DARTIANE DO NASCIMENTO FERREIRA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS
JOÃO PESSOA – PB
Novembro - 2012
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
EMPRESA: COMTÉRMICA ENGENHARIA LTDA
OBRA: CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO INSTITUCIONAL COM QUATRO
PAVIMENTOS (SOBRE PILOTIS) DO CENTRO ADMINISTRATIVO
MUNICIPAL EM JOÃO PESSOA - PB
DARTIANE DO NASCIMENTO FERREIRA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Relatório apresentado à Coordenação
de Estágios e à Coordenação do Curso
Superior de Tecnologia em Construção
de Edifícios do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia da
Paraíba, campus João Pessoa, em
cumprimento às exigências do referido
curso.
Orientador: PROFº JEFERSON MACK SOUZA DE OLIVEIRA
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba
Curso Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios
DARTIANE DO NASCIMENTO FERREIRA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Aprovado em: ____ / ____ / 2012.
BANCA EXAMINADORA
________________________________________________________
Prof.º M.Sc. Jeferson Mack Souza de Oliveira
Orientador(a)
________________________________________________________
Examinador(a)
________________________________________________________
Examinador(a)
________________________________________________________
Profª Drª Maria de Fátima Duarte Lucena
Coordenadora da CESUT - CCE
________________________________________________________
Profª M.Sc. Roberta Paiva Cavalcante
Coordenadora do Curso Superior de Tecnologia
em Construção de Edifícios
DEDICATÓRIA
Àqueles que o criador escolheu para ser minha família. Especialmente aos que
sempre dividiram o mesmo teto que eu e consequentemente os
contentamentos e desventuras que vivi. Mas, mais especialmente à minha mãe
dedico essa vitória, que mais especialmente nela acreditou.
AGRADECIMENTOS
À Deus. Que providenciou as pessoas; e as situações; e os materiais que se
fizeram importantes no caminho dessa conquista.
LISTA DE FIGURAS
Figura 01: Maquete eletrônica do Edifício de Ampliação do CAM – JP;
Figura 02: Estrutura em concreto armado;
Figura 03: Divisórias navais com perfis em aço;
Figura 04: Revestimento da Fachada Sul;
Figura 05: Revestimento de WC;
Figura 06: Pavimentação externa;
Figura 07: Formação de custo total de uma obra;
Figura 08: Exemplo de Planilha Orçamentária;
Figura 09: Trecho Memória de cálculos de Medição;
Figura 10: Trecho da Planilha Orçamentária da obra;
Figura 11: Trecho da Planilha de Acompanhamento contratado/executado;
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO ....................................................................................09
1.1
JUSTIFICATIVA ..................................................................................10
1.2
APRESENTAÇÃO DA OBRA ..............................................................11
2
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ...............................................................16
3
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS .......................................................23
4
CONCLUSÕES ...................................................................................35
5
RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES ................................................36
REFERÊNCIAS ...................................................................................37
ANEXOS ..............................................................................................38
1. INTRODUÇÃO
A fim de cumprir mais uma etapa necessária à conclusão do Curso
Superior de Tecnologia em Construção de Edifícios cursado nesta Instituição,
apresento este relatório como instrumento de avaliação do estágio realizado
em um período de 03 (três) meses e quinze dias na obra de construção do
Edifício Institucional com 04 pavimentos do Centro Administrativo Municipal –
JP, localizado no bairro de Água Fria nesta capital, executada através da
Concorrência 13/2010 da Prefeitura Municipal de João Pessoa pela
Comtérmica Engenharia Ltda, sob responsabilidade técnica do engenheiro
Alexandre José Mousinho Moreira.
O estágio, orientado pelo professor Jeferson Mack Souza de Oliveira e
supervisionado pela engª Shirley Mangueira, engenheira designada pela
Comtérmica à execução da obra, consistiu no desenvolvimento de atividades
de elaboração de orçamento; levantamento de quantitativos de insumos;
medições; desenhos em AutoCAD; e ainda, no acompanhamento e fiscalização
das tarefas de execução relativas às diversas etapas da obra. Atividades estas
que fortaleceram e ampliaram o conteúdo das disciplinas estudadas em sala de
aula, visto que exigem conhecimento e habilidade técnica para a sua correta
concretização.
1.1 JUSTIFICATIVA
O período de estágio além de ser um momento de corroboração do que
fora aprendido em sala de aula, é também uma grande fonte de conhecimento
técnico e prático daquilo que, mesmo que pertença à grade curricular, não se
consegue atingir somente na esfera acadêmica.
É ainda, um grande capacitor e direcionador do futuro profissional
também no que diz respeito ao relacionamento interpessoal em seu ambiente
de trabalho, pois o ensina como lidar com diversos tipos de profissionais e
situações.
A experiência do estágio permite ao aluno ter ou não a convicção de sua
profissão e o inserir no mercado de trabalho. E promove ao mercado a
possibilidade de conhecer e desenvolver profissionais.
1.2 APRESENTAÇÃO DA OBRA
A obra, projetada pelos arquitetos Tonis Marques e Susana Acioli, situase à Rua Diógenes Chianca, s/n, Água Fria - João Pessoa-PB tendo como
utilidade o funcionamento de um novo edifício institucional para o Centro
Administrativo Municipal de João Pessoa.
Sua área construída é de 2.563,27 m² constituída por uma torre com
quatro (04) pavimentos sobre pilotis. Foi iniciada em Janeiro de 2010 com
prazo de execução de dezoito (18) meses.
Figura 1 – Edifício de Ampliação do CAM - JP. Fonte: DIPLUR/SEPLAN - PMJP, 2009.
ESTRUTURA
Toda a estrutura da obra é em concreto armado (Figura 02): as
armaduras obedeceram ao que foi determinado em projeto; as formas foram
em compensado resinado; escoramento metálico e o concreto confeccionado in
loco e usinado.
A partir das especificações do projeto estrutural, elaborado pela E.M
Engenharia Estrutural Ltda., foi adotado um FCK de 25 MPa; abatimento
(slump test) de 9±1 cm e consumo de 261 Kg de cimento CPII - F por metro
cúbico de concreto para todos os componentes estruturais, havendo apenas
uma variação no que diz respeito à estrutura do pavimento Térreo e às
fundações, que são do tipo sapata interligadas por vigas baldrame; neste
elementos a resistência do concreto mantida foi de 30 MPa e abatimento de
8±1.
