fazenda Pai Mateus apresenta 30 unidades habitacionais (apartamentos), ar condicionado, frigobar, banheiro com banho quente, ventilador de teto, camas king size, varanda com rede e internet wireless de banda larga entre outros serviços, 36 também dispõe de bar da piscina, restaurante, piscinas para adultos e crianças, campo de futebol de várzea, sauna a vapor panorâmica, sala de TV/DVD, “business center” com internet banda larga via satélite, estacionamento e lavanderia. (Site Hotel Fazenda Pai Mateus). A Saca de Lã também é uma formação rochosa, no entanto, são rochas retangulares, sobrepostas formando uma pirâmide com mais de 40 metros de altura. O nome “Saca de Lã”, justifica-se devido à semelhança das rochas em relação às sacas cheias de lã que eram muitos comuns na região, especialmente na Borborema. Diante da Saca, representada na figura 10, no período denominado de inverno, período das chuvas, forma-se um rio capaz de abranger todo o espaço da foto que vai, aproximadamente, da altura onde está localizada a árvore (A) localizada entre as pedras, no meio da Saca, até outra extremidade, incluindo a faixa de areia (B), até um conjunto de pedras localizadas um pouco mais adiante, mas não visíveis na foto. A Pedra da Pata, outra formação rochosa, que para uns lembra uma pata, já para outros não, é um atrativo ecoturístico menos conhecido em relação à Saca de Lã e o Lajedo Pai Mateus, mas que possibilita ao turista a chance de apreciar, no período das chuvas, o encontro dos rios Taperoá e Paraíba (figura 12). A B Figura 10: Saca de Lã Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 11: Vista parcial da Pedra da Pata. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). 37 Rio Taperoá Rio Paraíba Figura 12: Vista do encontro entre os rios Taperoá e Paraíba. Fonte: Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). 2.8 - Turismo de Eventos O calendário de eventos de Cabaceiras está distribuído da seguinte forma: Tabela 05: Calendário de Eventos de Cabaceiras (adaptada). EVENTOS LOCAL PERÍODO ORGANIZAÇÃO/ INFORMAÇÕES Festa de Reis Em frente à Igreja do Rosário. Av. 04 de junho 05 e 06 de janeiro Paróquia Prefeitura Municipal Vaquejada Arthur Sampaio Parque Arthur Sampaio Distrito da Ribeira Mês e data móvel Sílvio Sampaio Prefeitura Municipal Festival do Bode Rei Av.: 04 de Junho, praça General José Pessoa, Parque de Exposições Mês de junho Prefeitura Municipal Aniversário de Emancipação Política Avenida 04 de Junho 04 de junho Prefeitura Municipal São João de Tradição Avenida 04 de Junho 23 e 24 de junho Prefeitura Municipal São Pedro no Distrito de Ribeira Praça Pública Francisco Pereira Duarte 30 de junho a 01 de julho Prefeitura Municipal Festa de São Bento Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição 1ª segunda de agosto Paróquia Romaria à Cruz da Menina Cruzeiro da Menina 18 de outubro Paróquia e Prefeitura Municipal Semana Cultural Avenida 04 de Junho Mês de dezembro Prefeitura Municipal Festa da Padroeira – Nossa Senhora da Conceição Paróquia Nossa Senhora da Conceição 08 de dezembro Paróquia Fonte: Departamento de Turismo de Cabaceiras. 38 Figura 13: Cruzeiro da Menina, Cabaceiras (2008). Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 14: Imagem da menina, Cruzeiro da Menina em Cabaceiras (2008). Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). As figuras 13 e 14 são fotografias do Cruzeiro da Menina. Contam os moradores locais que uma menina de apenas 3 anos, chamada Josefa, mais nova de uma família numerosa, teria saído para brincar com seus irmãos que não perceberam que a mesma os seguia, já a mãe acreditava que a menina estivesse sob os cuidados dos meninos. Os garotos se adiantaram e, não conseguindo alcançá-los, a menina teria se perdido em meio à caatinga sendo encontrada depois de alguns dias morta entre xiquexiques e mandacarus. Desde sua morte, a cerca de 45 anos atrás, alguns milagres são atribuídos à menina, por isso, foi erguido um cruzeiro no local onde o corpo foi encontrado, a casa dos milagres e uma pequena capela. A romaria que surgiu para o Cruzeiro da Menina faz parte dos eventos do município, entretanto, não é o mais importante. Dentre os dez eventos registrados no Calendário de Eventos do município, quatro são realizados no mês de junho e, entre estes quatro existe um que é tido como o principal, o que reúne maior número de pessoas e que é capaz de integrar outros eventos, é o Festival do Bode Rei, ou, como é mais conhecido, a Festa do Bode Rei. Segundo Truta (2004), nos dias em que acontece (uma semana) a Festa do Bode Rei o município recebe 40 mil visitantes. Nesta festa o personagem principal é o bode que, de acordo com Bezerra (2007) é “o animal cuja espécie, adaptada às condições adversas do semiárido nordestino, sustenta a economia de centenas de municípios e a vida de milhares de pessoas.” Durante a festa ocorrem leilões, corridas de bode (o Pega Bode), gincana, eleição da 39 garota Bode Rei, venda de artesanato e comida feita à base de bode como o “estrogobode” (estrogonofe com carne de bode), “quibode” (quibe de bode) entre outros. Todos os anos há o concurso para a coroação do Bode Rei e alguns requisitos são o porte, a elegância e desenvoltura. Os animais que chegam para a festa ficam cercados próximo ao local onde ocorrem os desfiles e recebem os cuidados de seus proprietários ou responsáveis. Figura 15: Alguns dos competidores aguardando o momento do desfile. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 16: Vista parcial do Parque do Bode, local onde acontecem os desfiles. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 17: Decoração da Festa do Bode Rei. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). 40 Na Festa do Bode Rei toda a cidade se prepara, especialmente as ruas principais. A Praça do Mosaico recebe o “Informa Bode”, o Arraial Popular recebe bandeirolas e as quadrilhas, isso além das barraquinhas padronizadas, tanto para o artesanato quanto para aquelas de alimentos e bebidas. Figura 18: Praça do Mosaico. No fundo, à direita o centro de informações montado para os dias da Festa do Bode Rei, o “Informa Bode”. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 19: Arraial Popular. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 21: Praça Epitácio Pessoa decorada para a Festa do Bode Rei. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 20: Apresentação da Quadrilha da Melhor Idade no Arraial Popular. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 22: Passeio do bode eleito Rei em 2008 pelas ruas da cidade. Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread 41 2.9 - Turismo Cultural A cultura cabaceirense, seus conhecimentos, costumes, por muito tempo foram menosprezados pela própria população. Segundo alguns populares, não havia orgulho em dizer que eram cabaceirenses, no entanto, de 2000 para cá essa situação se tornou muito diferente. No ano de 2000 houve o lançamento do filme “O Auto da Compadecida”, de reconhecimento nacional, que mostrou as belezas naturais do local e que trouxe para a população local o orgulho e a valorização de sua cultura. No entanto, “O Auto da Compadecida” não foi o único filme gravado no município: Tabela 06: O Cinema em Cabaceiras. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º Filme Ferração dos Bodes Sob o Céu Nordestino Mistérios de Pai Mateus Viagem através do Brasil São Jerônimo O Auto da Compadecida Eu sou o Servo Velhos Cariris Paraibanos Madame Satã Viva São João Tempo de Ira Cinema, Aspirinas e Urubus Canta Maria Cabaceiras Romance Direção Ano de Estréia Antônio Barradas 1921 Walfredo Rodrigues 1924 Machado Bitencourt 1971 Júlio Bressane 1975 Júlio Bressane 1999 Guel Arraes 2000 Eliézer Rolim 2001 Elisa Cabral 2001 Karim Ainouz 2002 Andrucha Waddington 2002 Marcélia Cartaxo e Gieslla de Mello 2003 Marcelo Gomes 2005 Francisco Ramalho 2006 Ana Bárbara Ramos 2007 Guel Arraes 2007 Fonte: Jornal Folha de São Paulo do dia 27 de maio de 2007. Autoria: ACAYBA, Cíntia (2007) No dia 05 de maio de 2007, Cabaceiras recebeu um letreiro com 80 metros de comprimento e cinco metros de altura com os dizeres “Roliúde Nordestina”, fazendo uma apologia à Hollywood norte-americana. 42 Figura 23: Letreiro “Roliúde Nordestina”, em Cabaceiras , PB. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008) 3 - ASPECTOS METODOLÓGICOS Os métodos de pesquisa utilizados foram os qualitativos, constituídos de pesquisa bibliográfica e documental, observação participante periférica e pesquisa de campo. A técnica utilizada para a coleta dos dados qualitativos foi a de questionários semi-estruturados. A escolha da pesquisa qualitativa como método para a realização deste trabalho justificase, pois se trata de um estudo de caso, que para Gil (1999) é um estudo empírico que investiga um fenômeno atual dentro do seu contexto de realidade e, de acordo com Minayo (1994) a pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares, ela se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificado, ou seja, ela trabalha como o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações, dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis. Os procedimentos metodológicos realizados para alcançar o objetivo principal de verificar a atuação da atividade turística, especialmente o Ecoturismo e o Turismo de Eventos, analisando a existência ou não de sustentabilidade, foram organizados de forma a viabilizar a pesquisa, considerando a não existência de um “modelo metodológico” pronto que se adequasse aos objetivos deste trabalho. São eles: 43 1º) A realização do Inventário da Oferta Turística; 2º) Definição da amostra; 3º) Elaboração dos questionários que pudessem oferecer dados quanto ao perfil dos abordados, sobre o turismo, meio ambiente, além de assuntos específicos a determinadas atividades profissionais. 4º) Análise dos dados; 5º) Propostas de melhoria. 