26 de maio de 2011
Exposição dos trabalhadores ao ruído em uma usina de asfalto
Vinícius Carvalho Guimarães
Enfermeiro - Universidade Federal do Vales Jequitinhonha e Mucuri - [email protected]
Daniela Felícia Silva
Enfermeira do Trabalho - Universidade Federal de Alfenas - [email protected]
Gustavo Barbosa Alcântara
Engenheiro Civil e Especialista em Segurança no Trabalho - Universidade Federal do Vales Jequitinhonha e
Mucuri - [email protected]
Angelo Marcio Pinto Leite
Engenheiro Florestal - Professor do Curso de Engenharia Florestal da UFVJM - [email protected]
Resumo: No mundo atual, o trabalhador está constantemente expostos a níveis significativos
de pressão sonora durante o trabalho, nas ruas e, até mesm,o nas atividades de lazer. A
perda auditiva relacionada ao trabalho é doença ocupacional de alta prevalência nos países
industrializados. Este estudo avaliou a exposição ao ruído em uma usina de asfalto em Betim,
MG. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, cujos dados foram
coletados por intermédio de um questionário, aplicados em todo universo da pesquisa,
constituído pelos cinco funcionários do setor de produção da usina de asfalto. Os resultados
indicaram que o nível de ruído presente no ambiente laboral encontra-se abaixo do valor de
tolerância mas, no entanto, merece cuidados de proteção para minimizar a exposição do
trabalhador. A pesquisa mostrou que a utilização efetiva do protetor auricular não é
realizada pela totalidade dos funcionários, sendo que sua maioria não utiliza ou não
permanece com o equipamento durante a jornada de trabalho. Quase todos trabalhadores
citou a necessidade de aquisição de maquinas modernas para diminuir a pressão sonora,
dentro da empresa. A importância desse estudo consistiu em possibilitar a concretização, por
meio de programas de educação continuada, de qualidade e segurança do trabalho aos
funcionários.
Palavras-chave: Segurança no trabalho, EPI, Protetor auricular.
1 INTRODUÇÃO
No mundo atual, estamos constantemente expostos a níveis significativos de pressão
sonora durante o trabalho, nas ruas e, até mesmo, nas atividades de lazer. A perda auditiva
consiste no agravo mais freqüente na saúde dos trabalhadores; no entanto, são escassos os
dados epidemiológicos, aliada a falta de notificação dos casos registrados.
O ruído tem sido considerado causador de alteração auditiva nas pessoas que
trabalham em indústrias, existindo relatos nos mais diversos ramos de atividades. A
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característica clínica da perda auditiva induzida por ruído é seu início insidioso e sua
irreversibilidade. (ABREU E SUZUKI, 2002)
A exposição aos elevados níveis de ruído é capaz de ocasionar efeitos maléficos ao
organismo, auditivos ou não. Essas alterações não-auditivas podem ocasionar nervosismo,
irritabilidade, além de outros problemas organo-psiquicos, sendo para isso necessária a
adoção de medidas preventivas e de conscientização da população sobre esse problema.
Apesar de o ruído ocupacional ser considerado um dos principais fatores de risco na
gênese da perda auditiva ocupacional, outros agentes causais de naturezas diversas podem
ocasionar déficit auditivo, ao interagir com o ruído, potencializando seus efeitos sobre a
audição. (GUERRA et al, 2005)
A redução dos efeitos do ruído no organismo é alcançada com a conscientização dos
trabalhadores, exames audiométricos, tratamento acústico dos ambientes de trabalho e uso dos
equipamentos de proteção individual (EPI), entre outras medidas de controle. (BRITO, 1999)
Atualmente, usa-se máquinas cada vez mais velozes operadas em ritmo de trabalho
acentuado, o que torna as tarefas mais ruidosas, gerando conseqüentemente perdas auditivas e
outros efeitos em um número cada vez maior de trabalhadores. Esses danos não são
adequadamente avaliados pelas empresas e instituições governamentais, havendo fatores
econômicos, sociais e técnicos que dificultam tal avaliação.
Por essa situação constituir um risco aos trabalhadores das indústrias, propõe-se o
desenvolvimento de uma pesquisa com os seguintes questionamentos: Qual o nível de
exposição dos empregados de uma indústria quanto ao ruído? Qual o conhecimento dos
trabalhadores a cerca da exposição ao ruído?
Justifica-se a realização desse trabalho pela sua grande importância, sendo assim
necessário analisar o grau ruído na fabrica estudada e os conhecimentos dos trabalhadores da
usina de asfalto sobre os meios de prevenir a perda auditiva, a fim de contribuir para a
melhoria da segurança ocupacional.
A pesquisa teve como objetivo geral: avaliar a exposição ao ruído dos trabalhadores de
uma usina de asfalto. E como objetivos específicos: determinar o nível de pressão sonora no
setor de produção da fábrica; avaliar o conhecimento dos trabalhadores quanto os meios de
reduzir os efeitos do ruído; verificar se os empregados utilizam corretamente os equipamentos
de proteção individual (EPI) para mitigação dos efeitos do ruído nos mesmos.
2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Conceito de Ruído
A definição de ruído, do ponto de vista da Acústica Física, é englobada pela definição
de som (BRASIL, 2001). De acordo com Vale (2002), ruído é definido como som indesejável
ou desagradável, embora isso implique certa subjetividade, uma vez que o que para alguns é
barulho (ruído), para outros pode ser agradável de ouvir.
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O som, segundo Maia (2002), é conceituado como ondas mecânicas longitudinais que
se propagam em meio sólido, líquido e gasoso, sendo tais ondas produzidas por elementos
vibrantes. As vibrações desses elementos são transmitidas por pressões e rarefações do ar que
os rodeiam, até atingirem o ouvido.
