133 anos Ação de Graças
Gratidão tem
rosto?
Culto solene reúne
a grande família
mackenzista para
agradecer pelas
muitas bênçãos
A
s faces da gratidão a Deus foi
o tema do Culto de Ação de
Graças realizado em 15 de
outubro de 2003, às 19 horas, no
Auditório Ruy Barbosa.A celebração
pelos 133 anos do Instituto Presbiteriano Mackenzie, dirigida pelo
capelão institucional, reverendo
Carlos Alberto Henrique, teve três
leituras responsivas: a) expressam o
reconhecimento pelo que Deus fez,
-- Salmos 146: 2, 7, 10, e 147: 1 a 3, 7
a 9, 12; b) expressam nossa carência
diante de Deus – Salmos 121: 1, 2 , e
100: 3 e 4; c) expressam um coração
transformado – Lucas, 17:15, 16 e
19. Na saudação, o dirigente explicou:“Estamos aqui porque reconhecemos que o acontecido, o que
aconteceu e o que há de acontecer
não é resultado do nosso esforço
apenas. Acima de tudo vem pela
graça, misericórdia, amor e providência de Deus. Estamos diante
d'Ele para louvar e adorar porque O
reconhecemos com toda a honra e
toda a glória”. O reverendo Josué
Alves Ferreira, da Educação Infantil,
orou em seguida.
Ao iniciar a segunda parte da
adoração a Deus, o reverendo
Eldman Eller, capelão universitário,
fez a leitura bíblica em que destacou o momento especial pelo qual
passava a nação de Israel, registrado
pelo salmista: “Não fosse o Senhor
estar ao nosso lado, ora diga, Israel.
Prosseguiu: "Elevo os meus olhos
para os montes; de onde me virá o
socorro? O meu socorro vem do
Senhor, que fez os céus e a terra”.
Completou: “Poderíamos repetir a
expressão no momento em que nos
erguemos para louvar e agradecer”.
O capelão encerrou sua fala com
oração de louvor e agradecimento.
A última parte do Culto em Ação
de Graças teve a participação do reverendo Osvaldo Hack, então chanceler da Universidade Presbiteriana
Mackenzie. Ele lembrou das obras de
Jesus Cristo junto aos humildes,
segundo o Evangelho de Lucas:“Um
deles, vendo que fora curado, voltou
glorificando a Deus em alta voz”. O
reverendo Hack completou: “Um
dos dez que foram curados retornou
para agradecer”. Ao finalizar a leitura, conclui:“As pessoas necessitadas,
ante a face de misericórdia, conseguem encontrar a transformação
pela graça de Deus”.
Em sua mensagem, o reverendo
Na mensagem, o reverendo Roberto
Brasileiro disse que a gratidão não
olha idade ou posição social (acima).
Durante o culto lêem juntos Maria
Lucia, reitora em exercício, Cláudio
Lembo, vice-governador do Estado
de São Paulo, Custódio Pereira,
diretor-presidente do IPM, e Antonio
Brito, ex-presidente da CNAS
Homenagens 133 anos
Roberto Brasileiro Silva, presidente do
Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil,saudou a todos dizendo-se alegre com a presença de cada
irmão. Lembrou a importância de sermos gratos às pessoas, mas principalmente a Deus. Indagou: “A gratidão
tem rosto? Que rosto tem a gratidão?”
A respeito da leitura bíblica feita pelo
reverendo Hack – sobre o único que
voltou para agradecer, entre os dez
curados por Jesus –,comentou:“Gosto
do texto porque mais do que reconhecer a bênção é identificar seu
autor. Tudo o que possuímos é Deus
quem nos dá”. O orador chamou a
atenção de todos para o compromisso
que os missionários que construíram
o Mackenzie tiveram com Deus: “E
assim as gerações foram se passando
nesta casa, algumas vezes em momentos difíceis, vivendo situações que
poderiam desvirtuar o objetivo pelo
qual ela foi construída.Pela graça e poder de Deus, porém, a casa foi reconduzida aos patamares idealizados pelos seus fundadores”. Reiterou:“Nosso
compromisso é com Deus”. Completou:“A gratidão não olha a idade ou
a posição social. A gratidão olha para
nós todos, os miseráveis, nós os que
vivemos na miserabilidade, mas pela
graça do Senhor somos alegres – e alegres na fé compreendemos a Sua
obra”. Em seguida, o reverendo Roberto impetrou a bênção apostólica.
