Ano 1 – Edição 3
Set – Dez de 2012
Expediente
Edição 3 set- dez de 2012
Tiragem: 100 exemplares
(Distribuição gratuita)
www.petvet.ufra.edu.br
Realização:
Grupo PET de Medicina
Veterinária/Ufra
Uma publicação do Programa de Educação
Tutorial do Curso de Medicina Veterinária da
Ufra
Adriano Leão
Caio Mendes
Caroline Pessoa
Damazio Campos
Danielle Góes
Gabriel Furtado
Gustavo Lobato
Helen Santos
Henrique Piram
Natália Lopes
Nathaly Monteiro
Priscila Del Aguila
Raquel Fernández
Rinaldo Viana
Rodrigo Albuquerque
Entrevista. Nessa edição a entrevistada é a Prof. Dra. Nazaré
Fonseca. Ex-Diretora do Hovet/Ufra, Ex-Diretora do ISPA/Ufra e
atual Coordenadora do Vida Digna – Unidade de atendimento a
cães e gatos de proprietários em fragilidade socioeconômica
História.
Como se deu
a chegada do
búfalo
no
Brasil. Você
sabe?
Entenda um
pouco
essa
história.
Ano 1 – Edição 3 Set – Dez de 2012
Do
gado:
fórum
da
pecuária.
Expediente
2
História
3
O Mugido
4
Veterinária em foco
5
Mundo cão
6
Dicas
7
Congressos e Eventos
8
Ciência
em
ação. Avicultura:
Do gado: Fórum da pecuária
10
verdades e mitos
sobre a produção
de aves no Brasil.
Entrevista
15
Leite de búfalas
com garantia
de
pureza.
Saiba se a
mozzarella que
você consome
é de leite de
búfala ou não.
1
Ufra/ISPA – Belém/PA
Avenida
Presidente
Tancredo Neves, Nº 2501
Montese 66.077-901
[email protected]
Editorial
Nesta terceira edição comemoramos um ano deste
informativo. Uma iniciativa do Grupo PET de Medicina
Veterinária da Ufra. Além da procura constante pela
divulgação de notícias e informações científicas, o
PETVet news tem buscado a melhoria da formação dos
acadêmicos de Medicina Veterinária da Ufra.
Apresentamos nessa ultima edição de 2012 um breve
histórico da chegada dos búfalos na Amazônia; uma
reportagem sobre as raças de búfalos na coluna o
mugido; na veterinária em foco trazemos uma matéria
sobre avicultura, mitos e verdades na produção dessas
espécies; na coluna mundo cão abordamos uma
reportagem sobre o mundo pet, um programa da
ourofino saúde animal; e na coluna Do gado: fórum da
pecuária, várias matérias de interesse dos acadêmicos e
médicos veterinários foram abordadas.
Assim mais uma vez trazemos um gama de informações
úteis para todos aqueles que vivem o universo das
ciências veterinárias. Finalmente, trazemos uma
entrevista com a professora Dra. Nazaré Fonseca do
Instituto da Saúde e Produção Animal da Universidade
Federal Rural da Amazônia que fala um pouco sobre sua
vasta experiência como docente e pesquisadora da Ufra
e sobre as ações do Vida Digna .
Assim finalizamos o ano de 2012 com a perspectiva de
consolidação do nosso informativo. Que em 2013 mais
matérias interessantes sejam oferecidas ao nosso leitor e
que possamos tornar o PETVet news cada vez mais
interativo, democrático, moderno e arrojado, como todo
veículo de comunicação deve ser.
Agradecemos a todos os professores, pesquisadores e
médicos veterinários que colaboraram conosco ao longo
do ano de 2012.
Que venha 2013!
Rinaldo B. Viana
Tutor PETVet-Ufra
2
História
O mugido
A chegada do Búfalo na Amazônia
Raças de búfalos
Os animais da raça Mediterrânea apresentam porte médio e são
medianamente compactos. De origem italiana, é uma raça de dupla
aptidão (leite e carne), embora os mediterrâneos brasileiros
tenham mais aptidão para o corte. Possuem chifres fortes e grossos,
de seção ovalada ou triangular, dirigidos para trás, para fora e para
o alto, terminando em forma semicircular ou de Lira e pelos e pele
preta.
