PROPOSTA DE SESSÃO DIRIGIDA
TÍTULO
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTEGRADORAS E
TECNOLOGIAS PARA O ENSINO DE ENGENHARIA
Coordenador
Nome: ISTEFANI CARÍSIO DE PAULA
E-mail: [email protected]
Titulação: Doutor em Engenharia de Produção (UFRGS)
Relator
Nome: BETTINA STEREN DOS SANTOS
E-mail: [email protected]
Titulação: Doutor Psicologia Evolutiva e da Educação Universidad de Barcelona (ESPANHA)
APOIADORES E POSSÍVEIS AUTORES DO SD
AUTOR 1
Nome: GUSTAVO BORBA
E-mail: [email protected]
AUTOR 2
Nome: CARLOS MORAES
E-mail: [email protected]
AUTOR 3
Nome: MORGANA PIZZOLATO
E-mail: [email protected]
AUTOR 4
Nome: CARLOS FERNANDO JUNG
E-mail: [email protected]
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INTEGRADORAS E
TECNOLOGIAS PARA O ENSINO DE ENGENHARIA
OBJETIVO
Os currículos dos cursos de engenharia costumam
conter projetos e trabalhos de diplomação obrigatórios que
visam atender a função de síntese e integração dos
conhecimentos adquiridos. Por outro lado, outras práticas
incluindo tecnologias digitais ou não, têm sido propostas
por professores em suas experiências didáticas. Muitas
vezes elas favorecem o trabalho individual e em grupo,
com poder de síntese e integração, mas estas ficam no
anonimato da sala de aula. Que outras práticas além dos
projetos e trabalhos de diplomação teriam esta capacidade
de promover a integração de conhecimentos? Que outras
práticas poderiam ser substitutas das atividades
tradicionais de sala de aula, com maior poder de integração
de conhecimentos?
Esta proposta de Sessão Dirigida tem como objetivo
promover uma discussão sobre práticas pedagógicas
integradoras e tecnologias, digitais ou não, que auxiliem na
formação de alunos autônomos, empreendedores e com
capacidade de trabalhar em equipe e resolver problemas.
Seria oportuno investigar se as novas práticas
correspondem aos anseios dos alunos a se sentirem mais
preparados para o mercado de trabalho, tanto no aspecto
técnico quanto no aspecto humano. Como objetivos
secundários pretende-se identificar o que é necessário
para promover uma nova didática de sala de aula, criar
uma rede de colaboração e troca de experiências entre
professores, pesquisadores e IES.
RELEVÂNCIA DA TEMÁTICA
A Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002
(CONSELHO NACIONAL DE EDUCÃO, 2012), que Institui
as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de
Graduação em Engenharia, define em Art. 5 e primeiro
parágrafo:
Art. 5º Cada curso de Engenharia deve possuir um
projeto pedagógico que demonstre claramente como o
conjunto das atividades previstas garantirá o perfil
desejado de seu egresso e o desenvolvimento das
competências e habilidades esperadas. Ênfase deve ser
dada à necessidade de se reduzir o tempo em sala de
aula, favorecendo o trabalho individual e em grupo dos
estudantes.
§ 1º Deverão existir os trabalhos de síntese e integração
dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso, sendo
que, pelo menos, um deles deverá se constituir em
atividade obrigatória como requisito para a graduação.
Sessão dirigida proposta na edição 2012 do
COBENGE enfatizou intervenções pedagógicas bem
sucedidas que permitam uma maior retenção e
permanência do aluno em seus cursos. A presente
proposta aprofunda tal discussão no sentido de identificar
experiências didáticas que reproduzam em ambiente
acadêmico ou não, a vivência do profissional no mercado
de trabalho. Práticas e tecnologias que permitam o
entendimento do aluno sobre o curso e sua ligação com a
profissão que irá exercer. Que estimulem o aluno a ter uma
atitude ativa no processo ensino-aprendizagem, não
apenas de mero expectador. Se por um lado tais práticas
talvez reduzam o tempo em sala de aula, por outro lado
pretendem atingir com mais eficiência a integração de
conhecimentos adquiridos em distintas disciplinas, por
solucionar problemas complexos como os encontrados na
prática profissional. Espera-se que tais práticas sejam
motivadoras e despertem, de forma conjunta, diferentes
habilidades nos estudantes.
MOTIVAÇÃO DA PROPOSTA
Conforme Gardner (2010) o mercado de trabalho
exige cada vez mais características de multidisciplinaridade
dos profissionais, que são conseguidas através de um
ensino que se aprofunde nas diversas inteligências do ser
humano. Por outro lado as novas gerações não se
adaptam mais ao formato tradicional de ensino baseado
em aulas expositivas.
