HOMENS DE FRONTEIRAS: CULTURA, TRABALHO, MEMÓRIA E
IDENTIDADE DE FEIRANTES NO RECÔNCAVO SUL DA BAHIA (19501960)
Hamilton Rodrigues dos SANTOS
UNEB/Campus V/ Santo Antônio de Jesus
[email protected]
No Recôncavo Sul da Bahia, a partir do início do século XX, as cidades
passaram a adquirir “centralidade” nas maneiras de viver das pessoas
residentes nos povoados, distritos e localidades próximas[1]. Ao rememorar os
caminhos sinuosos que o trazia de seu povoado para a cidade, o feirante João
Nunes dos Santos fala de sua trajetória e os motivos que o conduzia participar
das vivências do universo urbano:
Eu morava no Rio da Dona, lá perto do Mingau. Eu vinha de lá pra qui fazê
feira; vinha a pé com a distância quase umas 5 léguas dia de sexta-feira;
pegava feira no dia de sábado que aqui só existia naquele tempo uma feira.[2]
Dentre os variados lugares de vivências oferecidos pelas urbes do
Recôncavo Baiano, as feiras-livres consistiam os espaços mais disputados não
só pelas pessoas que vinham das áreas rurais como também daqueles que
residiam na cidade.
Quando pensamos em feiras-livres, no geral, a primeira representação
que nos vêm à memória é de um espaço limitado onde ocorrem semanalmente
simples práticas de um comércio varejista de diversos produtos que suprem as
carências da população. Todavia, para além desta representação, elas
constituem-se em múltiplos lugares de criação, de maneiras de viver e resistir
às dificuldades cotidianas enfrentadas quer por trabalhadores citadinos, quer
por trabalhadores do campo.[3]
Esta configuração possibilitou o encontro do mundo rural com o urbano,
numa dinâmica troca de experiências e sociabilidades, onde trabalho, cultura,
memória e identidade se mesclavam dando contorno à vida e à história de
feirantes no Recôncavo da Bahia.
Utilizando como metodologia a análise da memória, da oralidade e da
imagem (fotografia), o objetivo deste artigo é compreender de que maneira os
feirantes que vinham da zona rural contribuíram na construção da fisionomia
urbana de Santo Antônio de Jesus-Bahia, nas décadas de 50 e 60 do século
XX.
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Santo Antônio de Jesus é atualmente considerada uma das grandes
cidades do interior da Bahia. Localizada no Recôncavo Sul próximo à capital,
possui uma economia centrada num dinâmico e concorrido comércio que supre
as carências e necessidades da região, auxiliada pela agropecuária e
agricultura de subsistência; atividades estas desenvolvidas ao longo de sua
história que remete aos séculos XVII e XVIII, quando os primeiros arruamentos
começaram a se instalar próximo à Praça Padre Mateus.[4]
A Feira livre deste município constituiu-se em uma das primeiras
atividades comerciais desenvolvidas na cidade. Sua existência remonta à
história da origem da própria cidade, quando em seus primórdios localizava-se
nos arredores do Oratório de Santo Antônio (onde atualmente está localizada a
Praça Padre Mateus).
Em um estudo realizado sobre as cidades do Recôncavo da Bahia, o
historiador Charles D’Almeida afirma que “o desenho urbano no Recôncavo
emergiu condicionado pelos trabalhadores da farinha e suas feiras em
Conceição do Almeida, Maragojipe e Santo Antônio de Jesus”.[5]
Esta conclusão do autor pode ser observada na memória fotográfica
abaixo que revela uma das facetas da cidade. Porém, ela revela não apenas a
centralidade do barracão de farinha na principal praça de Santo Antônio de
Jesus; como também é testemunha de uma rede de sociabilidades que
possibilitava o encontro do mundo rural com o mundo urbano em torno das
práticas comerciais da farinha de mandioca e seus derivados.