N
Foto: Rinaldo Viana
arram as crônicas que os primeiros Búfalos teriam entrado na Amazônia, entre 1890 e
1895, trazidos por condenados foragidos da Guiana Francesa em um barco que aportou na
costa norte da Ilha do Marajó. A mais remota entrada que se tem confirmado, é de uma
importação por volta de 1902 feita por Bertino Lobato de Miranda, para a Fazenda São
Joaquim, às margens do rio Arari, na Ilha do Marajó. Eram Búfalos de procedência italiana.
Todavia mais conhecida é a importação feita em 1906, por Vicente Chermont de Miranda
para a Fazenda Dunas e Ribanceira, na costa norte de Ilha. Com a ida de Chermont para o sul,
seu rebanho ficou praticamente abandonado, tornando-se semisselvagens e embrenhandose nas matas e alagados da região. Eles eram chamados “Rosilhos”, mais tarde identificados
como da raça Carabao. Era hábito dos pecuaristas Marajoaras a caça aos “Rosilhos”, abatendo
os machos para consumo e amansando as fêmeas e os jovens, utilizando-os nos trabalhos e
cruzando-os com outros importados da Itália, dando uma considerável parcela de mestiços.
Outra importação naquela época, para o Pará, foi devida a José Júlio de Andrade, para a sua
Fazenda Arúmanduba, no Baixo Amazonas. Ocasionalmente, nas décadas de 20 e 30, alguns
poucos exemplares foram levados para o Pará. Na década de 40, o Departamento Nacional de
Produção Animal, do Ministério da Agricultura tendo em vista as dificuldades enfrentadas
pelos bovinos Europeus, e até mesmo pelos Zebuínos, decidiu estimular a pecuária regional
do Pará, com programas de fomentos aos bubalinos. Foi organizada a Fazenda de Criação de
Soure, que recebeu um plantel de Búfalos para a seleção da aptidão leiteira, conduzida por
muito tempo pelo dedicado zootecnista Hugo Borborema. As fêmeas em lactação eram
mantidas em regime de semi-estabulação e controle leiteiro, o único de que se tinha notícia
na época, com produções de 8, 10 e até 12 quilos diários. Reprodutores e matrizes desses
estabelecimentos eram vendidos anualmente em leilão para criadores da Ilha e de outras
regiões do Pará. Rebanhos foram formados pelo Instituto Agronômico do Norte, sem sua
sede no Município de Belém e em Belterra. Na margem direita do Rio Amazonas, em
Santarém no Pará, foi instalada a Estação Experimental de Maicurú, que chegou a possuir
quase 2.000 Búfalos.
Fontes: www.bufalo.com.br/info_criador/historico_bufalos.pdf
Henrique Piram, discente do Curdo de Medicina Veterinária, bolsista do grupo PETVet/Ufra
Raça de origem indiana, animais com conformação média e
compacta. Apresentam cabeças leves e chifres curtos, espiralados,
enrodilhando-se em anéis na altura do crânio. São animais
profundos e de boa capacidade digestiva, elementos muito
importantes para as produtoras leiteiras. Aptidão tanto para leite
quanto para carne.
Jafarabadi, também indiana, é a raça menos compacta e de maior
porte que existe no mundo, com chifres mais longos e de espessura
menor, com uma curvatura longa e harmônica dirigidos para trás e
para baixo, com curvatura final para cima e para dentro; orelhas
com direção horizontal, dirigidas por cima dos chifres. Apresenta
aptidão para carne e leite.
Conhecido como o "trator do oriente". No Brasil, a maior população
desta raça está concentrada na Ilha do Marajó, no Estado do Pará. É
a única raça adaptada às regiões pantanosas e, por isto,
apresentando pelagem mais clara, variando de coloração rosilha ou
castanha com extremidades dos membros claras ou brancas.
Também é conhecido por sua dupla aptidão, produzindo carne e
sendo excelente para tração. Originário da Indochina, tem a cabeça
triangular, chifres grandes e pontiagudos, voltados para cima, e de
porte médio.
Fonte: http://www.bufalobeef.com.br
3
Henrique Piram, discente do Curdo de Medicina Veterinária, bolsista do grupo PETVet/Ufra
4
Veterinária em foco
Mundo cão
Avicultura, verdade e mitos sobre sua produção
Amigo Pet
Q
uem nunca ouviu dizer a ração do frango de granja contem hormônios? Na verdade de acordo
com Sulivan Pereira Alves da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF)
“nenhum frango, convencional ou orgânico, recebe hormônios em sua criação e a ABEF não
concorda com esse tipo de anúncio.” Carne de frango não possui hormônios e, entre outras razões
está a inviabilidade. Segundo dados da própria ABEF somente no ano passado foram produzidos no
país cerca de 5,2 bilhões de frangos e os hormônios para produzir o efeito de crescimento deveria ser
administrado diariamente. Logo, a prática seria dispendiosa e não promoveria o resultado desejado.
