"LÁGRIMAS DA GABRIELA”
EVOLUÇÃO DO BAIRRO GABRIELA E SUAS IMPLICAÇÕES NA PAISAGEM,
FEIRA DE SANTANA – BAHIA.
Patrícia A. Cerqueira ( paty.pink@ bol.com.br)
Marjorie C. Nolasco([email protected])
Joselisa M. Chaves ([email protected])
1
Discente Curso de Geografia/ Volountária IC
2
Professoras Adjunto e Titular
UEFS-Universidade Estadual de Feira de Santana-BA, Área de Geociências, DEXA. Grupo de
Pesq. Geociências e Gestão de Recursos Naturais, Br 116-Km3, 44.031-460, Feira de Santana, BA.
Resumo
Originado de uma fazenda de criação de gado o Bairro
Gabriela foi fundado em 1980 sofrendo, desde então, uma
expansão urbana acelerada e desordenada provocando alteração
na paisagem e comprometimento dos corpos d’água. O bairro
está inserido em duas zonas geográficas. A primeira zona
caracteriza-se por relevo plano e afloramentos de rochas
cristalinas, possuindo uma densa drenagem; a segunda apresenta
litologia de cobertura sedimentar e geomorfologia plana
contendo a maior parte das nascentes. Formam a micro-bacia do
Rio Jacuípe, um afluente do Rio Paraguaçú que drena para a
Barragem Pedra do Cavalo. Nesse contexto analisamos as
modificações produzidas na paisagem desde o surgimento do
bairro, e que geram problemas ambientais como a: degradação
constante das nascentes, poluição por esgotos superficiais e
soterramento por ocupação. O método de análise empregado
consistiu de: revisão bibliográfica; visitas ao bairro para
entrevistas e registro fotográfico; análise das fotografias aéreas,
na escala 1:8000, datadas de 1982 e 1992; interpretação de
imagens de satélite LANDSAT ETM+, obtida em 2001; e
integração dos dados físicos e históricos. Com os dados obtidos
até o momento, percebeu-se uma ocupação desordenada do
bairro que teve a sua ocupação realizada em três etapas: a
primeira caracterizada por loteamento, a segunda pela construção
de um conjunto habitacional e a terceira, em sua maioria, por
invasão. Esta última ocupação ocorre devido a dois fatores
identificados nas entrevistas: a proximidade do centro da cidade
e os recursos hídricos existentes no bairro, que servem de
atrativo para considerável parcela dos migrantes de baixa renda,
advindos especialmente da região semi-árida. Estes fatos
encontram-se associados a pouca assistência do Poder Público e
das instituições competentes gerando também, uma segregação
sócio-espacial. A história ambiental do bairro comprometeu os
recursos hídricos, fazendo-se necessário nesta área, atualmente,
discutir à implantação de programas de preservação dos mesmos.
Palavras-chave: expansão urbana – ocupação humana – paisagem – nascentes
Introdução
O bairro Gabriela localiza-se a Noroeste da cidade de Feira de Santana, maior
cidade do interior da Bahia distando 108 km da capital (Figura 1). Esse bairro foi originado
do desmembramento de três fazendas que destinavam–se à criação de gado e plantação de
fumo, algodão e mandioca, a semelhança do processo que gerou os primeiros bairros da
cidade.
O Bairro Gabriela iniciou com o lotemanento das terras por volta de 1979/1980,
quando, a parte ocupada pelo complexo Conjunto Habitacional Jutahy Magalhães Junior
segundo OLIVEIRA (2002) foi negociado junto a URBIS, através da Oyama Figueiredo
Construtora e Empreendimentos Ltda, que foi responsável pela construção do conjunto.
Neste trabalho busca-se resgatar a história ambiental do bairro através de relatos de
moradores, de revisão bibliográfica e utilização de fotos aéreas e imagem de satélite para
compreender as mudanças ambientais ocorridas e reconstruir a paisagem inicial.