3.1 - Inventário da Oferta Turística Realizar o inventário da oferta turística significa relacionar o que a localidade possui e que influencia no andamento da atividade turística. O Inventário seguido, porém de forma parcial, foi o apresentado pelo O MINISTÉRIO DO TURISMO (2006) que relata alguns itens da infra-estrutura de apoio ao turismo, serviços e equipamentos envolvidos no contexto: Tabela 07: Infra-estrutura de apoio ao Turismo, serviços e equipamentos no município de Cabaceiras, PB. Infra - estrutura de apoio ao Turismo Conjunto de obras, de estrutura física e serviços, que proporciona boas condições de vida para a comunidade e dá base para o desenvolvimento da atividade turística: sistemas de transportes, energia elétrica, serviço de abastecimento de água, arruamento, sistema de comunicação, sistema educacional etc. Serviços e Equipamentos Turísticos Conjunto de serviços, edificações e instalações indispensáveis ao desenvolvimento da atividade turística e que existem em função desta. Compreendem os serviços e os equipamentos de hospedagem, alimentação, agenciamento, transportes, para eventos, de lazer, entretenimento etc. Fonte: Ministério do Turismo (2006) A infra-estrutura de apoio ao turismo, na realidade, é a infra-estrutura básica do município que caracteriza as condições de vida da população. Caso a população possua uma infraestrutura básica deficiente, assim também será a de apoio ao turismo. A quantidade de 44 serviços e equipamentos turísticos existentes no município, assim como a qualidade dos mesmos são fundamentais para uma melhor caracterização do turismo local, caso sejam proporcionais, ou seja, exista um equilíbrio entre a oferta e a demanda, pode-se considerar o turismo como viável, caso contrário, esta viabilidade estará comprometida. O Ministério do Turismo (2006) apresenta três módulos, A,B e C, em que A é o módulo referente à infra-estrutura de apoio ao turismo, B é o módulo referente aos serviços e equipamentos turísticos e C é o módulo referente aos atrativos turísticos. Todos os módulos são divididos em formulários de acordo com o quadro abaixo: Tabela 08: Lista de formulários dos módulos A,B e C, propostas pelo Ministério do Turismo (2006). Módulo A Módulo B Módulo C F01 – Informações básicas do município; F08 – Serviços e Equipamentos de Hospedagem; F15 – Atrativos Naturais; F02 – Meios de Acesso ao município; F09 – Serviços e Equipamentos de Gastronomia; F16 – Atrativos Culturais; F03 – Sistema de Comunicações; F10 – Serviços e Equipamentos de Agenciamento; F17 – Atividades Econômicas; F04 – Sistema de Segurança; F11 – Serviços e Equipamentos de Transporte; F18- Realizações Técnicas, Científicas ou Artísticas; F05 – Sistema Médico – Hospitalar; F12 – Serviços e Equipamentos para Eventos; F19 – Eventos Permanentes. F06 – Sistema Educacional; F13 – Serviços e Equipamentos de Lazer e Entretenimento; F07 – Outros Serviços e Equipamentos de Apoio F14 – Outros Serviços e Equipamentos Turísticos Fonte: Ministério do Turismo (2006) Todos os módulos apresentados acima foram observados e tidos como orientadores para a realização do inventário, no entanto, os itens referentes a cada formulário foram apenas citados e não caracterizados. Por exemplo, quanto ao formulário F09 do módulo B, Serviços e Equipamentos de Gastronomia, o Ministério do Turismo (2006) solicita que sejam relacionados todos os bares, restaurantes e lanchonetes com seus respectivos: nome fantasia, CNPJ, início da atividade endereço completo e outros. Neste estudo, o que ocorreu foi apenas 45 a citação do nome fantasia e a caracterização do local como bar, restaurante e lanchonete (bar e lanchonete, lanchonete e restaurante, etc). A não caracterização é aqui explicada em virtude do grande número de itens a serem investigados, em decorrência da falta de pessoas especializadas para tal e do pouco tempo disponível, pois outras ações do trabalho tinham que ser priorizadas como a aplicação dos questionários. 3.2 - A definição da Amostra e Questionários Para delimitar a amostra foram escolhidos indivíduos residentes no município de Cabaceiras, acima de 18 anos e sem idade máxima. Apenas nos questionários destinados aos barraqueiros e aos agentes de saúde é que foi permitido aos residentes de outros municípios serem abordados, tendo em vista seu grande número, especialmente, os barraqueiros. Os profissionais da saúde vindos de outros municípios responderam as questões referentes ao perfil e as específicas, no entanto, não responderam as perguntas de opinião em relação à localidade. Abaixo, uma representação dos tipos de questionário e número de abordagens: Tabela 09: Questionários e Quantidades Questionários Quantidade Aplicada Agentes de Saúde 12 Artesãos 55 Barraqueiros 21 Garis 05 Moradores da Zona Rural 47 Moradores da Zona Urbana 189 PM’s 02 TOTAL 331 Dos 331 questionários aplicados, 308 foram para residentes no município e apenas 23 (19 barraqueiros e 04 agentes de saúde) para residentes em outros municípios. De acordo com o 46 IBGE (2004), os moradores de Cabaceiras, acima de 18 anos, chegam ao total de 2.647, desta forma, para que este trabalho tivesse uma amostragem significativa bastaria a porcentagem mínima de 10% (265 questionários), no entanto, devido ao interesse de alguns moradores em responder aos questionários foi possível preencher 43 questionários a mais. O questionário voltado para os barraqueiros (em anexo) foi aplicado durante a Festa do Bode Rei (junho de 2008). Ele se difere dos outros por ser mais simples, possui perguntas para a identificação de perfil e de opinião a respeito da infra-estrutura do município para a Festa do Bode Rei. Todos os outros questionários (também em anexo), além de conterem perguntas para a caracterização do perfil e de opinião, também possuem as específicas. Para a identificação do perfil, são colocados itens como idade, sexo, salário, escolaridade e trabalho ou ocupação. As perguntas de opinião voltadas para o tema Turismo questionam se houve uma maior valorização, por parte dos cabaceirenses, em relação a determinados atrativos culturais, naturais e produtos, se houve melhoria da infra-estrutura básica do município, além da melhoria financeira. Outras questões envolvem o tema Meio Ambiente e os questionados respondem se consideram ou não importante cuidar do meio ambiente, o porquê e se participaria ou não de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente. As perguntas específicas variaram de acordo com o grupo a que foram direcionadas. Para os Agentes de Saúde a primeira é sobre o aumento ou não de ocorrências como conseqüência da chegada dos turistas e a segunda é sobre os motivos pelos quais os turistas procuram atendimento. Para os artesãos, as específicas compreendem a principal matéria prima utilizada e se, durante o processo de fabricação, existe algum cuidado, alguma preocupação com o meio ambiente. Os garis foram questionados sobre a quantidade de tratores carregados de lixo retirados por dia de Festa do Bode Rei, qual o principal tipo de lixo (plástico, papel, metal, vidro) e também a respeito do lixão municipal. Os policiais, mais especificadamente, os PM’s responderam sobre o aumento ou não de ocorrências policiais e a respeito do principal motivo destas ocorrências. Para que todos estes questionários fossem aplicados a Prefeitura Municipal de Cabaceiras disponibilizou quatro condutores de turismo, jovens que são contratados pela prefeitura para trabalharem no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos e no Memorial Cinematográfico. Estes jovens, que, quando necessário trabalham como guias de turismo, fazem de 3 em 3 meses uma prova sobre o município e, se aprovados, têm seus contratos renovados. Antes do 47 início da aplicação dos questionários, os jovens foram esclarecidos sobre de que se trata o trabalho, seu objetivos e receberam orientações de como abordar as pessoas e aplicar os questionários. Somente o questionário denominado “Questionário para Moradores” foram divididos em zona urbana e zona rural, uma forma de tentar identificar diferentes tipos de influência da atividade turística na vida destas pessoas, assim também como a questão ambiental. A equipe foi dividida em duas, a que ficaria na sede e a que iria para a zona rural. Para a equipe da zona urbana (três pessoas), seguiu-se a divisão imaginária da cidade em duas partes, norte e sul, tendo como ponto central a principal rua da cidade. Os colaboradores percorreram quase todas as ruas, das mais centrais às mais longínquas, seguindo a orientação de abordarem uma casa sim, duas não, a fim de que a amostragem ficasse o mais diversa possível. As abordagens foram realizadas em dias de semana e final de semana, conforme a possibilidade dos condutores. A equipe responsável pela zona rural restringiu-se a uma condutora e à pesquisadora. Foram percorridas quase todas as localidades do município, contudo, não foi possível fazer uma varredura completa devido às más condições da estrada por conseqüência das chuvas. Também foram colhidos dados dos visitantes que assinaram o Livro de Assinaturas do Museu Histórico dos Cariris Paraibanos. O intuito é de melhor conhecer estes visitantes, saber sua procedência, mas, no decorrer da coleta, foi verificado que era possível também perceber quais são os meses de alta e baixa visitação no Museu, podendo essa variação se estender à visitação de toda a sede. 3.3 - Análise dos Dados Para que fosse possível analisar a sustentabilidade ou não da atividade turística no município estudado foi necessário analise dos dados obtidos através dos questionários, além das observações feitas em campo. A elaboração das tabelas e dos gráficos foi realizada com a utilização do Software Excel versão 2007. 48 4 – RESULTADOS Neste capítulo são apontados aspectos que proporcionam a análise da atuação da atividade turística quanto à existência ou não da sustentabilidade turística, a percepção da população local quanto ao meio ambiente e os cuidados tomados para sua preservação. Os resultados obtidos são conseqüência dos questionários aplicados e estão divididos em três partes: 1º) Perfil dos entrevistados; 2º) Parâmetros para a avaliação da sustentabilidade turística, percepção e cuidados relacionados ao meio ambiente e perguntas específicas; 3º) Questionário destinado aos barraqueiros da Festa do Bode Rei. Legenda: AS – Agentes de Saúde; ART – Artesãos; ZR – Moradores da Zona Rural; ZU – Moradores da Zona Urbana; PM – Polícia Militar; G – Garis. 