De acordo com o veterinário Leandro Feijó, da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/MAPA) “ o tempo de vida do animal até o abate
inviabiliza qualquer tentativa de utilização de hormônios nesta espécie, assim como o tempo
suficiente para a sua atuação no organismo”. Feijó coordena o Plano Nacional de Controle de
Resíduos e Contaminantes (PNCRC) que monitora, continuamente, a presença de medicamentos
veterinários de uso proibido no País em carnes, incluindo hormônios. Ele explica que, nos últimos
quatro anos, foram realizadas mais de 2,8 mil análises em frangos e atesta: “a partir dos resultados
obtidos, a conclusão é de que não há indícios da utilização dessas substâncias nas carnes de aves
consumidas pela população brasileira e exportada a mais de cem países”. Outra questão, apontada
pela técnica da ABEF, seria a legislação. A Instrução Normativa nº 17, de 18 de junho de 2004 do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe o uso de substâncias estimulantes do
crescimento. “Mesmo que alguma indústria avícola tentasse fazer uso, burlando as leis estabelecidas,
não obteria êxito, pois a utilização de hormônios é completamente impraticável sob o ponto de vista
econômico e não sobreviria aos procedimentos de fiscalização hoje existentes”, esclarece.
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Embrapa Suínos e Aves - Concórdia (SC) - Brasil
FONTE: http://portaldoconsumidor.wordpress.com/2009/10/19/carne-de-frango-tem-ou-nao-tem-hormonios/
Henrique Piram, é aluno Medicina Veterinária/Ufra, Bolsista PET/SESu-MEC
O
Amigo Pet Ourofino é um site voltado para donos de cães e gatos que desejam
organizar a rotina dos seus animais de estimação. A correria do dia a dia pode fazer com que
os donos dos pets acabem se perdendo em suas agendas e se esquecendo dos compromissos
dos nossos melhores amigos. Pensando em facilitar a vida dos donos de pets, a Ourofino
Saúde Animal, maior empresa nacional na produção de medicamentos veterinários há 25
anos, acaba de lançar o site "Amigo Pet", que funciona como uma agenda eletrônica para os
compromissos de cães e gatos. O serviço é inédito no país.
Na página www.amigopetourofino.com.br o usuário encontra serviços online gratuitos, onde
é possível criar o próprio RG do animal e também organizar uma rotina de cuidados que inclui
dias e horários do banho e tosa, carteira de vacinação, horário dos medicamentos e das
consultas veterinárias. Com o cadastro, o dono passa a receber lembretes sobre os dias de
levar seu pet para tomar banho e tosar, e os horários de cada consulta e medicação. Tudo
cadastrado em espaços específicos e com a possibilidade de recebimento de aviso dos
compromissos via e-mail ou mensagem de celular. “Com este serviço, ficou muito mais fácil
medicá-los na hora certa", afirma a médica veterinária da Ourofino, Karina Kowalesky.
FONTE: http://www.ourofino.com/saudeanimal/pets/noticias/2012/08/02/pets-ganham-site-queorganiza-suas-rotinas.html
5
5
Henrique Piram, é acadêmico de Medicina Veterinária/Ufra, Bolsista PET/SESu-MEC
6
6
Dicas
Congressos e eventos
“AVISO: Não é permitido cães no local”
Foto: Danielle Góes
A
lei ( nº 7831/97) que proíbe a circulação de cães acompanhados de seus donos em
praças públicas da cidade durante dois períodos do dia (entre 6h e 9h horas e entre 16h e 20
h) foi sancionada em 30 de abril de 1998 pelo então prefeito de Belém, contudo, tratou-se de
uma lei sem nenhuma repercussão na época, o que desencadeou no desconhecimento desta
por parte da população e na sua não aplicabilidade.