Para Feldman e Crimes (1985), citados por Brasil (2006), o ruído consiste em um sinal
acústico aperiódico originado de vários movimentos de vibração diferentes que não
apresentam relação entre si. O ruído é entendido como uma sub-classificação do som, sendo
que o mesmo compõe-se de um som desagradável ou indesejável, podendo ser prejudicial aos
diversos aspectos da atividade humana ou mesmo à saúde.
O ruído encontra-se entres os agentes agressores do ambiente de trabalho, classificado
como agente físico, assim como o calor, o frio, a vibração, as pressões, as radiações ionizantes
e radiações não-ionizantes.
2.2 Tipos de Ruídos
Maia (2002) cita a classificação dos ruídos segundo a norma ISO 2204 - 1979:
•
•
•
•
•
Contínuo: ruídos com variações de níveis desprezíveis (±3 dB) durante
o tempo observado;
Não contínuo: ruído cujo nível varia significativamente no período de
avaliação;
Flutuante: ruído cujo nível varia continuamente de um valor apreciável
durante o período de observação;
Intermitente: ruído cujo nível diminui rapidamente no ambiente, várias
vezes no período de observação; a duração na qual o nível permanece
em valores constantes diferentes do ambiental é da ordem de um
segundo ou mais;
Impacto ou impulsivo: possui picos de energia acústica de duração
inferior a um segundo em intervalos superiores a um segundo.
Outra classificação consta na Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01) da
FUNDACENTRO, elaborada por Brasil (2001). De acordo com essa norma, os ruídos podem
ser classificados como: ruídos de impacto ou impulsivo, nos quais apresentam picos de
energia acústica de duração inferior a um segundo e intervalos superiores a um segundo; e
ruídos contínuos ou intermitentes, sendo todo e qualquer ruído que não se classifique como de
impacto ou impulsivo; e
Segundo Cezar (2000), os ruídos contínuos são menos danosos que os intermitentes. O
mesmo autor explica que o ouvido possui um mecanismo de proteção, que é acionado no
início de impacto sonoro desta forma, no ruído contínuo, o primeiro impacto é recebido sem
proteção, mas o restante é atenuado pelo mecanismo de proteção. Já no ruído intermitente, de
acordo com mesmo autor, todos os impactos são recebidos sem atenuação, pois entre um som
e outro há tempo do mecanismo de proteção não funcionar.
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2.3 Efeitos do ruído na audição
A perda auditiva induzida por ruído (PAIR), segundo Maia (2005), consiste em doença
de alta prevalência, principalmente em países industrializados. O mesmo autor informa que no
Brasil a doença atinge proporções endêmicas no meio industrial.
Os dados epidemiológicos sobre perda auditiva no Brasil são escassos e
referem-se a determinados ramos de atividades e, portanto, não há registros
epidemiológicos que caracterizem a real situação. Os dados disponíveis
sobre as ocorrências dão uma idéia parcial da situação de risco relacionada à
perda auditiva. (BRASIL, 2006, p. 15)
Para Maia (2005), os efeitos do ruído na audição podem ser divididos em três
categorias:
•
Mudança temporária de limiar: é uma elevação do limiar de audibilidade que
se recupera gradualmente, após a exposição ao ruído.
•
Mudança Permanente de Limiar: consiste na perda irreversível da audição.
Decorrente da exposição acumulada ao ruído, que são freqüentes, por um
período de longo tempo.
•
Trauma acústico: é a perda súbita da audição, devido à exposição única a ruído
intenso, como explosões e detonações. Geralmente aparece zumbido imediato,
podendo ocasionar rompimento de membrana timpânica, hemorragia e até
mesmo dano da cadeia ossicular.
Umas das alterações auditivas mais freqüentes decorrente da exposição a ruído
excessivo é a Perda Auditiva Induzidas por Ruído (PAIR). De acordo com Brasil (2006), a
PAIR é provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído, configurando-se como uma
perda auditiva do tipo neurossensorial, muitas vezes bilateral, irreversível e progressiva com o
tempo de exposição ao ruído.
Maia (2002) completa a definição de PAIR, informando que essa doença é o resultado
da destruição das células ciliares localizadas na cóclea originada pela exposição ao ruído
excessivo (80 a 120 dB), manifestando depois de alguns anos de exposição. Essas células
ciliadas, segundo Vale (2002), são em número limitado e incapazes de regenerar, ou seja, toda
perda de célula será permanente. Persistindo a exposição à níveis perigosos de pressão sonora,
o dano será progressivo.
Guerra et al (2005) informa que a perda auditiva induzida por ruído (PAIR), é a
doença ocupacional de alta prevalência nos países industrializados, destacando-se como um
dos agravos à saúde do trabalhador mais prevalentes nas industrias brasileiras. O mesmo autor
diz que esse agravo caracteriza-se por perda gradual da acuidade auditiva num período de,
geralmente, seis a 10 anos de exposição a elevados níveis de pressão sonora. Enquanto para
Vale (2002), a perda auditiva tem início e predomínio nas freqüências de 6000, 4000 e/ou
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3000 Hz, progredindo para freqüências mais altas nos primeiros 10 a 15 anos de exposição
estável a níveis elevados de pressão sonora.
Os sintomas mais relatados pelos trabalhadores expostos, segundo Barros e Saint’yves
(2002) são: zumbido persistente de longa duração e dificuldade para ouvir determinados sons,
em geral, sons agudos. Brasil (2006) acrescenta que o ruído pode desencadear outros efeitos
nocivos na saúde em geral, tais como nervosismo, irritabilidade, cefaléia, insônia, alterações
circulatórias, alteração de visão, alterações gastrointestinais, entre outros apontados com
efeitos não-auditivos.