1º) Perfil dos entrevistados: A identificação do perfil dos entrevistados é necessária para que seja possível conhecer melhor a população local e, desta forma, compreender sua realidade. Para tal informação foram feitas as seguintes perguntas: 1º) Faixa etária; 2º) Sexo; 3º) Renda Mensal; 4º) Escolaridade; 5º) Outro trabalho ou ocupação? Qual? 49 Tabela 10: Dados referentes à faixa etária, com identificação dos grupos. IDADE % AS Agentes de Saúde % Artesãos % Moradores ZR ART 18 até 24 25 até 39 0,32 1,61 1 5 7,10 6,77 22 21 1,94 3,23 6 10 18,39 17,10 57 53 0,00 0,32 40 até 59 1,94 6 2,26 7 6,13 19 16,45 51 0,32 MZR % Moradores ZU % MZU PM’S % PM’S Garis % Total G Total 1 0,00 0,00 27,74 29,03 86 90 1 1,61 28,71 89 5 60 até 69 0,00 1,29 4 2,58 8 4,19 13 0,00 0,00 8,06 25 70 até 79 0,00 0,32 1 0,97 3 3,87 12 0,00 0,00 5,16 16 + de 80 0,00 0,32 1 0,97 3 0,00 0,00 1,29 4 0,00 100,00 310 TOTAL 0,00 Tabela 11: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referentes ao sexo, com identificação dos grupos. SEXO % AS Agentes de Saúde % ART Artesãos % ZR Moradores ZR % ZU Moradores ZU Feminino Masculino 3,55 0,32 11 1 3,87 13,87 12 43 8,06 7,10 25 22 44,19 16,77 137 52 % PM’S PM 0 0,65 2 % G Garis 0 1,61 5 TOTAL % Total Total 59,68 40,32 185 125 100,00 310 A maioria dos entrevistados apresenta entre 25 e 39 anos, no entanto, com apenas 0,32% a menos está o grupo de pessoas com idade entre 40 e 59 anos. O sexo feminino é a maioria, 59,68%. Tabela 12: Dados referentes ao salário ou renda, com identificação dos grupos. SALÁRIO % AS Agentes de Saúde Até 01 De 1 até 2 2,12 1,06 6 3 De 2 até 3 0,00 0,00 0,00 De 3 até 4 0,35 1 0,00 0,35 De 4 até 5 0,35 1 0,35 + de 5 0,35 1 0,00 TOTAL % Artesãos ART 11,31 6,36 % ZR 32 18 1 10,60 3,53 Moradores ZR 30 10 1 % ZU Moradores ZU 51,94 6,01 147 17 1,77 5 0,00 % PM’S PM 0 0,7 10 % G 2 0,35 1,41 Gari s 1 4 % Total Total 76,33 19,08 216 54 0,00 1,77 5 0 0,00 0,71 2 0,00 0,35 1 0 0,00 1,06 3 0,00 0,71 2 0 0,00 1,06 3 100 283 Nesta tabela, o número total de pessoas que responderam sobre o salário ou renda é de 283, diferenciando das tabelas anteriores em que os totais são iguais a 310, portanto, 27 indivíduos não responderam. Destes 27 indivíduos, foi possível observar que fazem parte do grupo das 50 donas de casa e do grupo de pessoas que, mesmo sendo esclarecidas sobre o trabalho que estava sendo realizado, ficaram receosas de responder. A pergunta a seguir está dividida em duas partes, a primeira refere-se ao indivíduo na atualidade, se ainda está estudando, se parou ou se nunca estudou, a segunda parte é sobre o nível ou grau de escolaridade. Tabela 13: Dados referentes à escolaridade, com identificação dos grupos (1ª parte). ESCOLARI DADE % AS Agente de Saúde % Ainda estudo Parei de estudar Nunca estudei TOTAL 0,97 2,90 3 9 ESCOLARIDADE % AS Agentes de Saúde Curso técnico 1º grau (fund.) 2º grau (méd.) Superior 0,67 0,00 2 1,35 Pósgraduação TOTAL Artesão ART ZR 3,87 13,87 0,00 % 12 43 Moradores ZR % ZU Moradores ZU % PM 3,23 10,97 10 34 19,35 39,03 60 121 0 0,65 0,97 3 2,58 8 0 0,00 PM’s % Garis G 2 % Total Total 0,00 0,97 3 27,42 68,39 85 212 0,65 2 4,19 13 100,00 310 Tabela 14: Dados referentes à escolaridade, com identificação dos grupos (2ª parte). % Artesãos ART % ZR Moradores ZR % ZU Moradores ZU % PM’s PM % G 0,00 7,41 22 0,34 11,45 1 34 1,68 35,35 5 105 0 0,34 1 0,00 1,01 4 9,09 27 2,69 8 16,50 49 0,34 1 1,01 3 2,02 6 0,67 2 5,72 17 1,01 3 0,00 1,35 4 0,00 Garis % Total 2,69 55,56 8 165 0,00 29,97 89 0 0,00 9,43 28 0 0,00 2,36 7 100,00 297 3 Nesta última tabela, o total final ficou em 297, ou seja, 13 indivíduos a menos que na primeira parte, portanto, estes não passaram as informações solicitadas. A justificativa para esta ocorrência é de que, possivelmente, no momento da aplicação daqueles questionários o entrevistador tenha passado da primeira parte direto para a próxima pergunta. É interessante ressaltar que a maioria dos cabaceirenses não mais estuda e parou no 1º grau, no entanto, o que foi possível observar é que muitos destes cursaram o ensino fundamental, mas não o completaram, ou seja, futuramente, se for realizado um estudo sobre o índice de analfabetismo na região, o mesmo será considerado baixo pelo fato dos indivíduos saberem assinar seus nomes, mas se for considerada a leitura, interpretação de texto e outros itens, com certeza o índice será bem maior. Total 51 Tabela 15: Dados referentes ao trabalho ou ocupação dos entrevistados em Cabaceiras, com identificação de grupos TRAB. OU OCUP. % AS Agricultor Aposentado Agente de Saúde % Artesãos % 0,00 0,00 ART 1,49 0,37 4 1 ZR 8,55 0,37 Atendente 0,00 0,00 Autônomo Aux. administ. 0,00 0,00 0,37 0,00 Aux. servi. gerais 0,00 0,00 Moradores ZR 0 0,00 0,37 1 0 0 0,00 0,00 5,58 0,37 15 1 0,74 2 0 0,00 0,74 2 0,00 5,58 0,74 15 2 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,37 6,32 1,12 1 17 3 0,00 0,74 2 0 0,00 0,74 2 7 0 0 0,00 0,00 2,60 0,74 7 2 0 0,00 0,37 1 0,00 Costureira Criador de animais Diretor de associação Dona de casa Empregada doméstica Empresária 0,00 0,00 0,00 0,74 2 0,00 0,00 2,60 0,00 0,00 0,37 1 0,00 0,00 1,12 0,00 3 5,20 0,00 Estudante Farmacêutica Funcionário público Gerente Guia Turístico Marceneiro Mecânico Músico Operário Pedreiro Pescador Poeta Professor Secretária Vendedor TOTAL 0,00 0,37 0,37 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,37 0,00 0,37 0,00 1 14 0,00 0,37 0,00 0,74 1 2 1 0,74 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,37 0,74 0,00 0,00 2 1 2 60 17 1 0,00 1 1 Total 13 1 Condutor de Turismo 0,00 % 4,83 0,37 0,37 0,37 0,37 0,00 Garis 0,37 1 0,00 0,00 0,00 3 % Total 22,30 6,32 Cabeleireiro Comerciante Comerciário 1,12 0,00 PM’s G 0,00 0,00 0,00 1 1 1 % PM 0 0 0,37 0,00 ZU 12,27 5,58 Moradores ZU 33 15 23 1 0,00 1 % 1,12 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,37 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 1,12 0,00 0,00 3 1 3 15,24 1,86 41 5 0 0 0,00 0,00 22,68 1,86 61 5 0,37 1 0 0,00 0,37 1 6,32 0,00 4,83 17 0 0 0 0,00 0,00 0,00 7,81 0,37 5,95 21 1 16 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,74 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,74 0,37 0,74 0,74 0,37 0,37 1,12 0,37 0,37 4,09 0,74 2,97 100,00 2 1 2 2 1 1 3 1 1 11 2 8 269 0,00 0,37 0,74 0,37 0,37 0,37 0,37 0,37 0,00 2,23 0,74 2,60 13 1 2 1 1 1 1 1 6 2 7 2 Em primeiro lugar, como profissão ou ocupação, estão os agricultores com 22,30% e, em segundo, as donas de casa com 22,68%. Foi observado que, mesmo na zona urbana, o número de agricultores (considera-se aqui de ambos os sexos) é relevante em relação às outras profissões. A justificativa para tal é o fato de que alguns indivíduos mantêm residência na sede do município e, durante o dia, vão para a zona rural trabalhar em suas plantações. 2º) Parâmetros para a avaliação da sustentabilidade, percepção do meio ambiente e perguntas específicas. 52 Com o advento do Turismo: 2.1) A população de Cabaceiras está valorizando mais seus atrativos culturais, produtos e atrativos naturais? Tabela 16: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referentes ao artesanato, com identificação de grupos. ARTESANATO Agente % Artesãos % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART ZR ZR ZU ZU PM G Saúde 2,29 7 16,67 51 12,75 39 51,31 157 0,65 2 1,63 5 0,33 1 0,00 0,65 2 4,58 14 0,00 0,00 % Total Total 85,29 5,56 261 17 Não sei 0,00 0,98 3 1,96 Não conheço 0,00 0,33 1 0,00 Sim Não % AS 6 4,25 13 0,00 0,00 7,19 22 1,63 5 0,00 0,00 1,96 6 100,00 306 TOTAL Tabela 17: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à caprinocultura e outros, com identificação de grupos. CAPRINO. E OUTROS Sim Não Não sei Não conheço % AS Agentes % Artesãos % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART ZR ZR ZU ZU PM G Saúde 2,61 8 14,38 44 13,07 40 44,44 136 0,65 2 1,31 4 0,00 1,31 4 0,33 1 7,52 23 0,00 0,33 1 0,00 2,29 7 1,63 5 8,50 26 0,00 0,00 0,00 0,00 0,33 1 1,31 4 0,00 0,00 TOTAL % Total Total 76,47 9,48 12,42 1,63 234 29 38 05 100,00 306 Tabela 18: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à Festa do Bode Rei, com identificação de grupos. FESTA DO BODE REI % AS Agente de Saúde % ART Artesãos % ZR Moradores ZR % ZU Moradores ZU % PM PM’s % G Garis Sim Não 2,61 0,00 8 15,03 1,63 46 5 14,38 0,65 44 2 53,59 5,88 164 18 0,65 0,00 2 1,31 0,33 4 1 Não sei 0,00 1,31 4 0,33 1 1,96 6 0,00 Não conheço 0,00 0,00 0,33 1 0,00 0,00 TOTAL % Total Total 87,58 8,50 268 26 0,00 3,59 11 0,00 0,33 1 100,00 306 Os três primeiros itens colocados para a avaliação dos cabaceirenses foram aprovados quanto à valorização, ou seja, os entrevistados acreditam que o artesanato, a caprinocultura e a Festa do Bode Rei são importantes para a população local. 53 Tabela 19: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente aos grupos folclóricos, com identificação de grupos. GRUPOS FOLCLÓRICOS Agentes % Artesãos % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART ZR ZR ZU ZU PM G Saúde 0,98 3 5,56 17 8,17 25 32,35 99 0,65 2 0,33 1 1,31 4 5,56 17 1,31 4 17,65 54 0,00 0,00 % Total Total 48,04 25,82 147 79 Não sei 0,00 18,63 57 Não conheço 0,33 Sim Não % AS 1 5,56 17 2,61 8 10,46 32 0,00 0,00 1,31 4 3,27 10 1,31 4 0,00 1,31 4 TOTAL 7,52 23 100,00 306 Os grupos folclóricos também são tidos como valorizados, no entanto, foi percebido que muitos daqueles que responderam que não ou não sei, na realidade, pouco ou nada conhecem sobre os grupos folclóricos existentes, portanto, a porcentagem para o sim poderia ser maior. Tabela 20: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente ao Museu Histórico dos Cariris Paraibanos, com identificação de grupos. MUSEU HIST. DOS CARIRIS PARAIBANOS Sim Não % AS 0,98 0,65 Agente de Saúde 3 2 % Artesãos ART % ZR Moradores ZR % ZU Moradores ZU 11,44 2,29 Não sei 0,98 3 Não conheço 0,00 % PM’s PM 35 7 10,46 0,65 32 2 45,75 8,82 140 27 0,65 0,00 2,94 9 1,63 5 5,56 17 0,00 1,31 4 2,61 8 1,63 5 0,00 2 % G Garis % Total Total 1,63 0,00 5 70,92 12,42 217 38 0,00 11,11 34 0,00 5,56 17 100,00 306 TOTAL Tabela 21: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente ao Memorial Cinematográfico, com identificação de grupos. MEMORIAL CINEMATOGRÁFICO % AS Agentes % Artesãos % Moradores de ART ZR ZR Saúde Sim Não 0,98 0,00 3 Não sei 1,31 4 Não conheço 0,33 1 TOTAL 9,48 2,61 29 8 5,56 0,00 2,29 7 2,94 3,59 11 6,86 17 % ZU Moradores % PM’s ZU PM 35,95 7,84 110 24 0 0,33 9 15,03 46 0 21 2,94 9 0,33 1 % G Garis % Total Total 0,98 0,00 3 52,94 10,78 162 33 21,57 66 14,71 45 100,00 306 0,00 1 0,65 2 Tanto o Museu quanto o Memorial são valorizados pela população, entretanto, a porcentagem poderia ser maior tendo em vista que são atrativos localizados na sede do município, portanto de fácil acesso, mas o percebido é que, mesmo com essa facilidade, ainda existem aqueles que nunca visitaram nem o Museu, nem o Memorial, especialmente o público acima de 60 anos. 54 Tabela 22: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente ao Lajedo Pai Mateus, com identificação de grupos. LAJEDO PAI MATEUS % AS Agentes de Saúde % ART Artesãos % ZR Moradores ZR % ZU Moradores ZU % PM PM’s % G Garis Sim Não 1,96 0,33 6 1 17,32 0,33 53 1 14,38 0,65 44 2 45,10 5,23 138 16 0,33 0,00 1 1,31 0,00 4 Não sei 0,33 1 0,00 5,88 18 0,00 Não conheço 0,00 5,56 17 0,33 0,00 0,33 1 0,33 1 % Total Total 80,39 6,54 246 20 6,21 19 0,00 1 0,33 1 TOTAL 6,86 21 100 306 Os cabaceirenses valorizam o Lajedo do Pai Mateus em 80,39%, mas tal valor se dá não por esta ser uma formação rochosa única no Brasil, por sua luminosidade ou pela paisagem, mas o que pode ser percebido é que a população local valoriza o Lajedo porque por intermédio dele, como principal atrativo natural, pessoas de diversas partes do Brasil e do mundo chegam ao município. Tabela 23: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à Saca de Lã, com identificação de grupos. SACA DE LÃ Sim Não Não sei % AS Agentes % Artesãos % Moradores % Moradores % PM’s % Garis % Total de ART ZR ZR ZU ZU PM G Total Saúde 0,33 1 6,86 21 5,88 18 15,36 47 0 0,65 2 29,08 89 0,00 2,61 8 1,63 5 9,80 30 0 0,33 1 14,38 44 0,33 1 1,96 6 1,96 6 14,05 43 0,33 1 0,00 Não 1,96 conheço 6 6,54 20 5,88 18 22,55 69 0,33 1 0,65 2 TOTAL 18,63 57 37,91 116 100 306 Tabela 24: Dados dos entrevistados em Cabaceiras referente à Pedra da Pata, com identificação de grupos. PEDRA % Agente % Artesãos % Moradores % Moradores % PM’s % Garis % Total DA AS de ART ZR ZR ZU ZU PM G Total PATA Saúde Sim 0,33 1 4,58 14 2,94 9 15,36 47 0 1,31 4 24,51 75 Não 1,63 5 2,94 9 1,96 Não sei 0,33 1 Não 0,33 conheço 1 6 9,80 30 0 2,94 9 7,52 23 0,98 3 16,34 50 0,33 1 0,00 20,92 64 9,48 29 20,26 62 0,33 1 0,00 37,91 116 100 306 TOTAL 0,33 1 16,67 51 A Saca de Lã e a Pedra da Pata são os únicos atrativos que não foram valorizados pela população cabaceirense, tal fato se dá pela ausência de planejamento e investimentos que visem à atividade turística como fim nestes locais. 