I
Orientandos Atuais 2010
Mestrado em Sociologia
Mestranda em Sociologia da UFPR
Nome: Fernanda Cristina Leite de Oliveira
[email protected]
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4292716D1
Esta pesquisa é um estudo sobre as relações entre mães e filhos quando há a transmissão
vertical do vírus HIV. Em pesquisa anterior verificou-se que quando a mulher se
descobre soropositiva ela busca a reconstrução de si, sobretudo a partir de um filho ou
marido. É justamente a relação com esse filho que pretendemos explorar, caso ele tenha
sido contaminado através da transmissão materno-infantil. Entender o que houve para
que essa transmissão não tenha sido evitada é o objetivo principal deste trabalho.
Pensamos que trabalhar com estudo de casos seja uma boa opção para a dissertação,
sendo assim, entrevistar de 4 a 5 mulheres soropositivas que tenham filhos também
soropositivos, bem como, se possível, entrevistar também esse filho, levando em conta a
idade desse jovem e a autorização do responsável. Os locais onde teria mais facilidade
de encontrar pessoas nas condições necessárias para a pesquisa são os ambulatórios de
infectologia adultos e infantis, bem como, nos grupos de adesão dos adultos e das
crianças, ambos do Hospital de Clínicas de Curitiba. Sendo assim, há o conhecimento
de que este estudo precisará passar pelo Comitê de Ética do Hospital, de forma que os
processos necessários já estão sendo feitos. No mais, essa pesquisa conta com o financia
da bolsa de mestrado CAPES/REUNI.
Mestrado em Sociologia da UFPR
Nome Completo: Rejane Souza Menezes
E-mail: [email protected]
EndereçoLATTES:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4489017P1
Orientação: Marlene Tamanini
Título do Trabalho: Divisão sexual do trabalho e relações de poder no ambiente
bancário: uma perspectiva de Gênero.
Resumo: Com o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho e a
ocupação das mesmas de espaços até então privativos dos homens, ainda que isso não
implique em igualdade de oportunidades, surge um novo perfil de trabalhadoras que
acumulam funções produtivas às reprodutivas. No setor financeiro, objeto desta
pesquisa, destaca-se a incorporação de um novo modelo de gestão no qual se diminui o
número de trabalhadores, evidencia-se a precarização do trabalho ao mesmo tempo em
que são exigidas, cada vez mais, polivalência e disposição para cumprir as metas
estabelecidas. Alguns trabalhos de momentos anteriores como os de Jinkings (2004) e
II
Segnini (1994) deram visibilidade às discriminações sexistas no setor bancário,
revelando a baixa remuneração, a segmentação da ocupação em trabalhos repetitivos
mais suscetíveis a doenças ocupacionais, evidenciando a perversidade a que são
submetidas às mulheres bancárias. É neste contexto que buscarei compreender as
relações sociais existentes no ambiente de trabalho pesquisado, no sentido da ascensão
na carreira profissional, através das trajetórias dos gerentes, homens e mulheres de um
banco público de Curitiba. Para tanto, adotaremos como categorias analíticas: divisão
sexual do trabalho e gênero e como metodologia de pesquisa: entrevistas semiestruturadas.
Doutorado em Sociologia
Nome: Alcione do Socorro Andrade Costa
E-mail: [email protected]
Endereço Lattes: lattes.cnpq.br/2239897265791255
Formação: Doutoranda em sociologia pela UFPR
Área de Pesquisa: Gênero, corpo, saúde e sexualidade.
Título: “Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA): Molécula de uma revolução
subjetiva de Outsiders?”
A tese de título provisório “Mulheres que Amam Demais Anônimas (MADA):
Molécula de uma revolução subjetiva de Outsiders?”, tem o objetivo localizar as
condições históricas e genealógicas que produzem o sujeito MADA. Para tanto,
consideramos a articulação da matriz de inteligibilidade amorosa produzida pelo
Ocidente como produtora de um poder que evoca ações e emoções diametralmente
opostas e conciliáveis com relações de afetos opressivos e com relações de gênero
desiguais. Essas que são evocativas de um ideal de felicidade e realização, encontrado
nas representações Eros, se atualizam e se perfazem a partir da produção de uma
sexualidade binária e heterossexual, que estabelece o lugar dos sujeitos num complexo
processo de relação entre a vivência individual e a ortodoxia amorosa. Lugar desde onde
o discurso majoritariamente masculino, produz um ideal de feminino vocacionado ao
amor. Nesta fase da tese é tomado como uma imposição cultural, que constrói
processualmente e de forma inconsciente corpos que amam, o que pressupõe, a
existência de uma discursividade amorosa que coage os indivíduos a repetição de um
processo material de perfomatividade, responsável pela articulação, por meio de
identificações inconscientes, daquilo que vem a se constituir em um sujeito amoroso,
mais especificamente em uma identidade e em um corpo feminino vocacionado ao
amor, cuja radicalidade se expressa como MADA. A MADA é um sujeito que se define
como portadora de uma patologia, denominado pelos círculos médicos-terapêuticos
como codependência e pelas irmandades de mútua-ajuda anônimas como doença de
amar demais. Em linhas gerais a codependência é uma expressão controversa e que
III
ultimamente vem recebendo atenção mais sistematizada por ter-se admitido sua
importância como paradigma norteador de tratamento e intervenções sociais.