2.4 Limite de exposição ao ruído
Conforme a American Conference of Governmental Industrial Hygienists (ACGIH)
(2008), os limites de exposição ou tolerância são condições de níveis de pressão sonora e
tempo de exposição para os quais se acredita que a maioria dos trabalhadores possa estar
exposta repetidamente sem sofrer efeitos adversos à sua capacidade de ouvir e entender um
diálogo.
O ouvido é um órgão muito eficiente; no entanto, possui limite à audição e exposição a
ruídos. Estes limites dependem da oscilação da pressão sonora causada por uma fonte em
torno da pressão atmosférica e com a freqüência na qual é emitido. Importante ressaltar que os
limites auditivos variam de pessoa para pessoa.
Os limites de exposição ao ruído são estabelecidos pela Norma Regulamentadora 15
(NR-15), da Portaria MTe n.º 3.214/1978 (BRASIL, 1978) , na qual são determinados os
limites para a exposição aos níveis de pressão sonora sem que haja danos à saúde humana. O
quadro 01 fixa os níveis de ruído máximo permitido em relação à jornada de trabalho:
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QUADRO 1 - Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente.
Fonte: NR-15, BRASIL, 1978.
Maia (2005) acrescenta na determinação do nível de exposição ao ruído o cálculo dos
limiares de audição devido à idade. O mesmo autor informa que a audição de uma população
não exposta ao ruído em função da idade depende do grau de envelhecimento natural e de
outros fatores, como: doenças, históricos de drogas ototóxicas e exposição desconhecida ao
ruído ocupacional ou não.
As principais normas relacionadas à avaliação quantitativa de ruído são a NR-15,
ACGIH e a NHO-01. De acordo com Silva (2005), a NR-15 se fundamenta no critério de
limite tolerado de 85 dB(A) para um período de exposição de 8 horas, com um fator de troca
igual a 5, sendo que a constante de tempo seja “SLOW”, com a ponderação “A”. Garbas
(2004) fomenta que no caso da ACGIH e da NHO-01, o critério de avaliação considera dose
máxima diária de 100%, e para exposição de 8 horas, limite de 80 dB(A), e incremento de
duplicação da dose (q) igual a 3.
2.5 Avaliação da exposição ocupacional ao ruído
Para Maia (2005), a avaliação da exposição ocupacional ao ruído fornece dados que
irão mostrar riscos potenciais de perda auditiva dos trabalhadores; para tal, esses dados
devem ser colhidos e interpretados.
Risco excessivo é a diferença em porcentagem entre duas populações cuja
audição excede o limiar de normalidade: uma exposta ao ruído ocupacional e
outra não ocupacional (MAIA, 2002, p. 80).
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O autor informa ainda que o limiar de normalidade consiste no divisor entre a audição
normal e a que apresenta algum grau de perda auditiva.
A medição do ruído ambiental, segundo Alfaro et al (2005), consiste na determinação
dos níveis de ruído nos setores de trabalho, sendo que essa avaliação deve ocorrer diretamente
na máquina, no ambiente (ruído de fundo) e no entorno (vizinhança).
A avaliação da exposição ocupacional ao ruído contínuo ou intermitente deverá ser
realizada por meio da determinação da dose diária de ruído ou do nível de exposição,
parâmetros representativos da exposição diária do trabalhador. (BRASIL, 2001)
A dose diária é um parâmetro utilizado para a caracterização da exposição ocupacional
ao ruído, expresso em porcentagem de energia sonora, tendo por referência o valor máximo
de energia sonora diária admitida na jornada de trabalho. Já o nível de exposição consiste na
quantidade média representativa da exposição ocupacional diária.
A Norma de Higiene Ocupacional 01 (NHO-01) (Brasil, 2001) preconiza que na
avaliação do ruído podem ser utilizados medidores integrados de uso pessoal, fixados no
trabalhador, de modo que possa captar ruídos o mais próximo possível do pavilhão auricular
do mesmo; e outros tipos de medidores integrados ou medidores de leitura instantânea, não
fixados no trabalhador, que podem ser usados na avaliação de determinadas situações de
exposição ocupacional.
A Norma Regulamentadora 15 (BRASIL, 1978) determina que os níveis de ruído
contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis com instrumento de nível de pressão
sonora operando no circuito de compensação “A” - dB (A) - e circuito de resposta lenta
(SLOW), sendo que as leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.
Os circuitos de reposta lenta são empregados em medições de ruídos cujo nível varia
excessivamente, obtendo-se um valor médio.
2.6 Medidas de controle a exposição ocupacional ao ruído
Barros e Saint’Yves (2002) afirmam que para garantir a integridade auditiva do
trabalhador, foi criado o Programa de Conservação Auditiva, com base nos aspectos
colocados pela OSHA (Occupational Safety and Health Administration). O mesmo autor
complementa que no Brasil, uma portaria do INSS (Diário Oficial nº 131, 11/07/1997, seção 3
págs. 14244 a 14249, edital nº 3 de 09/07/1997, anexo II) faz considerações a respeito da
Perda Auditiva por Ruído Ocupacional e sobre o Programa de Conservação Auditiva (PCA),
além de colocar que a organização deste programa é responsabilidade da empresa e envolve a
formação de uma equipe multidisciplinar composta por “profissionais da área de saúde e
segurança, da gerência industrial e de recursos humanos da empresa e, principalmente, dos
trabalhadores”.
O Programa de Conservação Auditiva é o conjunto de medidas a serem desenvolvidas,
cujo objetivo é prevenir a instalação ou evolução de perdas auditivas em trabalhadores
expostos a ruídos presentes em locais de trabalho.