55 2.2) Houve algum tipo de melhoria financeira? De que forma? Tabela 25: Dados coletados em Cabaceiras sobre a melhoria financeira com o advento do turismo. MELHORIA FINANCEIRA Sim Não Agente % de Artesãos ART Saúde 1,96 6 15,36 47 % ZR Moradores ZR % ZU 3,27 10 21,90 67 0,65 0,65 12,09 37 39,87 122 0,00 % AS 2 2,61 8 Moradores % PM’s ZU PM 2 % G Garis % Total Total 1,31 4 44,44 136 0,33 1 55,56 170 100,00 306 TOTAL Tabela 26: Dados coletados em Cabaceiras sobre de que forma houve melhoria financeira com o advento do turismo. DE QUE FORMA? Aluguel de casas ou hospedagem Participação em filmes Renda extra com venda de artesanato Renda extra com venda de produtos A&B Serviço de Guia Aumento de vendas Aumento de serviços (pedreiro, costura e outros) Hora extra no trabalho % AS Agente de Saúde % ART Artesãos % MZR Moradores ZR % MZU Moradores ZU % PM 1,31 2 0,65 1 0,65 1 11,11 17 0 2,61 4 0,65 1 16,34 25 0,00 % Total Total 0 13,73 21 0 0 19,61 30 36,60 56 13,07 20 PM % G Garis 0,65 1 29,41 45 1,31 2 5,23 8 0 0 1,31 2 1,96 3 2,61 4 6,54 10 0 0,65 0,00 0,65 1 1,31 2 1,96 3 0 0 3,92 6 0,00 0,00 0,00 1,31 2 0 0 1,31 2 0,00 0,65 0,00 4,58 7 0 0,65 1 5,88 9 0,00 0,00 1,96 3 5,88 9 100,00 153 2,61 4 0,00 1 1,31 2 TOTAL 1 A melhoria financeira não alcançou a maioria da população local. A renda advinda do turismo está concentrada nas mãos de alguns empresários e, na sua maioria, nas mãos dos artesãos especializados no trabalho com o couro. No entanto, o resultado econômico da atividade turística pode ser mais bem distribuído com o apoio dos governos e o incentivo a empreendimentos geradores de mão-de-obra e dispersores de conhecimento. 56 2.3) Houve melhora na infra-estrutura básica e turística do município? Tabela 27: Dados coletados em Cabaceiras referentes à água potável. ÁGUA POTÁVEL Sim Não Está da mesma forma TOTAL % AS Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 2,29 7 15,03 46,00 15,36 47,00 49,02 150,00 0,33 1 1,63 5 % Total Total 83,66 256 0,00 0,33 4,58 11,76 14 36 100,00 306 1 0,65 2,29 2,00 7,00 0,00 0,00 3,92 8,82 12,00 27,00 0,00 0,33 1 0,00 0,00 Em uma região onde predomina o clima seco, a água potável é um recurso precioso. Nos últimos anos foram realizadas algumas iniciativas por parte do governo estadual para a captação de água como a construção de poços, especialmente na zona rural aonde a aprovação chegou a 100%. Tabela 28: Dados coletados em Cabaceiras referentes à coleta de lixo. COLETA DE LIXO % AS Sim Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 2,29 7 13,07 40 7,84 24,00 44,77 137 0,65 2 0,98 3 Não 0,00 Está da mesma forma TOTAL 0,33 1 % Total Total 69,61 213 2,61 8 0,98 3,00 5,23 16 0,00 0,33 1 9,15 28 2,29 7 6,54 20,00 11,76 36 0,00 0,33 1 21,24 65 100,00 306 É interessante salientar que a aprovação à coleta de lixo se deu não apenas devido ao trabalho da prefeitura municipal, mas principalmente por uma questão de consciência. Alguns moradores relataram que consideram de mau tom, feio para um local que recebe pessoas de fora, manter os lotes vagos e as ruas cobertos de lixo. Então, por iniciativa própria, passaram a deixar o lixo armazenado em determinados locais, longe da ação dos animais, para que a prefeitura pudesse recolher posteriormente. 57 Tabela 29: Dados coletados em Cabaceiras referentes à educação. EDUCAÇÃO % AS % Total Total Sim Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 2,61 8,00 15,36 47,00 13,73 42,00 50,33 154,00 0,65 2 1,31 4 83,99 257 Não 0,00 0,65 2,00 0,33 1,00 3,92 12,00 0,00 0,00 4,90 15 Está da mesma forma TOTAL 0,00 1,96 6,00 1,31 4,00 7,52 23,00 0,00 0,33 11,11 34 100,00 306 1 A Educação foi o item com maior índice de aprovação. Segundo os moradores, tal fato é conseqüência de uma maior acessibilidade das pessoas em relação às escolas, o que somente foi possível através do transporte escolar gratuito. Tabela 30: Dados coletados em Cabaceiras referentes a informações turísticas. INFORMAÇÕES TURÍSTICAS % AS Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s de ART MZR ZR MZU ZU PM Saúde Sim 2,61 Não Está da mesma forma TOTAL 8,00 15,36 47,00 12,09 37,00 45,10 138,00 0,33 0,00 0,98 3,00 1,63 5,00 7,52 23,00 0,00 0,00 1,63 5,00 1,63 5,00 9,15 28,00 0,33 1 1 % G Garis % Total Total 0,98 3 76,47 234 0,33 1 10,46 32 0,33 1 13,07 40 100,00 306 Embora os próprios cabaceirenses não façam uso do serviço de informações turísticas, sabem que ele existe e que os condutores de turismo estão à disposição para atendimento no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos. Tabela 31: Dados coletados em Cabaceiras referentes à melhoria das estradas. MELHORIA DAS ESTRADAS % AS Agente de Saúde Sim 2,29 7,00 Não 0,00 Está da 0,33 mesma forma TOTAL 1,00 % Artesão % Moradores % Moradores ART MZR ZR MZU ZU % PM’s PM 7,84 24,00 11,76 36,00 26,47 81,00 0,65 5,88 18,00 0,65 2,00 11,11 34,00 0,00 0,00 4,25 13,00 2,94 9,00 24,18 74,00 0,00 0,33 2 % G Garis % Total Total 1,31 4 50,33 154 17,65 54 32,03 98 100,00 306 1 58 Tabela 32: Dados coletados em Cabaceiras referentes à pavimentação das ruas. PAVIMENTAÇÃO DAS RUAS % AS Sim 2,61 Não Está da mesma forma TOTAL Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s de ART MZR ZR MZU ZU PM Saúde 8,00 % G Garis % Total Total 10,13 31,00 12,09 37,00 29,74 91,00 0,00 0,33 1 54,90 168 0,00 4,58 14,00 0,98 3,00 10,46 32,00 0,00 0,33 1 16,34 50 0,00 3,27 10,00 2,29 7,00 21,57 66,00 0,65 0,98 3 28,76 88 100,00 306 2 Para as estradas foi constatado que problemas como os buracos são comuns e que, mesmo com os ajustes feitos, basta que chova para que os mesmos retornem. Na zona rural foi constatado que o trabalho de máquinas com o intuito de melhorar as estradas está beneficiando a população, mas no período das chuvas, devido às próprias características da estrada, o transporte se torna difícil. Quanto à pavimentação das ruas, a melhoria foi constatada, no entanto, a porcentagem só não é maior pelo fato de que algumas ruas da sede do município ainda estão sem calçamento. Tabela 33: Dados coletados em Cabaceiras referentes ao saneamento. SANEAMENTO % AS % Total Total Sim Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 2,29 7,00 10,78 33,00 10,78 33,00 37,91 116,00 0,33 1 0,33 1 62,42 191 Não 0,00 Está da mesma forma TOTAL 0,33 1,00 2,29 7,00 1,31 4,00 8,17 25,00 0,00 4,90 15,00 3,27 10,00 15,69 48,00 0,33 1 0,65 2 12,42 38 0,65 2 25,16 77 100,00 306 O saneamento também apresentou melhorias na opinião dos cabaceirenses devido aos serviços de esgoto realizado em determinadas ruas da cidade, entretanto, a porcentagem de aprovação também poderia ser maior, pois algumas ruas ainda continuam com o esgoto a céu aberto. 59 Tabela 34: Dados coletados em Cabaceiras referentes à saúde. SAÚDE % AS % Total Total Sim Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 2,61 8,00 14,38 44,00 13,40 41,00 39,87 122,00 0,65 2 0,65 2 71,57 219,00 Não 0,00 1,31 4,00 0,33 1,00 7,52 23,00 0,00 0,33 1 9,48 29,00 Está da 0,00 mesma forma TOTAL 2,29 7,00 1,63 5,00 14,38 44,00 0,00 0,65 2 18,95 58,00 100,00 306,00 O município apresenta melhorias quanto aos serviços de saúde prestados. Existe uma rotatividade de diferentes tipos de especialidades médicas no posto de saúde da sede, além de atendimentos com dias marcados na zona rural. Tabela 35: Dados coletados em Cabaceiras referentes à segurança. SEGURANÇA % AS Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 0 1,31 4,00 13,73 42,00 0,00 0,65 2 Sim 0 Não 1,96 6,00 16,34 50,00 10,78 33,00 40,85 125,00 0,00 Está da mesma 0,65 forma TOTAL 2,00 1,63 5,00 3,27 10,00 7,19 22,00 0,65 0,98 2 3 0,00 % Total Total 15,69 48 70,92 217 13,40 41 100,00 306 A segurança é o único item que obteve reprovação. A insegurança está tomando conta da região devido à ação de alguns ladrões que utilizam de armas de fogo para praticar assaltos nas casas, especialmente as da zona rural. Segundo os moradores, o aumento da renda da população rural por conseqüência do artesanato e da chegada dos turistas são os principais atrativos para a ação dos marginais. Outro fator também muito citado pelos questionados é o fato de que a Polícia Militar local não conta com uma viatura própria, o que deixa os PM’s incapacitados para atenderem a qualquer chamada prontamente. Tabela 36: Dados coletados em Cabaceiras referentes ao transporte. TRANSPORTE % AS % Total Total Sim Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis de ART MZR ZR MZU ZU PM G Saúde 1,96 6,00 14,38 44,00 14,38 44,00 45,42 139,00 0,33 1 1,31 4 77,78 238 Não 0,00 6,54 20 Está da mesma forma TOTAL 0,65 15,69 48 100,00 306 2,00 0,98 3,00 0,00 2,61 8,00 0,98 3,00 5,23 16,00 0,00 11,11 34,00 0,33 0,33 1 0,00 1 60 A melhoria detectada abrange o transporte entre municípios, especialmente Cabaceiras, Boqueirão e Campina Grande. Houve não apenas melhoria do transporte via ônibus, mas também do transporte em ambulâncias colocadas à disposição da população pela secretaria de saúde de Cabaceiras, isso, além do transporte escolar gratuito entre os municípios e da zona rural para a urbana. 2.4) O Sr (a) considera importante cuidar do meio ambiente? Por quê? Tabela 37: Dados coletados em Cabaceiras sobre a importância de cuidar do meio ambiente. É % Agente % Artesão % Moradores % Moradores % PM’s % Garis IMPORTANTE AS de ART MZR ZR MZU ZU PM G CUIDAR DO Saúde M.A.? Sim 2,61 8 17,97 55 15,36 47 59,48 182 0,65 2 1,63 5 Não 0,00 0,00 0,00 2,29 7 0,00 0,00 TOTAL % Total Total 97,71 299 2,29 7 100,00 306 Tabela 38: Dados coletados em Cabaceiras sobre o porquê é importante cuidar do meio ambiente. PORQUE É IMPORTANTE CUIDAR DO M.A? % AS Desta forma cuidamos de tudo / M. A é tudo 0,70 2 3,87 11 0,35 1 0,35 1 0,35 Para nossa saúde 1,06 3 0,70 2 3,52 10 5,63 16 Agentes % % Moradores % Moradores % de ART Artesãos MZR MZU PM PM’s ZR ZU saúde % Total Total 0 5,63 16 0,00 0 10,92 31 1 % G Garis Faz parte da nossa vida 0,35 1 0,00 0,00 0,00 0,00 0 0,35 1 Caso contrário, tudo acabará 0,70 2 0,00 0,00 0,00 0,00 0 0,70 2 0,00 0,00 0 1,06 3 9,51 27 Fundamental para a vida Dependemos do M.A Sujo o M.A. fica feio Do M.A vem a nossa sobrevivência 0,00 1,06 3 0,00 0,00 2,82 8 2,82 8 3,52 10 0,00 0,35 0,00 0,35 1 1,06 3 0,70 2 0,00 0 2,11 6 0,00 1,41 4 0,70 2 4,23 12 0,00 0 6,34 18 Para as gerações 0,00 futuras 1,41 4 0,00 1,41 4 0,00 0 2,82 8 0,00 0,35 1 0,00 0,00 0,00 0 0,35 1 0,00 1,76 5 0,70 2 6,34 18 0,00 0 8,80 25 0,00 0,70 2 2,82 8 11,62 33 0,00 0,35 15,49 44 Fazemos parte do meio Para um futuro melhor Porque é importante 1 1 61 Devido a tudo o que está acontecendo no globo 0,00 1,41 4 0,00 É a nossa casa 0,00 0,35 1 0,35 0,00 0,35 1 0,00 0,00 0,70 2 0,35 0,00 0,70 2 0,00 Teremos muitos 0,00 benefícios 0,00 1,41 4 0,00 0,00 0,00 0,35 1 1,06 