Fonte dos Milagres
Figura 1- Localização do Bairro Gabriela no município de Feira de Santana. Fonte:
Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal
O contexto climático da cidade, que está inserida na região semi-árida, torna
relevante a área em estudo constituída por nascentes, que drenam para o rio Jacuípe. As
alterações ambientais do local, portanto provocam rebatimentos no recurso hídrico lá
existente.
Devido à influência da mídia televisiva que através da emissora TV GLOBO exibiu
a novela Gabriela na década de 1970 baseada na obra de Jorge Amado, o bairro foi
denominado de Vila Gabriela, sendo posteriormente chamado de Gabriela, ao passo que as
ruas receberam também nomes de novelas. Muitos lotes foram vendidos sem qualquer tipo
de documentação, estando hoje os primeiros moradores do bairro, recorrendo junto à justiça
com ação conjunta para solicitar a escritura dos mesmos.
Trabalhos anteriores
ALMEIDA (1992) realizou um trabalho intitulado “Estudo morfodinâmico do sítio
urbano de Feira de Santana” que avalia as unidades geomorfológicas e propôs uma
compartimentação do espaço em unidades ambientais que foram definidas a partir dos
conflitos ecológicos gerados pela degradação do meio natural, sendo a área do bairro
inserida na unidade geoambiental I-Sistema Derivado Urbano.
Em 1998 foi concluído o Projeto Nascentes (NOLASKO e FRANCO-ROCHA,
1998), que teve como objetivo estudar a problemática ambiental ligada à água e produzir
mapas e um banco de dados da cidade de Feira de Santana. Outro trabalho que se destaca
foi desenvolvido por OLIVEIRA (2002) que analisou o conjunto habitacional Jutahy
Magalhães Júnior e seu processo de periferização urbana na cidade de Feira de Santana.
Mais recentemente CERQUEIRA (2003) levantou aspectos sobre as condições ambientais
do bairro Gabriela no sentido de diagnosticá-los e posteriormente analisá-los.
Metodologia
O estudo do bairro Gabriela em Feira de Santana e suas implicações na paisagem foi
desenvolvida a partir da teoria dos sistemas que segundo CHRISTOFOLETTI (1990)
“constitui o amplo campo teorético tratando de sistemas, levando a uma visão de mundo
integradora, a respeito da estrutura, organização, funcionamento e desenvolvimento dos
sistemas”. Quanto à paisagem apoiou-se no conceito de SANTOS (1997) que considera
esta como “suscetível a mudanças irregulares ao longo do tempo, a paisagem é um conjunto
de formas heterogêneas, de idades diferentes, pedaços de tempos históricos representativos
das diversas maneiras de produzir as coisas, de construir o espaço”.
O método de pesquisa teve como suporte teórico uma revisão bibliográfica, com
ênfase no Projeto Nascentes, desenvolvido pela Área de Geociências/UEFS (NOLASKO e
FRANCO-ROCHA, 1998). Constou também, de etapas de campo, importante para
realização de entrevistas aos moradores e representantes dos moradores do bairro, para
verificar as condições sócio-econômicas, principais reivindicações e resgatar a história
ambiental do bairro. Nessa etapa ocorreu levantamento de pontos específicos com o GPS
especialmente nas nascentes, além de registro fotográfico das condições ambientais. Em
paralelo foram feitas análises das fotos aéreas, na escala 1:8000, datadas de 1982 e 1992, e
de imagem TM. Todas essas etapas finalizaram com a interpretação e integração dos dados
(Figura 2).
FLUXOGRAMA
Levantamento
Bibliográfico
Campo
Sensoriamento
Remoto
Levantamento
da história
ambiental
do bairro
Entrevista
Scanner
de fotos
aéreas
Levantamento
de pontos com
GPS
Registro
Fotográfico
Integração e Interpretação
dos dados
Evolução do bairro
1980-2004
Recorte do bairro
nas fotos aéreas e
na imagem
Figura 2 – Fluxograma das atividades desenvolvidas na pesquisa.