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A implantação do Programa de Conservação Auditiva, de acordo com a Portaria nº
131, 11/07/1997, determina as seguintes etapas:
•
Monitoramento da exposição a níveis de pressão sonora elevada;
•
Controles de engenharia e administrativos;
•
Monitoramento audiométrico;
•
Especificação de Equipamento de Proteção Individual – EPI;
•
Educação e motivação;
•
Conservação de registros.
O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) ou protetores auriculares faz-se
necessário como medida provisória, enquanto não se consegue a redução de ruído no
ambiente ou em áreas nas quais tal redução não foi suficiente.
Avagliano e Almeida (2001) afirmam que o ruído ocupacional é uma das principais
causas de exposição prejudicial, devendo ser controlada por medidas de engenharia e/ou
administrativas; no entanto quando tais medidas não são exeqüíveis ou suficientes, o protetor
auditivo se apresenta como um dos métodos mais comuns e práticos para reduzir a dose de
ruído. Os mesmos autores informam que protetores auditivos, quando utilizados de forma
correta e devidamente supervisionados, podem prevenir significativamente a ocorrência de
perdas auditivas, sendo que a efetividade depende da correta especificação, do treinamento
quanto ao uso e dos cuidados com o mesmo.
A NR 15 determina em seu anexo nº 1 que “não é permitida exposição a níveis de
ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos”
(BRASIL, 1978).
A escolha do protetor auditivo deve ser feita a partir de um trabalho individualizado,
no qual são considerados aspectos de atenuação inerentes ao protetor (qualidade),
características pessoais do usuário (tamanho do meato acústico externo, formato do rosto e da
cabeça, compatibilidade com outros equipamentos de proteção individual (EPI), tipo de
atividade, utilização adequada, preferências) e nível de ruído no qual o operário trabalha.
Dessa forma, o protetor auditivo deve deixar de ser escolhido pela empresa de forma
indiscriminada, e passar a ser escolhido considerando principalmente as características do
usuário, obedecendo a aspectos técnicos. Os protetores auditivos possuem características que
devem ser consideradas no momento da sua seleção e escolha, sendo elas a atenuação
oferecida, o conforto, o tamanho do protetor, a facilidade de colocação, a compatibilidade
com o usuário e com outros equipamentos e a preferência pessoal do usuário.
2.7 Usina de Asfalto
O asfalto – material de consistência variável, aderente, altamente impermeabilizante e
durável – é constituído predominantemente de betume, podendo ser obtido diretamente de
jazidas ou por meio do refino do petróleo.
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As características do asfalto conferem flexibilidade controlável às misturas com
agregados minerais, possibilitando o aumento da resistência à ação de ácidos, álcalis e sais.
Mesmo sendo sólido ou semi-sólido à temperatura atmosférica, pode ser liquefeito se
aquecido, ou ainda dissolvido em solventes de petróleo ou por emulsificação. Os asfaltos
utilizados para pavimentação atualmente em sua maioria são oriundos do refino de petróleo, e
apenas uma pequena parte da produção é destinada a aplicações industriais, como
impermeabilizantes, isolantes etc. (SANTOS,2002).
Os asfaltos para pavimentação são comercializados em quatro formas:
•
Cimentos asfálticos de petróleo (CAP);
•
Asfaltos diluídos de petróleo (ADP);
•
Emulsões asfálticas (EAP);
•
Asfaltos modificados (asfaltos polímeros)
A Usina de asfalto estudada classifica-se como atividade de fabricação de produtos do
refino de petróleo, desta forma enquadrasse no grau de risco 03 de acordo com a NR- 4.
A operação da empresa constitui na mistura dos insumos (água, ácido clorídrico,
emulsificantes e diaminas) na quantidade necessária. Essa mistura juntamente com o cimento
asfáltico forma-se a emulsão asfáltica. A usina possui uma caldeira elétrica que mantém a
emulsão asfáltica a uma temperatura aproximada de 160ºC. A indústria produz também o
asfalto polimerizado, sendo que para tal realiza-se a mistura da emulsão asfáltica com
polímeros, no qual se utiliza tambores misturadores. As fontes de ruído de mais significância
na usina de asfalto avaliada consistem na caldeira elétrica e no tambor de mistura.
No processo produtivo, analises são realizadas em laboratório para avaliar o pH dos
componentes, o teor dos resíduos, a viscosidade e penetração. Ao deixar a usina, o asfalto é
entregue por transportadora ou distribuidora aos construtores, que são responsáveis pelas
execuções de obras de pavimentação, públicas ou privadas
3 METODOLOGIA
3.1 Tipo de Estudo
O estudo consistiu em uma pesquisa de campo sobre exposição ao ruído dos
trabalhadores de uma usina de asfalto, situada na cidade Betim/MG. De acordo com Oliveira
(1999), o estudo de campo consiste na observação dos fatos que ocorrem espontaneamente, na
coleta de dados e no registro de variáveis para posteriores análises.
Para o desenvolvimento desta investigação optou-se por uma abordagem quantitativa
com caráter descritivo. Segundo Oliveira (1999), o método quantitativo visa quantificar
opiniões, dados, na forma de coleta de informações, assim como empregar recursos e técnicas
estatísticas.
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A pesquisa quantitativa viabiliza a organização e distribuição dos dados que devem ser
expressos com medidas numéricas, ou seja, tabelas e gráficos, resultantes da pesquisa
descritiva de campo (MARCONI; LAKATOS, 2002).
Segundo definições de Duarte e Furtado (2002), a pesquisa descritiva descreve um
fenômeno ou situação mediante um estudo em determinado contexto espacial e temporal, com
o objetivo de explicar as características de determinada população, ou fenômeno, ou então o
estabelecimento de relações entre variáveis.