0,00 0,00 0,35 1 0,00 0,00 0,00 0,00 0,70 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0 1,41 4 0,00 0 3,52 10 0,00 0,00 0 0,35 1 0,00 0,00 0 1,06 3 0,00 0 6,34 18 0,00 0 1,41 4 0,00 0 1,41 4 0,00 0,70 1,06 3 2 0,00 0 0,70 2 0,35 1 0,00 0 0,35 1 0,00 0,70 2 0,00 0 0,70 2 0,00 0,00 0,35 1 0,00 0 0,35 1 0,00 0,00 0,00 0,35 1 0,00 0 0,35 1 Para cuidarmos da natureza 0,00 0,00 0,00 5,63 16 0,00 0 5,63 16 Para vivermos em paz 0,00 0,00 0,00 0,35 1 0,00 0 0,35 1 0,00 0,00 0,00 1,41 4 0,00 0 1,41 4 0,00 0,00 0,00 0,70 2 0,00 0 0,70 2 Porque recebemos muitos turistas 0,00 0,00 0,00 0,35 1 0,00 0 0,35 1 Para melhorar a qualidade de vida 0,00 0,00 0,00 0,70 2 0,00 0,35 1,06 3 Para o benefício 0,00 de todos 0,00 0,00 7,04 20 0,35 7,39 21 100,00 284 Cuidar do M.A. é cuidar do Turismo Devido à desertificação É obrigação de todos Para evitar a poluição Valoriza a população Aquecimento global Bem-estar Precisamos cuidar da nossa cidade Precisamos cuidar do que Deus fez Não sei explicar Para as coisas não piorarem Para preservarmos o equilíbrio do Planeta Terra TOTAL 0,00 1 1 2,82 5,63 8 16 3 1 0 2 1 É importante ressaltar que as respostas dadas a respeito da importância de cuidar do meio ambiente não foram pré-determinadas e, seguindo uma ordem decrescente, ficaram dispostas da seguinte forma: 1º) “Porque é importante” (15,49%); 2º) “É bom para nossa saúde” (10,92%); 3º) “Dependemos do meio ambiente” (9,51%); 4º) “Para um futuro melhor” 62 (8,80%) e 5º) “Para o benefício de todos” (7,39%). Houveram aqueles que responderam não ser importante cuidar do meio ambiente justificando com pensamentos religiosos de que o mundo acabará de qualquer maneira e pensamentos em que o indivíduo se coloca de forma indiferente, como se a questão ambiental fosse para desocupados. 2.5) O Sr. (a) participaria de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente? Tabela 39: Dados coletados em Cabaceiras sobre possível participação em cursos ou campanhas. PARTICIPARIA DE CURSOS SOBRE O M.A? Sim Agentes % % Moradores % Moradores % % de Artesãos PM’s Garis ART MZR ZR MZU ZU PM G saúde 3,55 11 17,42 54 13,87 43 53,87 167 0,32 1 1,29 4 % AS 0,32 Não 1 0,32 1 1,29 4 7,10 22 0,32 1 0,32 TOTAL 1 % Total Total 90,32 280 9,68 30 100,00 310 Para esta pergunta foram consideradas as respostas dos agentes de saúde que não residem no município, por isso o acréscimo de 4 indivíduos. O resultado demonstra que, além de considerarem importante cuidar do meio ambiente, estão dispostos a aprender mais sobre o mesmo, o que é muito benéfico para posteriores ações de sensibilização ambiental. Perguntas específicas: Agentes de Saúde 2.6) Houve aumento no número de atendimentos em decorrência da chegada dos turistas? Dentre 12 agentes de saúde entrevistados 08 (66,67%) disseram que sim, que houve aumento e 04 (33,33%) disseram que não. 2.7) Por qual motivo os turistas procuram atendimento médico? 63 Foram pré-estabelecidas 05 respostas e a opção de marcar mais de um item, portanto, foi obtido o total de 21 respostas. Em ordem decrescente, o resultado ficou da seguinte forma: “Abuso de bebidas alcoólicas” com 11 votos (52,38%), “Picada de animais peçonhentos ou outros insetos” com 04 votos (19,05%), “Quedas ou outros acidentes motivados pela prática do ecoturismo ou por passeios” com 03 votos (14,29%), “Acidentes relacionados a espinhos, queimaduras com urtiga e outros” com 02 votos (9,52%) e, para finalizar “Conseqüência de agressões física” com apenas 01 voto (4,76%). A chegada dos turistas proporcionou o aumento no número de ocorrências médicas. Tal fato torna-se evidente, principalmente, na Festa do Bode Rei quando o município recebe cerca de 40 mil visitantes. Artesãos 2.8) Qual a principal matéria prima utilizada em seu trabalho artesanal? O couro ficou em primeiro lugar recebendo 46 votos (83,64%), no segundo ficou o tecido, linha e bordado que receberam 06 votos (10,91%) e empatados, recebendo cada um apenas um voto (1,82%), ficaram a madeira, fibras e buchas vegetais, cola e amido de milho. 2.9) Durante todo o processo de fabricação do artesanato, existe algum cuidado, alguma preocupação em relação à preservação do meio ambiente? O que é feito? Figura 24: Algumas peças de artesanato em couro expostas no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Para a primeira pergunta foram estabelecidos três itens de resposta. O mais votado foi o “sim” com 44 votos (80%), com 06 votos foi “o que faço não interfere no meio ambiente” (10,91%) e em último “nunca pensei nisso” com 05 votos (9,09%). Sobre o que é feito em relação à preservação do meio ambiente: 64 Tabela 40: Dados sobre o que é feito pelos artesãos cabaceirenses para a preservação do meio ambiente. O QUE É FEITO? Utilização de produto químico natural Separação de sobras em locais específicos para posterior queima % ART 8,51 38,30 Nº de artesãos 4 18 Aproveito tudo 6,38 3 Procuro não deixar água suja cair no rio 2,13 1 Só utilizo madeira velha ou em estado de decomposição 2,13 1 Faço plantação de angico 4,26 2 Restos de couro viram adubo 6,38 3 Reciclagem 2,13 1 Fazemos aterramento (cola, borracha e couro) 2,13 1 Tratamento da água do curtume 2,13 1 O lixo é separado em tonéis, mas vão para o lixão da cidade 19,15 9 Coloco o resto de pano em uma sacola e jogo no lixo 4,26 2 Utilizo potes já usados 2,13 1 TOTAL 100,00 47 A principal matéria-prima do artesanato cabaceirense é o couro, especialmente o de caprinos. Durante o processo de confecção do artesanato foi constatado que os artesãos se preocupam com a destinação dos restos da atividade, no entanto, a maioria das ações praticadas no intuito de preservar o meio ambiente são ineficientes, pois quando as sobras são separadas, posteriormente, são queimadas (38,30%), ou então são separadas do lixo doméstico, mas são encaminhadas para o lixo municipal (19,15%). Alguns entrevistados não deixaram claro quais são as atitudes tomadas como aqueles que disseram “aproveitar tudo”, embora outros sejam mais eficientes como aqueles que fazem uso do angico, uma árvore que do tronco é possível extrair uma substância importante no processo de curtimento do couro que pelos artesãos é chamado de “produto químico natural”. Outras ações também eficientes, mas em menor número é a utilização de madeira “em estado de decomposição”, a “reutilização de potes”, ou seja, a reciclagem. Existiram aqueles que disseram fazer o aterramento das sobras do couro, mas ainda com cola e borracha, o que provoca a contaminação do solo, e outros disseram aproveitar as sobras, apenas couro, como adubo. Alguns especialistas no assunto foram procurados para a obtenção de informações a respeito da eficiência do couro como adubo, a resposta obtida é de que o couro, antes do curtimento, como matéria orgânica pode ser utilizada como adubo, o problema é o material após o processo de curtimento. Foram enviados emails para alguns órgãos que poderiam fornecer informações sobre o assunto, mas até o momento, nenhuma resposta foi recebida. 65 Figura 25: Algumas peças de artesanato em madeira expostas no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 26: Banner com foto de artesã exposto no Museu Histórico dos Cariris Paraibanos. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Policiais 3.0) O aumento do número de pessoas no município influenciou no número de ocorrências policiais? Os dois únicos policiais militares responsáveis pela segurança preventiva do município responderam que houve aumento no número de ocorrências. 3.1) Qual o principal tipo de ocorrência e sua possível causa? Consideraram que a principal ocorrência é referente a jovens que, após terem excedido no uso de bebidas alcoólicas, fazem muito barulho, baderna, pela cidade com suas motos. Esta informação dos policiais está de acordo com a informação passada pelos agentes de saúde quando apresentam o abuso de bebidas alcoólicas como principal motivo de suas intervenções. 66 Garis 3.2) Em período de festa (Bode Rei), por dia, qual a quantidade (em média) de tratores carregados de lixo? Dentre os cinco garis entrevistados, um considerou que são carregados 4 tratores por dia, dois consideraram que são carregados de 4 a 5 e os outros dois que são carregados mais de 5 tratores. 3.3) Qual o tipo de lixo recolhido em maior quantidade (papel, plástico ...)? Tabela 41: Tipo de lixo recolhido em maior quantidade durante a Festa do Bode Rei em Cabaceiras segundo os garis. QUAL O TIPO DE LIXO RECOLHIDO EM MAIOR QUANTIDADE (papel, plástico ...) % G GARIS Lata 22,22 2 Papel 22,22 2 Plástico 44,44 4 Vidro 11,11 1 TOTAL 100,00 9 3.4) O município despeja o lixo em: aterros adequados, lotes escolhidos e preparados ou lotes sem preparo algum? Todos afirmaram que o lixo municipal é despejado em lotes sem preparo algum. Independentemente de serem 4 ou mais de 5 tratores de lixo recolhido por dia de festa, o que daria de 20 a 25 tratores, o município não possui estrutura para receber tamanha quantidade de resíduos, tendo em vista o despreparo dos lotes utilizados para este fim. É importante considerar que no lixão não existia cerca, o que permitia a entrada de animais como bovinos, caprinos e outros no local. Foi verificada a existência de uma espécie de caminho de areia a apenas alguns metros do lixão, o que foi esclarecido pelo guia que se tratava de um pequeno riacho que se forma no local na época das chuvas e que deságua no Rio Taperoá. Tal fato agrava a questão da falta de planejamento e organização do lixão de Cabaceiras, o que poderia ser atenuado com incentivos à coleta seletiva já praticada por alguns moradores que se arriscam entre os entulhos. 67 Figura 27: Parte do lixão de Cabaceiras. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 28: Parte do lixão de Cabaceiras após queima. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). Figura 29: Nas proximidades do lixão de Cabaceiras, caminho percorrido, no fundo, por pequeno riacho que se forma em época de chuva e que deságua no Rio Taperoá. Fonte: Roberta Bittencourt Rodrigues (2008). 3º) Questionário destinado aos barraqueiros da Festa do Bode Rei. Em todos os questionários, com exceção para o de agentes de saúde e barraqueiros, foi definido que os questionados deveriam ser indivíduos residentes em Cabaceiras e maiores de 18 anos, no entanto, na elaboração do questionário voltado para os barraqueiros foi considerada a hipótese de que grande parte não seria residente no município, e de que algumas perguntas feitas nos outros questionários não seriam apropriadas para este público. Devido à comprovação de tal hipótese, os dados obtidos no questionário barraqueiros são últimos a serem apresentados. 68 Legenda: Tabela 42: Dados referentes à faixa etária dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei 18 até 24 25 até 39 40 até 59 60 até 69 70 até 79 Nº Barraq. 7 14 14 4 0 % Barraq. 17,95 35,90 35,90 10,26 0,00 Acima de 80 TOTAL 0 39 0,00 100,00 IDADE Tabela 43: Dados referentes ao sexo dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei. Feminino Masculino Nº Barraq. 