Figura 2 - Estrutura da obra de Ampliação do CAM - JP.
O controle tecnológico do concreto foi realizado pela Projeto Consultoria
e Engenharia Ltda., que tratava de todo o processo desde a receptação do
concreto, ensaios de abatimento, moldagem dos corpos de prova com
encaminhamento para rompimento no LABEME, à emissão regular de
relatórios com os resultados de cada concretagem.
VEDAÇÃO
Para fechamento externo utilizou-se alvenaria convencional em tijolo
cerâmico de 08 furos e esquadrias em alumínio e vidro; internamente possui
tipologia livre, sem alvenaria, permitindo layouts diversos nos pavimentos cujas
subdivisões foram feitas através de divisórias navais com perfis em aço (Figura
03).
Figura 3 – Divisórias navais com perfis em aço.
REVESTIMENTOS
Foram utilizadas pastilhas cerâmicas nas fachadas e áreas molhadas
internas (Figuras 04 e 05 respectivamente). Enquanto no lado interno das
paredes de fechamento empregou-se pintura acrílica.
PISOS E PAVIMENTAÇÃO
Com exceção das áreas molhadas, que foram revestidas com pastilhas
cerâmicas, toda a edificação apresenta piso em granilite branco.
Nas áreas externas temos a incidência de piso permeável tipo
cobograma e intertravado nos estacionamentos, e ainda, a presença de alguns
trechos de concreto e detalhes em granito, mais especificamente nas rampas
de acesso. (Figura 06).
Figura 04 - Revestimento Fachada.
Figura 05 - Revestimento WC.
Figura 06 – Pavimentação área externa.
INSTALAÇÕES PREDIAIS
Todos os projetos de instalações prediais: elétricas; hidráulicas e de
incêndio foram preparados pela HERTZ Eletrificação Ltda.
São instalações com procedimentos e materiais convencionais como,
por exemplo, temos as instalações hidrossanitárias que apresenta o sistema de
alimentação de água fria através de transmissão indireta, composta por uma
cisterna e reservatório elevado; toda a tubulação em PVC e o tratamento das
águas servidas feito pelo sistema de esgoto sanitário existente.
A coleta das águas pluviais ocorre através de calhas em concreto e
tubulação em PVC que as conduzem para locais como linha d´água ou para
caixas coletoras de águas pluviais existentes.
O suprimento de energia elétrica é realizado a partir de uma subestação
própria, cuja instalação foi de responsabilidade do Centro Administrativo
Municipal.
Quanto ao sistema de aterramento, este é do tipo TN-S, de acordo com
a NBR 5410. A edificação possui todas as estruturas metálicas ligadas por
condutores de aterramento formando um sistema de ligações equipotencias.
O edifício é climatizado por máquinas do tipo Split Cassete e HiWall,
cujas instalações foram pensadas pela Comtérmica – Comercial Térmica Ltda,
visto que não havia um projeto inicial e a empresa é especializada no setor.
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Limmer (1997) diz que “um orçamento pode ser definido como a
determinação dos gastos necessários para a realização de um projeto, de
acordo com um plano de execução previamente estabelecido, gastos estes
traduzidos em termos de quantitativo”. Ou ainda, “o orçamento de um projeto
baseia-se na previsão de ocorrência de atividades futuras logicamente
encadeadas e que consomem recursos, ou seja, acarretam custos.” (LIMMER,
1997)
É portanto o processo de orçamentação que determina o preço da
construção, fato que requer estudos aprofundados com critérios técnicos bem
estabelecidos: Um dos requisitos básicos para um bom orçamentista é o
conhecimento detalhado do serviço. A interpretação aprofundada dos
desenhos, planos e especificações da obra lhe permite estabelecer a melhor
maneira de atacar a obra e realizar cada tarefa, assim como identificar a
dificuldade de cada serviço e consequentemente seus custos de execução.
(MATTOS, 2006).
Diante disso, o que se tem é o fato de que compor o custo total de uma
obra delineia certa dificuldade, logo, o tipo de orçamento a ser adotado deve
ser definido a partir da finalidade da estimativa e do grau de detalhamento
disponível do empreendimento, visto que em função disto o orçamento admite
ser classificado em:
Orçamento Sumário – É um orçamento simplificado que parte do
conceito que obras do mesmo padrão tem custos proporcionais,
onde o custo total da obra é obtido multiplicando-se sua área total
pelo valor do metro quadrado seguido. Geralmente é utilizado
quando
se
deseja
verificar
a
viabilidade
ou
não
do
empreendimento, sendo realizado ainda na fase inicial da
concepção deste;
Orçamento Detalhado – Oliveira (2007) diz ser aquele em que é
realizado o levantamento de todas as quantidades de materiais,
apropriação da mão de obra (homens/hora) para realização do
serviço, ferramentas, equipamentos, encargos e taxas que
incidem sobre o serviço a ser realizado.
Esta se apresenta como a forma mais exata de realizar um orçamento,
mas por ser extremamente trabalhosa é justificada apenas nos casos de
produção em massa;
Por Composição de Custo Unitário – O custo total é composto
pelos custos de cada serviço, que são o produto da relação dos
seus
custos
unitários
necessariamente
serão
pelas
respectivas quantidades que
produzidas.
“O
orçamento
por
composição de custo unitário baseia-se na decomposição da obra
em partes obedecendo a critérios de afinidades de serviços e
parte da premissa da proporcionalidade entre o custo total de um
serviço e a quantidade do mesmo a ser produzida”. (OLIVEIRA,
2007).
Este tipo de orçamento é largamente utilizado na construção civil,
especialmente para a participação em concorrências públicas e privadas, por
apresentar da maneira detalhada todas as tarefas realizadas na obra e o custo
que cada uma infundirá ao custo final de execução.
Segundo Mattos (2006) a orçamentação por Composição de Custo
Unitário perpassa por etapas que incluem a leitura e interpretação de projetos;
especificações técnicas; identificação dos serviços; levantamento quantitativos;
composição dos custos; etc. Dentre estas ações serão elucidadas abaixo
aquelas consideradas indispensáveis:
Leitura e interpretação de projetos - Limmer (1997) define projeto
como “um conjunto de realizações físicas, compreendendo desde a concepção
inicial
de
uma
ideia
até
a
sua
concretização,
traduzidas
por
um
empreendimento em operação ou pronto para funcionar”.