Andrade (1999), afirma que na pesquisa descritiva, os fatos são observados,
registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira nos
mesmos. Por isso, em nenhum momento o pesquisador intervém nos dados da pesquisa,
resguardando-se a imparcialidade durante todo estudo.
3.2 Universo da Pesquisa
O universo da pesquisa compreendeu todos os empregados relacionados diretamente
aos setores de produção da emulsão asfáltica. De acordo com a gerência da indústria, a
produção da matéria-prima consta de cinco funcionários, sendo um coordenador de produção,
um técnico de laboratório e três operadores de produção.
3.3 Instrumento de coleta de dados
Para a pesquisa de campo, utilizou-se o questionário que, segundo Marconi e Lakatos
(2002), é um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas.
As autoras afirmam ainda que, através deste, há maior liberdade nas respostas, em razão do
anonimato; mais segurança pelo fato de as respostas não serem identificadas; menos riscos de
distorção, pela não influência do pesquisador; maior uniformidade na avaliação em virtude da
natureza impessoal do instrumento (APENDICE A).
O questionário foi elaborado de acordo com critérios obtidos através de pesquisa
literária sobre recomendações quanta a exposição ao ruído e medidas de controle auditivo.
Para aplicação do instrumento de pesquisa, o pesquisador entrou em contato
com a diretoria da empresa para que esta autorizasse a realização do estudo com os
empregados e setores da fábrica.
Os empregados presente no turno da visita responderam o questionário e para isso,
foram informados sobre a pesquisa e solicitados a preencher o Termo de Consentimento Livre
e Esclarecido (TCLE).
O questionário foi respondido individualmente e entregue ao pesquisador após o seu
preenchimento pelo entrevistado. O aplicador estava em local próximo, para sanar alguma
dúvida, caso necessário.
Realizou-se um pré-teste do instrumento de coleta de dados com alguns empregados
da empresa, de forma a ser avaliada a operacionalidade e aplicabilidade do mesmo. Para
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Lobiondo-Wood e Haber (2001), o pré-teste tem como finalidade avaliar o instrumento,
visando garantir a exata aferição das informações a serem obtidas.
Para determinação dos níveis de pressão sonora instantâneo foi utilizado um
decibelímetro, operando no circuito de compensação “A“ e resposta lenta (SLOW) para ruído
continuo ou intermitente. A medição foi efetuada no setor de produção da indústria, com
leituras feitas na altura e próximas ao ouvido do trabalhador.
3.4 Análise dos dados
A análise dos dados foi realizada utilizando Software Microsoft Excel. Foram gerados
gráficos e tabelas e posteriormente submetidos à avaliação descritiva, com distribuição de
percentual. Os gráficos foram construídos no programa Microsoft Excel e adaptados no
programa Microsoft Word.
3.5 Aspectos Éticos
As informações contidas no estudo terão caráter sigiloso quanto a identidade dos
participantes e os resultados serão divulgados apenas com o intuito de contribuir para a
ampliação do conhecimento acerca do tema abordado.
4 RESULTADO E DISCUSSÃO
A exposição permanente ao ruído continuo durante a jornada de trabalho foi
obtida por intermédio de uma avaliação quantitativa por dosimetria. A intensidade encontrada
na indústria compreende de 83,6 dB.
A análise dos dados foi realizada com uma abordagem estatística descritiva
contando com a apreciação dos cinco (5) questionários respondidos pelos empregados de uma
usina de asfalto. Os resultados serão apresentados em gráficos e tabelas.
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TABELA 1 - Características da população de empregados da usina de asfalto, Betim, novembro -2009.
Características
Codificação
Idade
33 anos
34 anos
40 anos
52 anos
Não declarada
Total
Nº
1
1
1
1
1
05
Grau de Instrução
Ensino Fundamental
Ensino Médio
Ensino Técnico
Graduação
Analfabeto
Total
1
2
2
2
0
05
Anos trabalhando na empresa
04 anos
11 anos
14 anos
25 anos
30 anos
Total
1
1
1
1
1
05
Fonte: Usina de Asfalto
Ao analisar as características da população referenciada na Tabela 1 observa-se que,
os sujeitos estão em uma faixa etária de 33 a 52 anos, sendo a média da idade de 40 anos.
Verifica-se que 1 funcionário possui o ensino fundamental, 2 estudaram até o ensino médio e
2 cursaram o ensino técnico.
Em relação o tempo que os empregados trabalham na indústria, é possível averiguar
que 2 funcionários prestam serviços à indústria de 25 e 30 anos, 2 trabalham de 11 a 14 anos,
enquanto 1 está na empresa a 04 anos. Ribeiro e Câmara (2006), em sua pesquisa com
empregados de unidade de manutenção de aeronave, encontraram uma relação significativa
entre o tempo de trabalho acima de 15 anos e a perda auditiva. Os mesmos autores concluem
que os funcionários, que estão a mais de 15 anos na empresa, além de maior tempo de
trabalho e, por tanto maior tempo de exposição ao ruído, iniciaram suas atividades com
equipamentos mais antigos, ou seja, mais ruidosos.
Pode-se observar quanto à importância da utilização do protetor auricular em um
ambiente com ruído que 4 empregados marcaram intensidade 10, em uma escala de 0 a 10,
enquanto 1 profissional assinalou valor 4. Esse resultado mostra que a maioria dos
funcionários acha importante a utilização do protetor auricular em área com ruído intenso.
