© Iván Vazqez 23 Abril 2013 Fórum Municipal de Castro Verde Organização Financiamento Apoio Faça clique para editar o estilo Promotor Financiamento REGIÃO DO BAIXO ALENTEJO ESTEPE CEREALÍFERA OU PSEUDO-ESTEPE Habitat moldado pelo homem onde se pratica uma agricultura extensiva de culturas cerealíferas de sequeiro (trigo, aveia, cevada) em rotação com pastagens e pousios. Rolieiro Sisão Abetarda Cortiçol-de-barriga-preta Tartaranhão-caçador Peneireiro-das-torres Alcaravão Grou A conservação desta avifauna depende em larga escala da implementação de boas práticas de gestão agro-ambiental A aplicação destas medidas pelos agricultores depende da sua viabilidade económica, do reconhecimento social do valor intrínseco destes habitats e do pagamento, pela sociedade, dos serviços ambientais prestados Incremento da sustentabilidade económica Aumento da visibilidade e competitividade Reconhecimento e valorização dos que praticam boas práticas agrícolas e que mais contribuem para a gestão sustentável do território e conservação dos seus valores naturais Certificação ambiental das explorações agrícolas É um sistema voluntário e uma forma de demonstrar aos interessados que a entidade cumpre um conjunto de regras ou procedimentos que garantem níveis de qualidade e confiança, potenciando ao mesmo tempo o seu desempenho e a redução de custos. A Certificação é encarada como uma oportunidade para adquirir vantagens competitivas por diferenciação Vantagens a longo prazo associadas à melhoria contínua do desempenho – níveis que vão além do cumprimento da legislação OBJETIVOS Identificar as boas práticas agro-ambientais em explorações agrícolas no Baixo Alentejo Valorizar estas práticas pela certificação através da criação de um Referencial Técnico adequado aos objetivos de gestão agrícola das áreas estepárias, tendo como referência o Campo Branco (ZPE de Castro Verde desde 1999) Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais Agro-ambientais Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Trabalhos técnico científicos Normas Nacionais e Internacionais Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Identificação das partes interessadas e formação de painel de discussão Entidades certificadoras Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais 21 Nov 2012 5 Dez 2013 Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Identificação das partes interessadas e formação de painel de discussão Sessões de trabalho para elaboração de uma proposta de referencial 16 Jan 2013 Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Identificação das partes interessadas e formação de painel de discussão Exploração A Sessões de trabalho para elaboração de uma proposta de referencial Teste de aplicação do referencial em 3 explorações piloto Exploração B Exploração C Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Identificação das partes interessadas e formação de painel de discussão Sessões de trabalho para elaboração de uma proposta de referencial Teste de aplicação do referencial em 3 explorações piloto Correções ao referencial testado em campo Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Identificação das partes interessadas e formação de painel de discussão Sessões de trabalho para elaboração de uma proposta de referencial Teste de aplicação do referencial em 3 explorações piloto Correções ao referencial testado em campo Consulta formal ao painel de discussão para validação do referencial Elaboração documentos finais: Pesquisa e levantamento de sistemas de certificação ambientais ● Referencial Técnico (base para a certificação) Compilação das principais práticas culturais e de gestão do habitat estepário Identificação das partes interessadas e formação de painel de discussão ● Outros (Relatórios auditoria, Planos Gestão…) Sessões de trabalho para elaboração de uma proposta de referencial Teste de aplicação do referencial em 3 explorações piloto Correções ao referencial testado em campo Consulta formal ao painel de discussão para validação do