São os projetos que norteiam todo o processo construtivo por serem
documentos que trazem, através de desenhos e especificações, todas as
informações necessárias à execução de um empreendimento, tornando-se
fundamental aos orçamentistas um bom entendimento e boa capacidade de
leitura de projetos. Por isso, percebe-se a importância de um projeto bem
detalhado, já que sem esse requisito mesmo um bom orçamentista não poderia
presumir com exatidão o real custo da obra.
Quanto melhor e mais fidedigno for o detalhamento de projeto, maior
será a possibilidade de se obter um bom orçamento. No projeto fica definido o
que deverá ser construído, como ocorrerá a construção em termos de
tecnologia, dos materiais e dos equipamentos a serem empregados. (AVILA et
al 2003).
Especificações
Técnicas
-
González
(2008)
afirma
que
“as
especificações técnicas (ET) descrevem, de forma precisa, completa e
ordenada, os materiais e os procedimentos de execução a serem adotados na
construção.”
Avila et tal (2003) corroboram tal afirmação: “as especificações técnicas
devem, ainda, providenciar a indicação correta de locais de aplicação de cada
um dos tipos de serviços, indicar as normas para verificação específica de
materiais, elementos, instalações, equipamentos”.
Identificação dos serviços – Para Mattos (2006) “o início da
orçamentação de uma obra requer o conhecimento dos diversos serviços que a
compõe”. Portanto, o processo de quantificação tem origem na identificação de
todos os serviços que compõem o sistema construtivo do empreendimento que
se objetiva efetivar.
Levantamento de quantitativos – Depois de identificados os serviços o
próximo passo é de quantificação destes, em que, conforme Mattos (2006) esta
é uma das etapas “que intelectualmente mais exigem do orçamentista, porque
demanda leitura de projeto, cálculos de áreas e volumes, consulta a tabelas de
engenharia, tabulação de números etc.”.
“Para efetuar o levantamento das quantidades dos insumos é necessário
seguir os projetos e as especificações, que vão indicar o que, onde e como
usar”. (AVILA et al 2003).
Composição de custos – Entende-se por custo aquilo que se faz
necessário desprender para a obtenção de algum bem ou serviço. Quanto ao
custo total de uma construção, este “é fruto do custo orçado para cada um dos
serviços integrantes da obra”. (MATTOS, 2006).
Os custos de uma obra de acordo com sua natureza são classificados
em diretos ou indiretos:
Custos diretos – São os gastos feitos com insumos. Entendendose por insumo “todos os elementos necessários para a construção
da obra, considerados individualmente”. (GONZÁLEZ, 2008). Tais
insumos são pertencentes basicamente a três categorias:
materiais; mão-de-obra e equipamentos. Ou seja, são gastos
associados diretamente com a produção de um serviço;
Custos Indiretos – Limmer (1997) os classifica como o “somatório
dos gastos com elementos coadjuvantes necessários à correta
elaboração do produto”. São os gastos realizados com o canteiro
de obras; administração; segurança do trabalho; despesas
comerciais,
tributárias
e
financeiras,
e
ainda,
aqueles
relacionados ao consumo por obra.
O esquema abaixo (Figura 07) sintetiza a composição do custo total de
uma obra por este método:
MATERIAIS
CANTEIRO DE
OBRAS
MÃO-DE-OBRA
SEGURANÇA DO
TRABALHO
EQUIPAMENTOS
MÃO-DE-OBRA
INDIRETA
DESPESAS
COMERCIAIS
DESPESAS
FINANCEIRAS
DESPESAS
TRIBUTÁRIAS
CUSTOS
DIRETOS
CUSTOS
INDIRETOS
DESPESAS
ADMINISTRATIVAS
CUSTO TOTAL DA OBRA
Figura 7 – Formação de custo total de uma obra. Fonte: Oliveira, 2007.
Formação de preço – O preço na construção civil geralmente é definido
pelo somatórios dos custos diretos, indiretos e do lucro. Entretanto o lucro e os
custos indiretos “são considerados como uma taxa percentual incidente sobre
os custos diretos. Essa taxa recebe o nome de BDI, que significa Bonificação e
Despesas indiretas.” (OLIVEIRA, 2007).
Assim:
PV = CD x M
Onde:
PV = Preço de venda
CD = Custo Direto
M = 1 + BDI
Com isso temos que sobre os custos diretos foram diluídos todos os
outros custos.
Um requisito básico para a confecção eficaz do orçamento é a
sistematização
dos
serviços
inerentes
ao
processo
construtivo
do
empreendimento que se deseja orçar, uma vez que se trata de uma atividade
complexa composta por diversas fases e variáveis. É o que nos alerta Avila et
al (2003): o setor da construção civil é uma atividade industrial caracterizada
por um grau elevado de complexidade e que precisa ser bem caracterizado
quanto aos seus insumos, materiais, mão-de-obra, recursos financeiros e
equipamentos, para que o processo de orçamentação e controle da construção
seja levado a bom termo.
Portanto, é importante que seja traçado um plano de discriminação que
relacione todos os serviços a serem executados “levando-se em consideração
a afinidade dos serviços e observando-se a ordem cronológica da sua
execução.” (OLIVEIRA, 2007). Tal plano é denominado como Discriminação
Orçamentária dos Serviços.
Através desta divisão de serviços pode-se efetuar um acompanhamento
mais qualificado quanto à evolução da construção, pois se tem determinadas e
documentadas todas as etapas da obra por meio da Planilha Orçamentária. E
ainda, permite um melhor controle e administração dos insumos.
Exemplo:
ITEM
DESCRIÇÃO
UNID
QUANT.
