Análise dos níveis de ruído em máquinas florestais no estado Paraná
David Yuri Stocco (UTFPR) [email protected]
Rodrigo Eduardo Catai (UTFPR) [email protected]
Jayme Passos Rachadel (UTFPR) [email protected]
Adalberto Matoski (UTFPR) [email protected]
Cezar Augusto Romano (UTFPR) [email protected]
Resumo: Neste artigo será apresentada uma análise dos níveis de pressão sonora
encontrados em quatro postos de trabalho de operadores de máquinas escavadeiras
utilizadas na indústria papeleira do interior do estado do Paraná. Ressalta-se que esta
pesquisa foi realizada no segundo semestre de 2007, com o objetivo de avaliar os níveis de
ruído nas atividades laborais, buscando seu enquadramento dentro da normas NR-15 e
NHO-01. Os níveis de ruído foram medidos para duas faixas de rotação dos equipamentos
analisados. Os valores obtidos mostraram que os níveis de ruído encontrados são
preocupantes, e que uma máquina moderna com cabine climatizada, é muito importante na
atenuação dos ruídos.
Palavras-chave: Máquinas florestais; Ruído; Segurança.
1. Introdução
A existência do trabalho deve-se ao homem, e não o contrário. Entretanto os fatores
sócio-econômicos como a alta de competitividade no mercado papeleiro, levam as empresas
do setor a terceirizar seus serviços. Direitos podem ser sacrificados, comprometendo a
qualidade das condições de trabalho em nome da economia e da necessidade de sobrevivência
tanto dos pequenos empreiteiros como dos trabalhadores envolvidos no processo.
Atualmente um dos grandes problemas encontrados na indústria papeleira brasileira
são as más condições de trabalho as quais muitos trabalhadores estão expostos a saber:
trabalhadores sujeitos diariamente a jornadas superiores a 12 horas diárias; trabalhadores
utilizando equipamentos sem a mínima manutenção, como por exemplo a falta de iluminação
durante a jornada noturna, assentos de máquinas sem o mínimo de conforto; jornadas sem as
devidas pausas para descanso, o que aumenta ainda mais o stress e os problemas psicológicos
oriundos do trabalho; e ainda os elevados níveis de ruído aos quais os trabalhadores estão
expostos, sem muitas vezes nem fazerem a utilização correta de equipamentos de proteção
individual (protetores auriculares) e/ou equipamentos de proteção coletiva (como as cabines
aclimatizadas utilizadas em algumas máquinas agrícolas).
Desta forma este artigo tem como objetivo principal fazer o levantamento dos níveis
de ruído aos quais trabalhadores alocados em quatro postos de trabalho distintos na indústria
papeleira no estado do Paraná estão expostos.
2. Revisão bibliográfica
2.1. Saúde e segurança do trabalhador em trabalhos com maquinaria
Segundo Zocchio e Ferreira (2002) apenas implementar dispositivos de segurança nos
equipamentos mecânicos de forma a impedir que os trabalhadores e/ou terceiros tenham
contato com os mecanismos internos do equipamento e com a fonte de energia utilizada não é
suficiente para prevenir acidentes e doenças ocupacionais. Deste modo faz-se necessária a
1
adoção de medidas preliminares, como:
- seleção de equipamentos e máquinas apropriados quando da compra;
- definição por escrito das instruções do modo de operação do equipamento, através de ordens
de serviço de segurança operacional;
- não adoção improvisações na operação, visando o aumento da produção;
- verificação do correto uso e conservação dos dispositivos de segurança e dos EPI’s e
conservá-los em boas condições e saber como manipulá-los;
- projetar o posto de trabalho de forma a adequá-lo às capacidades do trabalhador, objetivando
reduzir os acidentes e erros.
Iida (2005) observa que existem diversas causas, tais como: o ritmo circadiano,
diferenças individuais de adaptação ao trabalho noturno e o tipo de atividade, que não permite
comparar os trabalhadores noturnos com os diurnos, em relação às suas produtividades.