Conforme a Tabela 2, a totalidade dos funcionários citou a perda auditiva como o
agravo passível de ser adquirido quando o nível de pressão sonora encontra-se acima do limite
tolerado. Para Brito (1999), a perda auditiva causada pelo ruído intenso e constante é
denominada Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR), na qual é considerada a forma mais
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característica das lesões auditivas decorrentes da ação do ruído, constituindo uma patologia
que aumenta ao longo de anos de exposição a ruído, geralmente relacionadas ao ambiente de
trabalho.
TABELA 2 - Conhecimento dos empregados de uma usina de asfalto sobre o agravo que pode ocasionar quando
exposto ao ruído acima do limite tolerado, Betim, novembro - 2009
Doenças
Perda Auditiva
Meningite
AIDS
Micose
Sarampo
Perda da fala
Dengue
Fonte: Usina de Asfalto
Nº
%
05
-------
100%
-------
1; 20%
Longo prazo - acima de
10 anos de exposição
Médio prazo - até 5
anos de exposição
1; 20%
3; 60%
Curto prazo - até um
ano de exposição
FIGURA 1 - Conhecimento dos empregados de uma usina de asfalto quanto ao tempo de aparecimento dos
efeitos causados pelo nível de ruído elevado, Betim, novembro – 2009.
Fonte: Usina de Asfalto.
Verifica-se na Figura 1 que 3 (60%) dos profissionais responderam que os efeitos
causados pela pressão sonora elevada aparecem após um tempo de exposição acima de 10
anos, 1 profissional fomentou que tais danos iniciam até 5 anos de exposição, enquanto que 1
funcionário coloca que os agravos na audição surgem antes de um ano com elevado nível de
ruído. Para Ribeira e Câmara (2006), a perda auditiva por exposição a níveis elevados de
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pressão sonora costuma ser evidenciada no exame audiométrico após 10 a 15 anos de
atividade em ambiente ruidoso.
Taylor et al. (1964) apud Maia (2008) estudaram 251 trabalhadores que durante a sua
vida ocupacional estiveram expostos a níveis de pressão sonora de 99 a 102 dB(A). Os
autores verificaram deterioração da audição nos primeiros 10 a 15 anos de exposição,
seguidos por um período de 10 anos no qual a progressão das perdas foi pouco significativa
embora, entre 20 e 25 anos de exposição, tenha sido atingida a freqüência de 2000 Hz.
A Tabela 3 evidencia que 60% dos empregados da empresa utilizam o equipamento de
proteção individual, sendo que 2 (40%) fazem uso do protetor tipo concha e 1 (20%) do
protetor pré-moldado. O resultado dessa tabela mostra ainda que 2 (40%) funcionários não
utilizam o protetor auricular em nenhum momento na jornada de trabalho. Ribeiro e Câmara
(2006) encontraram em sua pesquisa que 58,3% dos empregados não utilizam o protetor
auricular, além de destacar uma maior proporção de usuários de protetor auricular que não
possuíam perda auditiva, mostrando assim a importância desse equipamento.
TABELA 3 - Tipo de protetor auricular utilizado pelos profissionais de uma usina de asfalto, Betim, novembro 2009
Protetor tipo concha
Protetor pré-moldado
Protetor moldado
Protetor tipo capa de canal
Não utilizo protetor auricular
Total
Fonte: Usina de Asfalto
2
1
--2
5
40%
20%
--40%
100%
TABELA 4 - Opinião dos funcionários sobre o tempo de permanecia com o protetor auricular durante a jornada
de trabalho, Betim, novembro - 2009
Às vezes retiro
Todo o tempo
Utilizo muito ocasionalmente
Nunca uso
Total
Fonte: Usina de Asfalto
02
01
--03
67%
33%
--100%
Todos os sujeitos que utilizam o protetor auricular fomentaram que os equipamentos
utilizados são confortáveis. Um dos fatores primordiais para se garantir a utilização do
equipamento auricular é o conforto, uma vez que o empregado não o usará caso seja
desconfortável. Uma reportagem na Revista Proteção expõe que avaliar o conforto oferecido
pelo protetor é importante, uma vez que as chances do trabalhador não utilizá-lo aumentam se
o EPI for desconfortável. A mesma reportagem propõe a necessidade de conhecer a opinião
do empregado sobre o protetor para a eficácia na sua utilização, sendo que essa avaliação
pode ser obtida através da aplicação de questionário onde o trabalhador experimenta os vários
tipos de equipamento auricular e escolhe o mais adequado ao seu ambiente de trabalho.
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A totalidade dos empregados que usam o protetor auricular responderam que a
temperatura ambiente elevada dificulta a utilização do equipamento. Gerges (2007) estabelece
alguns aspectos que podem influenciar na eficácia da proteção do equipamento auricular,
sendo os principais: alta temperatura, umidade, poeira e trabalho em lugar confinado.
Acrescenta que o trabalho físico, especialmente em altas temperaturas pode causar sudorese
severa e desagradável sob protetores tipo concha, necessitando nesse caso ser substituído por
tipo inserção.
Observa-se na tabela 5 que 100% dos trabalhadores disseram que a empresa realizou o
treinamento quanto ao uso, guarda e conservação adequada do protetor auricular. Segundo
Gabas (2004), o treinamento é de responsabilidade do empregador, sendo que o trabalhador
deve ser instruído quanto à necessidade, uso, limitações e cuidados com o protetor. O mesmo
autor fomenta que o conteúdo mínino de uma capacitação precisa ter: conhecendo o risco do
ruído; efeitos do ruído (como proteger sua audição dentro e fora do trabalho); seleção do
protetor auditivo adequado; e instruções de colocação/inspeção/manutenção.