PREÇO
TOTAL
UNIT. C/BDI
11
REVESTIMENTOS
94.747,51
1101
REVESTIMENTO INTERNO
94.747,51
110101 Chapisco c/argamassa de cimento e areia
m²
4.552,19
3,02
13.747,61
m²
3.137,17
13,88
43.543,91
m²
918,94
11,48
10.549,43
m²
918,94
29,28
26.906,56
1:3
110102 Massa unica com arg.1:2:8 (cimento, cal
e areia)
110103 Emboço com argamassa 1:2:8(cimento,
cal e areia)
110104 Revestimento ceramico, 34x46cm, linha
Linho Bianco, fab.ELIZABETH, assentada
com argamassa pré-fabricada de cimento
colante AC1 e rejuntada com rejunte prefabricado
Figura 8 – Planilha Orçamentária.
Em se tratando de obras públicas tal detalhamento “traduz em termos
quantitativos e financeiros os serviços que serão contratados, e por esse
motivo, situa-se entre os documentos importantes do processo licitatório”.
(ALTOUNIAN, 2009).
Apresenta-se, portanto, como fundamental no que diz respeito à
fiscalização por parte dos órgãos contratantes quanto aos serviços executados,
pois mostra se estes estão de acordo com o pré-estabelecido ou se houveram
divergências em termos de quantidades, ou mesmo, se houve necessidade de
supressão ou acréscimo de outros serviços para a concretização da obra.
A verificação se dá através de medições emitidas pelas contratadas, a
fim de comprovarem tais serviços executados e receberem por eles conforme o
estabelecido em contrato. Isto porque as medições são formadas por planilhas
que demonstram os serviços executados no mês e os serviços acumulados
desde o início da obra comprovados pelas memórias de cálculos que atestam
as quantidades e indicam as áreas em que os serviços estão sendo aferidos,
são ainda, complementadas com o diário de obras e as memórias fotográficas
relativas ao período medido, devidamente conferidas e assinadas pelo fiscal da
obra.
Mattos (2006) nos chama a atenção para o seguinte fato: O processo de
levantamento de quantidades de cada material deve sempre deixar uma
memória de cálculo fácil de ser manipulada, a fim de que as contas possam ser
conferidas por outra pessoa e que uma mudança de características ou
dimensões do projeto não acarrete um segundo levantamento completo.
Vemos, portanto, que todo esse processo é de grande relevância
principalmente na execução de obras públicas, pois como o próprio Altounian
(2009) nos alerta, “o processo de qualquer contratação na qual estejam
envolvidos recursos públicos deve ser conduzido com cautela pelos
responsáveis designados para cada uma das tarefas inseridas no seu
contexto.”
3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
Quando do início do estágio a construção já contava 04 (quatro) meses
de trabalhos iniciados encontrando-se na fase de execução das formas e
escoramento da estrutura do 2º pavimento.
O desenvolvimento das atividades era supervisionado pela engenheira
da obra, que determinava e solicitava as tarefas que eu deveria cumprir,
tomando com base o objetivo do estágio.
As principais tarefas realizadas tratavam de:
3.1 MEDIÇÕES
Como se trata de obra pública executada através de processo licitatório,
mensalmente a Comtérmica elaborava medições descrevendo os serviços
realizados no período, com respectivas quantidades demonstradas através de
memoriais de cálculos. A partir desse documento aliado à memória fotográfica
e ao diário de obras, era emitida a fatura através da qual o órgão contratante,
no caso a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), realizava o pagamento
à construtora.
Portanto era de extrema importância que os serviços realizados fossem
identificados e quantificados o mais preciso quanto possível fosse, porque
aquilo que era possível medir, ou seja, o que estava em contrato e fora
executado seria medido, e o que tivera sido executado por necessidade da
obra e não constasse no contrato ou excedesse em termos de quantidade, iria
compor a Planilha Aditivo, e consequentemente do Aditivo de Contrato, para
que então a empresa pudesse receber pelo excedente executado ou a
executar.
Para tanto se fazia necessário o acompanhamento da execução dos
serviços, e a conferência destes in loco, pois muitas vezes ocorriam variações
em relação ao que estava determinado em projeto, resultantes de fatores como
erros de projetos; equívocos durante a orçamentação, ou mesmo de situações
que não puderam ser previstas, mas foram necessárias ao processo.
MEMÓRIA DE CÁLCULOS
A memória de cálculo é parte fundamental da medição, visto que ela
comprova como se obteve as quantidades descritas, mostrando, inclusive, os
locais onde foram empregados os serviços.
PREFEITURA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA
SEINFRA - SECRETARIA DA INFRAESTRUTURA
MEMÓRIA DE CÁLCULO Nº 13
OBRA: CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO INSTITUCIONAL COM QUATRO PAVIMENTOS (SOBRE PILOTIS) DO CENTRO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL
FIRMA: COMTÉRMICA ENGENHARIA LTDA
LICITAÇÃO: 13/2010
O.S.: Nº 65/2010
CONTRATO: Nº 16/2010
PERÍODO: 01/02/2012 à 29/02/2012
ESQUADRIAS E VIDROS
09
METÁLICAS
0902
090202 J3, J4, J5 e J8 - Janela de correr e painel fixo em aluminio anodizado preto
Fórmula: Área = Comp. x Alt x Quant.
J3 Fachada Norte Pav.Tipo 1
J4 Fachada Norte Pav.Tipo 1
J3 Fachada Norte Pav.Tipo 2; 3 e 4
J4 Fachada Norte Pav.Tipo 2; 3 e 4
J7A Fachada Leste (Conforme projeto)
J3 Fachada Sul Pav.Tipo 1; 2; 3 e 4
J5 Fachada Sul Pav.Tipo 1; 2; 3 e 4
J7A Fachada Oeste (Conforme projeto)
Total executado
=
Comp.
Alt.
Quant.
4,20
1,30
2,00
5,90
1,30
3,00
4,20
1,30
6,00
5,90
1,30
9,00
11,00
1,70
4,00
(J3 e J4 Fachada Norte Pav.Tipo 2; 3 e 4 e J7 Fach. Leste)
=
4,20
1,30
8,00
5,45
1,30
8,00
11,00
1,70
4,00
MEDIDO NO PERÍODO (J3 e J5 Fachada Sul Pav.Tipo 1; 2; 3 e 4 + J7A Fachada Oeste )
=
RESUMO DO ITEM 090202
Quantidade de contrato
Acumulado anterior
Medido no período
Saldo à medir
090203 Alçapão em chapa metálica, de 0,90x 0,90cm, com acabamento em pintura automotiva
Locais:
Tampas da Caixa d´água
Total executado
=
385,68 m²
10,92
23,01
32,76
69,03
74,80
210,52
43,68
56,68
74,80
175,16
385,68
330,48
210,52
119,96
55,20
2,00 und
Quan.t
2,00
RESUMO DO ITEM 090203
Quantidade de contrato
Acumulado anterior
Medido no período
Saldo à medir
Figura 9 – Memória de cálculos. Fonte: Medição 13, Comtérmica Engenharia, 2012.