Originalmente o termo designava uma relação de “simbiose” entre conjugue alcoólatra.
A “constatação” dessa relação de “simbiose” deu-se via AA, que após cinco anos de
fundação e serviço, percebeu que para o sucesso da recuperação do alcoólatra a família
deveria ser envolvida no processo terapêutico, uma vez que, o alcoolismo seria uma
doença que contamina as pessoas do convívio de seu portador. Assim, em 1940 surge o
Al-Anon, destinado a familiares e amigos de alcoólatras. O intercâmbio entre os
freqüentadores desses grupos e os consultórios e centros de psicologia, psiquiatria,
psicanálise despertaram interesse pelo tema, que resultou em mais de 400 estudos
publicados entre 1978 e 1988 e mais do dobro foram encontrados na década seguinte. A
convergência de tais estudos inaugura novos modelos de compreensão de doença e
saúde na medida, por exemplo, em que a patologia passa a ser vista como sistêmica,
como algo que abrange o sistema familiar e os papéis que os indivíduos desempenham
em seu interior, onde o(a) Codependente é tomado como metáfora da fragilidade do
sistema familiar, o que significa pressupor que o tratamento deste, envolve a
intervenção nas relações entre os demais membros da família. Nesse sentido temos um
processo de intervenção de produção da verdade tão eficiente quanto o apontando por
Foucault em A história da sexualidade vol. 01 (2006). A “verdade da codependência” se
materializa em um plano de ação, onde a tutela terapêutica do corpo, do sexo e das
relações afetivas entre os membros da família passa a ser usado, de modo sistêmico e
calculado como meio de manutenção e reprodução de uma determinada ordem, ou mais
especificamente, da ordem burguesa. Jurandir Costa (2004) aborda o encadeamento
desse mesmo fenômeno no inicio do século XVII, quando analisa a relação da ordem
médica e a norma familiar. A ação da ordem médica ou norma educativo-terapêutica,
envolve pedagogos, higienistas e outros agentes sociais ligados a produção de um
enquadramento do espaço e do tempo cotidiano das famílias. Essa ação não ocorre por
uma inculcação político-ideológica, mas dentro de um outro nível, na despolitização do
cotidiano, nas micropolíticas. Assim, percebemos a partir de análise etnográfica, de
entrevista de campo com freqüentadoras do MADA-PR que o discurso terapêutico
dessas irmandades, que poderia ser tomado como tentativas de ruptura de uma
performática feminina vocacionada ao amor, passa a se constituir em nova instância da
reprodução hierárquica de gênero, uma vez que a matriz de inteligibilidade não é
questionada.
Nome: Neiva Furlin
e-mail: [email protected]
Endereço Lattes: CV LATES http://lattes.cnpq.br/7833380913353769
Formação: Doutoranda em sociologia pela UFPR
Área de Pesquisa: Gênero e trabalho
Tese: Relações de Gênero e Docência: Um estudo sobre a participação de mulheres no
superior de teologia em Instituições Católicas
IV
Resumo: Esta tese trata da inserção de mulheres docentes no ensino superior de
teologia, em instituições católicas, em cujo espaço de saber predominou, historicamente,
a ação do sujeito masculino. Objetiva-se evidenciar o quadro atual da participação de
mulheres na docência, bem como as estratégias que essas encontram para se
construírem sujeitos de ação e de saber, resistindo aos discursos simbólicos e as práticas
instituídas que reproduziram as desigualdades de gênero e a hierarquização das relações
de poder. Para analisar e compreender o material empírico, além do conceito de capital
simbólico de Bourdieu, prioriza-se o conceito das relações de gênero, segundo as
definições que envolvem a sua epistemologia nas relações de poder, seus efeitos e
processos de resistência e de subjetivação ética, presente na teoria feminista e
foucaultiana.