Em meados de agosto de 2012, passou a ser exigido o cumprimento da referida lei, sendo
colocadas nas praças placas alusivas aos períodos proibidos de circulação de animais, e tendo
a guarda municipal como responsável pela fiscalização. As placas deveriam ter sido fixadas
em todas as praças com maior movimentação de pessoas e animais, no caso seriam as praças
da República, Batista Campos e Brasil. Todavia, somente na praça Batista Campos a lei se fez
cumprir devido provavelmente ao pedido da associação de moradores do bairro onde a praça
se encontra. No caso de descumprimento da lei, duas medidas são adotadas: na primeira vez
seria aplicada apenas uma advertência e em casos de reincidência o pagamento de multa.
Com o objetivo de atestar o nível de conhecimento
da população a respeito desta lei, foi realizado uma
entrevista em duas das praças: Batista Campos e
República, abordando a opinião das pessoas sobre o
assunto e ideias de medidas alternativas para uma
possível resolução das questões apontadas. A
entrevista foi realizada das 16 às 20 horas, período
que seria proibido a circulação de animais de
companhia. Após 4 meses do seu exercício, foi
observado que seus frequentadores não estão
levando a lei tão a sério, tanto por aqueles que
possuem animais de estimação, quanto por aqueles
que não os possuem. Muitos frequentadores
passeiam com seus cães nesses horários, alegando
que é o único tempo disponível ou que não se
importam com a regra imposta. E a guarda
municipal, órgão que deveria monitorar e esclarecer
dúvidas da população em relação a tal lei, não
cumpre de fato o seu papel. Outra lei municipal (nº
824903) trata do recolhimento dos dejetos de cães
e gatos em logradouros. Sancionada
em 31 de julho de 2003, diz a lei que o proprietário é obrigado a levar sacos plásticos para
que possa recolher os dejetos deixados pelo seu animal. Ao contrário da lei anterior,
apresenta um maior número de cumpridores, contudo ainda há muitas pessoas que não o
fazem, alegando diversos motivos, dentre eles a preguiça. Recolher o dejeto do animal, além
de um ato de cidadania e respeito ao próximo também é importante para evitar a
propagação de doenças, tanto para outros animais, quanto para o homem.
Gabriel Furtado, Natália Lopes e Danielle Góes, são acadêmicos do curso de Medicina
Veterinária/Ufra, Bolsistas PET/SESu-MEC e CAPES.
7
O melhor as Buiatria estará no Pará em 2013. Venha
conhecer o Estado do Pará, obra prima da Amazônia!
37ª SEMANA DO MÉDICO VETERINÁRIO DO ESTADO DO PARÁ
5º SIMPÓSIO PARAENSE DE MEDICINA VETERINÁRIA
buiatria2013.com.br
A
Associação Brasileira de Buiatria promove em Belém do Pará, no Hangar - Centro de
convenções da Amazônia, no período de 8 a 12 de setembro de 2013 o X Congresso
Brasileiro de Buiatria. É a primeira vez em duas décadas que o congresso acontece em um
Estado da região Norte do Brasil. Portanto, configura-se como uma oportunidade singular
para os Buiatras da região e do Brasil se atualizarem sobre os mais variados temas a cerca da
atuação do Veterinário que trabalha com Buiatria. Serão abordados temáticas inerentes a
medicina dos animais de produção, recursos genéticos, diagnóstico, clínica das intoxicações,
produção animal, reprodução animal, ensinança na buiatria, glândula mamária, neonatologia,
doenças infectocontagiosas, ciência dos alimentos, entre outros. Além de palestrantes
nacionais o evento contará com palestrantes internacionais da Alemanha, Áustria e Nova
Zelândia.
Durante o evento três cursos práticos serão oferecidos, cada um para cerca de 20
veterinários e acadêmicos. Toda a grade preliminar, assim como as orientações para envio de
trabalhos e inscrição estão disponíveis no site: buiatria2013.com.br.
O evento é uma realização da Universidade Federal do Pará, Universidade Federal Rural da
Amazônia e Embrapa Amazônia Oriental, com organização da Pauta.com.
Durante o evento o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Pará organizará dois
importantes eventos, 37ª edição da SEMAVET – SEMANA DO MÉDICO VETERINÁRIO DO
ESTADO DO PARÁ e 5ª edição do SIMPÓSIO PARAENSE DE MEDICINA VETERINÁRIA. Nesses
dois eventos os Médicos Veterinários terão quatro cursos com os mais destacados
veterinários do Brasil: Dermatologia em Cães e Gatos, Clínica de Animais Selvagens,
Medicina de felinos domésticos e Cardiologia em Cães e Gatos.