Nela são apresentados dados como o número e o período da medição e
descreve os serviços medidos com seus respectivos cálculos. Abaixo da
descriminação destes aparece uma tabela de resumo que fornece as seguintes
informações:
1) Resumo do item: Nos dá o total executado deste item incluindo o
período, ela é o somatório da coluna onde constam os subtotais
calculados do item;
2,00
2,00
2,00
-
2) Quantidade do contrato: mostra a quantidade que poderá ser
medida, prevista em contrato;
3) Acumulado anterior: Nela temos a quantidade medida acumulada
deste item até a medição anterior;
4) Medido no período: temos então, o que será medido neste período.
Para obter este valor faz-se necessário apenas que constem
preenchidas as células anteriores. Em resumo ela é o total executado
subtraído do acumulado anterior;
5) Saldo a medir: Automaticamente dá o resultado daquilo que só
poderá ser medido após a formalização de um aditivo de contrato,
visto que tal saldo é superior ao contratado inicialmente. Ela é o total
executado, subtraindo o acumulado anterior e o medido no período.
Uma folha completa da memória de cálculo pode ser visualizada no
Anexo I.
Com a finalidade de poder visualizar sinteticamente o que estava sendo
medido e o que faltava-se medir em termos de valores e quantidades, e
principalmente para sabermos o valor total da medição, era feita uma planilha
(Ver Anexo II) semelhante ao Boletim de Medição oficial emitido pela PMJP
após aprovação da medição. Quando esta nos era transmitida, tornava-se
possível comparar as duas planilhas e comprovar se os dados da medição
foram considerados igualmente por ambas as partes. E o boletim oficial servia
de base para a próxima medição, devido aos dados por ele apresentados,
principalmente o medido acumulado até o período que se ia medir.
BOLETIM DE MEDIÇÃO
Após aprovada a medição a prefeitura nos emitia este boletim oficial (Ver
Anexo III) corroborando o pagamento à empresa pelas tarefas realizadas no
período.
Através dele podíamos fazer as devidas comparações a fim de
analisarmos se haviam divergências com relação à memória de cálculos por
nós emitidas, e se todos os dados correspondiam aos mesmos que o boletim
por nós elaborados, a fim de verificarmos a existência de erros de alguma das
partes.
Porém, mais que isto tal boletim atualizava mensalmente informações
importantes como: quantidade de dias de iniciadas as tarefas da obra; o
medido no período; medido acumulado; saldo a medir; valor total contratado;
valor de aditivo, caso houvesse; período da medição; etc.
MEMÓRIA FOTOGRÁFICA
Tal memória, documento obrigatório componente da medição, comprova
visualmente a execução dos serviços, devendo esta conter fotografias de todos
os itens medidos. (Ver anexo IV).
RESUMO DE ITENS
Sintetiza as quantidades executadas de cada item da referente medição.
(Ver anexo V).
DIÁRIO DE OBRAS
O diário de obras documento oficial que segue junto à medição se trata
de um livro preenchido diariamente pelo fiscal da obra, no caso senhor
Joaquim Correia Neto representante da PMJP, em parceria com a engenheira
responsável, contendo informações como: as atividades realizadas no dia;
condições meteorológicas; equipamentos utilizados; número de funcionários de
acordo com suas funções; irregularidades; situações atípicas que influenciaram
positiva ou negativamente; etc.
No entanto para controle da empresa, diariamente essas mesmas
informações eram descritas por mim em documento extraoficial.
3.2 PLANILHA DE LEVANTAMENTO DE QUANTITATIVO TOTAL DA OBRA
Antes do início dos serviços da obra, além da formalização de todos os
documentos necessários, a Comtérmica recebeu da Administração os projetos
básicos e a Planilha Orçamentária (Figura 10), que são subsídios fundamentais
para que o executado correspondesse àquilo que fora contratado.
UEM- SECRETARIA DE PLANEJAMENTO
PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
OBRA:
CONSTRUÇÃO DO EDIFÍCIO INSTITUCIONAL COM QUATRO PAVIMENTOS (SOBRE
PILOTIS) DO CENTRO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL.
LOCAL: ÁGUA FRIA – JOÃO PESSOA/PB
BDI= 25%
ITEM
01
0101
0102
0103
0104
0105
0106
0107
0108
0109
0110
02
0201
0202
0203
0204
0205
0206
0207
0208
0209
0210
03
0301
0302
0303
0304
DESCRIÇÃO
SERVIÇOS PRELIMINARES
Licenças e taxas (Edifício Institucional do CAM)
Placa indicativa da obra (6,00x3,00m)
Mobilização
Administração Local da Obra
Raspagem e limpeza do terreno
Tapume de chapa compensada resinada de 12mm,
inclusive ferragem para portão
Barracão provisório de um pavimento, executado
em chapa compensada
Ligação provisória elétrica de baixa tensão para
canteiro de obras
PREÇO
UNID QUANT. UNITÁRIO
C/BDI
un
m2
un
mes
m2
m2
1,00
18,00
1,00
18,00
3.336,32
519,02
TOTAL
266.373,54
5.186,98
5.186,98
163,88
2.949,84
8.000,00
8.000,00
11.250,00 202.500,00
1,46
4.871,02
59,54 30.902,45
m2
20,00
292,21
5.844,20
un
1,00
966,69
966,69
Ligação provisória de água
Locação da obra
DEMOLIÇÕES E RETIRADAS
Demolição de alvenaria de 1/2 vez sem
reaproveitamento
Retirada de meio fio
Retirada de poste de concreto
Demolição de caixa alvenaria de 50x50x50cm
c/tampa concreto
Demolição de pavimentação com paralelepípedo
Demolição de piso cimentado sobre lastro de
concreto
Retirada de esquadrias metálicas, com ou sem
reaproveitamento
Demolição de cobertura c/telhas onduladas de
fibrocimento, com aproveitamento
Demolição de laje pré-moldada
Retirada de luminária com reaproveitamento
MOVIMENTO DE TERRA
Escavacao mecanizada em campo aberto com
trator de esteira, inclusive bota-fora mecânico
DMT=10 Km
un
m2
1,00
728,67
182,84
6,82
m2
87,23
2,18
182,84
4.969,52
6.532,13
190,16
m
un
un
254,59
3,00
4,00
3,33
69,59
11,97
847,78
208,77
47,88
m2
m2
667,82
105,74
4,02
8,71
2.684,63
920,99
m2
7,44
3,33
24,77
m2
17,22
1,63
28,06
m2
un
17,22
4,00
9,45
3,05
m3
790,09
13,22
162,72
12,20
64.887,00
10.444,98
Compactacao de aterro com equipamento
mecanico
Solo cimento no traço 1:20 (cimento areia),
compactado manualmente
Aterro do caixão, com aquisição de material, em
camadas de 0,20m
m3
136,10
2,29
311,66
m3
190,00
162,22
30.821,80
m3
461,83
50,47
23.308,56
Figura 10 – Trecho da Planilha Orçamentária da Obra. Fonte: COMTÉRMICA.