Apesar da farinha de mandioca exercer uma importância material e
simbólica na vida dos feirantes, da população e da cidade, a Feira Livre
configurava-se em um espaço plural onde de quase tudo se encontrava:
Era, era, eu trabalhava em frente a Matriz. Naquela época era, tinha um
barracão que o povo vendia tudo ali dentro daquele, daquele barracão. Feijão,
farinha, raspadura, açúcar preto, tudo em um lugar só, né? É, tinha as barracas
fora; eu vendia nesse ramo mesmo, vendia chapéu de palha, esteira, meu
ramo sempre foi… É, hoje eu trabalho com mais alguma coisa, mas eu
comecei nesse ramo mesmo, eu trabalho até hoje.[6]
Além da farinha, dos tradicionais gêneros alimentícios, frutas e verduras,
vendiam-se artigos para uso doméstico como: esteiras, carvão e madeira,
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animais como: galinhas e porcos e artigos de uso pessoal como o chapéu de
palha, importante acessório do universo cultural das populações das cidades
do Recôncavo Baiano. Sobretudo no mês de junho quando inicia-se o louvor e
os festejos a Santo Antônio, São João e São Pedro.
Num instigante estudo sobre História e Memória, Jacques Le Goff
destaca a fotografia como uma das duas manifestações mais importantes ou
significativas da memória coletiva no século XIX e no início do século XX,
ficando atrás apenas das construções dos monumentos aos mortos da I Guerra
Mundial. Segundo ele, “a fotografia revoluciona a memória; multiplica-a e
democratiza-a, dá-lhe uma precisão e uma verdade visuais nunca antes
atingidas, permitindo, assim, guardar a memória do tempo e da evolução
cronológica”[7].
Le Goff tem razão no que diz respeito à fotografia, esta pode ampliar a
memória e desvendar várias histórias. “As barracas de fora”; lembradas na
memória do sr. João Nunes dos Santos, podem ser visualizadas na imagem
fotográfica. Feitas de resto de madeira e cobertas com zinco, lona ou plásticos,
as simples barracas disputavam “seu lugar” na feira frente à forte imponência
dos dois prédios de “maior importância” na cidade: a Igreja Matriz e o Barracão
da Farinha.
Ao discutir sobre as experiências humanas na pós-modernidade, David
Harvey destaca a importância do tempo e espaço para compreendermos as
práticas humanas em qualquer sociedade. Para ele, “as concepções do tempo
e do espaço são criados necessariamente através de práticas e processos
materiais que servem à reprodução da vida social”.[8]
Deste modo, as humildes barracas que “ficavam de fora” exerciam uma
função social muito importante na feira, na cidade e na vida. Pois, a venda de
pratos de comida não era apenas uma alternativa de oferta de almoço para
aqueles transeuntes e feirantes oriundos de várias regiões que não traziam
suas marmitas; como também era fonte de renda e sobrevivência para seus
proprietários. Eram práticas que reproduziam a vida social.
A organização espacial da feira, seus usos e abusos, não podem ser
compreendidos fora de uma perspectiva múltipla e plural, em que a conquista e
construção social do espaço dependia das práticas materiais e reprodução
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social de cada indivíduo, sobretudo dos feirantes. Além do barracão e da Igreja
Matriz, dois marcos simbólicos configuravam e dividiam o espaço da Feira na
cidade conforme este depoimento:
A Feira era ali onde é o… defrente da Igreja, a igreja era do lado de cima
e o barracão chamava-se o barracão do outro lado.[9]
Outros prédios embelezavam a arquitetura da cidade e – a Igreja Matriz
e o Barracão – dividiam o espaço com o secular prédio da Filarmônica
Amantes da Lyra, casas de comércio, jegues e panacuns e, sobretudo, os
feirantes menos abastados que expunham suas mercadorias “na pedra”,
esparramadas no pano de chão e em folhas de bananeira.
Para
além
das
formas
criativas
de
forjarem
alternativas
de
sobrevivências no concorrido espaço da feira e na cidade e, de alguns acharem
uma imundície por frutas e verduras expostas no chão, é possível perceber
práticas sociais e intercâmbios culturais que permitem visualizar o encontro
entre o homem do campo com o homem da cidade.
Nesta perspectiva, uma leitura mais atenta à memória fotográfica da
cidade nos mostra as estratégias de recriação de padrões culturais utilizados
pelos feirantes, que vinham de zonas rurais, diante dos desafios. Assim, os
feirantes que vinham da zona rural trabalhar e vivenciar os prazeres e conflitos
que a cidade oferece, se configuram como artífices de uma tessitura híbrida e
complexa em que se é, ao mesmo tempo, um homem da roça e um homem da
rua, sendo que elementos fundamentais de dois modos de vida tão diferentes
entre si são interfaciados no sentido de responder às demandas colocadas
pelas próprias vicissitudes do cotidiano.[10]
Pensando desta maneira, não é minha intenção elidir ou diminuir de
importância as diferenças ou escamotear as especificidades. Ao contrário,
trata-se de construir conceitualmente um cenário em que a cultura não é algo
estático e sim dinâmico e esta se recompõe continuamente a partir de
elementos de diversos agentes e a partir de diversas motivações.