Monografias defendidas em 2009 com perspectiva analítica gênero
Nome do curso: Ciências Sociais
Nome completo de vocês: Kaciane Daniella de Almeida
Orientação: Marlene Tamanini
E-mail: [email protected]
Endereço para acessar este CV:
http://lattes.cnpq.br/8044427769361522
Título do trabalho defendido. Educação e Sexualidade: como o professor/a está
inserido neste contexto.
Resumo: Este trabalho tem a perspectiva sociológica de voltar um olhar mais cuidadoso
para a escola, em especial como ela trabalha questões relacionadas a gênero e
sexualidade. Sendo que o objeto dessa pesquisa são os/as professores/as envolvidos
nesse processo, buscando suas percepções quanto à inserção deles nesse contexto
envolto pela sexualidade e educação. O objetivo desse trabalho é ver como essas
relações estão hoje, como o/a professor/a se posiciona frente ao tema da sexualidade se
trabalha e, como reage frente a algumas situações que ocorrem no espaço escolar, do
tipo: gravidez na adolescência; namoros; piadas de cunho discriminatório sobre sexo,
gênero e sexualidade. Para tal foi realizada pesquisa qualitativa com entrevistas, cujo
foco era buscar saber e analisar como eles/as agem frente a esses assuntos que envolvem
relações que fogem do preparo de muitos/as deles/as, e como esses temas estão
presentes neste ambiente da escola. A problemática central está inserida no conjunto
das discussões que fazem a tensão entre a constituição de novos conceitos e as práticas
na escola; de que modo elas produzem igualdade ou reforçam os preconceitos e as
práticas sexistas e homofóbicas.
Palavras chave: professores/as, escola, sexualidade, educação.
Nome do curso CIÊNCIAS SOCIAIS
Nome completo: LILIAN DOS SANTOS PRESTES
V
Orientação: MARLENE TAMANINI
E-mail [email protected]
Sem Lattes
Título do
trabalho defendido: A CONSTRUÇÃO DOS MODELOS DE
MASCULINIDADE E FEMINILIDADE NA ESCOLA NA PERSPECTIVAS DOS
ESTUDANTES: Um Estudo de Caso
RESUMO:
Este trabalho trata da construção de modelos de masculinidade e feminilidade na escola,
fazendo um estudo de caso em uma escola pública localizada no município de Bocaiúva
do Sul, na região metropolitana de Curitiba. Investigou as concepções de gênero e
sexualidade de adolescentes, com base em suas vivências escolares e tomando a
instituição escolar como pressuposto básico não só de aprendizagem, mas também de
socialização e padronização de comportamentos. Para tal, foram realizadas algumas
abordagens de cunho teórico e pesquisa empírica que emprega o método qualitativo
consistindo em entrevistas com grupos focais, compostos por estudantes, meninos e
meninas de uma 7ª série de ensino fundamental, visando identificar de que maneiras
suas falas, suas atitudes e suas vivências expressam a construção de gênero que
diferencia práticas masculinas e femininas.
Palavras-chave: Gênero. Sexualidade. Escola. Adolescência. Educação
Nome do Curso: Ciências Sociais
Nome Completo: César Bueno Franco
Orientação: Marlene Tamanini
E-mail: [email protected]
Sem página Lattes
Título do Trabalho: Primeira relação sexual: homens, jovens e “pós-modernos”
Resumo: Esta monografia tem como objetivo verificar como homens jovens estão
construindo suas percepções sobre a primeira relação sexual. Para tanto, realizou-se um
apontamento teórico para dentro das discussões das relações de gênero, masculinidade e
também sexualidade, para em seguida pôr em debate uma suposta explicação do
comportamento sexual via ação da “pós-modernidade”, algo que imprimiria naquelas
categorias certas características efêmeras e teria determinados efeitos fluídos e
descompromissados; consequências também para a vivência e a percepção da primeira
relação sexual, particularmente sobre seu caráter afetivo/significativo. Através de
entrevistas, analisaram-se as falas de oito rapazes entre 18 e 24 anos de idade visando e
obtendo os valores e as orientações que expusessem a forma deles perceberem a
primeira relação sexual. Deste modo, foi possível notar que ainda persistem claramente
muitos dos binarismos e essencialismos comportamentais quando o assunto é iniciação
sexual, o que atribui ao homem um caráter carnal e não sentimental; foi apreendido
ainda que a masculinidade aparece em um modelo tradicional, posto que é coercivo e
fonte de pressões e normas sobre a forma como se tem a iniciação sexual, satirizando e
VI
pressionando aqueles que não se enquadram ao modelo. Assim, a percepção sobre a
primeira relação sexual demonstrou ser tributária majoritariamente a um processo de
construção da identidade masculina, similar a um rito de passagem, onde os rapazes
estarão negociando um posicionamento e um firmamento para dentro da masculinidade
estipulada. Uma negociação que imprimirá marcas decisivas na forma como vai se dar a
percepção da primeira relação sexual, inclusive quanto ao caráter afetivo/significativo
dela. Deste modo, mostrou-se relativamente impreciso o viés “pós-moderno”
anteriormente apresentado, posto que a chave explicativa está muito mais na
masculinidade do que numa “pós-modernidade”.