Mas, como se sabe projetos e orçamentos são passíveis de erro, e nem
sempre abrangem tudo aquilo que uma construção demanda para que seja
finalizada. E neste caso onde tanto um como o outro foi elaborado pelo órgão
contratante para em seguida ser lançado um processo licitatório, cujo contrato
amarra preços e quantidades dos serviços a serem executados, as
divergências entre o planejado/orçado e o executado poderiam acarretar em
grandes prejuízos à empresa.
Devido a este fato, bem como, para um maior controle por parte da
Comtérmica quanto ao andamento dos serviços, ou seja, quanto ao
cumprimento do cronograma da obra, foi elaborada uma planilha orçamentária
baseada na oficial recebida, constando os itens nela apresentados, mas
estruturada de tal forma que mostrasse o excesso ou saldo de cada um, e
aqueles que no orçamento base não foram identificados. Tais quantidades
foram fornecidas pela memória de cálculos que a acompanha, feita inicialmente
a partir dos projetos e no decorrer da execução dos serviços, nas medições.
Todos os dados sejam eles quantidades; novos serviços; e a memória
de cálculos eram utilizados nas medições e no Aditivo de Contrato. Na verdade
esta é a principal função desta planilha: quantificar toda a obra baseando-se no
contratado, mas apresentando, de fato, todas as etapas e serviços realizados
para sua concretização. É um orçamento paralelo, que visava comprovar
através das planilhas e memorial o que foi feito para concretizar o produto do
contrato e para que se pudesse receber pelo que se executou.
A figura 11 descreve a situação de cada item: Temos seu valor unitário e
quantidade prevista em contrato, e em seguida obsevamos a coluna “a
executar” fornecendo após quantificação realizada o quanto deste item era
necessário, de fato realizar. Com isto constatamos dentre eles quais
apresentavam excesso ou saldo cujos valores comporiam o Aditivo de
contratos.
PLANILHA ORÇAMENTÁRIA PARA ADITIVO
OBRA: CONST. DO EDIFÍCIO INSTITUCIONAL COM 04 PAVIMENTOS (SOBRE PILOTIS) DO CENTRO ADMINISTRATIVO
LOCAL: ÁGUA FRIA
ITEM
01
0101
0102
0103
0104
0105
0106
0107
0108
0109
0110
DESCRIÇÃO
SERVIÇOS PRELIMINARES
Licenças e taxas (Edifício Institucional do CAM)
Placa indicativa da obra (6,00x3,00m)
Mobilização
Administração Local da Obra
Raspagem e limpeza do terreno
Tapume de chapa compensada resinada de 12mm,
inclusive ferragem para portão
Barracao provisório de um pavimento, executado em
chapa compensada
Ligação provisória elétrica de baixa tensão para
canteiro de obras
Ligação provisória de água
Locacao da obra
UNID
PREÇO
UNIT. C/BDI
CONTRATADO
Quantid.
Valor (R$)
Á EXECUTAR
Quantid.
EXCESSO
Valor (R$)
5.186,98
163,88
8.000,00
11.250,00
1,46
59,54
1,00
18,00
1,00
18,00
3.336,32
519,02
266.373,54
5.186,98
2.949,84
8.000,00
202.500,00
4.871,02
30.902,45
1,00
18,00
1,00
18,00
2.511,00
506,00
298.819,40
5.186,98
2.949,84
8.000,00
202.500,00
3.666,06
30.127,24
m2
292,21
20,00
5.844,20
130,00
37.987,30
un
966,69
1,00
966,69
1,00
966,69
un
m2
182,84
6,82
1,00
728,67
182,84
4.969,52
1,00
1.063,41
182,84
7.252,45
un
m2
un
mes
m2
m2
Quantid.
SALDO
Valor (R$)
Quantid.
Valor (R$)
34.426,02
1.980,17
825,32
13,02
110,00
32.143,10
334,74
2.282,92
Figura 11 – Trecho Planilha de Acompanhamento Contratado/executado.
Fonte: COMTÉRMICA, 2011.
3.3 ADITIVO DE CONTRATO
A planilha de levantamento de quantitativo total da obra era nomeada de
Planilha de Acompanhamento Contratado/executado, visto que apresenta os
excessos e/ou saldos dos serviços já existentes como também novos itens e
itens não executados, com a finalidade de solicitar junto a Administração
através de procedimentos legais a elaboração e aprovação do Aditivo de
Contrato que permitiu inserir e excluir serviços oficialmente na Planilha
Orçamentária da obra, para que então a empresa pudesse ser onerada pela
execução dos mesmos.
Como já mencionado, a comprovação das quantidades se deram através
das memórias de cálculos das medições, no que diz respeito aos itens já
executados e quanto aos itens a executar as memórias foram retiradas da
planilha de quantitativo total da obra. Os serviços novos eram incluídos, ainda,
em um outro documento com o nome de Planilha para tomada de preços, para
que a contratante pudesse realizar o trabalho de coleta de preços de itens
novos para em seguida inseri-los no aditivo de contrato.