O encontro destes dois mundos – o feirante da roça com os homens e
mulheres da rua – se alargava no momento que pessoas de várias regiões
desembarcavam na cidade com o mesmo destino: ir à feira livre de Santo
Antônio de Jesus, conforme depoimento de um antigo morador da cidade:
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Ah! Vinha muito, vinha São Felipe, vinha Conceição do Almeida, vinha
Sapé, vinha Cruz das Almas, não, Cruz das Almas não, esse... esse... como é?
Cajazeira, a Cajazeira, Dom Macedo Costa, e... vinha dá, de Baixa do
Parmeira, Comércio Jaguaripe, Castro Arve; Castro Arve, Varzedo. Vinham
vender e comprar né? Vender e comprar. Gente que saia de madrugada de lá
de Castro Arve, pra chegar aqui, vinha dia de quinta-feira e dia de sexta-feira,
uma hora dessa já ia chegando gente, começava a chegar gente no lombo de
animal, tudo no lombo de animal.[11]
Estas lembranças nos remetem à percepção da memória como espaço
de uma poética que insiste na abordagem dos tempos idos, constituídos
individualmente,
mas
revelados
com
a
textura
do
coletivo[12].
As
reminiscências deste antigo morador da cidade não só descortina uma das
faces da história, como também nos permite perceber como a memória
individual se imbrica e se afirma com o coletivo num dinâmico processo de
criação e recriação que dá sentido à vida.
As redes de sociabilidades dos feirantes da roça com os cidadãos da
cidade iam além dos limites fronteiriços da região do Recôncavo Sul,
estabelecendo também práticas sociais com o Sertão da Bahia. Ao relembrar
as suas histórias de vida naquela época, o feirante João Nunes dos Santos diz:
Ah! A vida era, era difícil, mais muito trabalhosa. Mais a vida é assim mesmo; a
gente tem que trabalhá muito né? Eu arrendei naquele tempo um pedaço de
terra onde é a Urbis 4 hoje e ali eu plantava milho, feijão e colhia essa roça e
viajava pra Feira no dia de segunda-feira. Saía daqui domingo que a Feira,
daqui pra Feira de Santana naquele tempo era um dia de viagem daqui pra
Feira. Pegava, dormia lá em Feira de domingo pra segunda. Segunda pegava
a feira lá de Feira de Santana e vinha pra qui. Eu ia fazer compras né? Ia fazê
compras, essas coisas de chapéus, de feira, essas coisas. [13]
Trabalho e memória se entrecruzam nas reminiscências do feirante no
permanente jogo de elaborações espaço-temporais. A voz que ressoou perante
meu gravador foi fruto da elaboração de uma memória que se dá no presente e
para responder a solicitações do presente. É do presente, sim, que a
rememoração recebe incentivo, tanto quanto as condições para se efetivar.[14]
Michel de Certeau sugere-nos pensar na importância de seguir as pistas
da caminhada, o percurso e a trajetória das pessoas como uma instigante
metodologia para se perceber como os espaços são construídos e estão
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carregados de memória[15]. Tem razão o autor se analisarmos a história de
vida não só dos feirantes como de todos sujeitos sociais.
Todavia, a meu ver, a saída de feirantes de zonas rurais para a cidade
de Santo Antônio de Jesus e seus intercâmbios com outras regiões constituemse em histórias de homens deslocados ou em deslocamentos que traduzem-se
numa composição sócio-identitária de sujeitos históricos que podem ser
considerados “homens de fronteiras”.
A condição de estarem nas fronteiras fazia com que estes feirantes que
vinham das zonas rurais não fossem mais nem homens da roça, nem homens
da cidade. Eles faziam parte de uma experiência histórica que os colocava num
“entre-lugar”.[16]
Ao lembrar das dificuldades que ele tinha para ganhar a vida naquele
tempo, o feirante João Nunes dos Santos relatou um episódio que aconteceu
em sua vida ao se deslocar para Feira de Santana.