Todas as partes do culto foram
intercaladas com hinos cantados pelo
Coral Mackenzie. No prelúdio instrumental, regido pelo maestro Parcival
Modolo, executou Castelo Forte, no
intróito, Ode to Praise e novamente
Castelo Forte, composições de
Martinho Lutero e R. Hughes. No
interlúdio, cantou Louvai a Deus, de
Gordon Young, Vencendo Vem Jesus,
de J.A.S. Silva, Jubilate Deo, de Kathy
Bowen, Deus é Refúgio e Força, de
Allen Pote. No poslúdio cantou o
Hino do Mackenzie, composto na
década de 30.
Títulos de eméritos
Dois professores, o servidor, o antigo aluno e o
bisneto de um dos fundadores
Homenageados, a partir da esquerda, Richard Waddell, Jr., Edvaldo Brito,
Nelson Callegari, Maria Sofia Aragão e Marcio Cypriano
E
m solenidade realizada após o
Culto em Ação de Graças
foram homenageadas pessoas
de diferentes áreas que se destacaram em suas atividades.
Professores eméritos
■ Maria Sofia de Aragão, coordenadora de Biologia do Ensino Médio
do CPM.
■ Edvaldo Pereira Brito, que leciona
Direito Civil na Faculdade Direito
Mackenzie.
Servidor emérito
■ Nelson Callegari, secretário-geral
do Mackenzie.
Aluno emérito
■ Marcio Cypriano, advogado
mackenzista, formado na turma do
centenário (1970).
Homenagem especial
■ Richard Lord Waddell, Jr., bisneto
de George e Mary Chamberlain,
fundadores da Escola Americana,
embrião do Mackenzie (1870).
A cerimônia foi iniciada com ato
cívico e execução do Hino Nacional
Brasileiro. Em seguida, o doutor
Custódio Pereira, diretor-presidente
do IPM,fez uso da palavra saudando os
presentes e destacando o amor dos
mackenzistas pela instituição: “Quem
por aqui passou ou ainda se encontra
presente entre nossos muros impregnou-se do espírito mackenzista, que
ninguém sabe definir com precisão o
que vem a ser, mas de cuja existência
ninguém duvida”. Complementou: “A
essa grande comunidade de amigos,os
agradecimentos sinceros do Mackenzie, e aos homenageados as congratulações e os aplausos. O diretor-presidente encerrou oficializando a festa
pelo aniversário da instituição: “Declaramos abertas as comemorações
dos 133 anos de Mackenzie”.
Mackenzie
11
133 anos Homenagens
Os agradecimentos
■ “Aqui eduquei meus filhos e não o
faria se não acreditasse na escola.
Também por isso fui e sou crítica
quando julgo necessário. Foram
muitos os desafios: aprendi como
fazer e principalmente como não
deveria fazer... Aqui me formei na
arte de ser e de amar ser professora.”
A professora
Maria Sofia Cesar
de Aragão recebeu a outorga das
mãos de Guilherme Simon, membro do Conselho
Deliberativo do IPM. Ingressou na
instituição há 31 anos, como assistente dos laboratórios de Química,
Biologia e Patologia Clínica, tendo
ensinado a última disciplina quando havia curso profissionalizante na
área. Competente, combativa, acessível, proficiente e exigente, Sofia é
querida pelos alunos do Colégio
Presbiteriano Mackenzie, no qual
leciona.Também coordena a área de
Biologia do Ensino Médio do CPM.
Elegeu-se por vários mandatos diretora do Sindicato dos Professores de
São Paulo.
■ “Este título vai para a memória
de minha mãe, que foi mulher corajosa, para minha família, mas também a outra família que tenho
construído, que são meus alunos.
Continuarei soldado dessa casa que
me ensinou tudo de bom, inclusive
a amar a profissão de educador.”
Erudito e eloqüente, o professor e advogado
Edvaldo Pereira
de Brito recebeu
a outorga entregue pelo reverendo Osvaldo Hack, ainda no exercício
da chancelaria da UPM. Portador de
vários títulos acadêmicos, entre os
quais o de mestre, doutor e livre12
Mackenzie
docente, Pereira de Brito é autor de
vasta produção científica nas áreas de
Direito Civil e Tributário, com destaque para sua atividade de palestrante e conferencista. Além disso
ocupou vários cargos públicos, na
Bahia, sua terra natal, e em São Paulo.
Leciona há 30 anos – está no
Mackenzie desde 1992.
■ “No ano da minha formatura o
Mackenzie estava comemorando
seu centenário – nunca me esqueci desse detalhe. Pareceu-me que
aquele diploma, além de conhecimento e discernimento, traria fluidos positivos para meu futuro.”
Graduado em
Direito pela UPM,
Marcio Artur Laurelli Cypriano, diretor-presidente
do Bradesco, recebeu a outorga
de aluno emérito que lhe foi
entregue pelo doutor Custódio
Pereira, diretor-presidente do IPM. O
homenageado iniciou carreira
(1967) como escriturário no antigo
Banco da Bahia, mais tarde incorporado pelo Bradesco (1973). No
maior banco privado do país, o
mackenzista Cypriano foi gerente
da agência Maria Antonia, vizinha
ao campus São Paulo. Depois, experimentou os cargos de diretor departamental, adjunto e executivogerente. Em 1995 tornou-se vicepresidente executivo. Em 1999,
assumiu a presidência da diretoria.