De posse das quantidades e dos preços novos, a PMJP pôde
confeccionar o aditivo, calculando seu valor e consequentemente gerar um
1.204,96
775,21
novo valor de contrato, que conforme o art. 65 da Lei n° 8.666/93 poderia ter no
máximo um acréscimo de até 25% do valor inicial.
Na verdade, houve a necessidade de dois aditivos: o primeiro aprovado
após 08 meses de iniciada a obra, com o valor de R$ 494.861,49 acarretando
num acréscimo de 13,41% sobre o valor inicial do contrato que era de R$
3.688.741,02.
Os serviços que contribuíram mais expressivamente para tal fato
pertenciam às seguintes fases:
1) SERVIÇOS PRELIMINARES: nesta fase houve um acréscimo
necessário no tamanho do barracão, gerando aditivo de quantidade
deste item;
2) MOVIMENTO DE TERRA: não foram previstos inicialmente, ou seja,
não constavam na planilha orçamentária serviços como escavação
manual de valas e bota-fora de material, no entanto foram
necessários e consequentemente executados e incluídos no aditivo;
3) ESTRUTURA: Aqui houve aumento significativo na quantidade da
armadura CA-50, cerca de 11t,
e a inclusão de itens como
Escoramento metálico e Bandeja de proteção;
4) ESQUADRIAS
quantidades
E
de
VIDROS:
Um
esquadrias
foi
considerável
resultante
aumento
tanto
de
nas
uma
incompatibilidade entre os projetos estrutural e o arquitetônico,
levando a uma modificação na altura das janelas, quanto por causa
da divergência entre projeto e orçado: aquele mostrava determinadas
janelas como de correr, no entanto o orçado as considerava como
boca-de-lobo,e tal adequação (visto que foi executada como de
correr) gerou diferenças nas quantidades dos itens ocasionando saldo
em um e excesso no outro;
5) FORROS: Também foi executada quantidade superior ao orçado
devido ao considerado em projeto e a necessidade da obra, e inserido
itens como “Cortineira” e “Rodateto”.
Também ocorreram excessos relevantes em itens como chapisco;
pintura; piso em granilite; meio fio e piso intertravado.
O segundo aditivo foi aprovado 10 meses após o primeiro, onerando a
obra em mais 11,4% chegando-se a um valor total de R$ 4.603.855,90, com
isto a construção custou 24,81% a mais que o orçado inicialmente. (Ver Anexo
VI).
Os serviços que causaram este acréscimo foram principalmente: de
instalações elétricas onde foi necessária uma quantidade superior à prevista de
cabos e fios; cabeamento estruturado com motivos semelhantes aos de
instalações elétricas e também devido à ausência de equipamentos essenciais
no contrato, como racks, patch panel; o revestimento cerâmico das fachadas foi
um dos itens que mais apresentou divergência, apresentando quantidade
orçada bastante inferior àquela que foi executada, talvez devido à sua
complexidade causada pela grande quantidade de marquises. E ainda outros
itens que envolviam, especialmente, serviços relacionados às fases de
acabamento da obra.
Também foram inseridos a estrutura de um mastro para uma bandeira,
solicitada pela PMJP, e um reservatório inferior exigido em projeto, mas não
considerado em planilha.
É interessante relembrar que nem só de excessos é composto o aditivo.
Inclusive o seu valor é formado pela diferença entre os excedentes e os saldos
dos serviços. Entendendo-se como saldo, o valor das quantidades não
medidas, pois foram executadas inferiores à constante em contrato inicial, ou
mesmo itens que foram substituídos por outros com a mesma função. Neste
caso, o item substituído gerou um saldo e o item que o substituiu gerou um
excedente.
Temos como exemplo de itens em que ocorreram saldo: Aço CA-60,
tubulação de esgoto; substituição do bloco intertravado e da alvenaria com
tijolos de 7 cm; entre outros casos.
Todo este processo de concepção de aditivo de contrato demandou
muito tempo até a sua finalização, visto que ele é formado por itens que foram
previstos de uma maneira diferente da necessária ou não previstos, exigindo
uma análise aprofundada para a efetivação e quantificação daqueles que se
apresentavam como novos, em que, paralelamente ocasionou um atraso na
conclusão de algumas fases e consequentemente na finalização da obra.
Partindo daí a solicitação de um Aditivo de Prazo o qual contemplou um
período de 02 meses a mais para realização dos serviços pendentes. Assim, a
obra teve um prazo total de execução de 20 meses.
3.4 ACOMPANHAMENTO E FISCALIZAÇÃO DAS TAREFAS
O cumprimento das tarefas se dava a partir do cronograma da obra, mas
contemplava, é claro, aquilo que ia apontando como importante para que ela
pudesse ser desenvolvida satisfatoriamente.
A mim cabia acompanhar e fiscalizar, conforme o designado pela
engenheira responsável, junto ao mestre de obras a execução de todos os
serviços a fim de confirmar sua correta realização e equiparar ao quantificado,
observando e identificando a existência de itens novos ou a serem excluídos,
trabalhando paralelamente na confecção das medições e dos Aditivos de
Contrato. Outro ponto relevante era identificar a existência de problemas que
interferissem no andamento das tarefas.
Isto compreendia: leitura e interpretação de projetos (arquitetônico,
estrutural, de instalações, etc.); conferência de medidas e quantidades;
cálculos de áreas e volumes; emprego correto de materiais e equipamentos
conforme especificação; identificação de insumos; entre outros.
Todos esses dados eram repassados, e analisados tanto pela
engenheira responsável quanto pelo fiscal da obra.
3.5 DESENHOS EM AUTOCAD
Além da leitura de projetos, tratava-se de algo fundamental ter bom
domínio na técnica de desenhar com o auxílio do AutoCAD porque era
imprescindível realizar o levantamento de medidas e áreas antes mesmo da
execução de alguns serviço, e após a mesma ajustá-las à realidade nos
projetos, quando ocorrido, que eram repassadas aos projetistas para
elaboração do as built. Fato ocorrido no projeto de distribuição de luminárias,
que foi modificado devido a mudança no layout das divisórias; no de
instalações sanitárias pois houve mudança no local de alguns tubos de queda
que fora projetado inicialmente em local inconveniente; também houveram
algumas mudanças no arquitetônico por causa da incompatibilidade com o
estrutural e o de instalações elétricas, modificando dimensões de janelas e
altura do forro.