É que a gente sofria muito naquele tempo que ainda era em cima de caminhão,
o caminhão carregado, era 12, 12 pessoas, 15 pessoas em cima de uma
carga, o carro já carregado, aquele pau-de-arara terrível a gente arriscando a
vida, era muito terrível isso, era. Eu mesmo arrisquei de morrer umas duas veiz
na ladeira de cachoeira, que o carro faltou frei na decida, finado Deca encostou
o carro no…, Deus ajudou que encostou no barranco, que o carro parou já
perto da caixa d’água pra caí num espinhadeiro terrível que tem ali, foi.[17]
O depoimento do feirante mostra a dificuldade que ele tinha para ganhar
a vida naquele tempo e esta tornava-se muitas vezes questões de vida ou
morte. As lembranças do sr. João mostram como as experiências de lugares
que dão sentido a sua trajetória de vida estão recheados de histórias que
podem facilmente ser traduzidas como lugares de memória, parafraseando
Pierre Nora.[18]
Mas, estas lembranças são de extrema relevância para se perceber que
a história deste feirante é a de um homem deslocado ou em deslocamento,
vivendo na ambivalência de modos de viver diferenciados que não lhe subtrai
os aspectos culturais do mundo do campo ao qual pertencia, nem lhe exacerba
os aspectos culturais do mundo da cidade. Este movimento ou migração que
deu contorno a nova configuração de sua vida, contribuiu também para uma
reconfiguração de sua identidade.
Stuart Hall, importante crítico da cultura na contemporaneidade diz que
movimento e migração são condições de definição sócio-histórica da
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humanidade. Segundo ele, “Novas características temporais e espaciais, que
resultam na compressão de distâncias e de escalas temporais, têm efeitos
sobre as identidades culturais”[19].
Enquanto lugares de memória e de história, os caminhos da Feira e da
cidade, ao permitir o encontro entre os possíveis mundos da roça e da rua,
constituíam-se também em espaços de construção e reconstrução de
identidades, como podemos ver na fala do sr. João Nunes dos Santos:
Ah! Naquele tempo vendia era o quê? Ali em frente o Banco do Brasil mesmo
tinha uma barraca que vendia fio de porco, porco, cabresto, cebola, essas
coisas, alho essas coisas, e a Feira toda era assim, eu, aonde eu trabalhava ali
em frente o barracão, tinha IôIô, o pai de Clóvis do posto, que comprava pele
de carneiro, por isso eu tenho esse apelido de João do Couro, né? E aí eu
aprendi a comprá pele de carneiro, quando IôIô saiu eu fiquei comprando, né?
Ai depois eu dei pra comprá pele de carneiro quando IôIô saiu do ramo eu aí
fiquei comprando é. E era essas coisas; aí eu levava pra Feira, era, comprava
pele de carneiro e levava pra Feira[20].
Na cidade e também em outras localidades ninguém conhece o feirante
pelo nome de João Nunes dos Santos, referem-se a ele como “João do Couro”,
muita gente sabe quem é ele, sua família, onde mora e onde está localizada
sua barraca na Feira atualmente através desta identificação. Em sua trajetória
e experiências de vida, amplamente recheada de “movimentos e migrações”;
este sofreu um processo de construção/reconstrução de identidade a partir de
suas práticas cotidianas entremeadas pelo mundo rural e o mundo urbano.
A prática de comprar e vender pele de carneiro não significava apenas
uma simples ação de compra e venda de mercadorias. Esta, traduzia-se na
incorporação de novos elementos culturais adquiridos por seu João Nunes na
cidade, associando-se ao universo cultural do campo ao qual pertencia. Desta
forma, o sr. João Nunes, a partir do encontro do universo cultural da roça com
a
cidade,
sofreu
um
deslocamento
identitário
que
o
possibilitou
construir/reconstruir sua identidade, “pois esta está localizada no espaço e no
tempo simbólico”[21] e seu João, mais do que Nunes dos Santos, se autorepresenta como “João do Couro”.
Em Santo Antônio de Jesus, a secular Feira livre considerada o “coração
da cidade” permaneceu instalada na Praça Padre Mateus até a década de 60,
época em que foi transferida para áreas mais afastadas da cidade. Porém, a
fisionomia urbana deste município deveu-se à presença forte e marcante de
trabalhadores oriundos da zona rural, sobretudo os feirantes que são meu
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objeto de análise. A partir da oralidade e da memória, é possível afirmar que
através do trabalho e da recriação de padrões culturais do mundo rural, os
feirantes contribuíram para a construção do desenho urbano de uma das
cidades mais movimentadas do Recôncavo Baiano, modificando os modos de
sentir, de viver e de ser, daqueles que aqui aportavam.