2.2. Ruído
O ruído pode ser conceituado como um som desagradável e indesejável decorrente da
exposição contínua a níveis de pressão sonora elevados, acarretando efeitos adversos ao
organismo humano, tanto auditivos quanto extra-auditivos. O efeito principal da exposição
crônica ao ruído excessivo é a perda auditiva, que acarreta prejuízos na integração social e
interfere na qualidade de vida do trabalhador. Para realizar a avaliação e o acompanhamento
da capacidade auditiva torna-se necessário realizar os exames audiométricos previstos na
legislação vigente e implantar, além de protetores adequados, um programa de conservação
auditiva para prevenir este risco (MELLO, 1999).
O ruído também pode ser definido segundo Saliba (2004) como um fenômeno físico
vibratório com características indefinidas de variações da pressão, através do tempo em
função da freqüência.
Quatro diferentes aspectos fazem com que o ruído se torne inaceitável, prejudicando o
desenvolvimento das atividades laborais no local de trabalho (HELANDER, 1995):
- aspecto em que o ruído causa perdas auditivas;
- se o ruído afetar a performance e a produtividade do serviço;
- se o ruído interferir na comunicação (fala) vocal do trabalhador;
- se o ruído tornar o trabalho monótono.
Destaca-se que vários estudos vêm sendo desenvolvidos na análise do ruído em
máquinas florestais. Em um destes estudos Yee (2006) demonstrou a importância da troca de
um trator antigo (uma Pá carregadeira com implemento florestal), o qual não possuía cabine
aclimatizada, por um outro trator já com esta cabine. Como resultado de seu trabalho,
constatou que o operador passou a ter muito menos problemas com os níveis de ruído aos
quais estava sujeito.
2.2.1. Tipos de ruído
Os tipos de ruídos existentes são:
a) Ruído contínuo: segundo Saliba (2004), entende-se por ruído contínuo aquele cujo
NPS (Nível de Pressão Sonora) varia 3 dB durante um período longo de observação (mais de
15 minutos);
2
b) Ruído intermitente: segundo Saliba (2004) é aquele cujo NPS varia até 3 dB em
períodos curtos (menores que 15 minutos e superior a 0,2 segundos);
c) Ruído de impacto ou impulsivo: É aquele onde ocorrem picos de energia acústica de
durações menores a 1 (um) segundo e a intervalos maiores que 1 (um) segundo consoante
com a NHO-01 e a NR-15 em seu Anexo 2.
2.2.2. Formas de medição de ruído
Segundo a NR-15, a medição do ruído deve ser feita próximo ao ouvido do
trabalhador, com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de
compensação ”A” e circuito de resposta lenta (slow), devendo os mesmos serem medidos em
decibéis (dB). A Tabela 1 apresenta os valores limites para exposição ao ruído segundo a NR15 em seu Anexo 1.
TABELA 1 – Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente.
Fonte: Brasil (2006b).
Destaca-se que os valores dos níveis de pressão sonora podem ser teoricamente
obtidos pela Equação 1 (SALIBA, 2004a).
NPS = 85 - 16,6096 x log (T / 480)
(dB(A))
(Eq. 1)
onde: NPS é o nível de ruído ou de pressão sonora; e, T a máxima exposição diária
permissível em minutos.
2.2.3. Dose de ruído
Para a medição da dose de ruído a qual o trabalhador está exposto durante a jornada de
trabalho, utiliza-se como referência a Tabela 2, que determina para cada dose de ruído
encontrada, o nível de atuação recomendado bem como as ações de controle necessárias
(SANTOS e SILVA, 2000).
3
TABELA 2 – Interpretação e adequação dos resultados da dose de ruído.
Valor da dose
Situação da Exposição
Consideração
técnica da
situação
Nível de atuação
recomendado para ações de
controle
0,1 a 0,5
Aceitável
--------------------
Desejável, não prioritária
0,6 a 0,8
Aceitável
Atenção
De rotina
0,9 a 1,0
Temporariamente
aceitável
Séria
Preferencial
1,1 a 3,0
Inaceitável
Crítica
Urgente
Acima de 3,1
Inaceitável
Emergência
Imediata
Qualquer, havendo níveis
individuais acima de 115
dB(A)
Inaceitável, recomendase interromper a
exposição
Emergência
Imediata
Fonte: Santos e Silva (2000).
Para o cálculo da Dose equivalente, calculada para uma jornada de trabalho onde
ocorreram dois ou mais períodos de exposição a ruído, de diferentes níveis, considerando os
efeitos combinados, utiliza-se a Equação 2 (SALIBA, 2004).