Palavras chave: sexualidade, gênero, juventude, primeira relação sexual
Nome do curso - Ciências Sociais
Nome completo - Stefania Poeta Pontes
Orientação - Marlene Tamanini
E-mail - [email protected]
e o link para o currículo Lattes - http://lattes.cnpq.br/8226333507418989
Título do trabalho defendido - Mães universitárias
Resumo: Este trabalho é uma análise das mudanças ocorridas na vida de estudantes
universitárias que engravidaram durante o período da graduação. A partir de leituras
teóricas sobre maternidade, paternidade e divisão sexual do trabalho são feitas análises
sobre o contexto vivido por cada entrevistada, o papel do pai da criança, da família e da
forma com a qual a cultura de seu grupo social está imbricada em seus costumes e
práticas.
Palavras-chave: maternidade, paternidade, divisão sexual do cuidado, universitárias,
gênero.
Nome do curso: Ciências Sociais
Nome: Diógenes Parzianello
Orientação: Profª Drª Marlene Tamanini
Titulo da monografia: "Mãe só tem... duas?" Uma análise da barriga de aluguel na
reprodução assistida.
Email: [email protected]
Link do Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=W0517582
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo investigar os discursos da mídia impressa e o discurso
jurídico, no campo da reprodução assistida, para compreender de que modo a gestação
de substituição é percebida, valorada, assumida, quais barreiras encontramos quando se
fala na questão da regulamentação dessas práticas e como ocorre este debate no Brasil.
VII
Para melhor entender os diferentes elementos da questão, escolhemos dois agentes
centrais que, ao mesmo tempo, revelam e influenciam a nossa análise. São eles: a
divulgação jornalística e o discurso jurídico. Por essa razão acreditamos que o método
comparativo ilumina a especificidade dos diferentes casos encontrados e faz com que
esses agentes produzam comentários recíprocos um sobre o outro. Além de analisar as
matérias jornalísticas encontradas em dois jornais de grande circulação nacional, O
Globo e a Folha de São Paulo, nessa monografia nós comparamos também a legislação
encontrada no Brasil com a de outros países onde existe lei específica sobre reprodução
assistida focando-nos, sobretudo em como é tratada a gestação de substituição nesses
países. Tais comparações nos permitem visualizar o modo como a reprodução assistida
no que tange a gestação de substituição tem sido configurada no jogo de semelhanças e
diferenças; como se aborda este assunto na mídia impressa. Também nos permite
identificar os principais atores envolvidos nesta prática e explorar os discursos
fundamentais que constroem os significados relacionados à maternidade, à paternidade,
regulamentação e parentesco; analisar quais as lógicas em termos legais que conduzem
da prática à proibição, como é regulada esta técnica, porque existem elementos que
demonstram ainda pesos diferentes e relativos entre quem pode e quem não pode
realizar a gestação de substituição e porque a prática da “barriga de aluguel” é pouco
aceita ainda entre as técnicas de reprodução assistida.
Palavras-chave: reprodução humana assistida, gestação de substituição, gênero,
parentesco, legislação.