É membro do Conselho Diretor da
Febraban – Federação Brasileira
das Associações de Bancos.
■ “No longo percurso conquistei
tudo de valor que tenho: vida
profissional e pessoal, alunos e
sobretudo minha família. Gostaria
de agradecer àqueles que, das
mais diversas formas, tiveram participação nessa travessia, especial-
mente ao doutor Cyro Aguiar, exdiretor presidente do IPM.”
Desde 1969
no Mackenzie,
Nelson Callegari
recebeu o título
de servidor emérito entregue pela professora Maria Lucia Vasconcelos, então no
exercício da reitoria da UPM.
Engenheiro químico formado pelo
Mackenzie, Callegari encontrou a
verdadeira vocação na administração do Mackenzie – colégio e
universidade.Tem sob sua responsabilidade mais de 6 milhões de registros acadêmicos. Da pré-matrícula
dos alunos da Educação Infantil ou
dos pós-graduados, tudo recebe os
cuidados do guardião, escriba
zeloso, chefe exigente, mas também companheiro leal e solidário,
Callegari.
■ “O poder da visão dos meus
antepassados me carrega para a
frente, para o futuro, por isso
aceito a honra, mas também passo
a vocês com gratidão, especialmente àqueles que fizeram isso
tudo acontecer. Muito obrigado!”
O reverendo
Richard Lord Waddell, Jr. (ver biografia nesta edição) recebeu do
reverendo Roberto Brasileiro, presidente do SC da IPB, quadro colorido
com reprodução digital de duas fotos
de 1961 e da carta-circular, datada de
22 de novembro do mesmo ano, alusivos ao ato solene de lavratura do
documento público de doação da
Igreja Presbiteriana dos Estados
Unidos para a Igreja Presbiteriana do
Brasil de todo patrimônio do
Mackenzie. A escritura foi assinada
pelo pai do homenageado, reverendo
Richard Lord Waddell, então presidente do Instituto Mackenzie.
Câmara Municipal 133 anos
Fala o vereador Carlos Bezerra Júnior, autor da homenagem. À mesa estão:
Antonio Bonato, Gilson Novaes, Athos Vieira e Custódio Pereira, todos do Mackenzie
A saudação de
São Paulo
Dezoito de outubro deverá ser oficializado como o Dia do Mackenzista
S
essão Solene na Câmara
Municipal de São Paulo marcou as comemorações dos 133
anos do Mackenzie. A cerimônia,
proposta pelo vereador Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), e realizada em 14 de outubro de 2003, às
19 horas, teve início com a execução do Hino Nacional Brasileiro
pela Banda da Polícia Militar de São
Paulo, sob a regência do PM Aguiar.
Na de-vocional, a seguir o reverendo
Osvaldo Hack, então chanceler da
Universidade Presbiteriana MackenÀ mesa também: comandante
Guaurino de Oliveira, Osvaldo Hack,
Maria Lucia Vasconcelos, Nilson de
Oliveira e Jared Toledo Silva
zie, baseou-se no Salmo 127: “Se o
Senhor não edificar a casa, em vão
trabalham os que a edificam; se o
Senhor não guardar a cidade, em
vão vigia a sentinela”.
Em seguida, o vereador Bezerra
Júnior fez o pronunciamento em que
destacou os serviços prestados pelo
Mackenzie à história de São Paulo:
“Digo,sem medo de errar,que a maioria dos marcos históricos e prédios da
cidade tem o dedo mackenzista”.
Falou de Projeto de Lei que apresentou, de transformar 18 de outubro em
Dia do Mackenzista, sendo a data
incluída no calendário oficial das
133 anos Câmara Municipal
comemorações municipais. Relembrou o calor da disputa no basquetebol entre o Colégio Batista Brasileiro,
onde estudou, e o Mackenzie, cuja
rivalidade, segundo ele, era semelhante à de Corinthians e Palmeiras.
“Nosso maior rival no basquete era o
Mackenzie – a gente vivia apanhando, de vez em quando ganhava.” O
vereador Bezerra Júnior entregou ao
diretor-presidente do IPM, doutor
Custódio Pereira, placa em homenagem aos 133 anos da instituição.