19 20 % Barraq. 48,72 51,28 TOTAL 39 100,00 SEXO Tabela 45: Dados referentes à escolaridade, parte 1, dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei. Curso técnico Nº Barraq. 2 % Barraq. 5,13 1º Grau (fundamental) 20 51,28 2º Grau (médio) 14 35,90 Superior Pós-graduação 3 0 7,69 0,00 TOTAL 39 100,00 ESCOLARIDADE Barraq. = Barraqueiros Tabela 44: Escolaridade, parte 1, dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei. Ainda estudo Parei de estudar Nº Barraq. 8 31 % Barraq. 20,51 79,49 Nunca estudei 0 0,00 TOTAL 39 100,00 ESCOLARIDADE Tabela 46: Dados referentes a outro trabalho ou ocupação dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei. OCUPAÇÃO OU TRABALHO Nº Barraq. % Barraq. Agricultor Artesão Auxiliar de Limpeza Auxiliar de Enfermagem Autônomo Comerciante Cozinheiro Dona de Casa Escriturário Estudante Motorista Nenhum Pescador Professor Serralheiro Vendedor Vigilante TOTAL 5 6 1 1 4 1 1 6 1 1 1 3 1 1 1 4 1 39 12,82 15,38 2,56 2,56 10,26 2,56 2,56 15,38 2,56 2,56 2,56 7,69 2,56 2,56 2,56 10,26 2,56 100,00 69 Foram considerados barraqueiros todos aqueles indivíduos que estivessem nos dias da Festa do Bode Rei com estrutura montada para comercialização de algum produto, fosse uma estrutura feita por conta própria ou proporcionada pela prefeitura do município. Dentre aqueles que estavam trabalhando nos dias de festa, a maioria são homens (51,28%) e possuem faixa etária diversificada entre 25 e 40 anos. A questão da escolaridade, tanto na parte 1, quanto na parte 2, estão equivalentes ao resultado dos outros questionários apresentados em que tiveram maioria os itens “parei de estudar” e “1º grau”. Quanto a outro trabalho ou ocupação os itens “artesãos” e “dona de casa” ficaram empatados com 15,38% e logo após as opções “autônomo” e “vendedor”, também empatados com 10,26%. Tabela 47: Produtos comercializados pelos barraqueiros durante a Festa do Bode Rei. Tabela 48: Dados dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei sobre local de residência. PRODUTOS COMERCIALIZADOS Nº Barraq. % Barraq. RESIDE NO MUNICÍPIO? Nº Barraq. % Barraq. Sim 20 51,28 A&B 25 64,10 Artesanato 12 30,77 Não 19 48,72 Produtos agropecuários 0 0,00 TOTAL 39 100,00 Outros 2 5,13 TOTAL 39 100,00 Tabela 49: Dados dos barraqueiros entrevistados durante a Festa do Bode Rei sobre local de procedência. Barra de São Miguel Nº Barraq. 1 % Barraq. 5,26 Boqueirão 4 21,05 Campina Grande 2 10,53 Gurjão 1 5,26 João Pessoa 3 15,79 Queimadas 2 10,53 Santa Rita 1 5,26 São João do Cariri 1 5,26 São José da Mata 1 5,26 Soledade 1 5,26 Sumé 1 Zabelê TOTAL PROCEDÊNCIA Tabela 50: Dados referentes ao número de anos em que os barraqueiros trabalharam na Festa do Bode Rei. ANOS DE TRABALHO COMO BARRQ. NA FESTA DO BODE REI 1ª vez Nº Barraq. % Barraq. 7 17,95 2ª vez 3 7,69 3ª vez 8 20,51 4ª vez 3 7,69 5ª vez 3 7,69 6ª vez 2 5,13 7ª vez 0 0,00 8ª vez 2 5,13 9ª vez 1 2,56 5,26 10ª vez 8 20,51 1 5,26 Não responderam 2 5,13 19 100,00 TOTAL 39 100,00 70 Os produtos mais comercializados na Festa do Bode Rei pelos barraqueiros são os chamados A&B (Alimentos e Bebidas), os produtos agropecuários não foram encontrados, apesar de se tratar de uma festividade em que o Bode é o Rei. Um pouco mais da metade dos entrevistados residem no município e, dentre aqueles 48,72% que são de fora, a maior parte reside no município vizinho, Boqueirão. O interessante é que 15,79% dos entrevistados residem em João Pessoa, município localizado a 189 km de distância, ultrapassando o número de barraqueiros Campinenses. A maior parte dos barraqueiros que estavam presentes no evento ou estavam pela terceira vez, ou pela décima. Já os novatos também apareceram em porcentagem considerável, 17,95%. Tabela 51: Dados referentes à percepção dos barraqueiros quanto à melhoria da infra-estrutura do município. HOUVE MELHORIA NA INFRAESTRUTURA DO MUNICÍPIO? Nº Barraq. % Barraq. Sim 33 84,62 Não 6 15,38 TOTAL 39 100,00 Tabela 52: Dados referentes à média de faturamento nos dias de Festa MÉDIA DE FATURAMENTO NOS DIAS DE FESTA Nº Barraq. % Barraq. Até 1 salário À partir de 1 até 2 4 11 10,26 28,21 À partir de 2 até 3 5 12,82 À partir de 3 até 4 3 7,69 À partir de 4 até 5 5 12,82 À partir de 5 salários 4 10,26 Não responderam 7 17,95 TOTAL 39 100,00 Os entrevistados consideraram que houve melhora na infra-estrutura do município. Quanto à média de faturamento por festa, 28,21% afirmaram faturar entre 1 e 2 salários mínimos, mas a maioria deles preferiu não responder a esta pergunta, mesmo recebendo informações de que se tratava de um trabalho acadêmico. 5 - PROPOSTAS As recomendações aqui apresentadas têm como objetivo auxiliar no desenvolvimento de uma atividade turística sustentável em que o meio ambiente possa ser respeitado e valorizado, assim como a população local. 71 5.1 - Para a valorização dos atrativos culturais, produtos e atrativos naturais. Realizar a divulgação dos atrativos e produtos. Local: nas escolas, na Avenida 04 de julho e no Museu Histórico Cultural dos Cariris Paraibanos. Material: banners e folders. Deverá ser elaborado um banner para cada atrativo turístico onde prevalecerá o nome do atrativo, a imagem do mesmo e a principal característica. Como complemento poderá ser inserido a localização e a distância em quilômetros do centro da cidade. Nas escolas é importante que sejam agendados dias e horários com a diretoria para a realização da divulgação. É aconselhável que os condutores de turismo do município exponham os banners fazendo a descrição de cada um para que, posteriormente, possam responder às dúvidas e expor algumas curiosidades. Na Avenida 04 de junho, a divulgação é para o público em geral. A exposição dos banners é fundamental, assim como a presença dos condutores de turismo para os devidos esclarecimentos. Devem ser aproveitados os dias festivos para a exposição e, nos outros dias, o material deve ser exposto no Museu e no Memorial. A divulgação tem a intenção não apenas de fazer os atrativos, o artesanato, a cultura cabaceirense conhecidos, mas também de tocar no brio do cidadão cabaceirense, valorizando sua terra e o que nela há. Desta forma, contribui-se para o desenvolvimento sustentável não só do turismo, mas de forma geral. 5.2 – Melhoria financeira. A melhoria financeira foi constatada em 44,44% dos entrevistados, o que é um número significativo, mas pode ser melhor. Aqui não se trata de um trabalho a curto prazo, mas a longo. É o resultado de um planejamento turístico mais amplo e cuidadoso, que envolve, através de parcerias, a população local, o governo municipal, estadual e, por que não, o governo federal. As parcerias devem apoiar projetos que tenham o pensamento voltado para a sustentabilidade local, incluindo aí os cuidados com o meio ambiente. A começar, pelo trabalho de divulgação, citado acima, que se trata nada mais, nada menos, da implantação da educação turística no município. Uma das formas pensadas de prover a melhoria financeira é 72 a formação de um grupo de moradores que se disponham a fazer o trabalho de “motoristas do turismo receptivo cabaceirense”, em que, após preencher um cadastro na coordenadoria de turismo do município, poderá ser contactado para fazer o transporte de um grupo que, por exemplo, tenha chegado no município de ônibus e queira conhecer todos os atrativos. A coordenadoria funcionaria apenas como intermediador, os preços devem ser tabelados e o pagamento feito diretamente ao motorista e ao condutor. 5.3 – Melhoria na infra-estrutura básica e turística do município. O item que obteve alto índice de reprovação foi a segurança (70,92%). De acordo com a população o número de assaltos está aumentando, especialmente no distrito da Ribeira. A motivação dos assaltos seria o aumento da circulação da renda proveniente do artesanato em couro. Para suavizar a situação, não apenas na zona rural, mas também na urbana é necessário o fornecimento de uma viatura as PM’s, assim como rádios comunicadores potentes e um local de apoio, uma base para que, quando houver uma ocorrência os policiais possam ser facilmente encontrados. 5.4 – É importante cuidar do meio ambiente? Para 97,71% dos entrevistados é importante cuidar do meio ambiente, no entanto, é perceptível a ausência de informações destes a respeito do que seja o meio ambiente e sobre os cuidados necessários para uma conservação efetiva, portanto, mais uma vez a recomendação é: levar ao conhecimento da população local, através de cursos, palestras e outros, o que é meio ambiente e qual a sua importância para a nossa vida. Para as perguntas específicas 5.5 – Para os Agentes de Saúde O aumento do número de pessoas no município reflete no aumento do número de ocorrências, principalmente se tratando do abuso no uso de bebidas alcoólicas. A recomendação é que, especialmente no período da Festa do Bode Rei, seja distribuído material informativo acerca das conseqüências do abuso do álcool no organismo. 73 5.6 – Para os Artesãos. A sugestão é que os artesãos sejam incentivados a participarem dos cursos, palestras e outros destinados à população em geral, mas que também tenham acesso a informações específicas da atividade, a exemplo, de ações que potencializem o reaproveitamento do couro evitando a sua queima ou acúmulo no lixão. 5.7 – Para os PM’s. Assim como para os agentes de saúde, para a Polícia Militar o aumento do número de indivíduos ocasionou aumento de ocorrências. A recomendação é que no mesmo informativo utilizado pelos agentes de saúde haja informações de alerta a respeito da proibição de dirigir após ingerir bebida alcoólica e de outras possíveis conseqüências relativas ao abuso da bebida. 5.8 – Para os Garis O aumento no volume de lixo no período da Festa do Bode Rei é algo inevitável, entretanto, para minimizar o acúmulo de resíduos é preciso que haja incentivo à coleta seletiva, tanto com a colocação das cestas de separação (plástico, vidro, papel e metal), como a exposição de frases de incentivo para a manutenção da limpeza da cidade, o que também pode fazer parte do folder utilizado pelos agentes de saúde e Polícia Militar. Outra recomendação é a adequação do lixão municipal aos parâmetros fornecidos pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 5.9 – Para os Barraqueiros A sugestão é que sejam realizados incentivos por parte do município para que empresas, ou representantes de produtos agropecuários possam realizar exposições e demonstrações destes produtos. Desta forma, barraqueiros especializados neste tipo de produtos poderão encontrar mercado, além da oportunidade que os moradores e o público em geral terão de conhecer um pouco mais sobre novas tecnologias e procedimentos da área. Para tal, pode ser utilizado o espaço existente próximo ao local onde os candidatos a “Bode Rei” ficam aguardando o momento da eleição. 