8
Do gado:
Congressos e eventos
Palpação Retal
VI CICLO DE COLÓQUIOS BUIÁTRICOS
A
Mais uma edição do VI Ciclo de Colóquios Buiátricos ocorrerá
agora em 2013. Participe! Venha discutir conosco temas inerentes a
Buiatria. Participação gratuita com direito a certificado ao final do
ciclo.
Palestra
Palestrante
19.2.2013
Diagnóstico precoce da gestação em
bovinos e bubalinos
Prof. Dr. Rinaldo B. Viana
ISPA/Ufra
5.3.2013
Criopreservação em bovinos e bubalinos
Jakeline Pessoa
Bolsista IC UFPA
19.3.2013
Manejo reprodutivo do gado de corte
em grandes rebanhos comerciais
MV. Christian Costa
Ourofino Agronegócio
7.5.2013
Fluidoterapia oral em ruminantes
21.5.2013
Andrologia em Bubalinos e Bovinos
utilizada desde o início do século XX. O
diagnóstico de prenhez permite determinar a
existência e duração da gestação. Para uma
maior precisão do diagnóstico de gestação em
bovinos, o uso da técnica de palpação retal é
feita a partir dos 45 dias após a monta natural ou
inseminação artificial. Na década de 80, este
diagnóstico passou a contar com o auxílio da
técnica de ultrassonografia, possibilitando um
diagnóstico mais precoce.
A palpação retal facilita o manejo dos animais,
previne gastos desnecessários e possibilita uma
avaliação mais rápida da eficiência dos
programas de indução e sincronização de estro.
O conhecimento da existência ou não da
prenhez, facilita a tomada de decisões que
podem interferir no índice de fecundidade e
produtividade do rebanho.
Um médico veterinário capacitado é quem deve realizar a técnica de diagnóstico da gestação
por meio da palpação transretal. O médico veterinário deve tomar algumas precauções, como
por exemplo, o uso de luvas especiais.
Para identificação das fases da gestação sugerimos a classificação proposta por Grunert &
Berchtold:
1º mês de gestação: Sem sinais evidentes, o útero encontra-se localizado na região pélvica e são
encontrados cornos uterinos assimétricos, vesícula amniótica, efeito de parede dupla, flutuação
e corpo lúteo ipsilateral.
2º mês de gestação: Verifica-se pequena bolsa localizada também na região pélvica e apresenta
as mesmas características da fase anterior.
3º mês de gestação: Observa-se uma grande bolsa; o útero localiza-se na região
pélvica/abdominal. Cornos uterinos com uma assimetria mais acentuada, flutuação, efeito de
parede dupla com beliscamento positivo das membranas fetais, aumento de volume e conteúdo
uterino.
4º mês de gestação: Nota-se a presença de um balão semelhante a uma bola de futebol,
localizado na região pélvica/abdominal e as características apresentadas são flutuação,
placentomaspalpáveis, feto e frêmito da artéria uterina
5º ao 6º mês de gestação: Caracteriza-se pela descida do feto, com o útero localizado na região
abdominal e ventral.
7º ao 9º mês de gestação: Fase em que o útero repleto de líquido começa a subir. O feto é
facilmente palpado.
MV Mestrando Pedro Ermita
PPGSPAA/Ufra
Prof. Dr. Sebastião Rolim
ISPA/Ufra
Programação sujeita a alterações
II Ciclo de Tertúlias da Clínica
de Animais de Companhia
Mais uma edição do II Ciclo de Tertúlias da Clínica de Animais de Companhia ocorrerá agora em
2013. Participe! Venha discutir conosco temas inerentes medicina de cães e gatos. Participação
gratuita com direito a certificado ao final do ciclo.