Resultados e discussão
No período das primeiras ocupações o bairro era desprovido de equipamentos
mínimos para a moradia, não apresentava água encanada, rede de esgoto, luz elétrica,
pavimentação, enfim a estrutura urbana mínima não existia. Quanto a Fonte dos Milagres,
segundo os moradores mais antigos, constituía-se numa bela e agradável paisagem onde aos
fins de tarde era possível apreciar o pôr do sol, servindo de lazer para os moradores. Esta
foi descoberta no período compreendido entre o final da década de 1950 e inicio da década
de 1960 em que ocorria uma forte estiagem, por um funcionário da antiga fazenda. Sendo
que a posição original da fonte dista cerca de 100m da atual, demonstrando assim a
alteração da paisagem ao longo dos anos. Isto se explica pela erosão remontante ou
regressiva que se caracteriza pelo trabalho de desgaste do fundo, de jusante para montante e
foi acelerado pelo desmatamento, e mais intensamente pela instalação do bairro. Para
conter este processo foi realizada a construção de um paredão em 1994 pelo então prefeito
José Raimundo de Azevedo. Além desse paredão foi realizada a cimentação no entorno da
Fonte dos Milagres reduzindo a área de captação da nascente.
A ocupação deste bairro ocorreu em três etapas marcantes. A primeira ocorreu em
1979/1980 segundo o Decreto nº 4.324, de 19 de agosto de 1980, como inicialmente
denominado Loteamento “Vila Gabriela” aprovado pelo prefeito Colbert Martins da Silva.
A segunda etapa teve Decreto nº 4.582, de 6 de abril de 1983 denominado Loteamento
“Vila Gabriela – Módulo II” do então prefeito José Falcão da Silva. Em 1991, o
PLANOLAR (Plano Municipal de Habitação Popular, criado em 1977 pelo então Prefeito
Colbert Martins da Silva e extinto pelo Prefeito João Durval Carneiro em 1993) interviu no
bairro retirando as ocupações realizadas por pessoas de baixa renda nas áreas
remanescentes próximo ao anel de contorno e a Fonte dos Milagres, para uma área
adjacente de forma a produzir melhorias para as condições de vida daqueles invasores.
Junto à fonte foi destinado 200m de área nas margens da nascente com a realização do
plantio de árvores. Percebe-se que este conflito ocorreu no mesmo ano em que iniciou a
terceira etapa, em 1991, marcado pela construção do Conjunto Habitacional Jutahy
Magalhães Júnior, o qual foi subdividido em três etapas, realizadas de 1991 a 1994,
recebendo as seguintes denominações: Homero Figueiredo, Arco-Íres e Alvorada. Este
conjunto foi construído sem considerar a importância do recurso hídrico existente na área.
Desmataram o entorno das nascentes e construíram edificações muito próximas a elas.
Essas ações modificaram a dinâmica das nascentes alterando o canal e o fluxo d`água que
foi reduzido devido ao desmatamento. A partir dessas informações foi confeccionado o
gráfico abaixa demonstrando a relação dos acontecimentos ocorridos no bairro e suas
repercussões para a paisagem (figura 3)
CURVA QUALITATIVA: CARACTERÍSTICAS X TEMPO
Descoberta
da Fonte dos
Milagres
Volume de água
Inicia construção
Início do do conjunto
Construção do
Bairro
habitacional paredão
Erosão da fonte
CENSO Estado atual
do bairro
1960
1970
1980
1991
1994
2000
Impermiabilização/
Urbanização
Verminose/Decadência na
saúde local
2004
Figura 3 – Gráfico da curva qualitativa demonstrando as mudanças ocorridas nas drenagens
do Bairro Gabriela (1960-2004).
A comparação das fotos aéreas e da imagem de satélite (figuras 4, 5 e 6) demonstra
que o crescimento da mancha urbana tem avançado até as nascentes comprometendo dessa
maneira a dinâmica ambiental local.