74 6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS O advento da atividade turística em Cabaceiras proporcionou à população local a redescoberta de seus valores culturais e de sua paisagem. A região que antes era desvalorizada pelos próprios moradores por ser seca e aparentemente sem vida, sem graça, aos poucos foi ganhando destaque nacional através dos filmes lá gravados, isso devido à sua luminosidade natural e de suas características pitorescas. Com o passar do tempo o número de turistas foi aumentando e, com ele, surgindo um novo olhar da população em relação à sua paisagem, aos seus costumes, à sua culinária e artesanato, um olhar de admiração. O Turismo em Cabaceiras está caminhando para alcançar a sustentabilidade turística, pois é possível perceber a aprovação da população quanto à atividade, já que seu advento trouxe melhorias para o município, além da valorização do meio ambiente natural e da cultura, como foi dito anteriormente. No entanto, para que o desenvolvimento turístico seja progressivo e sustentável, o mesmo deve ser analisado e reavaliado constantemente. Foi constatado que a falta de segurança, o sentimento de medo e desconfiança começa a comprometer a recepção do turista, pois a população não tem como distinguir quem é assaltante e quem não é, sendo assim, mesmo com todos os pontos positivos a sistemicidade turística construída até o momento pode ruir pela falta de segurança, tanto na zona urbana, quanto na zona rural. Outra questão que deve ser analisada diz respeito à educação turística dos cabaceirenses, ou seja, uma educação voltada para a divulgação de informações a respeito daquilo que o município tem a oferecer ao turista, seja atrativos naturais, culturais, gastronomia típica, artesanato, sua história, enfim, é importante que o cabaceirense conheça sua própria terra. Isto é proporcionar para o cidadão, o conhecimento e para o município, divulgadores. Financeiramente o turismo não fez diferença para mais da metade da população, o que pode ser modificado através de incentivos a novos empreendimentos, cursos e palestras que promovam a instrução dos moradores, mas subsidiado por parcerias que entre órgãos públicos e privados. A ação de parcerias em prol da educação, da dispersão do conhecimento também deve beneficiar o meio ambiente, tendo em vista que a percepção da população quanto ao meio é simplista e os cuidados com o mesmo são meramente paliativos. A dependência do turismo em relação ao meio ambiente não pode ser esquecida, não se pode usufruir agora e deixar os cuidados adequados para serem tomados posteriormente. No caso do lixão municipal, é preciso que sejam tomadas atitudes urgentes como a adequação do terreno e a coleta seletiva, caso contrário, de ano a ano, com a chegada de 40 mil visitantes, apenas no mês de junho, no 75 período da Festa do Bode Rei, o grande volume de lixo proporcionará a contaminação do solo, da água e a proliferação de doenças. Desde o momento da elaboração deste trabalho foi considerada a necessidade de dar um feed back para a população cabaceirense a respeito dos resultados encontrados, portanto, após a defesa desta dissertação, os dados e as propostas serão apresentados em reuniões a serem agendadas com os coordenadores de departamentos interessados. Líderes comunitários e de associações serão convidados a participar de uma segunda reunião. Para que a sensibilização chegue à população de forma geral, as escolas municipais e estaduais funcionarão como veículo transmissor de informações em que as crianças, jovens e adultos terão acesso aos dados obtidos, obviamente que com uma linguagem adaptada a cada faixa etária, conseqüentemente, estes alunos repassarão as informações para seus amigos e familiares. 76 7 – REFERÊNCIAS ALMEIDA, Ruth Trindade. A Arte Universitária/UFPB. João Pessoa, 1979. Rupestre nos Cariris Velhos. Editora ACAYABA, Cíntia. O Cinema em Cabaceiras. Folha de São Paulo. Ilustrada, E6. 27 mai. 2007. BASSO, Josemar. Bem feito! Quem mandou organizar eventos – teorias & causos. Editora Nova Prova. Porto Alegre, 2003. BEZERRA, José Augusto. O Reino do Bode. Globo Rural: a palavra do campo. Editora Globo, julho 2007, ano22, nº261 CAMPOS, Ângelo Mariano Nunes. O Ecoturismo como alternativa de desenvolvimento sustentável. Caderno Virtual de Turismo. v.5, n.1, (2005). CAPRA, Fritjof. A Teia da Vida. Ed. 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Enxurrada de Empregos: o município que menos chove no Brasil transformou essa característica num atrativo turístico e colhe os frutos de um bemsucedido projeto de desenvolvimento. 2004. Disponível:<http://inovando.fgvsp.br/conteudo/publicacoes/publicacoes/historias_light/histori as_2004/pdf/turismo_semi_arido.pdf>. Acesso em 05 jul. 2007 80 APÊNDICES 81 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE Barraqueiros – Perfil, caracterização e opinião. 1 Idade: 2) Sexo: __ 18 até 24; __ 25 até 39; __ 40 até 59; __ 60 até 69; __ 70 até 79 __ acima de 80. __ F __ M 3) Escolaridade: 3.1) __ ainda estudo; 3.2) __ parei de estudar; 3.3) __ nunca estudei; 3.4) ___ Curso técnico 3.5) __ 1º Grau (fundamental); 3.6) __ 2º Grau (médio); 3.7) ___ Superior; 3.8) __ Pós Graduação. 4) Trabalho(s) ou Ocupação ________________________________________________. 5) Produto comercializado: ___ A&B; ___ Artesanato; ____________________ ___ Produtos agropecuários; 6) Reside no município? ___ ___________________________________ 7) Por quantos anos ______________________ (ões): trabalhou Sim; como ___ barraqueiro ___ Outros: Não. em Onde? Cabaceiras? 8) Houve melhora na infra-estrutura do município para a festa “Bode Rei”? ___ Sim; ___ Não. 9) Qual é a média de faturamento pelos dias de festa? (tendo como base o salário mínimo R$412,00) ___ Até 1 salário mínimo; ___ À partir de 1 até 2 salários; ___ À partir de 2 até 3 salários; ___ À partir de 3 até 4 salários mínimos; ___ À partir de 4 até 5 salários; ___ À partir de 5 salários mínimos. 82 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE MORADORES - identificação e opinião. 1 Idade: 2) Sexo: __ 18 até 24; __ 25 até 39; __ 40 até 59; __ 60 até 69; __ 70 até 79 __ acima de 80. __ F __ M 3) Renda mensal (salário mínimo = R$412,00) 3.1) __ Até 1 salário mínimo; 3.4) __ À partir de 3 até 4 salários mínimos; 3.2) __ À partir de 1 até 2 salários; 3.5) __ À partir de 4 até 5 salários; 3.3) __ À partir de 2 até 3 salários; 3.6) __ À partir de 5 salários mínimos. 4) Escolaridade: 4.1) __ ainda estudo; 4.2) __ parei de estudar; 4.3) __ nunca estudei; 4.4) ___ Curso técnico 4.5) __ 1º Grau (fundamental); 4.6) __ 2º Grau (médio); 4.7) ___ Superior; 4.8) __ Pós Graduação. 5) Trabalho(s) ou Ocupação (ões): _____________________________________________ CONSIDERANDO A ATIVIDADE TURÍSTICA: 6) Com o advento do turismo, a população de Cabaceiras está valorizando mais seus atrativos culturais, produtos e atrativos naturais? Artesanato __ sim __ não __ não sei __ não conheço Caprinocultura e outros; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Festa do Bode Rei __ sim __ não __ não sei __ não conheço Grupos folclóricos; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Museu H. dos Cariris Paraibanos __ sim __ não __ não sei __ não conheço Memorial Cinematográfico __ não sei __ não conheço __ sim __ não 83 Lajedo Pai Mateus __ sim __ não __ não sei __ não conheço Saca de Lã __ sim __ não __ não sei __ não conheço Pedra da Pata __ sim __ não __ não sei __ não conheço 7) Houve para o (a) Sr. (a) algum tipo de melhoria financeira? De que forma? ___ Sim; ___ Não. ___ Aluguel da casa ou hospedagem, ___ Participação em filmes, ___ Renda extra com a venda de artesanato, ___ Renda extra com venda de produtos de gênero alimentício, ___ Serviço de guia, ___ Outros. ________________________________________________________ 8) Houve melhora na infra-estrutura básica e turística do município? Água potável ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Coleta de Lixo ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Educação ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Informações turísticas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Melhoria das estradas (acesso) ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Pavimentação das ruas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saneamento ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saúde ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Segurança ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Transporte ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma 9)O Sr.(a) considera importante cuidar do meio ambiente, da natureza? Porque? ___ Sim; ___ Não. ___________________________________________________________________________ 10) O Sr. (a) participaria de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente? ___ Sim; ___ Não. 84 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE ARTESÃOS – identificação e opinião: 1) Idade: __ 18 até 24; __ 25 até 39; __ 40 até 59; __ 60 até 69; __ 70 até 79 __ acima de 80. 2) Sexo: __ F __ M 3) Renda mensal (salário mínimo = R$412,00) 3.1) __ Até 1 salário mínimo; 3.4) __ À partir de 3 até 4 salários mínimos; 3.2) __ À partir de 1 até 2 salários; 3.5) __ À partir de 4 até 5 salários; 3.3) __ À partir de 2 até 3 salários; 3.6) __ À partir de 5 salários mínimos. 4) Escolaridade: 4.1) __ ainda estudo; 4.2) __ parei de estudar; 4.3) __ nunca estudei; 4.4) ___ Curso técnico 4.5) __ 1º Grau (fundamental); 4.6) __ 2º Grau (médio); 4.7) ___ Superior; 4.8) __ Pós Graduação. 5) Outro trabalho ou ocupação? _______________________________________________. CONSIDERANDO A ATIVIDADE TURÍSTICA: 6) Com advento do turismo, a população de Cabaceiras está valorizando mais seus atrativos culturais, produtos e atrativos naturais? Artesanato __ sim __ não __ não sei __ não conheço Caprinocultura e outros; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Festa do Bode Rei __ sim __ não __ não sei __ não conheço 85 Grupos folclóricos; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Museu H. dos Cariris Paraibanos __ sim __ não __ não sei __ não conheço Memorial Cinematográfico __ sim __ não __ não sei __ não conheço Lajedo Pai Mateus __ sim __ não __ não sei __ não conheço Saca de Lã __ sim __ não __ não sei __ não conheço Pedra da Pata __ sim __ não __ não sei __ não conheço 7) Houve para o (a) Sr. (a) algum tipo de melhoria financeira? De que forma? ___ Sim; ___ Não. ___ Aluguel da casa ou hospedagem, ___ Participação em filmes, ___ Renda extra com a venda de artesanato, ___ Renda extra com venda de produtos de gênero alimentício, ___ Serviço de guia, ___ Outros. _________________________________________________________________ 8) Houve melhora na infra-estrutura básica e turística do município? Água potável ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Coleta de Lixo ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Educação ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Informações turísticas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Melhoria das estradas (acesso) ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Pavimentação das ruas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saneamento ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saúde ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Segurança ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Transporte ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma 9)O Sr.