Data
Palestra
26.2.2013
Intensivismo na medicina felina e canina
12.3.2013
Neonatologia em cães e gatos
26.3.2013
Cuidados com o paciente canino e felino
geriatra
14.5.2013
Oftalmologia em cães e gatos
28.5.2013
Ortopedia em cães e gatos
Programação sujeita a alterações
técnica de palpação retal em bovinos é
Foto: Rinaldo Viana
Data
fórum da pecuária
Palestrante
MV Verena da Costa Ferreira
PPGSPAA/Ufra
Prof. Dr. Andre Meneses
ISPA/Ufra
Profa. Dra. Nazaré Fonseca de Souza
ISPA/Ufra
MS Marcelo Monte Santo
Clínica Saúde animal
Profa. Dra. Rosa Cabral
ISPA/Ufra
9
Rodrigo Albuquerque, é acadêmico de Medicina Veterinária/Ufra, Bolsista PET/SESu-MEC
10
Do gado:
Do gado:
Fórum da pecuária
Fórum da pecuária
Manejo etológico é essencial para alta produção de leite
Leite de búfalas com garantia de pureza
A criação de búfalos já se firmou como uma atividade viável e rentável, até para pequenas
propriedades. Nos últimos anos, a bubalinocultura brasileira vem se voltando para a
produção de leite, para atender à crescente demanda pela mozzarella de leite de búfala. A
Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) estima que a produção de leite de
búfalas cresça 30% ao ano. A atividade tem algumas vantagens, se comparada à criação de
bovinos, como a melhor remuneração pelo leite, todavia esbarra em um problema cada vez
mais comum no mercado: a concorrência com queijos e derivados falsificados. Para o
consumidor, é difícil detectar se a mozarella é produzida com 100% de leite de búfala. A
mozarella de búfala é mais branca, enquanto o leite de vaca deixa o queijo amarelado, porém
os fabricantes usam substâncias para branqueá-lo. Daí a importância do selo criado pela
ABCB, para dar ao consumidor certeza de que está comprando um produto legítimo. Para ter
o selo de pureza - 100% búfalo, o criador precisa ser associado da ABCB. Atualmente, nove
laticínios têm o selo de pureza, sete em São Paulo,
Foto: Jamile Andrea Rodrigues da Silva
Fotos: Rinaldo Viana
um em Minas e outro no Rio Grande do Norte.
Segundo dados da ABCB, a industrialização do leite
de búfala nos laticínios que aderiram ao selo
cresceu mais de 30%. Conforme os criadores, o
leite de búfala tem algumas vantagens nutritivas
em relação ao de vaca: tem menos colesterol, é
mais rico em nutrientes, vitaminas A, D e B2, e
ainda pode ser consumido por pessoas alérgicas à
lactose. Um das razões que levam laticínios a
misturar leites na fabricação do queijo e derivados
é o o preço. O leite de búfala chega a custar o
dobro do leite de vaca.
Fonte: www.ruralcentro.uol.com.br/noticias/leitecom-selo-de-pureza-4397
7
11
O manejo etológico de búfalas se baseia no bem-estar animal e busca a tranquilidade da
búfala na sua criação e, principalmente, na hora da ordenha para que ela esteja relaxada e
possa produzir maior quantidade de leite. A palavra etologia quer dizer estudo do
comportamento. É isto que o bubalinocultor Alberto de Gusmão Couto está fazendo há 26
anos. Ele estuda o comportamento dos seus animais e está desenvolvendo estudos para
quantificar o impacto do bem-estar na produção leiteira. Estudos preliminares indicam
aumento de 20% a 30% na produção, mas Couto acredita que este número possa chegar a
50%, dependendo das condições da fazenda.
A búfala precisa durante a ordenha estar tranquila, sem estresse, para que o hormônio
ocitocina seja liberado na corrente sanguínea do animal e possa atuar na liberação do leite.
Se ela estiver estressada entra em ação a adrenalina, que é o hormônio antagônico à
ocitocina. É preciso conduzir o animal devagar, sem bater, sem espancar, sem gritar.
O bubalinocultor faz questão de ressaltar que os estudos sobre o aumento da produtividade
ainda não são definitivos, porque a técnica do manejo etológico ainda é muito desconhecida
no Brasil, mas ele dá exemplos bastante significativos da produção leiteira da sua fazenda.
Enquanto a média no país é de 1.600 kg de leite por lactação/búfala, a fazenda de Alberto
Couto produz cerca de 2.600 kg de leite por lactação/búfala e ele acredita que este ótimo
resultado é efeito do melhor manejo dos animais. Segundo ele, a Itália, que trabalha com
búfalas há décadas, tem produtividade média de 2.200 kg de leite por lactação.