D = C1 + C2 + ... + Cn
T1
T2
(Eq. 2)
Tn
onde: Cn indica o tempo total em que o colaborador fica exposto a um nível de ruído
específico; e, Tn indicando a máxima exposição diária permissível a este nível conforme a
Tabela 1.
2.2.4. Efeitos do ruído, medidas de controle e equipamentos de medição
Iida (2005) alerta que o ruído em excesso pode provocar surdez. Torreira (1999) cita
que o ruído industrial produz alteração da pressão sanguínea, taquicardia, sobrecarga no
funcionamento do coração, tensões musculares, podendo causar secreções hormonais atípicas,
vaso constrição periférica, náuseas com alterações do processo digestivo, diminuição da
acuidade visual e cansaço. Observam-se ainda sensações de ordem psicológicas tais como
irritação, nervosismo, fadiga mental e frustrações.
As principais medidas de controle são: combate de ruído na fonte, controle do meio,
controle do homem e exames médicos periódicos. Para avaliação dos riscos ambientais quanto
a ruído industrial, utilizam-se os seguintes equipamentos: audiodosímetro, medidor de nível
de pressão sonora (decibelímetro) e calibrador acústico específico do equipamento (SALIBA,
2004; YEE, 2006).
3. Metodologia
Neste item são apresentados os postos de trabalho analisados bem como a metodologia
empregada. Destaca-se que segundo Iida (2005), o posto de trabalho é a configuração física
do sistema ambiente-homem-máquina.
3.1. Posto de trabalho 1 – Escavadeira Caterpillar 320C
Este posto de trabalho era composto de uma máquina escavadeira da marca Caterpillar
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modelo 320C ano 2005. Este equipamento fazia carregamento de eucalipto na floresta, em
trabalho dioturno, contava com cabine climatizada, que dava proteção acústica, contra as
intempéries. O operador era responsável pelo carregamento dos caminhões que transportavam
a madeira até outra cidade. Esta máquina operava sob condições duríssimas. Trabalhando em
cima de toras de madeira e em terrenos muito íngremes. O trabalhador não utilizava protetor
auricular, porém fazia uso de botina de segurança e óculos de segurança. O assento da cabine
encontrava-se em péssimo estado e o equipamento apresentava um número reduzido de
lâmpadas para iluminar o local de operação. Além disso, o sistema de condicionamento de ar
quente da máquina não funcionava. O posto de trabalho 1 é apresentado na Figura 1.
FIGURA 1 – Escavadeira Caterpillar com carregador florestal trabalhando à noite, mostrando as
condições de serviço (foto tirada com flash).
3.2. Posto de trabalho 2 - Pá carregadeira 966R
Este posto de trabalho era composto de uma pá carregadeira da marca Caterpillar (com
implemento florestal) modelo 966R ano 1982. Este equipamento apesar de mais antigo, ainda
se encontrava em bom estado de conservação. Possuía apenas uma cobertura metálica e era
utilizado no pátio de uma empresa papeleira.
O operador neste posto de trabalho era responsável pelo baldeamento de madeira,
carregamento e descarregamento de caminhões. Trabalhava sem máscara facial, sem óculos
de segurança, sem colete reflexivo e sem botina de segurança. Estava submetido a agentes
físicos, bem como às grandes variações de temperatura e umidade. O trabalhador utilizava um
protetor auricular do tipo pré-moldável de PVC e estava submetido a grandes variações de
temperatura. O posto de trabalho 2 é apresentado na Figura 2.
5
FIGURA 2 – Pá carregadeira com implemento florestal fazendo baldeamento de madeira.
3.3. Posto de trabalho 3 – Pá carregadeira 621-D
Este posto de trabalho era composto de uma pá carregadeira nova, da marca CASE
ano 2006, modelo 621D, e estava na oficina do revendedor, pronto para entrega ao cliente. O
equipamento possuía cabine climatizada. O posto de trabalho 3 é apresentado na Figura 3.
FIGURA 3 – Pá carregadeira modelo 621-D da CASE.