Em sessões dirigidas do COBENGE em 2011 e
2012 emergiram algumas possíveis soluções para diminuir
os índices de retenção e de evasão, incluindo bolsas de
permanência para os alunos; outros apoios financeiros na
forma de vales alimentação, programas de assistência à
saúde, moradia estudantil, todos com a exigência de um
bom desempenho escolar como contrapartida; oferta de
cursos com maior interação com as empresas; uso de
estratégias pedagógicas com foco no processo de
aprendizagem e no desenvolvimento de habilidades e
competências; um acompanhamento mais estreito das
trajetórias escolares dos alunos e, finalmente, uma melhor
formação dos professores de Engenharia para o exercício
da docência.
Considerando o caráter multivariado do problema de
aprendizagem, do preparo de profissionais para o mercado
de trabalho e da retenção dos alunos, tais soluções são
importantes e se relacionam com aspectos extrínsecos e
de gestão dos cursos e IES. Por outro lado, práticas e
tecnologias que explorem outras habilidades além das
cognitivas, tratam de aspectos intrínsecos do individuo e
poderão contribuir para uma abordagem complementar do
problema relacionado à aprendizagem e à evasão. A
evidência da necessidade de estratégias pedagógicas
compatíveis com o aprendizado em engenharia, para
minimizar a retenção e a evasão nos cursos, apontada na
SD realizada em 2011, onde a retenção e a evasão escolar
foram tematizadas, se tornou a motivação para a
proposição de uma SD em 2012, dedicada à troca de
experiências pedagógicas bem sucedidas, e é aprofundada
na presente proposta para 2013, enfatizando o poder de
síntese e integração exigidos pela CNE/CES 11.
RESULTADOS ESPERADOS
PRESENTE PROPOSTA
DECORRENTES
DA
A SD aqui proposta se apresenta como um fórum no
qual professores de diferentes IES brasileiras poderão
compartilhar suas experiências docentes que tenham poder
de síntese e integração, sejam elas desenvolvidas dentro
de sala de aula ou não. Dessa forma, poderá se constituir
em um ambiente onde possam ser socializadas não só as
práticas e tecnologias, como também as que não obtiveram
sucesso na consecução dos objetivos de síntese e
integração do conhecimento, bem como para atender os
parâmetros de uma formação de qualidade.
Além de exemplos de práticas integradoras, poderão
ser levantados fatores que ligados aos professores que
promovam uma nova didática de sala de aula,
estabelecimento de rede inicial de colaboração e troca de
experiências entre pesquisadores e IES.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Há interesse por parte do Conselho de Educação,
das IES e professores em formação de alunos autônomos,
empreendedores e com capacidade de trabalhar em
equipe e resolver problemas. Por outro lado os alunos
demandam aulas dinâmicas e motivadoras. As demandas
do mercado de trabalho por novos engenheiros, como
também, no caso das Instituições Públicas Federais, a
recomendação estabelecida pelo Ministério da Educação
de aumentar o percentual de formados nessas IES até
atingir índices mínimos de 90% dos ingressantes (BRASIL,
2007) têm impulsionado a procura e construção de
intervenções pedagógicas que possam ser instrumentos
para atingir essas metas.
Em função da argumentação apresentada, há
urgência nessa discussão. Igualmente, o tema é de alta
relevância uma vez que constitui uma das metas das IES,
públicas ou privadas, promover um aumento do número de
alunos formados, sem a perda da qualidade na formação.
A lista de apoiadores, apresentada na sequência dessa
Proposta, é reveladora da importância e da preocupação
que o tema desperta nos dias de hoje o que nos leva a
propor o aprofundamento da discussão no âmbito de uma
Sessão Dirigida deste Congresso Brasileiro de Educação
de Engenharia, edição 2013. Será priorizada a divulgação
dos estudos que apresentem comprovação da aplicação
das intervenções.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Decreto nº 6.096, de 24 de abril de 2007. Institui o
Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e
Expansão das Universidades Federais - REUNI. Diário
Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF,
25
abr.
2007.
Disponível
em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20072010/2007/decreto/d6096.htm> Acesso em: 6 jul. 2011.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (Brasil). Câmara
de Educação Superior. Resolução CNE/CES 11, aprovado
em 11 de março de 2002. Diário Oficial da União [da]
República Federativa do Brasil, Brasília, 9 de abril de
2002. Seção 1, p. 32.
GARDNER, H. Inteligências múltiplas: a teoria na
prática. Porto Alegre, Artmed, 2010.
Download

PROPOSTA DE SESSÃO DIRIGIDA TÍTULO PRÁTICAS