A búfala não produz números expressivos, se comparada com a vaca, mas Couto diz que a
qualidade do leite que é produzido compensa a falta de quantidade. Ele cita exemplos da
produção de queijo na sua empresa que usa tanto leite de búfala quanto de vaca e ilustra a
diferença. “Existe uma grande diferença de rendimento. Para fazer queijo coalho eu uso cinco
litros de leite de búfala, enquanto eu preciso de dez litros de leite de vaca. Além disso, o
preço do queijo de búfala é maior. A mozzarella de búfala, por exemplo, custa o dobro da
mozzarella convencional. Na verdade, a mozzarella foi criada na Itália com o leite de búfala”
— explica o bubalinocultor.
Fonte: www.diadecampo.com.br
Henrique Piram, é acadêmico de Medicina Veterinária/Ufra, Bolsista PET/SESu-MEC
12
Do gado:
Do gado:
fórum da pecuária
Cesariana em vacas
fórum da pecuária
Cesariana em vacas
A Cesariana é uma técnica empregada em partos distócicos não resolvidos com as manobras
1
3
Fotos. Rinaldo Viana
obstétricas, objetivando-se a sobrevivência da mãe e do feto. Para o veterinário obstetra é
fundamental o conhecimento do histórico reprodutivo do animal, a realização do exame clínico
geral para avaliar condições de saúde da mãe e do feto e do aparelho reprodutor. São de
extrema importância os procedimentos pré-operatórios com esterilização dos instrumentos
cirúrgicos, disponibilidade dos materiais necessários (luva de palpação estéril, lubrificante
obstétrico, ocitocina, gluconato de cálcio, antibióticos de amplo espectro, xilazina, lidocaína
2%, bupivacaina, agulhas 40 x 12, agulha em S, compressas estéreis, cordas para contenção,
correntes e fios de sutura) e adequada antissepsia. Após adequada anestesia e laparotomia,
inicia-se a procura pelo útero na cavidade abdominal, tentando tomar as partes fetais duras,
como metacarpo e metatarso, apresentando sobre a incisão cirúrgica. A incisão do útero deve
ser feita com a tesoura de Lister, até que seja possível a retirada do feto, placenta ou parte
dela, facilitando a síntese. Retira-se o ancoramento e o útero é suturado com a técnica de
Cushing que consiste em uma sutura invaginante. O fio de sutura utilizado é o categute 2, 3 ou
4 e agulha atraumática . Solução estéril é utilizada para retirar coágulos aderidos ao órgão. Na
síntese é recomendado aplicar superficialmente antibiótico de base oleosa, prevenindo futuras
aderências. Não serão abordados aqui os procedimentos com o neonato.
5
6
7
8
9
10
11
12
2
4
Fig. 1. Depilação da campo cirúrgico. Fig. 2. Anestesia epidural com colocação de cateter. Fig. 3. Anestesia infiltrativa em
L invertido. Fig. 4. Anestesia Paravertebral. Fig. 5. Antissepsia. Fig. 6. Colocação dos panos de campo. Fig. 7. Incisão da
pelo. Fig. 8. Incisão dos planos musculares. Fig. 9. Incisão do útero. Figs. 10 e 11. Retirada do bezerro. Fig. 12. Sutura da
pele.
Rodrigo Albuquerque, é acadêmico de Medicina Veterinária/Ufra, Bolsista PET/SESu-MEC
13
14
Entrevista
Profa. Dra. Nazaré Fonseca de Souza
Profa. Dra. Nazaré Fonseca de Souza
Foto: Rinaldo Viana
Entrevista
Médica Veterinária pela Universidade Federal Rural da
Amazônia (UFRA), Farmacêutico-Bioquímica pelo Centro
Bioquímico da Universidade Federal do Pará, Mestre em
Patologia Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de
Janeiro e Doutora em Clínica Veterinária pela Universidade de
São Paulo (FMVZ/USP. Atualmente é Professora Associada da
Universidade Federal Rural da Amazônia. Tem experiência na
área de Medicina Veterinária, com ênfase em Clínica Médica
Veterinária, Cardiologia Veterinária e Hematologia Veterinária,
atuando principalmente nos seguintes temas: cães, gatos,
animais selvagens e sorologia (leptospirose, dirofilariose,
brucelose e toxoplasmose).
PETVet News: Professora, a senhora está na Ufra há 32 anos, se computarmos o seu tempo
de estudante, ainda na antiga FCAP. Ao longo desta vasta experiência como é sua visão a
cerca da evolução do Curso de Medicina Veterinária ao longo dessas três ultimas décadas?