Diante das várias possibilidades de interpretação e desvendamento de
histórias que a memória nos possibilita[22], este estudo me permitiu adentrar
no universo dos feirantes e perceber que estes mesclam elementos culturais
diversos que alargam relações e trazem possibilidades de dinamizar suas
maneiras de trabalhar, de lutar, de viver e de sentir. Sendo assim, vivendo em
deslocamento e colocados na condição de “homens de fronteiras”, denota-se
uma vibrante interação entre valores, práticas e experiências do universo
cultural do feirante da roça com o universo cultural dos homens da rua.
Na reelaboração entre o passado e o presente que registram os espaços
concretos do viver, o cruzamento entre cultura, trabalho, memória e identidade,
permitiu-me captar algumas facetas das histórias de feirantes que, vivendo no
limiar de dois modos de vida completamente diferentes, contribuíram na
construção do desenho urbano na cidade de Santo Antonio de Jesus e nos
deixam a possibilidade de entendê-los e traduzi-los como “homens de
fronteiras”.
NOTAS;
[1] SANTANA, Charles D’Almeida. Dimensão Histórico-cultural (cidades do
Recôncavo). Cadernos CAR-26: Programa de Desenvolvimento Regional
Sustentável. Salvador, Bahia, 1999.
[2] Depoimento de João Nunes dos Santos, 75 anos.
[3] SANTANA, Charles D’Almeida. Dimensão Histórico-cultural (cidades do
Recôncavo). Cadernos CAR-26: Programa de Desenvolvimento Regional
Sustentável. Salvador, Bahia, 1999.
[4] CERQUEIRA, Miguel. O Dinamismo Urbano e suas Implicações
Regionais. O exemplo de Santo Antônio de Jesus – Ba: Salvador, Bahia:
Editora Uneb, 2002.
[5] SANTANA, Charles D’Almeida. Dimensão Histórico-cultural (cidades do
Recôncavo). Cadernos CAR-26: Programa de Desenvolvimento Regional
Sustentável. Salvador, Bahia, 1999.
[6] João Nunes dos Santos. Depoimento citado.
[7] LE GOFF, Jaques. História e Memória. 2ª ed. Campinas, SP: Editora da
Unicamp, 1992.
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[8] HARVEY, David. Condição Pós-moderna: Uma pesquisa sobre as origens
da mudança cultural. 4ª ed., São Paulo: Edições Loyola, 1994.
[9] Depoimento de João Crizóstomo Sampaio, aposentado, 83 anos.
[10] CANCLINE, Nestor Garcia. Culturas Híbridas: Estratégias para Entrar e
Sair da Modernidade. 1ª ed., São Paulo, Edusp, 1997.
[11] João Crizóstomo Sampaio. Depoimento citado.
[12] PINTO, Júlio Pimentel. Os Muitos Tempos da Memória. In: Revista Proj.
História, São Paulo, (17), Nov. 1998 – PUC.
[13] João Nunes dos Santos. Depoimento citado.
[14] MENESES, Ulpiano T. Bezerra de. A História, Cativa da Memória? Para
um mapeamento da memória no campo das ciências sociais. In: revista
Inst. Est. Brás. SP, 1992.
[15] CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano: artes de fazer. 3ª ed.,
Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
[16] BHABHA, Homi K. O Local da Cultura. Belo Horizonte, Ed. UFMG, 1998.
[17] João Nunes dos Santos. Depoimento citado.
[18] NORA, Pierre. Entre Memória e História – A Problemática dos Lutares.
In: Revista Proj. História, São Paulo (10) Dez. 1993 – PUC.
[19] HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 8. ed. Rio de
Janeiro: Editora DP&A, 2003.
[20] João Nunes dos Santos. Depoimento citado.
[21] HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 8. ed. Rio de
Janeiro: Editora DP&A, 2003.
[22] RAGO, Margareth. Audácia de Sonhar: Memória e Subjetividade em Luce
Fabri – In: Revista História Oral, nº 5, Junho, 2002 – Gandalf Editora LTDA,
São Paulo.
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