CURSO: Ciências Sociais
NOME: Dulce Mari Borsatti Pedroso
E-mail: [email protected]
Sem Lattes
Título do Trabalho: Menopausa e as experiências das mulheres
Orientação: Profª Drª Marlene Tamanini
RESUMO:
Menopausa e as experiências das mulheres é o resultado de um trabalho de pesquisa
feito pela perspectiva de gênero que foi realizado com um grupo de mulheres que estão
vivenciando a menopausa. Para esta pesquisa foi utilizada a metodologia qualitativa
onde realizamos entrevistas com questões direcionadas, respondidas livremente com
sete mulheres, mediante o uso de gravador. As narrativas foram sendo apresentadas a
partir de suas experiências com questões imbricadas com os aspectos relacionados ao
VIII
tema da pesquisa, que foram abordados da seguinte maneira: menopausa, corpo,
envelhecimento e sexualidade. Neste trabalho as participantes descrevem o mundo
feminino vivenciado por novas interpretações independente das transformações geradas
pela menopausa, desta forma, através das narrativas podemos verificar seu significado e
compreender a maneira como ela é vivenciada.
Palavras chave: menopausa, mulheres, experiência, narrativa
CURSO: Ciências Sociais
ORIENTADORA: Prof. Drª Marlene Tamanini
NOME: Rodrigo Ferreira Lima Silvério
E-MAIL: [email protected]
Sem Lattes
TÍTULO DO TRABALHO DEFENDIDO: A Hemofilia e as Masculinidades
RESUMO: A presente monografia objetivou evidenciar a realidade de um grupo
minoritário social, o de portadores de hemofilia, e suas relações com a condição médica
e os estigmas daí decorrentes, bem como a reflexão destas categorizações na construção
de suas masculinidades. Para tanto, empreendeu-se um estudo a partir de oito (08)
entrevistas qualitativas semi-estruturadas, realizadas com homens, portadores de
hemofilia grave do tipo A e B, cujo diagnóstico da condição foi determinado logo na
infância, com idades entre 22 e 43 anos, na tentativa de se obter informações a respeito
das dificuldades encontradas em aspectos do cotidiano, fatos determinantes para
compreendermos suas realidades, sobretudo em como se relacionam socialmente e
como passam suas imagens, enfim, a forma como cada um convive com sua
coagulopatia e como se expressam socialmente a partir deste convívio. A fim de se
elucidar o entendimento sobre a parcela estudada, discorreu-se sobre categorias de
gênero, masculinidade, doença, normalidade e patologia sob prisma teórico, assim como
se caracterizou a hemofilia através de seus principais aspectos clínicos e biológicos. Ao
final indicaram-se alguns apontamentos e resoluções relevantes acerca dos assuntos
abordados bem como se considerou a tendência do grupo pesquisado em procurar
reproduzir valores hegemônicos socialmente construídos, embora se conclua que, ao
internalizar tais comportamentos, os portadores acabam comprometendo ainda mais sua
saúde.
IX
Palavras chave: Gênero, Corpo, Saúde,masculinidade.
Nome do curso: Bacharel em Ciências Sociais pela UFPR (2009) e mestranda em
Antropologia Social pela UFSC (2010/11)
Nome completo : Fernanda Azeredo de Moraes
Orientação: Marlene Tamanini e Miriam Adelman
E-mail: [email protected]
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2422293974221010
Título do trabalho defendido: Sobre glórias do passado: um estudo sociológico sobre
homossocialidade,
espaço,
masculinidade
e
envelhecimento
Resumo:
O objetivo desta pesquisa, sub-projeto da pesquisa Poder, Cultura e Esporte: um estudo
etnográfico do Jockey Club do Paraná que focaliza questões de relações de gênero,
homosocialidade e a recente inserção feminina, foi o de observar etnograficamente e
pensar sociologicamente as masculinidades dos freqüentadores do Jockey Club do
Paraná, local de relações marcadas pela especificidade do espaço de homens para
homens. Atualmente o clube se encontra em estado de decadência, após ter passado por
anos de sucesso como importante ponto de encontro familiar para a classe média
curitibana, apenas os freqüentadores mais antigos se recordam dos dias de glória. E são
esses fiéis freqüentadores meu principal objeto de pesquisa; procuro, através de
entrevistas em profundidade, imersão no meio e reflexão teórica, compreender como se
constroem espacialmente, simbolicamente e corporalmente as relações homossociais
entre estes homens, de idade média de 58 a 80 anos, e o espaço do JCP. Partindo da
idéia de homossocialidade – como momentos de socialização entre pessoas do mesmo
sexo, comumente entre homens, que geram laços de reciprocidade e solidariedade de
gênero – compreendo a socialização destes sujeitos no clube como fruto de um desejo
masculino, subjetivo e subentendido, por uma socialização exclusivamente entre
homens que busca o afastamento das relações hierárquicas e de responsabilidade do
mundo do trabalho e da família em momentos de lazer quinzenais nos quais através de
relações de comensalidade, através do lúdico, eles vivem de maneira particular suas
masculinidades.