Dra. Nazaré Fonseca: Eu acredito que houve uma grande evolução, por exemplo, no início
nós não tínhamos Trabalho de Conclusão de Curso, tampouco Estágio Supervisionado
Obrigatório e hoje nós já temos. Além disso, algo bem mais recente foi o reconhecimento
pelo MEC da nossa Residência em Medicina Veterinária, que contribuirá significativamente
para melhoria do Curso de Medicina Veterinária.
PETVet News: Além da residência em Medicina Veterinária, que foi um ganho incontestável
para o Curso de Medicina Veterinária, que outras ações foram importantes para o
desenvolvimento desse curso que completa 40 anos em 2013?
Dra. Nazaré Fonseca: A implementação do novo currículo é sem dúvida um grande ganho
para os alunos e para o curso
PETVet News: Entre as ações que a senhora está a frente ao longo de sua carreira, merece
destaque o Projeto Vida Digna que possui um apelo social muito grande e é importante pra
comunidade de Belém. Como se deu a concepção desse projeto?
Dra. Nazaré Fonseca: Na verdade, esse projeto já existe desde 2006, quando nós já
utilizávamos a estrutura do departamento da época que hoje é o Instituto (Instituo da Saúde
e Produção Animal), além do apoio da Prefeitura Municipal de Belém através de doações de
alguns produtos, além da realização de um dia de castração com apoio de alunos e dos
médicos veterinários do HOVET. Isso foi evoluindo e por meio de um projeto conseguimos
mostrar uma necessidade de diminuir a população canina da cidade, realizando controle
populacional por meio de orquiectomias ou ovariosalpingohisterectomias, popularmente
conhecidas como castrações, diminuindo por conseguinte os problemas sanitários, higiênicos
15
e, logicamente as doenças zoonóticas na cidade.
PETVet News: O que o cidadão precisa fazer pra ser beneficiado com o projeto Vida Digna?
Dra. Nazaré Fonseca: O cliente deve vir até a Ufra com o seu documento de identificação e
comprovar a renda familiar; fazer o preenchimento de um cadastro e aguardar a nossa
ligação para que seu animal seja examinado, colhido material para exames pré-operatórios e
posteriormente encaminhado para a cirurgia.
PETVet News: Qual a diferença entre o projeto Vida Digna e uma outra ação que a senhora
coordena na Ufra, que é a Ação Pet?
Dra. Nazaré Fonseca: A Ação Pet é uma ação pontual e acontece o dia inteiro em que os
alunos praticam a clínica médica, vacinação e curativos, vivenciando a clínica em um único
dia, das 08h00min da manhã às 16h00min no ginásio da nossa Universidade, cujo objetivo
principal é o atendimento à população canina e felina de pessoas em fragilidade
socioeconômica, mas de forma nenhuma se deixa de atender qualquer pessoa que nos
procura.
PETVet News: A senhora já tem ideia de quais foram os avanços obtidos com a instalação do
projeto Vida Digna na Ufra?
Dra. Nazaré Fonseca: Nós seremos avaliados ao longo de mais 2 anos e no período de 5 anos,
no qual teremos que comprovar estatisticamente que a população canina foi reduzida em
torno de 30 a 40%. São cálculos estatísticos que vão nos dizer se houve realmente essa
diminuição, porém o projeto abraça a pós-graduação, apoiando também os graduandos,
estagiários e bolsistas que usufruem de todo o aprendizado, não somente nas ações de
extensão, mas também de pesquisa.
PETVet News: E após esses cinco anos que o projeto será avaliado, ele irá prosseguir
atendendo aos cães e gatos de proprietários em situação de fragilidade socioeconômica?
Dra. Nazaré Fonseca: Até o presente momento ainda temos como contar com recursos da
verba inicial do projeto, mas a Universidade também tem que abraçar o projeto. Nosso sonho
é que até o fim desse ano ele se torne um projeto de lei para poder contar com aporte
financeiro do poder público municipal e estadual, visto que ele é um projeto de cunho social.
PETVet News: Então uma das formas de expandir o projeto seria que ele tivesse o apoio
político tanto da Prefeitura, quanto do Estado para a manutenção da unidade e atendimento
aos animais?
Dra. Nazaré Fonseca: Sim. Para que a responsabilidade seja dividida entre o Estado e o
Município. Nós, enquanto Universidade, estamos tentando fazer o nosso papel, mas sem
apoio do poder público ficará difícil manter o projeto ao longo dos anos.
16
Download

Expediente - Programa de Educação Tutorial em Medicina