Além das modificações também foi preciso elaborar projetos, a exemplo
de:
1) Distribuição de máquinas de ar-condicionado tipo Split-Cassete,
inclusive rede de dutos e drenos - distribuído de acordo com o layout
e orientação do engenheiro responsável por este tipo de serviço na
empresa;
2) Projetos de Segurança do trabalho - balancim, andaimes, etc.;
3) Instalações elétricas do Canteiro de obras;
4) Desenhos diversos – disposição de telhas na coberta, acréscimo de
cotas quando insuficientes à execução, detalhes, etc.
3.6 OUTRAS ATIVIDADES
Também faziam parte da minha rotina de estagiária, as seguintes
atribuições:
1) Elaboração de pedidos: O almoxarife da obra me passava as
necessidades de materiais e equipamentos de uso mais comum como
cimento, areia, pregos, etc. Já aqueles cujas quantidades dependiam
de projetos, eram elaborados por mim em conjunto com o profissional
específico (como no caso de instalações hidrossanitárias), louças e
metais, cerâmica, granitos, tintas, etc. De posse das quantidades, era
preenchido um formulário padrão que era encaminhado a engenheira
responsável pela obra e em seguida ao setor de compras da
empresa;
2) Medição de serviços terceirizados: Era necessário quantificar
mensalmente os serviços realizados por terceiros para realização de
pagamento. Ex.: O forro era executado por empresa terceirizada,
então era preciso que fossem levantadas e descritas as áreas feitas
no determinado mês, bem como comprimento de cortineiro e rodateto
para efetuar o pagamento devido. Era elaborada uma planilha
descritiva e repassada à engenheira responsável.
3) Preenchimento de folha de produção: Quinzenalmente era preenchida
em conjunto ao encarregado, uma planilha demonstrativa com as
atividades e respectivas quantidades relacionadas à produção dos
operários;
4) Atualização e organização de projetos: Algo muito importante era
manter
atualizados
os
cadernos
de
projetos
conforme
as
modificações e passá-los ao responsáveis pela execução de cada
tarefa.
4. CONCLUSÕES
O estágio é, de fato, uma disciplina prática fundamental para o
desenvolvimento do aluno tanto tecnicamente quanto nos demais patamares
que envoltam o ser profissional. É um desafio, pois testa os conhecimentos e
exige responsabilidade visto que as consequências vão além de notas baixas
e/ou reprovação de cadeira.
E algo relevante é que o estágio pode se tornar determinante no que se
refere ao direcionamento profissional que irá se tomar.
A oportunidade de estagiar em uma obra, mas com foco em
orçamentação foi extremamente enriquecedor diante da complexidade deste
processo e da necessidade que ele apresenta de se ter considerável
conhecimento sobre construção além daqueles que tendem para a área
financeira ou mesmo jurídica.
O estágio ultrapassou o limite dos desenhos; cálculos e planilhas e me
exigiu “cair em campo”, ou seja, estar constantemente execercendo atividades
diretamente na obra para que aquelas de escritório pudessem fluir
corretamente.
Confirmo, portanto, que esta experiência contribuiu fortemente para a
minha formação como Tecnóloga em Construção de Edifícios.
5. RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES
Sabemos que a Indústria da Construção é uma das que mais tem
contribuído para o desenvolvimento do país. E isto tem tornado cada vez mais
o mercado aquecido e solicitador de profissionais especializados e preparados.
Sabemos também da grande conceituação e reconhecimento desta
Instituição não só pelo mercado, mas por toda a sociedade. E tal fato é
merecido pois ela é uma formadora de profissionais qualificados.
Tem-se portanto, uma situação de procura e oferta de profissionais que
pode ser ainda mais eficiente, principalmente quanto a oferta dos profissionais.
Seguem minhas sugestões e recomendações:
Ao
Sr.
Reitor,
pró-reitores
e
coordenadores:
Buscar
mais
investimentos para os laboratórios e equipamentos do CST em Construção de
Edifícios. Inclusive, faz grande falta um local (uma sala) onde os estudantes e
professores deste curso possam se reunir e dirimir dúvidas, concluir trabalhos,
etc. Especialmente se este local dispor de computadores com AutoCAD e
internet, ou ao menos, uma rede WI-FI.
Aos professores: Que são extremamente qualificados e a quem muito
admiro, cumprir mais fielmente a ementa das disciplinas, bem como os horários
de aula.
Aos alunos: Acreditem mais e dediquem-se mais ao curso, pois mesmo
com as dificludades, se houver interesse; dedicação; pesquisa voce será um
bom profissional que conquistará o seu espaço no mercado, que de tão
aquecido, absorve até aqueles que não demonstram tanta qualificação.
Por fim, a todos estes parabenizo e agradeço, pois contribuíram, cada
uma à sua maneira, nesta caminhada e contribuem diariamente para esta
Instituição que tanto estimo e com a permissão de Deus escolhi para me tornar
uma profissional de Nível Superior.
REFERÊNCIAS
ALTOUNIAN. Cláudio Sarian. Obras Públicas: licitação,contratação, fiscalização e
utilização. 2 Ed. Belo Horizonte: Forum, 2009.
AVILA, Antonio V.; LIBRELOTTO, Liziane I.; LOPES, Oscar C. Orçamento de obras –
Construção Civil. Universidade do Sul de Santa Catarina, Curso de Arquitetura e
Urbanismo Planejamento e Gerenciamento de Obras, 2003. Disponível em
<http://www.slideshare.net/kleberkukas/ecv5307-oramento>. Acesso em Maio de
2012.
GONZÁLEZ. Marco Aurélio Stumpf. Noções de Orçamento e Planejamento de
Obras. São Leopoldo: Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Notas de aula, 2008.
Disponível em <www.exatec.unisinos.br/~gonzalez/index.html>. Acesso em Maio de
2012.
LIMMER. Carl V. Planejamento, orçamento e controle de projetos e obras. Rio de
Janeiro: LTC – Livros Técnicos e Científicos, 1997.
MATTOS. Aldo Dórea. Como preparar orçamento de obras. São Paulo: Editora Pini,
2006.
ANEXOS
Download

Relatório de Estágio - Dartiane Ferreira