Palavras-chave: Masculinidade, homossocialidade, velhice e Jockey Club do Paraná.
X
Nome do curso: Ciencias Sociais
Nome completo: LISLAINE GUIMARÃES
Orientação: Drª Marlene Tamanini
E-mail: [email protected]
Sem Lattes
Novos Arranjos Conjugais: um estudo sobre Swing, Gênero, Erotismo e Sexualidade.
Resumo:Trabalhando com questões de gênero e sexualidade, o estudo proposto referese a uma análise dos relacionamentos que ocorrem entre freqüentadores de uma casa de
swing. Tem por objetivo levantar algumas questões fundamentais para se discutir a
prática da troca de parceiros sexuais e sua relação com as representações de gênero e os
ideais de conjugalidade na nossa sociedade. Busco compreender qual é o papel que
homens e mulheres desempenham nesse ambiente? E como ambos lidam com o desejo,
o erotismo e a sexualidade dentro do swing?
Comecei a fazer minha pesquisa sobre esse tema do swing no ano de 2007,
quando estava cursando a disciplina de Métodos e Técnicas de Pesquisa em Sociologia,
nesta disciplina era necessário definir o tema para escrever a Monografia. Inicialmente,
não sabia se seria viável escrever sobre esse assunto, visto que, sabia muito pouco sobre
ele e os locais de encontro dos praticantes de swing. Todavia, com o auxílio da Internet,
comecei a entrar em contato pelo MSN e Orkut com os praticantes do swing e obtive
acesso ao site de uma casa destinada a prática do swing. Desde que comecei a fazer as
pesquisas fui adquirindo depoimentos, via Internet, de homens e mulheres adeptos do
swing.
Escolhi esse tema para escrever a Monografia por se tratar de algo novo e
pouco estudado no campo de gênero e sexualidade. O swing desperta muita curiosidade
no meio acadêmico, entretanto, pouco se sabe sobre o tema, visto que, poucos estudos
científicos foram elaborados sobre o mesmo. Acredito que em um ambiente como uma
casa de swing os papéis sexuais desempenhados por homens e mulheres se tornam mais
evidentes, sendo um interessante ponto de partida para refletir sobre gênero,
sexualidade, desejo e erotismo em nossa sociedade.
Palavras chave: sexualidade, swing, arranjos conjugais.
Nome do curso: Ciencias Sociais
Nome completo: Suyanne Moraes Magalhães Rodrigues
Orientação: Drª Marlene Tamanini
Título do
trabalho defendido: MULHERES
MONOPARENTAIS
E-mail: [email protected]
Sem Lattes
CHEFE
DE
FAMÍLIA
RESUMO
Esta monografia tem como objetivo analisar, de forma mais profunda, famílias
monoparentais chefiadas por mulheres. Procuramos dar ao trabalho um enfoque plural,
fazendo a analise à famílias de mulheres com diferentes estados civis, de distintas
XI
idades, níveis de estudo e situações econômicas. Para tanto, fez-se uma extensa revisão
bibliográfica acerca do conceito de gênero, divisão sexual do trabalho e família atual e
chefia familiar feminina. Em seguida, trabalhou-se, através de entrevistas feitas a 8
mulheres em situação de chefia familiar. Estas entrevistadas foram analisadas a partir de
categorias analíticas formuladas de acordo com os objetivos deste trabalho. Ao final
deste estudo foi possível constatar que ocorreram muitas transformações nas
representações sociais, sobretudo no que concerne à família e aos papéis impostos às
mulheres dentro de nossa sociedade. Todavia, nem sempre estas transformações
traduziram-se em melhorias significativas para a mulher.
Palavras-chave: Chefes de família. Famílias monoparentais. Filhos. Estruturas
domésticas. Gênero. Responsabilidade da mãe.
