O que fazer quando o candidato ideal não existe? Já relatamos em outros artigos da dificuldade de selecionar as pessoas certas. Existe uma divergência importante entre o ideal e o real, entre as competências desejadas nas organizações e as competências disponíveis no mercado, entre o necessário e o possível. Na realidade a perfeita adequação entre o perfil da função e o perfil do candidato existe muito raramente: em nossa atividade profissional já avaliamos mais de 4000 profissionais e somente uma vez, uma única vez, encontramos o perfil ideal. Em todos os outros casos sempre foi necessário para a empresa abrir mão de algumas competências que precisava e para o indivíduo dever lidar com situações estressantes ou frustrantes. Estes números não são o fruto do avaliador azarado ou de uma seleção inicial mal feita, mas a conseqüência de um cuidadoso trabalho avaliativo. Se o perfil ideal não existir, quais são os indicadores que devem ser privilegiados? Em um processo avaliativo/seletivo é necessário identificar os cinco campos das competências apresentados a seguir: 1. O talento: quais são as áreas de excelência, competências que o candidato domina melhor do que ninguém. A este nível de proficiência, as competências são o que fazem dele um verdadeiro craque em seu trabalho! O CV, uma entrevista, as referências podem ajudar na identificação do talento, a utilização de instrumentos de Método Funcional como o COMPER ou o L.A.B.E.L. ® permite confirmar a existência ou não do talento. 2. As forças: quais são as competências para as quais o profissional apresenta uma verdadeira predisposição. O colaborador deve poder expressá-las regularmente sem nenhuma dificuldade particular. Poder trabalhar nas forças significa “nadar no sentido da correnteza”: muito resultado com pouco esforço aparente. A utilização de instrumentos de Método Funcional como o COMPER ou o L.A.B.E.L.® permite entender onde se situam as verdadeiras forças de um candidato e efetuar um bom trabalho de adequação. Se em sua futura posição o colaborador não terá pelo menos a possibilidade de trabalhar mais de 60% de seu tempo utilizando suas forças... melhor renunciar à contratação ou à promoção. 3. As áreas de desenvolvimento: abrangem todas as competências necessárias na função mas que a pessoa ainda não domina. É aqui que a tarefa mais urgente deve ser realizada: mudar um pouco o perfil das tarefas da função ou/e formar rapidamente a pessoa. A utilização de instrumentos de Método Funcional como o COMPER ou o L.A.B.E.L.® auxilia grandemente na escolha dos candidatos com o menor gap de competências facilitado a aquisição das mesmas e diminuído sensivelmente os custos de T&D. 4. O potencial: já o nome o sugere "Potencial" significa “a possibilidade de se tornar". Hoje em dia as competências tendem a mudar sempre mais rapidamente, por isso, esta área se destaca como uma das mais importantes. A utilização de instrumentos de Método Funcional, como o COMPER ou o L.A.B.E.L.®, permite identificar precisamente o potencial de desenvolvimento de um candidato. Depois será da responsabilidade da pessoa e da 2008 Moityca Eficiência Empresarial Ltda. empresa de criar as condições favoráveis para que este potencial se transforme em realidade. 5. As limitações: todas as habilidades nesta categoria são aquelas para as quais a pessoa não apresenta qualquer tipo de predisposição. Pior, seu perfil vai render a aquisição, o desenvolvimento e a utilização destas competências muito problemáticas. A utilização de instrumentos de Método Funcional como o COMPER ou o L.A.B.E.L.® permite identificar claramente estas áreas onde evitar investir, ou melhor jogar o dinheiro fora, pelo desenvolvimento de competências que nunca poderão ser utilizadas pertinentemente. Uma avaliação/seleção objetiva baseada em instrumentos válidos e fidedignos é uma arma extremamente eficaz para que RH participe efetivamente do desenvolvimento estratégico da empresa. As empresas conscientes investem “pesado” na seleção e economizam depois muitos outros gastos em T&D, saúde, absenteísmo, novos recrutamentos, etc. Portanto a seleção é uma arte complicada e ainda hoje em várias organizações deixa largo o espaço à práticas duvidosas onde o empirismo e o “chutômetro” dominam. Porém hoje os instrumentos de Método Funcional trazem objetividade nos processos avaliativos e permitem ganhos substancias nas organizações, ganhos que especialistas (Schmidt&Hunter, 1998) situam em milhões de reais por ano. Os leitores interessados no assunto encontrarão neste site, na área PUBLICAÇÕES, vários textos complementares sobre a seleção. Quanto ao descritivo dos testes podem ser encontrados na área TESTES DISPONÍVEIS. Querendo aprofundar [email protected] mais o assunto, entre em contato com Renzo: Renzo Oswald São Paulo, Agosto de 2008 Bibliografia: Schmidt & Hunter (1998). The validity and utility of selection method in personnel psychology: practical e theoretical implications of 85 years of research findings. Psychological Bulletin, 124, pág. 262-274. 2008 Moityca Eficiência Empresarial Ltda.