TABELA 5 - Meios de capacitação dos empregados quanto ao uso, guarda e conservação adequada do protetor
auricular, Betim, novembro - 2009
Treinamento na empresa
Televisão
Embalagem do equipamento
Internet
Cursos de capacitação
Companheiro de serviço
Não fui capacitado ao uso
Total
Fonte: Usina de Asfalto
3
------3
100%
------100%
Quando foi perguntado aos empregados, o que poderia ser feito para diminuir a
emissão de ruído na área de trabalho, 4 (80%) funcionários fomentaram a utilização de
maquinário mais moderno, enquanto para 1 (20%) empregado, a manutenção preventiva dos
equipamentos de produção minimizaria o efeito do ruído.
A redução da emissão de ruído deve ser priorizada, utilizando ações de prevenção. O
Ministério da Saúde (2006) informa que inicialmente necessita ser feito uma detalhada
observação do processo produtivo, por meio da qual serão localizados os pontos de maior
risco auditivo (considerando-se também número e idade dos expostos), o tipo de ruído, as
características da função e os horários de maior ritmo de produção. O mesmo autor acrescenta
ainda que essas informações sejam obtidas pela observação direta, levantamento de
documentação da empresa e conversa com os trabalhadores.
O Ministério da Saúde (2001) propõe medidas de controle da exposição ao ruído que
podem ser adotadas sobre a fonte emissora ou na trajetória de propagação, por meio de:
• enclausuramento de processos e isolamento de setores de trabalho, se possível
utilizando sistemas hermeticamente fechados;
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• normas de higiene e segurança rigorosas, incluindo colocação de barreiras e
anteparos;
• monitoramento ambiental sistemático;
• adoção de formas de organização do trabalho que permitam diminuir o número de
trabalhadores expostos e o tempo de exposição;
• fornecimento, pelo empregador, de equipamentos de proteção individual adequados,
de modo complementar às medidas de proteção coletiva.
5 CONCLUSÃO
Verificou nesse estudo que a intensidade de ruído detectada, que corresponde a 83,6
dB, encontra-se próxima do limite mínimo tolerado de acordo com a NR-15 e acima do nível
máximo para a NHO - 01.
Os profissionais detêm o conhecimento quanto ao ruído e os meios reduzir o efeito da
pressão sonora com a utilização de medidas coletivas e individuais. No entanto, a utilização
do protetor auricular, levando em consideração o tempo de permanência com o equipamento
na jornada de trabalho, é feita pela minoria dos funcionários dessa usina de asfalto.
O estudo possibilitará uma ampliação do conhecimento sobre o tema abordado,
podendo ser usado como fonte para subsidiar a formulação de normas e treinamentos pelas
empresas que possuem como fator de risco ocupacional o ruído. Além de colaborar na
concretização de programas de educação continuada para empregados das indústrias, visando
aprimorar a qualidade e segurança no trabalho.
Referências
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expostos a ruído e cádmio. Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, vol. 68, n. 4, São
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em uma Usina de Reciclagem de Resíduos de Construção Civil. Universidade Estadual de Ponta Grossa.
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respeito da perda auditiva induzida por ruído e da disfonia. ABREPO, 2002.
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Estratégicas. Perda auditiva induzida por ruído (Pair) / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde,
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006. Disponível
em: www.saude.gov.br
BRASIL, Ministério do Trabalho. Fundacentro. Norma de Higiene Ocupacional: procedimento técnico.
Avaliação da exposição ocupacional ao ruído. 2001
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Regulamentadoras - NR - do Capítulo V, Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas a Segurança
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CEZAR, Maria do Rozário Vieira. Atuação do Fonoaudiólogo na Prevenção da Perda Auditiva Induzida
por Ruído. Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica, Recife/PE, 2000
DUARTE, Simone Viana; FURTADO, Maria Sueli Viana. Manual para Elaboração de Monografias e
Projetos de Pesquisas. 3ªed. Montes Claros: Editora Unimontes, 2002.
FELDMAN, A. S.; GRIMES, C. T. Hearing conservation in industry. Baltimore: The Williams & Wilkins,
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GABAS, Gláucia C. Programa de Conservação Auditiva. Guia Prático 3M, 2004
GERGES, Samir N. Y. Critérios importantes. Revista Proteção, Novo Hamburgo, n. 183, mar. 2007.
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APÊNDICE A QUESTIONÁRIO
Nº____________________
O questionário consta de 4 perguntas abertas e 12 fechadas, que deverá ser respondido pelo
trabalhador. Esse questionário será preenchido mediante analise e assinatura do
Consentimento Livre e Esclarecido pelo participante. As informações contidas no estudo terão
caráter sigiloso quanto à identidade dos participantes, uma vez que os resultados serão
divulgados apenas com o intuito de contribuir para a ampliação do conhecimento acerca do
tema abordado.
1. Qual é a sua idade? ______________
2. Qual sua escolaridade?
( ) Ensino Fundamental
( ) Ensino Médio
( ) Ensino Técnico
( ) Graduação
( ) Analfabeto
3. Há quantos anos trabalha na empresa?________
4. Em uma escala de 1 a 10, qual a importância da utilização do protetor auricular em um
ambiente com ruído?
( ) 1 ( ) 2 ( ) 3 ( ) 4 ( ) 5 ( ) 6 ( ) 7 ( ) 8 ( ) 9 ( ) 10
5. Qual o agravo que o trabalhador pode ter, caso fique exposto ao ruído acima do limite
tolerado?