Observa-se que todos os equipamentos novos do revendedor passam por revisão de
rotina, através de um mecânico-operador de máquina, que testa as funções básicas da
máquina, antes de entregá-la aos clientes. Ressalta-se que este trabalhador responsável pela
revisão das máquinas não fazia uso e não dispunha de botina de segurança e protetor
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auricular. Destaca-se que a pá carregadeira da Figura 3 pode ser adaptada com implemento
florestal.
3.4. Posto de trabalho 4 – Pá carregadeira W20
Este posto de trabalho era composto por uma pá carregadeira da marca CASE, modelo
W20, ano 2000, e estava na oficina do revendedor, pronto para entrega ao cliente. O
equipamento possuía cabine climatizada, conforme Figura 4.
FIGURA 4 – Pá carregadeira da CASE modelo W20E ano 2000.
Observa-se que o mecânico-operador responsável por testar esta máquina antes de
entregá-la ao cliente também não dispunha de botina de segurança e protetor auricular. Esta
máquina também pode ser adaptada com implemento florestal.
3.5. Metodologia empregada na medição do ruído
A metodologia do estudo baseou-se na coleta dos dados nos quatro postos de trabalho,
acompanhando-se a jornada de trabalho e seus ciclos, inclusive o noturno. Os valores obtidos
foram comparados com os valores existentes no Anexo 1 da NR-15. Para realização das
medições foi utilizado um decibelímetro calibrado e certificado.
As medições foram feitas em cada um dos quatro postos de trabalho, sendo uma
medição junto ao motor (lado externo do trator) e outra dentro da cabine. As medições foram
feitas para duas faixas de rotação do motor dos equipamentos. Uma faixa de rotação inferior a
2000 rpm e outra superior a 2000 rpm. Os resultados serão apresentados no próximo capítulo
na forma de figuras.
4. Resultados e discussões
4.1. Resultados quanto aos níveis de ruído dos quatro postos de trabalho
Os valores de ruído medidos para todos os postos de trabalho analisados, em ambas
rotações e nas diferentes situações medidas (dentro e fora da cabine do trabalhador), são
apresentados na Figura 5.
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Faixa de rotação e local de medição do NPS
FIGURA 5 – Níveis de pressão sonora nos quatro postos de trabalho.
Analisando-se a Figura 5, observa-se que os valores de ruído, mantendo-se uma
mesma faixa de rotação, são menores nos postos de trabalho 1 e 3, quando das medições
efetuadas dentro da cabine do equipamento, ou seja, ao lado do ouvido do operador,
mostrando portanto a eficiência da cabine climatizada na redução no nível de ruído gerado
pelo motor do equipamento. Destaca-se que se comparando os valores de ruído para os
equipamentos com e sem a cabine climatizada, tem-se que, para faixas de rotação inferiores a
2000 rpm, a cabine climatizada atenua em média 27% do ruído produzido pelo equipamento.
Já para rotações acima de 2000 rpm, a atenuação é de 29%. Assim, independente da faixa de
rotação, pode-se afirmar que a atenuação média de ruído, apenas utilizando-se uma cabine
climatizada fica em torno de 28%, comprovando a importância deste equipamento de proteção
coletiva nas máquinas.
Também de acordo com a Figura 5 percebe-se a influência da rotação no nível de
ruído gerado pelo equipamento. Nota-se que quanto maior a rotação, maiores são os níveis de
ruído produzidos. Assim, pode-se afirmar que os valores de ruído obtidos dentro da cabine
para rotações superiores a 2000 rpm, foram em média 3% superiores que aqueles mensurados
para rotações inferiores a 2000 rpm.
Destaca-se que o máximo nível de exposição diário a ruído permitido para a jornada
de trabalho, NPS, já descontada as pausas é calculado em obediência à NR-15. Com base nos
dados fornecidos pela Figura 5, pode-se então calcular a dose a qual o trabalhador de cada um
dos equipamentos acima descritos estavam submetidos.
Ressalta-se que a norma regulamentadora NR-15, estabelece em seu Anexo 1, os
limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente. Estes limites são definidos,
tomando-se como referência uma dose de 100% ou 1, para uma jornada de 8 horas sob ruído
de 85 dB(A). Observa-se que doses de exposição diárias de ruído superiores a 0,5 ou 50% já
requerem medidas de ação a fim de não prejudicar o trabalhador.