Com a instalação do C.I.S. (Centro Industrial do Subaé) e da UEFS na década de
1970, com o desenvolvimento do comércio nesta cidade, Feira exerceu forte poder atrativo
para moradores de distritos circunvizinhos, de outras cidades da região e até de outros
estados. O crescimento demográfico da cidade foi impulsionado a partir do governo de
Jucelino Kubtscheck (1956-1961) com a abertura de rodovias dentre elas as BR-116 e BR101 e na década de 1970 com a duplicação da BR-324 para facilitar o fluxo de mercadoria
para o C. I. S.(FREITAS 1998). A construção dessas rodovias transformou a cidade em um
grande entreposto comercial (BRITO 1997) formando um anel rodoviário (figura I). Ainda
na década de 1970 ocorreu a construção da barragem de Pedra do Cavalo e da Universidade
Estadual de Feira de Santana.
Figura 4 – Foto área, de 1982, escala 1: 8.000, Faixa 2, apresentando em destaque o
início da construção do Bairro Gabriela. Fonte: TERRA FOTO
Figura 5 – Foto área, de 1992, escala 1: 8.000, Faixa 2, apresentando em destaque o Bairro
Gabriela. Fonte: TERRA FOTO.
Figura 6 – Imagem de satélite Landsat ETM+ de 2001, apresentando em destaque o Bairro
Gabriela.
O gráfico de população (Figura 7) apresenta um considerável crescimento a partir
da década de 1950, alcançando taxas mais amenas na década de 1990, indicando a forte
influência destes equipamentos no crescimento populacional da cidade. O período de seca
da década de 1960 é visto como atrativo, aumentando a população, uma vez que o
município apresenta três bacias hidrográficas (Pojuca, Subaé e Jacuípe), sendo a do Rio
Jacuípe abastecida pelas nascentes do bairro Gabriela e adjacências.
O bairro Gabriela é considerado periférico, em razão de estar fora do anel de
contorno e apresentar poucos equipamentos urbanos, sendo a população, em sua maioria,
constituída por pessoas de baixa renda. A área do bairro é de 7.257.705,75 m2 e segundo o
CENSO 2000 (IBGE, 2000) a população total é de 13.563 habitantes, sendo 6.569 homens
e 6.993 mulheres, correspondendo a 3,15% da população urbana da cidade.
A prática de aterros para a construção de ruas e edificações, além de interferir
diretamente na dinâmica natural das águas, afetando o ecossistema local, interfere também
na infiltração e distribuição das águas pluviais, o que reduz o volume de água disponível
para a nascente ao longo dos anos. Ao desmatar, acelera os processos erosivos favorecendo
a rápida evolução da nascente para pequena drenagem, impedida em 1994 pela cimentação
e construção do muro de contenção (figura 3).
Crescimento absoluto da populaçao de Feira de S antana
500000
450000
400000
350000
300000
250000
200000
150000
100000
50000
0
Anos
Pop. Urbana
1940 1950 1960 1970 1980 1991 1996 2000
Figura 7 – Gráfico de crescimento absoluto da população de Feira de Santana. Observa-se a
intensidade de crescimento do período 1960-1991, com crescimentos similares no período
anterior e posterior a estas datas.
Estes processos antrópicos, que apresentam forte reflexo físico são acrescidos de
modificações químicas promovidas pelo lançamento de dejetos domésticos, sem qualquer
tipo de tratamento, próximo as nascentes que abastecem o Rio Jacuípe comprometendo a
qualidade das águas. Além das modificações físicas na paisagem e químicas na água, o
avanço da ocupação produziu dois grupos de moradores com relação diferentes com as
nascentes: moradores do Conjunto Habitacional e moradores residentes fora do Conjunto
Habitacional, formando duas associações distintas.