Monografias defendidas entre fevereiro e março de 2010
Anna Carolina Horstmann Amorim
email: [email protected]
link para lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4276728Y6
Título: Novas tecnologias reprodutivas conceptivas: o proceder científico entre imagens
e publicidades
Resumo: Esta monografia tem como objetivo analisar as concepções e valores sociais
presentes no proceder científico voltado à reprodução humana. Neste sentido, nos
debruçamos em particular sobre as informações publicitárias e as imagens presentes nos
sites das clínicas brasileiras de reprodução assistida, filiadas a Rede Latino Americana
de Reprodução Assistida. Organizamos um mapeamento das principais imagens e
publicidades contidas nos sites e analisamos estas imagens de acordo com alguns eixos
temáticos relacionados ao assunto de cada imagem e propaganda. Acreditamos que
estes discursos têm cumprido a função de informar os casais que adentram o universo
online das clínicas e, assim, tem associado a prática científica a valores habitualmente
relacionados à reprodução humana, como as premissas da família heterossexual e a
sacralidade da maternidade. Observamos que os discursos publicitários e as imagens
versam sobre os modelos organizacionais tradicionais da vida simbólica dos indivíduos
e, desta forma, não fazem alusão às possibilidades de novos arranjos sociais
viabilizados pela intervenção científica/tecnológica sobre o processo reprodutivo, que
em contexto de laboratório podem ser manipulados e podem expandir os limites do que
nos era socialmente inteligível. As publicidades parecem negar a existência destes
XII
possíveis rearranjos, domesticando a confecção da natureza às concepções e valores
sociais freqüentemente associados à reprodução enquanto responsabilidade do sujeito
feminino, inserido no seio de uma relação conjugal heterossexual. Coloca-se que olhar
para estas publicidades e imagens resulta em frutíferos debates que pretendem
visibilizar as bases onde as diferenças continuam a ser estabelecidas hierarquicamente
em termos de certo e errado e onde a complexidade das experiências sociais ainda não e
abraçada.
Ao longo do caminho da pesquisa nos servimos de uma metodologia
quantitativa/qualitativa que nos permitiu construir mapeamentos e análises para compor
um corpus explicativo e analítico do conteúdo do material reunido. Embora não
tenhamos abarcado toda a complexidade de falas e informações disponíveis nos sites
das clínicas, acreditamos que boa parte dos principais elementos que perfazem os
discursos “autorizados” sobre as tecnologias reprodutivas e que constroem os
significados simbólicos envoltos nestas relações foram explorados e analisados.
Nome do curso: Ciencias Sociais
Nome completo:Greice Kelly Lopes
Orientação: Drª Marlene Tamanini
E-mail: [email protected]
Sem Lattes
Título: Lugar da mãe nas tecnologias de laboratório
Este trabalho buscou compreender o significado da maternidade na demanda de
assistência pelas NTRCs. Considerando as dificuldades do processo, os desgastes
físicos e emocionais, busca-se também perceber quais as categorias utilizadas para lidar
com a dificuldade para engravidar, saber como lidam com esta situação de ausência de
filhos. Procura-se entender como utilizam do discurso médico para tirar o peso social da
infertilidade quando se referem ao tratamento como “ajudinha”, e como é o conteúdo da
luta para formar uma família a exemplo da sua de origem, sobretudo do parentesco
materno.
Palavras chave: maternidade, reprodução, conjugalidade, narrativa, laboratório.
Iniciação científica 2008-2009
Anna Carolina Horstmann Amorim
email: [email protected]
link para lattes:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4276728Y6
XIII
título :As novas tecnologias reprodutivas conceptivas, o proceder científico e as redes
de especialidades na América Latina.
Resumo
O campo da reprodução humana em laboratório sob o olhar sociológico, no que tange
aos modelos de filiação, de família e da busca por filhos é normativo e valorativo.
Outrossim, tem se revelado um espaço importante para pesquisas na área das Ciências
Humanas, principalmente sob a perspectiva dos estudos de gênero e a partir dos anos
90, em especial nos anos 2000. Este trabalho insere-se na busca por compreender os
sentidos produzidos pelas relações laboratoriais de muitas especialidades envolvidas
com a produção de filhos por meio das Novas Tecnologias Conceptivas e apresenta
como objetivos: perceber como o tema da reprodução assistida revela bases valorativas
do proceder científico e das epistemologias subjacentes as relações de gênero e da
ciência, quando se toma o processo de fazer filhos em laboratório; analisar como se
configuram as redes de saberes e de especialidades e quais dinâmicas de intervenção
tecnológica sobre corpos, órgãos, gametas e embriões se pode identificar. Apreender os
interesses e as intervenções das especialidades a partir do que se pode demarcar,
tomando-se o conteúdo das pesquisas publicadas pelos especialistas. Nossa análise é de
base comparativa e se realiza a partir dos resumos de artigos publicados pelos membros
das equipes das clínicas Latino Americanas pertencentes à Rede Latino Americana de
Reprodução Assistida (REDLARA) que estão nos seus sites entre os anos 2000 e 2007.