O diretor-presidente do IPM,
doutor Custódio Pereira, falou a
seguir: “Agradecemos ao nobre
vereador-doutor Alberto Bezerra
Júnior, autor da proposição que deu
origem à sessão solene da Câmara
Municipal de São Paulo, bem como
ao vereador Arselino Tatto, digníssimo presidente, pela guarida que
deu à proposta". Prosseguiu:“Ambos
são credores do nosso reconhecimento e dos aplausos pela simpatia
do gesto e agora pelo presente da
proposta que nos faz de 18 de outubro ser, todos os anos, o Dia do
Mackenzista”. Com humor, o diretorpresidente relembrou ao vereador
Bezerra Júnior sobre as disputas no
basquete: “Acho que o vereador
cometeu exagero ao falar do Colégio
Batista,quando disse que às vezes ele
ganhava do Mackenzie. Não me lembro de derrotas mackenzistas, não!
Ainda mais no basquete. No basquete, não”. O comentário provocou
risos do vereador e dos demais. O
diretor-presidente do IPM descreveu
parte da trajetória do Mackenzie ao
longo de 133 anos, destacando: “O
Mackenzie é um destes raros
empreendimentos, que nasceu no
século 19, atravessou o 20 e rompe
as fronteiras do novo milênio
preparado para o futuro. Atribuímos
esse êxito, primeiramente a Deus,
criador e sustentador de tudo quanto
existe, e depois a homens inspirados
e capazes, que tiveram sonhos, e
14
Mackenzie
Entre os casais Shirley / Richard Waddell, Jr. (à esquerda) e Sônia / Pedro
Ronzelli (à direita) estão as senhoras Abigail Pereira, Amélia Andrade, Elisabeth
Hack e Ana Paula de Oliveira, esposa do comandante do 8º Distrito Naval
descortinaram visões, plantaram
sementes de boa estirpe, para assegurar frutos da melhor qualidade”.
Salientou que o Mackenzie continua investindo: “Fomos também
inovadores no uso da informática
aplicada à administração acadêmica
e hoje dispomos de tecnologia por
satélite para interações educacionais
e administrativas a distância”, contou.Ao finalizar, lembrou que a instituição tem 15 mil bolsas de estudos
distribuídas, investe em projetos
sociais como o Criar & Tocar, vencedor do Prêmio Marketing Best 2003,
e o Trilha Brasil, premiado no Top
Social 2003, sinalizando que o
Mackenzie continua sempre voltado
para as ações sociais não como ci-
Música na Câmara
as comemorações na Câmara
Municipal participaram o
Coral Juvenil do Mackenzie, sob a
regência de Cláudia Soccio Mussi,
e o Madrigal Mackenzie, conduzido pelo maestro Parcival Modolo.
Nas duas apresentações a
pianista foi Júnia Chagas. O Coral
Juvenil cantou Sina, de Djavan,
Pela Luz dos Olhos Teus, de
Vinicius de Moraes, e Ai que
Saudade D’ocê, de Vital Farias –
pelos dois corais. O Madrigal
Mackenzie interpretou Je ne L'ose
Dire, canção de Pierre Certon, All
My
Trials,
tradicional
das
Bahamas, em arranjo de Audrey
Snyder e Jubilate Deo, de Kathy
Bowen – pelos dois corais.
D
clos, mas de forma perene: “Nesse
contexto, enfocamos a profunda
vocação filantrópica para recusar
qualquer sugestão de improvisação e
modismo. Nossa filantropia é exercida como base de forte ideal, autêntico esforço, que constrói com bem
querer e vence pela tenacidade”.
Concluiu agradecendo a presença de
todos e as homenagens recebidas.
A mesa dirigente foi composta
pelo vereador Carlos Alberto Bezerra
Júnior, presidente da sessão solene,
representante da Câmara Municipal
de São Paulo, Frederico Guaurino de
Oliveira, chefe maior do 8º Distrito
Naval, representando o vice-almirante
Carlos Afonso Gamboa, Custódio
Pereira - diretor-presidente, Antonio
Bonato - diretor-financeiro, Gilson Novaes - diretor-administrativo, Jared
Toledo Silva - diretor de Recursos
Humanos, Nilson de Oliveira - diretor
Educacional, e Athos Vieira Andrade,
membro do Conselho de Curadores,
todos representantes do IPM,reverendo Osvaldo Hack e Maria Lucia
Vasconcelos, então chanceler e reitora, respectivamente, da Universidade
Presbiteriana Mackenzie. Estiveram
presentes também Pedro Ronzelli
Júnior, vice-reitor da UPM, reverendo
Richard Waddell,Jr. e a esposa,Shirley,
diretores de faculdades, professores,
alunos, antigos alunos e funcionários
do Mackenzie. Enviaram mensagens
pelas comemorações dos 133 anos do
Mackenzie, Cláudio Lembo, ex-reitor
da UPM, hoje vice-governador do
Estado de São Paulo, além de autoridades diversas.
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