referencial Faça clique para editar o estilo • Compromissos Gerais Nível 2 Verificação para atribuição certificação Nível 1 Condições necessárias para iniciar processo • Requisitos Específicos • Requisitos de Bonificação Nível 3 Diferenciação positiva Nível 4 Desempenho extra • Boas Práticas • Compromissos Gerais Nível 1 Condições necessárias para iniciar processo • Requisitos de Visam a gestão responsável Bonificação das explorações, de acordo com a sua dimensão e complexidade, quer em termos ambientais quer sociais. • Requisitos Obrigatórios • Boas Praticas 1 . A posse e uso da terra são legítimos 2 . Respeito às leis nacionais, regionais e locais, bem como acordos internacionais 3 . Garantir direitos dos trabalhadores (laboral, higiene, saúde e segurança) 4 . Dispor de um Plano de Gestão 5 . Monitorizar os seus impactes ambientais 6. Boa gestão dos resíduos • Compromissos Gerais Nível 2 Verificação para atribuição certificação Nível 1 Condições necessárias para iniciar processo • Requisitos Específicos Conjunto de princípios e requisitos específicos a serem atendidos na boa e exemplar gestão do habitat estepário → Referencial Técnico 1 – Conservação de Ecossistemas (8 Requisitos) 2 – Conservação e fomento da Biodiversidade (16 Requisitos) 3 – Conservação do Solo (7 Requisitos) Alguns exemplos de Requisitos 1.1 - Os habitats presentes e identificados no Plano de Gestão devem ser conservados ou recuperados. Requisito Crítico 1.2 - Manutenção das rotações tradicionais de cereal de sequeiro e pousio e suas variantes, no mínimo de 75% da superfície agrícola (excluída área florestal), com: • - área semeada entre 20% a 50% da área da rotação; • - área de pousio pelo menos 50% da área de rotação. Requisito Crítico 1.3 - É interdito o uso de queimadas no controlo da vegetação. Requisito Crítico Alguns exemplos de Requisitos 2.1 - Os tratamentos, mondas ou mobilizações de solo, devem ser efetuados fora dos períodos de nidificação. Requisito Crítico 2.2 - A ceifa e debulha dos cereais de Outono-Inverno deve ser efetuada após 15 de Junho, com exceção da aveia (Avena spp.) que poderá ser ceifada mas não antes de 7 de Junho. Requisito Crítico 2.3 - Na área semeada da rotação deve estar garantida uma proporção mínima de 75% das culturas conduzidas até final do ciclo vegetativo. Requisito Crítico Alguns exemplos de Requisitos 2.4 - A mobilização e corte de pousios deve ser efetuada de 1 de Junho a 14 de Março. Requisito Crítico 2.5 - Deverão existir áreas sem pastoreio (pousio/pastagem permanente), entre 15 de Fevereiro e 1 de Junho, em 10% da superfície forrageira. 2.9 - As zonas de parada nupcial de abetardas devem ser mantidas sem novas vedações. Requisito Crítico Alguns exemplos de Requisitos 3.1 - O encabeçamento, deve ser igual ou inferior a 0,7 CN/ha. Requisito Crítico 3.6 - As intervenções nas linhas de água devem ser minimizadas e previstas no Plano de Gestão. 3.7 - As pastagens permanentes (quando existentes) podem ocupar o máximo 25% da superfície agrícola. • • • • • • • • • Consulta às partes interessadas Inspeção de campo Cartografia Parcelário IE RPU Plano de Gestão Faturas Outra documentação relevante Faça clique para editar o estilo Princípios Base do Referencial Utiliza-se um sistema de quantificação para qualificar o nível de cumprimento de cada requisito do Referencial Técnico de certificação para a biodiversidade. Cumprimento 100% Cumprimento entre 50% e 100% Cumprimento até 50% Conformidade Não conformidade menor (ncm) Não conformidade maior (NCM) Cumprimento geral de 80% dos requisitos Cumprimento mínimo de 50% de cada princípio Cumprimento de todos os requisitos críticos Recolha de documentação (p.ex. RPU, parcelários, IE, foto aérea, etc) Entrevista a Proprietários (questionário de campo) Aplicação em 3 Explorações Piloto Inspeção de campo Relatórios de Auditoria Elaboração Documentos Planos de Gestão Características A 2 Herdades Área 350 ha Culturas Cereais de sequeiro, pastagens naturais e melhoradas Gado Bovino e ovino (na mesma