Identificamos conteúdos relativos a técnicas diversas, a órgãos, gametas e embriões e
um rol de 48 especialidades para a América Latina, que se somam as 25 encontradas
anteriormente para o Brasil e que estão imbricadas com as novas dinâmicas da
reprodução humana e dos investimentos científicos nessa direção. Analisamos 392
artigos em 81 sites das clínicas Latino Americanas filiadas a REDLARA, dos quais
obtivemos informações a respeito das redes de especialidades e dos temas mais
explorados pela produção científica, o que nos permite perceber as lógicas referentes ao
desenvolvimento das clínicas e das tecnologias no que diz respeito a “feitura” de um
filho e colocar questões sobre as razões pelas quais esse processo que é de outra ordem:
tecnológica, econômica e política, passa a servir a compulsão da maternidade, a cultura
da família reprodutiva e as demandas de um desejo sobre casamentos férteis e seus
afetos. Os conteúdos encontrados referem-se particularmente ao aperfeiçoamento das
técnicas, as mudanças de focos sobre os usos de materiais reprodutivos e a complexa
rede de especialistas envolvidos com reprodução assistida. A metodologia
quantitativa/qualitativa, utilizada nos permitiu construir mapeamentos e análises para
compor um corpus explicativo, interpretativo e analítico do conteúdo.
Nome do curso: Ciências Sociais
Nome: Diógenes Parzianello
Email: [email protected]
Link do Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=W0517582
XIV
Iniciação Científica: Novas Tecnologias Reprodutivas Conceptivas: uma análise
sociológica para compreender o proceder científico no campo das NTRc.
Resumo: O campo das Novas Tecnologias Reprodutivas Conceptivas é relativamente
novo dentro da área de Ciências Humanas e Sociais, visto que muito do que existe hoje
na literatura brasileira específica sobre o assunto foi produzido na década de 90 e
particularmente após os anos 2000. As principais autoras que trabalham essa questão
utilizam-se do instrumental analítico de gênero, que também é o do nosso interesse.
Desse modo permite-nos considerar o que já foi construído nessa perspectiva em seu
contexto e relacionado com o propósito destinado nesta Iniciação Científica. O objetivo
desta pesquisa é realizar uma análise sociológica de base comparativa sobre o conteúdo
dos resumos de artigos da equipe dos centros e clínicas pertencentes à Rede LatinoAmericana de Reprodução Assistida que estejam publicados on-line, em seus sites, do
ano 2000 até 2007. Busca-se entender como dentro deste campo as áreas e redes se
transversalizam e se interconectam, juntamente com as especialidades que foram
detectadas nas mais variadas publicações científicas da área encontradas em seus sites.
A metodologia que permite olhar as principais relações aqui propostas é de abordagem
quanti-qualitativa. Necessitamos de uma abordagem quantitativa para o processo de
seleção, organização e definição dos sites e dos temas, bem como dos artigos em
revistas especializadas e a organização do seu conteúdo relativo às metas que se inserem
na percepção de como se formam as redes científicas em especialidades médicas
voltadas à reprodução humana. Necessitamos de uma abordagem qualitativa para a
construção de um corpus explicativo, interpretativo e analítico do conteúdo que
demarque os pressupostos argumentativos e epistemológicos. Foram analisados 193
resumos de artigos encontrados nos sites de 11 clínicas filiadas a Rede LatinoAmericana de Reprodução Assistida, de um total de 57 clínicas e centros brasileiros,
nos quais pudemos obter informações sobre os temas dos artigos, as redes de
especialidades, suas características e os meios em que publicam. Isso nos permite
estabelecer sentidos sobre como essa dinâmica da reprodução humana se apresenta no
curso da ciência e como as apropriações de materiais humanos vêm sucedendo-se
quando se trata de conectar valores sociais referidos ao ter um filho com as práticas
desenvolvidas em laboratório. Precisamos compreender o contexto global que se faz a
reprodução humana hoje, chamar a atenção para a sua fragmentação e a fragmentação
dos corpos, tanto de mulheres, quanto de homens. Analisar porque os procedimentos
tecnológicos e científicos estão desvinculando o corpo e a sexualidade, sem fazer a
ligação dentro das escolhas e desejos dos indivíduos envolvidos neste processo. O
material genético tornou-se uma fonte de renda, e é sabido que o desenvolvimento e
aperfeiçoamento das técnicas nos permitem pensar nas possibilidades de mercado nesse
conjunto de relações.
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