A Figura 6 apresenta os valores de dose de ruído calculados para os quatro postos de
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Dose de ruído
trabalhos analisados neste artigo.
Número do Posto de Trabalho
FIGURA 6 – Determinação da dose nos 4 postos de trabalho.
Analisando-se a Figura 6 nota-se que a dose de ruído nos postos de trabalho 1 e 3
foram inferiores a 0,5, não cabendo portanto medidas de controle nem ações para a redução
dos valores de ruído. O posto de trabalho 2, com a dose de 4,17 está 317% acima da
recomendação da norma, ou seja, neste caso, uma ação de controle deve ser tomada de
imediato, pois esta situação é considerada emergencial conforme Tabela 2.
Para o posto de trabalho 4, que da mesma forma que o posto 2, não se tem uma cabine
climatizada que ajuda na atenuação dos níveis de ruído, a dose de ruído a qual o trabalhador
está exposto, também supera o valor aceitável de 0,5, sendo portanto necessárias, nestes
casos, ações de controle preferenciais pois se tem uma situação séria e temporariamente
aceitável, segundo a Tabela 2, que poderá causar prejuízos ao sistema auditivo do operador.
5. Conclusões
Do exposto pode-se concluir que a cabine climatizada existentes nos tratores é de
fundamental importância para reduzir os elevados níveis de ruído, provenientes do motor do
equipamento, que atinge o aparelho auditivo do trabalhador, podendo induzir no trabalhador
perdas auditivas.
Destaca-se que nos postos de trabalho, nos quais existia uma cabine climatizada, que
também pode ser considerada como um equipamento de proteção coletiva, os trabalhadores
estavam expostos a níveis de ruído inferiores, devido a atenuação proporcionada pelas
cabines. Comparando-se os valores de ruído para os equipamentos com e sem a cabine
climatizada, tem-se que, para faixas de rotação inferiores a 2000 rpm, a cabine climatizada
atenua em média 27% do ruído produzido pelo equipamento. Já para rotações acima de 2000
rpm, a atenuação é de 29%.
É importante ressaltar que cuidado especial deve ser destinado não só aos tratoristas,
mas também aos mecânicos que fazem a manutenção destes equipamentos, uma vez que estes
também ficam expostos a elevados níveis de ruído quando deixam o trator ligado para
realizarem os serviços de manutenção necessários.
Uma sugestão cabível quanto ao posto de trabalho 2, é a implementação no trator, de
uma cabine climatizada, para que se possa atenuar o ruído, pois neste posto de trabalho, os
9
valores de ruído aos quais o tratorista está exposto, excede em muito ao máximo
recomendado, sendo necessário a implantação de medidas e/ou ações corretivas de imediato.
Ressalta-se que a grande maioria dos trabalhadores analisados e que estão envolvidos
na indústria papeleira, carecem de uma maior instrução e treinamentos quanto à importância
da utilização de protetores auriculares, uma vez que a grande maioria dos mesmos não
utilizava, mesmo estando submetidos a níveis de ruído, os quais estavam acima dos valores
permitidos por normas.
Referências
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GERGES, S. N. Y. Protetores Auditivos, 1ª Ed., NR Editora, 2003.
GRANDJEAN, E. Manual de Ergonomia, 4ª Ed., 1999.
HELANDER, Martin. A Guide to the Ergonomics of Manufacturing. Taylor &Francis Publisher, 1995.
IIDA, I. Ergonomia Projeto e Produção. 2ª Edição Revisada e Ampliada. Editora Edgard Blücher, 2005.
MELLO, A. Alerta ao Ruído Ocupacional. 1999. Monografia (Especialização), CEFAC, Porto Alegre, RS.
SALIBA, T. M. Manual Prático de Avaliação e Controle do Ruído, 3ª Ed., LTr Editora, 2004.
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Monografia (Especialização em Eng. de Segurança do Trabalho) – UTFPR, Curitiba, Brasil.
TORREIRA, R. P. Manual de Segurança Industrial, Margus Publicações, 1999.
YEE, Z. C. Perícias de Engenharia de Segurança do Trabalho. 1ª Ed., 2006.
ZOCCHIO, Á.; FERREIRA, L. C. Segurança em Trabalhos com Maquinaria, Editora LTr, 2002.
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