herdade) Agro-ambientais Aderente ITI Castro Verde Objetivo Pecuária Características B 2 Herdades Área 1132 ha Culturas Cereais de sequeiro, pastagens naturais Gado Bovino e Ovino (herdades separadas) Agro-ambientais Aderente ITI Castro Verde Objetivo Pecuária e cereal Características C 1 Herdade Área 238 ha Culturas Cereais de sequeiro, pastagens naturais Gado Não tem gado próprio, vende pastagens para ovinos Agro-ambientais Aderente ITI Castro Verde Objetivo Cereal Resultados A B C Total 31 31 31 Conformidades 24 25 23 Não conformidade Maior 1 1 1 Não conformidade Menor 1 1 0 Não Aplicáveis 5 4 7 Critérios Críticos NC 0 0 0 92,3% 92,6% 95,8% % Geral de Cumprimento Abeberamento do gado bovino directamente no plano de água Set aside Destruição de muretes (ovelhas, recuperação ou necessidade das pedras) Mobilização de linhas de escorrência • Requisitos relacionados com operações silvícolas • Instalação de vedações • IQFP>1 • Não existência pastagens permanentes Nº total % de cumprimento 2 - Conservação de Ecossistemas 8 100% 3– Conservação e fomento da Biodiversidade 16 85,7% 4 – Conservação do Solo 7 100% 31 92,3% Principio Total • Compromissos Gerais Nível 2 Verificação para atribuição certificação Nível 1 Condições necessárias para iniciar processo • Requisitos Específicos • Requisitos de Bonificação Nível 3 Diferenciação positiva Sistema de • Boas Praticas pontuação complementar. Total 15 requisitos = 100 pontos Importância do requisito Opção Pontuação Elevada 4 x 13 ptos = 52 ptos Média 5x6 ptos = 30 ptos Baixa 6x3 ptos = 18 ptos Escala de Pontuação Importância do requisito Pontuação Máxima Pontuação Média Pontuação Mínima Elevada 13 ptos 10 5 Média 6 ptos 4 2 Baixa 3 ptos 2 1 Disponibilização de locais para nidificação de aves (abertura de cavidades, colocação de caixasninho, construção de edificações próprias, plataformas, etc). 13 pontos - Máxima: mais de 70% das identificadas no Plano de Gestão 10 pontos - Média: entre 30 a 70% das identificadas no Plano de Gestão 5 pontos - Mínima: até 30% das identificadas no Plano de Gestão 0 pontos - Não existem locais de nidificação Os pontos de obtenção de água deverão funcionar com recurso a energias renováveis. 3 pontos - Máxima: mais de 50% 1 ponto - Mínima: até 50% 0 pontos – uso total de energias fosseis Mais de 70 pontos De 41 a 70 pontos Prata Ouro Até 40 pontos Bronze Resultados A B C Elevada 15 31 10 Média 16 0 10 Baixa 1 9 0 Total 32 40 20 Nível Atingido Bronze Bronze Bronze • Compromissos Gerais Nível 2 Verificação para atribuição certificação Nível 1 Condições necessárias para iniciar processo • Requisitos Específicos • Requisitos de Bonificação Nível 3 Diferenciação positiva Nível 4 Desempenho extra • Boas Práticas 1 . Ações práticas de conservação da biodiversidade 2 . Ações práticas de gestão de linhas de água 3 . Ações de redução do consumo energético Cumprimento obrigatório Cumprimento facultativo (mas progressivo) • Compromissos Gerais Nível 2 Verificação para atribuição certificação Nível 1 Condições necessárias para iniciar processo • Requisitos Específicos • Requisitos de Bonificação Nível 3 Diferenciação positiva Nível 4 Desempenho extra • Boas Práticas • Contribuir para assegurar a sustentabilidade a longo prazo dos ecossistemas estepários e biodiversidade associada • Sistema aplicável a todas as zonas estepárias (replicado com base no exemplo de Castro Verde) aumento da SUSTENTABILIDADE das explorações VALORIZAÇÃO dos produtos e serviços associados CUMPRIMENTO de um conjunto de princípios que visa preservar os valores naturais melhoria da IMAGEM e CREDIBILIDADE (pelo uso do ‘selo de certificação’) Criação de um selo Constituição de uma comissão acompanhamento local Interesse dos agricultores Avaliação de custos Financiamento para implementação CONTACTOS LPN - Liga para a Protecção da Natureza CEAVG - Centro de Educação Ambiental de Vale Gonçalinho Apartado 84 7780-909 CASTRO VERDE Tel: 286 328 309 / 286 322 246 / 968 523 648 Fax: 286 328 316 E-mail: [email protected] www.lpn.pt