(a) considera importante cuidar do meio ambiente, da natureza? Porque? ___ Sim; ___ Não. ______________________________________________________________ 86 10) O Sr. (a) participaria de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente? ___ Sim; ___ Não. 11) Qual a principal matéria prima utilizada em seu trabalho artesanal? ___________________________________________________________________________ 12) Durante todo o processo de fabricação do artesanato, existe algum cuidado, alguma preocupação em relação à preservação do meio ambiente? ___ Sim; ___ O que faço não interfere no m.a; ___ Nunca pensei nisso. ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 87 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE POLICIAIS – identificação e opinião: 1) Idade: __ 18 até 24; __ 25 até 39; __ 40 até 59; __ 60 até 69; __ 70 até 79 __ acima de 80. 2) Sexo: __ F __ M 3) Renda mensal (salário mínimo = R$412,00) 3.1) __ Até 1 salário mínimo; 3.4) __ À partir de 3 até 4 salários mínimos; 3.2) __ À partir de 1 até 2 salários; 3.5) __ À partir de 4 até 5 salários; 3.3) __ À partir de 2 até 3 salários; 3.6) __ À partir de 5 salários mínimos. 4) Escolaridade: 4.1) __ ainda estudo; 4.2) __ parei de estudar; 4.3) __ nunca estudei; 4.4) ___ Curso técnico 4.5) __ 1º Grau (fundamental); 4.6) __ 2º Grau (médio); 4.7) ___ Superior; 4.8) __ Pós Graduação. 5) Outro trabalho ou ocupação? Qual? _________________________________________________________________________. CONSIDERANDO A ATIVIDADE TURÍSTICA: 6) Com advento do turismo, a população de Cabaceiras está valorizando mais seus atrativos culturais, produtos e atrativos naturais? Artesanato __ sim __ não __ não sei __ não conheço Caprinocultura e outros; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Festa do Bode Rei __ sim __ não __ não sei __ não conheço Grupos folclóricos; __ sim __ não __ não sei __ não conheço 88 Museu H. dos Cariris Paraibanos __ sim __ não __ não sei __ não conheço Memorial Cinematográfico __ sim __ não __ não sei __ não conheço Lajedo Pai Mateus __ sim __ não __ não sei __ não conheço Saca de Lã __ sim __ não __ não sei __ não conheço Pedra da Pata __ sim __ não __ não sei __ não conheço 7) Houve para o (a) Sr. (a) algum tipo de melhoria financeira? De que forma? ___ Sim; ___ Não. ___ Aluguel da casa ou hospedagem, ___ Participação em filmes, ___ Renda extra com a venda de artesanato, ___ Renda extra com venda de produtos de gênero alimentício, ___ Serviço de guia, ___ Outros. __________________________________________________________ 8) Houve melhora na infra-estrutura básica e turística do município? Água potável ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Coleta de Lixo ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Educação ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Informações turísticas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Melhoria das estradas (acesso) ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Pavimentação das ruas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saneamento ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saúde ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Segurança ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Transporte ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma 9)O Sr.(a) considera importante cuidar do meio ambiente, da natureza? Porque? ___ Sim; ___ Não. ___________________________________________________________________________ 89 10) O Sr. (a) participaria de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente? ___ Sim; ___ Não. 11) O aumento do número de pessoas no município influenciou no número de ocorrências policiais? ___ Sim; ___ Não. 12) Qual o principal tipo de ocorrência e sua possível causa? ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 90 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE GARIS – identificação e opinião. 1) Idade: __ 18 até 24; __ 25 até 39; __ 40 até 59; __ 60 até 69; __ 70 até 79 __ acima de 80. 2) Sexo: __ F __ M 3) Renda mensal (salário mínimo = R$412,00) 3.1) __ Até 1 salário mínimo; 3.4) __ À partir de 3 até 4 salários mínimos; 3.2) __ À partir de 1 até 2 salários; 3.5) __ À partir de 4 até 5 salários; 3.3) __ À partir de 2 até 3 salários; 3.6) __ À partir de 5 salários mínimos. 4) Escolaridade: 4.1) __ ainda estudo; 4.2) __ parei de estudar; 4.3) __ nunca estudei; 4.4) ___ Curso técnico 4.5) __ 1º Grau (fundamental); 4.6) __ 2º Grau (médio); 4.7) ___ Superior; 4.8) __ Pós Graduação. 5) Outro trabalho ou ocupação? Qual? __________________________________________________________________________. CONSIDERANDO A ATIVIDADE TURÍSTICA: 6) Com advento do turismo, a população de Cabaceiras está valorizando mais seus atrativos culturais, produtos e atrativos naturais? Artesanato __ sim __ não __ não sei __ não conheço Caprinocultura e outros; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Festa do Bode Rei __ sim __ não __ não sei __ não conheço Grupos folclóricos; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Museu H. dos Cariris Paraibanos __ sim __ não __ não sei __ não conheço Memorial Cinematográfico __ sim __ não __ não sei __ não conheço Lajedo Pai Mateus __ sim __ não __ não sei __ não conheço Saca de Lã __ sim __ não __ não sei __ não conheço 91 Pedra da Pata __ sim __ não __ não sei __ não conheço 7) Houve para o (a) Sr. (a) algum tipo de melhoria financeira? De que forma? ___ Sim; ___ Não. ___ Aluguel da casa ou hospedagem, ___ Participação em filmes, ___ Renda extra com a venda de artesanato, ___ Renda extra com venda de produtos de gênero alimentício, ___ Serviço de guia, ___ Outros. __________________________________________________________ 8) Houve melhora na infra-estrutura básica e turística do município? Água potável ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Coleta de Lixo ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Educação ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Informações turísticas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Melhoria das estradas (acesso) ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Pavimentação das ruas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saneamento ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saúde ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Segurança ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Transporte ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma 9)O Sr.(a) considera importante cuidar do meio ambiente, da natureza? Porque? ___ Sim; ___ Não. ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ______ 10) O Sr. (a) participaria de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente? ___ Sim; ___ Não. 8) Em período de festa, por dia, qual a quantidade (em média) de tratores carregados de lixo? ____________________________________. 92 9) Qual o tipo de lixo recolhido em maior quantidade (papel, plástico ...)? ___________________________________________________________________________. 10) O município despeja o lixo em: ___ aterros adequados; ___ lotes escolhidos e preparados; ___ lotes (sem preparo) 93 UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE AGENTES DE SAÚDE, MÉDICOS E ENFERMEIROS – identificação e opinião. 1) Idade: __ 18 até 24; __ 25 até 39; __ 40 até 59; __ 60 até 69; __ 70 até 79 __ acima de 80. 2) Sexo: __ F __ M 3) Renda mensal (salário mínimo = R$412,00) 3.1) __ Até 1 salário mínimo; 3.4) __ À partir de 3 até 4 salários mínimos; 3.2) __ À partir de 1 até 2 salários; 3.5) __ À partir de 4 até 5 salários; 3.3) __ À partir de 2 até 3 salários; 3.6) __ À partir de 5 salários mínimos. 4) Escolaridade: 4.1) __ ainda estudo; 4.2) __ parei de estudar; 4.3) __ nunca estudei; 4.4) ___ Curso técnico 4.5) __ 1º Grau (fundamental); 4.6) __ 2º Grau (médio); 4.7) ___ Superior; 4.8) __ Pós Graduação. 5) Outro trabalho ou ocupação? Qual? ___________________________________________________________________________. 6) Reside no município? ___ Sim; ___ Não. Onde? _______________________________. →Caso a resposta seja sim, responder de 7 a 11. Caso contrário ir direto às questões 12 e 13. CONSIDERANDO A ATIVIDADE TURÍSTICA: 7) Com o advento do turismo, a população de Cabaceiras está valorizando mais seus atrativos culturais, produtos e atrativos naturais? Artesanato __ sim __ não __ não sei __ não conheço Caprinocultura e outros; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Festa do Bode Rei __ sim __ não __ não sei __ não conheço Grupos folclóricos; __ sim __ não __ não sei __ não conheço Museu H. dos Cariris Paraibanos __ sim __ não __ não sei __ não conheço 94 Memorial Cinematográfico __ sim __ não __ não sei __ não conheço Lajedo Pai Mateus __ sim __ não __ não sei __ não conheço Saca de Lã __ sim __ não __ não sei __ não conheço Pedra da Pata __ sim __ não __ não sei __ não conheço 8) Houve para o (a) Sr. (a) algum tipo de melhoria financeira? De que forma? __ Sim; ___ Não. ___ Aluguel da casa ou hospedagem, ___ Participação em filmes, ___ Renda extra com a venda de artesanato, ___ Renda extra com venda de produtos de gênero alimentício, ___ Serviço de guia, ___ Outros. _________________________________________________________________ 9) Houve melhora na infra-estrutura básica e turística do município? Água potável ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Coleta de Lixo ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Educação ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Informações turísticas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Melhoria das estradas (acesso) ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Pavimentação das ruas ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saneamento ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Saúde ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Segurança ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma Transporte ___ sim ___ Não ___ Está da mesma forma 10)O Sr.(a) considera importante cuidar do meio ambiente, da natureza? Porque? ___ Sim; ___ Não. ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 95 11) O Sr. (a) participaria de cursos ou campanhas que promovessem os cuidados com o meio ambiente? ___ Sim; ___ Não. 12) Houve aumento no número de atendimentos em decorrência da chegada dos turistas? ___ Sim; ___ Não. 13) Por qual motivo os turistas procuram atendimento médico? ___ quedas ou outros acidentes motivados pela prática do ecoturismo ou por passeios; ___ picada de animais peçonhentos ou outros insetos; ___ acidentes relacionados a espinhos, queimaduras com urtigas e outros; ___ abuso de bebida alcoólica; ___ conseqüência de agressões físicas.