( ) Meningite
( ) AIDS
( ) Perda Auditiva
( ) Micose
( ) Sarampo
( ) Perda da fala
( ) Dengue
6. Os efeitos do nível de ruído elevado aparecem a:
( ) curto prazo - até um ano de exposição
( ) médio prazo - até 5 anos de exposição
( ) longo prazo - acima de 10 anos de exposição
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( ) não sei informar
7. Qual sua área de trabalho?______________________________
8. Qual protetor auricular que você utiliza na sua área de trabalho?
( ) protetor pré-moldado
( ) protetor moldado
( ) protetor tipo concha
( ) protetor tipo capa de canal
( ) não utilizo protetor auricular (Caso essa seja a alternativa escolhida, responda a
questão 16)
9. Indique o grau de conforto do protetor auricular que você utiliza:
( ) Confortável ( ) Tolerável ( ) Desconfortável
10. Você acha que o protetor utilizado é adequado para sua exposição ao ruído?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não sei
11. Quem capacitou você quanto ao uso, guarda e conservação adequada do protetor
auricular?
( ) Televisão
( ) Embalagem do equipamento
( ) Treinamento na empresa
( ) Internet
( ) Cursos de capacitação
( ) Companheiro de serviço
( ) Não fui capacitado quanto ao uso, guarda e conservação do meu protetor auricular
12. O protetor auricular que você usa dificulta o reconhecimento da fala ou de sinais sonoros?
( ) Sim ( ) Não
13. Durante quanto tempo você permanece com o protetor auricular em sua jornada de
trabalho?
( ) Todo o tempo ( ) As vezes retiro ( ) Utilizo muito ocasionalmente ( ) Nunca uso
14. Você já teve algum problema no ouvido como irritação do canal auditivo, dor de ouvido,
ou perda auditiva, ou ainda precisou de algum tratamento por problema no ouvido que possa
esta associada ao uso do protetor auricular?
( ) Sim
( ) Não
15. Indique o principal fator ambiental que dificulta a utilização do protetor auricular:
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(
(
(
(
(
(
) Umidade do local de trabalho
) Temperatura ambiental elevada
) Poeira
) Trabalho em lugar confinado
) Outros: ____________________________________
) Não existe
16. O que você acha q pode ser feito para diminuir a emissão de ruído em sua área de
trabalho?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
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APÊNDICE B - CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO PARA PARTICIPAÇÃO
EM PESQUISA
Título da pesquisa: Exposição dos trabalhadores de uma usina de asfalto ao ruído
Instituição promotora: Universidade Federal do Vale Jequitinhonha e Mucuri
Patrocinador: Não se Aplica
Pesquisador: Vinícius Carvalho Guimarães
Coordenador: Gustavo Barbosa Alcântara
Atenção:
Antes de aceitar participar desta pesquisa, é importante que você leia e compreenda a
seguinte explicação sobre os procedimentos propostos. Esta declaração descreve o objetivo,
metodologia/procedimentos, benefícios, riscos, desconfortos e precauções do estudo. Também
descreve os procedimentos alternativos que estão disponíveis a você e o seu direito de sair do
estudo a qualquer momento. Nenhuma garantia ou promessa pode ser feita sobre os resultados
do estudo.
1) Objetivo:
O projeto tem como objetivo geral avaliar a exposição ao ruído dos trabalhadores de uma
usina de asfalto.
2) Metodologia/procedimentos:
O estudo a ser realizado possui caráter descritivo com abordagem quantitativa, uma vez
que se pretende avaliar a exposição ao ruído dos profissionais relacionados ao tema. Os
sujeitos desse estudo serão os trabalhadores da área de produção de uma usina de asfalto.
Como instrumento de coleta de dados, tem-se um questionário que será aplicado em todo
universo da pesquisa.
3) Justificativa:
Justifica-se a realização desse trabalho pelo fato de este ser de grande importância sendo
necessário analisar o grau pressão sonora na fábrica estudada e os conhecimentos dos
trabalhadores sobre os meios de prevenir a perda auditiva.
4)Benefícios:
As informações colhidas nessa pesquisa serão de grande valia para a construção e ampliação
do conhecimento acerca da temática, a fim de contribuir para a melhoria da segurança no
trabalho.
5)Desconfortos e riscos e danos:
Desconsidera-se a existência de danos ou riscos uma vez que as informações colhidas não
ferem a integridade moral dos participantes, sendo a identidade preservada na divulgação dos
dados.
6) Metodologia/procedimentos alternativos disponíveis:
A metodologia viável para a realização desta pesquisa, já foi descrita acima.
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7) Confidencialidade das informações:
Os resultados encontrados serão utilizados para fins de pesquisa, de maneira ética. As
informações/opiniões levantadas serão tratadas anonimamente no conjunto dos dados
coletados e serão utilizadas apenas para fins de pesquisa.
8) Compensação/indenização:
O pesquisador está ciente de que, caso haja, qualquer desvirtuamento da pesquisa, a
mesma, arcará com possíveis indenizações.
9) Outras informações pertinentes: O participante terá total liberdade em recusar ou retirar
seu consentimento sem penalização em qualquer etapa da pesquisa.
10) Consentimento:
Li e entendi as informações precedentes. Tive oportunidade de fazer perguntas e todas
as minhas dúvidas foram respondidas a contento. Este formulário está sendo assinado
voluntariamente por mim, indicando meu consentimento para participar nesta pesquisa,
até que eu decida o contrário. Receberei uma cópia assinada deste consentimento.
− ____________________
− Nome do participante
− ____________________
Nome do Pesquisador
____________________
− Nome do coordenador
_______________________
Assinatura do participante
_______________________
Assinatura do Pesquisador
_______________________
Assinatura da coordenadora
______
Data
______
Data
______
Data
Endereço do Pesquisador: Praça Padre João Ferreira, nº 990, Apt 201, Cerqueira Lima.
CEP: 35680-351 Itaúna - MG.
Telefone: (37) 9191-7258 / (38) 9173-7990
Endereço do coordenador: [email protected]
http:// gustavobalcantara.blogspot.com
Telefone: (38) 9171-1414
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