A Associação de Moradores do Conjunto Jutahy Magalhães Júnior solicitou junto a
Prefeitura à cobertura das nascentes para eliminar a proliferação de insetos e impedir que as
crianças brinquem nas águas, quanto aos moradores da Associação que se encontra fora do
Conjunto, mas inserido no bairro Gabriela, deseja que aja um beneficiamento da Fonte dos
Milagres a fim de promover melhorias nas condições de vida da população. Essas duas
associações não apresentam posturas conciliadoras, enquanto uma ver como problemático
os recursos hídricos superficiais, a outra busca beneficiamento desses recursos, inclusive
utilizando como consumo e até como atrativo turístico. Esses fatos podem estar
relacionados à forma de ocupação desses moradores. Os mais velhos possuem uma maior
identidade com o local, enquanto, os mais novos, frutos do planejamento da prefeitura não
possuem um vínculo ambiental com os recursos hídricos, uma vez que o abastecimentos
dessas moradias se dar de forma padronizada, a partir da distribuição da empresa de água
(EMBASA).
Essas nascentes são consideradas áreas de proteção permanente pela Política
Florestal do Estado da Bahia como consta no título II, capítulo II Art.4º, inciso II e na Lei
Orgânica do Município no Título IV, capítulo I, seção VIII. Tal quadro foi levantado pelo
governo do Estado e Prefeitura Municipal de Feira de Santana em julho de 2000 ao se
realizar o Plano Diretor de Desenvolvimento do Município que originou um mapa que
identifica áreas com ocupação desordenada e assentamentos de baixa renda (figura 1).
Conclusões e recomendações
Percebe-se uma divergência entre os moradores do bairro já que eles apontam
destinos diferentes para as nascentes, e até pelo fato de existirem duas associações de
moradores, sendo uma no Conjunto Habitacional Jutahy Magalhães Junior e outra fora do
conjunto, ambas não têm conhecimento que o conjunto está inserido no bairro logo
trabalham de forma diferenciada.
Percebe-se que com o avanço da malha urbana no bairro está produzindo uma
alteração na dinâmica das nascentes em razão de em seu entorno não haver mais vegetação,
de está ocorrendo o soterramento e em outro trecho a canalização do curso normal,
modificando assim a morfologia do canal, diminuindo dessa maneira a quantidade do fluxo
d’água. Além disso, há um comprometimento da qualidade dessas águas devido ao
lançamento dos dejetos sanitário e doméstico, com contaminação das nascentes. Este
processo de modificação repercute na saúde da população que apresenta doenças ligadas a
água contaminada, tais como, diarréia e verminose, verificado no posto de saúde que cobre
o conjunto.
A que se esperar que, mantido o padrão de intervenção atual a fonte seja agregada à
malha de esgoto da cidade, desaparecendo com o passar do tempo. Uma forma de interferir
nesse continuo processo de degradação será dando prosseguimento a essa pesquisa,
quantificando essas modificações e, intervir junto às associações visando resgatar a
importância da água, sua história, especialmente da Fonte dos Milagres, buscando nos
moradores parceiros e defensores desse recurso natural.
Referências Bibliográficas
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BRITTO, A. B. de. 1997. Aspectos Históricos do Desenvolvimento Industrial de Feira
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CENSO DEMOGRÁFICO: Brasil 1940. Rio de Janeiro: IBGE, 1950.
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CERQUEIRA, P.A. 2003.Diagnóstico da degradação ambiental das nascentes no bairro
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CHRISTOFOLETTI, A. 1990. A aplicação da abordagem em sistemas na Geografia
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FREITAS, Nacelice Barbosa. 1998. Urbanização em Feira de Santana: influências da
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Universidade Federal da Bahia, Salvador.
NOLASCO, M.C. & ROCHA, W.J.F. 1998. PROJETO NASCENTES. Relatório final de
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OLIVEIRA, A. P. de. 2002. Conjuntos Habitacionais e Processos de Periferização
Urbana em Feira de Santana: Estudo do Conjunto Habitacional Homero Figueiredo.
Monografia de Curso.UEFS. Feira de Santana.
SANTOS, M. 1988. Metamorfose do espaço habitado. São Paulo: Hucitec.
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